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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os passos da Bemposta da Serenicima Senhora Raynha da Gram Bretanha: contributos para a história da colina de Santana]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present study about the built environment surrounding the palace of Bemposta, seeks to understand the growth of this place, the increase of its population, particularly of higher position, determined by the presence of D. Catarina de Bragança and other royal elements since 1701/1702, and also realize the relationship with the major religious clusters, that have marked the toponymy. To understand this phenomenon, we have used, among many other collections that we refer throughout this study, several archival collections, such as Consultas e Decretos and Cordeamentos from Municipal Archive of Lisbon.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p><b>Os passos da Bemposta da Serenicima Senhora Raynha da Gram Bretanha: contributos    para a história da colina de Santana</b></p>     <p><b>Os passos da Bemposta da Serenicima Senhora Raynha da Gram Bretanha: contributions    to the history of Colina de Santana</b></p>     <p><b>Maria João Pereira Coutinho<a href="#*"><sup>*</sup></a><a name="top*"></a></b></p>     <p>Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da    Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O presente estudo, que trata do núcleo habitacional em torno do paço da Bemposta,    procura compreender o crescimento do espaço que envolveu esse local, em virtude    da frequência cortesã, que se fez sentir com a presença de D. Catarina de Bragança,    a partir de 1701/1702, bem como a relação com os principais aglomerados religiosos    que marcaram a toponímia do lugar. Para a compreensão desse fenómeno, muito    contribuíram vários fundos arquivísticos, de que destacamos alguns dos constantes    no Arquivo Municipal de Lisboa, a saber:<i>Consultas e Decretos e Cordeamentos</i>,    entre muitos outros acervos que iremos referir ao longo do presente estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>PALAVRAS-CHAVE</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Lisboa Setecentista / Colina de Santana / Paço da Bemposta / D. Pedro II /    D. Catarina de Bragança</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The present study about the built environment surrounding the palace of Bemposta,    seeks to understand the growth of this place, the increase of its population,    particularly of higher position, determined by the presence of D. Catarina de    Bragança and other royal elements since 1701/1702, and also realize the relationship    with the major religious clusters, that have marked the toponymy. To understand    this phenomenon, we have used, among many other collections that we refer throughout    this study, several archival collections, such as <i>Consultas e Decretos and    Cordeamentos</i> from Municipal Archive of Lisbon.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>KEYWORDS</b></p>     <p>Eighteenth-century Lisbon / Colina de Santana / Palace of Bemposta / Pedro    II / Catherine of Braganza</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTA PRÉVIA<a href="#1"><sup>1</sup></a></b><a name="top1"></a><b></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A edificação na viragem do século XVII para o século XVIII, na colina de Santana,    do paço da rainha D. Catarina de Bragança (1638-1705), iria alterar definitivamente    a feição da Bemposta, assim como toda a sua vivência social à época<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a>.    Se o facto não é inédito noutros contextos históricos e espaciais, merecerá    neste contexto específico particular atenção no intuito de garantir uma mais    aprofundada leitura das circunstâncias e consequente compreensão dessa área    da cidade de Lisboa, bem como de todo o referido processo. Nesse sentido, as    obras de beneficiação dos edificados bem como concomitante afluência de artistas,    como arquitetos, e de oficiais mecânicos, como mestres pedreiros, que em muito    terão dinamizado o local, serão o ponto de partida para este ensaio, que propõe    uma visão mais alargada do crescimento do sítio e o seu incremento enquanto    espaço relacional da alta sociedade de então<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a>.  </p>     <p>A presença da dileta irmã de D. Pedro II nessa área em muito terá contribuído    para a importância desse ponto da cidade, bem como terá chamado até si um número    significativo de nobilitados, que terão igualmente concorrido para o engrandecimento    da então freguesia de Santa Ana<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a>.    Estes, ter-se-ão juntado a outros, que já aí residiam, ou que nessa mesma área    geográfica da cidade possuíam terrenos ou moradas de casas e que as adequaram    a essa vivência.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CARACTERIZAÇÃO DO TECIDO SOCIOECONÓMICO DA COLINA DE SANTANA</b></p>     <p>A existência no local de vários edifícios religiosos, como são os casos dos    conventos de Santo António dos Capuchos, de Santa Ana e do Desterro, ou do cenóbio    oratoriano de S. Francisco de Paula de Rilhafoles, responsáveis pelo aparecimento    de topónimos como a <i>rua de Santo António</i> ou a <i>Lameda</i> homónima,    ou <i>Campo de Santana</i>, ainda hoje assim designado em detrimento da designação    <i>Campo dos Mártires da Pátria</i>, comprovam a significância que tinha à data    o espaço devocional neste quadro geográfico, assim como na esfera do quotidiano    das suas gentes, já que seria estreita a sua interação com o mundo civil. O    continuado desenvolvimento destes espaços de devoção, que passou pelas recorrentes    campanhas de obras que os beneficiaram, coadjuvou a ideia de a colina ser um    local onde a dinâmica construtiva estava patente no quotidiano dos seus moradores.    Assinalamos, a título de exemplo, várias consultas ao Senado a fim de promover    quer o sustento dos frades capuchos do convento de Santo António, na qualidade    de seu padroeiro, quer algumas das obras que intentaram fazer<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a>.  </p>     <p>A essas notícias acrescem-se ainda outras da mesma natureza na viragem do século    XVII para o século XVIII, época associada à vinda de D. Catarina para a colina    de Santana, que dão a conhecer o intento da soberana de empreender obras de    beneficiação no/ou perto do convento homónimo, e que atestam a importância que    esse cenóbio teve nesse momento cronológico. No primeiro semestre de 1700, é    efetuada uma consulta ao Senado da Câmara sobre a necessidade de dignificar    a via que unia o colégio de Santo Antão-o-Novo da Companhia de Jesus a Santa    Ana<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a>. A 19 de julho de 1700,    o juiz e irmãos da mesa do Santíssimo Sacramento do templo desse cenóbio pedem    licença para reedificar a capela que albergava o sacrário, pelo facto de estar    fragilizada, colocando como premissa a necessidade de edificar outra maior e    duas casas: uma para servir de sacristia e outra para a mesa da supramencionada    irmandade, dando a garantia de a obra não interferir com o espaço da via pública<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a>.    Nos anos subsequentes, o mesmo convento é alvo de preocupação por parte do mesmo    órgão camarário, que procura aforar um terreno baldio que lhe é fronteiro, tendo    como objetivo dignificar esta zona da cidade<a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="top8"></a>.    (<a href="#f1">Figura 1</a>)</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n1/ser2n1a04f1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Registam-se, a par dos aspetos anteriormente mencionados, particularmente aqueles    de índole religiosa, outros igualmente significativos, de registo mais vernacular,    mas que de igual forma ajudarão a compreender a vivência do local entre meados    de Seiscentos e inícios de Setecentos. Veja-se, por exemplo, o caso da existência    do <i>Campo do Curral</i>, assim conhecido pelo facto de aqui se encontrar o    gado antes de ir para o açougue, ou o da <i>Carreira dos Cavalos</i>, uma das    mais importantes artérias da capital, onde a passagem de coches e liteiras terá    sido o principal motivo desta escolha<a href="#9"><sup>9</sup></a><a name="top9"></a>.    Deste último local, hoje rua Gomes Freire, resistiu o traçado, a ermida de Nossa    Senhora da Conceição da Carreira, bem como a rua da Cruz da Carreira, cuja forma    orgânica que apresenta nos traz à memória a morfologia das ruas seiscentistas,    apesar da estilização do seu delineamento na cartografia da época. </p>     <p>Quanto à artéria designada por <i>Bemposta</i>, assim conhecida anteriormente    à sua aquisição para casa de D. Catarina, esta tem a sua origem na quinta homónima,    pertença do contador-mor do reino, D. Luís Pereira de Barros, e que foi vendida    no ano de 1699 por sua única filha e herdeira, D. Francisca Pereira Teles, casada    com Plácido Castanheda de Moura, ao procurador de D. Pedro II<a href="#10"><sup>10</sup></a><a name="top10"></a>.    