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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Competências gerenciais e sua gestão na hotelaria: um estudo com gestores brasileiros]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Part of the world's attention is focused on Brazil: an emerging country, host of the Confederation Cup in 2013, the Football World Cup in 2014, and the Olympic Games in 2016. In this context, hospitality presents itself as a market differentiator, in the quest for customer loyalty as well as these events. Managers of these enterprises are mainly responsible for the integration and implementation of management models. Focusing on the analysis of managerial competences and their management in the hospitality industry, a descriptive case study was carried out with quantitative and qualitative approaches, which featured 28 managers of hotels of three Brazilian states (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro). The need to harmonise the idealised and the effectively experienced competences of Brazilian managers surveyed was discovered, given the differences observed. In addition, management of competences is based on the subjects&#8217; own efforts, also affecting the hotel where they work.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><b>TURISMO - ARTIGOS CIENT&Iacute;FICOS</b></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Compet&#234;ncias gerenciais e sua gest&#227;o na hotelaria: um estudo com gestores   brasileiros</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Managerial competences and management in hospitality:   a study of Brazilian managers</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >Kely Paiva<sup>1</sup></b>; <b >Andreia Santos<sup>2</sup></b>; <b >M&#225;rcio Lacerda<sup>3</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup>Universidade   Federal de Minas Gerais, Faculdade de Ci&#234;ncias Econ&#244;micas, Departamento de   Ci&#234;ncias Administrativas, Centro de P&#243;s-gradua&#231;&#227;o e Pesquisas em Administra&#231;&#227;o   (CEPEAD/CAD/FACE/UFMG), Avenida Ant&#244;nio Carlos, 6.627, Pr&#233;dio FACE, s. 4054 -   Campus Pampulha &#8211; CEP 31270-901 - Belo Horizonte &#8211; MG - Brasil,   <a href="mailto:kelypaiva@face.ufmg.br">kelypaiva@face.ufmg.br</a>    <br>   <sup>2</sup>Centro Federal de Educa&#231;&#227;o Tecnol&#243;gica de Minas Gerais (CEFET-MG), Campus II, Avenida Amazonas, 7675 &#8211; Gameleira &#8211; CEP 30510-000 - Belo Horizonte &#8211; MG - Brasil, <a href="mailto:andreiasantos@des.cefetmg.br">andreiasantos@des.cefetmg.br    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </a><sup>3</sup>Hotelaria Brasil, Rua Haddock Lobo, 347 - Cerqueira C&#233;sar - CEP 01414-902 - S&#227;o Paulo &#8211; SP &#8211; Brasil, <a href="mailto:mlacerda@hotelariabrasil.com.br">mlacerda@hotelariabrasil.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b >RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Parte da aten&#231;&#227;o mundial est&#225; voltada para o Brasil: pa&#237;s emergente, sede da Copa das Confedera&#231;&#245;es em 2013, da Copa do Mundo de Futebol em 2014, dos Jogos Ol&#237;mpicos em 2016. Neste contexto, a hospitalidade se apresenta como um diferencial de mercado, na busca pela fideliza&#231;&#227;o do cliente para al&#233;m desses eventos. Os gestores desses empreendimentos s&#227;o os principais respons&#225;veis pela integra&#231;&#227;o e implementa&#231;&#227;o de modelos de gest&#227;o. Com vistas &#224; an&#225;lise das compet&#234;ncias gerenciais e sua gest&#227;o no setor hoteleiro, realizou-se uma pesquisa de campo, descritiva, abordagens quantitativa e qualitativa, que contou com 28 gestores hoteleiros de tr&#234;s estados brasileiros (Minas Gerais, S&#227;o Paulo, Rio de Janeiro). Percebeu-se a necessidade de harmonizar as compet&#234;ncias idealizadas e as efetivamente vivenciadas pelos gestores brasileiros pesquisados, dadas as diferen&#231;as observadas. Al&#233;m disso, a gest&#227;o de suas compet&#234;ncias pauta-se em esfor&#231;os do pr&#243;prio sujeito, contando tamb&#233;m com o hotel onde trabalha nesse sentido. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >Palavras-Chave: </b>Compet&#234;ncias gerenciais, gest&#227;o de compet&#234;ncias, hotelaria. </font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b >ABSTRACT</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Part of the world's attention is focused on Brazil: an emerging country, host of the Confederation Cup in 2013, the Football World Cup in 2014, and the Olympic Games in 2016. In this context, hospitality presents itself as a market differentiator, in the quest for customer loyalty as well as these events. Managers of these enterprises are mainly responsible for the integration and implementation of management models. Focusing on the analysis of managerial competences and their management in the hospitality industry, a descriptive case study was carried out with quantitative and qualitative approaches, which featured 28 managers of hotels of three Brazilian states (Minas Gerais, S&#227;o Paulo, Rio de Janeiro). The need to harmonise the idealised and the effectively experienced competences of Brazilian managers surveyed was discovered, given the differences observed. In addition, management of competences is based on the subjects&#8217; own efforts, also affecting the hotel where they work. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >Keywords: </b>Managerial competences, management of competences, hospitality.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b >1.      Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao transitar pelos campos acad&#234;mico e empresarial, o tema compet&#234;ncia profissional &#233; percebido como uma das principais estrat&#233;gias de gest&#227;o (Brand&#227;o & Guimar&#227;es, 2001; De R&#233; & De R&#233;, 2010). Ela pode ser entendida como a capacidade do indiv&#237;duo de assumir iniciativas, al&#233;m das prescritas, ser capaz de compreender e dominar novas situa&#231;&#245;es de trabalho, ser respons&#225;vel e reconhecido por terceiros (Zarifian, 2001). Pode, tamb&#233;m, ser compreendida como a mobiliza&#231;&#227;o de saberes que implica resultados reconhecidos pelo pr&#243;prio sujeito e por terceiros (Paiva & Melo, 2008). Assim, nas &#250;ltimas d&#233;cadas, duas vertentes se apresentam para compreender as compet&#234;ncias profissionais: uma voltada para qualifica&#231;&#227;o (o que o indiv&#237;duo seria capaz de fazer) e, outra, para mobiliza&#231;&#227;o efetiva e observ&#225;vel de saberes, vinculada aos resultados que entrega (Paiva, Santos, Mendon&#231;a, Dutra, & Barros, 2013). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No contexto da hospitalidade, em que o cliente vivencia e julga sua experi&#234;ncia acerco do atendimento recebido, os profissionais envolvidos nesse processo t&#234;m uma s&#233;ria responsabilidade, sendo o gestor o principal deles, devido ao seu envolvimento diferenciado no que tange o desenvolvimento do modelo de gest&#227;o e sua integra&#231;&#227;o entre as compet&#234;ncias individuais, coletivas e organizacionais (Froehlich, 2010, De R&#233; & De R&#233;, 2010). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, a fun&#231;&#227;o gerencial, permeada de dualidades e ambiguidades, requer a mobiliza&#231;&#227;o e combina&#231;&#227;o de um conjunto de compet&#234;ncias, relativas &#224;s diversas peculiaridades que envolvem o saber fazer e faz&#234;-lo de fato. Sua gest&#227;o, portanto, n&#227;o se constitui um esfor&#231;o individual, mas pauta-se tamb&#233;m na a&#231;&#227;o de outros atores sociais (a pr&#243;pria empresa, os pares, associa&#231;&#245;es, sindicatos etc.), j&#225; que se trata de uma constru&#231;&#227;o social (Paiva, 2007). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No contexto brasileiro, o trabalho de hotelaria tem sido resinificado, sendo conectado a outras quest&#245;es como belezas naturais, ofertas alternativas de atra&#231;&#245;es culturais, gastronomia e entretenimento. O Brasil est&#225; na rota de neg&#243;cios, lazer e cultura, destacando-se a hospitalidade e simpatia brasileiras como conhecidas mundialmente. Por estar no <i >ranking</i> dos pa&#237;ses emergentes e por sediar diversos eventos significativos em n&#237;vel mundial (Copa das Confedera&#231;&#245;es em 2013, Copa do Mundo de Futebol em 2014, e os Jogos Ol&#237;mpicos em 2016), a hotelaria enfrenta novos desafios, entre eles, adaptar e implantar uma gest&#227;o flex&#237;vel frente a tais demandas, em que h&#225; a exig&#234;ncia de profissionais competentes a fim de garantir a &#8220;entrega&#8221; (Dutra, 2001) de servi&#231;os de qualidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nessa &#243;tica, os gestores em hotelaria precisam desenvolver compet&#234;ncias profissionais associadas &#224; capacidade de trabalhar em equipe, no desenvolvimento de estrat&#233;gias competitivas, pautadas no planejamento, empreendedorismo, dom&#237;nio t&#233;cnico, vis&#227;o do neg&#243;cio, foco no resultado, sem se esquecer dos aspectos comportamentais, sociais e culturais (Pantuffi & Alves, 2012). Note-se que as compet&#234;ncias profissionais s&#227;o geridas de modo desconectado da realidade, pelo contr&#225;rio, est&#227;o em permanente processo de forma&#231;&#227;o e desenvolvimento dado o car&#225;ter contextual das compet&#234;ncias, o que implica no esfor&#231;o de variados atores com vistas a tal fim (Paiva, 2007). Nesses atores sociais incluem-se, al&#233;m do pr&#243;prio profissional, as institui&#231;&#245;es de ensino onde se formaram e as organiza&#231;&#245;es onde trabalham, nas quais as demandas de compet&#234;ncias nem sempre coincidem com as que s&#227;o efetivamente entregues no cotidiano de trabalho (Paiva, Barros, Mendon&#231;a, Santos, & Dutra, 2014). Assim sendo, al&#233;m de identificar as compet&#234;ncias requeridas, como feito em outros estudos (Wilks & Hemsworth, 2011), &#233; tamb&#233;m importante mapear aquelas que o profissional apresenta no seu dia a dia de trabalho, com vistas &#224; sua permanente e contextualizada gest&#227;o (Paiva <i >et al.</i>, 2014). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante das dificuldades na gest&#227;o (forma&#231;&#227;o e desenvolvimento) das compet&#234;ncias gerenciais, o objetivo da pesquisa apresentada neste artigo consistiu em analisar como se encontram configuradas e s&#227;o geridas as compet&#234;ncias profissionais, ideais e reais, de gestores brasileiros em hotelaria, na perspectiva deles pr&#243;prios. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b >2.      Referencial   te&#243;rico</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Neste t&#243;pico, ser&#227;o apresentadas uma breve discuss&#227;o conceitual sobre compet&#234;ncia profissional e sua gest&#227;o, focando no n&#237;vel gerencial, tendo como par&#226;metro o modelo de Quinn, Faerman, Thompson, & McGrath (2003). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >2.1    Compet&#234;ncias profissionais </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Autores como Zarifian (2001) e Le Bortef (2003), entre outros, destacam que a compet&#234;ncia pode ser percebida como a capacidade do indiv&#237;duo de gerar resultados para a organiza&#231;&#227;o, destacando uma face de potencial de a&#231;&#227;o, voltada para qualifica&#231;&#227;o. Zarifian (2001), por exemplo, a define como a capacidade do indiv&#237;duo de assumir iniciativas al&#233;m das a&#231;&#245;es prescritas, ser capaz de compreender e dominar novas situa&#231;&#245;es de trabalho, ser respons&#225;vel e reconhecido por terceiros. Por&#233;m, a compet&#234;ncia n&#227;o trata apenas de mobilizar o conhecimento: &#233; um processo reflexivo que redunda em a&#231;&#227;o pr&#225;tica num determinado contexto. Nesse sentido, para o indiv&#237;duo ser reconhecido competente n&#227;o basta apenas possuir saberes, &#233; preciso ter algo mais, um diferencial (Roche, 2004); n&#227;o basta capacitar ou qualificar o indiv&#237;duo, &#233; preciso buscar a <i >performance</i> para obter resultados (Dutra, 2001), os quais sejam legitimados pelo pr&#243;prio indiv&#237;duo e por terceiros (Paiva, 2007; Paiva <i >et al.</i>, 2013).  </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim sendo, a compet&#234;ncia profissional pode ser compreendida &#8220;como a meta-reuni&#227;o de maneira singular e produtiva de compet&#234;ncias compostas por saberes variados&#8221;, ou seja, &#233; a mobiliza&#231;&#227;o de saberes, de modo a exteriorizar suas componentes cognitivas, funcionais, comportamentais, &#233;ticas e pol&#237;ticas, sendo seus resultados reconhecidos pelo pr&#243;prio sujeito e por terceiros (coletividade e sociedade) (Paiva & Melo, 2008, p. 349). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Especificamente, no &#226;mbito da hotelaria, as compet&#234;ncias profissionais percorrem o dom&#237;nio t&#233;cnico, o empreendedorismo, o trabalho em equipe, a vis&#227;o de neg&#243;cio, o foco no resultado, a comunica&#231;&#227;o, a interculturalidade, a gest&#227;o de pessoas, o planejamento, a tomada de decis&#227;o e a flexibilidade, a fim de que o profissional tenha uma atua&#231;&#227;o respons&#225;vel, &#233;tica e sustent&#225;vel (Pantuffi & Alves, 2012). Desse modo, o profissional hoteleiro precisa integrar todas essas compet&#234;ncias ao &#8220;entregar&#8221; (Dutra, 2001) a hospitalidade, tendo como base a forma&#231;&#227;o em rela&#231;&#245;es humanas de solidariedade e partilha. Assim, o que se entrega aos h&#243;spedes s&#227;o lembran&#231;as de um bom, ou mal, atendimento (Pantuffi & Alves, 2012), da&#237; a responsabilidade do gestor em coordenar os esfor&#231;os da equipe (Hill, 1993; Motta, 2007). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >2.2    Compet&#234;ncias gerenciais e o modelo de Quinn <i >et al.