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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[“Lisboa dos Italianos”: presença italiana e práticas de nacionalidade nos primeiros trinta anos do século XIX]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[“The Lisbon of the Italians”: The Italian presence in the Portuguese capital and the national practices of the Italian community (early 19th century)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Since the 15th century, the city of Lisbon has hosted a significant Italian presence, linked to commercial and financial activities and organized around the so-called ‘nations’, which gathered merchants from Florence, Genoa, and Venice. Because of the ‘Italianization’ affecting the country since the beginning of the XVIII century, the composition of the Italian community undergoes a process of change. This community starts to receive more and more people, in a process of pluralization and diversification of the socio-economic activities. The Portuguese society and institutions also change their perception of this presence. From then on, the image of an ‘Italian nation’ imposes itself, built around common identity elements. This emerging homogenous group is recognized by the hosting milieu in social relations (formal and informal), carrying on, at the same time, a process of auto-definition (nationality practices). Such a dynamic consolidates the presence of the Italian and Luso-Italian community as a ‘living body’ in the city, playing a particularly relevant role in the arts, sciences and trading.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p><b>“Lisboa dos Italianos”: presença italiana e práticas de nacionalidade nos    primeiros trinta anos do século XIX</b></p>     <p><b>“The Lisbon of the Italians”: The Italian presence in the Portuguese capital    and the national practices of the Italian community (early 19th century)</b></p>     <p><b>Carmine Cassino<a href="#*"><sup>*</sup></a><a name="top*"></a></b></p>     <p>CH - Centro de História, Faculdade de Letras / Universidade de Lisboa, Portugal.  </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A cidade de Lisboa tem registado desde o século XV uma importante presença    italiana, ligada às práticas comerciais e financeiras, e organizada nas “nações”    de mercadores florentinos, genoveses e venezianos. Com o processo de “italianização”    que afeta o país a partir de meados do século XVIII, mudar-se-á a composição    da própria comunidade italiana. Esta acolhe cada vez mais pessoas, num processo    de diversificação das atividades socioeconómicas. Também muda a perceção das    instituições e da sociedade portuguesa em relação a esta presença. A partir    de então projeta-se a imagem duma “nação italiana” única, coesa em torno de    elementos identitários comuns. Perfila-se um grupo homogéneo, que nas relações    sociais (formais e informais) é reconhecido pelo ambiente que a acolhe, e que,    ao mesmo tempo, desenvolve processos de autoidentificação (práticas de nacionalidade).    Esta dinâmica projeta na primeira metade de Oitocentos uma comunidade (italianos    e luso-italianos) que é corpo vivo da cidade, tendo um papel muito ativo sobretudo    em três sectores: artes, ciências e comércio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>PALAVRAS-CHAVE</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nação italiana / Imigração/Emigração / Luso-italianidade / Nacionalidade /    Igreja do Loreto</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Since the 15<sup>th</sup> century, the city of Lisbon has hosted a significant    Italian presence, linked to commercial and financial activities and organized    around the so-called ‘nations’, which gathered merchants from Florence, Genoa,    and Venice. Because of the ‘Italianization’ affecting the country since the    beginning of the XVIII century, the composition of the Italian community undergoes    a process of change. This community starts to receive more and more people,    in a process of pluralization and diversification of the socio-economic activities.    The Portuguese society and institutions also change their perception of this    presence. From then on, the image of an ‘Italian nation’ imposes itself, built    around common identity elements. This emerging homogenous group is recognized    by the hosting milieu in social relations (formal and informal), carrying on,    at the same time, a process of auto-definition (nationality practices). Such    a dynamic consolidates the presence of the Italian and Luso-Italian community    as a ‘living body’ in the city, playing a particularly relevant role in the    arts, sciences and trading. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>KEYWORDS</b></p>     <p>Italian nation / Immigration/Emigration / Luso-Italian / Nationality / Loreto    Church</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1 - INTRODUÇÃO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As relações luso-italianas têm representado, no quadro geral das historiografias    dos dois países nos últimos 150 anos (em particular, na segunda metade de Novecentos),    um tema de estudo que tem produzido resultados amplos e relevantes. Os elementos    das relações seculares entre as duas realidades – no campo económico e cultural    – têm sidos reconstruídos e guardados nas obras de autores que têm deixado um    largo legado de estudos historiográficos e literários<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a>,    ricos em perícia documental. Estes textos constituem leituras propedêuticas    imprescindíveis para os estudiosos que querem abordar o tema das relações luso-italianas,    segundo várias vertentes e em relação a diferentes épocas históricas.</p>     <p>Mais recentemente, tem despertado o interesse quer do mundo académico, quer    dum público generalista, o ciclo de conferências dedicado às relações luso-italianas    na época medieval e moderna, organizado em parceria pelo Centro de História    d`Aquém e d`Além- Mar (CHAM) da Universidade Nova de Lisboa e pelo Instituto    Italiano de Cultura (de Lisboa). Este conjunto de conferências, de que se acabou    há pouco tempo o 4º ciclo<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a>, tem    relançado nos últimos anos o assunto das relações entre os dois povos e as respetivas    culturas sob novas perspetivas de investigação. Assim, tem permitido a uma nova    geração de investigadores apresentar resultados atualizados, através de novas    abordagens metodológicas e evidenciando a relevância das conexões interdisciplinares<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a>.  </p>     <p>Mas se os séculos de XV a XVIII têm merecido uma atenção escrupulosa, podemos    afirmar pelo contrário que mais brando foi o olhar sobre um século como o Oitocentos,    em que se definem questões nacionais fundamentais para as duas culturas e para    ambos os territórios; questões que se desenvolvem, frequentemente, numa encruzilhada    de vicissitudes e influências histórico-políticas. Do lado italiano resulta    claro a forma como as celebrações recorrentes da unificação nacional (1861)    constituem ocasiões para despertar periodicamente o interesse sobre o estudo    das relações românticas entre as duas realidades<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a>;    neste sentido, está a revelar-se particularmente fecundo o período aberto pelo    cento-cinquentenário da unificação nacional (em 2011), com uma prevalência da    análise dos temas políticos ligados ao <i>Risorgimento</i> italiano. Este interesse    renovado pelo assunto tem dado origem a trabalhos de investigação<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a>.  </p>     <p>Todavia, falta ainda um estudo orgânico de história social da comunidade italiana    em Portugal do século XIX – nomeadamente em Lisboa – que possa dar um quadro    mais claro acerca duma presença que, quer em termos numéricos quer em termos    de impacto social, não é menos importante do que a dos séculos anteriores, período    ao qual se dedicaram mais estudos. Esta é uma presença que se liga e até antecipa    temas fundamentais da identidade italiana dos últimos dois séculos, em particular,    os da consciência nacional, da emigração e da descendência no estrangeiro.</p>     <p>O presente artigo tentará, no limite do possível, contribuir para um maior    conhecimento da dimensão e da atividade da comunidade italiana na Lisboa Oitocentista,    focando a atenção sobre os italianos e luso-italianos na capital nos primeiros    trinta anos do século e sobre o seu papel social, económico e político. A escolha    deste arco cronológico deve-se às características particulares que apresenta    a comunidade italiana em Portugal, obrigada a medir-se com determinantes questões    políticas que interessam quer à realidade portuguesa, quer à italiana. Neste    último caso, evidencia-se como o primeiro quartel do século reverbera na Península    Itálica e fora dela os sinais de começo da questão nacional italiana. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2 - A “NAÇÃO ITALIANA EM LISBOA”: ENQUADRAMENTO TEÓRICO E FILOLÓGICO</b></p>     <p>A ideia da existência duma “nação italiana” na capital portuguesa assenta na    utilização desta definição ao longo dos séculos: a sua regularização e sedimentação    no curso do tempo atribuem progressivamente ao elemento terminológico um sentido    e uma função diferentes do de “nação estrangeira” dominante nas idades medieval    e moderna. Este perfila-se como um elemento de valor linguístico-identitário    que qualifica uma cultura e não só uma atividade ou um papel económico, indicando    um conjunto de forasteiros que partilham não só interesses ou atividades comuns,    mas também traços identitários (língua e cultura). </p>     <p>A denominação “nação estrangeira”, na sua aceção original, vigorou na Europa    até o século XIX, e refere-se, ao longo de toda a idade medieval e até ao final    da época moderna, a grupos de homens de negócio (mercadores, banqueiros e financeiros)    que vêm de fora do país e nele residem: “comunidades estrangeiras, especialmente    de comerciantes que vivem e gozam dos privilégios da cidade onde vivem”<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a>.    É por esta razão que, desde o século XV até ao XVIII, se ouve falar em Lisboa    de nação “florentina”, “piacentina” e “genovesa”. Estas designações representam    grupos de agentes comerciais e financeiros, sediados na urbe com os seus empórios,    as suas casas comerciais e, sobretudo, os seus capitais.</p>     <p>Mas a partir de meados do século XVIII em Portugal fixa-se o uso da expressão    “nação italiana”, que vai progressivamente substituir os epítetos regionais    (“florentino”, “piacentino” e “genovês”): a expressão passa a representar sobretudo    aquele que é natural da Península Itálica e de cultura italiana; continuando    também a referir-se ao cidadão italiano com um certo papel socioeconómico no    conjunto da sociedade portuguesa/lisboeta. Por exemplo, lê-se no texto da <i>Noticia</i>    das exéquias em sufrágio de D. João V, realizadas na paróquia de Nossa Senhora    do Loreto em 1751: </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p class="cita--o">receba entretanto gratamente aquela grande Alma este tenue    limitado obsequio, que lhe tributa a Nação Italiana, que da generosa indole,    e magnanimidade do seu Augusto Successor reinante, espera aquella mesma proteção,    que sempre gozou nos seus felicissimos Estados, e pela qual conservará perpetuamente    a gratidão mais ativa, e mais constante<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a>.  </p>     <p>Em 1751, a “nação italiana” em Lisboa não é predominantemente composta por    homens de negócio, mas abrange já toda uma série de outras figuras profissionais,    como veremos em breve. Bem sabemos que este epíteto não surge nesta época mas    é bem anterior, como pontualmente têm averiguado estudos recentemente publicados,    que localizam a utilização da expressão em épocas anteriores à da <i>Notícia</i>    que acabámos de referir<a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="top8"></a>. Na    própria bula de instituição (20 de abril de 1518) do mais importante símbolo    da italianidade na cidade de Lisboa, a igreja de Nossa Senhora do Loreto, no    Chiado, há uma referência direta a <i>Confraternitati Italorum in Civitati Ulixbonen</i>,    entendida fundamentalmente como comunidade de homens de negócio (<i>viris Mercatoribus</i>)<a href="#9"><sup>9</sup></a><a name="top9"></a>.    Em Setecentos, a referência prevalente à comunidade de comerciantes/homens de    negócio é ultrapassada pela tendência à identificação duma comunidade única,    transversal, apesar da inexistência, na Península, duma entidade nacional e    estadual comum. Uma tendência que coincide, de facto, com aquele processo de    “italianização”, que, no curso desta centúria, invade vários setores das atividades    económicas e da vida pública em Portugal (e cujo princípio pode convencionalmente    identificar-se na introdução do mais forte elemento cultural da italianidade,    o teatro da ópera, em meados dos anos trinta): não somente comércio, mas também    (e sobretudo) arte e cultura<a href="#10"><sup>10</sup></a><a name="top10"></a>.    