<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2183-3176</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Cadernos do Arquivo Municipal]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cadernos do Arquivo Municipal]]></abbrev-journal-title>
<issn>2183-3176</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Arquivo Municipal de Lisboa / Câmara Municipal de Lisboa]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2183-31762015000100007</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Corsários argelinos na Lisboa do século XVIII: um perigo iminente]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Algerian corsairs in Lisbon by the 18th century: an imminent danger]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alberto]]></surname>
<given-names><![CDATA[Edite Martins]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
<xref ref-type="aff" rid="A04"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Centro de História d'Aquém e d'Além-Mar Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Universidade Nova de Lisboa]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Nova de Lisboa Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Instituto de História da Arte]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Universidade do Minho Centro de Investigação Transdiciplinar cultura Espaço e Memória ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A04">
<institution><![CDATA[,Câmara Municipal de Lisboa Arquivo Municipal de Lisboa ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<volume>ser2</volume>
<numero>3</numero>
<fpage>127</fpage>
<lpage>147</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2183-31762015000100007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2183-31762015000100007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2183-31762015000100007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Dois dias após o Grande Terramoto de Lisboa, o secretário de estado Sebastião José de Carvalho e Melo pede ao marquês estribeiro-mor que mande colocar militares de vigia ao longo do porto de Lisboa para evitar possíveis ataques de corsários argelinos. Quem eram estes corsários e o que pretendiam? Porque rondavam o estuário do Tejo? São perguntas a que pretendemos responder neste artigo e perceber porque, num tempo em que urgia resolver os problemas causados pela destruição provocada pelo sismo, os governantes se preocupavam com ataques corsários.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Two days after Lisbon´s Earthquake (1755), the secretary of state Sebastião José de Carvalho e Melo orders marquês estribeiro-mor to place military surveillance along Lisbon’s harbour to prevent potential attacks by Algerian corsairs. Who were these privateers and what were they looking for? Why were they in Tagus river? These are questions that we will discuss in this paper. We will try also to understand why were our rullers so attentive to an eventual corsair activity while the city was struggling against the devastating effects of the earthquake.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Lisboa]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Defesa portuária]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Corso e pirataria]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Corsários argelinos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Cativos]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Lisbon]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Harbour defense]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Privateers and piracy]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Algerian corsairs]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Captives]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p><b>Corsários argelinos na Lisboa do século XVIII: um perigo iminente</b></p>     <p><b>Algerian corsairs in Lisbon by the 18th century: an imminent danger</b></p>     <p><b>Edite Martins Alberto<a href="#*"><sup>*</sup></a><a name="top*"></a></b></p>     <p>CHAM – Centro de História d’Aquém e d’Além Mar, Faculdade de Ciências Sociais    e Humanas/Universidade Nova de Lisboa e Universidade dos Açores, Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Dois dias após o Grande Terramoto de Lisboa, o secretário de estado Sebastião    José de Carvalho e Melo pede ao marquês estribeiro-mor que mande colocar militares    de vigia ao longo do porto de Lisboa para evitar possíveis ataques de corsários    argelinos. Quem eram estes corsários e o que pretendiam? Porque rondavam o estuário    do Tejo? São perguntas a que pretendemos responder neste artigo e perceber porque,    num tempo em que urgia resolver os problemas causados pela destruição provocada    pelo sismo, os governantes se preocupavam com ataques corsários.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>PALAVRAS-CHAVE</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Lisboa / Defesa portuária / Corso e pirataria / Corsários argelinos / Cativos</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Two days after Lisbon´s Earthquake (1755), the secretary of state Sebastião    José de Carvalho e Melo orders <i>marquês estribeiro-mor </i>to place military    surveillance along Lisbon’s harbour to prevent potential attacks by Algerian    corsairs. Who were these privateers and what were they looking for? Why were    they in Tagus river? These are questions that we will discuss in this paper.    We will try also to understand why were our rullers so attentive to an eventual    corsair activity while the city was struggling against the devastating effects    of the earthquake.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>KEYWORDS</b></p>     <p>Lisbon / Harbour defense / Privateers and piracy / Algerian corsairs / Captives</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODUÇÃO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Datado de 3 de novembro de 1755, o aviso assinado por Sebastião José de Carvalho    e Melo, futuro conde de Oeiras e marquês de Pombal, constitui um documento fundamental    para a perceção do perigo que a cidade de Lisboa corria na iminência de possíveis    ataques de piratas e corsários<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a>.    Perante toda a catástrofe causada pelo Terramoto e de todo um conjunto de problemas    a que era necessário ocorrer e legislar, a defesa de Lisboa tornou-se numa preocupação    prioritária. Como cidade portuária o perigo era constante mas controlado por    um sistema de defesa que permitia vigiar as entradas na barra do Tejo. Agora,    dois dias após o Terramoto, a cidade encontrava-se vulnerável face à destruição    e aos incêndios que a percorriam. Os principais edifícios da administração estavam    destruídos tal como palácios, casas religiosas e hospitais<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a>.    Os defuntos eram muitos, havia que providenciar mantimentos e alojar os sobreviventes.    Neste contexto conturbado surgiu este aviso, do secretário de estado Sebastião    José de Carvalho e Melo, para o marquês de Marialva, D. Diogo de Noronha, estribeiro-mor    do reino, ordenando, em nome do rei D. José, que providenciasse à colocação    de militares na zona portuária de Belém. Sabia-se da investida, junto à Torre    de Belém, de uma lancha argelina que cortara as amarras de uma embarcação que    estava fundeada e temia-se que a ofensiva constituísse um meio de recolha de    informações sobre o estado da cidade e capacidade de defesa<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a>.    Pelo aviso, ordenava-se que o marquês estribeiro-mor convocasse todos os soldados,    pelo modo que considerasse mais eficaz, “reservando a Infantaria para os trabalhos,    que são necessarios na Cidade”<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a>    e enviando um corpo de cavalaria “tal qual permittirem as circunstancias do    tempo”<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a>, para o cais de Belém    e Bom-Sucesso.</p>     <p>Logo no próprio dia do megassismo, Sebastião José de Carvalho e Melo ordenara    ao marquês estribeiro-mor, ao marquês de Abrantes e ao tenente-general de artilharia    que apoiassem com tropas e materiais a cidade de Lisboa<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a>.    No dia seguinte, 2 de novembro, era emitido um aviso para o marquês do Alegrete,    D. Fernando Teles e Silva, presidente do Senado da Câmara de Lisboa, sobre as    primeiras medidas a tomar a fim de evitar problemas sanitários e fome na cidade,    e informando-o que fora pedido ao marquês estribeiro-mor para disponibilizar    as tropas que tivesse disponíveis para o coadjuvar na execução destas medidas<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a>.</p>     <p>Pela leitura destes avisos podemos concluir sobre o papel das tropas na patrulha    e na tentativa de minimizar os estragos ocorridos na cidade. No dia 3 de novembro,    face à investida dos corsários argelinos junto à Torre de Belém, Sebastião José    de Carvalho e Melo ordena o destacamento de efetivos para a zona portuária da    cidade.</p> A fim de evitar maior instabilidade por parte da população em geral e dos soldados  em particular, pedia-se ao marquês estribeiro-mor, neste aviso, que fizesse segredo  desta ocorrência e justificasse a deslocação militar com a necessidade de vigiar  a saída de mantimentos e outros bens da cidade de Lisboa<a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="top8"></a>.     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><i>ANDA MOURO NA COSTA...</i></b></p>     <p>A presença de corsários e piratas foi uma constante na história marítima de    Portugal. <i>Anda mouro na costa!</i>, expressão popular, ainda hoje utilizada    na linguagem portuguesa, testemunha a inquietação sofrida pelas populações.    A expressão relacionada com comportamentos agitados, tem a sua origem no sobressalto    em que viviam os navegantes e as povoações da beira-mar por causa do perigo    constante dos ataques efetuados pelos corsários muçulmanos na costa de Portugal<a href="#9"><sup>9</sup></a><a name="top9"></a>.    Através de sinais de fumo ou do toque dos sinos das igrejas, as populações eram    avisadas, a fim de se precaverem contra os ataques.</p>     <p>Corsários e piratas, apesar de exercerem ações semelhantes, tinham estatutos    diferentes, sendo difícil, por vezes, estabelecer a fronteira entre uns e outros.    O pirata era o salteador que atuava geralmente no mar, por conta própria, sem    invocar qualquer justificação jurídica nem estar dependente de qualquer entidade.    Já o corsário tinha o seu estatuto legalizado por uma carta de corso ou de marca,    exarada por um rei ou governador, autorizando a prática do corso a título de    represália por danos não reparados<a href="#10"><sup>10</sup></a><a name="top10"></a>.    Nesta qualidade, o corsário podia atuar em duas situações distintas: em tempo    de guerra, contra os inimigos da nação que representava; em tempo de paz, contra    todos os navios de determinados países, invocando o direito de represália, que    permitia ao agredido ressarcir-se em qualquer embarcação da nacionalidade do    agressor<a href="#11"><sup>11</sup></a><a name="top11"></a>. Em qualquer dos    casos, a embarcação corsária devia hastear bandeira do país que a havia comissionado.    Temos, em síntese, o corso como “um instrumento jurídico que permitia aos estados    dissimular uma política de hostilidade, e, diferindo-a para os particulares,    com proveito também para os cofres públicos, usá-lo como meio de pressão no    campo diplomático sem quebrar, por isso, as boas relações que os tratados de    amizade e aliança preconizavam”<a href="#12"><sup>12</sup></a><a name="top12"></a>.