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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A escrita na legitimação do poder: a letra joanina e a Dinastia de Avis. Contributospaleográficos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Writing in the legitimacy of power: the joanina handwriting and the Avis Dynasty. A paleograhic contribute]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[During a time of changing governance, crisis, hunger, plague and war, the emergence of a new dynasty strives for legitimation and affirmation. The official style in writing is one more vehicle for such assertion, expressing a paradigm shift in governance and the power dynamics surrounding the new monarch, complete with a change in its Chancellery and Notarial Desk. With the ascension to the throne of D. João I and the beginning of the Avis Dynasty, we verify an almost immediate change in the ductus of the characters drawn in the documents made in the Royal Chancellery. Further, we find changes in the writers' offices: fresh faces for a renewed administrative apparatus. Writing thus becomes an essential vehicle of power, a trend that can be asserted for since the 13th century with the growing bureaucracies and importance of written record. On this article we intend to propose a paleographic analysis of the abovementioned renewed style of writing.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p> <b>     <p>A escrita na legitima&ccedil;&atilde;o do poder: a letra joanina e a Dinastia de Avis. Contributospaleogr&aacute;ficos</p>     <p>Writing in the legitimacy of power: the <i>joanina</i> handwriting and the Avis Dynasty. A paleograhic contribute</p>     <p>Ana Pereira Ferreira<sup>*</sup></p> </b>     <p><sup>*</sup> Ana Cristina Pereira da Silva Ferreira, CH-Centro de Hist&oacute;ria, Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa, 1600-214 Lisboa, Portugal. <a href="mailto:anapsferreira@gmail.com">anapsferreira@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Numa &eacute;poca de mudan&ccedil;as, o surgimento de uma nova dinastia a necessitar de legitima&ccedil;&atilde;o e afirma&ccedil;&atilde;o faz-se de v&aacute;rias formas: a escrita &eacute; mais uma das hip&oacute;teses de demonstrar a mudan&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o ao paradigma anterior de governa&ccedil;&atilde;o e sobre a configura&ccedil;&atilde;o de poder do novo monarca, com uma mudan&ccedil;a nos cargos de Chancelaria e da escrivaninha. </p>     <p>Com a subida ao trono de D. Jo&atilde;o I e a inaugura&ccedil;&atilde;o do poder de Avis, verificamos uma mudan&ccedil;a quase imediata no <i>ductus</i> das letras dos documentos feitos na Chancelaria R&eacute;gia. Tamb&eacute;m no assento de quem escreve h&aacute; altera&ccedil;&otilde;es: novos homens numa nova administra&ccedil;&atilde;o, todos sem muita experi&ecirc;ncia nos cargos.</p>     <p>A escrita torna-se um ve&iacute;culo essencial de poder, confirmando o que se fazia sentir desde o s&eacute;culo XIII, com o aumento da burocracia e da import&acirc;ncia do registo documental. A an&aacute;lise paleogr&aacute;fica desta nova grafia (que por surgir no reinado de D. Jo&atilde;o I apelid&aacute;mos de joanina), a demonstra&ccedil;&atilde;o de semelhan&ccedil;as e influ&ecirc;ncias da escrita <i>b&acirc;tarde</i>, a a&ccedil;&atilde;o que a diplomacia e corte inglesas podem ter tido com a vinda, para o reino, da m&atilde;e da &Iacute;nclita Gera&ccedil;&atilde;o como tentativa de unidade e Corte com a dinastia anterior, bem como a legitima&ccedil;&atilde;o de poder levada a efeito pelo Mestre de Avis &eacute; o que nos propomos neste breve artigo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>PALAVRAS-CHAVE</b></p>     <p>Poder / Chancelaria R&eacute;gia / Letra joanina / Paleografia / Dinastia de Avis</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>During a time of changing governance, crisis, hunger, plague and war, the emergence of a new dynasty strives for legitimation and affirmation. The official style in writing is one more vehicle for such assertion, expressing a paradigm shift in governance and the power dynamics surrounding the new monarch, complete with a change in its Chancellery and Notarial Desk.</p>     <p>With the ascension to the throne of D. Jo&atilde;o I and the beginning of the Avis Dynasty, we verify an almost immediate change in the <i>ductus</i> of the characters drawn in the documents made in the Royal Chancellery. Further, we find changes in the writers' offices: fresh faces for a renewed administrative apparatus. </p>     <p>Writing thus becomes an essential vehicle of power, a trend that can be asserted for since the 13<sup>th</sup> century with the growing bureaucracies and importance of written record. On this article we intend to propose a paleographic analysis of the abovementioned renewed style of writing. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>KEYWORDS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Power / Royal Chancellery / Joanina handwriting / Paleography / Avis Dynasty</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>A Paleografia, que segundo Cencetti &ldquo;&eacute; lo studio critico delle antiche scritura ed e suo scopo non solo interpretare esattamente i manoscritti, ma anche datarli, localizzarli e, in generale, trarre dalle loro aspetto esteriori...&rdquo;<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a>, tem sido uma ci&ecirc;ncia auxiliar da Hist&oacute;ria nem sempre tida em considera&ccedil;&atilde;o no panorama historiogr&aacute;fico nacional.</p>     <p>De Coimbra, al&eacute;m dos sempre &uacute;teis contributos de Maria Helena Cruz Coelho, surge-nos ainda o legado do padre Avelino Jesus da Costa, respons&aacute;vel pela reg&ecirc;ncia da disciplina de Paleografia na Universidade do Mondego e pelo Instituto de Paleografia, sendo ainda respons&aacute;vel pela edi&ccedil;&atilde;o do <i>&Aacute;lbum de Paleografia e Diplom&aacute;tica Portuguesas</i><a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a>, guiando centenas de <i>alumni</i> nos seus primeiros passos na disciplina.</p>     <p>De notar ainda os esfor&ccedil;os de Maria Jos&eacute; Azevedo Santos<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a>, que analisou a evolu&ccedil;&atilde;o da escrita entre os s&eacute;culos IX e XII, apurando n&atilde;o s&oacute; caracter&iacute;sticas de suporte e materiais da escrita, mas tamb&eacute;m a evolu&ccedil;&atilde;o cultural das pr&oacute;prias grafias. </p>     <p>N&atilde;o podemos deixar de recordar o contributo de A. H. de Oliveira Marques, que lecionou a disciplina de Paleografia e Diplom&aacute;tica na Faculdade de Letras de Lisboa e mais tarde, na d&eacute;cada de 80, a sua presen&ccedil;a na Universidade Nova de Lisboa, cujo contributo levou &agrave; transcri&ccedil;&atilde;o e publica&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do Centro de Estudos Hist&oacute;ricos de importantes fontes documentais, como as Cortes Portuguesas e as Chancelarias R&eacute;gias. De referir tamb&eacute;m Eduardo Borges Nunes<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a> n&atilde;o s&oacute; pelo que nos deixou publicado, mas tamb&eacute;m pela reg&ecirc;ncia que teve a seu cargo da disciplina de Paleografia e Diplom&aacute;tica na Faculdade de Letras de Lisboa. </p>     <p>Desta mesma institui&ccedil;&atilde;o, temos a tese de doutoramento de Ant&oacute;nio Guerra<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a>, que procura tratar os instrumentos privados portugueses medievais; j&aacute; na Universidade do Porto, n&atilde;o podemos deixar de considerar o padre Jos&eacute; Marques<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a> que deu o seu contributo &agrave; Paleografia na historiografia nacional, tendo sido o respons&aacute;vel e fundador do Curso de Especializa&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Documentais e coordenador da sua Sec&ccedil;&atilde;o de Ci&ecirc;ncias Documentais. Mais recentemente, de frisar a tese defendida por Maria Jo&atilde;o Oliveira e Silva sobre a Chancelaria episcopal da Catedral do Porto<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a>.</p>     <p>Desde 2006, contamos com as disserta&ccedil;&otilde;es do mestrado em Paleografia e Diplom&aacute;tica, lecionado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, sob &eacute;gide de Bernardo S&aacute;-Nogueira, como o caso da an&aacute;lise da grafia manuelina por Teresa Coelho<a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="top8"></a>, o contributo no mesmo mestrado de M&aacute;rio Costa<a href="#9"><sup>9</sup></a><a name="top9"></a> e ainda a an&aacute;lise da escrita human&iacute;stica de Jorge Paulo<a href="#10"><sup>10</sup></a><a name="top10"></a> ou a nossa pr&oacute;pria disserta&ccedil;&atilde;o sobre a grafia que agora aqui expomos.</p>     <p>No panorama internacional, chega-nos em maior n&uacute;mero o contributo dado por variados autores: &eacute; o exemplo das obras publicadas por Armando Petrucci<a href="#11"><sup>11</sup></a><a name="top11"></a>, Edmond Reusens<a href="#12"><sup>12</sup></a><a name="top12"></a>, Paola Martini<a href="#13"><sup>13</sup></a><a name="top13"></a>, Agust&iacute;n Millares Carlo<a href="#14"><sup>14</sup></a><a name="top14"></a>, Jean Mallon<a href="#15"><sup>15</sup></a><a name="top15"></a>, Vittorio Lazzarini<a href="#16"><sup>16</sup></a><a name="top16"></a>, entre outros.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Contudo, mais que uma an&aacute;lise simples de grafia, interessa-nos compreender e relacionar essa an&aacute;lise com a influ&ecirc;ncia que essa mesma escrita pode ter sofrido e as causas e consequ&ecirc;ncias do seu surgimento. &Eacute; nesse contexto que pretendemos aqui abordar a letra joanina: quais as suas caracter&iacute;sticas; como e quando surgiu; com que prop&oacute;sitos; que influ&ecirc;ncias sofreu; que consequ&ecirc;ncias trouxe ao panorama cultural de ent&atilde;o. Estas s&atilde;o algumas das quest&otilde;es a que pretendemos dar respostas nas pr&oacute;ximas p&aacute;ginas, tornando poss&iacute;vel, por meio da Paleografia, analisar a pol&iacute;tica de legitima&ccedil;&atilde;o de uma dinastia.</p>     <p>Pretendemos por isso comparar a grafia que apelid&aacute;mos de joanina, por ter surgido aquando da subida ao trono de D. Jo&atilde;o I como veremos, com aquela que existiu antes dela, no reinado de D. Fernando. Para isso, utilizaremos como ponto de partida e observa&ccedil;&atilde;o elementos caracter&iacute;sticos de uma e outra grafia, mais vis&iacute;veis em determinadas letras.</p>     <p>Para podermos caracterizar a grafia temos, al&eacute;m dos contributos de Jean Mabillon<a href="#17"><sup>17</sup></a><a name="top17"></a> para definir a feitura das letras, os apoios que Borges Nunes nos fornece na &ldquo;Introdu&ccedil;&atilde;o&rdquo; ao seu <i>&Aacute;lbum de Paleografia</i><a href="#18"><sup>18</sup></a><a name="top18"></a> e os contributos de Coimbra, j&aacute; nomeados.