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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gestão estratégica de recursos humanos: identificando o processo de alinhamento estratégico]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper presents the results of a study focused on identifying how the strategic alignment process happens in an automobile company’s human resources area, how the managers disseminate strategic objectives to their teams and how they use systems control to guide their employees. This study used descriptive research through the data collection methods of observation and documentary research. The research’s results show a clear strategic vision at all levels and objectives and clearly defined measurement systems.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><b>GEST&Atilde;O  - ARTIGOS CIENT&Iacute;FICOS</b></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Gestão estratégica de recursos   humanos: identificando o processo de alinhamento estratégico</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Human resources’s strategic administration: identifying the strategic   alignment process </b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Jansen Maia Del Corso</b><b><sup>1</sup></b>; <b>Susan Jareck Petraski<sup>2</sup></b>; <b>Wesley Vieira da Silva<sup>3</sup></b>; <b>Marin&ecirc;s Taffarel<sup>4</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup>PUCPR-Pontifícia Universidade   Católica do Paraná, Escola de Negócios, PPAD-Programa de Mestrado e Doutorado   em Administração, Rua Imaculada Conceição, 1155, Prado Velho, CEP 80215-901, Curitiba, Paraná, Brasil, <a href="mailto:del.corso@pucpr.br">del.corso@pucpr.br</a>    <br> <sup>2</sup>PUCPR-Pontifícia Universidade   Católica do Paraná, Escola de Negócios, PPAD-Programa de Mestrado e Doutorado em Administração, CEP 80215-901, Curitiba, Paraná, Brasil, <a href="mailto:susan_jareck@yahoo.com.br">susan_jareck@yahoo.com.br</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>3</sup>PUCPR-Pontifícia Universidade   Católica do Paraná, PPAD-Programa de Mestrado e Doutorado em Administração, CEP 80215-901, Curitiba, Paraná, Brasil, <a href="mailto:wesley.vieira@pucpr.br">wesley.vieira@pucpr.br</a>    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>4</sup>PUCPR-Pontifícia Universidade   Católica do Paraná, PPAD-Programa de Mestrado e Doutorado em Administração, CEP 80215-901, Curitiba, Paraná, Brasil, <a href="mailto:marinestaffarel@yahoo.com.br">marinestaffarel@yahoo.com.br</a> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este   artigo relata os resultados de um estudo realizado para verificar como ocorre o   processo de alinhamento estratégico na área de recursos humanos em uma empresa   da indústria automobilística em cada um dos níveis: estratégia corporativa,   estratégia de negócios e estratégia das unidades de apoio; avaliando de que   forma os gestores disseminam os objetivos estratégicos às suas equipes e como   utilizam sistemas de controle para direcionar os empregados. Trata-se de uma   pesquisa de natureza descritiva, utilizando como instrumentos de coleta de   dados a observação participante e a pesquisa documental. Os resultados da   pesquisa apontam para uma visão estratégica disseminada em todos os níveis, desdobrada em   objetivos e metas estabelecidos contendo métricas de acompanhamento e controle definidos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>Recursos humanos, alinhamento estratégico, balanced scorecard. </font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">This paper presents the results of a study focused   on identifying how the strategic alignment process happens in an automobile   company’s human resources area, how the managers disseminate strategic   objectives to their teams and how they use systems control to guide their   employees. This study used descriptive research through the data collection   methods of observation and documentary research. The research’s results show a   clear strategic vision at all levels and objectives and clearly defined measurement systems. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>Human resources, strategic alignment, balanced scorecard. </font></p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>1. Introdução</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O ambiente em que as organizações atuam está cada   vez mais globalizado e as inovações tecnológicas ocorrem frequentemente. A   ocorrência de fusões, aquisições e reestruturações são cada vez mais comuns,   assim como a necessidade de adaptar-se rapidamente aos novos contextos de forma a garantir a sustentabilidade organizacional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Além disso, grande parte das organizações opera com   estruturas coorporativas com várias unidades de negócios, operando em diversos   segmentos industriais, com necessidades distintas entre os clientes, e demanda constante por adequação e capacidade de renovação de produtos e serviços. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse cenário, as organizações precisam desenvolver   estratégias capazes de sustentar vantagem competitiva, com modelos de gestão   inovadores e recursos estratégicos que possam trazer diferencial perante os   concorrentes da indústria. No entanto, não basta somente conceber estratégias   inovadoras, é preciso que as mesmas sejam disseminadas e implementadas em todos   os níveis da organização, pois somente assim poderão criar valor e garantir a sustentabilidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com Kaplan e Norton (2000) as organizações   enfrentam dificuldades no momento de implementar estratégias bem formuladas.   Uma das razões é a falta de utilização de ferramentas de mensuração e controle   de ativos intangíveis baseados no conhecimento, como relacionamento com   clientes, tecnologia da informação e capacidades e habilidades dos empregados.   