<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2183-3575</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Comunicação e Sociedade]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Comunicação e Sociedade]]></abbrev-journal-title>
<issn>2183-3575</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade - Universidade do Minho]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2183-35752020000300007</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.17231/comsoc.0(2020).2743</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Lóbis espanhóis no registo europeu de transparência]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Spanish lobbies listed in the European transparency register]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Almansa-Martínez]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Castillero-Ostio]]></surname>
<given-names><![CDATA[Elizabet]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de Málaga Faculdade de Ciências da Comunicação Departamento de Comunicação Audiovisual e Publicidade]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Espanha</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>31</day>
<month>07</month>
<year>2020</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>31</day>
<month>07</month>
<year>2020</year>
</pub-date>
<volume>spe2020</volume>
<fpage>109</fpage>
<lpage>126</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2183-35752020000300007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2183-35752020000300007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2183-35752020000300007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Os lobistas são agentes políticos de grande importância, já que operam com o objetivo de influenciar a tomada de decisão de diferentes instituições. Visando melhorar o conhecimento sobre estes grupos de pressão, a presente investigação analisa a composição e o funcionamento dos 745 lóbis espanhóis que se encontram, até à data do estudo, inscritos no Registo de Transparência da União Europeia. Através de uma análise de conteúdo, procurou-se mostrar a relevância e a influência que estes grupos detêm sobre os decisores políticos do Parlamento Europeu. Os resultados mostraram que a categoria formada pelos grupos de pressão das empresas das associações comerciais, empresariais ou profissionais é a mais numerosa, assumindo 50,6% da amostra estudada. Em relação aos indivíduos que dirigem estes grupos, notou-se que são maioritariamente homens, numa proporção que corresponde ao dobro do número de mulheres que desempenham esta função. Por outro lado, observa-se que apenas 8,18% dos lóbis espanhóis dispõem de sede na Bélgica, em comparação com 91,81% que não estão domiciliados no lugar onde se encontra a principal sede administrativa da União Europeia. Tal indica que a atividade de lobbying dos grupos espanhóis ainda é reduzida.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Lobbyists are political agents of great importance, since they operate with the objective of influencing the decision making of different institutions. In order to improve knowledge about these pressure groups, the present research analyses the composition and functioning of the 745 Spanish lobbies that are, until the date of the study, registered in the Transparency Register of the European Union. Through a content analysis, we tried to show the relevance and influence that these groups have on the European Parliament's political decision-makers. The results showed that the category formed by the pressure groups of the companies of the commercial, business or professional associations is the most numerous, assuming 50,6% of the studied sample. Regarding the individuals who run these groups, it was noted that they are mostly men, in a proportion that corresponds to twice the number of women who perform this function. On the other hand, it is observed that only 8,18% of Spanish lobbies have their headquarters in Belgium, compared to 91,81% who are not domiciled in the place where the main administrative headquarters of the European Union is located. This indicates that the lobbying activity of Spanish groups is still low.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[comunicação política]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[relações públicas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[lóbis]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[grupos de pressão]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[political communication]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[public relations]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[lobbies]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[pressure groups]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS TEM&Aacute;TICOS</b></p>     <p><b>L&oacute;bis espanh&oacute;is no registo europeu de transpar&ecirc;ncia</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Spanish lobbies listed in the European transparency register</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> //     <p><b>Ana Almansa-Mart&iacute;nez*</b></p> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0003-0256-6369" target="_blank">https://orcid.org/0000-0003-0256-6369</a>     
<p></p>     <p><b>Elizabet Castillero-Ostio**</b></p> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-0546-7262" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-0546-7262</a>     
<p></p> //     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> //*Departamento de Comunica&ccedil;&atilde;o Audiovisual e Publicidade, Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, Universidade de M&aacute;laga, Espanha, <a href="mailto:anaalmansa@uma.es">anaalmansa@uma.es</a>. //    <br>   //**Departamento de Comunica&ccedil;&atilde;o Audiovisual e Publicidade, Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, Universidade de M&aacute;laga, Espanha, <a href="mailto:ecastillero@uma.es">ecastillero@uma.es</a>. //</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Os lobistas s&atilde;o agentes pol&iacute;ticos de grande import&acirc;ncia, j&aacute; que operam com o objetivo de influenciar a tomada de decis&atilde;o de diferentes institui&ccedil;&otilde;es. Visando melhorar o conhecimento sobre estes grupos de press&atilde;o, a presente investiga&ccedil;&atilde;o analisa a composi&ccedil;&atilde;o e o funcionamento dos 745 l&oacute;bis espanh&oacute;is que se encontram, at&eacute; &agrave; data do estudo, inscritos no Registo de Transpar&ecirc;ncia da Uni&atilde;o Europeia. Atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise de conte&uacute;do, procurou-se mostrar a relev&acirc;ncia e a influ&ecirc;ncia que estes grupos det&ecirc;m sobre os decisores pol&iacute;ticos do Parlamento Europeu. Os resultados mostraram que a categoria formada pelos grupos de press&atilde;o das empresas das associa&ccedil;&otilde;es comerciais, empresariais ou profissionais &eacute; a mais numerosa, assumindo 50,6% da amostra estudada. Em rela&ccedil;&atilde;o aos indiv&iacute;duos que dirigem estes grupos, notou-se que s&atilde;o maioritariamente homens, numa propor&ccedil;&atilde;o que corresponde ao dobro do n&uacute;mero de mulheres que desempenham esta fun&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, observa-se que apenas 8,18% dos l&oacute;bis espanh&oacute;is disp&otilde;em de sede na B&eacute;lgica, em compara&ccedil;&atilde;o com 91,81% que n&atilde;o est&atilde;o domiciliados no lugar onde se encontra a principal sede administrativa da Uni&atilde;o Europeia. Tal indica que a atividade de <i>lobbying</i> dos grupos espanh&oacute;is ainda &eacute; reduzida. </p>     <p><b>Palavras-chave</b>: comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica; rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas; l&oacute;bis; grupos de press&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Lobbyists are political agents of great importance, since they operate with the objective of influencing the decision making of different institutions. In order to improve knowledge about these pressure groups, the present research analyses the composition and functioning of the 745 Spanish lobbies that are, until the date of the study, registered in the Transparency Register of the European Union. Through a content analysis, we tried to show the relevance and influence that these groups have on the European Parliament&rsquo;s political decision-makers. The results showed that the category formed by the pressure groups of the companies of the commercial, business or professional associations is the most numerous, assuming 50,6% of the studied sample. Regarding the individuals who run these groups, it was noted that they are mostly men, in a proportion that corresponds to twice the number of women who perform this function. On the other hand, it is observed that only 8,18% of Spanish lobbies have their headquarters in Belgium, compared to 91,81% who are not domiciled in the place where the main administrative headquarters of the European Union is located. This indicates that the lobbying activity of Spanish groups is still low.