</p>     <p>A ideia de que de facto existia uma letra joanina herdeira da <i>b&acirc;tarde</i> francesa, n&atilde;o era nova aquando da nossa investiga&ccedil;&atilde;o de mestrado: j&aacute; Borges Nunes tinha avan&ccedil;ado com essa possibilidade e com essa denomina&ccedil;&atilde;o, ainda que nunca tenha seguido para a an&aacute;lise paleogr&aacute;fica e compara&ccedil;&atilde;o de grafias de forma a comprovar tal facto. Atrav&eacute;s da an&aacute;lise paleogr&aacute;fica de um conjunto de grafemas e manchas de texto, seguindo uma metodologia anteriormente aplicada em teses em Paleografia por outros autores, cabe-nos a tarefa de o comprovar cientificamente e descortinar em que medida foi uma forma de legitima&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Desde sempre e para uma melhor compreens&atilde;o das grafias, houve uma tentativa dos historiadores e em particular dos pale&oacute;grafos, em tentar classificar as escritas, fosse segundo crit&eacute;rios geogr&aacute;ficos, cronol&oacute;gicos, culturais, fosse de acordo com a morfologia dos grafemas ou ainda com a tipologia documental que pretendem originar. Exemplo disso foram os esfor&ccedil;os encetados por Cesare Paoli<a href="#19"><sup>19</sup></a><a name="top19"></a>, dividindo a evolu&ccedil;&atilde;o das escritas em tr&ecirc;s per&iacute;odos, assentes em crit&eacute;rios essencialmente cronol&oacute;gicos e geogr&aacute;ficos. J&aacute; Battelli<a href="#20"><sup>20</sup></a><a name="top20"></a> partiu dos locais produtores de cultura para fazer uma divis&atilde;o baseada tamb&eacute;m ela em tr&ecirc;s per&iacute;odos. Por seu turno, Maurice Prou recorreu aos crit&eacute;rios morfol&oacute;gicos para dividir as escritas em Mai&uacute;sculas, Min&uacute;scula e Assentada<a href="#21"><sup>21</sup></a><a name="top21"></a>. </p>     <p>Dentro das quest&otilde;es morfol&oacute;gicas poderemos ainda considerar um conjunto de vari&aacute;veis como o <i>ductus</i>, a rapidez de escrita (cursiva ou caligr&aacute;fica), entre outras considera&ccedil;&otilde;es. Por fim, no que respeita &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o da escrita com base na tipologia documental que vai originar, n&atilde;o podemos deixar de considerar por exemplo a escrita livresca e a escrita documental, as mais usuais.</p>     <p>Pretendendo por isso desenvolver uma compara&ccedil;&atilde;o de grafias, de forma a determinar o surgimento de um novo tipo de letra e delimitar quando tal sucedeu, ter&iacute;amos de recuar cronologicamente ao per&iacute;odo onde ainda n&atilde;o se fazia notar o novo c&acirc;none que pretendemos analisar, e como tal ao reinado fernandino. </p>     <p>Tendo este tido o seu t&eacute;rmino em 1383, consider&aacute;mos por bem recuar at&eacute; ao in&iacute;cio da d&eacute;cada anterior, de forma a termos temporalmente um per&iacute;odo confort&aacute;vel de an&aacute;lise. A defini&ccedil;&atilde;o do termo cronol&oacute;gico da nossa an&aacute;lise afigurava-se mais complexa, pois pretend&iacute;amos apurar quando esta escrita deixa de ser apenas uma letra de Chancelaria R&eacute;gia e passa a ser usada tamb&eacute;m nos diplomas privados, lavrados por tabeli&atilde;es.</p>     <p>Para isso ter&iacute;amos de ir ao in&iacute;cio do s&eacute;culo XV, mas ach&aacute;mos que n&atilde;o seria necess&aacute;rio ir at&eacute; ao final do reinado de D. Jo&atilde;o I. Rapidamente a documenta&ccedil;&atilde;o compulsada nos demonstrou que, nos primeiros anos de Quatrocentos, a influ&ecirc;ncia da letra de Chancelaria nos registos particulares era uma realidade e por isso determinamos analisar a documenta&ccedil;&atilde;o at&eacute; 1420. </p>     <p>Quanto ao <i>corpus</i> documental a analisar, em primeira observa&ccedil;&atilde;o ter&iacute;amos de nos focar nos documentos emanados da Chancelaria R&eacute;gia, escritos por escriv&atilde;es r&eacute;gios. Era a&iacute; que eram feitos os documentos a mando do rei e era a&iacute; que se notavam as altera&ccedil;&otilde;es referidas por Carvalho Homem, no Desembargo<a href="#22"><sup>22</sup></a><a name="top22"></a>. Desta forma, todos os arquivos que tivessem documenta&ccedil;&atilde;o r&eacute;gia, seriam prof&iacute;cuos &agrave; nossa investiga&ccedil;&atilde;o, entre eles o Arquivo Municipal de Lisboa. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como refere Teresa Pereira Coelho, &ldquo;cada estilo de escrita tem um significado hist&oacute;rico que reflete as ideias diretrizes dominantes no meio intelectual ou no esp&iacute;rito da &eacute;poca&rdquo;<a href="#23"><sup>23</sup></a><a name="top23"></a>, e &eacute; precisamente esse o prop&oacute;sito que aqui queremos demonstrar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>LISBOA E O REINO NA TRANSI&Ccedil;&Atilde;O DE TREZENTOS PARA QUATROCENTOS</b></p>     <p>O s&eacute;culo XIV no reino de Portugal, ainda que conturbado social, demogr&aacute;fica e economicamente, foi um tempo de estabiliza&ccedil;&atilde;o do ponto de vista cultural: particularmente na l&iacute;ngua falada na medida em que a escrita, ainda que tivesse conhecido um grande aumento no uso quotidiano, fruto tamb&eacute;m da burocracia da governa&ccedil;&atilde;o, era ainda – e continuaria a ser por longo per&iacute;odo – inst&aacute;vel na forma e no ponto de vista gramatical<a href="#24"><sup>24</sup></a><a name="top24"></a>. </p>     <p>A partir do s&eacute;culo XV, um pouco por toda a Europa registou-se um incremento do dinamismo como que em resposta aos tempos pouco abonat&oacute;rios que se fizeram sentir na cent&uacute;ria anterior<a href="#25"><sup>25</sup></a><a name="top25"></a>. Deste vigor resultaram repercuss&otilde;es a v&aacute;rios n&iacute;veis, n&atilde;o sendo a escrita uma exce&ccedil;&atilde;o: o desenvolvimento demogr&aacute;fico nas cidades pela popula&ccedil;&atilde;o que fugia dos campos e da fome, o desenvolvimento das trocas comerciais e com elas a necessidade de passar a escrito e registar, de contabilizar e o crescimento e estabiliza&ccedil;&atilde;o dos Estudos Gerais na cidade de Lisboa, depois de um s&eacute;culo de itiner&acirc;ncia entre Coimbra e a &ldquo;sempre nobre e leal cidade&rdquo;.</p>     <p>Surge uma necessidade cada vez mais premente do uso do documento escrito, do registo, promovido tamb&eacute;m pela estabiliza&ccedil;&atilde;o da Universidade e um aumento dos escolares<a href="#26"><sup>26</sup></a><a name="top26"></a>, o que permitiu igualmente o desenvolvimento da escrita joanina e do Desembargo. O Estudo Geral viria a ser, como referiu Marcello Caetano, o &ldquo;centro intelectual da Revolu&ccedil;&atilde;o&rdquo;<a href="#27"><sup>27</sup></a><a name="top27"></a>.</p>     <p>Se a morte de D. Fernando trouxe um per&iacute;odo conturbado de Crise de Sucess&atilde;o, criou por oposi&ccedil;&atilde;o a possibilidade do surgimento de uma nova dinastia e de um novo governo, mais preparado, constitu&iacute;do por letrados e mercadores na sua maioria ligados a interesses estabelecidos em Lisboa. O Dr. Jo&atilde;o das Regras, Jo&atilde;o Afonso d' Azambuja, Martim Afonso, Jo&atilde;o Gil, Martim da Maia, entre outros<a href="#28"><sup>28</sup></a><a name="top28"></a> s&atilde;o apenas alguns dos nomes sonantes que surgem com a nova governa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Estas mudan&ccedil;as s&atilde;o sinal da necessidade de D. Jo&atilde;o I rodear-se de homens competentes e da sua confian&ccedil;a, ainda mesmo enquanto regente e defensor do reino e apesar da inexperi&ecirc;ncia de todos da administra&ccedil;&atilde;o central<a href="#29"><sup>29</sup></a><a name="top29"></a>. O novo monarca procurou manter as boas rela&ccedil;&otilde;es com os homens-bons de Lisboa, atrav&eacute;s de um conjunto de privil&eacute;gios: exemplo disso foram as miss&otilde;es diplom&aacute;ticas atribu&iacute;das ao antigo chanceler-mor, Louren&ccedil;o Eanes Foga&ccedil;a, de modo a controlar de alguma forma o acesso ao poder.</p>     <p>De reter tamb&eacute;m que no seu reinado aumenta o n&uacute;mero de tabeli&atilde;es<a href="#30"><sup>30</sup></a><a name="top30"></a> e escriv&atilde;es, muitos deles acedendo ao cargo n&atilde;o s&oacute; pelos seus conhecimentos de escrita, mas por quest&otilde;es de vassalidade e clientelismos<a href="#31"><sup>31</sup></a><a name="top31"></a>. </p>     <p>O casamento de D. Jo&atilde;o I n&atilde;o pode ser alheado desta realidade de legitima&ccedil;&atilde;o do poder e mudan&ccedil;a pol&iacute;tica, social e cultural: D. Filipa de Lencastre trazia da Corte inglesa a cultura, a diplomacia e outras influ&ecirc;ncias que passou para a sua nova Corte e para os seus descendentes. A transmiss&atilde;o da mem&oacute;ria escrita, a organiza&ccedil;&atilde;o de arquivos, a c&oacute;pia de manuscritos, que noutros reinos como Inglaterra se fez a partir dos s&eacute;culos XI e XII<a href="#32"><sup>32</sup></a><a name="top32"></a>, em Portugal tomou um novo f&ocirc;lego com a &Iacute;nclita Gera&ccedil;&atilde;o, elevando a cultura da Corte e do reino, tornando-se numa dinastia de homens cultos, educados e preparados a governar e transmitir a sua cultura a outros, com novos ideais, valores e doutrinas pol&iacute;ticas e morais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aos novos membros do Desembargo, juntava-se um oficialato moldado &agrave; imagem do rei. &Eacute; neste contexto que ter&aacute; surgido a nova grafia, a joanina.</p>     <p>Se, de in&iacute;cio, com o aumento do oficialato, o Desembargo esteve um pouco sem rumo<a href="#33"><sup>33</sup></a><a name="top33"></a>, numa fase posterior verificamos o desenvolvimento das fun&ccedil;&otilde;es dos desembargadores de forma independente e id&oacute;nea<a href="#34"><sup>34</sup></a><a name="top34"></a>. Como refere Maria Helena da Cruz Coelho<a href="#35"><sup>35</sup></a><a name="top35"></a>, com o novo monarca, a m&aacute;quina burocr&aacute;tica tornava-se mais operante. Com a import&acirc;ncia cada vez maior dos Estudos Gerais no reino e a frequ&ecirc;ncia, essencialmente de religiosos, da Universidade, o clero come&ccedil;ava a estar mais presente no Desembargo<a href="#36"><sup>36</sup></a><a name="top36"></a>. </p>     <p>Todos estes fatores seriam essenciais &agrave; legitima&ccedil;&atilde;o do novo monarca e do novo modelo de governa&ccedil;&atilde;o, continuado pelo pr&iacute;ncipe herdeiro, D. Duarte.</p>     <p>A Dinastia de Avis foi de resto uma Corte culta, facto para o qual a ideia de unicidade em redor de uma l&iacute;ngua &uacute;nica e comum foi fundamental. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>AN&Aacute;LISE PALEOGR&Aacute;FICA DA LETRA JOANINA</b></p>     <p>No territ&oacute;rio portugu&ecirc;s, desde o s&eacute;culo VIII at&eacute; ao s&eacute;culo XIII, podemos contar com escritas &ldquo;nacionais&rdquo;, escritas que foram comuns a v&aacute;rios espa&ccedil;os: a escrita visig&oacute;tica, seguida da escrita carolina. Posteriormente, dar-se-ia uma transi&ccedil;&atilde;o para a escrita g&oacute;tica. Esta, por sua vez, teria algumas vari&aacute;veis em Duzentos e Trezentos. Refere inclusive Borges Nunes<a href="#37"><sup>37</sup></a><a name="top37"></a>, que em Portugal vir&iacute;amos a ter influ&ecirc;ncias da g&oacute;tica at&eacute; aos s&eacute;culos XVI e XVII. A g&oacute;tica traz consigo a solenidade exigida aos livros sagrados de luxo, angulosa, cuidada, com contrastes entre tra&ccedil;os grossos e finos. Refere o mesmo autor que em Portugal a g&oacute;tica foi mais comum em t&iacute;tulos e n&atilde;o tanto no corpo de texto.</p>     <p>Em alguns pa&iacute;ses, como It&aacute;lia, a escrita g&oacute;tica foi de resto um estilo que variava conforme o ambiente em que era feito: na chancelaria, no notariado, no uso comercial… Em Portugal tal n&atilde;o se fez sentir desta forma, mas sim com o fen&oacute;meno que Borges Nunes apelida de original da g&oacute;tica: o surgimento das &ldquo;bastardas&rdquo;, tra&ccedil;os que segundo o autor se caracterizam por serem caligr&aacute;ficos derivados de cursivos. </p>     <p>Ao longo do s&eacute;culo XIV come&ccedil;a a surgir um conjunto de registos mais cursivos, abandonando algumas tend&ecirc;ncias que at&eacute; ent&atilde;o se faziam sentir de caligr&aacute;ficas menos solenes. Assim, as hastes e caudas come&ccedil;am a dar lugar a la&ccedil;adas mais prolongadas, imprimindo um tom de velocidade &agrave; escrita. </p>     <p>Com o fim da Crise de Sucess&atilde;o de 1383-85, mas particularmente e de forma definitiva com o casamento de D. Jo&atilde;o I com D. Filipa de Lencastre, &eacute; vis&iacute;vel uma mudan&ccedil;a na escrita usada na Chancelaria R&eacute;gia, com o aparecimento daquela que apelidamos de letra joanina – influ&ecirc;ncia da letra <i>b&acirc;tarde </i>mas tamb&eacute;m da grafia g&oacute;tica – e que perdurar&aacute; por cerca de um s&eacute;culo. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>J&aacute; no final do s&eacute;culo XV e in&iacute;cio do s&eacute;culo XVI ver&iacute;amos surgir uma vez mais uma nova forma gr&aacute;fica, a escrita manuelina, de acordo com o que foi comprovado pela disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado de Teresa Coelho<a href="#38"><sup>38</sup></a><a name="top38"></a>. Com este novo c&acirc;none t&ecirc;m in&iacute;cio as escritas human&iacute;sticas, letra sobre a qual podemos ter mais informes na disserta&ccedil;&atilde;o de Jorge Paulo<a href="#39"><sup>39</sup></a><a name="top39"></a>.</p>     <p>Levar a bom termo a nossa pesquisa pela mudan&ccedil;a de paradigma na letra com o novo reinado de D. Jo&atilde;o I, implica, como j&aacute; referimos, come&ccedil;ar a an&aacute;lise da grafia uns anos antes, ainda no reinado do Formoso, de forma a podermos contemplar as altera&ccedil;&otilde;es do ponto de vista paleogr&aacute;fico que se fizeram notar na grafia usada na Chancelaria R&eacute;gia. </p>     <p>Neste breve ensaio que aqui fazemos, n&atilde;o podemos abordar letra a letra<a href="#40"><sup>40</sup></a><a name="top40"></a> todo o alfabeto, pelo que iremos escolher alguns grafemas mais ilustrativos da mudan&ccedil;a, como o caso das letras <i><b>h</b></i>, <i><b>m</b></i>, <i><b>z</b></i>, <i><b>g</b></i>, <i><b>s</b></i> e <i><b>r</b></i>.</p>     <p>N&atilde;o poderemos tamb&eacute;m fazer uma an&aacute;lise exaustiva das abreviaturas usadas e da numera&ccedil;&atilde;o, mas interessa-nos particularmente recorrer &agrave; novidade que surge neste per&iacute;odo e, segundo Borges Nunes<a href="#41"><sup>41</sup></a><a name="top41"></a>, pr&aacute;tica que surgiu no nosso reino: o uso do <i><b>R</b></i> para simbolizar o n&uacute;mero <i><b>40</b></i> e o <i><b>b</b></i> como forma de determinar o n&uacute;mero <i><b>5</b></i>, que deveria ser representado com um <i>v</i>, de acordo com a numera&ccedil;&atilde;o romana.</p>     <p>Terminada esta tarefa, passaremos a uma breve an&aacute;lise comparativa de tr&ecirc;s excertos documentais: um de letra n&atilde;o joanina, um de semi-joanina e um de joanina. Por fim, restar-nos-&aacute; caracterizar a nova grafia com base nas compara&ccedil;&otilde;es que realiz&aacute;mos da an&aacute;lise letra a letra e da an&aacute;lise de excertos, e retirar algumas conclus&otilde;es.</p>     <p>Antes da an&aacute;lise das letras que referimos anteriormente, queremos dar a conhecer o <i>corpus</i> documental e os intervenientes na escrita: interessam-nos particularmente os documentos r&eacute;gios emanados da Chancelaria, como j&aacute; exposto. Um conjunto de raz&otilde;es levam &agrave; prefer&ecirc;ncia por esta documenta&ccedil;&atilde;o, a come&ccedil;ar pelo facto de terem explicitamente a indica&ccedil;&atilde;o no <i>escatocolo</i> de quem os escreveu (&ldquo;<i>escriv&atilde;o</i> a fez&rdquo;), permitindo-nos detetar grafias, tend&ecirc;ncias e continuidades ou ruturas no manejo da pena. Al&eacute;m disso, a haver uma ordem de altera&ccedil;&atilde;o da grafia, esta come&ccedil;aria pela escrita que sa&iacute;a da Chancelaria e pelo novo corpo de desembargadores. </p>     <p>Deste modo, a tipologia documental &agrave; nossa an&aacute;lise pouco significa, na medida em que n&atilde;o se observam altera&ccedil;&otilde;es nas grafias conforme os tipos de documentos a lavrar. </p>     <p>Por&eacute;m, alguns problemas podem afigurar-se, nomeadamente a divergente distribui&ccedil;&atilde;o de documenta&ccedil;&atilde;o em cada fundo, resultante de vicissitudes variadas, corol&aacute;rio do passar dos s&eacute;culos. Outro problema &eacute; a dificuldade de identificar os protagonistas da escrita: se no tabelionado temos o sinal que nos permite associar a um nome, no caso da escrivaninha r&eacute;gia apenas temos o nome do escriv&atilde;o e quando nos aparecem nomes comuns – como por exemplo &Aacute;lvaro Gon&ccedil;alves – &eacute; dif&iacute;cil determinarmos carreiras, forma&ccedil;&atilde;o e informa&ccedil;&otilde;es de cariz social e econ&oacute;mico, sendo que temos apenas &agrave; nossa disposi&ccedil;&atilde;o a an&aacute;lise paleogr&aacute;fica da escrita de cada um para os diferenciar. </p>     <p>Come&ccedil;ando a an&aacute;lise no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 70 do s&eacute;culo XIV e considerando os fundos de que dispomos no Arquivo Municipal de Lisboa, podemos contar com documentos de grande utilidade aos nossos prop&oacute;sitos no <i>Livro 2&ordm; de D. Fernando</i> (19 documentos), <i>Livro 1&ordm; de D. Jo&atilde;o I</i> (70), <i>Livro 2&ordm; de D. Jo&atilde;o I</i> (31), <i>Livro de provimento de of&iacute;cios</i> (11), <i>Livro 1&ordm; de Cortes</i> (9), <i>Livro 1&ordm; do alqueid&atilde;o</i> (5), <i>Livro 1&ordm; de emprazamentos</i> (4), <i>Livro 1&ordm; de senten&ccedil;as</i> (3), <i>Livro 1&ordm; dos m&iacute;sticos de reis</i> (1), <i>Livro 1&ordm; de quita&ccedil;&otilde;es e desist&ecirc;ncias</i> (1), <i>Livro 1&ordm; do Hospital de S. L&aacute;zaro</i> (1). </p>     <p>Nestes fundos compuls&aacute;mos um conjunto de 156 documentos que se mostram &uacute;teis ao nosso estudo sobre a mudan&ccedil;a da letra. Destes registos, 112 s&atilde;o de letra j&aacute; joanina, conquanto 17 s&atilde;o de letra n&atilde;o-joanina e os restantes de uma grafia que demonstra a transi&ccedil;&atilde;o do modelo utilizado no reinado de D. Fernando para o novo modelo do novo monarca, &agrave; qual cham&aacute;mos semi-joanina. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os registos de letra n&atilde;o-joanina dizem respeito essencialmente ao <i>Livro 2&ordm; de D. Fernando</i>, particularmente instrumentos datados na d&eacute;cada de 70 da cent&uacute;ria de Trezentos. Existem apenas 2 documentos de c&acirc;none n&atilde;o--joanino a estarem presentes no <i>Livro 1&ordm; de D. Jo&atilde;o I</i>. Quanto &agrave; grafia de transi&ccedil;&atilde;o, a semi-joanina, esta aparece n&atilde;o s&oacute; no <i>Livro 2&ordm; de D. Fernando</i>, como no <i>Livro 1&ordm; de D. Jo&atilde;o I</i>, na sua maioria para os anos de transi&ccedil;&atilde;o e da Crise Sucess&oacute;ria.</p>     <p>Destes 156 registos documentais, apenas 46 n&atilde;o s&atilde;o despachados por desembargadores r&eacute;gios, sendo portanto os restantes 110 alvo de subscri&ccedil;&atilde;o do Desembargo; aqui contamos com duplas habituais de trabalho, como Rui Louren&ccedil;o e Jo&atilde;o Afonso (8 documentos), Fern&atilde;o Gon&ccedil;alves e Vasco Gil Pedroso (4), &Aacute;lvaro Gon&ccedil;alves e Martim da Maia (3), Diogo Martins e Vasco Gil Pedroso (3), Martim da Maia e Gon&ccedil;alo Peres (2), Gon&ccedil;alo Peres e Martim da Maia (2), Jo&atilde;o Afonso d'Azambuja e Jo&atilde;o Afonso de Santar&eacute;m (2), Vasco Gil de Pedroso e Diogo Afonso d' Alvernaz (1), ou ainda Rui Louren&ccedil;o e &Aacute;lvaro Peres (1). </p>     <p>A solo temos como nomes que mais aparecem Fern&atilde;o Gon&ccedil;alves (13 documentos), Fern&atilde;o Martins (7), Louren&ccedil;o Eanes Foga&ccedil;a (6), Rui Louren&ccedil;o (6), Jo&atilde;o Afonso (escolar em leis) (5), Vasco Gil de Pedroso (4), Gil Martins (3), Rodrigo Eanes (ouvidor) (2), &Aacute;lvaro Rodrigues (2), entre outros.</p>     <p>No que respeita a escriv&atilde;es a lavrar nestes pergaminhos, temos 65 homens diferentes a produzir, destacando-se pela quantidade documental &Aacute;lvaro Gon&ccedil;alves (20 documentos), Gon&ccedil;alo Caldeira (18), Vasco Eanes (9), &Aacute;lvaro Eanes (7), Lan&ccedil;arote (6) e Fern&atilde;o Peres (6), todos eles com grafia joanina e a produzirem apenas eles mais de 1/3 da documenta&ccedil;&atilde;o em an&aacute;lise. Est&ecirc;v&atilde;o Domingues (5) e Vasco Vicente (4) est&atilde;o entre os de letra n&atilde;o-joanina e semi-joanina que mais produzem, respetivamente.</p>     <p>Querendo dar particular destaque aos fundos do Arquivo Municipal de Lisboa, n&atilde;o podemos deixar de frisar que tamb&eacute;m no Arquivo Nacional Torre do Tombo poder&iacute;amos recorrer a v&aacute;rios fundos que nos permitiriam detetar a mudan&ccedil;a repentina na grafia logo com a reg&ecirc;ncia, mas principalmente com a subida ao trono de D. Jo&atilde;o I. &Eacute; o caso de fundos como as <i>Gavetas</i> e a <i>Cole&ccedil;&atilde;o Especial</i> em particular, mas ainda fundos como a <i>S&eacute; de Viseu</i>, <i>Mosteiro de Alcoba&ccedil;a</i> ou <i>Cabido da S&eacute; de Coimbra</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>AN&Aacute;LISE – LETRAS <i>g, h, m, r, s</i> e <i>z</i></b></p>     <p>A sele&ccedil;&atilde;o destes exemplos, al&eacute;m de se justificar com a impossibilidade de neste espa&ccedil;o fazermos uma an&aacute;lise mais exaustiva e de mais letras, relaciona-se tamb&eacute;m com o facto de serem estes os exemplos mais not&aacute;veis da mudan&ccedil;a que existiu na grafia do reinado de D. Fernando para o de D. Jo&atilde;o I; deste modo, colocaremos lado a lado exemplos de letras de um e outro tempo e explicaremos o <i>ductus</i> da letra e as altera&ccedil;&otilde;es que sofreu.</p>     <p>Ao analisar uma grafia, deparamo-nos com algumas dificuldades na forma de adjetivar os seus tra&ccedil;os constitutivos, promovendo o uso de expressividades como &ldquo;cauda&rdquo;, &ldquo;barriga&rdquo;, &ldquo;cabe&ccedil;a&rdquo;, express&otilde;es que, n&atilde;o sendo especialmente cient&iacute;ficas, se tornam uma necessidade de linguagem.</p>     <p>Nestes exemplos da letra <i><b>g</b></i>, podemos analisar (<a href="#f1">Figura 1</a>) as diferen&ccedil;as na forma de fazer o grafema no reinado de D. Fernando para o reinado do rei de Boa-Mem&oacute;ria. A principal diferen&ccedil;a com que nos deparamos nos <i><b>g</b></i>'s anteriores a 1383 &eacute; a cauda, muito mais fechada no tempo de D. Fernando em rela&ccedil;&atilde;o aos <i><b>g</b></i>&acute;s do reinado joanino, em que &eacute; feito um s&oacute; tra&ccedil;o, da direita para a esquerda, terminando com um leve remate ascendente. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a04f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O <i><b>g</b></i> do reinado fernandino conta na sua constitui&ccedil;&atilde;o com 4 tra&ccedil;os principais, conquanto no reinado joanino a letra passa a ter apenas 3 lineamentos.</p>     <p>De frisar ainda que h&aacute; um maior contraste de tra&ccedil;os grossos e finos nas letras que s&atilde;o feitas no tempo da Segunda Dinastia, bem como uma maior verticalidade e angulosidade das tr&ecirc;s partes constitutivas do tra&ccedil;o da letra (<a href="#f2">Figura 2</a>). </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a04f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>No conjunto de figuras acima impressas (<a href="#f3">Figuras 3</a>, <a href="#f4">4</a> e <a href="#f5">5</a>), podemos observar em compara&ccedil;&atilde;o os <i><b>h</b></i>'s do reinado fernandino, com os do reinado joanino. As diferen&ccedil;as nesta compara&ccedil;&atilde;o de meio e fim de reinado do Formoso ou de in&iacute;cio e meio do de Boa-Mem&oacute;ria s&atilde;o not&aacute;veis, na nitidez do <i>ductus</i> do tra&ccedil;ado da letra. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a04f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a04f4.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a04f5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ainda que, tal como podemos observar nas <a href="#f4">figuras 4</a> e <a href="#f5">5</a>, quer num quer no outro reinado as letras sejam feitas com tr&ecirc;s tra&ccedil;os constitutivos, ressalta &agrave; observa&ccedil;&atilde;o a angulosidade e tamanho da cauda do <i><b>h</b></i> do tempo de D. Jo&atilde;o I. Efetivamente, no <i><b>h</b></i>, mesmo que seja esta uma letra essencialmente de meio de palavras, notamos uma imponente cauda, que desce na linha, colocando-se no espa&ccedil;o entrelinhas ou interpondo-se muitas vezes na linha inferior de texto, num tra&ccedil;o (n&ordm; 2, <a href="#f5">figura 5</a>) que come&ccedil;a a ser ligeiramente curvo da esquerda para a direita, continuando em sentido descendente para a esquerda, rodando depois em contracurva, formando a cauda da esquerda para a direita.