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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>DOCUMENTA</b></p>     <p><b>Luz e sombra: 100 imagens do mundo oper&aacute;rio no limiar do s&eacute;culo XX</b></p>     <p><b>Nuno Martins<sup>*</sup></b></p>     <p><sup>*</sup>Nuno Gomes Martins, Divis&atilde;o de Arquivo Municipal – C&acirc;mara Municipal de Lisboa, 1070-017 Lisboa, Portugal. <a href="mailto:nuno.martins@cm-lisboa.pt">nuno.martins@cm-lisboa.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTA INTRODUT&Oacute;RIA</b></p>     <p>A imagem visual tem sido utilizada, desde sempre e em todas as geografias, como ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o e proje&ccedil;&atilde;o do poder pol&iacute;tico. Terreno f&eacute;rtil e fascinante para cruzar em v&aacute;rias disciplinas, tem sido objeto para uma vasta produ&ccedil;&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o, sobretudo na esfera anglo-sax&oacute;nica. Contudo, em Portugal, o estudo sistem&aacute;tico no dom&iacute;nio da cultura visual &eacute; ainda fr&aacute;gil n&atilde;o obstante alguns importantes trabalhos<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a>1. A imagem visual, nos seus v&aacute;rios suportes, tem sido, sobretudo, utilizada como um artefacto ilustrativo do texto, sem ser inquirida <i>per si</i> nas suas m&uacute;ltiplas val&ecirc;ncias e pot&ecirc;ncia. </p>     <p>Na economia deste texto, n&atilde;o se pretende fazer algum tipo de estudo tem&aacute;tico ou de caso, mas sim, expor um conjunto documental fotogr&aacute;fico organizado em quatro m&oacute;dulos, o qual, para al&eacute;m de registar momentos e aspetos ligados &agrave; ind&uacute;stria e ao operariado em Lisboa, num espectro cronol&oacute;gico entre os &uacute;ltimos anos do s&eacute;culo XI e a entrada da segunda metade do s&eacute;culo XX, pode contribuir com valor de fonte para estudos nos dom&iacute;nios da hist&oacute;ria, da antropologia, da sociologia, entre outros.</p>     <p>Desta forma, cada m&oacute;dulo &eacute; constitu&iacute;do por v&aacute;rias fotografias selecionadas no acervo do Arquivo Municipal de Lisboa, acompanhadas por uma s&iacute;ntese de enquadramento. A produ&ccedil;&atilde;o historiogr&aacute;fica – pol&iacute;tica, social, econ&oacute;mica – dos s&eacute;culos XI e X portugu&ecirc;s &eacute; reputada e vast&iacute;ssima, e a centralidade desta <i>Documenta</i> &eacute; a fotografia como significante. Por isso, os cap&iacute;tulos n&atilde;o t&ecirc;m a ambi&ccedil;&atilde;o de serem pe&ccedil;as de argumenta&ccedil;&atilde;o de &acirc;mbito historiogr&aacute;fico, mas, sim, apontar para os contextos em que as fotografias foram realizadas, e sugerir enquadramentos para a imagem e os seus significados. Os ind&iacute;cios podem ser v&aacute;rios: o di&aacute;logo entre um produtor e um recetor – pela representa&ccedil;&atilde;o, intermedia&ccedil;&atilde;o, leitura e rece&ccedil;&atilde;o –, o que revela ou omite, a escolha do objeto, a op&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e est&eacute;tica, os c&oacute;digos de figura&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica, os locais escolhidos, a biografia social e pol&iacute;tica do autor, o contexto de encomenda, a finalidade objetiva e subjetiva<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a>. Ou seja, numa invers&atilde;o &agrave; tend&ecirc;ncia ilustrativa, aquilo que a fotografia pode oferecer de informa&ccedil;&atilde;o se devidamente interrogada enquanto significante.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>CIRCUNST&Acirc;NCIAS ESTRUTURAIS E CONJUNTURAIS DE PORTUGAL NO LIMIAR DO S&Eacute;CULO XX EUROPEU</b></p>     <p>Embora com varia&ccedil;&otilde;es muito desiguais consoante a cronologia, a taxa de crescimento da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa no decurso do s&eacute;culo XI manteve-se positiva e, em termos absolutos, quase que duplicou no fim da cent&uacute;ria<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a>. Entre 1821 e 1850, a dimens&atilde;o demogr&aacute;fica em Lisboa estabilizou, com algumas regress&otilde;es de interm&eacute;dio, enquanto o arranque do Porto, apesar de precoce, s&oacute; se tenha verificado na segunda metade do s&eacute;culo. Emigrava-se a partir do norte de Portugal, onde a popula&ccedil;&atilde;o era mais elevada, devido &agrave; alta produtividade dos campos agr&iacute;colas. <br />   No sul, nomeadamente no Alentejo, a popula&ccedil;&atilde;o era muito reduzida. As grandes cidades localizavam-se todas na foz dos rios – Lisboa, Porto, Faro, Viana do Castelo, Aveiro ou Set&uacute;bal. Portugal era um pa&iacute;s perif&eacute;rico, de pequeno mercado, sem mat&eacute;rias-primas e com baixo n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a>. </p>     <p>Em janeiro de 1837, o governo de Passos Manuel promulgou a Pauta Alfandeg&aacute;ria, dando sequ&ecirc;ncia a um anterior esbo&ccedil;o embrion&aacute;rio de Mouzinho da Silveira. Esta medida protecionista teve reflexos imediatos, duplicando os impostos sobre as importa&ccedil;&otilde;es nas receitas das alf&acirc;ndegas, aumentando as receitas do Estado. Tratando-se de um instrumento financeiro, a l&oacute;gica da Pauta foi produzir receitas fiscais, e n&atilde;o a prote&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria. Havia uma enorme d&iacute;vida p&uacute;blica antiga, em grande parte ampliada pela guerra civil (1828-1834), alimentada &agrave; custa de empr&eacute;stimos externos. Apesar de, at&eacute; ao final do s&eacute;culo, o Estado portugu&ecirc;s permanecer subsidiado, em receitas pr&oacute;prias, pelas taxas alfandeg&aacute;rias, estas receitas n&atilde;o resolveram o endividamento p&uacute;blico<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a>. Em termos produtivos, 85% do tecido populacional portugu&ecirc;s era agr&aacute;rio. Desde meados do s&eacute;culo que ocorriam fluxos migrat&oacute;rios tempor&aacute;rios e definitivos do Norte para o Sul do territ&oacute;rio, devidos ao crescimento da agricultura cereal&iacute;fera e ao aumento dos grandes empreendimentos p&uacute;blicos<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a>.</p>     <p>&Agrave; entrada do s&eacute;culo XI , n&atilde;o existia em Portugal um sistema desenvolvido e coerente de transportes terrestres. <br />   A op&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima era, de longa data, a mais frequente, consolidada e econ&oacute;mica. Afastado do litoral, o interior era acess&iacute;vel, a longa dist&acirc;ncia, com recurso &agrave; tra&ccedil;&atilde;o animal, muito dif&iacute;cil e dispendiosa. Tudo isto alterou-se no decurso da segunda metade do s&eacute;culo, com a introdu&ccedil;&atilde;o do caminho-de-ferro e a constru&ccedil;&atilde;o de novas vias de comunica&ccedil;&atilde;o<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a>.</p>     <p>Nos espa&ccedil;os europeus mais precocemente industrializados, desde o &uacute;ltimo quartel do s&eacute;culo anterior e princ&iacute;pios do s&eacute;culo XI que se havia iniciado a constru&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica de canais fluviais e outras vias de comunica&ccedil;&atilde;o e obras p&uacute;blicas dentro dos territ&oacute;rios nacionais – estradas, canais, pontes, etc. Por oposi&ccedil;&atilde;o, em Portugal n&atilde;o houve esta fase antecedente e o primeiro tro&ccedil;o ferrovi&aacute;rio surgiu apenas em 1856. Este facto deveu-se &agrave;s sucessivas crises institucionais e econ&oacute;micas que impediram o investimento p&uacute;blico no desenvolvimento – em Fran&ccedil;a, no mesmo per&iacute;odo, um ter&ccedil;o dos rendimentos do Estado foram investidos na constru&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de vias de comunica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Em 1852, a grande reforma das Finan&ccedil;as P&uacute;blicas de Fontes Pereira de Melo permitiu atenuar o desequil&iacute;brio da balan&ccedil;a de pagamentos, consolidar as Finan&ccedil;as do Estado e, mais tarde, lan&ccedil;ar um programa de constru&ccedil;&atilde;o de Obras P&uacute;blicas.</p>     <p>Portugal come&ccedil;ou a construir caminhos-de-ferro sem ter ind&uacute;stria do ferro. N&atilde;o havia nenhuma siderurgia nem alto-forno a lenha. De qualquer forma, as necessidades de ferro para os caminhos-de-ferro nacionais n&atilde;o justificariam a exist&ecirc;ncia e manuten&ccedil;&atilde;o de uma empresa de alto-forno, mesmo que tradicional, a lenha. A partir de 1876, os carris passaram a ser de a&ccedil;o, em vez de ferro, mais fraco e deterior&aacute;vel. Esta altera&ccedil;&atilde;o piorou as hipot&eacute;ticas necessidades de um alto-forno, aliado ao facto da qualidade do min&eacute;rio e do carv&atilde;o mineral portugu&ecirc;s n&atilde;o ser boa.</p>     <p>A quimera positivista <i>fin-de-si&egrave;cle</i> na cren&ccedil;a do progresso cient&iacute;fico inquestion&aacute;vel, que suportou os expansionismos nacionalistas b&eacute;licos, alimentados pela industrializa&ccedil;&atilde;o, carente de mat&eacute;rias-primas em abund&acirc;ncia, colocou as pot&ecirc;ncias europeias em concorr&ecirc;ncia por recursos naturais. Em 1885, as principais na&ccedil;&otilde;es europeias detentoras de territ&oacute;rios ultramarinos, ou com ambi&ccedil;&otilde;es a eles, e os EUA, acordaram na Confer&ecirc;ncia de Berlim a parti&ccedil;&atilde;o do continente africano para os seus interesses geoestrat&eacute;gicos, explora&ccedil;&atilde;o de recursos e projetos coloniais.</p>     <p>Em 1891, a par dos ecos da crise pol&iacute;tica do <i>Ultimatum</i> ingl&ecirc;s no ano anterior, ocorreu um salto na produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola e no desenvolvimento dos caminhos-de-ferro<a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="top8"></a>. Estes, tornaram-se importantes para a circula&ccedil;&atilde;o de produtos agr&iacute;colas e de animais (gado), e a popula&ccedil;&atilde;o aderiu rapidamente ao transporte ferrovi&aacute;rio, servi&ccedil;o que se tornou a principal fonte de rendimentos e estimulou a mobilidade inter-regional<a href="#9"><sup>9</sup></a><a name="top9"></a>.</p>     <p>No final do s&eacute;culo, o dinheiro havia sido gasto em juros, em obras p&uacute;blicas (principalmente em ferrovia), no Ex&eacute;rcito, na Marinha, nas Col&oacute;nias, na Justi&ccedil;a e Neg&oacute;cios Estrangeiros. Neste per&iacute;odo, a Alemanha tornara-se a principal credora de Portugal<a href="#10"><sup>10</sup></a><a name="top10"></a> devido ao seu interesse nas col&oacute;nias portuguesas para obten&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;rias- -primas, de que necessitava para alimentar as grandes ind&uacute;strias germ&acirc;nicas em poderosa ascens&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No contexto do sul europeu, apesar do r&aacute;pido crescimento da produ&ccedil;&atilde;o e do com&eacute;rcio externo desde meados do s&eacute;culo XI – e at&eacute; 1914 –, Portugal foi o pa&iacute;s que mais lentamente cresceu. A balan&ccedil;a comercial era cronicamente deficit&aacute;ria e a d&iacute;vida p&uacute;blica aumentou. No discurso intelectual coevo, a “na&ccedil;&atilde;o decadente” tornara-se uma realidade confrangedora de uma inevitabilidade inconsequente.</p>     <p>Na transi&ccedil;&atilde;o para o s&eacute;culo X , a par da emerg&ecirc;ncia do anarquismo, do socialismo e do anarco-sindicalismo, surgiram correntes de pensamento autorit&aacute;rias que defendiam um Estado forte: o socialismo de Estado da Alemanha e a emerg&ecirc;ncia de autoritarismos de direita, do antissemitismo e de nacionalismos anticapitalistas. Eram elementos extremamente contradit&oacute;rios: por um lado, o socialismo anticapitalista, por outro, as miragens autorit&aacute;rias que desembocariam nos totalitarismos da d&eacute;cada de 1930. </p>     <p>Em Portugal, o rei D. Carlos comungou de uma ilus&atilde;o de autoritarismo. A corte portuguesa era parcialmente uma casa privada e n&atilde;o detinha os recursos necess&aacute;rios para expor o fausto e tornar-se um s&iacute;mbolo nacional. N&atilde;o conseguiu, por isso, ocupar o espa&ccedil;o do nacionalismo. </p>     <p>Num cen&aacute;rio de constante crise pol&iacute;tica e econ&oacute;mica, e face &agrave; dificuldade dos governos em serem est&aacute;veis, o rei interveio cada vez mais, postura que acarretou uma quota de responsabilidade em tudo o que corresse mal. Em 1907, perante mais uma crise governativa, D. Carlos manifestou apoio e sancionou, de forma inequ&iacute;voca, a solu&ccedil;&atilde;o de Jo&atilde;o Franco. Dissolvido o Parlamento, e mantida a ditadura de Jo&atilde;o Franco, o regime fechou-se e o monarca encontrou-se no epicentro da perturba&ccedil;&atilde;o, e numa posi&ccedil;&atilde;o de irrefut&aacute;vel descr&eacute;dito. Concorrente para a descredibiliza&ccedil;&atilde;o da monarquia foram as permanentes d&iacute;vidas dos adiantamentos &agrave; Casa Real, elementos que, na conjuntura, contribu&iacute;ram para a deteriora&ccedil;&atilde;o da imagem de D. Carlos, principalmente no per&iacute;odo antecedente ao seu assassinato no primeiro dia de fevereiro de 1908<a href="#11"><sup>11</sup></a><a name="top11"></a>.</p>     <p>No seguimento do regic&iacute;dio, o reinado de D. Manuel II j&aacute; nada podia contra os ventos de mudan&ccedil;a que se faziam sentir. Em 1910, e ap&oacute;s v&aacute;rias tentativas falhadas de golpe pelos republicanos, a revolu&ccedil;&atilde;o de 5 de outubro dep&ocirc;s o rei, consagrou em definitivo o fim da monarquia constitucional e a separa&ccedil;&atilde;o entre o Estado e a Igreja – promulgada por lei no ano seguinte<a href="#12"><sup>12</sup></a><a name="top12"></a>. Em 1914, o assass&iacute;nio do arquiduque da &Aacute;ustria foi a espoleta para a 1&ordf; Grande Guerra, que se esperava breve e lesta, mas que ficaria marcada na mem&oacute;ria nacional pela batalha de La Lys, em abril de 1918, quase um ano depois da primeira apari&ccedil;&atilde;o de F&aacute;tima, em maio de 1917. Entre 65 a 70% da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa era analfabeta<a href="#13"><sup>13</sup></a><a name="top13"></a>.</p>     <p>No mesmo ano, e a dois tempos, em mar&ccedil;o e novembro, consumou-se a queda da monarquia do czar Nicolau II da R&uacute;ssia e consolidou-se o novo governo socialista sovi&eacute;tico. Em dezembro, Sid&oacute;nio Pais executou um golpe de Estado, obrigando ao ex&iacute;lio o presidente da Rep&uacute;blica Bernardino Machado, e imp&ocirc;s um governo autorit&aacute;rio centrado na sua pessoa e na imagem de um presidente-rei absolutista. No ano seguinte, a primeira guerra de cariz industrial terminaria em novembro, com uma mortandade nunca antes prevista, e com graves consequ&ecirc;ncias para as rela&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas e pol&iacute;ticas europeias. No m&ecirc;s seguinte, Sid&oacute;nio Pais foi assassinado na Esta&ccedil;&atilde;o do Rossio, em Lisboa, por um militante republicano.</p>     <p>A hist&oacute;ria do longo s&eacute;culo X portugu&ecirc;s desembocaria em modelos de governa&ccedil;&atilde;o autorit&aacute;ria e ditatorial, repressiva e policial, com o golpe militar de 1926 e a institui&ccedil;&atilde;o do Estado Novo em 1933, e que s&oacute; terminaria com uma nova revolu&ccedil;&atilde;o &agrave; entrada do &uacute;ltimo quartel do s&eacute;culo<a href="#14"><sup>14</sup></a><a name="top14"></a>. N&atilde;o obstante um crescimento econ&oacute;mico e industrial sustentado e de abertura &agrave; economia mundial, a partir dos anos 1960, o cr&oacute;nico desfasamento com os mais desenvolvidos pa&iacute;ses europeus permaneceria em todos os &iacute;ndices de avalia&ccedil;&atilde;o: pol&iacute;tico, social, econ&oacute;mico, educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ASSISTENCIALISMO E CONDI&Ccedil;&Atilde;O SOCIAL</b></p>     <p>A suscetibilidade das sociedades medievas e modernas, fechadas e de cariz corporativo, &agrave;s diferentes crises que a assolavam – guerras, epidemias, clima adverso – era elevada, e a import&acirc;ncia dos ciclos familiares na fortuna dos indiv&iacute;duos era essencial. Desde a Idade M&eacute;dia que era fundamental o enquadramento religioso e cultural da dimens&atilde;o crist&atilde; da benefic&ecirc;ncia caritativa, na abordagem da secular quest&atilde;o da pobreza, mendicidade e indig&ecirc;ncia<a href="#15"><sup>15</sup></a><a name="top15"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Numa perspetiva cronol&oacute;gica, desde o per&iacute;odo medievo que o assistencialismo foi um suporte de amparo a pessoas com situa&ccedil;&otilde;es muito diversas, sendo assegurado por institui&ccedil;&otilde;es distintas, como as mercearias, gafarias, hospitais, esmolas, albergarias, casas para pobres, confrarias, ordens religiosas e, j&aacute; na &Eacute;poca Moderna, pelas miseric&oacute;rdias. O fen&oacute;meno da assist&ecirc;ncia operava como mecanismo fundamental no conceito da caridade crist&atilde;, exercendo tamb&eacute;m uma forma de controlo social<a href="#16"><sup>16</sup></a><a name="top16"></a>. </p>     <p>A grande novidade ocorreu com a cria&ccedil;&atilde;o fulminante das miseric&oacute;rdias a partir do final do s&eacute;culo XV – sendo o momento matricial a Miseric&oacute;rdia de Lisboa, por suposta vontade da rainha vi&uacute;va D. Leonor em 1498, contando-se documentadas, pelo menos, 43 durante o reinado de D. Manuel I<a href="#17"><sup>17</sup></a><a name="top17"></a>. O importante papel da muta&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica operada pelas miseric&oacute;rdias, que atuavam no &acirc;mbito espiritual, material e judicial, com abundante patrim&oacute;nio, tornou-se vis&iacute;vel nas isen&ccedil;&otilde;es, benef&iacute;cios e privil&eacute;gios outorgados pelos monarcas, elevando-as &agrave; mais poderosa das institui&ccedil;&otilde;es assistenciais em Portugal ao longo dos s&eacute;culos seguintes. </p>     <p>Se estabelecermos uma correspond&ecirc;ncia nas sociedades europeias do Antigo Regime, entre o recrudescimento da repress&atilde;o aos pobres e indigentes, as reformas e laiciza&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es assistenciais, e a progressiva implementa&ccedil;&atilde;o de uma vis&atilde;o capitalista liberal que exaltava as virtudes do trabalho, percebe-se a implica&ccedil;&atilde;o ambivalente destes fatores, com diferentes pesos consoante as geografias, na consequente altera&ccedil;&atilde;o do tratamento dispensado &agrave; popula&ccedil;&atilde;o mais desfavorecida e carenciada, associando-a &agrave; criminalidade, &agrave;s doen&ccedil;as, e ao &oacute;cio, considerados p&aacute;rias da sociedade, logo, viciosa e alvo de corre&ccedil;&atilde;o ou puni&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Em <i>The Fable of The Bees: or, Private Vices, Publick Benefits </i>(1714) Bernard Mandeville defendeu uma vis&atilde;o sobre os pobres como ex&eacute;rcito de m&atilde;o-de-obra indispens&aacute;vel aos interesses da engrenagem social. A terminar o s&eacute;culo XVIII, Thomas Malthus, em <i>An Essay on the Principle of Population</i> (1798), considerou a mis&eacute;ria humana e a pobreza como flagelos e uma amea&ccedil;a &agrave; homeostasia social, que s&oacute; a natureza poderia equilibrar, pois, o engenho humano n&atilde;o tinha a capacidade de lidar com o crescimento econ&oacute;mico e demogr&aacute;fico insustent&aacute;vel. Indiferenciados, os pobres inclu&iacute;am uma am&aacute;lgama de diferentes situa&ccedil;&otilde;es socioecon&oacute;micas, onde se inclu&iacute;a uma larga maioria de trabalhadores e artes&atilde;os, pois a sua volatilidade &agrave;s crises era enorme e, aliada &agrave; inexist&ecirc;ncia de elos de fixa&ccedil;&atilde;o sociais – propriedade, resid&ecirc;ncia, emprego, fam&iacute;lia –, facilmente cairiam no pauperismo. Pela mesma raz&atilde;o, eram recrutados compulsivamente para integrar contingentes para a guerra.</p>     <p>No decorrer do s&eacute;culo XI , a demografia rural e urbana transformou-se gradualmente por via da Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial, com diferentes cronologias na geografia europeia. O impacto social da industrializa&ccedil;&atilde;o em grande escala foi enorme e acarretou implica&ccedil;&otilde;es de ordem pol&iacute;tica, cultural e econ&oacute;mica &iacute;mpares, por compara&ccedil;&atilde;o com os anteriores sistemas de atividade e rela&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas nas sociedades europeias e norte-americana. Se a industrializa&ccedil;&atilde;o impulsionou novos modelos de desenvolvimento, acarretou tamb&eacute;m um novo potencial gerador de pobreza por via das crises econ&oacute;micas e da altera&ccedil;&atilde;o dos paradigmas de trabalho, originando que largas fatias do operariado rural e urbano ca&iacute;ssem no desemprego e na mis&eacute;ria extrema. </p>     <p>Esta massa de popula&ccedil;&atilde;o relativamente numerosa e fr&aacute;gil ganhou contornos de categoria social. Contudo, caracterizava-se, <i>lato sensu</i>, pela heterogeneidade, a qual, devido &agrave; sua composi&ccedil;&atilde;o e suscetibilidade &agrave;s conjunturas, detinha fronteiras sociais fluidas. A partilha de tra&ccedil;os comuns, entre eles a “incapacidade” de subsist&ecirc;ncia pelo trabalho, atrav&eacute;s de meios pr&oacute;prios, a aus&ecirc;ncia de direitos pol&iacute;ticos, de propriedade e, muitas vezes, de resid&ecirc;ncia, facilitaram a identifica&ccedil;&atilde;o generalista. Acrescente-se ainda que, a constante recorr&ecirc;ncia a estrat&eacute;gias para assegurar a sobreviv&ecirc;ncia, quer legais (assist&ecirc;ncia social, trabalho ocasional, casamento tardio, fam&iacute;lias nucleares, migra&ccedil;&atilde;o, mendicidade – quando autorizada); quer ilegais (revolta, prostitui&ccedil;&atilde;o, mendicidade – quando proibida –, crime ou delinqu&ecirc;ncia), contribuiu para amalgamar num mesmo grupo de pauperismo, longe de homog&eacute;neo, os indigentes, mendigos, enfermos, desempregados, &oacute;rf&atilde;os, inv&aacute;lidos e idosos. Numa fronteira porosa, situavam-se os oper&aacute;rios, camponeses, servos, e escravos – porque detinham meios de subsist&ecirc;ncia (mesmo que prec&aacute;rios) e resid&ecirc;ncia fixa (mesmo que degradada e independentemente do v&iacute;nculo) –, que alimentavam aquela camada social<a href="#18"><sup>18</sup></a><a name="top18"></a>.