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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Investidores, trabalhadores do sector público, estudantes e pensionistas: quem “confia” na jurisprudência constitucional?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The article focuses on the Portuguese Constitutional Court recent case-law on the principle of legitimate expectations, aiming to highlight the legislator’s difficulties in passing some structural reforms in a great number of issues. The idea is to follow the first three “tests” of the methodological path which orientates the review led by the Court: unpredictability, legitimacy and irreversibility. Our analysis enables the conclusion that, once the Court verifies the first test by determining that the legislator has behaved in such a way as to generate expectations of continuity, the remaining tests will not be an obstacle in establishing that those expectations are worth of protection. In our view, this is because expectations are presumed to be legitimate as long as they are based on previous legislative activity, even if their normative foundations are irremediably compromised.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DESTAQUE</font></b></p> <!--TITULO-->     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b> Interven&ccedil;&atilde;o    de encerramento</b> </font> </p> <!--TITULO TRADUZIDO     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b> </b> </font> </p>-->     <p>&nbsp;</p> <!--RESPONSABILIDADE-->     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b> Maria Lu&iacute;sa    Duarte<sup><a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title="">1</a></sup> </b>&nbsp;    </font> </p>     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Faculdade de    Direito da Universidade de Lisboa,    <br>   Alameda da Universidade - Cidade Universit&aacute;ria,    <br>   1649-014, Portugal    <br>   E-mail: <a href="mailto:luisaduarte@fd.ulisboa.pt">luisaduarte@fd.ulisboa.pt</a>    </font> </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>(FDUL/CIDP)</b></p>     <br>     <p>Caros Conferencistas</p>     <p>Caros Participantes</p>     <p>(a todos sa&uacute;do com viva alegria pela jornada de trabalho intenso que    marcou o ritmo desta reuni&atilde;o cient&iacute;fica)</p>     <br>     <br> <!--TÓPICO--> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">      <p>A Confer&ecirc;ncia sobre &ldquo;<i>A Carta dos Direitos Fundamentais da Uni&atilde;o    Europeia e o activismo judicial do Tribunal de Justi&ccedil;a da Uni&atilde;o    Europeia &ndash; um cat&aacute;logo de direitos resistente &agrave;s amea&ccedil;as?</i>&rdquo;    foi organizada no &acirc;mbito do Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o de Direito    P&uacute;blico (CIDP), da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, contando    ainda com a colabora&ccedil;&atilde;o do Instituto de Ci&ecirc;ncias Jur&iacute;dico-Pol&iacute;ticas    (ICJP).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Grupo de Investiga&ccedil;&atilde;o dedicado ao Direito Internacional e Europeu,    que tenho a responsabilidade de coordenar, desenvolveu um projecto centrado    na pesquisa do <i>Sistema Internormativo de protec&ccedil;&atilde;o dos direitos    Fundamentais na Uni&atilde;o Europeia</i>. Uma das iniciativas pensadas para    dar sequ&ecirc;ncia a esta investiga&ccedil;&atilde;o foi, justamente, a presente    Confer&ecirc;ncia.</p>     <p>A Carta dos Direitos Fundamentais da Uni&atilde;o Europeia adquiriu for&ccedil;a    jur&iacute;dica plena em Dezembro de 2009, ap&oacute;s nove anos de perman&ecirc;ncia    numa esp&eacute;cie de limbo jur&iacute;dico: durante este per&iacute;odo n&atilde;o    era juridicamente irrelevante, mas carecia de for&ccedil;a jur&iacute;dica pr&oacute;pria.    