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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Anotações de diplomática judicial portuguesa: os tribunais superiores na Lisboa quinhentista]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Faculdade de Direito Teoria e História do Direito]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Based on the analysis of a set of sentences from the Portuguese high courts - Casa do Cível and Casa da Suplicação - dated from the first half of the sixteenth century, this paper aims to recreate their mechanisms of written production. The analysis of the diplomatic discourse found therein allows to highlight the particularities of this specific type of document.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p> <b>     <p>Anota&ccedil;&otilde;es de diplom&aacute;tica judicial portuguesa: os tribunais superiores na Lisboa quinhentista</p>     <p>Notes on Portuguese judicial diplomatics: high courts in sixteenth century Lisbon</p>     <p>Jorge Veiga Testos<sup>*</sup></p> </b>     <p><sup>*</sup> Jorge Andr&eacute; Nunes Barbosa da Veiga Testos, THD-UL – Teoria e Hist&oacute;ria do Direito, Faculdade de Direito, Universidade de Lisboa, 1649-014 Lisboa, Portugal. <a href="mailto:jorgetestos@fd.ulisboa.pt">jorgetestos@fd.ulisboa.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Tendo por base a an&aacute;lise de um conjunto de cartas de senten&ccedil;a dos tribunais superiores portugueses – Casa do C&iacute;vel e Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o – datadas da primeira metade do s&eacute;culo XVI, o artigo procura reconstituir os respetivos mecanismos de produ&ccedil;&atilde;o escrita. A an&aacute;lise do seu discurso diplom&aacute;tico permite evidenciar as particularidades desta tipologia documental. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>PALAVRAS-CHAVE</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Diplom&aacute;tica judicial / Tribunais superiores / Administra&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a / Carta de senten&ccedil;a </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Based on the analysis of a set of sentences from the Portuguese high courts – <i>Casa do C&iacute;vel</i> and <i>Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o</i> – dated from the first half of the sixteenth century, this paper aims to recreate their mechanisms of written production. The analysis of the diplomatic discourse found therein allows to highlight the particularities of this specific type of document.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>KEYWORDS</b></p>     <p>Judicial diplomatics / High courts / Administration of justice / Judicial sentence</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. DOS DOCUMENTOS JUDICIAIS</b></p>     <p>Em Portugal, a diplom&aacute;tica judicial, embora tema interdisciplinar comum &agrave; Hist&oacute;ria e &agrave; Hist&oacute;ria do Direito<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a>, n&atilde;o tem suscitado particular interesse a historiadores ou jurishistoriadores<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a>. O lugar de menor destaque a que esta diplom&aacute;tica especial tem sido votada n&atilde;o &eacute;, ali&aacute;s, exclusivo do nosso pa&iacute;s, na medida em que os principais manuais de diplom&aacute;tica estrangeiros n&atilde;o conferem autonomia ao estudo dos documentos judiciais<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A ess&ecirc;ncia de um documento &eacute; a conjuga&ccedil;&atilde;o de duas componentes concorrentes: por um lado, a outorga negocial, a atua&ccedil;&atilde;o que materializa a vontade negocial do <i>ator</i> e que constitui o conte&uacute;do do documento (<i>actio</i> ou <i>negotium conscriptum</i>); por outro, a escritura&ccedil;&atilde;o documental que atesta que o teor textual corresponde &agrave; vontade negocial outorgada (<i>conscriptio negotii</i>)<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a>. Assim, o <i>ator</i> (outorgante ou atuante) outorga o neg&oacute;cio jur&iacute;dico, proporcionando a mat&eacute;ria do documento. J&aacute; a escritura&ccedil;&atilde;o exige um <i>auctor</i> (autor), que elabora o documento, dando-lhe a forma requerida.</p>     <p>Face &agrave; obsolesc&ecirc;ncia da triparti&ccedil;&atilde;o cl&aacute;ssica da diplom&aacute;tica em r&eacute;gia, papal e particular, exclusivamente fundada na pessoa do <i>actor</i> (rei, imperador, papa, particulares), a partir de meados do s&eacute;culo (s&eacute;c.) XX abriu-se caminho a novos dom&iacute;nios n&atilde;o privilegiados, dando um novo f&ocirc;lego aos estudos diplomat&iacute;sticos que se espraiaram nas mais diversas dire&ccedil;&otilde;es. O estudo das novas categorias especiais da diplom&aacute;tica permitia agrupar os documentos por categorias de proveni&ecirc;ncia e natureza equivalentes e coloc&aacute;-los lado a lado para que, nas sugestivas palavras de Arthur Giry, estes se iluminem mutuamente<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a>.</p>     <p>Deter-nos-emos, em particular, sobre os documentos judiciais. Um documento judicial &eacute;, desde logo, um documento p&uacute;blico, ou seja, um documento emanado de uma autoridade p&uacute;blica e que atua <i>ex potestate</i>, ou seja, no exerc&iacute;cio de um poder p&uacute;blico. Com efeito, essa autoridade p&uacute;blica atua no exerc&iacute;cio de um poder jurisdicional, que se caracteriza pela exist&ecirc;ncia de um conflito de interesses e um contradit&oacute;rio<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a>. A <i>iurisdictio</i> traduz-se na resolu&ccedil;&atilde;o de uma causa que, por regra, envolve uma disputa entre partes (controv&eacute;rsia), aplicando o Direito ao caso concreto. Assim, o crit&eacute;rio de distin&ccedil;&atilde;o de um documento judicial deve assentar numa base objetiva, atendendo ao poder que &eacute; exercido, e n&atilde;o numa base subjetiva, assente no <i>ator</i> ou <i>auctor</i><a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a>.</p>     <p>Como uma representa&ccedil;&atilde;o teatral, a atividade judicial (ju&iacute;zo, <i>iudicium</i>) desenrola-se num palco pr&oacute;prio – o tribunal – onde tr&ecirc;s personagens principais (o <i>iudicium</i> &eacute; um <i>actus trium personarum</i>)<a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="top8"></a> representam o seu papel: o autor que demanda e o r&eacute;u que se defende digladiam-se perante o juiz. Este di&aacute;logo teatralizado entre os litigantes e o juiz obedece a uma ordem pr&oacute;pria (ordem do ju&iacute;zo), uma sequ&ecirc;ncia de atos jur&iacute;dicos ordenados para um fim que constituem o processo jurisdicional. A assistir &agrave; a&ccedil;&atilde;o dram&aacute;tica est&aacute; o escriv&atilde;o que confere f&eacute; p&uacute;blica ao que se desenrola perante ele. Os documentos judiciais traduzem-se, por conseguinte, na escritura&ccedil;&atilde;o produzida durante a tramita&ccedil;&atilde;o de um processo, respondendo &agrave;s necessidades funcionais do procedimento<a href="#9"><sup>9</sup></a><a name="top9"></a>.</p>     <p>O que tamb&eacute;m caracteriza o documento judicial &eacute; a sua diversidade potencial, na medida em que pode corresponder a documenta&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica de uma fase da marcha do processo e que pode ser produto de uma diversidade de inst&acirc;ncias jurisdicionais, representantes da justi&ccedil;a r&eacute;gia, pontif&iacute;cia, episcopal, senhorial, comunal ou qualquer outra que desempenhe fun&ccedil;&otilde;es jurisdicionais. Podem integrar, por conseguinte, o conceito de documento judicial, as peti&ccedil;&otilde;es, as cita&ccedil;&otilde;es, as notifica&ccedil;&otilde;es, as procura&ccedil;&otilde;es, os requerimentos, as dilig&ecirc;ncias, as alega&ccedil;&otilde;es, as inquiri&ccedil;&otilde;es, enfim, toda a documenta&ccedil;&atilde;o produzida no &acirc;mbito de um processo. Nas palavras de Ruy de Albuquerque e Martim de Albuquerque, os documentos de atos jur&iacute;dicos constituem o &ldquo;espelho daquilo que se chamou o direito vivo&rdquo;<a href="#10"><sup>10</sup></a><a name="top10"></a>.</p>     <p>Contudo, o documento judicial por excel&ecirc;ncia &eacute; a carta de senten&ccedil;a. A carta de senten&ccedil;a, expedida a peti&ccedil;&atilde;o de uma parte, como garantia dos seus direitos judicialmente declarados, tem como conte&uacute;do essencial a senten&ccedil;a dada pelo juiz no processo. A senten&ccedil;a consiste na decis&atilde;o de um juiz (ou ju&iacute;zes) que traduz o poder de conformar um lit&iacute;gio, por forma a reestabelecer a ordem entre as partes em conflito. A decis&atilde;o imp&otilde;e-se &agrave;s partes e a autoridade que det&eacute;m o poder de decidir faz executar a decis&atilde;o, se necess&aacute;rio pela for&ccedil;a<a href="#11"><sup>11</sup></a><a name="top11"></a>. A fun&ccedil;&atilde;o da carta de senten&ccedil;a &eacute; m&uacute;ltipla: tem valor dispositivo, porque traduz uma decis&atilde;o que resolve um lit&iacute;gio; adquire valor probat&oacute;rio quando reduzida a escrito, dando f&eacute; p&uacute;blica &agrave; decis&atilde;o e servindo de garantia dos direitos das partes; desempenha tamb&eacute;m uma fun&ccedil;&atilde;o execut&oacute;ria, por constituir um t&iacute;tulo bastante para que a decis&atilde;o seja executada.</p>     <p>O seu papel como fonte primordial resulta, sobretudo, do seu conte&uacute;do. Na medida em que encerra – mesmo que provisoriamente – a marcha do processo, a senten&ccedil;a permite reconstituir virtualmente o <i>iter</i> processual decorrido e intuir o percurso burocr&aacute;tico associado. Reconstru&ccedil;&atilde;o que se baseia na produ&ccedil;&atilde;o concreta do tribunal e n&atilde;o somente num retrato normativo abstrato, formando, deste modo, os alicerces para uma compara&ccedil;&atilde;o entre a realidade normativa e a realidade produzida. Nesse sentido, o apelo ao estudo dos documentos judiciais e, em particular, das cartas de senten&ccedil;a tem sido repetido pelos mais diversos autores, entre historiadores e jurishistoriadores. Carvalho Homem, na sua obra fundadora dedicada ao desembargo r&eacute;gio, destacava que: </p>     <blockquote>       <p>a an&aacute;lise detalhada das cartas de senten&ccedil;a poder&aacute; facultar aos historiadores do Direito um conhecimento dos tr&acirc;mites processuais com base no funcionamento efectivo das institui&ccedil;&otilde;es judici&aacute;rias, e n&atilde;o apenas estribado na legisla&ccedil;&atilde;o, que tem constitu&iacute;do o sustent&aacute;culo fundamental dos estudos at&eacute; agora feitos na mat&eacute;ria<a href="#12"><sup>12</sup></a><a name="top12"></a>. </p> </blockquote>     <p>Tamb&eacute;m Ant&oacute;nio Manuel Hespanha acentuou a mesma ideia: </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p>(…) quem quiser fazer a hist&oacute;ria das institui&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas tal como a vida real as conhece (os ingleses falam em law in action, por contraposi&ccedil;&atilde;o a law in books) tem que se preocupar, sobretudo, com os resultados da pr&aacute;tica jur&iacute;dica concreta, com essa massa de fen&oacute;menos jur&iacute;dicos todos os dias repetidos (contratos, senten&ccedil;as, decis&otilde;es administrativas, pareceres doutrinais e forenses, interven&ccedil;&otilde;es parlamentares, etc.). S&atilde;o eles de facto, mais do que os textos das leis ou as obras de ponta da ci&ecirc;ncia jur&iacute;dica a medula das institui&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas concretas, o corpo do direito vivido<a href="#13"><sup>13</sup></a><a name="top13"></a>.</p> </blockquote>     <p>A esta luz, propomo-nos analisar um conjunto de cartas de senten&ccedil;a dos tribunais superiores portugueses. Antes, por&eacute;m, e a fim de melhor colhermos e retratarmos o seu conte&uacute;do, cumpre deixar um excurso sobre a origem e singularidade destes dois tribunais, t&atilde;o breve quanto a economia que nos &eacute; exigida neste escrito nos permite.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. DOS TRIBUNAIS SUPERIORES: A CASA DA SUPLICA&Ccedil;&Atilde;O E A CASA DO C&Iacute;VEL</b></p>     <p>No s&eacute;c. XVI, a liga&ccedil;&atilde;o entre a cidade de Lisboa e os dois tribunais superiores que representam a justi&ccedil;a contenciosa r&eacute;gia<a href="#14"><sup>14</sup></a><a name="top14"></a> – a Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o e a Casa do C&iacute;vel<a href="#15"><sup>15</sup></a><a name="top15"></a> – intensifica-se. No entanto, o caminho percorrido pelos dois tribunais desde a sua g&eacute;nese passou por v&aacute;rias fases at&eacute; &agrave; sua sedentariza&ccedil;&atilde;o na capital do reino. </p>     <p>O tribunal do rei &eacute;, no in&iacute;cio da nacionalidade, uma institui&ccedil;&atilde;o una. A afirma&ccedil;&atilde;o dos recursos como instrumentos de excel&ecirc;ncia da justi&ccedil;a r&eacute;gia, por influ&ecirc;ncia do renascimento do direito romano, e a consequente constru&ccedil;&atilde;o de uma arquitetura hier&aacute;rquica judici&aacute;ria, transformar&aacute; o tribunal do rei numa <i>longa manus</i> que paira sobre as justi&ccedil;as locais de todo o reino, sujeitas &agrave; possibilidade de revis&atilde;o das suas decis&otilde;es enquanto concretiza&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica do arqu&eacute;tipo medieval do rei-juiz. A apela&ccedil;&atilde;o tornar-se-&aacute; a pe&ccedil;a central da administra&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a r&eacute;gia: toda a parte que se sentisse prejudicada pela senten&ccedil;a de um tribunal inferior podia recorrer (apelar) da mesma. N&atilde;o sendo poss&iacute;vel apelar das senten&ccedil;as definitivas de certos ju&iacute;zes dos tribunais superiores era, contudo, admiss&iacute;vel, dependendo do valor da demanda, interpor um recurso de agravo (suplica&ccedil;&atilde;o) das suas senten&ccedil;as.</p>     <p>A pr&aacute;tica processual, tamb&eacute;m inspirada no direito romano (e can&oacute;nico), desenvolve uma teia complexa de regras consolidadas, apreendidas por um n&uacute;cleo de oficiais que desempenham fun&ccedil;&otilde;es especializadas na administra&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a. O caminho da especializa&ccedil;&atilde;o, que ocorre quase simultaneamente ao n&iacute;vel das mat&eacute;rias e dos julgadores, permitir&aacute; a distin&ccedil;&atilde;o entre os n&uacute;cleos das mat&eacute;rias crimes e das mat&eacute;rias c&iacute;veis, adstritos a oficiais pr&oacute;prios, j&aacute; ocorrida na primeira metade do s&eacute;c. XIV. </p>     <p>O peso da m&aacute;quina da justi&ccedil;a pedia, ent&atilde;o, sedentariza&ccedil;&atilde;o: o tribunal do rei desdobra-se e os recursos em mat&eacute;ria c&iacute;vel autonomizam-se da Corte. O rei mant&eacute;m, contudo, junto de si, a ess&ecirc;ncia do seu poder de punir, preservando o n&uacute;cleo do crime. Formam-se dois tribunais distintos: um com car&aacute;cter sedent&aacute;rio, que ganha uma Chancelaria pr&oacute;pria e um corpo burocr&aacute;tico aut&oacute;nomo (que se designar&aacute; por Casa do C&iacute;vel); outro que acompanha o rei na sua itiner&acirc;ncia, que recorre &agrave; Chancelaria R&eacute;gia que tamb&eacute;m se mant&eacute;m itinerante (que se designar&aacute; Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o).