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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Jovens, ciência e media: perceções sobre a Astronomia e Ciências do Espaço em contextos formais e informais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The importance of the media, both in the acquisition of knowledge, and in the formation of opinions and representations of science subjects, has been widely acknowledged in research. However, there is still an insufficient number of studies which focus on how young audiences specifically access, understand and create science-related content via different platforms, thereby mobilising different literacies. The present empirical study seeks to explore some bridges in this regard. By looking at a young public interested in science, namely Astronomy and Space Sciences, we intend to ascertain what they value and how they appropriate scientific information in their social relations in order to build critical scientific literacy for decision-making and the formation of opinions about science. The main results of this study confirm that informal learning plays an important role not only in the development of identification with science by young people, but also in the search for related academic and professional pathways. Although it confirms that younger people do not seek science news, the current study suggests that they do engage in seeking science-specific information according to their interests. The absence of a reflection on how science discourses and news are produced and filtered by the media and other science communication agents underlines the relevance of promoting critical science literacy, which seems to imply a link to other literacies, media literacy included.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS TEM&Aacute;TICOS</b></p>     <p><b>Jovens, ci&ecirc;ncia e <i>media</i>: perce&ccedil;&otilde;es sobre a Astronomia e Ci&ecirc;ncias do Espa&ccedil;o em contextos formais e informais</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Youth, science, and media: perceptions of Astronomy and Space Sciences in formal and informal contexts</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> //     <p><b>Sara Anjos</b></p> <img src="http:/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="http://orcid.org/0000-0002-3103-0363" target="_blank">http://orcid.org/0000-0002-3103-0363</a>     <p></p>     <p><b>Anabela Carvalho**</b></p> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-7727-4187" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-7727-4187</a>     
<p></p> //     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> //*Centro de Estudos de Comunica&ccedil;&atilde;o e Sociedade, Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais, Universidade do Minho, Portugal / Universidade de Leiden, Pa&iacute;ses Baixos, <a href="mailto:saraanjos@gmail.com">saraanjos@gmail.com</a>. //    <br>   //**Centro de Estudos de Comunica&ccedil;&atilde;o e Sociedade, Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais, Universidade do Minho, Portugal, <a href="mailto:carvalho@ics.uminho.pt">carvalho@ics.uminho.pt</a>. //</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O papel transversal dos <i>media</i> na aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos e na forma&ccedil;&atilde;o de opini&otilde;es e representa&ccedil;&otilde;es de assuntos de ci&ecirc;ncia tem uma import&acirc;ncia reconhecida. Por&eacute;m, existem poucos estudos que se debrucem sobre o modo como os jovens acedem, compreendem e criam conte&uacute;dos relacionados com a ci&ecirc;ncia, utilizando diversas plataformas e acionando diferentes literacias. O presente estudo procura explorar algumas pontes nesse sentido. Tendo como base p&uacute;blicos jovens interessados em ci&ecirc;ncia, nomeadamente em Astronomia e Ci&ecirc;ncias do Espa&ccedil;o, o estudo pretende averiguar o que estes valorizam na ci&ecirc;ncia e como se apropriam da informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica para a tomada de decis&atilde;o e a forma&ccedil;&atilde;o de opini&otilde;es sobre ci&ecirc;ncia. Os resultados confirmam que as aprendizagens informais t&ecirc;m um papel relevante no desenvolvimento de uma identifica&ccedil;&atilde;o com a ci&ecirc;ncia e na escolha por percursos acad&eacute;micos e profissionais com ela relacionados. Apesar de n&atilde;o procurarem not&iacute;cias de ci&ecirc;ncia em geral, pesquisam informa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica de ci&ecirc;ncia de acordo com os seus interesses. A aus&ecirc;ncia de uma reflex&atilde;o sobre como os discursos e as not&iacute;cias de ci&ecirc;ncia s&atilde;o produzidos e filtrados pelos <i>media</i> e outros agentes de comunica&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia faz ressaltar a relev&acirc;ncia da promo&ccedil;&atilde;o de uma literacia cr&iacute;tica de ci&ecirc;ncia, que implica a liga&ccedil;&atilde;o a outras literacias, incluindo a literacia medi&aacute;tica.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: jovens; ci&ecirc;ncia; <i>media</i>; literacia cient&iacute;fica; identidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The importance of the media, both in the acquisition of knowledge, and in the formation of opinions and representations of science subjects, has been widely acknowledged in research. However, there is still an insufficient number of studies which focus on how young audiences specifically access, understand and create science-related content via different platforms, thereby mobilising different literacies. The present empirical study seeks to explore some bridges in this regard. By looking at a young public interested in science, namely Astronomy and Space Sciences, we intend to ascertain what they value and how they appropriate scientific information in their social relations in order to build critical scientific literacy for decision-making and the formation of opinions about science. The main results of this study confirm that informal learning plays an important role not only in the development of identification with science by young people, but also in the search for related academic and professional pathways. Although it confirms that younger people do not seek science news, the current study suggests that they do engage in seeking science-specific information according to their interests. The absence of a reflection on how science discourses and news are produced and filtered by the media and other science communication agents underlines the relevance of promoting critical science literacy, which seems to imply a link to other literacies, media literacy included.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords</b>: young people; science; media; scientific literacy; identity.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Embora os <i>media</i> tenham um papel importante na forma&ccedil;&atilde;o da identidade dos mais novos (Buckingham, 2008; Davies &amp; Horst, 2016; Dover, 2007; Nelms, Allen, Craig &amp; Riggs, 2017), a sua influ&ecirc;ncia na constru&ccedil;&atilde;o de uma literacia cr&iacute;tica de ci&ecirc;ncia e na forma&ccedil;&atilde;o de aspetos da identidade que se relacionam com (assuntos de) ci&ecirc;ncia por jovens tem sido pouco explorada. Ainda s&atilde;o parcos os conhecimentos sobre os seus h&aacute;bitos de consumo de informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, nomeadamente em atividades de comunica&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia em contextos informais (em centros de ci&ecirc;ncia e nos <i>media</i>, por exemplo) e a influ&ecirc;ncia que podem ter no desenvolvimento da literacia cient&iacute;fica. </p>     <p>V&aacute;rios estudos sugerem que os n&iacute;veis de educa&ccedil;&atilde;o escolar e os <i>media</i> t&ecirc;m um papel na rela&ccedil;&atilde;o que os p&uacute;blicos constroem com a ci&ecirc;ncia, nomeadamente na participa&ccedil;&atilde;o em assuntos com ela relacionados ao longo da vida (Besley &amp; Nisbet, 2013; Brossard &amp; Scheufele, 2013; Peters et al., 2008; Suerdem, Bauer, Howard &amp; Ruby, 2013). Dada a constante presen&ccedil;a da ci&ecirc;ncia nos <i>media</i>, de forma expl&iacute;cita ou indireta, e a import&acirc;ncia da tomada de decis&otilde;es baseada em investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, a capacidade de analisar criticamente informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica veiculada pelos <i>media</i> &eacute; vista por muitos acad&eacute;micos como um relevante indicador da literacia cient&iacute;fica (DeBoer, 2000; Jarman &amp; McClune, 2010; Korpan, Bisanz, Bisanz &amp; Henderson, 1997; Norris, Phillips &amp; Korpan, 2003). Por&eacute;m, estudos com vista a medir a literacia cient&iacute;fica dos mais novos (e.g. Norris et al., 2003) focam-se mais na compreens&atilde;o de factos e conhecimentos de ci&ecirc;ncia nas not&iacute;cias, do que nos modos como os seus constructos e atores s&atilde;o representados nos diferentes <i>media</i>, influenciando as perce&ccedil;&otilde;es da ci&ecirc;ncia e dos cientistas que v&atilde;o sendo constru&iacute;das.