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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Comunicação Estratégica como Fator de Retenção de Recursos Humanos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Contribution of Strategic Communication towards Retaining Human Resources]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The capacity to retain qualified employees is an increasing problem, not only due to a larger exposure to international competing firms, but also due to the paradigm shift in career management, from stable, linear and vertically structured careers to transient, dynamic and multidirectional careers. The capacity to attract and retain talented people has been commonly associated with more attractive salaries. However, empiric evidence proves that retaining talents depends largely on non-monetary factors, such as leadership and the communication forms that organizations use to enhance their employees’ capabilities and competences. Communication is now understood as a mechanism that manages interactions and relationships between internal stakeholders, based on the premise that employees are a company’s most valuable asset and its best ambassadors. This leadership?communication?motivation&satisfaction model evidences the contribution of strategic communication towards retaining human resources.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[La capacidad de retener empleados calificados se presenta cada vez más como problemática, no sólo por la más grande exposición a empresas concurrentes internacionales, sino también por el nuevo paradigma en la gestión de carreras, pasando de carreras estables, lineales y estructuradas verticalmente, para carreras transitorias, dinámicas y multidireccionales. La capacidad de atraer y retener talentos ha sido comúnmente asociada a salarios más atractivos, sin embargo evidencia empírica sustenta que la retención de talentos depende en gran parte de factores no-monetarios, como la calidad de liderazgo y la forma comunicacional utilizada para potenciar las competencias y los conocimientos de sus empleados. La comunicación es hoy entendida como un mecanismo de gestión de las interacciones y relacionamientos entre los stakeholders internos, asumiéndose que los colaboradores constituyen el activo más poderoso de una empresa, y sus mejores embajadores. El contexto de este triángulo liderazgo?comunicación?motivación&satisfacción hace evidente la contribución de la comunicación estratégica en la retención de recursos humanos.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="3"><b><font size="2">ARTIGO</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>A Comunicação Estratégica como Fator de Retenção    de Recursos Humanos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>The Contribution of Strategic Communication    towards Retaining Human Resources</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>La Contribución de la Comunicación Estratégica    en la Retención de Recursos Humanos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Rosa Meirinhos<sup>I</sup>; Ana Margarida    Barreto<sup>II</sup> </b></font>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup> Universidade Nova de Lisboa, Faculdade    de Ciências Sociais e Humanas, Instituto de Comunicação da NOVA - ICNOVA, 1069-061    Lisboa, Portugal.<i> E-mail</i>: <a href="mailto:rosameirinhos@gmail.com">rosameirinhos@gmail.com</a>    <br>   <sup>II</sup> Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas,    Instituto de Comunicação da NOVA - ICNOVA, 1069-061 Lisboa, Portugal.<i> E-mail</i>:    <a href="mailto:ambarreto@fcsh.unl.pt">ambarreto@fcsh.unl.pt</a> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <HR>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A capacidade para reter funcionários qualificados    apresenta-se cada vez mais como problemática, não só pela maior exposição a    empresas concorrentes internacionais, como também pelo novo paradigma na gestão    de carreiras, passando-se de carreiras estáveis, lineares e estruturadas verticalmente,    para carreiras transitórias, dinâmicas e multidirecionais. A capacidade de atrair    e reter pessoas talentosas tem sido comummente associada a salários mais atrativos,    contudo evidências empíricas sustentam que a retenção de pessoas talentosas    depende em grande parte de fatores não-monetários, como a qualidade da liderança    e a forma comunicacional utilizada para potenciar as habilidades, as competências,    e os conhecimentos dos seus funcionários. A comunicação é hoje entendida como    um mecanismo de gestão das interações e relacionamentos entre os <i>stakeholders</i>    internos, assumindo-se que os colaboradores constituem o ativo mais poderoso    de uma empresa, e os seus melhores embaixadores. É no contexto deste triângulo    liderança?comunicação?motivação&satisfação que se torna evidente o contributo    da comunicação estratégica na retenção de recursos humanos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Palavras-chave:</i></b> Comunicação estratégica;    liderança; motivação; satisfação; compromisso</font></p> <HR>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The capacity to retain qualified employees is    an increasing problem, not only due to a larger exposure to international competing    firms, but also due to the paradigm shift in career management, from stable,    linear and vertically structured careers to transient, dynamic and multidirectional    careers. The capacity to attract and retain talented people has been commonly    associated with more attractive salaries. However, empiric evidence proves that    retaining talents depends largely on non-monetary factors, such as leadership    and the communication forms that organizations use to enhance their employees’    capabilities and competences. Communication is now understood as a mechanism    that manages interactions and relationships between internal stakeholders, based    on the premise that employees are a company’s most valuable asset and its best    ambassadors. This leadership?communication?motivation&satisfaction model evidences    the contribution of strategic communication towards retaining human resources.