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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A "crise dos refugiados" na Europa: entre totalidade e infinito]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The self and the other. Totality and the infinite. In other words, totality as the discourse of the self which erases the other; and the infinite as the discourse of the other, which constrains and imposes reservations on the discourse of totality. I encounter the other in a face-to-face relationship, who thereby starts to exist within me, becomes part of me, constitutes me. This is the path whereby we fall in love, and can also be the path of compassion and solidarity. But the relationship with the other is not exhausted in the encounter. The encounter with the other is often followed by erasure, assimilation, and even domination of the other. Strictly speaking, we can say that the other can never be reduced to the self, i.e. may never be erased within me. And if the issue at stake is to ignore the other, or segregate, discriminate and dominate him, this implies exerting a form of violence over him. This is my starting point and my focus on discussing the "refugee crisis" in Europe.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS TEM&Aacute;TICOS</b></p>     <p><b>A &quot;crise dos refugiados&quot; na Europa &mdash; entre totalidade e infinito</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>The &quot;refugee crisis&quot; in Europe &mdash; between totality and the infinite</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> //     <p><b> Mois&eacute;s de Lemos Martins <sup>1</sup></b>    <br>     <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0003-3072-2904" target="_blank">https://orcid.org/0000-0003-3072-2904</a></p>     
<p>*Centro de Estudos de Comunica&ccedil;&atilde;o e Sociedade, Universidade do Minho, Portugal.</p>     <p><a href="mailto:moiseslmartins@gmail.com">moiseslmartins@gmail.com</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O eu e o outro. A totalidade e o infinito. Ou seja, a totalidade como o discurso do eu, que apaga o outro; e o infinito como o discurso do outro, que limita e imp&otilde;e reservas ao discurso da totalidade. &Eacute; numa rela&ccedil;&atilde;o face a face que eu encontro o outro, o qual passa, ent&atilde;o, a existir em mim, a fazer parte de mim, constituindo-me. Esse &eacute; o caminho do enamoramento, e pode ser tamb&eacute;m o caminho da compaix&atilde;o e da solidariedade. Mas a rela&ccedil;&atilde;o com o outro n&atilde;o se esgota no encontro. Depois do encontro do outro, seguem-se muitas vezes o seu apagamento, assimila&ccedil;&atilde;o, e mesmo domina&ccedil;&atilde;o. Em termos rigorosos, o que podemos dizer &eacute; que o outro nunca &eacute; redut&iacute;vel ao eu, ou seja, nunca &eacute; apag&aacute;vel em mim. E se o que est&aacute; em causa &eacute; ignorar o outro, ou ent&atilde;o, segreg&aacute;-lo, discrimin&aacute;-lo e domin&aacute;-lo, do que se trata mesmo &eacute; de exercer sobre ele uma viol&ecirc;ncia. &Eacute; este o meu ponto de partida e o meu &acirc;ngulo de enfoque para debater a &quot;crise dos refugiados&quot; na Europa.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Colonialismo; expans&atilde;o europeia; lusofonia; princ&iacute;pio da analogia; refugiados</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The self and the other. Totality and the infinite. In other words, totality as the discourse of the self which erases the other; and the infinite as the discourse of the other, which constrains and imposes reservations on the discourse of totality. I encounter the other in a face-to-face relationship, who thereby starts to exist within me, becomes part of me, constitutes me. This is the path whereby we fall in love, and can also be the path of compassion and solidarity. But the relationship with the other is not exhausted in the encounter. The encounter with the other is often followed by erasure, assimilation, and even domination of the other. Strictly speaking, we can say that the other can never be reduced to the self, i.e. may never be erased within me. And if the issue at stake is to ignore the other, or segregate, discriminate and dominate him, this implies exerting a form of violence over him. This is my starting point and my focus on discussing the &quot;refugee crisis&quot; in Europe.</p>     <p><b>Keywords</b>: Colonialism; European expansion; Lusophony; principle of analogy; refugees</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>No Ocidente, dos gregos a Descartes, o debate sobre o outro foi sempre enquadrado pelo princ&iacute;pio da analogia: o universo inteiro remetia para um criador. Mas a partir do Iluminismo, que laicizou o humano e a cultura, o outro foi, sucessivamente, o sujeito moral numa filosofia transcendental, em Kant (1781/1980, 1788/1989); o que resulta da dial&eacute;tica entre o senhor e o escravo, em Hegel (1807/1970); uma vontade metaf&iacute;sica, &quot;cega, insaci&aacute;vel e maligna&quot;, em Schopenhauer (1819/2005); um outro, distante e ex&oacute;tico (Park, 1928; Simmel, 1908/1979), que se converteu na obsess&atilde;o de etn&oacute;grafos e etn&oacute;logos; um c&oacute;digo e uma raz&atilde;o inconsciente, escrutinados, em perman&ecirc;ncia, por linguistas e estruturalistas. Mas o outro &eacute;, tamb&eacute;m, uma &quot;vontade de saber&quot; em Michel Foucault (1976); &eacute; &quot;repeti&ccedil;&atilde;o e diferen&ccedil;a&quot;, em Gilles Deleuze (1968); &eacute; &quot;totalidade e infinito&quot;, em Emanuel L&eacute;vinas (1971); &eacute; &quot;uma diferen&ccedil;a&quot;, que resiste, em Jacques Derrida (1967); &eacute; &quot;o mesmo e o outro&quot;, em Vincent Descombes (1979); &eacute; &quot;uma identidade produzida, uma identidade institu&iacute;da e uma identidade expressa&quot;, ou seja &quot;uma perten&ccedil;a lingu&iacute;stica, um destino coletivo e uma decis&atilde;o individual&quot;, em Michel Oriol (1979, 1985); &eacute; &quot;si mesmo como um outro&quot;, em Paul Ricoeur (1990); e &eacute;, ainda, m&aacute;scaras brancas e peles negras, enfim, os danados da terra, em Franz Fanon (1963, 1986); assim como s&atilde;o os subalternos, que n&atilde;o t&ecirc;m voz, em Gayatri Spivak (1988/2010); ou ent&atilde;o, &eacute; uma raz&atilde;o resistente contra uma raz&atilde;o hegem&oacute;nica, em Edward Said (1994); ou o outro em mim e eu no outro, em Homi Bhabha (1994); ou mesmo, uma diversidade de mem&oacute;rias e narrativas identit&aacute;rias e de pr&aacute;ticas sociais singulares, em Stuart Hall (1997).</p>     <p>Em &quot;La pens&eacute;e du dehors&quot;, um artigo que Michel Foucault publicou em 1966, na revista francesa <i>Critique</i>, &eacute; tematizada uma tens&atilde;o, que sempre existiu no Ocidente, entre o mesmo e o outro. Os termos que Foucault convoca para este debate s&atilde;o as frases &quot;eu minto&quot;; &quot;eu falo&quot; (Foucault, 1966a). Ora, em &quot;eu minto&quot;, quem mente sou eu, o que significa que apenas posso mentir no regime do eu, que &eacute; o regime da totalidade &mdash; o regime da mesmidade. Mas, para mentir, preciso de falar. E falar j&aacute; n&atilde;o se cinge ao regime do mesmo. Porque falar &eacute; inscrever o outro no regime do eu, &eacute; convocar o outro, a alteridade, e fazer conviver a totalidade com o infinito. A l&iacute;ngua torna o outro presente em mim. A l&iacute;ngua &eacute; o lugar do outro, &eacute; uma constru&ccedil;&atilde;o social, que n&atilde;o precisa de mim para existir, &eacute; o infinito; embora a totalidade que eu sou lhe possa emprestar um estilo, que a reinvente e lhe d&ecirc; horizontes novos.</p>     <p>No pref&aacute;cio que escreveu para o livro de Fran&ccedil;ois Flahaut, <i>La parole interm&eacute;diaire</i>, Roland Barthes explica bem a inscri&ccedil;&atilde;o do outro em mim, atrav&eacute;s da fala:</p>     <blockquote>       <p>[o sujeito] n&atilde;o preexiste &agrave; linguagem e constitui-se como sujeito &agrave; medida que fala, escuta, ou melhor ainda, fala a escuta que imagina na sua pr&oacute;pria fala: ao falar, o homem n&atilde;o se exprime, realiza-se, produz-se; a sua liberdade n&atilde;o tem origem em Deus, nem na Raz&atilde;o, mas no jogo (e h&aacute; que tomar esta palavra em todas as suas ace&ccedil;&otilde;es) que lhe concede a ordem simb&oacute;lica, sem a qual n&atilde;o falaria, nem seria um homem. (Barthes, 1978, p. 9)</p> </blockquote>     <p>Ent&atilde;o, sendo a inscri&ccedil;&atilde;o do outro em mim um processo de realiza&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o, podemos concluir com os versos de M&aacute;rio de S&aacute;-Carneiro (1914/1933): &quot;eu n&atilde;o sou eu nem sou o outro/ Sou qualquer coisa de interm&eacute;dio&quot;, num caminho &quot;que vai de mim para o Outro&quot;.</p>     <p>Esta reflex&atilde;o foi-me suscitada pela crise de refugiados na Europa. Do que me vou ocupar &eacute;, pois, da Europa e do seu imagin&aacute;rio.