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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Diálogo intercultural e relações intergrupais na Europa: contributos dos Estudos Culturais e da Psicologia Social]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper discusses the contributions of Cultural Studies and Social Psychology to the debates on the challenges inherent to the promotion of intercultural dialogue in Europe, in the current context of intergroup relations among several Others, facilitated by factors such as the intensification of migratory flows and the enhancement of information and communication technologies. To this end, we associate concepts and categories from different theoretical perspectives in these fields, in order to articulate discussions about identity processes, alterity, social representations, collective memory, symbolic asymmetries, coloniality of power, being and knowledge, to (re)initiate debates on complex phenomena that are intertwined in the development of intercultural dialogue. Therefore, different understandings about the concepts of multiculturalism and interculturality are presented, advocating the importance of a critical perspective in the understanding of interculturality, conceiving it as a project that starts from the experiences of the "subalterns", in order to seek the transformation of social, institutional and epistemic structures. This perspective allows people to (re)create different ways of being and relating to others, implying not only the mere recognition and tolerance of other cultures, but also their appreciation, in mutual dialogue and transformation.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS TEM&Aacute;TICOS</b></p>     <p><b>Di&aacute;logo intercultural e rela&ccedil;&otilde;es intergrupais na Europa: contributos dos Estudos Culturais e da Psicologia Social</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Intercultural dialogue and intergroup relations in Europe: contributions of Cultural Studies and Social Psychology</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> //     <p><b> Julia Alves Brasil <sup>1</sup></b>    <br>     <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0003-0445-1207" target="_blank">https://orcid.org/0000-0003-0445-1207</a></p>     
<p><b> Rosa Cabecinhas <sup>2</sup></b>    <br>     <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-1491-3420" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-1491-3420</a></p> //     
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<body><![CDATA[<p> //*Universidade Federal do Esp&iacute;rito Santo, Brasil, <a href="mailto:juliaalvesbrasil@gmail.com">juliaalvesbrasil@gmail.com</a>. //    <br>   //**Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais, Universidade do Minho, Portugal, <a href="mailto:cabecinhas@ics.uminho.pt">cabecinhas@ics.uminho.pt</a>. //</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Neste artigo discutem-se as contribui&ccedil;&otilde;es dos Estudos Culturais e da Psicologia Social para as reflex&otilde;es acerca dos desafios inerentes &agrave; promo&ccedil;&atilde;o do di&aacute;logo intercultural na Europa, no contexto atual de rela&ccedil;&otilde;es intergrupais entre diversos <i>Outros</i>, propiciado por fatores como a intensifica&ccedil;&atilde;o dos fluxos migrat&oacute;rios e o avan&ccedil;o das tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o. Para tanto, realizam-se articula&ccedil;&otilde;es entre conceitos e categorias a partir de diferentes perspectivas te&oacute;ricas nestes campos, de forma a associar discuss&otilde;es sobre processos identit&aacute;rios, alteridade, representa&ccedil;&otilde;es sociais, mem&oacute;ria coletiva, assimetrias simb&oacute;licas, colonialidade do poder, do ser e do saber, a fim de (re)iniciar alguns debates sobre fen&ocirc;menos complexos que se entrela&ccedil;am na constru&ccedil;&atilde;o do di&aacute;logo intercultural. Dessa forma, apresentam-se, ainda, diferentes concep&ccedil;&otilde;es acerca dos conceitos de multiculturalismo e de interculturalidade, advogando-se a import&acirc;ncia de uma perspectiva cr&iacute;tica na compreens&atilde;o da interculturalidade, que a perceba como um projeto que parte das experi&ecirc;ncias dos &quot;subalternos&quot;, a fim de buscar a transforma&ccedil;&atilde;o das estruturas sociais, institucionais e epist&ecirc;micas, (re)criando diferentes formas de ser, estar, de se relacionar, que impliquem n&atilde;o apenas o mero reconhecimento e toler&acirc;ncia de outras culturas, mas tamb&eacute;m a sua valoriza&ccedil;&atilde;o, em di&aacute;logo e transforma&ccedil;&atilde;o m&uacute;tuos.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Di&aacute;logo intercultural; Estudos Culturais; Psicologia Social; rela&ccedil;&otilde;es intergrupais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This paper discusses the contributions of Cultural Studies and Social Psychology to the debates on the challenges inherent to the promotion of intercultural dialogue in Europe, in the current context of intergroup relations among several <i>Others</i>, facilitated by factors such as the intensification of migratory flows and the enhancement of information and communication technologies. To this end, we associate concepts and categories from different theoretical perspectives in these fields, in order to articulate discussions about identity processes, alterity, social representations, collective memory, symbolic asymmetries, coloniality of power, being and knowledge, to (re)initiate debates on complex phenomena that are intertwined in the development of intercultural dialogue. Therefore, different understandings about the concepts of multiculturalism and interculturality are presented, advocating the importance of a critical perspective in the understanding of interculturality, conceiving it as a project that starts from the experiences of the &quot;subalterns&quot;, in order to seek the transformation of social, institutional and epistemic structures. This perspective allows people to (re)create different ways of being and relating to others, implying not only the mere recognition and tolerance of other cultures, but also their appreciation, in mutual dialogue and transformation.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords</b>: Intercultural dialogue; Cultural Studies; Social Psychology; intergroup relations.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A &quot;crise dos refugiados&quot;, o <i>Brexit</i>, o incremento do discurso de &oacute;dio na esfera p&uacute;blica e de partidos da extrema-direita na Europa s&atilde;o fen&ocirc;menos que remetem para as tens&otilde;es, contradi&ccedil;&otilde;es e complementaridades entre o local e o global (Beck, 2002), entre a valoriza&ccedil;&atilde;o da diversidade cultural e a defesa exacerbada de uma alegada autenticidade. Se por um lado a valoriza&ccedil;&atilde;o daquilo que &eacute; local e tamb&eacute;m o reconhecimento da diversidade dentro de um dado contexto cultural podem se configurar como possibilidades de combate a ideologias racistas e homogeneizadoras, por outro lado, elas tamb&eacute;m podem levar a localismos, conduzindo, ainda, &agrave; (re)produ&ccedil;&atilde;o de estere&oacute;tipos sociais e de pr&aacute;ticas discriminat&oacute;rias dirigidas a diferentes Outros (Gros, 2002). Dessa forma, diante das transforma&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, econ&ocirc;micas, tecnol&oacute;gicas e sociais ocorridas, sobretudo, no &uacute;ltimo s&eacute;culo, vivemos num momento de pluraliza&ccedil;&atilde;o das identidades nacionais e supranacionais (Hall, 2000), de altera&ccedil;&otilde;es na organiza&ccedil;&atilde;o das sociedades e de reformula&ccedil;&otilde;es na no&ccedil;&atilde;o de cidadania (Martins, Sidoncha, &amp; Bandeira, 2017). Conjuntura esta que nos convoca a refletir sobre como queremos e devemos (re)agir: a partir do erguimento de muros ou da constru&ccedil;&atilde;o de pontes? Momento em que nos cabe pensar sobre como a Europa, enquanto grupo supraordenado de perten&ccedil;a, se coloca neste cen&aacute;rio contempor&acirc;neo: como um espa&ccedil;o de possibilidade de exist&ecirc;ncia de di&aacute;logo intercultural ou como um espa&ccedil;o de intensifica&ccedil;&atilde;o de assimetrias de poder e de mera toler&acirc;ncia dos diferentes Outros que fazem parte da regi&atilde;o?