</p>     <p>A letra <i><b>m</b></i> &eacute; porventura aquela em que mais se denota a angulosidade e verticalidade da letra joanina, &agrave; semelhan&ccedil;a da letra <i><b>n</b></i>, que pelos motivos j&aacute; expostos anteriormente, aqui n&atilde;o analisaremos. A grande disparidade entre os <i><b>m</b></i>'s de D. Fernando e de D. Jo&atilde;o I &eacute; a aparente descoordena&ccedil;&atilde;o na feitura do grafema na letra fernandina, com tra&ccedil;os de tamanhos d&iacute;spares.</p>     <p>Ainda que divirja a letra <i><b>m</b></i> de in&iacute;cio/meio e fim de palavras (<a href="#f6">Figura 6</a>), todas elas s&atilde;o feitas, no reinado joanino, a partir de tr&ecirc;s tra&ccedil;os com arranque de tra&ccedil;o obl&iacute;quo da esquerda para a direita em sentido ascendente, descendo depois at&eacute; &agrave; linha, onde se inicia o tra&ccedil;o seguinte, com a mesma l&oacute;gica de escrita. Os tra&ccedil;os al&eacute;m de mais verticais que no reinado fernandino, que apareciam at&eacute; de forma mais arredondada na parte superior da letra, aparecem agora de forma muito mais paralela entre si, denotando a ideia de angulosidade.</p>     <p>Por fim, de frisar, &agrave; semelhan&ccedil;a da letra <i><b>h</b></i> e outras (como o caso da letra <i><b>z</b></i>), no que respeita aos <i><b>m</b></i> de final de palavras, que terminam com uma sumptuosa cauda que se inicia no terceiro tra&ccedil;o constitutivo do <i><b>m</b></i> (<a href="#f7">Figura 7</a>), e tal como o <i><b>h,</b></i> &eacute; feito um tra&ccedil;o obl&iacute;quo descendente da direita para a esquerda, ocupando o espa&ccedil;o interlinear ou at&eacute; da linha inferior, com contracurva da esquerda para a direita, ainda em sentido descendente.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a04f6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a04f7.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Tal como a letra <i><b>m</b></i>, tamb&eacute;m o <i><b>r</b></i> se comporta de forma diferente se analisarmos o grafema a in&iacute;cio/meio ou final de palavra (<a href="#f8">Figura 8</a>). De notar que os <b>r</b>'s de meio de palavra joaninos s&atilde;o bastante mais semelhantes aos <i><b>r</b></i>'s de imprensa que utilizamos hoje, com o segundo tra&ccedil;o que o constitui (<a href="#f9">Figura 9</a>) a fazer a liga&ccedil;&atilde;o e in&iacute;cio da letra seguinte. Por oposi&ccedil;&atilde;o, os <i><b>r</b></i>'s de final de palavra fernandinos aparentam a um til (<b>~</b>), conquanto os do reinado joanino parecem um <i><b>2</b></i>, extremamente angulosos nos dois tra&ccedil;os que o constituem (<a href="#f9">Figura 9</a>), por oposi&ccedil;&atilde;o ao tra&ccedil;o singular que caracteriza o <i><b>r</b></i> de final de palavra fernandino.</p>     <p>Uma vez mais, as letras joaninas t&ecirc;m uma maior verticalidade e contraste de tra&ccedil;os grossos e finos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s fernandinas.</p>     <p>De referir ainda que, ainda que por vezes surjam <i><b>r</b></i>'s compridos a ocupar o espa&ccedil;o entrelinhas nos pergaminhos joaninos, sucede com menos frequ&ecirc;ncia do que nos habituam as peles do reinado anterior.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f8"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a04f8.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f9"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a04f9.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A letra <i><b>s</b></i> demonstra uma grande evolu&ccedil;&atilde;o nos tra&ccedil;os constitutivos do grafema de um para o outro reinado. No caso dos <i><b>s</b></i>'s de in&iacute;cio e meio de palavra, somos confrontados com a mudan&ccedil;a de um tra&ccedil;o constitutivo no reinado fernandino (segundo exemplo da <a href="#f11">figura 11</a>), para dois tra&ccedil;os constitutivos no reinado joanino (segundo exemplo da <a href="#f12">figura 12</a>), ainda que ambos sejam compostos por um tra&ccedil;o descendente. De referir ainda que o <i><b>s</b></i> de in&iacute;cio ou meio de palavra joanino &eacute; muito mais comprido que o fernandino, ocupando, &agrave; semelhan&ccedil;a do que j&aacute; verific&aacute;mos anteriormente, o espa&ccedil;o entrelinhas ou at&eacute; a linha inferior.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f10"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a04f10.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f11"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a04f11.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f12"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a04f12.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&Eacute;, no entanto, no <i><b>s</b></i> de final de palavra que melhor notamos as altera&ccedil;&otilde;es no grafema, com um aumento da angulosidade e do contraste de grossos e finos da letra: se o <i><b>s</b></i> do reinado fernandino (primeiro exemplo da <a href="#f11">figura 11</a>) &eacute; composto de um s&oacute; tra&ccedil;o, com uma la&ccedil;ada invertida, da esquerda para a direita, subindo, faz depois uma curva para a direita. Por sua vez, o <i><b>s</b></i> de final de palavra joanino (primeiro exemplo <a href="#f12">figura 12</a>) assemelha-se a um <i><b>B</b></i> atual, sendo caracterizado por tr&ecirc;s tra&ccedil;os constitutivos, o primeiro deles descendente a curvar junto &agrave; linha ligeiramente para a direita; o segundo tra&ccedil;o deste <i><b>s</b></i> inicia-se junto do come&ccedil;o do primeiro tra&ccedil;o, com sentido descendente e curvando esquerda-direita-esquerda, terminando na dire&ccedil;&atilde;o de onde come&ccedil;ou, mas a meio do primeiro tra&ccedil;o; por fim, neste ponto inicia-se a terceira parte da letra, com movimento igual ao segundo tra&ccedil;o, mas cujo t&eacute;rmino se d&aacute; junto &agrave; linha, ligando num tra&ccedil;o mais fino com o final do primeiro tra&ccedil;o.</p>     <p>A &uacute;ltima letra por n&oacute;s escolhida para esta breve an&aacute;lise &eacute; o <i><b>z</b></i>. A escolha deste grafema prende-se com a particularidade que tem na semelhan&ccedil;a a outras letras joaninas no que respeita &agrave; cauda da letra que ocupa o espa&ccedil;o entrelinhas. Assim sendo, no caso do <i><b>z</b></i> poucas diferen&ccedil;as notamos nas letras que comp&otilde;em o meio ou fim de palavra no que respeita a esta cauda, contudo, a diferen&ccedil;a entre o meio e fim de palavra dizem respeito ao corpo da letra, que por vezes aparece &ldquo;deitado&rdquo; sobre a linha, assemelhando-se a um <i><b>n</b></i> com uma cauda (<a href="#f13">figura 13</a>). </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f13"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a04f13.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quer num, quer noutro reinado, as letras caracterizam-se por terem dois tra&ccedil;os constitutivos, conforme podemos analisar na <a href="#f14">figura 14</a>. O tra&ccedil;o descendente que constitui a cauda do <i><b>z</b></i> no caso joanino &eacute;, contudo, de maior sumptuosidade que no caso fernandino. Tamb&eacute;m no corpo principal da letra, o <i><b>z</b></i> joanino &eacute; mais anguloso e retil&iacute;neo nos tra&ccedil;os que o constituem.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f14"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a04f14.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center">*****</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Neste conjunto de seis letras analisadas e comparadas, verificamos que, no caso dos <i><b>h</b></i>, <i><b>m</b></i> e <i><b>z</b></i> ,todos s&atilde;o constitu&iacute;dos por uma cauda que se inicia com um tra&ccedil;o obl&iacute;quo descendente da direita para a esquerda, curvando em seguida da esquerda para a direita, sendo mantido sempre em aberto e ocupando todo o espa&ccedil;o entrelinhas ou inclusive muitas das vezes ocupando o espa&ccedil;o da linha seguinte, colidindo por vezes com tra&ccedil;os de outras palavras.</p>     <p>No que respeita aos <i><b>r</b></i> e <i><b>s,</b></i> de frisar principalmente as altera&ccedil;&otilde;es nos de final de palavra, com mais tra&ccedil;os na sua execu&ccedil;&atilde;o e uma maior angulosidade e paralelismo entre tra&ccedil;ado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>AN&Aacute;LISE COLETIVA DA LETRA</b></p>     <p>Se a an&aacute;lise letra-a-letra nos permite entender o <i>ductus</i> da grafia e verificar as diferen&ccedil;as tra&ccedil;o-a-tra&ccedil;o, ela n&atilde;o nos permite ter, contudo, uma vis&atilde;o global da letra no documento; por isso, urge fazer uma an&aacute;lise de alguns excertos com v&aacute;rias linhas, para que possamos ter uma perce&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o que a grafia ocupa no pergaminho, o espa&ccedil;o entre linhas, as margens e a sua angulosidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para isso, ser&atilde;o usados os mesmos documentos de onde foram retiradas as letras que analis&aacute;mos anteriormente, recorrendo a exemplos do reinado de D. Fernando, e por conseguinte n&atilde;o-joanina, exemplos de documentos do per&iacute;odo de interregno e reg&ecirc;ncia (aquilo que apelidamos de semi-joanina), e por fim, exemplos do reinado de D. Jo&atilde;o I, j&aacute; do c&acirc;none joanino:</p>     <p>Se analisarmos os documentos expostos <i>supra</i>, verificamos que, imediatamente quando D. Jo&atilde;o I chega ao poder, mesmo que ainda na reg&ecirc;ncia, h&aacute; uma altera&ccedil;&atilde;o no aspeto dos pergaminhos e na grafia. &Eacute; o que sucede quando comparamos os documentos das <a href="#f15">figuras 15</a> e <a href="#f16">16</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f15"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a04f15.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f16"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a04f16.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na <a href="#f16">figura 16</a>, documento lavrado em 1384 e como tal na reg&ecirc;ncia do Mestre de Avis, a angulosidade da letra em rela&ccedil;&atilde;o ao documento da <a href="#f15">figura 15</a>, ainda no reinado de D. Fernando, &eacute; evidente. Neste &uacute;ltimo, a letra caracteriza-se por ser bastante mais arredondada, com uma menor verticalidade do tra&ccedil;ado. </p>     <p>Tamb&eacute;m no que respeita ao espa&ccedil;o ocupado pela escrita no documento da <a href="#f16">figura 16</a> verificamos disparidades para o documento de 1370, uma vez que o corpo da letra no primeiro &eacute; mais fino e pequeno que no segundo, dando uma falsa perce&ccedil;&atilde;o de uma letra mais caligr&aacute;fica. Tamb&eacute;m o espa&ccedil;o entrelinhas aparenta ser diferente em ambos os exemplos por o corpo da letra ser mais pequeno, ainda que haja j&aacute; algumas hastes e caudas a ocupar o espa&ccedil;o entrelinhas.</p>     <p>Ainda que nestas imagens n&atilde;o se consiga ter a perce&ccedil;&atilde;o, se analisarmos os documentos que est&atilde;o disponibilizados <i>online</i> pelo Arquivo Municipal, verificamos que ainda n&atilde;o existem grandes altera&ccedil;&otilde;es no tamanho e no espa&ccedil;o deixado nas margens, sendo ligeiramente maior no caso da fig. 16, em rela&ccedil;&atilde;o ao documento do reinado fernandino, mas com pouca diferen&ccedil;a face ao que se ir&aacute; detetar a partir de 1385. H&aacute; ainda uma maior concentra&ccedil;&atilde;o de palavras por linha no documento de 1384, havendo menos espa&ccedil;o entre elas.</p>     <p>Nos exemplos das letras <i><b>s</b></i> e <i><b>r,</b></i> ainda n&atilde;o se detetam altera&ccedil;&otilde;es significativas, verificando-se, contudo, j&aacute; uma altera&ccedil;&atilde;o na angulosidade, verticalidade e caudas dos <i><b>m</b></i>, <i><b>h</b></i> e <i><b>z</b></i>'s.