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<publisher-name><![CDATA[Centro de Investigação Media e JornalismoFaculdade de Ciências Sociais e Humanas/Universidade Nova de Lisboa]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.14195/2183-5462_34_16</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A influência publicitária no consumo de marcas de vestuário e de calçado em contexto juvenil]]></article-title>
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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[La influencia publicitaria en el consumo de marcas de vestuario y de calzado en contexto juvenil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[With this article we pretend to know the influence that advertising may have in the process of youth consumption of brands of clothing and footwear. For this purpose, a questionnaire survey was applied to students of the 9th year of three schools in Cascais. We found that advertising is recognized as a purely informative and not persuasive source. Nonetheless, the advertising influence may not been recognized. There was also a privileged relation established by girls with advertising.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[El objetivo del artículo es conocer cuál es la influencia que la publicidad podrá tener en el proceso de consumo juvenil de marcas de vestuario y de calzado. Se aplicó un cuestionario a estudiantes del 9º año de escolaridad de tres escuelas de Cascais. Se constató que la publicidad es reconocida como una fuente meramente informativa y no persuasiva. No obstante, la influencia publicitaria puede no haber sido reconocida. Hay una fuerte relación femenina establecida con la publicidad.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p><font size="4"><b>A influência publicitária no consumo de marcas de vestuário    e de calçado em contexto juvenil</b></font></p>     <p><font size="3"><b>The advertising influence on the consumption of clothing    and footwear brands in a youth context</b></font></p>     <p><font size="3"><b>La influencia publicitaria en el consumo de marcas de vestuario    y de calzado en contexto juvenil</b></font></p>     <p><b>Cristina Santos*</b>    <br>   <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-5945-2664">https://orcid.org/0000-0002-5945-2664</a></p>     
<p>*Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O objetivo do presente artigo é conhecer qual a influência que a publicidade    poderá exercer no processo de consumo juvenil de marcas de vestuário e de calçado.    Para o efeito, aplicou-se um inquérito por questionário a estudantes do 9º ano    de escolaridade de três estabelecimentos de ensino de Cascais. Tendo em conta    as perceções da população em estudo, constatou-se que a publicidade é reconhecida    enquanto uma fonte meramente informativa e não persuasiva. Não obstante, poderá    estar em causa o não reconhecimento da influência publicitária. Detetou-se ainda    uma vincada relação feminina estabelecida com o discurso publicitário.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave: </b>publicidade; marcas; vestuário; calçado; juventude</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>With this article we pretend to know the influence that advertising may have    in the process of youth consumption of brands of clothing and footwear. For    this purpose, a questionnaire survey was applied to students of the 9th year    of three schools in Cascais. We found that advertising is recognized as a purely    informative and not persuasive source. Nonetheless, the advertising influence    may not been recognized. There was also a privileged relation established by    girls with advertising.</p>     <p><b>Keywords</b>: advertising; brands; clothing; footwear; youth</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMEN</b></p>     <p>El objetivo del artículo es conocer cuál es la influencia que la publicidad    podrá tener en el proceso de consumo juvenil de marcas de vestuario y de calzado.    Se aplicó un cuestionario a estudiantes del 9º año de escolaridad de tres escuelas    de Cascais. Se constató que la publicidad es reconocida como una fuente meramente    informativa y no persuasiva. No obstante, la influencia publicitaria puede no    haber sido reconocida. Hay una fuerte relación femenina establecida con la publicidad.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: publicidad; marcas; ropa; calzado; juventud</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdução</b></p>     <p> Sabe-se que a publicidade, as marcas, o vestuário e o calçado poderão ter    algum impacto em contexto juvenil, dada a importância que os jovens atribuem    à aparência e ao consumo. Com o presente artigo pretende-se perceber qual a    influência que a publicidade poderá exercer no consumo juvenil de marcas de    vestuário e de calçado. Para atingir este objetivo, efetuámos uma pesquisa empírica.    