</p>     <p>Apesar de existirem evid&ecirc;ncias de que os <i>media</i> influenciam na cria&ccedil;&atilde;o da identidade cultural dos jovens (Rahim &amp; Pawanteh, 2009; Torok-&Aacute;goston, 2017), falta analisar implica&ccedil;&otilde;es na forma&ccedil;&atilde;o de opini&otilde;es e na tomada de decis&otilde;es relacionadas com a ci&ecirc;ncia, como a aspira&ccedil;&atilde;o e op&ccedil;&atilde;o por uma carreira cient&iacute;fica. Diversos relat&oacute;rios (e.g. Cardoso, Mendon&ccedil;a, Paisana &amp; Lima, 2016) atestam que os mais novos utilizam m&uacute;ltiplos dispositivos de acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o (telem&oacute;veis, tablet e computadores, al&eacute;m da televis&atilde;o) e que privilegiam as redes sociais para aceder a conte&uacute;dos de entretenimento e de pesquisa e partilha de informa&ccedil;&atilde;o. Parte desta informa&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser sobre ci&ecirc;ncia, com um peso importante na interce&ccedil;&atilde;o entre as aprendizagens formais e informais dos mais novos (Halkia &amp; Mantzouridis, 2005). </p>     <p>O papel dos <i>media</i>, e em particular dos <i>media</i> digitais, n&atilde;o deve continuar a ser ignorado no conhecimento e nas compet&ecirc;ncias que os mais novos desenvolvem (Pereira, Fillol &amp; Moura, 2019), incluindo o que os jovens v&atilde;o formando sobre a ci&ecirc;ncia e os cientistas (Tang, 2013; Tang &amp; Moje, 2010). Se nas sociedades de conhecimento a aprendizagem de factos cient&iacute;ficos ocorre por exposi&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea em diversos contextos (Falk, Storksdieck &amp; Dierking, 2007), e sobretudo para os jovens esta aprendizagem &eacute; permeada por uma forte presen&ccedil;a dos <i>media</i> nos seus quotidianos, faz sentido procurar rela&ccedil;&otilde;es sobre a contribui&ccedil;&atilde;o dos <i>media</i> para a constru&ccedil;&atilde;o da sua literacia cient&iacute;fica. Por isso as inter-rela&ccedil;&otilde;es entre as diversas literacias que os mais jovens v&atilde;o construindo, incluindo a literacia medi&aacute;tica e a literacia cient&iacute;fica, merecem uma an&aacute;lise cr&iacute;tica continuada da parte dos cientistas sociais, fazendo confluir os estudos de comunica&ccedil;&atilde;o e os de ci&ecirc;ncia-tecnologia-sociedade (Boczkowski, 2007). </p>     <p>Este estudo visa estabelecer pontes nesse sentido, tendo como refer&ecirc;ncia p&uacute;blicos jovens interessados em ci&ecirc;ncia, nomeadamente Astronomia e Ci&ecirc;ncias do Espa&ccedil;o. Procura averiguar o que esses jovens valorizam na ci&ecirc;ncia, como se apropriam da informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica a que acedem por diferentes meios e que usos fazem dela nas suas rela&ccedil;&otilde;es sociais. Neste sentido, pretende responder &agrave;s seguintes quest&otilde;es: </p> <ul>       <li>Que plataformas e meios privilegiam os p&uacute;blicos mais novos para aceder a conte&uacute;dos relacionados com ci&ecirc;ncia?</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Como agem os jovens em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; partilha e ao di&aacute;logo sobre assuntos de ci&ecirc;ncia com a fam&iacute;lia, os amigos e, eventualmente, na escola e nos <i>media</i>?</li>       <li>Que representa&ccedil;&otilde;es e aspira&ccedil;&otilde;es estes p&uacute;blicos evidenciam em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; ci&ecirc;ncia e aos cientistas do Espa&ccedil;o?</li>     </ul>     <p>O artigo parte de considera&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas sobre as representa&ccedil;&otilde;es da ci&ecirc;ncia nos <i>media</i> e sobre o seu papel na forma&ccedil;&atilde;o da identidade dos jovens, articulando com a constru&ccedil;&atilde;o da literacia cient&iacute;fica em contextos formais e informais. Depois de contextualizar o estudo e analisar os dados recolhidos, termina com reflex&otilde;es sobre a necessidade de dar voz aos p&uacute;blicos mais novos, promovendo a sua capacita&ccedil;&atilde;o, ag&ecirc;ncia e envolvimento na cria&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os, formais e informais, para a promo&ccedil;&atilde;o do di&aacute;logo e da participa&ccedil;&atilde;o entre a ci&ecirc;ncia e a sociedade, com recurso a diferentes literacias. </p>     <p><b>Os jovens, a ci&ecirc;ncia e os <i>media</i>: cultura, identidade e literacia cr&iacute;tica de ci&ecirc;ncia</b></p>     <p>N&atilde;o podemos ignorar a import&acirc;ncia dos <i>media</i> na vida social, econ&oacute;mica e cultural nas sociedades de hoje. Os discursos mediados e os artefactos tecnol&oacute;gicos que os assistem est&atilde;o presentes no quotidiano das chamadas sociedades do conhecimento de uma forma t&atilde;o indel&eacute;vel que por vezes se dilui noutros contextos de intera&ccedil;&atilde;o, sendo dif&iacute;cil isolar os seus efeitos em aspetos concretos da viv&ecirc;ncia das pessoas. Torna-se dif&iacute;cil negar que estes meios, ferramentas e redes digitais levam a diversas formas de aprendizagem e aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias (Buckingham, 2008; Pereira et al., 2019). Para Buckingham (2008) s&atilde;o aprendizagens que se refletem em express&otilde;es de identidade e na capacidade dos indiv&iacute;duos formarem opini&otilde;es de forma independente e criativa. </p>     <p>Estas express&otilde;es sociais e culturais da identidade assumem particular import&acirc;ncia para os mais jovens, &agrave; medida que v&atilde;o efetuando tomadas de posi&ccedil;&atilde;o e decis&otilde;es que podem influenciar escolhas futuras em termos de op&ccedil;&otilde;es profissionais, de relacionamentos e de modos de vida. Os recursos simb&oacute;licos que encontram e que utilizam para construir, expressar ou decifrar as suas pr&oacute;prias identidades, ou as dos outros, passam pelo uso dos <i>media</i> (Mendick &amp; Moreau, 2013). Porque o conte&uacute;do nos <i>media</i> n&atilde;o &eacute; neutro, a literacia medi&aacute;tica deve ir al&eacute;m de aprendizagens funcionais, para levar em conta a capacidade de avaliar informa&ccedil;&atilde;o de forma cr&iacute;tica, procurando perceber as representa&ccedil;&otilde;es simb&oacute;licas, os seus efeitos sociais, as inten&ccedil;&otilde;es de quem produz conte&uacute;dos medi&aacute;ticos, entre outros aspetos (Boczkowski, 2007; Buckingham, 2008). </p>     <p>Por sua vez, a constru&ccedil;&atilde;o de uma literacia cient&iacute;fica implica chamar a si diversos contextos de aprendizagem e diferentes modos de pensar e de atuar face &agrave; ci&ecirc;ncia, olhando para ela de uma forma cr&iacute;tica (Carvalho, 2004; Priest, 2013). &Eacute; esta a perspetiva que concebemos para uma literacia cr&iacute;tica de ci&ecirc;ncia, isto &eacute;, as capacidades para compreender motiva&ccedil;&otilde;es, valores, s&iacute;mbolos e rela&ccedil;&otilde;es de poder subjacentes ao discurso cient&iacute;fico (nos seus m&uacute;ltiplos modos &ndash; verbal, imag&eacute;tico e outros), os contextos de produ&ccedil;&atilde;o e funcionamento social da ci&ecirc;ncia, e as suas implica&ccedil;&otilde;es sociais, econ&oacute;micas e pol&iacute;ticas (Gregory &amp; Cahill, 2009; Jarman &amp; McClune, 2010)1993.</p>     <p>Tanto os <i>mass media</i> como os <i>media</i> digitais s&atilde;o uma fonte prim&aacute;ria de informa&ccedil;&atilde;o relacionada com quest&otilde;es cient&iacute;ficas (Brossard &amp; Scheufele, 2013; Bubela et al., 2009; Gerhards &amp; Sch&auml;fer, 2009). Ao ter evolu&iacute;do nos seus processos e pr&aacute;ticas, a ci&ecirc;ncia tornou-se mais aberta e dependente de colabora&ccedil;&otilde;es globais e interdisciplinares e de financiamento privado. Passou tamb&eacute;m a adotar pr&aacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o em linha com as de outras organiza&ccedil;&otilde;es e empresas, recorrendo ao marketing e rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, assim como a pr&aacute;ticas e l&oacute;gicas dos <i>media</i> (Bauer, 2008; Bucchi &amp; Trench, 2014; Entradas, 2015). Os assuntos cient&iacute;ficos foram multiplicados nesse ambiente virtual, n&atilde;o deixando d&uacute;vidas sobre o papel dos <i>media</i> na constru&ccedil;&atilde;o de narrativas relacionadas com a ci&ecirc;ncia, refletindo preocupa&ccedil;&otilde;es do p&uacute;blico e afetando as suas perce&ccedil;&otilde;es (Feinstein, 2015). Este uso generalizado dos <i>media</i> exige que se pense neles como mais do que &ldquo;canais de informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica&rdquo; (Bucchi &amp; Trench, 2014, p. 9). Para uma literacia cient&iacute;fica num ambiente onde nem sempre &eacute; clara a distin&ccedil;&atilde;o entre &ldquo;entretenimento, promo&ccedil;&atilde;o, informa&ccedil;&atilde;o, not&iacute;cias e publicidade&rdquo; (Priest, 2013, p. 140), n&atilde;o &eacute; suficiente a aquisi&ccedil;&atilde;o cognitiva de informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica; importa uma perspetiva cr&iacute;tica para avaliar os contextos em que os discursos de ci&ecirc;ncia s&atilde;o criados. </p>     <p>Deste modo, a literacia cient&iacute;fica relaciona-se com capacidades e conhecimentos que o indiv&iacute;duo deve ser capaz de construir ao longo da vida (Falk, Storksdieck &amp; Dierking, 2007), e que incluem a reflex&atilde;o sobre asa&ccedil;&otilde;es e inten&ccedil;&otilde;es de diversos agentes intervenientes, reconhecendo que todas as informa&ccedil;&otilde;es passam por uma &ldquo;filtragem&rdquo; (Hofstein, Eilks &amp; Bybee, 2011, p. 1466). Enquanto Feinstein (2011) questiona o papel da escola na prepara&ccedil;&atilde;o dos seus alunos para debates relacionados com temas de ci&ecirc;ncia, nos <i>media</i> e em outros contextos da vida quotidiana, outros acad&eacute;micos destacam a capacidade de analisar criticamente informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica veiculada nos <i>media</i> como uma meta importante no ensino formal (Jarman &amp; McClune, 2010). As l&oacute;gicas de media&ccedil;&atilde;o e de &ldquo;filtragem&rdquo; devem ser identificadas na maneira como a ci&ecirc;ncia &eacute; comunicada, reconhecendo que o p&uacute;blico &eacute; um utilizador social ativo e reconstrutor de significados relacionados com a ci&ecirc;ncia (Cope &amp; Kalantzis, 2009). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considerando que a literacia medi&aacute;tica se expressa na capacidade de aceder, compreender e criar comunica&ccedil;&otilde;es em diversos contextos (Buckingham, Banaji, Carr, Cranmer &amp; Willett, 2005), importa perceber como pode ser considerada quando o contexto se relaciona com assuntos de ci&ecirc;ncia e qual o papel dos <i>media</i> no desenvolvimento da literacia cient&iacute;fica e na promo&ccedil;&atilde;o da identidade cultural relacionada com ci&ecirc;ncia. Numa perspetiva de literacia cr&iacute;tica (Gainer, 2010; Kellner &amp; Share, 2007), os estudantes s&atilde;o incentivados a analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre os <i>media</i>, as audi&ecirc;ncias, a informa&ccedil;&atilde;o e o poder, para depois produzirem alternativas ao discurso dominante, que tende a perpetuar desigualdades (de g&eacute;nero, raciais e outras). </p>     <p>Estes aspetos merecem especial destaque em assuntos de ci&ecirc;ncia, uma vez que as mulheres, as classes sociais menos privilegiadas e alguns grupos &eacute;tnicos minorit&aacute;rios est&atilde;o pouco representados nas carreiras de ci&ecirc;ncia e tecnologia, especialmente nas ci&ecirc;ncias f&iacute;sicas e nas engenharias (DeWitt et al., 2013). A liga&ccedil;&atilde;o entre ci&ecirc;ncia, poder e o papel masculino foi identificada como obst&aacute;culo para alguns grupos desfavorecidos (DeWitt &amp; Bultitude, 2018; Lane, Goh &amp; Driver-Linn, 2012; Miller, Eagly &amp; Linn, 2015). A literacia medi&aacute;tica poder&aacute; ter aqui um importante papel, quer pelo potencial de capacitar a avalia&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica das imagens da ci&ecirc;ncia perpetuadas nos <i>media</i>, como pela possibilidade de capacitar a constru&ccedil;&atilde;o de narrativas de ci&ecirc;ncia que levam em conta contextos e constrangimentos em que aquela &eacute; feita, desconstruindo discursos de poder e possibilitando um olhar cr&iacute;tico &agrave;s m&uacute;ltiplas dimens&otilde;es da constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento. </p>     <p><b>O contexto: uma atividade de comunica&ccedil;&atilde;o informal de ci&ecirc;ncia </b></p>     <p>A Universidade J&uacute;nior<sup><a href="#1" name="top1">[1]</a></sup> (UJ) serviu de contexto para auscultar jovens estudantes do ensino n&atilde;o superior. Os dados foram recolhidos durante o programa de ver&atilde;o &ldquo;Astronomia: dos conceitos &agrave; pr&aacute;tica&rdquo;<sup><a href="#2" name="top2">[2]</a></sup>, oferecido pelo Centro de Astrof&iacute;sica da Universidade do Porto (CAUP) e pelo Planet&aacute;rio do Porto em julho de 2019.</p>     <p>A iniciativa &ldquo;Ver&atilde;o em projeto&rdquo; tem uma abrang&ecirc;ncia nacional e &eacute; promovida pela Universidade do Portono &acirc;mbito da Universidade J&uacute;nior, sendo procurada como ocupa&ccedil;&atilde;o de f&eacute;rias para crian&ccedil;as e jovens do 5&ordm; ano ao 11&ordm; ano de escolaridade. Implementada desde 2005, a iniciativa tem uma procura muito elevada, com cerca de 6.000 vagas na edi&ccedil;&atilde;o de 2019. Inclui atividades promovidas por diferentes unidades org&acirc;nicas da institui&ccedil;&atilde;o, desde faculdades a centros de investiga&ccedil;&atilde;o, que adequam a sua oferta ao p&uacute;blico de acordo com a sua idade e prop&oacute;sito do programa. Crian&ccedil;as e jovens t&ecirc;m a oportunidade de conhecer diferentes espa&ccedil;os da Universidade e participar em projetos e atividades variadas, desde pr&aacute;ticas laboratoriais, trabalhos de campo, visitas de estudo, trabalhos de grupo, entre outros. Os participantes selecionam entre os diferentes programas aquele ou aqueles que melhor se ajustam aos seus interesses. Em 2019, como noutros anos, foi oferecida uma atividade espec&iacute;fica relacionada com a Astronomia destinada a jovens do 9&ordm; ao 11&ordm; ano. </p>     <p><b>Astronomia: dos conceitos &agrave; pr&aacute;tica </b></p>     <p>A atividade promovida pelo CAUP, &ldquo;Astronomia: dos conceitos &agrave; pr&aacute;tica&rdquo;, foi realizada em duas semanas de julho (8-12 de julho e 15-19 de julho de 2019) e envolveu dois grupos de 20 participantes cada. O seu objetivo: &ldquo;que os participantes fiquem a saber um pouco mais sobre o Universo que nos rodeia&rdquo;<sup><a href="#3" name="top3">[3]</a></sup>. Em cada semana, os jovens puderam participar em aulas (sobre estrelas, gal&aacute;xias, cosmologia, exoplanetas, telesc&oacute;pios, como fazer uma apresenta&ccedil;&atilde;o), laborat&oacute;rios pr&aacute;ticos (sobre meteoritos, exoplanetas, impress&atilde;o), sess&otilde;es de planet&aacute;rio e numa sess&atilde;o de conversa com os investigadores. A <a href="#t1">Tabela 1</a> caracteriza cada grupo de participantes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v37/v37a07t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste evento foi poss&iacute;vel caracterizar os participantes quanto a: 1) motiva&ccedil;&otilde;es associadas &agrave; frequ&ecirc;ncia de uma a&ccedil;&atilde;o deste g&eacute;nero; 2) plataformas e meios que utilizam para aceder a informa&ccedil;&atilde;o e conhecimentos de Astronomia; e 3) atitudes e comportamentos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; partilha e ao di&aacute;logo sobre assuntos de Astronomia com a fam&iacute;lia, os amigos e, eventualmente, na escola e nos <i>media</i>. Procuramos aspetos que associamos &agrave; literacia cr&iacute;tica de ci&ecirc;ncia e a sua rela&ccedil;&atilde;o com outras literacias. </p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>A combina&ccedil;&atilde;o de metodologias apresentou-se como uma escolha apropriada para este estudo, num paradigma de investiga&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tico e emancipat&oacute;rio. Foram usadas diferentes metodologias de recolha e de tratamento de dados (quantitativos e qualitativos), por serem complementares, tendo cada uma potencialidades e limita&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas. </p>     <p>Assim, recolhemos informa&ccedil;&atilde;o recorrendo a metodologias mistas: inqu&eacute;ritos por question&aacute;rio online; discuss&atilde;o em grupo; grupos focais e observa&ccedil;&atilde;o participante, com recurso a um di&aacute;rio de campo. Os dados recolhidos em &aacute;udio cumprem as normas &eacute;ticas e do Regulamento Geral de Prote&ccedil;&atilde;o de Dados (RGPD)<sup><a href="#4" name="top4">[4]</a></sup>.</p>     <p>Os jovens que auscultamos no &acirc;mbito da atividade &ldquo;Ver&atilde;o em projeto&rdquo; n&atilde;o ser&atilde;o representativos dos jovens &ldquo;em geral&rdquo;. Sabendo que existem reconhecidas desigualdades no acesso &agrave; ci&ecirc;ncia, os seus participantes prov&ecirc;m, muito provavelmente, de contextos socioecon&oacute;micos mais favorecidos e as suas opini&otilde;es sobre ci&ecirc;ncia ser&atilde;o influenciadas por este contexto. Contudo, o manifesto interesse pela ci&ecirc;ncia e pela frequ&ecirc;ncia de uma atividade informal com ela relacionada torna-os num grupo de particular relev&acirc;ncia para os objetivos desta pesquisa.</p>     <p><b>Descri&ccedil;&atilde;o </b></p>     <p>O estudo explorat&oacute;rio permitiu auscultar jovens entre 14 e 18 anos quanto &agrave; sua rela&ccedil;&atilde;o com a ci&ecirc;ncia em espa&ccedil;os de car&aacute;cter informal. Em Portugal, &eacute; por volta dos 14 e 15 anos que os alunos fazem op&ccedil;&otilde;es quanto ao futuro percurso de n&iacute;vel secund&aacute;rio, escolhendo entre cursos cient&iacute;fico-human&iacute;sticos, cursos art&iacute;sticos especializados ou cursos profissionais. Perspetiva-se nesta fase que as prefer&ecirc;ncias, atitudes e opini&otilde;es quanto &agrave; ci&ecirc;ncia estejam estabelecidas a um n&iacute;vel suficiente para poderem tomar esta decis&atilde;o. Portanto, os jovens que frequentaram este programa em concreto manifestavam interesse nomeadamente em F&iacute;sica, Astronomia e Ci&ecirc;ncias do Espa&ccedil;o e equacionariam seguir alguma destas &aacute;reas como op&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica e profissional no futuro. </p>     <p>Para melhor compreender a rela&ccedil;&atilde;o que os participantes nesta atividade desenvolvem com a ci&ecirc;ncia e a contribui&ccedil;&atilde;o dos <i>media</i> nessa rela&ccedil;&atilde;o, coletaram-se dados junto dos dois grupos de 20 participantes.