</p>     <p>Neste artigo, discutimos sobre as poss&iacute;veis contribui&ccedil;&otilde;es dos Estudos Culturais e da Psicologia Social para estes debates. No &acirc;mbito dos Estudos Culturais (por exemplo, Canclini, 1999/2010; Hall, 1996, 2000), dialogamos especialmente com pressupostos dos Estudos P&oacute;s-Coloniais (por exemplo, Bhabha, 1990; Fanon, 1961/2004) e com a perspectiva decolonial (por exemplo, Maldonado-Torres, 2007; Quijano, 2005). Da Psicologia Social, recorremos sobretudo &agrave; Teoria da Identidade Social (Tajfel, 1982a, 1982b, 1983) e &agrave; Teoria das Representa&ccedil;&otilde;es Sociais (Moscovici, 1961/2004), al&eacute;m de discuss&otilde;es sobre mem&oacute;ria coletiva (Licata &amp; Klein, 2005), rela&ccedil;&otilde;es intergrupais envolvendo grupos nacionais e supranacionais (Chryssochoou, 2000) e din&acirc;micas de acultura&ccedil;&atilde;o (Berry, 2011).</p>     <p>Para tanto, o texto est&aacute; estruturado da seguinte forma: primeiramente, tecemos algumas considera&ccedil;&otilde;es sobre os Estudos Culturais e sobre suas diferentes perspectivas e desdobramentos em diferentes regi&otilde;es; em seguida, discutimos sobre as principais converg&ecirc;ncias entre os Estudos Culturais e a Psicologia Social, a partir da apresenta&ccedil;&atilde;o das abordagens te&oacute;ricas e de alguns conceitos centrais com os quais trabalhamos; finalmente, apresentamos algumas discuss&otilde;es acerca dos conceitos de multiculturalismo e de interculturalidade e apontamos poss&iacute;veis caminhos para as reflex&otilde;es acerca das rela&ccedil;&otilde;es intergrupais na Europa contempor&acirc;nea e das condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para que ela se configure como um espa&ccedil;o de di&aacute;logo intercultural.</p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es sobre os Estudos Culturais</b></p>     <p>Os Estudos Culturais se constituem como um campo cient&iacute;fico diversificado e, por vezes, controverso, de car&aacute;ter interdisciplinar, que envolve diferentes &aacute;reas das Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais, como a Antropologia, as Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, as Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, os Estudos Liter&aacute;rios, a Hist&oacute;ria, a Geografia, a Psicologia, a Sociologia, entre outras. Configuram-se como formas de contestar narrativas pr&eacute;vias, que legitimam rela&ccedil;&otilde;es de poder e domina&ccedil;&atilde;o, constituindo-se como possibilidades de (re)construir princ&iacute;pios te&oacute;ricos e metodol&oacute;gicos que nos auxiliem no estudo das diferen&ccedil;as e da diversidade do nosso mundo (Hall, 2000). Portanto, mais do que uma disciplina &quot;fechada&quot;, os Estudos Culturais colocam-se como um projeto caracterizado pela reflex&atilde;o, cr&iacute;tica e contesta&ccedil;&atilde;o de diferentes conceitos e categorias, como cultura, identidade, poder, discurso, ideologia, hegemonia, entre outros, produzindo um conhecimento de cunho pol&iacute;tico, que visa &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o social (Baptista, 2009; Barker, 2004).</p>     <p>Ap&oacute;s o seu surgimento na Inglaterra, na d&eacute;cada de 1950, os Estudos Culturais passaram a alcan&ccedil;ar maior difus&atilde;o nas d&eacute;cadas de 1960 e 1970, sobretudo a partir de trabalhos produzidos no Centro de Estudos Culturais Contempor&acirc;neos da Universidade de Birmingham (CCCS &mdash; Centre for Contemporary Cultural Studies), com autores como Stuart Hall. Assim, os Estudos Culturais passaram a englobar diversas &aacute;reas do conhecimento no estudo de diferentes aspectos das rela&ccedil;&otilde;es interculturais, de maneira que, especialmente no final da d&eacute;cada de 1970, passaram tamb&eacute;m a ganhar maior destaque em diferentes partes do mundo os Estudos P&oacute;s-Coloniais e os Estudos Subalternos (Neves, 2009). Desse modo, desenvolveram-se investiga&ccedil;&otilde;es acerca das rela&ccedil;&otilde;es de subordina&ccedil;&atilde;o e domina&ccedil;&atilde;o entre diferentes culturas envolvidas nos processos de descoloniza&ccedil;&atilde;o, principalmente a partir de obras de autores como Edward Said (1978/2007), Homi Bhabha (1990, 1994/2005), Frantz Fanon (1952/2008, 1961/2004) e Gayatri Spivak (1985/2010).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os estudos desenvolvidos a partir dessas perspectivas passaram a se constituir como novos espa&ccedil;os (te&oacute;ricos e pol&iacute;ticos) de an&aacute;lise do mundo, de forma a possibilitar a supera&ccedil;&atilde;o de certas dicotomias, como a polaridade Ocidente/Oriente, discutida por Said (Prysthon, 2004). A partir dessas discuss&otilde;es, portanto:</p>     <blockquote>cai o conceito de estado/na&ccedil;&atilde;o e de identidade nacional pura, deixando o lugar a uma identidade h&iacute;brida e mesti&ccedil;a. As &quot;grandes narrativas&quot; s&atilde;o substitu&iacute;das pela hist&oacute;ria das migra&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-coloniais e da di&aacute;spora cultural e pol&iacute;tica que caracterizam a nossa actualidade. Os &quot;esquecidos&quot; levantam a cabe&ccedil;a e come&ccedil;am a falar, contando as suas hist&oacute;rias de marginalidade e de esquecimento. A cultura vira-se para &quot;as margens&quot; e transforma-se numa &quot;praxe de sobreviv&ecirc;ncia&quot;. (...) Em suma, o colonialismo aparece cada vez mais como um conceito/chave fundamental para descodificar o presente. (Neves, 2009, pp. 235-236)</blockquote>     <p>Apesar das transforma&ccedil;&otilde;es advindas da difus&atilde;o dos Estudos P&oacute;s-Coloniais e dos Estudos Subalternos, na Am&eacute;rica Latina, por exemplo, diferentes autores (Grosfoguel, 2008; Lander, 2000; Maldonado-Torres, 2007; Mignolo, 2007; Quijano, 2005) t&ecirc;m discutido acerca da necessidade de descoloniza&ccedil;&atilde;o do conhecimento, de maneira a pensar o mundo para al&eacute;m do olhar europeu ou de outros lugares, mas sob um olhar contextualizado a partir da hist&oacute;ria colonial latino-americana. Tal perspectiva, conhecida por diferentes denomina&ccedil;&otilde;es, como Op&ccedil;&atilde;o Decolonial, Teoria Decolonial ou Giro Decolonial, abarca conceitos diversos, de entre os quais, <i>modernidade/colonialidade</i> e <i>colonialidade do poder</i>, os quais consideramos que podem ser &uacute;teis para refletirmos sobre as possibilidades de di&aacute;logo intercultural na Europa em tempos atuais.</p>     <p>Com rela&ccedil;&atilde;o ao primeiro conceito, modernidade/colonialidade, como o pr&oacute;prio nome sugere, significa alertar para as imbrica&ccedil;&otilde;es existentes entre a modernidade e a colonialidade, sendo essa &uacute;ltima parte essencial da primeira. Assim, conforme argumenta Porto-Gon&ccedil;alves (2011, p. 42), a subjuga&ccedil;&atilde;o dos povos origin&aacute;rios da Am&eacute;rica, junto &agrave; escravid&atilde;o e ao tr&aacute;fico de negros africanos, que foram levados a esse continente, contribu&iacute;ram para a consolida&ccedil;&atilde;o da centralidade da Europa, fazendo com que o sistema-mundo moderno se constru&iacute;sse junto &agrave; colonialidade, constituindo-se, portanto, um &quot;sistema-mundo moderno-colonial&quot;. Desse modo, a express&atilde;o &quot;modernidade/colonialidade&quot;, conforme discorre Castro-G&oacute;mez (2005), se constitui numa reelabora&ccedil;&atilde;o da ideia de sistema-mundo de Wallerstein (1974), que traz para o centro do debate, por&eacute;m, o aspecto da colonialidade, bem como evidencia o car&aacute;ter patriarcal, capitalista, euroc&ecirc;ntrico da configura&ccedil;&atilde;o desse sistema-mundo (Grosfoguel, 2008).