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Keywords:</i></b> Strategic communication;    leadership; motivation; satisfaction; commitment</font></p> <HR>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMEN</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">La capacidad de retener empleados calificados    se presenta cada vez más como problemática, no sólo por la más grande exposición    a empresas concurrentes internacionales, sino también por el nuevo paradigma    en la gestión de carreras, pasando de carreras estables, lineales y estructuradas    verticalmente, para carreras transitorias, dinámicas y multidireccionales. La    capacidad de atraer y retener talentos ha sido comúnmente asociada a salarios    más atractivos, sin embargo evidencia empírica sustenta que la retención de    talentos depende en gran parte de factores no-monetarios, como la calidad de    liderazgo y la forma comunicacional utilizada para potenciar las competencias    y los conocimientos de sus empleados. La comunicación es hoy entendida como    un mecanismo de gestión de las interacciones y relacionamientos entre los <i>stakeholders</i>    internos, asumiéndose que los colaboradores constituyen el activo más poderoso    de una empresa, y sus mejores embajadores. El contexto de este triángulo liderazgo?comunicación?motivación&satisfacción    hace evidente la contribución de la comunicación estratégica en la retención    de recursos humanos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Palabras-clave:</i></b> Comunicación estratégica;    liderazgo; motivación; satisfacción; compromiso</font></p> <HR>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdução</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Num cenário atual de mudanças, por força das    novas tecnologias, aliadas, entre outros fatores, aos desafios da globalização,    da responsabilidade ética e social, das crises organizacionais, e das flutuações    dos mercados internos e externos, é fundamental que as empresas estejam preparadas    para dar respostas ágeis e eficazes a tais ambientes mutáveis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste contexto, atrair e reter profissionais    talentosos pode apresentar-se como um diferencial competitivo (Argenti <i>et    al</i>, 2005 <i>apud</i> Carrillo, 2014; Villafane, 2005). Primeiro, porque    reter talentos pressupõe manter os melhores e os mais produtivos. Segundo, porque    um profissional que sai da empresa leva consigo toda a sua experiência e conhecimento.    Terceiro, porque os gastos associados à sua substituição são elevados (existe    todo um processo de recrutamento, negociação, formação e adaptação que não pode    ser ignorado).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">É por conseguinte importante que as empresas    adotem estratégias de retenção que passam por (a) uma liderança capaz de motivar    o seu capital humano e fomentar ações que permitam a sua valorização, o seu    crescimento, e o seu desenvolvimento dentro da empresa; (b) uma comunicação    transparente, consistente interna e externamente, que viabilize as aspirações    dos colaboradores, facilitando a criação de mecanismos capazes de avaliar a    sua satisfação e de fomentar a sua motivação; (c) uma comunicação constitutiva    da organização (Oliveira&Henninger, 2016), percecionada como mecanismo de ação    privilegiado para tornar comuns os objetivos organizacionais, através do alinhamento    do pensamento dos colaboradores com as diversas estratégias e diretrizes da    empresa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pretende-se com esta comunicação evidenciar o    papel da Comunicação Estratégica como instrumento privilegiado para a concretização    das metas e dos objetivos organizacionais, designadamente a gestão estratégica    dos recursos humanos tendo em vista a sua retenção, pela liderança e sua motivação.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>A comunicação estratégica e a sua relação    com os <i>stakeholders</i> internos</b></font>      <p><font size="2" face="Verdana">“People work better when they know what the goal    is and why. It is important that people look forward to coming to work in the    morning and enjoy working.”</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Elon Musk</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nos últimos anos tem-se assistido a um crescente    interesse pela Comunicação Estratégica, muito mais no sentido da sua integração    nas estratégias globais da empresa, e sob alçada direta da gestão de topo, do    que incorporada nos tradicionais departamentos de marketing ou como forma alternativa    e parcial de comunicação (Carrillo, 2014). Trata-se de uma área que representa    um novo paradigma de comunicação, de carácter estratégico, e que passou a ocupar    um lugar cimeiro no organograma organizacional, estando direcionada para a concretização    das metas e dos objetivos da empresa. É neste contexto que Hallahan <i>et al</i>.    (2007) definem a Comunicação Estratégica como a comunicação feita deliberadamente    por uma organização para cumprir a sua missão.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A noção – errada e de certo modo generalizada    – que durante muitos anos associou comunicação empresarial à publicidade foi    contestada pela academia no final dos anos 80, e em particular por Shultz <i>et    al</i>. (1994), ao alertar para a necessidade de recorrer a novas competências    de gestão e de comunicação para alcançar as metas e os objetivos das organizações.    Segundo Carrillo (2014:73),</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>“(…) A comunicação estratégica deve ser articulada    de forma inteligente recorrendo a ações de gestão holística e, como o seu nome    indica, colocada em prática através da aplicação de uma lógica eminentemente    estratégica a partir da única área da empresa que permite fazê-lo: a da gestão    sénior”.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para que a Comunicação Estratégica cumpra com    eficácia o seu papel é fundamental que exista uma boa relação entre a empresa    e os seus <i>stakeholders</i>, através de diferenciados canais e meios de transmissão    de informação, tal como destaca Ibarra (2010):</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>“É há muito um dado adquirido que fazer negócios    não é apenas uma questão de produção e de vendas. Atualmente, os <i>stakeholders</i>    de uma empresa dão a conhecer as suas exigências, e tem o poder de responsabilizar    a empresa pela satisfação das mesmas”.</i> (Carrillo, 2014).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entende-se por <i>stakeholders</i> todos os atores    – individuais ou coletivos – que mantêm uma relação com a organização, que partilham    algum significado com ela, e que em qualquer momento podem influenciar, positiva    ou negativamente, as ações corporativas e determinar o seu grau de sucesso no    ato da implementação (Carrillo, 2014).