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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fluxos, trânsitos e lugares de (des)encontro: contributos para uma lusofonia crítica]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[As a concept, Lusophony is today looked upon with justified suspicion by many Portuguese-speaking people. It is impossible to separate this concept from the colonial ballast that bounds the countries that have Portuguese as the official language. However, it is important to not end the debate on this plane. In this work we revisit some of the foundational narratives of a mythical identity, such as the different hauntings of a promised Quinto Império or Lusotropicalism, both in its founding in Brazil and in its reconstitution in Portugal. On the other hand, we discuss about Lusophony from its formal matrix: a language shared by different peoples in different continents. Our objective is to problematize and deepen the debate, summoning a unique experience of reflection, concretely the one that is elaborated by Jorge de Sena already in the final stretch of Estado Novo. Based on these focuses, we argue about the possibility of Lusophony to include lines of escape from certain reductionisms, namely those that derive from the convergent and divergent circulation of narratives and singular experiences. This circulation of people, ideas and memories, is potentially defining a diffuse and polycentric space of effective interculturality, which nurtures further reflection.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS TEMÁTICOS</b></p>     <p><b>Fluxos, trânsitos e lugares de (des)encontro: contributos para uma lusofonia    crítica</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Flows, transits and (dis)connection points: contributions towards a critical    Lusophony</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> //     <p><b>Luís Cunha*; Lurdes Macedo**; Rosa Cabecinhas***</b></p> //     <p> //*Departamento de Sociologia, Instituto de Ciências Sociais, Universidade    do Minho, Portugal, <a href="mailto:lmcunha@ics.uminho.pt">lmcunha@ics.uminho.pt</a>.    //    <br>   //**Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Instituto de Ciências Sociais,    Universidade do Minho, Portugal, <a href="mailto:mlmacedo71@gmail.com">mlmacedo71@gmail.com</a>.    //    <br>   //***Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Instituto de Ciências Sociais,    Universidade do Minho, Portugal, <a href="mailto:cabecinhas@ics.uminho.pt">cabecinhas@ics.uminho.pt</a>.    //</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Enquanto conceito, a lusofonia é hoje olhada com justificada desconfiança por    muitos lusófonos. Sendo impossível desligar esse conceito do lastro colonial    que liga os países que têm o Português como língua oficial, importa, no entanto,    não encerrar o debate nesse plano. Neste trabalho revisitamos algumas das narrativas    fundacionais de uma identidade mitificada, como são as diferentes assombrações    de um prometido Quinto Império ou o lusotropicalismo, tanto na sua fundação    no Brasil quanto na sua reconstituição em Portugal. Por outro lado, procuramos    pensar a lusofonia a partir da sua matriz formal: uma língua partilhada por    diferentes povos em diferentes continentes. Também neste ponto o nosso objetivo    é problematizar e densificar o debate, convocando para tal uma experiência singular    de reflexão, concretamente a que é elaborada por Jorge de Sena já na reta final    do Estado Novo. Partindo dessas focalizações, argumentamos sobre a possibilidade    de a lusofonia comportar linhas de fuga a um certo reducionismo crítico, nomeadamente    as que decorrem da circulação, convergente e divergente, de narrativas e de    experiências singulares. Esta circulação de pessoas, ideias e memórias é potencialmente    definidora de um espaço difuso e policentrado de efetiva interculturalidade    sobre o qual importa refletir.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Lusofonia; cultura; interculturalidade; excecionalismo;    singularidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>As a concept, Lusophony is today looked upon with justified suspicion by many    Portuguese-speaking people. It is impossible to separate this concept from the    colonial ballast that bounds the countries that have Portuguese as the official    language. However, it is important to not end the debate on this plane. In this    work we revisit some of the foundational narratives of a mythical identity,    such as the different hauntings of a promised <i>Quinto Império</i> or Lusotropicalism,    both in its founding in Brazil and in its reconstitution in Portugal. On the    other hand, we discuss about Lusophony from its formal matrix: a language shared    by different peoples in different continents. Our objective is to problematize    and deepen the debate, summoning a unique experience of reflection, concretely    the one that is elaborated by Jorge de Sena already in the final stretch of    <i>Estado Novo</i>. Based on these focuses, we argue about the possibility of    Lusophony to include lines of escape from certain reductionisms, namely those    that derive from the convergent and divergent circulation of narratives and    singular experiences. This circulation of people, ideas and memories, is potentially    defining a diffuse and polycentric space of effective interculturality, which    nurtures further reflection.</p>     <p><b>Keywords</b>: Lusophony; culture; interculturality; exceptionalism; singularity.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Universalismo e particularismo: faces da cultura</b><sup><a href="#1" name="top1">[1]</a></sup></p>     <p>Se no final da década de 1950 era ainda com convicção que Raymond Williams    (1958) discutia as fronteiras culturais considerando que o âmbito de uma cultura    era geralmente proporcional à área de uma língua, hoje tal associação revela-se    insustentável. Não só porque o inglês extravasou as dilatadas fronteiras onde    se afirmou como língua oficial, tornando-se numa espécie de <i>latim vulgar</i>    de uma nova ordem cultural imperial, mas também porque o incremento do fluxo    de pessoas e ideias evidenciou a impossibilidade de continuar a acreditar naquilo    que sempre fora uma ilusão: a conciliação entre a <i>ordem política</i>, plasmada    no Estado soberano, e a <i>ordem cultural,</i> tal como o nacionalismo imaginou,    e imagina ainda, ser vivenciada pelos cidadãos que coexistem num território    a que se convencionou chamar <i>nação</i>. Evidentemente que este princípio    de segmentação da cultura, fazendo-a reportar a uma língua ou conferindo-lhe    um conteúdo étnico, é ele próprio, assumidamente, parcial. Para retomar uma    distinção que o mesmo Raymond Williams desenvolve com proveito, pode dizer-se    que quando se confere destaque à língua estamos a privilegiar a cultura enquanto    construtora de identidades distintas e potencialmente concorrentes (Eagleton,    2000). Porém, a esta ênfase no particularismo contrapõe-se, com igual sucesso,    um entendimento integrado da cultura, quer dizer, a visão da cultura como produto    comum de uma Humanidade que se desenvolve de acordo com um desígnio que, em    última instância, configuraria a vitória da <i>razão universal</i>. Esta visão    dicotómica e complementar daquilo a que chamamos <i>cultura</i> parece hoje    demasiado esquemática e claramente insuficiente para dar conta da complexidade    de um conceito excessivamente banalizado.</p>     <p>Oscilando entre o caminho universal, garantido pela convicção de uma razão    vencedora delineada pelo projeto iluminista, e a virtude de uma distinção étnica    disciplinada, quer dizer, contida dentro das fronteiras dos diferentes Estados-nação,    o projeto nacionalista parecia garantir à Humanidade um sólido ponto de equilíbrio.    De algum modo, o que nos era oferecido era uma possibilidade de conciliação    da <i>grande narrativa</i>, capaz de formatar uma História Universal a partir    de diferentes cambiantes e registos, com as narrativas nacionais e mesmo com    narrativas regionais, mais ou menos folclorizadas. Foi sempre um frágil e ilusório    equilíbrio, bem como uma idealização perigosa, em nome da qual se legitimaram    <i>limpezas étnicas</i>, eufemisticamente consideradas como uma forma de assegurar    a preservação das identidades nacionais através de um ideal de convergência    entre <i>território, povo</i> e <i>cultura</i>.