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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O papel da comunicação: a utilização das redes sociais nos cuidados de saúde primários]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The communication role: use of social networking sites in primary health care]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Lisboa Escola Superior de Comunicação Social Secção de Estudos em Relações Públicas e Comunicação Organizacional]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[It is well known that the growth of users on social networking sites has forced many institutions to consider the relevance of this communication channel. However, nothing is known about the use of social networking sites by the ACeS - Agrupamentos de Centros de Saúde, public services integrated in the Portuguese health service (Serviço Nacional de Saúde [SNS]), whose mission is to provide primary health care, the health's promotion and disease's prevention as well as the connection to other services for the continuity of healthcare. At the time of its creation, in 2008, the government recognized that primary health care is the central pillar of the health system. It is argued in this study that communication should be oriented towards fulfilling the mission of the institutions. In this way, it is intended to understand how the communication process by these SNS institutions, particularly those that use social networking sites, is contributing to the fulfilment of their organisational missions. The objectives of this study were to identify the ACeS that are present on Facebook and to analyze the communication that has been developed there. The corpus of analysis consisted of the universe of all the ACeS existing in Portugal. The sources of our data were all public publications on the ACeS Facebook pages in 2018. For the systematic analysis of the data (analysis of the manifest messages), it was used the method of content analysis both with a quantitative and qualitative nature.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS TEM&Aacute;TICOS</b></p>     <p><b>O papel da comunica&ccedil;&atilde;o: a utiliza&ccedil;&atilde;o das redes sociais nos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>The communication role: the use of social networking sites in primary health care</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> //     <p><b>Andreia Garcia*</b></p> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-4116-5667" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-4116-5667</a>     
<p></p>     <p><b>Mafalda Eir&oacute;-Gomes**</b></p> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-5542-6995" target="_blank"> https://orcid.org/0000-0002-5542-6995</a>     
<p></p> //     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> //*Sec&ccedil;&atilde;o de Estudos em Rela&ccedil;&otilde;es P&uacute;blicas e Comunica&ccedil;&atilde;o Organizacional, Escola Superior de Comunica&ccedil;&atilde;o Social, Instituto Polit&eacute;cnico de Lisboa, Portugal / ISCTE, Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa, Portugal, <a href="mailto:agarcia@escs.ipl.pt">agarcia@escs.ipl.pt</a>. //    <br>   //**Sec&ccedil;&atilde;o de Estudos em Rela&ccedil;&otilde;es P&uacute;blicas e Comunica&ccedil;&atilde;o Organizacional, Escola Superior de Comunica&ccedil;&atilde;o Social, Instituto Polit&eacute;cnico de Lisboa, Portugal, <a href="mailto:agomes@escs.ipl.pt">agomes@escs.ipl.pt</a>. //</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Sabe-se que o crescimento dos utilizadores das redes sociais obrigou muitas institui&ccedil;&otilde;es a considerar a relev&acirc;ncia deste canal de comunica&ccedil;&atilde;o. Nada se sabe, contudo, sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o das redes sociais pelos ACeS <b>&ndash;</b> Agrupamentos de Centros de Sa&uacute;de, servi&ccedil;os p&uacute;blicos integrados no Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de (SNS), que t&ecirc;m por miss&atilde;o a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a e a liga&ccedil;&atilde;o a outros servi&ccedil;os para a continuidade dos cuidados. No ato da sua cria&ccedil;&atilde;o, em 2008, o governo reconheceu que os cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios s&atilde;o o pilar central do sistema de sa&uacute;de. Defende-se, neste estudo, que a comunica&ccedil;&atilde;o deve estar orientada para o cumprimento da miss&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es. Deste modo, pretende-se perceber de que forma a comunica&ccedil;&atilde;o desenvolvida por estas institui&ccedil;&otilde;es do SNS, particularmente a que recorre &agrave;s redes sociais, est&aacute; a contribuir para o cumprimento das suas miss&otilde;es organizacionais. Os objetivos deste estudo foram identificar os ACeS que est&atilde;o presentes no Facebook e analisar a comunica&ccedil;&atilde;o que a&iacute; tem sido desenvolvida. O <i>corpus</i> de an&aacute;lise foi constitu&iacute;do pelo universo de todos os ACeS existentes em Portugal. As fontes dos nossos dados foram todas as publica&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas nas p&aacute;ginas de Facebook dos ACeS em 2018. Para a an&aacute;lise sistem&aacute;tica dos dados (an&aacute;lise das mensagens manifestas), utilizou-se o m&eacute;todo de an&aacute;lise de conte&uacute;do tanto com cariz quantitativo como qualitativo.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: comunica&ccedil;&atilde;o; rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de; cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios; agrupamentos de centros de sa&uacute;de.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>It is well known that the growth of users on social networking sites has forced many institutions to consider the relevance of this communication channel. However, nothing is known about the use of social networking sites by the ACeS &ndash; Agrupamentos de Centros de Sa&uacute;de, public services integrated in the Portuguese health service (Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de [SNS]), whose mission is to provide primary health care, the health&rsquo;s promotion and disease&rsquo;s prevention as well as the connection to other services for the continuity of healthcare. At the time of its creation, in 2008, the government recognized that primary health care is the central pillar of the health system. It is argued in this study that communication should be oriented towards fulfilling the mission of the institutions. In this way, it is intended to understand how the communication process by these SNS institutions, particularly those that use social networking sites, is contributing to the fulfilment of their organisational missions. The objectives of this study were to identify the ACeS that are present on Facebook and to analyze the communication that has been developed there. The corpus of analysis consisted of the universe of all the ACeS existing in Portugal. The sources of our data were all public publications on the ACeS Facebook pages in 2018. For the systematic analysis of the data (analysis of the manifest messages), it was used the method of content analysis both with a quantitative and qualitative nature.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords</b>: communication; public relations; health promotion; primary health care; agrupamentos de centros de sa&uacute;de.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O desenvolvimento da internet<a href="#1" name="top1">[1]</a> e o crescimento acelerado das redes sociais<sup><a href="#2" name="top2">[2]</a></sup> permitiu o aparecimento de diferentes plataformas de comunica&ccedil;&atilde;o. Atualmente, as organiza&ccedil;&otilde;es comunicam regularmente com os seus p&uacute;blicos, utilizando a internet, atrav&eacute;s da comunica&ccedil;&atilde;o um para um (email), um para muitos (website) e muitos para muitos (redes sociais) (Avidar, 2017).</p>     <p>Para os profissionais de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas (RP) esta nova fase da comunica&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser encarada como uma oportunidade, dado que a conjuntura &eacute; mais favor&aacute;vel &agrave; intera&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento das rela&ccedil;&otilde;es (Solis &amp; Breakenridge, 2009). Assim, se a internet se baseia na troca de informa&ccedil;&otilde;es (Phillips &amp; Young, 2009), aos profissionais de RP pedem-se-lhes que para al&eacute;m de informar sejam capazes de construir rela&ccedil;&otilde;es. </p>     <p>Mesmo assim, a fun&ccedil;&atilde;o de RP continua a ser a mesma, a de procurar o cumprimento da miss&atilde;o e dos objetivos da organiza&ccedil;&atilde;o, como Jane Wilson (2012) argumenta, a pr&aacute;tica de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas deve acompanhar a mudan&ccedil;a e a evolu&ccedil;&atilde;o dos meios utilizados para comunicar.</p>     <p>Uma vez que a tend&ecirc;ncia ser&aacute; o aumento dos utilizadores na internet (em Portugal a taxa de crescimento ronda os 3,7%<sup><a href="#3" name="top3">[3]</a></sup>), e que o recurso &agrave;s redes sociais<sup><a href="#4" name="top4">[4]</a></sup>, e mais espec&iacute;ficamente ao Facebook<sup><a href="#5" name="top5">[5]</a></sup>, acompanha essa evolu&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o se pode omitir o potencial destes novos canais de comunica&ccedil;&atilde;o para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a (Eng, Maxfield, Patrick, Deering, Ratzan &amp; Gustafson, 1998).</p>     <p>Existem, assim, com estes novos meios, mais oportunidades para comunicar sa&uacute;de (Moorhead, Hazlett, Harrison, Carroll, Irwin &amp; Hoving, 2013) e para influenciar positivamente o comportamento das pessoas, a uma escala maior (Austin, 2012).