</i>(2003)</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#8220;Ser dirigente &#233; como reger uma orquestra, onde as partituras mudam a cada instante e os m&#250;sicos t&#234;m liberdade para marcar seu pr&#243;prio compasso&#8221; (Motta, 2007, p.19). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As palavras de Motta (2007) instigam a se pensar sobre a fun&#231;&#227;o gerencial como permeada de ambiguidades e dualidades (Hill, 1993; Marra & Melo, 2005; Motta, 2007), numa busca incessante de artif&#237;cios para sobreviver na carreira (Melo, 2000). Nesta perspectiva, os gestores s&#227;o entendidos como &#8220;agentes sociais&#8221;, ou seja, ao mesmo tempo s&#227;o influenciados pelo contexto organizacional e tamb&#233;m o influenciam (Leite-da-Silva, Junquilho, Carrieri, & Melo, 2006; Marra & Melo, 2005). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Do gestor hoteleiro, exige-se uma postura interdisciplinar ao criar &#8220;uma rela&#231;&#227;o t&#233;cnica ligada &#224; maneira de como o indiv&#237;duo executa ou como desenvolve seu papel, enfim, sua profiss&#227;o&#8221; (Paiva & Ferreira, 2013, p. 211). Desse modo, &#233; necess&#225;rio o desenvolvimento de compet&#234;ncias diferenciadas, novos perfis comportamentais e identidades, haja vista que as organiza&#231;&#245;es necessitam de gerentes mais competentes, comprometidos e competitivos, diante das mais complexas demandas (Brito, 2004). Nesse contexto, &#8220;uma compet&#234;ncia implica a deten&#231;&#227;o tanto de um conhecimento quanto da capacidade comportamental de agir de maneira adequada&#8221; (Quinn<i > et al., </i>2003, p. 24), gerando resultados reconhecidos pelo pr&#243;prio indiv&#237;duo, pelos seus pares e pela sociedade (Paiva, 2007; Paiva & Melo, 2008; Paiva & Ferreira, 2013). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto aos modelos de gest&#227;o, Quinn <i>et al. </i>(2003) re&#250;nem quatro possibilidades (rela&#231;&#245;es humanas, sistemas abertos, processos internos e metas racionais) em um &#250;nico arcabou&#231;o, dependendo do cruzamento entre foco da organiza&#231;&#227;o (interno ou externo) e natureza de seus processos (pautados em flexibilidade ou controle).  Em s&#237;ntese, os quatros modelos de gest&#227;o podem ser entendidos da seguinte forma: </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b >a)    </b>no modelo de metas racionais, o foco da organiza&#231;&#227;o est&#225; no ambiente externo, na produtividade, no lucro, na diferencia&#231;&#227;o, na estabilidade e no controle; nesse caso, o gerente deve executar dois pap&#233;is, o de diretor que decide e o de produtor pragm&#225;tico; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >b)    </b>no modelo dos processos internos, o foco da organiza&#231;&#227;o est&#225; no ambiente interno, na integra&#231;&#227;o, no controle e na estabilidade, podendo o gestor atuar como monitor tecnicamente competente e como coordenador confi&#225;vel; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >c)    </b>no modelo das rela&#231;&#245;es humanas, o foco da organiza&#231;&#227;o est&#225; no ambiente interno, na integra&#231;&#227;o, na autonomia e na flexibilidade, podendo o gestor atuar como facilitador centrado nos processos e como mentor emp&#225;tico; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >d)    </b>por fim, no modelo dos sistemas abertos, o foco da organiza&#231;&#227;o est&#225; no ambiente externo, na diferencia&#231;&#227;o, na flexibilidade e na autonomia, podendo o gestor atuar nos pap&#233;is de inovador criativo e de negociador que utilizado o seu poder e persuas&#227;o para influenciar na organiza&#231;&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em cada um dos modelos, espera-se que o gestor competente d&#234; prioridade a dois poss&#237;veis pap&#233;is, totalizando, portanto, oito pap&#233;is (diretor, produtor, monitor, coordenador, facilitador, mentor, inovador e negociador), como se pode observar na <a href="#f1">Figura 1</a>.</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a11f1.jpg" width="374" height="309"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para o exerc&#237;cio de cada papel, tr&#234;s compet&#234;ncias m&#237;nimas s&#227;o esperadas.   Assim, Quinn <i >et al.</i> (2003) listam 24   compet&#234;ncias distribu&#237;das pelos 8 pap&#233;is, destacando que o foco est&#225; na   efic&#225;cia do l&#237;der, n&#227;o mais da organiza&#231;&#227;o ou da unidade de trabalho, a qual   especifica fun&#231;&#245;es ou expectativas concorrentes que podem ser vivenciadas pelo   gerente. No <a href="#q1">Quadro 1</a>, observam-se as compet&#234;ncias particulares de cada papel   gerencial, conforme Quinn <i >et al.</i> (2003):</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="q1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a11q1.jpg" width="573" height="434"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Saliente-se que as   compet&#234;ncias necess&#225;rias aos gestores nos quatro modelos independem dos n&#237;veis   hier&#225;rquicos que eles ocupam, mesmo que sua autonomia e sua responsabilidade   dependem de onde eles se localizam na organiza&#231;&#227;o (Quinn <i >et al.</i>, 2003).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em face das possibilidades de sucesso e de fracasso do gestor, Quinn <i >et al.,</i> (2003) definiram quatro perfis gerenciais eficazes, quais sejam: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >a)    </b>realizadores agressivos: quase todos os pap&#233;is exercidos a contento, &#224; exce&#231;&#227;o do facilitador e do mentor; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >b)    </b>produtores conceituais: pap&#233;is de monitor e coordenador menos expressivos; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >c)    </b>agregadores pac&#237;ficos: execu&#231;&#227;o mais t&#237;mida dos pap&#233;is de produtor, negociador e inovador; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >d)    </b>mestres: todos os pap&#233;is exercidos de modo eficaz. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em sentido oposto, seguem-se os quatro perfis ineficazes:  </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >a)    </b>adaptativos ca&#243;ticos: quase todos os pap&#233;is exercidos timidamente, &#224; exce&#231;&#227;o dos de facilitador, mentor e inovador; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >b)    </b>coordenadores irritantes: pap&#233;is de monitor e coordenador mais expressivos, comparativamente aos demais; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >c)    </b><i>workaholics </i>sufocantes: destaque positivo para o papel de produtor; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >d)    </b>improdutivos extremos: nenhum dos pap&#233;is exercido de modo reconhecido. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Desse modo, o desenvolvimento dos gestores e, portanto, de suas compet&#234;ncias, deve ser permanente, tendo em vistas as demandas diferenciadas no seu cotidiano, as quais implicam em mesclas e equil&#237;brio entre os pap&#233;is (Quinn <i >et al.