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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Entre a autogestão e o controlo operário: os casos da Setenave e Sogantal durante o período revolucionário português (1974-1975)]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Between self-management and workers' control: the cases of Setenave and Sogantal during the Portuguese revolutionary period (1974-1975)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article aims to contribute to the history of the labor movement through the analysis of two paradigmatic case studies, occurring during the Portuguese revolutionary period (1974-1975). On the one hand, Setenave, a shipbuilding and repair company, with national and international capital, of male labor, which evolved into workers' control and was later nationalized; on the other, Sogantal, a textile company, with international capital and female labor, which changes during the revolution for self-management. These two cases are representative of the revolutionary struggle and the strengthening of the Portuguese working class, portraying important phenomena in understanding the development of the class struggle embraced in the country during and after the Revolução dos Cravos.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>DOSSIER TEM&Aacute;TICO</b></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><b>Entre a autogest&atilde;o e o controlo oper&aacute;rio: os casos da Setenave e Sogantal durante o per&iacute;odo revolucion&aacute;rio portugu&ecirc;s (1974–1975)</b></p>     <p><b>Between self-management and workers' control: the cases of Setenave and Sogantal during the Portuguese revolutionary period (1974–1975)</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jorge Filipe Figueiredo Fontes<sup>*</sup></b></p>     <p><b>Pamela Peres Cabreira<sup>**</sup></b></p>     <p><sup>*</sup>Jorge Filipe Figueiredo Fontes, GIHGTCS – Grupo de Investiga&ccedil;&atilde;o Hist&oacute;ria Global do Trabalho e dos Conflitos Sociais, IHC – Instituto de Hist&oacute;ria Contempor&acirc;nea, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas, Universidade NOVA de Lisboa, 1069-061 Lisboa, Portugal. <a href="mailto:fontes.jorge@gmail.com">fontes.jorge@gmail.com</a></p>     <p><sup>**</sup>Pamela Peres Cabreira, GIHGTCS – Grupo de Investiga&ccedil;&atilde;o Hist&oacute;ria Global do Trabalho e dos Conflitos Sociais, IHC-Instituto de Hist&oacute;ria Contempor&acirc;nea, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas, Universidade NOVA de Lisboa, 1069-061 Lisboa, Portugal. <a href="mailto:cabreiraperes@gmail.com">cabreiraperes@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este artigo tem por objetivo contribuir para a hist&oacute;ria do movimento oper&aacute;rio atrav&eacute;s da an&aacute;lise de dois casos de estudo paradigm&aacute;ticos, com ocorr&ecirc;ncia durante o per&iacute;odo revolucion&aacute;rio portugu&ecirc;s (1974<span lang="pt-BR">–</span>1975). Por um lado, a Setenave, uma empresa de constru&ccedil;&atilde;o e repara&ccedil;&atilde;o naval, de capital nacional e internacional, de m&atilde;o-de-obra masculina, que evolui para controlo oper&aacute;rio sendo posteriormente nacionalizada; por outro, a Sogantal, uma empresa t&ecirc;xtil, de capital internacional e m&atilde;o de obra feminina, que durante a revolu&ccedil;&atilde;o passa por um processo de autogest&atilde;o. Estes dois casos s&atilde;o representativos da luta revolucion&aacute;ria e do fortalecimento da classe oper&aacute;ria portuguesa, retratando fen&oacute;menos importantes na compreens&atilde;o do desenvolvimento da luta de classes no pa&iacute;s durante e ap&oacute;s a Revolu&ccedil;&atilde;o dos Cravos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>PALAVRAS-CHAVE</b></p>     <p>Controlo Oper&aacute;rio / Autogest&atilde;o / Reestrutura&ccedil;&atilde;o / Produtiva / Setenave / Sogantal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This article aims to contribute to the history of the labor movement through the analysis of two paradigmatic case studies, occurring during the Portuguese revolutionary period (1974–1975). On the one hand, Setenave, a shipbuilding and repair company, with national and international capital, of male labor, which evolved into workers' control and was later nationalized; on the other, Sogantal, a textile company, with international capital and female labor, which changes during the revolution for self-management. These two cases are representative of the revolutionary struggle and the strengthening of the Portuguese working class, portraying important phenomena in understanding the development of the class struggle embraced in the country during and after the Revolu&ccedil;&atilde;o dos Cravos.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>KEYWORDS</b></p>     <p>Workers's Control / Self-management / Productive Restructuring / Setenave / Sogantal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>Com o fim da Segunda Guerra Mundial, Portugal inseriu-se em organiza&ccedil;&otilde;es internacionais do lado &laquo;ocidental&raquo; da "Guerra Fria" (um dos pa&iacute;ses fundadores do Tratado do Atl&acirc;ntico Norte (NATO), adere &agrave; Associa&ccedil;&atilde;o Europeia de Livre Com&eacute;rcio (EFTA) em 1960, ao Banco Mundial e ao Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI) em 1961, e ao Acordo Geral de Tarifas e Com&eacute;rcio (GATT) em 1962. Criam-se as condi&ccedil;&otilde;es para o desenvolvimento da ind&uacute;stria portuguesa, da associa&ccedil;&atilde;o e fus&atilde;o desta com a banca e as finan&ccedil;as atrav&eacute;s de grandes monop&oacute;lios/oligop&oacute;lios. O crescimento anual m&eacute;dio do Produto Interno Bruto (PIB) entre 1960 e 1973 &eacute; de 6,9%<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a>. A popula&ccedil;&atilde;o ativa rural passa de 44% em 1960 para 28% em 1973 e a popula&ccedil;&atilde;o ativa industrial sobe de 29% para 36%<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a>. A participa&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria no PIB portugu&ecirc;s passa de 37% em 1960 para 51% em 1973, especialmente no sector manufatureiro (que triplica o seu valor acrescentado, sobretudo no sector mais din&acirc;mico que &eacute; o da metalurgia) e na constru&ccedil;&atilde;o<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a>. Em 1970, tr&ecirc;s quartos da popula&ccedil;&atilde;o ativa &eacute; assalariada e mais de 2/3 dos trabalhadores da ind&uacute;stria (67,4%) concentravam-se em unidades fabris com mais de 20 pessoas<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a>. Verificou-se um alargamento da classe oper&aacute;ria, entre 1950 e 1970, de 768 000 para 1 020 000<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a>. Na d&eacute;cada de 1960, apenas 20% das mulheres possu&iacute;am uma profiss&atilde;o e outras 75% eram designadas como “ocupadas”, ou seja, trabalhavam no servi&ccedil;o dom&eacute;stico acumulado muitas vezes com atividades informais<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a>.</p>     <p>As contradi&ccedil;&otilde;es de um regime e uma economia que reservava quase metade do seu or&ccedil;amento para a condu&ccedil;&atilde;o de uma guerra colonial em tr&ecirc;s frentes distintas (Guin&eacute;, Mo&ccedil;ambique e Angola, mantendo um ex&eacute;rcito de aproximadamente 170 mil homens<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a>) e se abria cada vez mais &agrave; penetra&ccedil;&atilde;o do capital estrangeiro em ind&uacute;strias de capital e trabalho intensivo provocaram um aumento inusitado de greves no in&iacute;cio dos anos 1970 (fen&oacute;meno agudizado pela crise mundial de 1973).