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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Piçarra, Maria do Carmo (2020). Projectar a Ordem. Cinema do Povo e Propaganda Salazarista - 1935-1954. Caxias: Os Pássaros. 420 págs.]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>RECENS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Piçarra,   Maria do Carmo (2020). Projectar a Ordem.</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Cinema do Povo e Propaganda Salazarista - 1935-1954. Caxias: Os Pássaros. 420 págs.</b></font></p>     <p><b>Francisco Rui Cádima*</b>    <br> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-5449-8831">https://orcid.org/0000-0002-5449-8831</a></p>     
<p>* Universidade NOVA de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Instituto de Comunicação da NOVA - ICNOVA. <a href="mailto:frcadima@fcsh.unl.pt">frcadima@fcsh.unl.pt</a></p> <hr/>      <p>&nbsp;</p>     <p>A leitura que vamos fazer   desta obra de Maria   do Carmo Piçarra centrar-se-á, em particular, num ponto   mais específico, designadamente em torno de uma questão   que   muito temos trabalhado, em particular no domínio da história da televisão durante o salazarismo em Portugal. No caso concreto   da obra agora publicada, a nossa principal questão será então analisar mais em detalhe   qual, efectivamente, a presença de Salazar (do seu corpo   físico, jurídico e político) nos documentários e &#8220;actualidades cinematográficas&#8221; de propaganda do regime. Interessa-nos saber se, de facto, a estratégia de propaganda específica delineada para o Cinema Ambulante   do regime - a ter existido - de alguma   forma, inverte um dado que   tem sido comum   em diversas investigações, incluindo sobre   a própria televisão pública, que remete   fundamentalmente para a questão da invisibilidade de Salazar   e a proverbial aversão à &#8220;publicidade&#8221; da sua pessoa - quer do seu &#8220;corpo&#8221; político-jurídico, quer   sobretudo da sua   &#8220;presencialidade&#8221; física e das suas eventuais &#8220;aparições&#8221; ou alocuções públicas, por assim dizer. E, em consequência, se a figura-presença do ditador ela própria se disponibilizou e foi mobilizada para uma estratégia de propaganda do regime através dos meios audiovisuais. </p>     <p>Calculamos que no <i>Jornal Português   </i>tenha sido feito algum   esforço pelos seus responsáveis no sentido de colocar Salazar   &#8220;em cena&#8221;, mas, de facto,   os poucos documentos e reportagens que   ficaram, de 1931   a 1951, foram   retirados das filmagens de grandes   eventos ou efemérides em que o ditador participou, de resto, em grande   medida, ele está &#8220;fora de campo&#8221;.   De facto, o ditador português tinha características   opostas às do líder   panfletário e carismático, era avesso a aparições públicas, &#8220;não se envolvia senão   de forma fugaz   nas eleições e referendos do regime e não emprestava o seu rosto a cartazes de campanhas eleitorais (&#8230;), recusava participar em comícios de massas (&#8230;), a adoptar   símbolos de poder autoritário&#8221; (Meneses, 2014, pp. 113-114). </p>     <p>Deste modo, a nossa hipótese de partida aqui   é justamente a de que   Salazar não tinha   aquilo a que se pode chamar um &#8220;culto   de personalidade&#8221;, em particular no domínio do cinema e da televisão, ao contrário do que se poderá eventualmente considerar relativamente aos meios   escritos, que terão   sido objecto de uma tentativa mais assertiva de o construir. Ao contrário dos meios audiovisuais, a imprensa sempre   foi o meio preferido de Salazar,   considerava-a incontornável e decisiva no contexto da influência da opinião pública   (Cádima, 2019), algo   que lhe terá   ficado desde o período de 1928 a 1933, sobretudo   quando recorre à imprensa estrategicamente para se afirmar   como líder,   através dos seus discursos, notas oficiosas e entrevistas (Matos, 2010, p. 7).