</p>     <p>A primeira refer&ecirc;ncia expressa &agrave; Casa do C&iacute;vel surge no reinado de D. Pedro I (1362)<a href="#16"><sup>16</sup></a><a name="top16"></a>. Dotada de Chancelaria pr&oacute;pria (1362), encabe&ccedil;ada por um vedor, e de selo aut&oacute;nomo (1375), a Casa esteve sedeada em Coimbra (1362-1363) e depois em Santar&eacute;m (a partir de 1364). Relativamente a este per&iacute;odo pouco se sabe acerca das suas compet&ecirc;ncias: apenas temos not&iacute;cia de que na Casa do C&iacute;vel desembargavam os sobreju&iacute;zes, com compet&ecirc;ncia em mat&eacute;ria de recurso de feitos c&iacute;veis.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O s&eacute;c. XV afirma-se como um per&iacute;odo de continuidades, assente na consolida&ccedil;&atilde;o e estabiliza&ccedil;&atilde;o dos &oacute;rg&atilde;os judiciais r&eacute;gios. D. Jo&atilde;o I procurou fixar a Casa do C&iacute;vel na cidade de Lisboa, embora ainda se conhe&ccedil;am per&iacute;odos de perman&ecirc;ncia em Santar&eacute;m. Neste reinado o tribunal tamb&eacute;m surge designado por Casa do C&iacute;vel e Crime<a href="#17"><sup>17</sup></a><a name="top17"></a>, o que &eacute; tribut&aacute;rio dos compromissos adotados pelo monarca nas Cortes de 1385. Parece ser no per&iacute;odo em que D. Duarte, ainda infante, est&aacute; associado ao trono na administra&ccedil;&atilde;o dos assuntos da justi&ccedil;a que a Casa do C&iacute;vel adquire resid&ecirc;ncia permanente em Lisboa, instalada j&aacute; em 1429 no &ldquo;paa&ccedil;o do Jfante&rdquo;<a href="#18"><sup>18</sup></a><a name="top18"></a>. Trata-se do Pa&ccedil;o que se erguia defronte da desaparecida Igreja de S. Martinho, acima da S&eacute; de Lisboa, e que conheceu v&aacute;rias designa&ccedil;&otilde;es ao longo do tempo<a href="#19"><sup>19</sup></a><a name="top19"></a>. No s&eacute;c. XIV o edif&iacute;cio fora ocupado, talvez parcialmente, pela Casa da Moeda, designando-se no reinado de D. Fernando por Pa&ccedil;os da Moeda. Fern&atilde;o Lopes diz-nos que o monarca habitava os &ldquo;paa&ccedil;os que chamavom dos Iffantes, que som acerca dessa egreia [de S. Martinho]&rdquo;<a href="#20"><sup>20</sup></a><a name="top20"></a>. </p>     <p>Nas Cortes de 1434 D. Duarte ir&aacute; esclarecer as d&uacute;vidas relativas &agrave; compet&ecirc;ncia dos dois tribunais superiores: as apela&ccedil;&otilde;es dos feitos c&iacute;veis de qualquer parte do reino iriam &agrave; Casa do C&iacute;vel, salvo as que sa&iacute;ssem do lugar onde o rei ou Corte estivessem ou cinco l&eacute;guas em redor; as apela&ccedil;&otilde;es dos feitos crimes de qualquer parte do reino iriam ao tribunal da Corte, salvo as que sa&iacute;ssem da cidade de Lisboa e seu termo<a href="#21"><sup>21</sup></a><a name="top21"></a>.</p>     <p>No reinado de D. Afonso V a designa&ccedil;&atilde;o do tribunal itinerante da Corte est&aacute; j&aacute; consolidada como Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o (ainda que, com forte probabilidade, pelo envolvimento de D. Duarte em mat&eacute;ria de justi&ccedil;a, a designa&ccedil;&atilde;o resulte do reinado anterior)<a href="#22"><sup>22</sup></a><a name="top22"></a>. Em 1459, na medida em que os sobreju&iacute;zes da Casa do C&iacute;vel estavam sobrecarregados com os feitos dos res&iacute;duos e os feitos das penas ordenadas para a rendi&ccedil;&atilde;o dos cativos, deixando de despachar os feitos c&iacute;veis que lhes pertenciam por for&ccedil;a do seu regimento, D. Afonso V determina que os feitos dos res&iacute;duos e cativos passem para a Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o<a href="#23"><sup>23</sup></a><a name="top23"></a>.</p>     <p>Entretanto, no mesmo espa&ccedil;o ocupado pela Casa do C&iacute;vel, j&aacute; em 1463, situava-se a pris&atilde;o do Limoeiro<a href="#24"><sup>24</sup></a><a name="top24"></a>. No reinado de D. Manuel I fez-se neste espa&ccedil;o &ldquo;obra muito magnifica, & sumptuosa&rdquo;, destinada a albergar os pa&ccedil;os da Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o e do C&iacute;vel e a Cadeia do Limoeiro<a href="#25"><sup>25</sup></a><a name="top25"></a>. O monarca encomendou ao pintor flamengo Francisco Henriques uma grande obra de pintura &ldquo;pera o curucheo do Llimoeyro&rdquo; (ou &ldquo;da Rella&ccedil;am desta casa do cyvell&rdquo;), obra que decorria ainda em 1518, quando a peste assolou Lisboa, vitimando o pintor e v&aacute;rios dos seus colaboradores, intimados pelo monarca a ficarem na cidade para terminar a obra<a href="#26"><sup>26</sup></a><a name="top26"></a>.</p>     <p>A reconstru&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o para albergar os dois tribunais superiores do reino – e n&atilde;o apenas a Casa do C&iacute;vel, que j&aacute; o ocupava h&aacute; quase um s&eacute;culo – &eacute; reveladora da tend&ecirc;ncia para a sedentariza&ccedil;&atilde;o da Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o. Em 1534, atendendo a que a Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o se separava com frequ&ecirc;ncia do rei, D. Jo&atilde;o III decide dotar o tribunal de uma Chancelaria pr&oacute;pria (e de um chanceler), para evitar que o chanceler-mor, que tinha at&eacute; ent&atilde;o assento no tribunal, deixasse os selos &agrave; guarda de outro oficial<a href="#27"><sup>27</sup></a><a name="top27"></a>. Em 1550, numa descri&ccedil;&atilde;o das justi&ccedil;as superiores do reino, diz-se que a Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o acompanhava &ldquo;a mais das vezes&rdquo; o monarca, mudando-se &ldquo;pera as cidades e vilas pera onde Sua Alteza vay quando comodamente se pode fazer&rdquo;; quando a mudan&ccedil;a se revelava inc&oacute;moda, o tribunal ficava em Lisboa &ldquo;ou em outro lugar segundo a Sua Alteza parece que convem&rdquo;. Quanto &agrave; Casa do C&iacute;vel, estava &ldquo;de asemto na cidade de Lixboa&rdquo;<a href="#28"><sup>28</sup></a><a name="top28"></a>. No entanto, quando a cidade era assolada pela peste, era frequente que a Casa do C&iacute;vel se deslocasse para o termo da cidade, designadamente para o Lumiar (1523 e 1531)<a href="#29"><sup>29</sup></a><a name="top29"></a>.</p>     <p>Quando Filipe II de Espanha ocupa o trono de Portugal e inicia uma importante reforma da justi&ccedil;a, os dois tribunais superiores residiam em Lisboa. Filipe I ir&aacute; definitivamente p&ocirc;r fim &agrave; itiner&acirc;ncia – ainda que essencialmente formal – da Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o (de dif&iacute;cil praticabilidade no contexto da uni&atilde;o ib&eacute;rica), determinando que o tribunal passe a residir continuadamente em Lisboa</p>     <blockquote>       <p>& della se nom mudar, nem andar com a corte, como se costumaua, pella muita oppress&atilde;o que por essa causa recebiam as partes que na dita casa tinh&atilde;o negocio, & pella muita despesa que o Regedor, Desembargadores, & mais officiaes faziam nas mudan&ccedil;as della, & inquieta&ccedil;&atilde;o que recebiam, os quaes pera milhor fazerem seus of&iacute;cios, & comprirem com suas obriga&ccedil;&otilde;es, conuem estarem quietos, & dassento em hum lugar<a href="#30"><sup>30</sup></a><a name="top30"></a>.</p> </blockquote>     <p>A Casa do C&iacute;vel tornava-se dispens&aacute;vel e a centraliza&ccedil;&atilde;o dos tribunais superiores na capital dificultava o acesso &agrave; justi&ccedil;a aos que viviam longe da capital, sobretudo por parte das populosas comarcas do norte do reino, obrigando--os a &ldquo;virem as ditas Casas com suas appella&ccedil;&otilde;es, & aggrauos, & muitas vezes por casos tam leues, & de tam pequenas contias, que importam menos, que a despesa que nisso fazem&rdquo;<a href="#31"><sup>31</sup></a><a name="top31"></a>. A Casa do C&iacute;vel ser&aacute; extinta em 1582, sendo ordenada a cria&ccedil;&atilde;o de um novo tribunal na cidade do Porto, a Casa da Rela&ccedil;&atilde;o do Porto.</p>     <p>A Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o manteve-se no Limoeiro at&eacute; ao terramoto de 1755. Em 1584, a cadeia p&uacute;blica do Limoeiro &eacute; descrita como </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p>ampl&iacute;ssima, em cujo andar superior h&aacute; salas muito espa&ccedil;osas, destinadas &agrave; administra&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a. A&iacute;, senadores da maior pondera&ccedil;&atilde;o e sabedoria re&uacute;nem todos os dias, para decidir com toda a rectid&atilde;o as causas da maior import&acirc;ncia, enviadas de todo o reino por magistrados inferiores, e castigam os criminosos com a morte, o ex&iacute;lio, e outras penas<a href="#32"><sup>32</sup></a><a name="top32"></a>.</p> </blockquote>     <p>Enquanto a Casa do C&iacute;vel esteve fixa na capital do reino, a intera&ccedil;&atilde;o com a C&acirc;mara de Lisboa revelou-se tensa e conflituosa, como resulta das respostas r&eacute;gias aos agravos da cidade<a href="#33"><sup>33</sup></a><a name="top33"></a>.</p>     <p>Um dos privil&eacute;gios concedidos a Lisboa por D. Jo&atilde;o I no in&iacute;cio do seu reinado, que fazia reverter para a repara&ccedil;&atilde;o dos muros da cidade o valor das penas maiores de mortes cometidas pelo reino alvidradas em dinheiro, revelou--se fonte de disc&oacute;rdias. Em 1386, D. Jo&atilde;o I ordenava que fosse guardado o privil&eacute;gio concedido ao concelho e que as justi&ccedil;as entregassem &agrave; cidade o dinheiro das penas j&aacute; tomado<a href="#34"><sup>34</sup></a><a name="top34"></a>. Dois anos depois o monarca dirige-se &agrave; Casa do C&iacute;vel, determinando que o tribunal n&atilde;o soltasse as pessoas que deviam pagar as penas que revertiam a favor da cidade e que o escriv&atilde;o da Chancelaria da Casa do C&iacute;vel n&atilde;o passasse cartas para que tais pessoas fossem soltas, de modo a que os montantes fossem pagos &agrave; cidade e n&atilde;o &agrave; Casa do C&iacute;vel<a href="#35"><sup>35</sup></a><a name="top35"></a>. Em 1391, D. Jo&atilde;o I dirige nova carta &agrave;s justi&ccedil;as do reino, ordenando que n&atilde;o fossem entregues aos condenados nas penas as cartas e instrumentos de senten&ccedil;as para os soltar at&eacute; que eles demonstrassem j&aacute; terem pago as penas a dinheiro que revertiam para as obras da cidade<a href="#36"><sup>36</sup></a><a name="top36"></a>. D. Duarte confirmar&aacute; a merc&ecirc; de seu pai em 1434, constrangendo o regedor da Casa do C&iacute;vel a entregar as penas de dinheiro para as obras da cidade<a href="#37"><sup>37</sup></a><a name="top37"></a>.</p>     <p>Por outro lado, os conflitos de jurisdi&ccedil;&atilde;o entre a C&acirc;mara de Lisboa e a Casa do C&iacute;vel s&atilde;o constantes. O tribunal &eacute; frequentemente acusado de usurpar a jurisdi&ccedil;&atilde;o da cidade: o regedor &eacute; proibido de tomar conhecimento dos assuntos que estavam al&eacute;m do contido no regimento dado ao regedor e oficiais da Casa do C&iacute;vel (1459)<a href="#38"><sup>38</sup></a><a name="top38"></a>; os desembargadores da Casa s&atilde;o proibidos de tomar conhecimento de coisas da cidade cujo conhecimento pertencia ao rei por agravo, bem como de dadas de of&iacute;cios e priva&ccedil;&otilde;es deles (1465)<a href="#39"><sup>39</sup></a><a name="top39"></a>; o governador da Casa &eacute; proibido de intervir na execu&ccedil;&atilde;o das d&iacute;vidas das rendas da cidade (1500)<a href="#40"><sup>40</sup></a><a name="top40"></a> e de tomar conhecimento das inj&uacute;rias verbais demandadas na cidade e nos furtos feitos na cidade at&eacute; 300 reais, mesmo que aos ladr&otilde;es fossem cortadas as orelhas, por ser jurisdi&ccedil;&atilde;o da cidade (1502)<a href="#41"><sup>41</sup></a><a name="top41"></a>, proibi&ccedil;&atilde;o refor&ccedil;ada no ano seguinte, dirigindo-se igualmente ao regedor da Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o – o que revela que os dois tribunais se encontravam ent&atilde;o na cidade<a href="#42"><sup>42</sup></a><a name="top42"></a>. Em 1498, D. Manuel j&aacute; recomendara que, existindo alguma d&uacute;vida acerca da jurisdi&ccedil;&atilde;o da C&acirc;mara com a Casa do C&iacute;vel, se deviam juntar &ldquo;em huma cassa em &ccedil;ima em nossos paa&ccedil;os&rdquo; alguns desembargadores da Casa do C&iacute;vel e outros tantos que a cidade indicar e julgassem a quem pertencia<a href="#43"><sup>43</sup></a><a name="top43"></a>.</p>     <p>Durante a longa regedoria (1450-1478) de P&ecirc;ro Vaz de Melo, depois conde da Atalaia, o conflito entre a C&acirc;mara e o tribunal parece ter sido particularmente intenso. Em 1454, D. Afonso V advertia o tribunal por se recusar a responder a certos requerimentos da cidade; o tribunal proibira os tabeli&atilde;es da cidade de passarem cartas testemunh&aacute;veis que atestavam que a Casa do C&iacute;vel n&atilde;o lhes dava resposta, mandando mesmo prender os tabeli&atilde;es<a href="#44"><sup>44</sup></a><a name="top44"></a>. Em 1478, a cidade queixa-se do regedor por este se recusar a ir &agrave; C&acirc;mara para responder a consultas sobre coisas do bem comum e outras pertencentes &agrave; boa guarda e conserva&ccedil;&atilde;o da cidade<a href="#45"><sup>45</sup></a><a name="top45"></a> e a guardar os privil&eacute;gios dos cidad&atilde;os de Lisboa de n&atilde;o serem presos por d&iacute;vidas<a href="#46"><sup>46</sup></a><a name="top46"></a>. Os oficiais da C&acirc;mara queixavam-se ainda ao rei da forma como eram recebidos quando iam &agrave; Casa do C&iacute;vel em representa&ccedil;&atilde;o da cidade, sendo &ldquo;muy mall acatados nem honrrados&rdquo; pelos desembargadores, que os faziam &ldquo;estar em pee nam lhes fazendo aquella honrra que eles mere&ccedil;em e ainda os espedem dante si com asaz pouca onestidade&rdquo;<a href="#47"><sup>47</sup></a><a name="top47"></a>. D. Afonso V exige ent&atilde;o ao tribunal que d&ecirc; &ldquo;toda honrra e onesto fauor&rdquo; aos oficiais &ldquo;da principal cidade destes regnos&rdquo;, fazendo-os &ldquo;assentar nos lugares que a elles perten&ccedil;e por honrra da &ccedil;idade&rdquo;. A descortesia com que os oficiais da C&acirc;mara eram tratados culminara na derradeira afronta quando &ldquo;ha ora poucos dias&rdquo; o regedor e os desembargadores tinham ido &agrave; C&acirc;mara discutir a taxa do trigo (procurando escusar-se do seu pagamento); defendendo o procurador da cidade a sua posi&ccedil;&atilde;o, os desembargadores &ldquo;se endynaram&rdquo; contra ele, amea&ccedil;ando &ldquo;que se esperauam de vingar e bem&rdquo; se algum dos presentes fosse requerer &agrave; Casa do C&iacute;vel. D. Afonso V, condenando fortemente as amea&ccedil;as dos desembargadores – embora recusando declar&aacute;-los por suspeitos, como fora pedido pela cidade<a href="#48"><sup>48</sup></a><a name="top48"></a> –, ordenava que os desembargadores guardassem inteiramente o direito dos oficiais da C&acirc;mara se aparecessem no tribunal, esperando n&atilde;o ter de voltar ao assunto &ldquo;asperamente de maneira que a elles seja castigo E aos outros enxemplo&rdquo;<a href="#49"><sup>49</sup></a><a name="top49"></a>.</p>     <p>Do ponto de vista da sua estrutura org&acirc;nica, os dois tribunais superiores assemelhavam-se, embora a dimens&atilde;o da Casa do C&iacute;vel seja inferior &agrave; da Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o<a href="#50"><sup>50</sup></a><a name="top50"></a>. As d&uacute;vidas sobre a jurisdi&ccedil;&atilde;o de cada tribunal e compet&ecirc;ncias dos seus oficiais foram recorrentes<a href="#51"><sup>51</sup></a><a name="top51"></a>.