<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2183-5985</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Acta Portuguesa de Nutrição]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Acta Port Nutr]]></abbrev-journal-title>
<issn>2183-5985</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Nutrição]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2183-59852015000200003</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Diminuição do Apetite de Causa Não Orgânica na Primeira Infância]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Decrease of Appetite of Nonorganic Origin in Toddlers]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tomada]]></surname>
<given-names><![CDATA[Inês]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
<xref ref-type="aff" rid="A04"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rita Morais]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A05"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rêgo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Carla]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
<xref ref-type="aff" rid="A04"/>
<xref ref-type="aff" rid="A06"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Hospital Cuf Porto Centro da Criança e do Adolescente ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Porto ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Católica Portuguesa Escola Superior de Biotecnologia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Porto ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Instituto de Biologia Molecular e Celular i3S - Instituto de Investigação e Inovação em Saúde]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Porto ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A04">
<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Medicina ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Porto ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A05">
<institution><![CDATA[,Santa Casa da Misericórdia de Vila Real  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Vila Real ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A06">
<institution><![CDATA[,Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Porto ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<numero>1</numero>
<fpage>10</fpage>
<lpage>14</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2183-59852015000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2183-59852015000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2183-59852015000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O crescimento e desenvolvimento saudável das crianças são influenciados decisivamente pela alimentação. A aprendizagem progressiva de novos sabores e texturas, e os hábitos alimentares estabelecidos nos primeiros anos de vida, são determinantes para o comportamento alimentar no futuro. Após o 1.º ano de vida, na dependência da desaceleração de crescimento, é comum as crianças apresentarem grande variabilidade do apetite, ou mesmo a sua diminuição. Uma criança saudável, que aparentemente come pouco ou recusa alguns alimentos, é motivo de preocupação para os pais/cuidadores, levando-os a procurar soluções práticas junto dos profissionais de saúde. Neste contexto, com vista à reflexão sobre as dificuldades alimentares que ocorrem na infância e a partilha de experiência nesta área, são apresentados 4 casos clínicos de diminuição do apetite de causa não orgânica na primeira infância.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The healthy growth and development of children is decisively influenced by food. The progressive exposure of children to new and different food tastes and textures, and the establishment of healthy food habits early in life, are crucial to the eating behavior in the future. After the first year of life, due to the reduction in growth rate, children often present appetite fluctuation, or even its temporary diminution. A healthy child, who apparently eats small amounts of food, or refuses some foods, is cause of concern to parents/caregivers, which leads them to ask for practical solutions from health professionals. In this context, in order to reflect on the eating problems that occur in childhood and sharing our experience in this field, it is presented four case reports of decrease of appetite of nonorganic origin in toddlers.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Apetite]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Neofobia alimentar]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Primeira infância]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Recusa alimentar]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Appetite]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Food neophobia]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Food refusal]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Toddlers]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CASO CL&Iacute;NICO</b></p>     <p><b>Diminui&ccedil;&atilde;o do Apetite de Causa N&atilde;o Org&acirc;nica na Primeira Inf&acirc;ncia</b></p>     <p><b>Decrease of Appetite of Nonorganic Origin in Toddlers</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ines Tomada<sup>1-4</sup>; Rita Morais Ferreira<sup>5</sup>; Carla R&ecirc;go<sup>1,2,4,6</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Centro da Crian&ccedil;a e do Adolescente do Hospital Cuf Porto, Porto</p>     <p><sup>2</sup>Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, Porto</p>     <p><sup>3</sup>i3S - Instituto de Investiga&ccedil;&atilde;o e Inova&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de, Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto, Porto</p>     <p><sup>4</sup>Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Porto</p>     <p><sup>5</sup>Santa Casa da Miseric&oacute;rdia de Vila Real, Vila Real</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>6</sup>CINTESIS &ndash; Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Tecnologias e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de, Porto</p>     <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p>O crescimento e desenvolvimento saud&aacute;vel das crian&ccedil;as s&atilde;o influenciados decisivamente pela alimenta&ccedil;&atilde;o. A aprendizagem progressiva de novos sabores e texturas, e os h&aacute;bitos alimentares estabelecidos nos primeiros anos de vida, s&atilde;o determinantes para o comportamento alimentar no futuro. Ap&oacute;s o 1.