<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2183-5462</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Media & Jornalismo]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Media & Jornalismo]]></abbrev-journal-title>
<issn>2183-5462</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Investigação Media e JornalismoFaculdade de Ciências Sociais e Humanas/Universidade Nova de Lisboa]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2183-54622016000100006</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.14195/2183-5462_28_4</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[iNOVA Media Lab: do &#8220;choque de futuro&#8221; a um ecossistema de inovação digital]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[iNova Media Lab: from a &#8220;future shock&#8221; to an innovation digital ecosystem]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vicente]]></surname>
<given-names><![CDATA[Paulo Nuno]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Nova de Lisboa Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Centro de Investigação de Comunicação, Informação e Cultura Digital]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<volume>16</volume>
<numero>28</numero>
<fpage>69</fpage>
<lpage>75</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2183-54622016000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2183-54622016000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2183-54622016000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Partindo de sinais que evidenciam um &#8220;choque de futuro&#8221; no ensino superior dos media e do jornalismo em Portugal, este artigo identifica o problema de uma intermediação quebrada entre a sala de aula, as unidades de investigação, as comunidades locais e a indústria. Assume-se o lugar e a cultura experimental do laboratório, aqui representado pelo iNOVA Media Lab, como uma zona de troca que opera objectos de fronteira. Propõe-se que este tipo organizacional híbrido está, assim, vocacionado para práticas de &#8220;translação&#8221; e atribui-se à Universidade um renovado papel social: o de corporizar uma intermediação de confiança.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Following signs of a "future shock" in media and journalism higher education in Portugal, this article identifies the problem of a &#8220;broken middle&#8221; between the classroom, research units, local communities and the industry. As a place and as a culture, the experimental laboratory, here represented by iNOVA Media Lab, is portrayed as a &#8220;trading zone&#8221; operating &#8220;boundary objects&#8221;. It is proposed that this hybrid organizational type is thus geared to translation practices. A renewed social role is assigned to the University: to embody a trusted intermediary.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Empreendedorismo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[inovação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[laboratório experimental]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[media digitais]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[translação]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Entrepreneurship]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[innovation]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[experimental lab]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[digital media]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[translation]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="3"><b><font size="2">ARTIGO</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>iNOVA Media Lab: do &#8220;choque de futuro&#8221; a um ecossistema de inovação digital</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>iNova Media Lab: from a &#8220;future shock&#8221; to an innovation digital ecosystem</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Paulo Nuno Vicente<sup>I</sup></b></font>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup> UNL /FCSH|CIC Digital| iNOVA Media Lab. <i>E-mail</i>: <a href="mailto:pnvicente@gmail.com">pnvicente@gmail.com</a>    <br> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <HR>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Partindo de sinais que evidenciam um &#8220;choque de futuro&#8221; no ensino superior dos media e do jornalismo em Portugal, este artigo identifica o problema de uma intermediação quebrada entre a sala de aula, as unidades de investigação, as comunidades locais e a indústria. Assume-se o lugar e a cultura experimental do laboratório, aqui representado pelo iNOVA Media Lab, como uma zona de troca que opera objectos de fronteira. Propõe-se que este tipo organizacional híbrido está, assim, vocacionado para práticas de &#8220;translação&#8221; e atribui-se à Universidade um renovado papel social: o de corporizar uma intermediação de confiança.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Palavras-chave:</i></b> Empreendedorismo; inovação; laboratório experimental; media digitais; translação</font></p> <HR>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Following signs of a "future shock" in media and journalism higher education in Portugal, this article identifies the problem of a &#8220;broken middle&#8221; between the classroom, research units, local communities and the industry. As a place and as a culture, the experimental laboratory, here represented by iNOVA Media Lab, is portrayed as a &#8220;trading zone&#8221; operating &#8220;boundary objects&#8221;. It is proposed that this hybrid organizational type is thus geared to translation practices. A renewed social role is assigned to the University: to embody a trusted intermediary.