Optámos por uma metodologia quantitativa, através da aplicação de um inquérito    por questionário a 194 jovens que frequentavam o 9º ano de escolaridade num    dos três estabelecimentos de ensino de Cascais participantes na nossa pesquisa:    o Colégio do Amor de Deus, a EB 2,3 Escola Matilde Rosa Araújo e a Escola Salesiana    de Manique. Trata-se de uma problemática pertinente na contemporaneidade, e    que, por esse motivo, deverá ser alvo de um escrutínio académico, dada a importância    que as práticas de consumo aparentam deter nas vivências quotidianas dos indivíduos,    particularmente na juventude, tal como demonstra a revisão da literatura que    se segue. </p>     <p><b>Os jovens, a corporeidade, as marcas de vestuário e de calçado e a publicidade    </b></p>     <p>A perceção corporal tem sofrido alterações ao longo do tempo. Na atual sociedade,    o corpo é encarado como um objeto valioso, que deve ser valorizado, estimado    e exibido, conceção diferente do paradigma anterior, mediante o qual o corpo    era entendido como um mero instrumento de trabalho. É durante a fase juvenil    do indivíduo que a corporeidade e a visualidade ganham uma particular expressividade,    inclusive para o desenvolvimento da auto-estima dos sujeitos. A aparência torna-se    determinante, destacando-se a importância do vestuário e do calçado (Pina, 2001;    Ferreira, 2003; Santos, 2004; Pais, 2005; Pereira et al., 2005; Galhardo, 2006;    Quadrado, 2006; Chan, 2008; Campos, 2010; Santos, 2016, 2017): &ldquo;(&hellip;) a camisola    errada pode arruinar completamente a imagem e o dia de alguém&rdquo; (Brusdal e Lavik,    2008, p. 396). Efetivamente, possuir as coisas &lsquo;certas&rsquo; pode ser vital, dados    os ganhos em causa: &ldquo;(&hellip;) popularidade, identidade, felicidade&rdquo; (Dittmar, 2008,    p. 1).</p>     <p>Vigora uma época estética, e um consequente eu performativo juvenil, construído    a partir de encenações corporais (Lopes, 2000; Chan, 2008). Os jovens encaram    o vestuário de uma forma particularmente codificada, emitindo opiniões acerca    dos seus pares, com base apenas na roupa envergada e nas marcas utilizadas (Miles,    2000; Santos, 2004; Arthur et al., 2006; Perse, 2006; Belleau et al., 2007;    Hamilton, 2012; Santos, 2017). Realce-se que a juventude tem como marcador identitário    o uso de determinadas marcas de roupa, consideradas como desejáveis. A adesão    a marcas prestigiadas pode funcionar enquanto um referencial identitário, mediante    a imagem que se quer passar aos outros, no quadro da convivialidade, permitindo,    inclusive, a filiação em determinados agrupamentos (Miles, 2000; Arthur et al.,    2006; Quadrado, 2006; Cruz, 2009). Assim sendo, é expectável que as marcas de    vestuário e de calçado sejam preponderantes nas dinâmicas de consumo juvenis    (Santos, 2004; Chan, 2008), particularmente nas masculinas (Cardoso, 2005; Santos    e Neves, 2006; Santos, 2017), sendo as marcas desportivas as insígnias que a    juventude mais valoriza (Miles, 2000; Pina, 2001; Galhardo, 2006; Santos, 2017).</p>     <p>Os jovens são, simultaneamente, um dos públicos mais ambicionados do mercado,    devido ao facto de serem considerados consumidores ostensivos; hedónicos; interessados;    recetivos às ofertas existentes e às tendências de mercado e particularmente    vulneráveis a comportamentos de compra excessivos e, consequentemente, um dos    segmentos mais desejados e retratados pela publicidade (Quadrado, 2006; Campos,    2010; Deutsch e Theodorou, 2010). A juventude está ciente dessa sua preponderância,    ao ter a plena consciência da influência que o discurso publicitário procura    exercer sobre os seus padrões de consumo, particularmente numa era em que &ldquo;A    aceleração do ritmo de vida (&hellip;) conduziram a um menor acompanhamento de crianças    e jovens por parte dos agentes tradicionais de socialização. Acompanhando as    tendências dos países industrializados ocidentais, as nossas crianças e jovens    são crescentemente educados pelos meios de comunicação de massas&rdquo; (Ribeiro,    2010, p. 182). Não obstante, se alguns estudos constataram uma atitude juvenil    positiva face à publicidade (Chidid e Leão, 2011; Ribeiro, 2010; Cardoso e Pinto,    2009; Galhardo, 2006; Miles, 2000), outros revelaram a pouca influência exercida    pelo discurso publicitário nas escolhas dos jovens (Austin et al., 2007; Pina,    2001). </p>     <p>São vários os motivos que justificam a premência que a publicidade poderá assumir    no acalentar das dinâmicas de consumo do setor em estudo: apresenta as marcas    de uma forma estratégica, realçando a relevância da posse de certas insígnias;    destaca, enquanto temas juvenis, a moda e a aparência; centra-se nos cuidados    com a corporeidade; convida os jovens a definirem-se através da indumentária    e, por último, é um indispensável veículo juvenil para a legitimação do que    é, ou não, apropriado adotar, particularmente na escolha do vestuário (Miles,    2000; Ferreira, 2003; Araújo, 2006; Galhardo, 2006; Santos, 2013). </p>     <p>A importância da publicidade em contexto juvenil reflete uma tendência transversal,    na medida em que vivemos numa sociedade de consumo, em que o discurso publicitário    é o respetivo hino triunfal: &ldquo;A publicidade é o papel de parede de uma sociedade    de consumo (…)&rdquo; (O&rsquo;Guinn, 2007, p. 5). Na contemporaneidade, a publicidade apresenta    os objetos como remédios e terapias para a atribulada vida contemporânea e as    personagens como signos de desejo, devido a uma motivação de natureza aspiracional    (Ashikali e Dittmar, 2012; Crymble, 2012; Cardoso e Pinto, 2009; Dittmar, 2008;    Fonseca, 2007; O&rsquo;Guinn, 2007). Efetivamente, o pertence é exibido como um suplemento    incondicional da existência humana (Fonseca, 2007; O&rsquo;Guinn, 2007), explorando    a positividade, dissipando as fragilidades do consumidor e exacerbando o seu    lado narcísico. As dificuldades quotidianas e as restantes &ldquo;(&hellip;) facetas negativas    são atreladas ao não-ter o produto&rdquo; (Camargo, 2013, p. 22). Como consequência,    a linguagem publicitária funciona como uma ficção narrativa, assente numa construção    imagética, que visa persuadir o consumidor, operando enquanto vendedora de sonhos,    como uma fábula e fantasia, capaz de produzir signos, elevando meros produtos    a objetos mágicos, alvo de fascínio e de adoração (Silva et al., 2011; Santos,    2013, 2017).