<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2183-3575</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Comunicação e Sociedade]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Comunicação e Sociedade]]></abbrev-journal-title>
<issn>2183-3575</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade - Universidade do Minho]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2183-35752014000100002</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.17231/comsoc.25(2014).1854</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Panorâmica da ética dos media no plano internacional]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Review of international media ethics]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Christians]]></surname>
<given-names><![CDATA[Clifford G.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de Illinois-Urbana  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Estados Unidos da América</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>30</day>
<month>06</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>30</day>
<month>06</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<volume>25</volume>
<fpage>16</fpage>
<lpage>33</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2183-35752014000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2183-35752014000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2183-35752014000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Uma orientação de âmbito internacional tem sido um objectivo da ética dos media, sobretudo desde a publicação do Relatório MacBride (1980), como pode ser constatado a partir de casos, temáticas e códigos de ética que têm sido adoptados em diferentes países. Mas as teorias da ética têm-se igualmente desenvolvido cada vez mais numa perspectiva internacional, e três exemplos disso (para além da clássica ética do discurso, de Habermas) são debatidos neste ensaio: a ética feminista do cuidar, a ética comunal africana e a ética dos media confucionista. Todas estas teorias enfatizam, a seu modo, três princípios éticos básicos - verdade, dignidade humana, não-violência - que emergem, por sua vez, de uma proto-norma comum, uma espécie de crença primeira que pode ser encontrada em todas as religiões, filosofias e culturas: o carácter sagrado da vida. Atendendo aos dilemas e desafios morais que os media enfrentam no mundo volátil em que vivemos hoje, um compromisso com estes valores universais trará uma vitalidade duradoura à educação para a comunicação, assim como às práticas comunicativas.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[An international orientation has been a primary goal of media ethics, especially since the MacBride Report (1980), as can be seen in cases, issues and codes of ethics that have been adopted in different countries. But work in ethical theory has also been increasingly committed to an international perspective, and three examples of it (besides the classical Habermas' discourse ethics) are discussed in this essay: feminist ethics of care, African communal ethics, and Confucian media ethics. All these theories emphasize, in their specific ways, three major ethical principles - truth, human dignity, non-violence - that emerge from a common protonorm, a kind of first belief that can be found in all religions, philosophies, and cultures: the sacredness of life. Given the dilemmas and moral issues that the media face in today's volatile world, a commitment with these universal values will give communication education and practice long-term vitality.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Ética dos media]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[internacional]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[teoria ética]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[valores universais]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[comunicação]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Media ethics]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[ethical theory]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[universal values]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[international]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[communication]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>VELHAS QUEST&Otilde;ES, NOVOS DESAFIOS</b></p>     <p><b>Panor&acirc;mica da &eacute;tica dos <i>media</i> no plano internacional</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Review of international media ethics</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Clifford G. Christians*</b></p>     <p>*Universidade de Illinois-Urbana, Estados Unidos da Am&eacute;rica.</p>     <p><a href="cchrstns@illinois.edu">cchrstns@illinois.edu</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Uma orienta&ccedil;&atilde;o de &acirc;mbito internacional tem sido um objectivo da &eacute;tica dos <i>media</i>, sobretudo desde a publica&ccedil;&atilde;o do Relat&oacute;rio MacBride (1980), como pode ser constatado a partir de casos, tem&aacute;ticas e c&oacute;digos de &eacute;tica que t&ecirc;m sido adoptados em diferentes pa&iacute;ses. Mas as teorias da &eacute;tica t&ecirc;m-se igualmente desenvolvido cada vez mais numa perspectiva internacional, e tr&ecirc;s exemplos disso (para al&eacute;m da cl&aacute;ssica &eacute;tica do discurso, de Habermas) s&atilde;o debatidos neste ensaio: a &eacute;tica feminista do cuidar, a &eacute;tica comunal africana e a &eacute;tica dos <i>media</i> confucionista. Todas estas teorias enfatizam, a seu modo, tr&ecirc;s princ&iacute;pios &eacute;ticos b&aacute;sicos – verdade, dignidade humana, n&atilde;o-viol&ecirc;ncia – que emergem, por sua vez, de uma proto-norma comum, uma esp&eacute;cie de cren&ccedil;a primeira que pode ser encontrada em todas as religi&otilde;es, filosofias e culturas: o car&aacute;cter sagrado da vida. Atendendo aos dilemas e desafios morais que os <i>media</i> enfrentam no mundo vol&aacute;til em que vivemos hoje, um compromisso com estes valores universais trar&aacute; uma vitalidade duradoura &agrave; educa&ccedil;&atilde;o para a comunica&ccedil;&atilde;o, assim como &agrave;s pr&aacute;ticas comunicativas.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: &Eacute;tica dos <i>media</i>; internacional; teoria &eacute;tica; valores universais; comunica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>An international orientation has been a primary goal of media ethics, especially since the MacBride Report (1980), as can be seen in cases, issues and codes of ethics that have been adopted in different countries. But work in ethical theory has also been increasingly committed to an international perspective, and three examples of it (besides the classical Habermas' discourse ethics) are discussed in this essay: feminist ethics of care, African communal ethics, and Confucian media ethics. All these theories emphasize, in their specific ways, three major ethical principles – truth, human dignity, non-violence – that emerge from a common protonorm, a kind of first belief that can be found in all religions, philosophies, and cultures: the sacredness of life. Given the dilemmas and moral issues that the media face in today's volatile world, a commitment with these universal values will give communication education and practice long-term vitality.</p>     <p><b>Keywords</b>: Media ethics; ethical theory; universal values; international; communication.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A tem&aacute;tica da &eacute;tica dos <i>media</i> tornou-se cada vez mais internacional sobretudo a partir da publica&ccedil;&atilde;o do Relat&oacute;rio MacBride em 1980. At&eacute; ent&atilde;o, muito do trabalho sobre a &eacute;tica dos <i>media</i> tinha uma marca ocidental, tanto no seu prop&oacute;sito como na sua orienta&ccedil;&atilde;o. Esta tradi&ccedil;&atilde;o continua a ser dominante, mas uma orienta&ccedil;&atilde;o para o Mundo tornou-se um objectivo priorit&aacute;rio da &eacute;tica da comunica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Enquanto presidente da Comiss&atilde;o Internacional para o Estudo dos Problemas da Comunica&ccedil;&atilde;o, Sean MacBride liderou, sob o patroc&iacute;nio da UNESCO, um levantamento internacional das pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas dos <i>media</i>, dos direitos humanos e sua rela&ccedil;&atilde;o com a comunica&ccedil;&atilde;o, e ainda da diversidade cultural e do jornalismo professional. Publicado com o t&iacute;tulo <i>Many Voices, One World: Towards a New More Just and More Efficient World Information and Communication Order [Um Mundo e Muitas Vozes: Para uma Mais Justa e Mais Eficiente Ordem Mundial da Informa&ccedil;&atilde;o e da Comunica&ccedil;&atilde;o]</i>, o Relat&oacute;rio MacBride funciona como refer&ecirc;ncia enquadradora para a &eacute;tica durante o r&aacute;pido processo de globaliza&ccedil;&atilde;o das tecnologias dos <i>media</i> ao longo das &uacute;ltimas tr&ecirc;s d&eacute;cadas. As suas recomenda&ccedil;&otilde;es marcaram desde 1980 o tom dos debates acerca da concentra&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica das ind&uacute;strias de <i>media</i> &agrave; escala mundial, acerca das possibilidades de pol&iacute;ticas mais democr&aacute;ticas gra&ccedil;as &agrave; converg&ecirc;ncia de sistemas de informa&ccedil;&atilde;o digital e acerca da consolida&ccedil;&atilde;o da livre circula&ccedil;&atilde;o de produtos e servi&ccedil;os de comunica&ccedil;&atilde;o sob a &eacute;gide da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio. O campo da &eacute;tica dos <i>media</i> olhou com particular aten&ccedil;&atilde;o para as recomenda&ccedil;&otilde;es do <i>Many Voices, One World</i> no sentido de se estabelecerem programas de qualidade de ensino do jornalismo em todos os pa&iacute;ses em desenvolvimento.</p>     <p>Tendo o Relat&oacute;rio MacBride como pano de fundo, a Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional dos Jornalistas Profissionais produziu, na sequ&ecirc;ncia das reuni&otilde;es de Praga e de Paris em 1983, um documento intitulado &quot;Princ&iacute;pios Internacionais de &Eacute;tica Profissional no Jornalismo&quot;, no qual enfatizava o direito das pessoas a informa&ccedil;&atilde;o sobre a actualidade (Nordenstreng &amp; Topuz, 1989). &quot;A &eacute;tica da comunica&ccedil;&atilde;o de massas, no que respeita a tem&aacute;ticas, participa&ccedil;&atilde;o e orienta&ccedil;&atilde;o, tanto no plano professional como no acad&eacute;mico, tinha atingido o ponto de viragem para o plano internacional (Christians, 2000: 29-32).</p>     <p>C&oacute;digos de &eacute;tica para associa&ccedil;&otilde;es profissionais e acad&eacute;micas tornaram-se o formato-padr&atilde;o relativamente aos princ&iacute;pios &eacute;ticos, tanto na Europa como na Am&eacute;rica do Norte. Dos 35 Estados que assinaram a Acta de Hels&iacute;nquia, havia 24 em que as organiza&ccedil;&otilde;es profissionais dos <i>media</i> tinham c&oacute;digos de &eacute;tica (Juusela, 1991). Em 1995, havia um total de 31 c&oacute;digos de &eacute;tica do jornalismo em 29 pa&iacute;ses da Europa (Laitila, 1995; cf. Nordenstreng, 1995: 85). A primeira obra que apresentou um tratamento sistem&aacute;tico desta mat&eacute;ria, <i>Communication Ethics and Global Change [</i>&Eacute;tica da Comunica&ccedil;&atilde;o e Mudan&ccedil;a Global], da responsabilidade de uma rede internacional de acad&eacute;micos, surgiu em 1989, editada por Thomas Cooper. Um inqu&eacute;rito sobre &eacute;tica dos <i>media</i> em 13 pa&iacute;ses fazia parte desta obra e alguns cap&iacute;tulos enquadradores enfatizavam os tr&ecirc;s maiores temas de preocupa&ccedil;&atilde;o &agrave; escala mundial: a verdade, a responsabilidade e a liberdade de express&atilde;o. Com o emergir da nova ordem global da informa&ccedil;&atilde;o, a &eacute;tica aplicada e a &eacute;tica pr&aacute;tica passaram a ser dominantes na academia (Nordenstreng, 1998: 124-134). MacDonald e Petheram (1998: 257-349) elencaram mais de 200 centros de investiga&ccedil;&atilde;o e departamentos acad&eacute;micos, de todo o mundo, dedicados ao estudo da &eacute;tica do jornalismo, da publicidade e dos <i>mass media</i>. Progressos relevantes foram feitos tamb&eacute;m nos dom&iacute;nios da &eacute;tica da privacidade, do g&eacute;nero, da integridade das fontes de informa&ccedil;&atilde;o, dos conflitos de interesses e da justi&ccedil;a social. A cobertura do terrorismo tem sido muito discutida e necessita de maior aprofundamento (Codina, 2013). Marie Jose Canal e Karen Sanders (2005) trouxeram as importantes quest&otilde;es &eacute;ticas para o dom&iacute;nio da comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Uma s&iacute;ntese bastante completa dos trabalhos cient&iacute;ficos europeus sobre &eacute;tica foi feita por Bart Patttyn na obra <i>Media Ethics: Opening Social Dialogue [</i>&Eacute;tica dos Media<i>: Abrindo o Di&aacute;logo Social]</i> (2000), que inclui ensaios sobre &eacute;tica dos computadores, de Porfirio Barroso, sobre intrus&atilde;o econ&oacute;mica, de Hilde van den Bulck, sobre c&oacute;digos de &eacute;tica, de Huub Evers, e sobre &eacute;tica das audi&ecirc;ncias, de R&uuml;diger Funiok.