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Keywords:</i></b> Entrepreneurship; innovation; experimental lab; digital media; translation</font></p> <HR>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdução</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este texto parte do reconhecimento da emergência de um &#8220;choque de futuro&#8221; no ensino dos media em Portugal e propõe a criação de um ecossistema de laboratórios experimentais e interuniversitários vocacionados para a prototipagem de soluções úteis (&#8220;protolabs&#8221;), integrando <i>start-ups</i> de raiz científica, como locais de acção na (re)construção de práticas inovadoras que respondam aos desafios das sociedades contemporâneas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma proposta deste género implica a admissão de actuais insuficiências, apesar de substanciais desenvolvimentos nas últimas décadas: a persistência de uma cultura de antinomia entre o <i>teórico</i> e o <i>prático</i>, o <i>ensino</i> e a <i>investigação</i>, a <i>universidade</i> e o <i>politécnico</i>, a <i>ciência</i> e a <i>técnica</i>, a <i>cultura</i> e a <i>economia</i>. Num esforço de convergência de cérebros de confiança, trata-se de, com a nossa proposta, (re) encontrar fórmulas que permitam à Educação renovar a sua relevância no mundo de hoje e de amanhã.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Retoma-se aqui uma ideia com mais de quarenta anos: a de que &#8220;um choque de futuro ocorre quando somos confrontados pelo facto de o mundo no qual fomos educados para acreditar não existe mais. As nossas imagens da realidade são aparições que desaparecem no momento do contacto&#8221; (Postman & Weingartner, 1969).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em Portugal, o ensino superior dos media e do jornalismo responde ainda, maioritariamente, à visão de um mundo social e tecnológico que não existe mais; reporta a um passado e a nostálgicas <i>idades de ouro</i>. Por outro lado, a indústria está sobretudo preocupada em reduzir custos e sobreviver, fechada no imediatismo. Entre utopia e distopia, quem cuida assim de conceber e concretizar um futuro que salvaguarde a relevância de uma mediação cívica nas sociedades democráticas?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Se &#8220;as burocracias são os repositórios das assunções convencionais e das práticas estandardizadas &#8211; dois dos grande aceleradores da entropia&#8221;, é de admitir que o ensino precisa tornar-se numa actividade subversiva, &#8220;servindo como um tipo de burocracia anti-burocracia&#8221; (p. 12).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quais os verbos predominantes no ensino superior no campo dos media? Precisamos olhar e aprender com o que <i>acontece</i> dentro das nossas salas de aula: a replicação de uma <i>dramaturgia de autoridade</i> (a do professor, a do coordenador, a do diretor, a da secretaria académica) e a ênfase na <i>mnemónica</i> (a memorização de informação). Os estudantes são fundamentalmente treinados no ato de <i>sentar</i>, <i>ouvir</i> e <i>repetir</i>. Diriam Postman e Weingartner, são treinados para a entropia &#8211; e não para a <i>criação activa</i> de soluções.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Agenda Digital para a Europa (UE) projeta horizontes para 2020. No domínio da investigação e da inovação, encontram-se contempladas áreas como as tecnologias emergentes, as infraestruturas digitais, e o ideal de uma ciência aberta &#8211; um &#8220;choque de futuro&#8221; para os nossos estudantes? Em Portugal, a iniciativa &#8220;Laboratórios de Participação Pública&#8221;, lançada em janeiro deste ano pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior anuncia &#8220;o objetivo de estimular o envolvimento público na construção de agendas de investigação e inovação e no debate de políticas públicas para a ciência e tecnologia e a difusão do conhecimento&#8221; (Ministério da Ciência, 2016). Vislumbramos a urgência em (re)ligar cidadãos e centros de produção de conhecimento? Do que precisamos para tal?</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>A intermediação quebrada e a necessidade de media de &#8220;translação&#8221;</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Um dos debates contemporâneos no domínio das políticas de saúde e da bioeconomia lida com uma pergunta que aqui nos é útil evocar: como transformar o conhecimento produzido em laboratório em valor real com impacto na vida dos pacientes? Trata-se de saber como tornar mais fluída e mais universalmente aplicável a cadeia de valor possibilitada pelo conhecimento científico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A pertinência de uma pergunta fundou um campo de trabalho, a &#8220;Medicina de Translação&#8221;, centrada no estudo e desenvolvimento de soluções dentro das organizações. Façamos uma &#8220;translação&#8221; interrogativa para o domínio do ensino dos media digitais:</font><font size="2" face="Verdana"></font></p> <font size="2" face="Verdana"> <ol>       <li>Como transferir o conhecimento gerado por investigadores integrados em centros de investigação para o contexto da sala de aula? Em Portugal, ainda que a tendência na estruturação das carreiras universitárias seja essa, nem todos os investigadores desenvolvem actividade docente &#8211; e vice-versa. E, em ambas as esferas, muitos são os que o