&ordm; ano de vida, na depend&ecirc;ncia da desacelera&ccedil;&atilde;o de crescimento, &eacute; comum as crian&ccedil;as apresentarem grande variabilidade do apetite, ou mesmo a sua diminui&ccedil;&atilde;o. Uma crian&ccedil;a saud&aacute;vel, que aparentemente come pouco ou recusa alguns alimentos, &eacute; motivo de preocupa&ccedil;&atilde;o para os pais/cuidadores, levando-os a procurar solu&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas junto dos profissionais de sa&uacute;de. Neste contexto, com vista &agrave; reflex&atilde;o sobre as dificuldades alimentares que ocorrem na inf&acirc;ncia e a partilha de experi&ecirc;ncia nesta &aacute;rea, s&atilde;o apresentados 4 casos cl&iacute;nicos de diminui&ccedil;&atilde;o do apetite de causa n&atilde;o org&acirc;nica na primeira inf&acirc;ncia.</p>     <p><b>Palavras-Chave:</b> Apetite, Neofobia alimentar, Primeira inf&acirc;ncia, Recusa alimentar</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The healthy growth and development of children is decisively influenced by food. The progressive exposure of children to new and different food tastes and textures, and the establishment of healthy food habits early in life, are crucial to the eating behavior in the future. After the first year of life, due to the reduction in growth rate, children often present appetite fluctuation, or even its temporary diminution. A healthy child, who apparently eats small amounts of food, or refuses some foods, is cause of concern to parents/caregivers, which leads them to ask for practical solutions from health professionals. In this context, in order to reflect on the eating problems that occur in childhood and sharing our experience in this field, it is presented four case reports of decrease of appetite of nonorganic origin in toddlers.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords:</b> Appetite, Food neophobia, Food refusal, Toddlers</p>     <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>Desde o nascimento at&eacute; aos 6 meses de vida, o leite materno (LM) em exclusivo &eacute; o alimento mais adequado para a satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades energ&eacute;ticas e nutricionais do pequeno lactente (1). A partir do 6.&ordm; m&ecirc;s, o LM em exclusivo deixa de ser suficiente para suprir em pleno as necessidades energ&eacute;tico-proteicas e em micronutrientes, tais como ferro, zinco e vitaminas A e D (2). Nesta altura, respeitando a matura&ccedil;&atilde;o fisiol&oacute;gica das fun&ccedil;&otilde;es gastrintestinal e renal, e o neurodesenvolvimento do lactente, dever&aacute; iniciar-se a introdu&ccedil;&atilde;o progressiva de novos alimentos at&eacute; &agrave; inser&ccedil;&atilde;o na alimenta&ccedil;&atilde;o familiar, a qual dever&aacute; ocorrer a partir dos 12 meses (2).</p>     <p>A transi&ccedil;&atilde;o de uma alimenta&ccedil;&atilde;o exclusivamente l&aacute;ctea para a dieta familiar implica um processo de aprendizagem perante novos sabores e texturas. A aus&ecirc;ncia deste processo, que dever&aacute; ocorrer entre os 8 e os 10 meses, poder&aacute; refletir-se em dificuldades na alimenta&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a n&atilde;o s&oacute; a curto prazo, mas tamb&eacute;m no futuro (3).</p>     <p>A relut&acirc;ncia em consumir novos alimentos, comportamento designado por neofobia alimentar, &eacute; uma rea&ccedil;&atilde;o caracter&iacute;stica e natural da crian&ccedil;a perante algo que lhe &eacute; desconhecido, que n&atilde;o dever&aacute; ser interpretada como uma avers&atilde;o permanente ao alimento (4). De facto, muitos dos alimentos rejeitados inicialmente s&atilde;o aceites mais tarde, uma vez que a aceita&ccedil;&atilde;o de um novo sabor implica uma exposi&ccedil;&atilde;o repetida ao mesmo, podendo variar entre 5 a 12 exposi&ccedil;&otilde;es (5). O desenvolvimento das prefer&ecirc;ncias alimentares &eacute; tamb&eacute;m influenciado pelo ambiente socioafetivo. Sem d&uacute;vida que a aceita&ccedil;&atilde;o de um alimento/refei&ccedil;&atilde;o &eacute; favorecida pelo estabelecimento de uma intera&ccedil;&atilde;o positiva entre a crian&ccedil;a e o adulto, o que n&atilde;o acontece perante uma situa&ccedil;&atilde;o de alimenta&ccedil;&atilde;o for&ccedil;ada, conflito e tens&atilde;o (6). Reconhece-se que a recusa alimentar acentua-se em condi&ccedil;&otilde;es de stresse, seja por supress&atilde;o da sensa&ccedil;&atilde;o de fome subsequente &agrave; estimula&ccedil;&atilde;o do sistema nervoso simp&aacute;tico, seja porque a crian&ccedil;a aprende a associar as refei&ccedil;&otilde;es a emo&ccedil;&otilde;es intensas, o que compromete a identifica&ccedil;&atilde;o correta das sensa&ccedil;&otilde;es de fome/saciedade (7).</p>     <p>Ap&oacute;s o 1.