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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[“Esta carta lhe nom guardees se aseellada nom for”: selos régios medievais do Arquivo Municipal de Lisboa]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article aims to study the royal medieval seals preserved in the Arquivo Municipal de Lisboa, where as in all the other Portuguese archives most of the seals disappeared. The royal seals fragments from D. Afonso IV to D. Afonso V are analysed, trying to recover as far as possible the memory of these seals and to place them within the context of the sigillographic practices of each of the Kings in question. In addition, the importance of seals and of their study is considered, and attention is drawn to the urgent need to safeguard them not only as historical sources but also as part of the Portuguese cultural heritage at risk of being lost.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>DESTAQUE</b></p> <b>     <p>&ldquo;Esta carta lhe nom guardees se aseellada nom for&rdquo;: selos r&eacute;gios medievais do Arquivo Municipal de Lisboa<a href="#*"><sup>*</sup></a><a name="top*"></a></p>     <p>&ldquo;Esta carta lhe nom guardees se aseellada nom for&rdquo;: royal medieval seals of the Arquivo Municipal de Lisboa</p>     <p>Maria do Ros&aacute;rio Barbosa Moruj&atilde;o<sup>**</sup></p> </b>     <p><sup>**</sup> Maria do Ros&aacute;rio Barbosa Moruj&atilde;o, Departamento de Hist&oacute;ria, Estudos Europeus, Arqueologia e Artes, Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra / CHSC – Centro de Hist&oacute;ria da Sociedade e da Cultura, Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra, 3004-530 Coimbra, Portugal / CEHR – Centro de Estudos de Hist&oacute;ria Religiosa, Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, 1649-023 Lisboa, Portugal. <a href="mailto:rmorujao@gmail.com"> rmorujao@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este artigo tem como objetivo o estudo dos selos r&eacute;gios medievais conservados no Arquivo Municipal de Lisboa, onde a maioria dos selos, tal como nos restantes arquivos portugueses, desapareceu. Analisam-se os fragmentos dos selos dos reis desde D. Afonso IV a D. Afonso V, procurando recuperar, na medida do poss&iacute;vel, a sua mem&oacute;ria e integrando-os no contexto das pr&aacute;ticas sigilogr&aacute;ficas de cada um dos monarcas em causa. Al&eacute;m disso, reflete-se acerca da import&acirc;ncia dos selos e do seu estudo, e chama--se a aten&ccedil;&atilde;o para a necessidade premente de os salvaguardar, n&atilde;o apenas enquanto fontes hist&oacute;ricas, mas tamb&eacute;m como parte do patrim&oacute;nio cultural portugu&ecirc;s em risco de se perder.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>PALAVRAS-CHAVE</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Selos / Sigilografia / Reis de Portugal / Arquivo Municipal de Lisboa / Idade M&eacute;dia</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This article aims to study the royal medieval seals preserved in the <i>Arquivo Municipal de Lisboa</i>, where as in all the other Portuguese archives most of the seals disappeared. The royal seals fragments from D. Afonso IV to D. Afonso V are analysed, trying to recover as far as possible the memory of these seals and to place them within the context of the sigillographic practices of each of the Kings in question. In addition, the importance of seals and of their study is considered, and attention is drawn to the urgent need to safeguard them not only as historical sources but also as part of the Portuguese cultural heritage at risk of being lost.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>KEYWORDS</b></p>     <p>Seals / Sigillography / Kings of Portugal / <i>Arquivo Municipal de Lisboa</i> / Middle Ages</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A riqueza dos fundos documentais medievais conservados no Arquivo Municipal de Lisboa &eacute; extraordin&aacute;ria, em especial se comparada com muitos arquivos de munic&iacute;pios criados na Idade M&eacute;dia onde, por motivos v&aacute;rios, os documentos anteriores ao s&eacute;culo XVI desapareceram ou s&atilde;o em n&uacute;mero muito diminuto<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a>. Em Lisboa, pelo contr&aacute;rio, houve o cuidado de preservar essa documenta&ccedil;&atilde;o, o que se traduziu na exist&ecirc;ncia, ainda hoje, de muitas centenas de diplomas medievais<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como em tantos outros arquivos, tanto de leigos como de eclesi&aacute;sticos, um dos processos que neste Arquivo se encontrou durante a &Eacute;poca Moderna para conservar a documenta&ccedil;&atilde;o foi o fabrico de c&oacute;dices fact&iacute;cios, ou seja, a compila&ccedil;&atilde;o de documentos avulsos que foram cosidos uns aos outros e encadernados como se de livros se tratasse<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a>. Assim se constitu&iacute;ram os chamados <i>Livros dos Reis </i>que integram o fundo da Chancelaria R&eacute;gia, e que ter&atilde;o come&ccedil;ado a ser organizados a partir de finais do s&eacute;culo XVI, a avaliar pela letra dos seus &iacute;ndices<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a>. Cont&ecirc;m exclusivamente documenta&ccedil;&atilde;o r&eacute;gia relacionada com o munic&iacute;pio de Lisboa, e t&ecirc;m estado a ser pacientemente desfeitos, de modo a recuperar os documentos, que, depois de restaurados, s&atilde;o guardados, planificados, em embalagens adequadas<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a>.</p>     <p>Se os velhos pergaminhos e pap&eacute;is sobreviveram, a mesma sorte n&atilde;o tiveram, por&eacute;m, os selos que os autenticavam ou fechavam. Na sua maioria, eram selos pendentes, fr&aacute;geis por natureza, dado serem feitos de cera, e a sua perman&ecirc;ncia nesses c&oacute;dices, desprotegidos, a ro&ccedil;ar uns nos outros ou, pior, nas estantes onde os livros estavam colocados, levou a que se partissem, deteriorassem, ficassem reduzidos a fragmentos ou mesmo a coisa nenhuma. Desapareceu assim um dos principais elementos que garantiam a autenticidade dos documentos a que estavam apensos, sen&atilde;o mesmo o &uacute;nico<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a>.</p>     <p>Por seu turno, os selos de chapa, apostos diretamente sobre os suportes, presos apenas por uma fina camada de cera, de lacre ou de uma massa de farinha e &aacute;gua, que os colava e sobre a qual era colocado um papel onde se gravava a matriz sigilar<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a>, s&atilde;o ainda mais fr&aacute;geis e sujeitos, pois, a perdas. Ressequidos com o correr do tempo, facilmente se quebravam e soltavam. Muitos deles eram colocados nas costas dos documentos e, mais ainda do que validar, garantiam a inviolabilidade do seu conte&uacute;do at&eacute; chegar &agrave;s m&atilde;os dos destinat&aacute;rios. Estes, para abrirem as cartas assim fechadas, tinham de levantar os selos, que quase sempre se partiam e podiam tamb&eacute;m descolar-se. N&atilde;o admira, pois, que a sua largu&iacute;ssima maioria desaparecesse, e os documentos r&eacute;gios do Arquivo Municipal de Lisboa n&atilde;o foram uma exce&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Examinemos um dos c&oacute;dices fact&iacute;cios que subsistem, o <i>Livro 2&ordm; de D. Duarte e D. Afonso V</i>, que integra 58 &ldquo;f&oacute;lios&rdquo; constitu&iacute;dos por documentos em pergaminho e papel, mais o respetivo &iacute;ndice<a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="top8"></a>. Metade dos documentos que o comp&otilde;em, num total de 29, nunca foi selada; a outra metade foi, quer com selos pendentes (a maioria) ou de chapa (um pequeno n&uacute;mero). Desses 29 documentos, por&eacute;m, apenas oito conservam fragmentos dos seus selos; os restantes desapareceram, em alguns casos percebendo-se que as suspens&otilde;es foram cortadas propositadamente, noutros tendo o tamanho dos pergaminhos levado a que a sua parte inferior, onde o selo estava apenso, tenha sido sacrificada para que o documento tivesse as dimens&otilde;es adequadas &agrave; encaderna&ccedil;&atilde;o prevista<a href="#9"><sup>9</sup></a><a name="top9"></a>.</p>     <p>Surpreende-me sempre a extrema falta de cuidado que houve ao longo dos s&eacute;culos com a preserva&ccedil;&atilde;o dos selos na maioria dos arquivos portugueses, tendo em conta a import&acirc;ncia que tinham, ao garantir a autenticidade dos atos escritos. Um documento que foi selado e perdeu o seu selo &eacute; um documento amputado de um elemento validat&oacute;rio da m&aacute;xima import&acirc;ncia, de uma das suas partes integrantes que assegura a confian&ccedil;a que nele se pode depositar. A presen&ccedil;a do selo e a certeza de que efetivamente pertencia &agrave; pessoa ou entidade que o documento indicava eram elementos de que um qualquer not&aacute;rio, j&aacute; mesmo na Idade M&eacute;dia, se certificava para poder fazer f&eacute; num ato escrito<a href="#10"><sup>10</sup></a><a name="top10"></a>. Da import&acirc;ncia fundamental dos selos fala, tamb&eacute;m, explicitamente, a refer&ecirc;ncia que por vezes surge no pr&oacute;prio texto dos documentos, de que estes n&atilde;o ser&atilde;o v&aacute;lidos sen&atilde;o estiverem selados. Assim sucede com um dos documentos de D. Afonso V conservados no Arquivo Municipal de Lisboa, que cont&eacute;m a frase que figura no t&iacute;tulo deste trabalho: &ldquo;esta carta lhe nom guardees se aseellada nom for&rdquo;<a href="#11"><sup>11</sup></a><a name="top11"></a>. N&atilde;o se podia ser mais claro no que toca ao valor intr&iacute;nseco do selo – que o diploma em causa, por&eacute;m, j&aacute; n&atilde;o conserva. E, como este, muitos outros. </p>     <p>Os dados que apresentam os estudos sigilogr&aacute;ficos levados a cabo nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas apontam para que mais de metade dos selos medievais se tenha perdido, e que boa parte dos que subsistem se encontre em mau estado, muitas vezes reduzida a fragmentos de maior ou menor dimens&atilde;o<a href="#12"><sup>12</sup></a><a name="top12"></a>. Isso sucede mesmo com documentos de grande import&acirc;ncia na hist&oacute;ria portuguesa; dois exemplos apenas: a bula <i>Manifestis Probatum</i> j&aacute; n&atilde;o tem o selo de chumbo do papa Alexandre III que ostentava<a href="#13"><sup>13</sup></a><a name="top13"></a>, e o original do Tratado de Alcanices perdeu os seus cinco selos pendentes<a href="#14"><sup>14</sup></a><a name="top14"></a>.</p>     <p>Talvez o cuidado na preserva&ccedil;&atilde;o dos selos fosse maior no tempo em que os documentos tinham valor jur&iacute;dico e podiam ser apresentados em ju&iacute;zo para comprovar direitos, privil&eacute;gios ou obriga&ccedil;&otilde;es. Mas durante a &Eacute;poca Moderna esse valor jur&iacute;dico continuava a existir, e foi nesse mesmo per&iacute;odo que se produziram os c&oacute;dices fact&iacute;cios referidos, que tantas vezes condenaram os selos &agrave; destrui&ccedil;&atilde;o. Foi nesses s&eacute;culos, tamb&eacute;m, que m&atilde;os pacientes e an&oacute;nimas coseram saquinhos de tecido em torno de selos pendentes, com o intuito de os preservar; as dimens&otilde;es e feitios de alguns deles mostram, no entanto, que, quando foram elaborados, os selos j&aacute; se encontravam fragmentados<a href="#15"><sup>15</sup></a><a name="top15"></a>. </p>     <p>A deteriora&ccedil;&atilde;o dos selos medievais iniciou-se, portanto, cedo; e n&atilde;o era por acaso que em algumas chancelarias havia a no&ccedil;&atilde;o de que um documento que se pretendia perene devia ser selado com chumbo e n&atilde;o com cera, mais fr&aacute;gil<a href="#16"><sup>16</sup></a><a name="top16"></a>. Essa deteriora&ccedil;&atilde;o foi apressada, por certo, a partir do momento em que os documentos medievais passaram a ter apenas valor hist&oacute;rico, ou seja, de um modo geral, ap&oacute;s as revolu&ccedil;&otilde;es liberais que puseram fim ao Antigo Regime<a href="#17"><sup>17</sup></a><a name="top17"></a>. De tal forma se desvalorizou esse papel probat&oacute;rio da documenta&ccedil;&atilde;o medieva que foi pr&aacute;tica corrente, em diversos arquivos pelo mundo fora, cortar os selos pendentes e fazer com eles cole&ccedil;&otilde;es onde fossem preservados, como se se tratasse de objetos, aut&oacute;nomos e n&atilde;o parte integrante dos documentos<a href="#18"><sup>18</sup></a><a name="top18"></a>.