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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A domesticação de ecrãs na infância: usos e mediação parental em meios citadino e rural]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this study was both to characterize screen use by children in domestic spaces depending on their urban or rural contexts and how their families intervene. For this purpose, four focus groups were applied to four- and five-year old children living in Lisbon and Vila Pouca de Aguiar, in Vila Real district. Eight parents from both contexts were interviewed. The main conclusions are: 1) in rural contexts, rather than in the city, children use more screens; 2) parents from both contexts are accountable for children's access to screens, especially smartphones and tablets; 3) the main explanation is parents' concern with children's social exclusion in case they don't use screens; and 4) parents from urban context reveal more risk awareness concerning their children's exposure to technological devices.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS TEM&Aacute;TICOS</b></p>     <p><b>A domestica&ccedil;&atilde;o de ecr&atilde;s na inf&acirc;ncia: usos e media&ccedil;&atilde;o parental em meios citadino e rural</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Screens&rsquo; domestication in childhood: uses and parental mediation in city and rural contexts </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> //     <p><b>Carla Cruz</b></p> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0003-0523-0350" target="_blank">https://orcid.org/0000-0003-0523-0350</a>     
<p></p>     <p><b>Catarina Franco**</b></p> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-4759-8244" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-4759-8244</a>     
<p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>F&aacute;bio Anuncia&ccedil;&atilde;o***</b></p> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0001-8782-8481" target="_blank">https://orcid.org/0000-0001-8782-8481</a>     
<p></p>     <p><b>Maria Jo&atilde;o Cunha****</b></p> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-0325-5709" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-0325-5709</a>     
<p></p> //     <p> //*Centro de Administra&ccedil;&atilde;o e Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas, Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias Sociais e Pol&iacute;ticas, Universidade de Lisboa, Portugal, <a href="mailto:ccruz@iscsp.ulisboa.pt">ccruz@iscsp.ulisboa.pt</a>. //    <br>   //**Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias Sociais e Pol&iacute;ticas, Universidade de Lisboa, Portugal, <a href="mailto:catarinafmfranco@gmail.com">catarinafmfranco@gmail.com</a>. //    <br>   //**Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias Sociais e Pol&iacute;ticas, Universidade de Lisboa, Portugal, <a href="mailto:fabio.nogueira.anunciacao@gmail.com">fabio.nogueira.anunciacao@gmail.com</a>. //    <br>   //**Centro Interdisciplinar de Estudos de G&eacute;nero, Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias Sociais e Pol&iacute;ticas, Universidade de Lisboa, Portugal, <a href="mailto:mjcunha@iscsp.ulisboa.pt">mjcunha@iscsp.ulisboa.pt</a>. //</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este estudo procura caracterizar a utiliza&ccedil;&atilde;o dos ecr&atilde;s no espa&ccedil;o dom&eacute;stico em fun&ccedil;&atilde;o dos contextos citadino e rural das crian&ccedil;as at&eacute; aos cinco anos e conhecer como a fam&iacute;lia interv&eacute;m na sua introdu&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o. Para o efeito foram realizados quatro grupos de foco com crian&ccedil;as de quatro e cinco anos residentes na cidade de Lisboa e em Vila Pouca de Aguiar, no distrito de Vila Real e oito entrevistas semiestruturadas com pais e m&atilde;es de ambos os contextos, chegando a v&aacute;rias conclus&otilde;es: 1) as crian&ccedil;as do contexto rural s&atilde;o mais utilizadoras dos ecr&atilde;s em casa que as crian&ccedil;as da cidade; 2) os pais/m&atilde;es de ambos os contextos s&atilde;o os respons&aacute;veis pelo acesso dos filhos aos ecr&atilde;s, sobretudo smartphones e tablets; 3) a principal explica&ccedil;&atilde;o &eacute; a preocupa&ccedil;&atilde;o dos pais/m&atilde;es com a exclus&atilde;o social das crian&ccedil;as caso n&atilde;o os utilizem; 4) os progenitores/as do meio urbano denotam uma maior perce&ccedil;&atilde;o dos riscos associados &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o dos filhos aos dispositivos tecnol&oacute;gicos.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: ecr&atilde;s; inf&acirc;ncia; usos e media&ccedil;&atilde;o; espa&ccedil;o dom&eacute;stico; contexto urbano; contexto rural.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The aim of this study was both to characterize screen use by children in domestic spaces depending on their urban or rural contexts and how their families intervene. For this purpose, four focus groups were applied to four- and five-year old children living in Lisbon and Vila Pouca de Aguiar, in Vila Real district. Eight parents from both contexts were interviewed. The main conclusions are: 1) in rural contexts, rather than in the city, children use more screens; 2) parents from both contexts are accountable for children&rsquo;s access to screens, especially smartphones and tablets; 3) the main explanation is parents&rsquo; concern with children&rsquo;s social exclusion in case they don&rsquo;t use screens; and 4) parents from urban context reveal more risk awareness concerning their children&rsquo;s exposure to technological devices.</p>     <p><b>Keywords</b>: screens; childhood; uses and mediation; domestic spaces; urban context; rural context.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O ambiente dom&eacute;stico est&aacute; normalmente apetrechado com v&aacute;rias televis&otilde;es, tablets, computadores e telem&oacute;veis, todos ligados &agrave; internet e &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o de adultos e de crian&ccedil;as (Paudel, Jancey, Subedi &amp; Leavy, 2017). A televis&atilde;o e o tablet s&atilde;o os dispositivos com que as crian&ccedil;as menores de cinco anos mais contactam (Ko¨ksalan, Aldim &amp; Go¨g?ebakan, 2019; Ponte, Sim&otilde;es, Batista, Castro &amp; Jorge, 2017). Os pequenos ecr&atilde;s nos lares ganharam express&atilde;o junto dos mais novos pela portabilidade, uso intuitivo e r&aacute;pida capacidade de acesso a conte&uacute;dos variados (Kabali et al., 2015). </p>     <p>A exposi&ccedil;&atilde;o aos ecr&atilde;s ocorre desde beb&eacute;s de meses, progredindo ao longo da inf&acirc;ncia e da juventude, e muitos acedem &agrave; tecnologia no quarto e veem televis&atilde;o ou usam o tablet durante as refei&ccedil;&otilde;es (Patraquim et al., 2018). Esta omnipresen&ccedil;a dos ecr&atilde;s na inf&acirc;ncia, em especial entre as crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares (Duch, Fisher, Ensari &amp; Harrington, 2013) tem suscitado preocupa&ccedil;&atilde;o nas fam&iacute;lias e nos profissionais de sa&uacute;de sobre poss&iacute;veis efeitos no seu bem-estar (Bell, Bishop &amp; Przybylski, 2015; Domingues-Montanari, 2017). Esta &ldquo;digitaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo; da inf&acirc;ncia evoca quest&otilde;es sobre o significado, a disponibilidade e o uso desses <i>media</i> no quotidiano dom&eacute;stico das crian&ccedil;as, n&atilde;o s&oacute; para as proteger, como preparar a fam&iacute;lia para os novos desafios do cuidado parental (Cordeiro, 2015; Przybylski &amp; Weinstein, 2019).</p>     <p>Este estudo levanta duas quest&otilde;es: 1) como se caracteriza o uso de ecr&atilde;s nos lares de crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar nos contextos citadino e rural?; 2) qual a perce&ccedil;&atilde;o dos progenitores sobre as motiva&ccedil;&otilde;es subjacentes ao uso de ecr&atilde;s pelos seus filhos pequenos e da media&ccedil;&atilde;o que fazem, por consci&ecirc;ncia (ou n&atilde;o) dos riscos associados a esta faixa et&aacute;ria? </p>     <p>O meio rural &eacute; representado por Vila Pouca de Aguiar (daqui para diante designada V.P.A.), uma pequena vila do distrito de Vila Real, situada na prov&iacute;ncia de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, com pouco mais de 13 mil pessoas e o contexto urbano ser&aacute; representado pela capital portuguesa, Lisboa, a maior e mais populosa &aacute;rea metropolitana do pa&iacute;s, onde residem mais de 547 mil pessoas (INE, 2011).</p>     <p>Neste artigo enfatizaram-se os riscos do uso de ecr&atilde;s na primeira inf&acirc;ncia, porque uma crian&ccedil;a &ldquo;n&atilde;o &eacute; um adulto em miniatura&rdquo;, necessitando de &ldquo;ser protegida de qualquer forma de perigo&rdquo; por parte dos seus cuidadores, pois n&atilde;o &eacute; capaz de fazer &ldquo;escolhas integrais, dada a falta de conhecimentos, sabedoria e compreens&atilde;o sist&eacute;mica dos fen&oacute;menos&rdquo; (Cordeiro, 2015, p. 110).</p>     <p><b>Acesso e consumo dos ecr&atilde;s em contexto dom&eacute;stico</b></p>     <p>A televis&atilde;o foi o primeiro ecr&atilde; a impor-se nos h&aacute;bitos de consumo de <i>media</i>, &ldquo;instalando-se&rdquo; como uma esp&eacute;cie de <i>babysitter</i> das fam&iacute;lias (Beyens &amp; Eggermont, 2014). Com o avan&ccedil;ar do s&eacute;culo XXI, a audi&ecirc;ncia televisiva decresceu em todos os segmentos et&aacute;rios (Cardoso, Mendon&ccedil;a, Paisana, Lima &amp; Neves, 2015), partilhando a aten&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as com os ecr&atilde;s digitais de pequeno porte e t&aacute;cteis, e com acesso a aplica&ccedil;&otilde;es diversificadas (Kabali et al.<i>,</i> 2015; Ponte et al.<i>,</i> 2017).