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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise comparativa da gestão da comunicação corporativa em empresas e instituições: o caso da Galiza]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The study of communication as a professional activity is often conducted in the context of large organizations with multiple resources, mainly in companies. This investigation contradicts this trend and compares communication departments of public and private organizations, which are located in a geographical area far from Spain's socio-economic and political centres: the Autonomous Community of Galicia. In Europe, some important works have been carried out on the practice of organizational communication (Zerfass, Verhoeven, Moreno, Tench & Vercic, 2020), as well as in Spain (Dircom, 2015), which have become relevant references to the knowledge of trends applied to communication management. Even so, analysis that focuses on small-scale organizations or those away from decision-making centres are scarce. This research aims to fill this gap by focusing on organizations with different profiles and dimensions, based in the Autonomous Community of Galicia. The applied methodology, of a quantitative character, consisted mainly on surveys of communication officers from Galician public and private organizations. The results obtained showed that the public sector is the one that most communicates as a strategy and this is a conclusion capable of raising interest for future works.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS TEM&Aacute;TICOS</b></p>     <p><b>An&aacute;lise comparativa da gest&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o corporativa em empresas e institui&ccedil;&otilde;es: o caso da Galiza</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Comparative analysis of corporate communication management between companies and institutions: the Galician case</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> //     <p><b>Carmen Costa-S&aacute;nchez*</b></p> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0001-8154-9537" target="_blank">https://orcid.org/0000-0001-8154-9537</a>     
<p></p>     <p><b>Jos&eacute; Miguel T&uacute;&ntilde;ez-L&oacute;pez**</b></p> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-5036-9143" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-5036-9143</a>     
<p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Mar&iacute;a Isabel M&iacute;guez-Gonz&aacute;lez***</b></p> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-0580-8493" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-0580-8493</a>     
<p></p> //     <p> //*Departamento de Sociologia e Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, Universidade da Corunha, Espanha, <a href="mailto:carmen.costa@udc.es">carmen.costa@udc.es</a>. //    <br>   //**Departamento de Sociologia e Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, Universidade da Corunha, Espanha, <a href="mailto:miguel.tunez@usc.es">miguel.tunez@usc.es</a>. //    <br>   //***Departamento de Sociologia e Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, Universidade da Corunha, Espanha, <a href="mailto:mabelm@uvigo.es">mabelm@uvigo.es</a>. //</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O estudo da comunica&ccedil;&atilde;o enquanto atividade profissional &eacute; frequentemente conduzido no contexto de grandes organiza&ccedil;&otilde;es com m&uacute;ltiplos recursos, principalmente em empresas. Esta investiga&ccedil;&atilde;o vem contrariar essa tend&ecirc;ncia e compara departamentos de comunica&ccedil;&atilde;o de organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e privadas, que se situam numa &aacute;rea geogr&aacute;fica afastada dos n&uacute;cleos socioecon&oacute;micos e pol&iacute;ticos de Espanha: a Comunidade Aut&oacute;noma da Galiza. Na Europa, t&ecirc;m vindo a realizar-se alguns trabalhos importantes sobre a pr&aacute;tica da comunica&ccedil;&atilde;o organizacional (Zerfass, Verhoeven, Moreno, Tench &amp; Vercic, 2020), tal como em Espanha (Dircom, 2015), os quais se converteram em refer&ecirc;ncias relevantes para o conhecimento das tend&ecirc;ncias aplicadas &agrave; gest&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o. Ainda assim, as an&aacute;lises que se debru&ccedil;am sobre organiza&ccedil;&otilde;es de pequena dimens&atilde;o ou afastadas dos centros de decis&atilde;o s&atilde;o escassas. A presente investiga&ccedil;&atilde;o pretende preencher esta lacuna ao incidir sobre organiza&ccedil;&otilde;es com diferentes perfis e dimens&otilde;es, sediadas na Comunidade Aut&oacute;noma da Galiza. A metodologia aplicada, de car&aacute;cter quantitativo, privilegiou a realiza&ccedil;&atilde;o de inqu&eacute;ritos a respons&aacute;veis de comunica&ccedil;&atilde;o de organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e privadas galegas. Os resultados obtidos mostraram que o setor p&uacute;blico &eacute; aquele que mais usa a comunica&ccedil;&atilde;o enquanto estrat&eacute;gia e esta &eacute; uma conclus&atilde;o capaz de suscitar o interesse para trabalhos futuros.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: comunica&ccedil;&atilde;o organizacional; comunica&ccedil;&atilde;o empresarial; comunica&ccedil;&atilde;o institucional; gerenciamento de comunica&ccedil;&atilde;o; metodologia quantitativa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The study of communication as a professional activity is often conducted in the context of large organizations with multiple resources, mainly in companies. This investigation contradicts this trend and compares communication departments of public and private organizations, which are located in a geographical area far from Spain&rsquo;s socio-economic and political centres: the Autonomous Community of Galicia. In Europe, some important works have been carried out on the practice of organizational communication (Zerfass, Verhoeven, Moreno, Tench &amp; Vercic, 2020), as well as in Spain (Dircom, 2015), which have become relevant references to the knowledge of trends applied to communication management. Even so, analysis that focuses on small-scale organizations or those away from decision-making centres are scarce. This research aims to fill this gap by focusing on organizations with different profiles and dimensions, based in the Autonomous Community of Galicia. The applied methodology, of a quantitative character, consisted mainly on surveys of communication officers from Galician public and private organizations. The results obtained showed that the public sector is the one that most communicates as a strategy and this is a conclusion capable of raising interest for future works.</p>     <p><b>Keywords</b>: organizational communication; business communication; institutional communication; communication management; quantitative methodology.