</i>, 2003).  </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >2.3    Gest&#227;o de compet&#234;ncias</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As compet&#234;ncias podem ser desenvolvidas em todo momento, j&#225; que o indiv&#237;duo det&#233;m saberes, experi&#234;ncias e oportunidades de externaliz&#225;-las produtivamente, de acordo com o contexto em que est&#225; inserido (Paiva <i >et al.</i>, 2012), precisando estar aberto aos constantes processos de aprendizagem diante das dificuldades e desafios inerentes &#224; sua vida como um todo (Steffen, 1999). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O indiv&#237;duo &#233; o principal respons&#225;vel pela gest&#227;o de sua carreira profissional (Ramos, 2001) e, portanto, de suas compet&#234;ncias profissionais. No entanto, a gest&#227;o de compet&#234;ncias envolve outros atores sociais (Ramos, 2001; Paiva 2007; Paiva & Melo, 2008) que influenciam, direta ou indiretamente, a conduta do profissional.  Esses terceiros podem ser a pr&#243;pria empresa, os superiores, os pares, os subordinados, os clientes, entre outros, uma vez que constitui em um &#8220;conjunto de todos os esfor&#231;os individuais, sociais, coletivos e organizacionais no sentido da forma&#231;&#227;o e do desenvolvimento de compet&#234;ncias e metacompet&#234;ncias, fundamentados na reflex&#227;o do sujeito na e sobre sua pr&#243;pria a&#231;&#227;o, propiciando resultados em termos macro, micro e parciais observ&#225;veis pelo indiv&#237;duo e por terceiros&#8221; (Paiva, 2007, p. 57). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, o sistema de gest&#227;o de compet&#234;ncias tanto pode ajudar as organiza&#231;&#245;es a definirem <i >a priori</i> quais compet&#234;ncias os profissionais precisam ter para um melhor desempenho numa estrat&#233;gia j&#225; definida, bem como a avaliar seu efetivo resultado, mesmo que esta interven&#231;&#227;o n&#227;o seja uma &#8220;verdade absoluta ou a total objetividade nestes processos&#8221; (Ceitil, 2010:43). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Entre outros termos, a gest&#227;o de compet&#234;ncias se apresenta como um diferencial competitivo no mundo corporativo (Brand&#227;o & Guimar&#227;es, 2001; De R&#233; & De R&#233;, 2010). Isto tamb&#233;m se faz presente no setor de hotelaria, pois ele prima pelo relacionamento e fideliza&#231;&#227;o dos clientes, ao lidar com fatores internos e externos a fim de concretizar as atividades da gest&#227;o de compet&#234;ncias (De R&#233; & De R&#233;, 2010). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse sentido, autores como Dutra (2001) e D&#233; R&#233; e D&#233; R&#233; (2010) apontam <i >gaps</i> entre as compet&#234;ncias necess&#225;rias e as efetivamente vivenciadas pelos gestores nas organiza&#231;&#245;es. Para suprimi-los, h&#225; a necessidade de desenvolver planejamentos estrat&#233;gicos e incentivar a educa&#231;&#227;o continuada junto aos membros da organiza&#231;&#227;o. Neste contexto, a l&#243;gica da compet&#234;ncia, remetida &#224; gest&#227;o de pessoas envoltas das mais diversas pr&#225;ticas e pol&#237;ticas de gest&#227;o, pode conciliar os interesses da organiza&#231;&#227;o e os do sujeito-trabalhador (Zarifian, 2001). Nessa rela&#231;&#227;o de intera&#231;&#227;o e troca de interesses, &#8220;a empresa ao se desenvolver, desenvolve as pessoas, e estas, ao se desenvolverem, fazem o mesmo com a organiza&#231;&#227;o&#8221; (Dutra, 2001, p. 25). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sendo assim, o trabalho n&#227;o est&#225; associado apenas ao n&#237;vel hier&#225;rquico auferido, mas no pr&#243;prio sujeito que tem a capacidade de externalizar suas compet&#234;ncias e, dessa forma, ampliar o escopo da organiza&#231;&#227;o (Froehlich, 2010; De R&#233; & De R&#233;, 2010). Sob este prisma, o gestor &#233; o respons&#225;vel pelo desenvolvimento do modelo de gest&#227;o e sua integra&#231;&#227;o entre as compet&#234;ncias individuais, coletivas e organizacionais (Froehlich, 2010, De R&#233; & De R&#233;, 2010), sendo que, este estudo concentra-se nas compet&#234;ncias individuais, qual seja a compet&#234;ncia gerencial. Para sua compreens&#227;o, foi realizada uma pesquisa com as seguintes caracter&#237;sticas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b >3.      Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesta pesquisa, de campo e descritiva (Vergara, 2009), realizou-se uma mescla de abordagens quantitativa e qualitativa (Creswell, 2007), configurando-se uma triangula&#231;&#227;o metodol&#243;gica entre m&#233;todos (Collis & Hussey, 2006), com vistas a promover uma maior compreens&#227;o do fen&#244;meno em quest&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O instrumento de coleta de dados foi um question&#225;rio com quest&#245;es abertas e fechadas, subdividido em: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Parte 1 &#8211; dados s&#243;cio-demogr&#225;ficos; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Parte 2 &#8211; question&#225;rio sobre compet&#234;ncias gerenciais, pautado no modelo de Quinn <i >et al.</i> (2003), buscando-se identificar as requeridas pela organiza&#231;&#227;o e as efetivas dos gestores, utilizando-se uma escala Likert de seis pontos, a mesma utilizada por Paiva & Ferreira (2013), adaptada de Vilkinas (2000); </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Parte 3 &#8211; quatro quest&#245;es abertas, a fim de aprofundar nas percep&#231;&#245;es dos sujeitos sobre as compet&#234;ncias ideias e reais no exerc&#237;cio de sua fun&#231;&#227;o, suas contribui&#231;&#245;es para sua gest&#227;o e as contribui&#231;&#245;es do hotel onde trabalham. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O question&#225;rio foi estruturado no pacote de aplicativos da Google e o <i >link </i>gerado foi enviado a gestores do segmento de hotelaria brasileiro, ficando dispon&#237;vel nos meses de abril e maio de 2013, dos quais se obteve um retorno de 28 question&#225;rios devidamente preenchidos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As respostas das quest&#245;es fechadas foram lan&#231;adas em planilha eletr&#244;nica (Excel) e tabuladas utilizando estat&#237;stica descritiva univariada, calculando-se m&#233;dias e percentuais de respondentes quanto &#224;s suas percep&#231;&#245;es acerca dos pap&#233;is e compet&#234;ncias gerenciais ideais e reais. As respostas das quest&#245;es abertas foram submetidas &#224; an&#225;lise de conte&#250;do (Bardin, 2008).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b >4.  