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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os canos na drenagem da rede de saneamento da cidade de Lisboa antes do terramoto de 1755]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[A description of the sewerage of Lisbon before the 1755 Great Earthquake is presented, referring the practices for the operation of the network at that time. It is emphasized the difficulty of the royal power to improve the situation despite the knowledge that epidemics were expanded due to the poor sanitary conditions of the city.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p><b>Os canos na drenagem da rede de saneamento da cidade de Lisboa antes do    terramoto de 1755</b></p>     <p><b>The sewerage of Lisbon before the Earthquake of 1755</b></p>     <p><b>António Augusto Salgado de Barros<a href="#*"><sup>*</sup></a><a name="top*"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>É feita uma descrição da rede de canos de Lisboa, anterior ao grande Terramoto    de 1755, integrando-a no sistema de práticas correntes, na altura, para a sua    exploração. É salientada a dificuldade do poder real e local de melhorar a situação,    preocupada em alterar procedimentos, motivada pela consciência crescente que    as epidemias se expandiam devido às más condições sanitárias da cidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>PALAVRAS-CHAVE</b></p>     <p>Canos / Rede de esgotos / Drenagem / História do saneamento urbano / História    da saúde pública</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>A description of the sewerage of Lisbon before the 1755 Great Earthquake is    presented, referring the practices for the operation of the network at that    time. It is emphasized the difficulty of the royal power to improve the situation    despite the knowledge that epidemics were expanded due to the poor sanitary    conditions of the city.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>KEYWORDS</b></p>     <p>Sewage pipes / Sewerage / Drainage / History of urban sanitation / Public health    history</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1 INTRODUÇÃO</b></p>     <p>O desconforto que se vivia na Lisboa antiga resultante do lixo acumulado nas    ruas e da carga poluente introduzida pelos animais domésticos que vagueavam,    sem contenção, pelo espaço urbano, era ainda agravado pela insuficiência da    rede de drenagem que não conseguia evitar o alagamento de algumas zonas da cidade    após grandes chuvadas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O saneamento urbano passou a constituir motivo de maior preocupação, sobretudo    a partir dos fins do século XV, ao pretender-se dar a Lisboa uma imagem europeia    e moderna de uma verdadeira capital de Império. A par desta pretensão passou    a haver, da parte dos monarcas, a suspeição que a propagação das pestes poderia    ser favorecida pelas más condições sanitárias da urbe e, nesse sentido, começou    a ser investido um capital importante nesta área em meios humanos e recursos    financeiros. D. João II, durante a propagação de uma peste, em 1486, dirigira    uma carta à Câmara onde recomendava &ldquo;Que sse deue fazer por alguas Ruas prinçipaaes    canos mui grandes, e por as outras ruas outros mais pequenos, que vaão teer    a elles; e de cada casa cano q vaa teer aos ssobre ditos, por onde possam deytar    suas agoas çujas e vir a eles&rdquo; <a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a>.</p>     <p>Em 1552, no reinado de D. João III, os meios afetos ao saneamento da cidade    eram muito relevantes. João Brandão refere a existência de &ldquo;4 homens que andam    com suas carretas pela cidade limpando da lama e demais sujidades&rdquo;<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a>;    refere, ainda, a existência de mais &ldquo;20 homens que andam pela praia, ao longo    dela, a lavar a terra&rdquo;<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a>, mais    &ldquo;2 homens andam pela cidade apanhando alva (excremento) de cão&rdquo;<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a>.    Quanto a mulheres, refere 1000 &ldquo;negras que andam pela cidade com canastra (calhandreiras),    limpando a cidade&rdquo;<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a>. Estas últimas    prestavam serviço a particulares, enquanto os restantes estavam ao serviço da    cidade. </p>     <p>O combate pela melhoria do ambiente citadino foi persistente, e ainda, em 1723<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a>,    por ocasião da propagação de &ldquo;uma epidemia </p>     <blockquote> de febres graves&rdquo;, D. João V manifestou o seu desagrado pelo grande    descuido na limpeza das ruas das cidades, sendo esta matéria tanto da sua obrigação    e tão importante à saúde pública;… e é servido que logo, sem dilatação alguma,    todas as ruas, becos e alfurjas e limpem das immundicias que tem e se mandem    despejar alguns armazens e tendas de queijos podres, de carnes, peixe, e principalmente    de bacalhau corrupto….       <p></p> </blockquote>     <p>Em 1738<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a>, numa consulta da Câmara    a El-Rei, é feita uma análise financeira dos custos da limpeza da cidade em    6 bairros (Ribeira, Rossio, rua Nova, Alfama, Bairro Alto e Mouraria), representando    um total de &ldquo;142 bestas e 33 vassouras&rdquo; (142 carroças e 33 varredores), o que    mostra a dimensão dos meios envolvidos e a necessidade de haver um controlo    apertado dos gastos nesta atividade.</p>     <p>Algumas zonas da cidade, mais sensíveis, próximas do antigo esteiro do Tejo,    sem adequado sistema de drenagem (são históricos os problemas causados por grandes    chuvadas no Rossio e atual praça da Figueira<a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="top8"></a>),    constituíram, durante séculos, uma grande &ldquo;dor de cabeça&rdquo; quer para o monarca    quer para o poder local.</p>     <p>O esteiro do Tejo, que existiu na parte baixa da cidade nos tempos pré-históricos,    deixou alguns vestígios, mesmo depois da época medieval, e nele confluíam duas    linhas de água, uma que vinha dos lados de Arroios e outra dos lados do Andaluz.  </p>     <p>Este esteiro sobreviveu, embora com uma dimensão muito limitada, como canal    de Flandres, e implantava-se perto da calçada de São Francisco seguindo pelo    sopé do Monte Fragoso (atual Monte de São Francisco) e continuava pela atual    rua do Crucifixo (antiga rua dos Fornos) até ao Rossio<a href="#9"><sup>9</sup></a><a name="top9"></a>.  </p>     <p>Antes do Terramoto existia um beco do canal de Flandres<a href="#10"><sup>10</sup></a><a name="top10"></a>    que constituía um testemunho da sua existência passada.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A referência a este esteiro é importante uma vez que a drenagem urbana não    só se fazia pelas condutas e caleiras destinadas ao efeito como, nas zonas onde    não havia acesso a estas infraestruturas, o solo criava &ldquo;estruturas erosivas    de formação natural…&rdquo;<a href="#11"><sup>11</sup></a><a name="top11"></a>, cuja    contribuição para o escoamento de águas era muito relevante; sendo a zona da    Baixa uma zona plana, onde o escoamento superficial se fazia com dificuldade,    a infiltração das águas no solo favoreciam a criação daquelas estruturas de    formação natural.</p>     <p>O assoreamento deste esteiro permitiu o crescimento da cidade para ocidente,    tendo os edifícios nele implantados mostrado uma grande instabilidade estrutural    perante os fenómenos sísmicos, como se verificou em 1755. Alguns trabalhos geológicos    têm sido realizados nessa área<a href="#12"><sup>12</sup></a><a name="top12"></a>,    trabalhos que muito poderão contribuir para o conhecimento da expansão da cidade    de Lisboa.</p>     <p>Dada a importância que o saneamento urbano foi adquirindo com os tempos, estabelecemos    como objetivo deste nosso trabalho dar a conhecer o sistema de drenagem de Lisboa    no período que antecede o terramoto e retratar, embora muito sumariamente, a    importância que aquele problema assumiu no relacionamento entre o poder camarário,    o poder real e o cidadão, evidenciando algumas das regras e entendimentos que    presidiam à utilização e manutenção dos canos da cidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2 O SANEAMENTO DA CIDADE</b></p>     <p><b>2.1 Os problemas da drenagem dos canos</b></p>     <p>As cidades sempre tiveram duas preocupações importantes que muito interferiam    com a qualidade de vida dos habitantes locais: o abastecimento de água potável    e o encaminhamento dos rejeitados sólidos e líquidos resultantes da realização    das atividades domésticas e artesanais das populações.