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<article-id pub-id-type="doi">10.17231/comsoc.36(2019).2350</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Plataformas online de participação cidadã: meta-síntese e avaliação crítica de seus impactos sociais e políticos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Online platforms for citizen participation: meta-synthesis and critical analysis of their social and political impacts]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The technological and communicational development of recent years has led to the creation of online platforms both by governors and by civil society sectors, with the promise of enhancing citizen participation. Despite enthusiastic discussions regarding the issue in different spheres, not enough is known about the real potential of online participation and its effectiveness in the political decision-making process. This article proposes a critical analysis of citizen participation on online platforms, their social and political characteristics and consequences. Two systematic literature reviews (SLR) are conducted on case studies - the first one exclusively in Brazil and the second one on cases all over the world - using the Web of Science, Scopus and DOAJ databases, between 1995 and 2015. Primary results indicate a significant growth in participatory platforms in Brazil and the world, however with more rhetorical than practical effects: the majority of the initiatives are promoted by top-down style governmental electronic portals, with little or no influence in the real decision-making process. This article concludes that power - and not technology - is the key obstacle for effective online citizen participation, whose barriers are nurtured by a traditional political elite with little interest in building a transparent, inclusive and collaborative democracy. A new research agenda is suggested to develop public information transparency indicators - methods to measure the social and political impact of the governmental online platforms - as well as investment in empirical studies about civil society initiatives that could promote solutions for the problems, side effects and contradictions intrinsic to online political participation.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS TEM&Aacute;TICOS</b></p>     <p><b>Plataformas online de participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;: meta-s&iacute;ntese e avalia&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica de seus impactos sociais e pol&iacute;ticos</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Online platforms for citizen participation: meta-synthesis and critical analysis of their social and political impacts</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> //     <p><b>Rose Marie Santini*</b></p> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href=" https://orcid.org/0000-0003-0657-7217" target="_blank"> https://orcid.org/0000-0003-0657-7217</a>     
<p></p>     <p><b>Hanna Carvalho**</b></p> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0001-9743-5294" target="_blank">https://orcid.org/0000-0001-9743-5294</a>     
<p></p> //     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> //*Departamento de M&eacute;todos e &Aacute;reas Conexas, Escola de Comunica&ccedil;&atilde;o, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil, <a href="mailto:marie.santini@eco.ufrj.br">marie.santini@eco.ufrj.br</a>. //    <br>   //**Departamento de M&eacute;todos e &Aacute;reas Conexas, Escola de Comunica&ccedil;&atilde;o, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil, <a href="mailto:hannacarvalho35@gmail.com">hannacarvalho35@gmail.com</a>. //</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Com o desenvolvimento tecnol&oacute;gico e comunicacional dos &uacute;ltimos anos, as plataformas online come&ccedil;aram a ser criadas tanto por governantes quanto por setores da sociedade civil com a promessa de aumentar o engajamento civil. Apesar do entusiasmo das discuss&otilde;es sobre o tema em diferentes esferas, pouco se sabe sobre as reais possibilidades de participa&ccedil;&atilde;o online e sua efetividade no processo de tomada de decis&atilde;o pol&iacute;tica. Este artigo prop&otilde;e uma an&aacute;lise cr&iacute;tica sobre as iniciativas online de participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;, suas caracter&iacute;sticas e consequ&ecirc;ncias sociais e pol&iacute;ticas. S&atilde;o realizadas duas revis&otilde;es sistem&aacute;ticas de literatura (RSL) sobre estudos de casos no mundo e no Brasil, usando a base de dados Web of Science, Scopus e DOAJ, entre 1995 e 2015. Os resultados das duas RSL s&atilde;o comparados e 179 plataformas s&atilde;o classificadas de acordo com o novo modelo de an&aacute;lise proposto, mensurando a participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e o impacto decis&oacute;rio de cada plataforma online estudada. Os principais resultados sugerem um crescimento significativo de plataformas de participa&ccedil;&atilde;o no Brasil e mundo, por&eacute;m com efeitos mais ret&oacute;ricos do que pr&aacute;ticos: a maioria das iniciativas s&atilde;o promovidas por portais de governo eletr&ocirc;nico no modelo descendente<i>, </i>com pouca ou nenhuma influ&ecirc;ncia no processo decis&oacute;rio real. Conclui-se que o poder – e n&atilde;o a tecnologia – &eacute; o principal entrave para a efetiva participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; online, cujas barreiras s&atilde;o cultivadas por uma elite pol&iacute;tica tradicional pouco interessada na constru&ccedil;&atilde;o de uma democracia transparente, inclusiva e colaborativa. Sugere-se uma nova agenda de pesquisa voltada para a elabora&ccedil;&atilde;o de indicadores de transpar&ecirc;ncia das informa&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, o desenvolvimento de m&eacute;todos para a mensura&ccedil;&atilde;o do impacto social e pol&iacute;tico das iniciativas governamentais e o investimento em pesquisas emp&iacute;ricas sobre iniciativas da sociedade civil que possam revelar solu&ccedil;&otilde;es para os problemas, os efeitos colaterais e as contradi&ccedil;&otilde;es inerentes &agrave; participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica online.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: democracia; meta-s&iacute;ntese; plataformas online; participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica; revis&atilde;o sistem&aacute;tica de literatura (RSL).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The technological and communicational development of recent years has led to the creation of online platforms both by governors and by civil society sectors, with the promise of enhancing citizen participation. Despite enthusiastic discussions regarding the issue in different spheres, not enough is known about the real potential of online participation and its effectiveness in the political decision-making process. This article proposes a critical analysis of citizen participation on online platforms, their social and political characteristics and consequences. Two systematic literature reviews (SLR) are conducted on case studies – the first one exclusively in Brazil and the second one on cases all over the world – using the Web of Science, Scopus and DOAJ databases, between 1995 and 2015. Primary results indicate a significant growth in participatory platforms in Brazil and the world, however with more rhetorical than practical effects: the majority of the initiatives are promoted by top-down style governmental electronic portals, with little or no influence in the real decision-making process. This article concludes that power – and not technology – is the key obstacle for effective online citizen participation, whose barriers are nurtured by a traditional political elite with little interest in building a transparent, inclusive and collaborative democracy. A new research agenda is suggested to develop public information transparency indicators – methods to measure the social and political impact of the governmental online platforms – as well as investment in empirical studies about civil society initiatives that could promote solutions for the problems, side effects and contradictions intrinsic to online political participation.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords</b>: democracy; meta-synthesis; online platforms; political participation; systematic literature review (SLR).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Em um contexto de questionamento da legitimidade dos modelos de representa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico-eleitoral, as novas tecnologias digitais v&ecirc;m sendo apropriadas a fim de modificar o cen&aacute;rio pol&iacute;tico contempor&acirc;neo. A adapta&ccedil;&atilde;o dos governantes e dos cidad&atilde;os aos meios digitais permitiu o surgimento de iniciativas com o intuito de diminuir o abismo entre as duas esferas e aumentar a participa&ccedil;&atilde;o civil nas quest&otilde;es pol&iacute;ticas. Entretanto, questiona-se at&eacute; que ponto a atua&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os &eacute; realmente refor&ccedil;ada pelo uso de plataformas digitais e se a decis&atilde;o dos gestores &eacute; influenciada por essa participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica online.</p>     <p>Al&eacute;m das redes sociais ou websites, que em certos momentos acabam se tornando palco de debate p&uacute;blico, existem casos de plataformas online<sup><a href="#1" name="top1">[1]</a></sup> criadas exclusivamente para permitir e/ou estimular a participa&ccedil;&atilde;o do cidad&atilde;o nas quest&otilde;es pol&iacute;ticas, seja incentivando-os a cobrar seus direitos, discutir e votar online, seja apenas facilitando o acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e ao governo. &Eacute; o caso do DemocraciaOS<sup><a href="#2" name="top2">[2]</a></sup>, software livre desenvolvido em Buenos Aires para facilitar a participa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o na tomada de decis&atilde;o pol&iacute;tica, e doCode for America<sup><a href="#3" name="top3">[3]</a></sup>, tecnologia de c&oacute;digo aberto e associa&ccedil;&atilde;o de redes para tornar o &quot;servi&ccedil;o do governo simples, efetivo e f&aacute;cil de usar&quot;<sup> </sup>pelos cidad&atilde;os nos Estados Unidos. Tais plataformas online para participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica da sociedade civil, tanto as criadas por grupos sociais, ativistas, <i>hackers</i>, acad&ecirc;micos, quanto por governantes, trazem novas possibilidades de atua&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os na esfera pol&iacute;tica.