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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A presença da lusofonia no espaço epistémico das Ciências da Comunicação: 10 anos de estudos temáticos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Drawing up a survey of publications on lusophone themes in the field of Communication Sciences over the last 10 years (2007-2017) has made it possible to describe that scientific production and find that it has been increasing in volume. This scientific production is feminised and focuses on two voices, where Portugal and Brazil take on a predominant role, which contrasts with the state of citations in the field in general. Based on the themes examined, Lusocom emerges as the great think tank for Lusophone Studies in the Communication Sciences field. “The presence of Lusophony in the epistemic field of Communication Sciences” is an exploratory, descriptive study that takes a quantitative-qualitative approach, covering a sphere that comprises the conference proceedings of Sopcom, Ibercom and the Anuário Internacional de Comunicação Lusófona published by Lusocom. Of the total of 3.252 articles found, a sample of 142 were chosen, selected by theme, to form the basis for this study.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS TEMÁTICOS</b></p>     <p><b>A presença da lusofonia no espaço epistémico das Ciências da Comunicação:    10 anos de estudos temáticos</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>The presence of Lusophony in the epistemic field of Communication Sciences:    10 years of themed studies</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> //     <p><b>Anabela Gradim*; Paula Serra**; Valeriano Piñeiro-Naval***</b></p> //     <p> //*Faculdade de Artes e Letras, Universidade da Beira Interior, Portugal,    <a href="mailto:anabela.gradim@labcom.ubi.pt">anabela.gradim@labcom.ubi.pt</a>.    //    <br>   //**Departamento de Comunicação e Artes, LabCom.IFP – Comunicação, Filosofia    e Humanidades, Universidade da Beira Interior, Portugal, <a href="mailto:pserra@ubi.pt">pserra@ubi.pt</a>.    //    <br>   //***LabCom.IFP – Comunicação, Filosofia e Humanidades, Universidade da Beira    Interior, Portugal, <a href="mailto:vale.naval@labcom.ubi.pt">vale.naval@labcom.ubi.pt</a>.    //</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Fazer a topologia das publicações de temática lusófona no campo das Ciências    da Comunicação nos últimos 10 anos (2007-2017) permitiu caracterizar essa produção    científica e constatar que esta vem aumentando, que é uma produção feminizada    e essencialmente a duas vozes, onde Portugal e Brasil assumem um papel preponderante,    que a bibliografia em Português é dominante, contrastando com o estado da citação    na área em geral, e que, a partir das temáticas em foco, a Lusocom emerge como    o grande <i>think tank</i> dos Estudos Lusófonos na área das Ciências da Comunicação.    &ldquo;A presença da lusofonia no espaço epistémico das Ciências da Comunicação&rdquo; é    um ensaio exploratório, descritivo, de abordagem quanti-qualitativa, com um    universo que compreende as atas dos congressos da Sopcom, Ibercom, e o <i>Anuário    Internacional de Comunicação Lusófona</i> editado pela Lusocom, num total de    3.252 artigos dos quais, atendendo à temática, foi selecionada uma amostra de    142 espécimes que constitui a base deste estudo.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Lusofonia; Estudos Lusófonos; comunicação; políticas    da língua; publicação académica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Drawing up a survey of publications on lusophone themes in the field of Communication    Sciences over the last 10 years (2007-2017) has made it possible to describe    that scientific production and find that it has been increasing in volume. This    scientific production is feminised and focuses on two voices, where Portugal    and Brazil take on a predominant role, which contrasts with the state of citations    in the field in general. Based on the themes examined, Lusocom emerges as the    great think tank for Lusophone Studies in the Communication Sciences field.    &ldquo;The presence of Lusophony in the epistemic field of Communication Sciences&rdquo;    is an exploratory, descriptive study that takes a quantitative-qualitative approach,    covering a sphere that comprises the conference proceedings of Sopcom, Ibercom    and the <i>Anuário Internacional de Comunicação Lusófona</i> published by Lusocom.    Of the total of 3.252 articles found, a sample of 142 were chosen, selected    by theme, to form the basis for this study.</p>     <p><b>Keywords</b>: Lusophony; Lusophone Studies; communication; language policies;    academic publication.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Lusofonia(s)</b></p>     <p>Mapear o campo dos Estudos Lusófonos no seu cruzamento com as Ciências da Comunicação    é um desafio considerável que exige, desde logo, uma definição operativa de    lusofonia.</p>     <p>Vítor de Sousa (2015) assinala a imprecisão do termo e traça-lhe uma genealogia    assente no conceito de &ldquo;portugalidade&rdquo; do Estado Novo, de que o termo &ldquo;lusofonia&rdquo;    seria a reconstrução pós-colonial. Maciel (2010, p. 101) considera-a &ldquo;esfera    de comunicação e compreensão, (...) acervo de memória cultural assente na partilha    da língua comum&rdquo;, e comunidade em construção reinventada à luz do encontro entre    culturas, que se expressa em modalidades individuais e práticas diversas.