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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A corrupção e os média: um olhar dos jornalistas sobre a relevância do tempo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The relations between the media, politics, the legal system and the phenomenon of corruption are complex and gives rise to various types of time and temporality. In empirical terms, this text addresses a study conducted with journalists who have followed cases of corruption involving politicians. The importance of time in the constitution of relations between media, politics and the legal system is discussed. The analysis highlights some of the main characteristics of the time in the media labour. Additionally, it debates the way in which time configures the relations of power that are established between the different systems and actors.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS TEM&Aacute;TICOS</b></p>     <p><b>A corrup&ccedil;&atilde;o e os m&eacute;dia – um olhar dos jornalistas sobre a relev&acirc;ncia do tempo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Corruption and the media – a journalists&rsquo; look about the relevance of time</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> //     <p><b> Ana Moreira <sup>*</sup></b>    <br>     <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-2125-8022">https://orcid.org/0000-0002-2125-8022</a></p>     
<p><b> Em&iacute;lia Ara&uacute;jo <sup>**</sup></b>    <br>     <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0003-3600-3310">https://orcid.org/0000-0003-3600-3310</a></p>     
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<body><![CDATA[<p><b> Helena Sousa <sup>***</sup></b>    <br>     <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-8101-0010">https://orcid.org/0000-0002-8101-0010</a></p>     
<p>//*Departamento de Sociologia, Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais, Universidade do Minho, Portugal, <a href="mailto:abgmoreira@gmail.com">abgmoreira@gmail.com</a>.</p>     <p>//**Departamento de Sociologia, Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais, Universidade do Minho, Portugal, <a href="mailto:emiliararaujo@gmail.com">emiliararaujo@gmail.com</a>.</p>     <p>//***Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais, Universidade do Minho, Portugal, <a href="mailto:helena@ics.uminho.pt">helena@ics.uminho.pt</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>As rela&ccedil;&otilde;es entre os m&eacute;dia, a pol&iacute;tica, o sistema judicial e o fen&oacute;meno da corrup&ccedil;&atilde;o s&atilde;o complexas e inscrevem-se em v&aacute;rios tipos de tempo e de temporalidade. Neste texto, a partir de um estudo emp&iacute;rico qualitativo conduzido junto de jornalistas que fizeram acompanhamento de casos de corrup&ccedil;&atilde;o envolvendo pol&iacute;ticos, discute-se a import&acirc;ncia do tempo na constitui&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es entre m&eacute;dia, pol&iacute;tica e o sistema judicial. A an&aacute;lise permite destacar, por um lado, algumas das principais carater&iacute;sticas do tempo no trabalho medi&aacute;tico, e, por outro, a forma como o tempo configura as rela&ccedil;&otilde;es de poder que se estabelecem entre os diversos sistemas e atores.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Corrup&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica; justi&ccedil;a; m&eacute;dia; pol&iacute;tica; tempo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The relations between the media, politics, the legal system and the phenomenon of corruption are complex and gives rise to various types of time and temporality. In empirical terms, this text addresses a study conducted with journalists who have followed cases of corruption involving politicians. The importance of time in the constitution of relations between media, politics and the legal system is discussed. The analysis highlights some of the main characteristics of the time in the media labour. Additionally, it debates the way in which time configures the relations of power that are established between the different systems and actors.</p>     <p><b>Keywords</b>: Political corruption; justice; media; politics; time.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Este texto debru&ccedil;a-se sobre a relev&acirc;ncia do tempo e das temporalidades, por via de uma an&aacute;lise do modo como os m&eacute;dia veiculam os fen&oacute;menos de corrup&ccedil;&atilde;o envolvendo acusa&ccedil;&otilde;es a pol&iacute;ticos. Pretende-se demostrar que o tempo constitui a rela&ccedil;&atilde;o estabelecida entre jornalistas, pol&iacute;ticos e entidades judiciais, permitindo entender as interdepend&ecirc;ncias entre sistema medi&aacute;tico, pol&iacute;tico e judicial.</p>     <p>S&atilde;o v&aacute;rios os casos de corrup&ccedil;&atilde;o que envolvem pol&iacute;ticos, uns provados, outros apenas suspeitos. A corrup&ccedil;&atilde;o envolve a pr&aacute;tica de atos cujos efeitos s&atilde;o negativos para os sistemas democr&aacute;ticos e favorecem a redu&ccedil;&atilde;o da confian&ccedil;a p&uacute;blica na pol&iacute;tica.</p>     <p>Ainda que a corrup&ccedil;&atilde;o tenha um lugar de destaque nos sistemas de regula&ccedil;&atilde;o (da economia, &agrave; pol&iacute;tica), presentemente, os pa&iacute;ses democr&aacute;ticos continuam marcados por sucessivos esc&acirc;ndalos que envolvem direta ou indiretamente pessoas que desempenham cargos pol&iacute;ticos (Paix&atilde;o, 2014, 2017). Plasmados em liga&ccedil;&otilde;es suspeitas a crimes econ&oacute;mico-financeiros ou tr&aacute;fico de influ&ecirc;ncias, a sucess&atilde;o destes casos e a grandeza dos seus efeitos s&atilde;o raz&otilde;es suficientes para classificar o fen&oacute;meno como uma &ldquo;patologia social&rdquo; (Ferin, 2017) que promove, al&eacute;m do descr&eacute;dito nas institui&ccedil;&otilde;es, a normaliza&ccedil;&atilde;o potencial da ilicitude e dos comportamentos n&atilde;o &eacute;ticos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este texto tem como objetivo explorar a relev&acirc;ncia do tempo no estabelecimento das media&ccedil;&otilde;es entre justi&ccedil;a, pol&iacute;tica e m&eacute;dia e, nesse sentido, usa o fen&oacute;meno da corrup&ccedil;&atilde;o de forma heur&iacute;stica, ou seja, para demonstra&ccedil;&atilde;o das principais dimens&otilde;es temporais na constitui&ccedil;&atilde;o dos fen&oacute;menos medi&aacute;ticos que implicam diretamente pol&iacute;ticos e justi&ccedil;a. N&atilde;o &eacute;, por isso, objetivo do artigo, aprofundar a problem&aacute;tica da corrup&ccedil;&atilde;o envolvendo pol&iacute;ticos, mas dar conta das perce&ccedil;&otilde;es dos jornalistas acerca da import&acirc;ncia do tempo e das temporalidades na defini&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es que estabelecem e podem estabelecer quer com os pol&iacute;ticos, quer com o sistema judicial, quando est&atilde;o em causa acusa&ccedil;&otilde;es dirigidas a pol&iacute;ticos.</p>     <p>Tal como demonstraremos a seguir, a problematiza&ccedil;&atilde;o do tempo e das temporalidades &eacute; ainda hoje escassa, n&atilde;o s&oacute; no que respeita aos m&eacute;dia, mas, principalmente, no que respeita &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es entre m&eacute;dia, pol&iacute;tica e justi&ccedil;a. Mobilizaremos as abordagens existentes acerca dos conceitos de acelera&ccedil;&atilde;o e velocidade nas sociedades p&oacute;s-modernas para melhor entendimento dessas rela&ccedil;&otilde;es. Iremos evidenciar o interesse em que os m&eacute;dia, a justi&ccedil;a e a pol&iacute;tica providenciem formas de refor&ccedil;o da sua qualifica&ccedil;&atilde;o em quest&otilde;es de tempo e temporalidade, contribuindo para a melhoria da a&ccedil;&atilde;o comunicativa em democracia.</p>     <p>Em termos emp&iacute;ricos, o texto baseia-se na an&aacute;lise de conte&uacute;do tem&aacute;tica realizada a entrevistas com 30 jornalistas que estiveram ligados a publica&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias relacionadas com casos de corrup&ccedil;&atilde;o em Portugal e estrutura-se em 4 pontos principais. Primeiro, apresenta-se uma problematiza&ccedil;&atilde;o acerca da tem&aacute;tica da corrup&ccedil;&atilde;o nos m&eacute;dia. A seguir, s&atilde;o apresentadas as principais linhas te&oacute;ricas que perspetivam as rela&ccedil;&otilde;es entre m&eacute;dia e tempo, m&eacute;dia e pol&iacute;tica. No terceiro ponto &eacute; descrita a metodologia seguida no estudo. Nos dois &uacute;ltimos pontos, s&atilde;o apresentadas as conclus&otilde;es e, juntamente, analisados os principais contributos para o entendimento da relev&acirc;ncia do tempo na constitui&ccedil;&atilde;o dos fen&oacute;menos medi&aacute;ticos que envolvem tanto pol&iacute;ticos, como tamb&eacute;m membros do sistema judicial, regulat&oacute;rio.</p>     <p><b>Enquadramento te&oacute;rico</b></p>     <p><b>Corrup&ccedil;&atilde;o e m&eacute;dia</b></p>     <p>Isabel Ferin e Estrela Serrano (2014), partilhando de uma vis&atilde;o focada sobre a corrup&ccedil;&atilde;o praticada por detentores/as de cargos p&uacute;blicos, nomeadamente pol&iacute;ticos/ as, argumentam que a aquela deve ser percebida &ldquo;como o abuso de poder em benef&iacute;cio pr&oacute;prio de agentes pol&iacute;ticos democraticamente eleitos – situa&ccedil;&atilde;o que pode ocorrer durante ou ap&oacute;s o exerc&iacute;cio de fun&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas&rdquo; (Ferin &amp; Serrano, 2014, p. 8). A corrup&ccedil;&atilde;o &eacute;, na sua ess&ecirc;ncia, um fen&oacute;meno de poder (Sousa, 2011) explicitada pela exist&ecirc;ncia de um pacto que, na vis&atilde;o de Lu&iacute;s de Sousa, envolve um contexto, atores/as, predisposi&ccedil;&atilde;o &eacute;tica para violar a lei ou agir desonestamente, recursos e poder, confian&ccedil;a estrat&eacute;gica e processos de troca.