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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Abordagem paleográfica ao Livro 1º de fianças de escravos (1549-1556): exercício de análise de grafias]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article focuses on the coexistence of different types of writing in the same graphic environment, at the end of the cycle of the gothic canon, in the middle of the 16th century. In this sense, through a case study, are analyzed the graphical modalities used by the various clerks who, integrating a municipal bureaucratic structure under the tutelage of the Lisbon City council clerk, produced the “Book 1 of bail bonds of slaves”, where were registered the guarantors of the ships owners that were accompanied by slaves. Despite the existing graphic conservatism, in which the Gothic pattern prevails, the disorganized relative multigraphism, in several more or less speedy cursive variants in the cursive Manueline line, as well as the presence of new graphic forms foretell the arrival of a new writing canon.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p> <b>     <p>Abordagem paleogr&aacute;fica ao Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos (1549-1556): exerc&iacute;cio de an&aacute;lise de grafias</p>     <p>Paleographic approach to the Book 1 of bail bonds of slaves (1549-1556): exercise of graphic analysis</p>     <p>Jorge Ferreira Paulo<sup>*</sup></p> </b>     <p><sup>*</sup> Jorge Lu&iacute;s Ferreira Marques Paulo, investigador independente, 1170-105 Lisboa, Portugal. <a href="mailto:jfpaulo@netcabo.pt">jfpaulo@netcabo.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este artigo incide sobre a coexist&ecirc;ncia de diferentes tipos de escrita no mesmo ambiente gr&aacute;fico, em finais do ciclo escritur&aacute;rio do c&acirc;none g&oacute;tico, em meados do s&eacute;culo XVI. Nesse sentido, atrav&eacute;s de um estudo de caso, s&atilde;o analisadas as modalidades gr&aacute;ficas utilizadas pelos diversos escriv&atilde;es que, integrando uma estrutura burocr&aacute;tica municipal, sob a tutela do escriv&atilde;o da C&acirc;mara de Lisboa, intervieram no &ldquo;Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos&rdquo;, onde eram registados os fiadores dos donos das embarca&ccedil;&otilde;es que se fizessem acompanhar por escravos. Apesar do conservadorismo gr&aacute;fico vigente, em que o padr&atilde;o g&oacute;tico prevalece, o multigrafismo relativo desorganizado, em diversas variantes cursivas mais ou menos velozes, na linha da manuelina cursiva, e a presen&ccedil;a de novas formas gr&aacute;ficas prenunciam a chegada de um novo c&acirc;none de escrita. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>PALAVRAS-CHAVE</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Paleografia / Escrita g&oacute;tica / Ambiente paleogr&aacute;fico / Escrita cursiva / Modalidades gr&aacute;ficas</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This article focuses on the coexistence of different types of writing in the same graphic environment, at the end of the cycle of the gothic canon, in the middle of the 16<sup>th</sup> century. </p>     <p>In this sense, through a case study, are analyzed the graphical modalities used by the various clerks who, integrating a municipal bureaucratic structure under the tutelage of the Lisbon City council clerk, produced the &ldquo;Book 1 of bail bonds of slaves&rdquo;, where were registered the guarantors of the ships owners that were accompanied by slaves. Despite the existing graphic conservatism, in which the Gothic pattern prevails, the disorganized relative multigraphism, in several more or less speedy cursive variants in the cursive Manueline line, as well as the presence of new graphic forms foretell the arrival of a new writing canon.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>KEYWORDS</b></p>     <p>Paleography / Gothic writing / Paleographic environment / Cursive writing / Graphic modes </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <blockquote>       <p>A classifica&ccedil;&atilde;o das letras &eacute; um rito sagrado, mas ao qual, atualmente, todos os pale&oacute;grafos desejariam poder furtar-se; tendo os portugueses para isso raz&atilde;o especial na total aus&ecirc;ncia de estudos pr&eacute;vios, isto &eacute;, de dados elaborados, e de vocabul&aacute;rio<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a>.</p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p>Meio s&eacute;culo decorreu desde que Eduardo Borges Nunes publicou o seu &ldquo;Esbo&ccedil;o de Classifica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, na introdu&ccedil;&atilde;o daquele que continua a ser um &aacute;lbum de refer&ecirc;ncia no contexto da Paleografia portuguesa. Por&eacute;m, apesar de bastas vezes citadas, estas suas palavras continuam a revestir-se de uma certa atualidade. De facto, continua a fazer-se sentir a aus&ecirc;ncia de recolha de dados e respetiva sistematiza&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea de estudos, sem os quais a tarefa de quem se aventura pelo caminho dos fen&oacute;menos gr&aacute;ficos se afigura, no m&iacute;nimo, espinhosa. Ora, se a falta de dados condiciona a teoriza&ccedil;&atilde;o, sem esta, ent&atilde;o, tudo fica mais dif&iacute;cil, em particular no que diz respeito &agrave; Paleografia moderna. Todavia, apesar da escassez de estudos, h&aacute; que reconhecer que algum caminho j&aacute; foi trilhado, desde que o professor Borges Nunes chamou a aten&ccedil;&atilde;o para o emudecimento da maioria dos comp&ecirc;ndios, que nos deixam &ldquo;desamparados ao atingir os come&ccedil;os do s&eacute;culo XVI; exatamente quando, em Portugal, se abre o cap&iacute;tulo mais dif&iacute;cil da nossa Paleografia, tanto pr&aacute;tica como te&oacute;rica&rdquo;<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a>. </p>     <p>O contexto <i>supra</i> enunciado, mesmo que sucinto, serviu de mote ao presente artigo que, desprovido de pretens&otilde;es quanto a classifica&ccedil;&otilde;es, pretende t&atilde;o somente constituir-se como um contributo para futuros estudos paleogr&aacute;ficos quinhentistas. Desta maneira, a partir de um estudo de caso, incidindo sobre a produ&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica de um n&uacute;cleo de escriv&atilde;es ligados &agrave; burocracia municipal de Lisboa, pretende-se realizar um exerc&iacute;cio de an&aacute;lise da sua escrita, extraindo da&iacute; algumas reflex&otilde;es. Para o efeito distinguir-se-&atilde;o os executores gr&aacute;ficos e as escritas utilizadas, ilustrando-as atrav&eacute;s de recortes que constituam amostras representativas das letras da sua lavra, &agrave;s quais se associar&atilde;o notas de car&aacute;ter paleogr&aacute;fico. A identifica&ccedil;&atilde;o das semelhan&ccedil;as gr&aacute;ficas mais relevantes permitir&aacute;, por certo, perceber melhor a coexist&ecirc;ncia e influ&ecirc;ncia gr&aacute;ficas na mesma oficina escritur&aacute;ria. Al&eacute;m de identificar os autores materiais e de caracterizar sucintamente a sua escrita, importa tamb&eacute;m referenciar os documentos sem identifica&ccedil;&atilde;o do executor paleogr&aacute;fico, procurando, sempre que poss&iacute;vel, fixar atribui&ccedil;&otilde;es ou estabelecer correspond&ecirc;ncias e aproxima&ccedil;&otilde;es &agrave;s letras utilizadas naquele ambiente gr&aacute;fico.</p>     <p>Vinculados pela escrita &agrave; institui&ccedil;&atilde;o municipal, atrav&eacute;s da liga&ccedil;&atilde;o ao escriv&atilde;o da C&acirc;mara a quem prestavam servi&ccedil;o, trabalhando ininterruptamente no seu of&iacute;cio e rotinados mecanicamente na atividade gr&aacute;fica, estes agentes da escrita estariam, certamente, mais aptos a executar o c&acirc;none em que fizeram o seu aprendizado e que os preparou para o desempenho da fun&ccedil;&atilde;o. Deste modo, teoricamente, seriam menos propensos a enveredar por tipos gr&aacute;ficos personalizados, at&eacute; porque, al&eacute;m de trabalhar no mesmo ambiente gr&aacute;fico, estavam sujeitos &agrave; autoridade do escriv&atilde;o da C&acirc;mara, que lhes tutelava a atividade e, eventualmente, lhes imporia diretrizes. Assim, h&aacute; que questionar at&eacute; que ponto seria permitido a estes escreventes afastarem-se da uniformiza&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica conservadora, de tradi&ccedil;&atilde;o. A resposta passar&aacute; sempre pela identifica&ccedil;&atilde;o das particularidades distintivas entre os v&aacute;rios cambiantes gr&aacute;ficos, seja no alfabeto, nos sinais diacr&iacute;ticos, nas abreviaturas ou em quaisquer outros elementos suscet&iacute;veis de interesse para a Paleografia. </p>     <p>Como mat&eacute;ria documental, que servir&aacute; de objeto &agrave; an&aacute;lise gr&aacute;fica, foram selecionados os documentos que incorporam o &ldquo;Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos&rdquo;, do Arquivo Municipal de Lisboa, garantindo assim a unidade quanto &agrave; tipologia documental, bem como uma uniformidade de conte&uacute;do e de teor diplom&aacute;tico, facilitando a compara&ccedil;&atilde;o dos elementos gr&aacute;ficos, em particular no que diz respeito ao protocolo e ao escatocolo, de estrutura mais r&iacute;gida e estereotipada, portanto, menos vari&aacute;vel.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. O LIVRO 1&ordm; DE FIAN&Ccedil;AS DE ESCRAVOS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O &ldquo;Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos&rdquo; integra um conjunto documental de car&aacute;ter jur&iacute;dico-administrativo, de tipo contratual, delimitado cronologicamente, que re&uacute;ne 173 registos nos seus 180 f&oacute;lios, correspondentes a outras tantas fian&ccedil;as de escravos, lavradas entre 26 de novembro de 1549 e 31 de agosto de 1556, ou seja, abrangendo oito anos de produ&ccedil;&atilde;o escrita<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a>. Constituindo um tipo de documento que teria o objetivo de registar uma pessoa que estabeleceria a garantia de um pagamento ao munic&iacute;pio, estas fian&ccedil;as apresentam no seu protocolo inicial a data cr&oacute;nica (Aos… dias do m&ecirc;s de… de… anos), seguida da data t&oacute;pica (…nas pousadas de mim escriv&atilde;o da C&acirc;mara desta cidade de Lisboa…<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a>) e da intitula&ccedil;&atilde;o da autoridade municipal, atrav&eacute;s da men&ccedil;&atilde;o ao escriv&atilde;o da C&acirc;mara. O texto identifica o fiador e as garantias apresentadas (todos os seus bens m&oacute;veis e de raiz), al&eacute;m da pr&oacute;pria fian&ccedil;a (cem cruzados). O escatocolo cont&eacute;m o fecho e as formas de autentica&ccedil;&atilde;o: testemunhas, assinaturas (do fiador e de, pelo menos, uma testemunha, geralmente um ou dois &ldquo;criados&rdquo; do escriv&atilde;o da C&acirc;mara, seus escriv&atilde;es serventu&aacute;rios da escrita) e a subscri&ccedil;&atilde;o do escriv&atilde;o da C&acirc;mara.</p>     <p>Em Lisboa, a cria&ccedil;&atilde;o destas fian&ccedil;as de escravos foi imposta pela C&acirc;mara, que passou a exigir a apresenta&ccedil;&atilde;o de fiador aos donos (mestres ou patr&otilde;es) de barcas e bat&eacute;is que trouxessem escravos como companheiros para a eventualidade de espoletarem fugas, levando consigo outros escravos (&ldquo;machos ou f&ecirc;meas&rdquo;), ou de provocarem algum dano. Esta imposi&ccedil;&atilde;o por parte da edilidade lisboeta, regulamentada por via de postura municipal, denota a preocupa&ccedil;&atilde;o relativamente &agrave; quest&atilde;o, evidenciando que as fugas se tinham tornado, ent&atilde;o, uma pr&aacute;tica comum<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a>. No texto da pr&oacute;pria fian&ccedil;a, diversas vezes se encontra expresso esse temor, o &ldquo;arreceo que se tem dos ditos esprauos fogyre<i>m</i> p<i>er</i>a tera de mouros, nas ditas barcas e levare<i>m</i> comsygo outros esprauos como se ja fez&rdquo;<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a>. Assim sendo, preventivamente, a norma de &acirc;mbito municipal impunha que nenhum escravo andasse em barca sem primeiro pagar uma fian&ccedil;a de 100 cruzados, garantindo desta forma um valor que poderia vir a reverter para o munic&iacute;pio, em caso de ningu&eacute;m o vir a reclamar, sendo ent&atilde;o alocado &agrave;s obras da cidade. </p>     <p>O livro de fian&ccedil;as faz parte do tipo de documenta&ccedil;&atilde;o municipal que podia ser redigida fora da c&acirc;mara da verea&ccedil;&atilde;o, no edif&iacute;cio dos Pa&ccedil;os do Concelho, onde tinha lugar a parte mais importante da a&ccedil;&atilde;o escritur&aacute;ria do escriv&atilde;o da C&acirc;mara. De facto, este estendia o of&iacute;cio &agrave; sua pr&oacute;pria casa, que se constitu&iacute;a assim como uma extens&atilde;o do seu gabinete escritur&aacute;rio, um local alternativo, onde funcionaria a sua oficina gr&aacute;fica. &Agrave; exce&ccedil;&atilde;o de dois documentos, a&iacute; foi redigida toda a documenta&ccedil;&atilde;o aqui em an&aacute;lise, como se verifica pela data t&oacute;pica constante do seu protocolo inicial – &ldquo;em casas de mim&rdquo; ou &ldquo;em pousadas de mim&rdquo;<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. OS ESCRIV&Atilde;ES E A SUA ESCRITA</b></p>     <p>Os escriv&atilde;es respons&aacute;veis pela escrita destas fian&ccedil;as integravam o gabinete escritur&aacute;rio de Crist&oacute;v&atilde;o de Magalh&atilde;es, escriv&atilde;o da C&acirc;mara de Lisboa<a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="top8"></a>. Contudo, em muitos casos n&atilde;o se identificam como respons&aacute;veis gr&aacute;ficos. De facto, menos de metade das 173 fian&ccedil;as menciona o seu executor material. Mais precisamente, apenas 38% tem identificada a autoria gr&aacute;fica, perfazendo um total de 69 os documentos em cujo escatocolo o escriv&atilde;o se identifica, encontrando-se essa responsabilidade gr&aacute;fica distribu&iacute;da por cinco escriv&atilde;es: Sim&atilde;o Lu&iacute;s (SL), Jo&atilde;o do Sal (JS), Ant&oacute;nio Varela (AV), Bartolomeu Barbosa (BB) e &Aacute;lvaro de Gouveia (AG). No caso de Crist&oacute;v&atilde;o de Magalh&atilde;es, o escriv&atilde;o da C&acirc;mara, apesar de n&atilde;o se identificar nos documentos que redige, &eacute; poss&iacute;vel atribuir-lhe a respetiva autoria paleogr&aacute;fica, pelas caracter&iacute;sticas peculiares que a sua escrita apresenta, como se ver&aacute;.