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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Lobistas, assessores de imprensa e relações-públicas norte-americanos que serviram o Estado Novo (1942-1974)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In 1938, the US Congress created the Foreign Agent Registration Act (Osgood, 2002, p. 245), commonly known as FARA, which obliged all US companies and agents working for foreign governments or foreign companies to submit an annual statement of their activity to the Department of Justice. It was through these records that we could verify that, in addition to the New York House of Portugal, the Portuguese regime registered, between 1938 and 1974, a set of five corporations/individuals that provided promotion services, articulated with the Portuguese propaganda bureau and the elite of New satate, with the aim of trying to shape the American public opinion. We therefore propose a longitudinal diachronic study, where we will try to describe and interpret the actions of these propagandist agents in promoting the image of the country, the regime and its highest leaders - Salazar and Marcello Caetano.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Lobistas, assessores de   imprensa e relações-públicas norte-americanos   que serviram o Estado Novo   (1942-1974)</b></font></p>     <p><font size="3"><b>US lobbyists, press officers, and public relations who served the Portuguese New State (1942-1974)</b></font></p>     <p><b>Vasco Ribeiro*</b></p>     <p>*Universidade do Porto, Faculdade de Letras</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Em 1938, o Congresso norte-americano aprovou a Lei de Registo de Agentes Estrangeiros (Osgood, 2002, p. 245), vulgarmente denominada FARA [<i>Foreign Agents Registration Ac</i>t], que obrigava todas as empresas e agentes nos EUA que trabalhassem para governos ou empresas estrangeiras a entregarem uma declaração anual relativa à sua atividade ao Departamento de Justiça. Foi através destes registos que pudemos verificar que, para além da Casa de Portugal de Nova Iorque, o regime português registou, entre 1938 e 1974, um conjunto de cinco entidades/indivíduos que prestaram serviços de comunicação, articulados com o Secretariado Nacional de Informação (SNI) e o escol do Estado Novo, com o objetivo de tentar moldar a opinião pública norte-americana. Propomos, assim, um estudo longitudinal diacrónico, no qual tentaremos descrever e interpretar a atuação destes agentes propagandistas na promoção da imagem do país, do regime e dos seus mais altos dirigentes - Salazar e, posteriormente, Marcello Caetano.</p>     <p><b>Palavras chave</b>: Estado Novo; propaganda; relações públicas; Salazar; Marcello Caetano</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>In 1938, the US Congress created the Foreign Agent Registration Act (Osgood, 2002, p. 245), commonly known as FARA, which obliged all US companies and agents working for foreign governments or foreign companies to submit an annual statement of their activity to the Department of Justice. It was through these records that we could verify that, in addition to the New York House of Portugal, the Portuguese regime registered, between 1938 and 1974, a set of five corporations/individuals that provided promotion services, articulated with the Portuguese propaganda bureau and the elite of New satate, with the aim of trying to shape the American public opinion. We therefore propose a longitudinal diachronic study, where we will try to describe and interpret the actions of these propagandist agents in promoting the image of the country, the regime and its highest leaders - Salazar and Marcello Caetano.</p>     <p><b>Keywords</b>: Portuguese New State; propaganda; public relations; Salazar; Marcello Caetano</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     <p>&ldquo;Maestros da melodia noticiosa&rdquo; (Walker, 1934, p. 134) foi a forma como Stanley Walker descreveu os propagandistas, lobistas e <i>press agents </i>que serviam interesses estrangeiros nos EUA e que, segundo este jornalista, eram parte integrante da máquina de notícias nova-iorquina. Também George Seldes (1938), em <i>Lords of the Press</i>, aponta o dedo à propaganda estrangeira que era servida à opinião pública norte-americana e à imprensa corrupta que publicava conteúdos pagos. Dá o exemplo de uma peça pretensamente jornalística publicada no <i>Chicago Tribune</i>, propriedade de <i>colonel </i>Robert R. McCormick, em que o título promovia o então ditador cubano Fulgencio Batista de forma desmedida, e rotula o caso como o &ldquo;capítulo mais miserável da história do jornalismo moderno americano&rdquo; (Seldes, 1938, p. 191). Ainda segundo Seldes, este é apenas um exemplo já que &ldquo;Mussolini e a Itália fazem o mesmo tipo de promoção [...], bem como os portugueses e outros ditadores fascistas&rdquo; (Seldes, 1938, p.    197). Na mesma   linha, o jornalista e diretor da <i>School of Journalism </i>da   <i>University of Washington</i>, Vernon   McKenzie, publica <i>Through Turbulent Years </i>(1938), livro em que alerta para a instrumentalização da imprensa por parte de propagandistas fascistas, que manipulam os cidadãos americanos, e apela à autocensura dos repórteres na seleção de factos   referentes a nações   estrangeiras (McKenzie, 1938,   p. 250). Perante   a iminência de outra guerra mundial, a &ldquo;América suspeita   que a propaganda estrangeira seja suficientemente provocatória e, em 1938,   o Congresso aprova   a Lei de Registo de Agentes Estrangeiros [FARA]&rdquo; (Osgood,   2002, p. 245),   obrigando todos os propagandistas norte-americanos ou estrangeiros a reportarem a sua atividade ao Congresso. Mesmo   assim, nos primeiros anos da Segunda   Guerra Mundial foram tornados   públicos vários escândalos relacionados com estes agentes de propaganda, sendo o caso do agente ao serviço do Japão Ralph Townsend   o mais conhecido. Townsend havia   sido diretor do magazine pró-nazi   nova-iorquino <i>Scribner&rsquo;s Commentator</i>, bem como porta-voz do   America First Committee<a href="#1"><sup>[1]</sup></a><a name="top1"></a> e chegou a ser preso por ter trabalhado como <i>publicist </i>do Japão. É descrito como &ldquo;o   maior propagandista antijudeu da Costa Oeste&rdquo; (Krems, 1941, p. 19), que costumava &ldquo;disseminar propaganda   antissemita, antinegros e anticomunista&rdquo; (Kahn, 1942, p. 11), e merece primeiro   plano no emblemático livro <i>Under Cover</i>,   de John Roy Carlson   (1943), aparecendo associado a uma elite   fascista que <i>plantava </i>notícias nos jornais do (aqui já referido) grupo de   Robert R. McCormick - proprietário dos títulos <i>New York Daily News</i>,   <i>Washington Times Herald</i>, <i>Daily News </i>e <i>Chicago     Tribune </i>- e distribuía ainda livros na The American   Review Bookshop, uma livraria   assumidamente nacionalista, fascista e católica de Seward Collins, editor da <i>The     American Review </i>e da <i>The Bookman</i>. Uma livraria onde facilmente se encontrava   &ldquo;material anticomunista e descrições simpáticas de países anticomunistas, como da Itália, Alemanha, Espanha, Portugal, Japão e de outros movimentos nacionalistas estrangeiros&rdquo; (Carlson, 1943, p. 197).