</p>     <p>Na segunda metade do século XX toda esta frágil arquitetura de conveniência    se desmoronou de vez. Os territórios que integravam os impérios coloniais europeus    tornaram-se nações independentes, também elas preocupadas em construir a sua    própria narrativa legitimadora (Chakrabarty, 2000). Um dos aspetos desse complexo    processo de construção narrativa é apontado por Ferro (2004) quando destaca    que a história ensinada às crianças africanas tende a glorificar o esplendor    dos grandes impérios existentes no seu continente antes da chegada de europeus,    reforçando essa valorização do passado ao contrapor-lhe o atraso e a decadência    da Europa feudal da mesma época. Trata-se, de resto, de uma estratégia narrativa    que foi também sinalizada na análise do conteúdo dos manuais de história em    uso corrente no ensino secundário em Moçambique (ver Cabecinhas, Macedo, Jamal    &amp; Sá, 2018). Em paralelo a este exercício de autoconstrução identitária,    os fluxos migratórios – tanto para as antigas metrópoles como para outros países    em acelerado crescimento económico – produziram um efeito divergente, senão    mesmo contraditório. De facto, sobretudo após a II Guerra Mundial e em grande    medida na decorrência do surgimento de novos estados independentes, assistiu-se    ao incremento de fluxos migratórios que vieram dar às cidades europeias de maior    dimensão uma nova face. O que a uns parecia exotismo e a outros cosmopolitismo,    expressou uma nova atmosfera, inevitavelmente dissonante do ideal de homogeneidade    cultural das nações (Portes, 2006) e, nesse sentido, contribuindo para desconstruir    a ideia de uma identidade perene associada à <i>cultura nacional.</i></p>     <p>As respostas dadas pelas antigas metrópoles a esta crescente recomposição étnica    das suas populações foram diferentes, balizando-se entre dois extremos: de um    lado, a procura de uma dinâmica <i>assimilacionista</i>, assente numa ideia    de integração suportada, em última instância, na crença da superioridade civilizacional    do Ocidente; no outro lado, a ideia de <i>relativismo cultural</i> foi tomada    como referência para políticas públicas, que acabaram conduzindo ao que pode    ser chamado de multicuralismo funcional. De uma forma necessariamente simplificada,    podemos ver no primeiro caso a solução francesa e no segundo a inglesa, mas    em qualquer dos casos, incluindo as propostas mais matizadas, do que se tratava    era de responder aos desafios pós-coloniais. As dificuldades que a Europa enfrenta    no presente parecem demonstrar que nenhuma das soluções conseguiu resolver satisfatoriamente    esses desafios. A França laica e republicana confrontou-se, nas últimas décadas,    com aquilo que parece ser um retrocesso no processo de integração dos imigrantes,    ao mesmo tempo que o relativismo cultural britânico se revelou, afinal, um &ldquo;monoculturalismo    plural&rdquo; (Sen, 2007), sempre sujeito à eclosão de fundamentalismos no seu seio.</p>     <p>Fora do espaço europeu, e na verdade fora desta equação mais imediatamente    pós-colonial, os EUA representam um caso particular e irrepetível. O seu processo    de constituição enquanto Estado, marcado por um consenso liberal em torno da    ideia de cidadania e participação democrática, singularizou este território    face a outras antigas colónias europeias mas também face aos congéneres europeus    da mesma época (Catroga, 2005). Trata-se de um caso singular com consequências    evidentes no modo como lida com a questão da diversidade cultural, na medida    em que o elemento agregador, aquilo que habitualmente é designado por <i>american    way of life</i>, gere os múltiplos modos de vida característicos da contemporaneidade    americana atendendo mais a ideais de abolição de diferenças do que a ideais    de valorização da diversidade (Beck, 2006). Esta via singular não deve ser confundida,    bem entendido, com ausência de conflitualidade de raiz étnica e cultural. Ao    contrário, também neste caso os processos de integração e de distinção étnica    foram complexos e geradores de tensão, muito embora revelem diferenças estruturais    significativas com os que se observam no contexto europeu (Wacquant, 2014).</p>     <p>Portugal passou também por uma longa experiência colonial, profundamente estruturadora    de muitas das narrativas com que se pensou enquanto país e que continuam a ser    relevantes no período pós-colonial em que hoje vivemos. Um dos vetores recorrentes    dessas narrativas foi a afirmação de uma excecionalidade quase sempre pouco    discutida ou analisada. Voltaremos, mais adiante, a esta questão, mas importa,    neste ponto, convocar um conteúdo expressivo, que é, simultaneamente, uma ideia    e um projeto: a lusofonia. Ao discuti-la, procuraremos centrar o debate no modo    como alguns dos tópicos centrais do argumento da excecionalidade foram reajustados    à realidade pós-colonial, o que nos permitirá pensar as dinâmicas e as entorses    que marcam a lusofonia enquanto projeto.</p>     <p><b>Lusofonia: do conceito à sua operacionalização</b></p>     <p>Em primeiro lugar, deve ficar claro que a <i>lusofonia</i> tem sido glosada    em diferentes tons e modelações. A uma mesma palavra correspondem entendimentos    muito diversos, que podem ir desde aqueles que veem a lusofonia como uma ameaça    neocolonial num mundo que se imagina pós-colonial, até àqueles que veem nela    um projeto pragmático de ampliação de possibilidades a nível internacional de    uma língua comum a vários países (Cunha, 2015a). Entre estes dois extremos,    que projetam o mesmo conceito numa linha maximalista ou minimalista, define-se    uma vasta arena onde se confrontam diferentes atores, individuais e institucionais,    configurando um debate que tem diversas centralidades analíticas, que ora se    excluem e colidem, ora convergem estrategicamente. Estas diferentes centralidades    decorrem do confronto de distintas tradições disciplinares e consequente disputa    em torno das fronteiras que demarcam campos científicos, a que acresce uma relevante    inscrição política que igualmente fragmenta o objeto – por um lado associando-o    a uma longa tradição que essencializa a excecionalidade do colonialismo português;    por outro desconstruindo criticamente o conceito de lusofonia, propondo, em    última análise, a sua rejeição. De alguma forma, estes confrontos conceptuais    tornam a lusofonia numa categoria útil para pensar as ideias de cultura e diversidade    cultural na <i>modernidade tardia</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste sentido, procurando fazer deste trabalho mais uma peça para o longo debate    que acabámos de convocar, propomo-nos pensar a lusofonia enquanto categoria    difusa e declaradamente conflituante, não para nos posicionarmos em qualquer    dos eixos centrais do debate; antes, pelo contrário, para tentarmos explorar    os seus interstícios como linhas de fuga. Se a centralidade da <i>língua</i>    em qualquer projeto lusófono é inquestionável, a verdade é que a tensão ideológica    dificulta qualquer ambição de neutralidade neste campo. Importa, por isso, matizar    o confronto. À ideia de que a lusofonia é um espaço de convergência sem hierarquias,    assegurada pelas virtudes da comunicação intercultural, deve agregar-se a evidência    de que há sempre assimetrias de poder nas relações entre grupos sociais e entre    os <i>valores culturais</i> que os enformam (Cabecinhas &amp; Cunha, 2017; L.    Macedo, 2013). Por outro lado, não negando o lastro histórico produzido pelo    processo colonial, não permitir que as suas cicatrizes impeçam a definição de    espaços onde se confrontem ideias e experiências singulares, ora convergindo    ora divergindo, sempre acrescentando algo para um enriquecimento comum. Para    melhor o situarmos no presente, é sempre possível e útil fazer uma <i>arqueologia</i>    do confronto e da convergência de narrativas identitárias, na condição de resistirmos    à simplificação e ao esquematismo<sup><a href="#2" name="top2">[2]</a></sup>.    Do mesmo modo, algumas experiências singulares deixaram um rasto que importa    recuperar, igualmente sem dispensar o olhar crítico nem ceder à simplificação.    Começaremos, justamente, por este ponto, para depois nos ocuparmos da persistência    de algumas narrativas identitárias. Em ambos os casos a nossa intenção é essencialmente    ilustrativa, não permitindo qualquer leitura sistémica.</p>     <p><b>Jorge de Sena e a &ldquo;cultura da língua&rdquo;</b></p>     <p>Foi já no final do Estado Novo, em julho de 1972, que Jorge de Sena, em visita    de trabalho a Moçambique, teceu considerações públicas sobre as questões que    aqui nos ocupam. Convém, desde já, sinalizar que esta visita protagonizada por    um intelectual proscrito pelo regime a uma então colónia portuguesa constituiu    um verdadeiro acontecimento fraturante, não só por oferecer um programa evocativo    do IV centenário da primeira publicação d&rsquo;<i>Os Lusíadas</i> alternativo ao    das comemorações oficiais que simultaneamente decorriam sob a égide do Governador    Geral<sup><a href="#3" name="top3">[3]</a></sup>, como sobretudo pelas ideias    defendidas por Jorge de Sena durante as quatro conferências que proferiu e nas    poucas mas expressivas entrevistas que concedeu aos média locais (L. Macedo,    2017a). Ligado a Moçambique pela amizade que alimentava através de intensa correspondência    com alguns dos intelectuais e dos artistas da então Lourenço Marques, bem como    pela colaboração que mantinha com a revista de poesia <i>Caliban</i><sup><a href="#4" name="top4">[4]</a></sup>,    Jorge de Sena chamou a atenção para a situação da língua portuguesa no mundo    – à época, a sexta com maior número de falantes e, prospetivamente, a quarta    até ao final do século XX – e para o problema que, em sua opinião, era urgente    resolver: segundo palavras suas, &ldquo;a magnitude e o peso do nosso idioma são largamente    ignorados no mundo&rdquo;<sup><a href="#5" name="top5">[5]</a></sup>, o que conduzia,    por exemplo, à dificuldade de reconhecimento internacional das produções culturais    em língua portuguesa<sup><a href="#6" name="top6">[6]</a></sup>.