</p>     <p>Para o objetivo deste texto – a an&aacute;lise da relev&acirc;ncia do tempo na forma como os m&eacute;dia tratam os casos de corrup&ccedil;&atilde;o, destacando as principais rela&ccedil;&otilde;es temporais entre m&eacute;dia, justi&ccedil;a e pol&iacute;tica – importa precisar algumas ideias sobre as rela&ccedil;&otilde;es entre m&eacute;dia, justi&ccedil;a e pol&iacute;tica quando est&atilde;o em causa situa&ccedil;&otilde;es de corrup&ccedil;&atilde;o, de modo a entendermos por que se trata de um fen&oacute;meno prop&iacute;cio &agrave; sobreposi&ccedil;&atilde;o e conflito entre tempos. </p>     <p>Podemos dizer que a forma como a corrup&ccedil;&atilde;o se torna objeto do trabalho dos m&eacute;dia &eacute; um assunto de enorme controv&eacute;rsia porque, se por um lado, h&aacute; um leque alargado de crit&eacute;rios legais que importa reunir para conduzir a um julgamento que a confirme, por outro, a corrup&ccedil;&atilde;o &eacute; um fen&oacute;meno que promete esc&acirc;ndalo e rendimento medi&aacute;tico. Provado ou n&atilde;o judicialmente, qualquer caso que envolva acusa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticos &eacute; suscet&iacute;vel de se tornar velozmente num fen&oacute;meno temporalmente rizom&aacute;tico, com participa&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplos atores e institui&ccedil;&otilde;es, cujas conex&otilde;es deslocam tempos, espa&ccedil;os e poderes. Pier Paolo Giglioni (1996) advoga que os m&eacute;dia evidenciam posturas diversas no que respeita aos fen&oacute;menos de corrup&ccedil;&atilde;o que envolvem pol&iacute;ticos: podem descobrir o caso, torn&aacute;-lo p&uacute;blico, conhecido e ou contribuir para a constru&ccedil;&atilde;o social do esc&acirc;ndalo. No entendimento deste autor, os m&eacute;dia s&atilde;o a principal fonte de informa&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico sobre corrup&ccedil;&atilde;o e, portanto, a aten&ccedil;&atilde;o e o modo como concebem e veiculam conte&uacute;dos s&atilde;o fundamentais, mesmo nas democracias (Giglioli, 1996) para compreender a qualidade das insitui&ccedil;&otilde;es e dos processos democr&aacute;ticos, de transpar&ecirc;ncia e &eacute;tica. Lu&iacute;s de Sousa considera que os m&eacute;dia s&atilde;o uma &ldquo;pe&ccedil;a integrante da infraestrutura de combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Sousa, 2011, p. 72), mas, tendo a corrup&ccedil;&atilde;o um elevado valor-not&iacute;cia, acaba por ficar sujeita &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es de poder que se estabelecem entre m&eacute;dia, justi&ccedil;a e a pol&iacute;tica e que s&atilde;o &ldquo;reciprocamente instrumentais, oscilando entre a colabora&ccedil;&atilde;o e o conflito&rdquo; (Sousa, 2011, p. 72) e altamente mediadas nas lutas pelo controlo e dominio sobre o tempo – dos processos e da informa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Ferin (2014) sustenta que a cobertura jornal&iacute;stica da pol&iacute;tica passou por grandes mudan&ccedil;as tecnol&oacute;gicas, econ&oacute;micas, financeiras e sociais que conduziram a mudan&ccedil;as na forma de fazer pol&iacute;tica (Ferin, 2014, p. 373). Argumentando que a corrup&ccedil;&atilde;o constitui um assunto perante o qual os m&eacute;dia tem poder de sele&ccedil;&atilde;o e de constru&ccedil;&atilde;o, a autora analisa os casso BPN, Freeport e Face Oculta; e as elei&ccedil;&otilde;es para a Assembleia da Rep&uacute;blica e afirma que a cobertura jornal&iacute;stica constituiu um &ldquo;tema pol&eacute;mico&rdquo; que envolveu acusa&ccedil;&otilde;es entre pol&iacute;ticos, jornalistas e membros da justi&ccedil;a; fugas de informa&ccedil;&atilde;o (de elementos em segredo de justi&ccedil;a); transcri&ccedil;&otilde;es de escutas telef&oacute;nicas; e (tudo isso deu origem) a inqu&eacute;ritos judiciais instaurados a jornalistas e a &oacute;rg&atilde;os de comunica&ccedil;&atilde;o social pelo Procurador-Geral da Rep&uacute;blica (Ferin, 2014).</p>     <p>Ferin (2014) considera haver grande suscetibilidade dos fen&oacute;menos de corrup&ccedil;&atilde;o culminarem em &ldquo;processos cascata&rdquo; , que se sucedem em cadeia, &ldquo;quando a cobertura de um caso diminui de intensidade, um outro caso o substitui e alcan&ccedil;a maior intensidade&rdquo; (Ferin, 2014, p. 398). No que diz respeito &agrave; televis&atilde;o, a autora considera que os canais concederam tempos diferenciais &agrave;s pe&ccedil;as (maiores na TVI e menores na RTP1), sendo que &ldquo;os enquadramentos s&atilde;o preferencialmente epis&oacute;dios&rdquo; (Ferin, 2014, p. 404), centrados num &ldquo;<i>issue&rdquo; </i>, que pode ser um facto, um ator pol&iacute;tico ou um cen&aacute;rio. Por seu turno, Paix&atilde;o (2014) avan&ccedil;a com a tese de que a cobertura de fen&oacute;menos de corrup&ccedil;&atilde;o cont&eacute;m ingredientes de infoentretenimento com &ldquo;alus&atilde;o &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o da confer&ecirc;ncia, ao car&aacute;ter emotivo, &agrave; roupa, aos adere&ccedil;os e ao penteado, &agrave;s observa&ccedil;&otilde;es do advogado&rdquo; (Paix&atilde;o, 2014, p. 486). Na opini&atilde;o dos jornalistas inquiridos pelo autor, o espet&aacute;culo-esc&acirc;ndalo garante sucesso que podemos explicar pelo facto de criar espa&ccedil;os-tempos de grande liminaridade e de suspens&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Prior e outros (2015) analisam e comparam os casos Face Oculta e Mensal&atilde;o, dando relevo &agrave; temporalidade e ao modo como esta se deixa inscrever na narrativa de outras personagens ao mesmo tempo que as faz aparecer e desaparecer conforme o impacto pretendido:</p>     <blockquote>a temporalidade surge, assim, ligada &agrave; capacidade de organizar os acontecimentos fragmentados das edi&ccedil;&otilde;es anteriores e contar uma &ldquo;est&oacute;ria&rdquo; mais complexa. O &ldquo;quando&rdquo; e o &ldquo;como&rdquo; convertem-se em <i>frames</i> verbais constitutivos da narrativa do esc&acirc;ndalo, especificamente porque permitem situar o leitor no tempo dos acontecimentos, ajudar o jornalista/narrador a organizar o tempo enunciativo e, por conseguinte, o pr&oacute;prio discurso jornal&iacute;stico. (Prior et al., 2015)</blockquote>     <p>A mediatiza&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a constitui um objeto de estudo de uma pan&oacute;plia de trabalhos nacionais e internacionais (Boda &amp; Szab&oacute;, 2011; Greer, 2009; Guibentif, et al., 2002; Jewkes, 2004; Louren&ccedil;o, 2013; Machado &amp; Santos, 2008, 2009, 2010, 2011a; Machado, 2008), afirmando-se que tem um elevado valor-not&iacute;cia (Ara&uacute;jo, 2013; Boda &amp; Szab&oacute;, 2011; Greer, 2009; Jewkes, 2004; Karstedt, 2002; Leandro, 2012; Machado &amp; Santos, 2008, 2011b; Reisinger, 2007)</p>     <p>O conceito de valor-not&iacute;cia – conceito vari&aacute;vel de pa&iacute;s para pa&iacute;s, de cultura para cultura – &eacute; desmembrado por Jewkes (2004) em doze par&acirc;metros, alguns dos quais de natureza temporal: o car&aacute;ter limiar, a previsibilidade, a simplifica&ccedil;&atilde;o, o individualismo, o risco, o sexo, a celebridade ou a posi&ccedil;&atilde;o social elevada, a proximidade, a viol&ecirc;ncia, a espetacularidade ou as imagens gr&aacute;ficas, crian&ccedil;as e ideologia conservadora e/ou divers&atilde;o pol&iacute;tica.</p>     <p>Reisinger (2007) conclui que, em vez do crime se tornar banal, as not&iacute;cias sobre crimes renovaram o fasc&iacute;nio do p&uacute;blico pela viol&ecirc;ncia. Com o aparecimento da imprensa popular no Reino Unido, os relat&oacute;rios policiais revelaram-se fontes privilegiadas de not&iacute;cias com potencial sensacionalista. O tempo dedicado pelos telejornais dos tr&ecirc;s principais canais franceses (TF1, France 2 e France 3) a estes <i>t&oacute;picos</i> &eacute; o dobro do tempo dedicado a temas econ&oacute;micos e sociais, e o qu&aacute;druplo do tempo dedicado a temas pol&iacute;ticos, com a exce&ccedil;&atilde;o das campanhas eleitorais. Em Espanha, a presen&ccedil;a de temas sobre crime nos m&eacute;dia quase duplicou, enquanto as estat&iacute;sticas da criminalidade real diminu&iacute;ram ou estabilizaram. O caso portugu&ecirc;s segue tamb&eacute;m esta tend&ecirc;ncia de destaque medi&aacute;tico do crime (Pina,2009).</p>     <p>A sociedade desenvolveu um &ldquo;apetite insaci&aacute;vel por narrativas de desvio e controle&rdquo; e est&aacute; cada vez mais &ldquo;faminta&rdquo; (Greer, 2009). Esta fome de narrativas criminais pode explicar o interesse medi&aacute;tico persistente e cont&iacute;nuo pelos assuntos judiciais (Ara&uacute;jo, 2013). Ara&uacute;jo (2013) mostra a pertin&ecirc;ncia de &ldquo;tr&ecirc;s caracter&iacute;sticas transversais &agrave;s narrativas medi&aacute;ticas sobre o crime, quer na sua fase de investiga&ccedil;&atilde;o, quer no momento da resolu&ccedil;&atilde;o do lit&iacute;gio, ou seja, o julgamento: a serializa&ccedil;&atilde;o, a personifica&ccedil;&atilde;o e a comodifica&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Ara&uacute;jo, 2013, p. 18).</p>     <p>Surette (2011) afirma que o julgamento medi&aacute;tico reflete-se na forma como os crimes s&atilde;o &ldquo;desenvolvidos e comercializados como hist&oacute;rias de entretenimento, como fonte a forma como os eventos e as informa&ccedil;&otilde;es circulam e s&atilde;o reciclados. O mesmo autor mostra a import&acirc;ncia em perceber a forma como os m&eacute;dia se dividem em tipo (impresso, visual, &aacute;udio e novos m&eacute;dia) e em conte&uacute;do (entretenimento, publicidade, not&iacute;cia e infoentretenimento). Nos julgamentos medi&aacute;ticos, os pr&oacute;prios m&eacute;dia alimentam quase instantaneamente explica&ccedil;&otilde;es diretas e individualizadas do crime como, por exemplo, a lux&uacute;ria, a inveja, a imoralidade, a gan&acirc;ncia, a vingan&ccedil;a e a insanidade (Surette, 2011). Deste ponto de vista, observa-se que os m&eacute;dia s&atilde;o, duplamente sujeitos da temporalidade e dos tempos que caraterizam cada momento hist&oacute;rico, mas tamb&eacute;m s&atilde;o agentes mobilizadores e produtores de temporalidades, atuando na constru&ccedil;&atilde;o de tempos paralelos (face a outras inst&acirc;ncias, incluindo as judiciais) que prezam pela antecipa&ccedil;&atilde;o (centralidade nos conte&uacute;dos sobre o que pode acontecer) e instantaneidade (necessidade de gerar conte&uacute;dos acerca dos casos, de modo cont&iacute;nuo e durante um certo per&iacute;odo de tempo).Em grande parte, esta mobiliza&ccedil;&atilde;o, no sentido da antecipa&ccedil;&atilde;o e da proje&ccedil;&atilde;o, deve-se &agrave;s enormes transforma&ccedil;&otilde;es que tem marcado o setor da comunica&ccedil;&atilde;o, por via do desenvolvimento tecnocient&iacute;fico e, nomeadamente, o digital.</p>     <p><b>O tempo e os m&eacute;dia</b></p>     <p>Embora o tempo tivesse sido objeto de an&aacute;lise em v&aacute;rias publica&ccedil;&otilde;es mencionadas, especialmente no contexto das rela&ccedil;&otilde;es entre pol&iacute;tica e m&eacute;dia, torna-se relevante enquadrar a problem&aacute;tica em algo mais lato que considera as rela&ccedil;&otilde;es singulares com os m&eacute;dia. Existem v&aacute;rios trabalhos sobre o tempo publicados, principalmente, a partir de meados dos anos noventa, do s&eacute;culo passado. Tal como demonstraremos, as preocupa&ccedil;&otilde;es dos autores s&atilde;o v&aacute;rias, mas, em geral, tendem a clarificar o que poder&iacute;amos assinalar como <i>temporal turn</i>, ou seja, a preocupa&ccedil;&atilde;o com a relev&acirc;ncia e sali&ecirc;ncia do tempo e da temporalidade na an&aacute;lise dos fen&oacute;menos pol&iacute;ticos e medi&aacute;ticos, em pleno capitalismo informacional.