</p>     <p>Eduardo Louren&ccedil;o (1990) escreveu que pouca coisa existe que possamos apresentar, hoje, como um imagin&aacute;rio partilhado pelos povos europeus, ou seja, que pouca coisa existe que possa ser aparentada a um sonho comum europeu<sup><a href="#1" name="top1">[1]</a></sup>. &Eacute;, todavia, em fun&ccedil;&atilde;o daquilo a que chamo de imagin&aacute;rio europeu, que vou discutir as condi&ccedil;&otilde;es de possibilidade na Europa de um discurso sobre as migra&ccedil;&otilde;es, a diversidade, a comunica&ccedil;&atilde;o intercultural e a media&ccedil;&atilde;o &mdash; um discurso que seja, al&eacute;m disso, condi&ccedil;&atilde;o de possibilidade de comunidades mais acolhedoras, inclusivas e pac&iacute;ficas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Regimes geom&eacute;tricos de explica&ccedil;&atilde;o do mundo</b></p>     <p>Em julho de 2016, Manuel Albino defendeu uma tese de doutoramento em Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, na Universidade do Minho, sobre os modos geom&eacute;tricos que a Europa engendrou para construir um olhar que lhe permitisse ler a realidade. Os regimes geom&eacute;tricos de explica&ccedil;&atilde;o do mundo s&atilde;o regimes fundados na medida. E podemos mesmo dizer que a ideia de Europa e a sua modernidade se estabeleceu sobre eles.</p>     <p>A tese de Manuel Albino tem o seguinte t&iacute;tulo: <i>As representa&ccedil;&otilde;es da realidade &mdash; a sem&acirc;ntica da mat&eacute;ria e a geometria da express&atilde;o</i> (Albino, 2016). E, em s&iacute;ntese, &eacute; este o argumento apresentado: a mat&eacute;ria, aquilo a que chamamos natureza e vida, tem uma ordem, um sentido. Quer isto dizer que a mat&eacute;ria, assim como a vida, &eacute; organizada e que essa ordem produz um sentido. E n&oacute;s constru&iacute;mos formas geom&eacute;tricas, ou seja, medi&ccedil;&otilde;es, para nos apropriarmos da mat&eacute;ria, o que tamb&eacute;m quer dizer, para nos apropriarmos do sentido que a mat&eacute;ria tem &mdash; que a vida tem.</p>     <p>O trabalho de apropria&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria &eacute;, ent&atilde;o, medir intensidades, sonoridades, movimentos, energias, din&acirc;micas, processos, dura&ccedil;&otilde;es, ritmos, cad&ecirc;ncias, que declinem as pulsa&ccedil;&otilde;es da vida. O conceito de vida tende, de facto, a preencher, hoje, o mesmo papel que a ideia de raz&atilde;o teve com o Iluminismo, a partir do s&eacute;culo XVIII, da mesma forma que j&aacute; o tivera na especula&ccedil;&atilde;o grega a ideia de subst&acirc;ncia, como ess&ecirc;ncia imut&aacute;vel e eterna, ou ent&atilde;o a ideia crist&atilde; de Deus na teologia medieval, e mesmo a ideia de natureza e de leis do movimento mec&acirc;nico no Renascimento (Jank&eacute;l&eacute;vitch, 1925/1988, p. 11).</p>     <p>Essa medi&ccedil;&atilde;o faz-se atrav&eacute;s de misturas, que compatibilizem os elementos e estabele&ccedil;am <i>o mesmo</i>, e tamb&eacute;m atrav&eacute;s de lentes, que filtrem os elementos e identifiquem <i>as diferen&ccedil;as</i>. Estabelecidas atrav&eacute;s das formas geom&eacute;tricas, que verificam o mesmo e o diferente, tais medidas s&atilde;o express&otilde;es geom&eacute;tricas.</p>     <p>Manuel Albino (2016) centrou-se, sobretudo, na an&aacute;lise de tr&ecirc;s modelos, de ge&oacute;metras e matem&aacute;ticos: <i>o modelo de Euclides</i> (s&eacute;culo III a.C.), <i>o modelo de Descartes</i> (s&eacute;culo XVII) e <i>o modelo de Leibniz</i> (s&eacute;culos XVII/XVIII). Mas tamb&eacute;m lhe interessou Michel Serres, um fil&oacute;sofo franc&ecirc;s contempor&acirc;neo, que os soci&oacute;logos olham como um de entre eles, certamente por ter escrito, em 1975, a obra <i>Auguste Comte. Le&ccedil;ons de philosophie positive</i>, ou seja, li&ccedil;&otilde;es de Sociologia. Mas os cientistas da Comunica&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m adotaram Michel Serres como um dos seus te&oacute;ricos, sem d&uacute;vida por ter escrito, em 1969, <i>Herm&egrave;s &mdash; la Communication</i>.</p>     <p>Michel Serres escreveu, em 1993, <i>Les origines de la G&eacute;om&eacute;trie</i>, depois de em 1968 ter escrito <i>Le syst&egrave;me de Leibniz et ses mod&egrave;les math&eacute;matiques</i>. E foram essas as principais raz&otilde;es que levaram Manuel Albino (2016) a recorrer a Michel Serres.</p>     <p>Dos v&aacute;rios modelos geom&eacute;tricos em que Manuel Albino (2016) se fundou interessou-me, particularmente, o modelo de Euclides, que &eacute; centrado no ponto.</p>     <p><b>A metaf&iacute;sica da unidade &mdash; regimes geom&eacute;tricos e regimes compreensivos</b></p>     <p>Nunca me interessaram, particularmente, as figuras geom&eacute;tricas. As minhas tentativas de apropria&ccedil;&atilde;o do real n&atilde;o assentam na medida, que objetiva o real para o explicar. Tenho-me fundado, antes, no discurso, que procura compreender o real, aproximando-o do sujeito. A minha tese principal &eacute; a de que o movimento sobre o qual se estabelece a civiliza&ccedil;&atilde;o ocidental &eacute; a metaf&iacute;sica da unidade. Desenvolvi este ponto de vista, em 2011, em <i>Crise no castelo da cultura. Das estrelas para os ecr&atilde;s</i>, livro que reeditei em 2017 (Martins, 2011a).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mas &eacute; tamb&eacute;m na metaf&iacute;sica do real que se estribaram as representa&ccedil;&otilde;es geom&eacute;tricas, que at&eacute; &agrave; modernidade nos governaram na Europa. Vejamos em Euclides. O ponto foi na Antiguidade Cl&aacute;ssica e pela Idade M&eacute;dia adiante, at&eacute; &agrave; entrada na modernidade, com o Renascimento, a representa&ccedil;&atilde;o dominante do mundo. O ponto &eacute; o fundamento, o primeiro princ&iacute;pio, a origem, o come&ccedil;o de todas as coisas. O ponto &eacute;, portanto, a unidade, ou seja, o ponto &eacute; o todo. E, sendo o todo, o ponto &eacute; tudo: &eacute; a ess&ecirc;ncia, a subst&acirc;ncia, e &eacute; Deus, quando o ponto se projeta para o infinito, num movimento assint&oacute;tico. </p>     <p>Uma itera&ccedil;&atilde;o de pontos, ou seja, uma repeti&ccedil;&atilde;o de pontos, d&aacute;-nos uma linha reta, o que quer dizer, uma <i>analogia</i>, com todos os pontos a serem feitos &agrave; semelhan&ccedil;a (&agrave; imagem) do primeiro, a serem feitos &agrave; imagem de Deus, e por isso a reenviarem para ele. Em conclus&atilde;o, o regime da analogia &eacute; tautol&oacute;gico, redundante, porque &eacute; a itera&ccedil;&atilde;o (a repeti&ccedil;&atilde;o) do <i>mesmo</i>. E, nestas circunst&acirc;ncias, temos um caminho &uacute;nico, sempre o mesmo caminho, em linha reta.</p>     <p>Uma linha reta, que &eacute; uma itera&ccedil;&atilde;o de pontos, seja de pontos para a frente, seja de pontos para tr&aacute;s, apenas nos pode dar proje&ccedil;&otilde;es do uno: se s&atilde;o pontos para tr&aacute;s, temos um eterno retorno &agrave; g&eacute;nese, podendo fazer obra de arqueologia e de genealogia; se s&atilde;o pontos para diante, temos a proje&ccedil;&atilde;o do futuro, o apocalipse, podendo fazer obra de escatologia. E se quisermos ser paradoxais, como Gilles Deleuze, &eacute; poss&iacute;vel afirmar que o eterno retorno (o <i>mesmo</i>) repete o futuro (a <i>diferen&ccedil;a</i>) (Deleuze, 1968).</p>     <p>Em conclus&atilde;o, ainda de um ponto de vista euclidiano, podemos dizer que, se temos um ponto, temos um primeiro princ&iacute;pio, um fundamento. E, tendo um fundamento, podemos viver de acordo com ele, em correspond&ecirc;ncia, ou seja, podemos viver analogicamente, apontando e reenviando sempre para ele.</p>     <p>Podemos, pois, afirmar que o regime euclidiano exprime uma metaf&iacute;sica da unidade. Mas podemos dizer a mesma coisa do regime da representa&ccedil;&atilde;o anal&oacute;gica. Neste regime, a <i>diferen&ccedil;a</i>, toda a diferen&ccedil;a, remete para a unidade, ou seja, toda a diferen&ccedil;a &eacute; anulada e assimilada pela unidade. Nestas circunst&acirc;ncias, a viagem para que somos convocados &eacute; <i>uma passagem</i>, em que o conto &eacute; sempre o mesmo, <i>entre uma g&eacute;nese e um apocalipse</i>, connosco a viver de acordo com a origem, com o primeiro princ&iacute;pio, com o fundamento. Assim, o grande mist&eacute;rio da nossa vida, a sua magia, e tamb&eacute;m a sua apoteose, estaria em o futuro apressar a nossa chegada &agrave; g&eacute;nese.</p>     <p>J&aacute; sublinhei, todavia, a metaf&iacute;sica da unidade ignora, ou ent&atilde;o abafa, anula e absorve toda a diferen&ccedil;a. E &eacute; por essa raz&atilde;o que o conto &eacute; sempre o mesmo. Foi-o com o <i>logocentrismo</i>, em que a <i>raz&atilde;o</i> &eacute; a inst&acirc;ncia soberana de decis&atilde;o. Foi-o com o <i>clericalismo</i>, em que a <i>Igreja</i> &eacute; &quot;&uacute;nica e verdadeira&quot;. Foi-o com o <i>etnocentrismo</i>, em que as &uacute;nicas tradi&ccedil;&otilde;es, mem&oacute;rias e narrativas que importam s&atilde;o as de <i>um povo</i> providencial. Foi-o com o <i>imperialismo</i>, em que se manifesta a soberania e a for&ccedil;a de um &uacute;nico <i>Estado</i>. Foi-o com o <i>colonialismo</i>, em que a ideia de <i>povo civilizador</i> justifica a miss&atilde;o hist&oacute;rica que este se autoatribui e exerce sobre outros povos. Foi-o com <i>o sexismo/machismo/falocratismo</i>, em que os homens desqualificam e subalternizam as mulheres<sup><a href="#2" name="top2">[2]</a></sup>. E &eacute;-o, agora, com o <i>produtivismo</i>, com a civiliza&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica a mobilizar-nos, &quot;total&quot; (J&uuml;nger, 1930/1990) e &quot;infinitamente&quot; (Sloterdijk, 2000), para o mercado, tendo como corol&aacute;rio a monetariza&ccedil;&atilde;o da vida, ou seja, a convers&atilde;o de bens, corpos e almas em mercadoria.