</p>     <p>Com este estudo pretende-se compreender a utiliza&ccedil;&atilde;o do Facebook pelos Agrupamentos de Centros de Sa&uacute;de no processo de comunicar com os seus p&uacute;blicos e refletir sobre o contributo deste canal para o cumprimento das suas miss&otilde;es organizacionais (Bryson, 2016, p. 247), ou seja, para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e a comunica&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de </b></p>     <p>O conceito de sa&uacute;de pode ser descrito como &ldquo;um estado de completo bem-estar f&iacute;sico, mental e social e n&atilde;o apenas a aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a ou enfermidade&rdquo; (Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de, 1998, p. 1).</p>     <p>Em Portugal, o governo assegura o direito &agrave; prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de atrav&eacute;s do Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de (SNS), desde 1979. O SNS integra todos os cuidados de sa&uacute;de desde a promo&ccedil;&atilde;o e vigil&acirc;ncia &agrave; preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, diagn&oacute;stico, tratamento e reabilita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica e social (Decreto-Lei n.&ordm; 56/1979). </p>     <p>O governo reconhece ainda que os cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios<sup><a href="#6" name="top6">[6]</a></sup> s&atilde;o o pilar central do sistema de sa&uacute;de e por forma a incrementar o acesso dos cidad&atilde;os &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de criou, em 2008, os Agrupamentos de Centros de Sa&uacute;de (ACeS), servi&ccedil;os p&uacute;blicos com autonomia administrativa, constitu&iacute;dos por v&aacute;rias unidades funcionais, em diferentes &aacute;reas geogr&aacute;ficas (Decreto-Lei n.&ordm; 28/2008).</p>     <p>Dentro do SNS cabe aos ACeS, como parte das suas miss&otilde;es organizacionais, o desenvolvimento de atividades de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de<sup><a href="#7" name="top7">[7]</a></sup> e preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a<sup><a href="#8" name="top8">[8]</a></sup>, assim como a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios e liga&ccedil;&atilde;o a outros servi&ccedil;os para a continuidade dos cuidados (Decreto-Lei n. &ordm;28/2008).</p>     <p>Defende-se, no presente artigo, que os Agrupamentos de Centros de Sa&uacute;de devem recorrer &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o para cumprir a sua miss&atilde;o, ou seja, para promover a sa&uacute;de e a preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a. </p>     <p>Argumenta-se tamb&eacute;m que o recurso &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o deve ser uma responsabilidade de um profissional de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas (RP). Considera-se, portanto, o recurso &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o na sua vis&atilde;o estrat&eacute;gica, encarando esta como uma fun&ccedil;&atilde;o que contribui para o alcance dos objetivos e para o cumprimento da miss&atilde;o organizacional (Eir&oacute;-Gomes &amp; Nunes, 2013), e especialmente, o seu contributo para a mudan&ccedil;a. </p>     <p>Desta forma, educar os seus p&uacute;blicos, conduzindo-os para o curso da mudan&ccedil;a pode ser um dos objetivos do rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas (Lesley, 1997). Tal como Nunes (2011) expressou, &ldquo;&eacute; cada vez mais importante para os RP que o seu enfoque seja colocado verdadeiramente nos p&uacute;blicos, encontrando formas eficazes de lhes conferir <i>empowerment</i> e autonomia para que sejam eles pr&oacute;prios, autores da mudan&ccedil;a&rdquo; (p. 53).</p>     <p>E &eacute; partindo deste conceito que se chega &agrave; no&ccedil;&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, que devido &agrave; sua abordagem multifacetada e multidisciplinar (Schiavo, 2007) pode contribuir para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, ao influenciar a uma mudan&ccedil;a de comportamentos e atitudes, tanto ao n&iacute;vel individual como ao n&iacute;vel comunit&aacute;rio. </p>     <p>Assim, a comunica&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de &eacute; muito mais do que a transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o, como descrito pelo Jonh Hopkins Center For Communication Programs, &eacute; uma contribui&ccedil;&atilde;o para a mudan&ccedil;a, &eacute; um campo em movimento (Piotrow, Rimon, Payne Merritt &amp; Saffitz, 2003).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um dos canais de comunica&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de privilegiado para a dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o dirigida &agrave; popula&ccedil;&atilde;o &eacute; a internet/redes sociais (Berry, 2007) e o seu recurso, pelos doentes, por motivos relacionados com sa&uacute;de est&aacute; a crescer (Smailhodzic, Hooijsma, Boonstra &amp; Langley, 2016; Van De Belt, Berben, Samson, Engelen &amp; Schoonhoven, 2012).Tal como Asano (2017) descreveu, atualmente uma pessoa passa mais tempo nas redes sociais do que a comer, beber ou socializar.</p>     <p>Com as redes sociais, as pessoas deixam de ser leitoras passivas para terem um papel no processo de dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o (Breakenridge, 2008), para partilharem ideias, conte&uacute;dos, pensamentos e estabelecerem rela&ccedil;&otilde;es. Neste meio, qualquer pessoa pode criar, descarregar ou partilhar conte&uacute;do (Siapera, 2018), quer seja em texto, som, v&iacute;deo ou imagem (Scott, 2009).</p>     <p>Os principais benef&iacute;cios da utiliza&ccedil;&atilde;o das redes sociais foram identificados numa pesquisa mais abrangente que analisou 98 estudos publicados entre 2002 e 2012: (1) intera&ccedil;&otilde;es crescentes com os outros; (2) mais informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis, partilhadas e adaptadas; (3) aumento da acessibilidade e alargamento do acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de; (4) apoio social/emocional; (5) vigil&acirc;ncia da sa&uacute;de p&uacute;blica; e (6) possibilidade de influenciar a pol&iacute;tica de sa&uacute;de (Moorhead et al., 2013). </p>     <p>As redes sociais s&atilde;o tamb&eacute;m uma oportunidade para as organiza&ccedil;&otilde;es fomentarem a comunica&ccedil;&atilde;o dial&oacute;gica e construir relacionamentos com seus principais p&uacute;blicos (Cho &amp; Schweickart, 2015). Para Joel Postman (2009) existem seis atributos que tornam as redes sociais uma ferramenta poderosa para as organiza&ccedil;&otilde;es comunicarem: &ldquo;autenticidade, transpar&ecirc;ncia, imediatismo, participa&ccedil;&atilde;o, conetividade, responsabilidade&rdquo; (p. 8). Permitem ainda uma comunica&ccedil;&atilde;o&ldquo;acess&iacute;vel, r&aacute;pida e direta&rdquo; (Mundy, 2017, p. 255) entre uma organiza&ccedil;&atilde;o e os seus p&uacute;blicos. </p>     <p>Breakenridge (2008) salienta que h&aacute; uma expans&atilde;o do n&uacute;mero de canais de comunica&ccedil;&atilde;o (um para um, um para muitos, e agora muitos para muitos) e que, com as redes sociais, as rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas devem focar-se, agora mais do que nunca, nas pessoas (p. 79). </p>     <p>Grunig (2009) argumenta que as redes sociais desempenham um papel crucial nas pr&aacute;ticas dos rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, como alcan&ccedil;ar p&uacute;blicos globais, implementar comunica&ccedil;&atilde;o sim&eacute;trica bidirecional e construir relacionamentos com outros. </p>     <p>De facto, a utiliza&ccedil;&atilde;o das redes sociais, e espec&iacute;ficamente do Facebook<sup><a href="#9" name="top9">[9]</a></sup>, pelas pessoas e pelas organiza&ccedil;&otilde;es est&aacute; a aumentar<sup><a href="#10" name="top10">[10]</a></sup>. </p>     <p>O Facebook &eacute; uma das plataformas de comunica&ccedil;&atilde;o mais populares. Estima-se que tem cerca de 1,52 mil milh&otilde;es de utilizadores ativos diariamente, o que representa um crescimento de 9% por ano<sup><a href="#11" name="top11">[11]</a></sup>. O seu potencial na comunica&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de tem sido reconhecido por diversos estudos acad&eacute;micos (Burton, Henderson, Hill, Graham &amp; Nadarynski<i>,</i> 2019; Gold et al.<i>,</i> 2011; Woolley &amp; Peterson, 2012).</p>     <p>Enrico Coiera (2003) argumenta que o Facebook tem o potencial de mudar n&atilde;o apenas a maneira como os cuidados de sa&uacute;de s&atilde;o prestados, mas tamb&eacute;m a forma como s&atilde;o tratadas algumas doen&ccedil;as. </p>     <p><b>Desenho da investiga&ccedil;&atilde;o </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Procedimentos para a recolha e an&aacute;lise dos dados</b></p>     <p>Este trabalho assenta no paradigma de investiga&ccedil;&atilde;o pragmatista. Esta vis&atilde;o do mundo tem como carater&iacute;sticas a preocupa&ccedil;&atilde;o com a aplica&ccedil;&atilde;o dos resultados da pesquisa e a liberdade de escolha, por parte dos investigadores, sobre os procedimentos de investiga&ccedil;&atilde;o (qualitativos ou quantitativos) que melhor se adaptam aos seus objetivos. </p>     <p>Considera-se um estudo de cariz explorat&oacute;rio, dado n&atilde;o existirem, at&eacute; ao momento, pesquisas sobre este tema; e descritivo<sup><a href="#12" name="top12">[12]</a></sup>, na medida em que se pretende analisar e caraterizar a comunica&ccedil;&atilde;o desenvolvida pelos Agrupamentos de Centros de Sa&uacute;de, no ano de 2018, nas suas p&aacute;ginas de Facebook. </p>     <p>A popula&ccedil;&atilde;o alvo deste estudo foi, assim, constitu&iacute;da pelo universo de todos os ACeS existentes em Portugal, de acordo com as indica&ccedil;&otilde;es presentes no website do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (totalizando 55 ACeS)<sup><a href="#13" name="top13">[13]</a></sup>, com publica&ccedil;&otilde;es vis&iacute;veis na sua p&aacute;gina de Facebook (ativa &agrave; data do estudo), no per&iacute;odo de janeiro a dezembro de 2018.