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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Contabilidade de gestão no terceiro setor: estudo empírico em instituições particulares de solidariedade social]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In today&#8217;s economy, state and philanthropic support is extremely selective, failing to address all requests of social sector institutions. Private non-profit charity institutions (IPSS) - social institutions par excellence - are also affected by the reality of this constraint and, as such, are expected to apply the allocated resources effectively and efficiently in order to justify receiving awards. In order to understand to what extent the management of these organisations have information to support their decision-making, this research sought to relate the level of maturity of the management accounting systems with elements influencing organisational capacity: stakeholders and human and financial resources. Through a survey of 61 IPSS, it was found that, even when it was possible to obtain management information to identify deficit situations, the accounting systems in use do not guarantee support for decision-making. As justification, institutions indicate possessing sufficient information, which can reveal a non-perception of obsolete systems, highlighting the need for training in third sector organisations.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><b>GEST&Atilde;O  - ARTIGOS CIENT&Iacute;FICOS</b></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Contabilidade de   gest&#227;o no terceiro setor: estudo emp&#237;rico em institui&#231;&#245;es particulares de   solidariedade social</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Management accounting in third sector: Empirical study in private social   solidarity institutions</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>M&#225;rcia R. Cadete Santos<sup>1</sup></b>; <b>Raul M. S. Laureano<sup>2</sup></b>; <b>Maria Jo&#227;o Machado<sup>3</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup>Instituto Universit&#225;rio de Lisboa (ISCTE-IUL),   Programa Doutoral em Gest&#227;o, Av. das For&#231;as Armadas 1649-026 Lisboa, Portugal,   <a href="mailto:marcia.cadete.santos@gmail.com">marcia.cadete.santos@gmail.com</a>    <br> <sup>2</sup>Instituto   Universit&#225;rio de Lisboa (ISCTE-IUL), Escola de Gest&#227;o, Departamento de M&#233;todos   Quantitativos para Gest&#227;o e Economia, Investigador da UNIDE-IUL, 1649-026 Lisboa, Portugal, <a href="mailto:raul.laureano@iscte.pt">raul.laureano@iscte.pt</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>3</sup>Instituto Universit&#225;rio de Lisboa (ISCTE-IUL), Escola de Gest&#227;o, Departamento de Contabilidade, Investigadora da UNIDE-IUL, 1649-026 Lisboa, Portugal, <a href="mailto:mjcvm@iscte.pt">mjcvm@iscte.pt</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Atualmente,   o apoio estatal e filantr&#243;pico &#233; extremamente seletivo, n&#227;o conseguindo   responder a todas as solicita&#231;&#245;es das institui&#231;&#245;es sociais. As Institui&#231;&#245;es   Particulares de Seguran&#231;a Social s&#227;o tamb&#233;m afetadas por esta restri&#231;&#227;o e,   nesse sentido, espera-se que apliquem os recursos atribu&#237;dos de forma eficaz e   eficiente de modo a justificar essa atribui&#231;&#227;o. Visando estudar em que medida   estas organiza&#231;&#245;es t&#234;m informa&#231;&#227;o para a tomada de decis&#227;o, esta investiga&#231;&#227;o   relaciona o grau de desenvolvimento dos sistemas de contabilidade de gest&#227;o com   os elementos influenciadores da capacidade organizacional, recursos humanos e   financeiros, e com os <i>stakeholders</i>.   Com base num inqu&#233;rito a 61 IPSS, constatou-se que, mesmo sendo poss&#237;vel obter   informa&#231;&#227;o que identifique situa&#231;&#245;es deficit&#225;rias, os sistemas de contabilidade   de gest&#227;o implementados n&#227;o garantem o suporte &#224; tomada de decis&#227;o. Como   justifica&#231;&#227;o, as institui&#231;&#245;es indicam possuir informa&#231;&#227;o suficiente, o que pode   revelar a n&#227;o perce&#231;&#227;o de sistemas obsoletos, evidenciando necessidades de forma&#231;&#227;o nesta &#225;rea. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>Contabilidade   de gest&#227;o, terceiro setor, organiza&#231;&#245;es sem fins lucrativos (OSFL), Institui&#231;&#245;es Particulares de Solidariedade Social (IPSS), Tomada de decis&#227;o. </font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">In today&#8217;s economy,   state and philanthropic support is extremely selective, failing to address all   requests of social sector institutions. Private non-profit charity institutions   (IPSS) &#8211; social institutions par excellence &#8211; are also affected by the reality   of this constraint and, as such, are expected to apply the allocated resources   effectively and efficiently in order to justify receiving awards. In order to   understand to what extent the management of these organisations have information   to support their decision-making, this research sought to relate the level of   maturity of the management accounting systems with elements influencing   organisational capacity: stakeholders and human and financial resources.   Through a survey of 61 IPSS, it was found that, even when it was possible to   obtain management information to identify deficit situations, the accounting   systems in use do not guarantee support for decision-making. As justification,   institutions indicate possessing sufficient information, which can reveal a   non-perception of obsolete systems, highlighting the need for training in third sector organisations. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words: </b>Management accounting, third sector, non-profit   organisations (NPO), private non-profit charity institutions (IPSS),   decision-making. </font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>1. Introdu&#231;&#227;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A organiza&#231;&#227;o econ&#243;mico-social de um pa&#237;s poder-se-&#225; considerar como   resultado da atividade de tr&#234;s setores: setor p&#250;blico, setor privado   empresarial e setor cooperativo e social (Constitui&#231;&#227;o da Rep&#250;blica Portuguesa,1976). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este &#250;ltimo, tamb&#233;m designado Terceiro Setor, engloba as atividades das   Organiza&#231;&#245;es Sem Fins Lucrativos (OSFL), e &#233; composto por organiza&#231;&#245;es cujo   funcionamento tem como base apoios financeiros prestados por agentes externos,   n&#227;o visando a obten&#231;&#227;o ou distribui&#231;&#227;o de lucro, mas sim atingir os objetivos sociais que levaram &#224; sua cria&#231;&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A gest&#227;o eficaz e eficiente dos recursos colocados &#224; disposi&#231;&#227;o das   organiza&#231;&#245;es implica o conhecimento das diversas vertentes &#8211; financeira,   material e humana (Fowler, Goold & James, 1995) &#8211; por parte dos   respons&#225;veis da gest&#227;o. A tomada de decis&#227;o &#233;, por isso, sempre mais consciente   e sustentada quando as organiza&#231;&#245;es disponibilizam informa&#231;&#227;o de suporte, cuja   disponibiliza&#231;&#227;o implica a implementa&#231;&#227;o de sistemas de informa&#231;&#227;o mais ou menos sofisticados nas organiza&#231;&#245;es (Kaplan, 1990). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo deste trabalho de investiga&#231;&#227;o &#233; analisar em que medida as OSFL,   atendendo ao contexto das IPSS, t&#234;m aos seu dispor ferramentas adequadas de   apoio &#224; tomada de decis&#227;o que permitam a utiliza&#231;&#227;o fundamentada dos recursos   colocados &#224;   sua disposi&#231;&#227;o. Os objetivos espec&#237;ficos subjacentes a este trabalho s&#227;o as   seguintes: avaliar se os sistemas de contabilidade de gest&#227;o (SCG) utilizados   s&#227;o considerados teoricamente adequados; analisar a adequa&#231;&#227;o das compet&#234;ncias   humanas &#224;s necessidades de gest&#227;o das organiza&#231;&#245;es; verificar qual a origem dos   recursos financeiros dispon&#237;veis e a sua influ&#234;ncia enquanto limita&#231;&#227;o do   desenvolvimento; e avaliar se s&#227;o desenvolvidas pr&#225;ticas que fomentem as   rela&#231;&#245;es com os <i>stakeholders</i> internos   e externos.  </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Numa &#233;poca   em que a depend&#234;ncia de subs&#237;dios estatais e de apoios da Uni&#227;o Europeia &#233;   consider&#225;vel &#8211; a estrutura de financiamento do Terceiro Setor em Portugal &#233;   representada em 40% por fundos p&#250;blicos (Franco, Sokolowski, Hairel &   Salamon, 2005) &#8211;, e tendo em conta a realidade atual portuguesa marcada   diariamente por medidas de forte restri&#231;&#227;o or&#231;amental, exige-se que as   organiza&#231;&#245;es da sociedade civil em Portugal estejam cada vez mais conscientes da   necessidade de gerir com efici&#234;ncia e efic&#225;cia os recursos que lhes s&#227;o   disponibilizados de forma a garantirem o melhor servi&#231;o poss&#237;vel e assegurarem   a sua viabilidade econ&#243;mica. Nesse sentido, torna-se relevante perceber em que   medida as OSFL t&#234;m profissionalizado a sua gest&#227;o e desenvolvido   ferramentas que suportem a tomada de decis&#227;o. Este estudo vai ao   encontro da colmata&#231;&#227;o dessa necessidade de conhecimento da realidade dos graus   de desenvolvimento das pr&#225;ticas de contabilidade de gest&#227;o apresentadas pelas OSFL a operar em Portugal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Essa   an&#225;lise implica o estudo da exist&#234;ncia e aplica&#231;&#227;o de ferramentas de   contabilidade de gest&#227;o, pelo que incidiu-se sobre os elementos e ferramentas   apontados por Fowler <i>et al.</i> (1995)   como sendo determinantes da capacidade organizacional das institui&#231;&#245;es, e no   modelo de Kaplan (1990), o qual caracteriza os v&#225;rios est&#225;dios evolutivos dos SCG implementados nas organiza&#231;&#245;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   justifica&#231;&#227;o da op&#231;&#227;o pelo estudo destes elementos organizacionais, al&#233;m destes   serem apontados como determinantes da capacidade organizacional (Fowler <i>et al.</i>, 1995), passa tamb&#233;m pela   import&#226;ncia atribu&#237;da &#224;s ferramentas de gest&#227;o que permitem a caracteriza&#231;&#227;o do   grau de desenvolvimento desses elementos organizacionais pois essas ferramentas   s&#227;o indicadas em v&#225;rias investiga&#231;&#245;es como mecanismos para um planeamento e   controlo efetivo nas organiza&#231;&#245;es que, quando implementados e integrados, as   atividades desenvolvidas pela organiza&#231;&#227;o s&#227;o mais eficazes e eficientes (Flamholtz, 1983; Piche, 2009). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para   atingir os objetivos deste estudo realizou-se um question&#225;rio <i>online</i> a   IPSS sediadas em dois distritos (Lisboa e Set&#250;bal) de Portugal, dirigido ao   respons&#225;vel pela &#225;rea financeira, o qual &#224; partida ser&#225; a pessoa mais bem   posicionada para dar conhecimento dos sistemas de contabilidade implementados   pela institui&#231;&#227;o. Das entidades contactadas, apurou-se uma amostra por conveni&#234;ncia de 61 entidades, grupo que respondeu ao question&#225;rio. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Esta   investiga&#231;&#227;o, cuja estrutura passa por revis&#227;o de literatura, metodologia utilizada   e posterior descri&#231;&#227;o dos resultados e conclus&#245;es obtidas, contribui para o   conhecimento geral, e por parte das IPSS, sobre a contabilidade de gest&#227;o no   Terceiro Setor, o qual revela que os SCG s&#227;o percecionados pelas institui&#231;&#245;es   como adequados evidenciando a necessidade de forma&#231;&#227;o de modo a transmitir a   import&#226;ncia do desenvolvimento de SCG mais avan&#231;ados para a melhoraria de desempenho. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>2.   Revis&#227;o de literatura</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Kaplan   (1990) dedicou-se ao estudo da integra&#231;&#227;o dos sistemas de custeio pelas empresas   e a sua rela&#231;&#227;o com o desempenho destas na utiliza&#231;&#227;o dos recursos   organizacionais, demonstrando uma rela&#231;&#227;o diretamente proporcional entre estas   duas caracter&#237;sticas justificada pela disponibiliza&#231;&#227;o de informa&#231;&#227;o mais   rigorosa e tempestiva para a tomada de decis&#227;o em tempo &#250;til. No final do   s&#233;culo XX, no &#226;mbito do estudo das diferentes fases de desenvolvimento dos   sistemas de custeio, este investigador apresentou um modelo que descreve quatro   diferentes est&#225;dios caracterizados por diferentes graus de desenvolvimento de   pr&#225;ticas de contabilidade de gest&#227;o utilizadas pelas empresas (Kaplan, 1990):   Est&#225;dio I&#8211;utiliza&#231;&#227;o de m&#233;todos inadequados para o   relato financeiro e custeio dos produtos; Est&#225;dio II&#8211;utiliza&#231;&#227;o de m&#233;todos orientados para o relato financeiro garantindo a sua fiabilidade,   apresentando, no entanto, limita&#231;&#245;es ao n&#237;vel do controlo operacional, custeio   dos produtos e an&#225;lise de rendibilidade; Est&#225;dio III&#8211;implementa&#231;&#227;o de sistemas de informa&#231;&#227;o avan&#231;ados mas n&#227;o integrados; e Est&#225;dio IV&#8211;implementa&#231;&#227;o de sistemas de informa&#231;&#227;o avan&#231;ados e informaticamente integrados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As empresas   enquadradas nos dois est&#225;dios iniciais focam-se nas ferramentas que permitem o   relato financeiro segundo as normas de contabilidade. No primeiro est&#225;dio, s&#227;o   recorrentes ajustamentos ao relato financeiro devido &#224; apresenta&#231;&#227;o de erros.   