</p>     <p><b>1. Max O&rsquo;Rell Truit,   o lobista ao serviço   de Portugal</b></p>     <p>Ora, foi através destes registos do FARA que pudemos verificar que o regime português tinha registado ao seu serviço, desde 1942, <b>Max O&rsquo;Rell Truitt </b>como <i>foreign agent</i>. Max O&rsquo;Rell Truitt era um dos &ldquo;advogados lobistas mais bem pagos de Washington&rdquo; (Shannon, 1950, p. 21), sobrinho do então vice-presidente dos EUA Alben Barkley<a href="#2"><sup>[2]</sup></a><a name="top2"></a>, e tinha na sua carteira de clientes outros três ditadores: o <i>generalíssimo </i>Franco, de Espanha; o general Rafael Leónidas Trujillo, da República Dominicana; e o coronel Pedro Pablo Ramírez, da Argentina (Draper, 1951). A ligação com o governo português, entre 1942 e 1949, era a título individual e Truitt recebia os honorários através da Comissão Reguladora do Comércio de Algodão em Rama, de Lisboa, enquanto para Espanha e a República Dominicana os honorários chegavam através da sua sociedade: a Cummings, Stanley, Truitt &amp; Cross. Documentos arquivados na Torre do Tombo evidenciam a intervenção deste lobista em <i>dossiers</i><a href="#3"><sup>[3]</sup></a><a name="top3"></a> como o Plano Marshall ou como facilitador do contacto com Cordell Hull<a href="#4"><sup>[4]</sup></a><a name="top4"></a>. Sabe-se, também, que Truitt surge na imprensa norte-americana amiúde alinhado com movimentos fascistas e como um dos executantes &ldquo;do mais entusiástico <i>lobby </i>que operava nos Estados Unidos&rdquo; (Crawford, 1939, p. 107).</p>      <p>Entre 1946 e 1949, Max O&rsquo;Rell Truitt ainda se encontra registado ao serviço do governo português - sem nunca ter tido contacto com o Secretariado de Propaganda Nacional (SPN) ou com o SNI, mas antes com o Ministério dos Negócios Estrangeiros português - e, entretanto, surge uma nova empresa de advogados: a <b>Croimelin, Townsend, Camaller &amp; Kirkland, Inc</b><i>. </i>Desconhecem-se as razões da contratação desta empresa que aparece, de facto, registada como prestadora de serviços legais [<i>legal services</i>] e não como agente de propaganda ou <i>lobbying</i>.</p>     <p><b>2. A deterioração da imagem de Portugal após o fim da Segunda Grande Guerra</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando o mundo recebeu a notícia de que Hitler se tinha suicidado num <i>bunker </i>em Berlim, Salazar, por intermédio de Teixeira de Sampaio, seu muito próximo amigo e então secretário-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros, decreta dois dias de luto nacional e bandeiras a meia haste em todos os edifícios públicos. Chega mesmo a ser realizada uma missa na igreja alemã de Lisboa onde, segundo narra o <i>The New York Times</i>, tamanha era a multidão que ocorreu à cerimónia que tiveram de ser usados altifalantes para alcançar aqueles que não conseguiam entrar na igreja. O capelão encarregue da missa falou de Hitler como &ldquo;um mártir e um cavaleiro que lutou contra o avanço do sangue bolchevique&rdquo; (<i>The New York Times</i>, 1945, p. 5). Por todo o mundo ouvem-se ecos do inusitado pesar lusitano. Muitos foram os artigos de opinião que atacaram, como nunca antes, Portugal e o seu ditador. O <i>Los Angeles Times </i>descreve Salazar como &ldquo;uma miniatura de Franco e um outro ditador fascista&rdquo; (Flatau, 1945, p. 6), que gere o país &ldquo;através   de duas décadas   de imoralidade internacional&rdquo; (Flatau,   1945, p. 6). O <i>The     Washington Post</i>, através   de um editorial intitulado &ldquo;Moral Myopia&rdquo;, ataca a falsa   neutralidade de Portugal e da Irlanda   (que também decretou   luto nacional), pois havia sido &ldquo;ditada pela conveniência&rdquo; (<i>The     Washington Post</i>, 1945, p. 6) de tentar &ldquo;escapar ao pagamento do preço pelo qual outros povos adquiriam a liberdade e a sua imunidade&rdquo; (<i>The       Washington Post</i>, 1945).   Este mesmo artigo termina   referindo que os dois países,   ao prestarem honras   fúnebres ao Führer,   &ldquo;sentenciaram a sua própria condenação aos olhos de todas as pessoas livres&rdquo; (<i>The Washington Post</i>, 1945).</p>      <p>Mas este episódio é só uma pequena ponta   dos muitos embaraços internacionais do Estado   Novo. Em 1946,   o pedido de entrada na ONU é chumbado pelo bloco   soviético (<i>The New York Times</i>, 1946b); no mesmo ano, a falta de liberdade de expressão e de pensamento é denunciada pelo Movimento de Unidade Democrática (MUD) (<i>The Washington Post</i>,   1946, p. 2); surgem os primeiros sinais do Estado Indiano querer anexar os territórios portugueses de Goa, Damão e Diu (<i>The     New York Times</i>, 1946a);   as greves da primavera de 1947 ganham dimensão   na imprensa internacional (<i>New     York Herald Tribune</i>, 1947, p. 14; <i>The Sun</i>, 1947, p. 13); e muitos outros acontecimentos políticos admitidos na obra de Franco Nogueira   (Nogueira, 1980) e já amplamente estudados   por diversos autores   (e.g. Oliveira, 1989; Rosas,   1994; Telo, 1996). Mas a forma como a opinião   pública norte-americana via Portugal, nos anos imediatos ao término da II Guerra Mundial, está bem espelhada   num texto da reputada   repórter de guerra   nova-iorquina Rosette Hargrove   (1947, p. 30) ao   apontar os portugueses como um povo pobre, sem liberdade   e que não consegue manifestar o seu descontentamento porque a &ldquo;imprensa portuguesa não se atreve a elevar a voz contra   o regime de Salazar, sem   o medo de ser silenciada para sempre&rdquo;. E mesmo apesar das negociações com os Açores<a href="#5"><sup>[5]</sup></a><a name="top5"></a> terem corrido bem para o regime, o próprio embaixador português em Washington, Pedro   Theotónio Pereira<a href="#6"><sup>[6]</sup></a><a name="top6"></a>, lamenta que tenha prevalecido &ldquo;em Lisboa a tal incapacidade de obter efeitos   e fomos literalmente comidos&rdquo;<a href="#7"><sup>[7]</sup></a><a name="top7"></a>. Na mesma   missiva enviada a Salazar,   a 8 de março de 1948, lamenta   a falta de visibilidade das ações políticas portuguesas na imprensa   internacional e arrasa   a &ldquo;excessiva tendência para o elogio&rdquo;<a href="#8"><sup>[8]</sup></a><a name="top8"></a> dos conteúdos distribuídos pelo SNI de António Ferro. E são longos os queixumes de Pedro Theotónio Pereira em relação ao homem-forte da <i>política do espírito</i>, mas é mais frequente a preocupação em relação à má imagem que Portugal tinha na opinião pública norte-americana:</p>     <blockquote>    <p>Somos pouco   ou nada conhecidos e é mesmo raro que se ocupem da nossa   vida. Quanto   o fazem, fazem-no naturalmente com   a ciência dos despachos das agências [noticiosas] e com os preconceitos e as superstições verbalísticas deste meio. Não é de repente   que se consegue   aqui algum progresso e para tentar seria mesmo necessário um esforço sério   em muitos campos.   [...] Pela compra   de materiais estratégicos, ainda   se pode obter alguma compensação.<a href="#9"><sup>[9]</sup></a><a name="top9"></a></p></blockquote>     <p>Ora, foi a necessidade de melhorar a imagem de Portugal e do seu ditador que ditou a contratação da primeira   agência de relações   públicas a trabalhar para o regime   português, mesmo quando esta atividade   ainda não era mundialmente conhecida. Assim, em 1951,   é contratada a <b>George Peabody     and Associates, Inc</b>., uma <i>public relations company </i>que tinha   sede na avenida   que concentrava, na altura, as mais importantes empresas de publicidade e relações públicas de Nova Iorque   a <i>Madison Avenue</i>. Tal como está descrito num trabalho   anterior do presente   autor (Ribeiro, 2018),   durante onze anos o Estado   português pagou a esta empresa   cerca de 4900 dólares mensais   para promover a imagem do país, do regime e do ditador   através de uma extensa e sofisticada atividade   propagandística que passou pelas seguintes   ações: desenvolvimento de suportes turísticos; edição de livros   e guias de viagem; campanhas de promoção de produtos nacionais   no <i>Macy&rsquo;s</i>; contratação de um decorador   para criar o <i>Portuguese Bazar</i>; promoção e apoio ao lançamento do primeiro disco de Amália   Rodrigues nos EUA - <i>Fado     and flamenco favorites </i>(1954); disseminação estratégica da música <i>April       in Portugal</i>; apoio à produção   do filme <i>The     Miracle of our Lady of Fatima </i>(1952); inserção de encartes e suplementos panegíricos no <i>The New York Times</i>; organização de visitas de imprensa e de fotojornalistas a Portugal - com relevo para Henry   Cartier-Bresson; e, principalmente, a indução de centenas   de notícias positivas nos principais jornais, revistas, rádios e canais   de televisão norte-americanos. Os resultados obtidos pela George Peabody and Associates foram surpreendentes e há documentos que apontam para um crescimento de turistas americanos de 6.490 (em 1947) para 30.700 (em 1955). O próprio escritor   e chefe dos Serviços de Imprensa do Ministério dos Negócios   Estrangeiros (MNE) Joaquim Paço D&rsquo;Arcos, num relatório<a href="#10"><sup>[10]</sup></a><a name="top10"></a> que envia a Salazar sobre   a deslocação que realiza aos EUA e onde   tem a oportunidade de escrever   a obra <i>A Floresta de Cimento: Claridade e Sombras dos EUA   </i>(1953), recomenda ao ditador que,   apesar dos resultados da Peabody<i>, </i>não &ldquo;se deva gastar   grandes somas nessa   propaganda enquanto não houver em Lisboa   um hotel que possa albergar número bastante elevado   de hóspedes&rdquo;<a href="#11"><sup>[11]</sup></a><a name="top11"></a>. Ainda   segundo este escritor   e alto funcionário do MNE, com a entrada de tantos turistas   atraídos pelas campanhas de promoção, o país precisava de cadeias de hotéis como os Hilton   e, até, de um especial   cuidado para o perigo económico, de saúde pública   e de ordem política da consequente &ldquo;penetração da Coca-Cola em Portugal&rdquo;.</p>      <p>Apesar dos resultados obtidos,   em particular durante   a década de 1950, a empresa começa a perder influência e, mesmo com as investidas do principal funcionário do SNI que geria a relação   com a <i>public relations </i>norte-americana, Jorge Felner da Costa,   o agudizar do conflito armado   em Angola e a iminente   ocupação pela União Indiana dos territórios na Índia forçam   o regime a procurar uma nova agência de relações públicas com um perfil mais   político e uma efetiva ação de <i>lobbying</i>, terminando com a contratação dos serviços desta empresa em 1962.</p>     <p><b>3. Selvage &amp; Lee: a guerra de ultramar e a necessidade de reforçar a comunicação pública</b></p>     <p>No momento em que Theotónio Pereira regressa a Washington como embaixador, depois de ter tido as mesmas funções em Londres (entre 1953 e 1958), e de ter sido ministro da Presidência (1958-1961), uma nova empresa de comunicação é contratada (em 1961). Em causa estava o aumento das notícias negativas sobre Portugal relativas ao conflito que rebentara em Angola, à iminente &ldquo;perda&rdquo; de Goa, Damão e Diu para a União Indiana e à incapacidade de Portugal conseguir fazer passar a sua posição para a opinião pública americana. A empresa era a <b>Selvage &amp; Lee, Inc</b>.<a href="#12"><sup>[12]</sup></a><a name="top12"></a> e o cliente uma entidade-embuste criada para ocultar as investidas políticas do governo português no estrangeiro - a Associação Portuguesa das Empresas do Ultramar<a href="#13"><sup>[13]</sup></a><a name="top13"></a>. Aparentemente com uma estrutura maior do que a agência anterior, a Selvage &amp; Lee tinha uma missão assumidamente mais política e de <i>lobbying</i>. Os <i>senior partners </i>Kenneth T. Downs e Samuel Bledsoe eram os responsáveis pela <i>conta </i>a partir dos escritórios de Washington, e Michael Teague era o <i>pivot </i>nos escritórios que a agência abrira em Lisboa. A estratégia assentava em capitalizar apoios à política ultramarina portuguesa junto dos circuitos mais conservadores dos EUA, tendo sempre como alvo a comunidade católica, a imprensa e o Congresso.</p>      <p>Assim, a Selvage &amp; Lee orquestrou, em maio de 1961, a criação do Portuguese-American Committee on Foreign Affairs com vista à defesa dos interesses nacionais, através do <i>third party endorsement</i><i><a href="#14"><sup>[14]</sup></a><a name="top14"></a></i>, e contrata, como rosto e dinamizador da operação, um advogado luso-americano a residir em Boston - Martin T. Camacho. Este consegue, logo nos primeiros meses, ser recebido pelo presidente Kennedy, estabelece relações com três senadores e vários membros da Câmara dos Representantes, organiza conferências de imprensa com o intuito de colar os independentistas angolanos aos comunistas e multiplica-se na distribuição de milhares de folhetos pró-colonialismo português. A Selvage &amp; Lee levou uma alta patente do exército norte-americano a visitar Luanda; convidou um grupo de 58 editores e proprietários de semanários e pequenos diários a   visitar Angola e Moçambique; potenciou visitas com imprensa cirurgicamente convidada<a href="#15"><sup>[15]</sup></a><a name="top15"></a>; publicou conteúdos pagos na revista <i>Reader's Digest   </i>e nos jornais   do grupo de Robert M. McCormick, nomeadamente no <i>Chicago Tribune </i>e no <i>Herald Tribune</i>.</p>      <p>No fim de 1963 exibem um relatório de avaliação<a href="#16"><sup>[16]</sup></a><a name="top16"></a> com mais de três mil recortes   de imprensa de artigos e editorais sobre   Portugal; a publicação de 20 livros,   folhetos e documentos apologéticos<a href="#17"><sup>[17]</sup></a><a name="top17"></a>; e algumas conquistas políticas junto das administrações Kennedy<a href="#18"><sup>[18]</sup></a><a name="top18"></a> e Johnson. Anexam   um simpático artigo   da <i>Fortune</i>, de janeiro de 1964,   intitulado &ldquo;The Portuguese Way in Africa&rdquo;,   da autoria do jornalista britânico e católico Hugh Kay, que   escreverá (aparentemente a convite), ligeiramente mais tarde, a volumosa   e panegírica obra <i>Salazar and Modern Portugal </i>(1970).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As ações dos primeiros dois anos obtiveram <i>good will </i>para Portugal, mas em janeiro de 1963, fruto da pressão de organizações de defesa dos direitos da população negra<a href="#19"><sup>[19]</sup></a><a name="top19"></a>, toda esta sibilina estratégia é revelada e a Selvage &amp; Lee começa a ser investigada<a href="#20"><sup>[20]</sup></a><a name="top20"></a> no âmbito de uma pesada Comissão de Inquérito do Congresso dos EUA, presidida pelo então senador William Fulbright. Sob suspeita estava Martin Camacho, por usar o Congresso para distribuir propaganda política junto de associações religiosas, de financiar jornalistas e de atacar e difamar senadores democratas. Acresce que Camacho admitira receber 400 dólares semanais, através da Selvage &amp; Lee<i>, </i>por todos estes serviços. O Fulbright Committee provocou um impacto mediático negativo nunca visto para Portugal e ficou claro que por trás das cortinas esteve sempre o regime português e, com especial destaque, o embaixador Theotónio Pereira. Pois fica-se a saber que a Selvage &amp; Lee trabalhara para o Governo português - num tabuleiro operativo que envolvia SNI, MNE, Salazar e até o banqueiro Ricardo Espírito Santo Silva (Committee on Foreign Relations, 1963, p. 834 e 840) - contra o pagamento de meio milhão de dólares<a href="#21"><sup>[21]</sup></a><a name="top21"></a>. Para se ter uma noção dos estragos causados junto da opinião pública   norte-americana, aqui ficam alguns títulos que o trabalho da comissão   de inquérito provocou:   &ldquo;Portugal paid publicity   firm to woo public&rdquo; (<i>The Washington Post</i>, 1963b), &ldquo;Lobbying   activities for Portugal&rdquo;   (<i>The Washington Post</i>, 1963a), &ldquo;Portugal lobbyist use congressman&rsquo;s office&rdquo;   (<i>Los Angeles Times</i>, 1963) ou &ldquo;Senators hear of lobby   for Portuguese interests&rdquo; (<i>The New York Times</i>, 1963).   O escândalo precipita o afastamento desta empresa no fim de 1963.</p>      <p>Importa ressalvar que este escândalo, bem como alguma   da atividade política desta empresa, já foi descrito   por um conjunto de investigadores portugueses que estudaram as relações   diplomáticas com EUA, tais como José Freire Antunes   (1991), António José   Telo (1996), Luís Nuno Rodrigues (2002) e Bernardo Futscher Pereira (2017).