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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ética e teorias da comunicação: poder, interações e cultura participativa]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this paper is to make an epistemological approach of the ethical conceptions presented in the main Communication Theories, identifying in some of its epistemological proposals elements of an ethos. It is highlighted how these theories approach communicative mediated processes and at the same time propose procedures and practical actions. We develop our argument in a historical-critical perspective, mapping how notions of power, communicative capacities and constitution of the political citizen, among others are interlaced to the theoretical articulations of the research field. The analysis is developed around three perspectives: (a) anti-symmetrical, evincing the way power is placed side by side with media; (b) symmetrical, making equivalent, in different spaces, media producers and receivers; (c) paritarian, with intersections between these two types of agents in a participative culture. The text analyzes these three perspectives focusing the ruptures and continuities between ethics and epistemology.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Teorias da Comunicação]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>NAS FRONTEIRAS DO JORNALISMO</b></p>     <p><b>&Eacute;tica e teorias da comunica&ccedil;&atilde;o: poder, intera&ccedil;&otilde;es e cultura participativa</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ethics and theories of communication: power, interactions, and participative culture</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> //     <p><b>Luis Mauro S&aacute; Martino*; &Acirc;ngela Cristina Salgueiro Marques**</b></p> //     <p> //*Faculdade C&aacute;sper L&iacute;bero, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil, <a href="mailto:lmsamartino@gmail.com">lmsamartino@gmail.com</a>. //    <br>   //**Faculdade C&aacute;sper L&iacute;bero, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil, <a href="mailto:angelasalgueiro@gmail.com">angelasalgueiro@gmail.com</a>. //</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este texto aborda aspectos das concep&ccedil;&otilde;es de &eacute;tica presentes nas principais Teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o, identificando, em algumas de suas proposi&ccedil;&otilde;es epistemol&oacute;gicas, elementos de um <i>ethos</i>. Sublinha-se como essas teorias, al&eacute;m de abordarem processos comunicativos mediados, prop&otilde;em procedimentos e a&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas. Em perspectiva hist&oacute;rico-cr&iacute;tica, mapeia-se como no&ccedil;&otilde;es de poder, capacidades comunicativas e delineamentos do sujeito pol&iacute;tico, entre outras, s&atilde;o entrela&ccedil;adas &agrave;s enuncia&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas da &aacute;rea. A an&aacute;lise desenvolve-se ao redor de tr&ecirc;s perspectivas: (a) assim&eacute;trica, com o poder colocado ao lado dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o; (b) sim&eacute;trica, equivalendo, em espa&ccedil;os diferentes, produtores e receptores; (c) parit&aacute;ria, com intersec&ccedil;&atilde;o entre ambos em uma cultura da participa&ccedil;&atilde;o. O texto analisa essas tr&ecirc;s perspectivas nas rupturas e continuidades entre o &eacute;tico e o epistemol&oacute;gico.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o; epistemologia; &eacute;tica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The aim of this paper is to make an epistemological approach of the ethical conceptions presented in the main Communication Theories, identifying in some of its epistemological proposals elements of an ethos. It is highlighted how these theories approach communicative mediated processes and at the same time propose procedures and practical actions. We develop our argument in a historical-critical perspective, mapping how notions of power, communicative capacities and constitution of the political citizen, among others are interlaced to the theoretical articulations of the research field. The analysis is developed around three perspectives: (a) anti-symmetrical, evincing the way power is placed side by side with media; (b) symmetrical, making equivalent, in different spaces, media producers and receivers; (c) paritarian, with intersections between these two types of agents in a participative culture. The text analyzes these three perspectives focusing the ruptures and continuities between ethics and epistemology.</p>     <p><b>Keywords</b>: Communication Theories; epistemology; ethics.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Uma reflex&atilde;o que se proponha a abordar aspectos das concep&ccedil;&otilde;es de &eacute;tica presentes nas principais Teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o deve considerar, em um primeiro momento, uma aus&ecirc;ncia de articula&ccedil;&otilde;es expl&iacute;citas entre quest&otilde;es te&oacute;rico-epistemol&oacute;gicas da Comunica&ccedil;&atilde;o e as problem&aacute;ticas normativas e deontol&oacute;gicas que configuram valores, comportamentos e pr&aacute;ticas discursivas as mais diversas. As Teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o, sua subst&acirc;ncia conceitual e paradigm&aacute;tica, al&eacute;m das discuss&otilde;es travadas na &aacute;rea e as demandas delas derivadas, aparentam n&atilde;o terem muito pontos de interse&ccedil;&atilde;o com princ&iacute;pios &eacute;ticos, ainda que os explorem seja em sua dimens&atilde;o especificamente voltada para a pr&aacute;tica dos profissionais de comunica&ccedil;&atilde;o (cf. Meyer, 1986; Martino &amp; Silva, 2013), seja trabalhada do ponto de vista de uma &eacute;tica comunicativa (Marques, 2011).</p>     <p>Se compararmos, nos cursos universit&aacute;rios de Comunica&ccedil;&atilde;o, os programas das disciplinas de &quot;Teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o&quot; - voltados para o estudo das chamadas &quot;escolas te&oacute;ricas&quot; dentro de uma not&aacute;vel dispers&atilde;o epistem&oacute;logica (Martino, 2011, 2012) - e &quot;&Eacute;tica&quot; ou &quot;&Eacute;tica e Legisla&ccedil;&atilde;o&quot;, no qual se trabalham temas voltados para as quest&otilde;es de car&aacute;ter profissional (Christofolletti, 2011), &eacute; poss&iacute;vel que n&atilde;o encontremos muitos pontos de interse&ccedil;&atilde;o. Espalhadas em momentos diferentes nas matrizes curriculares das habilita&ccedil;&otilde;es, parecem n&atilde;o manter muitas rela&ccedil;&otilde;es entre si, como se o conhecimento das &quot;teorias&quot;, em um momento – geralmente nos per&iacute;odos iniciais dos cursos – n&atilde;o estivesse ligado ao conhecimento das &quot;pr&aacute;ticas&quot; e responsabilidades dos profissionais no momento mesmo de sua forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica.</p>     <p>Dentre as exce&ccedil;&otilde;es, pode-se assinalar os trabalho de Barros Filho (1995) e Karam (1997; 2005) como aportes nos quais a quest&atilde;o &eacute;tica &eacute; inserida, respectivamente, no contexto de teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o e no &acirc;mbito das teorias do Jornalismo ou Semi&oacute;tica. No entanto, esses estudos sugerem uma apropria&ccedil;&atilde;o das teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o para o estudo dos temas da &eacute;tica, sem focalizar especificamente o que poderia ser pensado como uma &eacute;tica presente nas Teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o, algo sugerido por Signates (2005: 2), quando afirma que, &quot;desde o princ&iacute;pio, o objeto da comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; &eacute;tico e que, portanto, sua defini&ccedil;&atilde;o implica em par&acirc;metros &eacute;ticos&quot;.</p>     <p>Este texto busca delinear algumas das dimens&otilde;es &eacute;ticas presentes nas Teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o, procurando observar, dentro de seus principais postulados, quais s&atilde;o as perspectivas que se manifestam para al&eacute;m de eixos paradigm&aacute;ticos que segmentam e sedimentam nossa reflex&atilde;o epistemol&oacute;gica e que podem ser entendidas como uma interpreta&ccedil;&atilde;o a respeito do mundo a partir da qual se esperam ou deduzem a&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas.</p>     <p>A &eacute;tica, de modo geral, poderia ser examinada a partir de sua primeira sistematiza&ccedil;&atilde;o aristot&eacute;lica, que destaca duas dimens&otilde;es principais desdobradas da no&ccedil;&atilde;o de <i>ethos</i>. A primeira diz respeito ao <i>ethos como modo de ser</i>, como modo de vida que garante aos sujeitos o estabelecimento de uma identidade e v&iacute;nculo com um entorno. &Eacute; nessa dimens&atilde;o que definimos quem gostar&iacute;amos de ser e refletimos sobre disposi&ccedil;&otilde;es normativas que nos orientam a agir. Em segundo lugar, o <i>ethos como princ&iacute;pio habitual de a&ccedil;&atilde;o</i>. Nesse sentido, a &eacute;tica tamb&eacute;m apresentaria um car&aacute;ter social e comunicacional, pois embora centrada no indiv&iacute;duo e em sua reflex&atilde;o sobre valores e padr&otilde;es de comportamento, ela &eacute; dom&iacute;nio de inter-rela&ccedil;&atilde;o, das rela&ccedil;&otilde;es sociais no interior das institui&ccedil;&otilde;es e das comunidades.