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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Refugiados e migrantes em campanhas públicas: dar voz a quem não tem voz]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article focuses on the persuasive potential of public communication campaigns on refugees and migrants. From the analysis of the rhetoric to supports (n=62), it is concluded that the discourse adopts a rhetorical tactic based on the Aristotelian proposal: ethos, pathos and logos. The results indicate: 1) the use of the credibility of the source and the active subject, constructing the impression that they are worthy of trust; 2) at the level of pathos, the instigation of the affective dimension, motivating, potentially and with positive value, empathy, compassion, exercise of reflection, recognition of the error of prejudices, weight of responsibility, impetus to act and to solve problems, gratification for helping and awareness of the contribution to something positive and, with negative value, frustration and guilt; 3) at the level of logos, the strength of realism –, based on statistical data, facts, examples and personalization –, stylistic resources such as metaphor, the use of the question mark, and the diversity of creativity.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS TEM&Aacute;TICOS</b></p>     <p><b>Refugiados e migrantes em campanhas p&uacute;blicas: dar voz a quem n&atilde;o tem voz</b></p>     <p><b>Refugees and migrants in public campaigns: being a voice for the voiceless</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>C&eacute;lia Belim</b></p>     <p><img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0001-9927-8018" target="_blank">https://orcid.org/0000-0001-9927-8018</a></p>     
<p>Centro de Administra&ccedil;&atilde;o e Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas (CAPP), Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias Sociais e Pol&iacute;ticas, Universidade de Lisboa (ISCSP-ULisboa), Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este artigo foca-se no potencial persuasivo das campanhas de comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica sobre refugiados e migrantes. A partir da an&aacute;lise da ret&oacute;rica a suportes (n=62), conclui-se que o discurso adota uma t&aacute;tica ret&oacute;rica assente na proposta aristot&eacute;lica: <i>ethos, pathos</i> e <i>logos</i>. Os resultados indicam: 1) o uso da credibilidade da fonte e do sujeito ativo, construindo a impress&atilde;o de que s&atilde;o dignos de confian&ccedil;a; 2) ao n&iacute;vel do <i>pathos</i>, a instiga&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o afetiva, motivando, potencialmente e com valor positivo, a empatia, o compadecimento, o exerc&iacute;cio de reflex&atilde;o, o reconhecimento do erro dos preconceitos, o peso da responsabilidade, o &iacute;mpeto a agir e a resolver problemas, a gratifica&ccedil;&atilde;o por ajudar e a consciencializa&ccedil;&atilde;o do contributo para algo positivo e, com valor negativo, a frustra&ccedil;&atilde;o e a culpa; 3) ao n&iacute;vel do <i>logos</i>, a for&ccedil;a do realismo &ndash; alicer&ccedil;ada nos dados estat&iacute;sticos, factos, exemplos e personaliza&ccedil;&otilde;es &ndash;, dos recursos estil&iacute;sticos como a met&aacute;fora, do uso do ponto de interroga&ccedil;&atilde;o e da riqueza e multiformismo da criatividade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:&nbsp;</b>refugiados; migrantes; campanhas p&uacute;blicas; discurso; ret&oacute;rica</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This article focuses on the persuasive potential of public communication campaigns on refugees and migrants. From the analysis of the rhetoric to supports (n=62), it is concluded that the discourse adopts a rhetorical tactic based on the Aristotelian proposal: <i>ethos</i>, <i>pathos</i> and <i>logos</i>. The results indicate: 1) the use of the credibility of the source and the active subject, constructing the impression that they are worthy of trust; 2) at the level of <i>pathos</i>, the instigation of the affective dimension, motivating, potentially and with positive value, empathy, compassion, exercise of reflection, recognition of the error of prejudices, weight of responsibility, impetus to act and to solve problems, gratification for helping and awareness of the contribution to something positive and, with negative value, frustration and guilt; 3) at the level of <i>logos</i>, the strength of realism &ndash;, based on statistical data, facts, examples and personalization &ndash;, stylistic resources such as metaphor, the use of the question mark, and the diversity of creativity.</p>     <p><b>Keywords:&nbsp;</b>refugees; migrants; public campaigns; discourse; rhetoric</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A Hist&oacute;ria testemunha os maiores n&iacute;veis de desloca&ccedil;&atilde;o j&aacute; registados no mundo, verificando-se que o n&uacute;mero de refugiados cresceu mais de 50% nos &uacute;ltimos 10 anos, sendo mais de metade crian&ccedil;as (Alto Comiss&aacute;rio das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para os Refugiados &ndash; ACNUR, 2019). Mais de 68,5 milh&otilde;es de indiv&iacute;duos foram for&ccedil;ados a abandonar as suas casas devido a conflitos, persegui&ccedil;&otilde;es ou viol&ecirc;ncia generalizada (ACNUR, 2019). 25,4 milh&otilde;es s&atilde;o refugiados, 40 milh&otilde;es deslocados internamente nos seus pa&iacute;ses e 3,1 milh&otilde;es solicitantes de asilo (ACNUR, 2019). Filippo Grandi, o alto comiss&aacute;rio da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) para os Refugiados (ACNUR, 2019), diz que estamos num divisor de &aacute;guas, em que o &ecirc;xito na gest&atilde;o da desloca&ccedil;&atilde;o for&ccedil;ada requer uma abordagem nova e mais ampla para que os pa&iacute;ses e comunidades n&atilde;o tenham que lidar com o problema sozinhos.</p>     <p>Enquanto os refugiados enfrentam uma situa&ccedil;&atilde;o vulner&aacute;vel por n&atilde;o terem a prote&ccedil;&atilde;o dos seus pa&iacute;ses de origem e sofrem amea&ccedil;as e persegui&ccedil;&otilde;es, os migrantes internacionais escolheram voluntariamente viver no exterior, sobretudo motivados por fatores de ordem econ&oacute;mica, podendo, se assim desejarem, voltar com seguran&ccedil;a ao seu pa&iacute;s de origem (ACNUR, 2018, p. 10).</p>     <p>A &ldquo;busca de solu&ccedil;&otilde;es duradouras&rdquo; configura uma moldura em que a reconstru&ccedil;&atilde;o das vidas dos refugiados com paz e dignidade, assegurando os seus direitos, &eacute; uma prioridade (ACNUR, 2018, p. 11). O ACNUR (2018), por exemplo, prop&otilde;e tr&ecirc;s solu&ccedil;&otilde;es: repatria&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria, integra&ccedil;&atilde;o local e reassentamento (p. 11).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; neste enquadramento tem&aacute;tico e contextual que se insere este estudo, comprometido em perceber o potencial persuasivo das campanhas de comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica sobre refugiados e migrantes. Sob uma l&oacute;gica de &ldquo;dar voz a quem n&atilde;o tem voz&rdquo;, procura-se entender o poder da comunica&ccedil;&atilde;o na sensibiliza&ccedil;&atilde;o de causas sociais e humanit&aacute;rias, como os refugiados e migrantes. Assim, este estudo ancora-se na teoria da ret&oacute;rica, que se embebe nos ensinamentos de Arist&oacute;teles.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M</b><b>&uacute;ltiplos discursos sobre migrantes e refugiados na esfera p&uacute;blica</b></p>     <p>A esfera p&uacute;blica &eacute; palco de m&uacute;ltiplos discursos, assumidos como &ldquo;cria&ccedil;&atilde;o de entendimentos&rdquo; (Warren, 1999, p. 171). Habermas (1989) sugere que os ideais da esfera p&uacute;blica &ndash; discuss&atilde;o racional livre e aberta entre iguais &ndash; deveriam ser caracter&iacute;sticas das democracias modernas. No entanto, adverte que a comercializa&ccedil;&atilde;o da esfera p&uacute;blica induz a uma comunica&ccedil;&atilde;o distorcida, na medida em que as discuss&otilde;es s&atilde;o movidas por interesses em vez de argumentos racionais abertos, o que fragiliza a democracia (Habermas, 1989). &Eacute; neste contexto que Moloney (2006) sugere uma redefini&ccedil;&atilde;o da esfera p&uacute;blica, dado que o ideal proposto por Habermas &eacute; ut&oacute;pico, e menciona que vivemos, agora, numa &ldquo;esfera persuasiva&rdquo;, na qual os cidad&atilde;os devem entender uma mir&iacute;ade de mensagens sobre os m&eacute;ritos de uma vasta gama de assuntos, pol&iacute;ticas e produtos.</p>     <p>Jensen (2001) sugere que a esfera p&uacute;blica seja tratada como um conceito anal&iacute;tico, que se refere aos processos discursivos presentes numa rede complexa de pessoas, associa&ccedil;&otilde;es e organiza&ccedil;&otilde;es institucionalizadas (p. 136). A autora observa que: a) a esfera p&uacute;blica se pauta mais pelo desacordo do que pelo acordo devido aos m&uacute;ltiplos discursos que competem entre si; b) por mais conflituantes que sejam as posi&ccedil;&otilde;es, um tra&ccedil;o comum dos discursos &eacute; serem lan&ccedil;ados como perfilhadores do interesse comum &ndash; o interesse de todos; c) os agentes atuantes na &ldquo;rede complexa&rdquo; visam expor os seus pontos de vista por via dos m&eacute;dia e f&oacute;runs; d) os discursos da esfera p&uacute;blica representam uma maneira civilizada de discordar abertamente sobre quest&otilde;es essenciais merecedoras de preocupa&ccedil;&atilde;o; e) os discursos s&atilde;o &ldquo;muito raramente conclusivos&rdquo;, mas constituem uma fonte complexa de poder social, confian&ccedil;a, legitimidade para os agentes; f) os cidad&atilde;os, como membros da sociedade, desempenham simultaneamente conjuntos de pap&eacute;is ou fun&ccedil;&otilde;es; g) as expectativas sociais mudam com o tempo como resultado da intera&ccedil;&atilde;o entre discursos na esfera p&uacute;blica (Jensen, 2001, p. 136).</p>     <p>Os textos medi&aacute;ticos podem ajudar a moldar a nossa consci&ecirc;ncia e oferecem-nos no&ccedil;&otilde;es sobre como viver, o que &eacute; certo e o que &eacute; errado (Berger, 2012, p. 59).</p>     <p>No contexto da imagem sobre os refugiados, os m&eacute;dia, com reportagens, enquadramentos, linguagem, decis&otilde;es, t&ecirc;m a capacidade de influenciar os p&uacute;blicos. Nesta l&oacute;gica, a vitimiza&ccedil;&atilde;o e os enquadramentos humanit&aacute;rios podem beneficiar a imagem sobre os refugiados e a sua aceita&ccedil;&atilde;o na sociedade anfitri&atilde; (Horsti, 2008; Van Gorp, 2005), enquanto o foco no problema associa os grupos de entrada a ilegalidade, terrorismo e crime (Bennett, ter Wal, Lipinski, Fabiszak &amp; Krzyzanowski, 2013; El Refaie, 2001; Goodman &amp; Speer 2007; Ibrahim, 2005).