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Embora   tivesse nascido com   ela, Salazar não   era, claramente, um   &#8220;contemporâneo&#8221; ou tão somente um espectador da sétima arte. Mas enquanto   político emergente, e ao contrário do que sucedeu com o audiovisual - cinema e televisão - soube controlar, gerir e ter e uma &#8220;boa imprensa&#8221;, foi ela que o transformou no &#8220;miraculoso ditador das Finanças&#8221;   (Matos, 2010, p. 11). Ao que se associa   também nessa sobre-exposição inicial de Salazar, a própria criação do Secretariado Nacional da Propaganda   (SPN), em 1933, muito embora não   se possa retirar daí uma definição programática para uma estratégia de comunicação mobilizadora   e/ou panfletária do regime.   Dir-se-ia que se congregava   a palavra e a acção do ditador, reservando a sua imagem pública,   expondo o possível   para esconder o essencial, mantendo o seu estado natural   de &#8220;invisibilidade&#8221; (Gil, 1995; Cádima,   2017) procurando alimentar   assim a construção   do mito salazarista. O próprio <i>Jornal</i><i> </i><i>Português</i><i>- Revista Mensal de Atualidades </i>(1938-1951) vem demonstrar isso mesmo: em cerca de 484 peças (&#8220;notícias&#8221;) produzidas e emitidas ao longo desses 14 anos, apenas cerca de 2% das peças foram centradas na figura de Salazar e/ou do Presidente do Conselho. </p>     <p>Temos então   que a partir de 1936 e da experiência do Cinema do Povo em Lisboa, em praças, escolas e quartéis, com sessões públicas   de actualidades e documentários de propaganda diversos, desenhos animados e filmes alemães,   seguiu-se o Cinema Ambulante do SPN, que percorreria o interior do país, ambos   com o objectivo de divulgar a &#8220;política do Espírito&#8221; e os &#8220;valores&#8221;   do salazarismo, isto é, mais prosaicamente, &#8220;combater o comunismo, promover   o corporativismo e as Casas do Povo&#8221; e levar a política   e os discursos (mais do que a imagem) de Salazar e do regime   ao ecrã, bem como o próprio   império, neste caso com filmes   que viriam também   a ser produzidos   nas colónias, sobretudo nos anos 40. Genericamente, constituíam o programa-tipo   diversos documentários de propaganda do regime, o <i>Jornal Português </i>(1938-1951), uma   &#8220;revista de atualidades cinematográficas&#8221;, e <i>A Revolução de Maio </i>de António Lopes Ribeiro<i>, </i>este o modelo   mais frequente. O cinema ambulante teria também filmes e documentários espanhóis, e por vezes   algum cinema americano. Mas um dos filmes   mais passados foi,   efectivamente, <i>A Revolução de Maio</i>, que põe em cena a metamorfose de um &#8220;agitador   bolchevique&#8221; convertido ao Estado Novo, conversão em boa parte   sugestionada pelo discurso   de Salazar, em Braga,   nas comemorações do décimo aniversário da revolução de Maio.</p>      <p>Se, de facto, Salazar   é o &#8220;verdadeiro protagonista&#8221; de <i>A Revolução de Maio</i>, é porque essa é mesmo   a metáfora de toda a propaganda audiovisual do regime:   promover Salazar, a sua política, mas, simultânea e paradoxalmente, também   o recolhimento do &#8220;ditador silencioso&#8221;, nas palavras do jornalista francês   Raymond Recouly. Como se,   no fundo, a sua imagem distante, ou a presença do &#8220;espectro&#8221;, reforçasse a legitimação do corpo jurídico-político do ditador, e, por conseguinte, o regime.</p>      <p>Segundo diversos testemunhos e relatos de imprensa, a catarse dava-se quando aparecia na tela a imagem do ditador ou então nas &#8220;passagens de maior vibração patriótica&#8221;: os espectadores aplaudiam &#8220;calorosamente&#8221; e &#8220;entusiasticamente aclamavam&#8221; o Estado Novo (como refere por exemplo o <i>Diário</i><i> </i><i>da Manhã </i>de 27/2/1938), ou, ainda, a &#8220;comoção atingia o auge&#8221; quando surgiam as figuras de Carmona e Salazar (Piçarra, 2020, p. 230). Ou também com o Hino Nacional, a assistência punha-se então &#8220;de pé com o braço estendido, fazendo a saudação à romana, ouvindo-se no final muitos &#8216;vivas&#8217; ao Estado Novo, a Portugal, a Carmona e a Salazar&#8221; (Piçarra, 2020, p. 266). Alguém terá inclusivamente reconhecido, e claramente verbalizado, caso do Presidente da Junta de Fortios, o &#8220;prodígio&#8221; da &#8220;máquina cinematográfica&#8221; de Salazar. O clima de idolatria era assim criado à revelia de uma presença específica do idolatrado, como se apenas um conjunto reduzido de imagens de