<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2183-3176</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Cadernos do Arquivo Municipal]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cadernos do Arquivo Municipal]]></abbrev-journal-title>
<issn>2183-3176</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Arquivo Municipal de Lisboa / Câmara Municipal de Lisboa]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2183-31762015000100006</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Italianos em bairros de Lisboa (século XVII)]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Italians in Lisbon´s neighbourhoods (17th century)]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alessandrini]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nunziatella]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Nova de Lisboa Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Centro de História d'Aquém e d'Além Mar]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<volume>ser2</volume>
<numero>3</numero>
<fpage>109</fpage>
<lpage>125</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2183-31762015000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2183-31762015000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2183-31762015000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O presente texto tem como objetivo o de dar continuidade a um trabalho que temos vindo a publicar sobre os italianos em bairros da Lisboa Quinhentista. Apesar de as muralhas continuarem a marcar o limite da cidade até ao terramoto de 1755, é manifesto o alargamento de Lisboa para a parte ocidental ao longo da zona ribeirinha a partir das primeiras décadas de Quinhentos. Seguindo este crescimento iremos verificar um processo de expansão daquelas que eram as primitivas residências de italianos em Lisboa. Efetivamente, as zonas nevrálgicas da cidade, nomeadamente a rua Nova dos Mercadores e, em geral, a freguesia de São Julião, continuam a manter uma primazia na escolha. No entanto, e sobretudo após a construção da igreja do Loreto e, mais tarde, da igreja de São Roque, assiste-se a uma instalação mais frequente de mercadores italianos nas zonas próximas da igreja dos Italianos prosseguindo para São Paulo e Corpo Santo.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper is meant to be regarded as the next stage of an earlier work of ours on the Italian presence in Sixteenth-century Lisbon neighborhoods. From the early decades of the 1500s Lisbon began to expand along its riverside towards West, even though its walls still marked the city limits until the 1755 Earthquake. The primitive Italian residence will also be affected by this urban expansion. It is true that core mercantile areas of the City such as the rua Nova dos Mercadores and São Julião’s parish in general still remained as the Italians preferential choices for their residence. However, after the construction of Loreto’s church in 1518 and São Roque in 1569, Italian merchants changed their preferences, looking for housing opportunities closer to the so-called igreja dos Italianos, and afterwards to the quarters of São Paulo and Corpo Santo.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Lisboa]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Italianos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Mercadores]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Loreto]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Lisbon]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Italians]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Merchants]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Loreto]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p><b>Italianos em bairros de Lisboa (século XVII)</b></p>     <p><b>Italians in Lisbon´s neighbourhoods (17th century)</b></p>     <p><b>Nunziatella Alessandrini<a href="#*"><sup>*</sup></a><a name="top*"></a></b></p>     <p>CHAM - Centro de História d`Aquém e d`Além-Mar, Faculdade de Ciências Sociais    e Humanas / Universidade Nova de Lisboa e Universidade dos Açores, Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O presente texto tem como objetivo o de dar continuidade a um trabalho que    temos vindo a publicar sobre os italianos em bairros da Lisboa Quinhentista.    Apesar de as muralhas continuarem a marcar o limite da cidade até ao terramoto    de 1755, é manifesto o alargamento de Lisboa para a parte ocidental ao longo    da zona ribeirinha a partir das primeiras décadas de Quinhentos. Seguindo este    crescimento iremos verificar um processo de expansão daquelas que eram as primitivas    residências de italianos em Lisboa. Efetivamente, as zonas nevrálgicas da cidade,    nomeadamente a rua Nova dos Mercadores e, em geral, a freguesia de São Julião,    continuam a manter uma primazia na escolha. No entanto, e sobretudo após a construção    da igreja do Loreto e, mais tarde, da igreja de São Roque, assiste-se a uma    instalação mais frequente de mercadores italianos nas zonas próximas da igreja    dos Italianos prosseguindo para São Paulo e Corpo Santo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>PALAVRAS-CHAVE</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Lisboa / Italianos / Mercadores / Loreto</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This paper is meant to be regarded as the next stage of an earlier work of    ours on the Italian presence in Sixteenth-century Lisbon neighborhoods. From    the early decades of the 1500s Lisbon began to expand along its riverside towards    West, even though its walls still marked the city limits until the 1755 Earthquake.    The primitive Italian residence will also be affected by this urban expansion.    It is true that core mercantile areas of the City such as the rua Nova dos Mercadores    and São Julião’s parish in general still remained as the Italians preferential    choices for their residence. However, after the construction of Loreto’s church    in 1518 and São Roque in 1569, Italian merchants changed their preferences,    looking for housing opportunities closer to the so-called igreja dos Italianos,    and afterwards to the quarters of São Paulo and Corpo Santo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>KEYWORDS</b></p>     <p>Lisbon / Italians / Merchants / Loreto</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODUÇÃO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estas páginas constituem a continuação de um caminho iniciado há um ano aquando    da publicação de um texto, em parceria com Pedro Flor<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a>,    onde se procurava organizar as “moradas” dos italianos na capital portuguesa    do século XVI identificando os bairros escolhidos por estes estrangeiros e,    quando possível, explicando as motivações de tal escolha. A ideia subjacente    era a de oferecer uma visão de conjunto das zonas que acolhiam os mercadores    italianos do século XVI, num mapeamento que seguia o natural alongamento da    cidade de Lisboa para a zona ocidental, assinalada com a construção do Mosteiro    dos Jerónimos e da Torre de Belém no reinado de D. Manuel.</p>     <p>Mergulhando no labirinto de ruas, becos e vielas estreitas que caracterizavam    a malha urbana da época medieval e moderna, a nossa intenção agora é a de identificar    a residência dos mercadores italianos no século XVII baseando-nos quer na importante    produção de estudos sobre a cidade de Lisboa anterior ao terramoto, quer nos    relatos deixados por viajantes estrangeiros que visitaram e/ou viveram na capital    portuguesa, quer ainda em documentação primária, alguma inédita, de tipologia    muito variada tal como tombos da cidade, testamentos, compras, vendas, instituição    de morgados. Esta documentação permite-nos, por um lado, ter notícias mais técnicas    referentes à volumetria das moradas através de pormenores de medidas de largura    e de altura, e, por outro lado, apresenta-nos o enredo social com informações    acerca da vizinhança. Para além da Lisboa “urbana”, serão também contemplados    os arredores da cidade onde as camadas mais abastadas destes mercadores estrangeiros    adquiriram quintas, quiçá investindo o dinheiro dos negócios desenvolvidos na    capital portuguesa.</p>     <p>Importa assinalar a preocupação que, recentemente, se tem manifestado para    com a tentativa de reconstruir a cidade de Lisboa anterior ao terramoto de 1755,    tanto mais quanto este interesse transbordou a área dos estudos olisiponenses,    alargando-se a outras disciplinas. Assim, na senda do projeto liderado por Gustavo    de Matos Sequeira, em meados do século XX, foram apresentados outros projetos    que, utilizando a tecnologia para produzir imagens virtuais, recriaram os complexos    lisboetas destruídos pelo sismo. Esta exigência deu origem a um projeto de recriação    virtual, interativo e imersivo, sobre o conjunto urbano que se perdeu e sobre    as ruínas das quais se construiu a nova Lisboa. Intitulado <i>City and Spectacle:    a vision of pre-earthquake Lisbon</i><a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a>,    o projeto pretende uma aproximação à memória da cidade perdida, recriando Lisboa    nas suas dimensões urbanística, social e cultural, a partir de um levantamento    e seleção exaustiva de fontes escritas e iconográficas existentes nos acervos    nacionais.</p>     <p>Importa ainda salientar o trabalho dos investigadores<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a>    do Museu da Cidade cujo projeto (2005-2010) visava recriar em 3D os edifícios    emblemáticos de Lisboa e alguns eixos viários como o da rua Nova dos Mercadores<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a>.    No que diz respeito à caracterização da rua Nova dos Mercadores antes de 1580,    esta foi identificada numa tela por Annemarie Jordan-Gschwend<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a>,    permitindo-nos uma visão real do quotidiano da circulação na dita rua e das    pessoas que ali se movimentavam. A área da História da Arte muito se tem dedicado    à investigação da iconografia de Lisboa anterior ao sismo - recordem-se os estudos    de Sílvia Ferreira, Susana Flor, Maria João Pereira Coutinho, Delminda Rijo,    Giuseppina Raggi, Vítor Serrão, entre outros, que, ao utilizar documentação    notarial e paroquial, entre outra, deram um importante impulso ao conhecimento    da Lisboa pré-terramoto. Assim, o projeto financiado pela Fundação para a Ciência    e Tecnologia em 2010 referente à investigação iconográfica de Lisboa anterior    ao Terramoto e coordenado por Pedro Flor, <i>Lisboa em Azulejo antes do Terramoto</i>,    tinha como objetivo desenvolver uma investigação sobre a evolução iconográfica    da cidade de Lisboa durante o período moderno, partindo da análise detalhada    de um painel de azulejo realizado nos finais do século XVII e início do século    XVIII pertencente ao acervo do Museu Nacional do Azulejo, peça singular da azulejaria    portuguesa. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ITALIANOS EM LISBOA NO SÉCULO XVI: BREVES ANTECEDENTES</b></p>     <p>O século XVI foi, para os italianos em Lisboa, um momento de importante crescimento    quer do ponto de vista do engrossamento da própria comunidade quer do ponto    de vista do enriquecimento financeiro. De facto, a comunidade italiana na capital    portuguesa reforçou-se de maneira considerável após a abertura do caminho marítimo    para o oriente seguindo o apelo de novos e rentáveis comércios de longa distância.    Embora não se pudesse falar de “comunidade italiana”, uma vez que a península    itálica estava dividida em múltiplas cidades estado, ocorreu, na segunda década    de Quinhentos, um acontecimento importante, elucidativo da consciência dos italianos    no estrangeiro: a edificação da igreja de Nossa Senhora do Loreto, igreja da    Nação Italiana. Esta sensibilidade de se apelidar de “nação italiana” superando    as rivalidades que na mãe pátria opunham os pertencentes às várias regiões da    península itálica, deve ser tida em consideração quando se estuda a presença    italiana em Portugal a partir do século XVI e quando se utiliza o termo “italiano”    para designar uma comunidade constituída por florentinos, venezianos, genoveses,    milaneses, prazentinos, etc. Iniciado no século XII, o fluxo de entrada de italianos    em Portugal mantém-se ao longo dos séculos sucessivos chegando a números importantes    após as descobertas atlânticas e orientais. É conhecida a atividade de mercadores    particulares e de famílias italianas que criaram casas comerciais cuja participação    na economia portuguesa foi profunda e frutuosa<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a>.    A Lisboa que no início de Quinhentos acolhia estes estrangeiros era uma cidade    em plena transformação, sob iniciativa do rei D. Manuel que lhe conferiu o seu    marco de cidade ribeirinha, onde o rio e o mar se tornaram “o eixo verdadeiro    da expansão urbana”<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a>. Nesta conformação    urbana, a vida citadina e comercial ocupava a parte baixa da cidade, mais perto    do rio, onde chegavam os navios carregados de mercadorias. A rua Nova dos Mercadores,    ponto nevrálgico do comércio, fazia parte da freguesia de São Julião e estava    encostada ao rio. Ao entrar na freguesia da Madalena, a rua mudava de nome para    rua dos Ferros, sendo o chamado Arco dos Barretes o limite das duas freguesias.    Nesta zona, nas freguesias da Madalena (rua da Ferraria do Aver-do-Peso) e de    São Julião (rua Nova dos Mercadores no Arco dos Barretes), tinha casas o rico    mercador florentino Bartolomeo Marchionni, cuja presença em Lisboa remonta a    1469<a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="top8"></a>, deixadas em herança, respetivamente,    à filha Isabel e à neta Elena Corbinelli<a href="#9"><sup>9</sup></a><a name="top9"></a>.    Na mesma freguesia de São Julião tinham residência famosos mercadores italianos:    na calçada de São Francisco vivia Francesco Corbinelli<a href="#10"><sup>10</sup></a><a name="top10"></a>,    pai de Elena Corbinelli e genro de Marchionni por ter casado com a filha, Maria    Marchionni; na rua do Vidro e no “Beco que vai da Rua Nova dos feros pera o    Poço da Fotea”<a href="#11"><sup>11</sup></a><a name="top11"></a> tinha propriedades    o cremonês Cristóvão Bocolli, procurador do afamado João Francisco Affaitati.    Membros da família Perestrelo, de Piacenza<a href="#12"><sup>12</sup></a><a name="top12"></a>,    tinham moradas na freguesia de São Julião e São Nicolau. Outros conhecidos mercadores    italianos moravam na freguesia da Sé, nomeadamente João Francisco Affaitati,    Jacome de’ Bardi, Luca Giraldi, entre outros<a href="#13"><sup>13</sup></a><a name="top13"></a>.</p>     <p>O início da construção da igreja do Loreto em 1518<a href="#14"><sup>14</sup></a><a name="top14"></a>    e, depois, a sucessiva edificação da igreja de São Roque em 1569, assinalam    uma progressiva mudança das residências italianas para a zona ocidental. A zona    imediatamente fora e/ou contígua à antiga muralha fernandina foi-se rapidamente    povoando e os italianos que, aquando da sua vinda para Lisboa, se tinham instalado    na parte oriental da cidade, começaram a comprar casas nas redondezas da igreja    do Loreto. Assim, o já mencionado mercador florentino Luca Giraldi, residente    em Lisboa desde 1515 e morador na zona da Sé tinha adquirido, em 1551 “hum assento    de casas, junto da porta de sancta catherina da banda de dentro, e estão na    primeira travessa que vai da dita porta pera a Trindade, ao longo do muro, e    são as primeiras, que tem hum pátio grande, e dentro tem duas moradas de casas    grandes, e por detrás vai hum quintal”<a href="#15"><sup>15</sup></a><a name="top15"></a>.</p>     <p>A filha de Luca Giraldi, Luísa, foi morar com o marido D. Francisco da Gama,    conde de Vidigueira<a href="#16"><sup>16</sup></a><a name="top16"></a>, na rua    Larga de São Roque, assim denominada depois da edificação da igreja de São Roque<a href="#17"><sup>17</sup></a><a name="top17"></a>,    o neto do conhecido e rico mercador florentino Girolamo Sernigi, Filipe Sernigi,    morava na rua da Metade, freguesia de Loreto, numas casas grandes que tinham    por baixo “quatro logeas, e por cima vão casas de dous sobrados, com seus repartimentos”<a href="#18"><sup>18</sup></a><a name="top18"></a>.    Em São Roque morava Antonio del Maestro, marido de Isabel Marchionni e genro    de Bartolomeo Marchionni, e na rua da Trombeta, freguesia de Loreto, o veneziano    Gaspar Cadena, cujo sogro, Pero Milanês, tinha uma loja no Arco dos Barretes.    Na rua Larga de São Roque “gionto al corredore di detta chiesa”<a href="#19"><sup>19</sup></a><a name="top19"></a>    comprou casas também o mercador genovês Stefano Lercaro, chegado a Lisboa em    1576 para desenvolver negócios com o amigo mercador genovês Antonio Calvo, e,    na altura, morador na freguesia da Sé.</p>     <p>A cidade expandia-se rapidamente para ocidente e os italianos recém-chegados    instalavam-se em zonas fora da muralha fernandina. O caso do mercador milanês    Giovan Battista Rovellasca é emblemático. Embora H. Kellenbenz <a href="#20"><sup>20</sup></a><a name="top20"></a>refira    que Rovellasca morasse na freguesia da Sé aquando da sua chegada a Lisboa em    1577, não temos a certeza da verdade dessa afirmação porque o documento em questão    menciona apenas que o mercador milanês foi testemunha dum casamento na freguesia    da Sé, sem qualquer outra referência à residência do italiano na mesma freguesia<a href="#21"><sup>21</sup></a><a name="top21"></a>.    Sabemos, no entanto, que tinha casas com lojas em São Paulo “junto da cruz de    cata que farás”<a href="#22"><sup>22</sup></a><a name="top22"></a>, e que vivia    na sua quinta de Alcântara antes de lhe ser penhorada pelo rei Filipe II por    dívidas no contrato da Mina por volta de 1600<a href="#23"><sup>23</sup></a><a name="top23"></a>.    A São Paulo também morava, desde 1574, Angelo Stella, mercador veneziano. Juntamente    com Geronimo Stella, eram donos dos navios Stella e Vidala e mantinham comércios    com a sociedade em Veneza constituída por Luc’Antonio Giunti e Marc’Antonio    Stella<a href="#24"><sup>24</sup></a><a name="top24"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A expansão de Lisboa para ocidente, onde o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre    de Belém marcavam o limite, era inevitável e rápida e, de facto, o mercador    florentino Filippo Sassetti afirma que em 1580 moravam em Alcântara muitos ricos    venezianos em casas que foram assaltadas aquando da invasão de Filipe II. Entre    estes venezianos podemos contar Alvise Vezzato, cuja habitação foi saqueada    em 1580, acontecimento este que foi muito criticado pelo Senado veneziano que    “non le pareva honesto, che essendo state rispettate le case dei propri portoghesi,    una suoi venetiani sia stata a peggior conditione di loro”<a href="#25"><sup>25</sup></a><a name="top25"></a>.    Juntamente com os florentinos Raffaele Fantoni e Giulio Nessi, Alvise Vezzato    subscreveu em 1589 o contrato da pesca do atum adiantando mais de 100.000 ducados.    No entanto, a sociedade faliu com a consequência de uma ingente perda de capital<a href="#26"><sup>26</sup></a><a name="top26"></a>.  </p>     <p>A cidade aparece a Sassetti “grande”, “maravigliosa per il sito”, envolvida    em “due vestigi di mura, che l’uno è chiuso nell’altro”<a href="#27"><sup>27</sup></a><a name="top27"></a>,    sendo que a parte principal e maior ficava fora das muralhas. Nas zonas urbanas    o que capturava a atenção do mercador florentino era a vivacidade que caracterizava    as ruas “in ogni via e in ogni casa è bottega che cuoce e vende pesce ogni giorno    e ogn’ora, talmente che per l’odore cattivo del frittume è una noia grandíssima    l’andare attorno”<a href="#28"><sup>28</sup></a><a name="top28"></a>, assim    como a dificuldade em andar nellas “ci há strade tanto repenti, che e’ fidalghi,    non comportando la vanità loro che e’ vadiano a piede, per non vi potere andare    e’ cavalli, non vi passano mai”<a href="#29"><sup>29</sup></a><a name="top29"></a>.    Ainda não tinha sido construído o torreão do Palácio Real, obra de Filippo Terzi,    e o complexo da Ribeira não atraiu a atenção de Sassetti que refere “non ha    nessuno bello edifizio”<a href="#30"><sup>30</sup></a><a name="top30"></a>.    Se não tivéssemos representações iconográficas da cidade vista do Tejo e disposta    em anfiteatro com as colinas na parte mais alta, poderíamos igualmente ter a    mesma visão da cidade através das palavras de Sassetti, “dall’essere sita in    costa e tanto alta deriva questo bene, che una parte delle case, la maggiore,    scuoprono il rio pieno di navi e di legni e fino taluna alla marina, che maggior    diletto non si potrebbe chiedere”<a href="#31"><sup>31</sup></a><a name="top31"></a>.