</p>     <p>Em Portugal tamb&eacute;m existe um ambiente tecnol&oacute;gico maior nos lares onde residem crian&ccedil;as (INE, 2015), facilitando uma exposi&ccedil;&atilde;o superior ao que &eacute; recomendado (Council on Communications and Media, 2013). O estudo <i>Happy kids</i> (Dias &amp; Brito, 2018) concluiu que as crian&ccedil;as menores de dois anos s&atilde;o as mais utilizadoras desmartphones e <i>tablets</i>, por impulsionamento da fam&iacute;lia. As autoras perceberam que a televis&atilde;o j&aacute; n&atilde;o &eacute; uma &ldquo;ama eletr&oacute;nica&rdquo;, mas um mero &ldquo;barulho de fundo&rdquo; que divide a aten&ccedil;&atilde;o com outros ecr&atilde;s. Brito (2018) mostrou que as crian&ccedil;as com menos de seis anos j&aacute; d&atilde;o prefer&ecirc;ncia ao tablet e muitas delas t&ecirc;m um para uso pessoal. No entanto, verificou que a televis&atilde;o continua ligada num canal infantil, ainda que em paralelo com o uso do tablet ou do smartphone (de um dos progenitores). Patraquim et al. (2018) confirmaram que a exposi&ccedil;&atilde;o desses ecr&atilde;s ocorre desde beb&eacute;s de meses, progredindo ao longo da inf&acirc;ncia e da juventude, seja no quarto ou durante as refei&ccedil;&otilde;es. A idade &eacute;, por isso, a vari&aacute;vel central na an&aacute;lise desta sociedade multim&eacute;dia (Cardoso et al.<i>,</i> 2015), com a presen&ccedil;a de <i>media</i> interativos cada vez mais cedo e com um impacto significativo na vida das crian&ccedil;as (Ariani, Putu, Aditya, Endriyani &amp; Niati<i>,</i> 2017).</p>     <p>As crian&ccedil;as desta era digital foram designadas de &ldquo;digitods&rdquo; por Holloway, Green e Stevenson (2015). O facto de os pais serem os primeiros &ldquo;nativos digitais&rdquo; (Prensky, 2001) facilita a integra&ccedil;&atilde;o desse <i>habitus</i> nos quotidianos dos filhos e at&eacute; com certo entusiasmo e orgulho por estes a utilizarem com independ&ecirc;ncia e destreza (Plowman, McPake &amp; Stephen, 2010). Quando a fam&iacute;lia &eacute; consumidora ativa de ecr&atilde;s, h&aacute; uma grande probabilidade de projetar, nos filhos uma perce&ccedil;&atilde;o positiva a respeito da utilidade e do prazer no uso desses dispositivos (Kabali et al.<i>,</i> 2015). Da&iacute; a oferta e o uso de tablets e smartphones a crian&ccedil;as ocorrer no quotidiano familiar: recompensa pelo bom comportamento ou resultados escolares; para as distrair enquanto comem ou se vestem; para as ocuparem durante tarefas ou descanso dos pais; para facilitar a hora de dormir; para controlar &ldquo;birras&rdquo; ou como apoio educacional (Dias &amp; Brito, 2018; Kabali et. al.<i>,</i> 2015; Ponte et al., 2017).</p>     <p>Para Ponte e Vieira (2008) a utiliza&ccedil;&atilde;o destes instrumentos com recurso &agrave; internet, quando bem usados, conduzem a melhores resultados escolares, facilitam o acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e ao entretenimento e promovem a intera&ccedil;&atilde;o e a integra&ccedil;&atilde;o dos mais novos. Contudo, os autores destacaram a import&acirc;ncia de monitorizar o tempo de uso, o conte&uacute;do consumido, o tipo de intera&ccedil;&atilde;o e quem participa nela. Sobretudo, no caso de crian&ccedil;as mais novas, pois a sobre-estimula&ccedil;&atilde;o afeta o seu bem-estar mental/psicol&oacute;gico, social e f&iacute;sico (Kardefelt-Winther, 2017). Estados depressivos, fraca linguagem, menor curiosidade, frustra&ccedil;&atilde;o, obesidade, problemas de vis&atilde;o e de sono, etc., s&atilde;o efeitos poss&iacute;veis (e.g. Gottschalk, 2019; Kardefelt-Winther, 2017; Twenge &amp; Campbell, 2018).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Ccedil;etintas e Turan (2018) perceberam que as crian&ccedil;as com idade pr&eacute;-escolar usam intensivamente os dispositivos digitais e manuseiam-nos facilmente, mas ignoram os poss&iacute;veis perigos associados ao conte&uacute;do. &Agrave;fam&iacute;lia cumpre exercer o papel instrumental na gest&atilde;o do acesso aos ecr&atilde;s m&oacute;veis pelas crian&ccedil;as e no acompanhamento dos conte&uacute;dos a que acedem (Nikken, 2019). Sobretudo, os menores de cinco anos que est&atilde;oabsolutamente dependente dos cuidadores para acederem &agrave; tecnologia (Ofcom, 2019).</p>     <p>Os pais, na media&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o dos diferentes <i>media</i> pelos filhos, devem restringir a exposi&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima di&aacute;ria de uma a duas horas, proibir qualquer ecr&atilde; a crian&ccedil;as com menos de dois anos, n&atilde;o permitir qualquer ecr&atilde; no quarto das crian&ccedil;as, monitorizar o que &eacute; visionado e discutir os valores e ideais abordados nesses conte&uacute;dos (Council on Communications and Media, 2013). </p>     <p><b>A media&ccedil;&atilde;o parental no consumo de ecr&atilde;s por crian&ccedil;as nos lares</b></p>     <p>Na generalidade, as fam&iacute;lias tendem a seguir estrat&eacute;gias para mediar a utiliza&ccedil;&atilde;o de ecr&atilde;s desde a inf&acirc;ncia, atuando em fun&ccedil;&atilde;o do presente e de como pretendem que eles os utilizem no futuro (Livingstone, Mascheroni, Dreier, Chaudron &amp; Lagae<i>,</i> 2015). Domoff et al. (2019) demonstram que a media&ccedil;&atilde;o dos pais est&aacute; associada a melhores desempenhos na inf&acirc;ncia. </p>     <p>A primeira tipologia de media&ccedil;&atilde;o baseada no consumo televisivo e da internet no computador identificava tr&ecirc;s estrat&eacute;gias de a&ccedil;&atilde;o: <i>ativa</i> que estimula a descodifica&ccedil;&atilde;o cri´tica de conteu´dos com a crian&ccedil;a<i>; restritiva</i> que limita e imp&otilde;e regras sobre o tempo de utiliza&ccedil;&atilde;o e os conte&uacute;dos que a crian&ccedil;a pode aceder e <i>co-uso;</i> promovendo a utiliza&ccedil;&atilde;oconjunta da tecnologia<i> (</i>Nathanson, 1999). Com o aparecimento dos novos ecr&atilde;s com um uso mais individualizado, dada a sua dimens&atilde;o e portabilidade, a rede europeia <i>&ldquo;</i>EU Kids Online<i>&rdquo;</i> (Livingstone et al., 2015) identificou cinco estilos de interven&ccedil;&atilde;o parental: <i>media&ccedil;&atilde;o</i> <i>ativa</i> (que integrou a em <i>co-uso</i>), com partilha e discuss&atilde;o ao longo das atividades online; <i>media&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a</i>, baseada no aconselhamento e orienta&ccedil;&atilde;o relativamente aos riscos; <i>media&ccedil;&atilde;o restritiva</i>, cingida a regras e proibi&ccedil;&otilde;es; <i>media&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica</i>, que se apoia no uso de filtros para barrar o acesso a certos canais e conte&uacute;dos e; <i>media&ccedil;&atilde;o por monitoramento, em que os pais</i> verificam o hist&oacute;rico do computador, o acesso e contactos nas redes sociais, telefones, etc.</p>     <p>Mendonza (2009) refere que a media&ccedil;&atilde;o restritiva e ativa dos pais est&aacute; associada a resultados mais positivos para o desenvolvimento da crian&ccedil;a, porque: 1) as crian&ccedil;as ser&atilde;o menos expostas a conte&uacute;do inapropriado nos ecr&atilde;s; 2) tornam-se mais cr&iacute;ticas sobre os conte&uacute;dos medi&aacute;ticos em geral; 3) tender&atilde;o a privilegiar conte&uacute;dos educativos; 4) geram melhores desempenhos na escola. O autor acrescentou que a media&ccedil;&atilde;o parental em co-utiliza&ccedil;&atilde;o promove efeitos positivos no v&iacute;nculo parental e no desenvolvimento de gostos culturais dos filhos. Livingstone e Byrne (2018) descobriram que uma media&ccedil;&atilde;o parental mais favor&aacute;vel foi associada positivamente tanto &agrave;s oportunidades, como &agrave; possibilidade de mais riscos durante a experi&ecirc;ncia online das crian&ccedil;as. J&aacute; a media&ccedil;&atilde;o mais restritiva foi associada a menos riscos, mas tamb&eacute;m a menos oportunidades online vivenciadas pelas crian&ccedil;as. </p>     <p>A media&ccedil;&atilde;o parental pode ser influenciada pelo g&eacute;nero, idade da crian&ccedil;a, pelo estatuto socioecono´mico familiar, bem como pelo estilo parental (Livingstone &amp; Helsper, 2008). Baumrind (1991) apresentou v&aacute;rios estilos parentais: a <i>parentalidade rigorosa</i>, em que os pais s&atilde;o mais receptivos, mas exigentes; a <i>parentalidade autorit&aacute;ria</i>, caracterizada por um elevado controlo e baixa afetividade; a <i>parentalidade permissiva</i>, com um perfil acolhedor, solid&aacute;rio e pouco exigente; e a <i>parentalidade laissez-faire</i>, sem envolvimento e capacidade de resposta.