</p>     <p>Como o encaminhamento de rejeitados sólidos também era feito nos regos de drenagem    pluvial para serem arrastados por altura de grandes chuvadas e, como até ao    século XV, a limpeza das vias públicas era pouco eficaz, as chuvas abundantes    conduziam, frequentemente, a zonas alagadas, devido à obstrução da rede de drenagem.</p>     <p>A construção de esgotos representou uma evolução significativa nos meios de    proteção do ambiente urbano e os sistemas de saneamento assumiram progressivamente    uma maior relevância e mereceram, a partir do século XVI, uma preocupação frequente    dos governantes, pois cresceu a consciência que a ausência de um sistema de    saneamento eficaz era o principal responsável pela propagação de epidemias devastadoras.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A drenagem, quer de efluentes domésticos quer das águas pluviais, obrigou à    criação de uma rede que foi sendo melhorada através da construção de canais    de esgoto <a href="#13"><sup>13</sup></a><a name="top13"></a> cujos encargos    de limpeza eram distribuídos pelos utilizadores e pela cidade. Alguns destes    canos utilizavam as linhas de água naturais que desaguavam no rio Tejo, que    arrastavam ao longo do seu percurso rejeitados sólidos e líquidos e se situavam    sobretudo nas encostas e no sopé das colinas, aproveitando a inclinação natural    do terreno para facilitar o escoamento. </p>     <p>Os canos que tinham uma utilização coletiva, nomeadamente pelo papel que assumiam    no escoamento das águas pluviais em alturas de cheia, tinham a manutenção assegurada    pela cidade. Aqueles, porém, que eram de utilização exclusiva de particulares,    eram mantidos pelos seus utilizadores. É de assinalar que os poços tinham um    cano associado que permitia o escoamento das águas que pudessem acumular-se    junto deles.</p>     <p>Para fazer cumprir as normas estabelecidas existiram, em Lisboa, posturas<a href="#14"><sup>14</sup></a><a name="top14"></a>    que definiam as responsabilidades de manutenção destas infraestruturas<a href="#15"><sup>15</sup></a><a name="top15"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.2 - A rede de canos</b></p>     <p>O centro histórico da cidade de Lisboa era atravessado pelo Cano Real que,    de São Sebastião da Pedreira, descia a Valverde (hoje avenida da Liberdade e    praça dos Restauradores) até à atual rua do Jardim do Regedor e entrava na cidade    junto ao Paço dos Estaús (ou palácio da Inquisição a partir de 1537). </p>     <p>O tapamento do Cano Real<a href="#16"><sup>16</sup></a><a name="top16"></a>,    que era aberto, tornou-se necessário para proceder à utilização dos terrenos    e &ldquo;fazerem casas sobre ele&rdquo;<a href="#17"><sup>17</sup></a><a name="top17"></a>.</p>     <p>Com a ampliação do palácio da Inquisição, em 1685, este rego ficou debaixo    deste Paço. O Cano Real prosseguia, então, ao longo do Rossio, rua da Caldeiraria,    rua dos Ourives do Ouro, atravessava a rua Nova dos Ferros, rua da Confeitaria,    beco do Jardim e, correndo sob o Terreiro do Paço, descarregava no rio do lado    poente, de acordo com a planta de José Valentim de Freitas<a href="#18"><sup>18</sup></a><a name="top18"></a>.</p>     <p>A rede de canos que descarregavam no Cano Real era abundante dada a antiguidade    desta infraestrutura, a capacidade de coletar efluentes e a sua situação central.    Um dos mais importantes, então já parcialmente fechado, descia dos Arroios aos    Anjos, passava por debaixo do colégio de São Domingos e ia ligar ao Cano Real    um pouco abaixo do largo do Rossio.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3 OS RAMAIS DOS CANOS PRINCIPAIS</b></p>     <p><b>3.1 Os levantamentos</b></p>     <p>Os dois levantamentos da rede sanitária de Lisboa, transcritos por Eduardo    Freire de Oliveira nos seus <i>Elementos para a história do município de Lisboa</i><a href="#19"><sup>19</sup></a><a name="top19"></a>,    contemplam duas épocas diferentes: o levantamento do século XVI, pertencente    ao <i>Livro dos Pregos</i>, segue-se ao seguinte título &ldquo;Estes são os canos    que há nesta Cidade de Lixboa&rdquo;<a href="#20"><sup>20</sup></a><a name="top20"></a>.    Nos fins do século XVII (1685) os canos estão listados no <i>Livro dos canos    antigos da cidade</i><a href="#21"><sup>21</sup></a><a name="top21"></a> onde    estão separados em &ldquo;canos da obrigação da cidade&rdquo; e canos &ldquo;que pertenciam aos    particulares&rdquo; na lista referida. É assim de presumir que, na altura do Terramoto,    a rede sanitária da cidade não seria muito diferente daquela que foi levantada    em 1685. É, neste levantamento, que vamos centrar a nossa atenção. Ele está    ilustrado pelas figuras <a href="#f1">1</a> e <a href="#f2">2</a> no fim do texto.</p>     <p>Sendo difícil identificar quais os canos que funcionavam em regime aberto ou    os que eram fechados é, por vezes, possível tirar algumas conclusões a partir    de pormenores do texto.</p>     <p>A arrumação dos ramais no texto é feita de acordo com a sua implantação, de    poente para nascente, onde estão assinalados os seguintes locais por onde passam    ou descarregam para o rio Tejo: Cata-que-Farás, largo do Corpo Santo, canal    de Flandres, Terreiro do Paço, chafariz d’El-Rei, chafariz dos Cavalos, Santa    Clara, entre outros<a href="#22"><sup>22</sup></a><a name="top22"></a>.</p>     <p>Os locais preferenciais para os canos atravessarem as muralhas eram as portas    das cercas, por razões de facilidade construtiva. São, assim, referenciadas    as passagens pela Porta da Ribeira, Porta do Mar e Arco do Rosário.</p>     <p>Outras descargas são feitas para terrenos sem drenagem direta para o rio: ramal    de São Mamede, ramal da Porta da Alfofa e ramal de Santa Mónica. Separaremos    estes ramais dos que descarregam para o rio Tejo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.2 Zona a Ocidente</b></p>     <p>No século XVII já estão referenciados canos de utilização particular e pública    para drenagem dos terrenos e arruamentos nos terrenos do Cata-que-Farás que,    desde há cerca de um século atrás, se encontrava em urbanização: </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>• &ldquo;Cano do Beco da Estopa — Adiante do Corpo Santo, no beco da Estopa<a href="#23"><sup>23</sup></a><a name="top23"></a>    no cabo d’elle, da banda da praia, está um pedaço de cano que a cidade mandou    para as aguas do mesmo beco, que vêm por cima da calçada&rdquo;. De acordo com a descrição<a href="#24"><sup>24</sup></a><a name="top24"></a>,    este cano era aberto.</p>     <p>• &ldquo;Cano do Marquês de Fronteira – O cano que vae das casas do Marquês de Fronteira<a href="#25"><sup>25</sup></a><a name="top25"></a>    até ao mar, é um cano que toma as águas da sua cozinha&rdquo;. A localização deste    cano está fora da planta que usamos para representação da rede dos canos (planta    de João Nunes Tinoco) <a href="#26"><sup>26</sup></a><a name="top26"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.3 Zona do Corpo Santo</b></p>     <p>Esta zona foi sendo, gradualmente, ocupada com construções ganhando destaque    após a ocupação com a urbanização da Vila Nova de Andrade, no princípio do século    XV. </p>     <p>A existência, nesta zona, dos canos de utilização coletiva para encaminhamento    de enxurradas só surgiu no levantamento do século XVII, o que prova que a este    local foi ganhando uma importância progressiva.</p>     <p>• &ldquo;Cano da Rua das Fontainhas — O cano que vem pela Rua das Fontainhas sair    ao Corpo Santo, começa na Rua do Ferregial, que vae dos Martyres para o Paço    do Duque&rdquo; <a href="#27"><sup>27</sup></a><a name="top27"></a>. Numa planta de    A. Vieira da Silva<a href="#28"><sup>28</sup></a><a name="top28"></a> estão    identificados os arruamentos acima referidos.</p>     <p>• &ldquo;Cano da Rua do Saco — O cano que está no fundo da Rua do Saco<a href="#29"><sup>29</sup></a><a name="top29"></a>,    que recebe as aguas da Rua do Outeiro, Rua do Saco e da Figueira, tem a bocca    nas casas que estão junto ao hospital dos Terceiros de São Francisco, vem por    baixo daquelas casas, e vae pelos quintaes dos frades sair á Rua do Ferregial:    estas águas vão pela Rua das Fontainhas, por cima da calçada sair ao Corpo Santo&rdquo;.    As ruas aqui citadas podem ser vistas na planta reconstituída por José Valentim    de Freitas e reproduzida por Júlio Castilho<a href="#30"><sup>30</sup></a><a name="top30"></a>.  </p>     <p>• &ldquo;Cano do Beco do Corpo Santo — N’este beco está um cano, que é das secretas    dos padres inglezes<a href="#31"><sup>31</sup></a><a name="top31"></a> da ordem    de <i>S</i>ão Domingos<a href="#32"><sup>32</sup></a><a name="top32"></a>, e    vae ter ao mar, por baixo das cocheiras d’El-Rei, sair á praia…. A este mesmo    beco vae um cano que atravessa a Rua que vae a <i>S</i>ão Paulo…&rdquo;. Vieira da    Silva<a href="#33"><sup>33</sup></a><a name="top33"></a> representa um &ldquo;boqueirão&rdquo;    no largo do Corpo Santo que deve corresponder à descarga deste cano<a href="#34"><sup>34</sup></a><a name="top34"></a>.  </p>     <p>Já no século XVIII, em 1727, numa consulta da Câmara a El-Rei<a href="#35"><sup>35</sup></a><a name="top35"></a>,    há notícia de &ldquo;um cano descoberto, que tem de largo oito palmos e meio, e recebe    por um boqueirão que está á face da rua Direita (de Santa Catarina), as águas    que veem no inverno do Bairro Alto&rdquo;. Parece ser um cano aberto.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>3.4 Rede do Cano Real</b></p>     <p>A designação de Cano Real só é assumida no século XV uma vez que, anteriormente,    era conhecida por &ldquo;rego das imundícies&rdquo;<a href="#36"><sup>36</sup></a><a name="top36"></a>    por razões relacionadas com a sua aparência. Dada a sua situação central na    cidade medieval, havia um grande número de outros canos que descarregavam no    Cano Real, servindo-se dele para escoamento dos seus efluentes. Este cano foi    coberto no reinado de D. Manuel a fim de abrir a rua Nova -d’El-Rei futura rua    dos Ourives do Ouro.</p>     <p>Na planta de João Nunes Tinoco<a href="#37"><sup>37</sup></a><a name="top37"></a>,    o local de descarga do Cano Real é visível através de uma pequena reentrância    na praia, a ocidente do Terreiro do Paço, verificando-se a oriente desta a descarga    de outro cano na mesma praça, como adiante será referido.</p>     <p>• &ldquo;Cano do chafariz d’Arroyos — O cano real que toma as águas do chafariz d&apos;Arroios,    e vem até á egreja dos Anjos, e abaixo do chafariz se mette por entre as hortas,    e vem á Rua dos Canos<a href="#38"><sup>38</sup></a><a name="top38"></a>, e    por dentro do mosteiro de São Domingos vem sair á Bitesga, e vae por baixo das    casas da Rua da praça da Palha&rdquo;. Este cano, que dá continuidade à ribeira de    Arroios (ou dos Anjos), não aparece referenciado no levantamento do século XVI.</p>     <p>Os trabalhos arqueológicos, iniciados em 1960, por ocasião da construção da    rede do Metropolitano de Lisboa, na praça da Figueira, foram objeto de uma série    de artigos<a href="#39"><sup>39</sup></a><a name="top39"></a>. De acordo com    os desenhos então realizados, e comparando-os com o encaminhamento descrito    no levantamento por nós referido, parece haver uma sobreposição parcial no percurso    do troço da rua da Betesga existindo, segundo aqueles desenhos, um prolongamento    para poente, que vai descarregar num outro canal ainda em serviço em 1960. </p>     <p>No levantamento anterior, do século XVI,<a href="#40"><sup>40</sup></a><a name="top40"></a>    está assinalado um cano: &ldquo;E asy tem o poço do boretem hu canno que nelle etra,    e asy se seruem algns viz<i>inhos</i> das Ruas que tem seruemtya p<i>ara</i>    este canno&rdquo; que, supostamente, poderia ligar à parte oriental do Cano Real da    rua do Borratém, mas que não é referido no levantamento dos fins do século XVII.  </p>     <p>• &ldquo;Cano de S<i>ão</i> Sebastião da Pedreira — Outro cano real que começa em    São Sebastião da Pedreira, que toma as aguas de todas aquelas ruas do chafariz    de Andaluz, e Santa Marta, e vem por entre as hortas da Annunciada metter-se    por baixo da Inquisição, e vem por Valverde<a href="#41"><sup>41</sup></a><a name="top41"></a>    metter-se por cano real da Rua dos Ourives do Ouro, que vae pela rua Nova<a href="#42"><sup>42</sup></a><a name="top42"></a>    e Confeitaria, Beco do Jardim, e Terreiro do Paço até ao mar&rdquo;<a href="#43"><sup>43</sup></a><a name="top43"></a>.</p>     <p>&ldquo;Os canos que vêm do Paço meter-se n'este, que tomam as águas dos telhados,    pátios, e cozinhas d’El-Rei<a href="#44"><sup>44</sup></a><a name="top44"></a>    é obrigação do provedor das obras do Paço mandal-os alimpar e concertar, se    for necessário; que por conta da cidade não corre mais que o cano real&rdquo;.</p>     <p>• &ldquo;Cano da Correaria — O cano que vae pela Correaria, e rua dos Ourives da    Prata, e vae sair ao Terreiro do Paço é obrigação da cidade, porquanto toma    as águas que vêm das Pedras Negras, e se vae meter no cano que vae do Ver-o-Peso<a href="#45"><sup>45</sup></a><a name="top45"></a>,    e pelo Terreiro do Paço sair ao mar&rdquo;. A planta de José Valentim de Freitas<a href="#46"><sup>46</sup></a><a name="top46"></a>,    já referida, permite reconhecer o percurso.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>• &ldquo;Cano da Pichelaria – O cano que vem da Pichelaria<a href="#47"><sup>47</sup></a><a name="top47"></a>    pela rua das Esteiras<a href="#48"><sup>48</sup></a><a name="top48"></a> até    á rua Nova<a href="#49"><sup>49</sup></a><a name="top49"></a> é obrigação da    cidade tel-o corrente, assim da limpeza como concerto, porquanto toma as águas    que vêm do Lagar do Sebo<a href="#50"><sup>50</sup></a><a name="top50"></a>    e Pichelaria<a href="#51"><sup>51</sup></a><a name="top51"></a>, e de todos    aqueles bairros, porque as Ruas têm pouca correnteza para dar expedição às águas    por cima…&rdquo;<a href="#52"><sup>52</sup></a><a name="top52"></a>. O início deste    trajeto situava-se próximo da atual rua da Vitória e descia para o rio Tejo,    algures entre a rua do Ouro e rua Augusta existentes.</p>     <p>• &ldquo;Cano da Fonte da Flor — Este cano, que também toma as águas que vêm da Confeitaria    pelo Arco dos Pregos e Passarinhos<a href="#53"><sup>53</sup></a><a name="top53"></a>    que todos se mettem em ele, e vae pelo Terreiro do Paço metter-se no cano real,    é obrigação da cidade, assim como os concertos como a limpeza&rdquo;<a href="#54"><sup>54</sup></a><a name="top54"></a>.  </p>     <p>• &ldquo;Cano do Chafariz dos Cavalos<a href="#55"><sup>55</sup></a><a name="top55"></a>    — O cano que recebe as aguas do chafariz dos Cavallos, e se vae meter no cano    real da rua Nova, é da obrigação da cidade o mandal-o alimpar…&rdquo;. </p>     <p>• &ldquo;Cano da Rua da Mouraria — Pela rua da Mouraria<a href="#56"><sup>56</sup></a><a name="top56"></a>    vem um cano que terá trez palmos em quadro, e vem meter no cano real que vem    do campo da Forca e do Chafariz d'Arroyos&rdquo;. O Cano Real que vem do Chafariz    de Arroios passava, efetivamente, em Santa Bárbara, que no século XVII era designado    e utilizado como Campo da Forca<a href="#57"><sup>57</sup></a><a name="top57"></a>.    Anteriormente era o Campo de Santa Clara que assumia a designação de Campo da    Forca.</p>     <p>• &ldquo;Cano da Rua dos Cavalleiros— O cano que vem pela Rua dos Cavalleiros<a href="#58"><sup>58</sup></a><a name="top58"></a>,    e se mette n'este cano acima<a href="#59"><sup>59</sup></a><a name="top59"></a>,    não lhe pude saber o princípio&rdquo;. Para localização destas ruas ver nota<a href="#60"><sup>60</sup></a><a name="top60"></a>.</p>     <p>• &ldquo;Cano do adro da Conceição — O cano que começa no Adro da Conceição, e vem    pela Rua dos Mercadores abaixo até S<i>ão</i> Julião e Rua Nova, é um cano que    recebe todas as águas de todas aquelas tintas…&rdquo;. Adiante é referido que este    cano é coberto de lajes.</p>     <p>• &ldquo;Cano da Rua das Mudas — Na Rua das Mudas<a href="#61"><sup>61</sup></a><a name="top61"></a>    começa um cano de um beco sem saída… e agora está este beco metido naquelas    casas, e tem um cano por dentro d'ellas, que vai sair á Rua das Esteiras, e    aí se mete no cano da dita rua&rdquo;.</p>     <p>• &ldquo;Cano da Rua dos Selvagens — Um cano que vai pela Rua dos Selvagens, que    toma as aguas de muitos pateos e tintas daquele districto…&rdquo;. O cano da rua dos    Selvagens recebe os efluentes da rua da Tinturaria e zonas adjacentes ligadas    àquela atividade, encaminha-os pela rua do Chancudo e descarregando-os, depois,    na rua das Esteiras.</p>     <p>• &ldquo;Cano da Rua do Capelão — Pela Rua do Capelão abaixo, que por outro nome    se chama a Rua Suja, que vem do Mosteiro de Santo Antão dos Frades da Graça<a href="#62"><sup>62</sup></a><a name="top62"></a>    e se vem metter n&apos;este cano da Mouraria&rdquo;<a href="#63"><sup>63</sup></a><a name="top63"></a>.</p>     <p>• &ldquo;Cano dos Meninos Órphãos — Do Recolhimento dos Meninos Órphãos<a href="#64"><sup>64</sup></a><a name="top64"></a>    vem um cano metter-se no cano da Rua da Mouraria…&rdquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>• &ldquo;Cano da calçada do Carmo — Pela calçada do Carmo abaixo vae um cano, que    vem do Convento do Carmo, e vem pela Rua do Mestre Gonçalo, e se mette no cano    real&rdquo;<a href="#65"><sup>65</sup></a><a name="top65"></a>.