</p>     <p>Na recolha de dados, para mapear os ACeS presentes no Facebook foi realizada uma pesquisa inicial, no motor de busca desta rede social, dos termos &ldquo;ACeS&rdquo;, &ldquo;Agrupamentos de Centros de Sa&uacute;de&rdquo; e nome completo do ACeS, por forma a identificar as respetivas p&aacute;ginas. Esta pesquisa foi realizada no m&ecirc;s de fevereiro de 2019, por duas contas de Facebook distintas em dois <i>browsers </i>diferentes, uma vez que a caixa de pesquisa do Facebook adapta o que se encontra consoante as pesquisas anteriores. </p>     <p>Um total de 17 refer&ecirc;ncias foram encontradas no Facebook, oito foram inclu&iacute;das no estudo (<a href="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a11t1.jpg">Tabela 1</a>) e nove foram exclu&iacute;das (<a href="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a11t2.jpg">Tabela 2</a>). Dois ACeS apresentam um perfil pessoal e, portanto, esses perfis foram exclu&iacute;dos do estudo, devido &agrave; pol&iacute;tica do Facebook de proibir o uso de perfis pessoais por organiza&ccedil;&otilde;es<sup><a href="#14" name="top14">[14]</a></sup>. Quatro ACeS apresentam p&aacute;ginas sem publica&ccedil;&otilde;es no ano de 2018 e por essa raz&atilde;o n&atilde;o foram inclu&iacute;dos no estudo. A p&aacute;gina do N&uacute;cleo de Internos do ACeS C&aacute;vado II Ger&ecirc;s/Cabreira, apesar de ter vis&iacute;veis 20 publica&ccedil;&otilde;es, no ano de 2018, encontra-se inativa desde o dia 25 de setembro desse ano e por essa raz&atilde;o foi exclu&iacute;da do presente projeto. O ACeS C&aacute;vado I &ndash; Braga possui duas p&aacute;ginas no Facebook, uma ativa, inclu&iacute;da neste estudo, e uma inativa desde 2013. </p>     
<p>Ap&oacute;s a sele&ccedil;&atilde;o das p&aacute;ginas para serem inclu&iacute;das neste estudo realiz&aacute;mos a recolha dos dados com recurso ao m&eacute;todo de observa&ccedil;&atilde;o que permite &ldquo;documentar atividades, comportamentos e carater&iacute;sticas f&iacute;sicas sem ter de depender da vontade e capacidade de terceiras pessoas&rdquo; (Coutinho, 2018, p. 136), ou seja, s&atilde;o os pr&oacute;prios investigadores que procedem diretamente &agrave; recolha das informa&ccedil;&otilde;es (Quivy &amp; Campenhoudt, 2017). </p>     <p>Numa primeira fase foi realizada uma an&aacute;lise descritiva das carater&iacute;sticas gerais das p&aacute;ginas de Facebook, inclu&iacute;das na pesquisa, tendo em conta os seguintes t&oacute;picos:</p> <ul>       <li>nome da p&aacute;gina: identifica&ccedil;&atilde;o do ACeS na p&aacute;gina de Facebook;</li>       <li>cria&ccedil;&atilde;o da p&aacute;gina: data em que a p&aacute;gina foi criada;</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>foto de perfil: tipo de foto presente no perfil, se log&oacute;tipo ou outra foto escolhida;</li>       <li>descri&ccedil;&atilde;o: identifica&ccedil;&atilde;o da descri&ccedil;&atilde;o do ACeS no separador &ldquo;sobre&rdquo; da p&aacute;gina;</li>       <li>miss&atilde;o: identifica&ccedil;&atilde;o da miss&atilde;o do ACeS no separador &ldquo;sobre&rdquo; da p&aacute;gina;</li>       <li>eventos: identifica&ccedil;&atilde;o dos eventos criados no separador &ldquo;eventos&rdquo; da p&aacute;gina;</li>       <li>seguidores: n&uacute;mero atual de seguidores na p&aacute;gina;</li>       <li>cr&iacute;ticas e/ou recomenda&ccedil;&otilde;es efetuadas na p&aacute;gina de modo vis&iacute;vel;</li>       <li>classifica&ccedil;&atilde;o: pontua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia atribu&iacute;da pelo utilizador &agrave; p&aacute;gina, de uma a cinco estrelas.</li>     </ul>     <p>Para capturar todas as publica&ccedil;&otilde;es das p&aacute;ginas de Facebook dos ACeS em estudo recorremos ao Netvizz 1.6<sup><a href="#15" name="top15">[15]</a></sup>,, uma ferramenta de pesquisa, desenvolvida pelos laborat&oacute;rios Digital Methods Initiative, que tem como prop&oacute;sito obter informa&ccedil;&atilde;o de p&aacute;ginas e grupos do Facebook (Umair, Nanda &amp; He, 2017). O aplicativo &eacute; executado diretamente no Facebook e permite, atrav&eacute;s do m&oacute;dulo &ldquo;Page Data&rdquo;, reunir, numa lista, todas as publica&ccedil;&otilde;es e coment&aacute;rios publicados quer pelas p&aacute;ginas quer por outros utilizadores, com respetivos links de acesso. Para a presente pesquisa extra&iacute;mos 2.042 publica&ccedil;&otilde;es (incluindo 16 publica&ccedil;&otilde;es de visitantes nas p&aacute;ginas) e 153 coment&aacute;rios.</p>     <p>Depois da recolha de dados, seguindo Michaelson e Stacks (2017) decidimos avan&ccedil;ar com uma an&aacute;lise de conte&uacute;do simples das mensagens manifestas e identific&aacute;mos como unidade de an&aacute;lise cada publica&ccedil;&atilde;o e cada coment&aacute;rio, quer tenha sido colocado pela p&aacute;gina ou pelos visitantes da mesma. Desta forma, a presente pesquisa incidiu em 2.195 unidades de an&aacute;lise. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados foram analisados de acordo com as seguintes dimens&otilde;es, categorias e sub-categorias.</p>     <p><i>Atividade dos ACeS no Facebook:</i></p> <ul>       <li>autoria: identifica&ccedil;&atilde;o se o conte&uacute;do foi criado pelo ACeS ou se &eacute; um conte&uacute;do partilhado de uma outra p&aacute;gina de Facebook de outra entidade ou de um website externo;</li>       <li>tipo de publica&ccedil;&atilde;o: identifica&ccedil;&atilde;o se o conte&uacute;do principal da publica&ccedil;&atilde;o &eacute; &uacute;nicamente texto; uma imagem e/ou foto; um v&iacute;deo ou uma liga&ccedil;&atilde;o que encaminha para um website externo ao Facebook;</li>       <li>tema da publica&ccedil;&atilde;o: identifica&ccedil;&atilde;o do principal assunto da publica&ccedil;&atilde;o (estrat&eacute;gia <i>data-drive</i>):</li>   <ul>         <li>efem&eacute;rides: publica&ccedil;&otilde;es que assinalam as datas comemorativas como o Dia Mundial da Alimenta&ccedil;&atilde;o (16 de outubro) e eventos/iniciativas relacionadas com as celebra&ccedil;&otilde;es desses dias como rastreios no Dia Mundial da Sida (1 de dezembro) e palestras no Dia Mundial da Sa&uacute;de Oral (20 de mar&ccedil;o). Inserem-se todas as publica&ccedil;&otilde;es que fa&ccedil;am men&ccedil;&atilde;o aos termos &ldquo;no &acirc;mbito das comemora&ccedil;&otilde;es do Dia Mundial…&rdquo; ou &ldquo;para assinalar o Dia Mundial&rdquo;, ou seja, sempre que h&aacute; refer&ecirc;ncia espec&iacute;fica ao dia mundial ou nacional que est&aacute; a ser assinalado. Incluem-se ainda datas comemorativas como a Semana Europeia do Teste VIH-Hepatites 2018 e o M&ecirc;s do Antibi&oacute;tico;</li>         <li>promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de/preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a: publica&ccedil;&otilde;es cujo conte&uacute;do incentiva &agrave; melhoria da sa&uacute;de ou &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de comportamentos que previnam a doen&ccedil;a, desde que n&atilde;o inseridas em efem&eacute;rides ou comemora&ccedil;&otilde;es de dias mundiais ou nacionais, como recomenda&ccedil;&otilde;es gerais para a popula&ccedil;&atilde;o sobre a alimenta&ccedil;&atilde;o no inverno; apelo &agrave; vacina&ccedil;&atilde;o contra a gripe; cuidados a ter em dias com muito calor e/ou promo&ccedil;&atilde;o da atividade f&iacute;sica;</li>         <li>estudos: publica&ccedil;&otilde;es cujo conte&uacute;do principal est&aacute; relacionado com estudos e investiga&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas como &ldquo;h&aacute; falta de c&eacute;rebros n&atilde;o h&aacute;outra forma de o dizer. Os neurocientistas precisam de tecido cerebral para estudar doen&ccedil;as que afectam mais de 15% da popula&ccedil;&atilde;o mundial&rdquo; ou &ldquo;os investigadores da &aacute;rea da nutri&ccedil;&atilde;o escrutinam constantemente os benef&iacute;cios dos alimentos para a sa&uacute;de&rdquo;. Inserem-se todas as publica&ccedil;&otilde;es com refer&ecirc;ncias a palavras como &ldquo;estudo&rdquo;, &ldquo;inqu&eacute;rito&rdquo;, &ldquo;investiga&ccedil;&atilde;o&rdquo;, &ldquo;pesquisa&rdquo;, &ldquo;investigadores&rdquo;, &ldquo;cientistas&rdquo;;</li>         <li>eventos: publica&ccedil;&otilde;es que referem iniciativas ou eventos, desde que n&atilde;o relacionados com as celebra&ccedil;&otilde;es das efem&eacute;rides:</li>     <ul>           <li>eventos dos ACeS: publica&ccedil;&otilde;es que mencionam iniciativas (como palestras, jornadas, congressos, forma&ccedil;&otilde;es, encontros) promovidas pelos ACeS, an&uacute;ncio de datas, programa, inscri&ccedil;&otilde;es e/ou partilha de fotografias;</li>           ]]></body>