</p>     <p>O então professor da Universidade de Santa Bárbara, na Califórnia – onde havia    chegado após um período de exílio no Brasil e uma fugaz passagem por Wisconsin    – foi apontando, ao longo das suas intervenções, as causas do problema, bem    como os seus possíveis remédios. A apropriação da língua pelos gramáticos portugueses<sup><a href="#7" name="top7">[7]</a></sup>,    a propagação da ideia de que existem formas mais corretas de falar a língua    do que outras<sup><a href="#8" name="top8">[8]</a></sup>, a deficiente relação    cultural entre Portugal e o Brasil<sup><a href="#9" name="top9">[9]</a></sup>,    bem como o não reconhecimento da produção cultural das então colónias portuguesas<sup><a href="#10" name="top10">[10]</a></sup>    – o que, em sua opinião, não invalidava que Rui Knopfli fosse um dos maiores    poetas e Eugénio Lisboa fosse um dos maiores críticos literários de língua portuguesa    desse tempo – seriam, a seu ver, as principais razões para a fragmentação daquilo    a que chamava a &ldquo;cultura da língua&rdquo;. Para além do diagnóstico, Jorge de Sena    foi apontando, através de sugestivas metáforas e de estimulantes truques de    retórica, aqueles que considerava serem os remédios para esses males: desmitificar    o passado histórico e ultrapassar o nacionalismo português (L. Macedo, 2017a).    Quer isto dizer que a &ldquo;cultura da língua&rdquo;, concebida por Sena como a cultura    em língua portuguesa, da qual ninguém é legítimo proprietário e cuja dimensão    extravasa a dimensão dos países onde esta é falada, não pode ser pensada senão    depois de uma rigorosa revisitação da história, capaz de repor a verdade dos    factos, bem como depois de Portugal e os portugueses deixarem de se imaginar    como epicentro privilegiado dessa cultura. O que Jorge de Sena defendia era,    pois, uma &ldquo;cultura da língua&rdquo; fundada no conhecimento científico da história    e num multiculturalismo agregador.</p>     <p><b>Centralidade da língua no projeto lusófono</b></p>     <p>O colonialismo português teve, sem dúvida, as suas singularidades, ainda que    estas não sejam as que habitualmente lhe são apontadas. Ao invés de imaginarmos    um colonialismo predominantemente benigno, feito por um povo com natural <i>vocação    evangelizadora</i>, isento de racismo ou de práticas de exploração, devemos    pensar a sua singularidade na decorrência de especificidades históricas concretas.    Assim, a crença, acrítica, num colonialismo intrinsecamente bom, deve dar lugar    à visão mais realista de um colonialismo periférico e subalterno (Santos, 2001).    Algumas das consequências dessa subalternidade – baixo capital financeiro, ausência    de um projeto colonial centralizado e coerente, predominância de relações informais,    etc. – virão a constituir argumentos de sustentação da visão lusotropical, que    não escapa, todavia, a uma evidente essencialização. Do que se trata, então,    não é de rejeitar a singularidade do colonialismo português nem da experiência    pós-colonial, mas de pensar esses fenómenos sem o habitual lastro ideológico,    esteja este fundado na <i>vocação evangelizadora</i>, na <i>disponibilidade    para a miscigenação</i>, na <i>aptidão natural para lidar com povos tropicais</i>,    ou em quaisquer outros pronunciamentos sem suporte objetivo.</p>     <p>O facto de o português ser uma língua partilhada por povos dispersos pelo planeta    deve-se, evidentemente, ao processo colonial. A sua expansão foi, em primeiro    lugar, fruto da vontade soberana, e, nesse sentido, da tentativa de impor o    uso de uma mesma língua nas distintas partes de um império. Porém, a afirmação    dessa língua comum foi também o resultado, dir-se-ia que paradoxal, do processo    de descolonização e consequente criação de novas unidades políticas. Se no primeiro    caso a língua do colonizador foi uma imposição etnocêntrica e uma estratégia    de domínio da periferia pelo centro, no segundo caso essa mesma língua foi o    cimento indispensável para a criação de uma unidade política a partir de uma    fragmentação étnica pré-colonial, ainda que por vezes reforçada pela gestão    colonial. Naturalmente que em cada um dos territórios colonizados, e que são    hoje os países constituintes da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP),    estas regras gerais foram aplicadas de forma diversa. Pesam nestas diferenças    razões históricas, sociais e políticas, mas no que diz respeito à política da    língua, certo é que a convergência se foi fazendo em torno do português.</p>     <p>Mesmo em torno do uso de uma língua comum, o consenso é mais postulado que    efetivo, não só pela coexistência da língua oficial com inúmeras línguas nacionais,    mas sobretudo porque a língua não pode deixar de ser um campo de disputa, que    não apenas confronta a antiga metrópole com os novos países, mas que se afirma    também como instrumento de poder dentro de cada espaço e em relação aos grupos    que o compõem. Pelo lugar que ocupa dentro do espaço lusófono, vale a pena considerar,    ainda que brevemente, o caso brasileiro. Ao longo dos três séculos de percurso    histórico do Brasil-colónia, a coexistência das várias línguas faladas pelas    diversas gentes que habitavam o seu território foi sendo progressivamente eliminada    até à definitiva afirmação do português enquanto língua nacional. Tal processo    constituiu, sem dúvida, um gigantesco glotocídio, indissociável dos processos    de dominação colonial, mas também dos processos internos que deram cidadania    ao português. De facto, como notou Eduardo Lourenço (2004, p. 123), a expansão    da língua portuguesa pelo mundo &ldquo;foi algo mais e mais importante&rdquo; do que o resultado    &ldquo;da violência colonizadora clássica&rdquo;, uma vez que &ldquo;por benfazejo acaso, os Portugueses,    mesmo na sua hora imperial, eram demasiado fracos para &lsquo;imporem&rsquo;, em sentido    próprio, a sua língua [<i>sic</i>]&rdquo;. Apenas apelando a um olhar pluridisciplinar    se poderia avançar no entendimento dos processos históricos e culturais que    levaram à consolidação de uma língua num determinado território. Pela parte    que nos toca limitar-nos-emos a deixar uma breve nota sobre a importância da    interculturalidade nesses processos.</p>     <p>Teyssier (2007) observava que, em terras de Vera Cruz do século XVI, as populações    de origem indígena, africana ou mestiça iam aprendendo o português falado pelos    colonos, embora o fizessem de forma &ldquo;imperfeita&rdquo;. Paralelamente, alguns colonos,    bem como a sua descendência, adquiriam também mestria quanto aos falares das    populações autóctones o que lhes permitia retirar dividendos a partir da facilidade    em comunicar com o outro. De acordo com Schwartz (1999, p. 60),</p>     <blockquote>portugueses e mestiços, leigos e clérigos que falavam línguas indígenas    tinham, em geral, orgulho desse seu predicado e empenhavam-se em apregoá-lo    à Coroa e a outras autoridades, uma vez que era uma habilidade necessária e    valiosa no século XVI e início do século XVII.</blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao mesmo tempo, desenvolvia-se na colónia uma língua geral com base num tupi    simplificado e gramaticalizado pelos missionários jesuítas que, ao sobrepor-se    a todos os idiomas desse tronco, viria a tornar-se num código de ampla utilização.    Sobre as origens desta língua, Houaiss (1984/1992, p. 53) reparava que &ldquo;desde    o início da catequese do gentio, no século XVI, ficou patente aos missionários    jesuíticos que não seria através de sua própria língua (&hellip;) que a catequese poderia    ser levada a cabo&rdquo;. Assim, as necessidades de comunicação conduziram os missionários,    homens doutos num saber que mais tarde haveria de se denominar por linguística,    a uma prática viva que emergia de contactos interétnicos e que disciplinava    as várias línguas faladas pelos diferentes grupos de ameríndios. As possibilidades    pragmáticas oferecidas por esta língua geral, que colocava em interação não    só portugueses com indígenas como também indígenas entre si, propiciaram o seu    rápido sucesso, fazendo do português uma língua quase exclusiva dos colonos,    dos centros urbanos e de outros lugares onde se encontrava implantado o poder.</p>     <p>Como observava Holanda (1936/2010), foi deste modo que, durante muito tempo,    o português e a língua geral viveram lado a lado como línguas de comunicação.    