</p>     <p>Com efeito, na d&eacute;cada de 1970, a luta dos trabalhadores alcan&ccedil;a uma maior express&atilde;o. Por exemplo, em Lisboa e no Porto, em 1970 e 1971, ocorre a greve dos m&eacute;dicos, em 1973, a greve dos empregados banc&aacute;rios e, ainda neste ano, verificam-se greves no setor administrativo da TAP (Transportes A&eacute;reos Portugueses) e na CP (Caminhos de Ferro), o que demonstra a instabilidade vivida no pa&iacute;s, por atingir diferentes nichos da classe trabalhadora. As principais reivindica&ccedil;&otilde;es das greves ocorridas na d&eacute;cada de 1970 s&atilde;o o aumento salarial e a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, bem como a exig&ecirc;ncia do 13&ordm; sal&aacute;rio, da redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de horas de trabalho semanais para 40, direito a f&eacute;rias subsidiadas e a proibi&ccedil;&atilde;o de despedimentos sem justa causa. </p>     <p>Estas muta&ccedil;&otilde;es socioecon&oacute;micas ajudaram a derrubar a mais longeva ditadura da Europa ocidental durante o s&eacute;culo XX e o mais dur&aacute;vel dos imp&eacute;rios coloniais cl&aacute;ssicos – e abriram as comportas para a revolu&ccedil;&atilde;o social mais radical que a Europa assistiu na segunda metade do s&eacute;culo XX.</p>     <p>Durante os dezanove meses de revolu&ccedil;&atilde;o social que come&ccedil;am com o golpe de estado de 25 de Abril de 1974 e s&oacute; terminam com outro golpe de estado, a 25 de Novembro de 1975, emergiu uma vaga revolucion&aacute;ria de trabalhadores que frequentemente imp&ocirc;s a sua posi&ccedil;&atilde;o nas unidades produtivas, ensaiando formas de autogest&atilde;o e controlo oper&aacute;rio, contando com a solidariedade de parte do ex&eacute;rcito, dos civis que organizaram frentes por educa&ccedil;&atilde;o e habita&ccedil;&atilde;o e pela reforma agr&aacute;ria.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A intensifica&ccedil;&atilde;o da luta produz altera&ccedil;&otilde;es no <i>status quo</i>, sobretudo durante o per&iacute;odo revolucion&aacute;rio, o que atesta que a luta dos trabalhadores urbanos por mudan&ccedil;as nas suas condi&ccedil;&otilde;es de vida traduz-se num “inquestion&aacute;vel protagonismo pol&iacute;tico”, constituindo-se no “mais poderoso movimento social organizado” do s&eacute;culo XX<a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="top8"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. REVOLU&Ccedil;&Atilde;O E CONTROLO OPER&Aacute;RIO: SETENAVE</b></p>     <p>A Setenave – Estaleiros de Set&uacute;bal, SARL &eacute; fundada a 21 de maio de 1971, com um capital acionista composto por CUF e Lisnave (65%), institui&ccedil;&otilde;es financeiras (25%) e a&ccedil;&otilde;es destinadas ao p&uacute;blico (10%)<a href="#9"><sup>9</sup></a><a name="top9"></a>.</p>     <p>Para o novo estaleiro de constru&ccedil;&atilde;o e repara&ccedil;&atilde;o naval, localizado na Pen&iacute;nsula de Mitrena, a cerca de 40 km de Lisboa e 12 km de Set&uacute;bal, o cen&aacute;rio parecia promissor: existia forte procura de navios superpetroleiros, Portugal n&atilde;o tinha assinado o acordo da OCDE de 1969 que estabelecia a liberaliza&ccedil;&atilde;o completa do setor, previa-se a entrada em funcionamento do porto de Sines, com capacidade para receber navios at&eacute; 350 000 t de porte para abastecimento da refinaria. No chamado projeto dos “3 S”, a Soponata transportaria o petr&oacute;leo de Cabinda para ser refinado em Sines, em navios constru&iacute;dos na Setenave.</p>     <p>A 27 de maio, elege-se o primeiro Conselho de Trabalhadores da Setenave (CTS). Contudo, uma Assembleia Geral, realizada no Clube Naval Setubalense, destitui a anterior comiss&atilde;o e elege outra, de cunho fortemente anticapitalista. O segundo CTS (de julho de 1974 a maio de 1975) bem como o terceiro (de maio a dezembro de 1975) estar&atilde;o politicamente hegemonizados pela extrema-esquerda durante todo o Processo Revolucion&aacute;rio em Curso (PREC). Apenas ap&oacute;s o 25 de Novembro de 1975, ir&aacute; o Partido Comunista Portugu&ecirc;s (PCP) dirigir o CTS (bem como todos os restantes &oacute;rg&atilde;os representativos dos trabalhadores), sem descontinuidades, at&eacute; ao t&eacute;rmino da empresa, ao contr&aacute;rio do sucedido na Lisnave, cuja Comiss&atilde;o de Trabalhadores (CT) &eacute; ganha pela Uni&atilde;o Geral dos Trabalhadores (UGT) em 1986.</p>     <p>Os CTS, durante a revolu&ccedil;&atilde;o portuguesa, centram as suas reivindica&ccedil;&otilde;es em tem&aacute;ticas anticapitalistas e igualit&aacute;rias, como a luta pela aproxima&ccedil;&atilde;o das diversas categorias e redu&ccedil;&atilde;o do leque salarial, congelamento dos sal&aacute;rios mais elevados, inclus&atilde;o dos subempreiteiros, aboli&ccedil;&atilde;o dos contratos a prazo e do regime experimental, redu&ccedil;&atilde;o dos privil&eacute;gios do pessoal superior. Sobretudo a terceira CTS vai inserir a mobiliza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores do estaleiro da Mitrena no contexto mais geral da din&acirc;mica revolucion&aacute;ria, procurando articular-se com outras comiss&otilde;es de trabalhadores, moradores e soldados, numa l&oacute;gica de estabelecimento de um “poder popular” no marco de uma nova sociedade socialista em vista<a href="#10"><sup>10</sup></a><a name="top10"></a>. </p>     <p>Os trabalhadores possuem n&iacute;veis muito elevados de informa&ccedil;&atilde;o (por exemplo, sobre os sal&aacute;rios), controlo sem resist&ecirc;ncia de tarefas, reuni&otilde;es, servi&ccedil;os, pessoal, produ&ccedil;&atilde;o, setor financeiro, chegando ao controlo da fun&ccedil;&atilde;o comercial, vital na ind&uacute;stria de constru&ccedil;&atilde;o naval. T&ecirc;m for&ccedil;a para recusar as propostas da administra&ccedil;&atilde;o e impor muitas das suas<a href="#11"><sup>11</sup></a><a name="top11"></a>. </p>     <p>A administra&ccedil;&atilde;o &eacute; muito experimentada, tenta sempre comunicar diretamente com os trabalhadores, manter canais institucionais de di&aacute;logo abertos, culpa o CTS pela “desorganiza&ccedil;&atilde;o” do estaleiro e falta de encomendas, “cola-se” &agrave;s medidas dos governos provis&oacute;rios, vistos com simpatia por uma grande parte da for&ccedil;a de trabalho, joga com as divis&otilde;es entre os trabalhadores (extrema-esquerda <i>versus</i> PCP), apela ao “patriotismo” e &agrave; l&oacute;gica “produtivista”<a href="#12"><sup>12</sup></a><a name="top12"></a>.</p>     <p>Com efeito, o PCP adquire cada vez mais for&ccedil;a na Setenave durante o &laquo;Ver&atilde;o Quente&raquo; de 1975. Ferozmente cr&iacute;tico do papel da extrema-esquerda, esta corrente afirma-se politicamente pela prioridade dada &agrave; demanda da nacionaliza&ccedil;&atilde;o da empresa, o que ocorrer&aacute; em 1 de setembro de 1975 (Decreto-Lei 478/75)<a href="#13"><sup>13</sup></a><a name="top13"></a> pelas m&atilde;os de Vasco Gon&ccedil;alves – ao contr&aacute;rio da Lisnave, devido &agrave; sua elevada componente de capital estrangeiro<a href="#14"><sup>14</sup></a><a name="top14"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Analisamos o controlo oper&aacute;rio a partir da pr&oacute;pria interpreta&ccedil;&atilde;o da parte “controlada” pelos trabalhadores, a administra&ccedil;&atilde;o (privada e nacionalizada, patronato e Estado). Durante 1974, a administra&ccedil;&atilde;o preocupa-se sempre em real&ccedil;ar que os conflitos verificados acarretam “o grave inconveniente de poderem ser interpretados como traduzindo um clima de rela&ccedil;&otilde;es sociais extremamente deteriorado, o que efetivamente n&atilde;o acontece”<a href="#15"><sup>15</sup></a><a name="top15"></a>. Em fevereiro de 1975, considera que at&eacute; h&aacute; pouco tempo a impress&atilde;o recolhida era de normalidade”. Contudo tem “s&eacute;rios receios de que um certo tipo de agita&ccedil;&atilde;o vis&iacute;vel” tenha “alterado substancialmente, ou possa vir a alterar, o ambiente e o rendimento do trabalho no estaleiro”<a href="#16"><sup>16</sup></a><a name="top16"></a>. Em abril, o controlo oper&aacute;rio revela-se no impasse que conduz &agrave; demiss&atilde;o da administra&ccedil;&atilde;o e do CTS. Ao contr&aacute;rio das pequenas unidades onde os trabalhadores conhecem melhor os “segredos da produ&ccedil;&atilde;o” e tendem para a autogest&atilde;o, nas grandes empresas, os oper&aacute;rios encontram-se dependentes do saber dos engenheiros e quadros t&eacute;cnicos, situa&ccedil;&atilde;o que distingue os dois casos aqui analisados. </p>     <p>No m&ecirc;s de outubro, no estaleiro nacionalizado, como j&aacute; referido, “diretores, gestores, operativos e o delegado do governo, demitiram-se ou apresentaram pedido de demiss&atilde;o”<a href="#17"><sup>17</sup></a><a name="top17"></a>. Paira o espectro da militariza&ccedil;&atilde;o do estaleiro, e os trabalhadores rejeitam uma proposta de “cogest&atilde;o”.