</p>     <p>J&aacute; a colonialidade do poder foi uma ideia proposta por Quijano (2005), segundo a qual, mesmo com o fim do colonialismo, as rela&ccedil;&otilde;es coloniais no &acirc;mbito econ&ocirc;mico, pol&iacute;tico e social n&atilde;o acabaram. Assim, esse termo demarca &quot;um processo fundamental de estrutura&ccedil;&atilde;o do sistema-mundo moderno/colonial, que articula os lugares perif&eacute;ricos da divis&atilde;o internacional do trabalho com a hierarquia &eacute;tnico-racial global e com a inscri&ccedil;&atilde;o de migrantes do Terceiro Mundo na hierarquia &eacute;tnico-racial das cidades metropolitanas globais&quot; (Grosfoguel, 2008, p. 126). Esse conceito teve depois o seu uso ampliado por diferentes autores, como Maldonado-Torres (2007) e Lander (2000), passando a ideia de colonialidade a ser utilizada tamb&eacute;m como uma colonialidade do ser e do saber. A associa&ccedil;&atilde;o entre essas tr&ecirc;s formas de colonialidade &eacute; vis&iacute;vel, por exemplo, durante o processo de domina&ccedil;&atilde;o colonial europeia, a partir do qual, a fim de justificar tal domina&ccedil;&atilde;o, foi desenvolvido um conhecimento sobre o <i>Outro</i>, que permitiu construir e reproduzir uma imagem deste <i>Outro</i> colonizado racializado, de forma a despoj&aacute;-lo da sua condi&ccedil;&atilde;o de <i>ser</i>.</p>     <p>Ap&oacute;s essa breve caracteriza&ccedil;&atilde;o dos Estudos Culturais e de alguns conceitos derivados de perspectivas te&oacute;ricas constru&iacute;das em diferentes contextos, procederemos a uma breve discuss&atilde;o sobre os principais pontos de converg&ecirc;ncia entre os Estudos Culturais e a Psicologia Social.</p>     <p><b>A Psicologia Social e os Estudos Culturais</b></p>     <p>Tanto os Estudos Culturais, quanto as abordagens com as quais trabalhamos dentro da Psicologia Social, concedem grande import&acirc;ncia &agrave; interdisciplinaridade e ao compromisso &eacute;tico e pol&iacute;tico na condu&ccedil;&atilde;o dos debates e investiga&ccedil;&otilde;es realizados a partir destas perspectivas. Possuem, ainda, em comum a oposi&ccedil;&atilde;o ao essencialismo, ao ahistoricismo e ao pensamento dicot&ocirc;mico, destacando as continuidades e mudan&ccedil;as envolvidas no processo hist&oacute;rico de constru&ccedil;&atilde;o da realidade, a partir das intera&ccedil;&otilde;es que os indiv&iacute;duos desenvolvem em seu mundo social, em diferentes contextos hist&oacute;ricos e culturais.</p>     <p>Al&eacute;m disso, apesar da heterogeneidade existente no que diz respeito a conceitos e perspectivas anal&iacute;ticas poss&iacute;veis no &acirc;mbito dos Estudos Culturais, Hall (1996) chama a aten&ccedil;&atilde;o para a necessidade de buscar alguns aspectos em comum que caracterizem esse projeto, sem, no entanto, deixar de reconhecer as particularidades de cada contexto e as diferentes apropria&ccedil;&otilde;es que podem existir. Nesse sentido, Spink (2003), ao escrever o pref&aacute;cio do livro <i>Psicologia Social nos Estudos Culturais: perspectivas e desafios para uma nova Psicologia Social</i>, discute que esse campo se define em torno de dois conceitos centrais: identidade e cultura. Tal import&acirc;ncia atribu&iacute;da ao fen&ocirc;meno cultural e aos processos identit&aacute;rios &eacute; um dos pontos centrais de converg&ecirc;ncia entre a Psicologia Social e os Estudos Culturais (Spink, 2003), para al&eacute;m tamb&eacute;m das outras caracter&iacute;sticas em comum que mencionamos anteriormente.</p>     <p>Com rela&ccedil;&atilde;o ao conceito de cultura, este &eacute; um fator de aproxima&ccedil;&atilde;o, visto que a realiza&ccedil;&atilde;o de uma pesquisa psicossocial almeja &quot;perceber as intersec&ccedil;&otilde;es entre as estruturas sociais, os grupos sociais, a cultura, a hist&oacute;ria e as rela&ccedil;&otilde;es que as pessoas constroem e passam a ser constru&iacute;das por elas&quot; (Guareschi, Medeiros &amp; Bruschi, 2003, p. 32). Uma das concep&ccedil;&otilde;es de cultura que teve importante influ&ecirc;ncia no processo inicial de constru&ccedil;&atilde;o do campo dos Estudos Culturais foi a defini&ccedil;&atilde;o proposta por Williams (1958/2002), segundo a qual a cultura &eacute; entendida como algo ordin&aacute;rio, afastando-se de vis&otilde;es elitistas existentes sobre este conceito (Escosteguy, 2003). Tal perspectiva contribuiu para ampliar o conceito de cultura, na medida em que passou a abranger tamb&eacute;m &quot;as formas nas quais os rituais da vida cotidiana, institui&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas, ao lado das artes, s&atilde;o constitutivos de uma forma&ccedil;&atilde;o cultural&quot; (Escosteguy, 2003, pp. 61-62).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No desenvolvimento da linha de discuss&atilde;o dos Estudos Culturais, notadamente a partir de trabalhos como os de Stuart Hall, a cultura pode ser compreendida &quot;tanto como uma <i>forma de vida</i> (ideias, atitudes, linguagens, pr&aacute;ticas, institui&ccedil;&otilde;es e estruturas de poder), quanto como toda uma gama de <i>pr&aacute;ticas culturais</i> (formas, textos, c&acirc;nones, arquitetura, mercadorias produzidas em massa)&quot; (Guareschi et al., 2003, p. 34, grifos dos autores). Dada a complexidade inerente ao conceito de cultura, portanto, &eacute; importante que diferentes &aacute;reas do conhecimento sejam conjugadas com o intuito de prover uma melhor compreens&atilde;o dos fen&ocirc;menos envolvidos no estudo dos processos culturais, o que pode ser alcan&ccedil;ado, por exemplo, a partir da articula&ccedil;&atilde;o entre Estudos Culturais e Psicologia Social (Guareschi et al., 2003).</p>     <p>J&aacute; quanto ao conceito de identidade, a aproxima&ccedil;&atilde;o entre a Psicologia Social e os Estudos Culturais tamb&eacute;m &eacute; efetivada a partir de uma vis&atilde;o antiessencialista deste conceito, sustentando a ideia de que a identidade &eacute; plural, fruto de processos de constru&ccedil;&atilde;o culturais e hist&oacute;ricos e que se constr&oacute;i em rela&ccedil;&atilde;o a diversos Outros (por exemplo, Bernardes &amp; Hoenisch, 2003; Tajfel, 1982b, 1983; Woodward, 2000). Tal concep&ccedil;&atilde;o corrobora com a concep&ccedil;&atilde;o de identidade social, segundo a Teoria da Identidade Social, entendendo-a como um processo relacional, podendo os indiv&iacute;duos possuir tantas identidades quantos sejam os grupos aos quais sentem pertencer. Segundo essa perspectiva, trabalha-se com a ideia de grupo psicol&oacute;gico: pertencer a um grupo pressup&otilde;e uma perten&ccedil;a emocional, valorativa e cognitiva, e n&atilde;o apenas um compartilhamento de espa&ccedil;os comuns (Tajfel, 1982a, 1982b, 1983).</p>     <p>Al&eacute;m disso, tamb&eacute;m o conceito de representa&ccedil;&atilde;o social &mdash; entendida como forma de saber do senso comum, que permite entender e explicar a realidade, facilitando os processos comunicativos (Moscovici, 1961/2004) &mdash; pode configurar-se como um campo din&acirc;mico de possibilidades de estudos sobre diferentes quest&otilde;es, contribuindo para a articula&ccedil;&atilde;o entre diferentes &aacute;reas do conhecimento (Cabecinhas, 2009), como a Psicologia Social, a Sociologia, os Estudos Culturais, entre outras.</p>     <p>Estes s&atilde;o, portanto, alguns dos conceitos, fen&ocirc;menos e processos que se entrela&ccedil;am na articula&ccedil;&atilde;o entre Estudos Culturais e Psicologia Social. Tal articula&ccedil;&atilde;o torna-se ainda mais prof&iacute;cua quando avan&ccedil;amos as discuss&otilde;es acerca da ideia de interculturalidade, conforme faremos a seguir.</p>     <p><b>Do multiculturalismo &agrave; interculturalidade: contributos da Psicologia Social e dos Estudos Culturais</b></p>     <p>As mudan&ccedil;as provocadas pelos processos de globaliza&ccedil;&atilde;o, especialmente a partir do final do s&eacute;culo XX, fazem com que o conceito de cultura tamb&eacute;m sofra algumas modifica&ccedil;&otilde;es de modo a incluir a no&ccedil;&atilde;o de interculturalidade. Dessa forma, Appadurai (2001) discute o uso da cultura como um adjetivo, como o <i>cultural</i>, como um terreno de diferen&ccedil;as, contrastes e compara&ccedil;&otilde;es. Canclini (1999/2010), tamb&eacute;m fazendo uso dessa concep&ccedil;&atilde;o proposta por Appadurai, complementa que este <i>cultural</i> se refere a processos por meio dos quais</p>     <blockquote>representamos e institu&iacute;mos imaginariamente o social, concebemos e administramos as rela&ccedil;&otilde;es com os outros, ou seja, as diferen&ccedil;as, ordenamos sua dispers&atilde;o e sua incomensurabilidade por meio de uma delimita&ccedil;&atilde;o que flutua entre a ordem que possibilita o funcionamento da sociedade (local e global) e os atores que a abrem ao poss&iacute;vel. (Canclini, 1999/2010, pp. 57-58)</blockquote>     <p>Desse modo, observa-se uma tend&ecirc;ncia em diversas &aacute;reas, como Psicologia, Sociologia, Estudos Culturais, entre outras, a falar em <i>culturas</i>, no plural, distanciando-se do monoculturalismo e da epistemologia monocultural que durante muito tempo marcou a modernidade, e mudando o foco para o multiculturalismo (Veiga-Neto, 2003).