Outro motivo está relacionado ao fato de que em muitas organizações a   estratégia é desenvolvida no topo e implementada por meio de uma cultura   centralizada de comando e controle, permitindo que a mudança ocorra somente de maneira incremental e de forma mais lenta. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observa-se hoje que no ambiente dinâmico e em rápida   transformação em que as organizações estão inseridas, a vantagem competitiva   deriva muito mais de recursos intangíveis do que investimentos em ativos   físicos, e a gestão do capital intelectual é uma competência organizacional que pode trazer diferencial para a organização perante seus concorrentes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para   Brockbank (1999) a habilidade de uma empresa para competir em um ambiente   global crescente se torna dependente de ter as pessoas certas, sistemas de   aprendizagem transnacionais e ótimas medidas e incentivos para medir o indivíduo e recompensar a efetividade da empresa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante disso, a administração de recursos humanos   das organizações precisa atuar de maneira dinâmica, tendo a capacidade de   desenvolver rapidamente as competências necessárias alinhadas com o ambiente no   qual a organização está inserida, integrando habilidades organizacionais internas e externas, bem como recursos e competências funcionais. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Nos últimos   anos, a área de administração de recursos humanos tem sofrido forte demanda   para que atue de forma estratégica e em parceria com as demais áreas da organização.   Essa postura foi defendida por Ulrich (1998) e Becker, Huselid e Ulrich (2001),   dentre outros, que consideram uma gestão estratégica de Recursos Humanos aquela   que está focada na identificação das necessidades das pessoas, com perspectivas   de curto e longo prazo, além de transformar essas necessidades em um modelo de   gestão de pessoas capaz de conduzir a implementação da estratégia organizacional e integração das capacidades da empresa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma   administração estratégica de recursos humanos busca alinhar seus processos com   a estratégia da organização, tendo como base as funções clássicas de RH   (atração, aplicação, retenção, desenvolvimento e avaliação) ao desempenho da   empresa e dos empregados. Para ser estratégico, deve, assim, contemplar   estratégia, estrutura, pessoas, processos e competências em suas ações, o que   será melhor desenvolvido à medida em que os papéis esperados sejam apresentados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considera-se   então que, uma área de RH estratégica deve estar integrada com a estratégia   corporativa, considerar os impactos do ambiente organizacional externo,   reconhecer o impacto da competição e da dinâmica do mercado de trabalho, enfatizar a escolha e a tomada de decisões, considerando todos os <i>stakeholders </i>e não apenas o grupo de executivos ou de empregados operacionais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sendo assim, o presente trabalho tem como objetivo   identificar de que forma ocorre o processo de alinhamento estratégico na área   de recursos humanos em uma empresa da indústria automobilística em cada   um dos níveis (estratégia corporativa, estratégia de negócios, estratégia das   unidades de apoio), avaliando de que forma os gestores disseminam os objetivos   estratégicos e como utilizam mecanismos de controle para direcionar suas equipes. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>2. Referencial teórico</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta seção faz um breve resgate do referencial teórico   que suporta os conceitos utilizados na pesquisa, bem como aos resultados   encontrados. É apresentado o <i>Balanced     Scorecard</i> – BSC como ferramenta para criar sinergia e alinhamento   estratégico na organização, além de outros conceitos necessários ao desenvolvimento do estudo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Hrebiniak (2006) a estratégia é a força motriz   por trás dos esforços da execução. É essencial que haja uma integração entre as   estratégias corporativas e de negócios, juntamente com os processos que   permitem que os responsáveis pelas decisões cheguem a um consenso sobre as   estratégias, as metas e métricas de desempenho. A estratégia também exige   investimento em capacidades e competências específicas, que farão com que a organização tenha melhor desempenho do que os concorrentes da indústria. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Kaplan e Norton (2000) desenvolveram o <i>balanced scorecard</i>, como forma de   concentrar todos os recursos organizacionais na estratégia da empresa, construindo um novo sistema gerencial e que apresenta três dimensões distintas: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">1.   Estratégia: o <i>balanced scorecard</i> permite que as   organizações descrevam e comuniquem a estratégia de maneira compreensível, servindo de base para a ação. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">2.   Foco: com o <i>balanced scorecard</i> direcionando as   ações, os recursos e atividades da organização ficam alinhados com a estratégia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3.   