</p>     <p>Goodman e Speer (2007) mostram a categoriza&ccedil;&atilde;o como uma estrat&eacute;gia pol&iacute;tica e ret&oacute;rica poderosa para os participantes no debate sobre o asilo, ao tentarem impor os seus pr&oacute;prios sistemas de classifica&ccedil;&atilde;o ao debate e, ao faz&ecirc;-lo, justificam o tratamento (mais ou menos) duro aos requerentes de asilo. No mesmo sentido, El Refaie (2001), analisando reportagens de jornais austr&iacute;acos publicados em janeiro de 1998, sobre requerentes de asilo curdos na It&aacute;lia, afirma que o uso repetido de met&aacute;foras, aplicadas aos requerentes de asilo curdos em formas lexicais e sint&aacute;ticas relativamente fixas (por exemplo, &ldquo;&aacute;gua&rdquo;, &ldquo;criminosos&rdquo;, &ldquo;ex&eacute;rcito invasor&rdquo;), e a transversalidade desta abordagem nos jornais parecem indicar uma maneira &ldquo;natural&rdquo; de descri&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Greussing e Boomgaarden (2017) identificam que as narrativas noticiosas que caracterizam os refugiados como amea&ccedil;as &agrave; economia e &agrave; seguran&ccedil;a &ndash; perpetuando a sua imagem como encargos econ&oacute;micos e amea&ccedil;adores da prosperidade e do bem-estar do pa&iacute;s anfitri&atilde;o, ao se referirem a grandes quantidades de dinheiro (&ldquo;salvando fronteiras&rdquo;) &ndash;, s&atilde;o os enquadramentos mais dominantes na cobertura sobre quest&otilde;es de refugiados e asilo entre janeiro de 2015 e janeiro de 2016 em seis jornais austr&iacute;acos (n=10606). Em contraste, enquadramentos de humanitarismo, destacando a ajuda volunt&aacute;ria da sociedade anfitri&atilde; e a sua contribui&ccedil;&atilde;o para uma cultura acolhedora, exigindo, assim, uma postura humanit&aacute;ria (&ldquo;salvando pessoas&rdquo;) no discurso p&uacute;blico e informa&ccedil;&otilde;es de fundo sobre a situa&ccedil;&atilde;o dos refugiados, s&atilde;o fornecidas em menor grau.</p>     <p>Atrav&eacute;s de &ldquo;uma revis&atilde;o a artigos de jornais e opini&otilde;es dos leitores&rdquo; publicados em Windsor, Canad&aacute;, em 2007 e 2008, Gilbert (2013, pp. 827-829) observa que: a) os refugiados mexicanos s&atilde;o codificados como o &ldquo;outro ilegal, criminoso e fraudulento&rdquo;; b) para elevar o fluxo de refugiados a um n&iacute;vel de &ldquo;crise&rdquo; e perpetuar uma superioridade posicional sobre os requerentes de refugiados, tr&ecirc;s dispositivos ret&oacute;ricos s&atilde;o predominantemente usados nos discursos medi&aacute;ticos: l&eacute;xicos, jogos de n&uacute;meros e legitima&ccedil;&atilde;o de especialistas/autoridades.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A cobertura medi&aacute;tica sobre quest&otilde;es de refugiados e asilo usa um discurso metaf&oacute;rico relacionado com grandes quantidades e for&ccedil;as elementares, como &aacute;gua e inunda&ccedil;&otilde;es (Baker &amp; McEnery, 2005; El Refaie, 2001; Gabrielatos &amp; Baker, 2008). A imigra&ccedil;&atilde;o &eacute; descrita como a impot&ecirc;ncia contra a magnitude das pessoas que chegam recentemente e os custos ou despesas dos servi&ccedil;os de refugiados (Gilbert, 2013, p. 831). As met&aacute;foras medi&aacute;ticas retratam refugiados e requerentes de asilo como grupos an&oacute;nimos e at&eacute; desumanizados (Esses, Medianu &amp; Lawson, 2013), o que leva a uma bipolariza&ccedil;&atilde;o (n&oacute;s <i>versus</i> eles). Dentro deste estilo narrativo, refugiados e requerentes de asilo s&atilde;o projetados como desviantes ou estranhos &agrave; sociedade anfitri&atilde;, degenerando a sua identidade cultural, linguagem e valores (Gilbert, 2013).</p>     <p>Bennet (2005) e Hickerson e Dunsmore (2016, pp. 3, 12) lamentam que, muitas vezes, as hist&oacute;rias &ldquo;flutuem livremente&rdquo; do contexto sociopol&iacute;tico, sugerindo que os dados contextuais podem neutralizar a desumaniza&ccedil;&atilde;o e a polariza&ccedil;&atilde;o do grupo.</p>     <p>Um relat&oacute;rio da Otto Brenner Stiftung (OBS) revela, a partir da an&aacute;lise a milhares de artigos publicados em jornais nacionais e regionais alem&atilde;es entre fevereiro de 2015 e mar&ccedil;o de 2016, a unilateralidade da cobertura dos m&eacute;dia alem&atilde;es que a) d&aacute; um &ldquo;passe livre&rdquo; &agrave; pol&iacute;tica de portas abertas de Angela Merkel &ndash; quase universalmente elogiada pelos m&eacute;dia alem&atilde;es; b) aprofunda a fenda ideol&oacute;gica entre liberais, por um lado, e nacionalistas e conservadores, por outro, e; c) falha em representar as preocupa&ccedil;&otilde;es leg&iacute;timas dos alem&atilde;es alarmados com o fluxo (Chazan, 2017). O estudo revela que, at&eacute; o fim do outono de 2015, praticamente nenhum editorial reflete as preocupa&ccedil;&otilde;es, medos e resist&ecirc;ncia de uma franja crescente da popula&ccedil;&atilde;o e, quando o faz, adota uma did&aacute;tica num &ldquo;tom desdenhoso&rdquo;. Em alternativa, os jornalistas reproduzem o ponto de vista e os slogans da elite pol&iacute;tica (Chazan, 2017). O relat&oacute;rio real&ccedil;a que <i>willkommenskultur</i> (&ldquo;cultura de boas-vindas&rdquo;) se tornou uma palavra m&aacute;gica, usada por certos m&eacute;dia, para transformar &ldquo;pessoas comuns&rdquo; em bons samaritanos e incentiv&aacute;-las a atos de bondade para com os rec&eacute;m-chegados (Chazan, 2017). O ponto de viragem, nesta candura ou do&ccedil;ura dos m&eacute;dia alem&atilde;es, ocorre com as agress&otilde;es sexuais em massa contra mulheres na cidade de Col&oacute;nia no fim de 2015 (Chazan, 2017).</p>     <p>Um projeto de pesquisa, &ldquo;How do media across Europe cover migrants and refugees?&rdquo;<i>,</i> que analisou a cobertura medi&aacute;tica em 17 pa&iacute;ses reunindo como <i>corpus</i> 2417 artigos publicados durante seis semanas intermitentes entre agosto de 2015 e mar&ccedil;o se 2018, observa &ldquo;atitudes [jornal&iacute;sticas] fundamentalmente diferentes&rdquo; entre o trio de pa&iacute;ses, Alemanha, It&aacute;lia e Gr&eacute;cia, e os outros pertencentes &agrave; amostra (Fengler &amp; Kreutler, 2020, p. 28). O trio trata os refugiados como t&oacute;picos dom&eacute;sticos, o que reflete a distin&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s pa&iacute;ses como destinos preferenciais de migrantes e refugiados, enquanto os outros 14 pa&iacute;ses tratam tendencialmente o t&oacute;pico como um assunto externo. As diferen&ccedil;as, ao n&iacute;vel do tom, mostram que os m&eacute;dia da Europa central e oriental se concentram mais nos problemas com migrantes e refugiados e nos protestos contra a sua presen&ccedil;a, enquanto os m&eacute;dia da Europa ocidental enfatizam a situa&ccedil;&atilde;o destas categorias demogr&aacute;ficas e a ajuda que lhes &eacute; prestada. Um problema identificado &eacute; a falta de clareza para o p&uacute;blico quanto ao hist&oacute;rico e estatuto legal dos que tentam entrar na Europa como migrante ou refugiado, sendo a cobertura dominada por debates pol&iacute;ticos e atores pol&iacute;ticos (45%). Apenas um ter&ccedil;o dos artigos (33%) prima pela distin&ccedil;&atilde;o clara entre refugiados, com um estatuto legal protegido, e os migrantes cuja partida dos seus pa&iacute;ses de origem se motiva por raz&otilde;es econ&oacute;micas, sociais, educacionais e outras. A voz dos migrantes e refugiados tende a permanecer silenciosa.</p>     <p>No &acirc;mbito do projeto referido, prop&otilde;e-se que os m&eacute;dia europeus, na representa&ccedil;&atilde;o de migrantes e refugiados, sigam o exemplo dos Estados Unidos da Am&eacute;rica (EUA) (Fengler &amp; Kreutler, 2020). Os artigos dos EUA mostram um n&uacute;mero particularmente alto de migrantes e refugiados que s&atilde;o citados &ndash; provavelmente como resultado das tradi&ccedil;&otilde;es de reportagem anglo-sax&oacute;nicas e do c&oacute;digo de &eacute;tica (da Society of Professional Journalists), que preconiza &ldquo;dar voz aos que n&atilde;o t&ecirc;m voz&rdquo; (Fengler &amp; Kreutler, 2020, p. 42). Na Europa, s&atilde;o os m&eacute;dia espanh&oacute;is que se aproximam mais desta pr&aacute;tica (Fengler &amp; Kreutler, 2020).</p>     <p>A literatura atual sobre refugiados n&atilde;o reconhece a pertin&ecirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;es claras, oportunas e consistentes para o funcionamento do processo de asilo, mas, quando questionados diretamente, &ldquo;o que eles mais querem &eacute; informa&ccedil;&atilde;o, sinais cred&iacute;veis que mant&ecirc;m a transpar&ecirc;ncia entre os refugiados e o estado anfitri&atilde;o&rdquo; (Carlson, Jakli &amp; Linos, 2018a, pp. 568-569). Carlson, Jakli e Linos (2018b) argumentam que a inadequada dissemina&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o pelos governos, organiza&ccedil;&otilde;es regionais e internacionais e grupos de ajuda pode prejudicar o cumprimento das suas pol&iacute;ticas. O argumento &eacute; o de que a deficiente gest&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o estimula a desconfian&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o ao governo e &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es de ajuda e a procura de contrabandistas. Para avaliar o seu argumento, os investigadores conduziram mais de 80 discuss&otilde;es com migrantes e refugiados na Gr&eacute;cia, 25 entrevistas semiestruturadas com trabalhadores humanit&aacute;rios e funcion&aacute;rios p&uacute;blicos e analisaram boletins semanais de corre&ccedil;&atilde;o de boatos produzidos pela organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental (ONG) Internews. Concluem que os governos devem priorizar a comunica&ccedil;&atilde;o eficaz e a transpar&ecirc;ncia das pol&iacute;ticas, especialmente em contextos de crise.</p>     <p>Focados na campanha norueguesa no Facebook, &ldquo;Regulamentos mais r&iacute;gidos de asilo na Noruega&rdquo;, e usando a entrevista e o estudo de caso, Brekke e Thorbj&oslash;rnsrud (2018) oferecem uma an&aacute;lise aos bastidores de uma tentativa cont&iacute;nua de gerir a migra&ccedil;&atilde;o via online. Concluem que a crise pode estimular a inova&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Pouca aten&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica tem sido canalizada para os esfor&ccedil;os de comunica&ccedil;&atilde;o feitos pelos governos direcionados aos migrantes. No &acirc;mbito pol&iacute;tico, as discuss&otilde;es t&ecirc;m-se concentrado em como a comunica&ccedil;&atilde;o governamental com os potenciais requerentes de asilo pode influenciar os padr&otilde;es de chegada (Brekke, 2004). Nos pa&iacute;ses recetores europeus, esses esfor&ccedil;os concentram-se na &ldquo;gest&atilde;o da reputa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, isto &eacute;, em n&atilde;o parecer mais atraente, para os solicitantes de asilo, do que os pa&iacute;ses vizinhos (Thielemann, 2003).