É neste processo que assenta a evolução do sentido da terminologia, que começa    a manifestar-se também na linguagem jurídico-diplomática, além de na linguagem    formal-ritual: isto aparece evidente sobretudo na primeira parte do século XIX,    fase em que a identidade geopolítica italiana se torna objeto de intensa discussão    e luta político- -ideológica, verdadeiro âmago do ressurgimento nacional. A    análise aprofundada de material documental diverso que se encontra guardado    no Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT) de Lisboa – por exemplo nos fundos    da Intendência Geral da Polícia ou do Ministério dos Negócios Estrangeiros –    permite atestar um uso evidente do termo “italiano” para identificar quem procede    da Península Itálica, apesar da condição de súbdito de uma qualquer das entidades    estatais pré-unitárias. Basta folhear as páginas com elencos de estrangeiros    residentes em Portugal e em Lisboa nos anos vinte de Oitocentos para verificar    como a utilização deste adjetivo ocorre frequentemente no registo oficial de    numerosas individualidades<a href="#11"><sup>11</sup></a><a name="top11"></a>.</p>     <p>Além disso, deve considerar-se que, a partir do ano de 1800, é instituída em    Lisboa a <i>Conservatória Italiana</i><a href="#12"><sup>12</sup></a><a name="top12"></a>,    com um magistrado especial, cuja tarefa é dirimir questões de direito penal,    civil e comercial que dizem respeito aos súbditos dos diferentes Estados italianos    beneficiários de privilégios (predominantemente, homens de negócio). Isto é,    existe uma unificação substancial na jurisprudência, que reconhece formalmente    a existência da “nação italiana”, como grupo de direito adquirido, embora segundo    uma discriminação de <i>jure</i>. </p>     <p>Como é óbvio, a persistência duma terminologia com valor jurídico-administrativo    (que acompanha o uso social e informal da definição) não comporta a consequente    e imediata fixação ou aquisição de subjetividade/consciência nacional pelo grupo    social a que se refere; ou seja, quem for apelidado de “italiano” não se sente    necessariamente membro duma “nação” portadora de elementos de identidade cultural    e política, ligando pelo contrário a sua condição de “italiano” a um puro elemento    de procedência geográfica e fazendo prevalecer, segundo cada caso particular    e segundo a oportunidade, uma identidade que assenta na condição de membro (ou    melhor: súbdito) das realidades estatais pré-unitárias italianas. Por exemplo,    reivindicar o estatuto de súbditos dos Estados pré-unitários é, por razões jurídicas    evidentes, o recurso daqueles italianos nascidos em Portugal e que querem escapar    à obrigação de assentar praça no exército português. Convoco para este texto    um caso exemplar (entre vários): em 1825, um tal Stefano Baccigalupo, filho    de genoveses, mas nascido em Setúbal, pede para ser dispensado do serviço militar,    sendo ele súbdito do Reino de Sardenha. A argumentação utilizada pelo cônsul    sardo (o conde Luigi Massimino) na defesa desta instância antecipa um ponto    que trataremos em breve e que diz respeito ao papel jurídico e de agregador    da comunidade italiana desempenhado pela igreja do Loreto, provida da faculdade    de poder batizar – a pedido dos pais – os filhos dos italianos nascidos em qualquer    outra freguesia do país, garantindo-lhes assim o direito a guardar a qualidade    de forasteiros e os direitos inerentes a esta condição. O ato de batismo de    Bacigalupo prova a sua ligação ao templo dos italianos, e por isso “non può    essere annoverato tra i naturali di questi Stati”, pois que “quelli che non    sono nati in questi Regni non saranno tenuti per naturalizzati quantunque vi    abbiano dimorato, abbiano sposato donne del paese e vi abbiano vissuto intimamente    e fissato il loro domicilio o posseduto dei beni”<a href="#13"><sup>13</sup></a><a name="top13"></a>.  </p>     <p>Na conclusão deste parágrafo, achamos importante salientar que a construção    duma consciência nacional italiana bem definida é um processo que se concretiza    a longo prazo, que ainda no ato formal da unificação (na década 1861-1870) se    apresenta como a mais dura problemática para o novo grupo dirigente (“fatta    l’Italia bisogna fare gli italiani” é a histórica frase que a lenda faz pronunciar    ao marquês d’Azeglio na véspera da unificação e que bem sintetiza o argumento    que acabamos de referir). Além disso, podemos afirmar sem dúvida alguma que    as práticas de identificação, quer desenvolvidas pelas instituições (ao nível    formal), quer pelo ambiente social de acolhimento no estrangeiro (ao nível informal),    para com uma específica identidade coletiva, homogénea, relativa a um espaço    geográfico e cultural bem definido e reconhecido – práticas que vivem da linguagem    e da praxe da relação social –, constituem um indiscutível contributo para a    formação dum espírito e duma identidade comuns. O mesmo sucede em Portugal,    onde se apelida de “italiano” quem proceda da Península Itálica ou fale a língua    ainda informe mas que apresenta muitos traços comuns. Ou seja, é no estrangeiro    que se forma o embrião da consciência nacional italiana: é o paradigma historiográfico    da <i>Italia fuori d’Italia</i>, que reconhece aos autóctones uma influência    determinante no desenvolvimento de sentimentos de identidade comum entre os    italianos, </p>     <blockquote>        <p>dal momento che quasi sempre consideravano chi migrava dall'Italia come italiano,      prima ancora che l'Italia esistesse come stato nazionale. Di conseguenza,      l'italianità può davvero esser nata più facilmente e prima tra le popolazioni      che vivevano all'estero di quanto non sia accaduto nella stessa Italia<a href="#14"><sup>14</sup></a><a name="top14"></a>.</p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3 - “PRÁTICAS DE ITALIANIDADE” EM LISBOA</b></p>     <p>Como vimos, a partir do século XVIII em Portugal a identificação dos italianos    começa a ter uma conotação não exclusivamente socioeconómica; isto não significa    que o termo “italiano” e ainda mais a expressão “nação italiana” não guardem    uma função originária, função que – como frisámos – subordina a utilização destas    expressões à indicação dum grupo de estrangeiros cujo papel reconhecido é a    intervenção ativa na economia da sociedade portuguesa, sobretudo no mundo do    comércio. No caso das comunidades italianas, esta utilização diz respeito a    grupos que podemos definir como “regionais” (porque representativos de conjuntos    que têm origens e ligações com um território limitado a certas realidades urbanas    ou geográficas no contexto alargado da Península Itálica). Estes grupos caracterizam    o seu percurso histórico na cidade de Lisboa com fases de grande unidade e coesão,    e com outras de evidente distanciamento e rivalidade. O primeiro momento tem    o seu cume na construção da igreja de Nossa Senhora do Loreto<a href="#15"><sup>15</sup></a><a name="top15"></a>,    em 1518, no ângulo onde a muralha fernandina se abria nas portas de Santa Catarina.    Com o passar dos anos, este lugar de culto adquire um papel sempre maior como    elemento aglomerador, unificante dos vários elementos que compõem a comunidade    italiana na cidade, o que se tornará mais evidente no século XIX. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Entre os vários exemplos que se podem levar para representar fidedignamente    o segundo momento, escolhemos dois que dizem respeito à tradição da construção    de arcos triunfais, em arte efémera, que até o final da idade moderna representa    uma das obrigações celebrativas das “nações estrangeiras” aquando de importantes    ocasiões que dizem respeito à família real ou, em geral, à nação portuguesa.    De facto, no verão de 1687, o cônsul florentino Lorenzo (Lourenço) Ginori envia    uma petição ao Senado de Lisboa, pedindo que o rei (D. Pedro II) acolha a impossibilidade    da nação florentina de levantar o arco por ocasião da entrada na cidade do casal    real (após o segundo casamento do soberano)<a href="#16"><sup>16</sup></a><a name="top16"></a>;    a justificação apresentada revela, como razão de fundo, o facto de terem ficado    em Lisboa apenas duas casas de florentinos (a sua e a de um tal Giovanni Francesco    [João Francisco] Poltri), </p>     <blockquote>        <p>e duas pessoas sómente é impossível fazerem um arco, e se as outras nações      fazem arcos, é porque são muitos e toca a cada um pagar vinte ou trinta mil      réis, porém, se duas pessoas sómente fizerem um arco, custará a cada uma mais      de seiscentos mil réis [...] considerando os tempos e a falta que ha no negocio      e pouco commercio que de presente ha<a href="#17"><sup>17</sup></a><a name="top17"></a>.    </p> </blockquote>     <p>Esta posição suscita o protesto do Senado da Câmara, que contesta aos florentinos    a incompreensível atitude em excluir-se desta prática e em não querer participar    nas atividades com o resto da nação italiana. Argumenta o Senado: “razão de    que, estando os florentinos annexos aos italianos para fazerem, nas occasiões    das entradas dos senhores reis d’este reino, o arco que sempre fizeram, por    causas particulares, que entre elles haveria, se desuniram”<a href="#18"><sup>18</sup></a><a name="top18"></a>.    A controvérsia é resolvida de forma diplomática pelo soberano, que demonstra    adotar um critério de <i>just-milieu</i>: “O senado não obrigue ao consul de    Florença a que faça arco, vistas as razões que allega; mas fará que os florentinos,    infallivelmente, concorram com a parte que lhes tocar para o arco dos italianos”<a href="#19"><sup>19</sup></a><a name="top19"></a>.  </p>     <p>Mais evidente é a rutura que se realiza em fevereiro de 1729, por ocasião da    visita à cidade da infanta Maria Bárbara, princesa do Brasil e filha de D. João    V. São, de novo, dois comerciantes florentinos – Berardo (Beroardi) Medici e    Stefano (Estevão) Olivieri – a dirigir uma petição ao rei (depois remetida ao    Senado da Câmara), recusando-se a colaborar com os outros italianos na construção    do arco triunfal que a nação italiana tinha de levantar para a ocasião, querendo    concorrer com os comerciantes portugueses, como já tinha ocorrido em outras    ocasiões<a href="#20"><sup>20</sup></a><a name="top20"></a>. É evidente que    se trata dum contencioso que se arrastava desde há muito tempo (particularmente,    entre os florentinos e os genoveses, grupos dominantes entre os de origem itálica    em Lisboa), mas não nos foi ainda possível averiguar as causas desta rivalidade.    Contudo, a razão oficial que os florentinos apresentam, e que é acolhida pelo    desembargador, é de que devem contribuir para a construção do arco dos homens    de negócio portugueses, por serem florentinos </p>     <blockquote>        <p>“[...] e não terem corpo de nação, nem consul n’esta [...] e especialmente      porque não podiam sacrificar o decoro do seu principe e honra da sua nação,      e subordinar-se a um consul de principe de uma republica, que é mais inferior      e sem jurisdicção alguma com os florentinos [...] confundindo-os na geral      palavra de italianos”. </p> </blockquote>     <p>Estas afirmações, que são uma reação à carta de solicitação enviada pelo cônsul    de Génova, que coordenava os trabalhos e as despesas para a construção do arco    entre os italianos, expressa a evidente conflitualidade com os genoveses<a href="#21"><sup>21</sup></a><a name="top21"></a>.    Aliás, a própria posição do cônsul de Génova – exponente máximo do grupo de    origem italiana mais numeroso em Lisboa – é esclarecedora quer da controvérsia    em curso, quer evidentemente daquele que já é, naquela altura, o sentimento    público para com o reconhecimento da italianidade: </p>     <blockquote>        <p>“(...) os florentinos são italianos, e o ducado de Florença está em o centro      de Itália, entre o estado de Genova e Roma, e sempre foram reputados por Italianos,      e, como taes, gozam dos privilegios concedidos á nação italiana e respondem      nas suas causas perante o conservador da dita nação”<a href="#22"><sup>22</sup></a><a name="top22"></a>.</p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estes dois casos suscitam duas reflexões: em primeiro lugar, que a coesão comunitária    e o reconhecimento duma identidade partilhada é um processo longo e muito problemático,    embora no estrangeiro encontre mais facilidade por condições contingentes; em    segundo lugar, que estas contingências são viabilizadas pelas instituições portuguesas    (neste caso, o Senado da Câmara da cidade de Lisboa e até o próprio rei), através    de dinâmicas de identificação comum, que vão além das separações (de caráter    regional) que existem dentro da comunidade italiana em Portugal. As autoridades    portuguesas procuram persuadir o grupo dos florentinos a associarem-se aos demais    italianos em momentos de cerimónias públicas, porque para eles são italianos,    sem diferenças. Tal facto condiciona inevitavelmente o próprio ambiente social,    no qual a religião e as instituições religiosas desempenham um papel importante.</p>     <p>Mesmo tendo em conta esta realidade, podemos afirmar sem hesitação que os italianos    em Lisboa na primeira metade de Oitocentos apresentam elementos e sinais de    comunidade, de união, e que o centro propulsor é uma antiga e influente instituição    citadina, polo de atração da “nação italiana”: a já referida paróquia de Nossa    Senhora do Loreto, no Chiado, também conhecida como “Igreja dos Italianos”.    