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords</b>: political communication; public relations; lobbies; pressure groups.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Os l&oacute;bis desempenham um papel relevante dentro do processo pol&iacute;tico (Bentley, 1908; Berry, 1989), bem como nas rela&ccedil;&otilde;es deste com os poderes p&uacute;blicos, atrav&eacute;s de estrat&eacute;gias de comunica&ccedil;&atilde;o planeadas (Almiron &amp; Xifra, 2016; Castillo-Esparcia, 2018). </p>     <p>Este estudo permitiu perceber que o n&iacute;vel de presen&ccedil;a dos grupos de press&atilde;o espanh&oacute;is depende do tipo de organiza&ccedil;&atilde;o (consultorias, associa&ccedil;&otilde;es profissionais e patronais, empresas, organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais, comunidades religiosas, institui&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas ou de investiga&ccedil;&atilde;o e autoridades locais ou regionais). Al&eacute;m disso, tamb&eacute;m possibilitou entender o n&iacute;vel de conhecimento dos espanh&oacute;is face &agrave;s implica&ccedil;&otilde;es nacionais das pol&iacute;ticas europeias, bem como o n&iacute;vel de esfor&ccedil;o investido na influ&ecirc;ncia sobre estas pol&iacute;ticas, mediante a an&aacute;lise dos recursos humanos investidos e do or&ccedil;amento dispon&iacute;vel. </p>     <p>Na Uni&atilde;o Europeia, &eacute; &uacute;til manter boas rela&ccedil;&otilde;es com os agentes pol&iacute;ticos para conhecer e influenciar a tomada de decis&otilde;es de forma a que estas sejam mais pr&oacute;ximas das necessidades dos pa&iacute;ses. Este processo de bidirecionalidade comunicativa contribui para a melhoria dos fluxos informativos e participativos e facilita a concretiza&ccedil;&atilde;o do direito de participa&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os no processo pol&iacute;tico, atrav&eacute;s de associa&ccedil;&otilde;es que os representam (l&oacute;bis). </p>     <p>Nesta investiga&ccedil;&atilde;o, procurou-se conhecer o grau de presen&ccedil;a dos grupos de press&atilde;o espanh&oacute;is na Uni&atilde;o Europeia atrav&eacute;s da an&aacute;lise do seu registo oficial. Neste registo est&atilde;o inscritas as organiza&ccedil;&otilde;es que desejam conhecer e participar nas pol&iacute;ticas europeias e nas suas diferentes normativas, diretivas, regulamentos, ditames, entre outros. As decis&otilde;es europeias possuem uma grande influ&ecirc;ncia nos quadros regulat&oacute;rios nas pol&iacute;ticas nacionais. </p>     <p>Assim, dispor da possibilidade de conhecer as din&acirc;micas europeias e de interferir nos processos de constru&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas, bem como intervir nas normativas que est&atilde;o a ser criadas, &eacute; importante. Esta participa&ccedil;&atilde;o no processo de decis&atilde;o europeu permite propor melhorias nas decis&otilde;es para que estas v&atilde;o ao encontro da realidade social de cada pa&iacute;s. Al&eacute;m disso, as entidades de <b><i>lobbying</i> </b>podem propor novas regulamenta&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s da sensibiliza&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o dos participantes no processo normativo (Comiss&atilde;o Europeia e Parlamento Europeu).</p>     <p><b>Quadro te&oacute;rico</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estabelecimento e a manuten&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es com os poderes pol&iacute;ticos atrav&eacute;s do <i>lobbying </i>(Castillo-Esparcia, Smolak-Lozano &amp; Fern&aacute;ndez Souto, 2017; Xifra, 1998) &eacute; uma das fun&ccedil;&otilde;es relevantes das rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. Assim, um dos p&uacute;blicos mais importantes para as organiza&ccedil;&otilde;es s&atilde;o os poderes pol&iacute;ticos e existem, por isso, in&uacute;meras profiss&otilde;es que exercitam a atividade de <i>lobbying</i>. Em Espanha, n&atilde;o &eacute; comum utilizar o termo lobista, j&aacute; que este possui conota&ccedil;&otilde;es negativas. Neste sentido, prefere-se utilizar a denomina&ccedil;&atilde;o de &ldquo;rela&ccedil;&otilde;es institucionais&rdquo;.</p>     <p>A articula&ccedil;&atilde;o das solicita&ccedil;&otilde;es sociais em dire&ccedil;&atilde;o ao poder &eacute; a pedra angular da democracia, do pluralismo e da participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; (Ar&eacute;valo <i>Marti´nez</i> &amp; Herlinda Ortiz, 2018; Castillo-Esparcia, 2011; Chalmers, 2013; Harris &amp; McGrath, 2012; Svolik, 2012). Esta articula&ccedil;&atilde;o dos interesses dos diferentes agentes sociais tamb&eacute;m foi estudada por Cabral, Andrelo e Granato (2018), por Canel&oacute;n (2005), por Castillo-Esparcia, Guerra-Heredia e Almansa-Mart&iacute;nez (2017), por Klu¨ver (2012), por Rebollo-Bueno (2019) e por Schendelen (2010). Barron (2011), por exemplo, introduziu as diferen&ccedil;as culturais como um fator determinante no papel desempenhado pelos diferentes agentes pol&iacute;ticos envolvidos na tomada de decis&otilde;es. </p>     <p>No caso concreto da Europa, destacam-se as contribui&ccedil;&otilde;es de Bernhagen, Du¨r e Marshall (2015). Os estudos sobre o papel regulador da Uni&atilde;o Europeia nos aspectos nacionais incidem sobre os elementos jur&iacute;dicos, pol&iacute;ticos e sociais, sendo os cidad&atilde;os os &uacute;ltimos destinat&aacute;rios das decis&otilde;es das institui&ccedil;&otilde;es europeias. As pr&oacute;prias normativas europeias e nacionais destacam o predom&iacute;nio das decis&otilde;es europeias sobre os contextos reguladores nacionais. </p>     <p>Em decorr&ecirc;ncia da crescente influ&ecirc;ncia dos acordos europeus na atua&ccedil;&atilde;o dos Estados Membros, as solicita&ccedil;&otilde;es sociais nacionais n&atilde;o podem ser veiculadas apenas atrav&eacute;s dos Conselhos Europeus, mas tamb&eacute;m mediante a participa&ccedil;&atilde;o da sociedade no processo normativo. A participa&ccedil;&atilde;o de grupos de press&atilde;o na Uni&atilde;o Europeia &eacute;, por isso, uma ideia desenvolvida desde os anos 1990. Com a cria&ccedil;&atilde;o do Registo de Transpar&ecirc;ncia, os l&oacute;bis passam a ter uma voz ativa no processo de abordagem, de discuss&atilde;o, de elabora&ccedil;&atilde;o e de implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Esta participa&ccedil;&atilde;o pode ser veiculada de uma forma ativa, reativa ou proactiva, mas descreve as organiza&ccedil;&otilde;es sociais como agentes das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas europeias atrav&eacute;s da sua participa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>As regulamenta&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s de normativas &ldquo;tendem a modificar certas condutas e pr&aacute;ticas socias que t&ecirc;m repercuss&otilde;es tanto nas institui&ccedil;&otilde;es (…) quanto nos indiv&iacute;duos&rdquo; (Moya D&iacute;az, 2018, p. 88). Desta forma, &ldquo;&eacute; importante discutir sobre as rela&ccedil;&otilde;es que se estabelecem entre a formalidade e a informalidade, o papel que desempenham as institui&ccedil;&otilde;es como mediadores da a&ccedil;&atilde;o social e o efeito dos processos modernizadores nos governos&rdquo; (Moya D&iacute;az, 2018, p. 89). </p>     <p>&Eacute; certo que a regulamenta&ccedil;&atilde;o da atividade dos l&oacute;bis tem sido uma constante quase em todo o mundo. Nos Estados Unidos, pa&iacute;s com a maior concentra&ccedil;&atilde;o de lobistas, em 1938 era aprovada a FARA (Foreign Agents Registration Act), lei de