</p>     <p>Ao longo do s&eacute;culo XI , aumentou a consciencializa&ccedil;&atilde;o progressiva da pobreza e da “cultura da pobreza” como um problema social e, tal como outras vertentes inerentes &agrave; sociedade, tornou-se objeto de estudo “cient&iacute;fico” na esfera das investiga&ccedil;&otilde;es sociol&oacute;gicas, dos trabalhos etnogr&aacute;ficos e antropol&oacute;gicos, da psicologia e da economia, na representa&ccedil;&atilde;o em obras art&iacute;sticas, no dom&iacute;nio da literatura e das artes visuais<a href="#19"><sup>19</sup></a><a name="top19"></a>. Cresceu em import&acirc;ncia e relev&acirc;ncia nos debates p&uacute;blicos, na imprensa, nos parlamentos nacionais, nas sociedades filantr&oacute;picas, nas academias cient&iacute;ficas e universit&aacute;rias. Com a inexor&aacute;vel transforma&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es de trabalho operadas pelo capitalismo industrial e as vis&iacute;veis consequ&ecirc;ncias na condi&ccedil;&atilde;o social oper&aacute;ria urbana –, um cen&aacute;rio que suscitou as sublimes, porque tr&aacute;gicas e belas, gravuras que ilustraram as urbes negras e sobrelotadas da &eacute;poca vitoriana do contempor&acirc;neo Gustav Dor&eacute; –, as sondagens sobre as condi&ccedil;&otilde;es de vida do proletariado tornaram-se o terreno de elei&ccedil;&atilde;o para v&aacute;rios estudos sobre a pobreza, no quadro das novas reflex&otilde;es pol&iacute;tico-filos&oacute;ficas que emergiam na Europa<a href="#20"><sup>20</sup></a><a name="top20"></a>.</p>     <p>Sublinhe-se que o mapa da pobreza do proletariado europeu ocidental no s&eacute;culo XI n&atilde;o foi homog&eacute;neo nem linear, uma vez que os ritmos e a geografia do processo de industrializa&ccedil;&atilde;o, as crises das economias agr&aacute;rias e manufatureiras, pr&eacute;-industriais e industrializadas, e os contextos pol&iacute;tico, econ&oacute;mico, demogr&aacute;fico, social, religioso e cultural eram heterog&eacute;neos entre os diferentes Estados-Na&ccedil;&atilde;o, o que reflete a diversidade de situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas. Contudo, todos estes fatores de dimens&atilde;o estrutural e conjuntural, e a acelera&ccedil;&atilde;o indom&aacute;vel da industrializa&ccedil;&atilde;o, concorreram para os efeitos depauperativos da massa de trabalhadores, urbanos e rurais. </p>     <p>Embora no quadro mental dominante se insistisse na atribui&ccedil;&atilde;o &agrave; mendicidade um car&aacute;cter de crime, j&aacute; no final do s&eacute;culo XI , e como culminar da progressiva dissocia&ccedil;&atilde;o entre as quest&otilde;es penal e social, verificou-se uma tend&ecirc;ncia para a despenaliza&ccedil;&atilde;o dos “desempregados” tempor&aacute;rios e indigentes involunt&aacute;rios, categorias onde ca&iacute;am uma larga percentagem de oper&aacute;rios e fam&iacute;lias que gravitavam na esfera das ind&uacute;strias e f&aacute;bricas. O papel pol&iacute;tico intervencionista do Estado, herdeiro do Iluminismo, refor&ccedil;ou-se e acentuou a conce&ccedil;&atilde;o do individualismo liberal assente na propriedade, cidadania e trabalho. Por isso, &eacute; poss&iacute;vel identificar na continuidade do problema da pobreza novos instrumentos para a mitigar e coartar, embora em contextos diferenciados e em transforma&ccedil;&atilde;o. Estas novas condi&ccedil;&otilde;es refletiram-se, necessariamente, nas formas de assist&ecirc;ncia e repress&atilde;o. Na assist&ecirc;ncia consolidaram-se as propostas institucionais – eclesi&aacute;sticas, privadas, filantr&oacute;picas –, contudo, persistiu a repress&atilde;o do Estado, consubstanciada por leis e pela pris&atilde;o. Na geografia da assist&ecirc;ncia e repress&atilde;o, distinguiram-se pela precocidade os casos da Inglaterra, Fran&ccedil;a e Holanda<a href="#21"><sup>21</sup></a><a name="top21"></a>. Em Portugal, o C&oacute;digo de 1852 punia a mendicidade, a embriaguez ou a prostitui&ccedil;&atilde;o, mas estabelecia a prote&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s das freguesias e dos asilos a pobres “virtuosos”, crian&ccedil;as abandonadas, idosos e estropiados, entre outros<a href="#22"><sup>22</sup></a><a name="top22"></a>. </p>     <p>Com o novo regime constitucional sa&iacute;do da assinatura da conven&ccedil;&atilde;o de &Eacute;vora-Monte a 27 de maio de 1834, a nova organiza&ccedil;&atilde;o administrativa do reino e do poder hier&aacute;rquico no territ&oacute;rio nacional, em distritos (pelo governador civil), concelhos (em dupla estrutura, de administra&ccedil;&atilde;o e representa&ccedil;&atilde;o do Estado, e de representa&ccedil;&atilde;o aut&aacute;rquica, a c&acirc;mara municipal) e par&oacute;quias (as freguesias), as miseric&oacute;rdias, hospitais e confrarias encontraram-se sujeitas a forte escrut&iacute;nio e fiscaliza&ccedil;&atilde;o por parte dos governadores civis, ao abrigo das novas jurisdi&ccedil;&otilde;es sobre a mat&eacute;ria. Apesar dos conflitos v&aacute;rios ao longo das d&eacute;cadas seguintes, de afrontas e choques, as miseric&oacute;rdias permaneceram estabelecimentos essenciais de caridade e filantropia, e continuaram a prestar servi&ccedil;os assistenciais fundamentais &agrave;s camadas mais carenciadas da popula&ccedil;&atilde;o<a href="#23"><sup>23</sup></a><a name="top23"></a>. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>J&aacute; no per&iacute;odo da Rep&uacute;blica, apesar de altera&ccedil;&otilde;es no enquadramento, regulamenta&ccedil;&atilde;o e financiamento das institui&ccedil;&otilde;es de benefic&ecirc;ncia, das graves dificuldades econ&oacute;micas que enfrentaram e, mais tarde, das aproxima&ccedil;&otilde;es e ambiguidade, na anu&ecirc;ncia &agrave;s solu&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas advindas em 1926 e em 1933, o papel merit&oacute;rio e indispens&aacute;vel das miseric&oacute;rdias permaneceu reconhecido no campo da assist&ecirc;ncia sanit&aacute;ria, como foi prova o desempenho decisivo durante o surto epid&eacute;mico pneum&oacute;nico de 1918-1919<a href="#24"><sup>24</sup></a><a name="top24"></a>.</p>     <p>Note-se que a popula&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola permaneceu maiorit&aacute;ria na demografia portuguesa, at&eacute; bem tarde no s&eacute;culo X , enquanto o proletariado constitu&iacute;a uma minoria e concentrava-se, sobretudo, em Lisboa e no Porto. Nestas cidades, a mortalidade urbana era superior &agrave; rural, devido a doen&ccedil;as, sobretudo gastrointestinais e do foro respirat&oacute;rio, resultantes das deficientes condi&ccedil;&otilde;es de higiene associadas ao fornecimento de &aacute;gua e aos sistemas de esgoto, e &agrave; p&eacute;ssima qualidade do ar em espa&ccedil;os fechados. A elevada taxa de mortalidade infantil espelha a alta vulnerabilidade das crian&ccedil;as. Nas camadas populares, e no seio das fam&iacute;lias oper&aacute;rias<a href="#25"><sup>25</sup></a><a name="top25"></a>, o acesso a roupa nova era muito dif&iacute;cil. Possuir v&aacute;rios jogos de roupa limpa era um sinal de distin&ccedil;&atilde;o social, que a maior parte dos oper&aacute;rios n&atilde;o tinha condi&ccedil;&otilde;es de assegurar. A higiene corporal era um ritual ocasional e n&atilde;o uma pr&aacute;tica regular. Tomar banho era caro e trabalhoso, havia que comprar a &aacute;gua, transport&aacute;-la e aquec&ecirc;-la.</p>     <p>N&atilde;o &eacute; de estranhar, por isso, que a par da consolida&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es de tipo protetor, assistencialista, hospitalar e dedicadas &agrave; instru&ccedil;&atilde;o popular, com ramifica&ccedil;&otilde;es em todo o territ&oacute;rio, as correntes de pensamento inspiradas em Owen, Fourier e Proudhon, tenham tido impacto em novos modelos de assistencialismo, nomeadamente na amplia&ccedil;&atilde;o de uma cultura associativa e cooperativa oper&aacute;ria que encontrou na cria&ccedil;&atilde;o das associa&ccedil;&otilde;es de ajuda m&uacute;tua a sua express&atilde;o m&aacute;xima, multiplicando-se velozmente ao longo da segunda metade do s&eacute;culo XI – sobretudo desde o &uacute;ltimo quartel e at&eacute; &agrave; primeira d&eacute;cada do s&eacute;culo X , sob o efeito da Comuna de Paris na express&atilde;o social e pol&iacute;tica dos trabalhadores<a href="#26"><sup>26</sup></a><a name="top26"></a>. O mutualismo, materializado em centenas de sociedades de socorros m&uacute;tuos e caracterizado como uma forma de organiza&ccedil;&atilde;o coletiva centrada em exclusivo nos interesses dos associados – homens, mulheres, ou mistas –, teve como objetivo a salvaguarda e prote&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores e suas fam&iacute;lias em casos de acidente, invalidez, doen&ccedil;a, pris&atilde;o ou morte, tornando-se a express&atilde;o paradigm&aacute;tica da cultura associativa do proletariado<a href="#27"><sup>27</sup></a><a name="top27"></a>.</p>     <p>A partir dos anos 1930, e ap&oacute;s um enfraquecimento do movimento mutualista, o Estado Novo defendeu e promoveu a acomoda&ccedil;&atilde;o das associa&ccedil;&otilde;es de socorros m&uacute;tuos a um modelo corporativo de Estado, moldado na pol&iacute;tica da moral, do altru&iacute;smo e fraternidade cat&oacute;lica, reduzindo a express&atilde;o militante associativa de classe traduzida na vigil&acirc;ncia institucional da benefic&ecirc;ncia e assist&ecirc;ncia pelo Estado, incorporadas numa rede de outras institui&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de e assist&ecirc;ncia<a href="#28"><sup>28</sup></a><a name="top28"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><b>*</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O conjunto de fotografias que integra esta sec&ccedil;&atilde;o, sobretudo do primeiro quartel do s&eacute;culo X , ilustra algumas das dimens&otilde;es associadas &agrave; condi&ccedil;&atilde;o social dos trabalhadores e oper&aacute;rios, e ao assistencialismo, embora se estendesse e abarcasse todo um conjunto mais vasto de indiv&iacute;duos numa popula&ccedil;&atilde;o desfavorecida, e n&atilde;o necessariamente empregada nas ind&uacute;strias. Estas fotografias representam e apresentam o olhar e perspetivas de diferentes autores, em v&aacute;rios contextos de produ&ccedil;&atilde;o, sobre a mendicidade, a pobreza, o desemprego, a indig&ecirc;ncia, os mecanismos de assistencialismo, os asilos, os abrigos, as esmolas, os recolhimentos de &oacute;rf&atilde;os, as cozinhas econ&oacute;micas, a sopa dos pobres, as creches e escolas maternais, os sanat&oacute;rios e dispens&aacute;rios.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f1.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Adolescente oper&aacute;rio, largo de Santa B&aacute;rbara, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Alberto Carlos Lima, 9x12 cm, [191-]. Arquivo Municipal de Lisboa (AML), PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/LIM/000876.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f2.jpg">     
<p>Vila Dias, Beato, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Alberto Carlos Lima, 9x12 cm, [191-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/LIM/000883.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f3.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Vila oper&aacute;ria n&atilde;o identificada, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Alberto Carlos Lima, 9x12 cm, [191-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/LIM/000868.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f4.jpg">     
<p>Entrada do antigo Col&eacute;gio dos Meninos &Oacute;rf&atilde;os, Recolhimento do Amparo, com in&uacute;meras ocupa&ccedil;&otilde;es desde a sua funda&ccedil;&atilde;o em 1549, atualmente posto da Pol&iacute;cia de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica e espa&ccedil;o recreativo INATEL, rua da Mouraria, 64, Lisboa, negativo de gelatina e prata em poli&eacute;ster, Joshua Benoliel, 9x12 cm, [191-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/000607.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f5.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Portal de entrada para o orat&oacute;rio do antigo Col&eacute;gio dos Meninos &Oacute;rf&atilde;os, denominado Ermida da Senhora da Guia, rua da Mouraria, 64, Lisboa, p&aacute;tio interior, negativo de gelatina e prata em vidro, Jos&eacute; Artur Leit&atilde;o B&aacute;rcia, 13x18 cm, anterior a 1907. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/BAR/000911.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f6.jpg">     
<p>Bazar de sorteios e pedit&oacute;rio para a sopa dos pobres, organizado pelo jornal <i>O S&eacute;culo</i>, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Alberto Carlos Lima, 9x12 cm, [ca 1900]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/LIM/001395.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f7.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Rainha D. Am&eacute;lia em visita ao Dispens&aacute;rio Dona Am&eacute;lia, rua Saraiva de Carvalho, Prazeres, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, anterior a 1908. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/002603.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f8"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f8.jpg">     
<p>Cozinha N.&ordm; 6 da Sociedade Protectora das Cozinhas Econ&oacute;micas de Lisboa, inaugurada em 1906, servia maioritariamente oper&aacute;rios, rua de S&atilde;o Bento, 140, entre as travessas da Arrochela e da Peixeira, negativo de gelatina e prata em vidro, Machado&Souza Fl., 13x18 cm, 1908. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/003/FAN/000875.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f9"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f9.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dispens&aacute;rio de Alc&acirc;ntara, inaugurado em 1893, posto m&eacute;dico de puericultura e preven&ccedil;&atilde;o da tuberculose, gaveto entre a avenida Infante Santo e a rua Tenente Valadim, antiga freguesia dos Prazeres, atual Estrela, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, 1910. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/002862.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f10"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f10.jpg">     
<p>Reabertura das cozinhas econ&oacute;micas, Sociedade Protectora das Cozinhas Econ&oacute;micas, fundada pela 3.&ordf; duquesa de Palmela, Maria Lu&iacute;sa Holstein, e pela sua prima, Maria Isabel Saint-L&eacute;ger, Pal&aacute;cio dos Viscondes de Lan&ccedil;ada, rua do S&eacute;culo, 51-59, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, 1910. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/001435.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f11"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f11.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ref&uacute;gio e Casas de Trabalho, da Provedoria Central da Assist&ecirc;ncia de Lisboa, fundado em 1905, ap&oacute;s 1926 Asilo Dom Nuno &Aacute;lvares Pereira, antigo Mosteiro da Visita&ccedil;&atilde;o de Santa Maria, rua Alexandre de S&aacute; Pinto, 26, Bel&eacute;m, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, 1915. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/001544.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f12"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f12.jpg">     
<p>Popula&ccedil;&atilde;o aguarda a abertura de um armaz&eacute;m regulador de pre&ccedil;os, institu&iacute;dos por Sid&oacute;nio Pais, na rua da Junqueira, 158, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, 1918. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/001437.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f13"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f13.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sid&oacute;nio Pais visita a sopa dos pobres, a cargo da Obra de Assist&ecirc;ncia 5 de Dezembro, institui&ccedil;&atilde;o assistencial criada por Sid&oacute;nio Pais em 1918, no Asilo Dona Maria Pia, criado em 1867, Largo Marqu&ecirc;s de Nisa, Xabregas, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, 1918. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/001727.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f14"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f14.jpg">     
<p>Sid&oacute;nio Pais agradece as manifesta&ccedil;&otilde;es populares, na inaugura&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o da sopa aos pobres, a cargo da Obra da Assist&ecirc;ncia 5 de Dezembro, rua da Mouraria, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, 1918. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/001442.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f15"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f15.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Fornecimento de g&eacute;neros aliment&iacute;cios distribu&iacute;dos e tabelados pelo governo, Armaz&eacute;m Geral Agr&iacute;cola de Lisboa, largo do Terreiro do Trigo e rua Cais de Santar&eacute;m, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, 1918. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/001443.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f16"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f16.jpg">     
<p>Refei&ccedil;&atilde;o de assist&ecirc;ncia a crian&ccedil;as e mulheres pobres, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Eduardo Portugal, 6x9 cm, 1924. AML, PT/AMLSB/POR/000829.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f17"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f17.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Balne&aacute;rio da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia de Lisboa, rua da Esperan&ccedil;a, 51, Estrela, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, [191-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/000341.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f18"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f18.jpg">     
<p>Convento dos Moinhos, fundado em 1780, onde funcionou o Recolhimento de Nossa Senhora do Monte Carmo, ou Recolhimento de Meninas Orf&atilde;s Desamparadas, extinto em 1910, e demolido nos anos 1990 para acolher a Expo 98, Santa Maria dos Olivais, Lisboa, >negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Filmarte, 6x8,5 cm, [19-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/FIL/000121.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f19"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f19.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Asilo de Santa Catarina, extinto Convento de S. Jo&atilde;o Nepomuceno, dos Carmelitas Descal&ccedil;os alem&atilde;es, foi a partir de 1858, asilo e internato feminino, passando a integrar a Casa Pia de Lisboa em 1972, acesso pela cal&ccedil;ada de Salvador Correia de S&aacute;, Miseric&oacute;rdia, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Eduardo Portugal, 10x15 cm, 1948. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/EDP/000842.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f20"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f20.jpg">     
