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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>APRESENTAÇÃO </b></font></p>     <p><font size="4"><b>Inovação nos media e nas indústrias criativas limítrofes - uma introdução</b></font></p>     <p><b>Ant&oacute;nio Granado*, </b>    <br> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-7990-6176">https://orcid.org/0000-0002-7990-6176</a></p>     
<p><b>Dora Santos Silva*</b>,    <br> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0003-1611-8858">https://orcid.org/0000-0003-1611-8858</a></p>     
<p><b>Paulo Nuno Vicente*</b>    <br>   <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-1952-6016">https://orcid.org/0000-0002-1952-6016</a>   </p> </p>     
<p>* NOVA FCSH, Av. de Berna, 26-C - Lisboa 1069-061, Portugal</p> <hr/>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A palavra &#8220;inovação&#8221; faz parte da espinha dorsal das indústrias criativas - conceito criado em finais no século XX, no Reino Unido, para englobar setores que aliam a criatividade às tecnologias de reprodução e disseminação de forma a criar valor económico e social. Só por esta nova combinação - criatividade e tecnologia - já podemos falar de inovação.</p>      <p>Os media fazem parte destas indústrias criativas, que englobam também as artes performativas, as artes visuais, a música, o cinema e vídeo, o design, a publicidade ou o software de lazer. Reagiram, nos últimos anos, às oportunidades e aos constrangimentos de um ecossistema digital que alargou a mais utilizadores a oportunidade de criar e partilhar conteúdos.</p>      <p>As tentativas de inovação nos media e noutras indústrias criativas - mais ou menos bem-sucedidas - integram-se em tipologias já propostas e atualizadas por várias linhas de investigação (Storsul and Krumsvik, 2013; Dogruel, 2014; Bleyen <i>et al.</i>, 2014; García-Avilés <i>et al. </i>(2018) com base nos 4<i>Ps </i>de Francis e Bessant (2005): introduzir ou melhorar <i>produtos</i>, introduzir ou melhorar <i>processos</i>, definir ou redefinir o <i>posicionamento</i>, definir ou redefinir o <i>paradigma </i>de uma organização (p.172). No contexto dos media e das indústrias criativas, isso pode significar desenvolver uma app, apostar noutras estratégias de storytelling, como a gamificação, a realidade aumentada ou memes, redefinir o posicionamento da organização (focando-se nos conteúdos digitais, por exemplo) ou o seu modelo de negócio. Recentemente, os estudos sobre inovação nos media alargaram-se aos géneros e formatos jornalísticos (Krumsvik et al., 2018), à sua relação com a crise (Konow-Lund, Hagvar &amp; Olsson, 2019), à inovação social (Podkalicka e Rennie, 2018) ou ao papel da inovação aberta (Kla&#946;, 2020).</p>      <p>Inovar nos media não é uma prática   recente - aliás, tem séculos - embora os estudos sobre inovação só tenham tido   um impulso no século XX a partir do economista australiano Joseph Schumpeter que a   definiu como &#8220;novas combinações de algo existente&#8221; (1934, p.78). Mas a própria   evolução das tecnologias digitais e a crescente convergência permitiu que esta   inovação pudesse ser, nos primeiros   20 anos do século XXI, disruptiva, isto é, tivesse   a capacidade de reinventar toda a   indústria e não apenas envolver   pequenas mudanças. Este é o argumento que leva   Pavlik et al. (2018) a afirmarem que estamos num momento de disrupção nos media, &#8220;um desafio multifacetado, enraizado ele próprio na mudança&#8221; (p.11).</p>      <p>Embora os investigadores estejam a aludir especificamente à realidade dos dispositivos móveis, as qualidades deste desafio estendem-se a todas as indústrias criativas. Compreender e analisar todas estas transformações é, por si só, um grande desafio, tendo em conta que o ritmo a que a inovação ocorre nem sempre é acompanhado pela devida reflexão académica. Esta edição da revista Media &amp; Jornalismo dá um contributo para compreender algumas destas transformações, alocadas a várias linhas de investigação que precisam de ser reforçadas, ao mesmo tempo que cria memória de tempos que rapidamente darão lugar a outros.