registo de agentes estrangeiros, que obrigava ao registo dos agentes que representavam os interesses de outros pa&iacute;ses. </p>     <p>Este interesse contrasta com o facto de que, no &acirc;mbito das rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, a atividade do <i>lobbying</i> n&atilde;o teve especial import&acirc;ncia, uma vez que estas estavam mais focadas nas rela&ccedil;&otilde;es com os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social (Almansa-Mart&iacute;nez, 2003). No entanto, o desenvolvimento te&oacute;rico e pr&aacute;tico desta tem&aacute;tica mostrou que o papel medi&aacute;tico n&atilde;o &eacute; um fim, mas sim um instrumento de difus&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es e mensagens planeadas. Neste sentido, o estudo do <i>lobbying</i> como processo comunicativo conta com refer&ecirc;ncias influenciadas pelas rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas (Castillo-Esparcia, 2018; Xifra, 2016). No contexto internacional, a an&aacute;lise da gest&atilde;o da influ&ecirc;ncia pol&iacute;tica conta com uma ampla bagagem e um ineg&aacute;vel contributo anglo-sax&oacute;nico (Bentley, 1908; Milbraith, 1963; Truman, 1968). </p>     <p>Os l&oacute;bis possuem uma crescente participa&ccedil;&atilde;o no processo pol&iacute;tico devido a dois fatores fundamentais:</p>     <blockquote>       <p>1. os cidad&atilde;os e as organiza&ccedil;&otilde;es est&atilde;o conscientes de que devem participar na discuss&atilde;o p&uacute;blica ou pol&iacute;tica dos temas sociais que os afetam e para isso, devem dispor de canais pol&iacute;ticos para o efeito. No modelo pol&iacute;tico tradicional, o principal ve&iacute;culo s&atilde;o os partidos pol&iacute;ticos, mas a complexidade social exige uma maior concretiza&ccedil;&atilde;o dos interesses atrav&eacute;s de associa&ccedil;&otilde;es sociais. Esta transfer&ecirc;ncia de interesses sociais pode ser parcial (exig&ecirc;ncia de solicita&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas de coletivos, como melhorias assistenciais, salariais ou de condi&ccedil;&otilde;es) ou transversal (defesa do meio ambiente, direito dos consumidores, entre outros). &Eacute; um sector caracterizado pela socializa&ccedil;&atilde;o do Estado (Castillo-Esparcia &amp; Smolak, 2017);</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>2. os crescentes problemas sociais das sociedades contempor&acirc;neas exigem uma maior participa&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas na gest&atilde;o dos assuntos. Assim, Harris (2002) afirma que o Estado participa cada vez mais na regulamenta&ccedil;&atilde;o das solicita&ccedil;&otilde;es coletivas no contexto da estatiza&ccedil;&atilde;o social. </p> </blockquote>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>A presente investiga&ccedil;&atilde;o tem como objetivo principal conhecer e analisar a composi&ccedil;&atilde;o e a atividade dos grupos de press&atilde;o espanh&oacute;is inscritos no Registo de Transpar&ecirc;ncia da Uni&atilde;o Europeia. Para isso, foram elaborados modelos de an&aacute;lise de conte&uacute;do com as seguintes vari&aacute;veis:</p>     <blockquote>       <p>1. data da inscri&ccedil;&atilde;o no registo: esta informa&ccedil;&atilde;o foi obtida com o objetivo de determinar os sectores ou grupos de press&atilde;o que se inscreveram primeiro no registo e que se adaptaram &agrave;s pol&iacute;ticas de transpar&ecirc;ncia;</p>       <p>2. l&oacute;bis que possuem sede em Bruxelas, na B&eacute;lgica: esta vari&aacute;vel permitiu perceber quais os grupos de press&atilde;o sediados na cidade onde se encontra a principal sede administrativa da Uni&atilde;o Europeia; estes grupos demonstram melhores rela&ccedil;&otilde;es com os decisores do Parlamento Europeu e, dessa forma, possuem uma atividade mais intensa;</p>       <p>3. dados dos indiv&iacute;duos que comp&otilde;em os l&oacute;bis de forma a conhecer os seus perfis e a sua composi&ccedil;&atilde;o: nome, sexo, cargo desempenhado pela pessoa que representam os grupos, n&uacute;mero total de pessoas que comp&otilde;em os grupos, m&eacute;dia de indiv&iacute;duos que trabalham para esses grupos, quantos trabalham em jornada completa, bem como a indica&ccedil;&atilde;o dos grupos que contam com maior n&uacute;mero de pessoas no seu quadro de colaboradores; </p>       <p>4. objetivos perseguidos pelos l&oacute;bis;</p>       <p>5. informa&ccedil;&atilde;o sobre os custos anuais, para conhecer osl&oacute;bis, bem como os sectores que destinam mais recursos econ&oacute;micos &agrave; atividade;</p>       <p>6. as &aacute;reas que suscitam maior interesse nos grupos de press&atilde;o registados. </p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; poss&iacute;vel aceder ao <i>corpus</i> de estudo desta investiga&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da p&aacute;gina web p&uacute;blica disponibilizada pelo Registo de Transpar&ecirc;ncia da Uni&atilde;o Europeia<sup><a href="#1" name="top1">[1]</a></sup>. Trata-se de uma base de dados na qual figuram, de forma volunt&aacute;ria e exatamente como descrito na pr&oacute;pria p&aacute;gina web do registo, &ldquo;as organiza&ccedil;&otilde;es que tratam de influir no processo legislativo e na aplica&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas das institui&ccedil;&otilde;es da UE&rdquo;<sup><a href="#2" name="top2">[2]</a></sup>. Este registo descreve os interesses dos grupos de press&atilde;o, refere quem representa esses interesses e em nome de quem, bem como o or&ccedil;amento que cada grupo possui. Desta forma, o registo contribui para o controlo p&uacute;blico, proporcionando aos cidad&atilde;os e a outros l&oacute;bis, a oportunidade de acompanhar as atividades de cada grupo de press&atilde;o. </p>     <p>A amostra estudada &eacute; composta por 745 grupos de press&atilde;o espanh&oacute;is que, at&eacute; &agrave; data do estudo, estavam inscritos no Registo de Transpar&ecirc;ncia da UE. A an&aacute;lise foi realizada entre fevereiro e mar&ccedil;o de 2018.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>A <a href="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a07t1.jpg">Tabela 1</a> apresenta os 745 grupos de interesse espanh&oacute;is inscritos no Registo de Transpar&ecirc;ncia da UE at&eacute; &agrave; data do estudo, ordenados de acordo com a categoria e com a subcategoria da organiza&ccedil;&atilde;o, indicando-se o n&uacute;mero del&oacute;bis de cada uma. A categoria mais numerosa &eacute; a dos &ldquo;grupos de press&atilde;o dentro das empresas e associa&ccedil;&otilde;es comerciais, empresariais ou profissionais&rdquo; com 337 l&oacute;bis inscritos, dentro da qual se destaca a subcategoria &ldquo;associa&ccedil;&otilde;es comerciais e empresariais&rdquo; que re&uacute;ne 170 grupos. O grupo minorit&aacute;rio &eacute; o das organiza&ccedil;&otilde;es religiosas, onde aparece registado apenas um grupo de press&atilde;o.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Dados referentes &agrave; data de inscri&ccedil;&atilde;o dos grupos de press&atilde;o espanh&oacute;is no Registo de Transpar&ecirc;ncia da UE</b></p>     <p>Os 10 primeiros grupos de interesse espanh&oacute;is inscritos no Registo de Transpar&ecirc;ncia da UE, que se iniciou em 23 de junho de 2008, s&atilde;o os apresentados na <a href="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a07t2.jpg">Tabela 2</a>.</p>     
<p>As subcategorias &agrave;s quais pertencem os grupos de press&atilde;o que se inscreveram primeiro no registo e que, portanto, se adaptaram mais cedo &agrave;s pol&iacute;ticas de transpar&ecirc;ncia, est&atilde;o ordenados na <a href="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a07t3.jpg">Tabela 3</a>. Para determinar a referida ordem, tivemos em conta o tempo decorrido (tr&ecirc;s meses) desde que se iniciou o registo at&eacute; &agrave; formaliza&ccedil;&atilde;o da inscri&ccedil;&atilde;o, calculando-se a m&eacute;dia para cada subcategoria. </p>     