</p>     <p>Com rela&ccedil;&atilde;o a esta &uacute;ltima express&atilde;o, trata-se de um conceito poliss&ecirc;mico, podendo haver, ainda, diferentes termos usados para descrever a situa&ccedil;&atilde;o das sociedades plurais atuais. Por exemplo, segundo Hall (2000), h&aacute; uma diferen&ccedil;a entre os termos <i>multicultural</i> e <i>multiculturalismo</i>, pois enquanto o primeiro &eacute; qualificativo, descrevendo as caracter&iacute;sticas de sociedades nas quais convivem diferentes culturas, o segundo termo, de cunho substantivo, diz respeito a pol&iacute;ticas e/ou estrat&eacute;gias que possam ser utilizadas para lidar com problemas relativos &agrave; diversidade, advindos das sociedades multiculturais (Hall, 2000). Considerando-se a polissemia deste conceito, discutida por diversos autores (por exemplo, Andr&eacute;, 2012; Candau, 2008; Dam&aacute;zio, 2008; Gandin &amp; Hypolito, 2003; Hall, 2000; Lopes, 2012; Santos &amp; Nunes, 2003), podem existir diferentes tipos de multiculturalismo, de acordo com a conceitua&ccedil;&atilde;o adotada. Por exemplo, segundo McLaren (1997), citado por Dam&aacute;zio (2008), h&aacute; quatro tipos de multiculturalismo: cr&iacute;tico, conservador, humanista liberal e liberal de esquerda. J&aacute; Hall (2000), considerando tamb&eacute;m a vis&atilde;o de McLaren, lista seis tipos principais de multiculturalismo, quais sejam: cr&iacute;tico ou &quot;revolucion&aacute;rio&quot;, liberal, conservador, pluralista, comercial e corporativo (p&uacute;blico ou privado)<sup><a href="#1" name="top1">[1]</a></sup>.</p>     <p>Boaventura de Sousa Santos, em entrevista a Gandin e Hypolito (2003), tamb&eacute;m discute sobre a import&acirc;ncia de se distinguir entre &quot;as formas conservadoras ou reacion&aacute;rias do multiculturalismo e as formas progressistas e inovadoras&quot; (Gandin &amp; Hypolito, 2003, p. 11), sendo que, dentre as formas conservadoras est&aacute; o multiculturalismo colonial, em que n&atilde;o h&aacute; um reconhecimento de fato de outras culturas, desenvolvendo-se uma postura assimilacionista. J&aacute; entre as formas progressistas, encontra-se o multiculturalismo emancipat&oacute;rio ou a interculturalidade descolonial, conforme o autor tem proposto recentemente (por exemplo, Santos, 2016), que se configura como uma proposta p&oacute;s-colonial, de cunho antiessencialista, e segundo a qual parte-se da ideia de que &quot;as culturas s&atilde;o todas elas diferenciadas internamente e, portanto, &eacute; t&atilde;o importante reconhecer as culturas umas entre as outras, como reconhecer diversidade dentro de cada cultura e permitir que dentro da cultura haja resist&ecirc;ncia, haja diferen&ccedil;a&quot; (Gandin &amp; Hypolito, 2003, p. 13). No entanto, conforme ressalva Santos nesta mesma entrevista, h&aacute; que cuidar para que</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>n&atilde;o caiamos na armadilha de aceitar que reconhecimento v&aacute; ao ponto de estabelecer crit&eacute;rios de autenticidade, o que faz com que as culturas passem a ser apenas culturas de testemunho. E, portanto, sobre as mulheres, sobre o movimento das mulheres e sobre a discrimina&ccedil;&atilde;o contra as mulheres, s&oacute; possam falar mulheres; pelos negros e pela discrimina&ccedil;&atilde;o contra os negros, s&oacute; possam falar negros. A ideia da autenticidade de testemunho &eacute;, no meu entender, uma das formas que pode levar a um desenvolvimento de um novo <i>apartheid</i> cultural e que podia ser realizado por meio de um radicalismo excessivo, porque permitiria criar igualdade, mas em separa&ccedil;&atilde;o. (Gandin &amp; Hypolito, 2003, p. 13)</blockquote>     <p>A partir dessas considera&ccedil;&otilde;es acerca dos diferentes usos do multiculturalismo, Santos e Nunes (2003) enumeram algumas cr&iacute;ticas referentes a este conceito. Uma dessas cr&iacute;ticas &eacute; a pr&oacute;pria defini&ccedil;&atilde;o de cultura que utiliza, visto que sobre esta tamb&eacute;m h&aacute; diferentes conceitos; outra refere-se &agrave; ideia do multiculturalismo como sendo um conceito euroc&ecirc;ntrico, que desconsidera as diferentes formas que o mesmo pode assumir em diferentes pa&iacute;ses e regi&otilde;es do mundo. Critica-se, ainda, o multiculturalismo como sendo uma &quot;forma de racismo negada&quot; (Zizek, 1998, p. 22), ligada ao capitalismo multinacional (Zizek, 1998). Assim, este se constitui como um conceito, por vezes, &quot;apol&iacute;tico&quot; e &quot;descritivo&quot;, a partir do qual &quot;o apelo &agrave; no&ccedil;&atilde;o de&lsquo;toler&acirc;ncia&rsquo; n&atilde;o exige um envolvimento ativo com os &lsquo;outros&rsquo; e refor&ccedil;a o sentimento de superioridade de quem fala de um autodesignado lugar de universalidade&quot; (Santos &amp; Nunes, 2003, p. 31).</p>     <p>Levando-se em considera&ccedil;&atilde;o essas cr&iacute;ticas, muitos autores prop&otilde;em a substitui&ccedil;&atilde;o do termo <i>multiculturalismo</i> por <i>interculturalismo</i> ou <i>interculturalidade</i> (por exemplo, Candau, 2008; Dam&aacute;zio, 2008; Lopes, 2012). Neste trabalho utilizamos o termo interculturalidade. Entretanto, tamb&eacute;m com rela&ccedil;&atilde;o a este conceito, h&aacute; diferentes entendimentos. Segundo Walsh (2010, 2012), a interculturalidade pode ser entendida a partir de tr&ecirc;s perspectivas: relacional, funcional e cr&iacute;tica. A perspectiva relacional limita a concep&ccedil;&atilde;o da interculturalidade aos contatos, &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, minimizando as tens&otilde;es envolvidas nessas rela&ccedil;&otilde;es, isto &eacute;, as rela&ccedil;&otilde;es de poder, domina&ccedil;&atilde;o e colonialidade. A perspectiva funcional reconhece a diversidade e a diferen&ccedil;a, por&eacute;m a partir de uma l&oacute;gica que &eacute; funcional ao sistema social capitalista neoliberal vigente, ou seja, visa tolerar e/ou incorporar o diferente &agrave;s matrizes sociais j&aacute; estabelecidas, sem questionar as causas das assimetrias de poder e das desigualdades sociais. Finalmente, a perspectiva cr&iacute;tica questiona a ordem social vigente, compreendendo a interculturalidade como um processo e um projeto, que parte das experi&ecirc;ncias dos &quot;subalternos&quot;, daqueles que foram v&iacute;timas de xenofobia e racismo, a fim de buscar a transforma&ccedil;&atilde;o das estruturas sociais, institucionais e epist&ecirc;micas, (re)criando diferentes formas de ser, estar, de se relacionar (Walsh, 2010, 2012), que impliquem n&atilde;o apenas o mero reconhecimento e toler&acirc;ncia de outras culturas, mas tamb&eacute;m a sua valoriza&ccedil;&atilde;o, em di&aacute;logo e intera&ccedil;&atilde;o m&uacute;tuos (Canclini, 1999/2010). &Eacute; a partir desta perspectiva cr&iacute;tica, decolonial, que entendemos a interculturalidade.</p>     <p>Dessa forma, para compreendermos os processos psicossociais envolvidos no di&aacute;logo intercultural nas sociedades plurais contempor&acirc;neas &eacute; importante, por conseguinte, conjugarmos diferentes saberes, como o fazemos neste artigo, a fim de propiciar uma an&aacute;lise mais contextualizada e aprofundada. Nesse sentido, ao discutirmos sobre di&aacute;logo intercultural, devemos discutir tamb&eacute;m sobre identidade e alteridade, processos que fazem parte da rela&ccedil;&atilde;o com o Outro.