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Campanhas de comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e ret&oacute;rica </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As campanhas de comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica podem ser entendidas como tentativas propositadas de informar, persuadir ou motivar mudan&ccedil;as de comportamento num p&uacute;blico relativamente grande e bem definido, geralmente para benef&iacute;cios n&atilde;o comerciais para o indiv&iacute;duo e/ou sociedade e num determinado per&iacute;odo de tempo, por via de atividades de comunica&ccedil;&atilde;o organizadas, envolvendo m&eacute;dia e frequentemente complementadas por apoio interpessoal (Rice &amp; Atkin, 1989, p. 7).</p>     <p>A mensagem influente, veiculada no &acirc;mbito das campanhas, deve ter algumas qualidades ou recursos, como (Atkin &amp; Rice, 2013, p. 9): 1) a credibilidade, expondo a confiabilidade e a compet&ecirc;ncia da fonte e evid&ecirc;ncias convincentes; 2) a maneira envolvente de apresentar o estilo e as ideias atrav&eacute;s da combina&ccedil;&atilde;o entre a subst&acirc;ncia cativante e a execu&ccedil;&atilde;o estil&iacute;stica atraente e divertida; 3) a sele&ccedil;&atilde;o pessoalmente envolvente e relevante do conte&uacute;do e do estilo, para que os destinat&aacute;rios considerem a recomenda&ccedil;&atilde;o comportamental aplic&aacute;vel &agrave; sua situa&ccedil;&atilde;o e necessidades; 4) a compreensibilidade, no sentido de que a apresenta&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do deve ser simples, expl&iacute;cita e detalhada e, consequentemente, compreensiva e compreens&iacute;vel para os recetores; 5) os incentivos motivacionais da mensagem, que s&atilde;o as gratifica&ccedil;&otilde;es que os destinat&aacute;rios podem obter ao cumprir as recomenda&ccedil;&otilde;es presentes na mensagem.</p>     <p>A ret&oacute;rica ocupa-se da comunica&ccedil;&atilde;o com fins persuasivos (Arist&oacute;teles, 2005, pp. 95-96). Arist&oacute;teles enuncia tr&ecirc;s &ldquo;provas de persuas&atilde;o&rdquo;: a) as que residem no car&aacute;ter moral do emissor, deixando a impress&atilde;o de que &eacute; digno de f&eacute; (<i>ethos</i>); b) as derivadas da emo&ccedil;&atilde;o que o discurso desperta no p&uacute;blico (<i>pathos</i>), entendendo-se a emo&ccedil;&atilde;o como &ldquo;qualquer experi&ecirc;ncia mental com alta intensidade e alto conte&uacute;do hed&oacute;nico (prazer/desprazer)&rdquo; (Cabanac, 2002, p. 69), podendo produzir diferentes mudan&ccedil;as psicol&oacute;gicas, comportamentais e cognitivas; e c) as que se focam no que o discurso demonstra (<i>logos</i>) (pp. 96-97). Hartelius e Browning (2008) afirmam que o <i>ethos</i> relaciona-se com a confian&ccedil;a e a credibilidade conferidas ao orador pelo p&uacute;blico (p. 29). Green (2004) argumenta que os argumentos relativos ao <i>pathos</i> se relacionam com as emo&ccedil;&otilde;es despertadas e podem provocar uma a&ccedil;&atilde;o social poderosa (p. 659). O <i>logos</i> refere-se &agrave; clareza e utilidade de um argumento, apresentado de maneira racional e l&oacute;gica (Holt &amp; Macpherson, 2010, p. 26). Ting (2018) assevera que o uso de dados/evid&ecirc;ncias e exemplos faz parte da subst&acirc;ncia do discurso l&oacute;gico e racional (p. 238). Ainda em rela&ccedil;&atilde;o ao <i>logos</i>, os dispositivos estil&iacute;sticos podem tornar concretos os pensamentos do orador, ajudando-o a comunicar de maneira mais eficaz e clara (Corbett, 2004, p. 143). Pode-se dizer que o <i>pathos</i> e o<i> logos</i> ligam-se, respetivamente, &agrave; afetividade e ao realismo.</p>     <p>Aplicando uma estrutura te&oacute;rica que envolve valores de hospitalidade e usando o &ldquo;poder do contato&rdquo;, Gallner (2018) conduz uma investiga&ccedil;&atilde;o no Nebraska, EUA, associada a uma campanha de m&eacute;dias sociais, designada &ldquo;Room at our table&rdquo;. Esta baseia-se numa s&eacute;rie de web-epis&oacute;dios que utilizam o conceito psicol&oacute;gico de compartilha de refei&ccedil;&otilde;es como uma atividade de constru&ccedil;&atilde;o da comunidade, de modo a mudar as perspetivas de hospitalidade em rela&ccedil;&atilde;o aos refugiados, atrav&eacute;s da redu&ccedil;&atilde;o do vi&eacute;s impl&iacute;cito. Psicologicamente, a avers&atilde;o em acolher refugiados, tamb&eacute;m, pode resultar da amea&ccedil;a de identidade e do desejo de proteger recursos dentro de um determinado grupo. A investigadora reconhece que a efic&aacute;cia da campanha depende, tamb&eacute;m, de imagens mais emocionalmente sugestivas. As fotos da campanha com a fam&iacute;lia de refugiados foram percebidas como estagnadas e artificiais por v&aacute;rios participantes do estudo, evidenciando-se a etnia como a primeira caracter&iacute;stica notada, o que contraria os valores fundacionais da campanha. Os valores de hospitalidade seriam melhor expressos atrav&eacute;s de imagens ativas: mostrando a fam&iacute;lia a confecionar uma refei&ccedil;&atilde;o, a dar as boas-vindas na sua casa. A autora, enfatizando que os valores de hospitalidade e a compartilha de recursos podem ser uma base s&oacute;lida para uma campanha pr&oacute;-refugiados num escopo mais amplo, refere que, com algumas melhorias, a experi&ecirc;ncia pode ser aplicada em estudos futuros, em converg&ecirc;ncia com as iniciativas existentes.</p>     <p>O estudo de LeBuhn (2018) compromete-se a entender as barreiras &agrave; empatia no contexto de imagens humanit&aacute;rias (efeito de choque, imagens positivas e narrativa digital), focando-se em cinco fotos e sete campanhas de narrativa digital em tr&ecirc;s categorias de formato (curta-metragem, s&eacute;rie de fotos e document&aacute;rio na web). Conclui que, enquanto no passado o &ldquo;efeito de choque&rdquo; e a &ldquo;imagem positiva&rdquo; dominam as imagens do trabalho humanit&aacute;rio, apelando &agrave; culpa e &agrave; gratid&atilde;o, a narrativa digital adota dispositivos narrativos para inspirar a&ccedil;&otilde;es mais ponderadas e configura um espa&ccedil;o para compartilhar as hist&oacute;rias de refugiados (p. 58), explorando a humaniza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O uso da imagem positiva no contexto da comunica&ccedil;&atilde;o humanit&aacute;ria permite: a) personalizar os sofredores, permitindo ao espetador uma concentra&ccedil;&atilde;o neles como atores; b) sugerir ao doador que a sua contribui&ccedil;&atilde;o &eacute; tang&iacute;vel na melhoria de uma vida; c) despertar a &ldquo;imagina&ccedil;&atilde;o modal&rdquo; do espetador; d) evitar o sentimento de impot&ecirc;ncia do espetador para ajudar o sofredor distante (efeito espetador); e) evitar a resist&ecirc;ncia &agrave; natureza deprimente das campanhas (<i>efeito boomerang</i>) (Chouliaraki, 2010; LeBuhn, 2018, p. 23). O <i>efeito boomerang</i> liga-se &agrave; teoria psicol&oacute;gica da reat&acirc;ncia, real&ccedil;ando que, na exposi&ccedil;&atilde;o a fotografias humanit&aacute;rias, os espetadores, se expostos a repetidas imagens negativas, tendem a oferecer resist&ecirc;ncia a elas (Chouliaraki, 2010). Contudo, o uso da imagem positiva poder&aacute; ter revezes: a) embora pare&ccedil;am capacitar as v&iacute;timas, ao retrat&aacute;-las com dignidade e autodetermina&ccedil;&atilde;o, as imagens correm o risco de simultaneamente esvaziar ou secundarizar a condi&ccedil;&atilde;o de v&iacute;tima efetiva; b) a perda da constru&ccedil;&atilde;o de uma necessidade real, pois, ao refletirem que &ldquo;tudo j&aacute; foi resolvido&rdquo;, as fotografias positivas falham em cobrir a din&acirc;mica complexa do poder da ajuda &ndash; que &eacute; necess&aacute;ria &ndash;, motivando a ina&ccedil;&atilde;o do observador (Chouliaraki, 2010; LeBuhn, 2018, p. 24).</p>     <p>V&auml;stfj&auml;ll, Slovic e Mayorga (2015) explicam quais s&atilde;o as consequ&ecirc;ncias emocionais e motivacionais de &ldquo;n&atilde;o ajudar todos&rdquo;. Numa s&eacute;rie de experimentos, demonstram que as decis&otilde;es para ajudar s&atilde;o motivadas fortemente pela efic&aacute;cia percebida e que o efeito negativo decorrente de n&atilde;o poder ajudar crian&ccedil;as, percecionadas como n&atilde;o salv&aacute;veis, diminui o &ldquo;brilho quente&rdquo; do sentimento positivo associado a ajudar crian&ccedil;as. Isto quer dizer que informa&ccedil;&otilde;es sobre vidas que n&atilde;o podemos salvar podem induzir a um efeito negativo e desmotivar a ajudar os potencialmente salv&aacute;veis devido ao amortecimento de sentimentos positivos. Essa desmotiva&ccedil;&atilde;o devido a n&atilde;o conseguir auxiliar as crian&ccedil;as fora do nosso alcance pode ser uma forma de &ldquo;pseudoefic&aacute;cia&rdquo; n&atilde;o racional. A &ldquo;pseudoefic&aacute;cia&rdquo; refere-se ao fen&oacute;meno afetivo de que os sentimentos positivos sobre a crian&ccedil;a que se pode ajudar s&atilde;o atenuados por sentimentos negativos associados a crian&ccedil;as que fatalmente n&atilde;o podem ser ajudadas (V&auml;stfj&auml;ll et al., 2015). Essencialmente, os humanos est&atilde;o conectados para ajudar uma pessoa de cada vez e podem ser desencorajados a faz&ecirc;-lo se sentirem que h&aacute; mais pessoas que n&atilde;o podem ajudar.</p>     <p>Focando-se nas estrat&eacute;gias de persuas&atilde;o usadas pela ONG Save the Children, Zarzycka (2015) nota que o rosto de uma crian&ccedil;a carente &eacute; um tropo visual que est&aacute; na vanguarda da pol&iacute;tica do espet&aacute;culo em not&iacute;cias de emerg&ecirc;ncia e iniciativas de ajuda. Imagens dos rostos das crian&ccedil;as funcionam em n&iacute;veis afetivos e &eacute;ticos, apelando &agrave; compaix&atilde;o e a um discurso de direitos humanos universais. Reconhecendo o fasc&iacute;nio cultural por imagens de crian&ccedil;as, a autora explora como a campanha configura a ajuda financeira do doador ao benefici&aacute;rio como afetiva e n&atilde;o econ&oacute;mica. Os rostos das crian&ccedil;as podem criar remorso entre os agressores, di&aacute;logo entre os formuladores de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e empatia genericamente entre o p&uacute;blico (p. 29). No ambiente competitivo dos m&eacute;dia atuais, as crian&ccedil;as funcionam como referentes morais (p. 29). Usar uma &uacute;nica crian&ccedil;a como face da necessidade, problema, guerra ou injusti&ccedil;a, configurando &ldquo;a face dos danos colaterais&rdquo; (Thorne, 2003, p. 261), caracteriza a ret&oacute;rica do fotojornalismo e das campanhas de ONG. Por outro lado, os rostos sorridentes de crian&ccedil;as s&atilde;o um clich&eacute; visual que atua contra o reconhecimento da urg&ecirc;ncia da sua situa&ccedil;&atilde;o (Chouliaraki, 2010).