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<journal-title><![CDATA[e-Pública: Revista Eletrónica de Direito Público]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Instituto de Ciências Jurídico-Políticas (Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa)]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[“A experiência do Município de Lisboa na gestão e valorização de bens públicos”]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA["The experience of the municipality of Lisbon in the management and valorisation of public goods"]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The rethink and deepen Management Institute's permanent endowment, adapting it to the historical, administrative and socio-economic environment. The paradigm of monetization and valuation of public goods while essential resource for the rigorous pursuit of the public interest and of public policy. The consistency of decisions regarding property and the establishment of a strategic framework of reference. The requirement of a public or private asset management, supported in strategic planning able to enhance the value of the assets.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Valorização]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DESTAQUE</font></b></p> <!--TITULO-->     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b> &ldquo;A experi&ecirc;ncia    do Munic&iacute;pio de Lisboa na gest&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o de    bens p&uacute;blicos&rdquo; </b> </font> </p> <!--TITULO TRADUZIDO-->     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b> "The experience    of the municipality of Lisbon in the management and valorisation of public goods"    </b> </font> </p>     <p>&nbsp;</p> <!--RESPONSABILIDADE-->     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b> Ant&oacute;nio    In&aacute;cio Furtado<sup><a href="#_ftn0" name="_ftnref0" title="">0</a></sup>    </b>&nbsp; </font> </p>     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> C&acirc;mara    Municipal de Lisboa, Edif&iacute;cio Campo Grande, n.&ordm; 25, Bloco A, 3&ordm;    Andar - 1749-099 Lisboa,. E-mail: <a href="mailto:antonio.furtado@cm-lisboa.pt">antonio.furtado@cm-lisboa.pt</a>    </font> </p>     <p>&nbsp;</p> <!--TÍTULO-->     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font>  </p> <!--TÓPICO--> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">      <p>O repensar e aprofundar permanente do instituto da gest&atilde;o patrimonial,    adequando-o ao ambiente hist&oacute;rico, administrativo e socioecon&oacute;mico;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O paradigma da rentabiliza&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o dos    bens p&uacute;blicos enquanto recurso essencial para a rigorosa prossecu&ccedil;&atilde;o    do interesse p&uacute;blico e das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.</p>     <p>A coer&ecirc;ncia das decis&otilde;es em mat&eacute;ria patrimonial e a fixa&ccedil;&atilde;o    de um quadro estrat&eacute;gico de refer&ecirc;ncia.</p>     <p>A exigência de uma gestão patrimonial, pública ou privada, suportada em planeamento    estratégico capaz de potenciar o valor dos ativos.</p>     <p>A necessidade de mudan&ccedil;a da cultura organizacional e da concordante    reforma do Estado e do seu modo de funcionamento; Poderes de gest&atilde;o dos    bens p&uacute;blicos atribu&iacute;dos a quem em cada caso concreto tenha as    melhores condi&ccedil;&otilde;es para obter a mais ampla satisfa&ccedil;&atilde;o    do interesse p&uacute;blico em todas as suas dimens&otilde;es.</p>     <p>A colabora&ccedil;&atilde;o e a coopera&ccedil;&atilde;o interadministrativas    enquanto alternativa aos poderes verticais da hierarquia, tutela e superintend&ecirc;ncia,    mas tamb&eacute;m modos de excel&ecirc;ncia para assegurar a unidade de atua&ccedil;&atilde;o    da Administra&ccedil;&atilde;o e de tornar mais eficaz o exerc&iacute;cio das    compet&ecirc;ncias pr&oacute;prias.</p>     <p>Os pilares e eixos da &ldquo;din&acirc;mica da gest&atilde;o patrimonial&rdquo;    do Munic&iacute;pio de Lisboa e as experi&ecirc;ncias mais relevantes, quer    atrav&eacute;s de programas pr&oacute;prios, quer de a&ccedil;&otilde;es suportadas    na colabora&ccedil;&atilde;o e na coopera&ccedil;&atilde;o interadministrativas</p>     <p>&nbsp;</p> <!--TÍTULO--> <!--TÍTULO-->     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-Chave:    </b> Valoriza&ccedil;&atilde;o * Rentabiliza&ccedil;&atilde;o * Ativos P&uacute;blicos    * Gest&atilde;o Patrimonial P&uacute;blica * Planeamento Estrat&eacute;gico    * Mudan&ccedil;a de Cultura Organizacional * A Coopera&ccedil;&atilde;o e a    Colabora&ccedil;&atilde;o Interadministrativas * Pilares da Gest&atilde;o Patrimonial    no Munic&iacute;pio de Lisboa.</font> </p>     <p>&nbsp;</p> <!--TÍTULO-->     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font>  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The rethink and deepen Management Institute's permanent endowment, adapting    it to the historical, administrative and socio-economic environment.</p>     <p>The paradigm of monetization and valuation of public goods while essential    resource for the rigorous pursuit of the public interest and of public policy.</p>     <p>The consistency of decisions regarding property and the establishment of a    strategic framework of reference.</p>     <p>The requirement of a public or private asset management, supported in strategic    planning able to enhance the value of the assets.