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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Gestão da Comunicação de 5 Empresas consideradas as melhores para trabalhar em Portugal: O caso do “Facebook” e do “Linkedin”]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Online Social Networks have been assuming a fundamental role in the daily life of the Organizations. These are the ones that often contribute to the construction of the organizational image and are seen as extremely important communication and marketing tools (Gilpin, 2010; Weiss, 2011; Witzig, Spencer & Galvin, 2012). In this sense, the need arises to understand how some organizations manage their external communication through “Facebook” and “Linkedin”. For this, we selected the 5 companies considered the best to work in Portugal in 2017 and analyzed their “Facebook” and “Linkedin” pages. In general terms, these companies essentially share information about their history, mission and values and about their events through text and image. Few organizations use messages related to the promotion of their goods and services. The present investigation has an exploratory character, and its results are very descriptive. Thus, in future studies, a more in-depth and longitudinal investigation is suggested, also examining the type of public of the organizations in analysis.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Las Redes Sociales Online han asumido un papel fundamental en la vida cotidiana de las Organizaciones.Son estas que, en la mayoría de las veces, contribuyen a la construcción de la imagen organizacional, siendo consideradas como herramientas de Comunicación y de Marketing extremadamente importantes (Gilpin, 2010; Weiss, 2011; Witzig, Spencer & Galvin, 2012). En ese sentido, surge la necesidad de comprender cómo algunas organizaciones gestionan su comunicación externa a través del “Facebook” y del “Linkedin”. Para eso, se seleccionaron las cinco mejores empresas consideradas para trabajar en Portugal en 2017 y se analizaron sus páginas de “Facebook” y “LinkedIn”. En general, se constata que estas empresas comparten esencialmente información sobre su historia, misión y valores y sobre sus acontecimientos, a través de texto e imagen. Son pocas las organizaciones que utilizan mensajes relacionados con la promoción de sus bienes y servicios. La presente investigación tiene un carácter exploratorio, siendo sus resultados muy descriptivos. Así, en estudios futuros, se sugiere una investigación más profunda y longitudinal, examinando también el tipo de público de las organizaciones en análisis.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="3"><b><font size="2">ARTIGO</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>A Gestão da Comunicação de 5 Empresas consideradas    as melhores para trabalhar em Portugal: O caso do &ldquo;Facebook&rdquo; e do &ldquo;Linkedin&rdquo;</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>The Communication Management of 5 Companies    considered The Best to Work in Portugal: The Case of &ldquo;Facebook&rdquo; and &ldquo;Linkedin&rdquo;</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>La Gestión de la Comunicación en 5 Empresas    Consideradas las Mejores para Trabajar en Portugal: El Caso del &ldquo;Facebook&rdquo; y    &ldquo;Linkedin&rdquo;</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Rita Monteiro Mourão<sup>I</sup></b></font>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup> Instituto Universitário de Lisboa    (ISCTE-IUL), Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL), 1649-026    Lisboa, Portugal. <i> E-mail</i>: <a href="mailto:ritaandreiamourao@gmail.com">ritaandreiamourao@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <HR>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As Redes Sociais Online têm vindo a assumir um    papel fundamental no quotidiano das Organizações. São estas que, muitas vezes,    contribuem para a construção da imagem organizacional, sendo encaradas como    ferramentas de Comunicação e de Marketing extremamente importantes (Gilpin,    2010; Weiss, 2011; Witzig, Spencer & Galvin, 2012). Nesse sentido, surge a necessidade    de compreender como é que algumas organizações gerem a sua comunicação externa    através do &ldquo;Facebook&rdquo; e do &ldquo;Linkedin&rdquo;. Para isso, selecionaram-se as 5 empresas    consideradas melhores para Trabalhar em Portugal, em 2017 e analisaram-se as    suas páginas de &ldquo;Facebook&rdquo; e de &ldquo;Linkedin&rdquo;. De uma forma geral, verifica-se    que estas empresas partilham, essencialmente, informações sobre a sua história,    missão e valores e sobre os seus eventos, através de texto e de imagem. São    poucas as organizações que utilizam mensagens relacionadas com a promoção dos    seus bens e serviços. A presente investigação tem um caráter exploratório, sendo    os seus resultados muito descritivos. Assim, em estudos futuros, sugere-se uma    investigação mais aprofundada e longitudinal, examinando-se também o tipo de    público das organizações em análise.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Palavras-chave:</i></b> Comunicação organizacional;    redes sociais online; Facebook; Linkedin; organizações</font></p> <HR>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The Online Social Networks have been assuming    a fundamental role in the daily life of the Organizations. These are the ones    that often contribute to the construction of the organizational image and are    seen as extremely important communication and marketing tools (Gilpin, 2010;    Weiss, 2011; Witzig, Spencer & Galvin, 2012). In this sense, the need arises    to understand how some organizations manage their external communication through    &ldquo;Facebook&rdquo; and &ldquo;Linkedin&rdquo;. For this, we selected the 5 companies considered    the best to work in Portugal in 2017 and analyzed their &ldquo;Facebook&rdquo; and &ldquo;Linkedin&rdquo;    pages. In general terms, these companies essentially share information about    their history, mission and values and about their events through text and image.    