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quanto &agrave;s fian&ccedil;as sem autoria paleogr&aacute;fica, perfazem um total de 104 documentos. Estes documentos desprovidos de identifica&ccedil;&atilde;o do autor material foram redigidos por escriv&atilde;es ao servi&ccedil;o de Crist&oacute;v&atilde;o de Magalh&atilde;es. O facto de n&atilde;o se identificarem pode indicar, simplesmente, que se tratariam de serventu&aacute;rios ou meros escriv&atilde;es ajudantes, cujo estatuto n&atilde;o lhes permitiria apor o seu nome no documento. N&atilde;o o sabemos. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05t2.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&Eacute; certo que o escriv&atilde;o da C&acirc;mara recrutava os seus ajudantes, garantindo o bom funcionamento da estrutura gr&aacute;fica que suportava todo o processo de expedi&ccedil;&atilde;o documental municipal. E fazia-o devidamente espaldado em disposi&ccedil;&otilde;es r&eacute;gias, que dotavam o seu cargo com essa prerrogativa reconhecendo a import&acirc;ncia desses escriv&atilde;es para o expediente burocr&aacute;tico municipal – &ldquo;p<i>er</i>a milhor aviamento e despacho das partes&rdquo;, como se verifica pela licen&ccedil;a dada por D. Jo&atilde;o III a Crist&oacute;v&atilde;o de Magalh&atilde;es em 1532:</p>     <blockquote>       <p>(...) ey por bem e me praz de lhe dar Licen&ccedil;a que posa ter os esprivais que lhe que lhe forem ne&ccedil;essarios como seu pay e elle athe ora teue p<i>er</i>a escp<i>r</i>iver os <i>con</i>trautos cartas de sacas alu<i>ar</i>as aRecada&ccedil;&otilde;es <i>e</i> fazere<i>m </i>todalas outras cousas q<i>ue </i>ao dito seu oficio tocare<i>m</i> contamto q<i>ue</i> ele os sobescp<i>re</i>va (...)<a href="#9"><sup>9</sup></a><a name="top9"></a>.</p> </blockquote>     <p>A maior parte deste conjunto de escriv&atilde;es, al&eacute;m de redigir, testemunhava, participando na valida&ccedil;&atilde;o do ato. Muitas vezes, nessa condi&ccedil;&atilde;o de testemunha, tamb&eacute;m assinava. Ora, pela an&aacute;lise das suas assinaturas aut&oacute;grafas verifica-se que estes escriv&atilde;es detinham um dom&iacute;nio gr&aacute;fico superior, inerente &agrave;s lides da escrita. S&atilde;o dez os &ldquo;criados&rdquo; do escriv&atilde;o da C&acirc;mara, como sistematicamente os referencia, todos evidenciando uma destreza gr&aacute;fica de n&iacute;vel elevado, aptos, portanto, a desempenhar fun&ccedil;&otilde;es no gabinete escritur&aacute;rio municipal, onde receberiam a sua forma&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica de base<a href="#10"><sup>10</sup></a><a name="top10"></a>. A eles, no seu conjunto, se poder&aacute; atribuir a autoria material das fian&ccedil;as de escravos desprovidas de identifica&ccedil;&atilde;o do escriv&atilde;o. Contudo, apesar de devidamente identificados, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel atribuir a autoria gr&aacute;fica apenas a partir da assinatura, pois n&atilde;o se lhes conhecem outros registos gr&aacute;ficos, apesar da perman&ecirc;ncia em fun&ccedil;&otilde;es de v&aacute;rios deles<a href="#11"><sup>11</sup></a><a name="top11"></a>. Dos dez, apenas tr&ecirc;s se identificam como autores materiais – Sim&atilde;o Lu&iacute;s, Bartolomeu Barbosa e &Aacute;lvaro de Gouveia –, testemunhando, assinando e redigindo.</p>     <p>N&atilde;o podendo aqui analisar todas as grafias presentes no livro, optou-se por fazer uma sele&ccedil;&atilde;o representativa do conjunto das diferentes modalidades gr&aacute;ficas, em particular no que diz respeito &agrave;s desprovidas de autor gr&aacute;fico. Assim sendo, analisam-se quatro das identificadas e cinco das desprovidas de autoria gr&aacute;fica, sendo uma destas a do pr&oacute;prio escriv&atilde;o da C&acirc;mara.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.1. Escrita de Crist&oacute;v&atilde;o de Magalh&atilde;es (1550-1555)</b></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este tipo de escrita consta em tr&ecirc;s documentos<a href="#12"><sup>12</sup></a><a name="top12"></a>, todos sem autoria gr&aacute;fica. O escriv&atilde;o n&atilde;o se identifica em nenhum dos documentos que redige. Contudo, &eacute; poss&iacute;vel atribuir a autoria gr&aacute;fica a Crist&oacute;v&atilde;o de Magalh&atilde;es, cuja grafia &eacute; inconfund&iacute;vel e se encontra bem documentada, n&atilde;o s&oacute; no &ldquo;Livro 1&ordm; das fian&ccedil;as dos escravos&rdquo;, nas 139 subscri&ccedil;&otilde;es da sua responsabilidade, como em outras fontes documentais, somando algumas dezenas de documentos onde lhe s&atilde;o reconhecidas algumas modalidades de execu&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica, de tra&ccedil;ado mais ou menos veloz<a href="#13"><sup>13</sup></a><a name="top13"></a>. Se v&aacute;rias delas n&atilde;o correspondem &agrave; que consta nos tr&ecirc;s documentos que lhe s&atilde;o aqui atribu&iacute;veis, h&aacute; uma que &eacute; perfeitamente coincidente<a href="#14"><sup>14</sup></a><a name="top14"></a>.</p>     <p>Na linha das escritas tabeli&oacute;nicas, das mais resistentes e adversas a mudan&ccedil;as, a escrita que aqui utiliza constitui uma g&oacute;tica de tradi&ccedil;&atilde;o, de car&aacute;ter conservador, ainda com elementos quatrocentistas<a href="#15"><sup>15</sup></a><a name="top15"></a>. &Eacute; sabido que, durante o seu longo percurso escritur&aacute;rio de cerca de meio s&eacute;culo, o escriv&atilde;o da C&acirc;mara manter&aacute; as suas caracter&iacute;sticas gr&aacute;ficas inalter&aacute;veis, n&atilde;o incorporando &ldquo;novidades&rdquo;, deixando as tend&ecirc;ncias gr&aacute;ficas afastadas da sua escrita. Esta apresenta-se com um tra&ccedil;ado veloz e um tratamento cursivo, com a angulosidade do c&acirc;none g&oacute;tico bem vincada e a tend&ecirc;ncia para inclinar-se &agrave; direita. Apresenta muitas vezes um espa&ccedil;o interlinear pouco regular &agrave; semelhan&ccedil;a do que se verifica em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; separa&ccedil;&atilde;o das palavras. J&aacute; as letras dentro das palavras ligam-se entre si, na maior parte dos casos, reflexo das solu&ccedil;&otilde;es gr&aacute;ficas decorrentes da cursividade veloz que imprime &agrave; sua escrita.</p>     <p>Da sua grafia podem destacar-se algumas peculiaridades gr&aacute;ficas: o <i>a</i> muito aberto, de forma a permitir uma maior facilidade na cursividade, atrav&eacute;s de ligaduras com a letra seguinte e com a anterior. Predomina o <i>i</i> sem utiliza&ccedil;&atilde;o do ponto redondo sobreposto; h&aacute; uma grande ocorr&ecirc;ncia de <i>y</i>, pelo <i>i</i>. O uso da cedilha &eacute; reduzido. Utiliza sinais de pontua&ccedil;&atilde;o, no caso da v&iacute;rgula (/). Utiliza sempre o mesmo tipo de <i>g</i>, de tradi&ccedil;&atilde;o, de feitura e de figura g&oacute;ticas. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; letra <i>e</i> realce-se o facto de n&atilde;o ocorrer uma &uacute;nica vez a forma em espiral, de la&ccedil;ada, inversamente &agrave; tend&ecirc;ncia registada nos restantes escriv&atilde;es que consigo trabalhavam. Ao contr&aacute;rio destes, a forma que predomina na sua escrita &eacute; a estilizada, conservadora, de tradi&ccedil;&atilde;o g&oacute;tica, com o &acirc;ngulo mais ou menos fechado, por vezes assemelhando-se ao <i>r</i> g&oacute;tico pequeno, que contribui para o acentuar da perce&ccedil;&atilde;o da angulosidade da sua escrita: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f2.jpg"> f. 59v, l. 21; a mesma forma &eacute; a escolhida para receber o sinal de nasaliza&ccedil;&atilde;o do <i>e</i>: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f3.jpg"> f. 59v, l. 15<a href="#16"><sup>16</sup></a><a name="top16"></a>. De resto, regista-se a utiliza&ccedil;&atilde;o da forma cursiva, em nexo, aproveitando o final do tra&ccedil;ado do <i>d</i>: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f4.jpg"> f. 61, l. 17. Predomina o <i>s</i> de tipo sigm&aacute;tico, usado em posi&ccedil;&atilde;o interm&eacute;dia antes de <i>p</i> ou <i>t</i>, numa solu&ccedil;&atilde;o cursiva (&ldquo;desta&rdquo;, &ldquo;postura&rdquo;, &ldquo;esp<sup>ra</sup>uo&rdquo;), e em final de palavra, onde n&atilde;o se regista nenhuma outra forma gr&aacute;fica. J&aacute; o <i>s</i> longo, de tradi&ccedil;&atilde;o g&oacute;tica, pouco utilizado pelos seus escriv&atilde;es, ocorre com frequ&ecirc;ncia, em posi&ccedil;&atilde;o inicial e interm&eacute;dia, sendo a &uacute;nica forma utilizada antes de vogal (&ldquo;se&rdquo;, &ldquo;sem&rdquo;, &ldquo;seu&rdquo;, &ldquo;seja&rdquo;, &ldquo;caso&rdquo;)<a href="#17"><sup>17</sup></a><a name="top17"></a>. Comparativamente &agrave; sua equipa de escriv&atilde;es, Crist&oacute;v&atilde;o de Magalh&atilde;es recorre menos &agrave;s abreviaturas. No caso das associadas &agrave; letra <i>p</i>, mant&eacute;m-nas para &ldquo;p<sup>o</sup><i>r</i>&rdquo; = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f5.jpg"> f. 61, l. 14 e para &ldquo;p<i>er</i><sup>a</sup>&rdquo; = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f6.jpg"> f. 85v, l. 25. J&aacute; quanto &agrave;s associadas ao <i>q</i>, verifica--se que utiliza a forma extensa na maior parte dos casos que grafa aquela letra, sendo que a palavra que mais abrevia &eacute; o &ldquo;que&rdquo;, embora sejam mais frequentes as ocorr&ecirc;ncias em que surge por extenso<a href="#18"><sup>18</sup></a><a name="top18"></a>. No que diz respeito aos elementos gr&aacute;ficos inerentes &agrave; cursividade que suportam a rapidez de tra&ccedil;ado da sua escrita, veja-se, por exemplo, o <i>h</i> com la&ccedil;ada superior e inferior <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f7.jpg"> f. 85, l. 5; os tra&ccedil;os descendentes refor&ccedil;ados em liga&ccedil;&atilde;o &agrave; letra seguinte, caso do <i>s</i> longo = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f8.jpg"> f. 61, l. 18; o <i>g</i> e o <i>q</i>, gotizantes com o olhal aberto, permitindo a ligadura de uni&atilde;o &agrave; letra seguinte atrav&eacute;s de um rasgo espiralado envolvente: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f9.jpg"> f. 61, l. 12.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>2.2. Escrita de Sim&atilde;o Lu&iacute;s (1550-1556)</b></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f10"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f10.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Sim&atilde;o Lu&iacute;s &eacute; o escriv&atilde;o que mais interveio na documenta&ccedil;&atilde;o em an&aacute;lise, sendo respons&aacute;vel por 75% das fian&ccedil;as em que o autor gr&aacute;fico se encontra identificado. Entre os &ldquo;criados&rdquo; do escriv&atilde;o da C&acirc;mara, seus ajudantes no of&iacute;cio da escrita, &eacute; aquele com uma maior produ&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica<a href="#19"><sup>19</sup></a><a name="top19"></a>. A sua escrita caracteriza-se por uma forte cursividade, revelando uma execu&ccedil;&atilde;o bastante r&aacute;pida, que, por vezes, dificulta a sua leitura, chegando a atingir um registo de encadeamento gr&aacute;fico assinal&aacute;vel, em alguns documentos lavrados pelo seu punho<a href="#20"><sup>20</sup></a><a name="top20"></a>. Outra caracter&iacute;stica que se destaca &eacute; o diferente tratamento gr&aacute;fico que confere &agrave; escrita, de cujo tra&ccedil;ado, de acordo com a sua velocidade, resultam registos com aspeto distinto. Esta versatilidade est&aacute; bem patente nas 52 fian&ccedil;as da sua responsabilidade<a href="#21"><sup>21</sup></a><a name="top21"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.3. Escrita de Jo&atilde;o do Sal (1550)</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f11"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f11.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Este escriv&atilde;o identifica-se enquanto autor gr&aacute;fico em seis fian&ccedil;as<a href="#22"><sup>22</sup></a><a name="top22"></a>. Trata-se de um escriv&atilde;o com uma longa carreira burocr&aacute;tica, boa parte da qual ligada ao servi&ccedil;o do escriv&atilde;o da C&acirc;mara de Lisboa, integrando o seu gabinete escritur&aacute;rio, embora n&atilde;o se integrasse na categoria de seu &ldquo;criado&rdquo;. Sabe-se que tinha o estatuto de cavaleiro da Casa d'El Rei, vindo a exercer o of&iacute;cio de escriv&atilde;o do tesouro da cidade de Lisboa, pelo menos entre 1558 e 1562, bem como o de escriv&atilde;o dos &Oacute;rf&atilde;os (…1563-1573…)<a href="#23"><sup>23</sup></a><a name="top23"></a>.