<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2183-3575</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Comunicação e Sociedade]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Comunicação e Sociedade]]></abbrev-journal-title>
<issn>2183-3575</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade - Universidade do Minho]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2183-35752018000200010</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.17231/comsoc.34(2018).2949</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Um contributo para o debate sobre a redefinição da esfera pública em rede a partir da participação pública dos portugueses no ciberespaço]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A contribution to the debate on the redefinition of the networked public sphere based on Portuguese public participation in cyberspace]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Quintanilha]]></surname>
<given-names><![CDATA[Tiago Lima]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Instituto Universitário de Lisboa Centro de Investigação e Estudos de Sociologia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>31</day>
<month>12</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>31</day>
<month>12</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<volume>34</volume>
<fpage>267</fpage>
<lpage>285</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2183-35752018000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2183-35752018000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2183-35752018000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O presente artigo tenta enquadrar para Portugal a discussão sobre a transição de uma esfera pública normativa (Habermas, 1968/1989, 1998) para uma nova esfera pública em rede (Benkler, 2006), potenciada pelas características da internet, pela sociedade em rede global, e pelas culturas participativas e interativas. São utilizados dados do módulo participação pública do inquérito Digital news report, do Reuters Institute for the Study of Journalism, de 2018, aplicado a uma amostra representativa da população portuguesa. Os dados obtidos apontam para a existência e apropriação dos múltiplos formatos de participação pública no ciberespaço, através da partilha de notícias, comentários a notícias, participação em processos de votação online, etc., nos sites de títulos de imprensa ou nas redes sociais. Contudo, os dados coligidos apontam para a fundação de uma participação pública no ciberespaço que, pelas suas características, determina a constituição e consolidação lentas de uma nova esfera pública em rede para o contexto português.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article locates Portugal in the discussion on the transition from a normative public sphere (Habermas, 1968/1989, 1998) to a new networked public sphere (Benkler, 2006), powered by the internet, global networked society and participative and interactive cultures. We use data from the public participation module of the 2018 Digital news report published by the Reuters Institute for the Study of Journalism, which surveyed a representative sample of the Portuguese population. The results point to the existence and appropriation of many forms of public participation in cyberspace. Users share news, comment on news, take part in online votes, etc., on press websites and social media. Nonetheless, the collected data point to a type of online public participation that determines the slow constitution and consolidation of a new networked public sphere in Portugal.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Esfera pública seminal]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[redefinição de esfera pública]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[esfera pública em rede]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[participação pública online]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Portugal]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Seminal public sphere]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[redefinition of public sphere]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[networked public sphere]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[online public participation]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Portugal]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS TEMÁTICOS</b></p>     <p><b>Um contributo para o debate sobre a redefinição da esfera pública em rede    a partir da participação pública dos portugueses no ciberespaço</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A contribution to the debate on the redefinition of the networked public    sphere based on Portuguese public participation in cyberspace</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tiago Lima Quintanilha*</b></p>     <p>*Centro de Investigação e Estudos de Sociologia, Instituto Universitário de    Lisboa, Portugal.</p>     <p><a href="mailto:Tiago.lima@obercom.pt">Tiago.lima@obercom.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O presente artigo tenta enquadrar para Portugal a discussão sobre a transição    de uma esfera pública normativa (Habermas, 1968/1989, 1998) para uma nova esfera    pública em rede (Benkler, 2006), potenciada pelas características da internet,    pela sociedade em rede global, e pelas culturas participativas e interativas.    São utilizados dados do módulo participação pública do inquérito <i>Digital    news report</i>, do Reuters Institute for the Study of Journalism, de 2018,    aplicado a uma amostra representativa da população portuguesa. Os dados obtidos    apontam para a existência e apropriação dos múltiplos formatos de participação    pública no ciberespaço, através da partilha de notícias, comentários a notícias,    participação em processos de votação online, etc., nos sites de títulos de imprensa    ou nas redes sociais. Contudo, os dados coligidos apontam para a fundação de    uma participação pública no ciberespaço que, pelas suas características, determina    a constituição e consolidação lentas de uma nova esfera pública em rede para    o contexto português.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Esfera pública seminal; redefinição de esfera pública;    esfera pública em rede; participação pública online; Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This article locates Portugal in the discussion on the transition from a normative    public sphere (Habermas, 1968/1989, 1998) to a new networked public sphere (Benkler,    2006), powered by the internet, global networked society and participative and    interactive cultures. We use data from the public participation module of the    2018 <i>Digital news report</i> published by the Reuters Institute for the Study    of Journalism, which surveyed a representative sample of the Portuguese population.    The results point to the existence and appropriation of many forms of public    participation in cyberspace. Users share news, comment on news, take part in    online votes, etc., on press websites and social media. Nonetheless, the collected    data point to a type of online public participation that determines the slow    constitution and consolidation of a new networked public sphere in Portugal.</p>     <p><b>Keywords</b>: Seminal public sphere; redefinition of public sphere; networked    public sphere; online public participation; Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdução</b></p>     <blockquote>A transformação do paradigma dos meios de comunicação de massas acarreta    mudanças assinaláveis em termos das práticas mediáticas e do papel do cidadão/consumidor/produtor.    (Sousa, Pinto &amp; Costa e Silva, 2013, p. 5)</blockquote>     <p>Com o advento dos não-mercados descentralizados de produção horizontal de conteúdos    na internet (Benkler, 2006), e com a redefinição das fronteiras entre produtores    e consumidores de informação, consubstanciada no 1) aparecimento das audiências    interativas e participativas, e 2) do jornalismo em rede ou participativo (Beckett,    2008, 2010; Glasser, 1999, 2010; Noor, 2017; Rosen, 1999; Singer, 2012; Van    der Haak et al., 2012), passa a fazer sentido reposicionar o debate sobre esfera    pública no contexto da participação pública em rede, um debate que é simultaneamente    global, no espectro das características da sociedade em rede, e local no âmbito    das especificidades dos diferentes países.</p>     <p>&ldquo;De difícil definição e complexa configuração&rdquo; (Sousa et al., 2013, p. 5),    a conceção original de Habermas (1968/1989) deu origem às &ldquo;configurações mais    contemporâneas que incluem uma ecologia mediática pontuada pela Internet&rdquo; (Sousa    et al., 2013, p. 5), que tem sido &ldquo;apontada como instrumento de suporte às novas    formas de envolvimento na vida pública&rdquo; (Frenette &amp; Vermette, 2013, p. 15).    Como mencionam Carvalho e Casanova (2010), a internet e as diversas modalidades    de informação, interação e discussão, constituem um impulso renovador da esfera    pública e das instâncias mediadoras da ordem democrática, numa opinião partilhada    por Benkler (2006), Carlsson e Weibull (2018) que falam de um ambiente informativo    em rede a operar fora da esfera de mercado, de forma descentralizada, com influência    na redefinição e democratização da esfera pública.</p>     <p><b>Estratégia metodológica</b></p>     <p>A estratégia metodológica adotada na elaboração deste artigo privilegia o método    quantitativo com o recurso a dados secundários coligidos pelo Reuters Institute    for the Study of Journalism, num estudo designado por <i>Digital news report</i>    2018 (DNR) que resulta, para o caso português, de uma colaboração com o Observatório    da Comunicação. Para a realização deste estudo, foram aplicados inquéritos online    a uma amostra estratificada proporcional da população portuguesa, constituída    por 2008 inquiridos distribuídos por Portugal Continental e regiões autónomas    dos Açores e da Madeira. Esta amostra não é representativa da população utilizadora    de internet mas sim da população portuguesa em geral.</p>     <p>O recurso aos dados secundários aqui utilizados é explicado por três razões    principais: 1) pelo facto de o inquérito <i>Digital news report</i>, do Reuters    Institute for the Study of Journalism<i>,</i> ser hoje, e desde 2015, o principal    instrumento de recolha de dados sobre as experiências de relacionamento com    notícias por parte dos utilizadores de internet em Portugal; 2) pelo facto de    o inquérito &ldquo;Sociedade em Rede em Portugal&rdquo;, importante exercício metodológico    de recolha de informação sobre a atividade e experiências online dos portugueses    não ter sido replicado após a última edição em dezembro de 2013; e 3) pela proximidade    do autor do artigo ao Observatório da Comunicação de Lisboa, entidade que colabora    com o Reuters Institute for the Study of Journalism na realização do projeto,    gestão dos dados e divulgação do estudo em Portugal.