Few organizations use messages related to the promotion of their goods and services.    The present investigation has an exploratory character, and its results are    very descriptive. Thus, in future studies, a more in-depth and longitudinal    investigation is suggested, also examining the type of public of the organizations    in analysis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Keywords:</i></b> Organizational communication;    online social networks; Facebook; Linkedin; organizations</font></p> <HR>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMEN</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Las Redes Sociales Online han asumido un papel    fundamental en la vida cotidiana de las Organizaciones.Son estas que, en la    mayoría de las veces, contribuyen a la construcción de la imagen organizacional,    siendo consideradas como herramientas de Comunicación y de Marketing extremadamente    importantes (Gilpin, 2010; Weiss, 2011; Witzig, Spencer & Galvin, 2012). En    ese sentido, surge la necesidad de comprender cómo algunas organizaciones gestionan    su comunicación externa a través del &ldquo;Facebook&rdquo; y del &ldquo;Linkedin&rdquo;. Para eso,    se seleccionaron las cinco mejores empresas consideradas para trabajar en Portugal    en 2017 y se analizaron sus páginas de &ldquo;Facebook&rdquo; y &ldquo;LinkedIn&rdquo;. En general,    se constata que estas empresas comparten esencialmente información sobre su    historia, misión y valores y sobre sus acontecimientos, a través de texto e    imagen. Son pocas las organizaciones que utilizan mensajes relacionados con    la promoción de sus bienes y servicios. La presente investigación tiene un carácter    exploratorio, siendo sus resultados muy descriptivos. Así, en estudios futuros,    se sugiere una investigación más profunda y longitudinal, examinando también    el tipo de público de las organizaciones en análisis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Palabras-clave:</i></b> Comunicación organizacional;    redes sociales online; Facebook; Linkedin; organizaciones</font></p> <HR>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>1. As redes sociais online</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A utilização das novas tecnologias é uma constante    no quotidiano dos indivíduos. No âmbito destas novas tecnologias podem distinguir-se    aquelas que são sincrónicas e as assincrónicas. As tecnologias sincrónicas são    aquelas que permitem a comunicação num tempo real e que apresentam a forma de    <i>Wireless (Mobile)</i> ou &ldquo;<i>Wireline Telephonic Platforms</i>&rdquo;, considerando-se    mensagens instantâneas e curtas. Por sua vez, as tecnologias assincrónicas são    aquelas que incluem ferramentas como o <i>e-mail</i> e outras &ldquo;<i>Web-based    Communications</i>&rdquo;, incluindo <i>Blogs</i> e <i>Wikis</i>. As Redes Sociais    Online englobam quer as modalidades sincrónicas, quer as modalidades assincrónicas.    Ou seja, estas oferecem plataformas de comunicação unificadas, onde os usuários    têm a capacidade de interagir com outros, numa base de simultaneidade. Para    além disso, possibilitam capacidades de comunicação, reunião de informação coletiva    e projetos de colaboração, num contexto virtual (Barnes & Barnes, 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com o desenvolvimento da <i>Internet</i>, mais    concretamente, da <i>Web</i> 2.0, os usuários passaram, então, a ter a capacidade    de criar a sua própria informação na Web, sendo nesse contexto que surgem as    chamadas Redes Sociais Online ou &ldquo;<i>Social Networking Sites</i>&rdquo; (Guemez &    Porras, 2015). Estas dizem respeito a plataformas online que integram tecnologias    de informação e de comunicação, permitindo a criação de perfis de indivíduos/usuários.    Estes perfis contêm informação sobre os próprios indivíduos (e.g. comportamentos),    bem como as conexões e comunicações que estes mantêm com outros usuários (Fuchs,    2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Albrechtslund (2008) as Redes Sociais    Online poderão ser constituídas por características específicas, que incluem:    um &ldquo;Ciber-Espaço&rdquo;; um &ldquo;Local de Socialização&rdquo;; &ldquo;Amizades Acessíveis e Duradouras&rdquo;.    O &ldquo;Ciber-espaço&rdquo; é considerado o espaço de atividades <i>online</i>, que envolve    uma interação social entre os diferentes usuários. Neste caso, os indivíduos    poderão partilhar informações sobre a forma de textos, imagens, áudio, vídeo.    As Redes Sociais Online também são consideradas um espaço de socialização, na    medida em que é possível verificar-se uma relação entre o espaço físico e o    &ldquo;Ciber-espaço&rdquo;. Assim, estas redes sociais poderão não ser restritas apenas    a um espaço <i>online</i>, permitindo o estabelecimento de relações <i>offline</i>,    verificando-se relações de <i>online-to-offline</i> e de <i>offline-to-online</i>,    que possibilitam o desenvolvimento de amizades. Nesse âmbito, as amizades que    se estabelecem poderão ser encaradas como mais acessíveis e duradouras, pois    a comunicação tende a ser indefinida no tempo e a partilha de informação é facilitada,    permitindo uma maior acessibilidade dos usuários.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considera-se, então que, as Redes Sociais Online    envolvem a criação de um perfil público ou semipúblico dos indivíduos, que permite    criar uma lista de contactos e, consequentemente, partilhar um conjunto de conexões    com outros usuários. Esta questão verifica-se quer para perfis de indivíduos,    quer para perfis das organizações (Boyd & Ellison, 2007), sendo que o presente    estudo irá debruçar-se, essencialmente, sobre as Redes Sociais Online, nas Organizações.