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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Exercício de cidadania ativa e participação através dos média: um projeto comunitário focado em crianças do Pré-escolar e 1º Ciclo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The project “Educação para a cidadania digital e participação democrática” [Digital citizenship education for democratic participation], which began in 2015, currently involves around 200 kindergarten and primary school children, their families, teachers and other members of the Caneças educational community, a neighbourhood in Odivelas, Lisbon. The project's methodology is action research, its objective is to understand how a coordinated action by a school, families and the community, contributes to enabling three to nine-year-old children to become active digital citizens. This paper focuses on social participation activities of children through traditional and digital media and involves activities that include formal, non-formal and informal learning contexts. Results show that social participation of children through the media increased and gradually evolved from producing traditional media content (school newspaper) to producing digital content (video). They also evidence that action research methodology, adjusted to context and deriving from prior understanding of the context, is an adequate methodology for developing this type of project. However, its adequate implementation implies the support of the school board, researchers' support to the teachers and the involvement of journalists and/or other media professionals.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS TEM&Aacute;TICOS</b></p>     <p><b>Exerc&iacute;cio de cidadania ativa e participa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s dos m&eacute;dia: um projeto comunit&aacute;rio focado em crian&ccedil;as do Pr&eacute;-escolar e 1&ordm; Ciclo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Active citizenship and participation through the media: a community project focused on pre-school and primary school children</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> //     <p><b>V&iacute;tor Tom&eacute;*</b></p> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-7866-3678" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-7866-3678</a>     
<p></p>     <p><b>Paula Lopes**</b></p> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-1318-6866" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-1318-6866</a>     
<p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Bruno Reis***</b></p> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0001-6420-8781" target="_blank">https://orcid.org/0000-0001-6420-8781</a>     
<p></p>     <p><b>Carlos Pedro Dias****</b></p> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-6164-6222" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-6164-6222</a>     
<p></p> //     <p> //*Departamento de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, Universidade Aut&oacute;noma de Lisboa, Portugal, <a href="mailto:vitor@rvj.pt">vitor@rvj.pt</a>. //    <br>   //**Departamento de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, Universidade Aut&oacute;noma de Lisboa, Portugal, <a href="mailto:plopes@autonoma.pt">plopes@autonoma.pt</a>. //    <br>   //***Departamento de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, Universidade Aut&oacute;noma de Lisboa, Portugal, <a href="mailto:breis@autonoma.pt">breis@autonoma.pt</a>. //    <br>   //****Departamento de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, Universidade Aut&oacute;noma de Lisboa, Portugal, <a href="mailto:cpdias@autonoma.pt">cpdias@autonoma.pt</a>. //</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>O projeto &quot;Educa&ccedil;&atilde;o para a cidadania digital e participa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica&quot;envolveu cerca de 200 crian&ccedil;as de Pr&eacute;-escolar e 1&ordm; Ciclo, suas fam&iacute;lias, professoras e outros membros das comunidades escolar e educativa de Cane&ccedil;as, concelho de Odivelas, distrito de Lisboa. Assumindo como metodologia a investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o, teve como objetivo central compreender em que medida uma a&ccedil;&atilde;o concertada da escola, das fam&iacute;lias e da comunidade contribui para a prepara&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as, dos tr&ecirc;s aos nove anos, para o exerc&iacute;cio de uma cidadania digital ativa. Este artigo centra-se nas atividades de participa&ccedil;&atilde;o social das crian&ccedil;as, atrav&eacute;s dos m&eacute;dia, tradicionais e digitais, envolvendo atividades marcadas pela transversalidade entre os contextos de aprendizagem formais, n&atilde;o-formais e informais. Os resultados mostram que a participa&ccedil;&atilde;o social das crian&ccedil;as atrav&eacute;s dos m&eacute;dia aumentou, tendo evolu&iacute;do paulatinamente, da produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos de m&eacute;dia tradicionais (jornal escolar) para a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos digitais (v&iacute;deo). Revelam ainda que um modelo de investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o, efetivamente adaptado ao contexto e em fun&ccedil;&atilde;o da pr&eacute;via caracteriza&ccedil;&atilde;o deste, &eacute; uma metodologia adequada ao desenvolvimento deste tipo de projetos. Mas o adequado desenvolvimento implica ainda apoio da dire&ccedil;&atilde;o da escola, apoio sustentado dos investigadores aos docentes e o desej&aacute;vel envolvimento de jornalistas e/ou outros profissionais de m&eacute;dia.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: cidadania digital; crian&ccedil;as tr&ecirc;s-nove anos; investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o; jornal escolar; participa&ccedil;&atilde;o social.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The project &quot;Educa&ccedil;&atilde;o para a cidadania digital e participa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica&quot;[Digital citizenship education for democratic participation], which began in 2015, currently involves around 200 kindergarten and primary school children, their families, teachers and other members of the Cane&ccedil;as educational community, a neighbourhood in Odivelas, Lisbon. The project's methodology is action research, its objective is to understand how a coordinated action by a school, families and the community, contributes to enabling three to nine-year-old children to become active digital citizens. This paper focuses on social participation activities of children through traditional and digital media and involves activities that include formal, non-formal and informal learning contexts. Results show that social participation of children through the media increased and gradually evolved from producing traditional media content (school newspaper) to producing digital content (video). They also evidence that action research methodology, adjusted to context and deriving from prior understanding of the context, is an adequate methodology for developing this type of project. However, its adequate implementation implies the support of the school board, researchers' support to the teachers and the involvement of journalists and/or other media professionals.</p>     <p><b>Keywords</b>: action research; digital citizenship; school newspaper; social participation; three to nine-year-old children.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Preparar cidad&atilde;os num contexto de p&oacute;s-verdade</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O crescimento de fen&oacute;menos como a produ&ccedil;&atilde;o e propaga&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos falsos nas redes sociais online – em particular, as denominadas<i> fake news</i>, fundamento para a compreens&atilde;o de um novo tipo de desinforma&ccedil;&atilde;o na contemporaneidade (Bakir &amp; McStay, 2018; Comiss&atilde;o Europeia, 2018; Gelfert, 2018; Guess, Nyhan &amp; Reifler, 2018; Tandoc Lim &amp; Ling, 2018; Unesco, 2019) –, a normaliza&ccedil;&atilde;o do discurso do &oacute;dio (Soral, Bilewicz &amp; Winievski, 2018) e a desconfian&ccedil;a dos cidad&atilde;os em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; informa&ccedil;&atilde;o veiculada pelos m&eacute;dia (Reuters Institute, 2018) est&atilde;o a colocar em causa a cultura democr&aacute;tica e o di&aacute;logo intercultural (Conselho da Europa, 2018).</p>     <p>Estes fen&oacute;menos s&atilde;o potenciados por uma utiliza&ccedil;&atilde;o em larga escala, de tecnologia digital, muitas vezes sem as compet&ecirc;ncias para uma participa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica respons&aacute;vel e com efeitos positivos. Cresce tamb&eacute;m a percentagem de cidad&atilde;os com acesso &agrave; Internet, sobretudo atrav&eacute;s de dispositivos m&oacute;veis (em especial entre os jovens, que acedem cada vez mais cedo), sendo que as frequ&ecirc;ncias de uso continuam a aumentar anualmente (INE, 2016; OberCom, 2015; OCDE, 2017a) – ainda que seja evidente a exist&ecirc;ncia de fossos digitais (de acesso, geogr&aacute;ficos, etc.). A evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica tamb&eacute;m tem mostrado uma tend&ecirc;ncia para a emerg&ecirc;ncia de &quot;bolhas epist&eacute;micas&quot;e de &quot;c&acirc;maras de eco&quot;(Nguyen, 2018) com efeitos evidentes na desinforma&ccedil;&atilde;o. Essa emerg&ecirc;ncia, que tem por base a &quot;algoritmiza&ccedil;&atilde;o&quot;das prefer&ecirc;ncias dos utilizadores, coloca problemas ao n&iacute;vel da circula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o falsa – pela falta de compet&ecirc;ncias para a avaliar como tal: sustenta&ccedil;&atilde;o de expectativas, de (pre)conceitos e de cren&ccedil;as pr&eacute;-existentes, rejei&ccedil;&atilde;o ativa da diversidade e pluralidade de opini&otilde;es. </p>     <p>Numa &eacute;poca marcada por uma acentuada crise de confian&ccedil;a social e nas institui&ccedil;&otilde;es, descobre-se um terreno fecundo (embora pantanoso) para a propaga&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos falsos: redes sociais e <i>social messaging</i> sustentam novas formas de desinforma&ccedil;&atilde;o – informa&ccedil;&atilde;o &quot;pobre&quot;, distorcida, manifestamente subordinada a &quot;agendas&quot;e &quot;ag&ecirc;ncias&quot;e/ou intencionalmente falsa, com motiva&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, ideol&oacute;gicas, econ&oacute;micas, comerciais ou outras, e objetivos de deliberada manipula&ccedil;&atilde;o da opini&atilde;o p&uacute;blica – que afeta, em particular, quem n&atilde;o tem compet&ecirc;ncias medi&aacute;ticas e digitais, e quem n&atilde;o pode pagar por informa&ccedil;&atilde;o de qualidade (Unesco, 2019). Este terreno &eacute; tanto mais fecundo e pantanoso quanto mais os utilizadores tendam a confiar em opini&otilde;es formadas por grupos influentes, privilegiando conte&uacute;dos que confirmam as suas vis&otilde;es do mundo (Baldaci, Buono &amp; Grass, 2017), quando sabemos que os conte&uacute;dos falsos podem ser muito mais partilhados em redes sociais do que as &quot;est&oacute;rias&quot;jornal&iacute;sticas mais populares (Silverman, 2016) ou que muitas das pessoas que leem conte&uacute;dos falsos admitem que acreditam neles (Silverman &amp; Singer-Vine, 2016). Sublinhemos que, </p>     <blockquote>quando o jornalismo se torna um vetor de desinforma&ccedil;&atilde;o, isso reduz ainda mais a confian&ccedil;a p&uacute;blica e promove a vis&atilde;o c&iacute;nica de que n&atilde;o h&aacute; distin&ccedil;&atilde;o entre, de um lado, as narrativas dentro do jornalismo, e do