Como vimos, por exemplo, no caso de Baccigalupo, a função aglutinadora desta    instituição ao longo dos séculos não se manifesta somente na organização da    comunidade em torno da vertente religiosa. O seu ofício unificante revela-se    numa polivalência de elementos que se manifestam desde a sua fundação, como    demostra a escolha dum culto não “divisivo” como o da Nossa Senhora de Loreto,    particularmente comum em todo o território nacional italiano (e – acrescentamos    nós – provido de outra característica própria da tradição do culto mariano em    todo o território da Península, ou seja, uma ícone negra); ou a decisão de depender    diretamente da diocese de Roma (São João de Latrão), para se demarcar da autoridade    do bispo de Lisboa – e do patriarca, a partir de 1716 – definindo desta maneira    uma extraterritorialidade (<i>solum lateranensi</i>), em que a comunidade vivia    fora da sua própria nação, num tempo em que esta ainda nem existia, estando    fraturada em diversos centros de poder<a href="#23"><sup>23</sup></a><a name="top23"></a>.  </p>     <p>Nas primeiras décadas do século XIX, o papel de centro de reunião e de representação    informal desta nacionalidade italiana <i>ante litteram</i> é plenamente reconhecido    à igreja pela sociedade portuguesa, antecipadora de facto da oficialização deste    sentimento. Esta situação torna-se evidente em 1824, no trabalho de recolha    de dados para a publicação da primeira edição do <i>Almanach Portuguez</i> (1825)    por Marino Miguel Franzini<a href="#24"><sup>24</sup></a><a name="top24"></a>,    geógrafo e deputado de origem italiana.</p>     <p>Para a compilação das listas dos negociantes estrangeiros residentes em Lisboa    naquela altura<a href="#25"><sup>25</sup></a><a name="top25"></a>, Franzini    faz recurso aos dados (registos e cadastros) guardados junto das representações    consulares das nações recenseadas (britânica, francesa, espanhola, holandesa    e flamenga, alemã, cidades hanseáticas e suíça) para recuperar as informações    necessárias. Isto é, a sua fonte fundamental de informação é a documentação    diplomática, pois não era obrigação nem prática os comerciantes estrangeiros    fazerem-se reconhecer, para este efeito, pelo tribunal do comércio citadino<a href="#26"><sup>26</sup></a><a name="top26"></a>.    Pelo contrário, no caso dos comerciantes italianos (com a significativa exceção    de lombardos e venezianos, nesta época sob égide austríaca) a fonte de referência    do geógrafo luso-italiano não consistia nos elencos fornecidos pela rede consular    dos respetivos Estados peninsulares, mas sim pelos do consistente registo civil    da igreja do Loreto, disponibilizados pelo provedor da mesma na sua qualidade    de “custode” e representante duma inteira comunidade. Por isso, a instituição    religiosa é considerada uma referência com função civil de primeiro plano para    qualquer relação com a comunidade italiana; trata-se de uma instituição respeitável    e representativa da “nação italiana” no seu conjunto. O reconhecimento público    que Franzini faz do papel desempenhado pela paróquia do Loreto adquire um valor    social e – podemos dizer sem dúvida – até político, porque foi realizado numa    altura em que as próprias representações diplomáticas se tornam alvo do interesse    das autoridades portuguesas por razões de segurança interna. De facto, o triénio    liberal português acabara havia pouco tempo e a repressão dos opositores da    restabelecida ordem absolutista tornara-se uma necessidade de manutenção da    ordem pública, em que a equação que identificava um estrangeiro com um liberal    é assumida como paradigma de referência. Face à ainda consistente presença ou    passagem de forasteiros por Lisboa (“especialmente Espanhóis”), o intendente    geral da polícia (futuro barão de Rendufe) em março de 1824 ordena a todas as    autoridades que intervenham neste sentido para os recensear<a href="#27"><sup>27</sup></a><a name="top27"></a>,    impondo às legações estrangeiras a máxima colaboração. A resposta das respetivas    autoridades italianas é imediata<a href="#28"><sup>28</sup></a><a name="top28"></a>.</p>     <p>Por parte de Franzini – que organizará outras edições do<i> Almanach</i> –    e das autoridades portuguesas mantém-se obviamente um obrigatório diálogo diplomático    com os agentes consulares dos Estados italianos; por exemplo, na edição de 1826    figura somente a lista dos negociantes sardos, lamentando-se a falta de colaboração    do cônsul napolitano. Trata-se porém duma distinção que não voltará a repetir-se    nos outros almanaques (como o <i>Almanak estatístico de Lisboa</i>), onde os    comerciantes italianos continuarão a ser identificados com este título. Além    disso, fica a importância do dado: o reconhecimento de uma homologia entre os    naturais da Península Itálica, de uma conformidade identitária que se traduz    em elemento comunitário e de coesão social, em torno da instituição religiosa,    cujo papel de forjador do sentimento nacional é oficialmente consagrado; instituição    que desempenha um importante papel civil. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4 - OS ITALIANOS EM LISBOA: BIOGRAFIA, GEOGRAFIA, OLISIPOGRAFIA</b></p> <b>      <p>4.1 - Dimensão “italiana” da cidade e elementos de luso-italianidade</p> </b>      <p>A presença italiana em territórios do Império Português na primeira metade    do século XIX, embora tenha então alguma relevância nas áreas sob controlo político    português (os territórios ultramarinos), faz-se sentir sobretudo na cidade de    Lisboa. É neste espaço de “macrocefalismo populacional”<a href="#29"><sup>29</sup></a><a name="top29"></a>    do Império que se concentra a mais alta percentagem de residentes procedentes    da Península Itálica, ou de alguma maneira de origem italiana. </p>     <p>No princípio de 1800, com os seus 170.000 habitantes (estimativa, distribuídos    em cerca de 44.000 fogos), Lisboa continua a ser de longe a cidade mais povoada    dos territórios portugueses<a href="#30"><sup>30</sup></a><a name="top30"></a>,    e a nona mais populosa da Europa – com mais população do que Berlim, Madrid    ou Roma. Teresa Rodrigues, nos seus estudos demográficos sobre a população portuguesa,    apresenta dados sobre a cidade de Lisboa que dão conta de 882 italianos residentes    no princípio de Oitocentos<a href="#31"><sup>31</sup></a><a name="top31"></a>.    Na tabela explicativa que se segue, elaborada pela própria estudiosa e relativa    a algumas comunidades estrangeiras residentes em Lisboa no princípio do século    XIX, dá-se conta da composição da comunidade italiana na capital, por número    de fogos e unidades de género.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n3/ser2n3a10t1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>A cidade que nos primeiros vinte anos desta centúria sobrevive à complicada    fase dos conflitos napoleónicos e que a partir de 1821 acolhe um primeiro importante    segmento de emigração política italiana – consequência da falência das revoluções    liberais em Nápoles e Turim, a que se segue a saída da Península itálica de    muitos responsáveis daquelas experiências, para escaparem à repressão absolutista<a href="#32"><sup>32</sup></a><a name="top32"></a>    – é uma realidade social marcada pela difusão de apelidos de origem itálica:    os portadores destes nomes de família constituem quer a herdança antroponímica    duma presença secular, quer a representação viva duma emigração recente. Neste    caso falar-se-á da dimensão da “luso-italianidade”, portadora de significativo    valor cultural no contexto das artes, da intelectualidade e da economia portuguesa,    indicativa da marca e da importância da secular presença italiana na capital,    embora esta vertente social diga respeito às pessoas de naturalidade portuguesa    e com reduzida consciência identitária.</p>     <p>O âmbito da luso-italianidade torna-se evidente na sedimentação de nomes de    origem italiana na antroponímia lusitana, em formas obviamente aportuguesadas,    resultado daquele legado secular que acabámos de mencionar e que é testemunho    do longo percurso de fusão entre as culturas e as populações de Portugal e da    Península Itálica, pelo menos desde o século XIV. A este respeito, podemos retirar    alguns exemplos trazidos no célebre estudo de antroponímia portuguesa, da autoria    de José Leite de Vasconcelos. Este trabalho, pela época em que foi estruturado    (finais dos anos vinte do século XX), manifesta-se como uma análise – embora    parcial – deste legado linguístico muito próximo do período em que se centra    o nosso estudo. Apelidos como Achiole/Achioli (Acciaiuoli), Amador (Amatori),    Cartucho (Carducci), Catanho (Cattaneo), Corvinel (Corvinelli), Espínola/Spínola    (Spinola), Geraldes (Giraldi), Honorato (Onorato/Onorati), Lafetá (Affaiati),    Lomelino (Lomellini), Morel (Morelli), Perestrelo (Perestrelli), Pessanha (Pessagna)    e Reinel (Ranieri) denunciam a origem italiana dos seus portadores. Entre aqueles    que não sofreram corrupção da versão originária, o linguista enumera Bobone,    Canongia, Corazzi, Doria, Ferrari, Lucci, Morato e Sassetti<a href="#33"><sup>33</sup></a><a name="top33"></a>.    A matriz genovesa domina os apelidos luso-italianos. Considere-se como exemplo    que o apelido Espínola/Spínola, particularmente comum em Portugal (e conhecido    sobretudo devido à sua ligação com figuras históricas), é de clara origem genovesa,    destacando-se a antiga e potente família dos <i>Spinola</i> (presença documentada    desde 1105), cujas relações com a cidade de Lisboa e a monarquia lusitana foram    já aclaradas<a href="#34"><sup>34</sup></a><a name="top34"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.2 - Biografia(s) dos italianos de Lisboa</b></p>     <p>Para definir um quadro prosopográfico geral dos italianos ou luso-italianos    em Lisboa no princípio de Oitocentos, precisamos de distinguir três tipos dominantes    de ocupações profissionais destes cidadãos: as artes (artistas e trabalhadores    do teatro – cantores, cenógrafos, modistas e marceneiros – arquitetos e gravadores),    as ciências (puras e humanas, incluindo os letrados) e o comércio. Em todas    estas categorias manifestam-se personalidades cuja história pessoal está ligada    à realidade portuguesa em diferentes sentidos e a vários níveis: há quem nasça    em Portugal em famílias de origem italiana e há quem chegue a esta terra provindo    de Itália. Vários, entre eles, manifestam determinadas sensibilidades políticas    e até chegam a ter parte ativa nos acontecimentos que caracterizam o primeiro    trinténio do século XIX. Numerosos italianos pertencem à grande vaga migratória    de profissionais ligados às artes e às ciências (mundo técnico e intelectual)    que chega a Portugal na segunda parte do século XVIII. No conjunto de todas    estas figuras, para além das origens assentadas na mesma cultura prevalece outro    denominador comum importante: suas biografias são parte integrante de qualquer    olissipografia. A nossa análise não será exaustiva, por evidentes razões de    espaço ou por falta de documentação ao nosso dispor, mas evidenciará alguns    casos particulares, que considerámos os mais representativos e exemplares.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.2.1 - As Artes</b></p>     <p>As artes em Portugal constituem, nesta altura, o resultado ainda não completo    do processo de “italianização” a que fizemos referência anteriormente. Por esta    razão, principiámos esta parte com figuras de italianos ligados a este domínio.    Por exemplo, em 1802 a capital é ponto de desembarque dum importante cenógrafo,    desenhador e gravador toscano, Francesco Bartolozzi. A sua chegada a Portugal    realiza-se após uma longa experiência de trabalho em Itália e em Inglaterra,    nomeadamente em Londres, onde abrira uma loja juntamente com o filho e onde    se tinha iniciado na maçonaria, na Loja <i>The Nine Muses</i> (é aliás autor    duma bela alegoria que decora a edição de 1785 das <i>Constituições de Anderson</i>)<a href="#35"><sup>35</sup></a><a name="top35"></a>.    Chega a Lisboa em idade já avançada, 80 anos, para trabalhar na Imprensa Régia,    que lhe entrega a organização duma aula de gravura, atividade que instala junto    da sua habitação, na rua de São Bernardo. Vive na capital até à sua morte, ocorrida    em 1815, sendo sepultado na igreja da sua freguesia (Santa Isabel)<a href="#36"><sup>36</sup></a><a name="top36"></a>.    Aproveita este tempo em Lisboa para deixar numerosas estampas, gravuras e uma    preciosa chapa de cobre, representando S. Félix de Cantalice, na igreja do convento    dos Barbadinhos Italianos<a href="#37"><sup>37</sup></a><a name="top37"></a>.    Aliás, o seu trabalho para a Impressão Régia avantaja-se com a integração nesta    instituição do valioso legado material (instrumentos) e imaterial (pessoal e    competências) da Casa Literária do Arco do Cego<a href="#38"><sup>38</sup></a><a name="top38"></a>,    formalmente extinta um ano antes da chegada de Bartolozzi a Lisboa. A convergência    das respetivas experiências permite a construção dum centro editorial de grande    importância, “que só em Lisboa poderia ter sede, ficando-lhe devida uma série    de títulos traduzidos que faltavam à informação dos artistas nacionais”<a href="#39"><sup>39</sup></a><a name="top39"></a>.    Na sua estadia em Lisboa, Bartolozzi revela o seu espírito filantrópico. Na    correspondência mantida com o seu amigo D. Rodrigo de Sousa Coutinho (embaixador    de Portugal em Turim entre 1778 e 1796) revela o seu empenho em cuidar e sustentar    economicamente pessoas carenciadas: acolhe e ajuda uma rapariga (Joana Margarida    de Castro) que depois entrega aos cuidados de Sousa Coutinho; ajuda também outro    jovem artista, um tal Tommasi, pedindo ao embaixador o favor de cuidar dele    (e das suas três filhas) após a sua morte<a href="#40"><sup>40</sup></a><a name="top40"></a>.