<p>Creche Fortunato de Abecassis, pertencente &agrave; f&aacute;brica Lusalite, Cruz Quebrada-Dafundo, Oeiras, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Artur Jo&atilde;o Goulart, 6x6 cm, 1961. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/AJG/002402.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>GREVE E MANIFESTA&Ccedil;&Atilde;O COMO INSTRUMENTOS REIVINDICATIVOS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A partir de 1851, com o governo da Regenera&ccedil;&atilde;o, come&ccedil;aram os primeiros grandes empreendimentos de infraestruturas e obras p&uacute;blicas, que acolheram milhares de trabalhadores. A par deste desenvolvimento, que permitiu alargar e unificar o mercado interno, cresceram as ind&uacute;strias a um ritmo regular. Em 30 anos, at&eacute; 1881, o setor industrial sofreu um incremento enorme, sextuplicando os n&uacute;meros do inqu&eacute;rito de 1852<a href="#29"><sup>29</sup></a><a name="top29"></a>. Neste mesmo ano, fundou-se o Centro Promotor dos Melhoramentos das Classes Laboriosas, e em agosto de 1853, foi criada a Comiss&atilde;o Promotora das Associa&ccedil;&otilde;es Oper&aacute;rias, que se declarava apol&iacute;tica e, para al&eacute;m de colaborar com as existentes, se predispunha a organizar a cria&ccedil;&atilde;o de novas associa&ccedil;&otilde;es por todo o pa&iacute;s.</p>     <p>Em 1881, o novo Inqu&eacute;rito Industrial declarava que existiam cerca de 90 mil oper&aacute;rios, dos quais 39% eram mulheres jovens e 12% crian&ccedil;as. Na &uacute;ltima d&eacute;cada do s&eacute;culo, havia um excedente de m&atilde;o-de-obra oper&aacute;ria em Lisboa, enquanto escasseava nas &aacute;reas rurais<a href="#30"><sup>30</sup></a><a name="top30"></a>. Apesar do crescimento ser substancial e inequ&iacute;voco, ainda assim, a popula&ccedil;&atilde;o oper&aacute;ria era bastante mais reduzida e fr&aacute;gil por compara&ccedil;&atilde;o com outros espa&ccedil;os da Europa industrializada, nomeadamente o ingl&ecirc;s e o franc&ecirc;s, com um movimento oper&aacute;rio j&aacute; consolidado. </p>     <p>A decomposi&ccedil;&atilde;o das atividades pr&eacute;-industriais, a perman&ecirc;ncia e transforma&ccedil;&atilde;o da pequena unidade de produ&ccedil;&atilde;o em sistema de oficina, e a consolida&ccedil;&atilde;o das m&eacute;dias e grandes opera&ccedil;&otilde;es industriais, foram acompanhadas pela difus&atilde;o de ideais e propostas anarquistas, socialistas, comunistas, anarco-sindicalistas, e outras, trazidas pelos ventos que transformavam o pensamento pol&iacute;tico. Parte destes grupos defendeu a a&ccedil;&atilde;o direta revolucion&aacute;ria, a luta e o confronto como meios de combate efetivo, abdicando de projetos p&uacute;blicos comemorativos ou festivos. Outros, preferiram a a&ccedil;&atilde;o sindical, mais sens&iacute;veis na colabora&ccedil;&atilde;o com os republicanos. Todos socorreram-se da exposi&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica das suas ideias e vozes proporcionada pelo periodicismo em explos&atilde;o como ve&iacute;culo de dissemina&ccedil;&atilde;o e sedu&ccedil;&atilde;o<a href="#31"><sup>31</sup></a><a name="top31"></a>. Para al&eacute;m dos sindicalismos republicano e revolucion&aacute;rio, despontou tamb&eacute;m um sindicalismo cat&oacute;lico, sobretudo no norte de Portugal<a href="#32"><sup>32</sup></a><a name="top32"></a>. Para almejar a rutura da hegemonia que os socialistas possu&iacute;am sobre os &oacute;rg&atilde;os de classe, o radicalismo oper&aacute;rio associou-se &agrave;s lutas quotidianas, procurando assumir o protagonismo da iniciativa, pretendendo capturar os oper&aacute;rios rurais do Sul, o grupo mais numeroso do proletariado portugu&ecirc;s, cujas formas de resist&ecirc;ncia pr&oacute;prias tinham ate´ ai´ ficado a` margem do movimento organizado<a href="#33"><sup>33</sup></a><a name="top33"></a>.</p>     <p>A express&atilde;o reivindicativa prolet&aacute;ria adquiriu crescente visibilidade no &uacute;ltimo quartel do s&eacute;culo, com a manifesta&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica dos trabalhadores concertados por motiva&ccedil;&otilde;es comuns, de uma forma organizada e dotada de consci&ecirc;ncia de classe, o que, antes, n&atilde;o era evidente. No in&iacute;cio de 1891, realizou-se em Lisboa o II Congresso das Associa&ccedil;&otilde;es de Classe onde se fizeram representar 50 associa&ccedil;&otilde;es e n&uacute;cleos oper&aacute;rios de todo o pa&iacute;s. </p>     <p>A partir dos &uacute;ltimos anos do s&eacute;culo XI , a influ&ecirc;ncia anarquista sobre o movimento oper&aacute;rio acentuou-se e, fi&eacute;is ao primado de independ&ecirc;ncia de Bakunine, destacaram-se nas atividades sindicais e na defesa de um sindicalismo aut&oacute;nomo dos partidos pol&iacute;ticos. As duas maiores concentra&ccedil;&otilde;es oper&aacute;rias situavam-se em torno de Lisboa e Porto e foi, sobretudo, na capital que se verificou a maior combatividade anarco-sindicalista<a href="#34"><sup>34</sup></a><a name="top34"></a>. </p>     <p>Embora toleradas, o C&oacute;digo Penal criminalizava as greves. Antes dos grandes surtos grevistas, a greve n&atilde;o era um facto social relevante. A reuni&atilde;o organizada de trabalhadores havia sempre sido associada e gerada como insurrei&ccedil;&atilde;o, encarada como uma altera&ccedil;&atilde;o da ordem p&uacute;blica e, como tal, tratada pelos poderes do Estado atrav&eacute;s da repress&atilde;o pelas for&ccedil;as policiais<a href="#35"><sup>35</sup></a><a name="top35"></a>.</p>     <p>Apesar dos insuficientes dados dispon&iacute;veis, &eacute; seguro afirmar que o primeiro grande impulso grevista ter&aacute; ocorrido entre 1871-73, coincidente com a progressiva consci&ecirc;ncia de classe e de um socialismo oper&aacute;rio, em sintonia com os ecos da Comuna de Paris e do seu esp&iacute;rito, e dos rebates nas Confer&ecirc;ncias do Casino, entre maio e junho de 1871. As condi&ccedil;&otilde;es base da emerg&ecirc;ncia e organiza&ccedil;&atilde;o das lutas e reivindica&ccedil;&otilde;es prolet&aacute;rias conjugaram-se com o crescimento da ind&uacute;stria e do n&uacute;mero de trabalhadores oper&aacute;rios<a href="#36"><sup>36</sup></a><a name="top36"></a>. Com avan&ccedil;os e recuos, recrudescimento e retra&ccedil;&otilde;es, que se traduziram numa maior conflitualidade social – greves, repress&atilde;o, reivindica&ccedil;&otilde;es, ced&ecirc;ncias, viol&ecirc;ncia de parte a parte –, as lutas oper&aacute;rias cresceram de intensidade e em n&uacute;mero. </p>     <p>&Agrave; porta da crise de 1890, o proletariado conseguiu algumas importantes vit&oacute;rias consubstanciadas na promulga&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o sobre o trabalho oper&aacute;rio. Os regulamentos de 10 de fevereiro e de 7 de agosto desse ano, de 14 de abril de 1891 e, mais tarde, de 16 de mar&ccedil;o de 1893, promulgaram algumas importantes altera&ccedil;&otilde;es na prote&ccedil;&atilde;o ao trabalho dos menores e das mulheres, estabelecendo os m&iacute;nimos de idade, as condi&ccedil;&otilde;es de emprego, a dura&ccedil;&atilde;o da jorna, o repouso semanal, os requisitos de higiene e seguran&ccedil;a, entre outros aspetos. Para as mulheres conseguiu-se um per&iacute;odo de isen&ccedil;&atilde;o de 4 semanas ap&oacute;s o parto, a obrigatoriedade de existir uma creche e o usufruto de intervalos de tempo para lact&acirc;ncia no per&iacute;odo de trabalho<a href="#37"><sup>37</sup></a><a name="top37"></a>. No entanto, a aplica&ccedil;&atilde;o foi fr&aacute;gil, pouco eficaz, e acarretou um efeito perverso, promovendo a aus&ecirc;ncia do registo de mulheres e crian&ccedil;as. Para al&eacute;m da diminui&ccedil;&atilde;o de custos com sal&aacute;rios, desqualifica&ccedil;&atilde;o, e de uma maior efic&aacute;cia na aplica&ccedil;&atilde;o de mecanismos de coa&ccedil;&atilde;o, o emprego de mulheres e crian&ccedil;as procurou, em alguns setores, diminuir a influ&ecirc;ncia do operariado masculino, mais combativo, reivindicativo e virulento. Ap&oacute;s a forma&ccedil;&atilde;o do governo de Jo&atilde;o Franco em 1906 e dos decretos ditatoriais do ano seguinte, em 1908 ocorreram graves tumultos em Alc&acirc;ntara.</p>     <p>Nos anos subsequentes &agrave; instaura&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica acentuou-se o movimento grevista, reflexo da capacidade de combate, da propaganda e do envolvimento do anarco-sindicalismo. </p>     <p>Em 1911, regulamentou-se o descanso semanal obrigat&oacute;rio ao domingo, e existiriam 356 sindicatos em todo o pa&iacute;s, a maioria fundada no ano imediatamente anterior, e organizou-se o congresso anarco-sindicalista em novembro. Tr&ecirc;s anos depois, no congresso oper&aacute;rio de Tomar, foi criada a Uni&atilde;o Oper&aacute;ria Nacional (UON). Em julho de 1917 foi declarado o estado de s&iacute;tio em Lisboa e nos concelhos lim&iacute;trofes devido ao forte movimento grevista. Dois anos mais tarde, no II Congresso Nacional Oper&aacute;rio foi criada a Confedera&ccedil;&atilde;o Geral do Trabalho (CGT), com predomin&acirc;ncia do sindicalismo revolucion&aacute;rio, apologista da luta de classes e da revolu&ccedil;&atilde;o<a href="#38"><sup>38</sup></a><a name="top38"></a>. Em maio do mesmo ano, em Lisboa, a UON conseguiu mobilizar 30.000 trabalhadores em manifesta&ccedil;&atilde;o onde, entre o clamor, se elogiou a revolu&ccedil;&atilde;o sovi&eacute;tica de 1917.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A expans&atilde;o e lutas sindicalistas atingiram o seu auge neste per&iacute;odo e, at&eacute; 1926, com m&uacute;ltiplos desenvolvimentos (surtos grevistas, greves gerais, ruturas, fracassos, viol&ecirc;ncia, reivindica&ccedil;&otilde;es, confrontos, cis&otilde;es, repress&atilde;o, declara&ccedil;&otilde;es de estado de s&iacute;tio, pris&otilde;es) esteve frequentemente na ofensiva, concretizadas por metal&uacute;rgicos, ferreiros, torneiros, serralheiros, corticeiros, ferrovi&aacute;rios, varinas, trabalhadores da CUF, da Carris, dos correios, dos tel&eacute;grafos, dos t&ecirc;xteis e dos tabacos, entre tantos outros<a href="#39"><sup>39</sup></a><a name="top39"></a>.</p>     <p>As imensas reivindica&ccedil;&otilde;es encontravam-se ligadas &agrave; melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida e de trabalho dos oper&aacute;rios, relativamente &agrave; dura&ccedil;&atilde;o da jorna, &agrave; precariedade dos v&iacute;nculos, &agrave; arbitrariedade dos despedimentos, aos acidentes de trabalho, &agrave; varia&ccedil;&atilde;o dos sal&aacute;rios, ao descanso semanal e &agrave; revoga&ccedil;&atilde;o de leis antigas<a href="#40"><sup>40</sup></a><a name="top40"></a>.</p>     <p>Em dezembro de 1924, Lisboa assistiu ao in&iacute;cio de um ciclo de grandes manifesta&ccedil;&otilde;es populares contra a carestia de vida e os baixos sal&aacute;rios. No ano seguinte, em resposta &agrave; a&ccedil;&atilde;o direta de elementos da Legi&atilde;o Vermelha e &agrave; contesta&ccedil;&atilde;o da CGT, foram deportados para as col&oacute;nias, sem julgamento, sindicalistas e revolucion&aacute;rios. Depois do golpe militar de 28 de maio de 1926, as estruturas sindicais de maior relevo ainda contemplaram a hip&oacute;tese de uma greve geral revolucion&aacute;ria como forma de combate &agrave; perspetiva da ditadura militar que despontava no horizonte. </p>     <p>Durante os anos seguintes, v&aacute;rias greves gerais conseguiram vit&oacute;rias pontuais com paralisa&ccedil;&otilde;es e a express&atilde;o de um movimento sindical que tentava acompanhar as revoltas que ami&uacute;de eclodiam, procurando derrubar o governo militar de Portugal, mesmo com viol&ecirc;ncia, atos de sabotagem, greves, manifesta&ccedil;&otilde;es e uma cerrada luta que conseguisse na uni&atilde;o de todos os trabalhadores sob o ideal anarco-sindicalista, a for&ccedil;a necess&aacute;ria para o derrube da ditadura. O prospeto de uma vit&oacute;ria n&atilde;o se verificou, o malogro das v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es e uma crescente divis&atilde;o e enfraquecimento em v&aacute;rias correntes sindicais que almejavam a hegemonia sobre o movimento oper&aacute;rio, e uma violenta repress&atilde;o sobre os quadros sindicais e os trabalhadores, ditaram a fal&ecirc;ncia de uma utopia sindical revolucion&aacute;ria. </p>     <p>Em 1933, o novo quadro legislativo tornou a greve ilegal, privou os trabalhadores de quaisquer formas de luta e reprimiu duramente quaisquer veleidades reivindicativas com pesadas penas de pris&atilde;o. O cen&aacute;rio de resist&ecirc;ncia revolucion&aacute;ria tornou-se uma miragem e desarticulou-se. O enquadramento do trabalho industrial e latifundi&aacute;rio e a a&ccedil;&atilde;o sindical encontraram-se enquadrados e condicionados em definitivo sob o colete de for&ccedil;as corporativo desenhado pelo Estado Novo<a href="#41"><sup>41</sup></a><a name="top41"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><b>*</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>As fotografias que integram esta sec&ccedil;&atilde;o, retratam, sob o olhar de um &uacute;nico fot&oacute;grafo, para al&eacute;m da diversidade dos setores do trabalho, onde figuram trabalhadores masculinos e femininos, os espa&ccedil;os da cidade onde ocorreram as contesta&ccedil;&otilde;es e o tr&acirc;nsito de manifestantes, a rea&ccedil;&atilde;o &agrave; capta&ccedil;&atilde;o das imagens, o vestu&aacute;rio e alguns aspetos do aparelho policial e da exibi&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica dos mecanismos de repress&atilde;o e controlo do aparelho do Estado, numa cronologia que reflete o per&iacute;odo de auge das reivindica&ccedil;&otilde;es dos trabalhadores e sindicatos, entre o in&iacute;cio da Rep&uacute;blica e o golpe militar de 1926.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f21"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f21.jpg">     
<p>Oper&aacute;rios t&ecirc;xteis entregam no Parlamento uma peti&ccedil;&atilde;o sobre a lei dos acidentes de trabalho, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, 1911. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/001476.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f22"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f22.jpg">     
<p>Oper&aacute;rios da ind&uacute;stria t&ecirc;xtil a caminho de S&atilde;o Bento para entregar uma peti&ccedil;&atilde;o pedindo o hor&aacute;rio de trabalho de 8 horas e outras regalias, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, 1911. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/001473.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f23"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f23.jpg">     
<p>Oper&aacute;rias da ind&uacute;stria t&ecirc;xtil, frente ao pal&aacute;cio de S&atilde;o Bento, onde entregaram &agrave; Assembleia Constituinte um pedido de hor&aacute;rio de 8 horas e outras regalias, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12cm, 1911. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/001377.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f24"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f24.jpg">     
<p>Grevistas da panifica&ccedil;&atilde;o aguardam a comiss&atilde;o que foi agradecer a promulga&ccedil;&atilde;o do decreto sobre o descanso semanal, Pra&ccedil;a do Com&eacute;rcio, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, 1911. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/001413.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f25"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f25.jpg">     
<p>Oper&aacute;rias da Companhia Uni&atilde;o Fabril em greve, Alc&acirc;ntara, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, 1911. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/001096.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f26"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f26.jpg">     
<p>Greve dos el&eacute;tricos, grevistas reunidos num com&iacute;cio no Terreiro do Trigo, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, 1912. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/001447.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f27"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f27.jpg">     
<p>Oper&aacute;rios em greve promovida pela Uni&atilde;o dos Sindicatos Oper&aacute;rios, frente &agrave; reda&ccedil;&atilde;o do jornal O S&eacute;culo, rua do S&eacute;culo, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, 1912. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/001479.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f28"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f28.jpg">     
<p>Grupo de manifestantes presos por ocasi&atilde;o da greve geral, com a suspens&atilde;o de garantias, em dire&ccedil;&atilde;o ao forte de Monsanto, Bel&eacute;m, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, 1912. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/001179.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f29"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f29.jpg">     
<p>Casa Sindical, sede das associa&ccedil;&otilde;es oper&aacute;rias, Pal&aacute;cio Pombal, rua do S&eacute;culo, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, 1912.AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/001475.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f30"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f30.jpg">     
<p>Varinas manifestam-se pelo direito de comprar peixe no mercado de Santos, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, 1912. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/001461.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f31"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f31.jpg">     
<p>O Rossio depois de decretado o estado de s&iacute;tio, na sequ&ecirc;ncia da greve do operariado em Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, 1912. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/001183.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f32"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f32.jpg">     
<p>Greve dos estivadores, antigas docas frente ao largo do Museu da Artilharia, fachada do Museu Militar, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, 1912. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/001381.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f33"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f33.jpg">     
<p>Largo de S&atilde;o Domingos ao Rossio durante a greve geral, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, 1912. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/002723.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f34"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f34.jpg">     
<p>Greve dos trabalhadores dos el&eacute;tricos, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, 1912. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/000433.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f35"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f35.jpg">     
<p>Varinas em greve pelo direito de comprar peixe no novo mercado, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, 1913. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/000108.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f36"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f36.jpg">     
<p>Guarda Nacional Republicana junto &agrave; Central Tejo durante a greve dos el&eacute;tricos, Bel&eacute;m, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, 1916. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/000432.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f37"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f37.jpg">     
