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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Quando o emissor é a mensagem: a comunicação de Marcelo Rebelo de Sousa nos incêndios de 2017]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[When the sender is the message: the communication of Marcelo Rebelo de Sousa about the 2017 fires]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The theme of this article is the official crisis communication of the Portuguese Presidency (Presidência da República Portuguesa - PRP) during the forest fires that occurred in June and in October 2017, respectively known as the “tragedy of Pedrógão Grande” and the “October fires”. The fires of 2017 were the most harmful in Portuguese history and received wide coverage in the international media. That year, Portugal was the country that most suffered with fires, according to an European Union report (2018), accounting for about 90% of deaths caused by this type of fire in the entire area covered by the report. The main theoretical basis of this study is situational crisis communication theory (SCCT) (Coombs, 2007). In SCCT, Coombs (2007) identified the variables involved in a crisis and presented the most appropriate response strategies to be applied to each crisis type. Through the discourse analysis method, we described and compared the Portuguese Presidency's communication on the management of these two crises of similar origins (forest fires), only four months apart (June and October 2017). Our aim is to contribute to an understanding of the response strategies proposed by Coombs (2007) when applied to communication exclusively based on the public information model (Grunig & Hunt, 1984). The research concluded that the PRP opted for the managing meaning strategy by adjusting information and predominance of the primary repair responses of the category “rebuild” and subcategory “compensation”, producing an appropriate response according to SCCT (Coombs, 2007). However, we note that the PRP crisis communication for the 2017 fires is a case in which the personal characteristics of the sender and the variables - crisis responsibility, crisis history and prior relationship reputation - were more relevant to the effectiveness of crisis communication than the messages themselves.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS TEM&Aacute;TICOS</b></p>     <p><b>Quando o emissor &eacute; a mensagem: a comunica&ccedil;&atilde;o de Marcelo Rebelo de Sousa nos inc&ecirc;ndios de 2017</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>When the sender is the message: the communication of Marcelo Rebelo de Sousa about the 2017 fires</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> //     <p><b>Bianca Persici Toniolo*</b></p> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0001-5496-6271" target="_blank">https://orcid.org/0000-0001-5496-6271</a>     
<p></p>     <p><b>Gisela Gon&ccedil;alves**</b></p> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0001-7001-3622" target="_blank">https://orcid.org/0000-0001-7001-3622</a>     
<p></p> //     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> //*Departamento de Comunica&ccedil;&atilde;o, Filosofia e Politica, Faculdade de Artes e Letras, Universidade da Beira Interior, Portugal, <a href="mailto:bianca.toniolo@ubi.pt">bianca.toniolo@ubi.pt</a>. //    <br>   //**Departamento de Comunica&ccedil;&atilde;o, Filosofia e Pol&iacute;tica, Labcom, Faculdade de Artes e Letras, Universidade da Beira Interior, Portugal, <a href="mailto:gisela.goncalves@labcom.ubi.pt">gisela.goncalves@labcom.ubi.pt</a>. //</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este artigo tem como tema a comunica&ccedil;&atilde;o oficial de crise da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica Portuguesa (PRP) durante os inc&ecirc;ndios florestais que aconteceram nos meses de junho e de outubro de 2017, conhecidos, respetivamente, como &ldquo;trag&eacute;dia de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande&rdquo; e &ldquo;inc&ecirc;ndios de outubro&rdquo;. Os inc&ecirc;ndios de 2017 foram os mais nefastos da hist&oacute;ria de Portugal e receberam uma grande cobertura dos m&eacute;dia internacionais. Naquele ano, Portugal foi o pa&iacute;s que mais sofreu com os fogos, de acordo com o relat&oacute;rio da Uni&atilde;o Europeia (2018), tendo sido respons&aacute;vel por, aproximadamente, 90% das mortes causadas por inc&ecirc;ndios. O principal fundamento te&oacute;rico do estudo &eacute; a teoria situacional de comunica&ccedil;&atilde;o de crise (TSCC) (Coombs, 2007). Na TSCC, Coombs (2007) identificou as vari&aacute;veis envolvidas numa crise e apresentou as estrat&eacute;gias de resposta mais adequadas a serem aplicadas a cada tipo de crise. Por meio do m&eacute;todo da an&aacute;lise do discurso, descrevemos e comparamos a comunica&ccedil;&atilde;o da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica Portuguesa na gest&atilde;o dessas duas crises de origens semelhantes (inc&ecirc;ndios florestais) separadas por apenas quatro meses (junho e outubro de 2017). A nossa inten&ccedil;&atilde;o &eacute; contribuir para a compreens&atilde;o das estrat&eacute;gias de resposta propostas por Coombs (2007) quando aplicadas a uma comunica&ccedil;&atilde;o exclusivamente baseada no modelo de informa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica (Grunig &amp; Hunt, 1984). A investiga&ccedil;&atilde;o concluiu que a PRP optou pela estrat&eacute;gia de gest&atilde;o do significado (Coombs, 2015) com informa&ccedil;&otilde;es de ajuste e predomin&acirc;ncia das respostas reparativas prim&aacute;rias da categoria &ldquo;reconstru&ccedil;&atilde;o&rdquo; e subcategoria &ldquo;compensa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, produzindo a resposta adequada segundo a TSCC (Coombs, 2007). No entanto, observamos que a comunica&ccedil;&atilde;o de crise da PRP para os inc&ecirc;ndios de 2017 &eacute; um caso em que as caracter&iacute;sticas pessoais do emissor e as vari&aacute;veis &ndash; responsabilidade pela crise, hist&oacute;rico da crise e reputa&ccedil;&atilde;o relacional anterior &ndash; foram mais relevantes para a comunica&ccedil;&atilde;o de crise do que as mensagens propriamente ditas.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: comunica&ccedil;&atilde;o de crise; rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas; assessoria de imprensa; TSCC; inc&ecirc;ndios em Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The theme of this article is the official crisis communication of the Portuguese Presidency (Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica Portuguesa &ndash; PRP) during the forest fires that occurred in June and in October 2017, respectively known as the &ldquo;tragedy of Pedr&oacute;g&atilde;o Grande&rdquo; and the &ldquo;October fires&rdquo;. The fires of 2017 were the most harmful in Portuguese history and received wide coverage in the international media. That year, Portugal was the country that most suffered with fires, according to an European Union report (2018), accounting for about 90% of deaths caused by this type of fire in the entire area covered by the report. The main theoretical basis of this study is situational crisis communication theory (SCCT) (Coombs, 2007). In SCCT, Coombs (2007) identified the variables involved in a crisis and presented the most appropriate response strategies to be applied to each crisis type. Through the discourse analysis method, we described and compared the Portuguese Presidency&rsquo;s communication on the management of these two crises of similar origins (forest fires), only four months apart (June and October 2017). Our aim is to contribute to an understanding of the response strategies proposed by Coombs (2007) when applied to communication exclusively based on the public information model (Grunig &amp; Hunt, 1984). The research concluded that the PRP opted for the managing meaning strategy by adjusting information and predominance of the primary repair responses of the category &ldquo;rebuild&rdquo; and subcategory &ldquo;compensation&rdquo;, producing an appropriate response according to SCCT (Coombs, 2007). However, we note that the PRP crisis communication for the 2017 fires is a case in which the personal characteristics of the sender and the variables &ndash; crisis responsibility, crisis history and prior relationship reputation &ndash; were more relevant to the effectiveness of crisis communication than the messages themselves.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords</b>: crisis communication; public relations; press office; SCCT; Portugal fires.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <blockquote>       <p>Mais de 100 pessoas mortas em menos de quatro meses em fogos em Portugal. Por muito que a frieza destes tempos, cheios de n&uacute;meros e de chav&otilde;es pol&iacute;ticos, econ&oacute;micos e financeiros nos convidem a minimizar ou banalizar, estes mais de 100 mortos n&atilde;o mais sair&atilde;o do meu pensamento, como um peso enorme na minha consci&ecirc;ncia tal como no meu mandato presidencial. (Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da Rep&uacute;blica Portuguesa, 17 de Outubro de 2017)<sup><a href="#1" name="top1">[1]</a></sup></p> </blockquote>     <p>Em 2017, o mundo foi surpreendido pela dimens&atilde;o dos fogos e pelo n&uacute;mero de v&iacute;timas jamais registado na hist&oacute;ria de Portugal: at&eacute; 31 de outubro, o fogo havia ardido mais de 442 mil hectares e vitimado 115 pessoas. Assim, os inc&ecirc;ndios em Portugal foram considerados um dos cinco maiores desastres naturais do ano (Uni&atilde;o Europeia, 2018). O trecho do pronunciamento do presidente da Rep&uacute;blica Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, proferido no dia 17 de Outubro de 2017, em direto de Oliveira do Hospital, concelho onde os fogos fizeram 12 mortes (Inc&ecirc;ndios: Oliveira do Hospital homenageia v&iacute;timas mortais com memorial &ldquo;15 de outubro&rdquo;, 2017), expressa a gravidade da trag&eacute;dia que se abateu sobre o Pa&iacute;s e a forma carregada de emo&ccedil;&atilde;o como o Presidente conduziu a sua atua&ccedil;&atilde;o perante os inc&ecirc;ndios de 2017.</p>     <p>Naquele ano, Rebelo de Sousa priorizou na sua agenda estar pr&oacute;ximo das v&iacute;timas das trag&eacute;dias, e conduziu a sua a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica com afetos (Lopes &amp; Esp&iacute;rito Santo, 2019). Em rela&ccedil;&atilde;o ao governo, no seu discurso, o Presidente foi &ldquo;implac&aacute;vel nas cr&iacute;ticas&rdquo;, exercendo a sua fun&ccedil;&atilde;o presidencial de &ldquo;empurrar o governo para determinadas decis&otilde;es&rdquo; (Lopes &amp; Esp&iacute;rito Santo, 2019, pp. 253-254).