</p>     <p>Deste modo, conclu&iacute;mos que, ao contr&aacute;rio do objetivo proposto pelo projeto de controlo de produ&ccedil;&atilde;o, ou seja, “n&atilde;o dever&aacute; conduzir ou contribuir para entravar a normal atividade produtiva da empresa, bem como interferir no exerc&iacute;cio de fun&ccedil;&otilde;es de natureza administrativa cometidas aos &oacute;rg&atilde;os competentes”<a href="#18"><sup>18</sup></a><a name="top18"></a>, o controlo oper&aacute;rio conduz e contribui para entravar a normal atividade produtiva da empresa, bem como interfere no exerc&iacute;cio de fun&ccedil;&otilde;es de natureza administrativa cometidas aos &oacute;rg&atilde;os competentes. </p>     <p>Quando no estaleiro, utilizando a terminologia leninista em voga, “os de baixo j&aacute; n&atilde;o querem viver como antes, mas n&atilde;o sabem para onde ir, e os de cima j&aacute; n&atilde;o podem viver como antes, mas n&atilde;o t&ecirc;m para onde ir”<a href="#19"><sup>19</sup></a><a name="top19"></a>, &eacute; o controlo oper&aacute;rio que se anuncia, revela. Fen&oacute;meno transit&oacute;rio, inst&aacute;vel e curto, tal como a situa&ccedil;&atilde;o que o enforma. Como afirmava um oper&aacute;rio da Setenave entrevistado em outubro de 1975 para o document&aacute;rio <i>Set&uacute;bal, Ville Rouge</i>, exprimindo sintom&aacute;tica e exemplarmente a ambiguidade da defini&ccedil;&atilde;o do conceito e da situa&ccedil;&atilde;o: “ainda n&atilde;o estamos bem no controlo oper&aacute;rio, mas havemos de chegar l&aacute;”<a href="#20"><sup>20</sup></a><a name="top20"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. A LUTA DAS OPER&Aacute;RIAS DA SOGANTAL</b></p>     <p>A Sogantal tamb&eacute;m apresenta uma import&acirc;ncia fundamental no per&iacute;odo revolucion&aacute;rio por ter adotado uma organiza&ccedil;&atilde;o autogestion&aacute;ria e possuir a especificidade de conter apenas oper&aacute;rias mulheres – os &uacute;nicos homens eram precisamente o seguran&ccedil;a e o diretor da f&aacute;brica. Neste caso, verifica-se ademais uma dualidade entre o papel de se ser mulher numa sociedade ainda rec&eacute;m-sa&iacute;da de um regime autorit&aacute;rio e a potencialidade revolucion&aacute;ria e de transforma&ccedil;&atilde;o contida na luta de 48 oper&aacute;rias, entre os 13 e 24 anos de idade.</p>     <p>“As mulheres sempre trabalharam. Elas nem sempre exerceram ‘profiss&otilde;es'”<a href="#21"><sup>21</sup></a><a name="top21"></a>. A an&aacute;lise do trabalho feminino e da sua inser&ccedil;&atilde;o no campo produtivo assalariado, em paralelo com o seu papel/trabalho reprodutivo &eacute; ainda escassa na produ&ccedil;&atilde;o historiogr&aacute;fica, sem d&uacute;vida uma tarefa necess&aacute;ria e urgente. As mulheres das classes populares sempre trabalharam e, por exemplo, no contexto fabril (e t&ecirc;xtil, onde se abrigava o maior n&uacute;mero de oper&aacute;rias) ter um trabalho assalariado era um aspeto primordial na constru&ccedil;&atilde;o da sua pr&oacute;pria identidade social, enquanto “colaboradora” ou, por muitas vezes, promotora total da remunera&ccedil;&atilde;o familiar<a href="#22"><sup>22</sup></a><a name="top22"></a>. Estudos baseados na Hist&oacute;ria Social, na representa&ccedil;&atilde;o de uma “hist&oacute;ria vista de baixo”<a href="#23"><sup>23</sup></a><a name="top23"></a>, e, neste caso, sobre oper&aacute;rias em contexto revolucion&aacute;rio, s&atilde;o o principal fator instigador desta breve discuss&atilde;o acerca da empresa ocupada, a Sogantal.</p>     <p>Os anos de 1974-75 foram amplamente marcados por experi&ecirc;ncias de controlo oper&aacute;rio e autogest&atilde;o. No princ&iacute;pio do m&ecirc;s de agosto de 1975, calcula-se que aproximadamente 380 f&aacute;bricas estavam em autogest&atilde;o por todo o pa&iacute;s<a href="#24"><sup>24</sup></a><a name="top24"></a>. Depois do 25 de Abril, a fixa&ccedil;&atilde;o de um sal&aacute;rio m&iacute;nimo nacional, o fortalecimento da classe trabalhadora nas lutas contra o patronato, o clima de contesta&ccedil;&atilde;o social generalizado e a incapacidade dos governos provis&oacute;rios em dar respostas &agrave; situa&ccedil;&atilde;o acelerou a crise econ&oacute;mica de muitas empresas, somado &agrave; crise de 1973 e &agrave; press&atilde;o exercida pela classe trabalhadora. Diante da perspetiva da perda de trabalho, os trabalhadores organizaram-se em “comiss&otilde;es de trabalhadores”. Os casos de autogest&atilde;o foram mais frequentes no setor t&ecirc;xtil e metalurgia ligeira, onde tamb&eacute;m as experi&ecirc;ncias de autonomia nas formas administrativas atingiram maior radicalidade. Assim sucedeu porque as pequenas empresas viram desmoronar a estrutura que permitia aos seus propriet&aacute;rios garantir lucros f&aacute;ceis com base numa m&atilde;o de obra sem direitos e com baixos sal&aacute;rios, como foi o caso da Sogantal, Charminha, F&aacute;brica Sim&otilde;es e diversas outras.</p>     <p>O papel das mulheres na revolu&ccedil;&atilde;o &eacute; substancial. As ocupa&ccedil;&otilde;es de casas em Lisboa ou as comiss&otilde;es de moradores espalhadas pelo pa&iacute;s tiveram como protagonistas maioritariamente as mulheres, protagonismo este conectado com a car&ecirc;ncia de muitos bens e servi&ccedil;os. Al&eacute;m disso, em consequ&ecirc;ncia da mobiliza&ccedil;&atilde;o de soldados para a guerra colonial, na d&eacute;cada de 1960, tinha-se assistido &agrave; entrada de cerca de um milh&atilde;o de mulheres no mercado de trabalho assalariado. Contrariando o slogan do Estado Novo “a mulher para o lar”, as mulheres sa&iacute;ram para a rua na luta por habita&ccedil;&atilde;o e por melhores condi&ccedil;&otilde;es para os seus lares e fam&iacute;lia. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As mulheres destacam-se na luta pela habita&ccedil;&atilde;o e contra os bairros de lata: s&atilde;o as mais atingidas por esta situa&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria, pois cabia-lhes a lida dom&eacute;stica, a limpeza dos dejetos (n&atilde;o existia saneamento b&aacute;sico) e o cuidado dos filhos. Com efeito, as mulheres pobres compreenderam que o 25 de Abril, “proclamando a liberdade, lhes permitia protestarem e organizarem-se para mudar a situa&ccedil;&atilde;o”<a href="#25"><sup>25</sup></a><a name="top25"></a>. Na regi&atilde;o de Lisboa, 18 mil pessoas moravam em barracas ou em casas partilhadas, 82% destas casas n&atilde;o possu&iacute;am casa de banho, 71% n&atilde;o tinham &aacute;gua canalizada e 62,5% da popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o possu&iacute;a eletricidade<a href="#26"><sup>26</sup></a><a name="top26"></a>. Muitas mulheres analfabetas participaram em cursos de alfabetiza&ccedil;&atilde;o geridos coletivamente, recorde-se que 38% das mulheres no pa&iacute;s naquela altura eram analfabetas<a href="#27"><sup>27</sup></a><a name="top27"></a>.</p>     <p>A Sogantal foi uma das primeiras f&aacute;bricas onde as trabalhadoras entraram em autogest&atilde;o e apresentaram as suas reivindica&ccedil;&otilde;es aos patr&otilde;es, bem como ao Minist&eacute;rio do Trabalho. At&eacute; meados de 1973, a f&aacute;brica destinava-se &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de luvas e basicamente manteve o seu pessoal quando o grupo franc&ecirc;s Lamont assumiu a empresa, convertendo a produ&ccedil;&atilde;o para fatos de treino. Com esta troca, segundo as oper&aacute;rias, as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho pioraram, os pr&eacute;mios aumentaram e os sal&aacute;rios diminu&iacute;ram<a href="#28"><sup>28</sup></a><a name="top28"></a>. </p>     <p>Coincidindo com a efervesc&ecirc;ncia oper&aacute;ria em outras f&aacute;bricas – como tamb&eacute;m na Setenave –, em 20 de maio de 1974, estas mulheres apresentaram um caderno reivindicativo &agrave; administra&ccedil;&atilde;o patronal, onde exigiam, entre outras coisas<a href="#29"><sup>29</sup></a><a name="top29"></a>: a) compromisso patronal de que as representantes sindicais e do grupo de trabalho seriam “escolhidas livremente pelo restante pessoal oper&aacute;rio como representantes legais dos seus justos anseios, e a garantia de que n&atilde;o ser&atilde;o feitas repres&aacute;lias nas suas pessoas”; b) legitimar o acesso a estas representantes seja ao sindicato, aos &oacute;rg&atilde;os oficiais e &agrave; ger&ecirc;ncia; c) que vigore o contrato coletivo de trabalho; d) ordenado em regime mensal; e) aumento de 1250 escudos mensais, sem distin&ccedil;&otilde;es de categorias; f) aumento dos valores dos pr&eacute;mios; g) pagamento de todas as diferen&ccedil;as de sal&aacute;rios que estavam em atraso; h) melhores condi&ccedil;&otilde;es nas instala&ccedil;&otilde;es da empresa, como refeit&oacute;rio, a cria&ccedil;&atilde;o de uma sala de reuni&otilde;es e confraterniza&ccedil;&atilde;o vedada &agrave; participa&ccedil;&atilde;o do patronato, da ger&ecirc;ncia e de todo o pessoal de hierarquia mais elevada, salvo exce&ccedil;&otilde;es; i) d&eacute;cimo terceiro m&ecirc;s pago at&eacute; o dia dez de dezembro a todas as funcion&aacute;rias, sem distin&ccedil;&otilde;es de cargos.