</p>     <p>• &ldquo;Cano dos Padres do Oratório — Do Mosteiro dos Padres da Congregação do Oratório,    que está ao Espirito Santo, vae um cano pela rua abaixo que começa do dito mosteiro,    e se mette no cano real da Rua dos Ourives do Ouro. Este é da obrigação dos    Padres…&rdquo;. Este cano deve corresponder ao anteriormente existente, que servia    o convento do Espírito Santo.</p>     <p>• &ldquo;Cano do mosteiro da Rosa — Do mosteiro da Rosa<a href="#66"><sup>66</sup></a><a name="top66"></a>    vem um cano pela porta do Visconde<a href="#67"><sup>67</sup></a><a name="top67"></a>    até o fim da Rua de S<i>ão</i> Pedro Mártyr, e vem sair ao Largo do Poço do    Borratem, e volta pela Rua dos Alamos e vai sair á rua dos Canos e meter-se    no cano real&rdquo;. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.5 Rede do Cais da Pedra</b></p>     <p>O Cais da Pedra situava-se no lado sul–nascente do antigo Terreiro do Paço    e estendia-se desde o Arco dos Pregos até ao Terreiro do Trigo e Alfândega<a href="#68"><sup>68</sup></a><a name="top68"></a>.  </p>     <p>• &ldquo;Cano da Porta do Terreiro — O cano que vae pela Porta do Terreiro<a href="#69"><sup>69</sup></a><a name="top69"></a>    até á Porta da Alfândega e armazém corre por conta da cidade, porque este toma    as águas da Padaria<a href="#70"><sup>70</sup></a><a name="top70"></a>, Portagem<a href="#71"><sup>71</sup></a><a name="top71"></a>    e Misericórdia&rdquo; <a href="#72"><sup>72</sup></a><a name="top72"></a>. Este cano    estava entupido na altura do levantamento por não ter sido ainda concluído.  </p>     <p>• &ldquo;Cano da Ribeira — O cano que vae do Terreiro<a href="#73"><sup>73</sup></a><a name="top73"></a>    pela Ribeira até ao mar antigamente era um cano pequeno, que não tomava mais    que as águas do Terreiro, e estas coadas por um ralo de pedra, e agora se meteu    nele um cano das Recolhidas da Misericórdia…&rdquo;.</p>     <p>• &ldquo;Cano dos Ourives da Prata— Um cano que começa na travessa que vae da Rua    dos Ourives da Prata para a egreja da Conceição<a href="#74"><sup>74</sup></a><a name="top74"></a>    e continuando junto ao adro volta pelo beco da Sardinha abaixo, e vai ter á    Jubetaria<a href="#75"><sup>75</sup></a><a name="top75"></a>, e d'ahí volta    até á rua de São João até o poço da Fótea<a href="#76"><sup>76</sup></a><a name="top76"></a>,    até onde está um ralo de pedra…&rdquo;, junto da rua Nova.</p>     <p>• &ldquo;Cano da Misericórdia — Da Misericórdia vae um cano até á Portagem metter-se    em outro que vem da Padaria<a href="#77"><sup>77</sup></a><a name="top77"></a>:    até á Portagem<a href="#78"><sup>78</sup></a><a name="top78"></a> é obrigação    da Misericórdia, d&apos;ahí para baixo o manda limpar a cidade&rdquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>3.6 - Rede das Portas do Mar</b></p>     <p>As Portas do Mar situavam-se a nascente da praça da Ribeira, por detrás e a    oriente do Paço da Madeira, segundo consta da gravura de Giorgio Braunio <a href="#79"><sup>79</sup></a><a name="top79"></a>.</p>     <p>• &ldquo;Cano que vem da Sé - Um cano que vem da Sé, e volta pela rua que está defronte    da egreja de Santo António até o beco do Mel<a href="#80"><sup>80</sup></a><a name="top80"></a>,    vae á Porta do Mar até á praia…&rdquo;. Na Gravura de Giorgio Braunio<a href="#81"><sup>81</sup></a><a name="top81"></a>,    atrás citada, está localizada uma praça dos Canos a sul da Sé. Este devia ser    um dos pontos para onde as águas deveriam ser encaminhadas antes de seguirem    para as Portas do Mar e, destas, para rio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.7 Rede de Alfama</b></p>     <p>• &ldquo;Cano do Marquez de Gouveia — O cano das casas do marquez de Gouveia é da    obrigação da cidade que diz das casas até o mar, e pôr-lhe as lages que quebrarem    …e por dentro das casas corre por conta do marquez&rdquo;. Este cano toma as águas    da rua que vai a São João da Praça e da rua do Barão e era, pelo menos, parcialmente,    coberto.</p>     <p>• &ldquo;Cano junto ao antecedente — Outro cano que fica junto a este, vindo para    a Ribeira, o qual vem por dentro das casas do Sr. Belas <a href="#82"><sup>82</sup></a><a name="top82"></a>    corre a mesma obrigação do fidalgo pol-o corrente até a rua … toma as águas    públicas do Beco do Abreu <a href="#83"><sup>83</sup></a><a name="top83"></a>    que fica defronte das Cruzes da Sé&rdquo;<a href="#84"><sup>84</sup></a><a name="top84"></a>    (arruamento ainda hoje existente). Os canos que vão do chafariz d’El-Rei, assim    como os canos que vêm do tanque da lavagem de Alfama, descarregam no rio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.8 - Rede do Chafariz d’El-Rei</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>• &ldquo;Cano que vem do Castello — Do Castello vem um cano, do hospital<a href="#85"><sup>85</sup></a><a name="top85"></a>    até à Rua que vem das Portas do Sol, e se vem metter nos canos do Limoeiro…&rdquo;.    O edifício onde se instalou este hospital era, anteriormente, a residência dos    duques de Aveiro.</p>     <p>• &ldquo;Cano do arco do chafariz d’El-Rei — O cano que vae do arco do chafariz d’El-Rei    até á praia é da obrigação da cidade; porquanto serve de vasão das aguas quando    se vasa o tanque do chafariz, e serve também das aguas que vem do Tanque dos    Tremoços&rdquo;. </p>     <p>• &ldquo;O cano que recebe as águas do chafariz d’El-Rei&rdquo;. A descrição refere, para    além de um sistema de esgoto das bicas com alguma sofisticação, que esse esgoto    funcionava, por vezes, à maré.</p>     <p>• &ldquo;Canos que vêm do Limoeiro — Os canos que vêm do Limoeiro ao Arco de Nossa    Senhora do Rosário, é obrigação da relação mandar-lhe fazer os concertos e limpeza    que for necessário&rdquo;. Esta indicação orienta-nos para a passagem deste ramal    no Arco do Rosário ao Terreiro do Trigo que ainda, hoje, assume essa designação<a href="#86"><sup>86</sup></a><a name="top86"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.9 Rede do Chafariz dos Cavalos (Chafariz de Dentro)</b></p>     <p>• &ldquo;Cano da Portaria do Salvador — A portaria do Salvador está uma bocca de    um cano, que toma as aguas que vêm da Rua de Santo André <a href="#87"><sup>87</sup></a><a name="top87"></a>    e da Calçada de Nossa Senhora da Graça, e vem por baixo do convento das freiras    do Salvador e por baixo da rua até á Figueira&rdquo; <a href="#88"><sup>88</sup></a><a name="top88"></a>.</p>     <p>• &ldquo;Cano da Rua de Nossa Senhora dos Remédios - Este cano da rua que vem de    Nossa Senhora dos Remédios, vae ao chafariz novo até á praia…&rdquo;. Este cano parecia    ser, parcialmente, coberto.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.10 Ramal de Santa Clara</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>• &ldquo;Cano de Santa Clara — Os canos que vêm do mosteiro de Santa Clara até ao    mar&rdquo;<a href="#89"><sup>89</sup></a><a name="top89"></a>. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.11 Ramal que não tem drenagem direta até ao rio</b></p>     <p>• &ldquo;Cano do convento de Santa Mónica — Pela rua de S<i>ão</i> Vicente vem um    cano do mosteiro de Santa Mónica, e vem pelo Marco Salgado metter-se na Alfungera…&rdquo;.    A descarga deste cano era feita para uma alfurja não especificada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4 A UTILIZAÇÃO E MANUTENÇÃO DOS CANOS</b></p>     <p><b>4.1 Intervenção do Estado</b></p>     <p>De acordo com o &ldquo;Livro dos Canos Antigos da Cidade&rdquo;<a href="#90"><sup>90</sup></a><a name="top90"></a>    eram definidas responsabilidades de manutenção de acordo com a sua utilização:    nas casas onde os canos serviam, exclusivamente, os particulares e não há interesse    público na sua utilização, nomeadamente, por não haver bocas (sumidouros) para    esgotamento das águas das enxurradas, a sua limpeza era da responsabilidade    exclusiva dos utilizadores; nos casos em que havia interesse público em manter    a rede operacional, por encaminhar águas da via pública, a Câmara participava    nas despesas. </p>     <p>Era, também, frequentemente, atribuída a responsabilidade aos utentes de assegurarem    a vazão dos canos que utilizavam ou passavam pelos seus domínios.</p>     <p>Quanto às duas linhas de drenagem que confluíam no Rossio:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>• O cano do chafariz de Arroios &ldquo;… é da obrigação da cidade mandal-o alimpar    … e sendo caso que as paredes estejam arruinadas, os donos das casas serão obrigados    ao reparo d&apos;ellas, porquanto é em benefício seu … e se alguma d'estas casas    tiverem secretas para este cano, serão obrigados a pagar a limpeza d´elle quanto    diz o tamanho do comprimento das suas casas&rdquo;<a href="#91"><sup>91</sup></a><a name="top91"></a>.