&ordm; ano de vida, e at&eacute; por volta dos 4-5 anos, devido &agrave; desacelera&ccedil;&atilde;o fisiol&oacute;gica do crescimento, &eacute; muito comum as crian&ccedil;as apresentarem grande variabilidade, ou mesmo diminui&ccedil;&atilde;o, do apetite. De salientar que este quadro ocorre na aus&ecirc;ncia de qualquer causa org&acirc;nica, na maioria das vezes sem repercuss&otilde;es negativas no crescimento da crian&ccedil;a. No entanto, perante a recusa alimentar da crian&ccedil;a, &eacute; compreens&iacute;vel que os pais/cuidadores manifestando ang&uacute;stia, ansiedade e frustra&ccedil;&atilde;o, recorram com frequ&ecirc;ncia ao Pediatra/M&eacute;dico de Fam&iacute;lia e &agrave; consulta de Nutri&ccedil;&atilde;o Pedi&aacute;trica, com queixas verbalizadas por &ldquo;o meu filho n&atilde;o come nada&rdquo;, &ldquo;n&atilde;o come o suficiente&rdquo;, ou &ldquo;come s&oacute; alguns alimentos&rdquo;.</p>     <p>Neste contexto, considerando o papel dos profissionais de sa&uacute;de na Educa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de e na desmistifica&ccedil;&atilde;o de receios infundados, com vista &agrave; reflex&atilde;o sobre as dificuldades alimentares que ocorrem na primeira inf&acirc;ncia, s&atilde;o apresentados 4 casos de diminui&ccedil;&atilde;o do apetite de causa n&atilde;o org&acirc;nica.</p>     <p><b>METODOLOGIA</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os casos cl&iacute;nicos descritos, referem-se a crian&ccedil;as com idade cronol&oacute;gica entre os 13 e os 28 meses, referenciadas &agrave; Consulta de Nutri&ccedil;&atilde;o Pedi&aacute;trica de um hospital privado do Grande Porto, no primeiro trimestre do ano, por recusa alimentar, sem antecedentes cl&iacute;nicos relevantes nem patologias conhecidas. Todos os dados foram recolhidos de um protocolo definido aplicado na primeira consulta de Nutri&ccedil;&atilde;o Pedi&aacute;trica, para o qual contribuiu a entrevista aos pais/cuidadores e a consulta do Boletim de Sa&uacute;de Infantil e Juvenil da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. A avalia&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica das crian&ccedil;as foi realizada de acordo com a metodologia internacionalmente recomendada (8), e a sua interpreta&ccedil;&atilde;o teve como refer&ecirc;ncia as curvas de crescimento da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) (9). O &Iacute;ndice de Massa Corporal (IMC, raz&atilde;o entre o peso em quilogramas e o quadrado do comprimento em metros) e a sua posterior interpreta&ccedil;&atilde;o com recurso &agrave;s curvas de refer&ecirc;ncia de Z-score de IMC (Zs-IMC) para o sexo e idade, permitiram caracterizar o estado de nutri&ccedil;&atilde;o. Para o efeito, consideraram-se os seguintes pontos de corte: Zs-IMC &ge; -3,0 e &lt; -2,0 para a defini&ccedil;&atilde;o de magreza, Zs-IMC &ge; -2,0 e &lt; +1,0 como indicador de eutrofia, e Zs-IMC &ge; +1,0 e Zs-IMC &ge; +2,0, como crit&eacute;rios de excesso de peso e obesidade, respetivamente (9). Os dados relativos &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica ao nascimento e na primeira consulta de nutri&ccedil;&atilde;o encontram-se descritos na <a href ="/img/revistas/apn/n1/n1a03t1.jpg">Tabela 1</a>. Considerou-se tamb&eacute;m a hist&oacute;ria cl&iacute;nica, incluindo a obst&eacute;trica, e os dados antropom&eacute;tricos dos progenitores.</p>     
<p>Reconhecendo que o relato de uma &uacute;nica refei&ccedil;&atilde;o n&atilde;o retrata de forma fidedigna o padr&atilde;o alimentar habitual (10), a avalia&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o alimentar das crian&ccedil;as foi realizada com recurso &agrave; hist&oacute;ria alimentar reportada pela m&atilde;e, tendo sido solicitado que esta indicasse, unicamente e com o maior rigor poss&iacute;vel, o consumo alimentar da crian&ccedil;a nos dias em que a mesma presenciasse totalmente as refei&ccedil;&otilde;es. Este m&eacute;todo permitiu conhecer aspetos qualitativos e quantitativos da ingest&atilde;o habitual da crian&ccedil;a, servindo de base para a an&aacute;lise breve da adequa&ccedil;&atilde;o nutricional, a qual se encontra sumariada na <a href ="/img/revistas/apn/n1/n1a03t2.jpg">Tabela 2</a>. Sucintamente, para a determina&ccedil;&atilde;o do aporte energ&eacute;tico e em macronutrientes, recorreu-se &agrave; Tabela da Composi&ccedil;&atilde;o dos Alimentos Portuguesa (11) e/ou &agrave; consulta da informa&ccedil;&atilde;o nutricional presente nos r&oacute;tulos dos produtos alimentares mencionados, realizando-se posteriormente a an&aacute;lise comparativa face &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es atuais (12). O c&aacute;lculo das necessidades energ&eacute;ticas foi estimado de acordo com a f&oacute;rmula: Necessidades Energ&eacute;ticas Estimadas (NEE) (kcal) = [(89 x peso (kg) - 100) + 20] (crian&ccedil;as 1-3 anos). Assumiu-se a distribui&ccedil;&atilde;o em macronutrientes na seguinte propor&ccedil;&atilde;o: at&eacute; 15% em prote&iacute;nas (0,87g/kg/dia, crian&ccedil;as 1-3 anos), 30-40% em l&iacute;pidos e 45-65% em gl&iacute;cidos. Real&ccedil;a-se que o contributo energ&eacute;tico e nutricional do LM n&atilde;o foi contabilizado, dado n&atilde;o ser poss&iacute;vel estimar com rigor o volume ingerido.</p>     