</p>     <p>&nbsp;</p> <!--TÍTULO-->     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords: </b></font>Public    Assets * Management Public * Asset Monetization * Planning Organizational Culture    change * Strategic cooperation and collaboration Interadministrativas * Asset    Management * Pillars in the municipality of Lisbon. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Sumário</b></font>  </p>     <p><b>A.</b> Introdução; <b>B.</b> A Gest&atilde;o do Patrim&oacute;nio Imobili&aacute;rio    do Munic&iacute;pio de Lisboa; <b>1.</b> O Acervo Patrimonial do Munic&iacute;pio    de Lisboa; <b>2.</b> A cultura organizacional e os fundamentos da gestão do    património imobiliário municipal; <b>3.</b> A experiência vivida e as dificuldades    sentidas; <b>C.</b> Desafios para uma melhor gestão dos bens públicos; <b>1.</b>    A cooperação interadministrativa e a gestão transversal dos ativos imobiliários    públicos; <b>2.</b> A codificação do regime jurídico da gestão dos bens públicos    e o futuro Regulamento do Património Imobiliário do Município de Lisboa.</p>     <p>&nbsp;</p> <!--TÓPICO-->     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" style="text-transform:uppercase" size="3"><b>A    Gest&atilde;o do Patrim&oacute;nio Imobili&aacute;rio do Munic&iacute;pio de    Lisboa</b></font> </p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">      <p>O Munic&iacute;pio de Lisboa det&eacute;m na sua esfera jur&iacute;dica um    muito relevante acervo patrimonial, dispondo no seu dom&iacute;nio privado de    5.551 edif&iacute;cios, a que correspondem 28.493 unidades aut&oacute;nomas    (n&atilde;o se usa a designa&ccedil;&atilde;o de fra&ccedil;&otilde;es aut&oacute;nomas    porque em algumas situa&ccedil;&otilde;es a propriedade horizontal n&atilde;o    est&aacute; constitu&iacute;da), dos quais 607 edif&iacute;cios est&atilde;o    afetos ao funcionamento de equipamentos p&uacute;blicos de diferente natureza    (sociais, culturais e desportivos), 332 t&ecirc;m utiliza&ccedil;&atilde;o predominantemente    n&atilde;o habitacional e 824 edif&iacute;cios com utiliza&ccedil;&atilde;o    habitacional, para l&aacute; de 2.360 edif&iacute;cios em bairros municipais    residenciais, a que correspondem 23.544 U.A.</p>     <p>O Munic&iacute;pio de lisboa &eacute; ainda propriet&aacute;rio de 2.000 lotes    ou parcelas de terreno, parte no dom&iacute;nio p&uacute;blico, para l&aacute;    de copropriet&aacute;rio de 1.428 edif&iacute;cios e de 1.311 unidades aut&oacute;nomas    dispersas.</p>     <p>A Dire&ccedil;&atilde;o Municipal de Gest&atilde;o Patrimonial tem por miss&atilde;o    a administra&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o deste patrim&oacute;nio, com exce&ccedil;&atilde;o    daquele que est&aacute; afeto a uso habitacional, gerindo neste momento cerca    de 4.500 contratos de base patrimonial, com um volume financeiro anual global    de &euro; 9.5 milh&otilde;es de euros.</p>     <p>Foi tendo esta realidade patrimonial como universo de estudo que em 2010 come&ccedil;&aacute;mos    a trabalhar, no sentido de identificar as formas de atua&ccedil;&atilde;o administrativa    que melhor poderiam servir a valoriza&ccedil;&atilde;o e rentabiliza&ccedil;&atilde;o    do patrim&oacute;nio municipal e, fundamentalmente, sobre a vis&atilde;o estrat&eacute;gica    mais apta a concretizar tal desiderato, permitindo a coloca&ccedil;&atilde;o    do patrim&oacute;nio ao servi&ccedil;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    e dos cidad&atilde;os em geral.</p>     <p>A primeira das quest&otilde;es colocadas foi a de saber se pretendemos uma    gest&atilde;o patrimonial com car&aacute;cter instrumental, flutuando nos seus    pressupostos em raz&atilde;o dos objetivos que a cada momento os programas pol&iacute;ticos    fixam como priorit&aacute;rios (financeiros, urban&iacute;sticos, ou outros),    ou se, pelo contr&aacute;rio, a assumimos como um pilar estrat&eacute;gico da    atua&ccedil;&atilde;o do Estado e dos entes p&uacute;blicos em geral, com modelo    e referenciais de gest&atilde;o pr&oacute;prios, bem sabendo que historicamente    a primeira das vis&otilde;es sempre predominou, com a organiza&ccedil;&atilde;o    administrativa do Estado a refletir isso mesmo.</p>     <p>Deverá ser suprimido este 6º parágrafo no seu todo o conte&uacute;do da reflex&atilde;o    que encet&aacute;mos, aqui partilharei o que considero mais relevante.</p>     <p>O instituto da gest&atilde;o patrimonial tem que ser permanentemente repensado    e aprofundado no seu conjunto, adequando-o ao ambiente hist&oacute;rico, administrativo    e socioecon&oacute;mico, que, indiscutivelmente, cada vez mais propende e obriga    &agrave; rentabiliza&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o dos bens p&uacute;blicos,    assumidos como recurso essencial para a rigorosa prossecu&ccedil;&atilde;o do    interesse p&uacute;blico.</p>     <p>O patrim&oacute;nio imobili&aacute;rio do Estado, em especial aquele que integra    o seu dom&iacute;nio privado, e, consequentemente, o regime jur&iacute;dico    que lhe subjaz, tem de assumir cada vez mais um relevo indiscut&iacute;vel no    &acirc;mbito da sua atividade, n&atilde;o apenas a n&iacute;vel econ&oacute;mico    e financeiro, mas tamb&eacute;m como suporte fundamental das pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas.</p>     <p>A rentabilidade dos ativos imobili&aacute;rios &eacute; muito sens&iacute;vel    &agrave; qualidade da atividade que &eacute; despendida na sua gest&atilde;o.    Contrariamente ao que &eacute; v&aacute;lido para outros segmentos do mercado,    uma estrat&eacute;gia passiva de &ldquo;esperar para ver&rdquo; tende a ser    mal sucedida, com graves preju&iacute;zos, mesmo que n&atilde;o imediatamente    identific&aacute;veis.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Consentir ou tolerar, ainda que por omiss&atilde;o, que um determinado ativo    imobili&aacute;rio se n&atilde;o valorize, se e quando as condi&ccedil;&otilde;es    ex&oacute;genas o permitiam fazer, &eacute; t&atilde;o danoso para o interesse    p&uacute;blico como fazer uma aliena&ccedil;&atilde;o ou onera&ccedil;&atilde;o    sem respeito pelo formalismo legal ou abaixo do valor de mercado, pese embora    estas situa&ccedil;&otilde;es possam ser mais medi&aacute;ticas e sindic&aacute;veis.</p>     <p>A gest&atilde;o patrimonial exige uma atua&ccedil;&atilde;o suportada em planeamento    estrat&eacute;gico, competente, din&acirc;mica, interativa, com meios de atua&ccedil;&atilde;o    e rea&ccedil;&atilde;o r&aacute;pidos, em raz&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es    internas e externas, capaz de potenciar o valor dos ativos, o que se n&atilde;o    consegue sem afastar alguns estigmas e preconceitos ideol&oacute;gicos ainda    existentes a prop&oacute;sito das condi&ccedil;&otilde;es de atua&ccedil;&atilde;o    das entidades p&uacute;blicas nos diferentes segmentos de mercado.</p>     <p>Legalidade, rigor, transpar&ecirc;ncia, efici&ecirc;ncia, efic&aacute;cia e    racionalidade econ&oacute;mica n&atilde;o devem corresponder a um padr&atilde;o    de atua&ccedil;&atilde;o exclusivo do setor privado, mas tamb&eacute;m se n&atilde;o    podem traduzir em conservadorismo, imobilismo e inflexibilidade.</p>     <p>Conceitos como, mercado, investimento, valoriza&ccedil;&atilde;o, rentabiliza&ccedil;&atilde;o    e mais-valia, por exemplo, n&atilde;o podem de imediato ser associados e uma    vis&atilde;o neoliberal, opacidade, ilegalidade, e por isso mesmo contradit&oacute;rios    com a l&oacute;gica de desenvolvimento social e satisfa&ccedil;&atilde;o do    interesse p&uacute;blico, impondo-se que os entes administrativos os assumem    como fundamentais para que aquele mais plenamente seja alcan&ccedil;ado.</p>     <p>Urge n&atilde;o menorizar a capacidade dos servidores p&uacute;blicos para    desenvolver uma atua&ccedil;&atilde;o qualificada e competente, cuidando para    tanto de dotar as organiza&ccedil;&otilde;es dos meios e recursos necess&aacute;rios    para o seu melhor desempenho. Uma administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica    forte e centrada no essencial, moderna, competente e qualificada, ser&aacute;    sempre condi&ccedil;&atilde;o de um melhor servi&ccedil;o &agrave; causa p&uacute;blica.</p>     <p>Neste enquadramento, imp&otilde;e-se tamb&eacute;m que o Estado, legislando    menos e com mais qualidade, avance para a codifica&ccedil;&atilde;o do regime    jur&iacute;dico da gest&atilde;o dos bens p&uacute;blicos.</p>     <p>Esta quest&atilde;o &eacute; t&atilde;o mais relevante quanto &eacute; certo    que o Decreto-Lei n.&ordm; 280/2007, de 7 de Agosto, apenas parcialmente se    aplica aos Munic&iacute;pios e que a sua atua&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel    da gest&atilde;o patrimonial se desenvolve e concretiza atrav&eacute;s de formas    jur&iacute;dico-privadas, embora, como sabemos, n&atilde;o do mesmo modo que    os particulares o fazem nas rela&ccedil;&otilde;es entre si, consequ&ecirc;ncia    das vincula&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dico-p&uacute;blicas da atividade de    direito privado da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica.</p>     <p>O princ&iacute;pio da especialidade das pessoas coletivas p&uacute;blicas,    mesmo quando atua sobre as formas de direito privado, ter&aacute; sempre como    limite intranspon&iacute;vel de licitude o da subordina&ccedil;&atilde;o ao    interesse p&uacute;blico, que recorta a extens&atilde;o da sua capacidade jur&iacute;dica    e a legitimidade e compet&ecirc;ncia p&uacute;blica dos seus &oacute;rg&atilde;os.</p>     <p>A coer&ecirc;ncia das decis&otilde;es em mat&eacute;ria patrimonial dever&aacute;    decorrer da fixa&ccedil;&atilde;o de um quadro estrat&eacute;gico de refer&ecirc;ncia    e de um programa estruturante a&iacute; alicer&ccedil;ado, permitindo antecipar    e justificar objetiva e racionalmente as op&ccedil;&otilde;es concretamente    tomadas pela gest&atilde;o, em homenagem aos princ&iacute;pios da efic&aacute;cia,    efici&ecirc;ncia, transpar&ecirc;ncia, racionalidade econ&oacute;mica e boa    gest&atilde;o p&uacute;blica.