</p>     <p>Tamb&eacute;m de Jong e Dannecker (2017) reconhecem o potencial da dimens&atilde;o afetiva: enunciam que pode exceder a gest&atilde;o da campanha &ldquo;i am a migrant&rdquo;, inspirando solidariedades pol&iacute;ticas e que, como o afeto &eacute; um &ldquo;mecanismo crucial&rdquo; para mudar a opini&atilde;o p&uacute;blica, a campanha coloca, em primeiro plano, os testemunhos e as narrativas sobre as evid&ecirc;ncias e os conhecimentos, g&eacute;neros narrativos mais classicamente associados &agrave; gest&atilde;o da migra&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Explorando o poder benigno e maligno do visual no enquadramento racial da crise <i>europeia de refugiados</i>, Burrell e H&ouml;rschelmann (2018) trazem entendimento sobre as possibilidades pol&iacute;ticas que a narrativa visual oferece na mudan&ccedil;a de &ldquo;linhas de vis&atilde;o&rdquo; num clima anti-refugiado cada vez mais vitri&oacute;lico. Analisando narrativas gr&aacute;ficas criadas pela ONG PositiveNegatives sobre as experi&ecirc;ncias de refugiados s&iacute;rios na Escandin&aacute;via, argumentam que a modalidade e o conte&uacute;do dessas narrativas provocam encontro e empatia, desprezando o racismo end&eacute;mico incorporado nas discuss&otilde;es medi&aacute;ticas sobre a <i>crise dos refugiados</i> e oferecendo maneiras novas e suavemente radicais de resistir ao veio desumano dos discursos dos m&eacute;dia convencionais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estudos, como o de Jong e Dannecker (2017) e o de P&eacute;coud (2010), t&ecirc;m revelado alguns paradoxos. De Jong e Dannecker (2017) analisam o objetivo, p&uacute;blico, forma e conte&uacute;do da campanha &ldquo;i am a migrant&rdquo;, da International Organisation of Migration (IOM). Sugerem que a campanha direcione a opini&atilde;o p&uacute;blica nos pa&iacute;ses anfitri&otilde;es ocidentais e que o website da campanha, como plataforma para as vozes dos migrantes, n&atilde;o seja antit&eacute;tico &agrave; miss&atilde;o da Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional para as Migra&ccedil;&otilde;es (OIM) de gerir a migra&ccedil;&atilde;o sob uma l&oacute;gica de produtividade e racionalidade, mas seja sim uma sua extens&atilde;o l&oacute;gica. Mostram, tamb&eacute;m, que as narrativas de migrantes apresentadas n&atilde;o apenas confirmam, mas tamb&eacute;m prejudicam a suposta naturalidade dos seus fortes la&ccedil;os com os pa&iacute;ses de origem. Tamb&eacute;m P&eacute;coud (2010), ao comparar a ret&oacute;rica da pol&iacute;tica global sobre a gest&atilde;o de migra&ccedil;&otilde;es e a pr&aacute;tica de campanhas de informa&ccedil;&atilde;o, encontrou dois paradoxos: 1) ao n&iacute;vel da pol&iacute;tica global, a migra&ccedil;&atilde;o &eacute; apresentada como positiva, mas as campanhas de informa&ccedil;&atilde;o analisadas enfatizam o seu lado sombrio, estando ainda presas na l&oacute;gica do controlo da migra&ccedil;&atilde;o, em vez da gest&atilde;o produtiva; 2) entre a ret&oacute;rica e a a&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o havia &ldquo;iniciativas que promovessem a utilidade da migra&ccedil;&atilde;o entre a popula&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses de destino&rdquo;, apesar de documentos pol&iacute;ticos articularem que &ldquo;sentimentos anti-imigrantes s&atilde;o alimentados pela ignor&acirc;ncia do p&uacute;blico sobre a utilidade dos migrantes&rdquo; (p. 186).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Op&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas</b></p>     <p>A pergunta &ldquo;como &eacute; que as campanhas de comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica sobre refugiados e migrantes constroem retoricamente o seu potencial persuasivo?&rdquo; orienta o presente estudo. Procura-se compreender o potencial persuasivo de suportes impressos usados em campanhas sobre refugiados e migrantes, de modo a conseguir reunir conhecimento ao n&iacute;vel da ret&oacute;rica. Para melhor cumprir este objetivo, opta-se pela t&eacute;cnica da an&aacute;lise da ret&oacute;rica que se foca mais em como a mensagem se apresenta, como a forma, met&aacute;foras, estrutura argumentativa e escolhas (Neuendorf, 2002, p. 5), convocando como dimens&otilde;es anal&iacute;ticas os apelos ret&oacute;ricos propostos por Arist&oacute;teles: <i>ethos, pathos</i> e <i>logos</i>.</p>     <p>O <i>corpus</i> comp&otilde;e-se de 62 suportes, a partir da pesquisa, efetuada em mar&ccedil;o de 2020, com as palavras &ldquo;refugee&rdquo;, &ldquo;refugees&rdquo;, &ldquo;migrant&rdquo; e &ldquo;migrants&rdquo;, em dois websites &ndash; Ads of the world (AOW) e Campaigns of the world (COTW) &ndash;, escolhidos pelas seguintes raz&otilde;es: o Ads of the world (AOW) &eacute; &ldquo;a maior base de publicidade criativa do mundo&rdquo;<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> e o Campaigns of the world (COTW) &ldquo;&eacute; a fonte de not&iacute;cias n&uacute;mero um para publicit&aacute;rios e profissionais criativos&rdquo;<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. Todos os suportes, que resultaram da pesquisa, foram analisados. O grosso do <i>corpus</i> proveio do website Ads of the world.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Apresenta&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o dos resultados</b></p>     <p><b><i>Ethos </i></b><b>&ndash; sendo &ldquo;digno de f&eacute;&rdquo;</b></p>     <p>Todas as entidades anunciantes, como o ACNUR, a Save the Children, a Assist&ecirc;ncia M&eacute;dica Internacional (AMI), os M&eacute;decins Sans Fronti&egrave;res, a Building Resources Across Communities (BRAC), gozam de credibilidade e confiabilidade. O bar&oacute;metro de confian&ccedil;a Edelman de 2020 real&ccedil;a que, hoje, as pessoas confiam com base em dois atributos: compet&ecirc;ncia (cumprimento de promessas) e comportamento &eacute;tico (ado&ccedil;&atilde;o do comportamento certo e compromisso em melhorar a sociedade). Entre os resultados, as ONG lideram o comportamento &eacute;tico (Edelman, 2020). O ACNUR, por exemplo, beneficia do estatuto de ser uma ag&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, com mandato especificamente para proteger os refugiados. Contando com quase 70 anos, j&aacute; foi galardoado com dois pr&eacute;mios Nobel, em 1954 e 1981 (The Nobel Prize, 2020), e com o Prince of Asturias Awards for International Cooperation, em 1991.</p>     <p>A Social-Bee (2019) explora os exemplos de refugiados famosos (Albert Einstein, Freddie Mercury, Marlene Dietrich) para mostrar que os preconceitos est&atilde;o errados. Atesta a credibilidade do sujeito ativo, referindo: &ldquo;Albert Einstein n&atilde;o foi apenas um excelente f&iacute;sico e um nobel laureado &ndash; mas tamb&eacute;m um refugiado&rdquo;<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>, &ldquo;Freddie Mercury n&atilde;o foi apenas um excecional cantor e produtor discogr&aacute;fico &ndash; mas tamb&eacute;m um refugiado&rdquo;<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>, &ldquo;Marlene Dietrich n&atilde;o foi apenas um &iacute;cone f&iacute;lmico e uma artista glamorosa &ndash; mas tamb&eacute;m uma refugiada&rdquo;<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A cole&ccedil;&atilde;o fotogr&aacute;fica, de Gregg Segal (<a href="#f1">Figura 1</a>), usada na campanha do ACNUR (2020), tamb&eacute;m explora a credibilidade de um cineasta premiado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A campanha &ldquo;Undaily bread&rdquo;, a da BRAC (2020) e a do ACNUR (2015), ao n&iacute;vel do <i>ethos</i>, exploram a credibilidade da fonte ao usar como exemplos refugiados reais, identificando-os pelo nome (ACNUR: Nathalia Rivero, Yosiahanny Chiquinquira, Arianny Chirinos e Williams Freitas; BRAC: Romana &amp; Harisa<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>, Tasmin<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>, Samira<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>; ACNUR: Hannah &ndash; <a href="#f2">Figura 2</a>) e contando as hist&oacute;rias conducentes &agrave; sua condi&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Tamb&eacute;m a campanha do ACNUR (2016) conta hist&oacute;rias reais de coragem de sobreviv&ecirc;ncia: a de Rudy Krejc&iacute;, que &ldquo;<i>galopou</i> para a liberdade num caix&atilde;o de madeira debaixo de uma carro&ccedil;a de carv&atilde;o&rdquo;, a de Josef Hlavat&yacute;, que &ldquo;voou sobre a cortina de ferro numa asa delta com o seu filho de tr&ecirc;s anos de idade&rdquo; e a de Robert Ospald, que &ldquo;atravessou a fronteira montando fios mortais de alta tens&atilde;o. Olhando para baixo, ele pensou em todos os que foram baleados l&aacute; antes dele&rdquo; (<a href="#f3">Figura 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b><i>Pathos</i></b><b> &ndash; despertando rea&ccedil;&otilde;es e emo&ccedil;&otilde;es </b></p>     <p>A paleta de emo&ccedil;&otilde;es e rea&ccedil;&otilde;es potencialmente provocadas &eacute; diversa, variando entre a: a) empatia (&ldquo;n&oacute;s j&aacute; fomos refugiados&rdquo;, ACNUR, 2016; &ldquo;ignorar os refugiados &eacute; ignorar a nossa pr&oacute;pria hist&oacute;ria&rdquo;, 2016; &ldquo;os refugiados fazem jornadas aterradoras, repletas de perigos que muitas vezes s&atilde;o fatais para muitos deles&rdquo;, Nigeria for World Refugee Day, 2019; &ldquo;para todos os refugiados, viver &eacute; j&aacute; ganhar&rdquo;, ACNUR, 2017; &ldquo;tu nunca foges voluntariamente&rdquo;, ACNUR, 2009); b) reconhecimento do erro dos preconceitos, estremecimento de estere&oacute;tipos (&ldquo;a barreira mais desafiadora para os refugiados &eacute; a nossa cabe&ccedil;a&rdquo;, Caritas, 2016); c) confronto com a dimens&atilde;o de um problema e frustra&ccedil;&atilde;o (desaparecimento de 10 mil crian&ccedil;as refugiadas); d) compadecimento ou compaix&atilde;o (hist&oacute;rias personalizadas); e) &iacute;mpeto a ajudar e a participar em a&ccedil;&otilde;es de coleta nacional, convoca&ccedil;&atilde;o &agrave; a&ccedil;&atilde;o e &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o (&ldquo;devemos fazer disto uma coisa do passado&rdquo;, Save the Children, 2009); f) gratifica&ccedil;&atilde;o ou satisfa&ccedil;&atilde;o por prestar ajuda; g) exerc&iacute;cio de reflex&atilde;o (&ldquo;os refugiados gostariam de ter os mesmos problemas que tu&rdquo;, ACNUR, 2009; &ldquo;quanto precisamos, realmente, de copiar?&rdquo;, Der Tagesspiegel, 2017); h) consciencializa&ccedil;&atilde;o do contributo para algo positivo (&ldquo;a sua assinatura pode silenciar a opress&atilde;o&rdquo;, Carta Capital e a ONG Migraflix, 2017); i) o peso da responsabilidade (&ldquo;em breve o tempo ser&aacute; o nosso maior opressor&rdquo;, ACNUR, 2011).