</p>     <p>• Tal como o caso anterior, o cano de São Sebastião da Pedreira &ldquo;… é a cidade    obrigada a limpal-o e trazel-o corrente da Inquisição até ao mar; e quando se    alimpa pagam todas as casas que tem secretas para elle cada uma o que lhe cabe,    que é quanto tem a frontaria das suas casas, porque isto é obrigado cada um    a limpar, porque se serve d’elle para deitar as immundícias de sua casa&rdquo;<a href="#92"><sup>92</sup></a><a name="top92"></a>.    Neste caso, como no anterior, os particulares que tinham serventia para os canos    eram obrigados a limpar o percurso em frente das suas casas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.2 Obrigação dos utilizadores</b></p>     <p>Relativamente aos canos que pertenciam aos particulares, a cidade não tinha    obrigação de manutenção nem limpeza, obrigando os utilizadores a trazerem-nos    limpos; &ldquo;e no caso que rebentem os concertarão por sua conta, sem que a cidade    intervenha em coisa alguma&rdquo;<a href="#93"><sup>93</sup></a><a name="top93"></a>.    Estavam nestas condições os canos que vinham do mosteiro de Santa Clara, o cano    do convento de Santa Mónica, o cano que vinha da Sé e voltava pela rua que estava    defronte da igreja de Santo António até o beco do Mel e ia à porta do Mar até    à praia, o cano da rua dos Ourives da Prata, o cano que começava no Adro da    Conceição e vinha pela rua do Mercadores abaixo até São Julião e rua Nova, o    cano da rua das Mudas, o cano da rua do Selvagem, os canos que vinham do Limoeiro    ao arco de Nossa Senhora do Rosário, o cano que vinha das casas do marquês de    Fronteira até ao mar, o cano da Misericórdia, o cano que vinha da rua das Fontainhas    sair ao Corpo Santo, o cano da rua do Saco, o cano do beco do Corpo Santo, o    cano da rua do Capelão, o cano do Recolhimento dos Meninos Órfãos, o cano da    calçada do Carmo, o cano do mosteiro dos Padres da Congregação do Oratório e    o cano do mosteiro da Rosa<a href="#94"><sup>94</sup></a><a name="top94"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.3 A arbitragem do rei</b></p>     <p>Era fundamental assegurar que os proprietários que tinham a serventia dos canos    se encarregavam da sua limpeza para que o sistema estivesse operacional, daí    a definição de responsabilidades. A cobertura dos canos, em caso de mau cheiro,    era também uma preocupação que provocava alguns debates sobre quem deveria fazer    essas obras.</p>     <p>• A 11 de dezembro de 1742<a href="#95"><sup>95</sup></a><a name="top95"></a>,    no reinado de D. João V (de 1706 a 1750), uma carta do Secretario de Estado    dos Negócios do Reino, Pedro da Motta e Silva, ao vereador que estava de semana    na presidência do Senado, solicitava-lhe a reparação do &ldquo;… cano publico que    atravessa o Terreiro do Paço que se acha tão arruinado, que repetidas vezes    se têm aberto n’elle boccas, as quaes não só fazem perigosa a passagem por aquele    sítio, mas com os maus vapores que exhalam, inficionam o ar&rdquo;.</p>     <p>• Também numa consulta da Câmara a El-Rei, em 29 de novembro de 1745<a href="#96"><sup>96</sup></a><a name="top96"></a>:    era relatado que numa petição &ldquo;os conegos camararios da basílica de Santa Maria    e as mais pessoas n’ella assignadas, queixando-se do damno que resulta ás suas    propriedades sitas na rua da Pichelaria e aos inquilinos que n’ellas moram,    por se achar o cano commum da cidade entupido, de sorte que não pôde receber    as aguas que dos canos das mesmas propriedades a elle vão parar&rdquo;. O Senado queixava-se,    ainda, ao Rei, pela falta de meios financeiros para fazer face à situação.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As dificuldades do erário público em suportar os custos das obras eram frequentes    como é exemplificado por uma outra consulta da Câmara a El-Rei, em 15 de março    de 1743<a href="#97"><sup>97</sup></a><a name="top97"></a>, lamentando-se a    Câmara: &ldquo;… para se continuar com a obra da cobertura do cano do bairro de <i>São</i>    José e as mais que se acham principiadas no Terreiro do Paço e Marvilla, é preciso    dinheiro prompto, e Vossa Magestade assim o ordena pela sua real resolução;    porém o senado não tem outros meios mais que o rendimento da Variagem (imposto    aduaneiro) e, como esta cobrança se acha embaraçada…&rdquo;, e mais adiante &ldquo;Para    as obras de Marvilla e Terreiro do Paço se não tem entregue mais que 120$000    réis e se estão devendo treze semanas…&rdquo;. Era frequente a criação de impostos    para conseguir os meios necessários aos trabalhos pretendidos. </p>     <p>Por vezes, a autoridade régia exercia-se no sentido de satisfazer pretensões    de Câmara e de particulares, que recorriam à intervenção do Rei, que tinha o    poder de ultrapassar os poderes públicos competentes de uma forma decisiva e    inquestionável. Era, por isso, frequente o recurso ao seu parecer: </p>     <p>• Em 1727<a href="#98"><sup>98</sup></a><a name="top98"></a>, numa consulta    da Câmara a El-Rei D. João V, num pleito sobre uma construção que a confraria    de Nossa Senhora da Graça pretende levar a cabo nuns terrenos de sua propriedade    que é atravessada por &ldquo;um cano descoberto&rdquo; refere-se que, apesar do proprietário    dos terrenos pretender fazer a obra contemplando a existência do cano público,    essa situação é contestada pela Câmara pois; &ldquo;fazendo-se por cima d’elle as    casas, como o supplicante intenta, ainda que fique com algum vão por baixo para    vasão das aguas, sempre tem a impossibilidade de se não poder concertar e limpar    em forma, por ter de comprido trezentos e trinta e nove palmos até chegar ao    rio, que é o comprimento de todo o terreiro, cuja largura é de oitenta e nove    palmos, como declara a certidão do architecto inclusa…&rdquo;, situação que o monarca    se comprometeu a arbitrar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. CONCLUSÃO</b></p>     <p>Podemos agora apresentar alguns resultados, após a análise dos elementos apresentados    anteriormente:</p>     <p>• A rede geral de canos, no período anterior ao Terramoto de 1755, tinha de    comprimento de cerca de 7 km e era, ainda, bastante limitada, pois dela beneficiavam    apenas alguns moradores. No entanto, ela correspondeu a um aumento de extensão    de cerca de 40 % relativamente ao levantamento realizado à rede, nos fins do    terceiro quartel do século XVI<a href="#99"><sup>99</sup></a><a name="top99"></a>,    cerca de um século antes.</p>     <p>• O escoamento no sistema de drenagem era feito, tanto em condutas fechadas    como em condutas abertas, dependendo do local em que se encontravam. As condutas    fechadas, porém, dificultavam a limpeza, pelo que elas eram utilizadas com alguma    relutância<a href="#100"><sup>100</sup></a><a name="top100"></a>. Em muitos    locais, as condutas eram tapadas com lajes que tornavam mais fácil o acesso.</p>     <p>• O poder real e o poder camarário interagiam de forma a conseguir o envolvimento    e a responsabilização de todos os cidadãos na manutenção e melhoria das condições    de saneamento da cidade. Por vezes, os faltosos, que não cumpriam as suas obrigações,    eram identificados, a fim de serem forçados a proceder ao pagamento que lhes    assistia<a href="#101"><sup>101</sup></a><a name="top101"></a>. </p>     <p>• Os levantamentos das redes (o que aqui foi referido e o que foi feito no    3º quartel do século XVI<a href="#102"><sup>102</sup></a><a name="top102"></a>),    permitem identificar os pontos de abastecimento de água da cidade, pois cada    fonte ou poço público tinha um cano de drenagem a fim de escoar as águas perdidas    que, necessariamente, resultavam da atividade de recolha e trasfega. Esta constatação    conduz à localização aproximada de alguns chafarizes e poços utilizados pela    coletividade, nomeadamente nas zonas da Baixa, que ficaram destruídas pelo Terramoto    de 1755 (poço da Fótea, poço do Chão, poço dos Namorados e chafariz dos Cavalos    à rua Nova, para além dos que hoje sobrevivem como o chafariz d’El-Rei e o chafariz    de Dentro).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Mais de duzentos anos passariam, no entanto, até a rede da cidade funcionar    em condições satisfatórias.</p>     <p>Para uma mais completa informação sobre este tema refere-se o trabalho <i>O    saneamento na cidade pós medieval: o caso de Lisboa</i><a href="#103"><sup>103</sup></a><a name="top103"></a>    (documento em fase de impressão) onde este mesmo tema é tratado desde aquele    período até à atualidade e abrange um maior conjunto de temas ligados ao saneamento    da cidade.