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em 1803 chega um dos seus discípulos, o veneziano Domenico Pellegrini, também    maçon, que não fica a trabalhar com o seu mestre, encontrando até 1812 (ano    do seu regresso a Inglaterra após problemas de caráter político em que é envolvido,    sobre os quais voltaremos a falar mais a frente) um espaço profissional como    retratista régio<a href="#41"><sup>41</sup></a><a name="top41"></a>. A relação    entre estrangeiros e a Maçonaria em Lisboa é particularmente importante nestes    anos. Como frisa Oliveira Marques, </p>     <blockquote>        <p>na Maçonaria existente em Portugal concorreu um número significativo de estrangeiros.      Naturais das ilhas britânicas a maioria, mas igualmente franceses, italianos      e outros, os maçons estrangeiros desempenharam papel importante na estruturação      e consolidação da organização portuguesa. Isso possibilitou uma diversificação      interna das Lojas, nomeadamente no aspeto religioso, já que muitos destes      estrangeiros eram protestantes<a href="#42"><sup>42</sup></a><a name="top42"></a>.    </p> </blockquote>     <p>Entre estes estrangeiros há alguns italianos; tendo em conta os casos de Bartolozzi    e Pellegrini, podemos levantar a hipótese de que eles constituem grande parte    do 0,9% que é a percentagem dos artistas no total do chamado «povo maçónico».    Em 1820, entre os maçons estrangeiros em Portugal, a categoria profissional    mais representada é a dos comerciantes, com cerca de 12,5% do total<a href="#43"><sup>43</sup></a><a name="top43"></a>.  </p>     <p>O mundo da cultura – nomeadamente o teatro da ópera – é, direta ou indiretamente,    veículo fundamental da presença italiana no país. Ao lado de compositores, libretistas,    cantores e bailarinos há também os arquitetos, como Luigi Chiari. Este, que    principia a sua atividade na cidade do Porto, uma vez passado para Lisboa, trabalha    como cenógrafo junto dos teatros de São Carlos e dos Condes. A estas atividades    acresce a profissão de arquiteto, participando no projeto de construção da Basílica    de Estrela (não é dele o mausóleo da rainha D. Maria I no interior da igreja,    contrariamente ao que geralmente se pensa e o como se afirmou em estudos dedicados    à sua arte)<a href="#44"><sup>44</sup></a><a name="top44"></a>. Luigi Chiari    elabora o projeto e dirige as obras do palácio de Caldas Aulete, na área de    São Roque (meados dos anos 30), tendo publicado também um opúsculo sobre as    obras executadas no Real Teatro de São Carlos (1817), de que se torna empresário    de 1818 a 1820. Em outubro de 1823 é chamado pela paróquia do Loreto a pintar    as decorações fúnebres por ocasião das solenes exéquias em memória do pontífice    Pio VII (falecido no verão daquele ano), celebradas na igreja dos italianos<a href="#45"><sup>45</sup></a><a name="top45"></a>.    Morre por volta de 1840<a href="#46"><sup>46</sup></a><a name="top46"></a>.</p>     <p>Ainda entre os arquitetos, há que mencionar o bolonhês Francesco Saverio Fabri,    a quem se devem os primeiros trabalhos de escavação arqueológica na área do    teatro romano (1798). Fabri chega à capital do Reino em 1794, após intensa atividade    no Algarve, onde desembarcara pela primeira vez em 1790, respondendo a uma convocação    do bispo de Faro, Francisco Gomes de Avelar<a href="#47"><sup>47</sup></a><a name="top47"></a>.    Apenas um ano depois da sua chegada é nomeado arquiteto das obras públicas.    Já sob a proteção dos marqueses de Castelo Melhor, recebe a incumbência de trabalhar    na reestruturação integral do palácio da família, o imponente palácio Foz, localizado    no então Passeio Público. Em 1802, após o seu projeto para a construção do novo    palácio real, na área da Ajuda, ter sido aceite (em substituição do palácio    de madeira), é nomeado juntamente com José da Costa e Silva arquiteto do palácio    real. O arquiteto italiano mantém este cargo após a invasão francesa em 1807    e a fuga da família real para o Brasil, onde se refugiara também Costa e Silva    alguns anos depois (1811). Assim, ficando sozinho em Lisboa, Fabri torna-se    arquiteto único do palácio da Ajuda até 1817, ano em que morre, sendo sepultado    na igreja paroquial de Santos--o-Velho, bairro onde morava.</p>     <p>Entre os pintores e restauradores recordamos também Luigi Tirinnanzi, ativo    em Portugal ao longo de mais de 40 anos, depois de ter chegado a Lisboa na segunda    década do século XIX. A sua obra junta-se à de outros artistas portugueses e    italianos que ficam sob a proteção do 1º conde de Farrobo (e 2º barão de Quintela),    par do Reino, homem de negócios e pertinaz mecenas (como demonstra o seu futuro    empenho na construção do Teatro das Laranjeiras e do Teatro Nacional), figura    ligada a Itália por laços de sangue, pois era casado, em primeiras bodas, com    Mariana Carlota, filha do primeiro empresário do Teatro São Carlos, Francisco    António Lodi. Tirinnanzi terá que abandonar o Reino na década de 50, sendo desconhecidas    as razões por que o fez; contudo, deixará a marca da sua presença na cidade,    além de vários discípulos portugueses<a href="#48"><sup>48</sup></a><a name="top48"></a>.</p>     <p>O caso que apresentamos agora – o de uma família de emigrantes de origem romana    que chegou a Lisboa no final de Setecentos – é exemplar do percurso de núcleos    familiares que, tendo nascido em Itália, se instalam em terra lusitana, onde    deixam descendência. Estamos a falar dos Schioppetta (ou Schiopetta, ou Eschiopete),    entre os quais se destaca Domingos (Domenico), cenógrafo e compositor, autor    de várias músicas como <i>Eu namoro uma menina</i>, uma modinha com acompanhamento    de piano e guitarra. O artista ficou ligado ao setor teatral, que, juntamente    com o comércio, parece constituir uma importante vocação dos italianos em Portugal    naqueles anos. Não é certo que a vinda da família para Portugal se realize após    o nascimento do artista: Domingos nasce em 1788, muito provavelmente em Itália    – na vila de Tivoli, perto de Roma – e não em Lisboa. Um dos primeiros testemunhos    da sua ligação à comunidade italiana sediada na capital portuguesa é constituída    pela relação das festas da paróquia do Loreto em 1814 aquando da derrota de    Napoleão e da restituição do pontífice (Pio VII) à Santa Sé<a href="#49"><sup>49</sup></a><a name="top49"></a>.    Nesta ocasião, a fachada da igreja tinha sido ornamentada com uma estrutura    triunfal de arte efémera, onde entre várias alegorias ressaltava o vulto do    Santo Padre. O autor destas obras grandiosas era Schioppetta, que exibia o seu    talento para orgulho de todos “os Italianos, que tão longe da sua pátria, existem    em Portugal”.</p>     <p>Domingos Schioppetta, cujo pai chegara a Lisboa atraído pela abundante oferta    de trabalho (tratava-se de um ebanista de teatro, falecido num acidente de trabalho    enquanto trabalhava no Teatro do Salitre), rodeou-se de artistas e artesãos    da família: os irmãos Giuseppe e Antonio Carlo, mais novos e que com ele dividem    o domicílio (na rua do Loreto, 69), são identificados como “pintores”, ainda    que Agostinho Araújo, nos seus estudos, identifique o segundo como “bijoteiro”<a href="#50"><sup>50</sup></a><a name="top50"></a>.    O momento de público reconhecimento de Domingos Schioppetta – o primeiro duma    carreira artística – chega durante o triénio revolucionário de 1820-1823: tido    em boa consideração pelo grupo dirigente liberal, com quem mantém ótimas relações,    são-lhe encomendadas várias encenações e edificações efêmeras para as celebrações    públicas da revolução. Trata-se de iniciativas propagandísticas do novo governo    vintista que permitem ao artista italiano exibir a sua capacidade de representação    alegórica. Aliás, a própria colaboração do cenógrafo italiano com o Teatro de    São Carlos parece ter acompanhado o desenvolvimento das lutas constitucionais    no país, tendo em conta as obras cenográficas que este produziu entre 1818 e    1822, e depois em 1826<a href="#51"><sup>51</sup></a><a name="top51"></a>. Por    outro lado, ao longo de toda a sua realização artística, Domingos Schioppetta    manifesta “uma importante sintonia com valores sociais e culturais da geração    vintista, desde a crença no progresso irmanando as Artes e as Ciências até ao    compromisso entre bem distintas camadas sociais, por via da convicção ideológica”<a href="#52"><sup>52</sup></a><a name="top52"></a>.</p>     <p>Nesta época, as ruas de Lisboa pululam de cantores e bailarinos de origem italiana,    que evidentemente não se limitam ao exercício exclusivo da sua nobre arte num    curto período temporal, que dependia, normalmente, da duração dos contratos.    Alguns desses artistas decidem inserir-se no contexto social com perspetivas    de permanecer no Reino. É este o caso, por exemplo, do napolitano Baldassarre    Barattieri, bailarino, que se casa com uma portuguesa e tem um filho de nome    Giovanni. Em princípios de 1820, os seus familiares residentes no sul de Itália    pedem informações ao ministro dos negócios estrangeiros em Nápoles, Marchese    di Circello, que solicita a intervenção do vice-cônsul em Lisboa, Giuseppe Calleja.    Este envia para Itália a informação que o bailarino tinha morrido oito anos    antes na Moita e que recentemente tinha falecido também o seu filho em Lisboa,    onde deixava uma jovem mulher<a href="#53"><sup>53</sup></a><a name="top53"></a>.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Muitos são os músicos italianos que passam por Lisboa e que deixam marcas evidentes    na cultura musical. Pensamos em nomes como o de Carlo Coccia, destacado compositor    musical em Lisboa entre 1819 e 1822 e autor, entre muitas peças, da música do    hino da revolução vintista e da parte final da cantata alegórica <i>O Génio    Lusitano Triunfante</i>. Mas há muitos outros italianos que, no primeiro quartel    do século XIX, desempenham um papel de relevo no contexto musical lisboeta,    onde ficam até à morte, acrescentando um valor político – não só liberal – à    sua intervenção artística. Por exemplo, em 1818 chega a Lisboa o sopranista    Domenico Lauretti, cantor da Patriarcal (até 1836) e membro da Irmandade de    Santa Cecília. Na capital portuguesa manifesta simpatias miguelistas e compôs    uma Missa a 4 vozes e orquestra dedicada ao príncipe usurpador<a href="#54"><sup>54</sup></a><a name="top54"></a>.    Nos anos 40 desempenhará a atividade de professor de canto no Conservatório.    Um ano depois da chegada de Lauretti, aparece em Lisboa o compositor romano    Luca Agolini (ou Angolini, segundo o seu registo nos elencos consulares)<a href="#55"><sup>55</sup></a><a name="top55"></a>,    que trabalha em diversos teatros da capital até 1828, deixando uma obra que    manifesta as suas simpatias absolutistas (<i>Viva o Senhor D. Miguel I. Inno    Imperiale com variazioni composte per Luca Agolini Romano</i>)<a href="#56"><sup>56</sup></a><a name="top56"></a>.    A emigração italiana para Portugal é também motivada por questões políticas:    isto porque, como já referimos, Lisboa é naqueles anos ponto de chegada de exilados    políticos italianos, entre os quais se destacam as figuras de Guglielmo Pepe,    Giuseppe Pecchio e Giacinto Provana di Collegno<a href="#57"><sup>57</sup></a><a name="top57"></a>.  </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.2.2 - Ciências</b></p>     <p>O mundo intelectual lisboeta (e português) das primeiras décadas de Oitocentos    enumera várias personalidades de origem italiana, algumas ligadas à emigração    de cientistas que teve lugar durante o pombalismo e à qual nos referimos no    capítulo antecedente. É este o caso do paduano Domenico Vandelli, chegado a    Portugal em 1764 e fundador do jardim botânico de Coimbra (1772). Pelas suas    competências nas ciências naturais é chamado a dirigir, nos anos seguintes,    o real jardim botânico da Ajuda<a href="#58"><sup>58</sup></a><a name="top58"></a>.    Naqueles anos Vandelli distingue--se também pelos seus sentimentos “esclarecidos”,    que lhe valem numerosas acusações de <i>afrancesado</i>, acabando por se ver    envolvido na Setembrizada (1810). Vandelli, devido talvez à sua idade avançada    (perto dos oitenta anos), consegue evitar a deportação para o Brasil e obter    uma autorização especial para dirigir- -se para Inglaterra. Contudo, são vários    os italianos envolvidos nesta operação de repressão antiliberal, como o já mencionado    pintor Domenico Pellegrini (que, como vimos, acaba por fixar-se novamente em    Londres), o piemontês Urbino Pizzetti, o funcionário particular e professor    Luís Francisco Risso, o copeiro romano Filippo Bernardini, o negociante genovês    José Maria Cambiasso e o negociante romano Pietro Paolo Candidi<a href="#59"><sup>59</sup></a><a name="top59"></a>.    Domenico Vandelli morre em 1816, deixando descendência em Lisboa: o filho Alexandre    torna-se, desde 1819, diretor da Intendência Geral de Minas e Metais do Reino,    sendo incluído pelo geógrafo Adriano Balbi entre as pessoas a quem agradece    pela ajuda recebida na realização do seu célebre ensaio estatístico sobre Portugal<a href="#60"><sup>60</sup></a><a name="top60"></a>.    Contrariamente ao pai, Alexandre Vandelli manifesta sentimentos políticos absolutistas    e, por essa razão, será obrigado a abandonar o Reino em 1833.</p>     <p>Grande representante da população luso-italiana é o já evocado Marino Miguel    Franzini, deputado nas Cortes Constituintes de 1821 e depois nas Ordinárias    de 1822. Trata-se dum intelectual que sempre gozou de grande reputação no ambiente    liberal; naquela mesma altura trabalha sobre assuntos próximos dos de Balbi,    tendo começado desde cedo a publicar vários estudos no âmbito das estatísticas    sobre a população portuguesa (de 1825 é a primeira edição do Almanach Portuguez).    