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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Influência dos intermediários de distribuição de produtos turísticos no processo de decisão do meio de hospedagem pelo consumidor]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The influence of distribution intermediaries of tourist products in the decision-making process of hosting services by the consumer]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article discusses the complex process of consumer decision in hosting services related to the tourism distribution channels. The research is aimed at describing the level of influence of the distribution intermediaries of tourism products on the choice of means of accommodation by the consumer. The data was collected through application of questionnaires to three hundred Brazilian tourists, staying in nineteen hotels in Natal, Rio Grande do Norte, Brazil. The results characterized the profile of consumers of hosting services and identified the distribution channels used by them. It was also found the influence of intermediaries on consumers when choosing means of accommodation, trying to identify causal relationship between this influence and the consumer characteristics. It was observed that the information about lodging facilities available on the Internet reduce the likelihood that this influence is exercised; however, consumers consider this information supplementary, and not a substitute to the one provided by intermediaries.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><b>TURISMO - ARTIGOS CIENT&Iacute;FICOS</b></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Influ&#234;ncia dos intermedi&#225;rios de distribui&#231;&#227;o de produtos tur&#237;sticos no   processo de decis&#227;o do meio de hospedagem pelo consumidor</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>The influence of distribution   intermediaries of tourist products in the decision-making process of hosting   services by the consumer</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >George Anderson de Oliveira Gosson<sup>1</sup>; Maria Val&#233;ria Ara&#250;jo Pereira de Ara&#250;jo<sup>2</sup></b>; <b >Patricia Whebber Souza de Oliveira<sup>3</sup>; Afranio Galdino de Ara&#250;jo<sup>4</sup>; Mauro Lemuel Alexandre<sup>5</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup>Universidade   Federal do Rio Grande do Norte, Departamento de Administra&#231;&#227;o, Praiamar   Empreendimentos Tur&#237;sticos Ltda, Rua Francisco Gurgel, 33, Ponta Negra, Natal-RN,   Brasil, CEP 59090-050, <a href="mailto:comercial@praiamarnatal.com.br">comercial@praiamarnatal.com.br</a>    <br>   <sup>2</sup>Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Departamento de Administra&#231;&#227;o, BR 101, Sem n&#250;mero - Lagoa Nova - Campus Universit&#225;rio. Natal (RN) &#8211; Centro de Ci&#234;ncias Sociais Aplicadas, <a href="mailto:valeriaraujoufpb@gmail.com">valeriaraujoufpb@gmail.com</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>3</sup>Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Departamento de Administra&#231;&#227;o, BR 101, Sem n&#250;mero - Lagoa Nova - Campus Universit&#225;rio. Natal (RN) &#8211; Centro de Ci&#234;ncias Sociais Aplicadas, <a href="mailto:patriciawhebber@gmail.com">patriciawhebber@gmail.com</a>    <br> <sup>4</sup>Universidade   Federal do Rio Grande do Norte, Departamento de Administra&#231;&#227;o, BR 101, Sem   n&#250;mero - Lagoa Nova - Campus Universit&#225;rio. Natal (RN) &#8211; Centro de Ci&#234;ncias Sociais Aplicadas, Brasil, <a href="mailto:afranioga@gmail.com">afranioga@gmail.com</a>    <br> <sup>5</sup>Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Departamento de Turismo, BR 101, Sem n&#250;mero - Lagoa Nova - Campus Universit&#225;rio. Natal (RN) &#8211; Centro de Ci&#234;ncias Sociais Aplicadas, <a href="mailto:mauro_alx@yahoo.com.br">mauro_alx@yahoo.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b >RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente artigo trata do complexo processo de decis&#227;o do consumidor de servi&#231;os de hospedagem frente aos canais de distribui&#231;&#227;o do turismo. A pesquisa objetiva &#233; descrever o n&#237;vel de influ&#234;ncia dos intermedi&#225;rios de distribui&#231;&#227;o de produtos tur&#237;sticos exercida sobre a escolha do meio de hospedagem pelo consumidor. A coleta ocorreu atrav&#233;s da aplica&#231;&#227;o de trezentos question&#225;rios a turistas brasileiros, hospedados em dezenove hot&#233;is de Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. Os resultados caracterizaram o perfil dos consumidores de servi&#231;os de hospedagem, al&#233;m de identificar os canais de distribui&#231;&#227;o por eles utilizados. Verificou-se ainda a influ&#234;ncia dos intermedi&#225;rios sobre os consumidores na escolha do meio de hospedagem, buscando identificar rela&#231;&#245;es causais entre esta influ&#234;ncia e as caracter&#237;sticas do consumidor. Constatou-se que as informa&#231;&#245;es sobre os meios de hospedagem dispon&#237;veis na internet reduzem a probabilidade de que esta influ&#234;ncia seja exercida, entretanto os consumidores consideram estas informa&#231;&#245;es complementares e n&#227;o substitutas &#224;quelas fornecidas pelos intermedi&#225;rios. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b >Palavras-chave: </b>Servi&#231;os, turismo, canais de distribui&#231;&#227;o, consumidor.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">This article discusses the complex process of consumer decision in hosting services related to the tourism distribution channels. The research is aimed at describing the level of influence of the distribution intermediaries of tourism products on the choice of means of accommodation by the consumer. The data was collected through application of questionnaires to three hundred Brazilian tourists, staying in nineteen hotels in Natal, Rio Grande do Norte, Brazil. The results characterized the profile of consumers of hosting services and identified the distribution channels used by them. It was also found the influence of intermediaries on consumers when choosing means of accommodation, trying to identify causal relationship between this influence and the consumer characteristics. It was observed that the information about lodging facilities available on the Internet reduce the likelihood that this influence is exercised; however, consumers consider this information supplementary, and not a substitute to the one provided by intermediaries. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b >Keywords: </b>services, tourism, distribution channels, consumer.