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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conhecimento financeiro de estudantes universitários na vertente do crédito]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Financial markets are becoming increasingly complex and sophisticated and being developed at an impressive speed. It's necessary to have a good level of financial knowledge to be ready for these constant changes. The consumers with larger financial literacy, that is, those with more financial knowledge, but also greater ability to manage it, are the least vulnerable. In this context, this study evaluates the level of credit knowledge among college students, as well as possible limitations of this knowledge. Through a questionnaire survey to 396 undergraduate students from ISCTE-IUL, the results show that the level of financial knowledge, about credit, is low. Furthermore, the students overestimate their knowledge, i.e., the students think they know more than what actually happens. Knowledge is explained by the demographic profile of the student, family background and the student culture and financial inclusion. The knowledge is greater on students attending a course in the business area, especiaslly those who are in the 3rd year and consult some information sources regularly. Students who already have bank accounts also have higher average knowledge.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><b>GEST&Atilde;O  - ARTIGOS CIENT&Iacute;FICOS</b></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Conhecimento financeiro de estudantes   universit&#225;rios na vertente do cr&#233;dito</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Financial knowledge of   credit among college students</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>In&#234;s Ulrica Ara&#250;jo Roquette<sup>1</sup></b>; <b>Raul M. S. Laureano<sup>2</sup></b>; <b>Maria do Carmo Botelho<sup>3</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup>Instituto Universit&#225;rio de Lisboa (ISCTE-IUL), Escola de Gest&#227;o, Av&#170; das For&#231;as Armadas, 1649-026 Lisboa, Portugal, <a href="mailto:ines.ulrica.roquette@gmail.com">ines.ulrica.roquette@gmail.com</a>    <br>   <sup>2</sup>Instituto Universit&#225;rio de Lisboa (ISCTE-IUL), Escola de   Gest&#227;o, Departamento de M&#233;todos Quantitativos para Gest&#227;o e Economia, Investigador da UNIDE-IUL, 1649-026 Lisboa, Portugal, <a href="mailto:raul.laureano@iscte.pt">raul.laureano@iscte.pt</a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>3</sup>Instituto Universit&#225;rio de Lisboa (ISCTE-IUL), Escola de Sociologia e Pol&#237;ticas P&#250;blicas, Departamento de M&#233;todos de Pesquisa Social, Investigador da UNIDE-IUL, 1649-026 Lisboa, Portugal, <a href="mailto:maria.botelho@iscte.pt">maria.botelho@iscte.pt</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os mercados financeiros, cada vez mais complexos e   sofisticados, desenvolvem-se a uma velocidade estonteante. &#201; necess&#225;rio ter um   bom n&#237;vel de conhecimento financeiro para estar preparado para estas constantes   mudan&#231;as. &#201; essencial tamb&#233;m saber utilizar este conhecimento. Assim, os   consumidores com uma maior literacia financeira, ou seja, os que possuem mais   conhecimento financeiro, mas tamb&#233;m maior capacidade para o gerir, s&#227;o os menos vulner&#225;veis. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste contexto, este estudo avalia o n&#237;vel de conhecimento   financeiro, percecionado e real, de estudantes universit&#225;rios no que respeita ao cr&#233;dito, assim como as poss&#237;veis condicionantes deste conhecimento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Atrav&#233;s de um inqu&#233;rito por question&#225;rio a 396 alunos de   licenciatura do Instituto Universit&#225;rio de Lisboa (ISCTE-IUL), conclui-se que   os estudantes possuem baixos n&#237;veis de conhecimento financeiro, no que respeita   ao cr&#233;dito. Al&#233;m disso, existe uma tend&#234;ncia para os alunos sobreavaliarem os   seus conhecimentos, ou seja, os estudantes pensam saber mais do que o que realmente acontece. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os conhecimentos s&#227;o explicados pelo perfil sociodemogr&#225;fico   do estudante, pelo seu <i>background</i> familiar e pela sua cultura e inclus&#227;o financeiras. Os   conhecimentos mais elevados s&#227;o de estudantes com agregados familiares com   elevado rendimento, que frequentam um curso das &#225;reas empresariais e est&#227;o no   3&#186; ano, que consultam algumas fontes de informa&#231;&#227;o regularmente e que j&#225; possuem conta banc&#225;ria. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>Literacia   financeira, conhecimento financeiro, educa&#231;&#227;o financeira, cr&#233;dito, estudantes universit&#225;rios. </font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Financial markets are   becoming increasingly complex and sophisticated and being developed at an   impressive speed. It's necessary to have a good level of financial knowledge to   be ready for these constant changes. The consumers with larger financial   literacy, that is, those with more financial knowledge, but also greater   ability to manage it, are the least vulnerable.  </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">In   this context, this study evaluates the level of credit knowledge among college   students, as well as possible limitations of this knowledge. Through a   questionnaire survey to 396 undergraduate students from ISCTE-IUL, the results   show that the level of financial knowledge, about credit, is low. Furthermore,   the students overestimate their knowledge, i.e., the students think they know   more than what actually happens.  </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Knowledge is explained   by the demographic profile of the student, family background and the student   culture and financial inclusion. The knowledge is greater on students attending   a course in the business area, especiaslly those who are in the 3rd year and   consult some information sources regularly. Students who already have bank   accounts also have higher average knowledge.  </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>Financial literacy, financial knowledge, financial   education, credit, college students. </font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>1. Introdu&#231;&#227;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Numa era em   que os mercados financeiros crescem e desenvolvem-se rapidamente &#233; necess&#225;rio   que a popula&#231;&#227;o esteja preparada para tais mudan&#231;as. Produtos e servi&#231;os   financeiros mais complexos exigem consumidores mais letrados pois representam maiores desafios para as fam&#237;lias. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Depois da   crise financeira que teve in&#237;cio em 2007/2008 o aumento da preocupa&#231;&#227;o com a   literacia financeira dos cidad&#227;os &#233; not&#243;rio (BP, 2010a). A tem&#225;tica do cr&#233;dito   est&#225; em voga. A sofrer ainda as consequ&#234;ncias da corrida desmesurada ao cr&#233;dito   na d&#233;cada de 1990, os consumidores debatem-se com graves problemas resultantes   do endividamento excessivo. A OCDE (Organiza&#231;&#227;o para a Coopera&#231;&#227;o e   Desenvolvimento Econ&#243;mico) atribui grande import&#226;ncia a esta tem&#225;tica ao   considerar que a capacidade dos indiv&#237;duos de recorrer ao cr&#233;dito de forma eficaz &#233; uma compet&#234;ncia fundamental para a vida (OECD, 2010). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O acesso ao   cr&#233;dito foi ainda considerado pelo Banco de Portugal, aquando do inqu&#233;rito de   literacia financeira realizado &#224; popula&#231;&#227;o portuguesa em 2010, uma das   importantes &#225;reas de atua&#231;&#227;o no segmento populacional dos estudantes universit&#225;rios (BP, 2011). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Focar os   esfor&#231;os nos jovens, nomeadamente nos estudantes universit&#225;rios, &#233; bastante   importante, pois estes representam o futuro da economia mundial. As m&#225;s   decis&#245;es tomadas hoje podem afetar para sempre o bem-estar individual dos   jovens (Cull & Whitton, 2011), mas tamb&#233;m o futuro da economia (Bianco & Bosco, 2011). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesta   perspetiva &#233; fundamental analisar o conhecimento financeiro, percecionado e   real, dos estudantes universit&#225;rios, na vertente do cr&#233;dito e identificar fatores determinantes, nomeadamente, os sociodemogr&#225;ficos, desse conhecimento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A aplica&#231;&#227;o   de um inqu&#233;rito por question&#225;rio, m&#233;todo de recolha de dados adotado por v&#225;rios   autores como, por exemplo, Chen e Volpe (1998) ou pela organiza&#231;&#227;o <i>Jumpstart</i> (Mandell, 2008), apresenta   grandes vantagens. Numa primeira fase os seus resultados permitem a   identifica&#231;&#227;o das &#225;reas priorit&#225;rias de atua&#231;&#227;o e, de seguida, constituem uma   importante ferramenta na elabora&#231;&#227;o de programas de forma&#231;&#227;o financeira. Como   tal, o m&#233;todo de recolha de dados utilizado por este estudo foi a aplica&#231;&#227;o de um inqu&#233;rito por question&#225;rio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As   conclus&#245;es do inqu&#233;rito aplicado apontam para um d&#233;fice de conhecimentos, na   vertente do cr&#233;dito, por parte dos estudantes. As tem&#225;ticas do cr&#233;dito onde s&#227;o   reveladas as maiores lacunas s&#227;o na &#8220;taxa de esfor&#231;o&#8221; e nas &#8220;taxas de juro   fixas e vari&#225;veis&#8221;. A partir do diagn&#243;stico das lacunas de conhecimentos deste   segmento populacional &#233; ent&#227;o poss&#237;vel desenvolver programas de educa&#231;&#227;o financeira ajustados &#224;s necessidades da popula&#231;&#227;o-alvo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente   artigo est&#225; organizado em cinco sec&#231;&#245;es para al&#233;m desta introdu&#231;&#227;o. Na segunda   sec&#231;&#227;o &#233; efetuada a revis&#227;o de literatura relevante acerca do tema da literacia   financeira com enf&#226;se em algumas investiga&#231;&#245;es que incidem neste segmento   populacional e &#233; apresentado o modelo conceptual. Na terceira sec&#231;&#227;o &#233; descrita   a metodologia do estudo. A quarta sec&#231;&#227;o &#233; composta pelos principais resultados e sua discuss&#227;o e, por fim, as conclus&#245;es constituem a quinta sec&#231;&#227;o. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>2. Revis&#227;o de literatura</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Literacia   financeira &#233; um conceito bastante amplo e que n&#227;o re&#250;ne consenso entre os   autores. Como tal, s&#227;o muitos os estudos que n&#227;o se comprometem a apresentar   uma defini&#231;&#227;o concreta do termo (Huston, 2010). Alguns autores como, por   exemplo, Chen e Volpe (1998) traduzem literacia financeira em conhecimento   financeiro. Outros v&#227;o mais al&#233;m e incluem neste conceito a capacidade de utiliza&#231;&#227;o deste conhecimento (Huston, 2010). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente   estudo adota o conceito enunciado por Huston (2010:306), onde literacia   financeira &#233; definida como: &#8220;o qu&#227;o bem um indiv&#237;duo compreende e usa a informa&#231;&#227;o sobre finan&#231;as pessoais&#8221;. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>2.1 Import&#226;ncia da literacia financeira</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A   preocupa&#231;&#227;o do mundo com este tema tem sido crescente, especialmente depois da   crise financeira global que teve in&#237;cio em 2007/2008 (BP, 2010a). Desde ent&#227;o   ficou claro que as finan&#231;as p&#250;blicas e pessoais s&#227;o insepar&#225;veis. Ou seja, as   a&#231;&#245;es dos indiv&#237;duos t&#234;m repercuss&#245;es a n&#237;vel individual mas tamb&#233;m no futuro   da economia (Frank, 2009). &#201; ent&#227;o importante impulsionar a educa&#231;&#227;o financeira   como promotora da literacia financeira dos cidad&#227;os com vista a aumentar o bem-estar financeiro destes e, consequentemente, da economia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para muitos   indiv&#237;duos, conceitos financeiros fundamentais como gastos, investimentos,   poupan&#231;a e or&#231;amenta&#231;&#227;o e o uso apropriado do cr&#233;dito, constituem ainda um   obst&#225;culo (Choi, 2009).Para fazer face &#224; falta de literacia dos cidad&#227;os, os   governos, cada vez mais, apostam na educa&#231;&#227;o financeira. Entidades nacionais e   internacionais como, por exemplo, a DECO (Associa&#231;&#227;o Portuguesa para a Defesa   do Consumidor) e a OCDE, criaram programas na tem&#225;tica da educa&#231;&#227;o financeira.   A OCDE criou em 2003 o &#171;<i>OECD Project on     Financial Education</i>&#187; (OECD, n.d.). No seguimento deste projeto foram   criadas as redes INFE (<i>International     Network on Financial Education</i>), com o objetivo de descrever, analisar e avaliar   programas de educa&#231;&#227;o financeira, e a IGFE (<i>International     Gateway for Financial Education</i>), que se destina &#224; troca de informa&#231;&#227;o,   seja recursos, dados, not&#237;cias ou mesmo programas relacionados com a literacia financeira. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tamb&#233;m a   DECO, para al&#233;m das suas publica&#231;&#245;es de revistas financeiras, escritas com uma   linguagem simples e acess&#237;vel e que se destinam aos consumidores, criou, em   2010, uma campanha &#171;Gerir&#8364;Poupar &#8211; Fa&#231;a contas &#224; vida&#187;, que vigorou at&#233; Janeiro   de 2012 e que visou melhorar a literacia financeira dos adultos e tamb&#233;m das crian&#231;as. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Igualmente   em 2010, o Banco de Portugal decidiu atuar a n&#237;vel nacional e elaborou um   inqu&#233;rito de literacia financeira, que aplicou &#224; popula&#231;&#227;o portuguesa, com   idade superior a 16 anos. No decorrer dos resultados deste inqu&#233;rito foi criado   o Plano Nacional de Forma&#231;&#227;o Financeira, em que um dos principais objetivos &#233;   melhorar o conhecimento financeiro da popula&#231;&#227;o. Assim, com a finalidade de   atingir resultados mais eficazes, este Plano segmentou a popula&#231;&#227;o e indicou   quais as linhas de atua&#231;&#227;o mais importantes para cada segmento. Um dos   segmentos criados &#233; o dos estudantes universit&#225;rios e, entre outras &#225;reas de   atua&#231;&#227;o, as dimens&#245;es do cr&#233;dito e do sobreendividamento s&#227;o consideradas bastante importantes (BP, 2011). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Cedo estes   estudantes s&#227;o postos &#224; prova ao terem de tomar decis&#245;es financeiras   importantes como, por exemplo, as respeitantes ao financiamento da sua forma&#231;&#227;o   ou ao tipo de alojamento quando se encontram deslocados. Como tal, a tem&#225;tica   do cr&#233;dito neste segmento &#233; de extrema import&#226;ncia. As estat&#237;sticas demonstram   que o aumento da import&#226;ncia da forma&#231;&#227;o de n&#237;vel superior gerou o aumento do   n&#250;mero de estudantes universit&#225;rios e que o agravamento dos custos desta   forma&#231;&#227;o originou a subida do n&#250;mero de cr&#233;ditos pedido por estes estudantes (Costa, Caetano, Martins & Mauritti, 2009). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Relativamente   ao cr&#233;dito, o grande desafio encontra-se em promover a sua utiliza&#231;&#227;o   respons&#225;vel, pois o recurso &#224; banca ou a outro tipo de financiamento pode   apresentar desvantagens, entre as quais o poss&#237;vel sobreendividamento, mas   tamb&#233;m oferece vantagens como o adiantamento de recursos para investir em   forma&#231;&#227;o ou na cria&#231;&#227;o do pr&#243;prio posto de trabalho (PROTESTE, 2009). Esta   utiliza&#231;&#227;o respons&#225;vel do cr&#233;dito traduz-se na capacidade dos indiv&#237;duos   perceberem o montante de d&#237;vida que o seu or&#231;amento consegue suportar (BP,   2011). Segundo Nat&#225;lia Nunes, coordenadora do Gabinete de Apoio ao   Sobreendividado, criado pela DECO, o principal problema das fam&#237;lias   sobreendividadas &#233; a falta de conhecimento financeiro. A taxa de esfor&#231;o n&#227;o &#233;   tida em conta, ou seja, as fam&#237;lias contraem d&#237;vida sem saber o impacto que esta ter&#225; no seu or&#231;amento familiar (Lusa, 2011). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>2.2 A literacia financeira nos estudantes   universit&#225;rios</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Numa altura   em que os estudantes universit&#225;rios s&#227;o considerados iletrados ou detentores de   baixos n&#237;veis de conhecimento (Chen & Volpe, 1998), torna-se importante aumentar o foco neste segmento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a16t1.jpg">Tabela 1</a>  sintetiza alguns estudos acerca da literacia financeira dos estudantes, assim   como os fatores que, de acordo com cada estudo, apresentam capacidade   explicativa das diferen&#231;as de conhecimento financeiro dentro do segmento. Todos   estes estudos realizaram-se nos Estados Unidos da Am&#233;rica e, &#224; exce&#231;&#227;o do   estudo de Choi (2009), todos t&#234;m o mesmo objetivo, analisar a literacia   financeira dos estudantes, o que para estes autores se iguala a medir o   conhecimento real dos alunos. J&#225; o estudo de Choi (2009) tem como principal   objetivo perceber a rela&#231;&#227;o entre a titularidade de uma conta &#224; ordem e o conhecimento em finan&#231;as pessoais dos estudantes do ensino secund&#225;rio. </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Em comum   uma conclus&#227;o, os estudantes n&#227;o s&#227;o considerados possuidores de um elevado   conhecimento financeiro. As taxas de respostas corretas, dos estudantes universit&#225;rios,   variam entre 53%, no estudo de Chen e Volpe (1998), e 62,2%, no de Mandell (2008). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Como   fatores determinantes da literacia financeira dos estudantes universit&#225;rios   surgem caracter&#237;sticas do pr&#243;prio estudante (g&#233;nero), dos seus pais   (habilita&#231;&#245;es e rendimento), do curso que frequentam (curso e ano) e tamb&#233;m da   familiariza&#231;&#227;o com produtos financeiros (cart&#245;es de cr&#233;dito e tipos de cr&#233;dito)   (Chen & Volpe, 1998; Mandell, 2008; Lalonde & Schmidt, 2011). No caso   do estudo de Choi (2009), que incidiu apenas em estudantes do secund&#225;rio,   apenas a inclus&#227;o financeira (titularidade de conta &#224; ordem) revelou capacidade   explicativa dos conhecimentos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por outro   lado, a falta de conhecimento nem sempre &#233; assumida pelos indiv&#237;duos. De facto,   muitos afirmam saber mais do que o que realmente acontece, como &#233; evidenciado   pelo estudo do ANZ Banking Group, realizado em 2003 na Austr&#225;lia, que comparou   os conhecimentos percecionados com os conhecimentos reais (ANZ, 2003). No   estudo mediu-se o conhecimento de duas formas: 1&#186; questionou-se os inquiridos   sobre o n&#237;vel de conhecimento que estes achavam deter, numa certa tem&#225;tica; 2&#186;   aplicou-se aos inquiridos um teste com problemas em que eles tinham de utilizar os supostos conhecimentos dessa tem&#225;tica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os   resultados da avalia&#231;&#227;o aos dois tipos de conhecimento foram diferentes. &#201;   importante perceber as disparidades entre o que os indiv&#237;duos afirmam saber e   aquilo que realmente sabem pois quem n&#227;o compreende que necessita de ajuda, dificilmente a procurar&#225; (OECD, 2005). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>2.3 Modelo conceptual &#8211; determinantes do   conhecimento </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   literatura sobre avalia&#231;&#227;o de conhecimentos financeiros e o contexto em que   decorre o estudo (jovens estudantes universit&#225;rios) leva &#224; defini&#231;&#227;o dum modelo   conceptual (<a href="#f1">Figura 1</a>), em que o conhecimento financeiro, neste estudo apenas   sobre cr&#233;dito, se define como conhecimento real e conhecimento percecionado, estando os dois diretamente relacionados. </font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a16f1.jpg" width="379" height="343"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por outro   lado, o modelo agrupa os fatores explicativos do conhecimento financeiro real   do aluno em cinco dimens&#245;es: perfil sociodemogr&#225;fico; <i>background</i> familiar; cultura financeira; inclus&#227;o financeira e   familiariza&#231;&#227;o com produtos financeiros. Estas dimens&#245;es incluem   caracter&#237;sticas dos estudantes identificadas nos diferentes estudos. No perfil   sociodemogr&#225;fico incluem-se caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas dos estudantes (entre   outras, g&#233;nero, idade e regi&#227;o) e caracter&#237;sticas do curso que frequenta (por   exemplo, curso, &#225;rea cient&#237;fica e ano). No <i>background</i> familiar incluem-se as habilita&#231;&#245;es e rendimento dos pais, assim como a   dimens&#227;o e o rendimento do agregado familiar. Nas restantes tr&#234;s dimens&#245;es   incluem-se caracter&#237;sticas mais relacionadas com a gest&#227;o do dinheiro e das   finan&#231;as pessoais, sendo que a cultura financeira foi acrescentada &#224;s dimens&#245;es   consideradas em outros estudos (Chen & Volpe, 1998; Mandell, 2008) e inclui   as fontes de informa&#231;&#227;o que o estudante acompanha regularmente. A inclus&#227;o   financeira traduz a exist&#234;ncia de conta banc&#225;ria e a familiariza&#231;&#227;o com   produtos financeiros, inclui os diferentes produtos que j&#225; foram subscritos pelo estudante. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">De acordo   com o modelo s&#227;o formuladas as seguintes seis hip&#243;teses de investiga&#231;&#227;o: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">H1: O   conhecimento percecionado est&#225; diretamente relacionado com conhecimento real e o conhecimento percecionado revela-se superior ao real; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">H2: O perfil sociodemogr&#225;fico est&#225; relacionado com o conhecimento financeiro real; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">H3: O <i>background</i> familiar est&#225; relacionado com o conhecimento financeiro real; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">H4: O n&#237;vel de cultura financeira est&#225; relacionado com o conhecimento financeiro real; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">H5: O n&#237;vel de inclus&#227;o financeira est&#225; relacionado com o conhecimento financeiro real; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">H6: A   familiariza&#231;&#227;o com produtos financeiros est&#225; relacionada com o conhecimento financeiro real. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>3. Metodologia</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Atendendo   aos objetivos do estudo e &#224;s hip&#243;teses de investiga&#231;&#227;o formuladas, a   metodologia adotada recaiu na realiza&#231;&#227;o de um inqu&#233;rito por question&#225;rio a uma   grande amostra por conveni&#234;ncia de alunos de licenciatura de uma institui&#231;&#227;o de ensino superior (ISCTE &#8211;IUL). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>3.1. Question&#225;rio</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A medi&#231;&#227;o   do conhecimento financeiro dos estudantes universit&#225;rios, na vertente do   cr&#233;dito, foi efetuada atrav&#233;s de um question&#225;rio. V&#225;rios estudos acerca da   literacia/conhecimento financeiro optam por este mesmo m&#233;todo de recolha de dados (Chen & Volpe, 1998; Mandell, 2008; BP, 2010b; ANZ, 2003). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">N&#227;o   existindo um instrumento <i>standard</i> na   medi&#231;&#227;o da literacia financeira (Huston, 2010), a constru&#231;&#227;o deste question&#225;rio   teve por base o inqu&#233;rito nacional, aplicado &#224; popula&#231;&#227;o portuguesa pelo Banco   de Portugal em 2010 (BP, 2010b), e alguns inqu&#233;ritos internacionais como o de   Chen e Volpe (1998), Mandell (2008) e ANZ (2003). Algumas perguntas foram adaptadas   e outras tiveram de ser criadas devido &#224;s diferen&#231;as entre os estudos,   nomeadamente as realidades da popula&#231;&#227;o em causa e as vertentes das finan&#231;as pessoais em an&#225;lise. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A medi&#231;&#227;o   do conhecimento pode dividir-se em duas partes. A primeira engloba uma quest&#227;o   em que os alunos devem indicar o conhecimento que consideram possuir sobre 11   tem&#225;ticas do cr&#233;dito, medido numa escala tipo <i>Likert</i> de cinco pontos de &#8220;Muito baixo&#8221; (1) a &#8220;Muito elevado&#8221; (5).   Na segunda os estudantes s&#227;o confrontados com um teste de conhecimento,   composto por onze quest&#245;es de escolha m&#250;ltipla ou de verdade/falso sobre essas mesmas tem&#225;ticas (ver <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a16a1.jpg">Anexo 1</a>). </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Para al&#233;m   das quest&#245;es de avalia&#231;&#227;o dos conhecimentos foram inclu&#237;das quest&#245;es relativas   a cada uma das dimens&#245;es de an&#225;lise. No perfil do aluno considerou-se   importante o g&#233;nero, idade, curso, ano de curso, regi&#227;o, situa&#231;&#227;o laboral,   rendimento dispon&#237;vel e exist&#234;ncia de resid&#234;ncia secund&#225;ria. No <i>background</i> familiar est&#227;o presentes   quest&#245;es relativas aos rendimentos e habilita&#231;&#245;es dos pais dos estudantes, &#224;   dimens&#227;o e ao rendimento anual l&#237;quido do agregado familiar e, ainda, sobre   quem recai a responsabilidade de gest&#227;o do or&#231;amento do mesmo. A inclus&#227;o   financeira &#233; constitu&#237;da apenas por uma quest&#227;o, relativa &#224; titularidade de   contas banc&#225;rias, assim como a familiariza&#231;&#227;o de produtos financeiros apenas   questiona que tipos de cr&#233;ditos o estudante &#233; titular. Por fim, a cultura   financeira divide-se em duas partes: o planeamento de despesas e o conhecimento   de fontes de informa&#231;&#227;o. Na primeira parte questiona-se a import&#226;ncia que o   estudante atribui ao planeamento do or&#231;amento familiar e a periodicidade com   que o faz. A segunda parte &#233; composta por quest&#245;es relativas &#224; import&#226;ncia e ao conhecimento de algumas fontes de informa&#231;&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>3.2. Amostra</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   question&#225;rio foi aplicado a 396 estudantes universit&#225;rios que frequentam o 1&#186;   ou 3&#186; ano de uma licenciatura do Instituto Universit&#225;rio de Lisboa (ISCTE-IUL).   A escolha desta institui&#231;&#227;o deve-se &#224; conveni&#234;ncia da obten&#231;&#227;o da amostra e sua   diversidade, por possuir estudantes do 1&#186; ciclo (4.441 alunos no ano letivo   2011/2012) de diferentes estratos sociais a frequentar 16 licenciaturas de diversas &#225;reas cient&#237;ficas (ISCTE-IUL, 2012). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Numa   primeira fase o question&#225;rio foi disponibilizado <i>online</i> a todos os alunos do 1&#186; e 3&#186; ano de licenciatura. Numa   segunda fase, como consequ&#234;ncia da baixa taxa de resposta, o question&#225;rio foi distribu&#237;do em papel. A recolha de dados teve data no m&#234;s de Mar&#231;o de 2012. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a16t2.jpg">Tabela 2</a>  apresenta a popula&#231;&#227;o a inquirir (ISCTE-IUL, 2012) e a amostra utilizada no   estudo. A partir destes dados pode concluir-se que foi obtida uma taxa de resposta de 16,4%. </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana"><b>3.3. Indicadores do conhecimento e sua an&#225;lise</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Depois de   recolhidos, os dados foram introduzidos no <i>Microsoft     Excel</i> e de seguida exportados para o <i>software</i> <i>IBM SPSS Statistics </i>(vers&#227;o 20). Ap&#243;s   valida&#231;&#227;o das respostas os dados foram analisados recorrendo a t&#233;cnicas de estat&#237;stica uni e bivariada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para medir   o conhecimento real do estudante foi criado um indicador de conhecimento, com   uma escala de zero a onze, representando este o n&#250;mero de respostas corretas &#224;   prova de avalia&#231;&#227;o de conhecimentos. Este indicador permitiu classificar os   estudantes, de acordo com a sua pontua&#231;&#227;o na prova pr&#225;tica. A classifica&#231;&#227;o   considerada foi a utilizada por Chen e Volpe (1998) e, como tal, o &#237;ndice foi   convertido em percentagem para facilitar a compara&#231;&#227;o. Estes autores   classificam os conhecimentos em baixo (menos de 60% de respostas corretas),   m&#233;dio (entre 60 e 79% de respostas corretas) ou elevado (mais de 79% de respostas corretas). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   conhecimento percecionado, ou seja, o conhecimento que os estudantes consideram   deter, foi medido recorrendo apenas a uma quest&#227;o em que se pergunta qual o   n&#237;vel de compreens&#227;o financeira que considera deter acerca de certas tem&#225;ticas   relacionadas com o cr&#233;dito, restringindo a resposta a uma escala de <i>Likert</i> de cinco pontos que varia entre &#8220;Muito baixo&#8221; e &#8220;Muito elevado&#8221;. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No final &#233; comparado o   que o estudante afirma saber (conhecimento percecionado) e o que realmente demonstrou saber na prova (conhecimento real). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>4. RESULTADOS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>4.1. CARACTERIZA&#199;&#195;O DA AMOSTRA</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A amostra de 396 estudantes   &#233; composta maioritariamente por estudantes do sexo feminino (55,3%), entre 19 e   21 anos (48,5%). Os estudantes s&#227;o provenientes, na sua maioria, das zonas de   Lisboa e Vale do Tejo (69,3%), n&#227;o estando deslocados da sua resid&#234;ncia   habitual (67,6%) e que n&#227;o possuem qualquer experi&#234;ncia laboral (67,9%), mas   possuem algum rendimento mensal (83,0%), sendo o rendimento mais frequente at&#233;   200 euros (43,0%). Realce-se que 108 estudantes residem numa resid&#234;ncia   secund&#225;ria sendo para a maioria destes (56,5%) os encargos partilhados com outras pessoas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os estudantes a   frequentar o primeiro ano representam cerca do dobro daqueles que s&#227;o   finalistas do seu curso e mais de metade (50,8%) frequentam um curso nas &#225;reas empresariais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Relativamente ao seu <i>background</i> familiar, a maioria dos pais   dos estudantes apresentam como habilita&#231;&#227;o m&#225;xima o ensino secund&#225;rio, 72,7% no   caso do pai e 69,6% no da m&#227;e. Al&#233;m disso, 74,5% dos estudantes fazem parte de   um agregado familiar composto por tr&#234;s ou quatro indiv&#237;duos e o rendimento   anual l&#237;quido do agregado mais frequente &#233; entre os 15.000&#8364; e 29.999&#8364; (25,8%) (ver <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a16a2.jpg">Anexo 2</a>). </font></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>4.2. CULTURA E INCLUS&#195;O FINANCEIRAS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cultura financeira dos   estudantes n&#227;o &#233; muito elevada pois apesar de cerca de 87,1% considerar   &#8220;Importante&#8221; ou &#8220;Muito importante&#8221; planear o seu or&#231;amento familiar, nem todos   o fazem numa base regular (tr&#234;s em cada quatro estudantes faz o planeamento com   uma periodicidade mensal ou semanal). Al&#233;m disto, mais de 70% n&#227;o conhece o <i>site</i> de informa&#231;&#227;o financeira criado   pelo Banco de Portugal (Portal do Cliente Banc&#225;rio), uma fonte de informa&#231;&#227;o   bastante &#250;til para quem lida ou ir&#225; lidar brevemente com os mercados financeiros. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por outro lado, a   quantidade de informa&#231;&#245;es financeiras que os estudantes consultam de forma   habitual, nomeadamente, evolu&#231;&#227;o da bolsa, not&#237;cias gerais sobre a economia,   evolu&#231;&#227;o das taxas de juro e legisla&#231;&#227;o e regulamenta&#231;&#227;o de produtos banc&#225;rios,   &#233; baixa, sendo que 20,5% n&#227;o acompanha qualquer destas informa&#231;&#245;es e 44,7% acompanha apenas uma delas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que respeita &#224;   inclus&#227;o financeira dos estudantes esta revela-se bastante elevada, sendo que apenas 2,3% refere n&#227;o deter qualquer conta &#224; ordem. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Relativamente &#224;   familiariza&#231;&#227;o de produtos financeiros, os resultados revelam que o n&#237;vel de   envolvimento destes estudantes com a banca &#233; reduzido. De facto, 80,3% n&#227;o   possui qualquer produto de cr&#233;dito. Dos que possuem, 53,2% possui cart&#227;o de   cr&#233;dito, tendo todos os outros produtos uma taxa de ades&#227;o inferior a 20% e nenhum estudante possui cr&#233;dito &#224; educa&#231;&#227;o (ver <a href="#a3">Anexo 3</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>4.3. NIVEL DE CONHECIMENTO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O n&#237;vel de conhecimento   financeiro dos estudantes, na vertente do cr&#233;dito, &#233; baixo. Em m&#233;dia, a   percentagem de respostas corretas &#233; de apenas 32,3% (com um desvio padr&#227;o de   19,7%). Atendendo &#224; classifica&#231;&#227;o de Chen e Volpe (1998), apenas 0,8% dos   estudantes s&#227;o considerados detentores de um n&#237;vel de conhecimento elevado e cerca de 89% de um conhecimento financeiro baixo (<a href="#t3">Tabela 3</a>). </font></p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a16t3.jpg" width="348" height="357"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os temas onde s&#227;o   reveladas as maiores necessidades de forma&#231;&#227;o s&#227;o na &#8220;taxa de esfor&#231;o&#8221; e nas   &#8220;taxas de juro fixas e vari&#225;veis&#8221;. A &#8220;TAE e TAEG&#8221;, o &#8220;Descoberto banc&#225;rio&#8221; e a   defini&#231;&#227;o de <i>Euribor</i> s&#227;o os temas   onde os alunos possuem mais conhecimento, sendo a quest&#227;o relacionada com a   defini&#231;&#227;o da <i>Euribor</i> a &#250;nica em que   mais de metade dos estudantes acertou (<a href="#t4">Tabela 4</a>). </font></p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a16t4.jpg" width="382" height="398"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Relativamente ao que os   alunos afirmam saber, ou seja, o seu conhecimento percecionado, este revela-se   mediano. Como pode ser observado no <a href="#g1">Gr&#225;fico 1</a>, a m&#233;dia de respostas dos alunos,   quando questionados sobre a sua perce&#231;&#227;o relativamente &#224; sua compreens&#227;o   financeira, n&#227;o apresenta valores demasiado elevados. As m&#233;dias variam entre   2,03, para a taxa de esfor&#231;o, e 3,16, para os cart&#245;es de cr&#233;dito, numa escala   de 1 (compreens&#227;o muito baixa) e 5 (compreens&#227;o muito elevada). </font></p>     <p><a