</p>     <p>A costa portuguesa não foi só atacada por corsários muçulmanos. Também corsários    europeus, principalmente ingleses, franceses e holandeses, fustigaram as armadas    e a orla marítima, ao longo da história, em consonância com as relações, umas    vezes pacíficas outras de inequívoca rivalidade, que caracterizaram os contactos    entre os reinos. Citamos a título de exemplo os ataques efetuados pelo corsário    inglês Francis Drake ou a instabilidade provocada pelos navios de corso holandeses,    visando a apreensão de mercadorias e navios de comércio, principalmente no Brasil,    durante a dinastia filipina<a href="#13"><sup>13</sup></a><a name="top13"></a>.</p>     <p>Os relatos de ataques à costa portuguesa são inúmeros. Com uma longa fronteira    marítima, ilhas atlânticas e constantes armadas que atravessavam o mar fruto    de um reino espalhado por quatro continentes, Portugal constituiu, desde muito    cedo, local de eleição para investidas corsárias<a href="#14"><sup>14</sup></a><a name="top14"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Centrando-nos no acervo à guarda do Arquivo Municipal de Lisboa, a documentação    emanada para a Câmara de Lisboa pelos sucessivos monarcas e regentes atesta    a preocupação com esta realidade que criava instabilidade na cidade, nos seus    habitantes e, sobretudo, em todos os que viviam das atividades marítimas.</p>     <p>Fazendo uma retrospetiva pelos vários reinados, podemos começar por referir    os documentos enviados pela rainha D. Leonor, esposa de D. João II, enquanto    regente, à Câmara de Lisboa relativos a João Bretão. Este corsário atacara navios    de mercadorias nas ilhas Berlengas (um de pavilhão inglês e o outro francês),    fundeara a sua embarcação ao largo de Cascais e aprisionara navios que se dirigiam    para Lisboa. A rainha solicita a intervenção da Câmara da cidade nas medidas    a tomar nesta situação<a href="#15"><sup>15</sup></a><a name="top15"></a>.</p>     <p>Ainda no mesmo reinado, D. João II ordena que a Câmara de Lisboa arme embarcações    para capturar um navio corsário francês que se encontrava no porto de Lisboa    se não cumprisse as ordens que o rei lhe enviara<a href="#16"><sup>16</sup></a><a name="top16"></a>.</p> No reinado de Filipe III, encontramos a Câmara a pedir ajuda ao monarca para que  se atue, com toda a brevidade, na defesa do reino.     <p></p>     <blockquote>        <p>[...] porquanto os prezidios delle Estão sem soldados, nem monições, e as      cidades e toda a costa e gente della sem armas para se poder deffender, dos      acometimentos, e asaltos dos inimigos e cosairos q<i>ue</i> uão em tanto cresçimento      que ate os pescadores não ousão a sair desta barra a pescar; e Com as muitas      presas de nauios q<i>ue</i> de dous annos a esta parte tem tomado andão em      tanto num<i>er</i>o que se pode com razão temer maiores danos dos que tem      f<i>ei</i>tos no mar e na terra e uisto as nouas q<i>ue</i> há de outros q<i>ue</i>      estão para sair dos Portos inimigos, e estar esta costa sem defenssa nem armada      algua porque a q<i>ue</i> auia com m<i>ui</i>ta parte da nobresa, e com tanta      desp<i>ez</i>a do R<i>ei</i>no como he notorio he ida a restauração da Bahia      e se esperão neste uerão seis ou sette naos da Jndia, e outras frotas de differentes      partes q<i>ue</i> he a substancia do R<i>ei</i>no e cabedal dos Vassallos      delle, e direitos das rendas reaes e de todo o Comercio q<i>ue</i> em caso      que Deos não permitta, cahião nas mãos dos inimigos ou seião queimadas, ou      periguem por não auer armada que a recolha e defenda seria h<i>um</i> dano      incomportauel e m<i>ui</i>to pera sentir por todas as uias<a href="#17"><sup>17</sup></a><a name="top17"></a>.</p> </blockquote>     <p>Para a época em estudo, o século XVIII, encontramos D. João V proibindo que    nos portos da Baía e do Rio de Janeiro não se admitam navios ingleses ou de    qualquer outra nação estrangeira “senão hindo incorporados com as frotas deste    Reyno, " voltando com ellas na fórma dos tratados, ou obrigados de alguma tempestade,    ou falta de mantimentos, nos quaes casos assistindo lhe com o necessario, os    deviam mandar sahir sem lhes permittir commercio algum”<a href="#18"><sup>18</sup></a><a name="top18"></a>.    Esta medida devia-se, não só, ao facto de prejudicarem o comércio português,    retirando do Brasil ouro e tabaco, mas sobretudo por atacarem a frota portuguesa    no Atlântico, pois eram navios de guerra<a href="#19"><sup>19</sup></a><a name="top19"></a>.</p>     <p>No mesmo reinado legislava-se no sentido de determinar a quem pertenciam os    salvados, bens dados à costa, que os governadores do Algarve pretendiam que    ficassem para si: “os Navios que dão à costa nas prayas daquelle Reyno, " todas    as mais cousas que a ella vem, que erão de Infieis, ou de pessoas, ou naçoens    com que este Reyno estivesse em guerra, ou de quaesquer Cossarios, se primeyro    os ditos Governadores as occupassem pessoalmente”<a href="#20"><sup>20</sup></a><a name="top20"></a>.    Pelo alvará de 20 de dezembro de 1703, o monarca determinava que todos os bens    passariam a pertencer à Fazenda Real:</p>     <blockquote>        <p>ordeno, & mando, que daqui em diante todos os Navios, embarcaçoens, & cousas      que se perderem, & derem à costa nas prayas deste Reino, ou do Algarve, &      nas das Ilhas, Brasil, India, Angola, ou em outras quaesquer de meus Dominios,      sendo de Infieis, ou de outras pessoas, ou naçoens, com que este Reyno esteja      em guerra, ou de Cossarios, ficarão pertencendo à minha Real Fazenda, & que      sejão occupadas pelos Officiaes della, & obrigados a fazer auto, & inventario      com toda a clareza, & distinção, o qual serà revisto, & examinado pelo Provedor      da Comarca do destrito a que pertencer, & com elle me darà conta pelo Conselho      da minha Fazenda, ou pelo do Ultramar [...] & os Governadores, nem outra qualquer      pessoa, de qualquer qualidade, ou condição que seja, poderão pertender o domínio      dos taes bens com fundamento de os haverem occupado. [f. 25v.] do primeyro,      ou por outro qualquer pretexto, porque por este meu Alvará hey por derogada      a disposição da Ordenação l. 2, t, 32. § I & qualquer outra ley, ou determinação      que em contrario haja nesta materia, por quanto quero que só esta valha, &      tenha força, ficando salva a disposição da dita Ordenação no principio<a href="#21"><sup>21</sup></a><a name="top21"></a>.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este alvará revogava a disposição do Livro 2 das <i>Ordenações Filipinas</i>,      título 32, número 1 que referia “ quando os Navios, que se perderem forem      de Infieis, imigos da nossa Santa Fé, que não forem nossos subditos, ou forem      de outras pessoas, com que tenhamos guerra, ou de Cossarios, que andarem a      toda a roupa, as cousas assi perdidas serão daquelles, que as primeiro occuparem”<a href="#22"><sup>22</sup></a><a name="top22"></a>.</p> </blockquote>     <p>Pela documentação da Casa da Saúde de Belém também nos chegam referências a    embarcações corsárias. A 25 de março de 1708, o guarda-mor da Saúde, Diogo Rangel    de Macedo, escrevia ao presidente do Senado da Câmara de Lisboa, João de Saldanha    e Albuquerque, avisando-o de que chegara ao porto da cidade um navio corsário    holandês com quatro presos franceses a bordo. Pretendia saber o que deveria    fazer com as mercadorias e cartas de saúde que traziam<a href="#23"><sup>23</sup></a><a name="top23"></a>.      <p>Posteriormente, o guarda-mor da Saúde de Belém dirigia-se ao provedor-mor da    Saúde sobre o navio corsário inglês, de nome, <i>Real Jorge</i> com possível    contágio de peste. Este navio estivera no porto de Esmirna para carregar mercadorias,    e na viagem “tinham morrido todos o oficiais e a maior parte da gente”<a href="#24"><sup>24</sup></a><a name="top24"></a>.</p>     <p>A <i>Gazeta de Lisboa</i> também é fértil em notícias referentes a ataques    de corsários. Em 1717, a 1 julho, noticia a entrada no porto de Lisboa de um    navio francês que havia pelejado a seis léguas da barra do Porto com um navio    muçulmano. Do confronto resultara a morte de dois homens e de um religioso carmelita    português que vinha de Roma, cujo corpo traziam para os religiosos da sua Ordem,    providenciarem a sepultura<a href="#25"><sup>25</sup></a><a name="top25"></a>.    No ano seguinte noticia-se que o capitão Boreel, comandante da nau <i>Nossa    Senhora do Cabo</i>, que andava correndo a costa, se recolheu a Lisboa para    desembarcar a tripulação que trazia doente, substituindo-a por outra, e se abastecer    de alguns provimentos. Teria logo saído para dar caça a quatro naus berberes,    que apareceram na vizinhança de Cascais, e tomaram alguns barcos de pescadores    que depois lhe “escaparam milagrosamente”<a href="#26"><sup>26</sup></a><a name="top26"></a>.    Cerca de duas semanas depois a <i>Gazeta de Lisboa Ocidental</i>, de 9 junho    1718, noticia que chegou ao porto de Lisboa uma galeota francesa de Baiona,    chamada <i>Os Dois Amigos</i>, que tinha encontrado dois navios de corso argelinos,    com um de Salé de 14 peças, “o qual o tentou abordar várias vezes, lhe quebrou    o gurupés e lhe tirou muita artilharia, e mosquetaria, crivando-lhe as velas,    e rompendo as enxárcias, mas quasi milagrosamente escapou da escravidão, servindo-lhe    muito o mau tempo que fazia”<a href="#27"><sup>27</sup></a><a name="top27"></a>.    Dias depois, perante a notícia de que corsários berberes cruzavam as costas    portuguesas, o rei manda sair do porto de Lisboa as naus de guerra <i>Madre    de Deus </i>e <i>Assunção</i>, para lhes darem caça<a href="#28"><sup>28</sup></a><a name="top28"></a>.    As notícias sucedem-se durante os anos seguintes, comprovando a instabilidade    e o perigo vivido pelos mareantes na faina marítima e nas viagens atlânticas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>OS CORSÁRIOS DE ARGEL E O RESGATE DE CATIVOS</b></p>     <p>Pelos documentos, até agora referidos neste artigo sabemos da existência de    corsários de várias nações. Pretendemos, no entanto, centrarmo-nos no estudo    dos corsários provenientes das regências norte africanas, pois são estes que    criariam o “pânico” na Lisboa do Terramoto<a href="#29"><sup>29</sup></a><a name="top29"></a>.    As cidades de Salé, em Marrocos e Argel, na Argélia, constituíram os principais    centros corsários dos séculos XVII e XVIII. </p>     <p>Salé, o principal centro de pirataria em território marroquino, era uma cidade    quase independente e com governo próprio. Prosperou, no século XVII, graças    às atividades de apreensão de bens e indivíduos para resgate. No entanto, com    as alterações políticas visando a centralização do poder, os sultões de Marrocos    transformaram a pirataria em corso. Por razões puramente humanitárias ou porque    esperavam tirar maiores vantagens materiais, a banditagem marítima dos saletinos    foi sendo substituída por um corso organizado e legal<a href="#30"><sup>30</sup></a><a name="top30"></a>.</p>     <p>A cidade portuária de Argel, com base nos lucros provenientes dos resgates    pedidos pelos cativos e da venda das presas apreendidas, tornou-se a regência    dominante no mundo Mediterrâneo. Laugier de Tasi na sua <i>Historia del reyno    de Argel,</i> lista os lugares, do Mediterrâneo e no Atlântico, onde os corsários    argelinos costumavam atuar: Cádis, cabo de São Vicente, cabo Finisterra, ilhas    da Madeira, Lagos, cabo da Roca, ilhas Canárias e ilhas dos Açores<a href="#31"><sup>31</sup></a><a name="top31"></a>    Locais que demonstram a grande incidência do corso nas costas e ilhas portuguesas    e a dificuldade em consolidar tréguas com a regência argelina devido aos constantes    ataques que perduram até ao século XIX<a href="#32"><sup>32</sup></a><a name="top32"></a>.