</p>     <p>Assumindo que a empatia &eacute; a capacidade de perceber o quadro interno de refer&ecirc;ncia do outro com precis&atilde;o e com os componentes e significados emocionais dele, como se fosse ele, mas sem nunca perder a condi&ccedil;&atilde;o &ldquo;como se&rdquo; (Rogers, 1959, pp. 210-211), pode-se identificar que v&aacute;rias campanhas poder&atilde;o despertar esta capacidade socioemocional.</p>     <p>O ACNUR (2016), com o slogan &ldquo;n&oacute;s j&aacute; fomos refugiados&rdquo; (<a href="#f3">Figura 3</a>), convoca a compreens&atilde;o do quadro emocional do outro (o refugiado). Procurando reavivar a experi&ecirc;ncia comum, a campanha do ACNUR (2016) explora o slogan &ldquo;ignorar os refugiados &eacute; ignorar a nossa pr&oacute;pria hist&oacute;ria&rdquo; e usa fotografias antigas (Roterd&atilde;o, Sic&iacute;lia, Paris &ndash; <a href="#f4">Figura 4</a>) e recentes, de modo a mostrar a perman&ecirc;ncia do fen&oacute;meno do refugiado e da migra&ccedil;&atilde;o. Santinho (2015) tamb&eacute;m corrobora esta ideia ao dizer que &ldquo;n&oacute;s tamb&eacute;m j&aacute; fomos os outros. Tamb&eacute;m j&aacute; fomos refugiados&rdquo;. Esta comunh&atilde;o de experi&ecirc;ncias permite colocarmo-nos no lugar do outro, <i>cal&ccedil;ar os sapatos alheios</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f4"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>V&aacute;rias frases podem suscitar empatia, como: &ldquo;os refugiados fazem jornadas aterradoras, repletas de perigos que muitas vezes s&atilde;o fatais para muitos deles&rdquo; (World refugee day, 2019 &ndash; <a href="#f5">Figura 5</a>); &ldquo;os dois irm&atilde;os e pais das meninas foram mortos a tiros. Romana e Harisa foram atacadas com &ldquo;fac&otilde;es&rdquo; (An&uacute;ncio da BRAC); &ldquo;a aldeia de Tasmin foi destru&iacute;da e todos os homens foram abatidos&rdquo; (An&uacute;ncio da BRAC); &ldquo;a vila de Samira foi incendiada &hellip; fugiram para a floresta onde foram baleados&hellip;, mas o beb&eacute; afogou-se&rdquo; (an&uacute;ncio da BRAC); &ldquo;&eacute; assustador pensar que as crian&ccedil;as de hoje ainda s&atilde;o for&ccedil;adas a trabalhar em f&aacute;bricas, empregadas como prostitutas ou n&atilde;o t&ecirc;m acesso a &aacute;gua limpa&rdquo; (Save the Children, 2009 &ndash; <a href="#f6">Figura 6</a>); &ldquo;para todos os refugiados, viver &eacute; j&aacute; ganhar&hellip; sua perigosa jornada. Em 2024, os atletas nadar&atilde;o/navegar&atilde;o/correr&atilde;o/remar&atilde;o/saltar&atilde;o/lutar&atilde;o/andar&atilde;o para vencer. Todos os dias os refugiados nadam/navegam/correm/remam/saltam/lutam/andam para viver&rdquo; (La Cimade, 2017 &ndash; <a href="#f7">Figura 7</a>); &ldquo;tu nunca foges voluntariamente. Ningu&eacute;m escolhe desistir de tudo, deixar a sua casa para fazer uma jornada longa e perigosa, a fim de procurar asilo numa terra estrangeira&rdquo; (ACNUR, 2009 &ndash; <a href="#f8">Figura 8</a>); &ldquo;os refugiados precisam de ajuda real&rdquo; (Amnesty International, 2015 &ndash; <a href="#f9">Figura 9</a>); &ldquo;eu costumava dormir para acalmar a fome, mas sempre que acordava o pesadelo voltava&rdquo;; &ldquo;a minha dor nunca importou, porque nada magoa mais do que a fome dos filhos&rdquo;; &ldquo;n&oacute;s deix&aacute;mos o nosso pa&iacute;s. N&oacute;s deix&aacute;mos a nossa casa. N&oacute;s deix&aacute;mos a nossa vida. Apenas a fome veio connosco&rdquo;; &ldquo;eu perdi o desejo de brincar, porque agora o meu &uacute;nico desejo &eacute; comer&rdquo; (<a href="#f1">Figura 1</a>). Esta tend&ecirc;ncia motivadora da empatia corrobora o resultado de Burrell e H&ouml;rschelmann (2018) de que as narrativas visuais instigam encontro e empatia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f5"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f6"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f6.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f7"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f7.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f8"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f8.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f9"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f9.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>O compadecimento ou a compaix&atilde;o tamb&eacute;m podem ser despertados atrav&eacute;s da descri&ccedil;&atilde;o de hist&oacute;rias personalizadas.</p>     <p>O exerc&iacute;cio de reflex&atilde;o est&aacute; patente em frases, como: &ldquo;os refugiados gostariam de ter os mesmos problemas que tu&rdquo; (ACNUR, 2009 &ndash; <a href="#f10">Figura 10</a>); &ldquo;quanto precisamos, realmente, de copiar?&rdquo; (Der Tagesspiegel, 2017 &ndash; <a href="#f11">Figura 11</a>); &ldquo;enfrentar a morte numa zona de guerra? Escapar, mas deixar quem se ama para tr&aacute;s? Para muitos refugiados, a op&ccedil;&atilde;o &eacute; entre o horr&iacute;vel ou algo pior (ACNUR, 2012 &ndash; <a href="#f12">Figura 12</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f10"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f10.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f11"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f11.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f12"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f12.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O reconhecimento do erro dos preconceitos (an&uacute;ncios da Social-Bee) e o <i>estremecimento </i>de estere&oacute;tipos (&ldquo;a barreira mais desafiadora para os refugiados &eacute; a nossa cabe&ccedil;a&rdquo;, Caritas, 2016 &ndash; <a href="#f13">Figura 13</a>) tamb&eacute;m s&atilde;o motivados</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f13"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f13.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Sentir o peso da responsabilidade</i> &eacute; constru&iacute;do, por exemplo, atrav&eacute;s da frase: &ldquo;em breve o tempo ser&aacute; o nosso maior opressor&rdquo;, ACNUR, 2011 &ndash; <a href="#f14">Figura 14</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f14"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f14.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>H&aacute; campanhas que estimulam o &iacute;mpeto a ajudar e a participar em a&ccedil;&otilde;es de coleta nacional (<a href="#f15">Figura 15</a>) e que convocam a a&ccedil;&atilde;o e a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, atrav&eacute;s de frases, como: &ldquo;devemos fazer disto uma coisa do passado&rdquo; (Save the Children, 2009 &ndash; <a href="#f16">Figura 16</a>); &ldquo;uma pequena doa&ccedil;&atilde;o em response.brac.net ajudar&aacute; a reconstruir a sua vida&rdquo; (An&uacute;ncios da BRAC); &ldquo;os refugiados precisam de ajuda real&rdquo; (<a href="#f9">Figura 9</a>); &ldquo;todos os que puderem devem prestar esta ajuda, por menor que seja&rdquo; (<a href="#f5">Figura 5</a>); &ldquo;ajude-nos nesta fronteira final. Doe agora&rdquo; (<a href="#f17">Figura 17</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f15"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f15.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f16"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f16.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f17"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f17.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Tamb&eacute;m sob o ponto de vista positivo, a gratifica&ccedil;&atilde;o ou satisfa&ccedil;&atilde;o por prestar ajuda e a consciencializa&ccedil;&atilde;o do contributo para algo positivo est&atilde;o presentes: &ldquo;era aqui que eu estava quando ajudei a construir um campo de refugiados no Paquist&atilde;o. Ajudar a AMI pode tornar-se parte da sua vida&hellip; n&atilde;o importa onde esteja, estar&aacute; sempre a ajudar algu&eacute;m em necessidade&rdquo; (Assist&ecirc;ncia M&eacute;dica Internacional, AMI, 2007 &ndash; <a href="#f18">Figura 18</a>); &ldquo;a sua assinatura pode silenciar a opress&atilde;o&rdquo; (Carta Capital e a ONG Migraflix, 2017 &ndash; <a href="#f19">Figura 19</a>); &ldquo;neste Natal, ajude a salvar a vida daqueles que se aventuram no mar por uma terra melhor&rdquo; (<a href="#f20">Figura 20</a>); &ldquo;gaste cinquenta d&oacute;lares, salve cento e cinquenta&rdquo; (<a href="#f21">Figura 21</a>); &ldquo;as suas doa&ccedil;&otilde;es ajudam-nos a permanecer imparciais, ao permitir que as nossas equipas re&uacute;nam rem&eacute;dios, alimentos, vacinas e cuidados de sa&uacute;de para quem precisa mais, onde quer que estejam no mundo&rdquo;<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>, &ldquo;tu podes mudar a refei&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria dela, doa aqui&rdquo; (<a href="#f1">Figura 1</a>); &ldquo;ajuda aqueles que s&atilde;o for&ccedil;ados a fugir para encontrar seguran&ccedil;a, recuperar a esperan&ccedil;a e reconstruir as suas vidas. Uma fam&iacute;lia dividida pela guerra &eacute; de mais &ndash; takeaction.unhcr.org &ndash; porque tu tens uma escolha&rdquo; (<a href="#f12">Figura 12</a>); &ldquo;eles precisam de toda a ajuda poss&iacute;vel para criar um espa&ccedil;o seguro, um ref&uacute;gio onde possam recolher os peda&ccedil;os das suas vidas e prosperar&rdquo; (<a href="#f5">Figura 5</a>). Atkin e Rice (2013) referem, neste contexto, os incentivos motivacionais, como a gratifica&ccedil;&atilde;o altru&iacute;sta de ajudar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f18"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f18.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f19"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f19.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f20"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f20.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f21"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f21.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Sob um prisma mais negativo, encontra-se o confronto com a dimens&atilde;o de um problema e a inerente frustra&ccedil;&atilde;o (desaparecimento de 10 mil crian&ccedil;as refugiadas, Save the Children, 2016 &ndash; <a href="#f22">Figura 22</a>) e a culpa (&ldquo;Mas sabe qual &eacute; a parte mais horr&iacute;vel da hist&oacute;ria dela? Muitos de voc&ecirc;s querem mand&aacute;-la de volta&rdquo; &ndash; <a href="#f2">Figura 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f22"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f22.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Iconicamente, a presen&ccedil;a de crian&ccedil;as em imagens pode atrair a empatia, o compadecimento e a vontade de proteger (<a href="#f23">Figuras 23</a>, <a href="#f7">7</a>). Zarzycka (2015) explica que as imagens dos rostos das crian&ccedil;as apelam &agrave; compaix&atilde;o e a um discurso humanista e podem gerar remorso e empatia entre o p&uacute;blico (p. 29).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f23"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f23.