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>2. As redes sociais online e as organizações</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Cada vez mais as organizações sentem a necessidade    de utilizar as novas tecnologias como forma de se manterem globalizadas e competitivas    (Guemez & Porras, 2015; Melanthiou, Pavlou & Constantinou, 2015). No âmbito    das novas tecnologias surgem as Redes Sociais Online que têm vindo a ser encaradas    como ferramentas fundamentais em vários domínios, tais como: recrutamento, avaliação    de potenciais candidatos, estabelecimento e manutenção de uma relação mais estreita    com os seus colaboradores, mas principalmente, no que concerne às áreas do Marketing    e da Comunicação (Melanthiou, Pavlou & Constantinou, 2015).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A comunicação da marca das empresas pode entender-se    como uma forma de comunicação organizacional estratégica em que as organizações    devem preparar mensagens que projetem a imagem que corresponde à sua realidade.    Assim, existem um conjunto de técnicas a considerar: o nome da organização,    os símbolos, os logótipos, os <i>slogans</i>, a técnicas publicitárias – impulsionadores    de visibilidade e recordação e, por isso, do chamado &ldquo;Efeito de Memória&rdquo;. A    publicidade foi, durante muito tempo, o meio privilegiado de comunicação de    marca, sendo considerado o instrumento mais eficaz para ter em conta a identidade    (<i>i.e.</i>, o que a marca é) e a imagem (<i>i.e.</i>, o que é que os públicos    dizem que a marca é). Porém, a partir do século XX, a sua eficácia começou a    ser colocada em causa devido ao aparecimento das novas tecnologias (Ruão, 2015).    Muitas vezes, é através do <i>Online</i> que as empresas constroem a sua imagem    organizacional. Neste caso, pode destacar-se a questão dos <i>Websites</i>,    embora as Redes Sociais Online tenham vindo a assumir uma posição preponderante    (Barnes & Barnes, 2009). De acordo com Gilpin (2010), as organizações vão criando    a sua reputação através de autorrepresentações de atividades que coletivamente    vão exprimindo a identidade organizacional e promovendo uma imagem particular,    com o recurso às novas tecnologias, anulando-se cada vez mais os métodos tradicionais.    Para além disso, o <i>online</i> permite uma conexão mais rápida e eficaz com    os <i>stakeholders</i>, mesmo com aqueles que se encontram fisicamente distantes    (Oieiisak, 2013).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em termos de comunicação interna, as Redes Sociais    Online têm vindo a ser consideradas vantajosas, uma vez que são descritas como    ferramentas mais fáceis de utilizar, mais eficientes e com menores custos. Para    além disso, defende-se que existe uma maior equidade de comunicação entre os    membros organizacionais, criando-se aquilo que se designa por &ldquo;<i>Virtual Private</i>&rdquo;,    onde a organização pode partilhar notícias, histórias de sucesso, iniciativas,    questões de novas contratações. A um nível geral, as empresas assumem os efeitos    positivos da utilização das Redes Sociais Online, no que diz respeito à sua    comunicação interna, considerando que estas possibilitam uma maior comunidade    e &ldquo;camaradagem&rdquo; entre os atores organizacionais, promovem uma maior colaboração    e partilha de ideias, criando-se uma cultura corporativa, promovendo-se uma    maior transparência e encorajando-se os colaboradores a terem um contacto mais    dinâmico e direto com os seus superiores (Oieiisak, 2013).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em termos de comunicação externa, verifica-se    que, de uma forma geral, as Redes Sociais Online são utilizadas, essencialmente,    para construção de novos negócios, manutenção de contactos, interação com potenciais    clientes e desenvolvimento da marca organizacional. Porém, de acordo com o &ldquo;Thales    Training & Consultancy&rdquo; (citado em Oieiisak, 2013), mais de 20% das organizações    utiliza as Redes Sociais Online para a criação da sua reputação e da sua marca,    comparativamente com apenas 11% que as utilizam para lucro/aumento de vendas    dos seus bens e produtos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando que o &ldquo;Facebook&rdquo; se trata da Rede    Social Online mais popular Mundialmente (Distaso, Vafeiadis & Amaral, 2015)    e que o &ldquo;Linkedin&rdquo; assume um propósito mais formal e profissional, torna-se    relevante ter em conta estas duas Redes Sociais, em particular.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>3. O caso específico do &ldquo;Linkedin&rdquo; e do &ldquo;Facebook&rdquo;</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar da utilização das Redes Sociais Online,    por parte das empresas, ser ainda um fenómeno recente, a sua relevância pode    verificar-se pelas consequências sociais e económicas que acarreta (Guemez &    Porras, 2015). Nesse sentido, torna-se importante perceber como é que as empresas    fazem a gestão da comunicação através destas redes, especificamente no que concerne    ao &ldquo;Facebook&rdquo; e ao &ldquo;Linkedin&rdquo;. Isto porque apesar das organizações utilizarem    as mesmas redes para comunicarem com os seus públicos, principalmente com os    consumidores, nem sempre os propósitos da empresa são os mesmos propósitos do    público (Sung & Kim, 2014).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ruehl e Ingenhoff (2015) realizaram 65 entrevistas    semiestruturadas, no sentido de perceber porque é que os <i>stakeholders</i>    utilizavam as Redes Sociais Online e se existiam diferenças nas suas motivações.    