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Deverá haver consciência corporativa de que não    existem públicos cativos. Cada “<i>público</i>” deve ser estudado e tratado    de forma individualizada, sendo necessário quantificar o nível de participação    exigido a cada grupo de <i>stakeholders</i>, e estimar a possibilidade real    de o conquistar (Carrillo, 2014). Só então poderão os objetivos ser estabelecidos,    tendo em consideração o maior ou menor grau de envolvimento dos <i>stakeholders</i>    no ambiente interno da organização, a partir do qual será iniciado o processo    de Comunicação Estratégica. Neste sentido, cabe à Comunicação Estratégica a    gestão eficaz dos seus <i>stakeholders</i> (internos e externos), tendo em mente    os que importa manter satisfeitos, os que convém manter informados, os que interessa    gerir, e os que exigem apenas monitorização.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>A importância da motivação e da satisfação    dos colaboradores</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sobre o sucesso da estratégia de comunicação    Argenti (2006:69) diz que: “o sucesso da estratégia de comunicação de uma empresa    depende em grande parte do elo entre a estratégia de comunicação e a estratégia    geral da empresa. É preciso ter um sólido desempenho da comunicação empresarial    para apoiar tais missões e visão”.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">É notória a importância da motivação para o bom    funcionamento das organizações (Alves&Souza, 2015). Por essa razão, a motivação    humana tem sido uma das principais preocupações e desafios da gestão organizacional    moderna, onde várias teorias tentam explicar o sentido desta força que leva    as pessoas a agirem de forma a alcançar seus objetivos (<i>idem</i>). Se anteriormente    era tema discutido apenas na área de Recursos Humanos, hoje é temática transversal    às diversas disciplinas que integram as Ciências Sociais, nomeadamente a Comunicação,    a Psicologia, a Sociologia e a Antropologia, estando já plenamente enraizada    no alinhamento estratégico de qualquer empresa ou organização.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Importa separar os conceitos de satisfação e    de motivação, pois embora relacionados, medem diferentes indicadores. A satisfação    organizacional funciona como uma medida da qualidade de vida no trabalho (Lawler,    1973, <i>cit. in</i> Neves, 1998), sendo uma resposta afetiva que resulta das    experiências dos indivíduos em relação ao trabalho; por sua vez, a motivação    é um processo que tem em conta fatores de ordem cognitiva. Ainda segundo Neves    (1998), não existe uma relação causal entre satisfação e motivação. Estudos    recentes efetuados no âmbito da gestão demonstram a inexistência de correlação    consistente entre as variáveis satisfação e produtividade. Existe sim uma complementaridade    caracterizada pelo investimento emocional e interação social entre colaboradores    e o ambiente (contexto de trabalho).</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/mj/v18n33/18n33a06f1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Definir “satisfação” afigura-se um exercício    complexo, pois trata-se de um estado afetivo e subjetivo, variável consoante    diferentes feitios e personalidades. Tem sido conceptualizada como uma emoção    (Locke, 1976, <i>cit. in</i> Lima <i>et al.</i>, 1995), ou como uma atitude    (Schneider, 1975, <i>cit. in</i> Lima <i>et al</i>., 1995), e em qualquer dos    casos atesta um estado emocional positivo, uma atitude positiva perante o trabalho    e as experiências em contexto de trabalho.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Para Hackman e Oldham (1980, <i>cit. in</i> Alcobia,    2001) a satisfação no trabalho é o resultado das características do trabalho    executado pelo indivíduo, enquanto para Locke (1969, <i>cit. in</i> Paraguay    e Mártinez, 2003) “A satisfação no trabalho é considerada como um estado emocional    agradável resultante da avaliação que o indivíduo faz de seu trabalho e resulta    da perceção da pessoa sobre como este satisfaz ou permite satisfação de seus    valores importantes no trabalho”.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Destas múltiplas afirmações conclui-se que a    satisfação no trabalho comporta duas componentes: a componente cognitiva – que    se refere ao que o trabalhador pensa – e as suas opiniões sobre o trabalho –    e a componente afetivo-emocional, que diz respeito à forma como o trabalhador    se sente em relação a um trabalho, sugerindo que a satisfação no trabalho é    resultado conjunto do que o indivíduo pensa e do que o indivíduo sente (Wright    e Cropanzano, 2000, <i>apud</i> Paraguay e Mártinez, 2003).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Alcobia (2001) advoga que a satisfação dos colaboradores    influencia o funcionamento das organizações e contribui para o aumento dos índices    de produtividade, tal como também pode ser responsável por graves problemas    de instabilidade no seio da organização e na sua capacidade de sobrevivência,    uma vez que influencia uma série de comportamentos como o absentismo, a falta    de envolvimento psicológico e a fraca tolerância face a processos de mudança    interna.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quer a motivação quer a satisfação são influenciados    por variáveis internas e externas que importa ter em consideração. Segundo Chiavenato    (1998), os fatores externos decorrem do ambiente, que envolve as caraterísticas    organizacionais, como: sistemas de recompensas e punições, os fatores sociais,    as políticas organizacionais, etc. e fatores intrínsecos e motivadores que geram    satisfação como, autonomia, significância, <i>feedback</i> e identidade (Lopes,    2012). A própria natureza do indivíduo – a sua postura perante o trabalho, grau    de proatividade, a sua energia interna, entre outros – fomenta a associação    entre os fatores intrínsecos e os fatores externos que influenciam o comportamento    do mesmo na organização.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Muita da investigação que incide sobre o trabalho    tem procurado estabelecer uma relação entre as características do trabalho e    o nível de satisfação percecionado pelos trabalhadores. As variáveis mais frequentemente    analisadas prendem-se com a análise das tarefas que cada trabalhador desempenha,    às quais correspondem as dimensões da organização do trabalho, i.e., a variedade,    a identidade, a autonomia, o significado e o <i>feedback</i> que, caso se verifiquem,    resultam num sentimento de satisfação por parte do colaborador.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com o objetivo de avaliar o conteúdo do trabalho    e o seu potencial motivador, Hackman e Oldham (1980) desenvolveram um modelo    teórico baseado nas características das funções, conforme ilustrado na <a href="#f2">Figura    2</a> (Lopes, 2012).</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/mj/v18n33/18n33a06f2.