</p>     <p>O objetivo deste artigo &eacute; diagnosticar os tipos de participa&ccedil;&atilde;o experimentados a partir de plataformas online e os impactos dessa participa&ccedil;&atilde;o no processo de tomada de decis&atilde;o dos representantes de governo. A quest&atilde;o de pesquisa &eacute;: at&eacute; que ponto as decis&otilde;es pol&iacute;ticas dos governantes &eacute; influenciada pela participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; em plataformas online? </p>     <p>Para isso, foram realizadas duas revis&otilde;es sistem&aacute;ticas de literatura (RSL), primeiro no mundo e depois no Brasil, com a finalidade de identificar como o tema tem sido estudado dentro dos diferentes contextos da comunidade cient&iacute;fica, as caracter&iacute;sticas dos casos estudados, quest&otilde;es de pesquisa, m&eacute;todos e conclus&otilde;es alcan&ccedil;adas at&eacute; o momento. As revis&otilde;es sistem&aacute;ticas permitem uma an&aacute;lise comparativa entre os cen&aacute;rios mundial e nacional, al&eacute;m de possibilitar uma meta-s&iacute;ntese dos seus resultados (Nye, Menlendez-Torres &amp; Bonell, 2016). No total das duas revis&otilde;es, 44 artigos foram selecionados para an&aacute;lise comparativa e meta-s&iacute;ntese. </p>     <p>Em seguida, o modelo de Avalia&ccedil;&atilde;o da Participa&ccedil;&atilde;o Pol&iacute;tica Online &eacute; proposto a fim de mensurar os tipos de participa&ccedil;&atilde;o existentes e seus consequentes impactos decis&oacute;rios. Na aplica&ccedil;&atilde;o do modelo s&atilde;o considerados todos os estudos de casos encontrados nos 44 artigos das RSLs, excluindo-se aqueles artigos que apresentaram uma quantidade de plataformas invi&aacute;vel para an&aacute;lise e os que foram publicados pelo mesmo autor sobre o mesmo caso, evitando assim uma contagem duplicada de plataformas. Nessa avalia&ccedil;&atilde;o final, ap&oacute;s tal exclus&atilde;o, foram considerados 35 artigos e um total de 179 plataformas estudadas no mundo e no Brasil.</p>     <p><b>Revis&otilde;es sistem&aacute;ticas de literatura no mundo e no Brasil</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para este artigo, optou-se por utilizar a revis&atilde;o sistem&aacute;tica de literatura (RSL), metodologia apropriada para organizar estudos prim&aacute;rios, mantendo a transpar&ecirc;ncia e o rigor necess&aacute;rios de acordo com crit&eacute;rios e defini&ccedil;&otilde;es pr&eacute;-estabelecidas. Seguindo as orienta&ccedil;&otilde;es de Brereton, Kitchenham, Budgen, Turner e Khalil (2007), todas as decis&otilde;es ao longo do processo s&atilde;o relatadas, permitindo a reprodu&ccedil;&atilde;o e compara&ccedil;&atilde;o de pesquisas futuras pelo mesmo m&eacute;todo.</p>     <p>Para a primeira RSL, com abrang&ecirc;ncia mundial, foi utilizada a principal cole&ccedil;&atilde;o da Web of Science (WoS)<sup><a href="#4" name="top4">[4]</a></sup> como base de dados e alguns testes-piloto foram realizados para avalia&ccedil;&atilde;o das combina&ccedil;&otilde;es de termos. A express&atilde;o de termos definida [<i>(politi* participat* OR politi* engage* OR civic participat* OR democra* OR citizen*) AND (technolog* OR internet OR platform* OR online)</i>] alcan&ccedil;ou 434 artigos ap&oacute;s aplica&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea de filtros, a saber: intervalo da pesquisa entre 1995 e 2015, considerando que a internet come&ccedil;ou a ser amplamente disseminada na sociedade civil em meados da d&eacute;cada de 90; apenas artigos cient&iacute;ficos, que s&atilde;o as principais fontes de pesquisas prim&aacute;rias; apenas nos t&iacute;tulos dos artigos.</p>     <p>A pr&oacute;xima etapa consistiu na leitura de todos os 434 t&iacute;tulos, resumos e palavras-chave encontrados, avaliando-os de acordo com crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o em formato de pergunta, previamente definidos. S&atilde;o eles: </p>     <p>1. o artigo trata sobre participa&ccedil;&atilde;o ou engajamento pol&iacute;tico do cidad&atilde;o?;</p>     <p>2. o artigo trata sobre o meio online, a Internet ou as TICs?;</p>     <p>3. o artigo analisa a participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica do cidad&atilde;o atrav&eacute;s do uso de plataformas, redes sociais ou quaisquer ferramentas online de forma geral?;</p>     <p>4. o artigo apresenta uma pesquisa emp&iacute;rica baseada em um ou mais estudos de caso de plataforma online criada para promover participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica do cidad&atilde;o? </p>     <p>Aplicando os crit&eacute;rios aos resumos, palavras-chave e t&iacute;tulos dos artigos, pode-se observar que quase metade (200 artigos) versa sobre a participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica do cidad&atilde;o, enquanto a maioria (324 artigos) trata de forma geral sobre a Internet ou o ambiente online (ver <a href ="/img/revistas/csoc/v36/v36a09g1.jpg">Gr&aacute;fico 1</a>). Os que responderam negativamente aos dois primeiros crit&eacute;rios trazem quest&otilde;es diversas relacionadas ao desenvolvimento da educa&ccedil;&atilde;o e cidadania, an&aacute;lises de jornais, teorias de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, consumismo ou comportamento de usu&aacute;rios em redes sociais, por exemplo. </p>     
<p>Na intersec&ccedil;&atilde;o dos dois crit&eacute;rios iniciais, que engloba estudos sobre Internet e participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, foram encontrados 171 artigos. Destes, 139 abordam aspectos gerais do uso do ambiente online ou de redes sociais, correspondendo ao terceiro crit&eacute;rio de exclus&atilde;o. Ao final, um total de 32 artigos foram definidos como pertinentes a este trabalho, apresentando estudos emp&iacute;ricos de plataformas online para participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica cidad&atilde;. </p>     <p>Para a segunda RSL, com abrang&ecirc;ncia nacional, alguns crit&eacute;rios foram mantidos e outros alterados a fim de se adequar a especificidades do cen&aacute;rio brasileiro. Uma primeira busca na mesma base de dados da revis&atilde;o anterior, a principal cole&ccedil;&atilde;o da Web of Science (WoS), trouxe raros exemplos de casos brasileiros. Sendo assim, ampliou-se a busca para todas as cole&ccedil;&otilde;es da mesma, que inclui o SciELO Citation Index (SciELO CI)<sup> </sup>(Packer, 2014), al&eacute;m das plataformas Scopus<sup><a href="#5" name="top5">[5]</a></sup> e DOAJ (Directory of Open Access Journals)<sup><a href="#6" name="top6">[6]</a></sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os testes-piloto foram realizados separadamente em cada bases de dados, considerando que cada uma tem um processo de busca diferente da outra e, portanto, a mesma express&atilde;o de termos pode resultar em n&uacute;mero e qualidade diferentes de artigos. Na WoS, a express&atilde;o de termos definida foi igual &agrave; da primeira RSL, com filtro de idioma em portugu&ecirc;s, de 1995 a 2015 e apenas artigos. J&aacute; na busca da Scopus e DOAJ, foi preciso incluir os termos de busca n&atilde;o apenas nos t&iacute;tulos, mas tamb&eacute;m nos resumos e palavras-chaves. Ao contr&aacute;rio dos testes na WoS, a express&atilde;o que trouxe mais artigos pertinentes para foi a com termos reduzidos: [(<i>politi*</i> OR <i>participat*</i>) AND (<i>internet</i> OR <i>online</i>)], filtro de idioma em portugu&ecirc;s, apenas artigos, entre 1995 e 2015. </p>     <p>Somando os documentos selecionados de cada base, cinco de cada, e descontando os que se encontraram em mais de uma base, obteve-se 12 artigos pertinentes no total. Os dados extra&iacute;dos dos artigos analisados nas duas revis&otilde;es s&atilde;o apresentados e comparados a seguir. </p>     <p><b>An&aacute;lise comparativa e meta-s&iacute;ntese</b></p>     <p>Com os resultados das duas revis&otilde;es sistem&aacute;ticas de literatura no Brasil e no mundo, &eacute; poss&iacute;vel constatar algumas diferen&ccedil;as e semelhan&ccedil;as entre o contexto mundial e nacional, tanto com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas caracter&iacute;sticas de pesquisa quanto &agrave;s plataformas encontradas:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v36/v36a09t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A primeira diverg&ecirc;ncia acontece na busca de dados, com a necessidade de ir al&eacute;m da principal cole&ccedil;&atilde;o da Web of Science para que uma quantidade significativa de artigos brasileiros sejam encontrados. Isto revela uma quest&atilde;o de pol&iacute;tica do conhecimento: ou os casos do Brasil n&atilde;o est&atilde;o sendo estudados pela comunidade internacional e/ou os autores brasileiros t&ecirc;m baixa penetra&ccedil;&atilde;o em uma das maiores bases de dados do mundo. Questiona-se n&atilde;o s&oacute; a quantidade e a relev&acirc;ncia dos casos do Brasil perante aos de outros pa&iacute;ses como a capacidade de inser&ccedil;&atilde;o de pesquisadores brasileiros na principal cole&ccedil;&atilde;o da WoS. Segundo Packer (2014), a comunidade cient&iacute;fica brasileira ainda precisa promover grandes esfor&ccedil;os de qualidade, principalmente em seus peri&oacute;dicos e ag&ecirc;ncias de fomento, para alcan&ccedil;ar maior visibilidade internacional.