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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A relação entre a sustentabilidade e o design de moda contemporâneo: uma análise sobre o segmento jeanswear]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Fashion is one of the reflexes that best expresses the dynamics of contemporary, and sustainability is one of the questioner agents of the concept and approach of fashion and fashion design, this way, the purpose of this paper is to present a critical analysis of the relationship between fashion and sustainability, with the aim of comparing and verifying the discourses of advocated by jeanswear segment companies and the development of its garments, called sustainable . The reasoning begins from literature review of these areas added to field research with structured interviews, application of questionnaires and later analysis of companies.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CORPOS, IDENTIDADE, MODA, SUSTENTATIBILIDADE E MERCADO</b></p>     <p><b>A rela&ccedil;&atilde;o entre a sustentabilidade e o design de moda contempor&acirc;neo: uma an&aacute;lise sobre o segmento jeanswear</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>The relationship between sustainability and contemporary fashion design: an analysis of the segment jeanswear</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> //     <p><b> M&oacute;nica Moura*</b>    <br>     <p><b> Mariana Dias Almeida**</b>    <br>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>//*Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunica&ccedil;&atilde;o, Universidade Estadual Paulista, Brasil, <a href="mailto:monicamoura.design@gmail.com">monicamoura.design@gmail.com</a>.</p>     <p>//**Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunica&ccedil;&atilde;o, Universidade Estadual Paulista, Brasil, <a href="mailto:mari.ddalmeida@gmail.com">mari.ddalmeida@gmail.com</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A moda &eacute; um dos reflexos que melhor expressa as din&acirc;micas do contempor&acirc;neo, e a sustentabilidade &eacute; um dos agentes questionadores do conceito e da abordagem da moda e do design de moda, assim, a proposta deste artigo &eacute; apresentar uma an&aacute;lise cr&iacute;tica da rela&ccedil;&atilde;o da moda com a sustentabilidade, com o objetivo de confrontar e verificar os discursos defendidos por empresas do segmento jeanswear e o desenvolvimento de seus produtos de vestu&aacute;rio, chamados de &lsquo;sustent&aacute;veis&rsquo;. A fundamenta&ccedil;&atilde;o parteda revis&atilde;o da literatura dessas &aacute;reas somada &agrave; pesquisa de campo com entrevistas estruturadas, aplica&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rios e posterior an&aacute;lise das discursos e divulga&ccedil;&atilde;o por parte das empresas.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Moda Contempor&acirc;nea; sustentabilidade; <i>Jeanswear</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Fashion is one of the reflexes that best expresses the dynamics of contemporary, and sustainability is one of the questioner agents of the concept and approach of fashion and fashion design, this way, the purpose of this paper is to present a critical analysis of the relationship between fashion and sustainability, with the aim of comparing and verifying the discourses of advocated by jeanswear segment companies and the development of its garments, called &ldquo;sustainable&rdquo;. The reasoning begins from literature review of these areas added to field research with structured interviews, application of questionnaires and later analysis of companies.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords</b>: Contemporary fashion, sustainability, jeanswear.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b>     <p></p>     <p>A moda &eacute; cria&ccedil;&atilde;o, express&atilde;o, linguagem, promove a identidade e dinamiza sua produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica-cultural a partir de um sistema econ&ocirc;mico que gera continuamente objetos de consumo para diferentes segmentos do mercado nacional e internacional. A moda est&aacute; em sintonia e, muitas vezes, acelera o tempo no qual vivemos. &ldquo;Um bom exemplo dessa especial experi&ecirc;ncia do tempo que chamamos de contemporaneidade &eacute; a moda&rdquo; (Agamben: 2009, p. 66)</p>     <p>A moda passa por muitas mudan&ccedil;as temporais, constr&oacute;i novos significados, satisfaz demandas sociais, est&eacute;ticas e culturais (Simmel, 1971). Novos feitios que a moda adquiriu nos &uacute;ltimos vinte anos influenciaram diretamente as mudan&ccedil;as de valores, e alguns desses valores t&ecirc;m demonstrado e atuado como agentes questionadores, tal como a sustentabilidade.</p>     <p>O apelo publicit&aacute;rio envolvendo a moda sustent&aacute;vel pode ser observado em campanhas de divulga&ccedil;&atilde;o de novas cole&ccedil;&otilde;es, nas quais o direcionamento &eacute; para o consumidor final e a inten&ccedil;&atilde;o fundamental &eacute; demonstrarque as empresas est&atilde;o preocupadas com a sustentabilidade. Essa atitude &eacute; um dos aspectos fundamentais na atualidade para conquistar o p&uacute;blico-alvo.</p>     <p>Como a moda contempor&acirc;nea se relaciona com a sustentabilidade e como esta questiona os valoresadquiridos pela moda, s&atilde;o reflex&otilde;es necess&aacute;rias para se compreender por que &eacute; imprescind&iacute;vel discutir essa tem&aacute;tica. Assim, o artigo levanta a discuss&atilde;o se a moda sustent&aacute;vel &eacute; realmente sustent&aacute;vel, com enfoque para o segmento de <i>jeanswear</i>.</p>     <p><b>2. Moda contempor&acirc;nea</b></p>     <p>O termo contempor&acirc;neo pode ter uma defini&ccedil;&atilde;o simples, comum a ser dita, pois essa palavra passou a ser utilizada para quase tudo na atualidade, chegando, como muitas outras express&otilde;es e nomenclaturas ao desgaste. Por&eacute;m, o conceito de contempor&acirc;neo carece de maior contextualiza&ccedil;&atilde;o.Para isso, alguns autores foram consultados, tais como Lipovetsky (2004), Charles (2004), Agamben (2009), Caldas (2004) e Moura (2008a, 2008b), que apresentam constata&ccedil;&otilde;es de que o contempor&acirc;neo &eacute; muito mais do que um termo gen&eacute;rico. Agamben (2009) afirma que o contempor&acirc;neo &eacute; algo que se encontra alocado no mesmo tempo que o presenciamos. Mas isso n&atilde;o basta, &eacute; preciso saber se deslocar do tempo presente para posicionar-se em outro &acirc;ngulo diferente e captar a ess&ecirc;ncia de seu tempo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Moura (2008) diz que quando existe um distanciamento da atualidade se deve relacionar com oscontextos hist&oacute;ricos, analisando as quest&otilde;es e o objeto de estudo com os eventos recentes, assim, pode-se ampliar o campo de vis&atilde;o e an&aacute;lise, percebendo como observar melhor o contempor&acirc;neo e as contemporaneidades. Dessa forma, conclui que contempor&acirc;neo &eacute; tudo aquilo que se desprende das atuais conjunturas e se inter-relaciona com o passado pr&oacute;ximo e a hist&oacute;ria construindo o presente e apontando o futuro pr&oacute;ximo. O contempor&acirc;neo est&aacute; intimamente relacionado com o seu pr&oacute;prio tempo.</p>     <p>Lipovetsky e Charles (2004) ao observarem a contemporaneidade a nomearam comohipermoderna. Implantaram o prefixo hiper- &agrave; modernidade, por expressar melhor os eventos que v&ecirc;m marcando este per&iacute;odo. Dessa forma, traduzem o sentimento de que a amplitude das coisas e o excesso exacerbado levam ao &ldquo;hiper&rdquo; que &eacute; impulsionado pela &acirc;nsia do capitalismo e do consumismo, demonstra&ccedil;&otilde;es das caracter&iacute;sticas dos tempos atuais que passam a denominar este momento: hipermercados, hipervias de informa&ccedil;&atilde;o, hiperconsumo. Ainda demonstram que a &ldquo;moderniza&ccedil;&atilde;o desenfreada, feita de mercantiliza&ccedil;&atilde;o proliferativa, de desregulamenta&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, de &iacute;mpetot&eacute;cnico-cient&iacute;fico, cujos efeitos s&atilde;o t&atilde;o carregados de perigos quanto de promessas&rdquo; (Lipovetsky &amp; Charles, 2004, p. 53).