<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2183-184X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[e-Pública: Revista Eletrónica de Direito Público]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[e-Pública]]></abbrev-journal-title>
<issn>2183-184X</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Instituto de Ciências Jurídico-Políticas (Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa)]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2183-184X2017000200001</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Revisão do Código dos Contratos Públicos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Public Contract Code Review]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Raimundo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Miguel Assis]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pedro Moniz]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Faculdade de Direito ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>11</month>
<year>2017</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>11</month>
<year>2017</year>
</pub-date>
<volume>4</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>01</fpage>
<lpage>03</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2183-184X2017000200001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2183-184X2017000200001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2183-184X2017000200001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">EDITORIAL</font></b></p> <!--TITULO-->     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b> Revis&atilde;o do C&oacute;digo dos Contratos P&uacute;blicos </b> </font> </p> <!--TITULO TRADUZIDO-->     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b> Public Contract Code Review </b> </font> </p>     <p>&nbsp;</p> <!--RESPONSABILIDADE-->     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b> Miguel Assis Raimundo <sup><a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title="">1</a></sup> </b>&nbsp; </font> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b> Pedro Moniz Lopes <sup><a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title="">2</a></sup> </b> </font> </p>     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> 1 - Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Alameda da Universidade &ndash; Cidade Universit&aacute;ria, 1649-014 Lisboa. E-mail: <a href="mailto:miguelraimundo@fd.ulisboa.pt">miguelraimundo@fd.ulisboa.pt</a> </font> </p>     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> 2 - Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Alameda da Universidade &ndash; Cidade Universit&aacute;ria, 1649-014 Lisboa. E-mail: <a href="mailto:plopes@fd.ulisboa.pt">plopes@fd.ulisboa.pt</a> </font> </p>     <p>&nbsp;</p> <!--TÓPICO--> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     <p>O presente n&uacute;mero da <i>e-P&uacute;blica</i> dedica um destaque tem&aacute;tico &agrave; revis&atilde;o do C&oacute;digo dos Contratos P&uacute;blicos. Como &eacute; sabido, impunha-se ao legislador nacional a transposi&ccedil;&atilde;o das diretivas europeias sobre contratos p&uacute;blicos, de 2014, o que deveria ter ocorrido, para a maioria das disposi&ccedil;&otilde;es das diretivas, at&eacute; abril de 2016. Ao cabo de um longo processo legislativo, a revis&atilde;o veio a concretizar-se no Decreto-Lei n.&ordm; 111-B/2017, de 31 de agosto, entretanto retificado pela Declara&ccedil;&atilde;o de Retifica&ccedil;&atilde;o n.&ordm; 36-A/2017, de 30 de outubro. O diploma altera profundamente o C&oacute;digo dos Contratos P&uacute;blicos, que &eacute; republicado. A revis&atilde;o entrar&aacute; em vigor em 1 de janeiro de 2018.&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Embora o legislador tenha optado por manter, no essencial, a estrutura do C&oacute;digo, s&atilde;o profundas as altera&ccedil;&otilde;es operadas. As diretivas de 2014, embora n&atilde;o consubstanciem uma altera&ccedil;&atilde;o de paradigma &ndash; &eacute; patente nas mesmas diretivas, a v&aacute;rios prop&oacute;sitos, a inten&ccedil;&atilde;o de consolida&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o dos pilares estruturantes do sistema normativo anterior &ndash; j&aacute; solicitavam, por si, diversas mudan&ccedil;as significativas. As entidades adjudicantes ter&atilde;o de assumir uma postura mais consciente das implica&ccedil;&otilde;es que a sua atua&ccedil;&atilde;o tem no mercado, expressando-se de forma clara o desiderato do legislador europeu de promover uma contrata&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica estrat&eacute;gica, na qual n&atilde;o se atenda apenas ao estrito interesse financeiro de curto prazo das entidades adjudicantes. &Agrave;s altera&ccedil;&otilde;es exigidas pelas diretivas, o legislador nacional acrescentou ainda outras de sua iniciativa, contribuindo para o grande significado deste processo de revis&atilde;o.