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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Bastidores da hotelaria: qualidade de vida no trabalho no setor de governança - camareiras dos hotéis de Foz do Iguaçu - PR - Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study assesses the Quality of Life at Work (QLW) of employees of the housekeeping sector - chambermaids - in executive hotels that are members of the Brazilian Hotel Industry Association (ABIH-PR) in the municipality of Foz do Iguaçu, PR. The method used was exploratory research, through the use of the TQWL - 42 questionnaire and interviews conducted in six executive type hotels with a population of 51 maids. Multivariate statistical analysis enabled a qualitative and quantitative reading of the workplace from the point of view of those who experience it on a daily basis. In general, the workers are reasonably satisfied with their working environment, but these results could also be seen as a need for improvement in the working environment and relationships. In view of the maids&#8217; understanding that quality of services is linked to the quality of life of workers, we found that the maids provide their organisations with a more human face.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><b>TURISMO -  ARTIGOS CIENT&Iacute;FICOS </b></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Bastidores da hotelaria: qualidade de vida no   trabalho no setor de governan&#231;a &#8211; camareiras dos hot&#233;is de Foz do Igua&#231;u &#8211; PR -   Brasil</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Behind the scene in the hospitality industry: Quality   of life at work in the housekeeping sector &#8211; chambermaids at hotels in Foz do Igua&#231;u   &#8211; PR &#8211; Brazil</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Marcus Henrique Rolim Leite<sup>1</sup></b>; <b>Carlos Alberto Tomelin<sup>2</sup></b>; <b>Marcos Roberto Ramos<sup>3</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup>Universidade   do Vale do Itaja&#237; - Univali, Mestrado acad&#234;mico em Turismo e Hotelaria, 5&#170; Avenida, 1100, Bairro dos Munic&#237;pios - Balne&#225;rio Cambori&#250; - SC, CEP: 88337-300, <a href="mailto:marcusleite.rolim@hotmail.com">marcusleite.rolim@hotmail.com</a>    <br> <sup>2</sup>Universidade   do Vale do Itaja&#237; - Univali, Centro de Ci&#234;ncias Sociais Aplicadas: Comunica&#231;&#227;o, Turismo e Lazer, CEP: 88337-300, Balne&#225;rio Cambori&#250;-SC, Brasil, <a href="mailto:tomelin@univali.br">tomelin@univali.br</a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>3</sup>Universidade   do Vale do Itaja&#237; - Univali, Centro de Ci&#234;ncias Sociais Aplicadas: Comunica&#231;&#227;o, Turismo e Lazer, CEP: 88337-300, Balne&#225;rio Cambori&#250;-SC, Brasil, <a href="mailto:marcos.roberto@univali.br">marcos.roberto@univali.br</a> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os estudos da Qualidade de Vida no Trabalho (QVT)   buscam verificar o bem-estar dos trabalhadores em seus postos de trabalho no   decorrer di&#225;rio de suas atividades laborais. De acordo com Walton (1973), a   meta da QVT &#233; propor uma organiza&#231;&#227;o mais humanizada, na qual o trabalho   envolva, simultaneamente, relativo grau de responsabilidade, autonomia e n&#237;vel   do cargo, recebimento de recursos de <i>Feedback</i> sobre o desempenho, com tarefas adequadas, variedade, enriquecimento do   trabalho e &#234;nfase no desenvolvimento pessoal do indiv&#237;duo. Nesse contexto, o   objetivo deste artigo foi avaliar a QVT dos colaboradores do setor de   governan&#231;a &#8211; camareiras &#8211; dos hot&#233;is executivos filiados &#224; Associa&#231;&#227;o   Brasileira da Ind&#250;stria de Hot&#233;is &#8211; ABIH-PR no munic&#237;pio de Foz do Igua&#231;u &#8211; PR.   O m&#233;todo de pesquisa &#233; explorat&#243;rio e deu-se por meio da aplica&#231;&#227;o do   instrumento de coletas de informa&#231;&#245;es TQWL - 42 - Question&#225;rio e entrevistas em   6 hot&#233;is do tipo executivo numa popula&#231;&#227;o de 51 camareiras. A an&#225;lise   estat&#237;stica multivariada possibilitou uma leitura ora qualitativa, ora   quantitativa do local de trabalho sob a &#243;ptica daqueles que o evidenciam   diariamente. De modo geral, os trabalhadores est&#227;o razoavelmente satisfeitos   com o ambiente de trabalho, por&#233;m essa caracter&#237;stica pode ser tamb&#233;m   compreendida como necessidade de melhoria no ambiente e no conv&#237;vio do   trabalho. Na vis&#227;o das camareiras o entendimento de que a qualidade na presta&#231;&#227;o de servi&#231;os d&#225;-se pela condi&#231;&#227;o humana em sua quase totalidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>Hotelaria, camareiras, qualidade de vida, trabalho, presta&#231;&#227;o de servi&#231;os. </font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">This study assesses the Quality of Life at Work (QLW) of employees of the   housekeeping sector &#8211; chambermaids &#8211; in executive hotels that are members of   the Brazilian Hotel Industry Association (ABIH-PR) in the municipality of Foz   do Igua&#231;u, PR. The method used was exploratory research, through the use of the   TQWL &#8211; 42 questionnaire and interviews conducted in six executive type hotels   with a population of 51 maids.  Multivariate statistical analysis enabled a qualitative and quantitative   reading of the workplace from the point of view of those who experience it on a   daily basis.  In general, the workers are   reasonably satisfied with their working environment, but these results could   also be seen as a need for improvement in the working environment and   relationships.  In view of the maids&#8217; understanding   that quality of services is linked to the quality of life of workers, we found that the maids provide their organisations with a more human face. </font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>Hotel   management, maid, quality of life, work, provision of services.   </font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>1. Refer&#234;ncial te&#243;rico</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A hotelaria no Brasil, desde os anos 90, quando do   in&#237;cio da entrada de grandes redes hoteleiras internacionais, passa por um   per&#237;odo de significativas mudan&#231;as, antes caracterizada, em sua ess&#234;ncia, como   uma hotelaria de administra&#231;&#227;o basicamente familiar de pequeno ou m&#233;dio porte.   Ela &#233; distinguida, atualmente, tamb&#233;m pela atua&#231;&#227;o no   mercado brasileiro de hospedagem das grandes redes nacionais e internacionais   as quais denotam, na hotelaria nacional atual, uma caracter&#237;stica mais profissional de suas atividades. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O turismo vem ganhando import&#226;ncia no   contexto mundial e est&#225; crescendo rapidamente no Brasil, impulsionando um   avan&#231;o econ&#244;mico social em suas regi&#245;es e possibilitando, assim, a expans&#227;o do   mercado de trabalho. As expectativas para esse setor s&#227;o muito promissoras,   considerando que o Brasil ser&#225; sede da copa do mundo em 2014 e das Olimp&#237;adas em 2016. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Percebe-se, assim, que o mercado   brasileiro de hospedagem desponta com boas oportunidades e perspectivas de   crescimento para os anos futuros e, com isso, as oportunidades de emprego passam a ser proeminentes para estudantes,   profissionais da &#225;rea ou qualquer outro indiv&#237;duo que se sinta atra&#237;do por esse mercado de trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com estudos publicados na Revista Valor   &#8211; An&#225;lise setorial da Ind&#250;stria Hoteleira 2010, para a empresa de consultoria   Ernst & Young &#8211; &#8220;Global Hospitality Insights&#8221; -, o crescimento mundial da   hotelaria &#233; refor&#231;ado pelas estimativas de que o turismo evoluir&#225;,   mundialmente, a curto e m&#233;dio prazo. Tal expectativa &#233; corroborada pela informa&#231;&#227;o de que: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O continente africano foi o primeiro a sentir os efeitos da retomada   econ&#244;mica para o setor hoteleiro, em fun&#231;&#227;o de um grande evento: a Copa do   Mundo de futebol, realizada entre junho e julho de 2010, que deve ter impulsionado   sozinha uma recupera&#231;&#227;o entre 1% e 3% no turismo global em 2010, segundo a OMC (Organiza&#231;&#227;o Mundial do Com&#233;rcio). (Revista Valor, 2010). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Frente a essas informa&#231;&#245;es, tendo como elemento   balizador o cen&#225;rio que se desenha para os anos futuros, existe uma perspectiva   governamental e, tamb&#233;m, da iniciativa privada de que o turismo de modo geral   seja incrementado em toda sua base estrutural com par&#226;metros de qualidade de   servi&#231;os e produtos, tendo em vista a expectativa do aumento da demanda tur&#237;stica nacional e internacional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Se considerados os investimentos feitos pela Uni&#227;o   juntamente com a iniciativa privada no que se refere &#224; reestrutura&#231;&#227;o da cadeia   de suporte b&#225;sico ao turismo e pelo &#237;ndice alcan&#231;ado pelo Brasil em 2011 no   &#8220;ranking de competitividade no turismo&#8221;, &#233; percept&#237;vel, mesmo com todos os   investimentos feitos e aprovados, que o turismo nacional, apesar de toda sua   potencialidade econ&#244;mica, apresenta &#237;ndices t&#237;midos de desenvolvimento como   demonstra o Instituto Brasileiro de Turismo - EMBRATUR no documento   &#8220;Estat&#237;sticas B&#225;sicas de Turismo, Brasil, 2009 e Organiza&#231;&#227;o Mundial do Turismo - OMT. Bar&#244;metro Mundial do Turismo&#8221;. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sob essa perspectiva, o munic&#237;pio de Foz do   Igua&#231;u, localizado ao extremo oeste do estado do Paran&#225;, de acordo com Minist&#233;rio   do Turismo (MTUR, 2008), ocupa a quarta posi&#231;&#227;o no ranking das cidades mais   visitadas no Brasil em viagens de lazer, o que para a economia local   representa, empiricamente, que os meios de hospedagem da cidade tendem a ofertar um n&#250;mero consider&#225;vel de postos de trabalho. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">De acordo com informa&#231;&#245;es publicadas pela   Secretaria Municipal de Turismo da Prefeitura Municipal de Foz do Igua&#231;u   (2013), o estudo &#8220;Dados socioecon&#244;micos de Foz do Igua&#231;u 2011&#8221; informa que a   cidade utiliza-se, para distinguir seus meios de hospedagem (M. H), de uma   caracter&#237;stica peculiar a qual subdivide os M. H por uma tabela de valores de   di&#225;rias. Dessa tabela, excetuam-se os meios de hospedagem classificados como   pousadas, mot&#233;is, <i>campings</i> e   albergues da juventude. Para esse trabalho, utilizou-se apenas M. H   classificados como hot&#233;is, sendo 38 hot&#233;is que praticam di&#225;rias a partir de R$   101,00 com 11.321 leitos; 39 hot&#233;is com di&#225;rias entre R$ 51,00 a R$ 100 com   6.064 leitos; e 33 hot&#233;is com di&#225;rias at&#233; R$ 50,00 com 2.302 leitos. Assim,   para essa pesquisa, os dados foram coletados em seis meios de hospedagem do   tipo executivo os quais s&#227;o associados &#224; ABIH-PR, entidade nacional a qual representa a ind&#250;stria hoteleira nacional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados s&#227;o parciais e representam a 1&#170; fase   da pesquisa que se encontra em aprofundamento em outros setores junto aos   hot&#233;is afiliados, contando com o apoio da diretoria regional da entidade. Para   essa pesquisa, trabalhou-se com meios de hospedagem &#8211; hot&#233;is do tipo executivo,   desconsiderando o n&#250;mero de leitos e o n&#250;mero de funcion&#225;rios. Os resultados   advindos s&#227;o dados gerais dos setores de governan&#231;a &#8211; camareiras - e representam seis hot&#233;is os quais totalizaram cinquenta e uma entrevistas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observou-se que a cidade det&#233;m um enorme potencial   tur&#237;stico hoteleiro, e espera-se que se mantenha como um destino competitivo   economicamente vi&#225;vel a m&#233;dio e longo prazo, visto que uma das caracter&#237;sticas   do munic&#237;pio &#233;, justamente, a qualidade dos servi&#231;os prestados na hotelaria   local, dado este verificado pelos turistas quando usufruem da estrutura hoteleira existente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O parque hoteleiro de Foz de Igua&#231;u beneficia a   popula&#231;&#227;o local. Ele gera melhor qualidade de vida da comunidade,   promove uma experi&#234;ncia de alta qualidade para o visitante e preocupa-se com o   desenvolvimento ambiental, social e cultural, tanto para a comunidade quanto para o visitante. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O setor hoteleiro &#233; essencialmente um   servi&#231;o. Para ser bem sucedido no mercado &#233; importante que os gestores saibam   como os seus colaboradores se sentem no trabalho e o que eles querem. O tamanho   do esfor&#231;o que um funcion&#225;rio dedica para alcan&#231;ar os objetivos da empresa   depende se este funcion&#225;rio acredita que este esfor&#231;o poder&#225; levar &#224; satisfa&#231;&#227;o   de suas necessidades ou desejos. Nesse contexto, a chave para facilitar a motiva&#231;&#227;o   est&#225; no bom entendimento do gerente no que se refere ao que o funcion&#225;rio quer do trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Qualidade de Vida no Trabalho (QVT)   tem sido utilizada como indicador das experi&#234;ncias humanas no local de trabalho   e o grau de satisfa&#231;&#227;o das pessoas que desempenham o trabalho. O conceito de   QVT implica uma vis&#227;o mais humanista do trabalho, implicando em maior respeito   pelas pessoas. (Chiavenato, 2004; Ayres, Silva & Soto-Maior, 2004). A   otimiza&#231;&#227;o do potencial humano depende de qu&#227;o bem as pessoas se sentem trabalhando na organiza&#231;&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda que a abrang&#234;ncia do conceito   QVT impe&#231;a que haja uma conceitua&#231;&#227;o &#250;nica e definitiva, em decorr&#234;ncia da   necessidade do termo ser embasado na percep&#231;&#227;o da representatividade e significado do trabalho, a QVT tem por finalidade: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Propor uma s&#233;rie de a&#231;&#245;es que envolvam   diagn&#243;sticos e implanta&#231;&#227;o de melhorias e inova&#231;&#245;es gerenciais, tecnol&#243;gicas e   estruturais dentro e fora do ambiente de trabalho, visando propiciar condi&#231;&#245;es   plenas de desenvolvimento humano para e durante a realiza&#231;&#227;o do trabalho. (Oliveira & Limongi-Fran&#231;a, 2005). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Gerar uma organiza&#231;&#227;o mais humanizada, na qual o   trabalho envolve simultaneamente relativo grau de responsabilidade e de   autonomia a n&#237;vel de cargo, recebimento de recursos de retro informa&#231;&#227;o sobre o   desempenho com tarefas adequadas, variedade e enriquecimento do trabalho com &#234;nfase no desenvolvimento pessoal do indiv&#237;duo. (Walton, 1974) </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse sentido, sua import&#226;ncia para os estudos   organizacionais &#233; representada, fundamentalmente, pela possibilidade do   administrador ampliar sua vis&#227;o sobre a import&#226;ncia e o significado de   investir-se tempo e recursos financeiros em programas de QVT, alinhando metas   com os objetivos da organiza&#231;&#227;o, o que acaba refletindo na estrat&#233;gia global da empresa as a&#231;&#245;es ali implantadas. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Assim   podemos questionar: Os meios de hospedagem da cidade de Foz do Igua&#231;u propiciam   um ambiente laboral que valoriza a qualidade de vida das camareiras&#8204; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para isso, o objetivo do presente artigo foi o de   avaliar a Qualidade de Vida no Trabalho   dos funcion&#225;rios do setor operacional de governan&#231;a - camareiras dos hot&#233;is associados &#224; ABIH-PR, entidade de classe de Foz do Igua&#231;u &#8211; PR. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>2. Revis&#227;o da   literatura</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>2.1 Qualidade de vida do trabalhador &#8211; QVT</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No contexto social e econ&#244;mico do s&#233;culo XXI,   observa-se que a condi&#231;&#227;o humana no trabalho &#233; tema de estudos em diversas   &#225;reas do conhecimento e para o turismo e a hotelaria n&#227;o poderia ser diferente.   Diante disso, um ponto que se sobressai no contexto hoteleiro nacional &#233; a   designa&#231;&#227;o do termo &#8220;qualidade&#8221;, seja ela dos produtos ou dos servi&#231;os que   prop&#245;e o meio de hospedagem a seus h&#243;spedes. Diante da busca no que se refere   aos quesitos mencionados, poucas vezes se observou um acirramento por novas   formas de gerir-se um dos elementos mais valiosos para um meio de hospedagem: o   elemento humano. Este, por raz&#245;es intr&#237;nsecas, se sobressai, uma vez que, para   a hotelaria, poucas s&#227;o as possibilidades de se automatizar as tarefas de   trabalhos evidenciadas por seus trabalhadores inseridos nos mais diversos setores   hoteleiros. Dessa forma, o trabalho humano &#233; fator preponderante para a   hotelaria, sem o qual boa parte dos servi&#231;os oferecidos aos seus h&#243;spedes n&#227;o poderiam ser disponibilizados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, a relev&#226;ncia para a ind&#250;stria do turismo e   da hotelaria que o fator humano representa ao pesquisar o ambiente de trabalho   desses trabalhadores desponta como um valioso instrumento para as organiza&#231;&#245;es   que queiram se manter vi&#225;veis socioeconomicamente em um mercado bastante concorrido e acirrado, como o da hotelaria. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um dos estudos de valor bem representativo para   esse contexto econ&#244;mico hoteleiro s&#227;o as pesquisas de cunho organizacional,   mais precisamente as que abordam a tem&#225;tica Qualidade de Vida no Trabalho,   tendo estas a finalidade de informar aos gestores as condi&#231;&#245;es em que as a&#231;&#245;es laborais s&#227;o desenvolvidas no cotidiano laboral de seus funcion&#225;rios. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Subsequente a isso, as pesquisas revelam uma   leitura das particularidades dos locais de trabalho e de seus reflexos junto &#224;s   empresas hoteleiras. A partir dessas pesquisas &#233; poss&#237;vel verificar ou n&#227;o o   alcance das metas e objetivos organizacionais que se prop&#244;s a alcan&#231;ar enquanto organiza&#231;&#227;o empresarial. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse sentido, investigar a tem&#225;tica (QVT) busca   clarificar a taxa de satisfa&#231;&#227;o dos trabalhadores respons&#225;veis pelos produtos   ou servi&#231;os hoteleiros, sabendo-se que situa&#231;&#245;es negativas e desconfort&#225;veis   advindas do ambiente de trabalho s&#227;o capazes de afetar e, at&#233; mesmo, reduzir a satisfa&#231;&#227;o dos consumidores. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Por experi&#234;ncia profissional dos autores junto &#224;      hotelaria nacional por mais de dez anos e frente ao panorama observado no que   tange &#224; QVT, essa &#233; uma tem&#225;tica com relativo grau de import&#226;ncia a ser   pesquisado pelos meios de hospedagem. Em se tratando da qualidade, a quest&#227;o   central e motivadora dessa pesquisa pode ser percebida ao se levar em conta o   pensamento de Crozier (1989) quando o autor suscita o seguinte questionamento:   &#8220;[...] n&#227;o se pode falar da qualidade de produtos ou servi&#231;os se aqueles que v&#227;o produzi-los n&#227;o t&#234;m qualidade de vida no trabalho&#8221;. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para o turismo e a hotelaria, a tem&#225;tica QVT   representa uma possibilidade de se congregar uma realidade social concreta na   qual o ser humano seja considerado como elemento de imprescind&#237;vel valor &#224;s   organiza&#231;&#245;es e n&#227;o meros elementos descart&#225;veis. Essa preocupa&#231;&#227;o tem por base   alicer&#231;ar princ&#237;pios humanistas nos v&#225;rios aspectos do ambiente de trabalho e,   com isso, sugerir observa&#231;&#245;es no aspecto do ambiente de trabalho a fim de   possibilitar uma nova vis&#227;o do ser humano nesse contexto, com representatividade   na satisfa&#231;&#227;o dos trabalhadores e consequente produtividade dos hot&#233;is, seja de produtos ou de servi&#231;os. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na busca por uma tentativa de se mensurar o grau   de satisfa&#231;&#227;o do trabalhador com seu ambiente laboral a partir do termo   qualidade de vida, buscou-se por evidenciar o termo qualidade de vida no   trabalho. Mesmo que pr&#243;ximos, h&#225; de se deixar claro que s&#227;o proposi&#231;&#245;es distintas para um mesmo indiv&#237;duo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, a concep&#231;&#227;o moderna da qualidade de vida no   trabalho passa a ser evidenciada a partir do momento em que a classe   trabalhadora buscava por melhores condi&#231;&#245;es laborais, fossem elas na redu&#231;&#227;o da   carga hor&#225;ria, nos melhores sal&#225;rios ou em outra reivindica&#231;&#227;o que buscasse   promover um melhor ambiente de trabalho a seus oper&#225;rios, tendo o per&#237;odo da   Revolu&#231;&#227;o Industrial como o marco inicial dessas primeiras manifesta&#231;&#245;es   trabalhistas, justamente por caracterizarem o ambiente laboral como desumano. &#201;   necess&#225;rio enfatizar, tamb&#233;m, que o trabalho ocupa, no &#226;mbito do ser humano, um   papel proeminente e de import&#226;ncia a sua exist&#234;ncia. Diante disso, &#233; que se   justifica a busca por interven&#231;&#245;es que passem a considerar o trabalhador como elemento suscept&#237;vel &#224;s condi&#231;&#245;es de trabalho impostas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pedroso e Pilatti (2010) enfatizam que a m&#227;o de   obra necess&#225;ria para a produ&#231;&#227;o &#233; movida por um homem com sentimentos e   realiza&#231;&#245;es pessoais, e que o estado emocional pode acarretar s&#233;rios agravamentos na produ&#231;&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir disso, percebe-se que o ambiente laboral   det&#233;m caracter&#237;sticas que podem vir a originar diminui&#231;&#227;o da produtividade e   consequente perda da competitividade empresarial. &#201; diante dessa probabilidade   que as empresas devem passar a observar o trabalhador em seu local de trabalho,   uma vez que, frente a essa proposi&#231;&#227;o, fica claro que um ambiente com melhores condi&#231;&#245;es de trabalho propicia uma melhor produ&#231;&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para tal, dois momentos distintos s&#227;o importantes   e se fazem necess&#225;rios. Primeiramente, a necessidade de modelos e de conceitos   que enfatizem o que &#233; qualidade de vida no trabalho, e segundo, o uso de uma   ferramenta capaz de analis&#225;-la, mensurando as vari&#225;veis que refletem as condi&#231;&#245;es de trabalho a partir da perspectiva dos pr&#243;prios trabalhadores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pedroso e Pilatti (2010) destacam que, na   literatura internacional, v&#225;rios autores pesquisam a qualidade de vida no trabalho,   sendo os mais proeminentes: Walton (1974), Hackman e Oldham (1974), Westley (1979), Werther e Davis (1983), Nadler e Lawler (1983). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dentre os autores acima citados, h&#225; um que se   mostra proeminente nacional e internacionalmente. O modelo de Walton (1974)   constituiu-se em oito dimens&#245;es nos quais a a&#231;&#227;o do trabalho deve passar a ser   percebida n&#227;o apenas por aspectos unicamente do local de trabalho, sendo necess&#225;rio que o trabalhador seja visto, tamb&#233;m, fora de sua zona de trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar das proposi&#231;&#245;es no que se refere &#224;   qualidade de vida no trabalho defendida por Walton (1974), as quais buscam   compreender o homem em v&#225;rios aspectos sociais, para Pedroso e Pilatti (2010),   aspectos biol&#243;gicos e fisiol&#243;gicos s&#227;o pouco explorados, fator que caracteriza uma fragilidade em rela&#231;&#227;o ao modelo proposto por Walton (1974). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O modelo proposto por Hackman e Oldham (1974 como   citado em Fernandes, 1996) buscava modelar as dimens&#245;es b&#225;sicas das tarefas:   Dimens&#245;es da Tarefa; Estados Psicol&#243;gicos Cr&#237;ticos e Resultados Pessoais e de   Trabalho. O interessante do modelo proposto por Hackman e Oldham &#233; que, para   cada uma das caracter&#237;sticas iniciais propostas, subgrupos pertinentes   formam-se a cada dimens&#227;o e, com isso, a qualidade de vida incorpora, al&#233;m de   seu referencial te&#243;rico, os instrumentos que permitem a busca por sua mensura&#231;&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">J&#225; Westley (1979 como citado em Fernandes, 1996) estabelece vari&#225;veis   econ&#244;micas; pol&#237;ticas; psicol&#243;gicas e sociol&#243;gicas que corroboram para o   entendimento do como se entrela&#231;am as caracter&#237;sticas para qualidade de vida no trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Fernandes (1996), ao estudar Werther e Davis   (1983), cita que ambos estruturaram um modelo no qual especificam elementos   organizacionais, ambientais e comportamentais capazes de influenciar a   qualidade de vida do trabalhador. Entender essa complexa rela&#231;&#227;o de como os   fatores mencionados se inter-relacionam possibilita outro pequeno avan&#231;o nos estudos da qualidade de vida no trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pedroso e Pilatti (2010) enfatizam que, para   Nadler e Lawler (1983), a vari&#225;vel qualidade de vida no trabalho deveria ser   claramente definida em um conceito que exprimisse um leg&#237;timo sentido do termo,   a fim de permitir quais os resultados e os benef&#237;cios resultariam em estudos da   qualidade de vida no trabalho, contemplando o bem-estar dos indiv&#237;duos com consequente melhoria da produtividade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para Limongi-Fran&#231;a (2004), o tema qualidade de   vida no trabalho, por sua ampla abrang&#234;ncia, possibilita o entendimento de que   as defini&#231;&#245;es e as aplica&#231;&#245;es dos conceitos requerem desde simples cuidados   estabelecidos pela legisla&#231;&#227;o de sa&#250;de at&#233; atividades volunt&#225;rias dos empregados e dos empregadores nas &#225;reas de lazer e de motiva&#231;&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse mesmo sentido, a base das discuss&#245;es   advindas da qualidade de vida no trabalho encerra escolhas de bem-estar e   percep&#231;&#227;o do que pode ser feito para entender a expectativa das a&#231;&#245;es voltadas &#224; qualidade de vida dos trabalhadores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante de todas essas perspectivas, uma &#233; comum a   todos os autores: a necessidade de estudar-se o elemento humano enquanto   trabalhador e agente social, o qual v&#234; refletido em si as caracter&#237;sticas dos locais onde trabalham. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Frente a essa vis&#227;o, entender o comportamento   organizacional, o qual, para Davis e Newstrom (2004), significa estudo e   aplica&#231;&#227;o do conhecimento sobre como as pessoas agem dentro das organiza&#231;&#245;es,   denota, para qualquer organiza&#231;&#227;o e, de modo especial, para as hoteleiras, que   s&#227;o as pessoas os principais representantes das empresas onde trabalham. Saber,   assim, efetuar uma leitura no ambiente laboral, possibilita &#224; organiza&#231;&#227;o   trabalhar situa&#231;&#245;es negativas e desconfort&#225;veis de seus trabalhadores em seu cotidiano laboral. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>3. Metodologia</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Este estudo baseia-se no m&#233;todo   hipot&#233;tico dedutivo e a pesquisa caracteriza-se como explorat&#243;ria. A abordagem   ser&#225; de m&#233;todos mistos, que incorpora a combina&#231;&#227;o de dados qualitativos e   quantitativos (Creswell, 2010). Isso porque em alguns casos haver&#225; a mensura&#231;&#227;o   de dados, al&#233;m do entendimento do fen&#244;meno social, a partir dos pesquisadores   como elemento chave no processo, valorizando o contato do mesmo com os   processos presentes no meio, descrevendo os fatos para compreens&#227;o das   complexidades relativas ao tema e objeto analisados (Godoy, 1995; Richardson, 1999). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O instrumento de coletas de dados foi o modelo   TQWL &#8211; 42 - Question&#225;rio de Avalia&#231;&#227;o da Qualidade de Vida no Trabalho e   entrevistas de apoio. O instrumento de coleta foi constru&#237;do a partir dos   modelos te&#243;ricos de Walton (1973), Hackman e Oldham (1974), Westley (1979) e   Werther e Davis (1983), com a&#231;&#245;es metodol&#243;gicas de sua constru&#231;&#227;o orientadas   por Quivy e Campenhoudt (1992 como   citado em Pedroso e Pilatti, 2010). A   an&#225;lise estat&#237;stica multivariada possibilitou uma leitura ora qualitativa, ora   quantitativa do local de trabalho sob a &#243;ptica daqueles que o evidenciam diariamente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O question&#225;rio foi constitu&#237;do de 47 quest&#245;es   abertas e fechadas as quais avaliam o local de trabalho na percep&#231;&#227;o dos   trabalhadores dos setores pesquisados em cinco grandes esferas:   Biol&#243;gica/Fisiol&#243;gica, Psicol&#243;gica/Comportamental, Sociol&#243;gica/Relacional, Econ&#244;mica/Pol&#237;tica   e Ambiental/Organizacional, sem identifica&#231;&#227;o dos funcion&#225;rios. Os dados   advindos da pesquisa sofreram tratamento estat&#237;stico a partir do software <i>Excel</i>.  </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pedroso e Pilatti (2010) sugerem a utiliza&#231;&#227;o da   escala de classifica&#231;&#227;o da qualidade de vida no trabalho proposta por Timossi, Pedroso, Pilatti e Francisco (2008), em que o ponto central (50) caracteriza o n&#237;vel   intermedi&#225;rio da qualidade de vida no trabalho. J&#225; os pontos 25 e 75 s&#227;o caracterizados, respectivamente, como insatisfa&#231;&#227;o e satisfa&#231;&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O universo da pesquisa foi os seis hot&#233;is do tipo   executivo associados &#224; ABIH &#8211; PR na cidade de Foz do Igua&#231;u numa amostra de   cinquenta e uma camareiras. A coleta de dados ocorreu entre os dias 19 e 30 de mar&#231;o de 2013. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As informa&#231;&#245;es e os resultados da pesquisa foram   tratados de acordo com a escala proposta por Timossi, Pedroso,   Pilatti e Francisco (2008) conforme sugere a <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a26f1.jpg">figura 1</a> a seguir.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">A escala sugere que   escores acima de 50 sejam considerados positivos e acima de 75 sejam fatores de   muita satisfa&#231;&#227;o no ambiente de trabalho. As setas unilaterais indicam o   sentido da tend&#234;ncia do resultado, isto &#233;, seccionando cada intervalo de 25   pontos em quatro segmentos de 6,25 pontos, os valores contidos nesses segmentos   apresentam as tend&#234;ncias para outra classifica&#231;&#227;o (Timossi, Pedroso, Pilatti   & Francisco, 2008). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>4. Discuss&#227;o dos resultados</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A utiliza&#231;&#227;o dos   question&#225;rios e entrevistas de apoio n&#227;o limitou as possibilidades de   generaliza&#231;&#227;o dos resultados, permitindo a verbaliza&#231;&#227;o de pensamentos,   sentimentos e pontos de vista sobre o tema. Na <a href="/img/revistas/tms/v10nespecial/10a26f2.jpg">figura 2</a>, verificam-se os   atributos a respeito da percep&#231;&#227;o dos entrevistados sobre a satisfa&#231;&#227;o no ambiente de trabalho. </font></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">De acordo com o resultado parcial da pesquisa, observam-se os   elementos descritos a seguir. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a tem&#225;tica <i>Disposi&#231;&#227;o   f&#237;sica e mental para o trabalho</i>, o percentual, segundo a metodologia   disposta por Timossi, Pedroso, Pilatti e Francisco (2008),   alcan&#231;ou 58,25 pontos percentuais, portanto aceit&#225;vel e considerado como positivo na rela&#231;&#227;o trabalho e tarefa desempenhada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">J&#225;, para o quesito <i>Capacidade de   trabalho</i>, o &#237;ndice alcan&#231;ado foi de 76,00 pontos percentuais, notadamente o   maior &#237;ndice alcan&#231;ado nesse quadro, fato que evidencia que as colaboradoras do   setor sentem-se aptas para o desenvolvimento de suas atividades laborais e sua pr&#233;-disposi&#231;&#227;o para o trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na vari&#225;vel <i>Servi&#231;os de sa&#250;de e   assist&#234;ncia social</i>, contrapondo o &#237;ndice anterior, foi o que apresentou o   menor percentual 28,25 pontos. De acordo com a metodologia aplicada, isso   denota insatisfa&#231;&#227;o com as pol&#237;ticas desse quesito por parte da empresa a seus   colaboradores, portanto &#237;ndice negativo. Nessa categoria, um dos aspectos mais   importantes a serem tratados &#233; a compensa&#231;&#227;o no apoio a conv&#234;nios e a aux&#237;lios m&#233;dicos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Referindo-se a <i>Tempo de repouso</i>,   observa-se que o percentual alcan&#231;ado denota, de acordo com a metodologia,   muita satisfa&#231;&#227;o por parte dos colaboradores, sendo considerado como positivo. Percebe-se o respeito dos hor&#225;rios de trabalho versus descanso. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para o quesito <i>Autoestima</i>, o   &#237;ndice advindo da pesquisa, 74,25, evidencia que as colaboradoras do setor visualizam   esse ponto como positivo de sua percep&#231;&#227;o pessoal de si mesmas. S&#227;o reconhecidas como colaboradoras de grupo organizacional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para o quesito <i>Signific&#226;ncia da   tarefa</i>, o &#237;ndice 74,25 representa que, no entendimento pessoal das   respondentes, estas t&#234;m a concep&#231;&#227;o da import&#226;ncia de seu trabalho di&#225;rio para   o hotel, &#237;ndice positivo e relevante para organiza&#231;&#227;o que demonstra adequa&#231;&#227;o da forma&#231;&#227;o profissional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que se refere ao <i>feedback,</i> 62,75 pontos percentuais, reflete que o percentual alcan&#231;ado &#233; positivo e   satisfat&#243;rio, fato esse importante, pois preconiza que as colaboradoras s&#227;o   valorizadas no retorno das atividades desenvolvidas dentro do cotidiano de trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a caracter&#237;stica <i>Desenvolvimento   pessoal e profissional</i>, o &#237;ndice 58,00 pontos percentuais, apesar de   positivo e satisfat&#243;rio, reflete que, em virtude das atividades laborais no   cotidiano de trabalho serem j&#225; estabelecidas (rotinas de trabalho), isso n&#227;o   permite que elas visualizem o desenvolvimento da potencialidade pessoal e profissional   de cada uma delas - identificando um elemento a ser mais valorizado pela organiza&#231;&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em <i>Liberdade de express&#227;o</i>, o   &#237;ndice percentual alcan&#231;ado, 42,00, reflete uma insatisfa&#231;&#227;o com esse quesito.   Em se tratando de uma organiza&#231;&#227;o privada, considerando-se possibilidades como:   cultura empresarial, valores humanos e pessoais no ambiente de trabalho, denota   certo engessamento por parte dos envolvidos. Isso infere a necessidade de mais   reuni&#245;es e programas de motiva&#231;&#227;o bem como a amplia&#231;&#227;o de canais de comunica&#231;&#227;o interna. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Para o quesito <i>Rela&#231;&#245;es   interpessoais</i>, o percentual disposto de 73,25 representa um ambiente de   trabalho satisfat&#243;rio e aceit&#225;vel, considerando-se que, em se tratando de   rela&#231;&#245;es pessoais, a quest&#227;o unanimidade seja imposs&#237;vel de se prospectar. O   &#237;ndice alcan&#231;ado reflete um ambiente de trabalho positivo e aceit&#225;vel, mesmo quando se trata de tarefas cotidianas e repetitivas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em se tratando de <i>Autonomia</i>,   em um ambiente organizacional privado, o &#237;ndice percentual alcan&#231;ado de 41,50   pontos percentuais reflete insatisfa&#231;&#227;o por parte das colaboradoras, por&#233;m   pass&#237;vel de entendimento sob a &#243;ptica de que, para se alcan&#231;ar os objetivos   di&#225;rios de trabalho, excesso de autonomia poderia objetivar o n&#227;o alcance das metas de trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&#231;&#227;o ao <i>Tempo de lazer</i>,   o &#237;ndice percentual alcan&#231;ado, 39,00, reflete uma insatisfa&#231;&#227;o. Contudo, frente   &#224; alega&#231;&#227;o de que a disposi&#231;&#227;o pessoal para esse quesito &#233; pessoal e subjetiva,   considerando-se aspectos variados tais como renda financeira, tempo dispon&#237;vel   para tal, dentre diferentes vari&#225;veis, &#233; passiva de contesta&#231;&#227;o a qualquer defesa dessa caracter&#237;stica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para o quesito <i>Recursos   financeiros</i>, o &#237;ndice percentual alcan&#231;ado, 33,75, reflete insatisfa&#231;&#227;o por   parte dos respondentes. Uma explica&#231;&#227;o plaus&#237;vel seria a de quanto mais baixa   for a qualifica&#231;&#227;o do sujeito para o desenvolvimento de sua atividade laboral   menor ser&#225; seu sal&#225;rio. Esse fato envolve vari&#225;veis sociais e culturais, por&#233;m   as empresas pesquisadas deveriam iniciar a discuss&#227;o a fim de se prospectar novas possibilidades de elevar o &#237;ndice constatado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para <i>Benef&#237;cios extras</i>, o   &#237;ndice percentual visualizado de 39,25 reflete insatisfa&#231;&#227;o por parte dos   trabalhadores com a pol&#237;tica salarial das empresas para com seus colaboradores, da mesma forma que o quesito anterior &#233; pass&#237;vel de discuss&#227;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&#231;&#227;o &#224; <i>Jornada de trabalho</i>,   o &#237;ndice 50,50 denota neutralidade e, por pouco, n&#227;o demonstra insatisfa&#231;&#227;o.   Entretanto, se consideradas as atividades laborais desenvolvidas pelas   camareiras, o quesito evidenciou que esse aspecto &#233; pass&#237;vel de reavalia&#231;&#227;o em se tratando do quadro de hor&#225;rios para desempenho das tarefas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Para o quesito <i>Seguran&#231;a de emprego</i>, o &#237;ndice foi de   49,25, o qual denota insatisfa&#231;&#227;o por parte dos trabalhadores. O &#237;ndice em   quest&#227;o, sob uma &#243;ptica pessoal, prediz, inconscientemente, que o trabalhador,   ao perceber que o hotel lhe possibilita essa seguran&#231;a, permite a ele se programar de modo pessoal e financeiro. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O quesito <i>Condi&#231;&#245;es de trabalho</i>,   empiricamente para qualquer profiss&#227;o, &#233; fator <i>mister</i>. Para o caso da hotelaria e, de modo espec&#237;fico, para o   trabalho das camareiras frente &#224;s peculiaridades das condi&#231;&#245;es de trabalho do   cotidiano delas, apesar de haver pontuado de modo satisfat&#243;rio, 57,50 ponto   percentuais, &#233; algo que os administradores hoteleiros devem observar. Tendo em   vista que uma melhor condi&#231;&#227;o no ambiente de trabalho permite a percep&#231;&#227;o   positiva da qualidade de vida no trabalho por meio do ambiente de conv&#237;vio, o que &#233; corroborado pela vis&#227;o de Crozier (1989), citada anteriormente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O resultado obtido pelo quesito <i>Oportunidades   de crescimento</i> alcan&#231;ou 49,25 pontos percentuais. De acordo com a   metodologia predisposta nesse trabalho, isso representa que h&#225; insatisfa&#231;&#227;o por parte dos trabalhadores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a quest&#227;o <i>Variedade de   tarefa</i>, a taxa percentual alcan&#231;ada foi de 54,25. Segundo a metodologia,   isso indica que os trabalhadores est&#227;o satisfeitos com o ambiente de trabalho,   por&#233;m, para Davis e Newstrom (2004), essa caracter&#237;stica pode ser, tamb&#233;m, compreendida como enriquecimento no trabalho. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Para a pergunta <i>Identidade da   tarefa</i>, o &#237;ndice percentual alcan&#231;ado foi de 68,25, o qual reflete que os   entrevistados bem satisfeitos identificam-se com as atividades laborais. Da   mesma forma que a quest&#227;o &#8220;condi&#231;&#227;o de trabalho&#8221; &#233;<i> miste</i>r, ter um trabalhador que se identifica com as tarefas   laborais representa uma condi&#231;&#227;o psicol&#243;gica relevante a ambos (empresa e trabalhador). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O &#250;ltimo questionamento, <i>Autoavalia&#231;&#227;o   da qualidade de vida</i>, det&#233;m uma subjetividade. Isso se explica por poder   variar de trabalhador para trabalhador, tendo em vista diversos fatores, tais   como: sociais, culturais, estruturais. Contudo, mesmo sob essa &#243;ptica, os 61,75   pontos percentuais alcan&#231;ados revelam que os trabalhadores est&#227;o satisfeitos   com suas observa&#231;&#245;es referentes &#224; qualidade de vida deles. Fator importante ao hotel, trabalhadores e sociedade de modo geral. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>5.   Conclus&#245;es </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De modo geral, os resultados obtidos, at&#233; o presente momento, s&#227;o   representativos a partir do objetivo proposto, refletindo a realidade dos meios   de hospedagem pesquisados no que se refere &#224; Qualidade de Vida no Trabalho dos trabalhadores do setor de governan&#231;a, mais especificamente as camareiras. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pode-se, assim, apontar algumas impor&#173;tantes conclus&#245;es. Em primeiro   lugar, as entrevistas realizadas mostraram, no geral, uma tend&#234;ncia ao excesso   de trabalho, ao trabalho rotineiro e pouco complexo, pouca auto&#173;nomia e o   trabalho &#8220;invadindo&#8221; um espa&#231;o consider&#225;vel da vida das pessoas, com reflexos   negativos na vida familiar dos funcio&#173;n&#225;rios; aspectos estes que t&#234;m impactos   negativos, tamb&#233;m, na qualidade de vida no trabalho. Assim, detectou-se uma   dist&#226;ncia entre as proposi&#231;&#245;es e as situa&#231;&#245;es vivenciadas pelos entrevistados.   H&#225; defici&#234;ncias de car&#225;&#173;ter estrutural do trabalho que acabam por prejudicar a   qualidade de vida no trabalho dos trabalhadores. Isso, no entanto, reflete a   falta de uma pol&#237;tica estrat&#233;gica de recursos humanos mais eficaz nos hot&#233;is   pesquisados, que garantam melhorias nas condi&#231;&#245;es de trabalho. Essa falta de   vis&#227;o estrat&#233;gica nas pol&#237;ticas de gest&#227;o de pessoas, incorporan&#173;do pr&#225;ticas de   QVT, &#233; uma das principais barreiras &#224; promo&#231;&#227;o de QVT nas organiza&#231;&#245;es (Chiavenato, 2004; Ayres, Silva & Soto-Maior, 2004). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em segundo lugar, os indicadores de QVT descritos pelos en&#173;trevistados,   os quais apontam para qualidade de vida no trabalho, s&#227;o os relativos ao   cumprimento das leis trabalhistas e &#224; estabi&#173;lidade relativa no emprego. H&#225;,   nos hot&#233;is, pol&#237;ticas claras quanto &#224; remunera&#231;&#227;o e ao cumprimento de leis   trabalhistas. Estas, no entanto, se enquadram nas pol&#237;ticas t&#225;ticas e   operacionais de Recursos Humanos. Essas a&#231;&#245;es, segundo Walton (1974), podem   atuar positivamente na qualidade de vida no trabalho, por&#233;m seus impactos s&#227;o   restritos. Isso se verificou na pesquisa, por exemplo, na constata&#231;&#227;o da insatisfa&#231;&#227;o   com sal&#225;rios, no sentimento de pouco reconhecimento e na alega&#231;&#227;o por parte dos funcion&#225;rios que buscariam outro trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Al&#233;m disso, os entrevistados n&#227;o possuem a percep&#231;&#227;o da relev&#226;ncia   social do seu trabalho, o que, segundo Walton (1974), seria um aspecto   importante da qualidade de vida no trabalho. As diferentes concep&#231;&#245;es de QVT   tamb&#233;m s&#227;o uma barreira impor&#173;tante &#224; consolida&#231;&#227;o de pol&#237;ticas de RH voltadas   &#224; QVT: os funcion&#225;rios entendem QVT como fazer o que se gosta e ter boa   alimenta&#231;&#227;o e tempo para a fam&#237;lia; j&#225; os hot&#233;is a compreendem como ambiente de trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, do ponto de vista das pol&#237;ticas de RH, h&#225; muito a ser feito no   sentido de desenvolvimento de estrat&#233;gicas de RH com a&#231;&#245;es coordenadas voltadas   &#224; QVT, como a contempla&#231;&#227;o de aspectos de QVT no cotidiano do trabalho, no   equil&#237;brio entre trabalho e vida pessoal e nas pol&#237;ticas de sal&#225;rios, premia&#231;&#245;es e reconhecimento (Chiavenato, 2004). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este artigo analisou as pr&#225;ticas de QVT e verificou-se que a aplica&#231;&#227;o   do conceito de QVT limitou-se &#224;s a&#231;&#245;es de ordem t&#225;tica e operacional de RH.   Considera-se que pol&#237;ticas estrat&#233;&#173;gicas de RH voltadas &#224; qualidade de vida no   trabalho poderiam ser mecanismos importantes no sentido de promover as trans&#173;forma&#231;&#245;es   necess&#225;rias para a qualidade de vida no trabalho dos hot&#233;is. Ressalta-se que   esses resultados devem ser considerados dentro das limita&#231;&#245;es do tipo de   pesquisa realizada e n&#227;o devem ser generalizados para a totalidade de hot&#233;is.   No entanto, a an&#225;lise dos resultados abre outras quest&#245;es como, por exemplo, a   exist&#234;ncia ou n&#227;o de percep&#231;&#245;es diferentes de QVT entre gerentes e trabalhadores, que podem ser exploradas em pesquisas futuras. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&#234;ncias</b> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ayres, K. V, Silva,   I. P & Souto-Maior, R. C. (2004). Stress e Qualidade de Vida no Trabalho: a   percep&#231;&#227;o de profissionais do setor de hotelaria. <i>F&#243;rum Internacional de Qualidade de Vida no Trabalho</i>, 4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S2182-8458201400030002600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Chiavenato, I.   (2004). <i>Gest&#227;o de pessoas: e o novo papel     dos recursos humanos nas organiza&#231;&#245;es</i>. Rio de Janeiro: Elsevier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S2182-8458201400030002600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Creswell, J. W. (2010). <i>Projeto de pesquisa: m&#233;todos qualitativos,   quantitativos e misto</i> (3.