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A partir de 1385, coincidindo com a subida ao trono de D. Jo&atilde;o I e por isso j&aacute; como rei e n&atilde;o como regente, com as altera&ccedil;&otilde;es fomentadas no Desembargo e nos homens que est&atilde;o na escrivaninha como j&aacute; referido no in&iacute;cio deste texto, e ap&oacute;s o matrim&oacute;nio e o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es diplom&aacute;ticas com Inglaterra, verificamos o estabelecimento por completo do novo c&acirc;none. </p>     <p>Ainda que alguns nomes do Desembargo de D. Fernando se tenham mantido em fun&ccedil;&otilde;es, aos oficiais de carreiras de pouca dura&ccedil;&atilde;o sucediam novos homens, com forma&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria e que iriam firmar longas carreiras na administra&ccedil;&atilde;o do reino<a href="#42"><sup>42</sup></a><a name="top42"></a>. </p>     <p>Como forma de comprovar o novo c&acirc;none, podemos analisar a <a href="#f17">figura 17</a>, um documento produzido cinco anos ap&oacute;s o in&iacute;cio do reinado e em que v&aacute;rias altera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o vis&iacute;veis face &agrave; fig. 16 e, principalmente, face ao documento da fig. 15, do reinado de D. Fernando: se por um lado come&ccedil;am a surgir letras mai&uacute;sculas a meio das palavras e linhas, uma caracter&iacute;stica da letra e da documenta&ccedil;&atilde;o escrita com o novo c&acirc;none joanino, come&ccedil;am tamb&eacute;m a surgir margens de 4 a 6 cm de cada lado, acompanhadas de espa&ccedil;o superior e inferior do documento tamb&eacute;m superior, a rondar os 2 a 4 cm no cabe&ccedil;alho e chegando aos 10 ou mais cm de rodap&eacute;, onde passa a constar a assinatura r&eacute;gia, com a palavra <i>El Rey</i>, ao contr&aacute;rio do habitual na d&eacute;cada e reinado anteriores.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f17"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a04f17.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O aumento das margens e o facto de n&atilde;o se aproveitar todos os cent&iacute;metros de um material caro e precioso como era o pergaminho, denota uma maior import&acirc;ncia dada aos documentos oficiais emanados da Chancelaria R&eacute;gia e tamb&eacute;m transmite a ideia de sumptuosidade, riqueza e poder do novo rei.</p>     <p>No que diz respeito ao espa&ccedil;o entrelinhas, tamb&eacute;m ele se torna maior nos pergaminhos joaninos, frequentemente com espacejamentos de 1 cm, ocupados pelas aparatosas caudas e hastes que caracterizam a nova grafia, em contraste com o corpo de letra mais pequeno, como referido <i>supra</i>. </p>     <p>A pr&oacute;pria escrita &eacute; agora feita em linhas mais direitas, com as palavras mais concentradas e juntas entre si, e denota-se um maior cuidado na prepara&ccedil;&atilde;o dos pergaminhos, bem como na cor da tinta utilizada, frequentemente mais acastanhada escura, sendo por isso dado um maior cuidado e aten&ccedil;&atilde;o ao aparato dos suportes e aspetos formais, numa maior teatralidade da produ&ccedil;&atilde;o oficial, quando comparada com o reinado anterior.</p>     <p>Como j&aacute; referido, na an&aacute;lise letra-a-letra, os <i><b>r</b></i>'s de meio de palavra j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o compridos a ocupar o espa&ccedil;o entrelinhas, passando a ser curtos e a fazer a liga&ccedil;&atilde;o com a letra seguinte e, no fim de palavra, a assemelharem-se a <i><b>2</b></i> e n&atilde;o a um <i><b>~.</b></i> Os <i><b>s</b></i> passam a ter um aspeto de <i><b>B</b></i>, continuando compridos a ocupar o espa&ccedil;o interlinear a meio de palavra, &agrave; semelhan&ccedil;a dos <i><b>i</b></i>, que s&atilde;o cada vez mais longos no reinado joanino.</p>     <p>Uma escrita de Chancelaria nunca poder&aacute; ser uma escrita caligr&aacute;fica, uma vez que h&aacute; demasiados documentos para serem despachados. Tem por isso de ser necessariamente uma escrita cursiva. Contudo, a angulosidade dada &agrave; escrita joanina e a inclina&ccedil;&atilde;o dos grafemas d&atilde;o-lhe um aspeto caligr&aacute;fico, apenas contrariado quando observamos a sua ligeira inclina&ccedil;&atilde;o para a direita, ind&iacute;cio de velocidade na escrita.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Deste modo, podemos sintetizar as caracter&iacute;sticas das tr&ecirc;s etapas que aqui descrevemos como letra do reinado fernandino (at&eacute; 1380), semi-joanina (1380-84) e joanina (a partir de 1385) na seguinte tabela:</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a04t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em s&iacute;ntese do que j&aacute; foi sendo demonstrado, sobre as novidades implementadas pela escrita joanina e pela nova documenta&ccedil;&atilde;o emanada da Chancelaria R&eacute;gia, temos a notar os seguintes elementos:</p>     <blockquote>       <p>• altera&ccedil;&atilde;o da forma de data&ccedil;&atilde;o dos documentos;</p>       <p>• o rei assina a documenta&ccedil;&atilde;o de forma consistente, no espa&ccedil;o inferior do pergaminho, onde &eacute; aposto o selo da Chancelaria e cujo espa&ccedil;o de margens &eacute; significativamente superior;</p>       <p>• aparecimento de letras mai&uacute;sculas a meio de palavras;</p>       <p>• aparecimento de novas formas de abreviar, principalmente as abreviaturas de tra&ccedil;o sobreposto para indicar nasal ou vogal e abreviaturas de <i><b>-ar</b></i>/<i><b>-ra</b></i>,<i><b> -er</b></i>/<i><b>-re</b></i>,<i><b> -ir</b></i>/<i><b>-ri</b></i>, <i><b>com-</b></i>/<i><b>-us</b></i>, e de <i><b>o</b></i> sobrescrito; </p>       <p>• a pontua&ccedil;&atilde;o continua a ser pouco frequente, ainda que apare&ccedil;a mais vezes o <i>/</i> como valor de v&iacute;rgula;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>• numera&ccedil;&atilde;o utilizada apenas na <i>datatio</i> e em numera&ccedil;&atilde;o romana;</p>       <p>• peles usadas no pergaminho com um tratamento mais cuidado, mais geom&eacute;trico, com tinta mais carregada a contrastar com o fundo do suporte.</p> </blockquote>     <p>O facto da nova grafia ser cursiva, ainda que com aspeto caligr&aacute;fico como j&aacute; mencionado, faz com que divirja da <i>b&acirc;tarde</i>, que tem um cariz caligr&aacute;fico. Contudo, n&atilde;o podemos deixar de notar que a letra joanina vai ser influenciada por aquela grafia.</p>     <p>Ainda que n&atilde;o tenhamos nenhuma prova escrita de ordena&ccedil;&atilde;o r&eacute;gia sobre a obrigatoriedade de altera&ccedil;&atilde;o do c&acirc;none da letra na Chancelaria, somos levados a acreditar que tenha havido uma imposi&ccedil;&atilde;o da altera&ccedil;&atilde;o, na medida em que a mudan&ccedil;a &eacute; total e imediata com o novo monarca. Provavelmente, tal deveu-se &agrave; necessidade de marcar a diferen&ccedil;a entre a dinastia que cessava e a que se iniciava, atrav&eacute;s de uma mudan&ccedil;a formal na documenta&ccedil;&atilde;o oficial r&eacute;gia, fruto tamb&eacute;m da nova organiza&ccedil;&atilde;o da Chancelaria e do novo engenho administrativo. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Os numerais <i>b=5 </i>e <i>R=40</i></b></p>     <p>Num exerc&iacute;cio n&atilde;o publicado, Borges Nunes<a href="#43"><sup>43</sup></a><a name="top43"></a> d&aacute; alguma import&acirc;ncia &agrave; sobreposi&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica entre <i><b>v</b></i> e <i><b>b</b></i>, que surge com o reinado de D. Jo&atilde;o I, e a nova letra utilizada na Chancelaria R&eacute;gia. Ademais, al&eacute;m desta troca de <i><b>v</b></i> por <i><b>b</b></i>, tamb&eacute;m na numera&ccedil;&atilde;o romana o n&uacute;mero <i>5</i> passar a ser escrito com <i><b>b</b></i>, em vez de<i><b> v</b></i>. </p>     <p>O facto de atribuirmos esta caracter&iacute;stica &agrave; letra joanina deve-se a n&atilde;o encontrarmos nas escritas de outras chancelarias r&eacute;gias contempor&acirc;neas esta confus&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o de <i><b>b</b></i> em vez de <i><b>v</b></i> para designar <i><b>5</b></i> (&agrave; exce&ccedil;&atilde;o de Fran&ccedil;a, em que a escrita <i>b&acirc;tarde</i> tem esta tend&ecirc;ncia, ainda que nunca haja uma confus&atilde;o total entre o <i><b>b</b></i> e o <i><b>v</b></i>, tal como em Inglaterra, provavelmente pela mesma influ&ecirc;ncia da <i>b&acirc;tarde,</i> fruto de rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;tico-diplom&aacute;ticas que se faziam notar). A joanina apresenta desde in&iacute;cio as letras <i><b>b</b></i> e <i><b>v</b></i> muito semelhantes, e essa &eacute; a sua novidade e o que de mais importante nos traz em rela&ccedil;&atilde;o a outras grafias da &eacute;poca.</p>     <p>No final do s&eacute;culo XIV, o <i><b>v</b></i> come&ccedil;a a ser feito com um tra&ccedil;o de arranque, da esquerda para a direita, em &acirc;ngulo consigo pr&oacute;prio, tornando-se cada vez mais semelhante ao <i><b>b</b></i>, ainda que seja uma confus&atilde;o apenas do ponto de vista gr&aacute;fico e n&atilde;o fon&eacute;tico. A dissemina&ccedil;&atilde;o da confus&atilde;o entre <i><b>v</b></i> e <i><b>b</b></i> vai ser dominante no in&iacute;cio do s&eacute;culo XV, na universalidade dos escriv&atilde;os da Chancelaria, com algumas rea&ccedil;&otilde;es numa minoria mais culta. O <i><b>5</b></i> transforma-se ent&atilde;o em <i><b>b</b></i> e n&atilde;o num <i><b>v</b></i> semelhante a <i><b>b</b></i>, como at&eacute; ent&atilde;o, uma vez que no final do reinado fernandino j&aacute; os tra&ccedil;os de ataque dos <i><b>v</b></i> deixam de ser simples tra&ccedil;os de ataque e passam a ser tra&ccedil;os constitutivos da pr&oacute;pria letra, ainda que de forma inconsciente, segundo Borges Nunes. </p>     <p>Entre 1410 e 1440, n&atilde;o conseguimos detetar se h&aacute; ou n&atilde;o regra no uso entre <i><b>b</b></i> e <i><b>v</b></i>, pelo que &ldquo;temos de concluir que as duas figuras se tornaram formalmente id&ecirc;nticas e indistingu&iacute;veis como tais. S&oacute; como figuras, note-se; n&atilde;o como significantes&rdquo;, como refere Borges Nunes<a href="#44"><sup>44</sup></a><a name="top44"></a>. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta confus&atilde;o vai estar presente na documenta&ccedil;&atilde;o apenas at&eacute; cerca de 1460, com exce&ccedil;&atilde;o da confus&atilde;o em termos do n&uacute;mero <i><b>5</b></i>, como ressalva o professor j&aacute; citado: &ldquo;o per&iacute;odo de ambiguidade <i><b>b/v</b></i> produzir&aacute;, a certa altura, na mente dos escriv&atilde;es, a traslada&ccedil;&atilde;o do <i><b>v</b></i> para o <i><b>b</b></i> como figura significante de <i><b>5</b></i> (…) a letra num&eacute;rica de cinco passa, em Portugal, a ser vista mentalmente como <i>b</i> e n&atilde;o como <i>v</i>&rdquo;, o que se encontrar&aacute; na documenta&ccedil;&atilde;o at&eacute; ao final do s&eacute;culo XVII, ainda que, com o surgimento dos numerais em &aacute;rabe, comece a ser cada vez menos comum. Este fen&oacute;meno de confus&atilde;o entre <i><b>b</b></i> e <i><b>v</b></i> n&atilde;o &eacute;, contudo, caso &uacute;nico a n&iacute;vel nacional: basta retermos os exemplos da confus&atilde;o que por vezes surge entre o <i>c</i> e o <i>t</i>.