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><a><b>1.Introdu&#231;&#227;o</b></a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A decis&#227;o de compra do consumidor na sele&#231;&#227;o dos destinos tur&#237;sticos, considerando a evolu&#231;&#227;o tecnol&#243;gica e o dinamismo de mercado convive com uma s&#233;rie de mudan&#231;as na sua forma comportamental e estrutural, nesses &#250;ltimos anos. De um lado, percebemos a influencia que alguns segmentos possuem nesse processo, e do outro, a forma com os relacionamentos e os processos de neg&#243;cios se desencadeiam e geram resultados. Dados de uma pesquisa realizada por McNeal & Yeh (2003) apud Tiago & Tiago (2013) destacam que pessoas jovens possuem grande influencia nas fam&#237;lias, nas suas decis&#245;es de compras em algumas &#225;reas principais, dentre elas, as f&#233;rias. Por outro lado, estudos de Limberger, Anjos, Meira & Anjos (2014) apontam as mudan&#231;as de ordem estrutural, relacionados &#224; forma como a m&#237;dia social mudou a forma como as organiza&#231;&#245;es se relacionam com os turistas e a maneira em que os turistas fortalecem a comunica&#231;&#227;o "boca-a-boca", com informa&#231;&#245;es &#250;teis para outros turistas, podendo ajudar os gestores a compreenderem melhor a din&#226;mica da ind&#250;stria. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse contexto de dinamismo, especificamente &#224; distribui&#231;&#227;o, torna-se, cada vez mais, um conjunto de decis&#245;es gerenciais cr&#237;ticas para a competitividade e lucratividade das organiza&#231;&#245;es e destinos tur&#237;sticos (Buhalis, 2001; Laws & Buhalis, 2001). Sua import&#226;ncia para as organiza&#231;&#245;es tur&#237;sticas decorre de caracter&#237;sticas peculiares de seus produtos como intangibilidade, perecibilidade, e principalmente, o fato de n&#227;o compreender o transporte do produto at&#233; o consumidor. Estas caracter&#237;sticas fazem com que a mat&#233;ria-prima deste processo se resuma em informa&#231;&#227;o, que &#233; o objeto transacionado e distribu&#237;do atrav&#233;s dos atores que comp&#245;em os canais de distribui&#231;&#227;o, figurando com grande import&#226;ncia e como a for&#231;a vital do turismo (O&#8217;Connor, 2001). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste contexto, os intermedi&#225;rios tur&#237;sticos t&#234;m como principal fun&#231;&#227;o disponibilizar os servi&#231;os fornecidos pelos provedores prim&#225;rios aos consumidores finais, atrav&#233;s da venda individual de cada um desses produtos ou atrav&#233;s de pacotes que incluem alguns destes servi&#231;os. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Complementam este cen&#225;rio as intensas mudan&#231;as estruturais que est&#227;o ocorrendo nos canais de distribui&#231;&#227;o do turismo, especialmente, os fen&#244;menos da desintermedia&#231;&#227;o e da verticaliza&#231;&#227;o, decorrentes da evolu&#231;&#227;o do com&#233;rcio eletr&#244;nico e do aumento da disponibilidade de informa&#231;&#245;es sobre os produtos tur&#237;sticos na internet. Uma vez que &#233; a informa&#231;&#227;o o objeto transacionado e distribu&#237;do entre os atores que comp&#245;em os canais de distribui&#231;&#227;o do turismo, pode-se deduzir que a evolu&#231;&#227;o da tecnologia da informa&#231;&#227;o os impactar&#225; diretamente. Desta forma, &#233; poss&#237;vel inferir que o poder dos intermedi&#225;rios tur&#237;sticos tende a diminuir. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">E o consumidor, como fica no meio desse contexto&#8204; Da&#237; emerge o ponto chave deste artigo: a influ&#234;ncia destes atores no processo de decis&#227;o do consumidor. Esse p&#250;blico-alvo desenvolver&#225; v&#225;rios processos decis&#243;rios antes e durante sua experi&#234;ncia tur&#237;stica. Decidir&#225; sobre destina&#231;&#227;o, sobre meios de transporte e hospedagem, sobre passeios, sobre per&#237;odo e dura&#231;&#227;o da viagem, entre outras tantas decis&#245;es. Este artigo aborda um destes processos de decis&#227;o: a escolha do meio de hospedagem. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante do que foi abordado, o presente artigo procura concentrar-se em um dos aspectos essenciais nesta tem&#225;tica, respondendo e compreendendo o seguinte problema de pesquisa: Qual a influ&#234;ncia exercida pelos intermedi&#225;rios de canais de distribui&#231;&#227;o de produtos tur&#237;sticos no processo de decis&#227;o do meio de hospedagem pelo consumidor&#8204; Para isso, faz-se necess&#225;rio: caracterizar os consumidores de produtos tur&#237;sticos; identificar os canais de distribui&#231;&#227;o, por eles utilizados; medir os n&#237;veis de influ&#234;ncia exercidos pelos intermedi&#225;rios no processo de escolha de hotel pelos consumidores; verificar se a disponibilidade de informa&#231;&#245;es na internet contribui para a redu&#231;&#227;o do n&#237;vel de influ&#234;ncia do intermedi&#225;rio; identificar fatores que condicionam esta influ&#234;ncia e identificar fun&#231;&#245;es que discriminem a escolha por determinado canal de distribui&#231;&#227;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><a><b>2.Canais de distribui&#231;&#227;o do turismo</b></a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O termo canal de distribui&#231;&#227;o &#233; associado &#224; id&#233;ia de uma rota ou caminho pelo qual os produtos manufaturados s&#227;o conduzidos desde o produtor at&#233; o consumidor final, ou ainda associado a uma vis&#227;o com &#234;nfase na transfer&#234;ncia de propriedade dos bens &#224; medida que eles passam de uma organiza&#231;&#227;o &#224; outra. Em setores de servi&#231;os, como o turismo, a transfer&#234;ncia de propriedade do bem distribu&#237;do n&#227;o ocorre, j&#225; que os fluxos existentes nestes canais de distribui&#231;&#227;o s&#227;o transa&#231;&#245;es financeiras e principalmente transfer&#234;ncia de informa&#231;&#227;o, no lugar de movimentos de produtos vendidos (Laws, 2001). Soma-se a isso ser um dos grandes desafios encontrados pelos gestores das organiza&#231;&#245;es do turismo, dispor seus produtos de forma acess&#237;vel ao cliente final. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Coughlan, Anderson, Stern & El-Ansary (2002), destacam que um canal de marketing &#233; um aglomerado de organiza&#231;&#245;es interdependentes envolvidas no processo de oferecer as condi&#231;&#245;es de disponibilidade de um produto ou servi&#231;o para uso ou consumo. S&#227;o muitas entidades envolvidas na atividade de movimenta&#231;&#227;o de produtos e servi&#231;os do canal, entendendo assim que cada um destes membros depende um dos outros. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Lohmann (2006) que faz um levantamento da literatura em turismo sobre canais de distribui&#231;&#227;o, demarcando o per&#237;odo de 1993 a 2005. Pode-se ver que a &#234;nfase tem sido dada na pesquisa sobre como as novas formas de tecnologia, como a internet, t&#234;m impactado nos distribuidores mais tradicionais ou focado em determinados distribuidores e fornecedores, notadamente hot&#233;is, conforme <a href="#g1">gr&#225;fico 1</a>. </font></p>     <p><a name="g1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a15g1.jpg" width="482" height="316"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O autor destaca que apesar de sua relev&#226;ncia estrat&#233;gica e do seu   potencial para servir como uma estrutura anal&#237;tica e conceitual, a pesquisa em   canais de distribui&#231;&#227;o no turismo &#233; um fen&#244;meno relativamente recente e a   literatura encontra-se, de certa forma, desfragmentada. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Nos anos posteriores a 2005, pode-se identificar a pesquisa de Morais (2006) que aborda a distribui&#231;&#227;o eletr&#244;nica dos hot&#233;is do Rio de Janeiro. Nos anos recentes, a distribui&#231;&#227;o se tornou um t&#243;pico mais relevante por um certo n&#250;mero de raz&#245;es, incluindo: a crescente tend&#234;ncia de integra&#231;&#227;o vertical, atrav&#233;s da qual as operadoras tur&#237;sticas t&#234;m comprado ag&#234;ncias de viagens para refor&#231;ar sua posi&#231;&#227;o no mercado; o crescente papel da internet como um meio de distribui&#231;&#227;o de produtos tur&#237;sticos; a crescente sofistica&#231;&#227;o dos sistemas computadorizados de reservas e o crescimento dos Global Distribution Systems (GDS) e a crescente tend&#234;ncia do marketing direto e da redu&#231;&#227;o do uso dos intermedi&#225;rios. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dentre as din&#226;micas inter-organizacionais dos canais de distribui&#231;&#227;o, &#233; importante observar aquela de que esta pesquisa trata, do poder e da influ&#234;ncia entre os intermedi&#225;rios e os consumidores. Segundo Coughlan <i >et al.</i> (2002) o poder significa a capacidade que um membro de canal (A) tem de conseguir que outro membro de canal (B) exer&#231;a alguma a&#231;&#227;o que de outro modo ele n&#227;o faria. Simplificando, poder &#233; o potencial para influenciar. Tanto os consumidores, quanto os intermedi&#225;rios, s&#227;o membros do canal, sendo sujeitos ao potencial de influ&#234;ncia que os intermedi&#225;rios j&#225; possuem. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nessa perspectiva, Rosenbloom (1995<i > apud </i>Ujma, 2001) define poder como as condi&#231;&#245;es de um membro de um canal espec&#237;fico controlar ou influenciar o comportamento de outro membro de canal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Swarbrooke & Horner (2002) destacam esta influ&#234;ncia dos intermedi&#225;rios dos canais de distribui&#231;&#227;o do turismo. Para os autores, muitas vezes &#233; o varejista que exerce a influ&#234;ncia mais forte sobre o consumidor em suas decis&#245;es de compra, tendo o agente de viagens que atua no varejo um papel fundamental em favor dos interesses da operadora de pacotes de f&#233;rias. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Buhalis (2001) ressalta que a posi&#231;&#227;o do setor de distribui&#231;&#227;o do segmento &#233; muito mais forte do que aquela que possuem outros intermedi&#225;rios comerciais. Ag&#234;ncias de viagens e operadoras de turismo, assim como empresas respons&#225;veis por fretamentos, sistemas de reservas e outros especialistas de distribui&#231;&#227;o de viagens t&#234;m muito mais poder de influenciar e de dirigir a demanda que seus equivalentes de outras ind&#250;strias.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><a><b>3.Intermedi&#225;rios de distribui&#231;&#227;o do turismo</b></a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os intermedi&#225;rios de canais de distribui&#231;&#227;o   desempenham pap&#233;is fundamentais na atividade tur&#237;stica. Facilitam a busca e   classificam produtos e servi&#231;os demandados pelos consumidores, ajudando-os a   consumir uma determinada combina&#231;&#227;o de servi&#231;os de produto e canal. Assim, os   intermedi&#225;rios criam utilidades para o consumidor final, como posse, lugar e   tempo, por ter um produto em seus sortimentos, em um determinado lugar e em uma   determinada &#233;poca que s&#227;o todos fatores importantes para o usu&#225;rio final a que   se destina o produto (Coughlan <i >et al.</i>,   2002).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No turismo, de acordo com Cooper, Fletcher, Gilbert, Wanhill & Shepherd (2001), o papel dos intermedi&#225;rios &#233; fazer a liga&#231;&#227;o entre compradores, interessados em adquirir e vendedores, interessados em oferecer servi&#231;os, seja para criar mercados nos quais eles n&#227;o existiam, seja para tornar mais eficientes os mercados que j&#225; existem e, assim, expandi-los. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A estrutura dos canais de distribui&#231;&#227;o do turismo &#233; bastante flex&#237;vel, uma vez que as fun&#231;&#245;es que cada um dos intermedi&#225;rios desempenha n&#227;o s&#227;o t&#227;o claras como podem parecer. Primeiro porque os consumidores podem acessar os produtos tur&#237;sticos atrav&#233;s de v&#225;rios canais dispon&#237;veis, como o canal direto e outros que fazem uso de um ou mais intermedi&#225;rios. Segundo porque, o consumidor pode contratar um servi&#231;o individualmente, ou &#8220;empacotado&#8221;. Terceiro devido ao fato de que, na distribui&#231;&#227;o do turismo, alguns intermedi&#225;rios podem atuar tanto no papel de varejistas, como no papel de atacadistas. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As ag&#234;ncias de viagens s&#227;o os intermedi&#225;rios mais tradicionais da atividade tur&#237;stica, atuando nos canais de distribui&#231;&#227;o principalmente como varejistas e atendendo diretamente os consumidores (Organiza&#231;&#227;o Mundial do Turismo, 2003). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diversas mudan&#231;as estruturais em curso nos canais de distribui&#231;&#227;o do turismo afetam o desempenho e a lucratividade das ag&#234;ncias de viagens. Provavelmente, as mais cr&#237;ticas consistam nas integra&#231;&#245;es verticais e horizontais, que reestrutura a distribui&#231;&#227;o de poder e aumenta a ocorr&#234;ncia de conflitos dentro dos canais de distribui&#231;&#227;o do turismo. (Buhalis, 2001). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As operadoras de turismo atuam como intermedi&#225;rios dos canais de distribui&#231;&#227;o, operando na elabora&#231;&#227;o de seus pr&#243;prios produtos. O conte&#250;do destes pode ser muito diversificado, incluindo itiner&#225;rios tur&#237;sticos, combinados transporte-alojamento, estadas, viagens com tudo inclu&#237;do, especializa&#231;&#227;o em destinos, especializa&#231;&#227;o em produtos (turismo de neve, golfe), especializa&#231;&#227;o em segmentos de demanda (viagens de n&#250;pcias, terceira idade), e cruzeiros. O pacote &#233; percebido pelos consumidores como um produto que possui melhor valor que o que eles poderiam conseguir por si pr&#243;prios (Kotler, Bowen & Makens, 2006; Organiza&#231;&#227;o Mundial do Turismo, 2001). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ujma (2001) destaca que ocorre uma crescente concentra&#231;&#227;o de poder nas m&#227;os de poucas grandes operadoras tur&#237;sticas e estas t&#234;m adquirido suas pr&#243;prias redes de ag&#234;ncias varejistas, assegurando seu sistema de distribui&#231;&#227;o e a venda de seus pr&#243;prios pacotes, atrav&#233;s de uma opera&#231;&#227;o verticalizada. O processo de verticaliza&#231;&#227;o tamb&#233;m &#233; conhecido como VIMS &#8211; Vertically Integrated Marketing Channels, que pode incluir, al&#233;m da rede de varejistas, o extremo oposto do canal de distribui&#231;&#227;o, ou seja, hot&#233;is e companhias a&#233;reas de <i >charter</i> (Laws, 2001). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As operadoras de turismo atuam como brokers, unindo &#225;reas densas das redes de relacionamentos dos canais de distribui&#231;&#227;o do turismo. Laws (2001) exp&#245;e que a maioria das operadoras tur&#237;sticas s&#227;o, de fato, canais de marketing verticalmente integrados onde uma organiza&#231;&#227;o (a operadora tur&#237;stica) exerce total dom&#237;nio entre os outros membros, incluindo, em um extremo, os fornecedores de produtos tur&#237;sticos, como hot&#233;is e companhias a&#233;reas de charter, e no outro extremo, as ag&#234;ncias de viagens ou varejistas do turismo, ver <a href="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a15f1.jpg">figura 1</a>.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">O&#8217;Connor (2001) destaca ainda a terceira categoria de intermedi&#225;rios que   inclui as novas organiza&#231;&#245;es que surgiram com a evolu&#231;&#227;o do com&#233;rcio eletr&#244;nico   de viagens na internet, como as principais redes de ag&#234;ncias de viagens   on-line. Diversas terminologias s&#227;o utilizadas para referi-las, como: mega   sites de viagens (O&#8217;Connor, 2001), novos intermedi&#225;rios online (Morais, 2006),   Third Part Intermediaries - TPI (Morais, 2006) ou ainda, Online Travel Agencies - OTA.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Carroll & Siguaw (2007) complementam, destacando a atua&#231;&#227;o destes Intermedi&#225;rios de distribui&#231;&#227;o de viagens baseados na internet e a revolu&#231;&#227;o que est&#227;o imprimindo na distribui&#231;&#227;o de servi&#231;os de hospedagem. Nesse aspecto, vale salientar a publica&#231;&#227;o de O&#8217;Connor (2001), que trata especificamente da distribui&#231;&#227;o da informa&#231;&#227;o eletr&#244;nica em turismo e hotelaria, a qual se fez intenso uso na constru&#231;&#227;o das pr&#243;ximas se&#231;&#245;es. Assim, a estrutura de distribui&#231;&#227;o eletr&#244;nica de produtos hoteleiros encontra-se ilustrada na <a href="#f2">Figura 2</a>.</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a15f2.jpg" width="554" height="387"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os Central Reservation Systems, CRS, podem   ser considerados como os precursores dos canais de distribui&#231;&#227;o eletr&#244;nicos do   turismo. Os sistemas informatizados de reservas, como tamb&#233;m s&#227;o conhecidos,   foram desenvolvidos pelas companhias a&#233;reas na d&#233;cada de 60, no intuito de   controlar o invent&#225;rio de produtos e tarifas, ou seja, da disponibilidade de   assentos nos diversos v&#244;os existentes, al&#233;m dos pre&#231;os aplic&#225;veis a cada caso   (Organiza&#231;&#227;o Mundial do Turismo, 2003; Morais, 2006). Inicialmente os CRS eram   sistemas internos das companhias a&#233;reas (Organiza&#231;&#227;o Mundial do Turismo, 2003).   Durante os anos 70, as companhias a&#233;reas entenderam que poderiam utilizar o   sistema para disponibilizar seus pre&#231;os aos intermedi&#225;rios, especialmente aos   agentes de viagens, com um aumento na efic&#225;cia de custos. (O&#8217;Connor, 2001;   Organiza&#231;&#227;o Mundial do Turismo, 2003). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A evolu&#231;&#227;o dos CRS levou, em meados da d&#233;cada de 80, ao desenvolvimento dos G<i >lobal Distribution Systems</i>, GDS, de forma que o invent&#225;rio de diversas companhias a&#233;reas encontrava-se dispon&#237;vel num mesmo sistema (integra&#231;&#227;o horizontal). Isto tamb&#233;m foi poss&#237;vel devido &#224; expans&#227;o gradual da cobertura geogr&#225;fica e a integra&#231;&#227;o vertical com a oferta, no mesmo sistema, de di&#225;rias de hot&#233;is, loca&#231;&#245;es de carros, entre outros produtos. (Buhalis, 2007). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por fim, &#233; necess&#225;rio destacar que os CRS e GDS s&#227;o intermedi&#225;rios que n&#227;o s&#227;o vis&#237;veis ao consumidor, ou seja, existem, mas est&#227;o por tr&#225;s dos intermedi&#225;rios tradicionais. Podem at&#233; distribuir diretamente para o consumidor atrav&#233;s de seus websites, por&#233;m para estes figurar&#227;o como uma <i >Online Travel Agency</i> (OTA). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O&#8217;Connor (2001) destaca que h&#225; uma press&#227;o cada vez maior sobre os grupos pequenos e independentes de encontrar uma maneira de estarem dispon&#237;veis eletronicamente, apesar dos custos envolvidos.&#8221; Desta forma, uma das estrat&#233;gias para essa disponibilidade &#233; a associa&#231;&#227;o em um cons&#243;rcio de marketing a uma empresa representante (O&#8217;Connor, 2001).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><a><b>4.Processo de decis&#227;o do consumidor no turismo</b></a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A decis&#227;o do consumidor de comprar um produto tur&#237;stico &#233; um resultado de um processo complexo, resultado de diversos fatores relacionados ao pr&#243;prio consumidor e &#224;s influ&#234;ncias externas que atuam sobre eles (Swarbrooke & Horner, 2002). A complexidade deste processo decis&#243;rio decorre das caracter&#237;sticas conforme ilustradas na <a href="#f3">Figura 3</a>.