</p>     <p>Apesar dos estilos de media&ccedil;&atilde;o existentes, &eacute; imposs&iacute;vel para os pais intervirem ininterruptamente ao longo de 24 horas, dada a omnipresen&ccedil;a de dispositivos e conte&uacute;dos digitais em casa, e as m&uacute;ltiplas tarefas que t&ecirc;m de cumprir fora e dentro do lar (Nomaguchi, 2009). Para n&atilde;o se sentirem t&atilde;o assoberbados, muitos progenitores/as tendem a investir menos na media&ccedil;&atilde;o parental e a confiar mais na tecnologia para manterem os filhos ocupados, sobretudo quando os aborrecimentos di&aacute;rios excedem os seus recursos de tempo, espa&ccedil;o, energia e finan&ccedil;as (Evans, Jordan &amp; Horner, 2011). &Eacute; que limitar o uso dos <i>media</i> tamb&eacute;m exige que os pais possam oferecer fontes alternativas de entretenimento aos filhos (Evans et al., 2011) e tenham conhecimento suficiente para gerenciar a tecnologia e/ou os conte&uacute;dos a que os filhos acedem (Nevski &amp; Siibak, 2016; Nikken &amp; de Haan, 2015). </p>     <p>E se h&aacute; contextos sociais em que os irm&atilde;os mais velhos garantem, na aus&ecirc;ncia ou indisponibilidade dos pais, a orienta&ccedil;&atilde;o do uso de <i>media</i> pelos irm&atilde;os mais novos, ensinando a usar aplica&ccedil;&otilde;es inteligentes e escolhendo conte&uacute;dos adequados para a sua idade (Nevski &amp; Siibak, 2016), h&aacute; outros em que s&oacute; complicam mais, expondo a crian&ccedil;a mais nova a conte&uacute;dos inapropriados para a faixa et&aacute;ria (Nikken &amp; de Haan, 2015). </p>     <p>Blum-Ross e Livingstone (2018) anuem que os pais/m&atilde;es vivem hoje um paradoxo. Ora sentem dificuldade e preocupa&ccedil;&otilde;es, refor&ccedil;adas por muitos especialistas, pelo influxo irrevers&iacute;vel dos <i>media</i> digitais na inf&acirc;ncia dos filhos, reconhecendo que o tempo de exposi&ccedil;&atilde;o a esses dispositivos est&aacute; a prejudic&aacute;-los f&iacute;sica e mentalmente, ora desfrutam das oportunidades, prazeres e conveni&ecirc;ncias do &ldquo;mundo&rdquo; digital no seu quotidiano. E al&eacute;m desse desfrute corrente, os pais projetam-se num futuro que exigir&aacute; aos filhos as &ldquo;habilidades do s&eacute;culo XXI&rdquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Especificidades sociodemogr&aacute;ficas da exposi&ccedil;&atilde;o e media&ccedil;&atilde;o dos ecr&atilde;s dom&eacute;sticos</b></p>     <p>A experi&ecirc;ncia de consumo dos <i>media</i> varia conforme as diferentes realidades sociais, culturais, pol&iacute;ticas e econ&oacute;micas das regi&otilde;es. Livingstone, j&aacute; em 1998, percebeu v&aacute;rias diverg&ecirc;ncias em pa&iacute;ses da Europa. Por exemplo, duas em cada tr&ecirc;s crian&ccedil;as brit&acirc;nicas tinham televis&atilde;o no quarto, o que contribuiu para o processo de individualiza&ccedil;&atilde;o e fragmenta&ccedil;&atilde;o social dos lares. Kabali et al. (2015) tamb&eacute;m evidenciaram que crian&ccedil;as de zonas urbanas s&atilde;o as que possuem acesso quase total a ecr&atilde;s m&oacute;veis e, grande parte delas, possuem um dispositivo pr&oacute;prio desde os quatro anos. </p>     <p>Ponte et al. (2017) estabeleceram uma rela&ccedil;&atilde;o com o n&iacute;vel socioecon&oacute;mico das fam&iacute;lias, e viram que o consumo televisivo das crian&ccedil;as &eacute; maior nos lares com baixos rendimentos, enquanto aquelas que pertencem a um estrato econ&oacute;mico superior possuem mais acesso &agrave; internet nos v&aacute;rios dispositivos existentes no espa&ccedil;o dom&eacute;stico. A este prop&oacute;sito, Harris et al. (2018) verificaram que as crian&ccedil;as economicamente desprovidas, sobretudo quando pertencem a minorias &eacute;tnicas, tendem a apresentar um d&eacute;fice de &ldquo;literacia digital&rdquo;, por falta de acesso a dispositivos e a conte&uacute;dos conectados &agrave; internet.</p>     <p>Clark (2013) analisou a presen&ccedil;a, uso e media&ccedil;&atilde;o da tecnologia nos lares americanos, em fun&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de rendimento e escolaridade das fam&iacute;lias, concluindo que estas vari&aacute;veis, em conjunto, influenciam a desigualdade no contexto tecnol&oacute;gico. Quando cruzou baixos rendimentos e baixa instru&ccedil;&atilde;o encontrou uma aquisi&ccedil;&atilde;o acima da m&eacute;dia de dispositivos nos lares, acompanhada por uma lacuna geracional nas experi&ecirc;ncias digitais e, por isso, os pais mostravam-se, ambivalentemente, preocupados e restritivos. J&aacute; quando relacionou baixo rendimento com n&iacute;veis altos de instru&ccedil;&atilde;o verificou uma heterogeneidade tecnol&oacute;gica, com lares muito e pouco equipados. Foi nesta rela&ccedil;&atilde;o que encontrou a propor&ccedil;&atilde;o mais alta de fam&iacute;lias monoparentais, e em que pai (ou m&atilde;e) tinha confian&ccedil;a nas suas habilidades digitais e nas capacidades de media&ccedil;&atilde;o, privilegiando estrat&eacute;gias restritivas e ativas. Na combina&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua de rendimento familiar e n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o elevados, percebeu uma &ldquo;&eacute;tica de empoderamento expressivo&rdquo;, com pr&aacute;ticas e estrat&eacute;gias diversas para gerenciar as restri&ccedil;&otilde;es do uso de dispositivos digitais e a promo&ccedil;&atilde;o de atividades offline em casa e, sobretudo, no exterior. Estas fam&iacute;lias tamb&eacute;m tendem a trabalhar com meios digitais em casa, tendo consci&ecirc;ncia que isso dificulta a limita&ccedil;&atilde;o do uso de ecr&atilde;s digitais pelos filhos. </p>     <p>Weber e Mitchell (2008) tamb&eacute;m referem que nem todas as crian&ccedil;as vivem rodeadas de tecnologia e queh&aacute; casas com recursos econ&oacute;micos que n&atilde;o possuem computadores, telem&oacute;veis, mp3 ou mesmo PlayStation<i>,</i> estando as crian&ccedil;as envolvidas em atividades desportivas, a socializar com amigos ou a ler livros. </p>     <p><b>Nota metodol&oacute;gica</b></p>     <p>Para responder &agrave;s quest&otilde;es levantadas, desenvolveu-se uma abordagem qualitativa explorat&oacute;ria atrav&eacute;s de sess&otilde;es de grupos focais com crian&ccedil;as de V.P.A. e de Lisboa e de entrevistas semiestruturadas com progenitores/as de ambos os espa&ccedil;os, realizadas ao longo do m&ecirc;s de abril de 2019. Para permitir a compara&ccedil;&atilde;o entre os usos de ecr&atilde;s e as estrat&eacute;gias de media&ccedil;&atilde;o abordados por ambas as t&eacute;cnicas procurou constituir-se pain&eacute;is com agregados familiares com n&iacute;veis de rendimento semelhantes em ambos os espa&ccedil;os, ainda que a forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica seja globalmente mais elevada entre os progenitores de Lisboa (<a href ="/img/revistas/csoc/v37/v37a05t3.jpg">Tabela 3</a>). Os nomes atribu&iacute;dos &agrave;s crian&ccedil;as e aos pais/m&atilde;es s&atilde;o fict&iacute;cios para proteger a identidade dos participantes. </p>     
<p>Assim, foram realizadas quatro sess&otilde;es de grupos focais com 10 crian&ccedil;as de Lisboa e 10 crian&ccedil;as, de V. P. A. de quatro e cinco anos, divididas por g&eacute;nero. Decidiu-se fazer sess&otilde;es separadas com meninas e meninos para prevenir eventuais inibi&ccedil;&otilde;es das crian&ccedil;as no debate sobre o uso que fazem dos ecr&atilde;s em casa e, sobretudo, sobre os conte&uacute;dos que consomem. Para aumentar as intera&ccedil;&otilde;es entre sujeitos com capacidade de express&atilde;o limitada, reuniu-se o n&uacute;mero m&iacute;nimo aconselhado para grupos focais (Bryman, 2016). As crian&ccedil;as com menos de quatro anos n&atilde;o foram inclu&iacute;das pelas dificuldades de linguagem inerentes &agrave; idade. </p>     <p>Os t&oacute;picos para discuss&atilde;o foram organizados por: contexto familiar; presen&ccedil;a de ecr&atilde;s em casa; posse e/ou acesso dos ecr&atilde;s pelas crian&ccedil;as; conte&uacute;dos que mais veem nos v&aacute;rios ecr&atilde;s a que acedem; interven&ccedil;&otilde;es parentais associadas ao uso e &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos; e a pr&aacute;tica de outras formas de entretenimento (tradicionais). A aplica&ccedil;&atilde;o do &ldquo;gui&atilde;o&rdquo; seguiu todos os procedimentos &eacute;ticos, em jeito de conversa informal. Previamente &agrave;s sess&otilde;es foi explicado o intuito do estudo e os procedimentos aos adultos respons&aacute;veis e todas as crian&ccedil;as participaram com autoriza&ccedil;&atilde;o formalizada dos pais e dos educadores. </p>     <p>As sess&otilde;es decorreram no jardim-de-inf&acirc;ncia do agrupamento de escolas de V.P.A. e nas Atividades de Tempos Livres (ATL) da Freguesia de Santo Ant&oacute;nio, em Lisboa. Recorreu-se ao ATL da zona escolar por a recolha de dados, em Lisboa, ter coincidido com as f&eacute;rias da P&aacute;scoa e os jardins-de-inf&acirc;ncia do agrupamento estarem encerrados. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em paralelo foram inquiridos, por entrevista semiestruturada, dois pain&eacute;is com quatro pais/m&atilde;es de crian&ccedil;as, escolhidos de acordo com dois crit&eacute;rios: terem filhos entre os zero e os cinco anos e residirem numa das duas regi&otilde;es deste estudo. O gui&atilde;o foi organizado por quest&otilde;es contextuais, a presen&ccedil;a de ecr&atilde;s em casa; a idade em que permitiram os filhos usar os ecr&atilde;s no espa&ccedil;o dom&eacute;stico; a media&ccedil;&atilde;o utilizada na utiliza&ccedil;&atilde;o e na exposi&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do e as preocupa&ccedil;&otilde;es parentais associadas. Os agregados familiares destes pais/m&atilde;es s&atilde;o genericamente de estrutura nuclear, com exce&ccedil;&atilde;o de um pai de V.P.A., cujo agregado familiar integra tamb&eacute;m a av&oacute; e bisav&oacute;, e um pai de Lisboa que vive s&oacute; com a filha. As idades dos entrevistados variam entre os 29 e os 39 anos e a dos seus filhos/as entre os seis meses e os quatro anos.</p>     <p>As Tabelas <a href ="/img/revistas/csoc/v37/v37a05t1.jpg">1</a> e <a href ="/img/revistas/csoc/v37/v37a05t2.jpg">2</a> resumem a informa&ccedil;&atilde;o contextual sobre as crian&ccedil;as dos grupo de foco e a Tabela <a href ="/img/revistas/csoc/v37/v37a05t3.jpg">3</a> a dos progenitores/as residentes em V.P.A. e em Lisboa, respetivamente.</p>     