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O estudo das tend&ecirc;ncias de Comunica&ccedil;&atilde;o Organizacional, seja do ponto de vista da evolu&ccedil;&atilde;o da disciplina, seja mediante a an&aacute;lise das caracter&iacute;sticas profissionais, &eacute; de interesse para ajudar a compreender as din&acirc;micas que descrevem o avan&ccedil;o da comunica&ccedil;&atilde;o enquanto atividade profissional. </p>     <p>Destacam-se, por isso, alguns trabalhos de refer&ecirc;ncia que se ocupam deste assunto. A n&iacute;vel europeu &eacute; importante referir o <i>European communication monitor, </i>como um relat&oacute;rio anual que se debru&ccedil;a sobre a comunica&ccedil;&atilde;o na Europa e cuja &uacute;ltima edi&ccedil;&atilde;o &eacute; de 2020 (Zerfass, Verhoeven, Moreno, Tench &amp; Vercic, 2020). &Eacute;, por isso, uma publica&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia para qualquer investiga&ccedil;&atilde;o que se ocupe da an&aacute;lise das tend&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o. Em Espanha, destacam-se os trabalhos da Dircom, quer atrav&eacute;s dos relat&oacute;rios de situa&ccedil;&atilde;o publicados a cada cinco anos (Dircom, 2015), quer atrav&eacute;s do <i>El estado de la comunicaci&oacute;n en espa&ntilde;a </i>(Dircom, 2018). </p>     <p>N&atilde;o obstante estas contribui&ccedil;&otilde;es, existem poucos trabalhos que tenham como objeto de estudo organiza&ccedil;&otilde;es pequenas ou m&eacute;dias (Blay Arr&aacute;ez, 2010; Due&ntilde;as, 2016; G&oacute;mez, 2011; Iurcovich, 2012), ou que se situem fora dos centros de neg&oacute;cios (M&iacute;guez-Gonz&aacute;lez, Costa-S&aacute;nchez &amp; T&uacute;&ntilde;ez-L&oacute;pez, 2019). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A presente investiga&ccedil;&atilde;o procura ajudar a preencher esta lacuna, atrav&eacute;s da realiza&ccedil;&atilde;o de um estudo explorat&oacute;rio que parte da premissa de que o diagn&oacute;stico, e o consequente conhecimento de uma realidade mais pr&oacute;xima, pode facilitar outras pesquisas, bem como auxiliar a doc&ecirc;ncia de algumas disciplinas. Desta forma, &eacute; poss&iacute;vel contribuir para o desenvolvimento do tecido produtivo, promovendo-se a colabora&ccedil;&atilde;o entre o contexto profissional e acad&eacute;mico. </p>     <p><b>Enquadramento te&oacute;rico: estudos pr&eacute;vios em Espanha e na Galiza</b></p>     <p>A revis&atilde;o de literatura que se segue centra-se no estado da comunica&ccedil;&atilde;o empresarial e institucional em Espanha, tendo como refer&ecirc;ncia trabalhos emp&iacute;ricos recentes. Uma vez que este trabalho se debru&ccedil;a sobre organiza&ccedil;&otilde;es de menor dimens&atilde;o, sediadas em regi&otilde;es menos centrais, parte-se de uma an&aacute;lise mais geral para um contexto de an&aacute;lise mais limitado. </p>     <p>De acordo com a publica&ccedil;&atilde;o mais recente do relat&oacute;rio <i>Estudio de la comunicaci&oacute;n en Espa&ntilde;a</i> (Dircom, 2018), que estuda a figura e a fun&ccedil;&atilde;o do profissional de comunica&ccedil;&atilde;o em ambientes p&uacute;blicos e privados &ndash; com dados recolhidos em 2017 &ndash;, o perfil do diretor de comunica&ccedil;&atilde;o em Espanha &eacute; uma mulher (56%), jovem (49% t&ecirc;m entre 30 e 45 anos), com experi&ecirc;ncia (68% tem mais de dez anos de experi&ecirc;ncia profissional na &aacute;rea) e com forma&ccedil;&atilde;o de mestrado ou p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Comunica&ccedil;&atilde;o (47,5%), sendo que a maioria tem forma&ccedil;&atilde;o em Jornalismo (55,6%).</p>     <p>No que diz respeito ao trabalho desenvolvido nos departamentos de comunica&ccedil;&atilde;o, o relat&oacute;rio da Dircom (2018) descreve diferen&ccedil;as na perce&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o de perfis organizacionais distintos, o que &eacute; especialmente apropriado para este trabalho. Assim, as empresas com a&ccedil;&otilde;es na bolsa e as organiza&ccedil;&otilde;es governamentais, acreditam na relev&acirc;ncia dos m&eacute;dia para o seu futuro pr&oacute;ximo. J&aacute; as organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais (ONG), as entidades privadas, bem como o setor da consultoria n&atilde;o lhes atribuem nenhuma import&acirc;ncia. </p>     <p>J&aacute; sobre as principais fun&ccedil;&otilde;es dos departamentos de comunica&ccedil;&atilde;o, as empresas registadas na bolsa privilegiam a comunica&ccedil;&atilde;o financeira e as rela&ccedil;&otilde;es com os investidores. As organiza&ccedil;&otilde;es privadas, por seu turno, destacam o patroc&iacute;nio, o mecenato, o design gr&aacute;fico e a fotografia. As ag&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o relatam, como tarefas habituais, a consultoria, o aconselhamento, o treino e a gest&atilde;o de contas dos clientes principais (47,1%), bem como as atividades de monitoriza&ccedil;&atilde;o, medi&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o. Para as organiza&ccedil;&otilde;es governamentais, o departamento de comunica&ccedil;&atilde;o deve ser respons&aacute;vel por facilitar os contactos com os m&eacute;dia (15,8%) e por promover as rela&ccedil;&otilde;es com a comunidade (15,8%), e as ONG e as associa&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m destacam as rela&ccedil;&otilde;es com a comunidade (36,8%). </p>     <p>Ainda assim, a comunica&ccedil;&atilde;o online atrav&eacute;s dos m&eacute;dia sociais &eacute; a fun&ccedil;&atilde;o da qual se espera maior desenvolvimento, num futuro pr&oacute;ximo (62,5%). Os temas que o relat&oacute;rio Dircom (2018) descreve como importantes para este setor s&atilde;o: (1) a utiliza&ccedil;&atilde;o de <i>big data </i>e de algoritmos para a comunica&ccedil;&atilde;o; (2) a integra&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias da organiza&ccedil;&atilde;o com a comunica&ccedil;&atilde;o; e (3) a cria&ccedil;&atilde;o e a gest&atilde;o de conte&uacute;dos de qualidade, que sejam atrativos para os p&uacute;blicos.</p>     <p>Numa an&aacute;lise recente acerca dos departamentos de comunica&ccedil;&atilde;o das principais empresas espanholas (Fern&aacute;ndez-Souto, Puentes-Rivera &amp; V&aacute;zquez-Gestalt, 2019), concluiu-se que a m&eacute;dia de trabalhadores que integra estes departamentos &eacute; superior, quando se compara com empresas mais pequenas. J&aacute; a forma&ccedil;&atilde;o prevalecente &eacute; a de jornalismo. Relativamente &agrave;s principais preocupa&ccedil;&otilde;es destes profissionais, destacam-se valores intang&iacute;veis da transpar&ecirc;ncia, da honestidade ou da credibilidade em quest&otilde;es ligadas &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica (<i>big data</i>, aplica&ccedil;&otilde;es m&oacute;veis ou tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o). </p>     <p>A realidade retratada neste estudo est&aacute; muito longe das pequenas ou m&eacute;dias empresas, cujas dificuldades e problemas foram apontados por alguns trabalhos anteriores (Blay Arr&aacute;ez, 2010; Carret&oacute;n Ballester, 2010; Carrillo, Castillo &amp; G&oacute;mez, 2005; Due&ntilde;as, 2016; G&oacute;mez, 2011; Iurcovich, 2012; Mayorga Escalada, 2014), nomeadamente: </p> <ul>       <li>a aus&ecirc;ncia de um departamento de comunica&ccedil;&atilde;o e a respetiva falta de profissionaliza&ccedil;&atilde;o da atividade; </li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>a falta de consciencializa&ccedil;&atilde;o sobre a import&acirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o para atingir os objetivos organizacionais;</li>       <li>a falta de cultura e de experi&ecirc;ncia em comunica&ccedil;&atilde;o, o que leva a identificar a comunica&ccedil;&atilde;o como publicidade, como comunica&ccedil;&atilde;o comercial ou como marketing;</li>       <li>a aus&ecirc;ncia de profissionais especializados dedicados exclusivamente &agrave; gest&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o, da mesma forma que faltam recursos e or&ccedil;amento para planear, implementar e avaliar as necessidades de comunica&ccedil;&atilde;o;</li>       <li>a pouca experi&ecirc;ncia em quest&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o, bem como o desconhecimento das estrat&eacute;gias e ferramentas de comunica&ccedil;&atilde;o;</li>       <li>a dificuldade em criar not&iacute;cia e, consequentemente, a baixa cobertura e o baixo impacto nos m&eacute;dia tradicionais;</li>       <li>a falta de vis&atilde;o sobre a pr&oacute;pria atividade e a dificuldade em criar relacionamentos com os p&uacute;blicos;</li>       <li>a prioriza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o externa, vinculada &agrave; publicidade ou &agrave; identidade gr&aacute;fica da organiza&ccedil;&atilde;o, desconhecendo-se o peso da comunica&ccedil;&atilde;o interna ou da responsabilidade social.</li>     </ul>     <p>Ao n&iacute;vel das institui&ccedil;&otilde;es, verifica-se a exist&ecirc;ncia de uma investiga&ccedil;&atilde;o menos global e mais adaptada a perfis institucionais singulares, o que torna a compara&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil. A este respeito, foram realizados v&aacute;rios estudos sobre a fun&ccedil;&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o, nomeadamente nos conselhos provinciais e regionais (Puentes-Rivera, 2017), nas C&acirc;maras Municipais (R&iacute;os Mart&iacute;n, 2015; Rochera, Fern&aacute;ndez Beltr&aacute;n, Dur&aacute;n Ma&ntilde;es &amp; Mar&iacute;n, 2013), nos organismos p&uacute;blicos (Mart&iacute;nez-Solana, 2014), nos hospitais p&uacute;blicos (Costa-S&aacute;nchez, 2012), nas universidades (Garc&iacute;a-Rivas, 2003), junto de respons&aacute;veis pol&iacute;ticos (Almansa-Mart&iacute;nez &amp; Castillo-Esparcia 2014), nas entidades p&uacute;blicas de televis&atilde;o (Costa-S&aacute;nchez &amp; T&uacute;&ntilde;ez-L&oacute;pez, 2017) e nas institui&ccedil;&otilde;es em geral (Baamonde, Puentes-Rivera &amp; R&uacute;as, 2016; T&uacute;&ntilde;ez-L&oacute;pez, Costa-S&aacute;nchez &amp; M&iacute;guez-Gonz&aacute;lez, 2018). Dada a inexist&ecirc;ncia de uma investiga&ccedil;&atilde;o que se foque na realidade institucional como um todo, torna-se mais complexo encontrar denominadores comuns neste setor. </p>     <p>A an&aacute;lise da constitui&ccedil;&atilde;o dos gabinetes de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, bem como o perfil acad&eacute;mico dos seus respons&aacute;veis, &eacute; uma constante nos estudos sobre a comunica&ccedil;&atilde;o nas organiza&ccedil;&otilde;es. Concebidos para um desempenho independente de outras fun&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o nas organiza&ccedil;&otilde;es, os departamentos de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas contribuem, nas palavras de E-Grunig, A-Grunig e Aparecida Ferrari (2015), &ldquo;para a efic&aacute;cia organizacional porque apoiam as organiza&ccedil;&otilde;es na constru&ccedil;&atilde;o de processos relacionais e na resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos com os seus p&uacute;blicos&rdquo; (p. 4). Como Van Ruller e Vercic (2003) apontaram, &ldquo;as rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas t&ecirc;m interesse especial nos grandes assuntos da sociedade e tratam qualquer problema a partir da perspetiva das implica&ccedil;&otilde;es do comportamento organizacional na esfera p&uacute;blica e vice-versa&rdquo; (p. 167).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A proposta de E-Grunig et al. (2015) &eacute; que as rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas devem, por isso, ser geridas por um estratega e n&atilde;o por um t&eacute;cnico, porque:</p>     <blockquote>os setores de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas devem ter profissionais com treino em comunica&ccedil;&atilde;o e com especializa&ccedil;&otilde;es que lhes permitam planear, coordenar, executar e avaliar programas de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. Caso contr&aacute;rio, a &ldquo;coliga&ccedil;&atilde;o dominante&rdquo; n&atilde;o ser&aacute; capaz de alcan&ccedil;ar o valor estrat&eacute;gico das rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas para os neg&oacute;cios da organiza&ccedil;&atilde;o. (p. 5)</blockquote>     <p>Os dados recolhidos na Galiza, no que respeita ao setor empresarial, mostraram que embora os empres&aacute;rios galegos classifiquem como oito (numa escala de zero a 10) a import&acirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o, a realidade &eacute; que apenas 52% destas empresas tem um diretor de comunica&ccedil;&atilde;o. A percentagem de entidades que recorrem &agrave; contrata&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os externos &eacute; de 58%, mas os or&ccedil;amentos de comunica&ccedil;&atilde;o foram consideravelmente reduzidos devido &agrave; crise econ&oacute;mica (Mundinova, 2013). J&aacute; no seio das institui&ccedil;&otilde;es galegas (Baamonde et al., 2016), constatou-se uma import&acirc;ncia crescente da fun&ccedil;&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s da exist&ecirc;ncia de departamentos pr&oacute;prios constitu&iacute;dos por um, dois ou tr&ecirc;s profissionais, bem como pela relev&acirc;ncia atribu&iacute;da &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de modelos de comunica&ccedil;&atilde;o baseados no di&aacute;logo com os p&uacute;blicos das institui&ccedil;&otilde;es. </p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>Para a realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo recorreu-se a uma metodologia de car&aacute;cter quantitativo, mediante a concretiza&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rios online, que foram enviados por email aos respons&aacute;veis de comunica&ccedil;&atilde;o de empresas e de institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas sediadas na Comunidade Aut&oacute;noma da Galiza.