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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O feitiço do tempo da comédia]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In this paper, the authors intend to reflect upon the social time interrupted by humor, as a discourse recipe, and by comedy, as a performative resource. The incongruity of the significations produced by this stylistic form means a suspension of the tipification rules in the life-world daily interactions. These moments of suspension are designated by time out. In this text, the authors show how humour and comedy connect with common time and time out to reveal interpretation keys to disclose the intersubjective social fabric.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS TEM&Aacute;TICOS</b></p>     <p><b>O feiti&ccedil;o do tempo da com&eacute;dia</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Comedy&rsquo;s time spell</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> //     <p><b> Nuno Amaral Jer&oacute;nimo <sup>*</sup></b>    <br>     <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0003-2452-0417">https://orcid.org/0000-0003-2452-0417</a></p>     
<p><b> Jos&eacute; Carlos Alexandre <sup>**</sup></b>    <br>     <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-8262-5279">https://orcid.org/0000-0002-8262-5279</a></p>     
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<body><![CDATA[<p>//*Departamento de Sociologia, Faculdade Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas, Universidade da Beira Interior, Portugal, <a href="mailto:nunoaj@ubi.pt">nunoaj@ubi.pt</a>.</p>     <p>//**Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o, Comunica&ccedil;&atilde;o e Desporto, Instituto Polit&eacute;cnico da Guarda, Portugal, <a href="mailto:jcalexandre@ipg.pt">jcalexandre@ipg.pt</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Neste artigo procura-se refletir sobre o tempo social interrompido pelo humor, como f&oacute;rmula discursiva, e pela com&eacute;dia, como recurso performativo. A incongru&ecirc;ncia das significa&ccedil;&otilde;es produzidas por esta forma estil&iacute;stica significa uma suspens&atilde;o das regras de tipifica&ccedil;&atilde;o nas intera&ccedil;&otilde;es quotidianas do mundo-da-vida. Estes momentos de suspens&atilde;o s&atilde;o designados por interrup&ccedil;&otilde;es (<i>time out</i>). Neste texto mostramos como a rela&ccedil;&atilde;o do humor e da com&eacute;dia com o tempo comum e com as interrup&ccedil;&otilde;es revelam chaves interpretativas do tecido social intersubjetivo.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Com&eacute;dia; interrup&ccedil;&atilde;o; intersubjetividade; humor.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>In this paper, the authors intend to reflect upon the social time interrupted by humor, as a discourse recipe, and by comedy, as a performative resource. The incongruity of the significations produced by this stylistic form means a suspension of the tipification rules in the life-world daily interactions. These moments of suspension are designated by time out. In this text, the authors show how humour and comedy connect with common time and time out to reveal interpretation keys to disclose the intersubjective social fabric.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords</b>: Comedy; interruption; intersubjectivty; humour.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A proposta deste artigo &eacute; discutir como os discursos humor&iacute;sticos, em particular o exerc&iacute;cio performativo da com&eacute;dia, apresentam caracter&iacute;sticas singulares em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; temporalidade. Para esse prop&oacute;sito, acede-se a dois n&iacute;veis de an&aacute;lise. Primeiro, as excepcionalidades no tempo social rotinado, a partir do conceito de interrup&ccedil;&atilde;o de Stanford M. Lyman e Marvin B. Scott (1989). Segundo, os tempos espec&iacute;ficos da performance c&oacute;mica. Para recorrer a esse quadro anal&iacute;tico, importa antes contextualizar o humor e a com&eacute;dia no campo do conhecimento das Ci&ecirc;ncias Sociais, pelos percursos te&oacute;ricos do interacionismo, desde a fenomenologia de Schutz &agrave; sociologia do absurdo de Lyman e Scott.</p>     <p>As Ci&ecirc;ncias Sociais t&ecirc;m revelado que qualquer assunto, por mais superficial que possa parecer, acaba muitas vezes por revelar fen&oacute;menos complexos e intrincados. A elas pode caber o papel de desconstruir e desambiguar significados com o objetivo de posicionar o discurso humor&iacute;stico numa base mais alargada de significa&ccedil;&atilde;o social e de entretecer a performance da com&eacute;dia com as representa&ccedil;&otilde;es sociais do quotidiano.</p>     <p>&Eacute; neste sentido que se procura encontrar o tempo pr&oacute;prio da formula&ccedil;&atilde;o c&oacute;mica no interior das din&acirc;micas fenomenol&oacute;gicas do humor dentro das sociedades que o produzem. A necessidade de descodificar os significados dos discursos dos agentes na sua vida quotidiana levou a Sociologia a preocupar-se com an&aacute;lises de pormenor.</p>     <p>Alfred Schutz (1967) reclamou a necessidade de reabilitar o mundo da vida quotidiana para dentro da Sociologia. Foi esta vontade de descobrir mais sobre as minud&ecirc;ncias da vida comum de todos os dias que trouxe mais autores para uma Sociologia do Quotidiano, questionando a concentra&ccedil;&atilde;o do pensamento sociol&oacute;gico nos grandes problemas estruturais da Humanidade ou uma hipertrofia anal&iacute;tica dedicada &agrave;s desigualdades e aos problemas sociais, e reclamando a aproxima&ccedil;&atilde;o ao real atrav&eacute;s de um &ldquo;naturalismo rebelde&ldquo;(Machado Pais, 2015, p. 28) e de uma &ldquo;sociologia do mundano&rdquo; (Brekhus, 2000, p. 89). Segundo esta linha de reflex&atilde;o que busca a notoriedade sociol&oacute;gica das pequenas coisas, como conversas ou a&ccedil;&otilde;es, procura-se uma ci&ecirc;ncia do social muito mais pr&oacute;xima da viv&ecirc;ncia quotidiana, das a&ccedil;&otilde;es que executamos diariamente sem que delas demos conta.</p>     <p>As exibi&ccedil;&otilde;es de riso e manifesta&ccedil;&otilde;es de humor s&atilde;o umas dessas formas de minud&ecirc;ncias comunicacionais do quotidiano, que surgem – mesmo que involuntariamente – na intera&ccedil;&atilde;o entre indiv&iacute;duos. O riso, o humor e a com&eacute;dia s&atilde;o social e culturalmente partilhados nos processos de intera&ccedil;&atilde;o social e, muitas vezes, moldadas e localizadas dentro de fronteiras espaciais e temporais.</p>     <p>Pode mesmo entender-se que a pr&oacute;pria produ&ccedil;&atilde;o de discursos humor&iacute;sticos, seja com inten&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas e performativas, seja na informalidade das intera&ccedil;&otilde;es quotidianas, se aproxima de uma microssociologia do banal (Jer&oacute;nimo, 2015; Watson, 2015;). Foi tamb&eacute;m um caminho similar que os proponentes de uma sociologia do absurdo percorreram, em busca de um discernimento sobre a forma como os indiv&iacute;duos conferem e constituem refer&ecirc;ncias na sua vida quotidiana dentro de um mundo ontologicamente sem sentido (Jacobsen, 2009; Lyman &amp; Scott, 1989). A sociologia do absurdo seria, assim, uma fenomenologia existencialista do quotidiano que visa encontrar as constru&ccedil;&otilde;es culturais de sentido nas intera&ccedil;&otilde;es do mundo-da-vida (Schutz, 2003) onde, na ess&ecirc;ncia da realidade, tal sentido n&atilde;o existe (Jacobson, 2009).