</p>     <p><b>Teorias Internacionais</b></p>     <p>Enquanto os temas, problemas e c&oacute;digos de &eacute;tica dos <i>media</i> se v&atilde;o tornando cada vez mais internacionais, tamb&eacute;m o trabalho sobre teoria da &eacute;tica se tem empenhado particularmente numa perspectiva internacional. Assistimos, no ocidente, a continuados esfor&ccedil;os para se desenvolver uma perspectiva global da &eacute;tica dos <i>media</i>, tal como a &eacute;tica do discurso, de Habermas. Al&eacute;m desta, tr&ecirc;s outras teorias, origin&aacute;rias de diferentes partes do mundo, t&ecirc;m uma especial import&acirc;ncia: a &eacute;tica feminista do cuidar<sup><a href="#1" name="top1">[1]</a></sup>, a &eacute;tica comunal africana<sup><a href="#2" name="top2">[2]</a></sup> e a &eacute;tica dos <i>media</i> confucionista.</p>     <p><i>A &eacute;tica do discurso</i></p>     <p>A &eacute;tica do discurso de J&uuml;rgen Habermas dominou a literatura sobre &eacute;tica dos media desde os anos 1990. A tradu&ccedil;&atilde;o, em 1990, de <i>Moralbewusstsein und kommunikatives Handeln</i><sup><a href="#3" name="top3">[3]</a></sup> e a publica&ccedil;&atilde;o de <i>The Communicative Ethics Controversy</i> [A Controv&eacute;rsia sobre a &Eacute;tica Comunicativa], nesse mesmo ano, lan&ccedil;aram as bases dos mais importantes debates sobre &eacute;tica da comunica&ccedil;&atilde;o no final do s&eacute;culo XX. E Habermas continua hoje a ser lido, ensinado e discutido intensamente, no dom&iacute;nio da &eacute;tica dos <i>media</i>.</p>     <p>Habermas substitui o sistema formal de Kant – o seu crit&eacute;rio de universaliza&ccedil;&atilde;o para os imperatives morais – por uma comunidade de comunica&ccedil;&atilde;o representando os seus interesses comuns. E desenvolve um modelo procedimental da argumenta&ccedil;&atilde;o moral: &quot;A justifica&ccedil;&atilde;o est&aacute; ligada ao argumento racional, de entre os que est&atilde;o sujeitos &agrave;s normas em quest&atilde;o&quot; (Habermas, 1990: viii). Habermas compreende que a linguagem &eacute; um agente da cultura e da organiza&ccedil;&atilde;o social, e, portanto, os discursos cont&ecirc;m, de modo resumido, o significado das nossas teorias e cren&ccedil;as. A quest&atilde;o fundamental &eacute; saber se a mir&iacute;ade das nossas formas lingu&iacute;sticas permite representar adequadamente os interesses de todos e cada um. Na perspectiva de Habermas, diferentes (e concorrentes) exig&ecirc;ncias normativas podem perfeitamente ser apresentadas na esfera p&uacute;blica, desde que haja condi&ccedil;&otilde;es ideais de express&atilde;o para todos, tais como reciprocidade e abertura. Habermas d&aacute; um importante contributo para a &eacute;tica ao reconhecer que certas fal&aacute;cias e tend&ecirc;ncias paroquiais podem ser ultrapassadas por ideais inter-culturais.</p>     <p>Habermas enfatiza o facto de a soberania nacional dever ter um limite no respeito pelos direitos humanos universais, defendendo tamb&eacute;m que povos diferentes devem ter a possibilidade de interpreter estes direitos de acordo com a sua pr&oacute;pria tradi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Em <i>The Inclusion of the Other</i> (1998) <i>[A Inclus&atilde;o do Outro]</i> e <i>The Postnational Constellation</i> (2001) [<i>A Constela&ccedil;&atilde;o P&oacute;s-Nacional]</i>, Habermas insiste em que os direitos s&atilde;o vazios se n&atilde;o estiverem apoiados em garantias constitucionais espec&iacute;ficas. Embora aponte o papel positivo desempenhado pelos nacionalismos nas lutas pela liberdade e pela democracia, Habermas reconhece que a afirma&ccedil;&atilde;o nacional, hoje em dia, cai muito frequentemente em formas n&atilde;o-liberais de nacionalismo que aniquilam grupos minorit&aacute;rios dissidentes e outras sub-nacionalidades. Ainda que concorde com a ideia de que as na&ccedil;&otilde;es representam unidades est&aacute;veis de um agir colectivo, ele reconhece tamb&eacute;m que esta estabilidade tem vindo a ser posta em causa pelas migra&ccedil;&otilde;es multiculturais provocadas pela globaliza&ccedil;&atilde;o. Habermas tende a encarar a justi&ccedil;a internacional como uma extens&atilde;o da justi&ccedil;a dom&eacute;stica, segundo a qual as rela&ccedil;&otilde;es de depend&ecirc;ncia m&uacute;tua pressup&otilde;em algo como uma estrutura b&aacute;sica de boa ordem. Nesse sentido, os trabalhos de Habermas sobre o tema da justi&ccedil;a centram-se geralmente nas sociedades industriais avan&ccedil;adas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A teoria cr&iacute;tica de Habermas contraria a vis&atilde;o individualista das abordagens tradicionais da &eacute;tica da comunica&ccedil;&atilde;o. Praticamente todas as iniciativas baseadas nas teorias cl&aacute;ssicas d&atilde;o por adquirido o dualismo indiv&iacute;duo-sociedade caracter&iacute;stico da filosofia pol&iacute;tica liberal democr&aacute;tica. Para Habermas, a consci&ecirc;ncia moral deve ser protegida, n&atilde;o tanto das ilus&otilde;es de um processo integrado de cria&ccedil;&atilde;o de consensos, mas das condi&ccedil;&otilde;es da tecnocracia instrumental e do poder institucional que reprimem a ac&ccedil;&atilde;o produtiva no espa&ccedil;o p&uacute;blico. A vis&atilde;o incisiva de Habermas relativamente aos nossos lugares-comuns pol&iacute;ticos &eacute; um relevante contributo para a teoria &eacute;tica do s&eacute;culo XXI. H&aacute;, no entanto, uma quest&atilde;o crucial que a &eacute;tica do discurso tem de resolver.</p>     <p>Habermas insiste que o discurso p&uacute;blico est&aacute; sintonizado com interesses generaliz&aacute;veis. Mas o potencial etnocentrismo da sua esfera p&uacute;blica continua a ser um assunto controverso. Como pode ele garantir que os interesses das subculturas marginais ser&atilde;o tamb&eacute;m inclu&iacute;dos nos interesses generaliz&aacute;veis? Insistir na &eacute;tica do discurso como resultante de uma discuss&atilde;o aberta e exaustiva n&atilde;o garante, por si s&oacute;, que aqueles sem qualquer poder podem interpretar as suas pr&oacute;prias necessidades e posicionar-se de acordo com os seus desejos. Ali&aacute;s, todas as teorias normativas enfrentam esta mesma dificuldade. Por vezes elas fornecem uma esp&eacute;cie de &lsquo;verniz' &eacute;tico que paira acima das diferen&ccedil;as culturais, em vez de promoverem o di&aacute;logo &eacute;tico entre culturas. A obra <i>Postmodern Ethics</i> [&Eacute;tica P&oacute;s-Moderna], de Zygmunt Bauman (1993; cf. 2010) desafia os sistemas morais como o da &eacute;tica do discurso de Habermas, propondo uma no&ccedil;&atilde;o revitalizada da ag&ecirc;ncia humana num tempo em que a perspectiva &eacute;tica sucumbe face ao clima de conting&ecirc;ncia e de fragmenta&ccedil;&atilde;o em que vivemos. A esfera p&uacute;blica tem de ser algo mais do que uma abstrac&ccedil;&atilde;o e a identidade humana n&atilde;o pode ficar limitada &agrave; esfera privada. A &eacute;tica do discurso deve continuar a desenvolver-se para que estas quest&otilde;es sejam solucionadas.</p>     <p><i>A &eacute;tica feminista do cuidar</i></p>     <p>A &eacute;tica feminista vem tendo uma presen&ccedil;a relevante no panorama internacional da &eacute;tica dos <i>media</i>. A &eacute;tica feminista de Seyla Benhabib (1992, 2002) mostrou-nos como a &eacute;tica da rela&ccedil;&atilde;o &eacute; particular e universal ao mesmo tempo. &Eacute; aquilo a que ela chama &lsquo;universalismo interactivo'. &Agrave; medida que alicer&ccedil;amos a nossa &eacute;tica na experi&ecirc;ncia humana do dia-a-dia, estamos a falar tamb&eacute;m da nossa humanidade comum. A diversidade na cultura n&atilde;o se esconde por tr&aacute;s de abstrac&ccedil;&otilde;es; pelo contr&aacute;rio, ela d&aacute; um lugar central &agrave;s nossas rela&ccedil;&otilde;es interactivas. As rela&ccedil;&otilde;es dial&oacute;gicas s&atilde;o racionais e com princ&iacute;pios, de modo que os valores que identificamos na vida do dia-a-dia possam ser generalizados como verdadeiros para todas as interac&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas no seio da ra&ccedil;a humana. Especialista em Habermas (Benhabib, 1986) e em Hannah Arendt (Benhabib, 2003), esta autora desenvolveu um trabalho que tem a originalidade de integrar a teoria feminista e a teoria cr&iacute;tica. Natural da Turquia – mas com ra&iacute;zes familiars que remontam aos judeus expulsos de Espanha no s&eacute;culo XV –, Benhabib &eacute; professora de Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica e de Filosofia na Universidade de Yale [EUA]. Atrav&eacute;s dos seus trabalhos sobre diversidade, g&eacute;nero e multiculturalismo, ela evidencia como a &eacute;tica feminista opera de um modo transnacional.</p>     <p>Os estudos feministas conferiram estatuto e precis&atilde;o a alguns termos fulcrais da &eacute;tica da rela&ccedil;&atilde;o: est&iacute;mulo, cuidar, afecto, empatia, altru&iacute;smo, lealdade, inclus&atilde;o. Para Carol Gilligan (1983, 1990), a voz moral feminina baseia a &eacute;tica no primado das rela&ccedil;&otilde;es. Mais do que no princ&iacute;pio b&aacute;sico de n&atilde;o causar mal a outr&eacute;m, ela insiste nos princ&iacute;pios positivos da compaix&atilde;o e da ajuda para resolver os conflitos entre as pessoas (p. 110). Nos trabalhos de Linda Steiner, a consci&ecirc;ncia &eacute;tica feminista identifica formas de opress&atilde;o e de desigualdade e ensina-nos a &quot;interrogarmo-nos sobre que interesses s&atilde;o ou n&atilde;o merecedores de debate&quot; (1991: 158; cf. 2009). Nos seus estudos sobre feminismo e tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o, Lisbeth van Zoonen demonstra a import&acirc;ncia das quest&otilde;es de g&eacute;nero no dom&iacute;nio cultural para compreendermos o interface humano com as novas tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o (1992, 1994, 2002). &quot;A g&eacute;nese da &eacute;tica filos&oacute;fica feminista est&aacute; nas pr&oacute;prias rela&ccedil;&otilde;es, e genericamente nas experi&ecirc;ncias reais, vividas, mais do que em constructos intelectuais e te&oacute;ricos&quot; (Wilkins, 2009: 36).</p>     <p>Ao dar primazia &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre uns e outros, mais do que aos actores individuais, a &eacute;tica feminista deu um lugar central ao conceito de cuidar <i>[caring]</i>, considerado o modo mais poderoso de descrever os nossos deveres morais de uns para com os outros. Para Nel Noddings, o &quot;que cuida&quot; <i>[one-caring]</i> e o &quot;que &eacute; cuidado&quot; <i>[cared-for]</i> s&atilde;o os termos mais eloquentes. O &quot;que cuida&quot; est&aacute; atento ao &quot;que &eacute; cuidado&quot; tanto em pensamentos como em actos. &quot;O cuidar n&atilde;o &eacute; uma mera quest&atilde;o de termos um sentimento predisposto favoravelmente para a humanidade em geral&hellip; O cuidar efectivo requer encontros concretos com indiv&iacute;duos espec&iacute;ficos; n&atilde;o pode ser cumprido apenas atrav&eacute;s de boas inten&ccedil;&otilde;es. Quando tudo corre bem, o &quot;que &eacute; cuidado&quot; recebe activamente os cuidados concretos do &quot;que cuida&quot;&quot; (Noddings, 1984, ch. 1).</p>     <p>S&atilde;o tr&ecirc;s as dimens&otilde;es centrais de uma &eacute;tica do cuidar: 1) Preocupa&ccedil;&atilde;o. O &quot;que cuida&quot; est&aacute; preocupado com as necessidades do outro. O &quot;que cuida&quot; est&aacute; muito atento ao &quot;que &eacute; cuidado&quot; e tenta promover o seu bem-estar. 2) Desloca&ccedil;&atilde;o motivacional. Os que cuidam esquecem as suas pr&oacute;prias preocupa&ccedil;&otilde;es, em favor de uma empatia pela situa&ccedil;&atilde;o e pelo sentir dos que devem ser cuidados. O &quot;que cuida&quot; alegra-se com os sucessos do &quot;que &eacute; cuidado&quot; e sofre com as suas trag&eacute;dias (Noddings, 1984: 12-19, 69-75, 176-177). 3) Perman&ecirc;ncia. O empenhamento do &quot;que cuida&quot; &eacute; inalter&aacute;vel. Ele tem uma lealdade que n&atilde;o desaparece, independentemente da mudan&ccedil;a das circunst&acirc;ncias.</p>     <p>A &eacute;tica do cuidar, no que toca ao jornalismo, tem um conjunto diverso de implica&ccedil;&otilde;es (ver Steiner &amp; Okrusch, 2006).</p>     <p>Primeiro, em vez de objectividade, neutralidade e distancia&ccedil;&atilde;o, uma &eacute;tica do cuidar significa jornalismo compassivo. Para al&eacute;m da miss&atilde;o limitada de transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o, a &eacute;tica feminista quer que a vida p&uacute;blica corra bem. A vitalidade das comunidades sobre que se informa &eacute; considerada essencial para um jornalismo saud&aacute;vel. Leitores e espectadores est&atilde;o conectados entre si, e n&atilde;o apenas com os <i>media</i>.