</p>     <p>As florestas ocupam 67% do territ&oacute;rio portugu&ecirc;s e, para al&eacute;m da sua import&acirc;ncia ambiental, t&ecirc;m grande relev&acirc;ncia econ&ocirc;mica para o pa&iacute;s. Dados do Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF, 2019) atribu&iacute;ram ao setor florestal 1,2% do produto interno bruto (PIB), 10% das exporta&ccedil;&otilde;es e 92 mil postos de trabalho diretos. A ocorr&ecirc;ncia de grandes inc&ecirc;ndios florestais &eacute;, logo, um grande risco para o setor e prejudicial para toda a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, e n&atilde;o um problema circunscrito &agrave;s &aacute;reas atingidas. </p>     <p>Em 2017, at&eacute; 31 de outubro, &ldquo;registaram-se 214 inc&ecirc;ndios enquadrados nesta categoria que queimaram 412.781 hectares de espa&ccedil;os florestais, cerca de 93% do total da &aacute;rea ardida&rdquo; (ICNF, 2017, p. 8) em Portugal. Entre 1 de janeiro e 31 de outubro daquele ano, arderam 442.418 hectares, mais de cinco vezes a m&eacute;dia da &aacute;rea contabilizada nos dez anos anteriores (2007-2016), que foi de 83.780 hectares (ICNF, 2017). Em rela&ccedil;&atilde;o aos dez anos anteriores, 2017 teve o sexto maior n&uacute;mero de ocorr&ecirc;ncias e a maior &aacute;rea ardida.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os inc&ecirc;ndios de 2017 foram os mais tr&aacute;gicos da hist&oacute;ria de Portugal e receberam grande cobertura pelos m&eacute;dia internacionais (Imprensa de todo o mundo com os olhos em Portugal devido aos inc&ecirc;ndios, 2017). As ocorr&ecirc;ncias mais significativas aconteceram em junho, com os inc&ecirc;ndios deflagrados no dia 17, conhecidos como a &ldquo;trag&eacute;dia de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande&rdquo; e; em outubro, com os inc&ecirc;ndios deflagrados no dia 15, chamados de &ldquo;inc&ecirc;ndios de outubro&rdquo;.</p>     <p>Como se pode ver na <a href="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a05t1.jpg">Tabela 1</a>, os inc&ecirc;ndios de outubro destru&iacute;ram 223.901 hectares, enquanto os de junho foram respons&aacute;veis pela devasta&ccedil;&atilde;o de 51.944 hectares. Se a trag&eacute;dia de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande foi menor em extens&atilde;o, em n&uacute;mero de mortes e feridos ela teve maior gravidade em rela&ccedil;&atilde;o aos inc&ecirc;ndios de outubro: 66 v&iacute;timas fatais (<i>versus</i> 49) e 253 feridos (<i>versus</i> 70). J&aacute; sobre a perda de patrim&ocirc;nio, os n&uacute;meros dos inc&ecirc;ndios de outubro superaram os de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande: 1.500 casas (<i>versus</i> 500) e 500 empresas (<i>versus</i> 50) foram arruinadas pelo fogo. </p>     
<p>O relat&oacute;rio da Uni&atilde;o Europeia, publicado em 2018, sobre os inc&ecirc;ndios florestais do ano anterior na Europa, no Oriente M&eacute;dio e no Norte da &Aacute;frica destacou a gravidade dos fogos em Portugal. O relat&oacute;rio revelou que Portugal foi o pa&iacute;s que mais sofreu com os fogos naquele ano, com 21.006 ocorr&ecirc;ncias e 115 v&iacute;timas mortais, de um total de 127 em toda a &aacute;rea abrangida pelo relat&oacute;rio. Em &aacute;rea ardida, Portugal ficou em segundo lugar (540.630 hectares), atr&aacute;s apenas da Federa&ccedil;&atilde;o Russa (1,4 milh&atilde;o de hectares). </p>     <p>O estudo apresentado neste artigo emerge da pesquisa iniciada pela primeira autora (Toniolo, 2019) durante o seu mestrado em Comunica&ccedil;&atilde;o Estrat&eacute;gica na Universidade da Beira Interior com a orienta&ccedil;&atilde;o da segunda autora.</p>     <p><b>O Presidente e os inc&ecirc;ndios de 2017</b></p>     <p>O Presidente da Rep&uacute;blica Portuguesa em 2017 e, portanto, no per&iacute;odo em que ocorreram os tr&aacute;gicos inc&ecirc;ndios, era o professor catedr&aacute;tico de direito Marcelo Rebelo de Sousa, cujo mandato teve in&iacute;cio em 9 de mar&ccedil;o de 2016. Rebelo de Sousa, filiado no Partido Social Democrata (PSD), &eacute; o quinto presidente eleito democraticamente desde a Revolu&ccedil;&atilde;o dos Cravos. Politicamente, o presidente Rebelo de Sousa posiciona-se como centro-direita (Bial, 2019).</p>     <p>Antes de entrar para a pol&iacute;tica, Rebelo de Sousa foi, por d&eacute;cadas, al&eacute;m de professor, comunicador e comentador pol&iacute;tico. Da sua experi&ecirc;ncia junto aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social &ndash; inicialmente no jornal, depois na r&aacute;dio e, finalmente, na televis&atilde;o &ndash; o Presidente herdou uma enorme popularidade que o ergueu &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de &ldquo;presidente dos afetos&rdquo; (Sebasti&atilde;o, 2018) e de &ldquo;presidente-celebridade&rdquo; (Couto, 2019), alcunha que afirmou n&atilde;o o incomodar (Bial, 2019). Para a popula&ccedil;&atilde;o, o Presidente da Rep&uacute;blica Portuguesa &eacute; apenas &ldquo;Marcelo&rdquo;, algu&eacute;m &ldquo;de casa&rdquo; a quem se trata pelo primeiro nome (Couto, 2019). </p>     <p>Marcelo Rebelo de Sousa &eacute; considerado &ldquo;uma pessoa de grande intelig&ecirc;ncia, simp&aacute;tico, divertido, emotivo e um verdadeiro estratega pol&iacute;tico&rdquo; (Perfil: Marcelo Rebelo de Sousa, o comentador que chegou a Bel&eacute;m, 2016, &sect; 14). Desde que &ldquo;saltou para o outro lado do vidro&rdquo; (Lopes &amp; Botelho, 2019, p. 8), o Presidente alimenta a sua popularidade em encontros com os portugueses realizados, com frequ&ecirc;ncia, sob o olhar dos m&eacute;dia (Lopes &amp; Botelho, 2019). &Eacute; assim que Rebelo de Sousa vem nutrindo a sua legitimidade para inspirar otimismo e positividade numa popula&ccedil;&atilde;o que o elegeu quando o pa&iacute;s acabava de sair de uma grave crise econ&oacute;mica, marcada pelas duras imposi&ccedil;&otilde;es de austeridade.</p>     <p>A imprevisibilidade atribu&iacute;da a Marcelo Rebelo de Sousa est&aacute; relacionada com a sua avers&atilde;o a protocolos. Como ele pr&oacute;prio &eacute; um jornalista &ndash; &ldquo;&agrave; moda antiga&rdquo; &ndash; &ldquo;domina como poucos os ritmos da produ&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica&rdquo; (Lopes &amp; Botelho, 2019, p. 20) e os enquadramentos da televis&atilde;o (Lopes &amp; Botelho, 2019, p. 23). O Presidente usa a sua influ&ecirc;ncia sobre os m&eacute;dia para alcan&ccedil;ar a popula&ccedil;&atilde;o. &Eacute; habilidoso para influenciar a agenda p&uacute;blica e, por isso, muitas vezes dispensa roteiros e privilegia o improviso: &ldquo;Marcelo pode sempre surpreender, sobretudo, quando tem jornalistas ao seu lado e a hora dos notici&aacute;rios se aproxima&rdquo; (Lopes &amp; Botelho, 2019, p. 19). </p>     <p>N&atilde;o raro, fala diretamente &agrave; imprensa, &ldquo;serve-se dos m&eacute;dia como uma esp&eacute;cie de &aacute;trio de poder, sem precisar de apuradas assessorias medi&aacute;ticas&rdquo; (Lopes &amp; Botelho, 2019, p. 13) e &ldquo;presta uma especial aten&ccedil;&atilde;o aos rep&oacute;rteres que o acompanham&rdquo; (p. 14). N&atilde;o faz uso dos m&eacute;dia sociais digitais porque entende n&atilde;o ter controle sobre eles (Lopes &amp; Botelho, 2019, p. 20).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Seja pela neglig&ecirc;ncia na preven&ccedil;&atilde;o, seja pela inefici&ecirc;ncia no combate, a responsabilidade pelos inc&ecirc;ndios recaiu sobre o Estado portugu&ecirc;s e as suas tarefas fundamentais. Nesse sentido, em entrevista ao <i>Expresso</i> (Faria, 2017), o presidente Rebelo de Sousa admitiu manifestamente a culpa do Estado pelas trag&eacute;dias ao declarar que, &ldquo;sempre que os cidad&atilde;os sofram preju&iacute;zos graves por o Estado n&atilde;o ter funcionado como devia, este deve indemniz&aacute;-los, ainda que n&atilde;o seja poss&iacute;vel encontrar um respons&aacute;vel concreto&rdquo;.</p>     <p><b>O Presidente no terreno</b></p>     <p>Segundo Lopes e Botelho (2019), j&aacute; passava das 21 horas quando o presidente Rebelo de Sousa se fez &agrave; estrada, contrariando o que lhe aconselhava a Guarda Nacional Republicana (GNR). Ao chegar, foi recebido pelo secret&aacute;rio de estado da Administra&ccedil;&atilde;o Interna, Jorge Gomes, que, visivelmente emocionado, n&atilde;o segurou as l&aacute;grimas diante da imprensa. &ldquo;Naquele gesto sentido tamb&eacute;m estaria contida a enorme fragilidade de um Estado que sucumbia na sua prote&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas&rdquo;, sublinharam Lopes e Botelho (2019, p. 111). Em apenas um dia, o Presidente chegou a percorrer nove concelhos, muitas vezes conduzindo o seu pr&oacute;prio carro e, por escolha pr&oacute;pria, sem a companhia dos assessores. </p>     <p>No entanto, quando regressaram os fortes inc&ecirc;ndios em 15 de outubro daquele ano, o Presidente &ldquo;n&atilde;o saltou de imediato para o terreno em chamas&rdquo; (Lopes &amp; Botelho, 2019, p. 70). Decidiu cancelar a agenda e aguardar pelo pronunciamento do primeiro-ministro Ant&oacute;nio Costa. Diante da reincid&ecirc;ncia da trag&eacute;dia, a imprensa notou a mudan&ccedil;a na postura do Presidente, observaram Lopes e Botelho (2019), que substituiu os afetos pela interven&ccedil;&atilde;o. Foi somente no dia 17 de outubro de 2017 que ele se deslocou para a regi&atilde;o, para &ldquo;abra&ccedil;ar as fam&iacute;lias atingidas e agradecer o trabalho dos bombeiros&rdquo; (p. 71). Naquela noite, em Oliveira do Hospital, proferiu em direto um duro discurso dirigido ao governo, exigindo celeridade na reforma florestal e na implementa&ccedil;&atilde;o de medidas efetivas de combate aos inc&ecirc;ndios.</p>     <p>O estudo de opini&atilde;o conhecido como bar&oacute;metro mensal para <i>SIC/Expresso</i>, desenvolvido pelo Instituto Eurosondagem, mostrou a popularidade do presidente Rebelo de Sousa ao longo de 2017<sup><a href="#2" name="top2">[2]</a></sup>. N&atilde;o obstante as trag&eacute;dias com os inc&ecirc;ndios com repercuss&atilde;o internacional que aconteceram naquele ano, o Presidente foi avaliado positivamente por pelo menos 69% da popula&ccedil;&atilde;o (em mar&ccedil;o de 2017, tendo chegado a 72% em setembro de 2017). Em outubro de 2017, o Presidente obteve o menor &iacute;ndice de avalia&ccedil;&atilde;o negativa em 12 meses: 7,1% (tendo chegado a 10,3% em setembro de 2017).