</p>     <p>A rela&ccedil;&atilde;o com o Outro, com a alteridade, com a diferen&ccedil;a &eacute; uma quest&atilde;o hist&oacute;rica e que, atualmente, na dial&eacute;tica entre as realidades locais e as globaliza&ccedil;&otilde;es, apresenta diferentes contornos e convida a novas compreens&otilde;es e reflex&otilde;es (Jovchelovitch, 2002). A constru&ccedil;&atilde;o da identidade social dos indiv&iacute;duos e das suas representa&ccedil;&otilde;es sociais sobre diferentes objetos se d&aacute; a partir dessa rela&ccedil;&atilde;o com o alter (indiv&iacute;duos e/ou grupos), de modo que tal encontro com o Outro envolve o contato com o n&atilde;o familiar (Moscovici, 2000/2010), com aqueles Outros que n&atilde;o se encaixam nos nossos padr&otilde;es cognitivos, morais, est&eacute;ticos de mundo, aqueles que obscurecem e confundem o que antes nos parecia t&atilde;o n&iacute;tido e simples: as fronteiras, os limites, as identifica&ccedil;&otilde;es, ou seja, confundem, geram desconforto, estranhamento (Bauman, 1997), desestabilizando a ordem existente e almejada (Joffe, 2002). Por&eacute;m, esse estranhamento gerado pela diferen&ccedil;a do Outro &quot;surpreende mais na medida em que, na verdade, o outro n&atilde;o &eacute; t&atilde;o diferente, mas sim um semelhante que n&atilde;o conseguimos situar&quot; (Arruda, 2002, pp. 19-20). A tentativa de situar os Outros envolve a compreens&atilde;o da alteridade &quot;como produto e processo psicossocial&quot; (Jodelet, 2002), de forma que entram em cena diferentes processos presentes na constru&ccedil;&atilde;o das representa&ccedil;&otilde;es sociais (Moscovici, 1961/2004) e das identidades sociais (Tajfel, 1982b, 1983), a fim organizar as informa&ccedil;&otilde;es recebidas do meio e ancorar o n&atilde;o familiar em categorias mais familiares (Moscovici, 1961/2004).</p>     <p>Assim, essas intera&ccedil;&otilde;es com diferentes Outros tornam-se ainda mais evidentes no contexto atual de globaliza&ccedil;&otilde;es (Andr&eacute;, 2012), que provoca mudan&ccedil;as n&atilde;o apenas com rela&ccedil;&atilde;o a aspectos econ&ocirc;micos, como o aumento da movimenta&ccedil;&atilde;o de bens, mas tamb&eacute;m profundas transforma&ccedil;&otilde;es em termos socioculturais. Desse modo, tais processos de globaliza&ccedil;&atilde;o, quando acompanhados por outros fen&ocirc;menos, como as migra&ccedil;&otilde;es, fazem com que as fronteiras nacionais e identit&aacute;rias sejam redefinidas (Beck, 2002; Hall, 2000), intensificando a pluraliza&ccedil;&atilde;o das sociedades. Nesse sentido, as migra&ccedil;&otilde;es possibilitam o contato entre pessoas de diferentes culturas e tornam saliente o processo de compara&ccedil;&atilde;o social, mecanismo basilar &agrave; constru&ccedil;&atilde;o da identidade social (Tajfel, 1982b, 1983). Tal processo possibilita o surgimento de diferentes classifica&ccedil;&otilde;es e compara&ccedil;&otilde;es que os indiv&iacute;duos possam estabelecer entre os variados grupos nacionais e/ou supranacionais com os quais se relacionam e aos quais podem se considerar pertencentes, complexificando, portanto, as distin&ccedil;&otilde;es entre &quot;n&oacute;s&quot; e &quot;eles&quot; (Chryssochoou, 2000).</p>     <p>O maior contato intercultural entre diferentes grupos, como o que presenciamos, por exemplo, em contexto europeu, tamb&eacute;m faz com que as mem&oacute;rias coletivas ou as representa&ccedil;&otilde;es sociais da hist&oacute;ria (Licata &amp; Klein, 2005; Liu &amp; Hilton, 2005) se tornem mais plurais, desafiando as representa&ccedil;&otilde;es j&aacute; conhecidas dentro de um mesmo grupo (Liu &amp; Hilton, 2005). Esse &eacute; o caso, por exemplo, de grupos supranacionais, como a Uni&atilde;o Europeia, visto que, ainda que os diferentes pa&iacute;ses que a comp&otilde;em tenham suas especificidades e, ainda que existam marcadas assimetrias de poder entre eles, parece ser importante que partilhem alguns elementos em comum nas representa&ccedil;&otilde;es sociais da hist&oacute;ria deste grupo e que as lideran&ccedil;as pol&iacute;ticas levem em considera&ccedil;&atilde;o essas representa&ccedil;&otilde;es ao formularem pol&iacute;ticas que sejam comumente aceitas entre os envolvidos e condizentes a uma realidade comum (Liu &amp; Hilton, 2005). A Psicologia Social e os Estudos Culturais possuem interessantes recursos te&oacute;ricos para analisar as (re)constru&ccedil;&otilde;es dessas mem&oacute;rias coletivas e das rela&ccedil;&otilde;es de colonialidade que possam estar envolvidas nessas negocia&ccedil;&otilde;es a partir das rela&ccedil;&otilde;es intergrupais atuais.</p>     <p>Al&eacute;m destas contribui&ccedil;&otilde;es para a an&aacute;lise de processos identit&aacute;rios e representacionais envolvidos nas rela&ccedil;&otilde;es intergrupais, a Psicologia Social tamb&eacute;m disp&otilde;e de diferentes modelos para o estudo das din&acirc;micas identit&aacute;rias envolvidas nas rela&ccedil;&otilde;es entre subgrupos (por exemplo, pa&iacute;ses europeus) e grupos supraordenados (por exemplo, Europa) (dentre estes, ver: Hornsey &amp; Hogg, 2000; Wenzel, Mummendey &amp; Waldzus, 2007); e de modelos para o estudo de estrat&eacute;gias interculturais ou estrat&eacute;gias de acultura&ccedil;&atilde;o envolvendo diferentes grupos, como migrantes e sociedade do pa&iacute;s de destino (ver: Berry, 2001, 2011).</p>     <p>O estudo dessas rela&ccedil;&otilde;es entre diferentes Outros torna-se ainda mais prof&iacute;cuo quando associado &agrave; concep&ccedil;&atilde;o de interculturalidade cr&iacute;tica (Walsh, 2010, 2012), a partir da perspectiva decolonial, sobre a qual discorremos anteriormente. Tal concep&ccedil;&atilde;o mostra-se importante, sobretudo, para superar alguns desafios atuais na configura&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os de di&aacute;logo intercultural, como os discutidos, por exemplo, por Oliveira (2017, p. 29). Segundo este autor, para al&eacute;m das discuss&otilde;es sobre a dimens&atilde;o te&oacute;rica do conceito de interculturalidade, &eacute; necess&aacute;rio refletir acerca da sua dimens&atilde;o pr&aacute;tica, acerca dos usos que s&atilde;o feitos da interculturalidade. Nesse sentido, conforme argumenta o autor, tem sido frequente em diferentes pa&iacute;ses europeus a ado&ccedil;&atilde;o de uma l&oacute;gica &quot;consumista&quot; da interculturalidade, de modo a haver uma &quot;festivaliza&ccedil;&atilde;o da diversidade&quot; e uma &quot;marketiza&ccedil;&atilde;o&quot; dos espa&ccedil;os dos centros de algumas cidades, a partir da incorpora&ccedil;&atilde;o dos migrantes e dos seus tra&ccedil;os culturais para estes fins.</p>     <p>Tamb&eacute;m Cabecinhas e Cunha (2017) alertaram para a import&acirc;ncia de irmos al&eacute;m da compreens&atilde;o da diversidade como algo folcl&oacute;rico, por exemplo, a partir do consumo da gastronomia, da m&uacute;sica e da dan&ccedil;a de diferentes pa&iacute;ses, e compreendermos que, para que haja di&aacute;logo com o Outro, n&atilde;o basta uma mera toler&acirc;ncia ou assimila&ccedil;&atilde;o do Outro, &eacute; necess&aacute;rio que haja verdadeira intera&ccedil;&atilde;o e transforma&ccedil;&otilde;es rec&iacute;procas. Tal contexto nos remete para a imprescindibilidade de reafirmarmos a interculturalidade n&atilde;o apenas como o reconhecimento da diversidade cultural, mas tamb&eacute;m, como o conv&iacute;vio de forma igualit&aacute;ria e respeitosa entre diferentes Outros dentro de um dado territ&oacute;rio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclus&otilde;es</b></p>     <p>Neste artigo apresentamos algumas discuss&otilde;es acerca das possibilidades existentes no uso conjugado de conceitos e categorias dos Estudos Culturais e da Psicologia Social para a an&aacute;lise das rela&ccedil;&otilde;es intergrupais e da constru&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os de di&aacute;logo intercultural na Europa contempor&acirc;nea. Sabemos, contudo, que outras an&aacute;lises e interlocu&ccedil;&otilde;es s&atilde;o poss&iacute;veis, de modo que n&atilde;o tivemos a inten&ccedil;&atilde;o de esgotar as reflex&otilde;es acerca de fen&ocirc;menos t&atilde;o complexos como os que aqui abordamos, mas sim, de (re) iniciarmos alguns debates, que possam nos levar a tantos outros, no sentido de (re) criarmos saberes, t&eacute;cnicas e institui&ccedil;&otilde;es que permitam a constru&ccedil;&atilde;o de pontes de di&aacute;logo entre os diferentes Outros em constante intera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apenas em contexto europeu, mas tamb&eacute;m em outras partes do mundo.