</p>     <p>Ambos os tribunais come&ccedil;am por ter o seu regedor<a href="#52"><sup>52</sup></a><a name="top52"></a>, a principal figura do tribunal, que regia os desembargadores da rela&ccedil;&atilde;o e demais oficiais da Casa, com compet&ecirc;ncias ao n&iacute;vel da coordena&ccedil;&atilde;o, governo e supervis&atilde;o do tribunal e maior pendor pol&iacute;tico do que jur&iacute;dico. No reinado de D. Jo&atilde;o II (1485), para evitar confus&otilde;es entre os dirigentes m&aacute;ximos de ambas as casas, a Casa do C&iacute;vel passou a ter um governador (1485)<a href="#53"><sup>53</sup></a><a name="top53"></a>. O papel de cada um deles na estrutura administrativa do reino era de tal forma importante que os seus titulares eram designados como regedor e governador por antonom&aacute;sia (e assim assinavam).</p>     <p>Os desembargadores s&atilde;o os oficiais que julgam nos tribunais superiores. Em cada tribunal existe um n&uacute;mero fixo de julgadores com of&iacute;cios certos, aos quais se podiam juntar os desembargadores extravagantes (sem of&iacute;cio certo).</p>     <p>A Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o dividia-se em cinco n&uacute;cleos essenciais: (i) o Ju&iacute;zo dos Agravos e Apela&ccedil;&otilde;es (composto por seis desembargadores dos agravos em 1500, mais um em 1561), que conhece os agravos vindos das senten&ccedil;as definitivas dos outros n&uacute;cleos do tribunal e da Casa do C&iacute;vel (terceira inst&acirc;ncia); (ii) o Ju&iacute;zo da Correi&ccedil;&atilde;o da Corte (composto por um corregedor do crime da Corte e um corregedor das causas c&iacute;veis da Corte; em 1561 existiam j&aacute; dois corregedores para cada of&iacute;cio), que exerce as suas compet&ecirc;ncias no lugar onde se encontra o rei e cinco l&eacute;guas em redor; (iii) o Ju&iacute;zo dos Feitos do Rei (composto por um juiz dos Feitos do Rei e um procurador dos Feitos do Rei, a que se somam dois ju&iacute;zes dos Feitos da Fazenda e um procurador dos Feitos da Fazenda, integrados no tribunal em 1568), que despacha os feitos que envolvam direitos reais, direitos da Coroa e a Fazenda do rei; (iv) o Ju&iacute;zo da Ouvidoria do Crime (composto por tr&ecirc;s ouvidores, mais um em 1561 e outro em 1565), que conhece as apela&ccedil;&otilde;es crime vindas do reino; (v) o Ju&iacute;zo da Chancelaria (autonomizado em 1534, composto por um juiz da Chancelaria), que julga dos erros dos escriv&atilde;es, tabeli&atilde;es e outros funcion&aacute;rios.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por seu turno, a Casa do C&iacute;vel dividia-se em cinco n&uacute;cleos essenciais<a href="#54"><sup>54</sup></a><a name="top54"></a>: (i) o Ju&iacute;zo dos Agravos (composto por dois desembargadores do agravo; j&aacute; doze desembargadores em 1561), que despacha os agravos vindos dos sobreju&iacute;zes at&eacute; 8 marcos de prata; (ii) o Ju&iacute;zo dos Sobreju&iacute;zes (composto por seis sobreju&iacute;zes, extinto em 1529), que despacha as apela&ccedil;&otilde;es c&iacute;veis vindas do reino, salvo da Corte (quando n&atilde;o esteja em Lisboa), com al&ccedil;ada at&eacute; quatro marcos de prata (acima da al&ccedil;ada &eacute; admiss&iacute;vel recurso para a Suplica&ccedil;&atilde;o); para evitar a exist&ecirc;ncia de duas inst&acirc;ncias este ju&iacute;zo foi extinto, passando as suas compet&ecirc;ncias para o Ju&iacute;zo dos Agravos<a href="#55"><sup>55</sup></a><a name="top55"></a>; contudo, durante a reg&ecirc;ncia de D. Catarina (1559), foi determinado que, independentemente da quantia, todas as apela&ccedil;&otilde;es de feitos c&iacute;veis fossem &agrave; Casa do C&iacute;vel, sendo poss&iacute;vel agravar para a Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o acima de determinados valores<a href="#56"><sup>56</sup></a><a name="top56"></a>; (iii) o Ju&iacute;zo da Ouvidoria do Crime (composto por 2 ouvidores), que conhece dos feitos crimes vindos por apela&ccedil;&atilde;o ou agravo de Lisboa e seu termo do corregedor da cidade ou de outros ju&iacute;zes; (iv) o Ju&iacute;zo da Corregedoria da Cidade<a href="#57"><sup>57</sup></a><a name="top57"></a> (composto por um corregedor do crime da cidade e um corregedor do c&iacute;vel da cidade, criados em 1515; em 1561 existiam j&aacute; dois corregedores para cada of&iacute;cio), que conhece os feitos da correi&ccedil;&atilde;o de Lisboa em mat&eacute;ria crime e c&iacute;vel; (v) e o Ju&iacute;zo dos Feitos da &Iacute;ndia, Mina e Guin&eacute; (composto por um juiz)<a href="#58"><sup>58</sup></a><a name="top58"></a>, que conhece dos feitos relativos concernentes ao com&eacute;rcio ultramarino e cargas e descargas dos navios e das justifica&ccedil;&otilde;es para cobran&ccedil;a do dinheiro de defuntos e ausentes.</p>     <p>Cada ju&iacute;zo tinha adstrito um conjunto de escriv&atilde;es do of&iacute;cio, respons&aacute;veis por redigir os feitos perante os respetivos julgadores. Em torno dos of&iacute;cios de escrita rondavam os distribuidores, inquiridores, corredores das folhas, contadores das custas e recebedores do tribunal. Mais, cada tribunal tinha o seu promotor de justi&ccedil;a, um n&uacute;mero de solicitadores para solicitar os feitos que a&iacute; corriam e os seus procuradores residentes, que alegavam as leis, acompanhavam em perman&ecirc;ncia o tribunal e representavam as partes nos lit&iacute;gios submetidos &agrave; jurisdi&ccedil;&atilde;o superior; com forma&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria e familiarizados com o <i>stylus curiae</i>, estavam sujeitos a um exame perante o regedor ou governador e o chanceler para acesso ao of&iacute;cio. </p>     <p>Os tribunais s&atilde;o ainda compostos por pessoal subalterno com fun&ccedil;&otilde;es execut&oacute;rias, como os porteiros, adstritos a um ju&iacute;zo, que t&ecirc;m a seu cargo a comunica&ccedil;&atilde;o com o exterior e guardam as audi&ecirc;ncias; o pregoeiro da Corte, que apregoa nas audi&ecirc;ncias e faz arremata&ccedil;&otilde;es das execu&ccedil;&otilde;es das senten&ccedil;as; o meirinho da Corte, acompanhado pelos seus homens, que executa as decis&otilde;es do juiz, prendendo os malfeitores e arrecadando as penas. No mesmo edif&iacute;cio que albergava os tribunais superiores na cidade de Lisboa existiam duas cadeias, a Cadeia da Corte e a Cadeia da Cidade, com os respetivos meirinhos, alcaides, carcereiros, guardas e carrascos (e uma popula&ccedil;&atilde;o prisional de centenas de presos).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. DA FORMA DOCUMENTAL: O DISCURSO DIPLOM&Aacute;TICO DAS CARTAS DE SENTEN&Ccedil;A</b></p>     <p>A compreens&atilde;o e reconstitui&ccedil;&atilde;o dos mecanismos de produ&ccedil;&atilde;o escrita dos tribunais superiores encontram nas cartas de senten&ccedil;a uma fonte essencial. A an&aacute;lise de um conjunto de quinze cartas de senten&ccedil;a originais da Casa do C&iacute;vel e da Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o datadas da primeira metade do s&eacute;c. XVI e conservadas no Arquivo Municipal de Lisboa<a href="#59"><sup>59</sup></a><a name="top59"></a> permite-nos revisitar os processos burocr&aacute;ticos e sentir o pulsar do quotidiano dos tribunais superiores. </p>     <p>Do ponto de vista externo, as cartas de senten&ccedil;a analisadas pouco se distinguem das cartas (<i>literae</i>) redigidas na Chancelaria R&eacute;gia. O suporte &eacute; o pergaminho<a href="#60"><sup>60</sup></a><a name="top60"></a>, em f&oacute;lio &uacute;nico ou em caderno<a href="#61"><sup>61</sup></a><a name="top61"></a>, dependendo da dimens&atilde;o do texto, sempre redigido em portugu&ecirc;s. Do ponto de vista interno, contudo, as cartas de senten&ccedil;a possuem caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias que as permitem distinguir e autonomizar de outros documentos r&eacute;gios, caracter&iacute;sticas que se evidenciam atrav&eacute;s da an&aacute;lise do seu discurso diplom&aacute;tico.</p>     <p>O teor das cartas de senten&ccedil;a desenvolve-se atrav&eacute;s de um conjunto de elementos que formam a sua estrutura, desempenhando cada um desses elementos uma fun&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica no documento<a href="#62"><sup>62</sup></a><a name="top62"></a>>. As f&oacute;rmulas textuais que preenchem essa estrutura n&atilde;o s&atilde;o completamente r&iacute;gidas. Reconhecem-se variantes nas f&oacute;rmulas utilizadas em cada elemento do discurso diplom&aacute;tico, ainda que o conte&uacute;do n&atilde;o seja alterado de forma significativa. Considerando que o mesmo escriv&atilde;o, em curtos per&iacute;odos de tempo, n&atilde;o utiliza as mesmas f&oacute;rmulas textuais de carta para carta, entendemos que a redu&ccedil;&atilde;o a escrito n&atilde;o tem por base a rigidez de um formul&aacute;rio obrigat&oacute;rio, havendo antes lugar ao arb&iacute;trio do escriba. Apelando &agrave; sua mem&oacute;ria, o escriv&atilde;o teria presente o costume seguido no tribunal (<i>stylus curiae</i>), apreendido durante a sua forma&ccedil;&atilde;o<a href="#63"><sup>63</sup></a><a name="top63"></a>.</p>     <p>A estrat&eacute;gia narrativa utilizada nas cartas de senten&ccedil;a reduz a escrito a representa&ccedil;&atilde;o teatral pr&oacute;pria dos processos judiciais, a que atr&aacute;s aludimos. O seu conte&uacute;do, dominado por um narrador, apresenta-nos as personagens principais e as respetivas intera&ccedil;&otilde;es acrescentam tens&atilde;o dram&aacute;tica ao texto, at&eacute; alcan&ccedil;armos o final da narrativa, a decis&atilde;o, que favorece uma das personagens em detrimento da outra.</p>     <p>Na intitula&ccedil;&atilde;o (<i>intitulatio</i>) das cartas de senten&ccedil;a analisadas, &eacute; o monarca reinante que surge como emissor do documento e autor do neg&oacute;cio jur&iacute;dico consignado na carta. O tratamento de &ldquo;Dom&rdquo; inicia a carta, seguindo-se o nome do rei, a f&oacute;rmula de devo&ccedil;&atilde;o e legitima&ccedil;&atilde;o &ldquo;pela gra&ccedil;a de Deus&rdquo;, bem como a respetiva titula&ccedil;&atilde;o com men&ccedil;&atilde;o dos seus dom&iacute;nios<a href="#64"><sup>64</sup></a><a name="top64"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao longo da carta de senten&ccedil;a ouve-se sempre a voz do rei. Trata-se, contudo, de uma narra&ccedil;&atilde;o ficcionada, na medida em que o rei n&atilde;o est&aacute; fisicamente presente, n&atilde;o atua, n&atilde;o decide, n&atilde;o assiste ao desenrolar do feito, mas est&aacute; representado em todo o processo pelos seus ju&iacute;zes. O juiz dos tribunais superiores decide em nome do rei e da justi&ccedil;a r&eacute;gia, integrando o seu corpo m&iacute;stico<a href="#65"><sup>65</sup></a><a name="top65"></a>. No entanto, apesar da delega&ccedil;&atilde;o do seu poder de julgar em oficiais pr&oacute;prios, os reis, numa manifesta&ccedil;&atilde;o cerimonial de poder, n&atilde;o deixam de comparecer no principal tribunal da Corte, a Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o, para o despacho em rela&ccedil;&atilde;o. Garcia de Resende diz de D. Jo&atilde;o II que &ldquo;todalas sestas feiras hia sempre &agrave; rola&ccedil;&atilde;o pollas manha&atilde;s&rdquo;<a href="#66"><sup>66</sup></a><a name="top66"></a>. Tamb&eacute;m D. Manuel – relata-nos Dami&atilde;o de G&oacute;is – no mesmo dia &ldquo;hia sempre &agrave; casa da suplica&ccedil;&atilde;o ouvir hos presos & ser presente aho dar das senten&ccedil;as & isto sem nunqua faltar nem lho nenhum outro caso impedir sen&atilde;o doen&ccedil;a&rdquo;<a href="#67"><sup>67</sup></a><a name="top67"></a>. De D. Jo&atilde;o III diz-nos Francisco de Andrade que &ldquo;[q]uando se achava presente na rola&ccedil;&atilde;o aos despachos della, que era huma vez cada somana, mais inclinado se mostrava ha brandura da equidade, que ao rigor da justi&ccedil;a&rdquo;<a href="#68"><sup>68</sup></a><a name="top68"></a>.</p>     <p>A partir de 1524, d&aacute;-se uma altera&ccedil;&atilde;o no tratamento dado ao rei na documenta&ccedil;&atilde;o escrita em seu nome. Reunido nesse ano o Conselho de D. Jo&atilde;o III em &Eacute;vora, discutiu-se o modo como os seus antecessores tinham usado a express&atilde;o &ldquo;n&oacute;s el-Rei&rdquo; nos documentos que se escreviam em seu nome. O parecer do Conselho foi favor&aacute;vel &agrave; mudan&ccedil;a para o estilo novo de se escrever &ldquo;eu el-Rei&rdquo; somente, por outros reis passados o terem assim escrito e &ldquo;por ser assy mais proprio & decente ha majestade real&rdquo;. Nesse sentido, foi passada provis&atilde;o pelo secret&aacute;rio Ant&oacute;nio Carneiro a 16.06.1524 para que o costume antigo fosse afastado e que da&iacute; em diante se deveria utilizar &ldquo;eu el-Rei&rdquo;, com as correspondentes altera&ccedil;&otilde;es verbais, em todos os pap&eacute;is que deviam ser assinados pelo rei ou pelos seus oficiais em seu nome, para que o rei &ldquo;sempre falle por eu&rdquo;<a href="#69"><sup>69</sup></a><a name="top69"></a>.</p>     <p>O destinat&aacute;rio (<i>inscriptio</i>) identifica a pessoa a quem o documento &eacute; dirigido, para efeitos da sua execu&ccedil;&atilde;o (n&atilde;o corresponde, portanto, &agrave; pessoa que pode usar o documento em seu benef&iacute;cio). As cartas de senten&ccedil;a apresentam um destinat&aacute;rio corporativo em mat&eacute;ria de justi&ccedil;a, sem que seja especificado o nome de uma pessoa em concreto. Com variantes, a carta &eacute; dirigida &ldquo;a todolos<a href="#70"><sup>70</sup></a><a name="top70"></a> juizes e justi&ccedil;as de nossos reinos<a href="#71"><sup>71</sup></a><a name="top71"></a> a que esta nossa carta de senten&ccedil;a for mostrada<a href="#72"><sup>72</sup></a><a name="top72"></a>&rdquo;<a href="#73"><sup>73</sup></a><a name="top73"></a>. Este elemento apresenta uma importante auto-classifica&ccedil;&atilde;o, inserindo o documento na tipologia das cartas de senten&ccedil;a.</p>     <p>A sauda&ccedil;&atilde;o (<i>salutatio</i>) fecha o protocolo inicial com a f&oacute;rmula de cortesia &ldquo;sa&uacute;de&rdquo;<a href="#74"><sup>74</sup></a><a name="top74"></a>.</p>     <p>O texto inicia-se com a notifica&ccedil;&atilde;o (<i>notificatio</i>), que anuncia o conte&uacute;do do documento ao destinat&aacute;rio, traduzindo-se numa forma verbal imperativa &ldquo;sabede que…&rdquo;<a href="#75"><sup>75</sup></a><a name="top75"></a>, substitu&iacute;da a partir de 1514 por &ldquo;fazemos vos saber que…&rdquo;. No reinado de D. Jo&atilde;o III, com a mudan&ccedil;a atr&aacute;s referida para o estilo novo no tratamento do rei, a express&atilde;o utilizada passa a ser &ldquo;fa&ccedil;o-vos saber que…&rdquo;<a href="#76"><sup>76</sup></a><a name="top76"></a>. </p>     <p>Segue-se a exposi&ccedil;&atilde;o (<i>narratio</i>), onde se procede &agrave; reconstitui&ccedil;&atilde;o dos factos que d&atilde;o origem ao processo e &agrave; enumera&ccedil;&atilde;o das diferentes etapas processuais percorridas. Na carta de senten&ccedil;a, a exposi&ccedil;&atilde;o ocupa a maior parte do documento, identificando as partes em lit&iacute;gio, com indica&ccedil;&atilde;o dos seus nomes e dignidades, o pedido feito pelo autor e os seus motivos e a rela&ccedil;&atilde;o sum&aacute;ria do processo com o resumo dos atos processuais ocorridos e que antecedem a decis&atilde;o.