</p>     <p>A sua escrita caracteriza-se por uma cursividade acentuada e de tra&ccedil;ado veloz, do que resulta uma grande irregularidade, quer quanto &agrave; posi&ccedil;&atilde;o da escrita face ao regramento, quer quanto aos espa&ccedil;os interlineares, registando-se com frequ&ecirc;ncia a invas&atilde;o da linha inferior, com situa&ccedil;&otilde;es de letras completamente desproporcionadas<a href="#24"><sup>24</sup></a><a name="top24"></a>. A separa&ccedil;&atilde;o das palavras tamb&eacute;m apresenta irregularidade. Dentro das palavras a tend&ecirc;ncia &eacute; para a liga&ccedil;&atilde;o, na sequ&ecirc;ncia da &iacute;ndole cursiva que imprime &agrave; sua escrita. A utiliza&ccedil;&atilde;o do ponto sobreposto ao <i>i</i> &eacute; irregular, embora prevale&ccedil;a a sua utiliza&ccedil;&atilde;o, registando-se muitos casos em que na mesma palavra pode, ou n&atilde;o, ocorrer a sua sinaliza&ccedil;&atilde;o, embora n&atilde;o ocorra na maior parte das vezes. Utiliza as cedilhas, embora n&atilde;o de forma sistem&aacute;tica, sendo representada por um ponto ou por um tra&ccedil;o, que varia de dimens&atilde;o e de configura&ccedil;&atilde;o (reto ou curvo), permitindo, por vezes, a liga&ccedil;&atilde;o ao grafema seguinte: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f12.jpg"> f. 52, l. 2. Utiliza o <i>s</i> de tipo sigm&aacute;tico, embora pontualmente se encontre o <i>s</i> de dupla curva: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f13.jpg"> f. 57, l. 1. o <i>e</i> de la&ccedil;ada = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f14.jpg"> f. 52v, l. 1, &eacute; a forma maiorit&aacute;ria, que prevalece sobre as outras, favorecendo a cursiviza&ccedil;&atilde;o e o aspeto de arredondamento da forma; a segunda forma com mais ocorr&ecirc;ncias &eacute; a do <i>e</i> de tradi&ccedil;&atilde;o, estilizado em forma de <i>v</i> = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f15.jpg"> f. 52v, l. 6. A ocorr&ecirc;ncia de consoantes duplas &eacute; corrente, como &eacute; o caso do <i>ff</i> = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f16.jpg"> f. 52, l. 7; os dois <i>l</i> s&atilde;o pouco frequentes: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f17.jpg"> = allguuas (f. 20v, l. 2). Tem outro registo gr&aacute;fico, mais pausado e regular, de m&oacute;dulo mais pequeno<a href="#25"><sup>25</sup></a><a name="top25"></a>, com caracter&iacute;sticas a fazer lembrar a cortes&atilde; espanhola, caso do <i>A</i> = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f18.jpg"> f. 63v, l. 12, que evolui em Portugal para um tipo h&iacute;brido g&oacute;tico-human&iacute;stico. Neste modelo, menos irregular, menos cursivo, ocorrem com frequ&ecirc;ncia, de forma isolada, sem ligaduras, as letras <i>h</i> = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f19.jpg"> f. 52, l. 24; <i>y</i> = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f20.jpg"> f. 52v, l. 1. Entre os v&aacute;rios escriv&atilde;es &eacute; o que recorre mais &agrave; figura mai&uacute;scula do <i>E</i>: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f20a.jpg"> f. 52v, l. 2; <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f20b.jpg"> f. 52, l. 5; <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f20c.jpg"> f. 20, l. 17. &Agrave; semelhan&ccedil;a do que se verifica com os outros escriv&atilde;es, a escrita de Jo&atilde;o do Sal reflete a aleatoriedade de grafar de forma diferente a mesma. A t&iacute;tulo de exemplo, veja-se o que se passa quanto ao seu pr&oacute;prio nome, quando se identifica no documento. Tanto redige Sal com dois <i>l</i>, como com um s&oacute;, de figura mai&uacute;scula; tanto usa o <i>s</i> de tipo sigm&aacute;tico, como escreve o <i>s</i> de dupla curva com ligadura &agrave; palavra seguinte <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f21.jpg"> (f. 53, l. 3). </p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>2.4. Escrita de Ant&oacute;nio Varela (1553-1554)</b></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f22"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f22.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O escriv&atilde;o Ant&oacute;nio Varela identifica-se em sete documentos<a href="#26"><sup>26</sup></a><a name="top26"></a>. A sua escrita varia quanto ao grau de cursividade, apresentando vers&otilde;es gr&aacute;ficas mais pausadas com letras mais regulares e proporcionadas, e outras mais cursivas e velozes<a href="#27"><sup>27</sup></a><a name="top27"></a>. Apresenta o espa&ccedil;o interlinear relativamente constante, uma separa&ccedil;&atilde;o das palavras nem sempre regular, encontrando-se as letras ligadas entre si, dentro de cada palavra, na maior parte dos casos. Representa as cedilhas de modo sistem&aacute;tico, assinaladas com um tra&ccedil;o que varia de dimens&atilde;o e de configura&ccedil;&atilde;o, sendo reto: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f23.jpg"> f. 120v, l. 14, ou curvo, maioritariamente: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f24.jpg"> (f. 119, l. 11), permitindo, por vezes, a liga&ccedil;&atilde;o ao grafema seguinte: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f25.jpg"> (f. 119, l. 5). A utiliza&ccedil;&atilde;o do ponto sobreposto ao <i>i</i> &eacute; irregular, sem crit&eacute;rio, prevalecendo a aleatoriedade, registando-se muitos casos em que na mesma palavra pode, ou n&atilde;o, ocorrer a sua sinaliza&ccedil;&atilde;o, embora na maior parte das vezes n&atilde;o recorra &agrave; sua sinaliza&ccedil;&atilde;o. Utiliza dois tipos de <i>p</i>, sendo a forma <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f26.jpg"> (f. 125v, l. 3) a mais frequente; a forma do <i>p</i> com cabe&ccedil;a de martelo, que permite solu&ccedil;&otilde;es mais cursivas ocorre com pouca frequ&ecirc;ncia, permitindo o seu tra&ccedil;ado a partir da letra anterior <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f27.jpg"> (f. 125v, l. 5), a liga&ccedil;&atilde;o &agrave; letra seguinte <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f28.jpg"> (f. 124, l. 5), embora as duas formas permitam ambas as situa&ccedil;&otilde;es de ligadura: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f29.jpg"> (f. 125v, l. 9) <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f30.jpg"> (f. 125v, l. 26). Na vers&atilde;o mais cursiva, recorre com frequ&ecirc;ncia &agrave;s letras <i>y</i> e <i>h</i> , que permitem boas solu&ccedil;&otilde;es de cursividade: H <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f31.jpg"> f. 126v, l. 22. Quanto ao <i>e</i>, predomina o de la&ccedil;o, em espiral, feito num s&oacute; movimento, embora com alguma frequ&ecirc;ncia seja representado por um pequeno tra&ccedil;o, por vezes um ponto, aproveitando o &uacute;ltimo tra&ccedil;o na horizontal da letra precedente, quase sempre a seguir a um <i>d</i> ou a um <i>t</i>. O <i>c</i> &eacute;, por norma, ligado &agrave; letra seguinte, atrav&eacute;s do segundo tra&ccedil;o, superior, da esquerda para a direita: ca = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f32.jpg"> f. 124v, l. 23; ce = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f33.jpg"> f. 124v, l. 17; ci = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f34.jpg"> f. 124v, l. 7; co = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f35.jpg"> f. 124v, l. 16. A utiliza&ccedil;&atilde;o de <i>m</i> &eacute; maiorit&aacute;ria, em detrimento do <i>n</i>, sendo, contudo, aleat&oacute;ria: v. g.: p<i>er</i>ante / p<i>er</i>amte) f. 123v, l. 2 e 3. Em rela&ccedil;&atilde;o aos <i>s</i>, h&aacute; tr&ecirc;s ocorr&ecirc;ncias com car&aacute;ter de exce&ccedil;&atilde;o, que apenas ocorrem uma vez, e no mesmo documento: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f36.jpg"> f. 120v, l. 4; <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f37.jpg"> f. 121, l. 9; <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f38.jpg"> f. 119, l. 4 e <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f39.jpg"> f. 123v, l. 7. Quanto aos sinais de abreviatura<a href="#28"><sup>28</sup></a><a name="top28"></a>, saliente-se os ligados &agrave; letra <i>p</i>: P<sup>o</sup><i>r</i> = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f40.jpg"> f. 123v, l. 27, utilizada de forma rara: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f41.jpg"> f. 123v, l. 28; <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f42.jpg"> f. 122v, l. 16, <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f43.jpg"> f. 119, l. 12; <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f44.jpg"> f. 119, l. 17; <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f45.jpg"> f. 120v, l. 28; &agrave; letra <i>q</i>: f. 125v, l. 22 e 26: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f46.jpg">, <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f47.jpg">; f. 126, l. 1 e 2: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f48.jpg">. Registe-se, igualmente, os sinais especiais de abreviatura para representar a s&iacute;laba v<i>er</i>, embora ocorram palavras sem o recurso &agrave; abreviatura: v<i>er</i> = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f50.jpg"> f. 119, l. 30 (av<i>er</i>, v<i>er</i>dade) e s<i>er =</i> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f51.jpg"> f. 119, l. 9. Na data cronol&oacute;gica, ora apresenta os dias por extenso, ora em numera&ccedil;&atilde;o romana, o mesmo se passando com a indica&ccedil;&atilde;o do ano. Contudo, quando regista o ano em romano, f&aacute;-lo apenas relativamente &agrave; cent&uacute;ria e &agrave; d&eacute;cada, indicando o n&uacute;mero das unidades por extenso. </p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2.5. Escrita de Bartolomeu Barbosa (1555-1556)</b></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f52"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f52.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O escriv&atilde;o Bartolomeu Barbosa identifica-se em tr&ecirc;s documentos, enquanto autor paleogr&aacute;fico<a href="#29"><sup>29</sup></a><a name="top29"></a>. Contudo, tudo indica que ter&aacute; sido o executante de bastantes mais<a href="#30"><sup>30</sup></a><a name="top30"></a>. A sua escrita constitui um cursivo veloz, apresentando uma separa&ccedil;&atilde;o das palavras irregular, predominando a liga&ccedil;&atilde;o entre si, atrav&eacute;s de sucessivas ligaduras, o mesmo se passando com as letras dentro de cada palavra. O espa&ccedil;o interlinear apresenta uma certa irregularidade pela cursividade das letras, com invas&atilde;o frequente da caixa de regramento inferior por tra&ccedil;os de liga&ccedil;&atilde;o &agrave; palavra ou grafema seguinte. A escrita de Bartolomeu Barbosa apresenta uma forte tend&ecirc;ncia para o arredondamento das formas gr&aacute;ficas e para escrever com muitas ligaduras entre letras e palavras entre si, sem levantar a pena. Trata- -se da chamada letra encadeada, numa vers&atilde;o moderada j&aacute; refor&ccedil;ada, registando-se v&aacute;rias regras preenchidas por todas as palavras unidas de forma concatenada entre si, sem romper a liga&ccedil;&atilde;o<a href="#31"><sup>31</sup></a><a name="top31"></a>. Nas margens, prolonga o &uacute;ltimo tra&ccedil;o de algumas letras na da direita (em tra&ccedil;o descendente: <i>a</i>, <i>e</i>, <i>l</i>, <i>r</i>, <i>z</i>; em tra&ccedil;o ascendente, o <i>s</i>); na esquerda ocorre com frequ&ecirc;ncia o tra&ccedil;ado do <i>d</i> com figura mai&uacute;scula, embora de valor min&uacute;sculo, no seguimento do tra&ccedil;o de arranque que desce e se prolonga antes de recuar em ascend&ecirc;ncia com um movimento lev&oacute;giro: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f53.jpg"> (f. 154, l. 14 e 15), assim como o <i>a</i>, o <i>o</i> e o <i>c</i>, em in&iacute;cio de linha, de grandes dimens&otilde;es, invadindo a margem. Relativamente aos sinais diacr&iacute;ticos, de fun&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica, as cedilhas s&atilde;o usadas de modo sistem&aacute;tico, assinaladas com um tra&ccedil;o curvo, variando a sua dimens&atilde;o: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f54.jpg">(f. 153v, l. 12); <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f55.jpg"> (f. 154, l. 27). O ponto sobreposto ao <i>i</i> &eacute; utilizado com regularidade, embora, por vezes, sinalizado atrav&eacute;s de um pequeno tra&ccedil;o, a fazer lembrar uma pelica. A &uacute;nica consoante dupla utilizada &eacute; o <i>l</i>. O <i>y</i> &eacute; utilizado com frequ&ecirc;ncia, muitas das vezes em sequ&ecirc;ncia cursiva, ligando-se &agrave; letra seguinte. Utiliza quase sempre o s de tipo sigm&aacute;tico <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f57.jpg"> (f. 153, l. 7), no in&iacute;cio, no meio e em final de palavra, certamente por permitir melhores solu&ccedil;&otilde;es cursivas. O <i>s</i> de dupla curva tem uma utiliza&ccedil;&atilde;o pouco frequente: casa = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f58.jpg">(f. 153, l. 8), <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f59.jpg"> (f. 153, l. 9), <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f60.jpg"> (f. 153, l. 30). No f. 154, l. 13, 17, 19 e 23; no f. 154v, l. 10, 13, 18 e 19. Por vezes, surge o <i>s</i> longo agrupado com o <i>t</i>, nas palavras &ldquo;stp<i>ri</i>vam&rdquo; ou &ldquo;stp<i>ra</i>vo(a)&rdquo;, v. g. <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f61.jpg"> (f. 154, l. 6)<a href="#32"><sup>32</sup></a><a name="top32"></a>. A forma do <i>e</i> mais utilizada &eacute; a de la&ccedil;ada, ou espiral, com uma presen&ccedil;a largamente testemunhada<a href="#33"><sup>33</sup></a><a name="top33"></a>. O registo da forma <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f62.jpg"> f. 153, l. 25, &eacute; pouco mais que residual, aparecendo ligada ao &ldquo;que&rdquo;. J&aacute; o <i>e</i> = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f63.jpg"> f. 153, l. 25, de car&aacute;cter anguloso, de tradi&ccedil;&atilde;o g&oacute;tica, ocorre em 23% das utiliza&ccedil;&otilde;es, ao que acresce a situa&ccedil;&atilde;o em que suporta a nasala&ccedil;&atilde;o indicada por sinal <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f64.jpg"> f. 153, l. 18. O mesmo se passa com o <i>a</i> nasal = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f65.jpg"> f. 154, l. 11, cuja nasala&ccedil;&atilde;o &eacute; feita sistematicamente atrav&eacute;s do sinal em espiral envolvente. Note-se a utiliza&ccedil;&atilde;o, em in&iacute;cio de linha, de <i>o</i>, <i>a</i> ou <i>c,</i> v. g. <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f66.jpg"> f. 154, l. 13, <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f67.jpg"> f. 154, l. 20; do <i>R</i> mai&uacute;sculo de tradi&ccedil;&atilde;o g&oacute;tica: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f68.jpg"> f. 154v, l. 7. Quanto &agrave;s abreviaturas utilizadas, que n&atilde;o s&atilde;o muitas, incidem nas associadas &agrave;s letras <i>p</i> e <i>q</i>, acentuando a &iacute;ndole cursiva e veloz da escrita. Assim, associadas &agrave; letra <i>p</i>: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f69.jpg"> = p<i>ar</i> (f. 170, l. 23); <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f70.jpg"> = p<i>ra </i>(f. 154, l. 11), <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f71.jpg"> = p<i>er</i><a href="#34"><sup>34</sup></a><a name="top34"></a> (f. 154, l. 28), ou <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f72.jpg"> f. 170v, l. 5; <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f73.jpg"> = po<i>r </i>(f. 154, l. 13); <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f74.jpg"> = p<i>r</i>e (f. 153, l. 14). Por vezes utiliza a forma extensa de &ldquo;per,&rdquo; &ldquo;por&rdquo; ou &ldquo;par&rdquo;. Regista-se a utiliza&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica da abreviatura para o &ldquo;pr&rdquo;, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o da palavra &ldquo;prometeo&rdquo; (f. 153v, l. 7; f. 154v, l. 6). Associadas &agrave; letra <i>q</i><a href="#35"><sup>35</sup></a><a name="top35"></a>: q<i>ua</i>lq<i>u</i>er = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f75.jpg">f. 170, l. 22; q<i>uan</i>tia<img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f76.jpg"> f. 153, l. 22; q<i>u</i>erya = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f77.jpg"> f. 153, l. 25; q<i>u</i>e = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f78.jpg"> f. 154, l. 8 e <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f79.jpg"> f. 170, l. 8. Utiliza sempre a nasala&ccedil;&atilde;o das vogais com o <i>m</i>, nunca o fazendo com o <i>n</i>, independentemente da posi&ccedil;&atilde;o dentro da palavra, sendo muitos os exemplos de formas extensas. No protocolo inicial, na data cronol&oacute;gica, escreve o m&ecirc;s por extenso, utiliza a numera&ccedil;&atilde;o romana para os dias (<i>v. g.</i>: xb1j<a href="#36"><sup>36</sup    
></a><a name="top36"></a>, xxiij<a href="#37"><sup>37</sup></a><a name="top37"></a>, b<a href="#38"><sup>38</sup></a><a name="top38"></a>) e para o ano (<i>v. g.</i>: jb<sup>c</sup>L<sup>ta</sup> e b anos<a href="#39"><sup>39</sup></a><a name="top39"></a>, bj anos<a href="#40"><sup>40</sup></a><a name="top40"></a>), utilizando sistematicamente o <i>b</i> com o valor de <i>v</i>. Nunca usa algarismos. H&aacute; v&aacute;rios documentos que pelas suas caracter&iacute;sticas &eacute; poss&iacute;vel atribuir graficamente a Bartolomeu Barbosa, num total de 27<a href="#41"><sup>41</sup></a><a name="top41"></a>, com o mesmo registo gr&aacute;fico de pr&eacute;-encadeada, invadindo com frequ&ecirc;ncia a linha de baixo, subindo como tra&ccedil;o de arranque para a letra seguinte: <i>p</i>, <i>y</i>, <i>z</i>; de uma forma geral, a margem direita apresenta os tra&ccedil;os ondulados descendentes, de origem tabeli&oacute;nica. O <i>d</i> e outras letras muito grandes na margem esquerda, mas s&oacute; no verso da folha (f. 155v); o &ldquo;E&rdquo; no meio do texto mudando de assunto como um ponto final: &ldquo;E que porquanto…&rdquo;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.6. Amostragem gr&aacute;fica - Tipo 1 (1549-1550)</b></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f80"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f80.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A escrita dos primeiros quatro documentos do livro n&atilde;o &eacute; pass&iacute;vel de ser atribu&iacute;da diretamente a nenhum dos escriv&atilde;es identificados<a href="#42"><sup>42</sup></a><a name="top42"></a>. Trata-se de um cursivo bastante irregular, desde logo no alinhamento face &agrave; linha de regra, cuja velocidade de tra&ccedil;ado aumenta &agrave; medida que se avan&ccedil;a no documento. Em contrapartida, o esmero gr&aacute;fico vai diminuindo. Verifica-se que o escriv&atilde;o separa a maior parte das palavras entre si, mas liga frequentemente os grafemas no interior das palavras. S&atilde;o os &uacute;nicos documentos do livro em que no registo da data t&oacute;pica a palavra ‘Lis<i>boa</i>' &eacute; redigida de forma pouco comum, com um <i>s</i> antes do <i>x</i>: &ldquo;desta cidade de llisxboa&rdquo;. Um elemento gr&aacute;fico representativo desta escrita diz respeito &agrave; letra <i>e</i>, cujo tra&ccedil;ado privilegia a vers&atilde;o conservadora e gotizante, tra&ccedil;ada de forma anguloza e estilizada, <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f81.jpg"> f. 7, l. 5, <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f82.jpg"> f. 7, l. 6, estando pouco presente o formato em nexo, com o <i>d</i> ou o <i>t</i>: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f82.jpg"> f. 7, l. 4. Juntamente com a rara presen&ccedil;a do <i>e</i> de la&ccedil;o, contribui para acentuar as angulosidades e cortar a redondez do seu aspeto geral, conferida pelas espirais do <i>e</i> copulativo, pelo <i>s</i> sigm&aacute;tico (cuja forma &eacute; predominante) e as suas ligaduras, pelas espirais envolventes das abreviaturas associadas &agrave;s letras <i>p</i> e <i>q</i>, sobretudo, ou &agrave; nasala&ccedil;&atilde;o de algumas vogais (<i>i</i> e <i>a</i>). Al&eacute;m do <i>R</i> em forma de lira, mai&uacute;sculo, de tradi&ccedil;&atilde;o g&oacute;tica: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f83.jpg">, utiliza o redondo, que se assemelha ao n&uacute;mero 2: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f84.jpg"> f. 7, l. 14; o baixo, ou longo, com alguma frequ&ecirc;ncia: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f85.jpg"> f. 7, l. 7. Destaque-se, a representa&ccedil;&atilde;o do <i>d</i> mai&uacute;sculo com valor de min&uacute;scula, sempre que se encontra em in&iacute;cio da regra, tra&ccedil;ado com dimens&otilde;es desproporcionadas, invadindo a margem esquerda.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>2.7. Amostragem gr&aacute;fica - Tipo 2 (1550)</b></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f86"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f86.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Este tipo de escrita consta em dois documentos<a href="#43"><sup>43</sup></a><a name="top43"></a>. Trata-se de uma escrita g&oacute;tico-human&iacute;stica, de car&aacute;cter h&iacute;brido, com uma cursividade moderada, em que o arredondamento das letras j&aacute; se sobrep&otilde;e &agrave; angulosidade da matriz g&oacute;tica. Apresenta um espa&ccedil;o interlinear praticamente igual, assim como um m&oacute;dulo id&ecirc;ntico nas letras. A separa&ccedil;&atilde;o de palavras &eacute; regular, independentemente de situa&ccedil;&otilde;es de liga&ccedil;&atilde;o pontuais que denotam os tradicionais mecanismos de cursividade. J&aacute; dentro das palavras, apesar de predominar a liga&ccedil;&atilde;o entre as letras, h&aacute; muitas situa&ccedil;&otilde;es em que tal n&atilde;o acontece. &Eacute; normal o ponto redondo sobre o <i>i</i>, bem como o uso de pontua&ccedil;&atilde;o (<i>/</i>). As cedilhas, em forma de til, s&atilde;o bem percet&iacute;veis (<i>v. g.</i> f. 38v, l. 5 e 7), aparecendo por vezes bastante afastadas do <i>c</i>. Note-se, ainda, a presen&ccedil;a do <i>j </i>com valor voc&aacute;lico (&ldquo;mjm&rdquo;, &ldquo;djtos&rdquo;, &ldquo;prjmeyro&rdquo;) e a nasala&ccedil;&atilde;o das vogais, por extenso, feita predominantemente com o <i>m</i>. O <i>e</i> em final de palavra (&ldquo;cem&rdquo;, &ldquo;tem&rdquo; ou &ldquo;em&rdquo;) &eacute; nasalado por sinal <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f87.jpg"> f. 38v, l. 15, sendo sempre utilizado a forma pequena estilizada e gotizante. Refira-se o contributo do <i>r</i> min&uacute;sculo redondo em forma de 2 para o arredondamento das formas, registando-se a sua utiliza&ccedil;&atilde;o enquanto forma predominante, <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f88.jpg"> f. 34v, l. 23, de pequeno m&oacute;dulo, por vezes representado de forma mais aguda, fruto da ligadura com a letra antecedente: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f89.jpg"> f. 34v, l. 16. O <i>r</i> longo ainda &eacute; utilizado, embora esporadicamente (&ldquo;cruzados&rdquo;, &ldquo;terra&rdquo;). Mant&ecirc;m-se certos elementos t&iacute;picos do g&oacute;tico, como o <i>r</i> mai&uacute;sculo em forma de lira <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f90.jpg"> f. 34v, l. 25, ou o sinal especial de abreviatura para a s&iacute;laba <i>ser</i>: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f91.jpg"> f. 38v, l. 14. Os <i>s</i> adoptam preferencialmente a forma de dupla curva, t&atilde;o do agrado da escrita human&iacute;stica, utilizado nas v&aacute;rias posi&ccedil;&otilde;es na palavra: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f92.jpg"> f. 38v, l. 16, por vezes largo: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f93.jpg"> f. 38v, l. 10, ou com la&ccedil;o superior: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f94.jpg"> f. 38v, l. 15, em detrimento da forma sigm&aacute;tica: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f95.jpg"> f. 39, l. 15. Como elemento gr&aacute;fico peculiar e distintivo &eacute; de registar a ocorr&ecirc;ncia de um empatamento na letra <i>t</i> = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f96.jpg"> f. 34v, l. 10, <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f97.jpg"> f. 35, l. 3, 10 e 23. Mant&eacute;m o tipo de sinais abreviativos de tradi&ccedil;&atilde;o g&oacute;tica, caso das abreviaturas associadas &agrave;s letras <i>p</i> e <i>q</i>. O <i>p</i> apresenta a sua cauda cortada para indicar a s&iacute;laba <i>er</i>: p<i>er</i><sup>a</sup> = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f98.jpg"> f. 34v, l. 22, ou com o <i>o</i> sobrescrito: po<i>r</i> = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f98b.jpg">f. 38v, l. 13; O <i>q</i>, por norma com cauda envolvente na s&iacute;laba q<i>ue </i>e q<i>ua</i>: q<i>ue</i> = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f99.jpg"> f. 38v, l. 17, ou <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f100.jpg"> f. 34v, l. 10; quaL = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f101.jpg"> f. 39, l. 2; q<i>ua</i>ndo =<img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f102.jpg"> f. 39, l. 8; q<i>ue</i>r = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f103.jpg"> f. 39, l. 4.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>2.8. Amostragem gr&aacute;fica – Tipo 3 (1550-1551)</b></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f104"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f104.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Esta escrita foi executada em dez documentos<a href="#44"><sup>44</sup></a><a name="top44"></a>. Trata-se de uma escrita cursiva moderada, direita, de m&oacute;dulo pequeno e com alguma compress&atilde;o das letras dentro das palavras. Apresenta o espa&ccedil;o interlinear regular e alguma irregularidade na separa&ccedil;&atilde;o das palavras, em cujo interior nem sempre as letras est&atilde;o unidas. &Eacute; poss&iacute;vel ser a escrita de Andr&eacute; Machado, um dos &ldquo;criados&rdquo; de Crist&oacute;v&atilde;o de Magalh&atilde;es, atendendo &agrave; sua assinatura, onde o seu <i>A</i> mai&uacute;sculo coincide com a inicial da maior parte dos documentos que redige. Utiliza sistematicamente o ponto sobreposto ao <i>i</i>, bem como a cedilha. Apresenta poucos sinais de abreviatura, apenas com a de p<sup>o</sup><i>r</i> = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f105.jpg"> f. 70, l. 10, ligada ao <i>p</i>, sendo pouco frequente a utiliza&ccedil;&atilde;o de p<i>er</i><sup>a</sup> = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f106.jpg">f. 69, l. 29, e a de q<i>ue</i> e q<i>ua</i>l, ligadas ao <i>q</i> = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f107.jpg"> f. 75, l. 9 <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f108.jpg"> f. 70, l. 25. A nasaliza&ccedil;&atilde;o do <i>a</i> &eacute; feita por um sinal em espiral, envolvendo a letra: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f109.jpg"> f. 75, l. 11. Apresenta duas formas para o <i>d</i>: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f110.jpg"> f. 68v, l. 8; <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f111.jpg"> f. 68v, l. 2. A forma predominante do <i>s</i> &eacute; a de tipo sigm&aacute;tico, embora v&aacute; grafando o human&iacute;stico de dupla curva ao longo dos documentos <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f112.jpg"> f. 68v, l. 28. Utiliza com regularidade o <i>r</i> pequeno, em forma de 2, em posi&ccedil;&atilde;o interm&eacute;dia, no in&iacute;cio e final de palavra, assim como o <i>R</i> mai&uacute;sculo de tradi&ccedil;&atilde;o g&oacute;tica, em forma de <i>v</i>. Utiliza duas formas para o <i>f</i> = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f113.jpg"> f. 77, l. 13; <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f114.jpg"> f. 70, l. 20. O <i>e</i> de la&ccedil;ada &eacute; pouco utilizado. O arredondamento das formas sobrep&otilde;e-se &agrave; angulosidade.