</p>     <p>Segundo, h&aacute; um cuidado especial com a audi&ecirc;ncia e com os leitores. O p&uacute;blico &eacute; considerado activo e respons&aacute;vel: veja-se o exemplo de Margaretha Geertsema (2010) e dos seus estudos sobre o papel importante das mulheres activistas na &Aacute;frica do Sul. Os cidad&atilde;os &eacute; que devem chegar &agrave;s suas pr&oacute;prias solu&ccedil;&otilde;es para os problemas p&uacute;blicos, e uma &eacute;tica do cuidar preocupa-se particularmente com o modo como esse processo se desenvolve. Carol Gilligan, por exemplo, estuda o papel desempenhado pelo &lsquo;patriarcado' nas institui&ccedil;&otilde;es governamentais e sociais. Sendo o &lsquo;patriarcado' uma contradi&ccedil;&atilde;o t&atilde;o profunda para a vida democr&aacute;tica como foi a escravatura, &quot;a supera&ccedil;&atilde;o do patriarcado no sentido de uma realiza&ccedil;&atilde;o plena da democracia ser&aacute; um dos eventos hist&oacute;ricos mais importantes dos pr&oacute;ximos 50 anos&quot; [<a href="http://www.gse.harvard.edu/news/features/gilligan" target="_blank">http://www.gse.harvard.edu/news/features/gilligan</a>].</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Terceiro, uma &eacute;tica do cuidar leva-nos a repensar os prop&oacute;sitos da imprensa. A primeira miss&atilde;o do jornalismo n&atilde;o consiste j&aacute; no papel de fiscalizador [<i>watchdog</i>], mas no papel de facilitador da vida civil. A vida p&uacute;blica, que est&aacute; para al&eacute;m dos governos e dos neg&oacute;cios, requer uma aten&ccedil;&atilde;o especial. O envolvimento e a lideran&ccedil;a das mulheres precisam de ser fortemente apoiados, se queremos que a educa&ccedil;&atilde;o, a ci&ecirc;ncia, as comunidades, as ONG's e a cultura se desenvolvam. Geertsema (2009) articula as teorias do feminismo com as teorias da globaliza&ccedil;&atilde;o para melhor compreender a representa&ccedil;&atilde;o das mulheres nos <i>media</i> &agrave; escala internacional. O Gender Media Monitoring Project (GMMP) <i>[Projecto de Monitoriza&ccedil;&atilde;o do G&eacute;nero nos</i> Media<i>],</i> no seu estudo sobre as quest&otilde;es de g&eacute;nero nos <i>media</i>, realizado em intervalos de cinco anos, em mais de 100 pa&iacute;ses, mostrou que as vozes das mulheres s&oacute; s&atilde;o ouvidas em 24 % do espa&ccedil;o / tempo total dos trabalhos informativos. Quando se trata de recolher as opini&otilde;es de peritos nos mais variados assuntos, s&oacute; 18% s&atilde;o peritas (mulheres). Os dados deste projecto s&atilde;o &uacute;teis para gestores dos canais televisivos e radiof&oacute;nicos, para as redac&ccedil;&otilde;es dos jornais e para <i>bloggers</i> que procuram modificar as suas pol&iacute;ticas de recrutamento e melhorar as suas pr&aacute;ticas profissionais [<a href="http://www.whomakesthenews.org/gmmp" target="_blank">www.whomakesthenews.org/gmmp</a>].</p>     <p><i>A &eacute;tica comunal africana</i></p>     <p>Kwasi Wiredu, que foi director do Departamento de Filosofia da Universidade do Gana (de 1963 a 1985), acredita na exist&ecirc;ncia simult&acirc;nea de valores culturalmente definidos e de valores universais que adv&ecirc;m da nossa humanidade comum. Tal como os povos colonizados procuram redefinir as suas identidades e justamente insistem na import&acirc;ncia do que &eacute; local, Wiredu tamb&eacute;m deseja que os conceitos e a hist&oacute;ria intelectual de &Aacute;frica ajudem a resolver alguns dos mais prementes problemas de hoje. Embora continue ainda a discutir-se a importante quest&atilde;o de saber se h&aacute; ou n&atilde;o uma filosofia africana, ele n&atilde;o quer que o seu trabalho filos&oacute;fico fique divorciado dos debates que ocorrem noutros cantos do mundo (Wiredu, 1980). No seu livro <i>Cultural Universals and Particulars: An African Perspective</i> (1996) <i>[Valores Culturais Universais e Particulares: Uma Perspectiva Africana]</i>, Wiredu defende que a nossa semelhan&ccedil;a biol&oacute;gica n&atilde;o &eacute; incompat&iacute;vel com a nossa cultura. Nas suas pr&oacute;prias palavras, &quot;os seres humanos n&atilde;o podem viver apenas com os valores particulares ou com os valores universais, mas sim com uma combina&ccedil;&atilde;o de ambos&quot; (p. 9). &quot;Sem os universais, a comunica&ccedil;&atilde;o intercultural deve ser imposs&iacute;vel&quot; (p. 1).</p>     <p>A tese de Wiredu pode ser sintetizada assim: as 6.500 l&iacute;nguas conhecidas no mundo s&atilde;o todas igualmente complexas na sua estrutura fon&eacute;tica e fon&eacute;mica. Todos os seres humanos aprendem l&iacute;nguas na mesma idade. Todas as l&iacute;nguas permitem abstrac&ccedil;&atilde;o, infer&ecirc;ncia, dedu&ccedil;&atilde;o e indu&ccedil;&atilde;o. Todas as l&iacute;nguas servem para a forma&ccedil;&atilde;o cultural, n&atilde;o tendo apenas uma fun&ccedil;&atilde;o social. Todas as l&iacute;nguas podem ser aprendidas e traduzidas por nativos falantes de outras l&iacute;nguas; ali&aacute;s, em todas as l&iacute;nguas h&aacute; seres humanos que s&atilde;o bilingues. Nos termos de Wiredu, todos n&oacute;s, enquanto seres falantes, somos cordialmente imparciais face a outras culturas. Os seres humanos t&ecirc;m uma simpatia b&aacute;sica natural para com os da sua esp&eacute;cie, de tal modo que enquanto vivem e celebram as suas pr&oacute;prias l&iacute;nguas e o seu estilo de vida, est&atilde;o simultaneamente predispostos a respeitar as culturas dos seres humanos seus semelhantes.</p>     <p>Uma discuss&atilde;o importante para a &eacute;tica dos <i>media</i> desenvolve-se em torno do conceito de personalidade <i>[personhood]</i> de Akan. Wiredu defende que a sua cultura nativa fala dos seres humanos em termos universais. Em Akan, a liberdade de cada um est&aacute; alicer&ccedil;ada na &eacute;tica. N&oacute;s s&oacute; temos uma vontade livre quando temos uma grande considera&ccedil;&atilde;o pela nossa responsabilidade &eacute;tica, e esta integra&ccedil;&atilde;o do biol&oacute;gico e do normativo &eacute; que torna os seres humanos distintos enquanto esp&eacute;cie (1983). &Eacute; aqui que Wiredu v&ecirc; reflectido o comunalismo africano. De facto, este &eacute; um conceito-chave desde os prim&oacute;rdios da hist&oacute;ria de &Aacute;frica at&eacute; &agrave; &Aacute;frica p&oacute;s-colonial dos nossos dias. As mais antigas movimenta&ccedil;&otilde;es da esp&eacute;cie humana ocorreram quando os povos come&ccedil;aram a espalhar-se pelo continente africano. Essas primeiras comunidades de produ&ccedil;&atilde;o e de recolha de alimentos constru&iacute;ram sociedades duradouras atrav&eacute;s de estrat&eacute;gias de interdepend&ecirc;ncia e de ajuda m&uacute;tua. O mutualismo foi um elemento integrante do car&aacute;cter de &Aacute;frica desde os seus in&iacute;cios. Quando o desenvolvimento urbano e a industrializa&ccedil;&atilde;o o puseram em quest&atilde;o, os africanos &quot;de todos os lados olharam para a comunidade como nada menos do que &lsquo;o modo como as coisas s&atilde;o', um pressuposto, uma verdade primordial <i>[prima facie].</i> Portanto, falar de um modo que tenha sentido &eacute; encarar a realidade social em termos comunit&aacute;rios&quot; (Fackler, 2007: 320).</p>     <p>Enquanto princ&iacute;pio normativo, o comunalismo &eacute; guiado pelo <i>ubuntu.</i>Wiredu define o <i>ubuntu</i> como uma vis&atilde;o do mundo africana, um sistema de cren&ccedil;as ind&iacute;gena, um conceito tradicional africano que significa &lsquo;a humanidade em direc&ccedil;&atilde;o aos outros' (1980: 36); al&eacute;m disso, ele contesta a objec&ccedil;&atilde;o, feita por alguns, de que o <i>ubuntu</i> conduz a um &quot;conformismo resignado&quot; (1983). A palavra <i>ubuntu</i> vem das l&iacute;nguas Zulu e Xhosa, e sintetiza a m&aacute;xima Zulu <i>umuntu ngumuntu ngabantu,</i> que quer dizer que uma pessoa &eacute; uma pessoa atrav&eacute;s das outras pessoas, ou &quot;eu sou por causa dos outros&quot;. O <i>ubuntu</i> define os humanos como seres sociais cuja personalidade &eacute; uma d&aacute;diva das outras pessoas, e portanto a dignidade humana &eacute; o dogma central da &eacute;tica comunalista.</p>     <p>Wiredu tem raz&atilde;o quando reconhece que &quot;o papel da comunidade no fazer do mundo humano&quot; n&atilde;o &eacute; apenas africano; pelo contr&aacute;rio, &quot;&eacute; a ordem universal que condiciona, em termos gerais, a natureza dos humanos&quot; (Masolo, 2004: 493). Ao conceber a comunidade como uma rede integral de rela&ccedil;&otilde;es, o <i>ubuntu</i> ajuda a ultrapassar o dilema liberdade <i>versus</i> responsabilidade das democracias individualistas ocidentais. A liberdade n&atilde;o &eacute; um direito individual; uma vez que os humanos dependem totalmente uns dos outros para a sua pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia, uma comunidade genu&iacute;na significa que a liberdade tem de ser concretizada na sociedade como um todo. O <i>ubuntu</i> representa a liberdade positiva no sentido mais profundo do termo. As pessoas -em-comunidade n&atilde;o s&atilde;o capacitadas <i>[empowered]</i> uma a uma, ou atrav&eacute;s de uma capacita&ccedil;&atilde;o concedida l&aacute; do alto, por uma &eacute;lite.</p>     <p>No <i>ubuntu</i>, em princ&iacute;pio todas as pessoas contribuem para a sociedade como uma unidade, fazendo-o atrav&eacute;s das hist&oacute;rias que se v&atilde;o contando. Atrav&eacute;s das hist&oacute;rias e rituais comuns, os membros de uma comunidade vivem enquanto membros activos e n&atilde;o enquanto consumidores passivos. O objectivo dos jornalistas, neste contexto, &eacute; identificar vozes representativas, e n&atilde;o tanto vozes espectaculares que s&atilde;o meramente aned&oacute;ticas e idiossincr&aacute;ticas. Blankenburg chama a isto, com propriedade, &lsquo;jornalismo libertador' [<i>liberatory journalism]</i> (1999: 60). Numa &eacute;tica dos <i>media</i> baseada no <i>ubuntu</i>, n&atilde;o se elabora um conjunto sistematizado de princ&iacute;pios de &eacute;tica profissional; pelo contr&aacute;rio, trabalha-se a partir da moralidade geral, comum. Os profissionais reflectem a mesma moral e o mesmo espa&ccedil;o social que as comunidades sobre as quais reportam. No <i>ubuntu</i>, o conceito de humanos pressup&otilde;e que os factos e os valores est&atilde;o interligados pelo costume e pela hist&oacute;ria. Portanto, as not&iacute;cias devem circular dialecticamente entre os rep&oacute;rteres e a popula&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena (cf. Christians, 2004).</p>     <p><i>&Eacute;tica dos media confucionista</i></p>     <p>Conf&uacute;cio (551-479 A.C.) lan&ccedil;ou as bases de uma &eacute;tica da virtude que vem sendo desenvolvida actualmente como uma &eacute;tica dos <i>media</i> internacional. Ao alicer&ccedil;ar a sua teoria na virtude, Conf&uacute;cio p&ocirc;s de parte as ideias tradicionais que consideravam superior uma pessoa nascida em fam&iacute;lia aristocr&aacute;tica. A excel&ecirc;ncia humana &eacute; considerada como dependendo da virtude e n&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o social. A ideia de que a excel&ecirc;ncia humana decorre do car&aacute;cter de uma pessoa, e n&atilde;o do seu nascimento, educa&ccedil;&atilde;o, dinastia ou mesmo sucesso, foi revolucion&aacute;ria &agrave; &eacute;poca e continua a s&ecirc;-lo hoje.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>The Anaclets [Os Anacletos]</i> de Conf&uacute;cio, compila&ccedil;&atilde;o das suas palestras aos estudantes, tornaram-se quase leitura obrigat&oacute;ria para todos os que entravam para o governo na China, no fim do per&iacute;odo Imperial (s&eacute;culo II D.C.), e constitu&iacute;ram a base dos exames de acesso a fun&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas nos seis s&eacute;culos seguintes. A educa&ccedil;&atilde;o na China foi dominada pelos textos de Conf&uacute;cio desde 960 at&eacute; 1905. A perspectiva de Conf&uacute;cio sobre a virtude envolve ritos, cerim&oacute;nias e princ&iacute;pios. Confucionistas mais recentes chamaram a estes costumes &quot;<i>li</i>&quot;, e no decorrer do tempo eles tornaram-se regras de conduta para as rela&ccedil;&otilde;es sociais – sejam as rela&ccedil;&otilde;es entre pais e filhos, entre legisladores e cidad&atilde;os ou entre irm&atilde;os mais velhos e mais novos. As regras transformadas em doutrina criaram por vezes algum conflito de gera&ccedil;&otilde;es e tornaram certas vers&otilde;es do confucionismo menos atractivas. Mas, entendidas como uma filosofia de vida, as ideias-mestras do confucionismo t&ecirc;m vindo a estimular muitos estudos no &acirc;mbito de uma &eacute;tica dos <i>media</i> de &acirc;mbito internacional (cf. Whitehouse, 2009; Bell, 2008).</p>     <p>Equil&iacute;brio e harmonia s&atilde;o aspectos centrais da sua &eacute;tica. Constituem o eixo de um dos seus quatro livros mais importantes, <i>The Doctrine of the Mean [A Doutrina do Meio Termo].</i> &quot;O equil&iacute;brio (<i>chung</i>) &eacute; a grande raiz de onde emanam todas as ac&ccedil;&otilde;es humanas no mundo. E a harmonia (<i>yung</i>) &eacute; o caminho universal que todos devem buscar (1.4)&quot; (Legge, 1991). Num certo n&iacute;vel, a &eacute;tica dos <i>media</i> procura trabalhar com estes conceitos primordiais de equil&iacute;brio e harmonia, habitualmente sintetizados na express&atilde;o &quot;the golden mean&quot; [o meio-termo de ouro]. Conf&uacute;cio encara a virtude como um trilho interm&eacute;dio entre dois extremos. A pessoa virtuosa &eacute;, acima de tudo, uma pessoa equilibrada, mantendo o equil&iacute;brio e a harmonia em tudo. No mundo ocidental, cerca de um s&eacute;culo e meio mais tarde, Arist&oacute;teles concordou no essencial com esta &eacute;tica da virtude. Podemos, portanto, afirmar que a procura do meio-termo &eacute; uma verdade sobre a vida humana tanto a Oriente como a Ocidente, e tanto em tempos remotos da hist&oacute;ria como hoje em dia.