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Intersubjetividades</b></p>     <p>Schutz (1967, 2003) prop&otilde;e o conceito de intersubjetividade definindo-a como a forma pela qual um sujeito tem acesso experiencial a outro sujeito e se constitui uma comunidade de sujeitos na intersec&ccedil;&atilde;o desses acessos experienciais. O mundo intersubjetivo ser&aacute;, dessa forma, criado e mantido pelo conhecimento de senso comum que sustenta as a&ccedil;&otilde;es dos atores, uma vez que a &ldquo;textura de sentido tem origem nas a&ccedil;&otilde;es humanas e foi institu&iacute;da por elas, pelas nossas e as dos nossos semelhantes, contempor&acirc;neos e antecessores&rdquo; (Schutz, 2003, p. 37). Como afirmam S&oslash;ren Overgaard e Dan Zahavi (2009) ou Jonathan H. Turner (2013), a intersubjetividade deve ocupar um lugar de centralidade na teoria sociol&oacute;gica, por se configurar como a realidade social vis&iacute;vel mais importante num grupo. Como instrumento conceptual e anal&iacute;tico, a intersubjetividade pode servir para explicar como experi&ecirc;ncias m&uacute;ltiplas e diversas conseguem produzir e organizar estruturas de significado que criam a realidade social. A compreens&atilde;o dos significados foca a sua lente nas experi&ecirc;ncias pessoais, na partilha das experi&ecirc;ncias dos outros, na aprendizagem de significados pr&eacute;-atribu&iacute;dos, e na inicia&ccedil;&atilde;o em novos comportamentos significativos (Overgaard &amp; Zahavi, 2009).</p>     <p>A teoria fenomenol&oacute;gica mostra que a forma de viver conscientemente as experi&ecirc;ncias do mundo-da-vida se realiza atrav&eacute;s de processos de tipifica&ccedil;&atilde;o (Schutz, 2003), que desempenham um papel crucial na vida social. As tipifica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o processos cont&iacute;nuos de organiza&ccedil;&atilde;o da realidade que ajudam os indiv&iacute;duos a compreender o mundo social, permitindo-lhes viver e experimentar a intera&ccedil;&atilde;o com os outros e com o meio. Estes processos de tipifica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o acontecem apenas com seres vivos e objetos, mas tamb&eacute;m com situa&ccedil;&otilde;es, a&ccedil;&otilde;es, motivos, pensamentos. Al&eacute;m disso, as tipifica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o acontecem apenas com pessoas, objetos ou formas sociais que se conhecem pessoal ou virtualmente, mas tamb&eacute;m com aqueles com que os indiv&iacute;duos nunca se tenham cruzado ou conhecido (Mann, 2008; Schutz, 2003).</p>     <p>Schutz (2003) sugere que todos os indiv&iacute;duos est&atilde;o envolvidos em ambientes sociais de significa&ccedil;&atilde;o intersubjetiva que se encontram organizados em referenciais espaciais e temporais. Os indiv&iacute;duos experimentam, dessa forma, o mundo como um lugar que cont&eacute;m um conjunto de zonas de significa&ccedil;&atilde;o distintas e independentes. Por exemplo, os jogos das crian&ccedil;as, as experi&ecirc;ncias religiosas, as performances humor&iacute;sticas apresentam l&oacute;gicas esp&aacute;cio-temporais &uacute;nicas.</p>     <p>A sensa&ccedil;&atilde;o de garantia e naturalidade fornecida por essas estruturas, devidamente arrumadas numa ordem social preexistente, exige um elemento importante aos padr&otilde;es de tipifica&ccedil;&atilde;o, a pressuposi&ccedil;&atilde;o de que os outros indiv&iacute;duos possuem sistemas de compreens&atilde;o que se assemelham aos seus (Schutz, 2003).</p>     <p>Pode propor-se que, quando um comediante sobe ao palco numa noite dedicada &agrave; <i>stand-up comedy</i><sup><a href="#1" name="top1">[1]</a></sup>, o espet&aacute;culo decorre a partir de um processo de tipifica&ccedil;&atilde;o que permite ao espectador saber que, naquele contexto esp&aacute;cio-temporal, o discurso ser&aacute; humor&iacute;stico e versar&aacute; sobre temas com que o p&uacute;blico esteja familiarizado. O p&uacute;blico dirigiu-se a um local e hora espec&iacute;ficos porque sabia que ali estaria algu&eacute;m que o faria rir, e &eacute; isso que espera. N&atilde;o ser&aacute; por acaso que a primeira linha do manual de escrita para com&eacute;dia de John Byrne (2002, p. 1), <i>Writing comedy</i>, &eacute; &ldquo;v&aacute; l&aacute; – faz-nos rir&rdquo; .</p>     <p>Anton C. Zijderveld (1983) entende que o humor deve ser considerado como um jogo de significados entre os v&aacute;rios aspetos da vida. A oportunidade cognitiva e social que os seres humanos possuem de jogar e brincar com as constru&ccedil;&otilde;es dos sentidos dos seus contextos culturais no decurso das suas a&ccedil;&otilde;es e intera&ccedil;&otilde;es da vida quotidiana permite-lhes gerir formas de experimenta&ccedil;&atilde;o e negocia&ccedil;&atilde;o de forma partilhada. De uma forma complementar, &eacute; este jogo que faz tamb&eacute;m com que os indiv&iacute;duos estejam conscientes de como a vida social &eacute; algo constru&iacute;do e nada se encontra naturalmente atribu&iacute;do (Kuipers 2008).</p>     <p><b>Humores</b></p>     <p>Sem prop&oacute;sitos de adiantar uma defini&ccedil;&atilde;o definitiva de humor, at&eacute; porque tal tarefa levaria a caminhos sem retorno e sem sa&iacute;da, podem considerar-se humor&iacute;sticos quaisquer eventos ou formula&ccedil;&otilde;es discursivas, intencionadas ou inadvertidas, que provoquem experi&ecirc;ncias cognitivas culturalmente partilhadas capazes de suscitar o riso e providenciar divertimento.</p>     <p>Antes de prosseguir com uma proposta de conceptualiza&ccedil;&atilde;o do humor, cabe fazer uma distin&ccedil;&atilde;o entre humor e riso. Este &eacute; uma manifesta&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica vis&iacute;vel, embora com contornos cognitivos e sociais invis&iacute;veis (Carroll, 2014; Critchley, 2002). Como proposi&ccedil;&atilde;o complementar, John Morreall (2012) distingue o sinal (riso) do jogo (humor).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Embora tenha havido uma profus&atilde;o de propostas de defini&ccedil;&atilde;o do conceito de humor, n&atilde;o existe uma defini&ccedil;&atilde;o &uacute;nica que pudesse ser aceite em concord&acirc;ncia por todas as disciplinas e por todos os estudiosos e investigadores. Alguns julgam mesmo ser imposs&iacute;vel definir o humor (Cohen, 2013; Walker, 1998).</p>     <p>O humor apresenta-se em categorias muito diversificadas de formas e estilos. A ironia, a piada espirituosa, o humor f&iacute;sico (preparado ou acidental), o rid&iacute;culo ou a par&oacute;dia s&atilde;o alguns dos exemplos de formas humor&iacute;sticas. Estas compreendem uma variedade de mecanismos lingu&iacute;sticos e ret&oacute;ricos, assim como f&iacute;sicos, usados para comunicar, socializar e interagir (Carroll, 2014). Para serem consideradas humor&iacute;sticas, as mensagens devem ser mutuamente compreens&iacute;veis e suscet&iacute;veis de provocar o riso tanto para o falante como para o ouvinte – ou para o escritor e para o leitor.</p>     <p>O humor &eacute; uma chave para fendas sociais impregnada de discurso intersubjetivo. De forma simb&oacute;lica, o humor transporta mensagens sobre expectativas sociais, intera&ccedil;&otilde;es e interpreta&ccedil;&otilde;es. As locu&ccedil;&otilde;es humor&iacute;sticas e a sua recetividade s&atilde;o bons indicadores dos significados culturais, das representa&ccedil;&otilde;es sociais e at&eacute; do contexto hist&oacute;rico-pol&iacute;tico de uma comunidade (Jer&oacute;nimo, 2015; Morreall, 2009). &ldquo;Sem congru&ecirc;ncia social, n&atilde;o h&aacute; incongru&ecirc;ncia c&oacute;mica&rdquo; (Critchley, 2002, p. 4).</p>     <p><b>Com&eacute;dias</b></p>     <p>Por contraposi&ccedil;&atilde;o a uma conce&ccedil;&atilde;o generalizadora de humor, a com&eacute;dia &eacute; definida como &ldquo;uma pe&ccedil;a (ou outra composi&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria) escrita principalmente para divertir a audi&ecirc;ncia apelando a um sentido de superioridade sobre as personagens representadas&rdquo; (Baldick, 2008, p. 62). Andrew Stott (2005), Eric Weitz (2009) e Matthew Bevis (2013) corroboram esta distin&ccedil;&atilde;o fundamental entre humor e com&eacute;dia.</p>     <p>A com&eacute;dia &eacute; essencialmente uma performance cultural que identificamos com as formas da cultura erudita e da ind&uacute;stria cultural. Na televis&atilde;o, no cinema, na literatura ou no teatro, a com&eacute;dia &eacute; o discurso humor&iacute;stico transfigurado em produto performativo art&iacute;stico.