Apresenta&#231;&#227;o e an&#225;lise dos     dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao perfil dos 28 gestores de hotelaria brasileiros que participaram dessa pesquisa, a maioria &#233; do sexo feminino (53,6%), com faixa et&#225;ria entre 26 a 35 anos (60,7%), casados (42,9%), com ensino superior (35,7%) e <br clear=all > </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">p&#243;s-gradua&#231;&#227;o (28,6%) completos, sendo que a forma&#231;&#227;o acad&#234;mica concentra-se na &#225;rea da gest&#227;o (35,7%). A maior parte deles atua no cargo gerencial atual entre 1 e 5 anos (57,1%), assim como no hotel atual (39,3%), com tempo na hotelaria maior, entre 6 e 10 anos (64,3%). Dentre os respondentes, 53,6% t&#234;m experi&#234;ncia gerencial anterior, sendo que o tempo total de ger&#234;ncia &#233; recente, entre 1 a 5 anos (50,0%). Quanto &#224; localiza&#231;&#227;o dos hot&#233;is em que atuam os gestores, participantes da pesquisa, 53,6% situam-se no estado de S&#227;o Paulo, em hot&#233;is de m&#233;dio porte (60,7%) e pertencentes a uma rede de hot&#233;is (96,4%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na an&#225;lise quantitativa, diante das compet&#234;ncias gerenciais requeridas pela organiza&#231;&#227;o, tendo como base os pap&#233;is propostos por Quinn <i >et al.</i> (2003), na percep&#231;&#227;o dos gestores, os pap&#233;is gerencias que se destacaram foram: aquele que dedica-se ao desenvolvimento das pessoas, sendo sol&#237;cito, atencioso, af&#225;vel, aberto e justo ao ouvir as reivindica&#231;&#245;es, apoiando-as quando leg&#237;timas, percebendo seus subordinados como pessoas em desenvolvimento, que sustenta a estrutura e o fluxo da empresa e que foca no servi&#231;o, j&#225; que a maioria deles registrou n&#237;veis elevados para os pap&#233;is de mentor (96,4%), de coordenador (92,9%), e de produtor (92,9%) (Quinn et al, 2003). Diante desses pap&#233;is mais recursivos, percebe-se uma mescla na integra&#231;&#227;o e na estabilidade, ao mesmo tempo em que buscam autonomia, diferencia&#231;&#227;o e controle (Quinn <i >et al.</i>, 2003), o que indica aus&#234;ncia de padr&#227;o de percep&#231;&#227;o quanto ao que &#233; requerido desses gestores hoteleiros. J&#225; os pap&#233;is de inovador e negociador, pertinentes ao modelo de Sistemas Abertos (focado no ambiente externo e na flexibilidade), foram menos recursivos, apontados por 75,0% dos respondentes em n&#237;vel elevado, o que &#233; preocupante, j&#225; que esse &#233; o modelo de gest&#227;o que deveria estar pautando as a&#231;&#245;es dos gestores, mediante o atual cen&#225;rio do setor no Brasil (<a href="#g1">Gr&#225;fico 1</a>).</font></p>     <p><a name="g1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a11g1.jpg" width="368" height="237"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto   &#224;s compet&#234;ncias gerenciais efetivas, observou-se   similaridades com os resultados anteriores.    Os pap&#233;is de mentor (96,4%) e produtor (96,4%) tiveram os maiores   percentuais de respondentes em n&#237;vel elevado, aproximando-se deles o papel de   facilitador (92,9%), que retrata comportamentos relativos a fomentar esfor&#231;os,   promover a coes&#227;o, o trabalho em equipe e administrar os conflitos (Quinn <i >et al.</i>, 2003). Assim, os gestores   parecem estar voltados, no seu cotidiano, para o modelo de Rela&#231;&#245;es Humanas,   que prima por flexibilidade e foco no ambiente interno, na integra&#231;&#227;o, sem se   descuidar dos resultados. Os pap&#233;is de inovador e negociador parecem ser mais   executados efetivamente do que requeridos, o que indica uma preocupa&#231;&#227;o pessoal   dos gestores com o foco externo (<a href="#g2">Gr&#225;fico 2</a>).</font></p>     <p><a name="g2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a11g2.jpg" width="368" height="237"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &#224;s m&#233;dias apuradas   para todos os pap&#233;is, tanto no &#226;mbito ideal (requerido) como no real (efetivo),   pode-se verificar que os pap&#233;is de mentor e produtor atingiram os maiores   escores (5,4 para os pap&#233;is ideais, e 5,6 e 5,3 para os reais,   respectivamente). O <a href="#g3">Gr&#225;fico 3</a> exibe as demais m&#233;dias e sugere que quanto maior   a &#225;rea delimitada pelas m&#233;dias, maior a compet&#234;ncia do gestor no exerc&#237;cio de   seus pap&#233;is. Note-se, ainda, a natureza positiva das avalia&#231;&#245;es dos gestores a   respeito do que lhes &#233; requerido e do que eles efetivamente realizam,   podendo-se observar que, na opini&#227;o deles, eles fazem mais pelo hotel do que   deveriam ou lhes &#233; cobrado (ideal).</font></p>     <p><a name="g3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a11g3.jpg" width="352" height="289"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante   desses resultados apresentados, os gestores apresentam um perfil eficaz, por&#233;m   n&#227;o se encaixam em nenhum dos perfis delineados por Quinn <i >et al.</i> (2003), aproximando-se do &#8220;agregador pac&#237;fico&#8221;, por&#233;m com   significativa a&#231;&#227;o em torno do papel de produtor, ou seja, apresentam trabalho   produtivo, fomentam um ambiente de trabalho produtivo e gerenciam o tempo e o   estresse, por&#233;m com menores preocupa&#231;&#245;es a respeito da constru&#231;&#227;o e manuten&#231;&#227;o   de uma base de poder, da negocia&#231;&#227;o de acordos e compromissos, da apresenta&#231;&#227;o   de id&#233;ias (papel de negociador), do conv&#237;vio com a mudan&#231;a, do pensamento criativo   e do gerenciamento da mudan&#231;a (papel de inovador). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na inten&#231;&#227;o de aprofundar e melhor compreender as compet&#234;ncias desses gestores, a an&#225;lise qualitativa foi realizada. Os relatos extra&#237;dos das respostas &#224;s quest&#245;es abertas permitiram somar 29 refer&#234;ncias ao papel de mentor, o que indica capacidade em lidar com pessoas, empatia, respeito, &#233;tica, disponibilidade, transpar&#234;ncia, flexibilidade e uma clara comunica&#231;&#227;o, corroborando Pantuffi & Alves (2012). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O segundo papel mais referenciado foi o coordenador (15 relatos), seguido de facilitador e inovador (13 relatos cada), como os pap&#233;is mais requeridos, denotando que os modelos de gest&#227;o deveriam ser mais voltados para a integra&#231;&#227;o, autonomia e flexibilidade do que para o controle e estabilidade, o que vem ao encontro ao contexto human&#237;stico desenhado no turismo, a hospitalidade (Pantuffi & Alves, 2012). Note-se que compet&#234;ncias que norteiam o papel de negociador nem sequer foram mencionados pelos respondentes (<a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a11t1.jpg">Tabela 1</a>). <br clear=all > </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Assim, no contexto ideal, o gestor em hotelaria precisa estar mais   focado em compreender a si pr&#243;prio e outros (pares, subordinados, superiores,   clientela, investidores), buscar uma comunica&#231;&#227;o eficaz e estar preocupado em   desenvolver sua equipe (Quinn <i >et al.</i>,   2003). