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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Determinantes da procura turística doméstica em Portugal numa conjuntura de crise económica e financeira]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In 2007 a financial crisis began with a strong impact on the European economy, and particularly in Portugal, with tough consequences also in the tourism sector. The available data show that, despite the weight of domestic tourism in the tourism sector in Portugal is not as great as that of international tourism, its importance is considerable, and presented a slight increasing trend in the last decade. However in 2011 and 2012 there was an inverse trend. Research conducted in Portugal has focused mainly on international tourism demand; domestic tourism demand has had little published research. In an environment of economic and financial crisis, it is important to study the factors which define this tourist demand. The objective of this study is to model and produce forecasts for domestic tourism demand in Portugal. Quarterly data were used from 2009 to 2012, for an extended number of economic variables, such as GDP per capita, the average available income of households, the index of consumer prices, the consumer confidence indicator, the unemployment rate, the number of unemployed and the price of oil. We also considered a binary variable indicating the presence of the Troika in Portugal. Various specifications of econometric models taking as dependent variable the number of nights spent by resident tourists in Portugal were estimated. Forecasts of tourism demand were produced using the traditional exponential smoothing models. The results indicate that in Portugal, in a context of economic and financial crisis, the domestic tourism demand is explained by the average available income of households, the number of unemployed and the index of consumer prices on transport. The estimates indicate that the income elasticity on demand is approximately +2.1%, the number of unemployed is about -0.6% and the price index of transport is approximately 1.2%.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><b>TURISMO - ARTIGOS CIENT&Iacute;FICOS</b></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Determinantes da procura tur&#237;stica dom&#233;stica em Portugal numa conjuntura de   crise econ&#243;mica e financeira</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Determinants of Portuguese domestic tourism demand at   a time of economic and financial crisis</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Luis N. Pereira<sup>1</sup>; Lara N. Ferreira<sup>2</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup>Universidade do Algarve, Escola Superior de Gest&#227;o, Hotelaria e Turismo, Centro de Investiga&#231;&#227;o sobre o Espa&#231;o e as Organiza&#231;&#245;es, Centro de Estudos e Investiga&#231;&#227;o em Sa&#250;de da Universidade de Coimbra. Campus da Penha, 8005-139 Faro, Portugal, <a href="mailto:Lmper@ualg.pt">Lmper@ualg.pt</a>    <br> <sup>2</sup> Universidade do Algarve, Escola Superior de Gest&#227;o, Hotelaria e Turismo, Centro de Estudos e Investiga&#231;&#227;o em Sa&#250;de da Universidade de Coimbra. Campus da Penha, 8005-139 Faro, Portugal, <a href="mailto:Lnferrei@ualg.pt">Lnferrei@ualg.pt</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b >RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 2007 teve in&#237;cio uma crise financeira que tem vindo a ter um forte impacto na economia europeia, e em particular em Portugal, com fortes reflexos tamb&#233;m no sector do turismo. Os dados dispon&#237;veis mostram que, apesar do peso do turismo dom&#233;stico no sector tur&#237;stico em Portugal n&#227;o ser t&#227;o grande quanto o do turismo internacional, a sua import&#226;ncia &#233; consider&#225;vel, tendo apresentado uma tend&#234;ncia crescente ligeira na &#250;ltima d&#233;cada. No entanto em 2011 e 2012 verificou-se uma tend&#234;ncia inversa. A investiga&#231;&#227;o conduzida em Portugal tem-se centrado sobretudo sobre a procura tur&#237;stica internacional, n&#227;o existindo estudos sobre a procura tur&#237;stica dom&#233;stica. Numa conjuntura de crise econ&#243;mica e financeira, considera-se importante estudar os factores que determinam essa procura tur&#237;stica. Assim, o objetivo deste estudo consiste em modelar e produzir previs&#245;es para a procura tur&#237;stica dom&#233;stica em Portugal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram usados dados trimestrais, desde 2009 a 2012, para um conjunto alargado de vari&#225;veis econ&#243;micas, como por exemplo o PIB <i >per capita</i>, o rendimento m&#233;dio dispon&#237;vel das fam&#237;lias, o &#237;ndice de pre&#231;os no consumidor, o indicador de confian&#231;a dos consumidores, a taxa de desemprego, o n&#250;mero de desempregados e o pre&#231;o do barril de petr&#243;leo. Tamb&#233;m foi considerada uma vari&#225;vel bin&#225;ria que indica a presen&#231;a da <i >Troika</i> em Portugal. Foram estimadas v&#225;rias especifica&#231;&#245;es de modelos econom&#233;tricos considerando como vari&#225;vel dependente o n&#250;mero de dormidas de turistas residentes em Portugal. As previs&#245;es da procura tur&#237;stica foram efectuadas com recurso a modelos de alisamento exponencial tradicionais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados obtidos indicam que em Portugal, numa conjuntura de crise econ&#243;mica e financeira, a procura tur&#237;stica dom&#233;stica &#233; explicada pelo rendimento m&#233;dio dispon&#237;vel das fam&#237;lias, pelo n&#250;mero de desempregados e pelo &#237;ndice de pre&#231;os no consumidor relativo aos transportes. As estimativas obtidas indicam que a elasticidade do rendimento dispon&#237;vel na procura &#233; aproximadamente +2,1%, do n&#250;mero de desempregados &#233; cerca de -0,6% e do &#237;ndice de pre&#231;os dos transportes &#233; aproximadamente +1,2%. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >Palavras-chave</b>: Dados em painel, elasticidades, modelos econom&#233;tricos, previs&#245;es, procura tur&#237;stica dom&#233;stica. </font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b >ABSTRACT</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">In 2007 a financial crisis began with a strong impact on the European economy, and particularly in Portugal, with tough consequences also in the tourism sector. The available data show that, despite the weight of domestic tourism in the tourism sector in Portugal is not as great as that of international tourism, its importance is considerable, and presented a slight increasing trend in the last decade. However in 2011 and 2012 there was an inverse trend. Research conducted in Portugal has focused mainly on international tourism demand; domestic tourism demand has had little published research. In an environment of economic and financial crisis, it is important to study the factors which define this tourist demand. The objective of this study is to model and produce forecasts for domestic tourism demand in Portugal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quarterly data were used from 2009 to 2012, for an extended number of economic variables, such as GDP per capita, the average available income of households, the index of consumer prices, the consumer confidence indicator, the unemployment rate, the number of unemployed and the price of oil. We also considered a binary variable indicating the presence of the Troika in Portugal. Various specifications of econometric models taking as dependent variable the number of nights spent by resident tourists in Portugal were estimated. Forecasts of tourism demand were produced using the traditional exponential smoothing models. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">The results indicate that in Portugal, in a context of economic and financial crisis, the domestic tourism demand is explained by the average available income of households, the number of unemployed and the index of consumer prices on transport. The estimates indicate that the income elasticity on demand is approximately +2.1%, the number of unemployed is about -0.6% and the price index of transport is approximately 1.2%. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >Key-words:</b> Panel data, elasticities, econometric models, forecasts, domestic tourist demand.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b >1.      Introdu&#231;&#227;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O turismo tem vindo a afirmar-se ao longo dos anos como um sector estrat&#233;gico da economia portuguesa, pois contribui para o crescimento do emprego e da economia, bem como para o desenvolvimento e a integra&#231;&#227;o socioecon&#243;mica das regi&#245;es mais rurais, perif&#233;ricas e com menores n&#237;veis de desenvolvimento. De acordo com os dados mais recentes dispon&#237;veis na Conta Sat&#233;lite do Turismo no Instituto Nacional de Estat&#237;stica (INE), &#233; um sector que no final da &#250;ltima d&#233;cada empregava cerca de 6% da popula&#231;&#227;o activa portuguesa e o valor acrescentado gerado pelo turismo valia aproximadamente 5% do Valor Acrescentado Bruto nacional (INE, 2009). Para al&#233;m disso, o Consumo Tur&#237;stico no Territ&#243;rio Econ&#243;mico (CTTE) valia cerca de 9% do Produto Interno Bruto (PIB) (INE, 2010). De acordo com a mesma fonte, o consumo de turistas internacionais (consumo efectuado por n&#227;o residentes) representava cerca de 56% do CTTE, enquanto o consumo de turistas dom&#233;sticos (ou de residentes, efectuado no territ&#243;rio econ&#243;mico portugu&#234;s) apresentava um peso pr&#243;ximo de 39%. As outras componentes do turismo, que abrangem, nomeadamente, servi&#231;os de alojamento associados a habita&#231;&#245;es pr&#243;prias secund&#225;rias, representavam os restantes 5% do CTTE. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com os dados mais recentes disponibilizados pelo <i >World Travel and Tourism Council</i> (WTTC), &#233; um sector que em 2012 empregava directamente cerca de 7% da popula&#231;&#227;o activa portuguesa (estima-se que a contribui&#231;&#227;o total do sector no emprego tenha sido de aproximadamente 18%) e o seu contributo directo no PIB era de quase 6% (estima-se que a contribui&#231;&#227;o total do sector no PIB tenha sido de quase 16%) (<i >World Travel and Tourism Council</i>, 2013). De acordo com a mesma fonte, os gastos dos turistas dom&#233;sticos geraram cerca de 36% do PIB directo devido ao turismo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com o INE (INE, 2013), em 2012 cerca de 4,0 milh&#245;es de residentes em Portugal (38% do total da popula&#231;&#227;o) realizaram pelo menos uma desloca&#231;&#227;o tur&#237;stica em que tenham dormido uma ou mais noites fora do seu ambiente habitual. Nesse documento tamb&#233;m s&#227;o apresentadas estimativas que revelam que cerca de 35% do total dos residentes se deslocaram para destinos dom&#233;sticos, enquanto cerca de 8% dos residentes (incluindo 5% do total da popula&#231;&#227;o que efectuou desloca&#231;&#245;es para ambos os destinos) se deslocaram para destinos no exterior. Nesse ano, o INE estima que o n&#250;mero de dormidas originadas pelas desloca&#231;&#245;es tur&#237;sticas dos residentes totalizou 69,7 milh&#245;es, sendo que cerca de 83% dessas dormidas ocorreram em Portugal. O &#8220;alojamento fornecido gratuitamente por familiares ou amigos&#8221; foi o meio de alojamento preferencial para as desloca&#231;&#245;es tur&#237;sticas realizadas pelos residentes em 2012, atingindo 35,4 milh&#245;es de dormidas (51% das dormidas), seguido da &#8220;segunda resid&#234;ncia (inclui habita&#231;&#227;o pr&#243;pria)&#8221; (21% das dormidas) e dos &#8220;estabelecimentos hoteleiros&#8221; (18% das dormidas). As restantes dormidas distribu&#237;ram-se por &#8220;outros estabelecimentos de alojamento colectivo e alojamento especializado&#8221;, &#8220;quartos arrendados em casas particulares&#8221;, &#8220;apartamentos/casas arrendadas&#8221; e &#8220;outro alojamento privado&#8221; (INE, 2013). No que se refere &#224;s dormidas em estabelecimentos hoteleiros, o INE estima que se tenham registado 39,7 milh&#245;es em 2012, das quais 12,5 milh&#245;es foram efectuadas por turistas dom&#233;sticos (31% das dormidas). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados dispon&#237;veis mostram que o n&#250;mero total de dormidas de turistas dom&#233;sticos em estabelecimentos hoteleiros decresceu em 2011 (-2,5%) e em 2012 (-7,2%), apesar de ter apresentado uma tend&#234;ncia de crescimento ligeira na &#250;ltima d&#233;cada (INE, 2013). A taxa m&#233;dia anual de crescimento do n&#250;mero total de dormidas de turistas dom&#233;sticos foi de aproximadamente +3,6% entre 2002 e 2010, mas se forem considerados os dois &#250;ltimos anos essa taxa m&#233;dia anual &#233; de aproximadamente +1,6%. Este cen&#225;rio n&#227;o &#233; certamente alheio &#224; conjuntura de crise econ&#243;mica e financeira que se est&#225; a viver em Portugal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A crise financeira que se iniciou no ver&#227;o de 2007 teve um forte impacto no funcionamento do mercado monet&#225;rio, tendo-se verificado um aumento significativo da volatilidade e do n&#237;vel das taxas de juro de curto e de longo prazo, as quais incorporaram um pr&#233;mio de risco significativo. Esta press&#227;o do mercado conduziu Portugal a uma situa&#231;&#227;o em que o acesso ao mercado de capitais era cada vez mais dif&#237;cil, ao mesmo tempo que crescia a d&#250;vida sobre a capacidade de Portugal pagar a sua d&#237;vida p&#250;blica (Pereira & Wemans, 2012). Assim, em Abril de 2011 Portugal tornou-se no terceiro estado membro da Uni&#227;o Europeia a pedir ajuda financeira &#224; <i >Troika</i>, formada pela Comiss&#227;o Europeia, pelo Banco Central Europeu e pelo Fundo Monet&#225;rio Internacional. A assinatura do memorando de entendimento com a <i >Troika</i> obrigou a que o Governo Portugu&#234;s tomasse medidas de redu&#231;&#227;o da despesa p&#250;blica e de aumento das receitas (denominadas por medidas de austeridade), como cortes nos sal&#225;rios e nas pens&#245;es dos funcion&#225;rios p&#250;blicos, aumento da carga fiscal e redu&#231;&#227;o do investimento p&#250;blico. Portanto, ao fraco crescimento econ&#243;mico, ao persistente d&#233;fice p&#250;blico e ao aumento gradual da taxa de desemprego observados na primeira d&#233;cada do s&#233;culo XXI, veio juntar-se um conjunto de medidas que tiveram como resultado, por exemplo, a redu&#231;&#227;o do rendimento dispon&#237;vel das fam&#237;lias, a redu&#231;&#227;o da confian&#231;a dos consumidores, a diminui&#231;&#227;o do consumo privado e dos lucros das empresas, a redu&#231;&#227;o do investimento privado e o aumento da taxa de desemprego. Esta conjuntura macroecon&#243;mica teve naturalmente efeitos na actividade tur&#237;stica, e em particular no que respeita aos estabelecimentos de alojamento tur&#237;stico, tal como j&#225; foi apresentado. Na realidade, um estudo recente mostrou que a imagem de Portugal de deteriorou ao longo dos &#250;ltimos anos, como resultado da crise econ&#243;mica (Vargas-S&#225;nchez, 2014). Em suma, a crise financeira que se iniciou em 2007 teve um forte impacto nas economias reais europeias, e em particular em Portugal, com fortes reflexos tamb&#233;m no sector do turismo. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As estimativas apresentadas acima mostram que apesar do turismo dom&#233;stico n&#227;o ser predominante no sector do turismo em Portugal, ele tem uma import&#226;ncia que n&#227;o pode ser menosprezada. Talvez pela maior import&#226;ncia do turismo internacional, o principal foco da investiga&#231;&#227;o relacionada com a procura tur&#237;stica em Portugal tem vindo a ser apenas a procura internacional (e.g., Proen&#231;a & Soukiazis, 2005; Leit&#227;o, 2008; Andraz, Gouveia & Rodrigues, 2009; Daniel & Rodrigues, 2010, 2011). Contudo, a n&#237;vel internacional &#233; poss&#237;vel encontrar alguns trabalhos que se dedicam ao estudo da procura tur&#237;stica dom&#233;stica (e.g., Wen, 1997; Rogerson & Lisa, 2005; Athanasopoulos & Hyndman, 2008; Allen, Yap & Shareef, 2009; Taylor & Ortiz, 2009; Massidda & Etzo, 2010, 2012; Gonz&#225;lez-G&#243;mez, &#193;lvarez-D&#237;az & Otero-Gir&#225;ldez, 2011). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Contudo, tendo em conta sobretudo que, em 2012, quase um ter&#231;o das dormidas em estabelecimentos hoteleiros em Portugal foi devida &#224; procura dom&#233;stica, que mais de quatro quintos das dormidas dos turistas residentes ocorreram em Portugal e que n&#227;o existem estudos recentes sobre a procura tur&#237;stica dom&#233;stica em Portugal, e em particular numa conjuntura de crise econ&#243;mica e financeira, considera-se relevante estudar quais s&#227;o os factores que determinam essa procura tur&#237;stica. Para al&#233;m disso, &#233; de salientar que o turismo dom&#233;stico tem um papel muito importante no CTTE e na manuten&#231;&#227;o e melhoria das infra-estruturas tur&#237;sticas, especialmente em algumas regi&#245;es de Portugal. Na realidade, &#233; mais prov&#225;vel que um turista Portugu&#234;s do que um turista internacional visite algumas regi&#245;es de Portugal que n&#227;o est&#227;o t&#227;o promovidas internacionalmente como outras, ou que n&#227;o s&#227;o t&#227;o acess&#237;veis como outras. Por exemplo, em 2012, mais de metade do total das dormidas realizadas nos estabelecimentos hoteleiros das regi&#245;es do Alentejo (69%), Norte (61%) e Centro (52%) foram efectuadas por turistas residentes, enquanto essa propor&#231;&#227;o s&#243; atinge um quarto nas regi&#245;es do Algarve (25%) e Lisboa (26%), sendo at&#233; bastante inferior na Regi&#227;o Aut&#243;noma (RA) da Madeira (10%), (INE, 2013). Portanto, a procura tur&#237;stica dom&#233;stica &#233; um tema importante que merece ser cuidadosamente estudado e analisado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, o objectivo deste estudo consiste em modelar e produzir previs&#245;es para a procura tur&#237;stica dom&#233;stica em Portugal. Para alcan&#231;ar este duplo objectivo, s&#227;o estimadas v&#225;rias especifica&#231;&#245;es de modelos econom&#233;tricos considerando como vari&#225;vel dependente o n&#250;mero de dormidas de turistas residentes em Portugal. As previs&#245;es da procura tur&#237;stica s&#227;o efectuadas com recurso a modelos de alisamento exponencial tradicionais. S&#227;o usados dados trimestrais, desde 2009 a 2012, para um conjunto alargado de vari&#225;veis econ&#243;micas, como por exemplo o PIB <i >per capita</i>, o rendimento m&#233;dio dispon&#237;vel das fam&#237;lias, o &#237;ndice de pre&#231;os no consumidor, o indicador de confian&#231;a dos consumidores, a taxa de desemprego, o n&#250;mero de desempregados e o pre&#231;o do barril de petr&#243;leo. Tamb&#233;m &#233; considerada uma vari&#225;vel bin&#225;ria que indica a presen&#231;a da <i >Troika</i> em Portugal.  </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo poder&#225; ter uma utilidade emp&#237;rica muito grande na interpreta&#231;&#227;o da varia&#231;&#227;o da procura tur&#237;stica com base em vari&#225;veis econ&#243;micas. Ele poder&#225; fornecer recomenda&#231;&#245;es sobre pol&#237;ticas aos intervenientes no sector do turismo, bem como avalia&#231;&#245;es sobre a efic&#225;cia das atuais pol&#237;ticas do turismo baseadas em vari&#225;veis econ&#243;micas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Depois desta introdu&#231;&#227;o, este artigo est&#225; organizado em mais tr&#234;s sec&#231;&#245;es. A sec&#231;&#227;o 2 &#233; dedicada &#224; metodologia, na qual s&#227;o apresentados os dados e especificados os modelos. Na sec&#231;&#227;o 3 s&#227;o apresentados e analisados os resultados. Por &#250;ltimo, as principais conclus&#245;es s&#227;o sumariadas na sec&#231;&#227;o 4.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b >2.      Metodologia</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >2.1    Dados</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de existirem indicadores alternativos da actividade tur&#237;stica, tal como referem Song, Li, Witt & Fei (2010), neste estudo decidiu usar-se o n&#250;mero de dormidas nos estabelecimentos hoteleiros como indicador da procura tur&#237;stica dom&#233;stica. Esta escolha foi baseada nas seguintes raz&#245;es: <i >i</i>) &#233; o &#250;nico indicador para a qual existem dados dispon&#237;veis com qualidade para um per&#237;odo relativamente longo, e <i >ii</i>) &#233; um indicador que tem vindo a ser usado em v&#225;rios estudos de modela&#231;&#227;o da procura tur&#237;stica dom&#233;stica (e.g., Athanasopoulos & Hyndman, 2008) e internacional (e.g., Li, Song & Witt, 2005). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados da procura tur&#237;stica dom&#233;stica Portuguesa foram obtidos a partir do Inqu&#233;rito &#224; Perman&#234;ncia de H&#243;spedes na Hotelaria e Outros Alojamentos, implementado pelo INE. Os dados desse inqu&#233;rito s&#227;o recolhidos por via electr&#243;nica com uma periodicidade mensal. Uma vez que s&#243; existem dados trimestrais desde 2009, ent&#227;o foram usados dados desde o primeiro trimestre de 2009 at&#233; ao quarto trimestre de 2012. Portanto, foram usadas <i >T</i>=16 observa&#231;&#245;es trimestrais, as quais est&#227;o desagregadas pelas <i >n</i>=7 regi&#245;es de Portugal classificadas ao n&#237;vel II da Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estat&#237;sticos (NUTSII). Estes dados podem ser observados na <a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a10f1.jpg">figura 1</a>.</font></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Uma vez que a literatura sobre os determinantes da procura tur&#237;stica dom&#233;stica n&#227;o &#233; muito extensa, sobretudo em Portugal, verifica-se que os estudos publicados neste dom&#237;nio se baseiam em grande medida na investiga&#231;&#227;o sobre a procura tur&#237;stica internacional (Lim, 1997; Song <i >et al</i>, 2010). De acordo com a literatura com maior impacto, verifica-se que os determinantes da procura tur&#237;stica podem ser de natureza econ&#243;mica e de natureza n&#227;o-econ&#243;mica. Apesar de existirem autores que defendem que existem factores n&#227;o-econ&#243;micos que influenciam as escolhas dos turistas, e como consequ&#234;ncia a procura tur&#237;stica (e.g. Eilat & Einav, 2004; Zhang & Jensen, 2007), verifica-se que a maioria dos estudos sobre a procura tur&#237;stica dom&#233;stica se limita a estudar os impactos de vari&#225;veis econ&#243;micas. Algumas das excep&#231;&#245;es devem-se, por exemplo, a Bigano, Hamilton & Tol, (2007) e a Taylor & Ortiz (2009) que estudaram o efeito de vari&#225;veis climat&#233;ricas no destino sobre a procura tur&#237;stica dom&#233;stica, a Massidda & Etzo (2012) que investigaram se a procura tur&#237;stica dom&#233;stica &#233; influenciada por vari&#225;veis ambientais, culturais e sociais e a Gonz&#225;lez-G&#243;mez, &#193;lvarez-D&#237;az & Otero-Gir&#225;ldez (2011) que estudaram o efeito das f&#233;rias da P&#225;scoa serem num determinado m&#234;s e do Ano Santo ser num domingo na procura dom&#233;stica da Galiza. Contudo, neste estudo decidiu restringir-se os poss&#237;veis determinantes da procura tur&#237;stica dom&#233;stica em Portugal a um conjunto de vari&#225;veis econ&#243;micas, tendo em conta n&#227;o s&#243; o contexto econ&#243;mico em que o pa&#237;s se encontra e o per&#237;odo em an&#225;lise, mas tamb&#233;m a informa&#231;&#227;o dispon&#237;vel e com qualidade. Assim, tendo em conta a literatura e os dados dispon&#237;veis para Portugal, foi considerado o conjunto de vari&#225;veis explicativas apresentadas na <a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a10t1.jpg">tabela 1</a>.