</p>     <p>Ao longo da Hist&oacute;ria, todas as partes da vida humana t&ecirc;m sido objeto do olhar c&oacute;mico numa tentativa de ilustrar as situa&ccedil;&otilde;es em que as pessoas se costumam encontrar no quotidiano. Mas se na cultura do Ocidente a com&eacute;dia tem as suas origens na cultura greco-romana, n&atilde;o se pode olvidar que por todo o mundo existiram formas recorrentes de interl&uacute;dios humor&iacute;sticos, tais como os pap&eacute;is desempenhados pelos bobos, pelos palha&ccedil;os e, mais recentemente, pelos humoristas (Minois, 2007; Otto, 2001; Southworth, 1998).</p>     <p>Como refer&ecirc;ncia para uma autonomiza&ccedil;&atilde;o conceptual, pode sugerir-se que &ldquo;o humor descreve um olhar ou uma mundivis&atilde;o, particular ou colectiva, e a com&eacute;dia descreve uma experi&ecirc;ncia e um ambiente&rdquo; (Jer&oacute;nimo, 2015, p. 71).</p>     <p><b>Folias</b></p>     <p>Antes de abordar o fen&oacute;meno da com&eacute;dia contempor&acirc;nea, e em particular da <i>stand-up comedy</i>, atente-se nas abordagens cl&aacute;ssicas de Mikhail Bakhtin (1984) e Roberto DaMatta (1997) sobre a par&oacute;dia e a folia. As festas populares continham momentos de riso e humor como rea&ccedil;&otilde;es e perce&ccedil;&otilde;es discursivas alternativas, coexistentes com os processos de interpreta&ccedil;&atilde;o habituais da realidade quotidiana.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Carnaval pode funcionar como uma alternativa de resist&ecirc;ncia e da esfera da liberdade. Bakhtin (1984) considera as festas carnavalescas como com&eacute;dias comunit&aacute;rias, livres e igualit&aacute;rias. DaMatta (1997) procura uma dramaturgia da singularidade brasileira num ritual de tal forma universalizado que transforma a individualidade em anonimato. Habermas (1992) reconhece que o Carnaval se pode apresentar como uma alternativa &agrave; esfera p&uacute;blica burguesa. Estas formas ritualizadas de convocar o humor e a par&oacute;dia permitem uma forma diferente, mais popular, de participa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica.</p>     <p>Bakhtin (1984), corroborado por Jos&eacute; Mattoso (2012), descreve as sociedades medievais assentes na coexist&ecirc;ncia de duas ideologias, a divers&atilde;o e a seriedade – que corresponderiam &agrave;s &ldquo;duas atitudes cardeais da vida – o jogo e a seriedade&rdquo; (Huizinga, 2003, p. 22). Uma ideologia oficial, marcada pela escol&aacute;stica e pelo Cristianismo, profundamente circunspecta, e uma outra, n&atilde;o oficial e subversiva, com elementos populares que contrariavam, atrav&eacute;s do humor, os des&iacute;gnios da cultura oficial. O mundo quotidiano popular apresentava-se como uma esp&eacute;cie de segundo mundo, com peculiaridades dentro da ordem oficial medieval, e regido por formas particulares de relacionamento:</p>     <blockquote>oficialmente, os pal&aacute;cios, igrejas, institui&ccedil;&otilde;es e casas privadas eram dominadas pela hierarquia e etiqueta, mas no mercado era usado um tipo especial de linguagem, quase um linguajar aut&oacute;nomo, muito distinto da linguagem da Igreja, do pal&aacute;cio, das cortes e institui&ccedil;&otilde;es. (Bakhtin, 1984, p. 154)</blockquote>     <p><b>Interrup&ccedil;&otilde;es – 1&ordf; parte</b></p>     <p>A ideia de contextualiza&ccedil;&atilde;o e mundivis&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o de um sentido enviesado ou diferenciado dos discursos correntes sobre a realidade &eacute; exposta por Michael Mulkay (1998) naquilo que designa por modo humor&iacute;stico. Nestas proposi&ccedil;&otilde;es, os repert&oacute;rios de conhecimentos adquiridos, sejam as leis da ci&ecirc;ncia ou as cren&ccedil;as do senso comum, sejam a l&oacute;gica ou o sentido de propriedade s&atilde;o suspensas durante o per&iacute;odo que se encontra contextualmente estipulado para a dura&ccedil;&atilde;o da com&eacute;dia ou da par&oacute;dia. &ldquo;Quando os recetores s&atilde;o confrontados com uma piada, eles n&atilde;o aplicam os procedimentos de processamento de informa&ccedil;&atilde;o apropriados ao discurso s&eacute;rio&rdquo; (Mulkay, 1988, p. 37). Isto &eacute;, presume-se que o indiv&iacute;duo que profere o discurso o faz dentro dos padr&otilde;es do que confortavelmente os ouvintes (ou leitores) sabem ser um discurso c&oacute;mico, que passa por ser distinto dos significados que se t&ecirc;m por adquiridos e verdadeiros. O autor acrescenta ainda que desta forma os indiv&iacute;duos t&ecirc;m a possibilidade de estabelecer processos interpretativos e comunicativos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s experi&ecirc;ncias incongruentes que surgem todos os dias na vida quotidiana.</p>     <p>O humor pode ser empregue para expor e expressar os aspetos contradit&oacute;rios da vida ou pode ser usado em simult&acirc;neo para partilha de experi&ecirc;ncias com outros grupos ou indiv&iacute;duos. O humor, precisamente por ficar circunscrito a um c&iacute;rculo de significa&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prios, dificilmente destituir&aacute; a ordem estabelecida. Peter Berger (1999) explica que esta &eacute; a raz&atilde;o pela qual o humor necessita de fronteiras bem definidas para n&atilde;o extravasar nem provocar ansiedade em vez de divertimento. Pelo contr&aacute;rio, acaba por servir para manter o equil&iacute;brio social bem como para consolidar a ordem. Por exemplo, com uma piada sexual, o humor sexista pode estar relacionado com as normas contradit&oacute;rias e com as expectativas que orientam as rela&ccedil;&otilde;es sociais de g&eacute;nero (Bore, 2010; Kuipers, 2008).</p>     <p>Como foi referido, a perspetiva fenomenol&oacute;gica considera que existe um contraste entre as abordagens humor&iacute;sticas &agrave; realidade e as interpreta&ccedil;&otilde;es s&eacute;rias. Berger (1999) considera que o humor tem uma atitude intrusiva na realidade, tal como tem a religi&atilde;o. Para este autor, humor e religi&atilde;o representam parcelas finitas da realidade, que produzem mundos de significa&ccedil;&otilde;es separadas do mundo da vida comum e que operam com regras diferentes desta. A experi&ecirc;ncia vivida numa situa&ccedil;&atilde;o ou formula&ccedil;&atilde;o c&oacute;mica promete uma forma de reden&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do riso. A teoria para uma compreens&atilde;o do humor proposta por Berger parte da perspetiva construtivista, mas, por outro lado, aproxima-se da teoria psicol&oacute;gica do al&iacute;vio atrav&eacute;s de uma volta teol&oacute;gica (Kuipers, 2008). Embora a conce&ccedil;&atilde;o de Berger (1999) tenha resson&acirc;ncias com o humor curativo, a sua confian&ccedil;a nos aspetos redentores do humor e do riso criam uma vis&atilde;o particularmente un&iacute;voca do humor.</p>     <p>A abordagem construtivista &agrave; interpreta&ccedil;&atilde;o do humor determina essencialmente que a realidade do contexto humor&iacute;stico corresponde a um contrato flex&iacute;vel entre o contador de anedotas e a sua audi&ecirc;ncia. A interpreta&ccedil;&atilde;o do humor &eacute; vista como uma forma de contrato social ou uma forma de coopera&ccedil;&atilde;o na conversa que ocorre entre as duas partes. Dito de outra forma, uma piada negociada &eacute; uma piada constru&iacute;da. A intera&ccedil;&atilde;o ganha prioridade neste tipo de an&aacute;lise e o foco da investiga&ccedil;&atilde;o move-se do conte&uacute;do da anedota para o contexto da intera&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel for&ccedil;ar o sentido de humor, este deve emergir dos processos de interioriza&ccedil;&atilde;o e exterioriza&ccedil;&atilde;o. As normas de conduta social como ouvir sem interromper ou sorrir no fim podem fazer parte deste contrato social – e os processos de constru&ccedil;&atilde;o social das normas est&atilde;o fortemente ligados a significa&ccedil;&otilde;es tipificadas do tempo com amplitudes e diferen&ccedil;as significativas em contextos culturais diferenciados (Hall, 1959). A intera&ccedil;&atilde;o humor&iacute;stica &eacute;, pela sua natureza, uma intera&ccedil;&atilde;o em que as regras normais da l&oacute;gica se encontram suspensas, como s&atilde;o tamb&eacute;m muitas das normas sobre conven&ccedil;&otilde;es sociais e tabus:</p>     <blockquote>c&oacute;micos e sat&iacute;ricos esticam os limites dos coment&aacute;rios sobre religi&atilde;o, ra&ccedil;a, capitalismo, identidade de g&eacute;nero, orienta&ccedil;&atilde;o sexual, o sistema pol&iacute;tico, estere&oacute;tipos e uma mir&iacute;ade de outros t&oacute;picos que os pais tipicamente ensinam os seus filhos a n&atilde;o discutir com companhias educadas. (Landreville, 2012, s.p.)