No segundo, j&#225; existe garantia de fiabilidade das demonstra&#231;&#245;es financeiras,   havendo o desenvolvimento de ferramentas, apesar de apresentarem s&#233;rias   limita&#231;&#245;es, para o controlo operacional e determina&#231;&#227;o dos custos e   rentabilidade, atrav&#233;s dos or&#231;amentos e de sistemas de contabilidade de custos (Kaplan, 1990). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os sistemas   associados aos est&#225;dios avan&#231;ados (III e IV), que contemplam m&#233;todos de custeio   como o ABC (Kaplan, 1990), mesmo sendo caracterizados por fornecer informa&#231;&#227;o   mais rigorosa dos custos dos produtos, n&#227;o t&#234;m sido intensamente implementados   (Innes & Mitchell, 1995; Tom&#225;s, Major & Pinto, 2008), ou s&#227;o-no   relativamente tarde (Innes & Mitchell, 1997). Como fatores que conduzem &#224;   op&#231;&#227;o pelo ABC, os investigadores apontam o facto da organiza&#231;&#227;o ter uma dimens&#227;o elevada (Innes <i>et al.</i>, 1997; Alsaeed,   2005), o ritmo elevado de mudan&#231;a e competitividade (Azevedo, Santos &   Pamplona, 2004; Al-Omiri & Drury, 2007); e as potencialidades ao n&#237;vel da   gest&#227;o e redu&#231;&#227;o de custos (Tom&#225;s <i>et al.</i>, 2008). Por outro lado, o facto da organiza&#231;&#227;o estar satisfeita com o atual sistema   (Duron, 2001), ou os custos avultados envolvidos no processo que tornam   desfavor&#225;vel o r&#225;cio custo/benef&#237;cio (Al-omiri & Drury, 2007; Azevedo <i>et al.</i>, 2004), podem impedir a implementa&#231;&#227;o do ABC. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Salamon e   Anheier (1992) definem as OSFL como sendo formalmente constitu&#237;das, privadas,   autogovernadas, n&#227;o distribuidoras de lucros e de carater volunt&#225;rio. As OSFL   s&#227;o normalmente prestadoras de servi&#231;os, pelo que a Dire&#231;&#227;o depara-se com os   desafios associados &#224; gest&#227;o e &#224; complexidade dos problemas provenientes do   ambiente onde a organiza&#231;&#227;o atua. A supera&#231;&#227;o das problem&#225;ticas vai depender da   capacidade organizacional, a qual &#233; determinada pelas compet&#234;ncias humanas e o   modo como estas s&#227;o organizadas, pelos recursos materiais dispon&#237;veis, pelas   rela&#231;&#245;es externas e por uma postura de aprendizagem com os resultados (Fowler <i>et     al., </i>1995). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As   compet&#234;ncias organizacionais avaliam-se pela qualidade dos funcion&#225;rios e pelo   modo como estes s&#227;o geridos (Fowler <i>et al.</i>, 1995). Assim, h&#225; a   necessidade de perceber se existe correspond&#234;ncia entre as suas compet&#234;ncias e   conhecimentos em rela&#231;&#227;o ao cargo que desempenham, analisando a qualifica&#231;&#227;o   dos recursos humanos, a par do profissionalismo e experi&#234;ncia (Greenberg,   1982). Nestas compet&#234;ncias Fowler <i>et al. </i>(1995) apontam ainda os   sistemas de informa&#231;&#227;o implementados como influenciadores desta capacidade de   organiza&#231;&#227;o, cujo desenvolvimento em institui&#231;&#245;es p&#250;blicas, que &#224; semelhan&#231;a   das OSFL n&#227;o prosseguem fins lucrativos, tem sido considerado muito &#250;til no   aux&#237;lio &#224; tomada de decis&#245;es que implicam a gest&#227;o de dinheiro p&#250;blico (Carvalho, Costa & Azevedo, 2008). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao n&#237;vel   dos recursos, que n&#227;o os humanos, a sua influ&#234;ncia na capacidade organizacional   vai depender da qualidade, fiabilidade e utiliza&#231;&#227;o desses meios (Fowler <i>et     al.</i>, 1995). Atuando as OSFL num ambiente em constante mudan&#231;a, e sendo   particularmente dependentes em rela&#231;&#227;o aos fluxos de recursos que v&#234;m do   exterior (Franco <i>et al.</i>, 2005), &#233; necess&#225;ria a diversifica&#231;&#227;o das fontes   de financiamento e cria&#231;&#227;o duma estrat&#233;gia de angaria&#231;&#227;o de recursos que   permitam obter condi&#231;&#245;es para o seu funcionamento (Fowler <i>et al.</i>, 1995).   Da&#237; que seja fundamental que a gest&#227;o assegure a liga&#231;&#227;o entre a rela&#231;&#227;o que   mant&#233;m com os <i>stakeholders </i>externos (Fowler <i>et al.</i>, 1995), e tamb&#233;m o compromisso da equipa de trabalho (<i>stakeholders</i> internos), com a miss&#227;o da organiza&#231;&#227;o (Kaplan, 2001). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As   entidades financiadoras t&#234;m a preocupa&#231;&#227;o de afetar as verbas doadas aos   projetos que apresentam maior potencial de sucesso e exigem informa&#231;&#227;o sobre os   resultados alcan&#231;ados ap&#243;s a sua execu&#231;&#227;o. Estes requisitos implicam que a   organiza&#231;&#227;o estabele&#231;a uma rela&#231;&#227;o de transpar&#234;ncia com os financiadores, a   qual s&#243; &#233; conseguida atrav&#233;s do foco das organiza&#231;&#245;es nos resultados alcan&#231;ados   com os programas e iniciativas desenvolvidos (Kaplan,   2001), de modo a ser poss&#237;vel a avalia&#231;&#227;o do sucesso do projeto e medir a efici&#234;ncia associada &#224; sua realiza&#231;&#227;o (Peterson, 1983). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Se o   sucesso depende da capacidade organizacional ent&#227;o importa: i) avaliar se os   sistemas de contabilidade de gest&#227;o utilizados s&#227;o considerados teoricamente   adequados; ii) analisar a adequa&#231;&#227;o das compet&#234;ncias humanas &#224;s necessidades de   gest&#227;o das organiza&#231;&#245;es; iii) analisar a origem dos recursos financeiros   dispon&#237;veis, relacionando a sua import&#226;ncia enquanto limita&#231;&#227;o ao   desenvolvimento de sistemas de contabilidade de gest&#227;o; e iv) avaliar a   exist&#234;ncia de pr&#225;ticas que fomentem as rela&#231;&#245;es com os <i>stakeholders </i>internos   e externos e, ao mesmo tempo, perceber se a maturidade dos SCG relaciona-se com o grau de transpar&#234;ncia existente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esquematicamente   (<a href="#g1">Gr&#225;fico 1</a>), o modelo conceptual reflete a rela&#231;&#227;o entre a maturidade dos SCG e   os seus determinantes (recursos existentes na organiza&#231;&#227;o) e tamb&#233;m a sua   influ&#234;ncia ao n&#237;vel das rela&#231;&#245;es estabelecidas com os <i>stakeholders</i>. </font></p>     <p><a name="g1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a10g1.jpg" width="377" height="205"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>3. Metodologia</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   popula&#231;&#227;o-alvo deste estudo s&#227;o as IPSS, subsetor com