</p>     <p>No que toca aos selos r&eacute;gios, o panorama parece ser ainda mais negro do que o acima apontado. Um balan&ccedil;o acerca da documenta&ccedil;&atilde;o emanada dos reis medievais portugueses – meramente impression&iacute;stico, por ora, pois ainda n&atilde;o dispomos de dados quantitativos a este respeito – aponta para perdas ainda mais importantes, superiores, pois, aos 50% dos esp&eacute;cimes<a href="#19"><sup>19</sup></a><a name="top19"></a>. Talvez porque esses selos existiam em tal abund&acirc;ncia e eram todos t&atilde;o parecidos que se tornavam banais e n&atilde;o eram, por isso, devidamente valorizados? Talvez devido &agrave; falta de organiza&ccedil;&atilde;o dos arquivos, j&aacute; vis&iacute;vel em muitos cart&oacute;rios mon&aacute;sticos e municipais nos s&eacute;culos XVIII e XIX e que em tantos casos chegou aos nossos dias<a href="#20"><sup>20</sup></a><a name="top20"></a>? Talvez devido &agrave; avidez de colecionadores, que aproveitaram essa falta de organiza&ccedil;&atilde;o e os roubaram, como fizeram a tantas iluminuras, cortadas dos livros para vender separadamente? Sejam quais forem as raz&otilde;es que explicam o desaparecimento dos selos, certo &eacute; que a maior parte deles j&aacute; n&atilde;o existe, pelo menos intacta, o que torna cada fragmento mais precioso, como testemunho das pr&aacute;ticas sigilogr&aacute;ficas das v&aacute;rias entidades que selavam os seus documentos, nomeadamente a Chancelaria R&eacute;gia.</p>     <p>Dos selos r&eacute;gios medievais ainda existentes no Arquivo Municipal de Lisboa, o mais antigo pertenceu a D. Afonso IV e data de 1350<a href="#21"><sup>21</sup></a><a name="top21"></a>, e o mais recente, de D. Afonso V, &eacute; de 1478<a href="#22"><sup>22</sup></a><a name="top22"></a>. Dos selos pendentes, nenhum se encontra em bom estado, nem sequer inteiro; quase todos s&atilde;o meros fragmentos de maior ou menor dimens&atilde;o (nunca correspondendo sequer a metade da impress&atilde;o), v&aacute;rios dos quais est&atilde;o praticamente a desfazer-se. Dos selos de chapa, um s&oacute;, de D. Afonso V, sobreviveu, igualmente muito danificado<a href="#23"><sup>23</sup></a><a name="top23"></a>. Por ordem cronol&oacute;gica, analisemo-los, procurando perceber que selos s&atilde;o e, na medida do poss&iacute;vel, recuperar a mem&oacute;ria destas impress&otilde;es e integrando-as nas pr&aacute;ticas sigilogr&aacute;ficas de cada um dos monarcas em causa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De D. Afonso IV resta apenas o pequeno fragmento mencionado, suspenso por uma fita vermelha de uma carta outorgada em Santar&eacute;m, a 22 de julho de 1350<a href="#24"><sup>24</sup></a><a name="top24"></a>. De cera vermelha, com escassos 22x20 mm, este fragmento pertence &agrave; parte superior do selo, e permite ver somente uma pequena parte da legenda: numa face, os <i>II</i> finais de <i>Algarbii</i>, seguidos da pequena cruz habitualmente usada no in&iacute;cio das legendas sigilares e da letra <i>S</i> de <i>sigillvm</i>; na outra, a mesma cruz e o <i>S</i> inicial, apenas (<a href="#f1">Figura 1</a>). Era uma impress&atilde;o da matriz sigilar usada com mais frequ&ecirc;ncia pelo monarca, que tinha, como era tradicional, a forma de escudo normando, que continuou a ser utilizada reis portugueses muito para al&eacute;m do tempo em que este tipo de escudo esteve na moda<a href="#25"><sup>25</sup></a><a name="top25"></a>. Essa forma reproduz, assim creio, o pr&oacute;prio escudo de D. Afonso Henriques, sobre o qual o infante ter&aacute; sido aclamado rei pelos seus companheiros na batalha de Ourique, e que por isso foi adotado como s&iacute;mbolo da sua realeza<a href="#26"><sup>26</sup></a><a name="top26"></a>. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a03f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Caetano de Sousa, cujas gravuras continuam a ser uma fonte imprescind&iacute;vel para o estudo dos selos r&eacute;gios portugueses, apenas fornece um exemplo danificado deste selo<a href="#27"><sup>27</sup></a><a name="top27"></a> (<a href="#f2">Figura 2</a>). Outros esp&eacute;cimes existentes est&atilde;o tamb&eacute;m incompletos, mas permitem reconstituir o selo na totalidade<a href="#28"><sup>28</sup></a><a name="top28"></a>. Com as duas faces iguais, apresentava a legenda <i>+ S(igillvm) D(om)NI ALFONSI REGIS PORTVGALIE ET ALGARBII</i><a href="#29"><sup>29</sup></a><a name="top29"></a> na orla de cada uma delas. No centro do campo, tinha as cinco quinas, de forma amendoada, posicionadas em cruz, com as duas que formam o bra&ccedil;o horizontal da cruz deitadas e carregadas com besantes, cujo n&uacute;mero se v&ecirc; mal nos exemplares que nos chegaram; de acordo com o erudito setecentista, seriam onze. &Agrave; volta da cruz formada pelas quinas, situava-se a habitual bordadura de castelos, estes num total de dez. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a03f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O n&uacute;mero de castelos era vari&aacute;vel, quer de rei para rei, quer de matriz para matriz, dependendo do tamanho do escudo com as armas reais, bem como do formato e das dimens&otilde;es do selo. No de cera normalmente usado por D. Afonso IV, como acab&aacute;mos de ver, eram dez. No seu selo grande, redondo, equestre no anverso e her&aacute;ldico no reverso<a href="#30"><sup>30</sup></a><a name="top30"></a>, estavam representados catorze. J&aacute; o selo de chumbo, seguindo o modelo circular que o av&ocirc; definira<a href="#31"><sup>31</sup></a><a name="top31"></a>, ostentava doze castelos. </p>     <p>Estes tr&ecirc;s selos s&atilde;o todos os que se sabe ter usado o Bravo. No selo grande, a legenda n&atilde;o se consegue ler na &iacute;ntegra, mas parece ter sido igual &agrave; daquele que estamos a estudar. No de chumbo, a inscri&ccedil;&atilde;o n&atilde;o menciona o Algarve, apesar de o exemplar que serve como base para a leitura datar de muitos anos ap&oacute;s a sua integra&ccedil;&atilde;o nos dom&iacute;nios portugueses<a href="#32"><sup>32</sup></a><a name="top32"></a>; mas, curiosamente, refere tratar-se do terceiro rei de nome Afonso<a href="#33"><sup>33</sup></a><a name="top33"></a>, o que n&atilde;o tinha sucedido ainda em nenhum selo r&eacute;gio anterior que conhe&ccedil;amos.</p>     <p>De D. Pedro I, o Arquivo Municipal de Lisboa conserva tamb&eacute;m um &uacute;nico selo, igualmente em mau estado. Pendente de fita tecida vermelha escura, impresso em cera castanha escura, autentica uma carta de 24 de agosto de 1362, dada em Sintra<a href="#34"><sup>34</sup></a><a name="top34"></a> (<a href="#f3">Figura 3</a>). Trata-se da parte superior do selo, muito delida e fragmentada em tr&ecirc;s peda&ccedil;os que algu&eacute;m procurou consolidar sem grande sucesso. Num dos lados, o rebordo cont&eacute;m restos ileg&iacute;veis da legenda, e v&ecirc;em-se, mal, tr&ecirc;s escudetes, o superior e os laterais, sendo a parte mais n&iacute;tida o filete pontilhado que separa as quinas dos castelos; na outra face, estes v&ecirc;em-se um pouco melhor, e ainda se conseguem decifrar algumas letras da parte superior da legenda: a cruz inicial, o <i>S</i> de <i>S(igillvm)</i> e o <i>D</i> e o I de <i>D(om)ni</i>, assim como o <i>P</i> do nome do rei.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a03f3.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Esta impress&atilde;o corresponde ao selo de formato oblongo de D. Pedro, que foi o &uacute;nico selo de cera que usou, tanto quanto se sabe<a href="#35"><sup>35</sup></a><a name="top35"></a>. S&atilde;o raros e em mau estado os exemplares subsistentes; Caetano de Sousa reproduziu um deles &ldquo;excellentemente conservado&rdquo;<a href="#36"><sup>36</sup></a><a name="top36"></a> (<a href="#f4">Figura 4</a>), mas at&eacute; agora n&atilde;o foi poss&iacute;vel localiz&aacute;-lo, se &eacute; que existe ainda<a href="#37"><sup>37</sup></a><a name="top37"></a>. Era, tal como o de seu pai, bifacial, igual de ambos os lados, e com as quinas, amendoadas, carregadas com quinze besantes, mais cinco do que os presentes no selo de chumbo do mesmo rei, que segue o mesmo modelo dos selos pl&uacute;mbeos dos seus antecessores; a bordadura comporta doze castelos, tantos quantos surgem nesse outro selo seu<a href="#38"><sup>38</sup></a><a name="top38"></a>. No que toca &agrave; legenda, seguia o modelo habitual, igual em ambas as faces: <i>+ S(igillvm) D(om)NI PETRI REGIS PORTVGALIE ET ALGARBII</i>; o selo de chumbo do rei apresenta uma legenda igual. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a03f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Tamb&eacute;m de D. Fernando resta neste Arquivo um s&oacute; selo, reduzido a pequen&iacute;ssimos fragmentos de cera castanha delidos, colados &agrave; fita tecida vermelha suspensa de um ato escrito do rei dado em Leiria, a 24 de novembro de 1376<a href="#39"><sup>39</sup></a><a name="top39"></a> (<a href="#f5">Figura 5</a>). Tratando-se de um documento que regulamenta o of&iacute;cio de tabeli&atilde;o, n&atilde;o &eacute; prov&aacute;vel que fosse o selo redondo que D. Fernando usou em diplomas de impacto internacional, como tratados, e que era equestre no anverso e her&aacute;ldico no reverso, como os de seu av&ocirc; e outros antecessores, j&aacute; referidos<a href="#40"><sup>40</sup></a><a name="top40"></a>. Deveria ser o selo de cera usual, de que conhecemos apenas alguns exemplares em mau estado, a maioria dos quais reduzidos a fragmentos de menor ou maior dimens&atilde;o<a href="#41"><sup>41</sup></a><a name="top41"></a>. &Eacute; for&ccedil;oso recorrermos, de novo, a Caetano de Sousa para encontrarmos um desenho que mostre um selo intacto (<a href="#f6">Figura 6</a>)<a href="#42"><sup>42</sup></a><a name="top42"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a03f5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a03f6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O selo fernandino apresenta o mesmo formato amendoado dos esp&eacute;cimes j&aacute; analisados. As quinas ao centro encontram-se carregadas com dez besantes, e a bordadura, com doze castelos, &eacute; interrompida pelos escudetes deitados que formam o bra&ccedil;o da cruz. A legenda n&atilde;o apresenta qualquer abreviatura, e remete para o final a palavra <i>regis</i>, ao contr&aacute;rio do que fora a regra at&eacute; ent&atilde;o: <i>+ SIGILLVM DOMINI FERNANDI PORVGALIE ET ALGARBII REGIS</i>. A legenda &eacute; igual quer no selo equestre j&aacute; referido, quer no de chumbo (que, contudo, abrevia as duas primeiras palavras), que continua a seguir o modelo usado pelos seus antecessores<a href="#43"><sup>43</sup></a><a name="top43"></a>. O n&uacute;mero de besantes de cada escudete era o mesmo no selo met&aacute;lico<a href="#44"><sup>44</sup></a><a name="top44"></a>, sendo imposs&iacute;vel aferir atrav&eacute;s das reprodu&ccedil;&otilde;es ao nosso dispor quantos apresentava o selo redondo do rei. Quanto aos castelos, s&atilde;o tamb&eacute;m doze no selo de chumbo, mas dezasseis no redondo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dos reis seguintes conservam-se mais esp&eacute;cimes sigilares no Arquivo Municipal de Lisboa, nenhum, por&eacute;m, infelizmente, em bom estado. S&atilde;o tr&ecirc;s de D. Jo&atilde;o I, outros tantos de D. Duarte, e cinco de D. Afonso V, aos quais se podem acrescentar os vest&iacute;gios de alguns selos de chapa. Os quatro selos que restam de D. Jo&atilde;o I datam dos anos de 1409, 1410, 1414 e 1416<a href="#45"><sup>45</sup></a><a name="top45"></a> (<a href="#f7">Figuras 7</a>, <a href="#f8">8</a>, <a href="#f9">9</a> e <a href="#f10">10</a>). Os tr&ecirc;s mais recentes encontram-se reduzidos a fragmentos com dimens&otilde;es n&atilde;o superiores a 30 mm; o mais antigo &eacute; um pouco maior (40x55 mm), mas corresponde a menos de um quarto do selo total. Nenhum deles permite qualquer leitura, mas &eacute; poss&iacute;vel perceber que todos foram impressos pela mesma matriz, de formato oblongo, que conhecemos gra&ccedil;as a outros exemplares e, em especial, &agrave; gravura de Caetano de Sousa (<a href="#f11">Figura 11</a>)<a href="#46"><sup>46</sup></a><a name="top46"></a>, e que &eacute; a &uacute;nica usada em selos de cera que se conhece deste rei, embora seja prov&aacute;vel que tenha tido outras durante o seu longo reinado<a href="#47"><sup>47</sup></a><a name="top47"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a03f7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f8"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a03f8.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f9"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a03f9.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f10"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a03f10.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f11"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a03f11.