</p>     <p><b>A metodologia e a amostra da investigação</b></p>     <p>Para tentar inferir se a publicidade influencia o consumo juvenil, na escolha    de marcas de vestuário e de calçado, apostámos na aplicação de um inquérito    por questionário, documento que construímos de raiz e cuja entrega, preenchimento    e recolha decorreram em contexto de sala de aula e sob a nossa presença, orientação    e supervisão. Tivemos como referência alguns estudos nacionais: <i>Consciência    histórica e identidade</i> (1999); <i>Condutas de risco, práticas culturais    e atitudes perante o corpo: resultados de um inquérito aos jovens portugueses    em 2000</i> (2003); <i>Juventude, consumo e globalização: uma análise comparativa</i>    (2004); <i>Consumo e auto-estima</i> (2005); <i>O materialismo e a felicidade</i>    (2005); <i>Susceptibilidades das crianças à influência dos grupos de referência</i>    (2006); <i>Análise das atitudes e comportamentos dos jovens face aos produtos    de moda e vestuário</i> (2008); <i>Sociedade de bairro</i> (2008); <i>Consumo    hedónico e utilitário e atitude face à publicidade</i> (2009) e <i>Valores e    felicidade no séc. XXI</i> (2011). Recorremos, ainda, a uma obra internacional:    <i>Proximity of clothing to self scale</i> (2004). Utilizámos escalas que não    excedem as cinco hipóteses de resposta, por termos respondentes com menores    graus de escolaridade (Cicourel, citado por Foddy, 2002). Por outro lado, ao    serem escalas de concordância, em detrimento do diferencial semântico, evitam-se    as respostas neutrais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Esta metodologia quantitativa detém um carácter particularmente determinista    e privilegia a quantificação estandardizada, utilizando tipologias e classificações,    ao deter um conjunto fixo de perguntas (Miller et al., 1998; Morgan, 1998).    Após a realização do respetivo pré-teste<a href="#1"><sup>[1]</sup></a><a name="top1"></a>,    e de algumas subsequentes alterações, o documento foi aplicado, no ano letivo    2012/2013, à amostra da nossa investigação, constituída por 194 jovens dos sexos    feminino e masculino, estudantes do 9º ano de escolaridade em estabelecimentos    de ensino de Cascais: o Colégio do Amor de Deus, a EB 2,3 Escola Matilde Rosa    Araújo e a Escola Salesiana de Manique. </p>     <p> Após a recolha do material, analisámos o conjunto de inquéritos por questionário,    recorrendo-se ao tratamento estatístico dos dados através do programa SPSS<sup>®</sup>    (Statistical Package for the Social Sciences)<a href="#2"><sup>[2]</sup></a><a name="top2"></a>    . Para medir a intensidade da correlação entre variáveis, utilizámos o teste    estatístico Rho de Spearman (coeficiente de correlação de Spearman), indicado    para medir a intensidade de relação entre variáveis ordinais. Usámos o teste    de aderência do Qui-quadrado nos casos em que se considerou a distribuição dos    sujeitos por sexo. Passemos para a análise e a discussão de resultados, os quais    refletem as perceções da nossa população em estudo. </p>     <p><b>A influência publicitária no consumo de marcas de vestuário e de calçado    em contexto juvenil: </b><b>análise e discussão de resultados</b></p>     <p>Comecemos por debruçar-nos, precisamente, sobre a relação que os jovens estabelecem    com as práticas de consumo. Alguns estudos identificaram que, por um lado, a    felicidade e, por outro, o prazer, ambos podem ser associados ao consumo, ligação    particularmente acentuada na juventude, uma vez que a ida às compras é considerada    a ocupação social juvenil favorita (Miles, 2000; Pina, 2001; Brusdal e Lavik,    2008; Ribeiro, 2010). Conclusões reforçadas pelos nossos resultados, já que<b>    </b>83,4% dos inquiridos afirma sentir-se mais feliz quando tem mais dinheiro    para adquirir o que quiser e 69,9% considera prazerosa a ida às compras. Desta    forma, os respondentes aparentam entender que a possibilidade de consumir poderá    ter um impacto positivo na sua vida, pois é a partir do mero exercício da atividade    de consumo, independentemente do tipo de produto em causa, que poderão retirar    felicidade e prazer. Como consequência, a aquisição é valorizada unicamente    per si, dada a satisfação pessoal que a compra, na convicção dos participantes,    lhes proporciona.