Organização: o <i>balanced scorecard</i> fornece lógica e   arquitetura para a formação de elos organizacionais entre as unidades de negócio, os serviços compartilhados e os empregados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Conforme pode ser observado na <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a07f1.jpg">Figura 1</a>, o <i>balanced scorecard</i> permite que as   empresas alinhem suas equipes executivas, unidades de negócios, recursos   humanos, tecnologia da informação e recursos financeiros à estratégia da organização. </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Além   de capacitarem as organizações a alinharem e focalizarem os recursos de forma   estratégica, Kaplan e Norton (2000) sugerem cinco princípios que permitem que a   organização esteja focalizada na estratégia, conforme pode ser observado na   <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a07f2.jpg">Figura 2</a>. </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Utilizando-se   destes cinco princípios propostos com Kaplan e Norton (2000) a organização pode   utilizar o <i>balanced scorecard</i> para   (1) descrever e comunicar a estratégia de forma coerente, (2) alinhar os   setores, unidades de negócio e departamentos a uma estratégia conectada e   integrada, (3) comunicar a estratégia e educar a organização, (4) integrar o   gerenciamento tático e o gerenciamento estratégico em um processo ininterrupto   e contínuo e (5) mobilizar e orientar os executivos sobre o processo de   mudança. Por meio do modelo de quatro perspectivas do <i>balanced scorecard</i> propostas por Kaplan e Norton (2006), as   unidades de negócios criam valor para os acionistas por meio de melhores   relacionamentos com os clientes, impulsionados pela excelência nos processos   internos. Os processos são aprimorados continuamente, mediante o alinhamento de   pessoas, sistemas e culturas. O <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a07q1.jpg">Quadro 1</a> demonstra as quatro perspectivas propostas. </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">O <i>balanced scorecard</i> fornece   um referencial para que as unidades de negócios descrevam e implementem suas   estratégias. No entanto, é necessário que todas as unidades de negócios estejam   alinhadas e conectadas umas às outras, seguindo a estratégia corporativa, criando uma arquitetura estratégica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Hamel e   Prahalad (2005) a arquitetura estratégica não é um plano detalhado. Fazendo uma   analogia com a cartografia, os autores sugerem que a arquitetura estratégia é   um mapa de alto nível das estradas interestaduais, não um mapa detalhado das   ruas da cidade, suficiente para oferecer uma noção geral de direção, mas não os detalhes de cada rua lateral. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para Hamel e Prahalad (2005) toda empresa precisa de uma arquitetura   estratégica. Para construí-la, a alta gerência precisa saber que novos   benefícios e funcionalidades serão oferecidos aos clientes, quais serão as   competências necessárias para criar esses benefícios e como a interface com o   cliente terá que mudar a fim de permitir o acesso ao cliente aos benefícios de   forma mais eficaz. Pensando desta forma, uma estratégia corporativa excelente é   aquela que consegue alinhar os seus recursos e estratégias de forma a criar   sinergia entre as partes. Desta forma, o <i>balanced     scorecard</i> deve ser traduzido num conjunto de prioridades que servirá de guia para todos os processos da organização. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Conforme Kaplan e Norton (2006) o processo de alinhamento inicia-se   quando a administração corporativa define as propostas de valor para a   organização, buscando criar sinergias entre as unidades operacionais, unidades   de apoio e os parceiros externos. Depois que a corporação desenvolve sua   estratégia, cada unidade de negócios deve elaborar seu planejamento de longo   prazo, alinhado com o <i>scorecard </i>corporativo.   O próximo passo é fazer com que as unidades de apoio e serviços compartilhados,   como recursos humanos, tecnologia da informação, finanças e planejamento,   desenvolvam seus planos para apoiar as estratégias das unidades de negócios e   as prioridades da corporação. As unidades de apoio podem adotar um conjunto   sistemático de processos a fim de criar valor por meio do alinhamento. Primeiro,   elas alinham suas estratégias com as das unidades de negócio e da corporação,   definindo o conjunto de serviços estratégicos a serem oferecidos. O processo   começa com a compreensão clara das estratégias corporativas e das unidades de   negócios, descritas pelos seus mapas estratégicos e <i>balanced scorecards. </i>Em seguida, cada função de apoio determina   como pode ajudar as unidades de negócio e a corporação a alcançar seus   objetivos estratégicos. Segundo, as unidades de apoio alinham suas organizações   internas, de modo que sejam capazes de executar a estratégia. Para tanto,   desenvolvem planos estratégicos que descrevem como adquirirão, desenvolverão e   prestarão seus serviços estratégicos às unidades operacionais, os quais passam   a ser a base dos mapas estratégicos, dos <i>balanced scorecards</i>, das iniciativas estratégicas e dos orçamentos das unidades de apoio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Finalmente, as unidades de   apoio fecham o ciclo, avaliando o desempenho de suas iniciativas funcionais,   por meio de técnicas como acordo de níveis de serviços, <i>feedback</i> dos clientes internos, avaliações pelos clientes e auditorias internas. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Como   forma de avaliar o desempenho, a organização deve estabelecer sistemas de   mensuração adequados que permitam identificar relações de causa e efeito nos   mapas estratégicos do <i>balanced scorecard</i>,   descrevendo os caminhos pelos quais as melhorias nas capacidades dos ativos   intangíveis se traduzem em efeitos tangíveis para os clientes e para os resultados financeiros. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com Harrison (2005)   o controle estratégico permite que o estrategista em nível corporativo se torne   integralmente informado quanto ao progresso em direção à visão e às metas   organizacionais, conduzindo os processos e o comportamento dos membros alinhados às metas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para Kaplan e Norton (2006) existem dois tipos de <i>scorecards</i> utilizados na prática pelas   organizações: (1) o <i>scorecard</i> dos <i>stakeholders</i> ou detentores de interesse   e (2) o <i>scorecard</i> dos principais   indicadores de desempenho (<i>key     performance indicators</i> – KPI). O <i>scorecard</i> dos <i>stakeholders </i>define suas metas   para os diferentes detentores de interesse e desenvolve um referencial   apropriado de indicadores para cada um deles. Já os <i>scorecards</i> KPI são encontrados com mais freqüência em organizações   que implementam a gestão da qualidade total (TQM) e já possuem muitos   indicadores para acompanhar os processos e suas respectivas evoluções. Ao   migrar para o <i>balanced scorecard</i>, as   organizações que utilizam os KPI, partem de uma base já construída mediante o   enquadramento de muitos indicadores já existentes nas quatro categorias do <i>balanced scorecard</i>. Sendo assim, os KPI   são mais proveitosos para os departamentos e equipes quando já existe um   programa estratégico em nível mais alto. Assim, os indicadores capacitam os   indivíduos e equipes a definir o que devem fazer melhor a fim de contribuir para os objetivos de nível mais alto. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>3.   Metodologia</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta etapa, a da definição dos métodos é importante   na realização de qualquer pesquisa, pois é a que direciona os procedimentos necessários para a coleta e análise dos dados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Babbie (2006) o pesquisador precisa   determinar o que será observado e analisado, por que e como. O primeiro passo é   especificar o que se deseja encontrar. O segundo, é determinar o melhor método para isso. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta pesquisa é um estudo de caso de natureza   descritiva, tendo como objetivo aprofundar os conhecimentos sobre o tema   exposto, estudando e descrevendo conceitos e as formas como os mesmos são postos em prática na organização. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A pesquisa descritiva, segundo Babbie (2006) tem   como objetivo estudar e descrever situações e eventos, buscando observar e   relatar os fenômenos observados de forma cuidadosa e precisa. Já para Godoi   (2006) o estudo de caso descritivo normalmente forma base de dados para futuros   trabalhos comparativos e de formulação de teoria, já que não se guia por   hipóteses previamente estabelecidas e nem busca a formulação de hipóteses genéricas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para Yin (2005) a coleta de dados em um estudo de   caso pode ser feita a partir de seis fontes de evidência – documentos,   registros em arquivos, entrevistas, observação direta, observação participante e artefatos físicos – que podem ser combinados de diferentes formas. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A empresa analisada faz parte de uma corporação que   atua mundialmente, tendo no Brasil uma estrutura corporativa e seis unidades de   negócios, sendo três unidades fabris de produção de veículos automotores   (comerciais leves), uma unidade fabril de produção de ônibus e caminhões, uma   fábrica de motores e uma unidade com foco na prestação de serviços financeiros (financiamentos, seguros, empréstimos). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A pesquisa realizada em 2008, foi desenvolvida uma das unidades de   produção de veículos automotores que conta com aproximadamente 3.500   empregados, dois quais 2.900 são operacionais diretos, 300 são operacionais indiretos e 300 realizam atividades administrativas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em um primeiro momento, a pesquisa contou com um levantamento   bibliográfico das principais publicações sobre o assunto, buscando satisfazer   as necessidades de melhor compreensão do tema, bem como apresentar conceitos que possam ser empregados em estudos subsequentes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A segunda etapa diz respeito ao procedimento de coleta de dados, que foi   realizado na área de recursos humanos em uma das unidades de negócios da   corporação. Foram realizadas observações participativas, onde o observador é   também integrante das equipes operacionais, permitindo ao pesquisador registrar   as informações à medida que as mesmas eram vivenciadas. Também foram analisados   alguns instrumentos da organização como o mapa estratégico, organogramas, relatórios e indicadores de performance. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A última etapa do estudo diz respeito à análise dos resultados obtidos.   Nesta fase, os processos da área de recursos humanos foram elencados, buscando   relacionar como cada um deles contribui para o alcance dos objetivos estratégicos, conduzindo o processo de direcionamento estratégico da organização. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>4.   Apresentação e análise dos dados</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A seguir são apresentados os resultados do estudo   realizado para verificar de que forma ocorre o processo de alinhamento   estratégico na área de recursos humanos de uma empresa da indústria   automobilística, assim como a maneira utilizada pelos gestores para condução do processo de disseminação da estratégia e controle dos objetivos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A empresa apresenta um planejamento estratégico bem   estruturado, com definição de visão estratégica disseminada em todos os níveis,   bem como objetivos estabelecidos e métricas definidas para acompanhamento e controle. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi constatado que a organização utiliza o <i>balanced scorecard</i> para promover o   alinhamento da sua estratégia corporativa com suas unidades de negócios.   