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Este selo inclui algumas novidades relativamente aos dos seus antecessores do mesmo g&eacute;nero. A principal &eacute; o facto de o escudo das quinas estar colocado sobre uma cruz flordelisada de que se veem apenas as extremidades, saindo dos escudetes exteriores. &Eacute; a cruz de Avis, ins&iacute;gnia da ordem militar de que D. Jo&atilde;o fora mestre e que incorporou nas suas armas como diferen&ccedil;a her&aacute;ldica. Pela segunda vez na hist&oacute;ria portuguesa, as armas r&eacute;gias foram alteradas com a introdu&ccedil;&atilde;o de uma diferen&ccedil;a; a primeira sucedeu com D. Afonso III, filho segundo que sucedeu ao irm&atilde;o, e que introduziu a bordadura de castelos quando subiu ao trono<a href="#48"><sup>48</sup></a><a name="top48"></a>; a nova quebra da sucess&atilde;o de pai para filho, com a ascens&atilde;o de D. Jo&atilde;o I, deu lugar &agrave; segunda<a href="#49"><sup>49</sup></a><a name="top49"></a>. Mas, enquanto o primeiro acrescento permaneceu para sempre, o segundo foi revogado por D. Jo&atilde;o II<a href="#50"><sup>50</sup></a><a name="top50"></a>, o que deve ser entendido como mais um passo na legitima&ccedil;&atilde;o da Dinastia de Avis, que o pr&oacute;prio rei de Boa Mem&oacute;ria iniciou e a que seu filho D. Duarte se dedicou com especial empenho<a href="#51"><sup>51</sup></a><a name="top51"></a>.</p>     <p>As quinas do selo joanino mant&ecirc;m o formato amendoado habitual e, tal como sucedia no selo de D. Fernando, as que constituem o bra&ccedil;o da cruz ultrapassam o espa&ccedil;o central do campo, entrando na bordadura. Esta inclui quinze ou dezasseis castelos<a href="#52"><sup>52</sup></a><a name="top52"></a>, interrompidos pelas quinas e pela flor de lis superior da cruz de Avis. A legenda &eacute; tamb&eacute;m dividida pelas flores de lis laterais. A leitura da inscri&ccedil;&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil, n&atilde;o apenas por se encontrar praticamente ileg&iacute;vel nos exemplares subsistentes, mas tamb&eacute;m por ter sido escrita na g&oacute;tica min&uacute;scula t&atilde;o caracter&iacute;stica das grafias dos primeiros reis da Segunda Dinastia<a href="#53"><sup>53</sup></a><a name="top53"></a>, dif&iacute;cil de decifrar, em especial quando, como &eacute; o caso, s&oacute; subsiste a parte inferior das letras. De acordo com Caetano de Sousa, a inscri&ccedil;&atilde;o da face do selo que reproduz diz o seguinte: <i>Sigillvm domini Joannis … Regis Portugalie</i><a href="#54"><sup>54</sup></a><a name="top54"></a>. A continua&ccedil;&atilde;o da intitula&ccedil;&atilde;o (que no selo em causa j&aacute; deveria incluir, al&eacute;m do Algarve, o senhorio de Ceuta, pois data de 1422), estaria decerto no reverso, cuja reprodu&ccedil;&atilde;o o autor n&atilde;o apresenta, e que em nenhum dos originais ao meu dispor &eacute; leg&iacute;vel.</p>     <p>De acordo com o desenho da <i>Hist&oacute;ria Geneal&oacute;gica</i>, existiria alguma decora&ccedil;&atilde;o em torno do escudo real, com elementos de natureza vegetalista, n&atilde;o vis&iacute;veis, por&eacute;m, nos esp&eacute;cimes fragmentados que nos chegaram. Motivos decorativos do mesmo g&eacute;nero, ou geom&eacute;tricos, existem tamb&eacute;m nos selos dos sucessores do rei de Boa Mem&oacute;ria.</p>     <p>De D. Duarte conserva o Arquivo Municipal de Lisboa tr&ecirc;s fragmentos de selos, um de 1434, dois de 1437 (<a href="#f12">Figuras 12</a>, <a href="#f13">13</a>, e <a href="#f14">14</a>)<a href="#55"><sup>55</sup></a><a name="top55"></a>. Uma vez mais, pouco ou nada se consegue ver, para al&eacute;m de um pedacinho do campo central, um ou dois castelos, nada da legenda. O recurso a Caetano de Sousa (<a href="#f15">Figuras 15</a>) e a outros exemplares<a href="#56"><sup>56</sup></a><a name="top56"></a> &eacute;, de novo, necess&aacute;rio para conhecer este selo, partindo do princ&iacute;pio de que os tr&ecirc;s sa&iacute;ram da mesma matriz. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f12"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a03f12.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f13"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a03f13.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f14"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a03f14.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f15"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a03f15.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O selo apresenta diversas altera&ccedil;&otilde;es face aos dos reis anteriores: no escudo de armas, n&atilde;o s&oacute; as quinas perderam o formato oblongo em favor do de escudo peninsular, como o n&uacute;mero de besantes em cada escudete diminuiu, passando a ser apenas cinco, colocados em aspa. Os castelos da bordadura s&atilde;o dez, interrompidos nos quatro lados pela flor de lis da cruz de Avis, que se mant&eacute;m, e o escudo passou a ser encimado por uma coroa aberta com flor&otilde;es, s&iacute;mbolo da realeza que doravante, estar&aacute; associada ao escudo do rei, constituindo um conjunto que pode ser considerado como um verdadeiro &ldquo;retrato aleg&oacute;rico do rei de Portugal&rdquo;<a href="#57"><sup>57</sup></a><a name="top57"></a>. As armas reais j&aacute; n&atilde;o ocupam todo o campo do selo, como at&eacute; ent&atilde;o, mas inscrevem-se num escudo de tipo g&oacute;tico ou franc&ecirc;s, sendo o espa&ccedil;o entre ele e a legenda preenchido por um padr&atilde;o decorativo formado por losangos. </p>     <p>A legenda, em g&oacute;tica min&uacute;scula, preservou-se mal, tal como sucedera com a de seu pai; j&aacute; Caetano de Sousa teve dificuldade em decifr&aacute;-la<a href="#58"><sup>58</sup></a><a name="top58"></a>. Desta feita, foi a Jo&atilde;o Pedro Ribeiro<a href="#59"><sup>59</sup></a><a name="top59"></a> que tivemos de recorrer para conseguir a sua leitura integral. Tamb&eacute;m a este n&iacute;vel existem novidades, a primeira das quais diz respeito ao local onde a legenda tem in&iacute;cio. De facto, em lugar de come&ccedil;ar, como era usual, a meio da parte superior do selo e com uma cruz, principia do lado esquerdo, sem cruz, caracter&iacute;stica que se ir&aacute; manter nos selos dos reis seguintes. A segunda novidade &eacute; a designa&ccedil;&atilde;o que a legenda d&aacute; ao pr&oacute;prio selo, chamando-lhe curial: <i>S(igillvm) curiale d(om)-ny Eduardy Dey gratia regis Portugalie et Algarbiy Cepteque domini ejus</i>.</p>     <p>As designa&ccedil;&otilde;es dos selos frequentes j&aacute; usuais por esta altura, conhecendo-se n&atilde;o s&oacute; as mais comuns que referem o material de que eram feitos (cera ou chumbo), mas outras que tinham como base a sua import&acirc;ncia e o seu tamanho. Por exemplo, alguns bispos tinham um selo denominado pontifical (o maior) e um outro de camafeu (de menores dimens&otilde;es, cuja matriz seria um sinete ou um anel sigilar)<a href="#60"><sup>60</sup></a><a name="top60"></a>. A denomina&ccedil;&atilde;o curial, por&eacute;m, &eacute; nova, e ser&aacute; adotada tanto pelo sucessor de D. Duarte, D. Afonso V, de cujos selos conservados no Arquivo Municipal de Lisboa iremos falar de seguida, como por D. Jo&atilde;o II, de quem j&aacute; n&atilde;o existe nenhum selo neste Arquivo.</p>     <p>O adjetivo curial vem de c&uacute;ria, termo que surge, na documenta&ccedil;&atilde;o medieval, como sin&oacute;nimo quer de Corte, quer de audi&ecirc;ncia. Em qualquer dos casos, relaciona-se com a governa&ccedil;&atilde;o medieval do reino, com o despacho r&eacute;gio e a audi&ccedil;&atilde;o dos s&uacute;bditos que traziam pedidos ou reclama&ccedil;&otilde;es &agrave; Corte do monarca, tarefas a que D. Duarte se dedicou desde antes de ser rei, por ter sido associado pelo pai &agrave;s tarefas de governo. No seu <i>Livro dos Conselhos</i>, deixou--nos a planifica&ccedil;&atilde;o dos seus dias, com a indica&ccedil;&atilde;o do tempo que, todos os dias, exceto ao domingo, ocupava com estes deveres<a href="#61"><sup>61</sup></a><a name="top61"></a>. Seria o selo curial aquele que usava para tratar dos assuntos que resolvia na Corte? Poderiam os seus oficiais do Desembargo utiliz&aacute;-lo em seu nome? Eis um tema para explorar mais aprofundadamente num futuro pr&oacute;ximo.</p>     <p>Dos selos de D. Duarte conserva-se ainda no Arquivo Municipal lisboeta a mem&oacute;ria de um outro, de chapa, redondo, de que resta apenas a marca nas costas de um pergaminho<a href="#62"><sup>62</sup></a><a name="top62"></a>. Tinha 58 mm de di&acirc;metro, e dele n&atilde;o faz men&ccedil;&atilde;o Caetano de Sousa, nem conhecemos ainda exemplares que permitam saber como seria.</p>     <p>Apesar de n&atilde;o existir nenhum selo de chumbo de D. Duarte no Arquivo, &eacute; importante referi-lo, n&atilde;o apenas para termos uma panor&acirc;mica geral da sua sigilografia, como porque o Eloquente promoveu tamb&eacute;m a renova&ccedil;&atilde;o deste selo, que desde D. Afonso III mantinha as mesmas caracter&iacute;sticas. D. Jo&atilde;o I acrescentara-lhe as flores de lis sob o escudo, fruto da altera&ccedil;&atilde;o que introduzira nas armas reais; mantivera, contudo, e ao contr&aacute;rio do que fizera no selo de cera, a legenda em mai&uacute;sculas g&oacute;ticas<a href="#63"><sup>63</sup></a><a name="top63"></a>. D. Duarte conservou o seu formato redondo, mas tornou-o mais parecido com o selo curial, integrando as armas num escudo franc&ecirc;s encimado por uma coroa, cujos flor&otilde;es interrompem a legenda<a href="#64"><sup>64</sup></a><a name="top64"></a>. Tamb&eacute;m neste selo o espa&ccedil;o entre o escudo central e a inscri&ccedil;&atilde;o foi preenchido por decora&ccedil;&atilde;o, mas de tipo vegetalista. Quanto &agrave; legenda, &eacute; semelhante &agrave; do selo de cera, exceto no adjetivo que o designava, e que n&atilde;o tem nenhum outro em seu lugar.</p>     <p>O rei com maior n&uacute;mero de selos ou de vest&iacute;gios de selos no Arquivo Municipal de Lisboa &eacute; D. Afonso V. S&atilde;o quatro selos pendentes, todos reduzidos a fragmentos praticamente delidos e com restos de legenda ileg&iacute;veis<a href="#65"><sup>65</sup></a><a name="top65"></a>, um selo de chapa que subsiste<a href="#66"><sup>66</sup></a><a name="top66"></a>, embora em mau estado, e seis outros, de chapa tamb&eacute;m, de que resta somente a marca<a href="#67"><sup>67</sup></a><a name="top67"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os selos pendentes, de cera, parecem ser impress&otilde;es da matriz de formato oblongo usualmente utilizada por este rei (<a href="#f16">Figuras 16</a>, <a href="#f17">17</a>, <a href="#f18">18</a> e <a href="#f19">19</a>), e de que a gravura de Caetano de Sousa nos d&aacute;, de novo, a melhor imagem (<a href="#f20">Figura 20</a>)<a href="#68"><sup>68</sup></a><a name="top68"></a>. Segue de perto o selo do mesmo tipo de D. Duarte, mantendo todas as inova&ccedil;&otilde;es que este introduzira, incluindo a designa&ccedil;&atilde;o de selo curial e a legenda a come&ccedil;ar do lado esquerdo do selo: <i>S(igillvm) curiale d(om)ny Alfonsy Dey gratia regis Portugalie et Algarbiy Cepte[que domini]</i><a href="#69"><sup>69</sup></a><a name="top69"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f16"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a03f16.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f17"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a03f17.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f18"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a03f18.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f19"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a03f19.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f20"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a03f20.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>J&aacute; uma carta dada em Sintra, a 6 de outubro de 1450, destinada &agrave; C&acirc;mara de Lisboa, foi validada com um selo diferente, de chapa em lugar de pendente (<a href="#f21">Figura 21</a>). Redondo, com 60 mm de di&acirc;metro, encontra-se em bastante mau estado, com a maior parte da impress&atilde;o em papel sobre cera vermelha desaparecida. Quando Caetano de Sousa a viu, no s&eacute;culo XVIII, estava quase completo, apesar de o autor da <i>Hist&oacute;ria Geneal&oacute;gica</i> j&aacute; n&atilde;o ter sido capaz de decifrar a legenda, que aparece em branco na gravura que publica (<a href="#f22">Figura 22</a>)<a href="#70"><sup>70</sup></a><a name="top70"></a>. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f21"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a03f21.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f22"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a03f22.