</p>     <p>Depois de se ter dado a conhecer o estudo e confirmado o consentimento informado, num primeiro momento coletou-se informa&ccedil;&atilde;o com recurso a um di&aacute;rio de campo, incidindo na atividade &ldquo;conversa com os investigadores&rdquo;. De seguida realizou-se um inqu&eacute;rito por question&aacute;rio a todos os participantes em cada semana, com simult&acirc;nea discuss&atilde;o em grupo dos seus resultados. Para o efeito, recorremos a um software inform&aacute;tico, Wooclap<sup><a href="#5" name="top5">[5]</a></sup>, que destaca e exibe em grande ecr&atilde; as frequ&ecirc;ncias relativas das respostas dadas a cada quest&atilde;o. Portanto produziram-se e coletaram-se tamb&eacute;m dados qualitativos, pois essas respostas complementadas pela discuss&atilde;o em grupo permitiram aferir o porqu&ecirc; das op&ccedil;&otilde;es tomadas e tamb&eacute;m esclarecer quest&otilde;es n&atilde;o previstas num question&aacute;rio fechado. Deste modo, procuramos perceber ideias, atitudes, opini&otilde;es e viv&ecirc;ncias dos jovens que se relacionam com a ci&ecirc;ncia e com a atividade que frequentaram nessa semana. </p>     <p>Complementarmente, realizaram-se seis grupos focais (tr&ecirc;s em cada semana), com seis a oito participantes. Cada grupo foi confrontado com quest&otilde;es relacionadas com os objetivos patentes na <a href ="/img/revistas/csoc/v37/v37a07t2.jpg">Tabela 2</a>, ajustadas &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es dos participantes. As discuss&otilde;es variaram entre os 35 e os 55 minutos e foram gravadas em &aacute;udio. </p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Depois da transcri&ccedil;&atilde;o e da familiariza&ccedil;&atilde;o com os dados atrav&eacute;s de m&uacute;ltiplas leituras, analisamos a informa&ccedil;&atilde;o procurando temas com base num paradigma construtivista de interpreta&ccedil;&atilde;o de significados. Na an&aacute;lise tem&aacute;tica tivemos em conta os objetivos do estudo, os temas presentes nas falas dos participantes e os assuntos abordados nos grupos de discuss&atilde;o. Apresentamos de seguida a an&aacute;lise sobre motiva&ccedil;&otilde;es, aspira&ccedil;&otilde;es profissionais, representa&ccedil;&otilde;es e consumos de <i>media</i> no que respeita a assuntos de ci&ecirc;ncia.</p>     <p><b>An&aacute;lise dos dados</b></p>     <p>Tendo os jovens participantes expressado por v&aacute;rios meios o modo como percecionam as suas motiva&ccedil;&otilde;es, atitudes e comportamentos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Astronomia, apresentamos de seguida algumas considera&ccedil;&otilde;es que envolvem pontes com os <i>media</i> e a escola.</p>     <p><b>Consumos de media e partilha de informa&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p><i>Fontes de informa&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia</i>: os question&aacute;rios revelaram que os participantes raramente procuram e/ou acedem a informa&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia nos <i>media</i> convencionais e a maioria nunca ou quase nunca partilha ou comenta essa informa&ccedil;&atilde;o. Quando o fazem, dois ter&ccedil;os privilegiam um motor de busca e a visita a sites institucionais de refer&ecirc;ncia na &aacute;rea &ndash; os da National Aeronautics and Space Administration (NASA) e da European Space Agency (ESA) foram os mais referidos. Todos disseram usar redes sociais e alguns seguem p&aacute;ginas de institui&ccedil;&otilde;es e canais no YouTube que publicam regularmente informa&ccedil;&atilde;o e conte&uacute;dos sobre ci&ecirc;ncia.</p>     <p>Se a informa&ccedil;&atilde;o for do seu interesse, estes jovens investem na procura de mais informa&ccedil;&atilde;o usando um motor de busca e selecionando sites fidedignos. N&atilde;o procuram not&iacute;cias de ci&ecirc;ncia em geral, mas pesquisam informa&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia sobre temas do seu interesse e este interesse pode at&eacute; ter surgido atrav&eacute;s de uma not&iacute;cia que viram no seu <i>feed</i> de not&iacute;cias nas redes sociais. Assim, destaca-se a sua iniciativa em seguir institui&ccedil;&otilde;es nas redes sociais, como a NASA e a ESA, que publicam not&iacute;cias e informa&ccedil;&atilde;o sobre ci&ecirc;ncia. Muitas vezes estas publica&ccedil;&otilde;es servem de mote para pesquisar informa&ccedil;&atilde;o adicional sobre o tema, utilizando o motor de busca (habitualmente o Google) ou seguindo as liga&ccedil;&otilde;es nelas sugeridas.</p>     <blockquote>       <p>Eu acho que por exemplo uma pessoa que siga a NASA no Instagram &agrave; partida procurou pela informa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o &eacute;? Porque se seguiu &eacute; porque est&aacute; interessada. (Participante do sexo feminino, 10&ordm; ano, grupo focal 6)</p> </blockquote>     <p>Nos grupos focais, os participantes tenderam a concordar com a seguinte afirma&ccedil;&atilde;o: </p>     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>a maioria dos utilizadores mais novos obt&eacute;m not&iacute;cias nos seus dispositivos m&oacute;veis como resultado de estarem em plataformas como Facebook ou Twitter. Eles encontram as not&iacute;cias, em vez de procurarem por elas. Fazem isto como resultado de viverem nos media, em vez de usarem os media<i>.</i> (Boczkowski, Mitchelstein &amp; Matassi, 2017, p. 1785)</p>       <p>Sim, sim, sim, uma pessoa segue alguma coisa e depois encontra alguma informa&ccedil;&atilde;o. Para saber mais temos de procurar, mas n&oacute;s encontramos a informa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o vamos &agrave; procura dela. (Participante do sexo masculino, 9&ordm; ano, grupo focal 5)</p>       <p>Eu acho que isso [seguir sites institucionais de ci&ecirc;ncia] traz vantagens e desvantagens porque podem aparecer not&iacute;cias que s&atilde;o do nosso interesse, mas que n&oacute;s nunca procurar&iacute;amos especificamente essa not&iacute;cia e n&oacute;s seguimos coisas que t&ecirc;m assuntos que n&oacute;s gostamos e aparecem as not&iacute;cias, depois claro podemos pesquisar e assim, mas &eacute; uma vantagem. (Participante do sexo feminino, 9&ordm; ano, grupo focal 5)</p> </blockquote>     <p>Apesar de referirem n&atilde;o procurar not&iacute;cias de ci&ecirc;ncia nos <i>media</i>, os participantes mostraram estar informados quanto &agrave;s not&iacute;cias mais destacadas na imprensa &ndash; reconheceram a fotografia do buraco negro captada pela equipa internacional Event Horizon Telescope (EHT), por exemplo, que pouco tempo antes da realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo tinha tido uma forte presen&ccedil;a nos <i>media</i> convencionais. Este encontro casual de not&iacute;cias de ci&ecirc;ncia nas redes sociais parece ser satisfat&oacute;rio na tomada de consci&ecirc;ncia de not&iacute;cias de ci&ecirc;ncia de grande cobertura pelos <i>media</i>.</p>     <p>A procura por sites fidedignos e informa&ccedil;&atilde;o rigorosa foi frequentemente referida. Os participantes salientaram que a escola falha na capacita&ccedil;&atilde;o para a procura de informa&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia em plataformas digitais e para o debate e a tomada de decis&otilde;es sobre assuntos de ci&ecirc;ncia. Para eles, na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento poderiam aprender mais sobre isso, pela import&acirc;ncia que tem no &ldquo;aprender a ser cidad&atilde;o&rdquo; (participante do sexo masculino, 9&ordm; ano, grupo focal 6).</p>     <blockquote>       <p>Sim, a escola &eacute; o ponto de partida para n&oacute;s sermos cidad&atilde;os, ent&atilde;o n&oacute;s dev&iacute;amos aprender tudo, ou seja, aprender isso &eacute; muito importante que n&oacute;s podermos tomar uma decis&atilde;o e fazer uma mudan&ccedil;a em alguma coisa e pelo menos o podermos fazer informadamente (sic). (Participante do sexo feminino, 9&ordm; ano, grupo focal 5)</p> </blockquote>     <p>Para estes jovens, ser&atilde;o as institui&ccedil;&otilde;es a conferir credibilidade &agrave; informa&ccedil;&atilde;o encontrada, pois quando questionados sobre os crit&eacute;rios utilizados para descortinar se uma not&iacute;cia de ci&ecirc;ncia &eacute; cred&iacute;vel ou n&atilde;o, remetem para nomes de pessoas ou de institui&ccedil;&otilde;es mais populares no meio cient&iacute;fico (como sites da NASA). Contudo, admitem que nem sempre &eacute; f&aacute;cil aferir a credibilidade da informa&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia e referem que deveriam aprender na escola a diferenciar informa&ccedil;&atilde;o fi&aacute;vel da demais informa&ccedil;&atilde;o:</p>     <blockquote>       <p>claro, h&aacute; sites que v&ecirc;-se logo, mas h&aacute; outros que n&atilde;o, que t&ecirc;m informa&ccedil;&atilde;o errada ou desatualizada. Por isso achava ser importante saber como procurar informa&ccedil;&atilde;o. (Participante do sexo feminino, 9&ordm; ano, grupo focal 5)</p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que respeita a informa&ccedil;&atilde;o e conhecimentos de ci&ecirc;ncia, as discuss&otilde;es nos grupos focais revelaram tend&ecirc;ncias de consumo recorrendo aos <i>media</i>. Os interessados pela &aacute;rea destacaram a leitura de livros (os de Stephen Hawking foram referidos v&aacute;rias vezes), a visualiza&ccedil;&atilde;o de s&eacute;ries (sobretudo a s&eacute;rie <i>Cosmos</i>), document&aacute;rios e apresenta&ccedil;&otilde;es (principalmente do National Geographic ou TedTalk). A leitura de livros e o consumo de s&eacute;ries parecem relevantes na descoberta e na afirma&ccedil;&atilde;o de uma postura que pende para a ado&ccedil;&atilde;o de uma identidade profissional relacionada com a ci&ecirc;ncia (f&iacute;sico e astr&oacute;nomo, neste caso). De facto, todos os participantes com interesse manifesto na &aacute;rea partilhavam os seguintes