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">(...) desenvolvimento da equipe, criando chefes comprometidos e que sejam multiplicadores. A equipe deve se envolver como um todo e falar a mesma linguagem dentro do hotel (G23).  </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entretanto, no dia a dia, as compet&#234;ncias reais, as efetivamente vivenciadas pelos gestores, relacionam-se ao papel de coordenador (23 relatos), que indica a&#231;&#245;es como organizar, comprometer-se com a organiza&#231;&#227;o na qual trabalha, controlar os custos e exercer sua fun&#231;&#227;o de maneira din&#226;mica e respons&#225;vel, mais voltadas para um modelo de gest&#227;o pautado em estabilidade e controle e focado no ambiente interno. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Conter os custos manter um bom desempenho da equipe e cuidar do bem esta dos h&#243;spedes (G10). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Al&#233;m do papel de coordenador, as compet&#234;ncias-chaves dos pap&#233;is de mentor (20 relatos), produtor (15 relatos), facilitador e diretor (com 12 relatos cada) foram as mais mencionadas, o que indica que, pelos depoimentos dos gestores, sua pr&#225;tica tamb&#233;m inclui flexibilidade e autonomia, denotando a sobreposi&#231;&#227;o de pap&#233;is no cotidiano gerencial. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Proporcionar uma ger&#234;ncia que zele pelo bom trabalho de equipe, ocasionando a excel&#234;ncia no atendimento, presteza de informa&#231;&#245;es e agilidade nos procedimentos que v&#227;o desde o check-in do h&#243;spede &#224; entrega dos documentos que s&#227;o enviados para faturamento (G20). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Tamb&#233;m fez-se presente, de forma menos recursiva, os pap&#233;is de inovador (7 relatos) e monitor (2 relatos). Observem-se todas as respostas sintetizadas na <a href="#t2">Tabela 2</a>. <b ><br clear=all > </b> </font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a11t2.jpg" width="562" height="905">     
<p>&nbsp;</p>     <p>     <p><font size="2" face="Verdana">Novamente, n&#227;o foi citada nenhuma compet&#234;ncia ligada ao papel de negociador. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >4.3    Gest&#227;o de compet&#234;ncias gerenciais, segundo os profissionais abordados</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na seq&#252;&#234;ncia, buscou-se compreender o que os gestores brasileiros de hotelaria t&#234;m feito para se manterem competentes. A declara&#231;&#227;o do gestor G4 resume o que a maioria de seus pares faz para desenvolverem compet&#234;ncias gerencias, buscando a atualiza&#231;&#227;o por meio de educa&#231;&#227;o continuada (Dutra, 2001; D&#233; R&#233; & D&#233; R&#233;, 2010) como uma solu&#231;&#227;o para preencher as lacunas existentes entre as compet&#234;ncias ideias e reais: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mantenho atualizado em rela&#231;&#227;o &#224;s realidades s&#243;cio econ&#244;micas da cidade, micro e macro regi&#227;o do pa&#237;s, do mercado nacional e internacional. Fa&#231;o, sempre que poss&#237;vel e necess&#225;rio, cursos de reciclagem (...), participo dos treinamentos promovidos pela empresa. (G4) </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Outros esfor&#231;os como leituras espec&#237;ficas na &#225;rea em que atuam, busca pelo entrosamento com a equipe, participa&#231;&#227;o nos treinamentos promovidos pela organiza&#231;&#227;o e, at&#233; mesmo, pela auto-avalia&#231;&#227;o de sua a&#231;&#227;o, tamb&#233;m foram relatados, como observado na <a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a11t3.jpg">Tabela 3</a>.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Na perspectiva de refletir sobre sua a&#231;&#227;o e na a&#231;&#227;o   (Paiva, 2007), os gestores buscam o <i >feedback</i> de terceiros (inclusive clientes e pares) na inten&#231;&#227;o de trabalhar com as   cr&#237;ticas construtivamente ao se comportar e buscar solu&#231;&#245;es. Ao envolver outros   atores (Ramos, 2001) na forma&#231;&#227;o e desenvolvimento de compet&#234;ncias, a troca de   informa&#231;&#245;es com outros gestores, a aten&#231;&#227;o &#224;s orienta&#231;&#245;es dos superiores e &#224;s   normas da empresa, procurando manter o foco ao se observar, a fim de exercer   sua fun&#231;&#227;o com responsabilidade, dinamismo e criatividade, s&#227;o comportamentos   que corroboram com a defini&#231;&#227;o de gest&#227;o de compet&#234;ncias utilizada peara fins   desse estudo (Paiva, 2007). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As contribui&#231;&#245;es das organiza&#231;&#245;es, ou seja, os hot&#233;is onde os gestores atuam, na forma&#231;&#227;o e desenvolvimento das compet&#234;ncias, na percep&#231;&#227;o deles pr&#243;prios, se d&#227;o por variados meios, tendo sido os mais lembrados a realiza&#231;&#227;o de treinamentos e palestras, a promo&#231;&#227;o de oportunidades de crescimento profissional, o fornecimento de ferramentas eficazes de gest&#227;o e a abertura de espa&#231;os para o di&#225;logo: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">(...) a empresa nos d&#225; a oportunidades de expressar a nossa opini&#227;o e tenta de uma forma generalizada melhorar o nosso trabalho e melhorar a empresa (G12). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste contexto, o hotel </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">(...) promove integra&#231;&#227;o constante entre corporativo e opera&#231;&#227;o. Incentiva os talentos a se desenvolver dentro da organiza&#231;&#227;o oferecendo oportunidades e treinamentos (G3). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, o gestor se sente valorizado ao perceber o reconhecimento e a confian&#231;a depositada em seu trabalho, assim como v&#234; a oportunidade de crescimento profissional, estimulado na busca pela capacita&#231;&#227;o por meio de cursos e, at&#233; mesmo, por avalia&#231;&#245;es peri&#243;dicas no exerc&#237;cio de sua fun&#231;&#227;o. Toas as respostas fornecidas pelos pesquisados est&#227;o resumidas na <a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a11t4.jpg">Tabela 4</a>.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">No entanto, as percep&#231;&#245;es   quanto tais contribui&#231;&#245;es n&#227;o s&#227;o un&#226;nimes, tendo em vista que os gerentes G9,   G11 e G15 afirmaram n&#227;o perceber qualquer contribui&#231;&#227;o da empresa em que atua   para o desenvolvimento de suas compet&#234;ncias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante desses dados, as seguintes considera&#231;&#245;es foram tra&#231;adas. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b >5.      