</blockquote>     <p>A contratualiza&ccedil;&atilde;o social sobre o discurso humor&iacute;stico requer que todos os participantes numa intera&ccedil;&atilde;o com base humor&iacute;stica compreendam as conven&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o pr&oacute;prias do humor espec&iacute;fico de cada grupo, para que a inteligibilidade n&atilde;o se transforme em ru&iacute;do. Este &eacute; um aspeto do humor que pode contribuir para a coes&atilde;o interna do grupo. Reconhecer simplesmente a distin&ccedil;&atilde;o entre a conversa corrente e o in&iacute;cio de um discurso humor&iacute;stico requer um conhecimento &iacute;ntimo da cultura. Por estas raz&otilde;es, a tradu&ccedil;&atilde;o do humor de uma cultura para outra pode estar dificultada e estar&aacute; muitas vezes condenada ao fracasso.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Interrup&ccedil;&otilde;es – 2&ordf; parte</b></p>     <p>Sem desprezo pelas discuss&otilde;es f&iacute;sicas (Rovelli, 2018), ontol&oacute;gicas (Baker, 2010), hist&oacute;ricas (Holford-Strevens, 2008) ou liter&aacute;rias (Borges, 2011) sobre o tempo, neste artigo pretende-se considerar a no&ccedil;&atilde;o intersubjectiva de tempos sociais, de momentos partilhados por um grupo social como tendo caracter&iacute;sticas estruturantes genericamente similares que, de algum modo, configuram &ldquo;o ritmo da vida social que est&aacute; na base da categoria do tempo&rdquo; (Durkheim, 1996, p. 489).</p>     <p>Para este efeito, considera-se uma formula&ccedil;&atilde;o das linhas de tempo, apresentada por Lyman e Scott (1989) na sua teoriza&ccedil;&atilde;o sociol&oacute;gico-existencialista para uma sociologia do absurdo. Para estes autores, a perce&ccedil;&atilde;o das linhas temporais &eacute; inteiramente subjetiva, e os indiv&iacute;duos podem sentir-se numa linha de tempo fatalista, ou numa linha de tempo humanista. Esta reflex&atilde;o centra-se essencialmente na proposta te&oacute;rica de Lyman e Scott (1989) sobre tempos laterais, alternativos e paralelos ao tempo comum, aqueles que se constituem como varia&ccedil;&otilde;es e interrup&ccedil;&otilde;es da continuidade temporal. &Eacute; um enquadramento da com&eacute;dia nesses tempos fora do tempo que se questiona. N&atilde;o se procuram analisar os tempos internos da performance art&iacute;stica, mas decifrar o contexto em que a com&eacute;dia dobra as conven&ccedil;&otilde;es e cria um conjunto de significa&ccedil;&otilde;es com autonomia discursiva.</p>     <p>Pode dizer-se que Lyman e Scott (1989) apresentam tr&ecirc;s linhas paralelas ao tempo corrente da vida quotidiana: a espera, a interrup&ccedil;&atilde;o e o abandono. Destas tr&ecirc;s linhas, interessa focar particularmente a segunda. O humor &eacute; uma interrup&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Os autores definem o per&iacute;odo de interrup&ccedil;&atilde;o (<i>time out</i>, no original) como &ldquo;a pausa de atividades relacionadas com uma linha temporal espec&iacute;fica, um per&iacute;odo onde as regras e os pap&eacute;is relacionados com essa linha s&atilde;o relaxados ou revogados. No decurso deste estado espec&iacute;fico, comportamentos contradit&oacute;rios ou irrelevantes ser&atilde;o considerados impunes&rdquo; (Lyman &amp; Scott, 1989, p. 44).</p>     <p>A interrup&ccedil;&atilde;o pode tamb&eacute;m servir para distinguir oposi&ccedil;&otilde;es discursivas, como &ldquo;o sisudo do jocoso, o sagrado do profano, o impessoal do &iacute;ntimo&rdquo; (Lyman &amp; Scott, 1989, p. 45).</p>     <p>Analogamente, o per&iacute;odo de interrup&ccedil;&atilde;o (<i>time out</i>) do trabalho no mundo moderno, institucionalizado nas organiza&ccedil;&otilde;es, &eacute; o <i>coffee-break</i>; e, nos desportos coletivos, os per&iacute;odos de tempo em que o jogo est&aacute; interrompido para as equipas t&eacute;cnicas darem novas instru&ccedil;&otilde;es aos jogadores. De uma forma similar, o humor &eacute; um intervalo do jogo do quotidiano, um processo de intera&ccedil;&atilde;o em que os indiv&iacute;duos reconstroem as formas sociais (Simmel, 1910) e recebem novas instru&ccedil;&otilde;es de codifica&ccedil;&atilde;o e descodifica&ccedil;&atilde;o da realidade (Durkheim, 1996). Em situa&ccedil;&otilde;es de encena&ccedil;&atilde;o performativa, essas instru&ccedil;&otilde;es s&atilde;o os contextos em que se desenrolam as piadas proferidas pelos comediantes.</p>     <p>Se o humor for entendido como processo intersubjetivo que comp&otilde;e um quotidiano desnaturalizado, tecido a partir das tipifica&ccedil;&otilde;es do mundo-da-vida, pode concluir-se que a discursividade humor&iacute;stica exibe o rid&iacute;culo e evidencia a relatividade das constru&ccedil;&otilde;es sociais, da vida quotidiana e das estruturas culturais:</p>     <blockquote>o humor transforma-se num espelho levantado na face dos indiv&iacute;duos que lhes possibilita olharem para o mundo e mesmo para eles pr&oacute;prios de uma qualquer forma aparentemente distorcida em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s tipifica&ccedil;&otilde;es conhecidas. O humor revela o caminho da constru&ccedil;&atilde;o social daquilo que parece aparentemente real, mas &eacute; apenas realmente aparente. (Jer&oacute;nimo, 2015, p. 26)</blockquote>     <p>O humor, como f&oacute;rmula discursiva de intera&ccedil;&atilde;o quotidiana, pode encontrar-se nos mesmos caminhos da conversa&ccedil;&atilde;o banal entre indiv&iacute;duos, mas a com&eacute;dia, com a sua execu&ccedil;&atilde;o performativa, assume mais claramente o seu papel de interrup&ccedil;&atilde;o &agrave;s linhas do tempo com que as vidas humanas se entretecem.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sem a compreens&atilde;o tipificada de que a com&eacute;dia assume um formato de interrup&ccedil;&atilde;o do tempo comum, cair-se-ia no terreno amb&iacute;guo da ironia p&oacute;s-moderna. Se deixar de haver correspond&ecirc;ncias entre significados adquiridos e discursos produzidos, n&atilde;o haver&aacute; sentidos de verdade e mentira. Tal mundo seria profundamente ir&oacute;nico, porque nenhum discurso poderia ser validado, justificado ou consubstanciado (Colebrook, 2004).</p>     <p><b>Repeti&ccedil;&otilde;es</b></p>     <p>Na sequ&ecirc;ncia dos discursos mais pessimistas sobre a cultura (Adorno, 2003; Arendt, 1996) ou sobre o discurso p&uacute;blico (Frankfurt, 2006; Sunstein, 2010), chegaram tamb&eacute;m as vis&otilde;es menos alegres sobre o riso no mundo contempor&acirc;neo (Billig, 2001; Lipovetsky, 1989; Minois, 2007).</p>     <p>A explos&atilde;o de produtores e produtos humor&iacute;sticos tem assolado o espa&ccedil;o medi&aacute;tico de uma forma imposs&iacute;vel de controlar, quer do ponto de vista da interven&ccedil;&atilde;o sobre o significado, quer na dimens&atilde;o de espectador, impossibilitado de acompanhar e conhecer tudo o que &eacute; produzido sob a forma de com&eacute;dia em todos os meios e plataformas que a tecnologia hoje possibilita. Esta detona&ccedil;&atilde;o do humor, indistinta para os espa&ccedil;os p&uacute;blico e privado, extravasou para todos os momentos e dimens&otilde;es da vida quotidiana e invadiu as estruturas sociais mais perenes. O impulso invasor do fen&oacute;meno humor&iacute;stico incorpora j&aacute; todas as esferas da vida social (Lipovetsky, 1989).</p>     <p>Uma sociedade humor&iacute;stica n&atilde;o pretende dessacralizar, j&aacute; nada h&aacute; a dessacralizar. A trivializa&ccedil;&atilde;o do riso promove que este se consuma em vazio, num mundo plano, unidimensional, onde tudo deve ser transmitido com leveza e boa disposi&ccedil;&atilde;o, sem preocupa&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas sobre o seu conte&uacute;do, naquilo a que Frankfurt (2006) designa por &ldquo;conversa da treta&rdquo; .