Dessa quinta resultaram as variações de<i>Rua Larga da Bemposta</i> (hoje Paço    da Rainha) e de <i>Bempostinha</i>, a última, imediatamente à frente da dita    quinta, onde, em 1706, já se verificava a existência de &ldquo;(&hellip;) huma torre com    varanda em sima de todo o vão com grade de ferro ao redor, e pillares de pedra,    tem engenho de relógio dous sinos para quartos e horas (&hellip;)&rdquo;<a href="#11"><sup>11</sup></a><a name="top11"></a>    – que ainda hoje subsiste, apesar de alterada por forma a melhor servir o antigo    Instituto Astronómico e Geodésico. Um aspeto que comprova a existência desta    designação anteriormente à sua ocupação pela rainha D. Catarina é o conhecimento    que temos do mestre pedreiro Estêvão Lourenço, um dos intervenientes, no ano    de 1686, na construção do arco da capela-mor da igreja do Espírito Santo da    Pedreira, figurar nessa data como &ldquo;(&hellip;) morador junto a Bemposta (&hellip;)&rdquo;<a href="#12"><sup>12</sup></a><a name="top12"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O atual largo do Conde de Pombeiro, antigo <i>Campo de Santa Bárbara</i>, deve,    por sua vez, o seu nome ao orago de uma ermida da &ldquo;casa nobre&rdquo; do desembargador    Inácio Lopes de Moura (curiosamente um dos intervenientes no processo de contratação    da obra de carpintaria do paço da Bemposta), construída em 1696 <a href="#13"><sup>13</sup></a><a name="top13"></a>.    A designação decorre do facto de D. Luísa Ponce de Leão, casada com o 1.º conde    de Pombeiro, ter recebido terrenos nesse local, doados por D. Catarina de Bragança,    onde edificou &ldquo;casas nobres&rdquo;<a href="#14"><sup>14</sup></a><a name="top14"></a>.    Apesar de não termos a plena certeza da data desse legado, e da construção de    uma edificação no local onde hoje se encontra o palácio Pombeiro, certo é que    no ano de 1700 se verifica uma consulta do Senado sobre uma petição do conde    de Pombeiro, na qual solicita um pedaço de chão necessário para efetuar obras    nas suas casas, na sobredita Bemposta <a href="#15"><sup>15</sup></a><a name="top15"></a>.    Aliás, essa família titular, não só empreende essas obras, como também solicita    ao Senado da Câmara, na pessoa de D. Luísa Ponce de Leão, condessa de Pombeiro,    a 5 de julho de 1702, licença para cordear umas casas que possuía &ldquo;(&hellip;) no Campo    do Curral na travessa do Moinho de Vento para fazer obras de pedreiro e carpinteiro    (&hellip;)&rdquo;<a href="#16"><sup>16</sup></a><a name="top16"></a>. </p>     <p>Corrobora ainda esta perspetiva do povoamento da zona o facto de se saber da    existência de uma &ldquo;Quinta Velha no Campo de Santa Bárbara&rdquo;, pertencente a D.    Pedro Henriques de Melo e Castro, e subsequentemente a D. Tomás Manuel da Cunha    Manuel Henriques de Melo e Castro, sucessor do morgado<a href="#17"><sup>17</sup></a><a name="top17"></a>,    segundo auto de posse de 16 de janeiro de 1702, fazendo-se &ldquo;nula uma subrogação    que della se tinha feito&rdquo; contra o desembargador Inácio Lopes de Moura<a href="#18"><sup>18</sup></a><a name="top18"></a>.</p>     <p>Idêntica situação é aquele referenciada para as &ldquo;(&hellip;) Casas Nobres [&hellip;] à Bemposta    ou Rua Larga de São Boa Vêntura entre o campo da Forca e o Curral (&hellip;)&rdquo;, arroladas    nos títulos das propriedades adquiridas por D. Catarina, de que era proprietário    Luís do Couto Teles, filho de António do Couto Fonseca e de D. Isabel de Carvalhais    Pita<a href="#19"><sup>19</sup></a><a name="top19"></a>.</p>     <p>Aos anteriores casos podemos ainda acrescentar o das &ldquo;casas nobres&rdquo; existentes    no já referido <i>Campo do Curral</i>, de D. Guiomar Nunes Coronel, que passou    o prédio a sua sobrinha D. Ana de Sousa, que o terá vendido em 1672 a Francisco    Mendes, e que terá sido ainda adquirido em 1737 pelo embaixador D. Alexandre    Metelo de Sousa e Meneses, que aqui terá mandado edificar o palácio que hoje    dá o nome ao local. Tais exemplos, reforçam a ideia da existência de morgadios    no local, cuja transmissão de carácter consuetudinário nobilitava o Campo de    Santana. </p>     <p>Já no que ao lado oposto ao anterior refere, igualmente urbanizado, constata-se    do seu carácter mais marginal, comum às edificações prévias à implantação de    beneficiados e titulares, ainda hoje perpetuada nos topónimos <i>Barracas e    Cabeço de Bola</i><a href="#20"><sup>20</sup></a><a name="top20"></a>. Estes    topónimos, visíveis ainda hoje, respetivamente na versão de Rua e Largo, resultaram    de um conjunto de barracas edificadas já no período pombalino no baldio de Santa    Bárbara, mas também de um tipo de povoamento com características idênticas,    que lhe era anterior, ou da figura de Jerónimo Oliveira, o <i>Cabeça de Bola</i>,    possivelmente filho de Belchior de Oliveira, designado pela mesma alcunha, que    aí residiam na segunda metade do séc. XVII<a href="#21"><sup>21</sup></a><a name="top21"></a>.(<a href="#f2">Figura    2</a>)</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n1/ser2n1a04f2.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Quanto à evolução do <i>Campo de Santana</i>, cujo topónimo remete para o núcleo    conventual já mencionado, testemunham a afluência que esta área da cidade teve    os vários pedidos efetuados ao Senado da Câmara para edificar, após a passagem    de D. Catarina por esse local, como aqueles efetuados na década de quarenta    de Setecentos, por: António da Silva Rego, no qual solicita permissão para adquirir    um terreno, a fim de construir umas casas <a href="#22"><sup>22</sup></a><a name="top22"></a>,    por Manuel Franco<a href="#23"><sup>23</sup></a><a name="top23"></a>, por Simão    Francisco e António da Silva <a href="#24"><sup>24</sup></a><a name="top24"></a>    e pelo Doutor Manuel Pinto da Silva<a href="#25"><sup>25</sup></a><a name="top25"></a>,    nos quais se solicitam aforamentos de outros terrenos com idêntica localização,    para o mesmo fim.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>AS AQUISIÇÕES</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A necessidade de acomodar D. Catarina de Bragança levou a que D. Pedro, depois    da itinerância de sua irmã por várias casas nobres, onde se destaca as do conde    de Soure ao Bairro Alto, onde redigiu o seu testamento em 1699<a href="#26"><sup>26</sup></a><a name="top26"></a>,    tomasse sobre si a responsabilidade de encontrar um local para a instalar. O    facto de ser &ldquo;(&hellip;) necessário estar sempre em lugares fresco e de bom ar livre    e passeios onde possa fazer exercício (&hellip;)&rdquo;, como ficou expresso em uma das cartas    enviadas ao monarca ainda antes do regresso de D. Catarina a Portugal, terá    sido uma motivação para a escolha da colina de Santana para tal efeito<a href="#27"><sup>27</sup></a><a name="top27"></a>.    Para cumprimento do objetivo terá chamado o desembargador Bartolomeu de Sousa    Mexia, homem da sua inteira confiança, que adquiriu os primeiros terrenos para    esse fim, mas que, a partir de meados de 1702, terá começado a operar só em    nome da rainha da Grã-Bretanha<a href="#28"><sup>28</sup></a><a name="top28"></a>.    Tal atitude, que pode ter diversas leituras, sublinha a indefinição que ainda    hoje subsiste relativamente à separação entre o Estado do Rei e o Estado da    Rainha<a href="#29"><sup>29</sup></a><a name="top29"></a>, denotando, numa primeira    análise, o empenhamento de D. Pedro em satisfazer a vontade de sua irmã. Corrobora    esta nossa perspetiva uma passagem a propósito da aquisição de um terreno no    Campo de Santa Bárbara, onde o monarca refere &ldquo;(&hellip;) mandei comprar, para o serviço    da Rainha da Grã-Bretanha, Minha Muito Amada, e prezada Irmãa (&hellip;)&rdquo;<a href="#30"><sup>30</sup></a><a name="top30"></a>.    Apesar do protagonismo de tal figura, reconhece-se ainda a interveniência de    outras personagens, constantes nas memórias de tais compras, nomeadamente o    Reverendo Padre Manuel Pires, seu confessor, e os tesoureiros António Rebelo    da Fonseca e António Carvalho Delgado, o último tesoureiro da Casa do Infantado    <a href="#31"><sup>31</sup></a><a name="top31"></a>. (<a href="#f3">Figura 3</a>)</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n1/ser2n1a04f3.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Para cumprimento do desígnio de D. Catarina foram adquiridas 26 propriedades,    implantadas ao longo da <i>Carreira dos Cavalos, Campo do Curral, Bemposta,    Bempostinha e Campo de Santa Bárbara</i>, que compreendia o espaço onde se viriam    a instalar as <i>Barracas e o Cabeça de Bola</i><a href="#32"><sup>32</sup></a><a name="top32"></a>.    Destas, destacam-se três moradas de casas compradas na <i>Carreira dos Cavalos</i>    ao mestre pedreiro Manuel Antunes<a href="#33"><sup>33</sup></a><a name="top33"></a>,    fruto de uma herança que sua mulher recebera de seu pai, André Dias, mestre    do mesmo ofício<a href="#34"><sup>34</sup></a><a name="top34"></a>, bem como    a aquisição, na mesma artéria de Lisboa, de uma horta de João do Carvalhal e    de &ldquo;humas Cazas com sua Irmida e Quintal&rdquo; do Dr. António Nunes Castanho<a href="#35"><sup>35</sup></a><a name="top35"></a>.    No mesmo local, mais propriamente na Cruz dos Ciganos, à Carreira, foi ainda    adquirido um foro de casas, pertencentes a João Moniz da Silva, a 31 de março    de 1703, uma vez que as mesmas já &ldquo;(&hellip;) se tinhão imcorporado no pallacio de    sua Magestade e que por ser conviniente ao morgado fazer se sobrrogação dos    ditos foros e direito senhorio dellas pello dito juro de vinte e dous mil e    outenta e seis reis (&hellip;)&rdquo;<a href="#36"><sup>36</sup></a><a name="top36"></a>.  </p>     <p>Nas mesmas artérias da colina foram ainda comprados vários terrenos, com vínculos    religiosos, como sucedeu com alguns dos que se encontram na <i>Lista das escreturas    q mandou fazer sua magestade a sereníssima sra rajnha (entre 1702 e 1703)</i><a href="#37"><sup>37</sup></a><a name="top37"></a>.    Vejam-se pois as referências a uma quitação ao convento da Trindade, datada    de 6 de novembro de 1702, cujo contrato tivemos a fortuna de encontrar <a href="#38"><sup>38</sup></a><a name="top38"></a>.    