O Brasil conhecia, então, um bilinguismo que empurrava cada vez mais para a    marginalidade os idiomas conservados por certos povos locais e as línguas africanas    trazidas pelos escravos<sup><a href="#11" name="top11">[11]</a></sup>. Embora    Serafim da Silva Neto afirmasse, na sua clássica e monumental <i>História da    língua portuguesa</i> (1952, p. 52), que &ldquo;a história de uma língua não é um    esquema rigorosamente pré-estabelecido, não é um problema algébrico&rdquo;, apresentava,    ao mesmo tempo, várias tendências comuns às situações de bilinguismo. Consideremos    apenas duas delas: um longo período em que se trava uma luta pela supremacia;    a vitória decidida pelo prestígio, pelo valor utilitário, pela glória literária    e pela situação social dos falantes. Mesmo sem álgebra à mistura, foi o que    aconteceu no Brasil da centúria de Oitocentos. Conforme descrito por Teyssier    (2007), vários acontecimentos ocorridos nesse período viriam a determinar o    cenário para o triunfo do Português sobre a língua geral. Por um lado, a chegada    de grandes contingentes de portugueses atraídos pela descoberta de minas de    ouro e de diamantes aumentava o número de glotas da língua do poder, com ganhos    consequentes no seu uso utilitário. Por outro lado, o Marquês de Pombal promulgava,    em 1753, uma lei que proibia o uso da língua geral e oficializava a obrigatoriedade    de utilização do Português no Brasil. O golpe de misericórdia na língua geral    seria finalmente dado, em 1759, com a expulsão dos jesuítas do território brasileiro,    afastando da colónia os seus principais protetores. Enfatizando o impacto do    processo de &ldquo;relusitanização&rdquo; do Rio de Janeiro com a transferência da corte    de D. João VI, em 1808, que traria cerca de 15.000 portugueses para a nova capital    do império, o autor conclui que cinquenta anos depois da partida dos patronos    da língua geral, o Português tinha-a eliminado completamente, restando dela    algumas marcas, sobretudo a nível vocabular. É neste cenário que, poucos anos    mais tarde, em 1822, se dá a independência do Brasil enquanto nação. Sem que    outra alternativa se colocasse, coube à língua portuguesa constituir-se como    sua língua nacional.</p>     <p>Apesar do Português ter assumido no Brasil tal estatuto desde a independência    de 1822, a verdade é que nem sempre a questão linguística foi pacífica entre    as elites intelectuais do país. Sobrinho (1958/2000) analisava as divergências    em torno das características próprias da língua portuguesa usada no Brasil no    primeiro século pós-independência, identificando três posições predominantes,    a saber: 1) a afirmação da existência de uma língua brasileira autónoma, tendo    esta em Monteiro Lobato<sup><a href="#12" name="top12">[12]</a></sup> seu mais    acérrimo defensor; 2) a alegação da formação de um dialeto brasileiro a partir    do Português europeu que justificava as diferenças de fonética, de prosódia    e de morfologia entre os dois falares; 3) por fim, a defesa de que as diferenças    entre a língua falada no Brasil e em Portugal não autorizavam a ideia da existência    de dialetos ou subdialetos brasileiros, uma vez que as mesmas se verificavam    sobretudo ao nível da pronúncia. Contudo, Sobrinho sublinhava que a prevalência    da língua portuguesa, em relação às suas múltiplas linguagens, constituía um    dos principais fundamentos da unidade nacional de um país tão imenso como o    Brasil. Em boa verdade, esta é a tese que tem vingado ao longo do tempo, muito    embora a identidade brasileira continue a contrapor-se à identidade portuguesa    por via dos diferentes usos da mesma língua.</p>     <p><b>Narrativas identitárias: persistência e mudança</b></p>     <p>Como já se disse, não se ambicionando uma leitura sistémica, procuraremos,    ainda assim, revisitar de forma ilustrativa a <i>arqueologia</i> dos processos    discursivos através dos quais <i>cultura</i> e <i>identidade</i> se projetam    como argumentos centrais em processos políticos de longa duração. A tentação    de enquanto portugueses nos olharmos a partir de uma convicção de excecionalidade    vem de longe e tem sido amplamente glosada (Vecchi, 2010). Deu o mote, por exemplo,    para Eduardo Lourenço (1992) escrever <i>Psicanálise mítica do destino português</i>,    texto que se tornou referencial. Outros autores e textos, anteriores e posteriores    a este que evocamos, pegaram também neste tema, de tal forma que a ideia da    exceção lusa se tornou numa espécie de buraco negro que tudo absorve – mesmo    as considerações críticas acabam sendo integradas numa meta-narrativa, gerando    novas versões atualizadas da exceção, de que um conhecido <i>best-seller</i>    do filósofo José Gil (2004) é exemplo. Umas das peças fundamentais desta secular    reivindicação de excecionalidade foi o <i>projeto colonial/imperial</i>, que    nas diferentes configurações que foi assumindo desde o século XV, não escapou    a narrativas fundadas na ideia de excecionalidade. Algumas são bastante remotas,    como o sonho do <i>Quinto Império</i>, que de resto se foi renovando; outras    são mais recentes, mas nem por isso menos centrais ao debate, como todo o edifício    conceptual do lusotropicalismo.</p>     <p>A ideia messiânica de um <i>Quinto Império</i>, formulada inicialmente pelo    Pe. António Vieira no século XVII, e reatualizada mais tarde por Fernando Pessoa    e por Agostinho da Silva, já no século XX, ilustra bem o modo como a ideia de    excecionalidade acabou por estruturar fortemente a narrativa acerca de <i>quem    somos</i>. Encontra as suas raízes no mito bíblico da interpretação feita por    Daniel de um enigmático sonho de Nabucodonosor, rei da Babilónia. De acordo    com essa interpretação, após quatro reinos terrenos e perecíveis que traduziam    a queda e a degradação da Humanidade, haveria de surgir, por vontade de Deus,    um quinto reino universal e intemporal para a salvar. O jesuíta português tomou    esta passagem da Bíblia, reinterpretando-a no contexto de um mundo que, pela    primeira vez, apresentava uma dimensão planetária, reunindo condições de extensão    e de duração para o aparecimento de um novo e definitivo estádio, ou seja, o    <i>Quinto Império</i>. Antes das navegações portuguesas dos séculos XV e XVI,    nenhum império poderia estender-se a toda a Terra, nem garantir a completude    e a eternidade que haviam sido preconizadas por Daniel. Reunidas essas condições,    o <i>Quinto Império</i> surgiria para unir todos os povos sob o mesmo estádio    civilizacional através da evangelização empreendida pelos portugueses, superando    a crise da Humanidade. Como essa crise tinha origem no velho mundo da Europa,    o Pe. António Vieira centrou esse quinto reino no Brasil, uma parcela do mundo    ainda incorrupta e na qual ainda muito havia para descobrir (Franco, 2007).    É nestas formulações que Calafate (2006, p. 61) interpreta, no pensamento de    Vieira, um &ldquo;sonho de harmonia e paz universais&rdquo; que emerge de uma conceção &ldquo;da    história ecuménica fortemente impregnada pelo movimento, pela transformação,    pela novidade&rdquo;, na qual os portugueses assumem o papel de povo eleito no horizonte    da ação humana, rumo a um outro futuro: o de um novo e último estádio, em que    os seres humanos saem de si mesmos para viver para o mundo.</p>     <p>Esta reabilitação providencial da Humanidade seria retomada por Fernando Pessoa,    embora com contornos mais abstratos, perdendo a sua inserção na geografia e    a sua possibilidade de aplicação no tempo histórico. Assim, em Pessoa, o <i>Quinto    Império</i> constitui-se como um mito<sup><a href="#13" name="top13">[13]</a></sup>    ou uma visão da alma (Franco, 2007), numa crítica radical à existência daqueles    que vivem felizes na sua pequena casa e no seu pequeno quintal<sup><a href="#14" name="top14">[14]</a></sup>.    Neste sentido, Calafate (2006) observava que, em Pessoa, a elevação da alma    conducente ao <i>Quinto Império</i> passa pela aspiração à &ldquo;extremosidade das    alturas&rdquo;, lugar acima da mediania, reservado apenas a santos e a heróis.</p>     <p>Com a releitura deste mito por Agostinho da Silva, regressa-se à necessidade    de um projeto histórico que reatualize a concretização geográfica e a reflexão    civilizacional. A visão deste pensador sobre a quinta idade do mundo gravitava    em torno das escolhas dos seres humanos na modernidade, sendo esta a quarta    das idades. A modernidade poderia vitimar a Humanidade na longa luta fratricida    que caracteriza a história ou, em alternativa, poderia elevá-la na plenitude    de uma civilização universal, sem fomes e sem opressões (Franco, 2007). Apesar    de se tratar de uma escolha a fazer, todo o pensamento de Agostinho afirma o    primado da vida sobre a morte, pelo que não é suposto que o futuro se prefigure    numa idade inerte. Pelo contrário, a quinta idade, que reuniria todos os povos,    teria uma escala planetária e contaria com um contributo decisivo da comunidade    de língua portuguesa, à qual caberia a missão de unificar o mundo pelo espírito.    Procurando sintetizar a proposta de Agostinho da Silva sobre o último dos estádios    da Humanidade, afirmava Freixo (2007, p. 24):</p>     <blockquote>nesta nova era, a língua portuguesa desempenharia um papel fundamental    por ser falada em todas as partes do globo e representar o símbolo da expansão    portuguesa que lançou as bases da construção do &ldquo;novo mundo&rdquo;, do &ldquo;Reino do Espírito&rdquo;.    