consumos de <i>media</i>: nas redes sociais (sobretudo no Instagram) seguiam p&aacute;ginas de institui&ccedil;&otilde;es relacionadas com o espa&ccedil;o, como as da NASA, ESA e European Southern Observatory (ESO); liam livros de divulga&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia relacionados com a F&iacute;sica ou Astronomia; viam s&eacute;ries e document&aacute;rios na televis&atilde;o ou no YouTube. Estes jovens procuravam aspetos com os quais sentiam uma identifica&ccedil;&atilde;o quer com os restantes participantes quer com os investigadores com quem contactaram, como ilustra o seguinte excerto:</p>     <blockquote>       <p>queria dizer tamb&eacute;m que nas conversas com os investigadores houve um que me incentivou bastante porque eu realmente gosto bastante de F&iacute;sica e quando houve um a dizer que desde que leu o livro de Stephen Hawking passou a gostar de F&iacute;sica realmente fez-me pensar &ndash;&ldquo;foi uma situa&ccedil;&atilde;o parecida com a minha&rdquo; &ndash; li os livros de Stephen Hawking e &eacute; da&iacute; que vem o meu interesse por esta &aacute;rea. (Participante do sexo masculino, 10&ordm; ano, grupo focal 3)</p> </blockquote>     <p>Relativamente &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos, os participantes falaram na realiza&ccedil;&atilde;o e apresenta&ccedil;&atilde;o de trabalhos para fins escolares. Afirmaram que os agentes educativos assumem que os jovens sabem efetuar pesquisas na internet e selecionar informa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o havendo preocupa&ccedil;&atilde;o em ensinar a faz&ecirc;-lo, seja para assuntos de ci&ecirc;ncia ou outros. Referiram ainda que tinham pouco apoio da escola para iniciativas que fossem de encontro aos seus interesses de ci&ecirc;ncia, como palestras, debates e outros eventos, considerando-os importantes para se ser cidad&atilde;o. </p>     <p><b>Motiva&ccedil;&otilde;es, representa&ccedil;&otilde;es e aspira&ccedil;&otilde;es profissionais</b></p>     <p>Cerca de metade dos participantes (59% na semana 1; 39% na semana 2) afirmaram ter interesse em Astronomia e Ci&ecirc;ncias do Espa&ccedil;o, ponderando seguir esta &aacute;rea ou outra relacionada, pelo que frequentaram a a&ccedil;&atilde;o como forma de confirmar a inten&ccedil;&atilde;o, a fim de perceber melhor o que faz um astr&oacute;nomo e entrar em contacto com as mat&eacute;rias que perspetivam estudar na universidade. Para os mais indecisos, esta a&ccedil;&atilde;o permitiria eliminar possibilidades quanto a op&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas ou profissionais. Outros estavam curiosos para conhecer um pouco mais sobre Astronomia, optando por ocupar o seu tempo livre nas f&eacute;rias seguindo a sugest&atilde;o de pais ou amigos. </p>     <p>N&atilde;o percebemos diferen&ccedil;as de g&eacute;nero quanto &agrave;s aspira&ccedil;&otilde;es destes jovens em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; F&iacute;sica ou Astronomia. De facto, tanto rapazes como raparigas admitiram o seu interesse na &aacute;rea. Apesar de considerarem n&atilde;o existirem diferen&ccedil;as de g&eacute;nero assinal&aacute;veis no acesso &agrave; profiss&atilde;o de astr&oacute;nomo (nos question&aacute;rios a grande maioria discordou da afirma&ccedil;&atilde;o: &ldquo;cientistas do espa&ccedil;o normalmente s&atilde;o homens&rdquo;), quando discutiam sobre cientistas que conheciam, autores de livros na &aacute;rea ou s&eacute;ries e document&aacute;rios que acompanhavam, referiram apenas homens (Stephen Hawking, Neil deGrasse Tyson, Carl Sagan, Michio Kaku). Uma das participantes referiu:</p>     <blockquote>       <p>h&aacute; mais astr&oacute;nomos homens do que mulheres mas tem mais a ver com o facto de que (&hellip;) a educa&ccedil;&atilde;o informal que as mulheres recebem &eacute; um bocado diferente do que os homens recebem e portanto as mulheres est&atilde;o normalmente menos ligadas a &aacute;reas como Astronomia do que os homens, de uma maneira informal, por exemplo em brinquedos, ou em s&eacute;ries ou em&hellip; no mundo informal os homens s&atilde;o desde cedo mais ligados a &aacute;reas de ci&ecirc;ncia e para tecnologia e coisas do g&eacute;nero do que as mulheres e portanto isso v&ecirc;-se nos na percentagem de mulheres que existem como ligadas a Astronomia, &eacute; o que eu acho. (11&ordm; ano, grupo de discuss&atilde;o do question&aacute;rio na semana 1) </p> </blockquote>     <p>Embora assumindo n&atilde;o ter estere&oacute;tipos quanto &agrave; representa&ccedil;&atilde;o do que &eacute; ser astr&oacute;nomo, salientaram que os estere&oacute;tipos existem na sociedade, sobretudo para pessoas mais velhas, ao considerar-se o astr&oacute;nomo como uma &ldquo;pessoa fechada, antissocial, focada nos c&aacute;lculos, que n&atilde;o tem muita capacidade de falar com as pessoas, sim que est&aacute; muito focada na sua &aacute;rea&rdquo; (participante do sexo feminino, 9&ordm; ano, grupo focal 5). As pessoas &ldquo;mais jovens j&aacute; t&ecirc;m a no&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o &eacute; assim, os mais antigos &eacute; que veem assim&rdquo; (participante do sexo masculino, 9&ordm; ano, grupo focal 5).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para desfazer estere&oacute;tipos sugerem que o facto de contactar com profissionais da &aacute;rea evidenciar&aacute; que n&atilde;o existe uma tipologia relacionada com g&eacute;nero ou cultura, mas sim uma diversidade de pessoas com um interesse comum. Para esta tomada de consci&ecirc;ncia sobre a exist&ecirc;ncia de estere&oacute;tipos relacionados com a ci&ecirc;ncia e os cientistas, assumindo que entre eles essas representa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o existem, pode ter contribu&iacute;do a experi&ecirc;ncia da UJ, que incluiu o contacto com profissionais de diferentes g&eacute;neros e culturas.</p>     <p>Questionados sobre a frequ&ecirc;ncia de certas atividades de ocupa&ccedil;&atilde;o de tempos livres, os participantes destacaram programas de TV sobre o Espa&ccedil;o (<i>Cosmos</i>, por exemplo) e filmes sobre o Espa&ccedil;o (<i>Interstellar</i> e <i>Perdido em Marte</i>, por exemplo). Isto sugere que, apesar dos jovens n&atilde;o procurarem muito o jornalismo cient&iacute;fico, outros conte&uacute;dos medi&aacute;ticos de entretenimento e fic&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m uma forte ades&atilde;o. Outras op&ccedil;&otilde;es mais referidas nos question&aacute;rios foram: &ldquo;falar com algu&eacute;m sobre o Espa&ccedil;o&rdquo; e &ldquo;descobrir mais sobre o Espa&ccedil;o na internet&rdquo;. Em discuss&atilde;o, os v&iacute;deo jogos sobre o Espa&ccedil;o foram criticados por alguns participantes como sendo irrealistas e mais de fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica do que de ci&ecirc;ncia. &ldquo;Melhor s&atilde;o as simula&ccedil;&otilde;es&rdquo; (participante do sexo masculino, 10&ordm; ano, grupo de discuss&atilde;o do question&aacute;rio na semana 2). </p>     <p>O ato de &ldquo;falar com algu&eacute;m sobre o tema de Astronomia&rdquo; foi discutido entre os jovens, que veem a semana na UJ como uma forma de partilhar o interesse que t&ecirc;m em comum. Na escola, com os amigos e professores, essa possibilidade n&atilde;o existe, pois n&atilde;o encontram com frequ&ecirc;ncia pessoas que demonstrem interesse na Astronomia e consideram que falar com os professores pode ser mal-entendido pelos pares (como &ldquo;graxa&rdquo;). Partilhar informa&ccedil;&atilde;o de Astronomia na internet tamb&eacute;m &ldquo;n&atilde;o vale a pena&rdquo; (participante do sexo feminino, 11&ordm; ano, grupo focal 4). Assim, a participa&ccedil;&atilde;o no evento &eacute; tamb&eacute;m uma forma de conhecer e dialogar com outros jovens interessados na &aacute;rea. Esta falta de interesse pela &aacute;rea que a maioria referenciou quando falava de amigos e familiares &eacute; atribu&iacute;da &agrave; retirada dos conte&uacute;dos de Astronomia nas metas curriculares, o que &ndash; dizem &ndash; compromete o interesse geral das pessoas pelo tema. </p>     <p>Os participantes referiram tamb&eacute;m que a escola n&atilde;o os ensina a ler artigos cient&iacute;ficos, nem a interpretar informa&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia. Muitas vezes sentem a necessidade de melhor compreender o vocabul&aacute;rio usado na comunica&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia e que os cursos cientifico-tecnol&oacute;gicos n&atilde;o ensinam a comunicar, debater e apresentar resultados cient&iacute;ficos. Ali&aacute;s, sugerem que, tal como h&aacute; Matem&aacute;tica Aplicada &agrave;s Ci&ecirc;ncias Sociais para os cursos de secund&aacute;rio de Humanidades, tamb&eacute;m deveria haver Portugu&ecirc;s Aplicado &agrave;s Ci&ecirc;ncias, que englobasse estes aspetos que consideram cruciais para um futuro profissional na &aacute;rea das ci&ecirc;ncias. Este ponto &eacute; importante se considerarmos que um dos indicadores da literacia cient&iacute;fica &eacute; justamente saber interpretar informa&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia, como relat&oacute;rios cient&iacute;ficos veiculados nos <i>media</i>.