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Apesar da procura tur&#237;stica dom&#233;stica poder ser explicada por uma grande diversidade de vari&#225;veis econ&#243;micas, &#224; semelhan&#231;a do que ocorre com a procura tur&#237;stica internacional (Song <i >et al.</i>, 2010), neste estudo decidiu restringir-se essas vari&#225;veis ao dom&#237;nio da riqueza, do pre&#231;o e das expectativas dos consumidores. No dom&#237;nio da riqueza foram consideradas as vari&#225;veis PIB <i >per capita</i> a pre&#231;os constantes, rendimento m&#233;dio dispon&#237;vel das fam&#237;lias, taxa de actividade, taxa de desemprego, e n&#250;mero de desempregados (em <i >stock</i>). De acordo com a teoria econ&#243;mica, espera-se que o sinal das primeiras tr&#234;s vari&#225;veis seja positivo, ao contr&#225;rio do sinal que se espera nas &#250;ltimas duas vari&#225;veis. Efectivamente, em termos globais, o flagelo do desemprego conduz &#224; diminui&#231;&#227;o da riqueza e do consumo privado, sobretudo em bens que n&#227;o sejam de primeira necessidade. Por sua vez, no dom&#237;nio do pre&#231;o foram considerados indicadores do pre&#231;o de actividades tur&#237;sticas no destino (&#205;ndice de Pre&#231;os no Consumidor relativo &#224; sec&#231;&#227;o de Restaurantes e Hot&#233;is) e do pre&#231;o de destinos substitutos (&#205;ndice de Pre&#231;os no Consumidor relativo &#224; sec&#231;&#227;o dos Transportes e pre&#231;o do barril de petr&#243;leo). Considerou-se que estas duas vari&#225;veis reflectem o pre&#231;o de destinos substitutos, porque se admite que pre&#231;os mais elevados da viagem da origem para o destino possam conduzir a uma maior procura tur&#237;stica dom&#233;stica. Por outras palavras, considera-se que no processo de escolha entre um destino internacional e um dom&#233;stico (que se admite mais pr&#243;ximo do local de resid&#234;ncia), os turistas tenham em considera&#231;&#227;o o pre&#231;o da viagem. Assim, espera-se que o sinal da primeira vari&#225;vel no dom&#237;nio do pre&#231;o seja negativo, enquanto o sinal das &#250;ltimas duas dever&#225; ser positivo. Por &#250;ltimo, o Indicador de Confian&#231;a dos Consumidores e a presen&#231;a da <i >Troika</i> em Portugal s&#227;o vari&#225;veis que reflectem as expectativas dos turistas (consumidores), devendo assumir sinais contr&#225;rios (a primeira sinal positivo e a segunda sinal negativo). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tendo em conta os dados em painel dispon&#237;veis (<i >n</i>=7, <i >T</i>=16), considera-se que se trata de um pequeno painel e considerou-se tal facto ao n&#237;vel da estima&#231;&#227;o econom&#233;trica (Cameron e Trivedi, 2010). Em particular, n&#227;o foram considerados modelos din&#226;micos, nos quais pode ser inclu&#237;do como regressor a vari&#225;vel dependente referida a distintos per&#237;odos de tempo, devido &#224; perda de observa&#231;&#245;es que ocorre na estima&#231;&#227;o desta classe de modelos. Contudo, n&#227;o foi dispensada a verifica&#231;&#227;o da estacionariedade da vari&#225;vel dependente atrav&#233;s da aplica&#231;&#227;o de testes de ra&#237;zes unit&#225;rias para dados em painel. Foram aplicados os testes de Dickey-Fuller aumentado (Choi, 2001), de Harris & Tzavalis (1999) e de Levin, Lin & Chu (2002), os quais t&#234;m na hip&#243;tese nula que todos os pain&#233;is t&#234;m uma raiz unit&#225;ria. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >2.2    Modelos estat&#237;sticos</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesta sec&#231;&#227;o s&#227;o apresentados os dois tipos de modelos usados neste estudo: os modelos do tipo causal (modelos econom&#233;tricos) que ir&#227;o permitir modelar a procura tur&#237;stica, e os modelos do tipo n&#227;o-causal (modelos de s&#233;ries temporais) que ir&#227;o permitir produzir previs&#245;es para a procura tur&#237;stica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No seguimento do que foi apresentado na sec&#231;&#227;o anterior, e tendo em conta a teoria econ&#243;mica, &#233; admiss&#237;vel que os mais importantes determinantes da procura tur&#237;stica dom&#233;stica sejam indicadores do seu pre&#231;o e do pre&#231;o de produtos substitutos, bem como indicadores do n&#237;vel de desemprego, de rendimento e de confian&#231;a dos turistas (consumidores). Assim, neste estudo &#233; proposta a seguinte fun&#231;&#227;o da procura tur&#237;stica dom&#233;stica: </font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a10e1.jpg" width="353" height="47"></font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">onde <i >t</i> &#233; o per&#237;odo de tempo (<i >t</i>=1, &#8230;, 16); <i >i</i> &#233; a regi&#227;o NUTSII (<i >i</i>=Norte, Centro, Lisboa, Alentejo, Algarve, RA dos A&#231;ores, RA da Madeira); <i>PT<sub>it</sub></i> &#233; o n&#250;mero de dormidas de residentes no per&#237;odo <i >t</i>, nos estabelecimentos hoteleiros da regi&#227;o <i >i</i>; <i>PIB<sub>t</sub></i> &#233; o PIB <i >per capita</i> a pre&#231;os constantes de 2006 no per&#237;odo <i >t</i>,; <i>RDF<sub>t</sub></i> &#233; o rendimento anual m&#233;dio dispon&#237;vel das fam&#237;lias no per&#237;odo <i >t</i>;  <i>ICC<sub>t</sub></i> &#233; um indicador de confian&#231;a dos consumidores referente ao per&#237;odo <i >t</i>;  <i>TXD<sub>t</sub></i> &#233; a taxa de desemprego em Portugal no per&#237;odo <i >t</i>;  <i>DES<sub>t</sub></i> &#233; o n&#250;mero total de desempregados (em <i >stock</i>) em Portugal no per&#237;odo <i >t</i>;  <i>TXA<sub>t</sub></i> &#233; a taxa de actividade no per&#237;odo <i >t</i>;  <i>PET<sub>t</sub></i> &#233; o pre&#231;o do barril de petr&#243;leo em Euros, no per&#237;odo <i >t</i>;  <i>IPT<sub>t</sub></i> &#233; o &#205;ndice de Pre&#231;os no Consumidor (IPC) relativo &#224; sec&#231;&#227;o de Transportes, no per&#237;odo <i >t</i>;  <i>IPH<sub>t</sub></i> &#233; o IPC relativo &#224; sec&#231;&#227;o de Restaurantes e Hot&#233;is, no per&#237;odo <i >t</i>; e  <i>TRK<sub>t</sub></i> &#233; uma vari&#225;vel <i >dummy</i> que indica a entrada da <i >Troika</i> em Portugal no per&#237;odo <i >t</i> (<i>TRK<sub>t</sub></i> =1 a partir do 2.