</p>     <p>Para selecionar a amostra de empresas a contactar, consultou-se o relat&oacute;rio Ard&aacute;n, produzido anualmente pelo cons&oacute;rcio da Zona Franca de Vigo (ZFV). Neste caso, foram recolhidos os dados do relat&oacute;rio Ard&aacute;n de 2016 (ZFV, 2016), o qual inclui um guia de mais de 9.000 empresas registadas na Galiza, agrupadas em grandes, m&eacute;dias e pequenas, de acordo com o crit&eacute;rio do seu n&uacute;mero de trabalhadores. Obteve-se, ent&atilde;o, uma amostra de 200 respostas num estudo explorat&oacute;rio que abrangeu as quatro &aacute;reas de atividade econ&oacute;mica estabelecidas pelo Instituto Galego de Estat&iacute;stica (setor prim&aacute;rio, secund&aacute;rio, constru&ccedil;&atilde;o e servi&ccedil;os), bem como empresas de diferentes tamanhos, que variaram de micro (com menos de 10 funcion&aacute;rios) para grandes empresas (com mais de 250 colaboradores).</p>     <p>Por seu turno, para determinar as institui&ccedil;&otilde;es a estudar, foi utilizado o guia de comunica&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#1" name="top1">[1]</a></sup> editado pelo governo regional da Xunta de Galicia, bem como as normas legislativas sobre institui&ccedil;&otilde;es aut&oacute;nomas e sobre a representa&ccedil;&atilde;o da Administra&ccedil;&atilde;o Estatal, na Galiza (Lei Org&acirc;nica n&ordm; 1/1981). Num total de 426 organiza&ccedil;&otilde;es foi selecionada uma amostra de conveni&ecirc;ncia, tendo-se validado 87 respostas, para garantir que as institui&ccedil;&otilde;es analisadas iriam cobrir, pelo menos, 50% da popula&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>O question&aacute;rio para a recolha de dados foi enviado por email &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es que constitu&iacute;ram a amostra, no per&iacute;odo de novembro de 2016 a fevereiro de 2017. Tratou-se de um inqu&eacute;rito semiestruturado, composto por quest&otilde;es de escolha m&uacute;ltipla, divididas em quatro sec&ccedil;&otilde;es, com um design semelhante ao do inqu&eacute;rito implementado pelos relat&oacute;rios quinquenais do Dircom (2015) (os quais permitem comparar resultados entre o contexto de Espanha e da Galiza), que foi ligeiramente modificado para ser aplicado na esfera institucional (<a href="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a03t1.jpg">Tabela 1</a>). </p>     
<p>O envio do question&aacute;rio por email foi complementado com chamadas telef&oacute;nicas, com o objetivo de verificar a rece&ccedil;&atilde;o e de garantir o seu preenchimento. A participa&ccedil;&atilde;o alcan&ccedil;ada foi similar &agrave;quela que se alcan&ccedil;ou em estudos pr&eacute;vios de temas semelhantes (Dircom, 2015; Due&ntilde;as, 2016; G&oacute;mez, 2011), que procuraram explorar a situa&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o empresarial e institucional na Comunidade Aut&oacute;noma da Galiza, mas focados em organiza&ccedil;&otilde;es maiores (Mundinova, 2013), de forma mais limitada. </p>     <p><b>Resultados </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>A fun&ccedil;&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>No que diz respeito &agrave; exist&ecirc;ncia de um departamento de comunica&ccedil;&atilde;o na estrutura empresarial da Galiza, encontraram-se cen&aacute;rios distintos de acordo com o tamanho da organiza&ccedil;&atilde;o (n&uacute;mero de funcion&aacute;rios). Enquanto uma grande empresa ou institui&ccedil;&atilde;o possui um departamento de comunica&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fico (55%), as organiza&ccedil;&otilde;es de m&eacute;dio porte apresentam um departamento que re&uacute;ne diversas fun&ccedil;&otilde;es, incluindo a de comunica&ccedil;&atilde;o (38%). J&aacute; a maior parte das micro ou pequenas entidades afirmaram n&atilde;o realizar a&ccedil;&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o (31,8%) ou, ent&atilde;o, subcontratavam esses servi&ccedil;os (9%).</p>     <p>A licenciatura em Jornalismo continua a ser a forma&ccedil;&atilde;o dominante dos respons&aacute;veis de comunica&ccedil;&atilde;o na Galiza. Segue-se, no entanto, o perfil das Ci&ecirc;ncias Econ&oacute;micas, das Ci&ecirc;ncias Empresariais, da Administra&ccedil;&atilde;o e da Gest&atilde;o de Empresas. Assim, depois do Jornalismo, as &aacute;reas de maior import&acirc;ncia s&atilde;o a Publicidade e as Rela&ccedil;&otilde;es P&uacute;blicas, seguidas da Comunica&ccedil;&atilde;o Audiovisual. A forma&ccedil;&atilde;o em Marketing/Com&eacute;rcio tamb&eacute;m tem uma presen&ccedil;a importante entre os l&iacute;deres dos departamentos de comunica&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Os departamentos de comunica&ccedil;&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es galegas tendem a ser compostos por uma ou duas pessoas (&eacute; rara a exist&ecirc;ncia de mais) e a feminiza&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o est&aacute; patente nas m&uacute;ltiplas formas de configura&ccedil;&atilde;o das equipas de trabalho.</p>     <p>Tanto em grandes como em pequenas e m&eacute;dias empresas, as denomina&ccedil;&otilde;es dos respons&aacute;veis de comunica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o m&uacute;ltiplas e foram reagrupadas (<a href="#g1">Gr&aacute;fico 1</a>). Todavia, detetou-se uma tend&ecirc;ncia: a f&oacute;rmula &ldquo;diretor de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo; coexiste como uma figura de gest&atilde;o mista, que combina, na sua denomina&ccedil;&atilde;o, os termos marketing/comercial/rela&ccedil;&otilde;es internacionais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="g1"></a> <img src="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a03g1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>J&aacute; nas institui&ccedil;&otilde;es, &ldquo;respons&aacute;vel de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo; &eacute; a denomina&ccedil;&atilde;o predominante, seguida de &ldquo;assessor de imprensa&rdquo; e de &ldquo;chefe do gabinete de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;. &ldquo;Assessor de imprensa&rdquo; continua a ser um dos t&iacute;tulos mais presentes na designa&ccedil;&atilde;o dos chefes do departamento de comunica&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es galegas (<a href="#g2">Gr&aacute;fico 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="g2"></a> <img src="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a03g2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Import&acirc;ncia percebida da comunica&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O aumento da relev&acirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o nos &uacute;ltimos cinco anos &eacute;, tanto para as empresas como para as institui&ccedil;&otilde;es, um aspeto consensual (<a href="#g3">Gr&aacute;fico 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="g3"></a> <img src="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a03g3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Cerca de 96% dos respons&aacute;veis de comunica&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es consideram que a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; importante para o sucesso da gest&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o, seja porque a consideram um fator decisivo (44%), uma parte importante do sucesso (31%) ou uma ferramenta complementar (21%). Esta percentagem reduz para 71% no caso das empresas, pois 25% dos seus respons&aacute;veis de comunica&ccedil;&atilde;o consideram que a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; uma ferramenta decisiva, 22% afirmam que &eacute; parte fundamental do &ecirc;xito, mas para 24% trata-se de uma ferramenta complementar.