</p>     <p>Na generalidade, os participantes foram muito cr&iacute;ticos quanto &agrave; aus&ecirc;ncia da Astronomia e Ci&ecirc;ncias do Espa&ccedil;o em espa&ccedil;os formais de aprendizagem, sugerindo a realiza&ccedil;&atilde;o de palestras e debates ou a participa&ccedil;&atilde;o em visitas de estudo e projetos como essenciais para a promo&ccedil;&atilde;o desta &aacute;rea cient&iacute;fica (e at&eacute; de outros assuntos de interesse para outros alunos) na escola. Neste sentido, infere-se do discurso dos participantes que a escola falha na prepara&ccedil;&atilde;o de cidad&atilde;os, ao n&atilde;o diversificar as suas ofertas, nem agenciar os seus alunos para a participa&ccedil;&atilde;o e o di&aacute;logo em assuntos de ci&ecirc;ncia, nomeadamente com recurso aos <i>media</i>.</p>     <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>     <p>Uma conclus&atilde;o interessante deste estudo foi a constata&ccedil;&atilde;o de uma cr&iacute;tica quase un&acirc;nime por parte dos participantes &agrave; aus&ecirc;ncia ou pouca expressividade do tema da Astronomia e Ci&ecirc;ncias do Espa&ccedil;o nos curr&iacute;culos escolares em Portugal. N&atilde;o sendo a escola a promover o interesse nesta &aacute;rea, parece-nos evidente que as atividades de car&aacute;ter informal assumem um papel importante na sua promo&ccedil;&atilde;o. Livros, filmes, document&aacute;rios e apresenta&ccedil;&otilde;es em diferentes formatos parecem ser preponderantes na defini&ccedil;&atilde;o de uma identidade relacionada com a ci&ecirc;ncia, o que destaca o papel das aprendizagens informais, nomeadamente nos <i>media</i>, nessa defini&ccedil;&atilde;o. Podemos inferir que estes consumos contribuem para a imagem e os conhecimentos de ci&ecirc;ncia que os mais novos v&atilde;o construindo, contribuindo para a sua literacia cient&iacute;fica (Tang, 2013; Tang &amp; Moje, 2010). Neste sentido, al&eacute;m de considerar a an&aacute;lise de not&iacute;cias de relat&oacute;rios cient&iacute;ficos veiculados nos <i>media</i> como um indicador do n&iacute;vel de literacia dos estudantes (Korpan et al., 1997; Norris et al., 2003), analisar de forma cr&iacute;tica informa&ccedil;&atilde;o e representa&ccedil;&otilde;es de ci&ecirc;ncia nos diferentes tipos de <i>media</i> poder&aacute; ser um indicador mais robusto de uma literacia cient&iacute;fica cr&iacute;tica. </p>     <p>Embora os participantes deste estudo fa&ccedil;am refer&ecirc;ncia a estere&oacute;tipos existentes nas representa&ccedil;&otilde;es da ci&ecirc;ncia em sociedade (de g&eacute;nero, de classe e de etnia, por exemplo), disseram estar imunes a eles, mostrando um certo grau de an&aacute;lise cr&iacute;tica que pode ser fruto da pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia vivida e do encontro com a diversidade de elementos da comunidade cient&iacute;fica a trabalhar no CAUP. Apesar disso, quando se referiam a cientistas que seguiam nos <i>media</i>, apenas real&ccedil;aram cientistas homens, numa discreta alus&atilde;o a um papel masculino de autoridade, poder e credibilidade da ci&ecirc;ncia ainda prevalecente em diversos espa&ccedil;os, formais e informais, nomeadamente nos <i>media</i> (DeWitt &amp; Bultitude, 2018; Lane et al., 2012). Tomando este aspeto em considera&ccedil;&atilde;o, parece-nos estar por explorar o potencial contributo dos <i>media</i> e das aprendizagens de ci&ecirc;ncia em contextos n&atilde;o formais para o desenvolvimento da literacia cr&iacute;tica de ci&ecirc;ncia, nomeadamente no questionamento de discursos sobre ci&ecirc;ncia e de representa&ccedil;&otilde;es dos cientistas nos <i>media</i>.</p>     <p>O que observamos parece contrariar a ideia de que os jovens n&atilde;o procuram informa&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia. Apesar de n&atilde;o pesquisarem deliberadamente not&iacute;cias de ci&ecirc;ncia em geral, encontrando-as antes de forma casual, os jovens seguem nas redes sociais p&aacute;ginas de institui&ccedil;&otilde;es que v&atilde;o de encontro aos seus interesses. Esses encontros casuais com not&iacute;cias de ci&ecirc;ncia muitas vezes servem de mote para a pesquisa de informa&ccedil;&atilde;o complementar, impulsionada por interesses particulares. Os jovens entendem que esta atitude est&aacute; relacionada com a procura de not&iacute;cias de ci&ecirc;ncia, em momentos de lazer, quando est&atilde;o a usar plataformas sociais, o que &eacute; condizente com o consumo de not&iacute;cias em geral. Boczkowski et al. (2017) referem que o consumo de not&iacute;cias pelos jovens surge de forma indiferenciada do resto da informa&ccedil;&atilde;o social e de entretenimento que surge nas redes sociais digitais, e avan&ccedil;am que esse consumo de forma casual est&aacute; ligado ao acesso frequente &agrave; internet em dispositivos m&oacute;veis, acedendo a informa&ccedil;&atilde;o v&aacute;rias vezes ao dia e em qualquer lugar, vendo apenas uma parte do conte&uacute;do, normalmente de forma superficial. Esta forma superficial e casual pode justificar as parcas ou quase inexistentes atitudes de partilha ou de coment&aacute;rio relativamente &agrave;s not&iacute;cias, observadas tamb&eacute;m relativamente &agrave;s not&iacute;cias de ci&ecirc;ncia neste estudo.</p>     <p>A maioria dos participantes expressou uma identifica&ccedil;&atilde;o com &aacute;reas de ci&ecirc;ncias (nomeadamente F&iacute;sica e Astronomia) muitas vezes efetuada por oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;rea das letras e humanidades. Falas que inclu&iacute;am refer&ecirc;ncias ao &ldquo;eles&rdquo; e &ldquo;n&oacute;s&rdquo; foram frequentes, levantando preocupa&ccedil;&otilde;es sobre a forma compartimentada como veem os processos de ci&ecirc;ncia, com poucas reflex&otilde;es sobre outros contextos e liga&ccedil;&otilde;es da ci&ecirc;ncia em sociedade, para al&eacute;m dos factos, conhecimentos ou aplica&ccedil;&otilde;es de ci&ecirc;ncia. A ideia de que esta nos pode &ldquo;salvar&rdquo; e melhorar a vida das pessoas parece desconsiderar os constrangimentos dos processos e contextos sociais, econ&oacute;micos e financeiros em que a ci&ecirc;ncia &eacute; feita, aos quais os participantes parecem estar completamente alheios (exce&ccedil;&atilde;o feita &agrave; quest&atilde;o do financiamento, que alguns referiram nos seus discursos).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Percebemos que os participantes estavam confort&aacute;veis como recetores de informa&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia em espa&ccedil;os que consideraram de autoridade e credibilidade. Perspetivando-se que possam ser futuros cientistas, a inicia&ccedil;&atilde;o a debates sobre como podem comunicar o seu pr&oacute;prio trabalho de ci&ecirc;ncia (nos <i>media</i> e noutros espa&ccedil;os) e como podem promover a participa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica e <i>governan&ccedil;a</i> da ci&ecirc;ncia (Lewenstein, 2015) numa rela&ccedil;&atilde;o dial&oacute;gica entre esta e a sociedade poderia ser incentivada na escola e em contextos informais de comunica&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia. O desenvolvimento de compet&ecirc;ncias enquanto n&atilde;o apenas consumidores, mas tamb&eacute;m como potenciais produtores de conte&uacute;dos poderia ser uma oportunidade para trabalhar em converg&ecirc;ncia as literacias cr&iacute;ticas para a ci&ecirc;ncia e para os <i>media</i>. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Bauer, M. W. (2008). Paradigm change for science communication: commercial science needs a critical public. In D. Cheng; M. Claessens; T. Gascoigne; J. Metcalfe; B. Schiele &amp; S. Shi (Eds.), <i>Communicating science in social contexts</i> (pp. 7-25). Dordrecht: Springer. <a href="https://doi.org/10.1007/978-1-4020-8598-7_1" target="_blank">https://doi.org/10.1007/978-1-4020-8598-7_1</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020657&pid=S2183-3575202000010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Besley, J. C. &amp; Nisbet, M. (2013). How scientists view the public, the media and the political process. <i>Public Understanding of Science</i>, <i>22</i>(6), 644-659. <a href="https://doi.org/10.1177/0963662511418743" target="_blank">https://doi.org/10.1177/0963662511418743</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020658&pid=S2183-3575202000010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Boczkowski, P. (2007). Bridging STS and communication studies: scholarship on media and information technologies. In U. Felt, R. Fouch&eacute;, C. A. Miller &amp; L. Smith-Doerr (Eds.), <i>The Handbook of Science and Technology Studies</i> (pp. 949-977). Cambridge: MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020659&pid=S2183-3575202000010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Boczkowski, P., Mitchelstein, E. &amp; Matassi, M. (2017). Incidental news: how young people consume news on social media. In T. X. Bui &amp; R. Sprague (Eds.), <i>Proceedings of the 50th Hawaii International Conference on System Sciences</i> (pp. 1785-1792). <a href="https://doi.org/10.24251/HICSS.2017.217" target="_blank">https://doi.org/10.24251/HICSS.2017.217</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020661&pid=S2183-3575202000010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brossard, D. &amp; Scheufele, D. A. (2013). Science, new media, and the public. <i>Science</i>, <i>339</i>(6115), 40-41. <a href="https://doi.org/10.1126/science.1232329" target="_blank">https://doi.org/10.1126/science.1232329</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020662&pid=S2183-3575202000010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Bubela, T., et al. (2009). Science communication reconsidered. <i>Nature Biotechnology, 27</i>, 514&ndash;518. <a href="https://doi.org/10.1038/nbt0609-514" target="_blank">https://doi.org/10.1038/nbt0609-514</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bucchi, M. &amp; Trench, B. (2014). Science communication research. In M. Bucchi &amp; B. Trench (Eds.), <i>Routledge handbook of public communication of Science and Technology</i> (pp. 1-14). Londres: Routledge. <a href="https://doi.org/10.4324/9780203483794.ch1" target="_blank">https://doi.org/10.4324/9780203483794.ch1</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020664&pid=S2183-3575202000010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Buckingham, D. (2008). Introducing identity. In D. Buckingham (Ed.),<i> Youth, identity, and digital media</i> (pp. 1-22). Cambridge, MA: The MIT Press.