</p>     <p>Por outro lado, uma das vantagens associadas ao uso dos dados mencionados,    inseridos no módulo de participação online do DNR, explica-se precisamente pelo    alcance do estudo de acordo com a sua representatividade, algo que, com a descontinuidade    dos relatórios &ldquo;A sociedade em rede&rdquo;, se constitui como uma mais-valia à tentativa    de explorar novas dinâmicas de experiência online dos portugueses.</p>     <p>Relativamente ao uso do inquérito de natureza representativa, Bryman (2004,    p. 11, 2012, p. 192) lembra-nos que a sua principal vantagem reside na capacidade    de gerar dados quantificáveis de uma população maior, permitindo uma aproximação    às características da própria população.</p>     <p><b>O enquadramento e debate sobre a teoria normativa de esfera pública e a    nova esfera pública em rede.</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A conceção seminal de esfera pública de Habermas (1968/1989, 1998) descreve    um espaço de instituições e práticas entre os interesses privados da vida quotidiana    na sociedade civil e o domínio do poder do Estado. Habermas (1998) fala de um    sistema de comunicação entre Estado e sociedade civil (Habermas, 1998), numa    definição que é abraçada por autores como Gerhards e Neidhardt (1991) que aludem    a um sistema comunicacional capaz de fazer a mediação entre cidadãos e sistema    governativo. Neste processo de mediação, e segundo a abordagem normativa de    esfera pública, vários autores (Ahva, 2011, p. 1; Walter, 2015) observam o papel    determinante do jornalismo e dos jornalistas que definem o que é noticiado e    quem participa na cobertura mediática. </p>     <p>A conceção de esfera pública do filósofo e sociólogo alemão Jürgen Habermas    (1968/1989) contempla assim a ideia normativa de que sem o estímulo promovido    pelo fluxo informativo apoiado na experiência e perícia capazes de garantir    pesquisa intensiva (que não é um processo barato), a comunicação pública perde    a sua vitalidade e o seu referencial, comprometendo os padrões da atividade    jornalística e o coração da esfera pública. A visão de Habermas é portanto bastante    próxima da teoria normativa do <i>gatekeeping</i> (Lewis, 2012; Manning, 1950;    Shoemaker &amp; Vos, 2009; Singer, 2012), sugerindo de forma mais ou menos declarada    a posição do jornalista enquanto <i>gatekeeper</i> de uma esfera pública singular.</p>     <p>Contudo, autores como Castells (2008), nas suas discussões sobre o papel do    informacionalismo e da sociedade em rede como catalisadores de uma mudança fundamentalmente    determinada pela tecnologia, alegam que o processo de globalização alargou o    debate nacional para o debate global, promovendo o surgimento de uma sociedade    civil transnacional e de formas <i>ad hoc</i> de governança global. Ao mesmo    tempo, a esfera pública como espaço de debate sobre assuntos públicos também    muda de uma dimensão nacional para uma dimensão transnacional construída nas    redes de comunicação de alcance global.</p>     <p>Para Benkler (2006), a ideia de que, na internet, os cidadãos passam a tirar    partido de uma nova liberdade de agir e cooperar com o outro, redunda no entendimento    de um melhoramento da experiência democrática, das condições de justiça e da    reflexividade, com óbvios benefícios para as comunidades.</p>     <p>Benkler (2006), apesar de falar já de uma Era caracterizada pela sobrecarga    informativa e pelos perigos resultantes da incapacidade de assimilar o fluxo    de produção e disseminação informativas <i>– Ninguém ouve quando todos falam!    –,</i> não conseguiu prever imediatamente os efeitos da desregulação desse híper-fluxo    informativo, tendo por isso uma visão sobretudo otimista e celebratória da formulação    de uma esfera pública em rede.</p>     <p>Para o autor, a construção de uma esfera pública em rede minimizaria de certa    forma os condicionalismos e as limitações dos <i>mass media –</i> aquilo que    Haas (2007) designou de falhas do jornalismo convencional –, exponenciando as    formas segundo as quais qualquer pessoa passa a poder falar, a poder questionar    e a poder investigar, tirando partido das características e do alcance da internet.    Benkler (2006) valoriza assim a refundação de uma esfera pública em rede que    se constrói nas abordagens descentralizadas capazes de cumprir a função de vigilância/<i>watchdog</i>,    ao alargar o debate aos novos intervenientes e atores nas várias modalidades    de produção horizontal de informação.</p>     <p>Para Hjarvard (2018, p. 72), que se aproxima das considerações celebratórias    de Benkler (2006), esta nova esfera pública em rede surge como o processo de    transformação estrutural da esfera pública habermasiana, onde os media em rede    são responsáveis pela reestruturação das relações pessoais, privadas, e das    arenas públicas, bem como de novas formas de comunicação mais deliberativas.</p>     <p>Khan (2012), por outro lado, ao situar-se no meio desta espécie de contenda    entre esfera pública habermasiana e nova esfera pública em rede, refere que    o enquadramento para a descrição da esfera pública de Habermas continua a ver    os seus princípios e mecanismos fundadores como sendo ainda relevantes na teoria    sobre a esfera pública global (Khan, 2012; Giddens, 2000). Para este autor,    as características de uma nova esfera pública, como a globalização, os softwares    de âmbito social, etc. (Çela, 2015, menciona também a importância das redes    sociais), não só não se opõem à visão habermasiana de esfera pública, como também    se posicionam na forma de apoio aos princípios e requisitos de um ideal de esfera    pública ao nível global, ideia que, segundo o autor, se justapõe às pesquisas    mais habituais e conflituais sobre este assunto.</p>     <p>Khan (2012) refere que as condições estruturais para o modelo habermasiano    de esfera pública são, em primeiro lugar, o facto de serem as instituições de    media a sua grande fundação; segundo, o papel da opinião pública como interveniente    crucial e como principal instrumento de vigilância dos Estados; e terceiro,    a necessidade imperativa de uma sociedade civil vibrante e capaz de conduzir    o debate público. Assim, para Khan (2012), a conceção de esfera pública resulta    mais de um modelo em tríade que beneficia das estruturas de participação descentralizada    em rede, na Era das novas liberdades de agir e interagir, ao mesmo tempo que    o papel fundacional atribuído aos media passa a ser disputado pelo poder cada    vez maior do cidadão ativo e participativo em rede, sustentado por aquilo a    que Crack (2007) designa como o papel determinantemente diferenciador das novas    tecnologias e da internet na reformulação do novo modelo de esfera pública em    rede.</p>     <p>Contudo, e antes das visões mais celebratórias de Benkler (2006) e Khan (2012)    relativamente a um modelo reformulador da conceção normativa de esfera pública,    Boeder (2005) declarava que a redefinição do conceito de esfera pública como    extensão do alcance e impacto da participação dos cidadãos, acompanhava de certa    forma o abandono da distinção rigorosa entre facto e ficção da pós-modernidade.    Desta forma, e ao contrário das observações posteriores de Benkler (2006) e    Khan (2012), os argumentos de Boeder (2005) realçam a centralidade das instituições    de media e do credencialismo profissional na determinação de uma esfera pública    válida, mais próxima do conceito inicial de Habermas, em detrimento de um robustecimento    do papel atribuído à sociedade civil e à opinião pública na determinação de    uma nova esfera pública. Esta ideia de Boeder (2005) é reforçada anos mais tarde    por Ahva (2011), autora que enfatiza o papel central do jornalismo enquanto    instituição ou agente envolvido na construção da esfera pública, mesmo que não    seja despiciendo debater a validade de uma discussão mais maximalista centrada    em múltiplas esferas públicas, ao contrário do modelo de esfera pública singular    dos primeiros trabalhos de Habermas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Boeder (2005) questiona-se também sobre a possibilidade de os novos media,    como a internet, apenas oferecerem um substituto superficial para aquilo que    este designa como &ldquo;discurso autêntico&rdquo;. O autor interroga-se sobre se serão    as comunidades virtuais capazes de contribuir para a renovação do debate público    ou se são meras simulações de distração catártica de um público que passa a    sentir-se mais envolvido, mesmo que esse envolvimento auto-percecionado não    tenha repercussão num avanço e consolidação da participação efetiva.</p>     <p>Neste sentido, e realçando a necessidade de discutir amplamente a redefinição    de esfera pública, Boeder (2005) destaca o escasso debate relativamente a algumas    condicionantes, como é o caso da falta de discussão sobre questões como a propriedade    e controlo da tecnologia (central na discussão sobre uma nova esfera pública    em rede), bem como daqueles por ela beneficiada. Boeder (2005) auxilia-se dos    contributos iniciais de Fernback e Thomson (1995), autores que concluíam no    final da década de 1990, em pleno desenvolvimento da internet, que a cidadania    via ciberespaço teria de 1) provar poder ser uma panaceia aos problemas de representação    democrática, ao mesmo tempo que a 2) participação ativa, sustentada nos canais    múltiplos de publicação e comunicação nos media eletrónicos, poderia não ser    necessariamente sinónimo de sociedades mais saudáveis a partir do alargamento    do debate público.</p>     <p>Mahlouly (2013), por seu turno, introduz mais debate sobre a construção de    um modelo de esfera pública no contexto digital, identificando a emergência    de comunidades transnacionais e difusas, mas sustentando-se de um certo determinismo    tecnológico, no sentido em que, para a autora, as interações sociais online    são primeiramente condicionadas e limitadas pelo desenho tecnológico dos novos    dispositivos comunicacionais. Adicionalmente, Mahlouly (2013) tenta demonstrar    a forma como a era digital afeta a qualidade do discurso público, ao conferir    poder aos intervenientes amadores e ao legitimá-lo na mesma exata medida dos    profissionais especializados. A autora estabelece assim uma distinção entre    a esfera pública normativa e a atual cultura participativa central ao novo modelo    de esfera pública, rejeitando a ideia de que todas as pessoas estão aptas a    contribuir na mesma exata medida para o discurso público. No entanto, a autora    reconhece igualmente os benefícios da tecnologia como veículo de expressão das    múltiplas subjetividades, dando o exemplo do ciberativismo, e enfatizando a    ideia de que as interações sociais online aumentam a atratividade dos projetos    colaborativos e do envolvimento político, ao garantirem aos utilizadores a oportunidade    de defenderem a sua identidade individual e poderem fazer parte de um conjunto    de movimentos sociais mais alargados.