<p>O primeiro tipo de organiza&ccedil;&atilde;o a registar-se foi &ldquo;outras organiza&ccedil;&otilde;es&rdquo;, grupo integrado nos &ldquo;grupos de press&atilde;o dentro das empresas e associa&ccedil;&otilde;es comerciais, empresariais ou profissionais&rdquo;, com uma m&eacute;dia de 63 meses de tempo decorrido at&eacute; &agrave; inscri&ccedil;&atilde;o no registo. Em seguida, est&aacute; o grupo &ldquo;organiza&ccedil;&otilde;es que representam autoridades locais, regionais e municipais, outros organismos p&uacute;blicos ou mistos, etc.&rdquo;, com as subcategorias &ldquo;outras autoridades p&uacute;blicas de categoria inferior &agrave; nacional&rdquo;, que se inscreveram em 69 meses, e as &ldquo;estruturas regionais&rdquo;, que demoraram 74 meses. Em quarto lugar, encontra-se o grupo de organiza&ccedil;&otilde;es formado pelos &ldquo;sindicatos e associa&ccedil;&otilde;es profissionais&rdquo;, integrado nos &ldquo;grupos de press&atilde;o dentro das empresas e associa&ccedil;&otilde;es comerciais, empresariais ou profissionais&rdquo;, com um tempo m&eacute;dio de inscri&ccedil;&atilde;o de 76 meses. </p>     <p><b>Dados referentes aos grupos de press&atilde;o espanh&oacute;is sediados na B&eacute;lgica</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dos 745 grupos de press&atilde;o espanh&oacute;is que, at&eacute; &agrave; data do estudo, estavam inscritos no Registo de Transpar&ecirc;ncia da UE, apenas 61 possuem sede em Bruxelas, na B&eacute;lgica. Assim, apenas 8,18% destes l&oacute;bis disp&otilde;e de sede em Bruxelas, em compara&ccedil;&atilde;o com 91,81% dos grupos que n&atilde;o est&atilde;o estabelecidos no lugar onde se encontra a principal sede administrativa da Uni&atilde;o Europeia. A subcategoria &ldquo;empresas e grupos&rdquo; &eacute; aquela que conta com um maior n&uacute;mero de lobistas com endere&ccedil;o na B&eacute;lgica, contabilizando 21,31%, seguida das &ldquo;organiza&ccedil;&otilde;es, plataformas e redes n&atilde;o-governamentais e afins&rdquo; com 18,03%. Em terceiro lugar nesta contagem ficam as &ldquo;associa&ccedil;&otilde;es comerciais e empresariais&rdquo; com 14,75%.</p>     <p>Dos endere&ccedil;os apresentados no registo, 18 deles s&atilde;o coincidentes, o que significa que os escrit&oacute;rios desses grupos dividem o mesmo edif&iacute;cio. Dessas organiza&ccedil;&otilde;es 38,8% s&atilde;o &ldquo;consultorias profissionais&rdquo; e 22,22% dizem respeito a &ldquo;associa&ccedil;&otilde;es comerciais e empresariais&rdquo;.</p>     <p><b>Dados relacionados com os indiv&iacute;duos que operam nos grupos de press&atilde;o</b></p>     <p>O n&uacute;mero total de pessoas que trabalha nos grupos de press&atilde;o espanh&oacute;is inscritos no registo &eacute; de 3.851. Considerando os que exercem fun&ccedil;&otilde;es em jornada cont&iacute;nua, o n&uacute;mero total de pessoas ser&aacute; de 1.806,4. Assim, a m&eacute;dia de colaboradores em cada grupo &eacute; de cinco pessoas. </p>     <p>O grupo de press&atilde;o que conta com um maior n&uacute;mero de colaboradores (165) &eacute; a Fundaci&oacute;n Tekniker. Essa funda&ccedil;&atilde;o encaixa-se nos &ldquo;grupos de reflex&atilde;o, institui&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas e de investiga&ccedil;&atilde;o&rdquo;, mais concretamente na subcategoria &ldquo;grupos de reflex&atilde;o e institui&ccedil;&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Em seguida, aparece a Fundaci&oacute;n Secretariado Gitano com 124 colaboradores, a qual pertence &agrave;s &ldquo;organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais&rdquo;. Em terceiro lugar encontra-se a Universidad de Alicante, com 88 lobistas, integrada nos &ldquo;grupos de reflex&atilde;o, institui&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas e de investiga&ccedil;&atilde;o&rdquo;.</p>     <p>Considerando o sexo dos indiv&iacute;duos que representam os l&oacute;bis e que s&atilde;o respons&aacute;veis por manter o di&aacute;logo com a Uni&atilde;o Europeia, os homens (509) constituem o dobro das mulheres (236), o que representa 68,32% de homens quando comparados com 31,67% de mulheres. Este padr&atilde;o repete-se em todos os grupos de press&atilde;o estudados. </p>     <p>Analisando os cargos desempenhados, distinguem-se posi&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o exercidas por indiv&iacute;duos que possuem a m&aacute;xima autoridade de gest&atilde;o e de dire&ccedil;&atilde;o na administra&ccedil;&atilde;o do grupo, bem como outros cargos dirigentes. Os termos seguintes s&atilde;o os que descrevem os cargos de m&aacute;xima autoridade: presidente, diretor/a executivo/a, diretor/a geral, gerente, executivo/a, delegado/a, chefe, executivo/a, presidente executivo/a, principal oficial, conselheiro/a e CEO. Encontraram-se 305 pessoas encarregues de mediar as rela&ccedil;&otilde;es com a Uni&atilde;o Europeia, e 440 indiv&iacute;duos com fun&ccedil;&otilde;es de outra natureza. Tal pressup&otilde;e que 40,93% sejam dirigentes de m&aacute;xima autoridade e que 59,06% ocupem outros cargos. Esta situa&ccedil;&atilde;o ocorre em todos os grupos de press&atilde;o, sendo um pouco mais igualit&aacute;ria no caso das organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais, nas quais 83 dos cargos s&atilde;o dirigentes e 84 desempenham outras fun&ccedil;&otilde;es.</p>     <p><b>Objetivos dos l&oacute;bis inscritos no Registo de Transpar&ecirc;ncia da UE</b></p>     <p>Com a an&aacute;lise efetuada, encontraram-se poucos grupos que afirmam ter uma miss&atilde;o e objetivos espec&iacute;ficos relacionados com a mudan&ccedil;a da legisla&ccedil;&atilde;o, ou que se constitu&iacute;ram devido a algum facto pontual e concreto.</p>     <p>Os objetivos espec&iacute;ficos encontrados foram os seguintes:</p> <ol>   <ul>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>grupo de press&atilde;o &ldquo;organiza&ccedil;&otilde;es que representam autoridades locais, regionais e municipais, outros organismos p&uacute;blicos ou mistos, etc.&rdquo;/&ldquo;estruturas regionais&rdquo;:</li>   <ul>         <li>Ag&egrave;ncia Catalana de l&rsquo;Aigua<i>:</i> elaborar leis e decretos-lei no dom&iacute;nio das &aacute;guas;</li>       </ul>       <li>grupo de press&atilde;o &ldquo;organiza&ccedil;&otilde;es que representam autoridades locais, regionais e municipais, outros organismos p&uacute;blicos ou mistos, etc.&rdquo;/&ldquo;outras autoridades p&uacute;blicas de categoria inferior &agrave; nacional&rdquo;:</li>   <ul>         <li>Ayuntamiento de Barcelona<i>:</i> institui&ccedil;&atilde;o local com compet&ecirc;ncias sobre legisla&ccedil;&atilde;o local;</li>         <li>Ayuntamiento de Huelva: institui&ccedil;&atilde;o local com compet&ecirc;ncias sobre legisla&ccedil;&atilde;o local;</li>       </ul>       <li>grupo de presss&atilde;o &ldquo;ONG&rdquo;:</li>   <ul>         <li>Access Info Europe: a sua miss&atilde;o &eacute; garantir que o direito de acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o esteja consagrado na lei e aplicado na pr&aacute;tica. Tal inclui o direito de acesso aos documentos da Uni&atilde;o Europeia segundo estabelecido pelo artigo 15&ordm; do Tratado de Funcionamento da Uni&atilde;o Europeia;</li>         <li>European Agroforestry Federation: o objetivo principal da organiza&ccedil;&atilde;o &eacute; concretizado atrav&eacute;s de recomenda&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;ticas dos estados da Uni&atilde;o Europeia e da Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum (PAC);</li>         ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Asociaci&oacute;n Afectados del Vuelo Jk5022: os seus objetivos principais s&atilde;o o esclarecimento do que aconteceu ap&oacute;s o acidente e a presta&ccedil;&atilde;o de apoio &agrave;s v&iacute;timas;</li>         <li>Alianza de Solidaridad Extreme&ntilde;a: o objetivo deste grupo &eacute; conseguir que 0,7% do PIB seja destinado &agrave; ajuda e coopera&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses pobres;</li>         <li>Women of the World Platform: o seu objetivo &eacute; tentar promulgar leis ou diretrizes que n&atilde;o ignorem, revertam ou menosprezem a identidade das mulheres, a dignidade e os valores das m&atilde;es ou a prioridade da dedica&ccedil;&atilde;o familiar.</li>       </ul>     </ol>     <p><b>Dados sobre a participa&ccedil;&atilde;o de grupos de press&atilde;o espanh&oacute;is nos intergrupos, f&oacute;runs industriais e grupos de especialistas</b></p>     <p>A participa&ccedil;&atilde;o dos l&oacute;bis espanh&oacute;is nos intergrupos &eacute; de apenas 2,95%, tal como nos f&oacute;runs, que tamb&eacute;m registou 2,95%. Nos grupos de especialistas, a participa&ccedil;&atilde;o sobe para 9,79%.