</p>     <p><b>4.  Downs &amp; Roosevelt: a última cartada no <i>lobbying</i></b></p>     <p>Por entremeio da proximidade que criou junto de governantes portugueses e de dirigentes do SNI, o principal protagonista da Selvage &amp; Lee, Kenneth T. Downs, desvincula-se da sua antiga empresa e cria com o neto do antigo presidente Theodore Roosevelt, Kermit (Kim) Roosevelt, uma <i>public relations council </i>chamada Downs &amp; Roosevelt que assinava com o enigmático lema: &ldquo;Time &amp; life building&rdquo;. Começa a trabalhar para o Governo português a partir de novembro de 1963<a href="#22"><sup>[22]</sup></a><a name="top22"></a> por intermédio da sibilina APEU, ainda no período final do salazarismo, e presta serviço através do Ministério de Ultramar, já com Marcello Caetano como Presidente do Conselho.</p>      <p>Estrategicamente, a Downs &amp;   Roosevelt não fugia   muito ao modelo   de atuação da agência antecessora<i>, </i>até porque   os gestores da conta com   o regime português eram os mesmos:   Kenneth T. Downs e Michael Teague. Há muita literatura internacional que ataca esta empresa, em particular o sócio Roosevelt pelo seu passado   como agente da CIA (e.g.   Blum, 2003; Wilford,   2013), e também   por ter outros   dois grandes e controversos clientes: o governo do Irão e a empresa   aeroespacial Northrop Corporation. Em 1965, no relatório de avaliação<a href="#23"><sup>[23]</sup></a><a name="top23"></a> da Downs &amp; Roosevelt enviado   ao cliente português, abundam as ações de <i>lobbying </i>em várias frentes   da máquina de estado   norte-americana, assim como os múltiplos ataques aos &ldquo;comunistas&rdquo; e aos ativistas africanos. No plano da assessoria de imprensa exibem-se   pontuais <i>press visits</i>, tais como: &ldquo;a visita acompanhada a Angola e Moçambique de Lynn Heinzerling&rdquo;<a href="#24"><sup>[24]</sup></a><a name="top24"></a>, da Associated Press e detentor de um Pulitzer; &ldquo;uma excelente história de Berkeley Rice para a <i>Newsweek&rdquo;</i><a href="#25"><sup>[25]</sup></a><a name="top25"></a>; &ldquo;duas excelentes histórias&rdquo;<a href="#26"><sup>[26]</sup></a><a name="top26"></a> de Robert Estabrook para o <i>The </i><i>Washington Post</i>; &ldquo;um elegante   artigo sobre a África portuguesa&rdquo;<a href="#27"><sup>[27]</sup></a><a name="top27"></a> de Austin Coates para a <i>Optima Magazine; </i>e acompanham o destaque de 50 páginas   (patrocinadas) da <i>National Geographic, </i>publicada no número   de outubro de 1965, que   puxava à capa o   título: &ldquo;Portugal at the Crossroads&rdquo;<a href="#28"><sup>[28]</sup></a><a name="top28"></a>. Ainda   acompanharam a produção   de uma reportagem para a NBC, transmitida a 19 de julho de 1965, intitulada &ldquo;Mozambique revolutionaries&rdquo;, mas que não correu   como o previsto, pois foi &ldquo;mais simpática com o movimento terrorista&rdquo;<a href="#29"><sup>[29]</sup></a><a name="top29"></a>. Lançaram   e potenciaram na imprensa nova-iorquina o livro <i>The Fabric     of Terror</i>, da autoria de Bernardo Teixeira   (1965), assessor de imprensa   da Embaixada de Portugal (integrado a título individual<a href="#30"><sup>[30]</sup></a><a name="top30"></a>) e também colaborador da Downs &amp; Roosevelt; procuraram lançar um novo livro de Pieter Lessing<a href="#31"><sup>[31]</sup></a><a name="top31"></a>; promoveram a publicação de um novo livro de Richard Pattee   sobre os portugueses em África<a href="#32"><sup>[32]</sup></a><a name="top32"></a>; e melhoraram e   fizeram a revisão da edição em inglês de <i>As Nações Unidas e Portugal   </i>(1962) do então   ministro dos Negócios Estrangeiros, Franco Nogueira.</p>      <p>O trabalho   da Downs &amp; Roosevelt concentrou-se, essencialmente, na governação de Marcello Caetano,   e os seus serviços para o regime continuaram a constar   dos registos do Departamento de Estado dos EUA até ao ano da Revolução de Abril (1974). Não conseguimos encontrar qualquer documento referente aos honorários desta empresa, pois, como já referimos, eram pagos pela APEU.</p>      <p>Por último, uma nota com particular curiosidade: o colaborador que trabalhava a partir de Portugal, Michael Teague, continuou ligado a empresas de <i>trade </i>que prestaram serviços semelhantes para entidades públicas no pós-25 de Abril: organizou uma exposição fotográfica para a Fundação Calouste Gulbenkian, colaborou com a Expo 98 e com a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e foi autor de vários livros de fotografia sobre Portugal (e.g. M. Teague, 1988; Russell-Wood &amp; Teague, 1997; M. C. Teague, 1997).</p>     <p><b>5.  Heyward Associates: o regresso às relações públicas</b></p>     <p>Desde o fim da colaboração com a George Peabody and Associates que a promoção turística nos EUA tinha sido praticamente abandonada. Talvez por isso, o SNI decide recorrer, em 1963, a Evelyn J. Heyward, uma antiga gestora de conta da George Peabody and Associates que tinha fundado a sua própria empresa a <b>Heyward </b><b>Associates, Inc</b>. Esta relações-públicas segue a linha estratégica da sua antiga   <i>escola </i>e entrega-se à assessoria de imprensa de assuntos não-políticos, à publicação de guias e livros apologéticos e à organização de eventos junto de companhias aéreas, grandes superfícies comerciais e marcas de roupa.  </p>     <p>No relatório enviado ao SNI,   referente ao ano   de 1969, conseguimos perceber que o <i>modus     operandi </i>da Heyward Associates passava por,   a partir dos escritórios de Nova Iorque, disseminar dezenas de <i>press     releases </i>sobre Portugal, enviar fotografias por iniciativa e distribuir centenas de <i>slides </i>do   país idílico. Sobressaem as peças   jornalísticas sobre o Algarve que conseguiram induzir na <i>Mademoiselle     Magazine </i>(fevereiro de 1968)   e na <i>Cosmopolitan </i>(janeiro de 1968); sobre   a Madeira na <i>Modern     Bride </i>(edição primavera); sobre a cozinha   portuguesa na <i>Gourmet </i>(data desconhecida) e sobre vinho português   na <i>Town &amp; Country   </i>(data desconhecida). Patrocinaram a publicação de <i>Great     Shops of Europe   </i>(1969) e <i>Great     Hotels and Resorts     of Europe </i>(1972), de Jerome Klein;   <i>Foods of the World</i>, da coleção das revistas <i>Time   </i>e <i>Life</i>; <i>Invitation to Portugal </i>(1969) de Late Mary e Jean Kempner Thorne;   <i>Henry the Navigator - Prince of Portugal </i>(1969), de Jean Anderson;   e <i>All Manner of Food </i>(1970), de Michael Field, entre outros.   Organizaram, por vários   pontos dos EUA,   aulas e sessões dos académicos Jonathan Hagar   e James Metcalf.   Nos projetos especiais merece atenção o catálogo   de roupa da coleção de &ldquo;Fall and Winter&rdquo; da marca French   Boot Shop, em que os manequins   são integralmente fotografados nas paisagens algarvias; e de terem   conseguido que a companhia aérea TWA enviasse, como <i>souvenir </i>de Natal, 2500 galos de Barcelos   em miniatura para as agências   de turismo, acompanhado de um texto que promovia   a cultura popular portuguesa.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mais uma vez, não dispomos de todos os valores referentes a estes serviços, mas conseguimos apurar que nos anos de 1966, 1967 e 1968 auferiram 50 mil dólares anuais, mais despesas com projetos especiais<a href="#33"><sup>[33]</sup></a><a name="top33"></a>. Mas, em 1969, Ramiro Valadão, numa carta enviada a César Moreira Baptista, com data de 23 de janeiro de 1969, alega que os 62 mil dólares são insuficientes para uma firma &ldquo;que tem demonstrado trabalhar com muita eficiência e zelo nos sectores da ação que lhe estão confinadas&rdquo;<a href="#34"><sup>[34]</sup></a><a name="top34"></a> e pede um aumento de verba. Numa carta de 6 de faveiro de 1969, Evelyn J. Heyward agradece a César Moreira Baptista os 82 mil dólares anuais e pede que 2 mil sejam pagos através dos escritórios em Lisboa<a href="#35"><sup>[35]</sup></a><a name="top35"></a>. Por isso, podemos perceber que esta empresa começou a receber cerca de 100 mil dólares por ano pelo seu trabalho de relações públicas para o Estado português. Curiosamente esta empresa continuou a trabalhar para Portugal muito para lá da Revolução de Abril de 74, pois existem registos da Heyward Associates no Foreign Agents Representation Act até 1995.