<p>Reuni&atilde;o da Assembleia Geral do Sindicato dos Empregados do Com&eacute;rcio e da Ind&uacute;stria, para nomea&ccedil;&atilde;o dos elementos encarregados de fiscalizar o hor&aacute;rio de trabalho, Pal&aacute;cio Almada, Largo de S&atilde;o Domingos, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, autor n&atilde;o identificado, 9x12 cm, 1926. AML, PT/AMLSB/EFC/000016.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ESPA&Ccedil;OS DE TRABALHO: IND&Uacute;STRIAS, F&Aacute;BRICAS E OFICINAS</b></p>     <p>Apesar de todas as dificuldades e vicissitudes, a ind&uacute;stria portuguesa cresceu sistematicamente ao longo do s&eacute;culo XI , em fun&ccedil;&atilde;o de uma adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s particularidades e limita&ccedil;&otilde;es nacionais. Em meados do s&eacute;culo, nos meios urbanos e em atividades semi-industriais, continuava a haver mais artes&atilde;os que oper&aacute;rios, com uma participa&ccedil;&atilde;o sempre ativa na defesa de direitos e privil&eacute;gios corporativos<<a href="#42"><sup>42</sup></a><a name="top42"></a>, e seria um erro julgar que os artes&atilde;os desapareceram no final de novecentos. Se por um lado, as grandes m&aacute;quinas nas unidades fabris exigiam v&aacute;rios trabalhadores para as operar, o pequeno motor facilitou a cria&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de pequenas unidades artesanais. </p>     <p>Nas cidades mais importantes – Lisboa, Porto, Braga, Aveiro, Coimbra, &Eacute;vora –, convergia a totalidade dos ramos artesanais. As maiores unidades fabris concentravam-se em Lisboa, embora houvesse mais ind&uacute;strias na zona do Porto.</p>     <p>Cresceram as ind&uacute;strias do ferro, no mobili&aacute;rio urbano e dom&eacute;stico (camas, varandas, guardas, grades, corrim&otilde;es, candeeiros, port&otilde;es, coretos, pavilh&otilde;es, entre muitas outras aplica&ccedil;&otilde;es). As empresas de metalurgia portuguesas conseguiam fazer estas pe&ccedil;as recorrendo &agrave; importa&ccedil;&atilde;o de ferro, sobretudo da Su&eacute;cia, cuja produ&ccedil;&atilde;o era de alta qualidade para utiliza&ccedil;&atilde;o nas pequenas ind&uacute;strias. Por outro lado, as empresas portuguesas n&atilde;o tinham a capacidade nem a qualidade para produzir e construir grandes m&aacute;quinas industriais, que tinham de ser importadas dos principais centros industriais europeus. </p>     <p>A &uacute;nica ind&uacute;stria cl&aacute;ssica da revolu&ccedil;&atilde;o industrial em que Portugal possu&iacute;a mat&eacute;ria-prima, era a l&atilde;. Progressivamente, as cidades tornaram-se grandes consumidoras de carv&atilde;o e lenha originando per&iacute;odos de escassez e de concorr&ecirc;ncia elevada. Devido aos protestos, a ind&uacute;stria do vidro foi transferida para a Marinha Grande, onde j&aacute; n&atilde;o havia concorr&ecirc;ncia urbana para o consumo de carv&atilde;o, embora, a n&iacute;vel nacional, n&atilde;o existisse carv&atilde;o de qualidade. Nas ind&uacute;strias n&atilde;o cl&aacute;ssicas, para as quais Portugal j&aacute; possu&iacute;a mat&eacute;ria-prima, contavam- -se o cimento, cer&acirc;mica, papel, corti&ccedil;a, destila&ccedil;&atilde;o do vinho e baga&ccedil;o, lanif&iacute;cios, fia&ccedil;&atilde;o e tecidos de algod&atilde;o, linho e seda, cordoaria, chap&eacute;us, artefactos de corti&ccedil;a, curtumes, explosivos, f&oacute;sforos, fundi&ccedil;&atilde;o, lou&ccedil;as e cer&acirc;micas, vidro, papel, tabaco, conservas<a href="#43"><sup>43</sup></a><a name="top43"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na segunda metade do s&eacute;culo XI , o Douro encontrou-se em crise na produ&ccedil;&atilde;o e exporta&ccedil;&atilde;o de vinho, que havia sido um dos produtos essenciais durante o s&eacute;culo XVIII, em sequ&ecirc;ncia do Tratado de Methuen. Ainda assim, a ind&uacute;stria do vinho empregou muitas pessoas e foi um produto altamente export&aacute;vel, fundamental no desenvolvimento portugu&ecirc;s. Mesmo com a crise dos vinhos de 1890, Portugal ultrapassou as dificuldades do mercado, ao come&ccedil;ar, paulatinamente, a exportar vinho para as col&oacute;nias, fomentando o seu consumo e a emerg&ecirc;ncia de um novo mercado. Para al&eacute;m do prop&oacute;sito econ&oacute;mico de expans&atilde;o do mercado e suplanta&ccedil;&atilde;o da crise, o alcoolismo em &Aacute;frica desempenhou um papel instrumental na domina&ccedil;&atilde;o colonial, pela depend&ecirc;ncia que criou e fomentou, agravado pela facilidade de fabrico de &aacute;lcool a partir do arroz, milho, cana sacarina ou batata doce<a href="#44"><sup>44</sup></a><a name="top44"></a>.</p>     <p>A par do est&iacute;mulo na explora&ccedil;&atilde;o colonial, em anos de crise econ&oacute;mica e de perturba&ccedil;&atilde;o da vida pol&iacute;tica continuou a verificar-se um crescimento industrial e, a partir de 1890, houve um aumento substancial de ind&uacute;strias sob a forma de sociedades an&oacute;nimas.</p>     <p>Como se sabe, a intensifica&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o e das mais-valias do trabalho promoveu a necessidade de m&atilde;o-de-obra, geralmente prec&aacute;ria e de baixo custo, onde se inclu&iacute;am mulheres e crian&ccedil;as, a que correspondeu dif&iacute;ceis e deficientes condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e de vida dos oper&aacute;rios e suas fam&iacute;lias. As crian&ccedil;as eram empregues na ind&uacute;stria e na agricultura assim que tivessem autonomia e destreza motora, sacrificando uma educa&ccedil;&atilde;o a que n&atilde;o tinham acesso para trabalhar com muito poucos, ou nenhuns, direitos, em duras condi&ccedil;&otilde;es, sem remunera&ccedil;&atilde;o como aprendizes, ou por parca recompensa.</p>     <p>Mas, &agrave; variedade e complexifica&ccedil;&atilde;o da atividade industrial urbana correspondiam diferen&ccedil;as nas qualifica&ccedil;&otilde;es e instru&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores, e nas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho nos espa&ccedil;os das oficinas e f&aacute;bricas. </p>     <p>A produ&ccedil;&atilde;o industrial foi-se transformando no compasso das inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas e ao ritmo das necessidades de produ&ccedil;&atilde;o, transforma&ccedil;&atilde;o e manufatura. No espa&ccedil;o da f&aacute;brica, era comum o hor&aacute;rio de trabalho ser de doze horas di&aacute;rias, seis dias por semana, sem per&iacute;odos de descanso, uma disciplina f&eacute;rrea e um apertado controlo. Esta disciplina fabril foi uma mudan&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pequena unidade de oficina, que se caracterizava pelo relacionamento pessoal e por uma gest&atilde;o pr&oacute;pria dos hor&aacute;rios, dos ritmos, do comportamento e do espa&ccedil;o de trabalho. A imposi&ccedil;&atilde;o concentrada desta disciplina de f&aacute;brica aos grupos de oper&aacute;rios e t&eacute;cnicos, envolveu a fiscaliza&ccedil;&atilde;o do cumprimento das tarefas e a vigil&acirc;ncia da conduta, com reflexo, muitas vezes, na retribui&ccedil;&atilde;o salarial de acordo com a produ&ccedil;&atilde;o e o comportamento individual na f&aacute;brica. A progressiva mecaniza&ccedil;&atilde;o e complexidade tecnol&oacute;gica, a especializa&ccedil;&atilde;o e a escalada de produ&ccedil;&atilde;o, trouxe tamb&eacute;m a burocratiza&ccedil;&atilde;o e hierarquiza&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o da f&aacute;brica, promovidas e orientadas para o fluxo de produ&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Os espa&ccedil;os de trabalho fabril eram no dealbar do s&eacute;culo X , lugares de pouca higiene, fraca ilumina&ccedil;&atilde;o e circula&ccedil;&atilde;o de ar, e d&eacute;bil seguran&ccedil;a, prop&iacute;cios ao acidente e &agrave; doen&ccedil;a, sobretudo por contamina&ccedil;&atilde;o, infe&ccedil;&atilde;o ou envenenamento. Acrescente-se as grandes debilidades no alojamento, na subsist&ecirc;ncia e na alimenta&ccedil;&atilde;o, aliados &agrave; precariedade dos v&iacute;nculos de trabalho, e obt&eacute;m-se a receita para as dif&iacute;ceis condi&ccedil;&otilde;es de vida do proletariado em geral<a href="#45"><sup>45</sup></a><a name="top45"></a>.</p>     <p>Do lado dos empreendedores industriais, o mapa portugu&ecirc;s era extremamente ambivalente. Existia um polo de grandes industriais da alta sociedade e, por outro lado, um grupo oriundo do mundo rural que se dedicava &agrave; pequena ind&uacute;stria. O primeiro grupo era detentor de grandes fortunas, enquanto o segundo grupo caracterizava-se por um acumular, lento, mas progressivo, de capitais pelo trabalho gerado. </p>     <p>Os banqueiros pouco investiam na ind&uacute;stria. Contudo, foi a pr&oacute;pria industrializa&ccedil;&atilde;o que produziu o desequil&iacute;brio da balan&ccedil;a comercial. Aumentaram as importa&ccedil;&otilde;es de mat&eacute;rias-primas (para al&eacute;m das constantes importa&ccedil;&otilde;es de produtos alimentares – cereais – incrementadas pelo aumento da popula&ccedil;&atilde;o) e n&atilde;o houve compensa&ccedil;&atilde;o com as exporta&ccedil;&otilde;es. A cobertura iria diminuir paulatinamente ao longo do s&eacute;culo X , desde os finais do s&eacute;culo anterior.</p>     <p>N&atilde;o obstante a liberta&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as produtivas e das importantes modifica&ccedil;&otilde;es estruturais, com reflexo num r&aacute;pido crescimento da produ&ccedil;&atilde;o e do com&eacute;rcio externo desde meados do s&eacute;culo XI e at&eacute; ao in&iacute;cio da 1&ordf; Grande Guerra, Portugal n&atilde;o conseguiu acompanhar o ritmo das economias mais desenvolvidas. Na longa discuss&atilde;o da historiografia portuguesa para as causas do atraso econ&oacute;mico, Miriam Halpern Pereira enfatizou a exist&ecirc;ncia de grandes latif&uacute;ndios no sul do pa&iacute;s e a excessiva especializa&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, em paralelo com a associa&ccedil;&atilde;o do livre-cambismo, para a estagna&ccedil;&atilde;o industrial, enquanto Jaime Reis destacou a enorme defici&ecirc;ncia de capital humano, num feixe que articula o atraso econ&oacute;mico ao atraso social e educativo dos agentes econ&oacute;micos, que pouco poderiam fazer para ultrapassar, no imediato, essas condi&ccedil;&otilde;es<a href="#46"><sup>46</sup></a><a name="top46"></a>.</p>     <p>Ap&oacute;s 1926, o dom&iacute;nio normativo do Estado sobre a organiza&ccedil;&atilde;o das formas de produ&ccedil;&atilde;o, criou as condi&ccedil;&otilde;es que entendeu necess&aacute;rias para a consolida&ccedil;&atilde;o de um plano de industrializa&ccedil;&atilde;o nacional de iniciativa estatal, desenhado e titulado &agrave; medida das ambi&ccedil;&otilde;es e capacidades do regime militar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A partir da d&eacute;cada de 1930, entre a desconfian&ccedil;a num acelerado fomento industrial, que inevitavelmente reproduziria uma mole de oper&aacute;rios vista com alarme para a “paz social” do Estado Novo, e a necessidade de recuperar setores vitais do pa&iacute;s para acompanhar o ritmo econ&oacute;mico mundial, radicava a inc&oacute;gnita dualidade do ruralismo enquadrado numa ideia pol&iacute;tica tradicionalista de fam&iacute;lia e moral, e os fundamentos progressistas defensores de uma industrializa&ccedil;&atilde;o nacional, que algumas &aacute;reas da sociedade pugnavam, de forma a Portugal abra&ccedil;ar e acompanhar a economia mundial<a href="#47"><sup>47</sup></a><a name="top47"></a>.</p>     <p>A estrat&eacute;gia configurada pelo Estado, enquadrada e condicionada pelo regime corporativo, iria, a partir dos anos 1930, potenciar o aumento cont&iacute;nuo, regrado e espartilhado de um processo de industrializa&ccedil;&atilde;o que, n&atilde;o obstante um papel vital em alguns setores e por via das ruturas e car&ecirc;ncias da economia de guerra – o que lhe permitiu, apesar das dificuldades e condicionamentos, um impulso localizado e pontual neste per&iacute;odo –, continuaria subdimensionado por compara&ccedil;&atilde;o aos padr&otilde;es da Europa ocidental. Ajustado ao mercado interno, satisfazendo e perpetuando um cen&aacute;rio de estabilidade sem grandes projetos que pudessem irromper a normalidade das rela&ccedil;&otilde;es sociais, econ&oacute;micas e pol&iacute;ticas, a industrializa&ccedil;&atilde;o de Portugal s&oacute; sofreria alguma potencia&ccedil;&atilde;o com o arranque de grandes empreendimentos p&uacute;blicos j&aacute; na segunda metade do s&eacute;culo<a href="#418"><sup>48</sup></a><a name="top48"></a>.</p>     <p>Os espa&ccedil;os do trabalho, as f&aacute;bricas e oficinas, altamente regulados e disciplinados, diversificaram-se e, consoante os setores de atividade, mecanizaram-se &agrave; medida das possibilidades tecnol&oacute;gicas. Embora algumas grandes ind&uacute;strias se tenham modernizado por via da sua pr&oacute;pria exig&ecirc;ncia, libertando-se de espa&ccedil;os fechados, de ilumina&ccedil;&atilde;o deficiente e ar saturado, muitas outras continuaram a laborar em condi&ccedil;&otilde;es de higiene e seguran&ccedil;a prec&aacute;rias. Para al&eacute;m do espa&ccedil;o f&iacute;sico, os ritmos, hor&aacute;rios, rela&ccedil;&otilde;es e direitos oper&aacute;rios permaneceram soterrados na pir&acirc;mide das prioridades do capitalismo industrial, para o qual os anseios dos trabalhadores pouco contava. No outro prato da balan&ccedil;a do Estado, e de forma a procurar um equil&iacute;brio simulado, a Funda&ccedil;&atilde;o Nacional para a Alegria no Trabalho – criada em 1935 e extinta em 1974 – propunha e oferecia atividades de lazer, recreio, cultura e desporto, uma promo&ccedil;&atilde;o paternalista e fantasiosa da condi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e psicol&oacute;gica dos trabalhadores, para a “valoriza&ccedil;&atilde;o do trabalho nacional”, que almejava dirimir o descontentamento e anular quaisquer veleidades de classe<a href="#49"><sup>49</sup></a><a name="top49"></a>. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><b>*</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>As fotografias que se apresentam nesta sec&ccedil;&atilde;o, distribuem-se em dois grupos cronol&oacute;gicos distintos. O primeiro entre a &uacute;ltima d&eacute;cada do s&eacute;culo XI e os primeiros anos do s&eacute;culo seguinte, enquanto o segundo se concentra desde o in&iacute;cio do Estado Novo at&eacute; aos anos 1960. Apesar deste segundo grupo se encontrar fora do &acirc;mbito cronol&oacute;gico, pode servir como material visual de ind&uacute;strias cujo passado n&atilde;o se encontrava assim t&atilde;o distante. Pese embora a dist&acirc;ncia tecnol&oacute;gica, s&atilde;o registos onde se encontram vest&iacute;gios de ambientes e formas de organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho que remontam &agrave; d&eacute;cadas anteriores. Na sua maioria, estas fotografias retratam oper&aacute;rios nos seus locais de trabalho, em oficinas e f&aacute;bricas de ind&uacute;strias diversas, quer do setor base, ou bens de produ&ccedil;&atilde;o, do setor de bens intermedi&aacute;rios e, ainda, dos bens de consumo. Por vezes em pose expectante ou em registo desprevenido, as fotografias permitem observar homens, mulheres e crian&ccedil;as em trabalho, a divis&atilde;o de g&eacute;nero, os espa&ccedil;os, as m&aacute;quinas, ou o vestu&aacute;rio. Numa subcamada, &eacute; de salientar as composi&ccedil;&otilde;es que os diferentes fot&oacute;grafos idealizaram e realizaram, seja na utiliza&ccedil;&atilde;o da luz, mais dura ou mais difusa, conseguindo uma qualidade pict&oacute;rica ora grosseira, ora singela, a que, porventura, n&atilde;o ser&aacute; alheia a cronologia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f38"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f38.jpg">     
<p>Trabalhadores adultos e crian&ccedil;as numa serra&ccedil;&atilde;o, negativo de gelatina e prata em vidro, autor n&atilde;o identificado, 18x24 cm, [ca 1890-192-].AML, PT/AMLSB/NEG/000373.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f39"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f39.jpg">     
<p>Dirigentes e oper&aacute;rios da f&aacute;brica de cimento em Alc&acirc;ntara, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Francesco Rocchini, 30x38 cm, [ant 1893]. <br />   AML, PT/AMLSB/ROC/000101.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f40"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f40.jpg">     
<p>Oper&aacute;rios adultos e crian&ccedil;as numa oficina de metalomec&acirc;nica, negativo de gelatina e prata em vidro, Alberto Carlos Lima, 13x18 cm, [191-].<span>AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/LIM/002903.</span></p> <span>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f41"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f41.jpg">     
<p>Oper&aacute;rios adultos e crian&ccedil;as numa oficina de m&oacute;veis met&aacute;licos, negativo de gelatina e prata em vidro, Alberto Carlos Lima, 13x18 cm, [191-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/LIM/002904.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f42"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f42.jpg">     
<p>Oper&aacute;rio na forja de metal, oficina de ferreiro, ind&uacute;stria metal&uacute;rgica, negativo de gelatina e prata em vidro, Alberto Carlos Lima, 13x18 cm, [191-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/LIM/002910.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f43"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f43.jpg">     
<p>Oper&aacute;rios adultos e crian&ccedil;as numa oficina de torneiro mec&acirc;nico, negativo de gelatina e prata em vidro, Alberto Carlos Lima, 13x18 cm, [19-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/LIM/002915.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f44"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f44.jpg">     
<p>Oper&aacute;rios numa oficina de latoeiro, negativo de gelatina e prata em vidro, Alberto Carlos Lima, 13x18 cm, [19-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/LIM/002923.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f45"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f45.jpg">     
<p>Oper&aacute;rios adultos e crian&ccedil;as numa oficina de fresa e torneiro mec&acirc;nico, negativo de gelatina e prata em vidro, Alberto Carlos Lima, 13x18 cm, [19-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/LIM/002900.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f46"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f46.jpg">     
<p>Oper&aacute;rios numa oficina de ferreiro, ind&uacute;stria metal&uacute;rgica, negativo de gelatina e prata em vidro, Alberto Carlos Lima, 13x18 cm, [19-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/LIM/002902.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f47"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f47.jpg">     
<p>M&aacute;quinas industriais no interior de uma f&aacute;brica, negativo de gelatina e prata em vidro, Alberto Carlos Lima, 13x18 cm, [19-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/LIM/002898.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f48"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f48.jpg">     
<p>Oper&aacute;rios metal&uacute;rgicos em trabalho numa fundi&ccedil;&atilde;o, negativo de gelatina e prata em vidro, Alberto Carlos Lima, 9x12 cm, [19-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/LIM/001599.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f49"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f49.jpg">     
<p>Oper&aacute;rios na descarga de carv&atilde;o na F&aacute;brica de G&aacute;s da Boavista, avenida 24 de Julho, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, 1907. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/000566.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f50"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f50.jpg">     
<p>Oper&aacute;rios do estaleiro naval onde foi constru&iacute;do o contratorpedeiro Douro, reunidos no castelo da proa do navio, negativo de gelatina e prata em vidro, Ferreira da Cunha, 9x12 cm, 1933. AML, PT/AMLSB/EFC/001001.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f51"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f51.jpg">     
<p>Oper&aacute;rio na limpeza de fornos na F&aacute;brica de G&aacute;s de Bel&eacute;m, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Kurt Pinto, 6x9 cm, [194-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/KPI/000215.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f52"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f52.jpg">     
<p>Prepara&ccedil;&atilde;o de atum em f&aacute;brica de conservas, ind&uacute;stria conserveira, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Artur Pastor, 6x6 cm, [1944-1946]. AML, PT/AMLSB/ART/005625.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f53"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f53.jpg">     
<p>Trabalhadores selecionando aparas de corti&ccedil;a, ind&uacute;stria corticeira, Sociedade Granuladora de Corti&ccedil;a, Barreiro, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Arnaldo Madureira, 6x6 cm, [19-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/ARM/002683.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f54"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f54.jpg">     
<p>Trabalhadores ensacando aparas de corti&ccedil;a, ind&uacute;stria corticeira, Sociedade Granuladora de Corti&ccedil;a, Barreiro, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Arnaldo Madureira, 6x6 cm, [19-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/ARM/002684.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f55"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f55.jpg">     
<p>Oper&aacute;rio e carro&ccedil;a para transporte de corti&ccedil;a, ind&uacute;stria corticeira, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Arnaldo Madureira, 6x6 cm, [19-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/ARM/002673.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f56"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f56.jpg">     
<p>Trabalhadores na prepara&ccedil;&atilde;o de azeitonas em conserva, ind&uacute;stria conserveira, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Artur Pastor, 6x6 cm, [1957-1961]. AML, PT/AMLSB/ART/007907.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f57"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f57.jpg">     
<p>Oper&aacute;rias na prepara&ccedil;&atilde;o de azeitonas em conserva, ind&uacute;stria conserveira, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Artur Pastor, 6x6 cm, [1957-1961]. AML, PT/AMLSB/ART/007906.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f58"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f58.jpg">     
<p>Oper&aacute;rias no fabrico de rolhas, ind&uacute;stria corticeira, Junta Nacional dos Resinosos, Alentejo, prova em papel de revela&ccedil;&atilde;o baritado, Artur Pastor, 13x18 cm, [ca 1960].AML, PT/AMLSB/ART/022333.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f59"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f59.jpg">     
<p>Oper&aacute;rias numa f&aacute;brica de transforma&ccedil;&atilde;o da corti&ccedil;a, ind&uacute;stria corticeira, prova em papel de revela&ccedil;&atilde;o baritado, Artur Pastor, 13x18 cm, [ca 1960]. AML, PT/AMLSB/ART/022330.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f60"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f60.jpg">     
<p>F&aacute;brica de transforma&ccedil;&atilde;o de l&atilde;, ind&uacute;stria t&ecirc;xtil, Junta Nacional dos Produtos Pecu&aacute;rios, prova em papel de revela&ccedil;&atilde;o baritado, Artur Pastor, 13x18 cm, [ca 1960]. AML, PT/AMLSB/ART/022392.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f61"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f61.jpg">     
<p>Oper&aacute;rios no tratamento de corti&ccedil;a, ind&uacute;stria corticeira, prova em papel de revela&ccedil;&atilde;o baritado, Artur Pastor, 13x18 cm, [ca 1960]. AML, PT/AMLSB/ART/022311.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f62"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f62.jpg">     
<p>Oper&aacute;rias no tratamento da corti&ccedil;a, ind&uacute;stria corticeira, prova em papel de revela&ccedil;&atilde;o baritado, Artur Pastor, 13x18 cm, [ca 1960]. AML, PT/AMLSB/ART/022314.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f63"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f63.jpg">     