</p>     <p>Ao analisar os anos de publica&ccedil;&atilde;o dos artigos nas duas revis&otilde;es, observa-se que enquanto na RSL mundial foram selecionados 10 documentos entre 1995 e 2005, na RSL brasileira apenas um artigo foi considerado pertinente neste mesmo per&iacute;odo. O aumento da produ&ccedil;&atilde;o no tema, por&eacute;m, &eacute; evidente em ambas as revis&otilde;es, chegando a 14 artigos na primeira RSL e sete na segunda, entre 2010 e 2015. </p>     <p>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s &aacute;reas de pesquisa, outras diferen&ccedil;as podem ser destacadas. A primeira RSL n&atilde;o apresentou nenhum artigo nas &aacute;reas de Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica ou Economia e Neg&oacute;cios, enquanto a segunda trouxe a maioria dos artigos nessas duas &aacute;reas. Por outro lado, nenhum artigo brasileiro se apresenta nas &aacute;reas de Ci&ecirc;ncia da Informa&ccedil;&atilde;o, Engenharia ou Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais, enquanto mais de tr&ecirc;s artigos da primeira RSL se enquadram em cada uma dessas &aacute;reas. Al&eacute;m disso, Governo e Direito &eacute; uma das &aacute;reas mais presentes na primeira revis&atilde;o, mas no Brasil apenas um artigo &eacute; alocado nela. Outras &aacute;reas como Comunica&ccedil;&atilde;o, Sociologia e Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica s&atilde;o encontradas em ambas as revis&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A origem das plataformas &eacute; outro dado divergente se compararmos o Brasil com o mundo. Enquanto na primeira RSL encontramos uma distribui&ccedil;&atilde;o equilibrada nos estudos de caso, com 13 plataformas do governo, 10 mistas e nove n&atilde;o-governamentais, na segunda revis&atilde;o, 11 s&atilde;o de origem governamental, uma mista e nenhuma plataforma criada apenas por setores da sociedade. Com rela&ccedil;&atilde;o aos modelos das iniciativas, ambas apresentam portais de governo como maioria – nove na primeira e quatro na segunda RSL –, seguidos de f&oacute;runs de discuss&atilde;o e consultas de opini&atilde;o. </p>     <p>&Eacute; importante refor&ccedil;ar que n&atilde;o foram encontrados exemplos de f&oacute;runs de discuss&atilde;o n&atilde;o-governamentais brasileiros, enquanto na RSL mundial surgiram sete. Casos de vota&ccedil;&atilde;o pela internet, peti&ccedil;&atilde;o online e conselheiro de voto tamb&eacute;m s&oacute; foram encontrados na primeira revis&atilde;o. Isto revela que variados tipos de origem e modelos de iniciativas de participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica s&atilde;o estudados ao redor do mundo, enquanto no Brasil os casos n&atilde;o-governamentais n&atilde;o recebem a devida aten&ccedil;&atilde;o da academia ou n&atilde;o existem em quantidades compar&aacute;veis aos do governo. </p>     <p>No que se refere &agrave;s quest&otilde;es de pesquisa identificadas nos artigos, ambas revis&otilde;es apresentam uma maioria de an&aacute;lises sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre cidad&atilde;o e plataforma, as caracter&iacute;sticas e uso das ferramentas tecnol&oacute;gicas para favorecer a participa&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os, ou entre plataforma, governo e cidad&atilde;o, no que se refere &agrave; intera&ccedil;&atilde;o entre representantes pol&iacute;ticos e cidad&atilde;os por meio de iniciativas online. Outra semelhan&ccedil;a entre as duas RSL est&aacute; nos m&eacute;todos utilizados, em que a an&aacute;lise de conte&uacute;do &eacute; o mais comum entre os artigos selecionados. O segundo m&eacute;todo mais utilizado &eacute; a an&aacute;lise comparativa.</p>     <p>Al&eacute;m da an&aacute;lise comparativa, &eacute; poss&iacute;vel identificar vantagens e desvantagens das plataformas online de acordo com seu impacto na participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, revelando mais semelhan&ccedil;as, diferen&ccedil;as e at&eacute; complementaridades entre os casos estudados nas duas revis&otilde;es. Tanto no contexto mundial quanto no brasileiro, os portais de governo parecem ver o cidad&atilde;o apenas como um consumidor de informa&ccedil;&otilde;es e de servi&ccedil;os p&uacute;blicos (Liste &amp; Sorensen, 2015; Polat &amp; Pratchett, 2014; Saylan, 2009), estabelecendo uma rela&ccedil;&atilde;o do tipo &quot;governo para cidad&atilde;o&quot;e um modelo pouco ou nada participativo em uma democracia digital pouco explorada (Pinho, 2008; Rossini, 2014; Silva, 2005). </p>     <p>A vigil&acirc;ncia e controle do Estado, com refor&ccedil;o da propaganda pol&iacute;tica pelos portais de governo s&oacute; foi destacada na primeira revis&atilde;o (Jiang &amp; Xu, 2009; Polat &amp; Pratchett, 2014). Por outro lado, estudos de ambas as revis&otilde;es come&ccedil;am a vislumbrar avan&ccedil;os para a participa&ccedil;&atilde;o, com portais cada vez mais orientados para as necessidades do cidad&atilde;o (Welp, 2008), como &eacute; destacado por Marques (2010) no caso brasileiro do portal da C&acirc;mara dos Deputados e sua variedade de mecanismos de participa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;veis aos usu&aacute;rios. </p>     <p>Algumas vantagens s&atilde;o encontradas nos casos de f&oacute;runs de discuss&atilde;o online nos estudos de caso dentro e fora do Brasil. A diminui&ccedil;&atilde;o de barreiras espaciais, temporais e financeiras parecem facilitar o engajamento e debate de cidad&atilde;os no meio digital (Klein, 1999; Westholm, 2002), enquanto a exist&ecirc;ncia de temas pr&oacute;ximos aos que afetam a vida dos cidad&atilde;os de forma direta podem ajudar no processo deliberativo (Sampaio, 2012). Por outro lado, Shen e Liang (2015) identificaram que a maioria dos usu&aacute;rios dos f&oacute;runs estudados consomem mais informa&ccedil;&atilde;o do que contribuem ativamente para o debate, enquanto Miola (2009) destaca a exist&ecirc;ncia de di&aacute;logos individuais e hierarquizados, com foco na rela&ccedil;&atilde;o Estado-cidad&atilde;o-Estado e raramente cidad&atilde;o-cidad&atilde;o. </p>     <p>Como refor&ccedil;am Musso, Weare e Hale (2000), os dois tipos de comunica&ccedil;&atilde;o deveriam ser incentivados: o vertical, com acesso aos representantes pol&iacute;ticos, e o horizontal, com intera&ccedil;&atilde;o entre os usu&aacute;rios. De forma geral, f&oacute;runs de discuss&atilde;o online estudados no mundo apresentaram baixo n&iacute;vel de delibera&ccedil;&atilde;o entre os usu&aacute;rios (Hung, 2003; Loveland &amp; Popescu, 2011; Strandberg, 2008) e no Brasil foram identificados casos com alto grau de argumenta&ccedil;&atilde;o e de respeito, representando um bom &iacute;ndice de deliberatividade (Sampaio, 2012).</p>     <p>J&aacute; as consultas de opini&atilde;o online trazem a mesma vantagem nas duas revis&otilde;es: a possibilidade de conex&atilde;o e parceria entre governantes e cidad&atilde;os, com maior exposi&ccedil;&atilde;o aos princ&iacute;pios democr&aacute;ticos e &agrave; educa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica (Balla, 2014; Mendon&ccedil;a &amp; Amaral, 2014). No entanto, um dos perigos &eacute; revelado com o caso do Or&ccedil;amento Participativo Digital de Belo Horizonte, em que os resultados das consultas n&atilde;o foram levados em considera&ccedil;&atilde;o, o sentido da ferramenta se perdeu e o descr&eacute;dito pela sua efetividade levou &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o (Abreu &amp; Pinho, 2014).</p>     <p>Nos casos de plataformas participativas, diversas vantagens foram encontradas em ambos os contextos. Pickard (2008) acredita que elas possibilitam a pr&aacute;tica de diferentes formas democr&aacute;ticas, enquanto Wells (2010) percebe uma maior atra&ccedil;&atilde;o de jovens em seus modelos de intera&ccedil;&atilde;o livre e Penteado, Santos e Ara&uacute;jo (2014) visualizam a maior influ&ecirc;ncia de cidad&atilde;os nas decis&otilde;es pol&iacute;ticas com a uni&atilde;o entre modelos tradicionais e de organiza&ccedil;&atilde;o em rede permitida por essas plataformas participativas. &Eacute; o caso da Rede Nossa S&atilde;o Paulo, movimento da sociedade civil que se apropria das tecnologias digitais para interagir e desenvolver projetos com seus membros e parceiros, tanto de setores p&uacute;blicos quanto privados, al&eacute;m de exercer press&atilde;o sobre os representantes pol&iacute;ticos. Por outro lado, estudos da primeira RSL constataram que a maioria das iniciativas estudadas n&atilde;o s&atilde;o produtos de um esfor&ccedil;o colaborativo entre cidad&atilde;os e ag&ecirc;ncias p&uacute;blicas (Desouza &amp; Bhagwatwar, 2014) e poucas s&atilde;o ferramentas bidirecionais, em que cidad&atilde;os participam ativamente da tomada de decis&otilde;es (Steinmann, Krek &amp; Blaschke, 2005).</p>     <p>Al&eacute;m disso, a exclus&atilde;o digital ainda &eacute; considerada um dos problemas que mais afeta a participa&ccedil;&atilde;o da sociedade civil nas plataformas online (Desouza &amp; Bhagwatwar 2014; Maia &amp; Marques, 2010; Oliveira &amp; Rodegheri, 2012; Sampaio 2012; Saylan, 2009; Welp, 2008) e outro aspecto limitante para uma participa&ccedil;&atilde;o inclusiva est&aacute; na domin&acirc;ncia de cidad&atilde;os privilegiados, com alto n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o, renda ou interesse pol&iacute;tico nas plataformas online (Balla, 2014; Mambrey, Neumann &amp; Sieverdingbeck, 1999; Mendon&ccedil;a &amp; Amaral, 2014; Ribeiro, Costa, Costa &amp; Ribeiro, 2013; Sani, 2004; Solop, 2001; Strandberg, 2008; Tettey, 2001; Westholm, 2002). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considerando os aspectos quantitativos e qualitativos das plataformas online estudadas, observa-se a necessidade de um aprofundamento na an&aacute;lise cr&iacute;tica dos impactos efetivos da participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; no processo deliberativo e na tomada de decis&atilde;o pol&iacute;tica. Sendo assim, o pr&oacute;ximo t&oacute;pico deste artigo considera alguns modelos de avalia&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica existentes e um novo modelo &eacute; proposto para posterior classifica&ccedil;&atilde;o dos dados encontrados nas revis&otilde;es.