<p>As crian&ccedil;as dos grupos focais e os pais/m&atilde;es entrevistados n&atilde;o t&ecirc;m qualquer grau de parentesco entre si. Era importante ter acesso &agrave;s experi&ecirc;ncias com ecr&atilde;s vividas por crian&ccedil;as mais novas (at&eacute; aos tr&ecirc;s anos) e isso foi poss&iacute;vel atrav&eacute;s dos progenitores/as. Por outro lado, esta op&ccedil;&atilde;o permitiu aumentar, ainda que indiretamente, as experi&ecirc;ncias de usos de ecr&atilde;s por crian&ccedil;as e de experi&ecirc;ncias de media&ccedil;&atilde;o parental, pelas perce&ccedil;&otilde;es cruzadas das crian&ccedil;as e pais/m&atilde;es participantes do estudo. </p>     <p>Esta investiga&ccedil;&atilde;o tem um cariz explorat&oacute;rio, pelo que n&atilde;o permite generalizar, a partir dos &ldquo;casos&rdquo; de crian&ccedil;as e de pais/m&atilde;es de Lisboa e de V.P.A., para todas as crian&ccedil;as e progenitores/as desses contextos. </p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p><b>O entretenimento infantil no tempo livre das crian&ccedil;as em estudo</b></p>     <p>Olhando para a informa&ccedil;&atilde;o contextual das crian&ccedil;as constata-se que a maioria das 10 crian&ccedil;as de V.P.A. passa mais tempo livre, pois regressam a casa quando terminam a escola, enquanto oito das 10 crian&ccedil;as de Lisboa seguem para atividades extracurriculares (Tabelas <a href="/img/revistas/csoc/v37/v37a05t1.jpg">1</a> e <a href="/img/revistas/csoc/v37/v37a05t2.jpg">2</a>, respetivamente). Num estudo sobre uso de ecr&atilde;s na esfera dom&eacute;stica a diferen&ccedil;a de tempo dispon&iacute;vel das crian&ccedil;as em casa, durante a semana, tem de ser considerada. </p>     
<p>As brincadeiras tradicionais est&atilde;o presentes na vida destas crian&ccedil;as, mas as de Lisboa referiram mais atividades coletivas, (jogar &agrave;s cartas, jogar &agrave; bola e aos bal&otilde;es, jogar &agrave;s escondidas, &agrave; apanhada) referindo muitas vezes os &ldquo;manos/as&rdquo;, enquanto as de V.P.A. salientaram mais atividades individuais (constru&ccedil;&atilde;o de legos, brincar com acess&oacute;rios de super-her&oacute;is, com carrinhos, &agrave;s m&atilde;es, etc.). Esta diferen&ccedil;a pode derivar dos meninos/as de V.P.A. serem maioritariamente filhos/as &uacute;nicos/as. Em ambos os grupos percebeu-se prefer&ecirc;ncias por brinquedos tradicionalmente associados a um determinado g&eacute;nero: os meninos referiram carros, bolas e super-her&oacute;is e as meninas bonecas, peluches e unic&oacute;rnios.</p>     <p>No &acirc;mbito dos ecr&atilde;s, a televis&atilde;o foi referida por todas as crian&ccedil;as, e todas com liga&ccedil;&atilde;o &agrave; internet. Os canais da TV Cabo foram privilegiados, ainda que as crian&ccedil;as de V.P.A. s&oacute; referissem o Canal Panda, manifestando desconhecer o nome de outros canais que tamb&eacute;m assistem. Os grupos de Lisboa identificaram com facilidade o que viam no Disney Channel, Cartoon Network, Disney J&uacute;nior, Canal Panda e Canal Boomerang. No grupo de meninas de Lisboa tamb&eacute;m disseram que acedem &agrave; Netflix. Os conte&uacute;dos s&atilde;o de anima&ccedil;&atilde;o e adequados &agrave;s idades<i>.</i> Nota-se um consumo em fun&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero, mais vincado nas crian&ccedil;as de V.P.A., podendo tamb&eacute;m estar associado &agrave; maioria ser filho/a &uacute;nico/a, possuindo maior autonomia na escolha. Este fator pode explicar tamb&eacute;m haver mais crian&ccedil;as de V.P.A., a referir que veem televis&atilde;o sozinhas. Em Lisboa, tamb&eacute;m o Martim e a Am&eacute;lia disseram que assistem sozinhas, sendo que ele &eacute; filho &uacute;nico e ela est&aacute; com os irm&atilde;os mais velhos quando vai para casa do pai. Os restantes meninos/as lisboetas disseram que t&ecirc;m a companhia dos pais e/ou irm&atilde;os. As rotinas de uso s&atilde;o comuns a todas as crian&ccedil;as participantes: veem quando est&atilde;o a arranjar-se para a escola, quando chegam da escola e antes de dormir. </p>     <p>Os dispositivos digitais n&atilde;o foram imediatamente apontados nesta fase da sess&atilde;o. Apenas duas crian&ccedil;as de V.P.A. referiram &ldquo;jogar na Nintendo&rdquo; (Rodrigo) e &ldquo;ver o tablet<i>&rdquo;</i> (Miguel). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"> <a href ="/img/revistas/csoc/v37/v37a05t4.jpg">Tabela 4</a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"> <a href ="/img/revistas/csoc/v37/v37a05t5.jpg">Tabela 5</a>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>O consumo de ecr&atilde;s e regras de utiliza&ccedil;&atilde;o na perspetiva das crian&ccedil;as</b></p>     <p>Todas as crian&ccedil;as do estudo disseram que os seus lares est&atilde;o equipados com (pelo menos uma) televis&atilde;o e telem&oacute;veis. O t&oacute;pico &ldquo;tablet<i>&rdquo;</i> foi recebido com grande entusiasmo em todas as sess&otilde;es, mas notou-se uma discrep&acirc;ncia na posse e/ou acesso entre os grupos de V.P.A e os de Lisboa &ndash; oito das 10 crian&ccedil;as de V.P.A. t&ecirc;m e/ou utilizam tablets e, dessas, cinco t&ecirc;m um s&oacute; para si. Nos grupos de Lisboa apenas cinco das 10 crian&ccedil;as t&ecirc;m acesso a este dispositivo e, na sua maioria, prov&ecirc;m dos pais ou dos irm&atilde;os) (Tabelas <a href ="/img/revistas/csoc/v37/v37a05t6.jpg">6</a> e <a href ="/img/revistas/csoc/v37/v37a05t7.jpg">7</a>).</p>     
<p>Os conte&uacute;dos privilegiados pela maioria das crian&ccedil;as de V.P.A. e de Lisboa quando utilizam os ecr&atilde;s port&aacute;teis s&atilde;o v&iacute;deos de anima&ccedil;&atilde;o e do <i>youtuber</i> Lucas Neto. Cinco crian&ccedil;as transmontanas, na maioria meninos, disseram que tamb&eacute;m jogam no telem&oacute;vel e no tablet. No grupo de Lisboa, apenas o Martim disse que tamb&eacute;m joga. A utiliza&ccedil;&atilde;o destes dispositivos, em ambos os espa&ccedil;os, ocorre essencialmente nos lares, com algumas exce&ccedil;&otilde;es (casa dos av&oacute;s, quando v&atilde;o ao restaurante e quando viajam de carro). </p>     <p>Em termos de perce&ccedil;&atilde;o de regras, as crian&ccedil;as dos grupos focais de V.P.A. denotaram perceber uma menor regula&ccedil;&atilde;o na utiliza&ccedil;&atilde;o. S&oacute; o Miguel referiu que a m&atilde;e lhe imp&ocirc;s uma limita&ccedil;&atilde;o de tempo por estar a ficar viciado &ndash; &ldquo;s&oacute; posso usar meia hora &agrave; noite (&hellip;) e meia hora quando chego da escola&rdquo;. A Beatriz e a Gabriela de V.P.A. abordaram restri&ccedil;&otilde;es de (um mesmo) conte&uacute;do por &ldquo;ser assustador&rdquo;. As restantes crian&ccedil;as dizem que podem ver sempre que querem. J&aacute; as dos grupos lisboetas h&aacute; v&aacute;rias a dizer que est&atilde;o dependentes da autoriza&ccedil;&atilde;o do pai/m&atilde;e.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar de terem quatro e cinco anos, duas crian&ccedil;as transmontanas relataram habilidades com os ecr&atilde;s digitais que lhes d&atilde;o independ&ecirc;ncia na exposi&ccedil;&atilde;o e no consumo de conte&uacute;dos. &Eacute; o caso do Miguel (cinco anos): &ldquo;&agrave;s vezes instalo jogos. Mas j&aacute; desinstalei porque era uma asneira&rdquo;; e do Rodrigo: &ldquo;eu pus jogos no telem&oacute;vel da m&atilde;e e sou eu que jogo o Super M&aacute;rio&rdquo;. </p>     <p><b>Participa&ccedil;&atilde;o e responsabilidades dos pais/m&atilde;es no consumo de ecr&atilde;s pelos filhos</b></p>     <p>Nas entrevistas aos progenitores/as procurou conhecer-se, para cada um dos contextos, os h&aacute;bitos de consumo de ecr&atilde;s, em casa, por parte dos filhos, e compreender o exerc&iacute;cio de media&ccedil;&atilde;o desenvolvido.</p>     <p>Os oito elementos que compunham o painel de entrevistados (V.P.A. e Lisboa) referiram ter lares tecnol&oacute;gicos: (pelo menos) um televisor, tablets e telem&oacute;veis. Tr&ecirc;s progenitores de Lisboa t&ecirc;m computadores, bem como o pai Ant&oacute;nio de V.P.A. (jardineiro, de 37 anos) que refere, ainda, a posse de uma PlayStation. De uma forma geral, os filhos/as preferem os ecr&atilde;s digitais, especialmente o tablet, e tr&ecirc;s dos pais do painel de V.P.A. disseram que os filhos (de tr&ecirc;s e quatro anos) t&ecirc;m esse dispositivo s&oacute; para si. A televis&atilde;o, nas palavras dos pais/m&atilde;es de V.P.A. parece estar a perder o interesse para os seus filhos (at&eacute; aos tr&ecirc;s anos). Um pai e uma m&atilde;e de V.P.A. mencionaram que os filhos &ldquo;j&aacute; n&atilde;o assistem de todo&rdquo; (pai Ant&oacute;nio e m&atilde;e Madalena). Os restantes dizem que o que veem s&atilde;o desenhos animados. J&aacute; entre os progenitores/as de Lisboa notou-se que, apesar dos seus filhos/as preferirem tamb&eacute;m os ecr&atilde;s digitais, utilizam-nos de forma mais regrada e acompanhada (por eles/as ou dos irm&atilde;os mais velhos). </p>     <p>De acordo com a generalidade dos pais/m&atilde;es, os filhos/as preferem os ecr&atilde;s digitais por serem mais estimulantes<i>,</i> pela facilidade de transporte e por permitirem maior autonomia na utiliza&ccedil;&atilde;o. O pai Pedro (Lisboa), a respeito da sua filha de um ano, disse &ldquo;ela n&atilde;o gosta de estar parada (&hellip;) de estar sentada a olhar para o ecr&atilde; (&hellip;) ela vai acabar por gostar mais do telem&oacute;vel, porque est&aacute; sempre a pedir&rdquo;. Tamb&eacute;m o pai Ant&oacute;nio (V.P.A.) diz que o filho de tr&ecirc;s anos n&atilde;o gosta de ver televis&atilde;o por ser &ldquo;um ecr&atilde; mais dif&iacute;cil de o &lsquo;agarrar&rsquo;&rdquo;<i>.</i> O pai Miguel (Lisboa), sobre a sua beb&eacute; de nove meses, afirma: &ldquo;desde que lhe desperte a curiosidade ou lhe chame a aten&ccedil;&atilde;o, ela gosta. Mas pede mais vezes o telem&oacute;vel e o tablet, talvez por serem mais pequenos e estarem mais perto&rdquo;.Para a m&atilde;e Marta (Lisboa) serem eles a escolher o conte&uacute;do faz com que gostem do tablet: &ldquo;eles est&atilde;o mais habituados a ver televis&atilde;o, mas &eacute; muito mais din&acirc;mico um tablet (&hellip;) para poderem escolher eles&rdquo;. </p>     <p>Quanto &agrave; idade que os filhos/as come&ccedil;aram a usar os ecr&atilde;s digitais, dois pais de Lisboa referiram idades inferiores a um ano (pai Miguel e m&atilde;e Vera), atrav&eacute;s dos seus telem&oacute;veis. Os pais/m&atilde;es de V.P.A. apontaram um ano e meio/dois. Por&eacute;m, os pais mais restritivos pertencem ao painel de Lisboa: a m&atilde;e Marta disse que os seus g&eacute;meos de quatro anos acederam a esses ecr&atilde;s j&aacute; muito pr&oacute;ximo da idade que t&ecirc;m e at&eacute; se aconselhou com a pediatra; e o pai Pedro n&atilde;o deixa ainda a filha de um ano aceder, ainda que ela esteja sempre a pedir. Mas, na generalidade, os pais/m&atilde;es, acreditam n&atilde;o existir uma idade espec&iacute;fica para come&ccedil;ar a utilizar/oferecer estes ecr&atilde;s.