</p>     <p>Se as dimens&otilde;es institucionais da vida (o Estado, a religi&atilde;o, a pol&iacute;tica, o trabalho) deixaram de ter um car&aacute;cter de seriedade e foram perpassadas pela for&ccedil;a das vagas do humor, a comicidade do contraste desaparece (Minois, 2007). Desta forma, o humor torna-se um clich&eacute; vagamente ir&oacute;nico ou mesmo um pouco sarc&aacute;stico, quando n&atilde;o simplesmente c&iacute;nico (Hern&aacute;ndez S&aacute;nchez, 2012) mas claramente irreflexivo.</p>     <p>O humor em perman&ecirc;ncia total deixa de ser um m&eacute;todo capaz de estilha&ccedil;ar as ideias convencionais e acaba por se converter ele pr&oacute;prio em apenas mais uma das conven&ccedil;&otilde;es que anteriormente desconstru&iacute;a. O que sobra s&atilde;o esgares automatizados, sorrisos ritualizados por piadas convencionadas. O humor torna-se iterativo e expect&aacute;vel (Eco, 1991). &ldquo;O riso aut&ecirc;ntico &eacute; gradualmente retirado da festa, vem substitu&iacute;-lo a m&aacute;scara do riso, r&iacute;gida, artificial e obrigat&oacute;ria&rdquo; (Minois, 2007, p. 641).</p>     <p><b>C&acirc;nones</b></p>     <p>A inteligibilidade do discurso humor&iacute;stico compreende, portanto, tamb&eacute;m as suas refer&ecirc;ncias temporais (e atemporais). A com&eacute;dia, ao canalizar as refer&ecirc;ncias para caracter&iacute;sticas do anti-her&oacute;i ridiculariz&aacute;vel, n&atilde;o se preocupa com a historicidade do seu discurso, tornando essas refer&ecirc;ncias muitas vezes circunscritas ao p&uacute;blico seu contempor&acirc;neo.</p>     <p>De acordo com a formula&ccedil;&atilde;o proposta por David Lowenthal (2015) de que o passado &eacute; um pa&iacute;s estrangeiro, as dist&acirc;ncias temporais t&ecirc;m no discurso humor&iacute;stico e c&oacute;mico o mesmo efeito de afastamentos culturais. Ao contr&aacute;rio das trag&eacute;dias cl&aacute;ssicas, que continuam a provocar emo&ccedil;&otilde;es s&eacute;culos ap&oacute;s a sua escrita, a Velha Com&eacute;dia grega de Arist&oacute;fanes dificilmente arrancar&aacute; ao p&uacute;blico do s&eacute;culo XXI risos iguais aos que proporcionava nos festivais dionis&iacute;acos do s&eacute;culo V a.C. (McGowan, 2017).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A rela&ccedil;&atilde;o imediata do p&uacute;blico com a com&eacute;dia &eacute; exacerbada nas performances da <i>stand-up comedy</i>, o que a coloca nas fronteiras da p&oacute;s-modernidade, sem considera&ccedil;&atilde;o pelo passado nem pelo futuro (Martins, 2011). Pelas suas caracter&iacute;sticas de imers&atilde;o total numa esfera presentista que combina o momento hist&oacute;rico, o lugar geogr&aacute;fico e o contexto cultural, a com&eacute;dia n&atilde;o perspetiva o futuro nem reflete sobre o passado.</p>     <p>Mesmo tendo destinat&aacute;rios do momento presente em que o discurso humor&iacute;stico &eacute; proferido, tal n&atilde;o significa que a historicidade narrativa seja elemento da fac&eacute;cia. Habitualmente, a performance c&oacute;mica n&atilde;o estabelece ordens cronol&oacute;gicas – a n&atilde;o ser que a prepara&ccedil;&atilde;o da piada necessite – nem organiza a informa&ccedil;&atilde;o na habitual organiza&ccedil;&atilde;o telesc&oacute;pica da temporalidade.</p>     <p>O humor compromete-se com os absurdos e os rid&iacute;culos de cada tempo e lugar que surgem apontados pelo olhar do comediante. Perante a trag&eacute;dia da vida, diz Michel Maffesoli que esta atitude perante o presente serve para &ldquo;canonizar o que existe&rdquo; (citado em Martins, 2011, p. 123), sem propor alternativas nem supera&ccedil;&otilde;es. O discurso humor&iacute;stico, enredado numa a-historicidade fluida, supera a realidade sem sair do presente. Ou mais acertadamente, sem estar na linha do tempo. O presentismo das sociedades contempor&acirc;neas, como advertem Gilles Lipovetsky (1989), Michael Billig (2001) ou Roger Minois (2007), poder&aacute; ser o melhor alimento de uma sociedade contaminada pelo riso.</p>     <p><b>Levantados</b></p>     <p>Muitas verdades s&atilde;o ditas a brincar e muitas mentiras em tom s&eacute;rio. &ldquo;Um homem pode dizer toda a verdade no jogo e na divers&atilde;o&rdquo; , escreveu Geoffrey Chaucer (2003) no &ldquo;Pr&oacute;logo do cozinheiro&rdquo; , no seus <i>Contos da Cantu&aacute;ria </i>do s&eacute;culo XIV. Aqueles que usam a linguagem c&oacute;mica, como bobos, palha&ccedil;os, jograis e menestr&eacute;is, ou seus equivalentes hist&oacute;ricos, bem como os humoristas profissionais contempor&acirc;neos, s&atilde;o habitualmente personagens muito populares atrav&eacute;s dos tempos e culturas (Apte, 1985; Minois, 2007; Sanders, 1995).</p>     <p>Como afirmou o c&oacute;mico norte-americano Robin Williams, &ldquo;<i>stand-up </i>&eacute; onde podes fazer coisas que nunca poderias fazer em p&uacute;blico. Quando pisas o palco est&aacute;s autorizado a faz&ecirc;-lo&rdquo; <sup><a href="#2" name="top2">[2]</a></sup>. Autores experimentados na produ&ccedil;&atilde;o de com&eacute;dia, como John Byrne (2002) Peter McGraw e Joel Warner (2014), ou Oliver Double (2014), consideram o palco como o lugar primevo do comediante, situado em frente ao p&uacute;blico.</p>     <p>Nos Estados Unidos, a tradi&ccedil;&atilde;o da <i>stand-up comedy </i>desenvolveu-se durante o s&eacute;culo XX a partir das tradi&ccedil;&otilde;es americanas do burlesco e do <i>vaudeville</i>, incluindo o humor f&iacute;sico, as imita&ccedil;&otilde;es e a ridiculariza&ccedil;&atilde;o (Todarello, 2006). A <i>stand-up comedy </i>cresceu em escala e sofistica&ccedil;&atilde;o a partir do fim da Segunda Guerra Mundial e tornou-se, na produ&ccedil;&atilde;o humor&iacute;stica americana, uma forma muito popular de entretenimento, chegando &agrave; r&aacute;dio e &agrave; televis&atilde;o, suportando um circuito pr&oacute;prio de clubes noturnos e atingindo, mais recentemente, a rede (Lewis, 2006; McGraw &amp; Warner, 2014; Sanders, 1995).</p>     <p>A <i>stand-up comedy </i>pode ser caracterizada por tr&ecirc;s indicadores: personaliza&ccedil;&atilde;o; comunica&ccedil;&atilde;o direta; tempo presente. A personaliza&ccedil;&atilde;o respeita &agrave; presen&ccedil;a do comediante em frente &agrave; audi&ecirc;ncia, seja uma caricatura, seja uma vers&atilde;o do <i>self </i>do comediante. A comunica&ccedil;&atilde;o direta refere-se &agrave; rela&ccedil;&atilde;o estabelecida entre o comediante e o p&uacute;blico presente na sala. O tempo presente &eacute; a coordena&ccedil;&atilde;o do comediante com o momento em que a performance &eacute; realizada (Double, 2014, pp. 19-20).</p>     <p>A <i>stand-up comedy</i>, pelas suas caracter&iacute;sticas &uacute;nicas de autoria e performance, afasta-se das linhas de tempo humanistas e fatalistas, e aparece de forma muita n&iacute;tida como um espa&ccedil;o privilegiado onde todos os intervenientes est&atilde;o conscientes com a interrup&ccedil;&atilde;o das linhas temporais do quotidiano.</p>     <p><b>Ecr&atilde;s</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os comediantes profissionais ocupam na contemporaneidade um lugar importante na arena medi&aacute;tica e posicionam-se no campo cultural como figuras relevantes na interpreta&ccedil;&atilde;o dos discursos sociais<sup><a href="#3" name="top3">[3]</a></sup>.</p>     <p>A &ldquo;cultura do ecr&atilde;&rdquo; manifesta-se na sua horizontalidade, uma cultura de todos para todos (Lipovetsky &amp; Serroy, 2010). No mesmo ecr&atilde; para onde olhamos est&aacute; a c&acirc;mara que nos fita. Hoje, a profus&atilde;o de conte&uacute;dos humor&iacute;sticos de acesso imediato, como a Porta dos Fundos no YouTube ou os especiais de <i>stand-up comedy </i>na Netflix, permite a sua visualiza&ccedil;&atilde;o em qualquer aparelho m&oacute;vel conectado &agrave; rede digital. Como acrescentam Gilles Lipovetsky e Jean Serroy (2010), os consumos culturais no segundo ato do ecr&atilde; global passaram a ser absolutamente individualizados e personalizados. Essa individualiza&ccedil;&atilde;o passa tamb&eacute;m pela media&ccedil;&atilde;o entre tempo e tecnologia, e o uso particularizado de conte&uacute;dos em rede:</p>     <blockquote>v&iacute;deos produzidos em esferas fora da rede podem ser trocados e partilhados apenas se forem colocados em novos contextos (por exemplo, s&iacute;tios da rede), sendo assim distanciados do contexto original e trocados por pessoas que vivem em diferentes fusos hor&aacute;rios e experimentam tempos diferentes na sua calendariza&ccedil;&atilde;o quotidiana. (Tsatsou, 2009, p. 14)</blockquote>     <p>Uma curiosidade que denota o poder da habitua&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico aos termos da com&eacute;dia, nos termos da perce&ccedil;&atilde;o intersubjetiva das regras da com&eacute;dia, diz respeito ao tempo de dura&ccedil;&atilde;o das performances c&oacute;micas: &ldquo;dura&ccedil;&atilde;o &eacute; a assun&ccedil;&atilde;o mais amplamente difundida no que respeita &agrave; natureza do tempo no mundo ocidental. Para quem aprendeu a lidar e a dar o tempo por garantido parece inconceb&iacute;vel que se possa viver de outra maneira&rdquo; (Hall, 1959, p. 171).