</p>     <p>A compress&atilde;o do tempo tamb&eacute;m &eacute; um fator contempor&acirc;neo, o sentimento de ultrapassado surge a qualquer instante, como a sensa&ccedil;&atilde;o de que se est&aacute; aqu&eacute;m dos outros e das coisas, progredindo menosque os demais, s&atilde;o inquieta&ccedil;&otilde;es muito frequentes no consumo e na comunica&ccedil;&atilde;o, que t&ecirc;m como resultado mais e mais produtos e novidades que chegam at&eacute; os sujeitos continuamente e atraem perante a ilus&atilde;o, a sensa&ccedil;&atilde;o para que o sentimento de exclus&atilde;o n&atilde;o tenha espa&ccedil;o na vida das pessoas.</p>     <p>A moda &eacute; uma das sintom&aacute;ticas da contemporaneidade, por possuir caracter&iacute;sticas, como a compress&atilde;o do tempo e o excesso refletido no consumo. Agamben (2009) considera a moda como omelhor exemplo e uma experi&ecirc;ncia do momento contempor&acirc;neo. Por sua vez, para afirmar essa rela&ccedil;&atilde;ode moda versus tempo, Caldas afirma que: &ldquo;A mudan&ccedil;a cont&iacute;nua, a permanente fabrica&ccedil;&atilde;o do novo e aacelera&ccedil;&atilde;o do consumo migraram da moda para a ind&uacute;stria de alta tecnologia&rdquo; (2004, p.82). Por&eacute;m, ao observarmos mais detalhadamente esta situa&ccedil;&atilde;o proposta por Caldas podemos perceber que foi a ind&uacute;stria de moda que levou v&aacute;rios segmentos do mercado a adquirir esse comportamento, a &acirc;nsia consumista impulsionou as ind&uacute;strias e o mercado seja o de tecnologia, o de mobili&aacute;rio, entre outros, que, por sua vez, mudaram o comportamento de seus segmentos duplicando as tend&ecirc;ncias e din&acirc;micas da moda.</p>     <p>O percal&ccedil;o entre a moda e o tempo fomentou o desenvolvimento acelerado dos produtos,especialmente os de vestu&aacute;rio. A cada ano s&atilde;o duas, quatro ou mais cole&ccedil;&otilde;es lan&ccedil;adas. O tempo impera tanto nos prazos de confec&ccedil;&atilde;o das pe&ccedil;as quanto no limite das tend&ecirc;ncias e na falta da capacidade de julgamento. Assim, como diz Agamben:</p>     <blockquote>Aquilo que define a moda &eacute; que ela introduz no tempo uma peculiar descontinuidade, queo divide segundo a sua atualidade ou inatualidade, o seu estar ou seu n&atilde;o-estar-mais-na-moda [&hellip;] O tempo da moda est&aacute; constitutivamente adiantado a si mesmo e, exatamente por isso, tamb&eacute;m sempre atrasado, tem sempre a forma de um limiar inapreens&iacute;vel entre um &lsquo;ainda n&atilde;o&rsquo; e um &lsquo;n&atilde;o mais&rsquo;. (2009, p.66-67)</blockquote>     <p>Essa sensa&ccedil;&atilde;o do ultrapassado, de carregar algo que destoa do momento e que aumenta o desejo de consumir gera uma sensa&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m classificada como obsolesc&ecirc;ncia perceptiva. Segundo as tend&ecirc;ncias da moda, a obsolesc&ecirc;ncia deve sobrepujar as demais caracter&iacute;sticas, for&ccedil;ando ind&uacute;strias e consumidores a irem em busca do novo num ciclo cont&iacute;nuo de gera&ccedil;&atilde;o de demanda, produ&ccedil;&atilde;o, consumo e descarte.</p>     <p>Por outro lado, esta din&acirc;mica leva &agrave; conscientiza&ccedil;&atilde;o de muitos sujeitos e grupos de pessoasgerando mudan&ccedil;a de valores com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; moda como um todo e ao design de moda, especialmente, que no contempor&acirc;neo une-se &agrave; sustentabilidade. Apesar de que muitos agentes, criadores, designers ainda apontam essas rela&ccedil;&otilde;es com pessimismo. Por exemplo, Oskar Metsavaht, propriet&aacute;rio da Osklen (marca que se prop&otilde;e a desenvolver pe&ccedil;as com a afirma&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel), aponta em entrevista ao jornalista Ricardo Oliveros (2012), que a moda sustent&aacute;vel s&oacute; ser&aacute; poss&iacute;vel no futuro, em um prazo de100 anos, pois acredita que muitas mudan&ccedil;as complexas devem acontecer. Desde os fornecedores de mat&eacute;ria-prima ao desfecho final da pe&ccedil;a.</p>     <p>Por outro lado, o setor do vestu&aacute;rio tem sido um dos que mais inovam no que diz respeito &agrave;sustentabilidade, ainda que essa assimila&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida necessite de melhores verifica&ccedil;&otilde;es e comprova&ccedil;&otilde;es,pois n&atilde;o se pode esquecer que para a moda o melhor tempo &eacute; o imediato.</p>     <p><b>3. Rela&ccedil;&atilde;o entre moda e sustentabilidade</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A moda &eacute; parte do contexto hipermoderno carrega as caracter&iacute;sticas da contemporaneidade. Por&eacute;m acredita-se que a uni&atilde;o de campos como o da moda com a sustentabilidade possa vir a contribuir de forma significativa a favor de uma nova realidade. Mesmo diante dos pontos desfavor&aacute;veis para a sustentabilidade, j&aacute; apontados anteriormente, acredita-se que existe a possibilidade da revers&atilde;o de uma s&eacute;rie de princ&iacute;pios e valores que parecem sedimentados.Evidentemente, h&aacute; empresas que tentam se manter apenas na superficialidade, mas estas dificilmente se manter&atilde;o no mercado por muito tempo com essa proposta.</p>     <p>Diante dessa perspectiva, a sustentabilidade, inserida na moda, surge como uma nova posturaaparente no processo de desenvolvimento de produtos. Pesquisadores como Proctor e Dougherty(2005) tratam esse tema como algo que perdurar&aacute; e evoluir&aacute; ao longo do tempo, introduzindo-se nosh&aacute;bitos humanos e na transforma&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria. Alguns elementos que a moda possui lhefornecem car&aacute;ter insustent&aacute;vel, que, como mostrado anteriormente, s&atilde;o caracter&iacute;sticas do contempor&acirc;neo que foram incorporadas ao projeto de seus produtos, necessidades inerentes que sesobrepuseram ao paradigma que nos &eacute; apresentado: &ldquo;A moda, n&atilde;o s&oacute; no vestir, mas nos objetos deconsumo em geral, sempre encontrou terreno f&eacute;rtil no capitalismo e agora busca alternativa, busca novos apelos para o consumo&rdquo; (De Carli, 2010, p. 40).</p>     <p>Sob esse ponto de vista se afirma ainda que o vestu&aacute;rio foi a primeira &aacute;rea a incorporar o processo de temporalidade, de oscila&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida, o que se nota em outros setores desde o fim do s&eacute;culo XX at&eacute; a atualidade, como mobili&aacute;rio, linguagem, objetos decorativos, entre outros (Lipovetsky, 1989).</p>     <p>Baxter (2011) afirma que a substitui&ccedil;&atilde;o dos produtos maduros por novos proporcionar&aacute; novo alento no consumo. Dessa afirma&ccedil;&atilde;o a respeito do design de moda deriva uma preocupa&ccedil;&atilde;oimportante: os descartes. Como ser&atilde;o destinadas as centenas de roupas que s&atilde;o retiradas de circula&ccedil;&atilde;o,por n&atilde;o serem apreciadas para o consumo, gra&ccedil;as &agrave; obsolesc&ecirc;ncia perceptiva? Sabe-se que muitosargumentar&atilde;o que tais pe&ccedil;as s&atilde;o destinadas &agrave; doa&ccedil;&atilde;o para caridade, o que demonstra o ladohumanit&aacute;rio da quest&atilde;o, mas ainda assim n&atilde;o responde a todas as quest&otilde;es sustent&aacute;veis, pois essas mesmas pe&ccedil;as ser&atilde;o descartadas posteriormente. Existe ainda a reciclagem, que n&atilde;o &eacute; uma pr&aacute;tica muito recorrente atualmente, pois alguns a consideram muito trabalhosa e de alto custo.</p>     <p>Exemplos como esses apontam o quanto o design de moda possui desafios a serem superados, um design que mude de forma pr&aacute;tica, indo al&eacute;m de um discurso. A sustentabilidade &eacute; uma cr&iacute;tica &agrave; moda, pois &ldquo;desafia a moda em seus detalhes (fibras e processos) e tamb&eacute;m com rela&ccedil;&atilde;o ao todo(modelo econ&ocirc;mico, metas, regras, sistemas de cren&ccedil;as e valores)&rdquo; (Fletcher &amp; Grose, 2011, p.8).</p>     <p>Em uma primeira an&aacute;lise, notam-se elementos contradit&oacute;rios &agrave; din&acirc;mica da moda, como afirmam Parode et. al.:</p>     <blockquote>nas diferentes posturas da moda, podemos identificar movimentos contradit&oacute;rios, ora promotores de consumo, ora reguladores dos valores e dos bens simb&oacute;licos numa perspectiva de economia e de consci&ecirc;ncia ecol&oacute;gica. (2010, p.69)</blockquote>     <p>Pode-se afirmar, portanto, que a sustentabilidade &eacute; um dos maiores desafios contempor&acirc;neos para a moda, pois, com todas as exig&ecirc;ncias para um produto ser considerado sustent&aacute;vel, a moda encontra obst&aacute;culos a serem superados.