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Este &eacute; um selo com uma exuber&acirc;ncia her&aacute;ldica t&iacute;pica do derradeiro s&eacute;culo medieval, apresentando o escudo real <i>au ballon</i> (ou seja, inclinado para a esquerda), com o elmo coroado e uma serpe alada por timbre. A serpe surgira na her&aacute;ldica dos reis de Portugal provavelmente ainda no reinado de D. Fernando, mas foi com a Dinastia de Avis que passou a ser representada com regularidade, em especial na escultura<a href="#71"><sup>71</sup></a><a name="top71"></a>. Este &eacute; o primeiro selo de que temos not&iacute;cia em que tal elemento externo surge. Curiosamente, a legenda em letra g&oacute;tica min&uacute;scula inicia-se como uma filactera saindo da boca da serpe, desenrolando-se depois em torno da orla sigilar. N&atilde;o se consegue, por&eacute;m, ler com o m&iacute;nimo de certezas que permita propor uma transcri&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A sigilografia do Africano era ainda mais rica e vasta. O mais recente bi&oacute;grafo do rei, Saul Ant&oacute;nio Gomes, elenca cinco selos diferentes: os dois que acab&aacute;mos de ver; um outro de cera, redondo, sem a coroa; o de chumbo (que seguia o modelo reformulado por D. Duarte); e um outro ainda, de chapa, em que D. Afonso se assumia como rei de Castela, Le&atilde;o e Portugal, usado no per&iacute;odo do final do reinado em que reivindicou para si o trono do reino vizinho<a href="#72"><sup>72</sup></a><a name="top72"></a>. Destes selos n&atilde;o existem testemunhos no Arquivo Municipal de Lisboa, que conserva, por&eacute;m, ainda mais vest&iacute;gios sigilares deste rei: as marcas de dois selos de chapa redondos, que, pelas suas dimens&otilde;es, poderiam corresponder ao selo desse tipo acima descrito, e as de tr&ecirc;s outros selos, cujas dimens&otilde;es e formato se desconhecem, porque o que ficou marcado foi o contorno do papel que o cobria, em forma de estrela de quatro pontas, sobre o qual foi aposta a matriz. Estes &uacute;ltimos vest&iacute;gios evocam muitos outros selos que ter&atilde;o existido, deste e de outros monarcas, e que se destinavam, essencialmente, a fechar os documentos e a garantir que se mantinham, inviolados, at&eacute; chegarem ao seu destinat&aacute;rio; quando eram abertos, facilmente se partiam ou soltavam – j&aacute; tinham cumprido a sua miss&atilde;o, podiam ser descartados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>CONCLUS&Atilde;O</b></p>     <p>Ao longo destas p&aacute;ginas, apresentei o estudo dos selos dos seis reis medievais, entre meados do s&eacute;culo XIV e o &uacute;ltimo quartel do s&eacute;culo XV, que ainda existem no Arquivo Municipal de Lisboa, procurando identific&aacute;-los e reconstitu&iacute;-los, na medida em que tal se mostrou poss&iacute;vel. Analisei todos aqueles que me foram sinalizados pelos t&eacute;cnicos superiores deste Arquivo, mas o tempo de que pude dispor para a realiza&ccedil;&atilde;o deste artigo n&atilde;o me permitiu observar, integralmente, sen&atilde;o um dos c&oacute;dices fact&iacute;cios ali conservados, no qual foram detetados todos os vest&iacute;gios de selos de chapa descritos. Estou certa de que muitas outras marcas de selos desaparecidos subsistem nos restantes livros, esperando que algu&eacute;m fa&ccedil;a o seu levantamento. E esse levantamento &eacute; importante porque, como espero ter demonstrado, mesmo esses meros vest&iacute;gios d&atilde;o testemunho das pr&aacute;ticas sigilogr&aacute;ficas dos s&eacute;culos medievais, e permitem alargar o nosso conhecimento a seu respeito.</p>     <p>Foi minha inten&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s deste estudo, devolver a identidade a estes selos fragmentados e delidos que, mau grado as vicissitudes de que foram alvo, conseguiram sobreviver ao passar dos s&eacute;culos e aos maus tratos de que foram alvo. Mas &eacute; tamb&eacute;m objetivo deste trabalho chamar a aten&ccedil;&atilde;o para a necessidade premente de salvaguardar os selos, que, neste como em todos os outros arquivos portugueses conservando documenta&ccedil;&atilde;o medieval, est&atilde;o, pouco a pouco, a desaparecer. Medidas de conserva&ccedil;&atilde;o preventiva corretas e implementadas de forma sistem&aacute;tica, mas tamb&eacute;m procedimentos de restauro s&atilde;o absolutamente necess&aacute;rios para permitir que os selos ainda hoje existentes subsistam no futuro. Os selos fazem parte do nosso patrim&oacute;nio cultural, tanto enquanto parte integrante dos documentos a que foram apostos, como enquanto testemunhos, por si pr&oacute;prios, de m&uacute;ltiplos aspetos da vida dos nossos antepassados medievos, no campo da arte, da simbologia, e tamb&eacute;m, o que &eacute; muitas vezes esquecido, das t&eacute;cnicas de trabalho dos materiais de que s&atilde;o feitos, tanto a cera, o metal e o papel como tamb&eacute;m os materiais, sobretudo t&ecirc;xteis, usados nas suspens&otilde;es.</p>     <p>Relativamente a estas, por impossibilidade de mais me alongar, apenas as referi, de quando em quando. Merecem um estudo espec&iacute;fico, levado a cabo por especialistas em t&ecirc;xteis, que identifiquem a sua composi&ccedil;&atilde;o, os produtos usados para as colorir, as t&eacute;cnicas aplicadas na sua confe&ccedil;&atilde;o. Os fios das suspens&otilde;es sigilares constituem, provavelmente, o mais vasto e variado testemunho de produtos t&ecirc;xteis fabricados na Idade M&eacute;dia, com a vantagem suplementar de poderem ser datados com precis&atilde;o – &eacute; tempo de serem estudados. </p>     <p>E &eacute; tempo, sem d&uacute;vida, de se dar a devida import&acirc;ncia aos selos, quer por parte das institui&ccedil;&otilde;es que t&ecirc;m &agrave; sua guarda a documenta&ccedil;&atilde;o medieva, mas tamb&eacute;m dos investigadores, que os devem estudar nas suas diversas dimens&otilde;es. O projeto SIGILLVM PORTVGALIAE, que coordeno, e teve in&iacute;cio em 2014, propondo-se numa primeira fase levar a cabo a inventaria&ccedil;&atilde;o e cataloga&ccedil;&atilde;o dos selos do clero secular medieval portugu&ecirc;s<a href="#73"><sup>73</sup></a><a name="top73"></a>, pretende continuar e avan&ccedil;ar, numa segunda etapa, para os selos dos monarcas portugueses, inventariando-os e catalogando-os tamb&eacute;m. Este trabalho &eacute; o primeiro verdadeiro passo nessa dire&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p><b>FONTES</b></p>     <p><b>Archives Nationales de France</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Service des Sceaux, Collections de Moulages, D11577.</p>     <p><b>Arquivo Distrital de Viseu</b></p>     <p>Pergaminhos Devolvidos, m. 3, n&ordm; 100; m. 4, n&ordm; 126.</p>     <p><b>Arquivo Municipal de Lisboa</b></p>     <p>Chancelaria R&eacute;gia, Livro 2&ordm; de D. Dinis, D. Afonso IV e D. Pedro.</p>     <p>Chancelaria R&eacute;gia, Livro 2&ordm; de D. Fernando.</p>     <p>Chancelaria R&eacute;gia, Livro 1&ordm; de D. Jo&atilde;o I.</p>     <p>Chancelaria R&eacute;gia, Livro 2&ordm; de D. Jo&atilde;o I.</p>     <p>Chancelaria R&eacute;gia, Livro 2&ordm; de D. Duarte e D. Afonso V.</p>     <p><b>Arquivo do Museu Gr&atilde;o Vasco</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pergaminhos, n&ordm;<sup>s</sup> 35, 47, 48, 54, 55.</p>     <p><b>Arquivo Nacional Torre do Tombo</b></p>     <p>Bulas, m. 16, n&ordm; 20.</p>     <p>Gavetas, Gaveta 18, m. 9, n&ordm; 13.</p>     <p>Mosteiro de Alcoba&ccedil;a, DR, m. 2, n&ordm; 6; m. 4, n&ordm; 5.</p>     <p>Mosteiro de Almoster, m. 7, n&ordm; 42.</p>     <p>Mosteiro de Celas, m. 1, n&ordm; 14.</p>     <p>Ordem de Avis, m.2, n&ordm;83.</p>     <p>S&eacute; de Coimbra, 1&ordf; Incorpora&ccedil;&atilde;o, DR, m. 2, n&ordm;<sup>s</sup> 39 e 50.</p>     <p><b>United Kingdom National Archives</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>SC 13/H59.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ESTUDOS</b></p>     <!-- ref --><p>COSTA, Avelino de Jesus da – <i>&Aacute;lbum de Paleografia e Diplom&aacute;tica portuguesas: estampas</i>. 6&ordf; ed.. Coimbra: FLUC, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062862&pid=S2183-3176201800020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DUARTE, Lu&iacute;s Miguel – <i>D. Duarte: requiem por um rei triste</i>. Rio de Mouro: C&iacute;rculo de Leitores, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062864&pid=S2183-3176201800020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FERREIRA, Ana Cristina Pereira da Silva – <i>An&aacute;lise paleogr&aacute;fica de uma escrita de Chancelaria R&eacute;gia: a letra joanina, 1370-1420</i>. Lisboa: [s.n.], 2011. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Paleografia e Diplom&aacute;tica, apresentada &agrave; Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062866&pid=S2183-3176201800020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>GOMES, Saul Ant&oacute;nio – <i>D. Afonso V. o Africano</i>. Rio de Mouro: C&iacute;rculo de Leitores, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062868&pid=S2183-3176201800020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GOMES, Saul Ant&oacute;nio – <i>Imago & Auctoritas: selos medievais da chancelaria do Mosteiro de Alcoba&ccedil;a</i>. Coimbra: CHSC-UC/Palimage, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062870&pid=S2183-3176201800020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GOMES, Saul Ant&oacute;nio – <i>In limine conscriptionis: documentos, chancelaria e cultura no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra: s&eacute;culos </i>XII a XIV. Viseu: CHSC-UL/Palimage, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062872&pid=S2183-3176201800020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GOMES, Saul Ant&oacute;nio – <i>Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; sigilografia portuguesa: guia de estudo</i>. Coimbra: FLUC, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062874&pid=S2183-3176201800020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GUGLIERI NAVARRO, Araceli – <i>Cat&aacute;logo de sellos de la Secci&oacute;n de Sigilograf&iacute;a del Archivo Hist&oacute;rico Nacional</i>. Madrid: Servicio de Publicaciones del Ministerio de Educaci&oacute;n y Ciencia, 1974.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062876&pid=S2183-3176201800020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>LIMA, Jo&atilde;o Paulo de Abreu e – <i>Armas de Portugal: origem, evolu&ccedil;&atilde;o, significado</i>. Lisboa: Inapa, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062878&pid=S2183-3176201800020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MARIZ, Jos&eacute;, coord. – <i>Recenseamento dos arquivos locais: c&acirc;maras municipais e miseric&oacute;rdias: invent&aacute;rio do patrim&oacute;nio m&oacute;vel</i>. Lisboa: Arquivos Nacionais Torre do Tombo, 1995-2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062880&pid=S2183-3176201800020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MART&Iacute;NEZ, Silvia, coord. – <i>Reginae Iberiae: el poder regio femenino en los reinos medievales peninsulares</i>. Santiago de Compostela: Universidade de Santiago de Compostela, 2015. p. 89-110.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062882&pid=S2183-3176201800020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MATOS, Maria Ant&oacute;nia Pinto de, coord. – <i>Nos confins da Idade M&eacute;dia: arte portuguesa s&eacute;culos XII-XV</i>. Lisboa: Instituto Portugu&ecirc;s de Museus, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062884&pid=S2183-3176201800020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa – A imagem do poder no feminino: selos de rainhas portuguesas da Idade M&eacute;dia. In GARC&Iacute;A-FERN&Aacute;NDEZ, Miguel; CERNADAS MART&Iacute;NEZ, Silvia, coord. – <i>Reginae Iberiae: el poder regio femenino en los reinos medievales peninsulares.</i> Santiago de Compostela: Universidade de Santiago de Compostela, 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062886&pid=S2183-3176201800020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa – <i>A S&eacute; de Coimbra: a institui&ccedil;&atilde;o e a chancelaria (1080-1318)</i>. Lisboa: FCG/FCT, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062888&pid=S2183-3176201800020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa – A sigilografia portuguesa em tempos de D. Afonso Henriques. <i>Medievalista</i> [Em linha]. 11 (janeiro-junho 2012) [consult. 25/11/2018]. Dispon&iacute;vel na Internet: <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA11\morujao1103.html" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA11\morujao1103.html</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062890&pid=S2183-3176201800020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa [et. al.] – The Portuguese sigillographic heritage: SIGILLVM, a new research project on a remarkable and mostly neglected heritage. In INTERNATIONAL CONFERENCE ON HERITAGE AND SUSTAINABLE DEVELOPMENT, 4, Barcelos, 2014 – <i>Heritage 2014: proceedings</i>. Barcelos: Green Lines Institute for Sustainable Development, 2014. p. 583-590.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062892&pid=S2183-3176201800020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa – Les pratiques de l'&eacute;crit dans les abbayes cisterciennes f&eacute;minines du Portugal au Moyen &Acirc;ge. In BAUDIN, Arnaud; MORELLE, Laurent, ed. – <i>Les pratiques de l'&eacute;crit dans les abbayes cisterciennes (XII<sup>e</sup>-milieu du XVI<sup>e</sup> si&egrave;cle)</i>. Paris: Archives d&eacute;partementales de l'Aube/Conseil d&eacute;partemental de l'Aube/Somogy &eacute;ditions d'Art, 2016. p. 99-111.