</p>     <p>Diante desse quadro, &eacute; poss&iacute;vel nos indagarmos acerca de quais problemas &eacute;ticos s&atilde;o trabalhados nas teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o? Essa pergunta requer alguns cuidados no uso dos conceitos (Bourdieu, 1983), uma vez que a tentativa de constru&ccedil;&atilde;o de uma articula&ccedil;&atilde;o entre &eacute;tica e comunica&ccedil;&atilde;o poderia sugerir uma abertura de foco eventualmente incompat&iacute;vel com o fazer de pesquisa. Aproximar essas duas quest&otilde;es, portanto, requer algumas defini&ccedil;&otilde;es que, embora discut&iacute;veis, s&atilde;o necess&aacute;rias para se partir de algum lugar. Argumentamos que &eacute; poss&iacute;vel tomar como ponto de partida a apropria&ccedil;&atilde;o feita de conjuntos te&oacute;ricos, objetivadas tanto nos livros intitulados &quot;Teoria da Comunica&ccedil;&atilde;o&quot; quanto &agrave;quelas mencionadas nos espa&ccedil;os institucionais e acad&ecirc;micos de discuss&atilde;o epistemol&oacute;gica.</p>     <p>Entende-se que enquanto &quot;discurso&quot;, pensado como produ&ccedil;&atilde;o articulada de saberes de uma &aacute;rea, as Teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se desligam dos espa&ccedil;os de sua produ&ccedil;&atilde;o, nem das concep&ccedil;&otilde;es a respeito de sociedade, poder, emancipa&ccedil;&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o, autonomia, hierarquias e comportamentos sociais. Nesse sentido, o texto de Bennett (1983) intitulado sintomaticamente &quot;Teorias da M&iacute;dia, Teorias da Sociedade&quot; se apresenta como uma possibilidade de trabalho pr&oacute;xima da deste texto, considerando que n&atilde;o h&aacute; uma Teoria da Comunica&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o se entrecruze, tanto em seus pontos de partida e chegada quanto em seus desenvolvimentos, com uma &quot;Teoria da Sociedade&quot;.</p>     <p>Assim, por &quot;&eacute;tica&quot; dentro das Teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o, faz-se refer&ecirc;ncia n&atilde;o exatamente ao que poderia ser um estudo sobre as v&aacute;rias &quot;&eacute;ticas&quot;, mas, de maneira pr&oacute;xima a uma meta-observa&ccedil;&atilde;o, procura-se compreender as concep&ccedil;&otilde;es de um princ&iacute;pio de a&ccedil;&atilde;o dentro desse quadro de teorias. Uma teoria da comunica&ccedil;&atilde;o, na medida em que lida com elementos humanos (e tamb&eacute;m n&atilde;o humanos) em dimens&otilde;es cognitivas, pol&iacute;ticas, sociais e hist&oacute;ricas, traz impl&iacute;cita uma s&eacute;rie de considera&ccedil;&otilde;es a respeito do que &eacute; o humano, a sociedade, os objetos (visto que nossos fazeres s&atilde;o constantemente entrela&ccedil;ados &agrave;s coisas), o que se pode, ou deve, fazer e, sobretudo, como isso se configura no terreno das rela&ccedil;&otilde;es com os meios.</p>     <p><b>&Eacute; poss&iacute;vel pensar em uma &eacute;tica das Teorias de Comunica&ccedil;&atilde;o?</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Emerge das ambival&ecirc;ncias presentes nas Teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o uma abordagem normativo-deontol&oacute;gica decorrente das concep&ccedil;&otilde;es apresentadas a respeito dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, sejam de qual tipo forem, e a sociedade com a qual se articulam. Retomando a argumenta&ccedil;&atilde;o de Barros Filho (1995), ao especificar &quot;efeitos&quot;, &quot;articula&ccedil;&otilde;es&quot;, &quot;apropria&ccedil;&otilde;es&quot; e &quot;resist&ecirc;ncias&quot; na rela&ccedil;&atilde;o entre indiv&iacute;duos, comunidades e meios de comunica&ccedil;&atilde;o, se est&aacute; implicitamente sugerindo, ou deixando subentendido, o que pode ser feito. N&atilde;o parece ser poss&iacute;vel, em alguns casos, separar o diagn&oacute;stico de certo progn&oacute;stico, ainda que isso n&atilde;o seja feito no sentido de palavras de ordem, manifestos ou incita&ccedil;&otilde;es &agrave; a&ccedil;&atilde;o. Para o autor, o normativo, nesse sentido, &eacute; mais uma decorr&ecirc;ncia do epistemol&oacute;gico do que propriamente uma <i>causa sui</i> direcionada a normatizar uma pr&aacute;tica.</p>     <p>Nas luzes e sombras do discurso epistemol&oacute;gico, sobretudo em sua reflex&atilde;o sobre a realidade e a pr&aacute;tica, est&atilde;o os elementos constitutivos das prerrogativas de a&ccedil;&atilde;o normativa, em especial porque se volta, igualmente, para a pr&aacute;tica de onde foi haurida. Assim, se o epistemol&oacute;gico se articula com a pr&aacute;tica no estabelecimento de conceitos e ideias que servir&atilde;o de base para o normativo, esse normativo igualmente se articula com a pr&aacute;tica, de onde novamente o epistemol&oacute;gico pode retirar alguns de seus elementos de an&aacute;lise.</p>     <p>Em outras palavras, um dos pontos de intersec&ccedil;&atilde;o entre o &eacute;tico e o epistemol&oacute;gico revela-se no fato de que a explica&ccedil;&atilde;o sobre &quot;o que acontece&quot; pode ser igualmente vista como uma proposi&ccedil;&atilde;o sobre &quot;o que se deve fazer a partir disso&quot;. Revelam-se no exame das Teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o concep&ccedil;&otilde;es de um <i>ethos</i> e de formas dissensuais de express&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o que inventam modos de ser, ver e dizer, configurando novos sujeitos e novos modos e cenas de enuncia&ccedil;&atilde;o coletiva, naquilo que Esteves (2007) chama de agon&iacute;stica da vida coletiva.</p>     <p>As teorias da comunica&ccedil;&atilde;o podem nos ajudar a pensar como essas intera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o desenhadas eticamente, sobretudo em suas vertentes sim&eacute;tricas e assim&eacute;tricas, enfocando as posi&ccedil;&otilde;es de produtores e receptores que, investidas de marcas distintivas de poder atribuem aos sujeitos posi&ccedil;&otilde;es sociais, espa&ccedil;os de visibilidade ou invisibilidade, limita&ccedil;&otilde;es de discurso e de participa&ccedil;&atilde;o nas discuss&otilde;es e decis&otilde;es coletivas.</p>     <p>Nesse sentido, &eacute; poss&iacute;vel, apenas para efeitos de clareza, delinear tr&ecirc;s tipos principais de perspectivas &eacute;ticas dentro das teorias da comunica&ccedil;&atilde;o: (1) teorias que postulam uma assimetria ontol&oacute;gica entre emissores e receptores, deixando &agrave; reflex&atilde;o conceitual a tarefa de denunciar os aspectos de controle, poder e domina&ccedil;&atilde;o entre esses p&oacute;los; (2) uma segunda perspectiva trabalha certa simetria entre m&iacute;dia e p&uacute;blico, entendido como um elemento de frui&ccedil;&atilde;o/reconstru&ccedil;&atilde;o da mensagem e, portanto, valorizado tamb&eacute;m na reflex&atilde;o te&oacute;rica como parte ativa do processo; (3) a identifica&ccedil;&atilde;o de uma perspectiva de intersec&ccedil;&atilde;o entre m&iacute;dia, indiv&iacute;duos e sociedade da qual emerge uma &eacute;tica pautada no exame de formas de poder que, eventualmente ex&oacute;genas &agrave; m&iacute;dia, manifestam-se nos dispositivos midi&aacute;ticos e de controle da sociedade.</p>     <p>Vale notar que essas tr&ecirc;s perspectivas, embora tenham tido desenvolvimentos hist&oacute;ricos diacr&ocirc;nicos, apresentam-se dentro dos estudos de Comunica&ccedil;&atilde;o como perspectivas operacionais ativas nos espa&ccedil;os epistemol&oacute;gicos de pesquisa, nos quais manifestam suas premissas &eacute;ticas impl&iacute;citas/expl&iacute;citas. A cronologia, em outras palavras, n&atilde;o deve ser tomada como sin&ocirc;nimo de sucess&atilde;o.</p>     <p><b>A perspectiva assim&eacute;trica</b></p>     <p>Uma separa&ccedil;&atilde;o que talvez ajude a problematizar as quest&otilde;es &eacute;ticas dentro das Teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o consiste em observar certa ambival&ecirc;ncia entre o t&iacute;tulo &quot;Teoria da Comunica&ccedil;&atilde;o&quot; e a a&ccedil;&atilde;o de observar as pr&aacute;ticas e processos comunicacionais de maneira a extrair da&iacute; algum tipo de elabora&ccedil;&atilde;o conceitual coerente ao que se poderia chamar de &quot;teoria&quot; relacionada, no caso, com a Comunica&ccedil;&atilde;o. Se pensarmos dessa maneira, a dimens&atilde;o &eacute;tica das Teorias pode ser real&ccedil;ada.</p>     <p>Tomando como ponto de partida o crit&eacute;rio cronol&oacute;gico, a preocupa&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica com a Comunica&ccedil;&atilde;o nasce no &acirc;mbito de uma compreens&atilde;o pol&iacute;tica dos &quot;efeitos&quot; dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o sobre a sociedade no contexto do final da Primeira Guerra Mundial. Os estudos conduzidos pelos chamados &quot;pais fundadores&quot;, em particular Lasswell (1927), Merton e Lazarsfeld (1948) de uma das vertentes da Teoria da Comunica&ccedil;&atilde;o nos Estados Unidos estavam pautados, ainda que n&atilde;o de maneira expl&iacute;cita, pelo objetivo de averiguar como os meios poderiam influenciar as percep&ccedil;&otilde;es e a cogni&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos, no que diz respeito &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de uma &quot;opini&atilde;o p&uacute;blica&quot; em rela&ccedil;&atilde;o ao conflito. Os estudos pioneiros de Lasswell (1927; 1931; ver tamb&eacute;m Var&atilde;o, 2010; Martino, 2012) refletem essa tem&aacute;tica na considera&ccedil;&atilde;o de que um elemento de poder, no caso, a m&iacute;dia, teria relev&acirc;ncia no comportamento pol&iacute;tico dos cidad&atilde;os, influenciando, inclusive, na tomada de decis&otilde;es eleitorais.