outro, as narrativas de desinforma&ccedil;&atilde;o. (Unesco, 2019, p.19)</blockquote>     <p>Tal ocorre num contexto em que as media&ccedil;&otilde;es digitais amplificaram, nos seus m&uacute;ltiplos desdobramentos, possibilidades colaborativas sem precedentes (Hirsj&auml;rvi &amp; Tayie, 2011). As atividades participativas s&atilde;o as mais criativas em que um cidad&atilde;o pode envolver-se online, pelo que devem ser estimuladas (Middaugh, Clark &amp; Ballard, 2017). Mas a investiga&ccedil;&atilde;o mostra que essas atividades n&atilde;o valem por si, sendo necess&aacute;rio preparar os cidad&atilde;os, desde o ber&ccedil;o e ao longo da vida, para a &quot;cidadania global&quot;(Unesco, 2015), visando a &quot;compet&ecirc;ncia global&quot;(OCDE, 2016), a &quot;compet&ecirc;ncia digital&quot;(Vuorikari, Punie, Carretero &amp; Van den Brande, 2016), de forma a exercerem a cidadania digital, assim definida por Frau-Meigs, O'Neill, Soriani e Tom&eacute;: </p>     <blockquote>a capacidade de envolvimento positivo e competente com as tecnologias (criar, trabalhar, partilhar, socializar, investigar, jogar, jogar, comunicar e aprender); participar de forma ativa e respons&aacute;vel (valores, capacidades, atitudes, conhecimento e compreens&atilde;o cr&iacute;tica) em comunidades (local, nacional, global), a todos os n&iacute;veis (pol&iacute;tico, econ&oacute;mico, social, cultural e intercultural); estando envolvido num processo de aprendizagem ao longo da vida (em contexto formal, n&atilde;o-formal e informal); defendendo continuamente os Direitos Humanos e a dignidade humana. (2017, p.15)</blockquote>     <p>Atendendo a que as crian&ccedil;as come&ccedil;am a aceder a dispositivos digitais ainda antes de aprenderem a falar (Hooft Graafland, 2018; Jorge, Tom&eacute; &amp; Pacheco, 2018), aumentando a frequ&ecirc;ncia do uso e desenvolvendo pr&aacute;ticas cada vez mais complexas &agrave; medida que crescem (Chaudron, 2016; Marsh, 2014; Palaiologou, 2016; Ponte, Sim&otilde;es, Baptista &amp; Jorge, 2017; Sefton-Green, Marsh, Erstad &amp; Flewitt, 2016; Slot, 2018), &eacute; fundamental a prepara&ccedil;&atilde;o para a participa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica nos primeiros anos, quando as crian&ccedil;as come&ccedil;am a compreender valores, a desenvolver compet&ecirc;ncias em termos de atitudes, capacidades, conhecimentos e compreens&atilde;o cr&iacute;tica, que ser&atilde;o decisivas para a criatividade e para o empreendedorismo nas suas mais diversas ace&ccedil;&otilde;es (e.g. empresarial, social, pessoal), com efeitos positivos ao longo da vida (Ozanus, 2017; Patrinos, 2018).</p>     <p>A prepara&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as n&atilde;o &eacute; uma responsabilidade exclusiva da escola, mas sim da fam&iacute;lia e da comunidade, isto &eacute;, dos contextos de aprendizagem formal, n&atilde;o-formal e informal, pelo que &eacute; decisivo desenvolver projetos comunit&aacute;rios que contribuam para melhorar a forma&ccedil;&atilde;o dos docentes, envolver os pais na forma&ccedil;&atilde;o dos filhos, bem como inovar em termos curriculares (OCDE, 2017b). Os projetos devem integrar crian&ccedil;as do Pr&eacute;-escolar e do 1&ordm; Ciclo, contribuindo para assegurar continuidade curricular e pedag&oacute;gica entre eles, eliminando inconsist&ecirc;ncias no curr&iacute;culo e nos conte&uacute;dos pedag&oacute;gicos relativos &agrave; fase de transi&ccedil;&atilde;o entre esses ciclos (OCDE, 2017c). </p>     <p>Projetos centrados no exerc&iacute;cio de uma cidadania ativa e da participa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s dos m&eacute;dia devem ter em aten&ccedil;&atilde;o a abordagem multidimensional &agrave; desinforma&ccedil;&atilde;o sugerida pela Comiss&atilde;o Europeia (2018) e sustentada em cinco pilares: i) transpar&ecirc;ncia; ii) literacia medi&aacute;tica e digital; iii) empoderamento de cidad&atilde;os e jornalistas; iv) salvaguarda da diversidade e sustentabilidade do ecossistema medi&aacute;tico europeu; v) promo&ccedil;&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o). Devem ter presentes os desafios e modos de resist&ecirc;ncia propostos por D'Ancona (2017): exerc&iacute;cio de uma atitude cr&iacute;tica e dial&oacute;gica com a informa&ccedil;&atilde;o, desenvolvendo e mobilizando compet&ecirc;ncias/capacidades; planeamento e implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas, a&ccedil;&otilde;es e solu&ccedil;&otilde;es capazes de ajudar os cidad&atilde;os/consumidores na valida&ccedil;&atilde;o da natureza e confiabilidade dos conte&uacute;dos; incorpora&ccedil;&atilde;o, neste processo, de formas de comunica&ccedil;&atilde;o dotadas de narratividade capaz de apelar &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es. Estas s&atilde;o condi&ccedil;&otilde;es essenciais para efetivar a participa&ccedil;&atilde;o social.</p>     <p>O debate acad&eacute;mico acerca da participa&ccedil;&atilde;o infanto-juvenil est&aacute; em processo de consolida&ccedil;&atilde;o no seio das Ci&ecirc;ncias Sociais. A explica&ccedil;&atilde;o substantiva reside no facto que somente a partir dos anos 90 (do s&eacute;culo XX) se perspetivou a crian&ccedil;a como um cidad&atilde;o de plenos direitos com especificidades pr&oacute;prias e autonomia em rela&ccedil;&atilde;o aos adultos (Landsdown, 2005). At&eacute; ent&atilde;o, o conceito de inf&acirc;ncia estava fortemente relacionado com as conce&ccedil;&otilde;es hegem&oacute;nicas constru&iacute;das pela Sociologia e pelas Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o acerca do estudo das crian&ccedil;as como atores sociais. Em primeiro lugar, porque vigorou, at&eacute; aos anos 80 (do s&eacute;culo XX), uma sociologia da inf&acirc;ncia ancorada ao fen&oacute;meno educativo proposto por Durkheim. A sua proposta perspetivava um modelo educativo centrado na regula&ccedil;&atilde;o do Estado como modelador das diretrizes pedag&oacute;gicas, que deveriam atender aos valores dominantes de uma dada sociedade. A escola, como agente de socializa&ccedil;&atilde;o, produziria um v&iacute;nculo &agrave;s normas coletivas, contribuindo para a coes&atilde;o social. As leituras atendiam a uma l&oacute;gica normativa, institucionalizada e &quot;adulto-c&ecirc;ntrica&quot;acerca dos processos de socializa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as. Esta conce&ccedil;&atilde;o atribu&iacute;a um papel passivo &agrave;s crian&ccedil;as na forma como estas assimilavam as regras socializadoras dos adultos, sendo privilegiada uma leitura sociol&oacute;gica do papel desempenhado pelas institui&ccedil;&otilde;es escolares e pelas am&iacute;lias (Van Haecht, 1994).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>L&oacute;gica esta que se refor&ccedil;ou<sup><a href="#1" name="top1">[1]</a></sup> com a preponder&acirc;ncia da teoria cognitiva de Piaget ap&oacute;s a segunda Guerra Mundial, segundo a qual as crian&ccedil;as se v&atilde;o acomodando a distintos est&aacute;gios de desenvolvimento por via do seu processo de experi&ecirc;ncia do mundo. As vis&otilde;es mais cr&iacute;ticas enfatizam que a perspetiva de Piaget assenta numa obsessiva tipifica&ccedil;&atilde;o de est&aacute;dios de desenvolvimento, que simplifica e menoriza analiticamente o entendimento dos contextos culturais e escolares dos alunos estudados (Graue &amp; Walsh, 2003), pois considera que &quot;o desenvolvimento cognitivo-psicol&oacute;gico ocorre como resultado de um processo interno, sem levar em considera&ccedil;&atilde;o toda a gama de rela&ccedil;&otilde;es hist&oacute;rico-sociais presentes na forma&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos&quot;(Sart&oacute;rio, 2010, p. 225).</p>     <p>A passagem para um modelo interpretativo, que atende ao processo de socializa&ccedil;&atilde;o como din&acirc;mico/contextual, contribui decisivamente para uma outra abordagem do processo de aprendizagem das crian&ccedil;as, como um c&uacute;mulo de intera&ccedil;&otilde;es que carecia de renovadas estrat&eacute;gias metodol&oacute;gicas para a sua compreens&atilde;o (Boudon &amp; Bourricaud, 1982). A t&oacute;nica foi colocada na quest&atilde;o reflexiva das crian&ccedil;as que, a par da interioriza&ccedil;&atilde;o das regras, normas e procedimentos, produziam um entendimento pr&oacute;prio sobre esse processo, acabando essa conce&ccedil;&atilde;o por configurar uma leitura de cariz intersubjetivo (Bergman &amp; Luckman, 2010). Esta perspetiva construiu um caminho para um estudo da inf&acirc;ncia em que &quot;as crian&ccedil;as n&atilde;o se limitam a internalizar a sociedade e a cultura, mas contribuem ativamente para a produ&ccedil;&atilde;o e mudan&ccedil;a culturais&quot;(Corsaro, 2011, p. 32). </p>     <p>Esta conce&ccedil;&atilde;o foi sendo consolidada ativamente pelas propostas de trabalho da Unicef nos distintos projetos desenvolvidos com crian&ccedil;as (Unicef, 2003; Tom&aacute;s, 2007), onde o conceito de participa&ccedil;&atilde;o, pese ser amplo e difuso (Percy-Smith &amp; Thomas, 2010), se foi constituindo como um ponto de partida fundamental para o cumprimento dos direitos das crian&ccedil;as e da sua efetiva implica&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica (Gaventa, 2004). O texto de Hart, em resposta a uma solicita&ccedil;&atilde;o da Unicef, deu um contributo decisivo para o entendimento do que se estabelece como participa&ccedil;&atilde;o infantil, definindo-a como o </p>     <blockquote>processo de compartilhar decis&otilde;es que afetam a vida de algu&eacute;m e a vida da comunidade em que se vive. &Eacute; o meio pelo qual uma democracia &eacute; constru&iacute;da, sendo um padr&atilde;o pelo qual as democracias devem ser medidas. A participa&ccedil;&atilde;o &eacute; o direito fundamental da cidadania. (1992, p. 5)</blockquote>     <p>Partindo da sua an&aacute;lise de processos participativos de crian&ccedil;as, prop&otilde;e um modelo gradativo de oito etapas, onde estabelece distintos n&iacute;veis de implica&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s atividades sugeridas por adultos. Para discutir que crit&eacute;rios estabelecem uma real participa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as nos projetos, adaptou a &quot;escada da participa&ccedil;&atilde;o&quot;de Arnstein (1969) e concluiu que uma implica&ccedil;&atilde;o plena se configura num processo iniciado pelas crian&ccedil;as no qual partilham as decis&otilde;es com os adultos.