</p>     <p><b>Modelo de avalia&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica online</b></p>     <p>De forma geral, os modelos de avalia&ccedil;&atilde;o encontrados nos artigos das RSL (Arnstein, 1969; Gomes, 2005; Jiang &amp; Xu, 2009; Smyth, 2001) trazem poucas etapas de participa&ccedil;&atilde;o com defini&ccedil;&otilde;es muito amplas ou te&oacute;ricas, al&eacute;m de serem elaborados do ponto de vista governamental e, portanto, n&atilde;o apresentarem possibilidades de atua&ccedil;&atilde;o ascendente, dos cidad&atilde;os para o governo. </p>     <p>O formato de classifica&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica que se estabeleceu no meio acad&ecirc;mico e institucional, expresso pelos modelos de avalia&ccedil;&atilde;o estudados, n&atilde;o deve ser visto de forma r&iacute;gida ou definitiva. Considerando suas limita&ccedil;&otilde;es e faltas, um novo modelo de avalia&ccedil;&atilde;o foi elaborado com o objetivo de padronizar os casos estudados e analis&aacute;-los de acordo com um indicador &uacute;nico e n&atilde;o hier&aacute;rquico, mais completo, realista e cr&iacute;tico:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"> <a href ="/img/revistas/csoc/v36/v36a09f1.jpg">Figura 1</a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Constru&iacute;do a partir dos casos estudados nas duas revis&otilde;es sistem&aacute;ticas de literatura (RSL), o modelo de avalia&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica online apresenta categorias totalmente compat&iacute;veis com as plataformas encontradas, fazendo com que n&atilde;o haja nenhum tipo de participa&ccedil;&atilde;o superficial ou apenas te&oacute;rica. As formas de participa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o apresentadas de forma n&atilde;o-hier&aacute;rquica e variam de acordo com a origem da plataforma: criada pelo setor governamental, representado pelo termo &quot;governo&quot;, ou pelo setor n&atilde;o-governamental, que abrange todas as camadas da sociedade civil, movimentos sociais, ONG, institui&ccedil;&otilde;es privadas e o pr&oacute;prio cidad&atilde;o comum, representados pelo termo &quot;cidad&atilde;o&quot;. O fluxo de informa&ccedil;&atilde;o entre os dois segmentos &eacute; exposto pelas setas, tanto em formato vertical e horizontal, quanto unidirecional e bidirecional. </p>     <p>O modelo apresenta seis categorias de participa&ccedil;&atilde;o: a pr&eacute;-participa&ccedil;&atilde;o, em que o cidad&atilde;o &eacute; informado e n&atilde;o participa ativamente; &eacute; representada principalmente por portais de governo que, de forma vertical e unidirecional, apresentam not&iacute;cias de programas e a&ccedil;&otilde;es do governo, al&eacute;m de facilitar o acesso a servi&ccedil;os p&uacute;blicos. A participa&ccedil;&atilde;o <i>top-down</i>, de fluxo vertical e bidirecional, em que o cidad&atilde;o participa como rea&ccedil;&atilde;o &agrave; solicita&ccedil;&atilde;o do governo, expresso nos casos de consultas de opini&atilde;o online. A participa&ccedil;&atilde;o <i>bottom-up</i>, em que setores da sociedade t&ecirc;m autonomia para criar uma plataforma online, como peti&ccedil;&otilde;es online, arrecada&ccedil;&otilde;es para campanhas ou projetos de lei de iniciativa popular. A participa&ccedil;&atilde;o deliberativa <i>top-down</i>, em que o governo solicita a opini&atilde;o p&uacute;blica com espa&ccedil;os para discuss&atilde;o online, seguindo um fluxo simultaneamente vertical e horizontal, na divulga&ccedil;&atilde;o da plataforma e no processo de debate entre cidad&atilde;os; &eacute; representada pelos f&oacute;runs de discuss&atilde;o governamentais e or&ccedil;amentos participativos online. A participa&ccedil;&atilde;o deliberativa <i>bottom-up,</i> semelhante &agrave; categoria anterior, mas com iniciativas promovidas por setores da sociedade civil, trazendo primeiramente um fluxo horizontal de discuss&atilde;o entre cidad&atilde;os para depois levar a um poss&iacute;vel retorno ao governo; &eacute; representada por f&oacute;runs de discuss&atilde;o online n&atilde;o governamentais que permitem maior liberdade aos usu&aacute;rios para criar t&oacute;picos, participar e deliberar. E a participa&ccedil;&atilde;o colaborativa, em que h&aacute; parceria entre segmentos da sociedade civil e do governo na cria&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de plataformas, um fluxo de informa&ccedil;&atilde;o horizontal e bidirecional, com poder de decis&atilde;o dividido entre eles, como nos casos de plataformas participativas mistas, organizadas por institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, representantes pol&iacute;ticos, acad&ecirc;micos, ativistas, especialistas e demais cidad&atilde;os interessados.</p>     <p>O principal diferencial deste modelo est&aacute; na separa&ccedil;&atilde;o entre iniciativas do governo e iniciativas do cidad&atilde;o, trazendo um destaque que n&atilde;o havia sido dado anteriormente &agrave; autonomia de setores da sociedade em diferentes formatos de participa&ccedil;&atilde;o, inclusive na participa&ccedil;&atilde;o deliberativa. A autonomia do cidad&atilde;o e a delibera&ccedil;&atilde;o, dimens&otilde;es essenciais que caracterizam a participa&ccedil;&atilde;o (Prieto-Martin, 2010) est&atilde;o claramente representadas no modelo de avalia&ccedil;&atilde;o proposto. Ainda assim, algumas limita&ccedil;&otilde;es podem ser reconhecidas, como a dificuldade de avaliar quest&otilde;es sociais, culturais e econ&ocirc;micas da participa&ccedil;&atilde;o. Por estar baseada nos casos encontrados nas duas RSL, o modelo tamb&eacute;m acompanha as limita&ccedil;&otilde;es do m&eacute;todo de revis&atilde;o utilizado, n&atilde;o possibilitando uma abrang&ecirc;ncia completa de todas as iniciativas existentes no mundo ou no Brasil – &eacute; poss&iacute;vel que o modelo n&atilde;o seja suficiente para classificar outras plataformas que n&atilde;o foram estudadas pelos artigos analisados nesta pesquisa. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>     <p>Diferente da an&aacute;lise por artigo feita nas RSL, esta avalia&ccedil;&atilde;o considera todos os casos estudados dentro de todos os artigos, ou seja, em artigos que apresentam mais de uma plataforma, todas s&atilde;o consideradas e avaliadas de acordo com o modelo proposto. Apenas alguns exemplos de casos m&uacute;ltiplos n&atilde;o puderam ser inclu&iacute;dos na avalia&ccedil;&atilde;o pela grande quantidade de plataformas e a falta de informa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas sobre cada uma, como no artigo de Mussoet al. (2000) sobre 270 portais municipais da Calif&oacute;rnia ou no de Shen e Liang (2015) sobre os 103 f&oacute;runs de discuss&atilde;o pol&iacute;tica de 75 pa&iacute;ses diferentes. </p>     <p>Para casos iguais publicados pelo mesmo autor em artigos diferentes ou com resultados semelhantes, foi avaliado somente um dos casos para evitar uma contagem duplicada de plataformas. Da RSL mundial, por exemplo, foi considerado apenas um dos artigos sobre a consulta de opini&atilde;o da reforma do sistema de sa&uacute;de na China, analisada e publicada por Steven J. Balla, em 2012 e 2014, e um dos estudos sobre a vota&ccedil;&atilde;o pela Internet nas elei&ccedil;&otilde;es prim&aacute;rias do Arizona, publicada por Solop (2001) e Gibson (2001). Da mesma forma, apenas um dos artigos sobre o f&oacute;rum online do or&ccedil;amento participativo de Belo Horizonte em 2008 (Sampaio, 2012; Sampaio et al., 2010) foi considerado na avalia&ccedil;&atilde;o dos artigos brasileiros, enquanto as tr&ecirc;s edi&ccedil;&otilde;es do mesmo or&ccedil;amento em 2006, 2008 e 2011, estudadas por Cunha, Coelho e Pozzebon (2014) e Abreu e Pinho (2014), s&oacute; foram consideradas uma vez. Ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o desses crit&eacute;rios de exclus&atilde;o, chegou-se a 25 artigos da primeira revis&atilde;o e 10 da segunda, totalizando uma avalia&ccedil;&atilde;o de 134 plataformas de diversos pa&iacute;ses do mundo e 45 do Brasil. </p>     <p>Todas as 179 plataformas foram ent&atilde;o categorizadas de acordo com o modelo de avalia&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica online. No entanto, apenas a organiza&ccedil;&atilde;o das plataformas em diferentes tipos de participa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o seria o bastante para avaliar as consequ&ecirc;ncias de cada participa&ccedil;&atilde;o nas decis&otilde;es pol&iacute;ticas:</p>     <blockquote>uma vez que institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas desenvolvem plataformas de participa&ccedil;&atilde;o virtual para possibilitar a intera&ccedil;&atilde;o entre representantes e representados, fiscaliza&ccedil;&atilde;o e acompanhamento das atividades pol&iacute;ticas, cabe questionar se esta abertura das estruturas pol&iacute;ticas institucionais &agrave; participa&ccedil;&atilde;o da esfera civil &eacute; efetiva, no sentido de garantir ao cidad&atilde;o a possibilidade de influenciar processos diversos de tomada de decis&atilde;o. (Rossini, 2014, p. 119)</blockquote>     <p>Para esta pesquisa, o impacto foi analisado em paralelo com o modelo de avalia&ccedil;&atilde;o proposto, possibilitando diferenciar aquelas plataformas que prometem a considera&ccedil;&atilde;o da opini&atilde;o p&uacute;blica no processo de tomada de decis&atilde;o daquelas que de fato aplicam essas sugest&otilde;es na decis&atilde;o, seja pela considera&ccedil;&atilde;o da opini&atilde;o dos cidad&atilde;os em uma consulta p&uacute;blica, na realiza&ccedil;&atilde;o de obras votadas em or&ccedil;amentos participativos ou na aplica&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es encontradas por cidad&atilde;os em f&oacute;runs de discuss&atilde;o.</p>     <p>Os quadros abaixo mostram os resultados quantitativos da avalia&ccedil;&atilde;o, dividida entre os artigos das duas revis&otilde;es, os tipos de participa&ccedil;&atilde;o baseados no modelo proposto e o impacto decis&oacute;rio de cada plataforma. As plataformas que influenciaram a decis&atilde;o pol&iacute;tica de alguma forma foram classificadas como &quot;sim&quot;, aquelas que n&atilde;o tiveram influ&ecirc;ncia nenhuma foram contadas como &quot;n&atilde;o&quot;e quando o impacto n&atilde;o foi avaliado pelos autores ou n&atilde;o foi exposto de forma clara no artigo, foi classificado como &quot;N/A&quot;. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v36/v36a09t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v36/v36a09t3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os casos de plataformas que possibilitaram a pr&eacute;-participa&ccedil;&atilde;o foram maioria nos artigos das duas revis&otilde;es, representando 27,6% do total de artigos da primeira revis&atilde;o e 77,8% dos artigos da segunda. A grande maioria das plataformas do mundo n&atilde;o teve seu impacto decis&oacute;rio exposto em seu respectivo artigo e apenas dois casos foram avaliados com nenhuma influ&ecirc;ncia na decis&atilde;o pol&iacute;tica: os portais de governo eletr&ocirc;nico nacional e municipal da Turquia, atrav&eacute;s dos quais os cidad&atilde;os n&atilde;o podem participar dos processos de tomada de decis&atilde;o (Saylan, 2009). Nos estudos do Brasil, apenas uma n&atilde;o teve seu impacto confirmado: na an&aacute;lise do portal da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica n&atilde;o foi poss&iacute;vel encontrar &quot;elementos suficientes para que se possa afirmar a exist&ecirc;ncia de artif&iacute;cios direcionados a encorajar o envolvimento pol&iacute;tico dos cidad&atilde;os na discuss&atilde;o ou mesmo na produ&ccedil;&atilde;o de decis&otilde;es sobre pol&iacute;ticas p&uacute;blicas&quot;(Marques, 2010, p. 128). Por outro lado, os 24 portais oficiais de capitais brasileiras estudados por Silva (2005) foram considerados fechados &agrave; participa&ccedil;&atilde;o e influ&ecirc;ncia dos cidad&atilde;os nas decis&otilde;es p&uacute;blicas.