Este último, mais explicito do que a nota da lista, efetuado a 21 de fevereiro    de 1702, e onde o desembargador Bartolomeu de Sousa Mexia, desempenha ainda    funções na qualidade de procurador de D. Pedro II, menciona a pessoa de Fr.    Nuno do Crato, ministro e procurador do convento da Santíssima Trindade de Lisboa    com plenos poderes para vender quatro moradas de casas, sitas na rua da Bemposta.    O instrumento contratual, para além de dar estes pormenores de grande importância,    alude à necessidade de comprar as propriedades, assim como seus foros e direitos    &ldquo;(&hellip;) para os comodos da Serenissima Senhora Rajnha da Gram Bretanha e sua familia    (...)<a href="#39"><sup>39</sup></a><a name="top39"></a>. </p>     <p>Idêntico processo foi aquele efetuado em torno da propriedade que se encontrava    sub-rogada ao convento de Santa Clara, cuja troca terá sido efetuada a 9 de    dezembro de 1702 e quitação a 14 de dezembro do mesmo ano<a href="#40"><sup>40</sup></a><a name="top40"></a>.</p>     <p>Já o convento de Chelas, que dá quitação a <i>Sua Majestade</i> a 10 de janeiro    de 1703, sobre foros e nomeação de juro, segundo anotação na referida lista<a href="#41"><sup>41</sup></a><a name="top41"></a>,    resulta do acordo fixado no contrato notarial de 3 de julho de 1702, onde o    desembargador Bartolomeu de Sousa Mexia compra ao procurador de uma menor de    nome Teresa, filha do 1.º casamento de D. Jerónima Maria Pimentel, casada em    primeiras núpcias com Luís José da Silva, um prazo que constava de &ldquo;casas nobres&rdquo;,    dois poços de água de nora, pomares de fruto e parreiras, tudo cercado e murado    à roda, por 4.000 cruzados. Parte deste prazo era em vida foreiro ao mosteiro    de Chelas a quem se pagava 1.040 réis por ano, sendo todo o resto da propriedade    livre de foro<a href="#42"><sup>42</sup></a><a name="top42"></a>. A fim de consolidar    esta transação o mesmo desembargador efetua troca e sub-rogação do prazo que    o dito mosteiro tinha no imóvel acima referido, a 19 de julho de 1702, onde    se compreende melhor o facto de este se localizar na Carreira dos Cavalos<a href="#43"><sup>43</sup></a><a name="top43"></a>.    Curiosamente D. Jerónima Maria Pimentel tinha casado em segundas núpcias com    o desembargador António Ferreira de Macedo, que, segundo o manuscrito intitulado    <i>Lembrança da despeza que o Rmo Padre Manuel Pires confessor da Senhora Rainha    da Grã Bretanha fés nas compras e mais particulares do seo seviço e he hoje    28 de Julho de 1702</i>, é igualmente referido por também ter vendido uma quinta    na Carreira dos Cavalos pela importância de um conto e seiscentos mil réis<a href="#44"><sup>44</sup></a><a name="top44"></a>.</p>     <p>Outro ajuste é aquele efetuado com os padres do convento de Nossa Senhora da    Graça, proprietários de uma horta à Carreira dos Cavalos, que continha &ldquo;(&hellip;)    em ssj terra e cazas e nora (&hellip;)&rdquo;, por 35.000 réis, contratualizado a 15 de maio    de 1703<a href="#45"><sup>45</sup></a><a name="top45"></a>. A mesma troca é    elencada na suprarreferida lista, desta vez a 25 de maio do mesmo ano, onde    se explicita que a permuta teve por premissa um rol de missas<a href="#46"><sup>46</sup></a><a name="top46"></a>.  </p>     <p>Por fim, destaca-se a troca, consumada a 8 de junho de 1703, de um prazo pertencente    aos priores das igrejas de Santo Estêvão e de Santa Engrácia &ldquo;(&hellip;) cito extramuros    desta cidade per sima do campo de Santa Barbora junto a quinta velha onde chamão    espinhaço de cão freguesia de Nossa Senhora dos Anios que consta de dous olivais    com suas terras foreiro as ditas igrejas (&hellip;)&rdquo;<a href="#47"><sup>47</sup></a><a name="top47"></a>.    Tal procedimento, foi justificado pela necessidade que D. Catarina teria de    &ldquo;(&hellip;) meter na serca de seu Palacio hum pedaço de terra do dito prazo com onze    pes de oliveiras (&hellip;)&rdquo;<a href="#48"><sup>48</sup></a><a name="top48"></a>. </p>     <p>Infelizmente nem sempre tivemos a fortuna de conseguir a localização exata    destes imóveis, pois, segundo pudemos observar a sua enumeração na supra indicada    lista não segue qualquer tipo de critério.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O mesmo desígnio, na aquisição predial, foi seguido na rua Larga da Bemposta,    onde se comprou, a 9 de outubro de 1703, uma morada de casas térreas a António    Álvares e a sua mulher Polónia Quaresma à &ldquo;(&hellip;) emtrada da Bemposta que pegão    com o muro que Sua Magestade mandou fazer de nouo os quais constão de duas logeas    térreas cobertas de trouxa de duas Agoas com barrotes de pinho e ripa do mesmo    sem forro nem guarda pó e somente um portal de pedraria com sua porta de pinho    (&hellip;)&rdquo; <a href="#49"><sup>49</sup></a><a name="top49"></a>, a par de tantas outras    por nós afortunadamente recolhidas. (<a href="#f4">Figura 4</a>)</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n1/ser2n1a04f4.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A BEMPOSTA COMO ELEMENTO AGLUTINADOR DA EDIFICAÇÃO NA COLINA DE SANTANA</b></p>     <p>Tal como foi anteriormente mencionado, a existência de uma quinta com património    edificado no local onde hoje se encontra o antigo paço da Bemposta não constituí    novidade para a sua história. O espaço, adquirido ao contador-mor, no ano de    1699, terá sido o local para onde a referida senhora se terá mudado e onde se    terá procedido à encomenda de um projeto de requalificação do edificado. A quinta,    da qual se conhece uma única descrição, apresentava-se da seguinte maneira:</p>     <blockquote>        <p>(&hellip;) cazas de hum sobrado com huma salla extravagante, câmara, ante câmara,      casa de oratório, e outras em numero 17, alem das baixas, em que havia escriptorio,      cavalharices, e outras casas de despejo; havendo por detrás dellas hum jardim,      e cerca com muitas arvores de fruto, parreiras, poço de agoa com engenho de      nora, e tanque, bem como hum pomarinho com arvores de fruto, e espinho da      China, e hum vão para galinhas e outros despejos, tudo cercado de muros à      roda; tendo de fora da dita cerca hum pedacinho de terra, que era a serventia      das dittas cazas e cerca, aonde tinha huma porta (&hellip;) <a href="#50"><sup>50</sup></a><a name="top50"></a>.</p> </blockquote>     <p>Para a transformação do edificado, ter-se-ão requisitado os serviços do recém-nomeado    arquiteto régio João Antunes, morador à Carreira dos Cavalos, que, na documentação    contratual levantada por Ayres de Carvalho, figura como &ldquo;o Architecto de Sua    magestade [&hellip;] por comissão que tem a dita Serenissima Rainha&rdquo; <a href="#51"><sup>51</sup></a><a name="top51"></a>.    Assim, a 25 de janeiro de 1701 são contratados mestres do ofício de carpintaria    e de pedraria, sob a supervisão de Antunes, para darem inicio à empreitada,    onde se incluí o mestre pedreiro Manuel Antunes, genro de André Dias, que a    21 de novembro do mesmo ano iria vender as suas casas na Carreira dos Cavalos,    ao desembargador Bartolomeu de Sousa Mexia, na qualidade de procurador de D.    Pedro II, para aumentar a propriedade em questão. </p>     <p>Curiosamente, sabe-se hoje que a ligação entre D. Catarina de Bragança e o    arquiteto João Antunes foi bem mais dilatada do que se pensava. Através da leitura    de um manuscrito intitulado <i>Lembrança do dinheiro que S. Magestade de G.B.    mandou dispender</i> (&hellip;) reconhece-se a sua ação mecenática por trás da construção    do noviciado da Cotovia e do noviciado de Arroios<a href="#52"><sup>52</sup></a><a name="top52"></a>,    onde despendeu 467.300 réis com a fábrica de uma capela que mandou fazer na    cerca do primeiro noviciado e 20 contos e 600.000 mil réis, com a fundação do    segundo<a href="#53"><sup>53</sup></a><a name="top53"></a>. Ora por detrás de    tais edificações encontrou-se sempre Antunes, que, numa carta dirigida a D.    João de Sousa (1647-1710), então bispo do Porto, referiu que &ldquo;(&hellip;) huma Capellinha    que a Senhora Rainha mandou fazer no noviciado dos Apostollos da Cotovia custou    8 mil cruzados (&hellip;)&rdquo;<a href="#54"><sup>54</sup></a><a name="top54"></a>. O mesmo    arquiteto, que figura como autor do risco da casa do noviciado das Missões,    com igreja consagrada a Nossa Senhora da Nazaré, em Arroios, no contrato lavrado    a 17 de abril de 1705 para as suas obras de pedraria<a href="#55"><sup>55</sup></a><a name="top55"></a>,    assume assim um papel primordial para a compreensão do que se poderá considerar    como &ldquo;arquitetura régia&rdquo;, principalmente se melhor observarmos a suprarreferida    carta, onde ainda se acrescenta que &ldquo;(&hellip;) a dita Senhora mandou fazer [obra]    na Igreja dos Padres Quintaes [que] passou de 8 mil cruzados (&hellip;)&rdquo;<a href="#56"><sup>56</sup></a><a name="top56"></a>.    A ligação entre os dois deverá ter sido de tal forma profunda que, em papéis    apensos ao testamento de D. Catarina encontra-se expressa a sua vontade em remunerar    uma última vez o afamado arquiteto: &ldquo;(&hellip;) quero e mando que por huma só vez se    dé mais a cada hum dos meus criados, e criadas a importância do ordenado que    vencião em hum anno pela Ordem da lista que se segue (&hellip;) Ao Architecto João    Antunes - 100 réis.