</p>     <p>Para a maioria dos pais/m&atilde;es, a press&atilde;o de &ldquo;todos terem&rdquo; condicionou que facilitassem o acesso. A m&atilde;e Marta (Lisboa) referiu: &ldquo;os pais tamb&eacute;m t&ecirc;m telem&oacute;veis e eles crescem com ecr&atilde;s (&hellip;) esta gera&ccedil;&atilde;o j&aacute; nasce mesmo para isto, &eacute; quase imposs&iacute;vel proibir&rdquo;. Os irm&atilde;os ou primos mais velhos tamb&eacute;m influenciam o primeiro contacto e uma eventual compra, pois despertam mais cedo para a visualiza&ccedil;&atilde;o dos diferentes ecr&atilde;s (como referiram o pai Ant&oacute;nio e as m&atilde;es Madalena e Judite, de V.P.A).</p>     <p>No acompanhamento parental na utiliza&ccedil;&atilde;o de ecr&atilde;s as respostas dos pais de V.P.A. variaram: os pais Ant&oacute;nio e Carlos, ambos com filhos de tr&ecirc;s anos, disseram &ldquo;&agrave;s vezes sim, mas nem sempre!&rdquo;. Estes pais assumiram que os filhos veem o tablet sem grande restri&ccedil;&atilde;o ou supervis&atilde;o. A m&atilde;e Madalena diz que o filho de tr&ecirc;s anos pode ver livremente, mas &ldquo;no mesmo espa&ccedil;o que n&oacute;s, enquanto vemos televis&atilde;o&rdquo; e a m&atilde;e Judite tamb&eacute;m conta com a ajuda da filha mais velha. No painel de Lisboa o pai Pedro foi quem se mostrou mais restritivo. A filha de um ano s&oacute; v&ecirc; televis&atilde;o, no canal de m&uacute;sica que ele escolhe, e sempre na sua presen&ccedil;a. O pai Miguel (filha de nove meses) disse que &ldquo;televis&atilde;o at&eacute; v&ecirc; sozinha, mas o tablet v&ecirc; comigo ou com a m&atilde;e, pois temos medo que ela estrague o equipamento&rdquo;. As m&atilde;es Marta (g&eacute;meos de quatro anos) e Vera (filha de um ano e nove meses) restringem os diferentes ecr&atilde;s da casa e o tempo de contacto (televis&atilde;o todos os dias e ecr&atilde;s digitais s&oacute; aos fins-de-semana) e, a m&atilde;e Marta pr&eacute;-definiu os v&iacute;deos a que podem aceder e vai &ldquo;deitando o olho&rdquo; enquanto est&aacute; na cozinha. Notou-se, em ambos os contextos, que o acompanhamento vai diminuindo &agrave; medida que a idade aumenta ou quando t&ecirc;m irm&atilde;os mais velhos. </p>     <p>Das atividades realizadas nos ecr&atilde;s digitais, registou-se jogar, ver v&iacute;deos de anima&ccedil;&atilde;o e do <i>youtuber</i> Lucas Neto e m&uacute;sica. O Pai Ant&oacute;nio (V.P.A.), o mais permissivo de todos os progenitores deste estudo, e o que passa menos tempo com o filho diariamente, disse que o filho de tr&ecirc;s anos v&ecirc; muito o Lucas Neto e &ldquo;eu at&eacute; acho bom para ele, porque ensina coisas boas, como poupar &aacute;gua, separar o lixo, arrumar os brinquedos depois de os usar, n&atilde;o gozar com os colegas, n&atilde;o ser invejoso&hellip; coisas assim!&rdquo;. O pai Pedro (Lisboa) refere que o tablet at&eacute; pode ser interessante em termos de est&iacute;mulo cognitivo: &ldquo;n&atilde;o os jogos normais que eles tendem a gostar, mas outros tipos de jogos como montar pe&ccedil;as&hellip; pode ajudar a desenvolver racioc&iacute;nio espacial e isso &eacute; importante&rdquo;. </p>     <p>Quer em Lisboa, como em V.P.A. os progenitores/as referem uma utiliza&ccedil;&atilde;o instrumental dos ecr&atilde;s e essencialmente em casa, com algumas exce&ccedil;&otilde;es: &ldquo;no carro&rdquo; (pai Carlos, V.P.A.); &ldquo;se formos a algum restaurante &agrave;s vezes tamb&eacute;m levam para que no fim da refei&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se aborre&ccedil;a&rdquo; (m&atilde;e Madalena, V.P.A.); &ldquo;quando vamos aos meus sogros, ao fim de semanal depois de almo&ccedil;o, enquanto estamos ali ainda a conversar e eles est&atilde;o um bocadinho fartos&rdquo; (m&atilde;e Marta, Lisboa).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A principal preocupa&ccedil;&atilde;o dos pais/m&atilde;es, sejam de Lisboa ou de V.P.A., &eacute; o perigo de encontrarem &ldquo;coisas&rdquo;que n&atilde;o entendam. Mas manifestaram que a preocupa&ccedil;&atilde;o ir&aacute; aumentar quando os filhos forem mais velhos, tal como acontece com alguns que t&ecirc;m filhos adolescentes.Para j&aacute; a apreens&atilde;o &ldquo;&eacute; com a vis&atilde;o, as dores de cabe&ccedil;a&rdquo; (pai Ant&oacute;nio, V.P.A.), &ldquo;o ciclo de sono e o tempo de uso&rdquo; (m&atilde;e Madalena, V.P.A.) que, diz, ir&aacute; controlar mais, quando a crian&ccedil;a tiver responsabilidades escolares e que o uso da tecnologia possa influenciar a &ldquo;intera&ccedil;&atilde;o social&rdquo; (pai Miguel, Lisboa). A m&atilde;e Marta (Lisboa) receia &ldquo;que seja muito viciante&rdquo;. (&hellip;) A minha grande preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; dar-lhes outras op&ccedil;&otilde;es, para que eles tamb&eacute;m cres&ccedil;am a brincar com outros tipos de brinquedos&rdquo;. O pai Pedro (Lisboa) diz que ir&aacute; fomentar essencialmente conte&uacute;dos pedag&oacute;gicos que possam trazer benef&iacute;cios cognitivos e com tempo controlado, pois quanto mais tempo usam mais suscet&iacute;veis ficam de encontrar conte&uacute;dos impr&oacute;prios para a idade e para aquilo que possam compreender.</p>     <p><b>Discuss&atilde;o </b></p>     <p>A vari&aacute;vel urbanidade/ruralidade das resid&ecirc;ncias das crian&ccedil;as e dos progenitores/as participantes n&atilde;o influenciou a presen&ccedil;a de equipamento tecnol&oacute;gico dos lares, corroborando com as conclus&otilde;es de Plowman et al. (2010) e os estudos de outros espa&ccedil;os europeus (Ofcom, 2019). Tamb&eacute;m n&atilde;o foi afetada pela condi&ccedil;&atilde;o socioecon&oacute;mica mais desfavorecida de alguns lares de progenitores/as de V.P.A., confirmando a conclus&atilde;o de Dias e Brito (2018) de que as crian&ccedil;as vivem em ambientes digitais ricos, mesmo quando integram fam&iacute;lias economicamente desfavorecidas. </p>     <p>Contudo, as residentes em V.P.A. manifestaram um maior contacto com os diversos ecr&atilde;s da casa e uma utiliza&ccedil;&atilde;o mais din&acirc;mica e aut&oacute;noma com o tablet e telem&oacute;veis, contrariando o estudo de Kabali et al. (2015) que atribuem aos meios citadinos uma maior utiliza&ccedil;&atilde;o. Isso poder&aacute; estar relacionado com o tempo que passam em casa, pois cruzando com as rotinas ap&oacute;s a escola, percebe-se que a maioria dos grupos de crian&ccedil;as lisboetas referiram ter atividades extracurriculares. E crian&ccedil;as com mais tempo dentro de lares tecnol&oacute;gicos poder&atilde;o preencher a &ldquo;sua agenda&rdquo; com entretenimento eletr&oacute;nico e digital (Ponte et al., 2017). </p>     <p>A composi&ccedil;&atilde;o do agregado tamb&eacute;m pode justificar consumos diferenciados de <i>media</i> em casa. A generalidade das crian&ccedil;as participantes de Lisboa t&ecirc;m irm&atilde;os, com quem interagem nas brincadeiras e no consumo dos ecr&atilde;s. Nevski e Siibak (2016) j&aacute; tinham evidenciado o impacto dos irm&atilde;os na orienta&ccedil;&atilde;o do consumo dos mais novos. J&aacute; as crian&ccedil;as de V.P.A., maioritariamente filhos/as &uacute;nicos/as, manifestaram um consumo mais solit&aacute;rios de ecr&atilde;s. Jorge, Tom&eacute; e Pacheco (2017) referem que em contextos familiares monoparentais e de filhos &uacute;nicos, as crian&ccedil;as tendem a ser delegadas ao &ldquo;<i>babysitting</i> digital&rdquo; (Leskova, Jurjewicz, Lenghart &amp; Bacik, 2018). </p>     <p>Neste estudo, verificou-se que as crian&ccedil;as de quatro e cinco anos e os filhos com menos de tr&ecirc;s anos dos pais/m&atilde;es entrevistados de V.P.A. usam mais os pequenos ecr&atilde;s, sobretudo o tablet, que aquelas de Lisboa. Cardoso, Vieira e Mendon&ccedil;a (2016) dizem que os ecr&atilde;s mais pequenos, port&aacute;teis e t&aacute;cteis permitem que as crian&ccedil;as se sintam mais envolvidas e com mais poder de decis&atilde;o para fazerem &ldquo;o controlo da sua dieta de media&rdquo; (p. 35). Nikolopoulou (2020) considera natural que a crian&ccedil;a com idade pr&eacute;-escolar, ainda com pouca motricidade fina, sinta maior atra&ccedil;&atilde;o pelos tablets por exigirem apenas o uso do dedo.</p>     <p>Em termos de media&ccedil;&atilde;o parental, as crian&ccedil;as de V.P.A. transmitiram menos consci&ecirc;ncia de regras de utiliza&ccedil;&atilde;o de ecr&atilde;s. Apenas o Miguel evidenciou uma restri&ccedil;&atilde;o de tempo por estar &ldquo;muito viciado&rdquo;. J&aacute; a maioria das crian&ccedil;as de Lisboa mostraram alguma consci&ecirc;ncia da interven&ccedil;&atilde;o parental, pois muitos disseram que est&atilde;o dependentes da sua autoriza&ccedil;&atilde;o para usarem ecr&atilde;s. Mas neste estudo identificou-se essencialmente a media&ccedil;&atilde;o restritiva (e.g. Livingstone et al., 2015).</p>     <p>Todos os pais/m&atilde;es do painel de entrevistados foram ou s&atilde;o os &ldquo;patrocinadores&rdquo; diretos do uso tecnol&oacute;gico dos seus filhos (Kabali et al.