<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2182-8458</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Tourism & Management Studies]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[TMStudies]]></abbrev-journal-title>
<issn>2182-8458</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo da Universidade do Algarve]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2182-84582014000300014</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A responsabilidade social das empresas no Algarve]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The corporate social responsibility in the Algarve]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jesus]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Margarida Nascimento]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Batista]]></surname>
<given-names><![CDATA[Tiago Miguel Ferreira]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade do Algarve Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo CIEO]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Faro ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade do Algarve Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Faro ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<volume>10</volume>
<numero>Especial</numero>
<fpage>111</fpage>
<lpage>120</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-84582014000300014&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-84582014000300014&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-84582014000300014&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A Responsabilidade Social das Empresas é um tema em destaque nos nossos dias devido ao crescente interesse da sociedade relativamente a este tema e a uma expectativa cada vez maior em relação ao contributo das empresas para a sociedade onde estão inseridas. O mundo está em constantes mudanças e, se as empresas não acompanham a evolução decorrente destas mudanças, correm o risco de ser excluídas pelos consumidores, pois estes, cada vez mais, exigem parâmetros de qualidade, aos quais adicionam parâmetros de sustentabilidade. A responsabilidade social de uma empresa avalia-se pelas suas práticas para a sustentabilidade, quer a nível socioeconómico, quer cultural e ambiental. O conceito de lucro a todo o custo tem vindo progressivamente a ser substituído pelo de lucro responsável. O presente estudo tem como principal objectivo conhecer a percepção dos gestores das empresas algarvias relativamente às práticas de RSE nas empresas onde exercem a sua actividade. Num primeiro momento apresenta-se uma síntese dos conceitos mais importantes relacionados com a temática da responsabilidade social empresarial, seguindo-se os principais resultados de um estudo empírico que consistiu na implementação de um inquérito por questionário a alguns gestores de empresas algarvias. Para o tratamento dos dados recorreu-se a técnicas de análise univariada e multivariada. Os resultados obtidos permitem concluir que os gestores inquiridos têm a percepção de que as empresas algarvias estão cada vez mais sensibilizadas para a adopção de práticas de responsabilidade social, sobretudo ao nível da dimensão interna ou seja práticas de responsabilidade social dirigidas fundamentalmente aos seus colaboradores.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Corporate social responsibility is a major topic of our days, because there is a growing interest in society in this issue and a growing expectation that companies contribute to the society where they are located. The world is constantly changing and if a company does not keep up with the developments arising from these changes, it runs the risk of being excluded by consumers as they increasingly seek quality parameters, to which they have added sustainability. Corporate social responsibility can be checked by business practices for sustainability, from a socio-economic point of view, as well as culturally and environmentally. The concept of profit at all cost is gradually being replaced by the concept of responsible profit. This study's main objective is to research the perception of managers about the practice of corporate social responsibility in the Algarve companies where they work. The study began with a literature review that allowed the study of the most important concepts related to the subject of corporate social responsibility. This was followed by an empirical study that involved the administration of a survey to some company managers based in the Algarve region. For data statistical analysis, we used univariate and multivariate techniques. The results showed that managers who participated in the study have the perception that companies in the Algarve are increasingly aware of the need to adopt internal corporate social responsibility practices, that is, socially responsible practices primarily directed at their employees.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Responsabilidade social empresarial]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[empresas algarvias]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Corporate social responsibility]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[organisational culture]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[stakeholder theory]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><b>GEST&Atilde;O  - ARTIGOS CIENT&Iacute;FICOS</b></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>A   responsabilidade social das empresas no Algarve</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>The corporate social responsibility in the Algarve</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Maria Margarida Nascimento Jesus<sup>1</sup></b>; <b>Tiago Miguel Ferreira Batista<sup>2</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup>Universidade   do Algarve, Escola Superior de Gest&#227;o, Hotelaria e Turismo, CIEO, Campus da Penha, 8005-139 Faro, Portugal, <a href="mailto:mmjesus@ualg.pt">mmjesus@ualg.pt</a>    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>2</sup>Universidade   do Algarve, Escola Superior de Gest&#227;o, Hotelaria e Turismo, 8005-139 Faro, Portugal, <a href="mailto:tiagobatistabtt@hotmail.com">tiagobatistabtt@hotmail.com</a> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   Responsabilidade Social das Empresas &#233; um tema em destaque nos nossos dias   devido ao crescente interesse da sociedade relativamente a este tema e a uma   expectativa cada vez maior em rela&#231;&#227;o ao contributo das empresas para a sociedade onde est&#227;o inseridas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   mundo est&#225; em constantes mudan&#231;as e, se as empresas n&#227;o acompanham a evolu&#231;&#227;o   decorrente destas mudan&#231;as, correm o risco de ser exclu&#237;das pelos consumidores,   pois estes, cada vez mais, exigem par&#226;metros de qualidade, aos quais adicionam   par&#226;metros de sustentabilidade. A responsabilidade social de uma empresa   avalia-se pelas suas pr&#225;ticas para a sustentabilidade, quer a n&#237;vel   socioecon&#243;mico, quer cultural e ambiental. O conceito de lucro a todo o custo tem vindo progressivamente a ser substitu&#237;do pelo de lucro respons&#225;vel. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   presente estudo tem como principal objectivo conhecer a percep&#231;&#227;o dos gestores   das empresas algarvias relativamente &#224;s pr&#225;ticas de RSE nas empresas onde   exercem a sua actividade. Num primeiro momento apresenta-se uma s&#237;ntese dos   conceitos mais importantes relacionados com a tem&#225;tica da responsabilidade social   empresarial, seguindo-se os principais resultados de um estudo emp&#237;rico que   consistiu na implementa&#231;&#227;o de um inqu&#233;rito por question&#225;rio a alguns gestores   de empresas algarvias. Para o tratamento dos dados recorreu-se a t&#233;cnicas de an&#225;lise univariada e multivariada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados   obtidos permitem concluir que os gestores inquiridos t&#234;m a percep&#231;&#227;o de que as   empresas algarvias est&#227;o cada vez mais sensibilizadas para a adop&#231;&#227;o de   pr&#225;ticas de responsabilidade social, sobretudo ao n&#237;vel da dimens&#227;o interna ou   seja pr&#225;ticas de responsabilidade social dirigidas fundamentalmente aos seus colaboradores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-Chave: </b>Responsabilidade   social empresarial, empresas algarvias. </font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Corporate   social responsibility is a major topic of our days, because there is a growing   interest in society in this issue and a growing expectation that companies contribute to the society where they are located. The world   is constantly changing and if a company does not keep up with the developments   arising from these changes, it runs the risk of being excluded by consumers as   they increasingly seek quality parameters, to which they have added   sustainability. Corporate social responsibility can be   checked by business practices for sustainability, from a socio-economic point   of view, as well as culturally and environmentally. The concept of profit at all cost is gradually being replaced by the concept of responsible profit. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">This   study's main objective is to research the perception of managers about the   practice of corporate social responsibility in the Algarve companies where they   work. The study began with a literature review that allowed the study of the   most important concepts related to the subject of corporate social   responsibility. This was followed by an empirical study that involved the   administration of a survey to some company managers based in the Algarve region.   For data statistical analysis, we used univariate and multivariate   techniques.   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The results showed that   managers who participated in the study have the perception that companies in   the Algarve are increasingly aware of the need to adopt internal corporate   social responsibility practices, that is, socially responsible practices   primarily directed at their employees. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>Corporate social   responsibility, organisational culture, stakeholder theory.    </font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>1. Introdu&#231;&#227;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A responsabilidade social das empresas (RSE) &#233; um tema em destaque nos   nossos dias devido ao crescente interesse da sociedade relativamente a este   tema e a uma expectativa cada vez maior em rela&#231;&#227;o ao contributo das empresas para a sociedade onde est&#227;o inseridas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O mundo est&#225; em constantes mudan&#231;as e, se as empresas n&#227;o acompanham a   evolu&#231;&#227;o decorrente destas mudan&#231;as, correm o risco de ser exclu&#237;das pelos   consumidores, pois estes, cada vez mais, exigem par&#226;metros de qualidade, aos   quais adicionam par&#226;metros de sustentabilidade. A responsabilidade social de   uma empresa avalia-se pelas suas pr&#225;ticas para a sustentabilidade, quer a n&#237;vel   socioecon&#243;mico, quer cultural e ambiental. O conceito de lucro a todo o custo tem vindo progressivamente a ser substitu&#237;do pelo de lucro respons&#225;vel. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo tem como principal objectivo conhecer a percep&#231;&#227;o dos   gestores das empresas algarvias relativamente &#224;s pr&#225;ticas de responsabilidade social levadas a cabo pelas empresas onde exercem a sua actividade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&#243;s esta breve introdu&#231;&#227;o apresenta-se no ponto 2 uma s&#237;ntese dos   conceitos mais importantes relacionados com a tem&#225;tica da responsabilidade   social empresarial, seguindo-se um terceiro ponto onde se exp&#245;e a metodologia   utilizada e os principais resultados de um estudo emp&#237;rico que consistiu na   implementa&#231;&#227;o de um inqu&#233;rito por question&#225;rio a alguns gestores de empresas   algarvias<a>. Por fim apresenta-se as conclus&#245;es do estudo. </a>   </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">2.   