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entende-se que existe variedade de competências    quando um determinado trabalho exige uma diversidade de tarefas as quais, por    sua vez, implicam a colocação em prática de diferentes competências por parte    do trabalhador. Uma outra característica prevista no mesmo modelo está relacionada    com a identidade da tarefa, conceito que remete para o desenvolvimento de um    trabalho por um mesmo trabalhador, desde o início até à sua conclusão, pressupondo    a existência de um resultado concreto (Hackman & Oldham, 1980 <i>apud</i> Lopes,    2012).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Relativamente à característica “significado da    tarefa”, refere-se ao impacto do resultado do trabalho na atividade ou na vida    de terceiros, enquanto a autonomia é comummente definida como o grau de independência    de que o trabalhador dispõe para o planeamento do seu trabalho, com vista à    realização de um determinado projeto ou tarefa. A existência desta característica    implica o desenvolvimento de esforços individuais relativamente à tomada de    decisões que, por sua vez, fomentam um sentimento de responsabilidade perante    o resultado do trabalho. Por último, o <i>feedback</i> (retorno) poderá ser    definido como a informação transmitida ao colaborador relativamente aos resultados    do seu trabalho (Hackman, 1983 <i>apud</i> Lopes 2012).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Segundo Alcobia (2001), os muitos estudos realizados    permitem retirar as seguintes conclusões no que diz respeito aos fatores influenciadores    da satisfação no trabalho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Variáveis situacionais</b></font></p> <font size="2" face="Verdana"> <ol>   – <i>Características da função</i>: há muito que se defende que trabalhadores    com maior variedade de funções, autonomia na função, identidade das tarefas    e feedback tendem a apresentar índices de satisfação mais elevados;     </ol> <ol>   –<i> Sistemas de recompensas e salários</i>: existe baixa correlação entre o    efeito das recompensas e níveis salariais na satisfação no trabalho (Spector,    1997 <i>apud</i> Lopes 2012);     </ol> <ol>   – <i>Características organizacionais</i>: a investigação comprova uma efetiva    associação entre a satisfação no trabalho e certas características organizacionais,    como a comunicação organizacional e a distribuição de poder (Alcobia, 2001).    Estudos efetuados por Snizek y Bullard (1983), citados por Lopes, 2012, referem    que a divisão do trabalho e a centralização de poder diminuem a satisfação no    trabalho enquanto a uniformização a aumenta.     </ol> <ol>   – <i>Conflito trabalho-família</i>: existe evidência empírica da existência    de correlações significativas do impacto do clima familiar sobre o grau de satisfação    no trabalho (Alcobia, 2001);     </ol> <ol>   – <i>Liderança</i>: encontram-se correlações positivas e significativas entre    a forma de liderança e a satisfação no trabalho (Peiró, 1996 <i>apud</i> Lopes,    2012).     </ol> <ol>   – <i>A participação na tomada de decisão</i>: segundo diversos académicos, a    participação do colaborador no processo de tomada de decisão está positivamente    relacionada com a satisfação, variando o grau de satisfação em função com o    nível de participação. Conclui-se que a participação nas tomadas de decisões    de trabalho e a participação informal têm um efeito positivo sobre o desempenho,    enquanto a posição do trabalhador na participação informal tem efeito na sua    satisfação no trabalho (Peiró, 1996 <i>apud</i> Lopes, 2012).     </ol> </font>     <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Desempenho profissional/produtividade</b>:    apesar dos muitos estudos realizados nesta área, estes não são conclusivos quanto    à relação entre satisfação e desempenho (Alcobia, 2001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A motivação tem sido vista como um meio para    melhorar o desempenho profissional no que diz respeito tanto à produtividade    quanto à saúde organizacional e à satisfação dos trabalhadores (Casado, 2002).    Desta forma, os líderes que desejam melhorar os resultados de uma organização    devem ter em devida conta os níveis de satisfação dos seus subordinados, canalizando    os seus esforços para o alcance dos objetivos e metas organizacionais. Bekin    (2004) afirma sobre este assunto que para obter melhores resultados organizacionais    o público interno precisa de estar motivado e mobilizado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Chiavenato (2007:296) considera que o comportamento    humano é o resultado das motivações “(...) não é causal nem aleatório, é antes    orientado e dirigido para algum objetivo”, considerando ainda que o “motivo    é a força ou impulso que leva a pessoa a agir de determinada maneira, isto é,    que dá origem a um comportamento específico”.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para Neves (1998:11) é fundamental compreender    o comportamento humano e procurar entender as razões que levam às suas ações    individuais, pois “a motivação não se observa diretamente. Os motivos não podem    ser vistos, apenas <i>inferidos</i>; para ele o que se pode observar é uma multiplicidade    de comportamentos e o resultado desses comportamentos”.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De salientar a natureza mutável do ser humano,    pelo que as suas prioridades, desejos, vontades e necessidades também mudam.    A motivação encerra duas variáveis complementares: automotivação e estímulo.    A primeira é intrínseca a cada indivíduo, enquanto a segunda deve ser proporcionada    pela empresa (Brum, 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste contexto é importante que fique claro que    a tarefa da administração não é a de motivar as pessoas, até porque já acima    se afirmou ser um processo intrínseco. No entanto, esta evidência não significa    que a motivação deva ser desconsiderada. Muito pelo contrário, os gestores precisam    de estar atentos à motivação interna dos seus colaboradores e de estar aptos    para identificar as condições necessárias (como o seu ambiente de trabalho)    para que as tarefas a estes atribuídas sejam capazes de os satisfazer. Um colaborador    altamente motivado irá trabalhar de forma mais intensa para alcançar as metas    pessoais e organizacionais, melhorar o seu desempenho e, consequentemente ser    mais produtivo (Alves&Souza, 2015).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Cabe assim aos gestores a criação de condições    para que essa motivação aumente e sirva de diretriz às ações dos liderados,    fazendo-os crescer mostrando que o trabalho de cada um é fundamental para o    sucesso de todos. Quando o colaborador associa significado e resultado ao seu    esforço, aumenta proporcionalmente o seu sentimento de importância dentro do    projeto organizacional (Maçães, 2017).