</p>     <p>Para Eduardo Lourenço lusofonia é &ldquo;aquela esfera de comunicação e compreensão    determinada pelo uso da língua portuguesa com a genealogia que a distingue entre    outras línguas românicas e a memória cultural que, consciente ou inconscientemente,    a ela se vincula&rdquo; (Lourenço, 1999, p. 174). Não sendo apenas facto linguístico    e fonético, o &ldquo;continente imaterial disperso&rdquo; da lusofonia remete para &ldquo;um projeto,    um sonho e, mesmo, uma assumida utopia&rdquo; (Lourenço, 1999, p. 175), com configurações    diferentes consoante o seu <i>topos</i> no espaço lusófono, sendo que, vista    da Ibéria, &ldquo;a lusofonia é, antes de tudo e eminentemente, a fantástica expansão    e deriva de um falar que se constituiu como língua de vocação nacional e como    cultura&rdquo; (Lourenço, 1999, p. 177).</p>     <p>Também Moisés Martins fala da lusofonia como &ldquo;continente imaterial&rdquo; (Martins,    Sousa &amp; Cabecinhas, 2006, p. 17) que &ldquo;só poderá entender-se como espaço    de cultura&rdquo; e que &ldquo;convoca hoje uma comunidade transnacional com propósitos    político-culturais&rdquo; (Martins, 2004, p. 12), &ldquo;baseada numa língua comum, mas    que transcende largamente a questão linguística&rdquo; (Martins, 2004, p. 2) remetendo    para um imaginário da pluralidade e da diferença que se expressa &ldquo;em multiculturalismos    com o denominador comum de uma mesma língua&rdquo; (Martins, 2004, p. 12).</p>     <p>Helena Sousa, coordenadora do projecto &ldquo;Lusocom: estudo das políticas de comunicação    e discursos no espaço lusófono&rdquo;, resume bem a questão quando defende que &ldquo;A    Lusofonia é uma construção extraordinariamente difícil&rdquo; por ser &ldquo;um espaço geo-linguístico    altamente fragmentado, um sentimento pleno de contradições, uma memória de um    passado comum, uma cultura múltipla e uma tensa história partilhada&rdquo; com um    &ldquo;património simbólico em permanente disputa&rdquo; e &ldquo;instituições cujos objectivos    políticos são também eles próprios difusos e – não raramente – contraditórios    e mesmo conflituosos&rdquo; (Sousa, 2006a, p. 9).</p>     <p>Faraco (2012, p. 32), por seu turno, distingue o uso do termo lusofonia para    fazer referência ao conjunto dos falantes do Português no mundo, &ldquo;um uso descritivo,    que recorta uma determinada quantidade e, aparentemente, não carrega maiores    implicações políticas ou valorativas&rdquo; de usos &ldquo;marcados valorativa e politicamente&rdquo;    e que são objeto de infindáveis sentidos e complexa disputa.</p>     <p>Considerando o debate em curso, a profundidade semântico-ideológica do conceito    e a diversidade de práticas que recobre, interessa-nos uma definição operativa    de lusofonia que possa ser mobilizada na determinação dos estudos sobre a temática,    e que se aproxime da aceção do termo como realidade linguística neutra.</p>     <p>No <i>Dicionário Houaiss da língua portuguesa</i> lusofonia é fixada como &ldquo;o    conjunto daqueles que falam o português como língua materna ou não&rdquo;; &ldquo;conjunto    de países que têm o português como língua oficial ou dominante&rdquo; (Houaiss &amp;    Villar, 2002, p. 2323). Para o <i>Dicionário Houaiss</i> a lusofonia abrange,    além de Portugal, os países de colonização portuguesa, e ainda as variedades    faladas por parte da população em regiões onde a presença portuguesa se fez    sentir. Por essa razão, a sua riqueza, diversidade e multiplicidade territorial    são extraordinárias, constituindo uma realidade cultural, política e geoestratégica    de enorme valor.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>A língua portuguesa é pluricontinental e policêntrica. Sendo a mesma    língua, é falada e escrita de formas diferentes, correspondendo a histórias,    patrimónios, vizinhanças linguísticas, estruturas gramaticais, pragmáticas,    referências culturais e usos sociais diferentes. (...) é uma realidade dinâmica    e multiforme. Todas as variantes dispõem de igual valor. Não há um &lsquo;centro&rsquo;    para a língua portuguesa, ela não possui só uma norma-padrão nem ninguém pode,    sobre ela, invocar direitos especiais de propriedade. (Reto, Machado &amp; Esperança,    2016, p. 16)</blockquote>     <p>Sendo a quarta língua materna mais falada do mundo, o Português, cuja partilha,    na senda do <i>Dicionário Houaiss</i>, tomaremos como o traço caraterístico    e distintivo da lusofonia, é a língua oficial de oito países – Angola, Brasil,    Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor    Leste – cuja população excede, no conjunto, os 275 milhões de falantes, representando    3,7% da população mundial (Reto et al., 2016, p. 61). Distribuída por quatro    continentes, é &ldquo;a única língua global sem fronteiras terrestres&rdquo; (Reto et al.,    2016, p. 61)<sup><a href="#1" name="top1">[1]</a></sup>. É também a primeira    língua mais falada no hemisfério sul, e em 2016-2017 reunia 200 mil estudantes    estrangeiros em mais de 70 países, estimando-se que possa atingir os 390 milhões    de falantes em meados do século, e os 487 milhões no final do século XXI (Reto    et al., 2016, p. 57). Além da dimensão geoestratégica, é para todos os seus    falantes um bem cultural e político, pátria e &ldquo;continente imaginado&rdquo; que desafia    as tradicionais distinções entre Norte e Sul.