A Responsabilidade Social da Empresa </font></b></P> <font face="Verdana">     <p><font size="2"><a>O   tema da responsabilidade social empresarial tem sido alvo de diferentes   abordagens ao longo dos anos, as quais ainda hoje dividem opini&#245;es. Contudo, falar de responsabilidade   social empresarial conduz &#224; reflex&#227;o sobre o papel das empresas na sociedade   actual. </a> </font></p>     <p><font size="2">Durante muito tempo, foram quase exclusivamente as   responsabilidades econ&#243;micas as grandes preocupa&#231;&#245;es de empres&#225;rios e   economistas. Contudo, as din&#226;micas socioculturais e a evolu&#231;&#227;o tecnol&#243;gica,   aliadas &#224; emerg&#234;ncia de novas concep&#231;&#245;es das empresas e das organiza&#231;&#245;es em   geral, conduziram a uma redefini&#231;&#227;o e amplia&#231;&#227;o dos par&#226;metros de   responsabilidade empresarial. Come&#231;a a delinear-se a ideia de que existe uma <i>responsabilidade social da empresa </i>que &#233;   insepar&#225;vel da sua actividade econ&#243;mica (Jesus, 2001). Conhecer o papel das   empresas na sociedade actual pode ajudar a entender melhor a problem&#225;tica da responsabilidade social das mesmas. </font></p>     <p><font size="2">A RSE tem sido analisada e investigada sob diversos pontos   de vista, podendo, contudo, ser resumida em duas &#243;pticas fundamentais: a   cl&#225;ssica e a contempor&#226;nea. A primeira baseia-se principalmente nos princ&#237;pios   econ&#243;micos divulgados por Milton Friedman (1970) e a segunda nos argumentos de   v&#225;rios investigadores, entre os quais se destacam os de Carrol (1999) e os de Freeman (1984). </font></p>     <p><font size="2">Para os defensores da chamada vis&#227;o cl&#225;ssica da   responsabilidade das empresas (que alguns autores designam mesmo como corrente   conservadora), estas t&#234;m como &#250;nica e exclusiva obriga&#231;&#227;o, realizar o m&#225;ximo   lucro para os seus accionistas, n&#227;o lhes sendo exigida qualquer outra   responsabilidade, para al&#233;m do cumprimento da lei (Jesus, 2001). De acordo com   este ponto de vista, os gestores das empresas somente t&#234;m obriga&#231;&#245;es para com os seus accionistas ou propriet&#225;rios. </font></p>     <p><font size="2">Contrariamente &#224;s ideias de Friedman, surge uma outra   abordagem, de aceita&#231;&#227;o cada vez mais generalizada, que argumenta que a empresa tem responsabilidades espec&#237;ficas para com outros   grupos mais directamente com ela relacionados, ou   envolvidos na sua actividade, nomeadamente, os seus trabalhadores, clientes,   fornecedores e comunidade onde a empresa desenvolve a sua actividade. Esta   abordagem, que pode ser designada por vis&#227;o   contempor&#226;nea da RSE, tem constitu&#237;do um vasto campo de interesse para muitos   investigadores. Na terminologia anglo-sax&#243;nica, tem vindo a ser denominada por <i>stakeholder theory of the firm</i>, ou   teoria da empresa como centro de rela&#231;&#245;es dos diferentes grupos de interessados. </font></p>     <p><font size="2">Esta nova forma de entender a empresa est&#225;   ligada ao papel que a mesma desempenha na sociedade contempor&#226;nea. Os   defensores desta corrente defendem que a empresa n&#227;o pode deixar de ter em   conta os impactos sociais e ambientais que a sua actividade produz no meio   humano e natural onde est&#225; inserida. Salientam que as empresas devem integrar   na sua actividade, al&#233;m da dimens&#227;o &#233;tica, os factores social e ambiental. Para   al&#233;m do importante papel econ&#243;mico que desempenham, as empresas t&#234;m   tamb&#233;m responsabilidades de natureza social, cultural   e ambiental, n&#227;o devendo ser encaradas como entidades exclusivamente orientadas   para o lucro. Em resumo, o que est&#225; em causa &#233; a atitude das empresas   face ao reconhecimento da sua miss&#227;o econ&#243;mica, admitindo simultaneamente as suas responsabilidades de natureza social e ambiental (Jesus, 2001). </font></p>     <p><font size="2"> Os primeiros estudos sobre RSE surgiram   nos Estados Unidos nos anos 50 estendendo-se ao continente europeu na d&#233;cada de   60. A   obra seminal de Howard Bowen publicada em 1953 intitulada <i>Social Responsibilities of the Businessman</i> pode ser considerada a   primeira obra de refer&#234;ncia sobre o tema da responsabilidade social   empresarial. A partir de ent&#227;o o tema come&#231;a a ganhar espa&#231;o e a ser alvo de   aten&#231;&#227;o por parte dos numerosos investigadores. Howerd Bowen considerava que o   homem de neg&#243;cios deveria ser um indiv&#237;duo honesto e respons&#225;vel, adoptando   pol&#237;ticas e tomando decis&#245;es que contribu&#237;ssem para os valores da sociedade e   que a responsabilidade social deveria guiar os neg&#243;cios no futuro. Carrol   (1999) afirma mesmo que Bowen pode ser considerado o verdadeiro respons&#225;vel pelo aparecimento da RSE. </font></p>     <p><font size="2">O conceito de   responsabilidade social   empresarial ganha vida &#224; luz do Livro Verde da Comiss&#227;o das Comunidades   Europeias que pretende promover um quadro europeu para a RSE. Este documento   descreve &#8220;a responsabilidade social das empresas como   a integra&#231;&#227;o volunt&#225;ria de preocupa&#231;&#245;es sociais e ambientais por parte das   empresas nas suas opera&#231;&#245;es e na sua interac&#231;&#227;o com outras partes interessadas&#8221;   (Livro Verde da Comiss&#227;o das Comunidades Europeias, 2001:7). Este   documento destaca a natureza volunt&#225;ria das actividades de responsabilidade   social, ou seja a responsabilidade social empresarial traduz-se no conjunto de   pr&#225;ticas de natureza social e/ou ambiental que a empresa exerce sem que, para   tal, esteja obrigada por lei. Uma empresa socialmente respons&#225;vel n&#227;o se deve   restringir ao cumprimento de todas as obriga&#231;&#245;es legais, deve ir mais al&#233;m   atrav&#233;s de um &#8220;maior&#8221; investimento em capital humano, no ambiente e nas   rela&#231;&#245;es com os outros <i>stakeholders</i>.  </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2">Tendo em considera&#231;&#227;o as   entidades implicadas pelas pr&#225;ticas de responsabilidade social empresarial a   Comiss&#227;o das Comunidades Europeias apresenta uma abordagem segundo duas dimens&#245;es: a interna e a externa. </font></p>     <p><font size="2">A dimens&#227;o interna tem como   principal alvo os trabalhadores e diz respeito &#224;s boas pr&#225;ticas relacionadas   com o trabalho. Assim, a gest&#227;o de recursos humanos &#233; fundamental, pois permite   que as empresas contratem trabalhadores qualificados e criem as condi&#231;&#245;es para   os manter. O recrutamento de bons profissionais vai possibilitar &#224;s empresas a   obten&#231;&#227;o de melhores resultados, pelo que estas se preocupam cada vez mais com a qualifica&#231;&#227;o dos seus colaboradores, tanto a n&#237;vel pessoal como profissional. </font></p>     <p><font size="2">As preocupa&#231;&#245;es das empresas com responsabilidades sociais   estendem-se tamb&#233;m, aos familiares dos seus colaboradores, proporcionando-lhes   algumas regalias. Deste modo, o colaborador reconhece que a empresa o ajuda em   aspectos que n&#227;o s&#227;o da sua obriga&#231;&#227;o, mas que lhe permitem uma melhoria efectiva da sua qualidade de vida. </font></p>     <p><font size="2">Os aspectos ligados &#224; seguran&#231;a, higiene e sa&#250;de no   trabalho, resultam em produtividade e competitividade das empresas, sendo um   investimento activo na manuten&#231;&#227;o ou melhoria da posi&#231;&#227;o de mercado das mesmas   (Kotler & Lee, 2005). A adop&#231;&#227;o de programas de higiene, sa&#250;de e seguran&#231;a   no trabalho, conjuntamente com informa&#231;&#227;o cred&#237;vel sobre estes programas,   permitem ao consumidor conhecer a realidade de determinada empresa e seleccionar aquela que lhe dar&#225; mais garantias relativamente a estes aspectos. </font></p>     <p><font size="2">&#201; igualmente importante a gest&#227;o ao n&#237;vel da mudan&#231;a,   permitindo aos trabalhadores expressarem a sua opini&#227;o e que esta seja tida em   conta nos momentos em que a empresa decide reestruturar-se. Actualmente, as   empresas encontram-se mais sujeitas &#224;s constantes mudan&#231;as do mercado sendo   necess&#225;ria a sua constante adapta&#231;&#227;o, caso contr&#225;rio, estagnam, correndo mesmo   o risco de fal&#234;ncia. &#201;, por isso, fundamental, a percep&#231;&#227;o dos trabalhadores de   que devem estar dispon&#237;veis e preparados para a mudan&#231;a, sob o risco de poderem ser despedidos caso n&#227;o respondam &#224;s solicita&#231;&#245;es da empresa. </font></p>     <p><font size="2">Ao n&#237;vel da dimens&#227;o externa: &#8220;A responsabilidade social   de uma empresa ultrapassa a esfera da pr&#243;pria empresa e estende-se &#224; comunidade   local, envolvendo, para al&#233;m dos trabalhadores e accionistas, um vasto espectro   de outras partes interessadas: parceiros comerciais e fornecedores, clientes,   autoridades p&#250;blicas e ONG que exercem a sua actividade junto das comunidades   locais ou no dom&#237;nio do ambiente.&#8221; (Livro Verde da Comiss&#227;o das Comunidades Europeias, 2001: 12). </font></p>     <p><font size="2">As empresas est&#227;o, cada vez mais, sensibilizadas para as   quest&#245;es ambientais e sociais, procurando minimizar a sua <i>pegada ecol&#243;gica </i>atrav&#233;s da poupan&#231;a de recursos naturais que s&#227;o   consumidos pela sua labora&#231;&#227;o, bem como pela promo&#231;&#227;o de actividades que   permitem aos trabalhadores colaborarem com a comunidade de uma forma activa e   pela elabora&#231;&#227;o de c&#243;digos de conduta que incutem os seus valores aos   trabalhadores e s&#227;o posteriormente transmitidos aos fornecedores de forma a n&#227;o   haver d&#250;vidas sobre a pol&#237;tica seguida pela empresa (Duarte & Sarmento,   2005). Estes autores argumentam, ainda, que as empresas socialmente   respons&#225;veis devem ter em aten&#231;&#227;o os crit&#233;rios que utilizam aquando da selec&#231;&#227;o   de parceiros e fornecedores, tendo em conta crit&#233;rios de comprometimento social e ambiental </font></p>     <p><font size="2">A RSE implica, ainda, o cumprimento das normas legais e   contratuais a que a empresa est&#225; obrigada (Neto & Froes, 1999). A empresa   deve pagar todas as suas contribui&#231;&#245;es e impostos, n&#227;o se subtraindo dessas obriga&#231;&#245;es, atrav&#233;s de evas&#227;o fiscal, ou recorrendo a para&#237;sos fiscais. </font></p> </font>     <p><font size="2" face="Verdana">&#201; necess&#225;rio que as mentalidades dos gestores mudem, de forma a que n&#227;o seja o   lucro o &#250;nico objectivo. Devem igualmente ser tidos em conta outros aspectos   que dever&#227;o ser postos em pr&#225;tica, nomeadamente a promo&#231;&#227;o de diversas   actividades (apoio em ac&#231;&#245;es de promo&#231;&#227;o ambiental, recrutamento de pessoas em   situa&#231;&#227;o de exclus&#227;o social, patroc&#237;nio de eventos culturais e desportivos,   doa&#231;&#245;es para actividades filantr&#243;picas, etc.), contribuindo assim, para   beneficiar a comunidade local onde est&#227;o inseridas as respectivas empresas. Os   resultados destas actividades poder&#227;o n&#227;o ser s&#243; a curto prazo, mas tamb&#233;m a   m&#233;dio/longo prazo, sendo seguramente reconhecidas por todos os que est&#227;o     envolvidos nas actividades da empresa e pela sociedade em geral. </font></p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font size="3" face="Verdana">3.   Estudo emp&#237;rico </font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo emp&#237;rico que se inclui neste trabalho   apresenta os resultados de um inqu&#233;rito por question&#225;rio dirigido a gestores de   empresas algarvias, tendo como objectivo conhecer a percep&#231;&#227;o destes gestores   sobre as pr&#225;ticas de responsabilidade social levadas a cabo pelas empresas onde exercem a sua actividade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   responsabilidade social das empresas &#233; um tema j&#225; relativamente estudado em   v&#225;rios pa&#237;ses entre os quais Portugal est&#225; inclu&#237;do. A pesquisa bibliogr&#225;fica   realizada sobre o tema conduziu, entre outros, a um estudo de caso   relativamente recente, que pretendia conhecer a percep&#231;&#227;o dos colaboradores de   uma organiza&#231;&#227;o de sa&#250;de algarvia sobre as pr&#225;ticas de responsabilidade social   levadas a cabo por essa organiza&#231;&#227;o. As quest&#245;es colocadas e os resultados   produzidos mostravam-se bastante adequados para aplicar ao estudo que se estava   a iniciar. Assim, e ap&#243;s consulta a alguns peritos no tema, considerou-se a   possibilidade de realizar uma r&#233;plica do instrumento de recolha de dados   utilizado nesse estudo, aos gestores das empresas algarvias, por se considerar   bastante adequado para o estudo que se pretendia realizar. Assim, ap&#243;s a   decis&#227;o definitiva de replicar aquele instrumento de recolha de dados, as   quest&#245;es colocadas no question&#225;rio foram, naturalmente, adaptadas ao estudo em   causa (Aleixo, 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   