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>As rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas governamentais</b></p>     <p>Por comunica&ccedil;&atilde;o governamental, entendemos &ldquo;os fluxos de informa&ccedil;&atilde;o e padr&otilde;es de relacionamento envolvendo o executivo e a sociedade&rdquo; (Duarte, 2011, p. 5). Canel (2018) defendeu que a comunica&ccedil;&atilde;o governamental pode ter fins tanto pol&iacute;ticos quanto c&iacute;vicos. Para isso, recorre a ferramentas e a estrat&eacute;gias para influenciar os seus p&uacute;blicos, construir reputa&ccedil;&atilde;o, interagir e obter o apoio dos cidad&atilde;os. </p>     <p>Sobre o modelo de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas (Grunig &amp; Hunt, 1984) ao qual a comunica&ccedil;&atilde;o governamental deveria estar associada, Canel (2010) argumentou que s&atilde;o os modelos sim&eacute;tricos os mais indicados para obter melhores resultados. Apesar de criticado por ser ut&oacute;pico e idealizar o papel das rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas na sociedade, concordamos que pelo seu car&aacute;ter democr&aacute;tico e pela busca do equil&iacute;brio entre as institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e o interesse p&uacute;blico, o modelo sim&eacute;trico bidirecional &eacute; o mais adequado &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o na administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica (Grunig, Grunig &amp; Dozier, 2002). Contudo, a pesquisa realizada por Grunig e Jaatinen (1999) concluiu que o modelo que predomina no setor p&uacute;blico &eacute; o de informa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. &ldquo;O modelo de informa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica &eacute; um modelo unidirecional que enfatiza a dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es precisas para a popula&ccedil;&atilde;o em geral, que raramente usa pesquisas e cujos profissionais geralmente s&atilde;o jornalistas&rdquo; (Grunig &amp; Jaatinen, 1999, p. 219).</p>     <p>A pequisa de Valentini (2013) tamb&eacute;m confirmou que o modelo de informa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica &eacute; o mais comum na esfera governamental, mas n&atilde;o o &uacute;nico. Apesar de se poderem identificar todos os modelos, os modelos de agente de imprensa e sim&eacute;trico bidirecional foram os que obtiveram menor frequ&ecirc;ncia no seu estudo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sabemos que a atividade de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas est&aacute; associada &agrave; gest&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o entre uma organiza&ccedil;&atilde;o e os seus p&uacute;blicos e que as fun&ccedil;&otilde;es dos seus profissionais s&atilde;o gerir, planear e implementar a comunica&ccedil;&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es (Grunig &amp; Hunt, 1984). Mas as rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas tamb&eacute;m t&ecirc;m a fun&ccedil;&atilde;o social de zelar pela sintonia entre o discurso e a pr&aacute;tica das organiza&ccedil;&otilde;es. Esse papel &eacute; especialmente importante quando se trata da comunica&ccedil;&atilde;o de governo, defendeu Bowen (2012). </p>     <p>As rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas governamentais, segundo Lee (2012), s&atilde;o uma ferramenta que qualifica a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, visto que, nas sociedades democr&aacute;ticas, &eacute; seu dever aproximar-se dos cidad&atilde;os, informando-os e envolvendo-os. Na conce&ccedil;&atilde;o de Sommerfeldt (2013), as rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas s&atilde;o necess&aacute;rias para garantir a participa&ccedil;&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es competentes nas discuss&otilde;es sobre assuntos de interesse p&uacute;blico na esfera p&uacute;blica, assegurando, assim, a sa&uacute;de das institui&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas e proporcionando a forma&ccedil;&atilde;o de uma opini&atilde;o p&uacute;blica informada.</p>     <p>Lee (2012) organizou as fun&ccedil;&otilde;es das rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de governo em tr&ecirc;s categorias: fun&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas, pragm&aacute;ticas e pol&iacute;ticas. Entre as fun&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas, obrigat&oacute;rias, Lee (2012) destacou as que est&atilde;o vinculadas &agrave; transpar&ecirc;ncia: (a) o relacionamento com os meios de comunica&ccedil;&atilde;o, incluindo respostas a perguntas, inqu&eacute;ritos e outros pedidos; (b) a presta&ccedil;&atilde;o de contas na forma de relat&oacute;rios ou de outros m&eacute;todos que contribuam para manter os cidad&atilde;os informados; e (c) a capacidade de resposta ao p&uacute;blico enquanto cidad&atilde;os. </p>     <p>No entanto, como salientou L&rsquo;Etang (2009), o poder de influenciar tem sido usado por alguns governos para filtrar e distorcer informa&ccedil;&otilde;es. Alguns cr&iacute;ticos denunciaram ser a comunica&ccedil;&atilde;o governamental uma mera estrat&eacute;gia de manipula&ccedil;&atilde;o marcada pela dissocia&ccedil;&atilde;o entre a imagem e a realidade ou entre o discurso e a a&ccedil;&atilde;o (Canel, 2010), em benef&iacute;cio dos governos. Como as rela&ccedil;&otilde;es com os m&eacute;dia constituem um dos principais pap&eacute;is das rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de governo (Canel, 2018; Lee, 2012), a falta de transpar&ecirc;ncia pode refor&ccedil;ar a desconfian&ccedil;a sobre a &eacute;tica profissional dos profissionais de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas.</p>     <p>Os objetivos da assessoria de imprensa s&atilde;o informar, comunicar e influenciar a opini&atilde;o p&uacute;blica acerca de determinada organiza&ccedil;&atilde;o, por isso a persuas&atilde;o &eacute; um conceito intr&iacute;nseco &agrave; atividade. A assessoria de imprensa consiste na gest&atilde;o dos relacionamentos de uma organiza&ccedil;&atilde;o com a imprensa a fim de influenciar o processo de produ&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es com padr&otilde;es de noticiabilidade para a divulga&ccedil;&atilde;o, pelas fontes, de acontecimentos (Ribeiro, 2014). Nas palavras de Ribeiro, a atividade abarca compet&ecirc;ncias de jornalismo e das rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, sendo &ldquo;totalmente impregnada de persuas&atilde;o e propaganda&rdquo; (2014, p. 71).</p>     <p>No contexto da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, o assessor de imprensa &eacute; o respons&aacute;vel por expressar a pol&iacute;tica informativa da organiza&ccedil;&atilde;o por meio de t&eacute;cnicas que permitam a converg&ecirc;ncia de interesses: &ldquo;&agrave; institui&ccedil;&atilde;o interessa receber uma boa cobertura e aos m&eacute;dia interessa informa&ccedil;&atilde;o em primeira m&atilde;o&rdquo; (Canel, 2010, p. 252). </p>     <p>Na gest&atilde;o de crises, a assessoria de imprensa destaca-se como a atividade respons&aacute;vel por informar o p&uacute;blico sobre as atitudes da organiza&ccedil;&atilde;o para solucionar o problema e minimizar os seus impactos. Segundo Caetano, Vasconcelos e Vasconcelos(2006), os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social s&atilde;o &ldquo;um dos p&uacute;blicos mais dif&iacute;ceis&rdquo; (p. 42) para a comunica&ccedil;&atilde;o de crise pela sua influ&ecirc;ncia na forma&ccedil;&atilde;o da opini&atilde;o p&uacute;blica. Indo ao encontro dessas afirma&ccedil;&otilde;es, Lampreia (2007) registou que o &ldquo;modo como os meios de informa&ccedil;&atilde;o contam a &lsquo;hist&oacute;ria da crise&rsquo;&rdquo; (p. 81) &eacute; o melhor indicador da efic&aacute;cia da comunica&ccedil;&atilde;o de crise. </p>     <p>Entre as t&eacute;cnicas de assessoria de imprensa mais utilizadas est&aacute; o <i>press release, </i>um conte&uacute;do preparado ao estilo jornal&iacute;stico e enviado aos &oacute;rg&atilde;os de comunica&ccedil;&atilde;o social com o intuito de publica&ccedil;&atilde;o. &Eacute; comum que o <i>press release</i> seja publicado na se&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias do site da organiza&ccedil;&atilde;o, espa&ccedil;o que funciona como um reposit&oacute;rio de conte&uacute;dos. O sucesso de um <i>press release</i> depende do seu valor-not&iacute;cia, pois &ldquo;assume, em absoluto, um dos mais importantes valores-not&iacute;cia: o interesse p&uacute;blico&rdquo; (Ribeiro, 2014, p. 76). </p>     <p>Al&eacute;m dos <i>press releases</i>, na gest&atilde;o de crise destacam-se ainda as entrevistas coletivas, as declara&ccedil;&otilde;es, a prepara&ccedil;&atilde;o dos porta-vozes e o atendimento aos pedidos de esclarecimentos da imprensa.</p>     <p><b>A teoria situacional de comunica&ccedil;&atilde;o de crise (TSCC)</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como crise, entendemos &ldquo;um evento prematuro mas previs&iacute;vel que tem consequ&ecirc;ncias reais ou potenciais tanto para os interesses dos <i>stakeholders</i> como para a reputa&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o que sofre a crise&rdquo; (Heath &amp; Millar, 2004, p. 2). A comunica&ccedil;&atilde;o de crise, para Coombs (2010, p. 20), &ldquo;inclui a recolha e o processamento de informa&ccedil;&otilde;es para tomada de decis&atilde;o da equipa de crise, al&eacute;m da cria&ccedil;&atilde;o e da dissemina&ccedil;&atilde;o de mensagens sobre a crise para pessoas de fora da equipa&rdquo;.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s estrat&eacute;gias de comunica&ccedil;&atilde;o de crise, a assessoria pode desenvolver a gest&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o ou a gest&atilde;o do significado, conforme refere Coombs (2015). A primeira envolve a mera dissemina&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o relacionada com a crise, enquanto a segunda abrange tamb&eacute;m os esfor&ccedil;os para influenciar a perce&ccedil;&atilde;o dos p&uacute;blicos. Para Coombs (2015), a gest&atilde;o de crise deveria adotar sempre a estrat&eacute;gia de gest&atilde;o do significado na sua comunica&ccedil;&atilde;o: &ldquo;a discuss&atilde;o das estrat&eacute;gias de resposta a crises deve considerar os efeitos esperados sobre as perce&ccedil;&otilde;es das partes interessadas quanto &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de crise&rdquo; (Coombs, 2015, p. 142). </p>     <p>A gest&atilde;o do significado tende a ser uma estrat&eacute;gia mais efetiva do que a gest&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o, uma vez que leva em conta vari&aacute;veis que influenciam e refletem os esfor&ccedil;os para gerenciar os significados da crise. Como afirmou Coombs (2015, p. 141), &ldquo;comunicar durante uma crise n&atilde;o significa necessariamente tornar a situa&ccedil;&atilde;o melhor&rdquo;, &eacute; preciso que a resposta &agrave; crise seja capaz de reduzir os seus efeitos. Cabe &agrave; assessoria de imprensa auxiliar na identifica&ccedil;&atilde;o do tipo de crise em que a organiza&ccedil;&atilde;o est&aacute; envolvida e escolher a estrat&eacute;gia de resposta adequada. Para facilitar esse processo, Coombs (2007) criou um conjunto de diretrizes enquadradas na teoria situacional de comunica&ccedil;&atilde;o de crise (TSCC).