</p>     <p>A f&oacute;rmula habitualmente utilizada para dar in&iacute;cio &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o &eacute; igualmente ficcionada, revelando a pend&ecirc;ncia de certo lit&iacute;gio no tribunal superior. A express&atilde;o textual, com variantes, indica que no tribunal (&ldquo;em a nossa corte&rdquo;<a href="#77"><sup>77</sup></a><a name="top77"></a>; &ldquo;em esta minha corte e Casa do C&iacute;vel&rdquo;<a href="#78"><sup>78</sup></a><a name="top78"></a>; &ldquo;em esta nossa corte e Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o&rdquo;)<a href="#79"><sup>79</sup></a><a name="top79"></a> perante o rei (&ldquo;perante n&oacute;s&rdquo;)<a href="#80"><sup>80</sup></a><a name="top80"></a>, na verdade representado pelos seus ju&iacute;zes (&ldquo;perante mim e o licenciado Ant&atilde;o Gon&ccedil;alves, do meu desembargo&rdquo;), foi ordenado<a href="#81"><sup>81</sup></a><a name="top81"></a> certo lit&iacute;gio (&ldquo;se tratou um feito&rdquo;<a href="#82"><sup>82</sup></a><a name="top82"></a>; &ldquo;se tratou um feito c&iacute;vel&rdquo;)<a href="#83"><sup>83</sup></a><a name="top83"></a> entre as partes que logo se identificam.</p>     <p>Com o dispositivo (<i>dispositio</i>), que exprime a vontade do autor atrav&eacute;s de uma decis&atilde;o, atinge-se o cl&iacute;max narrativo. O dispositivo inicia-se com a express&atilde;o &ldquo;O qual visto por n&oacute;s&rdquo;<a href="#84"><sup>84</sup></a><a name="top84"></a> ou &ldquo;E visto por n&oacute;s em Rela&ccedil;&atilde;o com os do nosso desembargo&rdquo;<a href="#85"><sup>85</sup></a><a name="top85"></a>, a que se segue a conjuga&ccedil;&atilde;o verbal reveladora de assentimento &ldquo;Acordamos&rdquo; (depois &ldquo;Acordei&rdquo;)<a href="#86"><sup>86</sup></a><a name="top86"></a>, a qual anuncia a decis&atilde;o final, tendo por base o pedido deduzido pelo autor.</p>     <p>O processo dieg&eacute;tico do texto termina com duas cl&aacute;usulas finais que asseguram a execu&ccedil;&atilde;o da manifesta&ccedil;&atilde;o de vontade inscrita no documento. A primeira &eacute; uma cl&aacute;usula injuntiva, que determina que a decis&atilde;o seja cumprida e executada pelo destinat&aacute;rio, prevista na f&oacute;rmula, com variantes, &ldquo;E por&eacute;m vos mandamos que assim o cumprais e guardeis e fa&ccedil;ais (mui inteiramente)<a href="#87"><sup>87</sup></a><a name="top87"></a> cumprir e guardar como por n&oacute;s &eacute; acordado, (determinado)<a href="#88"><sup>88</sup></a><a name="top88"></a>, julgado e mandado&rdquo;<a href="#89"><sup>89</sup></a><a name="top89"></a>. A esta segue-se uma cl&aacute;usula proibitiva, que interdita a realiza&ccedil;&atilde;o de qualquer ato contr&aacute;rio ao que o documento disp&otilde;e (&ldquo;E all nom fa&ccedil;ades&rdquo;, depois &ldquo;E all nom fa&ccedil;aes&rdquo;)<a href="#90"><sup>90</sup></a><a name="top90"></a>. </p>     <p>O escatocolo abre com a data&ccedil;&atilde;o t&oacute;pica, seguida da data cronol&oacute;gica, com refer&ecirc;ncia ao dia e m&ecirc;s. O ano &eacute; identificado no final do escatocolo. Uma f&oacute;rmula consignat&oacute;ria identifica, finalmente, o nome do julgador, que ordena o conte&uacute;do da carta em substitui&ccedil;&atilde;o do monarca (&ldquo;El-Rei o mandou por…&rdquo;) e o nome do escriv&atilde;o, enquanto autor material do documento. Foi o escriv&atilde;o, como veremos, que permitiu o desenvolvimento narrativo atrav&eacute;s do feito que foi redigindo ao longo das audi&ecirc;ncias.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A valida&ccedil;&atilde;o (<i>validatio</i>) da carta de senten&ccedil;a &eacute; feita atrav&eacute;s da assinatura dos ju&iacute;zes que intervieram no pleito e, no verso do documento, da assinatura do chanceler, junto do selo pendente, s&iacute;mbolo da vontade do rei. Onde o selo r&eacute;gio &eacute; aposto, ouve-se a voz do rei.</p>     <p>Por fim, a carta de senten&ccedil;a cont&eacute;m ainda, por regra, refer&ecirc;ncias aos emolumentos cobrados. O verso da carta pode tamb&eacute;m integrar atos notariais relativos ao cumprimento e execu&ccedil;&atilde;o da senten&ccedil;a<a href="#91"><sup>91</sup></a><a name="top91"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. DA G&Eacute;NESE DOCUMENTAL: AS CHANCELARIAS DOS TRIBUNAIS SUPERIORES</b></p>     <p>A Chancelaria, dirigida pelo chanceler<a href="#92"><sup>92</sup></a><a name="top92"></a>, &eacute; o departamento respons&aacute;vel pela redu&ccedil;&atilde;o a escrito dos documentos emitidos pelo tribunal, pelo seu registo em livros pr&oacute;prios<a href="#93"><sup>93</sup></a><a name="top93"></a>, pela sua valida&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da aposi&ccedil;&atilde;o do selo r&eacute;gio e pela sua expedi&ccedil;&atilde;o, por via da sua entrega aos interessados. Recorde-se que, se a Casa do C&iacute;vel tinha a sua Chancelaria pr&oacute;pria desde a sua autonomiza&ccedil;&atilde;o em finais do s&eacute;c. XIV, a Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o recorria &agrave; Chancelaria-mor do Reino at&eacute; 1534, quando &eacute; criado o of&iacute;cio de chanceler da Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Enquanto centro de produ&ccedil;&atilde;o documental, a Chancelaria controla, atrav&eacute;s do chanceler, o trabalho dos escriv&atilde;es do respetivo tribunal, de modo a assegurar que as senten&ccedil;as eram bem redigidas e que os escriv&atilde;es n&atilde;o cobravam mais pela reda&ccedil;&atilde;o do que os valores tabelados.</p>     <p>O trabalho do escriv&atilde;o desenrola-se durante as audi&ecirc;ncias, sendo respons&aacute;vel por registar os termos da audi&ecirc;ncia, diligenciar a apresenta&ccedil;&atilde;o das pe&ccedil;as e requerimentos das partes (que, atrav&eacute;s dos seus procuradores, registam os respetivos atos processuais) e os desembargos do juiz, indicar os prazos dados &agrave;s partes para comparecerem em nova audi&ecirc;ncia, juntar ou trasladar as inquiri&ccedil;&otilde;es de testemunhas e as escrituras dadas pelas partes como prova e promover o andamento do processo, entregando-o &agrave;s partes ou fazendo-o concluso aos ju&iacute;zes (que pelo punho do juiz relator, registam a senten&ccedil;a). Embora o processo f&iacute;sico que se vai formando ande de m&atilde;o em m&atilde;o – e seja redigido por v&aacute;rias m&atilde;os –, entre as partes, o juiz e o escriv&atilde;o, este &uacute;ltimo assume-se como o seu guardi&atilde;o. O processo desempenha uma fun&ccedil;&atilde;o instrumental, na medida em que permite recolher as posi&ccedil;&otilde;es dos intervenientes no lit&iacute;gio para que no fim da demanda possa ser passada a carta de senten&ccedil;a. </p>     <p>Depois de a senten&ccedil;a ser verbalmente tornada p&uacute;blica em audi&ecirc;ncia, as partes (designadamente, a parte vencedora) poderiam obter uma carta de senten&ccedil;a, feita com base no processo do feito, de modo a promover o cumprimento da decis&atilde;o que conformou o lit&iacute;gio.</p>     <p>A 18 de julho de 1511, o escriv&atilde;o Est&ecirc;v&atilde;o Vaz redige quatro cartas de senten&ccedil;a favor&aacute;veis &agrave; C&acirc;mara de Lisboa, passadas pelo ju&iacute;zo das propriedades da cidade e relativas &agrave; proibi&ccedil;&atilde;o de tabuleiros em frente das portas das casas da Rua Nova dos Mercadores. As senten&ccedil;as, contudo, tinham sido dadas mais de nove anos antes, mas o procurador da cidade n&atilde;o tinha ainda tirado a senten&ccedil;a do processo </p>     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ate ora que Nos veio pedir que lhe mandassemos dar a dyta nossa senten&ccedil;a <i>E</i> passar p<i>er</i> a nossa cham&ccedil;ellaria <i>E</i> antes de lhe seer dado mandamos que citasse a parte porquanto passava de sseis meses que a dita semten&ccedil;a era dada para dizer se tinha embargos ha nom seer tirada do processo<a href="#94"><sup>94</sup></a><a name="top94"></a>.</p> </blockquote>     <p>Por regra, a carta de senten&ccedil;a era redigida pelo escriv&atilde;o que tinha o feito. Encontramos, contudo, refer&ecirc;ncias a escriv&atilde;es que redigem a carta de senten&ccedil;a mas que n&atilde;o t&ecirc;m o feito<a href="#95"><sup>95</sup></a><a name="top95"></a>. Na carta de senten&ccedil;a o escriv&atilde;o do feito devia anotar &ldquo;por suas ma&otilde;s&rdquo; a retribui&ccedil;&atilde;o devida pela feitura da carta<a href="#96"><sup>96</sup></a><a name="top96"></a>. Sem levarem postas a paga o chanceler n&atilde;o devia passar as cartas que n&atilde;o levassem postas as pagas do que os escriv&atilde;es levavam pela sua feitura<a href="#97"><sup>97</sup></a><a name="top97"></a>. Encontram-se refer&ecirc;ncias a este pagamento no final do texto da carta de senten&ccedil;a. Na Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o o valor mais frequente &eacute; de 60 reais por f&oacute;lio (&ldquo;pg lx rs&rdquo;)<a href="#98"><sup>98</sup></a><a name="top98"></a>. Na Casa do C&iacute;vel paga-se 70 reais (&ldquo;pg lxx rs&rdquo;)<a href="#99"><sup>99</sup></a><a name="top99"></a>. </p>     <p>Redigida a carta de senten&ccedil;a, esta era entregue aos desembargadores que tinham proferido a decis&atilde;o para a assinar. O valor da assinatura &eacute;, em ambas as casas, de 100 reais (&ldquo;d'assinatura cem r<i>eae</i>s&rdquo;)<a href="#100"><sup>100</sup></a><a name="top100"></a>. Por vezes, os desembargadores encontravam-se ausentes e n&atilde;o assinavam a carta de senten&ccedil;a: &ldquo;E p<i>or</i> quanto Ao asynar desta os ssobreditos b<i>is</i>po da goarda ne<i>m </i>vygairo de tomar no<i>m</i> eram p<i>re</i>sentes passou ssomente pollo dito douto<i>r</i> bras neto&rdquo;<a href="#101"><sup>101</sup></a><a name="top101"></a>.</p>     <p>Depois de assinadas pelo julgador, cabia ao chanceler proceder &agrave; revis&atilde;o das cartas e exercer o controlo de legalidade sobre as mesmas, no momento da sua valida&ccedil;&atilde;o. Assim, cumpria ao chanceler identificar, do ponto de vista formal, falhas de reda&ccedil;&atilde;o e, do ponto de vista material, conflitos com outras disposi&ccedil;&otilde;es ou privil&eacute;gios previamente concedidos. As cartas que fossem expressamente contra as ordena&ccedil;&otilde;es ou direito n&atilde;o eram seladas: o chanceler punha-lhes uma glosa e levava-as &agrave; rela&ccedil;&atilde;o do tribunal para discuss&atilde;o. Se achasse que n&atilde;o havia d&uacute;vidas na carta, punha o seu sinal acostumado de acordo com o selo utilizado<a href="#102"><sup>102</sup></a><a name="top102"></a> e mandava sel&aacute;-las na sua presen&ccedil;a ao porteiro da Chancelaria. </p>     <p>Embora apenas uma das cartas de senten&ccedil;a conserve vest&iacute;gios do selo pendente de cera vermelho<a href="#103"><sup>103</sup></a><a name="top103"></a>, encontramos a assinatura do chanceler – apenas com o nome latino, sem apelido, tal como os desembargadores<a href="#104"><sup>104</sup></a><a name="top104"></a> – no fundo da carta, ao centro, por cima do local onde era colocado o nastro<a href="#105"><sup>105</sup></a><a name="top105"></a>, ou, no caso de cadernos, no canto inferior junto &agrave; dobra do caderno<a href="#106"><sup>106</sup></a><a name="top106"></a>.</p>     <p>No verso das cartas de senten&ccedil;a da Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o<a href="#107"><sup>107</sup></a><a name="top107"></a>, validadas pelo chanceler-mor, encontra-se um &laquo;p&raquo; oblongo, de altura excessiva, ocupando quase todo o f&oacute;lio, feito pela m&atilde;o do chanceler-mor. N&atilde;o se conhece o sentido desta marca do chanceler-mor<a href="#108"><sup>108</sup></a><a name="top108"></a>, podendo, por ventura, corresponder a um visto de conformidade ou uma autoriza&ccedil;&atilde;o para que a carta passe na Chancelaria. </p>     <p>Selada a carta, iniciava-se o ritual da entrega, carregado de formalismo e positivamente descrito nos regimentos dos oficiais envolvidos. A partir do momento em que carrega o selo do rei, o documento ganha a dimens&atilde;o de uma preciosidade. O porteiro guardava a carta num saco, que fechava e selava, levando-o de imediato &agrave; Casa da Chancelaria, onde era feita a expedi&ccedil;&atilde;o das cartas de senten&ccedil;a. As cartas eram mantidas nesse saco at&eacute; o escriv&atilde;o da Chancelaria e o recebedor se sentarem para iniciar a entrega, num jogo tripartido de controlo e responsabilidade. Perante o escriv&atilde;o da Chancelaria, o porteiro abria o saco e tirava as cartas, uma a uma, entregando-as ao escriv&atilde;o, que assentava na carta a sua paga (taxa da Chancelaria, importante fonte de rendimento do tribunal) e registava-a no livro da receita (para confrontar depois com a conta do recebedor). </p>     <p>N&atilde;o chegaram at&eacute; n&oacute;s estes livros de receita nem o registo das taxas da Chancelaria a cobrar. Encontramos, por&eacute;m, a paga da carta na Chancelaria registada nas cartas de senten&ccedil;a, com a assinatura do escriv&atilde;o da Chancelaria, conforme prescreve o texto legal: na Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o o valor pago &eacute; de 36 reais em 1511<a href="#109"><sup>109</sup></a><a name="top109"></a>, diminuindo para 30 reais entre 1513 e 1528<a href="#110"><sup>110</sup></a><a name="top110"></a>. J&aacute; na Casa do C&iacute;vel, estava fixado em 36 reais em 1511<a href="#111"><sup>111</sup></a><a name="top111"></a>, parecendo diminuir para 30 reais em 1514<a href="#112"><sup>112</sup></a><a name="top112"></a> mas logo aumentando para 40 reais entre 1518 e 1535<a href="#113"><sup>113</sup></a><a name="top113"></a>.</p>     <p>Depois de ao recebedor ser entregue a quantia devida, o porteiro entregava a carta &agrave;s partes indicadas pelo escriv&atilde;o. O cerimonial repetia-se para cada carta, at&eacute; todas terem sido entregues. Ent&atilde;o o porteiro recupera as cartas que ficaram por entregar e que se encontravam numa arca, que se abria com a chave do escriv&atilde;o e do recebedor<a href="#114"><sup>114</sup></a><a name="top114"></a>. Se a&iacute; estivessem as partes, procedia-se &agrave; sua entrega, regressando, caso contr&aacute;rio, &agrave; referida arca.</p>     <p>Estando presente na entrega, a parte condenada pode opor-se a que uma carta de senten&ccedil;a passe pela Chancelaria, pagando o direito do embargo &agrave; Chancelaria. O escriv&atilde;o entrega a carta de senten&ccedil;a com os embargos apresentados pelo embargante e leva-os ao desembargador que a assinou, para despacho. Quem opusesse embargos &agrave; Chancelaria que n&atilde;o sejam recebidos ou n&atilde;o os provar, era condenado nas custas em dobro, mesmo que a senten&ccedil;a fosse sem custas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No lit&iacute;gio que op&otilde;e a cidade de Lisboa a P&ecirc;ro Vaz e Vasco Gon&ccedil;alves sobre o aforamento de umas casas junto da Portagem do P&atilde;o foram passadas, por escriv&atilde;es distintos, duas cartas de senten&ccedil;a, a primeira a 27 de junho de 1514 e a segunda a 23 de julho de 1514<a href="#115"><sup>115</sup></a><a name="top115"></a>. Passada a primeira carta, vieram os r&eacute;us com embargos a n&atilde;o passar na Chancelaria a senten&ccedil;a. A segunda senten&ccedil;a, de conte&uacute;do igual &agrave; primeira, decide sumariamente os embargos, determinando que a senten&ccedil;a passe pela Chancelaria<a href="#116"><sup>116</sup></a><a name="top116"></a>. Constru&iacute;das as duas senten&ccedil;as com base no mesmo processo de feito, s&atilde;o identific&aacute;veis variantes textuais que as distinguem, o que comprova a margem que cada escriv&atilde;o tem na reda&ccedil;&atilde;o da carta de senten&ccedil;a.