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>2.9. Amostragem gr&aacute;fica – Tipo 4 (1550)</b></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f115"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f115.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Este tipo de letra consta apenas em um documento<a href="#45"><sup>45</sup></a><a name="top45"></a>. Constitui uma escrita g&oacute;tico-human&iacute;stica, h&iacute;brida, em que as caracter&iacute;sticas da escrita human&iacute;stica j&aacute; rivalizam em presen&ccedil;a relativamente ao c&acirc;none de tradi&ccedil;&atilde;o g&oacute;tico, a refletir o processo de transi&ccedil;&atilde;o que se encontrava ent&atilde;o em curso em Portugal<a href="#46"><sup>46</sup></a><a name="top46"></a>. A tend&ecirc;ncia para as formas claras e regulares proporciona uma maior legibilidade, contrastando com as formas agudas dos padr&otilde;es g&oacute;ticos. Apesar de ser uma cursiva, afasta-se do tra&ccedil;ado veloz da maior parte dos documentos aqui em an&aacute;lise. O espa&ccedil;o interlinear caracteriza-se pela regularidade, assim como a separa&ccedil;&atilde;o de palavras. As letras dentro de cada palavra ora se ligam ora se mant&ecirc;m separadas, ressaltando, de uma forma geral, a simplicidade e clareza das letras, quer quanto &agrave; sua feitura quer quanto &agrave; sua figura. A utiliza&ccedil;&atilde;o do ponto redondo sobre o <i>i</i> &eacute; irregular, sendo mais as vezes em que n&atilde;o ocorre<a href="#47"><sup>47</sup></a><a name="top47"></a>. As cedilhas, em forma de um pequeno tra&ccedil;o curvo, s&atilde;o utilizadas debaixo do <i>c</i> com parcim&oacute;nia (&ldquo;fian&ccedil;a&rdquo;, &ldquo;pare&ccedil;eo&rdquo;, &ldquo;ofere&ccedil;eo&rdquo;). Verifica-se a aus&ecirc;ncia do <i>j </i>com valor voc&aacute;lico, bem como do <i>u</i> com valor conson&acirc;ntico (por <i>v</i>). Assinale-se a forma de algumas letras utilizadas pelas escritas human&iacute;sticas: o <i>p</i> = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f116.jpg"> f. 72, l. 31>; o <i>r</i>, passando a ser quase sistem&aacute;tica a utiliza&ccedil;&atilde;o do pequeno, direito, registando-se esporadicamente a ocorr&ecirc;ncia do redondo (&ldquo;escravo&rdquo;,&rdquo;terra&rdquo;, &ldquo;cruzados&rdquo;); o <i>f</i> = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f117.jpg">f. 72v, l. 11 &eacute; maioritariamente o largo, de dupla curva, com inclina&ccedil;&atilde;o &agrave; direita, continuando a ocorrer a sua utiliza&ccedil;&atilde;o em duplicado no in&iacute;cio de palavra, mas com menos incid&ecirc;ncias: <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f118.jpg">f. 72, l. 20 (<i>v. g.</i> &ldquo;ffugirem&rdquo;); o <i>t</i> = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f119.jpg"> f. 72, l. 16, de pequeno m&oacute;dulo, com um tra&ccedil;ado, podendo ligar-se &agrave; letra seguinte a partir da haste, que n&atilde;o cruza; o <i>d</i> = com uma forma j&aacute; n&atilde;o uncial e volteada : <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f120.jpg"> f. 72, l. 24, <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f121.jpg"> f. 72, l. 22. Por fim, as letras mais caracter&iacute;sticas da human&iacute;stica: o <i>g</i> = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f122.jpg">f. 72, l. 6, o <i>s</i> de dupla curva e o <i>R</i> mai&uacute;sculo = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f123.jpg"> f. 72, l. 16, semelhante ao atual, coexistindo com o g&oacute;tico. Os sinais abreviativos ocorrem menos vezes, casos das abreviaturas associadas &agrave; letra <i>q</i>, apenas para a palavra &ldquo;q<i>ue</i>&rdquo; (50% das vezes) e &ldquo;q<i>ua</i>l&rdquo; = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f124.jpg">f. 72, l. 10, sempre abreviada, e &agrave; letra <i>p</i>, que apenas ocorre para a s&iacute;laba <i>er</i> (per), por seis vezes. De resto, tudo se apresenta por extenso. Os restantes sinais de abreviatura s&atilde;o utilizados nos nomes pr&oacute;prios ou em &ldquo;huu&rdquo;, &ldquo;hua&rdquo;, &ldquo;nhu&rdquo;, &ldquo;test<i>emunh</i><sup>o</sup>&rdquo;, &ldquo;t<i>estemunh</i><sup>as</sup>&rdquo;. De registar a liga&ccedil;&atilde;o human&iacute;stica do grupo <i>st</i> = <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f125.jpg"> f. 72, l. 7.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>2.10. Amostragens gr&aacute;ficas de outros escriv&atilde;es</b></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f126"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f126.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f127"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f127.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f128"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f128.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f129"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f129.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f130"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f130.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. CONCLUS&Atilde;O</b></p>     <p>Fica claro que o grupo de escriv&atilde;es respons&aacute;vel pela reda&ccedil;&atilde;o do &ldquo;Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos&rdquo;, em atividade no mesmo ambiente paleogr&aacute;fico, utilizava diferentes modalidades gr&aacute;ficas, com semelhan&ccedil;as e diferen&ccedil;as entre si, todos dentro do c&acirc;none g&oacute;tico. Contudo, a influ&ecirc;ncia da human&iacute;stica j&aacute; se faz sentir, atrav&eacute;s do processo de hibrida&ccedil;&atilde;o, embora de forma ainda pouco acentuada<a href="#48"><sup>48</sup></a><a name="top48"></a>. Os modelos h&iacute;bridos registados s&atilde;o em n&uacute;mero reduzido, constituindo tipos gr&aacute;ficos mistos, s&iacute;ntese da g&oacute;tica e da human&iacute;stica, de acordo com a preval&ecirc;ncia dos elementos g&oacute;ticos predominantes<a href="#49"><sup>49</sup></a><a name="top49"></a>. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O per&iacute;odo de execu&ccedil;&atilde;o deste livro, entre 1549 e 1556, parece assim corresponder &agrave; fase inicial do fen&oacute;meno gr&aacute;fico designado por multigrafismo relativo desorganizado, situa&ccedil;&atilde;o caracterizada pela coexist&ecirc;ncia de dois sistemas gr&aacute;ficos dentro do mesmo ambiente paleogr&aacute;fico que, progressivamente, se vai adaptando &agrave;s circunst&acirc;ncias<a href="#50"><sup>50</sup></a><a name="top50"></a>. Simultaneamente, coexistem o c&acirc;none tradicional e as novas formas gr&aacute;ficas que viriam a afirmar-se mais tarde, com uns escriv&atilde;es a utilizar a g&oacute;tica de tipo conservador, outros a sintetizar tipos gr&aacute;ficos interm&eacute;dios e, ainda, aqueles que redigem em mais de um modelo<a href="#51"><sup>51</sup></a><a name="top51"></a>. </p>     <p>Apesar de n&atilde;o se poder falar de um tipo de letra uniforme, norteado por diretrizes r&iacute;gidas, o substrato gr&aacute;fico g&oacute;tico est&aacute; bem presente em todas as vers&otilde;es gr&aacute;ficas utilizadas por estes agentes da escrita ao servi&ccedil;o do escriv&atilde;o da C&acirc;mara. Na verdade, todos os executantes continuam a utilizar o referente g&oacute;tico, embora com diversas interpreta&ccedil;&otilde;es ou estilos gr&aacute;ficos, com uma maior ou menor preval&ecirc;ncia das caracter&iacute;sticas mais conservadoras do c&acirc;none, sobretudo na sua tipifica&ccedil;&atilde;o cursiva<a href="#52"><sup>52</sup></a><a name="top52"></a>. </p>     <p>Um aspeto comum &agrave;s grafias analisadas &eacute; a sua &iacute;ndole cursiva que, de acordo com a velocidade de execu&ccedil;&atilde;o, determina, inevitavelmente, um produto gr&aacute;fico distinto. Possivelmente, a cursividade decorre da tipologia documental ou da fun&ccedil;&atilde;o a que se destinava o escrito. Assim, a tend&ecirc;ncia predominante &eacute; a de unir as letras dentro de cada palavra, prevalecendo o seu tra&ccedil;ado com uma continuidade de escrito, e, com frequ&ecirc;ncia, no caso de algumas vers&otilde;es mais cursivas, de ligar palavra a palavra, levando &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de sucessivas ligaduras. Estas, por seu lado, constituindo solu&ccedil;&otilde;es gr&aacute;ficas determinadas pela cursividade, contribuem para o arredondamento das formas, embora o tra&ccedil;ado r&aacute;pido e pouco cuidado, devido &agrave; degenera&ccedil;&atilde;o da figura dos grafemas, torne mais irregular o aspeto geral da escrita, condicionando a sua est&eacute;tica. Para esse tratamento arredondado tamb&eacute;m contribuem algumas letras, atrav&eacute;s das suas la&ccedil;adas (<i>e</i>, <i>h</i>, <i>l</i>, <i>s</i>), espirais (<i>e</i>, <i>s</i> sigm&aacute;tico), o uso frequente do <i>r</i> pequeno de figura redonda (semelhante ao 2) ou, ainda, de alguns sinais abreviativos tra&ccedil;ados em espiral envolvente. Saliente-se que, apesar do grau de cursividade variar de escriv&atilde;o para escriv&atilde;o, h&aacute; escriv&atilde;es que utilizam estilos gr&aacute;ficos diferentes, em documentos distintos, utilizando tratamentos gr&aacute;ficos mais velozes ou menos velozes (casos de Sim&atilde;o Lu&iacute;s, Jo&atilde;o do Sal, Ant&oacute;nio Varela e Bartolomeu Barbosa), n&atilde;o adotando sempre o mesmo estilo de escrita. </p>     <p>Todos os escriv&atilde;es utilizam v&aacute;rias formas para as mesmas letras, embora, na maior parte dos casos, haja uma forma predominante (<i>d</i>, <i>e</i>, <i>f</i>, <i>h</i>, <i>p</i>, <i>r</i>, <i>s</i>). Se as hastes e as caudas das letras baixas e altas n&atilde;o apresentam grandes prolongamentos (o <i>r</i> e o <i>s</i> longos s&atilde;o residuais, assim como o <i>j</i>, entre os escriv&atilde;es que ainda os registam), o mesmo n&atilde;o se pode dizer das ligaduras emanadas das cursivas mais velozes, chegando a invadir duas regras inferiores, antes de se unirem ao tra&ccedil;o de ataque do grafema seguinte, provocando uma maior dificuldade de legibilidade. Relativamente &agrave; mancha gr&aacute;fica, verificou-se que parece n&atilde;o haver diretrizes definidas, variando a dimens&atilde;o deixada &agrave;s margens, possibilitando a execu&ccedil;&atilde;o mais personalizada, sendo comum o prolongamento do &uacute;ltimo tra&ccedil;o de algumas letras em final de linha de regramento, trancando o espa&ccedil;o, em particular quando se trata das letras <i>a</i>, <i>e</i>, <i>l</i> e <i>s</i>. Da mesma maneira, algumas letras em in&iacute;cio da regra s&atilde;o tra&ccedil;adas com um aumento consider&aacute;vel das dimens&otilde;es das suas la&ccedil;adas, dos tra&ccedil;os horizontais ou obl&iacute;quos e com figura mai&uacute;scula apesar do seu valor de min&uacute;scula (casos de <i>a</i>, <i>c</i>, <i>d</i>, <i>f</i>, <i>v</i>). De uma forma geral, pode dizer-se que na maior parte dos casos a diferen&ccedil;a entre mai&uacute;scula e min&uacute;scula n&atilde;o &eacute; respeitada, sendo frequentemente uma utilizada pela outra. Alguns escriv&atilde;es mant&ecirc;m a utiliza&ccedil;&atilde;o do <i>a</i> mai&uacute;sculo inspirado na cortes&atilde;. A execu&ccedil;&atilde;o da letra inicial (<i>A</i> mai&uacute;sculo – &ldquo;Aos&rdquo;) de grandes dimens&otilde;es, comparativamente &agrave;s restantes, &eacute; comum a todos os escriv&atilde;es, embora n&atilde;o haja qualquer uniformidade na sua figura, que se apresenta, assim, personalizada (<i>Vid</i>. <a href="#f126">Figura 10,</a> <i>infra</i>)<a href="#53"><sup>53</sup></a><a name="top53"></a></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f131"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05f131.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os sinais diacr&iacute;ticos de fun&ccedil;&atilde;o meramente gr&aacute;ficos n&atilde;o s&atilde;o muito utilizados, quer no que diz respeito ao ponto sobreposto ao <i>i</i>, quer no que concerne ao uso da cedilha, apesar de alguns escriv&atilde;es a usarem com alguma frequ&ecirc;ncia. Os sinais de pontua&ccedil;&atilde;o s&atilde;o raros. Quanto aos sinais de abreviatura, predominam os ligados &agrave;s letras <i>p</i> e <i>q</i>, contorneando a letra em espiral tra&ccedil;ada pela esquerda em sentido ascendente (por, que), assim como os associados &agrave;s letras <i>v</i> e <i>s</i>, com o valor de <i>er</i>. As letras sobrescritas ocorrem em n&uacute;mero reduzido, quase sempre o <i>a</i>, o <i>i</i> e o <i>o</i>, ou ocorrendo em nomes pr&oacute;prios. Com frequ&ecirc;ncia, a nasaliza&ccedil;&atilde;o de vogais, sobretudo do <i>e</i>, &eacute; feita com um tra&ccedil;o ascendente, e a do <i>a</i> com um rasgo em espiral envolvendo a letra num movimento lev&oacute;giro, confirmando-se que o <i>m</i> &eacute; a forma no final das palavras, predominando, tamb&eacute;m, em posi&ccedil;&atilde;o interm&eacute;dia<a href="#54"><sup>54</sup></a><a name="top54"></a>. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; forma como os numerais s&atilde;o apresentados, exclusivamente na data cr&oacute;nica do documento, constante no protocolo, verifica-se que predomina a utiliza&ccedil;&atilde;o de letras do sistema de numera&ccedil;&atilde;o romana para a indica&ccedil;&atilde;o dos dias e a utiliza&ccedil;&atilde;o de formas mistas para a indica&ccedil;&atilde;o do ano (extenso mais numera&ccedil;&atilde;o romana), embora predomine a utiliza&ccedil;&atilde;o de forma aleat&oacute;ria (<i>Vid</i>. <a href="#t3">Tabela 3,</a> <i>infra</i>)<a href="#55"><sup>55</sup></a><a name="top55"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em jeito de s&iacute;ntese, seguem-se as considera&ccedil;&otilde;es que nos parecem mais relevantes no que diz respeito &agrave; morfologia usual e respetiva estrutura de algumas das letras do alfabeto min&uacute;sculo utilizadas por este grupo de escriv&atilde;es<a href="#56"><sup>56</sup></a><a name="top56"></a>: <i><b>a</b></i> = ocorre sob duas formas, uma arredondada (fechada) e outra aberta em cima, que chega a parecer um <i>u</i>, saindo do segundo tra&ccedil;o, mais curto do que o primeiro, a ligadura para a letra posterior, quando se encontra em posi&ccedil;&atilde;o interm&eacute;dia. <i><b>b</b></i> = apresenta uma forma predominante com uma la&ccedil;ada superior fechada, que vem da letra anterior, e outra em baixo, quase fechada sobre si mesma, salvo quando se prolonga em ligadura at&eacute; &agrave; letra posterior. <i><b>c</b></i> = de acordo com o grau de cursividade, apresenta duas formas, uma que liga por cima &agrave; letra posterior (pelo segundo tra&ccedil;o, superior) e outra que estabelece a uni&atilde;o por baixo, na solu&ccedil;&atilde;o cursiva mais veloz. <i><b>d</b></i> = a forma predominante &eacute; a de la&ccedil;ada superior, que desce pela esquerda cruzando a haste &agrave; procura da letra seguinte; a de forma de tipo uncial &eacute; minorit&aacute;ria. <i><b>e</b></i> = a sua forma predominante varia de escriv&atilde;o para escriv&atilde;o, embora a de la&ccedil;ada ou espiral leve vantagem, tra&ccedil;ada em um s&oacute; movimento, seguida da forma angulosa estilizada, em forma de <i>v</i> aberto. Muito utilizada &eacute; a forma em nexo, representada por um pequeno ponto ou tra&ccedil;o que aproveita o &uacute;ltimo da letra anterior, solu&ccedil;&atilde;o utilizada em final de palavra, depois de <i>t</i> ou <i>d</i>, normalmente na preposi&ccedil;&atilde;o <i>de</i>. <i><b>f</b></i> = com uma forma que permite facilmente a uni&atilde;o com outras letras, mant&eacute;m a sua forma de tradi&ccedil;&atilde;o, em dois ou tr&ecirc;s tra&ccedil;os, ocorrendo com alguma frequ&ecirc;ncia a nova forma em dupla curva, que ligada &agrave; letra anterior leva &agrave; constitui&ccedil;&atilde;o de uma la&ccedil;ada superior. <i><b>g</b></i> = mant&eacute;m-se a forma g&oacute;tica de tradi&ccedil;&atilde;o, embora redonda e baixa, tra&ccedil;ado como um <i>u</i>, ou com um olhal, com cauda que se prolonga curvando e sobe at&eacute; cobrir o corpo da letra. <i><b>h</b></i> = apresenta diversas formas: sem la&ccedil;adas, com a haste simplificada, com uma ou duas la&ccedil;adas, dependendo das solu&ccedil;&otilde;es cursivas com as letras adjacentes. Numa outra forma, a curva inferior n&atilde;o cruza, acabando por girar pela direita ligando &agrave; letra seguinte. <i><b>i</b></i> e <i><b>j </b></i>= o ponto sobre o <i>i</i> &eacute; sinalizado de forma aleat&oacute;ria por alguns escriv&atilde;es. As grafias com influ&ecirc;ncia da human&iacute;stica tendem a us&aacute;-lo sistematicamente. O <i>j</i> &eacute; pouco frequente. <i><b>l</b></i> = sempre representado com uma la&ccedil;ada na parte superior; quando grafado de forma baixa confunde-se com o <i>e</i>, sobretudo. Com alguma frequ&ecirc;ncia surge em duplicado, em posi&ccedil;&atilde;o interm&eacute;dia na palavra, ou com a figura mai&uacute;scula e valor de min&uacute;scula. <i><b>m</b></i> e <i><b>n</b></i> = a angulosidade dos dois grafemas varia de escriv&atilde;o para escriv&atilde;o. Alguns continuam a usar o <i>m</i> em final de palavra com a sua &uacute;ltima perna recuada. <i><b>o</b></i> = muitas vezes surge aberto, em cima; outras vezes assume a forma de um <i>v</i>. <i><b>p</b></i> = a sua forma de base consta de um olhal do lado direito, aberto ou fechado, tra&ccedil;ado sobre a regra, e de uma cauda que pode ser reta ou curvada. As suas diferentes formas resultam da cursividade. Por vezes tem tamb&eacute;m um olhal inferior que promove a uni&atilde;o &agrave; letra seguinte por ligadura, assemelhando-se a um <i>f</i>. Ao <i>p</i> est&atilde;o associados v&aacute;rios sinais de abreviatura. <i><b>q</b></i> = muito utilizado em uni&atilde;o com a letra seguinte, frequentemente atrav&eacute;s de sinal abreviativo (que, qual, quem, quer). <i><b>r</b></i> = apresenta v&aacute;rias formas, sendo a mais usual a pequena, em forma de 2. O <i>r</i> direito ocorre poucas vezes, sendo espor&aacute;dica a sua utiliza&ccedil;&atilde;o, em especial quando se apresenta longo (salvo por Crist&oacute;v&atilde;o de Magalh&atilde;es). A forma mai&uacute;scula conservadora, em forma de <i>v</i> ou de lira, continua a ser utilizada por todos os escriv&atilde;es em in&iacute;cio ou meio de palavra. A forma mai&uacute;scula human&iacute;stica j&aacute; surge nas grafias h&iacute;bridas, com influ&ecirc;ncias human&iacute;sticas. <i><b>s</b></i> = tamb&eacute;m apresenta diversas formas, sendo a predominante a do tipo sigm&aacute;tico; as restantes, menos frequentes, s&atilde;o as de uma ou duas la&ccedil;adas; a utiliza&ccedil;&atilde;o do <i>s</i> de dupla curva varia nas diferentes grafias, embora com alguma conten&ccedil;&atilde;o; o <i>s</i> longo ocorre de forma espor&aacute;dica. <i><b>t</b></i> = apresenta duas formas: com la&ccedil;ada inferior, em ligadura com a letra seguinte, ou de haste simplificada, cortada por um segundo tra&ccedil;o horizontal no seu ponto m&eacute;dio. <i><b>u</b></i> = confunde-se por vezes com as letras <i>n</i> e <i>v</i>, variando a sua angulosidade. <i><b>v</b></i> = confunde-se com o <i>o</i> aberto ou com o <i>u</i>. <i><b>x</b></i> = por vezes a sua forma confunde-se com a letra <i>p</i>. <i><b>y</b></i> = as v&aacute;rias formas resultam dos diferentes tra&ccedil;ados da cauda, atrav&eacute;s da qual se concretiza a uni&atilde;o com a letra seguinte. <i><b>z</b></i> = a forma maiorit&aacute;ria &eacute; a semelhante ao algarismo 3.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma vez aqui chegados, importa perceber como &eacute; que as caracter&iacute;sticas sintetizadas acima, a partir da an&aacute;lise do conjunto de grafias selecionadas, se articulam com a evolu&ccedil;&atilde;o das formas g&oacute;ticas utilizadas em Portugal na primeira metade da cent&uacute;ria de Quinhentos. Ora, tal &eacute; poss&iacute;vel chamando &agrave; cola&ccedil;&atilde;o o estudo de Maria Teresa Pereira Coelho acerca da escrita manuelina, que nesta mat&eacute;ria permitiu preencher parte do grande vazio de dados enunciado pelo professor Borges Nunes<a href="#57"><sup>57</sup></a><a name="top57"></a>. Verifica-se, ent&atilde;o, que muitas destas formas gr&aacute;ficas do referente g&oacute;tico utilizado em Portugal nos in&iacute;cios do s&eacute;culo XVI pelos escriv&atilde;es da Corte r&eacute;gia, na linha da manuelina comum, se mant&ecirc;m intactas, perfeitamente apropriadas por estes escriv&atilde;es ao servi&ccedil;o do gabinete escritur&aacute;rio do escriv&atilde;o da C&acirc;mara de Lisboa<a href="#58"><sup>58</sup></a><a name="top58"></a>. </p>     <p>As diferen&ccedil;as n&atilde;o est&atilde;o, ent&atilde;o, na feitura das letras, mas no tratamento gr&aacute;fico que lhes &eacute; conferido, decorrente da rapidez do tra&ccedil;ado que foi levando &agrave; sua crescente cursiviza&ccedil;&atilde;o, acabando por descaracterizar em grande medida o aspeto gr&aacute;fico. Trata-se, assim, de uma continuidade gr&aacute;fica dentro da linha da manuelina, n&atilde;o da manuelina comum, mas j&aacute; das cursivas velozes<a href="#59"><sup>59</sup></a><a name="top59"></a>. A morfologia das letras permanece praticamente inalterada, por&eacute;m, alguns escriv&atilde;es aplicam aos v&aacute;rios elementos gr&aacute;ficos um tra&ccedil;ado veloz e um tratamento cursivo, adulterando o aspeto final da escrita. Vejam-se os cursivos velozes das grafias de Jo&atilde;o do Sal e, sobretudo, de Sim&atilde;o Lu&iacute;s. A escrita deste &uacute;ltimo, em v&aacute;rios documentos, chega ao ponto de refletir o princ&iacute;pio da desagrega&ccedil;&atilde;o da estrutura gr&aacute;fica, no que diz respeito aos tra&ccedil;os constitutivos de v&aacute;rias letras, como testemunham algumas das suas execu&ccedil;&otilde;es gr&aacute;ficas mais extremadas, j&aacute; a caminhar para a encadeada, com excesso de ligaduras, uni&otilde;es e espirais envolventes.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a05q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFLEX&Atilde;O FINAL</b></p>     <p>No &ldquo;Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos&rdquo;, a interven&ccedil;&atilde;o do escriv&atilde;o da C&acirc;mara na <i>conscriptio</i> da documenta&ccedil;&atilde;o est&aacute; bem patente, diplom&aacute;tica e graficamente, materializada no escatocolo dos documentos<a href="#60"><sup>60</sup></a><a name="top60"></a>. Era da sua responsabilidade a atividade gr&aacute;fica dos escriv&atilde;es vinculados &agrave; a&ccedil;&atilde;o escritur&aacute;ria municipal. Competia-lhe afetar &agrave; sua oficina de expedi&ccedil;&atilde;o documental os agentes da escrita que considerasse necess&aacute;rios, delegando-lhes as tarefas inerentes ao servi&ccedil;o burocr&aacute;tico municipal. A maior parte, seus &ldquo;criados&rdquo;, certamente, form&aacute;-la-ia e prepar&aacute;-la-ia para o of&iacute;cio. Escrevia e fazia escrever. Subscrevia e responsabilizava-se pelo processo de elabora&ccedil;&atilde;o dos documentos. </p>     <p>Verificando-se que todos os autores materiais viram documentos por si redigidos subscritos por Crist&oacute;v&atilde;o de Magalh&atilde;es, fica claro que todas as &ldquo;m&atilde;os&rdquo;, naturalmente, passavam pelo crivo gr&aacute;fico do escriv&atilde;o da C&acirc;mara, na sua diferente execu&ccedil;&atilde;o e tratamento gr&aacute;fico, desde as mais cursivas &agrave;s de tipo g&oacute;tico-human&iacute;stico que faziam antever as futuras formas human&iacute;sticas.</p>     <p>Mesmo realizada sem um car&aacute;ter exaustivo, a compara&ccedil;&atilde;o do alfabeto dos escriv&atilde;es permite perceber a exist&ecirc;ncia de influ&ecirc;ncias rec&iacute;procas, inerentes a um permanente conv&iacute;vio gr&aacute;fico, e de uma prov&aacute;vel forma&ccedil;&atilde;o de base comum, no &acirc;mbito do referente g&oacute;tico, certamente, com origem dentro do pr&oacute;prio gabinete escritur&aacute;rio do escriv&atilde;o da C&acirc;mara. Por&eacute;m, se o c&acirc;none de car&aacute;cter conservador se mant&eacute;m, nas suas caracter&iacute;sticas essenciais, dentro da linha da manuelina comum, j&aacute; quanto ao seu aspeto geral registam-se cambiantes gr&aacute;ficos, distin&ccedil;&otilde;es entre os v&aacute;rios tipos de escrita analisados. N&atilde;o no que diz respeito ao <i>ductus</i>, pois a feitura n&atilde;o se altera, mas &agrave; figura das letras, cuja morfologia se distingue, em alguns casos, de escriv&atilde;o para escriv&atilde;o, por vezes pela m&atilde;o do mesmo escriv&atilde;o, embora em documentos diferentes. </p>     <p>A explica&ccedil;&atilde;o ser&aacute; de ordem pr&aacute;tica. Radica no tratamento cursivo que cada escriv&atilde;o imprime &agrave;s letras que comp&otilde;em a sua escrita, como fica dito. Na realidade, a cursividade imp&otilde;e-se, decorrente de uma escrita vinculada &agrave; fun&ccedil;&atilde;o administrativa, de natureza burocr&aacute;tica e com mero valor de registo, destinada &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o e &agrave; fixa&ccedil;&atilde;o de mem&oacute;ria futura, dentro da institui&ccedil;&atilde;o a que est&aacute; filiada e sem pretens&otilde;es a uma exposi&ccedil;&atilde;o externa. Na pr&aacute;tica, o avolumar da escritura&ccedil;&atilde;o da administra&ccedil;&atilde;o municipal moderna conduziu &agrave; necessidade de escrever muito e r&aacute;pido. Lisboa n&atilde;o ficou alheia a este processo incessante, que levou a que as formas gr&aacute;ficas se tornassem mais din&acirc;micas e expeditas quanto ao seu tra&ccedil;ado. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ora, quem tutelava este universo gr&aacute;fico era o escriv&atilde;o da C&acirc;mara, respons&aacute;vel pelo gabinete escritur&aacute;rio municipal, cujas fun&ccedil;&otilde;es foram desempenhadas por Crist&oacute;v&atilde;o de Magalh&atilde;es durante cerca de meio s&eacute;culo. Durante o seu longo percurso burocr&aacute;tico manteve inalter&aacute;vel a sua escrita de tradi&ccedil;&atilde;o g&oacute;tica de car&aacute;ter conservador, de tipo tabeli&oacute;nico, blindada a poss&iacute;veis cont&aacute;gios. Sob a sua autoridade foi garantida a vig&ecirc;ncia do c&acirc;none g&oacute;tico, prolongando-o ao servi&ccedil;o do concelho, independentemente da presen&ccedil;a crescente de elementos gr&aacute;ficos da human&iacute;stica que aportavam consigo n&atilde;o apenas um diferente tratamento gr&aacute;fico, como sejam a redu&ccedil;&atilde;o da cursividade e da velocidade de tra&ccedil;ado, aumentando a legibilidade, mas todo um novo sistema gr&aacute;fico. </p>     <p>Pode considerar-se que ter&aacute; conseguindo conter a prolifera&ccedil;&atilde;o de rasgos distintivos, cingindo as propostas gr&aacute;ficas personalizadas ao tra&ccedil;ado e ao desenvolvimento de letras de &iacute;ndole cursiva de matriz g&oacute;tica, na linha da manuelina cursiva, com progressivas solu&ccedil;&otilde;es pessoais que acentuam mais, ou menos, os encadeamentos, caracterizadas pelo seu grande dinamismo<a href="#61"><sup>61</sup></a><a name="top61"></a>.</p>     <p>Esta &eacute; a leitura mais consent&acirc;nea. Mas outra pode ser formulada, tendo em conta um cen&aacute;rio em que parece estar ausente a imposi&ccedil;&atilde;o de uma uniformidade r&iacute;gida de um tipo gr&aacute;fico dentro do referente g&oacute;tico que, eventualmente, poderia adequar-se a uma mesma tipologia documental e a uma mesma fun&ccedil;&atilde;o, e perante a diversidade de cambiantes gr&aacute;ficos utilizados por um conjunto de escriv&atilde;es no seio de um mesmo ambiente paleogr&aacute;fico, perme&aacute;vel ao cont&aacute;gio rec&iacute;proco, sob a dire&ccedil;&atilde;o tutelar de um s&oacute; respons&aacute;vel pela a&ccedil;&atilde;o escritur&aacute;ria. Afinal, o escriv&atilde;o da C&acirc;mara foi enfreando as novas tend&ecirc;ncias que sopravam de outros contextos gr&aacute;ficos al&eacute;m--fronteiras ou, pelo contr&aacute;rio, sob a sua al&ccedil;ada ter&aacute; progredido, com a sua &ldquo;pujan&ccedil;a, variedade e complexidade &iacute;mpares&rdquo;, recordando as palavras do professor Borges Nunes, o car&aacute;cter criador do universo escritur&aacute;rio lusitano? </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS </b></p> <b>     <p>FONTES</p>     <p>MANUSCRITAS</p>     <p>Arquivo Municipal de Lisboa</p> </b>     <p>Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Livro 3&ordm; de D. Jo&atilde;o III.