</p>     <p>Em resumo, Ahva (2011, p. 124) fala-nos de uma dicotomia categorial do papel    dos cidadãos na esfera pública, enquanto representantes ou agentes ativos da    cidadania.</p>     <p>Para a autora, mais próxima da teoria normativa habermasiana de esfera pública,    a derradeira autoridade nas sociedades, apesar de ser atribuída aos cidadãos,    não determina para os mesmos, através da sua atividade pública, o papel central    no funcionamento da esfera pública.</p>     <p>Por contraponto, o enquadramento agencial, mais disruptivo e associado à nova    esfera pública global em rede, sugere que os cidadãos constituem o grupo de    comunicadores mais importante na determinação de qualquer esfera pública, num    modelo que se centra numa participação contínua dos cidadãos e que tem como    base o facto de todos os cidadãos serem os especialistas da sua própria vida    e dos seus interesses (Walter, 2015).</p>     <p><b>A participação pública na redefinição da esfera pública: a perspetiva portuguesa</b></p>     <p>A descentralização do processo de produção de notícias na sociedade em rede    (Castells, 2002) e na Era das culturas da conectividade (Van Dijck, 2013) redefine    as estruturas de poder simbólico no processo de construção das notícias. As    organizações de media passam a dispor de menor controlo sobre o conteúdo e sobre    a sua distribuição. Como grande consequência, a robustez deste papel abraçado    pelos públicos simultaneamente consumidores, produtores, avaliadores e comentadores    de notícias, passa a desafiar o papel central atribuído aos média, e ao jornalismo    em particular, como elementos fundacionais de uma esfera pública normativa,    numa discussão que varia fundamentalmente entre a necessidade de preservar o    papel das organizações de media e do jornalismo na construção de uma esfera    pública seminal, e a necessidade de refundar a conceção de esfera pública a    partir do intrincado sistema de participação e interações globais em rede.</p>     <p>Nas linhas seguintes olhamos com atenção para o que se passa em Portugal, a    partir das dinâmicas de participação pública e espaço público no ciberespaço,    com o recurso a dados recentes do estudo <i>Digital news report</i> (2018) do    Reuters Institute for the Study of Journalism, com a colaboração do Observatório    da Comunicação de Lisboa.</p>     <p>As questões que constituem o módulo produzido sobre participação pública na    internet, no inquérito Reuters, permitem-nos constatar, desde logo, que aproximadamente    metade dos inquiridos envolvidos no estudo tende a partilhar notícias e a fazê-lo    principalmente por email ou através das redes sociais. Para além disso, cerca    de sete inquiridos em cada dez alegam participar em conteúdos informativos na    internet, numa amostra que se declara muito ou extremamente interessada em notícias.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por outro lado, a dimensão de comentário à notícia evidencia um traço distintivo    desta amostra de utilizadores de internet que passa por compreender que a partilha    de notícias é mais relevante do que o comentário à notícia. Na base desta evidência    poderá estar a interpretação de que &ldquo;as pessoas não criam informação nova por    si mesmas, basicamente reproduzem aquilo que lhes chega&rdquo; (Luque, Martínez &amp;    Sánchez, 2013, p. 67).</p>     <p>Adicionalmente, &ldquo;a teoria deliberativa propõe diversas condições que as conversas    de cidadãos necessitam de satisfazer antes de serem consideradas conversas democráticas    e deliberativas&rdquo; (Barber, Dahlberg &amp; Stromer-Galley, citados em Strandberg    &amp; Berg, 2013, p. 111), sendo que, para os autores, no caso específico do    comentário em <i>sites</i> online de títulos de imprensa, e segundo os dados    recolhidos a partir da análise de conteúdo aos comentários produzidos na edição    online de um jornal finlandês, os outputs produzidos na forma de participação    pública são muitas vezes desprovidos de qualidade (Strandberg &amp; Berg, 2013,    p. 111).</p>     <p>Assim, &ldquo;apesar de os comentários online permitirem aos cidadãos discutirem    os temas em contexto&rdquo; (Strandberg &amp; Berg, 2013, p. 113), estes não oferecem    muitas vezes as condições para uma reformulação da esfera pública com base na    qualidade da participação pública no formato digital, no sentido em que podem    representar um conjunto de considerações demagógicas, beligerantes, exibicionistas,    subjetivas, pouco racionais, incivilizadas, e conversas de circunstância que    não satisfazem as condições normativas de deliberação e da esfera pública (Dahlberg,    2004).</p>     <p>Em última análise, como observa Torres da Silva (2013, p. 83), &ldquo;apesar de vários    estudos sublinharem a vertente democratizadora da Internet, permanecem ainda    dúvidas acerca da qualidade dos debates que aí ocorrem&rdquo;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v34/v34a10t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quando questionados sobre as formas de partilha e participação nos conteúdos    noticiosos, verificamos que as modalidades mais mencionadas, por ordem decrescente    de importância, são a interação com amigos e colegas na internet; a partilha    de notícias numa rede social, como o Facebook ou o Twitter, categoria que evidencia    o peso que as redes sociais têm hoje na determinação do ciclo de vida das notícias;    e o comentário sobre notícias nas redes sociais. Relativamente ao fenómeno do    poder das redes sociais, Luque, Martínez e Sánchez (2013, pp. 57-59) lembram-nos    que estas surgem como oportunidades reais de protestos individualizados e de    massa, veiculados, em grande parte, através de conteúdos gerados pelo utilizador,    como resultado de estes se terem transformado nas principais plataformas de    organização cívica que permitem a comunicação entre milhões de pessoas.</p>     <p>De salientar ainda que o comentário a notícias nos sites de grupos de imprensa    é valorizado apenas por cerca de 9% dos inquiridos, ao passo que cerca de 18%    dos inquiridos classificam, marcam ou fazem <i>like</i> em notícias.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v34/v34a10t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As dimensões de interacção e partilha de notícias constituem-se assim como    duas vertentes importantes do relacionamento dos inquiridos com as notícias,    ainda que o comentário às mesmas seja relevado apenas por ¼ da amostra.</p>     <p>O facto de a grande maioria dos inquiridos assinalar pelo menos uma forma de    participação ou partilha de notícias online, resulta, por contraponto, em apenas    20,3% de inquiridos que declaram não partilhar ou participar de nenhuma forma    nos conteúdos noticiosos online.</p>     <p>Por outro lado, a Tabela <a href="#t3">3</a> confirma o peso crescente das    redes sociais naquilo a que Castells (2007) designou como o ambiente das notícias    em rede, e que autores como Bergström e Belfrage, 2018; Carlson, 2017; Mourao    et al., 2015; Sampedro e Avidad, 2018; Usha e Niemann, 2017, fazem referência    como um dos principais meios transformadores do ecossistema das notícias.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v34/v34a10t3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Com efeito, 75% dos inquiridos utilizam por exemplo o Facebook para uso geral,    sendo que, destes, 52,5% têm por hábito ler, ver, partilhar ou discutir conteúdos    noticiosos nesta plataforma. Para além disso, e pese embora o facto de a hegemonia    do Facebook dentro do segmento das redes sociais em Portugal ser evidente, um    grande número de inquiridos tende a utilizar outras plataformas sociais, ainda    que, em proporção, o Facebook seja a rede social mais utilizada para interagir    com conteúdos noticiosos.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="t4"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v34/v34a10t4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Dos 1.055 inquiridos que declararam ter utilizado o Facebook na semana anterior    à realização do inquérito, mais de metade referem ter partilhado ou feito <i>like</i>    em notícias, ao passo que 16,9% publicam conteúdos noticiosos nas suas páginas    de Facebook. Mais uma vez, a dimensão de partilha de algo já publicado ou a    circular na rede sobrepõe-se à publicação por iniciativa própria.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t5"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v34/v34a10t5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O contexto da economia da atenção (Davenport &amp; Beck, 2002) constrói-se    e define-se em parte nas métricas de consulta, <i>likes</i> e partilhas nas    experiências online de uma parte dos utilizadores de internet. Contudo, e no    que respeita à importância dos <i>likes</i> e à partilha na determinação das    dietas informativas dos utilizadores online, interessa fazer notar que, muito    embora 31,4% dos inquiridos considerem importante o número de <i>likes</i> na    escolha das notícias vistas, 33,6% dos inquiridos não concordam nem discordam    da afirmação, ao passo que cerca de 35% não veem no número de <i>likes</i> e    partilha das notícias uma condição definidora do interesse da notícia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t6"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v34/v34a10t6.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma das razões para o facto de a partilha da notícia ser mais frequente do    que o comentário produzido sobre a mesma, poderá ser explicada com base nas    motivações descritas na tabela <a href="#t7">sete</a>. Com efeito, 36,0% dos    inquiridos (mais de um terço da amostra) ainda tendem a pensar e a refletir    cuidadosamente nos seus comentários e pontos de vista políticos, na internet,    não sendo claro nesta análise se essa reflexão é impeditiva de uma maior participação    online por via do comentário produzido, ou se é apenas determinada pela ideia    de que as pessoas, ao não criarem informação nova, tendem basicamente a reproduzir    aquilo que lhes chega (Luque et al., 2013).