Com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, a Carta ganhou vida pr&oacute;pria.    A codifica&ccedil;&atilde;o ou positiva&ccedil;&atilde;o dos direitos fundamentais    realizada pela Carta tem uma import&acirc;ncia not&aacute;vel, no plano simb&oacute;lico    e pol&iacute;tico, tamb&eacute;m no plano jur&iacute;dico da concretiza&ccedil;&atilde;o    dos direitos consagrados. A fun&ccedil;&atilde;o de concretiza&ccedil;&atilde;o    cabe, em particular, aos tribunais e, de modo especial, ao Tribunal de Justi&ccedil;a    da Uni&atilde;o Europeia. Por esta raz&atilde;o, o objectivo principal que orientou    o programa da Confer&ecirc;ncia foi o de realizar uma reflex&atilde;o cr&iacute;tica    sobre a jurisprud&ecirc;ncia proferida pelo Tribunal de Justi&ccedil;a nestes    primeiros anos de vig&ecirc;ncia da Carta.</p>     <p>Uma an&aacute;lise centrada em tr&ecirc;s dom&iacute;nios fundamentais de tutela    substantiva de direitos previstos na Carta:</p>     <br>     <br> <ul>       <li> direitos dos nacionais de pa&iacute;ses terceiros: refugiados, requerentes      de asilo e migrantes (Sess&atilde;o I)</li>       <br>       <li> coopera&ccedil;&atilde;o judicial e policial em mat&eacute;ria penal, com      enfoque nos temas de angustiante actualidade que s&atilde;o o terrorismo e      a defesa da privacidade (Sess&atilde;o II)</li>       <br>       <li> os direitos sociais, na perspectiva de uma garantia efectiva e equilibrada      em tempos de austeridade e de aperto or&ccedil;amental (Sess&atilde;o III)</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[</ul>     <br>     <br>     <p>Uma an&aacute;lise que se debru&ccedil;ou tamb&eacute;m sobre o futuro do sistema    europeu de protec&ccedil;&atilde;o dos direitos fundamentais, dada a incerteza    criada pelo, de certo modo inesperado, Parecer 2/13 que inviabilizou, por agora,    a ades&atilde;o da UE &agrave; Conven&ccedil;&atilde;o Europeia dos Direitos    do Homem, exigindo novas e dif&iacute;ceis negocia&ccedil;&otilde;es de resultado    ainda imprevis&iacute;vel (Sess&atilde;o IV). Um mau exemplo de activismo judicial,    como foi referido pelos oradores desta sess&atilde;o: uma decis&atilde;o que    deixa a Uni&atilde;o Europeia na relativa impossibilidade de cumprir o objectivo    inscrito no artigo 6.&ordm;, n.&ordm; 2, TUE e, claramente, enfraquece o n&iacute;vel    de compromisso da Uni&atilde;o com a garantia de um sistema europeu (e n&atilde;o    apenas eurocomunit&aacute;rio) de direitos fundamentais.</p>     <p>Finalmente, uma an&aacute;lise que n&atilde;o poderia deixar de versar a quest&atilde;o    metodol&oacute;gica sobre os limites objectivos e, em especial, subjectivos    de aplica&ccedil;&atilde;o da Carta: quem pode invocar a Carta e contra quem    pode ser invocada a Carta? (Sess&atilde;o V)</p>     <p>Recordo que a nossa Confer&ecirc;ncia tem como subt&iacute;tulo uma interroga&ccedil;&atilde;o    t&atilde;o pertinente como dif&iacute;cil de responder: <i>Um cat&aacute;logo    de direitos resistente &agrave;s amea&ccedil;as?</i> No princ&iacute;pio de    2015, quando o programa foi definido, esta quest&atilde;o tinha em si mesma    uma not&aacute;vel justifica&ccedil;&atilde;o. Os refugiados e migrantes econ&oacute;micos    j&aacute; chegavam aos milhares &agrave; fronteira sul da Europa, Gr&eacute;cia    e It&aacute;lia. O seman&aacute;rio CHARLIE HEBDO fora atacado no dia 7 de Janeiro    por extremistas isl&acirc;micos. As pessoas j&aacute; sofriam no seu dia a dia    os efeitos da limita&ccedil;&atilde;o e da crescente amputa&ccedil;&atilde;o    dos direitos laborais e sociais, tradicionalmente ligados ao modelo social europeu.    