<p><b>DESCRI&Ccedil;&Atilde;O DOS CASOS</b></p>     <p>Caso 1 &ndash; Crian&ccedil;a de 13 meses de idade, sexo masculino, saud&aacute;vel, primeiro filho de um casal sem antecedentes cl&iacute;nicos relevantes, excetuando o excesso de peso ligeiro da m&atilde;e (IMC 25,9kg/m<sup>2</sup>). Gravidez sem intercorr&ecirc;ncias, com aumento ponderal total de 9kg. Parto eut&oacute;cico, rec&eacute;m-nascido (RN) de termo com peso e comprimento Adequados para a Idade Gestacional (AIG). A crian&ccedil;a foi alimentada no 1.&ordm; semestre de vida com LM em exclusivo, tendo iniciado pur&eacute; de legumes aos 6 meses.</p>     <p>A m&atilde;e recorre &agrave; consulta de Nutri&ccedil;&atilde;o Pedi&aacute;trica voluntariamente. Refere que o filho &ldquo;n&atilde;o come nada, nem pelo menos o necess&aacute;rio para a idade&rdquo;, receando consequ&ecirc;ncias para a sua sa&uacute;de. Apresenta-se angustiada e emocionalmente fragilizada. Na primeira visita, a crian&ccedil;a apresentava desenvolvimento estaturo-ponderal e estado de nutri&ccedil;&atilde;o adequados ao sexo e idade (<a href ="/img/revistas/apn/n1/n1a03t1.jpg">Tabela 1</a>). Atualmente, das 6 refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias, 2 s&atilde;o constitu&iacute;das por LM. A crian&ccedil;a n&atilde;o tem prescrito qualquer suplemento nutricional. Verifica-se que o aporte energ&eacute;tico di&aacute;rio &eacute; inferior ao estimado, assim como o teor em l&iacute;pidos. Relativamente &agrave; ingest&atilde;o proteica, esta &eacute; mais de 3 vezes superior &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es para esta idade (<a href ="/img/revistas/apn/n1/n1a03t2.jpg">Tabela 2</a>).</p>     
<p>Caso 2 &ndash; Crian&ccedil;a de 18 meses, sexo masculino, saud&aacute;vel, filho &uacute;nico de pais sem antecedentes cl&iacute;nicos relevantes, exceto excesso de peso ligeiro do pai (IMC 25,2kg/m<sup>2</sup>). Gravidez sem intercorr&ecirc;ncias, com ganho ponderal de cerca de 20kg. Parto eut&oacute;cico, RN de termo, com ligeiro excesso de peso para a idade gestacional. Manteve LM em exclusivo at&eacute; aos 6 meses, iniciando posteriormente papa de cereais.</p>     <p>Referenciado &agrave; consulta de Nutri&ccedil;&atilde;o Pedi&aacute;trica pelo Pediatra. M&atilde;e descreve a crian&ccedil;a como sendo &ldquo;muito esquisito em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; comida&rdquo;, e que &ldquo;a sua alimenta&ccedil;&atilde;o &eacute; muito limitada e mon&oacute;tona&rdquo;. Explica ainda que a crian&ccedil;a &ldquo;apenas debica, e s&oacute; raramente termina o que tem no prato&rdquo;. Aos 18 meses, apresenta desenvolvimento estaturo-ponderal e estado de nutri&ccedil;&atilde;o adequados (<a href ="/img/revistas/apn/n1/n1a03t1.jpg">Tabela 1</a>). Na hist&oacute;ria alimentar referida, apurou-se que a crian&ccedil;a realiza 6 refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias, sendo 4 exclusivamente l&aacute;cteas. Aparentemente, tem um aporte di&aacute;rio em l&iacute;pidos e gl&iacute;cidos adequado, no entanto, quer o aporte energ&eacute;tico quer o proteico s&atilde;o superiores &agrave;s suas necessidades. De referir que, com exce&ccedil;&atilde;o do contributo proteico do LM, a ingest&atilde;o proteica &eacute; 3,0 a 4,5 vezes superior ao recomendado (<a href ="/img/revistas/apn/n1/n1a03t2.jpg">Tabela 2</a>).</p>     
<p>Caso 3 &ndash; Crian&ccedil;a de 21 meses, sexo masculino, saud&aacute;vel, primeiro filho de progenitores sem antecedentes cl&iacute;nicos e eutr&oacute;ficos. Gravidez sem intercorr&ecirc;ncias, com um aumento ponderal de 12kg. Parto eut&oacute;cico, RN de termo, com peso e comprimento AIG. A m&atilde;e refere que apenas ofereceu ao lactente outro alimento que n&atilde;o o LM aos 8 meses.</p>     <p>Recorre &agrave; consulta de Nutri&ccedil;&atilde;o Pedi&aacute;trica por iniciativa pr&oacute;pria, dado que o filho tem vindo a recusar alimentar-se desde h&aacute; cerca de 5 meses, situa&ccedil;&atilde;o que se agravou nas &uacute;ltimas semanas. A m&atilde;e mostra grande preocupa&ccedil;&atilde;o e receia repercuss&otilde;es no crescimento do filho. Os par&acirc;metros antropom&eacute;tricos &agrave; data da avalia&ccedil;&atilde;o (21 meses) revelam estado de nutri&ccedil;&atilde;o adequado (<a href ="/img/revistas/apn/n1/n1a03t1.jpg">Tabela 1</a>). Ao longo do dia, a crian&ccedil;a realiza apenas 3 refei&ccedil;&otilde;es, constitu&iacute;das unicamente por produtos l&aacute;cteos. Tem prescrito pelo m&eacute;dico assistente um multivitam&iacute;nico e um suplemento nutricional hiperenerg&eacute;tico e hiperproteico, administrado por via oral, o qual sendo de composi&ccedil;&atilde;o bem definida, foi contabilizado para a an&aacute;lise quantitativa da ingest&atilde;o di&aacute;ria. Ainda assim, verificou-se que as necessidades energ&eacute;ticas di&aacute;rias n&atilde;o s&atilde;o supridas, havendo um d&eacute;fice da ordem dos 42%. Relativamente ao aporte proteico, proporcionalmente ao valor energ&eacute;tico ingerido, este &eacute; pr&oacute;ximo do recomendado (14,3% versus 15,0%), no entanto, desajustado quer &agrave; massa corporal da crian&ccedil;a quer &agrave; idade (<a href ="/img/revistas/apn/n1/n1a03t2.jpg">Tabela 2</a>).</p>     