</p>     <p>David Clarke (1995), num alinhamento que se aproxima do pensamento de autores como Richard Sennet (2006) ou Ijurn Appadurai (1996), considera ser vital incluir o espa&ccedil;o e o tempo no estudo dos fen&oacute;menos medi&aacute;ticos, em particular atendendo &agrave; forma como os m&eacute;dia moldam os padr&otilde;es de uso do tempo. John Robinson, Kevin Barth e Andrew Kohut (1997) analisam os efeitos da utiliza&ccedil;&atilde;o do computador sobre os usos do tempo. No seu entendimento, o computador tem sido mais eficaz do que a televis&atilde;o no que toca &agrave; reconfigura&ccedil;&atilde;o do comportamento di&aacute;rio dos cidad&atilde;os. Howard Rosenberg e Charles Feldman (2008) falam dos &ldquo;erros de velocidade&rdquo; nos m&eacute;dia que, orientados pelas l&oacute;gicas cada vez mais velozes de divulga&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos, alimentam a circula&ccedil;&atilde;o de especula&ccedil;&otilde;es, desencadeando consequ&ecirc;ncias de ordem cultural e pol&iacute;tica, pois afetam os tempos de rela&ccedil;&atilde;o entre cidad&atilde;os e seus representantes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mira Moshe (2011) analisa a &ldquo;configura&ccedil;&atilde;o temporal dos m&eacute;dia&rdquo; , aventando sobre a forma como estes caminham para a privatiza&ccedil;&atilde;o do tempo, nomeadamente por via do controlo dos cronogramas de visualiza&ccedil;&atilde;o, assim como das configura&ccedil;&otilde;es de hora e do fluxo de tempo. No livro de Emily Keightley (2012) o tema do tempo e a sua rela&ccedil;&atilde;o visceral, mas flu&iacute;da, com os m&eacute;dia surge tratado como uma dimens&atilde;o central, embora invis&iacute;vel e sist&eacute;mica. Eric Lee (2014) prop&otilde;e uma an&aacute;lise sem&acirc;ntica dos meandros medi&aacute;ticos com a inclus&atilde;o da an&aacute;lise ao tempo e &agrave; temporalidade na constru&ccedil;&atilde;o de sistemas interativos. Kenzie Burchell (2014) debru&ccedil;a-se sobre as intera&ccedil;&otilde;es quotidianas, destacando como as tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e de comunica&ccedil;&atilde;o modelam as temporalidades nos relacionamentos interpessoais e as pr&oacute;prias configura&ccedil;&otilde;es das atividades. Anne Kaun (2014) explora o tempo nas redes sociais, dando relev&acirc;ncia ao Facebook. Diz que estas s&atilde;o plataformas de estrutura&ccedil;&atilde;o do tempo social que incluem processos de memora&ccedil;&atilde;o. Sarah Coyne e outros (2014) incidem sobre o impacto dos m&eacute;dia nos tempos das fam&iacute;lias com adolescentes, mostrando que o tempo dos e nos m&eacute;dia constitui uma dura&ccedil;&atilde;o que contribui positivamente para as intera&ccedil;&otilde;es familiares, no que respeita a atividades de entretenimento, conex&atilde;o emocional, discuss&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Guobin Yang e Rosemary Clark (2015) discutem a presen&ccedil;a do tempo hist&oacute;rico nos m&eacute;dia sociais, revelando que os primeiros constituem modos de periodiza&ccedil;&atilde;o do tempo, com efeitos no modo de perceber a mudan&ccedil;a hist&oacute;rica. Alan Albarran e Arrese Angel (2015) contribuem bastante para a compreens&atilde;o do tempo dos e nos m&eacute;dia debru&ccedil;ando-se sobre a forma como a ind&uacute;stria medi&aacute;tica usa as transforma&ccedil;&otilde;es nos usos do tempo dos cidad&atilde;os para criar novos servi&ccedil;os. Matthew Jones e Joan Ormrod (2015) analisam a forma como os conte&uacute;dos medi&aacute;ticos versam sobre o tempo e o tornam no objeto espec&iacute;fico dos seus produtos. Lorna Jowett, Kevin Lee Robinson e David Simmons (2016) apresentam uma s&eacute;rie de an&aacute;lises sobre a forma como as narrativas constituem um objeto privilegiado dos conte&uacute;dos medi&aacute;ticos, ressaltando a ideia de que o tempo &eacute; em si um elemento de consumo privilegiado que os m&eacute;dia usam para apresentar conte&uacute;dos atrativos e com potencial de audi&ecirc;ncias.</p>     <p>Xiaoqun Zhang e Louisa Ha (2015) defendem que vivemos num contexto de grande abund&acirc;ncia medi&aacute;tica, estabelecendo algumas liga&ccedil;&otilde;es relevantes entre o tempo de consumo dos m&eacute;dia tradicionais e dos novos m&eacute;dia e as disponibilidades de tempo oferecidas pelos estatutos sociais. Afirmam, assim, que as pessoas com or&ccedil;amentos temporais mais apertados (mais tempo de trabalho e menos tempo de lazer) gastam menos tempo com o consumo dos m&eacute;dia tradicionais, do que pessoas com or&ccedil;amentos temporais mais relaxados (mais tempo de lazer e menos tempo de trabalho). Al&eacute;m disso, as pessoas com or&ccedil;amentos de tempo menos flex&iacute;veis alocam mais do seu tempo de consumo de not&iacute;cias em novos m&eacute;dia do que pessoas com or&ccedil;amentos de tempo mais flex&iacute;veis, por causa do baixo &ldquo;custo do tempo de pesquisa de not&iacute;cias&rdquo; .</p>     <p>Anne Kaun (2015) relaciona os regimes de tempo com as pr&aacute;ticas de consumo medi&aacute;tico por parte de grupos sociais mais desfavorecidos, demonstrando como os regimes de tempo propiciados pela acelera&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica nos dom&iacute;nios medi&aacute;ticos s&atilde;o apropriados de forma assaz eficaz pelos grupos sociais, de forma a veicular a sua presen&ccedil;a e descontentamento face &agrave; pol&iacute;tica. Deste ponto de vista, a autora equaciona a rela&ccedil;&atilde;o entre regimes de tempo, m&eacute;dia e democracia, propondo que os novos m&eacute;dia, favorecendo o aumento de velocidade e acelera&ccedil;&atilde;o, asseguram a erup&ccedil;&atilde;o de movimentos afirmativos e de protesto frequentes, com poder de estrutura&ccedil;&atilde;o das respostas pol&iacute;ticas. Emily Keightley e John Downey (2017) rebatem a ideia segundo a qual a acelera&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica implica &ldquo;aligeirar&rdquo; todo o processo de produ&ccedil;&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o. Segundo os autores, essa acelera&ccedil;&atilde;o deve ser pensada sob o ponto de vista dos efeitos positivos que tem sobre o consumo de not&iacute;cias e o acesso mais generalizado &agrave; informa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Kevin G. Barnhurst e Andrew W. Nightingale (2017) consideram que a digitaliza&ccedil;&atilde;o est&aacute; a trazer muitas novidades na forma como se pensa, usa e constr&oacute;i o tempo, com efeito sobre a pr&aacute;tica dos profissionais ligados aos m&eacute;dia. Argumentam que o universo digital produz estruturas (aparentemente) est&aacute;ticas de tempo que oferecem mudan&ccedil;as nos modos de recolher e disseminar informa&ccedil;&atilde;o, em ambientes que n&atilde;o favorecem a quantifica&ccedil;&atilde;o do tempo. Petter Bae Brandtzaeg e Marika L&uuml;ders (2018) explicam que o contexto nos m&eacute;dia sociais pode atrapalhar o limite de tempo entre passado e presente, o que, por sua vez, pode afetar como os usu&aacute;rios gerem a sua identidade e desempenho nos m&eacute;dia sociais. Matt Carlson e Seth C. Lewis (2018) desenvolvem o conceito de reflexividade temporal, propondo que o tempo deve ser objeto de pondera&ccedil;&atilde;o no trabalho do jornalista principalmente no que respeita &agrave; forma como o jornalista lida com o passado, presente e futuro favorecendo mais ou menos a cren&ccedil;a e a representa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blicas sobre a crise, rutura ou inova&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Um conjunto vasto de an&aacute;lises tem destacado as mudan&ccedil;as nos ritmos temporais das atividades ligadas &agrave; procura e dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o no que respeita aos regimes de tempo e, em grande parte, decorrentes da transforma&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica e digital. Correia (2006) refere-se &agrave; sujei&ccedil;&atilde;o do &ldquo;velho&rdquo; jornalismo ao esp&iacute;rito da &ldquo;nova economia&rdquo; , marcada pela acelera&ccedil;&atilde;o e velocidade. Para Deuze e Witschge (2016) o jornalismo est&aacute; em processo de tornar-se uma profiss&atilde;o p&oacute;s-industrial, marcada pela extemporaneidade e pelo tempo emergente:</p>     <blockquote>normalmente, a profiss&atilde;o pede por um determinado tipo de compromisso, mas os jornalistas na era digital t&ecirc;m de se comprometer, al&eacute;m de tudo, porque o seu trabalho &eacute; inseguro, o seu sal&aacute;rio limitado, a confian&ccedil;a do p&uacute;blico prec&aacute;ria e o seu tempo de trabalho se estende al&eacute;m do deadline e do cronograma previsto. (Deuze &amp; Witschge, 2016)</blockquote>     <p>Para Pereira e Adghirni (2011), mudan&ccedil;as profundas afetam diferentes aspectos do jornalismo e podem alterar radicalmente a forma como ser&aacute; praticado no futuro (Pereira &amp; Adghirni, 2011). Em geral, os estudos que incidem sobre o tempo e os m&eacute;dia s&atilde;o bastante cr&iacute;ticos relativamente, por um lado, &agrave; forma como os Estados, as organiza&ccedil;&otilde;es e as pessoas est&atilde;o a lidar com v&aacute;rios focos de acelera&ccedil;&atilde;o e, por outro, &agrave; forma como os m&eacute;dia est&atilde;o a tornar-se numa temporalidade dominante que estrutura os tempos hist&oacute;ricos, culturais e quotidianos, definindo novas estruturas de tempo v&aacute;lidas em termos de organiza&ccedil;&atilde;o da vida, formula&ccedil;&atilde;o de expetativas e entendimento pol&iacute;tico-ideol&oacute;gico. No meio, est&aacute; a transforma&ccedil;&atilde;o da atividade do jornalista e do jornalismo, altamente decorrente da mobilidade e da acelera&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e social. Mas est&atilde;o tamb&eacute;m altera&ccedil;&otilde;es &agrave; forma como as institui&ccedil;&otilde;es, incluindo as pol&iacute;ticas e judiciais produzem tempo e lidam com a acelera&ccedil;&atilde;o dos ritmos sociais e velocidade de circula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>Tempo, m&eacute;dia e pol&iacute;tica</b></p>     <p>V&aacute;rios autores e autoras, como Luis Felipe Miguel (2002) e Sara Pina (2009), demonstram que a mediatiza&ccedil;&atilde;o alterou, em grande medida, a forma de fazer pol&iacute;tica. Pina (2009) afirma que a mediatiza&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica transformou-a em &ldquo;telepol&iacute;tica&rdquo; (Pina, 2009), o que acarreta quatro consequ&ecirc;ncias: a h&iacute;per-personaliza&ccedil;&atilde;o (centralidade do/a pol&iacute;tico/a); a dramatiza&ccedil;&atilde;o (factos pol&iacute;ticos assemelham-se a epis&oacute;dios narrativos ou novelas, nas palavras da autora); a fragmenta&ccedil;&atilde;o (destaque conferido &agrave;s dimens&otilde;es n&atilde;o-verbais, como imagens e voz, em vez do recurso &agrave; argumenta&ccedil;&atilde;o racional); e a normaliza&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, a &ldquo;estandardiza&ccedil;&atilde;o e uniformiza&ccedil;&atilde;o das mensagens pol&iacute;ticas segundo os modelos medi&aacute;ticos&rdquo; (Pina, 2009, p. 82).