Internamente, o <i>balanced scorecard</i> é   visto como uma metodologia que ajuda a organização a traduzir a visão e a   estratégia em ações, guiando a performance e o comportamento para atingir os objetivos estratégicos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A organização definiu um mapa estratégico, onde os   objetivos foram distribuídos nas quatro perspectivas do <i>balanced scorecard</i>, considerando-se uma lógica de causa e efeito entre eles. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir do mapa estratégico, cada área definiu seus objetivos, através   da declaração do que se deve atingir e quais são os processos críticos para o   sucesso da estratégia, bem como as métricas que seriam utilizadas na evolução   do objetivo. Também foram definidas as metas, com o nível de performance ou   taxa de melhoria necessária para a organização, desdobrando-se em projetos de ações-chave necessárias para atingir o objetivo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a07f3.jpg">Figura 3</a> ilustra o mapa estratégico desenhado pela organização. </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">A partir disso, buscou-se verificar de que forma ocorre o alinhamento   estratégico na área de recursos humanos. Verificou-se que as ações estão   focadas tanto para os objetivos estabelecidos pelo vice-presidente de recursos   humanos, que atua em nível corporativo, quanto para o diretor da planta, que   atua em nível de unidade de negócios. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para que fosse realizada a análise do processo de alinhamento   estratégico nesta área, primeiramente optou-se por identificar a estrutura   organizacional, bem como os processos da área de recursos humanos. A <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a07f4.jpg">Figura 4</a>  apresenta o organograma com os departamentos da área de recursos humanos, bem como o fluxo de comunicação e subordinação entre os mesmos. </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">A seguir, no <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a07q2.jpg">Quadro 2</a>, são apresentados os subsistemas da área de   recursos humanos da organização estudada, bem como os principais processos identificados em cada uma delas. </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Na sequência, são descritos   cada um dos subsistemas, seus principais processos e como contribuem para a estratégia corporativa da organização. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">1. Relações Trabalhistas:   contribui para a garantia da disponibilidade da mão-de-obra, fazendo gestão do   absenteísmo e implantando ações para conscientização e motivação dos   empregados. Também é responsável pelo estabelecimento de um bom relacionamento   com entidades externas, como governo e sindicato, contribuindo para melhoria da   imagem da empresa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. Administração de Salários: procura manter o equilíbrio salarial   interno e externo, remunerando as pessoas de acordo com a contribuição de suas   atividades para a organização. No processo de administração da estrutura   organizacional, estabelece as relações de subordinação e cooperação entre   indivíduos e áreas. Além disso, efetua o controle do <i>headcount</i> da organização, disponibilizando a quantidade de   mão-de-obra necessária de acordo com os planejamentos previamente estabelecidos pelas áreas de Engenharia e Finanças. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3. Administração de Pessoal: contribui à medida que presta serviços aos   empregados, disponibilizando documentos e informações solicitadas pelos mesmos.   Além disso, administra a relação contratual entre as partes, zelando pelo   cumprimento das exigências legais (carteira de trabalho, rotinas de férias, ausências legais permitidas). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">4. Apontadoria: gerencia o sistema de informação responsável pelo   controle de frequência dos empregados, efetuando programações e parametrizações   para pagamento de salários e horas adicionais de trabalho. Calcula e apura os   índices de absenteísmo dos empregados, além de disponibilizar informações estatísticas para outros relatórios. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. Administração de Expatriados: administra a relação contratual dos   empregados estrangeiros, bem como dá suporte aos demais assuntos   correlacionados com a permanência do mesmo e de seus familiares no país (residência, educação dos filhos). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">6. Transporte: responsável pela concessão do benefício de transporte de   empregados, desenvolvendo as rotinas para cadastro de empregados e gestão dos roteiros das linhas de transporte. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">7. Alimentação: administra o fornecimento dos serviços contratados de   alimentação para os empregados (refeitórios internos), bem como os demais serviços de fornecimento de lanches em eventos internos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">8. Administração da Frota: administra os veículos disponibilizados aos   empregados em serviço e aos executivos, providenciando os documentos   pertinentes ao licenciamento de veículos, revisões de veículos nas redes concessionárias, bem como controle de multas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">9. Serviço Social: presta serviços de assistência e orientação aos   empregados e familiares nos assuntos relacionados ao trabalho e questões   sociais. Além disso, desenvolve programas para integração entre os familiares e a empresa, como visitas e eventos comemorativos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">10. Administração de Budget e Contratos: contribui para resultados   financeiros sustentáveis, efetuando gestão dos contratos e dos pagamentos dos   serviços prestados, bem como buscando otimização constante dos recursos.   