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t7"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v34/v34a10t7.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Com base no cruzamento de algumas variáveis sociodemográficas (género, idade    e grau de escolaridade) com as questões discutidas nas tabelas anteriores, constatamos    que não se registam diferenças significativas em termos de associação entre    as variáveis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t8"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v34/v34a10t8.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Contudo, é possível assumir algumas diferenças percentuais dos valores obtidos,    a saber: 1) os inquiridos do sexo masculino tendem a comentar mais em <i>posts</i>    noticiosos nos <i>sites</i> de grupos de comunicação e tendem igualmente a participar    mais em votações online via sites de notícias ou redes sociais; 2) os inquiridos    do sexo feminino e inquiridos situados em escalões etários superiores tendem    a partilhar mais notícias via redes sociais; 3) Os inquiridos mais velhos tendem    a comentar mais os <i>posts</i> noticiosos nas redes sociais e os inquiridos    com o ensino secundário incompleto tendem a fazê-lo menos vezes; 4) os inquiridos    com o ensino superior tendem a interagir mais com amigos e colegas na internet,    sobre questões de ordem noticiosa; 5) os inquiridos mais velhos e inquiridos    com o ensino secundário incompleto tendem a ser menos rígidos relativamente    à ideia de que, ao expressarem os seus pontos de vista políticos na internet,    poderão vir a ter problemas com as autoridades.</p>     <p>Para explicação destes resultados, podemos observar desde logo que</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>o fator etário tem um peso relevante enquanto influência na partilha    e nos comentários de notícias (&hellip;) são os mais velhos quem mais comentam e partilham    notícias nas plataformas online. Sabendo que os mais jovens são ávidos utilizadores    de media sociais online, esta análise permite aferir que, no que respeita a    notícias, não são esses os que influenciam, em maior grau, o fluxo de partilhas    e comentários online. Para as notícias nas redes sociais são, efetivamente,    os mais velhos que mais partilham. (Cardoso et al., 2017, pp. 56-57).</blockquote>     <p>O facto de serem os mais velhos aqueles que mais partilham e mais interagem    com as notícias nas plataformas online, opõe-se num certo sentido à ideia disseminada    de que os jovens, ao possuírem práticas universais, como diversos autores parecem    sugerir (Frenette &amp; Vermette, 2013, p. 30), tendem a manifestar-se mais    na internet do que os restantes escalões etários, exprimindo as suas próprias    identidades, experiências e interesses online (Frenette &amp; Vermette, 2013,    p. 27).</p>     <p><b>Conclusões</b></p>     <p>As características principais da internet potenciaram a redefinição das barreiras    entre produtores e consumidores de conteúdos, levando estes últimos a estabelecer-se,    cada vez mais, como atores ativos e participativos no processo de produção e    disseminação de informação, e no robustecimento de novas formas de participação    pública online.</p>     <p>Como referem Dahlberg (2007), Mason (2012) e Palczewiski (2001), os dispositivos    digitais geraram novas formas de mobilização social para além dos ecrãs e possibilitaram    aos cidadãos o exercer de uma influência crescente nas formas de decisão e do    processo democrático, o que levou autores como Sampedro e Avidad (2018) a falarem    da construção de uma esfera pública digital como espaço alternativo e contra-hegemónico    de participação pública.</p>     <p>Ao longo deste artigo foi-nos possível discutir algumas das características    definidoras das dinâmicas de participação pública dos portugueses, com base    no relacionamento que estes assumem ter com o conteúdo noticioso na esfera digital,    em função da partilha e publicação de notícias, do comentário produzido acerca    das mesmas, das votações online, etc.</p>     <p>O artigo começou com uma revisão teórica sobre a conceção de esfera pública    e o processo de transição para uma nova esfera pública em rede, tentando refletir    sobre as dicotomias teóricas de a) uma corrente que faz a defesa do conceito    normativo de esfera pública, no contexto habermasiano da posição hegemónica    da experiência e perícia profissionais; e b) uma corrente mais celebratória    de uma nova esfera pública em rede, sustentada na maior participação e interação    online das culturas participativas (Jenkins, 2006; Lewis, 2012; Singer, 2012),    capazes de maximizar as características da internet, como a sua velocidade e    alcance global, para se poderem estabelecer, cada vez mais, como membros efetivos    de um debate público global mais descentralizado, horizontal e diferenciado.</p>     <blockquote>A Internet possui um grande impacto sobre a forma como as relações    de poder se desenrolam na sociedade porque, entre outros fatores, aumenta as    possibilidades de participação, permitindo formas de expressão que são menos    exigentes (&hellip;) para além de serem apelativas (&hellip;) a capacidade de interagir instantaneamente    com as outras partes, são características das TIC que facilitam a participação.    Além disso, as TIC permitem o envolvimento na esfera pública (&hellip;) significando    que é possível participar na esfera pública a qualquer momento, em qualquer    lugar. (Frenette &amp; Vermette, 2013, p.17)</blockquote>     <p>Com base nos dados do <i>Digital news report</i> de 2018, que, para o contexto    português, resultam de uma colaboração entre o Reuters Institute for the Study    of Journalism e o OberCom, foi-nos possível compreender a forma como os portugueses    exercem hoje a sua participação pública no ciberespaço, com base na sua experiência    online e no relacionamento com o material noticioso. Da partilha de notícias,    à interação com as mesmas via comentário produzido, nas redes sociais e em <i>sites</i>    de grupos de comunicação, ou em votações online, muitas são as modalidades que    permitem a uma parte substancial dos utilizadores de Internet em Portugal estabelecer-se    como parte integrante de um sistema que antes primava pela unidirecionalidade    da relação entre produtor de notícia e consumidor passivo. Como nos lembram    Frenette e Vermette (2013, p. 16),</p>     <blockquote>os média sempre funcionaram como um importante elemento de transmissão    de informação entre aqueles que detêm o poder e a população em geral; porém,    durante muito tempo, a comunicação foi sobretudo unidirecional. Estas transformações    recentes (i.e. o acesso imediato às informações, a diversidade de fontes em    todo o mundo, a possibilidade de o público intervir, etc.) influenciaram consequentemente    a forma como as relações de poder se desenrolam.</blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Contudo, apesar de estas múltiplas modalidades de participação e relacionamento    com as notícias serem hoje parte da experiência online dos utilizadores portugueses,    e mesmo que a própria dimensão hegemónica da partilha possa, por si só, ser    considerada uma extensão ou legitimação de um ponto de vista, os resultados    obtidos no inquérito Reuters a uma amostra de 2008 inquiridos mostram que a    dimensão de partilha de notícias é consideravelmente superior à dimensão e expressão    do comentário e opinião produzidos relativamente às temáticas noticiosas. Na    base desta constatação poderá estar a ideia de que as pessoas tendem a reproduzir    aquilo que lhes chega, ao invés de criarem informação por si mesmas (Luque et    al., 2013, p. 67). Uma parte muito considerável dos inquiridos denuncia mesmo    alguma relutância na manifestação dos seus pontos de vista, em função das suas    consequências perante a autoridade.</p>     <p>Em relação aos perfis de participação, e apesar de as medidas estatísticas    não evidenciarem grandes diferenças, os inquiridos do sexo masculino tendem    a comentar e a partilhar ligeiramente mais do que os inquiridos do sexo feminino,    em sites de grupos de média, ao passo que os inquiridos do sexo feminino tendem    a partilhar e a participar mais do que os homens nas redes sociais. Por outro    lado, os inquiridos mais velhos são aqueles que mais comentam nos <i>posts</i>    noticiosos nas redes sociais e os inquiridos com menores níveis de escolaridade    são aqueles que menos notícias comentam.</p>     <p>De certa forma, os resultados obtidos no inquérito aplicado aos utilizadores    portugueses de internet evidenciam comportamentos muito próximos das considerações    avançadas por Boeder (2005). Crítico da avaliação da consolidação da participação    efetiva das novas esferas públicas, Boeder (2005), referindo-se aos novos formatos    de participação na internet, fala de um ecossistema que, apesar de variado nas    suas modalidades de participação, não se reflete na estabilização de um nível    de participação capaz de consolidar a construção de uma nova esfera pública    erguida da maior participação dos cidadãos. O pensamento de Boeder (2005), explanado    nos resultados obtidos neste estudo, sugere assim o refrear da ideia mais determinística    de que &ldquo;a esfera pública digital se encontra imersa na atual conjuntura de transformação    acelerada e provavelmente de rutura, que influirá certamente no modo de exercer    a cidadania na contemporaneidade&rdquo; (Andrade, 2013, p. 186).</p>     <p>Neste sentido, Luque, Martínez e Sánchez (2013, p. 67) reportam-se à participação    pública enquanto sonho longínquo, uma esfera pública em rede não totalmente    inclusiva, num contexto em que as TIC mais não fazem do que produzir um efeito    placebo em termos da participação dos cidadãos na esfera pública. Para os autores,    na base do sonho longínquo está a certeza de que a participação pública dos    cidadãos através da tecnologia não ocorre de forma automática e proporcionalmente,    ou seja, não basta dispor de equipamento tecnológico e aceder ao mesmo.