</p>     <p>As primeiras teoriza&ccedil;&otilde;es sobre Comunica&ccedil;&atilde;o pautam-se em uma assimetria presumida entre os meios e os indiv&iacute;duos que se relacionarem com eles. A no&ccedil;&atilde;o de &quot;massa&quot; assume aqui um papel fundamental no sentido de classificar a audi&ecirc;ncia como um todo homog&ecirc;neo sobre o qual vai se agir. Essa assimetria reserva o poder, em boa parte, aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o pensados em uma dimens&atilde;o quase que exclusivamente pol&iacute;tica (mais tarde &quot;ideol&oacute;gica&quot;) na qual se relega a segundo plano qualquer considera&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica. O poder dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o se refere, tamb&eacute;m nesse sentido, a uma perspectiva relacionada ao p&uacute;blico: enquanto &quot;massa&quot;, o potencial de manipula&ccedil;&atilde;o – palavra que se tornar&aacute; cara aos estudos de Comunica&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios matizes – seria consideravelmente alto, refor&ccedil;ando a assimetria entre o car&aacute;ter dos cidad&atilde;os atingidos por uma m&iacute;dia potencialmente nefasta.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em sua vertente cr&iacute;tica, o exame da m&iacute;dia indicava uma resson&acirc;ncia dessa assimetria em rela&ccedil;&atilde;o aos grupos e indiv&iacute;duos. Nesse sentido, mesmo um trabalho de f&ocirc;lego como o cap&iacute;tulo sobre &quot;ind&uacute;stria cultural&quot; na <i>Dial&eacute;tica do Esclarecimento,</i> de Adorno e Horkheimer, ou nos textos posteriores de Adorno sobre o assunto – exclui-se o estudo pioneiro de Horkheimer (2006) intitulado &quot;Arte e Cultura de Massa&quot; – se mant&eacute;m caudat&aacute;rio de uma perspectiva de desigualdade entre um p&oacute;lo emissor, nos quais identificam uma poderosa influ&ecirc;ncia da economia pol&iacute;tica, e um p&oacute;lo receptor constituido de indiv&iacute;duos &agrave; merc&ecirc; desse sistema. A segunda gera&ccedil;&atilde;o da Teoria Cr&iacute;tica, representada principalmente por J&uuml;rgen Habermas e suas reflex&otilde;es publicadas na d&eacute;cada de 1960, perpetua e amplifica essa dimens&atilde;o assim&eacute;trica, destacando o modo como os meios de comunica&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de impedirem a emancipa&ccedil;&atilde;o subjetiva, minam a constitui&ccedil;&atilde;o de esferas p&uacute;blicas de livre manifesta&ccedil;&atilde;o de pontos de vista e justifica&ccedil;&atilde;o rec&iacute;proca de argumentos. Habermas avalia a transforma&ccedil;&atilde;o da imprensa de opini&atilde;o em imprensa comercial, destacando a perda de seu car&aacute;ter cr&iacute;tico-reflexivo em favor da &quot;entrada de interesses privados privilegiados na esfera p&uacute;blica.&quot;(1984: 218). Para ele, &quot;por um lado &eacute; verdade que o &acirc;mbito da esfera p&uacute;blica se ampliou com a contribui&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia, mas, por outro lado, o equil&iacute;brio de interesses e as inten&ccedil;&otilde;es do emissor continuam se firmando no bem-comum, sem contudo satisfaz&ecirc;-lo&quot; (1984: 233).</p>     <p>Apesar de Habermas, em 1992, ter revisto sua afirma&ccedil;&atilde;o de que havia um desenvolvimento linear de um p&uacute;blico politicamente ativo para um p&uacute;blico recluso numa privacidade perversa - indo de um &quot;p&uacute;blico que debate cultura para um consumidor de cultura&quot; (p.438) -, ele nunca deixou de considerar a assimetria entre produtores e receptores de informa&ccedil;&atilde;o, nem o car&aacute;ter d&uacute;bio de a&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia no &acirc;mbito da forma&ccedil;&atilde;o de esferas p&uacute;blicas. Segundo ele, se de um lado os meios de comunica&ccedil;&atilde;o conferem visibilidade aos discursos de atores localizados em diferentes arenas comunicativas, de outro, &quot;os profissionais da m&iacute;dia produzem um discurso de elite, alimentado por atores que disputam entre si por acesso e influ&ecirc;ncia&quot; (2006: 417). N&atilde;o seria talvez exagero dizer que, com varia&ccedil;&otilde;es cr&iacute;ticas, essa posi&ccedil;&atilde;o assim&eacute;trica encontrou larga resson&acirc;ncia e descend&ecirc;ncia nas pesquisas sobre Comunica&ccedil;&atilde;o, estabelecendo uma s&eacute;rie de posicionamentos &eacute;ticos mais ou menos expl&iacute;citos no que diz respeito &agrave;s suas concep&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Um primeiro t&oacute;pico seria o postulado de um ser humano indefeso, incapaz de raciocinar por conta pr&oacute;pria sem o material dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. A no&ccedil;&atilde;o de &quot;aliena&ccedil;&atilde;o&quot;, tomada muitas vezes em um sentido vulgar, descolado de sua origem marxiana, &eacute; uma das palavras sintom&aacute;ticas dessa perspectiva. Se o receptor &eacute; parte de uma massa desprovida de qualquer auto-consci&ecirc;ncia de sua condi&ccedil;&atilde;o e, portanto, suscet&iacute;vel de influ&ecirc;ncia consider&aacute;vel no fluxo de suas atividades cotidianas pelas mensagens dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, talvez n&atilde;o seja de todo errado presumir que ele esteja &quot;desprotegido&quot; diante do poder da m&iacute;dia. Dessa maneira, sua tomada de decis&otilde;es, seja no &acirc;mbito pol&iacute;tico, seja mesmo no &acirc;mbito pessoal, decorreria de um recurso constante &agrave;s m&iacute;dias como forma de adquirir algum tipo de conhecimento a respeito do mundo.</p>     <p>Se &agrave; m&iacute;dia caberia dominar e ao receptor obedecer, como a reflex&atilde;o te&oacute;rica poderia apontar caminhos e trajet&oacute;rias outras aos sujeitos, capazes de auxili&aacute;-los em seus projetos identit&aacute;rios, na constru&ccedil;&atilde;o de sua autonomia e de sua cidadania? Parece advir da&iacute; o segundo componente de car&aacute;ter &eacute;tico vinculado &agrave;s origens das Teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>A &eacute;tica da teoria, neste caso, seria denunciar esses mecanismos de a&ccedil;&atilde;o – e a palavra mecanismo &eacute; usada intencionalmente no sentido de real&ccedil;ar a perspectiva dessas elabora&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas – no aux&iacute;lio ao indiv&iacute;duo, seja na prote&ccedil;&atilde;o do jogo democr&aacute;tico, seja na pr&oacute;pria perspectiva de tir&aacute;-lo de uma condi&ccedil;&atilde;o de &quot;aliena&ccedil;&atilde;o&quot;. Em ambos os casos, parece haver, nos textos de Adorno e Horkheimer, e apesar de sua profunda descren&ccedil;a na capacidade cr&iacute;tica dos sujeitos, uma vaga pressuposi&ccedil;&atilde;o de uma atua&ccedil;&atilde;o auto-outorgada da teoria no sentido de &quot;libertar&quot; (ou &quot;esclarecer&quot;, ou &quot;emancipar&quot;) os indiv&iacute;duos nessas condi&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>O convite &agrave; reflex&atilde;o &eacute;tica que parece emergir dessa perspectiva assim&eacute;trica refere-se ao estudo te&oacute;rico como um elemento respons&aacute;vel por restaurar um eventual &quot;equil&iacute;brio&quot; entre emissores e receptores, entendidos como p&oacute;los desiguais de a&ccedil;&atilde;o. Isso imediatamente poderia levar &agrave; pergunta referente &agrave; exist&ecirc;ncia de uma postura igualmente assim&eacute;trica entre o &quot;p&uacute;blico&quot; e as pessoas respons&aacute;veis (especialistas, intelectuais) pelo que seria sua &quot;emancipa&ccedil;&atilde;o&quot;: parece haver um pressuposto impl&iacute;cito de que o &quot;p&uacute;blico&quot; deva ser &quot;libertado&quot;, &quot;acordado&quot; ou mesmo &quot;salvo&quot; de potenciais influ&ecirc;ncias dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o e de seus produtos. Ainda assim, emancipar-se pela voz cr&iacute;tica dos intelectuais n&atilde;o conduz o sujeito a &quot;tomar a palavra&quot;, a fazer-se interlocutor em cenas de dissenso e a conquistar sua autonomia via troca comunicativa p&uacute;blica. Falar em nome do sujeito ou em sua defesa n&atilde;o significa emancip&aacute;-lo e sim assujeit&aacute;-lo, torn&aacute;-lo dependente do discurso e das habilidades de outrem (Spivak, 2010).</p>     <p>De algum modo, Eco (1995) identifica essa postura como representante de uma perspectiva que coloca um desn&iacute;vel entre pesquisadores e &quot;p&uacute;blico&quot;, ao mesmo tempo em que convida aqueles que compartilham das premissas de pesquisa a se observarem como pertencentes a um lado espec&iacute;fico dessa ruptura. Referindo-se &agrave;s pesquisas cr&iacute;ticas, Eco (1995: 42) lembra que &quot;no fundo, o apocal&iacute;ptico <i>consola</i> o leitor&quot; indicando que o exerc&iacute;cio da reflex&atilde;o em si j&aacute; o separaria de uma &quot;massa&quot; atingida pela m&iacute;dia. Em contraposi&ccedil;&atilde;o, o pr&oacute;prio Eco (1997: 12) igualmente menciona que n&atilde;o h&aacute; separa&ccedil;&atilde;o, diante dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, entre o &quot;p&uacute;blico em geral&quot; e aqueles epistemologicamente preparados para entender essas mensagens.