</p>     <p>As estrat&eacute;gias de resposta &agrave; crise podem ser &ldquo;divididas em tr&ecirc;s categorias: informa&ccedil;&otilde;es instrutivas, informa&ccedil;&otilde;es de ajuste, e repara&ccedil;&atilde;o da reputa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Coombs, 2015, p. 142). As <i>informa&ccedil;&otilde;es instrutivas</i> ajudam os envolvidos a protegerem-se fisicamente durante uma crise, pois cont&ecirc;m um conjunto de orienta&ccedil;&otilde;es para garantir a seguran&ccedil;a p&uacute;blica. As <i>informa&ccedil;&otilde;es de ajuste</i> visam &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da ambiguidade sobre a crise e t&ecirc;m o objetivo de minimizar os seus efeitos psicol&oacute;gicos. Por fim, a <i>repara&ccedil;&atilde;o da reputa&ccedil;&atilde;o</i> procura reduzir os efeitos negativos da crise na imagem da organiza&ccedil;&atilde;o. O modelo de comunica&ccedil;&atilde;o de crise proposto na TSCC, portanto, apenas pode ser aplicado quando as respostas necess&aacute;rias &agrave; prote&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e psicol&oacute;gica dos indiv&iacute;duos afetados pela crise j&aacute; tiverem sido dadas.</p>     <p>Para Coombs (2007), as reputa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o baseadas na forma &ldquo;como as partes interessadas avaliam a capacidade de uma organiza&ccedil;&atilde;o atender &agrave;s suas expectativas&rdquo; (p. 164). Assim, a forma&ccedil;&atilde;o da reputa&ccedil;&atilde;o passa pelas informa&ccedil;&otilde;es que os <i>stakeholders</i> recebem sobre uma organiza&ccedil;&atilde;o, a forma como ela interage e se comunica direta ou indiretamente. A informa&ccedil;&atilde;o mediada pela imprensa &eacute; considerada uma forma indireta de comunica&ccedil;&atilde;o ou informa&ccedil;&atilde;o em segunda m&atilde;o. Os <i>stakeholders</i> descobrem as crises maioritariamente atrav&eacute;s dos notici&aacute;rios, mas tamb&eacute;m devido aos m&eacute;dia sociais (Coombs, 2007).</p>     <p>A TSCC de Coombs (2007) tem como ponto de partida a atribui&ccedil;&atilde;o de responsabilidade pela crise. Se uma organiza&ccedil;&atilde;o &eacute; considerada respons&aacute;vel, a atribui&ccedil;&atilde;o &eacute; negativa, o sentimento dos <i>stakeholders</i> &eacute; de raiva e a reputa&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o &eacute; afetada. Se uma organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o for julgada respons&aacute;vel pela crise, a atribui&ccedil;&atilde;o &eacute; positiva e o sentimento evocado &eacute; o de simpatia. Os m&eacute;dia desempenham um papel central na atribui&ccedil;&atilde;o de responsabilidade por uma crise e, consequentemente, na emo&ccedil;&atilde;o gerada sobre uma organiza&ccedil;&atilde;o. Afinal, o enquadramento dado pela imprensa a uma crise influencia a opini&atilde;o p&uacute;blica. </p>     <p>Al&eacute;m da atribui&ccedil;&atilde;o de responsabilidade, duas outras vari&aacute;veis podem afetar a reputa&ccedil;&atilde;o organizacional e o comportamento dos <i>stakeholders</i>: (1) o hist&oacute;rico de crise da organiza&ccedil;&atilde;o &ndash; se j&aacute; passou por crises semelhantes e (2) a reputa&ccedil;&atilde;o relacional anterior &ndash; a perce&ccedil;&atilde;o dos <i>stakeholders</i> sobre a gest&atilde;o de crises anteriores (Coombs, 2007, pp. 166-167).</p>     <p>Identificar corretamente o tipo de crise por meio da determina&ccedil;&atilde;o da responsabilidade inicial &eacute; o primeiro passo para uma gest&atilde;o eficaz da comunica&ccedil;&atilde;o de crise. A medida permite antecipar a intensidade da amea&ccedil;a &agrave; reputa&ccedil;&atilde;o que os <i>stakeholders</i> imputar&atilde;o &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o. O diagn&oacute;stico da situa&ccedil;&atilde;o de crise segue com a avalia&ccedil;&atilde;o das outras duas vari&aacute;veis &ndash; hist&oacute;rico de crise e reputa&ccedil;&atilde;o relacional anterior &ndash;, o que pode intensificar ou reduzir os n&iacute;veis de amea&ccedil;a. </p>     <p>O passo a seguir envolve as estrat&eacute;gias de resposta &agrave; crise. Coombs (2015) explicou que &ldquo;as estrat&eacute;gias de resposta a crises s&atilde;o usadas para reparar a reputa&ccedil;&atilde;o, reduzir o efeito negativo e prevenir inten&ccedil;&otilde;es comportamentais negativas&rdquo; (p. 170). Com base em pesquisas anteriores, Coombs (2015) estabeleceu uma lista de estrat&eacute;gias de respostas reparativas que comp&otilde;em a TSCC e que est&atilde;o divididas em dois grupos: respostas prim&aacute;rias e respostas secund&aacute;rias ou complementares.</p>     <p>Segundo a TSCC, a escolha apropriada da estrat&eacute;gia de resposta reparativa &agrave; crise, resumidas na <a href="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a05t3.jpg">Tabela 3</a>, pode proteger a reputa&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o. De forma sucinta:</p>     
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<body><![CDATA[<blockquote>       <p>as estrat&eacute;gias de nega&ccedil;&atilde;o tentam remover qualquer conex&atilde;o entre a organiza&ccedil;&atilde;o e a crise. (&hellip;) As estrat&eacute;gias de diminui&ccedil;&atilde;o argumentam que uma crise n&atilde;o &eacute; t&atilde;o prejudicial como as pessoas pensam (…). As estrat&eacute;gias de reconstru&ccedil;&atilde;o s&atilde;o a principal via para gerar novos ativos de reputa&ccedil;&atilde;o. (…) Todas as estrat&eacute;gias de refor&ccedil;o s&atilde;o melhor utilizadas como suplementos para as tr&ecirc;s estrat&eacute;gias principais e a informa&ccedil;&atilde;o de ajuste. (Coombs, 2007, pp. 171-172) </p> </blockquote>     <p>Apesar de a TSCC ter sido desenvolvida para a gest&atilde;o de crises no setor privado, verificamos a pertin&ecirc;ncia da aplica&ccedil;&atilde;o do modelo na administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e no governo. Um exemplo &eacute; a pesquisa de Adkins (2010) sobre o desastre causado pelo furac&atilde;o Katrina na regi&atilde;o de Nova Orleans (EUA), em 2005. Tratou-se de uma crise multin&iacute;vel que envolveu gest&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o de, pelo menos, cinco entidades governamentais, incluindo a administra&ccedil;&atilde;o do Presidente George W. Bush. Tamb&eacute;m no nosso estudo, nos propomos analisar de que forma a Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica Portuguesa realizou a gest&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o da crise dos inc&ecirc;ndios de junho e de outubro, consoante os crit&eacute;rios estabelecidos pela TSCC. </p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o parte da hip&oacute;tese de que, num cen&aacute;rio de comunica&ccedil;&atilde;o digital no qual os pap&eacute;is de emissor e de recetor se confundem, apenas a assessoria de imprensa &ndash; modelo de informa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica &ndash; &eacute; uma estrat&eacute;gia de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas insuficiente para produzir respostas adequadas a qualquer tipo de crise. O principal objetivo da investiga&ccedil;&atilde;o &eacute;, portanto, verificar se a estrat&eacute;gia de comunica&ccedil;&atilde;o adotada pela PRP &ndash; o seu modelo e os seus discursos &ndash; para a comunica&ccedil;&atilde;o durante os inc&ecirc;ndios de 2017 produziu a resposta adequada segundo a TSCC (Coombs, 2007). Optamos pelo m&eacute;todo qualitativo da an&aacute;lise do discurso (Daymon &amp; Holloway, 2011) a fim de examinar os aspetos ret&oacute;ricos da linguagem utilizada pela PRP a partir do conjunto de diretrizes proposto por Coombs (2007) e instrumentalizado no modelo da TSCC.</p>     <p>A recolha de dados desenvolveu-se atrav&eacute;s da ferramenta de pesquisa dispon&iacute;vel no s&iacute;tio da PRP com a palavra-chave &ldquo;inc&ecirc;ndios&rdquo; abrangendo as categorias &ldquo;Not&iacute;cias&rdquo;, &ldquo;Interven&ccedil;&otilde;es&rdquo;, &ldquo;Mensagens&rdquo; e &ldquo;Presidente da Rep&uacute;blica&rdquo;. Reunimos todo o conte&uacute;do disponibilizado nos 14 dias a contar das datas de deflagra&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es de crise em an&aacute;lise (trag&eacute;dia de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande de 17 a 30 de junho de 2017 e; inc&ecirc;ndios de outubro de 15 a 28 de outubro de 2017). </p>     <p>Consolidamos na <a href="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a05t4.jpg">Tabela 4</a> o <i>corpus</i> dessa investiga&ccedil;&atilde;o e atribu&iacute;mos a cada um dos oito conte&uacute;dos uma letra (A-H) para facilitar a sua respetiva identifica&ccedil;&atilde;o na discuss&atilde;o dos resultados.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Apresenta&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o dos resultados</b></p>     <p>De acordo com a TSCC (Coombs, 2007), a crise desencadeada pela trag&eacute;dia de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; PRP, enquadra-se na categoria &ldquo;v&iacute;tima&rdquo;, subcategoria &ldquo;desastre natural&rdquo;. Apesar de ser comum a ocorr&ecirc;ncia de inc&ecirc;ndios florestais todos os ver&otilde;es em Portugal, pela dimens&atilde;o dos fogos e pelo n&uacute;mero de v&iacute;timas jamais registados na hist&oacute;ria do pa&iacute;s, a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa foi surpreendida. Desde 2003, Portugal havia conseguido controlar a ocorr&ecirc;ncia de grandes inc&ecirc;ndios florestais, o que nos levou a atribuir como negativa a resposta sobre a exist&ecirc;ncia de hist&oacute;rico de crise semelhante. Tais condi&ccedil;&otilde;es contribu&iacute;ram para que entend&ecirc;ssemos que a PRP foi tamb&eacute;m uma v&iacute;tima da trag&eacute;dia de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao encontro dessa perce&ccedil;&atilde;o, verificamos que a PRP, em nenhum momento, se assumiu como respons&aacute;vel pela trag&eacute;dia de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande, tampouco a popula&ccedil;&atilde;o considerou que o Presidente pudesse ter tomado provid&ecirc;ncias capazes de evit&aacute;-la. Dessa forma, a trag&eacute;dia de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande causou m&iacute;nima atribui&ccedil;&atilde;o de responsabilidade e moderada amea&ccedil;a &agrave; reputa&ccedil;&atilde;o da PRP, em concord&acirc;ncia com o que delineou Coombs (2007).