</p>     <p>Assim, ratificamos a import&acirc;ncia do di&aacute;logo intercultural, como um desafio a ser cumprido (Cabecinhas &amp; Cunha, 2017), o qual &eacute; favorecido ao ouvir o que os Outros t&ecirc;m a dizer sobre eles mesmos e acerca do que pensam sobre o mundo. Essa escuta pode propiciar o desenvolvimento de maior abertura &agrave; pluralidade de culturas e saberes, al&eacute;m de maior empatia com rela&ccedil;&atilde;o ao Outro, para que haja reconhecimento, trocas rec&iacute;procas e transforma&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Andr&eacute;, J. M. (2012). Interpreta&ccedil;&otilde;es do mundo e multiculturalidade: incomensurabilidade e di&aacute;logo entre culturas. In J. M. Andr&eacute; (Ed.), <i>Multiculturalidade, identidades e mesti&ccedil;agem: o di&aacute;logo intercultural nas ideias, na pol&iacute;tica, nas artes e na religi&atilde;o</i> (pp. 73-104). Coimbra: Palimage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015494&pid=S2183-3575201900010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Appadurai, A. (2001). <i>La modernidad desbordada: dimensiones culturales de la globalizaci&oacute;n</i>. Buenos Aires: Ediciones Trilce.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015496&pid=S2183-3575201900010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Arruda, A. (2002). O ambiente natural e seus habitantes no imagin&aacute;rio brasileiro. In A. Arruda (Ed.), <i>Representando a alteridade</i> (pp. 17-46). Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015498&pid=S2183-3575201900010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Baptista, M. M. (2009). Estudos culturais: o qu&ecirc; e o como da investiga&ccedil;&atilde;o. <i>Carnets &mdash; Cultures litt&eacute;raires: nouvelles performances et d&eacute;veloppement</i>, [n&ordm; sp&eacute;cial], 451-461. Retirado de <a href="http://revistas.ua.pt/index.php/Carnets/article/view/466/422" target="_blank">http://revistas.ua.pt/index.php/Carnets/article/view/466/422</a></p>     <!-- ref --><p>Barker, C. (2004). <i>The SAGE dictionary of cultural studies</i>. Londres: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015501&pid=S2183-3575201900010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bauman, Z. (1997). The making and unmaking of strangers. In P. Werbner &amp; T. Modood (Eds.), <i>Debating cultural hybridity: multi-cultural identities and the politics of anti-racism</i> (pp. 46-57). Londres e New Jersey: Zed Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015503&pid=S2183-3575201900010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Beck, U. (2002). The cosmopolitan society and its enemies. <i>Theory, Culture &amp; Society, 19</i>(1-2), 17-44. <a href="https://doi.org/10.1177/026327640201900101" target="_blank">https://doi.org/10.1177/026327640201900101</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015505&pid=S2183-3575201900010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bernardes, A. G. &amp; Hoenisch, J. C. D. (2003). Subjetividade e identidades: possibilidades de interlocu&ccedil;&atilde;o da Psicologia Social com os Estudos Culturais. In N. M. F. Guareschi &amp; M. E. Bruschi (Eds.), <i>Psicologia Social nos Estudos Culturais: perspectivas e desafios para uma nova Psicologia Social</i> (pp. 95-126). Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015506&pid=S2183-3575201900010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Berry, J. W. (2001). A psychology of immigration. <i>Journal of Social Issues, 57</i>(3), 615-631. <a href="https://doi.org/10.1111/0022-4537.00231" target="_blank">https://doi.org/10.1111/0022-4537.00231</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Berry, J. W. (2011). Integration and multiculturalism: ways towards social solidarity. <i>Papers on Social Representations</i>, 20, 2.1-2.21. Retirado de <a href="http://psych.lse.ac.uk/psr/PSR2011/20_02.pdf" target="_blank">http://psych.lse.ac.uk/psr/PSR2011/20_02.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015509&pid=S2183-3575201900010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bhabha, H. K. (1990). <i>Nation and narration</i>. Londres: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015510&pid=S2183-3575201900010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bhabha, H. K. (1994/2005). <i>O local da cultura</i>. Belo Horizonte: UFMG.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015512&pid=S2183-3575201900010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cabecinhas, R. (2009). Investigar representa&ccedil;&otilde;es sociais: metodologias e n&iacute;veis de an&aacute;lise. In M. M. Baptista (Ed.), <i>Cultura: metodologias e investiga&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 51-66). Lisboa: Ver o Verso Edi&ccedil;&otilde;es.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015514&pid=S2183-3575201900010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cabecinhas, R. &amp; Cunha, L. (2017). Introdu&ccedil;&atilde;o: da import&acirc;ncia do di&aacute;logo ao desafio da interculturalidade. In R. Cabecinhas &amp; L. Cunha (Eds.), <i>Comunica&ccedil;&atilde;o intercultural: perspectivas, dilemas e desafios</i> (pp. 7-12). Vila Nova de Famalic&atilde;o: H&uacute;mus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015516&pid=S2183-3575201900010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Canclini, N. G. (1999/2010). <i>A globaliza&ccedil;&atilde;o imaginada</i>. S&atilde;o Paulo: Iluminuras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015518&pid=S2183-3575201900010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Candau, V. M. (2008). Direitos humanos, educa&ccedil;&atilde;o e interculturalidade: as tens&otilde;es entre igualdade e diferen&ccedil;a. <i>Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o</i>, <i>13</i>(37), 45-56. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1413-24782008000100005" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1413-24782008000100005</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015520&pid=S2183-3575201900010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Castro-G&oacute;mez, S. (2005). Ciencias sociais, violencia epist&ecirc;mica e o problema da &quot;invencao do outro&quot;. In E. Lander (Ed.), <i>A colonialidade do saber: eurocentrismo e ci&ecirc;ncias sociais. Perspectivas latino-americanas</i> (pp. 80-87). Ciudad Aut&oacute;noma de Buenos Aires: Colecci&oacute;n Sur Sur, CLACSO.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015521&pid=S2183-3575201900010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chryssochoou, X. (2000). Memberships in a superordinate level: re-thinking European Union as a multinational society. <i>Journal of community &amp; Applied Social Psychology, 10(5)</i>, 403-420. <a href="https://doi.org/10.1002/1099-1298(200009/10)10:5&lt;403::AID-CASP597&gt;3.0.CO;2-4" target="_blank">https://doi.org/10.1002/1099-1298(200009/10)10:5&lt;403::AID-CASP597&gt;3.0.CO;2-4</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015523&pid=S2183-3575201900010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dam&aacute;zio, E. S. P. (2008). Multiculturalismo versus interculturalismo: por uma proposta intercultural do Direito. <i>Desenvolvimento em Quest&atilde;o</i>, <i>6</i>(12), 63-86. <a href="https://doi.org/10.21527/2237-6453.2008.12.63-86" target="_blank">https://doi.org/10.21527/2237-6453.2008.12.63-86</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015524&pid=S2183-3575201900010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Escosteguy, A. C. D. (2003). Os Estudos Culturais e a constitui&ccedil;&atilde;o de sua identidade. In N. M. F. Guareschi &amp; M. E. Bruschi (Eds.), <i>Psicologia Social nos Estudos Culturais: perspectivas e desafios para uma nova Psicologia Social</i> (pp. 51-74). Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015525&pid=S2183-3575201900010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fanon, F. (1961/2004). <i>The wretched of the Earth</i>. Nova Iorque: Grove Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015527&pid=S2183-3575201900010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Fanon, F. (1952/2008). <i>Pele negra, m&aacute;scaras brancas</i>. Salvador: EDUFBA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015529&pid=S2183-3575201900010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gandin, L. A. &amp; Hypolito, &Aacute;. M. (2003). Dilemas do nosso tempo: globaliza&ccedil;&atilde;o, multiculturalismo e conhecimento (entrevista com Boaventura de Sousa Santos). <i>Curr&iacute;culo sem Fronteiras</i>, <i>3</i>(2), 5-23. Retirado de <a href="http://www.curriculosemfronteiras.org/vol3iss2articles/boaventura.pdf" target="_blank">http://www.curriculosemfronteiras.org/vol3iss2articles/boaventura.