&#170; ed). Porto Alegre: Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S2182-8458201400030002600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Crozier, M. J. (1989). <i>Landslides: Causes, consequences and environment</i>. London: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S2182-8458201400030002600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Davis, K. &   Newstrom, J. W. (2004). <i>Comportamento humano no trabalho</i> (Vol. 1 e 2). S&#227;o Paulo: Pioneira Thomson Learning. </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Fernandes, E. C.   (1996). <i>Qualidade de vida no trabalho:     Como medir para melhorar</i> (5a ed.). Salvador: Casa da Qualidade.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S2182-8458201400030002600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Godoy, A. S. (1995).   Introdu&#231;&#227;o &#224; pesquisa qualitativa e suas possibilidades.<i> Revista de Administra&#231;&#227;o de Empresas</i>, <i>35</i>(2), 57-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S2182-8458201400030002600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Hackman, J. R.   & Oldham, G. R. (1974). The job diagnostic survey: an   instrument for the diagnosis of jobs and the evaluation of job redesign   projects. <i>Technical report n. 4,     Department of Administrative Sciences of Yale University</i>. Acedido em abril 18, 2013, em <a href="http://www.dtic.mil/cgi-bin/GetTRDoc?AD=AD0779828?" target="_blank">www.dtic.mil/cgi-bin/GetTRDoc&#8204;AD=AD0779828?</a> </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S2182-8458201400030002600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Limongi-Fran&#231;a, A.   C. (2004). <i>Qualidade de vida no trabalho   &#8211; QVT: Conceitos e pr&#225;ticas nas empresas da sociedade p&#243;s-industrial</i>. (2.&#170; ed.). S&#227;o Paulo: Atlas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S2182-8458201400030002600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Limongi-Fran&#231;a, A.   C. & Rodrigues, A. L. (2005). <i>Stress e trabalho: uma abordagem psicossom&#225;tica</i> (4.&#170; ed.). S&#227;o Paulo: Atlas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S2182-8458201400030002600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MTUR   - Minist&#233;rio do Turismo. (2008). <i>Dados do     Turismo Brasileiro</i>. Acedido em abril 18, 2013, em <i><a href="http://www.turismo.gov.br/export/sites/default/turismo/o_ministerio/publicacoes/downloads_publicacoes/Cartilha-Dados_Turismo-15x21-web.pdf" target="_blank">http://www.turismo.gov.br/export/sites/default/turismo/o_ministerio/publicacoes/downloads_publicacoes/Cartilha-Dados_Turismo-15x21-web.pdf</a></i> </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S2182-8458201400030002600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Mullins, L. J.   (2004). <i>Gest&#227;o da hospitalidade e     comportamento organizacional</i> (4.&#170; ed). Porto Alegre: Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S2182-8458201400030002600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Nadler, D. A. & Lawler, E. E. (1979). Quality of   work life: perspectives and directions. <i>Amacon Periodicals     Division,</i> <i>11</i>(3), 20-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S2182-8458201400030002600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Oliveira, P. M.   & Limongi-Fran&#231;a, A. C. (2005). <i>Avalia&#231;&#227;o     da gest&#227;o de programas de qualidade de vida no trabalho. RAE eletr&#244;nica</i>. Acedido em abril 18, 2013, em <a href="http://www.rae.com.br/eletrônica" target="_blank">http://www.rae.com.br/eletr&#244;nica</a> </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S2182-8458201400030002600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Pedroso, B. &   Pilatti, L. A. (2010). <i>Guia de Avalia&#231;&#227;o     da Qualidade de Vida e Qualidade de vida no Trabalho.</i> Ponta Grossa: UEPG.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S2182-8458201400030002600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Prefeitura   Municipal de Foz do Igua&#231;u (2013). <i>Secretaria     Municipal de Turismo</i> - <i>Dados       Socioecon&#244;micos</i>. Acedido em abril 18, 2013, em <i><a href="http://www.pmfi.pr.gov.br/conteudo/984/1182/Dados-Socioeconomicos" target="_blank">http://www.pmfi.pr.gov.br/conteudo/984/1182/Dados-Socioeconomicos</a></i> </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S2182-8458201400030002600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Revista Valor. (2010). <i>An&#225;lise Setorial da Ind&#250;stria Hoteleira   2010. A ind&#250;stria hoteleira no Brasil: Mercado, Perspectivas, Perfis de   Empresas</i>. 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S&#227;o Paulo: Atlas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S2182-8458201400030002600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Timossi, L. S.   (2009). <i>Correla&#231;&#245;es     entre a Qualidade de Vida e a Qualidade de Vida no Trabalho em Colaboradores     das Ind&#250;strias de Latic&#237;nio</i>. (Disserta&#231;&#227;o   de Mestrado em Engenharia de Produ&#231;&#227;o, Universidade Tecnol&#243;gica Federal do Paran&#225;, 2009).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S2182-8458201400030002600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Timossi, L., Pedroso, B.,   Francisco, A. & Pilatti, L. (2008). Evaluation of QWL: An Adaptation from the Walton&#8217;s   QWL Model. <i>XIV International Conference     on Industrial Engineering and Operations Management</i>. ICIEOM, 14. Rio de Janeiro: ABREPO. </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Walton, R. E.   (1974). Improving the quality of work life. <i>Harv.     Bus. Rev, </i>Vol. <i>52</i>, 12-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S2182-8458201400030002600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Walton, R. E. (1973). Quality of Working Life: What   is it&#8204;. <i>Sloan Management Review</i>, <i>15</i>(1), 11-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S2182-8458201400030002600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Werther, W. & Davis, K. (1983). <i>Administra&#231;&#227;o de pessoal e recursos humanos</i>. S&#227;o Paulo: McGraw Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S2182-8458201400030002600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Westley, W. A. (1979). Problems and solutions in the quality of working   life. <i>Human Relations</i>, <i>32</i>(2), 113-123.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S2182-8458201400030002600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Processo   do artigo    <br> </b><b>Submetido:</b> 14 junho 2013 </font>    <br> <font size="2" face="Verdana"><b>Aceite:</b> 13 novembro 2013</font></p>      ]]></body><back>
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