question&#225;rio encontra-se estruturado em tr&#234;s partes. A primeira respeita &#224;   responsabilidade social empresarial propriamente dita, a segunda &#224; cultura   organizacional e a terceira e &#250;ltima parte diz respeito &#224; caracteriza&#231;&#227;o dos inquiridos. As quest&#245;es colocadas t&#234;m como principais objectivos: </font></p> <font face="Verdana"><font size="2">     <p>-    Identificar as actividades de responsabilidade social   desenvolvidas pelas empresas algarvias;</p>     <p>-    Avaliar os conhecimentos dos gestores algarvios em rela&#231;&#227;o &#224; responsabilidade social; </p>     <p>-    Conhecer a import&#226;ncia que os gestores atribuem &#224;s actividades de responsabilidade social; </p>     <p>-    Perceber em que medida as actividades de responsabilidade social se enquadram na gest&#227;o global das empresas; </p>     <p>-    Identificar alguns aspectos da cultura organizacional das   empresas algarvias.</p>     <p>A   popula&#231;&#227;o alvo do estudo foi o conjunto de todas as empresas algarvias com pelo   menos 20 trabalhadores. O question&#225;rio foi aplicado a uma amostra n&#227;o   probabil&#237;stica por conveni&#234;ncia por ser um processo mais r&#225;pido e mais econ&#243;mico, tendo contudo,   o inconveniente de n&#227;o ser poss&#237;vel extrapolar os resultados para a popula&#231;&#227;o.   Foram obtidos 100 question&#225;rios v&#225;lidos preenchidos pelos gestores das empresas que colaboraram no estudo. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O   tratamento estat&#237;stico dos dados foi realizado recorrendo &#224; aplica&#231;&#227;o   inform&#225;tica SPSS vers&#227;o 19, que possibilitou a utiliza&#231;&#227;o de t&#233;cnicas de an&#225;lise univariada e multivariada. </p>     <p>O   <a href="#q1">quadro 1</a> resume as principais caracter&#237;sticas das empresas e dos inquiridos que   colaboraram no estudo. Como se pode observar, a maior parte das empresas est&#225;   ligada &#224; actividade tur&#237;stica, que &#233; a principal actividade econ&#243;mica do   Algarve. As empresas s&#227;o maioritariamente pequenas e m&#233;dias, o que justifica a   maior percentagem de sociedades por quotas. O volume anual de vendas &#233; referido   por apenas 37 empresas, o que leva a concluir que a maioria das organiza&#231;&#245;es   n&#227;o pretendem dar a conhecer o seu volume de neg&#243;cios. O indicador estat&#237;stico   mais adequado para esta vari&#225;vel &#233; a mediana cujo valor &#233; de 700.000 &#8364;, visto a   m&#233;dia aritm&#233;tica (925.000 &#8364;) ser influenciada por <i>outliers</i>. Pela mesma raz&#227;o, optou-se pelo n&#250;mero mediano de   efectivos que &#233; de 40, pois a m&#233;dia aritm&#233;tica (50) &#233; igualmente muito   influenciada por <i>outliers</i>. A maioria   dos inquiridos &#233; do sexo masculino, com uma idade m&#233;dia de 46 anos e com   habilita&#231;&#245;es ao n&#237;vel do ensino superior. Trabalham na empresa h&#225; cerca de 11   anos e na fun&#231;&#227;o actual h&#225; cerca de 7, o que leva a admitir que conhecem bem a   realidade onde est&#227;o inseridos e que as respostas aos question&#225;rios s&#227;o sustentadas nesse conhecimento. </p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a14q1.jpg" width="423" height="844"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Seguidamente apresenta-se de uma forma relativamente resumida os <i>outputs</i> resultantes do tratamento   estat&#237;stico dos dados resultantes das quest&#245;es colocadas nos question&#225;rios e dos coment&#225;rios considerados mais pertinentes. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a14q2.jpg" width="583" height="148"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A grande   maioria dos gestores j&#225; conhece ou j&#225; ouviu falar da Responsabilidade Social das   Empresas, o que mostra que o tema n&#227;o &#233; desconhecido e j&#225; tem alguma visibilidade no meio empresarial algarvio. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><b><a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a14q3.jpg">Quadro   3</a></b>&#8204;</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os gestores   que t&#234;m conhecimento sobre RSE obtiveram-no principalmente atrav&#233;s de forma&#231;&#227;o profissional e da imprensa. </p>     <p>Foi ainda   perguntado aos inquiridos se as empresas onde trabalham t&#234;m desenvolvido   esfor&#231;os no sentido de incorporar a RSE nas suas actividades. Como se pode   observar (<a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a14q4.jpg">quadro 4</a>) a maioria dos gestores que responderam que conheciam o   termo responsabilidade social, t&#234;m consci&#234;ncia de que a sua empresa tem   desenvolvido esfor&#231;os para incorporar RSE na sua actividade. A maior parte   (52,4%) afirma alguns esfor&#231;os, apenas um pequeno grupo (18,3%) afirma muitos   esfor&#231;os e um grupo mais significativo (28%) expressa que a empresa desenvolve   poucos esfor&#231;os nesse sentido. Constata-se assim, que as empresas t&#234;m cada vez mais presente na sua cultura a no&#231;&#227;o de RSE. </p> </font></font>     
<p><font size="2" face="Verdana">A quest&#227;o   seguinte pretende identificar a percep&#231;&#227;o dos gestores inquiridos sobre as   pr&#225;ticas de responsabilidade social levadas a cabo pelas suas empresas. &#201;   formada por um conjunto 42 vari&#225;veis (proposi&#231;&#245;es), medidas numa escala de   Likert de cinco pontos, em que 1 significa Nunca e 5 significa Sempre. Est&#225;   dividida em cinco grupos, cada um deles referente a diferentes pr&#225;ticas de RSE,   nomeadamente, Seguran&#231;a, Higiene e Sa&#250;de no Trabalho; Investimento e   Desenvolvimento no Capital Humano; Gest&#227;o da Mudan&#231;a; Ambiente e Recursos   Naturais e Rela&#231;&#227;o com a Comunidade. A este conjunto de vari&#225;veis foi aplicada,   para al&#233;m de uma an&#225;lise descritiva, uma an&#225;lise factorial de componentes principais   (AFCP), permitindo assim obter um entendimento mais claro sobre as percep&#231;&#245;es   dos gestores relativamente &#224;s pr&#225;ticas de RSE levadas a cabo pelas empresas. A   an&#225;lise realizada permitiu construir as seguintes matrizes das contribui&#231;&#245;es (Quadros <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a14q5.jpg">5</a>, <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a14q6.jpg">6</a>, <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a14q7.jpg">7</a>, <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a14q8.jpg">8</a> e <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a14q9.jpg">9</a>). </font></p> <font face="Verdana"><font size="2">    