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015531&pid=S2183-3575201900010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gros, C. (2002). Am&eacute;rica Latina: identidade o mestizaje? La naci&oacute;n em juego. <i>Desacatos</i>, <i>10</i>, 127-147. Retirado de <a href="http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=13901009" target="_blank">http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=13901009</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015532&pid=S2183-3575201900010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Grosfoguel, R. (2008). Para descolonizar os estudos de economia politica e os estudos p&oacute;s-coloniais: transmodernidade, pensamento de fronteira e colonialidade global. <i>Revista Cr&iacute;tica de Ci&ecirc;ncias Sociais</i>, <i>80</i>, 115-147. Retirado de <a href="https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=2763903">https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=2763903</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015533&pid=S2183-3575201900010000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Guareschi, N. M. F., Medeiros, P. F. &amp; Bruschi, M. E. (2003). Psicologia Social e Estudos Culturais: rompendo fronteiras na produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento. In N. M. F. Guareschi, &amp; M. E. Bruschi (Eds.), <i>Psicologia Social nos Estudos Culturais: perspectivas e desafios para uma nova psicologia social</i> (pp. 23-49). Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015534&pid=S2183-3575201900010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Hall, S. (1996). Cultural studies and the politics of internationalization: an interview with Stuart Hall by Kuan-Hsing Chen. In D. Morley, &amp; K-H Chen (Eds.), <i>Stuart Hall &mdash; critical dialogues in cultural studies</i> (pp. 261-274). Nova Iorque/Londres: Routledge.</p>     <p>Hall, S. (2000). Conclusion: the multi-cultural question. In B. Hesse (Ed.), <i>Un/settled multiculturalisms: diasporas, entanglements, &lsquo;transruptions</i>&rsquo; (pp. 209-241). Londres: Zed Books.</p>     <!-- ref --><p>Hornsey, M. J. &amp; Hogg, M. A. (2000). Assimilation and diversity: an integrative model of subgroup relations. <i>Personality and Social Psychology Review, 4</i>(2),143-156. <a href="https://doi.org/10.1207/S15327957PSPR0402_03" target="_blank">https://doi.org/10.1207/S15327957PSPR0402_03</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015538&pid=S2183-3575201900010000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Jodelet, D. (2002). A alteridade como produto e processo psicossocial. In A. Arruda (Ed.), <i>Representando a alteridade</i> (pp. 47-67). Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015539&pid=S2183-3575201900010000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Joffe, H. (2002). Degrada&ccedil;&atilde;o, desejo e &quot;o outro&quot;. In A. Arruda (Ed.), <i>Representando a alteridade</i> (pp. 109-128). Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015541&pid=S2183-3575201900010000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Jovchelovitch, S. (2002). Re(des)cobrindo o outro &mdash; para um entendimento da alteridade na teoria das representa&ccedil;&otilde;es sociais. In A. Arruda (Ed.), <i>Representando a alteridade</i> (pp. 69-82). Petr&oacute;polis: Vozes.</p>     <!-- ref --><p>Lander, E. (Ed.) (2000). <i>La colonialidad del saber: eurocentrismo y ciencias sociales. Perspectivas latinoamericanas</i>. Buenos Aires, Argentina: Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales. Retirado de <a href="http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/clacso/sur-sur/20100708034410/lander.pdf" target="_blank">http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/clacso/sur-sur/20100708034410/lander.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015544&pid=S2183-3575201900010000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Licata, L. &amp; Klein, O. (2005). Regards crois&eacute;s sur un pass&eacute; commun: anciens colonis&eacute;s et anciens coloniaux face &agrave; l'action belge au Congo. In M. Sanchez-Mazas &amp; L. Licata (Eds.), <i>L'Autre: regards psychosociaux</i> (pp. 241-277). Saint-Martin d'H&egrave;res: Presses Universitaires de Grenoble.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015545&pid=S2183-3575201900010000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Liu, J. H. &amp; Hilton, D. (2005). How the past weighs on the present: towards a social psychology of histories<i>. British Journal of Social Psychology, 44</i>, 537&mdash;556. <a href="https://doi.org/10.1348/014466605X27162" target="_blank">https://doi.org/10.1348/014466605X27162</a></p>     <!-- ref --><p>Lopes, A. M. D. (2012). Da coexist&ecirc;ncia &agrave; conviv&ecirc;ncia com o outro: entre o multiculturalismo e a interculturalidade. <i>Revista Interdisciplinar de Mobilidade Humana</i>, <i>38</i>, 67-81. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1980-85852012000100005" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1980-85852012000100005</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015548&pid=S2183-3575201900010000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Maldonado-Torres, N. (2007). Sobre la colonialidad del ser: contribuciones al desarrollo de un concepto. In S. Castro-G&oacute;mez &amp; R. Grosfoquel (Eds.), <i>El giro decolonial. Reflexiones para una diversidad epist&eacute;mica m&aacute;s all&aacute; del capitalismo global</i> (pp. 127-167). Bogot&aacute;: Siglo del Hombre.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015549&pid=S2183-3575201900010000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Martins, M. L., Sidoncha, U. &amp; Bandeira, M. (2017). Nota introdut&oacute;ria &mdash; Estudos Culturais, cidadania e democracia. <i>Revista Lus&oacute;fona de Estudos Culturais, 4</i>(2), 7-11. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/1822/54186" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/54186</a></p>     <!-- ref --><p>Mignolo, W. D. (2007). <i>La idea de Am&eacute;rica Latina: la herida colonial y la opci&oacute;n decolonial</i>. Barcelona: Editorial Gedisa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015552&pid=S2183-3575201900010000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moscovici, S. (1961/2004). <i>La psychanalyse son image et son public</i>. Paris: Presses Universitaires de France.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015554&pid=S2183-3575201900010000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moscovici, S. (2000/2010). O fen&ocirc;meno das representa&ccedil;&otilde;es sociais. In G. Duveen (Ed.), <i>Representa&ccedil;&otilde;es sociais: investiga&ccedil;&otilde;es em Psicologia Social</i> (pp. 29-109). Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015556&pid=S2183-3575201900010000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Neves, R. C. (2009). Os Estudos P&oacute;s-Coloniais: um paradigma de globaliza&ccedil;&atilde;o. <i>Babil&oacute;nia &mdash; Revista Lus&oacute;fona de L&iacute;nguas, Culturas e Tradu&ccedil;&atilde;o</i>, <i>6/7</i>, 231-239. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/10437/2111" target="_blank">http://hdl.handle.net/10437/2111</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Oliveira, N. (2017). Do multiculturalismo ao interculturalismo: um novo modo de incorpora&ccedil;&atilde;o da diversidade cultural? <i>Revista Ambival&ecirc;ncia, 5</i>(9), 10-35. <a href="https://doi.org/10.21665/2318-3888.v5n9p10-35" target="_blank">https://doi.org/10.21665/2318-3888.v5n9p10-35</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015559&pid=S2183-3575201900010000400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Porto-Gon&ccedil;alves, C. W. (2011). Abya Yala, el descubrimiento de Am&eacute;rica. In N. Giarraca (Ed.), <i>Bicentenarios (otros), trasiciones y resistencias</i> (pp. 39-46). Buenos Aires: Uma Ventana.