</p>     <p>Os protestos e exig&ecirc;ncias n&atilde;o s&atilde;o isolados ou est&aacute;ticos. Indicam uma capacidade de enfrentamento das mulheres oper&aacute;rias como tamb&eacute;m uma radicaliza&ccedil;&atilde;o na forma como se organizaram, indo contra as condi&ccedil;&otilde;es impostas pelo patr&atilde;o, mas tamb&eacute;m confrontando uma realidade na esfera dom&eacute;stica e no papel social enquadrado <i>para</i> a mulher. Coisas que hoje parecem triviais, como passar a noite fora de casa, fumar sem ser vigiada ou reprimida, viajar sem a companhia de maridos e/ou companheiros, deixar filhas e filhos aos cuidados de outrem foram circunst&acirc;ncias que promoveram uma invers&atilde;o de valores, motivando a luta pelos seus direitos enquanto mulheres e tamb&eacute;m trabalhadoras.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.1. Autogest&atilde;o: avan&ccedil;os e recuos na luta</b></p>     <p>Ap&oacute;s apresenta&ccedil;&atilde;o do caderno reivindicativo, a dire&ccedil;&atilde;o recusa as exig&ecirc;ncias, alegando que a empresa iria &agrave; fal&ecirc;ncia se cumprisse todas as condi&ccedil;&otilde;es, o que &eacute; question&aacute;vel face aos documentos pesquisados no Arquivo do Minist&eacute;rio das Finan&ccedil;as. Como resposta, as oper&aacute;rias entraram em baixa de produ&ccedil;&atilde;o, ocupando a f&aacute;brica e os escrit&oacute;rios em 27 de maio de 1974, no contexto da convuls&atilde;o e press&atilde;o da luta oper&aacute;ria da cintura industrial de Lisboa. J&aacute; no dia 30 do mesmo m&ecirc;s, os patr&otilde;es declararam que a f&aacute;brica fecharia e que os sal&aacute;rios n&atilde;o seriam pagos, porque as trabalhadoras n&atilde;o tinham produzido o suficiente (estavam em produ&ccedil;&atilde;o lenta)<a href="#30"><sup>30</sup></a><a name="top30"></a>. </p>     <p>As oper&aacute;rias decidem vender os fatos de treino que j&aacute; se encontravam finalizados, de forma a manterem um rendimento. Os patr&otilde;es abandonam a empresa e, diante da iminente perda dos seus postos de trabalho, as trabalhadoras resolvem manter por si pr&oacute;prias o funcionamento da empresa entrando em autogest&atilde;o. </p>     <p>Criando rela&ccedil;&otilde;es com empresas ao seu redor, seja em boletins ou entrevistas, as oper&aacute;rias lan&ccedil;am o <i>Jornal da Sogantal </i>que, no seu primeiro n&uacute;mero, aponta a justifica&ccedil;&atilde;o desta luta: “A Sogantal, como todas as empresas de capital estrangeiro, instalou-se em Portugal para aproveitar as condi&ccedil;&otilde;es altamente lucrativas que a explora&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores portugueses oferecia. E isto devido aos sal&aacute;rios de mis&eacute;ria que podia pagar”, desta feita, “n&atilde;o podemos ser despedidas e lan&ccedil;adas na mis&eacute;ria s&oacute; porque alguns capitalistas franceses que nos exploram desenfreadamente, n&atilde;o querem agora satisfazer as nossas justas reivindica&ccedil;&otilde;es”. Por fim, “afirmamos a nossa disposi&ccedil;&atilde;o de lutar at&eacute; o final e n&atilde;o hesitarmos em adoptar as formas de luta que melhor servirem os nossos interesses de trabalhadoras”<a href="#31"><sup>31</sup></a><a name="top31"></a>. </p>     <p>A Assembleia Geral de Trabalhadores tornou-se, por decis&atilde;o un&acirc;nime, o &oacute;rg&atilde;o soberano de decis&atilde;o, no qual se discutiam os problemas da vida quotidiana e as solu&ccedil;&otilde;es que eram necess&aacute;rias de ser postas em pr&aacute;tica. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>J&aacute; na primeira assembleia depois de a f&aacute;brica ter sido ocupada, as trabalhadoras decidem tomar em m&atilde;os a organiza&ccedil;&atilde;o da sua luta e da sua vida em fun&ccedil;&atilde;o da nova realidade. O gerente e uma encarregada s&atilde;o colocados fora das instala&ccedil;&otilde;es. Uma encarregada aceitou ficar na f&aacute;brica, por&eacute;m, ocupando uma fun&ccedil;&atilde;o igual e recebendo o mesmo sal&aacute;rio que as restantes oper&aacute;rias. A partir deste momento, passaram a tratar dos assuntos antes dominados pelo gerente e pelo diretor da f&aacute;brica<a href="#32"><sup>32</sup></a><a name="top32"></a>. </p>     <p>Perante esta iniciativa de autogest&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o, os patr&otilde;es franceses reagem a 24 de agosto de 1974, quando decidem “invadir” a empresa e retirar as m&aacute;quinas e 31000 fatos de treino, de forma a levarem este material para Fran&ccedil;a. Em relatos do Arquivo do Minist&eacute;rio das Finan&ccedil;as, mas tamb&eacute;m em entrevistas realizadas a algumas ex-oper&aacute;rias, constata-se que o patr&atilde;o contratou um grupo de 14 mercen&aacute;rios franceses que assaltaram a f&aacute;brica de madrugada, “armados de pistolas, granadas, matracas, gases lacrimog&eacute;neos e c&atilde;es,&#160;sequestraram o guarda e iniciaram um processo de desmonte de maquin&aacute;rios e inventariado”<a href="#33"><sup>33</sup></a><a name="top33"></a>. </p>     <p>Em entrevista cedida ao <i>Set&uacute;bal na Rede</i>, Fernanda Cardoso, representante sindical e importante figura na luta da Sogantal, conta que ap&oacute;s encontrar um cartaz na janela do pr&eacute;dio, onde estava escrito “Interdita a entrada. N&atilde;o nos responsabilizamos pelos danos causados. C&atilde;es pol&iacute;cias”, dirigiu-se &agrave; casa de colegas para alertar a situa&ccedil;&atilde;o. “O caso come&ccedil;ou a espalhar-se e deu um alarido tal, que a pr&oacute;pria popula&ccedil;&atilde;o do Montijo acabou por concentrar-se &agrave; porta da f&aacute;brica. Arromb&aacute;mos as portas, fomos recebidas com balas simuladas, mas conseguimos entrar e descobrimos pessoas barricadas dentro do escrit&oacute;rio”<a href="#34"><sup>34</sup></a><a name="top34"></a>. Integrando moradores e oper&aacute;rias, o conflito escalou seriamente, tendo sido a Guarda Nacional Republicana (GNR) e o Comando Operacional do Continente (COPCON) que acabaram por retirar os franceses “a salvo” do motim que se formava. </p>     <p>As oper&aacute;rias dividiam-se entre quem ficava na f&aacute;brica a produzir os fatos de treino e quem, tendo carro, sa&iacute;a para vender em Lisboa, Porto ou Braga. Participaram em diversos eventos, gravaram cantigas e criaram pe&ccedil;as de teatro, impulsionando de diferentes maneiras tanto a rela&ccedil;&atilde;o entre empresas e sindicatos quanto das pr&oacute;prias vendas. </p>     <p>Numa colet&acirc;nea de depoimentos organizada por Francisco Martins Rodrigues, <i>O Futuro era Agora</i>, a respeito do movimento popular do 25 de Abril, Jos&eacute; Maria Ferreira relata a sua aproxima&ccedil;&atilde;o com a Sogantal, testemunhando que a luta nesta empresa assumiu caracter&iacute;sticas invulgares, como a “supress&atilde;o das cad&ecirc;ncias e dos hor&aacute;rios obrigat&oacute;rios; aboli&ccedil;&atilde;o das hierarquias; igualiza&ccedil;&atilde;o dos sal&aacute;rios; rota&ccedil;&atilde;o das tarefas, inclusive de direc&ccedil;&atilde;o; e, mais subversivo ainda, encetar a venda directa da produ&ccedil;&atilde;o”, em suma, “tudo isto teve uma outra consequ&ecirc;ncia da maior import&acirc;ncia: as mulheres come&ccedil;aram a libertar-se do marido e da fam&iacute;lia, dos valores patriarcais vigentes”<a href="#35"><sup>35</sup></a><a name="top35"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. AP&Oacute;S A REVOLU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>Contudo, com o desfecho do processo revolucion&aacute;rio, a situa&ccedil;&atilde;o