<p>Oper&aacute;ria operando m&aacute;quina de corte da corti&ccedil;a, ind&uacute;stria corticeira, prova em papel de revela&ccedil;&atilde;o baritado, Artur Pastor, 13x18 cm, [ca 1960]. AML, PT/AMLSB/ART/022319.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f64"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f64.jpg">     
<p>Fumiga&ccedil;&atilde;o de corti&ccedil;a, ind&uacute;stria corticeira, Junta Nacional dos Resinosos, Alentejo, prova em papel de revela&ccedil;&atilde;o baritado, Artur Pastor, 13x18 cm, [ca 1960]. AML, PT/AMLSB/ART/022316.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O PROBLEMA DA HABITA&Ccedil;&Atilde;O: BAIRROS E VILAS OPER&Aacute;RIAS</b></p>     <p>S&atilde;o in&uacute;meros os estudos que se t&ecirc;m debru&ccedil;ado, direta ou colateralmente, em s&iacute;ntese ou estudos de caso, sobre os programas de acesso &agrave; habita&ccedil;&atilde;o – social, econ&oacute;mica e oper&aacute;ria –, desde o s&eacute;culo XI e, sobretudo, no per&iacute;odo do Estado Novo<a href="#50"><sup>50</sup></a><a name="top50"></a>. Uma reflex&atilde;o imediata sobre o problema da habita&ccedil;&atilde;o das classes oper&aacute;rias, coloca uma labir&iacute;ntica, porque multifacetada, prospe&ccedil;&atilde;o de problemas e formas de abordagem: a disponibilidade e modalidades de oferta, tipologias existentes, condi&ccedil;&otilde;es de habitabilidade, de higiene e seguran&ccedil;a, a geografia da distribui&ccedil;&atilde;o urbana, as estrat&eacute;gias de usufruto e/ou ocupa&ccedil;&atilde;o, a composi&ccedil;&atilde;o dos agregados familiares, a sensibilidade e ideologia pol&iacute;tica, os programas de governo na cria&ccedil;&atilde;o de habita&ccedil;&atilde;o acess&iacute;vel, entre outros aspetos adicionais, todos vari&aacute;veis na cronologia.</p>     <p>Devido ao crescente fluxo demogr&aacute;fico para os centros urbanos, a escassez da habita&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel acentuou-se. O desenho das cidades alterou-se, demoliram-se &aacute;reas, reconverteram-se quintas, alargaram-se arruamentos, abriram-se avenidas, constru&iacute;ram-se bairros inteiros novos segundo os primados do planeamento urbano novecentista de inspira&ccedil;&atilde;o <i>haussmanniana</i><a href="#51"><sup>51</sup></a><a name="top51"></a>. Para Friedrich Engels, o problema habitacional coevo e a produ&ccedil;&atilde;o social da mis&eacute;ria urbana encontravam-se intrinsecamente ligados ao modo capitalista de produ&ccedil;&atilde;o, a extra&ccedil;&atilde;o e acumula&ccedil;&atilde;o privada das mais-valias do trabalho, pois a gera&ccedil;&atilde;o de riqueza convivia com o crescimento da mis&eacute;ria dos trabalhadores, acentuando o pauperismo, do qual a quest&atilde;o da habita&ccedil;&atilde;o era uma parte da equa&ccedil;&atilde;o<a href="#52"><sup>52</sup></a><a name="top52"></a>.</p>     <p>O fen&oacute;meno teve como consequ&ecirc;ncia m&uacute;ltiplas estrat&eacute;gias, nomeadamente a ocupa&ccedil;&atilde;o e instala&ccedil;&atilde;o de fam&iacute;lias em edif&iacute;cios prec&aacute;rios, conventos ou casas apala&ccedil;adas abandonadas, a oportunidade de ocupa&ccedil;&atilde;o de edif&iacute;cios secund&aacute;rios de quintas, em sobrelota&ccedil;&atilde;o e com zonas fechadas ao exterior, e o arrendamento de casas, geralmente degradadas ou em condi&ccedil;&otilde;es ex&iacute;guas e muito d&eacute;beis de espa&ccedil;o, seguran&ccedil;a, saneamento e salubridade, que se multiplicaram no fen&oacute;meno espont&acirc;neo dos p&aacute;tios, gerando microcosmos em zonas de elevada densidade populacional<a href="#53"><sup>53</sup></a><a name="top53"></a>.</p>     <p>Em Lisboa, num relat&oacute;rio parcial, feito em 1902, por incumb&ecirc;ncia do Ministerio das Obras Publicas, Commercio e Industria, em que se recensearam 130 p&aacute;tios de arrendamento particular situados em 18 freguesias de Lisboa<a href="#54"><sup>54</sup></a><a name="top54"></a> (faltando completar o trabalho de examina&ccedil;&atilde;o em outras 11 freguesias), com o objetivo de “reconhecer o valor hygienico das habita&ccedil;&otilde;es mais perigosas de Lisboa”<a href="#55"><sup>55</sup></a><a name="top55"></a>, o eng. &Acirc;ngelo de Sarrea Prado qualificava-os de “na maioria imundos e miseravelmente habitados”<a href="#56"><sup>56</sup></a><a name="top56"></a>.</p>     <p>Dos 130 espa&ccedil;os elencados no roteiro, 28 j&aacute; se encontravam transformados em via p&uacute;blica, demolidos ou reconfigurados em oficinas e dep&oacute;sitos, sendo que, nos 102 p&aacute;tios existentes haviam 4294 moradores distribu&iacute;dos por 1106 habita&ccedil;&otilde;es. Destes, &Acirc;ngelo Prado considerava 32 em condi&ccedil;&otilde;es habit&aacute;veis, 45 em mau estado, mas suscet&iacute;veis de melhoramentos, e 35 “em condi&ccedil;&otilde;es manifestamente condemnaveis por impr&oacute;prios &aacute; habita&ccedil;&atilde;o humana”, onde se albergavam 1225 moradores em 293 habita&ccedil;&otilde;es, acrescentando que faltavam “condi&ccedil;&otilde;es de hygiene e salubridade para serem habitados, e s&oacute; a muita mis&eacute;ria e falta de recursos leva os seus infelizes moradores a abrigarem-se em taes espeluncas, sem ar puro, sem luz, nem poss&iacute;vel asseio”<a href="#57"><sup>57</sup></a><a name="top57"></a>.</p>     <p>Relativamente &agrave; tipologia das habita&ccedil;&otilde;es, assinalou uma elevada heterogeneidade, com escala e configura&ccedil;&atilde;o vari&aacute;veis, umas “abarracadas e irregularmente dispersas em quintaes, outros rodeados de casas altas, que as affrontam mais na sua mesquinhez”, outras “pardieiros e casas antigas aproveitadas nas suas ruinas, lojas sombrias e encaixadas”, ou ainda “pequenas habita&ccedil;&otilde;es de constru&ccedil;&atilde;o defeituosa e muita limitada capacidade, h&uacute;midas por encostarem ao terreno, ou terem lojas subterraneas (&hellip;) em deplor&aacute;veis condi&ccedil;&otilde;es de salubridade”<a href="#58"><sup>58</sup></a><a name="top58"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Associado &agrave; decrepitude das habita&ccedil;&otilde;es encontrava-se um conjunto de fen&oacute;menos que concorriam para a eclos&atilde;o de doen&ccedil;as e problemas de sa&uacute;de: a defeituosa disposi&ccedil;&atilde;o ou inexist&ecirc;ncia de sistemas de esgoto, a deficiente canaliza&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua e a falta de circula&ccedil;&atilde;o de ar. Em 1891, havia eclodido uma epidemia de c&oacute;lera em Lisboa. Analisando a cubagem de ar, Prado concluiu que em 66 p&aacute;tios (n&atilde;o indicando o n&uacute;mero de habita&ccedil;&otilde;es) respirava-se “um ar viciado pelas exhala&ccedil;&otilde;es dos proprios moradores demasiadamente accumulados”. Os potenciais problemas de sa&uacute;de eram ent&atilde;o confrontados com a mortalidade por tuberculose, uma rela&ccedil;&atilde;o identificada como “coincidencia not&aacute;vel”, pelo facto “de se encontrarem os pateos mais condemnaveis justamente nas freguesias onde tem sido maior a mortalidade pela tuberculose”<a href="#59"><sup>59</sup></a><a name="top59"></a>. Os sucessivos indicadores das taxas de mortalidade exprimiam as miser&aacute;veis condi&ccedil;&otilde;es de vida dos oper&aacute;rios, trabalhadores diversos e classes mais pobres<a href="#60"><sup>60</sup></a><a name="top60"></a>.</p>     <p>A moral n&atilde;o ficava de fora dos considerandos, “vivendo promiscuamente naqueles m&iacute;seros albergues, sem conforto e mal conservados”, e deduzia-se que “alguns d'esses recintos formam escolas terriveis de immoralidade, a par do estiolamento d'esses desgra&ccedil;ados, cuja apparencia bem demonstra a sua miseria em todos os sentidos”<a href="#61"><sup>61</sup></a><a name="top61"></a>.</p>     <p>O pungente diagn&oacute;stico expunha um sintoma que refletia uma realidade conhecida, nas palavras do autor do inqu&eacute;rito, a “falta que se nota em Lisboa de casas convenientes para operarios e classes pobres e indigentes”<a href="#62"><sup>62</sup></a><a name="top62"></a>, cuja resolu&ccedil;&atilde;o apontava para incentivos financeiros &agrave; iniciativa particular de forma a “emprehender a construc&ccedil;&atilde;o de bastantes casas e bairros para operarios e classes pobres”<a href="#63"><sup>63</sup></a><a name="top63"></a>.</p>     <p>Apesar da dist&acirc;ncia social que sobressai da posi&ccedil;&atilde;o de Prado, a avalia&ccedil;&atilde;o coaduna-se com as preocupa&ccedil;&otilde;es pol&iacute;tico-filos&oacute;ficas que emergiam desde o s&eacute;culo XI com as condi&ccedil;&otilde;es da habita&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias oper&aacute;rias e popula&ccedil;&otilde;es mais desfavorecidas, e que levariam mais tarde &agrave; idealiza&ccedil;&atilde;o do primeiro projeto do Bairro Social do Arco do Cego, em Lisboa, uma primeira tentativa, ut&oacute;pica e gorada, do Estado assumir a constru&ccedil;&atilde;o de habita&ccedil;&atilde;o acess&iacute;vel para os estratos sociais mais desfavorecidos, e cuja continuidade desembocaria em m&uacute;ltiplos programas de constru&ccedil;&atilde;o de habita&ccedil;&atilde;o a pre&ccedil;os acess&iacute;veis, j&aacute; durante o Estado Novo<a href="#64"><sup>64</sup></a><a name="top64"></a>.</p>     <p>Quase a rematar as conclus&otilde;es do relat&oacute;rio parcial, &Acirc;ngelo Prado asseverava que a urg&ecirc;ncia nas “providencias que teem de realizar-se para melhorar e salvaguardar a salubridade publica atingem tambem a hygiene moral, que n&atilde;o tem menor importancia para garantia dos progressos ben&eacute;ficos da civiliza&ccedil;&atilde;o”<a href="#65"><sup>65</sup></a><a name="top65"></a>.</p>     <p>Entre crit&eacute;rios de higiene, moral e economia, opunham-se duas vis&otilde;es pol&iacute;tico-ideol&oacute;gicas: a “classe industrial” preconizada por Saint-Simon e o socialismo ut&oacute;pico, a par de Owen e Fourier; e a filosofia sociol&oacute;gica social- -crist&atilde; de Fr&eacute;d&eacute;ric Le Play, da fam&iacute;lia entendida como n&uacute;cleo de estudo da condi&ccedil;&atilde;o de uma sociedade e, como tal, recetora por direito da solidariedade patronal. Segundo Le Play, e apenas de um ponto de vista produtivo, o capitalista beneficiaria da moraliza&ccedil;&atilde;o e do equil&iacute;brio f&iacute;sico e mental dos oper&aacute;rios de forma a retirar o m&aacute;ximo partido da sua condi&ccedil;&atilde;o produtiva. Concomitantemente, o acesso a alojamento salubre seria uma forma de controlo social e familiar, j&aacute; que promovia a submiss&atilde;o do oper&aacute;rio aos interesses do patronato, enjeitando uma natureza puramente benem&eacute;rita. Foi este &acirc;ngulo de pensamento que, entre a cont&iacute;nua procura por habita&ccedil;&atilde;o de baixo custo, e a necessidade de concentrar os oper&aacute;rios e trabalhadores das f&aacute;bricas junto &agrave;s zonas industriais, conduziu &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de vilas oper&aacute;rias, estruturas habitacionais coletivas constru&iacute;das de raiz em zonas de menor densidade populacional, com tipologias diversificadas na disposi&ccedil;&atilde;o do terreno e implanta&ccedil;&atilde;o urbana, espa&ccedil;os exteriores e estruturas de apoio comunit&aacute;rio.</p>     <p>Vinte e cinco anos depois do relat&oacute;rio de &Acirc;ngelo Prado n&atilde;o se verificavam substanciais melhorias. Em 1937, num pequeno artigo para um boletim camar&aacute;rio, &Aacute;lvaro da Fontoura, engenheiro da Reparti&ccedil;&atilde;o das Edifica&ccedil;&otilde;es Urbanas, assegurava que “entre n&oacute;s &eacute; muito pouco o que h&aacute; feito e mesmo &ecirc;sse pouco s&oacute; realizado ou conclu&iacute;do, j&aacute; pelo Estado Novo”<a href="#66"><sup>66</sup></a><a name="top66"></a>.</p>     <p>Defendendo a realiza&ccedil;&atilde;o de um profundo inqu&eacute;rito em Lisboa, o diagn&oacute;stico era em tudo similar ao anterior. As fam&iacute;lias viviam “em promiscuidade, sem ar e sem luz, na zona central” da cidade. Para al&eacute;m do centro, haveriam “v&aacute;rios pr&eacute;dios de rendimento em cujos andares se abriga em cada quarto uma fam&iacute;lia, cosinhando em fog&otilde;es de petr&oacute;leo com perigo para a sa&uacute;de e seguran&ccedil;a”, bem como “v&aacute;rias barracas que, de m&aacute;s arrecada&ccedil;&otilde;es ou armaz&eacute;ns, se transformaram em apetecidas habita&ccedil;&otilde;es”. Por fim, nos lim&iacute;trofes da cidade, haviam “milhares de barracas, de madeira e latas velhas, as chamadas barracas clandestinas (&hellip;) espalhadas por zonas onde nem sequer existe canaliza&ccedil;&atilde;o de esg&ocirc;tos”<a href="#67"><sup>67</sup></a><a name="top67"></a>. Embora os “bairros de lata” n&atilde;o tivessem nascido com a industrializa&ccedil;&atilde;o, o grande afluxo de gente &agrave;s cidades contribuiu para que este tipo de constru&ccedil;&atilde;o se expandisse enormemente.</p>     <p>O estudo e urg&ecirc;ncia na resolu&ccedil;&atilde;o do problema habitacional “das classes trabalhadoras da capital” residia no mesmo feixe de motivos: “higiene, moral, ordem, disciplina, organiza&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia, restri&ccedil;&atilde;o dos direitos de propriedade pela lei do inquilinato, empr&ecirc;go de capitais, combate ao desempr&ecirc;go na constru&ccedil;&atilde;o civil, etc”<a href="#68"><sup>68</sup></a><a name="top68"></a>.</p>     <p>Defendendo as primeiras iniciativas do Estado Novo, no &acirc;mbito da legisla&ccedil;&atilde;o para fomento da constru&ccedil;&atilde;o das Casas Econ&oacute;micas, Fontoura conclu&iacute;a, no entanto, que “nenhuma das provid&ecirc;ncias legislativas at&eacute; hoje promulgadas conseguiu atacar o problema”, pois, “tornando-se necess&aacute;ria a constru&ccedil;&atilde;o de mais de onze mil habita&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas para trabalhadores, constru&iacute;ram-se, por enquanto, umas centenas”, as quais seriam “inassec&iacute;veis aos ocupantes dos bairros clandestinos”<a href="#69"><sup>69</sup></a><a name="top69"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com efeito, os or&ccedil;amentos familiares eram t&atilde;o reduzidos que dificilmente faziam face &agrave;s despesas b&aacute;sicas, como a alimenta&ccedil;&atilde;o, o vestu&aacute;rio, ilumina&ccedil;&atilde;o e aquecimento, ou uma renda de habita&ccedil;&atilde;o. Um bom vestu&aacute;rio e cal&ccedil;ado era inating&iacute;vel, um “luxo” que n&atilde;o era poss&iacute;vel de satisfazer. Sempre que poss&iacute;vel, as roupas eram utilizadas por todos os membros do agregado familiar, mesmo que degradadas, e passavam de irm&atilde;os em irm&atilde;os e de pais para filhos. Para as crian&ccedil;as, o cal&ccedil;ado, na maior parte das vezes, era inexistente e, frequentemente, andavam descal&ccedil;as. Quest&atilde;o como a limpeza, a salubridade, ou a higiene, apesar de fundamentais, tornavam-se secund&aacute;rias.</p>     <p>O Fundo das Casas Econ&oacute;micas, regulamentado pelo decreto-lei N&ordm; 23052 de 23 de Setembro de 1933, dirigia-se “aos oper&aacute;rios e funcion&aacute;rios modestos com regularidade de empr&ecirc;go assegurado”<a href="#70"><sup>70</sup></a><a name="top70"></a>. De fora, ficava toda uma mole de fam&iacute;lias que habitavam em condi&ccedil;&otilde;es miser&aacute;veis e degradadas, mas que alimentavam as necessidades industriais diversas, com contratos prec&aacute;rios e &agrave; jorna, n&atilde;o qualificados para uma candidatura a habita&ccedil;&atilde;o, nem sequer com condi&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas de a cumprir. Com efeito, o Estado Novo iria apostar em v&aacute;rios programas de habita&ccedil;&atilde;o social dirigidos sobretudo &agrave;s camadas de funcion&aacute;rios p&uacute;blicos (servi&ccedil;os, militares, for&ccedil;as de seguran&ccedil;a, etc.), devidamente enquadradas pelas regras do servi&ccedil;o p&uacute;blico e da moral de Estado<a href="#71"><sup>71</sup></a><a name="top71"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><b>*</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>As fotografias que constituem esta &uacute;ltima sec&ccedil;&atilde;o foram realizadas, na sua esmagadora maioria, em meados do s&eacute;culo X , entre os anos 1940 e o final da d&eacute;cada de 1960. Os registos anteriores s&atilde;o escassos e, provavelmente, n&atilde;o foram objeto de aten&ccedil;&atilde;o pelos fot&oacute;grafos. Por esta raz&atilde;o, e porque &eacute; muito plaus&iacute;vel que a grande maioria destes bairros tenha a sua origem algumas d&eacute;cadas atr&aacute;s, subsistindo com poucas altera&ccedil;&otilde;es, optou-se por incluir estes registos, funcionando como fontes para uma arqueologia visual destas habita&ccedil;&otilde;es e espa&ccedil;os. Esta assun&ccedil;&atilde;o ganha consist&ecirc;ncia ao cotejarmos as imagens mais antigas com representa&ccedil;&otilde;es visuais posteriores (ou mesmo atuais) que delas conhecemos. Os autores s&atilde;o diversos, e as suas fotografias registaram diversas tipologias de habita&ccedil;&atilde;o oper&aacute;ria, sempre a partir de uma vista do exterior. A identifica&ccedil;&atilde;o destas vilas e p&aacute;tios permite localiz&aacute;- <br />   -las espacialmente e verificar a sua distribui&ccedil;&atilde;o na cidade. Em muitos casos, parcialmente ou na sua totalidade, ainda subsistem na malha urbana atual. Outras foram, entretanto, demolidas e outras ainda, n&atilde;o foi poss&iacute;vel localiz&aacute;-las. No registo dos diferentes fot&oacute;grafos houve, em muitas das ocasi&otilde;es, a preocupa&ccedil;&atilde;o de incluir o elemento humano, geralmente mulheres e crian&ccedil;as e, mesmo que subtil, &eacute; poss&iacute;vel extrair informa&ccedil;&atilde;o sobre as condi&ccedil;&otilde;es de habita&ccedil;&atilde;o e os seus habitantes, na &eacute;poca em que as fotografias foram realizadas. Na generalidade das imagens, nota-se que a preocupa&ccedil;&atilde;o do autor foi a do registo visual dos espa&ccedil;os habitacionais, uma fotografia documental.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f65"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f65.jpg">     
<p>Vila Sousa, largo da Gra&ccedil;a, Lisboa, Machado &amp; Souza, [1898-1908]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/003/FAN/003177.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f66"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f66.jpg">     
<p>Vila Dias, ao Beco dos Toucinheiros, Beato, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Alberto Carlos Lima, 9x12 cm, [191-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/LIM/000884.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f67"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f67.jpg">     
<p>Bairro Grandella, constru&iacute;do sobre a cobertura da regueira de Benfica que ligava &agrave; ribeira de Alc&acirc;ntara, por Francisco de Almeida Grandella para os oper&aacute;rios da sua f&aacute;brica de t&ecirc;xteis, S&atilde;o Domingos de Benfica, Lisboa, negativo de gelatina e prata em vidro, Joshua Benoliel, 9x12 cm, [191-].AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/000685.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f68"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f68.jpg">     
<p>Arco da Vila Dias e viaduto ferrovi&aacute;rio de Xabregas, beco dos Toucinheiros, Xabregas, Lisboa, prova em papel de revela&ccedil;&atilde;o baritado, Eduardo Macedo Portugal, 10x15 cm, 1940. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/EDP/002208.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f70"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f70.jpg">     
<p>Vila Maia, rua Domingos de Sequeira, Lapa, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Artur Jo&atilde;o Goulart, 6x6 cm, 1960. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/AJG/000441.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f70"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f71.jpg">     
<p>Vila Migu&eacute;is, j&aacute; demolida, Campo Grande, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Arnaldo Madureira, 6x6 cm, 1960. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/ARM/000749.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f72"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f72.jpg">     
<p>Vila Afifense, rua Doutor Gama Barros, Alvalade, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Arnaldo Madureira, 6x6 cm, 1960. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/ARM/000865.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f73"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f73.jpg">     
<p>Vila Benitez, entre as ruas Campo de Ourique, Pereira e Sousa, e Tom&aacute;s da Anuncia&ccedil;&atilde;o (ocupando parte do que &eacute; hoje a Pra&ccedil;a Afonso do Pa&ccedil;o), edificada por Firmino Benitez Lopes (um dos primeiros propriet&aacute;rios em Campo de Ourique, e um dos promotores do P&aacute;tio das Barracas, rua da Infantaria, 16), em 1888, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Augusto de Jesus Fernandes, 6x6 cm, 1961. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/AJF/000131.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f74"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f74.jpg">     
<p>Vila Benitez, Campo de Ourique, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Augusto de Jesus Fernandes, 6x6 cm, 1961. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/AJF/000309.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f75"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f75.jpg">     