&rdquo;<a href="#57"><sup>57</sup></a><a name="top57"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Regressando à questão da construção do paço, no manuscrito intitulado <i>Importa    a despeza que se tem feito nas obras dos passos da Bemposta da Serenicima Srª    Raynha da Gram Bretanha vinte quatro contos sette centos mil sette centos setenta    e sette rs pella man</i><sup>ra</sup> abaixo declarada compreende-se que, no    arrolamento de importâncias pagas a pedreiros, carpinteiros, ladrilhadores,    oleiros de azulejo, pintores, efetuado a 12 de dezembro do mesmo ano, a obra    deverá ter sido executada com grande rapidez, senão mesmo ter ficado próxima    da sua conclusão<a href="#58"><sup>58</sup></a><a name="top58"></a>. Da empreitada    em si, pouco mais se sabe, todavia, as descrições deixadas no inventário de    bens da Senhora Rainha, deixam a ideia da organização de volumes no edificado,    mas sobretudo a noção da união do novo ao antigo, uma vez que são de sobremaneira    referidos: o &ldquo;quarto novo&rdquo; e a &ldquo;torre do quarto velho&rdquo;. No que à sua articulação    diz respeito, é sabida a existência de uma escada principal, de uma outra interior    que dava acesso à tribuna da capela real, e de uma terceira que se situava &ldquo;na    casa anterior do quarto novo&rdquo; e que a ligava ao &ldquo;quarto baixo&rdquo;. O mesmo testemunho    refere ainda a existência de um oratório privado, da real capela com &ldquo;(&hellip;) retábulo    de pedra ao moderno com columnas torcidas (&hellip;)&rdquo;, sacristia e mais aspetos do    jardim, nomeadamente duas ermidas, uma dedicada a S. João Evangelista e outra    a S. Francisco Xavier, um tanque com um &ldquo;delfim de pedra&rdquo;, um pombal &ldquo;(&hellip;) em    meã lua azolejado por fora com duas fontes de prato pequenas de pedra (&hellip;)&rdquo; e    um passeio com cinco passos da Paixão de Cristo, curiosamente com &ldquo;(&hellip;) altares    de azulejo, e caixilhos de madeira fixos na parede (&hellip;)&rdquo;<a href="#59"><sup>59</sup></a><a name="top59"></a>.    Por último, a alusão a cavalariças, com manjedouras de pedra, vai ao encontro    do conhecimento que temos de um pedido efetuado ao Senado da Câmara para cordear    o sítio da &ldquo;Senhora Rainha da Gram Bretanha&rdquo; de que resulta uma deslocação do    medidor de obras da Cidade, a 14 de fevereiro de 1701, à &ldquo;(&hellip;) bemposta ao Campo    de Santa Barbara [para] auer Cordear o chão e sitio onde se querem fazer as    Caualhariças&rdquo;<a href="#60"><sup>60</sup></a><a name="top60"></a>. Depreende-se    assim que a diligência em engrandecer e dignificar aquela que ficou conhecida    como a última residência de D. Catarina já se estendera para os lados do Campo    de Santa Bárbara, local onde se situariam as mesmas.</p>     <p>Quanto a aspetos relativos ao processo construtivo, sabe-se somente o que consta    dos orçamentos expressos nos contratos. Destes, destaca-se a utilização de madeira    de angelim, bordo e purça, em caixilharias de janelas, de portas e de bandeiras:  </p>     <blockquote>        <p>(&hellip;) a saber cada carro de madeira tosca em madeiramento frontaes frechaes      e vigamentos por cem reis – Cada dúzia de taboado grosso tosco aberto de mejo      fio por quinhentos e sinquenta reis. Cada duzia de taboado aberto de mejo      fio planado por setecentos reis, = Cada dúzia de taboado serrado e chanfrado      em guarda por tosco por quatrosentos reis Cada dúzia de taboado em forro debruado      ordinário por oitocentos reis, = Cada dúzia do mesmo taboado em forro de sobrecurvo      contando se so o que estiver a vista por mil reis Cada dúzia de Ripa muito      bem pregada sento e oitenta reis cada carro de madeira planada por cento e      sinquenta reis; Cada genella de angelim de treze palmos de alto e seis e mejo      de largo com postigos e bandeiras seis mil e quinhentos reis, Cada porta da      mesma altura das genellas de bordo ou purça de duas mejas portas quatro mil      reis. Cada genella de asentos de Angelim com postigos e Caixilhos por quatro      mil e quinhentos reis (&hellip;) <a href="#61"><sup>61</sup></a><a name="top61"></a>.(<a href="#f5">Figura      5</a>)(<a href="#f6">Figura 6</a>)</p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n1/ser2n1a04f5.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n1/ser2n1a04f6.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>OS ARTISTAS E OS ARTÍFICES</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A colina, que compreendia à data, como acima referido, importantes artérias    da cidade como a Carreira dos Cavalos, era um dos mais importantes locais de    residência de mestres da arte de construir edificações. Um dos artistas, referenciado    ao longo do nosso texto, que terá marcado a sua presença no espaço, foi indubitavelmente    o arquiteto régio João Antunes, que, tal como já tivemos oportunidade de indicar,    esteve presente nas obras arquitetónicas mais significativas na cidade de Lisboa,    encomendadas por D. Catarina de Bragança: Cotovia e Arroios. Quanto à sua vida    pessoal/familiar, colocamo-lo nesta freguesia a partir de 1683, ano em que o    seu filho Francisco é batizado na igreja do convento de Santa Ana<a href="#62"><sup>62</sup></a><a name="top62"></a>,    sendo referido, nos anos seguintes, respetivamente nos testamentos dos mestres    pedreiros André Dias, seu compadre<a href="#63"><sup>63</sup></a><a name="top63"></a>,    e de João Dias <a href="#64"><sup>64</sup></a><a name="top64"></a>, moradores    à Carreira dos Cavalos. Como indica o seu registo de óbito, constante na mesma    freguesia, Antunes terá falecido de repente, a 25 de novembro de 1712, não deixando    certamente por esse motivo testamento, e foi sepultado no convento de Santo    António dos Capuchos <a href="#65"><sup>65</sup></a><a name="top65"></a>. Ora    o sobredito André Dias era nada mais do que o sogro do já referido mestre Manuel    Antunes, e João Dias, irmão do primeiro e tio, por afinidade, do segundo. Essa    indicação, fixada no instrumento contratual de 21 de novembro de 1701, onde    se vende a propriedade que Manuel Antunes herdara de seu sogro, figura ao lado    de outra, bem mais significativa, a descrição das casas que possuía:</p>     <blockquote>        <p>(&hellip;) assim são três moradas de cazas na dita carreira dos Caualos duas terreas      e huma com logeas e dois sobrados e são nouas e as mais dellas tem pedrarias      uermelhas nas janellas e alguns portaes por demtro e pedrarias brancas por      fora com sua escada de pedra e todas as ditas cazas são azolijadas, e forradas      com suas pinturas nos forros e huma alcoba de pedraria uermelha exceto a ultima      caza do segundo sobrado que não he forrada nem azuleijada e juntamente tem      hum quintal do tamanho das ditas três moradas de cazas com seu posso de Agoa      e parte as ditas tres moradas de cazas e seu quintal per suas deuidas e uerdadeiras      comfrontaçois(&hellip;)<a href="#66"><sup>66</sup></a><a name="top66"></a>. </p> </blockquote>     <p>Tal leitura permite-nos assim compreender a abastança em que viviam, coadjuvando    a ideia de que não eram simples mestres pedreiros. Aliás, merece menção o facto    de André Dias ter sido um artista bastante ativo no que à arte de edificar diz    respeito, pois foi um dos responsáveis pelas obras da torre sineira, frontaria    e pias de água benta da igreja de Nossa Senhora do Socorro (23 de janeiro de    1678)<a href="#67"><sup>67</sup></a><a name="top67"></a>, pelo jazigo da irmandade    da Santa Cruz na igreja do convento de Nossa Senhora do Desterro (23 de outubro    de 1678)<a href="#68"><sup>68</sup></a><a name="top68"></a> e por obras empreendidas    no claustro do convento da Graça (29 de junho de 1682)<a href="#69"><sup>69</sup></a><a name="top69"></a>.    A sua ligação ao espaço onde morava terá ainda sido efetivada ao entregar duas    das suas filhas ao convento de Santa Ana, para aí se tornarem noviças<a href="#70"><sup>70</sup></a><a name="top70"></a>,    no mesmo ano do seu falecimento, que ocorreu a 31 de dezembro de 1684. </p>     <p>Já o seu genro Manuel Antunes ocupava idêntico lugar na atividade de pedreiro<a href="#71"><sup>71</sup></a><a name="top71"></a>.    Figurando entre 1689 e 1732, data do seu falecimento<a href="#72"><sup>72</sup></a><a name="top72"></a>,    como morador à <i>Carreira dos Cavalos, Campo de Santa Ana</i>, à entrada da    <i>rua Larga da Bemposta</i>, ou simplesmente à <i>Bemposta</i>, movia-se nos    círculos do arquiteto régio João Antunes, seu vizinho e de Carlos Baptista Garvo,    morador na próxima rua Direita dos Anjos. Da sua extensa atividade laboral destacamos    o papel que desempenhou na construção da obra de pedraria policroma da igreja    do convento de Nossa Senhora da Conceição dos Cardais (9 de fevereiro de 1693)    <a href="#73"><sup>73</sup></a><a name="top73"></a> e na obra da capela-mor    da igreja de Santa Justa (17 de outubro 1704)<a href="#74"><sup>74</sup></a><a name="top74"></a>.    É ainda particularmente lembrado pelo facto de ocupar um importante papel na    construção da igreja da Pena, como tesoureiro da irmandade do Santíssimo Sacramento    <a href="#75"><sup>75</sup></a><a name="top75"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTA FINAL</b></p>     <p>O percurso que se procurou traçar em torno do espaço que envolveu o paço da    Bemposta no início de Setecentos, e que marcou a vivência cortesã da colina    de Santana, visou trazer à compreensão o dinamismo que o local tinha nessa época.    Circundado por um número significativo de cenóbios, a saber: Santo António dos    Capuchos, Santa Ana, Desterro e Rilhafoles, a Bemposta foi seguramente o ponto    de união de duas paróquias: a Nossa Senhora dos Anjos e a de Santa Ana (até    à data da construção da igreja da Pena), contribuindo para o prestígio que a    referida colina tinha.