</p>     <p>Na categoria de participa&ccedil;&atilde;o <i>top-down</i>, 30 plataformas foram encontradas na primeira RSL, dentre as quais a maioria n&atilde;o teve impacto decis&oacute;rio analisado pelos autores. &Eacute; o caso do artigo de Welp (2008), que avalia todos os portais de governo dos 18 pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina e considera sete deles (Argentina, Bol&iacute;via, Brasil, Chile, Col&ocirc;mbia, Panam&aacute; e Peru) como sendo os mais avan&ccedil;ados pela abertura de espa&ccedil;os simb&oacute;licos de intera&ccedil;&atilde;o com o governo, mas sem identificar os resultados pol&iacute;ticos da participa&ccedil;&atilde;o em tais plataformas. J&aacute; o caso da vota&ccedil;&atilde;o pela internet nas elei&ccedil;&otilde;es prim&aacute;rias do Arizona em 2000 parece ter impacto direto na decis&atilde;o, contribuindo para aumentar a influ&ecirc;ncia ativa dos cidad&atilde;os na cidade (Solop, 2001). Nos estudos da segunda RSL n&atilde;o foram encontradas plataformas de participa&ccedil;&atilde;o <i>top-down</i>.</p>     <p>A categoria seguinte, participa&ccedil;&atilde;o <i>bottom-up</i>, &eacute; uma das que menos apresenta plataformas correspondentes na primeira revis&atilde;o, com apenas dois casos: a peti&ccedil;&atilde;o online promovida pelo jornal italiano <i>La Repubblica</i> (Vaccari, 2011), em que a iniciativa da m&iacute;dia &eacute; vista como uma extens&atilde;o de sua campanha editorial e o impacto decis&oacute;rio n&atilde;o &eacute; avaliado; e a plataforma criada por um casal dos Estados Unidos (EUA), o MoveOn, considerado por Pickard (2008) como eficaz em dar voz a um eleitorado sub-representado e influenciar pol&iacute;ticas espec&iacute;ficas, com a&ccedil;&otilde;es populares diretas como peti&ccedil;&otilde;es anti-guerra e arrecada&ccedil;&otilde;es para pol&iacute;ticos pr&oacute;-paz. Mais uma vez, n&atilde;o houve nenhuma iniciativa brasileira para esta categoria de participa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>J&aacute; a participa&ccedil;&atilde;o deliberativa <i>top-down</i> foi encontrada em artigos de ambas revis&otilde;es, com 28 casos em diferentes pa&iacute;ses do mundo e nove brasileiros. Exemplos est&atilde;o em oito portais governamentais de prov&iacute;ncias da China, que oferecem espa&ccedil;os de bate-papo e f&oacute;runs de discuss&atilde;o (Jiang &amp; Xu, 2009) e em uma Comunidade Legislativa Virtual do portal E-Democracia, da C&acirc;mara dos Deputados no Brasil, que permitiu o debate e a contribui&ccedil;&atilde;o para elabora&ccedil;&atilde;o do projeto de lei sobre o Marco Civil (Freitas, Lima &amp; Lima, 2015). Uma minoria dos estudos desse tipo de participa&ccedil;&atilde;o exp&otilde;e o impacto decis&oacute;rio das plataformas, como no caso do f&oacute;rum de discuss&atilde;o online de uma ag&ecirc;ncia da Secretaria de Transportes dos EUA, que possibilitou um planejamento aberto aos cidad&atilde;os e, ao final, aprimorou suas estrat&eacute;gias de a&ccedil;&atilde;o com base nos coment&aacute;rios dos participantes (Stanley &amp; Weare, 2004), e no caso da falta de impacto decis&oacute;rio na consulta p&uacute;blica da Assembl&eacute;ia Legislativa de Minas Gerais em 2011, que serviu mais para alimentar o debate p&uacute;blico sobre um tema relevante do que &quot;subsidiar os parlamentares em uma tomada de decis&atilde;o&quot;(Mendon&ccedil;a &amp; Amaral, 2014, p. 197).</p>     <p>Para a categoria de participa&ccedil;&atilde;o deliberativa <i>bottom-up</i>, nenhum caso brasileiro foi encontrado, enquanto 35 casos da primeira RSL apresentaram iniciativas da sociedade civil com discuss&atilde;o online. Mais uma vez, a maioria n&atilde;o analisa ou n&atilde;o deixa claro se houve impacto da participa&ccedil;&atilde;o na tomada de decis&atilde;o, como nas 18 plataformas participativas de cidades dos EUA, em que os cidad&atilde;os criam e interagem uns com os outros para discutir problemas e encontrar solu&ccedil;&otilde;es. Neste caso, Desouza e Bhagwatwar (2014) refor&ccedil;am apenas que a decis&atilde;o de implementa&ccedil;&atilde;o das solu&ccedil;&otilde;es continua nas m&atilde;os da ag&ecirc;ncia p&uacute;blica, n&atilde;o expondo se e quais trazem uma influ&ecirc;ncia efetiva para a decis&atilde;o. J&aacute; no caso do f&oacute;rum online criado por uma associa&ccedil;&atilde;o de cidad&atilde;os de Boston, Klein (1999, p. 218) afirma ser prov&aacute;vel que as decis&otilde;es tomadas por representantes locais tenham sido &quot;influenciadas pelo fato de que os cidad&atilde;os locais se organizaram em torno da quest&atilde;o, atra&iacute;ram um interesse p&uacute;blico substancial e pressionaram os legisladores&quot;. </p>     <p>Por fim, a categoria de participa&ccedil;&atilde;o colaborativa &eacute; representada por dois casos na RSL mundial e um caso na RSL brasileira. No artigo de Desouza e Bhagwatwar (2014) citado acima, apenas duas das 25 plataformas analisadas nas cidades dos EUA foram classificadas pelos autores como o &uacute;ltimo grau do modelo de intelig&ecirc;ncia coletiva, em que o fluxo de informa&ccedil;&atilde;o &eacute; bidirecional e as solu&ccedil;&otilde;es desenvolvidas por cidad&atilde;os s&atilde;o implementadas em parceria entre eles e seus governantes. Enquanto isso, no Brasil, Penteado et al. (2014, p. 229) avaliam in&uacute;meros exemplos de a&ccedil;&otilde;es da Rede Nossa S&atilde;o Paulo e afirmam que apesar de limita&ccedil;&otilde;es nas a&ccedil;&otilde;es de press&atilde;o sobre o Estado, &quot;ela &eacute; capaz de influenciar a agenda, a implementa&ccedil;&atilde;o e a avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas&quot;. A participa&ccedil;&atilde;o colaborativa parece ser de grande import&acirc;ncia para o processo democr&aacute;tico, considerando que as an&aacute;lises de todos os seus exemplos confirmaram alguma influ&ecirc;ncia na tomada de decis&atilde;o pol&iacute;tica. Ainda assim, suas plataformas representam uma amostra muito pequena se comparada &agrave;s outras. Questiona-se ent&atilde;o se as plataformas nesta categoria s&atilde;o realmente raras na sociedade atual ou se os pesquisadores n&atilde;o t&ecirc;m interesse ou incentivo para estud&aacute;-las.</p>     <p>Os poucos exemplos de participa&ccedil;&atilde;o <i>bottom-up</i> na primeira revis&atilde;o tamb&eacute;m refletem a falta de pesquisas ou iniciativas de participa&ccedil;&atilde;o direta dos cidad&atilde;os, como peti&ccedil;&otilde;es e outros formatos de press&atilde;o popular sem discuss&atilde;o pr&eacute;via. Por outro lado, o alto n&uacute;mero de plataformas que possibilitam a participa&ccedil;&atilde;o deliberativa <i>bottom-up</i> pode indicar que os cidad&atilde;os est&atilde;o mais focados em promover discuss&otilde;es e debates antes de pressionar o Estado ou que os estudos sobre plataformas de origem n&atilde;o-governamental buscam analisar principalmente os casos de delibera&ccedil;&atilde;o. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>J&aacute; na avalia&ccedil;&atilde;o dos estudos do Brasil, as categorias de participa&ccedil;&atilde;o <i>top-down</i>, <i>bottom-up</i> e deliberativa <i>bottom-up</i> n&atilde;o foram representadas por nenhuma plataforma, enquanto as de pr&eacute;-participa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o maioria entre as pesquisas. Al&eacute;m disso, os tipos de participa&ccedil;&atilde;o encontrados trouxeram exemplos que se repetem entre os artigos: s&atilde;o quatro an&aacute;lises sobre o Or&ccedil;amento Participativo Digital de Belo Horizonte e outras quatro sobre o portal da C&acirc;mara dos Deputados. Observa-se ent&atilde;o que as poucas iniciativas governamentais que permitem ir al&eacute;m da categoria pr&eacute;-participa&ccedil;&atilde;o oferecem espa&ccedil;os de discuss&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o entre cidad&atilde;os e/ou governantes, mas s&atilde;o limitados a poucos casos. J&aacute; as plataformas n&atilde;o-governamentais parecem ser negligenciados pela academia ou n&atilde;o existem em quantidades suficientes para an&aacute;lise.</p>     <p>De forma geral, o ponto que mais se destaca nesta avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; a falta de an&aacute;lises por parte dos autores sobre o impacto decis&oacute;rio das plataformas analisadas. Sabe-se que a influ&ecirc;ncia de uma a&ccedil;&atilde;o sobre outra n&atilde;o deve ser medida apenas com uma resposta positiva ou negativa, mas o intuito deste questionamento simplista &eacute; justamente averiguar se est&atilde;o sendo avaliados os impactos da participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; no processo de tomada de decis&atilde;o pol&iacute;tica. Observa-se que, quando a efetividade da participa&ccedil;&atilde;o &eacute; finalmente levantada pelos autores, as conclus&otilde;es s&atilde;o superficiais e costumam ser acompanhadas da explica&ccedil;&atilde;o sobre o poder decis&oacute;rio do governo: &quot;a decis&atilde;o de responder ou incorporar os pontos de vista dos cidad&atilde;os reside nos decisores pol&iacute;ticos e os pol&iacute;ticos que podem escolher ser receptivos ou n&atilde;o&quot;(Tettey, 2001, p. 144).</p>     <p>As poucas tentativas de cruzamento entre as demandas da sociedade e as a&ccedil;&otilde;es governamentais s&oacute; foram realizadas em artigos com an&aacute;lises aprofundadas sobre cada plataforma, mas a maioria se baseia apenas na percep&ccedil;&atilde;o dos autores e n&atilde;o em indicadores de mensura&ccedil;&atilde;o bem definidos. Apesar da complexidade em se estudar o impacto decis&oacute;rio, &eacute; urgente que mais avalia&ccedil;&otilde;es cr&iacute;ticas sejam elaboradas a fim de evitar afirma&ccedil;&otilde;es ing&ecirc;nuas sobre o aumento da participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e possibilitar a constru&ccedil;&atilde;o de indicadores de avalia&ccedil;&atilde;o com um nivelamento de participa&ccedil;&atilde;o mais compat&iacute;vel com seus impactos reais. </p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Diante das limita&ccedil;&otilde;es dos modelos pol&iacute;ticos vigentes e das expectativas criadas com a dissemina&ccedil;&atilde;o da internet, este artigo busca avaliar as possibilidades de participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica a partir de plataformas online e seus impactos reais nos processos decis&oacute;rios. A crescente adapta&ccedil;&atilde;o dos governantes e cidad&atilde;os aos ambientes digitais permitiu a cria&ccedil;&atilde;o de diversas plataformas com a promessa de aumentar a participa&ccedil;&atilde;o civil nas quest&otilde;es p&uacute;blicas. No entanto, cabe questionar at&eacute; que ponto o uso dessas plataformas &eacute; realmente capaz de ampliar a atua&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dos cidad&atilde;os e influenciar a tomada de decis&atilde;o dos gestores.