</p>     <p>J&aacute; os inc&ecirc;ndios de outubro, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; PRP, est&atilde;o enquadrados na categoria de &ldquo;crise acidental&rdquo;. N&atilde;o houve intencionalidade, mas sim inefici&ecirc;ncia da PRP nas a&ccedil;&otilde;es que poderiam ter evitado a repeti&ccedil;&atilde;o da trag&eacute;dia de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande. Como subcategoria, o enquadramento mais apropriado &eacute; &ldquo;desafio&rdquo;. No caso dos inc&ecirc;ndios de outubro &ndash; e ao contr&aacute;rio do que aconteceu com a trag&eacute;dia de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande &ndash;, a responsabilidade recaiu, sim, sobre a PRP, mas, por compartilhar a responsabilidade sobre a crise com o governo, o potencial de impacto para a reputa&ccedil;&atilde;o da PRP &eacute; moderado. Conforme Coombs (2007), crises desse tipo tamb&eacute;m impactam em atribui&ccedil;&otilde;es m&iacute;nimas de responsabilidade e moderada amea&ccedil;a de reputa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Refor&ccedil;a a nossa constata&ccedil;&atilde;o o fato de a PRP se ter assumido como respons&aacute;vel pela crise, o que corrobora a perspetiva da popula&ccedil;&atilde;o de que o Estado &eacute; um dos culpados (Faria, 2017). O hist&oacute;rico de inc&ecirc;ndios florestais semelhantes em Portugal, notadamente a trag&eacute;dia de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande, ocorrida apenas quatro meses antes contribuiu para o enquadramento da crise na subcategoria &ldquo;desafio&rdquo;.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; estrat&eacute;gia de resposta &agrave; crise, tanto na trag&eacute;dia de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande quanto nos inc&ecirc;ndios de outubro, a PRP adotou a gest&atilde;o do significado (Coombs, 2015). A estrat&eacute;gia tende a ser mais eficiente na redu&ccedil;&atilde;o dos efeitos da crise, pois atua sobre a perce&ccedil;&atilde;o dos <i>stakeholders</i>. Somada a uma estrat&eacute;gia de informa&ccedil;&atilde;o de ajuste, reflete os esfor&ccedil;os para gerir os significados da crise e &eacute; capaz de reduzir a ambiguidade e de minimizar os efeitos psicol&oacute;gicos causados nos envolvidos (Coombs, 2007). A avalia&ccedil;&atilde;o positiva da PRP, sempre superior a 69% entre maio e novembro de 2017, segundo dados do Bar&oacute;metro Eurosondagem para <i>SIC/Expresso</i>, indica reputa&ccedil;&atilde;o de relacionamento positivo da PRP com a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa<sup><a href="#3" name="top3">[3]</a></sup>.</p>     <p><b>A comunica&ccedil;&atilde;o de crise durante a trag&eacute;dia de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande</b></p>     <p>A primeira declara&ccedil;&atilde;o oficial do presidente Rebelo de Sousa a prop&oacute;sito da trag&eacute;dia de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande aconteceu no dia 18 de junho a partir do Pal&aacute;cio de Bel&eacute;m, em Lisboa<sup><a href="#4" name="top4">[4]</a></sup>. O discurso, com dura&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s minutos e 35 segundos, foi disponibilizado em v&iacute;deo no site da PRP.</p>     <p>O presidente Rebelo de Sousa iniciou o discurso A informando que havia acabado de decretar luto nacional de tr&ecirc;s dias em solidariedade com os familiares das v&iacute;timas da trag&eacute;dia de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande. Esta mensagem, segundo Coombs (2007), encontra-se na categoria de resposta prim&aacute;ria do tipo &ldquo;reconstru&ccedil;&atilde;o&rdquo;, subcategoria &ldquo;compensa&ccedil;&atilde;o&rdquo;. No discurso, o Presidente expressou dor e solidariedade pelas dezenas de mortes e classificou o acontecimento como &ldquo;uma trag&eacute;dia quase sem precedentes na hist&oacute;ria de Portugal democr&aacute;tico&rdquo;. </p>     <p>Apesar da intensa dor, registou a necessidade de manter o &acirc;nimo para se seguir combatendo os inc&ecirc;ndios na regi&atilde;o. Agradeceu, nomeadamente, aos bombeiros, &agrave; Prote&ccedil;&atilde;o Civil, ao Instituto Nacional de Emerg&ecirc;ncia M&eacute;dica de Portugal (Inem), &agrave; Guarda Nacional Republicana (GNR), &agrave; Pol&iacute;cia Judici&aacute;ria, &agrave;s For&ccedil;as Armadas, &agrave;s autarquias locais, &agrave;s estruturas de sa&uacute;de e sociais e ao povo an&ocirc;nimo pelo empenho e a eles tamb&eacute;m ofereceu o seu apoio (resposta secund&aacute;ria do tipo &ldquo;refor&ccedil;o&rdquo;, subcategoria &ldquo;gratid&atilde;o&rdquo;). A seguir, o Presidente mencionou as mensagens de apoio que recebeu do Papa Francisco, de chefes de Estado e de outras autoridades internacionais e informou que se deslocaria para o terreno no dia seguinte.</p>     <p>No seu discurso, o presidente Rebelo de Sousa expressou os sentimentos de d&uacute;vida, ang&uacute;stia e injusti&ccedil;a para com as v&iacute;timas, principalmente porque os fogos afetaram diretamente os portugueses menos favorecidos. Designou aquele como um dos &ldquo;instantes mais dif&iacute;ceis da nossa vida como na&ccedil;&atilde;o&rdquo; e apelou para a unidade: &ldquo;somos um s&oacute; por Portugal&rdquo; (resposta secund&aacute;ria do tipo &ldquo;refor&ccedil;o&rdquo;, subcategoria &ldquo;vitimiza&ccedil;&atilde;o&rdquo;).</p>     <p>Dessa forma, podemos dizer que o discurso A de resposta est&aacute; identificado com a categoria prim&aacute;ria do tipo &ldquo;reconstru&ccedil;&atilde;o&rdquo;, subcategoria &ldquo;compensa&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Embora Coombs (2007) tenha definido essa subcategoria pela oferta material, ela &eacute; a que melhor qualifica essa resposta dada pela PRP, visto que o Presidente disponibilizou o recurso que estava ao seu alcance naquele momento: solidariedade. Quando expressou gratid&atilde;o aos envolvidos no combate aos fogos, a mensagem tamb&eacute;m assumiu, em segundo plano, caracter&iacute;sticas da categoria de resposta secund&aacute;ria &ldquo;refor&ccedil;o&rdquo;, subcategoria &ldquo;gratid&atilde;o&rdquo;. A associa&ccedil;&atilde;o da resposta &agrave; categoria secund&aacute;ria &ldquo;refor&ccedil;o&rdquo;, subcategoria &ldquo;vitimiza&ccedil;&atilde;o&rdquo; &eacute; resultado do uso no pronome pessoal &ldquo;n&oacute;s&rdquo; nas &uacute;ltimas frases do discurso.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A segunda mensagem oficial da PRP sobre a trag&eacute;dia de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande s&oacute; foi emitida no dia 21<sup><a href="#5" name="top5">[5]</a></sup>. Com um <i>press release</i> com apenas tr&ecirc;s linhas (discurso B), a assessoria de imprensa informa que o Presidente se associa &ldquo;&agrave; manifesta&ccedil;&atilde;o de pesar votada pela Assembleia da Rep&uacute;blica e observar&aacute; um minuto de sil&ecirc;ncio (&hellip;), em Pedr&oacute;g&atilde;o Grande, em mem&oacute;ria das v&iacute;timas&rdquo;. O &uacute;ltimo <i>press release</i> sobre a trag&eacute;dia de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande da s&eacute;rie analisada foi publicado no dia 27 (discurso C)<sup><a href="#6" name="top6">[6]</a></sup>. Curto (sete linhas), o <i>press release</i> trazia a informa&ccedil;&atilde;o sobre a presen&ccedil;a do presidente Rebelo de Sousa no &ldquo;concerto solid&aacute;rio de homenagem &agrave;s v&iacute;timas do inc&ecirc;ndio de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande&rdquo;. A oferta da solidariedade do Presidente &agrave;s v&iacute;timas, concedendo &agrave; sua mem&oacute;ria um minuto de sil&ecirc;ncio e a sua presen&ccedil;a no concerto &ldquo;Juntos por Todos&rdquo; nos levaram a enquadrar as mensagens dos dias 21 e 27 na categoria &ldquo;reconstru&ccedil;&atilde;o&rdquo;, subcategoria &ldquo;compensa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Coombs, 2007).</p>     <p><b>A comunica&ccedil;&atilde;o de crise durante os inc&ecirc;ndios de outubro</b></p>     <p>No primeiro <i>press release</i> (quatro linhas) publicado, logo ap&oacute;s a deflagra&ccedil;&atilde;o dos inc&ecirc;ndios de outubro, ainda no dia 15, o presidente Rebelo de Sousa, por meio da sua assessoria de imprensa, manifestou &ldquo;solidariedade &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es e aos autarcas&rdquo; (discurso D)<sup><a href="#7" name="top7">[7]</a></sup>. O presidente Rebelo de Sousa tamb&eacute;m agradeceu aos bombeiros e &agrave;s estruturas da prote&ccedil;&atilde;o civil que atuaram no combate aos fogos e usou a palavra &ldquo;pesar&rdquo; para se referir aos familiares das v&iacute;timas. Numa mensagem curta, o Presidente informou acompanhar os acontecimentos e expressou consterna&ccedil;&atilde;o. Devido a esses aspetos, enquadramos a resposta na categoria prim&aacute;ria do tipo &ldquo;reconstru&ccedil;&atilde;o&rdquo;, subcategoria &ldquo;compensa&ccedil;&atilde;o&rdquo;. </p>     <p>O <i>press release</i> emitido pela PRP no dia seguinte (16) ao in&iacute;cio dos inc&ecirc;ndios de outubro<sup><a href="#8" name="top8">[8]</a></sup> seguiu com a estrat&eacute;gia de resposta prim&aacute;ria &agrave; crise, categoria &ldquo;reconstru&ccedil;&atilde;o&rdquo;, subcategoria &ldquo;compensa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (nove linhas). O Presidente expressou urg&ecirc;ncia na estabiliza&ccedil;&atilde;o dos fogos e anunciou o cancelamento da agenda da semana para &ldquo;acompanhar a situa&ccedil;&atilde;o dos inc&ecirc;ndios em todo o Continente&rdquo; (discurso E)<sup><a href="#9" name="top9">[9]</a></sup>. Mais uma vez, ofereceu a sua presen&ccedil;a f&iacute;sica junto &agrave;s &aacute;reas atingidas, pelo que percebemos uma transi&ccedil;&atilde;o sutil no tom da mensagem, da consterna&ccedil;&atilde;o para a fiscaliza&ccedil;&atilde;o, quando o presidente Rebelo de Sousa anunciou aguardar o balan&ccedil;o da trag&eacute;dia e apelou para &ldquo;uma mudan&ccedil;a de ponto de vista traduzido em atos e n&atilde;o em palavras&rdquo;. Entendemos que o Presidente da Rep&uacute;blica fez refer&ecirc;ncia, ainda que n&atilde;o expressamente, ao governo quando cobrou a&ccedil;&otilde;es, o que &eacute; pertinente &agrave;s suas atribui&ccedil;&otilde;es como Chefe de Estado.