</p>     <p>Existe, portanto, uma ligação privilegiada estabelecida pelos jovens com o    consumo: &ldquo;O processo de consumo tornou-se cada vez mais significativo para a    compreensão de como a vida dos jovens é cultural, psicológica e socialmente    construída (…)&rdquo; (Hill, 2016, p. 6). Trata-se de um processo que se inicia durante    a infância: &ldquo;O seu quotidiano é dominado pela natureza omnipresente e efémera    do consumismo, ao ponto de as crianças ocidentais não conhecerem outra realidade&rdquo;    (Hill, 2016, p. 6), com destaque para o que incide sobre marcas com notoriedade:    &ldquo;Presentemente as crianças procuram definir-se através da aquisição de produtos,    particularmente os de marcas conhecidas&rdquo; (Hill, 2016, p. 7). É a prevalência    do que é reconhecido: &ldquo;As pessoas preferem o que é lhes familiar (…)&rdquo; (Aaker,    2014, p. 10). Apesar de ser particularmente proeminente na fase juvenil, é um    mecanismo comum a todos os indivíduos. Segundo Miles (2010, 2015), vivemos numa    sociedade em que o poder do consumo é omnipresente e em que os consumidores    não são vítimas desse mecanismo social, uma vez que contribuem ativamente para    a sua existência, sedimentação e expansão: &ldquo;Ir às compras é (…) uma ideologia;    um processo através do qual uma maneira de pensar e de se comportar torna-se    naturalizada e normal&rdquo; (Miles, 2015, p. 5).</p>     <p>Detetámos uma dinâmica de género diferenciada: mais raparigas entendem obter    prazer com o ato aquisitivo<a href="#3"><sup>[3]</sup></a><a name="top3"></a>.    Outras pesquisas dão indícios similares: a mulher encara o consumo como algo    recreativo, preferindo-o a outras atividades de lazer e atribui-lhe um valor    intrinsecamente gratificante; o sexo feminino demonstra mais facilmente atitudes    positivas relativamente às compras, apresentando uma particular propensão para    as práticas de consumo, independentemente dos produtos em causa e de a compra    se concretizar, detendo, por isso, uma maior predisposição para a aquisição    compulsiva e hedónica (Santos e Neves, 2006; Belk, 2008; Brusdal e Lavik, 2008;    Cardoso e Pinto, 2009; Santos, 2016). </p>     <p>Explanemos a relevância que o vestuário, o calçado e as respetivas marcas poderão    assumir em contexto juvenil. Para 79,4% da amostra estes bens são importantes    na sua vida, preponderância extensível, ainda que em menor percentagem, às marcas,    uma vez que somente 53,6% dos inquiridos considera que estas são relevantes    na compra de roupa e de calçado. Apesar de as marcas serem &ldquo;(..) poderosas&rdquo;    (Aaker, 2014, p. 1), dados os inúmeros benefícios que oferecem (funcionais,    emocionais, expressivos e sociais) (Aaker, 2014), 25,8% dos indivíduos que assinalaram    que o vestuário e o calçado são importantes, não consideraram as respetivas    marcas igualmente significantes na aquisição destes bens. Todavia, 87,1% dos    respondentes demonstrou deter uma capacidade para listar marcas do setor<a href="#4"><sup>[4]</sup></a><a name="top4"></a>.    Além disso, foram mencionadas, no total, 114 marcas, das quais, 54 foram apontadas,    cada uma, somente por um inquirido, constatando-se a diversidade de gostos juvenis    e um considerável conhecimento das insígnias existentes no mercado. Em suma,    os produtos são, assim, valorizados per si, isto é, independentemente dos logotipos    presentes nas etiquetas, pelo que poderemos estar perante processos de consumo,    ainda que interligados, autónomos. As cinco marcas mais apontadas foram, por    ordem decrescente, Zara e Bershka, em ex aequo, cada uma assinalada por 47,4%    dos inquiridos, ou seja, por quase metade da nossa população em estudo; Pull&amp;Bear,    apontada por 36,1% dos respondentes; Vans, mencionada por 32,0% dos participantes    e Stradivarius, indicada por 30,4% destes jovens.</p>     <p> Sobre estas problemáticas, identificámos duas dinâmicas de género diferenciadas:    as raparigas valorizam mais o vestuário e o calçado (87,4%)<a href="#5"><sup>[5]</sup></a><a name="top5"></a>,    independentemente da marca em causa, enquanto os rapazes demonstram possuir    uma lógica de consumo inversa, dado que atribuem uma maior importância às respetivas    marcas (64,6%)<a href="#6"><sup>[6]</sup></a><a name="top6"></a>, particularmente    as desportivas. Não obstante, estas representações não tiveram uma destacada    influência nas práticas de consumo dos respondentes, ao contrário do que esperávamos,    uma vez que não se verificaram, praticamente, comportamentos e atitudes diferenciadas,    em termos de género, nos respetivos padrões de compra. Não foram detetadas,    por exemplo, variações ao nível da frequência e das motivações aquisitivas.</p>     <p> Incidamos a nossa análise sobre a influência que a publicidade poderá exercer    na escolha de marcas de vestuário e de calçado: 77,7% dos inquiridos considera    que o impacto publicitário no processo de consumo é residual ou inexistente,    conforme consta no <a href="#g1">Gráfico 1</a>. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="g1"></a><img src="/img/revistas/mj/v19n34/19n34a16g1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Também o visual dos ídolos não foi identificado como sendo um fator relevante    (71,1%), ao contrário de outras dimensões, apontadas, pela nossa população em    estudo, como exercendo algum tipo de influência sobre as marcas de vestuário    e de calçado que adquirem: como a opinião do/a namorado/a (69,3%); a opinião    dos/as amigos/as (67,8%) e a opinião da família (56,7%). Em suma, verifica-se    a primazia das fontes pessoais (como a opinião do núcleo amoroso, amical e familiar),    em detrimento das fontes impessoais, (como a publicidade e o visual dos ídolos).    