</p> (<a href="#f1">Figura 1</a> <a href="#f2">Figura 2</a>)      <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n1/ser2n1a06f1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n1/ser2n1a06f2.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>FONTES E BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p><b>Fontes</b></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Arquivo Municipal de Lisboa</b></p>     <p><i>Livro de posturas antigas</i></p> <i>      <p>Livro dos pregos</p>     <p>Livro dos canos antigos da cidade</p>     <p>Arquivo Nacional da Torre do Tombo</p> </i>      <p>CARVALHO, José Monteiro de – <i>planta da freguezia de S. Tome</i>. 1770.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Bibliografia</b></p>     <!-- ref --><p>AGRIPPINATE, Giorgio Braunio – <i>Olissippo quae nunc Lisboa...[Material cartográfico]</i>.    Lisboa: Câmara Municipal, 1965.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2066657&pid=S2183-3176201400010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>ALMEIDA, I. M. [et al.] – <i>Holocene paleoenvironmental evolution of the Lisbon    downtown area as recorded in the esteiro da Baixa sediments: first results.</i>    <i>Journal of Coastal Research</i>. Special Issue 56 (2009). Proceedings of    the International Coastal Symposium 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2066659&pid=S2183-3176201400010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ARAÚJO, Norberto – <i>Peregrinações em Lisboa</i>. Lisboa: Veja, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2066661&pid=S2183-3176201400010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ATAÍDE, Maia; GONÇALVES, António Manuel - <i>Monumentos e edifícios notáveis    do distrito de Lisboa</i>. Lisboa: Junta Distrital, 1962-2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2066663&pid=S2183-3176201400010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BARROS, António A. Salgado de – <i>O saneamento na cidade pós-medieval: o caso    de Lisboa.</i> Lisboa: Ordem dos Engenheiros. No prelo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2066665&pid=S2183-3176201400010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BRANDÃO, João - <i>Grandeza e abastança de Lisboa em 1552.</i> Lisboa: Livros    Horizonte, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2066667&pid=S2183-3176201400010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2066668&pid=S2183-3176201400010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p></p>     <!-- ref --><p>CASTILHO, Júlio – <i>Lisboa antiga: bairros orientais.</i> Lisboa: S. Industriais    da Câmara Municipal, 1935.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2066670&pid=S2183-3176201400010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CASTILHO, Júlio – <i>Ribeira de Lisboa.</i> Lisboa: Publicações Culturais da    Câmara Municipal, 1981.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2066672&pid=S2183-3176201400010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FREITAS, José Valentim de – [<i>planta de Lisboa anterior ao Terramoto] [Material    cartográfico]</i>. [S.l.: s.n., entre 1850 e 1860?].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2066674&pid=S2183-3176201400010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MACEDO, Luís Pastor de – <i>Lisboa de lés-a-lés.</i> Lisboa: Câmara Municipal,    1962.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2066676&pid=S2183-3176201400010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MOITA, Irisalva - Hospital Real de Todos os Santos: relatório das escavações    a que mandou proceder a C.M.L. de 22 de agosto a 24 de Setembro de 1960. <i>Revista    Municipal</i>. Lisboa. Nº 101/102 (1964) p. 76 – 100, Nº 104/105 (1965) p. 26    – 103, Nº 106/107 (1965) p. 5 - 57, Nº 108/109 (1966) p. 5 - 55, 110/111 (1966)    p. 410–59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2066678&pid=S2183-3176201400010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OLIVEIRA, Eduardo Freire de - <i>Elementos para a história do município de    Lisboa</i>. Lisboa: Typ. Universal, 1887-1911.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2066680&pid=S2183-3176201400010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>QUINTELA, António de Carvalho – <i>Trabalhos de hidráulica antiga</i>. Lisboa:    EPAL, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2066682&pid=S2183-3176201400010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SANTOS, Maria Helena – <i>A baixa pombalina.</i> Lisboa: Livros Horizonte,    2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2066684&pid=S2183-3176201400010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SILVA, Augusto Vieira da – <i>A cerca moura de Lisboa.</i> Lisboa: Câmara Municipal,    1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2066686&pid=S2183-3176201400010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SILVA, Augusto Vieira da – <i>As muralhas da ribeira de Lisboa</i>. Lisboa:    Publicações Culturais da Câmara Municipal, 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2066688&pid=S2183-3176201400010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SILVA, Augusto Vieira da – <i>O castelo de São Jorge em Lisboa: estudo histórico-descritivo.</i>    Lisboa: Tip. Empresa Nacional de Publicidade, 1937.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2066690&pid=S2183-3176201400010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SILVA, Carlos Guardado da –<i> Lisboa medieval.</i> Lisboa: Colibri, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2066692&pid=S2183-3176201400010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SILVA, Rodrigo Banha da – A ocupação da idade do bronze final da Praça da Figueira    (Lisboa): novos e velhos dados sobre os antecedentes da cidade de Lisboa.<i>    Cira Arqueologia</i>. Nº2 (setembro de 2013), p. 46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2066694&pid=S2183-3176201400010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SILVA, Augusto Vieira da - <i>Plantas topográficas de Lisboa.</i> Lisboa: Oficinas    Gráficas da Câmara Municipal, 1950. Planta nº 1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2066696&pid=S2183-3176201400010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>submissão/submission: 21/01/2014</p>     <p>aceitação/approval: 22/04/2014</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><a href="#top*"><sup>*</sup></a><a name="*"></a>Engenheiro pelo Instituto Superior    Técnico (IST). Exerceu, ao longo de 43 anos, atividade profissional no Departamento    de Matemáticas do IST, na Junta de Energia Nuclear, nos Estaleiros Navais de    Setúbal (SETENAVE) e no grupo Companhia União Fabril-QUIMIGAL. Concebeu e implementou    o processo de acreditação de cursos de Engenharia promovido pela Ordem dos Engenheiros    (OE). É membro Conselheiro da OE e sócio do Grupo Amigos de Lisboa (GAL). A    partir de 2009 tem-se dedicado à história de Lisboa, tendo publicado alguns    trabalhos. Correio eletrónico: <a href="mailto:salbarros@sapo.pt">salbarros@sapo.pt</a></p>     <p><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a> OLIVEIRA, Eduardo Freire de    – <i>Elementos para a história do município de Lisboa.</i> Lisboa: Typographia    Universal, 1887. tomo I, p. 463.</p>     <p><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a> BRANDÃO, João - <i>Grandeza    e abastança de Lisboa em 1552.</i> Lisboa: Livros Horizonte, 1990. p. 203.</p>     <p><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a> <i>Idem</i>, p. 200.</p>     <p><a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a> <i>Idem</i>, p. 198.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a> <i>Idem</i>, p. 213.</p>     <p><a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a> OLIVEIRA, Eduardo Freire de    – <i>Elementos para a história do Município de Lisboa.</i> Lisboa: Typographia    Universal, 1887. tomo I, p. 493.</p>     <p><a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a> OLIVEIRA, Eduardo Freire de    – <i>Elementos para a história do Município de Lisboa.</i> Lisboa: Typographia    Universal, 1904. tomo XIII, p. 334.</p>     <p><a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8"></a> QUINTELA, António de Carvalho    – <i>Trabalhos de hidráulica antiga.</i> Lisboa: EPAL, 2009. p. 171. </p>     <p><a href="#top9"><sup>9</sup></a><a name="9"></a> CASTILHO, Júlio – <i>Lisboa    antiga: bairros orientais.</i> Lisboa: S. Industriais da Câmara Municipal, 1935.    vol. I, p. 275.</p>     <p><a href="#top10"><sup>10</sup></a><a name="10"></a> SILVA, Augusto Vieira da    – <i>As muralhas da ribeira de Lisboa.</i> Lisboa: Publicações Culturais da    Câmara Municipal, 1987. vol. I, estampa I.