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na <a href="#f5">Figura 5</a>, coberta por desenhos de ondas, observa-se, dentro do contorno das pegadas e num azul claro, cora&ccedil;&otilde;es, prendas, m&atilde;os dadas sugerindo ajuda. Nestas ondas, h&aacute; a impress&atilde;o de haver mais acalmia e confian&ccedil;a. Fora das pegadas, o azul &eacute; mais escuro e, juntamente com os tubar&otilde;es e m&atilde;os a aludir a um pedido de socorro, configura perigo, podendo estimular empatia, compadecimento, incentivo para ajudar.</p>     <p>A <a href="#f19">Figura 19</a> &eacute; positiva, pois mostra a efic&aacute;cia da ajuda: silenciamento de opressores. As <a href="#f6">Figuras 6</a> e <a href="#f16">16</a>, ao usarem uma redoma &agrave; volta das crian&ccedil;as, tamb&eacute;m mostram a efic&aacute;cia da ajuda. Ver a efic&aacute;cia da ajuda pode ser um incentivo motivacional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><i>Logos</i></b><b> &ndash; o poder do discurso</b></p>     <p>O discurso das campanhas p&uacute;blicas sobre refugiados e migrantes comp&otilde;e-se de evid&ecirc;ncias e factos, exemplos e personaliza&ccedil;&otilde;es e recursos estil&iacute;sticos.</p>     <p>Entre as evid&ecirc;ncias e factos, encontram-se: a) dados estat&iacute;sticos, como &ldquo;desde 2014, 10 mil crian&ccedil;as refugiadas desapareceram num per&iacute;odo de dois anos logo ap&oacute;s chegarem &agrave; Europa&rdquo; (<a href="#f22">Figura 22</a>); &ldquo;o n&uacute;mero de refugiados chega a 65,3 milh&otilde;es de pessoas&rdquo; (<a href="#f20">Figura 20</a>); &ldquo;at&eacute; o ano de 2050, haver&aacute; mais de 200 milh&otilde;es de refugiados devido &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas&rdquo; (<a href="#f14">Figura 14</a>); &ldquo;em nome de 300 mil refugiados s&iacute;rios&rdquo; (<a href="#f23">Figura 23</a>); &ldquo;$4000 USD &eacute; o pre&ccedil;o que milhares de crian&ccedil;as migrantes pagam para arriscar suas vidas&rdquo; (<a href="#f24">Figura 24</a>); b) refer&ecirc;ncia a crises reais, como a da Venezuelana (<a href="#f1">Figura 1</a>), o caso da Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo e do Bangladesh, ambos em 2009, os casos hist&oacute;ricos de Roterd&atilde;o, Sic&iacute;lia e Paris; e c) hist&oacute;rias ver&iacute;dicas de refugiados. Iconicamente, o uso da imagem do menino s&iacute;rio Alan Kurdi, morto em 2015 numa praia da Turquia, atesta o drama real dos refugiados, tornando-se o seu &iacute;cone e s&iacute;mbolo (<a href="#f23">Figura 23</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f24"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f24.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os exemplos tamb&eacute;m s&atilde;o usados, quer em casos individuais, quer em coletivos.</p>     <p>Os recursos estil&iacute;sticos permitem injetar concretude nas ideias. Nota-se o uso da repeti&ccedil;&atilde;o de palavras ou an&aacute;fora (por exemplo, &ldquo;n&oacute;s deix&aacute;mos o nosso pa&iacute;s. N&oacute;s deix&aacute;mos a nossa casa. N&oacute;s deix&aacute;mos a nossa vida&rdquo; &ndash; <a href="#f1">Figura 1</a>). Iconicamente, observa-se este recurso nas imagens de desaparecidos que cobrem toda a <a href="#f22">Figura 22</a> &ndash; chegando at&eacute; a haver uma hiperboliza&ccedil;&atilde;o &ndash;, nos v&aacute;rios exemplares de jornal empilhados na <a href="#f11">Figura 11</a>, nas caixas de cart&atilde;o a cobrirem o ch&atilde;o na <a href="#f1">Figura 1</a>, nas ondas e repeti&ccedil;&atilde;o de todos os elementos presentes na <a href="#f5">Figura 5</a>. Tendencialmente, as imagens apresentam pessoas e observa-se, em quatro imagens, o foco em p&eacute;s e pegadas de crian&ccedil;as &ndash; sin&eacute;doque (an&uacute;ncios da BRAC). Os p&eacute;s podem significar a alma, humildade, estabilidade, poder m&aacute;gico, liberdade de movimento (Olderr, 2012, p. 84).</p>     <p>Estilisticamente, tamb&eacute;m se nota o uso da ant&iacute;tese. Por exemplo: &ldquo;n&oacute;s deix&aacute;mos o nosso pa&iacute;s&hellip; a nossa casa&hellip; a nossa vida&rdquo; <i>versus</i> &ldquo;apenas a fome veio connosco&rdquo; (<a href="#f1">Figura 1</a>); &ldquo;os atletas&hellip; para vencer&rdquo; <i>versus</i> &ldquo;os refugiados&hellip; para viver&rdquo; (<a href="#f7">Figura 7</a>). A ant&iacute;tese tamb&eacute;m se apresenta no texto e imagem da <a href="#f22">Figura 22</a>: o texto enuncia que &ldquo;n&atilde;o houve uma cobertura noticiosa real&rdquo;, mas a imagem mostra um cen&aacute;rio exterior coberto por jornais com desaparecidos.</p>     <p>Na <a href="#f15">Figura 15</a>, a ajuda &eacute; metaforizada pelo plano a&eacute;reo de ajuda, pela torneira e pela bolsa de sangue. A redoma que envolve as crian&ccedil;as sugere ser uma met&aacute;fora de prote&ccedil;&atilde;o (Figuras 6 e 16). O c&eacute;rebro feito com arame farpado parece metaforizar o perigo do preconceito (<a href="#f13">Figura 13</a>). A casa feita de f&oacute;sforos a arder pode ser uma met&aacute;fora da destrui&ccedil;&atilde;o e fragilidade, a pir&acirc;mide uma met&aacute;fora das prioridades (<a href="#f14">Figura 14</a>), o padr&atilde;o no len&ccedil;o de Hannah uma met&aacute;fora de todos os obst&aacute;culos que ela tem enfrentado (<a href="#f2">Figura 2</a>). O uso do preto e branco, presente na <a href="#f2">Figura 2</a>, corrobora esse caminho pesaroso e de luto e o <i>grito de pedido de ajuda </i>de Hannah. Na campanha para o Slovenia for Festival of Migrant Film, os personagens antropom&oacute;rficos s&atilde;o metaforizados a partir dos filmes <i>Moby, Bamby</i> e <i>Birds</i>, exprimindo a ideia de que os filmes podem representar os migrantes e refugiados (<a href="#f25">Figura 25</a>). A boneca russa ou matriosca pode ser uma met&aacute;fora da necessidade de unidade e uni&atilde;o escocesas, atendendo a que o brinquedo se constitui de uma s&eacute;rie de bonecas encaix&aacute;veis umas dentro das outras<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>. A etiqueta com a identifica&ccedil;&atilde;o do assinante da revista <i>Carta Capital</i> na boca do pol&iacute;tico significa que o leitor pode silenciar opressores (<a href="#f19">Figura 19</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f25"></a> <img src="/img/revistas/csoc/v38/v38a05f25.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O ponto de interroga&ccedil;&atilde;o pode ser referido como um elemento discursivo que conserva a fun&ccedil;&atilde;o f&aacute;tica e exige uma reflex&atilde;o e resposta (<a href="#f2">Figuras 2</a> e <a href="#f12">12</a>, an&uacute;ncio dos M&eacute;decins sans Fronti&egrave;res).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>O discurso presente nas campanhas p&uacute;blicas analisadas sobre refugiados e migrantes adota uma t&aacute;tica ret&oacute;rica assente no trip&eacute; aristot&eacute;lico: <i>ethos, pathos</i> e <i>logos</i>. A credibilidade e a confiabilidade da fonte e do sujeito participante da narrativa s&atilde;o exploradas.</p>     <p>As op&ccedil;&otilde;es ret&oacute;ricas para construir a dimens&atilde;o emotiva e reativa s&atilde;o v&aacute;rias: a) o uso j&aacute; cl&aacute;ssico de colocar crian&ccedil;as como protagonistas, por estas expressarem a face da necessidade, problema, guerra ou injusti&ccedil;a, configurando, como diz Thorne (2003), &ldquo;a face dos danos colaterais&rdquo;; b) a mostra de imagens das v&iacute;timas, em contextos de dificuldade e dram&aacute;ticos e com express&atilde;o triste, e o uso de frases que estimulam a empatia; c) a presen&ccedil;a de frases e imagens que motivam a reflex&atilde;o, a ajuda e revelam a necessidade de agir.</p>     <p>A aus&ecirc;ncia de rostos sorridentes de crian&ccedil;as pode atuar a favor do reconhecimento da urg&ecirc;ncia da sua situa&ccedil;&atilde;o (Chouliaraki, 2010). A dimens&atilde;o afetiva constru&iacute;da pode inspirar solidariedades pol&iacute;ticas e sendo o afeto um &ldquo;mecanismo crucial&rdquo; para mudar a opini&atilde;o p&uacute;blica, explora-se, como nota de Jong e Dannecker (2017), testemunhos e narrativas sobre as evid&ecirc;ncias e os conhecimentos. Gallner (2018), por exemplo, reconhece que a efic&aacute;cia da campanha depende de imagens mais emocionalmente sugestivas. Ver a efic&aacute;cia da ajuda pode tamb&eacute;m ser um incentivo motivacional.</p>     <p>O discurso, assente na for&ccedil;a do realismo, comp&otilde;e-se de dados estat&iacute;sticos, factos, exemplos e recursos estil&iacute;sticos. Esta t&aacute;tica ret&oacute;rica, baseada no <i>logos</i>, traduz a realidade, indo ao encontro do ditado popular <i>contra factos n&atilde;o h&aacute; argumentos</i>. Tamb&eacute;m instiga a consciencializa&ccedil;&atilde;o e a a&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da partilha dos exemplos individuais e coletivos, da est&eacute;tica e po&eacute;tica presentes, como a an&aacute;fora, a ant&iacute;tese, a met&aacute;fora, do uso do ponto de interroga&ccedil;&atilde;o e da riqueza e multiformismo da criatividade.</p>     <p>Sendo a esfera p&uacute;blica palco de m&uacute;ltiplos discursos, assumidos como &ldquo;cria&ccedil;&atilde;o de entendimentos&rdquo; e havendo a constru&ccedil;&atilde;o narrativa negativa sobre os refugiados e migrantes, o discurso, entretecido retoricamente, das campanhas humanit&aacute;rias pode desmitificar e <i>estremecer</i> preconceitos, esclarecer e mobilizar ajuda. Este discurso pode, assim, contribuir para a &ldquo;busca de solu&ccedil;&otilde;es duradouras&rdquo; (ACNUR, 2018, p. 11) para refugiados e migrantes, ajudando-os a (re)conquistar uma vida com paz, dignidade e direitos. Este artigo procura contribuir para o entendimento cient&iacute;fico e social de como a ret&oacute;rica &eacute; constru&iacute;da nas campanhas p&uacute;blicas sobre as minorias sociais em apre&ccedil;o, cuja recetividade nos pa&iacute;ses anfitri&otilde;es tem constitu&iacute;do um ponto de fratura opinativa. T&oacute;picos, como persuas&atilde;o, campanhas p&uacute;blicas e refugiados e migrantes, enredam-se com o intuito de mostrar a capacidade falante de uma campanha e de evidenciar como as minorias referidas podem ganhar voz atrav&eacute;s de campanhas p&uacute;blicas e convencer os recetores/anfitri&otilde;es a aceitar a sua entrada e coexist&ecirc;ncia nos seus pa&iacute;ses e a ser mais sens&iacute;veis &agrave; sua condi&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>ACNUR, Alto Comissariado das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para os Refugiados. (2018). Protegendo refugiados no Brasil e no mundo. Retirado de <a href="https://www.acnur.org/portugues/wp-content/uploads/2018/02/Protegendo-Refugiados-no-Brasil-e-no-Mundo_ACNUR-2018.pdf" target="_blank">https://www.acnur.org/portugues/wp-content/uploads/2018/02/Protegendo-Refugiados-no-Brasil-e-no-Mundo_ACNUR-2018.