</p>      <p>A terminar esta exposição, salvaguarda-se que há mais dois indivíduos e duas empresas identificadas no FARA no período em análise (1938-1974) que decidimos não destacar, pois não atuaram a nível da comunicação. O primeiro destes nomes é <b>Carlos Cudell Goetz</b><a href="#36"><sup>[36]</sup></a><a name="top36"></a>, que estava inscrito, entre 1942 e 1949, no Departamento de Defesa como agente de compras   [<i>purchasing agent</i>] e não como agente de propaganda. O outro é <b>Edward     J. Hart </b>e surge, ocasionalmente, no ano de 1959 como lobista ao serviço do general cubano   Fulgencio Batista<a href="#37"><sup>[37]</sup></a><a name="top37"></a> e de Portugal. No entanto, nunca foi encontrada qualquer fonte, para além do FARA de 1959,   que refira que este   político do Partido   Democrata trabalhou para Portugal. Também   surge a <b>J. B. Rundle, Inc., </b>que se autointitula como uma <i>advertasing company, </i>mas que prestou   serviços de assessoria de imprensa   [<i>press officer</i>] ao Estado português através   do Posto de Turismo   de Portugal em Nova Iorque,   entre 1964 e 1967. Por   isso, não será despropositado avançar   que esta agência   compensava a promoção   turística durante a contratação da Downs &amp;   Roosevelt. Depois surge   a <b>Verner, Lipfert &amp;   Bernhard, Inc., </b>entre 1965 e 1967 - ora descrita como <i>lobbist</i>, ora como <i>legal       services </i>- mas sempre ao serviço da TAP. Nomes que carecem de aprofundada   investigação em futuros trabalhos, mas que julgamos   não terem dado um assinalável contributo para o fortalecimento da imagem de Portugal junto   da opinião pública norte-americana.</p>     <p><b>Discussão</b></p>     <p>Comunicou-se o país turístico para branquear o país político. Usou-se a beleza da Madeira e do Algarve para esconder a perseguição, a tortura e a deportação de opositores políticos. Serviu-se da devoção a Nossa Senhora de Fátima e da voz de Amália Rodrigues para encobrir a fome e a miséria de um povo. Projetou-se o Casino do Estoril, o golfe e o &ldquo;ditador professor&rdquo; para relativizar a censura, as altas taxas de analfabetismo e uma política cultural de acesso oligarca. Porém, nada que as outras nações não fizessem, nada que não se continue a fazer.</p>      <p>Mas, mais do que com Marcello Caetano, não deixa de ser surpreendente que Salazar tenha ficado rendido à promessa das relações públicas como meio de alcançar luz favorável na opinião pública e que tenha desembolsado milhões de dólares para a promoção do regime. Não deixa de ser igualmente revelador que, após a saída de António Ferro do SNI em 1950, os seus sucessores - José Manuel da Costa, Eduardo Brazão e César Moreira Baptista - tenham atenuado os conteúdos panegíricos e hiperbólicos na promoção internacional do regime e tenham enveredado pela estratégia e pelas ferramentas das relações públicas.</p>      <p>A ditadura esforçou-se, de facto, para se alinhar com as regras de comunicação do mundo livre e com os princípios da &ldquo;moderna&rdquo; comunicação estratégica, ao invés de se limitar a aplicar a secular propaganda de forma primária e de inspiração artística. E, mesmo não tendo sido estudado o impacto das múltiplas campanhas e ações de promoção aqui enumeradas, podemos defender que houve uma efetiva e profusa projeção do Portugal turístico, assim como se verificou uma mudança no paradigma comunicacional do SNI   com a sa&iacute;da de Ant&oacute;nio Ferro. Ali&aacute;s, quando o seu efetivo substituto (Jos&eacute;   Manuel da Costa)   tomou posse deixou   bem assente que n&atilde;o   tinha &ldquo;disposi&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria   para exagerar os factos normais   da exist&ecirc;ncia&rdquo;<a href="#38"><sup>[38]</sup></a><a name="top38"></a> e que   &ldquo;a   chamada <i>Pol&iacute;tica do Esp&iacute;rito </i>s&oacute; podia s&eacute;ria e radicalmente fazer-se com &ecirc;xito, no   trabalho silencioso, lento,   perseverante e fecundo da renova&ccedil;&atilde;o da mentalidade&rdquo;<a href="#39"><sup>[39]</sup></a><a name="top39"></a>.</p>     <p>Mesmo assim,   com a contrata&ccedil;&atilde;o das empresas representadas na <a href="#f1">imagem 1</a>, n&atilde;o se registou o   mesmo sucesso na proje&ccedil;&atilde;o do Portugal pol&iacute;tico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/mj/v19n35/19n35a06f1.jpg"/></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Essencialmente, não se conseguiu esconder a agonia da ditadura porque moldar a opinião pública em ambiente democrático era, já em meados do século XX, um processo complexo, meândrico, dispendioso e, à luz das relações públicas, o seu sucesso carecia de fundamentos positivos, éticos e humanos. Por sua vez, a mentalidade dos altos quadros do Estado Novo ainda era definida pela bitola da propaganda primária, que, como   se sabe, apresenta resultados rápidos   quanto maior for a ignorância, o facciosismo   e, principalmente, o medo. Dito de outra   forma: a propaganda nas ditaduras   - ou a ação do &ldquo;Ministério da Verdade&rdquo;   como lhe chama   George Orwell na obra <i>Nineteen Eighty-Four </i>, só assume   real eficácia quando   há intervenção do &ldquo;Ministério da Polícia&rdquo;.   Ficam por compreender os efeitos e as influências que a contratação destas agências e profissionais do &ldquo;novo mundo&rdquo; tiveram   na propaganda interna   do Estado Novo, mas percebe-se que há toda uma propaganda antes e depois   de 1950, data da   saída de António   Ferro e do início da contratação dos serviços destas agências   de comunicação. Recorde-se que é notória,   também, a omnipresença ramificada do proprietário católico   de jornais Robert   R. McCormick ao longo de todo o período analisado e em todas as agências e lobistas contratados. Um protagonista da história do jornalismo norte-americano que carece de ser estudado em futuros trabalhos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907037&pid=S2183-5462201900020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Antunes, J. F. (1991). <i>Kennedy e Salazar: O Leão e a Raposa</i>. Lisboa: Difusão Cultural.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907038&pid=S2183-5462201900020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Blum, W. (2003). <i>Killing Hope: US Military and CIA Interventions Since World War II</i>. New York: Zed Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907040&pid=S2183-5462201900020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Carlson, J.R. (1943). <i>Under cover. My four years in the nazi underworld of America - The amazing revelation of how Axis agents and our enemies within are now plotting to destroy the United States</i>. New York: E. P. Dutton &amp; Co.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907042&pid=S2183-5462201900020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Cole, W. S. (1953). <i>America first - The battle against intervention 1940-1941</i>. New York: The University of Wisconsin Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907044&pid=S2183-5462201900020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Committee on Foreign Relations. (1963). <i>Activities of nondiplomatic representatives of foreign principals in United States</i>. Washington: U.S Government Orinting Office.