</p>     <p>Estes dados s&atilde;o consistentes com aqueles que foram obtidos noutros estudos (Baamonde et al., 2016; Dircom, 2015). Como se pode constatar no Gr&aacute;fico 3, nas empresas, as diferentes no&ccedil;&otilde;es positivas da fun&ccedil;&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o coexistem em percentagens semelhantes, o que d&aacute; a entender que a aposta na comunica&ccedil;&atilde;o ainda n&atilde;o &eacute; estrat&eacute;gica, pois n&atilde;o &eacute; considerada decisiva para alcan&ccedil;ar os objetivos organizacionais.</p>     <p><b>Grau de planifica&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar da import&acirc;ncia global atribu&iacute;da &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o, apenas 24% das institui&ccedil;&otilde;es e 18% das empresas possu&iacute;am um plano de comunica&ccedil;&atilde;o formalmente escrito e vinculado &agrave; estrat&eacute;gia organizacional. Numa percentagem ligeiramente maior de casos (35% das institui&ccedil;&otilde;es e 28% das empresas), o plano estaria em desenvolvimento e, algumas organiza&ccedil;&otilde;es (16% e 15%, respetivamente), estavam a considerar a sua prepara&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Os dados chamam a aten&ccedil;&atilde;o para a baixa percentagem de empresas e institui&ccedil;&otilde;es que planificam a comunica&ccedil;&atilde;o, independentemente do seu tamanho. Isso significa que, tamb&eacute;m em grandes empresas e institui&ccedil;&otilde;es, o trabalho est&aacute; a ser realizado sem um planeamento de comunica&ccedil;&atilde;o que contribua para a concretiza&ccedil;&atilde;o dos objetivos estrat&eacute;gicos dessas organiza&ccedil;&otilde;es. </p>     <p>Considerando os dados do pa&iacute;s, estes n&uacute;meros s&atilde;o inferiores aos das empresas de m&eacute;dio e grande porte, em que 51% das organiza&ccedil;&otilde;es afirmam ter um plano de comunica&ccedil;&atilde;o (Dircom, 2015).</p>     <p>No caso de planos de comunica&ccedil;&atilde;o para situa&ccedil;&otilde;es de crise, os percentuais s&atilde;o claramente mais baixos, com apenas 8% das empresas e institui&ccedil;&otilde;es a terem um plano de crise definido (por escrito), o que mostra uma imprevisibilidade absoluta face aos poss&iacute;veis riscos (<a href="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a03t2.jpg">Tabela 2</a>). </p>     
<p><b>Efeitos da crise</b></p>     <p>Ao analisar as consequ&ecirc;ncias diretas da crise econ&oacute;mica na atividade comunicativa das organiza&ccedil;&otilde;es (<a href="#g4">Gr&aacute;fico 4</a>), verificou-se que cerca de 26% dos respons&aacute;veis de comunica&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es e 22% das empresas acreditam que a crise n&atilde;o influenciou a sua atividade comunicativa. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="g4"></a> <img src="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a03g4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No entanto, no caso das institui&ccedil;&otilde;es, 55% dos entrevistados apontam uma redu&ccedil;&atilde;o moderada ou not&aacute;vel no or&ccedil;amento de comunica&ccedil;&atilde;o (em compara&ccedil;&atilde;o com 26% que falam de um aumento). Ainda assim, a diminui&ccedil;&atilde;o dos projetos e a&ccedil;&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o, dos projetos confiados &agrave;s ag&ecirc;ncias, bem como a redu&ccedil;&atilde;o do pessoal do departamento de comunica&ccedil;&atilde;o, ocorrem em menos de 20% dos casos. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados obtidos mostram que as empresas sentem menos as consequ&ecirc;ncias da crise econ&oacute;mica, embora a diferen&ccedil;a mais not&aacute;vel pare&ccedil;a estar na redu&ccedil;&atilde;o do pessoal do departamento de comunica&ccedil;&atilde;o, apenas apontada por 1% dos respons&aacute;veis de comunica&ccedil;&atilde;o das empresas. A redu&ccedil;&atilde;o moderada do or&ccedil;amento para comunica&ccedil;&atilde;o parece ser a principal consequ&ecirc;ncia negativa que o setor da comunica&ccedil;&atilde;o empresarial sofreu na Galiza, como resultado da crise.</p>     <p><b>Discuss&atilde;o e conclus&otilde;es</b></p>     <p>A gest&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; uma fun&ccedil;&atilde;o importante para todo o tipo de empresas e institui&ccedil;&otilde;es, independentemente da sua dimens&atilde;o ou da sua localiza&ccedil;&atilde;o. &Eacute; atrav&eacute;s da comunica&ccedil;&atilde;o que as organiza&ccedil;&otilde;es estabelecem rela&ccedil;&otilde;es com o seu p&uacute;blico interno e externo e, por isso, esta torna-se uma quest&atilde;o estrat&eacute;gica para o presente e para o futuro de todas as empresas e institui&ccedil;&otilde;es. </p>     <p>Todavia, ainda que todos os profissionais inquiridos neste estudo lhe tenham atribu&iacute;do import&acirc;ncia, encontraram-se diferen&ccedil;as relevantes na avalia&ccedil;&atilde;o, na compreens&atilde;o e na execu&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica da comunica&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Em primeiro lugar, e come&ccedil;ando pelos pontos em comum, o nome do respons&aacute;vel m&aacute;ximo de comunica&ccedil;&atilde;o nas entidades galegas &eacute; m&uacute;ltiplo e diverso, o que indica que a terminologia &ldquo;diretor/a de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo; ainda n&atilde;o entrou no tecido organizacional e pode significar a aus&ecirc;ncia de um valor de gest&atilde;o nos cargos associados &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o nas organiza&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Respons&aacute;vel de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo; &eacute; a op&ccedil;&atilde;o mais comum para as empresas e as institui&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Nas empresas, a comunica&ccedil;&atilde;o est&aacute; intimamente ligada ao marketing, tanto na denomina&ccedil;&atilde;o do departamento como no nome do seu respons&aacute;vel. No entanto, no campo institucional, a variedade terminol&oacute;gica n&atilde;o deixou para tr&aacute;s o r&oacute;tulo de &ldquo;assessor de imprensa&rdquo;, que prioriza e ao mesmo tempo limita expressamente as atividades do l&iacute;der do departamento de comunica&ccedil;&atilde;o &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es com os m&eacute;dia.