&#186; trimestre de 2011, <i>TRK<sub>t</sub></i> =0 em caso contr&#225;rio). Na estima&#231;&#227;o dos modelos, foram consideradas na fun&#231;&#227;o da procura tur&#237;stica dom&#233;stica todas estas vari&#225;veis econ&#243;micas. Contudo, devido &#224; reduzida dimens&#227;o amostral e &#224; fraca variabilidade em algumas vari&#225;veis, parte das vari&#225;veis apresentadas acima revelaram n&#227;o ter poder explicativo estatisticamente significativo na procura tur&#237;stica dom&#233;stica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tendo em considera&#231;&#227;o as especificidades do problema que est&#225; a ser investigado, ent&#227;o prop&#245;e-se que seja usado um modelo da m&#233;dia da popula&#231;&#227;o (<i >population average model</i>). Existem tr&#234;s raz&#245;es que justificam a escolha de uma especifica&#231;&#227;o deste tipo para a modela&#231;&#227;o da procura tur&#237;stica dom&#233;stica em Portugal. Em primeiro lugar, no painel de dados dispon&#237;vel a variabilidade entre regi&#245;es (indiv&#237;duos) &#233; nula porque os dados de todas as vari&#225;veis explicativas (econ&#243;micas) s&#227;o invariantes ao n&#237;vel do indiv&#237;duo, pelo que pode ser dispensado um estimador que tenha em considera&#231;&#227;o a variabilidade inter-regi&#245;es. Em segundo lugar, no painel de dados dispon&#237;vel &#233; esperado que as vari&#225;veis (econ&#243;micas) apresentem autocorrela&#231;&#227;o ao longo dos per&#237;odos de tempo, pelo que &#233; desej&#225;vel que o modelo permita a especifica&#231;&#227;o de uma estrutura de correla&#231;&#245;es adequada ao n&#237;vel de cada indiv&#237;duo. Por &#250;ltimo, &#233; admiss&#237;vel a hip&#243;tese de que a signific&#226;ncia estat&#237;stica do impacto das vari&#225;veis explicativas (econ&#243;micas) n&#227;o seja dependente da regi&#227;o (indiv&#237;duo), isto &#233;, que quaisquer efeitos individuais n&#227;o estejam correlacionados com os regressores. De certa forma, est&#225; aqui a admitir-se que o impacto da conjuntura econ&#243;mica n&#227;o &#233; significativamente diferente de regi&#227;o para regi&#227;o. Para al&#233;m das raz&#245;es indicadas acima, &#233; de salientar que as estimativas dos coeficientes de regress&#227;o do modelo da m&#233;dia da popula&#231;&#227;o s&#227;o interpretadas como efeitos m&#233;dios da popula&#231;&#227;o (ou efeitos marginais) e s&#227;o v&#225;lidas mesmo quando a estrutura de correla&#231;&#227;o n&#227;o est&#225; totalmente correctamente especificada, sobretudo quando a estima&#231;&#227;o &#233; feita de forma robusta (Rabe-Hesketh & Everitt, 2007, 204; Cameron & Trivedi, 2010, p. 254). Assim, o modelo proposto &#233; o seguinte: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a10e2.jpg" width="214" height="31"></font></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">onde  <i>&#945;</i> &#233; a constante do modelo, <i>x'<sub>it</sub></i> &#233; um vector com as vari&#225;veis explicativas, <i>Z'<sub>t</sub></i> &#233; um vector com vari&#225;veis <i>dummy</i>,  <i>&#946;</i> e     <i>&#947;</i> s&#227;o vectores de par&#226;metros e <i>u<sub>it</sub></i> &#233; o termo de erro aleat&#243;rio. O vector <i>Z'<sub>t</sub></i> = (T2, T3, T4) inclui tr&#234;s vari&#225;veis <i>dummy</i> sazonais que indicam o respectivo trimestre (segundo, terceiro e quarto trimestres, respectivamente), as quais foram inclu&#237;das no modelo de forma a evitarem a correla&#231;&#227;o seccional entre regi&#245;es. As vari&#225;veis logaritmizadas presentes no modelo (2) s&#227;o representadas pelas respectivas letras min&#250;sculas (genericamente para uma vari&#225;vel <i>X</i>, tem-se <i>x</i> = In (X)). Uma vez que a estima&#231;&#227;o do modelo (2) &#233; mais eficiente pelo m&#233;todo dos m&#237;nimos quadrados generalizados (<i >GLS</i>) do que pelo m&#233;todo dos m&#237;nimos quadrados ordin&#225;rios (<i >OLS</i>) quando existe algum tipo de correla&#231;&#227;o no termo de erro (Cameron e Trivedi, 2010, p. 254), ent&#227;o foram aplicados os testes de diagn&#243;stico &#224; heterocedasticidade e &#224; correla&#231;&#227;o seccional dos res&#237;duos (Baum, 2001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A produ&#231;&#227;o de previs&#245;es para a procura tur&#237;stica ser&#227;o efectuadas com recurso a modelos de alisamento exponencial tradicionais. Estes modelos, desenvolvidos a partir dos trabalhos pioneiros de Holt em 1957 (Holt, 2004) e Winters (1960), s&#227;o baseados em m&#233;dias ponderadas de observa&#231;&#245;es passadas, com pesos exponencialmente decrescentes para zero para observa&#231;&#245;es mais antigas, e sendo o alisamento tanto mais acentuado quanto menor for o peso da observa&#231;&#227;o relativa ao &#250;ltimo per&#237;odo conhecido. Apesar de existirem modelos de s&#233;ries temporais muito sofisticados que t&#234;m vindo a ser aplicados na produ&#231;&#227;o de previs&#245;es para a procura tur&#237;stica internacional (e.g., Song & Li, 2008), n&#227;o existe evid&#234;ncia clara que esses modelos produzam tamb&#233;m previs&#245;es com melhor qualidade para a procura tur&#237;stica dom&#233;stica. Assim, a fase explorat&#243;ria em que este estudo se insere, bem como a facilidade de implementa&#231;&#227;o pr&#225;tica, justificam a escolha pela utiliza&#231;&#227;o de m&#233;todos tradicionais. Uma vez que as s&#233;ries temporais da procura tur&#237;stica apresentam sazonalidade, tal como se verificou na <a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a10f1.jpg">figura 1</a>, ent&#227;o ser&#227;o usados os conhecidos modelos de alisamento exponencial de Holt-Winters (Holt, 2004; e Winters, 1960). Uma descri&#231;&#227;o e categoriza&#231;&#227;o detalhada de todos os modelos de alisamento exponencial podem ser encontradas em Hyndman, Koehler, Snyder & Grose (2002), onde s&#227;o apresentadas as formula&#231;&#245;es matem&#225;ticas dos modelos usados neste estudo. A avalia&#231;&#227;o da qualidade das previs&#245;es de modelos alternativos foi efectuada pela compara&#231;&#227;o dos valores observados com as previs&#245;es geradas para todo o per&#237;odo de tempo dispon&#237;vel. Para tal, foram empregues as conhecidas medidas de qualidade: erro absoluto m&#233;dio (EAM), erro percentual absoluto m&#233;dio (EPAM), U de Theil e raiz quadrada do erro quadr&#225;tico m&#233;dio (RQEQM), cujas defini&#231;&#245;es podem ser encontradas em Makridatis, Anderson, Carbone, Fildes, Hibon, Levandowski, <i >et al.</i> (1982).</font></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b >3.      Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesta sec&#231;&#227;o s&#227;o apresentados os resultados do estudo emp&#237;rico. Em primeiro lugar s&#227;o apresentados os resultados da an&#225;lise descritiva, sendo depois apresentados os resultados da estima&#231;&#227;o do modelo da m&#233;dia da popula&#231;&#227;o e dos modelos de s&#233;ries temporais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados apresentados na <a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a10t2.jpg">tabela 2</a> mostram as regi&#245;es NUTSII que apresentam os maiores volumes de dormidas de turistas residentes s&#227;o o Algarve, Lisboa, o Norte e o Centro, apesar do peso do n&#250;mero de dormidas efectuadas por esse tipo de turistas no n&#250;mero total de dormidas nos estabelecimentos hoteleiros n&#227;o ser uniforme. Por exemplo, mais de metade das dormidas em estabelecimentos hoteleiros do Centro e do Norte s&#227;o efectuadas por turistas residentes, enquanto em Lisboa e no Algarve s&#243; cerca de um quarto do total de dormidas &#233; que se devem a turistas dom&#233;sticos. &#201; de salientar que a RA da Madeira &#233; aquela onde se verifica o menor peso dos residentes no n&#250;mero total de dormidas da regi&#227;o. Atrav&#233;s da an&#225;lise descritiva das dormidas trimestrais no per&#237;odo 2009 a 2012, verifica-se que as RA dos A&#231;ores, RA da Madeira e o Alentejo apresentam as menores m&#233;dias trimestrais e a menor variabilidade (como reflexo da menor sazonalidade) no n&#250;mero de dormidas de residentes. Do lado oposto entra-se a regi&#227;o do Algarve. </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">A estima&#231;&#227;o econom&#233;trica do modelo (2) teve in&#237;cio com a implementa&#231;&#227;o de testes de diagn&#243;stico ao painel de dados, sobretudo atrav&#233;s de testes de ra&#237;zes unit&#225;rias, testes de heterocedasticidade e de autocorrela&#231;&#227;o. O teste modificado de Wald indicou que se rejeita a hip&#243;tese nula da homocedasticidade dos res&#237;duos (<i>p</i><0,001), assim como o teste do multiplicador de Lagrange de Breusch-Pagan conduziu &#224; rejei&#231;&#227;o da hip&#243;tese nula da independ&#234;ncia seccional dos res&#237;duos (<i >p</i><0,001), pelo que o modelo deve ser estimado pelo m&#233;todo dos m&#237;nimos quadrados generalizados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados dos testes de ra&#237;zes unit&#225;rias para dados em painel indicaram, de forma consistente, que a vari&#225;vel dependente logaritmizada &#233; estacion&#225;ria (<i >p</i><sub>DFa</sub><0,001; <i >p<sub>HT</sub></i><0,001; <i >p<sub>LLC</sub></i><0,001). A s&#233;rie da procura tur&#237;stica foi alvo de um ajustamento sazonal antes da aplica&#231;&#227;o desses testes, seguindo a metodologia adoptada por Athanasopoulos & Hyndman (2008). Em seguida foi avaliado se os res&#237;duos do modelo apresentavam autocorrela&#231;&#227;o de ordem <i >p</i> (AR(<i >p</i>)), tendo-se verificado que a autocorrela&#231;&#227;o mais forte ocorre para a ordem igual a quatro, como era esperado devido &#224; natureza trimestral dos dados (estes resultados relativos &#224;s estimativas das autocorrela&#231;&#245;es de ordem <i >p</i> dos res&#237;duos n&#227;o s&#227;o apresentados no artigo por economia de espa&#231;o). Verificou-se ainda que as autocorrela&#231;&#245;es n&#227;o s&#227;o muito diferentes para diferentes pares de anos, o que tamb&#233;m &#233; mais um ind&#237;cio de que os res&#237;duos s&#227;o estacion&#225;rios (Cameron & Trivedi, 2010, p. 253). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi ainda aplicado o teste de Hausman cujo resultado (p<0,001) conduziu &#224; rejei&#231;&#227;o da hip&#243;tese dos efeitos individuais serem aleat&#243;rios. Assim, os estimadores de efeitos aleat&#243;rios (<i >random effects</i>) e os estimadores dos m&#237;nimos quadrados ordin&#225;rios combinados (<i >pooled OLS</i>) s&#227;o inconsistentes (Cameron e Trivedi, 2010, p. 266). Perante este cen&#225;rio, foi ainda estimado um modelo com efeitos fixos o qual indicou que a correla&#231;&#227;o entre os efeitos de regi&#227;o (individuais) e os regressores &#233; nula, pelo que n&#227;o existe evid&#234;ncia no painel de dados que se verifique uma das principais motiva&#231;&#245;es para a utiliza&#231;&#227;o deste tipo de modelos. Todos estes resultados suportam a utiliza&#231;&#227;o de um modelo da m&#233;dia da popula&#231;&#227;o estimado pelo m&#233;todo dos m&#237;nimos generalizados, cujas estimativas dos coeficientes se apresentam na <a href="#t3">tabela 3</a>. </font></p>     <p><a name="t3"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a10t3.jpg" width="361" height="326">      
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">As estimativas dos coeficientes apresentadas na <a href="#t3">tabela 3</a> s&#227;o todas   estatisticamente significativas e t&#234;m o sinal esperado, de acordo com a teoria   econ&#243;mica. Uma vez que todas as vari&#225;veis est&#227;o logaritmizadas, com excep&#231;&#227;o   das vari&#225;veis <i>dummy</i>, ent&#227;o os coeficientes podem ser interpretados como   elasticidades. Assim, verifica-se que um aumento de 1% no rendimento dispon&#237;vel   das fam&#237;lias tem um impacto positivo de aproximadamente 2,1% na procura   tur&#237;stica dom&#233;stica em Portugal, <i>ceteris paribus</i>. Por sua vez, um   aumento de 1% no n&#250;mero de desempregados tem um impacto negativo de   aproximadamente 0,6% na procura tur&#237;stica dom&#233;stica em Portugal, <i>ceteris     paribus</i>. Por &#250;ltimo, verifica-se que um aumento de 1% no &#237;ndice de pre&#231;os   dos transportes tem um impacto positivo de aproximadamente 1,2% na procura   tur&#237;stica dom&#233;stica em Portugal, <i>ceteris paribus</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A produ&#231;&#227;o de previs&#245;es para a procura tur&#237;stica dom&#233;stica foi sujeita a uma avalia&#231;&#227;o pr&#233;via da sua qualidade, pela compara&#231;&#227;o dos valores observados com os valores previstos por modelos alternativos. Esta avalia&#231;&#227;o da qualidade foi efectuada, tal como na maioria deste tipo de estudos na &#225;rea do turismo, atrav&#233;s das medidas EAM, EPAM, U de Theil e RQEQM. Os resultados destas medidas, para cada modelo em cada regi&#227;o, encontram-se na <a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a10t4.jpg">tabela 4</a>.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Atrav&#233;s da an&#225;lise da <a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a10t4.jpg">tabela 4</a> verifica-se que o   modelo que apresenta melhor qualidade das previs&#245;es para cada regi&#227;o &#233; indicado   de forma quase uniforme por todas as medidas. Assim, conclui-se facilmente que   o modelo de Holt-Winters aditivo &#233; o modelo que produz previs&#245;es com melhor   qualidade para a procura tur&#237;stica dom&#233;stica nas regi&#245;es do Norte, Centro e   Lisboa, enquanto o modelo de Holt-Winters multiplicativo &#233; o modelo que produz   previs&#245;es com melhor qualidade nas restantes regi&#245;es, bem como para a procura   tur&#237;stica total de Portugal. Em termos globais, verifica-se que a qualidade das   previs&#245;es nestes casos &#233; boa, pois se for analisada a medida de qualidade mais   popular - o EPAM, verifica-se que ela &#233; sempre inferior a 6%. Em particular, o EPAM   &#233; inferior a 3% nas previs&#245;es da procura tur&#237;stica dom&#233;stica no Norte, Centro e   em Portugal de forma agregada, e &#233; inferior a 4% nas previs&#245;es relativas &#224;s   regi&#245;es do Alentejo, RA dos A&#231;ores e Lisboa. A magnitude de erros de previs&#227;o   observada neste estudo est&#225; em linha com a observada em outros estudos sobre a   previs&#227;o da procura tur&#237;stica, e em particular com a publicada por   Athanasopoulos & Hyndman (2008) relativa &#224; previs&#227;o da procura tur&#237;stica   dom&#233;stica. Por &#250;ltimo, apresentam-se as melhores previs&#245;es pontuais da procura tur&#237;stica dom&#233;stica para 2013 na <a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a10t5.jpg">tabela 5</a>. </font></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b >4.      Conclus&#245;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O sector do turismo &#233; um dos sectores que tem apresentado crescimento em Portugal nos &#250;ltimos anos, mesmo numa conjuntura de crise econ&#243;mica e financeira. Em 2012, ano em que o PIB portugu&#234;s registou uma queda de 3,2% em volume, o turismo portugu&#234;s alcan&#231;ou o seu melhor resultado de sempre em termos de receitas (8,6 mil milh&#245;es de Euros), com um crescimento de cerca de 5,6% face ao ano anterior (24,6% nos tr&#234;s &#250;ltimos anos), e representou cerca de 5,2% do PIB, o valor mais elevado dos &#250;ltimos doze anos. O sector do turismo, que &#233; o mais exportador do pa&#237;s, representou, em 2012, mais de 13% das exporta&#231;&#245;es totais e mais de 45% das exporta&#231;&#245;es de servi&#231;os (Banco de Portugal, 2013). Grande parte deste sector, em termos de emprego, consumo privado e contributo para o PIB &#233; devido ao turismo dom&#233;stico, tal como apresentado na sec&#231;&#227;o 1 - Introdu&#231;&#227;o. Contudo, os estudos sobre o turismo dom&#233;stico em Portugal s&#227;o escassos, sobretudo no que se refere &#224; identifica&#231;&#227;o dos determinantes da procura tur&#237;stica. Este estudo pretende dar um contributo para a compreens&#227;o sobre quais s&#227;o os factores econ&#243;micos que t&#234;m um efeito significativo sobre o n&#250;mero de dormidas de residentes em estabelecimentos hoteleiros, usado como indicador da procura tur&#237;stica dom&#233;stica. Neste contexto, foi produzida informa&#231;&#227;o que permite enriquecer o debate entre os decisores pol&#237;ticos e todos os intervenientes no sector do turismo, p&#250;blicos e privados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em termos globais, os resultados mostram que a procura tur&#237;stica dom&#233;stica, numa conjuntura de crise econ&#243;mica e financeira, &#233; explicada pelo rendimento m&#233;dio dispon&#237;vel das fam&#237;lias, pelo n&#250;mero de desempregados e pelo &#237;ndice de pre&#231;os no consumidor relativo aos transportes. Apesar das restantes vari&#225;veis econ&#243;micas utilizadas na modela&#231;&#227;o econom&#233;trica n&#227;o terem revelado capacidade explicativa estatisticamente significativa, verificou-se que este estudo confirmou a import&#226;ncia das vari&#225;veis econ&#243;micas tradicionais no dom&#237;nio da riqueza e do pre&#231;o, tal como observado em outros estudos com objetivos semelhantes (Athanasopoulos & Hyndman, 2008; Massidda & Etzo, 2012, Gonz&#225;lez-G&#243;mez <i >et al.