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015560&pid=S2183-3575201900010000400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Prysthon, A. (2004). Interse&ccedil;&otilde;es da teoria cr&iacute;tica contempor&acirc;nea: estudos culturais, p&oacute;s-colonialismo e comunica&ccedil;&atilde;o. <i>Revista e-Comp&oacute;s</i>, <i>1</i>, 1-19. Retirado de <a href="https://revistas.ufrj.br/index.php/eco_pos/article/view/1119" target="_blank">https://revistas.ufrj.br/index.php/eco_pos/article/view/1119</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015562&pid=S2183-3575201900010000400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Quijano, A. (2005). Colonialidade do poder, eurocentrismo e Am&eacute;rica Latina. In E. Lander (Ed.), <i>A colonialidade do saber: eurocentrismo e ci&ecirc;ncias sociais. Perspectivas latino-americanas</i> (pp. 227-278). Ciudad Aut&oacute;noma de Buenos Aires: Colecci&oacute;n Sur Sur, CLACSO.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015563&pid=S2183-3575201900010000400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Said, E. W. (1978/2007). <i>Orientalismo &mdash; o Oriente como inven&ccedil;&atilde;o do Ocidente</i>. S&atilde;o Paulo: Companhia de Bolso.</p>     <!-- ref --><p>Santos, B. S. (2016). <i>A dif&iacute;cil democracia: reinventar as esquerdas</i>. S&atilde;o Paulo: Boitempo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015566&pid=S2183-3575201900010000400048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, B. S. &amp; Nunes, J. A. (2003). Introdu&ccedil;&atilde;o: para ampliar o c&acirc;none do reconhecimento, da diferen&ccedil;a e da igualdade. In B. S. Santos (Ed.), <i>Reconhecer para libertar: os caminhos do cosmopolitismo multicultural</i> (pp. 25-68). Rio de janeiro: Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015568&pid=S2183-3575201900010000400049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Spink, M. J. P. (2003). Pref&aacute;cio. In N. M. F. Guareschi &amp; M. E. Bruschi (Eds.), <i>Psicologia Social nos Estudos Culturais: perspectivas e desafios para uma nova psicologia social</i> (pp. 9-19). Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015570&pid=S2183-3575201900010000400050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Spivak, G. C. (1985/2010). <i>Pode o subalterno falar</i>? Belo Horizonte: Editora da UFMG.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015572&pid=S2183-3575201900010000400051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tajfel, H. (1982a). Comportamento intergrupo e psicologia social da mudan&ccedil;a. In A. F. Barroso, B. M. Silva, J. Vala, B. M. Monteiro &amp; M. H. Castro (Eds.), <i>Mudan&ccedil;a social e psicologia social</i> (pp. 13-24). Lisboa: Livros horizonte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015574&pid=S2183-3575201900010000400052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tajfel, H. (1982b). <i>Grupos humanos e categorias sociais. Vol. 1</i>. Lisboa: Livros Horizonte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015576&pid=S2183-3575201900010000400053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tajfel, H. (1983). <i>Grupos humanos e categorias sociais</i>. <i>Vol. 2.</i> Lisboa: Livros Horizonte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015578&pid=S2183-3575201900010000400054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Veiga-Neto, A. (2003). Cultura, culturas e educa&ccedil;&atilde;o. <i>Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o, 23</i>, 5-15. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1413-24782003000200002" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1413-24782003000200002</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015580&pid=S2183-3575201900010000400055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Wallerstein, I. (1974). <i>The modern world system</i>. <i>Vol. 1</i>. Nova Iorque: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015581&pid=S2183-3575201900010000400056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Walsh, C. (2010). Interculturalidad cr&iacute;tica y educaci&oacute;n intercultural. In J. Via&ntilde;a, L. Tapia &amp; C. Walsh (Eds.), <i>Construyendo interculturalidad cr&iacute;tica</i> (pp. 75-96). La Paz: Instituto Internacional de Integraci&oacute;n, Convenio Andr&eacute;s Bello.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015583&pid=S2183-3575201900010000400057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Walsh, C. (2012). <i>Interculturalidad cr&iacute;tica y (de)colonialidad. Ensayos desde Abya Yala</i>. Quito: Editorial Abya-Yala, Serie Pensamiento decolonial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015585&pid=S2183-3575201900010000400058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wenzel, M., Mummendey, A. &amp; Waldzus, S. (2007). Superordinate identities and intergroup conflict: the ingroup projection model. <i>European Review of Social Psychology, 18</i>(1), 331-372. <a href="https://doi.org/10.1080/10463280701728302" target="_blank">https://doi.org/10.1080/10463280701728302</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015587&pid=S2183-3575201900010000400059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Williams, R. (1958/2002). Culture is ordinary. In B. Highmore (Ed.), <i>The everyday life reader</i> (pp. 91-100). Londres: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015588&pid=S2183-3575201900010000400060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Woodward, K. (2000). Identidade e diferen&ccedil;a: uma introdu&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e conceitual. In T. T. Silva (Ed.), <i>Identidade e diferen&ccedil;a: a perspectiva dos Estudos Culturais</i> (pp. 7-72). Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015590&pid=S2183-3575201900010000400061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Zizek, S. (1998). Multiculturalismo o la l&oacute;gica cultural del capitalismo multinacional. In F. Jameson &amp; S. Zizek (Eds.), <i>Estudios culturales. Reflexiones sobre el multiculturalismo</i> (pp. 137-188). Buenos Aires: Paid&oacute;s.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2015592&pid=S2183-3575201900010000400062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nota biogr&aacute;fica</b></p>     <p>Julia Alves Brasil &eacute; doutorada em Estudos Culturais pela Universidade do Minho/ Portugal. Psic&oacute;loga, com Mestrado em Psicologia pela Universidade Federal do Esp&iacute;rito Santo (UFES)/Brasil. Investigadora colaboradora do Centro de Estudos de Comunica&ccedil;&atilde;o e Sociedade (CECS)/Universidade do Minho. Pesquisadora de p&oacute;s-doutorado em Psicologia Social na UFES.</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0003-0445-1207" target="_blank">https://orcid.org/0000-0003-0445-1207</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p>Email: <a href="mailto:juliaalvesbrasil@gmail.com">juliaalvesbrasil@gmail.com</a></p>     <p>Av. Fernando Ferrari, 514, Goiabeiras, Vit&oacute;ria &mdash; ES, Brasil. CEP: 29075-910</p>     <p>Rosa Cabecinhas &eacute; Professora Associada no Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais da Universidade do Minho e investigadora do Centro de Estudos de Comunica&ccedil;&atilde;o e Sociedade. Atualmente &eacute; diretora do Programa Doutoral em Estudos Culturais na mesma universidade.</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0002-1491-3420" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-1491-3420</a></p>     <p></p>     <p>Email: <a href="mailto:cabecinhas@ics.uminho.pt">cabecinhas@ics.uminho.pt</a></p>     <p>Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais, Universidade do Minho, Campus de Gualtar, 4710-057, Braga, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>* Submetido: 14/09/2018</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>* Aceite: 18/12/2018</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Esta pesquisa contou com o apoio da Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior &mdash; CAPES/Brasil, a partir de uma bolsa de doutorado pleno no exterior (N&uacute;mero do Processo: 1690/13-2) concedida &agrave; primeira autora.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><sup><a href="#top1" name="1">[1]</a></sup> Para fins deste artigo n&atilde;o ser&atilde;o aprofundados estes conceitos, visto que ultrapassariam os prop&oacute;sitos da presente reflex&atilde;o. Para mais informa&ccedil;&otilde;es ver, por exemplo: Dam&aacute;zio (2008); Hall (2000).</p>      ]]></body><back>
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