</p>     <p><b>Os Estudos Lusófonos no espaço das Ciências da Comunicação</b></p>     <p>Este trabalho é uma pesquisa de carácter bibliográfico que tem por finalidade    mapear a produção académica sobre as questões da lusofonia no campo das Ciências    da Comunicação. Trata-se de um estudo exploratório, descritivo, com uma abordagem    qualitativa e quantitativa que pretende contribuir para o conhecimento e clarificação    do campo dos Estudos Lusófonos no âmbito da Comunicação. A pesquisa levanta    e colige dados inéditos sobre uma década de estudos em Português na área, que    representam o esforço de construção de uma comunidade e identidade lusófonas    no seio das Ciências da Comunicação. Os resultados contribuem para uma reflexão    mais documentada sobre o tema, possibilitando detetar a origem, extensão e sentido    da produção científica do campo, o debate de ideias em curso, e as perspetivas,    tensões e temáticas dominantes no processo de produção de saber nesta área.</p>     <p>Em sentido lato, Estudos Lusófonos são todos aqueles que se expressem em qualquer    uma das variantes do Português. Neste estudo restringimos esse sentido para    incluir apenas aqueles que tematizam, direta ou indiretamente, a lusofonia enquanto    espaço político, linguístico, cultural, e de memória.</p>     <p>Para identificar o que consideraremos Estudos Lusófonos no espaço das Ciências    da Comunicação, atentamos nas dimensões da lusofonia enquanto prática institucional,    mas também na sua materialização aplicada, dando origem às seguintes seis categorias    classificativas temáticas: artigos teóricos, instituições e políticas da lusofonia,    políticas da língua, modalidades de expressão lusófona, identidade e alteridade    nas comunidades lusófonas, e representações da lusofonia nos média.</p>     <p>A amostra compreende as atas do V ao X congresso da Sopcom – Associação Portuguesa    de Ciências da Comunicação, num total de nove volumes<sup><a href="#2" name="top2">[2]</a></sup>;    os nove volumes do Anuário Internacional de Comunicação Lusófona, editado pela    Federação Lusófona de Ciências da Comunicação<sup><a href="#3" name="top3">[3]</a></sup>,    e as atas dos congressos Ibercom de 2011, 2013, 2015 e 2017, publicadas pela    Associação Ibero-Americana de Comunicação<sup><a href="#4" name="top4">[4]</a></sup>.    O conjunto, no período 2007-2017, entre atas e revistas, compreende 22 volumes,    que perfazem um total de 3.252 artigos, dos quais, a partir das suas opções    temáticas, foram recolhidos como representando estudos lusófonos 142 espécimes,    ou seja, 4,4% do total.</p>     <p>Esta amostra de 142 textos foi organizada numa base de dados em SPSS contemplando    10 variáveis de análise: título, ano de publicação, número e género dos autores,    país da universidade do primeiro autor<sup><a href="#5" name="top5">[5]</a></sup>,    país tematizado, origem/fonte do trabalho, tipo, tema principal e secundário,    e referências bibliográficas.</p>     <p>A recolha foi feita mediante observação qualitativa a partir da grelha de análise    previamente determinada, descartando-se a pesquisa por palavras-chave, que produziria    resultados menos finos. Assim, foram considerados todos os trabalhos que, mesmo    não se avocando do conceito de &ldquo;lusofonia&rdquo;, estudam, recompõem, estabelecem    ou questionam essa identidade e comunidade em construção (Maciel, 2010), em    conformidade com os seis eixos temáticos enunciados.</p>     <p>Nos seis temas que serviram de base à seleção e classificação da amostra, foram    considerados <i>artigos teóricos</i> aqueles que se ocupam da clarificação de    conceitos, de instrumentos metodológicos, ou da conceptualização do campo; <i>instituições    e políticas da lusofonia</i>, aqueles que em sentido lato as tomam por objeto,    compreendendo variantes temáticas como a imigração, colonialismo, órgãos de    comunicação social enquanto estruturas, e todas as considerações de política    com impacto nas instituições da lusofonia, à exceção das que cabem na categoria    seguinte; <i>políticas da língua</i>, compreendendo os que se dedicam às medidas    explícitas e implícitas que regulam as práticas linguísticas da comunidade;    <i>modalidades de expressão lusófona</i>, quando trabalham algum produto ou    realização lusófona – seja simbólico, cultural, ou material; <i>identidade e    alteridade</i> quando se ocupam da construção ou desconstrução desta nas comunidades    lusófonas; e <i>representações da lusofonia nos media</i> para os trabalhos    vocacionados para a análise de conteúdo ou análise crítica do discurso relativos    a representações de conceitos, grupos, processos ou ideologias nos média.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A escolha dos dois mais importantes congressos de Ciências da Comunicação do    espaço lusófono (Sopcom e Ibercom), e do anuário publicado pela Lusocom – Federação    Lusófona de Ciências da Comunicação, que leva a efeito o &ldquo;Congresso Internacional    de Ciências da Comunicação dos Países de Língua Portuguesa&rdquo;, em 2018 na sua    XIII edição<sup><a href="#6" name="top6">[6]</a></sup>, considera que estas    realizações, no espaço de uma década, remetem para o que de mais importante    se está fazendo no campo, constituindo uma amostra mais extensa e compreensiva    do que outro tipo de publicação, v.g. revistas académicas – já que nem todas    as comunicações se materializarão nessa forma – e apresentando também a vantagem    de permitir uma recolha mais centralizada do que a consideração de revistas,    onde a grande variedade disponível induziria dispersão na amostra.