Assim, verificou que os motivos poderiam ser variados, tendo dividido os mesmos    em diferentes conceitos: &ldquo;Novel Incentives&rdquo; – o principal motivo prende-se com    a procura de informação sobre novos produtos e serviços; &ldquo;Self-Reative&rdquo; – Procura    de inspiração, orientação e formação de uma opinião sobre a organização, produtos    e serviços; &ldquo;Monetary Incentives&rdquo; – questões de promoções, descontos e oportunidades    de emprego; &ldquo;Activity Incentives&rdquo; – aspetos relacionados com entretenimento    e lazer; &ldquo;Idealistic Motives&rdquo; – quando os valores da organização correspondem    aos valores do público. Dentro destes motivos tem vindo a verificar-se que,    a um nível geral, quando existe uma maior interatividade e mensagens com um    cariz pouco promocional, os comentários dos consumidores são tendencialmente    mais positivos, assim como, os comportamentos e a avaliação que fazem da organização.    Ou seja, o &ldquo;Self Reative&rdquo;; o &ldquo;Activity Incentives&rdquo; e o &ldquo;Idealistic Motives&rdquo;    tornam-se mais positivos para a relação que se estabelece entre os <i>stakeholders</i>    e a empresa (Sung & Kim, 2014). Para além disso, num estudo realizado por Haigh,    Brubaker e Whiteside (2013), verificou-se que quando as organizações assumiam    uma maior preocupação com a sua responsabilidade social, nas suas estratégias    de comunicação pelo &ldquo;Facebook&rdquo;, a sua relação com o público era mais eficaz    do que quando as suas páginas de &ldquo;Facebook&rdquo; partilhavam informações mais corporativas    (e.g. informações sobre programas/serviços; prémios, realizações). Para além    disso, um outro aspeto evidenciado neste estudo prende-se com o facto de os    públicos serem meros seguidores das páginas das Organizações, não partilhando    qualquer tipo de informação sobre as mesmas. Consegue perceber-se, então, que    no que diz respeito ao &ldquo;Facebook&rdquo;, as novas tendências de investigação deverão    apontar para uma necessidade de processos comunicativos mais didáticos, interativos    e bidirecionais (Jung, Ineson & Green, 2013; Saxton & Waters, 2014; Shropshire    & Kadlec, 2012).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Relativamente ao &ldquo;Linkedin&rdquo;, tem vindo a verificar-se    que são as Organizações de maior dimensão que utilizam mais esta rede, seguindo-se    das Organizações sem Fins Lucrativos e, finalmente, das Pequenas Empresas. Porém,    em termos de estratégia de Marketing e Comunicação são, tendencialmente, as    pequenas empresas aquelas que fazem uma maior aposta no &ldquo;Linkedin&rdquo;. Isto porque    se trata de uma ferramenta útil e pouco dispendiosa para <i>Networking</i> com    clientes e outros <i>Stakeholders</i> (Witzig, Spencer & Galvin, 2012). Portanto,    a forma como as organizações utilizam as Redes Sociais Online também poderá    depender do tipo de organização. Um estudo realizado entre os anos de 2008 e    2012, com uma amostra de 187 Organizações sem Fins Lucrativos, em Vojvodina,    na Sérvia, verificou que estas utilizavam estas redes sociais, essencialmente,    para estabelecer uma interação com os seus <i>stakeholders</i>, dando pouca    atenção a uma comunicação mais estratégica que possibilitasse um maior engajamento    com os mesmos (Pavlovic, Lalic & Djuraskovic, 2014).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Face aos aspetos acima mencionados consegue perceber-se    que a utilização das Redes Sociais Online poderá ter um impacto na gestão da    comunicação que as empresas estabelecem com os seus <i>stakeholders</i>. Tiveram-se    em consideração alguns estudos que têm vindo a ser realizados a esse nível,    num domínio Internacional. Nesse sentido e, tendo em conta as potencialidades    específicas do &ldquo;Facebook&rdquo; e do &ldquo;Linkedin&rdquo;, urge a necessidade de perceber como    é que algumas das empresas consideradas melhores para Trabalhar em Portugal,    em 2017 fazem a gestão destas duas Redes Sociais Online e qual o <i>feedback</i>    que é dado por parte do seu público.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>3.1. A utilização do &ldquo;Facebook&rdquo; e do &ldquo;Linkedin&rdquo;    nas 5 empresas consideradas das melhores para trabalhar em Portugal, em 2017</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando a revisão teórica realizada, urgiu    a necessidade de perceber em que sentido algumas organizações promovem a sua    missão, os seus valores e os seus eventos através das Redes Sociais Online,    especificamente, do &ldquo;Facebook&rdquo; e do &ldquo;Linkedin&rdquo;. Assim, a pergunta de partida    que orientou o presente trabalho foi a seguinte: Qual o investimento que tem    vindo a ser feito por parte das organizações no que diz respeito à promoção    do seu trabalho através das Redes Sociais Online, especificamente do &ldquo;Facebook&rdquo;    e do &ldquo;Linkedin&rdquo;? Para responder a esta questão traçaram-se os seguintes objetivos:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De uma forma genérica, pretende-se compreender    em que medida o &ldquo;Facebook&rdquo; e o &ldquo;Linkedin&rdquo; são utilizados pelas 5 empresas consideradas    melhores para Trabalhar em Portugal, em 2017, segundo um <i>Website</i> de classificação    e de <i>Ranking</i> das melhores Empresas Nacionais para trabalhar. Por motivos    éticos, não será mencionado o nome do <i>Website</i>, uma vez que tal facto    permitiria identificar as empresas que, neste estudo, nomeamos por &ldquo;Empresa    A&rdquo;; &ldquo;Empresa B&rdquo;; &ldquo;Empresa C&rdquo;; &ldquo;Empresa D&rdquo; e &ldquo;Empresa E&rdquo;. Especificamente, torna-se    relevante:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">  <ol>   – Compreender como é que estas organizações comunicam a sua missão, valores    e eventos através das suas Redes Sociais Online, mais concretamente através    do &ldquo;Facebook&rdquo; e do &ldquo;Linkedin&rdquo;;    <br>   – Examinar qual a recetividade destas páginas podem ter para o público em geral;    <br>   – Perceber quais as diferenças na forma de comunicação destas empresas quando    comunicam através do &ldquo;Facebook&rdquo; e quando comunicam através do &ldquo;Linkedin&rdquo;;    <br>   – Compreender as diferenças quanto à recetividade dada pelo público, no que    diz respeito às páginas de &ldquo;Facebook&rdquo; e do &ldquo;Linkedin&rdquo;.     ]]></body>