crescente visibilidade na   &#225;rea social (Andrade & Franco, 2007) e com informa&#231;&#227;o identificativa das   entidades dispon&#237;vel no s&#237;tio oficial da Seguran&#231;a Social (2011). Atrav&#233;s da   base de dados disponibilizada no s&#237;tio <i>online</i> da Seguran&#231;a Social (2011), datada de 2 de Dezembro   de 2011, contabilizaram-se 5.049 IPSS a n&#237;vel nacional. Tendo em conta que   Lisboa (970) &#233; o distrito onde se concentra o maior n&#250;mero de IPSS (20% do   total) e Set&#250;bal (218) o distrito caracterizado pela proximidade e perten&#231;a &#224;   zona de Lisboa e Vale do Tejo, optou-se por estudar as 1.188 institui&#231;&#245;es sediadas nestes dois distritos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O processo   de constru&#231;&#227;o do question&#225;rio envolveu a defini&#231;&#227;o do conte&#250;do e da forma como   este seria apresentado ao respons&#225;vel da &#225;rea financeira da IPSS, tendo-se   validado o question&#225;rio atrav&#233;s de uma entrevista a um especialista do setor   social, respons&#225;vel financeiro de uma IPSS do distrito de Set&#250;bal. Quanto &#224;   forma, de entre as v&#225;rias plataformas <i>online</i> disponibilizadas para a implementa&#231;&#227;o do question&#225;rio, optou-   -se pela utiliza&#231;&#227;o da ferramenta do <i>Google</i>,   o <i>Docs</i>. Quanto ao conte&#250;do, o   question&#225;rio &#233; composto por quatro blocos de quest&#245;es: caracteriza&#231;&#227;o global da   institui&#231;&#227;o; informa&#231;&#227;o sobre o respons&#225;vel pela &#225;rea financeira da IPSS; informa&#231;&#227;o   sobre o respons&#225;vel da dire&#231;&#227;o da institui&#231;&#227;o; e informa&#231;&#227;o financeira da   institui&#231;&#227;o que inclu&#237; quest&#245;es sobre fontes de financiamento, suportes de   apoio &#224; gest&#227;o e disponibiliza&#231;&#227;o de informa&#231;&#227;o. No total, apresentam-se 26   quest&#245;es fechadas, algumas com diversas al&#237;neas, o que se traduz num total de   45 respostas a dar pelo respons&#225;vel da IPSS. A defini&#231;&#227;o das perguntas teve sempre em considera&#231;&#227;o cada um dos objetivos de investiga&#231;&#227;o definidos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Dada a taxa   de resposta constatada (8,93%), considera-se que o estudo incide apenas sobre a   amostra de 61 IPSS, 38 de Lisboa e 23 de Set&#250;bal, que responderam ao   question&#225;rio, sendo, portanto, uma amostra obtida por conveni&#234;ncia. Deste modo,   n&#227;o se pode garantir que esta amostra &#233; representativa da popula&#231;&#227;o, pelo que   todas as conclus&#245;es ser&#227;o v&#225;lidas apenas para estas IPSS inquiridas. O   tratamento quantitativo dos dados recolhidos foi realizado no<i> IBM SPSS Statistics</i>, vers&#227;o 17, e foram utilizadas diferentes t&#233;cnicas de estat&#237;stica descritiva, uni e bivariada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No   question&#225;rio, as quest&#245;es relativas &#224; import&#226;ncia/concord&#226;ncia foram avaliadas   segundo um conjunto de itens medidos numa escala tipo Likert de 5 n&#237;veis (1&#8211;nada importante/discordo totalmente, 2&#8211;sem   import&#226;ncia/discordo em parte, 3&#8211;nem importante nem sem import&#226;ncia/nem   concordo nem discordo, 4&#8211; importante/concordo em parte, 5&#8211;muito   importante/concordo totalmente), e analisada por import&#226;ncia/concord&#226;ncia   reduzida (n&#237;veis 1 a 3) e import&#226;ncia/concord&#226;ncia elevada (n&#237;veis 4 e 5). As   quest&#245;es sobre o n&#237;vel de disponibilidade de informa&#231;&#227;o foram avaliadas numa   escala de 1 (insuficiente) a 5 (excelente), sendo atribu&#237;do a respostas no   intervalo de 1 a 3 n&#237;vel reduzido e de 4 e 5 n&#237;vel elevado. Quanto &#224;s quest&#245;es   sobre frequ&#234;ncia, estas s&#227;o medidas numa escala de 5 n&#237;veis (1&#8211;nunca,   2&#8211;raramente, 3&#8211;algumas vezes, 4&#8211; frequentemente, 5&#8211;sempre) e analisadas por frequ&#234;ncia reduzida (n&#237;veis 1 a 3) e frequ&#234;ncia elevada (n&#237;veis 4 e 5). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>4. Resultados</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>4.1. Caracteriza&#231;&#227;o da amostra</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As IPSS em   an&#225;lise focam a sua atua&#231;&#227;o no apoio a crian&#231;as e jovens (19,7%) ou cidad&#227;os da   terceira idade (19,7%), sendo que a atua&#231;&#227;o em ambos os grupos-alvo &#233; bastante   relevante (11,5%). No global, as IPSS que atuam em pelo menos um destes grupos totaliza a maioria (50,9%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&#231;&#227;o &#224; dimens&#227;o, regista-se a predomin&#226;ncia das organiza&#231;&#245;es com   mais de 80 trabalhadores, representando estas 24,6% das IPSS. No entanto, esta   &#233; bastante heterog&#233;nea pois as institui&#231;&#245;es com menos de 5 trabalhadores, ou no   intervalo dos 21 aos 40 trabalhadores apresentam um peso muito semelhante (19,7% e 18,0%, respetivamente) (<a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a10t1.jpg">Tabela 1</a>).</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao   voluntariado, os dados revelam uma maior homogeneidade pois 68,9% das   institui&#231;&#245;es indicam um n&#237;vel de voluntariado at&#233; 10 pessoas, sendo que 47,6%   das IPSS indicam o n&#237;vel mais baixo sendo apoiadas por menos de 5 volunt&#225;rios   ao longo do &#250;ltimo ano. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>4.2. Maturidade dos sistemas de contabilidade de   gest&#227;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para   avaliar se as institui&#231;&#245;es utilizam t&#233;cnicas adequadas de contabilidade de   gest&#227;o &#233; fundamental perceber se t&#234;m ao seu dispor informa&#231;&#227;o suficiente para   calcular o custo do servi&#231;o prestado, o custo do utente e o custo com base no   ABC. A <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a10t2.jpg">Tabela 2</a> revela que a maioria das institui&#231;&#245;es considera que possui um   n&#237;vel elevado de informa&#231;&#227;o (4 ou 5) para os c&#225;lculos dos custos dos servi&#231;os e   utentes (respetivamente, 67,3% e 55,7%). J&#225; no caso do c&#225;lculo dos custos com base no ABC a percentagem que tem informa&#231;&#227;o de n&#237;vel elevado &#233; de 44,3%. </font></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Para al&#233;m   da disponibilidade de informa&#231;&#227;o para a utiliza&#231;&#227;o do sistema ABC, as   organiza&#231;&#245;es devem possuir um <i>software</i> integrado   de gest&#227;o para se enquadrarem no est&#225;dio mais avan&#231;ado de maturidade de SCG. O   <a href="#g2">Gr&#225;fico 2</a> revela que a maioria (54,1%) n&#227;o tem implementado um <i>software</i> integrado de gest&#227;o, embora a   percentagem que tem o sistema integrado seja igualmente relevante. </font></p>     <p><a name="g2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a10g2.jpg" width="546" height="274"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Desta   forma, considerando que uma institui&#231;&#227;o com informa&#231;&#227;o de n&#237;vel 1 a 3 para o   c&#225;lculo do custo com base no ABC se encontra num dos estados iniciais do Kaplan   (I e II) ent&#227;o 55,7% das institui&#231;&#245;es apresentam baixa maturidade. A <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a10t3.jpg">Tabela 3</a>  permite concluir que 16,4% das institui&#231;&#245;es enquadram-se no est&#225;dio avan&#231;ado   III j&#225; que possuem um n&#237;vel elevado de disponibilidade de informa&#231;&#227;o para o   c&#225;lculo de custos com base no ABC mas n&#227;o t&#234;m um <i>software</i> integrado, e que 27,9% das institui&#231;&#245;es se encontram no est&#225;dio mais avan&#231;ado.