</p>     <p><b>A <i>episteme</i> europeia, at&eacute; &agrave; modernidade</b></p>     <p>Sobre os limites da representa&ccedil;&atilde;o anal&oacute;gica do real, a qual, na verdade, permanentemente reitera o mesmo, pelo princ&iacute;pio da analogia, escreveu Michel Foucault (1966b) o cap&iacute;tulo VII de <i>Les mots et les choses &mdash; une arch&eacute;ologie des Sciences Humaines</i>.</p>     <p>Tamb&eacute;m &eacute; por Michel Foucault, em <i>Les mots et les choses</i> (1966b) e em <i>L'ordre du discours</i> (1971), que ficamos a saber que todos os discursos obedecem a um modo de produ&ccedil;&atilde;o do sentido espec&iacute;fico, ou a um regime do olhar particular, &agrave;quilo a que chamou uma <i>episteme</i>. Um modo de produ&ccedil;&atilde;o do sentido fornece-nos as condi&ccedil;&otilde;es de possibilidade de um discurso, as suas condi&ccedil;&otilde;es de emerg&ecirc;ncia, funcionamento e reprodu&ccedil;&atilde;o, o que quer dizer que um modo de produ&ccedil;&atilde;o do sentido torna poss&iacute;vel que possamos falar de determinados objetos, utilizar determinadas metodologias e apontar para determinados horizontes te&oacute;ricos, a ponto de at&eacute; os modos de racioc&iacute;nio estarem sujeitos a esse regime (Foucault, 1971).</p>     <p>O regime da analogia, seja com o <i>logos</i> grego, uma palavra que &eacute; tamb&eacute;m raz&atilde;o, sentido e dire&ccedil;&atilde;o, seja com o <i>sun/bol&eacute;</i> judaico-crist&atilde;o, seja ainda, com Al&aacute;, o deus criador, no Islamismo, uma imagem que re&uacute;ne, n&atilde;o &eacute;, pois, caminho para o outro, mas apenas para o mesmo, para a unidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi, todavia, a metaf&iacute;sica da unidade que fundou a tirania das oposi&ccedil;&otilde;es bin&aacute;rias, aquilo a que Charles Sanders Peirce, no dizer de L&uacute;cia Santaella, chamou &quot;o castigo ocidental&quot;: esp&iacute;rito e mat&eacute;ria; alma e corpo; ess&ecirc;ncia/subst&acirc;ncia e acidente; sujeito e objeto; abstrato e concreto; n&uacute;mero e fen&oacute;meno; pensamento e sentimento; raz&atilde;o e emo&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#3" name="top3">[3]</a></sup>. Trata-se de um verdadeiro castigo, porque a metaf&iacute;sica da unidade, que est&aacute; impl&iacute;cita nas oposi&ccedil;&otilde;es bin&aacute;rias, conclui que a verdadeira e &uacute;nica realidade &eacute; o esp&iacute;rito (a ideia, para os gregos; o &quot;sopro&quot;, &quot;ruah&quot;, para os judeus; a alma, para os crist&atilde;os); &eacute; o sujeito, o n&uacute;meno, o pensamento, a raz&atilde;o.</p>     <p>Toda a diferen&ccedil;a &eacute; assim anulada e absorvida pela cultura do uno, pela sua for&ccedil;a. Para falar geometricamente, podemos pensar na fita de M&ouml;ebius, em que o zero e o infinito coincidem. Ou ent&atilde;o, exprimindo-nos poeticamente, podemos convocar Fernando Pessoa, na <i>Mensagem</i>, e especificamente no primeiro verso do poema &quot;Ulisses&quot;, em que &quot;o mito &eacute; o nada que &eacute; tudo&quot; (Pessoa, 1928/1986, p. 1146).</p>     <p>A modernidade irrompeu, precisamente, com a destrui&ccedil;&atilde;o deste regime, o regime da analogia, pelo <i>Iluminismo</i> e pelo <i>Romantismo</i>. Trata-se das duas tonalidades, uma maior, outra menor, que modelaram o imagin&aacute;rio moderno. O <i>Iluminismo</i> e o <i>Romantismo</i> t&ecirc;m em comum o facto de constitu&iacute;rem uma fissura do tempo, rompendo ambos com o regime da analogia. De ora em diante, deixou de haver o que quer que seja que possa dar-se como um fundamento (um <i>Grund</i>, segundo a express&atilde;o de Nietzsche), relativamente ao qual seja poss&iacute;vel <i>viver de acordo</i> ou <i>em correspond&ecirc;ncia</i>. Quer dizer, tanto a vida como os indiv&iacute;duos que vivem, deixaram de ser criaturas reunidas por Deus.</p>     <p>Acontece, no entanto, que nestas circunst&acirc;ncias, j&aacute; n&atilde;o estando reunidos por Deus, nem a vida, nem os indiv&iacute;duos que vivem, sendo antes possu&iacute;dos pela <i>dia/bol&eacute;</i>, uma imagem que separa e autonomiza (Martins, 2003; 2011a), eclode a figura de &quot;trag&eacute;dia da cultura&quot;, presente, por exemplo, na obra de Nietzsche (1881/1996), Georg Simmel (1925/1988) e Hannah Arendt (1954/1972). Como bem assinalou Jank&eacute;l&eacute;vitch (1925/1998, p. 69), o primeiro momento da trag&eacute;dia da cultura moderna ocidental data do dia em que &quot;a corrente cont&iacute;nua da vida [de criaturas de Deus] se cristalizou em individualidades fechadas sobre si mesmas e perec&iacute;veis&quot;<sup><a href="#4" name="top4">[4]</a></sup>.</p>     <p>Mas voltemos &agrave;s duas tonalidades principais da modernidade, o Iluminismo e o Romantismo. O Iluminismo &eacute; como que um sol maior; e o Romantismo &eacute; uma esp&eacute;cie de sol menor. O sol maior do Iluminismo &eacute; universalista, formula direitos humanos universais e direitos naturais, e funda uma cultura apol&iacute;nea, em que a Humanidade &eacute; una, tal como a Cultura, sendo a sua marcha triunfante, da barb&aacute;rie para a civiliza&ccedil;&atilde;o, em termos lineares e evolutivos. A <i>Encyclop&eacute;die ou Dictionnaire Raisonn&eacute; des Sciences, des Arts et des M&eacute;tiers</i>, editada entre 1751 e 1772, por Diderot e D'Alembert<sup><a href="#5" name="top5">[5]</a></sup>, exprime bem esse esp&iacute;rito de &eacute;poca, uma tonalidade em que a raz&atilde;o deve esclarecer e iluminar as trevas, o obscurantismo e as supersti&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Temos aqui um outro sentido para a ideia de &quot;trag&eacute;dia da cultura&quot;: com o Iluminismo, afastamo-nos do regime da analogia e ficamos sem reden&ccedil;&atilde;o, mantendo-nos abra&ccedil;ados, todavia, &agrave; metaf&iacute;sica da unidade, que absorve e apaga a diferen&ccedil;a. Fazendo da raz&atilde;o a inst&acirc;ncia soberana de decis&atilde;o, entr&aacute;mos no colonialismo e cheg&aacute;mos ao <i>produtivismo</i>, que &eacute; a forma atual da metamorfose por que tem passado a metaf&iacute;sica da unidade. </p>     <p>Tem-nos valido, entretanto, a tonalidade menor da modernidade, o Romantismo, que constitui a vis&atilde;o em negativo do Iluminismo, o seu recalcado, ou a sua consci&ecirc;ncia infeliz, que se abre &agrave; diferen&ccedil;a e &agrave; diversidade das culturas, &quot;entre g&eacute;nio e loucura&quot; (Clair, 2005). Nesse sentido, o ensaio de Herder, intitulado <i>Id&eacute;es sur la Philosophie de l'Histoire de l'Humanit&eacute;</i>, publicado em 1774 (Herder, 1774/1827), pode ser entendido como uma resposta endere&ccedil;ada diretamente &agrave; <i>Encyclop&eacute;die</i>.</p>     <p>E &eacute; este entendimento rom&acirc;ntico daquilo que &eacute; separado, que nos abre caminho para o entendimento daquilo que &eacute; diverso. &Eacute; que o diverso, nas palavras de Victor Segalen (1995, p. 747), &eacute; apenas &quot;o poder de conceber Outrem&quot;. De acordo com Christine Buci-Glucksman (2005, p. 51), esta perce&ccedil;&atilde;o do diverso &quot;provoca no conhecimento uma sensa&ccedil;&atilde;o de estranheza, de inesperado, de sobre-humano, de&lsquo;tudo o que &eacute; Outro&rsquo;&quot;. Pode dizer-se, de facto, retomando Buci-Glucksman (2005, p. 51) que &quot;o vento de ate&iacute;smo reivindicado n&atilde;o &eacute; a perda do mist&eacute;rio&quot;. Um tal vento deixa que se produza o momento &quot;em que o misterioso participa da vertigem. Porque &eacute; no pr&oacute;prio diverso que &eacute; &lsquo;exaltada a exist&ecirc;ncia&rsquo; &quot; (Buci-Glucksman, 2005, p. 51). C&aacute; est&aacute;, &quot;entre g&eacute;nio e loucura&quot; (Clair, 2005), com &quot;o misterioso a participar da vertigem&quot;, ou seja, &quot;da estranheza e do inesperado&quot; (Buci-Glucksman, 2005, p. 51), o outro, o diverso, o infinito, tem a mesma vertigem da totalidade, a mesma vertigem do eu, a mesma vertigem do mesmo.