<body><![CDATA[</ol> </font>     <p></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tendo em conta os constrangimentos temporais    de realização deste trabalho e, considerando, que o seu principal objetivo se    prende com uma reflexão sobre as temáticas em causa, não se realizou uma recolha    de dados exaustiva. Contudo, considerou-se pertinente um levantamento de um    conjunto de informações que permitisse compreender em que medida é que as empresas    utilizam o &ldquo;Facebook&rdquo; e o &ldquo;Linkedin&rdquo; para promover o seu trabalho. Assim, procedeu-se    à recolha de informação específica, procedimento que será explicitado em seguida.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>4. Método</b></font></p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>4.1. Metodologia de recolha de dados, amostra    e procedimento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considera-se que a metodologia utilizada, neste    caso, se tratou de uma metodologia qualitativa, uma vez que não se recorreu    ao uso de métodos e de técnicas estatísticas, tendo sido a investigadora o elemento-chave    da recolha dos dados. Neste caso, concretizou-se, apenas, uma análise descritiva    da informação recolhida. Nesse sentido, trata-se de um estudo exploratório.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O principal objetivo da presente investigação    seria o de perceber em que sentido existe ou não uma aposta das empresas na    comunicação da sua missão, valores e eventos através das Redes Sociais Online.    Nesse contexto, e numa fase inicial, procedeu-se à análise dos <i>Websites</i>    das organizações, no sentido de compreender se faziam uso do &ldquo;Facebook&rdquo; e do    &ldquo;Linkedin&rdquo; e para, em seguida, analisarem-se as páginas destas redes sociais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para selecionar as empresas em estudo, teve-se    em conta aquelas que haviam sido consideradas as 5 empresas consideradas melhores    para Trabalhar em Portugal, em 2017, de acordo com um <i>Website</i> de classificação    fidedigno. Por motivos éticos, o nome deste <i>Website</i> e destas empresas    não serão revelados, tendo-se apenas em conta o setor em que as mesmas atuam,    bem como o seu número de colaboradores e se são empresas públicas ou privadas.    A empresa A, em primeiro lugar no <i>ranking</i>, trata-se de uma empresa privada,    do setor de <i>Information Technolgy – IT Consulting</i> e com 697 colaboradores.    A empresa B, em segundo lugar no <i>ranking</i>, também se trata de uma empresa    privada, que atua na área de <i>Financial Services & Insurance</i> e com 5909    trabalhadores. A Empresa C, em terceiro lugar, trata-se de uma empresa privada,    do setor de <i>Professional de Services/business Process Outsourcing/ Call Centres</i>    e com 7170 colaboradores. A empresa D, que aparece em quarto lugar do <i>ranking</i>,    trata-se de uma empresa que atua na área de <i>Manufacturing & Production/Automotive</i>,    com 338 trabalhador. Finalmente, a última empresa a aparecer no <i>ranking</i>    e a que se nomeou de empresa E, trata-se de uma empresa do setor de <i>Retail    and Specialty</i>, com 1244 trabalhadores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Numa fase inicial, procedeu-se à análise dos    <i>Websites</i> destas organizações para se perceber se estas anunciavam a existência    de uma página de &ldquo;Facebook&rdquo; e de &ldquo;Linkedin&rdquo;. Em seguida, procedeu-se à análise    das próprias Redes Sociais Online. Para o &ldquo;Facebook&rdquo; considerou-se relevante    compreender qual o tipo de informação que as organizações disponibilizavam na    sua &ldquo;Página Principal&rdquo; e ao longo da &ldquo;Cronologia&rdquo;, para perceber como é que    as mesmas promovem a sua missão, valores e eventos. Para além disso, também    se teve em conta o número de &ldquo;Amigos&rdquo; e de &ldquo;Seguidores&rdquo;, para compreender-se    o impacto que estas páginas poderão estar a ter no público.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No que diz respeito ao &ldquo;Linkedin&rdquo;, tornou-se    relevante ter em conta também a informação disponibilizada na sua &ldquo;Página Principal    e da &ldquo;Cronologia&rdquo; e ainda o número de atualizações, para perceber-se como é    que as mesmas promovem a sua missão, valores e eventos. Para além disso, teve-se    em conta o número de &ldquo;Seguidores&rdquo; para compreender o impacto que estas páginas    poderão estar a ter no público.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>5. Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em seguida, serão apresentadas duas tabelas que    permitem a análise descritiva das informações recolhidas. Uma das <a href="#t1">Tabelas</a>    tem em conta a forma como as empresas analisadas fazem a gestão da sua página    de &ldquo;Facebook&rdquo;. Por sua vez, a outra <a href="#t2">Tabela</a> resume informações    sobre a forma como estas organizações gerem a sua página de &ldquo;Linkedin&rdquo;.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/mj/v18n33/18n33a14t1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pela análise da tabela acima consegue perceber-se    que, apesar das Empresas divergirem quanto às suas áreas de atuação, ao número    de colaboradores e ao setor, a um nível geral todas elas apresentam o mesmo    tipo de informação na sua &ldquo;Página Principal&rdquo; de &ldquo;Facebook&rdquo;. Nesse sentido, a    maioria das empresas indica o ano em que foi fundada e informa o seu público    sobre a sua história e a sua missão, sendo que algumas delas acrescentam questões    relacionadas com os prémios ganhos, neste caso, as Empresas A, C e E. Apenas    a empresa A faz referência ao seu <i>Website</i>, não se verificando esta questão    nas restantes páginas, pois cada vez mais os <i>Websites</i> das Empresas tendem    a ser substituídos pelas suas páginas de &ldquo;Facebook&rdquo; (Gilpin, 2010; Haigh, Brubaker    e Whiteside, 2013).