&nbsp;</p>     <p>Cabe agora &agrave; doutrina aprofundar o sentido das altera&ccedil;&otilde;es, contribuindo para a boa interpreta&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o das mesmas. Essa &eacute; a principal justifica&ccedil;&atilde;o para o presente destaque tem&aacute;tico, aproveitando o primeiro subscritor destas linhas para agradecer o am&aacute;vel convite da dire&ccedil;&atilde;o da Revista para participar como editor convidado. &nbsp;</p>     <p>Os autores convidados a contribuir para o presente destaque tem&aacute;tico, com percursos variados &ndash; sendo de salientar a muito prestigiante colabora&ccedil;&atilde;o do Professor Doutor S&eacute;rvulo Correia &ndash; t&ecirc;m em comum a dedica&ccedil;&atilde;o aos temas relacionados com a atividade contratual da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica.&nbsp; &nbsp;</p>     <p>&Eacute; de sublinhar que aos autores foi dada total liberdade na sele&ccedil;&atilde;o dos temas que abordariam. Regista-se, de forma muito positiva, como as escolhas incidiram sobre pontos inequivocamente centrais para a compreens&atilde;o do sentido geral do C&oacute;digo revisto.&nbsp;</p>     <p>De facto, os diversos textos parecem refletir, a prop&oacute;sito de temas diferentes, e tamb&eacute;m com vis&otilde;es salutarmente diferentes, sobre diferentes aspetos concretos do <i>per&iacute;metro da concorr&ecirc;ncia </i>tal como resultante das novas regras. Seja olhando para a pr&oacute;pria quest&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es ao &acirc;mbito de aplica&ccedil;&atilde;o do CCP (S&eacute;rvulo Correia), em que a delimita&ccedil;&atilde;o da esfera da concorr&ecirc;ncia &eacute; exatamente o tema central; seja considerando as altera&ccedil;&otilde;es aos procedimentos e &agrave; sua capacidade ou incapacidade para promoverem maior abertura &agrave; concorr&ecirc;ncia (Pedro Telles); ou considerando diferentes aspetos de uma das novidades mais relevantes das diretivas &ndash; o regime da divis&atilde;o dos contratos em lotes (Lu&iacute;s Verde de Sousa e Miguel Assis Raimundo), pleno de preocupa&ccedil;&otilde;es com o acesso aos procedimentos; abordando a quest&atilde;o da releva&ccedil;&atilde;o dos impedimentos (Jos&eacute; Azevedo Moreira), tema fundamental para permitir aos agentes econ&oacute;micos impedidos <i>voltar ao jogo</i>; ou, por fim, olhando para um dos pontos mais controversos do regime dos crit&eacute;rios de adjudica&ccedil;&atilde;o: a valoriza&ccedil;&atilde;o do pessoal que ir&aacute; ser afeto &agrave; execu&ccedil;&atilde;o do contrato (Ricardo Prelhaz Fonseca), encarado sempre com certa desconfian&ccedil;a, precisamente, por se temer que restrinja a concorr&ecirc;ncia em favor dos agentes econ&oacute;micos que j&aacute; atuam no mercado.&nbsp;</p>     <p>Espera-se que este conjunto de reflex&otilde;es possa contribuir para o debate doutrinal que, certamente, est&aacute; agora apenas no seu in&iacute;cio.</p> </font>     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Miguel Assis Raimundo</font>     <br>     <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="1"> Editor convidado do n.&ordm; 2 do Vol. IV da <i>e-P&uacute;blica</i> </font> </p>     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Pedro Moniz Lopes</font>     <br>     <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="1"> Diretor Executivo da <i>e-P&uacute;blica</i> </font> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <!-- NOTAS -->     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>NOTAS</b></font> </p>     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">1</a> Professor Auxiliar da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Investigador Principal do Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o de Direito P&uacute;blico (CIDP). Advogado.     <br>           <br>       <a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="">2</a> Professor Auxiliar da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Investigador Principal do Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o de Direito P&uacute;blico (CIDP). Advogado.     <br>           <br> </font> </p>      ]]></body>
</article>