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907046&pid=S2183-5462201900020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Correa, P. (1969). <i>Gago Coutinho: Percursos da navegação aérea</i>. Porto: Portucalense Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907048&pid=S2183-5462201900020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Crawford, K. G. (1939). <i>The Pressure Boys - The inside story   of lobbying in America</i>. New York: Julian Messner, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907050&pid=S2183-5462201900020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>D&rsquo;Arcos, J. P. (1953). <i>A floresta de cimento - Claridade e sombras dos Estados Unidos</i>. Lisboa: Guimarães Editores.</p>      <p>Draper, T. (1951, 11 de dezembro). Trujillo&rsquo;s Dynasty - How the dictator keeps the Caribbean area stormy. <i>The Reporter, </i>pp.17-21.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ferro, A. (1948). <i>Catorze Anos de Polítca do Espírito</i>. Lisboa: Edição do SPN.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907054&pid=S2183-5462201900020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Field, M. (1970). <i>All manner od food</i>. New York: Alfred A. Knopf.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907056&pid=S2183-5462201900020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Flatau, K. L. (1945, 16 de junho). Is Portugal fascist? <i>Los Angeles Times, </i>p. 4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907058&pid=S2183-5462201900020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Hargrove, R. (1947, 3 de abril). Lisbon is city of contrastes. <i>The Austin Statesman, </i>p. 30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907060&pid=S2183-5462201900020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kahn, A.E.   (1942, 8 de dezembro). The   enemy within. <i>NM     Magazine, </i>pp.11-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907062&pid=S2183-5462201900020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kay, H. (1970). <i>Salazar and modern Portugal</i>. New York: Hawthorn Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907064&pid=S2183-5462201900020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Kempner, M.J. (1969). <i>Invitation to Portugal</i>. New York: Atheneum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907066&pid=S2183-5462201900020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Klein, J.E. (1972). <i>Great Hotels and Resorts of Europe</i>. New York: Lehigh.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907068&pid=S2183-5462201900020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Klein, J. E., &amp; Reader, N. (1969). <i>Great shops of Europe</i>. New York: National Retail Merchants Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907070&pid=S2183-5462201900020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Krems, N. (1941, 19 de abril. Anti-semite on Town Hall Air. <i>Social Justice</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907072&pid=S2183-5462201900020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>             ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Lessing, P. (1962). <i>Africa&rsquo;s red harvest. An account of communism in Africa.</i>New York: The John Day Company.</p>      <!-- ref --><p>Lessing, P. (1964). <i>Only hyenas laugh - The new Africa. </i>London: Michael Joseph.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907075&pid=S2183-5462201900020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p><i>Los Angeles   Times</i>. (1963, 25 de julho). Portugal lobbyist use congressman&rsquo;s   office. <i>Los Angeles Times, </i>p. 6.</p>      <!-- ref --><p>McKenzie, V. (1938). <i>Through Turbulent Years</i>. New York: National Travel Club.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907078&pid=S2183-5462201900020000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Metropolitan Museum of Art. (1942). The Museum. <i>The</i><i> </i><i>Bulletin</i><i> </i><i>of</i><i> </i><i>the</i><i> </i><i>Metropolitan</i><i> </i><i>Museum</i><i> </i><i>of</i><i> </i><i>Art,</i><i> </i><i>37</i>. </p>     <!-- ref --><p>Metropolitan Museum   of Art. (1943). <i>Annual report of the trustees </i>(Vol. 72-76). New York: Metropolitan Museum of Art.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907081&pid=S2183-5462201900020000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Moreira,   A. (1958). <i>A jurisdição interna e o problema do voto na ONU (Documentos)</i>. Lisboa: Junta de Investigação do Ultramar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907083&pid=S2183-5462201900020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Moreira, A. (1961). <i>Política Ultramarina</i>. Lisboa: Junta de Investigação do Ultramar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907085&pid=S2183-5462201900020000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p><i>New   York Herald Tribune</i>. (1947, 16 de abril). Lisbon Transports   &lsquo;radicals&rsquo;. <i>New York Herald Tribune, </i>p. 14.</p>      <!-- ref --><p>Nogueira, F. (1962). <i>As Nações Unidas e Portugal (Estudo)</i>. Lisboa: Ática.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907088&pid=S2183-5462201900020000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Nogueira, F. (1980). <i>Salazar IV - O Ataque (1945-1958) </i>(Vol. IV). Porto: Livraria Civilização.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907090&pid=S2183-5462201900020000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Oliveira, C. (1989). Oliveira   Salazar e a política externa   portuguesa: 1932/1968. In F. Rosas, J. Ramos do Ó &amp;   C. Oliveira (Eds.),   <i>Salazar e o Salazarismo</i>. Lisboa:   Publicações D. Quixote.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907092&pid=S2183-5462201900020000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Osgood, K.A. (2002). Propaganda. In A. De Conde,   R. Dean Burns &amp; F. Logevall   (Eds.), <i>Encyclope</i><i>dia of American foreign policy </i>(Vol. 3). Washington D.C.:   Charles Scribner&rsquo;s Sons.</p>      <!-- ref --><p>Pattee, R. (1959). <i>Portugal na África contemporânea</i>. Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907095&pid=S2183-5462201900020000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Pereira, B. F. (2017). <i>Crepúsculo do Colonialismo. A diplomacia do Estado Novo (1949-1961)</i>. Lisboa: D. Quixote.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907097&pid=S2183-5462201900020000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Ribeiro, V. (2018).   A empresa de relações públicas norte-americana contratada por Salazar   (1951-1962) - A estreia da ditadura no modelo assimétrico bidireccional. <i>Media &amp; Jornalismo, 13</i>(33), 155-169.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907099&pid=S2183-5462201900020000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Rodrigues, L.N. (2002). <i>Salazar-Kennedy: A crise de uma aliança</i>. Lisboa: Editorial Notícias.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907101&pid=S2183-5462201900020000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Rosas, F. (1994).   O Estado Novo (1926-1974). In José Mattoso   (Ed.), <i>História de Portugal </i>(Vol. VII). Lisboa: Círculo de Leitores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907103&pid=S2183-5462201900020000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Russell-Wood, A. J. R., &amp; Teague,   M. (1997). <i>Portugal and the sea: a world     embraced</i>. Lisboa: Portuguese Pavilion Expo&rsquo;98; Assírio &amp; Alvim.</p>      <!