</p>     <!-- ref --><p>Buckingham, D., Banaji, S., Carr, D., Cranmer, S. &amp; Willett, R. (2005). <i>The media literacy of children and young people: a review of the research literature</i>. Londres: Ofcom&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020666&pid=S2183-3575202000010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cardoso, G., Mendon&ccedil;a, S., Paisana, M. &amp; Lima, T. (2016). <i>Perfil sociodemogr&aacute;fico do consumo de no</i>t&iacute;cias em Portugal. Lisboa: Obercom.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020667&pid=S2183-3575202000010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Carvalho, A. (2004). Pol&iacute;tica, cidadania e comunica&ccedil;&atilde;o &lsquo;cr&iacute;tica&rsquo; da ci&ecirc;ncia. <i>Comunica&ccedil;&atilde;o e Sociedade, 6</i>, 35-49. <a href="https://doi.org/10.17231/comsoc.6(2004).1227" target="_blank">https://doi.org/10.17231/comsoc.6(2004).1227</a></p>     <p>Cope, B. &amp; Kalantzis, M. (2009). &ldquo;Multiliteracies&rdquo;: new literacies, new learning. <i>Pedagogies: An International Journal, 4</i>(3), 164&ndash;195.</p>     <!-- ref --><p>Davies, S. R. &amp; Horst, M. (2016). <i>Science communication: culture, identity and citizenship.</i> Londres: Palgrave Macmillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020671&pid=S2183-3575202000010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DeBoer, G. E. (2000). Scientific literacy: another look at its historical and contemporary meanings and its relationship to science education reform. <i>Journal of Research in Science Teaching, 37</i>(6), 582-601.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020673&pid=S2183-3575202000010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DeWitt, J. &amp; Bultitude, K. (2018). Space Science: the view from european school students. <i>Research in Science Education.</i><a href="https://doi.org/10.1007/s11165-018-9759-y" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s11165-018-9759-y</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020675&pid=S2183-3575202000010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>DeWitt, J., Osborne, J., Archer, L., Dillon, J., Willis, B. &amp; Wong, B. (2013). Young children&rsquo;s aspirations in science: the unequivocal, the uncertain and the unthinkable. <i>International Journal of Science Education, 35</i>(6), 1037-1063. <a href="https://doi.org/10.1080/09500693.2011.608197" target="_blank">https://doi.org/10.1080/09500693.2011.608197</a></p>     <!-- ref --><p>Dover, C. (2007). Everyday talk: investigating media consumption and identity amongst school children. <i>Participations, 4</i>(1). Retirado de <a href="http://www.participations.org/Volume%204/Issue%201/4_01_dover.htm" target="_blank">http://www.participations.org/Volume%204/Issue%201/4_01_dover.htm</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020677&pid=S2183-3575202000010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Entradas, M. (2015). Envolvimento societal pelos centros de I&amp;D. In M. d. L. Rodrigues &amp; M. Heitor (Eds.), <i>40 anos de pol&iacute;ticas de Ci&ecirc;ncia e de Ensino Superior </i>(pp. 503-518). Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020678&pid=S2183-3575202000010000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Falk, J. H., Storksdieck, M. &amp; Dierking, L. D. (2007). Investigating public science interest and understanding: evidence for the importance of free-choice learning. <i>Public Understanding of Science, 16</i>(4), 455-469. <a href="https://doi.org/10.1177/0963662506064240" target="_blank">https://doi.org/10.1177/0963662506064240</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020680&pid=S2183-3575202000010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Feinstein, N. (2011). Salvaging science literacy. <i>Science Education, 95</i>(1), 168-185.<a href="https://doi.org/10.1002/sce.20414" target="_blank">https://doi.org/10.1002/sce.20414</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020681&pid=S2183-3575202000010000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Feinstein, N. W. (2015). Education, communication, and science in the public sphere. <i>Journal of Research in Science Teaching, 52</i>(2), 145-163. <a href="https://doi.org/10.1002/tea.21192" target="_blank">https://doi.org/10.1002/tea.21192</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020682&pid=S2183-3575202000010000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gainer, J. S. (2010). Critical media literacy in middle school: exploring the politics of representation.<i> Journal of Adolescent &amp; Adult Literacy, 53</i>(5), 364-373. <a href="https://doi.org/10.1598/JAAL.53.5.2" target="_blank">https://doi.org/10.1598/JAAL.53.5.2</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020683&pid=S2183-3575202000010000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gerhards, J. &amp; Sch&auml;fer, M. S. (2009). Two normative models of science in the public sphere: human genome sequencing in German and US mass media. <i>Public Understanding of Science, 18</i>(4), 437-451. <a href="https://doi.org/10.1177/0963662507082891" target="_blank">https://doi.org/10.1177/0963662507082891</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020684&pid=S2183-3575202000010000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gregory, A. &amp; Cahill, M. A. (2009). Constructing critical literacy: self-reflexive ways for curriculum and pedagogy. <i>Critical Literacy: Theories and Practices, 3</i>(2), 6-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020685&pid=S2183-3575202000010000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Halkia, K. &amp; Mantzouridis, D. (2005). Students&rsquo; views and attitudes towards the communication code used in press articles about science. <i>International Journal of Science Education, 27</i>(12), 1395-1411. <a href="https://doi.org/10.1080/09500690500102912" target="_blank">https://doi.org/10.1080/09500690500102912</a></p>     <p>Hofstein, A., Eilks, I. &amp; Bybee, R. (2011). Societal issues and their importance for contemporary science education &ndash; a pedagogical justification and the state-of-the-art in Israel, Germany, and the USA. <i>International Journal of Science and Mathematics Education, 9</i>(6), 1459-1483.</p>     <p>Jarman, R. &amp; McClune, B. (2010). Developing students&rsquo; ability to engage critically with science in the news: Identifying elements of the &lsquo;media awareness&rsquo; dimension. <i>The Curriculum Journal, 21</i>(1), 47-64. <a href="https://doi.org/10.1080/09585170903558380" target="_blank">https://doi.org/10.1080/09585170903558380</a></p>     <!-- ref --><p>Kellner, D. &amp; Share, J. (2007). Critical media literacy, democracy, and the reconstruction of education. In D. Macedo &amp; S. R. Steinberg (Eds.), <i>Media literacy: a reader</i> (pp. 3-23). Nova Iorque: Peter Lang Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020690&pid=S2183-3575202000010000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Korpan, C. A., Bisanz, G. L., Bisanz, J. &amp; Henderson, J. M. (1997). Assessing literacy in science: evaluation of scientific news briefs.<i> Science Education, 81</i>(5), 515&ndash;532. <a href="https://doi.org/10.1002/(SICI)1098-237X(199709)81:5&lt;515::AID-SCE2&gt;3.0.CO;2-D" target="_blank">https://doi.org/10.1002/(SICI)1098-237X(199709)81:5&lt;515::AID-SCE2&gt;3.0.CO;2-D</a></p>     <p>Lane, K. A., Goh, J. X. &amp; Driver-Linn, E. (2012). Implicit science stereotypes mediate the relationship between gender and academic participation.<i>Sex Roles, 66</i>(3), 220&ndash;234. <a href="https://doi.org/10.1007/s11199-011-0036-z" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s11199-011-0036-z</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Lewenstein, B. V. (2015). Identifying what matters: science education, science communication, and democracy. <i>Journal of Research in Science Teaching, 52</i>(2), 253&ndash;262. <a href="https://doi.org/10.1002/tea.21201" target="_blank">https://doi.org/10.1002/tea.21201</a></p>     <p>Mendick, H. &amp; Moreau, M.-P. (2013). New media, old images: constructing online representations of women and men in science, engineering and technology. <i>Gender and Education, 25</i>(3), 325&ndash;339. <a href="https://doi.org/10.1080/09540253.2012.740447" target="_blank">https://doi.org/10.1080/09540253.2012.740447</a></p>     <p>Miller, D. I., Eagly, A. H. &amp; Linn, M. C. (2015). Women&rsquo;s representation in science predicts national gender-science stereotypes: evidence from 66 nations. <i>Journal of Educational Psychology, 107</i>(3), 631&ndash;644. <a href="https://doi.org/10.1037/edu0000005" target="_blank">https://doi.org/10.1037/edu0000005</a></p>     <!