<p>Vila Benitez, Campo de Ourique, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Augusto de Jesus Fernandes, 6x6 cm, 1961. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/AJF/000310.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f76"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f76.jpg">     
<p>Vila Benitez, Campo de Ourique, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Augusto de Jesus Fernandes, 6x6 cm, 1961. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/AJF/000313.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f77"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f77.jpg">     
<p>Vila Ramos, rua Maria Pia, Prazeres, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Artur Jo&atilde;o Goulart, 6x6 cm, 1962. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/AJG/003574.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f78"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f78.jpg">     
<p class="legenda ParaOverride-5">Vila Estef&acirc;nia, rua Bar&atilde;o de Sabrosa, Penha de Fran&ccedil;a, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Augusto de Jesus Fernandes, 6x6 cm, 1964. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/AJF/001354.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f79"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f79.jpg">     
<p>Vila Lopes, bairro da Liberdade, Campolide, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Artur Jo&atilde;o Goulart, 6x6 cm, 1965. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/AJG/S02560.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f80"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f80.jpg">     
<p>Vila Mota, rua Soares dos Reis, Campolide, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Augusto de Jesus Fernandes, 6x6 cm, 1965. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/AJF/001756.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f81"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f81.jpg">     
<p>Vila Matos, rua Maria Pia, Prazeres, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Artur Jo&atilde;o Goulart, 6x6 cm, 1966. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/AJG/S02830.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f82"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f82.jpg">     
<p>Vila Elvira, 1, 2 e 3, s&iacute;tio do Calhau, S&atilde;o Domingos de Benfica, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Armando Maia Ser&ocirc;dio, 6x6 cm, 1966.<br />   AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/SER/007851.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f83"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f83.jpg">     
<p>Vila Maia, rua Domingos de Sequeira, Estrela, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Jo&atilde;o Hermes Goulart, 6x6 cm, 1966. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JHG/000505.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f84"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f84.jpg">     
<p>Vila da Bela Vista, Alto dos Toucinheiros, Beato, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Jo&atilde;o Hermes Goulart, 6x6 cm, 1966. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JHG/000572.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f85"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f85.jpg">     
<p>Vila Celeste, constru&iacute;da em 1910, hoje integrada na via p&uacute;blica por rasgamento do fundo, destruindo o antigo p&aacute;tio, projetada &agrave; rua Castelo Branco Saraiva, Penha de Fran&ccedil;a, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Arnaldo Madureira, 35mm, 1967. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/ARM/005352.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f86"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f86.jpg">     
<p>Vila Ros&aacute;rio, rua da Penha de Fran&ccedil;a, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Vasco Gouveia de Figueiredo, 6x6 cm, 1967. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/VGF/001130.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f87"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f87.jpg">     
<p>Vila Saraiva, cal&ccedil;ada do Po&ccedil;o dos Mouros, Penha de Fran&ccedil;a, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Jo&atilde;o Hermes Goulart, 6x6 cm, 1967. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JHG/001136.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f88"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f88.jpg">     
<p>Vila Cordoaria, estrada dos Prazeres, Santo Condest&aacute;vel, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Jo&atilde;o Hermes Goulart, 6x6 cm, 1968.AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JHG/001898.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f89"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f89.jpg">     
<p>Vila Elvira, travessa do Tarujo, Campolide, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Arnaldo Madureira, 35 mm, 1968.AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/ARM/006110.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f90"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f90.jpg">     
<p>Vila Sete Rios, antiga estrada de Benfica, Sete Rios, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Jo&atilde;o Hermes Goulart, 6x6 cm, 1969. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JHG/003159.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f91"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f91.jpg">     
<p>Vila Louren&ccedil;o, travessa do Tarujo, Campolide, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Arnaldo Madureira, 6x6 cm, [19-].AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/ARM/004359.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f92"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f92.jpg">     
<p>Vila Sousa, travessa do Tarujo, Campolide, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Arnaldo Madureira, 6x6 cm, [19-].AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/ARM/004366.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f93"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f93.jpg">     
<p>Vila Correia, rua Bartolomeu Dias, Bel&eacute;m, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Arnaldo Madureira, 6x6 cm, [19-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/ARM/004474.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f94"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f94.jpg">     
<p>Vila Em&iacute;lia, rua do Alvito, Alc&acirc;ntara, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Vasco Gouveia de Figueiredo, 6x6 cm, [19-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/VGF/000110.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f95"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f95.jpg">     
<p>Vila Em&iacute;lia, rua do Alvito, Alc&acirc;ntara, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Vasco Gouveia de Figueiredo, 6x6 cm, [19-].AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/VGF/000111.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f96"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f96.jpg">     
<p>Vila Tanque, s&iacute;tio do Alto da Eira, Penha de Fran&ccedil;a, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Vasco Gouveia de Figueiredo, 6x6 cm, [19-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/VGF/000382.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f97"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f97.jpg">     
<p>Vila Concei&ccedil;&atilde;o, s&iacute;tio do Alto da Eira, Penha de Fran&ccedil;a, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Vasco Gouveia de Figueiredo, 6x6 cm, [19-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/VGF/000508.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f98"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f98.jpg">     
<p>Vila Sampaio, s&iacute;tio do Alto da Eira, Penha de Fran&ccedil;a, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Vasco Gouveia de Figueiredo, 6x6 cm, [19-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/VGF/000512.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f99"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f99.jpg">     
<p>Vila Beir&atilde;o, s&iacute;tio do Alto da Eira, Penha de Fran&ccedil;a, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Vasco Gouveia de Figueiredo, 6x6 cm, [19-]. AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/VGF/000680.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f100"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f100.jpg">     
<p>Vila Henriques da Silva, s&iacute;tio do Alto da Eira, Penha de Fran&ccedil;a, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Vasco Gouveia de Figueiredo, 6x6 cm, [19-].AML, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/VGF/000683.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </span><a name="f101"></a><span> <img src="/img/revistas/cam/vser2n13/ser2n13a10f101.jpg">     
<p>Vila oper&aacute;ria, Lisboa, negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, Amadeu Ferrari, 6x6 cm, [19-]. AML, PT/AMLSB/FER/008104.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <!-- ref --><p>ABRANTES, Jos&eacute; Jo&atilde;o – O direito do trabalho do “Estado Novo”. <i>Cultura</i>. V. 23 (2006), p. 331-339.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077673&pid=S2183-3176202000010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ANTUNES, Gon&ccedil;alo – <i>Pol&iacute;ticas de habita&ccedil;&atilde;o: 200 Anos</i>. Casal de Cambra: Caleidosc&oacute;pio, 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077675&pid=S2183-3176202000010001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BAPTISTA, Lu&iacute;s V. – <i>Cidade e habita&ccedil;&atilde;o social: o Estado Novo e o programa das casas econ&oacute;micas em Lisboa</i>. Oeiras: Celta Editora, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077677&pid=S2183-3176202000010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CABRAL, Manuel Villaverde – <i>Portugal na alvorada do s&eacute;culo : for&ccedil;as sociais, poder pol&iacute;tico e crescimento econ&oacute;mico de 1890 a 1914</i>. Lisboa: Editorial Presen&ccedil;a, 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077679&pid=S2183-3176202000010001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LISBOA. C&acirc;mara Municipal – <i>Boletim Cultural e Estat&iacute;stico</i>. Lisboa. C&acirc;mara Municipal. V. I N&ordm; 1 (1&ordm; trimestre de 1937).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077681&pid=S2183-3176202000010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>LISBOA. C&acirc;mara Municipal, ed. – <i>Habita&ccedil;&atilde;o social na cidade de Lisboa, 1959-1966</i>. Lisboa: C&acirc;mara Municipal, 1967.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077683&pid=S2183-3176202000010001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CANDEIAS, Ant&oacute;nio; PAZ, Ana Lu&iacute;sa; ROCHA, Mel&acirc;nia, dir. e coord. – <i>Alfabetiza&ccedil;&atilde;o e escola em Portugal nos s&eacute;culos XI </i> e XX: os censos e as estat&iacute;sticas. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077685&pid=S2183-3176202000010001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CAPELA, Jos&eacute; – <i>O vinho para o preto: notas e textos sobre a exporta&ccedil;&atilde;o do vinho para &Aacute;frica</i>. Porto: Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077687&pid=S2183-3176202000010001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CHARTIER, Roger – <i>A hist&oacute;ria cultural entre pr&aacute;ticas e representa&ccedil;&otilde;es</i>. Lisboa: Difel, 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077689&pid=S2183-3176202000010001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>COSTA, Ramiro da – <i>Elementos para a hist&oacute;ria do movimento oper&aacute;rio em Portugal</i>. Lisboa: Ass&iacute;rio e Alvim, 1979. 2 vol.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077691&pid=S2183-3176202000010001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CURTO, Jos&eacute; C. – Alcohol under the context of the Atlantic slave trade: the case of Benguela and its hinterland (Angola). <i>Cahiers d'&eacute;tudes africaines</i>. N&ordm; 201 (2011), p. 51-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077693&pid=S2183-3176202000010001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DOMINGOS, Nuno – Desproletarizar: a FNAT como instrumento de media&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica no Estado Novo. In DOMINGOS, Nuno; PEREIRA, Victor, eds. – <i>O Estado Novo em quest&atilde;o</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077695&pid=S2183-3176202000010001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ENGELS, Friedrich – <i>A situa&ccedil;&atilde;o da classe trabalhadora na Inglaterra</i>. Lisboa: Presen&ccedil;a, 1975.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077697&pid=S2183-3176202000010001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ENGELS, Friedrich – <i>O problema da habita&ccedil;&atilde;o</i>. Lisboa: Estampa, 1975.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077699&pid=S2183-3176202000010001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FERREIRA, Maria de F&aacute;tima S&aacute; e Melo – Os artes&atilde;os e a pol&iacute;tica na primeira metade do s&eacute;culo XI . In VIEIRA, Benedicta Maria Duque, org. – <i>Grupos sociais e estratifica&ccedil;&atilde;o social em Portugal no s&eacute;culo XI</i> . Lisboa: CEHCP-ISCTE, 2003, p. 53-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077701&pid=S2183-3176202000010001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>FONSECA, Carlos da – <i>Hist&oacute;ria do movimento oper&aacute;rio e das ideias socialistas em Portugal. </i>Mem Martins: Europa-Am&eacute;rica, 1980. vol II – <i>Os primeiros congressos oper&aacute;rios</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077703&pid=S2183-3176202000010001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FONSECA, Carlos da – <i>Hist&oacute;ria do movimento oper&aacute;rio e das ideias socialistas em Portugal. </i>Mem Martins: Europa-Am&eacute;rica, 1980. vol. IV<i> – Greves e Agita&ccedil;&otilde;es oper&aacute;rias</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077705&pid=S2183-3176202000010001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FOUCAULT, Michel – <i>As palavras e as coisas: uma arqueologia das cie&#094;ncias humanas</i>. Lisboa: Edic¸o~es 70, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077707&pid=S2183-3176202000010001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>FREIRE, Jo&atilde;o – <i>Anarquistas e oper&aacute;rios: ideologia, of&iacute;cio e pr&aacute;ticas sociais: o anarquismo e o operariado em Portugal, 1900-1940</i>. Porto: Afrontamento, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077709&pid=S2183-3176202000010001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GEREMEK, Bronislaw – <i>A piedade e a forca: hist&oacute;ria da mis&eacute;ria e da caridade na Europa</i>. Lisboa: Terramar, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077711&pid=S2183-3176202000010001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LA&Iacute;NS, Pedro – O proteccionismo em Portugal (1842-1913): um caso mal sucedido de industrializa&ccedil;&atilde;o &laquo;concorrencial&raquo;. <i>An&aacute;lise Social</i>. V. XXIII N&ordm; 97 (3&ordm; 1987), p. 481-503.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077713&pid=S2183-3176202000010001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LA&Iacute;NS, Pedro – <i>A economia portuguesa no s&eacute;culo XI</i>. Lisboa: Imprensa Nacional da Casa da Moeda, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077715&pid=S2183-3176202000010001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LA&Iacute;NS, Pedro; SILVA, &Aacute;lvaro Ferreira da – <i>Hist&oacute;ria econ&oacute;mica de Portugal. </i>Lisboa: ICS, 2005. vol. II – O s&eacute;culo XI .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077717&pid=S2183-3176202000010001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LAMEIRA, Gisela; ROCHA, Luciana, coord. – <i>Mapa da habita&ccedil;&atilde;o: guia para uma terminologia espec&iacute;fica em arquitectura habitacional apoiada pelo Estado em Portugal [1910-1974]</i>. Porto: Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, 2019.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077719&pid=S2183-3176202000010001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LOPES, Maria Ant&oacute;nia – <i>Protec&ccedil;&atilde;o social em Portugal na Idade Moderna</i>. Coimbra: Imprensa da Universidade, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077721&pid=S2183-3176202000010001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LUCENA, Manuel de – <i>A evolu&ccedil;&atilde;o do sistema corporativo portugu&ecirc;s</i>. Lisboa: Perspetivas &amp; Realidades, 1976. vol. I – <i>Salazarismo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077723&pid=S2183-3176202000010001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p>     <!-- ref --><p>Malthus, Thomas – <i>Ensaio sobre o princ&iacute;pio da popula&ccedil;&atilde;o</i>. Lisboa: Rel&oacute;gio D'&Aacute;gua, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077725&pid=S2183-3176202000010001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MARTINS, Concei&ccedil;&atilde;o Andrade – Trabalho e condi&ccedil;&otilde;es de vida em Portugal (1850-1913). <i>An&aacute;lise Social</i>. V. XXXII N&ordm; 142 (1997), p. 483-535.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077727&pid=S2183-3176202000010001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MATTOSO, Jos&eacute;, dir. – <i>Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Lisboa: C&iacute;rculo dos Leitores, 1993-1994. vol. V, VI e VII.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077729&pid=S2183-3176202000010001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MENDES, Jos&eacute; Amado – <i>A ind&uacute;stria em Portugal na 2&ordf; metade do s&eacute;culo XI</i>. Coimbra: Imprensa de Coimbra, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077731&pid=S2183-3176202000010001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>M&Oacute;NICA, Maria Filomena – <i>A forma&ccedil;&atilde;o da classe oper&aacute;ria portuguesa: antologia da imprensa oper&aacute;ria (1850-1934)</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, 1982.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077733&pid=S2183-3176202000010001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>M&Oacute;NICA, Maria Filomena – <i>O movimento socialista em Portugal (1875-1934)</i>. Lisboa: Casa da Moeda / Instituto de Estudos para o Desenvolvimento, 1985.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077735&pid=S2183-3176202000010001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PANOFSKY, Erwin – <i>Estudos de iconologia: temas human&iacute;sticos na arte do renascimento</i>. Lisboa: Editorial Estampa, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077737&pid=S2183-3176202000010001000033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>PAIVA, Jos&eacute; Pedro, coord. – <i>Portugaliae monumenta misericordiarum</i>. Lisboa: Uni&atilde;o das Miseric&oacute;rdias Portuguesas, 2002-2004. vol. 1, 2, 3, 8 e 9-tomo I.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077739&pid=S2183-3176202000010001000034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PEREIRA, Ana Paula de Brito – As greves rurais de 1911-12: uma leitura atrav&eacute;s da imprensa. <i>An&aacute;lise Social</i>. V. XI N&ordm; 77-78-79 (1983), p. 477-511.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077741&pid=S2183-3176202000010001000035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PEREIRA, Joana Dias – O ciclo de agita&ccedil;&atilde;o social global de 1917-1920. <i>Ler Hist&oacute;ria</i>. N&ordm; 66 (2014), p. 44-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077743&pid=S2183-3176202000010001000036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PEREIRA, Miriam Halpern – <i>Livre c&acirc;mbio e desenvolvimento econ&oacute;mico em Portugal na segunda metade do s&eacute;culo XI</i>. Lisboa: Cosmos, 1971.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077745&pid=S2183-3176202000010001000037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PEREIRA, Miriam Halpern – Artes&atilde;os, oper&aacute;rios e o liberalismo – dos privil&eacute;gios corporativos para o direito do trabalho. <i>Ler Hist&oacute;ria</i>. N&ordm; 14 (1988), p. 41-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077747&pid=S2183-3176202000010001000038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PEREIRA, Nuno Teot&oacute;nio – P&aacute;tios e vilas de Lisboa, 1870-1930: a promo&ccedil;&atilde;o privada do alojamento oper&aacute;rio. <i>An&aacute;lise Social</i>, V. XXIX N&ordm; 127 (1994), p. 509-524.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077749&pid=S2183-3176202000010001000039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PEREIRA, Nuno Teot&oacute;nio; BUARQUE, Irene – <i>Pr&eacute;dios e vilas de Lisboa</i>. Lisboa: Livros Horizonte, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077751&pid=S2183-3176202000010001000040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PINHEIRO, Magda – Investimentos estrangeiros, pol&iacute;tica financeira e caminhos de ferro em Portugal na segunda metade do s&eacute;culo XI . <i>An&aacute;lise Social</i>. V. XV N&ordm; 58 (1979), p. 265-286.