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022666&pid=S2183-3575202000020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>ACNUR, Alto Comissariado das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para os Refugiados. (2019, 09 de abril). 5 dados sobre refugiados que voc&ecirc; precisa conhecer. Retirado de <a href="https://www.acnur.org/portugues/2019/04/09/5-dados-sobre-refugiados-que-voce-precisa-conhecer/" target="_blank">https://www.acnur.org/portugues/2019/04/09/5-dados-sobre-refugiados-que-voce-precisa-conhecer/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022667&pid=S2183-3575202000020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Arist&oacute;teles. (2005). <i>Ret&oacute;rica</i>. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022668&pid=S2183-3575202000020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Atkin, C. &amp; Rice, R. (2013). Theory and principles of public communication campaigns. In R. Rice &amp; C. Atkin (Eds.), <i>Public communication campaigns</i> (pp. 3-20). Thousand Oaks: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022670&pid=S2183-3575202000020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Baker, P. &amp; McEnery, T. (2005). A corpus-based approach to discourses of refugees and asylum seekers in UN and newspaper texts. <i>Journal of Language and Politics, 4</i>(2), 197-226. <a href="https://doi.org/10.1075/jlp.4.2.04bak" target="_blank">https://doi.org/10.1075/jlp.4.2.04bak</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022672&pid=S2183-3575202000020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bennett, S., ter Wal, J., Lipinski, A., Fabiszak, M. &amp; Krzyzanowski, M. (2013). The representation of third-country nationals in European news discourse: journalistic perceptions and practices. <i>Journalism Practice, 7</i>(3), 248-265. <a href="https://doi.org/10.1080/17512786.2012.740239" target="_blank">https://doi.org/10.1080/17512786.2012.740239</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022673&pid=S2183-3575202000020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bennett, W. L. (2005). Beyond pseudoevents: election news as reality TV. <i>American Behavioral Scientist, 49</i>(3), 364-378. <a href="https://doi.org/10.1177/0002764205280919" target="_blank">https://doi.org/10.1177/0002764205280919</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022674&pid=S2183-3575202000020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Berger, A. (2012). <i>Media and society: a critical perspective</i>. Lanham: Rowman &amp; Littlefield.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022675&pid=S2183-3575202000020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brekke, J.-P. (2004). <i>The struggle for control: the impact of national control policies on the arrival of asylum seekers to Scandinavia 1999-2004.</i> Oslo: Institute for Social Research.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022677&pid=S2183-3575202000020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brekke, J. P. &amp; Thorbj&oslash;rnsrud, K. (2018). Communicating borders: governments deterring asylum seekers through social media campaigns. <i>Migration Studies</i>, <i>8</i>(1), 43-65. <a href="https://doi.org/10.1093/migration/mny027" target="_blank">https://doi.org/10.1093/migration/mny027</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022679&pid=S2183-3575202000020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Burrell, K. &amp; H&ouml;rschelmann, K. (2018). Perilous journeys: visualising the racialised &ldquo;refugee crisis&rdquo;. <i>Antipode, 51</i>(1), 45-65. <a href="https://doi.org/10.1111/anti.12429&nbsp;" target="_blank">https://doi.org/10.1111/anti.12429&nbsp;</a></p>     <!-- ref --><p>Cabanac, M. (2002). What is emotion?. <i>Behavioural Processes 60</i>(2), 69-83. <a href="https://doi.org/10.1016/S0376-6357(02)00078-5" target="_blank">https://doi.org/10.1016/S0376-6357(02)00078-5</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022681&pid=S2183-3575202000020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Carlson, M., Jakli, L. &amp; Linos, K. (2018a). Refugees misdirected: how information, misinformation, and rumors shape refugees access to fundamental rights. <i>Virginia Journal of International Law, 57</i>(3), 539-574.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022682&pid=S2183-3575202000020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Carlson, M., Jakli, L. &amp; Linos, K. (2018b). Rumors and refugees: how government-created information vacuums undermine effective crisis management. <i>International Studies Quarterly, 62</i>(3), 671-685. <a href="https://doi.org/10.1093/isq/sqy018" target="_blank">https://doi.org/10.1093/isq/sqy018</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022684&pid=S2183-3575202000020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Chazan, G. (2017, 24 de julho). German media accused of one-sided coverage of refugee crisis. <i>Finantial Times</i>. Retirado de <a href="https://www.ft.com/content/23e02b76-7074-11e7-93ff-99f383b09ff9" target="_blank">https://www.ft.com/content/23e02b76-7074-11e7-93ff-99f383b09ff9</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Chouliaraki, L. (2010). Post-humanitarianism: humanitarian communication beyond a politics of pity. <i>International Journal of Cultural Studies, 13</i>(2), 107-126. <a href="https://doi.org/10.1177/1367877909356720" target="_blank">https://doi.org/10.1177/1367877909356720</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022686&pid=S2183-3575202000020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Corbett, E. (2004). Classical rhetoric. In J. Rivkin &amp; M. Ryan (Eds.),<i> Literary theory, an anthology</i> (pp. 142-161). Maiden: Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022687&pid=S2183-3575202000020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>de Jong, S. &amp; Dannecker, P. (2017). Managing migration with stories? The IOM &ldquo;i am a migrant&rdquo; campaign. <i>Journal fuer Entwicklungspolitik, XXXIII</i>(1), 75-101.</p>     <p>Edelman. (2020, 19 de janeiro). 2020 Edelman trust barometer. Retirado de <a href="https://www.edelman.com/trustbarometer#top" target="_blank">https://www.edelman.com/trustbarometer#top</a></p>     <!-- ref --><p>El Refaie, E. (2001). Metaphors we discriminate by: naturalized themes in Austrian newspaper articles about asylum seekers. <i>Journal of Sociolinguistics, 5</i>(3), 352-371.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022691&pid=S2183-3575202000020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Esses, V., Medianu, S. &amp; Lawson, A. (2013). Uncertainty, threat, and the role of the media in promoting the dehumanization of immigrants and refugees. <i>Journal of Social Issues, 69</i>(3), 518-536. <a href="https://doi.org/10.1111/josi.12027" target="_blank">https://doi.org/10.1111/josi.12027</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022693&pid=S2183-3575202000020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>European Journalism Observatory. (2020). <i>Press statement: how do media across Europe cover migrants and refugees?</i>. Retirado de <a href="https://www.otto-brenner-stiftung.de/fileadmin/user_data/stiftung/05_Presse/02_Pressemitteilungen/2020_01_14_PR_AP39_EN.pdf" target="_blank">https://www.otto-brenner-stiftung.de/fileadmin/user_data/stiftung/05_Presse/02_Pressemitteilungen/2020_01_14_PR_AP39_EN.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022694&pid=S2183-3575202000020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Fengler, S. &amp; Kreutler, M. (2020). <i>Migration coverage in Europe&rsquo;s media &ndash; a comparative analysis of coverage in 17 countries. OBS-Working paper, 39</i>. Retirado de <a href="https://www.ejta.eu/sites/ejta.eu/files/AP39_Migration_ENG_WEB_1.pdf" target="_blank">https://www.ejta.eu/sites/ejta.eu/files/AP39_Migration_ENG_WEB_1.pdf</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gabrielatos, C. &amp; Baker, P. (2008). Fleeing, sneaking, flooding: a corpus analysis of discursive constructions of refugees and asylum seekers in the UK press, 1996-2005. <i>Journal of English Linguistics, 36</i>(1), 5-38. <a href="https://doi.org/10.1177/0075424207311247" target="_blank">https://doi.org/10.1177/0075424207311247</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022696&pid=S2183-3575202000020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gallner, V. (2018). <i>Room at Our Table: analyzing the eficacy of pro-refugee social media campaigns based on hospitality values and resource sharing</i>. Omaha: University of Nebraska.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022697&pid=S2183-3575202000020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gilbert, L. (2013). The discursive production of a Mexican refugee crisis in Canadian media and policy. <i>Journal of Ethnic and Migration Studies, 39</i>(5), 827-843. <a href="https://doi.org/10.1080/1369183X.2013.756693" target="_blank">https://doi.org/10.1080/1369183X.2013.756693</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022699&pid=S2183-3575202000020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Goodman, S. &amp; Speer, S. A. (2007). Category use in the construction of asylum seekers. <i>Critical Discourse Studies, 4</i>(2), 165-185. <a href="https://doi.org/10.1080/17405900701464832" target="_blank">https://doi.org/10.1080/17405900701464832</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022700&pid=S2183-3575202000020000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Green, S. (2004). A rhetorical theory of diffusion. <i>Academy of Management Review, 29</i>(4), 653-669. <a href="https://doi.org/10.2307/20159076" target="_blank">https://doi.org/10.2307/20159076</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022701&pid=S2183-3575202000020000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Greussing, E. &amp; Boomgaarden, H. (2017). Shifting the refugee narrative? An automated frame analysis of Europe&rsquo;s 2015 refugee crisis. <i>Journal of Ethnic and Migration Studies, 43</i>(11), 1749-1774. <a href="https://doi.org/10.1080/1369183X.2017.1282813" target="_blank">https://doi.org/10.1080/1369183X.2017.1282813</a></p>     <!