</p>     <p>No Munic&iacute;pio de Lisboa, assumimos a gest&atilde;o patrimonial como estrat&eacute;gica,    com algumas das principais orienta&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas expressas    no programa de governo da cidade a estarem suportadas e a concretizam-se por    essa via, com especial enf&acirc;se na dinamiza&ccedil;&atilde;o de processos    de reabilita&ccedil;&atilde;o e regenera&ccedil;&atilde;o urbana, reconquistando    popula&ccedil;&atilde;o e empresas para o territ&oacute;rio municipal, no desenvolvimento    de modelos geradores de recursos financeiros para uma gest&atilde;o equitativa    do patrim&oacute;nio municipal, apostando num papel regulador entre a oferta    e a procura e num equil&iacute;brio entre habita&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria,    arrendamento, com&eacute;rcio e servi&ccedil;os, enfim, respondendo &agrave;s    fun&ccedil;&otilde;es sociais do Munic&iacute;pio e colocando os ativos imobili&aacute;rios    ao servi&ccedil;o da Cidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O quadro legal produzido na &uacute;ltima d&eacute;cada para reger o ordenamento    do territ&oacute;rio, o urbanismo, a edifica&ccedil;&atilde;o e a reabilita&ccedil;&atilde;o    urbana, tem vindo a aumentar a capacidade dos munic&iacute;pios intervirem na    pol&iacute;tica de solos e na gest&atilde;o do patrim&oacute;nio p&uacute;blico    e privado, a compasso com a diversifica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos ao    seu dispor para alcan&ccedil;ar uma maior coes&atilde;o social e territorial.</p>     <p>Esta tend&ecirc;ncia, que se dever&aacute; acentuar, &eacute; tamb&eacute;m    reveladora que, para al&eacute;m da gest&atilde;o ativa do seu pr&oacute;prio    patrim&oacute;nio, os munic&iacute;pios t&ecirc;m um crescente poder regulador    sobre o mercado imobili&aacute;rio, incluindo a promo&ccedil;&atilde;o urban&iacute;stica    e a utiliza&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio imobili&aacute;rio privado,    bastando referir, a t&iacute;tulo de exemplo, que, hoje, 92% do territ&oacute;rio    municipal est&aacute; considerado como ARU e enquanto tal abrangido pelo direito    legal de prefer&ecirc;ncia nas transmiss&otilde;es a t&iacute;tulo oneroso,    estabelecido pela Lei n.&ordm; 107/2001, de 8 de setembro e pelo Decreto-Lei    n.&ordm; 307/2009, de 23 de outubro, com a reda&ccedil;&atilde;o que lhe foi    conferida pela Lei n.&ordm; 32/2012, de 14 de agosto.</p>     <p>&Eacute; no quadro concetual que se acaba de apresentar que o Munic&iacute;pio    avan&ccedil;ou para a elabora&ccedil;&atilde;o de um Regulamento do Patrim&oacute;nio    Imobili&aacute;rio que vai ao encontro destas ideias e acaba por traduzir a    necessidade de uma codifica&ccedil;&atilde;o, desta feita &agrave; escala municipal,    o que foi por n&oacute;s assumido como um imperativo de gest&atilde;o, no cumprimento    de mais uma etapa do processo de especializa&ccedil;&atilde;o e densifica&ccedil;&atilde;o    da gest&atilde;o do patrim&oacute;nio imobili&aacute;rio municipal, conferindo    car&aacute;ter normativo e densificando muitos dos princ&iacute;pios e pr&aacute;ticas    que temos vindo a desenvolver e aplicar nos &uacute;ltimos cinco anos, ao mesmo    tempo que se disciplinam ex-novo outros segmentos da atividade de gest&atilde;o    patrimonial municipal.</p>     <p>O projeto de Regulamento de Patrim&oacute;nio Imobili&aacute;rio do Munic&iacute;pio    de Lisboa foi aprovado sem votos contra em reuni&atilde;o de C&acirc;mara do    dia 30 de novembro de 2016 e 12 de abril de 2018, tendo depois, nos termos da    lei, sido sujeito a consulta p&uacute;blica, aguardando-se agora a sua aprova&ccedil;&atilde;o    final pela C&acirc;mara e pela Assembleia Municipal.</p>     <p>A todos convido para uma aprecia&ccedil;&atilde;o do documento, esperando que    no seu enquadramento possamos vir a ter uma mais competente, qualificada e partilhada    gest&atilde;o dos ativos imobili&aacute;rios do Munic&iacute;pio de lisboa e    uma otimizada gest&atilde;o dos contratos de base patrimonial e das rela&ccedil;&otilde;es    que estabelecemos com os particulares.</p>     <p>Perante este olhar sobre o que dever&aacute; ser e para que dever&aacute; servir    o patrim&oacute;nio municipal, foram por n&oacute;s consagrados cinco grandes    objetivos a que se subordina a estrat&eacute;gia e a din&acirc;mica da gest&atilde;o    do patrim&oacute;nio imobili&aacute;rio municipal, a saber:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>1) Afetar o patrim&oacute;nio pr&oacute;prio ao cumprimento dos diferentes    programas setoriais, quantificando e evidenciando de modo transparente os benef&iacute;cios    sociais que se pretendem alcan&ccedil;ar para a Cidade e garantindo a m&eacute;dio    e longo prazo a fun&ccedil;&atilde;o social do Munic&iacute;pio;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>2) Assegurar um papel regulador no mercado fundi&aacute;rio e imobili&aacute;rio,    por interven&ccedil;&atilde;o direta ou indireta, com uma participa&ccedil;&atilde;o    ativa na defini&ccedil;&atilde;o das diferentes pol&iacute;ticas, designadamente,    fiscal, gest&atilde;o urban&iacute;stica, infraestruturas, transportes, acessibilidade    em geral e preven&ccedil;&atilde;o de riscos;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>3) Dotar o Munic&iacute;pio de uma reserva fundi&aacute;ria e acautelar a sua    sustentabilidade na perspetiva do longo prazo, gerando recursos e oportunidades    para recompor o universo da propriedade imobili&aacute;ria do Munic&iacute;pio    e acomodar em condi&ccedil;&otilde;es n&atilde;o especulativas a execu&ccedil;&atilde;o    de futuros programas de iniciativa municipal;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>4) Apostar na rentabiliza&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o dos    ativos imobili&aacute;rios municipais, canalizando os n&atilde;o estrat&eacute;gicos    que a cada momento estejam dispon&iacute;veis para a obten&ccedil;&atilde;o    de recursos financeiros que diversifiquem a estrutura da receita municipal e    assegurem uma gest&atilde;o equitativa e sustent&aacute;vel do patrim&oacute;nio    no seu