</p>     <p>Os grupos de press&atilde;o espanh&oacute;is participam nos seguintes intergrupos: o Intergroup on Sport, o Climate Change, Biodiversity and Sustainable Development e todos aqueles que se relacionam com a pesca. J&aacute; no que respeita ao f&oacute;runs industriais, participam no European Energy Forum e no EUROPECHE.</p>     <p>Por fim, os grupos de press&atilde;o espanh&oacute;is est&atilde;o presentes nos seguintes grupos de especialistas: </p> <ul>       <li>Comit&eacute; consultatif pour la s&eacute;curit&eacute; et la sant&eacute; sur le lieu de travail;</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Commission expert group Civil Society Forum on Drugs;</li>       <li>Commission operational expert group of the European Innovation Partnership on Raw Materials;</li>       <li>Digital Transport and Logistics Forum;</li>       <li>Corporate Bond Market Liquidity;</li>       <li>EU Bioeconomy Stakeholders Panel;</li>       <li>European Sustainable Shipping Forum;</li>       <li>Noise Expert Group;</li>       <li>Payment Systems Market Expert Group;</li>       <li>Rural Network&rsquo;s Assembly;</li>       <li>Skills development and careers in the blue economy;</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Standing Committee on Precursors;</li>       <li>Steel Advisory Group;</li>       <li>Structured Dialogue with European Structural and Investment Funds&rsquo; partners group of experts.</li>     </ul>     <p><b>Informa&ccedil;&otilde;es sobre o or&ccedil;amento anual dos grupos, de forma a conhecer os l&oacute;bis e os sectores que destinam mais dinheiro &agrave; atividade</b></p>     <p>Na <a href="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a07t4.jpg">Tabela 4</a>, s&atilde;o mostrados os 10 grupos de interesse com maior or&ccedil;amento anual. </p>     
<p>Considerando as categorias dos grupos de press&atilde;o e o seu gasto m&eacute;dio, foi estabelecido um <i>ranking</i> dos l&oacute;bis que det&ecirc;m os maiores or&ccedil;amentos para a sua atividade. </p>     <p>Em primeiro lugar no ranking est&atilde;o as &ldquo;organiza&ccedil;&otilde;es que representam autoridades locais, regionais e municipais, outros organismos p&uacute;blicos ou mistos, etc.&rdquo; e dentro destas os &ldquo;outros organismos p&uacute;blicos ou mistos&rdquo;, criados por lei, cujo objetivo &eacute; atuar a favor do interesse p&uacute;blico com um gasto m&eacute;dio de 1.391.057,43&euro;. Seguem-se as &ldquo;associa&ccedil;&otilde;es e redes transnacionais de autoridades p&uacute;blicas regionais de categoria inferior &agrave; nacional&rdquo; com um gasto m&eacute;dio de 326.428&euro;. Por &uacute;ltimo est&atilde;o as &ldquo;outras autoridades p&uacute;blicas de categoria inferior &agrave; nacional&rdquo; com um gasto m&eacute;dio de 257.999&euro;. </p>     <p>Em segundo lugar est&aacute; a categoria dos &ldquo;grupos de reflex&atilde;o, institui&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas e de investiga&ccedil;&atilde;o&rdquo;, sendo os &ldquo;grupos de reflex&atilde;o e institui&ccedil;&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o&rdquo; que mais se destacam, com 196.547&euro; gastos. J&aacute; as &ldquo;institui&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas&rdquo; t&ecirc;m um gasto m&eacute;dio de 179.588,56&euro; e as &ldquo;consultorias profissionais, escrit&oacute;rios de advocacia e consultores que trabalham por conta pr&oacute;pria&rdquo; t&ecirc;m um gasto semelhante. Nesta &uacute;ltima subcategoria, os &ldquo;consultores profissionais&rdquo; t&ecirc;m um gasto m&eacute;dio de 196.320&euro;. </p>     <p>Em terceiro lugar, aparecem os &ldquo;grupos de press&atilde;o dentro das empresas e associa&ccedil;&otilde;es comerciais, empresariais ou profissionais&rdquo;, com destaque para as &ldquo;empresas e grupos&rdquo;, cujo gasto m&eacute;dio de 173.861,91&euro; e para os &ldquo;sindicatos e associa&ccedil;&otilde;es profissionais&rdquo; com 132.610&euro; gastos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&Aacute;reas de interesse dos grupos de press&atilde;o registados</b></p>     <p>As &aacute;reas que despertam maior interesse nos l&oacute;bis s&atilde;o as apresentadas na <a href="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a07t5.jpg">Tabela 5</a>.</p>     
<p>A seguir (<a href="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a07t6.jpg">Tabela 6</a>), apresenta-se em ordem decrescente e dividida por categorias, os grupos de press&atilde;o que est&atilde;o interessados num maior n&uacute;mero de temas. Constata-se que as &ldquo;institui&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas&rdquo;, as &ldquo;outras autoridades p&uacute;blicas de categoria inferior &agrave; nacional&rdquo;, as &ldquo;consultorias profissionais&rdquo;, os &ldquo;consultores que trabalham por conta pr&oacute;pria&rdquo; e os &ldquo;grupos de reflex&atilde;o e institui&ccedil;&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o&rdquo; s&atilde;o os l&oacute;bis preocupados com um maior n&uacute;mero de assuntos.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o e conclus&otilde;es</b></p>     <p>O grupo constitu&iacute;do pelos &ldquo;grupos de press&atilde;o dentro das empresas e associa&ccedil;&otilde;es comerciais, empresariais ou profissionais&rdquo; &eacute; o que tem maior representa&ccedil;&atilde;o no Registo de Transpar&ecirc;ncia da Uni&atilde;o Europeia, com o objetivo de exercer influ&ecirc;ncia no processo legislativo e na aplica&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas das institui&ccedil;&otilde;es da Uni&atilde;o Europeia.</p>     <p>Como citado anteriormente, a inscri&ccedil;&atilde;o no registo &eacute; volunt&aacute;ria, de maneira que a data de inscri&ccedil;&atilde;o do grupo de press&atilde;o revela o seu interesse em adaptar-se &agrave;s pol&iacute;ticas de transpar&ecirc;ncia. Al&eacute;m disso, a inscri&ccedil;&atilde;o pressup&otilde;e a possibilidade de acesso &agrave;s reuni&otilde;es relacionadas com a elabora&ccedil;&atilde;o e com a aplica&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas da Uni&atilde;o Europeia. Sem esse registo n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel ter qualquer influ&ecirc;ncia no que diz respeito &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o europeia e &agrave; sua implementa&ccedil;&atilde;o. Desta forma, a informa&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; inscri&ccedil;&atilde;o diz quais s&atilde;o as organiza&ccedil;&otilde;es que t&ecirc;m maior disposi&ccedil;&atilde;o para promover os seus interesses em frente aos poderes p&uacute;blicos. Com os resultados obtidos, &eacute; poss&iacute;vel determinar que dos 10 primeiros l&oacute;bis espanh&oacute;is registados no Registo de Transpar&ecirc;ncia da Uni&atilde;o Europeia, oito pertencem &agrave; subcategoria de &ldquo;outros grupos&rdquo;, que est&aacute; integrada nos &ldquo;grupos de press&atilde;o dentro das empresas e associa&ccedil;&otilde;es comerciais, empresariais ou profissionais&rdquo;.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos lobistas espanh&oacute;is que possuem endere&ccedil;o em Bruxelas, ainda s&atilde;o poucos os que est&atilde;o domiciliados naquela cidade. Os grupos de press&atilde;o que possuem escrit&oacute;rios nesta capital e que, portanto, t&ecirc;m uma rela&ccedil;&atilde;o mais pr&oacute;xima com os decisores pol&iacute;ticos do Parlamento Europeu s&atilde;o os que pertencem &agrave; categoria das &ldquo;empresas e grupos&rdquo;. </p>     <p>O estudo das pessoas que trabalham nos grupos de press&atilde;o da Uni&atilde;o Europeia mostra que cerca de metade (46,9%) o faz em jornada completa e os restantes colaboradores exercem a sua atividade em regime parcial. J&aacute; no que respeita aos indiv&iacute;duos respons&aacute;veis pela representa&ccedil;&atilde;o dos grupos perante a Uni&atilde;o Europeia, concluiu-se que o n&uacute;mero de homens &eacute; o dobro do n&uacute;mero de mulheres. </p>     <p>A partir dos resultados obtidos, tamb&eacute;m se encontrou um pequeno n&uacute;mero de grupos de press&atilde;o que demonstram perseguir objetivos espec&iacute;ficos relacionados com a mudan&ccedil;a da legisla&ccedil;&atilde;o ou, por outro lado, que se tenham constitu&iacute;do devido a um facto pontual e concreto.