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Boneau et Henriet (1990), a comunicação    interna tem evoluído no contexto organizacional, passando de um papel operacional    e ferramenta de controlo para um papel crescentemente estratégico. É com base    nestas premissas que as empresas utilizam a comunicação interna como instrumento    para criar um compromisso (<i>commitment</i>) por parte dos colaboradores, já    que estes estarão mais envolvidos com as ocorrências no seu ambiente de trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No entendimento de Brum (2010:100), uma comunicação    interna credível e confiável gera envolvimento, que por sua vez gera comprometimento    e consequentemente motivação:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>“No momento que uma empresa decide democratizar    a informação internamente permitindo que os funcionários saibam mais sobre a    empresa, seus processos, mercados, produtos, serviços, metas e desafios, faz    que se sintam parte do processo e, portanto, determina um nível maior de motivação    pelo simples fato de colocá-los numa posição de importância.”</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Seguindo esse raciocínio, Chiavenato (2007:126)    defende que “um ambiente que encoraja a comunicação aberta, tende a melhorar    a satisfação no trabalho e eficácia da organização”. Brum (2010:26) esclarece    essa questão ao destacar que “(…) um programa de comunicação interna bem feito    é capaz de encorajar ideias, diálogos, parcerias e envolvimento emocional. Tudo    isso traz a felicidade das pessoas no ambiente de trabalho”.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, e seguindo esta orientação, a comunicação    interna “ (...) é uma ferramenta estratégica para compatibilização dos interesses    dos empregados e da empresa, através do estímulo ao diálogo, à troca de informações    e de experiências e à participação de todos os níveis” (Rhodia <i>cit. in</i>    Kunsch 2003:154).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>O papel da liderança na gestão de pessoas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O conceito de liderança tem sido amplamente estudado    no contexto organizacional, muito por força do seu caráter influenciador através    do processo de comunicação, com vista à transmissão de determinados objetivos    e à regulação de comportamentos de um grupo de pessoas em direção a determinados    objetivos (de referir os importantes contributos de Schein – Cultura Organizacional;    Chiavenato e Stogdill – Teoria dos Traços; White & Lippitt – Teoria dos Estilos    Comportamentais; Fiedler – Teoria da Contingência; Yukl – Modelo das Ligações    Múltiplas; e as Novas Teorias de Liderança de House, Bass, Burns, Bennis e Nanus).    Sendo a liderança um processo de influência, é necessário que o líder modifique    intencionalmente o comportamento de outras pessoas, o que só é possível através    do modo como usa o seu poder ou autoridade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar da proliferação de definições do conceito    de liderança, não existe consenso nem uma aceção definitiva em torno da sua    conceptualização. Será, contudo, seguro afirmar que a liderança é um</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>“conjunto de processos e atitudes usados por    alguém para motivar, inspirar e influenciar comportamentos de outras pessoas    com vista a alcançar os objetivos da organização... (…) Quando a liderança é    forte, os subordinados estão altamente motivados nos objetivos da organização,    são comprometidos e obtêm bons resultados.”</i> (Maçães, 2017:36).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No início da década de 80 do século xx assistiu-se    ao desenvolvimento de novos paradigmas de liderança, centralizados sobretudo    na compreensão do impacto das características pessoais e comportamentos dos    líderes eficazes e do seu papel na implementação de ações que conduzem ao sucesso    de uma organização.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi já nesta perspetiva que surgiu o movimento    vulgarmente conhecido como <i>Nova Liderança</i>, no qual se destaca a liderança    carismática de House (1977), a liderança transformacional de Bass (1985) e Burns    (1978) e as teorias da liderança visionária (Bennis e Nanus (1985).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As produções científicas de Schein (1988, 1990)    são representativas da relação dual entre a cultura e liderança, segundo o qual    os líderes fazem a cultura e são altamente influenciados pela mesma. Efetivamente,    os líderes enquanto criadores da cultura carecem de capacidades e competências    muito específicas como a persistência, a paciência ou a confiança emocional.    Os líderes, detentores de uma visão, deverão não só ter a capacidade de a transmitir    aos seus colaboradores mas também de a fazer cumprir (Caixeiro, 2014).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Esta alteração de paradigma funda-se na perspetiva    cultural das organizações que faz depender o sucesso das organizações de uma    cultura organizacional forte e de valores partilhados entre todos os colaboradores.    A função basilar da liderança reside, então, ao nível da manipulação da cultura    (Schein, 1990 <i>apud</i> Caixeiro,  2014).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O processo de influência através do qual o líder    produz mudanças profundas nas atitudes e comportamentos dos colaboradores, levando-os    a um profundo compromisso para com os objetivos e missão da organização é aplicável    quer à liderança carismática quer à liderança transformacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os efeitos carismáticos do líder levam os seus    subordinados a confiar nas suas crenças e valores, e a manifestar sentimentos    idênticos, aceitando-o sem reservas, nutrindo por ele valores de estima e de    obediência (Caixeiro, 2014). A estes efeitos acrescem objetivos e ambições comuns    e um significativo envolvimento emocional na missão organizacional que o líder    materializa (Caixeiro, 2014).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Efetivamente, a identificação pessoal (os colaboradores    veneram o líder, almejam imitá-lo e agradar-lhe) e a internalização (os colaboradores    interiorizam as atitudes e valores veiculados pelo líder que fomenta neles a    motivação para alcançar a missão organizacional) (Caixeiro, 2014) explicam o    processo de influência, repercutido num compromisso excecional dos colaboradores    na visão/missão organizacional. Os muitos estudos dedicados ao comportamento    organizacional apontam para uma maior probabilidade de ocorrência de carisma    em contextos de descontentamento sentido pelos colaboradores, ou na perspetiva    de uma crise organizacional, mesmo que tal não ocorra.