</p>     <p>Argel tornou-se um autêntico “centro comercial de cativos”, onde coexistiam    indivíduos das várias nações europeias. Estes cativos provinham das apreensões    de embarcações ou das investidas nas povoações marítimas. Tanto bens como pessoas    eram transportados para Argel, onde aguardavam a venda ou troca por outros prisioneiros.    Apesar de poderem ser tratados como escravos, estes indivíduos tinham um estatuto    diferente. O termo <i>escravo</i> refere-se a um conceito social enquanto que    <i>cativo</i>, a uma realidade de caráter ideológico. Com o tempo a utilização    destas palavras generalizou-se e passaram a ser utilizadas como sinónimos, gerando    confusão entre os dois significados. A diferença radica no caráter transcendental    do problema do cativeiro. Um cativo será a pessoa que pode renegar pois o seu    estado depende da filiação religiosa seguida, contrária àquele que o aprisionou.    O cativo encontra-se na mão do inimigo, o escravo na mão de um proprietário<a href="#33"><sup>33</sup></a><sup><a name="top33"></a>.</sup></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>No Vocabulário Portuguez</i> composto pelo padre Rafael Bluteau, cativo    tem o significado de prisioneiro de guerra ou preso pelos piratas<a href="#34"><sup>34</sup></a><a name="top34"></a>,    enquanto que no <i>Dicionário de Língua Portuguesa </i>composto pelo mesmo autor,    cativo passa a designar apenas reduzido à escravidão, servidão por guerra<a href="#35"><sup>35</sup></a><a name="top35"></a>.    No <i>Grande Dicionário de Língua Portuguesa </i>de António Morais da Silva    o termo <i>cativo</i> é sinónimo de que não goza de liberdade, enclausurado,    prisioneiro de guerra obrigado à servidão<a href="#36"><sup>36</sup></a><a name="top36"></a>.    Nas obras de Giulio Cipollone<a href="#37"><sup>37</sup></a><a name="top37"></a>,    Andrés Diaz Borrás<a href="#38"><sup>38</sup></a><a name="top38"></a> ou Miguel    Ángel de Bunes de Ibarra<a href="#39"><sup>39</sup></a><a name="top39"></a>,    só para citar alguns dos historiadores que têm desenvolvido estudos sobre os    contactos entre cristãos e muçulmanos, a diferenciação entre os conceitos é    clara. Nesta dualidade, comum ao mundo mediterrâneo, o escravo distingue-se    facilmente do cativo. Este último estado tem intrínseco toda uma realidade religiosa,    legitimada pelos princípios cristãos e islâmicos.</p>     <p>Se recuarmos ao tempo da reconquista cristã da Península Ibérica, séculos XII    a XV, a apreensão de cativos foi um ato praticado de ambos os lados beligerantes.    Tanto cristãos como muçulmanos utilizavam este processo simultaneamente com    a tomada de bens materiais. Quanto mais importante fosse o cativo maior era    o valor pedido pelo seu resgate. Para além desta vertente, que tinha por base    os conflitos militares existia outra centrada na pirataria e no corso. Tanto    cristãos como muçulmanos fretavam embarcações para este tipo de negócio, ou    seja, apreender bens e pessoas para futuro resgate<a href="#40"><sup>40</sup></a><a name="top40"></a>.    Na base do corso não estavam apenas os produtos ou bens dos navios apreendidos    mas as pessoas, que, aprisionadas nos barcos ou em ataques a zonas costeiras,    eram transportadas para Argel.</p>     <p>Para resolver o problema da libertação dos cativos cristãos, desde cedo são    constituídas ordens religiosas com o objetivo de se dedicarem a este fim: a    Ordem da Santíssima Trindade e a Ordem de Nossa Senhora das Mercês são duas    que, nos estados ibéricos, desde o século XIII, se vão dedicar a esta obra de    assistência<a href="#41"><sup>41</sup></a><a name="top41"></a>.</p>     <p>Em Portugal a organização dos resgates dependia em termos civis da Mesa de    Consciência e Ordens e, no campo religioso, dos frades da Ordem da Santíssima    Trindade, congregação presente em Portugal desde o século XIII e instituída    com o fim específico de libertar cristãos cativos. Os trinitários, chegados    a Lisboa em 1207, são convidados pelo rei D. Sancho I a fixarem-se em Santarém.    Passados alguns anos, em consequência do apoio dado ao monarca português na    conquista de Alcácer do Sal, são convidados a estabelecerem-se em Lisboa<a href="#42"><sup>42</sup></a><a name="top42"></a>.    Será a partir do convento da Santíssima Trindade de Lisboa que se organizaram    os Resgates Gerais de cativos. Os Resgates Gerais, ou seja, a libertação de    todos os portugueses cativos em determinado lugar pelos padres redentores da    Ordem da Santíssima Trindade, fruto de negociações entre a Coroa de Portugal    e os governantes de Marrocos ou Argel, constituíam o modo oficial, tanto político    como religioso, de exercer esta atividade. O rei através dos religiosos providenciava    a libertação dos seus súbditos, como definiam documentos régios e pontifícios.    No entanto, outros interesses, fruto dos valores monetários envolvidos e dos    privilégios inerentes à redenção dos cativos, faziam pôr em causa estas decisões.    A realidade mostra que a abertura à realização de resgates particulares muitas    vezes fugiu à inerência destes religiosos, sobrepondo-se interesses vários,    aceites e autorizados pela Coroa.</p>     <p>Para se efetuar um resgate de cativos era necessário que estivessem estabelecidas    condições necessárias por parte dos dois reinos envolvidos. De Portugal, a logística    inerente a um projeto que envolvia várias entidades bem como o movimento de    elevadas somas monetárias. Do lado de Marrocos ou Argel, o interesse em efetuar    o resgate dos seus prisioneiros e assegurar condições propícias à entrada, em    segurança, dos religiosos e oficiais régios que efetuariam as negociações com    vista à libertação dos cativos<a href="#43"><sup>43</sup></a><a name="top43"></a>.</p>     <p>Para angariar as somas necessárias para os resgates, os sucessivos monarcas    pediram a intervenção da Câmara de Lisboa. Citamos a título de exemplos, os    pedidos efetuados por D. Pedro II, em 1689 e 1695.</p>     <blockquote>        <p>Por se ter noticia q<i>ue</i> em Argel e Mequines tem crescido considerauilm<i>en</i>te      o numero de Catiuos, e as esmolas particulares serem de prezente menores que      nos tempos passados [...] e porque para obra tam pia e tanto do seruiço de      Deos como he a da Redempção dos Catiuos, costumarão sempre as Camaras e Mizericordias      concorrer com as suas esmolas, e espero de vós o fareis nesta occazião, com      o feruor e esforço com que vos applicaes a exercitar as obras de Mizericordia<a href="#44"><sup>44</sup></a><a name="top44"></a>.</p> </blockquote>     <blockquote>        <p>E porq<i>ue</i> [f. 212v.] o numero de Captiuos he muy cressido, e no cofre      das Esmolas, e effeitos applicados p<i>er</i>a esta obra não ha aquella quantia      q<i>ue</i> se necessita, nem ainda p<i>er</i>a o resgate de h<i>um</i> moderado      num<i>er</i>o de Captiuos, me pareçeo ordenar se uos desse esta noticia como      o mando tambem fazer ás mais Camaras, Meziricordias, e Prellados do Reino      pera que concorrais com as esmolas desse senado, e as percureis com aquelle      zello q<i>ue</i> de uós fio, e pede hua obra tão pia, e tanto do Servico de      Deos, e deste R<i>ei</i>no, hauendo de se empregar este dinh<i>ei</i>ro na      liber<i>dad</i>e dos naturaes delle<a href="#45"><sup>45</sup></a><a name="top45"></a>.</p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Salientamos, ainda, o pedido feito por D. João V, em 1707, para resgate dos    cativos que estavam em Mequinez, atual cidade de Meknès, em Marrocos, justificando    haver pouco dinheiro no Cofre dos Cativos e realçando que o contributo de Lisboa    deveria ser de molde a servir de exemplo às outras câmaras: "Me pareceo participar    uos esta noticia pera que Concorraes com hua esmolla que corrisponda a tam grande    necesid<i>ade</i> e obra tam meritoria Como estou Certo que fareis dando exemplo    as maes Cameras do R<i>ei</i>no a quem tambem mando escreuer"<a href="#46"><sup>46</sup></a><a name="top46"></a>.</p>     <p>Nos reinados de D. João V e D. José efetuaram-se sete Resgates Gerais de cativos:    cinco em Argel e dois em Mequinez. Nestes resgates foram libertados um total    de 1364 cristãos portugueses que estavam cativos nestas cidades. Entre estes    resgatados encontramos alguns naturais de Lisboa e de povoações localizadas    no estuário do Tejo. No resgate de 1720 vieram de Argel 365 cativos resgatados,    trinta e cinco dos quais naturais de Lisboa e dois do Barreiro. Entre eles contavam-se    marinheiros, mestres calafates, mestres tanoeiros, um capitão e um piloto da    barra. Destacando estes dois últimos, sabemos que o capitão se chamava Amaro    Antunes, foi resgatado com 41 anos de idade e tinha estado catorze anos cativo;    o piloto, de nome Francisco Ferreira, de 30 anos, estivera quatro anos cativo<a href="#47"><sup>47</sup></a><a name="top47"></a>.    O resgate seguinte ocorreu ano de 1726. Entre os 214 resgatados de Argel, encontravam-    -se seis naturais de Lisboa. O rei disponibilizara os muçulmanos que tinha cativos    a trabalhar nas galés e vinte e três portugueses foram libertados por troca    com estes<a href="#48"><sup>48</sup></a><a name="top48"></a>. Esta situação    volta a suceder, três anos depois, aquando do resgate de Mequinez. Aqui fora    o próprio sultão que exigira a libertação de todos os cativos do seu reino que    tinham sido apreendidos por portugueses e que se encontram em Portugal. Foi    realizado um levantamento por todo o país, para reunir em Lisboa todos os muçulmanos    perseverantes na fé islâmica. Os que, entretanto, tinham renegado e se convertido    ao cristianismo, já não seriam trocados. Existiam quarenta e cinco muçulmanos    que viajaram juntamente com os padres trinitários para a praça portuguesa de    Mazagão, onde foram trocados pelos cristãos cativos. Neste resgate foram libertados    113 portugueses. Entre eles contam-se cinco naturais de Lisboa<a href="#49"><sup>49</sup></a><a name="top49"></a>.    Apesar de, em 1726, não ter ficado nenhum cativo português em Argel, em 1731,    já existiam em tal número que foi realizado novo Resgate Geral. Foram libertados    193 cativos entre eles quinze naturais de Lisboa, três da Arrentela e um do    Seixal. Entre os libertados salienta-se Manuel de Sousa, com 45 anos e que estava    cativo há 20 em Tunis. Como os trinitários portugueses não organizavam resgates    nesta cidade, era muito difícil contactar os portugueses que para aí eram enviados.    Neste resgate foi possível resgatá-lo, juntamente com outros dois, através de    negociações efetuadas a partir de Argel<a href="#50"><sup>50</sup></a><a name="top50"></a>.</p>     <p>Em 1735 processa-se outro resgate em Mequinez, o último antes das negociações    visando a assinatura da paz com Marrocos, no qual foram libertos 73 cativos.    Entre eles destacam-se cinco padres jesuítas, que tinham sido aprisionados por    corsários de Salé enquanto viajavam para o Brasil. Entre estes religiosos, dois    eram naturais de Lisboa: o padre António Salgado e o padre João de Araújo<a href="#51"><sup>51</sup></a><a name="top51"></a>.    