fazem em condições sócio-económicas precárias (ex. falsos recibos verdes);</li>       <li>Como permitir que os currículos dialoguem com zonas de fronteira no conhecimento? No campo dos media digitais, não apenas essas zonas limítrofes se movem velozmente, desafiando a agilidade dos docentes e dos centros de investigação, como se desenvolvem em &#8220;nichos&#8221; experimentais em que não estão estabilizadas internacionalmente formas reguladas de actuação. Estes factores podem condicionar a estabilidade da aprendizagem e o cumprimento de objectivos de avaliação pedagógica (ex. jornalismo de sensores, jornalismo com recurso a drones, documentário imersivo, realidade virtual aplicada à não-ficção);</li>       <li>Como situar o ensino superior na busca de soluções efectivas para a comunidade na era da economia digital? Em Portugal, é manifesto o problema do abandono escolar, do desemprego jovem e ciclicamente sublinhada a necessidade de criação de novos locais de trabalho, novos negócios, novas oportunidades profissionais;</li>       <li>Como tornar acessível às comunidades locais as agendas, os processos e os resultados da investigação universitária? Num país extremamente litoralizado, são imprescindíveis dinâmicas de investigação-acção que, planeadas a médio e a longo prazo, conciliem os desafios globais com respostas locais;</li>     </ol> </font>     <p><font size="2" face="Verdana">Um dos pontos de partida para a proposta que desenvolvemos é, pois, uma evidente ausência de <i>pólos de intermediação</i> entre a sala de aula, o centro de investigação, a comunidade local, e a indústria: um problema de avaria histórica na <i>troca de conhecimento</i> e na <i>gestão da inovação</i>, uma intermediação quebrada (<i>&#8220;the broken middle&#8221;</i>) entre a universidade, como lugar de investigação e de ensino, e os contextos de aplicação desse conhecimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta capacidade de estabelecer uma intermediação interna e externa não é contudo uma competência automática na universidade e na indústria: protagonistas nos dois tabuleiros reclamam da falta de tempo para procurar possíveis caminhos e estruturas de colaboração, acabando dependentes da pré-existência de relações pessoais, de contactos, de projetos a necessitar de financiamento e de um conhecimento sobre <i>quem contactar</i> e <i>como contactar</i>. Por outro lado, um dos fatores que mais leva as empresas a não iniciar ou a desistir de parcerias de pesquisa e desenvolvimento é a percepção de uma pesada burocracia na tomada de decisões na universidade (Makimattila, Junell, & Rantala, 2015).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em complemento ao ensino, investigação e transferência de conhecimento, a Universidade confronta-se, assim, com a emergência de um renovado papel na sociedade: a de corporizar uma intermediação de confiança (&#8220;trusted intermediary&#8221;) na criação de centros de inovação abertos (Striukova & Rayna, 2015), avaliados pela tomada de iniciativas mensuráveis na articulação de pólos frequentemente tidos por antagónicos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A nossa proposta do laboratório experimental (&#8220;protolab&#8221;) como <i>tipo organizacional híbrido</i>, sede de práticas colaborativas com potencial de construção de futuros partilhados, baseia-se nesta capacidade de construção de parcerias, de alargar e aprofundar redes de cooperação interuniversitária, e de diálogo claro e eficaz com entidades orgânicas e externas. Numa expressão, trata-se de assumir o lugar e a cultura experimental de laboratório como uma <i>zona de troca</i> que opera com <i>objetos de fronteira</i> na interseção de mundos ocupacionais distintos e onde &#8220;diferentes grupos com diferentes identidades, tipos de especialidade, ou antecedentes ocupacionais podem encontrar-se em torno de objectos particulares para comunicarem e colaborarem&#8221; (Lewis & Usher, 2016).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Não é, contudo, suficiente escrevê-lo. São conhecidas as implicações práticas em processos que procuram melhorar o contributo das universidades noutros objetos de fronteira &#8211; que não são necessariamente materiais &#8211; a exemplo, os processos de desenvolvimento urbano baseados em conhecimento (&#8220;knowledge-based urban development&#8221;): as próprias universidades necessitam de reformular um conjunto de procedimentos de forma a garantir que, além de alargarem o leque de potenciais parceiros, se efetivam melhorias ao nível do ensino e da investigação (Benneworth & Cunha, 2015). Por outras palavras, os processos de inovação envolvendo a Universidade devem servir, eles próprios, para que a Universidade, enquanto instituição social, se desafie a <i>ser</i> e a <i>fazer</i> melhor.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No contexto dos estudos sobre inovação, este debate gira em torno da <i>capacidade de absorção</i> das organizações e há evidências que sugerem que o acesso e estabelecimento de compromissos entre universidades e empresas, ao nível da investigação, resulta numa busca qualitativamente superior por invenções &#8211; além dos benefícios em termos de otimização dos recursos existentes e do desenvolvimento mútuo de vantagens competitivas (Fabrizio, 2009).</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana">No domínio do <i>futuro dos media e das notícias</i> &#8211; outro objeto de fronteira imaterial &#8211; é hoje crucial a criação intencional de zonas de troca (laboratórios experimentais), programadas para a colaboração em rede e executivamente coordenadas para a translação.