</p>     <p>Os jornalistas enfrentam muitas vezes situa&ccedil;&otilde;es complicadas em que h&aacute; obriga&ccedil;&otilde;es conflituantes cuja resolu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; simples. Conf&uacute;cio ensina que, seguindo os princ&iacute;pios do equil&iacute;brio e da harmonia, devemos come&ccedil;ar por identificar os extremos – por exemplo, n&atilde;o fazer nada <i>versus</i> contar tudo, numa situa&ccedil;&atilde;o em que se est&aacute; a informar sobre um evento controverso. O papel do jornalista enquanto profissional pode por vezes entrar em conflito com o papel do jornalista enquanto cidad&atilde;o. Nos termos do equil&iacute;brio e da harmonia confucionistas, ambos os extremos s&atilde;o rejeitados – seja o defeito de excluir tudo o que n&atilde;o tenha um envolvimento directo no evento, seja o de n&atilde;o prestar qualquer aten&ccedil;&atilde;o a influ&ecirc;ncias externas no caso. Quando duas entidades leg&iacute;timas est&atilde;o em conflito, a &eacute;tica de Conf&uacute;cio procura o meio-termo – por exemplo, na cobertura noticiosa dos conflitos no M&eacute;dio Oriente</p>     <p>A ideia de Conf&uacute;cio do <i>jen/ren</i> enriquece uma &eacute;tica dos <i>media</i> de &acirc;mbito internacional num segundo n&iacute;vel. Conf&uacute;cio usa <i>ren</i> (humanidade) como o termo para definir a virtude em geral. Este car&aacute;cter humano <i>[humaneness]</i> (<i>ren</i>) &eacute; a virtude-chave em <i>The Anaclets</i>. Pode ser traduzido de v&aacute;rios modos, tais como virtude perfeita, bondade, benevol&ecirc;ncia humana. Contudo, n&atilde;o significa uma realiza&ccedil;&atilde;o individual – tal como generosidade ou compaix&atilde;o –, antes se refere &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es do ser-se humano. Decorre da humanidade essencial de uma pessoa. Antes de Conf&uacute;cio, a ideia de humanidade <i>[humaneness]</i> n&atilde;o tinha import&acirc;ncia no plano &eacute;tico e a sua centralidade &eacute;, certamente, uma das maiores inova&ccedil;&otilde;es de <i>The Anaclets</i>.</p>     <p>Byun &amp; Lee (2002) consideram que este valor confucionista de humanidade <i>[humaneness]</i> desafia a no&ccedil;&atilde;o ocidental de direitos humanos, habitualmente muito confinada ao plano legal. Para estes autores, o confucionismo proporciona-nos uma &eacute;tica quotidiana muito mais expansiva e solid&aacute;ria do que os direitos individuais, pois os princ&iacute;pios do equil&iacute;brio, harmonia e <i>ren</i> proporcionam-nos uma compreens&atilde;o hol&iacute;stica da natureza humana. Ao contr&aacute;rio do Ocidente, que valoriza uma moralidade baseada em direitos, a tradi&ccedil;&atilde;o confucionista est&aacute; enquadrada numa aten&ccedil;&atilde;o e num respeito m&uacute;tuos face &agrave; ordem social, ou seja, face a responsabilidades orientadas para a comunidade (cf. de Bary, 1998). </p>     <p>Jiafei Yin (2008) desenvolve um novo modelo para a imprensa mundial a partir desta ideia central da &eacute;tica confucionista. Em vez de uma teoria da imprensa baseada em liberdade e em direitos, ela d&aacute; um lugar central &agrave; responsabilidade. Em vez da concorr&ecirc;ncia como uma caracter&iacute;stica omnipresente nos <i>media</i> de tipo ocidental, para Conf&uacute;cio &eacute; a harmonia que est&aacute; no centro da cultura chinesa. Yin elabora um modelo bidimensional para os sistemas de imprensa a n&iacute;vel mundial, no qual a liberdade e a responsabilidade s&atilde;o duas coordenadas din&acirc;micas e nenhuma delas &eacute; absoluta. Embora possa ser adoptado localmente, este modelo abre o caminho para a identifica&ccedil;&atilde;o de valores universais no jornalismo.</p>     <p>O fil&oacute;sofo coreano Young Ahn Kang (2006) defende uma terceira aplica&ccedil;&atilde;o – a regra de ouro <i>[golden rule].</i> O actuarmos com os outros do mesmo modo que queremos que eles actuem connosco parece ser uma maneira bem natural de vivermos harmoniosamente no mundo dos humanos. Pressup&otilde;e dignidade humana, isto &eacute;, que n&oacute;s encaremos os outros basicamente como a n&oacute;s pr&oacute;prios. Neste sentido, o modelo tanto d&aacute; orienta&ccedil;&atilde;o aos profissionais dos <i>media</i> como serve de guia para a vida p&uacute;blica em geral. </p>     <p>Conf&uacute;cio apresenta a regra de ouro <i>[golden rule]</i> pela negativa em <i>The Anaclets</i>: &quot;N&atilde;o fa&ccedil;as aos outros o que n&atilde;o queres que os outros te fa&ccedil;am a ti&quot; (5.12, 12.2, 15.24). Mas tamb&eacute;m o faz pela positiva: &quot;Eleva os outros da mesma maneira que queres que os outros te elevem e deixa que os outros cheguem l&aacute; da mesma maneira que tu gostarias de l&aacute; chegar&quot; (6.30). <i>The Anaclets</i> ensinam-nos tamb&eacute;m que n&atilde;o devemos preocupar-nos com o reconhecimento dos outros, mas sim com as nossas falhas em reconhec&ecirc;-los a eles (1.1, 1.16, 14.30, 15.19).</p>     <p>A regra de ouro <i>[golden rule]</i> &eacute; clara e intuitiva, n&atilde;o requerendo que compartilhemos teorias ou cren&ccedil;as religiosas. Pressup&otilde;e a dignidade humana, isto &eacute;, que olhemos os outros basicamente como a n&oacute;s pr&oacute;prios. Nesse sentido, tanto serve de guia para os profissionais dos <i>media</i> como para a vida p&uacute;blica. Quando ela &eacute; seguida no seio das institui&ccedil;&otilde;es medi&aacute;ticas, conduz a uma comunidade de boa inten&ccedil;&atilde;o entre os profissionais; quando &eacute; a norma para a interac&ccedil;&atilde;o dos <i>media</i> com a comunidade, est&aacute; em conson&acirc;ncia com o entendimento p&uacute;blico de moralidade. Young Ahn Kang (2006) v&ecirc; esta regra de reciprocidade como um procedimento que p&otilde;e a funcionar a sabedoria moral comum a praticamente toda a humanidade.</p>     <p><b>Valores Universais</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Num estudo sobre valores comuns feito em 13 pa&iacute;ses de cinco continents, Christians &amp; Traber (1997) conclu&iacute;ram que o car&aacute;cter sagrado da vida &eacute; basilar. &Eacute; uma cren&ccedil;a primeira, um ponto de partida no qual se alicer&ccedil;am religi&otilde;es, filosofias e culturas variadas. E ao analisar o valor do car&aacute;cter sagrado da vida, emergem tr&ecirc;s princ&iacute;pios &eacute;ticos essenciais. Esta linha de pensamento est&aacute; em sintonia com o trabalho sobre uma &eacute;tica dos <i>media</i> de &acirc;mbito internacional, tal como descrito atr&aacute;s. Estes s&atilde;o, afinal, os tr&ecirc;s grandes princ&iacute;pios que as quatro teorias de uma &eacute;tica dos <i>media</i> internacional enfatizam.</p>     <p><i>Verdade</i></p>     <p>A verdade &eacute; um tema permanente no que toca a uma &eacute;tica dos <i>media</i> internacional. Praticamente todos os c&oacute;digos de &eacute;tica come&ccedil;am com o dever dos jornalistas de dizerem a verdade em todas as circunst&acirc;ncias. Uma linguagem cred&iacute;vel sempre foi considerada essencial para qualquer empresa de <i>media</i> no seu conjunto – rigor nas not&iacute;cias, transpar&ecirc;ncia na publicidade, autenticidade no entretenimento. Mesmo que interpretada de maneiras diversas, a &eacute;tica dos <i>media</i>, tanto enquanto &aacute;rea de estudo como enquanto &aacute;rea de pr&aacute;tica professional, reconhece a imagem da roda da tradi&ccedil;&atilde;o budista – a verdade &eacute; o seu eixo inamov&iacute;vel.</p>     <p>Historicamente, os <i>media</i> convencionais sempre se definiram em termos de uma vis&atilde;o do mundo objectivista. Com base na racionalidade humana e atrav&eacute;s dos instrumentos do m&eacute;todo cient&iacute;fico, defendia-se que os factos nas not&iacute;cias espelhavam a realidade. Em termos epistemol&oacute;gicos elementares, a verdade &eacute; entendida como uma representa&ccedil;&atilde;o rigorosa e precisa. No ambiente do neoliberalismo actual, a moralidade jornal&iacute;stica &eacute; equivalente a um relato imparcial, em que os dados s&atilde;o neutros. A apresenta&ccedil;&atilde;o dos factos nus e crus &eacute; proclamada como o modelo-padr&atilde;o da boa informa&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica. Reportar com objectividade, na vis&atilde;o tradicional, n&atilde;o &eacute; apenas uma t&eacute;cnica; &eacute; um imperativo moral.</p>     <p>A vis&atilde;o reinante da verdade como informa&ccedil;&atilde;o rigorosa &eacute; agora considerada demasiado redutora face &agrave;s complexidades sociais e pol&iacute;ticas dos nossos tempos, em todas as latitudes. A objectividade foi-se tornando cada vez mais controversa enquanto modelo professional do trabalho jornal&iacute;stico, embora continue bastante arreigada em variadas formas das nossas pr&aacute;ticas rotineiras de produ&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o noticiosa. Dado que o esquema dominante j&aacute; n&atilde;o &eacute; muito defens&aacute;vel, os trabalhos te&oacute;ricos no dom&iacute;nio de uma &eacute;tica dos <i>media</i> internacional t&ecirc;m procurado transform&aacute;-lo intelectualmente. H&aacute; um consenso generalizado no sentido de que os processos de pesquia e elabora&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias <i>[newsgathering]</i> devem adoptar procedimentos qualitativos rigorosos, e n&atilde;o os m&eacute;todos t&iacute;picos das ci&ecirc;ncias naturais. Os jornalistas que queiram informar o p&uacute;blico adequadamente devem buscar aquilo a que poder&iacute;amos chamar &lsquo;sufici&ecirc;ncia interpretativa' <i>[interpretative sufficiency]</i> ou, nos termos de Clifford Geertz (1973: 10), &lsquo;descri&ccedil;&atilde;o com densidade' <i>[thick description].</i> Por outras palavras, verdade significa chegar &agrave; ess&ecirc;ncia daquilo que est&aacute; oculto.</p>     <p>A no&ccedil;&atilde;o &lsquo;densa' de sufici&ecirc;ncia suplanta a &lsquo;magreza' da vis&atilde;o assente na precis&atilde;o meramente t&eacute;cnica e estat&iacute;stica. Os dados devem ser colocados num contexto que lhes d&ecirc; sentido. Relatos verdadeiros implicam interpreta&ccedil;&otilde;es adequadas e cred&iacute;veis, e n&atilde;o meras impress&otilde;es superficiais. Os melhores jornalistas tecem o tapete da verdade a partir das atitudes, da cultura e da linguagem das pessoas e eventos sobre que informam. O quadro de refer&ecirc;ncias dos rep&oacute;rteres n&atilde;o decorre de dados esparsos e desarticulados, mas de uma vis&atilde;o atenta que procura chegar ao &acirc;mago dos assuntos.</p>     <p>A defini&ccedil;&atilde;o de verdade feita por Paulo Freire &eacute; &uacute;til para a &eacute;tica dos <i>media</i>. Ele lan&ccedil;ou a ideia de &quot;dizer a palavra verdadeira&quot; ou &quot;dar nome ao mundo&quot; como a dimens&atilde;o pol&iacute;tica espec&iacute;fica da comunica&ccedil;&atilde;o. A sua proposta fundamental para as pessoas oprimidas &eacute; que elas ganhem a sua pr&oacute;pria voz e conduzam o seu pr&oacute;prio destino. Freire escreveu, por exemplo: &quot;Aprender a ler e a escrever deveria ser uma oportunidade para as pessoas saberem o que realmente significa dizer o mundo: um acto humano que implica reflex&atilde;o e ac&ccedil;&atilde;o. Como tal, &eacute; um direito humano primordial e n&atilde;o o privil&eacute;gio de apenas alguns&quot; (Freire, 1972). Assim, nas suas campanhas de alfabetiza&ccedil;&atilde;o, Freire considerava o &lsquo;dizer o mundo' a chave para uma tomada de consci&ecirc;ncia. &quot;Favela&quot; n&atilde;o era ensinado como uma mera s&eacute;rie de vogais e consoantes, mas como um retrato da realidade. A que se devem as favelas? Porque &eacute; que ter habita&ccedil;&atilde;o &eacute; uma quest&atilde;o de direitos e n&atilde;o de benemer&ecirc;ncia? Palavras como fome, depend&ecirc;ncia e desemprego eram inclu&iacute;das na lista das primeiras que os analfabetos aprendiam (Freire, 1970). Muitos livros de alfabetiza&ccedil;&atilde;o usavam frases irrelevantes, mas Freire recusava-se a encher os camponeses de conhecimentos t&eacute;cnicos. O objectivo era a conscientiza&ccedil;&atilde;o (Freire, 1973). S&oacute; atrav&eacute;s do &lsquo;dizer o mundo', aprendendo a dizer palavras verdadeiras sobre ele, &eacute; que as pessoas podem dar o passo decisivo para se libertarem de um estado de depend&ecirc;ncia e de uma aceita&ccedil;&atilde;o ing&eacute;nua do <i>status quo.</i></p>     <p>Aplicada aos <i>media</i>, esta ideia sugere que a comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, mais do que reduzir os temas sociais &agrave;s quest&otilde;es financeiras e administrativas definidas pelos pol&iacute;ticos, deve revelar e descodificar as subtilezas que permitam aos leitores e espectadores identificarem eles pr&oacute;prios as quest&otilde;es fundamentais e &lsquo;dizerem a palavra verdadeira'. Dizer a verdade n&atilde;o se pode limitar, por exemplo, a informar a audi&ecirc;ncia sobre injusti&ccedil;as raciais, mas oferecer uma forma de representa&ccedil;&atilde;o que estimule a democracia participativa. &Eacute; preciso imaginar novos modos de transforma&ccedil;&atilde;o e emancipa&ccedil;&atilde;o humana, ao mesmo tempo que se cultivam essas transforma&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s do di&aacute;logo entre os cidad&atilde;os. A natureza da verdade enquanto contexto mais alargado exige que se continue este debate, para que esta pedra angular da &eacute;tica dos <i>media</i> continue a ter credibilidade.