arquivo, ou de algumas alocuções públicas do líder, fossem suficientes para construir uma estratégia propagandística ao longo de várias décadas. </p>     <p>Um outro aspecto relevante   prende-se com a estratégia de produção e exibição   pensada estritamente para as colónias, da qual resultou   nomeadamente um conjunto de seis documentários de António Lopes Ribeiro (1940-1946). Produção que surgiu   a partir do Decreto nº 27.859, de 14 de Julho de 1937, que veio reconhecer a necessidade de &#8220;intensificar&#8221; a propaganda nas colónias portuguesas: &#8220;Considerando que a propaganda pela cinematografia é mais impressionante e eficiente (&#8230;). É criada no Ministério das Colónias   uma missão cinegráfica às colónias de África do Império, destinada à preparação e realização de documentários de propaganda que evidenciem o esforço civilizador dos portugueses&#8221;. No início de 1950 haveria   mesmo &#8220;cinema móvel&#8221;,   nomeadamente em Angola,   com relatos, por   exemplo, de uma   sessão ao ar livre   num bairro de Luanda a que assistiram &#8220;2500 a 3000 indígenas e europeus&#8221; e um balanço   global da passagem   por várias cidades   de Angola tendo atingido cerca   de 200 mil pessoas, sendo   que &#8220;195500 eram &#8216;indígenas&#8217;&#8221; (Piçarra, 2020. p. 361).  </p>     <p>O décimo aniversário da revolução de Maio, em 1936 teria sido pretexto   para Salazar testar um primeiro plano   de propaganda através   do cinema. Para Ferro, o sucesso da empreitada não merecia   dúvida, quanto mais não fosse   pelo número de espectadores que o cinema ambulante tinha atingido em dez anos (1937-1947): cerca   de 2,3 milhões com uma média anual de cerca de 230 &#8220;espectáculos&#8221;. Mas a verdade é que no que ao cinema dizia   respeito, a estratégia de propaganda do regime estava   claramente dependente da discricionariedade de Salazar,   sabendo-se, à partida,   que ele não acreditava no Cinema como um meio estratégico para a divulgação da sua política.   Tal como sucederia, aliás, cerca de vinte anos mais tarde com a televisão. Como   refere Carmo Piçarra, &#8220;Salazar não reconheceu ao cinema a importância dada a este meio por outros ditadores seus contemporâneos&#8221; (Piçarra, 2020, p. 39).   O cinema era, para Salazar,   uma &#8220;distracção perturbante&#8221; e uma arte &#8220;horrivelmente cara&#8221; (Granja,   2000, p. 195). Terá revelado   a Christine Garnier   que após assistir   a <i>A Revolução de Maio</i>, de que &#8220;muito gostou,   não pôde dormir   de noite nem trabalhar, como era seu dever&#8221; (Piçarra, 2020, p. 132).   Salazar, ele próprio,   desacreditava uma política de comunicação panfletária, preferia a propaganda como &#8220;informação e formação&#8221; do que como um estratagema para entreter &#8220;a natural   impaciência do povo&#8221; (Torgal, 2000a,   pp. 65-66). Mas, sobretudo, era Salazar quem tinha a última palavra   quando eram pedidos   aumentos de salários   para os trabalhadores (motorista, projecionista) do Cinema Ambulante, ou relativamente ao envio de um dos cinemas ambulantes do SNI aos Açores, ou mesmo para a reparação do camião   do próprio Cinema   Ambulante: em Setembro   de 1952 o SNI teve autorização expressa   da Presidência do Conselho para   avançar com a despesa... Segundo   João Bénard da Costa (<i>apud </i>Piçarra, 2020, p. 348), &#8220;ao que parece,   o Salazar detestou mesmo o <i>Camões</i>&#8221;, e o fraco acolhimento pelo público teve como consequência que acabasse o apoio directo   à produção de cinema   de enredo por parte do Secretariado. Daí que a estratégia de propaganda do regime   através do cinema tenha sido sempre de serviços mínimos,   por assim dizer.</p>      <p>Se tivesse de dar um título a este texto,   esse título seria talvez &#8220;Da &#8216;cinegrafia&#8217; ao olho-táctil de Salazar&#8221;. De facto, falar de &#8220;cinema&#8221; ao tempo de Salazar (e do cinema feito &#8220;por&#8221; e &#8220;para&#8221; Salazar) é talvez excessivo. Melhor dito, o cinema do salazarismo foi mais uma &#8220;cinegrafia&#8221; ou um &#8220;agit-prop&#8221; algo comezinho, de brandos costumes, apesar de tudo - de baixa intensidade, por vezes revisteiro, do que cinema propriamente dito. A chamada sétima das artes não se pode reconhecer em narrativas de propaganda totalitária e dificilmente se poderá reconhecer naquele arquivo - dos primeiros filmes, e reportagens aos &#8220;jornais de actualidades&#8221;, passando inclusivamente pelas principais referências - de Lopes Ribeiro a Leitão de Barros - com uma ou outra excepção, como o caso de Manoel de Oliveira, e pouco mais.