<body><![CDATA[<li>eventos de outras institui&ccedil;&otilde;es: publica&ccedil;&otilde;es que mencionam iniciativas promovidas por outras institui&ccedil;&otilde;es (como palestras, jornadas, congressos, forma&ccedil;&otilde;es, encontros), an&uacute;ncio de datas, programa, inscri&ccedil;&otilde;es e/ou partilha de fotografias. N&atilde;o h&aacute; participa&ccedil;&atilde;o direta do ACeS;</li>         </ul>         <li>not&iacute;cias: publica&ccedil;&otilde;es com car&aacute;ter informativo: </li>     <ul>           <li>not&iacute;cias do ACeS: publica&ccedil;&otilde;es relacionadas com hor&aacute;rios de funcionamento, contrata&ccedil;&atilde;o de profissionais, elogios &agrave; equipa, contatos, votos de boas festas e/ou novos servi&ccedil;os dispon&iacute;veis no ACeS. Incluem-se ainda publica&ccedil;&otilde;es sobre as novas<i>newsletters</i>/boletins informativos do pr&oacute;prio ACeS. Excluem-se publica&ccedil;&otilde;es relacionadas com efem&eacute;rides, eventos e estudos;</li>           <li>not&iacute;cias de org&atilde;os de comunica&ccedil;&atilde;o social (OCS): publica&ccedil;&otilde;es que partilham not&iacute;cias publicadas nos &oacute;rg&atilde;os de comunica&ccedil;&atilde;o social e que n&atilde;o est&atilde;o relacionadas nem com efem&eacute;rides, nem com eventos ou estudos;</li>         </ul>         <li>participa&ccedil;&atilde;o nos OCS publica&ccedil;&otilde;es que divulgam a presen&ccedil;a dos ACeS em entrevistas nos &oacute;rg&atilde;os de comunica&ccedil;&atilde;o social ou que partilham a imagem da not&iacute;cia j&aacute; publicada. Exemplo: &ldquo;entrevista do Canal Sa&uacute;de+ sobre o projeto +desporto&rdquo; ou &ldquo;na pr&oacute;xima hora estaremos no ar na R&aacute;dio Telefonia do Alentejo&hellip; Acompanhem-nos!&rdquo;;</li>         <li>informa&ccedil;&otilde;es gerais: publica&ccedil;&otilde;es relacionadas com informa&ccedil;&otilde;es &uacute;teis dirigidas ao utente, mas n&atilde;o promovidas pelos ACeS, como o portal MySns, exames sem papel, notifica&ccedil;&atilde;o de rea&ccedil;&otilde;es adversas a medicamentos;</li>         <li>outras: publica&ccedil;&otilde;es de atualiza&ccedil;&atilde;o de foto de perfil e/ou foto de capa dos ACeS, e outras que n&atilde;o integradas nas acima descritas.</li>       </ul>     ]]></body>
<body><![CDATA[</ul>     <p><i>Intera&ccedil;&atilde;o dos utilizadores com outras p&aacute;ginas/entidades:</i></p> <ul>       <li>fonte: origem das publica&ccedil;&otilde;es partilhadas pelos ACeS:</li>   <ul>         <li>tipo de partilha:</li>     <ul>           <li>Facebook: publica&ccedil;&otilde;es partilhadas, pelos ACeS, de outras p&aacute;ginas de Facebook;</li>           <li>websites: publica&ccedil;&otilde;es partilhadas, pelos ACeS, de um website externo ao Facebook;</li>         </ul>         <li>entidade/institui&ccedil;&atilde;o:</li>     <ul>           <li>Facebook: entidade ou institui&ccedil;&atilde;o mencionada como fonte principal da publica&ccedil;&atilde;o partilhada atrav&eacute;s de outra p&aacute;gina de Facebook;</li>           <li>websites: entidade ou institui&ccedil;&atilde;o mencionada como fonte principal da publica&ccedil;&atilde;o partilhada atrav&eacute;s de um website;</li>         ]]></body>
<body><![CDATA[</ul>       </ul>     </ul>     <p><i>Intera&ccedil;&atilde;o dos utilizadores com as p&aacute;ginas de Facebook dos ACeS:</i></p> <ul>       <li>intera&ccedil;&atilde;o: publica&ccedil;&otilde;es com rea&ccedil;&otilde;es efetuadas pelos seus seguidores. No Facebook considera-se intera&ccedil;&atilde;o como a utiliza&ccedil;&atilde;o das op&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis para mostrar interesse: &ldquo;gosto&rdquo;, &ldquo;coment&aacute;rio&rdquo; e &ldquo;partilha&rdquo;;</li>   <ul>         <li>tipo de rea&ccedil;&atilde;o:</li>     <ul>           <li>gosto: publica&ccedil;&otilde;es na p&aacute;gina do ACeS que receberam um &ldquo;gosto&rdquo; por parte dos seus utilizadores;</li>           <li>partilha: publica&ccedil;&otilde;es na p&aacute;gina do ACeS que foram partilhadas pelos seus seguidores;</li>           <li>coment&aacute;rios: publica&ccedil;&otilde;es que registaram uma resposta:</li>       <ul>             <li>autoria: origem ou fonte do coment&aacute;rio, se efetuado pelo pr&oacute;prio ACeS ou por um seguidor;</li>             ]]></body>
<body><![CDATA[<li>teor: classifica&ccedil;&atilde;o dos coment&aacute;rios em termos de teor:</li>         <ul>               <li>positivo: elogios de forma geral; intera&ccedil;&atilde;o com os ACeS, e.g. sauda&ccedil;&otilde;es como bom dia, boa noite, bom fim de semana; identifica&ccedil;&atilde;o na publica&ccedil;&atilde;o de outro utilizador, atrav&eacute;s da marca&ccedil;&atilde;o do seu nome, acompanhado de um coment&aacute;rio positivo. Exemplo: &ldquo;e temos Consulta de Apoio Intensivo &agrave; Cessa&ccedil;&atilde;o Tab&aacute;gica nos 3 concelhos do nosso ACES&rdquo;;</li>               <li>neutro: manifesta&ccedil;&otilde;es sem rela&ccedil;&atilde;o com o tema; identifica&ccedil;&atilde;o na publica&ccedil;&atilde;o de outro utilizador, atrav&eacute;s da marca&ccedil;&atilde;o do seu nome, sem qualquer coment&aacute;rio;</li>               <li>negativo: coment&aacute;rios ocultados da cronologia; manifesta&ccedil;&otilde;es de insatisfa&ccedil;&atilde;o, indigna&ccedil;&atilde;o e/ou reclama&ccedil;&atilde;o; identifica&ccedil;&atilde;o na publica&ccedil;&atilde;o de outro utilizador, atrav&eacute;s da marca&ccedil;&atilde;o do seu nome, com coment&aacute;rio negativo. Exemplo: &ldquo;ISTO &Eacute; TUDO MENTIRA!&rdquo;. </li>             </ul>           </ul>         </ul>       </ul>     </ul>     <p>Para o tratamento dos dados foi elaborada uma grelha de an&aacute;lise, numa base de dados em Excel, onde constam as publica&ccedil;&otilde;es e os coment&aacute;rios. Para o tratamento dos resultados foram realizados quadros e gr&aacute;ficos com base em opera&ccedil;&otilde;es estat&iacute;sticas simples, realizadas no programa Excel. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Apresenta&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o dos resultados</b></p>     <p>Dos 55 Agrupamentos de Centros de Sa&uacute;de existentes atualmente no SNS, apenas oito t&ecirc;m uma p&aacute;gina no Facebook, ativa, com publica&ccedil;&otilde;es em 2018, o que constitui cerca de 15%. </p>     <p>A entrada destas institui&ccedil;&otilde;es, criadas a partir de 2008, nesta rede social, pode considerar-se tardia, uma vez que a primeira p&aacute;gina no Facebook surgiu a 29 de junho de 2012, pelo ACeS Porto Ocidental. No ano seguinte foi criada a p&aacute;gina do ACeS Oeste Norte, a 8 de janeiro. A &uacute;ltima p&aacute;gina a ser criada foi a da Unidade de Sa&uacute;de P&uacute;blica do ACeS Alentejo Central, a 3 de janeiro de 2018.</p>     <p>As diferentes p&aacute;ginas n&atilde;o seguem uma nomenclatura normalizada, variando entre o nome completo da entidade (e.g. Agrupamento de Centros de Sa&uacute;de C&aacute;vado I &ndash; Braga), a abrevia&ccedil;&atilde;o &agrave; sigla da palavra Agrupamento de Centros de Sa&uacute;de (e.g. ACES Douro Sul), e a inclus&atilde;o da Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de a que pertence o ACeS (e.g. ARSLVT ACES Oeste Norte &ndash; Gabinete do Cidad&atilde;o). </p>     <p>O log&oacute;tipo &eacute; a foto de perfil escolhida em todas as p&aacute;ginas analisadas, com exce&ccedil;&atilde;o do ACeS Oeste Norte que apresenta uma foto das suas instala&ccedil;&otilde;es. </p>     <p>As descri&ccedil;&otilde;es das p&aacute;ginas dispon&iacute;veis no separador &ldquo;sobre&rdquo; na respetiva p&aacute;gina de Facebook s&atilde;o breves(e.g. &ldquo;Agrupamento de Centros de Sa&uacute;de do Porto Ocidental&rdquo; ou &ldquo;Agrupamento de Centros de Sa&uacute;de de Entre Douro e Vouga de Aveiro Norte&rdquo;). </p>     <p>&Eacute; importante salientar que apenas tr&ecirc;s agrupamentos apresentam a sua miss&atilde;o na respetiva p&aacute;gina presente na rede social em estudo (<a href="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a11t3.jpg">Tabela 3</a>).</p>     
<p>Em 2018, os ACeS n&atilde;o registaram nenhum evento no separador que o Facebook disponibiliza para o efeito. </p>     <p>Por outro lado, no separador do Facebook destinado &agrave;s cr&iacute;ticas, verific&aacute;mos tr&ecirc;s cr&iacute;ticas/recomenda&ccedil;&otilde;es, nas p&aacute;gina da Unidade de Sa&uacute;de P&uacute;blica do Alentejo e do ACeS Grande Porto (<a href="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a11f1.jpg">Figura 1</a>).</p>     
<p>A classifica&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia atribu&iacute;da &agrave;s p&aacute;ginas varia entre os quatro e os cinco valores (numa escala de uma a cinco estrelas). O ACeS C&aacute;vado I Braga e o ACeS Oeste Norte n&atilde;o t&ecirc;m cr&iacute;ticas/recomenda&ccedil;&otilde;es suficientes para que lhes seja atribu&iacute;da uma classifica&ccedil;&atilde;o pelo Facebook.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por fim, na carateriza&ccedil;&atilde;o geral das p&aacute;ginas em estudo, &eacute; importante real&ccedil;ar que o n&uacute;mero de seguidores varia entre 384, valor m&iacute;nimo, para o ACeS Grande Porto &ndash; Santo Tirso/Trofa, e o valor de 2.305, valor m&aacute;ximo, para o ACeS Douro Norte.</p>     <p><b>Atividade dos ACeS no Facebook</b></p>     <p>Em 2018, os Agrupamentos de Centros de Sa&uacute;de publicaram 2.026 publica&ccedil;&otilde;es no seu mural no Facebook (<a href="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a11g1.jpg">Gr&aacute;fico 1</a>), o equivalente, no global, a uma m&eacute;dia de cinco publica&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias (entre todas as p&aacute;ginas). </p>     
<p>No entanto, a maioria das publica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o conte&uacute;dos pr&oacute;prios (esses representam apenas 30%), mas sim conte&uacute;dos partilhados de outras p&aacute;ginas de Facebook ou de liga&ccedil;&otilde;es a websites externos ao Facebook. </p>     <p>Se por um lado, no ano em an&aacute;lise, n&atilde;o se verificaram publica&ccedil;&otilde;es com conte&uacute;do pr&oacute;prio na p&aacute;gina do ACeS C&aacute;vado I &ndash; Braga, que apenas tem publica&ccedil;&otilde;es partilhadas, por outro lado, o ACeS Porto Ocidental publicou 293 conte&uacute;dos pr&oacute;prios, em 2018, sendo a entidade com maior n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias. </p>     <p>Em termos de tipo de publica&ccedil;&otilde;es (de autoria pr&oacute;pria ou partilhada), no per&iacute;odo de observa&ccedil;&atilde;o, verificou-se que foi dado maior destaque a conte&uacute;dos no formato imagem e/ou foto, o correspondente a 49%, logo seguido pelas publica&ccedil;&otilde;es com liga&ccedil;&otilde;es externas com 42%, os v&iacute;deos com 8% e o texto em 1% dos casos (<a href="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a11g2.jpg">Gr&aacute;fico 2</a>).</p>     