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A proposta de Pina (2009) sugere ainda que os/as pol&iacute;ticos/as reconhecem esse poder de agenda e a necessidade de se adaptarem &agrave;s estrat&eacute;gias e temporalidades medi&aacute;ticas. R&eacute;my Rieffel (2003) afirma que a mediatiza&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica transformou os modos de estrutura&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica e do pol&iacute;tico:</p>     <blockquote>enquanto o tempo pol&iacute;tico se situa no m&eacute;dio ou longo prazo, necessitando de an&aacute;lise e delibera&ccedil;&atilde;o, devendo favorecer a memoriza&ccedil;&atilde;o daquilo que os especialistas chamam &ldquo;actos pol&iacute;ticos pesados&rdquo; (…) o tempo medi&aacute;tico, pelo contr&aacute;rio, baseia-se no directo, no ef&eacute;mero e na rapidez. (Rieffel, 2003, pp. 27-28)</blockquote>     <p>Os m&eacute;dia tradicionais foram obrigados a adaptar-se e, ao mesmo tempo, a incorporar estas novas plataformas digitais que implicam tempos e temporalidades distintas (Cardoso, 2014; Gurevitch et al., 2009; Luengo, 2006; Sim&otilde;es et al., 2011). Apesar desta incorpora&ccedil;&atilde;o transfigurar e proporcionar a eros&atilde;o das no&ccedil;&otilde;es de tempo e espa&ccedil;o (Cardoso, 2014), os/as jornalistas continuam a ser fundamentais, como mediadores/as, assegurando a credibilidade das informa&ccedil;&otilde;es (Cardoso, 2014). William Croteau e David Hoynes revelam como uma s&eacute;rie de processos pol&iacute;ticos mudaram em resposta aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, desde a crescente import&acirc;ncia da imagem e da personalidade at&eacute; ao decl&iacute;nio dos partidos pol&iacute;ticos. De um modo geral, os autores tendem a frisar que a complexidade das sociedades &eacute; muito elevada, sendo que as respostas da pol&iacute;tica pouco se adaptam &agrave; solu&ccedil;&atilde;o que prop&otilde;em para os problemas reais das popula&ccedil;&otilde;es. Antes de mais, os autores perspetivam a a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica como uma a&ccedil;&atilde;o centrada em demasia na resposta sobre o imediato, distante da temporalidade legislativa e distante da temporalidade judicial, o que acarreta consequ&ecirc;ncias para a qualidade da democracia participativa (Fidalgo &amp; Oliveira, 2005; B. de S. Santos, 2005; F. Santos, 2009).</p>     <p>Importa ressaltar que a quest&atilde;o do tempo &eacute; transversal aos estudos que tratam a narrativa (Herman, 2004; Genette, 1976, 1979/1996; Ricoeur, 1994; Todorov, 1976). Katherine Young (2004) reflete sobre a natureza interativa do <i>storytelling</i> cara-a-cara e descreve o fluxo temporal da conversa atrav&eacute;s de um modelo espacial<sup><a href="#1" name="top1">[1]</a></sup>, considerando as narrativas como enclaves no dom&iacute;nio da conversa (Young, 2004). Mais focado sobre a an&aacute;lise do jornalismo na perspetiva narrativa, Robert W. Dardenne (2004) explica que, apesar dos/as jornalistas chamarem aos artigos &ldquo;hist&oacute;rias&rdquo; , nem todos seguem uma l&oacute;gica mais flex&iacute;vel, entenda-se narrativa. Esta ideia &eacute; central porque se liga com as mudan&ccedil;as mais globais que marcam a situa&ccedil;&atilde;o do jornalismo no mundo da economia neo-liberal, global e financeira e pelas quais o jornalismo se torna numa atividade sujeita a novos processos de acelera&ccedil;&atilde;o: dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o; dos conte&uacute;dos e dos acontecimentos e das intera&ccedil;&otilde;es e depend&ecirc;ncias que geram entre os v&aacute;rios atores envolvidos. Helen Fulton e outros afirmam, neste contexto que &ldquo;as narrativas medi&aacute;ticas n&atilde;o existem, ent&atilde;o, apenas para nos distrair, o consumidor, para nos contar hist&oacute;rias (&hellip;) Elas s&atilde;o constru&iacute;das para apoiar os enormes imp&eacute;rios que dirigem a maioria dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Fulton et al., 2005, p. 4).</p>     <p>No caso concreto dos fen&oacute;menos de corrup&ccedil;&atilde;o envolvendo pol&iacute;ticos, torna-se essencial analisar tamb&eacute;m a associa&ccedil;&atilde;o do tempo da justi&ccedil;a e as suas influ&ecirc;ncias sobre as pr&aacute;ticas dos m&eacute;dia. O assunto &eacute; complexo e vasto, uma vez que se refere ao cruzamento entre v&aacute;rios sistemas, cada um destes autoreferente e autopoi&eacute;tico, se utilizarmos a linguagem de Niklas Luhmann (19990, 2005).</p>     <p>Com efeito, o jornalismo e a justi&ccedil;a s&atilde;o sistemas distintos a dois n&iacute;veis basilares: a n&iacute;vel temporal e a n&iacute;vel lingu&iacute;stico. S&atilde;o diferen&ccedil;as que acabam por gerar assimetrias e incompatibilidades (Fidalgo &amp; Oliveira, 2005; B. de S. Santos, 2005; F. Santos, 2009). Os tempos imediatos e instant&acirc;neos da comunica&ccedil;&atilde;o op&otilde;em-se aos tempos processuais, claramente mais lentos do que os primeiros (B. de S. Santos, 2005).</p>     <p>Mas como est&atilde;o efetivamente os/as jornalistas a lidar com as diversas tens&otilde;es que surgem das v&aacute;rias formas de acelera&ccedil;&atilde;o? Como lidam os/as jornalistas com as agendas e os tempos dos pr&oacute;prios pol&iacute;ticos envolvidos em corrup&ccedil;&atilde;o? De que modo essas formas de acelera&ccedil;&atilde;o s&atilde;o coincidentes na pol&iacute;tica e na justi&ccedil;a? Que ideia tem os/as jornalistas da influ&ecirc;ncia que a acelera&ccedil;&atilde;o dos tempos medi&aacute;ticos tem sobre os tempos da justi&ccedil;a? Neste artigo e em seguimento da elabora&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica que apresentamos, iremos procurar situar a discuss&atilde;o nos discursos produzidos pelos pr&oacute;prios jornalistas acerca das rela&ccedil;&otilde;es entre m&eacute;dia, pol&iacute;tica e justi&ccedil;a e o papel que tem o tempo na constru&ccedil;&atilde;o destas rela&ccedil;&otilde;es e nas suas tipologias.</p>     <p><b>Pesquisa emp&iacute;rica</b></p>     <p><b>Nota metodol&oacute;gica</b></p>     <p>Este artigo baseia-se numa investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica mais vasta sobre a perspetiva dos jornalistas acerca da corrup&ccedil;&atilde;o dos pol&iacute;ticos e as rela&ccedil;&otilde;es com o sistema judicial (Moreira, 2015). Este estudo contemplou a realiza&ccedil;&atilde;o de 30 entrevistas a jornalistas portugueses que acompanharam casos em que pol&iacute;ticos foram acusados de corrup&ccedil;&atilde;o. Foram entrevistados jornalistas que trabalham em jornais e em r&aacute;dios em Portugal. Oito entrevistas foram realizadas por email, devido a indisponibilidade do/a entrevistado/a para realiza&ccedil;&atilde;o da entrevista presencial. A maior parte das entrevistas (22) foi realizada de forma presencial. A m&eacute;dia de tempo das entrevistas foi de uma hora e cinco minutos. Os locais da entrevista foram sempre escolhidos pelo/a entrevistado/a.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De acordo com a problem&aacute;tica, o gui&atilde;o foi dividido em tr&ecirc;s dimens&otilde;es de an&aacute;lise centrais acerca das perspetivas e representa&ccedil;&otilde;es dos/as jornalistas sobre: a corrup&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e as suas implica&ccedil;&otilde;es para a credibilidade e confian&ccedil;a nas institui&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas; os membros, tempos e documentos da Justi&ccedil;a, particularmente articulados com os casos de corrup&ccedil;&atilde;o; a pol&iacute;tica e os/as pol&iacute;ticos/as portugueses quando deparados com casos de corrup&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica.</p>     <p>As entrevistas foram analisadas recorrendo &agrave; An&aacute;lise de Tem&aacute;tica de conte&uacute;do (AT), seguindo a proposta de Victoria Clarke e Virginia Braun (2013) que destacam seis fases para a realiza&ccedil;&atilde;o da AT: 1) familiariza&ccedil;&atilde;o com os dados emp&iacute;ricos, 2) codifica&ccedil;&atilde;o (anal&iacute;tica), 3) procura de temas (padr&otilde;es presentes nos dados), 4) revis&atilde;o dos temas (articula&ccedil;&atilde;o dos temas com o conte&uacute;do dos dados recolhidos); 5) defini&ccedil;&atilde;o e nomea&ccedil;&atilde;o final dos temas (implica uma reflex&atilde;o aprofundada sobre o que significa o tema encontrado e como pode ser explicado dentro do contexto e do objeto de estudo – identificar a &ldquo;ess&ecirc;ncia&rdquo; ) e 6) a escrita detalhada (narrativa anal&iacute;tica que congrega os temas dos dados recolhidos com a revis&atilde;o te&oacute;rica realizada). Tal como mencionado, apenas analisamos neste texto as considera&ccedil;&otilde;es realizadas pelos jornalistas acerca da relev&acirc;ncia do tempo no estabelecimento das rela&ccedil;&otilde;es ente m&eacute;dia e justi&ccedil;a e m&eacute;dia e pol&iacute;tica. A an&aacute;lise efetuada permitiu definir dois temas centrais sobre este assunto: a acelera&ccedil;&atilde;o dos tempos noticiosos e os seus efeitos sobre o trabalho do jornalista perante situa&ccedil;&otilde;es em que h&aacute; acusa&ccedil;&otilde;es de corrup&ccedil;&atilde;o e; a relev&acirc;ncia da espera na defini&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es entre m&eacute;dia e justi&ccedil;a. Nos pr&oacute;ximos pontos vamo-nos debru&ccedil;ar sobre estes dois temas.</p>     <p><b>An&aacute;lise emp&iacute;rica</b></p>     <p>A an&aacute;lise de conte&uacute;do &agrave;s entrevistas focada sobre o olhar e as perspetivas dos jornalistas entrevistados acerca da import&acirc;ncia do tempo na rela&ccedil;&atilde;o que estabelecem com o sistema judicial e pol&iacute;tico confirma grande parte das ideias debatidas e exploradas no enquadramento te&oacute;rico. Para os jornalistas, a justi&ccedil;a carateriza-se por tempos lentos, marcados pela demora na divulga&ccedil;&atilde;o; enquanto os m&eacute;dia – designando espa&ccedil;os onde trabalham – s&atilde;o impelidos pela necessidade de responder de forma instant&acirc;nea &agrave;s solicita&ccedil;&otilde;es, particularmente quando se trata de not&iacute;cias que envolvem detentores de cargo pol&iacute;ticos. A totalidade dos jornalistas entrevistados identifica-se com esta divis&atilde;o de tempos, entre sistema medi&aacute;tico e sistema judicial, assim como com a tend&ecirc;ncia atual para a produ&ccedil;&atilde;o online da informa&ccedil;&atilde;o e a dificuldade em obter tempos de espera satisfat&oacute;rios para as pesquisas mais aprofundadas antes de publicar os conte&uacute;dos devido, principalmente, &agrave; necessidade de diferencia&ccedil;&atilde;o e procura de inova&ccedil;&atilde;o de forma instant&acirc;nea.</p>     <p><b>O tempo emergente e instant&acirc;neo</b></p>     <p>Os jornalistas entrevistados consideram, assim, que, tratando-se de casos de corrup&ccedil;&atilde;o (na maior parte das vezes apenas presumida), os m&eacute;dia reagem de forma, n&atilde;o s&oacute; emergente, como tamb&eacute;m &ldquo;antecipada&rdquo; , na luta por fazer chegar primeiro as not&iacute;cias junto dos cidad&atilde;os, &ldquo;em primeira m&atilde;o&rdquo; . A forma r&aacute;pida como circula a informa&ccedil;&atilde;o &eacute; respons&aacute;vel, pois, por momentos de disrup&ccedil;&atilde;o e de controv&eacute;rsia de tempos, tanto na pol&iacute;tica – que canaliza aten&ccedil;&atilde;o e a critica, fechando-se num tempo liminar de prova; como na justi&ccedil;a – que se v&ecirc; afetada pela procura de informa&ccedil;&otilde;es e pareceres, parte dos quais saindo do espa&ccedil;o f&iacute;sico das institui&ccedil;&otilde;es judiciais, para o tempo instant&acirc;neo e continuo da partilha e da aprecia&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, caracter&iacute;stico do palco medi&aacute;tico.