</font></p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="Verdana"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a15f3.jpg" width="439" height="363"></font></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O processo de decis&#227;o do consumidor-turista   compreende cinco est&#225;gios (Kotler & Armstrong, 1999; Kotler <i >et al.,</i> 2006). O primeiro compreende o   reconhecimento de um problema ou necessidade pelo consumidor. A segunda etapa   consiste na busca de informa&#231;&#245;es sobre o produto ou servi&#231;o demandado; o   consumidor poder&#225; obter as informa&#231;&#245;es de fontes pessoais ou de fontes   p&#250;blicas. Outra etapa &#233; a avalia&#231;&#227;o de alternativas: os consumidores n&#227;o usam   um processo simples e &#250;nico de avalia&#231;&#227;o em todas as situa&#231;&#245;es de compra, mas   sim v&#225;rios processos. Esta etapa compreende a forma como o consumidor elabora   as informa&#231;&#245;es at&#233; chegar a escolher uma marca. Esta forma varia de consumidor   para consumidor e tamb&#233;m de acordo com o tipo de produto avaliado. A seguinte   consiste na decis&#227;o de compra do processo &#233; a pr&#243;pria decis&#227;o de compra. Ela   deve ocorrer ap&#243;s o consumidor ter classificado as alternativas, de acordo com   a import&#226;ncia dada a cada um dos atributos avaliados e a imagem de marca dos   produtos. O processo de decis&#227;o do consumidor se encerra com seu comportamento   p&#243;s-compra e est&#225; relacionado com a rela&#231;&#227;o entre suas expectativas e o   desempenho percebido do produto, ou seja, sua satisfa&#231;&#227;o ou insatisfa&#231;&#227;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><a><b>5. Metodologia</b></a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta pesquisa tem car&#225;ter explorat&#243;rio-descritivo. Sua amostra &#233; probabil&#237;stica infinita e estratificada, com confiabilidade de 95% e 7,5% de erro amostral, composta de 300 indiv&#237;duos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Desenvolve-se por interm&#233;dio de question&#225;rio com perguntas fechadas, constitu&#237;do de quatro partes. A primeira teve a finalidade de caracterizar o consumidor de produtos tur&#237;sticos e sua viagem. A segunda foi composta de quest&#245;es que buscaram identificar os canais de distribui&#231;&#227;o tur&#237;stica utilizados pelos consumidores. A terceira tratou dos n&#237;veis de influ&#234;ncia exercidos pelos intermedi&#225;rios no processo de escolha de hotel pelos consumidores. A &#250;ltima se&#231;&#227;o contempla as vari&#225;veis relacionadas &#224; disponibilidade de informa&#231;&#245;es sobre o meio de hospedagem na internet. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A coleta de dados foi realizada durante fevereiro e mar&#231;o de 2009, a partir da aplica&#231;&#227;o dos question&#225;rios com turistas brasileiros, hospedados em dezenove hot&#233;is de Natal com mais de cem unidades habitacionais, localizados na Via Costeira, na Praia de Ponta Negra e na Praia dos Artistas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados foram tratados e analisados, utilizando-se t&#233;cnicas de estat&#237;stica multivariada atrav&#233;s do software SPSS, contemplando informa&#231;&#245;es estat&#237;sticas descritivas, an&#225;lise de correla&#231;&#245;es, regress&#227;o linear, an&#225;lise fatorial e an&#225;lise discriminante.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><a><b>6. Resultados</b></a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados obtidos demonstram um perfil predominante de consumidor de servi&#231;os de hospedagem qualificado, jovem, com renda elevada, que viaja com a fam&#237;lia (68,0%) por motiva&#231;&#227;o principal de passeio (76,1%). Identificaram-se predomin&#226;ncias de uso de transporte a&#233;reo (80,9%) e de turistas que visitaram Natal pela primeira vez (56,9%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A identifica&#231;&#227;o dos canais de distribui&#231;&#227;o utilizados pelos consumidores de produtos tur&#237;sticos foi desenvolvida atrav&#233;s de tr&#234;s vari&#225;veis. A primeira identificou a forma com que os consumidores utilizaram os canais de distribui&#231;&#227;o para adquirir dois dos principais componentes do produto tur&#237;stico: servi&#231;os de hospedagem e transporte. Os resultados est&#227;o dispostos na <a href="#t1">Tabela 1</a>.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a15t1.jpg" width="351" height="248">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A segunda vari&#225;vel desenvolvida com a finalidade de identificar os canais utilizados foi o questionamento direto sobre que canal foi utilizado. Os resultados obtidos se encontram na <a href="#t2">Tabela 2</a>.</font></p>     <p><a name="t2"></a>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="Verdana"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a15t2.jpg" width="369" height="295"> </font>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir do dado de que apenas 2,0% dos indiv&#237;duos terem afirmado que   adquiriram a hospedagem atrav&#233;s do canal ag&#234;ncia-operadora-hotel, levanta-se a   possibilidade de que uma parcela significativa dos consumidores n&#227;o compreenda   as diferen&#231;as entre ag&#234;ncias de viagens e operadoras tur&#237;sticas. Isto &#233;   poss&#237;vel, especialmente quando os pap&#233;is dos intermedi&#225;rios se encontram em   fase de mudan&#231;as, entre ela o crescimento de redes de distribui&#231;&#227;o direta de   algumas operadoras, como destacam Laws (2001), Ujma (2001) al&#233;m de Vicentin &   Hoppen (2006). </font>     <p><font size="2" face="Verdana">Por outro lado, isto pode indicar uma confirma&#231;&#227;o do processo desintermedia&#231;&#227;o dos canais de distribui&#231;&#227;o do turismo, prevista na teoria por diversos autores como Kotler <i >et al.</i> (2006), O&#8217;Connor & Frew (2007), al&#233;m de Regalado & Viardot (2007). &#201; dizer que os atores dos canais est&#227;o tentando ofertar seus produtos diretamente ao consumidor, reduzindo os custos com intermedi&#225;rios de canal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outro dado que vale a pena destacar &#233; que o canal ag&#234;ncia de viagens <i >online</i>-hotel mostra-se pouco expressivo quando comparado com os canais tradicionais, confirmando os resultados obtidos na pesquisa de Vicentin & Hopen (2007), que concluiu que as vendas pela internet n&#227;o eram significativas e que os clientes pesquisavam informa&#231;&#245;es e pre&#231;os pela internet para depois adquirir o produto numa ag&#234;ncia tradicional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados da identifica&#231;&#227;o do fator decisivo para a escolha do canal utilizado para a compra do meio de hospedagem est&#227;o dispostos na <a href="#t3">Tabela 3</a>.