</p>     <p>Os especiais produzidos pela Netflix surgem em tr&ecirc;s modelos distintos, mas que respeitam a pr&aacute;tica origin&aacute;ria dos caf&eacute;s e teatros – s&eacute;ries de comediantes de 15 e 30 minutos e especiais aut&oacute;nomos de aproximadamente 60 minutos.</p>     <p>Numa plataforma de <i>streaming </i>individualizado, poderia pensar-se que a dura&ccedil;&atilde;o de um espet&aacute;culo n&atilde;o sofreria dos mesmos constrangimentos das transmiss&otilde;es cl&aacute;ssicas da televis&atilde;o, onde uma grelha hor&aacute;ria imp&otilde;e dura&ccedil;&otilde;es cronometradas ao segundo. &Eacute; apenas nessa margem de alguns minutos que se pode notar um pequeno reflexo da liberdade das plataformas de difus&atilde;o individual em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; grelha de programa&ccedil;&atilde;o, ao apresentarem espet&aacute;culos de com&eacute;dia (e epis&oacute;dios de s&eacute;ries) de 60 e poucos minutos. </p>     <p>Nos espet&aacute;culos colocados em linha pela Netflix no ano de 2018, todos t&ecirc;m uma dura&ccedil;&atilde;o que ronda uma hora. N&atilde;o sendo por motivos de constrangimento t&eacute;cnico ou de programa&ccedil;&atilde;o, ser&aacute; ainda uma estipula&ccedil;&atilde;o cultural por habitua&ccedil;&atilde;o ainda muito pr&oacute;xima dos espet&aacute;culos ao vivo e das transmiss&otilde;es televisivas cl&aacute;ssicas.</p>     <p>O canal <i>Porta do fundos </i>no YouTube parece ser um exemplo de alguma liberdade em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo c&oacute;mico, mas apenas por n&atilde;o sofrerem do constrangimento de terem de coligir os sketches num programa de dura&ccedil;&atilde;o maior. A dura&ccedil;&atilde;o irregular dos sketches, por serem colocados na plataforma individualmente, n&atilde;o exige nenhum esfor&ccedil;o de montagem para obter um programa de 25 ou 45 minutos. Veja-se a diferen&ccedil;a, do ponto de vista t&eacute;cnico, com o programa da BBC iniciado em 1969, <i>Monty Python flying circus</i>, onde os autores, para ligarem os sketches e obterem a dura&ccedil;&atilde;o estipulada pela esta&ccedil;&atilde;o brit&acirc;nica para cada epis&oacute;dio, se viram na necessidade de introduzir os desenhos p&oacute;s-surrealistas de Terry Gilliam.</p>     <p><b>Conclus&atilde;o: <i>punchline</i>s</b></p>     <p align="right">E se f&ocirc;ssemos rir, / Rir de tudo, tanto / Que &agrave; for&ccedil;a de rir / Nos torn&aacute;ssemos pranto?</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="right">Alexandre O&rsquo;Neill</p>     <p>A reflex&atilde;o contida neste artigo procura enquadrar o humor como uma f&oacute;rmula discursiva da intera&ccedil;&atilde;o quotidiana e um processo intersubjetivo de produ&ccedil;&atilde;o de significados que subvertem a ordem habitual do mundo-da-vida, mas devidamente organizados pelos processos de tipifica&ccedil;&atilde;o decorrentes das pr&aacute;ticas sociais que envolvem formula&ccedil;&otilde;es humor&iacute;sticas.</p>     <p>O humor &eacute; entendido, nos espa&ccedil;os de sociabilidade, como uma interven&ccedil;&atilde;o comunicacional alternativa. O humor ocupa um tempo com regras estil&iacute;sticas e pragm&aacute;ticas pr&oacute;prias, reconhecidas pelos indiv&iacute;duos envolvidos. O humor &eacute; uma interrup&ccedil;&atilde;o ao tempo comum, e a com&eacute;dia, com as suas formas performativas reconhecidas ao longo da hist&oacute;ria das artes e do espet&aacute;culo, assume de maneira evidente essa condi&ccedil;&atilde;o de interrup&ccedil;&atilde;o do tempo comum.</p>     <p>A com&eacute;dia, sendo uma interrup&ccedil;&atilde;o subversiva, corre o risco de se tornar repetitiva e colonizadora do espa&ccedil;o p&uacute;blico, e com isso criar um espa&ccedil;o permanente de interrup&ccedil;&atilde;o, fruto de um humor artificializado e aprisionado na sua itera&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Um espa&ccedil;o permanente de interrup&ccedil;&atilde;o n&atilde;o permite o regresso ao tempo comum, que se tornaria, por sua vez, a verdadeira discursividade alternativa e subversiva.</p>     <p>O risco de um espa&ccedil;o p&uacute;blico em estado de interrup&ccedil;&atilde;o e fac&eacute;cia permanente &eacute; o de um espa&ccedil;o p&uacute;blico centrando na atemporalidade e na canoniza&ccedil;&atilde;o do presente promovida pelas propriedades t&iacute;picas da discursividade humor&iacute;stica. Seria uma sociedade sem tempo para a reflex&atilde;o hist&oacute;rica.</p>     <p>As tecnologias promoveram uma individualiza&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas de consumo da com&eacute;dia, embora n&atilde;o tenham afastado as audi&ecirc;ncias da sua rela&ccedil;&atilde;o direta com as performances. No entanto, apesar das altera&ccedil;&otilde;es que a individualiza&ccedil;&atilde;o produziu, a com&eacute;dia n&atilde;o perdeu ainda os formatos temporais a que o p&uacute;blico se foi habituando desde a Velha Com&eacute;dia dos festivais de Lenaia. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Adorno, T. W. (2003). <i>Sobre a ind&uacute;stria da cultura</i>. Coimbra: Angelus Novus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013287&pid=S2183-3575201900020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Apte, M. (1985). <i>Humor and laughter: an anthropological approach</i>. Ithaca, Nova Iorque: Cornell University Press.</p>     <!-- ref --><p>Arendt, H. (1996). La crisis en la cultura: su significado pol&iacute;tico y social. In H. Arendt, <i>Entre el pasado y el futuro – Ocho ejercicios sobre la reflexi&oacute;n pol&iacute;tica </i>(pp. 303-346) Barcelona: Ed. Pen&iacute;nsula.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013290&pid=S2183-3575201900020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Baker, L. R. (2010). Temporal reality. In J. K. Campbell, M. O&rsquo;Rourke &amp; H. S. Silverstein (Eds.), <i>Time and identity </i>(pp. 27-47). Cambridge, MA: The MIT Press.</p>     <!-- ref --><p>Bakhtin, M. M. (1984). <i>Rabelais and his world</i>. Bloomington: Indiana University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013293&pid=S2183-3575201900020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Baldick, C. (2008). <i>Oxford dictionary of literary terms</i>. Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013295&pid=S2183-3575201900020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Berger, P. (1999). <i>Risa redentora</i>. Barcelona: Kair&oacute;s.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013297&pid=S2183-3575201900020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bevis, M. (2013). <i>Comedy – a very short introduction</i>. Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013299&pid=S2183-3575201900020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Billig, M. (2005). <i>Laughter and ridicule – towards a social critique of humour</i>. Londres: Sage&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013301&pid=S2183-3575201900020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bore, I. K. (2010). (Un)funny women: TV comedy audiences and the gendering of humour. <i>European Journal of Cultural Studies</i>, <i>13</i>(2), 139-154.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013302&pid=S2183-3575201900020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Borges, J. L. (2011). El tiempo. In J. L. Borges, <i>Miscel&aacute;nea </i>(pp. 243-253). Barcelona: Penguin Random House.