Considera&#231;&#245;es   finais</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo deste estudo consistiu em analisar como se encontram configuradas e s&#227;o geridas as compet&#234;ncias de gestores brasileiros de hotelaria. Para tanto, foi realizada uma pesquisa de campo, descritiva, com abordagens quantitativa e qualitativa, o que possibilitou uma triangula&#231;&#227;o ente m&#233;todos, a fim de melhor compreender o fen&#244;meno em quest&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na an&#225;lise quantitativa, os pap&#233;is que prevaleceram no &#226;mbito ideal foram mentor, produtor e coordenador; j&#225; na qualitativa, foram mentor, coordenador, facilitador e inovador, o que dificulta a an&#225;lise em termos de um modelo de gest&#227;o que deveria nortear sua a&#231;&#227;o, mediante suas diversificadas demandas, ainda mais se considerando o atual momento do pa&#237;s, em termos da recep&#231;&#227;o de grandes eventos mundiais. Assim, as compet&#234;ncias ideais parecem estar mais voltadas para os pap&#233;is de mentor e coordenador, quais sejam, respectivamente: (1) compreender a si mesmo e aos outros, comunicar-se eficazmente e contribuir no desenvolvimento dos empregados; e (2) gerenciar projetos, planejar o trabalho e gerenciar de modo multidisciplinar. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na esfera do real, do que efetivamente eles realizam no seu cotidiano laboral, a an&#225;lise quantitativa apontou novamente como mais recursivos os pap&#233;is de mentor e produtor, enquanto que, na qualitativa, foram destacados os de mentor, coordenador, produtor e facilitador, o que refor&#231;a a percep&#231;&#227;o acerca da diversidade de demandas que refletem exig&#234;ncias e comportamentos de naturezas diferenciadas e, at&#233; mesmo, contradit&#243;rias quanto &#224; a&#231;&#227;o gerencial. Desse modo, as compet&#234;ncias reais parecem estar voltadas para os pap&#233;is de mentor e produtor, que s&#227;o, respectivamente: (1) compreender a si mesmo e aos outros, comunicar-se eficazmente e contribuir no desenvolvimento dos empregados, novamente; e (2) trabalhar de modo produtivo, fomentar um ambiente de trabalho produtivo e gerenciar o tempo e o estresse (pr&#243;prio e da equipe). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por meio do estudo das m&#233;dias, observou-se que os gestores apresentam um perfil eficaz, por&#233;m n&#227;o se encaixaram em nenhum dos perfis delineados por Quinn <i >et al.</i> (2003), aproximando-se do &#8220;agregador pac&#237;fico&#8221;, por&#233;m com destaque para o papel de produtor. Isso indica que eles tamb&#233;m apresentam trabalho produtivo, fomentam um ambiente de trabalho produtivo e gerenciam o tempo e o estresse, sem maiores preocupa&#231;&#245;es com a constru&#231;&#227;o e manuten&#231;&#227;o de uma base de poder, a negocia&#231;&#227;o de acordos e compromissos, da apresenta&#231;&#227;o de ideias (papel de negociador), o conv&#237;vio com a mudan&#231;a, o pensamento criativo e o gerenciamento da mudan&#231;a (papel de inovador). Importante frisar que compet&#234;ncias relativas ao papel de inovador &#8211; tr&#234;s &#250;ltimas citadas anteriormente &#8211; foram mencionadas na parte qualitativa da pesquisa, com certa recursividade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante dos desafios enfrentados pelo setor de hotelaria no Brasil, um pa&#237;s classificado como emergente e sede de grandes eventos mundiais que se aproximam (Copa das Confedera&#231;&#245;es em 2013, Copa do Mundo de Futebol em 2014, e Jogos Ol&#237;mpicos em 2016), os gestores buscam desenvolver suas compet&#234;ncias por meio de esfor&#231;os pessoais na educa&#231;&#227;o continuada, leituras espec&#237;ficas da &#225;rea e autoan&#225;lise de suas atitudes; quanto aos esfor&#231;os observados no n&#237;vel da organiza&#231;&#227;o, ou seja, dos hot&#233;is onde eles trabalham, notou-se a oferta de treinamentos e palestras e as possibilidades em torno de oportunidades de carreira. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim sendo, as an&#225;lises do ideal e do real de conduta dos gestores abordados apresentam similaridades no que tange &#224;s prioridades estabelecidas para o exerc&#237;cio das compet&#234;ncias relativas ao papel de mentor e diverg&#234;ncias quanto &#224;s relativas aos pap&#233;is de coordenador e produtor, salientando-se, por&#233;m, que ambos est&#227;o mais voltados para estabilidade e controle. Percebe-se, portanto, a necessidade de harmonizar as compet&#234;ncias idealizadas e as efetivamente vivenciadas pelos gestores brasileiros pesquisados, dadas as diferen&#231;as observadas. Al&#233;m disso, a gest&#227;o de suas compet&#234;ncias pauta-se em esfor&#231;os do pr&#243;prio sujeito, contando tamb&#233;m com o hotel onde trabalha nesse sentido. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo contribui para a reflex&#227;o do papel do gestor de hotelaria, no Brasil, ao identificar aspectos relativos &#224;s suas atitudes (&#226;mbito ideal das compet&#234;ncias) e aos seus comportamentos (&#226;mbito real das compet&#234;ncias). Dentre suas limita&#231;&#245;es, identificou-se o escopo reduzido a hot&#233;is da regi&#227;o sudeste do pa&#237;s (estados de Minas Gerais, S&#227;o Paulo e Rio de Janeiro), que &#233; a mais desenvolvida economicamente do pa&#237;s, o que indica a necessidade de expandir a pesquisa para outras regi&#245;es, ainda mais se considerando as diferen&#231;as culturais presentes em um pa&#237;s de dimens&#245;es continentais como o Brasil. Al&#233;m disso, a forma que o estudo foi operacionalizado n&#227;o permite generaliza&#231;&#245;es, ficando seus resultados mais restritos aos gestores pesquisados, o que refor&#231;a a necessidade de expans&#227;o da pesquisa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Al&#233;m disso, sugere-se incluir nas pesquisas futuras as percep&#231;&#245;es de outros atores sociais que interferem na percep&#231;&#227;o e nos comportamentos dos gestores como, seus superiores, subordinados e clientes, de modo a se tra&#231;ar um perfil mais preciso da categoria e frut&#237;fero em termos de pol&#237;ticas e pr&#225;ticas de gest&#227;o de pessoas que conduzam &#224; efetividade do gestor, em especial, na hotelaria. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b >Refer&#234;ncias   bibliogr&#225;ficas</b> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Bardin, L. (2008). <i >An&#225;lise de conte&#250;do.</i> Lisboa: Edi&#231;&#245;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S2182-8458201400020001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Brand&#227;o, H. P. & Guimar&#227;es, T. A. (2001). Gest&#227;o de Compet&#234;ncias ou Gest&#227;o de Desempenho: tecnologias distintas ou instrumentos de um mesmo construto. <i >Revista de Administra&#231;&#227;o de Empresas</i>, <i >41</i>(1), 8-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S2182-8458201400020001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Brito, M. J. M. (2004).<i > A configura&#231;&#227;o identit&#225;ria da enfermeira no contexto das pr&#225;ticas de gest&#227;o em hospitais privados de Belo Horizonte</i> (Tese de Doutorado em Administra&#231;&#227;o, Faculdade de Ci&#234;ncias Econ&#244;micas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2004).