Três anos mais tarde, em 1739, organiza-se novo resgate para Argel. Altura que    são libertados 178 cativos, entre eles doze naturais de Lisboa e três pescadores    da Arrentela e Caparica<a href="#52"><sup>52</sup></a><a name="top52"></a>.  </p>     <p>No ano anterior ao Terramoto, repetira-se novo resgate em Argel. Foram libertados    228 cativos, entre eles 56 pescadores, 45 marinheiros e 20 passageiros que viajavam    nas embarcações apreendidas. Destacamos um pescador da Caparica, seis barqueiros    da Arrentela e sete naturais de Lisboa: os pescadores António Martins, de 45    anos de idade e quatro de cativeiro; José Gonçalves, de 53 anos e dez meses    de cativeiro, José dos Prazeres, de 42 anos e três anos e meio de cativeiro,    Nicolau Rodrigues, de 24 anos cativo dois anos e meio, o marinheiro Manuel da    Silva, de 35 anos e cinco de cativeiro, Pedro João Alvares “de um barco do alto”    de 42 anos e quatro de cativeiro, e José Gomes que faleceu no hospital de Argel    depois de resgatado<a href="#53"><sup>53</sup></a><a name="top53"></a>.</p>     <p>Este rol de resgatados naturais de Lisboa e das povoações ribeirinhas do Tejo    permitem-nos concluir sobre o perigo em que viviam estes marítimos na eminência    de serem surpreendidos pelos corsários argelinos. O tempo que ficavam em cativeiro    variava de acordo com a periodicidade dos resgates mas também com a vontade    dos <i>proprietários</i> negociarem a libertação com os padres redentores. </p> Todos estes cativos, após o desembarque em Lisboa, eram recolhidos na igreja de  São Paulo, donde saíam em procissão pela cidade até ao convento da Trindade, passando  pelo palácio real da Ribeira e pela igreja da Misericórdia<a href="#54"><sup>54</sup></a><a name="top54"></a>.     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>TENTATIVAS DE RESOLUÇÃO: MEDIDAS DE DEFESA DA BARRA DE LISBOA</b></p>     <p>A par das armadas de patrulha da costa, os monarcas tomaram medidas de proteção    costeira (fortes, torres de vigia), principalmente a partir da dinastia filipina.    Em 1587 Filipe I informa a Câmara de Lisboa que pretende tomar medidas de combate    ao corso, afirmando que “terey lembrança de mandar dar ordem <i>com</i> que    ao diante se preuinão outros insultos semelhantes de Cossairos”<a href="#55"><sup>55</sup></a><a name="top55"></a>.    Em 1595, o mesmo monarca manda diversas armadas, militares a pé e a cavalo para    defesa do reino português contra os ataques dos corsários, face a notícias de    uma armada que se preparava em Inglaterra<a href="#56"><sup>56</sup></a><a name="top56"></a>.    Filipe II, no ano de 1618, ordena o apresto de uma armada de dezassete navios    capitaneado por D. Jerónimo de Almeida para defesa da costa<a href="#57"><sup>57</sup></a><a name="top57"></a>.</p>     <p>Apesar das constantes medidas preconizadas pelos reis portugueses ao longo    dos seus reinados, só no final do século XVIII surgem grandes reformas na marinha    portuguesa. Foi, nas palavras de Camilo Sena, “o período de ressurgimento talvez    mais notável da nossa Marinha de Guerra, devido à ação inteligente e vigorosa    de Martinho de Melo que, nomeado em 1770 secretário de estado dos Negócios da    Marinha e Domínios Ultramarinos, ocupou esse lugar durante 25 anos consecutivos”<a href="#58"><sup>58</sup></a><a name="top58"></a>.    Durante a direção de Martinho de Melo, incrementaram-se as esquadras portuguesas    no Canal da Mancha e no Mediterrâneo e foram lançados ao mar um total de dezoito    novos navios. Um esforço que, na viragem do século, se contabilizava em treze    naus, dezasseis fragatas, três corvetas, dezassete brigues e oito charruas.    No entanto estas medidas não evitaram o aprisionamento da fragata <i>Cisne</i>,    tomada em 1802 de surpresa pelos corsários argelinos<a href="#59"><sup>59</sup></a><a name="top59"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Não querendo fazer um levantamento exaustivo mas apenas passar a noção da realidade    que acompanhou todos os reinados, gostaríamos ainda de referir o regimento de    1805 a adotar pela polícia do porto de Belém relativamente aos corsários das    potências beligerantes “enquanto não se formalizar um sistema mais amplo que    englobe diretrizes para a atuação da polícia marítima”<a href="#60"><sup>60</sup></a><a name="top60"></a>.    Segundo este regimento deveria estar fundeada entre a torre de Belém e a torre    de S. Julião “em situação, para se fazer á vela com todo o tempo” uma corveta,    uma fragata ou um bergantim da Armada Real<a href="#61"><sup>61</sup></a><a name="top61"></a>.    Entre a nau, a corveta, a torre de Belém e as vigias da Barra deveria haver    “correspondencia de Signaes, de maneira a apparecendo qualquer Navio de suspeita”    pudessem facilmente ser contactados<a href="#62"><sup>62</sup></a><a name="top62"></a>.    No artigo 12º encontra-se discriminado </p>     <blockquote>        <p>Para maior intelligencia dos antecedentes Artigos, e do que por eles se acha      determinado, he necessario que se entenda, que no termo = Corsario = são comprehendidos      Amadores particulares, que navegão sem Carga, e com o fim de aprezar Navios      inimigos; tambem Prezas dos mesmos Armadores, e até Prezas feitas por Náos,      Fragatas, ou outras quaesquer Embarcações de Guerra, pertencentes aos Estados      Belligerantes<a href="#63"><sup>63</sup></a><a name="top63"></a>.</p>   Este regimento, vinha no seguimento das medidas tomadas em decreto de 3 de julho    de 1803, pelo príncipe regente D. João, futuro D. João IV, pelo qual se regulamentava    sobre a entrada de navios corsários nos portos portugueses:       <p></p> </blockquote>     <blockquote>        <p>Sou servido Declarar, que os Corsarios das Potencias Belligerantes não sejão      admittidos nos Pórtos dos Meus Estados e Dominios, nem as prezas que por eles,      ou por Naus, Fragatas, ou quaesquer outras Embarcações de Guerra se fizerem,      sem outra excep [f. 220v.] ção que a dos casos, em que o Direito das gentes      faz indispensavel a hospitalidade; com a condição porém que nos mesmos Pórtos      se lhes não consentirá venderem ou descarregarem as ditas Prezas, se a eles      as trouxerem nos referidos casos, nem demorar-se mais tempo que o necessario      para evitarem o perigo, ou conseguirem os innocentes socorros, que lhes forem      necessarios<a href="#64"><sup>64</sup></a><a name="top64"></a>.</p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS DE CONCLUSÃO</b></p>     <p>Portugal foi especialmente afetado pela atividade corsária, tanto ao longo    da sua costa, como nas ilhas atlânticas e tráfico transoceânico. Por isso, desde    cedo, se procedeu à construção de fortes de vigia e à criação de armadas específicas    para a vigilância da costa portuguesa e para a proteção das embarcações da Carreira    da Índia e do Brasil, comboiando-as no seu trajeto de regresso a Portugal.</p>     <p>O aviso emitido no dia 3 de novembro de 1755, que serve de ponto de partida    para este estudo, ilustra esta realidade agravada por uma situação de fragilidade    na defesa externa da cidade provocada pelo Terramoto e potencializada pela presença    da família real no lugar de Belém<a href="#65"><sup>65</sup></a><a name="top65"></a>.    Para além do cais de Belém, seriam colocadas “sentinellas por todas as outras    prayas, ainda que sejão das ordenanças, auxiliares, e guarnições das Torres,    às quaes Vossa Excellencia verá, que deve passar as mais apertadas ordens para    terem boas vigias, e não deixarem entrar de noite embarcação alguma”<a href="#66"><sup>66</sup></a><a name="top66"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sebastião José de Carvalho e Melo termina o aviso com a recomendação: “Em fim    Vossa Excellencia guardará esta em segredo, tomando para as referidas prevenções,    e para as mais que achar convenientes, o pretexto de vigiar a sahida dos mantimentos,    e outros semelhantes; porque não succeda augmentar esta noticia a consternação    para desertarem as gentes, agitadas tambem pelo terror panico dos Mouros”<a href="#67"><sup>67</sup></a><a name="top67"></a>.</p>     <p>Para além das listagens de cativos que poderíamos apresentar comprovativas    da instabilidade que se vivia decorrente da ameaça corsária, este documento    dá testemunho da permanência e intensidade desse clima, ao ponto do receio do    ataque de corsários argelinos ter motivado uma das medidas mais urgentes do    futuro marquês de Pombal, logo após o Terramoto.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>APÊNDICE DOCUMENTAL</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>PROVIDENCIA VI : Evitar, que pelo mar se désse sahida aos roubos, e para este    effeito rondar o Rio.</p>     <p>&nbsp;</p> Aviso para o Marquez Estribeiro mór mandar guarnecer as Torres, e as prayas de  Belem, até o Bom-Successo, a fim de impedir alguma tentativa dos Argelinos que  havia noticia andarem na barra de Lisboa.     <p></p>     <p>&nbsp;</p> Ill.mo e Ex.mo Senhor.     <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> Agora chega à noticia de S. Magestade, que esta noite proxima passada pretendeo  a equipagem de huma lancha de Argelinos cortar a amarra de uma embarcação, que  se achava ancorada detraz da Torre de Belem, e que deu parte daquella tentativa  para se prevenirem outras, que o chaveco, ou chavecos, donde foy expedida a referida  lancha, possão intentar. Não podendo estes Corsarios adevinhar a consternação  presente para fazerem huma expedição animados por ella, he de crer, que a referida  lancha seja pertencente a algum chaveco, que achando-se na Costa, e observando  a ruina, que vio em Cascaes, e talvez em outros Lugares, mandou a sobredita lancha  observar o que passava no interior do Tejo. Seja porém a força dos Argelinos mais,  ou menos, sempre necessita de promptissima cautela este successo, achando-se Suas  Magestades, e Altezas neste sitio, e tendo nelle a consternação das gentes causado  todo o desamparo, que he notorio a V. Excellencia: a quem o mesmo Senhor manda  participar, sem perda de tempo, tudo o referido, para que V. Excellencia convocando  os soldados ausentes por bandos, toques de caixa, e trombetas, e pelos modos que  considerar mais efficazes; e reservando a Infantaria para os trabalhos, que são  necessarios na Cidade, mande hum corpo de Cavallaria, tal qual permittirem as  circunstancias do tempo, para guarnecer o Caes de Belem, e a praya, que a elle  se segue para o Bom-Successo: pondo-se sentinellas por todas as outras prayas,  ainda que sejão das Ordenanças, Auxiliares, e Guarnições das Torres, às quaes  V. Excellencia verá, que deve passar as mais apertadas ordens para terem boas  vigias, e não deixarem entrar de noite embarcação alguma. Em fim V. Excellencia  guardará esta em segredo, tomando para as referidas prevenções, e para as mais  que achar convenientes, o pretexto de vigiar a sahida dos mantimentos, e outros  semelhantes; porque não succeda augmentar esta noticia a consternação para desertarem  as gentes, agitadas tambem pelo terror panico dos Mouros. Deos guarde a V. Excellencia.  Paço de Belem, a 3 de Novembro de 1755. = Sebastião Joseph de Carvalho e Mello<a href="#68"><sup>68</sup></a><a name="top68"></a>.     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>FONTES E BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p><b>Fontes manuscritas</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Arquivo Municipal de Lisboa</b></p>     <p><i>Livro 2º de D. João II.</i></p> <i>      <p>Livro 1º de Filipe I.</p>     <p>Livro 1º de Filipe II.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Livro 1º de Filipe III.</p>     <p>Livro de propostas e respostas e registo de consultas de Filipe III.