</p>     <p>Livro dos pregos.</p>     <p>Livro primeiro do Tombo das propriedades foreiras a Camara desta mvito nobre, e sempre leal cidade de Lixboa.</p>     <p>Livro 1&ordm; de consultas e decretos de D. Sebasti&atilde;o.</p>     <p>Livro do Lan&ccedil;amento e Servi&ccedil;o que a Cidade de Lisboa fez a El rei Nosso Senhor no ano de 1565.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Arquivo Nacional da Torre do Tombo</b></p>     <p>Chancelaria de D. Jo&atilde;o III, liv. 18.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ESTUDOS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Battelli, Giulio – Nomenclature des &eacute;critures humanistiques. In <i>Nomenclature des &eacute;critures livresques du IX<sup>e</sup> au XVI<sup>e</sup> si&egrave;cle</i>. Paris: Service des Publications du Centre National de la Recherche Scientifique, 1954.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063633&pid=S2183-3176201800020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CAPPELLI, Adriano – <i>Dizionario di Abbreviature Latine ed Italiane</i>. 6&ordf; ed. Milano: Ulrico Hoepli, 1979.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063635&pid=S2183-3176201800020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CASAMASSIMA, Emanuele – <i>Tradizione corsiva e tradizione libraria nella scrittura latina del Medioevo</i>. Roma: Vecchiarelli Editore, 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063637&pid=S2183-3176201800020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COELHO, Maria Teresa Pereira – <i>Existiu uma escrita manuelina? Estudo paleogr&aacute;fico da produ&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica de escriv&atilde;es da corte r&eacute;gia portuguesa (1490-1530)</i>. Lisboa: [s.n.], 2006. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Paleografia e Diplom&aacute;tica, apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063639&pid=S2183-3176201800020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FONSECA, Jorge – <i>Escravos e senhores na Lisboa Quinhentista.</i> Lisboa: Colibri, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063641&pid=S2183-3176201800020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>MARQUES, Jos&eacute; – Pr&aacute;ticas paleogr&aacute;ficas em Portugal no s&eacute;culo XV. <i>Revista da Faculdade de Letras</i>. Porto. I S&eacute;rie Vol. 1 (2002), p. 73-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063643&pid=S2183-3176201800020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MAR&Iacute;N MARTINEZ, Tom&aacute;s; ROIZ ASENCIO, Jos&eacute; Manuel, dir. – <i>Paleografia y Diplomatica</i>. 5&ordf; ed. Madrid: UNED, 1991. vol. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063645&pid=S2183-3176201800020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>NUNES, Eduardo Borges – <i>&Aacute;lbum de Paleografia portuguesa</i>. Lisboa: Instituto de Alta Cultura, 1969.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063647&pid=S2183-3176201800020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>NUNES, Eduardo Borges – <i>Abreviaturas paleogr&aacute;ficas portuguesas</i>. 3&ordf; ed. Lisboa: Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 1981.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063649&pid=S2183-3176201800020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PAULO, Jorge Ferreira – <i>A escrita human&iacute;stica na documenta&ccedil;&atilde;o r&eacute;gia de Quinhentos</i>. Lisboa: [s.n.], 2006. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Paleografia e Diplom&aacute;tica, apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063651&pid=S2183-3176201800020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>PAULO, Jorge Ferreira – Da escrita g&oacute;tica &agrave; human&iacute;stica na documenta&ccedil;&atilde;o da C&acirc;mara de Lisboa: em torno da escrivaninha municipal quinhentista. <i>Cadernos do Arquivo Municipal</i>. Lisboa: AML/CML. 2&ordf; S&eacute;rie, N&ordm; 8 (julho-dezembro 2017), p. 119-158.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063653&pid=S2183-3176201800020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PETRUCCI, Armando – Funzione della scrittura e terminologia paleogr&aacute;fica. In <i>Palaeographica Diplom&aacute;tica et Archivistica. Studi in Onore di Giulio Battelli</i>. Roma: Scuola Speciale Per Archivisti E Bibliotecari Dell'universit&agrave; Di Roma, 1979. I.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063655&pid=S2183-3176201800020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>POULLE, Emmanuel – <i>Pal&eacute;ographie des &eacute;critures cursives en France du XV<sup>e</sup> au XVII<sup>e</sup> si&egrave;cle</i>. Gen&egrave;ve: Lib. Droz, 1966.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063657&pid=S2183-3176201800020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BEL&Eacute;N S&Aacute;NCHEZ, Ana; DOMINGUEZ, Jes&uacute;s – Las escrituras g&oacute;ticas. In RIESCO TERRERO, &Aacute;ngel, ed. – <i>Introducci&oacute;n a la Paleograf&iacute;a y la Diplom&aacute;tica general</i>. Madrid: Sintesis, 2000. p. 133-147.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063659&pid=S2183-3176201800020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, Maria Jos&eacute; Azevedo – <i>Da visig&oacute;tica &agrave; carolina, a escrita em Portugal de 882 a 1172</i>. Lisboa: JNICT-FCG, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063661&pid=S2183-3176201800020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Santos, Maria Jos&eacute; Azevedo – <i>Ler e compreender a escrita na Idade M&eacute;dia</i>. Coimbra: Colibri, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063663&pid=S2183-3176201800020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SANTOS, Maria Jos&eacute; Azevedo – <i>Assina quem sabe e l&ecirc; quem pode</i>. Coimbra: Imprensa da Universidade, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063665&pid=S2183-3176201800020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SANTOS, Maria Jos&eacute; Azevedo – Escriv&atilde;es e pregoeiros dos concelhos (s&eacute;culos XIV-XVI). <i>Revista de Hist&oacute;ria da Sociedade e da Cultura</i>. Coimbra: CHSC/UC. N&ordm; 14 (2014), p. 119-132.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063667&pid=S2183-3176201800020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RIESCO TERRERO, &Aacute;ngel, ed. – <i>Introducci&oacute;n a la Paleograf&iacute;a y la Diplom&aacute;tica general</i>. Madrid: Sintesis, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063669&pid=S2183-3176201800020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RIESCO TERRERO, &Aacute;ngel – s.v. H&iacute;brida (Escritura). In <i>Vocabulario cient&iacute;fico-t&eacute;cnico de Paleograf&iacute;a, Diplom&aacute;tica y ciencias afines</i>. Madrid: Barrero & Azedo, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063671&pid=S2183-3176201800020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o/submission: 01/10/2018 </p>     <p>Aceita&ccedil;&atilde;o/approval: 15/11/2018 </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p>Paulo, Jorge Ferreira – Abordagem paleogr&aacute;fica ao Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos (1549-1556): exerc&iacute;cio de an&aacute;lise de grafias. <i>Cadernos do Arquivo Municipal.</i> 2.&ordf; S&eacute;rie N.&ordm; 10 (julho-dezembro 2018), p. 71 – 95.</p> <a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a> NUNES, Eduardo Borges – <i>&Aacute;lbum de Paleografia portuguesa</i>. Lisboa: Instituto de Alta Cultura, 1969. p. 18.     <p></p> <a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a> Idem, <i>ibidem</i>.     <p></p> <a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a> Pode ler-se no termo de abertura do livro: &ldquo;Liuro e<i>m</i> que se toma<i>m</i> As ffiancas dos esc<i>ra</i>vos cativos que Andam po<i>r</i> companheiros nas barq<i>u</i>as E bateis q<i>ue</i> comecou A bj de no<i>vemb</i>ro de jbcRix&rdquo;. Cf. Arquivo Municipal de Lisboa (AML), Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos, f. 6.     <p></p> <a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a>Em alternativa, mas com um menor n&uacute;mero de ocorr&ecirc;ncias: &ldquo;em casas de mim&rdquo;, ou &ldquo;camara da verea&ccedil;am desta cidade&rdquo;. Sobre a data t&oacute;pica desta documenta&ccedil;&atilde;o <i>vid</i>. PAULO, Jorge Ferreira – Da escrita g&oacute;tica &agrave; human&iacute;stica na documenta&ccedil;&atilde;o da C&acirc;mara de Lisboa: em torno da escrivaninha municipal quinhentista. <i>Cadernos do Arquivo Municipal</i>. Lisboa: AML/CML. 2&ordf; S&eacute;rie N&ordm; 8 (julho-dezembro 2017), p. 131.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p> <a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a> Sobre as fugas dos escravos, Cf. FONSECA, Jorge – <i>Escravos e Senhores na Lisboa Quinhentist</i>a. Lisboa: Colibri, 2010. p. 320-341.     <p></p> <a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a> Cf. AML, Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos, f. 59v.     <p></p> <a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a> A primeira forma &eacute; utilizada 55 vezes, correspondendo a 32% dos casos, e a segunda, por 102 vezes, correspondendo a 60% das situa&ccedil;&otilde;es (AML, Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos). Em variantes espor&aacute;dicas surgem igualmente as formas &ldquo;em casa de mim&rdquo;, (Id., <i>ibid</i>., f. 13-13v e 126v-127) e &ldquo;casas da morada&rdquo; (Id., <i>ibid.</i>, f. 3-4, 4-5, 5v-6 e 11-11v). Apenas por duas vezes &eacute; mencionada a &ldquo;camara da verea&ccedil;am desta cidade&rdquo; (Id., <i>ibid</i>., f. 81v-82 e 143v-144).     <p></p> <a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8"></a> Acerca da atividade do escriv&atilde;o da C&acirc;mara Cf. PAULO, Jorge Ferreira – Da escrita g&oacute;tica &agrave; human&iacute;stica na documenta&ccedil;&atilde;o da C&acirc;mara…, p. 119-158. SANTOS, Maria Jos&eacute; Azevedo – Escriv&atilde;es e pregoeiros dos concelhos: (s&eacute;culos XIV-XVI). <i>Revista de Hist&oacute;ria da Sociedade e da Cultura</i>. Coimbra: CHSC/UC. N&ordm; 14 (2014), p. 119-132.     <p></p> <a href="#top9"><sup>9</sup></a><a name="9"></a> Arquivo Nacional Torre do Tombo, Chancelaria de D. Jo&atilde;o III, liv. 18, f. 58v, de julho, 10; AML, Livro dos pregos, doc. 515, f. 331.     <p></p> <a href="#top10"><sup>10</sup></a><a name="10"></a> Acerca da destreza gr&aacute;fica e da an&aacute;lise gr&aacute;fica a partir das assinaturas aut&oacute;grafas <i>vid.</i> SANTOS, Maria Jos&eacute; Azevedo – <i>Assina quem sabe e l&ecirc; quem pode</i>. Coimbra: Imprensa da Universidade, 2004.     <p></p> <a href="#top11"><sup>11</sup></a><a name="11"></a> Por ordem decrescente regista-se o n&uacute;mero de vezes que testemunham: Diogo Barbosa (69), Francisco da Costa (67), &Aacute;lvaro Gouveia (50), Andr&eacute; Machado (44), Bartolomeu Barbosa (19), Ant&oacute;nio Varela (11), Lu&iacute;s Dante (5), Salvador Afonso (4), Greg&oacute;rio de Freitas (4) e Sim&atilde;o Lu&iacute;s (2).     <p></p> <a href="#top12"><sup>12</sup></a><a name="12"></a> Cf. AML, Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos, f. 59v-60v, 61-62, 85-86.     <p></p> <a href="#top13"><sup>13</sup></a><a name="13"></a> Sobre estas outras vers&otilde;es gr&aacute;ficas, resultantes de diferentes n&iacute;veis de esmero de execu&ccedil;&atilde;o, de acordo com a velocidade que imprime &agrave; escrita, <i>vid</i>. PAULO, Jorge Ferreira – Da escrita g&oacute;tica &agrave; human&iacute;stica…, p. 25.     <p></p> <a href="#top14"><sup>14</sup></a><a name="14"></a> Cf. AML, Livro 3&ordm; de D. Jo&atilde;o III, f. 45-46v, entre outros exemplos, correspondente a um assento de verea&ccedil;&atilde;o datado de 1545.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p> <a href="#top15"><sup>15</sup></a><a name="15"></a> Cf. NUNES, Eduardo Borges – <i>&Aacute;lbum de Paleografia portuguesa…,</i> p. 26.     <p></p> <a href="#top16"><sup>16</sup></a><a name="16"></a> Utiliza aquela forma estilizada e angulosa do <i>e</i> em cerca de 75% das ocorr&ecirc;ncias.     <p></p> <a href="#top17"><sup>17</sup></a><a name="17"></a> No ambiente gr&aacute;fico aqui em an&aacute;lise o <i>s</i> longo, ou caudato, &eacute; pouco utilizado por este grupo de escriv&atilde;es, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o de Crist&oacute;v&atilde;o de Magalh&atilde;es, cuja utiliza&ccedil;&atilde;o chega a atingir 30% dos registos daquele grafema, valor que corresponde a 29 ocorr&ecirc;ncias (f. 85-86).     <p></p> <a href="#top18"><sup>18</sup></a><a name="18"></a> Nos restantes casos, verificou-se a ocorr&ecirc;ncia de v&aacute;rias palavras sem abreviatura associada ao <i>q</i>: &ldquo;quando&rdquo;, &ldquo;quanto&rdquo;, &ldquo;queria&rdquo;; com abreviatura pontual ligada ao <i>q</i>: &ldquo;qual&rdquo;, &ldquo;quer&rdquo;, &ldquo;q<i>u</i>inhe<i>m</i>tos&rdquo;.     <p></p> <a href="#top19"><sup>19</sup></a><a name="19"></a> AML, Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos, f. 11v-12v, 12v-13v, 14-15, 21-22, 22v-23v, 24-25, 25v-26v, 26v-28, 28-29, 29v-30v, 31-32, 33v-34, 35v-36, 37-38, 39v-40v, 41-41v, 42-43, 43v-44v, 45-46, 46v-47v, 48-49, 49v-50, 50v-51, 53-54, 64v-65, 65v-66, 77v-78, 78v-79, 79v-80, 86v-87, 102v-103, 103v-104, 107-107v, 108-108v, 111v-112, 114v-115, 127v-128, 128-129, 129v-130, 130v-131, 132v-133, 134v-135, 135v-136, 148v-149v, 163-163v, 168-168v, 172-172v, 174-174v, 175-175v, 176-176v, 177-177v, 178-178v.9     <p></p> <a href="#top20"><sup>20</sup></a><a name="20"></a> A escrita pr&eacute;-encadeada evoluir&aacute; em certos meios gr&aacute;ficos, sobretudo no notariado, para a encadeada, formando uma esp&eacute;cie de cadeia ininterrupta. Veja-se NUNES, Eduardo, <i>Op. cit.</i>, doc. 114, de 1564.     <p></p> <a href="#top21"><sup>21</sup></a><a name="21"></a> Cf. por exemplo, os documentos dos f. 12v-13v, 77v-78 e 129v-130.     <p></p> <a href="#top22"><sup>22</sup></a><a name="22"></a> Cf. AML, Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos, f. 20-20v, 32v-33, 51v-52, 52-53, 56v-57. Identifica-se: J<i>o&atilde;</i>o do sall o esp<i>ri</i>uj (f. 20v, l. 17 e f. 52, l. 11); a ele s&atilde;o atribu&iacute;veis outras quatro fian&ccedil;as: f. 16-16v, 17-17v, 18-18v, 19-19v.     <p></p> <a href="#top23"><sup>23</sup></a><a name="23"></a> Cf. AML, Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos, f. 14-15, de dezembro, 31); AML, Livro 1&ordm; de consultas e decretos de D. Sebasti&atilde;o, f. 19-20; AML, Livro primeiro do Tombo das propriedades foreiras a Camara desta mvito nobre, e sempre leal cidade de Lixboa, f. 321; AML, Livro do Lan&ccedil;amento e Servi&ccedil;o que a Cidade de Lisboa fez a El rei Nosso Senhor no ano de 1565, f. 685.     <p></p> <a href="#top24"><sup>24</sup></a><a name="24"></a> <i>V. gr.</i> AML, <i>Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos</i>, f. 63v.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p> <a href="#top25"><sup>25</sup></a><a name="25"></a> Cf. PAULO, Jorge Ferreira – Da escrita g&oacute;tica &agrave; human&iacute;stica na documenta&ccedil;&atilde;o da C&acirc;mara… p. 134.     <p></p> <a href="#top26"><sup>26</sup></a><a name="26"></a> Cf. AML, Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos, f. 119-119v, 120v-121, 122v-123, 123v-124, 124v-125, 125v-126, 126v-127. A t&iacute;tulo de exemplo: amt<i>oni</i>o varella q<i>ue</i> este fez (f. 125, l. 19); amt<i>oni</i>o varella sallt&atilde;o q<i>ue</i> esta fiam&ccedil;a fiz (f. 124, l. 11-12).     <p></p> <a href="#top27"><sup>27</sup></a><a name="27"></a> Compare-se, por exemplo, com a escrita utilizada em outro documento redigido num cursivo de tra&ccedil;ado mais veloz, onde se evidencia a maior utiliza&ccedil;&atilde;o de ligaduras e a liga&ccedil;&atilde;o entre as palavras (Cf. AML, Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos, f. 124v).     <p></p> <a href="#top28"><sup>28</sup></a><a name="28"></a> Sobre o sistema abreviativo e os sinais de abreviatura <i>vid.</i> NUNES, Eduardo Borges – <i>Abreviaturas paleogr&aacute;ficas portuguesas</i>. 3&ordf; ed. Lisboa: Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 1981. CAPPELLI, Adriano – <i>Dizionario di Abbreviature Latine ed Italiane</i>. 6&ordf; ed. Milano: Ulrico Hoepli, 1979.     <p></p> <a href="#top29"><sup>29</sup></a><a name="29"></a> AML, Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos, f. 153-153v, 154-154v, 170-170v. Identifica-se &ldquo;eu berto<i>lomeu</i> barbosa q<i>ue</i> ho esp<i>re</i>vy e asyney&rdquo; (f. 153v, l. 21-22; f. 154v, l. 18-20) e &ldquo;eu sobredito berto<i>lomeu</i> barbosa q<i>u</i>e esto stp<i>re</i>vy&rdquo; (f. 170v, l. 16-17).     <p></p> <a href="#top30"><sup>30</sup></a><a name="30"></a> S&atilde;o 27 os documentos que apresentam uma escrita cujas caracter&iacute;sticas permitem atribuir a autoria gr&aacute;fica a Bartolomeu Barbosa, redigidos entre 12 de novembro de 1554 e 17 de abril de 1556, com um tratamento cursivo de tra&ccedil;ado extremamente veloz j&aacute; a pr&eacute;-configurar a encadeada (Cf. AML, Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos, f. 136v-137, 139-139v, 140-140v, 141-141v, 142-142v, 143v-144, 144v-145, 145v-146, 146v-147, 147v-148, 148v-149v, 150-150v, 151-151v, 152-152v, 155-155v, 156-156v, 157-157v, 158-158v, 159-159v, 160-160v, 161-161v, 162-162v, 164-164v, 165-165v, 166-166v, 167-167v, 169-169v, 171-171v).     <p></p> <a href="#top31"><sup>31</sup></a><a name="31"></a> Cf. NUNES, Eduardo Borges – <i>&Aacute;lbum de Paleografia portuguesa</i>. Lisboa: Instituto de Alta Cultura, 1969. p. 26-27. O autor d&aacute; exemplos de encadeamento inicial, na linha da letra manuelina, j&aacute; n&atilde;o pura (n&ordm; 111, n&ordm; 114 e n&ordm; 117) e de encadeamento moderado, em letras da linha manuelina (n&ordm; 121 e n&ordm; 139). CF. RIESCO TERRERO, &Aacute;ngel, ed. – <i>Introducci&oacute;n a la Paleograf&iacute;a y la Diplom&aacute;tica general</i>. Madrid: Sintesis, 2000. p. 136.     <p></p> <a href="#top32"><sup>32</sup></a><a name="32"></a> Cf. AML, Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos, f. 154, l. 11, f. 170, l. 6, 9, 19, 21, f. 170v, l. 17.     <p></p> <a href="#top33"><sup>33</sup></a><a name="33"></a> A quantifica&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica, analisando os tr&ecirc;s documentos em que Bartolomeu Barbosa se identifica, apurou o seu registo em 66%, 59% e 61% das ocorr&ecirc;ncias, respetivamente.     <p></p> <a href="#top34"><sup>34</sup></a><a name="34"></a> Tamb&eacute;m utiliza a forma extensa de &ldquo;per&rdquo; (f. 153, l. 13).     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p> <a href="#top35"><sup>35</sup></a><a name="35"></a> As palavras &ldquo;barquas&rdquo; e &ldquo;porquanto&rdquo; s&atilde;o registadas por extenso.     <p></p> <a href="#top36"><sup>36</sup></a><a name="36"></a> AML, Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos, f. 153.     <p></p> <a href="#top37"><sup>37</sup></a><a name="37"></a> Idem, <i>ibid</i>., f. 154.     <p></p> <a href="#top38"><sup>38</sup></a><a name="38"></a> Idem, <i>ibid</i>., f. 170.     <p></p> <a href="#top39"><sup>39</sup></a><a name="39"></a> Idem, <i>ibid</i>., f. 153 e 154.     <p></p> <a href="#top40"><sup>40</sup></a><a name="40"></a> Idem, <i>ibid</i>., f. 170.     <p></p> <a href="#top41"><sup>41</sup></a><a name="41"></a> Cf. AML, Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos, f. 136v-137, 139-139v, 140-140v, 141-141v, 142-142v, 143v-144, 144v-145, 145v-146, 146v-147, 147v-148, 150-150v, 151-151v, 152-152v, 155-155v, 156-156v, 157-157v, 158-158v, 159-159v, 160-160v, 161-161v, 162-162v, 164-164v, 165-165v, 166-166v, 167-167v, 169-169v, 171-171v, 179-179v, 180-180v.     <p></p> <a href="#top42"><sup>42</sup></a><a name="42"></a> AML, Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos, f. 7-8, 8-9, 9-10, 10v-11.     <p></p> <a href="#top43"><sup>43</sup></a><a name="43"></a> AML, Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos, f. 34v-35, 38v-39.     <p></p> <a href="#top44"><sup>44</sup></a><a name="44"></a> Cf. AML, Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos, f. 66v-67, 67v-68, 68-68v, 69-69v, 70-70v, 71-71v, 73, 75-75v, 76-76v, 77.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p> <a href="#top45"><sup>45</sup></a><a name="45"></a> AML, Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos, f. 72-72v.     <p></p> <a href="#top46"><sup>46</sup></a><a name="46"></a> PAULO, Jorge Ferreira – <i>A escrita human&iacute;stica na documenta&ccedil;&atilde;o r&eacute;gia de Quinhentos</i>. Lisboa: [s.n.], 2006. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Paleografia e Diplom&aacute;tica, apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.     <p></p> <a href="#top47"><sup>47</sup></a><a name="47"></a> A utiliza&ccedil;&atilde;o do ponto sobre o <i>i</i> ocorre em 44% dos casos, colocados de forma aleat&oacute;ria.     <p></p> <a href="#top48"><sup>48</sup></a><a name="48"></a> Designa-se por h&iacute;brida quando a escrita apresenta, por exemplo, tra&ccedil;os pertencentes a mais do que um sistema gr&aacute;fico (Cf. RIESCO TERRERO, &Aacute;ngel – s.v. H&iacute;brida (Escritura). In <i>Vocabulario cient&iacute;fico-t&eacute;cnico de Paleograf&iacute;a, Diplom&aacute;tica y ciencias afines</i>. Madrid: Barrero & Azedo, 2003. p. 195). Borges Nunes, al&eacute;m de &ldquo;escritas h&iacute;bridas&rdquo; designa-as por &ldquo;interm&eacute;dias&rdquo; – &ldquo;contaminadas de g&oacute;tico e de human&iacute;stico em doses muito diversas&rdquo; (Cf. NUNES, Eduardo Borges – <i>&Aacute;lbum de Paleografia portuguesa</i>. Lisboa: Instituto de Alta Cultura, 1969. p. 22 e 26).     <p></p> <a href="#top49"><sup>49</sup></a><a name="49"></a> A designa&ccedil;&atilde;o de &ldquo;g&oacute;tico-human&iacute;stica&rdquo; parece a mais pertinente, seguindo a terminologia de Giulio Battelli, que tamb&eacute;m utiliza as express&otilde;es &ldquo;human&iacute;stico-g&oacute;tica&rdquo;, &ldquo;formas mistas&rdquo; e &ldquo;intermedi&aacute;rias&rdquo;, afirmando que, de uma forma geral, o car&aacute;cter fundamental destas escritas &eacute; g&oacute;tico (Cf. Battelli, Giulio – Nomenclature des &eacute;critures humanistiques. In Nomenclature des &eacute;critures livresques du IX<sup>e</sup> au XVI<sup>e si&egrave;cle</sup>. Paris: Service des Publications du Centre National de la Recherche Scientifique, 1954. p. 35-44). J&aacute; Tom&aacute;s Mar&iacute;n Martinez opta pela express&atilde;o &ldquo;escrita mista&rdquo;, para designar a s&iacute;ntese das duas escritas sem uma depura&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica clara (Cf. MAR&Iacute;N MARTINEZ, Tom&aacute;s; ROIZ ASENCIO, Jos&eacute; Manuel , dir. – <i>Paleografia y Diplomatica</i>. 5&ordf; ed. Madrid: UNED, 1991. vol. 2, p. 69).     <p></p> <a href="#top50"><sup>50</sup></a><a name="50"></a> Cf. PETRUCCI, Armando – Funzione della scrittura e terminologia paleografica. In <i>Palaeographica Diplom&aacute;tica et Archivistica. Studi in Onore di Giulio Battelli</i>. Roma: Scuola Speciale Per Archivisti E Bibliotecari Dell'universit&agrave; Di Roma, 1979. I, p. 10. O autor utiliza tamb&eacute;m os conceitos de multigrafismo absoluto e multigrafismo relativo organizado.     <p></p> <a href="#top51"><sup>51</sup></a><a name="51"></a> Para um enquadramento te&oacute;rico, e tendo em vista o j&aacute; mencionado caminho percorrido pela Paleografia portuguesa nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, <i>vid.</i> Santos, Maria Jos&eacute; Azevedo – <i>Ler e compreender a escrita na Idade M&eacute;dia</i>. Coimbra: Colibri, 2000. MARQUES, Jos&eacute; – Pr&aacute;ticas paleogr&aacute;ficas em Portugal no s&eacute;culo XV. <i>Revista da Faculdade de Letras</i>. Porto. I S&eacute;rie Vol. 1 (2002), p. 73-96.     <p></p> <a href="#top52"><sup>52</sup></a><a name="52"></a> Sobre as escritas cursivas <i>vid</i>. CASAMASSIMA, Emanuele – <i>Tradizione corsiva e tradizione libraria nella scrittura latina del Medioevo</i>. Roma: Vecchiarelli Editore, 1988. p. 163-167. BEL&Eacute;N S&Aacute;NCHEZ, Ana; DOMINGUEZ, Jes&uacute;s – Las escrituras g&oacute;ticas. In RIESCO TERRERO, &Aacute;ngel, ed. – <i>Introducci&oacute;n a la Paleograf&iacute;a y la Diplom&aacute;tica general</i>. Madrid: Sintesis, 2000. p. 133-147. POULLE, Emmanuel – <i>Pal&eacute;ographie des &Eacute;critures Cursives en France du XV<sup>e</sup> au XVII<sup>e</sup> si&egrave;cle</i>. Gen&egrave;ve: Lib. Droz, 1966.     <p></p> <a href="#top53"><sup>53</sup></a><a name="53"></a> Cf. AML, Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as de escravos, f. 8, 34v, 57v, 59v, 72, 73, 151, respetivamente.     <p></p> <a href="#top54"><sup>54</sup></a><a name="54"></a> Cf. NUNES, Eduardo Borges – <i>&Aacute;lbum de Paleografia portuguesa…</i>, p. 11.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p> <a href="#top55"><sup>55</sup></a><a name="55"></a> CM = Crist&oacute;v&atilde;o de Magalh&atilde;es; SL= Sim&atilde;o Lu&iacute;s; JS = Jo&atilde;o do Sal; AV = Ant&oacute;nio Varela; BB = Bartolomeu Barbosa; AG = &Aacute;lvaro de Gouveia (este escriv&atilde;o identifica a sua autoria gr&aacute;fica, apesar de apenas ter sido respons&aacute;vel por um documento). Os n&uacute;meros com que quatro escriv&atilde;es s&atilde;o apresentados na tabela correspondem &agrave;s suas grafias sem identifica&ccedil;&atilde;o do autor gr&aacute;fico, conforme s&atilde;o apresentadas no texto (Tipo 1, Tipo 2…).     <p></p> <a href="#top56"><sup>56</sup></a><a name="56"></a> Cf. Quadro 1 – <i>Alfabeto min&uacute;sculo dos escriv&atilde;es identificados.</i>     <p></p> <a href="#top57"><sup>57</sup></a><a name="57"></a> Cf. COELHO, Maria Teresa Pereira – <i>Existiu uma escrita manuelina? Estudo paleogr&aacute;fico da produ&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica de escriv&atilde;es da corte r&eacute;gia portuguesa (1490-1530)</i>. Lisboa: [s.n.], 2006. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Paleografia e Diplom&aacute;tica, apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.     <p></p> <a href="#top58"><sup>58</sup></a><a name="58"></a> Idem, <i>ibid.</i>, Anexo 4 – <i>Quadro s&iacute;ntese de alfabeto, numerais e abreviaturas e outros elementos da escrita (1490-1530)</i>, p. 1.     <p></p> <a href="#top59"><sup>59</sup></a><a name="59"></a> Cf. NUNES, Eduardo Borges – <i>&Aacute;lbum de Paleografia portuguesa…,</i> p. 24.     <p></p> <a href="#top60"><sup>60</sup></a><a name="60"></a> A sua subscri&ccedil;&atilde;o est&aacute; presente em 80% dos documentos, percentagem correspondente a 139 dos 173 documentos do Livro 1&ordm; de fian&ccedil;as dos escravos.     <p></p> <a href="#top61"><sup>61</sup></a><a name="61"></a> Nomeadamente, os casos dos escriv&atilde;es Sim&atilde;o Lu&iacute;s, Jo&atilde;o do Sal e Bartolomeu Barbosa.     <p></p>      ]]></body><back>
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