</p>     <p>Ainda no &acirc;mbito da emancipa&ccedil;&atilde;o do sujeito, a contribui&ccedil;&atilde;o de Habermas aponta n&atilde;o no sentido de um esclarecimento vindo dos especialistas, mas oriundo da pr&oacute;pria atividade comunicativa dos sujeitos (Marques, 2013). Em sua obra, &eacute; o vi&eacute;s pragm&aacute;tico da linguagem que delineia a &eacute;tica como forma e princ&iacute;pio de a&ccedil;&atilde;o diante de problemas de ordem moral (Martino &amp; Marques, 2012). De modo a revelar como, por meio da intera&ccedil;&atilde;o discursiva na esfera p&uacute;blica, os indiv&iacute;duos poderiam alcan&ccedil;ar sua autonomia pol&iacute;tica e chegar a um m&uacute;tuo entendimento acerca de seus interesses e necessidades, Habermas (1995) procurou esbo&ccedil;ar um conjunto de procedimentos normativos, a &eacute;tica do discurso, capaz de evidenciar como o uso comunicativo da linguagem &eacute; capaz de promover emancipa&ccedil;&atilde;o, alcan&ccedil;ada pelo desenvolvimento de habilidades comunicativas de exposi&ccedil;&atilde;o argumentativa e justifica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. A &eacute;tica do discurso tamb&eacute;m contempla a busca de uma autocompreens&atilde;o &eacute;tica que, inspirada nas considera&ccedil;&otilde;es de George Herbert Mead, coloca o sujeito constantemente em rela&ccedil;&atilde;o a uma segunda pessoa, em um processo de leitura constante de gestos significativos em busca de reconhecimento e do atendimento &agrave;s expectativas alheias.</p>     <p>N&atilde;o podemos deixar de salientar que a conquista da emancipa&ccedil;&atilde;o e da autonomia pol&iacute;tica, em seu vi&eacute;s relacional, depende de componentes externas aos sujeitos, ou seja, de dimens&otilde;es comunicativas, sociais e institucionais que, consideradas as assimetrias de poder e de discurso, os permitam participar da vida p&uacute;blica, sendo respeitados, ouvidos e valorizados.</p>     <p><b>A simetria poss&iacute;vel</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma segunda postura dentro do que poderia ser chamado de &quot;&eacute;tica&quot; das Teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o procura modificar a perspectiva anterior no sentido de encontrar um ponto de equil&iacute;brio entre as mensagens produzidas pelos <i>media</i> e os seus destinat&aacute;rios, pensados n&atilde;o mais em termos de uma &quot;massa&quot;, mas como &quot;receptores ativos&quot;, respons&aacute;veis por atribuir sentidos &agrave;s mensagens dentro de um processo de negocia&ccedil;&atilde;o, mais do que em um modelo estritamente linear-causal.</p>     <p>De sa&iacute;da, nota-se nesse modelo uma preocupa&ccedil;&atilde;o em ressaltar as caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias do receptor, pensado n&atilde;o como um &quot;alvo&quot; de um processo, mas como um sujeito a ser considerado em suas dimens&otilde;es hist&oacute;ricas, pol&iacute;ticas e sociais. Em particular, um sujeito que articula suas viv&ecirc;ncias e, portanto, suas condi&ccedil;&otilde;es materiais e hist&oacute;ricas de percep&ccedil;&atilde;o – com o conte&uacute;do dos meios e, porque n&atilde;o, com os pr&oacute;prios meios.</p>     <p>Essa segunda perspectiva obteve consider&aacute;vel acolhida na &aacute;rea de Comunica&ccedil;&atilde;o, sobretudo a partir dos anos 1990 (Jacks, 2010; Jacks &amp; Escosteguy, 2005). No entanto, seria talvez precipitado buscar na cronologia uma homologia com qualquer desenvolvimento em termos de sucess&atilde;o ou supera&ccedil;&atilde;o: os modelos assim&eacute;tricos continuaram n&atilde;o apenas em vigor como tamb&eacute;m pautaram v&aacute;rias pesquisas na &aacute;rea.</p>     <p>A ideia de &quot;simetria&quot; aqui n&atilde;o significa, em absoluto, uma equival&ecirc;ncia institucional de poderes entre os meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa, caracterizados como grandes conglomerados empresariais, e o receptor. Essa postura parece encontrar os pontos de resist&ecirc;ncia e mesmo de recusa &agrave;s mensagens da m&iacute;dia no &acirc;mbito da articula&ccedil;&atilde;o de sentidos, mostrando um receptor que n&atilde;o apenas est&aacute; diante dos meios mas tamb&eacute;m participa de seus significados.</p>     <p>Mais do que ser &quot;protegido&quot; ou &quot;fortalecido&quot; por uma pesquisa que procura denunciar efeitos, a postura, sem perder o vi&eacute;s cr&iacute;tico em rela&ccedil;&atilde;o aos meios de Comunica&ccedil;&atilde;o, procura entender de que maneira os sujeitos recebem e reconstr&oacute;em as mensagens dos meios. O sujeito passa a ser conhecido como uma fonte de contra-poder, identificado pela teoria como contraponto &agrave;s m&iacute;dias de massa. O receptor, em sua rede de intera&ccedil;&otilde;es, parafraseando uma express&atilde;o de Martin-Barbero (1997), &eacute; o lugar aonde a comunica&ccedil;&atilde;o propriamente acontece, a despeito de todo o aparato t&eacute;cnico e empresarial das m&iacute;dias.</p>     <p>A &eacute;tica do sujeito receptor n&atilde;o o coloca em p&eacute; de igualdade institucional, mas parte do princ&iacute;pio de que qualquer mensagem da m&iacute;dia ser&aacute; reconstru&iacute;da por indiv&iacute;duos respons&aacute;veis por trazer novos significados, trabalhar com sentidos e estabelecer leituras para al&eacute;m de todo e qualquer contrato previamente estabelecido pelos meios. A dimens&atilde;o subjetiva destaca-se da perspectiva de massa, e sua &eacute;tica tamb&eacute;m &eacute; diferente.</p>     <p>Sob uma constela&ccedil;&atilde;o de influ&ecirc;ncias que inclui desde estudos liter&aacute;rios at&eacute; Gramsci, Foucault e os p&oacute;s-estruturalistas franceses, a formula&ccedil;&atilde;o dos Estudos Culturais &eacute; uma das primeiras tentativas de trazer uma nova perspectiva na racionalidade pr&aacute;tica a respeito dos receptores. Se os estudos de recep&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria de Jauss (2004; ver tamb&eacute;m Cruz, 1986) – ou, recuando ainda mais, Walter Benjamin (1986) – indicavam uma alternativa para pensar os receptores como parte inalien&aacute;vel do processo de constru&ccedil;&atilde;o da &quot;obra&quot;, entendida como algo que existe na medida em que se articula com um leitor/ espectador, s&atilde;o os Estudos Culturais que v&atilde;o sugerir de maneira objetiva a perspectiva n&atilde;o s&oacute; de uma resist&ecirc;ncia, mas tamb&eacute;m de contra-poder.</p>     <p>Nos trabalhos de alguns de seus fundadores, como Hoggart (1983) e Thompson (1995) j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel encontrar ind&iacute;cios de uma &eacute;tica do sujeito receptor, ressaltados principalmente nos trabalhos de Hall (1981). Nesse sentido, textos posteriores de McRobbie (1990) e Lewis (1994) se estabelecem como cl&aacute;ssicos para indicar formas de consumo cultural e resist&ecirc;ncia &agrave;s mensagens da m&iacute;dia no momento de sua reelabora&ccedil;&atilde;o, ou mesmo de uma apropria&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica das mensagens (Hebdige, 2000) na forma de recria&ccedil;&otilde;es e apropria&ccedil;&otilde;es cotidianas (Fiske, 1993a, 1993b).</p>     <p>Na &eacute;tica desses desenvolvimentos te&oacute;ricos, o poder dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; contrabalan&ccedil;ado pelo poder dos v&iacute;nculos constru&iacute;dos por um receptor multidimensional, que reconstruir&aacute; o conte&uacute;do dos meios a partir de suas viv&ecirc;ncias pol&iacute;ticas, hist&oacute;ricas e afetivas. Os dois espa&ccedil;os de poder se interseccionam, se completam e se desafiam mutuamente na constru&ccedil;&atilde;o de hegemonias e resist&ecirc;ncias, em um equil&iacute;brio din&acirc;mico decorrente da simetria identificada, e longe de ser est&aacute;tico em qualquer circunst&acirc;ncia.</p>     <p>Na Am&eacute;rica Latina h&aacute; uma s&eacute;rie de desenvolvimentos desse ponto de vista objetivado nas v&aacute;rias apropria&ccedil;&otilde;es da chamada &quot;Teoria das Media&ccedil;&otilde;es&quot;, elaborada por Martin-Barbero (1997) em seu estudo inicial &quot;Dos Meios &agrave;s Media&ccedil;&otilde;es&quot;. Em sua larga descend&ecirc;ncia, o livro, de algum modo, abriu caminho para que a perspectiva assim&eacute;trica &quot;poder das m&iacute;dias/vulnerabilidade do receptor&quot; se traduzisse em &quot;poder da m&iacute;dia/ media&ccedil;&otilde;es do receptor&quot; como constru&ccedil;&atilde;o de sentidos e significados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os trabalhos de Lopes, Borelli e Resende (2004); Baccega (2006); Jacks (1999), Escosteguy (2001) e Jacks e Escosteguy (2005), entre in&uacute;meros outros, sugerem essa tend&ecirc;ncia ao articular o receptor dentro de uma trama discursiva na qual ele &eacute; o protagonista – mas um protagonista igualmente polif&ocirc;nico, dentro de uma perspectiva na qual suas m&uacute;ltiplas vincula&ccedil;&otilde;es, como g&ecirc;nero, faixa et&aacute;ria, classe social, afetos e raz&otilde;es s&atilde;o pensados como &iacute;tens indispens&aacute;veis na forma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; de sua condi&ccedil;&atilde;o de receptor, mas de sujeito aut&ocirc;nomo. Da&iacute; a perspectiva &eacute;tica desse discurso te&oacute;rico trazer em si uma concep&ccedil;&atilde;o de sujeito pol&iacute;tico distante da primeira: no lugar do indiv&iacute;duo atomizado da massa, encontra-se um indiv&iacute;duo pertencente a uma comunidade na qual conversa, discute e trabalha os significados. E, nesse processo discursivo, constr&oacute;i relacionalmente sua autonomia e sua emancipa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Isso abre espa&ccedil;o para a terceira perspectiva, da &eacute;tica de um receptor produtivo.