</p>     <p>Juntamente com a cidade, a Igreja do Loreto foi conhecendo alterações ao longo    do século XVI ligadas sobretudo ao seu engrandecimento. Delimitada entre a muralha,    à qual estava encostada, e a rua de São Roque, a igreja do Loreto podia ser    aumentada apenas em sentido longitudinal no caso em que a Câmara tivesse concedido    aprovação para abater uma das torres da porta de Santa Caterina<a href="#32"><sup>32</sup></a><a name="top32"></a>.  A irmandade pediu à Câmara a permissão de demolir a torre para ampliação da igreja  e, a 5 de fevereiro de 1577, António de Castilho, fidalgo da casa d´el rei e guarda-mor  da Torre do Tombo, confirma a receção pelas mãos de Nicolao Pietro Coccino, genovês,  na altura mordomo da igreja do Loreto, do contrato “escripto em pubrica forma”  em que o rei dava a possibilidade de derrubar a torre que estava diante da porta  principal da igreja de Nossa Senhora do Loreto de modo a esta se poder alargar<a href="#33"><sup>33</sup></a><a name="top33"></a>.  Para além da ampliação física do templo italiano, veremos que este, ao longo do  século XVII, se vai também engrossando devido às propriedades imobiliárias que  lhe foram sendo legadas pelos fiéis.      <p>&nbsp;</p>     <p><b>A LISBOA ITALIANA DO SÉCULO XVII</b></p>     <p>No último quartel do século XVI assistiu-se a uma reviravolta na política portuguesa    que viu o reino de Portugal ser incorporado pela Monarquia Ibérica. O reinado    dos Filipes de Castela influenciou, como não podia deixar de ser, também a atividade    da comunidade italiana na capital portuguesa. Os grandes protagonistas do início    de Quinhentos já tinham falecido e tinham deixado descendentes que, como veremos,    irão, com frequência, integrar--se nas elites portuguesas. As estritas relações    que tinham caracterizado as ligações entre Espanha e Génova vão-se rapidamente    deteriorando e a <i>Superba</i> vai encontrar em Portugal um espaço onde agir.    Não cabe agora aprofundar as questões que levaram os mercadores genoveses a    instalarem-se em Portugal, apenas queremos assinalar que as bancarrotas filipinas    determinaram a saída de mercadores genoveses que de Castela chegaram a Lisboa    dando início a um predomínio destes italianos, que se revelará em toda a sua    força depois da Restauração de Portugal. A comunidade italiana que vamos encontrar    no findar do século XVI até às primeiras décadas do século seguinte, é constituída,    portanto, por descendentes de famílias já radicadas em terra portuguesa há gerações    e por mercadores italianos, na maioria genoveses, que vão iniciar um percurso    comercial.</p>     <p>Deve-se sublinhar que a bibliografia referente à comunidade italiana no século    XVII é ainda bastante escassa e que um importante impulso para o seu estudo    foi efetuado, há alguns anos, no âmbito da História da Arte por Teresa Leonor    Vale<a href="#34"><sup>34</sup></a><a name="top34"></a>. A historiadora, ao    analisar a importação de escultura italiana em Portugal na 2ª metade do século    XVII, detetou elos de ligação entre a vinda de artistas italianos para Lisboa    e os mercadores cá residentes que comissionavam as suas obras, desenhando, por    um lado, um quadro dos contactos culturais, diplomáticos e económicos entre    Portugal e algumas cidades italianas, nomeadamente Génova<a href="#35"><sup>35</sup></a><a name="top35"></a>    e Roma, e, por outro, trazendo à luz os nomes dos mais afamados mercadores que    compunham a comunidade italiana na segunda metade de Seiscentos. Na mesma linha,    e utilizando a documentação do arquivo da Igreja do Loreto, Vítor Serrão<a href="#36"><sup>36</sup></a><a name="top36"></a>    procurou realçar o impacto das novidades da arte genovesa no mercado lisboeta    e, nesse sentido, propôs-nos interessantes reflexões que merecem ser desenvolvidas<a href="#37"><sup>37</sup></a><a name="top37"></a>.    Para além disso, há estudos parcelares que ajudam na identificação da comunidade    italiana do período que nos interessa e que pertencem, mais uma vez, ao âmbito    da história da arte: Isabel Mayer Godinho Mendonça<a href="#38"><sup>38</sup></a><a name="top38"></a>,    assim como os autores acima mencionados, oferece-nos um leque variado de artistas    italianos cuja vivência foi reconstruída graças à documentação do arquivo da    igreja do Loreto. </p>     <p>Do mesmo modo, os nossos recentes contributos<a href="#39"><sup>39</sup></a><a name="top39"></a>,    abordaram o estudo da comunidade italiana no século XVII privilegiando o papel    económico, diplomático e social, numa tentativa de olhar para este grupo de    estrangeiros numa ótica multidisciplinar. </p>     <p>No que diz respeito aos descendentes das ricas famílias italianas que primaram    na economia portuguesa da primeira metade do século XVI, já temos referido o    paradeiro de Luísa Giraldi e D. Francisco da Gama na rua de São Roque. Aqui    também viviam os herdeiros de João Francisco Affaitati. O neto do mercador cremonês,    D. Rodrigo de Sousa, filho de Inês de Lafetá e Leonardo de Sousa, casado com    D. Joana de Vasconcelos, filha de D. Luís Fernandes de Vasconcelos e de D. Branca    de Vilhena, vivia num “assento de casas que estão n’esta cidade, no Bairro de    S. Roque, pegado com o Moinho de vento, que tem um pateo grande com duas casas    térreas, e da banda do norte uma horta com poço de nora e arvores de fruto,    toda cercada de muro no valor de 1:600$000 reis”<a href="#40"><sup>40</sup></a><a name="top40"></a>.</p>     <p>Um caso problemático verificou-se com a descendência masculina de Luca Giraldi.    O filho do mercador florentino, Francisco Giraldi, ao casar-se com a neta de    João Francisco Affaitati, Lucrezia de Lafetá, teve uma filha, Maria (apelidada    indiferentemente de Giraldi ou Lafetá, o que é sintomático do impacto que as    duas famílias tinham na sociedade do tempo) que se tornou herdeira dos bens    do pai inclusive das casas situadas do lado extra muro da igreja do Loreto.    Para além disso, Maria Giraldi ou Lafetá tinha herdado a capela-mor da igreja    do Loreto, adquirida pelo avô Luca Giraldi. A posse da capela-mor, no entanto,    implicava uma série de condições a que os da casa Giraldi eram obrigados e que    Sebastião de Sá e Menezes, filho de Maria e Francisco de Sá e Meneses, não cumpriu.    O contrato estipulado entre Luca Giraldi e os Irmãos da Igreja do Loreto previa    que, em troca de 3.000 cruzados e doze mil réis de juro cada ano, o mercador    florentino tivesse a capela-mor para si e para os seus descendentes serem ali    sepultados. Para garantir a posse da capela-mor foi estabelecido que esta devia    ser mantida sempre em condições e reconstruída, em caso de eventos ruinosos,    à custa da família Giraldi<a href="#41"><sup>41</sup></a><a name="top41"></a>.    De facto, Luca Giraldi, após falecer (1565), foi ali sepultado, assim como o    filho dele, Francisco Giraldi (1594). O acontecimento que desmoronou a capela-mor    ocorreu em março de 1651 quando um pavoroso incêndio destruiu a igreja do Loreto,    inclusive a capela-mor. A 29 de março de 1651 os Irmãos do Loreto notificaram    a Sebastião de Sá e Meneses que, se pretendia manter o padroado da capela-mor,    devia prover à sua reedificação. Uma certidão passada em 1652 a Sebastião de    Sá e Meneses confirmava o reconhecimento do senhorio direito a favor do Senado    da Câmara feito em 1557 por Luca Giraldi de uma casa “ao longo e dentro do muro    da cidade às Portas de Santa Catharina na Travessa que ia para a Trindade, e    contíguas à Igreja do Loreto, as quaes pagavam de juro annual ao Senado de Lisboa    547 rs., e eram de Sebastião de Sá e Meneses, em Maio de 1652”<a href="#42"><sup>42</sup></a><a name="top42"></a>.    Nestas casas, agora de propriedade de Sebastião de Sá e Meneses, tinha sido    concedido ao antigo possuidor, Luca Giraldi, a possibilidade de construir uma    escada de madeira sobre o muro da cidade para aceder à tribuna da capela-mor.    Esta condição já não era válida uma vez que Sebastião de Sá e Meneses não tinha    procedido a reconstruir a capela-mor cujas obras em pedraria foram avaliadas    em cerca de 8.500 cruzados<a href="#43"><sup>43</sup></a><a name="top43"></a>.    O litígio surgido entre Sá e Meneses e a igreja do Loreto levou a atrasar as    obras de reconstrução e num decreto de 1655 foi ordenado ao Senado que a obra    da escada do muro do Loreto e a disputa existente entre a igreja de Nossa Senhora    do Loreto e Sebastião de Sá Meneses fosse da competência da Relação e não da    Câmara de Lisboa<a href="#44"><sup>44</sup></a><a name="top44"></a>. Certo é    que Maria Giraldi, a 28 de abril de 1658, mandou dizer à Giunta da igreja do    Loreto que “stando ella moribonda desiderava che il suo corpo fosse sepolto    nella Cappella Maggiore nel quale erano stati sepolti li suoi antecessori”<a href="#45"><sup>45</sup></a><a name="top45"></a>    e, um dia depois, 29 de abril do mesmo ano, a Giunta determinou que “non si    differiva a tal domanda”<a href="#46"><sup>46</sup></a><a name="top46"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como já adiantei, o século XVII vê a fileira italiana, “estante” em Lisboa    há muito tempo, ser acrescentada com novos elementos. As zonas ribeirinhas de    Quinhentos continuavam apelativas, sendo que um núcleo mais forte se situa nas    freguesias do Loreto, dos Mártires, no Corpo Santo e Remolares. Este processo    vai-se robustecer, como veremos, ao longo do século XVII. Assim, nas primeiras    décadas de Seiscentos encontramos o mercador veneziano Francisco de la Corona    residente na freguesia da Madalena e a irmã dele, Lucrezia de la Corona, em    São Julião<a href="#47"><sup>47</sup></a><a name="top47"></a>. Esta era também    proprietária de casas que valiam 20.000 rs. situadas na rua de Lemos na mesma    freguesia. Ambos os irmãos, falecidos respetivamente em 1622 e 1626, quiseram    ser sepultados na igreja de Nossa Senhora do Loreto. Nesta mesma altura, os    mercadores venezianos Jacome Quisali e Bartolomeo Patti e o genovês Alberto    Savignone eram moradores, respetivamente, no Corpo Santo e nos Remolares. O    romano Paulo Valerio, residia na rua Direita do Alecrim e o florentino Jacome    Tatti - casado com a filha do acima citado Raffaele Fantoni, Lucrécia - residia    na freguesia do Loreto assim como o genovês Domenico Micone (rua da Barroca).</p>     <p>Entretanto, um grupo de genoveses começava a criar uma importante atividade    comercial. Em Lisboa, desde os anos vinte e trinta de Seiscentos, que os mercadores    genoveses Nicolao Micone e Francesco André Carrega foram ocupando lugares de    relevo dentro da comunidade italiana e eram membros da Confraria do Loreto.    