<i>,</i> 2015). O pai de uma beb&eacute; de nove meses (V.P.A.), disse que a filha come&ccedil;ou a usar o smartphone e o tablet desde que se &ldquo;se come&ccedil;ou a mexer&rdquo;, congruente com as descobertas de Cardoso et al. (2015). O acesso derivou de um presente de anivers&aacute;rio (fam&iacute;lia do Pai Ant&oacute;nio de V.P.A.) ou da passagem geracional dos dispositivos &agrave; medida que os pais/m&atilde;es ou irm&atilde;os mais velhos v&atilde;o fazendo as atualiza&ccedil;&otilde;es (sobretudo as crian&ccedil;as e os pais/m&atilde;es dos grupos de Lisboa). </p>     <p>Entre os pais/m&atilde;es de Lisboa e de V.P.A. encontraram-se diferen&ccedil;as, mas n&atilde;o se tornou claro se se devem a uma quest&atilde;o geogr&aacute;fica ou socioecon&oacute;mica (forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica e profiss&atilde;o), como demonstrado por Clark (2013). A m&atilde;e de V.P.A. com forma&ccedil;&atilde;o superior (Madalena, professora) foi a &uacute;nica que instituiu algumas regras de uso de ecr&atilde;s &agrave; filha de tr&ecirc;s anos (e outro de oito): &ldquo;veem quando chegam da escola, ao fim da tarde, mas depois de jantar n&atilde;o dou. (&hellip;) E quando come&ccedil;am a ver coisas que n&atilde;o autorizo, tiro-lhes&rdquo;<i>.</i> J&aacute; os restantes pais/m&atilde;es de V.P.A. n&atilde;o desenvolvem uma media&ccedil;&atilde;o efetiva &ndash; os filhos &ldquo;podem ver &agrave; noite, enquanto jantam, quando acordam, quando est&atilde;o a lanchar e quando se v&atilde;o deitar&rdquo;<i>,</i> denotando um estilo de parentalidade passiva ou <i>laissez-faire</i> (Baumrind, 1991) e um sentimento de que n&atilde;o t&ecirc;m capacidades suficientes para ajudar os/as filhos/as (Nevski &amp; Siibak, 2016; Nikken &amp; de Haan, 2015).</p>     <p>Os progenitores/as de Lisboa s&atilde;o todos licenciados, apesar de dois exercerem profiss&otilde;es que n&atilde;o exigem tal forma&ccedil;&atilde;o (carteiro e auxiliar de educa&ccedil;&atilde;o). O pai com regras mais restritivas &eacute; de Lisboa (Pai Pedro) e tem forma&ccedil;&atilde;o e profiss&atilde;o mais qualificadas: &ldquo;ela j&aacute; pediu v&aacute;rias vezes para usar mas eu n&atilde;o deixo. Ela de vez em quando tira-me o telem&oacute;vel e eu vou atr&aacute;s dela e tiro-lho. N&atilde;o costumo deixar em nenhuma situa&ccedil;&atilde;o&rdquo;<i>.</i> Mas assume que mais tarde a deixar&aacute; usar o tablet, pois quando bem utilizado (Domoff et al<i>.,</i> 2019)&ldquo;pode ser interessante para ela em termos de est&iacute;mulo&rdquo;<i>.</i> Este pai, usu&aacute;rio competente de tecnologia, estabelece nesta fase da vida da filha de um ano estrat&eacute;gias de parentalidade rigorosa (Baumrind, 1991). Outros remetem para estrat&eacute;gias de acompanhamento mais pr&oacute;ximo &ldquo;estou sempre eu ou a m&atilde;e, mas muitas vezes estamos todos&rdquo; (Pai Miguel)ou de supervis&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia (&ldquo;vou deitando um &ldquo;olho&rdquo;) ou media&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica, pr&eacute;-definindo os conte&uacute;dos (m&atilde;e Marta) (e.g. Livingstone &amp; Helsper, 2008; Nikken &amp; Jansz, 2014; Nikken &amp; Schols, 2015).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Todos os pais/m&atilde;es admitiram maior preocupa&ccedil;&atilde;o quando os filhos crescerem. Por enquanto consideram que &ldquo;controlam&rdquo;, manifestando mais apreens&atilde;o com eventuais problemas de vis&atilde;o ou dores de cabe&ccedil;a (pai Ant&oacute;nio, V.P.A.), com a interrup&ccedil;&atilde;o do ciclo de sono (m&atilde;e Judite, V.P.A.) devido ao tempo de exposi&ccedil;&atilde;o dos filhos aos dispositivos. O pai Miguel (Lisboa) receia os problemas de intera&ccedil;&atilde;o social e com o meio envolvente que a filha possa ter e a m&atilde;e Marta (Lisboa) que o filho se desinteresse por outras atividades. Temores j&aacute;enumerados nos estudos de Gottschalk (2019), de Kardefelt-Winther (2017) e de Twenge e Campbell (2018).</p>     <p><b>S&iacute;ntese final</b></p>     <p>Independentemente da geografia, os lares dos sujeitos integrantes deste estudo explorat&oacute;rio (crian&ccedil;as e progenitores/as) est&atilde;o rodeados de tecnologia com liga&ccedil;&atilde;o &agrave; internet, sendo os pequenos ecr&atilde;s digitais os mais apetec&iacute;veis para todas as crian&ccedil;as menores de cinco anos. Mas as crian&ccedil;as residentes em V.P.A. referiram maior exposi&ccedil;&atilde;o a esses dispositivos, especialmente aos tablets, face aos grupos de Lisboa. Da mesma forma, algumas crian&ccedil;as transmontanas relataram experi&ecirc;ncias de jogos digitais e maior compet&ecirc;ncias e autonomia para fazerem downloads destas aplica&ccedil;&otilde;es nos telem&oacute;veis dos pais. Levanta-se a hip&oacute;tese te&oacute;rica de poder n&atilde;o ser apenas a vari&aacute;vel urbanidade/ruralidade a gerar esta diferen&ccedil;a, mas estar associada &agrave;s crian&ccedil;as de V.P.A. terem mais tempo livre em casa, ap&oacute;s a escola e, na sua maioria, serem filhos/as &uacute;nicos/as e, portanto, mais focados em brincadeiras tradicionais e/ou consumo de ecr&atilde;s individualizados. </p>     <p>Os conte&uacute;dos mais consumidos s&atilde;o os programas de anima&ccedil;&atilde;o nos principais canais infantis de televis&atilde;o por cabo bem como no YouTube, onde tamb&eacute;m seguem um <i>youtuber</i> da moda (Lucas Neto). Por&eacute;m, as crian&ccedil;as de Lisboa demonstraram maior conhecimento sobre os canais televisivos que conectam, sendo coerente com o facto de verem mais TV durante a semana em detrimento dos ecr&atilde;s digitais. Muitas crian&ccedil;as de V.P.A. utilizam os ecr&atilde;s sozinhas e possuem uma menor consci&ecirc;ncia de regras de uso e/ou de conte&uacute;dos por parte dos seus progenitores, contrastando com os grupos de crian&ccedil;as lisboetas que referiram, na generalidade, ver televis&atilde;o e ecr&atilde;s digitais acompanhadas pelos pais ou irm&atilde;os e relataram condutas de media&ccedil;&atilde;o mais claras por parte dos pais. Todas as crian&ccedil;as do estudo que usam ecr&atilde;s digitais port&aacute;teis assumiram que os veem essencialmente em casa e de forma instrumental (quando se est&atilde;o a arranjar, a comer ou antes de irem dormir) ainda que, excecionalmente os utilizem no carro, nos restaurantes ou nos almo&ccedil;os demorados de fam&iacute;lia.</p>     <p>Nas entrevistas semiestruturadas aos pais/m&atilde;es, com crian&ccedil;as de meses at&eacute; aos quatro anos, percebeu-se uma tend&ecirc;ncia semelhante: os seus filhos preferem o tablet ou telem&oacute;veis. Mas s&atilde;o tamb&eacute;m as crian&ccedil;as dos pais/m&atilde;es de V.P.A. que tem acesso facilitado aos meios digitais, muitos deles para uso pessoal. Os pais/m&atilde;es de ambos os espa&ccedil;os disseram que se sentem pressionados a &ldquo;patrocinar&rdquo; o acesso, com mais ou menos tempo de utiliza&ccedil;&atilde;o, pelo receio de exclu&iacute;rem os filhos da gera&ccedil;&atilde;o digital a que pertencem. Todos transmitiram alguma apreens&atilde;o, mas consideram que a maior preocupa&ccedil;&atilde;o vir&aacute; quando forem mais velhos. Apesar disso, os pais entrevistados de V.P.A. manifestaram uma atitude menos restritiva, quer em rela&ccedil;&atilde;o ao acesso, como ao tempo de uso e aos conte&uacute;dos a que os filhos/as acedem. Em nenhum dos grupos de pais/m&atilde;es dos contextos geogr&aacute;ficos representados neste estudo se identificaram pr&aacute;ticas de media&ccedil;&atilde;o ativa ou de co-uso efetivo. Os pais/m&atilde;es das crian&ccedil;as com meses acompanham-nas durante o uso de ecr&atilde;s digitais, mas para garantirem a boa utiliza&ccedil;&atilde;o dos equipamentos.</p>     <p>Estas tend&ecirc;ncias n&atilde;o podem, contudo, ser generalizadas aos contextos urbano e rural aqui retratados, pela limita&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e de pais/m&atilde;es participantes. Amostras mais vastas de ambos os contextos (citadino ou rural) e uma representa&ccedil;&atilde;o social mais diversificada, permitiria ila&ccedil;&otilde;es mais extensivas sobre os efeitos que as vari&aacute;veis urbanismo/ruralidade t&ecirc;m na exposi&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as menores de cinco anos aos ecr&atilde;s e nas estrat&eacute;gias de media&ccedil;&atilde;o dos pais. Mas, aceder a crian&ccedil;as desta faixa et&aacute;ria exige um protocolo &eacute;tico e de autoriza&ccedil;&otilde;es que dificultam o acesso e torna moroso todo o processo de pesquisa. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Ariani, A., Putu, N., Aditya, R., Endriyani, N. &amp; Niati, R. (2017). Effects of playing gadget on elementary school children in urban and rural environment. <i>Advances on health sciences research</i>, <i>2</i>, 22-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020195&pid=S2183-3575202000010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Baumrind, D. (1991). The influence of parenting style on adolescent competence and substance use. <i>Journal of Early Adolescence</i>, <i>11</i>(1), 56-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020197&pid=S2183-3575202000010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bell, V., Bishop, D. V. M. &amp; Przybylski, A. K. (2015). The debate over digital technology and young people. <i>BMJ, 351</i>, h3064. <a href="https://doi.org/10.1136/bmj.h3064" target="_blank">https://doi.org/10.1136/bmj.h3064</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020199&pid=S2183-3575202000010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Beyens, I. &amp; Eggermont, S. (2014). Putting young children in front of the television: antecedents and outcomes of parents. Use of television as a nabysitter. <i>Communication Quarterly</i>, <i>62</i>(1), 57-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020200&pid=S2183-3575202000010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Blum-Ross, A. &amp; Livingstone, S. (2018). The trouble with &ldquo;screen time&rdquo; rules. In G. Mascheroni; C. Ponte &amp; A. Jorge (Eds), <i>Digital parenting. the challenges for families in the digital age</i> (pp. 179-187). Goteborg: Nordicom. </p>     <!