</p>     <p><a href="#top11"><sup>11</sup></a><a name="11"></a> SILVA, Rodrigo Banha da    – A ocupação da idade do bronze final da Praça da Figueira (Lisboa): novos e    velhos dados sobre os antecedentes da cidade de Lisboa. <i>Cira Arqueologia.</i>    Nº 2 (setembro de 2013), p.46.</p>     <p><a href="#top12"><sup>12</sup></a><a name="12"></a> ALMEIDA, I. M. [et al.]    – Holocene paleoenvironmental evolution of the Lisbon downtown area as recorded    in the esteiro da Baixa sediments: first results. <i>Journal of Coastal Research.</i>    Special Issue 56 (2009). Proceedings of the International Coastal Symposium    2009.</p>     <p><a href="#top13"><sup>13</sup></a><a name="13"></a> Arquivo Municipal de Lisboa    (AML), <i>Livro dos pregos</i>, f. 333-335 e <i>Livro dos canos antigos da cidade</i>,    f. 12-17 v. Transcrito por OLIVEIRA, Eduardo Freire de – <i>Elementos para a    história do Município de Lisboa.</i> Lisboa: Typographia Universal, 1887. tomo    I, p. 549 e 553.</p>     <p><a href="#top14"><sup>14</sup></a><a name="14"></a> Transcrito de OLIVEIRA,    Eduardo Freire de – <i>Elementos para a História do Município de Lisboa – Typographia    Universal, 1896</i>. vol. XII, p. 592 a 600: &ldquo;Todas as posturas da limpeza da    cidade&rdquo;. — AML, <i>Livro de Posturas</i>, f. 186.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top15"><sup>15</sup></a><a name="15"></a> Transcrito de OLIVEIRA,    Eduardo Freire de – <i>Elementos para a história do Município de Lisboa.</i>    Lisboa: Typographia Universal, 1896. tomo XII, p. 592-600: &ldquo;Todas as posturas    da limpeza da cidade&rdquo; — AML, <i>Livro de posturas</i>, f. 186.</p>     <p><a href="#top16"><sup>16</sup></a><a name="16"></a> SANTOS, Maria Helena –    <i>A baixa pombalina.</i> Lisboa: Livros Horizonte, 2005. p. 30.</p>     <p><a href="#top17"><sup>17</sup></a><a name="17"></a> CASTILHO, Júlio – <i>Lisboa    antiga: bairros orientais.</i> Lisboa: S. Industriais da Câmara Municipal, 1935.    vol. I, p. 276.</p>     <p><a href="#top18"><sup>18</sup></a><a name="18"></a> Assinalado na planta de    FREITAS, José Valentim de – [<i>planta de Lisboa anterior ao Terramoto]</i>    [Material cartográfico]. [S.l.: s.n., entre 1850 e 1860?] e reproduzida em CARITA,    Hélder – <i>Bairro Alto.</i> Lisboa: Imprensa Municipal, 1994. p. 23.</p>     <p><a href="#top19"><sup>19</sup></a><a name="19"></a> OLIVEIRA, Eduardo Freire    de – <i>Elementos para a história do Município de Lisboa.</i> Lisboa: Typographia    Universal, 1887. tomo I, p. 549-559.</p>     <p><a href="#top20"><sup>20</sup></a><a name="20"></a> AML, <i>Livro dos pregos</i>,    f. 333-335.</p>     <p><a href="#top21"><sup>21</sup></a><a name="21"></a> AML, <i>Livro dos canos    antigos da cidade</i>, f. 12-17 v.</p>     <p><a href="#top22"><sup>22</sup></a><a name="22"></a> Para localização dos arruamentos    referidos ver FREITAS, José Valentim de – [<i>planta de Lisboa anterior ao Terramoto]</i>    [Material cartográfico]. [S.l.: s.n., entre 1850 e 1860?].</p>     <p><a href="#top23"><sup>23</sup></a><a name="23"></a> Junto ao rio Tejo, próximo    do antigo e atual largo do Corpo Santo, ver SILVA, Augusto Vieira da – <i>As    muralhas da ribeira de Lisboa.</i> Lisboa: Publicações Culturais da Câmara Municipal,    1987. vol. I, estampa I.</p>     <p><a href="#top24"><sup>24</sup></a><a name="24"></a> OLIVEIRA, Eduardo Freire    de – <i>Elementos para a história do Município de Lisboa.</i> Lisboa: Typographia    Universal, 1887. tomo I, p. 555.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top25"><sup>25</sup></a><a name="25"></a> No cruzamento da rua das    Chagas, antiga rua Direita das Chagas, e a rua da Horta Seca.</p>     <p><a href="#top26"><sup>26</sup></a><a name="26"></a> SILVA, Augusto Vieira da    - <i>Plantas topográficas de Lisboa.</i> Lisboa: Oficinas Gráficas da Câmara    Municipal, 1950. Planta nº 1. </p>     <p><a href="#top27"><sup>27</sup></a><a name="27"></a> De Bragança.</p>     <p><a href="#top28"><sup>28</sup></a><a name="28"></a> SILVA, Augusto Vieira da    – <i>As muralhas da ribeira de Lisboa.</i> Lisboa: Publicações Culturais da    Câmara Municipal, 1987. vol. I, estampa I.</p>     <p><a href="#top29"><sup>29</sup></a><a name="29"></a> Na parte norte do convento    de São Francisco.</p>     <p><a href="#top30"><sup>30</sup></a><a name="30"></a> CASTILHO, Júlio – <i>Lisboa    antiga: bairros orientais.</i> Lisboa: S. Industriais da Câmara Municipal, 1935.    vol. VIII, início do volume.</p>     <p><a href="#top31"><sup>31</sup></a><a name="31"></a> CASTILHO, Júlio – <i>Ribeira    de Lisboa.</i> Lisboa: Publicações Culturais da Câmara Municipal, 1981. vol.    IV, p. 200.</p>     <p><a href="#top32"><sup>32</sup></a><a name="32"></a> O convento dos Dominicanos    Ingleses ficava situado no largo do Corpo Santo.</p>     <p><a href="#top33"><sup>33</sup></a><a name="33"></a> SILVA, Augusto Vieira da    – <i>As muralhas da ribeira de Lisboa.</i> Lisboa: Publicações Culturais da    Câmara Municipal, 1987. vol. I, estampa I.</p>     <p><a href="#top34"><sup>34</sup></a><a name="34"></a> Idem.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top35"><sup>35</sup></a><a name="35"></a> OLIVEIRA, Eduardo Freire    de – <i>Elementos para a história do Município de Lisboa.</i> Lisboa: Typographia    Universal, 1903. tomo XII, p. 121.</p>     <p><a href="#top36"><sup>36</sup></a><a name="36"></a> MACEDO, Luís Pastor de    – <i>Lisboa de lés-a-lés.</i> Lisboa: Câmara Municipal, 1962. vol. I, p. 268.</p>     <p><a href="#top37"><sup>37</sup></a><a name="37"></a> SILVA, Augusto Vieira da    - <i>Plantas topográficas de Lisboa.</i> Lisboa: Oficinas Gráficas da Câmara    Municipal, 1950. Planta nº 1. </p>     <p><a href="#top38"><sup>38</sup></a><a name="38"></a> Por detrás do convento    de São Domingos, ver CASTILHO, Júlio – <i>Lisboa antiga: bairros orientais.</i>    Lisboa: S. Industriais da Câmara Municipal, 1937. vol. X, p. 86A.</p>     <p><a href="#top39"><sup>39</sup></a><a name="39"></a> MOITA, Irisalva - Hospital    Real de Todos os Santos: relatório das escavações a que mandou proceder a C.M.L.    de 22 de agosto a 24 de Setembro de 1960. <i>Revista Municipal.</i> Lisboa.    Nº 101/102, p. 96 e Nº 106/107 p. 53 e 55.</p>     <p><a href="#top40"><sup>40</sup></a><a name="40"></a> AML, <i>Livro dos pregos</i>,    f. 333-335.</p>     <p><a href="#top41"><sup>41</sup></a><a name="41"></a> Toda a zona que corresponde    hoje aos Restauradores e início da avenida da Liberdade era então chamada Hortas    de Valverde.</p>     <p><a href="#top42"><sup>42</sup></a><a name="42"></a> Dos Mercadores e, posteriormente,    dos Ferros.</p>     <p><a href="#top43"><sup>43</sup></a><a name="43"></a> Leia-se rio Tejo.</p>     <p><a href="#top44"><sup>44</sup></a><a name="44"></a> Porque passava ao lado    do Paço Real da Ribeira.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top45"><sup>45</sup></a><a name="45"></a> A rua dos Ourives da Prata    estaria, previsivelmente, no alinhamento do cano que atravessa o Terreiro do    Paço. </p>     <p><a href="#top46"><sup>46</sup></a><a name="46"></a> FREITAS, José Valentim    de – [<i>planta de Lisboa anterior ao Terramoto</i>] [Material cartográfico].    [S.l.: s.n., entre 1850 e 1860?].</p>     <p><a href="#top47"><sup>47</sup></a><a name="47"></a> A poente da igreja de São    Nicolau.</p>     <p><a href="#top48"><sup>48</sup></a><a name="48"></a> No sentido norte-sul.</p>     <p><a href="#top49"><sup>49</sup></a><a name="49"></a> Dos Mercadores, ou dos    Ferros. </p>     <p><a href="#top50"><sup>50</sup></a><a name="50"></a> Rua do Lagar do Sebo, a    norte.</p>     <p><a href="#top51"><sup>51</sup></a><a name="51"></a> Rua da Pichelaria.</p>     <p><a href="#top52"><sup>52</sup></a><a name="52"></a> Para localização ver CASTILHO,    Júlio – <i>Lisboa antiga: bairros orientais.</i> Lisboa: S. Industriais da Câmara    Municipal, 1937. vol. VIII (reconstituição da planta de Lisboa por José Valentim    de Freitas).</p>     <p><a href="#top53"><sup>53</sup></a><a name="53"></a> Havia dois arcos dos pregos,    o primeiro, a Ocidente do Terreiro do Paço é, também, designado por Arco dos    Passarinhos ou Porta da Herva, ver SILVA, Augusto Vieira da – <i>As muralhas    da ribeira de Lisboa.</i> Lisboa: Publicações Culturais da Câmara Municipal,    1987. vol. I, p. 65.</p>     <p><a href="#top54"><sup>54</sup></a><a name="54"></a> SILVA, Augusto Vieira da    – <i>As muralhas da ribeira de Lisboa.</i> Lisboa: Publicações Culturais da    Câmara Municipal, 1987. vol. I, p. 36 e estampa I.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top55"><sup>55</sup></a><a name="55"></a> Junto à Rua Nova; &ldquo;…a ermida    (de Nossa Senhora da Oliveira) era construída sobre os arcos do chafariz da    Rua Nova, ao qual também deram os nomes de chafariz da Oliveira ou de Nossa    Senhora da Oliveira e de chafariz dos Cavalos&rdquo;. OLIVEIRA, Eduardo Freire de    – <i>Elementos para a história do Município de Lisboa.