Marino Miguel é filho de Michele Franzini<a href="#61"><sup>61</sup></a><a name="top61"></a>,    veneziano, chamado a Portugal pelo marquês de Pombal para trabalhar como professor    de álgebra no Colégio dos Nobres (nos anos em que prestam seus serviços também    Michele Ciera e Giovanni Brunelli). Após a abolição do ensino das ciências naquela    instituição pombalina (1772), Franzini passa a lecionar na Universidade de Coimbra.    A família dos Franzini é totalmente italiana: a sua mãe é genovesa, Faustina    Paola Costa. Nos manuscritos reservados da Biblioteca Nacional guarda-se ainda    a certidão do casamento deste casal italiano, realizado em Lisboa em 1777<a href="#62"><sup>62</sup></a><a name="top62"></a>.</p>     <p>Michele morre em Coimbra em 1810, mas isso não impede a continuação da relação    do filho com a vertente italiana da família, como demonstram por exemplo as    cartas trocadas em 1823 com o seu cunhado, Giuseppe Gervasone, então residente    em Génova<a href="#63"><sup>63</sup></a><a name="top63"></a> e marido da sua    irmã, Anna Maria (o geógrafo tem mais duas irmãs, Sebastiana Maria e Joana Isabel,    residentes em Lisboa pelo menos até 1817, ano em que cada uma pede ao rei D.    João VI uma pensão de duzentos mil reis)<a href="#64"><sup>64</sup></a><a name="top64"></a>.    O alto perfil e o impacto duma figura como esta que acabámos de referir, a par    de outras tão relevantes no panorama intelectual luso-italiano, evidenciam e    corroboram a ideia segundo a qual “o signo «Franzini» implica o recordar da    importação portuguesa do iluminismo italiano [...] alude a um imaginário que    desagua no estatuto simbólico que os nomes italianos possuíram e conquistaram    em Portugal”<a href="#65"><sup>65</sup></a><a name="top65"></a>. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.2.3 - Comércio</b></p>     <p>O comércio constitui o domínio em que a presença italiana adquire um papel    mais relevante, comparável àquele que têm os artistas e trabalhadores dos teatros,    ainda que se caracterize por uma maior estabilidade na presença e na permanência    na capital. De facto, muitos são os casos de atividade comercial da comunidade    italiana que se estabelece e permanece durante um período de tempo considerável    na capital. Lisboa é, no período cronológico em foco, uma cidade de tradição    comercial que desperta ainda considerável interesse pelas possibilidades de    negócio que continua a oferecer, facto que condiciona a imigração que se define    apesar das contingências de objetiva dificuldade para Portugal.</p>     <p>Por questões de espaço, não procedemos aqui a uma categorização da variedade    das tipologias socio-laborais que distinguem este quadro profissional. É um    facto que esta fase histórica apresenta dificuldades na definição e classificação    deste grupo socioeconómico<a href="#66"><sup>66</sup></a><a name="top66"></a>.    Tentaremos fornecer um quadro de conjunto do panorama italiano dentro do comércio    lisboeta – ver tabela inscrita mais abaixo –; caraterizaremos depois dois exemplos    significativos que representam a presença italiana no mundo do comércio urbano    nas primeiras décadas do século.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a href ="/img/revistas/cam/vser2n3/ser2n3a10t2.jpg" target="_blank">Tabela  2</a>      
<p>&nbsp;</p>     <p>Em primeiro lugar, referimo-nos a uma figura que desempenhou um papel importante    na vida social de Lisboa. Antonio Marrara (o Marrare, segundo corrupção na transcrição    portuguesa), calabrês, originário da então província de Calábria Ultra (precisamente    no atual território do distrito de Reggio di Calabria, entre as vilas de Calanna    e Laganadi, onde residiam os seus familiares)<a href="#67"><sup>67</sup></a><a name="top67"></a>,    emigrado para Lisboa em finais do século XVIII, como copeiro do marquês de Nisa,    que muito provavelmente o conheceu em Nápoles numa das suas missões militares,    em 1792 ou 1799. Trata-se de uma figura histórica da cidade do romantismo, respeitada    nos ambientes de vida mundana e pela alta burguesia lisboeta e dotada de elevadas    capacidades de gestão. Na capital portuguesa, Marrara protagoniza uma rápida    escalada empresarial no campo da restauração, chegando a controlar vários café    da cidade (no total serão sete)<a href="#68"><sup>68</sup></a><a name="top68"></a>,    a partir do “Marrare do arco da Bandeira” (no homónimo lugar no Rossio) e do    “Marrare do São Carlos” (na esquina entre as atuais ruas Anchieta e Cabelo,    nas proximidades do Teatro). Estes são lugares de reunião de liberais e <i>afrancesados</i>,    sobretudo o primeiro, que desempenhou esta função em 1820 (além de ser lugar    de encontro habitual de toureiros)<a href="#69"><sup>69</sup></a><a name="top69"></a>.    Já o segundo é um espaço de interação e desenvolvimento da vida do público do    Teatro, e por esta razão é constantemente vigiado pela polícia: por exemplo,    em maio de 1828, aquando da ação de repressão policial que se segue ao restabelecimento    do absolutismo, são espoliadas dos depósitos do Teatro – como sucede no Teatro    dos Condes – as próprias armas que eram utilizadas nos espetáculos<a href="#70"><sup>70</sup></a><a name="top70"></a>.    Contudo, o lugar mais célebre gerido pelo calabrês em Lisboa será o “Marrare    do Polimento”, inaugurado em 1820 na rua das Portas de Santa Catarina (atualmente    rua Garrett, 56), “café de grande importância social, política e literária”<a href="#71"><sup>71</sup></a><a name="top71"></a>,    onde se ia “como os romanos iam a Atenas”<a href="#72"><sup>72</sup></a><a name="top72"></a>.    Antonio Marrara morre em 1839 e a gerência do seu café trespassa, após um período    de controle do seu sobrinho José Marrare, à família Ferrari, que funda a firma    histórica e de realce no mundo da restauração citadina. </p>     <p>O segundo caso diz respeito à mais importante das casas comerciais italianas    em Portugal nesta centúria, a <i>Oneto e Richini</i>, fundada naqueles anos    por Giacomo Oneto como filial da sua sociedade genovesa, especializada na importação    e comércio de produtos coloniais, assim como na intermediação de produtos manufatureiros    genoveses, destinados às colónias e, geralmente, à América do Sul (mercado de    referência, naquela altura, para as mercadorias lígures). A família dos Oneto    possui, naqueles anos, o monopólio do tráfico dos produtos coloniais no porto    de Génova<a href="#73"><sup>73</sup></a><a name="top73"></a>.</p>     <p>Giacomo Oneto acompanha a atividade da sociedade lisboeta pelo menos até meados    dos anos trinta: após esta data fixa-se definitivamente em Génova. Contudo,    é em Lisboa que encontra a sua esposa, Maria Eugénia Roiz de Silva, que se transfere    com ele para a cidade lígure, onde Giacomo Oneto começa a sua escalada no mundo    da finança e da política. No entanto, Oneto tinha já ampliado a gama dos seus    interesses na capital portuguesa, abrindo-se ao mundo financeiro: de facto,    temos notícias de que, já desde 1830, a sua sociedade com Giovanni Richini (lígure,    nascido em Nervi e treze anos mais velho do que ele) desenvolve também funções    de casa de câmbio, como atesta uma crónica inglesa que dá conta da (difícil)    tarefa dos agentes de intermediação dos credores internacionais do governo de    D. Miguel<a href="#74"><sup>74</sup></a><a name="top74"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONCLUSÕES</b></p>     <p>Como vimos, a presença italiana na cidade de Lisboa alarga a sua importância    até à primeira metade do século XIX, centúria fundamental pelo desenvolvimento    das lutas pela independência italiana e para o surgimento duma consciência nacional.    Lisboa é cenário das práticas de construção duma identidade comum pela comunidade    italiana nela residente. Esta é composta por diferentes grupos regionais, entre    os quais prevalece o do Reino da Sardenha, que desde 1815 inclui os territórios    da antiga República de Génova, cujas relações com o Império Português e a presença    na cidade de Lisboa remontam à idade média. Os genoveses (e lígures em geral)    são os mais numerosos; a prevalência deste fluxo migratório nestes anos pode    explicar-se por duas razões socioeconómicas. Em primeiro lugar, pela situação    na cidade de origem (e sua região) na passagem entre os séculos XVIII e XIX,    caracterizada por falências financeiras públicas e privadas, e alta dívida pública    (herança do período napoleónico); isto é, uma situação de completa estagnação,    particularmente logo após o Congresso de Viena<a href="#75"><sup>75</sup></a><a name="top75"></a>.    Em segundo lugar, e como consequência do que acabámos de referir, por um clássico    fenómeno de cadeia migratória (em italiano: <i>fenomeno di richiamo</i>). Em    relação aos outros grupos regionais interessados na emigração para Portugal,    valem as razões da cadeia migratória, bem como o papel que Lisboa continua a    desempenhar economicamente entre o Atlântico e o Mediterrâneo e a sua importância    a nível cultural (teatro e belas artes).</p>     <p>Em conclusão, o processo de “italianização” (ou seja, de crescente presença    e influência da cultura material e imaterial italiana) que se faz sentir em    Portugal a partir de meados do século XVIII alarga-se até ao período que consideramos,    chegando à época da própria unificação italiana, em 1861. Na nossa análise não    tivemos em conta esta segunda parte, que podemos restringir cronologicamente    aos anos de 1834 a 1861. Isto porque é inevitável que o espírito da própria    comunidade, reunida em torno dos seus centros aglutinadores, reforce a nova    identidade ao aproximar-se dos acontecimentos cruciais da unificação da Península.    Por isso, a investigação confere um interesse mais aprofundado ao percurso que    precede estes momentos. Porque é naqueles anos que a questão nacional italiana    encontra as suas bases, como tentámos demostrar ao longo do texto: ou seja,    é então que começa a esboçar-se um grupo homogéneo, reconhecido pelo ambiente    que o acolhe e que desenvolve processos de autoidentificação – a que chamámos    “práticas de nacionalidade” –, levados a cabo por uma comunidade luso--italiana,    que é parte relevante da história Oitocentista da cidade de Lisboa. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>FONTES E BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p><b>Fontes manuscritas</b></p>     <p><b>Arquivo Municipal de Lisboa</b></p>     <p><i>Livro 9º de consultas e decretos de D. Pedro II.</i></p> <i>      <p>Livro 9º de consultas e decretos de D. João V do Senado Ocidental.</p> </i>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Arquivo Nacional da Torre do Tombo</b></p>     <p>Ministério dos Negócios Estrangeiros, <i>Correspondência da Intendência Geral    da Polícia [1823-24]</i>, cx. 342.</p>     <p>Ministério dos Negócios Estrangeiros, <i>Correspondência dos Consulados da    Áustria, Suécia, Toscana e Roma, </i>cx. 233. </p>     <p>Ministério dos Negócios Estrangeiros, <i>Correspondência da Legação de Sardenha    em Lisboa</i>, cx. 511. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Junta do Comércio, <i>Relações de empregados e negociantes para o Almanaque    de Lisboa</i>, mç. 61 [cx. 199]. </p>     <p>Intendência Geral da Polícia, <i>Contas Confidenciais,</i> liv. 224.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Archivio di Stato di Napoli (ASN)</b></p>     <p>Ministero degli Esteri, <i>Consoli del Regno di Napoli all’estero. Lisbona-Diversi    (1815-1829)</i>, busta 2690.</p>     <p>Ministero degli Esteri, <i>Consoli del Regno di Napoli all’estero. Lisbona-Diversi    (1817-1829)</i>, busta 2692.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Biblioteca Nacional de Portugal</b></p>     <p><i>Manuscritos Reservados,</i> mss. 260. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Fontes impressas e estudos</b></p>     <!-- ref --><p><i>Almanak estatístico de Lisboa em 1837. </i>[Lisboa]: Impressão de M. G.    Coelho e C.ª, [1837?].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057360&pid=S2183-3176201500010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ALESSANDRINI, Nunziatella – La presenza genovese a Lisbona negli anni dell’unione    delle corone (1580-1640). Genova y la Monarquia Hispánica (1528-1713). <i>Atti    della Società Ligure di Storia Patria.</i> Genova: [s.n.]. Nuova Serie Vol.    LI (CXXV) (2011), fasc. I, p. 73-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057362&pid=S2183-3176201500010001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>AMORYM, Roby – <i>Da mão à boca: para uma história da alimentação em Portugal.</i>    Lisboa: Salamandra, 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057364&pid=S2183-3176201500010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ARAUJO, Agostinho Rui Marques de – Artes várias, duros tempos: notas para o    estudo de uma família ítalo-portuguesa (ca. 1788-1838). <i>Revista da Faculdade    de Letras. Ciências e Técnicas do Património. </i>Porto: [s.n.]. I Série Vol.    1 (2002), p. 149-172.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057366&pid=S2183-3176201500010001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>ARAUJO, Agostinho Rui Marques de - Algumas ideias de arte do pintor Domingos    Schiopetta. In <i>Colóquio Luso-Brasileiro de História de Arte</i>, 7, Porto,    2005 – <i>Artistas e artifices e a sua mobilidade no mundo de expressão portuguesa:    actas. </i>Porto: Faculdade de Letras da Universidade, 2007. p. 21-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057368&pid=S2183-3176201500010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>ARAUJO, Agostinho Rui Marques de - O restauro de painéis e a actividade de    alguns pintores italianos em Portugal. In TOPA, Francisco; MARNOTO, Rita (org.)    – <i>Nel mezzo del cammin. Actas da jornadas de estudos italianos em honra de    Giuseppe Mea. </i>Porto: Sombra pela Cintura, 2009. p. 11-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057370&pid=S2183-3176201500010001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>BANTI, Alberto Maria – <i>Il risorgimento italiano.</i> 8ª ed. Roma-Bari: Laterza,    2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057372&pid=S2183-3176201500010001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>BARDET, Jean-Pierre; DUPÂQUIER, Jaques (ed.) – <i>Histoire des populations    de l’Europe. Vol. II: La révolution démoghaphique. </i>Paris: Fayard, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057374&pid=S2183-3176201500010001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BHABA, Homi K. – Disseminação: tempo, narrativa e as margens da nação moderna.    In BUESCU, Helena; DUARTE, João Ferreira; GUSMÃO, Manuel (org.) – <i>Floresta    encantada: novos caminhos da literatura comparada. </i>Lisboa: Dom Quixote,    2001. p. 533-569.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057376&pid=S2183-3176201500010001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>BRON, Grégoire – <i>Révolution et nation entre le Portugal et l’Italie: les    relations politiques luso-italiennes des lumières à l’Internationale liberále    de 1830. </i>Paris [etc.]: [s.n.], 2013. Thèse de doctorat, Ecole Pratique des    Hautes Etudes – ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057378&pid=S2183-3176201500010001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CALZAVARA, Dario; CASSINO, Carmine – The nineteenth-century italian political    migration to the Lusophone. <i>Mediterranean Journal of Human and Social Sciences    </i>[Em linha]. Roma: MCSER. Vol. 3 N. 8 (2012), p. 117-124. Disponível na Internet:<a href="http://www.mcser.org/images/stories/MJSS-Special-issues/mjss%20vol%203%20no%208%20april%202012.pdf" target="_blank">http://www.mcser.org/images/stories/MJSS-Special-issues/mjss%20vol%203%20no%208%20april%202012.pdf</a>    .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057380&pid=S2183-3176201500010001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CARVALHO, Pinto de (Tinop) – <i>Lisboa d’outros tempos. </i>Lisboa: Parceria    Antonio Maria Pereira, 1899.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057382&pid=S2183-3176201500010001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>COSTA, Luiz Xavier da – <i>Francesco Bartolozzi: versão de ectractos, em português,    com anotações tiradas de outras fontes. </i>Porto: Círculo Dr. José de Figueiredo,    1943.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057384&pid=S2183-3176201500010001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>CURTIN, Philip D. – <i>Mercanti: commercio e cultura dall’antichità al XIX    secolo. </i>Bari: Laterza, 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057386&pid=S2183-3176201500010001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DE FELICE, Emidio – <i>Dizionario dei cognomi italiani. </i>2ª ed. Milano:    Oscar Studio Mondadori, 1979.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057388&pid=S2183-3176201500010001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DI GIUSEPPE, Francesca – <i>Portogallo, Italia e questione iberica (1821-1869).    </i>Napoli: [s.n.], 2010. Tese de doutoramento em Ciências Históricas, Arqueológicas    e Historicoartísticas (XXII ciclo), Università degli Studi di Napoli “Federico    II”.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057390&pid=S2183-3176201500010001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>DIAS, João Pereira – Cenógrafos italianos em Portugal. <i>Estudos Italianos    em Portugal.</i> Lisboa: Instituto Italiano de Cultura. Vol. IV (1941), p. 44-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057392&pid=S2183-3176201500010001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <!-- ref --><p>FILIPPI, Sergio – <i>La Chiesa degli Italiani: cinque secoli di presenza italiana    a Lisbona negli archivi della chiesa di Nostra Signora di Loreto.</i> Lisboa:    Fábrica da Igreja Italiana da Nossa Senhora do Loreto, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057394&pid=S2183-3176201500010001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FRANÇA, José Augusto – <i>Lisboa: história física e moral. </i>Lisboa: Livros    Horizonte, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057396&pid=S2183-3176201500010001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FRANZINI, Marino Miguel – <i>Almanach portuguez.</i> <i>Anno de MDCCCXXV</i>.    Lisboa: na Impressão Regia, [1825?].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057398&pid=S2183-3176201500010001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GABACCIA, Donna R. – <i>Emigranti. </i>Torino: Einaudi, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057400&pid=S2183-3176201500010001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>GABACCIA, Donna R. – L'Italia fuori d'Italia. In CORTI, Paola; SANFILIPPO,    Matteo (dir.) – <i>Storia d'Italia. Annali 24. Migrazioni. </i>Torino: Einaudi,    2009. p. 226-248.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057402&pid=S2183-3176201500010001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HOBSBAWM, Eric J. – <i>A questão do nacionalismo: nações e nacionalismo desde    1780.</i> 2ª ed. Lisboa: Terramar, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057404&pid=S2183-3176201500010001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LONGO, Biagio – Domenico Vandelli e la fondazione del primo orto botanico nel    Portogallo. <i>Relazioni storiche fra l’Italia e il Portogallo. Memorie e documenti.</i>    Roma: Reale Accademia d’Italia, 1940. p. 403-407.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057406&pid=S2183-3176201500010001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MACHADO, C. Volkmar – <i>Collecção de memórias, relativa às vidas dos pintores,    e escultores, architetos, e gravadores portuguezes, e estrangeiros, que estiverão    em Portugal. </i>Lisboa: na Impressão de Victorino Rodrigues da Silva, 1823.    p. 229.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057408&pid=S2183-3176201500010001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MARQUES, António H. de Oliveira – <i>História da Maçonaria em Portugal. </i>Lisboa:    Editorial Presença, 1990-1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057410&pid=S2183-3176201500010001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MATOS, Alfredo Campos (org.) – <i>Dicionário de Eça de Queiroz. </i>Lisboa:    Caminho, 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057412&pid=S2183-3176201500010001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>NUNES, Maria Fátima – <i>O Liberalismo português: deários e ciências: o universo    de Marino Miguel Franzini (1800-1860).</i> Lisboa: Instituto Nacional de Investigação    Científica, 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057414&pid=S2183-3176201500010001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OLIVEIRA, Eduardo Freire de – <i>Elementos para a história do município de    Lisboa. </i>Lisboa: Typographia Universal, 1882-1911.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057416&pid=S2183-3176201500010001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>PEDREIRA, Jorge Miguel de Melo Viana – Os negociantes de Lisboa na segunda    metade do século XVIII: padrões de recrutamento e percursos sociais. <i>Análise    Social. </i>Lisboa: Instituto de Ciências Sociais. V. XVII Nº116-117 (1992),    p. 407-440.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057418&pid=S2183-3176201500010001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RIMONDINI, Giovanni; SAMOGGIA, Luigi – <i>Francesco Saverio Fabri: formazione    e opera in Italia e Portogallo. </i>Medicina: Comitato Ricerche Storiche Medicinesi,    1979.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057420&pid=S2183-3176201500010001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RODRIGUES, Teresa – Os movimentos migratórios em Lisboa: estimativa e efeitos    na estrutura populacional urbana de Oitocentos. <i>Ler História. </i>Lisboa:    ISCTE. Nº 26 (1994), p. 45-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057422&pid=S2183-3176201500010001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RODRIGUES, Teresa – Um espaço urbano em expansão: de Lisboa de Quinhentos à    Lisboa do século XX. <i>Penélope. Fazer e desfazer a História.</i> Lisboa: Quetzal    Editores. Nº13 (1994), p. 95-117.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057424&pid=S2183-3176201500010001000033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RODRIGUES, Teresa – <i>Nascer e morrer na Lisboa oitocentista: migrações, mortalidade    e desenvolvimento.</i> Lisboa: Cosmos, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057426&pid=S2183-3176201500010001000034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ROLLANDI, Maria Stella – Da ‘negozianti’ a banchieri. La famiglia Oneto nell’Ottocento.    In SPINGARDI, Caterina Olcese (dir.) - <i>Ottocento in salotto: cultura, vita    privata e affari tra Genova e Napoli. </i>Firenze: Maschietto, 2006. p. 41-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057428&pid=S2183-3176201500010001000035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <!-- ref --><p>ROMANO, Ruggero; VIVANTI, Corrado (coord.) – <i>Storia d'Italia. Dal Primo    Settecento All'unità. </i>Torino: Einaudi, 1973. vol. 3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057430&pid=S2183-3176201500010001000036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ROSARIO, Morais do – <i>Genoveses na história de Portugal. </i>Lisboa: [s.n.],    1977.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057432&pid=S2183-3176201500010001000037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>ROSSI, Giuseppe Carlo – Inediti di italiani a Cascais. <i>Convivium raccolta    nuova. </i>Torino [etc.]: Società Editrice Internazionale. Nº 5-6 (1950), p.    812-824. </p>     <!-- ref --><p>SÃO-PAIO, Marquês de - Para a História dos Septembrizados (o desembargador    Sebastião José de São Paio). <i>Anais da Academia Portuguesa de História. </i>Lisboa:    Academia Portuguesa de História. II série, vol. 17 (1968), p. 33-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057435&pid=S2183-3176201500010001000039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SASPORTES, José – Trajetória da dança teatral em Portugal. <i>Biblioteca Breve.</i>    [Lisboa]: Instituto de Cultura Portuguesa. Vol. XXVII (1979).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057437&pid=S2183-3176201500010001000040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>SERRÃO, Joël – <i>Dicionário de História de Portugal.</i> Porto: Figueirinhas,    1984. vol. 5&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057439&pid=S2183-3176201500010001000041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>SOARES, Ernesto – Francisco Bartolozzi em Portugal. <i>Estudos Italianos em    Portugal. </i>Lisboa: Instituto de Cultura Italiana em Portugal. Fasc. 7-8 (1943),    p. 110-118.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057440&pid=S2183-3176201500010001000042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SUCENA, Eduardo – Voz «cafés». In SANTANA, Francisco (dir.) – <i>Dicionário    da História de Lisboa. </i>Lisboa: Carlos Quintas &amp; Associados, 1994. p.    193.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057442&pid=S2183-3176201500010001000043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>THOMAZ, Manuel Fernandez – <i>Repertorio geral, ou indice alphabetico das leis    extravagantes do reino de Portugal. </i>Coimbra: Imprensa da Universidade, 1815.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057444&pid=S2183-3176201500010001000044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VALENTIM, Maria José Quaresma de Carvalho Alves – <i>A produção musical de    índole política no período liberal (1820-1851). </i>Lisboa: [s.n.], 2008. Tese    de mestrado em Ciências Musicais (Musicologia Histórica) na Faculdade de Ciências    Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057446&pid=S2183-3176201500010001000045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VARGUES, Isabel Nobre – Liberalismo e independência: os exilados italianos    em Portugal. <i>Revista Portuguesa de História. </i>Coimbra: Instituto de História    Económica e Social. Tomo XXXI, vol. II (1996), p. 411-426.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057448&pid=S2183-3176201500010001000046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VASCONCELOS, José Leite de – <i>Antroponimia portuguesa. </i>Lisboa: Imprensa    Nacional, 1928.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057450&pid=S2183-3176201500010001000047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VENTURA, António – <i>Uma história da Maçonaria em Portugal. 1727-1986.