</p>     <p><b>A Expans&atilde;o europeia e o colonialismo</b></p>     <p>&Eacute; numa rela&ccedil;&atilde;o que eu encontro o outro, o qual passa, ent&atilde;o, a existir em mim, fazendo parte de mim, constituindo-me (Martins, 1999)<sup><a href="#6" name="top6">[6]</a></sup>. Esse &eacute; o caminho do enamoramento, e pode ser tamb&eacute;m o caminho da compaix&atilde;o e da solidariedade. Mas a rela&ccedil;&atilde;o com o outro n&atilde;o se esgota no encontro. Depois do encontro do outro, seguem-se muitas vezes, o seu apagamento, assimila&ccedil;&atilde;o, e mesmo domina&ccedil;&atilde;o (Martins, 2015b, pp. 37-38). Em termos rigorosos, o que podemos ent&atilde;o dizer &eacute; que o outro nunca &eacute; redut&iacute;vel ao eu, ou seja, nunca &eacute; apag&aacute;vel em mim. E se o que est&aacute; em causa &eacute; segregar, discriminar e dominar o outro, do que se trata mesmo &eacute; de exercer sobre o outro uma viol&ecirc;ncia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>H&aacute; seiscentos anos, a Europa deu in&iacute;cio &agrave; Expans&atilde;o mar&iacute;tima. E o mundo conhecido abriu-se &agrave; diversidade de outros mundos. Mas este empreendimento, que produziu o encontro entre povos, conjugou-se com a domina&ccedil;&atilde;o dos povos do sul pelos povos do norte, com os povos do norte a assimilarem e a dominarem os povos do sul<sup><a href="#7" name="top7">[7]</a></sup>.</p>     <p>Podemos, todavia, dizer que o que se passou com o colonialismo &eacute; semelhante &agrave; din&acirc;mica de qualquer rela&ccedil;&atilde;o entre os indiv&iacute;duos e entre os povos. Mas o que &eacute; facto &eacute; que tudo na Europa a preparou para o regime exclusivo do uno, que apaga o outro. A cin&eacute;tica da cultura ocidental, marcada pelo regime do <i>logos</i>, da tradi&ccedil;&atilde;o greco-latina, pelo regime do <i>sun/bol&eacute;</i>, da tradi&ccedil;&atilde;o judaico-crist&atilde;, e por Al&aacute;, o deus criador, da tradi&ccedil;&atilde;o isl&acirc;mica, traduz uma longa narrativa de absor&ccedil;&atilde;o do outro pelo regime do mesmo.</p>     <p>Sobre este aspeto, distancio-me do mo&ccedil;ambicano, El&iacute;sio Macamo, Professor de Estudos Africanos, na Universidade de Basileia. Em artigo de opini&atilde;o, publicado no jornal <i>P&uacute;blico</i>, com o t&iacute;tulo: &quot;Portugal pode pedir desculpas? Quantas vezes forem necess&aacute;rias&quot;, Macamo (2017) faz a cr&iacute;tica da raz&atilde;o colonial, discutindo-a numa perspetiva meramente moral. Entende Macamo (2017) que o colonialismo significa uma trai&ccedil;&atilde;o dos europeus aos seus pr&oacute;prios ideais:</p>     <blockquote>voc&ecirc; &eacute; herdeiro de uma cultura que se define por um conjunto de valores que ela pr&oacute;pria n&atilde;o soube respeitar de forma consequente e &eacute; confrontado com isso; como reage? Encolhe os ombros e diz que foi do tempo, ou pior ainda, que os pr&oacute;prios escravos foram v&iacute;timas das suas pr&oacute;prias sociedades?</blockquote>     <p>E continua: &quot;Portugal deve pedir desculpas a si pr&oacute;prio por ter violado os seus pr&oacute;prios valores. O pedido de desculpas renova o seu compromisso com esses valores&quot;; &quot;o que est&aacute; em quest&atilde;o aqui &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o entre os portugueses e os seus pr&oacute;prios valores&quot; Macamo (2017).</p>     <p>N&atilde;o penso que as Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas devam colocar em termos morais a quest&atilde;o colonial<sup><a href="#8" name="top8">[8]</a></sup>. O colonialismo &eacute; ainda uma metamorfose da metaf&iacute;sica da unidade, que constituiu o Ocidente, e que apaga toda a diferen&ccedil;a. E o que se exige das Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas &eacute; que compreendam e expliquem este movimento, o que significa, que se espera delas que compreendam e expliquem, tamb&eacute;m, o colonialismo, e n&atilde;o que procurem os culpados, nem que promovam atos expiat&oacute;rios de culpas passadas<sup><a href="#9" name="top9">[9]</a></sup>.</p>     <p>Podemos comprovar, ainda hoje, uma situa&ccedil;&atilde;o de domina&ccedil;&atilde;o colonial, j&aacute; em regime p&oacute;s-colonial, com os tr&oacute;picos a constitu&iacute;rem um modo de antrop&oacute;logos e ge&oacute;grafos falarem de n&oacute;s e dos outros, com a totalidade a apagar o infinito, e n&atilde;o propriamente a deixar-se interrogar e fecundar por ele (Pimenta, Sarmento &amp; Azevedo, 2011).</p>     <p>A totalidade, o regime do mesmo, que &eacute; o nosso, ganha ainda hoje uma centralidade, que remete o outro para a periferia &mdash; um lugar subalterno, apagado, dominado. Neste regime, ao tomar a voz, a Europa fala do centro para a periferia, pelo que o infinito n&atilde;o pode nunca interrogar e questionar a totalidade &mdash; os tr&oacute;picos s&atilde;o sempre um lugar distante do centro, um lugar que lhe &eacute; estranho, um lugar que afinal n&atilde;o &eacute; o nosso. E o mundo permanece no regime do mesmo, nos exatos termos da velha ordem, com o infinito (o regime do outro) &agrave; ordem da totalidade (o regime do uno).</p>     <p>&Eacute; este, ali&aacute;s, o ponto de vista defendido, tamb&eacute;m, por Gayatri Spivak (1988/2010), no livro <i>Pode o subalterno falar?</i>. O processo discursivo que estabelece a Europa como sujeito imp&otilde;e ao Outro uma condi&ccedil;&atilde;o subalterna. Porque o conhecimento &eacute; exatamente como o discurso, serve sempre os interesses de quem o produz. Ao estabelecer-se como sujeito do discurso, e de um discurso &quot;universal&quot;, a Europa nega ao Outro a palavra, retira-lhe a capacidade de representa&ccedil;&atilde;o, destitui-o de nome e retira-lhe a voz<sup><a href="#10" name="top10">[10]</a></sup>.</p>     <p>Ao analisarmos, hoje, o discurso dominante dos m&eacute;dia, verificamos, ali&aacute;s, que a crise dos refugiados n&atilde;o veio trazer-nos uma realidade diferente daquela que j&aacute; conhecemos: a Europa &eacute; o nosso lugar, ou seja, o lugar do mesmo; e a &Aacute;frica e o M&eacute;dio Oriente s&atilde;o os lugares do outro, ou seja, do diferente, do diverso (Martins &amp; Marcondes, no prelo). Mas nunca estes mundos se encontram, a ponto de podermos dizer que o infinito fecunda a totalidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por um lado, vemos a Europa e os pa&iacute;ses de &Aacute;frica e M&eacute;dio Oriente como realidades dicot&oacute;micas e estanques (centro <i>versus</i> periferia), com o radicalismo isl&acirc;mico e o discurso securit&aacute;rio ocidental a torn&aacute;-las cada vez mais r&iacute;gidas. Por outro lado, vemos uma permanente reativa&ccedil;&atilde;o do regime do uno, com a Europa a apagar e a absorver o regime do outro.</p>     <p><b>A lusofonia entre a totalidade e o infinito</b></p>     <p>Em 2016, Carlos Alberto Faraco publicou <i>Hist&oacute;ria sociopol&iacute;tica da L&iacute;ngua Portuguesa</i>. Num longo cap&iacute;tulo sobre a lusofonia, Faraco (2016) debate as rela&ccedil;&otilde;es que entre si estabelecem os povos que falam portugu&ecirc;s, e tamb&eacute;m as suas respetivas di&aacute;sporas. A tais rela&ccedil;&otilde;es n&atilde;o &eacute; alheia a situa&ccedil;&atilde;o de povos, outrora colonizados, assim como a de povo outrora colonizador. E tamb&eacute;m n&atilde;o lhe s&atilde;o alheios os processos de descoloniza&ccedil;&atilde;o, por que passaram v&aacute;rios povos, assim como as guerras civis, que em v&aacute;rios casos se lhes seguiram.</p>     <p>&Eacute; conhecida a posi&ccedil;&atilde;o do escritor mo&ccedil;ambicano Mia Couto sobre a lusofonia. Prefere falar de &quot;luso-afonias&quot; (Couto, 2009). Marcos Bagno (2009), linguista brasileiro, fala, por sua vez, de &quot;ilusofonia&quot;. Nataniel Ngomane, professor de literatura na Universidade Eduardo Mondlane, em Mo&ccedil;ambique, n&atilde;o v&ecirc; na lusofonia sen&atilde;o um &quot;apagamento&quot; &mdash; de narrativas, identidades e povos (Ngomane, 2012). J&aacute; Armando Jorge Lopes, linguista mo&ccedil;ambicano, coloca a lusofonia entre as missangas mo&ccedil;ambicanas &quot;da l&iacute;ngua, da cultura e da inclusividade&quot;, missangas que s&atilde;o introduzidas no fio da comunica&ccedil;&atilde;o, quais &quot;contas de vidro coloridas e de outros materiais&quot;, &quot;que s&atilde;o tamb&eacute;m missangas do mundo&quot; (Lopes, 2017, p. 288). Carlos Alberto Faraco, por sua vez, refere-se com desconfian&ccedil;a &agrave; Lusofonia, o que o n&atilde;o impediu de coordenar a Comiss&atilde;o Nacional Brasileira do Instituto Internacional da L&iacute;ngua Portuguesa (IILP), que &eacute; o &oacute;rg&atilde;o lingu&iacute;stico da Comunidade de Povos de L&iacute;ngua Portuguesa (CPLP). Tamb&eacute;m Nataniel Ngomane tem representado Mo&ccedil;ambique neste Instituto.</p>     <p>H&aacute; mais de duas d&eacute;cadas que me interesso por pensar o outro da expans&atilde;o europeia, especificamente a expans&atilde;o portuguesa (Martins, 1990/2016, 1991, 1996, 2006, 2011b, 2014, 2015a, 2017, 2018a, 2018b, 2018c). Interessei-me por aquele que o cronista Pero Vaz de Caminha, em carta que escreveu ao Rei D. Manuel I, em 1500<sup><a href="#11" name="top11">[11]</a></sup>, descreveu com deslumbramento, como gente de feitio d&oacute;cil, pac&iacute;fica, de bons narizes e correndo nus pela praia, sem qualquer constrangimento pelas suas vergonhas.