</p>     <p>A proposta<sup><a href="#2" name="top2">[2]</a></sup> abriu um debate alargado acerca do papel da escola para a constru&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica (Bae, 2009) e, por conseguinte, interpelou o papel que ocupam os m&eacute;dia na constru&ccedil;&atilde;o das culturas juvenis, fortemente atravessadas no seu quotidiano por sociabilidades em rede (Amaral, Carri&ccedil;o Reis, Lopes &amp; Quintas, 2017). Esta compreens&atilde;o da centralidade dos m&eacute;dia nas pr&aacute;ticas juvenis vem ganhando preponder&acirc;ncia sociol&oacute;gica desde os anos 70, momento em que os m&eacute;dia passam a ocupar um papel destacado nas aprendizagens juvenis, come&ccedil;ando a ser equacionados como agentes de socializa&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria (Lee, Shah &amp; Mcleod, 2012). A temporalidade infanto-juvenil &eacute; entendida a partir de um novo quadro de complexidade, em que os atores juvenis passam a ser problematizados a partir de processos de aprendizagem, menos un&iacute;vocos e formais, decorrente da dilui&ccedil;&atilde;o do papel dos agentes cl&aacute;ssicos de socializa&ccedil;&atilde;o (fam&iacute;lia, escola e religi&atilde;o v&atilde;o paulatinamente perdendo protagonismo em detrimento dos grupos de pares mediados pelas ferramentas digitais). Tal conce&ccedil;&atilde;o prop&otilde;e interpreta&ccedil;&otilde;es assentes em l&oacute;gicas que equacionam um sentido de interdepend&ecirc;ncia din&acirc;mica, entre indiv&iacute;duo e meio, propondo um processo de &quot;acomoda&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua&quot;(Bronfenbrenner, 1993). Esta proposta da ecologia do desenvolvimento humano avalia o papel do contexto como central para a configura&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es e intera&ccedil;&otilde;es dos atores sociais. Os jovens usam as tecnologias e as redes como ferramentas expressivas e participativas de organiza&ccedil;&atilde;o social e mobiliza&ccedil;&atilde;o (Bird &amp; Rahfaldt, 2011), refor&ccedil;ando cada vez mais a perce&ccedil;&atilde;o que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o poderosos agentes de socializa&ccedil;&atilde;o infanto-juvenis, determinantes para a forma como veem o mundo (Giddens, 1994; Kellner, 2001; Thompson, 1995) e agem civicamente (Carri&ccedil;o Reis, 2009; Torney-Purta, 2002). Contudo, um n&uacute;mero significativo de crian&ccedil;as e jovens fazem um uso limitado dos recursos digitais, estando expostos &agrave; desinforma&ccedil;&atilde;o e a um elevado n&uacute;mero de riscos (Livingstone, 2008)<sup><a href="#3" name="top3">[3]</a></sup>. Importa por isso discutir de forma mais atenta o conceito de nativos digitais,</p>     <blockquote>que assume um padr&atilde;o de uma socializa&ccedil;&atilde;o digital constru&iacute;da desde o ber&ccedil;o, atrav&eacute;s da media&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica que capacita os jovens a aproveitar o potencial dos recursos digitais, incluindo a conscientiza&ccedil;&atilde;o acerca dos riscos inerentes ao seu uso. Estudos emp&iacute;ricos negam estas perce&ccedil;&otilde;es e ampliam a necessidade de projetos de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que possam contribuir para reduzir riscos e ampliar o uso de ferramentas digitais, por exemplo, como instrumentos de participa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica. (Rivera Magos &amp; Carri&ccedil;o Reis, 2019, p. 158)</blockquote>     <p>Tendo em conta estes pressupostos, avan&ccedil;&aacute;mos com o projeto &quot;Educa&ccedil;&atilde;o para a cidadania digital e participa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica&quot;(2016-2018), em Cane&ccedil;as, Odivelas, norte de Lisboa, o qual visou mobilizar a escola, as fam&iacute;lias e a comunidade na prepara&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as, dos tr&ecirc;s aos nove anos, para o exerc&iacute;cio de uma cidadania ativa e participativa, tendo seguido a investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o como metodologia central.</p>     <p><b>Abordagem metodol&oacute;gica</b></p>     <p>O trabalho consistiu numa investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o, na rela&ccedil;&atilde;o direta com um projeto de interven&ccedil;&atilde;o escolar e comunit&aacute;ria que visou desenvolver compet&ecirc;ncias de participa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica em crian&ccedil;as residentes em ambientes populares. Como referem Melo, Filho &amp; Chaves,</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>a pesquisa-a&ccedil;&atilde;o &eacute;, na verdade, uma interven&ccedil;&atilde;o social que n&atilde;o se limita apenas em descrever e teorizar sobre um problema social do cotidiano real das pessoas, mas em resolv&ecirc;-lo, efetivamente, enquanto uma pr&aacute;tica-teoria que transforma a realidade e contribui para a supera&ccedil;&atilde;o de uma situa&ccedil;&atilde;o-problema. (2016, p. 159)</blockquote>     <p>O diagn&oacute;stico inicial visava perceber a auto perce&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s no&ccedil;&otilde;es de cidadania e de implica&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica, ajudando-nos igualmente a aferir os contributos dos agentes escolares e familiares para o processo participativo. Este mapeamento permitia perceber potencialidades/constrangimentos para a a&ccedil;&atilde;o e abrir um espa&ccedil;o dial&oacute;gico para se pensarem conjuntamente atividades que fariam sentido &agrave;s crian&ccedil;as. O processo de sinergias, mediado pelos investigadores, visava contribuir para uma sintonia colaborativa entre todos os agentes implicados na forma&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica dos alunos, pois &quot;a constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento pela crian&ccedil;a necessita de um contexto social e pedag&oacute;gico que sustente, promova, facilite e celebre a participa&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, de um contexto que participe na constru&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o&quot;(Oliveira-Formosinho, 2011, p. 27). </p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o permite a implementa&ccedil;&atilde;o de um conjunto de pr&aacute;ticas de engajamento c&iacute;vico das crian&ccedil;as, que no final do projeto s&atilde;o avaliadas no que tange aos resultados obtidos (Lewin, 1965). Nesta l&oacute;gica avaliativa seria necess&aacute;rio perceber em simult&acirc;neo como as a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas retroalimentavam as intera&ccedil;&otilde;es das crian&ccedil;as com o seu contexto familiar e escolar. &quot;&Eacute; particularmente importante a ideia de que as crian&ccedil;as contribuem com duas culturas (a das crian&ccedil;as e a dos adultos) simultaneamente&quot;(Corsaro, 2011, p. 95). </p>     <p>A operacionaliza&ccedil;&atilde;o do projeto visou estimular civicamente as crian&ccedil;as, utilizando as mais-valias associadas &agrave;s estrat&eacute;gias de literacia medi&aacute;tica (Alon-Tirosh &amp; Lemish, 2014; Bird &amp; Rahfaldt, 2011). Oper&aacute;mos como mediadores de uma din&acirc;mica cooperativa (Cunningham, 1993), trabalhando nos contextos de escola/fam&iacute;lia. No processo reflexivo, percebemos como as crian&ccedil;as foram desenvolvendo uma consci&ecirc;ncia coletiva do processo participativo, que lhes sugeria uma liga&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria &agrave; comunidade por via da realiza&ccedil;&atilde;o do jornal escolar que procurava desafiar o seu entorno de proximidade para uma ativa implica&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica.</p>     <p>Detalhamos agora os moldes do projeto e a estrat&eacute;gia de investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>Investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o adaptada ao contexto</b></p>     <p>O projeto teve como quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o: &quot;em que medida uma abordagem integrada, envolvendo o contexto escolar, o familiar e o comunit&aacute;rio, prepara crian&ccedil;as dos 3 aos 9 anos para o exerc&iacute;cio de uma cidadania digital ativa e eficaz?&quot;. Seguiu o modelo proposto por Sefton-Green et al. (2016), apresentado na <a href="#f1">Figura 1</a>, segundo o qual, para exercer uma cidadania ativa, atrav&eacute;s dos m&eacute;dia, a crian&ccedil;a deve mobilizar tr&ecirc;s &aacute;reas que se entrecruzam e interrelacionam: a operacional (ler, escrever e interpretar mensagens que circulam nos m&eacute;dia), a cr&iacute;tica (interagir criticamente com os textos e produtos digitais) e a cultural (interpretar e agir em contextos sociais e culturais espec&iacute;ficos).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v36/v36a06f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando interage com e atrav&eacute;s dos m&eacute;dia, opera essas tr&ecirc;s &aacute;reas e toma decis&otilde;es a quatro n&iacute;veis: design (se a mensagem &eacute; multimodal, ou n&atilde;o); produ&ccedil;&atilde;o (como cria o texto); distribui&ccedil;&atilde;o (quais s&atilde;o os canais que escolhe) e implementa&ccedil;&atilde;o (imagina como &eacute; que os recetores interpretar&atilde;o a mensagem, em fun&ccedil;&atilde;o do <i>background</i>).</p>     <p>Todos estes processos t&ecirc;m lugar em contextos no seio de enquadramentos que influem nas pr&aacute;ticas de literacia digital das crian&ccedil;as, nomeadamente: o micro (a pr&oacute;pria crian&ccedil;a), o meso (contextos formal e informal de aprendizagem, fam&iacute;lia, amigos e comunidade local) e o macro (a sociedade como um todo, o Estado-na&ccedil;&atilde;o).</p>     <p>O projeto visou compreender usos e pr&aacute;ticas de crian&ccedil;as com os m&eacute;dia, os efeitos dessas pr&aacute;ticas na aprendizagem, na literacia que desenvolvem, na forma como compreendem o mundo, nas rela&ccedil;&otilde;es sociais e participa&ccedil;&atilde;o social, bem como as implica&ccedil;&otilde;es que o uso de equipamentos digitais tem na sua educa&ccedil;&atilde;o global (Sefton-Green et al.<i>,</i> 2016). Este artigo centra-se, por&eacute;m, nas atividades de participa&ccedil;&atilde;o social desenvolvidas no &acirc;mbito do projeto, envolvendo as crian&ccedil;as nos contextos familiar, escolar e comunit&aacute;rio.</p>     <p><b>Procedimento</b></p>     <p>Entre mar&ccedil;o e dezembro de 2015, organiz&aacute;mos e acredit&aacute;mos, junto do Conselho Cient&iacute;fico-Pedag&oacute;gico da Forma&ccedil;&atilde;o Cont&iacute;nua, uma a&ccedil;&atilde;o de forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua de professores em Cidadania Digital e Participa&ccedil;&atilde;o Democr&aacute;tica. Produzimos instrumentos de recolha de dados e apresent&aacute;mos o projeto &agrave;s escolas de Odivelas, em articula&ccedil;&atilde;o com a C&acirc;mara Municipal. Entre janeiro e fevereiro de 2016, ministr&aacute;mos a a&ccedil;&atilde;o de forma&ccedil;&atilde;o, que visou preparar docentes para a organiza&ccedil;&atilde;o e concretiza&ccedil;&atilde;o de atividades de participa&ccedil;&atilde;o social atrav&eacute;s dos m&eacute;dia, envolvendo alunos, suas fam&iacute;lias e outros agentes da comunidade. No final, oito professoras de uma escola de Cane&ccedil;as, frequentada por cerca de 200 alunos do Pr&eacute;-escolar e 1&ordm; Ciclo, aceitaram integrar um projeto de interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, pelo que inici&aacute;mos a caracteriza&ccedil;&atilde;o do contexto para definir a estrat&eacute;gia de interven&ccedil;&atilde;o. A caracteriza&ccedil;&atilde;o do contexto foi realizada a partir de: i) um question&aacute;rio aplicado a 24 das 25 professoras que frequentaram a forma&ccedil;&atilde;o (10 do Pr&eacute;-escolar e 15 do 1&ordm; Ciclo), centrado nos usos e pr&aacute;ticas com m&eacute;dia digitais, perce&ccedil;&otilde;es de uso pelos alunos, perce&ccedil;&otilde;es de aprendizagem, riscos e oportunidades; ii) um question&aacute;rio aplicado a 38 encarregados de educa&ccedil;&atilde;o (de ora em diante referidos por E.E.)<sup><a href="#4" name="top4">[4]</a></sup>, centrado no uso e pr&aacute;ticas de m&eacute;dia digitais, perce&ccedil;&otilde;es de uso pelas crian&ccedil;as, de riscos e de oportunidades, de aprendizagem e sobre media&ccedil;&atilde;o parental; iii) um gui&atilde;o de entrevista (adaptado de Chaudron, 2015) aplicado a 38 crian&ccedil;as (22 com idades entre quatro e seis anos e 16 com idades entre os sete e os 10) e organizado em tr&ecirc;s partes: quebra-gelo; dados pessoais; usos de m&eacute;dia e pr&aacute;ticas ali desenvolvidas, observa&ccedil;&atilde;o desse uso sempre que poss&iacute;vel, capacidades evidenciadas, media&ccedil;&atilde;o parental e regras da fam&iacute;lia; iv) notas de campo resultantes de visitas &agrave; escola e de diferentes contactos com a comunidade (e.g. assistentes operacionais, psic&oacute;loga escolar, enfermeira escolar). Os dados recolhidos foram tratados com o programa Statistical Package for Social Sciences (quantitativos) e com o Atlas.ti (qualitativos).