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para tal, ao nível da conceção-operacionalização, afiguram-se cruciais grupos de <i>universitários de fusão</i> apostados na institucionalização dessas <i>iniciativas de translação</i> &#8211; um tipo de burocracia anti-burocracia &#8211; baseadas em modelos de convergência e de busca pela inovação e no abandono de quadros institucionais centrados no estabelecimento de <i>fronteiras</i> entre unidades orgânicas, departamentos e disciplinas científicas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>A &#8220;antidisciplinaridade&#8221; e a busca do erro informado</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na Europa, em particular na última década, o elogio ao potencial económico dos sectores culturais e criativos tornou-se, simultaneamente, lugar comum no discurso e omissão contínua na acção política. O efetivo papel destes dois setores é ainda largamente ignorado: em 2003, o volume de negócios gerado pelos sectores das artes visuais, artes performativas, património, cinema e audiovisual, televisão e rádio, videojogos, música, edição livreira, design, arquitetura e publicidade era o dobro do gerado pela indústria europeia de construção automóvel (&#8220;The Economy of Culture in Europe,&#8221; 2006).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma parte significativa dos resultados destas atividades é composta por protótipos, evidenciando um potencial, frequentemente desperdiçado, para registo de patentes e de direitos de autor. Apesar disso, os setores têm recebido dos governos europeus um investimento marginal, fruto da perceção de que as artes e a cultura residem no domínio do entretenimento e não no epicentro europeu de impactos económicos diretos e indiretos, por exemplo, em termos de emprego altamente qualificado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cultura é, assim, um domínio-chave para a era pós-industrial (Van de Borg & Russo, 2005) e as universidades surgem naturalmente como potenciais catalisadores da economia baseada nas transferências de conhecimento e na produção cultural. Os mais bem sucedidos casos de criação de ecossistemas sustentáveis orientados para a inovação acumulam traços bem identificados: (1) a presença de elementos de ligação à sociedade, (2) a existência de organismos e projetos coordenados, e(3) a perspectiva de melhorar a interdisciplinaridade como objectivo estratégico, entre outros (Ferrer-Balas et al., 2008).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na Europa, as universidades são progressivamente induzidas à captação de financiamento competitivo junto de parceiros estratégicos, com os governos nacionais sem capacidade ou sem vontade política de suportar financeiramente o investimento na inovação. Mas, além dessa <i>intermediação externa</i>, há hoje condições no campo dos media para que se assuma que as próprias instituições de ensino superior se estabeleçam como proponentes de soluções (produtos e serviços) &#8211; e não apenas como emissores de diagnósticos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No campo do jornalismo, já em 2009, no contexto dos E.U.A, se propunha que as universidades &#8220;devem ser laboratórios para a inovação digital&#8221;, em particular, &#8220;tornar-se fontes contínuas sobre assuntos especializados, locais e estatais, e integrar reportagens em torno da prestação de contas [&#8220;accountability&#8221;] nas suas missões educativas. Devem operar as suas próprias organizações noticiosas, alojar plataformas para outras organizações não-lucrativas e dedicadas ao jornalismo de investigação&#8221; (Downie Jr & Schudson, 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Presença consistente no topo dos rankings internacionais de ensino superior, o Media Lab do Massachussets Institute of Technology (MIT Media Lab) estimula uma &#8220;cultura antidisciplinar&#8221;, procurando ir além de fronteiras e de disciplinas e &#8220;encorajando a mistura menos convencional de áreas de investigação aparentemente díspares&#8221;. Da lista de projetos do MIT Media Lab fazem parte tópicos como o autismo, a informação cívica, a biónica, a aprendizagem móvel, a eletrónica de consumo, o urbanismo, o futuro das notícias e da narrativa, a visualização de dados, os media visuais, entre outros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estabelecimento de princípios claramente vocacionados para a inovação não apenas permitem ao MIT Media Lab, ao nível metodológico, o desenvolvimento do paradigma &#8220;DUI&#8221; (Doing, Using, Interacting), baseado em projetos desenvolvidos por grupos autónomos e centrados no utilizador, como, num nível organizacional, o afirmam como uma instituição aberta ao erro informado &#8211; uma organização que aprende (&#8220;learning organization&#8221;), facilitando a sua permanente transformação (Senge, 2006).</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/mj/v16n28/16n28a06f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pensemos em exemplos familiares: o dos antibióticos (ex. penicilina), o da radiação eletromagnética, ou de uma longa exposição fotográfica. Conseguimos compreender como a diferença entre um erro fatal e uma descoberta revolucionária é, frequentemente, uma questão de <i>quantidade</i> e de <i>perspetiva</i>? Nas denominadas &#8220;ciências exatas&#8221;, nada disto é novo: o laboratório, acumulando tentativa e erro, foi desde cedo uma <i>instituição</i> e uma <i>cultura</i> e, através dele, a afirmação de um modo de conhecer. Mas, no ensino e na investigação dos media e do jornalismo &#8211; e mesmo perante a sua <i>imaterialização</i> por via do ADN digital &#8211; é persistente uma indisponibilidade para acomodar o incerto, o imprevisível, o mutável.