<p>Caso 4 &ndash; Crian&ccedil;a de 28 meses, sexo masculino, saud&aacute;vel, filho de pais sem antecedentes cl&iacute;nicos relevantes, exceto ligeiro excesso de peso da m&atilde;e (IMC 25,4kg/m<sup>2</sup>). Gravidez sem intercorr&ecirc;ncias, com ganho ponderal total de 17kg. Parto eut&oacute;cico, RN de termo, com peso e comprimento AIG. Enquanto latente foi alimentado com LM em exclusivo at&eacute; aos 5 meses, tendo iniciado nessa altura pur&eacute; de legumes. Aos 28 meses, mant&eacute;m ainda LM &agrave; noite.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>M&atilde;e recorre &agrave; consulta de Nutri&ccedil;&atilde;o Pedi&aacute;trica por iniciativa pr&oacute;pria, referindo que o filho &ldquo;recusa comer, sobretudo a sopa e a comida de prato&rdquo;. Teme que a monotonia alimentar do filho tenha repercuss&otilde;es no seu crescimento. Refere ainda que a crian&ccedil;a n&atilde;o tem prescrito qualquer suplemento nutricional. Aos 28 meses, apresenta bom desenvolvimento estaturo-ponderal e bom estado de nutri&ccedil;&atilde;o (<a href ="/img/revistas/apn/n1/n1a03t1.jpg">Tabela 1</a>). Realiza 7 refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias, das quais 3 ou 4 s&atilde;o exclusivamente l&aacute;cteas (excetua-se o LM ingerido durante a noite). Nas restantes refei&ccedil;&otilde;es, dada a grande prefer&ecirc;ncia por fritos, a m&atilde;e oferece-lhos na expectativa de aumentar a sua ingest&atilde;o alimentar, no entanto n&atilde;o &eacute; capaz de os quantificar. Desconhece-se a ingest&atilde;o alimentar na casa da av&oacute;, tendo-se como &uacute;nica refer&ecirc;ncia a ingest&atilde;o reportada pela m&atilde;e. Embora a ingest&atilde;o alimentar desta crian&ccedil;a seja claramente vari&aacute;vel, verifica-se que a ingest&atilde;o proteica di&aacute;ria &eacute; 3,5 a 4,0 superior ao preconizado para a idade (<a href ="/img/revistas/apn/n1/n1a03t2.jpg">Tabela 2</a>).</p>     
<p><b>AN&Aacute;LISE CR&Iacute;TICA</b></p>     <p>A redu&ccedil;&atilde;o do apetite na primeira inf&acirc;ncia, definida comumente pelos pais/cuidadores como &ldquo;o meu filho n&atilde;o come&rdquo;, &eacute; um motivo frequente nas consultas de Pediatria e de Nutri&ccedil;&atilde;o Pedi&aacute;trica. Apesar dos casos selecionados para este trabalho serem referentes apenas a crian&ccedil;as do sexo masculino, esta situa&ccedil;&atilde;o afeta ambos os sexos e todos os n&iacute;veis socioecon&oacute;micos.</p>     <p>Ap&oacute;s exclus&atilde;o cl&iacute;nica de causas org&acirc;nicas, a grande maioria das crian&ccedil;as s&atilde;o saud&aacute;veis, mantendo um crescimento adequado &agrave; idade (casos 1 a 4). Contudo, o seu comportamento alimentar exige uma an&aacute;lise criteriosa, na medida em que &eacute; causador de grande ansiedade e preocupa&ccedil;&atilde;o para os pais/cuidadores, o que os leva a adotar pr&aacute;ticas persuasivas, que para al&eacute;m de contraproducentes, perpetuam a situa&ccedil;&atilde;o. Neste cen&aacute;rio, o profissional de sa&uacute;de, nomeadamente o Nutricionista, ter&aacute; de apresentar argumentos de forma clara e objetiva, que contribuam para tranquilizar a fam&iacute;lia face a eventuais repercuss&otilde;es no desenvolvimento da crian&ccedil;a. Em contexto de ambulat&oacute;rio, um dos recursos mais simples e pr&aacute;ticos, &eacute; a avalia&ccedil;&atilde;o do crescimento da crian&ccedil;a, atrav&eacute;s do peso e comprimento, e do estado de nutri&ccedil;&atilde;o determinado pela interpreta&ccedil;&atilde;o do IMC. Para al&eacute;m disso, a avalia&ccedil;&atilde;o dos h&aacute;bitos alimentares da crian&ccedil;a (incluindo n&uacute;mero, hor&aacute;rio e local das refei&ccedil;&otilde;es, alimentos preferidos e rejeitados, como e por quem os alimentos s&atilde;o oferecidos e sua aceita&ccedil;&atilde;o), assim como a an&aacute;lise breve da adequa&ccedil;&atilde;o nutricional, ap&oacute;s recolha da hist&oacute;ria alimentar e respetiva quantifica&ccedil;&atilde;o, permitir&atilde;o apurar o significado das queixas &ldquo;n&atilde;o come nada&rdquo; (casos 1 e 2) e/ou &ldquo;recusa alimentar-se&rdquo; (casos 3 e 4). S&oacute; ap&oacute;s a reuni&atilde;o destes dados &eacute; que se poder&aacute; delinear uma orienta&ccedil;&atilde;o assertiva de acordo com as caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a e da fam&iacute;lia.</p>     <p>A recusa &agrave; ingest&atilde;o de determinados alimentos e/ou a varia&ccedil;&atilde;o do apetite da crian&ccedil;a ao longo do(s) dia(s), &eacute; interpretada como anorexia, quando na realidade s&atilde;o as expectativas dos pais relativas &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a que n&atilde;o est&atilde;o a ser correspondidas (13). Perante isto, &eacute; perent&oacute;rio explicar aos pais/cuidadores que, ap&oacute;s o 1.&ordm; ano de vida, devido &agrave; atenua&ccedil;&atilde;o fisiol&oacute;gica da velocidade de crescimento, a redu&ccedil;&atilde;o do apetite da crian&ccedil;a &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o muito comum. Por outro lado, dever&atilde;o tamb&eacute;m compreender que nesta fase, o interesse pelos alimentos &eacute; facilmente substitu&iacute;do pela enormidade de descobertas e est&iacute;mulos que a crian&ccedil;a tem &agrave; sua volta, e que a recusa alimentar corresponde muitas vezes a uma necessidade de afirma&ccedil;&atilde;o (14).</p>     <p>&Eacute; tamb&eacute;m importante evidenciar que, quando a introdu&ccedil;&atilde;o de novos alimentos, que n&atilde;o o leite, &eacute; realizada tardiamente (ap&oacute;s 6.&ordm; m&ecirc;s de vida) (caso 3), todo o processo de introdu&ccedil;&atilde;o de alimentos poder&aacute; estar comprometido, aumentando o risco de dificuldades na alimenta&ccedil;&atilde;o (15).</p>     <p>Apesar de todas as limita&ccedil;&otilde;es inerentes &agrave; anamnese alimentar, &eacute; muito comum verificar-se que as queixas dos pais n&atilde;o t&ecirc;m fundamento (casos 1 a 4). Nos casos descritos, constata-se que as crian&ccedil;as fazem um n&uacute;mero adequado de refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias (exceto caso 3); contudo, as queixas representadas por &ldquo;raramente termina o que tem no prato&rdquo; (caso 2), s&atilde;o invariavelmente sin&oacute;nimo da oferta de alimentos em quantidade excessiva, desrespeitando assim quer a capacidade g&aacute;strica da crian&ccedil;a quer a sua saciedade.