-- ref --><p>Brito, R. (2018). Estilos de media&ccedil;&atilde;o do uso de tecnologias digitais por crian&ccedil;as at&eacute; aos 6 anos. <i>Da Investiga&ccedil;&atilde;o &agrave;s Pr&aacute;ticas</i>, <i>8</i>(2), 21-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020203&pid=S2183-3575202000010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bryman, A. (2016). <i>Social research methods</i>. Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020205&pid=S2183-3575202000010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Cardoso, G., Mendon&ccedil;a, S., Paisana, M., Lima T. &amp; Neves, M. (2015). <i>Os media</i> e as din&acirc;micas geracionais na sociedade Portuguesa. An&aacute;lise dos impactos das vari&aacute;veis geracionais nas pr&aacute;ticas medi&aacute;ticas dos portugueses. Lisboa: OberCom.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020207&pid=S2183-3575202000010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Cardoso, G., Vieira, J. &amp; Mendon&ccedil;a, S. (2016). <i>Ecr&atilde;s em rede. Televis&atilde;o. Tend&ecirc;ncias e prospectivas</i>. Lisboa: OberCom Investiga&ccedil;&atilde;o e saber em comunica&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020209&pid=S2183-3575202000010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>&Ccedil;etintas, H. B. &amp; Turan, Z. (2018). Through the eyes of early childhood students: television, tablet computers, internet and smartphones. <i>Central European Journal of Communication</i>, <i>11</i>(1), 56-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020211&pid=S2183-3575202000010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Clark, L. S. (2013). <i>The parent app: understanding families in the digital age.</i> Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020213&pid=S2183-3575202000010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Cordeiro, M. (2015). <i>Crian&ccedil;as e fam&iacute;lias num Portugal em mudan&ccedil;a</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Francisco Manuel dos Santos&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020215&pid=S2183-3575202000010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Council on Communications and Media. (2013). Children, adolescents, and the media. <i>Pediatrics</i>, <i>132</i>(5), 958-961.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020216&pid=S2183-3575202000010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Dias, P. &amp; Brito, R. (2018). <i>Happy kids. Aplica&ccedil;&otilde;es seguras e ben&eacute;ficas para crian&ccedil;as felizes. Perspetiva dos pais.</i> Lisboa: Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa.</p>     <!-- ref --><p>Domingues-Montanari, S. (2017). Clinical and psychological effects of excessive screen time on children. <i>Journal of Paediatrics and Child Health, 53</i>(4), 333-338.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020219&pid=S2183-3575202000010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Domoff, S. E., Radesky, J. S., Harrison, K., Riley, H., Lumeng, J. C. &amp; Miller, A. L. (2019). A naturalistic study of child and family screen media and mobile device use. <i>Journal of Child and Family Studies</i>, <i>28</i>(2), 401-410.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020221&pid=S2183-3575202000010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Duch, H., Fisher, E.M., Ensari, I. &amp; Harrington, A. (2013). Screen time use in children under 3 years old: a systematic review of correlates. <i>International Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity</i> <i>10</i>. Retirado de <a href="http://www.ijbnpa.org/content/10/1/102" target="_blank">http://www.ijbnpa.org/content/10/1/102</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020223&pid=S2183-3575202000010000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Evans, C. A., Jordan, A. B. &amp; Horner, J. (2011). Only two hours? A qualitative study of the challenges parents perceive in restricting child television time. <i>Journal of Family Issues</i>, <i>32</i>(9), 1223-1244.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020224&pid=S2183-3575202000010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gottschalk, F. (2019) <i>Impacts on technologies use on children: exploring literature on the brain, cognition and well-being. OECD Education Working Paper No. 195.</i> <a href="https://doi.org/10.1787/19939019" target="_blank">https://doi.org/10.1787/19939019</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020226&pid=S2183-3575202000010000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Harris, L., Davis, N., Cunningham, U., de Vocht, L., Macfarlane, S., Gregory, N., Aukuso, S.,Taleni, T.O. &amp; Dobson, J. (2018). Exploring the opportunities and challenges of the digital world for early childhood services with vulnerable children. <i>International Journal of Environmental Research and Public Health, 15</i>(11), 2407. <a href="https://doi.org/10.3390/ijerph15112407" target="_blank">https://doi.org/10.3390/ijerph15112407</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020227&pid=S2183-3575202000010000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Holloway, D. J., Green, L. &amp; Stevenson, K. J. (2015). <i>Digitods: toddlers, touch screens and Australian family life</i>. Brisbane: Queensland University of Technology. Retirado de <a href="https://ro.ecu.edu.au/ecuworkspost2013/1777" target="_blank">https://ro.ecu.edu.au/ecuworkspost2013/1777</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020228&pid=S2183-3575202000010000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>INE, Instituto Nacional de Estat&iacute;sticas. (2011). <i>Censos da Popula&ccedil;&atilde;o e da Habita&ccedil;&atilde;o</i>. Lisboa: INE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020229&pid=S2183-3575202000010000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>INE, Instituto Nacional de Estat&iacute;sticas. (2015). <i>Sociedade da informa&ccedil;&atilde;o e do conhecimento &ndash; inqu&eacute;rito</i> &agrave; <i>utiliza&ccedil;&atilde;o de tecnologias</i>. Lisboa: INE.</p>     <!-- ref --><p>Jorge, A., Tom&eacute;, V. &amp; Pacheco, R. (2017). Um dia na vida de crian&ccedil;as com menos de 3 anos: os meios digitais no quotidiano das fam&iacute;lias. In M. I. V. Lopes; N. Ribeiro; G. G. S. Castro &amp; C. D. Burnay (Org.), <i>Atas do XV Congresso IBERCOM</i> (pp. 3486- 3505). Lisboa: ASSIBERCOM.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020232&pid=S2183-3575202000010000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Kabali, H., Irigoyen, M., Nunez-Davis, R., Budacki, J., Mohanty, S., Leister, K. &amp; Bonner, R. (2015). Exposure and use of mobile media devices by young children. <i>Pediatrics</i>, <i>136</i>(6), 1&ndash;7.</p>     <!-- ref --><p>Kardefelt-Winther, D. (2017). <i>How does the time children spend using digital technology impact their mental well-being, social relationships and physical activity?: an evidence-focused literature review</i>. Floren&ccedil;a: Unicef Office of Research-Innocenti.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020235&pid=S2183-3575202000010000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ko¨ksalan, B., Aldim, U. F. &amp; Go¨g?ebakan, S. (2019) Media consuming in children: child development, babyhood (0-2), early childhood, interests. In S. G&uuml;lsah &amp; S. G&uuml;lah (Eds). <i>Handbook of research on children&rsquo;s consumption of digital media</i> (pp. 41-59). EUA: IGI Global.</p>     <!-- ref --><p>Leskova, A., Jurjewicz, H., Lenghart, P. &amp; Bacik, P. (2018). Current challenges of digital technologies. <i>Communications-Scientific letters of the University of Zilina</i>, <i>20</i>(1A), 16-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020238&pid=S2183-3575202000010000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Livingstone, S. (1998). Mediated childhoods: a comparative approach to young people&rsquo;s changing media environment in Europe. <i>European journal of communication</i>, <i>13</i>(4), 435-456.</p>     <!-- ref --><p>Livingstone, S. &amp; Byrne, J. (2018). Parenting in the digital age. The challenges of parental responsibility in comparative perspective. In G. Mascherone; C. Ponte &amp; A. Jorge (Eds.), <i>Digital parenting. The challenges for families in the digital age</i> (pp. 19-30). Goteborg: Nordicom.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020241&pid=S2183-3575202000010000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Livingstone, S. &amp; Helsper, E. (2008). Parental mediation and children&rsquo;s internet use. <i>Journal of Broadcasting &amp; Electronic Media</i>, <i>52</i>(4), 581-599.</p>     <!-- ref --><p>Livingstone, S., Mascheroni, G., Dreier, M., Chaudron, S. &amp; Lagae, K. (2015). <i>How parents of young children manage digital devices at home: the role of income, education and parental style.</i> Londres: EU Kids Online, LSE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020244&pid=S2183-3575202000010000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Mendoza, K. (2009). Surveying parental mediation: connections, challenges and questions for media literacy. <i>The Journal of Media Literacy Education</i>, <i>1</i>(1), 28-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020246&pid=S2183-3575202000010000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Nathanson, A. (1999), Identifying and explaining the relationship between parental mediation and children&rsquo;s aggression. <i>Communication Research</i>, <i>26</i>(2), 124-143.</p>     <p>Nevski, E. &amp; Siibak, A. (2016). Mediation practices of parents and older siblings in guiding toddlers&rsquo; touchscreen technology use: an ethnographic case study. <i>Media Education Studies &amp; Research</i>, <i>7</i>, 320&ndash;340.