<p>Relativamente aos conte&uacute;dos pr&oacute;prios, em 2018, apenas 39 publica&ccedil;&otilde;es tiveram como conte&uacute;do principal um v&iacute;deo e apenas 16 foram constitu&iacute;das unicamente por texto. </p>     <p>No que diz respeito &agrave;s mensagens principais veiculadas pelas publica&ccedil;&otilde;es feitas pelos ACeS (da sua autoria), em 2018, no Facebook (<a href="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a11g3.jpg" target="_blank">Gr&aacute;fico 3</a>), constata-se que a comemora&ccedil;&atilde;o das efem&eacute;rides &eacute; o tema mais proeminente, com 221 publica&ccedil;&otilde;es (o equivalente a 37% do total das publica&ccedil;&otilde;es), logo seguido pelas publica&ccedil;&otilde;es que pretendem contribuir para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a (158 publica&ccedil;&otilde;es que representam 26%), pela divulga&ccedil;&atilde;o dos eventos pr&oacute;prios (79 publica&ccedil;&otilde;es) e de outras institui&ccedil;&otilde;es (56 publica&ccedil;&otilde;es) e pelas not&iacute;cias (44 publica&ccedil;&otilde;es).</p>     
<p>Salienta-se, no entanto, que apesar do tema eventos (de autoria pr&oacute;pria ou partilhados de outras p&aacute;ginas) corresponder a 296 publica&ccedil;&otilde;es vis&iacute;veis no mural das p&aacute;ginas dos ACeS, em 2018, n&atilde;o foi registado qualquer evento no separador que o Facebook disponibiliza para o efeito. </p>     <p>Conv&eacute;m real&ccedil;ar que, de forma global, o tema da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de foi o que teve maior express&atilde;o, com 676 publica&ccedil;&otilde;es (158 provenientes de conte&uacute;do pr&oacute;prio e 518 de conte&uacute;do partilhado). Entendemos que este resultado pode indicar que os ACeS pretendem promover publica&ccedil;&otilde;es que tenham como intuito a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, mas que n&atilde;o tendo recursos para tal, recorrem a partilhas sobre este tema, atrav&eacute;s de outras p&aacute;ginas no Facebook e/ou atrav&eacute;s de websites.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para terminar a an&aacute;lise a partir da atividade dos ACeS, no Facebook, importa referir que observ&aacute;mos apenas 15 respostas a coment&aacute;rios (dos 153 existentes), e duas respostas a cr&iacute;ticas/recomenda&ccedil;&otilde;es, no ano em an&aacute;lise. Salientamos ainda que 63% dos coment&aacute;rios n&atilde;o obtiveram qualquer resposta por parte do ACeS e que 24 coment&aacute;rios (16%) foram colocados pelos pr&oacute;prios ACeS como resposta &agrave; sua pr&oacute;pria publica&ccedil;&atilde;o (<a href="#f2">Figura 2</a>), 21 deles com uma linguagem de estilo pessoal (efetuados pela Unidade de Sa&uacute;de P&uacute;blica do ACeS Alentejo Central).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a11f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Intera&ccedil;&atilde;o do ACeS com outras p&aacute;ginas/entidades</b></p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; intera&ccedil;&atilde;o dos ACeS com outras p&aacute;ginas/entidades verific&aacute;mos que existe uma grande depend&ecirc;ncia de fontes externas para a manuten&ccedil;&atilde;o das respetivas p&aacute;ginas ativas, isto &eacute;, em 2018, 789 publica&ccedil;&otilde;es foram partilhadas de outras p&aacute;ginas presentes na rede social (no total de 59 fontes) e 636 publica&ccedil;&otilde;es foram partilhas de liga&ccedil;&otilde;es externas ao Facebook (de 60 fontes). </p>     <p>A p&aacute;gina do Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de<sup><a href="#16" name="top16">[16]</a></sup> foi a fonte onde os ACeS mais recorreram, em 2018, para ter publica&ccedil;&otilde;es nos respetivos murais (55%), logo seguida pela p&aacute;gina da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de<sup><a href="#17" name="top17">[17]</a></sup> (23%). Em todos os ACeS, sem exce&ccedil;&atilde;o, foram observadas publica&ccedil;&otilde;es partilhadas da p&aacute;gina de Facebook do SNS. </p>     <p>Importa ainda destacar que existem 32 publica&ccedil;&otilde;es, em ingl&ecirc;s, partilhadas diretamente da p&aacute;gina de Facebook da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de<sup><a href="#18" name="top18">[18]</a></sup>, tendo sido a maioria registada no mural do ACeS de Entre Douro e Vouga II Aveiro Norte (<a href="#f3">Figura 3</a>). A p&aacute;gina de Facebook do Instituto Portugu&ecirc;s de Sangue e Transplanta&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#19" name="top19">[19]</a></sup> foi a fonte de 18 publica&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a11f3.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Por outro lado, a principal fonte das publica&ccedil;&otilde;es com liga&ccedil;&otilde;es externas (<a href="#t4">Tabela 4</a>), ou seja, cujo conte&uacute;do principal &eacute; uma liga&ccedil;&atilde;o (link) que encaminha o utilizador para outra p&aacute;gina web, &eacute; a imprensa online e as not&iacute;cias nesses sites publicadas (57%), sendo o website Atlas da Sa&uacute;de<sup><a href="#20" name="top20">[20]</a></sup> o maior referenciado com 143 publica&ccedil;&otilde;es, seguido pelo portal Sapo Lifstyle<sup><a href="#21" name="top21">[21]</a></sup> (51 refer&ecirc;ncias).</p>     <p>As publica&ccedil;&otilde;es que remetem para o website do Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de correspondem a 19% e para o website da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de equivale a 5%. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t4"></a> <img src="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a11t4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Intera&ccedil;&atilde;o dos utilizadores com a p&aacute;ginas do ACeS</b></p>     <p>No total, os utilizadores reagiram &agrave;s publica&ccedil;&otilde;es com 6.906 gostos, 114 coment&aacute;rios e 2.172 partilhas. No entanto, apenas tr&ecirc;s ACeS t&ecirc;m rea&ccedil;&otilde;es em todas as publica&ccedil;&otilde;es (<a href="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a11t5.jpg">Tabela 5</a>). No ACeS Douro Norte observ&aacute;mos 209 publica&ccedil;&otilde;es sem qualquer rea&ccedil;&atilde;o e no ACeS de Entre Douro e Vouga II Aveiro Norte 151 publica&ccedil;&otilde;es. Recordemos que ambos s&atilde;o os ACeS com maior n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es no total. A aus&ecirc;ncia de rea&ccedil;&atilde;o poder&aacute; demonstrar falta de interesse no conte&uacute;do disponibilizado (em 380 publica&ccedil;&otilde;es). </p>     
<p>Os coment&aacute;rios deixados pelos utilizadores (<a href="#f4">Figura 4</a>) foram positivos em 96 publica&ccedil;&otilde;es, neutros em 13 e negativos em cinco casos (tr&ecirc;s vis&iacute;veis e dois coment&aacute;rios ocultados). </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f4"></a> <img src="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a11f4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os visitantes das p&aacute;ginas dos ACeS publicaram, no total, 16 publica&ccedil;&otilde;es vis&iacute;veis nos separadores comunidades das p&aacute;ginas em an&aacute;lise e n&atilde;o regist&aacute;mos teor negativo em nenhuma destas intera&ccedil;&otilde;es.</p>     <p><b>Notas conclusivas </b></p>     <p>O presente artigo pretendeu analisar de que forma os Agrupamentos de Centros de Sa&uacute;de marcam presen&ccedil;a no Facebook, partindo da ideia de que este canal de comunica&ccedil;&atilde;o pode contribuir para o cumprimento das suas miss&otilde;es organizacionais, no que respeita &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a. </p>     <p>No entanto, nota-se que apenas oito dos 55 Agrupamentos de Centros de Sa&uacute;de, est&atilde;o presentes nesta rede social, o que pode indicar que os atores respons&aacute;veis pelos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, em Portugal, n&atilde;o reconhecem o valor da comunica&ccedil;&atilde;o nem das potencialidades dos novos canais de comunica&ccedil;&atilde;o como ve&iacute;culos privilegiados para comunicar com os seus p&uacute;blicos.</p>     <p>As p&aacute;ginas de facebook dos ACeS t&ecirc;m uma express&atilde;o reduzida, em termos de seguidores, variando entre 384 pessoas e 2.305 pessoas. </p>     <p>A pesquisa sugere ainda, para os ACeS presentes no Facebook, uma falta de capacidade para gerar conte&uacute;dos pr&oacute;prios, j&aacute; que 70% das publica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o partilhas de outras p&aacute;ginas de Facebook ou partilhas de liga&ccedil;&otilde;es a outros websites. </p>     <p>Este resultado leva-nos a argumentar que as organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de podem percecionar as redes sociais como ferramentas de dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o relacionada com sa&uacute;de. Esta conclus&atilde;o est&aacute; em conformidade com um estudo realizado, em 2012, a departamentos de sa&uacute;de p&uacute;blica, que confirmou que esses servi&ccedil;os recorriam &agrave;s redes sociais como mais um canal para distribuir informa&ccedil;&atilde;o, em vez de criar conversa&ccedil;&atilde;o ou envolvimento com a audi&ecirc;ncia (Thackeray, Neiger, Smith &amp; Van Wagenen, 2012). </p>     <p>A pesquisa aponta tamb&eacute;m para uma baixa interatividade dos ACeS com os seus seguidores, na medida em que apenas cerca de 10% dos coment&aacute;rios registados obtiveram resposta da institui&ccedil;&atilde;o. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este dado est&aacute; em linha com a pesquisa de Macnamara (2014) que mostrou que a maioria das organiza&ccedil;&otilde;es est&atilde;o a adotar as redes sociais mas n&atilde;o as pr&aacute;ticas das redes sociais: &ldquo;continua-se a aplicar principalmente pr&aacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o de massa, unidirecionais&rdquo; (p. 190).</p>     <p>De forma geral, observ&aacute;mos uma preocupa&ccedil;&atilde;o com a propaga&ccedil;&atilde;o de mensagens que contribuam para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, quer associadas a efem&eacute;rides, quer associadas a iniciativas ou &eacute;pocas espec&iacute;ficas do ano, como a preven&ccedil;&atilde;o da gripe no Inverno e a preven&ccedil;&atilde;o da desidrata&ccedil;&atilde;o no Ver&atilde;o, ou a import&acirc;ncia da vacina&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Apenas uma minoria das publica&ccedil;&otilde;es utiliza o v&iacute;deo, ao contr&aacute;rio do esperado, dado que como argumenta Postman (2009) a converg&ecirc;ncia de c&acirc;maras de filmar de baixo custo, software de edi&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deo e servi&ccedil;os online gratuitos para publica&ccedil;&atilde;o, compartilhamento e visualiza&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deo impulsionou a cria&ccedil;&atilde;o de milh&otilde;es de horas de conte&uacute;do de v&iacute;deo gerados nas redes sociais. </p>     <p>De igual modo verific&aacute;mos tamb&eacute;m que, em 2018, nos ACeS em an&aacute;lise, n&atilde;o foi criado qualquer evento no separador que o Facebook disponibiliza para esse efeito, apesar de 296 publica&ccedil;&otilde;es no mural das p&aacute;ginas estarem relacionadas com iniciativas. </p>     <p>A falta de otimiza&ccedil;&atilde;o das presen&ccedil;as nesta rede social, observadas neste estudo, parece sugerir que n&atilde;o existem profissionais de comunica&ccedil;&atilde;o e/ou rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas nas estruturas organizacionais dos Agrupamentos de Centros de Sa&uacute;de. Esta descoberta contraria a tend&ecirc;ncia atual, no resto do mundo, onde se est&aacute; a verificar um crescimento acentuado de profissionais de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas a atuar no setor da sa&uacute;de, em entidades governamentais (Place &amp; Varderman-Winter, 2016). </p>     <p>Parece ser poss&iacute;vel afirmar-se que estamos muito longe de encontrar uma no&ccedil;&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o na sua fun&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica ou com o intuito de contribuir para a mudan&ccedil;a (Cornelissen, 2017; Eir&oacute;-Gomes &amp; Nunes, 2013) que permita e potencie a rela&ccedil;&atilde;o destas institui&ccedil;&otilde;es com os seus p&uacute;blicos, atrav&eacute;s das redes sociais.</p>     <p>Partindo da perspetiva, defendida por Mafalda Eir&oacute;-Gomes (2017):</p>     <blockquote>a comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; um mero adere&ccedil;o, uma adenda, ou algo a que se recorre num momento de afli&ccedil;&atilde;o (e.g. falta de verbas ou danos reputacionais), mas &eacute; antes uma forma de estar e pensar, um elemento fundador das pr&oacute;prias organiza&ccedil;&otilde;es, totalmente imbricada nas suas pr&aacute;ticas e constitutiva das suas pol&iacute;ticas. (p. 6)</blockquote>     <p>De acordo com esta ideia e dado o seu foco nos p&uacute;blicos e na prossecu&ccedil;&atilde;o dos objetivos e cumprimento da miss&atilde;o organizacional, parece-nos fundamental que os respons&aacute;veis pelos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios reconhe&ccedil;am urgentemente o papel do rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e da comunica&ccedil;&atilde;o nas suas institui&ccedil;&otilde;es. </p>     <p>Entendemos, como consequ&ecirc;ncia desta pesquisa, e seguindo o j&aacute; defendido por Springston e Lariscy (2010), que os ACeS devem colocar os rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas como elemento central no desenvolvimento de mensagens que permitam atingir as suas miss&otilde;es organizacionais e, assim, contribuir para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Muitas vezes a conclus&atilde;o de uma investiga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; mais do que o in&iacute;cio de uma outra. Ficar&aacute; como perspetiva futura para investiga&ccedil;&atilde;o a an&aacute;lise dos motivos que justificam a falta de investimento ou a n&atilde;ocontempla&ccedil;&atilde;o das redes sociais como canais de comunica&ccedil;&atilde;o para o cumprimento da miss&atilde;o e objetivos destas institui&ccedil;&otilde;es. </p>     <p>No caso dos ACeS que est&atilde;o atualmente presentes no Facebook espera-se, no futuro, perceber os objetivos dessa presen&ccedil;a e as qualifica&ccedil;&otilde;es das pessoas respons&aacute;veis por gerir tais p&aacute;ginas. Uma vez que a maioria das publica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o partilhadas das p&aacute;ginas do Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de e da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de ficar&aacute; para futuros estudos a an&aacute;lise dos conte&uacute;dos disponibilizados em ambas as p&aacute;ginas.</p>     <p>Poder&aacute; ainda ser relevante analisar se as unidades funcionais dos ACeS, tais como as Unidades de Sa&uacute;de Familiar, as Unidades de Cuidados na Comunidade e as Unidades de Sa&uacute;de P&uacute;blica est&atilde;o presentes nas redes sociais e a comunica&ccedil;&atilde;o que desenvolvem nessas plataformas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Asano, E. (2017, 04 de janeiro). How much time do people spend on social media? Retirado de <a href="https://www.socialmediatoday.com/marketing/how-much-time-do-people-spend-social-media-infographic" target="_blank">https://www.socialmediatoday.com/marketing/how-much-time-do-people-spend-social-media-infographic</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027145&pid=S2183-3575202000030001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Austin, L. (2012). Government&rsquo;s use of social media to frame health information: a review of the U. S. centers for disease control and prevention&rsquo;s social media practices. In S. C. Duhe (Ed.), <i>New media and public relations</i> (pp. 209-217). Nova Iorque: Peter Lang Publishing Inc.</p>     <!-- ref --><p>Avidar, R. (2017). Responsiveness and interactivity: relational maintenance strategies in an online environment. In S. C. Duhe (Ed.), <i>New media and public relations</i> (pp. 229-238). Nova Iorque: Peter Lang Publishing Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027147&pid=S2183-3575202000030001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Berry, D. (2007). <i>Health communication: theory and practice.</i> Londres: McGraw-Hill Education.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027149&pid=S2183-3575202000030001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Breakenridge, D. K. (2008). <i>PR 2.0: new media, new tools, new audiences</i>. Nova Jersey: FT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027151&pid=S2183-3575202000030001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bryson, J. M. (2016). Strategic planning and the strategy change cycle. In D. O. Renz &amp; R. D. Herman (Eds.), <i>The Jossey-Bass handbook of nonprofit leadership and management</i> (pp. 240-73). Nova Jersey: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027153&pid=S2183-3575202000030001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Burton, J., Henderson, K., Hill, O., Graham, C. &amp; Nadarynski, T. (2019). Targeted sexual health promotion on social media for young adults at risk of chlamydia: a mixed-methods analysis. <i>Digital Health, 5, </i>1-10. <a href="https://doi.org/10.1177/2055207619827193" target="_blank">https://doi.org/10.1177/2055207619827193</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027155&pid=S2183-3575202000030001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Cho, M. &amp; Schweickart, T. (2015). Nonprofits&rsquo; use of Facebook: an examination of organizational message strategies. In R. D. Waters (Ed.), <i>Public relations in the nonprofit sector</i> (pp. 281-295). Nova Iorque: Routledge.</p>     <!-- ref --><p>Coiera, E. (2013). Social networks, social media, and social diseases. <i>BMJ, 346</i>, 1-4. <a href="https://doi.org/10.1136/bmj.f3007" target="_blank">https://doi.org/10.1136/bmj.f3007</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027157&pid=S2183-3575202000030001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cornelissen, J. (2017). <i>Corporate communication: a guide to theory and practice</i> (5.&ordf; ed.). Londres: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027158&pid=S2183-3575202000030001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Coutinho, C. (2018). <i>Metodologias de investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas: teoria e pr&aacute;tica</i>. Coimbra: Editora Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027160&pid=S2183-3575202000030001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Decreto-Lei n.&ordm;56/1979, de 15 de setembro, Rep&uacute;blica Portuguesa.</p>     <p>Decreto-Lei n.&ordm;28/2008, de 22 de fevereiro, Rep&uacute;blica Portuguesa.</p>     <!