</p>     <p>Livro 1º de consultas e decretos de D. Pedro II.</p>     <p>Livro 7º de registo de consultas e decretos de D. Pedro II.</p>     <p>Livro 10º de consultas e decretos de D. Pedro II.</p>     <p>Livro 1º de consultas e decretos de D. João V do Senado Oriental.</p>     <p>Livro 3º de consultas e decretos de D. João V do Senado Oriental.</p>     <p>Livro 6º de consultas e decretos de D. João V do Senado Oriental.</p>     <p>Livro 8º de consultas, decretos e avisos de D. José I.</p>     <p>Provimento da Saúde, Livro de registo de expediente do provedor-mor da saúde    sobre a peste.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Provimento da Saúde, Pasta n.º 3 de papéis remetidos das Secretarias de Estado.</p> </i>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Fontes impressas</b></p>     <p>ALMEIDA, Cândido Mendes de - <i>Ordenações e leis do reino de Portugal recopiladas    por mandado d´El-Rey D. Philippe I.</i> Rio de Janeiro: Typographia do Instituto    Philomathico, 1870.</p>     <p>BLUTEAU, Rafael - <i> Diccionario da lingua portugueza... </i>Lisboa: Officina    de Simão Thaddeo Ferreira, 1789.</p>     <p>BLUTEAU, Rafael - <i>Vocabulario portuguez e latino... </i>Coimbra: Collegio    das Artes da Companhia de Jesus, 1712-1718.</p>     <p><i>Gazeta de Lisboa Occidental.</i>Lisboa. (26 maio 1718, 9 jun. 1718 e 23    jun. 1718).</p>     <p><i>Gazeta de Lisboa. Lisboa.</i>(1 jul. 1717 e 29 out. 1739).</p>     <p>LISBOA, Amador Patrício de - <i>Memorias das principaes providencias, que se    derão no terremoto que padeceo a corte de Lisboa no anno de 1755, ordenadas,    e oferecidas à magestade fidelissima de El-Rei D. José I, nosso senhor.</i>Lisboa:    [s.n.], 1758.</p>     <p>OLIVEIRA, Eduardo Freire de - <i>Elementos para a história do município de    Lisboa. </i>Lisboa: Tipographia Universal, 1885-1893.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Relaçam do resgate que por ordem del-rey noso senhor Dom Joam V rey de Portugal    se fez na cidade de Argel...</i> Lisboa Occidental: Officina de Miguel Manescal,    1720.</p>     <p><i>Relação das pessoas resgatadas do cativeiro de Mequines que por ordem d´el    rey nosso senhor Dom João V rey de Portugal... </i>Lisboa Occidental: Officina    de Musica, 1729.</p>     <p><i>Relação do resgate que por ordem del rey nosso senhor D. João V rey de Portugal    se fez na cidade de Argel...</i>Lisboa Occidental: Officina de Musica, 1726.  </p>     <p><i>Relação dos cativos que por ordem de elrey n. senhor D. João V resgataram    na cidade de Argel... </i>Lisboa Occidental: Officina de Antonio Isidoro da    Fonseca, 1739.</p>     <p><i>Relação dos cativos que por ordem delrey nosso senhor D. João V resgataram    na cidade de Argel...</i>Lisboa Occidental: Officina da Musica, 1731.</p>     <p><i>Relação dos cativos que por ordem delrey nosso senhor D. João V resgatarão    na cidade de Mequinez...</i> Lisboa Occidental: Officina de Antonio Isidoro    da Fonseca, 1735.</p>     <p><i>Relação dos cativos que por ordem do fidelissimo rey Dom Joseph I nosso    senhor resgataram na cidade de Argel... </i>Lisboa: Officina de Francisco da    Silva, [1754].</p>     <p>SÃO JOSÉ, Frei Jerónimo de - <i>Historia da esclarecida Ordem da SS. Trindade,    redempção de cativos, da provincia de Portugal.</i>Lisboa: Officina de Simão    Thaddeo Ferreira, 1789-1794.</p>     <p>TASI, Laugier de - <i>Historia del reyno de Argel: su gobierno, fuerzas de    mar y tierra, suas rendas, policia, justicia, politica e comercio. </i>Madrid:    Officina de Pantaleon Aznar, 1740.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Obras de referência</b></p>     <!-- ref --><p>ALBUQUERQUE, Luís de - <i>Dicionário de história dos descobrimentos portugueses.</i>Lisboa:    Círculo de Leitores, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056382&pid=S2183-3176201500010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SILVA, António Morais da - <i>Grande dicionário da língua portuguesa. </i>Lisboa:    Editorial Confluência, 1949-1959.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056384&pid=S2183-3176201500010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Estudos</b></p>     <!-- ref --><p>ALBERTO, Edite Martins - Corsários argelinos na costa atlântica: o resgate    de cativos de 1618. In CONGRESSO INTERNACIONAL O ESPAÇO ATLÂNTICO DE ANTIGO    REGIME PODERES E SOCIEDADES, Lisboa, 2005 - <i>Actas. </i>Lisboa: Centro de    História de Além-Mar da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade    Nova, 2005. [Consult. 29.01.2015]. Disponível na Internet: <a href="http://cvc.instituto-camoes.pt/eaar/coloquio/comunicacoes/edite_alberto.pdf" target="_blank">http://cvc.instituto-camoes.pt/eaar/coloquio/comunicacoes/edite_alberto.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056388&pid=S2183-3176201500010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ALBERTO, Edite Martins - Mercedários. In <i>Dicionário de história religiosa    de Portugal.</i> Lisboa: Círculo de Leitores, 2000. vol. III, p. 194-195.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056390&pid=S2183-3176201500010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>ALBERTO, Edite Martins - <i>Um negócio piedoso: o resgate de cativos portugueses    na época moderna. </i>Braga: [s.n.], 2011. Tese de doutoramento em História    Moderna apresentada no Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho.    [Consult. 28.01.2015]. Disponível na Internet: <a href="http://hdl.handle.net/1822/13440" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/13440</a>.</p>     <!-- ref --><p>ALBUQUERQUE, Luís de - <i>Os corsários no tempo de D. Henrique. In Crónicas    de História de Portugal.</i> Lisboa: Editorial Presença, 1987. p. 33-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056393&pid=S2183-3176201500010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ALBUQUERQUE, Ruy Manuel de - <i>As represálias: estudo de história do direito    português (séculos XV e XVI). </i>Lisboa: R. M. Albuquerque, 1972.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056395&pid=S2183-3176201500010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BRANDÃO, Fernando de Castro - <i>Portugal e as regências de Argel, Tunes e    Tripoli: subsídios para a história diplomática portuguesa. </i>Porto: Secretaria    de Estado da Emigração - Centro de Estudos, 1985.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056397&pid=S2183-3176201500010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BRANDÃO, Fernando de Castro - Subsídios para a história diplomática portuguesa:    o tratado luso-marroquino de 1774. <i>Studia. </i>Lisboa: Centro de Estudos    Históricos Ultramarinos. N.º 32 (junho 1971), p. 357-363.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056399&pid=S2183-3176201500010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>BUNES DE IBARRA, Miguel Ángel; ALONSO ACERO, Beatriz - <i>Tratado de la redención    de cautivos de Jerónimo Gracián de la Madre de Dios.</i> [S.l.]: Ediciones Espuela    de Plata, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056401&pid=S2183-3176201500010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BUNES DE IBARRA, Miguel Ángel; ALONSO ACERO, Beatriz - <i>Tratado para confirmar    los pobres cautivos de Berbería en la católica y antigua fe y religión cristiana,    y para los consolar, con la palabra de Dios, en las afliciones que padecen por    el Evangelio de Jesucristo de Cipriano Valera. </i>[S.l.]: Ediciones Espuela    de Plata, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056403&pid=S2183-3176201500010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><i>Camões: revista de letras e culturas lusófonas.</i>Lisboa: Instituto Camões.    N.º 17-18 (nov. 2004).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056405&pid=S2183-3176201500010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CIPOLLONE, Giulio -<i>Cristianità - Islam: cattivitá e liberazione in nome    di Dio: il tempo di Innocenzo III dopo il 1187.</i> Roma: Editrice Universitá    Gregoriana,1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056407&pid=S2183-3176201500010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CIPOLLONE, Giulio - Missione parola polivalente: i Trinitari in Portogallo:    missione come liberazione. In CONGRESSO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA SOBRE MISSIONAÇÃO    PORTUGUESA E ENCONTRO DE CULTURAS, Lisboa, 1992 - <i>Actas</i>. Braga: Universidade    Católica Portuguesa [etc.], 1993. vol. III, p. 441-453.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056409&pid=S2183-3176201500010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>CONGRESO INTERNACIONAL DE ESTUDIOS HISTÓRICOS, 2, Santa Pola, 2002 -<i>El Mediterráneo,    un mar de piratas y corsarios.</i>Santa Pola: Ayuntamiento, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056411&pid=S2183-3176201500010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DIAZ BORRÁS, Andrés - <i>El miedo al Mediterráneo: la caridad popular valenciana    y la redención de cautivos bajo poder musulmán 1323-1539.</i>Barcelona: Consejo    Superior de Investigaciones Científicas [etc.], 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056413&pid=S2183-3176201500010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DOMINGUES, Francisco Contente; MATOS, Jorge Semedo de (org.) - <i>A guerra    naval no Norte de África (séculos XV-XIX). </i>Lisboa: Edições Culturais da    Marinha, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056415&pid=S2183-3176201500010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FERREIRA, Ana Maria Pereira - <i>O essencial sobre o corso e a pirataria. </i>Lisboa:    Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1985.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056417&pid=S2183-3176201500010000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FONSECA, Luís Adão da - <i>Navegación y corso en el Mediterraneo Occidental:    los portugueses a mediados del siglo XV. </i>Pamplona: Universidad de Navarra,    1978.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056419&pid=S2183-3176201500010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>GODINHO, Vitorino Magalhães - As incidências da pirataria e da concorrência    na economia marítima portuguesa no século XVI. In <i>Ensaios II - Sobre a História    de Portugal.</i> 2.ª ed. Lisboa: Sá da Costa, 1978. p. 181-203.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056421&pid=S2183-3176201500010000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GUERREIRO, Luís Ramalhosa - O corso e pirataria nos descobrimentos. In ALBUQUERQUE,    Luís de (dir.) - <i>Dicionário de história dos descobrimentos portugueses.</i>Lisboa:    Círculo de Leitores, 1994. p. 296-301.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056423&pid=S2183-3176201500010000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GUERREIRO, Luís Ramalhosa -<i>O grande livro da pirataria e do corso. </i>Lisboa:    Círculo de Leitores,1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056425&pid=S2183-3176201500010000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GUERREIRO, Luís Ramalhosa - Pirataria, corso e beligerância estatal no sudoeste    peninsular e ilhas adjacentes (1550-1600). In JORNADAS DE HISTÓRIA IBEROAMERICANA,    4, Portimão, 1998 - <i>As rotas oceânicas, séculos XV-XVII.</i>Lisboa: Edições    Colibri [etc.], 1999. p. 119-147.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056427&pid=S2183-3176201500010000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LOURIDO DIAZ, Ramón -<i>Marruecos y el mundo exterior en la segunda mitad del    siglo XVIII.