</p>     <p>Assim, nos par&aacute;grafos a seguir, ser&atilde;o discutidos pontos que indicam na moda v&aacute;rias caracter&iacute;sticas e elementos presentes e contr&aacute;rios &agrave; sustentabilidade. Alguns ocorrem atrav&eacute;s de implica&ccedil;&otilde;es sequenciais, s&atilde;o eventos t&atilde;o presentes na moda contempor&acirc;nea que dificilmente seconsegue desvincular deles. S&atilde;o realidades que passaram a ser assimiladas no sistema da moda,como a efemeridade, a obsolesc&ecirc;ncia perceptiva, o consumismo, a ind&uacute;stria desfragmentada, o uso demat&eacute;ria-prima org&acirc;nica como forma de transformar o produto em sustent&aacute;vel.</p>     <p><b>4. Viabiliza&ccedil;&atilde;o da sustentabilidade na moda</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Alguns pontos j&aacute; podem ser suscitados para que se possa viabilizar a sustentabilidade na moda com novos cen&aacute;rios inovadores. No Brasil, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel afirmar, com toda certeza, sobre a inser&ccedil;&atilde;o de alguns desses elementos, pois o pa&iacute;s est&aacute; em uma posi&ccedil;&atilde;o que acarreta efeitos nocivos, como no caso do regime de trabalho an&aacute;logo &agrave; escravid&atilde;o; no modo consumista que vem alimentando a ascens&atilde;o das classes C e D, como no caso dos credi&aacute;rios dos grandes magazines e na redu&ccedil;&atilde;o de impostos para aquisi&ccedil;&atilde;o de autom&oacute;veis</p>     <p>Assim, a compreens&atilde;o de moda sustent&aacute;vel deve sair da superficialidade e alicer&ccedil;ar-se em fundamentos com maior consist&ecirc;ncia e clareza a fim de formular conceitos mais precisos. Por isso, tem sido muito debatido o tema em congressos cient&iacute;ficos, pesquisas acad&ecirc;micas e ONGs, que geram um volume consider&aacute;vel de pesquisas cient&iacute;ficas e relat&oacute;rios que t&ecirc;m denotado a preocupa&ccedil;&atilde;o com a investiga&ccedil;&atilde;o de propostas e buscado solu&ccedil;&otilde;es para a moda sustent&aacute;vel. A seguir, apresentamos uma tabela (<a href ="/img/revistas/csoc/v24/v24a08t1.jpg">Tabela 1</a>) com algumas a&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas nacionais que prop&otilde;em mudan&ccedil;as na moda para a discuss&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o da sustentabilidade.</p>     
<p>Com a academia auxiliando o fomento de novas viabiliza&ccedil;&otilde;es da moda sustent&aacute;vel no Brasil, pode-se articular a longo prazo novas mudan&ccedil;as no desenvolvimento, na fabrica&ccedil;&atilde;o e at&eacute; mesmo no comportamento de consumo individual e coletivo.</p>     <p>Vezzoli apresenta algumas propostas que podem &ldquo;mudar a percep&ccedil;&atilde;o social da qualidade do que est&aacute; sendo oferecido, da valoriza&ccedil;&atilde;o da posse dos produtos sempre novos [&hellip;] da satisfa&ccedil;&atilde;o entendida como acesso a um determinado benef&iacute;cio ou bem&rdquo; (2008, p.201). A primeira proposta seria de centros de troca e manuten&ccedil;&atilde;o; a segunda consiste em aluguel e tratamento das roupas para manter a efici&ecirc;ncia da pe&ccedil;a por mais tempo, otimizando-a; a terceira proposta consta na personaliza&ccedil;&atilde;o, customiza&ccedil;&atilde;o, co-cria&ccedil;&atilde;o do usu&aacute;rio gerando valores relacionados a pe&ccedil;a ou objeto que evitem descartes desnecess&aacute;rios e se atenham ao indiv&iacute;duo; e a quarta proposta, maior durabilidade, por meio de roupas sob medida e manuten&ccedil;&atilde;o das mesmas.</p>     <p>Outros pesquisadores, como Parode et. al. (2010), acreditam que a sustentabilidade pode ser poss&iacute;vel com aux&iacute;lio da tecnologia, pois pode materializar-se atrav&eacute;s dela, como os tecidos, que em alguns casos fazem uso da biomim&eacute;tica, que se utiliza dos comportamentos e aspectos da natureza para mimetizar seus sistemas e aplic&aacute;-los aos produtos na forma ou na fun&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Grose e Fletcher (2011) apresentam a ideia de que a inova&ccedil;&atilde;o pode representar uma oportunidade para que novas pr&aacute;ticas modifiquem os sistemas, os meios de obten&ccedil;&atilde;o de produtos enovos valores. Tendo isso como premissa, as autoras classificaram alguns elos inovadores dotados deformas para planejar o desenvolvimento de produto, que s&atilde;o: adaptabilidade (pe&ccedil;as mais vers&aacute;teis, flexibilidade), vida &uacute;til otimizada, baixo impacto nos acabamentos, compartilhamento, a import&acirc;ncia de uso de mat&eacute;ria-prima ou trabalho artesanal ou vernacular e a diminui&ccedil;&atilde;o da velocidade com que s&atilde;o produzidos os produtos.</p>     <p>Esses s&atilde;o pontos de vista de alguns autores/pesquisadores, mas podem surgir outros aspectos para serem implantados, adaptando esses modelos ao local onde e para o qual se est&aacute; projetando. Acredita-se que n&atilde;o existe e nunca existir&aacute; uma receita ou f&oacute;rmula perfeita, podendo ser escolhidas as melhores alternativas para cada tipo de produto que se adapte ao sistema que estiver dispon&iacute;vel.</p>     <p>Lipovetsky (1989) aponta a necessidade da supera&ccedil;&atilde;o dos paradigmas existentes visando &agrave; reciclagem da moda, a partir da cren&ccedil;a de que essa nova atitude n&atilde;o significa o fim de poss&iacute;veis novas ideologias, mas sim a mudan&ccedil;as em suas trajet&oacute;rias. Nesse sentido, Thierry Kazazian sugere:</p>     <blockquote>[&hellip;] a passagem progressiva de uma sociedade de consumo para uma sociedade dita de uso [&hellip;]. Os objetos do nosso cotidiano devem mudar radicalmente. N&atilde;o se trata de produzir menos, mas de outro modo. (2005, p.10)</blockquote>     <p>Um produto sustent&aacute;vel possui a inten&ccedil;&atilde;o de modificar alguns padr&otilde;es culturalmente impregnados, direcionada a modificar uma realidade sociocultural que se encontra insustent&aacute;vel, o produto atuando de modo que os indiv&iacute;duos assimilem e aceitem quest&otilde;es que favore&ccedil;am o meio ambiente (Vezzoli &amp; Manzini, 2008).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A ado&ccedil;&atilde;o do termo sustent&aacute;vel pela moda implica alterar paradigmas que, por tempos, t&ecirc;m-na caracterizado com a efemeridade, a rapidez e a agilidade. Par&acirc;metros que permeiam o processo de desenvolvimento do produto, norteando os designers, que, por vezes, procuram responder aos anseios do seu p&uacute;blico-alvo, desenvolvendo produtos que atendam aos desejos mais imediatos e impl&iacute;citos de seu consumidor, instigando-o a consumir a cada lan&ccedil;amento com novas pe&ccedil;as de vestu&aacute;rio.</p>     <p>A orienta&ccedil;&atilde;o para que a efici&ecirc;ncia dos produtos de moda seja fidedigna &agrave; sustentabilidade passa pela promo&ccedil;&atilde;o das pesquisas acad&ecirc;micas cient&iacute;ficas e pela conscientiza&ccedil;&atilde;o das empresas. Parode et. al. (2010), sugerem um novo padr&atilde;o a partir da mudan&ccedil;a de postura e ado&ccedil;&atilde;o da preocupa&ccedil;&atilde;o com o ambiente e com a sociedade. Postura esta que a moda, nos &uacute;ltimos anos, t&ecirc;m procurado adotar.</p>     <blockquote>A moda, pode-se dizer, &eacute; um dos principais agentes de cria&ccedil;&atilde;o desse novo padr&atilde;o, que hoje&eacute; seguido por empresas de todos os setores da economia, por&eacute;m essa faz surgir um grandecontrassenso. Como j&aacute; discutido anteriormente, a moda &eacute; estimuladora da efemeridade, dasignifica&ccedil;&atilde;o dos objetos e da troca r&aacute;pida desses signos para se manter atualizada na sociedade.. Por outro lado, a moda est&aacute; buscando solu&ccedil;&otilde;es mais sustent&aacute;veis e ecorrespons&aacute;veis para produzir seus produtos, o que, na pr&aacute;tica, significa uma esp&eacute;cie de economia de signos. (Parode et. al., 2010, p.72)</blockquote>     <p>Assim, surge uma forma de desenvolver produtos de moda, que come&ccedil;ar&atilde;o a ser cada vez mais medidos pelas a&ccedil;&otilde;es que interferem nos sistemas naturais, cujo foco &eacute; o impacto que as roupas provocam, seja pelo seu processo fabril, seja pelo simples uso di&aacute;rio. A mudan&ccedil;a de paradigmas na moda deve acontecer no todo, ou seja, pequenas mudan&ccedil;as, como a altera&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;ria-prima da qual &eacute; feito o produto, n&atilde;o s&atilde;o suficientes para afirm&aacute;-lo como sustent&aacute;vel, h&aacute; a necessidade de mudan&ccedil;as na fase projetual, no processo de fabrica&ccedil;&atilde;o, no tempo de vida do produto e conscientiza&ccedil;&atilde;o do designer, pois &eacute; ele quem pensa e concebe o projeto, os sistemas e os produtos.