</p>     <p>Num estudo sobre o envolvimento de jovens adultos na esfera digital, as autoras    Frenette e Vermette (2013) vão mais longe e ajudam-nos a enquadrar os resultados    explorados neste artigo, aludindo ao intrincado sistema de reconfiguração da    esfera pública digital e à impossibilidade de se abraçar o garantismo normativo    e celebratório das novas esferas públicas, onde cada um é parte integrante dessa    mesma reconfiguração. Para as autoras, apesar de a internet potenciar a liberdade    de expressão, não é certa a sua capacidade de incentivar o empoderamento dos    cidadãos (Frenette &amp; Vermette, 2013, p. 29), o que se explica essencialmente    por seis pontos, a saber: 1) apesar de a internet ter permitido a um número    mais elevado de pessoas intervir nos discursos públicos correntes, os seus utilizadores    não têm as mesmas capacidades, quer técnicas, quer sociais, para tirarem proveito    destas oportunidades; 2) apesar das óbvias vantagens da internet em termos de    envolvimento na esfera pública, nem todos utilizam ou pretendem utilizar estas    oportunidades de forma permanente; 3) por outro lado, as práticas de socialização    orientam subtilmente homens e mulheres para diferentes concetualizações do seu    papel na construção da esfera pública; 4) o facto de a predominância das trajetórias    individuais de auto-interesse relativamente à perspetiva de vida e o papel de    cada um na sociedade favorecer a mistura de interesses pessoais com assuntos    que dizem respeito à sociedade como um todo; 5) o facto de, por detrás do horizonte    democrático dos &ldquo;todos-participativos&rdquo;, se reproduzir uma distribuição desigual    do capital sociocultural; e, por último, 6) o facto de estarmos perante diferentes    graus de envolvimento público dos cidadãos, desde o ativismo permanente ao interesse    mais vago (Frenette &amp; Vermette, 2013, pp. 30-35).</p>     <p>Em última análise, mesmo que as novas tecnologias de comunicação sustentadas    na internet incluam na sua configuração material, o enorme potencial de participação,    interação e produção colaborativa, as verdadeiras consequências dessas mudanças    carecem ainda de verificação (Murru, 2013, p. 154-155).</p>     <p><b>Pistas para investigação futura</b></p>     <p>Uma forma de complementar o estudo anual do Reuters Institute for the Study    of Journalism poderá passar por recorrer à realização de <i>focus groups</i>    e entrevistas a utilizadores de internet, percebendo de forma mais detalhada    as motivações e as dinâmicas de participação pública no ciberespaço, bem como    a auto-perceção sobre o impacto e influência da participação online destes utilizadores    em processos de decisão. Minimizar-se-iam assim os riscos das leituras unidimensionais    produzidas pelo método quantitativo que, segundo Bryman (2004, p. 35), encerra    o perigo da generalização para além das margens limitadoras da pesquisa. Seguindo    as ideias de Flick, Kardorff e Steinke (2004, p. 9) sobre o método qualitativo,    uma abordagem mais intensiva às formas de participação pública em rede permitiria    complementar os chamados &ldquo;dados duros&rdquo;, introduzindo diferenciação e intensificação,    e oferecendo um novo referencial na interpretação das relações de cariz estatístico    da pesquisa quantitativa do <i>Digital news report</i>.</p>     <p>Por outro lado, seria igualmente interessante confrontar o profissional jornalista,    figura central da conceção seminal de esfera pública, com os resultados de estudos    futuros que procurem refletir sobre o produto da auto-perceção dos cidadãos    relativamente à sua participação na construção de uma nova esfera pública, numa    discussão que se funde com o debate mais amplo do <i>gatekeeping</i> e da teoria    da ambivalência na profissão de jornalista. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Referências bibliográficas</b></p>     <!-- ref --><p>Ahva, L. (2011). What is public in public journalism? <i>Estudos de Comunicação,    9</i>, 119-142. Retirado de <a href="http://www.ec.ubi.pt/ec/09/pdf/EC09-2011Mai-07.pdf" target="_blank">http://www.ec.ubi.pt/ec/09/pdf/EC09-2011Mai-07.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009262&pid=S2183-3575201800020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Andrade, P. (2013). Ontologia Sociológica da Esfera Pública Digital: o caso    da web 2.0./3.0. <i>Comunicação e Sociedade, 23</i>, 186-201. DOI: 10.17231/comsoc.23(2013).1621&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009263&pid=S2183-3575201800020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Beckett, C. (2008). <i>Super media – saving journalism so it can save the world</i>.    EUA: Blackwell Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009264&pid=S2183-3575201800020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Beckett, C. (2010). T<i>he value of networked journalism</i>. Londres: London    School of Economics and Political Science.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009266&pid=S2183-3575201800020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Benkler, Y. (2006). <i>The wealth of networks: how social production transforms    markets and freedom</i>. New Haven: Yale University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009268&pid=S2183-3575201800020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bergström, A. &amp; Belfrage, M.J. (2018). News in social media. <i>Digital    Journalism</i>, <i>6</i>(5), 583-598. DOI: 10.1080/21670811.2018.1423625&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009270&pid=S2183-3575201800020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Boeder, P. (2005). Habermas’ heritage: the future of the public sphere in the    networked society. <i>First Monday, 10</i>(9). DOI: 10.5210/fm.v10i9.1280&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009271&pid=S2183-3575201800020001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bryman, A. (2004). <i>Quantity and quality in social research</i>. Londres    e Nova Iorque: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009272&pid=S2183-3575201800020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bryman, A. (2012). <i>Social research methods</i> Oxford: Oxford University    Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009274&pid=S2183-3575201800020001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Carlson, M. (2017). Facebook in the news: social media, journalism, and public    responsability following the 2016 trending topics controversy. <i>Digital Journalism</i>,    <i>6</i>(1), 4-20. DOI: 10.1080/21670811.2017.1298044&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009276&pid=S2183-3575201800020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Carlsson, U. &amp; Weibull, L. (2018). <i>Freedom of expression in the digital    media culture. A study of public opinion in Sweden</i>. Göteborg: Nordicom.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009277&pid=S2183-3575201800020001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Carvalho, T. &amp; Casanova, J.L. (2010). Esfera pública, democracia e internet:    os bloggers em Portugal. <i>OBS*Observatorio</i>, <i>4</i>(2), 091-118. DOI:    10.15847/obsOBS422010343&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009279&pid=S2183-3575201800020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Castells, M. (2002). <i>A sociedade em rede</i>. Lisboa: Fundação Calouste    Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009280&pid=S2183-3575201800020001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Castells, M. (2007). Communication power and counter-power in the networked    society. <i>International Journal of Communication</i>, <i>1</i>, 238-266. Retirado    de <a href="http://ijoc.org/index.php/ijoc/article/viewFile/46/35" target="_blank">http://ijoc.org/index.php/ijoc/article/viewFile/46/35</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009282&pid=S2183-3575201800020001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Castells, M. (2008). The new public sphere: global civic society, communication    networks, and global governance. <i>The Annals of the American Academy of Political    and Social Science</i>, <i>616</i>(1), 78-93. DOI: 10.1177/0002716207311877&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009283&pid=S2183-3575201800020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Çela, E. (2015). Social media as a new form of public sphere. <i>European Journal    of Social Sciences Education and Research</i>, <i>4</i>(1), 195-200. DOI: 10.26417/ejser.v4i1.p195-200&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009284&pid=S2183-3575201800020001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Crack, A. M. (2007). Transcending borders? Reassessing public spheres in a    networked world. <i>Globalizations</i>, <i>4</i>(3), 341-354. DOI: 10.1080/14747730701532427&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009285&pid=S2183-3575201800020001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dahlberg, L. (2004). The Habermasian public sphere: a specification of the    idealized conditions of democratic communication. <i>Studies in Social and Political    Thought</i>, <i>10</i>, 2-18. Retirado de <a href="https://tinyurl.com/y9mpxmjq" target="_blank">https://tinyurl.com/y9mpxmjq</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009286&pid=S2183-3575201800020001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dahlberg, L. (2007). The internet, deliberative democracy, and power: radicalizing    the public sphere. <i>International Journal of Media &amp; Cultural Politics</i>,    <i>3</i>(1), 47-64. DOI: 10.1386/macp.3.1.47/1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009287&pid=S2183-3575201800020001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Davenport, T. H. &amp; Beck, J.C. (2002). <i>The attention economy: understanding    the New Currency of Business</i>. Boston: Harvard Business Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009288&pid=S2183-3575201800020001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fernback, J. &amp; Thompson, B. (1995). Virtual communities: abort, retry,    failure? [Post em blogue]. Retirado de <a href="http://www.rheingold.com/texts/techpolitix/VCcivil.html" target="_blank">http://www.rheingold.com/texts/techpolitix/VCcivil.html</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009290&pid=S2183-3575201800020001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Flick, U., Kardorff, E. V. &amp; Steinke, I. (2004). What is qualitative research?    An introduction to the field. In U. Flick, E. V. Kardorff &amp; I. A. Steinke    (Eds.), <i>Companion to qualitative research</i> (pp. 3-11). Londres: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009291&pid=S2183-3575201800020001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Frenette, M. &amp; Vermette, M.F. (2013). Os jovens adultos e a esfera pública    digital. <i>Comunicação e Sociedade</i>, <i>23</i>, 14-35. Retirado de <a href="http://dx.doi.org/10.17231/comsoc.23(2013).1611" target="_blank">http://dx.doi.org/10.17231/comsoc.23(2013).1611</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009293&pid=S2183-3575201800020001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gerhards, J. &amp; Neidhardt, F. (1991). Strukturen Und Funktionen Modernder    Offentlichkeit: Fragestellungen Und Ansätze. [Post em blogue]. Retirado de <a href="http://www.polsoz.fu-berlin.de/soziologie/arbeitsbereiche/makrosoziologie/mitarbeiter/lehrstuhlinhaber/dateien/GerhardsNeidhardt-1990.pdf" target="_blank">http://www.polsoz.fu-berlin.de/soziologie/arbeitsbereiche/makrosoziologie/mitarbeiter/lehrstuhlinhaber/dateien/GerhardsNeidhardt-1990.