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062894&pid=S2183-3176201800020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa – Sceau et pouvoir: l'usage du sceau par les rois du Portugal au Moyen &Acirc;ge. In MANEUVRIER, Christophe; CHASSEL, Jean-Luc; BLANC-RIEHL, Cl&eacute;ment, ed. – <i> Apposer sa marque: le sceau et son usage</i>. Caen: CRAHAM. No prelo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062896&pid=S2183-3176201800020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa – Os selos dos reis de Portugal (Primeira Dinastia). <i>Armas & Trof&eacute;us</i>. No prelo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062898&pid=S2183-3176201800020000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa – SIGILLVM: corpus dos selos portugueses. <i>Invenire: Revista de Bens Culturais da Igreja</i>. Lisboa: Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa. 11 (2015), p. 72-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062900&pid=S2183-3176201800020000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa – Sigillvm Portvgaliae: o corpus dos selos portugueses a tomar forma. <i>Armas e Trof&eacute;us. Revista de Hist&oacute;ria, Her&aacute;ldica, Genealogia e Arte</i>. Lisboa: Instituto Portugu&ecirc;s de Her&aacute;ldica. 9&ordf; S&eacute;rie 18 (2016), p. 29-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062902&pid=S2183-3176201800020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa; SARAIVA, An&iacute;sio Miguel de Sousa – O selo: s&iacute;mbolo de representa&ccedil;&atilde;o e de poder no mundo das catedrais portuguesas. In SARAIVA, An&iacute;sio Miguel de Sousa; MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa, ed. – <i>O clero secular medieval e as suas catedrais: novas perspectivas e abordagens</i>. Lisboa: CEHR-UCP, 2014. p. 205-264.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062904&pid=S2183-3176201800020000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa; SARAIVA, An&iacute;sio Miguel de Sousa – Pergaminhos do Museu de Lamego (s&eacute;culos XV a XIX): caracter&iacute;sticas e conte&uacute;dos. In RIBEIRO, Agostinho; BRAGA Alexandra, coord. – <i>Museu de Lamego: pergaminhos. </i>Lamego: IPM, 2002. p. 29-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062906&pid=S2183-3176201800020000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>NEVES, Jo&atilde;o Ant&oacute;nio Mendes – <i>A &ldquo;Formosa&rdquo; chancelaria: estudo dos originais da chancelaria de D. Fernando (1367-1383)</i>. Coimbra: [s.n.], 2005. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Hist&oacute;ria Medieval, apresentada &agrave; Universidade de Coimbra.</p>     <!-- ref --><p>REAL, Manuel Lu&iacute;s – Gest&atilde;o do patrim&oacute;nio arquiv&iacute;stico nacional. In CONGRESSO NACIONAL DE BIBLIOTEC&Aacute;RIOS, ARQUIVISTAS E DOCUMENTALISTAS, 2, Coimbra, 1987 – <i>A integra&ccedil;&atilde;o europeia: um desafio &agrave; informa&ccedil;&atilde;o: actas. </i>Coimbra: Livraria Minerva, 1987. p. 207-246.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062909&pid=S2183-3176201800020000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RIBEIRO, Jo&atilde;o Pedro – <i>Disserta&ccedil;&otilde;es chronologicas e criticas sobre a historia e jurisprudencia ecclesiastica e civil de Portugal.</i> Lisboa: Typografia da Academia Real das Sciencias, 1810. tomo 1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062911&pid=S2183-3176201800020000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RIBEIRO, Jo&atilde;o Pedro – Sobre o estado actual dos cartorios do Reino e necessidade de acautelar pelos meios opportunos a sua total ruina. In <i>Observa&ccedil;&otilde;es historicas e criticas para servirem de memorias ao systema da Diplomatica Portugueza</i>. Lisboa: Academia Real das Sciencias, 1798. p. 1-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062913&pid=S2183-3176201800020000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SANTOS, Marta Manuel; VIDAL, Alexandra – The SIGILLVM project: the northern and central archival research. In INTERNATIONAL CONFERENCE ON HERITAGE AND SUSTAINABLE DEVELOPMENT, 5, Barcelos, 2016 – <i>Heritage 2016: proceedings</i>. Barcelos: Greenlines Institute for Sustainable Development, 2016. vol. 1, p. 1065-1071.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062915&pid=S2183-3176201800020000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SEIXAS, Miguel Metelo de – As armas e a empresa do rei D. Jo&atilde;o II: subs&iacute;dios metodol&oacute;gicos para o estudo da her&aacute;ldica e da emblem&aacute;tica nas artes decorativas portuguesas. COL&Oacute;QUIO DE ARTES DECORATIVAS, 2, Coimbra, 1987 – <i>As artes decorativas e a expans&atilde;o portuguesa: imagin&aacute;rio e viagens: actas.</i> Lisboa: Escola Superior de Artes Decorativas/Centro Cient&iacute;fico e Cultural de Macau, 2010. p. 46-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062917&pid=S2183-3176201800020000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SEIXAS, Miguel Metelo de – El simbolismo del territorio en la her&aacute;ldica regia portuguesa: en torno a las armas del Reino Unido de Portugal, Brasil y Algarves. <i>Emblemata: revista aragonesa de emblem&aacute;tica</i>. Zaragoza: Instituci&oacute;n Fernando el Cat&oacute;lico. 16 (2010), p. 285-329.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062919&pid=S2183-3176201800020000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SEIXAS, Miguel Metelo de; GALV&Atilde;O-TELLES, Jo&atilde;o Bernardo – A pedra de armas do pa&ccedil;o dos alcaides-mores de &Oacute;bidos: uma mem&oacute;ria her&aacute;ldica. In <i>Casa nobre: um patrim&oacute;nio para o futuro</i>. Arcos de Valdevez: Munic&iacute;pio, 2011. p. 125-174.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062921&pid=S2183-3176201800020000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SEIXAS, Miguel Metelo de; GALV&Atilde;O-TELLES, Jo&atilde;o Bernardo – Elementos de uma cultura din&aacute;stica e visual: os sinais her&aacute;ldicos e emblem&aacute;ticos do rei D. Duarte. In BARREIRA, Catarina Fernandes; SEIXAS, Miguel Metelo de, coord. – <i>D. Duarte e a sua &eacute;poca. Arte, cultura, poder e espiritualidade</i>. Lisboa: IEM, 2014. p. 257-283.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062923&pid=S2183-3176201800020000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SILVA, Armando Malheiro da [et. al.] – <i>Arquiv&iacute;stica: teoria e pr&aacute;tica de uma ci&ecirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o</i>. 2&ordf; ed.. Porto: Ed. Afrontamento, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062925&pid=S2183-3176201800020000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SOUSA, Ant&oacute;nio Caetano de – <i>Hist&oacute;ria geneal&oacute;gica da Casa real portuguesa</i>. Nova edi&ccedil;&atilde;o revista por M. Lopes de Almeida e C&eacute;sar Pegado. Coimbra: Atl&acirc;ntida, 1947. tomo 4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062927&pid=S2183-3176201800020000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SOUSA, Armindo – A morte de D. Jo&atilde;o I: um tema de propaganda din&aacute;stica. In <i>Lucerna: homenagem a D. Domingos de Pinho Brand&atilde;o</i>. Porto: Centro de Estudos Human&iacute;sticos, 1984. p. 417-487.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062929&pid=S2183-3176201800020000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SOUSA, Fernando de – Relat&oacute;rio dos arquivos a norte do Douro. <i>Revista de Hist&oacute;ria Econ&oacute;mica e Social</i>. Lisboa: S&aacute; da Costa. 3 (janeiro-julho 1979), p. 109-119.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062931&pid=S2183-3176201800020000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>T&Aacute;VORA, Lu&iacute;z Gonzaga de Lancastre e – <i>Estudo da sigilografia medieval portuguesa</i>. Lisboa: ICALP, 1983.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062933&pid=S2183-3176201800020000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>The SIGILLVM project – the Portuguese sigillographic heritage in the light of a project's results. In INTERNATIONAL CONFERENCE ON HERITAGE AND SUSTAINABLE DEVELOPMENT, 5, Barcelos, 2016 – <i>Heritage 2016: proceedings.</i> Barcelos: Greenlines Institute for Sustainable Development, 2016. vol 1, p. 957-965.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062935&pid=S2183-3176201800020000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TOVAR, [Pedro] Conde de – <i>Esfrag&iacute;stica medieval portuguesa</i>. Lisboa: Associa&ccedil;&atilde;o dos Arque&oacute;logos Portugueses, 1937.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062937&pid=S2183-3176201800020000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VAZ, Joaquim Ferraro – <i>Num&aacute;ria medieval portuguesa: 1128-1383</i>. Lisboa: ed. autor, 1960. tomo 1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062939&pid=S2183-3176201800020000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VENTURA, Margarida Garcez – <i>A Corte de D. Duarte: pol&iacute;tica, cultura e afectos.</i> Vila do Conde: Verso da Hist&oacute;ria, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062941&pid=S2183-3176201800020000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VIEGAS, In&ecirc;s Morais; MARTINS, Miguel Gomes, coord. – <i>Documentos medievais (1179-1383). Arquivo Municipal de Lisboa: cat&aacute;logo</i>. Lisboa: C&acirc;mara Municipal, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2062943&pid=S2183-3176201800020000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p>MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa – &ldquo;Esta carta lhe nom guardees se aseellada nom for&rdquo;. Selos r&eacute;gios medievais do Arquivo Municipal de Lisboa. <i>Cadernos do Arquivo Municipal</i>. 2&ordf; S&eacute;rie N&ordm; 10 (julho-dezembro 2018), p. 25 – 45.</p> <a href="#top*"><sup>*</sup></a><a name="*"></a> Este trabalho s&oacute; foi poss&iacute;vel gra&ccedil;as ao convite que expressamente me endere&ccedil;ou o Professor Doutor Armando Lu&iacute;s de Carvalho Homem, a quem me liga uma grande estima nascida nos anos em que foi meu professor no Mestrado em Hist&oacute;ria da Idade M&eacute;dia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, nos anos letivos de 1987/1988 e 1988/1989, e a quem devo uma grande parte da minha forma&ccedil;&atilde;o como investigadora, e &agrave; ajuda preciosa da Dra. Marta Gomes e do Doutor Nuno Martins, do Arquivo Municipal de Lisboa, que me forneceram todos os elementos para o poder realizar e me acolheram no seu local de trabalho com uma aten&ccedil;&atilde;o e afabilidade inexced&iacute;veis, e a quem quero deixar expresso o meu sincero agradecimento.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p> <a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a> Para verificar esta situa&ccedil;&atilde;o, basta passar os olhos pelas indica&ccedil;&otilde;es sobre a cronologia dos documentos que comp&otilde;em os acervos destes arquivos, referidas em qualquer dos catorze volumes do MARIZ, Jos&eacute;, coord. – <i>Recenseamento dos Arquivos Locais: C&acirc;maras Municipais e Miseric&oacute;rdias</i>. <i>Invent&aacute;rio do Patrim&oacute;nio M&oacute;vel</i>. Lisboa: Arquivos Nacionais Torre do Tombo, 1995-2000. 14 vols.     <p></p> <a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a> N&atilde;o dispomos de n&uacute;meros exatos sen&atilde;o para os documentos medievais at&eacute; 1383 conservados no Arquivo, que somam 332, de acordo com VIEGAS, In&ecirc;s Morais; MARTINS, Miguel Gomes, coord. – <i>Documentos medievais (1179-1383). Arquivo Municipal de Lisboa. Cat&aacute;logo</i>. Lisboa: C&acirc;mara Municipal, 2003. Para os restantes anos do s&eacute;culo XIV e para o s&eacute;culo XV, os documentos n&atilde;o est&atilde;o contabilizados, mas constituem mais v&aacute;rias centenas, conservados em v&aacute;rios fundos.     <p></p> <a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a> Assim sucedeu nos arquivos de numerosas institui&ccedil;&otilde;es, como, por exemplo, o cabido da S&eacute; do Porto, dando origem aos trinta volumes dos chamados <i>Livros dos Originais</i>, hoje conservados no Arquivo Distrital do Porto, ou o Mosteiro de Odivelas, que tem praticamente toda a sua documenta&ccedil;&atilde;o encadernada neste tipo de c&oacute;dices, de que o Arquivo Nacional Torre do Tombo tem a cust&oacute;dia.     <p></p> <a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a> Apesar de as informa&ccedil;&otilde;es existentes apontarem para o s&eacute;culo XVIII como data de elabora&ccedil;&atilde;o destes livros, o &iacute;ndice do livro que pude examinar, o Livro 2&ordm; de D. Duarte e D. Afonso V, nos f. 59-84, apresenta uma letra que pode ser datada dos finais do s&eacute;culo XVI.     <p></p> <a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a> Assim se passa, por exemplo, com o Livro 2&ordm; de D. Dinis, D. Afonso IV e D. Pedro, Livro 2&ordm; de D. Fernando, Livro 1&ordm; de D. Jo&atilde;o I e Livro 2&ordm; de D. Jo&atilde;o I.     <p></p> <a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a> Efetivamente, o selo era com frequ&ecirc;ncia o &uacute;nico processo de valida&ccedil;&atilde;o usado; vejam-se os dados a este respeito relativos &agrave; S&eacute; de Coimbra apresentados por MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa – <i>A S&eacute; de Coimbra: a institui&ccedil;&atilde;o e a chancelaria (1080-1318)</i>. Lisboa: FCG/FCT, 2010. p. 609.     <p></p> <a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a> Acerca deste tipo de selos, ver MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa; SARAIVA, An&iacute;sio Miguel de Sousa – Pergaminhos do Museu de Lamego (s&eacute;culos XV a XIX). Caracter&iacute;sticas e conte&uacute;dos. In RIBEIRO, Agostinho; BRAGA, Alexandra, coord. – <i>Museu de Lamego. Pergaminhos. </i>Lamego: IPM, 2002. p. 29-46.     <p></p> <a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8"></a> Arquivo Municipal de Lisboa (AML), Chancelaria R&eacute;gia, Livro 2&ordm; de D. Duarte e D. Afonso V.     <p></p> <a href="#top9"><sup>9</sup></a><a name="9"></a> O caso mais flagrante encontra-se no doc. 25, de 19 de janeiro de 1442, Lisboa, de D. Afonso V, cuja corrobora&ccedil;&atilde;o indica a presen&ccedil;a de um selo inexistente, e tem a parte inferior cortada precisamente &agrave; medida do livro em que se integra.     <p></p> <a href="#top10"><sup>10</sup></a><a name="10"></a> Muitos dos documentos conservam o registo dessa pr&aacute;tica mesmo na Idade M&eacute;dia, ao referirem como o tabeli&atilde;o verificava esses elementos. Ver, por exemplo, Arquivo Nacional Torre do Tombo (ANTT), S&eacute; de Coimbra, 1&ordf; Incorpora&ccedil;&atilde;o, DR, m. 2, n&ordm; 39, de 28 de abril de 1312, Coimbra, onde o tabeli&atilde;o de Coimbra Pedro Salvador copia em p&uacute;blica-forma, a pedido do de&atilde;o da S&eacute; dessa cidade, um diploma de D. Afonso II de dezembro de 1217, Santar&eacute;m, depois de verificar que se encontrava &ldquo;seelado do seu verdadeiro seelo pendente chumbado&rdquo;. Um outro exemplo encontra-se em ANTT, S&eacute; de Coimbra, 1&ordf; Incorpora&ccedil;&atilde;o, DR, m. 2, n&ordm; 50, de novembro de 1404, Coimbra, no qual o tabeli&atilde;o da cidade Rodrigo Afonso copia duas cartas de D. Afonso III, que verifica estarem &ldquo;escpritas per latim em purgaminhos abertas seelladas de seu verdadeiro seello das quinas de &ccedil;era vermelha huum colgado em cordam de retros branco de fiios brancos e outro em crena de retros de fiios pretos segundo em ellas e em cada huua dellas pare&ccedil;ia&rdquo;.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p> <a href="#top11"><sup>11</sup></a><a name="11"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro 2&ordm; de D. Duarte e D. Afonso V, doc. 29, de 26 de dezembro de 1449, Lisboa.     <p></p> <a href="#top12"><sup>12</sup></a><a name="12"></a> Refiro-me, especialmente, aos dados apresentados por GOMES, Saul Ant&oacute;nio – In limine conscriptionis: documentos, chancelaria e cultura no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra: s&eacute;culos XI a XIV. Viseu: CHSC/Palimage, 2007 e <i>Imago & Auctoritas. Selos medievais da chancelaria do Mosteiro de Alcoba&ccedil;a</i>. Coimbra: CHSC/Palimage, 2008; tamb&eacute;m por MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa – <i>A S&eacute; de Coimbra: a institui&ccedil;&atilde;o e a chancelaria (1080-1318). </i>Lisboa: FCG/FCT, 2010 e The SIGILLVM project – the Portuguese sigillographic heritage in the light of a project's results. In INTERNATIONAL CONFERENCE ON HERITAGE AND SUSTAINABLE DEVELOPMENT, 5, Barcelos, 2016 – <i>Heritage 2016: proceedings.</i> Barcelos: Greenlines Institute for Sustainable Development, 2016. vol 1, p. 957-965.     <p></p> <a href="#top13"><sup>13</sup></a><a name="13"></a> ANTT, Bulas, m. 16, n&ordm; 20.     <p></p> <a href="#top14"><sup>14</sup></a><a name="14"></a> ANTT, Gavetas, Gaveta 18, m. 9, n&ordm; 13.     <p></p> <a href="#top15"><sup>15</sup></a><a name="15"></a> Entre outros exemplos poss&iacute;veis, veja-se o caso do Mosteiro de Lorv&atilde;o, cujo cart&oacute;rio conserva diversos saquinhos, incluindo alguns, bordados, em forma de sapatinho, cujas dimens&otilde;es demonstram o estado fragmentar em que o selo se encontrava quando foi protegido desta forma. Cf. MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa – Les pratiques de l'&eacute;crit dans les abbayes cisterciennes f&eacute;minines du Portugal au Moyen &Acirc;ge. In BAUDIN, Arnaud; MORELLE, Laurent, ed. – <i>Les pratiques de l'&eacute;crit dans les abbayes cisterciennes (XII<sup>e</sup>-milieu du XVI<sup>e </sup>si&egrave;cle)</i>. Paris: Archives d&eacute;partementales de l'Aube-Conseil d&eacute;partemental de l'Aube/Somogy &eacute;ditions d'Art, 2016. p. 99-111.     <p></p> <a href="#top16"><sup>16</sup></a><a name="16"></a> Cf. GOMES, Saul Ant&oacute;nio – <i>Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; sigilografia portuguesa: guia de estudo.</i> Lisboa: FLUC, 2008. p. 95, que assim afirma, e que cita o caso do mestre da Ordem de Avis que solicita ao rei a reelabora&ccedil;&atilde;o de um documento autenticado erradamente com o <i>sigillum cereum</i>&cedil; que devia ser refeito e validado com o <i>sigillum plumbeum</i> (ANTT, Ordem de Avis, m.2, n&ordm;83, de 5 de novembro de 1271).     <p></p> <a href="#top17"><sup>17</sup></a><a name="17"></a> Sobre esta transforma&ccedil;&atilde;o, veja-se, por exemplo, e para citar apenas uma obra portuguesa, SILVA, Armando Malheiro da [et. al.] – <i>Arquiv&iacute;stica. Teoria e pr&aacute;tica de uma ci&ecirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o.</i> 2&ordf; ed. Porto: Ed. Afrontamento, 2002. Vol. 1.     <p></p> <a href="#top18"><sup>18</sup></a><a name="18"></a> Assim se passou, por exemplo no Archivo Hist&oacute;rico Nacional de Espanha; cf. GUGLIERI NAVARRO, Araceli – <i>Cat&aacute;logo de sellos de la Secci&oacute;n de Sigilograf&iacute;a del Archivo Hist&oacute;rico Nacional.</i> Madrid: Servicio de Publicaciones del Ministerio de Educaci&oacute;n y Ciencia, 1974. 3 vol. O Marqu&ecirc;s de Abrantes, investigador que dedicou tanto do seu labor ao estudo dos selos, advogava essa pr&aacute;tica ainda na d&eacute;cada de 1980, se bem que restringindo-a aos casos de esp&eacute;cimes sigilogr&aacute;ficos raros; cf. T&Aacute;VORA, Lu&iacute;z Gonzaga de Lancastre e – <i>Estudo da sigilografia medieval portuguesa.</i> Lisboa: ICALP, 1983. p. 64.     <p></p> <a href="#top19"><sup>19</sup></a><a name="19"></a> Os selos r&eacute;gios n&atilde;o tiveram, ainda, o estudo aprofundado que merecem. Um dos mais importantes trabalhos a seu respeito, que n&atilde;o ultrapassa, por&eacute;m, D. Sancho II, foi levado a cabo por TOVAR, [Pedro] Conde de – <i>Esfrag&iacute;stica medieval portuguesa.</i> Lisboa: Associa&ccedil;&atilde;o dos Arque&oacute;logos Portugueses, 1937. Encontramos uma breve s&iacute;ntese acerca da sigilografia dos reis portugueses em GOMES, Saul Ant&oacute;nio – <i>Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; sigilografia portuguesa.</i> Coimbra: FLUC, 2008. p. 88-102. Os selos dos reis da Primeira Dinastia foram analisados por MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa – Sceau et pouvoir: l'usage du sceau par les rois du Portugal au Moyen &Acirc;ge. In MANEUVRIER, Christophe; CHASSEL, Jean-Luc; BLANC-RIEHL, Cl&eacute;ment, ed. – <i>Apposer sa marque: le sceau et son usage.</i> Caen: CRAHAM. No prelo; uma vers&atilde;o portuguesa deste trabalho, com o t&iacute;tulo Os selos dos reis de Portugal (Primeira Dinastia), sair&aacute; no pr&oacute;ximo n&uacute;mero da revista <i>Armas & Trof&eacute;us.</i> Refira-se ainda, sobre os selos das rainhas da Primeira Dinastia, MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa – <i>A imagem do poder no feminino: selos de rainhas portuguesas da Idade M&eacute;dia</i>. In GARC&Iacute;A-FERN&Aacute;NDEZ, Miguel; CERNADAS MART&Iacute;NEZ, Silvia, coord.–<i>Reginae Iberiae. El poder regio femenino en los reinos medievales peninsulares.</i> Santiago de Compostela: Universidade de Santiago de Compostela, 2015. p. 89-110.     <p></p> <a href="#top20"><sup>20</sup></a><a name="20"></a> Do estado desolador em que encontrou muitos cart&oacute;rios pelo pa&iacute;s fora em finais do s&eacute;culo XVIII testemunha, melhor do que ningu&eacute;m, RIBEIRO, Jo&atilde;o Pedro – Sobre o estado actual dos cartorios do Reino e necessidade de acautelar pelos meios opportunos a sua total ruina. In Observa&ccedil;&otilde;es historicas e criticas para servirem de memorias ao systema da Diplomatica Portugueza. Lisboa: Academia Real das Sciencias, 1798. p. 1-58. Acerca do estado dos arquivos portugueses no &uacute;ltimo quartel do s&eacute;culo XX, veja-se REAL, Manuel Lu&iacute;s – Gest&atilde;o do patrim&oacute;nio arquiv&iacute;stico nacional. In CONGRESSO NACIONAL DE BIBLIOTEC&Aacute;RIO, ARQUIVISTAS E DOCUMENTALISTAS, 2, Coimbra, 1987 – <i>A integra&ccedil;&atilde;o europeia: um desafio &agrave; informa&ccedil;&atilde;o: actas.</i> Coimbra: Livraria Minerva, 1987. p. 207-246 e SOUSA, Fernando de – Relat&oacute;rio dos arquivos a norte do Douro. <i>Revista de Hist&oacute;ria Econ&oacute;mica e Social.</i> Lisboa: S&aacute; da Costa. 3 (janeiro-julho 1979), p. 109-119.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p> <a href="#top21"><sup>21</sup></a><a name="21"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro 2&ordm; de D. Dinis, D. Afonso IV e D. Pedro, doc. 29, de 22 de julho de 1350, Santar&eacute;m.     <p></p> <a href="#top22"><sup>22</sup></a><a name="22"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro 2&ordm; de D. Duarte e D. Afonso V, doc. 55, de 9 de agosto de 1478.     <p></p> <a href="#top23"><sup>23</sup></a><a name="23"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro 2&ordm; de D. Duarte e D. Afonso V, doc. 33, de 6 de outubro de 1450.     <p></p> <a href="#top24"><sup>24</sup></a><a name="24"></a> Referenciado <i>supra</i>, nota 21, e reproduzido na fig. 1.     <p></p> <a href="#top25"><sup>25</sup></a><a name="25"></a> Assim se pode ver nas reprodu&ccedil;&otilde;es dos selos r&eacute;gios apresentados por SOUSA, Ant&oacute;nio Caetano de – <i>Hist&oacute;ria geneal&oacute;gica da casa real portuguesa.</i> Nova edi&ccedil;&atilde;o revista por M. Lopes de ALMEIDA e C&eacute;sar PEGADO. Coimbra: Atl&acirc;ntida, 1947. tomo 4, p. 48-86.     <p></p> <a href="#top26"><sup>26</sup></a><a name="26"></a> Esta hip&oacute;tese &eacute; desenvolvida por MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa – Sceau et pouvoir: l'usage du sceau par les rois du Portugal au Moyen &Acirc;ge. In MANEUVRIER, Christophe; CHASSEL, Jean-Luc; BLANC-RIEHL, Cl&eacute;ment, ed. –<i> Apposer sa marque: le sceau et son usage.</i> Caen: CRAHAM. No prelo, e tinha sido j&aacute; apresentada pela mesma autora em: A sigilografia portuguesa em tempos de D. Afonso Henriques. <i>Medievalista</i> [Em linha]. 11 (janeiro-junho 2012) [Consult. 25/11/2018]. Dispon&iacute;vel na Internet: <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA11\morujao1103.html" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA11\morujao1103.html</a>     <p></p> <a href="#top27"><sup>27</sup></a><a name="27"></a> SOUSA, Ant&oacute;nio Caetano de – <i>Hist&oacute;ria geneal&oacute;gica da casa real portuguesa.</i> Nova edi&ccedil;&atilde;o revista por M. Lopes de Almeida e C&eacute;sar Pegado. Coimbra: Atl&acirc;ntica, 1947. t. 4, n&ordm; XXIX.     <p></p> <a href="#top28"><sup>28</sup></a><a name="28"></a> Us&aacute;mos para tal, sobretudo, os selos dos documentos com as seguintes cotas: ANTT, Mosteiro de Alcoba&ccedil;a, DR, m. 4, n&ordm; 5, de 24 de setembro de 1331, Coimbra, reproduzido em COSTA, Avelino de Jesus da – <i>&Aacute;lbum de Paleografia e Diplom&aacute;tica portuguesas.</i> Estampas. 6&ordf; ed. Coimbra: FLUC, 1997. Estampa 307-16 e ANTT, Mosteiro de Celas, m. 1, n&ordm; 14, de 23 de dezembro de 1334, Coimbra.     <p></p> <a href="#top29"><sup>29</sup></a><a name="29"></a> Sigo, na transcri&ccedil;&atilde;o das legendas, os crit&eacute;rios indicados por GOMES, Saul Ant&oacute;nio – <i>In limine conscriptionis: documentos, chancelaria e cultura no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra: s&eacute;culos XII a XIV.</i> Viseu: CHSC/Palimage, 2007. p. 1008: mantive as letras mai&uacute;sculas e desdobrei as abreviaturas colocando as letras que faltam entre par&ecirc;nteses curvos e em min&uacute;sculas, sendo as reconstitui&ccedil;&otilde;es escritas, em mai&uacute;sculas, entre par&ecirc;nteses retos.     <p></p> <a href="#top30"><sup>30</sup></a><a name="30"></a> Este selo, de que a melhor impress&atilde;o conhecida, muito estragada embora, se encontra nos arquivos nacionais franceses (Archives Nationales de France, Service des Sceaux, Collections de Moulages, D11577), foi reproduzido por SOUSA, Ant&oacute;nio Caetano de – <i>Hist&oacute;ria geneal&oacute;gica da Casa real portuguesa.</i> Nova edi&ccedil;&atilde;o revista por M. Lopes de Almeida e C&eacute;sar Pegado. Coimbra: Atl&acirc;ntida, 1947. tomo 4, , n&ordm; XXVIII, por COSTA, Avelino de Jesus da – <i>&Aacute;lbum de Paleografia e Diplom&aacute;tica portuguesas: Estampas.</i> 6&ordf; ed. Coimbra: FLUC, 1997. Estampa 306 e por GOMES, Saul Ant&oacute;nio – <i>Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; sigilografia portuguesa: guia de estudo.</i> Coimbra: FLUC, 2008. p. 239, e foi estudado por MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa – Sceau et pouvoir: l'usage du sceau par les rois du Portugal au Moyen &Acirc;ge. In MANEUVRIER, Christophe; CHASSEL, Jean-Luc; BLANC-RIEHL, Cl&eacute;ment, ed. –<i> Apposer sa marque: le sceau et son usage.</i> Caen: CRAHAM. No prelo.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p> <a href="#top31"><sup>31</sup></a><a name="31"></a> Foi D. Afonso III quem introduziu o selo redondo de chumbo, alterando a forma amendoada que tinha tido com D. Afonso II. Sobre este selo, ver MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa – Sceau et pouvoir: l'usage du sceau par les rois du Portugal au Moyen &Acirc;ge. In MANEUVRIER, Christophe; CHASSEL, Jean-Luc; BLANC-RIEHL, Cl&eacute;ment, ed. –<i> Apposer sa marque: le sceau et son usage.</i> Caen: CRAHAM. No prelo; h&aacute; reprodu&ccedil;&otilde;es em v&aacute;rias obras, de entre as quais destacamos COSTA, Avelino de Jesus da – <i>&Aacute;lbum de Paleografia e Diplom&aacute;tica portuguesas: Estampas.</i> 6&ordf; ed. Coimbra: FLUC, 1997. Estampas 302-11 (selo de D. Afonso III) e 303-13 (selo de D. Dinis) e MATOS, Maria Ant&oacute;nia Pinto de, coord. – Nos confins da Idade M&eacute;dia: arte portuguesa s&eacute;culos XII-XV. Lisboa: Instituto Portugu&ecirc;s de Museus, 1992. p. 188-189, n&ordm; 86-87 (D. Afonso III) e n&ordm; 89-90 (D. Afonso IV). Uma gravura com a representa&ccedil;&atilde;o do selo pl&uacute;mbeo de D. Afonso IV &eacute; apresentada por SOUSA, Ant&oacute;nio Caetano de – <i>Hist&oacute;ria geneal&oacute;gica da Casa real portuguesa.</i> Nova edi&ccedil;&atilde;o revista por M. Lopes de Almeida e C&eacute;sar Pegado. Coimbra: Atl&acirc;ntida, 1947. t. 4, n&ordm; XXX.     <p></p> <a href="#top32"><sup>32</sup></a><a name="32"></a> ANTT, Mosteiro de Alcoba&ccedil;a, DR, m. 2, n&ordm; 6, de 23 de novembro de 1271, Lisboa.     <p></p> <a href="#top33"><sup>33</sup></a><a name="33"></a> A legenda &eacute; a seguinte, igual em ambas as faces do selo: <i>+ S(igillvm) ALFONSI III REGIS PORTVGALIE</i>.     <p></p> <a href="#top34"><sup>34</sup></a><a name="34"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro 2&ordm; de D. Dinis, D. Afonso IV e D. Pedro, doc. 32.     <p></p> <a href="#top35"><sup>35</sup></a><a name="35"></a> &Eacute; poss&iacute;vel que D. Pedro tenha usado, como os seus antecessores e, depois, seu filho D. Fernando, um selo grande, com uma face equestre e a outra her&aacute;ldica. N&atilde;o se conhece, por&eacute;m, nenhum vest&iacute;gio da sua exist&ecirc;ncia. Cf. MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa – Sceau et pouvoir: l'usage du sceau par les rois du Portugal au Moyen &Acirc;ge. In MANEUVRIER, Christophe; CHASSEL, Jean-Luc; BLANC-RIEHL, Cl&eacute;ment, ed. –<i> Apposer sa marque: le sceau et son usage.</i> Caen: CRAHAM. No prelo.     <p></p> <a href="#top36"><sup>36</sup></a><a name="36"></a> SOUSA, Ant&oacute;nio Caetano de – <i>Hist&oacute;ria geneal&oacute;gica da Casa real portuguesa.</i> Nova edi&ccedil;&atilde;o revista por M. Lopes de Almeida e C&eacute;sar Pegado. Coimbra: Atl&acirc;ntida, 1947. t. 4, p. 28 e n&ordm; XXXIV.     <p></p> <a href="#top37"><sup>37</sup></a><a name="37"></a> Caetano de Sousa indica que se encontrava no cart&oacute;rio do Mosteiro de Odivelas, hoje no Arquivo Nacional Torre do Tombo, composto maioritariamente por c&oacute;dices fact&iacute;cios, como disse j&aacute;, que, devido ao seu estado de conserva&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o v&ecirc;m todos &agrave; consulta. N&atilde;o existe nenhum cat&aacute;logo que permita saber que documentos neles se encontram, o que torna dif&iacute;cil a investiga&ccedil;&atilde;o.     <p></p> <a href="#top38"><sup>38</sup></a><a name="38"></a> Vejam-se reprodu&ccedil;&otilde;es do selo de chumbo de D. Pedro I em COSTA, Avelino de Jesus da – <i>&Aacute;lbum de Paleografia e Diplom&aacute;tica portuguesas.</i> Estampas. 6&ordf; ed. Coimbra: FLUC, 1997. Estampa 305-17 e MATOS, Maria Ant&oacute;nia Pinto de, coord. – <i>Nos confins da Idade M&eacute;dia: arte portuguesa s&eacute;culos XII-XV</i>. Lisboa: Instituto Portugu&ecirc;s de Museus, 1992. p. 190, n&ordm; 91, e a gravura com a sua reprodu&ccedil;&atilde;o em SOUSA, Ant&oacute;nio Caetano de – <i>Hist&oacute;ria geneal&oacute;gica da Casa real portuguesa</i>. Nova edi&ccedil;&atilde;o revista por M. Lopes de Almeida e C&eacute;sar Pegado. Coimbra: Atl&acirc;ntida, 1947. t. 4, n&ordm; XXXIII.     <p></p> <a href="#top39"><sup>39</sup></a><a name="39"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro 2&ordm; de D. Fernando, doc. 12, de 24 de novembro de 1376, Leiria.     <p></p> <a href="#top40"><sup>40</sup></a><a name="40"></a> Deste selo parece n&atilde;o restar nenhum exemplar em Portugal, sendo conhecido atrav&eacute;s de um esp&eacute;cime conservado em Inglaterra, que autentica um documento de procura&ccedil;&atilde;o ao embaixador do monarca encarregado de ir pedir ao duque de Lencastre a confirma&ccedil;&atilde;o de um tratado: United Kingdom National Archives, SC 13/H59, de 27 de novembro de 1372; cf. GOMES, Saul Ant&oacute;nio – <i>Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; sigilografia portuguesa: guia de estudo.</i> Lisboa: FLUC, 2008. p. 91, nota 128 e p. 239, onde reproduz o selo a partir das fotografias publicadas por VAZ, Joaquim Ferraro – <i>Num&aacute;ria medieval portuguesa: 1128-1383.</i> Lisboa: ed. autor, 1960. tomo1, fig.40.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p> <a href="#top41"><sup>41</sup></a><a name="41"></a> Os selos ainda existentes foram elencados por NEVES, Jo&atilde;o Ant&oacute;nio Mendes – <i>A &ldquo;Formosa&rdquo; chancelaria: estudo dos originais da chancelaria de D. Fernando (1367-1383)</i>. Coimbra: [s.n.], 2005. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Hist&oacute;ria Medieval, apresentada &agrave; Universidade de Coimbra. p. 101. Pode-se ver um desses selos, fragmentado, em COSTA, Avelino de Jesus da – <i>&Aacute;lbum de Paleografia e Diplom&aacute;tica portuguesas. Estampas</i>. 6&ordf; ed. Coimbra: FLUC, 1997. Estampa 307-19.     <p></p> <a href="#top42"><sup>42</sup></a><a name="42"></a> SOUSA, Ant&oacute;nio Caetano de – <i>Hist&oacute;ria geneal&oacute;gica da Casa real portuguesa</i>. Nova edi&ccedil;&atilde;o revista por M. Lopes de Almeida e C&eacute;sar Pegado. Coimbra: Atl&acirc;ntida, 1947. t. 4, n&ordm; XXXVIII. Note-se que, na p. 28, este selo &eacute; descrito sob o n&ordm; XXXVII, que corresponde, por&eacute;m, a um selo de D. Leonor Teles, descrito erradamente na p. 29 sob o n&ordm; XXXVIII. Este selo encontrava-se, &agrave; altura, no arquivo do Mosteiro de Odivelas, onde o autor da disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado sobre a chancelaria de D. Fernando mencionada na nota anterior j&aacute; n&atilde;o o encontrou.     <p></p> <a href="#top43"><sup>43</sup></a><a name="43"></a> Reproduzido por COSTA, Avelino de Jesus da – <i>&Aacute;lbum de Paleografia e Diplom&aacute;tica portuguesas. Estampas</i>. 6&ordf; ed. Coimbra: FLUC, 1997. Estampa 307-20 e MATOS, Maria Ant&oacute;nia Pinto de, coord. – <i>Nos confins da Idade M&eacute;dia: arte portuguesa s&eacute;culos XII-XV</i>. Lisboa: Instituto Portugu&ecirc;s de Museus, 1992. p. 190, n&ordm; 92, e em gravura por SOUSA, Ant&oacute;nio Caetano de – <i>Hist&oacute;ria geneal&oacute;gica da Casa real portuguesa</i>. Nova edi&ccedil;&atilde;o revista por M. Lopes de Almeida e C&eacute;sar Pegado. Coimbra: Atl&acirc;ntida, 1947. t. 4, n&ordm; XXXVI.     <p></p> <a href="#top44"><sup>44</sup></a><a name="44"></a> Este &eacute; um dos poucos aspetos em que as gravuras apresentadas por SOUSA, Ant&oacute;nio Caetano de – <i>Hist&oacute;ria geneal&oacute;gica da Casa real portuguesa</i>. Nova edi&ccedil;&atilde;o revista por M. Lopes de Almeida e C&eacute;sar Pegado. Coimbra: Atl&acirc;ntida, 1947 falham na reprodu&ccedil;&atilde;o escrupulosa das caracter&iacute;sticas dos selos que temos estado a analisar, pois coloca apenas cinco besantes em cada escudete deste selo.     <p></p> <a href="#top45"><sup>45</sup></a><a name="45"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro 2&ordm; de D. Jo&atilde;o I, doc. 20, de 12 de novembro de 1409; doc. 21, de 1 de novembro de 1410; doc. 31, de 3 de abril de 1414; e doc. 33, de 10 de setembro de 1416.     <p></p> <a href="#top46"><sup>46</sup></a><a name="46"></a> Recorremos &agrave;s reprodu&ccedil;&otilde;es de SOUSA, Ant&oacute;nio Caetano de – <i>Hist&oacute;ria geneal&oacute;gica da Casa real portuguesa</i>. Nova edi&ccedil;&atilde;o revista por M. Lopes de Almeida e C&eacute;sar Pegado. Coimbra: Atl&acirc;ntida, 1947. t. 4, n&ordm; XLIII e de COSTA, Avelino de Jesus da – <i>&Aacute;lbum de Paleografia e Diplom&aacute;tica portuguesas. Estampa</i>. 6&ordf; ed. Coimbra: FLUC, 1997. Estampas 308-21, e aos selos de D. Jo&atilde;o I conservados em Arquivo do Museu Gr&atilde;o Vasco, Pergaminhos, n&ordm; 35 e Arquivo Distrital de Viseu, Pergaminhos Devolvidos, m. 3, n&ordm; 100.     <p></p> <a href="#top47"><sup>47</sup></a><a name="47"></a> Enquanto defensor e regedor do reino, D. Jo&atilde;o usou um selo pr&oacute;prio de que, infelizmente, ainda n&atilde;o foi poss&iacute;vel encontrar qualquer exemplar, e que nenhum autor de s&eacute;culos passados reproduz ou descreve. Outros selos podem ter tido a mesma sorte e desaparecido por completo.     <p></p> <a href="#top48"><sup>48</sup></a><a name="48"></a> Sobre a problem&aacute;tica da bordadura dos castelos e das diversas explica&ccedil;&otilde;es para a sua introdu&ccedil;&atilde;o nas armas de D. Afonso III, ver, por todos, a excelente s&iacute;ntese apresentada em SEIXAS, Miguel Metelo de – El simbolismo del territorio en la her&aacute;ldica regia portuguesa. En torno a las armas del Reino Unido de Portugal, Brasil y Algarves. <i>Emblemata: revista aragonesa de emblem&aacute;tica</i>. Zaragoza: Instituci&oacute;n Fernando el Cat&oacute;lico. 16 (2010), p. 285-329. A manuten&ccedil;&atilde;o dessa bordadura nas armas r&eacute;gias &eacute; interpretada por Miguel Metelo de Seixas da seguinte forma: &ldquo;la perpetuaci&oacute;n de la bordadura refleja la interferencia de la dimensi&oacute;n din&aacute;stica en la simb&oacute;lica de la Casa Real, en la que se incorpora para siempre (hasta nuestros d&iacute;as) un elemento de origen geneal&oacute;gico en la simb&oacute;lica del Estado&rdquo; (p. 297). &Eacute; indispens&aacute;vel referir tamb&eacute;m, como obra de base profusamente ilustrada, o grande estudo levado a cabo por LIMA, Jo&atilde;o Paulo de Abreu e – <i>Armas de Portugal: origem, evolu&ccedil;&atilde;o, significado</i>. Lisboa: Inapa, 1998, cujas conclus&otilde;es acerca da origem da bordadura t&ecirc;m sido contestadas, por&eacute;m, nomeadamente por Miguel Metelo de Seixas, cuja tese considero a mais correta &agrave; luz dos dados sobre o assunto existentes nos dias de hoje.     <p></p> <a href="#top49"><sup>49</sup></a><a name="49"></a> Acerca da introdu&ccedil;&atilde;o da cruz de Avis nas armas r&eacute;gias, veja-se tamb&eacute;m, por todos, SEIXAS, Miguel Metelo de – El simbolismo del territorio en la her&aacute;ldica regia portuguesa. En torno a las armas del Reino Unido de Portugal, Brasil y Algarves. <i>Emblemata: revista aragonesa de emblem&aacute;tica.</i> Zaragoza: Instituci&oacute;n Fernando el Cat&oacute;lico. 16 (2010), p. 301-303.     <p></p> <a href="#top50"><sup>50</sup></a><a name="50"></a> A cruz de Avis foi retirada por D. Jo&atilde;o II em 1485, na mesma altura em que ordenou que todos os escudetes fossem colocados em posi&ccedil;&atilde;o vertical. Acerca do significado desta altera&ccedil;&atilde;o e das suas consequ&ecirc;ncias, veja-se de novo SEIXAS, Miguel Metelo de – El simbolismo del territorio en la her&aacute;ldica regia portuguesa. En torno a las armas del Reino Unido de Portugal, Brasil y Algarves. <i>Emblemata: revista aragonesa de emblem&aacute;tica</i>. Zaragoza: Instituci&oacute;n Fernando el Cat&oacute;lico. 16 (2010), p. 305-307, e, do mesmo autor, As armas e a empresa do rei D. Jo&atilde;o II. Subs&iacute;dios metodol&oacute;gicos para o estudo da her&aacute;ldica e da emblem&aacute;tica nas artes decorativas portuguesas. In COL&Oacute;QUIO DE ARTES DECORATIVAS, 2, Coimbra, 1987 – <i>As artes decorativas e a expans&atilde;o portuguesa: imagin&aacute;rio e viagens: actas</i>. Lisboa: Escola Superior de Artes Decorativas/Centro Cient&iacute;fico e Cultural de Macau, 2010. p. 46-82.