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trata-se de assumir um ensino por <i>experiência</i> e por <i>procedimento</i>, capaz de levar a teste <i>teorias</i> e <i>conceitos</i> e de, assim, gerar um <i>saber</i> e um <i>fazer</i> orientados à iteração. Na indústria, <i>BBC News Lab, New York Times Labs, The Guardian Labs, SAPO Labs</i> exemplificam esta abertura experimental e também a universidade se abre já à convergência, com cursos superiores em campos como o jornalismo e as ciências da computação (Columbia University), jornalismo de dados (Stanford University), ou jornalismo computacional (Cardiff University).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>iNOVA Media Lab: rumo a um ecossistema da investigação-acção</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O iNOVA Media Lab nasce na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/NOVA como um espaço experimental dedicado à investigação, desenvolvimento e produção no campo da narrativa digital, da tecnologia e da inovação, envolvendo professores, investigadores e alunos em projetos pedagógicos, científicos e empreendedores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O laboratório procura, assim, trabalhar na interseção entre as ciências sociais e o desenvolvimento tecnológico digital para os media, juntando trabalho em sala de aula, investigação experimental laboratorial e comunidades locais, trazendo à mesma mesa peritos nacionais e internacionais da academia e da indústria, numa perspetiva de transferência de conhecimento e inovação.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesta visão são fundacionais as práticas laboratoriais de <i>experimentação</i> (uma procura do erro informado) e de <i>prototipagem</i> (o ensaio de respostas) como representações de um lugar de intermediação entre a Universidade e a economia criativa: a realização de parcerias com entidades públicas e privadas em projetos comuns, o estímulo ao rejuvenescimento dos recursos humanos, a coordenação de acções de inovação de base científica em áreas de grande potencial económico, social ou cultural, a incubação de <i>start-ups</i>, estancando a &#8220;fuga de cérebros&#8221; e fomentando a investigação-acção como um compromisso baseado na cooperação interdisciplinar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O iNOVA Media Lab abraça o desafio da criação de um &#8220;ecossistema&#8221; de inovação digital e não de um &#8220;microcosmo&#8221;: propõe-se à adoção de uma política de incentivo a relações de interdependência criativa, baseadas na diversidade genética da interdisciplinaridade, situada em redes nacionais e internacionais e estimulando o desenvolvimento de <i>clusters</i> transuniversitários.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Referências</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Benneworth, P., & Cunha, J. (2015). Universities' contributions to social innovation: reflections in theory & practice. <i>European Journal of Innovation Management, 18</i>(4), 508-527.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1889230&pid=S2183-5462201600010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Downie Jr, L., & Schudson, M. (2009). The Reconstruction of American Journalism: Columbia Journalism Review.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">The Economy of Culture in Europe. (2006): European Comission - Directorate-General for Education and Culture.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Fabrizio, K. R. (2009). Absorptive capacity and the search for innovation. <i>Research Policy, 38</i>(2), 255-267.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1889234&pid=S2183-5462201600010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ferrer-Balas, D., Adachi, J., Banas, S., Davidson, C. I., Hoshikoshi, A., Mishra, A., ... Ostwald, M. (2008). An international comparative analysis of sustainability transformation across seven universities. <i>International Journal of Sustainability in Higher Education, 9</i>(3), 295-316.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1889236&pid=S2183-5462201600010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Lewis, S. C., & Usher, N. (2016). Trading zones, bounday objects, and the pursuit of news innovation: A case study of journalists and programmers. <i>Convergence: The International Journal of Research into New Media Technologies, 1</i>(18).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1889238&pid=S2183-5462201600010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Makimattila, M., Junell, T., & Rantala, T. (2015). Developing collaboration structures for university-industry interaction and innovations. <i>European Journal of Innovation Management, 18</i>(4), 493-507.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1889240&pid=S2183-5462201600010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ministério da Ciência, T. e. E. S. (2016). <i>Laboratórios de Participação Pública</i>. Retrieved from <a href="http://www.portugal.gov.pt/media/18443911/20160127-mctes-lab-part-pub-geral.pdf"target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/media/18443911/20160127-mctes-lab-part-pub-geral.pdf</a>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Postman, N., & Weingartner, C. (1969). <i>Teaching as a Subversive Activity</i>. New York: Dell Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1889243&pid=S2183-5462201600010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Senge, P. M. (2006). <i>The Fifth Discipline: The Art & Practice of The Learning Organization</i>. USA: Random House.