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077753&pid=S2183-3176202000010001000041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PINHEIRO, Magda – A constru&ccedil;&atilde;o dos caminhos-de-ferro e a encomenda de produtos industriais em Portugal (1855-90). <i>An&aacute;lise Social</i>. V. XIV N&ordm; 101-102 (1988), p. 745-767.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077755&pid=S2183-3176202000010001000042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>PINTO, Maria Lu&iacute;s Rocha; RODRIGUES, Teresa – A evolu&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o ao longo do s&eacute;culo XI : uma perspectiva global. <i>Revista da Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas</i>. N&ordm; 6 (1992-93), p. 245-284.</p>     <!-- ref --><p>PORTUGAL. Ministerio das Obras Publicas, Commercio e Industria. Conselho dos Melhoramentos Sanitarios – <i>Inquerito aos pateos de lisboa: ano de 1902</i>. Lisboa: Imprensa Nacional, 1903.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077758&pid=S2183-3176202000010001000044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RAMOS, Rui; Sousa, Bernardo Vasconcelos; Monteiro, Nuno Gon&ccedil;alo – <i>Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Lisboa: A Esfera dos Livros, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077760&pid=S2183-3176202000010001000045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>REDONDO CARDE&Ntilde;OSO, Jes&uacute;s-&Aacute;ngel – Protestas populares por las subsistencias en el Alentejo durante la Gran Guerra, 1914-1918. <i>Ler Hist&oacute;ria</i>. N&ordm; 70 (2017), p. 141-160.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077762&pid=S2183-3176202000010001000046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>REIS, Jaime – <i>O atraso econ&oacute;mico portugu&ecirc;s em perspectiva hist&oacute;rica: estudos sobre a economia portuguesa na segunda metade do s&eacute;culo XIX (1850-1930)</i>. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077764&pid=S2183-3176202000010001000047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>REZOLA, Maria In&aacute;cia – <i>O sindicalismo cat&oacute;lico no Estado Novo (1931-1948)</i>. Lisboa: Editorial Estampa, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077766&pid=S2183-3176202000010001000048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ROSAS, Fernando – O salazarismo e o homem novo: ensaio sobre o Estado Novo e a quest&atilde;o do totalitarismo. <i>An&aacute;lise Social</i>. V. XXXV N&ordm; 157 (2001) p. 1031-1054.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077768&pid=S2183-3176202000010001000049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ROSAS, Fernando; BRITO, J. M. Brand&atilde;o de, dir. – <i>Dicion&aacute;rio de hist&oacute;ria do Estado Novo</i>. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 1996. 2 vol.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077770&pid=S2183-3176202000010001000050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ROSAS, Fernando; ROLLO, Maria Fernanda, coord. – <i>Hist&oacute;ria da Primeira Rep&uacute;blica portuguesa</i>. Lisboa: Tinta da China, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077772&pid=S2183-3176202000010001000051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>ROSENDO, Vasco – <i>O mutualismo em Portugal: dois s&eacute;culos de hist&oacute;ria e suas origens</i>. Lisboa: Montepio Geral, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077774&pid=S2183-3176202000010001000052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SANTOS, Denise – Representa&ccedil;&otilde;es fotogr&aacute;ficas de um plano de reabilita&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o urbano: o caso do Bairro das Minhocas e do Bairro da Quinta da Cal&ccedil;ada por Eduardo Portugal (1938-1944). <i>Cadernos do Arquivo Municipal</i> [Em linha]. 2&ordf; S&eacute;rie N&ordm; 4 (julho-dezembro 2015), p. 369-390. [Consul. 03/04/2020]. Dispon&iacute;vel na Internet: <a href=" http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/fotos/editor2/Cadernos/2serie/4/4_varia02.pdf" target="_blank"> http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/fotos/editor2/Cadernos/2serie/4/4_varia02.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077776&pid=S2183-3176202000010001000053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SCHMITTER, Philippe C. – <i>Portugal: do autoritarismo &agrave; democracia</i>. Lisboa: Imprensa de Ci&ecirc;ncias Sociais, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077778&pid=S2183-3176202000010001000054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SILVEIRA, Lu&iacute;s Espinha da; ALVES, Daniel; LIMA, Nuno Miguel; ALC&Acirc;NTARA, Ana; PUIG-FARR&Eacute;, Josep – Caminhos de ferro, popula&ccedil;&atilde;o e desigualdades territoriais em Portugal, 1801-1930. <i>Ler Hist&oacute;ria</i>. N&ordm; 61 (2011), p. 7-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077780&pid=S2183-3176202000010001000055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SERR&Atilde;O, Joel, dir. – <i>Dicion&aacute;rio de hist&oacute;ria de Portugal</i>. Porto: Livraria Figueirinhas, 2002. vol. I.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077782&pid=S2183-3176202000010001000056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>SCOTT, John – <i>Poverty & wealth: citizenship, deprivation and privilege</i>. London: Longman Group UK, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077784&pid=S2183-3176202000010001000057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SOBRAL, Jos&eacute; Manuel; LIMA, Maria Lu&iacute;sa – A epidemia da pneum&oacute;nica em Portugal no seu tempo hist&oacute;rico. <i>Ler Hist&oacute;ria</i>. N&ordm; 73 (2018), p. 45-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077786&pid=S2183-3176202000010001000058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TEIXEIRA, Manuel C. – As estrat&eacute;gias de habita&ccedil;&atilde;o em Portugal, 1880-1940. <i>An&aacute;lise Social</i>. V. XXVIII 1 N&ordm; 115 (1992), p. 65-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077788&pid=S2183-3176202000010001000059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TENGARRINHA, Jos&eacute; – As greves em Portugal: uma perspectiva hist&oacute;rica do s&eacute;culo XVIII a 1920. <i>An&aacute;lise Social</i>. V. XVII N&ordm; 67-68 (1981), p. 573-601.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077790&pid=S2183-3176202000010001000060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>THOMPSON, Francis Michael Longstreth, ed. – <i>The Cambridge social history of Britain 1750-1950: social agencies and institutions</i>. Victoria: Cambridge University Press, 1990. vol. 3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077792&pid=S2183-3176202000010001000061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>VALENTE, Jos&eacute; Carlos – <i>Estado Novo e alegria no trabalho: uma hist&oacute;ria pol&iacute;tica da FNAT (1935-1958)</i>. Lisboa: Colibri/INATEL, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077794&pid=S2183-3176202000010001000062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>VAN LEEUWEN, Marco – <i>The logic of charity: Amsterdam, 1800-1850</i>. London: Macmillan Press, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077796&pid=S2183-3176202000010001000063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VAZ, Maria Jo&atilde;o – <i>Crime e sociedade: Portugal na segunda metade do s&eacute;culo XI</i>. Oeiras: Celta Editora, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077798&pid=S2183-3176202000010001000064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VEIGA, Teresa Rodrigues – <i>A popula&ccedil;&atilde;o portuguesa no s&eacute;culo XI</i>. Porto: CEPESE; Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2077800&pid=S2183-3176202000010001000065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>NOTAS</b></p>     <p><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a> Ultrapassando os limites que se concentram na hist&oacute;ria da fotografia, e recorrendo &agrave; sua utiliza&ccedil;&atilde;o como fonte na perspetiva da cultura visual, com m&uacute;ltiplas abordagens, vejam-se os trabalhos sobre a produ&ccedil;&atilde;o e circula&ccedil;&atilde;o de ideias, pessoas e imagens de Filipa Lowndes Vicente, sobre resist&ecirc;ncia e conflito de Afonso Dias Ramos, ambos em contextos coloniais, de Nuno Pinheiro no &acirc;mbito da Hist&oacute;ria Social, ou Ana Gandum, a respeito da circula&ccedil;&atilde;o da imagem fotogr&aacute;fica no circuito da emigra&ccedil;&atilde;o, bem como, os trabalhos apresentados no col&oacute;quio <i>O imp&eacute;rio da Vis&atilde;o: fotografia no contexto colonial portugu&ecirc;s (1860-1960)</i>, ICS, 26-27 de setembro de 2013, nos dom&iacute;nios da representa&ccedil;&atilde;o de g&eacute;nero, classifica&ccedil;&atilde;o, controlo populacional e sanit&aacute;rio, estudos antropol&oacute;gicos, identidade ou constru&ccedil;&atilde;o de saberes. </p>     <p><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a> Para o sentido de representa&ccedil;&atilde;o social e da sua inteligibilidade &agrave; audi&ecirc;ncia, ver CHARTIER, Roger – <i>A hist&oacute;ria cultural entre pr&aacute;ticas e representa&ccedil;&otilde;es</i>. Lisboa: Difel, 1988. Para a no&ccedil;&atilde;o das camadas de informa&ccedil;&atilde;o encerradas no significante, e a capacidade de perce&ccedil;&atilde;o e leitura, bem como os diferentes tipos de rece&ccedil;&atilde;o, veja-se PANOFSKY, Erwin – <i>Estudos de iconologia: temas human&iacute;sticos na arte do renascimento</i>. Lisboa: Editorial Estampa, 1995. &Eacute; ainda &uacute;til recorrer-se ao entendimento proposto por Foucault, de que entre o real e uma ideia h&aacute; uma proposta de rela&ccedil;&otilde;es intermediadas por <i>convenientia</i>, ou similaridade, <i>aemulatio</i>, analogia e simpatia, v. FOUCAULT, Michel – <i>As palavras e as coisas: uma arqueologia das ci&ecirc;ncias humanas</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70, 2002. </p> <a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a> Em acordo com as fontes dispon&iacute;veis e com as devidas ressalvas quanto &agrave; sua fiabilidade e varia&ccedil;&otilde;es, &eacute; consensual que, em 1801, a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa estimava-se na ordem dos 2.900.000, ultrapassando os 5.000.000 em 1900, o que corresponde a um aumento na ordem dos 75%, <i>grosso modo</i>. Ver PINTO, Maria Lu&iacute;s Rocha; RODRIGUES, Teresa – A evolu&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o ao longo do s&eacute;culo XIX: uma perspectiva global. <i>Revista da Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas</i>. Lisboa. N&ordm; 6 (1992-93), p. 254; VEIGA, Teresa Rodrigues – <i>A popula&ccedil;&atilde;o portuguesa no s&eacute;culo XI </i>. Porto: CEPESE / Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento, 2004. p. 19-ss.     <p></p> <a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a> VAQUINHAS, Irene; NETO, Margarida – Agricultura e mundo rural: tradicionalismos e inova&ccedil;&otilde;es. In MATTOSO, Jos&eacute;, dir. – <i>Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Lisboa: Estampa, 1993. vol. V, p. 325-337; TORGAL, Lu&iacute;s Reis – A instru&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. In MATTOSO, Jos&eacute;, dir. –<i> idem</i>. p. 609-651.     <p></p> <a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a> RAMOS, Rui; Sousa, Bernardo Vasconcelos; Monteiro, Nuno Gon&ccedil;alo – <i>Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Lisboa: A Esfera dos Livros, 2009. p</span>. 498-ss; LA&Iacute;NS, Pedro – O proteccionismo em Portugal (1842-1913): um caso mal sucedido de industrializa&ccedil;&atilde;o &laquo;concorrencial&raquo;. <i>An&aacute;lise Social</i>. V. XXIII N&ordm; 97 (3&ordm; 1987), p. 481-503.     <p></p>     <p><a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a> 6 Para um panorama econ&oacute;mico sobre o s&eacute;culo XIX portugu&ecirc;s, v. LA&Iacute;NS, Pedro; SILVA, &Aacute;lvaro Ferreira da – <i>Hist&oacute;ria econ&oacute;mica de Portugal: o s&eacute;culo XI </i>. Lisboa: ICS, 2005. vol. II.</p>     <p><a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a> PINHEIRO, Magda – A constru&ccedil;&atilde;o dos caminhos-de-ferro e a encomenda de produtos industriais em Portugal (1855-90). <i>An&aacute;lise Social</i>. V. XIV N&ordm; 101-102 (1988), p. 745-767.</p>     <p><a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8"></a> Ainda assim, muito abaixo dos n&uacute;meros europeus. Compare-se este e outros indicadores de desenvolvimento econ&oacute;mico de Portugal e da Europa em 1910, em REIS, Jaime – <i>O atraso econ&oacute;mico portugu&ecirc;s em perspectiva hist&oacute;rica: estudos sobre a economia portuguesa na segunda metade do s&eacute;culo XIX (1850-1930)</i>. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1993.</p>     <p><a href="#top9"><sup>9</sup></a><a name="9"></a> ALEGRIA, Maria Fernanda – <i>A organiza&ccedil;&atilde;o dos transportes em Portugal (1850-1910): as vias e o tr&aacute;fego</i>. Lisboa: Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica / Centro de Estudos Geogr&aacute;ficos, 1990. SILVEIRA, Lu&iacute;s Espinha da [et al.] – Caminhos de ferro, popula&ccedil;&atilde;o e desigualdades territoriais em Portugal, 1801-1930. <i>Ler Hist&oacute;ria</i>. N&ordm; 61 (2011), p. 7-37.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top10"><sup>10</sup></a><a name="10"></a> PINHEIRO, Magda – Investimentos estrangeiros, pol&iacute;tica financeira e caminhos de ferro em Portugal na segunda metade do s&eacute;culo XIX. <i>An&aacute;lise Social</i>. V. XV N&ordm; 58 (1979), p. 265-286; Caminhos de ferro – In SERR&Atilde;O, Joel, dir. – <i>Dicion&aacute;rio de Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Porto: Livraria Figueirinhas, 2002. vol. I, p. 447-451.</p>     <p><a href="#top11"><sup>11</sup></a><a name="11"></a> Sobre o per&iacute;odo do governo de Jo&atilde;o Franco, a quest&atilde;o dos adiantamentos e abonos entregues &agrave; Casa Real para fazer face &agrave;s suas despesas, e que, por falta de pagamento, se avolumavam, bem como o panorama pol&iacute;tico at&eacute; ao assassinato do rei, veja-se RAMOS, Rui – O governo de Jo&atilde;o Franco (1906-1908). In MATTOSO, Jos&eacute;, dir. – <i>Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Lisboa: Estampa, 1994. vol. VI, p. 267-298.</p>     <p><a href="#top12"><sup>12</sup></a><a name="12"></a> RAMOS, Rui – A estranha morte da Monarquia Constitucional. <i>Idem</i>, p. 335-400.</p>     <p><a href="#top13"><sup>13</sup></a><a name="13"></a> CANDEIAS, Ant&oacute;nio; PAZ, Ana Lu&iacute;sa; ROCHA, Mel&acirc;nia, dir. e coord. – <i>Alfabetiza&ccedil;&atilde;o e escola em Portugal nos s&eacute;culos XIX e XX: os censos e as estat&iacute;sticas</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, 2004. p. 120-ss.</p>     <p><a href="#top14"><sup>14</sup></a><a name="14"></a> ROSAS, Fernando; ROLLO, Maria Fernanda, coord. – <i>Hist&oacute;ria da Primeira Rep&uacute;blica portuguesa</i>. Lisboa: Tinta da China, 2010; RAMOS, Rui – O mito da pol&iacute;tica nacional (1918-1926). In MATTOSO, Jos&eacute;, dir. – <i>Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Lisboa: Estampa, 1994. vol. VI, p. 597-634. ROSAS, Fernando, coord. – O Estado Novo, 1926-1974. In MATTOSO, Jos&eacute;, dir. – <i>Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Lisboa: Estampa, 1994. vol. VII, p. 151-ss.</p>     <p><a href="#top15"><sup>15</sup></a><a name="15"></a> Como introdu&ccedil;&atilde;o ao tema, na geografia europeia, veja-se GEREMEK, Bronislaw –<i> A piedade e a forca: histo´ria da mise´ria e da caridade na Europa</i>. Lisboa: Terramar, 1995.</p>     <p><a href="#top16"><sup>16</sup></a><a name="16"></a> Para uma s&uacute;mula hist&oacute;rica das institui&ccedil;&otilde;es medievas, veja-se PAIVA, Jos&eacute; Pedro – Introdu&ccedil;&atilde;o. In PAIVA, Jos&eacute; Pedro, coord. – <i>Portugaliae monumenta misericordiarum: antes da funda&ccedil;&atilde;o das miseric&oacute;rdias</i>. Lisboa: Uni&atilde;o das Miseric&oacute;rdias Portuguesas, 2003. vol. 2, p. 7-20.</p>     <p><a href="#top17"><sup>17</sup></a><a name="17"></a> Sobre a cria&ccedil;&atilde;o das miseric&oacute;rdias em Portugal, veja-se S&Aacute;, Isabel dos Guimar&atilde;es; PAIVA, Jos&eacute; Pedro – Introdu&ccedil;&atilde;o. In PAIVA, Jos&eacute; Pedro, coord. – <i>Portugaliae monumenta misericordiarum: a funda&ccedil;&atilde;o das miseric&oacute;rdias: o reinado de D. Manuel I</i>. Lisboa: Uni&atilde;o das Miseric&oacute;rdias Portuguesas, 2004. vol. 3, p. 7-24; bem como, S&Aacute;, Isabel dos Guimar&atilde;es – As miseric&oacute;rdias da funda&ccedil;&atilde;o a` Uni&atilde;o Din&aacute;stica. In PAIVA, Jos&eacute; Pedro, coord. – <i>Portugaliae monumenta misericordiarum: fazer a hist&oacute;ria das miseric&oacute;rdias</i>. Lisboa: Uni&atilde;o das Miseric&oacute;rdias Portuguesas, 2002. vol. 1, p. 19-45.</p>     <p><a href="#top18"><sup>18</sup></a><a name="18"></a> A exce&ccedil;&atilde;o eram as ordens religiosas, que optavam por uma viv&ecirc;ncia mendicante.</p>     <p><a href="#top19"><sup>19</sup></a><a name="19"></a> Na produ&ccedil;&atilde;o nacional de monografias, assinale-se, na conjuntura anterior e ap&oacute;s o virar do s&eacute;culo, entre outros, os trabalhos de PEREIRA, Jos&eacute; Augusto – <i>Resumo historico da Santa Casa e Irmandade da Miseric&oacute;rdia da cidade de Coimbra...</i> Coimbra: Imprensa da Universidade, 1842, de GOODOLPHIM, Costa – As misericordias. Lisboa: Imprensa Nacional, 1897, e de RIBEIRO, Victor – <i>A Santa Casa da Misericordia de Lisboa: subsidios para a sua hist&oacute;ria, 1498-1898...</i> Lisboa: Typ. da Academia Real das Sciencias, 1902 (no campo das miseric&oacute;rdias); de COSTA, D. Ant&oacute;nio da – <i>Historia da instruc&ccedil;&atilde;o popular em Portugal desde a funda&ccedil;&atilde;o da monarchia at&eacute; aos nossos dias.</i> Lisboa: Imprensa Nacional, 1871 (no campo da instru&ccedil;&atilde;o popular); de CABRAL, Jos&eacute; Curry – Assist&ecirc;ncia p&uacute;blica e hospitaliza&ccedil;&atilde;o. In <i>Notas sobre Portugal.</i> Lisboa: Imprensa Nacional, 1908. vol. I (no campo da assist&ecirc;ncia hospitalar), de AZEVEDO, Ant&oacute;nio de – <i>Habita&ccedil;&otilde;es oper&aacute;rias em Portugal: relat&oacute;rio apresentado ao 3&deg; Congresso da Liga Nacional contra a Tuberculose.</i> Coimbra: Imprensa da Universidade, 1905, e de MATA, Jos&eacute; Caeiro da – <i>Habita&ccedil;&otilde;es populares</i>. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1909 (no campo da habita&ccedil;&atilde;o); de GOODOLPHIM, Costa –<i> A Associa&ccedil;&atilde;o: hist&oacute;ria e desenvolvimento das associa&ccedil;&otilde;es portuguezas</i>. Lisboa: Typ. Universal, 1876, <i>Idem – A previd&ecirc;ncia: Associa&ccedil;&otilde;es de socorro m&uacute;tuo, cooperativas, caixas de pens&otilde;es e reformas, caixas econ&oacute;micas</i>. Lisboa: Imprensa Nacional, 1889, de RIBEIRO, Victor – <i>Historia da beneficencia publica</i>. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1907. <i>O Instituto</i>. Vol. 48 a 54. Separata, de LIMA, Jos&eacute; Lobo D'Avila – <i>Soccorros mutuos e seguros sociais</i>. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1909 (no campo do assistencialismo); de PEREIRA, Jo&atilde;o Manuel Esteves – <i>A industria portugueza: s&eacute;culo XII a XIX, com uma introdu&ccedil;&atilde;o sobre corpora&ccedil;&otilde;es oper&aacute;rias em Portugal</i>. Lisboa: Occidente, 1900, de LIMA, Jose´ Lobo D'Avila – <i>Movimento oper&aacute;rio em Portugal</i>. Lisboa: Ferreira &amp; Oliveira, 1905, de GON&Ccedil;ALVEZ, Luiz – <i>A evolu&ccedil;&atilde;o do movimento oper&aacute;rio em Portugal</i>. Lisboa: Adolpho de Mendon&ccedil;a, 1905, de POINSARD, L&eacute;on – <i>Portugal ignorado: estudo social, economico e politico seguido de um appendice</i>... Porto: Magalh&atilde;es e Moniz, 1912, de SILVA, Fernando Emygdio da – <i>O operariado portugu&ecirc;s na quest&atilde;o social</i>. Lisboa: Typographia Universal, 1905, <i>Idem – Acidentes de trabalho</i>. Lisboa: Imprensa Nacional, 1913 (no campo do operariado); de GOMES, Ant&oacute;nio Lu&iacute;s – <i>Ociosidade, vagabundagem e mendicidade</i>... Coimbra: Imprensa da Universidade, 1892, e de AUGUSTO, Ant&oacute;nio Ferreira – <i>Alienados criminosos, cadeias, servi&ccedil;os m&eacute;dico legaes e toxicologicos, pessoal judici&aacute;rio dos tribunaes criminaes</i>. Porto: Imprensa Commercial, 1894 (nos campos da pobreza e repress&atilde;o).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top20"><sup>20</sup></a><a name="20"></a> Um fluxo tra&ccedil;ado desde o socialismo ut&oacute;pico e do cooperativismo de Saint-Simon, Robert Owen e Charles Fourier, ao federalismo e anarquismo de Proudhon, e ao socialismo cient&iacute;fico e revolucion&aacute;rio de Karl Marx e Friedrich Engels.</p>     <p><a href="#top21"><sup>21</sup></a><a name="21"></a> GEREMEK, Bronislaw – <i>Op. cit.