</i>, 2011). O facto da elasticidade pre&#231;o dos transportes &#8211; procura tur&#237;stica dom&#233;stica ser positiva &#233; um resultado muito interessante. Este resultado pode ser explicado pelo facto do destino tur&#237;stico dom&#233;stico ser um substituto de destinos tur&#237;sticos internacionais, o qual tem sido observado em v&#225;rios estudos sobre a procura tur&#237;stica (e.g., Song, Romilly & Liu, 2000; Song <i >et al.</i>, 2010; Massidda & Etzo, 2012). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Estes resultados podem ser extremamente &#250;teis no processo de tomada de decis&#245;es de todos os intervenientes no sector do turismo e todos os decisores pol&#237;ticos. Em particular, os resultados deste estudo podem ser usados ao n&#237;vel da tomada de decis&#245;es de pol&#237;ticas p&#250;blicas. Tendo-se verificado um impacto significativo de vari&#225;veis econ&#243;micas na procura tur&#237;stica dom&#233;stica, ent&#227;o recomenda-se que a decis&#227;o sobre a intensidade das medidas de austeridade tenha em considera&#231;&#227;o o seu efeito sobre o sector do turismo, o qual &#233; um dos principais motores da economia Portuguesa. &#201; de real&#231;ar que a imagem de Portugal se deteriorou ao longo dos &#250;ltimos anos, como resultado da crise econ&#243;mica (Vargas-S&#225;nchez, 2014), o que poder&#225; ter efeitos muito adversos no sector do turismo futuramente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para terminar, &#233; de salientar que devem ser conduzidas novas investiga&#231;&#245;es emp&#237;ricas no futuro sobre os determinantes da procura tur&#237;stica dom&#233;stica, n&#227;o s&#243; para ultrapassar uma das principais limita&#231;&#245;es deste estudo &#8211; reduzida dimens&#227;o do painel de dados dispon&#237;vel, mas sobretudo para se disponibilizarem informa&#231;&#245;es actualizadas aos decisores sobre a evolu&#231;&#227;o do sector e dos seus determinantes. Do ponto de vista metodol&#243;gico tamb&#233;m existem vastas oportunidades de investiga&#231;&#227;o, das quais se destacam as seguintes: <i >i</i>) estudar se os determinantes da procura tur&#237;stica dom&#233;stica s&#227;o consistentes para diferentes formas de medi&#231;&#227;o da procura tur&#237;stica (e.g. Song <i >et al.</i>, 2010); <i >ii</i>) estudar se vari&#225;veis de natureza n&#227;o-econ&#243;mica t&#234;m capacidade explicativa significativa sobre a procura tur&#237;stica dom&#233;stica (e.g. Massidda & Etzo, 2012; Gonz&#225;lez-G&#243;mez <i >et al.</i>, 2011); <i >iii</i>) estudar se modelos de s&#233;ries temporais mais sofisticados e inovadores (metodologias Box-Jenkins e State-space) produzem melhores previs&#245;es (e.g. Song <i >et al.</i>, 2000; Athanasopoulos & Hyndman, 2008). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por &#250;ltimo, recomenda-se aos produtores de estat&#237;sticas oficiais que desenvolvam esfor&#231;os no sentido de publica&#231;&#227;o de dados sobre a procura tur&#237;stica dom&#233;stica por motivo da visita, bem como sobre os fluxos tur&#237;sticos de residentes entre regi&#245;es NUTS II de Portugal, de forma a ser poss&#237;vel estudar os determinantes da procura tur&#237;stica dom&#233;stica por motivo de visita (e.g. Athanasopoulos & Hyndman, 2008) e numa &#243;ptica de fluxos tur&#237;sticos entre regi&#245;es (e.g. Massidda & Etzo, 2012).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b >Refer&#234;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Allen, D., Yap, G. & Shareef, R. (2009). Modelling interstate tourism demand in Australia: A cointegration analysis. <i >Mathematics and Computers in Simulation</i>, 79(9), 2733-2740.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S2182-8458201400020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Andraz, J., Gouveia, P.M.M. & Rodrigues, P.M.M. (2009). Modelling and forecasting the UK tourism growth cycle in Algarve. <i >Tourism Economics</i>, 15(2), 323-338.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S2182-8458201400020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Athanasopoulos, G. & Hyndman, R.J. (2008). Modelling and forecasting Australian domestic tourism. <i >Tourism Management</i>, 29(1), 19-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S2182-8458201400020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Baum, C.F. (2001). Residual diagnostics for cross-section time series regression models. <i >The Stata Journal</i>, 1(1), 101-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S2182-8458201400020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Banco de Portugal (2013). <i >BP Stat &#8211; Estat&#237;sticas Online</i>. Banco de Portugal. Acedido a 30 de setembro de 2013 em <a href="http://www.bportugal.pt" target="_blank">www.bportugal.pt</a> </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S2182-8458201400020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Bigano, A., Hamilton, J.M. & Tol, R.S.J. (2007). The impact of climate change on domestic and international tourism: A simulation study. <i >The Integrated Assessment Journal: Bridging Sciences & Policy</i>, 7(1), 25-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S2182-8458201400020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Cameron, A.C. & Trivedi, P.K. (2010). <i >Microeconometrics using Stata</i>. Texas: Stata Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S2182-8458201400020001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Choi, I. (2001). Unit root tests for panel data. <i >Journal of International Money and Finance</i>, 20(2), 249&#8211;272.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S2182-8458201400020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Daniel, A.C.M. & Rodrigues, P.M.M. (2010). Volatility and seasonality of tourism demand in Portugal. <i >Economic Bulletin and Financial Stability Report Articles - Banco de Portugal</i>, Spring 2010, 87-102. Acedido a 28 de setembro de 2013 em <a href="http://www.bportugal.pt/en-US/BdP%20Publications%20Research/AB201003_e.pdf" target="_blank">http://www.bportugal.pt/en-US/BdP%20Publications%20Research/AB201003_e.pdf</a>. </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Daniel, A.C.M. & Rodrigues, P.M.M. (2011). Modelling Tourism Demand in Portugal. In A. Matias, P. Nijkamp & M. Sarmento (eds.), <i >Tourism Economics </i>(pp.79-93). Berlin: Physica-Verlag.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S2182-8458201400020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Eilat, Y. & Einav, L. (2004). Determinants of international tourism: a three-dimensional panel data analysis. <i >Applied Economics</i>, 36(12), 1315-1327.