</p>     <p>Sob o olhar dos jornalistas, os m&eacute;dia s&atilde;o especialmente produtores de tempos curtos que caraterizam a informa&ccedil;&atilde;o marcada por uma temporalidade que denominam de &ldquo;trituradora&rdquo; (E4) que pode ser obtida &ldquo;merc&ecirc; das fugas de informa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (E11) e que tamb&eacute;m pode ser especulativa, desde de que se pretenda antecipar de modo a cobrir os tempos vazios de informa&ccedil;&atilde;o. Por isso, revelam em diversos momentos terem dificuldade ou ser imposs&iacute;vel ultrapassar a permanente escassez de tempo, a necessidade de rapidez da informa&ccedil;&atilde;o, de responder ao princ&iacute;pio da novidade, da &ldquo;quase-obriga&ccedil;&atilde;o&rdquo; (E7) de noticiar antes, &ldquo;primeiro&rdquo; (E7), em circunst&acirc;ncias que criam a experi&ecirc;ncia constante de liquidez, mobilidade e instantaneidade. Os excertos apresentados a seguir demonstram esta ideia:</p>     <blockquote>os m&eacute;dia tamb&eacute;m necessitam de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s novas realidades do mundo, sobretudo ao n&iacute;vel dos processos de trabalho. Os m&eacute;dia, grosso modo, tratam superficialmente, parece que existe uma bolha do tempo, com princ&iacute;pio, meio e fim, at&eacute; que nasce outra pol&eacute;mica e a antiga adormece. <i>Mea culpa</i>. (E10)         <p>Porque n&oacute;s pr&oacute;prios, l&aacute; est&aacute;, pela &acirc;nsia de querermos dar as coisas, porque temos essa din&acirc;mica, levamos as pessoas a acreditar que aqueles processos, que aqueles tempos da justi&ccedil;a deviam ser muito mais curtos. (E26)</p> </blockquote>     <p>De todo o modo, os jornalistas entrevistados n&atilde;o consideram haver um tempo homog&eacute;neo, t&iacute;pico e &uacute;nico que traduza a qualidade dos tempos que se produzem e reproduzem nos casos de mediatiza&ccedil;&atilde;o de fen&oacute;menos de corrup&ccedil;&atilde;o em que os pol&iacute;ticos s&atilde;o visados. S&atilde;o os pr&oacute;prios a identificar diversas fases temporais na forma como os m&eacute;dia lidam com not&iacute;cias daquele teor. No seu entendimento, a intensa instantaneidade que marca os momentos de desvelamento dissipa-se &agrave; medida que os casos come&ccedil;am a ser tratados em sede judicial, caindo em &ldquo;tempo morto&rdquo; , quando a informa&ccedil;&atilde;o &ldquo;acalma&rdquo; , e se torna &ldquo;mais do mesmo&rdquo; (E15). Quer dizer, a emerg&ecirc;ncia que carateriza a temporalidade na fase de divulga&ccedil;&atilde;o dos casos, d&aacute; lugar ao silenciamento, em fases seguintes, quando a mem&oacute;ria acerca de uma determinada not&iacute;cia se dissipa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os/as jornalistas revelam que o fen&oacute;meno da corrup&ccedil;&atilde;o serve para perceber a disson&acirc;ncia que experimentam no dia-a-dia entre a necessidade de responder ao curto prazo, colocando not&iacute;cias no espa&ccedil;o p&uacute;blico, e o interesse em aprofundar as hist&oacute;rias e revelar mais informa&ccedil;&atilde;o contextual. Apesar de identificarem a disson&acirc;ncia, argumentam que os casos de corrup&ccedil;&atilde;o, porque envolvem pol&iacute;ticos, s&atilde;o altamente favor&aacute;veis &agrave; acelera&ccedil;&atilde;o, com algum preju&iacute;zo no aprofundamento, por exemplo, de quest&otilde;es relacionadas com os processos, implica&ccedil;&otilde;es e poss&iacute;veis penaliza&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Em suma, o tempo enquanto categoria dos discursos dos jornalistas entrevistados aparece associado &agrave; necessidade de responder as exig&ecirc;ncias dos ritmos noticiosos que implicam gera&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos antecipados face ao evento (e &agrave; not&iacute;cia) e que obedecem a l&oacute;gicas de acelera&ccedil;&atilde;o na procura e desvelamento de informa&ccedil;&atilde;o que marcam os modelos econ&oacute;micos e organizativos do jornalismo atualmente. Apesar de em algumas entrevistas, o imediatismo e a necessidade de responder de forma instant&acirc;nea &agrave;s solicita&ccedil;&otilde;es serem objeto de critica, grande parte dos entrevistados consideram-nos inevit&aacute;veis e normais no contexto atual:</p>     <blockquote>e estas coisas s&atilde;o muito m&aacute;s porque, muitas vezes, se corre o risco de se fazer um julgamento em pra&ccedil;a p&uacute;blica e uma condena&ccedil;&atilde;o antecipada. N&atilde;o h&aacute; uma forma perfeita, portanto, h&aacute; muitos erros sempre cometidos. Mas… l&aacute; est&aacute; mais uma vez&hellip; o papel dos jornais &eacute; irem dando a informa&ccedil;&atilde;o de que disp&otilde;em tentando que ela seja a mais fidedigna e o mais fi&aacute;vel poss&iacute;vel. (E28)</blockquote>     <p>Na globalidade, por&eacute;m, as entrevistas realizadas d&atilde;o conta da dessincronia de tempos entre m&eacute;dia e justi&ccedil;a que implica perce&ccedil;&otilde;es negativas por parte dos cidad&atilde;os acerca da justeza da atua&ccedil;&atilde;o judicial sobre os pol&iacute;ticos. Ademais, nos discursos dos jornalistas evidencia-se o imperativo da antecipa&ccedil;&atilde;o e da necessidade de &ldquo;prever&rdquo; e &ldquo;andar &agrave; frente&rdquo; das decis&otilde;es judiciais conhecidas.</p>     <blockquote>O problema &eacute; esse: como h&aacute; tempos diferentes, por um lado, h&aacute; falta de comunica&ccedil;&atilde;o, por outro, faz com que se criem equ&iacute;vocos por parte da popula&ccedil;&atilde;o relativamente &agrave;s decis&otilde;es judiciais. Como &eacute; &oacute;bvio, eles precisam do tempo deles, e n&oacute;s do nosso, &agrave;s vezes n&atilde;o &eacute; compat&iacute;vel. Portanto, quando eles est&atilde;o a investigar, n&oacute;s estamos a tentar divulgar… n&oacute;s queremos estar sempre &agrave; frente deles, n&atilde;o &eacute;? E27)</blockquote>     <p>Al&eacute;m da centralidade do tempo na atividade di&aacute;ria dos jornalistas que lidam com as not&iacute;cias sobre corrup&ccedil;&atilde;o envolvendo pol&iacute;ticos, as entrevistas realizadas d&atilde;o conta de constrangimentos temporais que decorrem das rela&ccedil;&otilde;es que estabelecem com as institui&ccedil;&otilde;es judiciais e que veiculam tens&otilde;es entre os tempos dos m&eacute;dia e os tempos judiciais. No pr&oacute;ximo ponto vamos dedicar-nos um pouco mais a este assunto.</p>     <p><b>A espera e o tempo da justi&ccedil;a</b></p>     <p>Os jornalistas entrevistados consideram ser dif&iacute;cil gerir a espera em rela&ccedil;&atilde;o a decis&otilde;es e/ou informa&ccedil;&otilde;es judiciais de car&aacute;ter contingencial (por exemplo, se h&aacute; ou n&atilde;o acusa&ccedil;&atilde;o), ou estrutural (relativa ao desfecho dos processos). Nesse sentido, classificam a morosidade dos processos um &ldquo;pecado&rdquo; (E6) que, al&eacute;m de moldar negativamente os tempos da not&iacute;cia, contribui, na sua perce&ccedil;&atilde;o, para desvalorizar a justi&ccedil;a perante a sociedade, nomeadamente quando est&atilde;o em causa personalidades pol&iacute;ticas pertencentes a grupos sociais privilegiados e/ou elites.</p>     <p>Diversos estudos argumentam que os m&eacute;dia e a justi&ccedil;a estariam unidos pelo mesmo principio de encontrar a verdade (&Eacute;vora, 2004; Machado &amp; Santos, 2008, 2011; Prior, 2013; B. de S. Santos, 2005; F. Santos, 2009). No entanto, a comunica&ccedil;&atilde;o entre os dois campos traduz-se numa intera&ccedil;&atilde;o altamente mediada pela gera&ccedil;&atilde;o e resolu&ccedil;&atilde;o dos tempos de reten&ccedil;&atilde;o e espera. Ainda que seja t&iacute;pico da temporalidade judicial a institui&ccedil;&atilde;o do tempo de espera e o uso do tempo como meio de verifica&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o, na perspetiva dos jornalistas esta espera sinaliza o estabelecimento de fronteiras de poder. A espera de que falam os jornalistas e que demarca o poder dos atores do sistema judicial, face aos jornalistas e aos cidad&atilde;os, em geral, abrange diversas situa&ccedil;&otilde;es, mas plasma-se muito concretamente e de modo cronol&oacute;gico: o tempo real de espera pelo contacto da justi&ccedil;a, em casos que s&atilde;o social e mediaticamente espetaculares:</p>     <blockquote>[durante a exposi&ccedil;&atilde;o do caso X] os jornalistas estavam na rua, &agrave; chuva, e ao vento, e ao frio. Em novembro. 48 Horas seguidas. Sem haver uma informa&ccedil;&atilde;o a n&atilde;o ser no final, quando uma senhora vem ler um papel. (E17, P13)</blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os jornalistas concebem o sistema judicial como uma institui&ccedil;&atilde;o que totaliza e estandardiza o tempo, por n&atilde;o considerar a diversidade de tempos os m&eacute;dia e reagir de modo uniforme e moroso, em situa&ccedil;&otilde;es com grande interesse medi&aacute;tico (e valor-noticia), tal como s&atilde;o os casos que envolvem acusa&ccedil;&otilde;es de corrup&ccedil;&atilde;o.</p>     <blockquote>Porque eu acho que se os jornalistas tivessem acesso a informa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, j&aacute; pr&eacute;-definida, sobre cada um dos processos, se calhar n&atilde;o iam ter de andar por portas e travessas e a furar para chegar a informa&ccedil;&otilde;es, porque quando &eacute; assim: potencia-se o perigo de passar informa&ccedil;&otilde;es erradas, informa&ccedil;&otilde;es pouco rigorosas ou, ent&atilde;o, informa&ccedil;&otilde;es que v&atilde;o para l&aacute; do que seria necess&aacute;rio dar (E4)</blockquote>     <p>Deste ponto de vista, observa-se que os temas analisados est&atilde;o interligados.</p>     <p><b>Nota final: da relev&acirc;ncia do tempo nas intera&ccedil;&otilde;es m&eacute;dia, justi&ccedil;a e pol&iacute;tica</b></p>     <p>Em 2005, Joaquim Fidalgo e Madalena Oliveira argumentavam sobre a necessidade de uma maior aproxima&ccedil;&atilde;o entre m&eacute;dia, pol&iacute;tica e justi&ccedil;a. Em 2013, Ana Paula Louren&ccedil;o escrevia sobre a necessidade de se criarem canais de comunica&ccedil;&atilde;o entre cada um destes sistemas, sugerindo a inclus&atilde;o de gabinetes de comunica&ccedil;&atilde;o junto das institui&ccedil;&otilde;es judici&aacute;rias e policiais. Na opini&atilde;o da autora, facilitariam as rela&ccedil;&otilde;es entre os/ as jornalistas e a justi&ccedil;a e diminuiriam as fugas de informa&ccedil;&atilde;o e a quebra do segredo de justi&ccedil;a. Acrescenta que este processo exigiria um grande esfor&ccedil;o da justi&ccedil;a (adaptando-se aos padr&otilde;es temporais medi&aacute;ticos), mas tamb&eacute;m da parte dos/as jornalistas, no sentido de serem mais especializados nestas &aacute;reas.