Nos processos aquisitivos, um dos vetores mais reconhecidos como sendo importante    é o parecer das pessoas mais próximas, afetivamente. É que as atitudes formadas    a partir das experiências diretas, isto é, vivenciadas pelo indivíduo, são mais    fortes, acessíveis, confiantes e preditivas do que as que resultam de experiências    mediadas, como as potenciadas pela publicidade (Elliott e Wattanasuwan, 1998;    Pina, 2001). No entanto, outros estudos apontam a particular suscetibilidade    juvenil à influência publicitária (Pereira et al., 2005; Perse, 2006; Bonifield    e Cole, 2007). </p>     <p> Os dados anteriores são reforçados pelos próximos resultados: 67,2% dos respondentes    refere que a publicidade não os ajuda a escolher as marcas adquiridas (<a href="#g2">Gráfico    2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="g2"></a><img src="/img/revistas/mj/v19n34/19n34a16g2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Se não é imputada à publicidade uma aptidão influenciadora relativamente ao    setor em causa, realce-se que 63,7% da amostra afirma que esta variável de comunicação    auxilia a saber que marcas de vestuário e de calçado estão na moda, pelo que,    aparentemente, é-lhe reconhecida uma capacidade informativa. A publicidade pode,    de facto, exercer um papel central na divulgação de produtos e marcas: &ldquo;A gestão    de uma marca pode ser delegada a uma agência de publicidade, pois está em causa    gerir uma imagem (…)&rdquo; (Aaker, 2014, p. 9). É que os anúncios publicitários são    encarados como uma importante fonte de informação sobre a realidade e cultura    juvenis, funcionando como guias, ao facultarem pistas sobre o que será socialmente    aceite e o que se apresenta como sendo mais popular entre os jovens. Desta forma,    poderão ser equiparados a uma escola paralela, com conteúdos atrativos e facilmente    acessíveis, ao contribuírem para a aquisição de aprendizagens, de competências    e para a socialização (Perse, 2006; Belleau et al., 2007; Ribeiro, 2010).</p>     <p>Acrescente-se que 52,4% dos jovens menciona não ser frequente estarem atentos    aos anúncios publicitários deste tipo de marcas. Ao cruzarmos estes dois dados,    podemos identificar um aparente paradoxo. Conforme realçado anteriormente, a    maior parte dos participantes na nossa pesquisa menciona que a publicidade os    auxilia a ter conhecimento de quais as marcas de vestuário e de calçado que    estão em voga, mas que não costumam estar atentos/as aos anúncios publicitários    do setor. Vejamos: se não é frequente que a maioria dos inquiridos dedique alguma    atenção às mensagens publicitárias deste tipo de marcas, como é que poderá ficar    a conhecer quais é que estão na moda, através desta variável de comunicação?</p>     <p>Por outro lado, se entendem que o vestuário e o calçado são importantes na    sua vida, tal como se apurou, é expectável que se interessem pelos diferentes    discursos que incidem sobre estes produtos e as respetivas marcas, tal como    acontece com a publicidade. Poderemos ainda relacionar esta questão com a problemática    anterior. É possível que considerem que não são influenciados pelas mensagens    publicitárias deste tipo de marcas, por julgarem que não prestam atenção às    mesmas. Saliente-se ainda que a publicidade poderá, eventualmente, ajudar a    escolher quais as marcas a comprar, ainda que indiretamente, tendo em conta    o prévio conhecimento de quais as insígnias que estão em voga. Portanto, se    o discurso publicitário lhes dá a conhecer quais as marcas que têm uma maior    popularidade, é provável que essa informação acabe por ter algum tipo de impacto    nas suas práticas de consumo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, colocamos a hipótese de os respondentes se alhearem da eventual influência    a que poderão estar sujeitos através da publicidade. Deveras, alguns estudos    relatam esse não reconhecimento da influência publicitária (Alves, 2002; Galhardo,    2006). Diversos autores argumentam que é difícil a avaliação das motivações    de consumo, dada a complexidade dos mecanismos subjacentes à compra: &ldquo;(&hellip;)    o consumidor nem sempre diz o que fez ou fará. O consumidor nem sempre sabe    porque o fez ou fará&rdquo; (Ribeiro, 2010, p. 18); &ldquo;(…) a maioria do comportamento    do consumidor é feito de forma inconsciente e muitas pessoas não têm ideia dos    motivos que as conduziram a tomar determinadas atitudes&rdquo; (Hudders e Vyncke,    2008, p. 42).</p>     <p> Paralelamente, detetámos diferenças de género na forma como os participantes    na nossa investigação encaram a publicidade, verificando-se uma relação mais    estreita estabelecida pelas raparigas com esta variável de comunicação, já que    mais inquiridas: consideram que costumam estar atentas aos anúncios publicitários    do setor<a href="#7"><sup>[7]</sup></a><a name="top7"></a>; entendem que a publicidade    as ajuda a saber que marcas de vestuário e de calçado estão na moda<a href="#8"><sup>[8]</sup></a><a name="top8"></a>    e referem que a publicidade influencia as suas decisões, aquando da escolha    de uma marca de vestuário e de calçado<a href="#9"><sup>[9]</sup></a><a name="top9"></a>.    