todo;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>5) Contribuir ativamente para a dinamiza&ccedil;&atilde;o de processos de reabilita&ccedil;&atilde;o    e regenera&ccedil;&atilde;o urbana, garantindo um equil&iacute;brio entre oferta    e procura e um balanceamento de usos adequado &agrave;s necessidades de desenvolvimento    da cidade;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O pleno desenvolvimento dos objetivos anteriormente identificados s&oacute;    se alcan&ccedil;a atrav&eacute;s da concretiza&ccedil;&atilde;o de uma &ldquo;din&acirc;mica    da gest&atilde;o patrimonial&rdquo;, que se estrutura em cinco grandes pilares,    a saber:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p >a) Desenvolvimento e aprofundamento do cadastro predial da cidade, com a identifica&ccedil;&atilde;o,    tratamento e separa&ccedil;&atilde;o clara entre os bens que integram o dom&iacute;nio    p&uacute;blico e o dom&iacute;nio privado municipal;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>b) Agrega&ccedil;&atilde;o dos ativos municipais do dom&iacute;nio privado    em dois regimes distintos: &ldquo;Regime de Execu&ccedil;&atilde;o&rdquo; (dom&iacute;nio    privado dispon&iacute;vel), subordinado a uma l&oacute;gica de disponibilidade,    rentabiliza&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o, e &ldquo;Regime de    Gest&atilde;o Condicionada&rdquo; (dom&iacute;nio privado indispon&iacute;vel),    afeto ao cumprimento de necessidades pr&oacute;prias presentes ou futuras e    sujeito a mecanismos de boa gest&atilde;o e administra&ccedil;&atilde;o, possibilitando    uma transi&ccedil;&atilde;o flex&iacute;vel entre os dois universos sempre que    raz&otilde;es de mercado e, ou, de interesse p&uacute;blico o justifiquem;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>c) Exig&ecirc;ncia que todas as opera&ccedil;&otilde;es patrimoniais se subordinem    ao princ&iacute;pio da onerosidade e sejam suportadas em avalia&ccedil;&atilde;o    de mercado, com todos os atos de disposi&ccedil;&atilde;o ou onera&ccedil;&atilde;o    de patrim&oacute;nio a decorrerem de processos abertos &agrave; concorr&ecirc;ncia;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>d) Cria&ccedil;&atilde;o de um ciclo virtuoso entre aliena&ccedil;&atilde;o    de ativos que n&atilde;o sejam fundamentais para o cumprimento das miss&otilde;es,    nem tenham elevado potencial de valoriza&ccedil;&atilde;o, e novas aquisi&ccedil;&otilde;es    de im&oacute;veis estrat&eacute;gicos, com impossibilidade de afeta&ccedil;&atilde;o    das receitas das aliena&ccedil;&otilde;es &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o    de despesas correntes;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>e) Na consigna&ccedil;&atilde;o de parte substancial da receita das aliena&ccedil;&otilde;es    de patrim&oacute;nio ao Fundo Municipal de Sustentabilidade Ambiental e Urban&iacute;stica    de Lisboa, para o efeito criado nos termos do previsto no n.&ordm; 4 do artigo    62&ordm; da Lei n.&ordm; 31/2014, de 30 de maio (lei dos solos) e da Delibera&ccedil;&atilde;o    n.&ordm; 43/CM/2015, de 28 de janeiro, tendo em vista suportar encargos com    as obras identificadas no seu artigo 5&ordm;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>De janeiro de 2016 at&eacute; outubro de 2017 foram alocados a este Fundo Fundo    &euro; 39,8 milh&otilde;es de euros, que ser&atilde;o destinados a:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>- Manter e refor&ccedil;ar as infraestruturas urban&iacute;sticas;</p>     <p>- Adquirir terrenos ou edif&iacute;cios para usos p&uacute;blicos;</p>     <p>- Realizar obras de conserva&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o do    edificado e do tecido urbano degradado;</p>     <p>- Construir, manter, remodelar ou beneficiar edif&iacute;cios municipais e    &aacute;reas de uso p&uacute;blico.</p>     <p>Assim, esquematicamente:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font><a name="epub v5n1"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">  <img src="/img/revistas/epub/v5n1/v5n1a08f01.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font><a name="epub v5n1"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">  <img src="/img/revistas/epub/v5n1/v5n1a08f02.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; tamb&eacute;m no desenvolvimento desta dimens&atilde;o estrat&eacute;gica    da gest&atilde;o patrimonial que surge a cria&ccedil;&atilde;o de programas    espec&iacute;ficos de valoriza&ccedil;&atilde;o e rentabiliza&ccedil;&atilde;o    do patrim&oacute;nio municipal, com uma pluralidade de contratos incidentes    sobre ativos dispon&iacute;veis, incluindo atrav&eacute;s da colabora&ccedil;&atilde;o    e da coopera&ccedil;&atilde;o interadministrativas, bem como o programa de aliena&ccedil;&otilde;es    em hasta p&uacute;blica, subordinado ao cumprimento de objetivos concretos e    ao desenvolvimento de um programa de novas aquisi&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas.</p>     <p>O recurso a uma pan&oacute;plia de formas jur&iacute;dicas de atua&ccedil;&atilde;o    sobre os ativos imobili&aacute;rios permitiu que entre 2012 e 2016 a receita    resultante da aliena&ccedil;&atilde;o de patrim&oacute;nio imobili&aacute;rio    municipal atingisse um total de 471 milh&otilde;es de euros, 271 milh&otilde;es    dos quais correspondentes ao acordo com o Governo para transmiss&atilde;o da    propriedade dos terrenos do Aeroporto, tendo cerca de 49% (236.572.000&euro;)    sido aplicado na redu&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida de m&eacute;dio e longo    prazo, sobretudo entre 2012 e 2014, com 51% (246.228.000&euro;) a serem utilizados    para novas aquisi&ccedil;&otilde;es de pr&eacute;dios e terrenos, porque estrat&eacute;gicos    ou necess&aacute;rios para assegurar necessidades futuras, como por exemplo    os terrenos da antiga e para a futura Feira Popular de Lisboa, a antiga Ala    Sul da Manuten&ccedil;&atilde;o Militar, ou os cinco pr&eacute;dios da Pra&ccedil;a    do Munic&iacute;pio, neste caso para futura concentra&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os    naquele local, assim reduzindo encargos com rendas.</p>     <p>Partilhando apenas algumas das experi&ecirc;ncias mais relevantes que neste    contexto temos vivido no Munic&iacute;pio de Lisboa, quer atrav&eacute;s de    programas pr&oacute;prios, quer de a&ccedil;&otilde;es suportadas na colabora&ccedil;&atilde;o    e na coopera&ccedil;&atilde;o interadministrativas, justificam-se alguns breve    apontamentos.</p> </font>      <p>&nbsp;</p> <!--TÓPICO-->     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" style="text-transform:uppercase" size="3"><b>Programa    Reabilita Primeiro e Paga Depois</b></font> </p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">      <p>Num momento fortemente recessivo da economia e em que a degrada&ccedil;&atilde;o    e abandono de muitos im&oacute;veis no casco hist&oacute;rico da cidade era    uma evid&ecirc;ncia, o programa Reabilita Primeiro e Paga Depois teve por base    a utiliza&ccedil;&atilde;o de patrim&oacute;nio municipal n&atilde;o estrat&eacute;gico    para atingir dois objetivos fundamentais, a saber, alavancar a economia a partir    da fileira da constru&ccedil;&atilde;o e potenciar as condi&ccedil;&otilde;es    de reabilita&ccedil;&atilde;o e requalifica&ccedil;&atilde;o do edificado atrav&eacute;s    do investimento privado.</p>     <p>Entre 2013 e 2017, atrav&eacute;s de hasta p&uacute;blica, foram colocados    neste programa 116 im&oacute;veis, com fichas urban&iacute;sticas que enquadravam    as condi&ccedil;&otilde;es de reabilita&ccedil;&atilde;o e fixavam prazos m&aacute;ximos    para o efeito, dando a possibilidade aos adquirentes de comprarem sem necessidade    de efetuar na data da escritura o pagamento do pre&ccedil;o, que s&oacute; &eacute;    exig&iacute;vel no momento em que venham a colocar os ativos no mercado, mas    sempre tendo por limite a data imperativamente fixada para a conclus&atilde;o    das obras. Quando o pagamento &eacute; feito a pronto existe uma redu&ccedil;&atilde;o    de 10%, quando diferido, existe um simples compromisso banc&aacute;rio sem encargos    para o particular, ficando o Munic&iacute;pio no entretanto com uma reserva    de propriedade.</p>     <p>Os 116 im&oacute;veis alienados renderam ao Munic&iacute;pio cerca de &euro;    35 milh&otilde;es de euros, sendo que, e mais importante do que a receita, permitiram    alcan&ccedil;ar os objetivos do RPPD. Nesta data, 25 dos im&oacute;veis t&ecirc;m    as obras de reabilita&ccedil;&atilde;o conclu&iacute;das, 78 est&atilde;o com    obra em curso, 99 t&ecirc;m projetos aprovados, estando os restantes 17 com    projeto em elabora&ccedil;&atilde;o, para o que foi fundamental a cria&ccedil;&atilde;o    de uma &ldquo;via verde&rdquo; urban&iacute;stica.</p>     <p>Fora do programa Reabilita Primeiro e Paga Depois, mas articulado com este,    foram entre 2013 e 2017 alienados 77 pr&eacute;dios do patrim&oacute;nio disperso    n&atilde;o estrat&eacute;gico, gerando uma receita de &euro; 127 milh&otilde;es    de euros.</p> </font>      <p>&nbsp;</p> <!--TÓPICO-->     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" style="text-transform:uppercase" size="3"><b>Programa    de Arrendamento para Apoio ao Com&eacute;rcio Local</b></font> </p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">      <p>Com o objetivo de travar o processo de desertifica&ccedil;&atilde;o do centro    hist&oacute;rico da cidade e de dinamizar o arrendamento para com&eacute;rcio    local, o Munic&iacute;pio colocou no mercado 29 im&oacute;veis sua propriedade    at&eacute; ent&atilde;o desocupados ou subaproveitados, tamb&eacute;m atrav&eacute;s    da realiza&ccedil;&atilde;o de hasta p&uacute;blica, cometendo aos particulares    a realiza&ccedil;&atilde;o de pequenas obras de requalifica&ccedil;&atilde;o    ou adapta&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os &agrave;s suas necessidades.</p>     <p>O valor total anual das rendas destes im&oacute;veis ascende hoje a &euro;    360.000,00 contribuindo tamb&eacute;m de modo significativo para a dinamiza&ccedil;&atilde;o    das comunidades locais.</p>     <p>&Eacute; hoje claro que o desenvolvimento destes programas esteve na base do    processo de invers&atilde;o da tend&ecirc;ncia do imobili&aacute;rio na cidade    de lisboa, com firme aposta na reabilita&ccedil;&atilde;o do edificado.</p> </font>      <p>&nbsp;</p> <!--TÓPICO-->     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" style="text-transform:uppercase" size="3"><b>Esta&ccedil;&atilde;o    Sul e Sueste e Doca da Marinha</b></font> </p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">      <p>Intervenientes:</p>     <p>Munic&iacute;pio; Minist&eacute;rio das Finan&ccedil;as; Minist&eacute;rio    do Planeamento e Infraestruturas; Minist&eacute;rio do Mar; Administra&ccedil;&atilde;o    Porto de Lisboa; Transtejo; Infraestruturas de Portugal.