</p>     <p>A an&aacute;lise breve da adequa&ccedil;&atilde;o nutricional, que teve por base a recolha de dados relativos &agrave; qualidade e quantidade de alimentos ingeridos pela crian&ccedil;a ao longo do dia e integralmente presenciados pela m&atilde;e, permitiu verificar que nenhuma crian&ccedil;a tinha uma ingest&atilde;o energ&eacute;tica di&aacute;ria de acordo com as recomenda&ccedil;&otilde;es para a idade (<a href ="/img/revistas/apn/n1/n1a03t2.jpg">Tabela 2</a>). Foi tamb&eacute;m transversal a todos os casos um aporte proteico di&aacute;rio excessivo face ao preconizado para a idade (entre 2 a 4,5 vezes superior). Refor&ccedil;a-se que nos casos em que o LM era ainda inclu&iacute;do na alimenta&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria das crian&ccedil;as (casos 1, 2 e 4), o seu contributo energ&eacute;tico-proteico n&atilde;o foi contabilizado, pelo que a carga proteica di&aacute;ria destas crian&ccedil;as estar&aacute; seguramente subestimada. Esta sobrecarga proteica parece associar-se ao consumo liberalizado de leite e iogurte (casos 1 a 4). De facto, a queixa apresentada pelos pais/cuidadores em rela&ccedil;&atilde;o ao comportamento alimentar destas crian&ccedil;as, poder&aacute; ser justificada pelo efeito anorexig&eacute;nico atribu&iacute;do ao leite, j&aacute; que a sua ingest&atilde;o em excesso contribui para o aumento da saciedade, impedindo que a crian&ccedil;a consuma outros alimentos, nomeadamente s&oacute;lidos (16).</p>     
<p>Tal como o aporte energ&eacute;tico e proteico, o de l&iacute;pidos e gl&iacute;cidos nem sempre foi satisfat&oacute;rio (<a href ="/img/revistas/apn/n1/n1a03t2.jpg">Tabela 2</a>). Estes resultados poder&atilde;o n&atilde;o indicar necessariamente uma inadequa&ccedil;&atilde;o nutricional pontual, j&aacute; que foram considerados valores m&iacute;nimos e m&aacute;ximos no que respeita quer ao valor energ&eacute;tico total quer aos macronutrientes em fun&ccedil;&atilde;o dos diferentes alimentos/prepara&ccedil;&otilde;es culin&aacute;rias ingeridas pela crian&ccedil;a (exce&ccedil;&atilde;o para o caso 3, em que a m&atilde;e revela total monotonia da alimenta&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a), mas ser resultante de uma m&aacute; estimativa das quantidades de alimentos efetivamente consumidas pelas crian&ccedil;as. Por este motivo, o registo di&aacute;rio da quantidade de alimentos/bebidas oferecidos e ingeridos na realidade pela crian&ccedil;a (incluindo intervalo das refei&ccedil;&otilde;es), e dos fatores com a&ccedil;&atilde;o positiva ou negativa no seu comportamento alimentar, constitui uma excelente estrat&eacute;gia para tranquilizar os pais/cuidadores, mas tamb&eacute;m o suporte para as orienta&ccedil;&otilde;es do Nutricionista na(s) consulta(s) de seguimento.</p>     
<p>Apontam-se como limita&ccedil;&otilde;es deste trabalho, o facto de apenas terem sido recolhidos os dados antropom&eacute;tricos ao nascimento e na primeira consulta de Nutri&ccedil;&atilde;o Pedi&aacute;trica, o que n&atilde;o permite assumir com rigor a exist&ecirc;ncia de atenua&ccedil;&atilde;o ou compromisso do crescimento da crian&ccedil;a, conclus&atilde;o que obriga &agrave; an&aacute;lise antropom&eacute;trica pormenorizada desde o nascimento. Para al&eacute;m disso, toda a informa&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as teve por base a hist&oacute;ria alimentar reportada pela m&atilde;e, e unicamente referente aos dias em que esta presenciava totalmente as refei&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o tendo sido considerado o aporte energ&eacute;tico e em macronutrientes nas situa&ccedil;&otilde;es em que a crian&ccedil;a realizava refei&ccedil;&otilde;es na presen&ccedil;a de outro cuidador. Este facto pode ter contribu&iacute;do para uma estimativa pouco precisa da ingest&atilde;o alimentar habitual, independentemente do erro subjacente a qualquer m&eacute;todo de avalia&ccedil;&atilde;o do consumo alimentar dependente da mem&oacute;ria. De referir tamb&eacute;m que apenas foi feita uma an&aacute;lise breve da adequa&ccedil;&atilde;o nutricional (aporte energ&eacute;tico e em macronutrientes), n&atilde;o se tendo avaliado a ingest&atilde;o de micronutrientes cr&iacute;ticos nesta faixa et&aacute;ria, nomeadamente de ferro, c&aacute;lcio, zinco e vitaminas A e D. Por &uacute;ltimo, em nenhum dos casos foi poss&iacute;vel determinar a ingest&atilde;o h&iacute;drica di&aacute;ria das crian&ccedil;as, por dificuldades de quantifica&ccedil;&atilde;o da m&atilde;e.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>O conhecimento das necessidades nutricionais e das particularidades das diferentes etapas de crescimento e desenvolvimento, aliados &agrave; sensibilidade acerca das repercuss&otilde;es dos h&aacute;bitos alimentares adquiridos na inf&acirc;ncia no comportamento alimentar no futuro, s&atilde;o determinantes no planeamento de qualquer interven&ccedil;&atilde;o em idade pedi&aacute;trica. Numa situa&ccedil;&atilde;o particular como as dificuldades alimentares em crian&ccedil;as pequenas e saud&aacute;veis, a abordagem nutricional dever&aacute; n&atilde;o s&oacute; ser cientificamente fundamentada, mas sobretudo ser sensata face &agrave;s expectativas e dificuldades dos pais/cuidadores. Isto implica que a investiga&ccedil;&atilde;o inicial n&atilde;o seja demasiado extensa, mas sim um processo de escuta ativa dos pais/cuidadores, individualizado e centrado na crian&ccedil;a, de forma a estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a com o profissional de sa&uacute;de. A transmiss&atilde;o de mensagens claras, precisas e consistentes, que respeitem o ritmo de compreens&atilde;o e interioriza&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o, &eacute; determinante para que os pais/cuidadores sejam capazes de tomar decis&otilde;es adequadas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o das suas crian&ccedil;as.