Por volta de 1645 a sociedade Micone-Carrega foi-se alargando a um terceiro    membro, o mercador genovês Gio Girolamo Ghersi. O longo percurso da sociedade    comercial - três décadas - foi marcado por dois acontecimentos cujas consequências    reforçaram o papel destes genoveses, quer dentro da comunidade italiana quer    dentro da sociedade portuguesa. De facto, aquando da instituição da <i>Companhia    Geral do Comércio do Brasil </i>(1649), a sociedade genovesa entrou com 3000    cruzados e, partindo do eixo Lisboa-Génova, montou uma alargada rede comercial    que abrangia a Europa, o Brasil, o Oriente e a África. Poucos anos depois, em    1651, o medonho incêndio que destruiu a igreja do Loreto tornou necessária a    intervenção de ajudas voluntárias e a sociedade genovesa entregou 4.000.000    de reis para a reconstrução do templo. Tanta generosidade e riqueza colocavam    os ditos mercadores numa posição de relevo no seio da administração da Igreja    do Loreto<a href="#48"><sup>48</sup></a><a name="top48"></a>:</p>     <p>Em 2 de julho de 1655 adquiriram casas na freguesia dos Mártires, “em cima    do muro dos cubertos”<a href="#49"><sup>49</sup></a><a name="top49"></a> em    nome dos três. A escritura foi feita na quinta de D. João de Castelo Branco,    “junto a são bento o novo freguesia de santos o velho”, presentes dum lado D.    Duarte de Castelo Branco e a sua mulher, Dona Mariana Josepha de Mendonça, e,    do outro lado, os mercadores Micone, Carrega e Ghersi, “a reto aberto por preço    de 2.500 [cruzados] de principal, e a fazer sempre boa a dita venda se obrigou    D. João de Castelo Branco com sua quinta defronte s.to bento a qual fiqua iypotecada”<a href="#50"><sup>50</sup></a><a name="top50"></a>.    As casas eram compostas por “duas logeas 3 andares e hum heirado, com serventias    na travessa e por cima dos cubertos”<a href="#51"><sup>51</sup></a><a name="top51"></a>,    “e partem de hua banda com casas de Francisco de Campos e da outra com casa    do Monteiro Mor”<a href="#52"><sup>52</sup></a><a name="top52"></a>. Nas mesmas    casas viviam também outros membros da família Ghersi quando se encontravam em    Lisboa, vindos dos seus negócios como agentes da companhia no Brasil.</p>     <p>Para além das casas na freguesia dos Mártires, Nicolao Micone e Francesco André    Carrega possuíam propriedades no beco dos Açúcares, às costas dos Remolares,    compradas ao preço de 600.000 réis, que rendiam de aluguer 50.000 réis cada    ano e foram avaliadas, após a morte dos dois mercadores, em 800.000 réis. Estas    casas “constao de hum almazem e por sima tres sobrados, hum delles que he o    primeiro tem quatro cazas, tres cazas das quaes são de huma morada anexa de    hua cazas que foram do ditto Paulo Valerio para a banda do mar. No 2º sobrado    ha tres cazas No 3º sobrado ha tres casas O almazem rendia 12.000 rs. O 1 e    o sobrado 36.000 rs. O 3º sobrado 12.000 rs”<a href="#53"><sup>53</sup></a><a name="top53"></a>.    Estas moradas, juntamente a outras que possuíam ao Moinho do Vento – avaliadas    em 260.000 réis - foram destruídas pelo terramoto de 1755<a href="#54"><sup>54</sup></a><a name="top54"></a>.</p>     <p>Em 1664 Gio Girolamo Ghersi escolhe regressar a Génova embora continue a manter    estritas relações com a companhia e continue a visitar a capital portuguesa    frequentemente. Foi substituído pelos dois irmãos César e João Thomas Ghersi    em Lisboa desde 1656. Estes compraram dois prédios em Santo Estêvão, em Alfama,    o n.º 8 e outro “de fronte do adro do dito nr.18”<a href="#55"><sup>55</sup></a><a name="top55"></a>    e, após a morte de Micone e Carrega, respetivamente em 1675 e 1676, foram morar    nas casas sobre o muro dos Cubertos pagando um aluguer de 100.000 réis anuais.    Estas casas, de facto, encontravam-se numa posição invejável, considerado o    enquadramento privilegiado em que o palácio Corte-Real era elemento de destaque    na zona entre o palácio da Ribeira e o Corpo Santo. Acerca destas casas, a documentação    do arquivo de Loreto referente aos anos 1723-1744 remete para uma causa acionada    pela Mesa do Loreto contra o conde d’Aveiras, D. Duarte António da Câmara, pelo    aluguer das casas da igreja do Loreto sitas aos Cobertos, junto ao palácio Corte    Real. Estas casas eram, de facto, contíguas ao palácio do infante D. Francisco,    e foram alugadas pelo conde d’Aveiras para si e em seu nome, a partir de 1719    e por um valor de 140.000 réis por ano, e não por D. Francisco como os oficiais    do Loreto julgavam. De 1723 a 1741 não foi paga à Irmandade a renda que foi    reclamada ao infante. Só após o falecimento de D. Francisco, a Irmandade do    Loreto tomou conhecimento que as casas tinham sido alugadas ao Conde d’Aveiras    - senhor do Palácio de São Cristóvão que arrendou por esse tempo por bom preço    a um Guillerme Debruin e companhia. O que é certo, porém, é que o infante não    queria que as casas tivessem outros proprietários por estarem muito próximas    ao seu palácio, tendo até proposto a sua compra à Irmandade<a href="#56"><sup>56</sup></a><a name="top56"></a>.    Antes de serem destruídas pelo terramoto de 1755, a Irmandade do Loreto conseguiu    arrendá-las por 300.000 réis anuais.</p>     <p>Aos Cobertos, morava também o mercador genovês Antonio Maria Conti Ventimilha<a href="#57"><sup>57</sup></a><a name="top57"></a>.</p>     <p>Vista a importância dos negócios lisboetas, os irmãos Ghersi chamaram para    vir a Lisboa o sobrinho Pedro Francisco Ravara, filho da irmã Jeronima Ghersi    e do capitão Baltasar Ravara. Em Lisboa, Pedro Francisco Ravara casa com a filha    do médico florentino Hipólito Guido, D. Anna Maria Guido, e vai morar em Valverde    no Rossio<a href="#58"><sup>58</sup></a><a name="top58"></a>. O Rossio designava    o limite da cidade com um complexo arquitetónico que o caracterizava, São Domingos,    o palácio da Inquisição e o hospital de Todos-os-Santos. Era uma praça menos    ampla do que a da Ribeira, “ um espaço de usufruto público, dominados por construções    de diversos tipos, de diversas utilizações que exprimiam diferentes poderes”<a href="#59"><sup>59</sup></a><a name="top59"></a>.    Aqui tinham residência também os florentinos Ginori.</p>     <p>Nesta metade do século XVII, a planta de Lisboa de João Nunes Tinoco evidencia    que a zona ribeirinha mais ocidental, a do Cata-Que-Farás, São Paulo e Remolares,    apresentava características de área desafogada, mais ampla e, ao mesmo tempo,    perto do mar. Evidentemente, como aconteceu no caso de Giovanni Battista Rovellasca    no findar do século XVI, tratava-se de uma zona onde era tecnicamente mais apropriado    ter casas e armazéns em que se pudesse recolher a mercadoria. Na rua Direita    de São Paulo moravam, por exemplo, o veneziano Francesco Turrini e o florentino    Thomas Baldi; no Corpo Santo residiam Domingo Serviello, Pedro Napolitano, Francesco    Studendoli; no Cata-Que-Farás vivia o genovês Giovanni Battista Viganego.</p>     <p>Algumas destas propriedades foram engrossar o capital imobiliário da Igreja    do Loreto e a documentação levantada no Arquivo da própria Igreja<a href="#60"><sup>60</sup></a><a name="top60"></a>remete    para um considerável aumento de imóveis que lhe eram pertencentes no século    XVII. Através de heranças e de compras efetuadas com dinheiro deixado pelos    fiéis que queriam deixar rendimentos para que lhes fossem rezadas missas quotidianas    e para que fossem mantidas as capelas instituídas, a igreja tornou-se possuidora    de imóveis nas zonas mais nobres da cidade. Vejamos que na calçada de São Francisco    ao n.º 10 havia uma propriedade de casas pertencentes à igreja de Loreto constituída    por 6 andares e uma loja cujos rendimentos anuais eram os seguintes: </p>     <blockquote>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Prim<i>eir</i>o andar e a logea em que vive António da Sylva em cada anno      rendem rs 22.000</p> </blockquote>     <blockquote> O segundo e 3º andar em que vive Bertollo de Faria rendem em cada    anno à pagas adiantadas rs 30.000       <p></p> </blockquote>     <blockquote>        <p>O 4º, 5º 6º andar em que vive Pedro Augier rendem em cada anno rs 45.000<a href="#61"><sup>61</sup></a><a name="top61"></a>.</p> </blockquote>     <p>Os prédios acima mencionados de propriedade dos irmãos Ghersi situados em Alfama,    em Santo Estêvão, foram doados à igreja para fundação de três capelas<a href="#62"><sup>62</sup></a><a name="top62"></a>,    e o rendimento das casas sobre o muro dos Cobertos de Micone e Carrega foi vinculado    às capelas instituídas pelos proprietários.</p>     <p>Para além das heranças legadas pelos confrades, a igreja do Loreto comprou,    ao longo do século XVII, casas na rua Larga de São Roque, algumas das quais    foram demolidas para construir a sacristia. De facto, em 1657 a igreja comprou    as casas pertencentes a João Gomes situadas “junto à antiga Igreja, na Rua Larga    de S. Roque da banda do muro da cidade”<a href="#63"><sup>63</sup></a><a name="top63"></a>,    por um valor de 180.000 réis. Estas casas foram demolidas na reedificação da    igreja após o incêndio para se construir a sacristia. Também as casas compradas    a Joanna d’Aguiar por 417.000 eis “situadas na rua Direita do Loreto contiguas    a Igreja Velha”<a href="#64"><sup>64</sup></a><a name="top64"></a>, foram demolidas    para edificar a sacristia. Em 1659, foram adquiridas, por um valor de 200.000    réis e com a devida licença régia, ao licenciado Antonio da Motta Perestrello,    umas casas situadas na rua Larga de São Roque, atrás da capela-mor da mesma    igreja e foreiras ao Senado da Câmara de Lisboa<a href="#65"><sup>65</sup></a><a name="top65"></a>.  </p>     <p>Não nos devemos esquecer que as famílias italianas mais abastadas possuíam,    para além de moradas de casas na cidade, quintas espalhadas nos arredores de    Lisboa. Assim, os Perestrello eram proprietários da quinta do Hespanhol e da    quinta da Ermingeira, no termo de Torres Vedras; João Francisco Affaitati era    dono da quinta dos Loridos, no Carvalhal<a href="#66"><sup>66</sup></a><a name="top66"></a>  e o filho Cosme vivia numa quinta em Colares, termo de Sintra. O procurador de  Affaitati, o também cremonês Cristóvão Bocolli, tinha uma quinta no local de Palma  a Nova, termo da cidade de Lisboa, com dois quintais e “outras casas poço, nora  e tanque de agua, e huma fonte e hum pumar tudo junto e parte delle cercado de  parede e outra parte de vallada, e hua vinha de trás das ditas casas de minha  morada caminho de Palma a velha”<a href="#67"><sup>67</sup></a><a name="top67"></a>.      <p>Nicolao Giraldi, irmão de Luca Giraldi, tinha instituído morgado com propriedades    no termo da vila de Arruda, precisamente na quinta de São Pedro, que incluía    “o cazal de Monte Agrao, foreiro a Commenda do Mestrado de Santiago”<a href="#68"><sup>68</sup></a><a name="top68"></a>,    e aos Ghersi pertencia a Quinta da Cartaxeira, em Carcavelos, onde terá existido    a ermida de Nossa Senhora do Loreto<a href="#69"><sup>69</sup></a><a name="top69"></a>.</p>     <p>Esta viagem nos bairros escolhidos pelos mercadores italianos, chegados à capital    portuguesa para aqui ficarem e/ou para se instalarem durante o tempo necessário    para a sua atividade negocial, evidencia uma clara aptidão em se estabelecerem    naquelas que eram as artérias mais funcionais às suas necessidades. Os casos    apresentados como modelos remetem, quer no século XVI quer no século XVII, para    uma determinação em ocupar espaços amplos, a Ribeira, os Cobertos, os Remolares,    São Paulo, Corpo Santo, como também o Chiado - zona onde se inscreve a igreja    do Loreto - e, mais a norte, o Rossio. Todavia, não era despicienda a posse    de casas em zonas menos nobres no intuito de uma utilização que gerasse mais    algum rendimento. No que diz respeito à possessão de quintas e terras, quer    no termo da cidade quer fora, esta prática estava ligada à instituição de morgadio,    prática frequente entre as famílias mais abastadas, principalmente as que residiam    na capital há gerações. Era uma estratégia social e económica para não dispersar    o património familiar e para perpetuar o nome da família, mantendo uma forte    carga simbólica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>FONTES E BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p><b>Fontes manuscritas</b></p>     <p><b>Arquivo da Igreja de Nossa Senhora do Loreto</b></p>     <p><i>Caixa I, maço 2.</i></p>     <p><i>Caixa IX.</i></p>     <p><i>Caixa XI.</i></p>     <p><i>Caixa XII.</i></p>     <p><i>Caixa XV.</i></p>     <p><i>Caixa XVI.</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Caixa XVII.</i></p>     <p><i>Caixa XIX.</i></p>     <p><i>Caixa XX.</i></p>     <p><i>Livro das juntas, sessão de 10 de dezembro de 1755.</i></p>     <p><i>Livro mestre da receita e despesa, 3º.</i></p>     <p><i>Livro do inventario dos papeis do archivo.</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Arquivo Municipal de Lisboa</b></p>     <p><i>Livro 1º de consultas e decretos de D. Sebastião.</i></p>     <p><i>Livro 1º de consultas e decretos de D. Afonso VI.</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Livro 1º de contratos.</i></p>     <p><i>Livro 1º de tombo das propriedades foreiras à câmara da cidade de Lisboa</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Arquivo Nacional Torre do Tombo</b></p>     <p><i>Inquisição de Lisboa,</i> Processo nº 2028.</p>     <p>Hospital de São José, <i>Livro 38.</i></p>     <p>Feitos Findos, Fundo Geral, Letra C,<i>maço 526, caixa 6627</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Fontes Impressas</b></p>     <p><i>Livro do lançamento e serviço que a cidade de Lisboa fez a El Rei Nosso    Senhor no ano de 1565. Documentos para a história da cidade de Lisboa.</i> Lisboa:    Câmara Municipal, 1947. vol. I.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Bibliografia</b></p>     <!-- ref --><p>ALESSANDRINI, Nunziatella - Consoli genovesi a Lisbona. In AGLIETTI, M.; HERRERO    SÁNCHEZ, H. ; ZAMORA RODRIGUEZ. F. - <i>Los cônsules de extranjeros en la Edad    Moderna y a princípios de la Edad Contemporánea. </i>Madrid: Doce Calles, 2013.    p. 201-211.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056099&pid=S2183-3176201500010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>ALESSANDRINI, Nunziatella - Os Italianos e a expansão portuguesa: o caso do    mercador João Francisco Affaitati (séc. XVI). In CONTU, Martino (org.) -<i>Studi    in onore di Mons. Giovannino Pinna.</i> Roma: Gangemi, 2014 (no prelo).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056101&pid=S2183-3176201500010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> ALESSANDRINI, Nunziatella - Vida, história e negócios dos mercadores italianos    no Portugal dos Filipes. In CARDIM, Pedro; COSTA, Leonor Freire da; CUNHA, Mafalda    Soares da (org.) - <i>Portugal na monarquia hispânica: dinâmicas de integração    e conflito.</i> Lisboa: Centro de História d´Além-Mar; Faculdade de Ciências    Sociais e Humanas / Universidade Nova de Lisboa: Universidade dos Açores, 2013.    p. 107-134.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056103&pid=S2183-3176201500010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> ALESSANDRINI, Nunziatella - La presenza genovese a Lisbona negli anni dell’unione    delle corone (1580-1640). In HERRERO SÁNCHEZ, Manuel; GARFIA, Yasmine Rocio    Ben Yesse; BITOSSI, Carlo; PUNCUH, Dino (coord.) - <i>Genova y la monarquía    hispánica (1528-1713).</i>Genova: Società Ligure di Stori Patria, 2011. p. 73-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056105&pid=S2183-3176201500010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>ALESSANDRINI, Nunziatella - Os Perestrello: uma família de Piacenza no império    português (século XVI). In ALESSANDRINI, Nunziatella; RUSSO, M.; SABATINI, G.;    VIOLA, A. (org.) - <i>Di buon affetto e commerzio: relações luso-italianas na    Idade Moderna.</i> Lisboa: Centro de História d´Além-Mar, Faculdade de Ciências    Sociais e Humanas / Universidade Nova de Lisboa: Universidade dos Açores, 2012.    p. 81-112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056107&pid=S2183-3176201500010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ALESSANDRINI, Nunziatella; FLOR, Pedro - Indícios, sinais e moradas dos italianos    “estantes” em Lisboa (séc. XVI). In ALESSANDRINI, Nunziatella [et al.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056109&pid=S2183-3176201500010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->] - <i>Le    nove son tanto e tante buone, che dir non se ne pò Lisboa dos italianos: história    e arte (sécs. XIV-XVIII).</i> Lisboa: Cátedra de Estudos Sefarditas Alberto    Benveniste, Universidade de Lisboa, 2013. p. 103-121. </p>     <!-- ref --><p>ALESSANDRINI, Nunziatella; VIOLA, Antonella - <i>Genovesi e fiorentini in Portogallo:    reti commerciali e strategie politico-diplomatiche (1650-1700). </i>Mediterranea    Ricerche Storiche. 28 (2013), p. 295-322.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056111&pid=S2183-3176201500010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ARAÚJO, Renata de - <i>Lisboa a cidade e o espectáculo na época dos Descobrimentos.    </i>Lisboa: Livros Horizonte, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056113&pid=S2183-3176201500010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>AVELAR, Ana Paula - O terramoto de 1755 nas recordações… de Jacome Ratton:    revelações de um extraordinário momento. <i>Olisipo</i>. II série nº 22-23 (janeiro-dezembro    2005), p. 128-136.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056115&pid=S2183-3176201500010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>CARITA, Hélder - <i>Lisboa Manuelina e a formação de modelos urbanísticos da    época moderna (1495-1521). </i>Lisboa: Livros Horizonte, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056117&pid=S2183-3176201500010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CASTILHO, Júlio de - <i>Lisboa antiga. </i>3ª ed. Lisboa: Oficinas Gráficas    da CML, 1962. vol. IV.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056119&pid=S2183-3176201500010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FILIPPI, Sergio - <i>La chiesa degli italiani cinque secoli di presenza italiana    a Lisbona negli archivi della chiesa di Nostra Signora di Loreto. </i>Lisboa:    Fábrica da Igreja Italiana da Nossa Senhora do Loreto, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056121&pid=S2183-3176201500010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GUIDI BRUSCOLI, Francesco -<i>Bartolomeo Marchionni, «homem de grossa fazenda»    (ca. 1450-1530): un mercante fiorentino a Lisbona e l’impero portoghese. </i>Firenze:    Leo S. Olschki Editore, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056123&pid=S2183-3176201500010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>JORDAN-GSCHWEND, Annemarie; BELTZ, Joahannes - <i>Elfenbeine aus Ceylon. Luxusgüter    für Katharina von Habsburg (1507-1578).</i>Zurique: Museum Rietberg, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056125&pid=S2183-3176201500010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>KELLENBENZ, Hermann -<i>I Borromeo e le grandi casate mercantili milanesi.    In Convegno internazionale nel IV centenario della morte, Milano, 1984 - S.    Carlo e il suo tempo: atti. </i>Roma: Edizioni di Storia e Letteratura, 1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056127&pid=S2183-3176201500010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MENDONÇA, Isabel Mayer Godinho - Paolo Dardani (1726/1789): «O pintor de batalhas»    que viu baleias no Tejo. In ALESSANDRINI, Nunziatella; FLOR, Pedro; RUSSO, M.;    SABATINI, G. (org.) - <i>Le nove son tanto e tante buone, che dir non se ò.    Lisboa dos Italianos: história e arte (sécs. XIV-XVIII). </i>Lisboa: Cátedra    de Estudos Sefarditas Alberto Benveniste, Universidade de Lisboa, 2014. p. 219-237.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056129&pid=S2183-3176201500010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MURTEIRA, Helena -<i>Lisboa da Restauração às Luzes. </i>Lisboa: Editorial    Presença, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056131&pid=S2183-3176201500010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OLIVEIRA, Julieta Teixeira Marques de -<i>Fontes documentais de Veneza referentes    a Portugal. </i>Lisboa: Imprensa Nacional- -Casa da Moeda, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056133&pid=S2183-3176201500010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PRESTAGE, Edgar; AZEVEDO, Pedro de (org.) -<i>Registo da freguesia da Sé desde    1563 até 1610. </i>Coimbra: Imprensa da Universidade, 1924. vol. I.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056135&pid=S2183-3176201500010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>RAU, Virgínia -<i>Um florentino ao serviço da expansão portuguesa: Francisco    Corbinelli. “Memorias” do Centro de Estudos da Marinha. </i>IV (1974), p. 107-141.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056137&pid=S2183-3176201500010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SASSETTI, Filippo; BRAMANTI, Vanni (cura) -<i>Lettere da vari paesi. </i> Milano:    Longanesi, 1970.