</p>             <p>Esta edição implica também a premissa de que as instituições de Ensino Superior - universidades e politécnicos - não devem ser entidades passivas perante o imperativo de inovação e de renovação das indústrias criativas. Implica igualmente lembrar que as indústrias criativas representam um ativo significativo para o valor económico da cultura europeia. Contudo, a interpenetração entre atividades culturais, criativas, de investigação e de desenvolvimento permanece muito baixa no contexto português. Os principais desafios continuam a ser os baixos níveis de colaboração entre instituições de ensino superior e empresas - particularmente, a fraca participação de empresas em projetos de pesquisa com universidades e a incompatibilidade entre as competências geradas no sistema educacional e as necessidades das empresas - a eficiência reduzida na transferência de tecnologia e conhecimento, bem   como na difícil articulação entre os setores   público e privado (Portugal 2020).</p>      <p>Neste contexto, é importante   sublinhar que as mais disruptivas tecnologias do século XXI - algumas   das quais alvo da atenção   dos artigos deste   número da Media &amp; Jornalismo - nasceram   (e desenvolvem-se) em laboratórios de investigação e de   desenvolvimento: inteligência artificial, realidade aumentada e virtual, Internet   das Coisas. No nosso tempo, assistimos à sua transformação - de <i>tecnologia </i>para <i>media</i> - desenvolvendo linguagens e códigos simbólicos específicos, encontrando lugar nas nossas vidas diárias, gerando impactos económicos e políticos, porque &#8220;uma tecnologia (&#8230;) é apenas uma máquina. Um media é o ambiente social e intelectual que uma máquina cria&#8221; (Postman, 1985, p.84).</p>      <p>Este número da <i>Media   &amp; Jornalismo </i>é composto por nove artigos   que refletem sobre a inovação nos media e nas indústrias criativas, analisando várias   tecnologias, estratégias e ferramentas recentes, que melhoram a eficácia da comunicação e contribuem para um maior envolvimento das audiências.</p>      <p>Em muitos dos casos analisados, os autores propõem novas abordagens ao uso das tecnologias nas indústrias criativas, levando importantes pistas de investigação futura no campo da inovação, que vale a pena ler com muita atenção.</p>      <p>O primeiro artigo, da autoria de Manuel Damásio, Paulo Ferreira e Eduardo Leal Leal, debruça-se sobre a introdução de uma nova solução tecnológica no processo de produção de telenovelas em Portugal. Os autores concluem que, no caso analisado, a resistência à mudança por parte da organização se constituiu como um obstáculo à criatividade e à evolução da própria indústria.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em seguida, Bárbara Janiques de Carvalho, Lídia Marôpo e Sara Pereira propõem-nos analisar a forma como uma famosa <i>youtuber </i>portuguesa concilia conteúdos de natureza pessoal e comercial no seu canal. As autoras concluem que a estratégia de hibridismo utilizada tem como objetivo dissipar os limites entre os dois tipos de conteúdo, fazendo um apelo subtil ao consumo.</p>      <p>No terceiro artigo, Carolina Dalla Chiesa e Patrícia Scalabrin Muller analisam 172 projetos que foram apoiados na plataforma de crowdfunding Kicktstarter entre 2010 e 2019 e considerados bem-sucedidos. Os resultados lançam algumas pistas sobre o presente e o futuro do jornalismo, bem como interessantes hipóteses para investigações  posteriores.</p>      <p>Eliane Pawlowski de Oliveira Araújo e os seus colegas da Universidade Federal de Minas Gerais assinam o artigo seguinte, que explora o uso do meme como estratégia de marketing institucional em redes sociais digitais. Partindo do exemplo dessa utilização na divulgação do seu próprio grupo de investigação, os autores concluem que a estratégia é bastante eficaz, tendo levado ao crescimento exponencial dos seguidores das páginas analisadas.</p>      <p>Numa altura em que se discute o   uso da inteligência artificial (IA) nas mais variadas tarefas e profissões, Sónia Pedro Sebastião explora os dados   do <i>European Communication Monitor     2019</i>, para concluir que existe um grande desconhecimento dos profissionais de comunicação e relações públicas inquiridos sobre a IA e as suas consequências. A autora sugere algumas alterações ao inquérito que permitam, no futuro, obter dados mais aprofundados sobre este importante tema.</p>      <p>No sexto artigo, Ricardo Aoki explorou o uso de um <i>newsgame </i>no treino de escrita de redação de alunos de jornalismo de duas universidades brasileiras. Com uma amostra de 32 participantes, esta investigação sugere que o uso de newsgames se pode revelar uma interessante estratégia para o ensino do jornalismo a nível universitário.