</p>     <p>J&aacute; no dia 17, a assessoria de imprensa da PRP comunicou a desloca&ccedil;&atilde;o do Presidente at&eacute; Oliveira do Hospital &ldquo;um dos concelhos em que se verificaram mais v&iacute;timas mortais na sequ&ecirc;ncia dos fogos florestais do &uacute;ltimo domingo&rdquo; (discurso F)<sup><a href="#10" name="top10">[10]</a></sup>. O <i>press release</i> (cinco linhas) anunciou a realiza&ccedil;&atilde;o de um discurso em direto do presidente Rebelo de Sousa &agrave; noite. A mensagem foi coerente com as anteriores como categoria e subcategoria de resposta (&ldquo;reconstru&ccedil;&atilde;o&rdquo;, &ldquo;compensa&ccedil;&atilde;o&rdquo;), pois demonstrou a disponibilidade do Presidente em estar pr&oacute;ximo &agrave;s v&iacute;timas e a prud&ecirc;ncia em acompanhar de perto as consequ&ecirc;ncias da trag&eacute;dia para, s&oacute; ent&atilde;o, se pronunciar.</p>     <p>O presidente Rebelo de Sousa iniciou um discurso (dura&ccedil;&atilde;o de 11 minutos e 35 segundos) carregado de emo&ccedil;&atilde;o. Iniciou se posicionando como um cidad&atilde;o portugu&ecirc;s. No trecho &ldquo;o Presidente da Rep&uacute;blica &eacute;, sobretudo, uma pessoa. Uma pessoa que reter&aacute; para sempre na sua mem&oacute;ria imagens como a de Pedr&oacute;g&atilde;o&rdquo; (discurso G)<sup><a href="#11" name="top11">[11]</a></sup>, identificou-se como um &ldquo;cidad&atilde;o de carne e osso&rdquo; sem, no entanto, se vitimizar a si ou &agrave; institui&ccedil;&atilde;o PRP, mas expressando empatia com os autarcas, os populares e os bombeiros, entre outros que foram citados na sequ&ecirc;ncia do discurso, fazendo refer&ecirc;ncia aos seus esfor&ccedil;os na tentativa de salvar vidas e patrim&ocirc;nio. </p>     <p>A seguir, o Presidente referiu o balan&ccedil;o de mortes dos inc&ecirc;ndios do ano (mais de 100 mortes em quatro meses em Portugal) e frisou que a frieza dos n&uacute;meros n&atilde;o pode &ldquo;minimizar ou banalizar&rdquo; a trag&eacute;dia. Quando o Presidente anunciou que &ldquo;esses mais de 100 mortos n&atilde;o mais sair&atilde;o do meu pensamento como um peso enorme na minha consci&ecirc;ncia, tal como no meu mandato presidencial&rdquo;, reconhecendo responsabilidade pela crise, a resposta prim&aacute;ria teve o vi&eacute;s da subcategoria &ldquo;pedido de perd&atilde;o&rdquo;, categoria &ldquo;reconstru&ccedil;&atilde;o&rdquo;. O Presidente repetiu a men&ccedil;&atilde;o &agrave;s 100 mortes por quatro vezes ao longo do seu discurso.</p>     <p>O discurso do Presidente Rebelo de Sousa (discurso G) seguiu com a admiss&atilde;o de responsabilidade relativa (categoria de resposta prim&aacute;ria &ldquo;diminui&ccedil;&atilde;o&rdquo;, subcategoria &ldquo;desculpa&rdquo;). Ao dizer que foi &ldquo;eleito para servir incondicionalmente os portugueses, para cumprir e fazer cumprir uma Constitui&ccedil;&atilde;o que quer garantir a confian&ccedil;a dos cidad&atilde;os&rdquo;, situou a sua responsabilidade no &acirc;mbito das atribui&ccedil;&otilde;es que tem como Chefe de Estado. A partir deste ponto, o discurso de Rebelo de Sousa tornou-se mais enf&aacute;tico, elencando os elementos que fragilizaram a popula&ccedil;&atilde;o e as estruturas diante das trag&eacute;dias causadas pelos inc&ecirc;ndios em Portugal no ano de 2017. </p>     <p>O Presidente apontou as &ldquo;d&eacute;cadas de desordenamento ou incumprimento da lei&rdquo;, &ldquo;a insufici&ecirc;ncia de estruturas ou pessoas em face de condi&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas, dimens&atilde;o e natureza de fogos t&atilde;o diferentes daqueles a que estavam habituados&rdquo;, a demora na divulga&ccedil;&atilde;o do relat&oacute;rio da comiss&atilde;o parlamentar que investigou a trag&eacute;dia de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande, &ldquo;a crescente den&uacute;ncia de autarcas relativamente &agrave; criminalidade impune porventura existente na base dos fogos&rdquo; e a &ldquo;impot&ecirc;ncia da sociedade e dos poderes p&uacute;blicos em face de tamanha conflu&ecirc;ncia de cat&aacute;strofes&rdquo;, incluindo, assim, outras entidades entre os respons&aacute;veis pela crise.</p>     <p>A parte final do discurso do Presidente Rebelo de Sousa tentou dar &ldquo;uma resposta r&aacute;pida e convincente&rdquo; e exigiu o mesmo do governo. Nesse momento, a comunica&ccedil;&atilde;o oficial de crise da PRP assumiu pontualmente a estrat&eacute;gia de gest&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o ao anunciar as medidas que poderiam e deveriam ser tomadas pelo Presidente da Rep&uacute;blica, e, em especial, ao cobrar do governo atitudes, dentre elas a garantia de indemniza&ccedil;&otilde;es das v&iacute;timas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ainda, desafiou a Assembleia da Rep&uacute;blica a definir se &ldquo;quer ou n&atilde;o manter em fun&ccedil;&otilde;es o governo&rdquo;, segundo o entendimento do &oacute;rg&atilde;o soberano acerca da capacidade do governo liderado pelo primeiro-ministro Ant&oacute;nio Costa para realizar as a&ccedil;&otilde;es &ldquo;indispens&aacute;veis e inadi&aacute;veis&rdquo;.</p>     <p>Para concluir, o Presidente pediu desculpas &agrave;s v&iacute;timas dos inc&ecirc;ndios, quando a resposta &agrave; crise assumiu, portanto, tamb&eacute;m caracter&iacute;sticas de &ldquo;reconstru&ccedil;&atilde;o&rdquo;, &ldquo;pedido de perd&atilde;o&rdquo;.</p>     <p>O &uacute;ltimo <i>press release</i> (seis linhas) sobre os inc&ecirc;ndios de outubro da s&eacute;rie analisada foi publicado no dia 23 (discurso H) e informou sobre as visitas do Presidente Rebelo de Sousa aos munic&iacute;pios atingidos pelos fogos. O tom de lamento e o an&uacute;ncio de mais visitas fazem com que o comunicado seja enquadrado como &ldquo;reconstru&ccedil;&atilde;o&rdquo;, subcategoria &ldquo;compensa&ccedil;&atilde;o&rdquo;.</p>     <p>A crise gerada pela trag&eacute;dia de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande, quando analisada a partir da TSCC (Coombs, 2007), colocou a PRP na posi&ccedil;&atilde;o de v&iacute;tima. Os inc&ecirc;ndios de junho de 2017 foram considerados um desastre natural, resultando da conflu&ecirc;ncia catastr&oacute;fica de um conjunto de fatores ambientais e humanos. Os inc&ecirc;ndios de outubro, por sua vez, geraram uma crise tipificada como acidental e constitu&iacute;da como um desafio a ser superado pelo Estado portugu&ecirc;s em conjunto com a sociedade. Em rela&ccedil;&atilde;o a Pedr&oacute;g&atilde;o Grande, a PRP n&atilde;o foi imputada pela crise, como explicamos na se&ccedil;&atilde;o anterior. No entanto, sobre os inc&ecirc;ndios de outubro n&atilde;o se pode dizer o mesmo. A PRP se assumiu como correspons&aacute;vel pela crise, assim como a popula&ccedil;&atilde;o lhe atribuiu parte da culpa pela trag&eacute;dia ocorrida.</p>     <p>Al&eacute;m da atribui&ccedil;&atilde;o de responsabilidade inicial pela crise, no que se refere &agrave;s vari&aacute;veis, o que diferenciou a trag&eacute;dia de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande dos inc&ecirc;ndios de outubro foi o hist&oacute;rico da crise. Enquanto a primeira crise foi percebida como um desastre natural, a ocorr&ecirc;ncia de uma crise semelhante no intervalo de apenas quatro meses antes mostrou o quanto as autoridades portuguesas foram ineficientes na tomada de provid&ecirc;ncias capazes de evitar uma nova trag&eacute;dia. Assim, a vari&aacute;vel do hist&oacute;rico da crise agregou aos inc&ecirc;ndios de outubro elementos para fazer dessa uma crise com forte potencial de impacto negativo na reputa&ccedil;&atilde;o do presidente Rebelo de Sousa. </p>     <p>No entanto, a popula&ccedil;&atilde;o percebeu que a responsabilidade n&atilde;o era exclusiva da PRP, mas compartilhada com o governo e com outros atores, o que fez com que a crise tivesse um n&iacute;vel de responsabilidade fraca para a PRP, tanto em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; trag&eacute;dia de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande, quanto aos inc&ecirc;ndios de outubro. O n&iacute;vel moderado de amea&ccedil;a &agrave; reputa&ccedil;&atilde;o foi obtido gra&ccedil;as &agrave; satisfat&oacute;ria reputa&ccedil;&atilde;o relacional anterior do Presidente da Rep&uacute;blica, conforme verificamos nos dados do Bar&oacute;metro Eurosondagem (ver <a href="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a05t2.jpg">tabela 2</a>), que indicaram avalia&ccedil;&atilde;o positiva sempre superior a 69% entre maio e novembro de 2017<sup><a href="#12" name="top12">[12]</a></sup>.</p>     
<p>A partir da an&aacute;lise da comunica&ccedil;&atilde;o oficial da PRP nos per&iacute;odos de 17 a 30 de junho e de 15 a 28 de outubro de 2017 para as crises conhecidas como a &ldquo;trag&eacute;dia de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande&rdquo; e os &ldquo;inc&ecirc;ndios de outubro&rdquo;, deduzimos que a PRP optou pela estrat&eacute;gia de gest&atilde;o do significado com informa&ccedil;&otilde;es de ajuste e predomin&acirc;ncia das respostas reparativas prim&aacute;rias da categoria &ldquo;reconstru&ccedil;&atilde;o&rdquo; e subcategoria &ldquo;compensa&ccedil;&atilde;o&rdquo;. E, diante dos resultados do Bar&oacute;metro Eurosondagem para <i>SIC/Expresso</i>, podemos afirmar que que a comunica&ccedil;&atilde;o de crise da PRP durante os inc&ecirc;ndios de 2017 foi eficiente para a preserva&ccedil;&atilde;o da reputa&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o. </p>     <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>     <p>A gravidade das consequ&ecirc;ncias causadas pelos inc&ecirc;ndios em Portugal faz deste um tema de interesse p&uacute;blico a ser estudado pelos diversos campos da ci&ecirc;ncia. No que se refere &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o, interessou-nos investigar as estrat&eacute;gias, as respostas e o impacto da crise na reputa&ccedil;&atilde;o organizacional, mais especificamente na Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica Portuguesa (PRP), personificada na figura de Marcelo Rebelo de Sousa. O caso do Presidente Rebelo de Sousa demonstrou que a op&ccedil;&atilde;o pode derivar das caracter&iacute;sticas pessoais do interlocutor principal, como o dom&iacute;nio do funcionamento da produ&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica pelo Presidente e a sua falta de confian&ccedil;a nos meios digitais.