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S2182-8458201400020001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Gonz&#225;lez-G&#243;mez, M., &#193;lvarez-D&#237;az, M. & Otero-Gir&#225;ldez, M. (2011) Modeling domestic tourism demand in Galicia using the ARDL approach. <i >Tourism & Management Studies</i>, 7, 54-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S2182-8458201400020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Harris, R.D.F. & Tzavalis, E. (1999). Inference for unit roots in dynamic panels where the time dimension is fixed. <i >Journal of Econometrics</i>, 91(2), 201-226.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S2182-8458201400020001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Holt, C (2004). Forecasting seasonals and trends by exponentially weighted moving averages. <i >International Journal of Forecasting</i>, 20(1), 5-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S2182-8458201400020001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Hyndman, R. J., Koehler, A. B., Snyder, R. D., & Grose, S. (2002). A state space framework for automatic forecasting using exponential smoothing methods. <i >International Journal of Forecasting</i>, 18(3), 439-454.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S2182-8458201400020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">INE (2009). <i >Conta Sat&#233;lite do Turismo (2007 &#8211; 2009)</i>. &#8220;Destaque:Informa&#231;&#227;o &#224; Comunica&#231;&#227;o Social&#8221;. Acedido a 30 de junho de 2013 em <a href="http://www.ine.pt" target="_blank">www.ine.pt</a> </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S2182-8458201400020001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">INE (2010). <i >Conta Sat&#233;lite do Turismo (2000 &#8211; 2010)</i>. &#8220;Destaque:Informa&#231;&#227;o &#224; Comunica&#231;&#227;o Social&#8221;. Acedido a 30 de junho de 2013 em <a href="http://www.ine.pt" target="_blank">www.ine.pt</a> </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S2182-8458201400020001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">INE (2013). <i >Estat&#237;sticas do Turismo 2012</i>. Lisboa: INE. Acedido em 30 de junho de 2013 em <a href="http://www.ine.pt" target="_blank">www.ine.pt</a> </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S2182-8458201400020001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Leit&#227;o, N.C. (2008). The Determinants of Tourism Demand: The Portuguese Case. <i >Proceedings of the IASK International Conference</i>, Porto, 252-256.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S2182-8458201400020001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Levin, A., Lin, C.-F. & Chu, C.-S.J. (2002). Unit roots tests in panel data: Asymptotic and finite-sample properties. <i >Journal of Econometrics</i>, 108(1), 1-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S2182-8458201400020001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Li, G., Song, H. &Witt, S.F. (2005). Recent developments in econometric modeling and forecasting. <i >Journal of Travel Research</i>, 44(1), 82-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S2182-8458201400020001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Lim, C. (1997). Review of international tourism demand models. <i >Annals of Tourism Research</i>, 24(4), 835-849.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S2182-8458201400020001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Makridatis, S., Anderson, A., Carbone, R., Fildes, R., Hibon, M., Lewandowski, R., <i >et al.</i> (1982). The accuracy of extrapolation (time series) methods: Results of a forecasting competition. <i >Journal of Forecasting</i>, 1(2), 111&#8211;153.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S2182-8458201400020001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Massidda, C. & Etzo, I. (2010). Domestic tourism demand in Italy: A Fixed Effect Vector Decomposition estimation. <i >MPRA Paper No. 26073. </i>Acedido a 30/06/2013 em <a href="http://mpra.ub.uni-muenchen.de/26073/" target="_blank">http://mpra.ub.uni-muenchen.de/26073/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S2182-8458201400020001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Massidda, C. & Etzo, I. (2012). The determinants of Italian domestic tourism: A panel data analysis. <i >Tourism Management</i>, 33(3), 603-610.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S2182-8458201400020001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Pereira, P.T. & Wemans, L. (2012). Portugal and the Global Financial Crisis &#8211; short-sighted politics, deteriorating public finances and the bailout imperative. <i >Working Paper n.&#186; 26/2012, </i>UECE Acedido a 3 de setembro de 2013 em <a href="https://www.repository.utl.pt/bitstream/10400.5/4647/1/wp%20de26-12.pdf" target="_blank">https://www.repository.utl.pt/bitstream/10400.5/4647/1/wp%20de26-12.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S2182-8458201400020001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Proen&#231;a, S.A. & Soukiazis, E. (2005). Demand for Tourism in Portugal: A Panel Data Approach. <i >Discussion paper n&#186; 29</i>, Centro de Estudos da Uni&#227;o Europeia. Acedido a 25 de outubro de 2013 em <a href="http://www4.fe.uc.pt/ceue/working_papers/isaraelias29.pdf" target="_blank">http://www4.fe.uc.pt/ceue/working_papers/isaraelias29.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S2182-8458201400020001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Rabe-Hesketh, S. & Everitt, B.S. (2007). <i >A Handbook of Statistical Analyses Using Stata</i>. Boca Raton: Chapman & Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S2182-8458201400020001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Rogerson, C.M. & Lisa, Z. (2005). &#8216;Sho&#8217;t Left&#8217;: Changing Domestic Tourism in South Africa. <i >Urban Forum</i>, 16(2-3), 88-111.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S2182-8458201400020001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Shapiro, S. & Wilk, M.B. (1965). An analysis of variance test for normality (complete samples). <i >Biometrika</i>, 52(3-4), 591&#8211;611.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S2182-8458201400020001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Song, H. & Li, G. (2008). Tourism demand modeling and forecasting &#8211; A review of recent research. <i >Tourism Management</i>, 29(2), 203-220.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S2182-8458201400020001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Song, H., Li, G., Witt, S.F. & Fei, B. (2010). Tourism demand modeling and forecasting: how should demand be measured&#8204; <i >Tourism Economics</i>, 16(1), 63-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S2182-8458201400020001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Song, H., Romilly, P. & Liu, X. (2000). An empirical study of outbound tourism demand in the UK. <i >Applied Economics</i>, 32(5), 611-624.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S2182-8458201400020001000033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Taylor, T. & Ortiz, R. (2009). Impacts of climate change on domestic tourism in the UK: a panel data estimation. <i >Tourism Economics</i>, 15(4), 803-812.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S2182-8458201400020001000034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Vargas-S&#225;nchez, A. (2014). Espa&#241;a vs Portugal: la imagen de ambos pa&#237;ses y su evoluci&#243;n en tempos de crisis. <i >Tourism & Management Studies</i>, 10(Special Issue), 140-149.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S2182-8458201400020001000035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
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