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056139&pid=S2183-3176201500010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SERRÃO, Vitor -<i>A cripto-história de arte: análise de obras de arte inexistentes.    </i>Lisboa: Livros Horizonte, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056141&pid=S2183-3176201500010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SPALLANZANI, Marco -<i>Mercanti fiorentini nell’Asia Portoghese (1500-1525).    </i>Florença: S.P.E.S., 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056143&pid=S2183-3176201500010000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VALE, Teresa Leonor -<i>Escultura italiana em Portugal no século XVII.</i>Casal    de Cambra: Caleidoscópio, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056145&pid=S2183-3176201500010000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>submissão/submission: 31/01/2015</p>     <p>aceitação/approval: 20/04/2015</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><a href="#top*"><sup>*</sup></a><a name="*"></a> Nunziatella Alessandrini,    doutorada em História pela Universidade Aberta de Lisboa (2010), é, desde 2011,    investigadora integrada do Centro de História d’Aquém e d’Além Mar da Faculdade    de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Universidade    dos Açores e bolseira de pós- -doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia.    É coorganizadora dos ciclos de conferências luso–italianas desde 2011 e investigadora    principal do projeto de reabilitação do acervo documental do arquivo da igreja    de Nossa Senhora do Loreto com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.. Correio    eletrónico: <a href="mailto:lella.45@hotmail.com">lella.45@hotmail.com</a></p>     <p><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a>ALESSANDRINI, Nunziatella;    FLOR, Pedro - Indícios, sinais e moradas dos italianos “estantes” em Lisboa    (séc. XVI). In ALESSANDRINI, Nunziatella [et al.] - <i>Le nove son tanto e tante    buone, che dir non se ne pò Lisboa dos italianos: história e arte (sécs. XIV-XVIII).</i>    Lisboa: Cátedra de Estudos Sefarditas A. Benveniste, 2013. p. 103-121. Seguirei    de perto este texto no que diz respeito às referências às moradas dos italianos    no século XVI.</p>     <p><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a>Projeto de investigação em    desenvolvimento no Centro de História de Arte e Investigação Artística da Universidade    de Évora desde 2005 (<a href="http://lisbon-pre-1755-earthquake.org" target="_blank">http://lisbon-pre-1755-earthquake.org</a>)    e os trabalhos de Helena Murteira, Alexandra Gago da Câmara e Paulo Rodrigues.</p>     <p><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a>O projeto, liderado por Ana    Cristina Leite e Jorge Ramos de Carvalho, contou com a investigação de Margarida    Almeida Bastos, Rita Fragoso de Almeida, Rita Manteigas, entre outros.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a>Disponível em <a href="http://www.museudacidade.pt/Lisboa/3D-lisboa1755/Paginas/default.aspx" target="_blank">http://www.museudacidade.pt/Lisboa/3D-lisboa1755/Paginas/default.aspx</a>.</p>     <p><a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a>JORDAN-GSCHWEND, Annemarie;    BELTZ, Joahannes - <i>Elfenbeine aus Ceylon. Luxusgüter für Katharina von Habsburg    (1507-1578).</i>Zurique: Museum Rietberg, 2010. p. 49-51.</p>     <p><a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a>Muitos foram os estudos que    se debruçaram sobre as figuras de mercadores e de famílias mercantis italianas    no período das descobertas portuguesas, entre outros os trabalhos de Virgínia    RAU, M. Cármen RADULET, Marco SPALLANZANI, Francesco GUIDI BRUSCOLI, Nunziatella    ALESSANDRINI.</p>     <p><a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a>ARAÚJO, Renata de - <i>Lisboa    a cidade e o espectáculo na época dos Descobrimentos.</i>Lisboa: Livros Horizonte,    1990. p. 23. Hélder Carita deteta já em D. Dinis um interesse pela dinamização    da área ocidental da cidade: CARITA, Hélder - <i>Lisboa Manuelina e a formação    de modelos urbanísticos da época moderna (1495-1521). </i>Lisboa: Livros Horizonte,    1999. p. 35.</p>     <p><a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8"></a>Bartolomeo Marchionni o recente    estudo de GUIDI BRUSCOLI, Francesco - <i>Bartolomeo Marchionni, «homem de grossa    fazenda» (ca. 1450-1530): un mercante fiorentino a Lisbona e l’impero portoghese.    </i>Firenze: Leo S. Olschki Editore, 2014.</p>     <p><a href="#top9"><sup>9</sup></a><a name="9"></a>Para uma descrição mais detalhadas    ver ALESSANDRINI, Nunziatella; FLOR, Pedro - <i>Indícios, sinais e moradas dos    Italianos… </i>p. 110-111.</p>     <p><a href="#top10"><sup>10</sup></a><a name="10"></a>Sobre Francesco Corbinelli:    RAU, Virginia - <i>Um florentino ao serviço da expansão portuguesa: Francisco    Corbinelli. “Memorias” do Centro de Estudos da Marinha</i>. IV (1974), p. 107-141;    SPALLANZANI, Marco - <i>Mercanti fiorentini nell’Asia Portoghese (1500-1525)</i>.    Florença: Spes, 1997. p. 63-79.</p>     <p><a href="#top11"><sup>11</sup></a><a name="11"></a><i>Livro do lançamento e    serviço que a cidade de Lisboa fez a El Rei Nosso Senhor no ano de 1565</i>In    <i> Documentos para a história da cidade de Lisboa</i>. Lisboa: Câmara Municipal,    1947. vol. I, p. 227.</p>     <p><a href="#top12"><sup>12</sup></a><a name="12"></a> Sobre os Perestrello em    Lisboa no século XVI, veja-se ALESSANDRINI, Nunziatella - <i>Os Perestrello:    uma família de Piacenza no império português (século XVI)</i>. In ALESSANDRINI,    Nunziatella; RUSSO, M.; SABATINI, G.; VIOLA, A. (org.) - <i>Di buon affetto    e commerzio:relações luso-italianas na Idade Moderna</i>. Lisboa: Centro de    História d´Além-Mar, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/ Universidade Nova    de Lisboa: Universidade dos Açores, 2012. p. 81-112.</p>     <p><a href="#top13"><sup>13</sup></a><a name="13"></a>Remete-se para o texto de    ALESSANDRINI, Nunziatella; FLOR, Pedro - Indícios, sinais e moradas dos Italianos…,    em particular o parágrafo Os Italianos nas freguesias da Sé, Madalena, S. Julião,    S. Nicolau, p. 109-116.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top14"><sup>14</sup></a><a name="14"></a>Sobre a história da igreja    do Loreto: FILIPPI, Sergio - <i>La chiesa degli italiani: cinque secoli di presenza    italiana a Lisbona negli archivi della chiesa di Nostra Signora di Loreto</i>.    Lisboa: Fábrica da Igreja Italiana da Nossa Senhora do Loreto, 2013.</p>     <p><a href="#top15"><sup>15</sup></a><a name="15"></a> Arquivo Municipal de Lisboa    (AML), <i>Livro 1º de tombo das propriedades foreiras à câmara da cidade de    Lisboa</i>, f. 445.</p>     <p><a href="#top16"><sup>16</sup></a><a name="16"></a>Sobre os terrenos que D.    Francisco da Gama possuía em São Roque, cf. AML, <i>Livro 1º de tombo das propriedades    foreiras à câmara da cidade de Lisboa</i>, f. 361-362 e 368.</p>     <p><a href="#top17"><sup>17</sup></a><a name="17"></a>É a 8 de janeiro de 1569    que o rei D. Sebastião ordena à Câmara a localização de marcos que impeçam a    construção no terreno destinado à rua que irá unir as igrejas do Loreto e de    São Roque. AML, <i>Livro 1º de consultas e decretos de D. Sebastião</i>, doc.    43, f. 67 a 68v.</p>     <p><a href="#top18"><sup>18</sup></a><a name="18"></a>AML,<i>Livro 1º de tombo    das propriedades foreiras à câmara da cidade de Lisboa</i>, f. 402.</p>     <p><a href="#top19"><sup>19</sup></a><a name="19"></a>Arquivo da Igreja de Nossa    Senhora do Loreto (ANSL), <i>Livro Mestre das Receitas e Despesas</i>, f. 8.</p>     <p><a href="#top20"><sup>20</sup></a><a name="20"></a>Cf. KELLENBENZ, Hermann    - I Borromeo e le grandi casate mercantili milanesi. In Convegno internazionale    nel IV centenario della morte, Milano, 1984 - S. Carlo e il suo tempo. atti.    Roma: Edizioni di Storia e Letteratura, 1986. p. 825.</p>     <p><a href="#top21"><sup>21</sup></a><a name="21"></a>PRESTAGE, Edgar; AZEVEDO,    Pedro d´ (org.) - <i>Registo da Freguesia da Sé desde 1563 até 1610</i>. Coimbra:    Imprensa da Universidade, 1924. vol. I, p. 460.</p>     <p><a href="#top22"><sup>22</sup></a><a name="22"></a>Arquivo Nacional Torre do    Tombo (ANTT), <i>Inquisição de Lisboa</i>, Processo 2028. Agradeço a informação    ao Dr. Pedro Pinto. Foram estas lojas que, suponho, foram assaltadas pelos ingleses    e não a quinta de Alcântara como erradamente refiro no artigo ALESSANDRINI,    Nunziatella; FLOR, Pedro - Indícios, sinais e moradas dos Italianos…, p. 120</p>     <p><a href="#top23"><sup>23</sup></a><a name="23"></a>Para a descrição da quinta    de Alcântara, ALESSANDRINI, Nunziatella; FLOR, Pedro - Indícios, sinais e moradas    dos Italianos… p. 119-120.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top24"><sup>24</sup></a><a name="24"></a>ALESSANDRINI, Nunziatella    - Vida, história e negócios dos mercadores italianos no Portugal dos Filipes.    In CARDIM, Pedro; COSTA, Leonor Freire da; CUNHA, Mafalda Soares da (org.) -    <i>Portugal na monarquia hispânica: dinâmicas de integração e conflito</i>.    Lisboa: Centro de História d´Além-Mar, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/    Universidade Nova de Lisboa: Universidade dos Açores, 2013. p. 119.</p>     <p><a href="#top25"><sup>25</sup></a><a name="25"></a>OLIVEIRA, Julieta Teixeira    Marques de - <i>Fontes documentais de Veneza referentes a Portugal</i>. Lisboa:    Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1997. p. 242.</p>     <p><a href="#top26"><sup>26</sup></a><a name="26"></a>ALESSANDRINI, Nunziatella    - Vida, história e negócios…, p. 121.</p>     <p><a href="#top27"><sup>27</sup></a><a name="27"></a>Carta enviada de Lisboa    a Pier Vettori a 6 de março de 1579, in SASSETTI, Filippo; BRAMANTI, Vanni (cura)    - <i>Lettere da vari paesi. </i>Milano: Longanesi,1970. p. 230.</p>     <p><a href="#top28"><sup>28</sup></a><a name="28"></a>“Em cada rua e em cada casa    há uma loja que cozinha e vende peixe cada dia e em cada hora, ao ponto que    devido ao mau cheiro do frito é aborrecido andar” - carta de 10 de outubro 1578,    p. 217.</p>     <p><a href="#top29"><sup>29</sup></a><a name="29"></a>“Há ruas tão íngremes nas    quais os fidalgos, cuja vaidade não lhe permite ir a pé, e não podendo ir de    cavalo, nunca passam” - carta de 19 de fevereiro 1579, p. 226.</p>     <p><a href="#top30"><sup>30</sup></a><a name="30"></a>Carta de 10 de outubro 1578,    p. 216. Monumentos notáveis, tal como o hospital de Todos-os-Santos, a Sé, o    convento do Carmo, não despertaram a atenção do mercador humanista florentino.