</p>     <p>Em segundo lugar, no que diz respeito &agrave; exist&ecirc;ncia do departamento de comunica&ccedil;&atilde;o, a realidade &eacute; diversificada, estando dependente do tamanho da organiza&ccedil;&atilde;o e o do seu setor de atividade. No entanto, ainda &eacute; necess&aacute;rio um refor&ccedil;o da import&acirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o como uma fun&ccedil;&atilde;o especializada, com peso efetivo na tomada de decis&otilde;es organizacionais. No que diz respeito &agrave;s pequenas e m&eacute;dias empresas, uma vez que estas ocupam uma boa parte da estrutura de neg&oacute;cios na Galiza, era expect&aacute;vel que existisse uma aproxima&ccedil;&atilde;o entre centros de forma&ccedil;&atilde;o, entre os profissionais e entre as organiza&ccedil;&otilde;es de diferentes setores para consciencializar sobre o papel que o especialista de comunica&ccedil;&atilde;o pode ocupar ao servi&ccedil;o da estrat&eacute;gia empresarial.</p>     <p>Em terceiro lugar, percebeu-se que tanto as empresas como as institui&ccedil;&otilde;es privilegiam a comunica&ccedil;&atilde;o externa. As empresas preocupam-se mais com as rela&ccedil;&otilde;es com o consumidor, com os fornecedores e com outras empresas (esfera comercial), enquanto as institui&ccedil;&otilde;es favorecem as rela&ccedil;&otilde;es com os jornalistas (impacto nos m&eacute;dia).</p>     <p>Em quarto lugar, chama-se a aten&ccedil;&atilde;o para o baixo grau de consci&ecirc;ncia estrat&eacute;gica da comunica&ccedil;&atilde;o, detetado nos dois tipos de organiza&ccedil;&atilde;o. As percentagens de planeamento estrat&eacute;gico de comunica&ccedil;&atilde;o e de comunica&ccedil;&atilde;o de crises&atilde;o muito baixas, principalmente nas empresas. Na compreens&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica como um fator indispens&aacute;vel ao &ecirc;xito, o setor institucional mostra-se mais avan&ccedil;ado do que o setor empresarial. </p>     <p>No caso da Galiza, esta investiga&ccedil;&atilde;o mostrou que a comunica&ccedil;&atilde;o institucional &eacute; mais desenvolvida ao n&iacute;vel estrat&eacute;gico do que empresarial. A explica&ccedil;&atilde;o pode ser encontrada na proximidade entre as &aacute;reas de comunica&ccedil;&atilde;o institucional e da comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, em Espanha, onde a maioria das posi&ccedil;&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o institucional dependem do mandato pol&iacute;tico, que vincula claramente a estrat&eacute;gia pol&iacute;tica &agrave; institucional (Garc&iacute;a-Orosa &amp; V&aacute;zquez-Sande, 2012; Rodr&iacute;guez Virgili, 2015). Assim, recomenda-se que estudos futuros possam abordar as seguintes quest&otilde;es: a comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica promove o desenvolvimento estrat&eacute;gico da comunica&ccedil;&atilde;o institucional? As rela&ccedil;&otilde;es com os m&eacute;dia ainda s&atilde;o a principal preocupa&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o institucional?</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mas, por outro lado, esta forma de retorno do investimento, testada na esfera pol&iacute;tica, &eacute; estranha &agrave; din&acirc;mica da comunica&ccedil;&atilde;o empresarial, onde parece que &eacute; no com&eacute;rcio que as empresas galegas apreciam a import&acirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o e, portanto, no setor de servi&ccedil;os, onde o grau de desenvolvimento estrat&eacute;gico da comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; maior.</p>     <p>Por fim, quanto ao impacto da crise econ&oacute;mica, esperava-se uma perce&ccedil;&atilde;o mais negativa. &ldquo;A crise n&atilde;o influenciou a atividade da organiza&ccedil;&atilde;o&rdquo; foi uma resposta comum nas empresas e nas institui&ccedil;&otilde;es. O impacto negativo parece, no entanto, ser mais pronunciado na esfera institucional. Tal aspeto pode ter como causa a exig&ecirc;ncia cidad&atilde; que recai sobre o setor p&uacute;blico, numa situa&ccedil;&atilde;o de cortes e de dificuldades econ&oacute;micas, onde a imagem das entidades p&uacute;blicas &eacute; mais evidente, j&aacute; que destas se espera a presta&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de contas, de acordo com uma gest&atilde;o transparente dos recursos que pertencem <i>a todos</i>. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Almansa-Mart&iacute;nez, A. &amp; Castillo-Esparcia, A. (2014). Comunicaci&oacute;n institucional en Espa&ntilde;a. Estudio del uso que los diputados espa&ntilde;oles hacen de las TIC en sus relaciones con la ciudadan&iacute;a. <i>Revista Latinoamericana de Comunicaci&oacute;n</i>, 126, 22-30. <a href="https://doi.org/10.16921/chasqui.v0i126.250" target="_blank">https://doi.org/10.16921/chasqui.v0i126.250</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025133&pid=S2183-3575202000030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Baamonde, X., Puentes-Rivera, I. &amp; R&uacute;as, J. (2016). As relaci&oacute;ns p&uacute;blicas en Galicia: estado da comunicaci&oacute;n empresarial e institucional. In X. L&oacute;pez-Garcia; M. Rivas &amp; R. Aneiros (Eds.), <i>A comunicaci&oacute;n en Galicia 2015</i> (pp. 153-166). Santiago de Compostela: Consello da Cultura Galega.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025134&pid=S2183-3575202000030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Blay Arr&aacute;ez, R. (2010). <i>Gesti&oacute;n y estrategias de comunicaci&oacute;n corporativa en los sectores tradicionales de la comunidad valenciana. Claves para la integraci&oacute;n y desarrollo de pol&iacute;ticas de comunicaci&oacute;n como activo estrat&eacute;gico empresarial. </i>Tese de Doutoramento, Universitat Jaume I, Valencia, Espanha. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/10803/48704" target="_blank">http://hdl.handle.net/10803/48704</a></p>     <!-- ref --><p>Carret&oacute;n Ballester, C. (2010). Actitud y actividad de las empresas alicantinas en la comunicaci&oacute;n con sus p&uacute;blicos. In C. Carret&oacute;n Ballester &amp; E. Ordeix (Eds.). <i>Las relaciones p&uacute;blicas en la sociedad del conocimiento</i> (pp. 86-105). Sevilla: Asociaci&oacute;n de Investigadores en Relaciones P&uacute;blicas (AIRP). Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/10045/15718" target="_blank">http://hdl.handle.net/10045/15718</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025137&pid=S2183-3575202000030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Carrillo, M. V., Castillo, A. &amp; G&oacute;mez, L. (2005). El estado actual de la comunicacio´n empresarial en regiones con un tejido empresarial en incipiente desarrollo: el caso de las PYMES pacenses. In <i>Livro de atas do 4</i>&ordm;<i> Congresso SOPCOM</i> (pp. 561-569). Aveiro: Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o (SOPCOM).