</p>     <p>Tal como prop&otilde;e Nicklas Lumann (1990), o tempo &eacute; um elemento central em qualquer sistema, fundamentalmente porque &eacute; atrav&eacute;s do tempo que o sistema se diferencia, desenvolve e estabelece rela&ccedil;&otilde;es comunicativas com outros sistemas. Interessantemente, o autor analisou o sistema medi&aacute;tico e o sistema legal, tendo proposto que n&atilde;o h&aacute; regras especificas relativas ao modo como o tempo cronol&oacute;gico se cruza com o tempo pol&iacute;tico do pr&oacute;prio sistema. No enanto, est&aacute; na natureza dos sistemas o exerc&iacute;cio continuo de antecipa&ccedil;&atilde;o, traduzida pela possibilidade de o sistema exercitar a presen&ccedil;a do futuro (o que n&atilde;o aconteceu), no presente (que se torna objeto de relato). Esta perspetiva autorreferencial do tempo apresenta por Luhmann &eacute; de grande interesse para entendermos a complementaridade entre os dois temas tratados neste artigo. Com efeito, por um lado, identificamos a preponder&acirc;ncia da acelera&ccedil;&atilde;o e da instantaneidade enquanto carater&iacute;sticas do tempo quotidiano nos m&eacute;dia. Com causas situadas nas transforma&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas, digitaliza&ccedil;&atilde;o, globaliza&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o exponencial dos m&eacute;dia nas sociedades contempor&acirc;neas, tal acelera&ccedil;&atilde;o e velocidade acabam por ser tamb&eacute;m motivo de investimento na antecipa&ccedil;&atilde;o e na especula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Observando as an&aacute;lises acerca do fen&oacute;meno da corrup&ccedil;&atilde;o, conclui-se para a constru&ccedil;&atilde;o da not&iacute;cia, o/a jornalismo surge confrontado/a com diversos tempos, nomeadamente, o tempo do acontecimento, o tempo da escrita (constrangimentos da rotina de produ&ccedil;&atilde;o), o tempo de espera pela informa&ccedil;&atilde;o e o tempo da divulga&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Este texto teve como objetivo elucidar sobre a import&acirc;ncia do tempo na cobertura jornal&iacute;stica dos fen&oacute;menos de corrup&ccedil;&atilde;o, considerando a necessidade de aprofundar a investiga&ccedil;&atilde;o sobre o modo como o tempo traduz a natureza das rela&ccedil;&otilde;es de poder que se instituem entre os sistemas medi&aacute;tico, judicial e pol&iacute;tico. Com efeito, verific&aacute;mos que os m&eacute;dia operam num registo de temporalidade ub&iacute;qua, conduzindo a que a pr&oacute;pria temporalidade da pol&iacute;tica se altere profundamente, com impacto sobre o funcionamento dos mecanismos e processos deliberativos. Em paralelo, o tempo da justi&ccedil;a &eacute; caraterizado por uma certa valoriza&ccedil;&atilde;o da espera e recolhe para si um conjunto de procedimentos que entram frequentemente em descompasso com a urg&ecirc;ncia dos m&eacute;dia. Deste ponto de vista, e como ideia central retemos que os novos regimes de temporalidade das tecnologias e dos novos m&eacute;dia prop&otilde;em desafios efetivos &agrave; experi&ecirc;ncia real da democracia, ao facilitarem a simula&ccedil;&atilde;o, a encena&ccedil;&atilde;o e a filtragem de informa&ccedil;&atilde;o, ao mesmo tempo que favorecem a emerg&ecirc;ncia da pol&iacute;tica e da justi&ccedil;a que acontece, embora de forma distinta, no tempo emergente e instant&acirc;neo.</p>     <p>A quest&atilde;o do tempo e as estrat&eacute;gias para lidar com as dura&ccedil;&otilde;es, os intervalos e os compassos de espera s&atilde;o fundamentais, n&atilde;o apenas do ponto de vista da an&aacute;lise, mas tamb&eacute;m da interven&ccedil;&atilde;o. Entende-se, assim, que ao afirmarem a necessidade da justi&ccedil;a comunicar de outra forma com os m&eacute;dia, perante fen&oacute;menos de elevado impacto, como a corrup&ccedil;&atilde;o, os jornalistas referem-se ao interesse pela gest&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o do tempo que medeia os v&aacute;rios processos judiciais, como forma de melhorar o seu desempenho e a qualidade da informa&ccedil;&atilde;o a que as/os cidad&atilde;s/cidad&atilde;os t&ecirc;m acesso. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Albarran, A. &amp; Reca, A. A.(2015). <i>Time and media markets</i>. Nova Iorque: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014043&pid=S2183-3575201900020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Appadurai, I. (1996). <i>Dimens&otilde;es culturais da globaliza&ccedil;&atilde;o. A modernidade sem peias</i>. Lisboa: Teorema.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014045&pid=S2183-3575201900020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ara&uacute;jo, B. B. de. (2013). <i>Justi&ccedil;a, media e espa&ccedil;o p&uacute;blico: a cobertura jornal&iacute;stica do julgamento do mensal&atilde;o em Veja e &Eacute;poca</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Portugal. Retirado de <a href="https://estudogeral.sib.uc.pt/handle/10316/23648?mode=full" target="_blank">https://estudogeral.sib.uc.pt/handle/10316/23648?mode=full</a></p>     <!-- ref --><p>Ara&uacute;jo, B. (2011). A narrativa jornal&iacute;stica e a constru&ccedil;&atilde;o do real. Biblioteca On-Line de Ci&ecirc;ncias Da Comunica&ccedil;&atilde;o (BOCC). Retirado de <a href="http://bocc.unisinos.br/pag/araujo-bruno-a-narrativa-jornalistica-construcao-real.pdf" target="_blank">http://bocc.unisinos.br/pag/araujo-bruno-a-narrativa-jornalistica-construcao-real.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014048&pid=S2183-3575201900020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barnhurst, K. G. &amp; Nightingale, A. W. (2017). Time, realism, news. <i>Journalism, 19</i>(1), 7-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014049&pid=S2183-3575201900020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Boda, Z., &amp; Szab&oacute;, G. (2011). The media and attitudes towards crime and the justice system: a qualitative approach. <i>European Journal of Criminology</i>, 8(4), 329-342.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014051&pid=S2183-3575201900020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brandtzaeg, P. B. &amp; L&uuml;ders, M. (2018). Time collapse in social media: extending the context collapse. <i>Social Media + Society</i>, <i>4</i>(1). <a href="https://doi.org/10.1177/2056305118763349" target="_blank">https://doi.org/10.1177/2056305118763349</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014053&pid=S2183-3575201900020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Burchell, K. (2014). Tasking the everyday: where mobile and online communication take time. <i>Mobile Media &amp; Communication, 3</i>(1), 36-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014054&pid=S2183-3575201900020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cardoso, G. (2014). <i>Os media na sociedade em rede</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014056&pid=S2183-3575201900020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Carlson, M. &amp; Lewis, S. C. (2018). Temporal reflexivity in journalism studies: making sense of change in a more timely fashion. <i>Journalism, 20</i>(5), 642-650.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014058&pid=S2183-3575201900020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Clarke, D. (1995). Space, time, and media theory: an Illustration from the television-advertising nexus. <i>Environment and Planning D: Society and Space, 13</i>(5), 557-572.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014060&pid=S2183-3575201900020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Clarke, V. &amp; Braun, V. (2013). Teaching thematic analysis: overcoming challenges and developing strategies for effective learning. <i>The Psychologist, 26</i>(2), 120-123.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014062&pid=S2183-3575201900020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Coyne, S. M., Padilla-Walker, L. M., Fraser, A. M., Fellows, K. &amp; Day, R. D. (2014). &ldquo;Media time = family time&rdquo; : positive media use in families with adolescents. <i>Journal of Adolescent Research</i>, <i>29</i>(5), 663-688.</p>     <!-- ref --><p>Croteau, D. &amp; Hoynes, W. (2001). <i>The business of media: corporate media and the public interest</i>. California: Pine Forge Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014065&pid=S2183-3575201900020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dardenne, R. (2004). Journalism. In D. Herman, M. Jahn &amp; M-L. Ryan (Eds.), <i>Routledge encyclopedia of narrative theory</i> (pp. 267-269). Nova Iorque: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014067&pid=S2183-3575201900020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Deuse, M. &amp; Witschge, T. (2016). O que o jornalismo est&aacute; se tornando. <i>Par&aacute;grafo</i>, 4(2), 6-21. Retirado de <a href="http://revistaseletronicas.fiamfaam.br/" target="_blank">http://revistaseletronicas.fiamfaam.br</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014069&pid=S2183-3575201900020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dunn, A. (2005). Radio news and interviews. In H. Fulton, R. Huisman, J. Murphet &amp; A. Dunn (Eds.), <i>Narrative and media</i> (pp. 203-217)<i>.</i> Nova Iorque: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014070&pid=S2183-3575201900020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>&Eacute;vora, S. L. (2004). O segredo de justi&ccedil;a e a investiga&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica: a problem&aacute;tica dos direitos fundamentais na democracia portuguesa. Bocc - Biblioteca On-Line de Ci&ecirc;ncias Da Comunica&ccedil;&atilde;o. Retirado de <a href="http://www.bocc.ubi.pt/pag/evora-silvino-segredo-de-justica.pdf" target="_blank">http://www.bocc.ubi.pt/pag/evora-silvino-segredo-de-justica.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014072&pid=S2183-3575201900020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Ferin, I. (2015). Da &lsquo;democratiza&ccedil;&atilde;o&rsquo; da Europa: democracia, media e corrup&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. <i>Intercom: Revista Brasileira de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o</i>, <i>38</i> (1), 37-63. Retirado de <a href="http://www.scielo.br/pdf/interc/v38n1/1809-5844-interc-38-01-0037.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/interc/v38n1/1809-5844-interc-38-01-0037.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Ferin, I. (2017). Democracia e corrup&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica mediatizadas. In A. Moreira, E. Ara&uacute;jo, &amp; H. Sousa (Eds.), <i>Comunica&ccedil;&atilde;o e pol&iacute;tica: tempos, contextos e desafios</i> (pp. 65-90). Braga: Centro de Estudos de Comunica&ccedil;&atilde;o e Sociedade, Universidade do Minho (CECS).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014074&pid=S2183-3575201900020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fidalgo, J. &amp; Oliveira, M. (2005). Da justi&ccedil;a dos tribunais &agrave; barra da opini&atilde;o p&uacute;blica: as rela&ccedil;&otilde;es entre a Justi&ccedil;a e a Comunica&ccedil;&atilde;o Social. Braga: Universidade do Minho. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/1822/7438" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/7438</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014076&pid=S2183-3575201900020000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Figueiras, R. (2015). Anatomia do coment&aacute;rio: corrup&ccedil;&atilde;o, notici&aacute;rios e destinat&aacute;rios. <i>Media &amp; Jornalismo - Corrup&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, media e democracia, 14</i>(26), 111-132.