-- ref --><p>Seldes, G. (1938). <i>Lords of the Press</i>. New York: Julian Messner, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907106&pid=S2183-5462201900020000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Shannon, W. (1950,   20 de junho). The Franco   lobby. <i>The Reporter, </i>pp.19-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907108&pid=S2183-5462201900020000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Silberman, C. (1967). <i>Crise em preto e branco</i>. Lisboa: Publicações Dom Quixote.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907110&pid=S2183-5462201900020000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Teague, M. (1988). <i>In the wake of the Portuguese navigators</i>. Lisboa: Carcanet; Fundação Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907112&pid=S2183-5462201900020000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Teague, M. (Compilação). (1997). <i>Abade José Correia da Serra: documentos do seu arquivo: 1751-1795</i>. Lisboa: Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.</p>      <!-- ref --><p>Teixeira, B. (1965). <i>The fabric of terror</i>. New York: The Devin-Adair Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907115&pid=S2183-5462201900020000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Telo, A.J. (1996). <i>Portugal e a Nato: o reencontro da tradição atlântica</i>. Lisboa: Edições Cosmos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907117&pid=S2183-5462201900020000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p><i>The New York Times</i>. (1945, 7 de maio). Hitler memorial held. German Cleric in Lisbon Extols Him for His Guidance. <i>The New York Times, </i>p. 5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907119&pid=S2183-5462201900020000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p><i>The New York Times</i>. (1946a, 12 de agosto). Indians critize Portugal. <i>The New York Times, </i>p. 2.</p>      <p><i>The New York Times</i>. (1946b, 14 de agosto). Three oppose Portugal&rsquo;s bid to enter U.N. <i>The New York Times, </i>p. 5.</p>             <p><i>The New York Times</i>. (1963, 23 de julho). Senators hear of lobby for Portuguese interests. <i>New York Times, </i>p. 9.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>The Sun</i>. (1947, 13 de abril). Lisbon&rsquo;s Strikes Spreading. <i>The Sun, </i>p. 13.</p>      <!-- ref --><p><i>The Washington Post</i>. (1945, 5 de maio). Moral myopia. <i>The Washington Post, </i>p. 6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907125&pid=S2183-5462201900020000600052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p><i>The Washington Post</i>. (1946, 1 de dezembro). Salazar rule in Portugal is criticized. <i>The Washington Post, </i>p. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907127&pid=S2183-5462201900020000600053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p><i>The Washington Post</i>. (1963a, 7 de maio). Lobbying activities for Portugal. <i>The Washington Post, </i>p. 8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907129&pid=S2183-5462201900020000600054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p><i>The Washington Post</i>. (1963b, 24 de julho). Portugal paid publicity firm to woo public. <i>The Washington Post, </i>p. 4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907131&pid=S2183-5462201900020000600055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Ultramar, Agência Geral do. (19-). <i>Goa - Inde Portuguaise</i>. Lisboa: Agência Geral do Ultramar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907133&pid=S2183-5462201900020000600056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Walker, S. (1934). <i>City Editor</i>. Baltimore: The Johns Hopkins   University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1907135&pid=S2183-5462201900020000600057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Wilford, H. (2013). <i>America&rsquo;s Great Game: The CIA&rsquo;s Secret Arabists and the Shaping of the Modern Middle East</i>. London: Hachette.</p>          <p>&nbsp;</p>     <p>Submetido: 2019.01.15</p>     <p>Aceite: 2019.07.21</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><a href="#top1"><sup>[1]</sup></a><a name="1"></a> O America First Committee   foi um grupo de press&atilde;o   criado para evitar a entrada   dos EUA na Segunda   Guerra Mundial. Surgiu   em setembro de 1940 e foi dissolvido a 10 de dezembro   de 1941, ou seja, quatro   dias ap&oacute;s o ataque japon&ecirc;s   de Pearl Harbor.   Caracterizava-se por ser uma organiza&ccedil;&atilde;o antissemita e anticomunista (Cole, 1953). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top2"><sup>[2]</sup></a><a name="2"></a> Entre 1949 e 1953 foi   vice-presidente dos EUA, sob a administra&ccedil;&atilde;o de Truman.</p>     <p><a href="#top3"><sup>[3]</sup></a><a name="3"></a> Ver AOS/CO/NE-2B2.</p>     <p><a href="#top4"><sup>[4]</sup></a><a name="4"></a> Entre 1933 e 1944 foi Secret&aacute;rio de Estado dos EUA, durante   a administra&ccedil;&atilde;o Roosevelt, e teve um papel   ativo nas negocia&ccedil;&otilde;es de ced&ecirc;ncia da base das Lajes, nos A&ccedil;ores.</p>     <p><a href="#top5"><sup>[5]</sup></a><a name="5"></a> Recorde-se que durante a primeira metade   de 1947 decorreram negocia&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o das Lajes por parte dos EUA para fins militares.        <p><a href="#top6"><sup>[6]</sup></a><a name="6"></a> Embaixador de Portugal em Madrid (1940),   Rio de Janeiro   (1945-47), Washington (1947- 50) e ainda ministro   da Presid&ecirc;ncia (1958-61). Era uma das figuras centrais   do Estado Novo, uma   das mais pr&oacute;ximas   de Salazar, e foi tamb&eacute;m ministro do Com&eacute;rcio, Ind&uacute;stria   e Agricultura (1936/37) e o &uacute;ltimo   ministro da Presid&ecirc;ncia do regime (1958-61).</p>     <p><a href="#top7"><sup>[7]</sup></a><a name="7"></a> Torre do Tombo/Arquivo Oliveira Salazar/Correspond&ecirc;ncia Pessoal - 18, capilha 2, fl 140 a 146.</p>     <p><a href="#top8"><sup>[8]</sup></a><a name="8"></a> Torre do Tombo/Arquivo Oliveira Salazar/Correspond&ecirc;ncia Pessoal - 18, capilha   2, fl 146.</p>     <p><a href="#top9"><sup>[9]</sup></a><a name="9"></a> TT/AOS/Correspond&ecirc;ncia Diplom&aacute;tica - 18, fls   234 e 237. De 22 de fevereiro de 1948 (lida a 7 de mar&ccedil;o de 1949).</p>     <p><a href="#top10"><sup>[10]</sup></a><a name="10"></a> TT/SNI, cx. 2189, fl. 1.</p>     <p><a href="#top11"><sup>[11]</sup></a><a name="11"></a> TT/SNI, cx. 2189, fl. 2.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top12"><sup>[12]</sup></a><a name="12"></a> A Selvage &amp; Lee era   propriedade de James Selvage (<i>chairman</i>), Morris M. Lee (vicepresidente) e James Cope (director-geral) e foi criada em 1938. James Selvage   colaborou na propaganda do <i>New Deal </i>(1933-37) e foi dos mais reputados   nomes da hist&oacute;ria das rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, fazendo   parte do seleto   grupo de s&aacute;bios   da propaganda, <i>The     Wiseman</i>, que contava com Edward Bernays,   John W. Hill, T. J. Ross ou Paul Garrett,   entre outros. Um dos   mais importantes livros de lobi dos EUA - <i>The lobbyists</i>, de James Deakin (1966) - logo nas primeiras p&aacute;ginas da <i>Introdu&ccedil;&atilde;o </i>real&ccedil;a esta empresa   e o cliente portugu&ecirc;s. Na d&eacute;cada de 1970,   a sociedade evoluiu para Manning,   Selvage &amp; Lee e hoje &eacute;, nada mais, do que a maior empresa de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas do mundo - a Publicis   Group.</p>     <p><a href="#top13"><sup>[13]</sup></a><a name="13"></a> Tinha sede em Lisboa   e era encabe&ccedil;ada por Alexandre   Pinto Basto. No Arquivo Oliveira Salazar da Torre do Tombo sobeja   correspond&ecirc;ncia sobre assuntos de rela&ccedil;&otilde;es   p&uacute;blicas, <i>lobbying </i>e publicidade. Segundo   Lu&iacute;s Nuno Rodrigues (2002)   esta entidade era conhecida como &ldquo;O Grupo&rdquo;.