</p>     <p><b>5. Segmento <i>jeanswear</i></b></p>     <p>O jeans &eacute; utilizado na fabrica&ccedil;&atilde;o de artigos de vestu&aacute;rio e ganha destaque na confec&ccedil;&atilde;o de cal&ccedil;as usadas por v&aacute;rios indiv&iacute;duos de diferentes idades e condi&ccedil;&otilde;es sociais. O <i>jeanswear</i> &eacute; uma parte dos produtos de moda que possui grande complexidade por necessitar de uma extensa e articulada rede de manufatura (Mendes &amp; Lima, 2012).</p>     <p>O Brasil possui parques industriais importantes para o vestu&aacute;rio, onde se concentra grande parte da produ&ccedil;&atilde;o de jeans, como a regi&atilde;o do agreste pernambucano, na cidade de Toritama; no interior do estado do Paran&aacute;, nas cidades de Cianorte, Londrina e Maring&aacute;; no estado de S&atilde;o Paulo, nas regi&otilde;es metropolitanas pr&oacute;ximas a Campinas e na cidade de S&atilde;o Paulo.</p>     <p>A cidade de Toritama, como exemplo do qu&atilde;o significativo &eacute; o mercado de <i>jeanswear</i>, &eacute; parte integrante do Polo do Agreste, que possui 2.500 f&aacute;bricas e produz o correspondente a 16% daprodu&ccedil;&atilde;o nacional. A cidade que &eacute; considerada a &ldquo;capital do jeans&rdquo;, teve um aumento da popula&ccedil;&atilde;o em 63,4% em dez anos, motivado pelo emprego nas ind&uacute;strias de jeans, que empregam parte da popula&ccedil;&atilde;o local e dos munic&iacute;pios vizinhos (Tavares &amp; Arnt, 2011).</p>     <p>Esses e demais parques fabris distribu&iacute;dos pelo Brasil somam a produ&ccedil;&atilde;o que movimenta US$ 8 bilh&otilde;es (ABIT<sup><a href="#1" name="top1">[1]</a></sup> , 2011), o pa&iacute;s ainda est&aacute; situado na posi&ccedil;&atilde;o de quinta maior ind&uacute;stria t&ecirc;xtil do mundo, o segundo produtor em denim.</p>     <p>Assim, percebe-se como &eacute; importante para a ind&uacute;stria do vestu&aacute;rio a produ&ccedil;&atilde;o de pe&ccedil;as jeans,pois fortalece o produto interno e ganha destaque mercadol&oacute;gico, visto que 46% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira usa jeans diariamente e chega a comprar, em m&eacute;dia, sete pe&ccedil;as ao ano (ABIT, 2013).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As produ&ccedil;&otilde;es de <i>jeanswear</i> prosseguem aumentando cada vez mais, pois o segmento teve em 2012 um crescimento de 3,5% em volume de pe&ccedil;as e 7,9% em faturamento, totalizando R$ 7,3 bilh&otilde;es (ABIT, 2013). A julgar pelo fator econ&ocirc;mico, o jeans oferta para o Brasil um valor bastante significativo com rela&ccedil;&atilde;o ao material t&ecirc;xtil, o denim, pois, de acordo com Ricardo Weiss, presidente da Tavex (fabricante de denim), o pa&iacute;s ainda tem posi&ccedil;&atilde;o de destaque e lideran&ccedil;a no setor, mas ao se tratar de pe&ccedil;as confeccionadas, sofre com a crescente influ&ecirc;ncia do mercado asi&aacute;tico, criando impactos negativos em toda a cadeia (ABIT, 2013).</p>     <p>Por todos os fatores econ&ocirc;micos e mercadol&oacute;gicos que apontam a relev&acirc;ncia do segmento do <i>jeanswear</i>, que, assim como os outros segmentos de produtos de vestu&aacute;rio, possui uma s&eacute;rie de aspectos negativos relacionados ao impacto ambiental, se destaca o jeans como um nicho complexo e carregado de fatores que questionam as possibilidades da implanta&ccedil;&atilde;o da sustentabilidade. No t&oacute;pico a seguir ser&atilde;o discutidas algumas oposi&ccedil;&otilde;es da rela&ccedil;&atilde;o jeans e sustentabilidade, que questionam e refletem se &eacute; poss&iacute;vel que essa uni&atilde;o venha a acontecer.</p>     <p><b>6. Jeans e a sustentabilidade</b></p>     <p>O jeans &eacute; uma pe&ccedil;a de vestu&aacute;rio que possui muitos impasses para tornar poss&iacute;vel a sustentabilidade, pois, al&eacute;m de todos os paradigmas da moda (j&aacute; vistos em cap&iacute;tulos anteriores), a carga de impactos negativos ambientais e sociais pode ser considerada elevada, resultante de v&aacute;rios fatores, como no casodas produ&ccedil;&otilde;es, da proced&ecirc;ncia de mat&eacute;ria-prima e dos servi&ccedil;os, que s&atilde;o de origens diversas e distantes, como apresenta Thorpe:</p>     <blockquote>Por exemplo, um par de cal&ccedil;a jeans re&uacute;ne materiais de todo o mundo. &Iacute;ndigo sint&eacute;tico vindo da Alemanha, pedra-pomes para stone washing vinda da Turquia. Algod&atilde;o paratecido vem de Pequim [&hellip;]. Fibra de poli&eacute;ster para segmento vem do Jap&atilde;o e o cobre para os prendedores vem da Nam&iacute;bia e Austr&aacute;lia. Unidos em um par de jeans, esses materiaiss&atilde;o depositados em diversas lojas da Europa. O jeans ao longo do processo mat&eacute;rias-primas [algod&atilde;o, cobre, poli&eacute;ster,] que perdem sua estrutura original, concentra&ccedil;&atilde;o e o seu potencial, e se espalham em formas menos &uacute;teis ao redor do globo. Nossos atuais sistemas n&atilde;o oferecem nenhuma forma pr&aacute;tica de estruturar e concentrar os materiais de bilh&otilde;es de pares de jeans. (2007, p.41, tradu&ccedil;&atilde;o nossa)</blockquote>     <p>A insustentabilidade da ind&uacute;stria do <i>jeanswear</i> percorre v&aacute;rios lugares diferentes, em decorr&ecirc;ncia da v&aacute;rias ind&uacute;strias que se conectam para formar uma cadeia, com o intuito de construiruma pe&ccedil;a, com a fabrica&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios materiais em diversos locais, que demonstra quanto o jeans &eacute;globalizado e que se necessita saber a fonte que produziu determinado material e se ela vai ao encontro da sustentabilidade.</p>     <p>O segmento <i>jeanswear</i> possui dois pontos a serem resolvidos, que s&atilde;o: a lavanderia e a ind&uacute;stria anti&eacute;tica. Cabe, portanto, detalhar essas quest&otilde;es, para determinar a profundidade do impacto desse segmento.</p>     <p>A lavanderia &eacute; um dos beneficiamentos mais importantes para a ind&uacute;stria do <i>jeanswear</i>, pois &eacute; respons&aacute;vel pela transforma&ccedil;&atilde;o na tela t&ecirc;xtil, acrescentando acabamento, colora&ccedil;&atilde;o e conforto, pois o denim bruto se apresenta engomado na confec&ccedil;&atilde;o da pe&ccedil;a, somente na lavanderia, atrav&eacute;s de lavagens com qu&iacute;micos, o produto se torna pr&oacute;prio para uso.</p>     <blockquote>Para dar &agrave; cal&ccedil;a o aspecto desgastado, s&atilde;o usadas subst&acirc;ncias qu&iacute;micas como am&ocirc;nia e soda c&aacute;ustica, que, al&eacute;m de prejudiciais &agrave; sa&uacute;de, s&atilde;o altamente poluentes. Somam-se a isso enormes volumes de &aacute;gua e de energia gastos e toneladas de CO2 (g&aacute;s carb&ocirc;nico) emitidas ao longo do ciclo de vida do produto. (Tavares &amp; Arnt, 2011, dispon&iacute;vel em: http://revistaplaneta.terra.com.br/secao/meio-ambiente/velha-azul-desbotada-e-poluente)</blockquote>     <p>O uso de componentes qu&iacute;micos produz efeitos que acrescentam valor de mercado &agrave;s pe&ccedil;as jeans, por&eacute;m esses mesmos qu&iacute;micos agridem o meio ambiente, podendo influenciar a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o que circunda os locais onde ser&atilde;o despejados os res&iacute;duos da lavanderia. H&aacute; aquelas que fazem o tratamento reutilizando a &aacute;gua ou retorna com tratamentos que fazem com que a &aacute;gua retorne ao meio ambiente sem a impureza dos res&iacute;duos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A lavagem e o tingimento de cal&ccedil;as ainda necessitam de grande quantidade de &aacute;gua e produtos qu&iacute;micos, pois, como afirma Fletcher e Grose: &ldquo;A &aacute;gua &eacute; um problema essencial para as fibras t&ecirc;xteis e, portanto, para a ind&uacute;stria da moda&rdquo; (2011, p.28). Acerca desse problema, conv&eacute;m ressaltar que o uso da &aacute;gua varia de uma pe&ccedil;a para outra, para tanto se fazem necess&aacute;rias uma avalia&ccedil;&atilde;o e uma inova&ccedil;&atilde;o no uso da &aacute;gua, pois se cada cal&ccedil;a jeans consome 20 litros em sua fabrica&ccedil;&atilde;o, a lavagem contribui para esse contingente aqu&iacute;fero de uma &uacute;nica pe&ccedil;a.