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com efeito, variáveis como os comportamentos    de liderança, as características específicas dos colaboradores e os atributos    da própria situação determinam a atribuição de carisma aos líderes. Rego e Cunha    (2003) consideram que a atribuição do carisma ocorre, sobretudo, quando os colaboradores    com características específicas reconhecem traços e comportamentos específicos    nos líderes em condições específicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste modelo, o carisma é concebido como uma    dimensão observável da consideração individual, da valorização da tarefa e dos    comportamentos autocráticos e democráticos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A criação da expressão <i>liderança transformacional</i>    é atribuída a Burns (1978) e traduz-se na capacidade de realização de inovações    e mudanças no contexto organizacional, por norma profundas e duradouras. Estimula    o crescimento e sentimento de responsabilização (<i>empowerment</i>) dos colaboradores,    fomenta o seu sentimento de importância e de relevância no seio da organização    e consequente aumento do nível de autorrealização, levando-o a empenhar-se de    forma mais intensa no cumprimento dos objetivos organizacionais (Lindebaum&Cartwright,    2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O líder transformacional inspira os seus colaboradores    a ultrapassarem os seus interesses pessoais em prol dos objetivos da organização.    Este tipo de líder incentiva a mudança através do desenvolvimento da consciência    dos liderados, focando-se não apenas nos incentivo ou recompensas materiais    para motivar os seus colaboradores, mas apelando a outas dimensões, como a justiça,    a igualdades, o humanismo, a liberdade ou a paz para desenvolver um relacionamento    mais profundo com os seus colaboradores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A “liderança autenticamente transformacional,    impregnada de preocupações de natureza ética, é considerada enquanto padrão    de liderança motivando desempenhos elevados dos atores organizacionais e grandes    transformações nas organizações.” (Cunha e Rego, 2005, citado por Caixeiro,    2014). Burns (1978) considera que a liderança transformacional difere da liderança    transacional na medida em que esta última estimula os colaboradores em benefício    próprio, o poder do líder é alicerçado na autoridade proporcionada pela posição    hierárquica, respeito pela regras e pela tradição. Pelo contrário, a liderança    transformacional confere relevância a valores como a responsabilidade, a honestidade    e outros similares, transmitidos pelo líder através de apelos de caráter inspiracional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo a perspetiva de Bass (1985), a diferença    entre líderes transformacionais e líderes carismáticos reside no facto de a    liderança transformacional depender em grande parte do carisma do líder, embora    esta qualidade não baste para desencadear um processo transformacional. Assim,    “um líder carismático pode não ser um líder transformacional mas um líder transformacional    terá sempre uma componente carismática muito forte”. (Caixeiro, 2014).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Posteriormente, Bennis (1989) definiu um conjunto    de componentes essenciais para uma liderança eficaz e que passam por uma v isão    orientadora, paixão, integridade, confiança e curiosidade. Acresce, ainda, que    os líderes devem desenvolver não só o conhecimento de si próprios mas também    o conhecimento da realidade exterior.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para Senge (2002), o que efetivamente distingue    líderes de não líderes é a clareza e a capacidade de persuasão, a profundidade    do compromisso e a abertura à aprendizagem contínua (Caixeiro, 2014).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As teorias atuais definem liderança como uma    “espécie de energia, cujos efeitos só se produzem porque existem dois polos    e material condutor” (Rego, 1998 <i>apud</i> Caixeiro, 2014), sendo a <i>qualidade    total</i> de um produto ou de um serviço o resultado da conjugação destes três    fatores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para que a qualidade total possa ser alcançada    não é possível descartar o compromisso organizacional, entendido como o vínculo    psicológico que descreve a ligação do colaborador à organização e que minimiza    a probabilidade de abandono. Cunha e Rego (2005), citados por Caixeiro, 2014    referem três componentes do compromisso organizacional: afetivo, normativo e    instrumental, com as características apresentadas no <a href="#q1">quadro</a>    seguinte.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/mj/v18n33/18n33a06q1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na base do desempenho organizacional dos colaboradores    estão, frequentemente, aspetos dependentes da ação dos líderes. A atuação pelo    exemplo, o apoio manifestado aos seus colaboradores fornecendo-lhes <i>feedback</i>    construtivo sobre a forma como eles estão a efetuar a trabalho, proporcionando-lhes    tarefas motivadoras e desafiantes, tratando-os com dignidade e respeito constituem    alguns exemplos da ação que os líderes podem desenvolver.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q2"></a> <img src="/img/revistas/mj/v18n33/18n33a06q2.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir do momento em que os colaboradores percecionam    a forma justa e digna como são tratados pelos líderes, emerge uma espécie de    sentido do dever de reciprocidade e evidencia-se, ainda, uma disponibilidade    crescente para executar tarefas que, embora não integrando o rol das suas obrigações    formais, são benéficas para o trabalho dos líderes e para o melhor funcionamento    do grupo e da organização (Caixeiro, 2014).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Deste modo, a liderança é “o elemento chave para    o sucesso organizacional” (Maçães, 2017:35) O líder corporiza as normas e valores    que unem os seguidores e dá continuidade ao grupo. A liderança surge como um    elemento capital para garantir a sobrevivência e funcionamento das organizações,    seja em momentos de constituição ou de consolidação, espalhando visão, energia    e significado à ação coletiva.