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Em termos quantitativos, a evolução da publicação entre 2007 e 2017 revela    um aumento da produção científica consistente e sustentado, que se materializa    numa curva de sentido ascendente, conforme o gráfico da Figura <a href="#f1">1</a>,    onde os picos de publicação são consistentes com a bi-anualidade dos congressos    da Sopcom e Ibercom.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v34/v34a07f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em termos de autoria, 65% das publicações têm um autor (n = 93) e 35% foram    realizadas em co-autoria (n = 49), dos quais 22% são trabalhos com dois autores.    O conjunto corresponde a 87% das publicações, revelando que textos com três    e mais autores são residuais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v34/v34a07f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em termos de género, a produção científica na área é claramente feminizada,    sendo as mulheres responsáveis por 57% da autoria (n = 81) e os homens por 43%    (n = 61), no caso dos primeiros autores.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v34/v34a07f3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Esta divisão por género manifesta-se igualmente se considerarmos o conjunto    sob o ponto de vista da quantidade da produção científica, registando-se três    homens entre o conjunto dos nove autores que mais publicaram no universo considerado.    Adicionalmente, no caso destes autores mais produtivos, tendo todos eles origem    ou passagem pelo mesmo centro de investigação, o CECS – Centro de Estudos de    Comunicação e Sociedade<sup><a href="#7" name="top7">[7]</a></sup>, o conjunto    expressa e revela a centralidade do referido centro para os Estudos Lusófonos    no campo das Ciências da Comunicação.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v34/v34a07t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente à universidade/centro de investigação de origem dos autores no    momento da publicação, 62,7% (n = 89) editaram estes trabalhos a partir de Portugal;    25,7% (n = 36) fizeram-no a partir do Brasil; 8,5% (n = 12) a partir da Galiza/Espanha;    1,4% desde Cabo Verde, e 2,1% com origem em outros países.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f4"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v34/v34a07f4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os países tematizados no conjunto da amostra são, em primeiro lugar e em simultâneo    Portugal e o Brasil, refletindo um conjunto muito alargado de trabalhos realizados    numa perspetiva comparativa, e que são transversais a todos os seis temas considerados    na classificação da amostra, cobrindo todo o espectro que vai dos trabalhos    teóricos às representações mediáticas (31%). Seguem-se os trabalhos que, focando    a lusofonia em geral, foram considerados como tematizando o conjunto dos países    lusófonos (26,8%). Portugal é objeto de 21% dos estudos, o Brasil de 7,7% e    Angola e Cabo Verde são objeto de 3,5% dos estudos cada um. Moçambique, São    Tomé e Príncipe, Guiné Bissau e Timor apresentam valores abaixo de 3%. Para    a construção desta categoria foram considerados todos os países da CPLP, vindo    posteriormente a verificar-se que a amostra também tematizava regiões não pertencentes    à organização, nomeadamente Macau e a Galiza, que foram considerados concomitantemente    na categoria Outros.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v34/v34a07t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em temos de origem, 40,8% dos trabalhos considerados provêm das atas dos congressos    da Sopcom; 39,4% têm a sua origem nos nove volumes do <i>Anuário Internacional    de Comunicação Lusófona</i> publicados entre 2007 e 2017; e 19,7% são trabalhos    publicados nos quatro volumes de atas do Ibercom que foi possível recuperar    referentes a este período.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f5"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v34/v34a07f5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cada um dos trabalhos avaliados era potencialmente enquadrável em dois dos    seis temas analisados, sendo uma minoria considerados mono-temáticos. Em relação    aos temas principais e secundários, a Tabela <a href="#t3">3</a> apresenta percentualmente    a sua ocorrência, constatando-se que o tema principal mais frequente é o das    instituições e políticas da lusofonia, e que o tema secundário mais frequente    se refere às modalidades de expressão lusófona. Por seu turno o tema menos representado,    quer como principal (10,6%) quer como secundário (6,3%) são as políticas da    língua.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v34/v34a07t3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No que diz respeito aos temas, as três primeiras categorias (estudos teóricos,    instituições e políticas) foram agrupadas considerando-se os trabalhos nestas    categorias como estudos teóricos, e os trabalhos nas restantes (expressão lusófona,    identidade, representações) como trabalhos aplicados. Esta recodificação da    variável politómica em dicotómica teve por fim distinguir os estudos teóricos    dos trabalhos aplicados ou práticos. Tomando como ponto de partida esta nova    categoria, foram feitas algumas comparações, a primeira delas por género dos    autores, a qual permite concluir que a maioria dos homens publica estudos teóricos,    sendo responsáveis por 49% do total deste, e por apenas 35,8% do total de estudos    aplicados; enquanto as mulheres são responsáveis por cerca de metade dos estudos    teóricos, e por 64% dos aplicados.