</i>Madrid: Instituto Cooperación con el Mundo Árabe, 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056429&pid=S2183-3176201500010000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>MINEIRO, António Correia - A propósito das medidas de remediação e da opção    política de reedificar a cidade de Lisboa sobre os seus escombros, após o sismo    de 1 de novembro de 1755: reflexos. In <i>1755 O grande terramoto de Lisboa.</i>Lisboa:    Fundação Luso-Americana [etc.], 2005. vol. 1, p. 189-217.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056431&pid=S2183-3176201500010000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MONTEIRO, Nuno Gonçalo - <i>D. José. </i>Lisboa: Círculo de Leitores [etc.],    2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056433&pid=S2183-3176201500010000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PEDROSA, Fernando Gomes -<i>Os homens dos descobrimentos e da expansão marítima:    pescadores, marinheiros e corsários.</i>Cascais: Câmara Municipal, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056435&pid=S2183-3176201500010000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056436&pid=S2183-3176201500010000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p></p>     <!-- ref --><p>THOMAZ, Luís Filipe F. R. - Do Cabo Espichel a Macau: vicissitudes do corso    português. In SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA INDO-PORTUGUESA, 6, Macau,    1991 - <i>As relações entre a Índia portuguesa, a Ásia do Sueste e o Extremo    Oriente.</i>Lisboa: Instituto de Investigação Científica e Tropical, 1993. p.    537-568.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056438&pid=S2183-3176201500010000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VIDAGO, João - Anda mouro na costa.<i>Studia.</i>Lisboa: Centro de Estudos    Históricos Ultramarinos da Junta de Investigações Científicas de Ultramar. N.º    45 (1981), p. 295-306.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056440&pid=S2183-3176201500010000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>submissão/submission:01/02/2015</p>     <p>aceitação/approval: 04/05/2015</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><a href="#top*"><sup>*</sup></a><a name="*"></a> Edite Maria da Conceição Martins    Alberto é mestre em História dos Descobrimentos e Expansão Portuguesa pela Faculdade    de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e doutorada pelo    Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho. É investigadora integrada    do Centro de História d´Aquém e d´Além-Mar da Faculdade de Ciências Sociais    e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Universidade dos Açores e investigadora    associada do Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais    e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e do Centro de Investigação Transdisciplinar    Cultura Espaço e Memória da Universidade do Minho e Universidade do Porto. Exerce    funções no Arquivo Municipal de Lisboa (Câmara Municipal de Lisboa) como técnica    superior de História na área da disseminação da informação. Correio eletrónico:    <a href="mailto:edite.alberto@cm-lisboa.pt">edite.alberto@cm-lisboa.pt</a></p>     <p><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a> “Providenvia VI. Aviso para    o Marquez Estribeiro mór guarnecer as Torres, e as prayas de Belem, até o Bom-Successo,    a fim de impedir alguma tentativa dos Argelinos, que havia noticia andarem na    barra de Lisboa (3 de novembro de 1755)”. In LISBOA, Amador Patrício de - Memorias    das principaes providencias, que se derão no terremoto que padeceo a corte de    Lisboa no anno de 1755, ordenadas, e oferecidas à magestade fidelissima de El-Rei    D. José I, nosso senhor. Lisboa: [s.n.], 1758. p. 110-111. Documento transcrito    no final deste artigo.</p>     <p><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a>Sobre os efeitos do Terramoto    de 1755 no património edificado e a atuação política face à catástrofe veja-se    MONTEIRO, Nuno Gonçalo - <i>D. José.</i> Lisboa: Círculo de Leitores [etc],    2006. p. 81-94. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a> LISBOA, Amador Patrício de,    <i>op. cit.</i>, p. 110.</p>     <p><a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a>Idem, <i>ibidem</i>, p. 111.</p>     <p><a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a>Idem, <i>ibidem</i>, p. 111.</p>     <p><a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a>Arquivo Municipal de Lisboa    (AML), <i>Livro 8º de consultas, decretos e avisos de D. José I</i>, f. 366-367.</p>     <p><a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a>AML, <i>Livro 8º de consultas,    decretos e avisos de D. José I</i>, f. 368-369.</p>     <p><a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8"></a>LISBOA, Amador Patrício de,    <i>op. cit.</i>, p. 111.</p>     <p><a href="#top9"><sup>9</sup></a><a name="9"></a>VIDAGO, João - Anda mouro na    costa. <i>Studia.</i> Lisboa: Centro de Estudos Históricos Ultramarinos da Junta    de Investigações Científicas de Ultramar. N.º 45 (1981), p. 295-306.</p>     <p><a href="#top10"><sup>10</sup></a><a name="10"></a>Sobre a justificação legal    e direito internacional veja-se ALBUQUERQUE, Ruy Manuel de - <i>As represálias:    estudo de história do direito português (séculos XV e XVI).</i> Lisboa: R. M.    Albuquerque, 1972.</p>     <p><a href="#top11"><sup>11</sup></a><a name="11"></a>Sobre a diferenciação entre    os termos corsário e pirata, veja-se GUERREIRO, Luís Ramalhosa - O corso e pirataria    nos descobrimentos. In ALBUQUERQUE, Luís de (dir.) - Dicionário de história    dos descobrimentos portugueses. Lisboa: Círculo de Leitores, 1994. p. 296-301;    LOURIDO DIAZ, Ramón - Marruecos y el mundo exterior en la segunda mitad del    siglo XVIII. Madrid: Instituto Cooperación con el Mundo Árabe, 1989. p. 62;    e PEDROSA, Fernando Gomes - <i>Os homens dos descobrimentos e da expansão marítima:    pescadores, marinheiros e corsários.</i> Cascais: Câmara Municipal, 2000. p.    70.</p>     <p><a href="#top12"><sup>12</sup></a><a name="12"></a>GUERREIRO, Luís Ramalhosa    - O corso e pirataria nos descobrimentos, <i>op. cit.</i>, vol. 1, p. 297.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top13"><sup>13</sup></a><a name="13"></a>AML, <i>Livro 1º de Filipe    III</i>, f. 56.</p>     <p><a href="#top14"><sup>14</sup></a><a name="14"></a>Sobre o corso e pirataria    em Portugal e no Mediterrâneo, ver FERREIRA, Ana Maria Pereira - O essencial    sobre o corso e a pirataria. Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1985;    GODINHO, Vitorino Magalhães - As incidências da pirataria e da concorrência    na economia marítima portuguesa no século XVI. In Ensaios II - Sobre a História    de Portugal. 2ª ed. Lisboa: Sá da Costa, 1978, p. 181-203; ALBUQUERQUE, Luís    de - Os corsários no tempo de D. Henrique. In Crónicas de História de Portugal.    Lisboa: Editorial Presença, 1987. p. 33-38; FONSECA, Luís Adão da - Navegación    y corso en el Mediterraneo Occidental: los portugueses a mediados del siglo    XV. Pamplona: Universidad de Navarra, 1978; GUERREIRO, Luís Ramalhosa - Pirataria,    corso e beligerância estatal no sudoeste peninsular e ilhas adjacentes (1550-1600).    In JORNADAS DE HISTÓRIA IBEROAMERICANA, 4, Portimão, 1998 - As rotas oceânicas,    séculos XV-XVII. Lisboa: Edições Colibri [etc.], 1999. p. 119-147, e O grande    livro da pirataria e do corso. Lisboa: Círculo de Leitores, 1996; DOMINGUES,    Francisco Contente; MATOS, Jorge Semedo de (org.) - A guerra naval no Norte    de África (séculos XV-XIX). Lisboa: Edições Culturais da Marinha, 2003; CONGRESO    INTERNACIONAL DE ESTUDIOS HISTÓRICOS, 2, Santa Pola, 2002 - El Mediterráneo,    un mar de piratas y corsarios. Santa Pola: Ayuntamiento, 2002.</p>     <p><a href="#top15"><sup>15</sup></a><a name="15"></a>AML, <i>Livro 2º de D. João    II</i>, f. 30-30v., 37-38v., 39-40v., 41-42v., 45-45v. e 46-46v.</p>     <p><a href="#top16"><sup>16</sup></a><a name="16"></a>AML, <i>Livro 2º de D. João    II</i>, f. 87-87v.</p>     <p><a href="#top17"><sup>17</sup></a><a name="17"></a>AML, <i>Livro de propostas    e respostas e registo de consultas de Filipe III</i>, f. 78v.</p>     <p><a href="#top18"><sup>18</sup></a><a name="18"></a>AML, <i>Livro 6º de consultas    e decretos de D. João V do Senado Oriental</i>, f. 23.</p>     <p><a href="#top19"><sup>19</sup></a><a name="19"></a>AML, <i>Livro 6º de consultas    e decretos de D. João V do Senado Oriental</i>, f. 23. Como medidas de punição,    determinava o monarca: “Hey por bem, & mando que as pessoas, que com elles commerciarem,    ou consentirem que se commercee, ou sabendo o, o não impedirem, sendo Governador    de qualquer das minhas Conquistas Ultramarinas, incorrerà nas penas de pagar    em tresdobro para a minha fazenda os ordenados que receber, ou tiver recebido    pela tal occupação de Governador, & que perca os bens da Coroa que tiver, &    fique inhabil para requerer outros, ou para occupar quaesquer cargos, ou governos    ao futuro, & sendo Official de guerra, justiça, ou fazenda, ou qualquer outra    pessoa particular, Portugues, & Vassallo deste Reyno, incorrerà na pena de confiscação    de todos seus bens, ametade para o denunciante, & a outra ametade para a fazenda    Real. E para que daqui em diante se descubram com mais facilidade os que fizerem    nas ditas Conquistas negocio com os estrangeyros”.</p>     <p><a href="#top20"><sup>20</sup></a><a name="20"></a>AML, <i>Livro 6º de consultas    e decretos de D. João V do Senado Oriental</i>, f. 25.</p>     <p><a href="#top21"><sup>21</sup></a><a name="21"></a>AML, <i>Livro 6º de consultas    e decretos de D. João V do Senado Oriental</i>, f. 25-25v.</p>     <p><a href="#top22"><sup>22</sup></a><a name="22"></a>ALMEIDA, Cândido Mendes    de - <i>Ordenações e leis do reino de Portugal recopiladas por mandado d´El-Rey    D.Philippe I.</i> Rio de Janeiro: Typographia do Instituto Philomathico, 1870.    livro 2, p. 447.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top23"><sup>23</sup></a><a name="23"></a>AML, <i>Livro 3º de consultas    e decretos de D. João V do Senado Oriental</i>, f. 9-10.</p>     <p><a href="#top24"><sup>24</sup></a><a name="24"></a>AML, <i>Livro de registo    de expediente do provedor-mor da saúde sobre a peste,</i> f. 14v.</p>     <p><a href="#top25"><sup>25</sup></a><a name="25"></a><i>Gazeta de Lisboa</i>,    1 julho 1717.</p>     <p><a href="#top26"><sup>26</sup></a><a name="26"></a><i>Gazeta de Lisboa Occidental</i>,    26 maio 1718.</p>     <p><a href="#top27"><sup>27</sup></a><a name="27"></a><i>Gazeta de Lisboa Occidental</i>,    9 junho 1718.</p>     <p><a href="#top28"><sup>28</sup></a><a name="28"></a><i>Gazeta de Lisboa Occidental</i>,    23 junho 1718.</p>     <p><a href="#top29"><sup>29</sup></a><a name="29"></a>LISBOA, Amador Patrício    de, <i>op. cit.</i>, p. 111.</p>     <p><a href="#top30"><sup>30</sup></a><a name="30"></a>LOURIDO DIAZ, Ramón, <i>op.    cit.</i>, p. 61. As atividades de corso por parte das cidades marroquinas só    terminaram com a assinatura do tratado de paz entre Portugal e Marrocos a 11    de janeiro de 1774. Para leitura deste tratado veja-se a transcrição, em português    e árabe, no número temático da revista dedicada à comemoração dos 230 anos das    relações luso-marroquinas da publicação: Camões: revista de letras e culturas    lusófonas. Lisboa: Instituto Camões. N.º 17-18 (nov. 2004), p. 212-224 e BRANDÃO,    Fernando de Castro - Subsídios para a história diplomática portuguesa: o tratado    luso-marroquino de 1774. Studia. Lisboa: Centro de Estudos Históricos Ultramarinos    da Junta de Investigações Científicas de Ultramar. N.