</p>     <p><a href="#top14"><sup>[14]</sup></a><a name="14"></a> Conhecida t&aacute;tica de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas   que passa por fazer promo&ccedil;&atilde;o   indireta, por via de <i>embaixadores </i>que promovam e elogiem uma marca, produtos, servi&ccedil;os ou   entidades.</p>     <p><a href="#top15"><sup>[15]</sup></a><a name="15"></a> Entre os jornalistas preferidos encontravam-se tr&ecirc;s colunistas do <i>Herald Tribune</i>, Joseph Alsop, Marguerite Higgins   e Roscoe Drummond; e os jornalistas Edward Folliard   (<i>Post</i>), Charles J. V. Murphy (<i>Fortune </i>e <i>Time</i>), Con   Ecklund (<i>Milwaukee Journal</i>), Watler Trohan (<i>Chicago Tribune</i>), Bob McCormick (<i>NBC</i>), Scotty Reston (<i>The     New York Times</i>), David Sentner (<i>Hearst Papers Group</i>) e Paul Ward (<i>Baltimore Sun </i>e <i>Los Angeles Times</i>). Ver Kenneth T. Downs, Committee   on Foreign Relations, 1963, p. 842,        <p><a href="#top16"><sup>[16]</sup></a><a name="16"></a> Of&iacute;cio enviado por   Kenneth T. Downs a Alexandre Pinto Basto a 28/12/1963. Arquivo   Hist&oacute;rico-Diplom&aacute;tico, capilha 1908, folha 3.</p>     <p><a href="#top17"><sup>[17]</sup></a><a name="17"></a> S&atilde;o exemplo disso:   &ldquo;Angola, a Challenge and Opportunity&rdquo;, &ldquo;Portugal, Africa and UN&rdquo;, &ldquo;Portugal and   the United Nations&rdquo;, &ldquo;The Double Standard of American Negro Leaders&rdquo; e   &ldquo;Communists and Afro-Asian Extremists in UN renew Efforts to Destroy Portugal   in Africa&rdquo;.</p>     <p><a href="#top18"><sup>[18]</sup></a><a name="18"></a> Apesar de J. F. Kennedy ter sido assassinado a 22 de   novembro desse ano, a rela&ccedil;&atilde;o mant&eacute;m-se com a administra&ccedil;&atilde;o de Lyndon Johnson.</p>     <p><a href="#top19"><sup>[19]</sup></a><a name="19"></a> Entre as quais   salientamos a National   association for Advancement of Colored People,   o American Committee on Africa, o Committee on Racial Equality   e a Urban League.</p>     <p><a href="#top20"><sup>[20]</sup></a><a name="20"></a> Kenneth T. Downs recorda, mais   tarde, este processo como   um &ldquo;calv&aacute;rio enervante [...]   de v&aacute;rios dias, nos   escrit&oacute;rios de Nova Iorque   e Washington, onde foram   examinadas e microfilmadas ao mais &iacute;ntimo detalhe todas as contas,   pap&eacute;is, correspond&ecirc;ncia...&rdquo;. (Arquivo Hist&oacute;rico-Diplom&aacute;tico,   capilha 1908, folha   3, carta enviada   por Kenneth T. Downs   a Alexandre Pinto Basto,   a 28/12/1963.)</p>     <p><a href="#top21"><sup>[21]</sup></a><a name="21"></a> Na declara&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria de &lsquo;foreign agent&rsquo;   junto do Departamento de Justi&ccedil;a s&oacute; tinham   declarado 90.000 d&oacute;lares, mas a comiss&atilde;o de inqu&eacute;rito prova que auferiram pela opera&ccedil;&atilde;o 534.000 d&oacute;lares.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top22"><sup>[22]</sup></a><a name="22"></a> N&atilde;o fazem o registo   obrigat&oacute;rio por via   do Foreign Agent Registration Act   no Departamento de Justi&ccedil;a   no ano de 1963, mas os documentos no Arquivo Hist&oacute;rico-Diplom&aacute;tico demonstram que iniciam fun&ccedil;&otilde;es nesse   ano.        <p><a href="#top23"><sup>[23]</sup></a><a name="23"></a> Arquivo   Hist&oacute;rico-Diplom&aacute;tico/MU/GM/GNP/RNP/0082/01832, Volume 1908, of&iacute;cio de 23 de   julho de 1965, pp. 1 a 8.</p>     <p><a href="#top24"><sup>[24]</sup></a><a name="24"></a> Arquivo   Hist&oacute;rico-Diplom&aacute;tico/MU/GM/GNP/RNP/0082/01832, Volume 1908, of&iacute;cio de 23 de   julho de 1965, p. 2.</p>     <p><a href="#top25"><sup>[25]</sup></a><a name="25"></a> Arquivo   Hist&oacute;rico-Diplom&aacute;tico/MU/GM/GNP/RNP/0082/01832, Volume 1908, of&iacute;cio de 23 de   julho de 1965, p. 3.</p>     <p><a href="#top26"><sup>[26]</sup></a><a name="26"></a> Arquivo   Hist&oacute;rico-Diplom&aacute;tico/MU/GM/GNP/RNP/0082/01832, Volume 1908, of&iacute;cio de 23 de   julho de 1965.</p>     <p><a href="#top27"><sup>[27]</sup></a><a name="27"></a> Arquivo   Hist&oacute;rico-Diplom&aacute;tico/MU/GM/GNP/RNP/0082/01832, Volume 1908, of&iacute;cio de 23 de   julho de 1965.        <p><a href="#top28"><sup>[28]</sup></a><a name="28"></a> <i>National Geographic</i>, vol. 128, n.&ordm; 4, outubro   1965.</p>     <p><a href="#top29"><sup>[29]</sup></a><a name="29"></a> Arquivo   Hist&oacute;rico-Diplom&aacute;tico/MU/GM/GNP/RNP/0082/01832, volume 1908, of&iacute;cio de 23 de   julho de 1965, p. 5.</p>     <p><a href="#top30"><sup>[30]</sup></a><a name="30"></a> Surge no FARA, entre   1963 e 1970, como assessor   de imprensa da Embaixada Portuguesa em Washington. Desconhece-se a   atividade desenvolvida, mas o livro deste assessor de imprensa &eacute; praticamente   desconhecido e reveste-se de um extremo interesse para quem estuda a guerra colonial.</p>     <p><a href="#top31"><sup>[31]</sup></a><a name="31"></a> Autor sul-africano que   publicou <i>Africa&rsquo;s Red Harvest </i>(1962) e <i>Only the Hyenas Laugh</i> (1964).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top32"><sup>[32]</sup></a><a name="32"></a> Recorde-se que Richard   Pattee, da Laval   University, no Qu&eacute;bec   (Canad&aacute;), j&aacute; contava   com uma obra publicada sobre o mesmo tema que, na edi&ccedil;&atilde;o portuguesa, se   intitula <i>Portugal na &Aacute;frica Contempor&acirc;nea </i>(1959).</p>     <p><a href="#top33"><sup>[33]</sup></a><a name="33"></a> TT/SNI, cx 1199, sem n&uacute;mero de   folha.        <p><a href="#top34"><sup>[34]</sup></a><a name="34"></a> TT/SNI, cx 1199, sem n&uacute;mero de folha.</p>     <p><a href="#top35"><sup>[35]</sup></a><a name="35"></a> TT/SNI, cx 1199, sem n&uacute;mero de folha.</p>     <p><a href="#top36"><sup>[36]</sup></a><a name="36"></a> Sabe-se que se trata   do conhecido produtor   de filmes que trabalhava, inclusive, para o SNI na   produ&ccedil;&atilde;o de filmes   do regime e que estava estabelecido nas cidades do Porto e de Lisboa como vendedor   de m&aacute;quinas de precis&atilde;o para a engenharia e a avia&ccedil;&atilde;o,   tendo estado envolvido na prepara&ccedil;&atilde;o da travessia   a&eacute;rea de Gago Coutinho e Sacadura Cabral (Correa, 1969). Neste   per&iacute;odo tamb&eacute;m aparece   como curador do Metropolitan Museum   de Nova Iorque   (Metropolitan Museum of Art, 1942, p. 167; Metropolitan Museum of Art,   1943, p. 62), assim com autor de registo de patentes   de qu&iacute;mica, sonoplastia e aeron&aacute;utica.</p>     <p><a href="#top37"><sup>[37]</sup></a><a name="37"></a> Importa referir   que neste ano j&aacute; tinha sido deposto   e que neste mesmo ano, 1959, visita Portugal, tendo vindo residir   para o Estoril em 1962.</p>     <p><a href="#top38"><sup>[38]</sup></a><a name="38"></a> <i>Not&iacute;cias de Portugal</i>, 3 de mar&ccedil;o de 1951, ano IV, n&ordm; 200, p. 2.</p>     <p><a href="#top39"><sup>[39]</sup></a><a name="39"></a> <i>Not&iacute;cias de Portugal</i>, 3 de mar&ccedil;o de 1951, ano IV,   n&ordm; 200, p. 2.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nota biográfica</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Vasco Ribeiro é doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho e Professor Auxiliar da Faculdade de Letras   da Universidade do Porto. Leciona   ainda na Porto Business School. Investigador do Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória.</p>     <p>Ciência Vitae: E816-962F-6FD0 Email: <a href="mailto:vribeiro@letras.up.pt">vribeiro@letras.up.pt</a></p>     <p>Morada: Universidade do Porto, Faculdade de Letras, Via Panorâmica Edgar Cardoso, 4150- 564 Porto, Portugal</p>      ]]></body><back>
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