</p>     <p><i>Dignidade humana</i></p>     <p>O princ&iacute;pio &eacute;tico da dignidade humana &eacute; de primordial import&acirc;ncia para a &eacute;tica dos <i>media</i> em todo o mundo. Diferentes tradi&ccedil;&otilde;es culturais enaltecem a dignidade humana de diferentes formas, mas todas sublinham que todos os seres humanos, sem excep&ccedil;&atilde;o, t&ecirc;m um estatuto sagrado. O discurso dos nativos americanos assenta no respeito pela vida e na interliga&ccedil;&atilde;o de todas as formas de vida, de tal modo que vivemos em solidariedade com os outros enquanto parceiros iguais na rede da vida. Em sociedades comunalistas, o termo <i>likute</i> significa lealdade para com a comunidade, para com a honra da tribo. Nas sociedades latino-americanas, a insist&ecirc;ncia na identidade cultural &eacute; uma afirma&ccedil;&atilde;o do valor &uacute;nico do ser humano. No Isl&atilde;o, toda a pessoa tem direito &agrave; honra e &agrave; boa reputa&ccedil;&atilde;o. Em Conf&uacute;cio, a venera&ccedil;&atilde;o das autoridades &eacute; necess&aacute;ria porque as autoridades s&atilde;o seres humanos com dignidade. Os humanos s&atilde;o uma esp&eacute;cie &uacute;nica, o que exige o respeito pelos seus membros como um todo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nesta perspectiva, compreende-se a vitalidade, ontem como hoje, da Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela Assembleia Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas em 1948. Como &eacute; dito no pre&acirc;mbulo: &quot;O reconhecimento da dignidade inerente e de direitos iguais e inalien&aacute;veis de todos os membros da fam&iacute;lia humana &eacute; a base da liberdade, da justi&ccedil;a e da paz no mundo&quot;. Toda a crian&ccedil;a, mulher, homem tem um estatuto sagrado, sem excep&ccedil;&otilde;es quanto a religi&atilde;o, classe, g&eacute;nero, idade ou etnia. O car&aacute;cter sagrado comum a todos os seres humanos independentemente dos seus m&eacute;ritos ou realiza&ccedil;&otilde;es &eacute; considerado n&atilde;o apenas um facto, mas um compromisso comum.</p>     <p>Nas &uacute;ltimas tr&ecirc;s d&eacute;cadas, os estudiosos da &eacute;tica dos <i>media</i> t&ecirc;m vindo a enfatizar a quest&atilde;o da dignidade humana, seja a prop&oacute;sito da diversidade &eacute;tnica, de alguma linguagem racista nas not&iacute;cias ou de sexismo na publicidade. A igualdade de g&eacute;nero no acesso ao trabalho ou a elimina&ccedil;&atilde;o do racismo em culturas organizacionais j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o quest&otilde;es desvalorizadas como apenas politicamente correctas, mas quest&otilde;es encaradas como imperativos morais. A dignidade humana leva muito a s&eacute;rio os contextos sens&iacute;veis de g&eacute;nero, ra&ccedil;a, classe e religi&atilde;o. Uma comunidade composta de muitas e diversas vozes &eacute; considerada essencial para uma democracia saud&aacute;vel.</p>     <p>A consci&ecirc;ncia &eacute;tnica &eacute;, actualmente, encarada como essencial para a vitalidade cultural. Cada uma das culturas do mundo tem uma beleza pr&oacute;pria. As l&iacute;nguas ind&iacute;genas e a identidade &eacute;tnica assumem-se cada vez mais. A cultura &eacute;, presentemente, mais destacada que os pr&oacute;prios pa&iacute;ses. Mais do que a ideia de que a imigra&ccedil;&atilde;o conduz a uma miscigena&ccedil;&atilde;o de culturas <i>[melting-pot],</i> actualmente os imigrantes insistem em manter a sua cultura, religi&atilde;o e l&iacute;ngua pr&oacute;pria. Com o emergir de pol&iacute;ticas de identidade como um conceito dominante neste mundo p&oacute;s-guerra fria, as institui&ccedil;&otilde;es sociais, <i>media</i> inclu&iacute;dos, s&atilde;o desafiadas a desenvolver um saud&aacute;vel pluralismo cultural. A dignidade humana impele-nos a aceitar as exig&ecirc;ncias de diversidade cultural e a recusar uma moral individualista dos direitos. A esfera p&uacute;blica &eacute; concebida como um mosaico de comunidades distintas, como uma pluralidade de identidades &eacute;tnicas entrecruzadas de modo a formar um la&ccedil;o social, embora cada uma delas seja tamb&eacute;m seriamente assumida como tal, na sua especificidade (Taylor <i>et al</i>., 1994).</p>     <p>Enquanto a globaliza&ccedil;&atilde;o aplica uma grelha a todo o globo e o impele &agrave; uniformidade em torno do consumo e da tecnologia dos <i>media</i>, as vozes locais t&ecirc;m-se tornado mais fortes do que nunca. Uma &eacute;tica dos <i>media</i> internacional continua a enfatizar o princ&iacute;pio normativo da dignidade humana. Este princ&iacute;pio funciona como uma salvaguarda contra a tend&ecirc;ncia das poderosas tecnologias dos <i>media</i> para armazenarem dados e difundirem informa&ccedil;&atilde;o com os seus crit&eacute;rios instrumentais. Quando este princ&iacute;pio &eacute; assumido como uma prioridade nos <i>media</i> noticiosos, o multiculturalismo e o pluralismo &eacute;tnico saem refor&ccedil;ados.</p>     <p><i>N&atilde;o-viol&ecirc;ncia</i></p>     <p>A n&atilde;o-viol&ecirc;ncia &eacute; actualmente um importante princ&iacute;pio &eacute;tico, e o modo concreto de o aplicar constitui um enorme desafio. Mahatma Gandhi e Martin Luther King Jr. desenvolveram este princ&iacute;pio para al&eacute;m de uma simples estrat&eacute;gia pol&iacute;tica, transformando-o numa filosofia de vida. Vaclav Havel e Nelson Mandella comprometeram-se profundamente com ele. Juntamente com a <i>dharma,</i> a <i>ahimsa</i> (n&atilde;o-viol&ecirc;ncia) forma a base da mundivis&atilde;o hindu. Para Santo Agostinho, a paz &eacute; algo de natural nas rela&ccedil;&otilde;es humanas. Segundo Emmanuel Levinas, a interac&ccedil;&atilde;o entre o <i>self</i> e o Outro faz da paz um princ&iacute;pio normativo. &quot;A primeira palavra da face do Outro &eacute; &lsquo;N&atilde;o matar&aacute;s'. &Eacute; uma ordem. &Eacute; um mandamento que surge com a face do Outro, como se um mestre falasse para mim&quot; (Levinas, 1985: 89). Nas culturas comunalistas e ind&iacute;genas, cuidar dos fracos e dos mais vulner&aacute;veis (crian&ccedil;as, doentes e idosos), assim como partilhar os recursos materiais, &eacute; um princ&iacute;pio &oacute;bvio. A repulsa p&uacute;blica contra os abusos f&iacute;sicos em rela&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas e a condena&ccedil;&atilde;o de crimes brutais e guerras selvagens s&atilde;o sinais de esperan&ccedil;a que reflectem a vitalidade deste princ&iacute;pio.</p>     <p>O jornalismo de paz <i>[peace journalism]</i> &eacute; uma boa ilustra&ccedil;&atilde;o de como este princ&iacute;pio se aplica ao trabalho de cobertura noticiosa de conflitos violentos um pouco por todo o mundo. O investigador noruegu&ecirc;s John Galtung desenvolveu e aplicou este princ&iacute;pio de modo sistem&aacute;tico em estudos sobre a paz, ligados n&atilde;o apenas aos modelos t&iacute;picos da reportagem de guerra, mas tamb&eacute;m &agrave; paz entendida num sentido positivo – resolu&ccedil;&atilde;o criativa e n&atilde;o-violenta de todos os conflitos culturais, sociais e pol&iacute;ticos (e.g. 2000, 2004). Tal como Galtung, Jake Lynch reconhece que a cobertura dos assuntos militares alimenta a pr&oacute;pria viol&ecirc;ncia que noticia, raz&atilde;o por que ele desenvolveu uma teoria e uma pr&aacute;tica bem concreta de iniciativas de paz e de resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos (e.g. Lynch &amp; McGoldrick, 2005; Lynch, 2008; cf. Obonyo, 2010). Galtung procurou recolocar o jornalismo na &quot;grande estrada para a paz&quot;, em vez da &quot;pequena estrada&quot; muitas vezes escolhida pelos <i>media</i>, na qual o &uacute;nico enquadramento &eacute; o do &quot;vencer / perder&quot;, tal como sucede com duas personagens em confronto num espa&ccedil;o desportivo.</p>     <p>Numa revis&atilde;o de literatura sobre jornalismo de guerra e de paz, Seow Ting Lee (2009) identifica tr&ecirc;s caracter&iacute;sticas distintivas em cada um destes dom&iacute;nios. As tr&ecirc;s caracter&iacute;sticas do jornalismo de guerra tal como se pratica habitualmente s&atilde;o: (1) Foco no &lsquo;aqui e agora', na ac&ccedil;&atilde;o militar, no equipamento, nos danos materiais e nas baixas em combate; (2) Orienta&ccedil;&atilde;o elitista: usar fontes oficiais, acompanhar as estrat&eacute;gias militares, citar os l&iacute;deres politicos, seguir &agrave; risca a perspectiva dos comandos militares; (3) Dicotomia entre &lsquo;bons' e &lsquo;maus': redu&ccedil;&atilde;o das partes implicadas a apenas uma dupla de combatentes, &lsquo;eles' versus &lsquo;n&oacute;s', numa soma de resultado zero (Lee 2009).</p>     <p>H&aacute; igualmente tr&ecirc;s caracter&iacute;sticas cruciais do jornalismo de paz, todas baseadas no princ&iacute;pio da n&atilde;o-viol&ecirc;ncia (Lee, 2009): (1) Apresentar o contexto dos conflitos, o <i>background</i>, a perspectiva hist&oacute;rica, de acordo com a &lsquo;regra de ouro'. Usar de rigor na lingagem – n&atilde;o um gen&eacute;rico &quot;os rebeldes mu&ccedil;ulmanos&quot;, mas os rebeldes identificados como dissidentes de um grupo pol&iacute;tico particular. (2) Assumir uma posi&ccedil;&atilde;o editorial favor&aacute;vel &agrave; paz e focar o trabalho noticioso mais nos valores comuns do que na vingan&ccedil;a ou na retalia&ccedil;&atilde;o. Colocar a &ecirc;nfase na perspectiva das pessoas – n&atilde;o reduzir as coisas a viol&ecirc;ncia organizada entre na&ccedil;&otilde;es, mas insistir em padr&otilde;es de coopera&ccedil;&atilde;o e de integra&ccedil;&atilde;o entre os povos. (3) Orientar-se para a multiplicidade. Apresentar todos os lados e todas as partes dos conflitos. Criar oportunidades para que a sociedade em geral procure e valorize respostas n&atilde;o violentas aos conflitos. Apontar vias pelas quais os conflitos podem ser resolvidos sem viol&ecirc;ncia (e.g. Dayton &amp; Kriesberg, 2009). Esfor&ccedil;os para tentar alcan&ccedil;ar consensos s&atilde;o merecedores de not&iacute;cia.</p>     <p>Os seres humanos s&atilde;o seres morais, e uma &eacute;tica dos <i>media</i> de &acirc;mbito internacional que segue o princ&iacute;pio da n&atilde;o-viol&ecirc;ncia pode ser inspiradora para os jornalistas fazerem a cobertura noticiosa de um mundo violento mas, ao mesmo tempo, promoverem a paz (Mitchell, 2013).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Se querem reflectir uma perspectiva efectivamente internacional, mais do que interesses pr&oacute;prios limitados, os c&oacute;digos de &eacute;tica dos <i>media</i>, assim como as pr&aacute;ticas profissionais, devem enfatizar os tr&ecirc;s princ&iacute;pios aqui apontados. H&aacute; um grande n&uacute;mero de dilemas e de desafios morais que os <i>media</i> enfrentam no mundo vol&aacute;til em que vivemos hoje. Mas se n&atilde;o querem inverter os valores essenciais, t&ecirc;m de valorizar estas mesmas tr&ecirc;s normas que as teorias internacionais v&ecirc;m valorizando. Um compromisso com a verdade, com a dignidade humana e com a n&atilde;o-viol&ecirc;ncia trar&aacute; uma vitalidade duradoura &agrave; educa&ccedil;&atilde;o para a comunica&ccedil;&atilde;o, assim como &agrave;s pr&aacute;ticas comunicativas. Estes princ&iacute;pios s&atilde;o de primordial import&acirc;ncia para o p&uacute;blico. E quanto mais os profissionais dos <i>media</i> os interiorizarem e praticarem, mais o campo da &eacute;tica dos <i>media</i> ser&aacute; sustent&aacute;vel.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Bauman, Zygmunt (1983). <i>Postmodern Ethics</i>. Oxford, UK: Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010569&pid=S2183-3575201400010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bauman, Zygmunt (2000). &quot;As Seen on TV,&quot; <i>Ethical Perspectives: Journal of the European Ethics Network,</i> 7 (2- 3), 107-121.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010571&pid=S2183-3575201400010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Bell, Daniel (2008). <i>China's New Confucianism: Politics and Everyday Life in a Changing Society.</i> Princeton, NJ: Princeton University Press.</p>     <!-- ref --><p>Benhabib, Seyla (1986). <i>Critique, Norm and Utopia: A Study of the Normative Foundations of Critical Theory.</i>New York: Columbia University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010574&pid=S2183-3575201400010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Benhabib, Seyla (1992). <i>Situating the Self: Gender, Community, and Postmodernism in Contemporary Ethics.</i>New York: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010576&pid=S2183-3575201400010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Benhabib, Seyla (2002). <i>The Claims of Culture: Equality and Diversity in the Global Era.</i> Princeton, NJ: Princeton University Press.</p>     <p>Benhabib, Seyla (2003). <i>The Reluctant Modernism of Hannah Arendt.</i> Lanham, MD: Rowman and Littlefield</p>     <!