</p>     <p>No que respeita &agrave; problem&aacute;tica do <i><b>R=40</b></i>, esta derivou de uma passagem do <i>X</i> aspado para o <i><b>R</b></i>. D&uacute;vidas houvesse, uma vez mais a paleografia portuguesa deste per&iacute;odo, e sob o c&acirc;none joanino, demonstra uma assaz originalidade. </p>     <p>Por outro lado, podemos admitir n&atilde;o s&oacute; a influ&ecirc;ncia do <i><b>X</b></i> aspado mas tamb&eacute;m do <i><b>XL</b></i> que significava <i><b>40</b></i>. A quest&atilde;o do <i><b>X</b></i> aspado &eacute; de origem peninsular e n&atilde;o meramente portuguesa, estando presente a partir da cent&uacute;ria de Quatrocentos nos documentos oficiais. Ainda assim, a passagem do <i><b>X</b></i> aspado para o <i><b>R</b></i> a significar <i>40,</i> &eacute; unicamente portuguesa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></p>     <p>Uma escrita de Chancelaria R&eacute;gia pressup&otilde;e a necessidade de n&atilde;o se perder muito tempo na reda&ccedil;&atilde;o documental – pretende na verdade assegurar a autenticidade dos documentos p&uacute;blicos – e, como tal, a necessidade de uma escrita r&aacute;pida; &eacute; aqui que a letra joanina ganha a sua caracter&iacute;stica particular e diferente da letra <i>b&acirc;tarde, </i>utilizada na &eacute;poca na regi&atilde;o do Ducado de Borgonha. N&atilde;o podemos por isso deixar de relacionar tal facto com as rela&ccedil;&otilde;es diplom&aacute;ticas com Inglaterra, de onde vinha Filipa de Lencastre, bem como com a alian&ccedil;a com o Ducado de Borgonha. </p>     <p>&Eacute; leg&iacute;timo afirmarmos por isso que, influenciada pelas pol&iacute;ticas de alian&ccedil;as e rela&ccedil;&otilde;es diplom&aacute;ticas encetadas por D. Jo&atilde;o I, poderia estar a ado&ccedil;&atilde;o da nova grafia.</p>     <p>Ainda que a joanina possa ter tido influ&ecirc;ncia da <i>b&acirc;tarde</i>, tamb&eacute;m tem diferen&ccedil;as, nomeadamente na quest&atilde;o caligr&aacute;fica-cursiva e no material que era preparado para a escrita: o &ldquo;talhe da pena, que &eacute; obl&iacute;quo, torna-a numa escrita tamb&eacute;m mais comprida, pontiaguda e inclinada para a direita&rdquo;<a href="#45"><sup>45</sup></a><a name="top45"></a>, proporcionando ainda assim uma leitura clara, apesar das caudas e haste no espa&ccedil;o entrelinhas.</p>     <p>Se na Chancelaria a mudan&ccedil;a de grafia se fez de forma muito r&aacute;pida, essencialmente no per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o da reg&ecirc;ncia do Mestre de Avis, o mesmo n&atilde;o podemos referir em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua influ&ecirc;ncia nos meios externos &agrave; Chancelaria, nomeadamente no tabelionado; no notariado apost&oacute;lico a ado&ccedil;&atilde;o da joanina foi relativamente r&aacute;pida. Contudo, os tabeli&atilde;es apenas na primeira d&eacute;cada de 1400 come&ccedil;am a recorrer &agrave; nova grafia, demorando uma m&eacute;dia de 20 anos para a utilizar.</p>     <p>Sendo a legitima&ccedil;&atilde;o de uma nova dinastia um processo de comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, longo e constante, pode concretizar-se de v&aacute;rias formas e revestir-se de variados argumentos. Se, por um lado, a tentativa de retirar cr&eacute;dito aos principais opositores, nomeadamente o rei de Castela, &eacute; uma dessas faces do processo de tornar l&iacute;cita a nova governa&ccedil;&atilde;o, de outras formas se reveste este procedimento de valida&ccedil;&atilde;o, como o encontramos na cron&iacute;stica de Fern&atilde;o Lopes: o apoio do povo ao Mestre expresso nos acontecimentos que tiveram lugar em Lisboa ou em Cortes, e t&atilde;o bem mostrado na obra do guarda-mor da Torre do Tombo, ou a pr&oacute;pria &ldquo;vontade de Deus&rdquo;, com as vit&oacute;rias b&eacute;licas, s&atilde;o outros elementos de tornar leg&iacute;timo o novo monarca e os seus sucessores. Como bem sabemos, Fern&atilde;o Lopes e as suas cr&oacute;nicas n&atilde;o podem, de todo, ser vistos como insuspeitos, mas s&atilde;o sem sombra de d&uacute;vida parte do processo de comunica&ccedil;&atilde;o e legitima&ccedil;&atilde;o da nova dinastia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Al&eacute;m dos processos orais de legitima&ccedil;&atilde;o, temos aqui presente, na altera&ccedil;&atilde;o brusca do funcionalismo e oficialato do Desembargo e na grafia l&aacute; utilizada, uma face vis&iacute;vel do processo de legitima&ccedil;&atilde;o, desta feita por meio da escrita, formal, perdur&aacute;vel no tempo, objetiva. </p>     <p>Nesta mudan&ccedil;a no tipo de letra temos a presen&ccedil;a do simbolismo e da mensagem que tal acarreta, enviada pelo rei a todos os membros do seu reino que da documenta&ccedil;&atilde;o emanada da Chancelaria dependessem. Assim, a mensagem enviada pelo rei de mudan&ccedil;a, de poder e controlo chegava a todo o reino e a v&aacute;rios tipos de recetores: ao clero, &agrave; nobreza, aos concelhos, &agrave; universidade. </p>     <p>O documento escrito torna-se por si s&oacute; num espelho do plano de consagra&ccedil;&atilde;o levado a efeito pelo novo monarca. A comunica&ccedil;&atilde;o e o processo de legitima&ccedil;&atilde;o continuaram por todo o reinado e exemplo disso foram as expedi&ccedil;&otilde;es para o Norte de &Aacute;frica, demonstrando todo o potencial da nova dinastia, com os infantes a encabe&ccedil;ar o projeto r&eacute;gio. </p>     <p>Documentos completos exemplificativos:</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f18"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a04f18.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f19"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a04f19.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f20"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a04f20.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS </b></p> <b>     <p>FONTES</p>     <p>MANUSCRITAS</p>     <p>Arquivo Municipal de Lisboa</p> </b>     <p>Chancelaria R&eacute;gia, Livro 2&ordm; de D. Fernando.</p>     <p>Chancelaria R&eacute;gia, Livro 1&ordm; de D. Jo&atilde;oI.</p>     <p>Chancelaria R&eacute;gia, Livro 2&ordm; de D. Jo&atilde;o I.</p>     <p>Chancelaria R&eacute;gia, Livro 1&ordm; de senten&ccedil;as.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Chancelaria R&eacute;gia, Livro 1&ordm; dos m&iacute;sticos de reis.</p>     <p>Chancelaria R&eacute;gia, Livro 1&ordm; de Cortes.</p>     <p>Chancelaria da Cidade, Livro de provimento de of&iacute;cios.</p>     <p>Chancelaria da Cidade, Livro 1&ordm; de quita&ccedil;&otilde;es e desist&ecirc;ncias.</p>     <p>Casa de Santo Ant&oacute;nio, Livro 1&ordm; do alqueid&atilde;o.</p>     <p>Casa de Santo Ant&oacute;nio, Livro 1&ordm; do Hospital de S. L&aacute;zaro.</p>     <p>Administra&ccedil;&atilde;o, Livro 1&ordm; de emprazamentos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Esp&oacute;lio Particular</b></p>     <p>NUNES, Eduardo Borges – <i>Um exerc&iacute;cio metodol&oacute;gico para a hist&oacute;ria da escrita em Portugal: as origens da letra numeral b (=5)</i>. Lisboa: [s.n.], 1979. Exerc&iacute;cio n&atilde;o publicado, esp&oacute;lio de Borges Nunes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ESTUDOS</b></p>     <!-- ref --><p>AMADO, Teresa – Contexto europeu da Lisboa de Fern&atilde;o Lopes. In A NOVA LISBOA MEDIEVAL, 1, Lisboa, 2002<i> – Actas do I encontro</i>. Lisboa: Ed. Colibri, 2005. p. 97-109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063281&pid=S2183-3176201800020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BATTELLI, Giulio – <i>Lezioni di Paleeografia</i>. 3&ordf; ed. Citt&agrave; del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, 1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063283&pid=S2183-3176201800020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CALLEJA-PUERTA, Miguel – Cartularios y construcci&oacute;n de la memoria mon&aacute;stica en los reinos de Le&oacute;n y Castilla durante el siglo XII. In LAMAZOU-DUPLAN, V&eacute;ronique; RAM&Iacute;REZ-VAQUERO, Eloisa, dir. – <i>Los cartularios medievales: escribir y conserver la memoria del poder, el poder de la memoria. </i>Pau: Presses de l'Universit&eacute; de Pau et des Pays de l'Adour, 2013. p. 187-197.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063285&pid=S2183-3176201800020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CAMI&Ntilde;O MARTINEZ, Carmen del – La escritura al servicio de la administraci&oacute;n concejil. <i>Historia, instituciones, documentos</i>. Logro&ntilde;o: Universidad de La Rioja. N&ordm; 31 (2004), p. 97-112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063287&pid=S2183-3176201800020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>CARRUTHERS, Mary J. – <i>The book of memory: a study of memory in medieval culture.</i> 2&ordm; ed. Cambridge: Cambridge Press University, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063289&pid=S2183-3176201800020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CASAMASSIMA, Emanuele – <i>Trattati di Scrittura del Cinquecento Italiano</i>. Milano: Il Polifilo, 1966.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063291&pid=S2183-3176201800020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CENCETTI, Giorgio – <i>Lineamenti di storia della scrittura latina</i>. Bolonha: Casa Editrice prof. Riccardo Patron, 1954.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063293&pid=S2183-3176201800020000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CLANCHY, Michael T. – <i>From memory to writing record. England 1066-1307. </i>2&ordf; ed. Oxford: Blackwell Publishing, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063295&pid=S2183-3176201800020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COELHO, Maria Helena da Cruz – <i>D. Jo&atilde;o I</i>. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063297&pid=S2183-3176201800020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>COELHO, Maria Helena da Cruz – O campo na crise do s&eacute;culo XIV. In MEDINA, Jo&atilde;o, dir. – <i>Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Alfragide: Ediclube, 2004. vol. IV, p. 233-248.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063299&pid=S2183-3176201800020000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COELHO, Maria Helena da Cruz – A escrita no mundo urbano.<i> Hist&oacute;ria</i>. S&atilde;o Paulo: Universidade Estadual Paulista. Vol. 34 N&ordm;1 (2015), p. 16-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063301&pid=S2183-3176201800020000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COELHO, Maria Teresa – <i>Existiu uma escrita manuelina? Estudo paleogr&aacute;fico da produ&ccedil;&atilde;o de escriv&atilde;es da Corte Portuguesa 1490-1530</i>. Lisboa: [s.n.], 2006. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Paleografia e Diplom&aacute;tica, apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063303&pid=S2183-3176201800020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COSTA, Avelino Jesus da – <i>&Aacute;lbum de Paleografia e Diplom&aacute;tica portuguesas</i>. Coimbra: Faculdade de Letra da Universidade, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063305&pid=S2183-3176201800020000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COSTA, M&aacute;rio Fernando da Silva – <i>Estudo paleogr&aacute;fico de um manuscrito quinhentista da Cr&oacute;nica de D. Fernando de Fern&atilde;o Lopes</i>. Lisboa: [s.n.], 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063307&pid=S2183-3176201800020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>FERREIRA, Ana Cristina Pereira da Silva – <i>An&aacute;lise paleogr&aacute;fica de uma escrita de Chancelaria R&eacute;gia: a letra joanina, 1370-1420</i> [Em linha]. Lisboa: [s.n.], 2012. [Consult. 17/07/2018]. Dispon&iacute;vel na Internet: <a href="http://repositorio.ul.pt/handle/10451/6951" target="_blank">http://repositorio.ul.pt/handle/10451/6951</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063309&pid=S2183-3176201800020000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>FIALHO, Manuel – <i>A muta&ccedil;&atilde;o urbana na Lisboa Medieval: das Taifas a D. Dinis</i>. Lisboa: Universidade de Lisboa, 2017. Tese de doutoramento em Hist&oacute;ria, apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063310&pid=S2183-3176201800020000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>FRANCESCONI Giampaolo; SALVESTRINI, Francesco - La scrittura del confine nell'Italia comunale. Modelli e funzioni. In EUROPEAN CONGRESS OF MEDIEVAL STUDIES, 3, Jyv&auml;skyl&auml; (Finland), 2003 – Frontiers in the Middle Ages: proceedings. Louvain-la-Neuve: Ed. O. Merisalo e P. Pahta, 2006. p. 197-221.