Os cidad&atilde;os europeus j&aacute; temiam, e com raz&atilde;o, pelas suas    liberdades civis no contexto de uma esp&eacute;cie de estado de necessidade    securit&aacute;ria.</p>     <p>Por triste coincid&ecirc;ncia, estivemos aqui reunidos a debater o significado    destas amea&ccedil;as no plano da resposta jur&iacute;dica a dar pela Uni&atilde;o    Europeia, orientada pela jurisprud&ecirc;ncia do Tribunal de Justi&ccedil;a,    precisamente duas semanas passadas sobre os tr&aacute;gicos acontecimentos de    13 de Novembro, de novo em Paris.</p>     <p>Acredito &ndash; como sempre acreditei &ndash; que um cat&aacute;logo de normas    garantidoras de direitos fundamentais, de &acirc;mbito nacional ou transnacional,    serve, sobretudo, para proteger as pessoas em tempos de crise, tempos de amea&ccedil;a    real e atemorizante como a que vivemos na Europa neste final de 2015.</p>     <p>Sabemos todos que a Europa, ao longo da sua Hist&oacute;ria, oscilou entre    as trevas e as luzes, entre o pessimismo militante e o optimismo resistente.    Na actualidade, o projecto europeu ainda n&atilde;o se libertou de um debate    excessivamente dependente do optimismo do Dr. Pangloss ou da mais negra profecia    de Cassandra. Para n&oacute;s juristas e acad&eacute;micos o caminho mais prudente    ser&aacute; o de evitar os estados de alma sobre o futuro da Europa. N&atilde;o    penso que o nosso modelo de inspira&ccedil;&atilde;o e trabalho possa ser encontrado    no Dr. Pangloss ou em Cassandra. Melhor ser&aacute; tomar como exemplo a decis&atilde;o    de C&acirc;ndido, o disc&iacute;pulo do Dr. Pangloss e protagonista da novela    de Voltaire, uma novela de &ldquo;realismo m&aacute;gico&rdquo; <i>avant la    lettre</i>. No ep&iacute;logo de grandes aventuras e desventuras de uma longa    viagem que come&ccedil;a na Europa, passa pela Am&eacute;rica do Sul e regressa    &agrave; Europa, incluindo Lisboa no cen&aacute;rio do terramoto de 1755, C&acirc;ndido    conclu&iacute;a, com not&aacute;vel pragmatismo: <strong><i>Cuidemos do nosso    jardim</i></strong>. Para n&oacute;s juristas e acad&eacute;micos, o nosso jardim    &eacute; o Direito. No final deste dia de trabalho intenso, sinto que estivemos    aqui como <strong>fi&eacute;is jardineiros de Voltaire</strong>. Do nosso esfor&ccedil;o    de interpreta&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica e de an&aacute;lise sist&eacute;mica    depende, em boa medida, o fortalecimento da Uni&atilde;o Europeia enquanto Uni&atilde;o    de Direito, resistente &agrave;s amea&ccedil;as m&uacute;ltiplas do terrorismo    global.</p>     <p>Para o fim, ficam os agradecimentos devidos. Agrade&ccedil;o a ilimitada disponibilidade    e efici&ecirc;ncia dos meus jovens Colegas na programa&ccedil;&atilde;o desta    Confer&ecirc;ncia: Tiago Fidalgo de Freitas, Rui Lanceiro e Marisa dos Reis.    Ao Professor Carlos Blanco de Morais, Coordenador Cient&iacute;fico do CIDP,    agrade&ccedil;o o incentivo e a ajuda que sempre nos prestou. Uma palavra de    agradecimento &agrave; Benedita Queiroz pelo apoio dedicado que garantiu &agrave;    organiza&ccedil;&atilde;o do evento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Agrade&ccedil;o e presto homenagem a todos os conferencistas e moderadores.    