</p>      <p>Ana Sofia Paiva e Ricardo Morais exploram, de seguida, alguns dos trabalhos no campo da rádio que, a nível nacional e internacional, têm recorrido à tecnologia de som binaural. Os autores destacam a revitalização da importância do áudio e ao despertar de novas experiências sonoras que esta tecnologia inovadora tem vindo a proporcionar.</p>      <p>Ainda dentro do campo do jornalismo radiofónico e da inovação, Luís Bonixe analisa algumas práticas recentes da Rádio Renascença, TSF e Antena 1 na cobertura das últimas visitas papais a Portugal, concluindo que as mais recentes geraram novas narrativas e produtos jornalísticos que configuram modelos e práticas inovadoras na rádio portuguesa.</p>      <p>No último artigo deste número, Susanna Berra, Cláudia Pernencar e Flávio Almeida analisam a forma como a realidade aumentada pode proporcionar uma comunicação inclusiva e ser aplicada na integração de surdos e deficientes auditivos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bleyen, V., Lindmark, S., Ranaivoson, H., Ballon, P. (2014). A typology of media innovations: Insights from an exploratory study. <i>The Journal of Media Innovations</i>, <i>1</i>(1), 28-51. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.5617/jmi.v1i1.800" target="_blank">10.5617/jmi.v1i1.800</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1909684&pid=S2183-5462202000010000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Dogruel, L. (2014). What is so Special about Media Innovations? A Characterization of the Field. <i>The Journal of Media Innovations</i>, <i>1</i>(1), 52-69. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.5617/jmi.v1i1.665" target="_blank">10.5617/jmi.v1i1.665</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1909686&pid=S2183-5462202000010000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Ercan, E. E. (2017). The   present and the   future of journalism education. <i>Quality &amp;   Quantity: International Journal of Methodology 52</i>(1), 361-366. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1007/s11135-017-0616-2" target="_blank">10.1007/s11135-017-0616-2</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1909688&pid=S2183-5462202000010000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Francis, D., &amp; Bessant, J. (2005). Targeting innovation and implications for capability development. <i>Technovation</i>, <i>25</i>(3),  171-183. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1016/j.technovation.2004.03.004" target="_blank">10.1016/j.technovation.2004.03.004</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1909690&pid=S2183-5462202000010000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Ferrucci, P. (2017). &#8220;We&#8217;ve Lost the Basics&#8221;: Perceptions of Journalism Education From Veterans in the Field. <i>Journalism &amp; Mass Communication Educator, 73</i>(4), 410-420. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1177/1077695817731870" target="_blank">10.1177/1077695817731870</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1909692&pid=S2183-5462202000010000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>García-Avilés, J. A., Carvajal-Prieto, M., Arias, F., &amp; Lara-González, A. De. (2018). How journalists innovate in the newsroom. Proposing a model of the diffusion of innovations in media outlets. <i>The Journal of Media Innovations</i>, <i>5</i>(1), 1-16. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.5617/JOMI.V5I1.3968" target="_blank">10.5617/JOMI.V5I1.3968</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1909694&pid=S2183-5462202000010000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>             <!-- ref --><p>Konow-Lund, M., Hågvar, Y. &amp; Olsson, E. (2019). Digital Innovation During Terror and Crises. <i>Digital Journalism</i>, <i>7 </i>(7), 952-971. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1080/21670811.2018.1493937" target="_blank">10.1080/21670811.2018.1493937</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1909696&pid=S2183-5462202000010000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Nina Klaß (2020). Open innovation in media innovation research - a systematic literature review. <i>Journal of Media Business Studies</i>, <i>17</i>(2), 190-218. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1080/16522354.2020.1724498" target="_blank">10.1080/16522354.2020.1724498</a>.