</p>     <p><b>Interse&ccedil;&otilde;es entre produtores e receptores no &acirc;mbito de uma cultura da participa&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Uma dimens&atilde;o te&oacute;rica da comunica&ccedil;&atilde;o em especial advoga a pr&aacute;tica da co-produ&ccedil;&atilde;o de discursos e sentidos entre agentes midi&aacute;ticos e agentes sociais: aquela ligada &agrave;s pr&aacute;ticas colaborativas de produ&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es e de constru&ccedil;&atilde;o discursiva de acontecimentos no espa&ccedil;o virtual. Nela, o receptor produz discursos e circula sentidos, trabalhando ao lado de agentes midi&aacute;ticos para a elabora&ccedil;&atilde;o conjunta n&atilde;o s&oacute; de discursos, mas das cenas nas quais esses discursos s&atilde;o encenados e reelaborados, enquanto s&atilde;o tamb&eacute;m reconfigurados os pr&oacute;prios sujeitos que os enunciam.</p>     <p>A redefini&ccedil;&atilde;o das alternativas epistemol&oacute;gicas da Comunica&ccedil;&atilde;o interseccionada com o &acirc;mbito das m&iacute;dias digitais e da cibercultura &eacute; uma das raz&otilde;es de extenso debate, no sentido em que indicam as reflex&otilde;es de Felinto (2011), Pimenta (2011), R&uuml;diger (2011) e Ferreira (2012), entre outros, podendo um recuo temporal indicar ainda as propostas de Lankshare (2003), Trivinho (2003) e Santaella (2003). As insufici&ecirc;ncias postuladas em rela&ccedil;&atilde;o ao modelo emissor-mensagem-receptor, apontadas j&aacute; em d&eacute;cadas passadas</p> – conferir Beltr&aacute;n (1978) - recrudescem quando a Teoria da Comunica&ccedil;&atilde;o se articula com os cen&aacute;rios emp&iacute;ricos da cibercultura.     <p></p>     <p>Se a discuss&atilde;o dessas rela&ccedil;&otilde;es est&aacute; ainda em elabora&ccedil;&atilde;o, &eacute; poss&iacute;vel observar, diante de pesquisas produzidas por pesquisadores em diversas abordagens, a transposi&ccedil;&atilde;o e altera&ccedil;&atilde;o das quest&otilde;es &eacute;ticas sugeridas nos &iacute;tens anteriores de modo a formular outras quest&otilde;es. Nos ambientes digitais e na cibercultura, na medida em que &eacute; discut&iacute;vel a exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o &quot;emissor-receptor&quot;, faria sentido ainda pensar em &quot;simetrias&quot; ou &quot;assimetrias&quot; entre um e outro p&oacute;lo? Ali&aacute;s, seria poss&iacute;vel de fato falar em &quot;p&oacute;los&quot; dentro de uma cultura &quot;participat&oacute;ria&quot;, como lembra Jenkins (2008), na qual o dom&iacute;nio das linguagens ultrapassa o monop&oacute;lio de alguns tipos de comunica&ccedil;&atilde;o? Na medida em que, no argumento de Shirky (2008), cada indiv&iacute;duo &eacute; um produtor de m&iacute;dia ou faz parte de um n&uacute;cleo constitutivo da &quot;intelig&ecirc;ncia coletiva&quot;, na conhecida express&atilde;o de L&eacute;vy (1999), &eacute; question&aacute;vel se haveria diferen&ccedil;as a serem pensadas. Finalmente, &eacute; preciso considerar se as formas de associa&ccedil;&atilde;o e engajamento c&iacute;vico e/ou pol&iacute;tico nas redes sociais digitais, como sugerem, entre outros, Merkl&eacute; (2010), Papacharissi (2009), Marques (2011), Recuero (2012) e Altheman (2012) poderiam ser entendidas como formas de rearticula&ccedil;&atilde;o de poderes, discursos e a&ccedil;&otilde;es na sociedade.</p>     <p>Nesse sentido, as teorias que discutem a comunica&ccedil;&atilde;o nos ambientes digitais parecem substituir uma dicotomia &quot;simetria/assimetria&quot; por uma outra din&acirc;mica pautada pela conex&atilde;o e desconex&atilde;o entre esferas discursivas e atores/interlocutores, ou ainda por uma forma espec&iacute;fica de intersec&ccedil;&atilde;o e articula&ccedil;&atilde;o. As mensagens da m&iacute;dia de massa, que n&atilde;o deixam de continuar existindo, n&atilde;o s&atilde;o apenas &quot;reelaboradas&quot; ou &quot;fru&iacute;das&quot; por receptores localizados e localiz&aacute;veis no &acirc;mbito de um espa&ccedil;o e tempo determinado, mas s&atilde;o refeitas, ressignificadas, comentadas e reconfiguradas em contextos discursivos absolutamente diversos de sua produ&ccedil;&atilde;o. Mais ainda, essas produ&ccedil;&otilde;es s&atilde;o compartilhadas no espa&ccedil;o das m&iacute;dias digitais, ganhando repercuss&atilde;o e outros direcionamentos que escapam, pela pr&oacute;pria estrutura da rede - e vale, sobre isso, ver os trabalhos de Lemos e Santaella (2011), Le&atilde;o (1999) e Recuero (2008) -, ao controle das m&iacute;dias de massa.</p>     <p>Assim, &quot;m&iacute;dia&quot;, &quot;produtores&quot; e &quot;receptores&quot; aglutinam-se de maneira multimodal em in&uacute;meros &quot;n&oacute;s&quot; da rede, nas quais as rela&ccedil;&otilde;es de poder, adaptadas a uma estrutura rizom&aacute;tica de intera&ccedil;&atilde;o (cf. Deleuze &amp; Guattari, 1999) se espalham sem ser necessariamente constitutivos de outras resson&acirc;ncias no mesmo sentido - em alguma medida, esse &eacute; o argumento de Siegel (2005) ao examinar os usos das m&aacute;quinas e redes digitais.</p>     <p>A &quot;cultura dos f&atilde;s&quot;, por exemplo, indica n&atilde;o apenas reapropria&ccedil;&otilde;es dos produtos da Ind&uacute;stria Cultural, mas tamb&eacute;m a exist&ecirc;ncia de recria&ccedil;&otilde;es bastante pessoais, em alguns momentos levadas para dire&ccedil;&otilde;es fundamentalmente opostas &agrave;quelas de seus produtores, como sugerem os textos de Jenkins (2006; 2008), Santaella (2003; 2005; 2013), Braga (2009), Amaral (2010) ou Aux&iacute;lio, Martino e Marques (2013).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por outro lado, a pr&oacute;pria intera&ccedil;&atilde;o em rede n&atilde;o escapa &agrave;s vicissitudes, demandas e constrangimentos da sociedade na qual se insere, inclu&iacute;do nisso os ditames de uma economia de mercado na qual todo e qualquer espa&ccedil;o pode ser objeto de apropria&ccedil;&atilde;o pelo capital em suas diversas formas. O exame da economia pol&iacute;tica da Internet e das m&iacute;dias digitais, bem como de seus elementos cognitivos e de diferencia&ccedil;&atilde;o social apontam para outra &eacute;tica. Se n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel fazer um recenseamento completo de todas essas abordagens, vale ao menos buscar sumariz&aacute;-las na medida em que s&atilde;o indicativas de uma &eacute;tica pr&oacute;xima, em alguns aspectos, da perspectiva assim&eacute;trica indicada.</p>     <p>O problema pol&iacute;tico referente ao controle e &agrave; regula&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m de cr&iacute;tica &agrave; inclus&atilde;o indicado por Cazeloto (2008) ou Brittos (2010), entre outros, manifesta-se como parte de um pensamento &eacute;tico que trabalha a Internet em termos de conflito de poderes e, portanto, caudat&aacute;rio de uma postura cr&iacute;tica em rela&ccedil;&atilde;o ao receptor. No mesmo sentido, as pesquisas sobre vigil&acirc;ncia, transpar&ecirc;ncia e visibilidade dos indiv&iacute;duos na Internet, temas tratados nos trabalhos de Bruno (2003), Sibila (2005) e Antoun (2008) sugerem uma postura contr&aacute;ria a do &quot;fortalecimento&quot; dos usu&aacute;rios/receptores/interagentes nos ambientes digitais.</p>     <p>A dilui&ccedil;&atilde;o de fronteiras entre esfera privada e esfera p&uacute;blica, lembra Papacharissi (2008), bem como as formas de solid&atilde;o geradas nos e pelos ambientes digitais (Turkle, 2005) insinuam um cen&aacute;rio no qual se nota um enfraquecimento dos la&ccedil;os pol&iacute;ticos e sociais.</p>     <p>A pretensa igualdade que se instaura entre emissores e receptores nas redes sociais, tamb&eacute;m esconde desigualdades e assimetrias que se materializam sobretudo no desenho discursivo das redes para conversa&ccedil;&atilde;o e debate. Ainda que, no &acirc;mbito da Cibercultura, receptores sejam saudados como produtores - n&atilde;o s&oacute; de informa&ccedil;&otilde;es, narrativas, produtos culturais e bancos de dados, mas tamb&eacute;m de suas pr&oacute;prias m&iacute;dias e canais de difus&atilde;o - os usos sociais dos meios e a produ&ccedil;&atilde;o social de meios t&ecirc;m que vencer barreiras que v&atilde;o desde as limita&ccedil;&otilde;es impostas pelas arquiteturas discursivas de plataformas projetadas por poucos at&eacute; constrangimentos associados a press&otilde;es mercadol&oacute;gicas (manuten&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos digitais via marketing), institucionais e pol&iacute;ticas.</p>     <p>&Eacute; preciso que tenhamos sempre em mente que a comunica&ccedil;&atilde;o em rede &eacute; intermediada por <i>softwares,</i> por agentes mediadores e condicionada por protocolos que delimitam os conte&uacute;dos e os formatos de intera&ccedil;&atilde;o. A assimetria entre interagentes nos espa&ccedil;os virtuais de di&aacute;logo coloca em d&uacute;vida se os atos de fala e a liberdade comunicativa s&atilde;o minimamente equilibrados nas intera&ccedil;&otilde;es entre os que dominam ou entendem os c&oacute;digos e os que n&atilde;o entendem (Silveira, 2009). Tais desequil&iacute;brios e constrangimentos nas rela&ccedil;&otilde;es e oportunidades de acesso &agrave; rede interconectada dificultam a participa&ccedil;&atilde;o parit&aacute;ria dos indiv&iacute;duos e a pr&oacute;pria constitui&ccedil;&atilde;o de esferas p&uacute;blicas on-line.