</p>     <p>Nikken, P. (2019). Parents&rsquo; instrumental use of media in childrearing: relationships with confidence in parenting, and health and conduct problems in children. <i>Journal of Child and Family Studies</i>, <i>28</i>(2), 531-546. </p>     <p>Nikken, P. &amp; de Haan, J. (2015). Guiding young children&rsquo;s internet use at home: problems that parents experience in their parental mediation and the need for parenting support. <i>Cyberpsychology: Journal of Psychosocial Research on Cyberspace</i>, <i>9</i>(3). <a href="https://www.doi.org/10.5817/CP2015-1-3" target="_blank">https://www.doi.org/10.5817/CP2015-1-3</a></p>     <p>Nikken, P. &amp; Jansz, J. (2014). Developing scales to measure parental mediation of young children&rsquo;s internet use. <i>Learning, Media and Technology</i>, <i>39</i>(2), 250-266.</p>     <!-- ref --><p>Nikken, P. &amp; Schols, M. (2015). How and why parents guide the media use of young children. <i>Journal of Child and family Studies</i>, <i>24</i>(11), 3423-3435.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020253&pid=S2183-3575202000010000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Nikolopoulou, K. (2020). Preschool children&rsquo;s use of tablet at home and parents&rsquo; views. In S. Papadakis &amp; M. Kalogiannakis (Eds.), <i>Mobile learning applications in early childhood education</i> (pp. 209-229). Hershey: IGI Global.</p>     <p>Nomaguchi, K. M. (2009). Change in work-family conflict among employed parents between 1977 and 1999. <i>Journal of Marriage and Family</i>, <i>71</i>(1), 15&ndash;32.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ofcom, The Office of Communications. (2019). <i>Children and parents: media use and attitudes report</i>. Londres: Office of Communications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020257&pid=S2183-3575202000010000500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Patraquim, C., Ferreira, S., Martins, H., Mour&atilde;o, H., Gomes, P. &amp; Martins, S. (2018). As crian&ccedil;as e a exposi&ccedil;&atilde;o aos media. <i>Nascer e Crescer</i>,<i>27</i>(1), 11-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020259&pid=S2183-3575202000010000500043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Paudel, S., Jancey, J., Subedi, N. &amp; Leavy, J. (2017). Correlates of mobile screen media use among children aged 0&ndash;8: a systematic review. <i>BMJ Open, 7</i>(10), 1-12. </p>     <!-- ref --><p>Plowman L, McPake, J. &amp; Stephen, C. (2010). The technologisation of childhood? Young children and technology in the home. <i>Children and Society</i>, <i>24</i>(1), 63-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020262&pid=S2183-3575202000010000500045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ponte, C. &amp; Vieira, N. (2008). Crian&ccedil;as e internet, riscos e oportunidades. Um desafio para a agenda de pesquisa nacional. In M. L. Martins &amp; M. Pinto (Eds.), <i>Comunica&ccedil;&atilde;o e Cidadania. Actas do 5&ordm; Congresso da SOPCOM</i> (pp. 2732-2741). Braga: CECS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020264&pid=S2183-3575202000010000500046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ponte, C., Sim&otilde;es, J., Batista, S. Castro, T. &amp; Jorge, A. (2017). <i>Crescendo entre ecr&atilde;s. Usos dos m&eacute;dia por crian&ccedil;as de 3 a 8 anos &ndash; relat&oacute;rio final</i>. Lisboa: ERC &ndash; Entidade Reguladora para a Comunica&ccedil;&atilde;o Social.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Prensky, M. (2001). Digital natives, digital immigrants.<i> On the Horizon, 9</i>(5), 1-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020267&pid=S2183-3575202000010000500048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Przybylski, A. K. &amp; Weinstein, N. (2019). Digital screen time limits and young children&rsquo;s psychological well-being: evidence from a population-based study. <i>Child Development</i>, <i>90</i>(1), 56-65.</p>     <!-- ref --><p>Twenge, J. M. &amp; Campbell, W. K. (2018). Associations between screen time and lower psychological well-being among children and adolescents: evidence from a population-based study. <i>Preventive Medicine Reports, 12</i>, 271-283.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020270&pid=S2183-3575202000010000500050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Weber, S. &amp; Mitchell, C. (2008). Imaging, keybording, and posting identities: young people and new media technologies. <i>Youth, Identity, and Digital Media</i>, 25-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020272&pid=S2183-3575202000010000500051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nota biogr&aacute;fica</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Carla Cruz &eacute; doutorada em Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, na especialidade de Sociologia da Comunica&ccedil;&atilde;o, Mestre em Sociologia, e Licenciada em Comunica&ccedil;&atilde;o Social. &Eacute; Professora Auxiliar no Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias Sociais e Pol&iacute;ticas da Universidade de Lisboa, lecionando nas &aacute;reas cient&iacute;ficas de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o (1&ordm;, 2&ordm; e 3&ordm; Ciclos) e de Sociologia (1&ordm; e 2&ordm; Ciclos). &Eacute; investigadora no Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas (CAPP), onde coordena o projeto &ldquo;Representa&ccedil;&otilde;es medi&aacute;ticas de p&uacute;blicos sens&iacute;veis&rdquo;. Internacionalmente ela integra a equipa de um projeto da EUPRERA. &Eacute; ainda vice-presidente do Observat&oacute;rio da Crian&ccedil;a, Associa&ccedil;&atilde;o &lsquo;100 Viol&ecirc;ncia&rsquo;. </p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0003-0523-0350" target="_blank">https://orcid.org/0000-0003-0523-0350</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:ccruz@iscsp.ulisboa.pt">ccruz@iscsp.ulisboa.pt</a></p>     <p>Morada: Rua Almerindo Lessa, 1300-666 Lisboa, Portugal</p>     <p>Catarina Franco &eacute; licenciada em Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o pelo Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais e Pol&iacute;ticas (ISCSP) da Universidade de Lisboa. Profissionalmente, tem colaborado em v&aacute;rios programas de televis&atilde;o, atrav&eacute;s da Produtora de Televis&atilde;o Shine Iberia: foi <i>logger</i> para o programa da TVI <i>Pesadelo na cozinh</i>a 2019 e fez parte da equipa de produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos do programa <i>The voice Portugal</i> 2019 e do programa infantil <i>A &aacute;rvore dos desejos</i> 2020. E desde 2015 que &eacute; monitora de crian&ccedil;as e jovens (dos 4 aos 16 anos), em campos de f&eacute;rias.</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0002-4759-8244" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-4759-8244</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:catarinafmfranco@gmail.com">catarinafmfranco@gmail.com</a></p>     <p>Morada: Rua Alegre n&deg;43 1&deg;dto. 1495-005, Alg&eacute;s, Portugal</p>     <p>F&aacute;bio Anuncia&ccedil;&atilde;o &eacute; mestrando em Sociologia no Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias Sociais e Pol&iacute;ticas da Universidade de Lisboa (ISCSP-ULisboa). &Eacute; licenciado em Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o pela mesma faculdade e venceu o pr&eacute;mio de m&eacute;rito de melhor aluno graduado em 2018.</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0001-8782-8481" target="_blank">https://orcid.org/0000-0001-8782-8481</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Email: <a href="mailto:fabio.nogueira.anunciacao@gmail.com">fabio.nogueira.anunciacao@gmail.com</a></p>     <p>Morada: Rua 25 de Abril, 25. 2605-164 Belas, Portugal</p>     <p>Maria Jo&atilde;o Cunha &eacute; licenciada em Comunica&ccedil;&atilde;o Social e mestre em Sociologia pelo ISCSP, Universidade de Lisboa. Doutora em Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, na especialidade de Sociologia da Comunica&ccedil;&atilde;o com tese sobre representa&ccedil;&otilde;es e impactos dos <i>media</i>. Professora Auxiliar no ISCSP, Universidade de Lisboa. Membro co-fundador e investigadora integrada do Centro Interdisciplinar de Estudos de G&eacute;nero (CIEG), em mat&eacute;rias relacionadas com g&eacute;nero e comunica&ccedil;&atilde;o. Foi co-coordenadora da sec&ccedil;&atilde;o de G&eacute;nero e Sexualidade da APS at&eacute; 2018. Revisora para revistas cient&iacute;ficas na &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o, &eacute; autora, para al&eacute;m de artigos cient&iacute;ficos, das obras <i>A imagem corporal</i> (2004), <i>Sociologia da Comunica&ccedil;&atilde;o</i> (2011) e <i>Corpo e imagem na sociedade de consumo</i> (2014), entre outros.</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0002-0325-5709" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-0325-5709</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:mjcunha@iscsp.ulisboa.pt">mjcunha@iscsp.ulisboa.pt</a></p>     <p>Morada: Rua Almerindo Lessa, 1300 &ndash; 666 Lisboa, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>* Submiss&atilde;o: 20/12/2019</b></p>     <p><b>* Aceita&ccedil;&atilde;o: 19/04/2020</b></p>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Ariani]]></surname>
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<surname><![CDATA[Putu]]></surname>
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<surname><![CDATA[Endriyani]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effects of playing gadget on elementary school children in urban and rural environment]]></article-title>
<source><![CDATA[Advances on health sciences research]]></source>
<year>2017</year>
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<page-range>22-27</page-range></nlm-citation>
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