</p>     <p>A maioria das lavanderias que possuem alto fator produtivo encontram-se na China, &Iacute;ndia, Tun&iacute;sia e no Brasil e, apesar de haver grande concentra&ccedil;&atilde;o de relatos jornal&iacute;sticos sobre a polui&ccedil;&atilde;o dos rios que atingem n&iacute;veis ca&oacute;ticos, deixando-os impr&oacute;prios, retratam a aus&ecirc;ncia de tratamento da &aacute;gua utilizada nas lavagens, gerando como resultado vis&iacute;vel a mudan&ccedil;a da colora&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas desses riosque &eacute; alterada com o decorrer do tempo, privando a popula&ccedil;&atilde;o do seu uso para sua subsist&ecirc;ncia (Exame, 2010).</p>     <p>Acerca desse ponto, pode-se ilustrar citando dois document&aacute;rios que demonstram como a falta de legisla&ccedil;&atilde;o e o descaso industrial fazem com que a produ&ccedil;&atilde;o de pe&ccedil;as jeans, acarretem um impacto de quadro significante em lagos e rios. O primeiro &eacute; o document&aacute;rio franc&ecirc;s <i>Le Tour du Monde d&rsquo;um Jean</i>, que mostra rios na Tun&iacute;sia que passaram a ter colora&ccedil;&atilde;o azul &iacute;ndigo, um pa&iacute;s que &eacute; refer&ecirc;ncia para lavagem de pe&ccedil;as advindas da Europa. O mesmo acontece com rios da cidade de Toritama (PE), como foi registrado em reportagem feita pela Rede Globo de Televis&atilde;o, riachos que possuem acolora&ccedil;&atilde;o azul, mesmo com o Minist&eacute;rio P&uacute;blico tendo exigido, em 2001, maior conscientiza&ccedil;&atilde;o e a adequa&ccedil;&atilde;o das lavanderias, o que se nota que h&aacute; ainda empresas atuando de modo irregular, como se pode averiguar na reportagem citada que foi ao ar em rede nacional, no m&ecirc;s de agosto de 2012.</p>     <p>Cabe ressaltar que n&atilde;o &eacute; somente pelo fato de rios e riachos aparecerem com a cor azulada, mas esse &eacute; um ind&iacute;cio de que se a &aacute;gua &eacute; origin&aacute;ria de alguma lavanderia, ao ser descartada ainda cont&eacute;m todos os componentes qu&iacute;micos para se tingir uma pe&ccedil;a jeans. Esse &eacute; um quadro convencional para as lavanderias, pois j&aacute; houve outros casos anteriores a esses, como o da cidade de Tehuac&aacute;n, no M&eacute;xico, que por anos atendeu empresas norte-americanas, como GAP e Levi&rsquo;s, e era a cidade que mais produzia jeans no mundo, por&eacute;m, em decorr&ecirc;ncia da polui&ccedil;&atilde;o constante de rios foram contaminados alimentos, pois a mesma &aacute;gua que era escoada das lavanderias servia de irriga&ccedil;&atilde;o para as lavouras, o que trouxe preju&iacute;zo nacional e internacional. (Tavares &amp; Arnt, 2011).</p>     <p>A moda &eacute; um grande neg&oacute;cio que movimenta mercados financeiros mundiais, atrav&eacute;s dessamultiplicidade de pa&iacute;ses que s&atilde;o envolvidos na cadeia produtiva. As crises e os impactos negativos t&ecirc;mcorrela&ccedil;&atilde;o com a economia local e mundial, por exemplo, o que aconteceu com um cen&aacute;rio como o do M&eacute;xico foi a transfer&ecirc;ncia da produ&ccedil;&atilde;o para outros pa&iacute;ses, que n&atilde;o s&atilde;o condizentes com implanta&ccedil;&atilde;odas lavanderias sem estrutura adequada.</p>     <p>E, refor&ccedil;ando com a afirma&ccedil;&atilde;o de Frings (2012), isso acontece porque os produtores t&ecirc;xteis americanos n&atilde;o se ocupam com melhorias ambientais, pois os gastos s&atilde;o altos, e enquanto as empresas respons&aacute;veis ambientalmente repassam suas despesas para os produtos, aumentando os valores, as empresas que competem com pre&ccedil;os baixos por n&atilde;o pagarem para limpar o meio ambiente conseguem ganhar mais espa&ccedil;o no mercado.</p>     <p>O mercado deixa de absorver o que uma localidade oferece para extrair em outro lugar, isso em decorr&ecirc;ncia de ambientes polu&iacute;dos deixados pelas ind&uacute;strias, estas se deslocam para lugares que possam oferecer a infraestrutura que supra as necessidades para seu funcionamento, levando para esses novos territ&oacute;rios a possibilidade de surgimento das problem&aacute;ticas j&aacute; apresentadas em localidades anteriores.</p>     <p>Esse &eacute; o caso da China, que passou a operar grande parte das lavanderias que s&atilde;o respons&aacute;veis pelas empresas que antes se encontravam no M&eacute;xico, mas j&aacute; h&aacute; sinais de que h&aacute; polui&ccedil;&atilde;o nos rioschineses, decorrente das &aacute;guas das caldeiras, como no caso do Rio P&eacute;rola na cidade de Xintang.</p>     <p>A cidade de Xintang produz 60% das cal&ccedil;as jeans do pa&iacute;s (exportando 40% para Estados Unidose Europa), a cidade &eacute; reconhecida como a &ldquo;capital do jeans do mundo&rdquo;. Em uma an&aacute;lise feita pelo Greenpeace nas &aacute;guas do Rio Dong, foram encontrados metais que s&atilde;o nocivos &agrave; sa&uacute;de, como cobre, c&aacute;dmio e chumbo, com n&iacute;veis de at&eacute; 128 vezes superiores aos limites aceit&aacute;veis (Exame, 2010).</p>     <p>A produ&ccedil;&atilde;o de pe&ccedil;as jeans cresce &agrave; medida que o mercado procura por roupas do segmento, que podem ser encontradas a pre&ccedil;os acess&iacute;veis. Para se alcan&ccedil;ar tal feito, a ind&uacute;stria da moda se utiliza de ardilosos m&eacute;todos que v&atilde;o de encontro ao conceito &eacute;tico, que abrange quest&otilde;es dos direitos trabalhistas, mat&eacute;rias-primas produzidas em conson&acirc;ncia com as preocupa&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas, direitos dos animais e a n&atilde;o promo&ccedil;&atilde;o de corpos insalubres (Matharu, 2011).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Agrave; luz das quest&otilde;es abordadas se explana outra problem&aacute;tica da ind&uacute;stria do <i>jeanswear</i>, que &eacute; a falta de &eacute;tica. Sabe-se que esse n&atilde;o &eacute; apenas um caso isolado desse segmento, mas a notoriedade que ganhou nos casos de aus&ecirc;ncia dos direitos trabalhistas e poss&iacute;veis descasos sociais t&ecirc;m focado no jeans.</p>     <p>Casos an&aacute;logos &agrave; escravid&atilde;o, m&atilde;o de obra infantil e a aus&ecirc;ncia do cumprimento de leis trabalhistas, a China &eacute; o maior exportador, emprega cerca de 20 milh&otilde;es de oper&aacute;rios, por&eacute;m a falta de direitos trabalhistas, condi&ccedil;&otilde;es de trabalho insatisfat&oacute;rias e os baixos sal&aacute;rios refletem questionamentos de quanto a ind&uacute;stria de moda &eacute; negligente (Matharu, 2011).</p>     <p>O caso das f&aacute;bricas chinesas se tornou mais evidente com o document&aacute;rio <i>China Blue</i> (2005), que apresenta a explora&ccedil;&atilde;o laboral em empresas que fabricam jeans, com grande parte dos trabalhadores, em sua maioria mulheres, morando nas depend&ecirc;ncias da f&aacute;brica, pois s&atilde;o migrantes do meio rural ou de outras localidades afastadas. Os relatos demonstram condi&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias, o excesso de carga hor&aacute;ria de trabalho, que normalmente &eacute; de 11 horas, mas pode chegar a mais de 19 horas, pois as empresas est&atilde;o focadas em entregar no prazo estipulado a fim de garantir que os clientes, em sua maioria europeus e americanos, continuem a consumir e sintam-se satisfeitos com o que &eacute; fabricado.</p>     <p>O Brasil, apesar de possuir leis que asseguram direitos de trabalhadores, n&atilde;o se esquiva decen&aacute;rios de explora&ccedil;&atilde;o laboral no segmento do <i>jeanswear</i>, pois, al&eacute;m de haver trabalhos an&aacute;logos &agrave; escravid&atilde;o, principalmente com oper&aacute;rios estrangeiros, em sua maioria bolivianos que trabalham por horas al&eacute;m do estipulado por lei, h&aacute; os casos de fac&ccedil;&otilde;es<sup><a href="#2" name="top2">[2]</a></sup> que confeccionam em casas e galp&otilde;es, algumas sem regulamenta&ccedil;&atilde;o, desfavorecendo os trabalhadores.</p>     <p>Ainda que algumas empresas recebam o t&iacute;tulo de responsabilidade social, estas podem ser coniventes com meios de trabalho inadequados, pois com as subcontrata&ccedil;&otilde;es se consegue pre&ccedil;osbaixos dos produtos, advindos dos baixos sal&aacute;rios, h&aacute; empresas que mant&ecirc;m outros livros cont&aacute;beispara contornar a fiscaliza&ccedil;&atilde;o (Fletcher &amp; Grose, 2011).</p>     <p>O fato de o jeans ser uma pe&ccedil;a democr&aacute;tica e por ter muitas fun&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o pode causar maior repreens&atilde;o, pois uma cal&ccedil;a pode passar pela m&atilde;o de 17 pessoas (Tv Asa Branca, 2011), o que acarreta mais tempo de produ&ccedil;&atilde;o, implicando em uma pe&ccedil;a complexa. A demanda de pe&ccedil;as a serem confeccionadas pressiona os trabalhadores a desenvolverem pe&ccedil;as rapidamente para atender um cronograma curto para a mercadoria chegar em tempo h&aacute;bil &agrave;s m&atilde;os do consumidor.