</p>     <p>Em função dos dados da Tabela <a href="#t4">4</a>, observa-se que os homens    tendem a realizar trabalhos de tipo teórico em maior medida que as mulheres,    que centram os seus esforços em propostas mais práticas ou aplicadas. No entanto,    estas diferenças não podem ser consideradas como estatisticamente significativas    [X<sup>2</sup> (1, <i>N</i> = 142) = 2,637; <i>p</i> = 0,104]. Além da comparação de macro    tema dos trabalhos por género dos autores, também se considerou de interesse    saber que tipo de publicação era mais frequente dependendo da sua origem:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t4"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v34/v34a07t4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O cruzamento destes dados, expresso na Tabela <a href="#t5">5</a>, demonstra    que a Sopcom publica em maior medida trabalhos de tipo aplicado, e que a Lusocom    publica em maior medida trabalhos de tipo teórico. Estas diferenças relativamente    à origem dos trabalhos são estatisticamente tendenciais [[X<sup>2</sup> (2, <i>N</i> = 142)    = 5,241; <i>p</i> = 0,073].</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t5"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v34/v34a07t5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quanto ao número de referências bibliográficas dos trabalhos, aquelas que são    em português (M = 11,12; DP = 8,16) superam as referências bibliográficas em    outras línguas (M = 10,06; DP = 8,82). Embora estas diferenças não sejam estatisticamente    significativas [<i>t</i> (116) = 0,892; <i>p</i> = 0,374], o facto de os Estudos    Lusófonos no campo das Ciências da Comunicação terem uma média de referências    bibliográficas de autores lusófonos de 11,12, que ultrapassa a média de referências    de autores com outras origens e línguas (10,06) contrasta vivamente com a mesma    média quando esta reflete a totalidade do campo (Serra, 2016), como veremos    na discussão dos resultados.</p>     <p><b>Discussão dos resultados e conclusões</b></p>     <p>Os resultados deste trabalho mostram que os Estudos Lusófonos vêm aumentando    em termos quantitativos na última década, que a maioria dos autores de estudos    aplicados ou práticos são do sexo feminino, que os estudos teóricos se concentram    no <i>Anuário Internacional de Comunicação Lusófona</i> e que os autores do    sexo masculino têm preferência pelas grandes questões teóricas. Por esta razão,    a Lusocom emerge como o grande <i>think tank</i> dos Estudos Lusófonos na área    das Ciências da Comunicação, uma área construída essencialmente a duas vozes,    e onde Portugal e Brasil assumem um papel preponderante. Verifica-se ainda que    a bibliografia em Português é dominante, ultrapassando em média a citação de    autores de outras línguas, e contrastando com o estado da citação nas Ciências    da Comunicação em geral; que têm origem em universidades portuguesas a maioria    das publicações consideradas, ainda que os seus autores possam ser estudantes    de outros países lusófonos; que o CECS concentra o conjunto de investigadores    que mais publicam dentro desta área, e que os temas mais abordados são as instituições    e políticas da lusofonia, seguidos das questões de identidade e representações    mediáticas.</p>     <p>Estes resultados mostram como o papel das associações e congressos é fundamental    na promoção da lusofonia, e confirmam o maior envolvimento de Portugal e do    Brasil na área. Note-se que, dos 12 congressos da Lusocom realizados até ao    momento, apenas dois não o foram em Portugal, no Brasil e na Galiza: um em Moçambique    (V congresso, 2002) e outro em Cabo Verde (XII congresso, 2016) – sendo que    em Portugal foram realizados 5, no Brasil 3 e na Galiza 2. Perspetiva-se, para    2018, a realização do XIII congresso da Lusocom em Moçambique, em que foi entretanto    criada a Acicom – Associação Moçambicana de Ciências da Informação e da Comunicação,    e que constitui, com a Mediacom – Associação Cabo-verdiana de Ciências da Comunicação,    as duas associações de ciências de comunicação do espaço lusófono fora do eixo    Portugal/Brasil/ Galiza.</p>     <p>Consideramos ainda muito significativo que nos Estudos Lusófonos a citação    de autores que se expressam em português seja muito mais elevada do que nas    Ciências da Comunicação em geral, onde a maioria dos autores lusófonos concentram    as suas referências em autores anglófonos (Serra, 2016). Estudos recentes têm    tematizado a relação entre a linguagem e as condições políticas e materiais    do capitalismo neoliberal global (Flores &amp; Chaparro, 2017; Joseph, 2006),    o legado do colonialismo na hegemonia da língua inglesa (Pennycook, 2017) e    os problemas que os cientistas de países periféricos enfrentam na divulgação    de ciência, observando que a indústria editorial académica é um dispositivo    que também serve para estabelecer e manter a hegemonia intelectual ocidental    em escala global (Canagarajah, 2002).