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1889245&pid=S2183-5462201600010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Striukova, L., & Rayna, T. (2015). University-industry knowledge exchange: An exploratory study of Open Innovation in UK universities. <i>European Journal of Innovation Management, 18</i>(4), 471-492.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1889247&pid=S2183-5462201600010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Van de Borg, J., & Russo, A. P. (2005). The Impacts of Culture on the Economic Development of Cities: A research into the cultural economies and policies of Amsterdam, Bolzano, Edinburgh, Eindhoven, Klaipeda, Manchester, Rotterdam, Tampere, The Hague and Vienna European Institute for Comparative Urban Research Erasmus University Rotterdam.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1889249&pid=S2183-5462201600010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Benneworth]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Universities' contributions to social innovation: reflections in theory & practice]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Innovation Management]]></source>
<year>2015</year>
<volume>18</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>508-527</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>European Comission^dDirectorate-General for Education and Culture</collab>
<source><![CDATA[The Economy of Culture in Europe]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-name><![CDATA[European Affairs]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fabrizio]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Absorptive capacity and the search for innovation]]></article-title>
<source><![CDATA[Research Policy]]></source>
<year>2009</year>
<volume>38</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>255-267</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferrer-Balas]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Adachi]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Banas]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Davidson]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hoshikoshi]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mishra]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ostwald]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[An international comparative analysis of sustainability transformation across seven universities]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Sustainability in Higher Education]]></source>
<year>2008</year>
<volume>9</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>295-316</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lewis]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Usher]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Trading zones, bounday objects, and the pursuit of news innovation: A case study of journalists and programmers]]></article-title>
<source><![CDATA[Convergence:The International Journal of Research into New Media Technologies]]></source>
<year>2016</year>
<volume>1</volume>
<numero>18</numero>
<issue>18</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Makimattila]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Junell]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rantala]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Developing collaboration structures for university-industry interaction and innovations]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Innovation Management]]></source>
<year>2015</year>
<volume>18</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>493-507</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Postman]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weingartner]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Teaching as a Subversive Activity]]></source>
<year>1969</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Dell Publishing]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Senge]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Fifth Discipline: The Art & Practice of The Learning Organization]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-name><![CDATA[Random House]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Striukova]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rayna]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[University-industry knowledge exchange: An exploratory study of Open Innovation in UK universities]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Innovation Management]]></source>
<year>2015</year>
<volume>18</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>471-492</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Van de Borg]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Russo]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Impacts of Culture on the Economic Development of Cities: A research into the cultural economies and policies of Amsterdam, Bolzano, Edinburgh, Eindhoven, Klaipeda, Manchester, Rotterdam, Tampere, The Hague and Vienna]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-name><![CDATA[European Institute for Comparative Urban ResearchErasmus University Rotterdam]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