</p>     <p>Omitia, no entanto, Pero Vaz de Caminha que a rela&ccedil;&atilde;o com um outro compreende, depois do encontro, outras fases, que sup&otilde;em viol&ecirc;ncia, assimila&ccedil;&atilde;o e apagamento, como refere Tzvetan Todorov, no livro que escreveu em 1982, <i>La conqu&ecirc;te de l'Am&eacute;rique &mdash; La question de l'autre</i><sup><a href="#12" name="top12">[12]</a></sup>.</p>     <p><b>Os refugiados e a Europa, tal um alinhamento de pontos descont&iacute;nuos e intermitentes</b></p>     <p>Em 2019, conclu&iacute; com Val&eacute;ria Marcondes o estudo intitulado <i>Os olhares do P&uacute;blico &agrave; &quot;crise dos refugiados&quot;</i> (Martins &amp; Marcondes, no prelo). Tratou-se de um trabalho de an&aacute;lise do discurso dos m&eacute;dia, sobre um <i>corpus</i> de not&iacute;cias do <i>P&uacute;blico</i>, jornal di&aacute;rio portugu&ecirc;s, relativo &agrave; &quot;crise dos refugiados&quot; na Europa. O debate sobre a crise dos refugiados ocorre num contexto p&oacute;s-colonial. E isto significa v&aacute;rias coisas. Na atual crise dos refugiados na Europa, o que h&aacute; que tematizar &eacute; a tens&atilde;o entre o <i>mesmo</i> e o <i>outro</i>, ou seja, entre a <i>totalidade</i> e o <i>infinito</i>, o que tamb&eacute;m quer dizer, tematizar a rela&ccedil;&atilde;o entre pa&iacute;ses centrais, os do norte, e pa&iacute;ses perif&eacute;ricos, os do sul; e ainda, entre epistemologias do norte, desenvolvido e dominador, e &quot;epistemologias do sul&quot;, perif&eacute;rico e exclu&iacute;do (Santos &amp; Meneses, 2009)<sup><a href="#13" name="top13">[13]</a></sup>.</p>     <p>Este debate sup&otilde;e, por exemplo, que devemos ter presente a rela&ccedil;&atilde;o intrincada que os mundos n&atilde;o ocidentais t&ecirc;m com os mundos que os colonizaram, e vice-versa, o que &eacute;, em ambos os casos, uma rela&ccedil;&atilde;o paradoxal, de aproxima&ccedil;&atilde;o e rejei&ccedil;&atilde;o, para falar como Homi Bhabha (1994). E sup&otilde;e, ainda, que devemos avaliar o papel dos m&eacute;dia no processo social de constru&ccedil;&atilde;o de estere&oacute;tipos sociais sobre grupos &eacute;tnicos (Cabecinhas, 2002).</p>     <p>De um modo um tanto paradoxal, porventura anacr&oacute;nico, regresso a Euclides e retomo a figura geom&eacute;trica ponto. Os pontos s&atilde;o manchas. Um alinhamento de pontos perfaz uma linha. E, com linhas, podemos fazer cordas. Com pontos e linhas, podemos, por outro lado, desenhar c&iacute;rculos. Uma linha, seja curva seja reta, indica movimento, dire&ccedil;&atilde;o, rela&ccedil;&atilde;o e medida. Mas, se a linha for de pontos descont&iacute;nuos, tudo muda. Um alinhamento de pontos descont&iacute;nuos pode ainda indicar movimento, dire&ccedil;&atilde;o, rela&ccedil;&atilde;o e medida. Mas como o movimento &eacute; intermitente, descont&iacute;nuo, o sentido muda, sendo colocado o acento na sua fragilidade, vulnerabilidade e finitude.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Vejo nesta figura geom&eacute;trica, de um alinhamento de pontos descont&iacute;nuos, intermitentes, a met&aacute;fora da vida contempor&acirc;nea, que &eacute; menos linha a indicar um fundamento seguro, um territ&oacute;rio conhecido e uma identidade est&aacute;vel, do que um alinhamento de pontos inconstantes, em travessia. Mas com o desenho de linhas e o alinhamento de pontos, podemos figurar cordas f&iacute;sicas e t&aacute;cteis. As linhas, tal como os pontos alinhados em reta, podem ser, ent&atilde;o, cordas tensas, abrigos contra o abandono, a impessoalidade e o isolamento.</p>     <p>Cabe aos pa&iacute;ses da Europa, assim como aos pa&iacute;ses outrora colonizados, entran&ccedil;ar as linhas num tecido que os ligue.</p>     <p><b>Nota conclusiva</b></p>     <p>A geometria de Euclides permitiu-nos figurar, atrav&eacute;s de pontos e de linhas, curvas e retas, a passagem para a unidade &mdash; inscreveu-nos na metaf&iacute;sica da unidade.</p>     <p>Mas do que se trata no sonho europeu &eacute; de um desafio. &Eacute; de esperar que um drapeado de pontos descont&iacute;nuos possa permitir &agrave; Europa flutuar e manter-se abrigada, entre o cont&iacute;nuo (a totalidade, o <i>mesmo</i>) e o descont&iacute;nuo (o infinito, o <i>outro</i>), como que em resposta &agrave; sua hesita&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica entre ser s&oacute;lida, ou seja, totalidade, e ser fluida, quero dizer, infinita. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>Albino, M. (2016). <i>Contributos para o estudo semi&oacute;tico das representa&ccedil;&otilde;es geom&eacute;tricas da realidade: a sem&acirc;ntica da mat&eacute;ria e a geometria como express&atilde;o</i>. Tese de doutoramento em Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, Universidade do Minho, Braga, Portugal. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/1822/55061" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/55061</a></p>     <!-- ref --><p>Arendt, H. (1954/1972). <i>La crise de la culture</i>. Paris: Gallimard.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014924&pid=S2183-3575201900010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bagno, M. (2009, 26 de dezembro). Lusofonia ou ilusofonia. <i>Brasiliano, Tudo sobre a l&iacute;ngua brasileira e o Brasil</i> [Post em blogue]. Retirado de <a href="https://brasiliano.wordpress.com/2009/12/26/lusofonia-ou-ilusofonia/" target="_blank">https://brasiliano.wordpress.com/2009/12/26/lusofonia-ou-ilusofonia/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014926&pid=S2183-3575201900010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Balandier, G. (1951). La situation coloniale: approche th&eacute;orique. <i>Cahiers Internationaux de Sociologie</i>, <i>11</i>, 44-79. Retirado de <a href="http://classiques.uqac.ca/contemporains/balandier_georges/situation_coloniale_1951/situation_coloniale_1951.pdf?" target="_blank">http://classiques.uqac.ca/contemporains/balandier_georges/situation_coloniale_1951/situation_coloniale_1951.pdf?</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014927&pid=S2183-3575201900010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barthes, R. (1978). Pr&eacute;face de Roland Barthes. In F. Flahaut, <i>La parole interm&eacute;diaire</i> (pp. 7-10). Paris: &Eacute;ditions du Seuil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014928&pid=S2183-3575201900010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bhabha, H. (1994). <i>The location of culture</i>. Londres e Nova Iorque: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014930&pid=S2183-3575201900010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Buci-Glucksman, C. (2005). <i>Au-del&agrave; de la m&eacute;lancolie</i>. Paris: Galil&eacute;e.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014932&pid=S2183-3575201900010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cabecinhas, R. (2002). Media, etnocentrismo e estere&oacute;tipos sociais. In J. F. Silveira &amp; J. A. B. Miranda (Eds.), <i>As Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o na viragem do s&eacute;culo</i> (pp. 407-418). Lisboa: Vega. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/1822/1599" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/1599</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014934&pid=S2183-3575201900010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Cabecinhas, R. (2015). Representa&ccedil;&otilde;es sociais da hist&oacute;ria nacional. Estudos comparativos em contexto lus&oacute;fono. In M. L. Martins (Ed.), <i>Lusofonia e interculturalidade &mdash; promessa e travessia</i> (pp. 335-354). Vila Nova de Famalic&atilde;o: H&uacute;mus. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/1822/39713" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/39713</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Clair, J. (Ed.) (2005). <i>M&eacute;lancolie. G&eacute;nie et folie en Occident</i>. Paris: Gallimard.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014936&pid=S2183-3575201900010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Couto, M. (2009). Luso-afonias. A lusofonia entre viagens e crimes. In <i>E se Obama fosse africano e outras interinven&ccedil;&otilde;es</i> (pp. 183-198). Lisboa: Editorial Caminho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014938&pid=S2183-3575201900010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Crowley, R. (2015). <i>Conquerors: how Portugal forget the first global empire</i>. Londres: Faber and Faber.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014940&pid=S2183-3575201900010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Deleuze, G. (1968). <i>Diff&eacute;rence et r&eacute;p&eacute;tition</i>. Paris: Presses Universitaires de France.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014942&pid=S2183-3575201900010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Derrida, J. (1967). <i>L'&eacute;criture et la diff&eacute;rence</i>. Paris: &Eacute;ditions du Seuil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014944&pid=S2183-3575201900010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Descombes, V. (1979). <i>Le m&ecirc;me et l'autre</i>. Paris: &Eacute;ditions de Minuit.