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009294&pid=S2183-3575201800020001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Giddens, A. (2000). <i>Runaway world</i>. Nova Iorque: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009295&pid=S2183-3575201800020001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Glaser, M. (2010). Citizen journalism: widening world views, extending democracy.    In S. Allan (Ed). <i>The Routledge companion to news and journalism</i> (pp.    578-590)<i>.</i> Nova Iorque e Londres: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009297&pid=S2183-3575201800020001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Glasser, T. L. (ed.) (1999). <i>The idea of public journalism</i>. Nova Iorque:    The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009299&pid=S2183-3575201800020001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Haas, T. (2007). <i>The pursuit of public journalism: theory, practice and    criticism</i>. Nova Iorque: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009301&pid=S2183-3575201800020001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Habermas, J. (1968/1989). <i>The structural transformation of the public sphere:    an inquiry into a category of bourgeois society</i>. Cambridge: Polity Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009303&pid=S2183-3575201800020001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Habermas, J. (1998). <i>Between facts and norms</i>. Cambridge, MA: The MIT    Press.</p>     <!-- ref --><p>Hjarvard, S. (2018). Public service in the age of social network media. In    G. F. Lowe, H. Van den Bulck &amp; K. Donders (Eds.), <i>Public service media    in the networked society</i> (pp. 59-74). Gothenburg: Nordicom.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009306&pid=S2183-3575201800020001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jenkins, H. (2006). <i>Convergence culture: where old and new media collide</i>.    Nova Iorque: New York University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009308&pid=S2183-3575201800020001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Khan, M. Z. (2012). From Habermas model to new public sphere: a paradigm shift.    <i>Global Journal of Human Social Science</i>, <i>12</i>(5), 43-51. Retirado    de <a href="https://globaljournals.org/GJHSS_Volume12/6-From-Habermas-Model-to-New.pdf" target="_blank">https://globaljournals.org/GJHSS_Volume12/6-From-Habermas-Model-to-New.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009310&pid=S2183-3575201800020001000033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lewis, S. C. (2012). The tension between professional control and open participation:    journalism and its boundaries. <i>Information, Communication &amp; Society</i>,    <i>15</i>(6), 836-866. DOI: 10.1080/1369118X.2012.674150&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009311&pid=S2183-3575201800020001000034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Luque, S. G., Martínez, J. F. &amp; Sánchez, M. O. P. (2013). O Movimento 15M.    Ações coletivas e voláteis no campo político. <i>Comunicação e Sociedade</i>,    <i>23</i>, 56-68. DOI: 10.17231/comsoc.23(2013).1613&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009312&pid=S2183-3575201800020001000035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mahlouly, D. (2013). Rethinking the public sphere in a digital environment:    similarities between the eighteenth and the twenty-first centuries. <i>ESharp,    20</i>(6), 1-21. Retirado de <a href="https://www.gla.ac.uk/media/media_279211_en.pdf" target="_blank">https://www.gla.ac.uk/media/media_279211_en.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009313&pid=S2183-3575201800020001000036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Manning, D. W. (1950). The &ldquo;gate kepper&rdquo;: a case study in the selection of    news. <i>Journalism Quaterly</i>, <i>27</i>(4), 383-390. Retirado de <a href="http://www.aejmc.org/home/wp-content/uploads/2012/09/Journalism-Quarterly-1950-White-383-90.pdf" target="_blank">http://www.aejmc.org/home/wp-content/uploads/2012/09/Journalism-Quarterly-1950-White-383-90.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Mason, P. (2012). <i>Why it’s kicking off everywhere: the new global revolutions</i>.    Londres: Verso Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009315&pid=S2183-3575201800020001000038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mourao, R. R., Yoo, J., Geise, S., Araiza, J. A., Kilgo, D. K., Chen, V. Y.    &amp; Johnson, T. (2015). Online news, social media and european union attitudes:    a multidimensional analysis. <i>International Journal of Communication</i>,    <i>9,</i> 3199-3222. Retirado de <a href="http://ijoc.org/index.php/ijoc/article/view/2990/1480" target="_blank">http://ijoc.org/index.php/ijoc/article/view/2990/1480</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009317&pid=S2183-3575201800020001000039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Murru, M.F. (2013). A interseção entre o &ldquo;óbvio&rdquo; e o &ldquo;público catalisado&rdquo; através    do domínio de mediatização das culturas cívicas. <i>Comunicação e Sociedade</i>,    <i>23</i>, 153-169. DOI: 10.17231/comsoc.23(2013).1619</p>     <!-- ref --><p>Noor, R. (2017). Citizen journalism vs mainstream journalism: a study on challenges    posed by amateurs. <i>Athens Journal of Mass Media and Communication</i>, <i>3</i>(1),    55-76. Retirado de <a href="https://www.athensjournals.gr/media/2017-3-1-4-Noor.pdf" target="_blank">https://www.athensjournals.gr/media/2017-3-1-4-Noor.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009319&pid=S2183-3575201800020001000041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Palczewiski, C. H. (2001). Cyber-movements, new social movements, and counterpublics.    In R. Asen &amp; D. Brouwer (Eds.), <i>Counterpublics and the state</i> (pp.    161-186). Albany NY: State University of New York Press.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Reuters Institute for the Study of Journalism. (2018). <i>Digital news report</i>.    Retirado de <a href="http://media.digitalnewsreport.org/wp-content/uploads/2018/06/digital-news-report-2018.pdf?x89475" target="_blank">http://media.digitalnewsreport.org/wp-content/uploads/2018/06/digital-news-report-2018.pdf?x89475</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009321&pid=S2183-3575201800020001000043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rosen, J. (1999). <i>What are journalists for?</i> New Haven: Yale University    Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009322&pid=S2183-3575201800020001000044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sampedro, V. &amp; Avidad, M.M. (2018). The digital public sphere: an alternative    and counterhegemonic space? The case of Spain. <i>International Journal of Communication</i>,    <i>12</i>, 23-44. Retirado de <a href="http://ijoc.org/index.php/ijoc/article/view/6943" target="_blank">http://ijoc.org/index.php/ijoc/article/view/6943</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009324&pid=S2183-3575201800020001000045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Shoemaker, P. J. &amp; Vos, T.P. (2009). <i>Gatekeeping theory</i>. Nova Iorque:    Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009325&pid=S2183-3575201800020001000046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Singer, J. B. (2012). The journalist in the network. A Shifting rationale for    the gatekeeping role and the objectivity norm. <i>Tripodos: Llenguatge, Pensament,    Comunicacio, 23</i>, 61-76. Retirado de <a href="http:// openaccess.city.ac.uk/3479/7/The%20Journalist%20in%20the%20Network.pdf" target="_blank">http://    openaccess.city.ac.uk/3479/7/The%20Journalist%20in%20the%20Network.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009327&pid=S2183-3575201800020001000047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sousa, H., Pinto, M. &amp; Costa e Silva, E. (2013). Esfera pública digital    – fragilidades e desafios: uma introdução. <i>Comunicação e Sociedade</i>, <i>23</i>,    5-8. DOI: 10.17231/comsoc.23(2013).1609&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009328&pid=S2183-3575201800020001000048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Strandberg, K. &amp; Berg, J. (2013). Comentários dos leitores dos jornais    online: conversa democrática ou discursos de Opereta virtuais? <i>Comunicação    e Sociedade</i>, <i>23</i>, 110-131. DOI: 10.17231/ comsoc.23(2013).1617&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009329&pid=S2183-3575201800020001000049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Torres da Silva, M. (2013). Participação e deliberação: um estudo de caso dos    comentários às notícias sobre as eleições presidenciais brasileiras. <i>Comunicação    e Sociedade</i>, <i>23</i>, 82-95. DOI: 10.17231/ comsoc.23(2013).1615&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009330&pid=S2183-3575201800020001000050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Usha, M. R. &amp; Niemann, M. (2017). Social media as a platform for incessant    political communication: a case study of Modi’s &ldquo;clean India&rdquo; campaign. <i>International    Journal of Communication</i>, <i>11</i>, 3431-3453. Retirado de <a href="http://ijoc.org/index.php/ijoc/article/view/6727" target="_blank">http://ijoc.org/index.php/ijoc/article/view/6727</a></p>     <!-- ref --><p>van der Haak, B., Parks, M. &amp; Castells, M. (2012). The future of journalism:    networked journalism. <i>International Journal of Communication, 6</i>, 2923-2938.    Retirado de <a href="http://ijoc.org/index.php/ijoc/article/view/1750/832" target="_blank">http://ijoc.org/index.php/ijoc/article/view/1750/832</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009332&pid=S2183-3575201800020001000052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Van Dijck, J. (2013). <i>The culture of connectivity: a critical history of    social media.