-- ref --><p>Blankenburg, N. (1999). &quot;In Search of Real Freedom: <i>Ubuntu</i> and the Media,&quot; <i>Critical Arts,</i> 13(2), pp. 42-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010580&pid=S2183-3575201400010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Byun-Hyun, Dong &amp; Lee, Keeheyung (2002). &quot;Confucian Values, Ethics and Legacies in History,&quot; in <i>Moral Engagement in Public Life: Theorists for Contemporary Ethics</i>, eds. S. Bracci and C. Christians (Berlin: Peter Lang), pp. 73-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010582&pid=S2183-3575201400010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Christians, Clifford &amp; Traber, Michael (1997). <i>Communication Ethics and Universal Values.</i> Thousand Oaks, CA: Sage.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Christians, Clifford (2000). &quot;An Intellectual History of Communication Ethics.&quot; In B. Pattyn, ed., <i>Media Ethics: Opening Social Dialogue.</i> Leuven, Belgium: Peeters, pp. 15-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010585&pid=S2183-3575201400010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Christians, Clifford (2004). &quot;<i>Ubuntu</i> and Communitarianism in Media Ethics,&quot; <i>Ecquid Novi: African Journalism Studies,</i> 25 (2), pp. 235-256.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010587&pid=S2183-3575201400010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Codina, M&oacute;nica (2013). &quot;The Spanish Meaning of the Murderer's Salute,&quot; <i>Journal of Mass Media Ethics,</i> 28, pp. 57-69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010589&pid=S2183-3575201400010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Cooper, Thomas W. (1989). <i>Communication Ethics and Global Change.</i> White Plains, NY: Longman.</p>     <!-- ref --><p>Dayton, Bruce W. &amp; Kriesberg, Louis (2009). <i>Conflict Transformation and Peacebuilding: Moving from Violence to Sustainable Peace.</i> London: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010592&pid=S2183-3575201400010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>de Bary, William T. (1998). <i>Asian Values and Human Rights: A Confucian Communitarian Perspective.</i> Cambridge, UK: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010594&pid=S2183-3575201400010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fackler, Mark (2003). &quot;Communitarian Theory with an African Flexion,&quot; in <i>Mediating Religion: Conversations in Media, Religion and Culture,</i> eds. J. Mitchell e S. Marriage (Edinburgh: T &amp; T Clark), pp. 317-327.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010596&pid=S2183-3575201400010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Freire, Paulo (1970). <i>Pedagogy of the Oppressed.</i> New York: Seabury.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010598&pid=S2183-3575201400010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Freire, Paulo (1972). &quot;Cultural Action for Freedom,&quot; <i>Harvard Educational Review,</i> 40 (Maio), pp. 205-225.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010600&pid=S2183-3575201400010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Freire, Paulo (1973). <i>Education for Critical Consciousness.</i> New York: Seabury.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010602&pid=S2183-3575201400010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Galtung, Johan (2000). <i>Conflict Transformation by Peaceful Means: A Participants' and Trainers' Manual.</i> Geneva: UNDP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010604&pid=S2183-3575201400010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Galtung, Johan (2004). <i>Transcend and Transform: An Introduction to Conflict Work.</i> London: Pluto Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010606&pid=S2183-3575201400010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Geertsema, Margaretha (2009). &quot;Women and News: Making Connections Between the Global and the Local,&quot; <i>Feminist Media Studies,</i> 9(2), pp. 149-172.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010608&pid=S2183-3575201400010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Geertsema, Margaretha (2010). &quot;Challenging the Lion in the Den: Dilemmas of Gender in Media Activism in South Africa,&quot; <i>Ecquid Novi: African Journalism Studies,</i> 31(1), pp. 68-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010610&pid=S2183-3575201400010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Geertz, Clifford (1973). <i>The Interpretation of Culture.</i> New York: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010612&pid=S2183-3575201400010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Gilligan, Carol (1983). <i>In a Different Voice: Psychological Theory and Women's Development.</i> Cambridge, MA: Harvard University Press.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Gilligan, Carol et al. (1990). <i>Making Connections.</i> Cambridge, MA: Harvard University Press.</p>     <p>Habermas, J&uuml;rgen (1990). <i>Moral Consciousness and Communicative Action.</i> Trad. C. Lenhardt &amp; S. W. Nicholsen. Cambridge, MA: MIT Press. (Originalmente publicado como: <i>Moralbewusstsein und kommunikatives Handeln,</i> 1983).</p>     <p>Habermas, J&uuml;rgen (1998). <i>The Inclusion of the Other: Studies in Political Theory.</i> Cambridge, MA: MIT Press.</p>     <p>Habermas, J&uuml;rgen (2001). <i>The Postnational Constellation: Political Essays.</i> Cambridge, MA: MIT Press.</p>     <!-- ref --><p>Kang, Young Ahn (2006). &quot;Global Ethics and a Common Morality,&quot; <i>Philosophia Reformata,</i> 71, pp. 79-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010619&pid=S2183-3575201400010000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kunelius, Risto (2009). &quot;Lessons of Being Drawn In: On Global Free Speech, Communication Theory and the Mohammed Cartoons,&quot; in <i>Freedom of Speech Abridged? Cultural, Legal and Philosophical Challenges,</i> eds. Anine Kierulf &amp; Helge R&oslash;nning (G&ouml;teborg, Su&eacute;cia: University of Gothenburg Nordicom), pp. 139-151.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010621&pid=S2183-3575201400010000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Laitila, Tiina (1995). &quot;Journalistic Codes of Ethics in Europe,&quot; <i>European Journal of Communication</i>, 10 (4), 527-544.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010623&pid=S2183-3575201400010000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Lee, Seow Ting (2009). &quot;Peace Journalism,&quot; in <i>The Handbook of Mass Media Ethics,</i> eds. L. Wilkins &amp; C. Christians (New York: Routledge), pp. 258-275.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010625&pid=S2183-3575201400010000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Legge, James, ed. (1991). <i>Four Books of the Chinese Classics: Confucian Analects, the Great Learning, Doctrine of the Mean, Works of Mencius,</i> 4 vols. (Corona, CA: Oriental Book Store.</p>     <p>Levinas, Emmanuel (1981). <i>Ethics and Infinity.</i> Trad. R. A. Cohen. Pittsburgh, PA: Duquesne University Press.</p>     <!-- ref --><p>Lynch, Jake (2008). <i>Debates in Peace Journalism.</i> Sydney: University of Sydney Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010629&pid=S2183-3575201400010000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lynch, Jake &amp; McGoldrick, Annabel (2005). <i>Peace Journalism.</i> Stroud, UK: Hawthorn Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010631&pid=S2183-3575201400010000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MacBride, Sean et al. (1980). <i>Many Voices, One World: Towards a New More Just and More Efficient World Information and Communication Order.</i> Paris: United Nations Educational, Scientific, and Cultural Organization.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010633&pid=S2183-3575201400010000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>MacDonald, Barrie, &amp; Michel Petheram (1998). <i>Keyguide to Information Sources in Media Ethics.</i> London: Mansell Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010635&pid=S2183-3575201400010000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Masolo, D. A. (2004). &quot;Western and African Communitarianism: A Comparison,&quot; in <i>A Companion to African Philosophy,</i> ed. K. Wiredu (Oxford, UK: Blackwell), pp. 483-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010637&pid=S2183-3575201400010000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mitchell, Jolyon (2013). <i>Promoting Peace, Inciting Violence: The Role of Religion and Media.</i> New York: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010639&pid=S2183-3575201400010000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nordenstreng, Kaarle (1995). <i>Reports on Media Ethics in Europe.</i> University of Tampere: Julkaisiya Sara B41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010641&pid=S2183-3575201400010000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nordenstreng, Kaarle (1998). &quot;Professional Ethics: Between Fortress Journalism and Cosmopolitan Democracy.&quot; In K. Brants, J. Hermes, L. Van Zooten (eds.), <i>The Media in Question: Popular Cultures and Public Interests.</i> London: Sage, pp. 124-134.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010643&pid=S2183-3575201400010000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Nordenstreng, Kaarle &amp; Topuz, Hifi, eds. (1989). <i>Journalist: Status, Rights, and Responsibilities.</i> Prague: International Organization of Journalists.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010645&pid=S2183-3575201400010000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Noddings, Nel (1984). <i>Caring: A Feminine Approach to Ethics and Moral Education.</i> Berkeley: University of California Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010647&pid=S2183-3575201400010000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Obonyo, Levi (2010). &quot;Peace Journalism Training in East Africa,&quot; <i>Media Development</i>, 3, pp. 59-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010649&pid=S2183-3575201400010000200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pattyn, Bart, ed. (2000). <i>Media Ethics: Opening Social Dialogue.</i> Leuven, Belgium: Peeters.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010651&pid=S2183-3575201400010000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pauli, Juusela (1991). <i>Journalistic Codes of Ethics in the CSCE Countries: An Examination.</i> Tampere, Finland: University of Tampere Series B31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010653&pid=S2183-3575201400010000200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Steiner, Linda (1991). &quot;Feminist Theorizing and Communication Ethics,&quot; <i>Communication</i>, 12 (3).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010655&pid=S2183-3575201400010000200050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Steiner, Linda (2009). &quot;Feminist Media Ethics,&quot; in <i>The Handbook of Mass Media Ethics,</i> eds. Lee Wilkins &amp; Clifford Christians (New York: Routledge), pp. 366-381.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010657&pid=S2183-3575201400010000200051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Steiner, Linda &amp; Okrusch, C. M. (2006). &quot;Care as a Virtue for Journalists,&quot; <i>Journal of Mass Media Ethics</i>, 21 (2-3), pp. 102-122.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010659&pid=S2183-3575201400010000200052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Taylor, Charles K., Appiah, A., Habermas, J., et al. (1994). <i>Multiculutralism: Examining the Politics of Recognition.</i> Princeton, NJ: Princeton University Press.</p>     <!-- ref --><p>Van Zoonen, Lisbeth (1992). &quot;Feminist Theory and Information Technology.&quot; <i>Media, Culture and Society,</i> 14, pp. 9-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010662&pid=S2183-3575201400010000200054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Van Zoonen, Lisbeth (1994). <i>Feminist Media Studies.</i> London: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010664&pid=S2183-3575201400010000200055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Van Zoonen, Lisbeth (2002). &quot;Gendering the Internet: Claims, Controversies and Cultures,&quot; <i>European Journal of Communication,</i> 1, pp. 5-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010666&pid=S2183-3575201400010000200056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Whitehouse, Virginia (2009). &quot;Confucius: Ethics of Character,&quot; in <i>Ethical Communication: Moral Stances in Human Dialogue,</i> eds. Clifford G. Christians &amp; John C. Merrill (Columbia, MO: University of Missouri Press), pp. 167-172.</p>     <p>Wilkins, Lee (2009). &quot;Carol Gilligan: Ethics of Care,&quot; in <i>Ethical Communication: Moral Stances in Human Dialogue</i>, eds. Clifford G. Christians &amp; John C. Merrill (Columbia, MO: University of Missouri Press), pp. 33-39.</p>     <!-- ref --><p>Wiredu, Kwasi (1980). <i>Philosophy and an African Culture.</i> Cambridge, UK: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010670&pid=S2183-3575201400010000200059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wiredu, Kwasi (1983). &quot;Morality and Religion in Akan Thought,&quot; <i>Philosophy and Culture</i>, eds. H. O. Oruka &amp; D. A. Masolo (Nairobi: Bookwise), pp. 6-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010672&pid=S2183-3575201400010000200060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wiredu, Kwasi (1996). <i>Cultural Universals and Particulars: An African Perspective.</i> Bloomington: Indiana University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010674&pid=S2183-3575201400010000200061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wiredu, Kwasi, ed. (2004). <i>A Companion to African Philosophy</i>. Oxford, UK: Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2010676&pid=S2183-3575201400010000200062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido a 18-03-2014</b></p>     <p><b>Aceite a 05-05-2014</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top1" name="1">[1]</a></sup> A express&atilde;o habitual, origin&aacute;ria do ingl&ecirc;s, &eacute; <i>ethics of care</i>. Opt&aacute;mos por a traduzir por &quot;&eacute;tica do cuidar&quot;, embora haja autores que usam outras express&otilde;es. (N. do T.)</p>     <p><sup><a href="#top2" name="2">[2]</a></sup> No original, <i>communal ethics</i>. (N. do T.)</p>     <p><sup><a href="#top3" name="3">[3]</a></sup> H&aacute;, pelo menos, uma tradu&ccedil;&atilde;o brasileira desta obra, datada de 1989: <i>Consci&ecirc;ncia Moral e Agir Comunicativo</i>. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989. (N. do T.)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>[Tradu&ccedil;&atilde;o: Joaquim Fidalgo]</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bauman]]></surname>