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">A   constata&#231;&#227;o da exist&#234;ncia de um n&#250;mero relevante de IPSS em que o custeio ABC   n&#227;o &#233; op&#231;&#227;o e, consequentemente, n&#227;o est&#227;o nos est&#225;dios avan&#231;ados do modelo de   Kaplan, pode revelar que as institui&#231;&#245;es considerem ter informa&#231;&#227;o suficiente   para o suporte &#224; gest&#227;o. De facto, a <a href="#t4">Tabela 4</a> demonstra claramente que existe   uma tend&#234;ncia para as institui&#231;&#245;es considerarem que t&#234;m informa&#231;&#227;o suficiente   (65,6% apresenta uma concord&#226;ncia elevada, isto &#233;, concorda em parte ou   totalmente). </font></p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a10t4.jpg" width="388" height="148"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao   relacionar-se a perce&#231;&#227;o sobre a sufici&#234;ncia de informa&#231;&#227;o com o n&#237;vel de   maturidade dos SCG, verifica-se uma rela&#231;&#227;o moderada, sendo que a grande   maioria das institui&#231;&#245;es que considera que n&#227;o t&#234;m informa&#231;&#227;o suficiente   (85,7%) situa-se num dos est&#225;dios iniciais do modelo e mais de metade (60,0%)   das que concordam que t&#234;m informa&#231;&#227;o suficiente est&#227;o num dos est&#225;dios mais   avan&#231;ados (<a href="#g3">Gr&#225;fico 3</a>). No entanto, esta tend&#234;ncia &#233; muito mais evidente quando   se estuda a concord&#226;ncia reduzida comparando com o grupo definido com   concord&#226;ncia elevada pois mesmo quando se regista concord&#226;ncia elevada em como   a informa&#231;&#227;o dispon&#237;vel &#233; suficiente, ainda assim 40,0% das institui&#231;&#245;es apresenta   o SCG com maturidade reduzida. </font></p>     <p><a name="g3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a10g3.jpg" width="372" height="259"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>4.3. Adequabilidade   dos recursos humanos</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A forma&#231;&#227;o   superior &#233; o n&#237;vel acad&#233;mico da maioria dos respons&#225;veis da &#225;rea financeira   (80,3%) e, bem como, do presidente da dire&#231;&#227;o da institui&#231;&#227;o (80,3%). Quando se   analisa a &#225;rea de forma&#231;&#227;o, a realidade j&#225; n&#227;o &#233; t&#227;o homog&#233;nea, registando-se   forma&#231;&#245;es maiorit&#225;rias na &#225;rea financeira (economia, gest&#227;o, contabilidade e   similares) apenas no que se refere aos respons&#225;veis financeiros (62,3%),   verificando-se uma minoria (14,8%) dos presidentes das institui&#231;&#245;es formados nesta &#225;rea. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&#225;lise da rela&#231;&#227;o entre a exist&#234;ncia de forma&#231;&#227;o na &#225;rea financeira por parte de pelo   menos um dos respons&#225;veis (respons&#225;vel pela &#225;rea financeira e presidente) e o   n&#237;vel de desenvolvimento dos SCG revela uma rela&#231;&#227;o moderada, constatando-se   que quando nenhum dos dois tem forma&#231;&#227;o na &#225;rea financeira apenas 21,7% das   institui&#231;&#245;es situam-se nos est&#225;dios avan&#231;ados (<a href="#g4">Gr&#225;fico   4</a>). Pelo contr&#225;rio, quando pelo menos um dos respons&#225;veis j&#225; tem esse tipo de   forma&#231;&#227;o, a percentagem de institui&#231;&#245;es nos est&#225;dios avan&#231;ados j&#225; traduz a maioria das IPSS (57,9%). </font></p>     <p><a name="g4"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a10g4.jpg" width="379" height="237">&nbsp;</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo da   rela&#231;&#227;o entre a concord&#226;ncia da escassez de recursos humanos, raz&#227;o que revelou   uma tend&#234;ncia forte para as institui&#231;&#245;es n&#227;o considerarem essa falta como   impedimento para a disponibilidade deste tipo de informa&#231;&#227;o, e a maturidade dos   SCG demonstra que a concord&#226;ncia com a falta de recursos humanos n&#227;o explica o   est&#225;dio de Kaplan. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">J&#225; em   rela&#231;&#227;o &#224; dimens&#227;o da organiza&#231;&#227;o, a an&#225;lise entre o n&#250;mero de trabalhadores   das institui&#231;&#245;es e o enquadramento nos est&#225;dios revela uma tend&#234;ncia para as   entidades com maior n&#250;mero de trabalhadores, situarem-se em est&#225;dios mais   avan&#231;ados (<a href="#g5">Gr&#225;fico 5</a>), verificando-se que 75,0% das institui&#231;&#245;es com um m&#225;ximo   de 10 trabalhadores est&#227;o enquadradas nos est&#225;dios iniciais do modelo, sendo   esta percentagem muito inferior (43,8%) quando o n&#250;mero de trabalhadores &#233; superior a 20. </font></p>     <p><a name="g5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a10g5.jpg" width="372" height="259"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&#225;lise   da aposta em forma&#231;&#227;o segue no mesmo sentido, pois a maioria das institui&#231;&#245;es   que n&#227;o aposta em qualquer dos tipos de forma&#231;&#227;o (72,7%) tem tend&#234;ncia clara a   enquadrar-se nos est&#225;dios iniciais do modelo de Kaplan (<a href="#g6">Gr&#225;fico 6</a>). Quando a   aposta na forma&#231;&#227;o &#233; frequente n&#227;o &#233; poss&#237;vel apurar uma tend&#234;ncia, no entanto   a maioria das institui&#231;&#245;es (53,8%) apresentam maior maturidade no SCG. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="g6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a10g6.jpg" width="374" height="233"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>4.4. Adequabilidade   dos recursos financeiros</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os estudos   no Terceiro Setor portugu&#234;s revelam como principal fonte de financiamento as   verbas geradas pela pr&#243;pria institui&#231;&#227;o. No entanto, dada a depend&#234;ncia   estatal, a grande maioria das institui&#231;&#245;es (67,1%) atribui o grau de muito importante ao financiamento p&#250;blico (<a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a10t5.jpg">Tabela 5</a>). </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">O peso de   cada tipo de financiamento na estrutura da organiza&#231;&#227;o vem corroborar a   import&#226;ncia do apoio p&#250;blico, pois o seu peso &#233; superior a 40% para uma grande   maioria das institui&#231;&#245;es (68,9%). No caso das outras duas fontes de   financiamento apenas para menos de 20% das institui&#231;&#245;es &#233; que o seu peso &#233;   superior a 40% (<a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a10t6.jpg">Tabela 6</a>). </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Mesmo   havendo uma grande maioria das institui&#231;&#245;es (70,4%), que atribui &#224; falta de   recursos financeiros uma limita&#231;&#227;o ao desenvolvimento, a n&#227;o apresentar SCG   considerados avan&#231;ados (<a href="#g7">Gr&#225;fico 7</a>), existe tamb&#233;m uma grande parte das   institui&#231;&#245;es (44,1%) que n&#227;o considera os recursos financeiros limitadores da   informa&#231;&#227;o dispon&#237;vel para c&#225;lculo de custos, mas cujo desenvolvimento dos SCG   &#233; inicial. Este cen&#225;rio potencia o desinteresse em candidaturas a projetos de financiamento para este tipo de desenvolvimento institucional. </font></p>     <p><a name="g7"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a10g7.jpg" width="374" height="328"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>4.5.   Relacionamento com os <i>Stakeholders</i></b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O sucesso   das organiza&#231;&#245;es &#233; influenciado por condicionantes, n&#227;o estando muitas delas   sob o seu controlo. No entanto, o desenvolvimento de iniciativas para dentro e   para fora da institui&#231;&#227;o elimina muito do risco associado &#224;s mudan&#231;as ocorridas   no ambiente onde a institui&#231;&#227;o atua e potencia o sucesso organizacional da mesma. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Internamente,   a ado&#231;&#227;o de pr&#225;ticas de fomento do compromisso da equipa de trabalho, atrav&#233;s   da informa&#231;&#227;o de objetivos e avalia&#231;&#227;o do grau de sucesso dos projetos em que a   institui&#231;&#227;o, e logo os trabalhadores, est&#227;o envolvidos, mostra ser uma aposta   para o sucesso organizacional, e as IPSS de Lisboa e Set&#250;bal j&#225; implementam   pr&#225;ticas neste &#226;mbito. No entanto, o <i>feedback </i>prestado aos trabalhadores   sobre o desempenho particular destes nas atividades desenvolvidas pelas   institui&#231;&#245;es n&#227;o se revela pr&#225;tica frequente, indicando a maioria destas   (63,9%) que a avalia&#231;&#227;o de desempenho dos recursos humanos &#233; realizada com   frequ&#234;ncia reduzida, real&#231;ando-se ainda que um n&#250;mero relevante de IPSS revela   nunca implementar esta pr&#225;tica (26,2%) (<a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a10t7.jpg">Tabela 7</a>).    
<br>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mesmo sendo   os sistemas de informa&#231;&#227;o facilitadores destas atividades, n&#227;o foi poss&#237;vel   evidenciar essa rela&#231;&#227;o, real&#231;ando- -se no entanto que o peso das entidades que   apresentam uma maior maturidade no SCG e que desenvolvem com frequ&#234;ncia elevada   a informa&#231;&#227;o dos objetivos dos trabalhadores (85,2%) &#233; superior &#224; registada quando a institui&#231;&#227;o enquadra-se em est&#225;dios iniciais (67,7%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que se   refere &#224; avalia&#231;&#227;o de desempenho, esteja a institui&#231;&#227;o num est&#225;dio inicial ou   avan&#231;ado, a pr&#225;tica ainda n&#227;o mostra ser de frequ&#234;ncia elevada entre as   institui&#231;&#245;es (73,5% e 51,9%, respetivamente). A maturidade do SCG tamb&#233;m n&#227;o   mostra ser explicativo em rela&#231;&#227;o &#224; divulga&#231;&#227;o interna dos resultados, no   entanto, e ao contr&#225;rio da avalia&#231;&#227;o de desempenho, esta pr&#225;tica mostra ser   desenvolvida com frequ&#234;ncia elevada pelas institui&#231;&#245;es (59% das IPSS enquadradas em qualquer dos est&#225;dios). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na rela&#231;&#227;o com as entidades externas, a divulga&#231;&#227;o de informa&#231;&#227;o de desempenho aos <i>stakeholders </i>revela-se como fundamental &#224; imagem de credibilidade e transpar&#234;ncia da organiza&#231;&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mesmo n&#227;o   sendo constatada uma preocupa&#231;&#227;o com a elabora&#231;&#227;o peri&#243;dica, mais frequente que   a anual, dos instrumentos obrigat&#243;rios de gest&#227;o estrat&#233;gica e operacional, a   pr&#225;tica de compara&#231;&#227;o dos resultados obtidos com os inicialmente estabelecidos   no &#226;mbito dos projetos revela-se tamb&#233;m ela como uma potencial pr&#225;tica de   dete&#231;&#227;o e corre&#231;&#227;o de situa&#231;&#245;es deficit&#225;rias, a qual &#233; desenvolvida com frequ&#234;ncia elevada pela maioria (62,3%) das institui&#231;&#245;es. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Complementarmente,   a maioria das entidades (63,9%) divulga com frequ&#234;ncia elevada essa informa&#231;&#227;o   de desempenho junto dos financiadores (<a href="#t8">Tabela 8</a>), fomentando transpar&#234;ncia e preocupa&#231;&#227;o com o sucesso da aplica&#231;&#227;o do financiamento disponibilizado. </font></p>     <p><a name="t8"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a10t8.jpg" width="400" height="134"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Contribuindo   estas pr&#225;ticas para a manuten&#231;&#227;o dos atuais financiamentos e potencia&#231;&#227;o da   capta&#231;&#227;o de novos, perspetiva-se que as IPSS que as desenvolvem com frequ&#234;ncia   elevada apostem no desenvolvimento de SCG, os quais t&#234;m um papel de   facilitadores. Os dados revelam que n&#227;o existe uma tend&#234;ncia nesta &#225;rea   (<a href="#g8">Gr&#225;fico 8</a>), tal como ao n&#237;vel da divulga&#231;&#227;o da informa&#231;&#227;o de desempenho aos   financiadores (<a href="#g8">Gr&#225;fico 9</a>). No entanto &#233; claro que, tanto em est&#225;dios iniciais   como avan&#231;ados, a maioria das institui&#231;&#245;es procede &#224; compara&#231;&#227;o dos resultados   e sua divulga&#231;&#227;o com frequ&#234;ncia elevada. </font></p>     <p><a name="g8"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a10g8.jpg" width="375" height="306"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="g9"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a10g9.jpg" width="385" height="319"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>5. Conclus&#245;es</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   contabilidade de gest&#227;o assume, cada vez mais, um papel determinante na   adequada gest&#227;o dos recursos organizacionais, sejam institui&#231;&#245;es com ou sem fins lucrativos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   visibilidade das institui&#231;&#245;es do Terceiro Setor no atual contexto de   dificuldades econ&#243;micas e sociais tem vindo a crescer, trazendo institui&#231;&#245;es do   setor social como as IPSS para primeiro plano. O reconhecimento do seu papel no   desenvolvimento local e o facto de terem um contacto privilegiado com a   popula&#231;&#227;o, leva a que a sociedade coloque &#224; disposi&#231;&#227;o   destas institui&#231;&#245;es recursos para que possam cumprir a sua miss&#227;o social. A   confian&#231;a depositada exige que as institui&#231;&#245;es demonstrem desenvolver pr&#225;ticas   que visem a efici&#234;ncia e efic&#225;cia das suas atividades, de forma a justificarem os recursos, cada vez maiores, que a sociedade lhes vai disponibilizando. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">V&#225;rios dos   estudos apresentados focam-se em realidades do setor lucrativo, n&#227;o se tendo   apurado investiga&#231;&#245;es focadas em particular nas ferramentas de apoio &#224; tomada   de decis&#227;o no setor das IPSS. Este estudo tem como objetivo analisar em que   medida as organiza&#231;&#245;es do Terceiro Setor, e em particular as IPSS, t&#234;m ao seu   dispor ferramentas adequadas de apoio &#224; tomada de decis&#227;o que permitam a utiliza&#231;&#227;o fundamentada dos recursos colocados &#224; sua disposi&#231;&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Formularam-se   objetivos de investiga&#231;&#227;o que visam analisar as institui&#231;&#245;es em v&#225;rios &#226;mbitos:   grau de adequa&#231;&#227;o dos sistemas de contabilidade de gest&#227;o; grau de adequa&#231;&#227;o   das compet&#234;ncias humanas; estrutura de financiamento; e pr&#225;ticas de fomento das   rela&#231;&#245;es com os <i>stakeholders </i>internos e externos.  </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Relativamente   ao primeiro objetivo, os resultados apurados indicam que existe a   disponibilidade de informa&#231;&#227;o para dete&#231;&#227;o de situa&#231;&#245;es deficit&#225;rias, n&#227;o   revelando ainda o enquadramento nos est&#225;dios avan&#231;ados do modelo de Kaplan, o   que corrobora a pouca ades&#227;o ao ABC revelada noutras investiga&#231;&#245;es (Innes &   Mitchel, 1995; Tom&#225;s <i>et al.</i>, 2008). Ainda no &#226;mbito desta investiga&#231;&#227;o,   procurou-se perceber as raz&#245;es pelas quais as institui&#231;&#245;es n&#227;o se enquadravam   em est&#225;dios mais elevados do modelo de Kaplan (1990), tendo os resultados   demonstrado que, mesmo as organiza&#231;&#245;es n&#227;o omitindo a import&#226;ncia de mais   informa&#231;&#227;o, estas consideram ter informa&#231;&#227;o suficiente pelo que um n&#227;o t&#227;o   elevado desenvolvimento do sistema de contabilidade de gest&#227;o pode ser   explicado pela n&#227;o perce&#231;&#227;o do atual sistema como obsoleto por parte das institui&#231;&#245;es (Duron, 2001). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo do   segundo objetivo espec&#237;fico, em que se analisa a adequa&#231;&#227;o das compet&#234;ncias   humanas &#224;s necessidades de gest&#227;o das organiza&#231;&#245;es, revelou que as institui&#231;&#245;es   possuem recursos humanos com qualifica&#231;&#227;o superior e capacidade de gest&#227;o   patente na forma&#231;&#227;o financeira que possuem os respons&#225;veis por esta &#225;rea, o que   revela a aposta das institui&#231;&#245;es na qualifica&#231;&#227;o dos recursos humanos   (Greenberg, 1982). No &#226;mbito das compet&#234;ncias humanas, estudou-se em que medida   a exist&#234;ncia de pelo menos um dos respons&#225;veis com forma&#231;&#227;o na &#225;rea financeira,   o n&#250;mero de trabalhadores ou a frequ&#234;ncia de desenvolvimento de forma&#231;&#227;o   influenciam a maturidade dos sistemas de contabilidade de gest&#227;o das   institui&#231;&#245;es, verificando-se que quando essa forma&#231;&#227;o financeira est&#225; presente   a maioria das institui&#231;&#245;es enquadra-se em est&#225;dios avan&#231;ados, o que n&#227;o   acontece quando esta compet&#234;ncia n&#227;o est&#225; presente nos recursos humanos da   institui&#231;&#227;o. Como encontrado na literatura, o mesmo constatou-se nas   institui&#231;&#245;es com dimens&#227;o mais reduzida (menos trabalhadores) (Innes &   Mitchell, 1997; Alsaeed, 2005) e onde a aposta em forma&#231;&#227;o mostra-se pouco   frequente (Al-Omiri & Drury, 2007), pois em qualquer um destes cen&#225;rios o   peso das institui&#231;&#245;es enquadradas em est&#225;dios iniciais &#233; muito superior quando   se fala de institui&#231;&#245;es com massa laboral reduzida ou com reduzida frequ&#234;ncia   de medidas de renova&#231;&#227;o de conhecimento (forma&#231;&#227;o), mesmo n&#227;o sendo a escassez   de recursos humanos indicada como limita&#231;&#227;o &#224; implementa&#231;&#227;o de ferramentas de gest&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No &#226;mbito   do terceiro objetivo de estudo da estrutura de financiamento, apurou-se que a   maioria das organiza&#231;&#245;es atribui aos fundos p&#250;blicos o n&#237;vel de import&#226;ncia   mais elevado no financiamento das institui&#231;&#245;es, tendo-se ainda conclu&#237;do sobre   o peso deste tipo de financiamento na institui&#231;&#227;o o qual se revelou ser o maior,   facto que n&#227;o corrobora o resultado apurado no estudo feito a n&#237;vel nacional   entre as entidades do Terceiro Setor (Franco <i>et al.</i>, 2005), no qual esse   papel &#233; atribu&#237;do &#224;s receitas geradas internamente. No entanto a conclus&#227;o   sobre o peso reduzido do financiamento filantr&#243;pico encontrou suporte nesta   investiga&#231;&#227;o. Quando analisadas as limita&#231;&#245;es inerentes &#224; escassez de   financiamento, a falta de recursos financeiros n&#227;o &#233; apontada como justifica&#231;&#227;o   para a n&#227;o disponibilidade de informa&#231;&#227;o de ferramentas de custeio. Ainda assim, uma parte relevante destas entidades   n&#227;o apresenta uma maturidade elevada dos seus sistemas de contabilidade de   gest&#227;o, potenciando desinteresse em candidaturas a projetos de financiamento no &#226;mbito do desenvolvimento institucional nesta &#225;rea das ferramentas de gest&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por fim, no   &#226;mbito do quarto objetivo espec&#237;fico de investiga&#231;&#227;o foi poss&#237;vel constatar   que, tanto ao n&#237;vel interno como externo, as institui&#231;&#245;es t&#234;m vindo a   desenvolver pr&#225;ticas apontadas como potenciadoras do sucesso organizacional   (Fowler <i>et al.