</p>     <p><a href="#top31"><sup>31</sup></a><a name="31"></a>“Por ser situada na costa    e ao mesmo tempo na colina vem o bom, sendo que a maior parte das casas vêm    o rio cheio de navios o que não podia ser de maior encanto” - carta de 19 de    fevereiro 1579, p. 226.</p>     <p><a href="#top32"><sup>32</sup></a><a name="32"></a>Cf. FILIPPI, Sergio, <i>La    chiesa degli italiani...</i>, p. 51.</p>     <p><a href="#top33"><sup>33</sup></a><a name="33"></a>AML, <i>Livro 1º de contratos</i>,    doc. 22, f. 97 e f. 97v.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top34"><sup>34</sup></a><a name="34"></a>A historiadora, para além    de obras e artigos referentes a artistas italianos, transcreveu documentos inéditos    extraídos do arquivo da igreja do Loreto, dando a conhecer a rica família de    mercadores genoveses dos Ghersi. Cf. VALE, Teresa Leonor - <i>Escultura italiana    em Portugal no século XVII</i>. Casal de Cambra: Caleidoscópio, 2004. p. 326-331.</p>     <p><a href="#top35"><sup>35</sup></a><a name="35"></a>Sobre as relações diplomáticas    entre Génova e Lisboa veja-se ALESSANDRINI, Nunziatella - Consoli genovesi a    Lisbona. In AGLIETTI, M.; HERRERO SÁNCHEZ, H. ; ZAMORA RODRIGUEZ. F. -<i>Los    cônsules de extranjeros en la Edad Moderna y a princípios de la Edad Contemporánea.</i>Madrid:    Doce Calles, 2013. p. 201-211.</p>     <p><a href="#top36"><sup>36</sup></a><a name="36"></a>Limito-me a assinalar, dentro    da vasta produção do autor, a obra <i>A Cripto-História de Arte - Análise de    obras de arte inexistentes</i>. Lisboa: Livros Horizontes, 2001, principalmente    o cap. VIII - O tecto de N.ª S.ª do Loreto, comunidade dos italianos de Lisboa.</p>     <p><a href="#top37"><sup>37</sup></a><a name="37"></a>O historiador relaciona,    hipoteticamente, o largo pedido de obras de artes vindas de Génova com o guia    sobre a dita cidade escrito por Carlo Antonio Paggi, filho do conceituado pintor    Giovanni Battista Paggi, em Lisboa de 1656 até 1666 com o cargo de cônsul dos    genoveses. O guia foi publicado na oficina de Henrique Valente Oliveira em 1659    com o patrocínio do mercador genovês Nicolao Miconi. Sobre Carlo Antonio Paggi    está no prelo um trabalho de nossa autoria.</p>     <p><a href="#top38"><sup>38</sup></a><a name="38"></a>O conhecimento da documentação    do arquivo da igreja do Loreto por parte da historiadora é notável, tendo trabalhado    aprofundadamente nos <i>Livros das Pessoas Italianas que se desobrigão nas Quaresmas    nesta Igreja de N.ª S.ª do Loretto</i>. Entre os numerosos estudos da autora,    remetemos para o seguinte: MENDONÇA, Isabel Mayer Godinho - Paolo Dardani (1726/1789):    “O pintor de batalhas” que viu baleias no Tejo. In ALESSANDRINI,N.; FLOR, P.;    RUSSO, M.; SABATINI, G. (org.) - <i>Le nove son tanto e tante buone, che dir    non se pò. Lisboa dos italianos: história e arte (sécs. XIV-XVIII).</i>Lisboa:    Cátedra de Estudos Sefarditas Alberto Benveniste, Universidade de Lisboa, 2014.    p. 219-237.</p>     <p><a href="#top39"><sup>39</sup></a><a name="39"></a>ALESSANDRINI, Nunziatella    - La presenza genovese a Lisbona negli anni dell’unione delle corone (1580-1640).    In <i>Genova y la monarquía hispánica (1528-1713)</i>. Genova, 2011. p. 73-98.    ALESSANDRINI, Nunziatella - Vida, história e negócios...; ALESSANDRINI, Nunziatella    - Consoli genovesi a Lisbona...; ALESSANDRINI, Nunziatella; VIOLA, Antonella    - Genovesi e fiorentini in Portogallo: reti commerciali e strategie politico-diplomatiche    (1650-1700). In <i>Mediterranea Ricerche Storiche</i>, 28 (2013), p. 295-322.</p>     <p><a href="#top40"><sup>40</sup></a><a name="40"></a>CASTILHO, Júlio de - <i>Lisboa    antiga</i>. 3ª ed. Lisboa: Oficinas Gráficas da CML, 1962. vol. IV, p. 95.</p>     <p><a href="#top41"><sup>41</sup></a><a name="41"></a>ANSL, <i>Caixa IX </i>,    doc. 1b.</p>     <p><a href="#top42"><sup>42</sup></a><a name="42"></a>ANSL, <i>Caixa XIX </i>,    doc. 118.</p>     <p><a href="#top43"><sup>43</sup></a><a name="43"></a>ANSL, <i>Caixa 1, maço 2    </i>, doc. 11.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top44"><sup>44</sup></a><a name="44"></a>AML, <i> Livro 1º de consultas    e decretos de D. Afonso VI</i>, f. 101 a 103. </p>     <p><a href="#top45"><sup>45</sup></a><a name="45"></a>ANSL, <i>Livro das Juntas</i>.</p>     <p><a href="#top46"><sup>46</sup></a><a name="46"></a><i>Idem</i>.</p>     <p><a href="#top47"><sup>47</sup></a><a name="47"></a>Sobre os irmãos de la Corona,    ver N. ALESSANDRINI - Vida, história e negócios…, p. 125.</p>     <p><a href="#top48"><sup>48</sup></a><a name="48"></a>ANSL, <i>Livro Mestre da    Receita e Despesa</i>, 3º, f. 4.</p>     <p><a href="#top49"><sup>49</sup></a><a name="49"></a>ANSL,<i> Caixa XII</i>,    doc. 130.</p>     <p><a href="#top50"><sup>50</sup></a><a name="50"></a>ANSL,<i> Caixa XIX</i>,    doc. 112.</p>     <p><a href="#top51"><sup>51</sup></a><a name="51"></a>ANSL,<i> Livro do inventario    dos papeis do archivo</i>, f. 36v.</p>     <p><a href="#top52"><sup>52</sup></a><a name="52"></a>ANSL,<i> Caixa XX</i>, doc.    112.</p>     <p><a href="#top53"><sup>53</sup></a><a name="53"></a>ANSL, <i>Caixa XII</i>,    doc. 136.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top54"><sup>54</sup></a><a name="54"></a>ANSL,<i> Livros das Juntas</i>,    Sessão de 10 de dezembro de 1755. Transcrito por Nunziatella Alessandrini no    artigo de AVELAR, Ana Paula - O terramoto de 1755 nas Recordações… de Jacome    Ratton: Revelações de um extraordinário momento. <i>Olisipo</i>. II série nº    22-23 (janeiro-dezembro 2005), p. 135-136.</p>     <p><a href="#top55"><sup>55</sup></a><a name="55"></a>ANSL,<i> Caixa XV</i>, doc.    18/2.</p>     <p><a href="#top56"><sup>56</sup></a><a name="56"></a>ANSL,<i> Caixa XVII</i>,    doc. 74.</p>     <p><a href="#top57"><sup>57</sup></a><a name="57"></a>ANTT, <i>Habilitações do    Santo Oficio</i>, maço 4, doc. 192.</p>     <p><a href="#top58"><sup>58</sup></a><a name="58"></a>ANSL, <i>Caixa XI</i>, doc.    120.</p>     <p><a href="#top59"><sup>59</sup></a><a name="59"></a>MURTEIRA, Helena - <i>Lisboa    da Restauração às Luzes. </i>Lisboa: Editorial Presença, 1999. p. 36.</p>     <p><a href="#top60"><sup>60</sup></a><a name="60"></a>No âmbito do projeto financiado    pela Fundação Calouste Gulbenkian coordenado por quem escreve, <i> 500 anos    de História luso-italiana: o arquivo da Igreja dos Italianos de Nossa Senhora    do Loreto em Lisboa. 1ª fase: Catalogação geral e digitalização dos documentos    dos séculos XVI e XVII</i>.</p>     <p><a href="#top61"><sup>61</sup></a><a name="61"></a>ANSL,<i>Caixa XI</i>, doc.    113.</p>     <p><a href="#top62"><sup>62</sup></a><a name="62"></a>ANSL,<i> Caixa XI</i>, doc.    117. Um documento de 1783 define a qualidade das casas. Lê-se que desejando    Antonio Roiz Ferreira comprar “ hua propriedade de cazas nobres, sita nesta    cidade, na Rua Direita que vai da Ermida de Nossa Senhora dos Remédios para    a das portas da Cruz, freguesia de Santo Estevao do Bairro de Alfama, com serventia    por baixo de outra propriedade mistica para de fronte do Adro da mesma Parochia    da Igreja de Santo Estevao, com hum pateo pertencente â mesma propriedade nobre.    E tendo noticia que a refferida propriedade nobre da Rua Direita de Nossa Senhora    dos remédios, e seu pateo, he pertença de um vinculo de Cappella instituído    por João Thomas Ghersi, de que he administradora esta illustre Igreja”. ANSL,    <i>Caixa XI</i>, doc. 119. Estas casas padeceram estragos no terramoto de 1755    cf. ANSL,<i> Livros das Juntas</i>, 10 de dezembro de 1755.</p>     <p><a href="#top63"><sup>63</sup></a><a name="63"></a> ANSL,<i> Caixa XVI</i>,    doc. 11.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top64"><sup>64</sup></a><a name="64"></a>ANSL,<i> Caixa XVI</i>,    doc. 12.</p>     <p><a href="#top65"><sup>65</sup></a><a name="65"></a>ANSL,<i> Caixa XVI</i>,    doc. 9.</p>     <p><a href="#top66"><sup>66</sup></a><a name="66"></a>ALESSANDRINI, Nunziatella    - Os italianos e a expansão portuguesa: o caso do mercador João Francisco Affaitati    (séc. XVI). In CONTU, Martino (org) - <i>Studi in onore di Mons. Giovannino    Pinna</i>. Roma: Gangemi, 2014 (no prelo).</p>     <p><a href="#top67"><sup>67</sup></a><a name="67"></a>ANTT, Hospital de São José,<i>    Livro 38</i>, f. 44v.</p>     <p><a href="#top68"><sup>68</sup></a><a name="68"></a>ANTT, Feitos Findos, Fundo    Geral, Letra C,<i> maço 526, caixa 6627</i>.</p>     <p><a href="#top69"><sup>69</sup></a><a name="69"></a>Agradeço a informação à    Dra. Luísa Villarinho Pereira.</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ALESSANDRINI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nunziatella]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="it"><![CDATA[Consoli genovesi a Lisbona]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[AGLIETTI]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[HERRERO SÁNCHEZ]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ZAMORA]]></surname>
<given-names><![CDATA[RODRIGUEZ. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Los cônsules de extranjeros en la Edad Moderna y a princípios de la Edad Contemporánea]]></source>
<year>2013</year>
<page-range>201-211</page-range><publisher-loc><![CDATA[Madrid ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Doce Calles]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ALESSANDRINI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nunziatella]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os Italianos e a expansão portuguesa: o caso do mercador João Francisco Affaitati (séc. XVI).]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[CONTU]]></surname>
<given-names><![CDATA[Martino]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Studi in onore di Mons: Giovannino Pinna.]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Roma ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Gangemi]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ALESSANDRINI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nunziatella]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Vida, história e negócios dos mercadores italianos no Portugal dos Filipes]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[CARDIM]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pedro]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[COSTA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Leonor Freire da]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CUNHA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Mafalda Soares da]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Portugal na monarquia hispânica: dinâmicas de integração e conflito]]></source>