</p>     <p>A aquisição de terrenos por parte de D. Catarina de Bragança, que visava engrandecer    o património daquela que foi a sua última residência, assim como as edificações    que reergueu em seu redor, para albergarem a sua corte, terão consolidado a    morfologia urbana pré-existente. O facto coincidente do arquiteto da sua eleição,    João Antunes, morar, juntamente com outros mestres ligados à arte de edificar,    nas imediações, terá sido certamente conveniente para o acompanhamento das obras    que iam alterando a feição da já existente &ldquo;Bemposta&rdquo;.</p>     <p>Tal crescimento, que pode ser trazido à evidência pela consulta, em articulação    com outros fundos arquivísticos, de inúmeros contributos patentes na documentação    do Arquivo Municipal de Lisboa, permitiu que a colina de Santana se tornasse    num importante polo patrimonial da cidade, onde elites, clero, indivíduos ao    serviço do Senado e do aparelho de Estado e mesteirais contribuíam para urbanizar    um espaço de quintas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>FONTES E BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p><b>Fontes manuscritas</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Arquivo Municipal de Lisboa </b></p>     <p><i>Livro de Cordeamentos</i>, 1700-1704</p>     <p><i>Livro 16º de Consultas e Decretos de D. Pedro II</i></p>     <p><i>Livro 18º de Consultas e Decretos de D. Pedro II</i></p>     <p><i>Livro 1º de Consultas e Decretos de D. João V, do Senado Oriental</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Livro 5º de Consultas e Decretos de D. João V, do Senado Oriental</i></p>     <p><i>Livro12º de Consultas e Decretos de D. João V, do Senado Oriental</i></p>     <p><i>Livro 15º de Consultas e Decretos de D. João V, do Senado Ocidental</i></p>     <p><i>Livro 21º de Consultas e Decretos de D. João V, do Senado Ocidental</i></p>     <p><i>Livro 22º de Consultas e Decretos de D. João V, do Senado Ocidental</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Arquivo Nacional da Torre do Tombo</b> </p>     <p><i>Arquivo Geral dos Hospitais Civis de Lisboa,</i> Secção de S. José, L. 1303,    f. 69</p>     <p><i>Cartório Notarial de Lisboa,</i> N.º 1 (antigo n.º 12 A), Cx. 63, L. 261,    f. 3-4</p>     <p><i>Cartório Notarial de Lisboa,</i> N.º 1 (antigo n.º 12 A), Cx. 75, L. 325,    f. 93v. - 94v.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Cartório Notarial de Lisboa,</i> N.º 1 (antigo n.º 12 A), Cx. 76, L. 326,    f. 79 v.- 80v.</p>     <p><i>Cartório Notarial de Lisboa, </i>N.º 1 (antigo n.º 12 A), Cx. 76, L. 328,    f. 36-37 e 63v.</p>     <p><i>Cartório Notarial de Lisboa, </i>N.º 1 (antigo n.º 12 A), Cx. 77, L. 331,    f. 45 v.- 47; L. 332, f. 3v.- 4v. e 26-27v.; e L. 333, f. 61-62</p>     <p><i>Cartório Notarial de Lisboa,</i> N.º 1 (antigo n.º 12 B), Cx. 28, L. 463,    f. 81 v.-82v.</p>     <p><i>Cartório Notarial de Lisboa,</i> N.º 3 (antigo n.º11), Cx. 83, L. 316, f.    39-39 v.; L. 317, f. 33v.-34v.</p>     <p><i>Cartório Notarial de Lisboa,</i> N.º 15 (antigo n.º 7 A), Cx. 74, L. 378,    f. 47-48 </p>     <p><i>Cartório Notarial de Lisboa,</i> N.º 15 (antigo n.º 7 A), Cx. 75, L. 386,    f. 82-83v. </p>     <p><i>Cartório Notarial de Lisboa,</i> N.º 15 (antigo n.º 7 A), Cx. 81, L. 434,    f. 56-57v. e 58-59v. </p>     <p><i>Cartório Notarial de Lisboa,</i> N.º 15 (antigo n.º 7 A), Cx. 82, L. 443,    f. 40v.-41; L. 452, f. 68v.-69v.</p>     <p><i>Cartório Notarial de Lisboa, </i>N.º 15 (antigo n.º 7 A), Cx. 83, L. 451,    f. 13-14; L. 449, f. 24-25v. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Casa do Infantado,</i> n.º 195 e n.º 233</p>     <p><i>Registos Paroquiais, Baptismos, Freguesia de Nossa Senhora da Pena (Santa    Ana)</i>, L. 6B, f. 3v.</p>     <p><i>Registos Paroquiais, Óbitos, Freguesia de Nossa Senhora da Pena (Santa Ana)</i>,    L. 4, f. 119v.</p>     <p><i>Registos Paroquiais, Óbitos, Freguesia de Nossa Senhora dos Anjos</i>, L.    2, f. 202</p>     <p><i>Registo Geral de Testamentos,</i> L. 54, f. 93v.-94v. </p>     <p><i>Registo Geral de Testamentos,</i> L. 59, f. 8v.-9</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Biblioteca da Ajuda</b></p>     <p>Ms. 51-VI-27</p>     <p>Ms. 54-VIII-11 (340)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Ms. 54-X-18, nº 234 </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Fontes impressas</b></p>     <p>CARVALHO, Ayres de - Documentário artístico do primeiro quartel de Setecentos,    exarado nas notas dos tabeliães de Lisboa. <i>Bracara Augusta.</i> Vol. XXVII    (1974), p. 18-19. Separata.</p>     <p>SOUSA, D. António Caetano de - <i>Provas da História Genealógica da Casa Real    Portuguesa. </i>Coimbra: Atlântida, 1950. Vol. IV.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Estudos</b></p>     <!-- ref --><p>AMORIM, Maria Adelina - O Convento de Santo António de Lisboa: do temor da    Peste Grande à fundação do Templum Concordiae. In Colóquio de História e de    História da Arte, Lisboa, 2007 - <i>Lisboa e as Ordens Religiosas: actas. </i>Coord.    Teresa Leonor M. Vale; Maria João Pereira Coutinho. Lisboa: Câmara Municipal,    2010. p. 193-242.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065845&pid=S2183-3176201400010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>BERGER, Francisco José Gentil - <i>Lisboa e os arquitectos de D. João V, Manuel    da Costa Negreiros no estudo sistemático do barroco joanino na região de Lisboa.</i>    Lisboa: Edições Cosmos, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065847&pid=S2183-3176201400010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BRAGA, Paulo Drumond - <i>D. Pedro II</i>, 1648-1706. Lisboa: Tribuna da História,    2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065849&pid=S2183-3176201400010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CAETANO, Joaquim Oliveira; SILVA, Nuno Vassallo e - Breves notas para o estudo    do arquitecto João Antunes. <i>Revista Poligrafia.</i> N.º 2 (1993), p. 152-154.    Separata.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065851&pid=S2183-3176201400010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Carreira dos Cavalos. In SANTANA, Francisco; SUCENA, Eduardo - <i>Dicionário    da história de Lisboa.</i> Lisboa: Carlos Quintas &amp; Associados, 1994. p.    216-217.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065853&pid=S2183-3176201400010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CARVALHO, Ayres de - <i>D. João V e a arte do seu tempo. </i>Lisboa: Edição    do Autor, 1962. vol. II.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065855&pid=S2183-3176201400010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>CASIMIRO, Augusto - <i>Dona Catarina de Bragança, rainha de Inglaterra, filha    de Portugal.</i> Lisboa: Fundação da Casa de Bragança / Portugália, 1956.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065857&pid=S2183-3176201400010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COSTA, Pe. António Carvalho da - <i>Chrorographia Portugueza. </i>Lisboa: Officina    Real Deslandesiana, 1712. Tomo III.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065859&pid=S2183-3176201400010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COUTINHO, Maria João Pereira - Os mármores policromos da desaparecida Igreja    do Espírito Santo: um exemplo de mecenato régio no Barroco de Lisboa. In Colóquio    de História da Arte, Lisboa, 2007 - <i>Lisboa Barroca e o Barroco de Lisboa:    actas. </i>Coord. Teresa Leonor M. Vale. Lisboa: Livros Horizonte, 2007. p.    149-158.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065861&pid=S2183-3176201400010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COUTINHO, Maria João Fontes Pereira – <i>A produção portuguesa de obras de    embutidos de pedraria policroma (1670-1720). </i>Lisboa: FLUL, 2010. Tese de    Doutoramento em História (especialidade em Arte, Património e Restauro) apresentada    à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065863&pid=S2183-3176201400010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FERREIRA, Sílvia; COUTINHO, Maria João Pereira - José Rodrigues Ramalho (c.    1660-1721): um artista do Barroco lusófono na casa professa de São Roque. <i>Brotéria.</i>    Vol. 159 (agosto/setembro 2004), p. 165-194.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065865&pid=S2183-3176201400010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>FLOR, Susana Maria Munhá Antunes Calado Varela de Almeida - <i>Aurum Reginae    or Queen-Gold: a iconografia de D. Catarina de Bragança entre Portugal e a Inglaterra    de Seiscentos. </i>Lisboa: FLUL, 2010. Tese de Doutoramento em História (especialidade    em Arte, Património e Restauro) apresentada à Faculdade de Letras da Universidade    de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065867&pid=S2183-3176201400010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FLOR, Susana Varela - As relações artísticas entre pintores a óleo e de azulejo    perspectivadas a partir da oficina de marcos da Cruz (a.1637-1683). <i>Artis.</i>    N.º 9-10 (2010-2011), p. 291-307.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065869&pid=S2183-3176201400010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GONÇALVES, Julieta da Cunha - Pombeiro (Palácio dos Condes de). In SANTANA,    Francisco; SUCENA, Eduardo - <i>Dicionário da História de Lisboa.</i> Lisboa:    Carlos Quintas &amp; Associados, 1994, p. 720.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065871&pid=S2183-3176201400010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>História dos mosteiros, conventos e casas celigiosas de Lisboa. Lisboa: Câmara    Municipal, 1950-1972.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065873&pid=S2183-3176201400010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LOURENÇO, Maria Paula Marçal - <i>Casa, corte e património das rainhas de Portugal    (1640-1754): poderes, instituições e relações sociais. </i>Lisboa: FLUL, 1999.    