-- ref --><p>Eir&oacute;-Gomes, M. &amp; Nunes, T. (2013). Rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas/comunica&ccedil;&atilde;o institucional/comunica&ccedil;&atilde;o corporativa: tr&ecirc;s designa&ccedil;&otilde;es para uma mesma realidade?. In M. L. Martins &amp; J. Ver&iacute;ssimo (Eds.), <i>Comunica&ccedil;&atilde;o global, cultura e tecnologia</i> - <i>Atas do 8&ordm; Congresso SOPCOM </i>(pp. 1050-1057). Lisboa: ESCS/ SOPCOM.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027164&pid=S2183-3575202000030001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Eir&oacute;-Gomes, M. (Ed.) (2017) <i>A comunica&ccedil;&atilde;o em organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil conhecimento e reconhecimento</i>. Lisboa: Escola Superior de Comunica&ccedil;&atilde;o Social.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027166&pid=S2183-3575202000030001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Eng, T., Maxfield, A., Patrick, K., Deering, M.J., Ratzan, S. C. &amp; Gustafson, D. H. (1998). Access to health information and support: a public highway or a private road? <i>Jama</i>, <i>280</i>(15), 1371-1375. <a href="https://doi.org/10.1001/jama.280.15.1371" target="_blank">https://doi.org/10.1001/jama.280.15.1371</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027168&pid=S2183-3575202000030001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fortin, M. F.(2003). <i>O processo de investiga&ccedil;&atilde;o</i>. Loures: Lusoci&ecirc;ncia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027169&pid=S2183-3575202000030001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gold, J., Pedrana, A. E., Sacks-Davis, R., Hellard, M. E., Chang, S., Howard, S., Keogh, L. &amp; Stoove, M. A. (2011). A systematic examination of the use of online social networking sites for sexual health promotion. <i>BMC public health</i>, <i>11</i>(1), 583.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027171&pid=S2183-3575202000030001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Grunig, J. E. (2009). Paradigms of global public relations in an age of digitalisation. <i>PRism</i>, <i>6</i>(2), 1-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027173&pid=S2183-3575202000030001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Lesly, P. (1997). The nature and role of public relations. In P. Lesly, Lesly&rsquo;s handbook of public relations and communications (5&ordf; ed.) (pp. 3-19). Chicago: Contemporary Books.</p>     <!-- ref --><p>Macnamara, J. (2014). <i>The 21st century media (r) evolution: emergent communication practices</i>. Nova Iorque: Peter Lang.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027176&pid=S2183-3575202000030001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Michaelson, D. &amp; Stacks, D. W. (2017). <i>A professional and practitioner&rsquo;s guide to public relations research, measurement, and evaluation</i>. Nova Iorque: Business Expert Press.</p>     <!-- ref --><p>Moorhead, S. A., Hazlett, D. E., Harrison, L., Carroll, J. K., Irwin, A. &amp; Hoving, C. (2013). A new dimension of health care: systematic review of the uses, benefits, and limitations of social media for health communication. <i>Journal of medical Internet research</i>, <i>15</i>(4). <a href="https://doi.org/10.2196/jmir.1933" target="_blank">https://doi.org/10.2196/jmir.1933</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027179&pid=S2183-3575202000030001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mundy, E. D. (2017). The challenge of true engagement: how 21<sup>st</sup> century gay pride organizations strategically use social media to mobilize stakeholders. In S. C. Duhe (Ed.), <i>New media and public relations</i> (pp. 251-259). Nova Iorque: Peter Lang Publishing In.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027180&pid=S2183-3575202000030001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Nunes, T. (2011). <i>Terceiro sector: rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas como negocia&ccedil;&atilde;o e compromisso</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Instituto Polit&eacute;cnico de Lisboa, Lisboa, Portugal. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/10400.21/463/" target="_blank">http://hdl.handle.net/10400.21/463</a></p>     <!-- ref --><p>Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de. (1998). <i>Health promotion glossary</i>. Retirado de <a href="http://www.who.int/healthpromotion/about/HPR%20Glossary%201998.pdf" target="_blank">http://www.who.int/healthpromotion/about/HPR%20Glossary%201998.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027183&pid=S2183-3575202000030001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Phillips, D. &amp; Young, P. (2009). <i>Online public relations</i>. Londres: Kogan Page.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027184&pid=S2183-3575202000030001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Piotrow, P. T., Rimon, J.G. II, Payne Merritt, A. &amp; Saffitz, G. (2003). <i>Advancing health communication: the PCS Experience in the field.</i> Baltimore: Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health/Center for Communication Programs.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027186&pid=S2183-3575202000030001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Place, K. R. &amp; Vardeman-Winter, J. (2016). Science, medicine, and the body: how public relations blurs lines across individual and public health. In J. L&acute;&Eacute;tang; D. McKie; N. Snow &amp; J. Xifra (Eds.), <i>The Routledge handbook of critical public relations</i> (pp. 259-271). Nova Iorque: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027188&pid=S2183-3575202000030001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Postman, J. (2009). <i>SocialCorp: social media goes corporate</i>. EUA: Peachpit Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027190&pid=S2183-3575202000030001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Quivy, R. &amp; Campenhoudt, L. (2017). <i>Manual de investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Sociais. </i>Lisboa: Gradiva Publica&ccedil;&otilde;es.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027192&pid=S2183-3575202000030001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schiavo, R. (2007). <i>Health communication: from theory to practice. </i>EUA: Jossey Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027194&pid=S2183-3575202000030001100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Scott, D. M. (2009). <i>The new rules of marketing and PR: how to use social media, blogs, news releases, online video, and viral marketing to reach buyers directly</i>. Nova jersey: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027196&pid=S2183-3575202000030001100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Siapera, E. (2018). <i>Understanding new media</i>. Londres: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027198&pid=S2183-3575202000030001100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Smailhodzic, E., Hooijsma, W., Boonstra, A. &amp; Langley, D. J. (2016). Social media use in healthcare: a systematic review of effects on patients and on their relationship with healthcare professionals. <i>BMC health services research</i>, <i>16</i>(442). <a href="https://doi.org/10.1186/s12913-016-1691-0" target="_blank">https://doi.org/10.1186/s12913-016-1691-0</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027200&pid=S2183-3575202000030001100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Solis, B. &amp; Breakenridge, D. K. (2009). <i>Putting the public back in public relations: how social media is reinventing the aging business of PR</i>. Nova Jersey: Ft Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027201&pid=S2183-3575202000030001100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Springston, K. J. &amp; Lariscy, W. R. (2010). The role of public relations in promoting healthy communities. In R. L. Heath (Ed.), <i>The Sage handbook of public relations </i>(pp. 547-556). EUA: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027203&pid=S2183-3575202000030001100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Thackeray, R., Neiger, B. L., Smith, A. K. &amp; Van Wagenen, S. B. (2012). Adoption and use of social media among public health departments. <i>BMC public health</i>, <i>12</i>(242). <a href="https://doi.org/10.1186/1471-2458-12-242" target="_blank">https://doi.org/10.1186/1471-2458-12-242</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027205&pid=S2183-3575202000030001100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Umair, A., Nanda, P. &amp; He, X. (2017). Online social network information forensics. <i>IEEE TructCom2017</i>, 1139-1144. <a href="https://doi.org/10.1109/Trustcom/BigDataSE/ICESS.2017.364" target="_blank">https://doi.org/10.1109/Trustcom/BigDataSE/ICESS.2017.364</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027206&pid=S2183-3575202000030001100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Van De Belt, T. H., Berben, S. A., Samson, M., Engelen, L. J. &amp; Schoonhoven, L. (2012). Use of social media by Western European hospitals: longitudinal study. <i>Journal of medical Internet research</i>, <i>14</i>(3). <a href="https://doi.org/10.2196/jmir.1992" target="_blank">https://doi.org/10.2196/jmir.1992</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027207&pid=S2183-3575202000030001100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>We Are Social &amp; Hootsuite. (2018). <i> Digital 2018: Portugal.</i> Retirado de <a href="https://hootsuite.com/pt/pages/digital-in-2018" target="_blank">https://hootsuite.com/pt/pages/digital-in-2018</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027209&pid=S2183-3575202000030001100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>We Are Social &amp; Hootsuite. (2019). <i>Digital 2019: Portugal.