</i> Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009333&pid=S2183-3575201800020001000053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Walter, S. (2015). Three models of the european public sphere. <i>Journalism    studies</i>, <i>18</i>(6), 749-770. DOI: 10.1080/1461670X.2015.1087815&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2009335&pid=S2183-3575201800020001000054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nota biográfica</b></p>     <p>Tiago Lima Quintanilha é doutorando em Ciências da Comunicação no ISCTE-IUL    e bolseiro de doutoramento FCT no CIES-IUL – Centro de Investigação e Estudos    de Sociologia (ESPP). É licenciado em Sociologia pelo ISCTE-IUL e tem uma pós-graduação    em Gestão de Recursos Humanos pela mesma instituição.</p>     <p>Atua nas áreas das Ciências Sociais, com ênfase nas Ciências da Comunicação,    ciência aberta e estudos de jornalismo. Foi gestor de uma revista científica    internacional, de 2009 a 2016, e investigador no ISCTE-IUL e no Observatório    da Comunicação em Lisboa. Colaborou com a Entidade Reguladora para a Comunicação    Social (ERC) no estudo &ldquo;Públicos e Consumos de Média&rdquo;. Colaborou com o Centro    de Investigação em Sociologia Económica e das Organizações no ISEG – Instituto    Superior de Economia e Gestão, e com o Reuters Institute for the Study of Journalism.    É autor de três livros, 12 capítulos de livros, uma dezena de artigos académicos    e mais de 65 relatórios de pesquisa e consultoria nas áreas dos media e comunicação.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0001-9189-481X">https://orcid.org/0000-0001-9189-481X</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:Tiago.lima@obercom.pt">Tiago.lima@obercom.pt</a></p>     <p>Morada: CIES-IUL – Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (ESPP), Edifício    Sedas Nunes, Av. das Forças Armadas, 1649-026 Lisboa (Portugal)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>* Submetido: 12.05.2018</b></p>     <p><b>* Aceite: 24.07.2018</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Este artigo foi escrito com o apoio financeiro da FCT (Fundação para a Ciência    e Tecnologia – Portugal), contemplado na bolsa individual de doutoramento com    a referência SFRH/BD/131338/2017</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ahva]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[What is public in public journalism?]]></article-title>
<source><![CDATA[Estudos de Comunicação]]></source>
<year>2011</year>
<volume>9</volume>
<page-range>119-142</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Andrade]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ontologia Sociológica da Esfera Pública Digital: o caso da web 2.0./3.0]]></article-title>
<source><![CDATA[Comunicação e Sociedade]]></source>
<year>2013</year>
<volume>23</volume>
<page-range>186-201</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Beckett]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Super media: saving journalism so it can save the world]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[EUA ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Blackwell Publishing]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Beckett]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The value of networked journalism]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[London School of Economics and Political Science]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Benkler]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The wealth of networks: how social production transforms markets and freedom]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[New Haven ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Yale University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bergström]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Belfrage]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[News in social media]]></article-title>
<source><![CDATA[Digital Journalism]]></source>
<year>2018</year>
<volume>6</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>583-598</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Boeder]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Habermas’ heritage: the future of the public sphere in the networked society]]></article-title>
<source><![CDATA[First Monday]]></source>
<year>2005</year>
<volume>10</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bryman]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Quantity and quality in social research]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[LondresNova Iorque ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bryman]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Social research methods]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carlson]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Facebook in the news: social media, journalism, and public responsability following the 2016 trending topics controversy]]></article-title>
<source><![CDATA[Digital Journalism]]></source>
<year>2017</year>
<volume>6</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>4-20</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carlsson]]></surname>
<given-names><![CDATA[U]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weibull]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Freedom of expression in the digital media culture: A study of public opinion in Sweden]]></source>
<year>2018</year>
<publisher-loc><![CDATA[Göteborg ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Nordicom]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Casanova]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Esfera pública, democracia e internet: os bloggers em Portugal]]></article-title>
<source><![CDATA[OBS*Observatorio]]></source>
<year>2010</year>
<volume>4</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>091-118</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Castells]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A sociedade em rede]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fundação Calouste Gulbenkian]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Castells]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Communication power and counter-power in the networked society]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Communication]]></source>
<year>2007</year>
<volume>1</volume>
<page-range>238-266</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Castells]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The new public sphere: global civic society, communication networks, and global governance]]></article-title>
<source><![CDATA[The Annals of the American Academy of Political and Social Science]]></source>
<year>2008</year>
<volume>616</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>78-93</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Çela]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Social media as a new form of public sphere]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Social Sciences Education and Research]]></source>
<year>2015</year>
<volume>4</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>195-200</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Crack]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Transcending borders?: Reassessing public spheres in a networked world]]></article-title>
<source><![CDATA[Globalizations]]></source>
<year>2007</year>
<volume>4</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>341-354</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dahlberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Habermasian public sphere: a specification of the idealized conditions of democratic communication]]></article-title>
<source><![CDATA[Studies in Social and Political Thought]]></source>
<year>2004</year>
<volume>10</volume>
<page-range>2-18</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dahlberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The internet, deliberative democracy, and power: radicalizing the public sphere]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Media & Cultural Politics]]></source>
<year>2007</year>
<volume>3</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>47-64</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Davenport]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Beck]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The attention economy: understanding the New Currency of Business]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Boston ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Harvard Business Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fernback]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thompson]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Virtual communities: abort, retry, failure?]]></source>
<year>1995</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Flick]]></surname>
<given-names><![CDATA[U]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kardorff]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. V]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Steinke]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[What is qualitative research?: An introduction to the field]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Flick]]></surname>
<given-names><![CDATA[U]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kardorff]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. V]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Steinke]]></surname>
<given-names><![CDATA[I. A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Companion to qualitative research]]></source>
<year>2004</year>
<page-range>3-11</page-range><publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sage]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Frenette]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vermette]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os jovens adultos e a esfera pública digital]]></article-title>
<source><![CDATA[Comunicação e Sociedade]]></source>
<year>2013</year>
<volume>23</volume>
<page-range>14-35</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gerhards]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Neidhardt]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Strukturen Und Funktionen Modernder Offentlichkeit: Fragestellungen Und Ansätze]]></source>
<year>1991</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Giddens]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Runaway world]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova Iorque ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Glaser]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Citizen journalism: widening world views, extending democracy]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Allan]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Routledge companion to news and journalism]]></source>
<year>2010</year>