</p>     <!-- ref --><p>Pavlik, J. V., Dennis,   E. E., Mersey, R. D. &amp; Gengler, J. (2018). Innovation and media disruption. In <i>Mobile Disruptions in the Middle   East </i>(pp. 10-22). Routledge. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.4324/9781315169118-2" target="_blank">10.4324/9781315169118-2</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1909699&pid=S2183-5462202000010000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Podkalicka, A., Rennie, E. (2018). <i>Using   Media for Social   Innovation</i>. Chicago: Intellect, The University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1909701&pid=S2183-5462202000010000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Portugal 2020. (2016). <i>Estratégia de Investigação e Inovação para uma Especialização Inteligente 2014-2020</i>. Disponível em <a href="https://www.compete2020.gov.pt/documentacao/detalhe/ RIS3-Nacional-ENEI-Especializacao-Inteligente" target="_blank">https://www.compete2020.gov.pt/documentacao/detalhe/ RIS3-Nacional-ENEI-Especializacao-Inteligente</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1909703&pid=S2183-5462202000010000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Schumpeter, Joseph A. (1934/2012). <i>The Theory of Economic Development - An Inquiry into Profits, Capital, Credit, Interest, and the Business Cycle</i>. New Jersey: Transaction Publishers. </p>     <!-- ref --><p>Storsul, T., &amp;   Krumsvik, A. H. (2013). What   is Media Innovation? In <i>Media Innovations. A Multidisciplinary Study     of Change </i>(pp.   13-26). Gothenburg: Nordicom. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.13140/2.1.1328.9284" target="_blank">10.13140/2.1.1328.9284</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1909706&pid=S2183-5462202000010000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wenger, H. D., Owens,   L. C., &amp;   Cain, J. (2018).   Help Wanted: Realigning Journalism Education to Meet   the Needs of Top U.S. News Companies. <i>Journalism &amp; Mass Communication Educa-</i><i>tor, 73</i>(1), 18-36. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1177/1077695817745464" target="_blank">10.1177/1077695817745464</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1909708&pid=S2183-5462202000010000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas biográficas</b></p>     <p>António Granado é Professor Auxiliar na NOVA FCSH, onde coordena o mestrado em Jornalismo e co-coordena o mestrado em Comunicação de Ciência. Leciona na área das Ciências da Comunicação a nível universitário desde 1996. Foi jornalista profissional durante mais de 26 anos, tendo-se especializado na área do jornalismo de ciência. As suas áreas de investigação incluem o jornalismo e o ciberjornalismo, a comunicação de ciência e as redes sociais.</p>     <p>Ciência ID: 7112-8A9D-C0D0 Scopus Author ID: 50261653300 E-mail: <a href="mailto:agranado@fcsh.unl.pt">agranado@fcsh.unl.pt</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Morada: NOVA FCSH, Av. de Berna, 26-C - Lisboa 1069-061, Portugal</p>     <p>Dora Santos Silva é Professora Auxiliar da NOVA FCSH e investigadora integrada no ICNOVA. Leciona na licenciatura em Ciências da Comunicação, no mestrado em Jornalismo e na pós-gra duação em Comunicação de Cultura e Indústrias Criativas. As suas áreas de investigação incluem a inovação nos media, o jornalismo digital e a comunicação de cultura em ambiente digital.</p>     <p>Ciência ID: 9617-EF5E-113F Scopus Author Id: 55382579500 E-mail: <a href="mailto:dorasantossilva@fcsh.unl.pt">dorasantossilva@fcsh.unl.pt</a></p>     <p>Morada: NOVA FCSH, Av. de Berna, 26-C - Lisboa 1069-061, Portugal</p>     <p>Paulo Nuno Vicente é Professor Auxiliar na NOVA FCSH. Fundador e coordenador do iNOVA Media Lab, laboratório de I&amp;D no domínio dos media imersivos e interativos, métodos digitais, visualização de informação, comunicação humano-máquina, literacias digitais e comunicação de ciência. Coordena o Doutoramento interuniversitário em Media Digitais (Universidade Nova de Lisboa e Universidade do Porto).</p>     <p>Ciência ID: 2811-17AC-D593  Scopus Author ID: 55749055000 Email: <a href="mailto:inovamedialab@fcsh.nl.pt">inovamedialab@fcsh.nl.pt</a></p>     <p>Morada: NOVA FCSH, Av. de Berna, 26-C - Lisboa 1069-061, Portugal</p>      ]]></body><back>
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