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025138&pid=S2183-3575202000030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Costa-S&aacute;nchez, C. &amp; T&uacute;&ntilde;ez-L&oacute;pez, M. (2017). An&aacute;lisis de la informaci&oacute;n corporativa en l&iacute;nea de las televisiones publicas europeas: transparencia, finanzas, RS, &eacute;tica y relaciones con la audiencia. <i>Comunicaci&oacute;n y Medios</i>, <i>36</i>, 125-139. <a href="https://doi.org/10.5354/rcm.v1i36.45100" target="_blank">https://doi.org/10.5354/rcm.v1i36.45100</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025140&pid=S2183-3575202000030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Costa-S&aacute;nchez, C. (2012). El gabinete de comunicaci&oacute;n del hospital. Propuesta te&oacute;rica y acercamiento a la realidad de los departamentos de comunicaci&oacute;n de los hospitales p&uacute;blicos de Galicia. <i>Doxa Comunicaci&oacute;n</i>, <i>14</i>, 175-197. Retirado de <a href="https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=3936385" target="_blank">https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=3936385</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025141&pid=S2183-3575202000030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dircom. (2015). <i>El estado de la comunicaci&oacute;n en Espa&ntilde;a. Anuario de la comunicaci&oacute;n 2015</i>. Madrid: Dircom.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025142&pid=S2183-3575202000030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dircom. (2018). <i>El Estado de la comunicaci&oacute;n en Espa&ntilde;a</i>. Madrid: Dircom.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025144&pid=S2183-3575202000030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Due&ntilde;as, P. (2016). La comunicaci&oacute;n empresarial en regiones con un bajo desarrollo empresarial: el caso de las PYMES del sur de Europa. <i>(OBS*) Observatorio</i>, <i>10</i>(1), 151-180. <a href="https://doi.org/10.15847/obsOBS1012016872" target="_blank">https://doi.org/10.15847/obsOBS1012016872</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025146&pid=S2183-3575202000030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>E-Grunig, J., A-Grunig, L. &amp; Aparecida-Ferrari, M. (2015). Perspectivas de las relaciones r&uacute;blicas: resultados del Excellence study para la comunicaci&oacute;n en las organizaciones. <i>Revista Mediterr&aacute;nea de Comunicaci&oacute;n, 6</i>(2), 9-28. <a href="https://doi.org/10.14198/MEDCOM2015.6.2.01" target="_blank">https://doi.org/10.14198/MEDCOM2015.6.2.01</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025147&pid=S2183-3575202000030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fern&aacute;ndez-Souto, A., Puentes-Rivera, I. &amp; V&aacute;zquez-Gestal, M. (2019). The communicative management of large companies in Spain: structure, resources and main challenges of their managers. <i>Communication &amp; Society, 32</i>(1), 161-177. <a href="https://doi.org/10.15581/003.32.1.161-176" target="_blank">https://doi.org/10.15581/003.32.1.161-176</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025148&pid=S2183-3575202000030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Garc&iacute;a-Orosa, B. &amp; V&aacute;zquez-Sande, P. (2012). Los gabinetes de prensa institucionales de los ayuntamientos espa&ntilde;oles en internet. <i>Estudios sobre el Mensaje Period&iacute;stico </i>[Vol. Especial], 405-412. <a href="https://doi.org/10.5209/rev_ESMP.2012.v18.40995" target="_blank">https://doi.org/10.5209/rev_ESMP.2012.v18.40995</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025149&pid=S2183-3575202000030000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Garc&iacute;a-Rivas, M. (2003). Presente de la informaci&oacute;n institucional de la Universidad espa&ntilde;ola. El caso de la Universidad de Murcia. <i>Comunicaci&oacute;n y Sociedad</i>, <i>16</i>(1), 29-56. Retirado de <a href="https://dadun.unav.edu/bitstream/10171/8034/1/20091007103223.pdf" target="_blank">https://dadun.unav.edu/bitstream/10171/8034/1/20091007103223.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025150&pid=S2183-3575202000030000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>G&oacute;mez, B. (2011). La comunicaci&oacute;n como instrumento de expansi&oacute;n en la peque&ntilde;a y mediana empresa espa&ntilde;ola: el caso segoviano. <i>Correspondencias &amp; An&aacute;lisis,</i> (1), 157-173. <a href="https://doi.org/10.24265/cian.2011.n1.10" target="_blank">https://doi.org/10.24265/cian.2011.n1.10</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025151&pid=S2183-3575202000030000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Iurcovich, P. (2012). La peque&ntilde;a y mediana empresa y la funci&oacute;n de la comunicaci&oacute;n. <i>Cuadernos del Centro de Estudios en Dise&ntilde;o y Comunicaci&oacute;n. ENSAYOS, </i>(40), 79-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025152&pid=S2183-3575202000030000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Lei Org&acirc;nica n&ordm; 1/1981, de 6 de abril, Estatuto de Autonomia para a Galiza.</p>     <!-- ref --><p>Mart&iacute;nez Solana, Y. (2014). El departamento de comunicaci&oacute;n institucional: organizaci&oacute;n y competencias. In M. T&uacute;&ntilde;ez-L&oacute;pez &amp; C. Costa-S&aacute;nchez (Eds.), <i>Comunicaci&oacute;n corporativa: claves y escenarios</i> (pp. 101-116). Barcelona: Editorial UOC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025155&pid=S2183-3575202000030000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mayorga Escalada, S. (2014). Grado de planificaci&oacute;n y gesti&oacute;n estrat&eacute;gica en el proceso de branding en los clubes LFP en Espa&ntilde;a. <i>Cuadernos. info</i>, <i>34</i>, 93-102. <a href="https://doi.org/10.7764/cdi.34.580" target="_blank">https://doi.org/10.7764/cdi.34.580</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025157&pid=S2183-3575202000030000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>M&iacute;guez-Gonz&aacute;lez, M.I., Costa-S&aacute;nchez, C. &amp; T&uacute;&ntilde;ez-L&oacute;pez, M. (2019). Radiograf&iacute;a de las agencias que ofrecen servicios externos de comunicaci&oacute;n estrat&eacute;gica y relaciones p&uacute;blicas en regiones perif&eacute;ricas: el caso gallego. <i>Palabra Clave</i>, <i>22</i>(1), 92-116. <a href="https:// doi.org/10.5294/pacla.2019.22.1.5" target="_blank">https:// doi.org/10.5294/pacla.2019.22.1.5</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025158&pid=S2183-3575202000030000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mundinova. (2013)<i>. La comunicaci&oacute;n empresarial en Galicia. Gesti&oacute;n corporativa y entorno online.</i> Vigo: Mundinova.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025159&pid=S2183-3575202000030000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Puentes-Rivera, I. (2017). <i>Las relaciones p&uacute;blicas al servicio de la comunicaci&oacute;n pol&iacute;tica: los gabinetes de comunicaci&oacute;n en las diputaciones provinciales y forales.</i> Tese de Doutoramento, Universidade de Vigo, Vigo, Espanha. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/11093/862" target="_blank">http://hdl.handle.net/11093/862</a></p>     <p>R&iacute;os Mart&iacute;n, D. (2015). <i>Los gabinetes de comunicaci&oacute;n municipales 2.0. Herramientas comunicativas para la participaci&oacute;n ciudadana. El caso de los Ayuntamientos de la Costa del Sol.</i> Trabalho final de Gradua&ccedil;&atilde;o, Universidade de M&aacute;laga, M&aacute;laga, Portugal. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/10630/10483" target="_blank">http://hdl.handle.net/10630/10483</a></p>     <!-- ref --><p>Rochera, S., Fern&aacute;ndez Beltr&aacute;n, F., Dur&aacute;n Ma&ntilde;es, A. &amp; Mar&iacute;n, A. (2013). <i>La direcci&oacute;n de comunicaci&oacute;n en los ayuntamientos: de las relaciones informativas a la gesti&oacute;n de p&uacute;blicos a trav&eacute;s de las TIC.</i> In F. J. Herrero Guti&eacute;rrez; F. S&aacute;nchez Pita; A. I. Ard&egrave;vol Abreu &amp; S. Toledano Buend&iacute;a (Eds.), <i>La sociedad ruido: entre el dato y el grito</i> (pp. 207-208). La Laguna, Tenerife: Sociedad Latina de Comunicaci&oacute;n Social.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025163&pid=S2183-3575202000030000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rodr&iacute;guez Virgili, R. (2015). Estado de la profesionalizaci&oacute;n pol&iacute;tica en Espa&ntilde;a. In A. Ballester-Espinosa &amp; M. Mart&iacute;n-Llaguno (Eds.), <i>La profesionalizaci&oacute;n de la comunicaci&oacute;n pol&iacute;tica</i> (pp.18-28). Alicante: Diputaci&oacute;n de Alicante/Instituto Alicantino de Cultura.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025165&pid=S2183-3575202000030000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>T&uacute;&ntilde;ez-L&oacute;pez, J. M., Costa-S&aacute;nchez, C. &amp; M&iacute;guez-Gonz&aacute;lez, M. I. (2018). Avances y retos de la gesti&oacute;n de la comunicaci&oacute;n en el siglo XXI. Procesos, necesidades y carencias en el &aacute;mbito institucional. <i>Estudios sobre el Mensaje Period&iacute;stico</i>, <i>24</i>(1), 921-940. <a href="https://doi.org/10.5209/ESMP.59987" target="_blank">https://doi.org/10.5209/ESMP.59987</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025167&pid=S2183-3575202000030000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Van Ruller, B. &amp; Vercic, D. (2003). Perspectivas europeias das rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. <i>Revista Comunica&ccedil;&atilde;o &amp; Sociedade</i>, <i>24</i>(39), 155-172. <a href="https://doi.org/10.15603/2175-7755/cs.v24n39p155-172" target="_blank">https://doi.org/10.15603/2175-7755/cs.v24n39p155-172</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025168&pid=S2183-3575202000030000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Zerfass, A., Verhoeven, P., Moreno, A., Tench, R. &amp; Vercic, D. (2020). <i>European communication monitor 2019. Ethical challenges, gender issues, cyber security, and competence gaps in strategic communication. Results of a survey in 44 countries. </i>Brussels: EUPRERA/EACD.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025169&pid=S2183-3575202000030000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>ZFV, Zona Franca de Vigo. (2016). <i>Informe Ard&aacute;n Galicia 2016</i>. Vigo: Consorcio de la Zona Franca de Vigo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025171&pid=S2183-3575202000030000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nota biogr&aacute;fica</b></p>     <p>Carmen Costa-S&aacute;nchez &eacute; professora na Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade da Corunha (UDC), onde leciona Comunica&ccedil;&atilde;o Corporativa e Estrat&eacute;gias de Comunica&ccedil;&atilde;o Multim&eacute;dia. Doutorada em Comunica&ccedil;&atilde;o pela Universidade de Santiago de Compostela, coordena o grupo de investiga&ccedil;&atilde;o em Cultura e Comunica&ccedil;&atilde;o Interativa (UDC). As suas principais linhas de investiga&ccedil;&atilde;o s&atilde;o a Comunica&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de, a Gest&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o e a Comunica&ccedil;&atilde;o entre plataformas. </p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0001-8154-9537" target="_blank">https://orcid.org/0000-0001-8154-9537</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:carmen.costa@udc.es">carmen.costa@udc.es</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Morada: Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, Departamento de Sociologia e de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, Campus de Elvi&ntilde;a s/n, 15001, Corunha, Espanha</p>     <p>Jos&eacute; Miguel T&uacute;&ntilde;ez-L&oacute;pez &eacute; doutorado em Jornalismo pela Universidade Aut&oacute;noma de Barcelona e professor de Comunica&ccedil;&atilde;o Organizacional e Estrat&eacute;gias de Comunica&ccedil;&atilde;o no Departamento de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade de Santiago de Compostela (USC). &Eacute; consultor e membro do grupo de investiga&ccedil;&atilde;o &ldquo;Novos M&eacute;dia&rdquo; da USC e &eacute; diretor do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Comunica&ccedil;&atilde;o e Informa&ccedil;&atilde;o Contempor&acirc;nea. Recebeu o Pr&eacute;mio Nacional de Jornalismo Reina Sof&iacute;a.</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0002-5036-9143" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-5036-9143</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:miguel.tunez@usc.es">miguel.tunez@usc.es</a></p>     <p>Morada: Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, Departamento de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, Avenida Castelao s/n, 15706 Santiago de Compostela, Espanha</p>     <p>Mar&iacute;a Isabel M&iacute;guez-Gonz&aacute;lez &eacute; professora na Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e de Comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade de Vigo, onde ensina as disciplinas de Teoria e Pr&aacute;tica de Rela&ccedil;&otilde;es P&uacute;blicas e de Gest&atilde;o de Comunica&ccedil;&atilde;o na Licenciatura em Publicidade e Rela&ccedil;&otilde;es P&uacute;blicas. &Eacute; coordenadora do grupo de pesquisa &ldquo;Research for Public Service&rdquo; (Sepcom). As suas principais linhas de investiga&ccedil;&atilde;o s&atilde;o a Comunica&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de, a Gest&atilde;o de Comunica&ccedil;&atilde;o e a Comunica&ccedil;&atilde;o Online no Turismo. </p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0002-0580-8493" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-0580-8493</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:mabelm@uvigo.es">mabelm@uvigo.es</a></p>     <p>Morada: Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e da Comunica&ccedil;&atilde;o, Departamento de Comunica&ccedil;&atilde;o Audiovisual e de Publicidade, Campus da Xunqueira s/n, 36005 Pontevedra, Espanha</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>* Submiss&atilde;o: 01/07/2019</b></p>     <p><b>* Aceita&ccedil;&atilde;o: 31/10/2019</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>Os autores agradecem &agrave; Dircom Galicia a sua colabora&ccedil;&atilde;o neste trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><sup><a href="#top1" name="1">[1]</a></sup> Retirado de <a href="https://www.xunta.gal/guia-da-comunicacion" target="_blank">https://www.xunta.gal/guia-da-comunicacion</a></p>      ]]></body><back>
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