</p>     <p>A cautela em apontar espa&ccedil;os <i>on-line</i> como esferas p&uacute;blicas deriva do fato de que os diferentes tipos de arquitetura discursiva dos espa&ccedil;os <i>on-line</i> possuem tanto o potencial de constranger quanto de facilitar a abertura, o uso da raz&atilde;o, a criatividade cultural, a auto-organiza&ccedil;&atilde;o e a solidariedade. O que est&aacute; em tela nas trocas conversacionais online &eacute; o questionamento das ordens hier&aacute;rquicas e consensuais nas quais a fala de cada um e o lugar ocupado pelas pessoas s&atilde;o definidos em termos de sua apropria&ccedil;&atilde;o e de sua adequa&ccedil;&atilde;o a uma fun&ccedil;&atilde;o previamente definida como tal (Altheman <i>et al</i>., 2013).</p>     <p>Associada a essa quest&atilde;o, nota-se um recrudescimento das perspetivas de vigil&acirc;ncias institucionais, das formas de controle e detec&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es do indiv&iacute;duo na prolifera&ccedil;&atilde;o do que Agamben (2012) chama de &quot;dispositivos&quot; no sentido mesmo de &quot;proteger&quot; o cidad&atilde;o, lan&ccedil;ando m&atilde;o de controles e formas de prescrutar a vida individual al&eacute;m de qualquer perspectiva cr&iacute;tica assim&eacute;trica. Assim, o cidad&atilde;o estaria relativamente desprotegido no ambiente das m&iacute;dias digitais.</p>     <p>Finalmente, mas talvez com menos &ecirc;nfase pol&iacute;tica, uma perspectiva te&oacute;rico-&eacute;tica dentro da Cibercultura e das m&iacute;dias digitais postula a exist&ecirc;ncia de um receptor claramente inepto para participar ou gerir esses ambientes, tornando-se presa f&aacute;cil de sua pr&oacute;pria incapacidade, como especificam os apontamentos de Keen (2008). At&eacute; certo ponto seria poss&iacute;vel observar, neste &uacute;ltimo &iacute;tem, duas perspectivas opostas. Se, em termos &eacute;ticos, h&aacute; uma novidade te&oacute;rica em rela&ccedil;&atilde;o ao apagamento de fronteiras entre emissor e receptor (privilegiando a no&ccedil;&atilde;o de um usu&aacute;rio gerador de conte&uacute;dos), ao mesmo tempo a continuidade e transforma&ccedil;&otilde;es do capitalismo e a prolifera&ccedil;&atilde;o dos dispositivos se apresenta, no terreno te&oacute;rico, como parte de uma reflex&atilde;o na qual os poderes se espalham sem se dissolver, e o usu&aacute;rio n&atilde;o estaria muito distante das concep&ccedil;&otilde;es de uma perspectiva da comunica&ccedil;&atilde;o de massa. O que n&atilde;o deixaria de ser paradoxal.</p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>A intersec&ccedil;&atilde;o entre o &eacute;tico e o epistemol&oacute;gico no &acirc;mbito das Teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o pode n&atilde;o se apresentar imediatamente &agrave; apreens&atilde;o no &acirc;mbito de estudos espec&iacute;ficos de uma ou outra parte, pensados sobretudo separadamente. N&atilde;o obstante, afirma-se como uma possibilidade de retomar a perspectiva de que as teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o, enquanto objetiva&ccedil;&atilde;o de um discurso reflexivo-conceitual a respeito de um &quot;campo da experi&ecirc;ncia&quot; (Deleuze &amp; Guattari, 1999), n&atilde;o se desliga, como toda produ&ccedil;&atilde;o de discursos, das condi&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas de sua origem, mediadas por outras circunst&acirc;ncias de apropria&ccedil;&atilde;o e reapropria&ccedil;&atilde;o institucional e epistemol&oacute;gica. A exist&ecirc;ncia do que poderia ser denominada uma &quot;pol&iacute;tica&quot; na delimita&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o conceitual trabalhado pelas Teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o (Ferreira, 2003), bem como nas condi&ccedil;&otilde;es de sua institucionaliza&ccedil;&atilde;o (Martino, 2012) sugerem uma das premissas exploradas neste texto.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apresentamos a perspectiva de que os discursos te&oacute;ricos sobre Comunica&ccedil;&atilde;o est&atilde;o relacionados, de maneira mais ou menos expl&iacute;cita, a pressupostos &eacute;ticos derivados n&atilde;o apenas de seus v&iacute;nculos epistemol&oacute;gicos, mas tamb&eacute;m das proposi&ccedil;&otilde;es apresentadas. Em particular, destacam-se as proposi&ccedil;&otilde;es referentes &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es entre os &quot;meios de comunica&ccedil;&atilde;o&quot;, defini&ccedil;&atilde;o el&aacute;stica e explorada em suas diferentes formas ao longo do tempo, e os indiv&iacute;duos e comunidades que, de alguma maneira, estar&atilde;o ligados a esses meios. As condi&ccedil;&otilde;es hist&oacute;rico-sociais, bem como epistemol&oacute;gicas e conceituais, dessa liga&ccedil;&atilde;o sugerem as infer&ecirc;ncias pass&iacute;veis de an&aacute;lise a partir das quais este texto se estruturou.</p>     <p>Variando de perspectiva no que diz respeito &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es entre emissores, meios e receptores (em uma perspectiva anterior &agrave;s m&iacute;dias digitais) ou &agrave;s perspectivas de reelabora&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o, no caso do ambiente digital e interacional da Internet, as teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o parecem se delinear n&atilde;o apenas como reflex&atilde;o a respeito dos elementos conceituais e metodol&oacute;gicos para compreender um fen&ocirc;meno, mas tamb&eacute;m de uma normatividade espec&iacute;fica que, de certo modo, prop&otilde;e um protocolo anterior, muitas vezes subjacente, relativo &agrave; maneira como se deve observar essas rela&ccedil;&otilde;es entre ambientes, m&iacute;dias e sociedade.</p>     <p>Em outras palavras, as teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o, ao elegerem seus objetos, m&eacute;todos e conceitos, mostram quais ser&atilde;o os modos de entendimento propostos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas e &agrave;s coletividades em suas pr&aacute;ticas e viv&ecirc;nvias, mediadas ou n&atilde;o pelos meios.</p>     <p>A identifica&ccedil;&atilde;o conceitual do indiv&iacute;duo diante de uma tela (e posteriormente inserido em um contexto atravessado por v&aacute;rias media&ccedil;&otilde;es), por exemplo, variando entre &quot;massa&quot;, &quot;receptor&quot;, &quot;fruidor&quot;, &quot;usu&aacute;rio&quot; e &quot;f&atilde;&quot; n&atilde;o indicam apenas modos de apropria&ccedil;&atilde;o epistemol&oacute;gico de um fen&ocirc;meno de intera&ccedil;&atilde;o (mais controlado em uma concep&ccedil;&atilde;o, mais livre em outra), mas tamb&eacute;m as perspectivas &eacute;ticas dessas modalidades no espa&ccedil;o n&atilde;o de uma &eacute;tica da Comunica&ccedil;&atilde;o, mas na perspectiva de pensar uma &eacute;tica das Teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o – n&atilde;o necessariamente para al&eacute;m do epistemol&oacute;gico, mas em sua articula&ccedil;&atilde;o. &Eacute; nessa interse&ccedil;&atilde;o que podemos observar concep&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas de sujeito, de suas rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, culturais e econ&ocirc;micas e, de certo modo, em escala meta-reflexiva, do pr&oacute;prio lugar das atividades de pesquisa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Agamben, G. (2012) &quot;O que &eacute; um dispositivo&quot;. In <i>O que &eacute; o contempor&acirc;neo?</i> Florian&oacute;polis: Argos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011414&pid=S2183-3575201400010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Altheman, F. ; Martino, L. M. S. &amp; Marques, A. C. S<b>. </b>(2013) &quot;O potencial deliberativo de conversa&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas sobre o Projeto de Lei do Ato M&eacute;dico no YouTube&quot;, <i>Revista Compolitica,</i> v. 1: 45-69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011416&pid=S2183-3575201400010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Amaral, A. (2010) <i>Vis&otilde;es perigosas.</i> Porto Alegre: Sulina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011418&pid=S2183-3575201400010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Antoun, H. (org.) (2008) <i>Web 2.0.</i> Rio de Janeiro: Mauad.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011420&pid=S2183-3575201400010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Auxilio, T.; Martino, L. M. S. &amp; Marques, A. C. S. (2013) &quot;Formas espec&iacute;ficas de apropria&ccedil;&atilde;o cultural dos f&atilde;s brasileiros da s&eacute;rie Doctor Who&quot;, <i>Ciberlegenda</i>, no. 28:110-124.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011422&pid=S2183-3575201400010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Baccega, M. A. (2006) <i>Televis&atilde;o e Educa&ccedil;&atilde;o</i>. S&atilde;o Paulo: Ed. Senac.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011424&pid=S2183-3575201400010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barros Filho, C. &amp; Martino, L. M. S. (2003). <i>O habitus na Comunica&ccedil;&atilde;o.</i> S&atilde;o Paulo: Paulus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011426&pid=S2183-3575201400010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Barros Filho, C. (1995) <i>&Eacute;tica na Comunica&ccedil;&atilde;o.</i> S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011427&pid=S2183-3575201400010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Beltr&aacute;n, L. R. (1981) &quot;Adeus a Arist&oacute;teles: comunica&ccedil;&atilde;o horizontal&quot;, <i>Comunica&ccedil;&atilde;o e Sociedade,</i> no. 6. S&atilde;o Paulo, Cortez/Intercom.