<page-range>578-590</page-range><publisher-loc><![CDATA[Nova IorqueLondres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Glasser]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The idea of public journalism]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova Iorque ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[The Guilford Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Haas]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The pursuit of public journalism: theory, practice and criticism]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova Iorque ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Habermas]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The structural transformation of the public sphere: an inquiry into a category of bourgeois society]]></source>
<year>1989</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Polity Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Habermas]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Between facts and norms]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[The MIT Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hjarvard]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Public service in the age of social network media]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Lowe]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Van den Bulck]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Donders]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Public service media in the networked society]]></source>
<year>2018</year>
<page-range>59-74</page-range><publisher-loc><![CDATA[Gothenburg ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Nordicom]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jenkins]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Convergence culture: where old and new media collide]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova Iorque ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[New York University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Khan]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. Z]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[From Habermas model to new public sphere: a paradigm shift]]></article-title>
<source><![CDATA[Global Journal of Human Social Science]]></source>
<year>2012</year>
<volume>12</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>43-51</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lewis]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The tension between professional control and open participation: journalism and its boundaries]]></article-title>
<source><![CDATA[Information, Communication & Society]]></source>
<year>2012</year>
<volume>15</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>836-866</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Luque]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martínez]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sánchez]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. O. P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O Movimento 15M: Ações coletivas e voláteis no campo político]]></article-title>
<source><![CDATA[Comunicação e Sociedade]]></source>
<year>2013</year>
<volume>23</volume>
<page-range>56-68</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mahlouly]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Rethinking the public sphere in a digital environment: similarities between the eighteenth and the twenty-first centuries]]></article-title>
<source><![CDATA[ESharp]]></source>
<year>2013</year>
<volume>20</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>1-21</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Manning]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. W]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The “gate kepper”: a case study in the selection of news]]></article-title>
<source><![CDATA[Journalism Quaterly]]></source>
<year>1950</year>
<volume>27</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>383-390</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mason]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Why it’s kicking off everywhere: the new global revolutions]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Verso Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mourao]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yoo]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Geise]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Araiza]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kilgo]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chen]]></surname>
<given-names><![CDATA[V. Y]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Johnson]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Online news, social media and european union attitudes: a multidimensional analysis]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Communication]]></source>
<year>2015</year>
<volume>9</volume>
<page-range>3199-3222</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Murru]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A interseção entre o “óbvio” e o “público catalisado” através do domínio de mediatização das culturas cívicas]]></article-title>
<source><![CDATA[Comunicação e Sociedade]]></source>
<year>2013</year>
<volume>23</volume>
<page-range>153-169</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Noor]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Citizen journalism vs mainstream journalism: a study on challenges posed by amateurs]]></article-title>
<source><![CDATA[Athens Journal of Mass Media and Communication]]></source>
<year>2017</year>
<volume>3</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>55-76</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Palczewiski]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. H]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cyber-movements, new social movements, and counterpublics]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Asen]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brouwer]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Counterpublics and the state]]></source>
<year>2001</year>
<page-range>161-186</page-range><publisher-loc><![CDATA[Albany ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[State University of New York Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Reuters Institute for the Study of Journalism</collab>
<source><![CDATA[Digital news report]]></source>
<year>2018</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rosen]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[What are journalists for?]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[New Haven ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Yale University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sampedro]]></surname>
<given-names><![CDATA[V]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Avidad]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The digital public sphere: an alternative and counterhegemonic space? The case of Spain]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Communication]]></source>
<year>2018</year>
<volume>12</volume>
<page-range>23-44</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B46">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Shoemaker]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vos]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Gatekeeping theory]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova Iorque ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B47">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Singer]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The journalist in the network: A Shifting rationale for the gatekeeping role and the objectivity norm]]></article-title>
<source><![CDATA[Tripodos: Llenguatge, Pensament, Comunicacio]]></source>
<year>2012</year>
<volume>23</volume>
<page-range>61-76</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B48">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sousa]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pinto]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Costa e Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Esfera pública digital: fragilidades e desafios: uma introdução]]></article-title>
<source><![CDATA[Comunicação e Sociedade]]></source>
<year>2013</year>
<volume>23</volume>
<page-range>5-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B49">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Strandberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berg]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comentários dos leitores dos jornais online: conversa democrática ou discursos de Opereta virtuais?]]></article-title>
<source><![CDATA[Comunicação e Sociedade]]></source>
<year>2013</year>
<volume>23</volume>
<page-range>110-131</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B50">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Torres da Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Participação e deliberação: um estudo de caso dos comentários às notícias sobre as eleições presidenciais brasileiras]]></article-title>
<source><![CDATA[Comunicação e Sociedade]]></source>
<year>2013</year>
<volume>23</volume>
<page-range>82-95</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B51">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Usha]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Niemann]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Social media as a platform for incessant political communication: a case study of Modi’s “clean India” campaign]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Communication]]></source>
<year>2017</year>
<volume>11</volume>
<page-range>3431-3453</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B52">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[van der Haak]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Parks]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Castells]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The future of journalism: networked journalism]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Communication]]></source>
<year>2012</year>
<volume>6</volume>
<page-range>2923-2938</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B53">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Van Dijck]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The culture of connectivity: a critical history of social media]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B54">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Walter]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Three models of the european public sphere]]></article-title>
<source><![CDATA[Journalism studies]]></source>
<year>2015</year>
<volume>18</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>749-770</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