Nesta nova ordem, o Brasil teria um papel fundamental, pois traria em si os    elementos do verdadeiro Portugal, aquele Portugal arcaico que se perdeu com    o fracasso histórico da nação. Para ele, em sua utopia, o Brasil é a concretização    do sonho do Quinto Império, é a <i>Ilha dos Amores</i> de Camões, o <i>Não-Lugar</i>    capaz de ser o centro de uma nova civilização por ser o ponto de encontro de    diversas culturas, onde a miscigenação favoreceu a tolerância e a moderação.</blockquote>     <p>A refundação do mito de Vieira por Agostinho da Silva decorre, desde logo,    da modificação das circunstâncias históricas. Se em Vieira Portugal pode assumir    por inteiro o papel de protagonista no projeto utópico, o tempo em que Agostinho    da Silva escreveu já não o permite. Em todo o caso, em ambos os autores, o <i>Quinto    Império</i> projeta o ideal de uma idade final, perene e feliz, na qual Portugal    e o Brasil cumprem a missão messiânica de unir a Humanidade num mesmo estádio    civilizacional. Entre a agregação em torno de uma envangelização de cunho português    (Vieira) ou sustentada numa língua e culturas partilhadas constitutivas de uma    <i>lusitanidade</i> desterritorializada (Agostinho da Silva), fica evidente    uma continuidade narrativa que sedimenta uma visão mitificada de uma identidade    coletiva.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O lusotropicalismo, cunhado por Gilberto Freyre, constitui um outro referencial    importante no argumento da excecionalidade portuguesa, contribuindo também,    de forma determinante, para a narrativa identitária de que vimos falando. Reportado    à reta final da história colonial portuguesa e ideologicamente apropriado pelo    regime do Estado Novo, importa perceber, antes de mais, que o lusotropicalismo    foi uma teoria que começou por pensar e legitimar a nação brasileira, vincando    uma unidade cultural sobreposta à unidade política, contrariando a desconfiança    nas possibilidades de um novo país visto, à época, como perigosamente miscigenado.    Esta génese da teoria lusotropicalista é relevante, na medida em que, nascendo    na periferia e devendo ser enquadrada no longo processo fundacional de uma nação    difusa e de dimensão continental (Ribeiro, 1995), se vê apropriada e transmutada    em narrativa legitimadora de uma velha metrópole acossada pelos ventos da descolonização    europeia (Cunha, 2015b). Neste ponto, mais do que repetir aqui os argumentos    do sociólogo brasileiro, julgamos útil sublinhar esta inversão simbólica da    ordem centro/periferia, já que ela sinaliza, num plano diferente do habitualmente    glosado, a singularidade do projeto colonial português – periférico e subalterno    face às grandes potências europeias.</p>     <p>No que diz respeito à contribuição do lusotropicalismo para o debate em torno    de uma identidade lusófona, importa ter presente as muitas críticas que sofreu    por parte de intelectuais portugueses e brasileiros, muito embora não possa    deixar de visto também como uma das poucas teorias interpretativas do colonialismo    português (Sousa, 2001). O argumento central de Freyre assenta na valorização    dos processos de mestiçagem &ldquo;racial&rdquo; e cultural em espaços colonizados por portugueses    – pensando inicialmente no Brasil mas depois estendendo a apreciação positiva    a outros territórios – defendendo a originalidade do projeto colonial português,    perspetivando-o de acordo com um desenvolvimento &ldquo;não dentro de uma rígida exclusividade    de raça ou mesmo de cultura, mas por meio de constante interpenetração de valores    culturais diversos e de abundante miscigenação&rdquo; (Freyre, 1940, p. 12). As críticas    que lhe foram feitas denunciavam que a miscigenação racial fora sempre mais    falocrática que democrática e que a integração de elementos culturais africanos,    ameríndios ou orientais nos hábitos dos povos hoje lusófonos obedecera a interesses    predominantemente económicos – o que esclarece regimes de aculturação que não    foram inteiramente recíprocos. Em contraponto a estas críticas continuou a ser    sublinhada a ideia de excecionalidade, ainda que matizada: a mestiçagem e o    hibridismo alcançados, sem que tivessem sido politicamente projetados, constituem    heranças perenes de muitas das sociedades fundadas em espaços que outrora estiveram    sob exploração colonial portuguesa.</p>     <p>O que subjaz a estas duas metanarrativas, e é nesse sentido que elas nos importam    aqui, é a possibilidade de discutir a ideia de <i>identidade cultural</i> a    partir da relação entre universalidade e particularismo. No caso de Vieira e    Agostinho da Silva, estamos perante um particularismo que ambiciona universalizar-se;    no caso de Freyre trata-se de postular a possibilidade de absorver a diversidade    a partir de uma identidade singular. Ambas as narrativas necessitam da <i>crença</i>    numa excecionalidade para se tornarem convincentes, pelo que importa considerar    analiticamente o conceito. O problema que o <i>excecionalismo</i> coloca não    reside, evidentemente, na singularidade de cada nação em confronto com as suas    congéneres. Os contextos geográfico e histórico determinam singularidades objetivas    mais ou menos expressivas. O problema coloca-se quando a reivindicação de exceção    se faz com base em juízos morais: a <i>nossa</i> colonização não só foi <i>diferente</i>    como foi <i>melhor</i> no plano moral. Trata-se de um problema, desde logo,    por pensar as identidades a partir de uma matriz <i>essencialista</i>, desenhando    uma <i>alma coletiva</i> autêntica e intemporal. Foi o pensamento conservador,    que podemos situar politicamente à <i>direita</i>, quem acabou por se apropriar    desta ideia de <i>exceção</i> revestida de conteúdo moral, ao mesmo tempo que    um olhar à <i>esquerda,</i> mais crítico, rejeitou o essencialismo e, por extensão,    também a ideia de <i>exceção</i>. Seguindo um outro percurso, também as correntes    pós-coloniais se empenharam na rejeição dos particularismos, preferindo tratar    o fenómeno colonial de uma forma global, seguindo uma linha de pensamento fundada    por Edward Said (1978). De algum modo, e com perdão do plebeísmo, há nesta matéria    o risco de deitar fora a criança com a água do banho. Não negando as singularidades,    do que se trata é de olhar as diferenças de forma historicamente situada, extirpando-as    dos conteúdos morais, que sempre acabam conduzindo a indesejáveis essencialismos.</p>     <p><b>Entre convergência e divergência: o poder das narrativas</b></p>     <p>Tal como vimos argumentando, a lusofonia distingue-se de outras experiências    pós-coloniais não por força de qualquer essência, mas por força de circunstâncias    históricas que determinaram a natureza das relações entre a metrópole e os territórios    colonizados e entre os diferentes grupos que em cada território se confrontaram.    A dominação material e simbólica foi historicamente precária e casuística e    dependeu sempre mais dos agentes envolvidos que de uma estrutura de poder consolidado.    É justamente a fragilidade do colonialismo português, revelada na comparação    com outros regimes coloniais, que torna a lusofonia útil para pensar os desafios    inerentes à comunicação intercultural nos dias de hoje, nomeadamente os riscos    de as relações pós-coloniais disfarçarem a perpetuação de relações assimétricas    de poder (Cabecinhas &amp; Cunha, 2017; I. Macedo, 2016; L. Macedo, 2017b; Martins,    2017).</p>     <p>Para tal, deveremos ser capazes de resistir a ver na lusofonia um lugar de    conciliação, um ilusório ponto de encontro dos povos que couberam em sorte ao    colonialismo português. Importa, isso sim, considerá-la como um lugar de cruzamento    de narrativas alimentadas pela história tanto quanto pela memória. Será, nesse    sentido, um lugar de encontro, mas também de desencontro, ou seja, um ponto    de cruzamento de narrativas convergentes e divergentes. Recuperemos o que atrás    se disse acerca do lusotropicalismo: teoria académica, construída com uma intenção    <i>doméstica</i>, isto é, que procurava explicar a identidade brasileira e legitimar    uma unidade sobre a diversidade, acabou sendo apropriada e reorientada para    uma outra função, a de justificar a permanência do domínio colonial em África    por parte de Portugal. Recuperámo-la, para fazer notar que a teoria desenvolvida    por Freyre se alimentou de um conteúdo narrativo que, enquanto tal, transcende    as fronteiras do Brasil, podendo ter livre curso em Portugal ou ainda noutros    territórios coloniais. Sendo certo que a teoria evoluiu e que na sua leitura    existiram variações de ênfase ou mesmo de sentido, essas dinâmicas não implicaram    a rejeição mas antes uma acomodação da narrativa. Assim, ao longo de décadas,    sobretudo no Brasil e em Portugal, o lusotropicalismo, sem deixar de ser uma    projeção fantasiosa, pôde funcionar como fio reconhecível que criou redes e    teias de união e de dissenso.