</p>     <p>No nosso estudo de caso, verificamos que os inc&ecirc;ndios de 2017 em Portugal geraram uma grave crise de repercuss&atilde;o internacional. Imagens dos bombeiros portugueses tentando conter o fogo, do desespero dos familiares das v&iacute;timas e das &aacute;rvores totalmente carbonizadas percorreram o mundo, colocando o pa&iacute;s e as suas autoridades no centro das aten&ccedil;&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De forma coerente com a pol&iacute;tica de comunica&ccedil;&atilde;o implementada desde a posse do Presidente Rebelo de Sousa, tamb&eacute;m na crise dos inc&ecirc;ndios de 2017, a PRP utilizou a imprensa para fazer chegar as suas mensagens &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. Embora tivesse &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o uma estrutura completa de assessoria de imprensa, o Presidente preferiu relacionar-se diretamente com os jornalistas, surpreendendo, muitas vezes, os seus assessores (Lopes &amp; Botelho, 2019). O pequeno n&uacute;mero de mensagens produzidas pela assessoria de imprensa que comp&otilde;em o nosso <i>corpus</i> de an&aacute;lise (tr&ecirc;s e cinco mensagens produzidas nas duas semanas ap&oacute;s as deflagra&ccedil;&otilde;es da trag&eacute;dia de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande e dos inc&ecirc;ndios de outubro, respetivamente) confirmam a predile&ccedil;&atilde;o do Presidente pela comunica&ccedil;&atilde;o sem intermedi&aacute;rios. </p>     <p>A comunica&ccedil;&atilde;o de crise da PRP durante os inc&ecirc;ndios de 2017 s&atilde;o um caso em que as vari&aacute;veis &ndash; responsabilidade pela crise, hist&oacute;rico da crise e reputa&ccedil;&atilde;o relacional anterior &ndash; foram mais relevantes do que as mensagens propriamente ditas. Tal conclus&atilde;o est&aacute; relacionada com a personalidade do presidente Rebelo de Sousa, conhecido como o &ldquo;presidente-celebridade&rdquo; e o &ldquo;presidente dos afetos&rdquo; devido &agrave; proximidade que estabeleceu com os portugueses. Mas tamb&eacute;m se deve ao &ldquo;suporte da imprensa &agrave;s iniciativas presidenciais&rdquo; (Lopes &amp; Esp&iacute;rito Santo, 2019, p. 255) que &ldquo;refor&ccedil;a a estrat&eacute;gia de comunica&ccedil;&atilde;o presidencial&rdquo; (Lopes &amp; Esp&iacute;rito Santo, 2019, p. 243).</p>     <p>Da an&aacute;lise da comunica&ccedil;&atilde;o oficial da PRP durante os inc&ecirc;ndios de 2017 segundo os par&acirc;metros da TSCC (Coombs, 2007), inferimos que a PRP optou pela emiss&atilde;o de mensagens identificadas como informa&ccedil;&otilde;es de ajuste com predomin&acirc;ncia de respostas reparativas prim&aacute;rias do tipo &ldquo;reconstru&ccedil;&atilde;o&rdquo;, subtipo &ldquo;repara&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Coombs, 2007). As classes de informa&ccedil;&otilde;es previstas por Coombs (2007) n&atilde;o s&atilde;o excludentes, portanto &eacute; poss&iacute;vel encontrar informa&ccedil;&otilde;es instrutivas, de ajuste e reparativas numa mesma resposta. Da mesma forma, uma estrat&eacute;gia de resposta reparativa pode apresentar a predomin&acirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;es de ajuste. </p>     <p>Para finalizar, refor&ccedil;amos que o estudo de caso demonstrou que a ades&atilde;o da PRP ao modelo de informa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica n&atilde;o prejudicou a efici&ecirc;ncia da sua comunica&ccedil;&atilde;o e que a assessoria de imprensa &eacute; uma estrat&eacute;gia de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas fundamental na comunica&ccedil;&atilde;o de crise. Contudo, ao optar pela assessoria de imprensa como a &uacute;nica estrat&eacute;gia, &eacute; preciso estar ciente de que os seus resultados poder&atilde;o estar condicionados &agrave;s vari&aacute;veis da crise, bem como &agrave; habilidade comunicativa do interlocutor principal.</p>     <p>Ao profissional das rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas respons&aacute;vel pela comunica&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica de uma organiza&ccedil;&atilde;o, seja ela p&uacute;blica ou privada, indicamos que &eacute; fundamental incluir no escopo da comunica&ccedil;&atilde;o de crise um planeamento que contemple todas as suas fases &ndash; pr&eacute;-crise, crise e p&oacute;s-crise. O planeamento da comunica&ccedil;&atilde;o de crise permite &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas atuar de forma preventiva e preparar a organiza&ccedil;&atilde;o para dar as respostas adequadas a cada situa&ccedil;&atilde;o. Para al&eacute;m da assessoria de imprensa, o profissional deve incluir, sempre que poss&iacute;vel, outras estrat&eacute;gias a fim de garantir uma comunica&ccedil;&atilde;o que promova o di&aacute;logo e a qualidade dos relacionamentos entre uma organiza&ccedil;&atilde;o e os seus <i>stakeholders</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>Adkins, G. (2010). Organizational networks in disasters response: an examination of the US Government network&rsquo;s efforts in hurricane Katrina. In W. T. Coombs &amp; S. J. Holladay (Eds.), <i>The handbook of crisis communication</i> (pp. 93-114). Hoboken, NJ: Wiley-Blackwell.</p>     <!-- ref --><p>Bial, P. (2019, 06 de maio). Entrevista com o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa. <i>Gshow</i>. Retirado de <a href="https://gshow.globo.com/programas/conversa-com-bial/noticia/presidente-de-portugal-comenta-imigracao-em-massa-de-brasileiros-descobriram-que-nao-e-so-o-manuel-nao-e-so-o-padeiro.ghtml" target="_blank">https://gshow.globo.com/programas/conversa-com-bial/noticia/presidente-de-portugal-comenta-imigracao-em-massa-de-brasileiros-descobriram-que-nao-e-so-o-manuel-nao-e-so-o-padeiro.ghtml</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025579&pid=S2183-3575202000030000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Bowen, S. A. (2012). Ethics in government public relations. In M. Lee; G. Neeley &amp; K. Stewart (Eds.), <i>The practice of government public relations </i>(pp.189-205). Boca Rat&oacute;n, FL: CRCPress/ Taylor &amp; Francis Group. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Caetano, J., Vasconcelos, M. &amp; Vasconcelos, P. (2006). <i>Gest&atilde;o de crise</i>. Lisboa: Editorial Presen&ccedil;a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025581&pid=S2183-3575202000030000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Canel, M. J. (2010). <i>Comunicaci&oacute;n de las instituciones p&uacute;blicas</i>. Madrid: Editorial Tecnos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025583&pid=S2183-3575202000030000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Canel, M. J. (2018). <i>La </i>c<i>omunicaci&oacute;n de la admnistraci&oacute;n p&uacute;blica: para gobernar con la sociedad. </i>Cidade do M&eacute;xico: FCE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025585&pid=S2183-3575202000030000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Coombs, T. W. (2007). Protecting organization reputations during a crisis: the development and application of situational crisis communication theory. <i>Corporate Reputation Review, 10</i>(3),163-176.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025587&pid=S2183-3575202000030000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Coombs, W. T. (2010). Parameters for crisis communication. In W. T. Coombs &amp; S. J. Holladay (Eds.), <i>The handbook of crisis communication </i>(pp.17-53). Hoboken, NJ: Wiley-Blackwell. </p>     <!-- ref --><p>Coombs, W. T. (2015). The value of communication during a crisis: insights from strategic communication research. <i>Business Horizons, 58</i>(2), 141-148. <a href="https://doi.org/10.1016/j.bushor.2014.10.003" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.bushor.2014.10.003</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025590&pid=S2183-3575202000030000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Couto, S.S. (2019). <i>O presidente-celebridade. </i>Tese de Doutoramento, Universidade do Porto, Porto, Portugal. Retirado de <a href="https://hdll.handle.net/10216/119125" target="_blank">https://hdll.handle.net/10216/119125</a></p>     <!-- ref --><p>Daymon, C. &amp; Holloway, I. (2011). Discourse analysis and critical discourse analysis. In C. Daymon &amp; I. Holloway (Eds.), <i>Qualitative research methods in public relations and marketing communications</i> (pp.178-192). Abingdon: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025592&pid=S2183-3575202000030000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Duarte, J. (2011). Sobre a emerg&ecirc;ncia do(s) conceito(s) de comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. In M. M. K. Kunsh (Ed.), <i>Comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, sociedade e cidadania </i>(pp. 1-11). S&atilde;o Caetano do Sul, SP: Difus&atilde;o. </p>     <p>Faria, L. M. (2017, 27 de outubro). Os inc&ecirc;ndios, a &ldquo;culpa funcional&rdquo; do Estado, as indemniza&ccedil;&otilde;es e a opini&atilde;o do professor Marcelo. <i>Expresso.</i>Retirado de <a href="http://expresso.sapo.pt/dossies/diario/2017-10-27-Os-incendios-a-culpa-funcional-do-Estado-as-indemnizacoes-e-a-opiniao-do-professor-Marcelo#gs.BkaXLP8" target="_blank">http://expresso.sapo.pt/dossies/diario/2017-10-27-Os-incendios-a-culpa-funcional-do-Estado-as-indemnizacoes-e-a-opiniao-do-professor-Marcelo#gs.BkaXLP8</a></p>     <!-- ref --><p>Grunig, J. &amp; Hunt, T. (1984). <i>Managing public relations</i>. Nova Iorque: CBS College Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025596&pid=S2183-3575202000030000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Grunig, J.E. &amp; Jaatinen, M. (1999). Strategic, symmetrical public relations in government: from pluralism to societal corporatism. <i>Journal of Communication Management, 3</i>(3), 218-234. <a href="https://doi.org/10.1108/eb026049" target="_blank">https://doi.org/10.1108/eb026049</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025598&pid=S2183-3575202000030000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Grunig, L. A., Grunig, J. E., Dozier &amp; D. M. (2002). <i>Excellent public relations and effective organizations: a study of communication management in three countries</i>. Nova Iorque: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025599&pid=S2183-3575202000030000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Heath, R. L. &amp; Millar, D. P. (2004). A rhetorical approach to crisis communication: management, communication processes, and strategic reponses. In D. P. Millar &amp; R. L. Heath (Eds.), <i>Responding to crisis: a rhetorical approach to crisis communication</i> (pp. 1-17). Mahwah/Londres: Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025601&pid=S2183-3575202000030000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ICNF, Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas. (2017). <i>10&ordm; relat&oacute;rio provis&oacute;rio de inc&ecirc;ndios florestais 2017. </i>Retirado de <a href="http://www2.icnf.pt/portal/florestas/dfci/Resource/doc/rel/2017/10-rel-prov-1jan-31out-2017.pdf" target="_blank">http://www2.icnf.pt/portal/florestas/dfci/Resource/doc/rel/2017/10-rel-prov-1jan-31out-2017.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025603&pid=S2183-3575202000030000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>ICNF, Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas. (2019). <i>Plano nacional de sensibiliza&ccedil;&atilde;o DFCI 2019. </i>Retirado de <a href="http://www2.icnf.pt/portal/florestas/dfci/planos/resource/doc/pns/SensibilizacaoICNF-2019.pdf" target="_blank">http://www2.icnf.pt/portal/florestas/dfci/planos/resource/doc/pns/SensibilizacaoICNF-2019.