</i>    Lisboa: Círculo de Leitores, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057452&pid=S2183-3176201500010001000048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VIDAL, Angelina – <i>Lisboa antiga e Lisboa moderna. </i>2ª ed. Lisboa: Veja,    1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2057454&pid=S2183-3176201500010001000049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>submissão/submission: 31/01/2015</p>     <p>aceitação/approval: 06/04/2015</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><a href="#top*"><sup>*</sup></a><a name="*"></a>Investigador do Centro de História    da Universidade de Lisboa, doutorando em História Contemporânea com uma tese    sobre a emigração italiana em Portugal e a comunidade italiana em Lisboa na    primeira metade do século XIX. Bolseiro da Fundação pela Ciência e Tecnologia,    publicou vários estudos sobre as relações luso-italianas no século XIX. É colaborador    do Instituto Italiano de Cultura de Lisboa. Correio eletrónico: <a href="mailto:carmine.cassino@campus.ul.pt">carmine.cassino@campus.ul.pt</a></p>     <p><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a> Estamos a referir-nos, em    particular, à vasta produção bibliográfica de autores como Prospero Peragallo,    Virgínia Rau, Giuseppe Carlo Rossi e Carmen Radulet. Não é possível explicar    a causa de tão elevado número de obras sobre o assunto nem elencar exaustivamente    os estudos que se fizeram sobre o tema. Para um conhecimento mais profundo dos    trabalhos de duas figuras menos conhecidas do público português, o padre carmelita    Prospero Peragallo e o professor Giuseppe Carlo Rossi, remetemos o leitor para    dois estudos bio-bibliográficos: sobre o primeiro, veja-se ROSA, Cristina –    Prospero Peragallo, un agente culturale fra Italia e Portogallo: una bio-bibliografia.    In SOMMARIVA, Grazia (dir.) – <i>Amicitiae munus. Miscellanea di studi in memoria    di Paola Sgrilli</i> [Em linha]. Sarzana: Agorà, 2006. p. 193-201. Disponível    na Internet: <a href=" http://dspace.unitus.it/bitstream/2067/814/1/ARTICOLOPROSPEROPERAGALLO.pdf" target="_blank">    http://dspace.unitus.it/bitstream/2067/814/1/ARTICOLOPROSPEROPERAGALLO.pdf</a>    Sobre o segundo, veja-se MENDES, Maria Gil (dir.) – <i>Giuseppe Carlo Rossi    Lusitanista (1908-1983). Atti del convegno internazionale nel centenario della    nascita (1908-2008). </i>Roma: Albatros, 2012. Atti del convegno internazionale    nel centenario della nascita (1908-2008).</p>     <p><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a> O 4º ciclo foi dedicado ao    tema “Diplomacia e circulação de elites (sécs. XV-XVIII)”. Até ao momento de    redação do presente artigo estão no prelo as atas do 3º ciclo: “Circulação de    mercadorias, pessoas e ideais (secs. XV-XVIII)”. </p>     <p><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a> Entre as dinamizadoras desta    atividade encontra-se uma das estudiosas atualmente mais empenhadas na investigação    e divulgação do tema no contexto académico português: Nunziatella Alessandrini,    cuja produção científica da última década, em língua portuguesa e italiana,    merece lugar de realce.</p>     <p><a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a>Por ocasião do centenário aparece    uma resenha bibliográfica: MANUPPELLA, Giacinto – Documentos para o estudo das    relações intelectuais luso-italianas: bibliografia portoghese del Risorgimento.    <i>Boletim internacional de bibliografia luso-brasileira.</i> Lisboa: [s.n.].    Vol. II Nº1 (jan. – mar. 1961), p. 67-141.</p>     <p><a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a> Assinalamos duas teses de    doutoramento que representam até este momento o resultado mais avançado da investigação    no campo das relações luso--italianas no contexto do <i>Risorgimento </i>italiano:    DI GIUSEPPE, Francesca – <i>Portogallo, Italia e questione iberica (1821-1869).    </i>Napoli: [s.n.], 2010. <i>Tese de doutoramento em Ciências Históricas, Arqueológicas    e Historicoartísticas</i> (XXII ciclo), Università degli Studi di Napoli “Federico    II”; BRON, Grégoire – <i>Révolution et nation entre le Portugal et l’Italie:    les relations politiques luso-italiennes des lumières à l’Internationale liberále    de 1830. </i>Paris-Lisboa: [s.n.], 2013. Thèse de doctorat, Ecole Pratique des    Hautes Etudes – ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa. No que diz respeito    às publicações, revela-se particularmente rico o conjunto de contribuições publicadas    na revista <i>Estudos italianos em Portugal.</i> Lisboa: Instituto Italiano    de Cultura. Nova Série N. 6 (2011). </p>     <p><a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a> <i>Woordenboek der Nederlandsche    Taal,</i> Den Haag, 1913, coll. 1586-90, <i>apud</i> HOBSBAWM, Eric J. – <i>A    questão do nacionalismo. Nações e nacionalismo desde 1780. </i>2ª ed. Lisboa:    Terramar, 2001. p. 21. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a> <i>Noticia do apparato, e    magnificas disposiçoens, que para as solemnes exequias de Sua Magestade […]    Dom Joaõ V, celebrou na sua Igreja de Nossa Senhora do Loreto em 14 de janeiro    de 1751. Pela naçam italiana, residente em Lisboa. </i>[s. l.]: [s.n.], [s.d.].  </p>     <p><a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8"></a> Cf. ALESSANDRINI, Nunziatella    – La presenza genovese a Lisbona negli anni dell’unione delle corone (1580-1640).    Genova y la Monarquia Hispánica (1528-1713). <i>Atti della Società Ligure di    Storia Patria. </i>Genova: [s.n.]. Nuova Serie Vol. LI (CXXV), fasc. I, p. 73-98,    <i>passim</i>. </p>     <p><a href="#top9"><sup>9</sup></a><a name="9"></a> <i>Capitulum et Canonici sacrosantae    Lateranensis Ecclesiae dilectis nobis in Christo Nobilibus viris Mercatoribus,    et Confraternitati Italorum in Civitate Ulixbonen. Commemorantium salutem, ac    sinceram Domino Charitatem</i>, in Arquivo do Loreto, <i>Caixa I/Bolle e Brevi,</i>    fasc. 35, p. 6ss, letra G; <i>Caixa I/Storia della Chiesa,</i> doc. 39;<i> Caixa    VII</i>, doc. 1; <i>apud</i> FILIPPI, Sergio – <i>La Chiesa degli Italiani:    cinque secoli di presenza italiana a Lisbona negli archivi della chiesa di Nostra    Signora di Loreto.</i> Lisboa: Fábrica da Igreja Italiana da Nossa Senhora do    Loreto, 2013. p. 40, nota 29. </p>     <p><a href="#top10"><sup>10</sup></a><a name="10"></a> “Em Portugal, a italianização    percorreu uma estrada livre, com o acesso facilitado pela relação preferencial    de Lisboa com a corte de Viena, ativo centro italianizante. Como se sabe, a    italianização atingiu não só a música e a dança, mas também a literatura, a    arquitetura, a pintura, a escultura, o teatro. E como encontrou para si todo    o espaço, instalou-se imperturbável até para além do fim do século, sem sentir    as diferentes ameaças críticas à sua hegemonia”. SASPORTES, José – Trajetória    da dança teatral em Portugal. <i>Biblioteca Breve. </i> [Lisboa]: Instituto    de Cultura Portuguesa. Vol. XXVII (1979), p. 33.</p>     <p><a href="#top11"><sup>11</sup></a><a name="11"></a> Arquivo Nacional da Torre    do Tombo (doravante ANTT), Intendência Geral da Polícia, <i>Estrangeiros residentes    em Portugal</i>, liv. 161.</p>     <p><a href="#top12"><sup>12</sup></a><a name="12"></a> THOMAZ, Manuel Fernandez    – <i>Repertorio geral, ou indice alphabetico das leis extravagantes do reino    de Portugal. </i>Coimbra: Imprensa da Universidade, 1815. p. 236. Pode-se ler:    “Conservatoria da Nação Italiana foi criada. A 22 de abril de 1800”. Mas é certa    a existência de juízes conservadores antes desta data, representados pelos quatro    corregedores do cível da cidade. Em 1800 passa-se à organização da Conservatória    como sujeito autónomo, com juiz conservador próprio, pago pela paróquia do Loreto,    capaz de intervir em processos judiciais, cíveis e crime. A Conservatória italiana    foi extinta em março de 1845. </p>     <p><a href="#top13"><sup>13</sup></a><a name="13"></a> ANTT, Ministério dos Negócios    Estrangeiros, <i>Correspondência da Legação de Sardenha em Lisboa</i>, cx. 511,    fasc. “1826”, f. 28. </p>     <p><a href="#top14"><sup>14</sup></a><a name="14"></a> GABACCIA, Donna R. – L'Italia    fuori d'Italia. In CORTI, Paola; SANFILIPPO, Michele (dir.) – <i>Storia d'Italia:    annali 24. Migrazioni. </i>Torino: Einaudi, 2009. p. 232. A historiadora canadiana    Donna R. Gabaccia, especialista em emigração italiana, reconhece a função aglomerante    das sociedades estrangeiras quando os italianos emigraram antes da unificação    nacional, embora não partilhe a ideia de funcionalidade – sobretudo política    – do paradigma da “nação fora da nação”. </p>     <p><a href="#top15"><sup>15</sup></a><a name="15"></a> Para uma história da igreja    do Loreto e da sua arte: ATAIDE, Maia; MECO, José – <i>A igreja de Nossa Senhora    do Loreto. </i>Lisboa: Embaixada de Itália- -Instituto Italiano de Cultura,    1986; FILIPPI, Sergio – <i>op. cit.</i></p>     <p><a href="#top16"><sup>16</sup></a><a name="16"></a> Em agosto de 1687 desembarca    na barra do Tejo Maria Sofia de Neuburgo, segunda esposa de D. Pedro II, após    a morte em 1683 da primeira mulher (e antiga cunhada), Maria Francisca Isabel    de Saboia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top17"><sup>17</sup></a><a name="17"></a> Arquivo Municipal de Lisboa    (doravante AML), <i>Livro 9º de consultas e decretos de D. Pedro II,</i> f.    223; <i>apud </i>OLIVEIRA, Eduardo Freire de - <i>Elementos para a história    do município de Lisboa. </i>Lisboa: Typographia Universal, [1898]. 1ª parte,    t. IX, 1898. p. 8.</p>     <p><a href="#top18"><sup>18</sup></a><a name="18"></a> <i>Ibidem; apud</i> OLIVEIRA,    Eduardo Freire de – <i>op. cit.</i>, p. 9.</p>     <p><a href="#top19"><sup>19</sup></a><a name="19"></a> <i>Ibidem; apud</i> OLIVEIRA,    Eduardo Freire de – <i>op. cit.</i>, p. 10.</p>     <p><a href="#top20"><sup>20</sup></a><a name="20"></a> OLIVEIRA, Eduardo Freire    de – <i>Elementos para a história do município de Lisboa. </i>Lisboa: Typographia    Universal, [1901]. 1ª parte, t. XII, 1901, p. 205, nota 2. </p>     <p><a href="#top21"><sup>21</sup></a><a name="21"></a> AML, <i>Livro 9º de consultas    e decretos de D. João V do Senado Ocidental</i>, f. 36; <i>apud</i> OLIVEIRA,    Eduardo Freire de – <i>op. cit</i>., p. 208. </p>     <p><a href="#top22"><sup>22</sup></a><a name="22"></a> AML, <i>Livro 9º de consultas    e decretos d’el-rei D. João V do Senado Ocidental</i>, f. 39-46; <i>apud</i>    OLIVEIRA, Eduardo Freire de – <i>op. cit.</i>, p. 207.</p>     <p><a href="#top23"><sup>23</sup></a><a name="23"></a> Cf. FILIPPI, Sergio – <i>op.    cit.</i>, <i>passim. </i></p>     <p><a href="#top24"><sup>24</sup></a><a name="24"></a> FRANZINI, Marino Miguel    (dir.) – <i>Almanach Portuguez. Anno de MDCCCXXV.</i> Lisboa: na Impressão Régia,    [1825?]. p. 549-550. </p>     <p><a href="#top25"><sup>25</sup></a><a name="25"></a> ANTT, Junta do Comércio,    mç. 61, cx. 199 (relações de empregados e negociantes para o Almanaque de Lisboa).  </p>     <p><a href="#top26"><sup>26</sup></a><a name="26"></a> ANTT, Junta do Comércio,    mç. 61, cx. 199 (lettera di Francisco Morato Roma, contador geral da Real Junta    do Comércio, ottobre 1825).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top27"><sup>27</sup></a><a name="27"></a> “Faço saber a todos os    Estrangeiros estabelecidos, ou rezidentes nesta Capital desde janeiro de 1820    por diante [...] que, no prefixo termo de 8 dias, contados desde o I de abril    proximo futuro, se venhão apresentar na Intendencia Geral da Polícia, munidos    dos respetivos certificados de identidade, expedidos nas Legações, a que pertencem,    a dim de se lhes conferir novo Bilhete de rezidencia, quando estejam nestas    circunstancias; e considerar-se-ão suspeitos, e como taes se farão sahir do    Reino, aquelles Estrangeiros, que findo o supramarcado prazo, se não acharem    reabilitados. E para que assim chegue a noticia de todos, e ninguém possa alegar    ignorância, mandei afixar este nos lugares do costume” (ANTT, Ministério dos    Negócios Estrangeiros, <i>Correspondência da Intendência Geral da Polícia [1823-24]</i>,    cx. 342, f. 83). </p>     <p><a href="#top28"><sup>28</sup></a><a name="28"></a> “[…]nuova misura di sicurezza    pubblica adottata dall’Intendente Generale di Polizia verso li forestieri residenti    da certa epoca in questa Corte, e assicura S. Ex.ª che se mai concepisse qualche    sospetto verso qualche individuo che si presentasse per reclamare il necessario    attestato, non mancherà di comunicarlo tosto a S. Ex.ª secondo ne resta prevenuto”    (ANTT, Ministério dos Negócios Estrangeiros, <i>Correspondência dos Consulados    da Áustria, Suécia, Toscana e Roma,</i> cx. 233, fasc. “Consulado de Toscana,    1824”, f. sem número, em 24/03/1824). </p>     <p><a href="#top29"><sup>29</sup></a><a name="29"></a> Cf. RODRIGUES, Teresa –    Um espaço urbano em expansão: de Lisboa de Quinhentos à Lisboa do século XX.    <i>Penélope. Fazer e desfazer a História.</i> Lisboa: Quetzal Editores. Nº13    (1994). p. 95-117, <i>passim</i>.</p>     <p><a href="#top30"><sup>30</sup></a><a name="30"></a><i> Ivi,</i> p. 100; BARDET,    Jean-Pierre; DUPÂQUIER, Jaques (dir.) – <i>Histoire des populations de l’Europe.    Vol. II – La révolution démoghaphique. </i>[s.l.]: Fayard, 1998. p. 211. Segundo    estes estudiosos, a população da cidade em 1800 é igual a 190.000. </p>     <p><a href="#top31"><sup>31</sup></a><a name="31"></a> RODRIGUES, Teresa – <i>Nascer    e morrer na Lisboa oitocentista: migrações, mortalidade e desenvolvimento. </i>Lisboa:    Cosmos, 1995. p. 142. </p>     <p><a href="#top32"><sup>32</sup></a><a name="32"></a> O tema do exílio político    italiano – fenómeno que tem o seu momento apical entre a terceira e quarta década    do século – encontra um dos seus cenários mais importantes na Península Ibérica.    