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tendo como refer&ecirc;ncia os dados relativos &agrave; participa&ccedil;&atilde;o dos grupos de press&atilde;o espanh&oacute;is nos intergrupos, nos f&oacute;runs industriais e nos grupos de especialistas, &eacute; poss&iacute;vel verificar que esta participa&ccedil;&atilde;o ainda &eacute; muito reduzida. Estes f&oacute;runs e grupos servem para dar voz aos l&oacute;bis, o que significa que a sua inten&ccedil;&atilde;o de alcan&ccedil;ar envolvimento na esfera de influ&ecirc;ncia e nas estruturas de tomada de decis&atilde;o da Uni&atilde;o Europeia ainda &eacute; escassa.</p>     <p>Em seguida, partindo da an&aacute;lise dos dados econ&oacute;micos, &eacute; f&aacute;cil verificar que a categoria &ldquo;organiza&ccedil;&otilde;es que representam autoridades locais, regionais e municipais, outros organismos p&uacute;blicos ou mistos, etc.&rdquo; &eacute; a que destina mais recursos econ&oacute;micos ao <i>lobbying</i>.</p>     <p>Por &uacute;ltimo, a partir da observa&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de maior interesse para os grupos de press&atilde;o, &eacute; poss&iacute;vel determinar que o meio ambiente, a investiga&ccedil;&atilde;o e tecnologia, a energia e a empresa, s&atilde;o os assuntos sobre os quais mais se empenhar&atilde;o no momento de pressionar os decisores pol&iacute;ticos. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Almansa-Mart&iacute;nez, A. (2003). Estrategia de comunicaci&oacute;n institucional en sistemas democr&aacute;ticos. In J. I. Aguaded G&oacute;mez (Ed.), <i>Luces en el laberinto audiovisual = luzes no labirinto audiovisual: Congreso Iberoamericano de Comunicaci&oacute;n y Educaci&oacute;n</i> (pp. 1-15). Huelva: Grupo de Investigaci&oacute;n Agora, Grupo Comunicar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026043&pid=S2183-3575202000030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Almiron, N. &amp; Xifra, J. (2016). Influence and advocacy: revisiting hot topics under pressure. <i>American Behavioral Scientist</i>, 60(3), 253-255. <a href="https://doi.org/10.1177/0002764215615161" target="_blank">https://doi.org/10.1177/0002764215615161</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026045&pid=S2183-3575202000030000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Are´valo Marti´nez, R. I. &amp; Herlinda Ortiz, H. (2018). An&aacute;lisis de modelos de relaciones p&uacute;blicas en Facebook de las organizaciones del tercer sector de M&eacute;xico, Chile, Inglaterra y Espa&ntilde;a. <i>Revista Internacional de Relaciones Pu´blicas</i>, 8(15), 85-106.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026046&pid=S2183-3575202000030000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Barron, A. (2011). The impact of national business cultures on large firm lobbying in the European Union: evidence from a large-scale survey of government affairs managers. <i>Journal of European Integration, 33</i>(4), 487-505. <a href="https://doi.org/10.1080/07036337.2011.579752" target="_blank">https://doi.org/10.1080/07036337.2011.579752</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026048&pid=S2183-3575202000030000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bentley, A. F. (1908). <i>The process of government. A study of social pressures</i>. Chicago: Chicago University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026049&pid=S2183-3575202000030000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bernhagen, P., Du¨r, A. &amp; Marshall, D. (2015). Information or context: what accounts for positional proximity between the European Commission and lobbyists? <i>Journal of European Public Policy</i>, 22(4), 570-587. <a href="https://doi.org/10.1080/13501763.2015.1008556" target="_blank">https://doi.org/10.1080/13501763.2015.1008556</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026051&pid=S2183-3575202000030000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Berry, J. (1989). <i>The interest group society</i>. Illionis: Scolt Foreman/Little.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026052&pid=S2183-3575202000030000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Cabral, R., Andrelo, R. &amp; Granato, M. (2018). A privatiza&ccedil;&atilde;o da e´tica no Brasil: posicionamento da Petrobr&aacute;s no canal do Youtube. <i>Revista Internacional de Relaciones Pu´blicas</i>, 16(3), 207-228. <a href="https://doi.org/10.5783/RIRP-16-2018-12-207-228" target="_blank">https://doi.org/10.5783/RIRP-16-2018-12-207-228</a></p>     <!-- ref --><p>Canel&oacute;n, A. R. (2005). Comunicacio´n organizacional: del lobby a la ciudadani´a corporativa. <i>Estudios venezolanos de Comunicaci&oacute;n</i>, 131, 82-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026055&pid=S2183-3575202000030000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Castillo-Esparcia, A. (2018). Los lobbies en Espa&ntilde;a. An&aacute;lisis de su tratamiento medi&aacute;tico. In M. C. Carret&oacute;n (Ed.), <i>Oportunidades en la estrategia de relaciones p&uacute;blicas</i> (pp. 185-219). Valencia: Tirant Lo Blanch.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026057&pid=S2183-3575202000030000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Castillo-Esparcia, A. (2011). <i>Lobby y comunicacio´n: el lobbying como estrategia comunicativa</i>. Zamora: Comunicacio´n Social.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026059&pid=S2183-3575202000030000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Castillo-Esparcia, A. &amp; Smolak, E. (2017). <i>Lobbies y think tanks. Comunicaci&oacute;n pol&iacute;tica en la red</i>. Barcelona: Editorial Gedisa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026061&pid=S2183-3575202000030000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Castillo-Esparcia, A., Smolak-Lozano, A. &amp; Fern&aacute;ndez Souto, A. B. (2017). Lobby and communication in Spain. Analysis of the presence of lobbies in Spanish prestigious press. <i>Revista Latina de Comunicaci&oacute;n Social</i>, 72, 783-802. <a href="https://doi.org/10.4185/RLCS-2017-1192en" target="_blank">https://doi.org/10.4185/RLCS-2017-1192en</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026063&pid=S2183-3575202000030000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Castillo-Esparcia, A., Guerra-Heredia, S. &amp; Almansa-Mart&iacute;nez, A. (2017). Comunicaci&oacute;n pol&iacute;tica y think tanks en Espa&ntilde;a: estrategias con los medios de comunicaci&oacute;n.<i> El profesional de la informaci&oacute;n, 26</i>(4), 706-713. <a href="https:// doi.org/10.3145/epi.2017.jul.14" target="_blank">https:// doi.org/10.3145/epi.2017.jul.14</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026064&pid=S2183-3575202000030000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Chalmers, A. W. (2013). Trading information for access: informational lobbying strategies and interest group access to the European Union. <i>Journal of European Public Policy, 20</i>(1), 39-58. <a href="https:// doi.org/10.1080/13501763.2012.693411" target="_blank">https:// doi.org/10.1080/13501763.2012.693411</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026065&pid=S2183-3575202000030000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Harris, P. (2002). The evolution of strategic political lobbying in the UK and the Psychological Network Underpinning Machiavellian Marketing. <i>Journal of Political Marketing, 1</i>(1), 239-251. <a href="https://doi.org/10.1300/J199v01n01_17" target="_blank">https://doi.org/10.1300/J199v01n01_17</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026066&pid=S2183-3575202000030000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Harris, P. &amp; Mcgrath, C. (2012). Political marketing and lobbying: a neglected perspective and research agenda. <i>Journal of Political Marketing, 11</i>(2), 75-94. <a href="https://doi.org/10.1080/15377857.2012.642745" target="_blank">https://doi.org/10.1080/15377857.2012.642745</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026067&pid=S2183-3575202000030000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Klu¨ver, H. (2012). Informational lobbying in the European Union: the effect of organisational characteristics. <i>West European Politics, 35</i>(3), 491-510. <a href="https://doi.org/10.1080/01402382.2012.665737" target="_blank">https://doi.org/10.1080/01402382.2012.665737</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026068&pid=S2183-3575202000030000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Milbraith, L. (1963). <i>The Washington lobbyist.