</p>     <p>Neste mesmo sentido da existência de um espaço narrativo difuso, contraditório,    conflituoso mas, ainda assim, gerador de dialética, podemos convocar outros    exemplos. Veja-se o modo como o cristianismo, deixado como herança colonial    em Timor, se incrementou após a saída de Portugal do território, sendo reinterpretado    como uma das raízes matriciais da reivindicação de independência face à Indonésia    (Sousa, 2001). A um outro nível, a guerra de libertação/colonial, ponto óbvio    de tensão e conflito, constitui também um nó narrativo à volta do qual se estruturam    memórias partilhadas ainda que divergentes (Cabecinhas &amp; Cunha, 2017). Um    outro novelo denso de narrativas comuns, é-nos dado pela experiência migratória,    que na verdade atravessa todo o espaço que a lusofonia configura (Abadia, Cabecinhas,    Cunha &amp; Macedo, 2018). No caso de Portugal, o peso da emigração não qualificada,    inclusive para países que foram antigas colónias, é ilustrativo da singularidade    do colonialismo português nos pontos que atrás foram referidos – subalternidade    e periferia. Encarado de outra forma, porém, ele ganha um inesperado significado,    tornando-se num recurso narrativo disponível para a construção de memórias partilhadas,    fermento para uma <i>lusofonia</i> que não seja apenas espaço de convergência    económica nem tampouco a expressão recomposta de uma relação convencional entre    centro e periferia. Ao contrário, que possa ser um espaço policêntrico, complexo,    atravessado de múltiplos sinais, capaz de convocar diferentes povos e distintas    experiências nacionais em torno de uma interculturalidade efetiva (Lopes, 2015;    Martins, 2015).</p>     <p><b>Breve nota para um final inconclusivo</b></p>     <p>Retomamos aqui a distinção, que reportámos a Raymond Williams, entre o <i>universalismo</i>,    que assenta num entendimento da cultura como <i>civilidade,</i> e o valor do    <i>particularismo</i>, que vê a cultura como produto e produtora de <i>identidade.</i>    Fazemo-lo para argumentar que é justamente para a fronteira entre estas duas    categorias que importa trazer o debate, sobretudo num tempo em que todo o <i>espaço</i>    – físico, cultural, étnico, financeiro&hellip; – parece investido por categorias associadas    à ideia de fronteira. Ambivalência, mistura e liminaridade, estão entre essas    categorias, tal como está, também, a ideia de <i>artificialidade,</i> que é    contrariada e se <i>naturaliza</i> através da discursividade e da prática. Se    as fronteiras políticas são cicatrizes da história, linhas demarcatórias que    ao longo do tempo, e mais nuns casos que em outros, se foram tornando mais profundas,    criando territórios efetivamente distintos, o mesmo processo pode ser observado    nas <i>fronteiras culturais,</i> quer elas sejam pensadas a partir de uma língua    tornada nacional, quer reportem a outros vínculos históricos e culturais.</p>     <p>Como em todas as fronteiras, também nestas se reforçam ou esbatem diferenças.    O debate entre singularidade e excecionalidade, que acima evocámos, deve ser    pensado a partir desta premissa, forma de perceber como a objetificação da primeira    se confunde com a imprecisão da segunda. De facto, se a <i>singularidade</i>    pode ser vista de forma objetiva, como decorrência de processos históricos e    sociais concretos e aferíveis, já a <i>excecionalidade</i> remete para critérios    difusos, frequentemente associados a uma suposta essência identitária. Importa,    por isso, distinguir os dois planos, única forma de superar o impasse entre    a crítica ao essencialismo identitário e a possibilidade de aprofundar experiências    concretas de interculturalidade. De algum modo foi o que aqui tentámos fazer,    quer apelando à arqueologia de algumas das narrativas centrais que fundam uma    suposta cultura e identidade lusófona, quer convocando uma experiência singular    de reflexão em torno dessa matéria, concretamente a de Jorge de Sena em Moçambique,    quer ainda da sugestão da existência de um conjunto de narrativas que atravessam    o espaço lusófono interligando os seus diferentes povos. A tentativa de substituir    excecionalidade por singularidade e de o fazer através do valor heurístico de    situações concretas, não significa, evidentemente, isentar de crítica essas    experiências de interculturalidade. Do que se trata, isso sim, é de explorar    um conjunto de <i>possibilidades de relação</i> que se definem intersticialmente,    quer dizer, no espaço difuso deixado vago pelas relações formais entre Estados-nação.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Falar de <i>lusofonia</i>, tal como falar de <i>francofonia</i>, de <i>hispanofonia</i>    ou da <i>Commonwealth</i>, significa abordar um mesmo fenómeno, embora expresso    em diferentes modulações (Margarido, 2000). Reportando a representações e conteúdos    que definem laços formais e informais entre as antigas metrópoles e os territórios    que um dia colonizaram, em tais expressões está contido o consenso pós-colonial    possível tanto quanto a sua crítica. Em alguns casos, como acontece com a CPLP,    existe uma instância formal que gere politicamente esse consenso, mas não pode    ser perdido de vista que o debate se estende muito para lá desse plano. Para    lá do acordo em torno de uma política da língua; para lá também de quaisquer    entendimentos no que diz respeito a formas de cooperação económica, à ideia    de lusofonia continuarão a corresponder sentimentos, experiências, memórias,    expectativas. O perigo não está propriamente no reconhecimento de um passado    partilhado mas na ambição de ver nessa suposta <i>comunhão</i> os traços de    uma <i>identidade comum</i>. Importa, ao contrário, valorizar tanto as linhas    de divergência quanto as de convergência, trocando a ideia de identidade convergente    pela de enriquecimento mútuo. Reforça-se, dessa forma, a partilha de experiências    singulares, que apenas se tornam reconhecíveis pela língua comum e por traços    de memória e de história – nuns casos de cooperação, noutros de conflito – com    os quais se pode fundar um património que não tem pátria nem centro, pertencendo    a todos os que constroem a sua identidade a partir da língua portuguesa. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Referências bibliográficas</b></p>     <!-- ref --><p>Abadia, L., Cabecinhas, R., Macedo, I. &amp; Cunha, L. (2018). Interwoven migration    narratives: identity and social representations in the lusophone world. <i>Identities    – Global Studies in Culture and Power</i>, <i>25</i>(3), 339- 357. DOI: 10.1080/1070289X.2016.1244062&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008467&pid=S2183-3575201800020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Beck, U. (2006). <i>Qu&rsquo;est-ce le cosmopolitisme?</i> Paris: Éditions Aubier.</p>     <!-- ref --><p>Cabecinhas, R. &amp; Cunha, L. (2017). Da importância do diálogo ao desafio    da interculturalidade. In R. Cabecinhas &amp; L. Cunha (Eds.), <i>Comunicação    intercultural: perspectivas, dilemas e desafios</i> (pp. 7-12). Vila Nova de    Famalicão: Húmus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008469&pid=S2183-3575201800020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Cabecinhas, R., Macedo, I., Jamal, C. &amp; Sá, A. (2018). Representations    of European colonialism, African resistance and liberation struggles in Mozambican    history curricula and textbooks. In K. van Nieuwenhuyse &amp; J. P. Valentim    (Eds.), <i>The colonial pasts in history textbooks. Historical and social psychological    perspectives</i> (pp. 217-237). Charlotte, NC: Information Age Publishing.</p>     <!-- ref --><p>Calafate, P. (Ed.) (2006). <i>Portugal como problema. Séculos XVII e XVIII,    da obscuridade profética à evidência geométrica (Volume II)</i>. Lisboa: Fundação    Luso-Americana e Público.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008472&pid=S2183-3575201800020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Catroga, F. (2005). <i>Nação, mito e rito. Religião civil e comemoracionismo</i>.    Fortaleza: Edições Nudoc-UFC/ Museu do Ceará.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008474&pid=S2183-3575201800020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chakrabarty, D. (2000). Histórias de minorias, passados subalternos. In M.    R. Sanches (Ed.), <i>Deslocalizar a Europa. Antropologia, arte, literatura e    história na pós-colonialidade</i> (pp. 209-230). Lisboa: Livros Cotovia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008476&pid=S2183-3575201800020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cunha, L. (2015a). Liminaridade e descentramento: identidades lusófonas e suas    narrativas. In M. L. Martins (Ed.), <i>Lusofonia e interculturalidade – promessa    e travessia</i> (pp. 113-127). Vila Nova de Famalicão: Húmus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008478&pid=S2183-3575201800020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cunha, L. (2015b). O Luso no Trópico, ou por que não pode Olinda ser Olanda.    In M. Cardão &amp; C. Castelo (Eds.), <i>Gilberto Freyre. novas leituras do    outro lado do Atlântico</i> (pp. 61-78). São Paulo: Edusp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008480&pid=S2183-3575201800020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Dicionário das Literaturas Portuguesa, Galega e Brasileira (1960). Direção    de Jacinto do Prado Coelho. Porto: Livraria Figueirinhas.