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013304&pid=S2183-3575201900020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brekhus, W. (2000). A mundane manifesto. <i>Journal of Mundane Behavior</i>, <i>1</i>(1), 89-106.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013306&pid=S2183-3575201900020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Byrne, J. (2002). <i>Writing comedy</i>. Londres: Bloomsbury Methuen Drama.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013308&pid=S2183-3575201900020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chaucer, G. (2003). <i>The canterbury tales</i>. Londres: Penguin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013310&pid=S2183-3575201900020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cohen, T. (2013). Humor. In B. Gaut &amp; D. McIver Lopes, D. (Eds.), <i>The Routledge companion to aesthetics </i>(pp. 425-430). Londres: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013312&pid=S2183-3575201900020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Colebrook, C. (2004). <i>Irony</i>. Londres: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013314&pid=S2183-3575201900020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Critchley, S. (2002). <i>On humour</i>. Londres: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013316&pid=S2183-3575201900020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>DaMatta, R. (1997). <i>Carnavais, malandros e her&oacute;is – para uma Sociologia do dilema brasileiro</i>. Rio de Janeiro: Rocco.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013318&pid=S2183-3575201900020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Double, O. (2014). <i>Getting the joke: the inner workings of stand-up comedy</i>. Londres: Bloomsbury.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013320&pid=S2183-3575201900020000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Durkheim, &Eacute;. (1996). <i>As Formas elementares da vida religiosa</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013322&pid=S2183-3575201900020000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Eco, U. (1991). <i>Apocal&iacute;pticos e integrados</i>. Lisboa: Difel.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013324&pid=S2183-3575201900020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Frankfurt, H. G. (2006). <i>Da treta</i>. Viana do Castelo: Livros de Areia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013326&pid=S2183-3575201900020000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>G&oacute;es, P. (2009). O problema do riso em <i>O nome da rosa</i>, de Umberto Eco. <i>Aurora</i>, <i>21</i>(28), 213-240&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013328&pid=S2183-3575201900020000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Habermas, J. (1992). Further reflections on the public sphere. In C. Calhoun (Ed), <i>Habermas and the public sphere </i>(pp. 421-461). Cambridge, MA: The MIT Press.</p>     <p>Hall, E. T. (1959). <i>The silent language</i>. Garden City, Nova Iorque: Doubleday &amp; Co.</p>     <!-- ref --><p>Hern&aacute;ndez S&aacute;nchez, D. (2012). <i>A com&eacute;dia do sublime</i>. Lisboa: Nova Vega.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013331&pid=S2183-3575201900020000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Holford-Strevens, L. (2008). <i>Pequena hist&oacute;ria do tempo</i>. Lisboa: Tinta da China.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013333&pid=S2183-3575201900020000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Huizinga, J. (2003). <i>Homo Ludens – um estudo sobre o elemento l&uacute;dico da cultura</i>. Lisboa: Ed. 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013335&pid=S2183-3575201900020000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Jacobsen, M. H. (2009). The sociology of the absurd: an absurd man in an absurd world. In M. H. Jacobsen (Ed.), <i>Encountering the everyday – an introduction to the sociologies of the unnoticed </i>(pp. 279-303). Nova Iorque, NY: Palgrave MacMillan.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Jer&oacute;nimo, N. A. (2015). <i>Humor na sociedade contempor&acirc;nea</i>. Tese de Doutoramento, Universidade da Beira Interior, Covilh&atilde;, Portugal Retirado de <a href="https://ubibliorum.ubi.pt/bitstream/10400.6/3974/1/TD_Nuno_Jer%C3%B3nimo.pdf" target="_blank">https://ubibliorum.ubi.pt/bitstream/10400.6/3974/1/TD_Nuno_Jer%C3%B3nimo.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Keightley, E. (2012). Introduction: time, media and modernity. In E. Keightley (Ed.), <i>Time, media and modernity </i>(pp. 1-22). Basingstoke: Palgrave MacMillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013339&pid=S2183-3575201900020000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kuipers, G. (2008). The sociology of humor. In V. Raskin (Ed.), <i>The primer of humor research </i>(pp. 365-402). Berlim/Nova Iorque: Mouton de Gruyter.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013341&pid=S2183-3575201900020000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Landreville, K. (2012). Laughter and the political landscape. In <i>The Society Pages Roundtables </i>[website]. Retirado de <a href="http://thesocietypages.org/roundtables/humor/" target="_blank">http://thesocietypages.org/roundtables/humor/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013343&pid=S2183-3575201900020000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lewis, P. (2006). <i>Cracking up: American humor in a time of conflict</i>. Chicago: University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013344&pid=S2183-3575201900020000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Lipovetsky, G. (1989). <i>A era do vazio – ensaios sobre o individualismo contempor&acirc;neo</i>. Lisboa: Rel&oacute;gio d&rsquo;&Aacute;gua.</p>     <!-- ref --><p>Lipovetsky, G. &amp; Serroy, J. (2010). <i>O ecr&atilde; global</i>. Lisboa: Ed. 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013347&pid=S2183-3575201900020000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lowenthal, D. (2015). <i>The past is a foreign country (revisited)</i>. Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013349&pid=S2183-3575201900020000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lyman, S. M. &amp; Scott, M. B. (1989). <i>A sociology of the absurd</i>. Nova Iorque: General Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013351&pid=S2183-3575201900020000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Machado Pais, J. (2015). <i>Sociologia da vida quotidiana</i>. Lisboa: Imprensa de Ci&ecirc;ncias Sociais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013353&pid=S2183-3575201900020000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mann, D. (2008). <i>Understanding society – a survey of modern social theory</i>. Ontario: Oxford University Press Canada.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013355&pid=S2183-3575201900020000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Martins, M. L. (2011). <i>Crise no castelo da cultura – das estrelas para os ecr&atilde;s</i>. Coimbra: Gr&aacute;cio Editor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013357&pid=S2183-3575201900020000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mattoso, J. (2012). <i>Levantar o c&eacute;u – os labirintos da sabedoria</i>. Lisboa: Temas e Debates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013359&pid=S2183-3575201900020000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McGowan, T. (2017). <i>Only a joke can save us – a theory of comedy</i>. Evanston: Northwestern University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013361&pid=S2183-3575201900020000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McGraw, P. &amp; Warner, J. (2014). <i>The humor code – a global search for what makes things funny</i>. Nova Iorque: Simon &amp; Schuster.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013363&pid=S2183-3575201900020000300044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Minois, G. (2007). <i>Hist&oacute;ria do riso e do esc&aacute;rnio</i>. Lisboa: Ed. Teorema.