Tese de Doutoramento em História Moderna apresentada à Faculdade de Letras da    Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065875&pid=S2183-3176201400010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>LOURENÇO, Maria Paula Marçal - <i>D. Pedro II, O Pacífico (1648-1706).</i>    Lisboa: Círculo de Leitores, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065877&pid=S2183-3176201400010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MACEDO, Luiz Pastor de - <i>Lisboa de lés a lés: subsídios para a história    das vias públicas da cidade. </i>2.ª edição. Lisboa: Câmara Municipal, 1960.    vol. II, p. 238-239.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065879&pid=S2183-3176201400010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MOITA, Luís - A Bemposta (O Paço da Rainha). <i>Olisipo.</i> N.º 56 (outubro    de 1951), p. 145-155.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065881&pid=S2183-3176201400010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MOITA, Luís - A Bemposta (O Paço da Rainha). <i>Olisipo.</i> N.º 57 (janeiro    de 1952), p. 41-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065883&pid=S2183-3176201400010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MOITA, Luís - <i>A Bemposta: o &quot;Paço da Rainha;</i>. Lisboa: Livros Horizonte,    2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065885&pid=S2183-3176201400010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>MONTEIRO, Patrícia Alexandra R. - Efeitos do Terramoto de 1755 nos conventos    de Lisboa: os casos dos conventos de Sant`Ana e de Nossa Senhora da Conceição    de Agostinhas Descalças (Grilas). <i>Olisipo.</i> II série N.º 22/23 (2005),    p. 50-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065887&pid=S2183-3176201400010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>MONTEIRO, Patrícia Alexandra R. - Estudos de &quot;cripto-história da arte&quot;    sobre um monumento da capital: o Convento de Sant&apos;Ana, em Lisboa.<i> Boletim    Cultural da Assembleia Distrital de Lisboa.</i> IV série 2º tomo N.º 95 (2009),    p. 55-78.</p>     <!-- ref --><p>PEDREIRINHO, José Manuel - Bemposta (Paço, Capela Real e Sítio da). In SANTANA,    Francisco; SUCENA, Eduardo - <i>Dicionário da História de Lisboa.</i> Lisboa:    Carlos Quintas &amp; Associados, 1994. p. 159-161.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065890&pid=S2183-3176201400010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PEREIRA, Ana Cristina Duarte - <i>Princesas e infantas de Portugal (1640-1736).</i>    Lisboa: Edições Colibri, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065892&pid=S2183-3176201400010000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RAU, Virgínia - D. Catarina de Bragança: rainha de Inglaterra. <i>O Instituto.</i>    (1944).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065894&pid=S2183-3176201400010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RAU, Virgínia - Inventário dos bens da rainha da Grã-Bretanha D. Catarina de    Bragança. <i>Boletim da Biblioteca. </i>Vol. XVIII (1947). Separata.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065896&pid=S2183-3176201400010000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SALDANHA, Nuno - Pena (Igreja da). In SANTANA, Francisco; SUCENA, Eduardo -    <i>Dicionário da História de Lisboa. </i>Lisboa: Carlos Quintas &amp; Associados,    1994. p. 703-704.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065898&pid=S2183-3176201400010000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SANTOS, Diana Teresa Fanha da Graça Gonçalves dos - Resenha histórico-artística    do Paço da Bemposta e suas dependências urbanísticas. In AA.VV. - <i>D. Catarina    de Bragança e o Paço da Rainha [1705-2005]. </i>Lisboa: Academia Militar / Europress,    2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065900&pid=S2183-3176201400010000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SIMÕES, João Miguel Ferreira Antunes - <i>Arte e sociedade na Lisboa de D.    Pedro II: ambientes de trabalho e mecânica do mecenato.</i> Lisboa: FLUL, 2002.    Dissertação de Mestrado em História da Arte apresentada à Faculdade de Letras    da Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065902&pid=S2183-3176201400010000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SUBTIL, José - O Estado e a Casa da Rainha: entre as vésperas do Terramoto    e o Pombalismo. <i>Politeia, História e Sociedade. </i>Vol. 8 N.º 1 (2008),    p. 129-163.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065904&pid=S2183-3176201400010000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TRONI, Joana Almeida - <i>Catarina de Bragança (1638-1705).</i> Lisboa: Edições    Colibri, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2065906&pid=S2183-3176201400010000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>submissão/submission: 06/04/2014</p>     <p>aceitação/approval: 24/04/2014</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><a href="#top*"><sup>*</sup></a><a name="*"></a> Maria João Pereira Coutinho    é doutora em História (especialidade em Arte, Património e Restauro) e membro    integrado do Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais    e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É bolseira da Fundação para a Ciência    e a Tecnologia (SFRH/BPD/85091/2012), desde março 2013. Entre 1998 e 2005 foi    docente na Escola Superior de Artes Decorativas – Fundação Ricardo do Espírito    Santo Silva e entre 2006 e 2009 foi bolseira de doutoramento da Fundação para    a Ciência e a Tecnologia (FCT). Entre 2010 e fevereiro de 2013 foi bolseira    do projeto &ldquo;Lisboa em Azulejo antes do Terramoto&rdquo; do Instituto de História da    Arte – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.    Correio eletrónico: <a href="mailto:mjpereiracoutinho@gmail.com">mjpereiracoutinho@gmail.com</a></p>     <p><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a> O presente estudo resulta    da comunicação apresentada no âmbito do <i>I Encontro Científico sobre o Palácio    Centeno</i>, da Reitoria da Universidade Técnica de Lisboa e da Direção Regional    de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo, realizado a 20 de outubro de 2011.</p>     <p><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a> Acerca da figura de D. Catarina    de Bragança é imperioso consultar os trabalhos mais recentes de LOURENÇO, Maria    Paula Marçal - <i>Casa, corte e património das rainhas de Portugal (1640-1754):    poderes, instituições e relações sociais. </i>Lisboa: FLUL, 1999. p. 363-400.    Tese de Doutoramento em História Moderna apresentada à Faculdade de Letras da    Universidade de Lisboa, TRONI, Joana Almeida - Catarina de Bragança (1638-1705).    Lisboa: Edições Colibri, 2008 e FLOR, Susana Maria Munhá Antunes Calado Varela    de Almeida - <i>Aurum reginae or queen-gold: a iconografia de D. Catarina de    Bragança entre Portugal e a Inglaterra de Seiscentos. </i>Lisboa: FLUL, 2010.    Tese de Doutoramento em História (especialidade em Arte, Património e Restauro)    apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a> Sobre o local <i>vide</i>,    entre outras obras, as seguintes: MOITA, Luís - A Bemposta (O Paço da Rainha).    <i>Olisipo.</i> N.º 56 (outubro de 1951), p. 145-155; N.º 57 (janeiro de 1952),    p. 41-50; PEDREIRINHO, José Manuel – Bemposta (Paço, Capela Real e Sítio da).    In SANTANA, Francisco; SUCENA, Eduardo - <i>Dicionário da história de Lisboa.</i>    Lisboa: Carlos Quintas & Associados, 1994. p. 159-161; BERGER, Francisco José    Gentil - <i>Lisboa e os arquitectos de D. João V, Manuel da Costa Negreiros    no estudo sistemático do barroco joanino na região de Lisboa.</i> Lisboa: Edições    Cosmos, 1994, particularmente o capítulo VIII - Negreiros e a Igreja do paço    da Bemposta, nas p. 149-161; MOITA, Luís - A Bemposta : Paço da Rainha. Lisboa:    Livros Horizonte, 2005; e SANTOS, Diana Teresa Fanha da Graça Gonçalves dos    - Resenha histórico-artística do Paço da Bemposta e suas dependências urbanísticas.    In AA.VV. - <i>D. Catarina de Bragança e o Paço da Rainha [1705-2005]. </i>Lisboa:    Academia Militar / Europress, 2005. p. 67-120.</p>     <p><a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a> A freguesia de Santa Ana foi    com a construção da igreja de Nossa Senhora da Pena, iniciada em 1703, oficialmente    substituída pela freguesia homónima à última invocação em meados do séc. XVIII.    Sobre esta paroquial vide SALDANHA, Nuno - Pena (Igreja da). In SANTANA, Francisco;    SUCENA, Eduardo - <i>op. cit.</i>, p. 703-704.</p>     <p><a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a> Em 1707, Arquivo Municipal    de Lisboa (AML) <i>Livro 1º de Consultas e Decretos de D. João V, do Senado    Oriental,</i> f. 268- 269. Em 1711, AML, Livro 5º de Consultas e Decretos de    D. João V, do Senado Oriental, f. 168-173. Em 1743, AML, <i>Livro 15º de Consultas    e Decretos de D. João V, do Senado Ocidental</i>, f. 81-82. Sobre este cenóbio    vide, entre outros, o trabalho mais recente de AMORIM, Maria Adelina - O Convento    de Santo António de Lisboa: do temor da Peste Grande à fundação do <i>Templum    Concordiae</i>. In Colóquio de História e de História da Arte, Lisboa, 2007    - Lisboa e as Ordens Religiosas: actas. Coord. Teresa Leonor M. Vale; Maria    João Pereira Coutinho. Lisboa: Câmara Municipal, 2010. p. 193-242. </p>     <p><a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a> AML, <i>Livro 16º de Consultas    e Decretos de D. Pedro II</i>, f. 255-258.