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p> <a href="#top51"><sup>51</sup></a><a name="51"></a> Sobre esse papel fundamental desempenhado por D. Duarte na legitima&ccedil;&atilde;o da Dinastia de Avis, continua a ser indispens&aacute;vel o estudo fundador de SOUSA, Armindo – A morte de D. Jo&atilde;o I: um tema de propaganda din&aacute;stica. In Lucerna. Homenagem a D. Domingos de Pinho Brand&atilde;o. Porto: Centro de Estudos Human&iacute;sticos, 1984. p. 417-487. Ver tamb&eacute;m as s&iacute;nteses a este respeito apresentadas por DUARTE, Lu&iacute;s Miguel – <i>D. Duarte. Requiem por um rei triste</i>. Rio de Mouro: C&iacute;rculo de Leitores, 2005. p. 213-219 e VENTURA, Margarida Garcez – <i>A Corte de D. Duarte. Pol&iacute;tica, cultura e afectos</i>. Vila do Conde: Verso da Hist&oacute;ria, 2013. p. 191-201.     <p></p> <a href="#top52"><sup>52</sup></a><a name="52"></a> Nenhum dos selos analisados, nem mesmo o reproduzido por Caetano de Sousa, possuem a parte inferior intacta, n&atilde;o sendo poss&iacute;vel, por isso, saber quantos castelos nela existiam.     <p></p> <a href="#top53"><sup>53</sup></a><a name="53"></a> Esta letra do tempo de D. Jo&atilde;o I foi estudada por FERREIRA, Ana Cristina Pereira da Silva – <i>An&aacute;lise paleogr&aacute;fica de uma escrita de Chancelaria R&eacute;gia: a letra joanina, 1370-1420</i>. Lisboa: [s.n.], 2011. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Paleografia e Diplom&aacute;tica, apresentada &agrave; Universidade de Lisboa.     <p></p> <a href="#top54"><sup>54</sup></a><a name="54"></a> SOUSA, Ant&oacute;nio Caetano de – <i>Hist&oacute;ria geneal&oacute;gica da Casa real portuguesa</i>. Nova edi&ccedil;&atilde;o revista por M. Lopes de Almeida e C&eacute;sar Pegado. Coimbra: Atl&acirc;ntida, 1947. t. 4, p. 30 e n&ordm; XLIII. Na transcri&ccedil;&atilde;o das legendas dos selos em escrita min&uacute;scula, optei por usar min&uacute;sculas, para ser mais fiel ao original.     <p></p> <a href="#top55"><sup>55</sup></a><a name="55"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro 2&ordm; de D. Duarte e D. Afonso V, doc. 4, de 8 de abril de 1434, Santar&eacute;m; doc. 11, de 28 de janeiro de 1437, Santar&eacute;m; doc. 13, de junho de 1437.     <p></p> <a href="#top56"><sup>56</sup></a><a name="56"></a> De novo, recorremos a SOUSA, Ant&oacute;nio Caetano de – <i>Hist&oacute;ria geneal&oacute;gica da Casa real portuguesa</i>. Nova edi&ccedil;&atilde;o revista por M. Lopes de Almeida e C&eacute;sar Pegado. Coimbra: Atl&acirc;ntida, 1947. t. 4, n&ordm; LX e a COSTA, Avelino de Jesus da – <i>&Aacute;lbum de Paleografia e Diplom&aacute;tica portuguesas. Estampa</i>. 6&ordf; ed. Coimbra: FLUC, 1997. Estampas 308-22, assim como ao original em melhor estado at&eacute; hoje conhecido, conservado no Arquivo Distrital de Viseu, Pergaminhos Devolvidos, m. 4, n&ordm; 126.     <p></p> <a href="#top57"><sup>57</sup></a><a name="57"></a> SEIXAS, Miguel Metelo de; GALV&Atilde;O-TELLES, Jo&atilde;o Bernardo – Elementos de uma cultura din&aacute;stica e visual: os sinais her&aacute;ldicos e emblem&aacute;ticos do rei D. Duarte. In BARREIRA, Catarina Fernandes; SEIXAS, Miguel Metelo de, coord. – <i> D. Duarte e a sua &eacute;poca. Arte, cultura, poder e espiritualidade</i>. Lisboa: IEM, 2014. p. 266.     <p></p> <a href="#top58"><sup>58</sup></a><a name="58"></a> SOUSA, Ant&oacute;nio Caetano de – <i>Hist&oacute;ria geneal&oacute;gica da Casa real portuguesa</i>. Nova edi&ccedil;&atilde;o revista por M. Lopes de Almeida e C&eacute;sar Pegado. Coimbra: Atl&acirc;ntida, 1947. t. 4, p. 34.     <p></p> <a href="#top59"><sup>59</sup></a><a name="59"></a> RIBEIRO, Jo&atilde;o Pedro – <i>Disserta&ccedil;&otilde;es chronologicas e criticas sobre a historia e jurisprudencia ecclesiastica e civil de Portugal. Lisboa: Typografia da Academia Real das Sciencias, 1810</i>. t.1. p. 115.     <p></p> <a href="#top60"><sup>60</sup></a><a name="60"></a> Era o caso de D. Martinho Afonso de Miranda que, enquanto bispo de Coimbra (cargo que exerceu entre 1385 e 1398) usou dois tipos de selos assim designados; ver MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa; SARAIVA, An&iacute;sio Miguel de Sousa – O selo: s&iacute;mbolo de representa&ccedil;&atilde;o e de poder no mundo das catedrais portuguesas. In SARAIVA, An&iacute;sio Miguel de Sousa e; MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa, ed. – <i>O clero secular medieval e as suas catedrais: novas perspectivas e abordagens</i>. Lisboa: CEHR-UCP, 2014. p. 232.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p> <a href="#top61"><sup>61</sup></a><a name="61"></a> <i>Livro dos Conselhos de el-rei D. Duarte (Livro da Cartuxa)</i>. Edi&ccedil;&atilde;o diplom&aacute;tica. Transcri&ccedil;&atilde;o de Jo&atilde;o Jos&eacute; Alves DIAS. Lisboa: Estampa, 1982. p. 11-13; a partir destas indica&ccedil;&otilde;es fez Lu&iacute;s Miguel Duarte uma tabela com o hor&aacute;rio do rei, que se pode ver em DUARTE, Lu&iacute;s Miguel – <i>D. Duarte: requiem por um rei triste</i>. Rio de Mouro: C&iacute;rculo de Leitores, 2005. p. 174.     <p></p> <a href="#top62"><sup>62</sup></a><a name="62"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro 2&ordm; de D. Duarte e D. Afonso V, doc. 9.     <p></p> <a href="#top63"><sup>63</sup></a><a name="63"></a> SOUSA, Ant&oacute;nio Caetano de – <i>Hist&oacute;ria geneal&oacute;gica da Casa real portuguesa</i>. Nova edi&ccedil;&atilde;o revista por M. Lopes de Almeida e C&eacute;sar Pegado. Coimbra: Atl&acirc;ntida, 1947. t. 4, n&ordm; LIX.     <p></p> <a href="#top64"><sup>64</sup></a><a name="64"></a> SOUSA, Ant&oacute;nio Caetano de – <i>Hist&oacute;ria geneal&oacute;gica da Casa real portuguesa</i>. Nova edi&ccedil;&atilde;o revista por M. Lopes de Almeida e C&eacute;sar Pegado. Coimbra: Atl&acirc;ntida, 1947. t. 4, n&ordm; LIX; a reprodu&ccedil;&atilde;o de um original encontra-se em DUARTE, Lu&iacute;s Miguel – <i>D. Duarte: requiem por um rei triste</i>. Rio de Mouro: C&iacute;rculo de Leitores, 2005. gravura 2.     <p></p> <a href="#top65"><sup>65</sup></a><a name="65"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro 2&ordm; de D. Duarte e D. Afonso V, doc. 28, de 8 de novembro de 1445, Palmela; doc. 30, de 16 de mar&ccedil;o de 1450, &Eacute;vora; doc. 37, de 9 de agosto de 1454, Sintra; doc. 44, de 27 de setembro de 1461, Lisboa.     <p></p> <a href="#top66"><sup>66</sup></a><a name="66"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro 2&ordm; de D. Duarte e D. Afonso V, doc. 33, de 6 de outubro de 1450, Sintra.     <p></p> <a href="#top67"><sup>67</sup></a><a name="67"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro 2&ordm; de D. Duarte e D. Afonso V, doc. 40, de 29 de maio de 1458, Estremoz (marca redonda vermelha no verso); doc. 41, de 30 de maio de 1458, Estremoz (marca redonda vermelha no verso); doc. 47, de 1474 (marca vermelha em forma de estrela de quatro pontas no verso); doc. 49 (marca vermelha em forma de estrela de quatro pontas no verso, maior do que a anterior); doc. 50, de abril de 1478, Lisboa (marca vermelha em forma de estrela de quatro pontas no verso, como a anterior); doc. 55, de 9 de agosto de 1478, &Eacute;vora (igual &agrave;s anteriores).     <p></p> <a href="#top68"><sup>68</sup></a><a name="68"></a> Reproduzido em SOUSA, Ant&oacute;nio Caetano de – <i>Hist&oacute;ria geneal&oacute;gica da Casa real portuguesa</i>. Nova edi&ccedil;&atilde;o revista por M. Lopes de Almeida e C&eacute;sar Pegado. Coimbra: Atl&acirc;ntida, 1947. t. 4, n&ordm; LXIII. Note-se que D. Afonso V possuiu, al&eacute;m deste, um outro selo de cera, redondo e sem coroa, reproduzido pelo mesmo autor com o n&ordm; LXII, mas nenhum dos selos deste Arquivo parece ter sido igual a ele. Us&aacute;mos tamb&eacute;m outros exemplares de selos de D. Afonso V, nenhum, por&eacute;m, intacto: Arquivo do Museu Gr&atilde;o Vasco, Pergaminhos, n&ordm;<sup>s</sup> 47, 48, 54 e 55, ANTT, Mosteiro de Almoster, m. 7, n&ordm; 42, este a partir da fotografia publicada por GOMES, Saul Ant&oacute;nio – <i>D. Afonso V: o Africano</i>. Rio de Mouro: C&iacute;rculo de Leitores, 2006. gravuras 14a e 14b.     <p></p> <a href="#top69"><sup>69</sup></a><a name="69"></a> Caetano de Sousa n&atilde;o oferece nenhuma leitura desta legenda, ao contr&aacute;rio do que &eacute; habitual. GOMES, Saul Ant&oacute;nio – <i>D. Afonso V: o Africano</i>. Rio de Mouro: C&iacute;rculo de Leitores, 2006. p. 275 l&ecirc;, com d&uacute;vidas, <i>serenissimI em lugar de curiale</i>, e sugere o final que deix&aacute;mos entre par&ecirc;nteses retos, assinalando uma leitura reconstitu&iacute;da, pois as palavras finais n&atilde;o se v&ecirc;em bem em nenhum dos originais conhecidos que as conservou, nem na gravura da <i>Hist&oacute;ria Geneal&oacute;gica</i>.     <p></p> <a href="#top70"><sup>70</sup></a><a name="70"></a> SOUSA, Ant&oacute;nio Caetano de – <i>Hist&oacute;ria geneal&oacute;gica da Casa real portuguesa</i>. Nova edi&ccedil;&atilde;o revista por M. Lopes de Almeida e C&eacute;sar Pegado. Coimbra: Atl&acirc;ntida, 1947.t. 4, n&ordm; LXIV. GOMES, Saul Ant&oacute;nio – <i>D. Afonso V: o Africano</i>. Rio de Mouro: C&iacute;rculo de Leitores, 2006. gravura 16 reproduz um outro exemplar deste selo, em bastante bom estado mas com a legenda demasiado apagada para se conseguir ler, que se conserva em ANTT, S&eacute; de Coimbra, 2&ordf; incorpora&ccedil;&atilde;o, m. 57, n&ordm; 2137.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p> <a href="#top71"><sup>71</sup></a><a name="71"></a> Ver a este respeito SEIXAS, Miguel Metelo de – El simbolismo del territorio en la her&aacute;ldica regia portuguesa. En torno a las armas del Reino Unido de Portugal, Brasil y Algarves. <i>Emblemata: revista aragonesa de emblem&aacute;tica</i>. Zaragoza: Instituci&oacute;n Fernando el Cat&oacute;lico. 16 (2010), p. 299 e 301 e SEIXAS, Miguel Metelo de; GALV&Atilde;O-TELLES, Jo&atilde;o Bernardo – A pedra de armas do pa&ccedil;o dos alcaides-mores de &Oacute;bidos: uma mem&oacute;ria her&aacute;ldica. In <i>Casa nobre: um patrim&oacute;nio para o futuro</i>. Arcos de Valdevez: Munic&iacute;pio de, 2011. p. 125-174.     <p></p> <a href="#top72"><sup>72</sup></a><a name="72"></a> GOMES, Saul Ant&oacute;nio – <i>D. Afonso V: o Africano</i>. Rio de Mouro: C&iacute;rculo de Leitores, 2006. p. 275.     <p></p> <a href="#top73"><sup>73</sup></a><a name="73"></a> Sobre este projeto, sediado no Centro de Estudos de Hist&oacute;ria Religiosa da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, e que teve nessa primeira fase o financiamento da Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, atrav&eacute;s do seu Programa de Apoio &agrave; Recupera&ccedil;&atilde;o, Tratamento e Organiza&ccedil;&atilde;o de Acervos Documentais, existem j&aacute; alguns trabalhos, a saber: <a id="x.11225" />MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa – SIGILLVM: <i>corpu</i>s dos selos portugueses. <i>Invenire. Revista de Bens Culturais da Igreja.</i> 11 (2015), p. 72-73; Sigillvm Portvgaliae: o <i>corpus</i> dos selos portugueses a tomar forma. <i>Armas e Trof&eacute;us</i>. Revista de Hist&oacute;ria, Her&aacute;ldica, Genealogia e Arte. 9&ordf; s&eacute;rie 18 (2016), p. 29-33; The SIGILLVM Project – the Portuguese sigillographic heritage in the light of a project's results. In INTERNATIONAL CONFERENCE ON HERITAGE AND SUSTAINABLE DEVELOPMENT, 5, Barcelos, 2016 – <i>Heritage 2016: proceedings</i>. Barcelos: Greenlines Institute for Sustainable Development, 2016. vol 1, p. 957-965; MORUJ&Atilde;O, Maria do Ros&aacute;rio Barbosa [et. al.] – The Portuguese sigillographic heritage: SIGILLVM, a new research project on a remarkable and mostly neglected heritage. In INTERNATIONAL CONFERENCE ON HERITAGE AND SUSTAINABLE DEVELOPMENT, 4, Barcelos, 2014 – <i>Heritage 2014: Proceedings</i>. Barcelos: Green Lines Institute for Sustainable Development, 2014. p. 583-590. SANTOS, Marta Manuel; VIDAL, Alexandra – The SIGILLVM project: the northern and central archival research. In INTERNATIONAL CONFERENCE ON HERITAGE AND SUSTAINABLE DEVELOPMENT, 5, Barcelos, 2016 – <i>Heritage 2016: proceeding</i>. Barcelos: Greenlines Institute for Sustainable Development, 2016. vol.1, p. 1065-1071. Veja-se tamb&eacute;m o <i>website</i> do projeto, em <a href="http://portugal-sigillvm.net" target="_blank">http://portugal-sigillvm.net</a> [consult. 31/10/2018].     <p></p>      ]]></body><back>
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