muda. Em entrevistas, as oper&aacute;rias da Sogantal diziam que muitas das companheiras deixaram a ocupa&ccedil;&atilde;o e foram buscar emprego em outros s&iacute;tios. Estima-se que aproximadamente 25 oper&aacute;rias ficaram at&eacute; meados do ano de 1976. Em um document&aacute;rio produzido por Nadeja Tilhou, as oper&aacute;rias falaram sobre a mesma problem&aacute;tica. Alda relata que:</p>     <p>     <blockquote>Muita gente ficou at&eacute; o fim, eu n&atilde;o. N&atilde;o porque, depois, tinha de ganhar dinheiro e depois era dif&iacute;cil. Nessa altura j&aacute; n&atilde;o tinha muita coisa, t&iacute;nhamos o que fazer, e eu tive que ir para outros lados, para outras f&aacute;bricas e trabalhar noutros lados. Trabalhei em muitos lados, trabalhei no campo, a fazer renda, colchas para fora, trabalhei a dias tamb&eacute;m, depois trabalhei numa f&aacute;brica que abriu em Alcochete de costura, de fatos de banho. Depois quando a empresa fechou que eu fiquei com esse caf&eacute;, j&aacute; tem treze anos. [...] Pois isso ficava assim, ficou... tudo destru&iacute;do, depois levamos as m&aacute;quinas pra casa, cada uma levou as suas. Mas olha, sabes que quando and&aacute;vamos a vender os fatos por tudo que era s&iacute;tios pra ganhar, pra termos dinheiro, o sindicato tamb&eacute;m n&atilde;o se portou l&aacute; muito bem, podia ter-nos ajudado mais, e n&atilde;o nos ajudou tamb&eacute;m assim muito. Por exemplo, se foi a primeira f&aacute;brica que isso tinha acontecido, tinham nos mandado para outros s&iacute;tios, outras f&aacute;bricas, ter nos arranjado trabalho. Mas n&atilde;o... o que foi uma pena. Mas hoje tamb&eacute;m j&aacute; n&atilde;o h&aacute; quase f&aacute;bricas nenhuma... o percurso tamb&eacute;m n&atilde;o foi assim l&aacute; muito... ficou-se, cada um pro seu lado. Podia ter sido diferente<a href="#36"><sup>36</sup></a><a name="top36"></a>.         ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>         <p></p> </blockquote>     <p>Em 1985, os patr&otilde;es franceses receberam uma indemniza&ccedil;&atilde;o de 40 milh&otilde;es de escudos<a href="#37"><sup>37</sup></a><a name="top37"></a>. Por sua vez, entre as 12 ex-oper&aacute;rias entrevistadas pela autora, todas passaram por dificuldades em conseguir emprego ou estabilidade na d&eacute;cada de 1980 e, na verdade, algumas delas, na casa dos 60 anos, at&eacute; hoje trabalham longas horas por sal&aacute;rios m&iacute;nimos em condi&ccedil;&otilde;es de vida, pode-se dizer, inst&aacute;veis. </p>     <p>J&aacute; na Setenave, apesar das reivindica&ccedil;&otilde;es terem progressivamente passado de um car&aacute;ter qualitativo (controlo oper&aacute;rio) para uma dimens&atilde;o mais quantitativa (aumentos salariais, pr&eacute;mios, etc.) e de se ter assistido a uma degrada&ccedil;&atilde;o das conquistas laborais, verificava-se uma relativa estabilidade na empresa, pois existia um certo clima de otimismo acerca da sua viabilidade e pelo estabelecimento de canais de comunica&ccedil;&atilde;o com a administra&ccedil;&atilde;o, considerados positivos pela CT, que dirigia as suas cr&iacute;ticas mais para a componente externa (o governo) que para a dimens&atilde;o interna – cen&aacute;rio que muda radicalmente nos anos 80.</p>     <p>Com efeito, em dezembro de 1980, a empresa &eacute; declarada em situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica dif&iacute;cil pelo governo, em janeiro de 1981, a esta&ccedil;&atilde;o de desgaseifica&ccedil;&atilde;o (um dos setores mais lucrativos) &eacute; entregue &agrave; Lisnave (privada, com participa&ccedil;&atilde;o dos Mello), o Presidente do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o &eacute; afastado, come&ccedil;am os sal&aacute;rios em atraso e negoceia-se um contrato com a Thyssen em que os estaleiros se limitam a fornecer m&atilde;o de obra, o que provoca a indigna&ccedil;&atilde;o dos quadros t&eacute;cnicos.</p>     <p>Procura-se reagir &agrave; crise com a introdu&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos inovadores como o <i>jumboizing</i> (alongamento do navio), mas foi o caso do petroleiro Setebello (S-106) que veio a marcar todo o per&iacute;odo posterior. Devido a atrasos na sua entrega, o armador Thyssen queria denunciar o contrato. Em janeiro de 1983, os trabalhadores encontravam-se &agrave; espera de receber o sal&aacute;rio de dezembro e o subs&iacute;dio de f&eacute;rias, pairando sob o estaleiro o espectro do encerramento, como chegou a ser noticiado na comunica&ccedil;&atilde;o social. No fim do m&ecirc;s, chega-se a um acordo hist&oacute;rico nas rela&ccedil;&otilde;es de trabalho em Portugal. Pela primeira vez numa empresa p&uacute;blica, os trabalhadores aceitavam perder direitos a troco da viabiliza&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica<a href="#38"><sup>38</sup></a><a name="top38"></a>. </p>     <p>O governo comprometia-se a assegurar o funcionamento do estaleiro para o acabamento do S-106 at&eacute; agosto e os trabalhadores aceitaram em plen&aacute;rio, ap&oacute;s forte controv&eacute;rsia, a reten&ccedil;&atilde;o de 6% do seu sal&aacute;rio, o n&atilde;o pagamento de pr&eacute;mios e horas extraordin&aacute;rias, subs&iacute;dios de turno, al&eacute;m de abdicarem do direito &agrave; greve (exceto quando convocada nacionalmente). A CTS encarou estas medidas como “uma forma de empenhamento respons&aacute;vel e patri&oacute;tico dos trabalhadores da Setenave e como um desafio consciente e decidido &agrave; viabiliza&ccedil;&atilde;o futura da empresa”<a href="#39"><sup>39</sup></a><a name="top39"></a>. O Setebello faria as suas provas de mar em agosto, os trabalhadores come&ccedil;am a sair &agrave;s centenas em “rescis&otilde;es volunt&aacute;rias” e a empresa sobreviveria ainda, agonizante, mais meia d&uacute;zia de anos.</p>     <p>A imprensa rotularia este acordo como um &laquo;Pacto Social&raquo;<a href="#40"><sup>40</sup></a><a name="top40"></a>. Com efeito, num contexto de aguda crise econ&oacute;mica, come&ccedil;a a discutir-se, com cada vez mais insist&ecirc;ncia na sociedade portuguesa, a necessidade de um &laquo;di&aacute;logo social&raquo; capaz de institucionalizar e regular as rela&ccedil;&otilde;es laborais, que atingiam um grau de radicalidade sem precedentes desde o per&iacute;odo revolucion&aacute;rio.</p>     <p>Muito contestado na sua a&ccedil;&atilde;o, quer na Setenave, quer na regi&atilde;o de Set&uacute;bal, o Estado vai-se legitimando atrav&eacute;s do discurso nacional que profere (n&iacute;vel macropol&iacute;tico) e em que apela a vetores como: o sacrif&iacute;cio de interesses particulares &agrave; ideologia do progresso e da moderniza&ccedil;&atilde;o; a exig&ecirc;ncia de racionaliza&ccedil;&atilde;o das despesas p&uacute;blicas face ao cidad&atilde;o-contribuinte; a submiss&atilde;o da conflitualidade local ao consenso nacional; a condi&ccedil;&atilde;o de paz e progresso por todos desejado. Mas o Estado tamb&eacute;m logra a sua legitima&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel local: quer pela obten&ccedil;&atilde;o de consensos pontuais (acordo para o acabamento do navio S-106), devidamente propagandeada, quer pela intensifica&ccedil;&atilde;o de dilig&ecirc;ncias que conduzem ao estabelecimento de um programa de desenvolvimento regional participado por todos (autarcas, empres&aacute;rios e respetivas associa&ccedil;&otilde;es, sindicatos, organismos estatais descentralizados, eleitos locais, governo)<a href="#41"><sup>41</sup></a><a name="top41"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>Em Portugal, durante o per&iacute;odo revolucion&aacute;rio, “as interven&ccedil;&otilde;es do Estado nas empresas e at&eacute; exig&ecirc;ncias de nacionaliza&ccedil;&atilde;o, come&ccedil;aram por ser basicamente lutas de trabalhadores pelo direito ao trabalho, de resposta aos despedimentos, encerramento de empresas e <i>lock-out dos patr&otilde;es”</i><a href="#42"><sup>42</sup></a><a name="top42"></a>.