</p>     <!-- ref --><p>Eagleton, T. (2000). <i>A ideia de cultura</i>. Lisboa: Temas &amp; Debates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008483&pid=S2183-3575201800020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ferro, M. (2004). <i>Comment on raconte l&rsquo;histoire aux enfants à travers le    monde</i> (nouvelle édition revue). Paris: Éditions Payot.</p>     <!-- ref --><p>Franco, A. C. (2007). Nótula sobre o Quinto Império em Agostinho da Silva.    <i>Revista Convergência Lusíada, 23,</i> 55-62. Retirado de <a href="http://www.realgabinete.com.br/portalweb/portals/0/documentos/revista23.pdf" target="_blank">http://www.realgabinete.com.br/portalweb/portals/0/documentos/revista23.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008486&pid=S2183-3575201800020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Freixo, A. (2007). A língua portuguesa como utopia: Agostinho da Silva e o    ideal da comunidade lusófona. <i>Revista Convergência Lusíada, 23,</i> 21-27.    Retirado de <a href="http://www.realgabinete.com.br/portalweb/portals/0/documentos/revista23.pdf" target="_blank">http://www.realgabinete.com.br/portalweb/portals/0/documentos/revista23.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008487&pid=S2183-3575201800020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Freyre, G. (1940). <i>O mundo que o português criou: aspectos das relações    sociais e de cultura do Brasil com Portugal e as colônias portuguesas</i>. Rio    de Janeiro: José Olympio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008488&pid=S2183-3575201800020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Gil, J. (2004). <i>Portugal, hoje. O medo de existir</i>. Lisboa: Relógio d&rsquo;Água.</p>     <!-- ref --><p>Holanda, S. B. (1936/2010). <i>Raízes do Brasil</i>. São Paulo: Companhia das    Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008491&pid=S2183-3575201800020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Houaiss, A. (1984/1992). <i>O Português no Brasil</i>. Rio de Janeiro: Editora    Revan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008493&pid=S2183-3575201800020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lopes, A. J. (2015). Política linguística: terra de ninguém, terra de todos.    Notas a partir de um Posto de Observação Moçambicano. In M. L. Martins (Ed.),    <i>Lusofonia e interculturalidade – promessa e travessia</i> (pp. 197-226).    Vila Nova de Famalicão: Húmus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008495&pid=S2183-3575201800020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lourenço, E. (1992). <i>O labirinto da saudade. Psicanálise mítica do destino    português</i>. Lisboa: Dom Quixote.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008497&pid=S2183-3575201800020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lourenço, E. (2004). <i>A Nau de Ícaro seguido de imagem e miragem na lusofonia</i>.    Lisboa: Gradiva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008499&pid=S2183-3575201800020000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Macedo, I. (2016). Os jovens e o cinema português: a (des)colonização do imaginário?    <i>Comunicação e Sociedade</i>, <i>29</i>, 271-290. DOI: 10.17231/comsoc.29(2016).2420&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008501&pid=S2183-3575201800020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Macedo, L. (2013). <i>Da diversidade do mundo ao mundo diverso da lusofonia:    a reinvenção de uma comunidade geocultural na sociedade em rede</i>. Tese de    doutoramento em Ciências da Comunicação – Especialização em Comunicação Intercultural,    Universidade do Minho, Braga, Portugal. Retirado de <a href="http:// repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/28851" target="_blank">http://    repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/28851</a></p>     <!-- ref --><p>Macedo, L. (2017a). Desmitificar o passado e ultrapassar o nacionalismo para    o desenvolvimento de uma cultura de língua portuguesa: o contributo de Jorge    de Sena. In E. B. Rosa &amp; M. E. Prado (Eds.), <i>Atas do XII Colóquio Internacional    Tradição e Modernidade no Mundo Ibero-Americano</i>. Rio de Janeiro: Rede Sirius;    Porto, Portugal&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008503&pid=S2183-3575201800020000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Macedo, L. (2017b). Sobre o &ldquo;Jardim das Delícias&rdquo; como modelo de análise dos    processos de comunicação intercultural. <i>Comunicação e Sociedade</i>, <i>31</i>,    225-238. DOI: 10.17231/comsoc.31(2017).2614</p>     <!-- ref --><p>Margarido, A. (2000). <i>A lusofonia e os lusófonos: novos mitos portugueses</i>.    Lisboa: Edições Universitárias Lusófonas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008505&pid=S2183-3575201800020000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Martins, M. L. (2015). Lusofonias – reinvenção de comunidades e combate linguístico-cultural.    In M. L. Martins, (Ed.), <i>Lusofonia e interculturalidade – promessa e travessia</i>    (pp. 7-23). Vila Nova de Famalicão: Húmus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008507&pid=S2183-3575201800020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Martins, M. L. (2017). Comunicação da ciência, acesso aberto do conhecimento    e repositórios digitais o futuro das comunidades lusófonas e ibero-americanas    de Ciências Sociais e Humanas. In M. L. Martins (Ed.), <i>A internacionalização    das comunidades lusófonas e ibero-americanas de Ciências Sociais e Humanas –    o caso das Ciências da Comunicação</i> (pp. 19-58). Vila Nova de Famalicão:    Húmus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008509&pid=S2183-3575201800020000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Neto, S. S. (1952). <i>História da língua portuguesa</i>. Rio de Janeiro: Livros    de Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008511&pid=S2183-3575201800020000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pessoa, F. (1934/2007). <i>Mensagem</i>. Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008513&pid=S2183-3575201800020000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Portes, A. (2006). Imigração e metrópole: reflexões sobre história urbana.    In <i>Estudos sobre as migrações contemporâneas. Transnacionalismo, empreendedorismo    e a segunda geração</i> (pp. 19-45). Lisboa: Fim de Século.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008515&pid=S2183-3575201800020000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ribeiro, D. (1995). <i>O povo brasileiro. A formação e o sentido do Brasil</i>.    São Paulo: Editora Schwarcz.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008517&pid=S2183-3575201800020000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Said, E. (1978). <i>Orientalismo. O Oriente como invenção do Ocidente</i>.    São Paulo: Editora Schwarcz.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008519&pid=S2183-3575201800020000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, B. S. (2001). Entre Próspero e Caliban: colonialismo, pós-colonialismo    e inter-identidade. In M. I. Ramalho &amp; A. S. Ribeiro (Eds.), <i>Entre ser    e estar: raízes, percursos e discursos da identidade</i> (pp. 24-85). Porto:    Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008521&pid=S2183-3575201800020000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schwartz, S. B. (1999). <i>Segredos internos. Engenhos e escravos na sociedade    colonial</i>. São Paulo: Companhia das Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008523&pid=S2183-3575201800020000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sen, A. (2007). <i>Identidade e violência. A ilusão do destino</i>. Lisboa:    Tinta da China.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008525&pid=S2183-3575201800020000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sobrinho, B. L. (1958/2000). <i>A língua portuguesa e a unidade do Brasil</i>.    Rio de Janeiro: Nova Fronteira.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008527&pid=S2183-3575201800020000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sousa, I. C. (2001). The Portuguese colonization and the problem of East Timorese    Nationalism. <i>Lusotopie</i>, 183-194. Retirado de <a href="http://www.persee.fr/doc/luso_1257-0273_2001_num_8_1_1439" target="_blank">https://www.persee.fr/doc/luso_1257-0273_2001_num_8_1_1439</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008529&pid=S2183-3575201800020000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Teyssier, P. (2007). <i>História da língua portuguesa</i>. São Paulo: Martins    Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008530&pid=S2183-3575201800020000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vecchi, R. (2010). <i>Excepção Atlântica. Pensar a literatura da guerra colonial</i>.    Porto: Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008532&pid=S2183-3575201800020000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Wacquant, L. (2014). Marginalidade, etnicidade e penalidade na cidade neoliberal.    