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A literatura evidencia ainda que a liderança    é um aspeto aglutinador dos grupos e em</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>“tudo o que os líderes fazem – seja criar    estratégias ou mobilizar equipas para a ação – o sucesso depende da forma como    o fazem e em tudo o que os líderes fazem. Mesmo que façam corretamente todas    as outras coisas, se os líderes falharem na tarefa fundamental de encaminhar    as emoções na direção certa, nada do que fizerem funcionará bem, ou, pelo menos,    não funcionaria tão bem como podia ou devia” (Goleman <i>et al</i>., 2003:24).</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Torna-se claro que o êxito do projeto organizacional    passa por uma Liderança cuja estratégia de intervenção privilegie o capital    humano da empresa / instituição que lidera. Tal pressupõe um forte investimento    na comunicação interna; um investimento que fomente melhores relações entre    colaborados, que incentive trabalho em equipa sem descurar as necessidades pessoais    e motivações, e uma diversidade de tarefas que permita o desenvolvimento de    capacidades e talentos individuais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma tese interessante é a de Nanus (1992), segundo    o qual a melhor estratégia para alcançar com eficácia os objetivos da organização    pressupõe uma série de etapas que o líder deve implementar: (a) avaliar o ambiente    interno e identificar a sua estratégia, valores, forças e fraquezas; (b) avaliar    o ambiente externo e as variáveis passível de influenciar as suas ações; (c)    desenhar a sua visão organizacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todo este processo exige uma capacidade de avaliação    flexível e inovadora e um registo que se quer credível, realista e atraente    para todas as partes envolvidas. Pressupõe de igual modo uma comunicação permanente    com os colaboradores, que permita a eficaz operacionalização das estratégias    desenhadas e o cabal cumprimento dos propósitos previamente traçados na ótica    da sua visão organizacional (Caixeiro, 2014). Em suma, implica a existência    de Comunicação Estratégica como “comunicação alinhada com a estratégia global    da empresa, por forma a alcançar o seu posicionamento estratégico”(Argenti <i>et    al</i>. (2005) <i>apud</i> Ruão&Kunsh, 2014).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Considerações finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Produzir bons resultados é o objetivo de qualquer    empresa, e estes só são alcançáveis através de um capital humano motivado e    satisfeito, cujos interesses pessoais – nomeadamente de desenvolvimento pessoal,    progressão de carreira e valorização – estejam alinhados com os objetivos da    organização. Um profissional altamente qualificado que não percecione o devido    reconhecimento pelo seu trabalho irá certamente procurá-lo noutra empresa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste processo de retenção de recursos humanos    a Comunicação Estratégica pode constituir-se como um diferencial, enfatizando    a relevância de uma gestão voltada para o desenvolvimento, através de uma administração    flexível e democrática, na qual a troca de informações torna possível melhores    tomadas de decisão, para além de melhorar o relacionamento interpessoal dos    seus colaboradores. A este respeito Chiavenato (2010) afirma que os diretores    devem dar maior importância à comunicação com os demais membros da organização,    não só porque este é o meio primário de alcançar as metas e o objetivos traçados    a <i>priori</i>, mas porque esta é a ferramenta básica para satisfazer as necessidades    e expectativas dos seus colaboradores.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Independentemente do nível hierárquico ocupado    na organização, todos os funcionários são comunicadores e interagem dentro do    processo organizativo, mesmo através da comunicação informal, facilitando a    integração e a participação de todos os envolvidos na empresa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma participação otimizada depende do ambiente    que lhe é proporcionado. Assim, oferecer um ambiente de trabalho no qual as    pessoas se mantenham motivadas, um ambiente que encoraja a comunicação aberta    traduz-se num primeiro passo para gerar a satisfação dos colaboradores, motivá-los    para desempenhar as suas tarefas e funções, e consequentemente para reter o    capital humano determinante para o sucesso do projeto organizacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A retenção de recursos humanos – por sua vez    refletida nos recursos intangíveis – pressupõe assim um projeto a longo prazo,    uma forte liderança consciente dos objetivos organizacionais que pretende atingir    e uma gestão de recursos que passa invariavelmente por um processo comunicacional    bem gerido, transparente e com um propósito claramente entendido por todos os    colaboradores. Não são estas as premissas subjacentes à Comunicação Estratégica?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Poder-se-á afirmar que o objetivo principal da    Comunicação Estratégica consiste na diferenciação de uma organização através    da gestão dos seus recursos, sendo esta já reconhecida como a melhor ferramenta    para o efeito (Villafane, 2005). Contudo, a gestão eficaz destes recursos comporta    as devidas exigências; requer uma mudança de pensamentos e de comportamentos    no seio da própria organização, e o apoio de uma estrutura comunicacional bem    consolidada, percecionada como o canal privilegiado de ligação com o ambiente    interno e como tal, com os recursos humanos que importa reter.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Comunicação Estratégica é ainda temática pouco    desenvolvida em Portugal, como já acima foi referido. Importa, pois, dar continuidade    à investigação académica neste campo, nomeadamente através do desenvolvimento    de projetos que visem a validação – ou não – das teorias existentes aos contextos    organizações atuais, e a consequente formulação de propostas que permitam os    devidos ajustes e adaptações. É igualmente importante que haja uma maior aproximação    entre a academia e as organizações, principais fontes e beneficiários dos <i>outcomes</i>    académicos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Referências Bibliográficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Alcobia, P. (2001). Atitudes e satisfação no    trabalho. In Ferreira, J. M. C., Neves, J., & Caetano, A. (Eds.), <i>Manual    de Psicossociologia das Organizações</i>. Lisboa: McGraw Hill, 281-306.