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<journal-title><![CDATA[e-Pública: Revista Eletrónica de Direito Público]]></journal-title>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p  align="right"><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">EDITORIAL</font></b></p> <!--TITULO-->     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b> Editorial    a &ldquo;Políticas Públicas da Saúde&rdquo; </b></font> </p> <!--TITULO TRADUZIDO-->     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b> Editorial    to &ldquo;Public Health Policies&rdquo; </b></font> </p>     <p>&nbsp;</p> <!--RESPONSABILIDADE-->     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b> Pedro Moniz    Lopes <sup>I</sup> <sup><a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""> 1</a></sup>    , Cláudia Monge <sup>II</sup><sup><a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title="">2</a></sup>    . </b></font> </p>     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <sup>I</sup>    Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Alameda da Universidade - Cidade    Universit&aacute;ria, 1649-014 Lisboa - Portugal. E-mail:<a href="mailto:plopes@fd.ulisboa.pt">plopes@fd.ulisboa.pt</a>    </font> </p>     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <sup>II</sup>    Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Alameda da Universidade - Cidade    Universit&aacute;ria, 1649-014 Lisboa - Portugal. E-mail:<a href="mailto:claudiamonge@fd.ulisboa.pt">claudiamonge@fd.ulisboa.pt</a>    </font> </p>     <p>&nbsp;</p> <!--RESUMO IDENTIFICADOR--> <!--<hr size:"1px" noshade>--> <!--RESUMO-->     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente n&uacute;mero da e-P&uacute;blica &eacute; dedicado ao direito &agrave;    prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, direito humano e direito fundamental,    e &agrave;s pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e ao enquadramento jur&iacute;dico    para a sua realiza&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Em tempos de discuss&atilde;o de nova Lei de Bases de Sa&uacute;de e da sua    aprova&ccedil;&atilde;o, importa refletir que demanda deve ser imposta ao dever    de legislar para a melhor realiza&ccedil;&atilde;o do direito &agrave; prote&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de. </p>     <p>O quadro f&aacute;ctico atual faz compreender o reconhecimento da importância    para as pessoas da adequada realiza&ccedil;&atilde;o do direito &agrave; prote&ccedil;&atilde;o.    Os instrumentos para essa realiza&ccedil;&atilde;o interessam ao pa&iacute;s,    &agrave; sociedade civil, s&atilde;o mat&eacute;ria pol&iacute;tica e socialmente    relevante, e importam, por isso tamb&eacute;m, a an&aacute;lise pelo Direito.  </p>     <p>Perante um cen&aacute;rio de envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o, de    inova&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, de press&atilde;o sobre a sustentabilidade    financeira de um servi&ccedil;o p&uacute;blico de sa&uacute;de, cabe sublinhar    o que a cria&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica e a manuten&ccedil;&atilde;o    nos &uacute;ltimos quarenta anos do Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de,    consagrado na Constitui&ccedil;&atilde;o de 1976 como garantia do direito fundamental    &agrave; prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, tem significado na melhoria    da sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>O desenvolvimento de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas ativas de promo&ccedil;&atilde;o    do direito &agrave; prote&ccedil;&atilde;o, a resposta do legislador &agrave;s    novas exig&ecirc;ncias, a revis&atilde;o da Lei de Bases da Sa&uacute;de, e    modo como esta e o seu desenvolvimento devem ser visados para a constru&ccedil;&atilde;o    de um &ldquo;edif&iacute;cio normativo&rdquo; moderno que corresponda aos atuais problemas    das pessoas em contexto de sa&uacute;de e que projete esta resposta no futuro,    s&atilde;o temas em debate. </p>     <p>É de salientar a liberdade, naturalmente, que foi conferida aos autores na    escolha dos temas. </p>     <p>Os autores, com percursos diferentes, convidados a contribuir para este n&uacute;mero    tem&aacute;tico t&ecirc;m toda uma viv&ecirc;ncia, cient&iacute;fica e pr&aacute;tica,    dedicada &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o do direito &agrave; prote&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de e isso refletiu-se na pertin&ecirc;ncia das quest&otilde;es    colocadas, que prosseguem plenamente o objetivo do presente n&uacute;mero tem&aacute;	   tico. </p>     <p>Assim, Andr&eacute; Dias Pereira enuncia, com sentido cr&iacute;tico, aspetos    que entende como devidos figurar numa Lei de Bases da Sa&uacute;de para os anos    2020. Cl&aacute; udia Monge apresenta texto sobre os desafios na garantia plena    do texto constitucional em mat&eacute;ria de prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de    e dos direitos das pessoas em contexto de sa&uacute;de. Dami&atilde;o Alexandre    Tavares Oliveira explicita da necessidade de prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de    mental na nova Lei de Bases da Sa&uacute;de, versa sobre os fundamentos da total    pertin&ecirc;ncia em fazer verter no texto da nova Lei de Bases da Sa&uacute;de    diretrizes de pol&iacute;ticas espec&iacute;ficas de sa&uacute;de mental atenta    a express&atilde;o das preocupa&ccedil;&otilde;es que o estado de sa&uacute;de    da popula&ccedil;&atilde;o dita. Jorge Sim&otilde;es e In&ecirc;s Fronteira    analisam, em torno de dif&iacute;cil quest&atilde;o da coexist&ecirc;ncia dos    diferentes setores nas presta&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, o papel do    Estado e dos setores privado e social nos diferentes ciclos pol&iacute;ticos    da sa&uacute;de, em Portugal. Maria de Bel&eacute;m Roseira, Presidente da Comiss&atilde;o    de Revis&atilde;o da Lei de Bases, cuja prestigiante colabora&ccedil;&atilde;o    neste n&uacute;mero da revista incide sobre a an&aacute;lise sobre as solu&ccedil;&otilde;es    a considerar na nova Lei de Bases da Sa&uacute;de, atentos os desafios que se    colocam atualmente nesta mat&eacute;ria, e de como pode a consagra&ccedil;&atilde;o    legal de tais solu&ccedil;&otilde;es contribuir para realizar o direito &agrave;    prote&ccedil;&atilde;o como direito humano e como direito fundamental. Miguel    Lagoute dedica a sua aten&ccedil;&atilde;o &agrave; mat&eacute;ria, essencial    no funcionamento dos estabelecimentos de sa&uacute;de, do acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de, atento o conflito entre as normas respeitantes a dois direitos    fundamentais: o direito &agrave; reserva da intimidade da vida privada do titular    e o direito de acesso aos arquivos e documentos administrativos. </p>     <p>O objetivo do presente n&uacute;mero da revista &eacute; o de que as diferentes    reflex&otilde;es apresentadas, sobre aspetos relevantes no dom&iacute;nio da    sa&uacute;de, possam contribuir para o necess&aacute;rio debate na constru&ccedil;&atilde;o    de um moderno quadro jur&iacute;dico na realiza&ccedil;&atilde;o do direito    &agrave; prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. </p>     <p>&nbsp;</p> <!-- NOTAS --> <a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">1</a> Professor Auxiliar da Faculdade  de Direito da Universidade de Lisboa. Investigador Principal do Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o  de Direito P&uacute;blico (CIDP). Advogado.     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     <br> <a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="">2</a> Professora Auxiliar da Faculdade  de Direito da Universidade de Lisboa. Investigadora Principal do Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o  de Direito P&uacute;blico (CIDP). Advogada.     <br>     <br> </font>     <p></p>      ]]></body>
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