º 32 (junho 1971), p. 357-363.</p>     <p><a href="#top31"><sup>31</sup></a><a name="31"></a>TASI, Laugier de - <i>Historia    del reyno de Argel: su gobierno, fuerzas de mar y tierra, suas rendas, policia,    justicia, politica e comercio.</i> Madrid: Officina de Pantaleon Aznar, 1740.    p. 276-277. Sobre os ataques de corsários argelinos veja-se ALBERTO, Edite Martins    - Corsários argelinos na costa atlântica: o resgate de cativos de 1618. In CONGRESSO    INTERNACIONAL O ESPAÇO ATLÂNTICO DE ANTIGO REGIME PODERES E SOCIEDADES, Lisboa,    2005 - Actas. Lisboa: Centro de História de Além-Mar da Faculdade de Ciências    Sociais e Humanas da Universidade Nova, 2005. [Consult. 29.01.2015]. Disponível    na Internet: <a href="http://cvc.instituto-camoes.pt/eaar/coloquio/comunicacoes/edite_alberto.pdf" target="_blank">http://cvc.instituto-camoes.pt/eaar/coloquio/comunicacoes/edite_alberto.pdf</a>.</p>     <p><a href="#top32"><sup>32</sup></a><a name="32"></a>Os conflitos com Argel só    começaram a ser resolvidos no século XIX com a assinatura do Tratado de Trégua    e Resgate em 1810 e do Tratado de Paz Luso-Argelino a 21 de junho de 1813. Sobre    as negociações tendentes à assinatura destes tratados veja-se BRANDÃO, Fernando    de Castro - Portugal e as regências de Argel, Tunes e Tripoli: subsídios para    a história diplomática portuguesa. Porto: Secretaria de Estado da Emigração    - Centro de Estudos, 1985.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top33"><sup>33</sup></a><a name="33"></a>CIPOLLONE, Giulio - Missione    parola polivalente: i Trinitari in Portogallo: missione come liberazione. In    <i>CONGRESSO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA SOBRE MISSIONAÇÃO PORTUGUESA E ENCONTRO    DE CULTURAS</i>, Lisboa, 1992 - Actas. Braga: Universidade Católica Portuguesa    [etc.], 1993. vol. III, p. 444-453</p>     <p><a href="#top34"><sup>34</sup></a><a name="34"></a>BLUTEAU, Rafael - <i>Diccionario    da lingua portugueza... </i>Lisboa: Officina de Simão Thaddeo Ferreira, 1789.    vol. 1, p. 246.</p>     <p><a href="#top35"><sup>35</sup></a><a name="35"></a>BLUTEAU, Rafael - <i>Vocabulario    portuguez e latino...</i> Coimbra: Collegio das Artes da Companhia de Jesus,    1712-1718. vol. 2, p. 202.</p>     <p><a href="#top36"><sup>36</sup></a><a name="36"></a>SILVA, António Morais da    - <i>Grande dicionário da língua portuguesa.</i> Lisboa: Editorial Confluência,    1949. vol. 1.</p>     <p><a href="#top37"><sup>37</sup></a><a name="37"></a>CIPOLLONE, Giulio - <i>Cristianità    - Islam: cattivitá e liberazione in nome di Dio: il tempo di Innocenzo III dopo    il 1187.</i> Roma: Editrice Universitá Gregoriana, 1996.</p>     <p><a href="#top38"><sup>38</sup></a><a name="38"></a>DÍAZ BORRÁS, Andrés - <i>El    miedo al Mediterráneo: la caridad popular valenciana y la redención de cautivos    bajo poder musulmán 1323-1539.</i> Barcelona: Consejo Superior de Investigaciones    Científicas [etc.], 2001. p. 5-29. O autor, na introdução desta obra, reflete    sobre a história da escravatura e diferenciação dos conceitos escravo e cativo.</p>     <p><a href="#top39"><sup>39</sup></a><a name="39"></a>Estudos introdutórios de    BUNES DE IBARRA, Miguel Ángel de e ALONSO ACERO, Beatriz nas edições do Tratado    de la redención de cautivos de Jerónimo Gracián de la Madre de Dios. [S.l.]:    Ediciones Espuela de Plata, 2006; e do Tratado para confirmar los pobres cautivos    de Berbería en la católica y antigua fe y religión cristiana, y para los consolar,    con la palabra de Dios, en las afliciones que padecen por el Evangelio de Jesucristo    de Cipriano Valera. [S.l.]: Ediciones Espuela de Plata, 2004.</p>     <p><a href="#top40"><sup>40</sup></a><a name="40"></a>Apesar de, neste artigo,    nos centrarmos no estudo dos corsários que atacaram os interesses portugueses,    não podemos deixar de referir que Portugal também tinha os seus navios de corso.    Veja-se, por exemplo: THOMAZ, Luís Filipe F. R. - <i>Do Cabo Espichel a Macau:    vicissitudes do corso português.</i> In SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA    INDO-PORTUGUESA, 6, Macau, 1991 - As relações entre a Índia portuguesa, a Ásia    do Sueste e o Extremo Oriente. Lisboa: Instituto de Investigação Científica    e Tropical, 1993. p. 537-568.</p>     <p><a href="#top41"><sup>41</sup></a><a name="41"></a>Sobre a presença em Portugal    da Ordem da Santíssima Trindade, veja-se ALBERTO, Edite Martins - Um negócio    piedoso: o resgate de cativos portugueses na época moderna. Braga: [s.n.], 2011.    Tese de doutoramento em História Moderna apresentada no Instituto de Ciências    Sociais da Universidade do Minho. [Consult. 28.01.2015]. Disponível na Internet:    <a href="http://hdl.handle.net/1822/13440" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/13440</a>.    Relativamente à Ordem de Nossa Senhora das Mercês, veja-se ALBERTO, Edite Martins    - Mercedários. In <i>Dicionário de história religiosa de Portugal. </i> Lisboa:    Círculo de Leitores, 2000. vol. III, p. 194-195.</p>     <p><a href="#top42"><sup>42</sup></a><a name="42"></a>ALBERTO, Edite Martins -    <i>Um negócio piedoso..., op. cit.</i>, p. 52-59.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top43"><sup>43</sup></a><a name="43"></a>Idem, <i>ibidem</i>, p.    176-220.</p>     <p><a href="#top44"><sup>44</sup></a><a name="44"></a>AML, <i>Livro 10º de consultas    e decretos de D. Pedro II</i>, f. 359. D. Pedro, ainda enquanto príncipe regente,    já solicitara a colaboração das câmaras do reino com dinheiro para o resgate    de cativos. Veja-se: AML, <i>Livro 1º de consultas e decretos de D. Pedro II</i>,    f. 462.</p>     <p><a href="#top45"><sup>45</sup></a><a name="45"></a>AML, <i>Livro 7º de registo    de consultas e decretos de D. Pedro II</i>, f. 212-212v.</p>     <p><a href="#top46"><sup>46</sup></a><a name="46"></a>AML, <i>Livro 1º de consultas    e decretos de D. João V do Senado Oriental</i>, f. 191.</p>     <p><a href="#top47"><sup>47</sup></a><a name="47"></a>Relaçam do resgate que por    ordem del-rey noso senhor Dom Joam V rey de Portugal se fez na cidade de Argel...    Lisboa Occidental: Officina de Miguel Manescal, 1720.</p>     <p><a href="#top48"><sup>48</sup></a><a name="48"></a>Relação do resgate que por    ordem del rey nosso senhor D. João V rey de Portugal se fez na cidade de Argel...    Lisboa Occidental: Officina de Musica, 1726.</p>     <p><a href="#top49"><sup>49</sup></a><a name="49"></a>Relação das pessoas resgatadas    do cativeiro de Mequines que por ordem d´el rey nosso senhor Dom João V rey    de Portugal... Lisboa Occidental: Officina de Musica, 1729.</p>     <p><a href="#top50"><sup>50</sup></a><a name="50"></a>Relação dos cativos que    por ordem delrey nosso senhor D. João V resgataram na cidade de Argel... Lisboa    Occidental: Officina da Musica, 1731.</p>     <p><a href="#top51"><sup>51</sup></a><a name="51"></a>Relação dos cativos que    por ordem delrey nosso senhor D. João V resgatarão na cidade de Mequinez...    Lisboa Occidental: Officina de Antonio Isidoro da Fonseca, 1735.</p>     <p><a href="#top52"><sup>52</sup></a><a name="52"></a>Relação dos cativos que    por ordem de elrey n. senhor D. João V resgataram na cidade de Argel... Lisboa    Occidental: Officina de Antonio Isidoro da Fonseca, 1739; e Gazeta de Lisboa,    de 29 de outubro de 1739.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top53"><sup>53</sup></a><a name="53"></a>Relação dos cativos que    por ordem do fidelissimo rey Dom Joseph I nosso senhor resgataram na cidade    de Argel... Lisboa: Officina de Francisco da Silva, [1754].</p>     <p><a href="#top54"><sup>54</sup></a><a name="54"></a>SÃO JOSÉ, Frei Jerónimo    de - <i>Historia da esclarecida Ordem da SS. Trindade, redempção de cativos,    da provincia de Portugal.</i> Lisboa: Officina de Simão Thaddeo Ferreira, 1794.    tomo II, p. 341, 456 e 461.</p>     <p><a href="#top55"><sup>55</sup></a><a name="55"></a>AML, <i>Livro 1º de Filipe    I</i>, f. 109.</p>     <p><a href="#top56"><sup>56</sup></a><a name="56"></a>AML, <i>Livro 1º de Filipe    I</i>, f. 177-177v.</p>     <p><a href="#top57"><sup>57</sup></a><a name="57"></a>AML, <i>Livro 1º de Filipe    II</i>, f. 186.</p>     <p><a href="#top58"><sup>58</sup></a><a name="58"></a> SENA, Camilo - Marinha    de guerra portuguesa: apontamentos para a sua história. <i>Revista militar.</i>    Lisboa: Tipografia da Empresa Diário de Notícias. (1927), p. 1.</p>     <p><a href="#top59"><sup>59</sup></a><a name="59"></a>SENA, Camilo, <i>op. cit.</i>,    p. 6.</p>     <p><a href="#top60"><sup>60</sup></a><a name="60"></a>AML, <i>Provimento da saúde</i>,    Pasta n.º 3 de papéis remetidos das Secretarias de Estado, f. 215-222v.</p>     <p><a href="#top61"><sup>61</sup></a><a name="61"></a>AML, <i>Provimento da saúde</i>,    Pasta nº 3 de papéis remetidos das Secretarias de Estado, f. 215.</p>     <p><a href="#top62"><sup>62</sup></a><a name="62"></a>AML, <i>Provimento da saúde</i>,    Pasta nº 3 de papéis remetidos das Secretarias de Estado, f. 215.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top63"><sup>63</sup></a><a name="63"></a>AML, <i>Provimento da saúde</i>,    Pasta nº 3 de papéis remetidos das Secretarias de Estado, f. 217.</p>     <p><a href="#top64"><sup>64</sup></a><a name="64"></a>AML, <i>rovimento da saúde</i>,    Pasta nº 3 de papéis remetidos das Secretarias de Estado, f. 220-220v.</p>     <p><a href="#top65"><sup>65</sup></a><a name="65"></a>LISBOA, Amador Patrício    de, <i>op. cit.</i>, f. 111.</p>     <p><a href="#top66"><sup>66</sup></a><a name="66"></a>Idem, <i>ibidem</i>, f.    111.</p>     <p><a href="#top67"><sup>67</sup></a><a name="67"></a>Idem, <i>ibidem</i>, f.    111.</p>     <p><a href="#top68"><sup>68</sup></a><a name="68"></a>PROVIDENCIA VI : Evitar,    que pelo mar se désse sahida aos roubos, e para este effeito rondar o Rio. In    LISBOA, Amador Patrício de - Memorias das principaes providencias, que se derão    no terremoto que padeceo a corte de Lisboa no anno de 1755, ordenadas, e oferecidas    à magestade fidelissima de El-Rei o D. José I, nosso senhor. Lisboa: [s.n.],    1758. p. 110-111. </sup>       ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ALBUQUERQUE]]></surname>
<given-names><![CDATA[Luís de]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Dicionário de história dos descobrimentos portugueses]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Círculo de Leitores]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SILVA]]></surname>
<given-names><![CDATA[António Morais da]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Grande dicionário da língua portuguesa]]></source>
<year>1959</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editorial Confluência]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ALBERTO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Edite Martins]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Corsários argelinos na costa atlântica: o resgate de cativos de 1618]]></article-title>
<source><![CDATA[Actas]]></source>
<year>2005</year>
<conf-name><![CDATA[ CONGRESSO INTERNACIONAL O ESPAÇO ATLÂNTICO DE ANTIGO REGIME PODERES E SOCIEDADES]]></conf-name>
<conf-date>2005</conf-date>
<conf-loc>Lisboa </conf-loc>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Centro de História de Além-Mar da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ALBERTO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Edite Martins]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mercedários]]></article-title>
<source><![CDATA[Dicionário de história religiosa de Portugal]]></source>