</i> Chicago: Rand McNally.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026069&pid=S2183-3575202000030000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moya D&iacute;az, E. (2018). Transparencia y lobby. El desafi´o en escenarios de coexistencia entre lo formal e informal. <i>Transparencia &amp; Sociedad, 6</i>, 83-102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026071&pid=S2183-3575202000030000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rebollo-Bueno, S<b>.</b> (2019). Los think tanks y su presencia en la agenda medi&aacute;tica espa&ntilde;ola. <i>Revista Internacional de Relaciones P&uacute;blicas, 9</i>(17), 165-188. <a href="https://doi.org/10.5783/RIRP-17-2019-09-165-188" target="_blank">https://doi.org/10.5783/RIRP-17-2019-09-165-188</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026073&pid=S2183-3575202000030000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Schendelen, R. V. (2010). <i>More Machiavelli in Brussels: the art of lobbying the EU</i>. Amsterd&atilde;o: Amsterdam University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026074&pid=S2183-3575202000030000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Svolik, M.W. (2012).<i> The politics of authoritarian rule. </i>Cambridge, USA: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026076&pid=S2183-3575202000030000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Truman, D. B. (1968). <i>The govermental process political interest and public opinion. </i>Nova Iorque: Alfred A. Knopf.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026078&pid=S2183-3575202000030000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Xifra, J. (1998). <i>El lobbying: c&oacute;mo influir eficazmente en las decisiones de las instituciones p&uacute;blicas. </i>Barcelona: Gesti&oacute;n 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026080&pid=S2183-3575202000030000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Xifra, J. (2016). El lobbying europeo: escenario y bases para su desarrollo. <i>Revista Organicom, 8</i>(14), 167-180.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2026082&pid=S2183-3575202000030000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nota biogr&aacute;fica</b></p>     <p>Ana Almansa-Mart&iacute;nez &eacute; professora da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, no Departamento de Comunica&ccedil;&atilde;o Audiovisual e Publicidade da Universidade de M&aacute;laga. As suas principais linhas de investiga&ccedil;&atilde;o s&atilde;o a comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, a participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;, o <i>lobbying</i>, as rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e a comunica&ccedil;&atilde;o institucional. &Eacute; docente destas mat&eacute;rias na licenciatura e no mestrado. Tamb&eacute;m leciona Comunica&ccedil;&atilde;o no Doutoramento Interuniversit&aacute;rio. &Eacute; coordenadora do Mestrado em Dire&ccedil;&atilde;o Estrat&eacute;gica e Inova&ccedil;&atilde;o na Comunica&ccedil;&atilde;o. &Eacute; editora da <i>Revista Internacional de Relaciones P&uacute;blicas</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0003-0256-6369" target="_blank">https://orcid.org/0000-0003-0256-6369</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:anaalmansa@uma.es">anaalmansa@uma.es</a></p>     <p>Morada: Universidade de M&aacute;laga, Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, Calle de Le&oacute;n Tolstoi, s/n, Campus de Teatinos, 29010 M&aacute;laga, Espanha</p>     <p>Elizabet Castillero-Ostio &eacute; professora da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, no Departamento de Comunica&ccedil;&atilde;o Audiovisual e Publicidade da Universidade de M&aacute;laga. &Eacute; doutorada em Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o pela Universidade de M&aacute;laga, &eacute; licenciada em Publicidade e Rela&ccedil;&otilde;es P&uacute;blicas e mestre em Gest&atilde;o Estrat&eacute;gica e Inova&ccedil;&atilde;o em Comunica&ccedil;&atilde;o. &Eacute; especialista na organiza&ccedil;&atilde;o de congressos e de eventos. As suas principais linhas de investiga&ccedil;&atilde;o s&atilde;o em torno da comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e institucional, do protocolo e da organiza&ccedil;&atilde;o de eventos, temas sobre os quais publicou diversos artigos em revistas cient&iacute;ficas, v&aacute;rios cap&iacute;tulos de livros, e foi respons&aacute;vel por diversas comunica&ccedil;&otilde;es em congressos internacionais.</p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0002-0546-7262" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-0546-7262</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:ecastillero@uma.es">ecastillero@uma.es</a></p>     <p>Morada: Universidade de M&aacute;laga, Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, Calle de Le&oacute;n Tolstoi, s/n, Campus de Teatinos, 29010 M&aacute;laga, Espanha</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>* Submiss&atilde;o: 02/07/2019</b></p>     <p><b>* Aceita&ccedil;&atilde;o: 31/10/2019</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>Esta investiga&ccedil;&atilde;o foi financiada pelo projeto &ldquo;Lobby e Comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, financiado pelo Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia e Inova&ccedil;&atilde;o. Programa Nacional de I+D. Programa Estatal de Investiga&ccedil;&atilde;o, Desenvolvimento e Inova&ccedil;&atilde;o Orientada aos Desafios da Sociedade (C&oacute;digo de projeto: CSO2016-79357-R).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><sup><a href="#top1" name="1">[1]</a></sup> Ver <a href="https://ec.europa.eu/transparencyregister/public/homePage.do? Redir = false &amp; locale = pt" target="_blank">https://ec.europa.eu/transparencyregister/public/homePage.do? Redir = false &amp; locale = pt</a></p>     <p><sup><a href="#top2" name="2">[2]</a></sup> Retirado de <a href="https://ec.europa.eu/transparencyregister/public/homePage.do? Redir = false &amp; locale = pt" target="_blank">https://ec.europa.eu/transparencyregister/public/homePage.do? Redir = false &amp; locale = pt</a></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Almansa-Martínez]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Estrategia de comunicación institucional en sistemas democráticos]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Aguaded Gómez]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Luces en el laberinto audiovisual = luzes no labirinto audiovisual: Congreso Iberoamericano de Comunicación y Educación]]></source>
<year>2003</year>
<page-range>1-15</page-range><publisher-loc><![CDATA[Huelva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Grupo de Investigación Agora, Grupo Comunicar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Almiron]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Xifra]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Influence and advocacy: revisiting hot topics under pressure]]></article-title>
<source><![CDATA[American Behavioral Scientist]]></source>
<year>2016</year>
<volume>60</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>253-255</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Are´valo Marti´nez]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Herlinda Ortiz]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Análisis de modelos de relaciones públicas en Facebook de las organizaciones del tercer sector de México, Chile, Inglaterra y España]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Internacional de Relaciones Pu´blicas]]></source>
<year>2018</year>
<volume>8</volume>
<numero>15</numero>
<issue>15</issue>
<page-range>85-106</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barron]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The impact of national business cultures on large firm lobbying in the European Union: evidence from a large-scale survey of government affairs managers]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of European Integration]]></source>
<year>2011</year>