Contribui ainda para o desenvolvimento de uma cultura de alta performance,   através do programa de gerenciamento de ideias, premiando e reconhecendo ideias inovadoras e criativas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">11. Prevenção Contra Incêndio: fiscaliza as instalações físicas da   empresa, buscando eliminar condições que possam trazer risco aos empregados. Assegura o cumprimento dos requisitos estabelecidos pela companhia seguradora. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">12.   Segurança do Trabalho:   assegura a segurança das condições de trabalho aos empregados, através do   fornecimento de equipamentos de proteção, treinamentos e campanhas. Além disso,   garante o cumprimento da legislação, promovendo reuniões da Comissão Interna de   Prevenção de Acidentes (CIPA) e efetuando prevenção de riscos ambientais (PPRA). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">13. Medicina Ocupacional: contribui para a saúde física e mental dos   empregados, avaliando a relação entre suas condições físicas e as funções   executadas. Administra e acompanha os processos de encaminhamento e retorno dos   empregados à Previdência Social. Além disso, garante o cumprimento da   legislação com o desenvolvimento do Programa de Controle Médico de Saúde   Ocupacional (PCMSO) e a realização dos exames médicos de saúde ocupacional (admissionais, demissionais, periódicos e de retorno ao trabalho). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">14. Medicina Assistencial: responsável pelo fornecimento dos serviços do   plano médico aos empregados e seus familiares. Além disso, presta atendimentos   médicos no ambulatório interno aos empregados, promovendo programas para melhoria   das condições de saúde (programas antitabagismo, realização de <i>checkup</i>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">15. Fisioterapia: avalia as condições ergonômicas dos postos de   trabalho, sugerindo melhorias nas instalações e equipamentos. Desenvolve as   atividades pertinentes ao programa de ginástica laboral, além de treinamentos   para conscientização dos empregados. Avalia e acompanha os processos de retorno   ao trabalho para verificação de eventuais limitações, promovendo um processo gradativo de reabilitação. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">16. Proteção ao Patrimônio: executa atividades para assegurar a   integridade do patrimônio da organização, através do controle de entrada e saída de pessoas e veículos nas portarias de acesso e fiscalizações internas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">17. Correio: distribui os documentos e correspondências endereçadas aos   empregados, além de encaminhar e receber os documentos externos da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">18. Captação de Imagens: confecciona as identificações funcionais   (crachás) dos empregados, além de disponibilizar as fotografias para outros documentos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">20. Recrutamento e Seleção: contribui quando define os requisitos e   critérios para seleção de novos empregados, utilizando processos que permitem   identificar e selecionar candidatos com características que auxiliarão no   cumprimento dos objetivos estratégicos da organização, como criatividade e trabalho em equipe. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">21. Treinamento e Desenvolvimento: o mesmo ocorre quando são levantadas   as necessidades de treinamento: a área de treinamento e desenvolvimento atua em   parceria com as áreas clientes, provendo os treinamentos identificados pelas   áreas e que objetivam o aperfeiçoamento e renovação dos processos internos. A   gestão do desempenho tem foco no desenvolvimento das competências que trarão   resultados para os objetivos organizacionais. O plano de sucessão tem como   objetivo identificar e preparar talentos que possuam as competências desejadas   pela organização. Por fim, a pesquisa de clima organizacional permite   visualizar a satisfação dos empregados quanto ao ambiente de trabalho, sendo subsídio para implantação de ações para promover a motivação dos mesmos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">22. Comunicação: desenvolve os processos internos e externos de   comunicação, adicionando valor ao desafio de potencial e crescimento – radar de   informações. Desenvolve programas e campanhas comemorativas internas e externas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Após a identificação dos processos e da contribuição de cada um deles   para a estratégia da organização, a próxima etapa diz respeito ao processo de   disseminação da estratégia entre os empregados da área de recursos humanos, bem como o controle e acompanhamento dos objetivos estabelecidos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O processo de disseminação da estratégia ocorre de forma frequente na   organização. A comunicação inicial acontece à medida que os executivos precisam   estabelecer seus objetivos e metas através do programa denominado MbO (<i>Management by Objectives</i>). Neste   programa, os executivos dão suas contribuições pessoais necessárias para   atingir as contribuições das áreas. O processo de disseminação aos empregados   ocorre de forma participativa, com a realização de reuniões, onde as equipes   são convidadas a darem sugestões de como seus subsistemas podem contribuir para   desafios estabelecidos no mapa estratégico. Desta forma todos tomam   conhecimento dos desafios propostos pela organização e sugerem projetos e ações   que tenham impacto positivo nos objetivos estratégicos. Por fim, o gestor   seleciona algumas das contribuições recebidas e estabelece como os objetivos específicos que irão contribuir para atingir a estratégia. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O acompanhamento e controle dos objetivos é feito por meio de <i>Key Performance Indicators</i> (KPI). A   responsabilidade pelo acompanhamento e atualização dos resultados, bem como   pela implantação de ações-chave necessárias para atingir o objetivo é dos   colaboradores que desenvolvem suas atividades naquele determinado subsistema. A   área de recursos humanos possui 22 indicadores chave de performance (ver <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a07q3.jpg">Quadro   3</a>), distribuídos em 11 categorias, que possuem foco em pessoas, processos e   custos. Os resultados são apurados mensalmente, demonstrando-se também o resultado   acumulado do ano até aquela data e projeção anual para fechamento,   considerando-se os meses já realizados. O acompanhamento e controle dos   resultados é feito por meio da realização de reuniões, onde cada responsável   deve apresentar seus resultados, bem como o respectivo plano de ação para alcance do objetivo, no caso deste estar fora da meta estabelecida. </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">O controle dos objetivos estratégicos também é feito por meio de   políticas de remuneração variável. No caso dos executivos, o programa   denominado MbO está diretamente relacionado com o pagamento do bônus anual.   Tanto os objetivos cadastrados quanto os resultados são validados pelo superior   imediato. Para atingir o valor máximo, o executivo deverá atingir todos os seus objetivos anteriormente estabelecidos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No caso dos demais empregados da área de recursos humanos, a política de   remuneração variável que está vinculada aos objetivos é o Programa de   Participação nos Resultados (PPR). O valor total do PPR está dividido em três   partes, sendo 50% referente aos objetivos globais da organização, 30% referente   aos objetivos departamentais e 20% referente ao objetivo individual   (assiduidade). No início de cada ano são escolhidos dois objetivos   departamentais para a área de recursos humanos que irão compor essa parcela do   PPR dos colaboradores desta área. A mesma metodologia é utilizada para as   demais áreas da empresa, conseguindo-se então o envolvimento de todos os colaboradores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os indicadores chave de performance estabelecidos para a área de recursos humanos podem ser observados no <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a07q3.jpg">Quadro 3</a>. </font></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>5. Conclusão</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A realização deste estudo possibilitou conhecer como ocorre o processo   de alinhamento estratégico na área de recursos humanos de uma empresa da   indústria automobilística. O objetivo proposto no estudo foi alcançado, à   medida que possibilitou identificar e analisar os processos internos da área de   recursos humanos e a maneira que cada um deles contribuiu para a estratégia global. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O primeiro   aspecto observado na organização estudada é quanto à utilização do modelo   sugerido por Kaplan e Norton, que está amplamente aplicado na empresa.   Levando-se em consideração o foco de sustentabilidade da organização no longo   prazo, foram selecionados os desafios em cada uma das perspectivas: financeiras, de mercado, de processos internos e de potencial e crescimento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma vez   definidos os desafios em cada uma das perspectivas, foram definidos os   objetivos estratégicos, os indicadores de resultado e seus respectivos planos   de ação. Desta forma foi possível estabelecer a relação de causa e efeito   proposta pelo <i>balanced scorecard</i>,   demonstrando que os objetivos traduzem uma estratégia integrada e de visão global. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi observado   ainda, que o processo de disseminação da estratégia corporativa e da estratégia   da unidade de negócios ocorre de maneira planejada, com a realização de   reuniões para que a equipe possa sugerir ações de contribuição alinhadas com o mapa estratégico. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Uma contribuição importante deste estudo para os líderes de empresa, se   dá na direção estratégica do sistema de Recursos Humanos, e mais   especificamente, quanto ao sistema de acompanhamento e controle dos resultados   por meio da realização de reuniões, onde cada responsável deve apresentar seus   resultados, bem como o respectivo plano de ação para alcance do objetivo, no   caso deste estar fora da meta estabelecida. O acompanhamento e controle dos   objetivos é feito por meio de <i>Key     Performance Indicators</i> (KPI) – ver <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a07q3.jpg">Quadro 3</a>. O acompanhamento e a   atualização dos resultados, bem como a implantação de ações-chave necessárias   para atingir o objetivo é responsabilidade dos colaboradores que desenvolvem suas atividades naquele determinado subsistema. </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Por fim, o   ciclo de estudo é encerrado nesta organização com a análise do sistema de   controle utilizado. O mesmo é feito de maneira sistemática, com acompanhamento   periódico por meio da realização de reuniões. Um aspecto estratégico positivo é   quanto ao envolvimento das pessoas, pois uma vez sendo elas responsáveis pelos   indicadores, a tendência é que tenham maior comprometimento com os objetivos da   organização, unindo o ciclo de inteligência estratégica: diretriz - ação –   controle - diretriz. O comprometimento dos colaboradores também é aumentado à   medida que são estabelecidas políticas de remuneração variável vinculadas aos objetivos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sendo assim,   observou-se que o processo de alinhamento estratégico ocorre de forma clara e   sistematizada na organização pesquisada, onde os colaboradores lotados na área   de recursos humanos são convidados a contribuírem