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014946&pid=S2183-3575201900010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dreger, J. (2014, 22 de setembro). A condena&ccedil;&atilde;o dos judeus. Retirado de <a href="http://www.artigos.com/artigos/16094-a-condenacao-dos-judeu" target="_blank">http://www.artigos.com/artigos/16094-a-condenacao-dos-judeu</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014948&pid=S2183-3575201900010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fanon, F. (1963). <i>The wretched of the earth</i>. Nova Iorque: Grove Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014949&pid=S2183-3575201900010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fanon, F. (1986). <i>Black skin, white masks</i>. Londres: Pluto Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014951&pid=S2183-3575201900010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Faraco, C. A. (2016). <i>Hist&oacute;ria sociopol&iacute;tica da l&iacute;ngua portuguesa</i>. S&atilde;o Paulo: Par&aacute;bola.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014953&pid=S2183-3575201900010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Foucault, M. (1966a). La pens&eacute;e du dehors. <i>Critique</i>, <i>229</i>, 523-546.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014955&pid=S2183-3575201900010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Foucault, M. (1966b). <i>Les mots et les choses &mdash; une arch&eacute;ologie des Sciences Humaines</i>. Paris: Gallimard.</p>     <!-- ref --><p>Foucault, M. (1971). <i>L'ordre du discours</i>. Paris: Gallimard.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014958&pid=S2183-3575201900010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Foucault, M. (1976). <i>Histoire de la sexualit&eacute;. Tome 1 &mdash; La volont&eacute; de savoir</i>. Paris: Gallimard.</p>     <!-- ref --><p>Hall, S. (1997). <i>Representation: cultural representations and signifying practices</i>. Londres: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014961&pid=S2183-3575201900010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hegel, G. W. F. (1807/1970). <i>La ph&eacute;nom&eacute;nologie de l'esprit</i>. Volume 1 e 2. Paris: Aubier Montaigne.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014963&pid=S2183-3575201900010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Herder, J. G. (1774/1827). <i>Id&eacute;es sur la philosophie de l'histoire de l'humanit&eacute;</i>.Paris: s.e.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014965&pid=S2183-3575201900010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</p>     <!-- ref --><p>Jank&eacute;l&eacute;vitch, V. (1925/1988). Georg Simmel, philosophe de la vie [Pref&aacute;cio]. In G. Simmel, <i>La trag&eacute;die de la culture</i> (pp. 11-85). Paris: &Eacute;ditions Rivages.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014967&pid=S2183-3575201900010000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>J&uuml;nger, E. (1930/1990). La mobilisation totale. In <i>L'&Eacute;tat Universel &mdash; suivi de La mobilisation totale</i>. Paris: Gallimard.</p>     <!-- ref --><p>Kant, I. (1781/1980). <i>Cr&iacute;tica da raz&atilde;o pura</i>. S&atilde;o Paulo: Abril Cultural.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014970&pid=S2183-3575201900010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kant, I. (1788/1989). <i>Cr&iacute;tica da raz&atilde;o pr&aacute;tica</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014972&pid=S2183-3575201900010000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>L&eacute;vinas, E. (1971). <i>Totalit&eacute; et infini. Essai sur l'ext&eacute;riorit&eacute;</i>. Paris: Kluwer Academic.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014974&pid=S2183-3575201900010000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Leit&atilde;o, H. (2009). <i>Os descobrimentos portugueses e a ci&ecirc;ncia europeia</i>. Lisboa: Al&ecirc;theia Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014976&pid=S2183-3575201900010000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Lopes, A. J. (2017). As missangas da comunica&ccedil;&atilde;o. Mo&ccedil;ambique no espa&ccedil;o ibero-americano. In M. L. Martins (Ed.), <i>A internacionaliza&ccedil;&atilde;o das comunidades lus&oacute;fonas e ibero-americanas de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas &mdash; o caso das Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 287-301). Vila Nova de Famalic&atilde;o: H&uacute;mus. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/1822/49365" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/49365</a></p>     <p>Louren&ccedil;o, E. (1990). <i>N&oacute;s e a Europa ou as duas raz&otilde;es</i>. Lisboa: Imprensa Nacional &mdash; Casa da Moeda.</p>     <!-- ref --><p>Macamo, E. (2005). <i>Negotiating modernity. African's ambivalent experience</i>. Universidade de Chicago: University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014980&pid=S2183-3575201900010000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Macamo, E. (2017, 11 de outubro). Portugal pode pedir desculpas? Quantas vezes forem necess&aacute;rias. <i>P&uacute;blico</i>. Retirado de <a href="https://www.publico.pt/2017/10/11/sociedade/opiniao/quantas-vezes-forem-necessarias-1787481" target="_blank">https://www.publico.pt/2017/10/11/sociedade/opiniao/quantas-vezes-forem-necessarias-1787481</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014982&pid=S2183-3575201900010000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, M. L. (1990/2016). <i>O olho de Deus no discurso salazarista</i>. Porto: Afrontamento. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/1822/49972" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/49972</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014983&pid=S2183-3575201900010000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, M. L. (1991). O discurso da identidade e o modo de enunciar a periferia. <i>Revista Cr&iacute;tica de Ci&ecirc;ncias Sociais</i>, <i>31</i>, 203-215. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/1822/23850" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/23850</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014984&pid=S2183-3575201900010000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, M. L. (1994). A verdade e a fun&ccedil;&atilde;o da verdade nas Ci&ecirc;ncias Sociais. <i>Cadernos do Noroeste</i>, <i>7</i>(2), 5-18. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/1822/25385" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/25385</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014985&pid=S2183-3575201900010000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, M. L. (1996). A dona de casa e a caravela transatl&acirc;ntica: estudo s&oacute;cio-antropol&oacute;gico do imagin&aacute;rio salazarista. <i>Cadernos do Noroeste</i>, <i>5</i>, 191-204. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/1822/25357" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/25357</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014986&pid=S2183-3575201900010000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, M. L. (1998). A biblioteca de Babel e a &aacute;rvore do conhecimento. <i>O Escritor</i>, <i>11/12</i>, 235-240. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/1822/30068" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/30068</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014987&pid=S2183-3575201900010000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, M. L. (1999). O ponto de vista argumentativo da comunica&ccedil;&atilde;o. In C. Bola&ntilde;o (Ed.), <i>II Lusocom - Encontro Lus&oacute;fono de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o</i> (Vol. 1, pp. 45-56). Aracaj&uacute;: Universidade Federal de Sergipe, Intercom, Sopcom, ICCTI. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/1822/25356" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/25356</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014988&pid=S2183-3575201900010000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, M. L. (2003). O poder das imagens e as imagens do poder. <i>Cadernos do ISTA</i>, <i>15</i>, 127-134. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/1822/1674" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/1674</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014989&pid=S2183-3575201900010000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, M. L. (2006). Lusofonia e luso-tropicalismo: equ&iacute;vocos e possibilidades de dois conceitos h&iacute;per-identit&aacute;rios. In N. Bastos (Ed.), <i>L&iacute;ngua portuguesa: reflex&otilde;es lus&oacute;fonas</i> (pp. 49-62). S&atilde;o Paulo: Editora da PUC-SP. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/1822/1075" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/1075</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014990&pid=S2183-3575201900010000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, M. L. (2007). La nouvelle &eacute;rotique interactive. <i>Soci&eacute;t&eacute;s</i>, <i>96</i>(2), 21-27. <a href="https://doi.org/10.3917/soc.096.0021" target="_blank">https://doi.org/10.3917/soc.096.0021</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014991&pid=S2183-3575201900010000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, M. L. (2011a). <i>Crise no castelo da cultura. Das estrelas para os ecr&atilde;s</i>. Coimbra: Gr&aacute;cio Editor. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/1822/29167" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/29167</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014992&pid=S2183-3575201900010000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins M. L. (2011b). Globalization and Lusophone world: implications for citizenship. In M. Pinto &amp; H. Sousa (Eds.), <i>Communication and citizenship: rethinking crisis and change</i> (pp. 75-84). Coimbra: Gr&aacute;cio Editor. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/1822/25344" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/25344</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014993&pid=S2183-3575201900010000200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, M. L. (2011c). O que podem as imagens. Trajecto do uno ao m&uacute;ltiplo. In M. L. Martins, J. B. Miranda, M. Oliveira &amp; J. Godinho (Eds.), <i>Imagem e pensamento</i> (pp. 129-135). Coimbra: Gr&aacute;cio Editor. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/1822/25345" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/25345</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014994&pid=S2183-3575201900010000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Martins, M. L. (2014). L&iacute;ngua portuguesa, globaliza&ccedil;&atilde;o e lusofonia. In N. M. Bastos (Ed.), <i>L&iacute;ngua portuguesa e lusofonia</i> (pp. 15-33). S&atilde;o Paulo: EDUC &mdash; IP-PUC. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/1822/29178" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/29178</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Martins, M. L. (2015a). Lusofonias &mdash; Reinven&ccedil;&atilde;o de comunidades e combate lingu&iacute;stico cultural. In M. L. Martins (Ed.), <i>Lusofonia e interculturalidade &mdash; Promessa e travessia</i> (pp. 7-23). Famalic&atilde;o: H&uacute;mus/CECS. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/1822/39703" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/39703</a></p>     <p>Martins, M. L. (2015b). M&eacute;dia digitais e lusofonia. In M. L. Martins (Ed.), <i>Lusofonia e interculturalidade &mdash; promessa e travessia</i> (pp. 27-56). Vila nova de Famalic&atilde;o: H&uacute;mus. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/1822/39698" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/39698</a></p>     <p>Martins, M. L. (2017). Comunica&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia, acesso aberto do conhecimento e reposit&oacute;rios digitais. O futuro das comunidades lus&oacute;fonas e ibero-americanas de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas. In M. L. Martins (Ed.), <i>A internacionaliza&ccedil;&atilde;o das comunidades lus&oacute;fonas e ibero-americanas de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas &mdash; o caso das Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 19-58). Vila Nova de Famalic&atilde;o: H&uacute;mus. Retirado de <a href="http://hdl. handle.net/1822/51039" target="_blank">http://hdl. handle.net/1822/51039</a></p>     <!-- ref --><p>Martins, M. L. (2018a). A lusofonia no contexto das identidades transnacionais e transcontinentais. <i>Letr&ocirc;nica</i> - <i>Revista do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Letras da PUCRS</i>, <i>11</i>(1), 3-11. <a href="http://dx.doi.org/10.15448/1984-4301.2018.1.30438" target="_blank">http://dx.doi.org/10.15448/1984-4301.2018.1.30438</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014999&pid=S2183-3575201900010000200053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, M. L. (2018b). Communication studies cartography in the Lusophone world. <i>Media, Culture &amp; Society</i>, <i>40</i>(3), 458-463. <a href="https://doi.org/10.1177/0163443717752812" target="_blank">https://doi.org/10.1177/0163443717752812</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015000&pid=S2183-3575201900010000200054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, M. L. (2018c). Os pa&iacute;ses lus&oacute;fonos e o desafio de uma circum-navega&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica. <i>Comunica&ccedil;&atilde;o e Sociedade</i>, <i>34</i>, 87-101. <a href="http://dx.doi.org/10.17231/comsoc.34(2018).2937" target="_blank">http://dx.doi.org/10.17231/comsoc.34(2018).2937</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015001&pid=S2183-3575201900010000200055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, M. L. &amp; Correia, M. L. (2014). <i>Do post ao postal</i>. Vila nova de Famalic&atilde;o: H&uacute;mus. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/1822/35295" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/35295</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015002&pid=S2183-3575201900010000200056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, M. L. &amp; Marcondes, V. (no prelo). <i>Os olhares do P&uacute;blico &agrave; &quot;crise dos refugiados&quot;</i>. Braga: CECS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015003&pid=S2183-3575201900010000200057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ngomane, N. (2012, 06 de janeiro). Quem quer ser apagado? <i>Sol</i> - edi&ccedil;&atilde;o mo&ccedil;ambicana.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015005&pid=S2183-3575201900010000200058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nietzsche, F. W. (1881/1996). <i>A gaia ci&ecirc;ncia</i>. Lisboa: Guimar&atilde;es Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015007&pid=S2183-3575201900010000200059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Oriol, M. (1979). L'identit&eacute; produite, I'identit&eacute; institu&eacute;e, I'identit&eacute; exprim&eacute;e &mdash; les confusions de th&eacute;ories de I'identit&eacute; nationale et culturelle. <i>Cahiers Internationaux de Sociologie</i>, <i>LXVI</i>, 19-28.</p>     <!-- ref --><p>Oriol, M. (1985). Appartenance linguistique, destin collectif, d&eacute;cision individuelle. <i>Cahiers Internationaux de Sociologie</i>, <i>LXXIX</i>, 335-347.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015010&pid=S2183-3575201900010000200061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Page, M. (2002). <i>The first global village &mdash; how Portugal changed the world</i>. Lisboa: Casa das Letras.</p>     <!-- ref --><p>Park, R. E. (1928). Human migration and the marginal man. <i>The American Journal of Sociology, 33</i>(6), 881-893. <a href="https://doi.org/10.1086/214592" target="_blank">https://doi.org/10.1086/214592</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015013&pid=S2183-3575201900010000200063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pessoa, F. (1928/1986). Mensagem, II. Os Castellos. Primeiro / Ulysses. In <i>Obra Po&eacute;tica e em Prosa</i>. <i>Vol. I, Poesia</i>. Porto: Lello &amp; Irm&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015014&pid=S2183-3575201900010000200064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pimenta, J., Sarmento, J. &amp; Azevedo, A. (2011). Lusotropicalism: tropical geography underdictatorship, 1926-1974. <i>Singapore Journal of Tropical Geography</i>, <i>32</i>(2), 220-234. <a href="https://doi.org/10.1111/j.1467-9493.2011.00430.x" target="_blank">https://doi.org/10.1111/j.1467-9493.2011.00430.x</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015016&pid=S2183-3575201900010000200065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ricoeur, P. (1990). <i>Soi-m&ecirc;me comme un autre</i>. Paris: &Eacute;ditions du Seuil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015017&pid=S2183-3575201900010000200066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Russell-Wood, A. G. R. (1992). <i>The Portuguese empire, 1415-1808. A world on the move.</i> Balimore: Johns Hopkins University Press&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015019&pid=S2183-3575201900010000200067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>S&aacute;-Carneiro, M. de (1914/1993). [Poema] 7. <i>Ind&iacute;cios de Oiro</i>. Sintra: Colares Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015020&pid=S2183-3575201900010000200068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Said, E. (1994). <i>Culture and imperialism</i>. Nova Iorque: Knopf.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015022&pid=S2183-3575201900010000200069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santaella, L. (2011, agosto). <i>Interculturalidade no espa&ccedil;o brasileiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015024&pid=S2183-3575201900010000200070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada na Confer&ecirc;ncia de Abertura do IX Congresso da Lusocom, S&atilde;o Paulo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Santos, B. &amp; Meneses, M. P. (Eds.) (2009). <i>Epistemologias do Sul</i>. Coimbra: Almedina/CES.