<given-names><![CDATA[Zygmunt]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Postmodern Ethics]]></source>
<year>1983</year>
<publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Blackwell]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bauman]]></surname>
<given-names><![CDATA[Zygmunt]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[As Seen on TV]]></article-title>
<source><![CDATA[Ethical Perspectives: Journal of the European Ethics Network]]></source>
<year>2000</year>
<volume>7</volume>
<numero>2- 3</numero>
<issue>2- 3</issue>
<page-range>107-121</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bell]]></surname>
<given-names><![CDATA[Daniel]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[China's New Confucianism: Politics and Everyday Life in a Changing Society]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Princeton ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Princeton University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Benhabib]]></surname>
<given-names><![CDATA[Seyla]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Critique, Norm and Utopia: A Study of the Normative Foundations of Critical Theory]]></source>
<year>1986</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Columbia University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Benhabib]]></surname>
<given-names><![CDATA[Seyla]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Situating the Self: Gender, Community, and Postmodernism in Contemporary Ethics]]></source>
<year>1992</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Benhabib]]></surname>
<given-names><![CDATA[Seyla]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Claims of Culture: Equality and Diversity in the Global Era]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Princeton ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Princeton University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Benhabib]]></surname>
<given-names><![CDATA[Seyla]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Reluctant Modernism of Hannah Arendt]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lanham ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Rowman and Littlefield]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Blankenburg]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[In Search of Real Freedom: Ubuntu and the Media]]></article-title>
<source><![CDATA[Critical Arts]]></source>
<year>1999</year>
<volume>13</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>42-65</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Byun-Hyun]]></surname>
<given-names><![CDATA[Dong]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lee]]></surname>
<given-names><![CDATA[Keeheyung]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Confucian Values, Ethics and Legacies in History]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Bracci]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Christians]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Moral Engagement in Public Life: Theorists for Contemporary Ethics]]></source>
<year>2002</year>
<page-range>73-96</page-range><publisher-loc><![CDATA[Berlin ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Peter Lang]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Christians]]></surname>
<given-names><![CDATA[Clifford]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Traber]]></surname>
<given-names><![CDATA[Michael]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Communication Ethics and Universal Values]]></source>
<year>1997</year>
<publisher-loc><![CDATA[Thousand Oaks ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sage]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Christians]]></surname>
<given-names><![CDATA[Clifford]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[An Intellectual History of Communication Ethics]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Pattyn]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Media Ethics: Opening Social Dialogue]]></source>
<year>2000</year>
<page-range>15-45</page-range><publisher-loc><![CDATA[Leuven ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Peeters]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Christians]]></surname>
<given-names><![CDATA[Clifford]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Ubuntu and Communitarianism in Media Ethics]]></article-title>
<source><![CDATA[Ecquid Novi: African Journalism Studies]]></source>
<year>2004</year>
<volume>25</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>235-256</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Codina]]></surname>
<given-names><![CDATA[Mónica]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Spanish Meaning of the Murderer's Salute]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Mass Media Ethics]]></source>
<year>2013</year>
<volume>28</volume>
<page-range>57-69</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cooper]]></surname>
<given-names><![CDATA[Thomas W]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Communication Ethics and Global Change]]></source>
<year>1989</year>
<publisher-loc><![CDATA[White Plains ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Longman]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dayton]]></surname>
<given-names><![CDATA[Bruce W]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kriesberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[Louis]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Conflict Transformation and Peacebuilding: Moving from Violence to Sustainable Peace]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[de Bary]]></surname>
<given-names><![CDATA[William T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Asian Values and Human Rights: A Confucian Communitarian Perspective]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fackler]]></surname>
<given-names><![CDATA[Mark]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Communitarian Theory with an African Flexion]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Mitchell]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marriage]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Mediating Religion: Conversations in Media, Religion and Culture]]></source>
<year>2003</year>
<page-range>317-327</page-range><publisher-loc><![CDATA[Edinburgh ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[T & T Clark]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Freire]]></surname>
<given-names><![CDATA[Paulo]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Pedagogy of the Oppressed]]></source>
<year>1970</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Seabury]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Freire]]></surname>
<given-names><![CDATA[Paulo]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cultural Action for Freedom]]></article-title>
<source><![CDATA[Harvard Educational Review]]></source>
<year>1972</year>
<volume>40</volume>
<numero>Maio</numero>
<issue>Maio</issue>
<page-range>205-225</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Freire]]></surname>
<given-names><![CDATA[Paulo]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Education for Critical Consciousness]]></source>
<year>1973</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Seabury]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Galtung]]></surname>
<given-names><![CDATA[Johan]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Conflict Transformation by Peaceful Means: A Participants' and Trainers' Manual]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[UNDP]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Galtung]]></surname>
<given-names><![CDATA[Johan]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Transcend and Transform: An Introduction to Conflict Work]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Pluto Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Geertsema]]></surname>
<given-names><![CDATA[Margaretha]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Women and News: Making Connections Between the Global and the Local]]></article-title>
<source><![CDATA[Feminist Media Studies]]></source>
<year>2009</year>
<volume>9</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>149-172</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Geertsema]]></surname>
<given-names><![CDATA[Margaretha]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Challenging the Lion in the Den: Dilemmas of Gender in Media Activism in South Africa]]></article-title>
<source><![CDATA[Ecquid Novi: African Journalism Studies]]></source>
<year>2010</year>
<volume>31</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>68-88</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Geertz]]></surname>
<given-names><![CDATA[Clifford]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Interpretation of Culture]]></source>
<year>1973</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Basic Books]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gilligan]]></surname>
<given-names><![CDATA[Carol]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[In a Different VoicePsychological Theory and Women's Development]]></source>
<year>1983</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Harvard University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gilligan]]></surname>
<given-names><![CDATA[Carol]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Making Connections]]></source>
<year>1990</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Harvard University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Habermas]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jürgen]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lenhardt]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nicholsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. W]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Moral Consciousness and Communicative Action]]></source>
<year>1990</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MIT Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Habermas]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jürgen]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Inclusion of the Other: Studies in Political Theory]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MIT Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Habermas]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jürgen]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Postnational Constellation: Political Essays]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MIT Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kang]]></surname>
<given-names><![CDATA[Young Ahn]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Global Ethics and a Common Morality]]></article-title>
<source><![CDATA[Philosophia Reformata]]></source>
<year>2006</year>
<volume>71</volume>
<page-range>79-95</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kunelius]]></surname>
<given-names><![CDATA[Risto]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Lessons of Being Drawn In: On Global Free Speech, Communication Theory and the Mohammed Cartoons]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Kierulf]]></surname>
<given-names><![CDATA[Anine]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rønning]]></surname>
<given-names><![CDATA[Helge]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Freedom of Speech Abridged?: Cultural, Legal and Philosophical Challenges]]></source>
<year>2009</year>