</p>     <p>Com efeito, &eacute; para manter os postos de trabalho amea&ccedil;ados pela crise econ&oacute;mica e frequentemente pela sabotagem financeira patronal – que, numa luta econ&oacute;mica, os trabalhadores ocupam as empresas, vendo-se obrigados a continuar a labora&ccedil;&atilde;o em processos autogestion&aacute;rios nas unidades m&eacute;dias e pequenas, ou, algo mais dif&iacute;cil de medir por implicar uma an&aacute;lise qualitativa da rela&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as –, a adotar formas de vigil&acirc;ncia e controlo da atividade produtiva e do circuito comercial nas maiores unidades, mais complexas, nas quais &eacute; mais curial o peso dos engenheiros e quadros t&eacute;cnicos, ou seja: o controlo oper&aacute;rio.</p>     <p>Este artigo pretendeu dar testemunho dessas diferentes bifurca&ccedil;&otilde;es, com dois casos de estudo paradigm&aacute;ticos da estrutura produtiva coeva, que se traduz em diferentes formas de a&ccedil;&atilde;o oper&aacute;ria no contexto revolucion&aacute;rio.</p>     <p>Na Setenave, uma empresa de constru&ccedil;&atilde;o e repara&ccedil;&atilde;o naval, os trabalhadores impuseram uma situa&ccedil;&atilde;o de controlo oper&aacute;rio e a empresa foi nacionalizada. A luta na empresa teve um efeito de arrastamento de toda a a&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores e movimentos sociais na regi&atilde;o de Set&uacute;bal durante o PREC<a href="#43"><sup>43</sup></a><a name="top43"></a>. Por sua vez, a assinatura do pacto social nesta empresa teve efeitos de imita&ccedil;&atilde;o em todo o mundo laboral, mudando o paradigma das rela&ccedil;&otilde;es laborais.</p>     <p>Na Sogantal, uma empresa t&ecirc;xtil de m&atilde;o de obra barata e feminina e de capital estrangeiro, as trabalhadoras para salvarem os seus postos de trabalho entraram em autogest&atilde;o, mas a f&aacute;brica acabou por encerrar, como sucedeu com muitas outras empresas multinacionais.</p>     <p>Por outro lado, a classe trabalhadora n&atilde;o &eacute; um grupo homog&eacute;neo ou um bloco indivis&iacute;vel, sendo atravessada por diferentes composi&ccedil;&otilde;es internas, pelo que &eacute; heterog&eacute;nea<a href="#44"><sup>44</sup></a><a name="top44"></a>. Homens e mulheres, por exemplo, exercem historicamente diferentes profiss&otilde;es e justamente por isso podem e devem, quando poss&iacute;vel, ser analisados nas suas particularidades, para uma an&aacute;lise mais completa, como se pretendeu demonstrar.</p>     <p>As duas empresas s&atilde;o assim casos exemplares que retratam a evolu&ccedil;&atilde;o do movimento oper&aacute;rio na sua pluralidade de composi&ccedil;&atilde;o interna (m&atilde;o de obra masculina e feminina, metalomec&acirc;nica pesada e t&ecirc;xtil) e de formas de a&ccedil;&atilde;o no processo revolucion&aacute;rio. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p> <b>     <p>FONTES</p>     <p>Arquivo do Minist&eacute;rio das Finan&ccedil;as</p> </b>     <p>Processo SETF/GSEF/008/0168. Processos de indemniza&ccedil;&otilde;es por nacionaliza&ccedil;&atilde;o ou expropria&ccedil;&atilde;o pertencentes a cidad&atilde;os estrangeiros. Sogantal – Sociedade Industrial Luvas e T&ecirc;xteis do Montijo, SARL (1973.04.06 – 1986.10.16).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica</b></p>     <p>PORTUGAL. Instituto Nacional de Estat&iacute;stica <i>– 25 de Abril: 40 anos de estat&iacute;sticas</i>. Lisboa: INE, 2014.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Centro de Documenta&ccedil;&atilde;o 25 de Abril</b></p>     <p>Pasta Teresa Rosa, O Administrador-Delegado adjunto, A Todos os Trabalhadores da Setenave, Almada, 12 novembro 1974. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pasta Teresa Rosa, A administra&ccedil;&atilde;o, A todos os trabalhadores da Setenave, Mitrena, 18 fevereiro 1975.</p>     <p>Pasta Teresa Rosa, O Administrador por parte do Estado, Moura Vicente, Carta aos trabalhadores da Setenave, 6 outubro 1975. </p>     <p>Pasta Teresa Rosa, Controlo Oper&aacute;rio da Produ&ccedil;&atilde;o, 1974, Projecto de Decreto-Lei, pelo Conselho da Revolu&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jornais</b></p>     <p>As oper&aacute;rias da Sogantal contam a sua luta.<i> Combate</i>. Ano I N&ordm; 1 (21 de junho de 1974).</p>     <p>DECRETO-LEI n&ordm; 478/75 do Minist&eacute;rio da Ind&uacute;stria e Tecnologia. <i>D. R. I S&eacute;rie</i>. (75-09-01) [Consult. 25/04/2020]. Dispon&iacute;vel na Internet: <a href="https://dre.pt/application/conteudo/307630" target="_blank">https://dre.pt/application/conteudo/307630</a>.</p>     <p>Governo e trabalhadores v&atilde;o viabilizar Setenave. <i>Correio da Manh&atilde;</i>. (28 janeiro 1983).</p>     <p>O nosso primeiro comunicado. <i>Jornal da Sogantal</i>. N&ordm;1 (1974). [Consult. 06/11/2015]. Dispon&iacute;vel na Internet: <a href="https://ephemerajpp.com/2018/04/27/luta-das-operarias-da-sogantal-agosto-1974/" target="_blank">https://ephemerajpp.com/2018/04/27/luta-das-operarias-da-sogantal-agosto-1974/</a>.</p>     <p>Pacto Social viabiliza constru&ccedil;&atilde;o do &laquo;S-106&raquo;. <i>Expresso</i>. (29 janeiro, 1983).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Orais</b></p>     <p>Entrevistas semidiretivas, concedidas &agrave; pesquisadora em setembro de 2018, Samouco, Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>V&iacute;deo</b></p>     <p>TILHOU, Nadejda – <i>Nous ouvri&egrave;res de la Sogantal </i>[Registo v&iacute;deo]. [Paris]: L'Armattan, cop. 2010. 1 DVD (58 min.). Document&aacute;rio. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ESTUDOS</b></p>     <!-- ref --><p>ABADIA, Dan&uacute;bia Mendes – <i>O jornal Combate e as lutas sociais autonomistas em Portugal durante a Revolu&ccedil;&atilde;o dos Cravos (1974-1978).</i> Goi&acirc;nia: [s.n], 2010. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado apresentada &agrave; Faculdade de Hist&oacute;ria da Universidade Federal de Goi&aacute;s (UFG).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2076700&pid=S2183-3176202000010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ARCARY, Val&eacute;rio – <i>As esquinas perigosas da hist&oacute;ria: um estudo sobre a hist&oacute;ria dos conceitos de &eacute;poca, situa&ccedil;&atilde;o e crise revolucion&aacute;ria no debate marxista</i>. S&atilde;o Paulo: [s.n], 2000. Tese de doutoramento apresentada ao Departamento de Hist&oacute;ria da Faculdade de Filosofia, Letras e Ci&ecirc;ncias Humanas da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2076702&pid=S2183-3176202000010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BRINCA, Pedro; BAIA, Etelvina – Saneamento da administra&ccedil;&atilde;o e processo de autogest&atilde;o da Sogantal. In <i>Mem&oacute;rias da Revolu&ccedil;&atilde;o no distrito de Set&uacute;bal: 25 anos depois. </i>Set&uacute;bal: Set&uacute;bal na Rede, 2001-2002. vol. 1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2076704&pid=S2183-3176202000010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CABREIRA, Pamela Peres – <i>“Semeando ventos o governo colher&aacute; tempestades!”: crise marcelista e a vaga revolucion&aacute;ria em Portugal (1968-1974)</i>. Rio de Janeiro: [s.n.], 2017. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado apresentada ao Instituto de Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Serop&eacute;dica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2076706&pid=S2183-3176202000010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CHALHOUB, Sidney – <i>Trabalho, bar e botequim: o cotidiano dos trabalhadores no Rio de Janeiro da Belle &Eacute;poque</i>. Campinas: Editora Unicamp, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2076708&pid=S2183-3176202000010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CONCEI&Ccedil;&Atilde;O, Alberto; BARROS, Ant&oacute;nio; SARDINHA, Jos&eacute; – <i>Setenave: hist&oacute;ria de um estaleiro 1971-1989</i>. Lisboa: Colibri, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2076710&pid=S2183-3176202000010000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COSTA, Alb&eacute;rico – <i>Set&uacute;bal, cidade vermelha 1974-75</i>. Set&uacute;bal: Estu&aacute;rio, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2076712&pid=S2183-3176202000010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FERN&Aacute;NDEZ CLEMENTE, Eloy – Problemas y ritmos de la modernizaci&oacute;n econ&oacute;mica peninsular en el siglo XX. In TORRE G&Oacute;MEZ, Hip&oacute;lito de la, ed. – <i>Portugal y Espa&ntilde;a contempor&aacute;neos</i>. Madrid: Marcial Pons, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2076714&pid=S2183-3176202000010000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FERREIRA, Jos&eacute; Maria Carvalho – Autogest&atilde;o na Sogantal. In RODRIGUES, Francisco Martins, coord. – <i>O futuro era agora: o movimento popular do 25 de Abril</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Dinossauro, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2076716&pid=S2183-3176202000010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FONTES, Jorge – O movimento oper&aacute;rio na empresa Setenave. In CONGRESSO DE HIST&Oacute;RIA DO MOVIMENTO OPER&Aacute;RIO E DOS MOVIMENTOS SOCIAIS EM PORTUGAL, 1, Lisboa, 2013 – <i>Atas</i>. Lisboa: IHC, 2015. vol. I, p. 331.