</font></p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a15t3.jpg" width="351" height="287"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A terceira parte do question&#225;rio teve como objetivo medir o n&#237;vel de influ&#234;ncia exercido pelos profissionais de ag&#234;ncias de viagens e operadoras tur&#237;sticas no processo de escolha do meio de hospedagem pelos consumidores. Assim, questionou-se o consumidor sobre a influ&#234;ncia do intermedi&#225;rio no seu processo decis&#243;rio. Para isso, solicitou-se a cada indiv&#237;duo que assinalasse o n&#237;vel de concord&#226;ncia com a afirma&#231;&#227;o: o profissional da ag&#234;ncia de viagens ou operadora tur&#237;stica influenciou a escolha do hotel, conforme <a href="#g2">gr&#225;fico 2</a>.</font></p>     <p><a name="g2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a15g2.jpg" width="364" height="369"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observa-se   que 50,9% dos sujeitos da pesquisa assinalaram as alternativas 4 ou 5, em   concord&#226;ncia com a afirmativa de que o profissional influenciou a decis&#227;o. Por   outro lado, 30,2%, assinalaram a op&#231;&#227;o 1, discordando totalmente da afirmativa.   Os resultados n&#227;o s&#227;o suficientes para confirmar concord&#226;ncia com as diversas   refer&#234;ncias &#224; influ&#234;ncia exercida pelos intermedi&#225;rios no processo de decis&#227;o   dos consumidores-turistas, entre eles as de Beni (2000), as de Buhalis (2001),   as da Organiza&#231;&#227;o Mundial do Turismo (2001), e as de Swarbrooke & Horner   (2002). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De forma complementar a esta vari&#225;vel, questionou-se sobre a import&#226;ncia dada &#224; consulta a um profissional de ag&#234;ncia de viagens ou operadora tur&#237;stica, o que pode permitir alguma infer&#234;ncia relativa &#224; influ&#234;ncia dos mesmos. Estes resultados est&#227;o dispostos no <a href="#g3">Gr&#225;fico 3</a>.</font></p>     <p><a name="g3"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a15g3.jpg" width="367" height="418"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#201;   estranho que a distribui&#231;&#227;o de freq&#252;&#234;ncias desta vari&#225;vel n&#227;o seja parecida com   a de que o Profissional influenciou, uma vez   que, quando um indiv&#237;duo considera uma fonte de informa&#231;&#245;es importante, ele   estar&#225; mais apto a ser influenciado por ela. Da&#237; levanta-se a possibilidade da   conota&#231;&#227;o negativa da palavra influ&#234;ncia. &#201; prov&#225;vel que os   consumidores-turistas n&#227;o se sintam confort&#225;veis em admitir que podem ter sido   influenciados em suas decis&#245;es. Ou ainda, n&#227;o tenham sequer a consci&#234;ncia de   que o foram. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De toda forma, observa-se que, dos indiv&#237;duos que utilizaram canais com intermedi&#225;rios, 88% indicaram concordarem com a import&#226;ncia de consultar uma ag&#234;ncia ou operadora. Esta concord&#226;ncia indica que o consumidor turista considera o intermedi&#225;rio tur&#237;stico como uma importante fonte de informa&#231;&#245;es. Estes resultados est&#227;o de acordo com as afirma&#231;&#245;es de Kotler <i >et al.</i> (2006) e de Beni (2000), quando destacam os agentes de viagens e operadoras tur&#237;sticas como importantes fontes de informa&#231;&#245;es para o consumidor. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em seguida, analisou-se a regress&#227;o com vari&#225;vel dependente Profissional, influenciou e todas as vari&#225;veis m&#233;tricas como independentes. Os resultados obtidos foram dois modelos de baixo poder explicativo com coeficientes de determina&#231;&#227;o R<sup>2</sup> e coeficientes de determina&#231;&#227;o ajustado R<sup>2 ajustado</sup> baixos. &#201; dizer que n&#227;o se encontrou rela&#231;&#245;es de causalidade entre as vari&#225;veis. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em fun&#231;&#227;o disso, levanta-se a possibilidade de imprecis&#227;o das perguntas formuladas no instrumento, conduzindo os indiv&#237;duos ao n&#227;o entendimento ao que a pergunta quis dizer de fato, ou ainda vieses nas respostas. Os baixos coeficientes de determina&#231;&#227;o tamb&#233;m podem significar a exist&#234;ncia de outras vari&#225;veis, n&#227;o abordadas nesta pesquisa, que explicam parcela da variabilidade da influ&#234;ncia exercida pelos intermedi&#225;rios de canais de distribui&#231;&#227;o de produtos tur&#237;sticos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Encontrou-se baixos &#237;ndices de correla&#231;&#245;es entre as caracter&#237;sticas do consumidor, os canais de distribui&#231;&#227;o utilizados e os n&#237;veis de influ&#234;ncia exercidos pelos intermedi&#225;rios na escolha de hotel. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A quarta parte do question&#225;rio disp&#244;s de vari&#225;veis para verificar se a disponibilidade de informa&#231;&#245;es na internet contribui para a redu&#231;&#227;o do n&#237;vel de influ&#234;ncia do intermedi&#225;rio. Dentre elas, destaca a freq&#252;&#234;ncia de uso da internet com 84,3% acessam diariamente e apenas 4,0% afirmaram n&#227;o acessar esta fonte de informa&#231;&#245;es sobre o hotel. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Verificou-se a concord&#226;ncia com a afirma&#231;&#227;o: a internet &#233; uma fonte de informa&#231;&#245;es para a escolha de um hotel. Os resultados obtidos encontram-se na <a href="#t4">Tabela 4</a>.</font></p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a15t4.jpg" width="374" height="187"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Questionou-se se o indiv&#237;duo visitou o   website do hotel em que se encontrava hospedado. Os resultados est&#227;o dispostos   na <a href="#t5">Tabela 5</a>. O dado de que 60,5% dos indiv&#237;duos visitaram o website do hotel   chama a aten&#231;&#227;o, uma vez que apenas 18,5% utilizaram o canal direto com o   hotel. Assim, pode-se afirmar que, mesmo utilizando canais com intermedi&#225;rios   tur&#237;sticos, parcela significativa dos consumidores buscou informa&#231;&#245;es   complementares no website do hotel. </font></p>     <p><a name="t5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a15t5.jpg" width="360" height="142"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este resultado permite concluir que o consumidor busca informa&#231;&#245;es sobre   os hot&#233;is em diversas fontes, entre elas no seu pr&#243;prio website e atrav&#233;s dos   profissionais de ag&#234;ncias de viagens e operadoras, confirmando o que Beni   (2000) prev&#234;, quando afirma que ao decidir viajar, o consumidor-turista se   encontrar&#225; receptivo a toda comunica&#231;&#227;o, informando-se sobre os produtos   tur&#237;sticos em todas as fontes de assist&#234;ncia. Tamb&#233;m est&#227;o de acordo com as   coloca&#231;&#245;es de O&#8217;Connor & Frew (2007) que destacam a busca maior por   informa&#231;&#245;es realizada pelos consumidores, numa tentativa de reduzir a lacuna   entre suas expectativas e o produto tur&#237;stico adquirido. Resta saber se estas   fontes de informa&#231;&#245;es s&#227;o complementares ou podem ser alternativas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em seguida, verificou-se se esta visita influenciou o processo de escolha do hotel. Os resultados obtidos indicam concord&#226;ncia com esta afirmativa e est&#227;o apresentados na <a href="#t6">Tabela 6</a>.