<year>2000</year>
<volume>III</volume>
<page-range>194-195</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Círculo de Leitores]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ALBERTO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Edite Martins]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Um negócio piedoso: o resgate de cativos portugueses na época moderna]]></source>
<year></year>
<publisher-loc><![CDATA[Braga ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ALBUQUERQUE]]></surname>
<given-names><![CDATA[Luís de]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os corsários no tempo de D. Henrique]]></article-title>
<source><![CDATA[Crónicas de História de Portugal]]></source>
<year>1987</year>
<page-range>33-38</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editorial Presença]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ALBUQUERQUE]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ruy Manuel de]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[As represálias: estudo de história do direito português (séculos XV e XVI)]]></source>
<year>1972</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[R. M. Albuquerque]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BRANDÃO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Fernando de Castro]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Portugal e as regências de Argel, Tunes e Tripoli: subsídios para a história diplomática portuguesa]]></source>
<year></year>
<page-range>1985</page-range><publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Secretaria de Estado da Emigração - Centro de Estudos]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BRANDÃO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Fernando de Castro]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Subsídios para a história diplomática portuguesa: o tratado luso-marroquino de 1774]]></article-title>
<source><![CDATA[Studia]]></source>
<year>1971</year>
<numero>32</numero>
<issue>32</issue>
<page-range>357-363</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos Históricos Ultramarinos]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BUNES DE IBARRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Miguel Ángel]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ALONSO ACERO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Beatriz]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Tratado de la redención de cautivos de Jerónimo Gracián de la Madre de Dios]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-name><![CDATA[Ediciones Espuela de Plata]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BUNES DE IBARRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Miguel Ángel]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ALONSO ACERO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Beatriz]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Tratado para confirmar los pobres cautivos de Berbería en la católica y antigua fe y religión cristiana, y para los consolar, con la palabra de Dios, en las afliciones que padecen por el Evangelio de Jesucristo de Cipriano Valera]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-name><![CDATA[Ediciones Espuela de Plata]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<source><![CDATA[Camões: revista de letras e culturas lusófonas]]></source>
<year>2004</year>
<numero>17-18</numero>
<issue>17-18</issue>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Camões]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CIPOLLONE]]></surname>
<given-names><![CDATA[Giulio]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Cristianità - Islam: cattivitá e liberazione in nome di Dio: il tempo di Innocenzo III dopo il 1187]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Roma ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editrice Universitá Gregoriana]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CIPOLLONE]]></surname>
<given-names><![CDATA[Giulio]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="it"><![CDATA[Missione parola polivalente: i Trinitari in Portogallo: missione come liberazione]]></article-title>
<source><![CDATA[Actas]]></source>
<year>1993</year>
<volume>III</volume>
<conf-name><![CDATA[ CONGRESSO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA SOBRE MISSIONAÇÃO PORTUGUESA E ENCONTRO DE CULTURAS]]></conf-name>
<conf-date>1992</conf-date>
<conf-loc>Lisboa </conf-loc>
<page-range>441-453</page-range><publisher-loc><![CDATA[Braga ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade Católica Portuguesa etc]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<source><![CDATA[El Mediterráneo, un mar de piratas y corsarios]]></source>
<year>2002</year>
<conf-name><![CDATA[² CONGRESO INTERNACIONAL DE ESTUDIOS HISTÓRICOS]]></conf-name>
<conf-date>2002</conf-date>
<conf-loc>Santa Pola </conf-loc>
<publisher-loc><![CDATA[Santa Pola ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ayuntamiento]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DIAZ BORRÁS]]></surname>
<given-names><![CDATA[Andrés]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[El miedo al Mediterráneo: la caridad popular valenciana y la redención de cautivos bajo poder musulmán 1323-1539]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Barcelona ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Consejo Superior de Investigaciones Científicas & etc]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DOMINGUES]]></surname>
<given-names><![CDATA[Francisco Contente]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[MATOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jorge Semedo de]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A guerra naval no Norte de África (séculos XV-XIX)]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Culturais da Marinha]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FERREIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Maria Pereira]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O essencial sobre o corso e a pirataria]]></source>
<year>1985</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Imprensa Nacional - Casa da Moeda]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FONSECA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Luís Adão da]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Navegación y corso en el Mediterraneo Occidental: los portugueses a mediados del siglo XV]]></source>
<year>1978</year>
<publisher-loc><![CDATA[Pamplona ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidad de Navarra]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GODINHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Vitorino Magalhães]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As incidências da pirataria e da concorrência na economia marítima portuguesa no século XVI]]></article-title>
<source><![CDATA[Ensaios II - Sobre a História de Portugal]]></source>
<year>1978</year>
<edition>2</edition>
<page-range>181-203</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sá da Costa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GUERREIRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Luís Ramalhosa]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O corso e pirataria nos descobrimentos]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[ALBUQUERQUE]]></surname>
<given-names><![CDATA[Luís de]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Dicionário de história dos descobrimentos portugueses]]></source>
<year>1994</year>
<page-range>296-301</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Círculo de Leitores]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GUERREIRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Luís Ramalhosa]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O grande livro da pirataria e do corso]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Círculo de Leitores]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GUERREIRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Luís Ramalhosa]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Pirataria, corso e beligerância estatal no sudoeste peninsular e ilhas adjacentes (1550-1600)]]></article-title>
<source><![CDATA[As rotas oceânicas, séculos XV-XVII]]></source>
<year>1999</year>
<conf-name><![CDATA[4 JORNADAS DE HISTÓRIA IBEROAMERICANA]]></conf-name>
<conf-date>1998</conf-date>
<conf-loc>Portimão </conf-loc>
<page-range>119-147</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Colibri etc]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LOURIDO DIAZ]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ramón]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Marruecos y el mundo exterior en la segunda mitad del siglo XVIII]]></source>
<year>1989</year>
<publisher-loc><![CDATA[Madrid ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Cooperación con el Mundo Árabe]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MINEIRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[António Correia]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A propósito das medidas de remediação e da opção política de reedificar a cidade de Lisboa sobre os seus escombros, após o sismo de 1 de novembro de 1755: reflexos]]></article-title>
<source><![CDATA[1755 O grande terramoto de Lisboa]]></source>
<year>2005</year>
<volume>¹</volume>
<page-range>189-217</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fundação Luso-Americana etc]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MONTEIRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nuno Gonçalo]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[D. José]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Círculo de Leitores, etc]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PEDROSA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Fernando Gomes]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Os homens dos descobrimentos e da expansão marítima: pescadores, marinheiros e corsários]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cascais ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Câmara Municipal]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SENA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Camilo]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Marinha de guerra portuguesa: apontamentos para a sua história]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista militar]]></source>
<year>1927</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Tipografia da Empresa Diário de Notícias]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[THOMAZ]]></surname>
<given-names><![CDATA[Luís Filipe F. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Do Cabo Espichel a Macau: vicissitudes do corso português]]></article-title>
<source><![CDATA[As relações entre a Índia portuguesa, a Ásia do Sueste e o Extremo Oriente]]></source>
<year>1993</year>
<conf-name><![CDATA[6 SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA INDO-PORTUGUESA]]></conf-name>
<conf-date>1991</conf-date>
<conf-loc>Macau </conf-loc>
<page-range>537-568</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto de Investigação Científica e Tropical]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VIDAGO]]></surname>
<given-names><![CDATA[João]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Anda mouro na costa]]></article-title>
<source><![CDATA[Studia]]></source>
<year>1981</year>
<numero>45</numero>
<issue>45</issue>
<page-range>295-306</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos Históricos Ultramarinos da Junta de Investigações Científicas de Ultramar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