<p>A AFCP realizada &#224;s vari&#225;veis deste grupo   permite concluir que os gestores inquiridos t&#234;m a percep&#231;&#227;o que as empresas   onde trabalham adoptam pr&#225;ticas de responsabilidade social relacionadas com a   Protec&#231;&#227;o e Conforto, Sa&#250;de, Higiene e Seguran&#231;a no trabalho ou seja pr&#225;ticas voltadas para o bem-estar e qualidade de vida dos seus colaboradores. </p>     <p>As respostas dos gestores &#224;s doze vari&#225;veis que   constituem o grupo 2 podem ser sintetizadas em quatro novas vari&#225;veis ou   factores e possibilitar uma informa&#231;&#227;o mais clara sobre as preocupa&#231;&#245;es das   empresas para com os seus recursos humanos, tal como exposto no <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a14q6.jpg">Quadro 6</a>.   Assim, pode considerar-se que as preocupa&#231;&#245;es das empresas se situam   essencialmente ao n&#237;vel da forma&#231;&#227;o profissional, do desenvolvimento pessoal,   na concess&#227;o de incentivos para o desenvolvimento profissional e na empregabilidade dos seus colaboradores. </p>     
<p>No que se   refere &#224;s quatro vari&#225;veis que traduzem as pr&#225;ticas relacionadas com a Gest&#227;o   da Mudan&#231;a, a AFCP permitiu resumi-las num s&#243; factor que pode ser designado por   participa&#231;&#227;o dos colaboradores nos processos de mudan&#231;a (<a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a14q7.jpg">quadro 7</a>) pretendo   assim, demonstrar que as empresas come&#231;am a atribuir import&#226;ncia &#224; opini&#227;o dos colaboradores no sentido do seu envolvimento nestes processos. </p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>A informa&#231;&#227;o contida nas quatro vari&#225;veis que traduzem as pr&#225;ticas   relativas ao ambiente e recursos naturais pode ser sumariada num s&#243; factor (<a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a14q8.jpg">quadro   8</a>) que demonstra as preocupa&#231;&#245;es das empresas para com o ambiente, nomeadamente   no que se relaciona com a polui&#231;&#227;o, com a poupan&#231;a de energia, com a protec&#231;&#227;o da natureza e com a reciclagem de res&#237;duos. </p>     
<p>Como se   observa no <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a14q9.jpg">quadro   9</a> a   informa&#231;&#227;o contida nas nove vari&#225;veis que constituem o grupo 5 pode ser   sumariada em tr&#234;s factores, designados por acessibilidades, preocupa&#231;&#245;es com a   comunidade local e preocupa&#231;&#245;es com os outros <i>stakeholders</i>. Conforme se pode verificar, as correla&#231;&#245;es entre as   vari&#225;veis deste grupo e os respectivos factores s&#227;o relativamente elevadas, o   que significa que cada factor resume adequadamente a informa&#231;&#227;o contida nas   vari&#225;veis que o representam. Contudo, as pr&#225;ticas que se refere a este grupo de   vari&#225;veis registam, no geral, pontua&#231;&#245;es m&#233;dias relativamente baixas (an&#225;lise   descritiva) o que reflecte da parte das empresas algarvias que participaram no   estudo um reduzido envolvimento em pr&#225;ticas de RSE que se relacionam com a comunidade. </p>     
<p>Em seguida   pediu-se aos inquiridos que indicassem os benef&#237;cios que as empresas oferecem aos seus colaboradores, para al&#233;m daqueles que a s&#227;o obrigadas legalmente. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><b><a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a14q10.jpg">Quadro 10</a>&#8204;</b></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os   pr&#233;mios de produtividade, seguidos de disponibiliza&#231;&#227;o de telem&#243;veis e   remunera&#231;&#245;es adicionais, s&#227;o os benef&#237;cios que as empresas mais oferecem aos   seus trabalhadores, sem que para tal sejam obrigadas por lei. Pretendia-se   ainda averiguar se os gestores consideravam que as exig&#234;ncias do trabalho interferiam na vida pessoal/familiar dos colaboradores. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a14q11.jpg" width="363" height="173"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma grande percentagem   (77%) de inquiridos considera que as exig&#234;ncias do trabalho interferem na vida   pessoal/familiar dos colaboradores. Apenas 23% dos inquiridos respondeu   negativamente. Estas respostas demonstram que os gestores t&#234;m consci&#234;ncia do   n&#237;vel de exig&#234;ncia que colocam aos seus colaboradores, o que pode contribuir   para uma vida pessoal/familiar menos equilibrada e, por conseguinte, a uma menor qualidade de vida. </p>     <p>A quest&#227;o seguinte   pretendia saber se as empresas permitem que os seus colaboradores pratiquem o voluntariado nas horas de trabalho. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a14q12.jpg" width="379" height="163"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A esmagadora maioria das empresas   algarvias n&#227;o permite aos seus colaboradores, remunerando-os, a pr&#225;tica do   voluntariado durante o per&#237;odo de trabalho. Estas respostas s&#227;o consistentes   com a reduzida sensibilidade das empresas algarvias relativamente &#224;s pr&#225;ticas de RSE para com a comunidade. </p>     <p>Pretendia-se, tamb&#233;m, conhecer as ac&#231;&#245;es   promovidas pelas empresas para melhorar a qualidade de vida dos seus colaboradores. </p>     <p>&nbsp;</p> </font></font>    <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><b><a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a14q13.jpg">Quadro 13</a></b></font></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Rastreios de sa&#250;de, transporte gratuito   para o trabalho e flexibilidade de trabalho ou hor&#225;rio s&#227;o as principais ac&#231;&#245;es   que as empresas promovem no sentido de proporcionarem aos colaboradores uma   melhor qualidade de vida de vida profissional, pessoal e familiar. </font></p> <font face="Verdana"><font size="2">    <p>A &#250;ltima quest&#227;o relacionada com as   pr&#225;ticas de RSE pedia aos gestores que indicassem os projectos que as empresas poderiam desenvolver no sentido de ajudarem a comunidade onde est&#227;o inseridas. </p>     <p>&nbsp;</p> </font></font>    <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><b><a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a14q14.jpg">Quadro 14</a></b></font></p>     