</p>     <p><a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a> <i>&ldquo;Dizem o juis e mais irmãos    da meza do Santiçimo Sacramento da freguesia de Santa Anna extramuros desta    Cidade que por estar o sacrario com o Santiçimo, em huma piquena Capella que    ha na dita Igreja com indiçencia e perigo pella pouca fortaleza da mesma Capella    querem elles supplicantes fazer a sua custa outra mayor, e mais decente, e para    os lados da mesma Capella duas casas huma Sancrestia outra para meza da mesma    hirmandade de huma; e outra emcostada a parede da mesma Igreja porque esta obra    ade ser hidificada no publico, e sem prejuízo de serventia comuna e senão pode    fazer sem licença deste Senado</i> (&hellip;)&rdquo; (transcrição nossa), cf. AML, <i>Livro    de cordeamentos de 1700-1704,</i> f. 125. Sobre este edifício vide, entre outros,    os mais recentes estudos da autoria de MONTEIRO, Patrícia Alexandra R. - Efeitos    do Terramoto de 1755 nos conventos de Lisboa: os casos dos conventos de Sant`Ana    e de Nossa Senhora da Conceição de Agostinhas Descalças (Grilas). <i>Olisipo.</i>II    série N.º 22/23 (2005), p. 50-61e da mesma autora: Estudos de &quot;cripto-história    da arte&quot; sobre um monumento da capital: O Convento de Sant&apos;Ana, em    Lisboa. Boletim cultural da Assembleia Distrital de Lisboa. IV série N.º 95    2.º tomo (2009), p. 55-78.</p>     <p><a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8"></a> AML, <i>Livro 18º de Consultas    e Decretos de D. Pedro II</i>, f. 297-298.</p>     <p><a href="#top9"><sup>9</sup></a><a name="9"></a> Cf. Carreira dos Cavalos.    In SANTANA, Francisco e SUCENA, Eduardo - <i>op. cit.</i>, p. 216-217.</p>     <p><a href="#top10"><sup>10</sup></a><a name="10"></a> Cf. RAU, Virgínia - Inventário    dos bens da rainha da Grã-Bretanha D. Catarina de Bragança. <i>Boletim da biblioteca.</i>    Vol. XVIII. Coimbra: 1947, p. 3. Separata. Plácido Castanheda de Moura foi contador-mor    do reino, tal como seu pai e sogro, e alcaide-mor da vila de Basto. Casou com    D. Francisca Pereira Teles, filha de D. Maria Teles e de Luís Pereira de Barros,    cf. COSTA, Pe. António Carvalho da - <i>Chrorographia Portugueza. </i>Lisboa:    Officina Real Deslandesiana, 1712. tomo III, p. 572. </p>     <p><a href="#top11"><sup>11</sup></a><a name="11"></a> Cf. RAU, Virgínia - <i>op.    cit.</i>, p. 81.</p>     <p><a href="#top12"><sup>12</sup></a><a name="12"></a>Arquivo Nacional da Torre    do Tombo (ANTT), <i>Cartório Notarial de Lisboa</i>, N.º 15 (antigo n.º 7 A),    Cx. 75, L.º 386, f. 82-83v., ref. por COUTINHO, Maria João Pereira - Os mármores    policromos da desaparecida Igreja do Espírito Santo: um exemplo de mecenato    régio no Barroco de Lisboa. In Colóquio de História da Arte, Lisboa, 2007 -    <i>Lisboa Barroca e o Barroco de Lisboa: actas.</i> Coord. Teresa Leonor M.    Vale. Lisboa: Livros Horizonte, 2007. p. 153-154.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top13"><sup>13</sup></a><a name="13"></a>Inácio Lopes de Moura, segundo    o seu registo de óbito, faleceu a 1 de abril de 1709 e foi sepultado &ldquo;na hermida    de Santa Barbora da mesma sua quinta, e cazas&rdquo;, cf. ANTT, <I>Registos Paroquiais,    Óbitos, Freguesia de Nossa Senhora dos Anjos,</i> L. 2, f. 202.</p>     <p><a href="#top14"><sup>14</sup></a><a name="14"></a>Cf. GONÇALVES, Julieta da    Cunha - Pombeiro (Palácio dos Condes de). In SANTANA, Francisco e SUCENA, Eduardo    - <i>op. cit.</i>, p. 720.</p>     <p><a href="#top15"><sup>15</sup></a><a name="15"></a>AML, <i>Livro 16º de Consultas    e Decretos de D. Pedro II</i>, f. 231-232.</p>     <p><a href="#top16"><sup>16</sup></a><a name="16"></a> AML, <i>Livro de Cordeamentos</i>    1700-1704, f. 425.</p>     <p><a href="#top17"><sup>17</sup></a><a name="17"></a> Acerca desta figura sabe-se    que era filho de D. Rodrigo da Cunha Manuel Henriques de Melo e Castro e de    D. Maria Isabel Bray e neto de João Caetano Torel e de Agostinha Maria de Azevedo    e Castro.</p>     <p><a href="#top18"><sup>18</sup></a><a name="18"></a> ANTT, <i>Casa do Infantado,    N.º 195, Tombo topográfico-histórico-jurídico do Palácio, Quinta e mais propriedades    de que se compõe o Almoxarifado da Bemposta pertencente à Sereníssima Caza e    Estado do Infantado; feito em execução do Imperial e Real decreto de 20 de Fevereiro    de 1826, sendo Juiz e executor deste o B.el Antonio Joaquim de Gouvêa Pinto    1827</i>, f. 11.</p>     <p><a href="#top19"><sup>19</sup></a><a name="19"></a> ANTT, <i>Casa do Infantado</i>,    N.º 195, f. 10.</p>     <p><a href="#top20"><sup>20</sup></a><a name="20"></a> Exceção feita às construções    do conde de Pombeiro e da &ldquo;Quinta Velha no Campo de Santa Bárbara&rdquo;, várias consultas    efetuadas ao Senado da Câmara apontam para uma vivência menos elitista, neste    extremo da Bemposta, que contribuíram igualmente para o adensamento populacional    da área. Veja-se o pedido de aforamento de Sebastião da Cruz, em 1703, para    construir uma casa após ser efetuada a respetiva vistoria, cf. AML, <i>Livro    18º de Consultas e Decretos de D. Pedro II</i>, f. 5-8; a consulta efetuada    por Jacinto Ferreira de Moura, em 1713, pároco de São Julião, para o mesmo intento,    cf. AML, <i>Livro 5º de Consultas e Decretos de D. João V, do Senado Oriental,</i>    f. 261-268; ou a petição feita por Apolinário de Abreu Ravasco, em 1735, que    pretendia aforar um chão público, sito às Fontainhas, perto do Campo de Santa    Bárbara, junto da quinta do infante D. Francisco, cf. AML, Livro 13º de Consultas    e Decretos de D. João V, do Senado Oriental, f. 60-63.</p>     <p><a href="#top21"><sup>21</sup></a><a name="21"></a> Cf. MACEDO, Luiz Pastor    de - <i>Lisboa de lés a lés: subsídios para a história das vias públicas da    cidade.</i> 2.ª edição. Lisboa: Câmara Municipal, 1960. vol. II, p. 238-239.</p>     <p><a href="#top22"><sup>22</sup></a><a name="22"></a> AML, <i>Livro 15ºde Consultas    e Decretos de D. João V, do Senado Ocidental,</i> f. 270-295.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top23"><sup>23</sup></a><a name="23"></a> AML, <i>Livro 11º de Consultas    e Decretos de D. João V, do Senado Ocidental,</i> f. 15-16.</p>     <p><a href="#top24"><sup>24</sup></a><a name="24"></a> AML, <i>Livro 11º de Consultas    e Decretos de D. João V, do Senado Ocidental,</i> f. 121-122. </p>     <p><a href="#top25"><sup>25</sup></a><a name="25"></a> AML, <i>Livro 22º de Consultas    e Decretos de D. João V, do Senado Ocidental,</i> f. 100-107.</p>     <p><a href="#top26"><sup>26</sup></a><a name="26"></a>Atesta a passagem de D.    Catarina por esse local, um trecho do seu testamento, redigido em Janeiro de    1699:(&hellip;) E eu sobredito Roque Monteiro Paim, do Conselho de Sua Magestade, e    seu secretario, o escrevi por mando da dita Senhora Dona Catharina Raynha da    Gram Bretanha, nesta corte, e cidade de Lisboa no <i>Palacio da mesma senhora    sito ao Moinho de Vento</i>, aos 14 do mez de Fevereiro de mil seiscentos e    noventa e nove.&quot; (sublinhado nosso), cf. RAU, Virgínia - D. Catarina de    Bragança: rainha de Inglaterra. O Instituto. (1944), p. 320. </p>     <p><a href="#top27"><sup>27</sup></a><a name="27"></a>Cf. CASIMIRO, Augusto -    <i>Dona Catarina de Bragança, rainha de Inglaterra, filha de Portugal.</i> Lisboa:    Fundação da Casa de Bragança / Portugália, 1956. p. 444.</p>     <p><a href="#top28"><sup>28</sup></a><a name="28"></a> Bartolomeu de Sousa Mexia,    secretário de Estado da Assinatura e depois das Mercês, era indubitavelmente    uma figura da confiança de D. Pedro II. Testemunha essa asserção o facto de    o monarca lhe confiar dois dos seus filhos naturais, D. Miguel e D. José, para    serem criados na sua casa, entre muitas outras ações, cf. BRAGA, Paulo Drumond    - <i>D. Pedro II, 1648-1706.</i> Lisboa: Tribuna da História, 2006. p. 120-121    e LOURENÇO, Maria Paula Marçal - <i>D. Pedro II, O Pacífico (1648-1706)</i>.    Lisboa: Círculo de Leitores, 2007. p. 212.</p>     <p><a href="#top29"><sup>29</sup></a><a name="29"></a> Acerca deste tema cf.,    entre outros autores, LOURENÇO, Maria Paula Marçal - <i>Casa, corte e património    das rainhas de Portugal (1640-1754): poderes, instituições e relações sociais</i>    (...), SUBTIL, José - <i>O Estado e a Casa da Rainha: entre as vésperas do Terramoto    e o Pombalismo. Politeia, História e Sociedade.</i> Vol. 8 N.º 1 (2008), p.    129-163 e PEREIRA, Ana Cristina Duarte - <i>Princesas e infantas de Portugal    (1640-1736)</i>. Lisboa: Edições Colibri, 2008, particularmente o capítulo:    Casa, corte e redes de poder das princesas e infantas portuguesas, p. 131-163.</p>     <p><a href="#top30"><sup>30</sup></a><a name="30"></a>ANTT, <i>Casa do Infantado</i>,    n.º 195, f. 203v.</p>     <p><a href="#top31"><sup>31</sup></a><a name="31"></a> Biblioteca da Ajuda (BA),    Ms. 54-X-18, nº 234. </p>     <p><a href="#top32"><sup>32</sup></a><a name="32"></a>ANTT, <i>Casa do Infantado</i>,    n.º 195.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top33"><sup>33</sup></a><a name="33"></a> A transação ter-se-á processado    a 21 de novembro de 1701 tendo importado um conto e quinhentos mil réis. Manuel    Antunes era casado com Filipa Maria, que era filha de Maria da Cruz e de André    Dias. Cf. ANTT, <i>Cartório Notarial de Lisboa</i>, N.º 1 (antigo n.º 12 A),    Cx. 75, L.º 325, f. 93v.- 9v.</p>     <p><a href="#top34"><sup>34</sup></a><a name="34"></a> Sobre esta propriedade    na década de setenta de Seiscentos <i>vide</i> os títulos pertencentes às referidas    casas: ANTT, <i>Casa do Infantado</i>, n.º 233, f. 681-690.</p>     <p><a href="#top35"><sup>35</sup></a><a name="35"></a>Cf. ANTT, <i>Casa do Infantado</i>,    n.º 195, f. 7v.-13: &ldquo;14ª Propriedade: A folhas&hellip; está a escriptura de dote que    a 5 de Agosto de 1698 fizera a Manuel Nunes Castanho e sua mulher Joana da Cruz    a seu filho o Doutor António Nunes Castanho para haver de cazar com Dona Jozefa    de Freitas Alvares de Souza em que lhe dotou humas Cazas com sua Irmida e Quintal,    sitas à Carreira dos Cavallos em que vivia Antonio Duarte, na estimação de 4    mil cruzados&rdquo;.