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em termos da informação da &ldquo;Cronologia&rdquo;, verifica-se    que a maioria das Organizações divulga os seus eventos e utiliza as fotografias    e mensagens de texto. Contudo, as Empresas D e E preocupam-se mais com a divulgação    de informação de cariz mais corporativo, divulgando a sua marca e os seus produtos.    Um aspeto interessante prende-se com o facto de serem estas duas empresas aquelas    que têm um maior número de &ldquo;Amigos&rdquo; e de &ldquo;Seguidores&rdquo;. Este resultado não vai    diretamente ao encontro daquilo que é defendido na literatura, uma vez que de    acordo com alguns autores (e.g. Haigh, Brubaker & Whiteside, 2013) quando as    organizações assumem uma maior preocupação com a sua responsabilidade social,    ao invés de informações mais corporativas (e.g. informações sobre programas/serviços;    prémios, realizações), a sua relação com o público tende a ser mais eficaz.    Porém, o número de &ldquo;amigos&rdquo; e de &ldquo;seguidores&rdquo; não dita a relação entre público    e organização, sugerindo-se a necessidade de aprofundar este aspeto em estudos    futuros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Finalmente, em termos de &ldquo;Número de amigos&rdquo; e    de &ldquo;Número de Seguidores&rdquo; verifica-se que dentro das próprias Organizações o    número de amigos é muito idêntico ao número de seguidores, talvez pelo facto    das pessoas que colocam &ldquo;Gosto&rdquo; na página também terem tendência para seguir    a mesma. Porém, esse número varia de Empresa para Empresa, sendo que a Organização    com maior &ldquo;Número de Amigos&rdquo; e &ldquo;Número de Seguidores&rdquo; se trata da empresa D    e a Organização com menor &ldquo;Número de Amigos&rdquo; e &ldquo;Número de Seguidores&rdquo; se trata    da empresa A.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/mj/v18n33/18n33a14t2.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tal como no caso da página do &ldquo;Facebook&rdquo; das    Empresas analisadas, também na página de &ldquo;Linkedin&rdquo; consegue perceber-se que,    apesar das Empresas divergirem quanto às suas áreas de atuação, ao número de    colaboradores e ao setor, a um nível geral todas elas apresentam o mesmo tipo    de informação na sua &ldquo;Página principal&rdquo; de &ldquo;Linkedin&rdquo;, estando esta relacionada    com a descrição da Empresa. Apenas a organização D acrescenta informação sobre    o número de colaboradores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que diz respeito à &ldquo;Informação de Cronologia&rdquo;,    constata-se que é muito idêntica à informação disponível nas páginas de &ldquo;Facebook&rdquo;.    Contudo, a Empresa A refere o número de colaboradores, a Empresa D fornece informações    sobre oportunidades de emprego e a Empresa E faz referência aos seus eventos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em relação ao &ldquo;Número de Seguidores&rdquo; verifica-se    um aspeto curioso, neste caso, a Empresa D é aquela que apresenta um menor número    de seguidores, contrariamente, ao número de amigos e de seguidores que tem no    &ldquo;Facebook&rdquo;. Esta questão pode dever-se ao facto da organização em causa apostar    mais na promoção da sua página de &ldquo;Facebook&rdquo;. Por sua vez, a Empresa C é aquela    que apresenta um maior número de seguidores, o que também não se verificou na    sua página de &ldquo;Facebook&rdquo;. Mais uma vez, neste caso, a empresa em questão poderá    promover mais a sua página de &ldquo;Linkedin&rdquo;, em detrimento da sua página de &ldquo;Facebook&rdquo;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em termos de número de &ldquo;Atualizações&rdquo;, a organização    B é aquela que tem um maior número de atualizações e a Empresa D é aquela que    apresenta um menor número de atualizações.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Conclusões</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considera-se que o estudo em causa poderá apresentar    implicações de cariz teórico e prático. A um nível teórico, tornou-se possível    confirmar a relevância que as Redes Sociais Online assumem para a gestão de    comunicação das Empresas, especificamente, o &ldquo;Facebook&rdquo; e o &ldquo;Linkedin&rdquo;. A revisão    de literatura sobre as temáticas permitiu concluir que estas Redes Sociais têm    vindo a possibilitar uma relação entre a Organização e o Público substancialmente    diferente da oportunidade de relação dada pelos <i>Websites</i> tradicionais    das Empresas (Haigh, Brubaker & Whiteside, 2013). Isto porque estes assumem    uma visão mais estática, contrariamente às mensagens dinâmicas, com caraterísticas    interativas das Redes Sociais Online (Gilpin, 2010). Para além disso, verificou-se    que em termos genéricos, o público assume uma preferência pelo diálogo e interatividade    das Redes Sociais Online. Este foi um dos principais motivos da elaboração da    presente investigação incidir sobre as Redes Sociais Online nas Organizações    (Saxton & Waters, 2014). Apesar de muito descritivo conseguiu perceber-se como    é que as 5 empresas consideradas melhores para Trabalhar em Portugal, em 2017,    gerem as suas páginas de &ldquo;Facebook&rdquo; e de &ldquo;Linkedin&rdquo;. De uma forma geral, todas    elas descrevem a História e a sua Missão na &ldquo;Página Principal&rdquo; de &ldquo;Facebook&rdquo;.    