<year>2013</year>
<page-range>107-134</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Centro de História d´Além-Mar; Faculdade de Ciências Sociais e Humanas / Universidade Nova de LisboaUniversidade dos Açores]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ALESSANDRINI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nunziatella]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="it"><![CDATA[La presenza genovese a Lisbona negli anni dell’unione delle corone (1580-1640)]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[HERRERO SÁNCHEZ]]></surname>
<given-names><![CDATA[Manuel]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[GARFIA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Yasmine Rocio Ben Yesse]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[BITOSSI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Carlo]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[PUNCUH]]></surname>
<given-names><![CDATA[Dino]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Genova y la monarquía hispánica (1528-1713)]]></source>
<year>2011</year>
<page-range>73-98</page-range><publisher-loc><![CDATA[Genova ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Società Ligure di Stori Patria]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ALESSANDRINI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nunziatella]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os Perestrello: uma família de Piacenza no império português (século XVI).]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[ALESSANDRINI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nunziatella]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[RUSSO]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SABATINI]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[VIOLA]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Di buon affetto e commerzio: relações luso-italianas na Idade Moderna]]></source>
<year>2012</year>
<page-range>81-112</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Centro de História d´Além-Mar, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas / Universidade Nova de LisboaUniversidade dos Açores]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ALESSANDRINI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nunziatella]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[FLOR]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pedro]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Indícios, sinais e moradas dos italianos “estantes” em Lisboa (séc. XVI).]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[ALESSANDRINI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nunziatella]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ALESSANDRINI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nunziatella]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[VIOLA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Antonella]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="it"><![CDATA[Genovesi e fiorentini in Portogallo: reti commerciali e strategie politico-diplomatiche (1650-1700)]]></article-title>
<source><![CDATA[Mediterranea Ricerche Storiche]]></source>
<year>2013</year>
<numero>28</numero>
<issue>28</issue>
<page-range>295-322</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ARAÚJO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Renata de]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Lisboa a cidade e o espectáculo na época dos Descobrimentos]]></source>
<year>1990</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Livros Horizonte]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[AVELAR]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Paula]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O terramoto de 1755 nas recordações… de Jacome Ratton: revelações de um extraordinário momento.]]></article-title>
<source><![CDATA[Olisipo]]></source>
<year>2005</year>
<volume>II</volume>
<numero>22-23</numero>
<issue>22-23</issue>
<page-range>128-136</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CARITA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Hélder]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Lisboa Manuelina e a formação de modelos urbanísticos da época moderna (1495-1521)]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Livros Horizonte]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CASTILHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Júlio de]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Lisboa antiga]]></source>
<year>1962</year>
<volume>IV</volume>
<edition>3</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oficinas Gráficas da CML]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FILIPPI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sergio]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[La chiesa degli italiani cinque secoli di presenza italiana a Lisbona negli archivi della chiesa di Nostra Signora di Loreto]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fábrica da Igreja Italiana da Nossa Senhora do Loreto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GUIDI BRUSCOLI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Francesco]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Bartolomeo Marchionni, «homem de grossa fazenda» (ca. 1450-1530): un mercante fiorentino a Lisbona e l’impero portoghese]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Firenze ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Leo S. Olschki Editore]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[JORDAN-GSCHWEND]]></surname>
<given-names><![CDATA[Annemarie]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[BELTZ]]></surname>
<given-names><![CDATA[Joahannes]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Elfenbeine aus Ceylon: Luxusgüter für Katharina von Habsburg (1507-1578)]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Zurique ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Museum Rietberg]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[KELLENBENZ]]></surname>
<given-names><![CDATA[Hermann]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="it"><![CDATA[I Borromeo e le grandi casate mercantili milanesi.]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>1986</year>
<conf-name><![CDATA[ S. Carlo e il suo tempo]]></conf-name>
<conf-date>1984</conf-date>
<conf-loc>Milano </conf-loc>
<publisher-loc><![CDATA[Roma ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edizioni di Storia e Letteratura]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MENDONÇA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Isabel Mayer Godinho]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Paolo Dardani (1726/1789): «O pintor de batalhas» que viu baleias no Tejo]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[ALESSANDRINI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nunziatella]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[FLOR]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pedro]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[RUSSO]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SABATINI]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Le nove son tanto e tante buone, che dir non se ò: Lisboa dos Italianos: história e arte (sécs. XIV-XVIII)]]></source>
<year>2014</year>
<page-range>219-237</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cátedra de Estudos Sefarditas Alberto Benveniste, Universidade de Lisboa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MURTEIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Helena]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Lisboa da Restauração às Luzes]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editorial Presença]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[OLIVEIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Julieta Teixeira Marques de]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Fontes documentais de Veneza referentes a Portugal]]></source>
<year>1997</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Imprensa Nacional-Casa da Moeda]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PRESTAGE]]></surname>
<given-names><![CDATA[Edgar]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[AZEVEDO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pedro de]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Registo da freguesia da Sé desde 1563 até 1610]]></source>
<year>1924</year>
<volume>I</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Imprensa da Universidade]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[RAU]]></surname>
<given-names><![CDATA[Virgínia]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Um florentino ao serviço da expansão portuguesa: Francisco Corbinelli]]></article-title>
<source><![CDATA[“Memorias” do Centro de Estudos da Marinha]]></source>
<year>1974</year>
<volume>IV</volume>
<page-range>107-141</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SASSETTI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Filippo]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[BRAMANTI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Vanni]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Lettere da vari paesi]]></source>
<year>1970</year>
<publisher-loc><![CDATA[Milano ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Longanesi]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SERRÃO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Vitor]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A cripto-história de arte: análise de obras de arte inexistentes]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Livros Horizonte]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SPALLANZANI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marco]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Mercanti fiorentini nell’Asia Portoghese (1500-1525)]]></source>
<year>1997</year>
<publisher-loc><![CDATA[Florença ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[S.P.E.S.]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VALE]]></surname>
<given-names><![CDATA[Teresa Leonor]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Escultura italiana em Portugal no século XVII]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Casal de Cambra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Caleidoscópio]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