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015026&pid=S2183-3575201900010000200071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schopenhauer, A. (1819/2005). <i>O mundo como vontade e representa&ccedil;&atilde;o</i>. Porto: Editora R&eacute;s Formalpress.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015028&pid=S2183-3575201900010000200072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Segalen, V. (1995). <i>Oeuvres completes</i>. Paris: Laffont.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015030&pid=S2183-3575201900010000200073&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Serres, M. (1968). <i>Le syst&egrave;me de Leibniz et ses mod&egrave;les math&eacute;matiques</i>. Paris: Presses Universitaires de France.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015032&pid=S2183-3575201900010000200074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Serres, M. (1969). <i>Herm&egrave;s &mdash; la communication</i>. Paris: &Eacute;ditions de Minuit.</p>     <!-- ref --><p>Serres, M. et al. (1975). <i>Auguste Comte. Le&ccedil;ons de philosophie positive</i>. Paris : Hermann.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015035&pid=S2183-3575201900010000200076&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Serres, M. (1993). <i>Les origines de la g&eacute;om&eacute;trie</i>. Paris: Flammarion.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015037&pid=S2183-3575201900010000200077&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Simmel, G. (1908/1979). Digression sur l'&eacute;tranger. In Y. Grafmeyer &amp; I. Joseph (Eds.), <i>L'&eacute;cole de Chicago, naissance de l'&eacute;cologie urbaine</i> (pp. 53-77). Paris: Ed. Du Champ Urbain.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015039&pid=S2183-3575201900010000200078&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Simmel, G. (1925/1988). <i>La trag&eacute;die de la culture</i>. Paris: Rivages.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015041&pid=S2183-3575201900010000200079&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sloterdijk, P. (2000). <i>La mobilisation infinie</i>. Paris: &Eacute;ditions Christian Bourgeois.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015043&pid=S2183-3575201900010000200080&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Spivak, G. (1988/2010). <i>Pode o subalterno falar?</i> Belo Horizonte: UFMG.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015045&pid=S2183-3575201900010000200081&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Todorov, T. (1982). <i>La conqu&ecirc;te de l'Am&eacute;rique. La question de l'autre</i>. Paris: &Eacute;ditions du Seuil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015047&pid=S2183-3575201900010000200082&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nota biogr&aacute;fica</b></p>     <p>Mois&eacute;s de Lemos Martins &eacute; Professor de Sociologia da Cultura e da Comunica&ccedil;&atilde;o na Universidade do Minho (Braga, Portugal), sendo nesta universidade Diretor do Centro de Estudos de Comunica&ccedil;&atilde;o e Sociedade (CECS), que fundou em 2001. &Eacute; autor de uma vasta obra acad&eacute;mica no campo da Epistemologia e Sociologia da Comunica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0003-3072-2904" target="_blank">https://orcid.org/0000-0003-3072-2904</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:moiseslmartins@gmail.com">moiseslmartins@gmail.com</a></p>     <p>Morada: Centro de Estudos de Comunica&ccedil;&atilde;o e Sociedade, Campus de Gualtar, Universidade do Minho, Braga 4710-057, Portugal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>* Submetido: 20/12/2018</b></p>     <p><b>* Aceite: 24/01/2019</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Investiga&ccedil;&atilde;o desenvolvida no contexto do projeto &quot;Memories, cultures and identities: how the past weights on the present-day intercultural relations in Mozambique and Portugal?&quot;, financiado pela Rede Aga Khan para o Desenvolvimento e pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><sup><a href="#top1" name="1">[1]</a></sup> Nas palavras de Eduardo Louren&ccedil;o (1990, p. 157), &quot;enquanto&lsquo;realidade cultural&rsquo;, comunitariamente participada, a Europa &eacute; (ainda) pouca coisa&quot;.</p>     <p><sup><a href="#top2" name="2">[2]</a></sup> Relembro esta antiga ora&ccedil;&atilde;o judaica: &quot;muito obrigado, Deus, por n&atilde;o ter nascido gentio, escravo ou mulher&quot;. Sobre a subalterniza&ccedil;&atilde;o da mulher no juda&iacute;smo antigo, veja-se Josualdo Dreger (2014).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top3" name="3">[3]</a></sup> Charles Sanders Peirce, citado por L&uacute;cia Santaella, na confer&ecirc;ncia inaugural do IX Congresso Lusocom, intitulada &quot;Interculturalidade no espa&ccedil;o brasileiro&quot; (Universidade Paulista, S&atilde;o Paulo, 6 de agosto de 2011).</p>     <p><sup><a href="#top4" name="4">[4]</a></sup> Mas esse movimento do mundo, num sentido autot&eacute;lico, n&atilde;o tem parado na contemporaneidade, com a eclos&atilde;o das imagens de produ&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica. Ver, por exemplo, Martins (1998, 2003, 2007, 2011c), e Martins e Correia (2014).</p>     <p><sup><a href="#top5" name="5">[5]</a></sup> Mais informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel em <a href="https://tinyurl.com/y3q28yub" target="_blank">https://tinyurl.com/y3q28yub</a></p>     <p><sup><a href="#top6" name="6">[6]</a></sup> A rela&ccedil;&atilde;o constitui a condi&ccedil;&atilde;o de possibilidade da minha exist&ecirc;ncia e da tua. &Eacute;, pois, a rela&ccedil;&atilde;o que determina a natureza da fala. Falar &eacute; argumentar. E argumentar &eacute; obedecer a regras, &eacute; seguir as regras da pr&aacute;tica (Martins, 1999, p. 49). E que regras s&atilde;o essas? As regras da pr&aacute;tica remetem para a contextualidade pr&oacute;pria da a&ccedil;&atilde;o social, isto &eacute;, &quot;para o tempo e o espa&ccedil;o espec&iacute;ficos da sua realiza&ccedil;&atilde;o&quot;. Por essa raz&atilde;o, as regras da pr&aacute;tica &quot;projectam um futuro com algum grau de incerteza&quot; &mdash; cumprem-se em rela&ccedil;&otilde;es vividas na d&uacute;vida e na ang&uacute;stia (Martins, 1999, p. 50).</p>     <p><sup><a href="#top7" name="7">[7]</a></sup> Sobre a Expans&atilde;o europeia, e especificamente sobre a Expans&atilde;o portuguesa, ver Russell-Wood (1992); Page (2002); Leit&atilde;o (2009); Crowley (2015).</p>     <p><sup><a href="#top8" name="8">[8]</a></sup> Chamo &agrave; aten&ccedil;&atilde;o para o facto de que tamb&eacute;m n&atilde;o foi do ponto de vista moral, mas do ponto de vista te&oacute;rico, que o pai dos estudos africanos contempor&acirc;neos, o antrop&oacute;logo Georges Balandier, interrogou a coloniza&ccedil;&atilde;o, quando se confrontou com ela pela primeira vez, em &quot;La situation coloniale: approche th&eacute;orique&quot; (Balandier, 1951).</p>     <p><sup><a href="#top9" name="9">[9]</a></sup> Sobre a exig&ecirc;ncia te&oacute;rico-metodol&oacute;gica com que as Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas se confrontam, relembro o artigo que publiquei em 1994 &quot;A verdade e a fun&ccedil;&atilde;o da verdade nas Ci&ecirc;ncias Sociais&quot; (Martins, 1994).</p>     <p><sup><a href="#top10" name="10">[10]</a></sup> Penso que este processo discursivo que estabelece a Europa como sujeito e imp&otilde;e ao outro, antigo pa&iacute;s colonizado, uma condi&ccedil;&atilde;o subalterna, ajuda a compreender o desencontro de mem&oacute;rias sobre o passado comum colonial, entre portugueses e outros povos de l&iacute;ngua portuguesa. Rosa Cabecinhas (2015) tornou patentes essas ambiguidades, ambival&ecirc;ncias e contradi&ccedil;&otilde;es nas representa&ccedil;&otilde;es sociais da hist&oacute;ria que liga os pa&iacute;ses de l&iacute;ngua portuguesa, ao analisar os dados de um inqu&eacute;rito, que realizou junto de jovens, em quatro pa&iacute;ses de l&iacute;ngua oficial portuguesa: Angola, Brasil, Portugal e Timor-Leste.</p>     <p><sup><a href="#top11" name="11">[11]</a></sup> Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.culturabrasil.org/zip/carta.pdf" target="_blank">http://www.culturabrasil.org/zip/carta.pdf</a></p>     <p><sup><a href="#top12" name="12">[12]</a></sup> Ver, tamb&eacute;m, Martins (2015b, nota 15, pp. 37-38), em coment&aacute;rio a Tzvetan Todorov.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top13" name="13">[13]</a></sup> Um contributo importante para esta tematiza&ccedil;&atilde;o (&quot;negocia&ccedil;&atilde;o&quot;) &eacute; dado na obra editada por El&iacute;sio Macamo, em 2005, <i>Negotiating modernity. African's ambivalent experience</i>.</p>      ]]></body><back>
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