</i>, p. 23-148 e 267-293; SCOTT, John – <i>Poverty &amp; wealth: citizenship, deprivation and privilege</i>. London: Longman Group UK, 1994. p. 1-59; THOMPSON, Francis Michael Longstreth, ed. – <i>The Cambridge social history of Britain 1750-1950: social agencies and institutions</i>. Victoria: Cambridge University Press, 1990. vol. 3, p. 243-309 e 357-393; VAN LEEUWEN, Marco – <i>The logic of charity: Amsterdam, 1800-1850</i>. London: Macmillan Press, 2000. p. 1-37.</p>     <p><a href="#top22"><sup>22</sup></a><a name="22"></a> <i>C&oacute;digo Penal aprovado por decreto de 10 de Dezembro de 1852</i>. Lisboa: Imprensa Nacional, 1855, p. 74-76. Para uma perspetiva nacional, veja-se VAZ, Maria Jo&atilde;o – <i>Crime e sociedade: Portugal na segunda metade do s&eacute;culo XI </i>. Oeiras: Celta Editora, 1998.</p>     <p><a href="#top23"><sup>23</sup></a><a name="23"></a> Para uma s&iacute;ntese hist&oacute;rica das miseric&oacute;rdias no per&iacute;odo da monarquia constitucional, veja-se LOPES, Maria Ant&oacute;nia; PAIVA, Jos&eacute; Pedro – Introdu&ccedil;&atilde;o. In PAIVA, Jos&eacute; Pedro, coord. – <i>Portugaliae monumenta misericordiarum tradi&ccedil;&atilde;o e modernidade: o per&iacute;odo da monarquia constitucional (1834-1910)</i>. Lisboa: Uni&atilde;o das Miseric&oacute;rdias Portuguesas, 2010. vol. 8, p. 7-30.</p>     <p><a href="#top24"><sup>24</sup></a><a name="24"></a> Sobre a pandemia da pneum&oacute;nica em Portugal, veja-se SOBRAL, Jos&eacute; Manuel; LIMA, Maria Lu&iacute;sa – A epidemia da pneum&oacute;nica em Portugal no seu tempo hist&oacute;rico. <i>Ler Hist&oacute;ria</i>. N&ordm; 73 (2018), p. 45-66. Sobre o percurso atribulado das miseric&oacute;rdias desde a Rep&uacute;blica at&eacute; ao final do s&eacute;culo, veja-se PAIVA, Jos&eacute; Pedro; FONTES, Paulo F. Oliveira – Introdu&ccedil;&atilde;o. In PAIVA, Jos&eacute; Pedro, coord. – <i>Portugaliae monumenta misericordiarum: miseric&oacute;rdias e seculariza&ccedil;&atilde;o num s&eacute;culo turbulento (1910-2000)</i>. Lisboa: Uni&atilde;o das Miseric&oacute;rdias Portuguesas, 2010. vol. 9, tomo I, p. 7-36.</p>     <p><a href="#top25"><sup>25</sup></a><a name="25"></a> Importa salientar a heterogeneidade da composi&ccedil;&atilde;o aglomerada na categoria popular. No meio rural eram artes&atilde;os e oper&aacute;rios rurais, trabalhadores da agricultura, &agrave; jorna, sobretudo, servos e mendigos. No meio urbano eram mendigos, empregados, oper&aacute;rios e artes&atilde;os, desde a pequena oficina &agrave; grande unidade industrial, pequenos e m&eacute;dios comerciantes. Apesar de se falar genericamente em camadas populares, havia grandes diverg&ecirc;ncias de instru&ccedil;&atilde;o, seguran&ccedil;a e rendimentos.</p>     <p><a href="#top26"><sup>26</sup></a><a name="26"></a> M&Oacute;NICA, Maria Filomena – <i>O movimento socialista em Portugal (1875-1934)</i>. Lisboa: Casa da Moeda / Instituto de Estudos para o Desenvolvimento, 1985.</p>     <p><a href="#top27"><sup>27</sup></a><a name="27"></a> Esta cultura cooperativa n&atilde;o se esgotou nas associa&ccedil;&otilde;es de socorros m&uacute;tuos, e os dom&iacute;nios alvo do associativismo prolongaram-se na benefic&ecirc;ncia, no desporto, na cultura e recreio, na m&uacute;sica e teatro, ou na instru&ccedil;&atilde;o, estimando-se em mais de 3.000 associa&ccedil;&otilde;es criadas em Portugal entre a segunda metade do s&eacute;culo XIX e a aprova&ccedil;&atilde;o do Estatuto do Trabalho Nacional, no Estado Novo, promulgado no Decreto-Lei n.&ordm; 23048, de 23 de setembro de 1933. LOUSADA, Maria Alexandre – Tradi&ccedil;&atilde;o e renova&ccedil;&atilde;o nas associa&ccedil;&otilde;es profissionais. In FREIRE, Jo&atilde;o, org. – <i>Associa&ccedil;&otilde;es profissionais em Portugal</i>. Oeiras: Celta Editora, 2004. p. 21-55.</p>     <p><a href="#top28"><sup>28</sup></a><a name="28"></a> Para uma hist&oacute;ria da evolu&ccedil;&atilde;o do mutualismo em Portugal, ver ROSENDO, Vasco – <i>O mutualismo em Portugal: dois s&eacute;culos de hist&oacute;ria e suas origens</i>. Lisboa: Montepio Geral, 1996, e BARROS, Carlos Pestana; SANTOS, Jos&eacute; Carlos, coord. – <i>O mutualismo portugu&ecirc;s: solidariedade e progresso social. </i>Lisboa: Vulgata, 1998.</p>     <p><a href="#top29"><sup>29</sup></a><a name="29"></a> COSTA, Ramiro da – <i>Elementos para a hist&oacute;ria do movimento oper&aacute;rio em Portugal</i>. Lisboa: Ass&iacute;rio e Alvim, 1979. vol. I, p. 18-19.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top30"><sup>30</sup></a><a name="30"></a CABRAL, Manuel Villaverde – ><i>Portugal na alvorada do s&eacute;culo XX: for&ccedil;as sociais, poder pol&iacute;tico e crescimento econ&oacute;mico de 1890 a 1914</i>. Lisboa: Editorial Presen&ccedil;a, 1988. p. 129-154.</p>     <p><a href="#top31"><sup>31</sup></a><a name="31"></a> M&Oacute;NICA, Maria Filomena – <i>A forma&ccedil;&atilde;o da classe oper&aacute;ria portuguesa: antologia da imprensa oper&aacute;ria (1850-1934)</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, 1982. </p>     <p><a href="#top32"><sup>32</sup></a><a name="32"></a> Sobre o sindicalismo cat&oacute;lico e a Liga Oper&aacute;ria Cat&oacute;lica, veja-se REZOLA, Maria In&aacute;cia – <i>O sindicalismo cat&oacute;lico no Estado Novo (1931-1948)</i>. Lisboa: Editorial Estampa, 1999.</p>     <p><a href="#top33"><sup>33</sup></a><a name="33"></a> CABRAL, Manuel Villaverde – <i>Op. cit.</i>, p. 213-ss. Veja-se tamb&eacute;m PEREIRA, Ana Paula de Brito – As greves rurais de 1911-12: uma leitura atrav&eacute;s da imprensa. <i>An&aacute;lise Social</i>. V. XIX N&ordm; 77-78-79 (1983), p. 477-511, especialmente p. 492-ss. Para o per&iacute;odo e problemas espec&iacute;ficos da 1&ordf; Grande Guerra, v. REDONDO CARDE&Ntilde;OSO, Jes&uacute;s-&Aacute;ngel – Protestas populares por las subsistencias en el Alentejo durante la Gran Guerra, 1914-1918. <i>Ler Hist&oacute;ria</i>. N&ordm; 70 (2017), p. 141-160.</p>     <p><a href="#top34"><sup>34</sup></a><a name="34"></a> FREIRE, Jo&atilde;o – <i>Anarquistas e oper&aacute;rios: ideologia, of&iacute;cio e pr&aacute;ticas sociais: o anarquismo e o operariado em Portugal, 1900-1940</i>. Porto: Afrontamento, 1992; COSTA, Ramiro da – <i>Op. cit.</i>, p. 68-71.</p>     <p><a href="#top35"><sup>35</sup></a><a name="35"></a> TENGARRINHA, Jos&eacute; – As greves em Portugal: uma perspectiva hist&oacute;rica do s&eacute;culo XVIII a 1920. <i>An&aacute;lise Social</i>. V. XVII N&ordm; 67-68 (1981), p. 573-601.</p>     <p><a href="#top36"><sup>36</sup></a><a name="36"></a> CABRAL, Manuel Villaverde – <i>Op. cit.</i>, p. 195-212; FONSECA, Carlos da – <i>Hist&oacute;ria do movimento oper&aacute;rio e das ideias socialistas em Portugal. </i>Mem Martins: Europa-Am&eacute;rica, 1980. vol. IV – Greves e agita&ccedil;&otilde;es oper&aacute;rias .</p>     <p><a href="#top37"><sup>37</sup></a><a name="37"></a> CABRAL, Manuel Villaverde – <i>Op. cit.</i>, p. 121-140.</p>     <p><a href="#top38"><sup>38</sup></a><a name="38"></a> J&aacute; com uma idade assinal&aacute;vel, continua fundamental o trabalho de FONSECA, Carlos da – <i>Hist&oacute;ria do movimento oper&aacute;rio e das ideias socialistas em Portugal. </i>Mem Martins: Europa-Am&eacute;rica, 1980. vol. II<i> – Os primeiros congressos oper&aacute;rios</i>.</p>     <p><a href="#top39"><sup>39</sup></a><a name="39"></a> Para um excelente panorama sobre a situa&ccedil;&atilde;o portuguesa enquadrada no contexto europeu, veja-se PEREIRA, Joana Dias <i>–</i> O ciclo de agita&ccedil;&atilde;o social global de 1917-1920. <i>Ler Hist&oacute;ria</i>. N&ordm; 66 (2014), p. 44-55. Refer&ecirc;ncias cl&aacute;ssicas s&atilde;o FONSECA, Carlos da – <i>Hist&oacute;ria do movimento oper&aacute;rio e das ideias socialistas em Portugal. </i>Mem Martins: Europa-Am&eacute;rica, 1980. vol. IV – <i>Greves e agita&ccedil;&otilde;es oper&aacute;rias</i>; e COSTA, Ramiro da – <i>Op. cit.</i>, p. 79-101. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top40"><sup>40</sup></a><a name="40"></a> COSTA, Ramiro da – <i>Op. cit.</i>, p. 76.</p>     <p><a href="#top41"><sup>41</sup></a><a name="41"></a> Apesar de tudo, durante o longo per&iacute;odo do Estado Novo e at&eacute; ao seu ocaso com a revolu&ccedil;&atilde;o de 25 de abril de 1974, ocorreram diversas greves, que n&atilde;o lograram perturbar a “paz social”, sendo ferozmente reprimidas. Ap&oacute;s altos e baixos ao longo das d&eacute;cadas, nos &uacute;ltimos anos pr&eacute; revolu&ccedil;&atilde;o dos cravos, as iniciativas grevistas recrudesceram de intensidade e ganharam visibilidade exponencial at&eacute; ao 25 de abril. “Greves Oper&aacute;rias” e “Greves rurais e agita&ccedil;&atilde;o camponesa”, in ROSAS, Fernando; BRITO, J. M. Brand&atilde;o de, dir. – <i>Dicion&aacute;rio de hist&oacute;ria do Estado Novo</i>. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 1996. vol. I, p. 401-406; COSTA, Ramiro da – <i>Op. cit.</i>, p. 167-177. Veja-se ABRANTES, Jos&eacute; Jo&atilde;o – O direito do trabalho do “Estado Novo”. <i>Cultura</i>. V. 23 (2006), p. 331-339, sobre os limites impostos na a&ccedil;&atilde;o sindical e no direito do trabalho. Sobre o sistema corporativo do Estado Novo, veja-se entre outros LUCENA, Manuel de – <i>A evolu&ccedil;&atilde;o do sistema corporativo portugu&ecirc;s: salazarismo</i>. Lisboa: Perspetivas&Realidades, 1976. vol I; e SCHMITTER, Philippe C. – <i>Portugal: do autoritarismo &agrave; democracia</i>. Lisboa: Imprensa de Ci&ecirc;ncias Sociais, 1999.</p>     <p><a href="#top42"><sup>42</sup></a><a name="42"></a> FERREIRA, Maria de F&aacute;tima S&aacute; e Melo – Os artes&atilde;os e a pol&iacute;tica na primeira metade do s&eacute;culo XIX. In VIEIRA, Benedicta Maria Duque, org. – <i>Grupos Sociais e Estratifica&ccedil;&atilde;o Social em Portugal no S&eacute;culo XI </i>. Lisboa: CEHCP-ISCTE, 2003. p. 53-64; PEREIRA, Miriam Halpern – Artes&atilde;os, oper&aacute;rios e o liberalismo: dos privil&eacute;gios corporativos para o direito do trabalho. <i>Ler Hist&oacute;ria</i>. N&ordm; 14 (1988), p. 41-86. </p>     <p><a href="#top43"><sup>43</sup></a><a name="43"></a> Para um panorama hist&oacute;rico da evolu&ccedil;&atilde;o industrial em Portugal, ver MENDES, Jos&eacute; Amado – <i>A ind&uacute;stria em Portugal na 2&ordf; metade do s&eacute;culo XI </i>. Coimbra: Imprensa de Coimbra, 1990.</p>     <p><a href="#top44"><sup>44</sup></a><a name="44"></a> Sobre as rela&ccedil;&otilde;es de dom&iacute;nio colonial atrav&eacute;s da exporta&ccedil;&atilde;o de bebidas alco&oacute;licas, a cria&ccedil;&atilde;o de um novo mercado nas col&oacute;nias portuguesas, e o fomento do consumo de &aacute;lcool, no caso de Mo&ccedil;ambique, ver CAPELA, Jos&eacute; – <i>O vinho para o preto: notas e textos sobre a exporta&ccedil;&atilde;o do vinho para &Aacute;frica</i>. Porto: Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto, 2009. Para o caso de Angola, ver CURTO, Jos&eacute; C. – Alcohol under the context of the Atlantic slave trade: the case of Benguela and its hinterland (Angola). <i>Cahiers d'&eacute;tudes africaines</i>. N&ordm; 201 (2011), p. 51-85.</p>     <p><a href="#top45"><sup>45</sup></a><a name="45"></a> MARTINS, Concei&ccedil;&atilde;o Andrade – Trabalho e condi&ccedil;&otilde;es de vida em Portugal (1850-1913). <i>An&aacute;lise Social</i>. V. XXXII N&ordm; 142 (1997), p. 483-535.</p>     <p><a href="#top46"><sup>46</sup></a><a name="46"></a> Cf. as conce&ccedil;&otilde;es historiogr&aacute;ficas qualitativas da estrutura da propriedade agr&iacute;cola em PEREIRA, Miriam Halpern – <i>Livre c&acirc;mbio e desenvolvimento econ&oacute;mico em Portugal na segunda metade do s&eacute;culo XI. Lisboa: Cosmos, 1971, e os modelos de an&aacute;lise quantitativa contra-factual, da nova hist&oacute;ria econ&oacute;mica</i>, em REIS, Jaime – <i>O atraso econ&oacute;mico portugu&ecirc;s em perspectiva hist&oacute;rica: estudos sobre a economia portuguesa na segunda metade do s&eacute;culo XIX (1850-1930)</i>. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1993 e, mais recentemente, em LAINS, Pedro – <i>A economia portuguesa no s&eacute;culo XI </i>. Lisboa: Imprensa Nacional da Casa da Moeda, 1995, que atribui as causas a uma economia perif&eacute;rica e pequena, cujo desempenho na segunda metade do s&eacute;culo XIX e at&eacute; ao final dos anos 1910 teve uma aprecia&ccedil;&atilde;o positiva, mas, contudo, a evolu&ccedil;&atilde;o do produto agr&iacute;cola, da ind&uacute;stria e do com&eacute;rcio externo pouco melhor desempenho poderiam ter para diminuir o fosso em rela&ccedil;&atilde;o a outros pa&iacute;ses europeus.</p>     <p><a href="#top47"><sup>47</sup></a><a name="47"></a> Ind&uacute;stria/Industrializa&ccedil;&atilde;o. In ROSAS, Fernando; BRITO, J. M. Brand&atilde;o de, dir. – <i>Dicion&aacute;rio de hist&oacute;ria do Estado Novo</i>. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 1996. vol. I, p. 460-461.</p>     <p><a href="#top48"><sup>48</sup></a><a name="48"></a> <i>Idem</i>, p. 463-ss.</p>     <p><a href="#top49"><sup>49</sup></a><a name="49"></a> A atividade da FNAT, replicando a vers&atilde;o fascista italiana Opera Nazionale Dopo Lavoro de 1925, inseria-se na ideologia pol&iacute;tica do Estado Novo, de promo&ccedil;&atilde;o da “pol&iacute;tica do esp&iacute;rito” e de um “homem novo”, no “ressurgimento do povo portugu&ecirc;s”, e da qual fizeram parte outras institui&ccedil;&otilde;es e iniciativas. Entre outros, ver VALENTE, Jos&eacute; Carlos – <i>Estado Novo e alegria no trabalho: uma hist&oacute;ria pol&iacute;tica da FNAT (1935-1958)</i>. Lisboa: Colibri/INATEL, 1999; DOMINGOS, Nuno – Desproletarizar: a FNAT como instrumento de media&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica no Estado Novo. In DOMINGOS, Nuno; PEREIRA, Victor, eds. – <i>O Estado Novo em quest&atilde;o</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70, 2010; e ROSAS, Fernando – O salazarismo e o homem novo: ensaio sobre o Estado Novo e a quest&atilde;o do totalitarismo. <i>An&aacute;lise Social</i>. N&ordm; 157 V. XXXV (2001), p. 1031-1054.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top50"><sup>50</sup></a><a name="50"></a> O tema tem sido objeto de uma enorme produ&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito historiogr&aacute;fico e sociol&oacute;gico, e n&atilde;o &eacute; prop&oacute;sito fazer-se um exaustivo estado da arte. A t&iacute;tulo de indica&ccedil;&atilde;o de alguns estudos sobre a habita&ccedil;&atilde;o social e os programas de habita&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica do Estado Novo, desde o final do s&eacute;culo XIX e durante o Estado Novo, entre outros, vejam-se LISBOA. C&acirc;mara Municipal, ed. – <i>Habita&ccedil;&atilde;o social na cidade de Lisboa, 1959-1966</i>. Lisboa: C&acirc;mara Municipal, 1967; TEIXEIRA, Manuel C. – As estrat&eacute;gias de habita&ccedil;&atilde;o em Portugal, 1880-1940. <i>An&aacute;lise Social</i>. V. XXVIII 1 N&ordm; 115 (1992), p. 65-89; PEREIRA, Nuno Teot&oacute;nio – P&aacute;tios e vilas de Lisboa, 1870-1930: a promo&ccedil;&atilde;o privada do alojamento oper&aacute;rio. <i>An&aacute;lise Social</i>. V. XXIX N&ordm; 127 (1994), p. 509-524; BAPTISTA, Lu&iacute;s V. – <i>Cidade e habita&ccedil;&atilde;o social: o Estado Novo e o programa das casas econ&oacute;micas em Lisboa</i>. Oeiras: Celta Editora, 1999; ANTUNES, Gon&ccedil;alo – <i>Pol&iacute;ticas de habita&ccedil;&atilde;o: 200 Anos</i>. Casal de Cambra: Caleidosc&oacute;pio, 2018; ou LAMEIRA, Gisela, ROCHA, Luciana, coord. – <i>Mapa da habita&ccedil;&atilde;o: guia para uma terminologia espec&iacute;fica em arquitectura habitacional apoiada pelo Estado em Portugal [1910-1974]</i>. Porto: Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, 2019.</p>     <p><a href="#top51"><sup>51</sup></a><a name="51"></a> Para Engels, atento &agrave; realidade do seu tempo, a gravidade do problema do parque habitacional existente, ou a falta dele, para acolher a grande massa de trabalhadores, n&atilde;o se colocou nas cidades desenvolvidas a partir de grandes centros industriais (como Manchester), mas sim, nas seculares, que haviam sofrido o impacto da transforma&ccedil;&atilde;o e do crescimento industrial, agudizando o problema (como Paris ou Londres e, acrescenta-se, Lisboa). Ver ENGELS, Friedrich – <i>O problema da habita&ccedil;&atilde;o</i>. Lisboa: Estampa, 1975.</p>     <p><a href="#top52"><sup>52</sup></a><a name="52"></a> Atento &agrave;s din&acirc;micas urbanas no sistema industrial coevo, Engels construiu o seu pensamento sobre as condi&ccedil;&otilde;es da classe oper&aacute;ria e a evolu&ccedil;&atilde;o do capitalismo industrial, observando, entrevistando e estudando, entre 1842 e 1844, o grande centro industrial ingl&ecirc;s da cidade de Manchester. V. ENGELS, Friedrich – <i>A situa&ccedil;&atilde;o da classe trabalhadora na Inglaterra</i>. Lisboa: Presen&ccedil;a, 1975.</p>     <p><a href="#top53"><sup>53</sup></a><a name="53"></a> Ver PEREIRA, Nuno Teot&oacute;nio – <i>Op. cit</i>.</p>     <p><a href="#top54"><sup>54</sup></a><a name="54"></a> Sacramento, Socorro, Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus, Merc&ecirc;s, S. Jos&eacute;, S. Cristov&atilde;o, S&eacute;, S. Miguel, Santo Estev&atilde;o, Santo Andr&eacute;, S. Vicente, Santa Engr&aacute;cia, Santa Cruz do Castelo, S. Tiago, Anjos, Arroios, Santa Catarina e S. Paulo. Arrolamento feito a partir de um roteiro da CML. V. PORTUGAL. Ministerio das obras Publicas, Commercio e Industria. Conselho dos Melhoramentos Sanitarios – <i>Inquerito aos pateos de lisboa: ano de 1902</i>. Lisboa: Imprensa Nacional, 1903. p. 3-4.</p>     <p><a href="#top55"><sup>55</sup></a><a name="55"></a> PORTUGAL – <i>Op. cit.</i>, p. 3.</p>     <p><a href="#top56"><sup>56</sup></a><a name="56"></a> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><a href="#top57"><sup>57</sup></a><a name="57"></a> <i>Idem</i>, p. 5.</p>     <p><a href="#top58"><sup>58</sup></a><a name="58"></a> <i>Ibidem</i>. A elevada diversidade tipol&oacute;gica dos p&aacute;tios adv&eacute;m da sua pr&oacute;pria raiz, ao serem, na sua maioria, o resultado do aproveitamento de espa&ccedil;o pr&eacute;-existentes, n&atilde;o diferindo muito das caracter&iacute;sticas das vilas suced&acirc;neas. Para uma vis&atilde;o da diversidade de tipologias, ver PEREIRA, Nuno Teot&oacute;nio; BUARQUE, Irene – <i>Pr&eacute;dios e vilas de Lisboa</i>. Lisboa: Livros Horizonte, 1995. p. 262-369.</p>     <p><a href="#top59"><sup>59</sup></a><a name="59"></a> PORTUGA – <i>Op. cit.</i>, p. 7.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top60"><sup>60</sup></a><a name="60"></a> Para o dec&eacute;nio 1887-1897, a mortalidade infantil em Lisboa, variou entre 24,69% (1890) e 22,55 (1896), enquanto a mortalidade geral se situou entre os 20,44% (1887) e 27% (1897). COSTA, Ramiro da – <i>Op. cit.</i>, p. 78.</p>     <p><a href="#top61"><sup>61</sup></a><a name="61"></a> PORTUGAL – <i>Op. cit.</i>, p. 7.</p>     <p><a href="#top62"><sup>62</sup></a><a name="62"></a> <i>Idem</i>, p. 5.</p>     <p><a href="#top63"><sup>63</sup></a><a name="63"></a> <i>Idem</i>, p. 8.</p>     <p><a href="#top64"><sup>64</sup></a><a name="64"></a> Os programas foram v&aacute;rios, com diferentes enquadramentos legais, destinat&aacute;rios e modalidades. V. LAMEIRA, Gisela; ROCHA, Luciana, coord. – <i>Op. cit.</i>, p. 39-93. Para a evolu&ccedil;&atilde;o das solu&ccedil;&otilde;es habitacionais nos contextos da Monarquia Constitucional e da I&ordf; Rep&uacute;blica, v. ANTUNES, Gon&ccedil;alo – <i>Op. cit.</i>, p. 27-146.</p>     <p><a href="#top65"><sup>65</sup></a><a name="65"></a> PORTUGAL – <i>Op. cit.</i>, p. 7.</p>     <p><a href="#top66"><sup>66</sup></a><a name="66"></a> LISBOA. C&acirc;mara Municipal – <i>Boletim Cultural e Estat&iacute;stico.</i> Lisboa: C&acirc;mara Municipal. V. I N&ordm; 1 (1&ordm; trimestre de 1937), p. 59.</p>     <p><a href="#top67"><sup>67</sup></a><a name="67"></a> LISBOA. C&acirc;mara Municipal, <i>idem</i>, p. 58. Sobre esta tipologia de bairros improvisados e extremamente degradados na cercadura da cidade, e no dom&iacute;nio da representa&ccedil;&atilde;o fotogr&aacute;fica do espa&ccedil;o urbano, veja-se o caso singular do &aacute;lbum de fotografias de Eduardo de Portugal sobre o Bairro das Minhocas, realizado precisamente na mesma &eacute;poca, em SANTOS, Denise – Representa&ccedil;&otilde;es fotogr&aacute;ficas de um plano de reabilita&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o urbano: o caso do Bairro das Minhocas e do Bairro da Quinta da Cal&ccedil;ada por Eduardo Portugal (1938-1944). <i>Cadernos do Arquivo Municipal</i> [Em linha]. 2&ordf; S&eacute;rie N&ordm; 4 (julho-dezembro 2015), p. 369-390. Dispon&iacute;vel na Internet: <a href="http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/fotos/editor2/Cadernos/2serie/4/4_varia02.pdf" target="_blank">http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/fotos/editor2/Cadernos/2serie/4/4_varia02.pdf</a>.</p>     <p><a href="#top68"><sup>68</sup></a><a name="68"></a> LISBOA. C&acirc;mara Municipal – <i>idem</i>, p. 58-59.</p>     <p><a href="#top69"><sup>69</sup></a><a name="69"></a> LISBOA. C&acirc;mara Municipal – <i>idem</i>, p. 61.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top70"><sup>70</sup></a><a name="70"></a> LISBOA. C&acirc;mara Municipal – <i>idem</i>, p. 63.</p>     <p><a href="#top71"><sup>71</sup></a><a name="71"></a> ANTUNES, Gon&ccedil;alo – <i>Op. cit.</i>, p.181-343; BAPTISTA, Lu&iacute;s V. – <i>Op. cit.</i>; e TEIXEIRA, Manuel C. – <i>Op. cit.</i>, p. 65-89.</p>      ]]></body><back>
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