</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Os E.E. e as docentes estavam mais centrados nos riscos que nas oportunidades que os m&eacute;dia digitais ofereciam &agrave;s crian&ccedil;as. Esta preocupa&ccedil;&atilde;o era generalizada, independentemente do n&iacute;vel socioecon&oacute;mico e da constitui&ccedil;&atilde;o do agregado familiar, nos quais se verificavam grandes diferen&ccedil;as. Em termos do rendimento m&eacute;dio l&iacute;quido mensal do agregado familiar: quatro fam&iacute;lias tinham um rendimento inferior a 600 euros, oito at&eacute; mil euros, 10 entre mil e 1.500, sete entre 1.501 e 2.000. S&oacute; seis tinham rendimentos de 2.001 ou mais euros. Tr&ecirc;s preferiram n&atilde;o responder. Ao n&iacute;vel do agregado familiar, seis crian&ccedil;as viviam apenas com a m&atilde;e, oito filhos &uacute;nicos vivam com ambos os pais, enquanto os restantes viviam com os pais e com, pelo menos, um irm&atilde;o. Estas diferen&ccedil;as ajudam a compreender os resultados de caracteriza&ccedil;&atilde;o do contexto, que agora resumimos:</p>     <p>Professoras</p>     <blockquote>todas usavam internet, televis&atilde;o e r&aacute;dio, com frequ&ecirc;ncias similares, e apenas duas n&atilde;o tinham um perfil em redes sociais. Jornais e revistas eram referidos, mas o seu uso era espor&aacute;dico:</blockquote>     <blockquote>s&oacute; oito em 24 declararam aceder &agrave; internet atrav&eacute;s de smartphone, sendo o acesso privilegiado o computador port&aacute;til;</blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>todas consideraram que os m&eacute;dia digitais t&ecirc;m potencial pedag&oacute;gico, mas o seu uso na sala de aula era raro ou meramente funcional (o telem&oacute;vel era sobretudo usado para fazer fotografias). E se 11 das 14 professoras de 1&ordm; Ciclo admitiram usar o computador na sala de aula, ainda que de forma espor&aacute;dica e sendo elas a manusear o equipamento e n&atilde;o os alunos, apenas uma docente de Pr&eacute;-escolar admitiu faz&ecirc;-lo. Entre as raz&otilde;es para o reduzido uso, apontavam falta de meios e de apoio t&eacute;cnico.</blockquote>     <p>Encarregados de Educa&ccedil;&atilde;o (E.E.)</p>     <blockquote>todos eram utilizadores de internet, televis&atilde;o e r&aacute;dio, com frequ&ecirc;ncias similares, sendo que apenas oito n&atilde;o usavam redes sociais. Jornais e revistas foram pouco referidos e o seu uso era espor&aacute;dico;</blockquote>     <blockquote>foram os que mais declaravam aceder &agrave; internet atrav&eacute;s de smartphone (tr&ecirc;s em cada quatro), sendo o acesso privilegiado o computador port&aacute;til;</blockquote>     <blockquote>na sua &oacute;tica, as crian&ccedil;as aprenderam a usar m&eacute;dia digitais com a m&atilde;e (26) e/ou com o pai (20), com outros familiares (12) ou amigos (duas). Apenas um referiu que o filho aprendeu na escola e nove afirmaram que a crian&ccedil;a aprendera sozinha, o que &eacute; coerente com uma aprendizagem que passa por replicar pr&aacute;ticas de adultos, por tentativa-erro, ou aprendendo com os tutoriais interativos dos jogos (Edwards e al., 2016);</blockquote>     <blockquote>todos declararam ver televis&atilde;o com os filhos e 34 referiram ir ao cinema com eles (30 ao fim de semana), mas apenas 16 liam livros e s&oacute; 15 liam jornais ou revistas em conjunto com as crian&ccedil;as;</blockquote>     <blockquote>a media&ccedil;&atilde;o parental era menor no caso do uso dos m&eacute;dia digitais m&oacute;veis. Se 31 afirmavam fazer pesquisas online em conjunto com as crian&ccedil;as (26 s&oacute; aos fins-de-semana) apenas 14 jogavam jogos v&iacute;deo com os filhos (13 s&oacute; aos fins de semana). As pr&aacute;ticas de media&ccedil;&atilde;o parental, tendo em conta a perce&ccedil;&atilde;o dos pais, alternavam entre a media&ccedil;&atilde;o restritiva (implica limita&ccedil;&otilde;es de uso) e a media&ccedil;&atilde;o ativa (implica debate com as crian&ccedil;as), sendo referida a media&ccedil;&atilde;o de uso conjunto (implica o uso em conjunto, entre pais e filhos). N&atilde;o &eacute;, por&eacute;m, de excluir a aus&ecirc;ncia de media&ccedil;&atilde;o em alguns casos ou a media&ccedil;&atilde;o distanciada (uso de m&eacute;dia enquanto <i>baby-sitter</i>). Mas n&atilde;o encontramos evid&ecirc;ncias claras de media&ccedil;&atilde;o por aprendizagem participativa, na qual pais e filhos debatem acerca do uso, aprendem em conjunto e definem estrat&eacute;gias (Zaman, Nouwen, Vanattenhoven, de Ferrerre &amp; Van Looy, 2016).</blockquote>     <p>Crian&ccedil;as</p>     <blockquote>todas viam televis&atilde;o (36 todos os dias) e utilizavam o YouTube, embora com frequ&ecirc;ncias diferentes. Seguiam-se os jogos digitais (s&oacute; tr&ecirc;s n&atilde;o jogavam), a internet em geral (cinco n&atilde;o tinham acesso em casa). M&eacute;dia impressos, redes sociais online e os blogues estavam fora do seu quotidiano;</blockquote>     <blockquote>18 em 38 acediam &agrave; internet atrav&eacute;s de smartphone. O tablet era o mais popular (33 de 38), sendo a consola referida por 17 crian&ccedil;as;</blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>o seu tempo de uso dos equipamentos digitais aumentava ao fim de semana. Se entre segunda e sexta-feira, tr&ecirc;s crian&ccedil;as n&atilde;o os usavam e 19 s&oacute; o faziam at&eacute; uma hora por dia, ao fim de semana todos usavam e s&oacute; 12 o faziam at&eacute; uma hora, sendo mais referidos per&iacute;odos de uso maiores, como de duas a quatro horas (10 contra 4 crian&ccedil;as) e at&eacute; de mais de quatro horas (sete contra uma).</blockquote>     <p>Professoras e pais raramente conversavam acerca dos usos e pr&aacute;ticas de m&eacute;dia das crian&ccedil;as. Quando o faziam, os m&eacute;dia eram quase sempre referidos negativamente (demasiado tempo de uso, adi&ccedil;&atilde;o jogos v&iacute;deo, perigos da internet). E se 33 dos 38 E.E. inquiridos admitiam falar com os educandos acerca de m&eacute;dia, os temas mais comuns dessas conversas centravam-se nos limites &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o nos riscos que poderiam decorrer do seu uso. Portanto, embora o uso de m&eacute;dia digitais fosse elevado e frequente entre adultos e crian&ccedil;as, existia uma preocupa&ccedil;&atilde;o excessiva com os riscos, descurando as potencialidades, nomeadamente em termos de participa&ccedil;&atilde;o social. </p>     <p><b>Plano de interven&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Em fun&ccedil;&atilde;o do contexto, marcado pela falta de recursos tecnol&oacute;gicos, pela exist&ecirc;ncia de fossos digitais (cinco fam&iacute;lias n&atilde;o tinham acesso &agrave; internet em casa) e pela aus&ecirc;ncia de di&aacute;logo e reflex&atilde;o, entre pais, professoras e crian&ccedil;as, acerca de usos e pr&aacute;ticas medi&aacute;ticas, organiz&aacute;mos um plano de interven&ccedil;&atilde;o que visou potenciar a an&aacute;lise cr&iacute;tica e a produ&ccedil;&atilde;o reflexiva e criativa de mensagens m&eacute;dia, a participa&ccedil;&atilde;o e a interven&ccedil;&atilde;o social das crian&ccedil;as.</p>     <p>Em setembro de 2016, na reuni&atilde;o entre professoras e investigadores, foi decidida a cria&ccedil;&atilde;o de um jornal escolar impresso, que tinha quatro objetivos centrais: i) refor&ccedil;ar a liga&ccedil;&atilde;o entre a escola, as fam&iacute;lias e a comunidade; ii) garantir &agrave;s crian&ccedil;as a oportunidade de expressarem as suas opini&otilde;es atrav&eacute;s dos m&eacute;dia; iii) refor&ccedil;ar o sentido cr&iacute;tico em rela&ccedil;&atilde;o aos m&eacute;dia e a problemas sociais; iv) promover a democracia na escola e na comunidade.</p>     <p>Ciente da contradi&ccedil;&atilde;o de um projeto de educa&ccedil;&atilde;o para a cidadania digital ter como base um meio de comunica&ccedil;&atilde;o impresso, a equipa do projeto decidiu avan&ccedil;ar, pois essa foi a forma de fazer face &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es do contexto. Avan&ccedil;ou tamb&eacute;m o processo de sele&ccedil;&atilde;o do nome e do log&oacute;tipo do jornal, com a abertura de um concurso de ideias aberto a todos os alunos. Venceu o t&iacute;tulo <i>O Cusco</i>. O projeto gr&aacute;fico foi oferecido por uma empresa. A impress&atilde;o (250 exemplares) ficaria a cargo da C&acirc;mara de Odivelas. </p>     <p>Para o primeiro n&uacute;mero, al&eacute;m das not&iacute;cias das atividades da escola, alunos e professoras prepararam diferentes gui&otilde;es de entrevistas sobre o tema &quot;Ser cidad&atilde;o digital&quot;. Os alunos do Pr&eacute;-escolar perguntaram a pais e a av&oacute;s quais eram os brinquedos e as brincadeiras deles, quando eram crian&ccedil;as. As crian&ccedil;as do 1&ordm; e 2&ordm; Anos perguntaram como eram os meios de comunica&ccedil;&atilde;o quando pais e av&oacute;s eram crian&ccedil;as. As de 3&ordm; e 4&ordm; Anos organizaram debates sobre a evolu&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;dia, tendo um deles ficado marcado pela pergunta: &quot;como era a internet antigamente, professora?&quot;. Esta atividade, de car&aacute;cter intergeracional, contribuiu para uma melhor compreens&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;dia, dos brinquedos e das brincadeiras das crian&ccedil;as. Proporcionou o di&aacute;logo e a reflex&atilde;o na escola, na fam&iacute;lia e na comunidade. Houve, portanto, participa&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o social por parte das crian&ccedil;as, sobretudo ap&oacute;s a publica&ccedil;&atilde;o do primeiro n&uacute;mero.</p>     <p>A prepara&ccedil;&atilde;o de cada edi&ccedil;&atilde;o foi sempre participada por todas as professoras. A coordenadora da escola centralizava a informa&ccedil;&atilde;o e articulava com a pagina&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s a primeira vers&atilde;o da pagina&ccedil;&atilde;o, a edi&ccedil;&atilde;o era analisada pela equipa, sendo propostas as altera&ccedil;&otilde;es a fazer, seguindo depois para impress&atilde;o. A distribui&ccedil;&atilde;o, primeiro na escola e nas fam&iacute;lias e, a partir do segundo n&uacute;mero, na comunidade educativa, ocorria no final de cada per&iacute;odo.</p>     <p>O projeto terminou, oficialmente, em fevereiro de 2018, mas as professoras continuaram a produzir conte&uacute;dos para o jornal escolar e a publica&ccedil;&atilde;o continuou, com edi&ccedil;&otilde;es em mar&ccedil;o e junho. Neste artigo apresentamos um conjunto de atividades de participa&ccedil;&atilde;o social que foram alvo de publica&ccedil;&atilde;o no jornal escolar. </p>     <p><b>Atividades de participa&ccedil;&atilde;o social </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Devido a v&aacute;rias situa&ccedil;&otilde;es de indisciplina e viol&ecirc;ncia na escola, as professoras decidiram abordar esta quest&atilde;o na segunda edi&ccedil;&atilde;o do jornal <i>O Cusco</i>, pelo que os alunos do quarto ano responderam a um question&aacute;rio, o qual convidava a assumirem uma de quatro posi&ccedil;&otilde;es relativamente a nove situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia entre crian&ccedil;as (Flowers, 2007, pp. 85-88). Solicitaram depois que os pais tamb&eacute;m respondessem. A equipa adaptou o question&aacute;rio e os pais responderam. Os dados foram tratados e discutidos com os alunos, os quais produziram um texto para o jornal, a juntar ao texto que a equipa do projeto preparou, a partir dos dados recolhidos, bem como a um texto escrito pela psic&oacute;loga escolar. As crian&ccedil;as manifestaram as suas opini&otilde;es relativamente ao <i>bullying</i> e outras viol&ecirc;ncias, em perspetiva com as dos adultos. Houve, portanto, uma participa&ccedil;&atilde;o efetiva, uma interven&ccedil;&atilde;o social na escola, na fam&iacute;lia e na comunidade educativa, pois o jornal come&ccedil;ava a ser distribu&iacute;do, pelas professoras, nas outras escolas do agrupamento, em servi&ccedil;os p&uacute;blicos e em alguns locais mais movimentadas de Cane&ccedil;as.