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063312&pid=S2183-3176201800020000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GONZ&Aacute;LEZ GONZ&Aacute;LEZ, Ra&uacute;l> – <i>&Eacute;lites urbanas y relaciones de poder en Oviedo, Le&oacute;n Y Astorga durante La Edad Media (siglos IX-XIII). </i>Oviedo: [s.n.], 2017. Tese de doutoramento em Hist&oacute;ria, apresentada &agrave; Universidade de Oviedo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063314&pid=S2183-3176201800020000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>GUERRA, Ant&oacute;nio Joaquim Ribeiro – <i>Os diplomas privados em Portugal dos s&eacute;culos IX a XII: gestos e atitudes de rotina dos seus autores materiais</i>. Lisboa: CH-ULisboa, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063316&pid=S2183-3176201800020000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HOMEM, Armando Lu&iacute;s de Carvalho – <i>O Desembargo R&eacute;gio (1320-1433). </i>Porto: INIC-Centro de Hist&oacute;ria da Universidade do Porto, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063318&pid=S2183-3176201800020000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HOMEM, Armando Lu&iacute;s de Carvalho – <i>Portugal nos finais da Idade M&eacute;dia: estado, institui&ccedil;&otilde;es, sociedade e pol&iacute;tica. </i>Lisboa: Livros Horizonte, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063320&pid=S2183-3176201800020000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>KRUS, Lu&iacute;s; OLIVEIRA, Lu&iacute;s Filipe; FONTES, Jo&atilde;o Lu&iacute;s, coord. – <i>Lisboa Medieval: os rostos da cidade</i>. Lisboa: Livros Horizonte, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063322&pid=S2183-3176201800020000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LAZZARINI, Isabella – Introduzione a scritture e potere: pratiche documentarie e forme di governo nell'Italia tardomedievale (XIV-XV secolo). <i>Reti Medievali Rivista</i>. Firenze: Firenze University Press. N&ordm; IX (2008), p. 1-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063324&pid=S2183-3176201800020000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LAZZARINI, Vittorio – <i>Scritti di Paleografia e Diplom&aacute;tica. </i>2&ordf; ed. Padova: Antenore, 1969.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063326&pid=S2183-3176201800020000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>MALLON, Jean – <i>De l'ecriture, recuil d'&eacute;tudes publi&eacute;es de 1937 a 1981</i>. Paris: &Eacute;ditions du Centre National de la Recherche Scientifique, 1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063328&pid=S2183-3176201800020000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MALLON, Jean – <i>Pal&eacute;ographie romaine</i>. Madrid: [s.n.], 1952.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063330&pid=S2183-3176201800020000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MABILLON, Jean - <i>De re diplom&aacute;tica libri V.</i> Paris: Lutecina-Parisiorum, 1681.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063332&pid=S2183-3176201800020000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MARTINI, Paola Supino – <i>La Paleografia latina in It&aacute;lia da Giorgio Cencetti ai giorni nostri. In Un Secolo di Paleografia e Diplomatica (1887-1986).</i>Roma: Gela, 1988. p. 37-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063334&pid=S2183-3176201800020000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MARTINS, Armando – Lisboa, a cidade e o estudo: a Universidade de Lisboa no primeiro s&eacute;culo da sua exist&ecirc;ncia. In FERNANDES, Hermenegildo, coord. – <i>A Universidade Medieval em Lisboa, s&eacute;culos XIII-XVI</i>. Lisboa: Tinta da China, 2013. p. 41-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063336&pid=S2183-3176201800020000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MARQUES, A. H. de Oliveira; SERR&Atilde;O, Joel, dir. – <i>Nova Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Lisboa: Editorial Presen&ccedil;a, 1986. vol IV.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063338&pid=S2183-3176201800020000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MARQUES, Jos&eacute; – Pr&aacute;ticas paleogr&aacute;ficas em Portugal no s&eacute;culo XV. <i>Revista da Faculdade de Letras, Ci&ecirc;ncias e T&eacute;cnicas do Patrim&oacute;nio</i>. Porto: Faculdade de Letras, Universidade do Porto. I S&eacute;rie, Vol. I (2002), p. 73-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063340&pid=S2183-3176201800020000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MEDEIROS, Filipa – A Lisboa cronistica: espa&ccedil;o e sociologia urbana nas cr&oacute;nicas de D. Pedro I e de D. Fernando, de Fern&atilde;o Lopes. In KRUS, Lu&iacute;s; OLIVEIRA, Lu&iacute;s; FONTES, Jo&atilde;o Lu&iacute;s Filipe, coord.> – <i>Lisboa Medieval: os rostos da cidade</i>. Lisboa: Livros Horizonte, 2007. p. 434-446.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063342&pid=S2183-3176201800020000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MILLARES CARLO, Agustin – <i>Paleografia espa&ntilde;ola: ensaio de una historia de la escritura en Espa&ntilde;a desde el siglo VIII al XVII.</i> Barcelona: Editorial Labor, 1929. vol I.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063344&pid=S2183-3176201800020000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MONET, Pierr – <i>La m&eacute;moire des &eacute;lites urbaines dans l'Empire &agrave; la fin du Moyen Age entre &eacute;criture de soi et histoire de la cit&eacute;</i> [Em linha]. >Ostfildern: Jan Thorbecke Verlag Gmbh & Co, 2003. [Consult. 11/06/2018]. Dispon&iacute;vel na Internet: <a href="https://www.perspectivia.net/receive/ploneimport_mods_00009759" target="_blank">https://www.perspectivia.net/receive/ploneimport_mods_00009759</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063346&pid=S2183-3176201800020000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>NUNES, Eduardo Borges – <i>&Aacute;lbum de Paleografia portuguesa</i>. Lisboa: Instituto de Alta Cultura, 1969. vol I.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063347&pid=S2183-3176201800020000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>NUNES, Eduardo Borges – <i>Abreviaturas paleogr&aacute;ficas portuguesas</i>. Lisboa: [Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa], 1981.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063349&pid=S2183-3176201800020000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PAULO, Jorge Ferreira – <i>A escrita human&iacute;stica na documenta&ccedil;&atilde;o r&eacute;gia portuguesa de Quinhentos</i>. Lisboa: [s.n.], 2006. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Paleografia e Diplom&aacute;tica, apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063351&pid=S2183-3176201800020000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PETRUCCI, Armando – Funzione della Scrittura e terminologia paleogr&aacute;fica. In <i>Palaeographica Diplomatica et Archivistica. Studi in Onore di Giulio Battelli</i>. Roma: Edizione di Storia e Letteratura, 1979. vol I.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063353&pid=S2183-3176201800020000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PETRUCCI, Armando – Pouvoir de l'&eacute;criture, pouvoir sur l'&eacute;criture dans la Renaissance italienne.<i> Annales. &Eacute;conomies, Soci&eacute;t&eacute;s, Civilisations. </i>[France]: Armound Colin. Vol. 43 N&ordm; 4 (1988), p. 823-847.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063355&pid=S2183-3176201800020000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PROU, Maurice – <i>Manuel de Paleographie latine et fran&ccedil;aise. </i>Paris: Auguste Picard, 1924.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063357&pid=S2183-3176201800020000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>SANTOS, Maria Jos&eacute; Azevedo – <i>Da visig&oacute;tica &agrave; carolina: a escrita em Portugal de 882 a 1172: aspectos t&eacute;cnicos e culturais</i>. Coimbra: [s.n.], 1988. Tese de doutoramento em Hist&oacute;ria, apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063359&pid=S2183-3176201800020000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>SANTOS, Maria Jos&eacute; Azevedo – A l&iacute;ngua e a escrita. In MARQUES, A. H. de Oliveira; SERR&Atilde;O Joel, dir. – <i>Nova Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Lisboa: E. Presen&ccedil;a, 1996. vol III, p. 603-629.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063361&pid=S2183-3176201800020000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SILVA, Carlos Guardado da – <i>Lisboa medieval: organiza&ccedil;&atilde;o e estrutura&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o urbano</i>. Lisboa: Ed. Colibri, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063363&pid=S2183-3176201800020000400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SILVA, Maria Jo&atilde;o Oliveira e – <i>A escrita na catedral: a Chancelaria Episcopal do Porto na Idade M&eacute;dia</i>. Lisboa: Centro de Estudos de Hist&oacute;ria Religiosa; Porto: Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o Transdisciplinar Cultura, Espa&ccedil;o e Mem&oacute;ria, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063365&pid=S2183-3176201800020000400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SOUSA, Jo&atilde;o Silva – Lisboa em Cortes de 1352/1371. In KRUS, Lu&iacute;s; OLIVEIRA, Lu&iacute;s Filipe; FONTES, Jo&atilde;o Lu&iacute;s, coord. –<i>Lisboa medieval: os rostos da cidade</i>. Lisboa: Livros Horizonte, 2007. p. 413-419.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063367&pid=S2183-3176201800020000400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>REUSENS, Edmond – <i>&Eacute;lements de Pal&eacute;ographie</i>. Louvain: Chez L'Auteur, 1892.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063369&pid=S2183-3176201800020000400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ROLD&Atilde;O, Filipa – <i>A mem&oacute;ria da cidade: escrita e poder em &Eacute;vora (1415-1536). </i>&Eacute;vora: Publica&ccedil;&otilde;es CIDEHUS, 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063371&pid=S2183-3176201800020000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VILAR, Herm&iacute;nia Vasconcelos – Do arquivo ao registo: o percurso de uma mem&oacute;ria no reinado de Afonso II. <i>Pen&eacute;lope</i>. Lisboa: Cooperativa Pen&eacute;lope, Fazer e Desfazer a Hist&oacute;ria. N&ordm; 30/31 (2004), p. 19-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063373&pid=S2183-3176201800020000400048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VILAR, Herm&iacute;nia Vasconcelos – Em torno de uma diocese: os bispos de Lisboa entre dois s&eacute;culos (1244-1325). In KRUS, Lu&iacute;s; OLIVEIRA, Lu&iacute;s Filipe; FONTES, Jo&atilde;o Lu&iacute;s, coord. – <i>Lisboa medieval: os rostos da cidade</i>. Lisboa: Livros Horizonte, 2007. p. 129-144.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063375&pid=S2183-3176201800020000400049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Submiss&atilde;o/submission: 17/07/2018 </p>     <p>Aceita&ccedil;&atilde;o/approval: 13/11/2018 </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p>FERREIRA, Ana Cristina Pereira da Silva – A escrita na legitima&ccedil;&atilde;o do poder: a letra joanina e a Dinastia de Avis. Contributos paleogr&aacute;ficos. <i>Cadernos do Arquivo Municipal.</i> 2&ordf; S&eacute;rie N&ordm; 10 (julho-dezembro 2018), p. 47 – 70.</p> <a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a> CENCETTI, Giorgio – <i>Lineamenti di storia della scrittura latina</i>. Bolonha: Casa Editrice prof. Riccardo Patron, 1954. p. 5.     <p></p> <a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a> COSTA, Avelino Jesus da – <i>&Aacute;lbum de Paleografia e Diplom&aacute;tica portuguesas</i>. Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade, 1990.     <p></p> <a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a> SANTOS, Maria Jos&eacute; Azevedo – <i>Da visig&oacute;tica &agrave; carolina: a escrita em Portugal de 882 a 1172: aspectos t&eacute;cnicos e culturais</i>. Coimbra: [s.n.], 1988. Tese de doutoramento em Hist&oacute;ria, apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.     <p></p> <a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a> NUNES, Eduardo Borges – <i>&Aacute;lbum de Paleografia portuguesa</i>. Lisboa: Instituto de Alta Cultura, 1969. vol. I; NUNES, Eduardo Borges – <i>Abreviaturas paleogr&aacute;ficas portuguesas</i>. Lisboa: [Faculdade de Letras da Universidade], 1981.     <p></p> <a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a> GUERRA, Ant&oacute;nio Joaquim Ribeiro – <i>Os diplomas privados em Portugal dos s&eacute;culos IX a XII</i>. Lisboa: CH-Universidade de Lisboa, 2003.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p> <a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a> MARQUES, Jos&eacute; – Pr&aacute;ticas paleogr&aacute;ficas em Portugal no s&eacute;culo XV. <i>Revista da Faculdade de Letras, Ci&ecirc;ncias e T&eacute;cnicas do Patrim&oacute;nio</i>. Porto: Faculdade de Letras da Universidade. I S&eacute;rie Vol. I (2002), p. 73-96.     <p></p> <a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a>SILVA, Maria Jo&atilde;o Oliveira e – <i>A escrita na catedral: a Chancelaria Episcopal do Porto na Idade M&eacute;dia</i>. Lisboa: Centro de Estudos de Hist&oacute;ria Religiosa; Porto: Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o Transdisciplinar Cultura, Espa&ccedil;o e Mem&oacute;ria, 2013.     <p></p> <a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8"></a> COELHO, Teresa – <i>Existiu uma escrita manuelina? Estudo paleogr&aacute;fico da produ&ccedil;&atilde;o de escriv&atilde;es da Corte portuguesa 1490-1530</i>. Lisboa: [s.n.], 2006. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Paleografia e Diplom&aacute;tica, apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.     <p></p> <a href="#top9"><sup>9</sup></a><a name="9"></a> COSTA, M&aacute;rio Fernando da Silva – <i>Estudo paleogr&aacute;fico de um manuscrito quinhentista da Cr&oacute;nica de D. Fernando de Fern&atilde;o Lopes</i>. Lisboa: [s.n.], 2006.     <p></p> <a href="#top10"><sup>10</sup></a><a name="10"></a> PAULO, Jorge Ferreira – <i>A escrita human&iacute;stica na documenta&ccedil;&atilde;o r&eacute;gia portuguesa de Quinhentos</i>. Lisboa: [s.n.], 2006. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Paleografia e Diplom&aacute;tica, apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.     <p></p> <a href="#top11"><sup>11</sup></a><a name="11"></a> PETRUCCI, Armando – Funzione della scrittura e terminologia paleografica. In <i>Palaeographica Diplomatica et Archivistica. Studi in Onore di Giulio Battelli</i>. Roma: Edizione di Storia e Letteratura, 1979. I.     <p></p> <a href="#top12"><sup>12</sup></a><a name="12"></a> REUSENS, Edmond – <i>&Eacute;lements de Pal&eacute;ographie</i>. Louvain: Chez L'Auteur, 1892.     <p></p> <a href="#top13"><sup>13</sup></a><a name="13"></a> MARTINI, Paola Supino – La Paleografia latina in It&aacute;lia da Giorgio Cencetti ai giorni nostri. In <i>Un secolo di Paleografia e Diplomatica (1887-1986).</i> Roma: Gela, 1988. p. 37-80.     <p></p> <a href="#top14"><sup>14</sup></a><a name="14"></a> MILLARES CARLO, Agustin – <i>Paleografia espa&ntilde;ola. Ensaio de una historia de la escritura en Espa&ntilde;a desde el siglo VIII al XVII</i>. Barcelona: Editorial Labor, 1929. vol I.     <p></p> <a href="#top15"><sup>15</sup></a><a name="15"></a> MALLON, Jean – <i>De l'ecriture, recuil d'&eacute;tudes publi&eacute;es de 1937 a 1981</i>. Paris: &Eacute;ditions du Centre National de la Recherche Scientifique, 1986 e MALLON, Jean – <i>Pal&eacute;ographie romaine</i>. Madrid: [s.n.], 1952.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p> <a href="#top16"><sup>16</sup></a><a name="16"></a> LAZZARINI, Vittorio – <i>Scritti di Paleografia e Diplom&aacute;tica. </i>2&ordf; ed. Padova: Antenore, 1969.     <p></p> <a href="#top17"><sup>17</sup></a><a name="17"></a> MABILLON, Jean – <i>De re diplom&aacute;tica libri V</i>. Paris: Lutecina-Parisiorum, 1681.     <p></p> <a href="#top18"><sup>18</sup></a><a name="18"></a> NUNES, Eduardo Borges – Introdu&ccedil;&atilde;o. In <i>&Aacute;lbum de Paleografia</i>. Lisboa: Instituto de Alta Cultura, 1969. p. 18.     <p></p> <a href="#top19"><sup>19</sup></a><a name="19"></a> BATTELLI, Giulio – <i>Lezioni di Paleeografia</i>. 3&ordf; ed. Citt&agrave; del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, 1986. p. 46.     <p></p> <a href="#top20"><sup>20</sup></a><a name="20"></a> Idem, <i>Ibidem</i>, p. 47-48.     <p></p> <a href="#top21"><sup>21</sup></a><a name="21"></a> PROU, Maurice –<i> Manuel de Paleographie latine et fran&ccedil;aise</i>. Paris: Auguste Picard, 1924.     <p></p> <a href="#top22"><sup>22</sup></a><a name="22"></a> HOMEM, Armando Lu&iacute;s de Carvalho – <i>O Desembargo R&eacute;gio (1320-1433). </i>Porto: INIC-Centro de Hist&oacute;ria da Universidade do Porto, 1990.     <p></p> <a href="#top23"><sup>23</sup></a><a name="23"></a> COELHO, Maria Teresa – <i>Existiu uma escrita manuelina? Estudo paleogr&aacute;fico da produ&ccedil;&atilde;o de escriv&atilde;es da Corte Portuguesa 1490-1530</i>. Lisboa: [s.n.], 2006. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Paleografia e Diplom&aacute;tica, apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. p. 11.     <p></p> <a href="#top24"><sup>24</sup></a><a name="24"></a> MARQUES, A. H. de Oliveira – Portugal na crise do s&eacute;culo XIV. In MARQUES, A. H. Oliveira; SERR&Atilde;O, Joel, dir. – <i>Nova Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Lisboa: Editorial Presen&ccedil;a, 1986. vol. IV, p. 402.     <p></p> <a href="#top25"><sup>25</sup></a><a name="25"></a> COELHO, Maria Helena Cruz – O campo na crise do s&eacute;culo XIV. In MEDINA, Jo&atilde;o, dir. – <i>Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Alfragide: Ediclube, 2004. vol. IV, p. 104.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p> <a href="#top26"><sup>26</sup></a><a name="26"></a> MARQUES, A. H. de Oliveira – Portugal na Crise do s&eacute;culo XIV. In MARQUES, A. H. de Oliveira; SERR&Atilde;O, Joel, dir. – <i>Nova Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Lisboa: Editorial Presen&ccedil;a, 1986. vol. IV, p. 419.     <p></p> <a href="#top27"><sup>27</sup></a><a name="27"></a> CAETANO, Marcello<i> apud</i> HOMEM, Armando Lu&iacute;s de Carvalho – Uma crise que sai d'&laquo;a crise&raquo;, ou o Desembargo R&eacute;gio na d&eacute;cada de 1380. In <i>Portugal nos finais da Idade M&eacute;dia. Estado, institui&ccedil;&otilde;es, sociedade e pol&iacute;tica. </i>Lisboa: Livros Horizonte, 1990. p. 192.     <p></p> <a href="#top28"><sup>28</sup></a><a name="28"></a> Idem, <i>Ibidem</i>. p. 194 e 197.     <p></p> <a href="#top29"><sup>29</sup></a><a name="29"></a> COELHO, Maria Helena Cruz – <i>D. Jo&atilde;o I</i>. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 2005, p. 38.     <p></p> <a href="#top30"><sup>30</sup></a><a name="30"></a> Temos a este respeito, e no seguimento de uma investiga&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito do doutoramento, dados sobre a exist&ecirc;ncia de mais de 130 tabeli&atilde;es diferentes s&oacute; para Lisboa no reinado joanino, face aos 60 tabeli&atilde;es existentes entre 1370 e o fim do reinado de D. Fernando e apesar da tentativa de diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de oficiais, sendo que destes 60 apenas 30 deles transitam de um reinado para o outro. Dados atualizados em maio de 2018.     <p></p> <a href="#top31"><sup>31</sup></a><a name="31"></a> HOMEM, Armando Lu&iacute;s Carvalho – Gama Barros, historiador das institui&ccedil;&otilde;es administrativas. In <i>Portugal nos finais da Idade M&eacute;dia. Estado, institui&ccedil;&otilde;es, sociedade e pol&iacute;tica. </i>Lisboa: Livros Horizonte, 1990. p. 43.     <p></p> <a href="#top32"><sup>32</sup></a><a name="32"></a> CLANCHY, Michael T. – <i>From memory to writing record. England 1066-1307. </i>2&ordf; ed. Oxford: Blackwell Publishing, 1993.     <p></p> <a href="#top33"><sup>33</sup></a><a name="33"></a> HOMEM, Armando Lu&iacute;s de Carvalho – Gama Barros, historiador das institui&ccedil;&otilde;es administrativas. In <i>Portugal nos finais da Idade M&eacute;dia. Estado, institui&ccedil;&otilde;es, sociedade e pol&iacute;tica. </i>Lisboa: Livros Horizonte, 1990. p. 36.     <p></p> <a href="#top34"><sup>34</sup></a><a name="34"></a> Idem, <i>Ibidem</i>. p. 39.     <p></p> <a href="#top35"><sup>35</sup></a><a name="35"></a> COELHO, Maria Helena Cruz – <i>D. Jo&atilde;o I</i>. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 2005. p. 154.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p> <a href="#top36"><sup>36</sup></a><a name="36"></a> HOMEM, Armando Lu&iacute;s de Carvalho – <i>O Desembargo R&eacute;gio (1320-1433). </i>Porto: INIC-Centro de Hist&oacute;ria da Universidade do Porto, 1990. p. 243.     <p></p> <a href="#top37"><sup>37</sup></a><a name="37"></a> NUNES, Eduardo Borges – <i>&Aacute;lbum de Paleografia portuguesa</i>. Lisboa: Instituto de Alta Cultura, 1969. p. 20 e seguintes.     <p></p> <a href="#top38"><sup>38</sup></a><a name="38"></a> COELHO, Maria Teresa – <i>Existiu uma escrita manuelina? Estudo paleogr&aacute;fico da produ&ccedil;&atilde;o de escriv&atilde;es da Corte Portuguesa 1490-1530</i>. Lisboa: [s.n.], 2006. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Paleografia e Diplom&aacute;tica, apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.     <p></p> <a href="#top39"><sup>39</sup></a><a name="39"></a> PAULO, Jorge Ferreira – <i>A escrita human&iacute;stica na documenta&ccedil;&atilde;o r&eacute;gia portuguesa de Quinhentos</i>. Lisboa: [s.n.], 2006. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Paleografia e Diplom&aacute;tica, apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.     <p></p> <a href="#top40"><sup>40</sup></a><a name="40"></a> A este respeito, para uma an&aacute;lise de todo o alfabeto, abreviaturas e numerais, remetemos para a nossa tese de mestrado, intitulada <i>An&aacute;lise paleogr&aacute;fica de uma escrita de Chancelaria R&eacute;gia: a letra joanina, 1370-1420 </i>[Em linha]. Lisboa: [s.n.], 2012. [Consult. 17/07/2018]. Dispon&iacute;vel na Internet: <a href="http://repositorio.ul.pt/handle/10451/6951" target="_blank">http://repositorio.ul.pt/handle/10451/6951</a>     <p></p> <a href="#top41"><sup>41</sup></a><a name="41"></a> Ainda que nunca tenha publicado, Borges Nunes deixou no seu esp&oacute;lio &ldquo;um exerc&iacute;cio de metodologia para a hist&oacute;ria da escrita em Portugal: as origens da letra numeral b (=5)&rdquo;. O referido artigo foi-nos facultado por Bernardo S&aacute;-Nogueira e o original julgamos estar nas m&atilde;os de familiares de Borges Nunes.     <p></p> <a href="#top42"><sup>42</sup></a><a name="42"></a> HOMEM, Armando Lu&iacute;s de Carvalho – <i>Portugal nos finais da Idade M&eacute;dia. Estado, institui&ccedil;&otilde;es, sociedade e pol&iacute;tica. </i>Lisboa: Livros Horizonte, 1990. p. 182.     <p></p> <a href="#top43"><sup>43</sup></a><a name="43"></a> NUNES, Eduardo Borges – <i>Um exerc&iacute;cio de metodologia para a hist&oacute;ria da escrita em Portugal: as origens da letra numeral b(=5)</i>. Lisboa: [s.n.], 1979. Exerc&iacute;cio n&atilde;o publicado que consta do esp&oacute;lio de Borges Nunes, ao qual tivemos acesso aquando da investiga&ccedil;&atilde;o de mestrado, possibilitado pelo professor Bernardo S&aacute;-Nogueira.     <p></p> <a href="#top44"><sup>44</sup></a><a name="44"></a> Idem, <i>Ibidem.</i>     <p></p> <a href="#top45"><sup>45</sup></a><a name="45"></a> NUNES, Eduardo Borges – <i>Um exerc&iacute;cio metodol&oacute;gico para a hist&oacute;ria da escrita em Portugal: as origens da letra numeral b (=5)</i>. Lisboa: [s.n.], 1979. Exerc&iacute;cio n&atilde;o publicado, esp&oacute;lio de Borges Nunes.     ]]></body>
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