</i>, 1995; Kaplan, 2011), principalmente no que se refere ao   conhecimento dos objetivos das tarefas desempenhadas e divulga&#231;&#227;o interna de   informa&#231;&#227;o de desempenho. No entanto, o <i>feedback </i>prestado aos   trabalhadores que adv&#233;m da avalia&#231;&#227;o do seu desempenho n&#227;o mostra ser pr&#225;tica   regular das organiza&#231;&#245;es, sendo que o maior peso de IPSS que o desenvolvem   regularmente &#233; encontrado nos est&#225;dios avan&#231;ados de Kaplan (1990). No que se   refere &#224; elabora&#231;&#227;o e divulga&#231;&#227;o externa do desempenho da institui&#231;&#227;o, pr&#225;ticas   que permitem estabelecer uma rela&#231;&#227;o de transpar&#234;ncia com os <i>stakeholders </i>(Kaplan,   2001), conclui-se que s&#227;o desenvolvidos processos visando a compara&#231;&#227;o dos   objetivos atingidos em rela&#231;&#227;o aos inicialmente estabelecidos, bem como a divulga&#231;&#227;o bastante frequente dessa informa&#231;&#227;o aos seus financiadores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Limita&#231;&#245;es do estudo</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O n&#250;mero de   respondentes n&#227;o permite garantir a representatividade da amostra, pelo que n&#227;o   &#233; adequado generalizar os resultados para a popula&#231;&#227;o de IPSS destes distritos.   O facto da escolha do m&#233;todo de recolha de dados ter reca&#237;do sobre o inqu&#233;rito   por question&#225;rio via internet, em detrimento da realiza&#231;&#227;o de entrevistas, j&#225;   que estas n&#227;o se adequam a um estudo em grande escala, pode ter gerado erros de   interpreta&#231;&#227;o das perguntas colocadas aos inquiridos e, consequentemente, pode ter provocado o enviesamento dos resultados. Por   outro lado, a inexist&#234;ncia de estudos semelhantes inviabilizou uma compara&#231;&#227;o direta dos resultados obtidos entre organiza&#231;&#245;es do mesmo setor. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Contributos</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   investiga&#231;&#227;o desenvolvida contribui para conhecer as pr&#225;ticas de contabilidade   de gest&#227;o das IPSS em Portugal, setor pouco estudado e em particular no que se refere &#224; sua gest&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   divulga&#231;&#227;o dos resultados desta investiga&#231;&#227;o contribui tamb&#233;m para o   conhecimento que as pr&#243;prias institui&#231;&#245;es t&#234;m do setor onde atuam, podendo   contribuir para a implementa&#231;&#227;o de pr&#225;ticas mais avan&#231;adas por parte da gest&#227;o   de algumas organiza&#231;&#245;es e, consequentemente, para a sustentabilidade do Terceiro Setor. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Recomenda&#231;&#245;es para investiga&#231;&#245;es futuras</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A   relev&#226;ncia de colmatar as limita&#231;&#245;es da investiga&#231;&#227;o justifica a realiza&#231;&#227;o de   novos estudos que permitam validar a realidade apresentada, contactando um   maior n&#250;mero destas institui&#231;&#245;es, bem como de auscultar e esclarecer   presencialmente as quest&#245;es abordadas de forma a captar a informa&#231;&#227;o mais aproximada da realidade destas organiza&#231;&#245;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Grande   parte das institui&#231;&#245;es inquiridas identifica a sufici&#234;ncia de informa&#231;&#227;o de   apoio &#224; tomada de decis&#227;o como raz&#227;o para a n&#227;o disponibilidade de outra   informa&#231;&#227;o que potencie a quantidade e qualidade da mesma. De modo a aprofundar   esta quest&#227;o, seria de grande valia a elabora&#231;&#227;o de um estudo que permitisse   enumerar as necessidades de informa&#231;&#227;o consideradas pelas organiza&#231;&#245;es como   relevantes para a tomada de decis&#227;o e estudar o n&#237;vel de adequa&#231;&#227;o das mesmas &#224; realidade em que atuam. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Torna-se   relevante tamb&#233;m o estudo dos canais de comunica&#231;&#227;o utilizados pelas   institui&#231;&#245;es para chegar &#224; comunidade, como os <i>online</i>, pois o estudo revela a   divulga&#231;&#227;o frequente de informa&#231;&#227;o de desempenho aos <i>stakeholders</i>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&#234;ncias</b> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Al-Omiri,   M. & Drury, C. (2007). Organizational   and behavioral factors influencing the adoption and success of ABC in the UK. <i>Cost Management</i>, <i>21</i>(6), 38-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S2182-8458201400030001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Alsaeed, K. (2005). Activity-based   costing in Saudi Arabia's largest 100 firms in 2003. <i>Journal of American Academy of Business</i>, <i>6</i>(2), 285-292.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S2182-8458201400030001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Andrade, A. & Franco, R. (2007). <i>Economia   do conhecimento e organiza&#231;&#245;es sem fins lucrativos</i>. Porto: Sociedade Portuguesa de Inova&#231;&#227;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S2182-8458201400030001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Azevedo, H.   S., Santos, M. C. S. & Pamplona, E.O. (2004). Utiliza&#231;&#227;o do sistema de   custeio ABC no Brasil: uma survey entre as 500 maiores empresas. <i>Anais do XI congresso de custos</i>, Bahia,   Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S2182-8458201400030001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Carvalho,   J., Costa, T. C., & Macedo, N. (2008). A contabilidade anal&#237;tica ou de custos no sector p&#250;blico administrativo. <i>Revista TOC</i>, 96, 30-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S2182-8458201400030001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Constitui&#231;&#227;o da Rep&#250;blica Portuguesa de<i> 1976 </i>(1976). Acedido em Fevereiro 26, 2012, em <a href="http://dre.pt/comum/html/legis/crp.html" target="_blank">http://dre.pt/comum/html/legis/crp.html</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S2182-8458201400030001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Duron, R.W. (2001). Factors associated with the perceived benefits of activity-based   costing in nonprofit institutions of higher learning. <i>Ph.D. Thesis in Philosophy</i>, Capella   University. Minneapolis, USA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S2182-8458201400030001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Flamholtz, E. G. (1983). Accounting, budgeting and control systems in their organizational   context: theoretical and empirical perspectives.  <i>Accounting organizations and society, 8</i>(2/3), 153-169.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S2182-8458201400030001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
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