</p>     <p>Em mar&ccedil;o de 2017, as crian&ccedil;as do Pr&eacute;-escolar debateram os direitos e os direitos da crian&ccedil;a. Uma das educadoras levou um coelho para a escola, numa caixa de madeira, tendo dito &agrave;s crian&ccedil;as que imaginassem quais seriam as necessidades do animal, que estava sozinho no mundo. As crian&ccedil;as deram um nome ao coelho, tendo sido &quot;Pantufa&quot;o nome mais votado, e foram referindo todas as necessidades, desde uma casa, uma fam&iacute;lia, alimenta&ccedil;&atilde;o. De seguida foram convidados a imaginar uma situa&ccedil;&atilde;o na qual, em vez do coelho, estaria uma crian&ccedil;a. A atividade permitiu, atrav&eacute;s do desenho, frisar que que o interesse das crian&ccedil;as vem antes do interesse dos adultos (Artigo 3&ordm;), que o seu direito &agrave; vida &eacute; inalien&aacute;vel (Artigo 6&ordm;), tal como o direito de expressarem as suas opini&otilde;es e, mais, que essas opini&otilde;es t&ecirc;m de ser consideradas em qualquer assunto que lhes diga respeito (Artigo 12&ordm;). Algo que foi refor&ccedil;ado junto dos adultos, atrav&eacute;s do jornal escolar.</p>     <p>&quot;Os Castelos de Portugal&quot;foi o tema que levou os alunos do 4&ordm; Ano a constru&iacute;rem r&eacute;plicas de castelos portugueses, com recurso a materiais destinados &agrave; reciclagem. Decidiram mostr&aacute;-los, depois, &agrave; comunidade pelo que organizaram uma exposi&ccedil;&atilde;o na biblioteca, criaram resumos da hist&oacute;ria de cada castelo, fizeram convites, em papel e online e criaram um cartaz para anunciarem a exposi&ccedil;&atilde;o. Os visitantes, al&eacute;m de poderem escolher uma mensagem no livro da exposi&ccedil;&atilde;o, foram convidados a votar, em urna, no castelo que mais tinham gostado. No &uacute;ltimo dia da exposi&ccedil;&atilde;o foram contados os votos. Al&eacute;m da organiza&ccedil;&atilde;o do evento, que envolveu a comunidade, os alunos aprenderam a organizar um processo eleitoral simples e a compreender a import&acirc;ncia de cada voto.</p>     <p>Em junho de 2017, na sequ&ecirc;ncia de nova legisla&ccedil;&atilde;o, que passou a considerar o recreio escolar como tempo pedag&oacute;gico, os alunos apresentaram propostas para o espa&ccedil;o do recreio da escola, que consistia num campo de futebol e nas &aacute;reas em torno do edif&iacute;cio do 1&ordm; Ciclo, onde n&atilde;o existia qualquer equipamento. As crian&ccedil;as do Pr&eacute;-escolar desenharam um recreio com casas de madeira em &aacute;rvores, baloi&ccedil;os e escorregas, as do 1&ordm; Ciclo reclamavam uma piscina, uma discoteca e at&eacute; um circo. As crian&ccedil;as do 2&ordm; Ano escreveram ao presidente da C&acirc;mara de Odivelas e ao presidente da Junta de Freguesia de Ramada e Cane&ccedil;as, terminando esta segunda assim: &quot;gostar&iacute;amos apenas que nos ouvissem e tivessem em aten&ccedil;&atilde;o os nossos pedidos quando pensarem e puderem fazer obras de melhoramento na escola que &eacute; de todos, mas, acima de tudo, &eacute; das crian&ccedil;as&quot;. Quer os desenhos, quer as cartas, foram publicados no jornal. J&aacute; em 2018 voltariam a recriar os recreios e a pr&oacute;pria escola, numa maquete produzida com o apoio da m&atilde;e de uma das crian&ccedil;as (arquiteta) e do marido de uma das educadoras. A fotografia da maquete seria a manchete da edi&ccedil;&atilde;o d'<i>O Cusco</i> de junho.</p>     <p>Em 2018, associando os interesses dos alunos em termos de atualidade com a an&aacute;lise cr&iacute;tica de not&iacute;cias, foi produzido um servi&ccedil;o informativo, gravado em v&iacute;deo, no qual as crian&ccedil;as eram as protagonistas. Numa sexta-feira foi solicitado a todas as crian&ccedil;as do 1&ordm; Ciclo que escolhessem uma not&iacute;cia que os interessasse, podendo contar com o apoio de familiares, amigos ou outros. Na segunda-feira, os temas das not&iacute;cias foram escritos no quadro de cada sala e os alunos votaram as not&iacute;cias que consideravam mais importantes. Foram selecionadas as 16 mais votadas, as quais os alunos apresentaram, numa conversa em que a professora colocava quatro quest&otilde;es: &quot;Que not&iacute;cia escolheste e o que se passou?&quot;; &quot;Costumas ler, ouvir ou ver not&iacute;cias?&quot;; &quot;Onde &eacute; que viste/ouviste/leste essa not&iacute;cia?&quot;; &quot;Por que raz&atilde;o escolheste essa not&iacute;cia?&quot;. A apresenta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o noticioso, que os alunos batizaram de <i>Telecusco</i>, o primeiro programa da Cusco TV, esteve a cargo de uma aluna. As imagens foram gravadas com um telem&oacute;vel e a montagem foi realizada no Movie Maker. Os alunos debateram assuntos da atualidade, envolvendo fam&iacute;lias e membros da comunidade. Revelaram que se interessam por not&iacute;cias (s&oacute; tr&ecirc;s dizem que n&atilde;o), independentemente das geografias em que ocorrem, consomem not&iacute;cias em multiplataforma (domina a TV, mas foi referida a r&aacute;dio, a Internet, o jornal e at&eacute; os familiares) e interessam-se sobretudo por not&iacute;cias negativas (e.g.: queda de um avi&atilde;o no Ir&atilde;o, dois inc&ecirc;ndios e um acidente em Portugal, o homic&iacute;dio de uma crian&ccedil;a no Brasil, uns pais americanos que prenderam os filhos em casa durante anos, uma senhora que desapareceu em Cane&ccedil;as, agress&otilde;es no desporto e em tribunal, uma bomba que rebentou na Ucr&acirc;nia, um desabamento numa lixeira em Mo&ccedil;ambique que provocou 17 mortos, as cheias em Paris). O v&iacute;deo foi visualizado pelas crian&ccedil;as, mas tamb&eacute;m pelos pais, aos quais foi refor&ccedil;ada a necessidade de falarem com os filhos acerca da atualidade, pois muitas das crian&ccedil;as revelaram dificuldades de interpreta&ccedil;&atilde;o do discurso jornal&iacute;stico, o qual est&aacute; direcionado a adultos.</p>     <p><b>Conclus&otilde;es, limita&ccedil;&otilde;es e recomenda&ccedil;&otilde;es</b></p>     <p>O projeto &quot;Educa&ccedil;&atilde;o para a cidadania digital e participa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica&quot;apresenta dois resultados essenciais. Por um lado, aumentou a participa&ccedil;&atilde;o e a interven&ccedil;&atilde;o social das crian&ccedil;as, contribuindo para o desenvolvimento das suas compet&ecirc;ncias de cidadania. Por outro, deveio um projeto sustent&aacute;vel, que a escola assumiu, continuando a desenvolver atividades de cidadania digital, seja publicando o jornal escolar, que hoje &eacute; entendido como o jornal das comunidades escolar e educativa, nas quais &eacute; distribu&iacute;do gratuitamente. </p>     <p>A participa&ccedil;&atilde;o social das crian&ccedil;as aumentou, dentro e fora da escola, em articula&ccedil;&atilde;o com docentes, fam&iacute;lias e comunidade. Portanto, o projeto permitiu &agrave;s crian&ccedil;as a passagem da n&atilde;o-participa&ccedil;&atilde;o (tr&ecirc;s primeiros n&iacute;veis) para a uma clara implica&ccedil;&atilde;o participativa, atendendo aos n&iacute;veis da &quot;escada de participa&ccedil;&atilde;o&quot;de Hart (1992). As atividades desenvolvidas propiciaram que os alunos se posicionem neste momento entre os n&iacute;veis seis (atividades iniciadas por adultos em que as crian&ccedil;as t&ecirc;m poder de decis&atilde;o) e sete (atividades iniciadas e dirigidas por crian&ccedil;as).</p>     <p>Tendo em aten&ccedil;&atilde;o as perce&ccedil;&otilde;es das professoras, a intera&ccedil;&atilde;o entre os contextos formal, n&atilde;o-formal e informal o projeto contribuiu para moldar as pr&aacute;ticas de cidadania das crian&ccedil;as. Por&eacute;m, a participa&ccedil;&atilde;o foi sobretudo feita atrav&eacute;s de m&eacute;dia tradicionais impressos e s&oacute; paulatinamente foi evoluindo para os m&eacute;dia digitais, com a produ&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de not&iacute;cias em v&iacute;deo. Tal resultou das lacunas em termos de equipamentos, mas tamb&eacute;m das compet&ecirc;ncias das docentes em termos de produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos para m&eacute;dia digitais.</p>     <p>Portanto, apesar de adultos e crian&ccedil;as serem utilizadores ativos e frequentes de m&eacute;dia digitais, tal n&atilde;o significa que estejam preparados para produzir conte&uacute;dos para esses m&eacute;dia. E mesmo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dia tradicionais, o facto de a metodologia de interven&ccedil;&atilde;o ser de investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o, com o envolvimento e apoio dos investigadores &agrave;s professoras, foi fundamental para que o jornal escolar fosse uma realidade, o que indica que os projetos nesta &aacute;rea devem prever um apoio frequente e significativo &agrave;s escolas ou &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es a partir das quais s&atilde;o desenvolvidos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os projetos devem ainda contar com o apoio da dire&ccedil;&atilde;o do Agrupamento de Escolas, que foi fundamental, com pelo menos uma professora que assuma a coordena&ccedil;&atilde;o na escola (neste caso foi a coordenadora) e, desejavelmente, com pelo menos um profissional da &aacute;rea dos m&eacute;dia, que possa auxiliar docentes e alunos na produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos medi&aacute;ticos, como foi o caso deste projeto. Acresce que este projeto n&atilde;o est&aacute; terminado, pois precisa de uma segunda fase, que envolva mais investigadores e profissionais de jornalismo, no sentido de formar as crian&ccedil;as em termos de desconstru&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise de conte&uacute;dos jornal&iacute;sticos, bem como da sua produ&ccedil;&atilde;o, tendo em conta as t&eacute;cnicas adequadas e as dimens&otilde;es &eacute;tica e deontol&oacute;gica.