Uma cartografia analítica. <i>Tempo Social</i>, <i>26</i>(2), 139-164. DOI:    10.1590/S0103-20702014000200009&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008534&pid=S2183-3575201800020000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Williams, R. (1958). <i>Culture and society</i>. Londres: Penguin Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008535&pid=S2183-3575201800020000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nota biográfica</b></p>     <p>Luís Cunha é doutorado em Antropologia, membro integrado do CRIA e professor    do Departamento de Sociologia do Instituto de Ciências Sociais da Universidade    do Minho. A sua investigação tem-se orientado em torno de diversos temas tais    como a problemática das identidades nacionais, a memória social em contexto    de fronteira, colonialismo e pós-colonialismo e mais recentemente sobre a crise    dos sistemas financeiros e suas representações.</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0002-9940-9265" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-9940-9265</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:lmcunha@ics.uminho.pt">lmcunha@ics.uminho.pt</a></p>     <p>Morada: Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho, Campus de Gualtar,    4710-057 Braga</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Lurdes Macedo é doutorada em Ciências da Comunicação, com especialização em    Comunicação Intercultural, pela Universidade do Minho. É investigadora do Centro    de Estudos de Comunicação e Sociedade desta universidade, onde trabalha nas    áreas de Comunicação Intercultural e da Comunicação para o Desenvolvimento ao    abrigo de uma bolsa de pós-doutoramento da FCT. Foi co-editora do <i>Anuário    Internacional de Comunicação Lusófona</i> em 2010 e 2011, e do ebook <i>Interfaces    da Lusofonia</i> em 2014. Tem várias dezenas de trabalhos publicados em revistas    científicas nacionais e internacionais. Foi membro da comissão organizadora    e/ou comissão científica de vários congressos internacionais. É também colaboradora    eventual de várias publicações na área da cultura em Portugal e no Brasil. É    professora auxiliar na Universidade Lusófona Porto, onde leciona desde 2008.</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0002-1577-1313" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-1577-1313</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:mlmacedo71@gmail.com">mlmacedo71@gmail.com</a></p>     <p>Morada: Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Instituto de Ciências    Sociais, Universidade do Minho, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga</p>     <p>Rosa Cabecinhas é doutorada em Ciências da Comunicação (Psicologia Social).    Atualmente é Diretora do Programa de Doutoramento em Estudos Culturais da Universidade    do Minho.</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0002-1491-3420" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-1491-3420</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:cabecinhas@ics.uminho.pt">cabecinhas@ics.uminho.pt</a></p>     <p>Morada: Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Instituto de Ciências    Sociais, Universidade do Minho, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga</p>     <p><b>* Submetido: 15.05.2018</b></p>     <p><b>* Aceite: 11.07.2018</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><sup><a href="#top1" name="1">[1]</a></sup> Investigação desenvolvida no contexto    do projeto &ldquo;Memories, cultures and identities: how the past weights on the present-day    intercultural relations in Mozambique and Portugal?&rdquo;, financiado pela Rede Aga    Khan para o Desenvolvimento e pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.</p>     <p><sup><a href="#top2" name="2">[2]</a></sup> O debate que hoje se faz em torno    do projeto de construção de um museu dedicado à expansão/descobertas é bem elucidativo    da atualidade da questão e também do esquematismo simplificador com que tende    a ser abordada.</p>     <p><sup><a href="#top3" name="3">[3]</a></sup> O programa das comemorações oficiais    do IV Centenário da primeira publicação d&rsquo;<i>Os Lusíadas</i> encontra-se amplamente    documentado na imprensa da época em Moçambique, sendo este essencialmente composto    por eventos institucionais (jantares de gala, salvas de morteiros, &hellip;) que decorreram    ao longo de vários dias.</p>     <p><sup><a href="#top4" name="4">[4]</a></sup> A revista de poesia <i>Caliban</i>    foi editada por João Pedro Grabato Dias (<i>alter</i> ego literário do artista    plástico António Quadros) e por Rui Knofli entre 1971 e 1972, tendo por objetivo    central a divulgação da poesia de língua portuguesa produzida na época, sobretudo    aquela que era produzida fora de Portugal. Para além de Jorge de Sena, colaboravam    com esta revista autores como José Craveirinha, Rui Nogar e Herberto Hélder    (à época, residente em Angola). A <i>Caliban</i>, um dos primeiros projetos    independentes de cultura da língua, foi encerrada pela Administração Colonial    no mês anterior à visita de Jorge de Sena.</p>     <p><sup><a href="#top5" name="5">[5]</a></sup> Entrevista concedida ao jornal    <i>Notícias</i> de 16 de julho de 1972, p. 10.</p>     <p><sup><a href="#top6" name="6">[6]</a></sup> A exceção era a obra de Camões,    sobretudo <i>Os Lusíadas</i>, na qual Jorge de Sena era um dos mais reconhecidos    especialistas a nível mundial. Fazendo uso da sua vasta experiência internacional,    o intelectual português demonstrou, em entrevista concedida à Rádio Clube de    Moçambique a 19 de julho de 1972, que a epopeia de Camões era alvo de interesse    em todo o mundo pelo seu valor literário e não por ser uma narrativa de exaltação    das glórias da expansão portuguesa.</p>     <p><sup><a href="#top7" name="7">[7]</a></sup> É uma outra verdade de que em Portugal    muita gente ainda não se convenceu: as línguas pertencem a quem as fala e a    quem as escreve – não aos gramáticos&rdquo; (<i>Notícias</i>, 16 de julho de 1972,    p. 10).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top8" name="8">[8]</a></sup> "Os povos não falam bem, nem mal:    falam. E, se eles não falassem, a língua não havia!&rdquo; (Notícias, 16 de julho    de 1972, p. 10).</p>     <p><sup><a href="#top9" name="9">[9]</a></sup> &ldquo;Em Portugal não se põem os escritores    brasileiros nas selectas, que é para as pessoas não se contaminarem daquela    gramática horrível; e, no Brasil, não se põem os escritores portugueses para    que não se pense que os escritores portugueses estão a colonizar o Brasil outra    vez. O que é, evidentemente, uma situação mutuamente ridícula&rdquo;. Entrevista à    <i>Rádio Clube de Moçambique</i>, 19 de julho de 1972.</p>     <p><sup><a href="#top10" name="10">[10]</a></sup> &ldquo;Terei a oportunidade de visitar    a Ilha de Moçambique, um dos únicos lugares – juntamente com Lisboa – onde podemos    ter a certeza que Camões esteve&rdquo; (<i>Notícias</i>, 16 de julho de 1972, p. 10).</p>     <p><sup><a href="#top11" name="11">[11]</a></sup> Segundo Teyssier (2007), as    línguas africanas mais faladas no Brasil colonial foram o ioruba (importado    do território correspondente à atual Nigéria) e o quimbundo (importado de Angola).    Embora seja difícil avaliar a real influência destas línguas no português que    hoje se fala no Brasil, é inegável que as mesmas deixaram as suas marcas, nomeadamente    a nível vocabular.</p>     <p><sup><a href="#top12" name="12">[12]</a></sup> Monteiro Lobato (1882-1948)    foi um dos mais importantes escritores brasileiros do seu tempo, tendo obtido    enorme sucesso no campo da literatura infanto-juvenil. <i>O Sítio do Pica-Pau    Amarelo</i> conta-se entre as suas obras mais conhecidas (<i>Dicionário das    Literaturas Portuguesa, Galega e Brasileira</i>, 1960). Nacionalista convicto    e avesso a todas as formas de &ldquo;europeização&rdquo;, Lobato defendia a existência de    uma língua brasileira autónoma da língua portuguesa. Porém, como observa Sobrinho    (1958/2000, p. 66), a sua tese obedecia a um &ldquo;silogismo um tanto simplista e    precário&rdquo;, uma vez que se apoiava na ideia de que, assim como o português surgiu    da corrupção do latim, também o brasileiro surgia da corrupção do português.</p>     <p><sup><a href="#top13" name="13">[13]</a></sup> Sinde (citado em Pessoa, 1934/2007,    p. 5) nota que Fernando Pessoa procurava recuperar o mito como forma de compreensão    da história nacional. Neste sentido, afirma o autor: &ldquo;Fernando Pessoa entendia    o mito como o verdadeiro impulsionador da História (&hellip;), o que lhe confere sentido,    o que dá realidade ao destino das nações e dos indivíduos&rdquo;.</p>     <p><sup><a href="#top14" name="14">[14]</a></sup> Esta crítica de Fernando Pessoa    está claramente expressa no poema &ldquo;Quinto Império&rdquo;, contido na obra <i>Mensagem</i>,    do qual se apresentam alguns versos mais ilustrativos: &ldquo;Triste de quem vive    em casa / Contente com o seu lar / Sem que um sonho, no erguer da asa / (&hellip;)    /Ser descontente é ser homem / Que as forças cegas se domem / Pela visão que    a alma tem!&rdquo; (Pessoa, 1934/2007, p. 89).</p>      ]]></body><back>
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