</i> Retirado de <a href="https://hootsuite.com/resources/digital-in-2019" target="_blank">https://hootsuite.com/resources/digital-in-2019</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027210&pid=S2183-3575202000030001100040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Wilson, J. (2012). Foreword. In S. Waddington (Ed.), <i>Share this: the social media handbook for PR professionals </i>(pp. xi-xii). Reino Unido: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027211&pid=S2183-3575202000030001100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Woolley, P. &amp; Peterson, M. (2012) Efficacy of a health-related Facebook social network site on health-seeking behaviors. <i>Social Marketing Quarterly</i>, <i>18</i>(1), 29-39. <a href="https://doi.org/10.1177/1524500411435481" target="_blank">https://doi.org/10.1177/1524500411435481</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027213&pid=S2183-3575202000030001100042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nota biogr&aacute;fica</b></p>     <p>Andreia Garcia &eacute; licenciada em Comunica&ccedil;&atilde;o Empresarial pela Escola Superior de Comunica&ccedil;&atilde;o Social (ESCS) do Instituto Polit&eacute;cnico de Lisboa. &Eacute; mestre em Comunica&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Doutoranda em Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o pelo ISCTE-IUL. &Eacute; Professora Adjunta Convidada nas unidades curriculares de Estrat&eacute;gia em Rela&ccedil;&otilde;es P&uacute;blicas e Rela&ccedil;&atilde;o com os <i>Media</i>, na ESCS-IPL. Trabalha, h&aacute; mais de 15 anos, em ag&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o como consultora especialista no setor da sa&uacute;de. &Eacute; fundadora e diretora-geral da empresa Miligrama Comunica&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de. </p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0002-4116-5667" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-4116-5667</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:agarcia@escs.ipl.pt">agarcia@escs.ipl.pt</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Morada: Escola Superior de Comunica&ccedil;&atilde;o Social. Campus de Benfica do IPL. 1549-014 Lisboa, Portugal</p>     <p>Mafalda Eir&oacute;-Gomes &eacute; doutorada e mestre em Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o pela Universidade NOVA de Lisboa. Professora coordenadora de Pragm&aacute;tica e Rela&ccedil;&otilde;es P&uacute;blicas da Escola Superior de Comunica&ccedil;&atilde;o Social &ndash; Instituto Polit&eacute;cnico de Lisboa, onde leciona desde 1991. Consultora para a comunica&ccedil;&atilde;o, <i>pro bono</i>, de diversas organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil. </p>     <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0002-5542-6995" target="_blank"> https://orcid.org/0000-0002-5542-6995</a></p>     <p>Email: <a href="mailto:agomes@escs.ipl.pt">agomes@escs.ipl.pt</a></p>     <p>Morada: Escola Superior de Comunica&ccedil;&atilde;o Social. Campus de Benfica do IPL. 1549-014 Lisboa, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>* Submiss&atilde;o: 02/07/2019</b></p>     <p><b>* Aceita&ccedil;&atilde;o: 31/10/2019</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os investigadores agradecem &agrave; Digital Methods Initiative e a Bernhard Rieder pela utiliza&ccedil;&atilde;o da ferramenta Netvizz1.6. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><sup><a href="#top1" name="1">[1]</a></sup> Segundo os dados da Internet World Stats, cerca de 4.346.561.853 pessoas em todo o mundo acedem &agrave; internet, o que equivale a 56,1% da popula&ccedil;&atilde;o mundial (informa&ccedil;&atilde;o relativa a 2019 retirada de <a href="https://www.internetworldstats.com" target="_blank">https://www.internetworldstats.com</a>).</p>     <p><sup><a href="#top2" name="2">[2]</a></sup> Para uma defini&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios termos relacionados com as redes sociais ver Phillips e Young (2009, pp. 10-22). </p>     <p><sup><a href="#top3" name="3">[3]</a></sup> Dados relativos ao per&iacute;odo de janeiro de 2018 a janeiro de 2019 (We Are Social &amp; Hootsuite, 2019). No per&iacute;odo de janeiro de 2017 a janeiro de 2018 a taxa de crescimento de utilizadores na internet, em Portugal, foi de 7% (We Are Social &amp; Hootsuite, 2018).</p>     <p><sup><a href="#top4" name="4">[4]</a></sup> Em Portugal, 65% da popula&ccedil;&atilde;o est&aacute; ativamente nas redes sociais, onde despende cerca de 2h09m diariamente (We Are Social &amp; Hootsuite, 2019).</p>     <p><sup><a href="#top5" name="5">[5]</a></sup> De acordo com o relat&oacute;rio Digital 2019 da Hootsuite (We Are Social &amp; Hootsuite, 2019), 90% dos utilizadores na internet, em Portugal, est&atilde;o no Facebook, sendo a rede social com maior n&uacute;mero de utilizadores. </p>     <p><sup><a href="#top6" name="6">[6]</a></sup> Para a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (1998), os cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios podem ser definidos como &ldquo;cuidados de sa&uacute;de essenciais tornados acess&iacute;veis a um custo que um pa&iacute;s e a comunidade podem pagar, com m&eacute;todos que s&atilde;o pr&aacute;ticos, cientificamente s&oacute;lidos e socialmente aceit&aacute;veis&rdquo; (p. 3).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top7" name="7">[7]</a></sup> Entende-se por promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de o processo que visa aumentar a capacidade das pessoas no sentido de conseguirem controlar a sua sa&uacute;de, por forma a melhor&aacute;-la. Este processo vai al&eacute;m do foco no comportamento individual passando para uma ampla gama de interven&ccedil;&otilde;es sociais, econ&oacute;micas e ambientais, tal como descreve a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (1998).</p>     <p><sup><a href="#top8" name="8">[8]</a></sup> A preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a &eacute; considerada uma a&ccedil;&atilde;o dirigida a indiv&iacute;duos e popula&ccedil;&otilde;es com fatores de risco identific&aacute;veis, frequentemente associados a diferentes comportamentos de risco (Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de, 1998).</p>     <p><sup><a href="#top9" name="9">[9]</a></sup> O Facebook pode ser definido como um servi&ccedil;o de redes sociais ou um micro website que permite que as pessoas partilhem conte&uacute;do interativo entre uma rede de amigos (Phillips &amp; Young, 2009, p. 26). Fundado em 2004, o Facebook tem como miss&atilde;o dar &agrave;s pessoas o poder de construir uma comunidade e aproximar o mundo. As pessoas usam o Facebook para manter contato com os amigos e com os familiares, para descobrir o que est&aacute; a acontecer no mundo e para compartilhar e expressar o que &eacute; importante para elas (retirado de <a href="https://newsroom.fb.com/company-info/" target="_blank">https://newsroom.fb.com/company-info/</a>).</p>     <p><sup><a href="#top10" name="10">[10]</a></sup> De acordo com o Facebook foram criadas 16 milh&otilde;es de p&aacute;ginas de empresas em maio de 2013, o que representa um aumento de 100% em rela&ccedil;&atilde;o aos oito milh&otilde;es em junho de 2012 (retirado de <a href="https://newsroom.fb.com/company-info/" target="_blank">https://newsroom.fb.com/company-info/</a>).</p>     <p><sup><a href="#top11" name="11">[11]</a></sup> Retirado de <a href="https://newsroom.fb.com/company-info/" target="_blank">https://newsroom.fb.com/company-info/</a></p>     <p><sup><a href="#top12" name="12">[12]</a></sup> Os estudos descritivos visam &ldquo;denominar, classificar, descrever uma popula&ccedil;&atilde;o ou conceptualizar uma situa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Fortin, 2003, p. 138).</p>     <p><sup><a href="#top13" name="13">[13]</a></sup> Retirado de <a href="https://www.sns.gov.pt/institucional/entidades-de-saude/" target="_blank">https://www.sns.gov.pt/institucional/entidades-de-saude/</a></p>     <p><sup><a href="#top14" name="14">[14]</a></sup> Sobre a diferen&ccedil;a entre uma p&aacute;gina e um perfil consultar <a href="https://www.facebook.com/help/337881706729661" target="_blank">https://www.facebook.com/help/337881706729661</a></p>     <p><sup><a href="#top15" name="15">[15]</a></sup> Dispon&iacute;vel em <a href="https://apps.facebook.com/107036545989762/" target="_blank">https://apps.facebook.com/107036545989762/</a></p>     <p><sup><a href="#top16" name="16">[16]</a></sup> Dispon&iacute;vel em <a href="https://www.facebook.com/sns.gov.pt/" target="_blank">https://www.facebook.com/sns.gov.pt/</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#top17" name="17">[17]</a></sup> Dispon&iacute;vel em <a href="https://www.facebook.com/direcaogeralsaude/" target="_blank">https://www.facebook.com/direcaogeralsaude/</a></p>     <p><sup><a href="#top18" name="18">[18]</a></sup> Dispon&iacute;vel em <a href="https://www.facebook.com/WHO/" target="_blank">https://www.facebook.com/WHO/</a></p>     <p><sup><a href="#top19" name="19">[19]</a></sup> Dispon&iacute;vel em <a href="hhttps://www.facebook.com/Instituto-Portugu%C3%AAs-do-Sangue-e-da-Transplanta%C3%A7%C3%A3o-IP-216964194998749//" target="_blank">https://www.facebook.com/Instituto-Portugu%C3%AAs-do-Sangue-e-da-Transplanta%C3%A7%C3%A3o-IP-216964194998749/</a></p>     <p><sup><a href="#top20" name="20">[20]</a></sup> Dispon&iacute;vel em <a href="https://www.atlasdasaude.pt/" target="_blank">www.atlasdasaude.pt</a></p>     <p><sup><a href="#top21" name="21">[21]</a></sup> Dispon&iacute;vel em <a href="https://lifestyle.sapo.pt/" target="_blank">https://lifestyle.sapo.pt/</a></p>      ]]></body><back>
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