</p>     <p>Importa agora referir que o projeto e seus resultados, est&atilde;o limitados por um conjunto de fatores, desde logo o facto de ter decorrido num contexto espec&iacute;fico, pelo que os seus resultados n&atilde;o podem ser extrapolados a outros contextos. Acresce que os indiv&iacute;duos do estudo foram os que se voluntariaram e/ou os que tiveram autoriza&ccedil;&atilde;o para participar, pelo que os resultados poderiam ser outros, mesmo envolvendo indiv&iacute;duos do mesmo contexto. Os resultados assentam em perce&ccedil;&otilde;es de docentes e E.E., e em dados recolhidos pelos investigadores com recurso a instrumentos que foram adaptados ou constru&iacute;dos, n&atilde;o sendo validados para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. Finalmente, no que diz respeito &agrave; participa&ccedil;&atilde;o, as atividades desenvolvidas visaram ter impacto no grupo dos 200 alunos que frequentam a escola e n&atilde;o em cada crian&ccedil;a separadamente. Por um lado, a caracteriza&ccedil;&atilde;o do contexto teve como base apenas 38 das 200 crian&ccedil;as, algumas das quais (as que frequentavam o 4&ordm; Ano do 1&ordm; Ciclo quando o projeto foi iniciado) j&aacute; n&atilde;o estavam no segundo ano da interven&ccedil;&atilde;o. Por outro, o foco estava em criar condi&ccedil;&otilde;es para o exerc&iacute;cio de uma participa&ccedil;&atilde;o ativa atrav&eacute;s dos m&eacute;dia e n&atilde;o em medir individualmente, em cada crian&ccedil;a, essa participa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Por que raz&atilde;o &eacute;, ent&atilde;o, relevante resgatar a participa&ccedil;&atilde;o? Porque &eacute; preciso preservar a democracia, que &eacute; mais do que uma forma de organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Democracia &eacute; participa&ccedil;&atilde;o e determina&ccedil;&atilde;o para a a&ccedil;&atilde;o, as quais urgem na atual conjuntura mundial, marcada pela desintegra&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es e das pr&aacute;ticas democr&aacute;ticas, pela quebra dos la&ccedil;os c&iacute;vicos nas comunidades locais, pelo esquecimento de que h&aacute; um terreno comum entre fa&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas opostas. Os argumentos s&atilde;o de Jenkins, segundo o qual, &quot;neste momento, em toda a parte, a democracia precisa da nossa ajuda&quot;(2019, p. 7). Essa ajuda &eacute; uma tarefa de todos, inclusive dos que ainda est&atilde;o no ber&ccedil;o, os quais devem ser preparados para devirem cidad&atilde;os participativos ao longo da vida, mas tamb&eacute;m para prepararem os seus descendentes, o que &eacute; poss&iacute;vel com projetos comunit&aacute;rios, que envolvam a escola, as fam&iacute;lias e a comunidade (Heckman &amp; Karapakula, 2019). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Alon-Tirosh, M. &amp; Lemish, D. (2014). &quot;If I was making the news&quot;: what do children want from news?. <i>Participations, 11</i>(1), 108-129.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017844&pid=S2183-3575201900030000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Amaral, I., Carri&ccedil;o Reis, B., Lopes, P. &amp; Quintas, C. (2017). Pr&aacute;ticas e consumos dos jovens portugueses em ambientes digitais. <i>Estudos em Comunica&ccedil;&atilde;o</i>, <i>24</i>, 107-131.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017846&pid=S2183-3575201900030000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Arnstein, S. R. (1969). A ladder of citizen participation. <i>Journal of the American Planning. Association</i>, <i>35</i>(4), 216-224. <a href="http://dx.doi.org/10.1080/01944366908977225" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1080/01944366908977225</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017848&pid=S2183-3575201900030000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bae, B. (2009). Children's right to participate. Challenges in everyday interactions. <i>European Early Childhood Education Research Journal</i>, <i>17</i>(3), 391-406. <a href="https://doi.org/10.1080/13502930903101594" target="_blank">https://doi.org/10.1080/13502930903101594</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017849&pid=S2183-3575201900030000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bakir, V. &amp; McStay, A. (2018). Fake news and the economy of emotions: problems, causes, solutions. <i>Digital Journalism</i>, <i>6</i>(2), 154-175. <a href="https://doi.org/10.1080/21670811.2017.1345645" target="_blank">https://doi.org/10.1080/21670811.2017.1345645</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017850&pid=S2183-3575201900030000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Baldacci, E., Buono, D. &amp; Gras, F. (2017, setembro). <i>Fake news and information asymmetries: data as public good.</i> Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada na <i>Confer&ecirc;ncia Dataforpolicy.org</i>, Londres. Retirado de <a href="https://www.researchgate.net/publication/319503207_Fake_News_and_Information_Asymmetries_Data_as_Public_Good" target="_blank">https://www.researchgate.net/publication/319503207_Fake_News_and_Information_Asymmetries_Data_as_Public_Good</a></p>     <!-- ref --><p>Berger, P. &amp; Luckman, T. (2010). <i>A constru&ccedil;&atilde;o social da realidade. </i>Lisboa: Dinalivro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017852&pid=S2183-3575201900030000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bird, W. &amp; Rahfaldt, M. (2011). Children and the media: voices worth hearing? In L. Jamieson, R. Bray, A. Viviers, L. Lake, S. Pendlebury &amp; C. Smith (Eds.), <i>South African child gauge 2010/2011 </i>(pp. 54-58). Cidade do Cabo: Children's Institute.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017854&pid=S2183-3575201900030000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Boudon, R &amp; Bourricaud, F. (1982). <i>Dictionaire critique de la Sociologie</i>. Paris: PUF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017856&pid=S2183-3575201900030000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (1993). The ecology of cognitive development: research models and fugitive findings. In R. Wozniak &amp; K. Fischer (Orgs.), <i>Development in context: acting and thinking in specific environments</i> (pp. 3-44). Hillsdale: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017858&pid=S2183-3575201900030000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Carri&ccedil;o Reis, B. (2009). <i>De la dictadura a la democracia: recuerdos y olvidos de la transici&oacute;n pol&iacute;tica espa&ntilde;ola. Medios de comunicaci&oacute;n y reconstrucci&oacute;n de la(s) memoria(s) colectiva(s) en Espa&ntilde;a</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de doutoramento, Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo, Brasil e Universidad Rey Juan Carlos de Madrid, Madrid, Espanha.</p>     <!-- ref --><p>Chaudron, S. (2015). <i>Young children &amp; Digital technology: a qualitative exploratory study across seven countries</i>. Luxemburgo: Publications Office of the European Union.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017861&pid=S2183-3575201900030000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chaudron, S. (2016, maio). <i>Young children, parents and digital technology in the home context across Europe: the findings of the extension of the young children (0-8) and digital technology pilot study to 17 European countries.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017863&pid=S2183-3575201900030000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada no evento <i>DigiLitEY Project Meeting</i>, Larnaca, Chipre.</p>     <!-- ref --><p>Comiss&atilde;o Europeia (2018). <i>A multi-dimensional approach to desinformation. Report of the independent high level group on fake news and online disinformation</i>. Retirado de <a href="https://publications.europa.eu/en/publication-detail/-/publication/6ef4df8b-4cea-11e8-be1d-01aa75ed71a1" target="_blank">https://publications.europa.eu/en/publication-detail/-/publication/6ef4df8b-4cea-11e8-be1d-01aa75ed71a1</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017865&pid=S2183-3575201900030000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Conselho da Europa. (2018). <i>Reference framework of competences for democratic culture</i>. Estrasburgo: Conselho da Europa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017866&pid=S2183-3575201900030000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Corsaro, W. (2011). <i>Sociologia da inf&acirc;ncia</i>. S&atilde;o Paulo: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017868&pid=S2183-3575201900030000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cunningham, J. (1993). <i>Action research and organizational development</i>. Londres: Praeger publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017870&pid=S2183-3575201900030000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>D'Ancona, M. (2017). <i>Post-truth: the new war on truth and how to fight back</i>. Londres: Ebury Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017872&pid=S2183-3575201900030000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Durkheim, E. (2011). <i>Educa&ccedil;&atilde;o e sociologia. </i>Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017874&pid=S2183-3575201900030000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Edwards, S., Nolan, A., Henderson, M., Mantilla, A., Plowman, L. &amp; Skouteris, H. (2016). Young children's everyday concepts of the internet: a platform for cyber-safety education in the early years. <i>British Journal of Educational Technology</i>, <i>49</i>(1), 45-55. <a href="https://doi.org/10.1111/bjet.12529" target="_blank">https://doi.org/10.1111/bjet.12529</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017876&pid=S2183-3575201900030000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Flowers, N. (Ed.) (2007). <i>Compasito – manual on human rights education for children</i>. Estrasburgo: Conselho da Europa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017877&pid=S2183-3575201900030000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Frau-Meigs, D., O'Neill, B., Soriani, A. &amp; Tom&eacute;, V. (2017). <i>Digital citizenship education: overview and new perspectives</i>. Estrasburgo: Conselho da Europa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017879&pid=S2183-3575201900030000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gaventa, J. (2004). Towards participatory governance: assessing the transformative possibilities. In S. Hickey &amp; G. Mohan (Eds.), <i>Participation: from tyranny to transformation?</i> (pp. 24-41).Londres: Zed Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017881&pid=S2183-3575201900030000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gelfert, A. (2018). Fake news: a definition. <i>Informal Logic</i>. <i>38</i>(1), 84-117. <a href="https://doi.org/10.22329/il.v38i1.5068" target="_blank">https://doi.org/10.22329/il.v38i1.5068</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017883&pid=S2183-3575201900030000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Giddens, A. (1994). <i>Modernidade e identidade pessoal</i>. Oeiras: Celta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017884&pid=S2183-3575201900030000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Graue, M. &amp; Walsh, D. (2003). <i>Investiga&ccedil;&atilde;o etnogr&aacute;fica com crian&ccedil;as: teorias, m&eacute;todos e &eacute;tica. </i>Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017886&pid=S2183-3575201900030000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Guess, A., Nyhan, B. &amp; Reifler, J. (2018). <i>Selective exposure to misinformation: evidence from the consumption of fake news during the 2016 US presidential campaign. European Research Council</i>. Retirado de <a href="https://www.dartmouth.edu/~nyhan/fake-news-2016.pdf" target="_blank">https://www.dartmouth.edu/~nyhan/fake-news-2016.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017888&pid=S2183-3575201900030000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hart, R. (1992). <i>Children's participation: from tokenism to citizenship</i>. Floren&ccedil;a: Unicef International Child Development Centre.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017889&pid=S2183-3575201900030000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Heckman, J. &amp; Karapakula, G. (2019). Intergenerational and intragenerational externalities of the Perry Preschool Project. <i>NBER Working Paper</i>, No. 25889. Retirado de <a href="https://www.nber.org/papers/w25889" target="_blank">https://www.nber.org/papers/w25889</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017891&pid=S2183-3575201900030000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hirsj&auml;rvi, I. &amp; Tayie, S. (2011). Children and new media: youth media participation. A case study of Egypt and Finland. <i>Comunicar</i>, <i>37</i>(XIX), 99-108. <a href="https://doi.org/10.3916/C37-2011-03-01" target="_blank">https://doi.org/10.3916/C37-2011-03-01</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017892&pid=S2183-3575201900030000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hooft Graafland, J. (2018). New technologies and 21st century children: recent trends and outcomes. <i>OECD Education Working Papers</i>, <i>179.