</p>     <p>Objetivo:</p>     <p>Recuperar o edif&iacute;cio classificado da esta&ccedil;&atilde;o sul e sueste    e os pain&eacute;is de azulejos do arquiteto Cottinelli Telmo, libertando para    frui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica todo o espa&ccedil;o da Doca da Marinha,    permitindo uma interliga&ccedil;&atilde;o com o novo espa&ccedil;o do Campo    das Cebolas e a continua&ccedil;&atilde;o do passeio p&uacute;blico mar&iacute;timo    entre o Cais do Sodr&eacute; e o novo Terminal de Cruzeiros.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Opera&ccedil;&atilde;o:</p>     <p>Esta&ccedil;&atilde;o sul e sueste e zona adjacente s&atilde;o desafetadas    do dom&iacute;nio p&uacute;blico ferrovi&aacute;rio, sendo feita pela DGTF ao    Munic&iacute;pio a ced&ecirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o pelo prazo de    50 anos, com a contrapartida de ser a CML a suportar todos os encargos com o    projeto, no valor de &euro; 3M; Armada sai da Doca da Marinha, sendo transferida    em melhores condi&ccedil;&otilde;es para a Doca de Santos, com parte do edif&iacute;cio    do Terminal Fluvial do Terreiro do Pa&ccedil;o a ser de utiliza&ccedil;&atilde;o    partilhada pela Armada e pela Transtejo, o mesmo acontecendo com os atuais pont&otilde;es;    APL denuncia concess&atilde;o com a Transtejo e esta faz o mesmo com os seus    subconcession&aacute;rios</p> </font>      <p>&nbsp;</p> <!--TÓPICO-->     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" style="text-transform:uppercase" size="3"><b>Lisboa    - SNS Mais Pr&oacute;ximo</b></font> </p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">      <p>Intervenientes:</p>     <p>Munic&iacute;pio; Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; ARSLVT; Minist&eacute;rio    das Finan&ccedil;as; DGTF</p>     <p>Objetivo:</p>     <p>Coopera&ccedil;&atilde;o entre Munic&iacute;pio e ARSLVT para que at&eacute;    2020 sejam constru&iacute;dos e requalificados 14 novos Centros de Sa&uacute;de    na cidade de lisboa.</p>     <p>Opera&ccedil;&atilde;o:</p>     <p>O Munic&iacute;pio cede os terrenos e ou edif&iacute;cios para a constru&ccedil;&atilde;o/instala&ccedil;&atilde;o    dos centros de sa&uacute;de, elabora os projetos e lan&ccedil;a os procedimentos    de contrata&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica para a realiza&ccedil;&atilde;o    das obras; A ARSLV elabora os programas funcionais, instala as unidades de sa&uacute;de,    acompanha o desenvolvimento dos processos. O Munic&iacute;pio ser&aacute; ressarcido    dos custos em que incorrer com os terrenos atribu&iacute;dos e obras realizadas,    preferencialmente atrav&eacute;s da transfer&ecirc;ncia de patrim&oacute;nio    do Estado.</p> </font>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <!--TÓPICO-->     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" style="text-transform:uppercase" size="3"><b>Manuten&ccedil;&atilde;o    Militar &ndash; Hub Creativo do Beato</b></font> </p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">      <p>Intervenientes:</p>     <p>Munic&iacute;pio; Ex&eacute;rcito; Minist&eacute;rio da Defesa e Minist&eacute;rio    das Finan&ccedil;as</p>     <p>Objetivo:</p>     <p>Transformar a ala sul da antiga Manuten&ccedil;&atilde;o Militar num grande    polo de empreendorismo e desenvolvimento tecnol&oacute;gico, com cria&ccedil;&atilde;o    de um n&uacute;cleo museol&oacute;gico de arqueologia industrial, ancorando    o processo de requalifica&ccedil;&atilde;o e regenera&ccedil;&atilde;o de toda    a zona oriental da cidade.</p>     <p>Opera&ccedil;&atilde;o:</p>     <p>Manuten&ccedil;&atilde;o Militar liberta o espa&ccedil;o, deixando o acervo    que integrar&aacute; o N&uacute;cleo de Arqueologia Industrial, promovendo-se    a desafeta&ccedil;&atilde;o do dom&iacute;nio p&uacute;blico militar. Patrim&oacute;nio    entra na gest&atilde;o da DGTF, que promove uma ced&ecirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o    ao Munic&iacute;pio pelo prazo de 50 anos. A contrapartida financeira de &euro;    7.1 milh&otilde;es de euros &eacute; canalizada para o Ex&eacute;rcito, para    investimentos em v&aacute;rias outras infraestruturas carenciadas.</p>     <p>O efeito multiplicador destes investimentos, muito especialmente o da Manuten&ccedil;&atilde;o    Militar que &eacute; o que se encontra em mais avan&ccedil;ado est&aacute;dio    de desenvolvimento &eacute; bem evidente na an&aacute;lise da evolu&ccedil;&atilde;o    do mercado imobili&aacute;rio nas freguesias do Beato e Marvila entre 2014 e    2017 e nas condi&ccedil;&otilde;es de desenvolvimento social e econ&oacute;mico,    sendo interessante verificar como foram j&aacute; valorizados outros im&oacute;veis    propriedade do Estado, mesmo sem que tenha ocorrido qualquer interven&ccedil;&atilde;o    nos mesmos, ou at&eacute; em situa&ccedil;&otilde;es em que continuam subaproveitados,    encerrados e em acelerada degrada&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Se d&uacute;vidas existissem quanto &agrave;s vantagens para o interesse p&uacute;blico    em refor&ccedil;ar as condi&ccedil;&otilde;es para uma gest&atilde;o transversal    dos bens p&uacute;blicos, suportada na Colabora&ccedil;&atilde;o e na Coopera&ccedil;&atilde;o    Interadministrativas, a experi&ecirc;ncia vivida com estes projetos &eacute;    muito elucidativa. Refor&ccedil;ar as condi&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o    transversal dos bens p&uacute;blicos, suportada na colabora&ccedil;&atilde;o    e na coopera&ccedil;&atilde;o interadministrativas, &eacute; condi&ccedil;&atilde;o    de otimiza&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o, valoriza&ccedil;&atilde;o e rentabiliza&ccedil;&atilde;o    dos ativos imobili&aacute;rios p&uacute;blicos no seu conjunto.