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014077&pid=S2183-3575201900020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fulton, H. (2005). Print news as narrative. In H. Fulton, R. Huisman, J. Murphet &amp; A. Dunn (Eds.), <i>Narrative and media</i> (pp. 218-244)<i>.</i> Nova Iorque: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014079&pid=S2183-3575201900020000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Fulton, H., Huisman, R., Murphet, J. &amp; Dunn, A. (Eds.) (2005). <i>Narrative and media</i>. Nova Iorque: Cambridge University Press.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Genette, G. (1976). Fronteiras da narrativa. In R. Barthes, A. J. Greimas,C. Bremond, U. Eco, J. Gritti, V. Morin, C. Metz, G. Genette, <i>An&aacute;lise estrutural da narrativa</i> (pp. 255-274). Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014082&pid=S2183-3575201900020000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Genette, G. (1979/1996). <i>Discursos da narrativa</i>. Lisboa: Veja Universidade.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014084&pid=S2183-3575201900020000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Giglioli, P. P. (1996). Political corruption and the media: the tangentopoli affair. <i>International Social Science Journal, 48</i>, 381-394.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014086&pid=S2183-3575201900020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Greer, C. (2009). <i>Crime and media: a reader</i>. Londres: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014088&pid=S2183-3575201900020000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Guibentif, P., Vanda, G. &amp; Cheta, R. (2002). <i>Comunica&ccedil;&atilde;o social e representa&ccedil;&otilde;es do crime</i>. <i>Cadernos do CEJ</i>. Lisboa: Cadernos do CEJ.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014090&pid=S2183-3575201900020000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gurevitch, M., Coleman, S. &amp; Blumler, J. G. (2009). Political communication – old and new media relationships. <i>The ANNALS of the American Academy of Political and Social Science, 625</i>, 164-181.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014092&pid=S2183-3575201900020000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Herman, D. (2004). Toward a transmedia narrative. In M. L. Ryan (Ed.), <i>Narrative across media: the languages of storytelling</i> (pp. 47-75). Londres: University of Nebraska Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014094&pid=S2183-3575201900020000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jewkes, Y. (2004). The construction of crime news. <i>Media and crime</i> (pp. 35-62). Retirado de <a href="https://www.corwin.com/sites/default/files/upm-binaries/9600_019968ch02.pdf" target="_blank">https://www.corwin.com/sites/default/files/upm-binaries/9600_019968ch02.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014096&pid=S2183-3575201900020000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Louren&ccedil;o, A. P. (2013). Justi&ccedil;a e Comunica&ccedil;&atilde;o Social: entre a tens&atilde;o e a tenta&ccedil;&atilde;o rec&iacute;procas. <i>Jurismat, 2,</i> 217-254.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014097&pid=S2183-3575201900020000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jones, M. &amp; Ormrod, J. (Eds.) (2015). <i>Time travel in popular media: essays on film, television, literature and video games</i>. Jefferson: McFarland &amp; Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014099&pid=S2183-3575201900020000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jowett, L., Simmons, D. &amp; Robinson, K. L., (Eds.) (2016). <i>Time on television: narrative time, time travel and time travellers in popular television culture.</i> Londres: I.B.Tauris &amp; Co Ltd.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014101&pid=S2183-3575201900020000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Karstedt, S. (2002). Emotions and criminal justice. <i>Theoretical Criminology</i>, <i>6</i>. Retirado de <a href="http://tcr.sagepub.com/content/6/3/299.short" target="_blank">http://tcr.sagepub.com/content/6/3/299.short</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014103&pid=S2183-3575201900020000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kaun, A. (2014). Facebook time: technological and institutional affordances for media memories. <i>New Media &amp; Society, 16</i>, 1154-1168.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014104&pid=S2183-3575201900020000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kaun, A. (2015). Regimes of time: media practices of the dispossessed. <i>Time &amp; Society, 24</i>, 221-243.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014106&pid=S2183-3575201900020000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Keightley, E. (Ed.) (2012). <i>Time, media and modernity</i>. Reino Unido: Palgrave Macmillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014108&pid=S2183-3575201900020000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Keightley, E. &amp; Downey, J. (2017). The intermediate time of news consumption. <i>Journalism, 19,</i> 93-110.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014110&pid=S2183-3575201900020000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Leandro, L. F. (2012). <i>Crime, disse ela!: contributos para o estudo da noticiabilidade do crime …ou como nasce uma jornalista de justi&ccedil;a</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Universidade Fernando Pessoa, Brasil. Retirado de <a href="https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/2923/1/DM_10179.pdf" target="_blank">https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/2923/1/DM_10179.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Louren&ccedil;o, A. P. (2013). Justi&ccedil;a e comunica&ccedil;&atilde;o social: entre a tens&atilde;o e a tenta&ccedil;&atilde;o rec&iacute;procas. <i>Jurismat, 2</i>, 217-254.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014113&pid=S2183-3575201900020000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Luengo, &Oacute;. G. (2006). E-activism: new media and political participation in europe. <i>CONfines</i>, 59-71. Retirado <a href="http://www.scielo.org.mx/pdf/confines/v2n4/v2n4a4.pdf" target="_blank">de http://www.scielo.org.mx/pdf/confines/v2n4/v2n4a4.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014115&pid=S2183-3575201900020000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Luhmann, N. (1990). <i>Sociedad y sistema. La ambici&oacute;n de la teoria</i>. Universidade Autonoma de Marbelona: Paid&oacute;s.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014116&pid=S2183-3575201900020000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Luhmann, N. (2005). <i>A realidade dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o</i>. Paulus: S. Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014118&pid=S2183-3575201900020000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Machado, H. &amp; Santos, F. (2008). <i>Crime, drama e entretenimento. O caso Maddie e a meta-justi&ccedil;a popular na imprensa portuguesa</i>. Coimbra. Retirado de <a href="http://www.ces.uc.pt/publicacoes/oficina/ficheiros/310.pdf" target="_blank">http://www.ces.uc.pt/publicacoes/oficina/ficheiros/310.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014120&pid=S2183-3575201900020000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Machado, H. &amp; Santos, F. (2009). A moral da justi&ccedil;a e a moral dos media: julgamentos medi&aacute;ticos e dramas p&uacute;blicos. <i>Oficina Do CES</i>, <i>333</i>. Retirado de <a href="http://scholar.google.com/scholar?hl=en&amp;amp;btnG=Search&amp;amp;q=i" target="_blank">http://scholar.google.com/scholar?hl=en&amp;btnG=Search&amp;q=intitle:A+moral+da+justi&ccedil;a+e+a+moral+dos+media:+julgamentos+medi&aacute;ticos+e+dramas+p&uacute;blicos#0</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014121&pid=S2183-3575201900020000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Machado, H. &amp; Santos, F. (2010). <i>Justi&ccedil;a, ambientes medi&aacute;ticos e ordem social</i>. Famalic&atilde;o: H&uacute;mus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014122&pid=S2183-3575201900020000600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Machado, H. &amp; Santos, F. (2011a). Justi&ccedil;a, m&eacute;dia e cidadania. In H. Machado &amp; F. Santos, <i>Direito, justi&ccedil;a e m&eacute;dia. T&oacute;picos de Sociologia</i> (pp. 133-166). Porto: Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014124&pid=S2183-3575201900020000600049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Machado, H. &amp; Santos, F. (2011b). <i>Direito, justi&ccedil;a e m&eacute;dia. t&oacute;picos de sociologia.</i> Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014126&pid=S2183-3575201900020000600050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Maia, A. J. &amp; Borges, H. (2014). Prevenir e reprimir a corrup&ccedil;&atilde;o em Portugal – evolu&ccedil;&atilde;o do quadro legal. In I. Ferin &amp; E. Serrano (Eds.), <i>Cobertura jornal&iacute;stica da corrup&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica: sistemas pol&iacute;ticos, sistemas medi&aacute;ticos e enquadramentos legais</i> (pp.109-180). Lisboa: Aletheia Editores&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014128&pid=S2183-3575201900020000600051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Miguel, L. F. (2002). Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o e a pr&aacute;tica pol&iacute;tica. <i>Lua Nova.</i> Retirado de <a href="http://www.scielo.br/pdf/ln/n55-56/a07n5556.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/ln/n55-56/a07n5556.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014129&pid=S2183-3575201900020000600052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Moreira, A. (2015). &ldquo;Dou uma entrevista em leg&iacute;tima defesa&rdquo; : da pris&atilde;o para os ecr&atilde;s. <i>Comunica&ccedil;&atilde;o, Cultura e M&iacute;dia Sociais</i>. <i>XIV Congresso Internacional de Comunica&ccedil;&atilde;o Ibercom</i>. Universidade de S&atilde;o Paulo: Escola de Comunica&ccedil;&otilde;es e Artes (ECA).</p>     <!