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b>     <li>ESPGHAN Committee on Nutrition; Agostoni C, Braegger C, Decsi T, Kolacek S, Koletzko B, Michaelsen KF, et al. Breast-feeding: A commentary by the ESPGHAN Committee on Nutrition. J Pediatr Gastroenterol Nutr. 2009;49:112-125.</li>     <li>Guerra A, R&ecirc;go C, Silva D, Ferreira GC, Mansilha H, Antunes H, et al. Alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o do lactente. Acta Pediatr Port. 2012:43(2):S17-S40.</li>     <li>Northstone K, Emmett P, Nethersole F. The effect of age of introduction to lumpy solids on foods eaten and reported feeding difficulties at 6 and 15 months. J Hum Nutr Diet. 2001;14:43-54.</li>     <li>Pliner P. Cognitive schemas: how can we use them to improve children&rsquo;s acceptance of diverse and unfamiliar foods? Brit J Nutr. 2008;99(suppl1):S2-S6.</li>     <li>Maier A, Chabanet C, Schaal B, Leathwood P, Issanchou S. Food-related sensory experience from birth through weaning: contrasted patterns in two nearby European regions. Appetite. 2007;49:429-440.</li>     <li>Davies W, Sato K, Arvedson E, Satter E, Silverman A, Rudolph C. Reconceptualizing feeding and feeding disorders in interpersonal context: the case for a relational disorder. J Fam Psychol. 2006;20(3):409-417.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Chatoor I, Ganiban J, Hirsch R, Borman-Spurrell E, Mrazek DA. Maternal characteristics and toddler temperament in infantile anorexia. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry. 2000;39:743-751.</li>     <li>Jelliffe DB, Jelliffe EFP. Direct assessment of nutritional status. Anthropometry: major measurements. Community Nutritional Assessment with special reference to less technically developed countries. New York: Oxford University Press: 1986; pp.68-105.</li>     <li>WHO Reference 2007. WHO Child Growth Standards. Multicentre Growth Reference Study Group. Geneva: 2007.</li>     <li>MacIntyre UE. Measuring Food Intake. In: Introduction to human nutrition. Gibney MJ, Lanham-New SA, Cassidy A, Vorster HH, eds. Wiley-Blackwell: 2009; pp.238-275.</li>     <li>Instituto Nacional de Sa&uacute;de Dr. Ricardo Jorge. Tabela da Composi&ccedil;&atilde;o de Alimentos. INSA, 2011.</li>     <li>Dietary Reference Intakes (DRIs). Food and Nutrition Board, Institute of Medicine, National Academies. <a href="http://fnic.nal.usda.gov/dietary-guidance/dietary-reference-intakes/dri-tables-and-application-reports" target="_blank">http://fnic.nal.usda.gov/dietary-guidance/dietary-reference-intakes/dri-tables-and-application-reports</a>.</li>     <li>Bresolin A, Sucupira A, Barrera S, Pereira R, Abreu M, Pilar L, et al. Recusa alimentar: abordagem ambulatorial. J Pediatria. 1987;9:99-102.</li>     <li>Amaral L, Pinho O. Alimenta&ccedil;&atilde;o Infantil. Editorial Not&iacute;cias, Lisboa: 2004.</li>     <li>Northstone K, Emmett P, Nethersole F; ALSPAC Study Team. Avon Longitudinal Study of Pregnancy and Childhood. The effect of age of introduction to lumpy solids on foods eaten and reported feeding difficulties at 6 and 15 months. J Hum Nutr Diet. 2001;14:43-54.</li>     <li>Wright CM, Parkinson KN, Shipton D, Drewett RF. How do toddler eating problems relate to their eating behavior, food preferences, and growth? Pediatrics. 2007;120(4):1069-1075.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b> <br/>In&ecirc;s Tomada <br/>Centro da Crian&ccedil;a e do Adolescente do Hospital Cuf Porto,     <p>Estrada da Circunvala&ccedil;&atilde;o, n.&ordm; 14341,</p>     <p>4100-180 Porto, Portugal</p> <a href="mailto:inestomada@gmail.com">inestomada@gmail.com</a></p>  <br/>Recebido a 28 de Janeiro de 2013 <br/>Aceite a 7 de Outubro de 2013 <br/>       ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>ESPGHAN Committee on NutritionAgostoni C.Braegger C.Decsi T.Kolacek S.Koletzko B.Michaelsen KF</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Breast-feeding: A commentary by the ESPGHAN Committee on Nutrition]]></article-title>
<source><![CDATA[J Pediatr Gastroenterol Nutr]]></source>
<year>2009</year>
<volume>49</volume>
<page-range>112-125</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Guerra]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rêgo]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[GC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mansilha]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Antunes]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Alimentação e nutrição do lactente]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Pediatr Port.]]></source>
<year>2012</year>
<volume>43</volume>
<numero>^s2</numero>
<issue>^s2</issue>
<supplement>2</supplement>
<page-range>S17-S40</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Northstone]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Emmett]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nethersole]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The effect of age of introduction to lumpy solids on foods eaten and reported feeding difficulties at 6 and 15 months]]></article-title>
<source><![CDATA[J Hum Nutr Diet]]></source>
<year>2001</year>
<volume>14</volume>