Ao Professor Rui Moura Ramos que nos deu a honra de introduzir o tema, com a    proposta de v&aacute;rias pistas de reflex&atilde;o, dirijo uma mensagem de    especial reconhecimento. Sublinho que cont&aacute;mos com a participa&ccedil;&atilde;o    de 17 oradores, cada um ligado &agrave;s mais destacadas Escolas de Direito    em Portugal, alguns em vias de conclus&atilde;o dos seus estudos de doutoramento    em prestigiados centros de investiga&ccedil;&atilde;o no estrangeiro. O painel    de conferencistas portugueses impressionou pela sua juventude, parceira de uma    consolidada maturidade de conhecimentos e criatividade de propostas cient&iacute;ficas.    Claro que a experi&ecirc;ncia e o rigor de an&aacute;lise do Professor Nuno    Pi&ccedil;arra, nosso Colega e Amigo de longa data, com a sua not&aacute;vel    apresenta&ccedil;&atilde;o sobre os direitos dos imigrantes irregulares, nos    deixa plenamente convencidos sobre a necessidade de, no quadro destes encontros    cient&iacute;ficos, manter o equil&iacute;brio virtuoso entre experi&ecirc;ncia    e juventude. Permitam-me ainda que destaque a participa&ccedil;&atilde;o de    quatro professores estrangeiros com liga&ccedil;&atilde;o actual ou experi&ecirc;ncias    de ensino em conhecidas universidades europeias: os Professores Fran&ccedil;ois-Xavier    Millet, Daniele Gallo, Filippo Fontanelli e Vassiliki Kosta.</p>     <p>Associo &agrave; minha j&aacute; longa lista de agradecimentos os que assistiram    aos nossos trabalhos e participaram nos momentos do debate. Uma palavra especial    para os nossos Alunos de Doutoramento e Mestrado, incluindo investigadores do    CIDP.</p>     <p>Esta Confer&ecirc;ncia contou com o apoio institucional da Faculdade de Direito    da UL e da FCT, e com o patroc&iacute;nio dos parceiros Centro de Informa&ccedil;&atilde;o    Europeia Jacques Delors, Comiss&atilde;o Europeia e Parlamento Europeu. O nosso    agradecimento.</p>     <p>A Organiza&ccedil;&atilde;o fez a op&ccedil;&atilde;o por duas l&iacute;nguas    de trabalho: portugu&ecirc;s e ingl&ecirc;s. Entendemos que a desejada internacionaliza&ccedil;&atilde;o    da investiga&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica que se faz na Faculdade de Direito    de Lisboa, concretamente no CIDP, n&atilde;o depende do monop&oacute;lio da    l&iacute;ngua inglesa. &Eacute; fundamental garantir as condi&ccedil;&otilde;es    de paridade entre o portugu&ecirc;s e o ingl&ecirc;s como l&iacute;nguas de    express&atilde;o do discurso jur&iacute;dico. Agradecemos o excelente trabalho    assegurado pelos dois tradutores-int&eacute;rpretes nesta Confer&ecirc;ncia.    Sem qualquer limita&ccedil;&atilde;o de ordem lingu&iacute;stica, oradores,    moderadores e participantes escolheram a l&iacute;ngua, portugu&ecirc;s ou ingl&ecirc;s,    para melhor enunciar o seu pensamento.</p>     <p>O impacto futuro e internacional dos trabalhos hoje aqui apresentados ser&aacute;    promovido com a publica&ccedil;&atilde;o dos estudos pela Revista e-P&uacute;blica,    a Revista Electr&oacute;nica do CIDP. &Agrave; Prof. Alexandra Leit&atilde;o,    directora da Revista, agrade&ccedil;o a disponibilidade manifestada para dedicar    um n&uacute;mero especial da e-P&uacute;blica &agrave; publica&ccedil;&atilde;o    dos trabalhos resultantes da Confer&ecirc;ncia.</p>     <br>     <br> </font>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <!-- NOTAS -->     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>NOTAS</b></font>  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">1</a>    Professora Associada com Agrega&ccedil;&atilde;o da Faculdade de Direito da    Universidade de Lisboa, Investigadora Principal do CIDP &ndash; Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o    de Direito P&uacute;blico e Presidente do ICJP &ndash; Instituto de Ci&ecirc;ncias    Jur&iacute;dico-Pol&iacute;ticas.    <br>       <br>   </font></p>      ]]></body><back>
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