</p>     <p>Ainda que a amostragem seja muito limitada para conclus&otilde;es definitivas, encontramos semelhan&ccedil;as e diferen&ccedil;as na atua&ccedil;&atilde;o dos dois tribunais. Se, do ponto de vista da an&aacute;lise do discurso diplom&aacute;tico, verificamos que a formalidade documental exigida &eacute; comum a ambas as casas, do ponto de vista da redu&ccedil;&atilde;o a escrito vislumbram- -se diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel do regime de taxas e emolumentos – que parecem ser mais elevados na Chancelaria da Casa do C&iacute;vel –, que podem indiciar uma autonomia dos tribunais superiores na sua gest&atilde;o interna ou a vontade r&eacute;gia de estabelecer distin&ccedil;&otilde;es a esse n&iacute;vel entre os dois tribunais.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n10/ser2n10a09q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS </b></p> <b>     <p>FONTES</p>     <p>MANUSCRITAS</p>     <p>Arquivo Municipal de Lisboa</p> </b>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Chancelaria R&eacute;gia, Livro 1&ordm; de m&iacute;sticos de reis.</p>     <p>Chancelaria R&eacute;gia, Livro 1&ordm; de D. Jo&atilde;o I.</p>     <p>Chancelaria R&eacute;gia, Livro 2&ordm; de D. Duarte e de D. Afonso V.</p>     <p>Chancelaria R&eacute;gia, Livro dos pregos.</p>     <p>Chancelaria R&eacute;gia, Livro 1&ordm; de senten&ccedil;as.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Arquivo Nacional Torre do Tombo (Antt)</b></p>     <p>Chancelarias R&eacute;gias, Chancelaria de D. Afonso V, liv. 9.</p>     <p>Corpo Cronol&oacute;gico, Parte II, Ma&ccedil;o 168.</p>     <p>Feitos Findos, Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o, liv. 72.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Leis e Ordena&ccedil;&otilde;es, Leis, Ma&ccedil;o 3, n&ordm; 29. </p>     <p>Tribunal do Santo Of&iacute;cio, Inquisi&ccedil;&atilde;o de Lisboa, Processo do bacharel Pedro Louren&ccedil;o, proc. 1093.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>IMPRESSAS</b></p>     <p><i>Ordena&ccedil;&otilde;es Afonsinas</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, 1985.</p>     <p><i>Ordena&ccedil;&otilde;es de el-Rei Dom Duarte</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, 1988.</p>     <p><i>Ordena&ccedil;&otilde;es Manuelinas</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, 1985.</p>     <p><i>Regimento da Casa da Suplica&ccedil;am e da Rela&ccedil;am do Porto. E o Perd&atilde;o geeral, com outras leys & prouis&otilde;es</i>. Lisboa: aa custa de Luis Marteel Livreiro del Rey Nosso Senhor per Antonio Ribeiro Impressor do mesmo Se&ntilde;or, 1583.</p>     <p>DIAS, Jo&atilde;o Jos&eacute; Alves, org. – <i>Cortes portuguesas: reinado de D. Manuel I (Cortes de 1498)</i>. Lisboa: Centro de Estudos Hist&oacute;ricos da Universidade Nova de Lisboa, 2002.</p>     <p>LEAL, Jos&eacute; da Silva Mendes – <i>Corpo Diplomatico Portuguez</i>. Lisboa: Academia Real das Ci&ecirc;ncias, 1884. tomo VI.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>OLIVEIRA, Eduardo Freire de – <i>Elementos para a hist&oacute;ria do munic&iacute;pio de Lisboa</i>. Lisboa: Tipografia Universal, 1887-1904. tomo II (1887) e tomo XIV (1904).</p>     <p>RODRIGUES, Maria Teresa Campos, ed. – <i>Livro das posturas antigas</i>. Lisboa: C&acirc;mara Municipal, 1974.</p>     <p></p>     <p>ESTUDOS</p>     <!-- ref --><p>ALBUQUERQUE, Ruy de; ALBUQUERQUE, Martim de – <i>Hist&oacute;ria do Direito portugu&ecirc;s</i>. Lisboa: Ed. Pedro Ferreira, 1999. vol. I.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064562&pid=S2183-3176201800020000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ANDRADE, Francisco de – <i>Cronica do muyto alto e muito poderoso Rey destes Reynos de Portugal Dom Io&atilde;o o III. deste nome...</i> Lisboa: por Jorge Rodrigues, 1613.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064564&pid=S2183-3176201800020000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>AZEVEDO, Rui de – A chancelaria r&eacute;gia portuguesa nos s&eacute;culos XII e XIII: linhas gerais da sua evolu&ccedil;&atilde;o. <i>Revista da Universidade de Coimbra</i>. Volume XIV (1940), p. 1-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064566&pid=S2183-3176201800020000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>BARROS, Henrique da Gama – <i>Hist&oacute;ria da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica em Portugal nos s&eacute;culos XII a XV</i>. Lisboa: Imprensa Nacional, 1885. tomo I.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064568&pid=S2183-3176201800020000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BONO Y HUERTA, Jos&eacute; – Conceptos fundamentales de la Diplomatica notarial. <i>Historia, instituciones, documentos</i>. Sevilla. N&ordm; 19 (1992), p. 73-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064570&pid=S2183-3176201800020000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CAETANO, Marcello – <i>Hist&oacute;ria do Direito portugu&ecirc;s</i>. 4&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Lisboa: Verbo, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064572&pid=S2183-3176201800020000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>C&Aacute;RCEL ORT&Iacute;, Maria Milagros, ed. – <i>Vocabulaire internationale de la Diplomatique</i>. 2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Val&egrave;ncia: Universitat de Val&egrave;ncia, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064574&pid=S2183-3176201800020000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CASTILHO, J&uacute;lio de – <i>Lisboa antiga: bairros orientais</i>. 2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Lisboa: S. Industriais da CML, 1937. vol. IX.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064576&pid=S2183-3176201800020000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>COELHO, Maria Helena da Cruz; HOMEM, Armando Lu&iacute;s de Carvalho – Origines et &eacute;volution du registre de la chancellerie royale portugaise (XIII<sup>e-</sup>XV<sup>e</sup> si&egrave;cles). <i>Revista da Faculdade de Letras</i>. II S&eacute;rie, XII (1996), p. 48-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064578&pid=S2183-3176201800020000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COELHO, Maria Helena da Cruz; HOMEM, Armando Lu&iacute;s de Carvalho – Les actes judiciaires de Pierre Ier du Portugal (1357-1366). In NICOLAJ, Giovanna, ed. – <i>La diplomatica dei documenti giudiziari (dai placiti agli acta – secc. XII-XV)</i>. Vaticano: Scuola Vaticana di Paleografia, Diplomatica e Archivistica, 2004. p. 281-293.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064580&pid=S2183-3176201800020000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COSTA, Avelino Jesus da – La chancellerie royale portugaise jusqu'au milieu du XIII<sup>e</sup> si&egrave;cle. <i>Revista Portuguesa de Hist&oacute;ria</i>. Tomo XV (1975), p. 143-168.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064582&pid=S2183-3176201800020000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COSTA, Avelino Jesus da – A Chancelaria Real portuguesa e os seus registos, de 1217 a 1438. <i>Revista da Faculdade da Letras</i>. II S&eacute;rie, XIII (1996), p. 71-101.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064584&pid=S2183-3176201800020000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COUTINHO, Valdemar – O Condado de Vila Nova de Portim&atilde;o. In CONGRESSO INTERNACIONAL A ALTA NOBREZA E A FUNDA&Ccedil;&Atilde;O DO ESTADO DA &Iacute;NDIA, Lisboa, 2001 – <i>Actas do Congresso Internacional</i>. Lisboa: Centro de Hist&oacute;ria da Al&eacute;m- -Mar Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas Universidade Nova de Lisboa, 2004. p. 227-238.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064586&pid=S2183-3176201800020000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>CRUZ, Maria do Ros&aacute;rio Azevedo – <i>As reg&ecirc;ncias na menoridade de D. Sebasti&atilde;o</i>. Lisboa: INCM, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064588&pid=S2183-3176201800020000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DUARTE, Lu&iacute;s Miguel – <i>Justi&ccedil;a e criminalidade no Portugal medievo (1459-1481)</i>. Porto: [s.n.], 1993. vol. 1 e 2. Tese de doutoramento em Hist&oacute;ria da Idade M&eacute;dia, apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064590&pid=S2183-3176201800020000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FARELO, M&aacute;rio – <i>A oligarquia camar&aacute;ria de Lisboa (1325-1433).</i> Lisboa: [s.n.], 2009. Tese de doutoramento em Hist&oacute;ria Medieval, apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064592&pid=S2183-3176201800020000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FERNANDES, Paulo Jorge – A organiza&ccedil;&atilde;o municipal de Lisboa. In OLIVEIRA, C&eacute;sar, dir. – <i>Hist&oacute;ria dos munic&iacute;pios e do poder local: dos finais da Idade M&eacute;dia &agrave; Uni&atilde;o Europeia</i>. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 1996. p. 103-105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064594&pid=S2183-3176201800020000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FREIRE, Anselmo Braamcamp – <i>Bras&otilde;es da sala de Sintra</i>. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1927-1930. vol. 2 e 3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064596&pid=S2183-3176201800020000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>FREITAS, Judite Gon&ccedil;alves – Tradi&ccedil;&atilde;o legal, codifica&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;ticas institucionais: um relance pelo poder r&eacute;gio no Portugal de Quatrocentos. <i>Hist&oacute;ria: Revista da Faculdade de Letras</i>. Porto. III S&eacute;rie Vol. 7 (2006), p. 51-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064598&pid=S2183-3176201800020000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GIRY, Arthur – <i>Manuel de Diplomatique</i>. Paris: Librairie Felix Alcan, 1925.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064600&pid=S2183-3176201800020000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GODDING, Philippe – <i>La Jurisprudence</i>. Turnhout: Brepols, 1973.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064602&pid=S2183-3176201800020000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>G&Oacute;IS, Dami&atilde;o de – <i>Chronica do Felicissimo Rei Dom Emanuel</i>. Lisboa: Francisco Correia, 1566-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064604&pid=S2183-3176201800020000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GOMES, Rita Costa – <i>A corte dos reis de Portugal no final da Idade M&eacute;dia</i>. Lisboa: Difel, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064606&pid=S2183-3176201800020000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>GUYOTJEANNIN, Olivier; PYCKE, Jacques; TOCK, Benoit-Michel – <i>Diplomatique m&eacute;di&eacute;vale</i>. Turnhout: Brepols, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064608&pid=S2183-3176201800020000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HESPANHA, Ant&oacute;nio Manuel – <i>Hist&oacute;ria das institui&ccedil;&otilde;es: &eacute;pocas medieval e moderna</i>. Coimbra: Almedina, 1982.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064610&pid=S2183-3176201800020000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HOMEM, Ant&oacute;nio Pedro Barbas – <i>A lei da liberdade</i>. Cascais: Principia, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064612&pid=S2183-3176201800020000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HOMEM, Armando Lu&iacute;s de Carvalho – <i>O Desembargo R&eacute;gio (1320-1433). </i>Porto: Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica; Centro de Hist&oacute;ria da Universidade do Porto, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064614&pid=S2183-3176201800020000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>HOMEM, Armando Lu&iacute;s de Carvalho – Diplom&aacute;tica e Hist&oacute;ria do Direito, ra&iacute;zes da &ldquo;nova&rdquo; Hist&oacute;ria Pol&iacute;tica. <i>Cuadernos de Historia del Derecho</i>. Madrid. N&ordm; 12 (2005), p. 43-56.</p>     <!-- ref --><p>MARQUES, Jos&eacute;; CUNHA, Maria Cristina – Conflit de juridictions et documents judiciaires: le cas de Braga. In NICOLAJ, Giovanna, ed. – <i>La diplomatica dei documenti giudiziari (dai placiti agli acta – secc. XII-XV)</i>. Vaticano: Scuola Vaticana di Paleografia, Diplomatica e Archivistica, 2004. p. 243-280.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064617&pid=S2183-3176201800020000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MIGUEL, Pedro – <i>Descobrir a dimens&atilde;o palaciana de Lisboa na primeira metade do seculo XVIII: titulares, a corte, viv&ecirc;ncias e sociabilidades</i>. Lisboa: [s.n.], 2012. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Hist&oacute;ria Moderna e dos Descobrimentos, apresentada &agrave; Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064619&pid=S2183-3176201800020000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>NICOLAJ, Giovanna – Lineamenti di diplomatica generale. <i>ScrineumRivista</i>. Pavia. N&ordm; 1 (2003), p. 5-112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064621&pid=S2183-3176201800020000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>NICOLAJ, Giovanna, ed. – <i>La diplomatica dei documenti giudiziari (dai placiti agli acta – secc. XII-XV)</i>. Vaticano: Scuola Vaticana di Paleografia, Diplomatica e Archivistica, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064623&pid=S2183-3176201800020000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>NOGUEIRA, Jos&eacute; Artur Duarte – Jurishistoriadores e historiadores: identidade e diferen&ccedil;a (algumas reflex&otilde;es). In <i>Estudos em honra do Professor Doutor Jos&eacute; de Oliveira Ascens&atilde;o</i>. Coimbra: Almedina, 2008. vol. II, p. 1845-1856.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064625&pid=S2183-3176201800020000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OLIVEIRA, Crist&oacute;v&atilde;o Rodrigues de – <i>Lisboa em 1551: sum&aacute;rio</i>. Lisboa: Livros Horizonte, 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064627&pid=S2183-3176201800020000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OLIVEIRA, Nicolau de – <i>Livro das grandezas de Lisboa</i>. Lisboa: Vega, 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064629&pid=S2183-3176201800020000900035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ORTEGO GIL, Pedro – Sentencias criminales en Castilla: entre jueces y abogados. <i>Clio & Crimen</i>. Durango. N&ordm; 10 (2013), p. 359-372.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064631&pid=S2183-3176201800020000900036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PEREIRA, Rui Pedro – Evolu&ccedil;&atilde;o dos bairros de Lisboa. <i>Cadernos do Arquivo Municipal.</i> Lisboa. 2&ordf; S&eacute;rie N&ordm; 2 (julho- -dezembro 2014), p. 357-371.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064633&pid=S2183-3176201800020000900037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PINTO, Sandra – A institui&ccedil;&atilde;o da almota&ccedil;aria, o controlo da atividade construtiva e as singularidades de Lisboa em finais da Idade M&eacute;dia. In AAVV – <i>Lisboa medieval: gentes, espa&ccedil;os e poderes.</i> Lisboa: IEM-Instituto de Estudos Medievais, 2016. p. 287-312.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064635&pid=S2183-3176201800020000900038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RIBEIRO, Jo&atilde;o Pedro – <i>Disserta&ccedil;&otilde;es chronologicas e criticas sobre a historia e jurisprud&ecirc;ncia ecclesiastica e civil de Portugal</i>. Lisboa: Tipografia da Academia Real das Ci&ecirc;ncias de Lisboa, 1811-13. tomos II e III.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064637&pid=S2183-3176201800020000900039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RIBEIRO, Jo&atilde;o Pedro – <i>Reflex&otilde;es hist&oacute;ricas</i>. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1836.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064639&pid=S2183-3176201800020000900040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RESENDE, Garcia de – <i>Choronica que tracta da vida e grandissimas virtudes e bondades, magnanimo esfor&ccedil;o, excellentes costumes & manhas & claros feytos do christianissimo Dom Io&atilde;o ho segundo deste nome…</i>. Lisboa: em casa de Sim&atilde;o Lopes, 1596.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064641&pid=S2183-3176201800020000900041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RUIZ GARCIA, Elisa – La carta ejecutoria de hidalgu&iacute;a: un espacio gr&aacute;fico privilegiado. <i>En la Espa&ntilde;a medieval</i>. Madrid. N&ordm; Extra 1 (2006), p. 251-276.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064643&pid=S2183-3176201800020000900042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SANDE, Duarte de – <i>Di&aacute;logo sobre a miss&atilde;o dos embaixadores japoneses &agrave; C&uacute;ria Romana</i>. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra; Centro Cient&iacute;fico e Cultural de Macau, 2009. tomo I.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064645&pid=S2183-3176201800020000900043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SILVA, Augusto Vieira da – <i>A c&ecirc;rca moura de Lisboa: estudo hist&oacute;rico descritivo</i>. 3&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Lisboa: Publica&ccedil;&otilde;es Culturais da C&acirc;mara Municipal, 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064647&pid=S2183-3176201800020000900044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SUBTIL, Jos&eacute; – <i>O Desembargo do Pa&ccedil;o (1750-1833)</i>. Lisboa: Universidade Aut&oacute;noma de Lisboa, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064649&pid=S2183-3176201800020000900045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TERENO, Isaura – Estudo das provis&otilde;es r&eacute;gias recebidas pela cidade de Lisboa (1565-1585): o rei e a cidade, homens e of&iacute;cios. <i>Cadernos do Arquivo Municipal</i>. Lisboa. 2&ordf; S&eacute;rie, N&ordm; 2 (julho-dezembro 2014), p. 55-101.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064651&pid=S2183-3176201800020000900046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TESSIER, Georges – <i>La Diplomatique</i>. Paris: Presses Universitaires de France, 1962.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064653&pid=S2183-3176201800020000900047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TESTOS, Jorge Veiga – <i>Senten&ccedil;as r&eacute;gias em tempo de Ordena&ccedil;&otilde;es Afonsinas, 1446-1512: um estudo de diplom&aacute;tica judicial</i>. Lisboa: [s.n.], 2011. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Paleografia e Diplom&aacute;tica, apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064655&pid=S2183-3176201800020000900048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TORRES, Ruy d'Abreu – Casa do C&iacute;vel. In SERR&Atilde;O, Joel, ed. – <i>Dicion&aacute;rio de Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Lisboa: Iniciativas Editoriais, 1975. vol. II.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064657&pid=S2183-3176201800020000900049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>VARONA GARCIA, Mar&iacute;a Antonia – Cartas ejecutorias: aportaci&oacute;n a la diplom&aacute;tica judicial. <i>Estudis Castellonencs</i>. Logro&ntilde;o. N&ordm; 6 (1994-1995), p. 1445-1454.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064659&pid=S2183-3176201800020000900050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VITERBO, Sousa – <i>Not&iacute;cia de alguns pintores portuguezes e de outros que, sendo estrangeiros, exerceram a sua arte em Portugal</i>. Lisboa: Tipografia da Academia Real das Ci&ecirc;ncias, 1903.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064661&pid=S2183-3176201800020000900051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>WAHRMUND, Ludwig, ed. – <i>Quellen zur Geschichte des r&ouml;misch-kanonischen Processes im Mittelalter. </i>Innsbruck: Universit&auml;tsverlag Wagner, 1925. vol. IV, parte 1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2064663&pid=S2183-3176201800020000900052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o/submission: 24/09/2018 </p>     <p>Aceita&ccedil;&atilde;o/approval: 24/10/2018 </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p>TESTOS, Jorge Veiga – Anota&ccedil;&otilde;es de diplom&aacute;tica judicial portuguesa: os tribunais superiores na Lisboa quinhentista. <i>Cadernos do Arquivo Municipal</i>. 2&ordf; S&eacute;rie N&ordm; 10 (julho-dezembro 2018), p. 141 – 163.</p>     <p><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a> Sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre as duas disciplinas cient&iacute;ficas, v. HOMEM, Armando Lu&iacute;s de Carvalho – Diplom&aacute;tica e Hist&oacute;ria do Direito, ra&iacute;zes da &ldquo;nova&rdquo; Hist&oacute;ria Pol&iacute;tica. <i>Cuadernos de Historia del Derecho</i>. Madrid. N&ordm; 12 (2005), p. 43-56; NOGUEIRA, Jos&eacute; Artur Duarte – Jurishistoriadores e historiadores: identidade e diferen&ccedil;a (algumas reflex&otilde;es). In <i>Estudos em honra do Professor Doutor Jos&eacute; de Oliveira Ascens&atilde;o</i>. Coimbra: Almedina, 2008. vol. II, p. 1845-1856.</p>     <p><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a> As abordagens portuguesas que versam assumidamente a diplom&aacute;tica judicial resumem-se a duas comunica&ccedil;&otilde;es apresentadas no X Congresso Internacional da <i>Comission Internationale de Diplomatique</i>, subordinado ao tema e realizado em 2001 (MARQUES, Jos&eacute;; CUNHA, Maria Cristina – Conflit de juridictions et documents judiciaires: le cas de Braga. In NICOLAJ, Giovanna, ed. – <i>La diplomatica dei documenti giudiziari (dai placiti agli acta – secc. XII-XV)</i>. Vaticano: Scuola Vaticana di Paleografia, Diplomatica e Archivistica, 2004. p. 243-280; COELHO, Maria Helena da Cruz; HOMEM, Armando Lu&iacute;s de Carvalho – Les actes judiciaires de Pierre I<sup>er</sup> du Portugal (1357-1366). In NICOLAJ, Giovanna, ed. – <i>op. cit.</i>, p. 281-293 e a uma disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Paleografia e Diplom&aacute;tica sob orienta&ccedil;&atilde;o de Armando Lu&iacute;s de Carvalho Homem e Bernardo S&aacute; Nogueira (TESTOS, Jorge Veiga – <i>Senten&ccedil;as r&eacute;gias em tempo de Ordena&ccedil;&otilde;es Afonsinas, 1446-1512: um estudo de diplom&aacute;tica judicial. </i>Lisboa: [s.n.], 2011. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Paleografia e Diplom&aacute;tica, apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa).</p>     <p><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a> O principal impulso dado &agrave; diplom&aacute;tica judicial resultou do j&aacute; referido Congresso Internacional da <i>Comission Internationale de Diplomatique</i>, organizado em Bolonha por Giovanna Nicolaj (v. NICOLAJ, Giovanna, ed. – <i>op. cit.</i>). V. o diagn&oacute;stico feito em TESTOS – <i>op. cit</i>., p. 10-16.</p> <a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a> V. BONO Y HUERTA, Jos&eacute; – Conceptos fundamentales de la Diplomatica notarial. <i>Historia, instituciones, documentos</i>. Sevilla. N&ordm; 19 (1992), p. 73-88; C&Aacute;RCEL ORT&Iacute;, Maria Milagros, ed. – <i>Vocabulaire internationale de la Diplomatique</i>. 2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Val&egrave;ncia: Universitat de Val&egrave;ncia, 1997; GUYOTJEANNIN, Olivier; PYCKE, Jacques; TOCK, Benoit-Michel – <i>Diplomatique m&eacute;di&eacute;vale</i>. Turnhout: Brepols, 2006.     <p></p>     <p><a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a> GIRY, Arthur – <i>Manuel de Diplomatique</i>. Paris: Librairie Felix Alcan, 1925. p. 659.</p>     <p><a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a> NICOLAJ, Giovanna – Lineamenti di diplomatica generale. <i>Scrineum Rivista</i>. Pavia. N&ordm; 1 (2003), p. 81. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a> O crit&eacute;rio assente na produ&ccedil;&atilde;o documental do <i>auctor</i>, proposto por Jos&eacute; Bono, deixaria de fora, por exemplo, os casos em que a reda&ccedil;&atilde;o do documento judicial n&atilde;o &eacute; feita num &oacute;rg&atilde;o pr&oacute;prio do tribunal mas na Chancelaria R&eacute;gia ou quando o not&aacute;rio local redige a documenta&ccedil;&atilde;o concelhia em mat&eacute;ria judicial (v. BONO – <i>op. cit.</i>, p. 75).</p>     <p><a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8"></a> Na defini&ccedil;&atilde;o de atividade jurisdicional legada no s&eacute;culo XII por B&uacute;lgaro, &ldquo;iudicium est actus ad minus trium personarum, actoris intendentis, rei intentionem evitantis, iudicis in medio cognoscentis&rdquo; (WAHRMUND, Ludwig, ed. – <i>Quellen zur Geschichte des r&ouml;misch-kanonischen Processes im Mittelalter</i>. Innsbruck: Universit&auml;tsverlag Wagner, 1925. vol. IV, parte 1, p. 5).</p>     <p><a href="#top9"><sup>9</sup></a><a name="9"></a> RUIZ GARCIA, Elisa – La carta ejecutoria de hidalgu&iacute;a: un espacio gr&aacute;fico privilegiado. En la Espa&ntilde;a medieval. Madrid. N&ordm; extra 1(2006), p. 251-276; ORTEGO GIL, Pedro – Sentencias criminales en Castilla: entre jueces y abogados. <i>Clio & Crimen</i>. Durango. N&ordm; 10 (2013), p. 359-372. </p>     <p><a href="#top10"><sup>10</sup></a><a name="10"></a> ALBUQUERQUE, Ruy de; ALBUQUERQUE, Martim de - <i>Hist&oacute;ria do Direito portugu&ecirc;s</i>. Lisboa: Ed. Pedro Ferreira, 1999. vol. I, p. 372.</p>     <p><a href="#top11"><sup>11</sup></a><a name="11"></a> GODDING, Philippe – <i>La Jurisprudence</i>. Turnhout: Brepols, 1973. p. 18.</p>     <p><a href="#top12"><sup>12</sup></a><a name="12"></a> HOMEM, Armando Lu&iacute;s de Carvalho – <i>O Desembargo R&eacute;gio (1320-1433). </i>Porto: Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica; Centro de Hist&oacute;ria da Universidade do Porto, 1990. p. 171.</p>     <p><a href="#top13"><sup>13</sup></a><a name="13"></a> HESPANHA, Ant&oacute;nio Manuel – <i>Hist&oacute;ria das institui&ccedil;&otilde;es: &eacute;pocas medieval e moderna</i>. Coimbra: Almedina, 1982. p. 20.</p>     <p><a href="#top1"><sup>14</sup></a><a name="14"></a> Exclu&iacute;mos desta equa&ccedil;&atilde;o o Desembargo do Pa&ccedil;o, institui&ccedil;&atilde;o que ganha autonomia durante o reinado de D. Jo&atilde;o II e que assumir&aacute; a sua preponder&acirc;ncia na hierarquia judici&aacute;ria ao longo do s&eacute;c. XVI. Trata-se, contudo, de um tribunal-conselho, de natureza h&iacute;brida, onde se decidem sobretudo os casos da gra&ccedil;a r&eacute;gia e onde a interven&ccedil;&atilde;o contenciosa &eacute; residual, limitada ao recurso de revista. O estudo mais aprofundado sobre esta institui&ccedil;&atilde;o concentra-se, por&eacute;m, no seu &uacute;ltimo s&eacute;culo de exist&ecirc;ncia (v. SUBTIL, Jos&eacute; – <i>O Desembargo do Pa&ccedil;o (1750-1833)</i>. Lisboa: Universidade Aut&oacute;noma de Lisboa, 1996).</p>     <p><a href="#top15"><sup>15</sup></a><a name="15"></a> Os elementos recolhidos no s&eacute;culo XIX por Gama Barros constituem, ainda hoje, a base essencial do que se divulga sobre estas duas institui&ccedil;&otilde;es (BARROS, Henrique da Gama – <i>Hist&oacute;ria da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica em Portugal nos s&eacute;culos XII a XV</i>. Lisboa: Imprensa Nacional, 1885. tomo I, p. 611-626). Veja-se tamb&eacute;m CAETANO, Marcello – <i>Hist&oacute;ria do Direito portugu&ecirc;s</i>. 4&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Lisboa: Verbo, 2000. p. 308-311, 484-486; CRUZ, Maria do Ros&aacute;rio Azevedo – <i>As reg&ecirc;ncias na menoridade de D. Sebasti&atilde;o</i>. Lisboa: INCM, 1992. I volume, p. 128-155; DUARTE, Lu&iacute;s Miguel – <i>Justi&ccedil;a e criminalidade no Portugal Medievo (1459-1481)</i>. Porto: [s.n.], 1993. vol. 1, p. 259 e segs. e vol. 2. Tese de doutoramento em Hist&oacute;ria da Idade M&eacute;dia, apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade do Porto; Hespanha - <i>op. cit.</i>, p. 332 e segs; Homem – <i>op. cit.</i>, 1990, p. 163-171; TORRES, Ruy d'Abreu – Casa do C&iacute;vel. In SERR&Atilde;O, Joel, ed. – <i>Dicion&aacute;rio de Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Lisboa: Iniciativas Editoriais, 1975. vol. II.</p>     <p><a href="#top16"><sup>16</sup></a><a name="16"></a> &Eacute; certo que a separa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica no julgamento das apela&ccedil;&otilde;es crime e das apela&ccedil;&otilde;es c&iacute;veis, entregues a magistrados distintos, data do reinado de D. Afonso IV, embora sem certeza de que o desdobramento dos tribunais superiores j&aacute; se verificara. A refer&ecirc;ncia &agrave; exist&ecirc;ncia da Casa do C&iacute;vel j&aacute; em 1355, por for&ccedil;a de uma lei de 12 de mar&ccedil;o desse ano integrada no corpo das Ordena&ccedil;&otilde;es Afonsinas (OA.5.59.1 a 11) &eacute; equ&iacute;voca, na medida em que a mesma lei copiada no Livro das Leis e Posturas apenas refere os sobrejuizes do nosso civil&rdquo; (v. Barros – <i>op. cit.</i>, p. 615; Homem – <i>op. cit.</i>, 1990, p. 169).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top17"><sup>17</sup></a><a name="17"></a> V. Arquivo Municipal de Lisboa (AML), Chancelaria R&eacute;gia, Livro 1&ordm; de D. Jo&atilde;o I, doc. 41 (carta de 11.05.1391 – &ldquo;nossa cassa do Cyvil E crime que ora esta na &Ccedil;idade de lixboa&rdquo;); AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro 1&ordm; de m&iacute;sticos de reis, doc. 10 (instrumento de treslado de 01.04.1429 – em a cidade de Lixboa no paa&ccedil;o do Jfante em a cassa da Rolla&ccedil;om per ante pedreanes lobato Regedor por ElRej da cassa do &Ccedil;iujll E crime que ora em a dicta &ccedil;idade esta&rdquo;).</p>     <p>     <p><a href="#top18"><sup>18</sup></a><a name="18"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro 1&ordm; de m&iacute;sticos de reis, doc. 10 (acima referido). No ano de 1434 o espa&ccedil;o em que estava sediada a Casa do C&iacute;vel recebia obras. Por carta de 11 de abril, dirigida ao regedor da Casa do C&iacute;vel, Pedro Eanes Lobato, o rei D. Duarte autoriza que o produto das penas pecuni&aacute;rias julgadas naquele tribunal at&eacute; dia 1 de maio fosse entregue ao &ldquo;almoxariffe das obras do Noso castello pera as despender nas obras E corregimento deses pa&ccedil;os em que uos E eses desembargadores fazees as Rela&ccedil;ooes&rdquo; (AML, Livro II de D. Duarte e de D. Afonso V, doc. 6).</p>     <p><a href="#top19"><sup>19</sup></a><a name="19"></a> CASTILHO, J&uacute;lio de – <i>Lisboa antiga: bairros orientais</i>. 2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Lisboa: S. Industriais da C.M.L, 1937. vol. IX, p. 18 e segs; SILVA, Augusto Vieira da – <i>A C&ecirc;rca Moura de Lisboa: estudo hist&oacute;rico descritivo</i>. 3&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Lisboa: Publica&ccedil;&otilde;es Culturais da C&acirc;mara Municipal, 1987. p. 167-171.