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017893&pid=S2183-3575201900030000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i><a href="https://doi.org/10.1787/e071a505-ena" target="_blank">https://doi.org/10.1787/e071a505-ena</a></p>     <!-- ref --><p>INE (2016). <i>Inqu&eacute;rito &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o pelas fam&iacute;lias 2016</i>. Retirado de <a href="http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_destaques&DESTAQUESdest_boui=250254698&DESTAQUESmodo=2" target="_blank">http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_destaques&DESTAQUESdest_boui=250254698&DESTAQUESmodo=2</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017895&pid=S2183-3575201900030000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Jenkins, H. (2019, 30 maio). <i>Participatory politics in an age of crisis: Henry Jenkins &amp; Nico Carpentier (Part I). Confessions of an ACA-FAN</i>. [Post em blogue] Retirado de <a href="http://henryjenkins.org/blog/2019/5/30/participatory-politics-in-an-age-of-crisis-henry-jenkins-amp-nico-carpentier-part-i" target="_blank">http://henryjenkins.org/blog/2019/5/30/participatory-politics-in-an-age-of-crisis-henry-jenkins-amp-nico-carpentier-part-i</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017896&pid=S2183-3575201900030000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Jorge, A., Tom&eacute;, V. &amp; Pacheco, R (2018). Um dia na vida de crian&ccedil;as com menos de 3 anos: os meios digitais no quotidiano das fam&iacute;lias. In M. I. Vassallo de Lopes, N. Ribeiro, G. Castro &amp; C. Duff Burnay (Orgs.),<i> Comunica&ccedil;&atilde;o, diversidade e toler&acirc;ncia – Livro de anais do XV Congresso IBERCOM, 2018</i> (pp. 2486-3505). S&atilde;o Paulo: ECA-USP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017897&pid=S2183-3575201900030000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kellner, D. (2001). <i>Cultura da m&iacute;dia</i>. Bauru: EDUSC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017899&pid=S2183-3575201900030000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Landsdown, G. (2005). <i>&iquest;Me haces caso? El derecho de los ni&ntilde;os peque&ntilde;os a participar en las decisiones que los afectan.</i> La Haya: Fundaci&oacute;n Bernard Van Leer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017901&pid=S2183-3575201900030000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lee, N., Shah, V. &amp; Mcleod, J. (2012). Processes of political socialization: a communication mediation approach to youth civic engagement. <i>Communication Research</i>, <i>22</i>(10), 1-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017903&pid=S2183-3575201900030000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lewin, K. (1965). <i>Teoria de campo em ci&ecirc;ncia social</i>. S&atilde;o Paulo: Pioneira.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017905&pid=S2183-3575201900030000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Livingstone, S. (2008). A rationale for positive online content for children. <i>Communication research trends</i>, <i>28</i>(3), 12-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017907&pid=S2183-3575201900030000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Marsh, J. (2014, dezembro). <i>Young children's online practices: past, present and future</i>. Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada na Confer&ecirc;ncia Literacy Research Association. Retirado de <a href="https://www.academia.edu/9799081/Young_Childrens_Online_Practices_Past_Present_and_Future" target="_blank">https://www.academia.edu/9799081/Young_Childrens_Online_Practices_Past_Present_and_Future</a></p>     <!-- ref --><p>Mathen, M., Fastrez, P. &amp; De Smedt, T. (2015). <i>Les enfants et les &eacute;crans – usages des enfants de 0 &agrave; 6 ans, repr&eacute;sentations et attitudes de leurs parents et des professionnels de la petite enfance</i>. Louvain-la-Neuve: UCL-Institut Langage et Communication.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017910&pid=S2183-3575201900030000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Melo, A., Filho, O. &amp; Chaves, H. (2016). Lewin e a pesquisa-a&ccedil;&atilde;o: g&ecirc;nese, aplica&ccedil;&atilde;o e finalidade. <i>Fractal:</i> <i>Revista de Psicologia</i>, <i>28</i>(1), 153-159. <a href="https://dx.doi.org/10.1590/1984-0292/1162" target="_blank">https://dx.doi.org/10.1590/1984-0292/1162</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017912&pid=S2183-3575201900030000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Middaugh, E., L. Clark &amp; P. Ballard. (2017). Digital media, participatory politics and positive youth development. <i>Pediatrics</i>, <i>140</i>(2), 127-131. <a href="https://doi.org/10.1542/peds.2016-1758Q" target="_blank">https://doi.org/10.1542/peds.2016-1758Q</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017913&pid=S2183-3575201900030000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nguyen, C. (2016, 16 de novembro). This analysis shows how fake election news stories outperformed real news on Facebook. <i>BuzzFeed News</i>. Retirado de <a href="https://www.buzzfeednews.com/article/craigsilverman/viral-fake-election-news-outperformed-real-news-on-facebook" target="_blank">https://www.buzzfeednews.com/article/craigsilverman/viral-fake-election-news-outperformed-real-news-on-facebook</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017914&pid=S2183-3575201900030000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nguyen, C. (2018). Echo chambers and epistemic bubbles. <i>Episteme</i>. 1-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017915&pid=S2183-3575201900030000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>OberCom (2015). <i>Os media e as din&acirc;micas geracionais na sociedade portuguesa. An&aacute;lise dos impactos das vari&aacute;veis geracionais nas pr&aacute;ticas medi&aacute;ticas dos portugueses</i>. Retirado de <a href="https://obercom.pt/wp-content/uploads/2016/06/Os-Media-e-as-din%C3%A2micas-geracionais-na-sociedade-Portuguesa-2014.pdf" target="_blank">https://obercom.pt/wp-content/uploads/2016/06/Os-Media-e-as-din%C3%A2micas-geracionais-na-sociedade-Portuguesa-2014.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017917&pid=S2183-3575201900030000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>OCDE (2016). <i>Global competency for an inclusive world</i>. OECD Publishing. Retirado de <a href="http://www.oecd.org/pisa/aboutpisa/Global-competency-for-an-inclusive-world.pdf" target="_blank">http://www.oecd.org/pisa/aboutpisa/Global-competency-for-an-inclusive-world.pdf</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>OCDE. (2017a). <i>PISA 2015 results (Volume III): Students' well-being, PISA</i>. OCDE Publishing. <a href="https://doi.org/10.1787/9789264273856-en" target="_blank">https://doi.org/10.1787/9789264273856-en</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017919&pid=S2183-3575201900030000600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>OCDE. (2017b). <i>Starting strong 2017: Key OECD indicators on early childhood education and care</i>. OCDE Publishing. <a href="https://doi.org/10.1787/9789264276116-en" target="_blank">https://doi.org/10.1787/9789264276116-en</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017920&pid=S2183-3575201900030000600049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>OCDE. (2017c). <i>Starting strong V: Transitions from early childhood education and care to primary education</i>. OCDE Publishing. <a href="https://doi.org/10.1787/9789264276253-en" target="_blank">https://doi.org/10.1787/9789264276253-en</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017921&pid=S2183-3575201900030000600050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Oliveira-Formosinho, J. (2011).<i> O espa&ccedil;o e o tempo na pedagogia em participa&ccedil;&atilde;o. </i>Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017922&pid=S2183-3575201900030000600051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ozanus, S. (2017, 16 de janeiro). Early childhood as the foundation for tomorrow's workforce. [Post     <!-- ref --><br>   em blogue] Retirado de <a href="https://blogs.worldbank.org/education/early-childhood-foundation-tomorrow-s-workforce" target="_blank">https://blogs.worldbank.org/education/early-childhood-foundation-tomorrow-s-workforce</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017925&pid=S2183-3575201900030000600052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Palaiologou, I. (2016). Children under five and digital technologies: implications for early years pedagogy. <i>European Early Childhood Education Research Journal</i>, <i>24</i>(1), 5-24. <a href="https://doi.org/10.1080/1350293X.2014.929876" target="_blank">https://doi.org/10.1080/1350293X.2014.929876</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017926&pid=S2183-3575201900030000600053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Patrinos, H. (2018, 25 de outubro). <i>The economic case for early learning </i>[Post em blogue]. Retirado de <a href="http://blogs.worldbank.org/education/economic-case-early-learning" target="_blank">http://blogs.worldbank.org/education/economic-case-early-learning</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017927&pid=S2183-3575201900030000600054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Percy-Smith, B. &amp; Thomas, N. (2010). <i>A handbook of children and young people's participation. Perspectives from theory and practice</i>. Londres: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017928&pid=S2183-3575201900030000600055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ponte, C., Sim&otilde;es, J. A., Baptista, S. &amp; Jorge, A. (2017). <i>Crescendo entre ecr&atilde;s: usos de meios eletr&oacute;nicos por crian&ccedil;as (3-8 Anos)</i>. Lisboa: Entidade Reguladora da Comunica&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017930&pid=S2183-3575201900030000600056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rivera Magos, S. &amp; Carri&ccedil;o Reis, B. (2019). J&oacute;venes mexicanos en contexto digital: pr&aacute;cticas que llevan a riesgos. In D. Barredo Ib&aacute;&ntilde;ez, M. Rodrigues da Cunha &amp; J. Hidalgo Toledo (Eds.), <i>J&oacute;venes, participaci&oacute;n y medios de comunicaci&oacute;n digitales en Am&eacute;rica Latina</i> (pp. 133-161). La Laguna: Cuadernos Artesanos de Comunicaci&oacute;n.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017932&pid=S2183-3575201900030000600057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Reuters Institute (2018). <i>Reuters Institute Digital News Report 2018</i>. Londres: Reuters Institute.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017934&pid=S2183-3575201900030000600058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sart&oacute;rio, L. (2010). Apontamentos cr&iacute;ticos &agrave;s bases te&oacute;ricas de Jean Piaget e a sua concep&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o. <i>Revista Eletr&ocirc;nica Arma Cr&iacute;tica</i>, <i>2</i>[N&uacute;mero especial], 205-226.