</p>     <p>Toda a ciência, por mais matemática que seja, envolve sempre uma língua natural    para se explicar e tornar público aquilo que explica. Que a língua natural das    ciências seja hoje predominantemente o Inglês, isso deve-se, por um lado, à    hegemonia económica, político-militar e mediático-cultural do mundo anglo-saxónico,    com destaque para os EUA e, por outro lado, a um etnocentrismo anglófono que    é ativamente aceite pelas próprias vítimas do mesmo. Lutar contra esse etnocentrismo    implica, para cada uma das línguas naturais marginalizadas, e em particular    para o Português, ganhar uma tal massa crítica em termos de investigação e de    publicação que obrigue as grandes editoras de livros e revistas científicas    à tradução para o Inglês – e não apenas do Inglês. Traduzir é precisamente isso:    sair de uma certa &ldquo;visão do mundo&rdquo; (Humboldt, 1836/1988) para entrar numa outra,    promover o diálogo entre diferentes visões do mundo, recusando a distinção entre    centros e periferias.</p>     <p>O capitalismo científico, com os seus dispositivos de classificação e avaliação,    policiamento linguístico e indústria editorial centrada em anglófonos é um sistema    que vem acentuando as desigualdades entre áreas emergentes de diferentes culturas    de pesquisa e publicação. As políticas linguísticas e lutas linguísticas, presentes    na indústria editorial académica, têm um impacto considerável nessa repartição    simbólica e material de recursos científicos (Gradim &amp; Piñero-Naval, no    prelo).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como dirá Moisés Martins, &ldquo;num tempo pós-colonial e globalizado, as opções    linguísticas e culturais exprimem a luta pela ordenação simbólica do mundo&rdquo;    (Martins, 2015, p. 16). É assim que &ldquo;uma língua apenas pode fazer valer a sua    força pela informação e pelo conhecimento que veicula&rdquo; o qual deverá manifestar-se    &ldquo;em termos literários e em termos científicos, culturais e artísticos&rdquo;, pelo    que o combate linguístico deve manifestar-se na política editorial, cultural    e científica, dos países que a falam (Martins, 2015, p. 16).</p>     <p>Assim, entre os aspetos positivos revelados por este trabalho conta-se o de    que, para os Estudos Lusófonos, a questão da hetero-referência e do etnocentrismo,    peça não despicienda do &ldquo;combate linguístico&rdquo; de que fala Moisés Martins, tem    uma orientação favorável. Já no que respeita ao equilíbrio entre os diversos    pólos da lusofonia, verifica-se que esta é uma construção ainda sobretudo a    três vozes Portugal/Brasil/Galiza e que, mesmo em Portugal, se encontra muito    concentrada no CECS da Universidade do Minho.</p>     <p>De entre as estratégias para melhorar e intensificar a participação dos outros    países da CPLP nesta construção serão essenciais ações como a organização dos    congressos da Lusocom em outros espaços que não Portugal, a Galiza e o Brasil    (sempre que necessário, com o apoio destes), a criação e o desenvolvimento de    associações de Ciências da Comunicação em todos os países da lusofonia em que    elas ainda não existem, e o envolvimento dos investigadores dos diversos países    em projetos educativos e de investigação comuns (Serra, 2017).</p>     <p>Este que é o primeiro estudo sobre o perfil dos Estudos Lusófonos na área epistémica    das Ciências da Comunicação tem, como limitações, a natureza da amostra – focada    nos congressos da área – e a construção do indicador de medida, de natureza    qualitativa. Mapeando o campo na área das Ciências da Comunicação, estudos futuros    podem incluir o alargamento da amostra pela pesquisa de publicações em bases    de dados como a Scielo, WoS e Scopus, determinando o campo epistémico da sua    origem a partir das revistas em que surgem, o que permitiria perspetivar os    estudos de lusofonia em Comunicação no concerto das outras áreas onde é realizado,    e pela inclusão de uma janela temporal mais alargada, que não se limitasse à    última década. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Referências bibliográficas</b></p>     <!-- ref --><p>Canagarajah, S. (2002). Reconstructing local knowledge. <i>Journal of Language,    Identity and Education, 1</i>(4), 243-259. DOI: 10.1207/S15327701JLIE0104_1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008713&pid=S2183-3575201800020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Faraco, C. A. (2012). Lusofonia: utopia ou quimera? Língua, história e política.    In T. Lobo, Z. Carneiro, J. Soledade, A. Almeida &amp; S. Ribeiro (Eds.), <i>Rosae:    linguística histórica, história das línguas e outras histórias</i> (pp. 31-50).    Salvador: EDUFBA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008714&pid=S2183-3575201800020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Feytor Pinto, P. (2010). <i>O essencial sobre política da língua</i>. Lisboa:    Imprensa Nacional Casa da Moeda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008716&pid=S2183-3575201800020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Fiorin, J. L. (2009). Língua, discurso e política.    <i>Alea: Estudos Neolatinos, 11</i>(1), 148-165. DOI: 10.1590/S1517-106X2009000100012&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008717&pid=S2183-3575201800020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Flores, N. &amp; Chaparro, S. (2017). What counts as language education policy?    Developing a materialist Antiracist approach to language activism. <i>Language    Policy</i>, 1-20. DOI: 10.1007/s10993-017-9433-7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008718&pid=S2183-3575201800020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Gradim, A. &amp; Piñeiro-Naval, V. (no prelo). Policies for Portuguese and    Spanish: the world&rsquo;s second publication languages in Web of Science.</p>     <!