<page-range>43-54</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pliner]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cognitive schemas: how can we use them to improve children's acceptance of diverse and unfamiliar foods?]]></article-title>
<source><![CDATA[Brit J Nutr]]></source>
<year>2008</year>
<volume>99</volume>
<numero>suppl1</numero>
<issue>suppl1</issue>
<page-range>S2-S6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maier]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chabanet]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schaal]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leathwood]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Issanchou]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Food-related sensory experience from birth through weaning: contrasted patterns in two nearby European regions]]></article-title>
<source><![CDATA[Appetite]]></source>
<year>2007</year>
<volume>49</volume>
<page-range>429-440</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Davies]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sato]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Arvedson]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Satter]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silverman]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rudolph]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Reconceptualizing feeding and feeding disorders in interpersonal context: the case for a relational disorder]]></article-title>
<source><![CDATA[J Fam Psychol]]></source>
<year>2006</year>
<volume>20</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>409-417</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chatoor]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ganiban]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hirsch]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Borman-Spurrell]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mrazek]]></surname>
<given-names><![CDATA[DA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Maternal characteristics and toddler temperament in infantile anorexia]]></article-title>
<source><![CDATA[J Am Acad Child Adolesc Psychiatry]]></source>
<year>2000</year>
<volume>39</volume>
<page-range>743-751</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jelliffe]]></surname>
<given-names><![CDATA[DB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jelliffe]]></surname>
<given-names><![CDATA[EFP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Direct assessment of nutritional status: Anthropometry: major measurements]]></article-title>
<source><![CDATA[Community Nutritional Assessment with special reference to less technically developed countries]]></source>
<year>1986</year>
<page-range>68-105</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>WHO Reference 2007</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[WHO Child Growth Standards]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Multicentre Growth Reference Study Group]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MacIntyre]]></surname>
<given-names><![CDATA[UE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Measuring Food Intake: Introduction to human nutrition]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Gibney]]></surname>
<given-names><![CDATA[MJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lanham-New]]></surname>
<given-names><![CDATA[SA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cassidy]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vorster]]></surname>
<given-names><![CDATA[HH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2009</year>
<page-range>238-275</page-range><publisher-name><![CDATA[Wiley-Blackwell]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Tabela da Composição de Alimentos]]></article-title>
<collab>INSA</collab>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2011</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bresolin]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sucupira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barrera]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Abreu]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pilar]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Recusa alimentar: abordagem ambulatorial]]></article-title>
<source><![CDATA[J Pediatria]]></source>
<year>1987</year>
<volume>9</volume>
<page-range>99-102</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Northstone]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Emmett]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nethersole]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>ALSPAC Study Team</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Avon Longitudinal Study of Pregnancy and Childhood: The effect of age of introduction to lumpy solids on foods eaten and reported feeding difficulties at 6 and 15 months]]></article-title>
<source><![CDATA[J Hum Nutr Diet]]></source>
<year>2001</year>
<volume>14</volume>
<page-range>43-54</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wright]]></surname>
<given-names><![CDATA[CM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Parkinson]]></surname>
<given-names><![CDATA[KN]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shipton]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Drewett]]></surname>
<given-names><![CDATA[RF]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[How do toddler eating problems relate to their eating behavior, food preferences, and growth]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>2007</year>
<volume>120</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>1069-1075</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