<volume>33</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>487-505</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bentley]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The process of government: A study of social pressures]]></source>
<year>1908</year>
<publisher-loc><![CDATA[Chicago ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Chicago University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bernhagen]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Du¨r]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marshall]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Information or context: what accounts for positional proximity between the European Commission and lobbyists?]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of European Public Policy]]></source>
<year>2015</year>
<volume>22</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>570-587</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Berry]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The interest group society]]></source>
<year>1989</year>
<publisher-loc><![CDATA[Illionis ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Scolt Foreman/Little]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cabral]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Andrelo]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Granato]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A privatizac¸a~o da e´tica no Brasil: posicionamento da Petrobra´s no canal do Youtube]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Internacional de Relaciones Pu´blicas]]></source>
<year>2018</year>
<volume>16</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>207-228</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Canelón]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Comunicacio´n organizacional: del lobby a la ciudadani´a corporativa]]></article-title>
<source><![CDATA[Estudios venezolanos de Comunicación]]></source>
<year>2005</year>
<volume>131</volume>
<page-range>82-91</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Castillo-Esparcia]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Los lobbies en España: Análisis de su tratamiento mediático]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Carretón]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Oportunidades en la estrategia de relaciones públicas]]></source>
<year>2018</year>
<page-range>185-219</page-range><publisher-loc><![CDATA[Valencia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Tirant Lo Blanch]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Castillo-Esparcia]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Lobby y comunicacio´n: el lobbying como estrategia comunicativa]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Zamora ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Comunicacio´n Social]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Castillo-Esparcia]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smolak]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Lobbies y think tanks: Comunicación política en la red]]></source>
<year>2017</year>
<publisher-loc><![CDATA[Barcelona ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editorial Gedisa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Castillo-Esparcia]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smolak-Lozano]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fernández Souto]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Lobby and communication in Spain: Analysis of the presence of lobbies in Spanish prestigious press]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Latina de Comunicación Social]]></source>
<year>2017</year>
<volume>72</volume>
<page-range>783-802</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Castillo-Esparcia]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Guerra-Heredia]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almansa-Martínez]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Comunicación política y think tanks en España: estrategias con los medios de comunicación]]></article-title>
<source><![CDATA[El profesional de la información]]></source>
<year>2017</year>
<volume>26</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>706-713</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chalmers]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Trading information for access: informational lobbying strategies and interest group access to the European Union]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of European Public Policy]]></source>
<year>2013</year>
<volume>20</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>39-58</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Harris]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The evolution of strategic political lobbying in the UK and the Psychological Network Underpinning Machiavellian Marketing]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Political Marketing]]></source>
<year>2002</year>
<volume>1</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>239-251</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Harris]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mcgrath]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Political marketing and lobbying: a neglected perspective and research agenda]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Political Marketing]]></source>
<year>2012</year>
<volume>11</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>75-94</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Klu¨ver]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Informational lobbying in the European Union: the effect of organisational characteristics]]></article-title>
<source><![CDATA[West European Politics]]></source>
<year>2012</year>
<volume>35</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>491-510</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Milbraith]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Washington lobbyist]]></source>
<year>1963</year>
<publisher-loc><![CDATA[Chicago ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Rand McNally]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moya Díaz]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Transparencia y lobby: El desafi´o en escenarios de coexistencia entre lo formal e informal]]></article-title>
<source><![CDATA[Transparencia & Sociedad]]></source>
<year>2018</year>
<volume>6</volume>
<page-range>83-102</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rebollo-Bueno]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Los think tanks y su presencia en la agenda mediática española]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Internacional de Relaciones Públicas]]></source>
<year>2019</year>
<volume>9</volume>
<numero>17</numero>
<issue>17</issue>
<page-range>165-188</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schendelen]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[More Machiavelli in Brussels: the art of lobbying the EU]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Amsterdão ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Amsterdam University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Svolik]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The politics of authoritarian rule]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Truman]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The govermental process political interest and public opinion]]></source>
<year>1968</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova Iorque ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Alfred A. Knopf]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Xifra]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[El lobbying: cómo influir eficazmente en las decisiones de las instituciones públicas]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[Barcelona ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Gestión 2000]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Xifra]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[El lobbying europeo: escenario y bases para su desarrollo]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Organicom]]></source>
<year>2016</year>
<volume>8</volume>
<numero>14</numero>
<issue>14</issue>
<page-range>167-180</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