Devido à situação política portuguesa em 1821, Portugal torna-se meta daquela    grande vaga migratória. Em específico, Lisboa (seu espaço urbano, o seu quadro    social e a própria comunidade italiana aqui residente) vem a ser lugar de passagem    ou residência de vários perseguidos, obrigados a largar bens e afetos nos respetivos    lugares de origem. Trata-se dum fenómeno que não se esgota com o fim do regime    constitucional, em maio de 1823, mas que se prolonga pelo menos até ao fim da    década, quando as medidas policiais adotadas pelo absolutismo miguelista definem    uma atitude profundamente anti-estrangeira.</p>     <p><a href="#top33"><sup>33</sup></a><a name="33"></a> Cf. VASCONCELLOS, José    Leite de – <i>Antroponimia portuguesa. </i>Lisboa: Imprensa Nacional, 1928.    p. 313-322.</p>     <p><a href="#top34"><sup>34</sup></a><a name="34"></a> DE FELICE, Emidio – <i>Dizionario    dei cognomi italiani. </i>2ª ed. Milano: Oscar Studio Mondadori, 1979. p. 240.    No salão nobre do histórico palácio Spinola di Pellicceria, localizado em Génova,    pode admirar-se um fresco de Lazzaro Tavarone, intitulado “La città di Lisbona    assediata dal duca d’Alba”, comissionado em 1592 por Giulio Spinola, na altura    embaixador junto da corte de Felipe II. </p>     <p><a href="#top35"><sup>35</sup></a><a name="35"></a> VENTURA, António – <i>Uma    história da Maçonaria em Portugal. 1727-1986. </i>Lisboa: Círculo de Leitores,    2013. p. 55.</p>     <p><a href="#top36"><sup>36</sup></a><a name="36"></a> SOARES, Ernesto – Francisco    Bartolozzi em Portugal. <i>Estudos Italianos em Portugal. </i>Lisboa: Instituto    de Cultura Italiana em Portugal. Fasc. 7-8 (1943), p. 112.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top37"><sup>37</sup></a><a name="37"></a> NEVES, Eduardo Augusto    da Silva – <i>O convento dos Barbadinhos Italianos. </i>Lisboa: [s.n.], 1952,    p. 14. </p>     <p><a href="#top38"><sup>38</sup></a><a name="38"></a> Para um aprofundamento    da (breve) história e atividade daquela empresa editorial, veja-se CAMPOS, Fernanda    Maria Guedes [et al.] – <i>A casa literária do Arco do Cego (1799-1801): bicentenário.    </i>Lisboa: Biblioteca Nacional [etc.], 1999.</p>     <p><a href="#top39"><sup>39</sup></a><a name="39"></a> FRANÇA, José Augusto –    <i>Lisboa: história física e moral. </i>Lisboa: Livros Horizonte, 2008. p. 483.  </p>     <p><a href="#top40"><sup>40</sup></a><a name="40"></a> Cf. ROSSI, Giuseppe Carlo    – Inediti di italiani a Cascais. <i>Convivium raccolta nuova. </i>Torino (etc.):    Società Editrice Internazionale. Nº 5-6 (1950), p. 812-824. </p>     <p><a href="#top41"><sup>41</sup></a><a name="41"></a> Cf. FRANÇA, José Augusto    – <i>op. cit.</i>, p. 482-483. </p>     <p><a href="#top42"><sup>42</sup></a><a name="42"></a> MARQUES, António H. de    Oliveira – <i>História da Maçonaria em Portugal.</i> vol. I – <i>Das origens    ao triunfo. </i>Lisboa: Editorial Presença, 1990. p. 195. </p>     <p><a href="#top43"><sup>43</sup></a><a name="43"></a> <i>Ivi</i>, p. 194-195.  </p>     <p><a href="#top44"><sup>44</sup></a><a name="44"></a> Por exemplo, João Pereira    Dias afirma que “dirigiu as obras [...] do mausoleo da raínha D. Maria I, na    Basilica da Estrela” (Cenógrafos italianos em Portugal. <i>Estudos Italianos    em Portugal.</i> Lisboa: Instituto Italiano de Cultura. Vol. IV [1941], p. 51).    Mais fidedigno parece ser o estudo apresentado por Margherita Azzi Visentini    no lema “Chiari, Luigi” (<i>Dizionario Biografico degli Italiani.</i> Roma:    Istituto dell’Enciclopedia Italiana, 1996. vol. 24, p. 565-566). O mausoléu    da rainha louca foi projetado e executado por portugueses, devendo atribuir-se    a obra ao artista neoclássico Faustino José Rodrigues, discípulo de Machado    de Castro (como confirma também FRANÇA - José Augusto -<i> op. cit.</i>, p.    459). </p>     <p><a href="#top45"><sup>45</sup></a><a name="45"></a> FILIPPI, Sergio – <i>op.    cit.</i>, p. 144. </p>     <p><a href="#top46"><sup>46</sup></a><a name="46"></a> CARVALHO, Aires de – <i>Catálogo    da coleção de desenhos.</i> Lisboa: Biblioteca Nacional, 1977. p. 109. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top47"><sup>47</sup></a><a name="47"></a> Sobre Fabri, veja-se: RIMONDINI,    Giovanni; SAMOGGIA, Luigi – <i>Francesco Saverio Fabri: formazione e opera in    Italia e Portogallo. </i>Medicina: Comitato Ricerche Storiche Medicinesi, 1979.    Os autores desta obra citam também notícias do Fabri presentes em MACHADO, C.    Volkmar – <i>Collecção de memórias, relativa às vidas dos pintores, e escultores,    architetos, e gravadores portuguezes, e estrangeiros, que estiverão em Portugal.    </i>Lisboa: na Impressão de Victorino Rodrigues da Silva, 1823. p. 229.</p>     <p><a href="#top48"><sup>48</sup></a><a name="48"></a> Cf. ARAUJO, Agostino –    O restauro de painéis e a atividade de alguns pintores italianos em Portugal.    In TOPA, Francisco; MARNOTO, Rita (org.) – Nel mezzo del cammin. In Jornadas    de Estudos Italianos em Honra de Giuseppe Mea, Porto, 2008 – <i>Actas.</i> Porto:    Sombra pela Cintura, 2009. p. 33-38 e 41-45. </p>     <p><a href="#top49"><sup>49</sup></a><a name="49"></a> <i>Relação das festas do    Loreto. </i>Lisboa: na Impressão Régia, 1814. p. 1-2; <i>apud</i> ARAUJO, Agostinho    Rui Marques de – Artes várias, duros tempos: notas para o estudo de uma família    ítalo-portuguesa (ca. 1788-1838). <i>Revista da Faculdade de Letras. Ciências    e Técnicas do Património. </i>Porto: [s.n.]. I Série Vol. 1 (2002), p. 156-157.</p>     <p><a href="#top50"><sup>50</sup></a><a name="50"></a> ANTT, Ministério dos Negócios    Estrangeiros, <i>Correspondência da Intendência Geral da Polícia (1823-24)</i>,    cx. 342, fasc. “1823”, f. 26. ARAUJO, Agostinho Rui Marques de – Artes várias,    duros tempos. Notas para o estudo de uma família ítalo-portuguesa (ca. 1788-1838).    R<i>evista da Faculdade de Letras. Ciências e Técnicas do Património.</i> Porto:    [s.n.]. I Série Vol. 1 (2002), p. 159. </p>     <p><a href="#top51"><sup>51</sup></a><a name="51"></a> DIAS, João - <i>op. cit.,</i>    p. 51.</p>     <p><a href="#top52"><sup>52</sup></a><a name="52"></a> ARAUJO, Agostinho Rui Marques    de - Algumas ideias de arte do pintor Domingos Schiopetta. In <i>Colóquio Luso-Brasileiro    de História de Arte</i>, 7, Porto, 2005 – <i>Artistas e artífices e a sua mobilidade    no mundo de expressão portuguesa: actas. </i>Porto: Faculdade de Letras da Universidade,    2007. p. 28.</p>     <p><a href="#top53"><sup>53</sup></a><a name="53"></a> Archivio di Stato di Napoli    (doravante ASN), Ministero degli Esteri, <i>Consoli del Regno di Napoli all’estero.    Lisbona-Diversi (1817-1829)</i>, busta 2692, f. sem número (em 4/1/1820). </p>     <p><a href="#top54"><sup>54</sup></a><a name="54"></a> VALENTIM, Maria José Quaresma    de Carvalho Alves – <i>A produção musical de índole política no período liberal    (1820-1851). </i>Lisboa: [s.n.], 2008. p. cxxxi. Tese de mestrado em Ciências    Musicais (Musicologia Histórica), Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/Universidade    Nova de Lisboa.</p>     <p><a href="#top55"><sup>55</sup></a><a name="55"></a> Luca Angolini, súbdito    pontifício, professor de música (43 anos em 1823), residente em Lisboa, na rua    das Salgadeiras (na Misericórdia), n. 2 (ANTT, Ministério dos Negócios Estrangeiros,    <i>Correspondência da Intendência Geral da Polícia</i>, cx. 342, f. 26 [1823]).</p>     <p><a href="#top56"><sup>56</sup></a><a name="56"></a> VALENTIM, Maria José Quaresma    de Carvalho Alves – <i>op. cit.,</i> p. cxxv.&#9;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top57"><sup>57</sup></a><a name="57"></a> Sobre o assunto, cf. DI    GIUSEPPE, Francesca – <i>op. cit.</i>; BRON, Grégoire – <i>op. cit.</i>; CALZAVARA,    Dario; CASSINO, Carmine – The nineteenth-century italian political migration    to the Lusophone. <i>Mediterranean Journal of Human and Social Sciences.</i>    Roma: MCSER. Vol. 3 Nº 8 (2012), p. 117-124.</p>     <p><a href="#top58"><sup>58</sup></a><a name="58"></a> Cf. LONGO, Biagio - Domenico    Vandelli e la fondazione del primo orto botanico nel Portogallo. <i>Relazioni    storiche fra l’Italia e il Portogallo. Memorie e documenti.</i> Roma: Reale    Accademia d’Italia, 1940. p. 403-407; VIDAL, Angelina - <i>Lisboa antiga e Lisboa    moderna. </i>2ª ed. Lisboa: Veja, 1994. p. 41.</p>     <p><a href="#top59"><sup>59</sup></a><a name="59"></a> Cf. MARQUES, António H.    De Oliveira – <i>op. cit.</i>, p. 101-102; SÃO-PAIO, Marquês de. Para a História    dos Septembrizados (o desembargador Sebastião José de São Paio). <i>Anais da    Academia Portuguesa de História. </i>Lisboa: Academia Portuguesa de História.    II série, vol. 17 (1968), p. 33-58; Voz “Setembrizada”. In SERRÃO, Joël – <i>Dicionário    de História de Portugal. </i>Porto: Figueirinhas, 1984. vol. 5, p. 554-556.  </p>     <p><a href="#top60"><sup>60</sup></a><a name="60"></a> Cf. BALBI, Adriano – <i>Essai    statistique sur e Royaume de Portugal et d’Algarve.</i> Paris: Rey et Gravier,    2 tomos, t. I, 1822, p. XI-XII. O geógrafo veneziano não poupa elógios ao filho    do naturalista paduano: “un des meilleurs chimistes portugais” (p. LIX). </p>     <p><a href="#top61"><sup>61</sup></a><a name="61"></a> Cf. NUNES, Maria Fátima    – <i>O Liberalismo português. Ideários e ciências. O universo de Marino Miguel    Franzini (1800-1860).</i> Lisboa: Instituto Nacional de Investigação Científica,    1988. p. 23. </p>     <p><a href="#top62"><sup>62</sup></a><a name="62"></a> Biblioteca Nacional de    Portugal (doravante BNP), <i>Manuscritos Reservados,</i> mss. 260, n. 7. </p>     <p><a href="#top63"><sup>63</sup></a><a name="63"></a> BNP, <i>Manuscritos Reservados,    </i>mss. 260, n. 13. </p>     <p><a href="#top64"><sup>64</sup></a><a name="64"></a> BNP, <i>Manuscritos Reservados,    </i>mss. 260, n. 14.</p>     <p><a href="#top65"><sup>65</sup></a><a name="65"></a> NUNES, Fátima – <i>op.    cit.</i>, p. 21. </p>     <p><a href="#top66"><sup>66</sup></a><a name="66"></a> Cf. PEDREIRA, Jorge Miguel    de Melo Viana – Os negociantes de Lisboa na segunda metade do século XVIII:    padrões de recrutamento e percursos sociais. <i>Análise Social. </i>Lisboa:    Instituto de Ciências Sociais. Vol. XVII N. 116-117, (1992) (2º-3º), p. 407-440.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top67"><sup>67</sup></a><a name="67"></a> ASN, <i>Ministero degli    Esteri. Consoli del Regno di Napoli all’estero. Lisbona-Diversi (1817-1829)</i>,    busta 2692, (12 aprile 1826).</p>     <p><a href="#top68"><sup>68</sup></a><a name="68"></a> Vide AMORYM, Roby – <i>Da    mão à boca: para uma história da alimentação em Portugal.</i> Lisboa: Salamandra,    1987. p. 225. Segundo Eduardo Sucena («Cafés», em<i> Dicionário da História    de Lisboa.</i> Lisboa: Carlos Quintas & Associados, 1994. p. 193), existiu um    café gerido por António Marrara também no Caís do Sodré, no mesmo sítio que    atualmente abriga o famoso British Bar. </p>     <p><a href="#top69"><sup>69</sup></a><a name="69"></a> Refere o historiador conimbricense    Francisco Câncio na sua obra <i>Coisas e loisas de Lisboa antiga</i> (Lisboa:    Imprensa Barreiro, 1951. p. 49) que quer no Marrare do Polimento, quer no do    Arco da Bandeira, aos sábados de manhã reuniam-se os amadores de tourada, que    aí petiscavam alguma coisa antes de se dirigirem ao Campo Grande para assistir    e participar nas afamadas touradas que aí se realizavam. Segundo Raul Brandão    (<i>Vida e morte de Gomes Freire</i>, pref. de Victor de Sá. Lisboa: Editorial    Comunicação, 1987. p. 95-96), o Marrare (do Arco da Bandeira) era também um    lugar de encontro dos amigos e revoltosos de Gomes Freire na véspera da conspiração    de 1817. </p>     <p><a href="#top70"><sup>70</sup></a><a name="70"></a> ANTT, Intendência Geral    da Polícia, <i>Contas Confidenciais,</i> liv. 224, p. 38v. </p>     <p><a href="#top71"><sup>71</sup></a><a name="71"></a> Lema “Marrare do Polimento”.    In MATOS, Alfredo Campos (coord. e org.) – <i>Dicionário de Eça de Queiroz.    </i>Lisboa: Caminho, 1988. p. 585. </p>     <p><a href="#top72"><sup>72</sup></a><a name="72"></a> CARVALHO, Pinto de (Tinop)    – <i>Lisboa d’outros tempos. </i>Lisboa: Parceria Antonio Maria Pereira, 1899.    p. 128.</p>     <p><a href="#top73"><sup>73</sup></a><a name="73"></a> ROLLANDI, Maria Stella    – Da ‘negozianti’ a banchieri: a famiglia Oneto nell’Ottocento. In SPINGARDI,    Caterina Olcese (dir.) - <i>Ottocento in salotto. Cultura, vita privata e affari    tra Genova e Napoli. </i>Firenze: Maschietto, 2006. p. 44. </p>     <p><a href="#top74"><sup>74</sup></a><a name="74"></a> «The Portuguese government    have thought fit to publish a pamphlet in reply to the Address of the Regency    of Terceira, in which they deny the right of Don Pedro to abdicate in favour    of his daughter Donna Maria, and assert that Don Miguel is the legitimate Sovereign    of Portugal. Several bills of exchange drawn on Don Miguel’s treasury by his    diplomatic agent at Paris, and which had been endorsed by the banker of the    King of Spain, in the French capital, having been forwarded to the house of    Oneto and Richini, at Lisbon, were by them presented for payment; but after    repeated applications, Oneto and Co. were compelled to protest the bills for    non-payment. This avowal of the utter impoverishment of Don Miguel’s government    had put even his adherents to shame» (<i>London St. James Chronicle and General    Evening Post,</i> edição de 1/06/1830, p. 1).</p>     <p><a href="#top75"><sup>75</sup></a><a name="75"></a> ROLLANDI, Maria Stella    - <i>op. cit.</i>, p. 41.</p>      ]]></body><back>
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