</p>     <p><a href="#top20"><sup>20</sup></a><a name="20"></a> Como notou Castilho, a designa&ccedil;&atilde;o como Pa&ccedil;o dos Infantes parece ser anterior aos filhos de D. Jo&atilde;o I. Com efeito, em 1401 o espa&ccedil;o &eacute; designado por &ldquo;paa&ccedil;os do Inffante herdeiro&rdquo; ou por &ldquo;pa&ccedil;os dos infantes onde soiam fazer a moeda&rdquo;. Em 1405 pousavam no Pa&ccedil;o dos Infantes as donas do Mosteiro de Santos, entre elas a sua comendadeira In&ecirc;s Pires, m&atilde;e de D. Afonso, 1&ordm; duque de Bragan&ccedil;a. Ora, em 1401 o infante D. Duarte teria apenas 10 anos e s&oacute; veio a receber casa pr&oacute;pria ap&oacute;s as Cortes de &Eacute;vora de 1408.</p>     <p><a href="#top21"><sup>21</sup></a><a name="21"></a> As Ordena&ccedil;&otilde;es Afonsinas vir&atilde;o dispor que se o rei estivesse em Lisboa, o conhecimento das apela&ccedil;&otilde;es crime da cidade pertencia &agrave; Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o (OA.3.90.1).</p>     <p><a href="#top22"><sup>22</sup></a><a name="22"></a> A primeira prefer&ecirc;ncia que encontramos ao supremo tribunal da Corte com esta designa&ccedil;&atilde;o consta da carta r&eacute;gia de 30 de abril de 1440 dirigida a D. &Aacute;lvaro [de Abreu], bispo de &Eacute;vora, do Conselho do Rei, &ldquo;que ora por Nos tendes carrego da Nossa casa da soplica&ccedil;om (…) e aos desembargadores da dita casa&rdquo; (<i>Ordena&ccedil;&otilde;es de el-Rei Dom Duarte</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, 1988, p. 678).</p>     <p><a href="#top23"><sup>23</sup></a><a name="23"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro dos pregos, doc. 385, f. 277 e 277v. (alvar&aacute; de 05.08.1459).</p>     <p><a href="#top24"><sup>24</sup></a><a name="24"></a> Por carta de 20 de julho de 1463, D. Afonso V concede privil&eacute;gio a Diogo Sanches, morador na cidade de Lisboa, a pedido dos presos que jazem no Limoeiro, enquanto pedir as esmolas por eles (ANTT, Chancelarias R&eacute;gias, Chancelaria de D. Afonso V, liv. 9, f. 119).</p>     <p><a href="#top25"><sup>25</sup></a><a name="25"></a> G&Oacute;IS, Dami&atilde;o de – <i>Chronica do felicissimo Rei Dom Emanuel</i>. Lisboa: Francisco Correia, 1566-7. IV parte, cap. 85, f. 109v.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top26"><sup>26</sup></a><a name="26"></a> VITERBO, Sousa – <i>Not&iacute;cia de alguns pintores portuguezes e de outros que, sendo estrangeiros, exerceram a sua arte em Portugal</i>. Lisboa: Tipografia da Academia Real das Ci&ecirc;ncias, 1903. p. 56-64.</p>     <p><a href="#top27"><sup>27</sup></a><a name="27"></a> Os regimentos de 1534 constam da compila&ccedil;&atilde;o manuscrita de Duarte Nunes de Li&atilde;o, datada de 1566 (ANTT, Feitos Findos, Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o, livro 72, f. 61 e ss.).</p>     <p><a href="#top28"><sup>28</sup></a><a name="28"></a> LEAL, Jos&eacute; da Silva Mendes – <i>Corpo Diplomatico Portuguez</i>. Lisboa: Academia Real das Ci&ecirc;ncias, 1884. tomo VI, p. 367-370.</p>     <p><a href="#top29"><sup>29</sup></a><a name="29"></a> Nas Cortes de 1498 a cidade agrava-se da opress&atilde;o feita pelo aposentamento dos desembargadores e oficiais &ldquo;quando a casa da Rella&ccedil;am alguuas vezes por causa da Jmfirmidade da cidade se vay assentar no termo&rdquo; (v. DIAS, Jo&atilde;o Jos&eacute; Alves, org. – <i>Cortes Portuguesas: reinado de D. Manuel I (Cortes de 1498)</i>. Lisboa: Centro de Estudos Hist&oacute;ricos da Universidade Nova de Lisboa, 2002. p. 437). Em 1523, atacando a peste a cidade, a Casa do C&iacute;vel encontrava- -se no Pa&ccedil;o do Lumiar (ANTT, Tribunal do Santo Of&iacute;cio, Inquisi&ccedil;&atilde;o de Lisboa, Processo do bacharel Pedro Louren&ccedil;o, procurador da Casa do C&iacute;vel, proc. 10931, f. 25 – &ldquo;vimdo huma peste a esta Cydade na era de vymte E dous ou vymte E tres annos (…) ele declarante estava emtaao no pa&ccedil;o do lumear procurando por ao tal tempo estar ahy a casa do civel E Cessando a peste se veyo (…) pera esta Cydade&rdquo;). Em 1531, ano em que um forte terramoto e a peste tamb&eacute;m assolaram a cidade, a Casa do C&iacute;vel estava no Lumiar (v. ANTT, Corpo Cronol&oacute;gico, Parte II, Ma&ccedil;o 168, doc. 20 – mandado de 18.04.1531 feito &ldquo;no lomear termo da cidade onde a Rela&ccedil;am E casa do &ccedil;ivell esta&rdquo;).</p>     <p><a href="#top30"><sup>30</sup></a><a name="30"></a> Pre&acirc;mbulo do Regimento da Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o de 27.07.1582 (<i>Regimento da Casa da Suplica&ccedil;am e da Rela&ccedil;am do Porto. E o Perd&atilde;o geeral, com outras Leys & Prouis&otilde;es</i>. Lisboa: aa custa de Luis Marteel Livreiro del Rey Nosso Senhor per Antonio Ribeiro Impressor do mesmo Se&ntilde;or, 1583). A ideia de fixar a Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o era nova, e j&aacute; nas Cortes de Lisboa de 1562 fora pedido que a Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o se n&atilde;o mudasse de Lisboa &ldquo;pela muita despesa e vexa&ccedil;&atilde;o que de sua mudan&ccedil;a se segue aas partes, todos os Officiaes e os Desembargadores della e tambem he dano da fazenda de S.A.&rdquo; (RIBEIRO, Jo&atilde;o Pedro – <i>Reflex&otilde;es hist&oacute;ricas</i>. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1836. p. 101).</p>     <p><a href="#top31"><sup>31</sup></a><a name="31"></a> Pre&acirc;mbulo do Regimento da Rela&ccedil;&atilde;o da Casa do Porto de 27.07.1582 (<i>Regimento...</i> – <i>op. cit</i>.).</p>     <p><a href="#top32"><sup>32</sup></a><a name="32"></a> SANDE, Duarte de – <i>Di&aacute;logo sobre a miss&atilde;o dos embaixadores japoneses &agrave; C&uacute;ria Romana</i>. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra; Centro Cient&iacute;fico e cultural de Macau, 2009. tomo I, p. 344.</p> <a href="#top33"><sup>33</sup></a><a name="33"></a>Mais tarde, a sedentariza&ccedil;&atilde;o dos tribunais superiores na cidade teve impacto direto na composi&ccedil;&atilde;o da verea&ccedil;&atilde;o de Lisboa, que caminhava para uma extens&atilde;o do poder r&eacute;gio, em confronto com a autonomia municipal. Em 1572, D. Sebasti&atilde;o determinou que o Senado da C&acirc;mara tivesse um presidente e &ldquo;tres Vereadores letrados que sejam meus Desembarguadores&rdquo;. Os desembargadores da Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o passar&atilde;o a participar no governo da capital. V. TERENO, Isaura – Estudo das provis&otilde;es r&eacute;gias recebidas pela cidade de Lisboa (1565-1585): o rei e a cidade, homens e of&iacute;cios. <i>Cadernos do Arquivo Municipal</i>. Lisboa. 2&ordf; S&eacute;rie, n&ordm; 2 (julho-dezembro 2014), p. 87-88.     <p></p> <a href="#top34"><sup>34</sup></a><a name="34"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro 1&ordm; de D. Jo&atilde;o I, doc. 16 (carta de 26.07.1386).     <p></p> <a href="#top35"><sup>35</sup></a><a name="35"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro 1&ordm; de D. Jo&atilde;o I, doc. 25, f. 1 e 1v. (carta de 08.06.1388, dirigida a Diogo Lopes Pacheco, vassalo do rei e do seu Conselho e desembargo e aos outros homens bons do desembargo da Casa do C&iacute;vel). Por esta carta se v&ecirc; que o longevo matador de In&ecirc;s de Castro e conselheiro de D. Jo&atilde;o I, serviu de regedor do tribunal. Braamcamp Freire identifica um Diogo Lopes como regedor da Casa do C&iacute;vel, mas n&atilde;o o faz corresponder ao famoso Diogo Lopes Pacheco (ver nota de rodap&eacute; 52).     <p></p> <a href="#top36"><sup>36</sup></a><a name="36"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro 1&ordm; de D. Jo&atilde;o I, doc. 41 (carta de 11.05.1391).     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p> <a href="#top37"><sup>37</sup></a><a name="37"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro 2&ordm; de D. Duarte e D. Afonso V, doc. 6 (carta de 11.04.1434).     <p></p> <a href="#top38"><sup>38</sup></a><a name="38"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro dos pregos, doc. 355, f. 265 (alvar&aacute; de 04.08.1459).     <p></p> <a href="#top39"><sup>39</sup></a><a name="39"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro dos pregos, doc. 397, f. 279 e 279v. (alvar&aacute; de 04.09.1465).     <p></p> <a href="#top40"><sup>40</sup></a><a name="40"></a>AML, Chancelaria da Cidade, Livro de posturas antigas, doc. 272, f. 88 (alvar&aacute; de 15.02.1500), transcrito em RODRIGUES, Maria Teresa Campos, ed. – <i>Livro das posturas antigas</i>. Lisboa: C&acirc;mara Municipal, 1974. p. 246 e 247.     <p></p> <a href="#top41"><sup>41</sup></a><a name="41"></a> AML, Chancelaria da Cidade, Livro de posturas antigas, doc. 272, f. 95 e 95v. (alvar&aacute; de 02.05.1502), transcrito em RODRIGUES – <i>op. cit.</i>, p. 266 e 267.     <p></p>     <p><a href="#top42"><sup>42</sup></a><a name="42"></a> AML, Chancelaria da Cidade, Livro de posturas antigas, doc. 272, f. 101 e 101v. (alvar&aacute; de 20.12.1503), transcrito em RODRIGUES – <i>op. cit.</i>, p. 280-282.</p>     <p><a href="#top43"><sup>43</sup></a><a name="43"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro dos pregos, doc. 485, f. 313 (carta de 26.03.1498).</p>     <p><a href="#top44"><sup>44</sup></a><a name="44"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro dos pregos, doc. 383, f. 277 (alvar&aacute; de 23.01.1454).</p>     <p><a href="#top45"><sup>45</sup></a><a name="45"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro dos pregos, doc. 422, f. 288v. (carta r&eacute;gia de 18.06.1478).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top46"><sup>46</sup></a><a name="46"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro dos pregos, doc. 436, f. 294 (carta de 04.08.1478).</p>     <p><a href="#top47"><sup>47</sup></a><a name="47"></a> O tratamento contrastava com aquele que era dado aos desembargadores quando iam &agrave; C&acirc;mara: os oficiais da cidade davam-lhes &ldquo;outro acatamento E mesura&rdquo;, despachando graciosamente, &ldquo;poemdos e asentandoos acyma de sy&rdquo;.</p>     <p><a href="#top48"><sup>48</sup></a><a name="48"></a> Os oficiais da C&acirc;mara pediam que tivessem por juiz nos seus feitos o corregedor da cidade, com apela&ccedil;&atilde;o para a Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><a href="#top49"><sup>49</sup></a><a name="49"></a> AML, Chancelaria R&eacute;gia, Livro dos pregos, doc. 439, f. 294v. e 295 (carta de 04.08.1478).</p>     <p><a href="#top50"><sup>50</sup></a><a name="50"></a> Os regimentos dos oficiais da Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o encontram-se nos t&iacute;tulos 1 a 22 das Ordena&ccedil;&otilde;es Afonsinas. Nas Ordena&ccedil;&otilde;es Manuelinas de 1521 os regimentos dos oficiais da Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o constam dos t&iacute;tulos 1 a 25 e os da Casa do C&iacute;vel dos t&iacute;tulos 29 a 37. Estas disposi&ccedil;&otilde;es sofreram altera&ccedil;&otilde;es posteriores, registadas nas Leis Extravagantes de Duarte Nunes de Li&atilde;o (Extravagantes), 1&ordf; parte, t&iacute;t. 1 e segs. V., tamb&eacute;m, OLIVEIRA, Crist&oacute;v&atilde;o Rodrigues de – <i>Lisboa em 1551: sum&aacute;rio.</i> Lisboa: Livros Horizonte, 1987. p. 83 e segs; OLIVEIRA, Nicolau de – <i>Livro das grandezas de Lisboa</i>. Lisboa: Vega, 1991. p. 635 e segs. Para a compara&ccedil;&atilde;o do oficialato judicial r&eacute;gio entre as Ordena&ccedil;&otilde;es Afonsinas e Ordena&ccedil;&otilde;es Manuelinas, v. FREITAS, Judite Gon&ccedil;alves – Tradi&ccedil;&atilde;o legal, codifica&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;ticas institucionais: um relance pelo poder r&eacute;gio no Portugal de Quatrocentos. <i>Hist&oacute;ria: Revista da Faculdade de Letras</i>. Porto. III S&eacute;rie Vol. 7 (2006), quadro I, p. 66.</p>     <p><a href="#top51"><sup>51</sup></a><a name="51"></a> Extravagantes, 2&ordf; parte, t&iacute;t. 1.</p>     <p><a href="#top52"><sup>52</sup></a><a name="52"></a> Os cat&aacute;logos dos regedores da Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o e dos regedores e governadores da Casa do C&iacute;vel encontram-se em FREIRE, Anselmo Braamcamp – <i>Bras&otilde;es da sala de Sintra</i>. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1927. Livro segundo, p. 149-167 e 167-182. V. nota de rodap&eacute; 35.</p>     <p><a href="#top53"><sup>53</sup></a><a name="53"></a> O primeiro governador foi Gon&ccedil;alo Vaz de Castelbranco, senhor de Vila Nova de Portim&atilde;o, que j&aacute; servia o of&iacute;cio de regedor da Casa do C&iacute;vel desde 1481. Seu filho, D. Martinho de Castelbranco, feito conde de Vila Nova de Portim&atilde;o por D. Manuel I, tinha os seus pa&ccedil;os junto ao Limoeiro, defronte da Igreja de S. Martinho (CASTILHO – <i>op. cit.</i>, p. 70). A fam&iacute;lia, embora tenha deixado a governadoria da Casa do C&iacute;vel, manteve o seu pa&ccedil;o no Limoeiro e a liga&ccedil;&atilde;o &agrave; Igreja de S. Martinho, mausol&eacute;u da fam&iacute;lia (CASTILHO – <i>op. cit.,</i> p. 77; inscri&ccedil;&otilde;es sepulcrais na p. 96). Sobre o 1&ordm; conde de Vila Nova de Portim&atilde;o, v. FREIRE – <i>op. cit.</i>, livro terceiro, 1930, p. 373 e segs.; COUTINHO, Valdemar – O Condado de Vila Nova de Portim&atilde;o. In CONGRESSO INTERNACIONAL A ALTA NOBREZA E A FUNDA&Ccedil;&Atilde;O DO ESTADO DA &Iacute;NDIA, Lisboa, 2001 – <i>Actas do Congresso Internacional</i>. Lisboa: Centro de Hist&oacute;ria da Al&eacute;m-Mar Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas Universidade Nova de Lisboa, 2004. p. 227-238. Sobre o pal&aacute;cio do Limoeiro v. Miguel, Pedro – <i>Descobrir a dimens&atilde;o palaciana de Lisboa na primeira metade do seculo XVIII: titulares, a corte, viv&ecirc;ncias e sociabilidades</i>. Lisboa: [s.n.], 2012. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Hist&oacute;ria Moderna e dos Descobrimentos, apresentada &agrave; Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. vol. II, p. 29-35.</p> <a href="#top54"><sup>54</sup></a><a name="54"></a> Em 1565 &eacute; criado o Ju&iacute;zo dos Feitos da Miseric&oacute;rdia e do Hospital de Todos os Santos, sendo integrado na org&acirc;nica da Casa do C&iacute;vel (Extravagantes, 1&ordf; parte, t&iacute;t. 14, lei 1).     <p></p>     <p><a href="#top55"><sup>55</sup></a><a name="55"></a> Extravagantes, 2&ordf; parte, t&iacute;t. I, leis III e IV.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top56"><sup>56</sup></a><a name="56"></a> ANTT, Leis e Ordena&ccedil;&otilde;es, Leis, m&ccedil;. 3, n&ordm; 29 (lei de 15.02.1559).</p>     <p><a href="#top57"><sup>57</sup></a><a name="57"></a> Pela dimens&atilde;o, import&acirc;ncia e centralidade da cidade, o munic&iacute;pio de Lisboa beneficiava de uma organiza&ccedil;&atilde;o judici&aacute;ria distinta. A cidade tinha os seus ju&iacute;zes do c&iacute;vel e do crime, que respondiam perante um corregedor privativo, criado no reinado de D. Fernando (1373). O of&iacute;cio seria desdobrado no reinado de D. Manuel (1515), com a nomea&ccedil;&atilde;o, para melhor administra&ccedil;&atilde;o e provimento das coisas da justi&ccedil;a, de dois corregedores, um para feitos crimes e outro para os feitos c&iacute;veis (AML, Livro I do provimento de of&iacute;cios, f. 150 (carta de 02.01.1515)). D. Sebasti&atilde;o ter&aacute; ordenado em 1569 a divis&atilde;o de Lisboa em bairros, com ministros da justi&ccedil;a separados, para que a administra&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a na cidade fosse mais eficaz (v. OLIVEIRA, Eduardo Freire de – <i>Elementos para a hist&oacute;ria do munic&iacute;pio de Lisboa</i>. Lisboa: Tipografia Universal,1904. tomo XIV, p. 38, nota). A fixa&ccedil;&atilde;o da Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o em Lisboa e extin&ccedil;&atilde;o da Casa do C&iacute;vel tem efeitos nas justi&ccedil;as da cidade, designadamente no que diz respeito &agrave;s compet&ecirc;ncias do ju&iacute;zo da Corregedoria da Corte e da Corregedoria da Cidade. Por alvar&aacute; de 06.02.1593 Filipe I reparte a cidade em seis bairros, nos quais deviam ter suas moradas os corregedores do Crime da Corte e da Cidade e os ju&iacute;zes do Crime e alcaides dela (OLIVEIRA – <i>op. cit</i>., 1904, p. 36-38). Por carta r&eacute;gia de 31.07.1605 a cidade &eacute; novamente dividida em 10 bairros, 6 pelos corregedores do Crime da Corte e da Cidade, 2 pelos ju&iacute;zes do Crime e para os outros 4 bairros se criem 2 novos corregedores e 2 ju&iacute;zes do Crime da cidade &ldquo;al&eacute;m dos que at&eacute; agora houve&rdquo;. (OLIVEIRA – <i>op. cit</i>., tomo II, 1887, p. 152). Sobre a administra&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a da cidade, v. FARELO, M&aacute;rio – <i>A oligarquia camar&aacute;ria de Lisboa (1325-1433).