</i> Lisboa: Typographia    Universal, 1901. tomo XI, p. 314.</p>     <p><a href="#top56"><sup>56</sup></a><a name="56"></a> Por detrás de São Domingos,    ver CASTILHO, Júlio – <i>Lisboa antiga: bairros orientais.</i> Lisboa: S. Industriais    da Câmara Municipal, 1937. vol. X, p. 85.</p>     <p><a href="#top57"><sup>57</sup></a><a name="57"></a> ARAÚJO, Norberto – <i>Peregrinações    em Lisboa.</i> Lisboa: Veja, 1993. vol. IV, p. 75.</p>     <p><a href="#top58"><sup>58</sup></a><a name="58"></a> Ligando a rua das Tendas    com a rua dos Esparteiros ou da Mouraria.</p>     <p><a href="#top59"><sup>59</sup></a><a name="59"></a> No cano da rua da Mouraria.</p>     <p><a href="#top60"><sup>60</sup></a><a name="60"></a> FREITAS, José Valentim    de – [<i>planta de Lisboa anterior ao Terramoto</i>] [Material cartográfico].    [S.l.: s.n., entre 1850 e 1860?].</p>     <p><a href="#top61"><sup>61</sup></a><a name="61"></a> Estabelece a comunicação    entre a rua da Pichelaria e a rua do Salvagem.</p>     <p><a href="#top62"><sup>62</sup></a><a name="62"></a> ATAÍDE, Maia; GONÇALVES,    António Manuel - <i>Monumentos e edifícios notáveis do distrito de Lisboa.</i>    Lisboa: Junta Distrital, 1962. tomo I, p. 98.</p>     <p><a href="#top63"><sup>63</sup></a><a name="63"></a> FREITAS, José Valentim    de – [<i>planta de Lisboa anterior ao Terramoto</i>] [Material cartográfico].    [S.l.: s.n., entre 1850 e 1860?].</p>     <p><a href="#top64"><sup>64</sup></a><a name="64"></a> Situado na rua da Mouraria,    ver ATAÍDE, Maia; GONÇALVES, António Manuel - <i>Monumentos e edifícios notáveis    do distrito de Lisboa.</i> Lisboa: Junta Distrital, 1962. tomo I, p. 103.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top65"><sup>65</sup></a><a name="65"></a> Ver planta em CASTILHO,    Júlio – <i>Lisboa antiga: bairros orientais.</i> Lisboa: S. Industriais da Câmara    Municipal, 1937. vol. X, p. 54A.</p>     <p><a href="#top66"><sup>66</sup></a><a name="66"></a> A noroeste da rua da Costa    do Castelo, ver ATAÍDE, Maia; GONÇALVES, António Manuel - <i>Monumentos e edifícios    notáveis do distrito de Lisboa.</i> Lisboa: Junta Distrital, 1962-2000. tomo    I, p. 96.</p>     <p><a href="#top67"><sup>67</sup></a><a name="67"></a> De Vila Nova da Cerveira,    palácio da Rosa.</p>     <p><a href="#top68"><sup>68</sup></a><a name="68"></a> OLIVEIRA, Eduardo Freire    de – <i>Elementos para a história do Município de Lisboa.</i> Lisboa: Typographia    Universal, 1889. tomo IV, p. 444.</p>     <p><a href="#top69"><sup>69</sup></a><a name="69"></a> Do Paço.</p>     <p><a href="#top70"><sup>70</sup></a><a name="70"></a> Rua da Padaria.</p>     <p><a href="#top71"><sup>71</sup></a><a name="71"></a> Largo da Portagem.</p>     <p><a href="#top72"><sup>72</sup></a><a name="72"></a> Igreja da Misericórdia.</p>     <p><a href="#top73"><sup>73</sup></a><a name="73"></a> Do Paço.</p>     <p><a href="#top74"><sup>74</sup></a><a name="74"></a> Rua ou travessa de Nossa    Senhora da Conceição dos Freires ou travessa da Conceição Velha, ver SILVA,    Augusto Vieira da – <i>As muralhas da ribeira de Lisboa.</i> Lisboa: Publicações    Culturais da Câmara Municipal, 1987. vol. I, estampa I.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top75"><sup>75</sup></a><a name="75"></a> Rua da Jubetaria.</p>     <p><a href="#top76"><sup>76</sup></a><a name="76"></a> Junto da rua Nova. </p>     <p><a href="#top77"><sup>77</sup></a><a name="77"></a> Rua da Padaria.</p>     <p><a href="#top78"><sup>78</sup></a><a name="78"></a> Largo da Portagem. </p>     <p><a href="#top79"><sup>79</sup></a><a name="79"></a> AGRIPPINATE, Giorgio Braunio    – <i>Olissippo quae nunc Lisboa...</i> [Material cartográfico]. Lisboa: Câmara    Municipal, 1965.</p>     <p><a href="#top80"><sup>80</sup></a><a name="80"></a> À rua do Almargem, ver    MACEDO, Luís Pastor de - <i>Lisboa de lés-a-lés.</i> Lisboa: Câmara Municipal,    1968. vol. IV, p. 80 faz corresponder o beco do Mel à rua do Almargem; Vieira    da Silva em <i>A cerca moura de Lisboa</i> (Lisboa: Câmara Municipal, 1987.    p. 58A) representa o beco do Mel cruzando a rua do Almargem, sensivelmente,    a meio.</p>     <p><a href="#top81"><sup>81</sup></a><a name="81"></a> AGRIPPINATE, Giorgio Braunio    – <i>Olissippo quae nunc Lisboa...</i> [Material cartográfico]. Lisboa: Câmara    Municipal, 1965.</p>     <p><a href="#top82"><sup>82</sup></a><a name="82"></a> Marqueses de Belas, ver    CASTILHO, Júlio – <i>Lisboa antiga: bairros orientais.</i> Lisboa: S. Industriais    da Câmara Municipal, 1936. vol. I, p. 261.</p>     <p><a href="#top83"><sup>83</sup></a><a name="83"></a> Travessa dos Machados,    ver MACEDO, Luís Pastor de – <i>Lisboa de lés-a-lés.</i> Lisboa: Câmara Municipal,    1968. vol. IV, p. 9.</p>     <p><a href="#top84"><sup>84</sup></a><a name="84"></a> Largo das Cruzes da Sé.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top85"><sup>85</sup></a><a name="85"></a> Hospital dos Soldados,    ver SILVA, Augusto Vieira da – <i>O castelo de São Jorge em Lisboa: estudo histórico-descritivo.</i>    Lisboa: Tip. Empresa Nacional de Publicidade, 1937. p. 17 e 121.</p>     <p><a href="#top86"><sup>86</sup></a><a name="86"></a> MACEDO, Luís Pastor de    – <i>Lisboa de lés-a-lés.</i> Lisboa: Câmara Municipal, 1960. vol. II, p. 112.</p>     <p><a href="#top87"><sup>87</sup></a><a name="87"></a> Atual calçada de Santo    André.</p>     <p><a href="#top88"><sup>88</sup></a><a name="88"></a> É a parte norte da rua    da Regueira. </p>     <p><a href="#top89"><sup>89</sup></a><a name="89"></a> FREITAS, José Valentim    de – [<i>planta de Lisboa anterior ao Terramoto] [Material cartográfico].</i>    [S.l.: s.n., entre 1850 e 1860?].</p>     <p><a href="#top90"><sup>90</sup></a><a name="90"></a> OLIVEIRA, Eduardo Freire    de – <i>Elementos para a história do Município de Lisboa.</i> Lisboa: Typographia    Universal, 1887. tomo I, p. 553-559.</p>     <p><a href="#top91"><sup>91</sup></a><a name="91"></a> OLIVEIRA, Eduardo Freire    de – <i>Elementos para a história do Município de Lisboa.</i> Lisboa: Typographia    Universal, 1887. tomo I, p. 553.</p>     <p><a href="#top92"><sup>92</sup></a><a name="92"></a> <i>Idem.</i></p>     <p><a href="#top93"><sup>93</sup></a><a name="93"></a> OLIVEIRA, Eduardo Freire    de – <i>Elementos para a história do Município de Lisboa.</i> Lisboa: Typographia    Universal, 1887. tomo I, p. 557.</p>     <p><a href="#top94"><sup>94</sup></a><a name="94"></a> Ver inventário atrás referido.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top95"><sup>95</sup></a><a name="95"></a> OLIVEIRA, Eduardo Freire    de – <i>Elementos para a história do Município de Lisboa.</i> Lisboa: Typographia    Universal, 1906. tomo XIV, p. 117.</p>     <p><a href="#top96"><sup>96</sup></a><a name="96"></a> OLIVEIRA, Eduardo Freire    de – <i>Elementos para a história do Município de Lisboa.</i> Lisboa: Typographia    Universal, 1906. tomo XIV, p. 477.</p>     <p><a href="#top97"><sup>97</sup></a><a name="97"></a> OLIVEIRA, Eduardo Freire    de – <i>Elementos para a história do Município de Lisboa.</i> Lisboa: Typographia    Universal, 1906. tomo XIV, p. 160.</p>     <p><a href="#top98"><sup>98</sup></a><a name="98"></a> OLIVEIRA, Eduardo Freire    de – <i>Elementos para a história do Município de Lisboa.</i> Lisboa: Typographia    Universal, 1903. tomo XII, p. 121.</p>     <p><a href="#top99"><sup>99</sup></a><a name="99"></a> OLIVEIRA, Eduardo Freire    de – <i>Elementos para a história do Município de Lisboa.</i> Lisboa: Typographia    Universal, 1887. tomo I, p. 549.</p>     <p><a href="#top100"><sup>100</sup></a><a name="100"></a> OLIVEIRA, Eduardo Freire    de – <i>Elementos para a história do Município de Lisboa.</i> Lisboa: Typographia    Universal, 1903. tomo XII, p. 121. </p>     <p><a href="#top101"><sup>101</sup></a><a name="101"></a> OLIVEIRA, Eduardo Freire    de – <i>Elementos para a história do Município de Lisboa.</i> Lisboa: Typographia    Universal, 1898. tomo IX, p. 42.</p>     <p><a href="#top102"><sup>102</sup></a><a name="102"></a> OLIVEIRA, Eduardo Freire    de – <i>Elementos para a História do Município de Lisboa.</i> Lisboa: Typographia    Universal, 1896. vol. I, p. 549 a 559: Estes são os canos que há nesta cidade    de Lisboa.</p>     <p><a href="#top103"><sup>103</sup></a><a name="103"></a> BARROS, António A. Salgado    de – <i>O saneamento na cidade pós-medieval: o caso de Lisboa.</i> Lisboa: Ordem    dos Engenheiros. No prelo.</p>      ]]></body><back>
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