</font></p>     <p><a name="t6"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a15t6.jpg" width="360" height="161"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tornou-se necess&#225;rio identificar se a consulta internet, como fonte de   informa&#231;&#245;es diferente do intermedi&#225;rio tur&#237;stico, poderia conduzir a escolha de   um hotel alternativo ao indicado pelo profissional da ag&#234;ncia de viagens ou   operadora tur&#237;stica. &#201; verificar se as informa&#231;&#245;es dispon&#237;veis nos websites   foram suficientes para conduzir a uma decis&#227;o diferente da aconselhada pelo   intermedi&#225;rio. Assim obtiveram-se os seguintes resultados (<a href="#t7">tabela 7</a>): </font></p>     <p><a name="t7"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a17t7.jpg" width="333" height="462">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estes   resultados podem inferir uma relativa perda do poder de influ&#234;ncia dos   intermedi&#225;rios quando se disp&#245;em de fontes alternativas de informa&#231;&#245;es, como os   websites de hot&#233;is e de avalia&#231;&#245;es de hot&#233;is. </font>     <p><font size="2" face="Verdana">Por fim, restou saber se os consumidores consideram que as informa&#231;&#245;es dispon&#237;veis nos websites dos hot&#233;is ou de dicas e avalia&#231;&#245;es de hot&#233;is substituem as informa&#231;&#245;es fornecidas pelos profissionais das ag&#234;ncias de viagens ou operadoras tur&#237;sticas. Os resultados est&#227;o demonstrados no <a href="#g4">Gr&#225;fico 4</a>. &#201; dizer que os intermedi&#225;rios tur&#237;sticos t&#234;m import&#226;ncia para os consumidores de produtos tur&#237;sticos e que estes utilizam fontes complementares de informa&#231;&#245;es que possam subsidiar a escolha do hotel.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="g4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10n2/10n2a15g4.jpg" width="366" height="444"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observando os resultados obtidos pela pesquisa para cada uma das   vari&#225;veis apresentadas nesta se&#231;&#227;o, &#233; l&#237;cito afirmar que, na medida em que o   consumidor dispor de maior quantidade de fontes de informa&#231;&#245;es, ele depender&#225;   menos de cada uma destas fontes, individualmente. Isto foi confirmado atrav&#233;s   da verifica&#231;&#227;o do uso da internet como fonte de informa&#231;&#245;es sobre os meios de   hospedagem a partir dos resultados obtidos com as vari&#225;veis   Internet_fonte_info_hotel, Visitou_site_hotel e Visita_site_influenciou. Ora,   se diminuir a depend&#234;ncia significa reduzir o poder dos agentes (indiv&#237;duos ou   das organiza&#231;&#245;es) controladores de cada uma destas fontes sobre o consumidor,   ent&#227;o se pode afirmar que os intermedi&#225;rios tur&#237;sticos ter&#227;o menor poder sobre   seus clientes (Ujma, 2001). Se poder &#233; o potencial para influenciar (Coughlan <i >et al.</i>, 2002) ent&#227;o, quanto menor o   poder dos intermedi&#225;rios, menor ser&#225; seu potencial para influenciar o   consumidor. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por outro lado, os resultados da vari&#225;vel Info_substituem_agencia, indicam que websites de internet e intermedi&#225;rios tur&#237;sticos s&#227;o fontes de informa&#231;&#245;es complementares. &#201; poss&#237;vel que o consumidor n&#227;o as considere como fontes de informa&#231;&#245;es de mesma qualidade, confirmando a tese de que existem fontes que informam e outras que legitimam a informa&#231;&#227;o sobre o produto (Kotler <i >et al.</i>, 2006). &#201; poss&#237;vel inferir que o consumidor considera a informa&#231;&#227;o dada pelo profissional da ag&#234;ncia de viagens ou operadora tur&#237;stica mais leg&#237;tima e confi&#225;vel do que aquelas dispon&#237;veis na internet. Nesta mesma linha est&#225; a tese de que o fator humano e a confian&#231;a s&#227;o fatores determinantes em neg&#243;cios com turismo (Vicentin & Hoppen, 2007).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><a><b>7.Conclus&#227;o</b></a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante do cen&#225;rio de intensas mudan&#231;as na distribui&#231;&#227;o de produtos tur&#237;sticos inseridas pela evolu&#231;&#227;o do com&#233;rcio eletr&#244;nico e da internet, esta pesquisa apresentou e discutiu o complexo processo de decis&#227;o do consumidor e as influ&#234;ncias sobre eles exercidas pelos intermedi&#225;rios tur&#237;sticos. Os resultados obtidos permitiram um avan&#231;o na compreens&#227;o e an&#225;lise do comportamento do consumidor frente os canais de distribui&#231;&#227;o de produtos tur&#237;sticos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Caracterizou-se o perfil do consumidor de servi&#231;os de hospedagem, e de sua viagem. Identificou-se o canal de distribui&#231;&#227;o de servi&#231;os de hospedagem utilizado por cada um dos indiv&#237;duos, embora estes mesmos dados sugiram que uma parcela significativa dos consumidores n&#227;o compreenda as diferen&#231;as entre ag&#234;ncias de viagens e operadoras tur&#237;sticas. Por outro lado, eles podem confirmar a intensifica&#231;&#227;o dos processos de verticaliza&#231;&#227;o e desintermedia&#231;&#227;o dos canais de distribui&#231;&#227;o do turismo. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A verifica&#231;&#227;o dos n&#237;veis de influ&#234;ncia exercidos pelos intermedi&#225;rios no processo de escolha de hotel pelos consumidores se deu a partir de questionamento direto e a partir do uso de regress&#227;o linear, que apresentou baixos coeficientes de determina&#231;&#227;o, o que pode significar a exist&#234;ncia de outras vari&#225;veis, n&#227;o abordadas nesta pesquisa, que explicam grande parcela da variabilidade da influ&#234;ncia exercida pelos intermedi&#225;rios de canais de distribui&#231;&#227;o de produtos tur&#237;sticos. Assim, os dados permitem descrever estatisticamente a concord&#226;ncia dos indiv&#237;duos com a afirmativa proposta no instrumento de coleta de dados, o que n&#227;o demonstrou tend&#234;ncia de concord&#226;ncia nem de n&#227;o-concord&#226;ncia. Por outro lado, os resultados demonstram que a maioria dos consumidores considera que as informa&#231;&#245;es fornecidas pelos intermedi&#225;rios s&#227;o de qualidade, o que pode favorecer uma maior suscetibilidade &#224; influ&#234;ncia dos intermedi&#225;rios. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Encontrou-se baixos &#237;ndices de correla&#231;&#245;es entre as caracter&#237;sticas do consumidor, os canais de distribui&#231;&#227;o utilizados e os n&#237;veis de influ&#234;ncia exercidos pelos intermedi&#225;rios na escolha de hotel. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maioria dos consumidores de servi&#231;os de hospedagem acessa a internet regularmente, visitou o website do hotel em que se hospedaram e, mesmo assim, n&#227;o concorda que as informa&#231;&#245;es dispon&#237;veis na internet substituem a consulta a um intermedi&#225;rio tur&#237;stico. &#201; dizer que utilizam canais complementares como fontes de informa&#231;&#227;o. Isto indica uma perda relativa de poder e de potencial de influ&#234;ncia dos intermedi&#225;rios, uma vez que os consumidores disp&#245;em de diversas fontes de informa&#231;&#245;es sobre os meios de hospedagem. Por outro lado, &#233; poss&#237;vel que o consumidor considere a informa&#231;&#227;o advinda do intermedi&#225;rio mais confi&#225;vel e leg&#237;tima que a advinda da internet. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A pesquisa tamb&#233;m possibilitou identificar a dificuldade do consumidor diferenciar cada um dos intermedi&#225;rios, especialmente num momento em que as principais operadoras tur&#237;sticas brasileiras se encontram em intensa fase de amplia&#231;&#227;o de suas redes de distribui&#231;&#227;o direta. Para o consumidor, &#233; dif&#237;cil entender a diferen&#231;a entre ag&#234;ncia de viagens e operadora tur&#237;stica, sendo isto &#233; um fator limitador de estudos desta natureza que deve ser observado em estudos futuros. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considera-se que o estudo apresenta limita&#231;&#245;es na medida em que ele compreende um estudo explorat&#243;rio. H&#225; ainda pouca refer&#234;ncia te&#243;rica de estudos de canais de distribui&#231;&#227;o do turismo, principalmente a partir da perspectiva do consumidor. H&#225; ainda que se considerar como um dos limitadores da pesquisa a dificuldade de assegurar o interesse do consumidor em responder a pesquisa, especialmente quando a maior parte deles se encontra em viagem de f&#233;rias.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&#234;ncias bibliogr&#225;ficas</b> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Beni, M. C. (2000).<i > An&#225;lise estrutural do turismo</i> (3.&#170; Ed.). S&#227;o Paulo: Editora SENAC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S2182-8458201400020001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Buhalis, D. (2007). Strategic use of information technologies in the tourism industry. <i >Tourism Management</i>, <i >19</i>(5), 409-421.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S2182-8458201400020001500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Buhalis, D. (2001). Tourism distribution channels: practices and processes. In D. Buhalis & E. Laws (Ed.), <i >Tourism distribution channels: practices, issues and transformations</i> (pp. 07-32). London: Thomson.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S2182-8458201400020001500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Carroll, B. & Siguaw, J. (2007). The evolution of electronic distribution: effects on hotels and intermediaries. <i >Cornell Hotel and Restaurant Administration Quarterly</i>, <i >44</i>, 38-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S2182-8458201400020001500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Cooper, C., Fletcher, J., Gilbert, D., Wanhill, S. & Shepherd. (2001). <i >Turismo princ&#237;pios e pr&#225;tica.</i> Porto Alegre: Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S2182-8458201400020001500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Coughlan, A.; Anderson, E; Stern, L. & El-Ansary, A. (2002). <i >Canais de Marketing e Distribui&#231;&#227;o.</i> (6&#170; Ed.) Porto Alegre: Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S2182-8458201400020001500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Kotler, P. & Armstrong, G. (1999). <i >Princ&#237;pios de marketing</i> (7.&#170; Ed.). Rio de Janeiro: LTC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S2182-8458201400020001500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Kotler, P., Bowen, J. T. & Makens, J. C. (2006). <i >Marketing for hospitality and tourism</i> (4.&#170; Ed.). New Jersey: Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S2182-8458201400020001500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Laws, E. (2001). Distribution channel analysis for leisure travel. In D. Buhalis & E. Laws (Ed.), Tourism distribution channels: practices, issues and transformations (pp. 53-72). London: Thomson.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S2182-8458201400020001500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Laws, E. & Buhalis, D. (2001). Introduction: tourism distribution channels: practices, issues and transformations. In D. Buhalis, & E. Laws (Ed.), <i >Tourism distribution channels:</i> <i >practices, issues and transformations</i> (pp. 03-06). London: Thomson.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S2182-8458201400020001500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Limberger, P., Anjos, F., Meira, J. & Anjos, S. (2014). A satisfa&#231;&#227;o na hotelaria pelo TripAdvisor: uma an&#225;lise da correla&#231;&#227;o entre os crit&#233;rios de avalia&#231;&#227;o e satisfa&#231;&#227;o geral. <i >Tourism & Management Studies</i>, 10(1), 59-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S2182-8458201400020001500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Lohmann, G. (2006). 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(2007). <i >El futuro de la desintermediaci&#243;n en los servicios tur&#237;sticos: &#191;Una evoluci&#243;n en las competencias.</i> Acedido em julho 14, 2013, em <a href="http://www.esan.edu.pe/paginas/pdf/DocTrab10.pdf" target="_blank">http://www.esan.edu.pe/paginas/pdf/DocTrab10.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S2182-8458201400020001500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Swarbrooke, J. & Horner, S. (2002). <i >O comportamento do consumidor no Turismo</i>. 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Buhalis, & E. Laws (Ed.), <i >Tourism distribution channels:</i> practices, issues and transformations (pp. 33-52). London: Thomson.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S2182-8458201400020001500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
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