</p>     <p><a href="#top36"><sup>36</sup></a><a name="36"></a> ANTT, <i>Cartório Notarial    de Lisboa</i>, N.º 1 (antigo n.º 12 A), Cx. 77, L. 331, f. 45v.- 47.</p>     <p><a href="#top37"><sup>37</sup></a><a name="37"></a>BA, Ms. 51-VI-27, f. 174.</p>     <p><a href="#top38"><sup>38</sup></a><a name="38"></a> ANTT, <i>Cartório Notarial    de Lisboa</i>, N.º 1 (antigo n.º 12 A), Cx. 76, L. 326, f. 79v.-80v.</p>     <p><a href="#top39"><sup>39</sup></a><a name="39"></a> ANTT, <i>Cartório Notarial    de Lisboa</i>, N.º 1 (antigo n.º 12 A), Cx. 76, L. 326, f. 79v.-80v</p>     <p><a href="#top40"><sup>40</sup></a><a name="40"></a> BA, Ms. 51-VI-27, f. 174.</p>     <p><a href="#top41"><sup>41</sup></a><a name="41"></a> BA, Ms. 51-VI-27, f. 174.</p>     <p><a href="#top42"><sup>42</sup></a><a name="42"></a> ANTT, <i>Cartório Notarial    de Lisboa</i>, N.º 1 (antigo n.º 12 A), Cx. 76, L. 328, f. 36-37. Esta aquisição    também foi referida por TRONI, Joana Almeida - <i>op. cit.</i>, p. 205, baseada    na investigação de RAU, Virgínia - Inventário dos bens da rainha da Grã-Bretanha    D. Catarina de Bragança (...), p. 3.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top43"><sup>43</sup></a><a name="43"></a> ANTT, <i>Cartório Notarial    de Lisboa</i>, N.º 1 (antigo n.º 12 A), Cx. 76, L. 328, f. 63v.</p>     <p><a href="#top44"><sup>44</sup></a><a name="44"></a> BA, Ms. 51-VI-27, f. 190.  </p>     <p><a href="#top45"><sup>45</sup></a><a name="45"></a> ANTT, <i>Cartório Notarial    de Lisboa</i>, N.º 1 (antigo n.º 12 A), Cx. 77, L. 332, f. 3v.- 4v.</p>     <p><a href="#top46"><sup>46</sup></a><a name="46"></a> BA, Ms. 51-VI-27, f. 174.</p>     <p><a href="#top47"><sup>47</sup></a><a name="47"></a> ANTT, <i>Cartório Notarial    de Lisboa</i>, N.º 1 (antigo n.º 12 A), Cx. 77, L. 332, f. 26-27v.</p>     <p><a href="#top48"><sup>48</sup></a><a name="48"></a> ANTT, <i>Cartório Notarial    de Lisboa, </i>N.º 1 (antigo n.º 12 A), Cx. 77, L. 332, f. 26-27v.</p>     <p><a href="#top49"><sup>49</sup></a><a name="49"></a> ANTT, <i>Cartório Notarial    de Lisboa, </i>N.º 1 (antigo n.º 12 A), Cx. 77, L. 333, f. 61-62.</p>     <p><a href="#top50"><sup>50</sup></a><a name="50"></a> Cf. ANTT, <i>Casa do Infantado</i>,    N.º 195, f. 7v.</p>     <p><a href="#top51"><sup>51</sup></a><a name="51"></a> Cf. ANTT, <i>Cartório Notarial    de Lisboa,</i> N.º 15 (antigo n.º 7 A), Cx. 81, L. 434, f. 56-57v. e 58-59v.,    publ. por CARVALHO, Ayres de - Documentário artístico do primeiro quartel de    Setecentos, exarado nas notas dos tabeliães de Lisboa. <i>Bracara Augusta.</i>    Vol. XXVII. (1974), p. 18-19. Separata.</p>     <p><a href="#top52"><sup>52</sup></a><a name="52"></a> Quanto a este noviciado,    fora seu desejo, expresso no testamento elaborado em 1699, a sua construção,    cf. SOUSA, D. António Caetano de - <i>Provas da História Genealógica da Casa    Real Portuguesa. </i>Coimbra: Atlântida, 1950. vol. IV, p. 516-527.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top53"><sup>53</sup></a><a name="53"></a> BA, Ms. 51-VI-27, f. 173.    No manuscrito, para além das referências aos dois noviciados, são ainda expressas    outras despesas que corroboram a nossa perspetiva de D. Catarina ser uma das    mais significativas mecenas do seu tempo. Agradecemos à nossa colega Doutora    Susana Varela Flor a cedência desta informação. </p>     <p><a href="#top54"><sup>54</sup></a><a name="54"></a> BA, Ms. 54-VIII-11 (340),    publ. por CAETANO, Joaquim Oliveira; SILVA, Nuno Vassallo e - Breves notas para    o estudo do arquitecto João Antunes. Revista Poligrafia. N.º 2 (1993), p. 152-154.    Separata.</p>     <p><a href="#top55"><sup>55</sup></a><a name="55"></a> ANTT, <i>Cartório Notarial    de Lisboa, </i>N.º 15 (antigo n.º 7A), Cx. 83, L. 451, f. 13- 14, ref. por CARVALHO,    Ayres de - D. João V e a arte do seu tempo. Lisboa: Edição do Autor, 1962. vol.    II, p. 165. O manuscrito que deu origem à História dos Mosteiros, Conventos    e Casas Religiosas de Lisboa (&hellip;), corrobora esta ação no capítulo &ldquo;Resolve a    Senhora Rainha da Grã-Bretanha D. Catarina a fundar a Casa do Noviciado da Companhia    pêra crear sogeytos pera as Missões da India&rdquo;, Tomo II, p. 217-220, da versão    impressa.</p>     <p><a href="#top56"><sup>56</sup></a><a name="56"></a> BA, Ms. 54-VIII-11 (340),    publ. por CAETANO, Joaquim Oliveira; SILVA, Nuno Vassallo e - <i>op. cit.</i>.</p>     <p><a href="#top57"><sup>57</sup></a><a name="57"></a> Cf. SOUSA, D. António Caetano    de - <i>op. cit.</i>, p. 522. Este facto já é aludido por FLOR, Susana Varela    - <i>As relações artísticas entre pintores a óleo e de azulejo perspectivadas    a partir da oficina de Marcos da Cruz (a.1637-1683). Artis.</i> N.º 9-10 (2010-2011),    p. 304.</p>     <p><a href="#top58"><sup>58</sup></a><a name="58"></a> BA, Ms. 51-VI-27, f. 169-170.</p>     <p><a href="#top59"><sup>59</sup></a><a name="59"></a> Cf. <i>Inventario dos Bens    da Senhora Raynha da Grão Bretanha Dona Catherina Anno de 1706</i>, publ. por    RAU, Virgínia - Inventário dos bens da rainha da Grã-Bretanha D. Catarina de    Bragança, (...), p. 78-81, que aliás já levantou algumas destas questões.</p>     <p><a href="#top60"><sup>60</sup></a><a name="60"></a> AML, <i>Livro de Cordeamentos    de 1700-1704,</i> f. 274-275</p>     <p><a href="#top61"><sup>61</sup></a><a name="61"></a> Cf. ANTT, <i>Cartório Notarial    de Lisboa</i>, N.º 15 (antigo n.º 7 A), Cx. 81, L. 434, f. 56-57v.</p>     <p><a href="#top62"><sup>62</sup></a><a name="62"></a> ANTT, <i>Registos Paroquiais,    Baptismos,</i> Freguesia de Nossa Senhora da Pena (Santa Ana), L.º 6B, f. 3v.,    ref. por CARVALHO, Ayres de - <i>D. João V e a arte do seu tempo. </i>vol II,    (&hellip;), p. 151.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top63"><sup>63</sup></a><a name="63"></a> ANTT, <i>Registo Geral    de Testamentos</i>, L.º 59, f. 8v. -9, cf. SIMÕES, João Miguel Ferreira Antunes    - Arte e sociedade na Lisboa de D. Pedro II: ambientes de trabalho e mecânica    do mecenato. vol. I. Lisboa: 2002, p. 72-73. Dissertação de Mestrado em História    da Arte apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.</p>     <p><a href="#top64"><sup>64</sup></a><a name="64"></a> ANTT, <i>Registo Geral    de Testamentos, </i>L. 54, f. 93v.-94v., cf. SIMÕES, João Miguel Ferreira Antunes    - op.cit. vol. I, p. 76-79.</p>     <p><a href="#top65"><sup>65</sup></a><a name="65"></a> ANTT, <i>Registos Paroquiais,    Óbitos,</i> Freguesia de Nossa Senhora da Pena(Santa Ana), L.º 4, f. 119v.</p>     <p><a href="#top66"><sup>66</sup></a><a name="66"></a> ANTT, <i>Cartório Notarial    de Lisboa,</i> N.º 1 (antigo n.º 12 A), Cx. 75, L. 325, f. 93v.- 94v.</p>     <p><a href="#top67"><sup>67</sup></a><a name="67"></a> ANTT, <i>Cartório Notarial    de Lisboa,</i> N.º 3 (antigo n.º 11), Cx. 83, L. 316, f. 39-39v.</p>     <p><a href="#top68"><sup>68</sup></a><a name="68"></a> ANTT, <i>Cartório Notarial    de Lisboa,</i> N.º 3 (antigo n.º 11), Cx. 83, L. 317, f. 33v.-34v.</p>     <p><a href="#top69"><sup>69</sup></a><a name="69"></a> ANTT, <i>Cartório Notarial    de Lisboa,</i> N.º 1 (antigo n.º 12 A), Cx. 63, L. 261, f. 3-4.</p>     <p><a href="#top70"><sup>70</sup></a><a name="70"></a> ANTT, <i>Cartório Notarial    de Lisboa,</i> N.º 15 (antigo n.º 7 A), Cx. 74, L. 378, f. 47-48.</p>     <p><a href="#top71"><sup>71</sup></a><a name="71"></a> Cf. COUTINHO, Maria João    Fontes Pereira - <i>A produção portuguesa de obras de embutidos de pedraria    policroma (1670-1720)</i>. Lisboa: 2010. vol. I, p. 224-231. Tese de Doutoramento    em História (especialidade em Arte, Património e Restauro) apresentada à Faculdade    de Letras da Universidade de Lisboa. </p>     <p><a href="#top72"><sup>72</sup></a><a name="72"></a> ANTT, <i>Arquivo Geral    dos Hospitais Civis de Lisboa, Secção de S. José,</i> L. 1303, f. 69.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top73"><sup>73</sup></a><a name="73"></a> ANTT, <i>Cartório Notarial    de Lisboa,</i> N.º 1 (antigo n.º 12 B), Cx. 28, L. 463, f. 81 v.-82v., cf. FERREIRA,    Sílvia; COUTINHO, Maria João Pereira - José Rodrigues Ramalho (c. 1660-1721):    um artista do Barroco Lusófono na Casa Professa de São Roque. Brotéria. Vol.    159 (Agosto/Setembro 2004), p. 165-194.</p>     <p><a href="#top74"><sup>74</sup></a><a name="74"></a> ANTT, <i>Cartório Notarial    de Lisboa, </i> N.º 15 (antigo n.º 7 A), Cx. 83, L. 449, f. 24-25v., cf. CARVALHO,    Ayres de - Documentário artístico do primeiro quartel de Setecentos, exarado    nas notas dos tabeliães de Lisboa (&hellip;), p. 27.</p>     <p><a href="#top75"><sup>75</sup></a><a name="75"></a> A 1 de maio de 1703 o mestre    pedreiro Manuel Antunes, na qualidade de tesoureiro da irmandade do Santíssimo,    pede 400.000 réis para a construção da igreja de Nossa Senhora da Pena de Lisboa.    É testemunha o mestre pedreiro Domingos Gomes, morador ao Moinho de Vento. ANTT,    Cartório Notarial de Lisboa, N.º 15 (antigo n.º 7 A), Cx. 82, L. 443, f. 40v.-41,    cf. CARVALHO, Ayres de - Documentário artístico do primeiro quartel de Setecentos,    exarado nas notas dos tabeliães de Lisboa (&hellip;), p. 24. A 4 de setembro de 1705    o mesmo mestre figura num empréstimo para a construção da mesma igreja. ANTT,    Cartório Notarial de Lisboa, N.º 15 (antigo n.º 7 A), Cx. 82, L. 452, f. 68v.-69v.,    cf. CARVALHO, Ayres de - Documentário artístico do primeiro quartel de Setecentos,    exarado nas notas dos tabeliães de Lisboa (&hellip;), p. 31. </p>      ]]></body><back>
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