Em termos de informação de &ldquo;Cronologia&rdquo;, a maioria das Organizações descreve    os seus eventos, utilizando maioritariamente texto e imagem. Apenas duas delas    promovem a sua marca e os seus produtos de uma forma mais constante. Em termos    de números de &ldquo;Amigos&rdquo; e de &ldquo;Seguidores&rdquo;, verifica-se alguma diferença entre    o &ldquo;Facebook&rdquo; e o &ldquo;Linkedin&rdquo;, sendo que a Empresa D é aquela que apresenta um    menor número de seguidores no &ldquo;Likendin&rdquo;, contrariamente, ao número de amigos    e de seguidores que tem na sua página de &ldquo;Facebook&rdquo;. Isto pode acontecer pelo    facto desta organização apostar mais a sua comunicação através do &ldquo;Facebook&rdquo;,    em detrimento do &ldquo;Linkedin&rdquo;. Em relação ao &ldquo;Linkedin&rdquo;, verifica-se que a informação    partilhada, mais uma vez, tende a ser homogénea entre as várias organizações.    Nesse sentido, a informação da &ldquo;Página Principal&rdquo; descreve a empresa e a informação    de &ldquo;Cronologia&rdquo; é tendencialmente muito idêntica à do &ldquo;Facebook&rdquo;. O número de    atualizações difere bastante de organização para organização. Mais uma vez,    este aspeto poderá estar relacionado com a aposta que cada empresa faz em relação    à gestão da sua comunicação.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A um nível prático, considera-se que este estudo    poderá constituir-se útil para a promoção de melhores práticas no domínio da    profissão de relações públicas. Ou seja, poderá tornar-se pertinente no sentido    que envolve uma reflexão sobre o conjunto de <i>Guidelines</i> a cumprir para    construir a informação a divulgar no &ldquo;Facebook&rdquo; e no &ldquo;Linkedin&rdquo; das Empresas.    Isto porque ao longo desta investigação tornou-se possível verificar que a criação    de uma Rede Social Online por parte das empresas poderá não ser o suficiente,    pois o mais importante será a criação de uma interação positiva com o público    (Sung & Kim, 2014).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considera-se que o presente estudo poderá apresentar    limitações, principalmente no que concerne ao processo de recolha e de análise    dos dados. Em primeiro lugar, torna-se relevante frisar que não foi possível    aprofundar aspetos relacionados com o tipo de pessoas que seguem as páginas    de &ldquo;Facebook&rdquo; e de &ldquo;Linkedin&rdquo; das empresas em análise. Em estudos futuros estes    aspetos deveriam ser tidos em conta, analisando-se o tipo de perfil destes seguidores    ou até mesmo realizando-se entrevistas aos gestores destas páginas. Uma outra    limitação prende-se com a análise ter sido concretizada apenas a duas Redes    Sociais Online. Este aspeto pode ser limitador no sentido em que as organizações    poderão apostar a sua comunicação noutro tipo de Redes Sociais Online que não    o &ldquo;Facebook&rdquo; e o &ldquo;Linkedin&rdquo;. Assim, em investigações futuras sugere-se o alargamento    da análise de Redes Sociais acrescentando-se, por exemplo, o &ldquo;Twitter&rdquo;, o &ldquo;Youtube&rdquo;,    o &ldquo;Google +&rdquo; e, ainda, uma comparação entre as Redes Sociais Online e os <i>Websites</i>    das Empresas, uma vez que estas poderão gerir a sua comunicação a partir daí.    Um outro aspeto limitador deste trabalho diz respeito à sua visão estática.    Ou seja, analisou-se aquilo que as Organizações fazem, discriminando-se aquilo    que os públicos querem. Nesse sentido, em estudos futuros sugere-se a concretização    de entrevistas aos <i>Stakeholders</i>, no sentido de perceber-se o que eles    mais valorizam na comunicação que as empresas estabelecem através das Redes    Sociais Online. Finalmente, sugere-se como investigação futura a análise longitudinal    da literacia mediática dos profissionais de comunicação que gerem as páginas    das Redes Sociais Online das organizações. Isto porque cada vez mais a imagem    da organização é criada através desta rede, tornando-se fundamental que estes    gestores detenham os <i>Skills</i> necessários para que a comunicação seja feita    de forma eficaz.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Referências Bibliográficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Albrechtslund, A. (2008). Online Social Networking    as Participatory Surveillance. <i>First Monday, 13</i>(3). Doi:<a href="http://dx.doi.org/10.5210/fm.v13i3.2142" target="_blank">10.5210/fm.v13i3.2142</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1901775&pid=S2183-5462201800020001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Barnes, N. D., & Barnes, F., R. (2009). Equipping    your Organization for the Social Networking Game. <i>Wall Street Journal, 28</i>-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1901776&pid=S2183-5462201800020001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Boyd, D., & Ellison, N. (2007). Social network    sites: Definition, history and scholarship. <i>Journal of Computer-Mediated    Communication, 13</i>(1).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1901778&pid=S2183-5462201800020001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Distaso, M. W., Vafeiadis, M., & Amaral, C. (2015).    Managing a health crisis on Facebook: How the response strategies of apology,    sympathy, and information influence public relations. <i>Public Relations Review,    41</i>(2), 222-231.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1901780&pid=S2183-5462201800020001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Fuchs, C. (2009). <i>Social Networking Sites    and The Surveillance Society: A Critical Case Study of the Usage of studiVZ,    Facebook, and MySpace by Students in Salzburg in the Context of Electronic Surveillance</i>.    Salzburg and Vienna, Austria: ICT&S Center Research Report. Retrieved from <a href="http://fuchs.uti.at/wpcontent/uploads/SNS_Surveillance_Fuchs.pdf" target="_blank">http://fuchs.uti.at/wpcontent/uploads/SNS_Surveillance_Fuchs.