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sendo princ&iacute;pios reguladores n&atilde;o atributivos, a colabora&ccedil;&atilde;o    e a coopera&ccedil;&atilde;o constituem modos de excel&ecirc;ncia de assegurar    a unidade de atua&ccedil;&atilde;o da Administra&ccedil;&atilde;o e de tornar    mais eficaz o exerc&iacute;cio das compet&ecirc;ncias de cada entidade.</p>     <p>A atua&ccedil;&atilde;o conjunta de duas ou mais entidades p&uacute;blicas    para permitir o &ecirc;xito de uma miss&atilde;o que releva no &acirc;mbito    das atribui&ccedil;&otilde;es ou compet&ecirc;ncias de apenas uma delas, como    se verifica na colabora&ccedil;&atilde;o, ou atuando conjuntamente com outras    entidades administrativas para a resolu&ccedil;&atilde;o de um problema ou para    a realiza&ccedil;&atilde;o de um investimento que se enquadra nas atribui&ccedil;&otilde;es    ou compet&ecirc;ncias de todas elas, como acontece na coopera&ccedil;&atilde;o,    &eacute; sempre fundamental para uma melhor gest&atilde;o dos bens p&uacute;blicos.</p>     <p>Imp&otilde;e-se criar condi&ccedil;&otilde;es para que as entidades p&uacute;blicas,    da administra&ccedil;&atilde;o direta e indireta do Estado, n&atilde;o atuem    de costas voltadas, fechadas sobre si pr&oacute;prias e focadas no seu pr&oacute;prio    processo, mas sim em conjunto e orientadas para uma l&oacute;gica de resultado,    que, no limite, ser&aacute; sempre o de prestar um melhor servi&ccedil;o &agrave;    causa p&uacute;blica.</p>     <p>A colabora&ccedil;&atilde;o e a coopera&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m de estar    para l&aacute; de simples emana&ccedil;&otilde;es do dever geral de coopera&ccedil;&atilde;o    e de lealdade institucional entre entidades p&uacute;blicas, ali&aacute;s, consagrado    constitucionalmente, e n&atilde;o devem estar presentes no discurso pol&iacute;tico    como meros chav&otilde;es e figuras de ret&oacute;rica; Ao contr&aacute;rio,    t&ecirc;m de ser assumidas como modos de assegurar a unidade de atua&ccedil;&atilde;o    da Administra&ccedil;&atilde;o e de tornar mais eficaz o exerc&iacute;cio das    compet&ecirc;ncias pr&oacute;prias, funcionando tamb&eacute;m como uma alternativa    aos poderes verticais decorrentes da hierarquia, da superintend&ecirc;ncia e    da tutela.</p>     <p>N&atilde;o &eacute; ben&eacute;fico para o interesse p&uacute;blico que tenhamos    uma vis&atilde;o e uma atua&ccedil;&atilde;o fragmentada do patrim&oacute;nio    p&uacute;blico, desde logo porque tal esquece que a sua plena valoriza&ccedil;&atilde;o,    rentabiliza&ccedil;&atilde;o e boa gest&atilde;o est&atilde;o bastas vezes intrinsecamente    relacionadas, direi mesmo que condenadas a uma estrat&eacute;gia de conjunto.</p>     <p>Que sentido faz que um ente p&uacute;blico esteja a promover em determinada    &aacute;rea da sua jurisdi&ccedil;&atilde;o a&ccedil;&otilde;es potenciadoras    do valor dos seus ativos e, consequentemente daqueles que est&atilde;o num per&iacute;metro    de proximidade, quando os entes propriet&aacute;rios desses ativos n&atilde;o    colaboram empenhadamente, ou, pior, tomam decis&otilde;es contr&aacute;rias    ao n&iacute;vel da gest&atilde;o, como por exemplo promovendo aliena&ccedil;&otilde;es    em momento anterior &agrave; produ&ccedil;&atilde;o do efeito multiplicador    daqueles investimentos, por isso mesmo em condi&ccedil;&otilde;es manifestamente    desfavor&aacute;veis, ou abstendo-se da devida reabilita&ccedil;&atilde;o dos    im&oacute;veis sob sua gest&atilde;o?</p>     <p>Mais do que um problema de vazio ou insufici&ecirc;ncia legal, a quest&atilde;o    passa por uma mudan&ccedil;a de cultura organizacional e pela concordante reforma    do Estado e do seu modo de funcionamento.</p>     <p>O que a experi&ecirc;ncia revela &eacute; que &agrave;s recentes e positivas    evolu&ccedil;&otilde;es do C&oacute;digo do Procedimento Administrativo e do    C&oacute;digo dos Contratos P&uacute;blicos n&atilde;o corresponde essa mudan&ccedil;a    de atitude por parte das organiza&ccedil;&otilde;es, sempre mais preocupadas    consigo pr&oacute;prias e com &ldquo;o processo&rdquo; do que no resultado final    a obter para o interesse p&uacute;blico.</p>     <p>Muito mais importante que uma l&oacute;gica de marca&ccedil;&atilde;o de territ&oacute;rio    e disputa sobre poderes de titularidade e gest&atilde;o dos bens p&uacute;blicos    &eacute; que tais poderes sejam atribu&iacute;dos a quem em cada caso concreto    tenha as melhores condi&ccedil;&otilde;es para obter a mais ampla satisfa&ccedil;&atilde;o    do interesse p&uacute;blico em todas as suas dimens&otilde;es.</p> </font>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <!-- NOTAS -->     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>NOTAS</b></font>  </p>     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <a href="#_ftnref0" name="_ftn0" title="">0</a>    Ant&oacute;nio In&aacute;cio Furtado, Dire&ccedil;&atilde;o Municipal de Gest&atilde;o    Patrimonia, C&acirc;mara Municipal de Lisboa. - <a href="mailto:antonio.furtado@cm-lisboa.pt">antonio.furtado@cm-lisboa.pt</a>.    <br>   </font></p> </font>       ]]></body>
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