</p>     <p>Portanto, mesmo com a abordagem de pontos j&aacute; vistos no t&oacute;pico Rela&ccedil;&atilde;o Moda e Sustentabilidade, coube averiguar no jeans particularidades, pois esse segmento se difere dos segmentos das demais pe&ccedil;as produzidas em massa, pela diversidade da produ&ccedil;&atilde;o e das pe&ccedil;as que s&atilde;o complexas em sua fabrica&ccedil;&atilde;o, como, por exemplo, o blazer, pois pe&ccedil;as como esta n&atilde;o s&atilde;o produzidas em volume compar&aacute;vel ao jeans, e n&atilde;o persistem em todas as cole&ccedil;&otilde;es do ano. O jeans se adapta atodas as temporadas de todas as esta&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas.</p>     <p>As pe&ccedil;as jeans t&ecirc;m que superar as adversidades da moda e de seu pr&oacute;prio m&eacute;todo de produ&ccedil;&atilde;o para se adequar ao conceito sustent&aacute;vel. Se a sustentabilidade &eacute; um questionador da moda, para o jeans, al&eacute;m de questionar, deve-se propor uma reformula&ccedil;&atilde;o de todo o sistema de desenvolvimento e fabrica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A exist&ecirc;ncia de projetos que atuem nas defici&ecirc;ncias, em que a mat&eacute;ria-prima &eacute; analisada e inspecionada, para que, partindo da extra&ccedil;&atilde;o (in&iacute;cio do ciclo), o projeto consistisse num mesmo eixo; a conscientiza&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos aproximando-se da realidade habitual, mostrando, assim, as possibilidades de como diminuir os impactos nocivos.</p>     <p>Discutem-se propostas de novas vertentes com inclina&ccedil;&atilde;o para o apelo de conscientiza&ccedil;&atilde;o, tendo o ciclo de vida do produto em maior destaque, por&eacute;m, para se concluir o produto, todo o processo deve ser analisado e ser preponderante nas etapas do produto de moda, no nosso estudo de caso, as pe&ccedil;as em jeans.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>7. Metodologia</b></p>     <p>A an&aacute;lise dos dados obtidos dos profissionais que representam as empresas estudadas nos permite elaborar o questionamento e o confronto com as teorias da revis&atilde;o da literatura e com as respostas obtidas dos indiv&iacute;duos entrevistados, somadas ao discurso promocional das empresas a partirdas diferentes afirma&ccedil;&otilde;es contidas nas respostas dadas aos question&aacute;rios aplicados.</p>     <p>Cabe ressaltar pontos importantes, tais como as escolhas para a entrevista. Nesse aspecto, foram selecionados e questionados indiv&iacute;duos que trabalham no setor de desenvolvimento de produto. Outro crit&eacute;rio de sele&ccedil;&atilde;o adotado foi o fato de a empresa ter desenvolvido sua divulga&ccedil;&atilde;o e propaganda alegando que seus produtos s&atilde;o sustent&aacute;veis, bem como o fato de que o jeans &eacute; o principal produto decomercializa&ccedil;&atilde;o dessas empresas.</p>     <p>Para tanto, o presente trabalho obteve aprova&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o (USC), sob parecer do Protocolo no 133/11, em 25 de agosto de 2011. Posteriormente, o question&aacute;rio foi aplicado aos entrevistados ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o e explica&ccedil;&atilde;o sobre a pesquisa e a assinatura do termo de consentimento livre esclarecido, que torna &eacute;tico oprocedimento, bem como assegura o sigilo das informa&ccedil;&otilde;es de identifica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Assim, analisamos as empresas que se consideram sustent&aacute;veis por meio dos produtos que fabricam e o aspecto sustent&aacute;vel que norteia os consumidores a adquirir os produtos dessa empresa.</p>     <p>As empresas n&atilde;o ser&atilde;o identificadas por suas denomina&ccedil;&otilde;es comerciais a fim de evitar que haja predetermina&ccedil;&otilde;es e preservar a identidade das empresas, pois o importante desta pesquisa &eacute; conhecer a atualidade do mercado de moda sustent&aacute;vel.</p>     <p>Foram observadas e estudadas tr&ecirc;s empresas, sendo duas no ramo de confec&ccedil;&atilde;o e outra no segmento t&ecirc;xtil; justifica-se essa quantidade pelo fato de ainda n&atilde;o haver muitas ind&uacute;strias na &aacute;rea dovestu&aacute;rio que se apresentam como sustent&aacute;veis. E tamb&eacute;m porque muitas ind&uacute;strias que ostentam essediscurso se negaram a participar da pesquisa que ora apresentamos neste artigo.</p>     <p>O question&aacute;rio consiste em perguntas a respeito das atividades das empresas; a no&ccedil;&atilde;o de conhecimento sobre sustentabilidade, ciclo de vida e o desenvolvimento de produto. Os question&aacute;rios foram organizados em entrevistas semiestruturadas a fim de que pudessem ser adequados a d&uacute;vidas e outros dados e informa&ccedil;&otilde;es relevantes por parte dos entrevistados e sanar eventuais d&uacute;vidas que pudessem surgir sobre a empresa.</p>     <p>O que se busca com os questionamentos &eacute; averiguar a profundidade do conhecimento sobre atem&aacute;tica deste trabalho, como trabalham com a sustentabilidade, conhecimento e aplica&ccedil;&atilde;o do ciclo devida, as dificuldades em se desenvolver um produto com essa especificidade e se h&aacute; como averiguar ses&atilde;o sustent&aacute;veis ou n&atilde;o, em conson&acirc;ncia com afirma&ccedil;&otilde;es feitas pelos v&aacute;rios autores discutidos anteriormente.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As empresas de confec&ccedil;&atilde;o entrevistadas (A e B) s&atilde;o de pequeno porte, instaladas nas cidades de S&atilde;o Paulo (A) e Belo Horizonte (B), respectivamente. Ambas produzem, em m&eacute;dia, 40 mil pe&ccedil;as anuais no segmento <i>casualwear</i>. Os profissionais entrevistados atuam h&aacute; cerca de seis anos em suas respectivas empresas. A ind&uacute;stria t&ecirc;xtil entrevistada (C), da cidade de Santa B&aacute;rbara d&rsquo;Oeste (SP), &eacute; de porte m&eacute;dio, com produ&ccedil;&atilde;o de 5 milh&otilde;es de metros/m&ecirc;s. O funcion&aacute;rio entrevistado atua nessa empresa h&aacute; nove anos</p>     <p>O fato de os entrevistados atuarem h&aacute; muito tempo nas empresas pesquisadas garantiu maior credibilidade &agrave; pesquisa, pois estes det&ecirc;m profundo conhecimento a respeito da empresa na qual atuam. Dessa forma, puderam detalhar os elementos e caracter&iacute;sticas que cercam o desenvolvimento dos produtos e a sua rela&ccedil;&atilde;o com a sustentabilidade.</p>     <p>A fim de confrontar a primeira hip&oacute;tese do discurso promocional com os das entrevistas, ser&atilde;o apresentadas algumas imagens e conceitos procedentes dos sites, campanhas publicit&aacute;rias e redessociais que indicam os discursos promovidos por essas empresas. Esses dados foram confrontados comas respostas dos indiv&iacute;duos entrevistados.</p>     <p>A empresa A apresenta em sua campanha publicit&aacute;ria que a marca j&aacute; iniciou suas atividades com intuito sustent&aacute;vel desde sua g&ecirc;nese, indica tamb&eacute;m o uso da mat&eacute;ria-prima org&acirc;nica como fundamental para o desenvolvimento dos produtos, atua com profissionais respons&aacute;veis para que o produto se torne poss&iacute;vel. Ao final da descri&ccedil;&atilde;o do conceito apresentado no site (<a href="#f1">Figura 1</a>), a empresa afirma que &eacute; poss&iacute;vel aliar a moda &agrave; sustentabilidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v24/v24a08f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As respostas obtidas pela entrevista e o question&aacute;rio aplicado levam a observar a confirma&ccedil;&atilde;o das afirmativas que constam no site da marca, como no caso da mat&eacute;ria-prima org&acirc;nica, que o entrevistado destaca que s&atilde;o org&acirc;nicos pelo fato de produzirem suas pr&oacute;prias mat&eacute;rias-primas t&ecirc;xteisque possuem o selo certificador da NOW (<i>Natural Organic World</i>), que &eacute; um selo pertencente &agrave; empresa Coexis, uma certificadora de produtos org&acirc;nicos, localizada na cidade de Barueri (SP).