</i> Lisboa: [s.n.], 2009. p. 253 e segs. Tese de doutoramento em Hist&oacute;ria Medieval, apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; FERNANDES, Paulo Jorge – A organiza&ccedil;&atilde;o municipal de Lisboa. In OLIVEIRA, C&eacute;sar, dir. – <i>Hist&oacute;ria dos munic&iacute;pios e do poder local: dos finais da Idade M&eacute;dia &agrave; Uni&atilde;o Europeia</i>. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 1996. p. 103-105; PEREIRA, Rui Pedro – Evolu&ccedil;&atilde;o dos bairros de Lisboa. <i>Cadernos do Arquivo Municipal.</i> Lisboa. 2&ordf; S&eacute;rie N&ordm; 2 (julho-dezembro 2014), p. 357-371.</p>     <p><a href="#top58"><sup>58</sup></a><a name="58"></a> Em 1565 este ju&iacute;zo parece deixar de integrar a Casa do C&iacute;vel, passando a despachar na Casa do Despacho da Fazenda ou na Casa da &Iacute;ndia (Extravagantes, 1&ordf; parte, t&iacute;t. 13, lei 4).</p>     <p><a href="#top59"><sup>59</sup></a><a name="59"></a> Na medida em que n&atilde;o chegaram at&eacute; n&oacute;s livros de registos de senten&ccedil;as dos tribunais superiores para este per&iacute;odo, as cartas de senten&ccedil;a encontram-se dispersas pelos arquivos, dependendo do interesse dos seus detentores na sua conserva&ccedil;&atilde;o (por regra, por conferirem ou reconhecerem determinado direito, isto &eacute;, por serem favor&aacute;veis &agrave; entidade que as conservou). Nesse sentido, o <i>corpus</i> documental analisado d&aacute;-nos uma vis&atilde;o naturalmente muito limitada das cartas produzidas pelos tribunais superiores (em todas as cartas a cidade &eacute; parte da contenda, como autor ou r&eacute;u, e em todas a decis&atilde;o &eacute; favor&aacute;vel &agrave; cidade). O <i>corpus</i> comp&otilde;e-se de oito cartas de senten&ccedil;a da Casa do C&iacute;vel (1511-1535) e sete cartas de senten&ccedil;a da Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o (1511-1528), conservadas no c&oacute;dice conhecido por Livro 1&ordm; das senten&ccedil;as, que inclui um conjunto de decis&otilde;es judiciais produzidas entre finais do s&eacute;c. XIII e a primeira metade do s&eacute;c. XVI. Para melhor identifica&ccedil;&atilde;o das cartas de senten&ccedil;a, utilizaremos o n&uacute;mero do documento conforme catalogado no c&oacute;dice, precedido da letra C para senten&ccedil;as da Casa do C&iacute;vel e da letra S para senten&ccedil;as da Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o (v. Anexo). </p>     <p><a href="#top60"><sup>60</sup></a><a name="60"></a> As ordena&ccedil;&otilde;es determinam que o papel ou pergaminho utilizado para as cartas deve vir da Chancelaria (OM.1.20.20). </p>     <p><a href="#top61"><sup>61</sup></a><a name="61"></a> Cadernos de dois (S40, S42, S44, C49), quatro (S45), cinco (S47) ou seis (C50) f&oacute;lios.</p>     <p><a href="#top62"><sup>62</sup></a><a name="62"></a> Esta estrutura documental ter-se-&aacute; consolidado na primeira metade do s&eacute;c. XV, possivelmente por volta de 1410-1420, n&atilde;o devendo ser alheio o facto de, neste per&iacute;odo, D. Duarte ter interven&ccedil;&atilde;o no governo do reino e da Casa da Justi&ccedil;a (v. TESTOS – <i>op. cit.</i>, p. 16).</p>     <p><a href="#top63"><sup>63</sup></a><a name="63"></a> No mesmo sentido, v. TESSIER, Georges – <i>La Diplomatique</i>. Paris: Presses Universitaires de France, 1962. p. 63 e VARONA GARCIA, Mar&iacute;a Antonia – <i>op. cit.,</i> p. 1449.</p>     <p><a href="#top64"><sup>64</sup></a><a name="64"></a> Sobre a intitula&ccedil;&atilde;o r&eacute;gia, v. RIBEIRO, Jo&atilde;o Pedro – <i>Disserta&ccedil;&otilde;es chronologicas e criticas sobre a historia e jurisprudencia ecclesiastica e civil de Portugal</i>. Lisboa: Academia Real das Ci&ecirc;ncias, 1811. tomo II, ap&ecirc;ndice VI, p. 206-209.</p>     <p><a href="#top65"><sup>65</sup></a><a name="65"></a> V. HOMEM, Ant&oacute;nio Pedro Barbas - <i>A Lei da liberdade</i>. Cascais: Principia, 2001. p. 103 e segs.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top66"><sup>66</sup></a><a name="66"></a> RESENDE, Garcia de – <i>Choronica que tracta da vida e grandissimas virtudes e bondades, magnanimo esfor&ccedil;o, excellentes costumes & manhas & claros feytos do christianissimo Dom Io&atilde;o ho segundo deste nome…</i>. Lisboa: em casa de Sim&atilde;o Lopes, 1596. f. 2. </p>     <p><a href="#top67"><sup>67</sup></a><a name="67"></a>G&Oacute;IS, <i>op. cit.</i>, IV parte, cap. 84, f. 107.</p>     <p><a href="#top68"><sup>68</sup></a><a name="68"></a> ANDRADE, Francisco de – <i>Cronica do muyto alto e muito poderoso Rey destes Reynos de Portugal Dom Io&atilde;o o III. deste nome</i>. Lisboa: por Jorge Rodrigues, 1613. parte IV, f. 154v.</p>     <p><a href="#top69"><sup>69</sup></a><a name="69"></a> Extravagantes, 6&ordf; parte, t&iacute;t. I, lei VI; ANDRADE – <i>op. cit.</i>, parte I, f. 53 e 53v.</p>     <p><a href="#top70"><sup>70</sup></a><a name="70"></a> Nalgumas cartas s&atilde;o acrescentados os corregedores (S42, S43, S44, S45, C49) e ouvidores (S47, C50). </p>     <p><a href="#top71"><sup>71</sup></a><a name="71"></a> Ou &ldquo;reinos e senhorios&rdquo; (S42, S43, S44, S45, S47, C49, C50).</p>     <p><a href="#top72"><sup>72</sup></a><a name="72"></a>Seguido de &ldquo;e o conhecimento delo pertencer&rdquo; (S40, S45, C49) ou &ldquo;e o conhecimento delo com direito pertencer&rdquo; (S42, S44, S47), ainda acrescido de &ldquo;por qualquer guisa que seja&rdquo; (S42, S44, S45, C50).</p>     <p><a href="#top73"><sup>73</sup></a><a name="73"></a> C35, C36, C37, C38, S39, C41, C46.</p>     <p><a href="#top74"><sup>74</sup></a><a name="74"></a> Identificada em todas as cartas de senten&ccedil;a.</p>     <p><a href="#top75"><sup>75</sup></a><a name="75"></a>C35, C36, C37, C38, C39, S40, C41 e C46. Note-se que a carta C46 &eacute; redigida em 1518 por Henrique Vaz, ativo nos anos anteriores e que mant&eacute;m a formula&ccedil;&atilde;o que estaria a ser substitu&iacute;da.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top76"><sup>76</sup></a><a name="76"></a> S47, C49 e C50 (com variantes).</p>     <p><a href="#top77"><sup>77</sup></a><a name="77"></a>C35, C36, C37, C38, C41, C46.</p>     <p><a href="#top78"><sup>78</sup></a><a name="78"></a> C50.</p>     <p><a href="#top79"><sup>79</sup></a><a name="79"></a>S42, S43, S45.</p>     <p><a href="#top80"><sup>80</sup></a><a name="80"></a> C35, C36, C37, C38, C41, C46.</p>     <p><a href="#top81"><sup>81</sup></a><a name="81"></a> C50.</p>     <p><a href="#top82"><sup>82</sup></a><a name="82"></a> C35, C36, C37, C38, C41, C46.</p>     <p><a href="#top83"><sup>83</sup></a><a name="83"></a> S39, S40, S42, S43, S45.</p>     <p><a href="#top84"><sup>84</sup></a><a name="84"></a>C35, C36, C37, C38, C41, C46. Com a variante &ldquo;com os do nosso conselho e desembargo&rdquo;, S40 ou &ldquo;com os do nosso desembargo&rdquo;, S45.</p>     <p><a href="#top85"><sup>85</sup></a><a name="85"></a> S39, S42, S43. Com a variante &ldquo;visto por mim… com os do meu desembargo&rdquo;, S47, C49, C50.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top86"><sup>86</sup></a><a name="86"></a> S47, C49, C50.</p>     <p><a href="#top87"><sup>87</sup></a><a name="87"></a> S40, S42, S44, S45, S47.</p>     <p><a href="#top88"><sup>88</sup></a><a name="88"></a> S40, C49, C50.</p>     <p><a href="#top89"><sup>89</sup></a><a name="89"></a> C35, C36, C37, C38, S39, C41, S43, C46.</p>     <p><a href="#top90"><sup>90</sup></a><a name="90"></a> S47, C49, C50.</p>     <p><a href="#top91"><sup>91</sup></a><a name="91"></a> Instrumentos de posse em C41 (18.09.1514), S39 (13.08.1511), S42 (28.08.1514) e um auto de execu&ccedil;&atilde;o em S47 (31.03.1528).</p>     <p><a href="#top92"><sup>92</sup></a><a name="92"></a> Sobre o of&iacute;cio de chanceler, v. HOMEM – <i>op. cit.</i>, 1990, p. 100 e segs; GOMES, Rita Costa – <i>A corte dos reis de Portugal no final da Idade M&eacute;dia</i>. Lisboa: Difel, 1995. p. 30 e segs. Sobre a chancelaria medieval portuguesa, v. AZEVEDO, Rui de – A chancelaria r&eacute;gia portuguesa nos s&eacute;culos XII e XIII : linhas gerais da sua evolu&ccedil;&atilde;o. <i>Revista da Universidade de Coimbra</i>. V. XIV (1940), p. 1-54; COSTA, Avelino Jesus da – La chancellerie royale portugaise jusqu'au milieu du XIII<sup>e </sup>si&egrave;cle. <i>Revista Portuguesa de Hist&oacute;ria.</i> T. XV (1975), p. 143-168; COSTA, Avelino Jesus da – A chancelaria real portuguesa e os seus registos, de 1217 a 1438. <i>Revista da Faculdade da Letras.</i> II s&eacute;rie, XIII (1996), p. 71-101; COELHO, Maria Helena da Cruz; HOMEM, Armando Lu&iacute;s de Carvalho – Origines et &eacute;volution du registre de la chancellerie royale portugaise (XIII<sup>e</sup> - XV<sup>e</sup> si&egrave;cles). <i>Revista da Faculdade de Letras</i>. II S&eacute;rie, XII (1996), p. 48-76.</p>     <p><a href="#top93"><sup>93</sup></a><a name="93"></a> No que respeita ao desempenho da fun&ccedil;&atilde;o registral, n&atilde;o chegaram at&eacute; n&oacute;s livros de registo de senten&ccedil;as dos tribunais superiores. </p>     <p><a href="#top94"><sup>94</sup></a><a name="94"></a> S35. As senten&ccedil;as tinham sido dadas, respetivamente, a 29.04.1502, 05.04.1502, 07.05.1502 e 05.04.1502 pelo licenciado Aires de Almada, do Conselho do Rei e juiz dos seus Feitos e pelo bacharel Jo&atilde;o Cotrim, corregedor da Corte dos Feitos C&iacute;veis, que por especial mandado foram ju&iacute;zes das propriedades da cidade de Lisboa (C35, C36, C37, C38). Sobre os ju&iacute;zes (ou almotac&eacute;s) das propriedades, v. PINTO, Sandra – A institui&ccedil;&atilde;o da almota&ccedil;aria, o controlo da atividade construtiva e as singularidades de Lisboa em finais da Idade M&eacute;dia. In AAVV – <i>Lisboa Medieval: gentes, espa&ccedil;os e poderes</i>. Lisboa: IEM-Instituto de Estudos Medievais, 2016. p. 309.</p>     <p><a href="#top95"><sup>95</sup></a><a name="95"></a> &ldquo;p<i>er</i>o de matos a fez <i>E</i> d<i>iog</i>o de bellmonte escp<i>ri</i>va<i>m</i> tem hos autos&rdquo; (S42); &ldquo;Amrrique Vaaz emqueredor em ela [na Corte] p<i>or</i> d<i>iog</i>o de belmonte que tem o feito a ffez&rdquo; (S43); &ldquo;Amrrique Vaaz pelo podeer que do dito S<i>enho</i>r tem a fez por diogo laso que tem o feito&rdquo; (S45).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top96"><sup>96</sup></a><a name="96"></a> OM.1.20.6.</p>     <p><a href="#top97"><sup>97</sup></a><a name="97"></a> Extravagantes,1&ordf; parte, tit. 2, &sect;10.</p>     <p><a href="#top98"><sup>98</sup></a><a name="98"></a> S39, S40, S43, S44. N&atilde;o se enquadram neste montante os valores de 150 reais por dois f&oacute;lios (S42), ou de 140 reais por um f&oacute;lio (S45).</p>     <p><a href="#top99"><sup>99</sup></a><a name="99"></a> C46, C49. N&atilde;o se enquadra neste montante o valor de 160 reais pago por seis f&oacute;lios (C50).</p>     <p><a href="#top100"><sup>100</sup></a><a name="100"></a> S39, S43, S44, C50. Noutra carta pagou-se &laquo;um justo dassinatura&raquo; (S40). A carta que decide o embargo posto a que n&atilde;o passasse na Chancelaria foi taxada em &laquo;R.ta de assinar&raquo; (S42). A lei de 05.07.1540 sobre assinaturas – que confirma estes valores – revela que o montante a pagar depende do valor da a&ccedil;&atilde;o, do desembargador por quem passa ou da decis&atilde;o (Extravagantes, 3&ordf; parte, t&iacute;t. 6, lei 2).</p>     <p><a href="#top101"><sup>101</sup></a><a name="101"></a> S40. &laquo;E porquanto ao asinar desta o ditoo bispo nom era presemte na dita cidade pasou soomente pelo dito bras neto&raquo; (Lisboa, 08.10.1517 – S45).</p>     <p><a href="#top102"><sup>102</sup></a><a name="102"></a> O chanceler assinava &ldquo;na Carta de seello redondo em fundo, honde ha de seer o dito seello; e nas cartas do seello pendente em cima da fita, em que hade pender o dito selo&rdquo; (OA, I, 17). A disposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi acolhida pelas Ordena&ccedil;&otilde;es Manuelinas.</p>     <p><a href="#top103"><sup>103</sup></a><a name="103"></a> C38.</p>     <p><a href="#top104"><sup>104</sup></a><a name="104"></a> A exce&ccedil;&atilde;o &eacute; o doutor Pedro Nunes, chanceler da Casa do C&iacute;vel em 1535. Jo&atilde;o Pedro Ribeiro fez notar que a partir do reinado de D. Jo&atilde;o III os chanceleres passam a assinar com o nome inteiro (v. RIBEIRO – <i>op. cit.</i>, 1813, p. 33).</p>     <p><a href="#top105"><sup>105</sup></a><a name="105"></a> Na Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o, &laquo;R<i>oderi</i>c<i>us</i>&raquo; (Rui Boto, S39, S43). Na Casa do C&iacute;vel, &laquo;ferna<i>n</i>d<i>us</i>&raquo; (C35, C38) e &laquo;stepha<i>nus</i>&raquo; (Est&ecirc;v&atilde;o Correia, C41).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top106"><sup>106</sup></a><a name="106"></a> Na Casa da Suplica&ccedil;&atilde;o, &laquo;R<i>oderi</i>c<i>us</i>&raquo; (Rui Boto, S42, S44, S45) e Alvar<i>us</i> (&Aacute;lvaro Fernandes, S47). Na Casa do C&iacute;vel, &laquo;pet<i>rus</i> u. j. doctor&raquo; (P&ecirc;ro Jorge, C49) e &laquo;ho doctor p<i>er</i>o nunez&raquo; (Pedro Nunes, C50).</p>     <p><a href="#top107"><sup>107</sup></a><a name="107"></a> V. S39, S40, S42, S43, S44, S45, S47.N&atilde;o se encontra sinal equivalente nas cartas validadas pelo chanceler da Casa do C&iacute;vel.</p>     <p><a href="#top108"><sup>108</sup></a><a name="108"></a> Jo&atilde;o Pedro Ribeiro faz refer&ecirc;ncia a este p. cubital, debaixo do qual assinava o chanceler, balizando-o entre os reinados de D. Afonso V e Filipe I, embora n&atilde;o avente qual o seu significado (v. RIBEIRO – <i>op. cit.</i>, 1813, p. 33).</p>     <p><a href="#top109"><sup>109</sup></a><a name="109"></a> S39.</p>     <p><a href="#top110"><sup>110</sup></a><a name="110"></a> S40, S47.</p>     <p><a href="#top111"><sup>111</sup></a><a name="111"></a> C35.</p>     <p><a href="#top112"><sup>112</sup></a><a name="112"></a> C41.</p>     <p><a href="#top113"><sup>113</sup></a><a name="113"></a> C46, C50.</p>     <p><a href="#top114"><sup>114</sup></a><a name="114"></a> No caso da Chancelaria da Casa do C&iacute;vel, o chanceler tinha uma terceira chave.</p>     <p><a href="#top115"><sup>115</sup></a><a name="115"></a> Respetivamente S43 e S42.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top116"><sup>116</sup></a><a name="116"></a>N&atilde;o encontramos prazo fixado nas ordena&ccedil;&otilde;es para opor embargos &agrave; Chancelaria, indefini&ccedil;&atilde;o que pode explicar a raz&atilde;o para a primeira carta ter sido passada na Chancelaria. Teriam sido opostos j&aacute; depois de passada a carta de senten&ccedil;a?</p>      ]]></body><back>
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