</p>      <p>Por outro lado,   todo o processo de gestão   da atividade cinematográfica da ditadura - da produção à distribuição e exibição - foi algo   extremamente amador e de parco orçamento, com   solicitações permanentes, por   carta a Salazar, para cabimentar despesa, como referimos. A razão   para isso, talvez resida   nesse &#8220;olhar-táctil&#8221; de Salazar e do   salazarismo, desde logo   um olhar contabilístico, e depois um olhar que   se projecta ou pronuncia sobre   pormenores (Torgal,   2000, p. 34-35)   e menos sobre,   por assim dizer, o &#8220;plano de conjunto&#8221;   ou o sentido do filme,   o que terá sido verdadeiramente uma impossibilidade háptica   de (pre)ver, de ver/conhecer. Dito de outro   modo, uma não alfabetização do olhar   para a tela e a linguagem emergente do cinema.   Ainda que para   António Ferro   a importância do cinema, embora &#8220;nem sempre reconhecida&#8221; (<i>et pour</i><i> </i><i>cause</i>&#8230;), fosse &#8220;vital&#8221;   por se tratar   de um &#8220;meio de recreação&#8221;. Meio que, segundo o mesmo António Ferro, se encarregava de &#8220;pensar e sonhar por nós&#8221;. Para ele, &#8220;a sua magia,   o seu poder de sedução,   a sua força de penetração, são incalculáveis. Mais do que a   leitura, mais do que a música,   mais do que a linguagem   radiofónica a imagem penetra, insinua-se, sem quase se dar por   isso, na alma   do homem&#8221; (Ferro,   1950, pp. 43-44).</p>     <p>De facto, Ferro, que era fundamentalmente um adepto da estratégia propagandística através do documentário, e de modo nenhum através   da via comercial ou da comédia revisteira - considerava a comédia o &#8220;cancro&#8221;   do cinema - terá conseguido alguns recursos para,   como diz Carmo   Piçarra, &#8220;meter o cinema na ordem&#8221; e projectar o Estado Novo. Mas não terá conseguido certamente convencer Salazar para   um investimento mais   assertivo num contexto de propaganda ao nível do que foi feito pelas ditaduras congéneres europeias. Veja-se, por   exemplo, que quanto   a cinema de propaganda, em cerca de sessenta filmes   produzidos nos anos 30 e 40, apenas   dois reproduziram diretamente a ideologia salazarista - <i>A Revolução de Maio </i>e <i>Feitiço do Império </i>(Torgal, 2000a,   p. 72). Quanto   aos chamados filmes   históricos, em geral,   também não têm &#8220;um carácter marcadamente ideológico ou de propaganda&#8221; (Torgal, 2000, p. 21). Carmo Piçarra nota que, afinal, nunca foi devidamente valorizado por Ferro e pelos relatórios de balanço de atividade do Cinema Ambulante, nunca foi verdadeiramente evidenciado que essa divulgação tivesse sido um eixo fundamental do dispositivo cinematográfico para projectar a &#8220;política do Espírito&#8221;, o Estado Novo e Salazar. </p>     <p>Como também refere Carmo Piçarra a &#8220;política   do Espírito&#8221; de Ferro não   incluiu uma política para o cinema pelo   cinema. Houve, hipoteticamente, uma vontade de realizar &#8220;uma   política de aproveitamento das potencialidades do cinema, documental e ficcional, desde a sua   produção para efeitos de propaganda à sua exibição como prática de doutrinação&#8221; (Piçarra, 2020,   p. 22) Mas, claramente limitada pelo olhar   débil, pelo olho-táctil de Salazar   sobre o audiovisual, tal como se veio a ver com   o exemplo da chegada   tardia da televisão a Portugal e, depois, da sua débil instrumentalização por parte da ditadura, entregando a RTP aos diferentes humores e pulsões   dos seus comissários políticos (Cádima, 1996). No fundo, não se pode dizer de facto, como sugere Granja   (2000, p. 195) que tenha   havido no Estado Novo &#8220;uma instrumentalização clara do cinema, tal   como se verificou na Alemanha ou na Itália&#8221;. O que não   deixa de ser, também, uma das especificidades marcantes   da ditadura salazarista e do fascismo   português.