</p>     <p>A empresa se apoia no conceito do org&acirc;nico para afirmar que suas pe&ccedil;as s&atilde;o sustent&aacute;veis, sendo a base para acompanhar todo o desenvolvimento de produto. A preocupa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de dos agricultores &eacute; outro ponto apresentado no v&iacute;deo dispon&iacute;vel no canal YouTube, portanto a atua&ccedil;&atilde;o na proced&ecirc;ncia da mat&eacute;ria-prima &eacute; primordial, o modo do cultivo e a responsabilidade social com a agricultura familiar, ponto tamb&eacute;m observado e relatado na entrevista.</p>     <p>No v&iacute;deo acima indicado a empresa aborda o conhecimento do ciclo de vida do produto, por&eacute;m, em entrevista, percebemos o desconhecimento a respeito dessa metodologia. Parece que a quest&atilde;o sobre a metodologia do ciclo de vida do produto &eacute; emp&iacute;rica no acompanhamento das etapas do desenvolvimento e produ&ccedil;&atilde;o do produto, ou a empresa n&atilde;o deixa expl&iacute;cito que tal metodologia &eacute; adotada.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, n&atilde;o houve conhecimento sobre qualquer outra metodologia aplicada ao processo do projeto de produto, o entrevistado afirma ainda no question&aacute;rio que projetar a cadeia de todo o produto possui um custo alto; essa resposta somente se fez conhecer ap&oacute;s uma breve explica&ccedil;&atilde;o sobre o conceito de ciclo de vida do produto. Ao ser questionado sobre como &eacute; o desenvolvimento doproduto, o entrevistado afirma que o foco principal &eacute; a mat&eacute;ria-prima, a empresa n&atilde;o pode se afirmar como sustent&aacute;vel, apenas pelo material com que &eacute; fabricado o produto.</p>     <p>A empresa B apresenta seus conceitos divulgados no site institucional, muito semelhantes ao discurso da empresa A, especialmente com rela&ccedil;&atilde;o aos produtos org&acirc;nicos, mas tamb&eacute;m indica o uso de material reciclado. O ponto que cabe destacar &eacute; a respeito dos valores sociais que aparecem em projetos e na atua&ccedil;&atilde;o &eacute;tica atrav&eacute;s do com&eacute;rcio justo (<a href="#f2">Figura 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v24/v24a08f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O profissional entrevistado da empresa B afirma que conhece a tem&aacute;tica sustent&aacute;vel e aborda esse aspecto de forma semelhante tanto na entrevista quanto no site da empresa. O conceito e o discurso s&atilde;o fundamentados por meio da vertente da empresa e suas convic&ccedil;&otilde;es projetuais, bem comoa sua atua&ccedil;&atilde;o no mercado atrav&eacute;s do com&eacute;rcio justo e a import&acirc;ncia da concilia&ccedil;&atilde;o social e ambiental.</p>     <p>O mesmo pode ser observado na p&aacute;gina da marca em uma rede social; a forma como apresenta a empresa para o grande p&uacute;blico, com seus conceitos e valores, deixa claro os produtos que desenvolvem. Na entrevista, o designer respons&aacute;vel afirma que possui forma&ccedil;&atilde;o voltada &agrave; &aacute;rea sustent&aacute;vel adquirida em um curso de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o lato sensu em Gest&atilde;o Ambiental e que aimport&acirc;ncia de abordar a sustentabilidade &eacute; uma quest&atilde;o de sobreviv&ecirc;ncia e garantia de qualidade devida para a empresa e para os seus consumidores/clientes. Afirma, ainda, que, atrav&eacute;s das redessociais, consegue medir o n&iacute;vel de aceita&ccedil;&atilde;o de seus produtos e o entendimento do cliente a respeito dosprodutos desenvolvidos pela empresa e da sustentabilidade, o que aponta a import&acirc;ncia da percep&ccedil;&atilde;o docliente para a empresa no desenvolvimento do produto, que, no caso da empresa B, considera um itemimportante a ser inserido no planejamento do ciclo de vida.</p>     <p>A empresa C &eacute; a que atua com maior publicidade e a&ccedil;&otilde;es promocionais distribu&iacute;das em v&aacute;rios ve&iacute;culos e canais de comunica&ccedil;&atilde;o, tais como m&iacute;dia impressa e digital. Portanto, possui elementos de informa&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida e que chegam ao p&uacute;blico consumidor final como uma forma de dar conhecimentosobre um produto que chegar&aacute; ao mercado j&aacute; no formato modificado pela ind&uacute;stria da confec&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Assim, a campanha publicit&aacute;ria (<a href="#f3">Figura 3</a>) apresentada a seguir mostra o enfoque para o recurso natural de maior uso no <i>jeanswear</i>, que &eacute; a &aacute;gua. Indica que o produto dessa empresa diminui a quantidade consumida do recurso em 40% e s&atilde;o otimizados 75% do tingimento. Ressalta tamb&eacute;m o selo de certifica&ccedil;&atilde;o ISO 14001 e a garantia de inova&ccedil;&atilde;o e sustentabilidade em sua produ&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m o foco principal &eacute; a &aacute;gua, o que leva a crer que a sustentabilidade se apoia nesse fator.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v24/v24a08f3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em conformidade com a entrevista cedida atrav&eacute;s do question&aacute;rio, o profissional abordado explana sobre o uso m&iacute;nimo dos recursos naturais, ressalta que as informa&ccedil;&otilde;es sobre a sustentabilidade s&atilde;o formas de direcionar o p&uacute;blico, que a publicidade serve para demonstrar a &eacute;tica da empresa e suas atitudes para com seus colaboradores.</p>     <p>O discurso sobre a &aacute;gua na publicidade demonstra um apelo midi&aacute;tico, apenas um fragmento do que a empresa valoriza. Para o grande p&uacute;blico poder entender que somente esta linha &ldquo;<i>Genius Denim</i>&rdquo; valoriza a sustentabilidade, a campanha &eacute; destaque das m&iacute;dias, das redes sociais e em v&iacute;deos que s&atilde;o colocados no site oficial, por&eacute;m cabe ressaltar que h&aacute; outras linhas de produtos que n&atilde;o possuem oenfoque sustent&aacute;vel direcionadas a um mercado tradicional, mas na entrevista isso n&atilde;o &eacute; abordado e,no site, se leva a crer que a tecnologia que consome menos &aacute;gua &eacute; inserida em todas as linhas de produtos, portanto h&aacute; um desencontro entre o que se relata no site e na entrevista com o que &eacute; divulgado.</p>     <p><b>9. Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>O presente estudo surgiu com a finalidade de observar e refletir sobre a abordagem da sustentabilidade pelo design de moda, questionando a veracidade do discurso expressado pelas empresas. Assim, pode-se afirmar que este trabalho conseguiu atingir o objetivo, por meio deentrevistas nas quais se pode averiguar quanto s&atilde;o atendidas as estrat&eacute;gias sustent&aacute;veis a fim de nomear um produto como sustent&aacute;vel.</p>     <p>A pesquisa revelou que empresas de moda com discurso sustent&aacute;vel ganham o status de ecol&oacute;gica perante o grande p&uacute;blico. E, por se tratar de uma &aacute;rea que tem ganhado mais destaque na m&iacute;dia, torna-se uma vantagem mercadol&oacute;gica demonstrar que determinada marca se preocupa com o ser humano e com seu futuro no planeta.</p>     <p>No entanto, observa-se que apesar da mensagem transmitida por algumas marcas em suas publicidades, tais empresas n&atilde;o cumprem com seu discurso, pois na verdade destaca-se a sustentabilidade quando se deveria salientar o produto como ecol&oacute;gico ou &eacute;tico.</p>     <p>Acredita-se que a metodologia adotada tenha colaborado para reconhecer que o mercado da moda sustent&aacute;vel ainda caminha a passos lentos. Afinal, s&atilde;o poucas as ind&uacute;strias com discurso e conduta realmente sustent&aacute;veis, tanto que a pesquisa teve problemas em encontrar empresas para aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio, que foi tratado com indiferen&ccedil;a por algumas.</p>     <p>Conclui-se que h&aacute; ainda a necessidade de poss&iacute;veis medidas a serem adotadas para um produto de moda sustent&aacute;vel, pois se trata de um mercado ainda em constru&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Portanto, sugerem-se alguns apontamentos que podem responder aos questionamentos relatados na pesquisa, a come&ccedil;ar por algumas medidas informativas corporativas. As empresas demonstraram que necessitam de m&eacute;todos para que a sustentabilidade tenha o envolvimento de todos oscolaboradores, e para que este processo ocorra, a empresa deveria adotar formas que possibilitem a intera&ccedil;&atilde;o com um motivo comum (no caso, a sustentabilidade). Maiores conhecimentos e a&ccedil;&otilde;es sobrea sustentabilidade, que podem ser apoiados pelo design sustent&aacute;vel, associados ao design de informa&ccedil;&atilde;o, possibilitariam a implanta&ccedil;&atilde;o mais adequada e efetiva da sustentabilidade e auxiliariam no interc&acirc;mbio de informa&ccedil;&otilde;es e na formula&ccedil;&atilde;o de projetos, produtos e sistemas, de fato, mais sustent&aacute;veis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>ABIT (2013) &ldquo;Pesquisa Aponta que 46% dos Brasileiros Usam Jeans Diariamente&rdquo;, Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.abit.org.br/Imprensa.aspx?NotId=388#388|ND|C" target="_blank">http://www.abit.org.br/Imprensa.aspx?NotId=388#388|ND|C</a>.