<p>&nbsp;</p> <font face="Verdana"><font size="2">    <p>As respostas incidiram em primeiro lugar   nos patroc&#237;nios em actividades culturais/desportivas, seguindo-se os   patroc&#237;nios e projectos ligados &#224; educa&#231;&#227;o e o apoio a projectos ambientais.   Estas respostas s&#227;o coerentes com as respostas &#224;s quest&#245;es anteriores. O apoio   ao voluntariado ou a grupos carenciados n&#227;o faz parte das principais preocupa&#231;&#245;es das empresas inquiridas para com a comunidade. </p>     <p>A 2&#170; Parte   do question&#225;rio refere-se &#224; Cultura Organizacional, ou seja, &#224; identidade da   organiza&#231;&#227;o partilhada por todas as pessoas que dela fazem parte. &#201; constitu&#237;da   por um conjunto de 14 vari&#225;veis, medidas numa escala de Likert, de cinco   pontos, em que 1 significa Discordo Totalmente e 5 significa Concordo Totalmente </p>     <p>Dado que   esta quest&#227;o &#233; composta por um elevado n&#250;mero de vari&#225;veis, tamb&#233;m se procurou   reduzir a dimensionalidade dos dados com a finalidade de tornar mais clara a   informa&#231;&#227;o contida nas referidas vari&#225;veis, aplicando uma AFCP. A informa&#231;&#227;o   contida nas 14 vari&#225;veis iniciais pode ser resumida em dois factores (<a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a14q15.jpg">quadro 15</a>).</p>     
<p>De acordo   com a opini&#227;o dos inquiridos a cultura organizacional &#233; entendida essencialmente   segundo dois par&#226;metros, o que se relaciona com os incentivos e est&#237;mulos aos   colaboradores e o que se refere ao relacionamento entre os mesmos. A   import&#226;ncia atribu&#237;da a estes par&#226;metros vai contribuir para que a identidade da organiza&#231;&#227;o seja partilhada por todos os que dela fazem parte. </p>     <p>&nbsp;</p> </font></font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>4. Conclus&#245;es</b></font></p> <font face="Verdana"><font size="2">     <p>Do estudo realizado retiram-se as seguintes conclus&#245;es: </p>     <p>1.         As   empresas inquiridas s&#227;o maioritariamente pequenas e m&#233;dias e est&#227;o ligadas &#224;   actividade tur&#237;stica sendo esta a principal actividade econ&#243;mica do Algarve.   Apresentam um volume mediano de vendas anual de cerca de 700.000 euros e um n&#250;mero mediano de trabalhadores de cerca de 40. </p>     <p>2.         A   maioria dos gestores inquiridos &#233; do sexo masculino, com uma idade m&#233;dia de 46   anos e com habilita&#231;&#245;es ao n&#237;vel do ensino superior. Trabalham na empresa h&#225; cerca de 11 anos, e na fun&#231;&#227;o actual h&#225; cerca de 7. </p>     <p>3.         A   grande maioria dos gestores (82%) j&#225; conhece ou j&#225; ouviu falar de RSE tendo   adquirido esse conhecimento principalmente atrav&#233;s de forma&#231;&#227;o profissional e da imprensa. </p>     <p>4.         Os   gestores inquiridos que conheciam o termo responsabilidade social empresarial   t&#234;m consci&#234;ncia de que a sua empresa desenvolve esfor&#231;os no sentido de incorporar pr&#225;ticas de RSE na sua actividade. </p>     <p>5.         Os   gestores inquiridos t&#234;m a percep&#231;&#227;o que as principais pr&#225;ticas de RSE levadas a   cabo pelas empresas algarvias onde exercem a sua actividade podem ser sintetizadas atrav&#233;s dos seguintes aspectos: </p>     <p>-    Cuidados com o bem-estar e qualidade de vida dos seus   colaboradores, ou seja pr&#225;ticas de RSE relacionadas com a protec&#231;&#227;o e conforto, sa&#250;de, higiene e seguran&#231;a no trabalho; </p>     <p>-    Preocupa&#231;&#245;es com a forma&#231;&#227;o   profissional, com o desenvolvimento social, com a concess&#227;o de incentivos para o desenvolvimento profissional e com a empregabilidade dos seus colaboradores; </p>     <p>-    Participa&#231;&#227;o dos colaboradores nos processos de mudan&#231;a; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>-    Preocupa&#231;&#245;es relativamente ao   ambiente e recursos naturais traduzidas por pr&#225;ticas que se relacionam com a   redu&#231;&#227;o da polui&#231;&#227;o, com a poupan&#231;a de energia, com a protec&#231;&#227;o da natureza e com a reciclagem de res&#237;duos; </p>     <p>-    Um reduzido envolvimento em pr&#225;ticas de RSE relacionadas com a comunidade. </p>     <p>6.         Os   benef&#237;cios que as empresas mais oferecem aos seus trabalhadores, sem que para   tal sejam obrigadas por lei, s&#227;o os pr&#233;mios de produtividade, seguidos de disponibiliza&#231;&#227;o de telem&#243;veis e remunera&#231;&#245;es adicionais, </p>     <p>7.         Uma   grande percentagem (77%) de inquiridos considera que as exig&#234;ncias do trabalho interferem na vida pessoal/familiar dos colaboradores. </p>     <p>8.         A   esmagadora maioria (89%) das empresas n&#227;o permite aos seus colaboradores, remunerando-os, a pr&#225;tica do voluntariado durante o per&#237;odo de trabalho. </p>     <p>9.         As   principais ac&#231;&#245;es que as empresas promovem no sentido de proporcionarem aos   colaboradores uma melhor qualidade de vida profissional, pessoal e familiar,   s&#227;o: rastreios de sa&#250;de, transporte gratuito para o trabalho e flexibilidade de trabalho ou hor&#225;rio. </p>     <p>10.      Apesar das empresas   envolvidas no estudo apresentarem um reduzido envolvimento em pr&#225;ticas de RSE   voltadas para a comunidade, os projectos que poderiam desenvolver no sentido de   ajudarem a comunidade onde est&#227;o inseridas incidem sobretudo nos patroc&#237;nios em   actividades culturais/desportivas, seguindo-se os patroc&#237;nios e projectos ligados &#224; educa&#231;&#227;o e o apoio a projectos ambientais. </p>     <p>11.      A cultura organizacional   &#233; entendida pelos inquiridos essencialmente segundo dois par&#226;metros, o que se   relaciona com os incentivos e est&#237;mulos aos colaboradores e o que se refere ao   relacionamento entre os mesmos. A import&#226;ncia atribu&#237;da a estes par&#226;metros vai   contribuir para que a identidade da organiza&#231;&#227;o seja partilhada por todos os que dela fazem parte. </p>     <p>Em s&#237;ntese, os gestores inquiridos t&#234;m a   percep&#231;&#227;o de que as empresas algarvias est&#227;o cada vez mais sensibilizadas para   a adop&#231;&#227;o de pr&#225;ticas de RSE sobretudo ao n&#237;vel da dimens&#227;o interna ou seja   pr&#225;ticas de responsabilidade social dirigidas fundamentalmente aos seus colaboradores. </p>     <p>&nbsp;</p> </font></font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p> <font face="Verdana"><font size="2">     <!