</p>     <p>Duas revis&otilde;es sistem&aacute;ticas de literatura foram realizadas para mapear as pesquisas emp&iacute;ricas sobre as plataformas online de participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; no mundo e no Brasil. Dos 434 artigos encontrados na primeira RSL, 32 foram selecionados para an&aacute;lise quanti e qualitativa, assim como os 12 artigos selecionados na revis&atilde;o brasileira. A partir disso, as 179 plataformas analisadas pelos artigos foram categorizadas de acordo com o novo modelo de avalia&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica online e seu impacto no processo decis&oacute;rio. </p>     <p>Diante dos resultados, observa-se que a maioria das plataformas encontradas nas duas RSL s&atilde;o iniciativas governamentais que promovem um fluxo de informa&ccedil;&atilde;o <i>top-down </i>(Liste &amp; Sorensen, 2015; Polat &amp; Pratchett, 2014; Rossini, 2014; Saylan, 2009), com alguma possibilidade de intera&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o entre cidad&atilde;os e governantes (Balla, 2014; Marques, 2010), mas pouca ou nenhuma influ&ecirc;ncia no processo de decis&atilde;o pol&iacute;tica. No total dos artigos avaliados, 8% dos casos do Brasil e do mundo foram avaliados como tendo algum impacto na decis&atilde;o final, enquanto 22% n&atilde;o parecem ter impactado a decis&atilde;o e 70% n&atilde;o tiveram sua influ&ecirc;ncia analisada pelos autores. Por um lado, a evidente falta de an&aacute;lise de impacto prejudica a avalia&ccedil;&atilde;o das iniciativas e, por outro, tal an&aacute;lise &eacute; limitada pela aus&ecirc;ncia de retorno dos governantes e transpar&ecirc;ncia nos resultados da participa&ccedil;&atilde;o, dificultando o trabalho de pesquisadores no cruzamento entre a demanda dos cidad&atilde;os e a decis&atilde;o dos representantes pol&iacute;ticos.</p>     <p>A tomada de decis&atilde;o final nas m&atilde;os dos gestores esconde um dos maiores perigos do uso das plataformas online neste contexto: o discurso da participa&ccedil;&atilde;o como ret&oacute;rica dos representantes pol&iacute;ticos. Diversas iniciativas governamentais online come&ccedil;am a surgir com a promessa de promover a participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;, mas na pr&aacute;tica s&atilde;o plataformas complexas, fechadas, controladas e monitoradas por seus gestores, e com pouco ou nenhum retorno sobre o resultado da participa&ccedil;&atilde;o, caracterizando uma especie de &quot;participation washing&quot;. Ademais, por tr&aacute;s de processos considerados participativos podem se esconder hierarquias informais e outras estruturas de poder disfar&ccedil;adas, que agem de forma autorit&aacute;ria com base em interesses de pequenos grupos. A ret&oacute;rica da participa&ccedil;&atilde;o promovida pelos governantes pode acabar gerando um ambiente de cidadania elitista, uma falsa politiza&ccedil;&atilde;o, um ambiente de participa&ccedil;&atilde;o altamente manipul&aacute;vel e a ascens&atilde;o de um novo tipo de populismo.</p>     <p>Al&eacute;m disso, existe outro problema para a atua&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os na pol&iacute;tica: a falta de transpar&ecirc;ncia total dos dados p&uacute;blicos. S&oacute; &eacute; poss&iacute;vel participar de fato das quest&otilde;es pol&iacute;ticas se as informa&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; esfera p&uacute;blica estiverem totalmente dispon&iacute;veis e acess&iacute;veis para compreens&atilde;o e uso dos cidad&atilde;os. No entanto, os governantes ainda n&atilde;o parecem ter assumido o compromisso de prestar contas &agrave; sociedade e de se responsabilizar pelos seus atos. Como constatou-se em 2001, no 2&ordm; F&oacute;rum Global, o papel do governo deve ir al&eacute;m da cria&ccedil;&atilde;o de portais eletr&ocirc;nicos com informa&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os b&aacute;sicos (Jardim, 2000). &Eacute; necess&aacute;rio investir na real transpar&ecirc;ncia das informa&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e em educa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica para aprofundar a no&ccedil;&atilde;o de cidadania e criar uma cultura de participa&ccedil;&atilde;o ampla e consciente. N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vidas de que tais investimentos envolvem um planejamento complexo e um alto custo financeiro para o Estado, tanto na implementa&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias e capacita&ccedil;&atilde;o de funcion&aacute;rios para gerenciar as informa&ccedil;&otilde;es quanto nos projetos educacionais para toda a popula&ccedil;&atilde;o. O problema, no entanto, parece ser ainda maior do que suas condi&ccedil;&otilde;es financeiras – est&aacute; no interesse dos governantes em abrir os processos pol&iacute;ticos para os cidad&atilde;os.</p>     <p>Como relembram Jiang e Xu (2009), as estruturas online n&atilde;o s&atilde;o ferramentas naturalmente participativas, dependem diretamente do ambiente pol&iacute;tico e cultural em que est&atilde;o inseridas. Neste sentido, com o modelo pol&iacute;tico conservador e autorit&aacute;rio ainda vigente no Brasil, as novas tecnologias n&atilde;o t&ecirc;m sido utilizadas em todas as suas potencialidades e as melhores experi&ecirc;ncias s&atilde;o aquelas voltadas para aprimorar a arrecada&ccedil;&atilde;o fiscal (Pinho, 2008; Sampaio, Maia &amp; Marques, 2010). Essa falta de incentivo governamental para plataformas online de participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica cidad&atilde; &eacute; explorada nos estudos das duas revis&otilde;es e a conclus&atilde;o de &eacute; que existe uma indisposi&ccedil;&atilde;o de representantes do governo, tanto no Brasil como no mundo, para criar e manter as iniciativas. O envolvimento do cidad&atilde;o na tomada de decis&atilde;o significa o compartilhamento de poder, a redu&ccedil;&atilde;o do papel exercido por esses agentes p&uacute;blicos e a perda de controle sobre a agenda p&uacute;blica (Freitas et al., 2015; Marques, 2010; Stanley &amp; Weare, 2004). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sendo assim, o resultado desta pesquisa indica que a participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica online n&atilde;o &eacute; s&oacute; uma quest&atilde;o tecnol&oacute;gica, mas principalmente uma quest&atilde;o de poder. Os esfor&ccedil;os para possibilitar uma participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica efetiva em plataformas online v&atilde;o muito al&eacute;m da cria&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de novas plataformas digitais. Por parte do governo, &eacute; preciso estimular a cria&ccedil;&atilde;o de ag&ecirc;ncias de controle e auditoria para garantir a transpar&ecirc;ncia e a responsabiliza&ccedil;&atilde;o dos atos pol&iacute;ticos; adequar as condi&ccedil;&otilde;es financeiras para o desenvolvimento da educa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica; e, principalmente, abdicar do discurso ret&oacute;rico e compartilhar os poderes de decis&atilde;o com os cidad&atilde;os. Por parte dos cidad&atilde;os, &eacute; preciso estimular a cria&ccedil;&atilde;o de iniciativas ascendentes e mecanismos de contra-poder; reconhecer sua responsabilidade de pressionar pela transpar&ecirc;ncia no processo decis&oacute;rio e de controlar as a&ccedil;&otilde;es do governo; disseminar informa&ccedil;&otilde;es e desenvolver o interesse sobre quest&otilde;es pol&iacute;ticas para que sejam capazes de reivindicar seus direitos democr&aacute;ticos.</p>     <p>A comunidade cient&iacute;fica tamb&eacute;m tem um papel fundamental no desenvolvimento da participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica online: &eacute; preciso aplicar uma agenda de pesquisa que contemple estudos anal&iacute;ticos e cr&iacute;ticos em torno das pr&aacute;ticas, usos e resultados concretos das plataformas de participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;, especialmente das plataformas criadas por setores da sociedade civil. Faz-se necess&aacute;rio criar m&eacute;todos e indicadores para mensurar a efetividade da participa&ccedil;&atilde;o online nos processos pol&iacute;ticos ao redor do mundo, em seus diferentes contextos. Torna-se ainda mais urgente o desenvolvimento de estudos emp&iacute;ricos sobre a transpar&ecirc;ncia das informa&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e os usos da pr&oacute;pria tecnologia para fraudar resultados, entre outras estrat&eacute;gias poss&iacute;veis de manipula&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o online para a autolegitima&ccedil;&atilde;o de agentes pol&iacute;ticos diante da crise de representatividade e de autoridade que caracteriza o mundo contempor&acirc;neo. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Abreu, J. C. &amp; Pinho, J. A. (2014). Sentidos e significados da participa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica atrav&eacute;s da internet: uma an&aacute;lise da experi&ecirc;ncia do Or&ccedil;amento Participativo Digital. <i>Revista Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica</i>, <i>48</i>(4), 821-846.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018571&pid=S2183-3575201900030000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Arnstein, S. R. (1969). A ladder of citizen participation. <i>JAIP</i>, <i>35</i>(4), 216-224.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018573&pid=S2183-3575201900030000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Balla, S. J. (2012). Information technology, political participation and the evolution of Chinese policymaking. <i>Journal of Contemporary China,</i> <i>21</i>(76), 655-673. <a href="https://doi.org/10.1080/10670564.2012.666835" target="_blank">https://doi.org/10.1080/10670564.2012.666835</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018575&pid=S2183-3575201900030000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Balla, S. J. (2014). Health system and political participation on the Chinese internet. <i>China Information</i>, <i>28</i>(2), 214-236.