-- ref --><p>Houaiss, A. &amp; Villar, M. de S. (2002). <i>Dicionário Houaiss da língua    portuguesa.</i> Elaborado no Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia e Banco    de Dados da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Círculo de Leitores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008720&pid=S2183-3575201800020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Humboldt, W. (1836/1988). <i>On language: on the diversity of human language    construction and its influence on the mental development of the human species</i>.    Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008722&pid=S2183-3575201800020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Joseph, J. E. (2006). <i>Language and politics</i>. Edinburgh: Edinburgh University    Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008724&pid=S2183-3575201800020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lourenço, E. (1999). <i>A Nau de Ícaro seguido de imagem e miragem de lusofonia</i>.    Lisboa: Gradiva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008726&pid=S2183-3575201800020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Maciel, C. (2015). <i>A construção da comunidade lusófona a partir do antigo    centro: micro-comunidades e práticas da Lusofonia</i>. Lisboa: Camões – Instituto    da Cooeração e da Língua.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008728&pid=S2183-3575201800020000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Martins, M. L. (2004). <i>Lusofonia e luso-tropicalismo: equívocos e possibilidades    de dois conceitos hiper-identitários</i>. Conferência inaugural no X Congresso    Brasileiro de Língua Portuguesa, Pontifícia Universidade Católica, São Paulo.    Retirado de <a href="http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/1075"http://www.rlec.pt/index.php/rlec/article/view/115>http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/1075</a></p>     <!-- ref --><p>Martins, M. L. (2012). Revistas científicas de Ciências da Comunicação em Portugal:    da divulgação do conhecimento à afirmação do Português como língua de pensamento.    <i>Intercom: Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, 35</i>(1), 233-251.    Retirado de <a href="http://www.scielo.br/pdf/interc/v35n1/12.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/interc/v35n1/12.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008731&pid=S2183-3575201800020000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, M. L. (Ed.) (2015). <i>Lusofonia e interculturalidade – promessa e    travessia</i>. V. N. Famalicão: Húmus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008732&pid=S2183-3575201800020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Martins, M. L., Sousa, H. &amp; Cabecinhas, R. (Eds.) (2006). <i>Comunicação    e lusofonia: para uma abordagem crítica da cultura e dos media</i>. Porto: Campo    das Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008734&pid=S2183-3575201800020000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pennycook, A. (2017). <i>The cultural politics of English as an international    language</i>. Londres: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008736&pid=S2183-3575201800020000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Reto, L., Machado, F. L. &amp; Esperança, J. P. (2016). <i>Novo atlas da língua    portuguesa</i>. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008738&pid=S2183-3575201800020000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Serra, J. P. (2016). O (des)conhecimento recíproco dos investigadores ibero-americanos    de Ciências da Comunicação. <i>Revista Lusófona de Estudos Culturais, 3</i>(2),    57-68. Retirado de <a href="http://www.rlec.pt/index.php/rlec/article/view/115" target="_blank">http://www.rlec.pt/index.php/rlec/article/view/115</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008740&pid=S2183-3575201800020000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Serra, J. P. (2017). A lusofonía como projeto em construção. <i>Anuário Internacional    de Comunicação Lusófona 2015-16: metodologias da pesquisa, cibercultura, regulação    e cooperação, 1</i>, 19-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008741&pid=S2183-3575201800020000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sousa, H. (2006a). Comunicação e lusofonia: do lugar acrítico ao lugar da procura.    In M. L. Martins, H. Sousa &amp; R. Cabecinhas (Eds.), <i>Comunicação e lusofonia:    para uma abordagem crítica da cultura e dos media</i> (pp. 9-14). Porto: Campo    das Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2008743&pid=S2183-3575201800020000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Sousa, H. (2006b). A mobilização do conceito de lusofonia: o caso dos canais    internacionais da RTP. In M.</p>     <p>L. Martins, H. Sousa &amp; R. Cabecinhas (Eds.), <i>Comunicação e lusofonia:    para uma abordagem crítica da cultura e dos media</i> (pp. 165-182). Porto:    Campo das Letras.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sousa, V. M. (2015). <i>Da &lsquo;portugalidade&rsquo; à lusofonia</i>. Vila Nova de Famalicão:    Húmus.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nota biográfica</b></p>     <p>Anabela Gradim é licenciada em Filosofia pela Universidade do Porto, e mestre,    doutora e agregada em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior,    onde se doutorou com a dissertação <i>A dimensão comunicacional da semiótica    de Peirce</i>. Ensina Jornalismo, Comunicação e Metodologia na Faculdade de    Artes e Letras da UBI, onde dirige o Doutoramento em Ciências da Comunicação.    