-- ref --><p>Aleixo,   M. H. T. M. (2008). <i>Responsabilidade     social do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio: A percep&#231;&#227;o dos seus     profissionais</i> (Tese de Mestrado, Faculdade de Economia, Universidade do   Algarve, 2008). Faro: Universidade   do Algarve.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S2182-8458201400030001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bowen, H. R. (1953). <i>Social responsibilities   of the businessman</i>. New York: Harper & Row.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S2182-8458201400030001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Comiss&#227;o das Comunidades Europeias (2001). <i>Livro Verde -</i> <i>Responsabilidade Social das Empresas: um contributo das empresas para o desenvolvimento sustent&#225;vel. </i>Bruxelas: Comiss&#227;o das Comunidades Europeias.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S2182-8458201400030001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Duarte, M. & Sarmento, M. (2005). <i>Responsabilidade social e ambiental das empresas</i>. Comunica&#231;&#227;o   apresentada no semin&#225;rio A Transversalidade da &#201;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S2182-8458201400030001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->tica, Academia Militar, Lisboa. </p>     <!-- ref --><p>Freeman, R. E. (1984). <i>Strategic management: A stakeholder approach</i>. Boston: Pitman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S2182-8458201400030001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Friedman, M. (1970,   Setembro 13). The social responsibility of business is to increase its profits<i>.</i> <i>The New York Times Magazine, 13.09.1970</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S2182-8458201400030001400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jesus, M. M. N.   (2001). <i>&#201;tica y actividad empresarial &#8211;   cultura y valores &#233;ticos en las empresas algarve&#241;as</i> (Tese de Doutoramento, Universidade de   Huelva, 2001). Huelva:   Universidade de Huelva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S2182-8458201400030001400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kotler,   P. & N. L. (2005). <i>Corporate social     responsibility: Doing the most good for your company and your cause.</i> New Jersey: John Wiley & Sons, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S2182-8458201400030001400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Neto, F. & Froes, C.   (1999). <i>Responsabilidade     social e cidadania empresarial: a administra&#231;&#227;o do terceiro setor.</i> Rio de Janeiro: Qualitymark.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S2182-8458201400030001400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Processo do artigo    <br> </b><b>Submetido:</b> 28 julho 2012    <br> <b>Aceite:</b> 10 fevereiro 2013</p> </font></font>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Aleixo]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. H. T. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Responsabilidade social do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio: A percepção dos seus profissionais]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Faro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade do Algarve]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bowen]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Social responsibilities of the businessman]]></source>
<year>1953</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Harper & Row]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Comissão das Comunidades Europeias</collab>
<source><![CDATA[Livro Verde - Responsabilidade Social das Empresas: um contributo das empresas para o desenvolvimento sustentável]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Bruxelas ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Comissão das Comunidades Europeias]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Duarte]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sarmento]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Responsabilidade social e ambiental das empresas]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2005</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Freeman]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Strategic management: A stakeholder approach]]></source>
<year>1984</year>
<publisher-loc><![CDATA[Boston ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Pitman]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Friedman]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The social responsibility of business is to increase its profits]]></article-title>
<source><![CDATA[The New York Times Magazine]]></source>
<year>1970</year>
<month>, </month>
<day>Se</day>
<volume>13.09.1970</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jesus]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M. N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Ética y actividad empresarial: cultura y valores éticos en las empresas algarveñas]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Huelva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade de Huelva]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kotler]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. & N. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Corporate social responsibility: Doing the most good for your company and your cause]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[New Jersey ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[John Wiley & Sons, Inc.]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Neto]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Froes]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Responsabilidade social e cidadania empresarial: a administração do terceiro setor]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Qualitymark]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