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S2182-8458201400020001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ceitil, M. (2010). <i >Proposta de defini&#231;&#227;o do conceito de compet&#234;ncias</i>. In M. Ceitil (org.). <i >Gest&#227;o e desenvolvimento de compet&#234;ncias </i>(pp. 39-44). Lisboa: Europress Ltda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S2182-8458201400020001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Collis, J., & Hussey, R. (2006). <i >Pesquisa em administra&#231;&#227;o: um guia pr&#225;tico para alunos de gradua&#231;&#227;o e p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</i> Porto Alegre: Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S2182-8458201400020001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Creswell, J. W. (2007). <i >Projeto de pesquisa: m&#233;todos qualitativo, quantitativo e misto.</i> Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S2182-8458201400020001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">De R&#233;, C. A. & De R&#233;, M. A. (2010). Processos do sistema de gest&#227;o de pessoas.In C.C. Bitencourt (org.). <i >Gest&#227;o contempor&#226;nea de pessoas </i>(79-100)<i >.</i> Porto Alegre: Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S2182-8458201400020001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Dutra, J. S. (2001). <i >Gest&#227;o por Compet&#234;ncias: um modelo avan&#231;ado para o gerenciamento de pessoas.</i> S&#227;o Paulo: Editora Gente.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S2182-8458201400020001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Froehlich, C. (2010). O modelo de gest&#227;o de pessoas por compet&#234;ncias. In C. C. Bitencourt (org.).<i > Gest&#227;o contempor&#226;nea de pessoas </i>(1-16). Porto Alegre: Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S2182-8458201400020001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Hill, L. A. (1993). <i>Novos gerentes: assumindo uma nova identidade</i>. S&#227;o Paulo: Makron Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S2182-8458201400020001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Le Boterf, G. (2003). <i>Desenvolvendo a compet&#234;ncia dos profissionais</i>. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S2182-8458201400020001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Leite-da-Silva, A. R., Junquilho, G. S., Carrieri, A. P. & Melo, M. C. O. L. (2006). Contradi&#231;&#245;es gerenciais na dissemina&#231;&#227;o da &#8220;cultura corporativa&#8221;: o caso de uma estatal brasileira. <i >Revista de Administra&#231;&#227;o P&#250;blica</i>, <i >40</i>(30), 357-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S2182-8458201400020001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Marra, A. V. & Melo, M. C. O. L. (2005). A Pr&#225;tica Social de Gerentes Universit&#225;rios em uma Institui&#231;&#227;o P&#250;blica. <i>Revista de Administra&#231;&#227;o Contempor&#226;nea, 9</i>(3), 9-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S2182-8458201400020001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Melo, M. C. O. L. (2000). Carreira gerencial: os dramas e as tramas de gerentes em organiza&#231;&#245;es brasileiras. <i>Revista Organiza&#231;&#245;es & Sociedade</i>, <i >17</i>(7), 117-128.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S2182-8458201400020001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Motta, P. R. (2007). <i>Gest&#227;o Contempor&#226;nea: a ci&#234;ncia e a arte de ser dirigente. </i>Rio de Janeiro: Record.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S2182-8458201400020001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Paiva, K. C. M. (2007). <i >Gest&#227;o de compet&#234;ncias e a profiss&#227;o docente um estudo de caso em universidades no Estado de Minas Gerais</i> (Tese de Doutorado em Administra&#231;&#227;o, Faculdade de Ci&#234;ncias Econ&#244;micas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2007).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S2182-8458201400020001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Paiva, K. C. M., Barros, V. R. F., Mendon&#231;a, J. R. C., Santos, A. O., & Dutra, M. R. S. (2014) Compet&#234;ncias docentes ideais e reais em educa&#231;&#227;o a dist&#226;ncia no curso de administra&#231;&#227;o: um estudo em uma institui&#231;&#227;o brasileira. <i >Tourism & Management Studies</i>, 10(Special Issue), 121-128.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S2182-8458201400020001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Paiva, K. C. M. & Ferreira, L. S. (2013). Compet&#234;ncias Gerenciais na &#225;rea de Tecnologia de Informa&#231;&#227;o: um estudo com gestores de empresas localizadas no Tri&#226;ngulo Mineiro. <i >Revista Gest&#227;o & Tecnologia</i>, <i >13</i>(1), 205-229.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S2182-8458201400020001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Paiva, K. C. M. & Melo, M. C. O. L. (2008). Compet&#234;ncias, gest&#227;o de compet&#234;ncias e profiss&#245;es: perspectivas de pesquisas. <i>Revista de Administra&#231;&#227;o Contempor&#226;nea,</i> <i >12</i>(2), 339-368.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S2182-8458201400020001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Paiva, K. C. M., Santos, A. O., Mendon&#231;a, J. R. C., Dutra, M. R. S. & Barros, V. R. F. (2013). 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Bacharelado em Hotelaria: pequenas recorda&#231;&#245;es que constroem sua trajet&#243;ria. <i >Anais do F&#243;rum de Operadores Hoteleiros do Brasil &#8211; FOHB, </i>Senac, S&#227;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S2182-8458201400020001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Quinn, R. E., Faerman, S. R., Thompson, M. P. & McGrath, M. (2003). <i>Compet&#234;ncias Gerenciais: princ&#237;pios e aplica&#231;&#245;es</i>. 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S&#227;o Paulo: Universidade de S&#227;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S2182-8458201400020001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Vergara, S. C. (2009). <i >Projetos e relat&#243;rios de pesquisa em Administra&#231;&#227;o.</i> S&#227;o Paulo: Atlas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S2182-8458201400020001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Vilkinas, T. (2000). 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(2011) Soft skills as key competencies in hospitality higher education: matching demand and supply. <i >Tourism & Management Studies</i>, 7, 131-139.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S2182-8458201400020001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Zarifian, P. (2001). <i >Objetivo compet&#234;ncia. </i>S&#227;o Paulo: Atlas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S2182-8458201400020001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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