É investigadora do Labcom – Laboratório de Comunicação Online, coordenando o    Grupo de Comunicação e Media. Os seus interesses de investigação prendem-se    com o Jornalismo, a Comunicação de Ciência, a Semiótica, a Retórica e o interface    destas disciplinas com a Cibercultura e os Novos Media.</p>     <p>Email: <a href="mailto:anabela.gradim@labcom.ubi.pt">anabela.gradim@labcom.ubi.pt</a></p>     <p>Morada: Universidade da Beira Interior, Av. Marquês D&rsquo;Ávila e Bolama, 6200-001    Covilhã</p>     <p>Paulo Serra é licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa e    mestre, doutor e agregado em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira    Interior (UBI). Nesta Universidade, é Professor Catedrático no Departamento    de Comunicação e Artes e investigador na unidade de I&amp;D Labcom.IFP – Comunicação,    Filosofia e Humanidades. Desempenha atualmente, na UBI, o cargo de coordenador    científico do Labcom.IFP e, a nível nacional, o de Presidente da Associação    Portuguesa de Ciências da Comunicação (Sopcom). É autor dos livros <i>A informação    como utopia</i> (1998), <i>Informação e sentido: o estatuto epistemológico da    informação</i> (2003) e <i>Manual de teoria da Comunicação</i> (2008), co-autor    do livro <i>Informação e persuasão na web</i> (2009), organizador do livro <i>Retórica    e política</i> (2015) e coorganizador de múltiplos livros, o último dos quais    <i>Televisão e novos meios</i> (2017). Tem ainda vários capítulos de livros    e artigos publicados em obras coletivas e revistas, nacionais e estrangeiras.</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0001-7821-3880" target="_blank">https://orcid.org/0000-0001-7821-3880</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:pserra@ubi.pt">pserra@ubi.pt</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Morada: Universidade da Beira Interior, Av. Marquês D&rsquo;Ávila e Bolama, 6200-001    Covilhã</p>     <p>Valeriano Piñeiro-Naval é licenciado em Publicidade e Relações Públicas (Universidade    de Vigo) e em Comunicação Audiovisual (Universidade de Salamanca). Doutor Europeu    em Comunicação Audiovisual, Revolução Tecnológica e Mudança Cultural na Universidade    de Salamanca, é atualmente membro integrado da Unidade de I&amp;D LabCom.IFP    – Comunicação, Filosofia e Humanidades da Universidade da Beira Interior, onde    está a usufruir de uma bolsa nacional de pós-doutoramento da Fundação para a    Ciência e Tecnologia (FCT) de Portugal.</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0001-9521-3364" target="_blank">https://orcid.org/0000-0001-9521-3364</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:vale.naval@labcom.ubi.pt">vale.naval@labcom.ubi.pt</a></p>     <p>Morada: Universidade da Beira Interior, Av. Marquês D&rsquo;Ávila e Bolama, 6200-001    Covilhã</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>* Submetido: 15.05.2018</b></p>     <p><b>* Aceite: 12.07.2018</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Notas</b></p>     <p><sup><a href="#top1" name="1">[1]</a></sup> Registe-se ainda que a diáspora    é responsável por mais 5,3 milhões de falantes nativos, com comunidades importantes    em 22 países: EUA, Japão, Itália, França, Suíça, Alemanha, Reino Unido, Canadá,    África do Sul, entre outros (Reto et al., 2016, p. 63). Há ainda seis crioulos    de base portuguesa, desenvolvidos na sua maioria entre os séculos XVI e XVIII.    Em África contam-se os crioulos da Alta Guiné e Golfo da Guiné; na India e Sri-Lanka    os crioulos Indo-portugueses; na Ásia há crioulos de base portuguesa na Malásia    e Indonésia; crioulos Sino-portugueses em Macau e Hong-Kong; e na América crioulos    de influência portuguesa em Aruba, Curaçau, Bonaire e Suriname (Reto et al.,    2016, p. 69).</p>     <p><sup><a href="#top2" name="2">[2]</a></sup> Ver <a href="https://www.sopcom.pt/page/eventos_cient__ficos#congressos_sopcom" target="_blank">https://www.sopcom.pt/page/eventos_cient__ficos#congressos_sopcom</a></p>     <p><sup><a href="#top3" name="3">[3]</a></sup> Ver <a href="http://www.intercom.org.br/lusocom/alusocom.shtml" target="_blank">http://www.intercom.org.br/lusocom/alusocom.shtml</a></p>     <p><sup><a href="#top4" name="4">[4]</a></sup> Ver <a href="http://www.assibercom.org/xvibercom2017/assibercom" target="_blank">http://www.assibercom.org/xvibercom2017/assibercom</a></p>     <p><sup><a href="#top5" name="5">[5]</a></sup> Relativamente à nacionalidade,    verificou-se que este era o único dado passível de ser codificado objetivamente    com base nas fontes disponíveis. A categoria esconde algumas limitações importantes    para a interpretação dos resultados, como o facto de muitos destes estudos com    origem em Portugal serem realizados por investigadores com origem em outros    países Lusófonos, assumindo os estudantes brasileiros um peso significativo;    e, também, que um mesmo autor pode ser codificado em países diversos ao longo    da década em resultado de percursos académicos internacionais.</p>     <p><sup><a href="#top6" name="6">[6]</a></sup> Para um histórico dos 12 congressos    da Lusocom realizados até à data, consultar <a href="http://www.lusocom.net/eventos/" target="_blank">http://www.lusocom.net/eventos/</a></p>     <p><sup><a href="#top7" name="7">[7]</a></sup> Ver <a href="http://www.cecs.uminho.pt/" target="_blank">http://www.cecs.uminho.pt/</a></p>      ]]></body><back>
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