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018576&pid=S2183-3575201900030000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brereton, O., Kitchenham, B. A., Budgen, D., Turner, M. &amp; Khalil, M. A. (2007). Lessons from applying the systematic literature review process within the software engineering domain. <i>Journal of Systems and Software</i>, <i>80</i>(4), 571-583. <a href="https://doi.org/10.1016/j.jss.2006.07.009" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.jss.2006.07.009</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018578&pid=S2183-3575201900030000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cunha V. C., Coelho, T. R. &amp; Pozzebon, M. (2014). Internet e participa&ccedil;&atilde;o: o caso do or&ccedil;amento participativo digital de Belo Horizonte<i>.</i> <i>Revista de Aministra&ccedil;&atilde;o de Empresas</i>, <i>54</i>(3), 296-308. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0034-759020140305" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0034-759020140305</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018579&pid=S2183-3575201900030000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Desouza, K. C &amp; Bhagwatwar, A. (2014). Technology-enabled participatory platforms for civic engagement: the case of U.S. Cities. <i>Journal of Urban Technology</i>, <i>21</i>(4), 25-50. <a href="https://doi.org/10.1080/10630732.2014.954898" target="_blank">https://doi.org/10.1080/10630732.2014.954898</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018580&pid=S2183-3575201900030000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Freitas, C. S., Lima, F. F. &amp; Lima, F. Q. (2015). Os desafios ao desenvolvimento de um ambiente para participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica digital: o caso de uma comunidade virtual legislativa do projeto e-democracia no Brasil.<i> O&amp;S - Salvador</i>, <i>22</i>(75), 639-658.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018581&pid=S2183-3575201900030000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gibson, R. (2001). Elections online: assessing internet voting in light of the Arizona democratic primary. <i>Political Science Quarterly,</i> <i>116</i>(4), 561-583.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018583&pid=S2183-3575201900030000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gomes, W. (2005). Internet e participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica em sociedades democr&aacute;ticas. <i>Revista Flamecos</i>, <i>12</i>(27), 58-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018585&pid=S2183-3575201900030000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hung, C. (2003). Public discourse and &quot;virtual&quot;political participation in the PRC: the impact of the internet. <i>Issues &amp; Studies</i>, <i>39</i>(4), 1-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018587&pid=S2183-3575201900030000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jardim, J. M. (2000). Capacidade governativa, informa&ccedil;&atilde;o, e governo eletr&ocirc;nico. <i>DataGramaZero</i>, <i>1</i>(5).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018589&pid=S2183-3575201900030000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jiang, M. &amp; Xu, H. (2009). Exploring online structures on Chinese government portals. Citizen political participation and government legitimation.<i> Social Science Computer Review</i>, <i>27</i>(2), 174-195. <a href="https://doi.org/10.1177/0894439308327313" target="_blank">https://doi.org/10.1177/0894439308327313</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018591&pid=S2183-3575201900030000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Klein, H. (1999). Tocqueville in cyberspace: using the internet for citizen associations. <i>The Information Society,</i> <i>15</i>, 213-220. <a href="https://doi.org/10.1080/019722499128376" target="_blank">https://doi.org/10.1080/019722499128376</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018592&pid=S2183-3575201900030000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Liste, L. &amp; Sorensen, K. H. (2015). Consumer, client or citizen? How Norwegian local governments domesticate website technology and configure their users. <i>Information, Communication and Society,</i> <i>18</i>(7), 733-746. <a href="https://doi.org/10.1080/1369118X.2014.993678" target="_blank">https://doi.org/10.1080/1369118X.2014.993678</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018593&pid=S2183-3575201900030000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Loveland, M. T. &amp; Popescu, D. (2011). Democracy on the web<i>.</i> <i>Information, Communication &amp; Society</i>, <i>14</i>(5), 684-703. <a href="https://doi.org/10.1080/1369118X.2010.521844" target="_blank">https://doi.org/10.1080/1369118X.2010.521844</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018594&pid=S2183-3575201900030000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mambrey, P., Neumann, H. &amp; Sieverdingbeck, K. (1999). Bridging the gap between Parliament and citizen – the internet services of the German Bundestag. <i>Parliamentary Affairs,</i> <i>52</i>(3), 480-492.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018595&pid=S2183-3575201900030000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Marques, P. J. A. (2010). &quot;Muro baixo, o povo pula&quot;: iniciativas institucionais de participa&ccedil;&atilde;o digital e seus desafios fundamentais<i>.</i> <i>Opini&atilde;o P&uacute;blica</i>, <i>16</i>(1), 117-142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018597&pid=S2183-3575201900030000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mendon&ccedil;a, R. F. &amp; Amaral, F. de L. (2014). Delibera&ccedil;&atilde;o online em consultas p&uacute;blicas? O caso da Assembleia Legislativa de Minas Gerais<i>.</i> <i>Revista de Sociologia Pol&iacute;tica, 22</i>(49), 177-203.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018599&pid=S2183-3575201900030000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Miola, E. (2009). A delibera&ccedil;&atilde;o online em ambientes institucionais. Um estudo do f&oacute;rum de discuss&atilde;o do portal da C&acirc;mara dos Deputados<i>.</i> <i>Contemporanea</i>, <i>7</i>(2), 1-24. <a href="http://dx.doi.org/10.9771/1809-9386contemporanea.v7i2.3640" target="_blank">http://dx.doi.org/10.9771/1809-9386contemporanea.v7i2.3640</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018601&pid=S2183-3575201900030000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Musso, J. A., Weare, C. &amp; Hale, M. C. (2000). Designing web technologies for local governance reform: good management or good democracy? <i>Political Communication, 17</i>(1), 1-19. <a href="https://doi.org/10.1080/105846000198486" target="_blank">https://doi.org/10.1080/105846000198486</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018602&pid=S2183-3575201900030000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nye, E, Melendez-Torres, G. &amp; Bonell, C. (2016). Origins, methods, and advances in qualitative metasynthesis. <i>Review of Education</i>, <i>4</i>(1), 57-79. <a href="https://doi.org/10.1002/rev3.3065" target="_blank">https://doi.org/10.1002/rev3.3065</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018603&pid=S2183-3575201900030000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Oliveira, R. S. &amp; Rodegheri, L. B. (2012).Ciberdemocracia: an&aacute;lise dos desafios e possibilidades de iniciativa popular via internet no Brasil. <i>Sociedade e Cultura</i>, <i>15</i>(1), 121-133.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018604&pid=S2183-3575201900030000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Packer, A. (2014, 5 de novembro). A visibilidade dos peri&oacute;dicos do Brasil [Post em blogue]. Retirado de <a href="https://blog.scielo.org/blog/2014/11/05/a-visibilidade-dos-periodicos-do-brasil/#.XEvAb1xKj" target="_blank">https://blog.scielo.org/blog/2014/11/05/a-visibilidade-dos-periodicos-do-brasil/#.XEvAb1xKj</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018606&pid=S2183-3575201900030000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Penteado, C. L. C., Santos, M. B. P. &amp; Ara&uacute;jo, R. de P. A. (2014). Democracia, sociedade civil organizada e internet: estrat&eacute;gias de articula&ccedil;&atilde;o online da Rede Nossa S&atilde;o Paulo. <i>Sociologias,</i> <i>16</i>(36), 206-235.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018607&pid=S2183-3575201900030000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pickard, V. (2008). Cooptation and cooperation: institutional exemplars of democratic internet technology. <i>New Media &amp; Society,</i> <i>10</i>(4), 625-645. <a href="https://doi.org/10.1177/1461444808093734" target="_blank">https://doi.org/10.1177/1461444808093734</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018609&pid=S2183-3575201900030000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pinho, J. A. G. (2008). Investigando portais de governo eletr&ocirc;nico de estados no Brasil: muita tecnologia, pouca democracia<i>.</i> <i>Revista de Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica</i>, <i>42</i>(3), 471-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018610&pid=S2183-3575201900030000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Polat, R. K. &amp; Pratchett, L. (2014). Citizenship in the age of the internet: a comparative analysis of Britain and Turkey. <i>Citizenship Studies,</i> <i>18</i>(1), 63-80. <a href="https://doi.org/10.1080/13621025.2013.780765" target="_blank">https://doi.org/10.1080/13621025.2013.780765</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018612&pid=S2183-3575201900030000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Prieto-Martin, P. (2010). <i>Las alas de Leo: la participaci&oacute;n ciudadana del siglo XX</i>. Madrid: Bubok.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018613&pid=S2183-3575201900030000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ribeiro, L. C. Q., Costa, A. S., Costa, L. &amp; Ribeiro, M. G. (2013). Desigualdades digitais: acesso e uso da internet, posi&ccedil;&atilde;o socioecon&oacute;mica e segmenta&ccedil;&atilde;o espacial nas metr&oacute;poles brasileiras<i>.</i> <i>An&aacute;lise Social,</i> <i>207</i>, 288-320.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018615&pid=S2183-3575201900030000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Rossini, P. G. C. (2014). O papel do cidad&atilde;o nas ferramentas de democracia digital no Brasil: uma an&aacute;lise do desenho interativo das comunidades legislativas do portal E-Democracia. <i>Revista Compol&iacute;tica</i>, <i>2</i>(4), 112-134.