Como consequência, o sexo feminino aparenta associar ao discurso publicitário    uma dupla capacidade: informativa e persuasiva. </p>     <p><b>Conclusão</b></p>     <p> Os resultados da nossa investigação indicam que é estabelecida uma relação    privilegiada com o consumo, ao qual são associados sentimentos positivos, como    a felicidade e o hedonismo, particularmente no caso feminino. Constatámos a    estreita ligação que os jovens estabelecem com o vestuário, o calçado e as respetivas    marcas, sendo que as raparigas valorizam mais os produtos e os rapazes as marcas    do setor. Verificámos a diversidade de gostos juvenis e o amplo conhecimento    do mercado e da oferta existente. As cinco marcas mais apontadas como fazendo    parte do seu rol de gostos foram, por ordem decrescente, a Zara e a Bershka,    em ex aequo, seguindo-se a Pull&amp;Bear, a Vans e a Stradivarius.</p>     <p> Quanto ao impacto da publicidade nas práticas de consumo juvenis, detetámos    que esta variável de comunicação não influencia o processo aquisitivo de marcas    de vestuário e de calçado. Aliás, a maioria dos respondentes assinala que não    costuma estar atenta aos anúncios publicitários do setor, ainda que indique    que a publicidade auxilia a saber quais as marcas que estão na moda. Na perspetiva    dos inquiridos, o discurso publicitário é valorizado enquanto ferramenta utilitária,    sendo-lhe reconhecida somente uma competência informativa, ao dar a conhecer    o que está em voga, e não uma capacidade influenciadora. Não obstante, poderá    estar em causa, como vimos, o não reconhecimento da influência publicitária.    Também apurámos a maior ligação estabelecida pelas raparigas com a publicidade,    já que mais participantes do sexo feminino afirmam estar atentas aos anúncios    publicitários das marcas de vestuário e de calçado, os quais as ajudam não só    a saber quais as insígnias que estão na moda, como influenciam as suas práticas    de consumo.</p>     <p> Cremos que a presente investigação, ao promover a análise e a discussão destas    problemáticas, relevantes nas vivências quotidianas dos jovens, contemporaneamente    imersos numa sociedade de consumo, poderá ter implicações académicas e empresariais,    ao contribuir para um maior conhecimento sobre o impacto que a publicidade exercerá    nas práticas de consumo juvenis, permitindo o planeamento de estratégias de    comunicação mais eficazes. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</B></p>     <!-- ref --><p>Aaker, D. (2014). <i>Aaker on branding: 20 principles that drive sucess</i>.    New York: Morgan James Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905146&pid=S2183-5462201900010001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Alves, C. (2002). <i>Comportamento do consumidor</i>:<i> análise do comportamento    de consumo da criança</i>. Lisboa: Escolar Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905148&pid=S2183-5462201900010001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Arthur, D. et al. (2006). Understanding and communicating with australia&rsquo;s    young adults. In P. Cardoso et al. (Orgs.), <i>Jovens, marcas e estilos de vida</i>    (pp. 47-59). Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa.</p>     <p>Ashikali, E. &amp; Dittmar, H. (2012). The effect of priming materialism on    woboys&rsquo;s responses to thin-ideal media. <i>British Journal of Social Psychology</i>    51, 514-533.</p>     <p>Austin, C. et al. (2007). Peer-to-peer media opportunities. <i>The Sage Handbook    of advertising</i>. Thousand Oaks: Sage Publications.</p>     <p>Belleau, B. et al. (2007). Theory of reasoned action: purchase intention of    young consumers.<i> Clothing and Textiles Research Journal</i>, <i>25</i>(3),    244-257.</p>     <!-- ref --><p>Belk, R. 2008. <i>Consumption and Identity. </i>The Cambridge Handbook of Psychology    and Economic Behaviour.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905154&pid=S2183-5462201900010001600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bonifield, C. &amp; Cole, C. (2007). Advertising to vulnerable segments. <i>The    Sage Handbook of Advertising</i>. Thousand Oaks: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905156&pid=S2183-5462201900010001600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Brusdal, R. &amp; Lavik, R. (2008). Just shopping? A closer look at youth and    shopping in Norway. <i>Young</i>, <i>16</i>(4), 393-408.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905158&pid=S2183-5462201900010001600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Camargo, H. (2013). O &#64257;lme publicitário como mito atualizado: fantasia,    ritual, tempo e totemismo. <i>Biblioteca on-line de Ciências da Comunicação</i>,    Covilhã, UBI, 1-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905160&pid=S2183-5462201900010001600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Campos, R. (2010). Juventude e visualidade no mundo contemporâneo: uma reflexão    em torno da imagem nas culturas juvenis. <i>Sociologia, Problemas e Práticas</i>,    63, 113-137.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905162&pid=S2183-5462201900010001600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cardoso, A. (2005). Importância e significado que as crianças atribuem ao vestuário,    às marcas e à moda - recurso à representação gráfica. Comunicação apresentada    no <i>XXVIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação</i> - Intercom    - Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905164&pid=S2183-5462201900010001600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cardoso, P. &amp; Pinto, S. (2009). Consumo hedónico e utilitário e atitude    face à publicidade. <i>Comunicação Pública, 4</i>(8), 99-117.