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2076718&pid=S2183-3176202000010000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FONTES, Jorge – <i>Setenave: revolu&ccedil;&atilde;o, nacionaliza&ccedil;&atilde;o, privatiza&ccedil;&atilde;o</i>. Lisboa: Parsifal, 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2076720&pid=S2183-3176202000010000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LENINE, Vladimir – The collapse of the Second International. <i>Marxist internet archive</i> [Em linha] (tradu&ccedil;&atilde;o nossa). [Consult. 25/09/2015]. Dispon&iacute;vel na Internet: <a href="htps://www.marxists.org/archive/lenin/works/1915/csi/ii.htm#v21pp74h-212" target="_blank">htps://www.marxists.org/archive/lenin/works/1915/csi/ii.htm#v21pp74h-212</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2076722&pid=S2183-3176202000010000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MASCARENHAS, Jos&eacute; M&aacute;rio, coord. – <i>Quando o trabalhador se tornou cidad&atilde;o: movimento oper&aacute;rio, a d&eacute;cada de 70</i>. Lisboa: Cooperativa de Artes Gr&aacute;ficas, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2076724&pid=S2183-3176202000010000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MATTOS, Marcelo Badar&oacute; – <i>A classe trabalhadora: de Marx ao nosso tempo</i>. S&atilde;o Paulo: Boitempo, 2019.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2076726&pid=S2183-3176202000010000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MAXWELL, Kenneth – <i>O imp&eacute;rio derrotado: revolu&ccedil;&atilde;o e democracia em Portugal</i>. S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2076728&pid=S2183-3176202000010000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PERROT, Michelle – <i>As mulheres ou os sil&ecirc;ncios da hist&oacute;ria</i>. Bauru, SP: Editora da Universidade do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2076730&pid=S2183-3176202000010000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>ROCHA, Edgar – Crescimento econ&oacute;mico em Portugal nos anos de 1960-1973: altera&ccedil;&atilde;o estrutural e ajustamento da oferta &agrave; procura de trabalho. <i>An&aacute;lise Social</i>. V. XX N&ordm; 84 (1984-5), p. 621-644.</p>     <!-- ref --><p>ROSA, Teresa [et al.] – <i>O Estado e o patronato na ind&uacute;stria naval</i>. Lisboa: [s.n.,199-]. Trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o realizado no Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias dos Trabalho e da Empresa (ISCTE).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2076733&pid=S2183-3176202000010000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ROSA, Teresa –<i>Sistemas de trabalho, consci&ecirc;ncia e a&ccedil;&atilde;o oper&aacute;ria na Setenave</i>. Lisboa: [s.n], 1983. Disserta&ccedil;&atilde;o de licenciatura apresentada ao Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias dos Trabalho e da Empresa (ISCTE).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2076735&pid=S2183-3176202000010000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SANTOS, Jos&eacute; Hip&oacute;lito – <i>Sem mestres nem chefes, o povo tomou a rua: lutas dos moradores no p&oacute;s-25 de Abril.</i> Lisboa: Letra Livre, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2076737&pid=S2183-3176202000010000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SANTOS, Maria de Lurdes; LIMA, Marin&uacute;s Pires de; FERREIRA, V&iacute;tor Matias – <i>O 25 de Abril e as lutas sociais nas empresas</i>. Porto: Afrontamento, 1976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2076739&pid=S2183-3176202000010000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>SOUSA, Ant&oacute;nia – <i>O mercado de trabalho e a mulher</i>. Lisboa: Editora Arc&aacute;dia, 1971.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2076741&pid=S2183-3176202000010000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ZINN, Howard – <i>A people&acute;s history of the United States</i>. New York: Harper Perennial, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2076743&pid=S2183-3176202000010000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o/submission: 31/01/2020 </p>     <p>Aceita&ccedil;&atilde;o/approval: 08/05/2020 </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>NOTAS</b></p>     <p><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a> ROCHA, Edgar – Crescimento econ&oacute;mico em Portugal nos anos de 1960-1973: altera&ccedil;&atilde;o estrutural e ajustamento da oferta &agrave; procura de trabalho. <i>An&aacute;lise Social.</i> V. XX N&ordm; 84 (1984-5), p. 621.</p>     <p><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a> FERN&Aacute;NDEZ CLEMENTE, Eloy – Problemas y ritmos de la modernizaci&oacute;n econ&oacute;mica peninsular en el siglo XX. In TORRE G&Oacute;MEZ, Hip&oacute;lito de la, ed. – <i>Portugal y Espa&ntilde;a contempor&aacute;neos</i>. Madrid: Marcial Pons, 2000. p. 203.</p>     <p><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a> <i>Idem</i>, p. 203-204.</p>     <p><a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a> SANTOS, Maria de Lurdes; LIMA, Marin&uacute;s Pires de; FERREIRA, V&iacute;tor Matias – <i>O 25 de Abril e as lutas sociais nas empresas.</i> Porto: Afrontamento, 1976. p. 267.</p>     <p><a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a> <i>Idem</i>, p. 275.</p>     <p><a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a> SOUSA, Ant&oacute;nia – <i>O mercado de trabalho e a mulher.</i> Lisboa: Editora Arc&aacute;dia, 1971. p. 34. </p>     <p><a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a> MAXWELL, Kenneth – <i>O imp&eacute;rio derrotado: revolu&ccedil;&atilde;o e democracia em Portugal.</i> S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 59.</p>     <p><a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8"></a> ARCARY, Val&eacute;rio – <i>As esquinas perigosas da hist&oacute;ria: um estudo sobre a hist&oacute;ria dos conceitos de &eacute;poca, situa&ccedil;&atilde;o e crise revolucion&aacute;ria no debate marxista</i>. S&atilde;o Paulo: [s.n], 2000. Tese de Doutoramento apresentada &agrave; Faculdade de Filosofia, Letras e Ci&ecirc;ncias Humanas da Universidade de S&atilde;o Paulo. p. 147-148.</p>     <p><a href="#top9"><sup>9</sup></a><a name="9"></a> CONCEI&Ccedil;&Atilde;O, Alberto; BARROS, Ant&oacute;nio; SARDINHA, Jos&eacute; – <i>Setenave hist&oacute;ria de um estaleiro 1971-1989.</i> Lisboa: Colibri, 2005. p. 29. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top10"><sup>10</sup></a><a name="10"></a> ROSA, Teresa –<i>Sistemas de trabalho, consci&ecirc;ncia e a&ccedil;&atilde;o oper&aacute;ria na Setenave</i>. Lisboa: [s.n], 1983. Disserta&ccedil;&atilde;o de licenciatura apresentada ao Instituto Superior de ci&ecirc;ncias dos Trabalho e da Empresa (ISCTE). p. 479-483.</p>     <p><a href="#top11"><sup>11</sup></a><a name="11"></a> <i>Idem,</i> p. 490.</p>     <p><a href="#top12"><sup>12</sup></a><a name="12"></a> FONTES, Jorge – <i>Setenave: revolu&ccedil;&atilde;o, nacionaliza&ccedil;&atilde;o, privatiza&ccedil;&atilde;o.</i> Lisboa: Parsifal, 2018. p.60.</p>     <p><a href="#top13"><sup>13</sup></a><a name="13"></a> DECRETO-LEI n&ordm; 478/75 do Minist&eacute;rio da Ind&uacute;stria e Tecnologia. <i>D. R. I S&eacute;rie</i>. (75-09-01) [Consult. 25/04/2020]. Dispon&iacute;vel na Internet: <a href="https://dre.pt/application/conteudo/307630" target="_blank">https://dre.pt/application/conteudo/307630</a>.</p>     <p><a href="#top14"><sup>14</sup></a><a name="14"></a> FONTES, Jorge – O movimento oper&aacute;rio na empresa Setenave. In CONGRESSO DE HIST&Oacute;RIA DO MOVIMENTO OPER&Aacute;RIO E DOS MOVIMENTOS SOCIAIS EM PORTUGAL, 1, Lisboa, 2013 – <i>Atas.