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025604&pid=S2183-3575202000030000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Imprensa de todo o mundo com os olhos em Portugal devido aos inc&ecirc;ndios (2017, 18 de junho). <i>Di&aacute;rio de Not&iacute;cias</i>. Retirado de <a href="https://www.dn.pt/media/imprensa-de-todo-mundo-com-olhos-em-portugal-devido-aos-incendios-8571037.html" target="_blank">https://www.dn.pt/media/imprensa-de-todo-mundo-com-olhos-em-portugal-devido-aos-incendios-8571037.html</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025605&pid=S2183-3575202000030000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Inc&ecirc;ndios de Outubro fizeram 49 mortos e atingiram 1.500 casas (2018, 13 de abril). <i>S&aacute;bado.</i> Retirado de <a href="https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/incendios-de-outubro-fizeram-49-mortos-e-atingiram-1500-casas" target="_blank">https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/incendios-de-outubro-fizeram-49-mortos-e-atingiram-1500-casas</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025606&pid=S2183-3575202000030000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Inc&ecirc;ndios: Oliveira do Hospital homenageia v&iacute;timas mortais com memorial &ldquo;15 de outubro&rdquo; (2017, 31 de outubro). <i>Di&aacute;rio de Not&iacute;cias</i>. Retirado de <a href="https://www.dn.pt/lusa/incendios-oliveira-do-hospital-homenageia-vitimas-mortais-com-memorial-15-de-outubro-8885611.html" target="_blank">https://www.dn.pt/lusa/incendios-oliveira-do-hospital-homenageia-vitimas-mortais-com-memorial-15-de-outubro-8885611.html</a></p>     <!-- ref --><p>Lampreia, J. M. (2007). <i>Da gest&atilde;o de crise ao marketing de crise</i>. Lisboa: Texto Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025608&pid=S2183-3575202000030000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Lee, M. (2012). Government public relations: what is it good for? In M. Lee; G. Neeley &amp; K. Stewart (Eds.), <i>The practice of government public relations </i>(pp. 9-25). Boca Rat&oacute;n, FL: CRCPress/ Taylor &amp; Francis Group. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>L&rsquo;Etang, J. (2009). <i>Public relations: concepts, practice and critique</i>. Londres: Sage Publications Ltd. </p>     <!-- ref --><p>Lopes, F. &amp; Botelho, L. (2019). <i>Marcelo: presidente todos os dias</i>. Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025612&pid=S2183-3575202000030000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lopes, F. &amp; Esp&iacute;rito Santo, P. (2019). Quando um Presidente da Rep&uacute;blica vive no limite do semipresidencialismo: retratos que a imprensa di&aacute;ria esbo&ccedil;ou na primeira metade do mandato de Marcelo Rebelo de Sousa. <i>Revista</i><i>Estudos em Comunica&ccedil;&atilde;o,</i><i>28</i>(1), 237-258. <a href="https://doi.org/10.25768/fal.ec.n28.a13" target="_blank">https://doi.org/10.25768/fal.ec.n28.a13</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025614&pid=S2183-3575202000030000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Perfil: Marcelo Rebelo de Sousa, o comentador que chegou a Bel&eacute;m (2016, 06 de mar&ccedil;o).<i> Sapo 24</i>. Retirado de <a href="https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/perfil-marcelo-rebelo-de-sousa-o-comentador-que-chegou-a-belem" target="_blank">https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/perfil-marcelo-rebelo-de-sousa-o-comentador-que-chegou-a-belem</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025615&pid=S2183-3575202000030000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ribeiro, V. (2014). O campo e o tri&acirc;ngulo operacional da assessoria de imprensa. In G. Gon&ccedil;alves &amp; M. Guimar&atilde;es (Eds.). <i>Fronteiras e fundamentos conceptuais das rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas</i> (pp. 65-87). Covilh&atilde;: Livros LabCom.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025616&pid=S2183-3575202000030000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Sebasti&atilde;o, C. (2018). <i>Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente dos afetos</i>. Apela&ccedil;&atilde;o: Paulus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025618&pid=S2183-3575202000030000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sommerfeldt, E. J. (2013). The civility of social capital: public relations in the public sphere, civil society, and democracy. <i>Public Relations Review, 39 </i>(4),280-289. <a href="https://doi.org/10.1016/j.pubrev.2012.12.004" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.pubrev.2012.12.004</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025620&pid=S2183-3575202000030000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Toniolo, B. (2019).<i> Apagar inc&ecirc;ndios: a comunica&ccedil;&atilde;o de crise da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica Portuguesa durante os inc&ecirc;ndios de 2017</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade da Beira Interior, Covilh&atilde;, Portugal. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/10400.6/10094" target="_blank">http://hdl.handle.net/10400.6/10094</a></p>     <!-- ref --><p>Uni&atilde;o Europeia. (2018). <i>Forest fires in Europe, Middle East and North Africa 2017</i>. Ispra: JRC Science Hub. <a href="https://doi.org/10.2760/663443" target="_blank">https://doi.org/10.2760/663443</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025622&pid=S2183-3575202000030000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Valentini, C. (2013). Public relations in the public sector: the role of strategic communication in the italian public administration. <i>Sinergi Rivista di Studi e Richerche, 92,</i> 93-113. <a href="https://doi.org/10.7433/s92.2013.06" target="_blank">https://doi.org/10.7433/s92.2013.06</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2025623&pid=S2183-3575202000030000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nota biogr&aacute;fica</b></p>     <p>Bianca Persici Toniolo &eacute; doutoranda em Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o e mestre em Comunica&ccedil;&atilde;o Estrat&eacute;gica pela Universidade da Beira Interior (UBI, Covilh&atilde;). Especialista em Comunica&ccedil;&atilde;o Empresarial pela Universidade Metodista de S&atilde;o Paulo (Umesp, Brasil) e bacharel em Comunica&ccedil;&atilde;o Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, Brasil).</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0001-5496-6271" target="_blank">https://orcid.org/0000-0001-5496-6271</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:bianca.toniolo@ubi.pt">bianca.toniolo@ubi.pt</a></p>     <p>Morada: Rua Marqu&ecirc;s d&rsquo;Avila e Bolama, Universidade da Beira Interior, Faculdade de Artes e Letras, 6200-001 Covilh&atilde;, Portugal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Gisela Gon&ccedil;alves &eacute; doutorada em Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o pela Universidade da Beira Interior (UBI). Desde 2003, &eacute; professora de Comunica&ccedil;&atilde;o e investigadora integrada no LabCom &ndash; Centro de investiga&ccedil;&atilde;o em Comunica&ccedil;&atilde;o e Artes, sediado na Faculdade de Artes e Letras da UBI. &Eacute; diretora do Mestrado de Comunica&ccedil;&atilde;o Estrat&eacute;gica. Tem centrado a sua investiga&ccedil;&atilde;ono campo das teorias das Rela&ccedil;&otilde;es P&uacute;blicas, &Eacute;tica da Comunica&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o Pol&iacute;tica. Foi coordenadora da sec&ccedil;&atilde;o &ldquo;Organizational &amp; Strategic Communication&rdquo; da ECREA. &Eacute;, desde 2015, secret&aacute;ria-geral da Sopcom (Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o).</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0001-7001-3622" target="_blank">https://orcid.org/0000-0001-7001-3622</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:gisela.goncalves@labcom.ubi.pt">gisela.goncalves@labcom.ubi.pt</a></p>     <p>Morada: Rua Marqu&ecirc;s d&rsquo;Avila e Bolama, Universidade da Beira Interior, Faculdade de Artes e Letras, 6200-001 Covilh&atilde;, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>* Submiss&atilde;o: 27/06/2019</b></p>     <p><b>* Aceita&ccedil;&atilde;o: 31/10/2019</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top1" name="1">[1]</a></sup> Retirado de <a href="http://www.presidencia.pt/?idc=10&amp;idi=136887" target="_blank">http://www.presidencia.pt/?idc=10&amp;idi=136887</a></p>     <p><sup><a href="#top2" name="2">[2]</a></sup> Retirado de <a href="https://www.eurosondagem.pt/inform/barometro%20orgaos%20poder.htm#PresidenteRepublica" target="_blank">https://www.eurosondagem.pt/inform/barometro%20orgaos%20poder.htm#PresidenteRepublica</a></p>     <p><sup><a href="#top3" name="3">[3]</a></sup> Retirado de <a href="https://www.eurosondagem.pt/inform/barometro%20orgaos%20poder.htm#PresidenteRepublica" target="_blank">https://www.eurosondagem.pt/inform/barometro%20orgaos%20poder.htm#PresidenteRepublica</a></p>     <p><sup><a href="#top4" name="4">[4]</a></sup> Retirado de <a href="http://www.presidencia.pt/?idc=10&amp;idi=131998" target="_blank">http://www.presidencia.pt/?idc=10&amp;idi=131998</a></p>     <p><sup><a href="#top5" name="5">[5]</a></sup> Retirado de <a href="http://www.presidencia.pt/?idc=10&amp;idi=132011" target="_blank">http://www.presidencia.pt/?idc=10&amp;idi=132011</a></p>     <p><sup><a href="#top6" name="6">[6]</a></sup> Retirado de <a href="http://www.presidencia.pt/?idc=10&amp;idi=132039" target="_blank">http://www.presidencia.pt/?idc=10&amp;idi=132039</a></p>     <p><sup><a href="#top7" name="7">[7]</a></sup> Retirado de <a href="http://www.presidencia.pt/?idc=10&amp;idi=136854" target="_blank">http://www.presidencia.pt/?idc=10&amp;idi=136854</a></p>     <p><sup><a href="#top8" name="8">[8]</a></sup> Retirado de <a href="http://www.presidencia.pt/?idc=10&amp;idi=136884" target="_blank">http://www.presidencia.pt/?idc=10&amp;idi=136884</a></p>     <p><sup><a href="#top9" name="9">[9]</a></sup> Retirado de <a href="http://www.presidencia.pt/?idc=10&amp;idi=136887" target="_blank">http://www.presidencia.pt/?idc=10&amp;idi=136887</a></p>     <p><sup><a href="#top10" name="10">[10]</a></sup> Retirado de <a href="http://www.presidencia.pt/?idc=10&amp;idi=136886" target="_blank">http://www.presidencia.pt/?idc=10&amp;idi=136886</a></p>     ]]></body>
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