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905166&pid=S2183-5462201900010001600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Chan, K. (2008). Social comparison of material possessions among adolescents.    <i>Qualitative market research: an international journal</i>, <i>11</i>(3),    316-330.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905168&pid=S2183-5462201900010001600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chidid, I. &amp; Leão, A. (2011). Atividades de consumo como recursos da construção    da identidade pré-adolescente em interações verbais. <i>Organizações em contexto</i>,    <i>7</i>(13), 59-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905170&pid=S2183-5462201900010001600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Cruz, I. (2009). <i>Entre estruturas e agentes: padrões e práticas de consumo    em Portugal Continental</i>. Dissertação de Doutoramento em Sociologia. Porto:    Faculdade de Letras da Universidade do Porto.</p>     <!-- ref --><p>Crymble, S. (2012). Contradiction sells: feminine complexity and gender identity    dissonance in magazine advertising. <i>Journal of Communication Inquiry</i>,    <i>3</i>(1), 62-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905173&pid=S2183-5462201900010001600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Deutsch, N. &amp; Theodorou, E. (2010). Aspiring, consuming, becoming: youth    identity in a culture of consumption. <i>Youth &amp; Society</i>, <i>42</i>(2),    229-254.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905175&pid=S2183-5462201900010001600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dittmar, H. (2008). Consumer culture, identity and well-being: the searche    for good life and the body perfect. Londres: Psychology Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905177&pid=S2183-5462201900010001600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Elliott, R. &amp; Wattanasuwan, K. (1998). Consumption and the symbolic project    of the self. In B. Englis, B. &amp; A. Olofsson (Eds.), <i>European Advances    in Consumer Research</i>. Provo: Association for Consumer Research.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905179&pid=S2183-5462201900010001600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Ferreira, V. (2003). Atitudes dos jovens portugueses perante o corpo. In J.    Pais &amp; M. Cabral (Coords., <i>Condutas de risco, práticas culturais e atitudes    perante o corpo: resultados de um inquérito aos jovens portugueses em 2000</i>.    Oeiras: Celta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905181&pid=S2183-5462201900010001600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fonseca, R. (2007).A arte como discurso: a identidade como mercadoria.<i> Sociologia,    Problemas e Práticas</i>, 53, 117-133.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905183&pid=S2183-5462201900010001600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Galhardo, A. (2006). Marcas com que me identifico - o ponto de vista de um    grupo de jovens<i> </i>consumidores<i>. </i>In P. Cardoso et al. (Orgs.), <i>Jovens,    marcas e estilos de vida</i> (pp. 225-234). Porto: Edições Universidade Fernando    Pessoa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905185&pid=S2183-5462201900010001600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hill, J. (2016). <i>How consumer culture controls our kids. </i><i>Cashing    in on conformity</i>. Santa Barbara: Praeger.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905187&pid=S2183-5462201900010001600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hudders, L. &amp; Vyncke, P. (2008). A dress to impress and a toy to enjoy.    How consumer motivations can be used in luxury ads. In F. Pereira et al. (Eds),    <i>New trends in advertising research</i> (pp.27-44). Lisboa: Edições Sílabo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905189&pid=S2183-5462201900010001600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lopes, J. (2000). <i>A cidade e a cultura</i>:<i> um estudo sobre práticas    culturais urbanas</i>. Porto: Edições Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905191&pid=S2183-5462201900010001600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Miles, S. (2015). <i>Retail and the artifice of social change</i>. London:    Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905193&pid=S2183-5462201900010001600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Miles, S. (2010). <i>Spaces for consumption. Pleasure and placelessness in    the post-industrial city</i>. London: Sage Publications&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905195&pid=S2183-5462201900010001600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Miles, S. (2000). <i>Youth lifestyles in a changing world</i>. Buckingham:    Open University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905196&pid=S2183-5462201900010001600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Miller, D. et al. (1998). <i>Shopping, place and identity</i>. Londres: Routledge.</p>     <!