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017936&pid=S2183-3575201900030000600059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sefton-Green, J., Marsh, J., Erstad, O. &amp; Flewitt, R. (2016). <i>Establishing a research agenda for the digital literacy practices of young children: A white paper for COST Action IS1410</i>. Sheffiled: Digilitey Project. Retirado de <a href="http://digilitey.eu" target="_blank">http://digilitey.eu</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017938&pid=S2183-3575201900030000600060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Silverman, C. (2016, 16 de novembro). This analysis shows how fake election news stories outperformed real news on Facebook. <i>BuzzFeed News</i>. Retirado de <a href="https://www.buzzfeednews.com/article/craigsilverman/viral-fake-election-news-outperformed-real-news-on-facebook" target="_blank">https://www.buzzfeednews.com/article/craigsilverman/viral-fake-election-news-outperformed-real-news-on-facebook</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017939&pid=S2183-3575201900030000600061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Silverman, C. &amp; Singer-Vine, J. (2016, 6 de dezembro). Most Americans who see fake news believe it, new survey says. <i>BuzzFeed News</i>. Retirado de <a href="https://www.buzzfeednews.com/article/craigsilverman/fake-news-survey" target="_blank">https://www.buzzfeednews.com/article/craigsilverman/fake-news-survey</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017940&pid=S2183-3575201900030000600062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Slot, P. (2018). Structural characteristics and process quality in early childhood education and care: A literature review. <i>OECD Education Working Papers</i>, <i>17</i>. <a href="https://doi.org/10.1787/edaf3793-en" target="_blank">https://doi.org/10.1787/edaf3793-en</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017941&pid=S2183-3575201900030000600063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Soral, W., Bilewicz M. &amp; Winiewski M. (2018). Exposure to hate speech increases prejudice through desensitization. <i>Aggressive Behavior</i>, <i>44</i>(2<i>)</i>, 136-146. <a href="https://doi.org/10.1002/ab.21737" target="_blank">https://doi.org/10.1002/ab.21737</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017942&pid=S2183-3575201900030000600064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Tandoc. E. C., Lim, Z. W. &amp; Ling, R. (2018). Defining ‘fake news': a typology of scholarly definitions. <i>Digital Journalism</i>, <i>6</i>(2), 137-153. <a href="https://doi.org/10.1080/21670811.2017.1360143" target="_blank">https://doi.org/10.1080/21670811.2017.1360143</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017943&pid=S2183-3575201900030000600065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Thompson, J. (1995). <i>Ideologia e cultura moderna</i>. Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017944&pid=S2183-3575201900030000600066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tom&aacute;s, C. (2007). &quot;Participa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem idade&quot;. Participa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as e cidadania da inf&acirc;ncia. <i>Contexto &amp; Educa&ccedil;&atilde;o, 22</i>(78), 45-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017946&pid=S2183-3575201900030000600067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Torney-Purta, J. (2002). The school's role in developing civic engagement: a study of adolescents in twenty-eight countries. <i>Applied Developmental Science</i>, <i>6</i>(4), 203-212. <a href="http://dx.doi.org/10.1207/S1532480XADS0604_7" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1207/S1532480XADS0604_7</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017948&pid=S2183-3575201900030000600068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Unesco (2019). <i>Journalism, fake news &amp; desinforma&ccedil;&atilde;o:</i> <i>manual para educa&ccedil;&atilde;o e treinamento em jornalismo. </i>Retirado de <a href="https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000368647?posInSet=2&amp;queryId=a8050576-9941-4456-ae89-db14a68715c2" target="_blank">https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000368647?posInSet=2&amp;queryId=a8050576-9941-4456-ae89-db14a68715c2</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017949&pid=S2183-3575201900030000600069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Unesco (2015). <i>Global Citizenship Education: Topics and Learning Objectives</i>. Paris: Unesco.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017950&pid=S2183-3575201900030000600070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Unicef (2003). <i>The state of the world's children</i>. Nova Iorque: Unicef.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017952&pid=S2183-3575201900030000600071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Van Haecht, A. (1994). <i>A escola &agrave; prova da Sociologia.</i> Lisboa: Instituto Piaget.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017954&pid=S2183-3575201900030000600072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Vuorikari, R., Punie, Y., Carretero Gomez, S. &amp; Van Den Brande, L. (2016).<i> DigComp 2.0: the digital competence framework for citizens. Update phase 1: the conceptual reference model</i>. Luxemburgo: Publication Office of the European Union.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017956&pid=S2183-3575201900030000600073&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Zaman, B., Nouwen, M., Vanattenhoven, J., De Ferrerre, E. &amp; Van Looy, J. (2016). A qualitative inquiry into the contextualized parental mediation practices of young children's digital media use at home. <i>Journal of Broadcasting &amp; Electronic Media</i>, <i>60</i>(1), 1-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2017958&pid=S2183-3575201900030000600074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nota biogr&aacute;fica</b></p>     <p>V&iacute;tor Tom&eacute; &eacute; Professor Auxiliar na Universidade Aut&oacute;noma de Lisboa, jornalista (CP1524A) e investigador do CIES-ISCTE-IUL (foco na Literacia dos M&eacute;dia e Jornalismo). Exerce fun&ccedil;&otilde;es de especialista internacional (Di&aacute;logos Uni&atilde;o Europeia-Brasil em Direitos Humanos; Educa&ccedil;&atilde;o para a Cidadania Digital – Conselho da Europa), coordenador cient&iacute;fico (Projeto PICCLE, do Plano Nacional de Leitura; Academia de Cidadania Digital, financiada pela Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian), formador de professores (Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Professores e Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Educa&ccedil;&atilde;o) e de jornalistas (CENJOR). Lecionou em Portugal (FCSH-UNL, Uni. Algarve e IP Castelo Branco), Brasil (PUC-Rio) e Jap&atilde;o (Uni. de Hosei).</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0002-7866-3678" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-7866-3678</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:vitor@rvj.pt">vitor@rvj.pt</a>     <p>Morada: Rua de Santa Marta 56 – 1169-023 Lisboa, Portugal</p>     <p>Paula Lopes &eacute; doutorada em Sociologia pelo ISCTE-IUL, Professora Auxiliar na Universidade Aut&oacute;noma de Lisboa, coordenadora da licenciatura e mestrado em Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o desde 2017, investigadora integrada no CECS-UM, membro do OBSERVARE e co-fundadora do NIP-C@M, da UAL. Tem vindo a desenvolver investiga&ccedil;&atilde;o em literacia medi&aacute;tica e digital (avalia&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas e compet&ecirc;ncias), consumos medi&aacute;ticos e digitais, e a rela&ccedil;&atilde;o destes com pr&aacute;ticas de cidadania. &Eacute; autora de v&aacute;rios artigos cient&iacute;ficos publicados em revistas de refer&ecirc;ncia como a <i>Communications</i>, <i>OBS*, An&aacute;lise Social, Janus, Media e Jornalismo </i>e<i> Estudos em Comunica&ccedil;&atilde;o</i>. Foi jornalista, formadora no CENJOR, assessora/consultora de comunica&ccedil;&atilde;o/imagem e programadora cultural.</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0002-1318-6866" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-1318-6866</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Email: <a href="mailto:plopes@autonoma.pt">plopes@autonoma.pt</a>     <p>Morada: Rua de Santa Marta 56 – 1169-023 Lisboa, Portugal</p>     <p>Bruno Reis &eacute; doutorado em Ci&ecirc;ncias Sociais pela Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo e em Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o pela Universidad Rey Juan Carlos de Madrid. Licenciado em Sociologia pela Universidade da Beira Interior. Professor Auxiliar na Universidade Aut&oacute;noma de Lisboa, Departamento de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, onde coordena o Doutoramento em M&eacute;dia e Sociedade no Contexto da Comunidade dos Pa&iacute;ses de L&iacute;ngua Portuguesa e co-coordena o N&uacute;cleo de Investiga&ccedil;&atilde;o em Pr&aacute;ticas e Compet&ecirc;ncias Medi&aacute;ticas (NIP-C@M). &Eacute; professor convidado no Mestrado de Comunicaci&oacute;n y Cultura Digital (UAQ/M&eacute;xico) e no Departamento de Sociologia da UBI. &Eacute; investigador integrado no OBSERVARE (UAL) e no NEAMP (PUC-SP/Brasil).</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0001-6420-8781" target="_blank">https://orcid.org/0000-0001-6420-8781</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:breis@autonoma.pt">breis@autonoma.pt</a>     <p>Morada: Rua de Santa Marta 56 – 1169-023 Lisboa, Portugal</p>     <p>Carlos Pedro Dias &eacute; jornalista, produtor e realizador de televis&atilde;o. Licenciado em Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais pela Universidade Aut&oacute;noma de Lisboa. Doutorando em Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o no ISCTE-IUL. Subdiretor do Departamento de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o da UAL e professor na mesma universidade. Investigador integrado no OBSERVARE(UAL) e no NIP-C@M. Formador de Televis&atilde;o e Jornalismo no CENJOR.</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0002-6164-6222" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-6164-6222</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:cpdias@autonoma.pt">cpdias@autonoma.pt</a>     <p>Morada: Rua de Santa Marta 56 – 1169-023 Lisboa, Portugal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>* Submetido: 01/02/2019</b></p>     <p><b>* Aceite: 30/04/2019</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><sup><a href="#top1" name="1">[1]</a></sup> Sart&oacute;rio (2010) aponta similitudes entre as conce&ccedil;&otilde;es dos processos de aprendizagem de Durkheim e Piaget, em que a assimila&ccedil;&atilde;o &eacute; entendida como um exerc&iacute;cio coercitivo em que o indiv&iacute;duo se acomoda aos padr&otilde;es existentes. </p>     <p><sup><a href="#top2" name="2">[2]</a></sup> Para uma compreens&atilde;o das ideias centrais de Roger Hart, dos consequentes desdobramentos da sua proposta e das cr&iacute;ticas tecidas &agrave;s suas formula&ccedil;&otilde;es, veja-se a sistematiza&ccedil;&atilde;o de Tom&aacute;s (2007, pp. 56-62).</p>     <p><sup><a href="#top3" name="3">[3]</a></sup> De forma complementar, ler os estudos do relat&oacute;rio <i>EU Kids Online</i> dispon&iacute;vel em <a href="http://www.lse.ac.uk/media-and-communications/research/research-projects/eu-kids-online" target="_blank">http://www.lse.ac.uk/media-and-communications/research/research-projects/eu-kids-online</a></p>     <p><sup><a href="#top4" name="4">[4]</a></sup> Algumas quest&otilde;es foram adaptadas de Mathen, Fastrez e De Smedt (2015).</p>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Alon-Tirosh]]></surname>
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<surname><![CDATA[Lemish]]></surname>
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