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018617&pid=S2183-3575201900030000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sampaio, R. C. (2012). Qu&atilde;o deliberativas s&atilde;o discuss&otilde;es na rede? Um modelo de apreens&atilde;o da discuss&atilde;o online. <i>Revista Sociologia Pol&iacute;tica</i>, <i>20</i>(42), 121-139.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018619&pid=S2183-3575201900030000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sampaio, R. C., Maia, R. C. M. &amp; Marques, P. J. A. (2010). Participa&ccedil;&atilde;o e delibera&ccedil;&atilde;o na internet: Um estudo de caso do or&ccedil;amento participativo digital de Belo Horizonte. <i>Opini&atilde;o P&uacute;blica</i>, <i>16</i>(2), 446-477.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018621&pid=S2183-3575201900030000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sani, G. (2004). Verbete &quot;participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica&quot;. In N. Bobbio, N. Matteucci, G. Pasquino, <i>Dicion&aacute;rio de pol&iacute;tica</i> (p. 954). Bras&iacute;lia: Editora UNB.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018623&pid=S2183-3575201900030000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Saylan, I. (2009).Internet: &quot;a gateway to democracy? A comparative analysis of Turkish and Italian e-government experiences&quot;. <i>Amme </i>Idaresi<i> Dergisi</i>, <i>42</i>(3), 141-162.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018625&pid=S2183-3575201900030000900035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Shen, F. &amp; Liang, H. (2015). Cultural difference, social values, or political systems? Predicting willingness to engage in online political discussion in 75 societies.<i> International Journal of Public Opinion Research,</i> <i>27</i>(1), 111-124.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018627&pid=S2183-3575201900030000900036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Silva, S. P. (2005). Graus de participa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica no uso da internet pelos governos das capitais brasileiras. <i>Opini&atilde;o P&uacute;blica</i>, <i>11</i>(2), 450-468.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018629&pid=S2183-3575201900030000900037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Smyth, E. (2001). <i>Would the internet widen public participation?</i> Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade de Leeds, Leeds,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018631&pid=S2183-3575201900030000900038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Reino Unido.</p>     <!-- ref --><p>Solop, F. I. (2001). Digital democracy comes of age: internet voting and the 2000 Arizona democratic primary election. <i>PS: Political Science &amp; Politics</i>, <i>34</i>(2), 289-293. <a href="https://doi.org/10.1017/S104909650100052X" target="_blank">https://doi.org/10.1017/S104909650100052X</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018633&pid=S2183-3575201900030000900039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Stanley, J. W. &amp; Weare, C. (2004). The effects of internet use on political participation – evidence from an agency online discussion forum. <i>Administration &amp; Society,</i> <i>36</i>(5), 503-527. <a href="https://doi.org/10.1177/0095399704268503" target="_blank">https://doi.org/10.1177/0095399704268503</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018634&pid=S2183-3575201900030000900040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Steinmann R., Krek A. &amp; Blaschke T. (2005). Can online map-based applications improve citizen participation? In M. B&ouml;hlen, J. Gamper, W. Polasek &amp; M. A. Wimmer (Eds.), <i>E-Government: Towards Electronic Democracy. TCGOV 2005. Lecture Notes in Computer Science, vol 3416</i> (pp. 25-35). Berlim: Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018635&pid=S2183-3575201900030000900041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Strandberg, K. (2008). Public deliberation goes on-line? An analysis of citizens' political discussions on the internet prior to the Finnish parliamentary elections in 2007.<i> Javnost – The Public</i>, <i>15</i>, 71-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018637&pid=S2183-3575201900030000900042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tettey, W. J. (2001). Information technology and democratic participation in Africa.<i> Journal of Asian and African Studies,</i> <i>36</i>(1), 133-153.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018639&pid=S2183-3575201900030000900043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vaccari, C. (2011). The news media as networked political actors: how Italian media are reclaiming political ground by harnessing online participation. <i>Information, Communication &amp; Society,</i> <i>14</i>, 981-997. <a href="https://doi.org/10.1080/1369118X.2011.572984" target="_blank">https://doi.org/10.1080/1369118X.2011.572984</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018641&pid=S2183-3575201900030000900044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Wells, C. (2010). Citizenship and communication in online youth civic engagement projects. <i>Information, Communication &amp; Society</i>, <i>13</i>(3), 419-441. <a href="https://doi.org/10.1080/13691180902833208" target="_blank">https://doi.org/10.1080/13691180902833208</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018642&pid=S2183-3575201900030000900045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Welp, Y. (2008). Latin America in the e-government era: analysis of the introduction of new technologies to the improvement of democracy and government. <i>Revista del CLAD Reforma y Democracia</i>, <i>41</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018643&pid=S2183-3575201900030000900046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Westholm, H. (2002).e-Democracy goes ahead. The internet as a tool for improving deliberative policies?.<i> Electronic Government</i>, <i>2456</i>, 240-247.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2018645&pid=S2183-3575201900030000900047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nota biogr&aacute;fica</b></p>     <p>Rose Marie Santini &eacute; Professora Associada na Escola de Comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Brasil. Concluiu o P&oacute;s-doutoramento na Universidade Aut&oacute;noma de Barcelona, em 2011, e desenvolve investiga&ccedil;&atilde;o sobre os seguintes temas: sociologia da internet, redes sociais e consequ&ecirc;ncias socioculturais; sociologia da cultura; microssociologia aplicada a estudos de rede; curadoria algor&iacute;tmica e sistemas de recomenda&ccedil;&atilde;o online; manipula&ccedil;&atilde;o e desinforma&ccedil;&atilde;o nas redes sociais; social <i>bots</i>; propaganda computacional; comportamento e manipula&ccedil;&atilde;o da opini&atilde;o p&uacute;blica online. Coordena o Laborat&oacute;rio de Microssociologia e Estudos de Rede - NetLab, na UFRJ, desde 2013.</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0003-0657-7217" target="_blank">https://orcid.org/0000-0003-0657-7217</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:marie.santini@eco.ufrj.br">marie.santini@eco.ufrj.br</a></p>     <p>Morada: Av. Pasteur, 250 – fundos, Urca – Rio de Janeiro, CEP: 22290902 - Rio de Janeiro, Brasil</p>     <p>Hanna Carvalho concluiu o Mestrado em Ci&ecirc;ncia da Informa&ccedil;&atilde;o, em 2017, no Instituto Brasileiro de Informa&ccedil;&atilde;o Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (IBICT), num conv&eacute;nio com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Brasil. Em 2012, participou no Programa de Mobilidade Acad&eacute;mica da UFRJ, com interc&acirc;mbio de estudos na Universidade Sorbonne Nouvelle – Paris III. Atualmente &eacute; assistente de pesquisa do Laborat&oacute;rio de Microssociologia e Estudos de Rede – NetLab. Estuda os seguintes temas: democracia e participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica; iniciativas de plataformas web para comunica&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o online; microssociologia aplicada a estudos de rede; <i>social bots</i>; fen&oacute;menos sociais no mundo e Am&eacute;rica Latina; uso de redes sociais online e efeitos pol&iacute;ticos.</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0001-9743-5294" target="_blank">https://orcid.org/0000-0001-9743-5294</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:hannacarvalho35@gmail.com">hannacarvalho35@gmail.com</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Morada: Rua Marques de Abrantes, 88/1905 - Flamengo, Rio de Janeiro, CEP: 22230-061- Rio de Janeiro, Brasil</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>* Submetido: 30/01/2019</b></p>     <p><b>* Aceite: 18/04/2019</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><sup><a href="#top1" name="1">[1]</a></sup> Considera-se plataforma online como o espa&ccedil;o eletr&ocirc;nico composto por p&aacute;ginas html, links e recursos que possibilitam a&ccedil;&otilde;es e intera&ccedil;&otilde;es no ambiente virtual da internet (Jiang &amp; Xu, 2009).</p>     <p><sup><a href="#top2" name="2">[2]</a></sup> Site oficial do DemocraciaOS. Retirado de <a href="http://democracyos.org/" target="_blank">http://democracyos.org/</a></p>     <p><sup><a href="#top3" name="3">[3]</a></sup> Site oficial do Code for America. Retirado de <a href="http://www.codeforamerica.org/" target="_blank">http://www.codeforamerica.org/</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top4" name="4">[4]</a></sup> Este metodologia reconhece que o foco nos artigos da WoS exclui outros contributos, como livros e cap&iacute;tulos de livro.</p>     <p><sup><a href="#top5" name="5">[5]</a></sup> Retirado de <a href="https://www.periodicos.capes.gov.br/images/documents/Scopus_Guia%20de%20refer%C3%AAncia%20r%C3%A1pida_10.08.2016.pdf" target="_blank">https://www.periodicos.capes.gov.br/images/documents/Scopus_Guia%20de%20refer%C3%AAncia%20r%C3%A1pida_10.08.2016.pdf</a></p>     <p><sup><a href="#top6" name="6">[6]</a></sup> Directory of Open Access Journals. Retirado de <a href="https://doaj.org/about" target="_blank">https://doaj.org/about</a></p>      ]]></body><back>
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