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011429&pid=S2183-3575201400010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Benjamin, W. (1986) &quot;O que os alem&atilde;es liam enquanto seus cl&aacute;ssicos escreviam&quot;. In <i>Documentos de Cultura, Documentos de Barb&aacute;rie.</i> S&atilde;o Paulo: Cultrix.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011431&pid=S2183-3575201400010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Bennett, T. (1983) &quot;Theories of the media, theories of the society&quot;. In: Bennett, T.; Curran, J. &amp; Gurevich, M.(eds.). <i>Culture, Society and the Media.</i> Londres: Methuen.</p>     <!-- ref --><p>Bourdieu, P. (1983) <i>Quest&otilde;es de Sociologia.</i> Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011434&pid=S2183-3575201400010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Braga, A. (2009) <i>Persona Materno-Eletronicas.</i> Porto Alegre: Sulina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011436&pid=S2183-3575201400010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Brittos, V. (2010) <i>Economia Pol&iacute;tica da Comunica&ccedil;&atilde;o.</i> Rio de Janeiro: Mauad.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011438&pid=S2183-3575201400010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bruno, F. <i>et alli.</i> (2010) <i>Vigil&acirc;ncia e Visibilidade.</i> Porto Alegre: Sulina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011440&pid=S2183-3575201400010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cazeloto, E. (2008) <i>Inclus&atilde;o Digital.</i> S&atilde;o Paulo: Senac.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011442&pid=S2183-3575201400010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Christofolletti, R. (2011) &quot;O ensino de &eacute;tica nos cursos de comunica&ccedil;&atilde;o&quot;, <i>Libero,</i> no. 26:13-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011444&pid=S2183-3575201400010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cruz, M. T. (1986) &quot;A est&eacute;tica da recep&ccedil;&atilde;o e a cr&iacute;tica da raz&atilde;o impura&quot;, <i>Revista de Comunica&ccedil;&atilde;o e Linguagens</i>, no. 3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011446&pid=S2183-3575201400010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Deleuze, G. &amp; Guattari, F. (1999) <i>O que &eacute; a Filosofia</i>. S&atilde;o Paulo: Ed. 34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011448&pid=S2183-3575201400010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Eco U. (1995) <i>Apocal&iacute;pticos e Integrados</i>. S&atilde;o Paulo: Perspectiva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011450&pid=S2183-3575201400010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Eco, U. (1997) <i>O super-homem de massa.</i> S&atilde;o Paulo: Perspectiva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011452&pid=S2183-3575201400010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Escosteguy, A. C. (2001) <i>Cartografias dos Estudos Culturais.</i> Belo Horizonte: Aut&ecirc;ntica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011454&pid=S2183-3575201400010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Esteves, J. P. (1998) <i>A &eacute;tica da comunica&ccedil;&atilde;o e os media modernos: legitimidade e poder nas sociedades complexas.</i> Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011456&pid=S2183-3575201400010000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Felinto, E. (2011) &quot;Da Teoria da Comunica&ccedil;&atilde;o &agrave;s teorias da m&iacute;dia. Texto apresentado ao Grupo de Trabalho &quot;Comunica&ccedil;&atilde;o e Cibercultura&quot;, do <i>XX Encontro da Comp&oacute;s.</i> Porto Alegre: UFRGS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011458&pid=S2183-3575201400010000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ferreira, J. (2003) &quot;Campo acad&ecirc;mico e epistemologia da comunica&ccedil;&atilde;o&quot;. In: LEMOS, A. etalli (orgs.) <i>M&iacute;dia. br.</i> Porto Alegre: Sulina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011460&pid=S2183-3575201400010000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ferreira, J. (2012) &quot;Proposi&ccedil;&otilde;es que circulam sobre a Epistemologia da Comunica&ccedil;&atilde;o. Texto apresentado ao Grupo de Trabalho &quot;Epistemologia da Comunica&ccedil;&atilde;o&quot;, do <i>XXI Encontro da Comp&oacute;s</i>. Juiz de Fora: UFJF, Junho 2012.</p>     <!-- ref --><p>Fiske, J. (1993a) <i>Reading popular culture.</i> Londres: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011463&pid=S2183-3575201400010000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fiske, J. (1993b) <i>Understanding popular culture.</i> Londres: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011465&pid=S2183-3575201400010000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Habermas J. (1984) <i>Mudan&ccedil;a Estrutural da Esfera P&uacute;blica</i>. S&atilde;o Paulo: Tempo Brasileiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011467&pid=S2183-3575201400010000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Habermas, J. (1992) &quot;Further Reflections on the Public Sphere&quot;<i>.</i> In: CALHOUN, Craig (ed.). <i>Habermas and the Public Sphere,</i> p.421-461.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011469&pid=S2183-3575201400010000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Habermas, J. (1995) &quot;Discourse Ethics: Notes on a Program of Philosophical Justification&quot;. In: Benhabib, S. &amp; Dallmayr, F. (eds.). <i>The Communicative Ethics Controversy.</i> Cambridge: MIT Press, p.60-110.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011471&pid=S2183-3575201400010000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Habermas, J. (2006) &quot;Political communication in media society: does democracy still enjoy an epistemic dimension? the impact of normative theory on empirical research&quot;. <i>Communication Theory</i>, v. 16: 411-426.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011473&pid=S2183-3575201400010000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hall, S. (1980) &quot;Encoding / Decoding&quot;. In: Hall, S. <i>etalli</i>. (eds). <i>Culture, Media, Language.</i> Londres: Hutchinson.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011475&pid=S2183-3575201400010000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hebdige, D. (2000) <i>Subculture: the meaning of style</i>. Londres: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011477&pid=S2183-3575201400010000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hoggart, R. (1983) <i>The Uses of Literacy.</i> Londres: Penguin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011479&pid=S2183-3575201400010000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jacks, N. (org). (2010) <i>Meios e Audi&ecirc;ncias.</i> Porto Alegre: Sulina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011481&pid=S2183-3575201400010000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jacks, N. &amp; Escosteguy, A. C. (2005) <i>Comunica&ccedil;&atilde;o e Recep&ccedil;&atilde;o</i>. S&atilde;o Paulo: Hackers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011483&pid=S2183-3575201400010000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jacks, N. (1999) <i>Quer&ecirc;ncia.</i> Porto Alegre: Ed. UFRGS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011485&pid=S2183-3575201400010000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jauss, H. J. (2004) <i>Towards an aesthetics of reception.</i> Minnesota: Minnesota University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011487&pid=S2183-3575201400010000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jenkins, H. (2008) <i>Convergence Culture</i>. Nova York: New York University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011489&pid=S2183-3575201400010000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jenkins, H. (2006) <i>Fans, bloggers and gamers: exploring participatory culture.</i> Nova York: NYU Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011491&pid=S2183-3575201400010000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Johnson, S (2010). <i>Cultura da Interface.</i> Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011493&pid=S2183-3575201400010000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Karam, F. J. (2005) <i>A &Eacute;tica Jornal&iacute;stica e o interesse p&uacute;blico.</i> S&atilde;o Paulo: Summus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011495&pid=S2183-3575201400010000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Karam, F. J. (1997) <i>Jornalismo, &eacute;tica e liberdade</i>. S&atilde;o Paulo: Summus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011497&pid=S2183-3575201400010000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Keen, A. (2008) <i>The cult of the amateur.</i> Londres: Nicholas Brealey.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011499&pid=S2183-3575201400010000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lasswell, H. (1927) &quot;The Theory of Political Propaganda&quot;, <i>The American Political Science Review</i>, V. 21, No. 3: 627-631.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011501&pid=S2183-3575201400010000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Le&atilde;o, L. (1999) <i>O labirinto da hiperm&iacute;dia.</i> S&atilde;o Paulo: Iluminuras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011503&pid=S2183-3575201400010000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lemos, A. (2002) <i>Cibercultura.