</i> Lisboa: IHC, 2015. vol. I, p. 331.</p>     <p><a href="#top15"><sup>15</sup></a><a name="15"></a> Centro de Documenta&ccedil;&atilde;o 25 de Abril, Pasta Teresa Rosa, O Administrador-Delegado adjunto, A Todos os Trabalhadores da Setenave, Almada, 12 novembro 1974. </p>     <p><a href="#top16"><sup>16</sup></a><a name="16"></a> Centro de Documenta&ccedil;&atilde;o 25 de Abril, Pasta Teresa Rosa, A Administra&ccedil;&atilde;o, A todos os trabalhadores da Setenave, Mitrena, 18 fevereiro 1975.</p>     <p><a href="#top17"><sup>17</sup></a><a name="17"></a> Centro de Documenta&ccedil;&atilde;o 25 de Abril, Pasta Teresa Rosa, O Administrador por parte do Estado, Moura Vicente, Carta aos trabalhadores da Setenave, s.l., 6 outubro 1975. </p>     <p><a href="#top18"><sup>18</sup></a><a name="18"></a> Centro de Documenta&ccedil;&atilde;o 25 de Abril, Pasta Teresa Rosa, Controlo Oper&aacute;rio da Produ&ccedil;&atilde;o, 1974, Projecto de Decreto-Lei, pelo Conselho da Revolu&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><a href="#top19"><sup>19</sup></a><a name="19"></a>LENINE, Vladimir – The collapse of the Second International. <i>Marxist internet archive</i> [Em linha] (tradu&ccedil;&atilde;o nossa). [Consult. 25/09/2015]. Dispon&iacute;vel na Internet: <a href="htps://www.marxists.org/archive/lenin/works/1915/csi/ii.htm#v21pp74h-212" target="_blank">htps://www.marxists.org/archive/lenin/works/1915/csi/ii.htm#v21pp74h-212</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top20"><sup>20</sup></a><a name="20"></a> FONTES, Jorge <i>– Setenave: revolu&ccedil;&atilde;o, nacionaliza&ccedil;&atilde;o, privatiza&ccedil;&atilde;o.</i> Lisboa: Parsifal, 2018. p. 61.</p>     <p><a href="#top21"><sup>21</sup></a><a name="21"></a> PERROT, Michelle – <i>As mulheres ou os sil&ecirc;ncios da hist&oacute;ria</i>. Bauru, SP: Editora da Universidade do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o, 2005. p. 251.</p>     <p><a href="#top22"><sup>22</sup></a><a name="22"></a> CHALHOUB, Sidney – <i>Trabalho, bar e botequim: o cotidiano dos trabalhadores no Rio de Janeiro da Belle &Eacute;poque</i>. Campinas: Editora Unicamp, 2012. p. 203.</p>     <p><a href="#top23"><sup>23</sup></a><a name="23"></a> ZINN, Howard – <i>A people's history of the United States</i>. New York: Harper Perennial, 2005.</p>     <p><a href="#top24"><sup>24</sup></a><a name="24"></a> ABADIA, Dan&uacute;bia Mendes – <i>O Jornal Combate e as lutas sociais autonomistas em Portugal durante a Revolu&ccedil;&atilde;o dos Cravos (1974-1978).</i> Goi&acirc;nia: [s.n], 2010. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado apresentada &agrave; Faculdade de Hist&oacute;ria da Universidade Federal de Goi&aacute;s (UFG). p. 90.</p>     <p><a href="#top25"><sup>25</sup></a><a name="25"></a> SANTOS, Jos&eacute; Hip&oacute;lito – <i>Sem mestres nem chefes, o povo tomou a rua: lutas dos moradores no p&oacute;s-25 de Abril.</i> Lisboa: Letra Livre, 2014. p. 82.</p>     <p><a href="#top26"><sup>26</sup></a><a name="26"></a> PORTUGAL. Instituto Nacional de Estat&iacute;stica <i>– 25 de Abril: 40 anos de estat&iacute;sticas.</i> Lisboa: INE, 2014. p. 18-39.</p>     <p><a href="#top27"><sup>27</sup></a><a name="27"></a> CABREIRA, Pamela Peres – <i>“Semeando ventos o governo colher&aacute; tempestades!”: crise marcelista e a vaga revolucion&aacute;ria em Portugal (1968-1974)</i>. Rio de Janeiro: [s.n.], 2017. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado apresentada ao Instituto de Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. p. 46.</p>     <p><a href="#top28"><sup>28</sup></a><a name="28"></a> Idalina Sena. Entrevista semidiretiva concedida &agrave; pesquisadora em setembro de 2018, Samouco, Portugal.</p>     <p><a href="#top29"><sup>29</sup></a><a name="29"></a> Arquivo do Minist&eacute;rio das Finan&ccedil;as, Sogantal – Sociedade Industrial Luvas e T&ecirc;xteis do Montijo, SARL (1973.04.06 – 1986.10.16), Processos de indemniza&ccedil;&otilde;es por nacionaliza&ccedil;&atilde;o ou expropria&ccedil;&atilde;o pertencentes a cidad&atilde;os estrangeiros, Processo SETF/GSEF/008/0168.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top30"><sup>30</sup></a><a name="30"></a> As oper&aacute;rias da Sogantal contam a sua luta<i>. Combate.</i> Ano I N&ordm; 1 (21 de Junho de 1974).</p>     <p><a href="#top31"><sup>31</sup></a><a name="31"></a> O nosso primeiro comunicado. <i>Jornal da Sogantal </i>[Em linha]. N&ordm; 1 (1974) [Consult. 06/11/2015]. Dispon&iacute;vel na Internet: <a href="https://ephemerajpp.com/2018/04/27/luta-das-operarias-da-sogantal-agosto-1974/" target="_blank">https://ephemerajpp.com/2018/04/27/luta-das-operarias-da-sogantal-agosto-1974/</a>.</p>     <p><a href="#top32"><sup>32</sup></a><a name="32"></a> An&oacute;nimo. Entrevista semidiretiva concedida &agrave; pesquisadora em setembro de 2018, Samouco, Portugal.</p>     <p><a href="#top33"><sup>33</sup></a><a name="33"></a> Arquivo do Minist&eacute;rio das Finan&ccedil;as, Sogantal – Sociedade Industrial Luvas e T&ecirc;xteis do Montijo, SARL (1973.04.06 – 1986.10.16), Processos de indemniza&ccedil;&otilde;es por nacionaliza&ccedil;&atilde;o ou expropria&ccedil;&atilde;o pertencentes a cidad&atilde;os estrangeiros, Processo SETF/GSEF/008/0168.</p>     <p><a href="#top34"><sup>34</sup></a><a name="34"></a> BRINCA, Pedro; BAIA, Etelvina – Saneamento da administra&ccedil;&atilde;o e processo de autogest&atilde;o da Sogantal. In <i>Mem&oacute;rias da Revolu&ccedil;&atilde;o no distrito de Set&uacute;bal: 25 anos depois. </i>Set&uacute;bal: Set&uacute;bal na Rede, 2001-2002. vol. 1, p. 91.</p>     <p><a href="#top35"><sup>35</sup></a><a name="35"></a> FERREIRA, Jos&eacute; Maria Carvalho – Autogest&atilde;o na Sogantal. In RODRIGUES, Francisco Martins, coord. – <i>O futuro era agora: o movimento popular do 25 de Abril.</i> Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Dinossauro, 1994. p. 46.</p>     <p><a href="#top36"><sup>36</sup></a><a name="36"></a> TILHOU, Nadejda – <i>Nous ouvri&egrave;res de la Sogantal </i>[Registo v&iacute;deo]. [Paris]: L'Armattan, cop. 2010. 1 DVD (58 min.). Document&aacute;rio. (05:51-06:48/07:39-08:40) (transcri&ccedil;&atilde;o da autora).</p>     <p><a href="#top37"><sup>37</sup></a><a name="37"></a> Arquivo do Minist&eacute;rio das Finan&ccedil;as, Sogantal – Sociedade Industrial Luvas e T&ecirc;xteis do Montijo, SARL (1973.04.06 – 1986.10.16), Processos de indemniza&ccedil;&otilde;es por nacionaliza&ccedil;&atilde;o ou expropria&ccedil;&atilde;o pertencentes a cidad&atilde;os estrangeiros, Processo SETF/GSEF/008/0168</p>     <p><a href="#top38"><sup>38</sup></a><a name="38"></a> FONTES, Jorge – O movimento oper&aacute;rio na empresa Setenave. In CONGRESSO DE HIST&Oacute;RIA DO MOVIMENTO OPER&Aacute;RIO E DOS MOVIMENTOS SOCIAIS EM PORTUGAL, 1, Lisboa, 2013 – <i>Atas.</i> Lisboa: IHC, 2015. vol. I, p. 335.</p>     <p><a href="#top39"><sup>39</sup></a><a name="39"></a> Governo e trabalhadores v&atilde;o viabilizar Setenave. <i>Correio da Manh&atilde;.</i> (28 janeiro 1983), p. 20.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top40"><sup>40</sup></a><a name="40"></a> Pacto social viabiliza constru&ccedil;&atilde;o do &laquo;S-106&raquo;. <i>Expresso.</i> (29 janeiro 1983), p. 14.</p>     <p><a href="#top41"><sup>41</sup></a><a name="41"></a> ROSA, Teresa [et al.] – <i>O Estado e o patronato na ind&uacute;stria naval.</i> Lisboa: [s.n., 199-]. Trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o realizado no Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias dos Trabalho e da Empresa (ISCTE). p. 17.</p>     <p><a href="#top42"><sup>42</sup></a><a name="42"></a>MASCARENHAS, Jos&eacute; M&aacute;rio, coord. – <i>Quando o trabalhador se tornou cidad&atilde;o: movimento oper&aacute;rio, a d&eacute;cada de 70.</i> Lisboa: Cooperativa de Artes Gr&aacute;ficas, 1997. p. 40.</p>     <p><a href="#top43"><sup>43</sup></a><a name="43"></a> COSTA, Alb&eacute;rico – <i>Set&uacute;bal, cidade vermelha 1974-75.</i> Set&uacute;bal: Estu&aacute;rio, 2014. </p>     <p><a href="#top44"><sup>44</sup></a><a name="44"></a> MATTOS, Marcelo Badar&oacute; – <i>A classe trabalhadora: de Marx ao nosso tempo.</i> S&atilde;o Paulo: Boitempo, 2019.</p>      ]]></body><back>
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