-- ref --><p>Moshe, M. (2011). Media time squeezing: the privatization of the media time sphere. <i>Television New Media, 13,</i> 68-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014131&pid=S2183-3575201900020000600054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Paix&atilde;o, B. (2014). A objetividade na cobertura do esc&acirc;ndalo pol&iacute;tico e os novos prop&oacute;sitos de uma subjetividade objetivante. In I. Ferin &amp; E. Serrano (Eds.), <i>Cobertura jornal&iacute;stica da corrup&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica: sistemas pol&iacute;ticos, sistemas medi&aacute;ticos e enquadramentos legais</i> (pp. 459-492). Lisboa: Aletheia Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014133&pid=S2183-3575201900020000600055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Paix&atilde;o, B. (2017). O que nos dizem os m&eacute;dia sobre os esc&acirc;ndalos pol&iacute;ticos – notas sobre a dura&ccedil;&atilde;o e o tempo. In A. Moreira, E. Ara&uacute;jo, &amp; H. Sousa (Eds.), <i>Comunica&ccedil;&atilde;o e pol&iacute;tica: tempos, contextos e desafios</i> (pp. 45-64). Braga: Centro de Estudos de Comunica&ccedil;&atilde;o e Sociedade (CECS), Universidade do Minho&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014135&pid=S2183-3575201900020000600056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pina, S. (2009). <i>Media e leis penais</i>. Lisboa: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014136&pid=S2183-3575201900020000600057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pereira, F. H. &amp; Adghirni, Z. L. (2011).O jornalismo em tempo de mudan&ccedil;as estruturais. <i>Intexto,</i> 1(24), 38-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014138&pid=S2183-3575201900020000600058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Prior, H. (2013). A comunica&ccedil;&atilde;o social e o discurso judici&aacute;rio. <i>Derecom</i>, 14,118-130.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014140&pid=S2183-3575201900020000600059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Prior, H., Guazina, L. &amp; Ara&uacute;jo, B. (2015). Corrup&ccedil;&atilde;o e esc&acirc;ndalo pol&iacute;tico: o enquadramento dos esc&acirc;ndalos Face Oculta e Mensal&atilde;o na imprensa portuguesa e brasileira.<i>Media &amp; Jornalismo, 14</i>(26), 167-185. <a href="http://dx.doi.org/10.14195/2183-5462_26_10" target="_blank">http://dx.doi.org/10.14195/2183-5462_26_10</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014142&pid=S2183-3575201900020000600060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Reisinger, D. S. (2007). <i>Crime and media in contemporary France</i>. EUA: Purdue University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014143&pid=S2183-3575201900020000600061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rieffel, R. (2003). <i>Sociologia dos media</i>. Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014145&pid=S2183-3575201900020000600062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Robinson, J. P., Barth, K. &amp; Kohut, A. (1997). Social impact research: personal computers, mass media, and use of time. <i>Social Science Computer Review, 15,</i> 65-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014147&pid=S2183-3575201900020000600063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rosenberg, H. &amp; Feldman, C. (2008). <i>No time to think: the menace of media speed and the 24-hour news cycle</i>. Continuum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014149&pid=S2183-3575201900020000600064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, B. de S. (2005). Os tribunais e as novas tecnologias de comunica&ccedil;&atilde;o e de informa&ccedil;&atilde;o. <i>Sociologias</i>, 7, 82-109. Retirado de <a href="http://www.boaventuradesousasantos.pt/media/Tribunais%20e%20novas%20tecnologias_Sociologias_2005(1).pdf" target="_blank">http://www.boaventuradesousasantos.pt/media/Tribunais%20e%20novas%20tecnologias_Sociologias_2005(1).pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014151&pid=S2183-3575201900020000600065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Santos, F. (2009). <i>Jornalistas e magistrados: perspectivas cruzadas nas rela&ccedil;&otilde;es entre media e justi&ccedil;a</i>. Tese de Mestrado, Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanidade, Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal.</p>     <!-- ref --><p>Sennet, R. (2006). <i>A cultura do novo capitalismo</i>. Rio de Janeiro: Record.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014153&pid=S2183-3575201900020000600067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Serrano, E. (2014). A corrup&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica vista atrav&eacute;s das redes sociais: metodologias para o estudo de conte&uacute;dos web. In I. Ferin &amp; E. Serrano (Eds.), <i>Cobertura jornal&iacute;stica da corrup&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica: sistemas pol&iacute;ticos, sistemas medi&aacute;ticos e enquadramentos legais</i> (pp. 493-522). Lisboa: Aletheia Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014155&pid=S2183-3575201900020000600068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sim&otilde;es, M., Barriga, A. &amp; Jer&oacute;nimo, N. (2011). Brave new world? Political participation and new media. <i>SOTICS 2011: The First International Conference on Social Eco-Informatics</i> (pp. 55-60). Retirado de <a href="http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/21154" target="_blank">http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/21154</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014157&pid=S2183-3575201900020000600069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sousa, L. de. (2011). <i>Corrup&ccedil;&atilde;o</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Francisco Manuel dos Santos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014158&pid=S2183-3575201900020000600070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sousa, L. &amp; Tri&atilde;es, J. (2007). Corrup&ccedil;&atilde;o e &eacute;tica em democracia: o caso de Portugal. <i>OberCom - Investiga&ccedil;&atilde;o E Saber Em Comunica&ccedil;&atilde;o</i>. Retirado de <a href="http://scholar.google.com/scholar?hl=en&amp;btnG=Search&amp;q=intitle:Corrup&ccedil;&atilde;o+e+&Eacute;tica+em+Democracia+:+O+Caso+de+Portugal#0" target="_blank">http://scholar.google.com/scholar?hl=en&amp;btnG=Search&amp;q=intitle:Corrup&ccedil;&atilde;o+e+&Eacute;tica+em+Democracia+:+O+Caso+de+Portugal#0</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014160&pid=S2183-3575201900020000600071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Todorov, T. (1976). As categorias da narrativa liter&aacute;ria. In R. Barthes, A. J. Greimas, C. Bremond, U. Eco, J. Gritti, V. Morin, C. Metz, G. Genette, <i>An&aacute;lise estrutural da narrativa</i> (pp. 209-254). Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014161&pid=S2183-3575201900020000600072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Yang, G. &amp; Clark, R. (2015). Social media and time. <i>Social Media + Society</i>, <i>1</i>(1), 1-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014163&pid=S2183-3575201900020000600073&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Young, K. (2004). Frame and boundary in the phenomenology of narrative. In M. L. Ryan (Ed.), <i>Narrative across media: the languages of storytelling</i> (pp. 77-107). Londres: University of Nebraska Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014165&pid=S2183-3575201900020000600074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Zhang, X. &amp; Ha, L. (2015). Time budget, news search time cost, and news media choice. <i>Time &amp; Society</i>, <i>24</i>, 201-220.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2014167&pid=S2183-3575201900020000600075&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nota biogr&aacute;fica</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ana Beatriz Moreira, licenciada e mestre em Sociologia, &eacute; candidata ao doutoramento em Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o na Universidade do Minho, Portugal. A sua tese discute as narrativas medi&aacute;ticas sobre a corrup&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica em Portugal e este trabalho &eacute; apoiado e financiado pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia (FCT). Os seus interesses de investiga&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m sido focados nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, na pol&iacute;tica, na justi&ccedil;a, no poder e na corrup&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Esteve na Universidade de Santiago de Compostela (Espanha) e na Universidade de S&atilde;o Paulo (Brasil), enquanto investigadora visitante.</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0002-2125-8022" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-2125-8022</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:abgmoreira@gmail.com">abgmoreira@gmail.com</a></p>     <p>Morada: Universidade do Minho, Instituo de Ci&ecirc;ncias Sociais, Departamento de Sociologia, 4710-057 Gualtar – Braga, Portugal</p>     <p>Em&iacute;lia Rodrigues Ara&uacute;jo &eacute; Professora Auxiliar no Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais, Departamento de Sociologia e investigadora no Centro de Estudos de Comunica&ccedil;&atilde;o e Sociedade. Tem participado em diversos projetos de investiga&ccedil;&atilde;o nas tem&aacute;ticas do tempo, cultura e mobilidades na ci&ecirc;ncia e na investiga&ccedil;&atilde;o. Participa em v&aacute;rias associa&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas, tendo diversas publica&ccedil;&otilde;es nacionais e internacionais sobre as tem&aacute;ticas mencionadas.</p>     <p>ORCID: <a href="http://orcid.org/0000-0003-3600-3310" target="_blank">http://orcid.org/0000-0003-3600-3310</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:emiliararaujo@gmaill.com">emiliararaujo@gmaill.com</a></p>     <p>Morada: Universidade do Minho, Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais, Departamento de Sociologia, 4710-057 Gualtar – Braga, Portugal</p>     <p>Helena Sousa &eacute; Professora Catedr&aacute;tica de Ci&ecirc;ncias da comunica&ccedil;&atilde;o. Ela foi presidente e vice-presidente (2004-2014) da se&ccedil;&atilde;o de economia pol&iacute;tica da IAMCR e vice-presidente do Conselho Cient&iacute;fico da Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de ci&ecirc;ncia (FCT) para ci&ecirc;ncias sociais e Humanidades. Atualmente &eacute; editora do European Journal of Communication, membro do Conselho Internacional da IAMCR e membro do grupo de investiga&ccedil;&atilde;o EuroMedia. Foi respons&aacute;vel e participou em v&aacute;rios projetos de investiga&ccedil;&atilde;o nacionais e internacionais e tem uma vasta experi&ecirc;ncia na orienta&ccedil;&atilde;o de doutroamentos (15 doutorados) e p&oacute;s-doutoramentos (seis conclu&iacute;dos). &Eacute; membro do Conselho de administra&ccedil;&atilde;o do do Centro de Estudos de Comunica&ccedil;&atilde;o e Sociedade e perita independente na &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o social no Concelho da Europa.</p>     <p>ORCID: <a href="orcid.org/0000-0002-8101-0010" target="_blank">orcid.org/0000-0002-8101-0010</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Email: <a href="mailto:helena@ics.uminho.pt">helena@ics.uminho.pt</a></p>     <p>Morada: Universidade do Minho, Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais, 4710-057 Gualtar – Braga, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>* Submetido: 10/9/2018</b></p>     <p><b>* Aceite: 25/05/2019</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><sup><a href="#top1" name="1">[1]</a></sup> Young (2004) descreve a conversa como um movimento &ldquo;back and forth&rdquo; da narrativa, sobre a dire&ccedil;&atilde;o do narrador, mas tamb&eacute;m com a iniciativa dos outros participantes (Young, 2004, p. 44).</p>      ]]></body><back>
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