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013365&pid=S2183-3575201900020000300045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Morreall, J. (2009). <i>Comic relief – a comprehensive philosophy of humor</i>. Chichester, West Sussex: Wiley-Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013367&pid=S2183-3575201900020000300046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mulkay, M. (1988). <i>On humour: Its nature and its place in modern society</i>. Cambridge: Polity Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013369&pid=S2183-3575201900020000300047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Otto, B. K. (2001). <i>Fools are everywhere – the court jester around the world</i>. Chicago: University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013371&pid=S2183-3575201900020000300048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Overgaard, S. &amp; Zahavi, D. (2009). Phenomenological sociology <i>– </i>the subjectivity of everyday life. In M. H. Jacobsen (Ed.), <i>Encountering the everyday – an introduction to the sociologies of the unnoticed </i>(pp. 93-115). Nova Iorque: Palgrave MacMillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013373&pid=S2183-3575201900020000300049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Plat&atilde;o (360 a.C.). <i>Laws</i> [Leis]. Retirado de <a href="http://www.perseus.tufts.edu/hopper/" target="_blank">http://www.perseus.tufts.edu/hopper/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013375&pid=S2183-3575201900020000300050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Reading, A. (2012). Globital time: time in the digital globalised age. In E. Keightley (Ed.), <i>Time, media and modernity </i>(pp. 143-162). Basingstoke: Palgrave MacMillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013376&pid=S2183-3575201900020000300051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Rovelli, C. (2018). <i>A ordem do tempo</i>. Carnaxide: Objectiva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013378&pid=S2183-3575201900020000300052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sanders, B. (1995). <i>Sudden glory – laughter as subversive history</i>. Boston: Beacon Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013380&pid=S2183-3575201900020000300053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schutz, A. (1967). <i>The phenomenology of the social world</i>. Evanston: Northwestern University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013382&pid=S2183-3575201900020000300054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schutz, A. (2003). <i>El problema de la realidad social – Escritos I</i>. Buenos Aires: Amorrortu.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013384&pid=S2183-3575201900020000300055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Simmel, G. (1910). How is society possible. <i>American Journal of Sociology</i>, <i>16</i>, 372-391&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013386&pid=S2183-3575201900020000300056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Southworth, J. (1998). <i>Fools and jesters at the english court</i>. Gloucestershire: Sutton Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013387&pid=S2183-3575201900020000300057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Stott, A. (2005). <i>Comedy</i>. Londres: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013389&pid=S2183-3575201900020000300058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sunstein, C. (2010). <i>Dos rumores</i>. Alfragide: D. Quixote.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013391&pid=S2183-3575201900020000300059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Todarello, N. (2006). <i>Le arti della scena. Lo spettacolo in Occidente da Eschilo al trionfo dell&rsquo;opera</i>. Novi Ligure: Latorre.</p>     <p>Tsatsou, P. (2009). Reconceptualising ‘time&rsquo; and ‘space&rsquo; in the era of electronic media and communications. <i>PLATFORM: Journal of Media and Communication</i>, <i>1</i>, 11-32.</p>     <p>Turner, J. H. (2013). <i>Contemporary sociological theory</i>. Thousand Oaks, CA: Sage.</p>     <p>Walker, N. A. (1998). <i>What is so funny? humor in american culture</i>. Wilmington, DE: Scholarly Resources.</p>     <!-- ref --><p>Watson, C. (2015). A sociologist walks into a bar (and other academic challenges): towards a methodology of humour. <i>Sociology</i>, <i>49</i>(3), 407-421.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013397&pid=S2183-3575201900020000300064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Weitz, E. (2009). <i>The Cambridge introduction to comedy</i>. Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013399&pid=S2183-3575201900020000300065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Zijderveld, A. (1983). The sociology of humour and laughter. <i>Current Sociology</i>, <i>31</i>(3), 1-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2013401&pid=S2183-3575201900020000300066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nota biogr&aacute;fica</b></p>     <p>Nuno Amaral Jer&oacute;nimo &eacute; doutorado em Sociologia pela Universidade da Beira Interior desde 2015. Professor auxiliar do Departamento de Sociologia da Universidade da Beira Interior desde 2015. Assistente do mesmo departamento entre 1998 e 2015. Colaborador do jornal <i>O Interior </i>desde 2000. Foi redator da se&ccedil;&atilde;o &ldquo;Inimigo P&uacute;blico&rdquo; , entre 2004 e 2008. &Eacute; coautor do livro <i>Como ficar estupidamente culto em apenas 10 minutos</i>, 2004. &Eacute; membro da dire&ccedil;&atilde;o do projeto cultural &ldquo;New Hand Lab&rdquo; , desde 2019.</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0003-2452-0417" target="_blank">https://orcid.org/0000-0003-2452-0417</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Email: <a href="mailto:nunoaj@ubi.pt">nunoaj@ubi.pt</a></p>     <p>Morada: Faculdade Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas, Rua do Sineiro, 6200-209 Covilh&atilde;, Portugal</p>     <p>Jos&eacute; Carlos Alexandre &eacute; doutorado em Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o pela Universidade da Beira Interior, desde 2017. Professor Adjunto e subdirector (2009-2015) da Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o, Comunica&ccedil;&atilde;o e Desporto do Instituto Polit&eacute;cnico da Guarda. &Eacute; investigador no LabCom. IFP e autor de diversos artigos e do livro <i>Uma genealogia da espiral do sil&ecirc;ncio: a express&atilde;o da opini&atilde;o sobre as praxes acad&eacute;micas</i>.</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0002-8262-5279" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-8262-5279</a></p>     <p>E-mail: <a href="mailto:jcalexandre@ipg.pt">jcalexandre@ipg.pt</a></p>     <p>Morada: Instituto Polit&eacute;cnico da Guarda, Av. Francisco S&aacute; Carneiro, 50, 6300-559, Guarda, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>* Submetido: 01/10/2018</b></p>     <p><b>* Aceite: 21/12/2018</b></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><sup><a href="#top1" name="1">[1]</a></sup> Os espet&aacute;culos de com&eacute;dia em palco s&atilde;o conhecidos pela express&atilde;o inglesa <i>stand-up comedy</i>, e ser&aacute; esta a utilizada aqui, na sua formula&ccedil;&atilde;o inglesa, uma vez que n&atilde;o se conhece uma express&atilde;o em portugu&ecirc;s que mais bem a designe.</p>     <p><sup><a href="#top2" name="2">[2]</a></sup> Frase atribu&iacute;da a Robin Williams em v&aacute;rias colet&acirc;nea de cita&ccedil;&otilde;es, sem nunca referir o tempo ou o local em que foi proferida.</p>     <p><sup><a href="#top3" name="3">[3]</a></sup> Esta posi&ccedil;&atilde;o nos campos sociais e culturais n&atilde;o foi sempre considerada ben&eacute;fica. Plat&atilde;o, por exemplo, defendia que &ldquo;devemos deixar tais representa&ccedil;&otilde;es para os escravos ou estrangeiros contratados, que nenhuma aten&ccedil;&atilde;o s&eacute;ria lhes seja prestada e que nenhum homem ou mulher livres sejam vistos a tirar da&iacute; algum ensinamento&rdquo; (<i>Leis</i>: VII-816).</p>      ]]></body><back>
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