name="g1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a16g1.jpg" width="379" height="328"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">No entanto, apesar de o conhecimento percecionado dos alunos n&#227;o ser   excessivo, este continua a ser maior do que o conhecimento real apurado. No     <a href="#g2">Gr&#225;fico 2</a> pode ser comparado a percentagem de alunos que afirma deter um   conhecimento Muito Elevado/Elevado/Mediano, com a percentagem de alunos que   acertou nas quest&#245;es pr&#225;ticas de avalia&#231;&#227;o de conhecimento. </font></p>     <p><a name="g2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a16g2.jpg" width="382" height="266"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A l&#243;gica pressup&#245;e que estas duas percentagens coincidam, ou seja, &#233;   suposto que os estudantes que afirmam deter um conhecimento mediano ou superior   acertem nas quest&#245;es de teste. No entanto, &#224; exce&#231;&#227;o do tema &#8220;Descoberto   banc&#225;rio&#8221;, a percentagem de alunos que consideram ser detentores de um   conhecimento Elevado/Mediano &#233; superior &#224; percentagem daqueles que realmente   acertam nas quest&#245;es de teste de conhecimento. Ou seja, existe evid&#234;ncia para   uma sobreavalia&#231;&#227;o de conhecimento financeiro por parte dos estudantes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No entanto, verifica-se a exist&#234;ncia de correla&#231;&#245;es diretas entre os conhecimentos percecionados e o conhecimento real (<a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a16t5.jpg">Tabela 5</a>). </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">De facto, quando aumenta o conhecimento percecionado do estudante, o   conhecimento real tamb&#233;m tende a aumentar, sendo essa tend&#234;ncia maior nos   conceitos de taxas (<i>Euribor</i>, <i>spread</i>, taxas de juro fixas e vari&#225;veis)   e de regimes de juros, em que as rela&#231;&#245;es s&#227;o moderadas, e menor nos outros   conceitos relacionados com empr&#233;stimos, em que as rela&#231;&#245;es s&#227;o fracas (<i>Pearson</i> inferior a 0,4). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>4.4. Condicionantes do conhecimento</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na     <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a16t6.jpg">Tabela 6</a> apresentam-se as caracter&#237;sticas dos estudantes universit&#225;rios que se   relacionam com conhecimento financeiro real na vertente do cr&#233;dito, medido em percentagem de respostas corretas. </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Das caracter&#237;sticas sociodemogr&#225;ficas a regi&#227;o   de resid&#234;ncia habitual apresenta uma associa&#231;&#227;o com o conhecimento, existindo   uma tend&#234;ncia para os alunos das regi&#245;es Norte, Algarve e Regi&#227;o Aut&#243;noma da   Madeira apresentarem conhecimentos inferiores aos alunos das restantes regi&#245;es   (% m&#233;dia de respostas corretas inferiores a 22%, sendo essa m&#233;dia nas outras   regi&#245;es superior a 32%). Tamb&#233;m o facto do estudante se encontrar deslocado, ou   seja, n&#227;o residir na &#225;rea de Lisboa, leva a uma tend&#234;ncia para menores   conhecimentos. Por outro lado, constata-se que os alunos que residem numa   resid&#234;ncia secund&#225;ria e que suportam na &#237;ntegra os encargos com essa habita&#231;&#227;o   tendem a possuir maiores conhecimentos (m&#233;dia de 37,7%) enquanto os que n&#227;o t&#234;m   encargos ou os que os partilham com outros indiv&#237;duos apresentam m&#233;dia de respostas corretas inferior a 25%. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que respeita ao percurso acad&#233;mico   verifica-se que os estudantes de ci&#234;ncias empresariais, com m&#233;dia de 38,4%,   tendem a possuir maior conhecimento que os seus colegas de outras &#225;reas,   nomeadamente os de tecnologias, que apresentam uma m&#233;dia de respostas corretas   de apenas 19,3%. A frequ&#234;ncia do 3&#186; ano conduz a um aumento de conhecimentos   quando comparado com os alunos do 1&#186; ano, sendo a m&#233;dia de respostas corretas de 38,3%, mais 9% do que os do 1&#186; ano. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que respeita ao <i>background</i> familiar apenas o rendimento anual l&#237;quido do agregado   familiar est&#225; relacionado com o conhecimento, existindo uma ligeira tend&#234;ncia   para quando o rendimento aumenta, aumentar tamb&#233;m o conhecimento. De facto, os   alunos em que o agregado familiar aufere um rendimento superior a 30 mil euros s&#227;o os que apresentam maior conhecimento (m&#233;dia de 41,5%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cultura financeira, medida pelo n&#250;mero de   fontes de informa&#231;&#227;o consultado pelos estudantes regularmente, relaciona-se de   forma fraca com o conhecimento, existindo uma tend&#234;ncia para aumentar os   conhecimentos com o aumento do n&#250;mero de fontes consultadas. A diferen&#231;a de   conhecimentos entre quem n&#227;o consulta qualquer fonte (m&#233;dia 19,1%) e quem consulta &#233; bastante acentuada (m&#233;dias de quem consulta superiores a 30%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tamb&#233;m o n&#237;vel de inclus&#227;o financeira est&#225;   associado com os conhecimentos, sendo que os estudantes que n&#227;o possuem conta   banc&#225;ria s&#227;o os que apresentam menor conhecimento (m&#233;dia de 18,2%). Os   estudantes que possuem 3 ou mais contas acertam, em m&#233;dia, em mais do dobro das respostas dos que n&#227;o t&#234;m conta (m&#233;dia de 42,3%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por fim, realce-se que o grau de familiariza&#231;&#227;o   com produtos financeiros de cr&#233;dito n&#227;o apresenta qualquer rela&#231;&#227;o com os conhecimentos reais de cr&#233;dito.</font><font size="2" face="Verdana"><br clear=all >    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>4.5. Discuss&#227;o de   resultados</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados apresentados levam a concluir que os conhecimentos   financeiros dos estudantes na vertente do cr&#233;dito s&#227;o reduzidos e que o   conhecimento percecionado est&#225; diretamente relacionado com conhecimento real.   Por outro lado, o conhecimento percecionado revela-se mediano e, portanto,   superior ao conhecimento real. Deste modo a H1 &#233; suportada pela evid&#234;ncia   encontrada. Esta conclus&#227;o &#233; consistente com a conclus&#227;o retirada do estudo da   OECD (2005) que aborda esta tem&#225;tica aquando da revis&#227;o do estudo australiano realizado pelo ANZ Banking Group em 2003. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As caracter&#237;sticas sociodemogr&#225;ficas que influenciam o conhecimento dos   estudantes s&#227;o a regi&#227;o da resid&#234;ncia principal, deslocado da resid&#234;ncia   principal e a responsabilidade pelos encargos com a resid&#234;ncia secund&#225;ria   (quando esta existe). Tamb&#233;m a &#225;rea e o ano de curso frequentado explicam o   conhecimento financeiro na vertente do cr&#233;dito. Deste modo, a H2 &#233; igualmente   suportada pela evid&#234;ncia estat&#237;stica, sendo que as caracter&#237;sticas relacionadas   com o curso s&#227;o tamb&#233;m indicadas como influenciadoras de conhecimento por autores como Chen e Volpe (1998) e Mandell (2008). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A H3 que afirma que o <i>background</i> familiar est&#225; relacionado com o conhecimento financeiro real tamb&#233;m &#233;   verificada ao constatar-se que o rendimento do agregado familiar est&#225; diretamente relacionado, embora de forma fraca, com o conhecimento financeiro. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cultura financeira dos estudantes, dimens&#227;o introduzida pela primeira   vez neste estudo, est&#225; relacionada com o conhecimento financeiro real j&#225; que os   estudantes que consultam com regularidade fontes de informa&#231;&#227;o de &#237;ndole   financeiro possuem maior conhecimento financeiro. Assim, a H4 encontra-se igualmente verificada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A titularidade de uma conta &#224; ordem apresenta uma rela&#231;&#227;o, embora fraca,   com o conhecimento dos estudantes universit&#225;rios. Este resultado contradiz, de   certa forma, a conclus&#227;o retirada do estudo de Choi (2009), onde a rela&#231;&#227;o   entre a posse de uma conta banc&#225;ria e o conhecimento financeiro do estudante &#233;   considerada forte. A fraca rela&#231;&#227;o pode ser fruto do alto n&#237;vel de inclus&#227;o   financeira, ou seja, s&#227;o pouco os estudantes do ISCTE-IUL que n&#227;o possuem   qualquer conta banc&#225;ria, tornando-se assim dif&#237;cil apurar as diferen&#231;as de   conhecimento entre quem det&#233;m e que n&#227;o det&#233;m uma conta &#224; ordem. No entanto,   quem &#233; titular de, pelo menos, uma conta banc&#225;ria revela uma m&#233;dia de   conhecimento claramente mais elevada do que aqueles que n&#227;o possuem qualquer   conta. Desta forma, a H5 que afirma que o n&#237;vel de inclus&#227;o financeira est&#225;   relacionado com o conhecimento financeiro real &#233; suportada pela evid&#234;ncia encontrada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por fim, a H6 que afirma que o grau de familiariza&#231;&#227;o com produtos de   cr&#233;dito est&#225; relacionado com o conhecimento financeiro n&#227;o encontrou suporte   nos resultados, pelo que &#233; refutada e contrariando resultados de outros autores (Mandell, 2008; Lalonde & Schmidt, 2011) </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O g&#233;nero do aluno, caracter&#237;stica apontada como diferenciadora do   conhecimento financeiro dos estudantes universit&#225;rios por estudos como os de   Chen e Volpe (1998), Mandell (2008) e Lalonde e Schmidt (2011), segundo os   resultados apurados, n&#227;o possui qualquer capacidade explicativa do conhecimento   dos estudantes. Por outro lado, tamb&#233;m as habilita&#231;&#245;es do pai ou da m&#227;e n&#227;o est&#227;o   relacionadas com os conhecimentos dos estudantes, o que n&#227;o confirma os resultados de Mandell (2008). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>5. Conclus&#245;es</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A crescente preocupa&#231;&#227;o dos governos com a literacia financeira das suas   popula&#231;&#245;es &#233; not&#243;ria, &#224; medida que estes tendem a aumentar a educa&#231;&#227;o   financeira no seu pa&#237;s. A educa&#231;&#227;o financeira dos cidad&#227;os, como promotora da   literacia financeira, possui grande import&#226;ncia pois melhores consumidores podem traduzir-se em melhores mercados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo, focado nos estudantes universit&#225;rios do ISCTE-IUL, conclui   que estes n&#227;o possuem um n&#237;vel de conhecimento financeiro satisfat&#243;rio, sendo   que apresentam uma m&#233;dia de conhecimento, na vertente do cr&#233;dito, de apenas   32,3%. Al&#233;m disso, este baixo n&#237;vel de conhecimento dos estudantes n&#227;o &#233; por   eles reconhecido, ou seja, os alunos consideram que possuem um conhecimento   mediano e n&#227;o baixo, como &#233; apurado. Existe ent&#227;o uma sobreavalia&#231;&#227;o dos   conhecimentos financeiros, na vertente do cr&#233;dito, por parte destes estudantes.   Esta sobreavalia&#231;&#227;o pode ser prejudicial na medida em que os alunos, ao terem   que tomar certas decis&#245;es financeiras, n&#227;o ir&#227;o procurar ajuda porque simplesmente n&#227;o a consideram necess&#225;ria. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No entanto, as m&#233;dias mais elevadas de conhecimento s&#227;o apresentadas   pelos alunos das &#225;reas empresariais, pelos alunos que est&#227;o neste momento a   terminar o curso e pelos estudantes que acompanham tr&#234;s fontes de informa&#231;&#227;o   regularmente. Mas, s&#227;o conhecimentos claramente insuficientes para as decis&#245;es financeiras ao n&#237;vel do cr&#233;dito que v&#227;o ter que tomar nas suas vidas. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Urge, pois, tomar medidas ao n&#237;vel da educa&#231;&#227;o para colmatar as   insufici&#234;ncias detetadas. Se os governos j&#225; est&#227;o a promover educa&#231;&#227;o   financeira nos n&#237;veis de ensino mais baixos, os resultados encontrados e os   resultados de outros estudos levam a identificar a necessidade de promover a   educa&#231;&#227;o tamb&#233;m na popula&#231;&#227;o universit&#225;ria e adulta. Ao n&#237;vel da universidade a   cria&#231;&#227;o de compet&#234;ncias transversais relacionadas com as finan&#231;as pessoais pode   ser uma hip&#243;tese para melhorar os conhecimentos dos jovens. Ao n&#237;vel da   popula&#231;&#227;o adulta a solu&#231;&#227;o dever&#225; passar pela cria&#231;&#227;o de programas de educa&#231;&#227;o financeira na televis&#227;o, forma de chegar a um maior n&#250;mero de pessoas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A principal limita&#231;&#227;o deste estudo prende-se com a inexist&#234;ncia de um   conceito comum de literacia financeira e, como consequ&#234;ncia, de um instrumento   de medi&#231;&#227;o <i>standard</i> (Huston, 2010).   Assim, alguns estudos existentes como o de Chen e Volpe (1998), n&#227;o reproduzem   nenhuma defini&#231;&#227;o de literacia financeira, cingindo-se &#224; sua medi&#231;&#227;o. Esta limita&#231;&#227;o   &#233; prejudicial aquando das compara&#231;&#245;es entre estudos na medida em que os estudos   podem medir diferentes vertentes do conhecimento financeiro. A utiliza&#231;&#227;o de   apenas uma dimens&#227;o das finan&#231;as pessoais, o cr&#233;dito, pode criar alguns   equ&#237;vocos aquando das conclus&#245;es. N&#227;o se pode simplesmente concluir que estes   estudantes s&#227;o financeiramente iletrados, quando se testa apenas uma vertente do conhecimento sobre finan&#231;as pessoais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As limita&#231;&#245;es identificadas levam a concluir pela necessidade de se   definir e validar um instrumento de medi&#231;&#227;o dos conhecimentos financeiros que   seja generaliz&#225;vel a qualquer popula&#231;&#227;o. Por outro lado, sendo a amostra deste   estudo recolhida em apenas uma institui&#231;&#227;o de ensino superior &#233; necess&#225;rio validar os resultados atrav&#233;s de mais estudos. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&#234;ncias</b> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ANZ (2003). Anz   survey of adult financial literacy in australia <i>&#8211; </i>Final report, Melbourne: Roy Morgan Research.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S2182-8458201400030001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Bianco,   C. & Bosco, S. (2011). Financial literacy: what are business schools   teaching. <i>Journal of Global Business Management,</i> <i>7</i>(1), 1-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S2182-8458201400030001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BP (2010a). <i>Inqu&#233;rito &#224; literacia financeira da popula&#231;&#227;o portuguesa - apresenta&#231;&#227;o   dos principais resultados, Banco de Portugal</i>. Retrieved January 17 2012, from <a href="http://clientebancario.bportugal.pt" target="_blank">http://clientebancario.bportugal.pt</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S2182-8458201400030001600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BP (2010b). <i>Relat&#243;rio do inqu&#233;rito &#224; literacia financeira da popula&#231;&#227;o portuguesa</i>. Retrieved January 17, 2012, from <a href="http://clientebancario.bportugal.pt" target="_blank">http://clientebancario.bportugal.pt</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S2182-8458201400030001600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BP (2011). <i>Plano nacional de forma&#231;&#227;o financeira, Banco de Portugal. CMVM</i>. Instituto de Seguros de Portugal. Retrieved October 11, 2012, from <a href="http://www.cmvm.pt" target="_blank">http://www.cmvm.pt</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S2182-8458201400030001600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Chen,   H. & Volpe, R. (1998). An analisis of personal financial literacy among   college students, <i>Financial Services     Review, 7</i>(2), 107-128.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S2182-8458201400030001600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Choi,      L. (2009). Bank accounts and youth financial knowledge: connecting experience   and education. <i>Working Paper, Federal     Reserve Bank of San Francisco.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S2182-8458201400030001600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Costa,   A. F., Caetano, A., Martins, S. C., e Mauritti, R. (2009). <i>Estudantes do Ensino Superior e Empr&#233;stimos com Garantia M&#250;tua</i>. Inqu&#233;ritos 2009. CIES - ISCTE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S2182-8458201400030001600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Cull,   M. & Whitton, D. (2011). University students financial literacy levels:   Obstacles and aids. <i>The Economic and     Labour Relations Review,</i> <i>22</i>(1),   99-114.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S2182-8458201400030001600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Frank,   H. (2009). The financial crisis of 2008: A clarion call to include economic   policy and financial illiteracy on public administration's intellectual radar   screen.  <i>Administrative Theory & Praxis</i>, <i>31</i>(3), 409-416.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S2182-8458201400030001600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Huston,   S. (2010). Measuring financial literacy. <i>The     Journal of Consumer Affairs,</i> <i>44</i>(2),   296-316.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S2182-8458201400030001600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ISCTE-IUL (2012). <i>Instituto Universit&#225;rio de Lisboa: S&#237;ntese do relat&#243;rio de atividades   de 2011</i>. Reitoria do ISCTE-IUL.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S2182-8458201400030001600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Lalonde,   K. & Schmidt, A. (2011). Credit cards and student interest: a financial   literacy survey of college students. <i>Research in Higher Education Journal,</i> Vol. <i>10</i>, 1-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S2182-8458201400030001600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Lusa (2011, Abril 28). Processos de   endividamento continuam a aumentar. Di&#225;rio Econ&#243;mico. Retrieved January 19 2012, from <a href="http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1839331" target="_blank">http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx&#8204;content_id=1839331</a> </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S2182-8458201400030001600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Mandell,   L. (2008). <i>The financial literacy of     young american adults: results of the 2008 national jump$tart coalition</i>.   Washington: Survey of High School Seniors and College Students.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S2182-8458201400030001600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">OECD   (2005). Improving financial literacy: analysis of issues and policies.  <i>OECD     Publishing</i>, 26-36; 42-45; 62; 62-70; 132-134; 146-147.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S2182-8458201400030001600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">OECD   (2010). <i>PISA 2012</i> <i>Financial literacy framework &#8211; draft to     possible revision after the field trial</i>. Retrieved January 19 2012, from <a href="http://www.oecd.org" target="_blank">http://www.oecd.org</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S2182-8458201400030001600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">OECD   (n.d.). <i>OECD Financial Education Project:     Background and Implementation</i>. Retrieved January 19 2012, from <a href="http://www.oecd.org/daf/fin/financial-education/oecdfinancialeducationprojectbackgroundandimplementation.htm" target="_blank">http://www.oecd.org/daf/fin/financial-education/oecdfinancialeducationprojectbackgroundandimplementation.htm</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S2182-8458201400030001600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PROTESTE (2009). <i>Guia do cr&#233;dito</i>. Lisboa: Deco Proteste Editores, Lda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S2182-8458201400030001600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Processo do artigo    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </b><b>Submetido:</b> 11 agosto 2012    <br> <b>Aceite:</b> 12 fevereiro 2013 </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Anexos</b> </font></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><b><a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a16a1.jpg">Anexo 1</a></b> </font></p>     
<p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><b><a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a16a2.jpg">Anexo 2</a></b> </font></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">&nbsp;</p>     <p><a name="a3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a16a3.jpg" width="503" height="752"></p>     
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