</i> Porto Alegre: Sulina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011505&pid=S2183-3575201400010000600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>L&eacute;vy, P. (1999) <i>Cibercultura</i>. S&atilde;o Paulo: Ed. 34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011507&pid=S2183-3575201400010000600049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lewis, L. A. (1994) <i>The adoring audience</i>. Londres: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011509&pid=S2183-3575201400010000600050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lopes, M. I. V.; Borelli, S. &amp; Resende, R. (2004) <i>Vivendo com a telenovela.</i> S&atilde;o Paulo: Summus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011511&pid=S2183-3575201400010000600051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Marques, A. C. S. (2011) &quot;A &eacute;tica dos processos comunicativos: discurso, alteridade e espa&ccedil;o p&uacute;blico&quot;, <i>Verso e Reverso</i> (Unisinos. Online), v. 25:80-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011513&pid=S2183-3575201400010000600052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Marques, A. C. S. (2013) &quot;A &eacute;tica do discurso e a forma&ccedil;&atilde;o do sujeito pol&iacute;tico em Habermas&quot;, <i>Cadernos da Escola do Legislativo</i>, v. 15, p. 3-25, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011515&pid=S2183-3575201400010000600053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Martin-Barbero, J. (1997) <i>Dos Meios &agrave;s Media&ccedil;&otilde;es.</i> Rio de Janeiro: Editora UFRJ.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011517&pid=S2183-3575201400010000600054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Martino, L. M. S. e SILVA, L. R. (2013) &quot;Paradoxos e fronteiras &eacute;ticas do jornalismo investigativo&quot;, <i>Revista Comunica&ccedil;&atilde;o Midi&aacute;tica</i>, Vol. 08, no. 1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011519&pid=S2183-3575201400010000600055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Martino, L. C. (2005) &quot;Apontamentos epistemol&oacute;gicos sobre a funda&ccedil;&atilde;o e a fundamenta&ccedil;&atilde;o do campo comunicacional&quot;. In: Capparelli, S. <i>et alli</i>. <i>A Comunica&ccedil;&atilde;o Revisitada.</i> Porto Alegre: Sulina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011521&pid=S2183-3575201400010000600056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Martino, L. M. (2011) &quot;A influ&ecirc;cia de fatores pol&iacute;ticos na forma&ccedil;&atilde;o epistemol&oacute;gica do campo da comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil&quot;. Texto apresentado no <i>I Confibercom</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011523&pid=S2183-3575201400010000600057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> S&atilde;o Paulo.</p>     <!-- ref --><p>Martino, L. M &amp; Marques, A. C. S. (2012) &quot;A &eacute;tica da comunica&ccedil;&atilde;o a partir da abordagem dos conceitos de interesse e uso da linguagem&quot;, <i>Gal&aacute;xia</i> (PUCSP), v. 23: 139-152.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011525&pid=S2183-3575201400010000600058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Martino, L. M. (2009) <i>Teoria da Comunica&ccedil;&atilde;o.</i> Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011527&pid=S2183-3575201400010000600059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McRobbie, A. (1994) <i>Postmodernism and popular culture.</i> Londres: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011529&pid=S2183-3575201400010000600060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Merkl&eacute;, P. (2010) <i>Sociologie des R&eacute;seaux Sociaux.</i> Paris: La Decouverte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011531&pid=S2183-3575201400010000600061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Merton, R. &amp; Lazarsfeld, P. (1948) &quot;Mass Communication, Popular Taste, and Organized Social Action&quot;. In: Bryson, L. <i>The Communication of Ideas</i>. New York: Harper.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011533&pid=S2183-3575201400010000600062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Meyer, P. (1986) <i>&Eacute;tica no jornalismo.</i> Rio de Janeiro: Forense-Universit&aacute;ria.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011535&pid=S2183-3575201400010000600063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Papacharissi, Z. (2009) <i>A private sphere.</i> Londres: Polity.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011537&pid=S2183-3575201400010000600064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pimenta, F. J. P. (2011) &quot;Jogos, redes sociais e a crise no campo da Comunica&ccedil;&atilde;o&quot;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011539&pid=S2183-3575201400010000600065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->. Trabalho apresentado no 5&ordm; Simp&oacute;sio Nacional da ABCiber. Florian&oacute;polis: UFSC. Recuero, R. (2012) <i>A conversa&ccedil;&atilde;o na internet.</i> Porto Alegre: Sulina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011540&pid=S2183-3575201400010000600066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Recuero, R. (2008) <i>Redes Sociais na Internet.</i> Porto Alegre: Sulina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011542&pid=S2183-3575201400010000600067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>R&uuml;diger, F. (2011) &quot;A reflex&atilde;o te&oacute;rica em cibercultura e a atualidade da pol&ecirc;mica sobre a cultura de massas&quot;, <i>Revista Matrizes</i>, Ano 5, no. 01.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011544&pid=S2183-3575201400010000600068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santaella, L. (2003) <i>Navegar no ciberespa&ccedil;o</i>. S&atilde;o Paulo: Paulus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011546&pid=S2183-3575201400010000600069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Santaella, L. (2005) <i>Porque as comunica&ccedil;&otilde;es e as artes est&atilde;o convergindo</i>. S&atilde;o Paulo: Paulus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011548&pid=S2183-3575201400010000600070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santaella, L. (2013) <i>Comunica&ccedil;&atilde;o ub&iacute;qua</i>. S&atilde;o Paulo: Paulus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011550&pid=S2183-3575201400010000600071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santaella, L. &amp; Lemos, R. (2011) <i>Redes Sociais Digitais</i>. S&atilde;o Paulo: Paulus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011552&pid=S2183-3575201400010000600072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, J. R. (1992) <i>Comunica&ccedil;&atilde;o</i>. Lisboa: Difus&atilde;o Cultural.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011554&pid=S2183-3575201400010000600073&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, R. (2003) <i>As Teorias da Comunica&ccedil;&atilde;o</i>. S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011556&pid=S2183-3575201400010000600074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Shirky, C. (2008) <i>Here comes everybody.</i> Londres: Penguin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011558&pid=S2183-3575201400010000600075&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sibilia, P. (2008) <i>O show do eu.</i> Rio de Janeiro: Nova Fronteira.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011560&pid=S2183-3575201400010000600076&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Siegel, L. (2008) <i>Against the machine.</i> Nova York: Serpent&rsquo;s Tail.</p>     <!-- ref --><p>Signates, L. (2005) &quot;Encontros de teoria e &eacute;tica: a rela&ccedil;&atilde;o epistemol&oacute;gica da comunica&ccedil;&atilde;o e as quest&otilde;es &eacute;ticas contempor&acirc;neas&quot;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011563&pid=S2183-3575201400010000600078&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->. Trabalho apresentado no XIV Comp&oacute;s. Niter&oacute;i.</p>     <!-- ref --><p>Silveira, S. A. (2009) &quot;Esfera p&uacute;blica interconectada, blogosfera e redes sociais&quot;. In: <i>Esfera P&uacute;blica, Redes e Jornalismo</i>. Rio de Janeiro: E-papers, v.1, p. 70-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011565&pid=S2183-3575201400010000600079&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Spivak, G. C. (2010) <i>Pode o subalterno falar?</i> Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011567&pid=S2183-3575201400010000600080&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Thompson, E. P. (1995) <i>As peculiaridades dos ingleses.</i> S&atilde;o Paulo: Unesp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011569&pid=S2183-3575201400010000600081&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Trivinho, E. (2003) <i>O mal-estar na teoria.</i> S&atilde;o Paulo: Quartet.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011571&pid=S2183-3575201400010000600082&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Turkle, S. (2011) <i>Alone together.</i> Nova York: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2011573&pid=S2183-3575201400010000600083&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido a 18-03-2014</b></p>     ]]></body>
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