para formulação dos objetivos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi possível   visualizar que existe relação entre os conceitos teóricos que fundamentam o   estudo e as práticas adotadas na organização, visto que a utilização do modelo   proposto por Kaplan e Norton possibilita a integração entre as estratégias e as   práticas. Além disso, o modelo teórico proposto indica para a possibilidade de   aprimoramento dos processos, promovendo o alinhamento de pessoas, sistemas e comportamentos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como   contribuição aos demais gestores, o estudo possibilita identificar e analisar   os processos internos de suas áreas, tendo como exemplo a pesquisa realizada na   área de recursos humanos e a maneira que cada um dos processos pode contribuir   para a estratégia global da organização, bem como de que forma as estratégias   de nível corporativo podem ser desdobradas em objetivos e estratégias no nível   funcional; de que maneira os gestores podem operacionalizar os objetivos   estratégicos nos processos de recursos humanos; e como os gestores podem utilizar   mecanismos integrados de comunicação, estabelecimento de metas e incentivos ou recompensas para direcionar suas equipes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora os   resultados do estudo não permitam uma generalização sobre o tema estudado para   outras empresas, apontam para resultados efetivos quanto à utilização da   metodologia <i>balanced scorecard</i> para   alinhamento dos processos à estratégia corporativa, de acordo com o modelo   proposto por Kaplan e Norton. Trata-se, portanto, de um direcional para viabilizar a implantação do modelo em outras organizações. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como   recomendação, acredita-se que uma pesquisa exploratória poderia ser realizada   com o objetivo de melhor relacionar os processos identificados na organização e suas respectivas contribuições aos desafios propostos no mapa estratégico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para uma futura   pesquisa, seria aconselhável pesquisar a organização como um todo para   identificar se o processo de alinhamento ocorre da mesma forma em todas as   áreas da organização e se existem práticas adicionais nas demais áreas e que podem ser incorporadas também à área de recursos humanos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Aprimoramento   de processos, alinhamento de pessoas, sistemas e culturas. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Referências </b> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Babbie, E. R. (2006). <i>The practice of social research</i>. 11. ed. Califórnia: Wadsworth.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S2182-8458201400030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Becker, B., Huselid, M.   & Ulrich, D. (2001). <i>Gestão     Estratégica de Pessoas com Scorecard: interligando pessoas, estratégia e performance.</i> Rio de Janeiro: Elsevier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S2182-8458201400030000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Brockbank, W. (1999). If HR were really strategically proactive: present   and future directions in HR’s contribution to competitive advantage. <i>Human Resource     Management</i>, <i>38</i>(4), 337-352.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S2182-8458201400030000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Godoi, C. K., Bandeira-De-Melo, R. & Silva, A. B. (2006). <i>Pesquisa   qualitativa em estudos organizacionais: paradigmas, estratégias e métodos. </i>São Paulo: Saraiva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S2182-8458201400030000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Hamel, G. & Prahalad, C. K. (2005). <i>Competindo pelo futuro: estratégias inovadoras para obter o controle do seu setor e criar mercados de amanhã (</i>23.ª Ed.). Rio de Janeiro: Elsevier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S2182-8458201400030000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Harrison, J. S. (2005). <i>Administração   estratégica de recursos e relacionamentos</i>. Porto Alegre: Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S2182-8458201400030000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Hrebiniak, L. G. (2006). <i>Fazendo a   estratégia funcionar: o caminho para uma execução bem-sucedida.</i> Porto   Alegre: Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S2182-8458201400030000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Kaplan, R. S. & Norton, D. P. (2000). <i>Organização orientada para a estratégia: como as empresas que adotam o   balanced scorecard prosperam no novo ambiente de negócios.</i> Rio de Janeiro:   Elsevier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S2182-8458201400030000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Kaplan, R. S. & Norton, D. P. (2006). <i>Alinhamento: usando o Balanced Scorecard para criar sinergias   corporativas. </i>Rio de Janeiro: Elsevier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S2182-8458201400030000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ulrich, D. (1998). <i>Os Campeões de Recursos Humanos: inovando para obter os melhores resultados</i>. São Paulo: Futura.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S2182-8458201400030000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Yin, R. (2005). <i>Estudo de caso. Planejamento e Métodos</i> (3.ª Ed.). Porto Alegre: Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S2182-8458201400030000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Processo   do artigo    <br> </b><b>Submetido:</b></font><font size="2" face="Verdana"> 30 Junho 2012    <br> </font><b><font size="2" face="Verdana">Aceite:</font></b><font size="2" face="Verdana"> 11 janeiro 2013</font></p>      ]]></body><back>
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