-- ref --><p>Habermas, J. (1989). <i>The structural transformation of the public sphere: an inquiry into a category of bourgeois society</i>. Cambridge, Reino Unido: Polity Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022703&pid=S2183-3575202000020000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hartelius, E. &amp; Browning, L. (2008). The application of rhetorical theory in managerial research. <i>Management Communication Quarterly, 22</i>(1), 13-39. <a href="https://doi.org/10.1177/0893318908318513" target="_blank">https://doi.org/10.1177/0893318908318513</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022705&pid=S2183-3575202000020000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hickerson, A. &amp; Dunsmore, K. (2016). Locating refugees. <i>Journalism Practice, 10</i>(3), 424-438. <a href="https://doi.org/10.1080/17512786.2015.1025417" target="_blank">https://doi.org/10.1080/17512786.2015.1025417</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022706&pid=S2183-3575202000020000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Holt, R. &amp; Macpherson, A. (2010). Sensemaking, rhetoric and the socially competent entrepreneur. <i>International Small Business Journal, 28</i>(1), 20-42. <a href="https://doi.org/10.1177/0266242609350822" target="_blank">https://doi.org/10.1177/0266242609350822</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022707&pid=S2183-3575202000020000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Horsti, K. (2008). Hope and despair: representation of Europe and Africa in news coverage of &ldquo;migration crisis&rdquo;. <i>Estudos em Comunica&ccedil;&atilde;o, 3</i>, 125-156. Retirado de <a href="http://ec.ubi.pt/ec/03/pdf/horsti-hope-and-despair.pdf" target="_blank">http://ec.ubi.pt/ec/03/pdf/horsti-hope-and-despair.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Ibrahim, M. (2005). The securitization of migration: a racial discourse. <i>International Migration, 4</i>(5), 163-187. <a href="https://doi.org/10.1111/j.1468-2435.2005.00345.x" target="_blank">https://doi.org/10.1111/j.1468-2435.2005.00345.x</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022709&pid=S2183-3575202000020000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Jensen, I. (2001). Public relations and emerging functions of the public sphere: an analytical framework. <i>Journal of Communication Management, 6</i>(2), 133-147. <a href="https://doi.org/10.1108/13632540210806991" target="_blank">https://doi.org/10.1108/13632540210806991</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022710&pid=S2183-3575202000020000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>LeBuhn, M. (2018). <i>Picture this: how digital storytelling campaigns for refugees elicit empathy from a distant audience.</i> Oregon: Robert D. Clark Honors College.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022711&pid=S2183-3575202000020000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moloney, K. (2006). <i>Rethinking public relations: PR propaganda and democracy</i>. Oxford: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022713&pid=S2183-3575202000020000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Neuendorf, K. (2002). <i>The content analysis guidebook</i>. Londres: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022715&pid=S2183-3575202000020000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Olderr, S. (2012). <i>Symbolism: a comprehensive dictionary</i>. Jefferson: McFarland.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022717&pid=S2183-3575202000020000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>P&eacute;coud, A. (2010). Informing migrants to manage migration? An analysis of IOM&rsquo;s information campaigns. In M. Geiger &amp; A. P&eacute;coud (Eds.), <i>The politics of international migration management </i>(pp. 184-201). Nova Iorque: Palgrave.</p>     <!-- ref --><p>Rice, R. &amp; Atkin, C. (1989). <i>Public communication campaigns</i>. Newbury Park: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022720&pid=S2183-3575202000020000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rogers, C. R. (1959). A theory of therapy, personality and interpersonal relationships as developed in the client-centered framework. In S. Koch (Ed.), <i>Psychology: a study of a science </i>(pp. 184-256). Nova Iorque: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022722&pid=S2183-3575202000020000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Santinho, C. (2015, 16 de setembro). N&oacute;s tamb&eacute;m j&aacute; fomos os outros. Tamb&eacute;m j&aacute; fomos refugiados. <i>Vis&atilde;o</i>. Retirado de <a href="https://visao.sapo.pt/atualidade/sociedade/2015-09-16-nos-tambem-ja-fomos-os-outros-tambem-ja-fomos-refugiadosf830572/" target="_blank">https://visao.sapo.pt/atualidade/sociedade/2015-09-16-nos-tambem-ja-fomos-os-outros-tambem-ja-fomos-refugiadosf830572/</a></p>     <p>The Nobel Prize. (2020). Nobel prize awarded organizations. Retirado de <a href="https://www.nobelprize.org/prizes/lists/nobel-prize-awarded-organizations" target="_blank">https://www.nobelprize.org/prizes/lists/nobel-prize-awarded-organizations</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Thielemann, E. (2003). Between interests and norms. Explaining burden sharing in the European Union. <i>Journal of Refugee Studies, 16</i>(3), 253-273. <a href="https://doi.org/10.1093/jrs/16.3.253" target="_blank">https://doi.org/10.1093/jrs/16.3.253</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022726&pid=S2183-3575202000020000500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Thorne, B. (2003). Editorial: children and the 2003 war in Iraq. <i>Childhood, 10</i>(3), 259-263. <a href="https://doi.org/10.1177/09075682030103001" target="_blank">https://doi.org/10.1177/09075682030103001</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022727&pid=S2183-3575202000020000500043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ting, S. (2018). Ethos, logos and pathos in university students informal requests. <i>Journal of Language Studies, 18</i>(1), 234-251. <a href="http://doi.org/10.17576/gema-2018-1801-14" target="_blank">http://doi.org/10.17576/gema-2018-1801-14</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022728&pid=S2183-3575202000020000500044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Van Gorp, B. (2005). Where is the frame? Victims and intruders in the Belgian press coverage of the asylum issue. <i>European Journal of Communication, 20</i>(4), 484-507. <a href="https://doi.org/10.1177/0267323105058253" target="_blank">https://doi.org/10.1177/0267323105058253</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022729&pid=S2183-3575202000020000500045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>V&auml;stfj&auml;ll, D., Slovic, P. &amp; Mayorga, M. (2015). Pseudoinefficacy: negative feelings from children who cannot be helped reduce warm glow for children who can be helped. <i>Frontiers in Psychology, 6</i>(616).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022730&pid=S2183-3575202000020000500046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Warren, M. E. (1999). The self in discursive democracy. In S. White (Ed.), <i>The Cambridge companion to Habermas</i> (pp. 167-200). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2022732&pid=S2183-3575202000020000500047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Zarzycka, M. (2015). Save the child: photographed faces and affective transactions in NGO child sponsoring programs. <i>European Journal of Women&rsquo;s Studies, 23</i>(1), 28-42. <a href="https://doi.org/10.1177/1350506814568362" target="_blank">https://doi.org/10.1177/1350506814568362</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Nota biogr&aacute;fica</b></p>     <p>C&eacute;lia Belim &eacute; Professora Auxiliar no Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias Sociais e Pol&iacute;ticas &ndash; Universidade de Lisboa (ISCSP-ULisboa). Leciona em Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o (CC), desde 2000 e &eacute; atualmente coordenadora do I ciclo. &Eacute; doutora em Ci&ecirc;ncias Sociais, na especialidade de CC. Tem participado em confer&ecirc;ncias e publicado sobre os seus focos de interesse, como comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, comunica&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, representa&ccedil;&otilde;es medi&aacute;ticas.</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0001-9927-8018" target="_blank">https://orcid.org/0000-0001-9927-8018</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:celiabelim@gmail.com">celiabelim@gmail.com</a> / <a href="mailto:cbelim@iscsp.ulisboa.pt">cbelim@iscsp.ulisboa.pt</a></p>     <p>Morada: Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias Sociais e Pol&iacute;ticas &ndash; Universidade de Lisboa (ISCSP-ULisboa), Rua Almerindo Lessa, Polo Universit&aacute;rio do Alto da Ajuda, Cacifo 200, 1300-663 Lisboa</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Submetido: 07/03/2020</b></p>     <p><b>Aceite: 13/07/2020</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Dispon&iacute;vel em <a href="https://www.instagram.com/adsoftheworldnyc/?hl=pt" target="_blank">https://www.instagram.com/adsoftheworldnyc/?hl=pt</a></p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Dispon&iacute;vel em <a href="https://campaignsoftheworld.com/" target="_blank">https://campaignsoftheworld.com/</a></p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Retirado de <a href="https://www.adsoftheworld.com/media/print/socialbee_spot_the_refugee" target="_blank">https://www.adsoftheworld.com/media/print/socialbee_spot_the_refugee</a></p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> Retirado de <a href="https://www.adsoftheworld.com/media/print/socialbee_spot_the_refugee" target="_blank">https://www.adsoftheworld.com/media/print/socialbee_spot_the_refugee</a></p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Retirado de <a href="https://www.adsoftheworld.com/media/print/socialbee_spot_the_refugee" target="_blank">https://www.adsoftheworld.com/media/print/socialbee_spot_the_refugee</a></p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Retirado de <a href="https://www.adsoftheworld.com/media/print/brac_romana_harisa" target="_blank">https://www.adsoftheworld.com/media/print/brac_romana_harisa</a></p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> Retirado de <a href="https://www.adsoftheworld.com/media/print/brac_tasmin" target="_blank">https://www.adsoftheworld.com/media/print/brac_tasmin</a></p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> Retirado de <a href="https://www.adsoftheworld.com/media/print/brac_samira" target="_blank">https://www.adsoftheworld.com/media/print/brac_samira</a></p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> Retirado de <a href="https://www.adsoftheworld.com/media/print/medecins_sans_frontieres_kenya" target="_blank">https://www.adsoftheworld.com/media/print/medecins_sans_frontieres_kenya</a></p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> Retirado de <a href="https://www.adsoftheworld.com/media/print/refugee_week_2006" target="_blank">https://www.adsoftheworld.com/media/print/refugee_week_2006</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>Este trabalho contou com o apoio de fundos nacionais portugueses atrav&eacute;s da FCT &ndash; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia, no &acirc;mbito do projeto UIDB/00713/2020.</p>      ]]></body><back>
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