</p>     <p>ABIT (2011) &ldquo;Dados de Denim e Cal&ccedil;a Jeans: Produ&ccedil;&atilde;o, Faturamento e Exporta&ccedil;&atilde;o&rdquo;, Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.abit.org.br/site/navegacao.asp?id_menu=6&amp;amp;id_sub=19&amp;amp;idioma=PT" target="_blank">www.abit.org.br/site/navegacao.asp?id_menu=6&amp;id_sub=19&amp;idioma=PT</a>.</p>     <!-- ref --><p>Agamben, G. (2009) <i>O que &eacute; o Contempor&acirc;neo? E outros Ensaios</i>, Santa Catarina: Editora Argos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2029292&pid=S2183-3575201300020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Baxter, M. (2011) <i>Projeto de Produto: Guia Pr&aacute;tico para o Design de Novos Produtos</i>, S&atilde;o Paulo: Blucher.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2029294&pid=S2183-3575201300020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Berlim, L. (2012) <i>Moda e Sustentabilidade: Uma Reflex&atilde;o Necess&aacute;ria</i>, S&atilde;o Paulo: Esta&ccedil;&atilde;o das Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2029296&pid=S2183-3575201300020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Caldas, D. (2004) <i>Observat&oacute;rio de Sinais: Teoria e Pr&aacute;tica da Pesquisa de Tend&ecirc;ncias</i>, Rio de Janeiro: Editora SENAC Rio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2029298&pid=S2183-3575201300020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>De Carli, A. M. S. (2010) &lsquo;Moda no Terceiro Mil&ecirc;nio: Novas Realidades, Novos Valores&rsquo; in De Carli, A. M. S.; Manfredini, M. L. (eds.). (2010) <i>Moda em Sintonia</i>, Caxias do Sul: Educs, pp. 38-51.</p>     <!-- ref --><p>Dougherty, B. (2011) <i>Design Gr&aacute;fico Sustent&aacute;vel</i>, S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Rosari.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2029301&pid=S2183-3575201300020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Exame. (2011) &ldquo;Greenpeace Alerta para Contamina&ccedil;&atilde;o na Ind&uacute;stria T&ecirc;xtil Mundial&rdquo;, [Online] Dispon&iacute;vel em: <a href="http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/greenpeace-alerta-para-contaminacao-na-industria-textil-mundial" target="_blank">http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/greenpeace-alerta-para-contaminacao-na-industria-textil-mundial</a></p>     <!-- ref --><p>Fletcher, K.; Grose, L. (2011) <i>Moda &amp; Sustentabilidade: Design para mudan&ccedil;a</i>, S&atilde;o Paulo: Editora Senac S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2029304&pid=S2183-3575201300020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Frings, G. S. (2012) <i>Moda: Do Conceito ao Consumidor</i>, Porto Alegre: Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2029306&pid=S2183-3575201300020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kazazian, T. (2005) <i>Haver&aacute; a Idade das Coisas Leves: Design e Desenvolvimento sustent&aacute;vel</i>, S&atilde;o Paulo: Ed. Senac S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2029308&pid=S2183-3575201300020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&ldquo;Le Tour du Monde d&rsquo;un Jeans&rdquo;, (2013) [Online] Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dailymotion.com/video/xb0h0j_tunisie-le-tour-du-monde-d-un-jeans_people" target="_blank">http://www.dailymotion.com/video/xb0h0j_tunisie-le-tour-du-monde-d-un-jeans_people</a>.</p>     <!-- ref --><p>Lipovetsky, G. (1989) <i>O Imp&eacute;rio do Ef&ecirc;mero</i>, S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2029311&pid=S2183-3575201300020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lipovetsky, G; Charles, S. (2004) <i>Os Tempos Hipermodernos</i>, S&atilde;o Paulo: Editora Barcarolla.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2029313&pid=S2183-3575201300020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Manzini, E.; Vezzoli, C. (2005) <i>O Desenvolvimento de Produtos Sustent&aacute;veis: Os Requisitos Ambientais dos Produtos Industriais</i>, S&atilde;o Paulo: Editora da Universidade de S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2029315&pid=S2183-3575201300020000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Matharu, G. (2011) <i>O que &eacute; Design de Moda?</i>, Porto Alegre: Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2029317&pid=S2183-3575201300020000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Mendes, F. D.; Lima, F. D. M. (2012) &ldquo;Vestu&aacute;rio de Moda &ndash; Beneficiamento do Jeanswear e os Res&iacute;duos da Lavandaria&rdquo;, <i>8&ordm; Col&oacute;quio de Moda, 2012. Anais</i>, Rio de Janeiro.</p>     <p>Moura, M. (2008) &ldquo;O Design Contempor&acirc;neo e suas Dobras (III)&rdquo;, <i>dObra[s]</i>, v. 3: 32-35.[a] </p>     <p>Moura, M. (2008) &ldquo;O Design Contempor&acirc;neo e suas Dobras (II)&rdquo;, <i>dObra[s]</i>, v. 2:16-19.[b]</p>     <p>Moura, M. (2013) &ldquo;Atualidades da Pesquisa em Design e Moda no Brasil&rdquo;, <i>dObra[s]</i>, v. 6, n&ordm; 13: 24-35.</p>     <p>Oliveros, R. (2012) &ldquo;Moda Sustent&aacute;vel s&oacute; vai ser Poss&iacute;vel em 100 anos&rdquo;, diz estilista da Osklen. UOL, S&atilde;o Paulo, 19 jan. 2012. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://estilo.uol.com.br/moda/ultimas-noticias/redacao/2012/01/19/moda-sustentavel-so-vai-ser-possivel-em-100-anos-diz-estilista-da-osklen.htm" target="_blank">http://estilo.uol.com.br/moda/ultimas-noticias/redacao/2012/01/19/moda-sustentavel-so-vai-ser-possivel-em-100-anos-diz-estilista-da-osklen.htm</a>.</p>     <p>Parode, F. P., Remus, B. D. N., Vison&aacute;, P. (2010) &lsquo;Desafios da Moda em Tempos de Crise: Reflex&otilde;es sobre Sustentabilidade e Consumo&rsquo; in De Carli, A. M. S.; Manfredini, M. L. (eds.) (2010) <i>Moda em Sintonia</i>, Caxias do Sul: Educs, pp.65-79.</p>     <p>Peled, M. China Blue. (2013) [Online] Dispon&iacute;vel em: <a href="http://vimeo.com/29896728" target="_blank">http://vimeo.com/29896728</a>.</p>     <!-- ref --><p>Proctor, R. (2009) <i>Dise&ntilde;o Ecol&oacute;gico: 1000 Ejemplos</i>, Barcelona: Editorial Gustavo Gili.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2029326&pid=S2183-3575201300020000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Simmel, G. (1971) <i>On Individuality and Social Forms</i>, Chicago: Ed. Levine.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2029328&pid=S2183-3575201300020000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Tavares, M.; Arnt, R. (2013) &ldquo;Velha, Azul, Desbotada&hellip; e Poluente&rdquo;, [Online] Dispon&iacute;vel em: <a href="http://revistaplaneta.terra.com.br/secao/meio-ambiente/velha-azul-desbotada-e-poluente" target="_blank">http://revistaplaneta.terra.com.br/secao/meio-ambiente/velha-azul-desbotada-e-poluente</a>.</p>     <p>Thorpe, A. (2007) <i>The Designer&rsquo;s Atlas of Sustainability,</i> Washington: Island Press.</p>     <p>Tv Asa Branca.(2013) &ldquo;Entenda o Processo de Fabrica&ccedil;&atilde;o de uma Cal&ccedil;a Jeans&rdquo;, [Online] Dispon&iacute;vel em: <a href="http://maisab.com.br/tvasabranca/blog/entenda-o-processo-de-fabricacao-de-uma-calca-jeans/" target="_blank">http://maisab.com.br/tvasabranca/blog/entenda-o-processo-de-fabricacao-de-uma-calca-jeans/</a>.</p>     <p>Vezzoli, C. (2008) &lsquo;Cen&aacute;rio do Design para uma Moda Sustent&aacute;vel&rsquo; in Pires, D. B. (2008) <i>Design de Moda: Olhares Diversos</i>, S&atilde;o Paulo: Esta&ccedil;&atilde;o das Letras e Cores, pp.197-205.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top1" name="1">[1]</a></sup> ABIT &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira da Ind&uacute;stria T&ecirc;xtil e de Confec&ccedil;&atilde;o</p>     <p><sup><a href="#top2" name="2">[2]</a></sup> Pequenas confec&ccedil;&otilde;es que somente produzem, n&atilde;o desenvolvem as pe&ccedil;as de vestu&aacute;rio.</p>      ]]></body><back>
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