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <!-- ref --><p>Cádima, F. R. (2019). Da invisibilidade de Salazar à presencialidade de Caetano. Sobre os media, a televisão eaditadura em Portugal. <i>Media</i><i> </i><i>&amp; Jornalismo</i>, <i>19</i>(35), 197-209. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.14195/2183-5462_35_13" target="_blank">10.14195/2183-5462_35_13</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1914237&pid=S2183-5462202000020001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cádima, F. R. (2017).   Salazar, o regime   e a televisão: para uma arqueologia da &#8216;invisibilidade&#8217; televisiva do ditador. In J. L. Garcia, T. Alves &amp; Y. Léonard   (Eds.), <i>Salazar, o Estado     Novo e os</i> <i>Media     </i>(pp. 327-345). Lisboa: Edições 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1914238&pid=S2183-5462202000020001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Cádima, F. R. (1996). <i>Salazar, Caetano e a Televisão Portuguesa</i>. Lisboa: Presença.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1914240&pid=S2183-5462202000020001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Ferro, A. (1950). <i>Teatro e Cinema   (1936-1949</i>). Lisboa: Edições SNI.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1914242&pid=S2183-5462202000020001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Gil, J. (1995). <i>Salazar: a retórica da invisibilidade</i>. Lisboa: Relógio de Água.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1914244&pid=S2183-5462202000020001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Granja, P. J. (2000). A Comédia à Portuguesa, ou a máquina de sonhos a preto e branco do Estado Novo. In L.R. Torgal (Coord.), <i>O Cinema Sob o Olhar de Salazar </i>(pp. 194-233). Lisboa: Círculo de Leitores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1914246&pid=S2183-5462202000020001400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Jornal Português - Revista Mensal de Atualidades (1938-1951). (2015). Lisboa: Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema.</p>      <!-- ref --><p>Matos, H. (2010). <i>Salazar - a Construção do Mito</i>. Lisboa: Círculo de Leitores e Temas e Debates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1914249&pid=S2183-5462202000020001400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Meneses, F. R. de (2014). <i>Salazar</i><i> </i><i>- Uma Biografia   Política </i>(Vol. II). Lisboa: Edições D.Quixote/Expresso.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1914251&pid=S2183-5462202000020001400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Piçarra, M. C. (2020).   <i>Projectar a Ordem. Cinema   do Povo e Propaganda Salazarista - 1935-</i><i>1954</i>. Caxias: OsPássaros.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1914253&pid=S2183-5462202000020001400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Torgal, L. R. (Coord.).(2000). <i>O Cinema Sob o Olhar de Salazar</i>. Lisboa: Círculo de Leitores. </p>     <p>Torgal, L. R. (2000a). Propaganda, Ideologia e Cinema no Estado Novo.   In L.R. Torgal (Coord.), <i>O     Cinema Sob o Olhar de Salazar </i>(pp. 64-91). Lisboa: Círculo de Leitores.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submetido| Received: 2020.06.15.  Aceite | Accepted: 2020.07.03</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nota</b>: O autor escreve ao abrigo do antigo acordo ortográfico</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nota biográfica</b></p>     <p>Francisco Rui Cádima é Professor Catedrático do Departamento de Ciências da Comunicação da NOVA FCSH. Investigador Responsável do ICNOVA - Instituto de Comunicação da NOVA, é diretor da revista <i>Media &amp; Jornalismo</i>.</p>     <p>Ciência ID: 231F-D7BA-F635. Scopus Author ID: 57063529500 Email: <a href="mailto:frcadima@fcsh.unl.pt">frcadima@fcsh.unl.pt</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Morada institucional: Universidade Nova de Lisboa, Instituto de Comunicação da NOVA, Av. de Berna, 26-C - Lisboa 069-061, Portugal</p>      ]]></body>
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