-- ref --><p>Morgan, D. (1998). <i>The focus group guidebook</i>, 1. Thousand Oaks: Sage    Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905199&pid=S2183-5462201900010001600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pais, J. (2005). Jovens e cidadania. <i>Sociologia, Problemas e Prácticas</i>,    49, 53-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905201&pid=S2183-5462201900010001600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Pereira, F. et al. (2005). Consumo e auto-estima. <i>Comunicação Pública, 1</i>(1),    135-157.</p>     <!-- ref --><p>Perse, E. (2006). Advertising, effects on adolescents<i>. Encyclopedia of children,    adolescents, and the media</i>. Thousand Oaks: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905204&pid=S2183-5462201900010001600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pina, H. (2001). <i>Jovens, consumo, marcas e revistas: estudo de caso</i>.    Dissertação de Mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação.    Lisboa: ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905206&pid=S2183-5462201900010001600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Quadrado, R. (2006). <i>Adolescentes: corpos inscritos pelo gênero e pela cultura    de consumo</i>. Dissertação de Mestrado em Educação ambiental. Rio Grande: Fundação    Universidade Federal do Rio Grande.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905208&pid=S2183-5462201900010001600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Ribeiro, R. (2010). <i>Sociologia do consumo: aplicado ao marketing e à comunicação</i>.    Lisboa: Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905210&pid=S2183-5462201900010001600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Santos, C. (2016). Beleza, magreza e juventude: a perfeição corporal feminina    na publicidade e a corporeidade disruptiva da Dove. <i>Comunicación</i>, 35,    13-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905212&pid=S2183-5462201900010001600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, C. (2017). O vestuário enquanto capital simbólico: o processo identitário    juvenil. <i>Eikon</i>, S/N, 1-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905214&pid=S2183-5462201900010001600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, C. (2013). Publicidade e identidade: que relação? <i>Comunicação Pública</i>,    <i>8</i>(14), 37-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905216&pid=S2183-5462201900010001600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Santos, F. (2004). <i>Juventude, consumo e globalização: uma análise comparativa</i>.    Dissertação de Doutoramento em Gestão. Lisboa: ISCTE - Instituto Universitário    de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905218&pid=S2183-5462201900010001600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, F. e Neves, M. (2006). Estilos de decisão de consumidor com uma amostra    portuguesa. In P. Cardoso et al. (Org.), <i>Jovens, marcas e estilos de vida    </i>(pp. 61-73). Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905220&pid=S2183-5462201900010001600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Silva, S. et al. (2011). O ritual da comunicação e o ritual do consumo: novas    tribos, novos rituais. In H. Pires (Coord.), <i>Comunicação e Sociedade</i>    (pp. 301-315). Braga: Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1905222&pid=S2183-5462201900010001600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido | Received | Recebido: 2018.06.28    <br>   Aceite | Accepted | Aceptación: 2018.10.20</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Notas</b></p>     <p><a href="#top1"><sup>[1]</sup></a><a name="1"></a> O pré-teste foi aplicado    a uma turma de 9º ano da Escola António Gedeão, em Odivelas. </p>     <p><a href="#top2"><sup>[2]</sup></a><a name="2"></a> Versão 17.0 para Windows    (SPSS Inc., Chicago, IL, USA).</p>     <p><a href="#top3"><sup>[3]</sup></a><a name="3"></a> &#967;2 =44,914; p= 0.000&lt;    &#945; =0.01; N=192</p>     <p><a href="#top4"><sup>[4]</sup></a><a name="4"></a> Era pedido, no inquérito    por questionário, que fossem indicadas cinco marcas de vestuário e de calçado    que gostassem.</p>     <p><a href="#top5"><sup>[5]</sup></a><a name="5"></a> &#967;2 =10,466; p= 0.001&lt;    &#945; =0.01; N=193</p>     <p><a href="#top6"><sup>[6]</sup></a><a name="6"></a> &#967;2 =6,628; p= 0.010&lt;    &#945; =0.01; N=193</p>     <p><a href="#top7"><sup>[7]</sup></a><a name="7"></a> &#967;2 =20,056; p= 0.000&lt;    &#945; =0.01; N=190</p>     <p><a href="#top8"><sup>[8]</sup></a><a name="8"></a> &#967;2 =6,752; p= 0.009&lt;    &#945; =0.01; N=189</p>     <p><a href="#top9"><sup>[9]</sup></a><a name="9"></a> &#967;2 =6,265; p= 0.012&lt;    &#945; =0.01; N=192</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Nota biográfica</p>     <p>Cristina Santos é Docente de unidades curriculares ligadas à publicidade e    à comunicação, na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, e investigadora    no CICANT.</p>     <p>Tem Doutoramento em Sociologia (ISCTE-IUL), na área do consumo. A investigadora    tem publicado artigos (com peer review) em revistas nacionais e internacionais    e apresentado comunicações em congressos nacionais e internacionais.</p>     <p>Email: <a href="mailto:cristina.afsantos@gmail.com">cristina.afsantos@gmail.com</a></p>     <p>Morada: Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Campo Grande, 376,    1749-024 Lisboa, Portugal</p>      ]]></body><back>
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