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1901782&pid=S2183-5462201800020001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Gilpin, D. (2010). Organizational Image Construction    in a Fragmented Online Media Environment. <i>Journal of Public Relations Research,    22</i>(3), 265-287. Doi:<a href="http://dx.doi.org/doi:10.1080/10627261003614393" target="_blank">10.1080/10627261003614393</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1901783&pid=S2183-5462201800020001400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Guemez, R. L., & Porras, S. Tl (2015). Oportunidades    y riesgos de las redes sociales en internet : El caso de empresas mexicanas.    <i>Ciencias de Gestión</i>, 111, 87-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1901784&pid=S2183-5462201800020001400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Haigh, M. M., Brubaker, P., & Whiteside, E. (2013).    Facebook: Examining the information presented and its impact on stakeholders.    <i>Corporate Communications: An International Journal, 18</i>(1), 52-69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1901786&pid=S2183-5462201800020001400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Jung, T. H., Ineson, E. M., & Green, E. (2013).    Online social networking: Relationship marketing in UK hotels. <i>Journal of    Marketing Management, 29</i>(3-4), 1-28. Doi:<a href="http://dx.doi.org/10.1080/0267257X.2012.732597" target="_blank">10.1080/0267257X.2012.732597</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1901788&pid=S2183-5462201800020001400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font size="2" face="Verdana">Melanthiou, Y.; Pavlou, F.; & Constantinou (2015).    E. The Use of Social Network Sites as an E-Recruitment Tool. <i>Journal of Transnational    Management, 20</i>(1), 31-49. Doi:<a href="http://dx.doi.org/10.1080/15475778.2015.998141" target="_blank">10.1080/15475778.2015.998141</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Oieiisak, B. (2013). How Organizations Are Using    Social Networking as a Competitive Differentiator. <i>Illinois Banker</i>, 26-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1901790&pid=S2183-5462201800020001400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Pavlovic, J., Lalic, D., & Djuraskovic, D. (2014).    Communication of Non-Governmental Organizations via Facebook Social Network.    <i>Engineering Economics, 25</i>(2), 186-193. 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Covilhã:    Livros Labcom.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1901793&pid=S2183-5462201800020001400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ruehl, C. H., & Ingenhoff, D. (2015). Communication    management on social networking sites. <i>Journal of Communication Management,    19</i>(3), 288-301.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1901795&pid=S2183-5462201800020001400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Saxton, G. D., & Waters, R. D. (2014). What do    Stakeholders Like on Facebook? Examining Public Reactions to Nonprofit Organizations’    Informational, Promotional, and Community-Building Messages. <i>Journal of Public    Relations Research, 26</i>(3), 280-299. Doi:<a href="http://dx.doi.org/10.1080/1062726X.2014.908721" target="_blank">10.1080/1062726X.2014.908721</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1901797&pid=S2183-5462201800020001400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Shropshire, J., & Kadlec, C. (2012). Where are    you going? A comparative analysis of job and career change intentions among    USA it workers. <i>Journal of Internet Banking and Commerce, 17</i>(2), 1-20.    Doi:<a href="http://dx.doi.org/10.1002/job" target="_blank">10.1002/job</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1901798&pid=S2183-5462201800020001400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Sung, K., & Kim, S. (2014). I Want to Be Your    Friend: The Effects of Organizations’ Interpersonal Approaches on Social Networking    Sites. <i>Journal of Public Relations Research, 26</i>(3), 235-255.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1901799&pid=S2183-5462201800020001400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Weiss, M. (2011). The Use of Social Media Sites    Data by Business Organizations in Their Relationship with Employees. <i>Journal    of Internet Law, 15</i>(2), 16-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1901801&pid=S2183-5462201800020001400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Witzig, L., Spencer, J., & Galvin, M. (2012).    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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana">Nota biográfica</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Rita Monteiro Mourão é doutoranda na área das    Ciências da Comunicação, no Doutoramento FCT em Estudos de Comunicação: Tecnologia,    Cultura e Sociedade. Tem uma Bolsa de Doutoramento financiada e apoiada pela    Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), com a referência PD/BD/ 114005/2015.    Tem um Mestrado em Psicologia Social e das Organizações, pelo ISCTE-IUL e é    Licenciada em Psicologia, pela mesma Instituição. Foi docente no ISCTE-IUL entre    os anos de 2012 e 2015, tendo lecionado unidades curriculares de &ldquo;Técnicas de    Comunicação&rdquo;; &ldquo;Trabalho em Equipa&rdquo; e &ldquo;Resolução de Problemas e Tomada de Decisão&rdquo;.    É docente numa Universidade Senior, onde leciona a Disciplina de &ldquo;Comunicação    e Desenvolvimento Comunitário&rdquo;. É a atual Coordenadora do GT (Grupo de Trabalho)    de Jovens Investigadores da SOPCOM (Sociedade Portuguesa de Ciências da Comunicação).    Tem vindo a desenvolver trabalhos no âmbito da área da Comunicação Organizacional    e da Avaliação de Desempenho.</font></p>      ]]></body><back>
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