-- ref --><p>Nelms, C., Allen, M. W., Craig, C. A. &amp; Riggs, S. (2017). Who is the adolescent environmentalist? Environmental attitudes, identity, media usage and communication orientation. <i>Environmental Communication, 11</i>(4), 537-553. <a href="https://doi.org/10.1080/17524032.2016.1275733" target="_blank">https://doi.org/10.1080/17524032.2016.1275733</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020697&pid=S2183-3575202000010000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Norris, S. P., Phillips, L. M. &amp; Korpan, C. A. (2003). University students&rsquo; interpretation of media reports of science and its relationship to background knowledge, interest, and reading difficulty. <i>Public Understanding of Science</i>, <i>12</i>(2), 123-145. <a href="https://doi.org/10.1177/09636625030122001" target="_blank">https://doi.org/10.1177/09636625030122001</a></p>     <!-- ref --><p>Pereira, S., Fillol, J. &amp; Moura, P. (2019). Young people learning from digital media outside of school: the informal meets the formal. <i>Comunicar</i>, <i>27</i>(58), 41-50. <a href="https://doi.org/10.3916/C58-2019-04" target="_blank">https://doi.org/10.3916/C58-2019-04</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020699&pid=S2183-3575202000010000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Peters, H. P., Brossard, D., de Cheveigne, S., Dunwoody, S., Kallfass, M., Miller, S. &amp; Tsuchida, S. (2008). Interactions with the mass media. <i>Science</i>, <i>321</i>(5886), 204-205. <a href="https://doi.org/10.1126/science.1157780" target="_blank">https://doi.org/10.1126/science.1157780</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020700&pid=S2183-3575202000010000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Priest, S. (2013). Critical science literacy: what citizens and journalists need to know to make sense of science. <i>Bulletin of Science, Technology &amp; Society</i>, <i>33</i>(5&ndash;6), 138-145. <a href="https://doi.org/10.1177/0270467614529707" target="_blank">https://doi.org/10.1177/0270467614529707</a></p>     <!-- ref --><p>Rahim, S. A. &amp; Pawanteh, L. (2009). Media penetration and cultural identity among young adults in Malaysia. <i>European Journal of Social Sciences</i>, <i>11</i>(2), 225-233.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020702&pid=S2183-3575202000010000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Suerdem, A., Bauer, M. W., Howard, S. &amp; Ruby, L. (2013). PUS in turbulent times II &ndash; a shifting vocabulary that brokers inter-disciplinary knowledge. <i>Public Understanding of Science</i>, <i>22</i>(1), 2-15. <a href="https://doi.org/10.1177/0963662512471911" target="_blank">https://doi.org/10.1177/0963662512471911</a></p>     <!-- ref --><p>Tang, K.-S. (2013). Out-of-school media representations of science and technology and their relevance for engineering learning. <i>Journal of Engineering Education</i>, <i>102</i>(1), 51-76. <a href="https://doi.org/10.1002/jee.20007" target="_blank">https://doi.org/10.1002/jee.20007</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020705&pid=S2183-3575202000010000700041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Tang, K.-S. &amp; Moje, E. B. (2010). Relating multimodal representations to the literacies of science. <i>Research in Science Education</i>, <i>40</i>(1), 81-85. <a href="https://doi.org/10.1007/s11165-009-9158-5" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s11165-009-9158-5</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020706&pid=S2183-3575202000010000700042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Torok-&Aacute;goston, R. (2017). Education and social media. <i>Journal of Media Research</i>, <i>10</i>(2 [28]), 166-184. <a href="https://doi.org/10.24193/jmr.28.12" target="_blank">https://doi.org/10.24193/jmr.28.12</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2020707&pid=S2183-3575202000010000700043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nota biogr&aacute;fica</b></p>     <p>Sara Anjos &eacute; aluna de doutoramento na Universidade do Minho e na Universidade de Leiden. A sua investiga&ccedil;&atilde;o centra-se em Estudos de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Sociedade, particularmente no envolvimento do p&uacute;blico jovem com a Astronomia. &Eacute; licenciada em Astronomia, tem um Mestrado em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o e um MBA. &Eacute; membro de v&aacute;rios grupos de investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Educa&ccedil;&atilde;o e foi coordenadora do Gabinete da L&iacute;ngua Portuguesa de Astronomia para o Desenvolvimento (PLOAD-IAU) at&eacute; 2017.</p>     <p>ORCID: <a href="http://orcid.org/0000-0002-3103-0363" target="_blank">http://orcid.org/0000-0002-3103-0363</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:saraanjos@gmail.com">saraanjos@gmail.com</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Morada: Universidade do Minho, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga, Portugal; Leiden University, Sylvius, Sylviusweg 72, 2333 BE Leiden</p>     <p>Anabela Carvalho (PhD, University College &ndash; Londres) &eacute; Professora Associada do Departamento de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade do Minho, em Portugal. Desenvolve investiga&ccedil;&atilde;o sobre as diversas formas de ambiente, comunica&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia e pol&iacute;tica, com foco particular nas altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas. Publicou diversos livros, entre eles <i>Communicating climate change: discourses, mediations and perceptions </i>(2008),<i>Citizen voices: enacting public participation in science and environment communication </i>(com L. Phillips e J. Doyle; 2012), <i>Climate change politics: communication and public engagement </i>(com T. R. Peterson; 2012). Atualmente &eacute; diretora do Doutoramento em Estudos de Comunica&ccedil;&atilde;o: Tecnologia, Cultura e Sociedade.</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0002-7727-4187" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-7727-4187</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:carvalho@ics.uminho.pt">carvalho@ics.uminho.pt</a></p>     <p>Morada: Universidade do Minho, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>* Submiss&atilde;o: 23/12/2019</b></p>     <p><b>* Aceita&ccedil;&atilde;o: 14/04/2020</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sara Anjos det&eacute;m uma bolsa de investiga&ccedil;&atilde;o (SFRH/BD/123276/2016) cofinanciada pela FCT/FSE/MCTES atrav&eacute;s de fundos nacionais.</p>     <p>Este trabalho &eacute; financiado por fundos nacionais atrav&eacute;s da FCT &ndash; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia, I.P., no &acirc;mbito do projeto UIDB/00736/2020. O Financiamento Plurianual do Centro de Estudos de Comunica&ccedil;&atilde;o e Sociedade (UIDB/00736/2020) apoiou a revis&atilde;o lingu&iacute;stica da vers&atilde;o inglesa do artigo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><sup><a href="#top1" name="1">[1]</a></sup> Para mais informa&ccedil;&otilde;es sobre a iniciativa visitar <a href="https://universidadejunior.up.pt/programas.php?p=verao-em-projeto-9-10-e-11">https://universidadejunior.up.pt/programas.php?p=verao-em-projeto-9-10-e-11</a></p>     <p><sup><a href="#top2" name="2">[2]</a></sup> Retirado de <a href="https://universidadejunior.up.pt/atividades.php?a=astronomia-dos-conceitos-a-pratica">https://universidadejunior.up.pt/atividades.php?a=astronomia-dos-conceitos-a-pratica</a></p>     <p><sup><a href="#top3" name="3">[3]</a></sup> Retirado de <a href="https://universidadejunior.up.pt/atividades.php?a=astronomia-dos-conceitos-a-pratica">https://universidadejunior.up.pt/atividades.php?a=astronomia-dos-conceitos-a-pratica</a></p>     <p><sup><a href="#top4" name="4">[4]</a></sup> A informa&ccedil;&atilde;o aos pais foi agregada &agrave;s demais autoriza&ccedil;&otilde;es requeridas pela UJ. </p>     <p><sup><a href="#top5" name="5">[5]</a></sup> Informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis em <a href="https://www.wooclap.com/">https://www.wooclap.com/</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>[6]</sup> Para al&eacute;m dos objetivos indicados neste artigo, o estudo procurava ainda: 1) identificar motiva&ccedil;&otilde;es para frequentar as a&ccedil;&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia e contextos associados; 2) identificar o que estes p&uacute;blicos conhecem e valorizam sobre as descobertas e aplica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas de astronomia no seu quotidiano; 3) identificar prefer&ecirc;ncias quanto &agrave; forma e conte&uacute;do das a&ccedil;&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia; 4) analisar a autoavalia&ccedil;&atilde;o dos seus conhecimentos de astronomia e dos processos de produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento (forma de fazer ci&ecirc;ncia); 5) identificar mudan&ccedil;as ocorridas nos aspetos acima enunciados atribu&iacute;das &agrave; frequ&ecirc;ncia de uma a&ccedil;&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o de astronomia.</p>      ]]></body><back>
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