<page-range>139-151</page-range><publisher-loc><![CDATA[Göteborg ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[University of Gothenburg Nordicom]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Laitila]]></surname>
<given-names><![CDATA[Tiina]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Journalistic Codes of Ethics in Europe]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Communication]]></source>
<year>1995</year>
<volume>10</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>527-544</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lee]]></surname>
<given-names><![CDATA[Seow Ting]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Peace Journalism]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Wilkins]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Christians]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Handbook of Mass Media Ethics]]></source>
<year>2009</year>
<page-range>258-275</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Legge]]></surname>
<given-names><![CDATA[James]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Four Books of the Chinese Classics: Confucian Analects, the Great Learning, Doctrine of the Mean, Works of Mencius]]></source>
<year>1991</year>
<volume>4</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Corona ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oriental Book Store]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Levinas]]></surname>
<given-names><![CDATA[Emmanuel]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cohen]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Ethics and Infinity]]></source>
<year>1981</year>
<publisher-loc><![CDATA[Pittsburgh ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Duquesne University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lynch]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jake]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Debates in Peace Journalism]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Sydney ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[University of Sydney Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lynch]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jake]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McGoldrick]]></surname>
<given-names><![CDATA[Annabel]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Peace Journalism]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Stroud ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Hawthorn Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MacBride]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sean]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Many Voices, One World: Towards a New More Just and More Efficient World Information and Communication Order]]></source>
<year>1980</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[United Nations Educational, Scientific, and Cultural Organization]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MacDonald]]></surname>
<given-names><![CDATA[Barrie]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Petheram]]></surname>
<given-names><![CDATA[Michel]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Keyguide to Information Sources in Media Ethics]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Mansell Publishing]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Masolo]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Western and African Communitarianism: A Comparison]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Wiredu]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Companion to African Philosophy]]></source>
<year>2004</year>
<page-range>483-98</page-range><publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Blackwell]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mitchell]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jolyon]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Promoting Peace, Inciting Violence: The Role of Religion and Media]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nordenstreng]]></surname>
<given-names><![CDATA[Kaarle]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Reports on Media Ethics in Europe]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[Tampere ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Julkaisiya Sara B41]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nordenstreng]]></surname>
<given-names><![CDATA[Kaarle]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Professional Ethics: Between Fortress Journalism and Cosmopolitan Democracy]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Brants]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hermes]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Van Zooten]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Media in Question: Popular Cultures and Public Interests]]></source>
<year>1998</year>
<page-range>124-134</page-range><publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sage]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nordenstreng]]></surname>
<given-names><![CDATA[Kaarle]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Topuz]]></surname>
<given-names><![CDATA[Hifi]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Journalist: Status, Rights, and Responsibilities]]></source>
<year>1989</year>
<publisher-loc><![CDATA[Prague ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[International Organization of Journalists]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B46">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Noddings]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nel]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Caring: A Feminine Approach to Ethics and Moral Education]]></source>
<year>1984</year>
<publisher-loc><![CDATA[Berkeley ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[University of California Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B47">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Obonyo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Levi]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Peace Journalism Training in East Africa]]></article-title>
<source><![CDATA[Media Development]]></source>
<year>2010</year>
<volume>3</volume>
<page-range>59-60</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B48">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pattyn]]></surname>
<given-names><![CDATA[Bart]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Media Ethics: Opening Social Dialogue]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Leuven ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Peeters]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B49">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pauli]]></surname>
<given-names><![CDATA[Juusela]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Journalistic Codes of Ethics in the CSCE Countries: An Examination]]></source>
<year>1991</year>
<publisher-loc><![CDATA[Tampere ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[University of Tampere Series B31]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B50">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Steiner]]></surname>
<given-names><![CDATA[Linda]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Feminist Theorizing and Communication Ethics]]></article-title>
<source><![CDATA[Communication]]></source>
<year>1991</year>
<volume>12</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B51">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Steiner]]></surname>
<given-names><![CDATA[Linda]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Feminist Media Ethics]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Wilkins]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lee]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Christians]]></surname>
<given-names><![CDATA[Clifford]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Handbook of Mass Media Ethics]]></source>
<year>2009</year>
<page-range>366-381</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B52">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Steiner]]></surname>
<given-names><![CDATA[Linda]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Okrusch]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Care as a Virtue for Journalists]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Mass Media Ethics]]></source>
<year>2006</year>
<volume>21</volume>
<numero>2-3</numero>
<issue>2-3</issue>
<page-range>102-122</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B53">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Taylor]]></surname>
<given-names><![CDATA[Charles K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Appiah]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Habermas]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Multiculutralism: Examining the Politics of Recognition]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[Princeton ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Princeton University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B54">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Van Zoonen]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lisbeth]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Feminist Theory and Information Technology]]></article-title>
<source><![CDATA[Media, Culture and Society]]></source>
<year>1992</year>
<volume>14</volume>
<page-range>9-29</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B55">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Van Zoonen]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lisbeth]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Feminist Media Studies]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sage]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B56">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Van Zoonen]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lisbeth]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Gendering the Internet: Claims, Controversies and Cultures]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Communication]]></source>
<year>2002</year>
<volume>1</volume>
<page-range>5-23</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B57">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Whitehouse]]></surname>
<given-names><![CDATA[Virginia]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Confucius: Ethics of Character]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Christians]]></surname>
<given-names><![CDATA[Clifford G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Merrill]]></surname>
<given-names><![CDATA[John C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Ethical Communication: Moral Stances in Human Dialogue]]></source>
<year>2009</year>
<page-range>167-172</page-range><publisher-loc><![CDATA[Columbia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[University of Missouri Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B58">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wilkins]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lee]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Carol Gilligan: Ethics of Care]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Christians]]></surname>
<given-names><![CDATA[Clifford G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Merrill]]></surname>
<given-names><![CDATA[John C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Ethical Communication: Moral Stances in Human Dialogue]]></source>
<year>2009</year>
<page-range>33-39</page-range><publisher-loc><![CDATA[Columbia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[University of Missouri Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B59">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wiredu]]></surname>
<given-names><![CDATA[Kwasi]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Philosophy and an African Culture]]></source>
<year>1980</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B60">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wiredu]]></surname>
<given-names><![CDATA[Kwasi]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Morality and Religion in Akan Thought]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Oruka]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. O]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Masolo]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Philosophy and Culture]]></source>
<year>1983</year>
<page-range>6-13</page-range><publisher-loc><![CDATA[Nairobi ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Bookwise]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B61">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wiredu]]></surname>
<given-names><![CDATA[Kwasi]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Cultural Universals and Particulars: An African Perspective]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Bloomington ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Indiana University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B62">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wiredu]]></surname>
<given-names><![CDATA[Kwasi]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Companion to African Philosophy]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Blackwell]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