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1899833&pid=S2183-5462201800020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Alves, L., & Souza, C. (2015). A Comunicação    Interna como Fator Motivacional. <i>Anais,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1899835&pid=S2183-5462201800020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> XI Congresso Nacional de Excelência    em Gestão</i>. Área Temática: Gestão Estratégica e Organizacional, 13 e 14 de    Agosto de 2015, Rio de Janeiro, Brasil.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Bueno, W.C. (2009). <i>Comunicação empresarial:    Políticas e Estratégias</i>. Editora Saraiva, São Paulo, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1899837&pid=S2183-5462201800020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Caixeiro, C. (2014). <i>Liderança e Cultura Organizacional:    O Impacto da Liderança do Diretor na(s) Cultura(s) Organizacional(ais) Escolar(es)</i>.    Capítulo III – Liderança (Dissertação de Doutoramento) Universidade de Évora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1899839&pid=S2183-5462201800020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    Portugal.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Carrillo, M. V. (2014). Comunicação Estratégica    no Ambiente Comunicativo das Organizações Atuais. <i>Comunicação e Sociedade</i>,    26, 71-80. Doi:<a href="http://dx.doi.org/10.17231/comsoc.26(2014).2025" target="_blank">    10.17231/comsoc.26(2014).2025</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1899841&pid=S2183-5462201800020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Chiavenato, I. (2007). <i>Administração: Teoria,    processo e prática</i> (4ª ed.). Rio de Janeiro, Brasil: Elsevier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1899843&pid=S2183-5462201800020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Hallahan, K., Holtzhausen, D., van Ruler, B.,    Vercic, D., & Sriramesh, K. (2007). Defining Strategic Communication. <i>International    Journal of Strategic Communication, 1</i>(1), 3 - 35. Doi:<a href="http://dx.doi.org/10.1080/15531180701285244" target="_blank">10.1080/15531180701285244</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1899845&pid=S2183-5462201800020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Hiltrop, J.-M.(1999). The quest for the best:    Human resource practices to attract and retain talent. <i>European Management    Journal, 17</i>(4), 422-430. Doi:<a href="http://dx.doi.org/10.1016/S0263-2373(99)00022-5" target="_blank">10.1016/S0263-2373(99)00022-5</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1899846&pid=S2183-5462201800020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Lopes, C. (2012). <i>Os Fatores Motivacionais    dos Trabalhadores da Administração Local</i>. (Dissertação de Mestrado. Instituto    Politécnico de Setúbal,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1899847&pid=S2183-5462201800020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Escola Superior de Ciências Empresariais, Portugal).</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Maçães, M. (2017). <i>Liderança, Motivação e    Comunicação</i>. (5º Vol.). Lisboa: Actual Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1899849&pid=S2183-5462201800020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Neves, A. L. (1998). <i>Motivação para o trabalho:    Dos conceitos às aplicações</i> (1ª ed.). Lisboa: Editora RH.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1899851&pid=S2183-5462201800020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Oliveira, E. S., & Henninger, I. (2016). O princípio    CCO – Comunicação Constituí a Organização: Abordagens dedutiva, indutiva e combinada    na questão constitucional. <i>Actas do VIII congresso da SOPCOM, Escola Superior    de Comunicação Social</i>. Lisboa, 1039-1049.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Oliveira, I. (2015). <i>Novo Paradigma da Gestão    de Carreiras na COBA. Estudo de Caso</i>. (Dissertação de Mestrado Executive    MBA, ISCTE-IUL Business School. Lisboa,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1899854&pid=S2183-5462201800020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portugal).</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Pérez-Ramos, J. (1990). Motivação no trabalho:    Abordagens teóricas. Psicologia USP, 1(2), 127-140. Disponível em <a href="http://www.pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-51771990000200004&lng=pt&tlng=pt" target="_blank">http://www.pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-51771990000200004&lng=pt&tlng=pt</a>    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1899856&pid=S2183-5462201800020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Rosa, L. (1994). <i>Cultura Empresarial – Motivação    e Liderança (Psicologia das Organizações)</i> (1.ª ed.). Lisboa: Editorial Presença.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1899858&pid=S2183-5462201800020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ruão, T., & Kunsch, M. (2014). A Comunicação    Organizacional e Estratégica: Nota Introdutória. <i>Comunicação e Sociedade</i>,    26, 7-13. Doi:<a href="http://dx.doi.org/10.17231/comsoc.26(2014).2021" target="_blank">10.17231/comsoc.26(2014).2021</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1899860&pid=S2183-5462201800020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido | Received | Recebido: 2018-02-19    <br>   Aceite | Accepted | Aceptación: 2018-05-24</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana">Notas biográficas</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Rosa Cristina S. Meirinhos é mestre em Comunicação    Estratégica na FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Licenciada em Sociologia,    Variante Políticas Públicas pelo ISCTE IUL, frequentou ainda a licenciatura    em Comunicação e Cultura na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É    Assessora para a Comunicação da COBA Holdings, S.A., empresa de consultoria    de engenharia e ambiente. Research interests: Comunicação estratégica, psicologia    social e comportamental e sociologia da comunicação.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ana Margarida Barreto é Professora Auxiliar na    Universidade NOVA de Lisboa, onde fez o seu doutoramento em Comunicação Estratégica.    Previamente completou estudos de pós-doutoramento na Universidade de Tel Aviv    sobre perceção, atenção e memória, e foi visiting scolar na Universidade do    Texas em Austin, na Universidade de Westminster, no King’s College de Londres    e na Universidade de Columbia. Os seus research interests incluem marketing,    comportamento do consumidor e comunicação estratégica. A autora trabalhou ainda    durante vários anos em departamentos e agências de comunicação, tanto em Portugal,    como em Espanha.</font></p>      ]]></body><back>
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